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<p>TRF 3</p><p>TRF 3 - TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO</p><p>Técnico Judiciário – Área Administrativa</p><p>EDITAL Nº 1/2024</p><p>CÓD: OP-170AB-24</p><p>7908403552924</p><p>• A Opção não está vinculada às organizadoras de Concurso Público. A aquisição do material não garante sua inscrição ou ingresso na</p><p>carreira pública,</p><p>• Sua apostila aborda os tópicos do Edital de forma prática e esquematizada,</p><p>• Dúvidas sobre matérias podem ser enviadas através do site: www.apostilasopção.com.br/contatos.php, com retorno do professor</p><p>no prazo de até 05 dias úteis.,</p><p>• É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila, de acordo com o Artigo 184 do Código Penal.</p><p>Apostilas Opção, a Opção certa para a sua realização.</p><p>ÍNDICE</p><p>Língua Portuguesa</p><p>1. Redação Oficial ........................................................................................................................................................................... 7</p><p>2. Ortografia e acentuação ............................................................................................................................................................. 16</p><p>3. Emprego do sinal indicativo de crase .......................................................................................................................................... 18</p><p>4. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados ................................................................................................... 18</p><p>5. Relação do texto com seu contexto histórico ............................................................................................................................. 19</p><p>6. Denotação e conotação .............................................................................................................................................................. 19</p><p>7. Discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre ......................................................................................................... 19</p><p>8. Intertextualidade ........................................................................................................................................................................ 21</p><p>9. Figuras de linguagem .................................................................................................................................................................. 22</p><p>10. Morfossintaxe ............................................................................................................................................................................. 25</p><p>11. Elementos estruturais e processos de formação de palavras ..................................................................................................... 27</p><p>12. Sinonímia e antonímia ................................................................................................................................................................ 28</p><p>13. Pontuação ................................................................................................................................................................................... 28</p><p>14. Pronomes .................................................................................................................................................................................... 32</p><p>15. Concordância nominal e concordância verbal ............................................................................................................................ 33</p><p>16. Flexão nominal e flexão verbal ................................................................................................................................................... 34</p><p>17. Vozes do verbo. Correlação de tempos e modos verbais ........................................................................................................... 39</p><p>18. Regência nominal e regência verbal ........................................................................................................................................... 42</p><p>19. Coordenação e subordinação ..................................................................................................................................................... 43</p><p>20. Conectivos................................................................................................................................................................................... 47</p><p>21. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas; organização e reorganização de orações e períodos;</p><p>equivalência e transformação de estruturas) ............................................................................................................................. 48</p><p>Raciocínio Lógico-Matemático</p><p>1. Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; deduzir novas informações das</p><p>relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. Compreensão e elaboração</p><p>da lógica das situações por meio de: raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espacial e</p><p>temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos. Compreensão do processo lógico que, a partir de um conjun-</p><p>to de hipóteses, conduz, de forma válida, a conclusões determinadas ..................................................................................... 57</p><p>2. Noções básicas de proporcionalidade ....................................................................................................................................... 80</p><p>3. Problemas envolvendo regra de três simples ............................................................................................................................ 81</p><p>4. Porcentagem:cálculos de porcentagem, acréscimos e descontos ............................................................................................. 83</p><p>Noções sobre o Direito das Pessoas com Deficiência</p><p>1. Resolução CNJ nº 401/2021 ........................................................................................................................................................ 85</p><p>2. Inclusão, direitos e garantias legais e constitucionais das pessoas com deficiência (Lei nº 13.146/2015 .................................. 90</p><p>3. Lei nº 11.126/2005 ..................................................................................................................................................................... 107</p><p>4. Constituição Federal ................................................................................................................................................................... 107</p><p>5. Normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobili-</p><p>dade reduzida (Lei nº 10.098/2000 e Decreto 5.296/2004) ....................................................................................................... 110</p><p>ÍNDICE</p><p>6. Prioridade de atendimento às pessoas portadoras de deficiência (Lei nº 10.048/2000 e Decreto 5.296/2004) ....................... 124</p><p>7. Normas de apoio às pessoas portadoras de deficiência e sua integração social (Lei nº 7.853/1989 e Decreto 3.298/1999) .... 125</p><p>Noções de Direito Constitucional</p><p>1. Princípios Fundamentais da Constituição Brasileira ................................................................................................................... 137</p><p>2. Direitos e Garantias fundamentais: Direitos e Deveres Individuais e Coletivos .......................................................................... 138</p><p>3. Direitos Sociais ............................................................................................................................................................................ 142</p><p>4. Nacionalidade ............................................................................................................................................................................. 143</p><p>5. dos Direitos Políticos</p><p>financeiras e delegadas.</p><p>f) procedimento legislativo especial: Nesse procedimento,</p><p>englobam-se dois ritos distintos com características próprias, um</p><p>destinado à elaboração de emendas à Constituição; outro, à de có-</p><p>digos.</p><p>ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÃO</p><p>Ortografia</p><p>A ortografia oficial diz respeito às regras gramaticais referentes</p><p>à escrita correta das palavras. Para melhor entendê-las, é preciso</p><p>analisar caso a caso. Lembre-se de que a melhor maneira de memo-</p><p>rizar a ortografia correta de uma língua é por meio da leitura, que</p><p>também faz aumentar o vocabulário do leitor.</p><p>Neste capítulo serão abordadas regras para dúvidas frequentes</p><p>entre os falantes do português. No entanto, é importante ressaltar</p><p>que existem inúmeras exceções para essas regras, portanto, fique</p><p>atento!</p><p>Alfabeto</p><p>O primeiro passo para compreender a ortografia oficial é co-</p><p>nhecer o alfabeto (os sinais gráficos e seus sons). No português, o</p><p>alfabeto se constitui 26 letras, divididas entre vogais (a, e, i, o, u) e</p><p>consoantes (restante das letras).</p><p>Com o Novo Acordo Ortográfico, as consoantes K, W e Y foram</p><p>reintroduzidas ao alfabeto oficial da língua portuguesa, de modo</p><p>que elas são usadas apenas em duas ocorrências: transcrição de</p><p>nomes próprios e abreviaturas e símbolos de uso internacional.</p><p>Uso do “X”</p><p>Algumas dicas são relevantes para saber o momento de usar o</p><p>X no lugar do CH:</p><p>• Depois das sílabas iniciais “me” e “en” (ex: mexerica; enxer-</p><p>gar)</p><p>• Depois de ditongos (ex: caixa)</p><p>• Palavras de origem indígena ou africana (ex: abacaxi; orixá)</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>17</p><p>Uso do “S” ou “Z”</p><p>Algumas regras do uso do “S” com som de “Z” podem ser observadas:</p><p>• Depois de ditongos (ex: coisa)</p><p>• Em palavras derivadas cuja palavra primitiva já se usa o “S” (ex: casa > casinha)</p><p>• Nos sufixos “ês” e “esa”, ao indicarem nacionalidade, título ou origem. (ex: portuguesa)</p><p>• Nos sufixos formadores de adjetivos “ense”, “oso” e “osa” (ex: populoso)</p><p>Uso do “S”, “SS”, “Ç”</p><p>• “S” costuma aparecer entre uma vogal e uma consoante (ex: diversão)</p><p>• “SS” costuma aparecer entre duas vogais (ex: processo)</p><p>• “Ç” costuma aparecer em palavras estrangeiras que passaram pelo processo de aportuguesamento (ex: muçarela)</p><p>Os diferentes porquês</p><p>POR QUE Usado para fazer perguntas. Pode ser substituído por “por qual motivo”</p><p>PORQUE Usado em respostas e explicações. Pode ser substituído por “pois”</p><p>POR QUÊ O “que” é acentuado quando aparece como a última palavra da frase, antes da pontuação final (interrogação, excla-</p><p>mação, ponto final)</p><p>PORQUÊ É um substantivo, portanto costuma vir acompanhado de um artigo, numeral, adjetivo ou pronome</p><p>Parônimos e homônimos</p><p>As palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pronúncia semelhantes, porém com significados distintos.</p><p>Ex: cumprimento (saudação) X comprimento (extensão); tráfego (trânsito) X tráfico (comércio ilegal).</p><p>Já as palavras homônimas são aquelas que possuem a mesma grafia e pronúncia, porém têm significados diferentes. Ex: rio (verbo</p><p>“rir”) X rio (curso d’água); manga (blusa) X manga (fruta).</p><p>Acentuação</p><p>A acentuação é uma das principais questões relacionadas à Ortografia Oficial, que merece um capítulo a parte. Os acentos utilizados</p><p>no português são: acento agudo (´); acento grave (`); acento circunflexo (^); cedilha (¸) e til (~).</p><p>Depois da reforma do Acordo Ortográfico, a trema foi excluída, de modo que ela só é utilizada na grafia de nomes e suas derivações</p><p>(ex: Müller, mülleriano).</p><p>Esses são sinais gráficos que servem para modificar o som de alguma letra, sendo importantes para marcar a sonoridade e a intensi-</p><p>dade das sílabas, e para diferenciar palavras que possuem a escrita semelhante.</p><p>A sílaba mais intensa da palavra é denominada sílaba tônica. A palavra pode ser classificada a partir da localização da sílaba tônica,</p><p>como mostrado abaixo:</p><p>• OXÍTONA: a última sílaba da palavra é a mais intensa. (Ex: café)</p><p>• PAROXÍTONA: a penúltima sílaba da palavra é a mais intensa. (Ex: automóvel)</p><p>• PROPAROXÍTONA: a antepenúltima sílaba da palavra é a mais intensa. (Ex: lâmpada)</p><p>As demais sílabas, pronunciadas de maneira mais sutil, são denominadas sílabas átonas.</p><p>Regras fundamentais</p><p>CLASSIFICAÇÃO REGRAS EXEMPLOS</p><p>OXÍTONAS</p><p>• terminadas em A, E, O, EM, seguidas ou não do</p><p>plural</p><p>• seguidas de -LO, -LA, -LOS, -LAS</p><p>cipó(s), pé(s), armazém</p><p>respeitá-la, compô-lo, comprometê-los</p><p>PAROXÍTONAS</p><p>• terminadas em I, IS, US, UM, UNS, L, N, X, PS, Ã,</p><p>ÃS, ÃO, ÃOS</p><p>• ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido</p><p>ou não do plural</p><p>(OBS: Os ditongos “EI” e “OI” perderam o</p><p>acento com o Novo Acordo Ortográfico)</p><p>táxi, lápis, vírus, fórum, cadáver, tórax, bíceps,</p><p>ímã, órfão, órgãos, água, mágoa, pônei, ideia, geleia,</p><p>paranoico, heroico</p><p>PROPAROXÍTONAS • todas são acentuadas cólica, analítico, jurídico, hipérbole, último, álibi</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>18</p><p>Regras especiais</p><p>REGRA EXEMPLOS</p><p>Acentua-se quando “I” e “U” tônicos formarem hiato com a vogal anterior, acompanhados ou não</p><p>de “S”, desde que não sejam seguidos por “NH”</p><p>OBS: Não serão mais acentuados “I” e “U” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo</p><p>saída, faísca, baú, país</p><p>feiura, Bocaiuva,</p><p>Sauipe</p><p>Acentua-se a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos “TER” e “VIR” e seus</p><p>compostos</p><p>têm, obtêm, contêm,</p><p>vêm</p><p>Não são acentuados hiatos “OO” e “EE” leem, voo, enjoo</p><p>Não são acentuadas palavras homógrafas</p><p>OBS: A forma verbal “PÔDE” é uma exceção pelo, pera, para</p><p>EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE</p><p>Crase é o nome dado à contração de duas letras “A” em uma só: preposição “a” + artigo “a” em palavras femininas. Ela é demarcada</p><p>com o uso do acento grave (à), de modo que crase não é considerada um acento em si, mas sim o fenômeno dessa fusão.</p><p>Veja, abaixo, as principais situações em que será correto o emprego da crase:</p><p>• Palavras femininas: Peça o material emprestado àquela aluna.</p><p>• Indicação de horas, em casos de horas definidas e especificadas: Chegaremos em Belo Horizonte às 7 horas.</p><p>• Locuções prepositivas: A aluna foi aprovada à custa de muito estresse.</p><p>• Locuções conjuntivas: À medida que crescemos vamos deixando de lado a capacidade de imaginar.</p><p>• Locuções adverbiais de tempo, modo e lugar: Vire na próxima à esquerda.</p><p>Veja, agora, as principais situações em que não se aplica a crase:</p><p>• Palavras masculinas: Ela prefere passear a pé.</p><p>• Palavras repetidas (mesmo quando no feminino): Melhor termos uma reunião frente a frente.</p><p>• Antes de verbo: Gostaria de aprender a pintar.</p><p>• Expressões que sugerem distância ou futuro: A médica vai te atender daqui a pouco.</p><p>• Dia de semana (a menos que seja um dia definido): De terça a sexta. / Fecharemos às segundas-feiras.</p><p>• Antes de numeral (exceto horas definidas): A casa da vizinha fica a 50 metros da esquina.</p><p>Há, ainda, situações em que o uso da crase é facultativo</p><p>• Pronomes possessivos femininos: Dei um picolé a minha filha. / Dei um picolé à minha filha.</p><p>• Depois da palavra “até”: Levei minha avó até a feira. / Levei minha avó até à feira.</p><p>• Nomes próprios femininos (desde que não seja especificado): Enviei o convite a Ana. / Enviei o convite à Ana. / Enviei o convite à</p><p>Ana da faculdade.</p><p>DICA: Como a crase só ocorre em palavras no feminino, em caso de dúvida, basta substituir por uma palavra equivalente no masculino.</p><p>Se aparecer “ao”, deve-se usar a crase: Amanhã iremos à escola / Amanhã iremos ao colégio.</p><p>COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS DE GÊNEROS VARIADOS</p><p>Compreender e interpretar textos é essencial para que o objetivo de comunicação seja alcançado satisfatoriamente. Com isso, é</p><p>importante saber diferenciar os dois conceitos. Vale lembrar que o texto pode ser verbal ou não-verbal, desde que tenha um sentido</p><p>completo.</p><p>A compreensão se relaciona ao entendimento de um texto e de sua proposta comunicativa, decodificando a mensagem explícita. Só</p><p>depois de compreender o texto que é possível fazer a sua interpretação.</p><p>A interpretação são as conclusões que chegamos a partir do conteúdo do texto, isto é, ela se encontra para além daquilo que está</p><p>escrito</p><p>ou mostrado. Assim, podemos dizer que a interpretação é subjetiva, contando com o conhecimento prévio e do repertório do leitor.</p><p>Dessa maneira, para compreender e interpretar bem um texto, é necessário fazer a decodificação de códigos linguísticos e/ou visuais,</p><p>isto é, identificar figuras de linguagem, reconhecer o sentido de conjunções e preposições, por exemplo, bem como identificar expressões,</p><p>gestos e cores quando se trata de imagens.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>19</p><p>Dicas práticas</p><p>1. Faça um resumo (pode ser uma palavra, uma frase, um con-</p><p>ceito) sobre o assunto e os argumentos apresentados em cada pa-</p><p>rágrafo, tentando traçar a linha de raciocínio do texto. Se possível,</p><p>adicione também pensamentos e inferências próprias às anotações.</p><p>2. Tenha sempre um dicionário ou uma ferramenta de busca</p><p>por perto, para poder procurar o significado de palavras desconhe-</p><p>cidas.</p><p>3. Fique atento aos detalhes oferecidos pelo texto: dados, fon-</p><p>te de referências e datas.</p><p>4. Sublinhe as informações importantes, separando fatos de</p><p>opiniões.</p><p>5. Perceba o enunciado das questões. De um modo geral, ques-</p><p>tões que esperam compreensão do texto aparecem com as seguin-</p><p>tes expressões: o autor afirma/sugere que...; segundo o texto...; de</p><p>acordo com o autor... Já as questões que esperam interpretação do</p><p>texto aparecem com as seguintes expressões: conclui-se do texto</p><p>que...; o texto permite deduzir que...; qual é a intenção do autor</p><p>quando afirma que...</p><p>RELAÇÃO DO TEXTO COM SEU CONTEXTO HISTÓRICO</p><p>O contexto é crucial na criação de textos, abrangendo as cir-</p><p>cunstâncias que envolvem um evento ou fato. Ele inclui informa-</p><p>ções que acompanham o texto, conectando as ideias no discurso.</p><p>Isso engloba o ambiente físico, referências históricas, sociais, cultu-</p><p>rais e familiares.</p><p>Para entender uma mensagem textual, é vital compreender o</p><p>contexto em que ela se insere. Isso torna a mensagem do autor</p><p>acessível ao leitor. Por exemplo, uma piada pode não ser compre-</p><p>endida em uma cultura não familiar.</p><p>O texto só ganha vida quando se conecta com o leitor, expres-</p><p>sando as ideias de um autor. O significado do texto é interpretado</p><p>com base nos conhecimentos linguísticos, culturais e sociais do lei-</p><p>tor.</p><p>Portanto, fica evidente que diferentes situações comunicati-</p><p>vas atribuem sentidos diversos ao texto. O contexto está ligado à</p><p>semântica da situação comunicativa, influenciando a produção e a</p><p>compreensão do texto.</p><p>Existem dois tipos de contexto:</p><p>Contexto Linguístico: Estuda como os enunciados linguísticos</p><p>afetam a interpretação e significado das mensagens, baseado nas</p><p>propriedades linguísticas de palavras, expressões e enunciados.</p><p>Contexto Extralinguístico: São informações além do texto, en-</p><p>globando circunstâncias imediatas relacionadas a uma situação lin-</p><p>guística, como contexto histórico, cultural e social.</p><p>https://www.todamateria.com.br/contexto/#:~:text=O%20contex-</p><p>to%20%C3%A9%20uma%20circunst%C3%A2ncia,ideias%20se%20</p><p>encadeiam%20no%20discurso</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>Denotação e conotação</p><p>Palavras com sentido denotativo são aquelas que apresentam</p><p>um sentido objetivo e literal. Ex: Está fazendo frio. / Pé da mulher.</p><p>Palavras com sentido conotativo são aquelas que apresentam</p><p>um sentido simbólico, figurado. Ex: Você me olha com frieza. / Pé</p><p>da cadeira.</p><p>DISCURSO DIRETO, DISCURSO INDIRETO E DISCURSO</p><p>INDIRETO LIVRE</p><p>Discurso direto</p><p>É a fala da personagem reproduzida fielmente pelo narrador,</p><p>ou seja, reproduzida nos termos em que foi expressa.</p><p>— Bonito papel! Quase três da madrugada e os senhores com-</p><p>pletamente bêbados, não é?</p><p>Foi aí que um dos bêbados pediu:</p><p>— Sem bronca, minha senhora. Veja logo qual de nós quatro é</p><p>o seu marido que os outros querem ir para casa.</p><p>(Stanislaw Ponte Preta)</p><p>Observe que, no exemplo dado, a fala da personagem é intro-</p><p>duzida por um travessão, que deve estar alinhado dentro do pará-</p><p>grafo.</p><p>O narrador, ao reproduzir diretamente a fala das personagens,</p><p>conserva características do linguajar de cada uma, como termos de</p><p>gíria, vícios de linguagem, palavrões, expressões regionais ou caco-</p><p>etes pessoais.</p><p>O discurso direto geralmente apresenta verbos de elocução (ou</p><p>declarativos ou dicendi) que indicam quem está emitindo a mensa-</p><p>gem.</p><p>Os verbos declarativos ou de elocução mais comuns são:</p><p>acrescentar</p><p>afirmar</p><p>concordar</p><p>consentir</p><p>contestar</p><p>continuar</p><p>declamar</p><p>determinar</p><p>dizer</p><p>esclarecer</p><p>exclamar</p><p>explicar</p><p>gritar</p><p>indagar</p><p>insistir</p><p>interrogar</p><p>interromper</p><p>intervir</p><p>mandar</p><p>ordenar, pedir</p><p>perguntar</p><p>prosseguir</p><p>protestar</p><p>reclamar</p><p>repetir</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>20</p><p>replicar</p><p>responder</p><p>retrucar</p><p>solicitar</p><p>Os verbos declarativos podem, além de introduzir a fala, indicar</p><p>atitudes, estados interiores ou situações emocionais das persona-</p><p>gens como, por exemplo, os verbos protestar, gritar, ordenar e ou-</p><p>tros. Esse efeito pode ser também obtido com o uso de adjetivos ou</p><p>advérbios aliados aos verbos de elocução: falou calmamente, gritou</p><p>histérica, respondeu irritada, explicou docemente.</p><p>Exemplo:</p><p>— O amor, prosseguiu sonhadora, é a grande realização de nos-</p><p>sas vidas.</p><p>Ao utilizar o discurso direto – diálogos (com ou sem travessão)</p><p>entre as personagens –, você deve optar por um dos três estilos a</p><p>seguir:</p><p>Estilo 1:</p><p>João perguntou:</p><p>— Que tal o carro?</p><p>Estilo 2:</p><p>João perguntou: “Que tal o carro?” (As aspas são optativas)</p><p>Antônio respondeu: “horroroso” (As aspas são optativas)</p><p>Estilo 3:</p><p>Verbos de elocução no meio da fala:</p><p>— Estou vendo, disse efusivamente João, que você adorou o</p><p>carro.</p><p>— Você, retrucou Antônio, está completamente enganado.</p><p>Verbos de elocução no fim da fala:</p><p>— Estou vendo que você adorou o carro — disse efusivamente</p><p>João.</p><p>— Você está completamente enganado — retrucou Antônio.</p><p>Os trechos que apresentam verbos de elocução podem vir com</p><p>travessões ou com vírgulas. Observe os seguintes exemplos:</p><p>— Não posso, disse ela daí a alguns instantes, não deixo meu</p><p>filho. (Machado de Assis)</p><p>— Não vá sem eu lhe ensinar a minha filosofia da miséria, disse</p><p>ele, escarrachando-se diante de mim. (Machado de Assis)</p><p>— Vale cinquenta, ponderei; Sabina sabe que custou cinquenta</p><p>e oito. (Machado de Assis)</p><p>— Ainda não, respondi secamente. (Machado de Assis)</p><p>Verbos de elocução depois de orações interrogativas e excla-</p><p>mativas:</p><p>— Nunca me viu? perguntou Virgília vendo que a encarava com</p><p>insistência. (Machado de Assis)</p><p>— Para quê? interrompeu Sabina. (Machado de Assis)</p><p>— Isso nunca; não faço esmolas! disse ele. (Machado de Assis)</p><p>Observe que os verbos de elocução aparecem em letras minús-</p><p>culas depois dos pontos de exclamação e interrogação.</p><p>Discurso indireto</p><p>No discurso indireto, o narrador exprime indiretamente a fala</p><p>da personagem. O narrador funciona como testemunha auditiva e</p><p>passa para o leitor o que ouviu da personagem. Na transcrição, o</p><p>verbo aparece na terceira pessoa, sendo imprescindível a presen-</p><p>ça de verbos dicendi (dizer, responder, retrucar, replicar, perguntar,</p><p>pedir, exclamar, contestar, concordar, ordenar, gritar, indagar, de-</p><p>clamar, afirmar, mandar etc.), seguidos dos conectivos que (dicendi</p><p>afirmativo) ou se (dicendi interrogativo) para introduzir a fala da</p><p>personagem na voz do narrador.</p><p>A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava</p><p>muito conhecer Carlota e perguntou por que não a levei comigo.</p><p>(Ciro dos Anjos)</p><p>Fui ter com ela, e perguntei se a mãe havia dito alguma coisa;</p><p>respondeu-me que não.</p><p>(Machado de Assis)</p><p>Discurso indireto livre</p><p>Resultante da mistura dos discursos direto e indireto, existe</p><p>uma terceira modalidade de técnica narrativa, o chamado discurso</p><p>indireto livre, processo de grande efeito estilístico. Por meio dele,</p><p>o narrador pode, não apenas reproduzir indiretamente falas das</p><p>personagens, mas também o que elas não falam, mas pensam, so-</p><p>nham, desejam etc. Neste caso, discurso indireto livre corresponde</p><p>ao monólogo interior das personagens, mas expresso pelo narrador.</p><p>As orações do discurso indireto livre são, em regra, indepen-</p><p>dentes, sem verbos dicendi, sem pontuação que marque a passa-</p><p>gem da fala do narrador</p><p>para a da personagem, mas com transpo-</p><p>sições do tempo do verbo (pretérito imperfeito) e dos pronomes</p><p>(terceira pessoa). O foco narrativo deve ser de terceira pessoa. Esse</p><p>discurso é muito empregado na narrativa moderna, pela fluência e</p><p>ritmo que confere ao texto.</p><p>Fabiano ouviu o relatório desconexo do bêbado, caiu numa in-</p><p>decisão dolorosa. Ele também dizia palavras sem sentido, conversa</p><p>à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era</p><p>bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se.</p><p>Estava preso por isso? Como era? Então mete- se um homem na</p><p>cadeia por que ele não sabe falar direito?</p><p>(Graciliano Ramos)</p><p>Observe que se o trecho “Era bruto, sim” estivesse um discur-</p><p>so direto, apresentaria a seguinte formulação: Sou bruto, sim; em</p><p>discurso indireto: Ele admitiu que era bruto; em discurso indireto</p><p>livre: Era bruto, sim.</p><p>Para produzir discurso indireto livre que exprima o mundo inte-</p><p>rior da personagem (seus pensamentos, desejos, sonhos, fantasias</p><p>etc.), o narrador precisa ser onisciente. Observe que os pensamen-</p><p>tos da personagem aparecem, no trecho transcrito, principalmente</p><p>nas orações interrogativas, entremeadas com o discurso do narra-</p><p>dor.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>21</p><p>Transposição de discurso</p><p>Na narração, para reconstituir a fala da personagem, utiliza-se</p><p>a estrutura de um discurso direto ou de um discurso indireto. O</p><p>domínio dessas estruturas é importante tanto para se empregar</p><p>corretamente os tipos de discurso na redação.</p><p>Os sinais de pontuação (aspas, travessão, dois-pontos) e outros</p><p>recursos como grifo ou itálico, presentes no discurso direto, não</p><p>aparecem no discurso indireto, a não ser que se queira insistir na</p><p>atribuição do enunciado à personagem, não ao narrador. Tal insis-</p><p>tência, porém, é desnecessária e excessiva, pois, se o texto for bem</p><p>construído, a identificação do discurso indireto livre não oferece</p><p>dificuldade.</p><p>Discurso Direto</p><p>• Presente</p><p>A enfermeira afirmou:</p><p>– É uma menina.</p><p>• Pretérito perfeito</p><p>– Já esperei demais, retrucou com indignação.</p><p>• Futuro do presente</p><p>Pedrinho gritou:</p><p>– Não sairei do carro.</p><p>• Imperativo</p><p>Olhou-a e disse secamente:</p><p>– Deixe-me em paz.</p><p>Outras alterações</p><p>• Primeira ou segunda pessoa</p><p>Maria disse:</p><p>– Não quero sair com Roberto hoje.</p><p>• Vocativo</p><p>– Você quer café, João?, perguntou a prima.</p><p>• Objeto indireto na oração principal</p><p>A prima perguntou a João se ele queria café.</p><p>• Forma interrogativa ou imperativa</p><p>Abriu o estojo, contou os lápis e depois perguntou ansiosa:</p><p>– E o amarelo?</p><p>• Advérbios de lugar e de tempo</p><p>aqui, daqui, agora, hoje, ontem, amanhã</p><p>• Pronomes demonstrativos e possessivos</p><p>essa(s), esta(s)</p><p>esse(s), este(s)</p><p>isso, isto</p><p>meu, minha</p><p>teu, tua</p><p>nosso, nossa</p><p>Discurso Indireto</p><p>• Pretérito imperfeito</p><p>A enfermeira afirmou que era uma menina.</p><p>• Futuro do pretérito</p><p>Pedrinho gritou que não sairia do carro.</p><p>• Pretérito mais-que-perfeito</p><p>Retrucou com indignação que já esperara (ou tinha espera-</p><p>do) demais.</p><p>• Pretérito imperfeito do subjuntivo</p><p>Olhou-a e disse secamente que o deixasse em paz.</p><p>Outras alterações</p><p>• Terceira pessoa</p><p>Maria disse que não queria sair com Roberto naquele dia.</p><p>• Objeto indireto na oração principal</p><p>A prima perguntou a João se ele queria café.</p><p>• Forma declarativa</p><p>Abriu o estojo, contou os lápis e depois perguntou ansiosa</p><p>pelo amarelo.</p><p>lá, dali, de lá, naquele momento, naquele dia, no dia an-</p><p>terior, na véspera, no dia seguinte, aquela(s), aquele(s), aquilo,</p><p>seu, sua (dele, dela), seu, sua (deles, delas)</p><p>INTERTEXTUALIDADE</p><p>A intertextualidade pode ser entendida como a influência de</p><p>um texto sobre outro, bem como suas referências, sejam elas ex-</p><p>plícitas ou implícitas. Os textos lidos previamente são chamados</p><p>texto-fonte.</p><p>Pode-se dizer que todo texto é, em maior ou menor grau, um</p><p>intertexto, já que os textos acessados ao longo da vida interferem</p><p>de alguma maneira naquilo que pensamos e escrevemos, tanto a</p><p>nível de conteúdo quanto a nível de forma.</p><p>A intertextualidade é considerada explícita quando é clara e</p><p>facilmente identificada pelo leitor, estabelecendo uma relação dire-</p><p>ta com o texto-fonte. Por outro lado, a intertextualidade implícita</p><p>exige conhecimento prévio do leitor, que desempenha um papel de</p><p>análise e dedução.</p><p>Com isso, temos que a intertextualidade é um certo diálogo</p><p>entre os textos, podendo ocorrer em diversas linguagens (visual,</p><p>escrita, auditiva), sendo bastante expressa nas artes, em programas</p><p>midiáticos e na publicidade.</p><p>Sendo assim, veja os principais tipos de intertextualidade e</p><p>suas características:</p><p>• Paródia: modifica o texto-fonte, normalmente em forma de</p><p>crítica ou sátira, muitas vezes acompanhada de ironia e de algum</p><p>elemento de humor.</p><p>• Paráfrase: modifica o texto-fonte de modo que a ideia seja</p><p>mantida, fazendo, assim, o uso recorrente de sinônimos.</p><p>• Epígrafe: repetição de uma frase ou parágrafo que se rela-</p><p>cione com o que é apresentado no texto a seguir, encontrado com</p><p>frequência em obras literárias e acadêmicas.</p><p>• Citação: acréscimo de trechos literais ao longo de uma pro-</p><p>dução textual, geralmente aparecendo demarcada graficamente ou</p><p>por meio de gestos, em se tratando da linguagem oral. Ela deve ser</p><p>devidamente referenciada, vindo a ser um ótimo exemplo de inter-</p><p>textualidade explícita.</p><p>• Alusão: referência a elementos presentes em outros textos,</p><p>de modo indireto, ou por meio de simbologias.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>22</p><p>• Tradução: interpretações e transcrição do texto-fonte em ou-</p><p>tra língua.</p><p>• Bricolagem: montagem de um texto a partir de fragmentos</p><p>de diversos outros textos, bastante encontrado nas artes.</p><p>• Pastiche: mistura de vários estilos em uma só obra, sendo</p><p>uma intertextualidade direta a partir da imitação do estilo demons-</p><p>trado por outros autores. Diferente da paródia, não tem a intenção</p><p>de criticar.</p><p>• Crossover: aparição de personagens do texto-fonte, ou en-</p><p>contro de personagens pertencentes a um mesmo universo fictício.</p><p>FIGURAS DE LINGUAGEM</p><p>Também chamadas de Figuras de Estilo. É possível classificá-las</p><p>em quatro tipos:</p><p>– Figuras de Palavras (ou semânticas);</p><p>– Figuras Sonoras;</p><p>– Figuras de Construção (ou de sintaxe);</p><p>– Figuras de Pensamento.</p><p>— Figuras de Palavras</p><p>1São as que dependem do uso de determinada palavra com</p><p>sentido novo ou com sentido incomum. Vejamos:</p><p>Metáfora</p><p>É um tipo de comparação (mental) sem uso de conectivos com-</p><p>parativos, com utilização de verbo de ligação explícito na frase. Con-</p><p>siste em usar uma palavra referente a algo no lugar da característica</p><p>propriamente dita, depreendendo uma relação de semelhança que</p><p>pode ser compreendida por conta da flexibilidade da linguagem.</p><p>Ex.: “Sua boca era um pássaro escarlate.” (Castro Alves)</p><p>Catacrese</p><p>Consiste em transferir a uma palavra o sentido próprio de ou-</p><p>tra, fazendo uso de formas já incorporadas aos usos da língua. Se a</p><p>metáfora surpreende pela originalidade da associação de ideias, o</p><p>mesmo não ocorre com a catacrese, que já não chama a atenção</p><p>por ser tão repetidamente usada. Toma-se emprestado um termo</p><p>já existente e o “emprestamos” para outra coisa.</p><p>Ex.: Batata da perna; Pé da mesa; Cabeça de alho; Asa da xícara.</p><p>Comparação ou Símile</p><p>É a comparação entre dois elementos comuns, semelhantes,</p><p>de forma mais explícita. Como assim? Normalmente se emprega</p><p>uma conjunção comparativa: como, tal qual, assim como, que nem.</p><p>Ex.: “Como um anjo caído, fiz questão de esquecer...” (Legião</p><p>Urbana)</p><p>Sinestesia</p><p>É a fusão de no mínimo dois dos cinco sentidos físicos, sendo</p><p>bastante utilizada na arte, principalmente em músicas e poesias.</p><p>Ex.: “De amargo e então salgado ficou doce, - Paladar</p><p>Assim que teu cheiro forte e lento - Olfato</p><p>Fez casa nos meus braços e ainda leve - Tato</p><p>E forte e cego e tenso fez saber - Visão</p><p>Que ainda era muito e muito pouco.” (Legião Urbana)</p><p>1 https://bit.ly/37nLTfx</p><p>Antonomásia</p><p>Quando substituímos um nome próprio pela qualidade ou ca-</p><p>racterística que o distingue. Pode ser utilizada para eliminar repe-</p><p>tições e tornar o texto mais rico, devendo apresentar termos que</p><p>sejam conhecidos pelo</p><p>público, para não prejudicar a compreensão.</p><p>Ex.: O Águia de Haia (= Rui Barbosa)</p><p>O Pai da Aviação (= Santos Dumont)</p><p>Epíteto</p><p>Significa “posto ao lado”, “acrescentado”. É um termo que de-</p><p>signa “apelido” ou “alcunha”, isto é, expressões ou palavras que são</p><p>acrescentados a um nome. Epíteto vem do Grego EPÍTHETON, “algo</p><p>adicionado, apelido”, de EPI-, “sobre”, e TITHENAI, “colocar”.</p><p>Aparece logo após o nome da pessoa, de personagens literá-</p><p>rios, da história de militares, de reis e de muitos outros.</p><p>Ex.: Nelson Rodrigues: o “Anjo Pornográfico”, por sua obra de</p><p>cunho bastante sexual.</p><p>Augusto Dos Anjos: o “Poeta da Morte”, já que seu principal</p><p>tema era a morte.</p><p>Metonímia</p><p>Troca-se uma palavra por outra com a qual ela se relaciona.</p><p>Ocorre quando um único nome é citado para representar um todo</p><p>referente a ele.</p><p>A metonímia ocorre quando substituímos:</p><p>– O autor ou criador pela obra. Ex.: Gosto de ler Jorge Amado</p><p>(observe que o nome do autor está sendo usado no lugar de suas</p><p>obras).</p><p>– O efeito pela causa e vice-versa. Ex.: Ganho a vida com o suor</p><p>do meu rosto. (o suor é o efeito ou resultado e está sendo usado no</p><p>lugar da causa, ou seja, o “trabalho”).</p><p>– O continente pelo conteúdo. Ex.: Ela comeu uma caixa de</p><p>doces. (= doces).</p><p>– O abstrato pelo concreto e vice-versa. Ex.: A velhice deve ser</p><p>respeitada. (= pessoas velhas).</p><p>– O instrumento pela pessoa que o utiliza. Ex.: Ele é bom no</p><p>volante. (= piloto ou motorista).</p><p>– O lugar pelo produto. Ex.: Gosto muito de tomar um Porto. (=</p><p>o vinho da cidade do Porto).</p><p>– O símbolo ou sinal pela coisa significada. Ex.: Os revolucio-</p><p>nários queriam o trono. (= império, o poder).</p><p>– A parte pelo todo. Ex.: Não há teto para os necessitados. (=</p><p>a casa).</p><p>– O indivíduo pela classe ou espécie. Exemplo: Ele foi o judas</p><p>do grupo. (= espécie dos homens traidores).</p><p>– O singular pelo plural. Ex.: O homem é um animal racional.</p><p>(o singular homem está sendo usado no lugar do plural homens).</p><p>– O gênero ou a qualidade pela espécie. Ex.: Nós mortais, so-</p><p>mos imperfeitos. (= seres humanos).</p><p>– A matéria pelo objeto. Ex.: Ele não tem um níquel. (= moeda).</p><p>Observação: os últimos 5 casos recebem também o nome de</p><p>Sinédoque.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>23</p><p>Sinédoque</p><p>Significa a troca que ocorre por relação de compreensão e que</p><p>consiste no uso do todo, pela parte do plural pelo singular, do gêne-</p><p>ro pela espécie, ou vice-versa.</p><p>Ex.: O mundo é violento. (= os homens)</p><p>Perífrase</p><p>Trata-se da substituição de um nome por uma expressão por</p><p>alguma característica marcante ou por algum fato que o tenha tor-</p><p>nado célebre.</p><p>Ex.: O país do futebol acredita no seu povo. (país do futebol =</p><p>Brasil)</p><p>Analogia</p><p>Trata-se de uma espécie de comparação, contudo, neste caso,</p><p>realizada por meio de uma correspondência entre duas entidades</p><p>diferentes.</p><p>Na escrita, pode ocorrer a analogia quando o autor pretender</p><p>estabelecer uma aproximação equivalente entre elementos através</p><p>do sentido figurado e dos conectivos de comparação.</p><p>Ex.: A árvore é um ser vivo. Tem metabolismo e reproduz-se.</p><p>O ser humano também. Nisto são semelhantes. Ora se são seme-</p><p>lhantes nestas coisas e a árvore cresce podemos concluir que o ser</p><p>humano também cresce.</p><p>Hipérbole</p><p>É a figura do exagero, a fim de proporcionar uma imagem cho-</p><p>cante ou emocionante. É a exaltação de uma ideia, visando causar</p><p>maior impacto.</p><p>Ex.: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo Bilac)</p><p>“Estou morta de fome”.</p><p>Eufemismo</p><p>Figura que atenua, que dá um tom mais leve a uma expressão.</p><p>Ex.: “E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir</p><p>Deus lhe pague.” (Chico Buarque)</p><p>Paz derradeira = morte</p><p>“Aquele homem de índole duvidosa apropriou-se (ladrão) inde-</p><p>vidamente dos meus pertences.” (roubou)</p><p>Disfemismo</p><p>Expressão grosseira em lugar de outra, que poderia ser mais</p><p>suave, branda.</p><p>Ex.: “Você não passa de um porco ... um pobretão.”</p><p>Pleonasmo</p><p>Repetição da ideia, ou seja, redundância semântica e sintática,</p><p>divide-se em:</p><p>– Gramatical: com objetos direto ou indireto redundantes, cha-</p><p>mam-nos pleonásticos.</p><p>Ex.: “Perdoo-te a ti, meu amor.”</p><p>“O carro velho, eu o vendi ontem.”</p><p>– Vicioso: deve ser evitado por não acrescentar informação</p><p>nova ao que já havia sido dito anteriormente.</p><p>Ex.: subir para cima; descer para baixo; repetir de novo; hemor-</p><p>ragia sanguínea; protagonista principal; monopólio exclusivo.</p><p>Anáfora</p><p>É a repetição intencional de palavras, no início de um período,</p><p>frase ou verso.</p><p>Ex.: “Eu quase não saio</p><p>Eu quase não tenho amigo</p><p>Eu quase não consigo</p><p>Ficar na cidade sem viver contrariado.”</p><p>(Gilberto Gil)</p><p>Ambiguidade ou Anfibologia</p><p>Esta é uma figura de linguagem bastante utilizada no meio ar-</p><p>tístico, de forma poética e literária. Entretanto, em textos técnicos e</p><p>redações, ela é considerada um vício (e precisa ser evitada). Ocorre</p><p>quando uma frase fica com duplo sentido, dificultando sua inter-</p><p>pretação.</p><p>Ex.: A mãe avisou à filha que estava terminando o serviço.</p><p>(Quem terminava o serviço: a mãe ou a filha?)</p><p>Alegoria</p><p>Utilizada de maneira retórica, com o objetivo de ampliar o sig-</p><p>nificado de uma palavra (ou oração). A alegoria ajuda a transmitir</p><p>um (ou mais) sentidos do texto, além do literal.</p><p>Ex.: “Vivemos em uma constante montanha russa: estamos em</p><p>alta velocidade e os altos e baixos se revezam de maneira vertigino-</p><p>sa, sem que possamos pensar direito.” (Aqui, o enunciador propõe</p><p>equalizarmos o cotidiano a uma “montanha russa” e, na sequência,</p><p>cria relações contínuas entre os dias e os movimentos propiciados</p><p>pelo mecanismo de brinquedo.)</p><p>Simbologia</p><p>É o uso de simbologias para indicar algo.</p><p>Ex.: “A pomba branca simboliza a paz.”</p><p>Figuras de Harmonia</p><p>São as que reproduzem os efeitos de repetição de sons, ou ain-</p><p>da quando se busca representa-los. São elas:</p><p>Aliteração</p><p>Repetição consonantal fonética (som da letra) geralmente no</p><p>início da palavra. Dá ritmo e também pode criar trava-línguas.</p><p>Ex.: “O rato roeu a roupa do rei de Roma”;</p><p>“Quem com ferro fere, com ferro será ferido”.</p><p>Assonância</p><p>Repetição da vogal tônica ou de sílabas com as mesmas conso-</p><p>antes e vogais distintas.</p><p>Ex.: “É a moda / da menina muda / da menina trombuda / que</p><p>muda de modos / e dá medo” (Moda da Menina Trombuda - Cecília</p><p>Meireles)</p><p>Paronomásia</p><p>É o uso de palavras iguais ou com sons semelhantes, porém</p><p>que possuem sentidos distintos.</p><p>Ex.: “Berro pelo aterro pelo desterro</p><p>Berro por seu berro pelo seu erro” (Caetano Veloso)</p><p>“Quem casa, quer casa”.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>24</p><p>Cacofonia</p><p>Trata-se da junção de duas palavras (as últimas sílabas de uma</p><p>+ as sílabas iniciais da outra), que podem tornar o som diferente e</p><p>criar um novo significado. A cacofonia é notada ao falar, com o som</p><p>fazendo parecer algo diferente daquilo que realmente foi dito.</p><p>Ex.: A boca dela. (cadela)</p><p>A prova valia 10 pontos, um por cada acerto. (porcada)</p><p>Onomatopeia</p><p>Este é um recurso empregado com a intenção de reproduzir um</p><p>barulho, som ou ruído. É muito usada em histórias em quadrinhos</p><p>e na literatura. No exemplo a seguir, o “tic-tac” reproduz o som de</p><p>um relógio.</p><p>Ex: “Passa, tempo, tic-tac / Tic-tac, passa, hora / Chega logo,</p><p>tic-tac / Tic-tac, e vai-te embora” (O Relógio - Vinícius de Moraes)</p><p>Figuras de Construção</p><p>Dizem respeito aos desvios de padrão de concordância quer</p><p>quanto à ordem, omissões ou excessos. Dão maior fluidez ao texto.</p><p>Dividem-se em:</p><p>Assíndeto</p><p>Ocorre por falta ou supressão de conectivos. Geralmente, é</p><p>substituído por vírgula.</p><p>Ex.: “Saí, bebi, enfim, vivi.” (Nel de Moraes)</p><p>“Meu filho não quer trabalhar, estudar, ser autônomo, ser in-</p><p>dependente”.</p><p>Polissíndeto</p><p>Repetição enfática de conectivos que ligam termos da oração</p><p>ou períodos. Na maioria das vezes, as conjunções coordenativas são</p><p>repetidas.</p><p>Ex.: “E saber, e crescer, e ser, e haver</p><p>E perder, e sofrer, e ter horror.”</p><p>(Vinícius de Morais)</p><p>Elipse</p><p>É a omissão de um termo que não prejudica ou altera o sentido</p><p>da frase.</p><p>Ex.: “Queria ser um pássaro dentro da noite.” (omissão de “Eu”)</p><p>“Quero mais respeito.” (omissão de “Eu” e “receber”)</p><p>Zeugma</p><p>Elipse</p><p>especial que consiste na supressão de um termo já ex-</p><p>presso, anteriormente, no contexto.</p><p>Ex.: “Nós nos desejamos e não nos possuímos.” (supressão de</p><p>“nós”)</p><p>“Eu prefiro literatura, ele, linguística” (supressão de “prefere”)</p><p>Anacoluto</p><p>É uma alteração na estrutura da frase, que é interrompida por</p><p>algum elemento inserido de maneira “solta”. Há estudiosos que de-</p><p>fendem que o anacoluto é um erro gramatical. O anacoluto é pare-</p><p>cido com o pleonasmo, ou melhor, na tentativa de um pleonasmo</p><p>sintático, muitas vezes, acaba-se por criar a ruptura.</p><p>Ex.: “Os meus vizinhos, não confio mais neles.” - a função sintá-</p><p>tica de “os meus vizinhos” é nula; entretanto, se houvesse preposi-</p><p>ção (“Nos meus vizinhos, não confio mais neles”), o termo seria ob-</p><p>jeto indireto, enquanto “neles” seria o objeto indireto pleonástico.</p><p>Anástrofe</p><p>Inversão sintática leve.</p><p>Ex.: “Tão leve estou que já nem sombra tenho.” (ordem inver-</p><p>sa) (Mário Quintana)</p><p>“Estou tão leve que já não tenho sombra.” (ordem direta)</p><p>Hipálage</p><p>Inversão de um adjetivo (uma qualidade que pertence a um é</p><p>atribuída a outro substantivo).</p><p>Ex.: “A mulher degustava lânguida cigarrilha.”</p><p>Lânguida = sensual, portanto lânguida é a mulher, e não a cigar-</p><p>rilha como faz supor.</p><p>“Em cada olho um grito castanho de ódio.” (Dalton Trevisan)</p><p>Castanhos são os olhos, e não o grito.</p><p>Hipérbato ou Inversão</p><p>É a inversão da ordem direta da frase (sujeito-verbo-objeto-</p><p>-complementos).</p><p>Ex.: “Enquanto manda as ninfas amorosas grinaldas nas cabe-</p><p>ças pôr de rosas.” (Camões)</p><p>“Enquanto manda as ninfas amorosas pôr grinaldas de rosas</p><p>na cabeça.”</p><p>Sínquise</p><p>Há uma inversão violenta de distantes partes da oração. É um</p><p>hipérbato “hiperbólico”.</p><p>Ex.: “...entre vinhedo e sebe</p><p>corre uma linfa e ele no seu de faia</p><p>de ao pé do Alfeu Tarro escultado bebe.” (Alberto de Oliveira)</p><p>“Uma linfa corre entre vinhedo e sebe, e ele bebe no seu Tarro</p><p>escultado, de faia, ao pé do Alfeu.”</p><p>Silepse</p><p>Ocorre quando há concordância com uma ideia, e não com uma</p><p>palavra — isto é, é feita com um elemento implícito. Pode aconte-</p><p>cer nos seguintes âmbitos: de gênero, de número e de pessoa.</p><p>Ex.: “O casal se atrasou, estavam se arrumando”</p><p>Neste exemplo, há uma silepse de número. Num primeiro mo-</p><p>mento, a frase aparenta estar errada — uma vez que o verbo “es-</p><p>tar” deveria aparecer no singular, para concordar com “casal” —,</p><p>porém não se preocupe, essa construção é permitida.</p><p>– De Gênero: masculino e feminino não concordam.</p><p>Ex.: “A vítima era lindo e o carrasco estava temerosa quanto à</p><p>reação da população.”</p><p>Perceba que vítima e carrasco não receberam de seus adjetivos</p><p>lindo e temerosa a ‘atenção’ devida, por quê? Isso se deve à ideia</p><p>de que os substantivos sobrecomuns designam ambos os sexos, e</p><p>não ambos os gêneros, portanto, por questões estilísticas, o autor</p><p>do texto preferiu a ideia à regra gramatical rígida que impõe que</p><p>adjetivos concordem em gênero com o substantivo, não em sexo.</p><p>– De Pessoa: sujeito e verbo não concordam entre si.</p><p>Ex.: “A gente não sabemos escolher presidente.”</p><p>“A gente não sabemos tomar conta da gente.” (Ultraje a Rigor)</p><p>Nos casos de silepse de pessoa há, por parte do autor, uma</p><p>clara intromissão, característica do discurso indireto livre, quando,</p><p>ao informar, o emissor se coloca como parte da ação.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>25</p><p>— Figuras de Pensamento</p><p>São recursos de linguagem que se referem ao aspecto semânti-</p><p>co, ou seja, ao significado dentro de um contexto.</p><p>Antítese</p><p>É a aproximação de palavras de sentidos contrários, antagôni-</p><p>cos.</p><p>Ex.: “Onde queres prazer, sou o que dói</p><p>E onde queres tortura, mansidão</p><p>Onde, queres um lar, Revolução</p><p>E onde queres bandido, sou herói.”</p><p>(Caetano Veloso)</p><p>Paradoxo ou Oximoro</p><p>É mais que a aproximação antitética; é a própria ideia que se</p><p>contradiz.</p><p>Ex.: “O mito é o nada que é tudo.” (Fernando Pessoa)</p><p>“Mas tão certo quanto o erro de seu barco a motor é insistir em</p><p>usar remos.” (Legião Urbana)</p><p>Apóstrofe</p><p>É a evocação, o chamamento. Identifica-se facilmente na fun-</p><p>ção sintática do vocativo.</p><p>Ex.: “Minha Nossa Senhora!” (usada quando alguém se espan-</p><p>ta com algo)</p><p>Quiasmo</p><p>Cruzamento de palavras que se repetem. Muito utilizado sado</p><p>para enfatizar algum feito.</p><p>Ex.: “Tinha uma pedra no meio do meu caminho. / No meio do</p><p>meu caminho tinha uma pedra.” (C. D. Andrade)</p><p>Gradação ou Clímax</p><p>É uma sequência de palavras ou ideias que servem de intensifi-</p><p>cação numa sequência temporal. O clímax é obtido com a gradação</p><p>ascendente, já o anticlímax, é a organização de forma contrária.</p><p>Ex.: “Mais dez, mais cem, mais mil e mais um bilião, uns cin-</p><p>gidos de luz, outros ensanguentados.” (Ocidentais - Machado de</p><p>Assis)</p><p>Ironia</p><p>Consiste em dizer o oposto do que se pensa, com intenção sar-</p><p>cástica ou depreciativa.</p><p>Ex.: “A excelente Dona lnácia era mestra na arte de judiar de</p><p>criança.” (Monteiro Lobato)</p><p>“Dona Clotilde, o arcanjo do seu filho, quebrou minhas vidra-</p><p>ças.”</p><p>Personificação ou Prosopopeia</p><p>É a atribuição de características humanas e qualidades a obje-</p><p>tos inanimados e irracionais.</p><p>Ex.: “O vento beija meus cabelos</p><p>As ondas lambem minhas pernas</p><p>O sol abraça o meu corpo.” (Lulu Santos - Nelson Motta)</p><p>Reificação</p><p>Consiste em “coisificar” os seres humanos.</p><p>Ex.: “Tia, já botei os candidatos na lista.”</p><p>“Fiquei plantada duas horas no consultório médico.”</p><p>Lítotes</p><p>Consiste em negar por afirmação ou vice-versa.</p><p>Ex.: “Ela até que não é feia.” (logo, é bonita)</p><p>“Você está exagerando. Não subestime a sua inteligência.”</p><p>(porque ela é inteligente)</p><p>Alusão</p><p>Este é um recurso usado para fazer referência ou citação, rela-</p><p>cionando uma ideia a outra — podendo ocorrer de maneira explí-</p><p>cita ou não. Ao realizar referência a um acontecimento, pessoas,</p><p>personagens ou outros trabalhos, a alusão ajuda na compreensão</p><p>da ideia que se deseja passar.</p><p>Ex.: “Eles estavam apaixonados como Romeu e Julieta.”</p><p>Neste exemplo, a intenção é explicar a grande paixão que uma</p><p>pessoa sente pela outra.</p><p>MORFOSSINTAXE</p><p>2Não há como separar o conhecimento sintático do morfológico,</p><p>afinal esse conhecimento contribui para uma maior segurança na</p><p>determinação das funções sintáticas dos termos da oração: “a base</p><p>ou a natureza morfológica de um sintagma (constituinte imediato</p><p>das orações) determina ou autoriza sua função sintática”.</p><p>Nada na língua funciona de maneira isolada. E é por isso que</p><p>reconhecer a natureza morfológica das palavras é importante para</p><p>a compreensão de quais funções sintáticas elas poderão assumir</p><p>em uma frase.</p><p>Vamos utilizar esse pensamento para analisar a existência de</p><p>adjetivos no seguinte enunciado:</p><p>A lua brilhava intensamente naquela noite fria de inverno.</p><p>Para descobrir a quantidade de adjetivos que esse enunciado</p><p>contém, é possível proceder morfossintaticamente dessa forma:</p><p>1° – Na Língua Portuguesa, os adjetivos são variáveis em gênero</p><p>e/ou número;</p><p>2° – Os adjetivos permitem-se articular (ou modificar) por</p><p>outras palavras que sejam advérbios;</p><p>3° – Somente adjetivos aceitam o sufixo -mente, dando origem</p><p>a um advérbio nominal.</p><p>Seguindo o critério mórfico, nesse enunciado, apenas a palavra</p><p>fria aceitaria o sufixo -mente, originando um advérbio nominal.</p><p>No enunciado, já temos o advérbio nominal intensamente, que,</p><p>primitivamente, é um adjetivo de intensidade. Esse fato reforça o</p><p>terceiro item da explicação.</p><p>Com o mesmo raciocínio, somente as palavras fria e</p><p>intensamente permitem-se articular (ou modificar) por outras</p><p>que sejam advérbios intensificadores, como tão, muito e bem,</p><p>dependendo do contexto.</p><p>2 https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/analise-morfos-</p><p>sintatica---adjetivo-natureza-morfologica-e-sintatica.htm.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>26</p><p>É possível que surja uma dúvida: se o advérbio, assim como o adjetivo, permite-se articular por tão, muito e bem, como é possível</p><p>estabelecer um critério rigoroso para encontrar o adjetivo sem confundi-lo com o advérbio?</p><p>Basta utilizar o primeiro item da explicação, ou seja, os adjetivos são variáveis em gênero e número. Veja o exemplo:</p><p>A lua brilhava intensamentes</p><p>naquelas noites frias de inverno.</p><p>Em Língua Portuguesa, jamais alguém falaria intensamentes, afinal o advérbio é invariável. Frias soa bem aos ouvidos, pois se trata de uma</p><p>construção normal. Dessa forma, nota-se que frias varia em gênero e/ou número, sendo esta a característica que a diferencia de um advérbio.</p><p>Seguindo os critérios estabelecidos anteriormente, apenas a palavra fria daquele primeiro enunciado é um adjetivo.</p><p>A partir dessas explicações, fica claro que sempre que for falado sobre o estudo das Articulações Morfossintáticas, é preciso conhecer</p><p>e estudar as Classes de Palavras e a Análise Sintática.</p><p>A morfologia estuda a classe e a forma, já a sintaxe, a relação e a função.</p><p>3Exemplo:</p><p>“O dia está nublado”.</p><p>Análise morfológica</p><p>O – artigo.</p><p>Dia – substantivo.</p><p>Está – verbo (estar).</p><p>Nublado – adjetivo.</p><p>Análise Sintática</p><p>O dia – Sujeito Simples.</p><p>Está nublado – predicado nominal, porque o verbo proposto denota estado, se tratando de um verbo de ligação.</p><p>Nublado – predicado do sujeito, afinal revela uma característica sobre o mesmo.</p><p>“João e José gostam de jogar todos os dias”.</p><p>Análise morfológica</p><p>João – substantivo próprio.</p><p>José – substantivo próprio.</p><p>Gostam – verbo (gostar).</p><p>De – preposição.</p><p>Jogar – verbo no infinitivo (forma original).</p><p>Todos – pronome indefinido.</p><p>Os – artigo definido.</p><p>Dias – substantivo simples.</p><p>Análise Sintática</p><p>João e José – sujeito composto (dois núcleos).</p><p>Gostam de jogar todos os dias – predicado verbal.</p><p>De jogar – objeto indireto (complementa o sentido do verbo).</p><p>Todos os dias – adjunto adverbial de tempo.</p><p>3 https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/analise-sintatica-analise-morfologica.htm.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>27</p><p>CLASSE GRAMATICAL FUNÇÃO SINTÁTICA CLASSIFICAÇÃO SINTATICAMENTE</p><p>Substantivo</p><p>Denomina os seres em geral;</p><p>É uma palavra nuclear;</p><p>O substantivo (ou a palavra com</p><p>valor de substantivo) sempre</p><p>vai funcionar como núcleo dos</p><p>termos.</p><p>– Comum e Próprio;</p><p>– Concreto e Abstrato;</p><p>– Primitivo e derivado;</p><p>– Simples e composto;</p><p>– Coletivo.</p><p>– Núcleo do sujeito;</p><p>– Núcleo do objeto direto;</p><p>– Núcleo do objeto indireto;</p><p>– Núcleo do complemento nominal;</p><p>– Núcleo do predicativo do sujeito;</p><p>– Núcleo do agente da passiva;</p><p>– Núcleo do adjunto adverbial.</p><p>Artigo Indica o gênero e o número do</p><p>substantivo.</p><p>– Definidos;</p><p>– Indefinidos. – Adjunto adnominal</p><p>Adjetivo</p><p>Acompanha o substantivo,</p><p>indicando qualidades ou</p><p>características.</p><p>– Locução adjetiva;</p><p>– Substantivação do adjetivo;</p><p>– Flexões do adjetivo.</p><p>– Adjunto adnominal;</p><p>– Nome predicativo.</p><p>Numeral</p><p>Palavra que indica número de</p><p>ordem, múltiplo, quantidade ou</p><p>fração.</p><p>– Cardinais;</p><p>– Ordinais;</p><p>– Multiplicativos;</p><p>– Fracionários.</p><p>– Nome predicativo;</p><p>– Adjunto adnominal.</p><p>Pronome Palavra que acompanha ou</p><p>substitui o substantivo.</p><p>– Pessoal;</p><p>– Tratamento;</p><p>– Possessivo;</p><p>– Demonstrativo;</p><p>– Indefinido;</p><p>– Interrogativo;</p><p>– Relativo.</p><p>– Pronome substantivo (substitui o</p><p>nome): núcleo dos termos;</p><p>– Pronome adjetivo (acompanha o</p><p>nome): adjunto adnominal;</p><p>– Objeto indireto;</p><p>– Adjunto adnominal;</p><p>– Complemento nominal.</p><p>Verbo</p><p>Indica processo (estado, ação,</p><p>mudança, aparência, fenômeno</p><p>da natureza.</p><p>O verbo é o núcleo do predicado.</p><p>Empregos de tempos e modos</p><p>verbais.</p><p>– Verbo intransitivo: núcleo do</p><p>predicado verbal;</p><p>– Verbo transitivo direto: núcleo do</p><p>predicado verbal;</p><p>– Verbo de ligação: predicado como</p><p>núcleo do predicado.</p><p>Advérbio</p><p>Modifica o verbo, o adjetivo ou</p><p>outro advérbio, já que exprime</p><p>circunstâncias (de lugar, modo,</p><p>tempo).</p><p>– Modo;</p><p>– Tempo;</p><p>– Afirmação;</p><p>– Lugar;</p><p>– Negação;</p><p>– Intensidade;</p><p>– Dúvida;</p><p>– Interrogação.</p><p>– Adjunto adverbial;</p><p>– Locução adverbial (modo, lugar,</p><p>tempo, etc.).</p><p>Preposição Função de ligar palavras ou</p><p>orações, subordinando-as. Essenciais e acidentais. – Não tem função sintática, funciona</p><p>somente como conectivo.</p><p>Conjunções Liga palavras e orações. Coordenativas e subordinativas. Não possui função sintática, funciona</p><p>somente como conetivo.</p><p>Interjeição Palavra que expressa surpresa,</p><p>emoções, aplauso.</p><p>As interjeições são classificadas</p><p>segundo as emoções ou</p><p>sentimentos.</p><p>Não apresenta função sintática,</p><p>exprime emoções.</p><p>ELEMENTOS ESTRUTURAIS E PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS</p><p>A formação de palavras se dá a partir de processos morfológicos, de modo que as palavras se dividem entre:</p><p>• Palavras primitivas: são aquelas que não provêm de outra palavra. Ex: flor; pedra</p><p>• Palavras derivadas: são originadas a partir de outras palavras. Ex: floricultura; pedrada</p><p>• Palavra simples: são aquelas que possuem apenas um radical (morfema que contém significado básico da palavra). Ex: cabelo; azeite</p><p>• Palavra composta: são aquelas que possuem dois ou mais radicais. Ex: guarda-roupa; couve-flor</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>28</p><p>Entenda como ocorrem os principais processos de formação de</p><p>palavras:</p><p>Derivação</p><p>A formação se dá por derivação quando ocorre a partir de uma</p><p>palavra simples ou de um único radical, juntando-se afixos.</p><p>• Derivação prefixal: adiciona-se um afixo anteriormente à pa-</p><p>lavra ou radical. Ex: antebraço (ante + braço) / infeliz (in + feliz)</p><p>• Derivação sufixal: adiciona-se um afixo ao final da palavra ou</p><p>radical. Ex: friorento (frio + ento) / guloso (gula + oso)</p><p>• Derivação parassintética: adiciona-se um afixo antes e outro</p><p>depois da palavra ou radical. Ex: esfriar (es + frio + ar) / desgoverna-</p><p>do (des + governar + ado)</p><p>• Derivação regressiva (formação deverbal): reduz-se a pala-</p><p>vra primitiva. Ex: boteco (botequim) / ataque (verbo “atacar”)</p><p>• Derivação imprópria (conversão): ocorre mudança na classe</p><p>gramatical, logo, de sentido, da palavra primitiva. Ex: jantar (verbo</p><p>para substantivo) / Oliveira (substantivo comum para substantivo</p><p>próprio – sobrenomes).</p><p>Composição</p><p>A formação por composição ocorre quando uma nova palavra</p><p>se origina da junção de duas ou mais palavras simples ou radicais.</p><p>• Aglutinação: fusão de duas ou mais palavras simples, de</p><p>modo que ocorre supressão de fonemas, de modo que os elemen-</p><p>tos formadores perdem sua identidade ortográfica e fonológica. Ex:</p><p>aguardente (água + ardente) / planalto (plano + alto)</p><p>• Justaposição: fusão de duas ou mais palavras simples, man-</p><p>tendo a ortografia e a acentuação presente nos elementos forma-</p><p>dores. Em sua maioria, aparecem conectadas com hífen. Ex: beija-</p><p>-flor / passatempo.</p><p>Abreviação</p><p>Quando a palavra é reduzida para apenas uma parte de sua</p><p>totalidade, passando a existir como uma palavra autônoma. Ex: foto</p><p>(fotografia) / PUC (Pontifícia Universidade Católica).</p><p>Hibridismo</p><p>Quando há junção de palavras simples ou radicais advindos de</p><p>línguas distintas. Ex: sociologia (socio – latim + logia – grego) / binó-</p><p>culo (bi – grego + oculus – latim).</p><p>Combinação</p><p>Quando ocorre junção de partes de outras palavras simples ou</p><p>radicais. Ex: portunhol (português + espanhol) / aborrecente (abor-</p><p>recer + adolescente).</p><p>Intensificação</p><p>Quando há a criação de uma nova palavra a partir do alarga-</p><p>mento do sufixo de uma palavra existente. Normalmente é feita</p><p>adicionando o sufixo -izar. Ex: inicializar (em vez de iniciar) / proto-</p><p>colizar (em vez de protocolar).</p><p>Neologismo</p><p>Quando novas palavras surgem devido à necessidade do falan-</p><p>te em contextos específicos, podendo ser temporárias ou perma-</p><p>nentes. Existem três tipos principais de neologismos:</p><p>• Neologismo semântico: atribui-se novo significado a uma pa-</p><p>lavra já existente. Ex: amarelar (desistir) / mico (vergonha)</p><p>• Neologismo sintático: ocorre a combinação de elementos já</p><p>existentes no léxico da língua. Ex: dar um bolo (não comparecer ao</p><p>compromisso) / dar a volta por cima (superar).</p><p>• Neologismo lexical: criação de uma nova palavra, que tem</p><p>um novo conceito. Ex: deletar (apagar) / escanear (digitalizar)</p><p>Onomatopeia</p><p>Quando uma palavra é formada a partir da reprodução aproxi-</p><p>mada do seu som. Ex: atchim; zum-zum; tique-taque.</p><p>SINONÍMIA E ANTONÍMIA</p><p>Sinonímia e antonímia</p><p>As palavras sinônimas são aquelas que apresentam significado</p><p>semelhante, estabelecendo relação de proximidade. Ex: inteligente</p><p><—> esperto</p><p>Já as palavras antônimas</p><p>são aquelas que apresentam signifi-</p><p>cados opostos, estabelecendo uma relação de contrariedade. Ex:</p><p>forte <—> fraco</p><p>PONTUAÇÃO</p><p>Para a elaboração de um texto escrito, deve-se considerar o uso</p><p>adequado dos sinais de pontuação como: pontos, vírgula, ponto e</p><p>vírgula, dois pontos, travessão, parênteses, reticências, aspas, etc.</p><p>Tais sinais têm papéis variados no texto escrito e, se utilizados</p><p>corretamente, facilitam a compreensão e entendimento do texto.</p><p>— A Importância da Pontuação</p><p>4As palavras e orações são organizadas de maneira sintática,</p><p>semântica e também melódica e rítmica. Sem o ritmo e a melodia,</p><p>os enunciados ficariam confusos e a função comunicativa seria pre-</p><p>judicada.</p><p>O uso correto dos sinais de pontuação garante à escrita uma</p><p>solidariedade sintática e semântica. O uso inadequado dos sinais de</p><p>pontuação pode causar situações desastrosas, como em:</p><p>– Não podem atirar! (entende-se que atirar está proibido)</p><p>– Não, podem atirar! (entende-se que é permitido atirar)</p><p>— Ponto</p><p>Este ponto simples final (.) encerra períodos que terminem por</p><p>qualquer tipo de oração que não seja interrogativa direta, a excla-</p><p>mativa e as reticências.</p><p>Outra função do ponto é a da pausa oracional, ao acompanhar</p><p>muitas palavras abreviadas, como: p., 2.ª, entre outros.</p><p>Se o período, oração ou frase terminar com uma abreviatura,</p><p>o ponto final não é colocado após o ponto abreviativo, já que este,</p><p>quando coincide com aquele, apresenta dupla serventia.</p><p>Ex.: “O ponto abreviativo põe-se depois das palavras indicadas</p><p>abreviadamente por suas iniciais ou por algumas das letras com que</p><p>se representam, v.g. ; V. S.ª ; Il.mo ; Ex.a ; etc.” (Dr. Ernesto Carneiro</p><p>Ribeiro)</p><p>O ponto, com frequência, se aproxima das funções do ponto e</p><p>vírgula e do travessão, que às vezes surgem em seu lugar.</p><p>4 BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,</p><p>2009.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>29</p><p>Obs.: Estilisticamente, pode-se usar o ponto para, em períodos</p><p>curtos, empregar dinamicidade, velocidade à leitura do texto: “Era</p><p>um garoto pobre. Mas tinha vontade de crescer na vida. Estudou.</p><p>Subiu. Foi subindo mais. Hoje é juiz do Supremo.”. É muito utilizado</p><p>em narrações em geral.</p><p>— Ponto Parágrafo</p><p>Separa-se por ponto um grupo de período formado por ora-</p><p>ções que se prendem pelo mesmo centro de interesse. Uma vez que</p><p>o centro de interesse é trocado, é imposto o emprego do ponto pa-</p><p>rágrafo se iniciando a escrever com a mesma distância da margem</p><p>com que o texto foi iniciado, mas em outra linha.</p><p>O parágrafo é indicado por ( § ) na linguagem oficial dos artigos</p><p>de lei.</p><p>— Ponto de Interrogação</p><p>É um sinal (?) colocado no final da oração com entonação inter-</p><p>rogativa ou de incerteza, seja real ou fingida.</p><p>A interrogação conclusa aparece no final do enunciado e re-</p><p>quer que a palavra seguinte se inicie por maiúscula. Já a interro-</p><p>gação interna (quase sempre fictícia), não requer que a próxima</p><p>palavra se inicia com maiúscula.</p><p>Ex.: — Você acha que a gramática da Língua Portuguesa é com-</p><p>plicada?</p><p>— Meu padrinho? É o Excelentíssimo Senhor coronel Paulo Vaz</p><p>Lobo Cesar de Andrade e Sousa Rodrigues de Matos.</p><p>Assim como outros sinais, o ponto de interrogação não requer</p><p>que a oração termine por ponto final, a não ser que seja interna.</p><p>Ex.: “Esqueceu alguma cousa? perguntou Marcela de pé, no</p><p>patamar”.</p><p>Em diálogos, o ponto de interrogação pode aparecer acompa-</p><p>nhando do ponto de exclamação, indicando o estado de dúvida de</p><p>um personagem perante diante de um fato.</p><p>Ex.: — “Esteve cá o homem da casa e disse que do próximo mês</p><p>em diante são mais cinquenta...</p><p>— ?!...”</p><p>— Ponto de Exclamação</p><p>Este sinal (!) é colocado no final da oração enunciada com en-</p><p>tonação exclamativa.</p><p>Ex.: “Que gentil que estava a espanhola!”</p><p>“Mas, na morte, que diferença! Que liberdade!”</p><p>Este sinal é colocado após uma interjeição.</p><p>Ex.: — Olé! exclamei.</p><p>— Ah! brejeiro!</p><p>As mesmas observações vistas no ponto de interrogação, em</p><p>relação ao emprego do ponto final e ao uso de maiúscula ou mi-</p><p>núscula inicial da palavra seguinte, são aplicadas ao ponto de ex-</p><p>clamação.</p><p>— Reticências</p><p>As reticências (...) demonstram interrupção ou incompletude</p><p>de um pensamento.</p><p>Ex.: — “Ao proferir estas palavras havia um tremor de alegria</p><p>na voz de Marcela: e no rosto como que se lhe espraiou uma onda</p><p>de ventura...”</p><p>— “Não imagina o que ela é lá em casa: fala na senhora a todos</p><p>os instantes, e aqui aparece uma pamonha. Ainda ontem...</p><p>Quando colocadas no fim do enunciado, as reticências dispen-</p><p>sam o ponto final, como você pode observar nos exemplos acima.</p><p>As reticências, quando indicarem uma enumeração inconclusa,</p><p>podem ser substituídas por etc.</p><p>Ao transcrever um diálogo, elas indicam uma não resposta do</p><p>interlocutor. Já em citações, elas podem ser postas no início, no</p><p>meio ou no fim, indicando supressão do texto transcrito, em cada</p><p>uma dessas partes.</p><p>Quando ocorre a supressão de um trecho de certa extensão,</p><p>geralmente utiliza-se uma linha pontilhada.</p><p>As reticências podem aparecer após um ponto de exclamação</p><p>ou interrogação.</p><p>— Vírgula</p><p>A vírgula (,) é utilizada:</p><p>- Para separar termos coordenados, mesmo quando ligados por</p><p>conjunção (caso haja pausa).</p><p>Ex.: “Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado”.</p><p>IMPORTANTE!</p><p>Quando há uma série de sujeitos seguidos imediatamente de</p><p>verbo, não se separa do verbo (por vírgula) o ultimo sujeito da série</p><p>.</p><p>Ex.: Carlos Gomes, Vítor Meireles, Pedro Américo, José de</p><p>Alencar tinham-nas começado.</p><p>- Para separar orações coordenadas aditivas, mesmo que estas</p><p>se iniciem pela conjunção e, proferidas com pausa.</p><p>Ex.: “Gostava muito das nossas antigas dobras de ouro, e eu</p><p>levava-lhe quanta podia obter”.</p><p>- Para separar orações coordenadas alternativas (ou, quer,</p><p>etc.), quando forem proferidas com pausa.</p><p>Ex.: Ele sairá daqui logo, ou eu me desligarei do grupo.</p><p>IMPORTANTE!</p><p>Quando ou exprimir retificação, esta mesma regra vigora.</p><p>Ex.: Teve duas fases a nossa paixão, ou ligação, ou qualquer ou-</p><p>tro nome, que eu de nome não curo.</p><p>Caso denote equivalência, o ou posto entre os dois termos não</p><p>é separado por vírgula.</p><p>Ex.: Solteiro ou solitário se prende ao mesmo termo latino.</p><p>- Em aposições, a não ser no especificativo.</p><p>Ex.: “ora enfim de uma casa que ele meditava construir, para</p><p>residência própria, casa de feitio moderno...”</p><p>- Para separar os pleonasmos e as repetições, quando não tive-</p><p>rem efeito superlativamente.</p><p>Ex.: “Nunca, nunca, meu amor!”</p><p>A casa é linda, linda.</p><p>- Para intercalar ou separar vocativos e apostos.</p><p>Ex.: Brasileiros, é chegada a hora de buscar o entendimento.</p><p>É aqui, nesta querida escola, que nos encontramos.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>30</p><p>- Para separar orações adjetivas de valor explicativo.</p><p>Ex.: “perguntava a mim mesmo por que não seria melhor depu-</p><p>tado e melhor marquês do que o lobo Neves, — eu, que valia mais,</p><p>muito mais do que ele, — ...”</p><p>- Para separar, na maioria das vezes, orações adjetivas restritiva</p><p>de certa extensão, ainda mais quando os verbos de duas orações</p><p>distintas se juntam.</p><p>Ex.: “No meio da confusão que produzira por toda a parte este</p><p>acontecimento inesperado e cujo motivo e circunstâncias inteira-</p><p>mente se ignoravam, ninguém reparou nos dois cavaleiros...”</p><p>IMPORTANTE!</p><p>Mesmo separando por vírgula o sujeito expandido pela oração</p><p>adjetiva, esta pontuação pode acontecer.</p><p>Ex.: Os que falam em matérias que não entendem, parecem</p><p>fazer gala da sua própria ignorância.</p><p>- Para separar orações intercaladas.</p><p>Ex.: “Não lhe posso dizer com certeza, respondi eu”</p><p>- Para separar, geralmente, adjuntos adverbiais que precedem</p><p>o verbo e as orações adverbiais que aparecem antes ou no meio da</p><p>sua principal.</p><p>Ex.: “Eu mesmo, até então, tinha-vos em má conta...”</p><p>- Para separar o nome do lugar em datas.</p><p>Ex.: São Paulo, 14 de janeiro de 2020.</p><p>- Para separar os partículas e expressões de correção, continu-</p><p>ação, explicação, concessão e conclusão.</p><p>Ex.: “e, não obstante, havia certa lógica, certa dedução”</p><p>Sairá amanhã, aliás, depois de amanhã.</p><p>- Para separar advérbios</p><p>e conjunções adversativos (porém,</p><p>todavia, contudo, entretanto), principalmente quando pospostos.</p><p>Ex.: “A proposta, porém, desdizia tanto das minhas sensações</p><p>últimas...”</p><p>- Algumas vezes, para indicar a elipse do verbo.</p><p>Ex.: Ele sai agora: eu, logo mais. (omitiu o verbo “sairei” após</p><p>“eu”; elipse do verbo sair)</p><p>- Omissão por zeugma.</p><p>Ex.: Na classe, alguns alunos são interessados; outros, (são) re-</p><p>lapsos. (Supressão do verbo “são” antes do vocábulo “relapsos”)</p><p>- Para indicar a interrupção de um seguimento natural das</p><p>ideias e se intercala um juízo de valor ou uma reflexão subsidiária.</p><p>- Para evitar e desfazer alguma interpretação errônea que pode</p><p>ocorrer quando os termos estão distribuídos de forma irregular na</p><p>oração, a expressão deslocada é separada por vírgula.</p><p>Ex.: De todas as revoluções, para o homem, a morte é a maior</p><p>e a derradeira.</p><p>- Em enumerações</p><p>sem gradação: Coleciono livros, revistas, jornais, discos.</p><p>com gradação: Não compreendo o ciúme, a saudade, a dor da</p><p>despedida.</p><p>Não se separa por vírgula:</p><p>- sujeito de predicado;</p><p>- objeto de verbo;</p><p>- adjunto adnominal de nome;</p><p>- complemento nominal de nome;</p><p>- oração principal da subordinada substantiva (desde que esta</p><p>não seja apositiva nem apareça na ordem inversa).</p><p>— Dois Pontos</p><p>São utilizados:</p><p>- Na enumeração, explicação, notícia subsidiária.</p><p>Ex.: Comprou dois presentes: um livro e uma caneta.</p><p>“que (Viegas) padecia de um reumatismo teimoso, de uma</p><p>asma não menos teimosa e de uma lesão de coração: era um hos-</p><p>pital concentrado”</p><p>“Queremos governos perfeitos com homens imperfeitos: dis-</p><p>parate”</p><p>- Em expressões que se seguem aos verbos dizer, retrucar, res-</p><p>ponder (e semelhantes) e que dão fim à declaração textual, ou que</p><p>assim julgamos, de outrem.</p><p>Ex.: “Não me quis dizer o que era: mas, como eu instasse muito:</p><p>— Creio que o Damião desconfia alguma coisa”</p><p>- Em alguns casos, onde a intenção é caracterizar textualmente</p><p>o discurso do interlocutor, a transcrição aparece acompanhada de</p><p>aspas, e poucas vezes de travessão.</p><p>Ex.: “Ao cabo de alguns anos de peregrinação, atendi às supli-</p><p>cas de meu pai:</p><p>— Vem, dizia ele na última carta; se não vieres depressa acha-</p><p>rás tua mãe morta!”</p><p>Em expressões que, ao serem enunciadas com entonação es-</p><p>pecial, o contexto acaba sugerindo causa, consequência ou expli-</p><p>cação.</p><p>Ex.: “Explico-me: o diploma era uma carta de alforria”</p><p>- Em expressões que possuam uma quebra na sequência das</p><p>ideias.</p><p>Ex.: Sacudiu o vestido, ainda molhado, e caminhou.</p><p>“Não! bradei eu; não hás de entrar... não quero... Ia a lançar-lhe</p><p>as mãos: era tarde; ela entrara e fechara-se”</p><p>— Ponto e Vírgula</p><p>Sinal (;) que denota pausa mais forte que a vírgula, porém mais</p><p>fraca que o ponto. É utilizado:</p><p>- Em trechos longos que já possuam vírgulas, indicando uma</p><p>pausa mais forte.</p><p>Ex.: “Enfim, cheguei-me a Virgília, que estava sentada, e travei-</p><p>-lhe da mão; D. Plácida foi à janela”</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>31</p><p>- Para separar as adversativas onde se deseja ressaltar o con-</p><p>traste.</p><p>Ex.: “Não se disse mais nada; mas de noite Lobo Neves insistiu</p><p>no projeto”</p><p>- Em leis, separando os incisos.</p><p>- Enumeração com explicitação.</p><p>Ex.: Comprei alguns livros: de matemática, para estudar para</p><p>o concurso; um romance, para me distrair nas horas vagas; e um</p><p>dicionário, para enriquecer meu vocabulário.</p><p>- Enumeração com ponto e vírgula, mas sem vírgula, para mar-</p><p>car distribuição.</p><p>Ex.: Comprei os produtos no supermercado: farinha para um</p><p>bolo; tomates para o molho; e pão para o café da manhã.</p><p>— Travessão</p><p>É importante não confundir o travessão (—) com o traço de</p><p>união ou hífen e com o traço de divisão empregado na partição de</p><p>sílabas.</p><p>O uso do travessão pode substituir vírgulas, parênteses, colche-</p><p>tes, indicando uma expressão intercalada:</p><p>Ex.: “... e eu falava-lhe de mil cousas diferentes — do último</p><p>baile, da discussão das câmaras, berlindas e cavalos, de tudo, me-</p><p>nos dos seus versos ou prosas”</p><p>Se a intercalação terminar o texto, o travessão é simples; caso</p><p>contrário, se utiliza o travessão duplo.</p><p>Ex.: “Duas, três vezes por semana, havia de lhe deixar na algi-</p><p>beira das calças — umas largas calças de enfiar —, ou na gaveta da</p><p>mesa, ou ao pé do tinteiro, uma barata morta”</p><p>IMPORTANTE!</p><p>Como é possível observar no exemplo, pode haver vírgula após</p><p>o travessão.</p><p>O travessão pode, também, denotar uma pausa mais forte.</p><p>Ex.: “... e se estabelece uma cousa que poderemos chamar —,</p><p>solidariedade do aborrecimento humano”</p><p>Além disso, ainda pode indicar a mudança de interlocutor, na</p><p>transcrição de um diálogo, com ou sem aspas.</p><p>Ex.: — Ah! respirou Lobo Neves, sentando-se preguiçosamente</p><p>no sofá.</p><p>— Cansado? perguntei eu.</p><p>— Muito; aturei duas maçadas de primeira ordem (...)</p><p>Neste caso, pode, ou não, combinar-se com as aspas.</p><p>— Parênteses e Colchetes</p><p>Estes sinais ( ) [ ] apontam a existência de um isolamento sin-</p><p>tático e semântico mais completo dentro de um enunciado, assim</p><p>como estabelecem uma intimidade maior entre o autor e seu leitor.</p><p>Geralmente, o uso do parêntese é marcado por uma entonação es-</p><p>pecial.</p><p>Se a pausa coincidir com o início da construção parentética, o</p><p>sinal de pontuação deve aparecer após os parênteses, contudo, se</p><p>a proposição ou frase inteira for encerrada pelos parênteses, a no-</p><p>tação deve aparecer dentro deles.</p><p>Ex.: “Não, filhos meus (deixai-me experimentar, uma vez que</p><p>seja, convosco, este suavíssimo nome); não: o coração não é tão</p><p>frívolo, tão exterior, tão carnal, quanto se cuida”</p><p>“A imprensa (quem o contesta?) é o mais poderoso meio que</p><p>se tem inventado para a divulgação do pensamento”. (Carta inserta</p><p>nos Anais da Biblioteca Nacional, vol. I) [Carlos de Laet]</p><p>- Isolar datas.</p><p>Ex.: Refiro-me aos soldados da Primeira Guerra Mundial (1914-</p><p>1918).</p><p>- Isolar siglas.</p><p>Ex.: A taxa de desemprego subiu para 5,3% da população eco-</p><p>nomicamente ativa (PEA)...</p><p>- Isolar explicações ou retificações.</p><p>Ex.: Eu expliquei uma vez (ou duas vezes) o motivo de minha</p><p>preocupação.</p><p>Os parênteses e os colchetes estão ligados pela sua função dis-</p><p>cursiva, mas estes são utilizados quando os parênteses já foram em-</p><p>pregados, com o objetivo de introduzir uma nova inserção.</p><p>São utilizados, também, com a finalidade de preencher lacunas</p><p>de textos ou para introduzir, em citações principalmente, explica-</p><p>ções ou adendos que deixam a compreensão do texto mais simples.</p><p>— Aspas</p><p>A forma mais geral do uso das aspas é o sinal (“ ”), entretanto,</p><p>há a possibilidade do uso das aspas simples (‘ ’) para diferentes fina-</p><p>lidades, como em trabalhos científicos sobre línguas, onde as aspas</p><p>simples se referem a significados ou sentidos: amare, lat. ‘amar’</p><p>port.</p><p>As aspas podem ser utilizadas, também, para dar uma expres-</p><p>são de sentido particular, ressaltando uma expressão dentro do</p><p>contexto ou indicando uma palavra como estrangeirismo ou uma</p><p>gíria.</p><p>Se a pausa coincidir com o final da sentença ou expressão que</p><p>está entre aspas, o competente sinal de pontuação deve ser utili-</p><p>zado após elas, se encerrarem somente uma parte da proposição;</p><p>mas se as aspas abarcarem todo o período, frase, expressão ou sen-</p><p>tença, a respectiva pontuação é abrangida por elas.</p><p>Ex.: “Aí temos a lei”, dizia o Florentino. “Mas quem as há de</p><p>segurar? Ninguém.”</p><p>“Mísera, tivesse eu aquela enorme, aquela Claridade imortal,</p><p>que toda a luz resume!”</p><p>“Por que não nasce eu um simples vaga-lume?”</p><p>- Delimitam transcrições ou citações textuais.</p><p>Ex.: Segundo Rui Barbosa: “A política afina o espírito.”</p><p>— Alínea</p><p>Apresenta a mesma função do parágrafo, uma vez que denota</p><p>diferentes centros de assuntos. Como o parágrafo, requer a mudan-</p><p>ça de linha.</p><p>De forma geral, aparece em forma de número ou letra seguida</p><p>de um traço curvo.</p><p>Ex.: Os substantivos podem ser:</p><p>a) próprios</p><p>b) comuns</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>32</p><p>— Chave</p><p>Este sinal ({ }) é mais utilizado em obras científicas. Indicam a</p><p>reunião de diversos itens relacionados que formam um grupo.</p><p>5Ex.: Múltiplos de 5: {0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35,… }.</p><p>Na matemática, as chaves agrupam vários elementos</p><p>de uma</p><p>operação, definindo sua ordem de resolução.</p><p>Ex.: 30x{40+[30x(84-20x4)]}</p><p>Também podem ser utilizadas na linguística, representando</p><p>morfemas.</p><p>Ex.: O radical da palavra menino é {menin-}.</p><p>— Asterisco</p><p>Sinal (*) utilizado após ou sobre uma palavra, com a intenção de</p><p>se fazer um comentário ou citação a respeito do termo, ou uma expli-</p><p>cação sobre o trecho (neste caso o asterisco se põe no fim do período).</p><p>Emprega-se ainda um ou mais asteriscos depois de uma inicial,</p><p>indicando uma pessoa cujo nome não se quer ou não se pode decli-</p><p>nar: o Dr.*, B.**, L.***</p><p>— Barra</p><p>Aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas.</p><p>PRONOMES</p><p>A colocação do pronome átono está relacionada à harmonia da</p><p>frase. A tendência do português falado no Brasil é o uso do prono-</p><p>me antes do verbo – próclise. No entanto, há casos em que a norma</p><p>culta prescreve o emprego do pronome no meio – mesóclise – ou</p><p>após o verbo – ênclise.</p><p>De acordo com a norma culta, no português escrito não se ini-</p><p>cia um período com pronome oblíquo átono. Assim, se na lingua-</p><p>gem falada diz-se “Me encontrei com ele”, já na linguagem escrita,</p><p>formal, usa-se “Encontrei-me’’ com ele.</p><p>Sendo a próclise a tendência, é aconselhável que se fixem bem</p><p>as poucas regras de mesóclise e ênclise. Assim, sempre que estas</p><p>não forem obrigatórias, deve-se usar a próclise, a menos que preju-</p><p>dique a eufonia da frase.</p><p>Próclise</p><p>Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo.</p><p>Palavra de sentido negativo: Não me falou a verdade.</p><p>Advérbios sem pausa em relação ao verbo: Aqui te espero pa-</p><p>cientemente.</p><p>Havendo pausa indicada por vírgula, recomenda-se a ênclise:</p><p>Ontem, encontrei-o no ponto do ônibus.</p><p>Pronomes indefinidos: Ninguém o chamou aqui.</p><p>Pronomes demonstrativos: Aquilo lhe desagrada.</p><p>Orações interrogativas: Quem lhe disse tal coisa?</p><p>Orações optativas (que exprimem desejo), com sujeito ante-</p><p>posto ao verbo: Deus lhe pague, Senhor!</p><p>Orações exclamativas: Quanta honra nos dá sua visita!</p><p>Orações substantivas, adjetivas e adverbiais, desde que não se-</p><p>jam reduzidas: Percebia que o observavam.</p><p>Verbo no gerúndio, regido de preposição em: Em se plantando,</p><p>tudo dá.</p><p>Verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição: Seus in-</p><p>tentos são para nos prejudicarem.</p><p>5 https://bit.ly/2RongbC.</p><p>Ênclise</p><p>Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo.</p><p>Verbo no início da oração, desde que não esteja no futuro do</p><p>indicativo: Trago-te flores.</p><p>Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade!</p><p>Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela pre-</p><p>posição em: Saí, deixando-a aflita.</p><p>Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com</p><p>outras preposições é facultativo o emprego de ênclise ou próclise:</p><p>Apressei-me a convidá-los.</p><p>Mesóclise</p><p>Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.</p><p>É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no</p><p>futuro do pretérito que iniciam a oração.</p><p>Dir-lhe-ei toda a verdade.</p><p>Far-me-ias um favor?</p><p>Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de</p><p>qualquer outro fator de atração, ocorrerá a próclise.</p><p>Eu lhe direi toda a verdade.</p><p>Tu me farias um favor?</p><p>Colocação do pronome átono nas locuções verbais</p><p>Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal</p><p>não vier precedida de um fator de próclise, o pronome átono deve-</p><p>rá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal.</p><p>Exemplos:</p><p>Devo-lhe dizer a verdade.</p><p>Devo dizer-lhe a verdade.</p><p>Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes</p><p>do auxiliar ou depois do principal.</p><p>Exemplos:</p><p>Não lhe devo dizer a verdade.</p><p>Não devo dizer-lhe a verdade.</p><p>Verbo principal no particípio: Se não houver fator de próclise,</p><p>o pronome átono ficará depois do auxiliar.</p><p>Exemplo: Havia-lhe dito a verdade.</p><p>Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do</p><p>auxiliar.</p><p>Exemplo: Não lhe havia dito a verdade.</p><p>Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois</p><p>do infinitivo.</p><p>Exemplos:</p><p>Hei de dizer-lhe a verdade.</p><p>Tenho de dizer-lhe a verdade.</p><p>Observação</p><p>Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções:</p><p>Devo-lhe dizer tudo.</p><p>Estava-lhe dizendo tudo.</p><p>Havia-lhe dito tudo.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>33</p><p>CONCORDÂNCIA NOMINAL E CONCORDÂNCIA VERBAL</p><p>Concordância é o efeito gramatical causado por uma relação harmônica entre dois ou mais termos. Desse modo, ela pode ser verbal</p><p>— refere-se ao verbo em relação ao sujeito — ou nominal — refere-se ao substantivo e suas formas relacionadas.</p><p>• Concordância em gênero: flexão em masculino e feminino</p><p>• Concordância em número: flexão em singular e plural</p><p>• Concordância em pessoa: 1ª, 2ª e 3ª pessoa</p><p>Concordância nominal</p><p>Para que a concordância nominal esteja adequada, adjetivos, artigos, pronomes e numerais devem flexionar em número e gênero,</p><p>de acordo com o substantivo. Há algumas regras principais que ajudam na hora de empregar a concordância, mas é preciso estar atento,</p><p>também, aos casos específicos.</p><p>Quando há dois ou mais adjetivos para apenas um substantivo, o substantivo permanece no singular se houver um artigo entre os</p><p>adjetivos. Caso contrário, o substantivo deve estar no plural:</p><p>• A comida mexicana e a japonesa. / As comidas mexicana e japonesa.</p><p>Quando há dois ou mais substantivos para apenas um adjetivo, a concordância depende da posição de cada um deles. Se o adjetivo</p><p>vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo mais próximo:</p><p>• Linda casa e bairro.</p><p>Se o adjetivo vem depois dos substantivos, ele pode concordar tanto com o substantivo mais próximo, ou com todos os substantivos</p><p>(sendo usado no plural):</p><p>• Casa e apartamento arrumado. / Apartamento e casa arrumada.</p><p>• Casa e apartamento arrumados. / Apartamento e casa arrumados.</p><p>Quando há a modificação de dois ou mais nomes próprios ou de parentesco, os adjetivos devem ser flexionados no plural:</p><p>• As talentosas Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles estão entre os melhores escritores brasileiros.</p><p>Quando o adjetivo assume função de predicativo de um sujeito ou objeto, ele deve ser flexionado no plural caso o sujeito ou objeto</p><p>seja ocupado por dois substantivos ou mais:</p><p>• O operário e sua família estavam preocupados com as consequências do acidente.</p><p>CASOS ESPECÍFICOS REGRA EXEMPLO</p><p>É PROIBIDO</p><p>É PERMITIDO</p><p>É NECESSÁRIO</p><p>Deve concordar com o substantivo quando há presença</p><p>de um artigo. Se não houver essa determinação, deve</p><p>permanecer no singular e no masculino.</p><p>É proibida a entrada.</p><p>É proibido entrada.</p><p>OBRIGADO / OBRIGADA Deve concordar com a pessoa que fala. Mulheres dizem “obrigada” Homens dizem “obri-</p><p>gado”.</p><p>BASTANTE</p><p>Quando tem função de adjetivo para um substantivo,</p><p>concorda em número com o substantivo.</p><p>Quando tem função de advérbio, permanece invariável.</p><p>As bastantes crianças ficaram doentes com a volta</p><p>às aulas.</p><p>Bastante criança ficou doente com a volta às aulas.</p><p>O prefeito considerou bastante a respeito da sus-</p><p>pensão das aulas.</p><p>MENOS É sempre invariável, ou seja, a palavra “menas” não</p><p>existe na língua portuguesa.</p><p>Havia menos mulheres que homens na fila para a</p><p>festa.</p><p>MESMO</p><p>PRÓPRIO</p><p>Devem concordar em gênero e número com a pessoa a</p><p>que fazem referência.</p><p>As crianças mesmas limparam a sala depois da aula.</p><p>Eles próprios sugeriram o tema da formatura.</p><p>MEIO / MEIA</p><p>Quando tem função de numeral adjetivo, deve concor-</p><p>dar com o substantivo.</p><p>Quando tem função de advérbio, modificando um</p><p>adjetivo, o termo é invariável.</p><p>Adicione meia xícara de leite.</p><p>Manuela é meio artista, além de ser engenheira.</p><p>ANEXO INCLUSO Devem concordar com o substantivo a que se referem.</p><p>Segue anexo o orçamento.</p><p>Seguem anexas as informações adicionais</p><p>As professoras estão inclusas na greve.</p><p>O material está incluso no valor da mensalidade.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>34</p><p>Concordância verbal</p><p>Para que a concordância verbal esteja adequada, é preciso ha-</p><p>ver flexão do verbo em número e pessoa, a depender do sujeito</p><p>com o qual ele se relaciona.</p><p>Quando o sujeito composto é colocado anterior ao verbo, o</p><p>verbo ficará no plural:</p><p>• A menina e seu irmão viajaram para a praia nas férias</p><p>escolares.</p><p>Mas, se o sujeito composto aparece depois do verbo, o verbo pode</p><p>tanto ficar no plural quanto concordar com o sujeito mais próximo:</p><p>• Discutiram marido e mulher. / Discutiu marido e mulher.</p><p>Se o sujeito composto for formado por pessoas gramaticais di-</p><p>ferentes, o verbo deve ficar no plural e concordando com a pessoa</p><p>que tem prioridade, a nível gramatical — 1ª pessoa (eu, nós) tem</p><p>prioridade em relação à 2ª (tu, vós); a 2ª tem prioridade em relação</p><p>à 3ª (ele, eles):</p><p>• Eu e vós vamos à festa.</p><p>Quando o sujeito apresenta uma expressão partitiva (sugere</p><p>“parte de algo”), seguida de substantivo ou pronome no plural, o</p><p>verbo pode ficar tanto no singular quanto no plural:</p><p>• A maioria dos alunos não se preparou para o simulado. / A</p><p>maioria dos alunos não se prepararam para o simulado.</p><p>Quando o sujeito apresenta uma porcentagem, deve concor-</p><p>dar com o valor da expressão. No entanto, quanto seguida de um</p><p>substantivo (expressão partitiva), o verbo poderá concordar tanto</p><p>com o numeral quanto com o substantivo:</p><p>• 27% deixaram de ir às urnas ano passado. / 1% dos eleitores</p><p>votou nulo / 1% dos eleitores votaram nulo.</p><p>Quando o sujeito apresenta alguma expressão que indique</p><p>quantidade aproximada, o verbo concorda com o substantivo que</p><p>segue a expressão:</p><p>• Cerca de duzentas mil pessoas compareceram à manifesta-</p><p>ção. / Mais de um aluno ficou abaixo da média na prova.</p><p>Quando o sujeito é indeterminado, o verbo deve estar sempre</p><p>na terceira pessoa do singular:</p><p>• Precisa-se de balconistas. / Precisa-se de balconista.</p><p>Quando o sujeito é coletivo, o verbo permanece no singular,</p><p>concordando com o coletivo partitivo:</p><p>• A multidão delirou com a entrada triunfal dos artistas. / A</p><p>matilha cansou depois de tanto puxar o trenó.</p><p>Quando não existe sujeito na oração, o verbo fica na terceira</p><p>pessoa do singular (impessoal):</p><p>• Faz chuva hoje</p><p>Quando o pronome relativo “que” atua como sujeito, o verbo</p><p>deverá concordar em número e pessoa com o termo da oração prin-</p><p>cipal ao qual o pronome faz referência:</p><p>• Foi Maria que arrumou a casa.</p><p>Quando o sujeito da oração é o pronome relativo “quem”, o</p><p>verbo pode concordar tanto com o antecedente do pronome quan-</p><p>to com o próprio nome, na 3ª pessoa do singular:</p><p>• Fui eu quem arrumei a casa. / Fui eu quem arrumou a casa.</p><p>Quando o pronome indefinido ou interrogativo, atuando como</p><p>sujeito, estiver no singular, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular:</p><p>• Nenhum de nós merece adoecer.</p><p>Quando houver um substantivo que apresenta forma plural,</p><p>porém com sentido singular, o verbo deve permanecer no singular.</p><p>Exceto caso o substantivo vier precedido por determinante:</p><p>• Férias é indispensável para qualquer pessoa. / Meus óculos sumiram.</p><p>FLEXÃO NOMINAL E FLEXÃO VERBAL</p><p>Flexão de número</p><p>Os nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral, admitem</p><p>a flexão de número: singular e plural.</p><p>Ex.: animal – animais.</p><p>Palavras Simples</p><p>1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S.</p><p>Ex.: ponte – pontes / bonito – bonitos.</p><p>2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES.</p><p>Ex.: éter – éteres / avestruz – avestruzes.</p><p>Observação: o pronome qualquer faz o plural no meio: quaisquer.</p><p>3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES.</p><p>Ex.: ananás – ananases.</p><p>Observação: as paroxítonas e as proparoxítonas são invariá-</p><p>veis. Ex.: o pires − os pires / o ônibus − os ônibus.</p><p>4) Palavras terminadas em IL:</p><p>a) átono: trocam IL por EIS. Ex.: fóssil – fósseis.</p><p>b) tônico: trocam L por S. Ex.: funil – funis.</p><p>5) Palavras terminadas em EL:</p><p>a) átono: plural em EIS. Ex.: nível – níveis.</p><p>b) tônico: plural em ÉIS. Ex.: carretel – carretéis.</p><p>6) Palavras terminadas em X são invariáveis.</p><p>Ex.: o clímax − os clímax.</p><p>7) Há palavras cuja sílaba tônica avança.</p><p>Ex.: júnior – juniores / caráter – caracteres.</p><p>Observação: a palavra caracteres é plural tanto de caractere</p><p>quanto de caráter.</p><p>8) Palavras terminadas em ÃO, ÃOS, ÃES e ÕES.</p><p>Fazem o plural, por isso veja alguns muito importantes:</p><p>a) Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões.</p><p>b) Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos.</p><p>Observação: os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fa-</p><p>zem o plural em ÃOS.</p><p>c) Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães.</p><p>d) Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos, anões/anãos</p><p>e) Em ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/guardiães,</p><p>cirugiões/cirurgiães.</p><p>f) Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermitões/er-</p><p>mitãos/ermitães.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>35</p><p>9) Plural dos diminutivos com a letra Z</p><p>Coloca-se a palavra no plural, corta-se o S e acrescenta-se zi-</p><p>nhos (ou zinhas). Exemplo:</p><p>Coraçãozinho → corações → coraçõe → coraçõezinhos.</p><p>Azulzinha → azuis → azui → azuizinhas.</p><p>10) Plural com metafonia (ô → ó)</p><p>Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre da vo-</p><p>gal o; outras, não. Veja a seguir.</p><p>Com metafonia singular (ô) e plural (ó)</p><p>coro - coros</p><p>corvo - corvos</p><p>destroço - destroços</p><p>forno - fornos</p><p>fosso - fossos</p><p>poço - poços</p><p>rogo - rogos</p><p>Sem metafonia singular (ô) e plural (ô)</p><p>adorno - adornos</p><p>bolso - bolsos</p><p>endosso - endossos</p><p>esgoto - esgotos</p><p>estojo - estojos</p><p>gosto - gostos</p><p>11) Casos especiais:</p><p>aval − avales e avais</p><p>cal − cales e cais</p><p>cós − coses e cós</p><p>fel − feles e féis</p><p>mal e cônsul − males e cônsules</p><p>Palavras Compostas</p><p>Quanto a variação das palavras compostas:</p><p>1) Variação de dois elementos: neste caso os compostos são</p><p>formados por substantivo mais palavra variável (adjetivo, substanti-</p><p>vo, numeral, pronome). Ex.:</p><p>amor-perfeito − amores-perfeitos</p><p>couve-flor − couves-flores</p><p>segunda-feira − segundas-feiras</p><p>2) Variação só do primeiro elemento: neste caso quando há</p><p>preposição no composto, mesmo que oculto. Ex.:</p><p>pé-de-moleque − pés-de-moleque</p><p>cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor)</p><p>3) A palavra também irá variar quando o segundo substantivo</p><p>determina o primeiro (fim ou semelhança). Ex.:</p><p>banana-maçã − bananas-maçã (semelhante a maçã)</p><p>navio-escola − navios-escola (a finalidade é a escola)</p><p>Observações:</p><p>- Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos, porém</p><p>é uma situação polêmica.</p><p>Ex.: mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas.</p><p>- Quando apenas o último elemento varia:</p><p>a) Quando os elementos são adjetivos. Ex.: hispano-americano</p><p>− hispano-americanos.</p><p>Observação: a exceção é surdo-mudo, em que os dois adjetivos</p><p>se flexionam: surdos-mudos.</p><p>b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO, GRÃ</p><p>e BEL. Ex.: grão-duque − grão-duques / grã-cruz − grã-cruzes / bel-</p><p>-prazer − bel-prazeres.</p><p>c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer ele-</p><p>mento invariável (advérbio, interjeição, prefixo etc.) mais substan-</p><p>tivo ou adjetivo. Ex.: arranha-céu − arranha-céus / sempre-viva −</p><p>sempre-vivas / super-homem − super-homens.</p><p>d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos (re-</p><p>presentam sons). Ex.: reco-reco − reco-recos / pingue-pongue − pin-</p><p>gue-pongues / bem-te-vi − bem-te-vis.</p><p>Observações:</p><p>- Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma altera-</p><p>ção nos elementos, ou seja, não serem iguais.</p><p>- Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois no</p><p>plural. Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas.</p><p>4) Quando nenhum elemento varia.</p><p>- Quando há verbo mais palavra invariável. Ex.: o cola-tudo − os cola-tudo.</p><p>- Quando há dois verbos de sentido oposto. Ex.: o perde-ganha</p><p>− os perde-ganha.</p><p>- Nas frases substantivas (frases que se transformam em substan-</p><p>tivos). Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as-outras.</p><p>Observações:</p><p>- São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha, sem-te-</p><p>to e sem-terra.</p><p>Ex.: Os sem-terra apreciavam os arco-íris.</p><p>- Admitem mais de um plural:</p><p>pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos</p><p>padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos</p><p>terra-nova − terras-novas ou terra-novas</p><p>salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo-condutos</p><p>xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate</p><p>- Casos especiais: palavras que não se encaixam nas regras.</p><p>o bem-me-quer − os bem-me-queres</p><p>o joão-ninguém − os joões-ninguém</p><p>o lugar-tenente − os lugar-tenentes</p><p>o mapa-múndi − os mapas-múndi</p><p>................................................................................................................................................................... 145</p><p>6. Administração Pública: Disposições Gerais; dos Servidores Públicos ......................................................................................... 146</p><p>7. Organização dos Poderes: Conceito de Poder: Separação, Independência; Harmonia; Poderes do Estado: Poder Legislativo;</p><p>Poder Executivo; Poder Judiciário: Disposições Gerais ............................................................................................................... 152</p><p>8. Organização do Estado: da organização político administrativa; da União; dos Estados federados; dos Municípios; do Distrito</p><p>Federal e dos Territórios; da Intervenção ................................................................................................................................... 170</p><p>9. Do Processo Legislativo ............................................................................................................................................................... 177</p><p>10. Da Tributação e do Orçamento: do Sistema Tributário Nacional; das Finanças Públicas ............................................................ 180</p><p>11. Da Ordem Econômica e Financeira: Princípios Gerais da Atividade Econômica ......................................................................... 192</p><p>Noções de Direito Administrativo</p><p>1. Princípios básicos da Administração Pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203</p><p>2. Organização administrativa: administração direta e indireta; centralizada e descentralizada; autarquias, fundações, empresas</p><p>públicas, sociedades de economia mista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205</p><p>3. Poderes administrativos: poder hierárquico, poder disciplinar, poder regulamentar, poder de polícia, uso e abuso do poder . 208</p><p>4. Servidores públicos: cargo, emprego e função públicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215</p><p>5. Ato administrativo: conceito, requisitos e atributos; anulação, revogação e convalidação; discricionariedade e vinculação . . 226</p><p>6. Lei nº 8.112/1990 (Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União e alterações): disposições preliminares; provimento,</p><p>vacância, remoção, redistribuição e substituição; direitos e vantagens: vencimento e remuneração, vantagens, férias, licenças,</p><p>afastamentos, direito de petição; regime disciplinar: deveres e proibições, acumulação, responsabilidades, penalidades;</p><p>processo administrativo disciplinar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 237</p><p>7. Lei nº 14.133/2021. Das disposições gerais; da licitação; dos contratos; das disposições gerais das sanções administrativas, das</p><p>sanções administrativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>254</p><p>8. Responsabilidade extracontratual do Estado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 295</p><p>9. Processo administrativo (Lei n° 9.784/1999) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 298</p><p>10. Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 303</p><p>11. Governança. Governança no setor público (Referencial Básico de Governança Organizacional para Organizações Públicas e</p><p>Outros entes jurisdicionados do TCU). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 312</p><p>12. Gestão estratégica: planejamento estratégico, tático e operacional, análise de swot, balanced scoreCard, OKR . . . . . . . . . . . . 312</p><p>13. Gestão de processos (modelagem, implantação, padronização, monitoramento e controle) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 316</p><p>14. Gestão de projetos (PMBOOK) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 317</p><p>15. Gestão ágil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 318</p><p>16. Gestão de riscos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 319</p><p>17. Gestão do Conhecimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 321</p><p>ÍNDICE</p><p>18. Gestão de Pessoas: evolução; funções; recrutamento e seleção, análise de perfil comportamental, gestão do desempenho;</p><p>gestão por competências; gestão de clima organizacional, saúde e qualidade de vida no trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 322</p><p>19. Educação corporativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 323</p><p>20. Logística (planejamento e controle de estoque, armazenamento) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 324</p><p>Noções de Direito Processual Civil</p><p>1. Das normas fundamentais e da aplicação das normas processuais ........................................................................................... 329</p><p>2. Da jurisdição e da ação ............................................................................................................................................................... 331</p><p>3. Da competência: disposições gerais; da modificação da competência; da incompetência ........................................................ 333</p><p>4. Da cooperação nacional .............................................................................................................................................................. 336</p><p>5. Das partes e dos procuradores: da capacidade processual; dos deveres das partes e de seus procuradores;Dos procuradores;</p><p>Do litisconsórcio .......................................................................................................................................................................... 339</p><p>6. Da intervenção de terceiros ........................................................................................................................................................ 341</p><p>7. Do juiz: poderes, deveres, responsabilidade; impedimento e suspeição; Auxiliadores da justiça ............................................. 342</p><p>8. Atos processuais: forma, tempo e lugar; Prazos; Da citação, da intimação, das cartas; Nulidades processuais ......................... 344</p><p>9. Da tutela provisória .................................................................................................................................................................... 348</p><p>10. Formação, suspensão e extinção do processo ............................................................................................................................ 351</p><p>11. Do procedimento comum: disposições gerais; da petição inicial; da improcedência liminar do pedido; da audiência de con-</p><p>ciliação ou de mediação; da contestação; da reconvenção; da revelia; das providências preliminares</p><p>Flexão de gênero</p><p>Os substantivos e as palavras que o acompanham na frase ad-</p><p>mitem a flexão de gênero: masculino e feminino. Ex.:</p><p>Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário.</p><p>Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação.</p><p>A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras.</p><p>1) Com a troca de o ou e por a. Ex.: lobo – loba / mestre – mestra.</p><p>2) Por meio de diferentes sufixos nominais de gênero, muitas</p><p>vezes com alterações do radical. Veja alguns femininos importantes:</p><p>ateu − ateia</p><p>bispo − episcopisa</p><p>conde − condessa</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>36</p><p>duque − duquesa</p><p>frade − freira</p><p>ilhéu − ilhoa</p><p>judeu − judia</p><p>marajá − marani</p><p>monje − monja</p><p>pigmeu − pigmeia</p><p>Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou seja,</p><p>possuem uma única forma para masculino e feminino. E podem ser</p><p>divididos em:</p><p>a) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo desig-</p><p>nar os dois sexos. Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunha.</p><p>b) Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos, podendo</p><p>então ser masculinos ou femininos. Ex.: o estudante − a estudante,</p><p>o cientista − a cientista, o patriota − a patriota.</p><p>c) Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os ani-</p><p>mais. Ex.: O jacaré, a cobra, o polvo.</p><p>Observações:</p><p>- O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é correto,</p><p>mas designa apenas uma espécie de elefanta.</p><p>- Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado epice-</p><p>no. É algo discutível.</p><p>- Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas costu-</p><p>mam trocar. Veja alguns que convém gravar.</p><p>Masculinos - Femininos</p><p>champanha - aguardente</p><p>dó - alface</p><p>eclipse - cal</p><p>formicida - cataplasma</p><p>grama (peso) - grafite</p><p>milhar - libido</p><p>plasma - omoplata</p><p>soprano - musse</p><p>suéter - preá</p><p>telefonema</p><p>- Existem substantivos que admitem os dois gêneros. Ex.: dia-</p><p>betes (ou diabete), laringe, usucapião etc.</p><p>Flexão de grau</p><p>Por razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre os</p><p>processos de flexão.</p><p>Grau do substantivo</p><p>1) Normal ou positivo: sem nenhuma alteração. Ex.: chapéu.</p><p>2) Aumentativo:</p><p>a) Sintético: chapelão;</p><p>b) Analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc.</p><p>3) Diminutivo:</p><p>a) Sintético: chapeuzinho;</p><p>b) Analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc.</p><p>Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo; analítico,</p><p>por meio de outras palavras.</p><p>Grau do adjetivo</p><p>1) Normal ou positivo: João é forte.</p><p>2) Comparativo:</p><p>a) De superioridade: João é mais forte que André. (ou do que);</p><p>b) De inferioridade: João é menos forte que André. (ou do que);</p><p>c) De igualdade: João é tão forte quanto André. (ou como);</p><p>3) Superlativo:</p><p>a) Absoluto</p><p>Sintético: João é fortíssimo.</p><p>Analítico: João é muito forte. (bastante forte, forte demais etc.)</p><p>b) Relativo:</p><p>De superioridade: João é o mais forte da turma.</p><p>De inferioridade: João é o menos forte da turma.</p><p>Observações:</p><p>a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento do ad-</p><p>jetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, érrimo ou imo) ou uma</p><p>palavra de apoio, como muito, bastante, demasiadamente, enorme etc.</p><p>b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem sempre</p><p>graus de superioridade. Ex.:</p><p>O carro é menor que o ônibus. (menor - mais pequeno = com-</p><p>parativo de superioridade.)</p><p>Ele é o pior do grupo. (pior - mais mau = superlativo relativo de superioridade.)</p><p>c) Alguns superlativos absolutos sintéticos também podem</p><p>apresentar dúvidas.</p><p>acre − acérrimo</p><p>amargo − amaríssimo</p><p>amigo − amicíssimo</p><p>antigo − antiquíssimo</p><p>cruel − crudelíssimo</p><p>doce − dulcíssimo</p><p>fácil − facílimo</p><p>feroz − ferocíssimo</p><p>fiel − fidelíssimo</p><p>geral − generalíssimo</p><p>humilde − humílimo</p><p>magro − macérrimo</p><p>negro − nigérrimo</p><p>pobre − paupérrimo</p><p>sagrado − sacratíssimo</p><p>sério − seriíssimo</p><p>soberbo – superbíssimo</p><p>FLEXÃO VERBAL</p><p>1) Número: singular ou plural</p><p>Ex.: ando, andas, anda → singular</p><p>andamos, andais, andam → plural</p><p>2) Pessoas: são três.</p><p>a) A primeira é aquela que fala; corresponde aos pronomes eu</p><p>(singular) e nós (plural).</p><p>Ex.: escreverei, escreveremos.</p><p>b) A segunda é aquela com quem se fala; corresponde aos pro-</p><p>nomes tu (singular) e vós (plural).</p><p>Ex.: escreverás, escrevereis.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>37</p><p>c) A terceira é aquela acerca de quem se fala; corresponde aos</p><p>pronomes ele ou ela (singular) e eles ou elas (plural).</p><p>Ex.: escreverá, escreverão.</p><p>3) Modos: são três.</p><p>a) Indicativo: apresenta o fato verbal de maneira positiva, indu-</p><p>bitável. Ex.: vendo.</p><p>b) Subjuntivo: apresenta o fato verbal de maneira duvidosa, hi-</p><p>potética. Ex.: que eu venda.</p><p>c) Imperativo: apresenta o fato verbal como objeto de uma or-</p><p>dem. Ex.: venda!</p><p>4) Tempos: são três.</p><p>a) Presente: falo</p><p>b) Pretérito:</p><p>- Perfeito: falei</p><p>- Imperfeito: falava</p><p>- Mais-que-perfeito: falara</p><p>Obs.: O pretérito perfeito indica uma ação extinta; o imperfei-</p><p>to, uma ação que se prolongava num determinado ponto do pas-</p><p>sado; o mais-que-perfeito, uma ação passada em relação a outra</p><p>ação, também passada. Ex.:</p><p>Eu cantei aquela música. (perfeito)</p><p>Eu cantava aquela música. (imperfeito)</p><p>Quando ele chegou, eu já cantara. (mais-que-perfeito)</p><p>c) Futuro:</p><p>- Do presente: estudaremos</p><p>- Do pretérito: estudaríamos</p><p>Obs.: No modo subjuntivo, com relação aos tempos simples,</p><p>temos apenas o presente, o pretérito imperfeito e o futuro (sem</p><p>divisão). Os tempos compostos serão estudados mais adiante.</p><p>5) Vozes: são três.</p><p>a) Ativa: o sujeito pratica a ação verbal.</p><p>Ex.: O carro derrubou o poste.</p><p>b) Passiva: o sujeito sofre a ação verbal.</p><p>- Analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar.</p><p>Ex.: O poste foi derrubado pelo carro.</p><p>- Sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se.</p><p>Ex.: Derrubou-se o poste.</p><p>Obs.: Estudaremos bem o pronome apassivador (ou partícula</p><p>apassivadora) na sétima lição: concordância verbal.</p><p>c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece um</p><p>pronome reflexivo. Ex.: O garoto se machucou.</p><p>Formação do Imperativo</p><p>1) Afirmativo: tu e vós saem do presente do indicativo menos a</p><p>letra s; você, nós e vocês, do presente do subjuntivo.</p><p>Ex.: Imperativo afirmativo do verbo beber</p><p>Bebo → beba</p><p>bebes → bebe (tu) bebas</p><p>bebe beba → beba (você)</p><p>bebemos bebamos → bebamos (nós)</p><p>bebeis → bebei (vós) bebais</p><p>bebem bebam → bebam (vocês)</p><p>Reunindo, temos: bebe, beba, bebamos, bebei, bebam.</p><p>2) Negativo: sai do presente do subjuntivo mais a palavra não.</p><p>Ex.: beba</p><p>bebas → não bebas (tu)</p><p>beba → não beba (você)</p><p>bebamos → não bebamos (nós)</p><p>bebais → não bebais (vós)</p><p>bebam → não bebam (vocês)</p><p>Assim, temos: não bebas, não beba, não bebamos, não bebais,</p><p>não bebam.</p><p>Observações:</p><p>a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular, eu; a</p><p>terceira pessoa é você.</p><p>b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do pre-</p><p>sente do indicativo. Eis o seu imperativo:</p><p>- Afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam.</p><p>- Negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não sejam.</p><p>c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode</p><p>mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos</p><p>passar para tu, e vice-versa.</p><p>Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu)</p><p>Peça agora a sua comida. (tratamento: você)</p><p>d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo afir-</p><p>mativo, perder também a letra e que aparece antes da desinência s.</p><p>Ex.: faze (tu) ou faz (tu)</p><p>dize (tu) ou diz (tu)</p><p>e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego do</p><p>imperativo. É assunto muito cobrado em concursos públicos.</p><p>Tempos Primitivos e Tempos Derivados</p><p>1) O presente do indicativo é tempo primitivo. Da primeira pes-</p><p>soa do singular sai todo o presente do subjuntivo.</p><p>Ex.: digo → que eu diga, que tu digas, que ele diga etc.</p><p>dizes</p><p>diz</p><p>Obs.: isso não ocorre apenas com os poucos verbos que não</p><p>apresentam a desinência o na primeira pessoa do singular.</p><p>Ex.: eu sou → que eu seja.</p><p>eu sei → que eu saiba.</p><p>2) O pretérito perfeito é tempo primitivo. Da segunda pessoa</p><p>do singular saem:</p><p>a) o mais-que-perfeito.</p><p>Ex.: coubeste → coubera, couberas, coubera, coubéramos,</p><p>coubéreis, couberam.</p><p>b) o imperfeito do subjuntivo.</p><p>Ex.: coubeste → coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos,</p><p>coubésseis, coubessem.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>38</p><p>c)</p><p>o futuro do subjuntivo.</p><p>Ex.: coubeste → couber, couberes, couber, coubermos, couber-</p><p>des, couberem.</p><p>3) Do infinitivo impessoal derivam:</p><p>a) o imperfeito do indicativo.</p><p>Ex.: caber → cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam.</p><p>b) o futuro do presente.</p><p>Ex.: caber → caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis,</p><p>caberão.</p><p>c) o futuro do pretérito.</p><p>Ex.: caber → caberia, caberias, caberia, caberíamos, caberíeis,</p><p>caberiam.</p><p>d) o infinitivo pessoal.</p><p>Ex.: caber → caber, caberes, caber, cabermos, caberdes, caberem.</p><p>e) o gerúndio.</p><p>Ex.: caber → cabendo.</p><p>f) o particípio.</p><p>Ex.: caber → cabido.</p><p>Tempos Compostos</p><p>Formam-se os tempos compostos com o verbo auxiliar (ter ou</p><p>haver) mais o particípio do verbo que se quer conjugar.</p><p>1) Perfeito composto: presente do verbo auxiliar mais particí-</p><p>pio do verbo principal.</p><p>Ex.: tenho falado ou hei falado → perfeito composto do indica-</p><p>tivo tenha falado ou haja falado → perfeito composto do subjuntivo.</p><p>2) Mais-que-perfeito composto: imperfeito do auxiliar mais</p><p>particípio do principal.</p><p>Ex.: tinha falado → mais-que-perfeito composto do indicativo.</p><p>tivesse falado → mais-que-perfeito composto do subjuntivo.</p><p>3) Demais tempos: basta classificar o verbo auxiliar.</p><p>Ex.: terei falado → futuro do presente composto (terei é futuro</p><p>do presente).</p><p>Verbos Irregulares Comuns em Concursos</p><p>É importante saber a conjugação dos verbos que seguem. Eles</p><p>estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos mais pro-</p><p>blemáticos.</p><p>1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: seguem integral-</p><p>mente o verbo pôr.</p><p>Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc.</p><p>pus → compus, repus, expus etc.</p><p>2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem integralmente o</p><p>verbo ter.</p><p>Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc.</p><p>tiveste → retiveste, mantiveste etc.</p><p>3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem integralmente o</p><p>verbo vir.</p><p>Ex.: vierem → intervierem, provierem etc.</p><p>vim → intervim, convim etc.</p><p>4) Rever, prever, antever etc.: seguem integralmente o verbo</p><p>ver.</p><p>Ex.: vi → revi, previ etc.</p><p>víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc.</p><p>Observações:</p><p>- Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado se-</p><p>gue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo primitivo</p><p>e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão origem a verbos</p><p>derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. Para eles, vale a mesma</p><p>regra explicada acima.</p><p>Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente se</p><p>fala por aí).</p><p>- Requerer e prover não seguem integralmente os verbos que-</p><p>rer e ver. Eles serão mostrados mais adiante.</p><p>5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, cre-</p><p>mos, crestes, creram.</p><p>6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: mantém o ditongo fe-</p><p>chado em todos os tempos, inclusive o presente do indicativo. Ex.: A</p><p>bomba estoura. (e não estóra, como normalmente se diz).</p><p>7) Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir, expe-</p><p>lir, repelir:</p><p>a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, ade-</p><p>rimos, aderem.</p><p>b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos, adi-</p><p>rais, adiram.</p><p>Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na primeira</p><p>pessoa do singular do presente do indicativo e em todas do presen-</p><p>te do subjuntivo.</p><p>8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar:</p><p>a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo, enxá-</p><p>guas, enxágua.</p><p>b) presente do subjuntivo: águe, águes, águe; enxágue, enxá-</p><p>gues, enxágue.</p><p>9) Arguir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi, argui-</p><p>mos, arguis, argúem.</p><p>10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no presente do subjuntivo:</p><p>apazigúe, apazigúes, apazigúe, apaziguemos, apazigueis, apazi-</p><p>gúem.</p><p>11) Mobiliar:</p><p>a) presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília, mobilia-</p><p>mos, mobiliais, mobíliam.</p><p>b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie, mobilie-</p><p>mos, mobilieis, mobíliem.</p><p>12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule, polimos,</p><p>polis, pulem.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>39</p><p>13) Passear, recear, pentear, ladear (e todos os outros termina-</p><p>dos em ear)</p><p>a) presente do indicativo: passeio, passeias, passeia, passea-</p><p>mos, passeais, passeiam.</p><p>b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie, passee-</p><p>mos, passeeis, passeiem.</p><p>Observações:</p><p>- Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam o diton-</p><p>go ei nas formas rizotônicas, mas apenas nos dois presentes.</p><p>- Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto.</p><p>Ex.: estreio, estreias, estreia; ideio, ideias, ideia.</p><p>14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: verbos regulares.</p><p>Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam.</p><p>Observações:</p><p>- Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas rizotônicas.</p><p>- Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar, ape-</p><p>sar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei.</p><p>Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam,</p><p>medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, medeiem.</p><p>15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do singular do pre-</p><p>sente do indicativo e, consequentemente, em todo o presente do</p><p>subjuntivo.</p><p>Ex.: requeiro, requeres, requer</p><p>requeira, requeiras, requeira</p><p>requeri, requereste, requereu</p><p>16) Prover: conjuga-se como verbo regular no pretérito perfeito,</p><p>no mais-que-perfeito, no imperfeito do subjuntivo, no futuro do sub-</p><p>juntivo e no particípio; nos demais tempos, acompanha o verbo ver.</p><p>Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, provera; pro-</p><p>vesse, provesses, provesse etc.</p><p>provejo, provês, provê; provia, provias, provia; proverei, prove-</p><p>rás, proverá etc.</p><p>17) Reaver, precaver-se, falir, adequar, remir, abolir, colorir, res-</p><p>sarcir, demolir, acontecer, doer são verbos defectivos. Estude o que</p><p>falamos sobre eles na lição anterior, no item sobre a classificação dos</p><p>verbos. Ex.: Reaver, no presente do indicativo: reavemos, reaveis.</p><p>VOZES DO VERBO. CORRELAÇÃO DE TEMPOS E</p><p>MODOS VERBAIS</p><p>Verbos</p><p>Os verbos podem ser flexionados em três tempos: pretérito</p><p>(passado), presente e futuro, de maneira que o pretérito e o futuro</p><p>possuem subdivisões.</p><p>Eles também se dividem em três flexões de modo: indicativo</p><p>(certeza sobre o que é passado), subjuntivo (incerteza sobre o que é</p><p>passado) e imperativo (expressar ordem, pedido, comando).</p><p>• Tempos simples do modo indicativo: presente, pretérito per-</p><p>feito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do</p><p>presente, futuro do pretérito.</p><p>• Tempos simples do modo subjuntivo: presente, pretérito im-</p><p>perfeito, futuro.</p><p>Os tempos verbais compostos são formados por um verbo</p><p>auxiliar e um verbo principal, de modo que o verbo auxiliar sofre</p><p>flexão em tempo e pessoa, e o verbo principal permanece no parti-</p><p>cípio. Os verbos auxiliares mais utilizados são “ter” e “haver”.</p><p>• Tempos compostos do modo indicativo: pretérito perfeito,</p><p>pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do preté-</p><p>rito.</p><p>• Tempos compostos do modo subjuntivo: pretérito perfeito,</p><p>pretérito mais-que-perfeito, futuro.</p><p>As formas nominais do verbo são o infinitivo (dar, fazerem,</p><p>aprender), o particípio (dado, feito, aprendido) e o gerúndio (dando,</p><p>fazendo, aprendendo). Eles podem ter função de verbo ou função</p><p>de nome, atuando como substantivo (infinitivo), adjetivo (particí-</p><p>pio) ou advérbio (gerúndio).</p><p>Tipos de verbos</p><p>Os verbos se classificam de acordo com a sua flexão verbal.</p><p>Desse modo, os verbos se dividem em:</p><p>Regulares: possuem regras fixas para a flexão (cantar, amar,</p><p>vender, abrir...)</p><p>• Irregulares: possuem alterações nos radicais e nas termina-</p><p>ções quando conjugados (medir, fazer, poder, haver...)</p><p>• Anômalos: possuem diferentes radicais quando conjugados</p><p>(ser, ir...)</p><p>• Defectivos: não são conjugados em todas as pessoas verbais</p><p>(falir, banir, colorir, adequar...)</p><p>• Impessoais: não apresentam sujeitos, sendo conjugados sem-</p><p>pre na 3ª pessoa do singular (chover, nevar, escurecer, anoitecer...)</p><p>• Unipessoais: apesar de apresentarem sujeitos, são sempre</p><p>conjugados na 3ª pessoa do singular ou do plural (latir, miar, custar,</p><p>acontecer...)</p><p>• Abundantes: possuem duas formas no particípio, uma regular</p><p>e outra irregular (aceitar = aceito, aceitado)</p><p>• Pronominais: verbos conjugados com pronomes oblíquos</p><p>átonos, indicando ação reflexiva (suicidar-se, queixar-se, sentar-se,</p><p>pentear-se...)</p><p>• Auxiliares: usados em tempos compostos ou em locuções</p><p>verbais (ser, estar, ter, haver, ir...)</p><p>• Principais: transmitem totalidade da ação verbal por si pró-</p><p>prios (comer, dançar, nascer, morrer, sorrir...)</p><p>• De ligação: indicam um estado, ligando uma característica ao</p><p>sujeito (ser, estar, parecer, ficar, continuar...)</p><p>Vozes verbais</p><p>As vozes verbais indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação,</p><p>podendo ser três tipos diferentes:</p><p>• Voz ativa: sujeito é o agente da ação (Vi o pássaro)</p><p>• Voz passiva: sujeito sofre a ação (O pássaro foi visto)</p><p>• Voz reflexiva: sujeito pratica e sofre a ação (Vi-me no reflexo</p><p>do lago)</p><p>Ao passar um discurso para a voz passiva, é comum utilizar a</p><p>partícula apassivadora “se”, fazendo com o que o pronome seja</p><p>equivalente ao verbo “ser”.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>40</p><p>Conjugação de verbos</p><p>Os tempos verbais são primitivos quando não derivam de outros tempos da língua portuguesa. Já os tempos verbais derivados são</p><p>aqueles que se originam a partir de verbos primitivos, de modo que suas conjugações seguem o mesmo padrão do verbo de origem.</p><p>• 1ª conjugação: verbos terminados em “-ar” (aproveitar, imaginar, jogar...)</p><p>• 2ª conjugação: verbos terminados em “-er” (beber, correr, erguer...)</p><p>• 3ª conjugação: verbos terminados em “-ir” (dormir, agir, ouvir...)</p><p>Confira os exemplos de conjugação apresentados abaixo:</p><p>Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-lutar</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>41</p><p>Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-impor</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>42</p><p>REGÊNCIA NOMINAL E REGÊNCIA VERBAL</p><p>A regência estuda as relações de concordâncias entre os termos que completam o sentido tanto dos verbos quanto dos nomes. Dessa</p><p>maneira, há uma relação entre o termo regente (principal) e o termo regido (complemento).</p><p>A regência está relacionada à transitividade do verbo ou do nome, isto é, sua complementação necessária, de modo que essa relação</p><p>é sempre intermediada com o uso adequado de alguma preposição.</p><p>Regência nominal</p><p>Na regência nominal, o termo regente é o nome, podendo ser um substantivo, um adjetivo ou um advérbio, e o termo regido é o</p><p>complemento nominal, que pode ser um substantivo, um pronome ou um numeral.</p><p>Vale lembrar que alguns nomes permitem mais de uma preposição. Veja no quadro abaixo as principais preposições e as palavras que</p><p>pedem seu complemento:</p><p>PREPOSIÇÃO NOMES</p><p>A</p><p>acessível; acostumado; adaptado; adequado; agradável; alusão; análogo; anterior; atento; benefício;</p><p>comum; contrário; desfavorável; devoto; equivalente; fiel; grato; horror; idêntico; imune; indiferente; inferior;</p><p>leal; necessário; nocivo; obediente; paralelo; posterior; preferência; propenso; próximo; semelhante; sensível; útil;</p><p>visível...</p><p>DE</p><p>amante; amigo; capaz; certo; contemporâneo; convicto; cúmplice; descendente; destituído; devoto; diferente;</p><p>dotado; escasso; fácil; feliz; imbuído; impossível; incapaz; indigno; inimigo; inseparável; isento; junto; longe; medo;</p><p>natural; orgulhoso; passível; possível; seguro; suspeito; temeroso...</p><p>SOBRE opinião; discurso; discussão; dúvida; insistência; influência; informação; preponderante; proeminência;</p><p>triunfo...</p><p>COM acostumado; amoroso; analogia; compatível; cuidadoso; descontente; generoso; impaciente; ingrato;</p><p>intolerante; mal; misericordioso; ocupado; parecido; relacionado; satisfeito; severo; solícito; triste...</p><p>EM abundante; bacharel; constante; doutor; erudito; firme; hábil; incansável; inconstante; indeciso; morador;</p><p>negligente; perito; prático; residente; versado...</p><p>CONTRA atentado; blasfêmia; combate; conspiração; declaração; fúria; impotência; litígio; luta; protesto; reclamação;</p><p>representação...</p><p>PARA bom; mau; odioso; próprio; útil...</p><p>Regência verbal</p><p>Na regência verbal, o termo regente é o verbo, e o termo regido poderá ser tanto um objeto direto (não preposicionado) quanto um</p><p>objeto indireto (preposicionado), podendo ser caracterizado também por adjuntos adverbiais.</p><p>Com isso, temos que os verbos podem se classificar entre transitivos e intransitivos. É importante ressaltar que a transitividade do</p><p>verbo vai depender do seu contexto.</p><p>Verbos intransitivos: não exigem complemento, de modo que fazem sentido por si só. Em alguns casos, pode estar acompanhado</p><p>de um adjunto adverbial (modifica o verbo, indicando tempo, lugar, modo, intensidade etc.), que, por ser um termo acessório, pode ser</p><p>retirado da frase sem alterar sua estrutura sintática:</p><p>• Viajou para São Paulo. / Choveu forte ontem.</p><p>Verbos transitivos diretos: exigem complemento (objeto direto), sem preposição, para que o sentido do verbo esteja completo:</p><p>• A aluna entregou o trabalho. / A criança quer bolo.</p><p>Verbos transitivos indiretos: exigem complemento (objeto indireto), de modo que uma preposição é necessária para estabelecer o</p><p>sentido completo:</p><p>• Gostamos da viagem de férias. / O cidadão duvidou da campanha eleitoral.</p><p>Verbos transitivos diretos e indiretos: em algumas situações, o verbo precisa ser acompanhado de um objeto direto (sem preposição)</p><p>e de um objeto indireto (com preposição):</p><p>• Apresentou a dissertação à banca. / O menino ofereceu ajuda à senhora.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>43</p><p>COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO</p><p>Frase</p><p>É todo enunciado capaz de transmitir a outrem tudo aquilo que pensamos, queremos ou sentimos.</p><p>Exemplos</p><p>Caía uma chuva.</p><p>Dia lindo.</p><p>Oração</p><p>É a frase que apresenta estrutura sintática (normalmente, sujeito e predicado, ou só o predicado).</p><p>Exemplos</p><p>Ninguém segura este menino. (Ninguém: sujeito; segura este menino: predicado)</p><p>Havia muitos suspeitos. (Oração sem sujeito; havia muitos suspeitos: predicado)</p><p>Termos da oração</p><p>1. Termos essen-</p><p>ciais</p><p>sujeito</p><p>predicado</p><p>2. Termos inte-</p><p>grantes</p><p>complemento verbal</p><p>complemento nominal</p><p>agente da passiva</p><p>objeto direto</p><p>objeto indireto</p><p>3. Termos acessó-</p><p>rios</p><p>Adjunto adnominal</p><p>adjunto adverbial</p><p>aposto</p><p>4. Vocativo</p><p>Diz-se que sujeito e predicado são termos “essenciais”, mas note que o termo que realmente é o núcleo da oração é o verbo:</p><p>Chove. (Não há referência a sujeito.)</p><p>Cansei. (O sujeito e eu, implícito na forma verbal.)</p><p>Os termos “acessórios” são assim chamados por serem supostamente dispensáveis, o que nem sempre é verdade.</p><p>Sujeito e predicado</p><p>Sujeito é o termo da oração com o qual, normalmente, o verbo concorda.</p><p>Exemplos</p><p>A notícia corria rápida como pólvora. (Corria está no singular concordando com a notícia.)</p><p>As notícias corriam rápidas como pólvora. (Corriam, no plural, concordando com as notícias.)</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>44</p><p>O núcleo do sujeito é a palavra principal do sujeito, que encerra</p><p>a essência de sua significação. Em torno dela, como que gravitam</p><p>as demais.</p><p>Exemplo: Os teus lírios brancos embelezam os campos. (Lí-</p><p>rios é o núcleo do sujeito.)</p><p>Podem exercer a função de núcleo do sujeito o substantivo e</p><p>palavras de natureza substantiva. Veja:</p><p>O medo salvou-lhe a vida. (substantivo)</p><p>Os medrosos fugiram. (Adjetivo exercendo papel de substanti-</p><p>vo: adjetivo substantivado.)</p><p>A definição mais adequada para sujeito é: sujeito é o termo da</p><p>oração com o qual o verbo normalmente concorda.</p><p>Sujeito simples: tem um só núcleo.</p><p>Exemplo: As flores morreram.</p><p>Sujeito composto: tem mais de um núcleo.</p><p>Exemplo: O rapaz e a moça foram encostados ao muro.</p><p>Sujeito elíptico (ou oculto): não expresso e que pode ser de-</p><p>terminado pela desinência verbal ou pelo contexto.</p><p>Exemplo: Viajarei amanhã. (sujeito oculto: eu)</p><p>Sujeito indeterminado: é aquele que existe, mas não podemos</p><p>ou não queremos identificá-lo com precisão.</p><p>Ocorre:</p><p>- quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem referência a</p><p>nenhum substantivo anteriormente expresso.</p><p>Exemplo: Batem à porta.</p><p>- com verbos intransitivo (VI), transitivo indireto (VTI) ou de li-</p><p>gação (VL) acompanhados da partícula SE, chamada de índice de</p><p>indeterminação do sujeito (IIS).</p><p>Exemplos:</p><p>Vive-se bem. (VI)</p><p>Precisa-se de pedreiros. (VTI)</p><p>Falava-se baixo. (VI)</p><p>Era-se feliz naquela época. (VL)</p><p>Orações sem sujeito</p><p>São orações cujos verbos são impessoais, com sujeito inexis-</p><p>tente.</p><p>Ocorrem nos seguintes casos:</p><p>- com verbos que se referem a fenômenos meteorológicos.</p><p>Exemplo: Chovia. Ventava durante a noite.</p><p>- haver no sentido de existir ou quando se refere a tempo de-</p><p>corrido.</p><p>Exemplo: Há duas semanas não o vejo. (= Faz duas semanas)</p><p>- fazer referindo-se a fenômenos meteorológicos ou a tempo</p><p>decorrido.</p><p>Exemplo: Fazia 40° à sombra.</p><p>- ser nas indicações de horas, datas e distâncias.</p><p>Exempl: São duas horas.</p><p>Predicado nominal</p><p>O núcleo, em torno do qual as demais palavras do predicado</p><p>gravitam e que contém o que de mais importante se comunica a</p><p>respeito do sujeito, e um nome (isto é, um substantivo ou adjetivo,</p><p>ou palavra de natureza substantiva). O verbo e de ligação (liga o nú-</p><p>cleo ao sujeito) e indica estado (ser, estar, continuar, ficar, perma-</p><p>necer; também andar, com o sentido de estar; virar, com o sentido</p><p>de transformar-se em; e viver, com o sentido de estar sempre).</p><p>Exemplo:</p><p>Os príncipes viraram sapos muito feios. (verbo de ligação mais</p><p>núcleo substantivo: sapos)</p><p>Verbos de ligação</p><p>São aqueles que, sem possuírem significação precisa, ligam um</p><p>sujeito a um predicativo. São verbos de ligação: ser, estar, ficar, pa-</p><p>recer, permanecer, continuar, tornar-se etc.</p><p>Exemplo: A rua estava calma.</p><p>Predicativo do sujeito</p><p>É o termo da oração que, no predicado, expressa qualificação</p><p>ou classificação do sujeito.</p><p>Exemplo: Você será engenheiro.</p><p>- O predicativo do sujeito, além de vir com verbos de liga-</p><p>ção, pode também ocorrer com verbos intransitivos ou com ver-</p><p>bos transitivos.</p><p>Predicado verbal</p><p>Ocorre quando o núcleo é um verbo. Logo, não apresenta pre-</p><p>dicativo. E formado por verbos transitivos ou intransitivos.</p><p>Exemplo: A população da vila assistia ao embarque. (Núcleo</p><p>do sujeito: população; núcleo do predicado: assistia, verbo transi-</p><p>tivo indireto)</p><p>Verbos intransitivos</p><p>São verbos que não exigem complemento algum; como a ação</p><p>verbal não passa, não transita para nenhum complemento, rece-</p><p>bem o nome de verbos intransitivos. Podem formar predicado sozi-</p><p>nhos ou com adjuntos adverbiais.</p><p>Exemplo: Os visitantes retornaram ontem à noite.</p><p>Verbos transitivos</p><p>São verbos que, ao declarar alguma coisa a respeito do sujei-</p><p>to, exigem um complemento para a perfeita compreensão do que</p><p>se quer dizer. Tais verbos se denominam transitivos e a pessoa ou</p><p>coisa para onde se dirige a atividade transitiva do verbo se denomi-</p><p>na objeto. Dividem-se em: diretos, indiretos e diretos e indiretos.</p><p>Verbos transitivos diretos: Exigem um objeto direto.</p><p>Exemplo: Espero-o no aeroporto.</p><p>Verbos transitivos indiretos: Exigem um objeto indireto.</p><p>Exemplo: Gosto de flores.</p><p>Verbos transitivos diretos e indiretos: Exigem um objeto direto</p><p>e um objeto indireto.</p><p>Exemplo: Os ministros informaram a nova política econômi-</p><p>ca aos trabalhadores. (VTDI)</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>45</p><p>Complementos verbais</p><p>Os complementos verbais são representados pelo objeto direto</p><p>(OD) e pelo objeto indireto (OI).</p><p>Objeto indireto</p><p>É o complemento verbal que se liga ao verbo pela preposição</p><p>por ele exigida. Nesse caso o verbo pode ser transitivo indireto ou</p><p>transitivo direto e indireto. Normalmente, as preposições que ligam</p><p>o objeto indireto ao verbo são a, de, em, com, por, contra, para etc.</p><p>Exemplo: Acredito em você.</p><p>Objeto direto</p><p>Complemento verbal que se liga ao verbo sem preposição obri-</p><p>gatória. Nesse caso o verbo pode ser transitivo direto ou transitivo</p><p>direto e indireto.</p><p>Exemplo: Comunicaram o fato aos leitores.</p><p>Objeto direto preposicionado</p><p>É aquele que, contrariando sua própria definição e característi-</p><p>ca, aparece regido de preposição (geralmente preposição a).</p><p>O pai dizia aos filhos que adorava a ambos.</p><p>Objeto pleonástico</p><p>É a repetição do objeto (direto ou indireto) por meio de um</p><p>pronome. Essa repetição assume valor enfático (reforço) da noção</p><p>contida no objeto direto ou no objeto indireto.</p><p>Exemplos</p><p>Ao colega, já lhe perdoei. (objeto indireto pleonástico)</p><p>Ao filme, assistimos a ele emocionados. (objeto indireto pleo-</p><p>nástico)</p><p>Predicado verbo-nominal</p><p>Esse predicado tem dois núcleos (um verbo e um nome), é for-</p><p>mado por predicativo com verbo transitivo ou intransitivo.</p><p>Exemplos:</p><p>A multidão assistia ao jogo emocionada. (predicativo do sujei-</p><p>to com verbo transitivo indireto)</p><p>A riqueza tornou-o orgulhoso. (predicativo do objeto com ver-</p><p>bo transitivo direto)</p><p>Predicativo do sujeito</p><p>O predicativo do sujeito, além de vir com verbos de ligação,</p><p>pode também ocorrer com verbos intransitivos ou transitivos. Nes-</p><p>se caso, o predicado é verbo-nominal.</p><p>Exemplo: A criança brincava alegre no parque.</p><p>Predicativo do objeto</p><p>Exprime qualidade, estado ou classificação que se referem ao</p><p>objeto (direto ou indireto).</p><p>Exemplo de predicativo do objeto direto:</p><p>O juiz declarou o réu culpado.</p><p>Exemplo de predicativo do objeto indireto:</p><p>Gosto de você alegre.</p><p>Adjunto adnominal</p><p>É o termo acessório que vem junto ao nome (substantivo), res-</p><p>tringindo-o, qualificando-o, determinando-o (adjunto: “que vem</p><p>junto a”; adnominal: “junto ao nome”). Observe:</p><p>Os meus três grandes amigos [amigos: nome substantivo] vie-</p><p>ram me fazer uma visita [visita: nome substantivo] agradável on-</p><p>tem à noite.</p><p>São adjuntos adnominais os (artigo definido), meus (pronome</p><p>possessivo adjetivo), três (numeral), grandes (adjetivo), que estão</p><p>gravitando em torno do núcleo do sujeito, o substantivo amigos;</p><p>o mesmo acontece com uma (artigo indefinido) e agradável (adje-</p><p>tivo), que determinam e qualificam o núcleo do objeto direto, o</p><p>substantivo visita.</p><p>O adjunto adnominal prende-se diretamente ao substantivo,</p><p>ao passo que o predicativo se refere ao substantivo por meio de</p><p>um verbo.</p><p>Complemento nominal</p><p>É o termo que completa o sentido de substantivos, adjetivos e</p><p>advérbios porque estes não têm sentido completo.</p><p>- Objeto – recebe a atividade transitiva de um verbo.</p><p>- Complemento nominal – recebe a atividade transitiva de um</p><p>nome.</p><p>O complemento nominal é sempre ligado ao nome por prepo-</p><p>sição, tal como o objeto indireto.</p><p>Exemplo: Tenho necessidade de dinheiro.</p><p>Adjunto adverbial</p><p>É o termo da oração que modifica o verbo ou um adjetivo ou</p><p>o próprio advérbio, expressando uma circunstância: lugar, tempo,</p><p>fim, meio, modo, companhia, exclusão, inclusão, negação, afirma-</p><p>ção, duvida, concessão, condição etc.</p><p>Período</p><p>Enunciado formado de uma ou mais orações, finalizado por:</p><p>ponto final ( . ), reticencias (...), ponto de exclamação (!) ou ponto</p><p>de interrogação (?). De acordo com o número de orações, classifi-</p><p>ca-se em:</p><p>Apresenta apenas uma oração que é chamada absoluta.</p><p>O período é simples quando só traz uma oração, chamada</p><p>absoluta; o período é composto quando traz mais de uma oração.</p><p>Exemplo: Comeu toda a refeição. (Período simples, oração absolu-</p><p>ta.); Quero que você leia. (Período composto.)</p><p>Uma maneira fácil de saber quantas orações há num período</p><p>é contar os verbos ou locuções verbais. Num período haverá tan-</p><p>tas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele</p><p>existentes.</p><p>Há três tipos de período composto: por coordenação, por su-</p><p>bordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo</p><p>(também chamada de misto).</p><p>Período Composto por Coordenação</p><p>As três orações que formam esse período têm sentido próprio</p><p>e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: são inde-</p><p>pendentes. Há entre elas uma relação de sentido, mas uma não de-</p><p>pende da outra sintaticamente.</p><p>As orações independentes de um período são chamadas de</p><p>orações coordenadas (OC), e o período formado só de orações co-</p><p>ordenadas é chamado de período composto por coordenação.</p><p>As orações coordenadas podem ser assindéticas e sindéticas.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>46</p><p>As orações são coordenadas assindéticas (OCA) quando não</p><p>vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:</p><p>Os jogadores correram, / chutaram, / driblaram.</p><p>OCA OCA OCA</p><p>- As orações são coordenadas</p><p>sindéticas (OCS) quando vêm in-</p><p>troduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:</p><p>A mulher saiu do prédio / e entrou no táxi.</p><p>OCA OCS</p><p>As orações coordenadas sindéticas se classificam de acordo</p><p>com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as in-</p><p>troduzem. Pode ser:</p><p>- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...</p><p>mas também, não só... mas ainda.</p><p>A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa</p><p>ideia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior, ou</p><p>seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.</p><p>- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, porém,</p><p>todavia, contudo, entretanto, no entanto.</p><p>A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa</p><p>ideia de oposição à oração anterior, ou seja, por uma conjunção</p><p>coordenativa adversativa.</p><p>- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, por</p><p>isso, pois, logo.</p><p>A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expres-</p><p>sa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior, ou</p><p>seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.</p><p>- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou, ou... ou,</p><p>ora... ora, seja... seja, quer... quer.</p><p>A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabele-</p><p>ce uma relação de alternância ou escolha com referência à oração</p><p>anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa alternativa.</p><p>- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, porque,</p><p>pois, porquanto.</p><p>A 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa</p><p>ideia de explicação, de justificativa em relação à oração anterior, ou</p><p>seja, por uma conjunção coordenativa explicativa.</p><p>Período Composto por Subordinação</p><p>Nesse período, a segunda oração exerce uma função sintática em</p><p>relação à primeira, sendo subordinada a ela. Quando um período é</p><p>formado de pelo menos um conjunto de duas orações em que uma</p><p>delas (a subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele</p><p>é classificado como período composto por subordinação. As orações</p><p>subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem.</p><p>Orações Subordinadas Adverbiais</p><p>Exercem a função de adjunto adverbial da oração principal</p><p>(OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa</p><p>que as introduz:</p><p>- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração prin-</p><p>cipal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que, visto que.</p><p>- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocor-</p><p>rência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, contanto</p><p>que, a menos que, a não ser que, desde que.</p><p>- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da oração</p><p>principal, sem, no entanto, impedir sua realização. Conjunções: em-</p><p>bora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais que, mesmo que.</p><p>- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com</p><p>outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.</p><p>- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que</p><p>foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim que,</p><p>logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).</p><p>- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enun-</p><p>ciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de que, por-</p><p>que (=para que), que.</p><p>- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi enuncia-</p><p>do na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= porque),</p><p>pois que, visto que.</p><p>- Comparativas: Expressam ideia de comparação com referên-</p><p>cia à oração principal. Conjunções: como, assim como, tal como,</p><p>(tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com menos ou</p><p>mais).</p><p>- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona pro-</p><p>porcionalmente ao que foi enunciado na principal. Conjunções: à</p><p>medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto</p><p>menos.</p><p>Orações Subordinadas Substantivas</p><p>São aquelas que, num período, exercem funções sintáticas pró-</p><p>prias de substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjun-</p><p>ções integrantes que e se.</p><p>- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela</p><p>que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal.</p><p>Observe: O filho quer que você o ajude. (objeto direto)</p><p>- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela</p><p>que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração princi-</p><p>pal. Observe: Preciso que você me ajude. (objeto indireto)</p><p>- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que</p><p>exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. Observe: É</p><p>importante que você ajude. (sujeito)</p><p>- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É</p><p>aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo</p><p>da oração principal. Observe: Estamos certos de que ele é inocente.</p><p>(complemento nominal)</p><p>- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que</p><p>exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal, vindo</p><p>sempre depois do verbo ser. Observe: O principal é que você esteja</p><p>feliz. (predicativo)</p><p>- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que</p><p>exerce a função de aposto de um termo da oração principal. Obser-</p><p>ve: Ela tinha um objetivo: que todos fossem felizes. (aposto)</p><p>Orações Subordinadas Adjetivas</p><p>Exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da</p><p>oração principal.</p><p>As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por</p><p>um pronome relativo (que, qual, cujo, quem, etc.) e são classifica-</p><p>das em:</p><p>- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando</p><p>restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem.</p><p>- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quan-</p><p>do apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem,</p><p>esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem restringi-lo ou</p><p>especificá-lo.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>47</p><p>Orações Reduzidas</p><p>São caracterizadas por possuírem o verbo nas formas de gerún-</p><p>dio, particípio ou infinitivo. Ao contrário das demais orações subor-</p><p>dinadas, as orações reduzidas não são ligadas através dos conecti-</p><p>vos. Há três tipos de orações reduzidas:</p><p>- Orações reduzidas de infinitivo:</p><p>Infinitivo: terminações –ar, -er, -ir.</p><p>Reduzida: Meu desejo era ganhar na loteria.</p><p>Desenvolvida: Meu desejo era que eu ganhasse na loteria.</p><p>(Oração Subordinada Substantiva Predicativa)</p><p>- Orações Reduzidas de Particípio:</p><p>Particípio: terminações –ado, -ido.</p><p>Reduzida: A mulher sequestrada foi resgatada.</p><p>Desenvolvida: A mulher que sequestraram foi resgatada. (Ora-</p><p>ção Subordinada Adjetiva Restritiva)</p><p>- Orações Reduzidas de Gerúndio:</p><p>Gerúndio: terminação –ndo.</p><p>Reduzida: Respeitando as regras, não terão problemas.</p><p>Desenvolvida: Desde que respeitem as regras, não terão pro-</p><p>blemas. (Oração Subordinada Adverbial Condicional)</p><p>CONECTIVOS</p><p>Os conectores são, assim, palavras ou expressões que se utili-</p><p>zam para especificar as relações entre vários segmentos linguísticos</p><p>de um texto - servem para associar as ideias e estabelecer ligações</p><p>entre elas.</p><p>O uso correto de conectores permite uma maior coesão textual</p><p>e envolve uma compreensão facilitada da globalidade do texto.</p><p>Os conectores pertencem a diversas classes de palavras - con-</p><p>junções (ou locuções conjuntivas) coordenativas e subordinativas,</p><p>advérbios (ou locuções adverbiais), preposições (ou locuções pre-</p><p>positivas), expressões adjetivas ou até orações completas.</p><p>Tipos de Conectores</p><p>Adição - e, nem, pois, além disso, e ainda, não só…mas tam-</p><p>bém, como ainda, bem como…assim como, por um lado…por outro</p><p>lado, depois, logo após, finalmente, em primeiro lugar, em segundo</p><p>lugar, do mesmo modo, igualmente, de igual modo, da mesma ma-</p><p>neira, de igual maneira, de novo, novamente, também, primeira-</p><p>mente, da mesma forma, de igual forma, ultimamente, opostamen-</p><p>te, de modo oposto, de maneira oposta, por último…</p><p>Alternativa - ou, ou...ou, ora…ora, já...já, seja...seja, quer…</p><p>quer, talvez...talvez, não...nem, em alternativa…</p><p>Certeza / afirmação - certamente, é evidente que, com certeza,</p><p>decerto, naturalmente, que, sem dúvida, sem dúvida que, de cer-</p><p>to, é óbvio que, evidentemente, obviamente, verdadeiramente, de</p><p>verdade, verdadeiro,</p><p>realmente, exato, exatamente, com exatidão…</p><p>Conformidade - consoante, conforme, segundo, como, de</p><p>acordo com</p><p>Comparação - como, também, conforme, tanto…quanto, tal</p><p>como, assim como, bem como, pela mesma razão, de forma idênti-</p><p>ca, de forma similar…</p><p>Concessão - embora, conquanto, ainda que, mesmo que, mes-</p><p>mo quando, se bem que, apesar de, ainda assim, mesmo assim, por</p><p>mais que, de qualquer forma, posto que, malgrado, não obstante,</p><p>inobstante, em que pese, independentemente de…</p><p>Conclusão / síntese / resumo - pois, portanto, por conseguin-</p><p>te, assim, logo, enfim, concluindo, conclusivamente, em conclusão,</p><p>em síntese, consequentemente, em consequência, por outras pala-</p><p>vras, ou seja, em resumo, ou melhor, pois, por isso, deste modo, em</p><p>suma, sintetizando, finalizando…</p><p>Condição - se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo</p><p>se, a menos que, a não ser que, sem que, uma vez que (seguida de</p><p>verbo no subjuntivo)</p><p>Confirmação - com efeito, efetivamente, na verdade, de fato,</p><p>factualmente, verdade, verdadeiramente, óbvio, obviamente…</p><p>Consequência - pelo que, de modo que, de forma que, de ma-</p><p>neira que, de sorte que, de jeito que, daí que, tão… que, tal... que,</p><p>tanto... que, tamanho... que, por tudo isso, consequentemente, por</p><p>conseguinte, como consequência…</p><p>Dúvida - Talvez, possivelmente, provavelmente, é possível que,</p><p>é provável que, porventura, quiçá, acaso, quem sabe, por certo…</p><p>Explicitação / particularização - quer isto dizer, isto (não) signi-</p><p>fica que, por outras palavras, isto é, por exemplo, ou seja, é o caso</p><p>de, nomeadamente, em particular, a saber, entre outros, especifi-</p><p>camente…</p><p>Finalidade / intencionalidade - com o fim de, com intuito, para</p><p>(que), a fim de (que), com o objetivo de, de forma a, com o fim /</p><p>com o objetivo de / com o propósito de / com intuito de / com a</p><p>intenção de, com o fito de, que, porque (= para que)…</p><p>Modo / forma / maneira - bem, mal, assim, depressa, devagar,</p><p>melhor, pior, rapidamente, calmamente, facilmente e a maioria dos</p><p>advérbios terminados em -mente, à toa, à vontade, às claras, às es-</p><p>curas, às pressas, à francesa, às escondidas, em silêncio, em vão,</p><p>sem medo, de mansinho, ao vivo</p><p>Necessidade / obrigação - faz-se mister, é necessário que, faz-</p><p>-se urgente que, urge que, é preciso que, é dever, torna-se impres-</p><p>cindível que</p><p>Opinião - na minha opinião, a meu ver, em meu entender, pa-</p><p>rece-me que, estou em crer que…</p><p>Oposição / contraste - mas, porém, todavia, contudo, entre-</p><p>tanto, no entanto, senão (= mas sim) contrariamente, em vez de, ao</p><p>invés de, pelo contrário, por oposição, oposto, opostamente, dou-</p><p>tro modo, ao contrário, não obstante, por outro lado…</p><p>Proporção / proporcionalidade - ao passo que, à medida que,</p><p>à proporção que, quanto mais, tanto mais, enquanto</p><p>Reafirmação / confirmação / resumo - ou seja, ou melhor, ou</p><p>antes, isto é, digo, por assim dizer, por outras palavras, com efeito,</p><p>efetivamente, na verdade, de fato, de tato, em suma, em resumo,</p><p>resumidamente…</p><p>Reformulação - quer dizer, mais corretamente, mais precisa-</p><p>mente, ou melhor, dito de outro modo, numa palavra, noutros ter-</p><p>mos, por outras palavras…</p><p>Razão / motivo / causa - porque, já que, visto que, uma vez</p><p>que, porquanto, como (= porque), na medida em que, devido a, em</p><p>virtude de, em razão de, em vista de, tendo em vista que, em face</p><p>de, em decorrência de</p><p>Sequência - começando, primeiramente, para começar, em pri-</p><p>meiro lugar, num primeiro momento, antes de, em segundo lugar,</p><p>em seguida, logo após, depois de, por último, concluindo, para ter-</p><p>minar, em conclusão, em síntese, finalizando…</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>48</p><p>Sequência temporal - Hoje, ontem, agora, amanhã, ainda,</p><p>cedo, depois, tarde, antes</p><p>Sequência geográfica / espacial - Aqui, ali, aí, lá, perto, longe,</p><p>dentro, fora, à direita, à esquerda, à frente, acima, abaixo, à distân-</p><p>cia, de longe, de perto</p><p>Tempo - quando, enquanto, até que, antes que, logo que, assim</p><p>que, depois que, sempre que, desde que, desde quando, todas as</p><p>vezes, senão quando, ao tempo que, mal...</p><p>Negação - não, nunca, tampouco, jamais, nada, ninguém, de</p><p>modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma</p><p>Ordem - ultimamente, primeiramente, antes, depois...</p><p>Designação - eis, vede, aqui está...</p><p>Realce / função expletiva - cá, lá, só, é que, ainda, mas...</p><p>Inclusão / exclusão - também, até, mesmo, inclusive, só, salvo,</p><p>menos, apenas, senão, exclusive, fora, tirante, sequer...</p><p>Intensidade / quantidade - muito, pouco, bastante, mais, me-</p><p>nos, tão, tanto, quase, demais...</p><p>REDAÇÃO (CONFRONTO E RECONHECIMENTO DE</p><p>FRASES CORRETAS E INCORRETAS; ORGANIZAÇÃO</p><p>E REORGANIZAÇÃO DE ORAÇÕES E PERÍODOS;</p><p>EQUIVALÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO DE ESTRUTURAS)</p><p>— Definição</p><p>A redação pode ser definida como o ato de produzir um texto</p><p>escrito e, conforme sua estrutura e objetivos, pode ser tipificada</p><p>em narrativa, descritiva, informativa e dissertativa. Cada um des-</p><p>ses tipos de redação especificidades próprias e, ao se optar por um</p><p>deles, é fundamental atenção aos seus elementos estar atento aos</p><p>seus elementos integrantes. Confira abaixo algumas dicas de impor-</p><p>tantes para a escrita de uma boa redação.</p><p>A importância da Introdução</p><p>Em um vestibular ou concurso, a redação vai ser avaliada, ob-</p><p>viamente, por completo, e todas as suas etapas são fundamentais</p><p>para a composição da nota. No entanto, a forma como ela se inicia</p><p>tem grande peso na atribuição do conceito do examinador, por dois</p><p>motivos principais:</p><p>– Envolve a atenção do leitor: o interesse do leitor precisa ser</p><p>captado já no início, pois é nesse momento que ele decide se vai</p><p>prosseguir ou não com a leitura. Começar bem uma redação é pri-</p><p>mordial para que o leitor deseje conhecer as linhas seguintes de</p><p>seu texto.</p><p>– Síntese do conteúdo: a introdução daquilo que será aborda-</p><p>do contribui para que o leitor esteja apto a compreender o tema</p><p>e, assim, ser capaz de assimilar o conteúdo à medida que ele se</p><p>desenvolve.</p><p>Os Tipos de Redações</p><p>A decisão de como a redação será iniciada vai depender do gê-</p><p>nero textual, por isso, é importante estar ciente acerca dos diversos</p><p>tipos textuais. Verifique abaixo os tipos mais comuns de redação e</p><p>as suas características:</p><p>Narrativa: é o relato de fatos em torno de personagens, ou</p><p>seja, uma história, que pode ser fictícia ou real. A narrativa é com-</p><p>posta pelo narrador, que pode ser em 1a pessoa ou em 3a pessoa.</p><p>Sua estrutura básica são personagens, enredo tempo e espaço em</p><p>que se dão os fatos.</p><p>Descritiva: apresenta os aspectos gerais e detalhados de algo</p><p>ou de alguém, por isso, é elaborada com base nas observações e</p><p>perspectivas do autor. Se abordar elementos concretos (caracterís-</p><p>ticas físicas, objetos, cores e dimensões), a redação será denomi-</p><p>nada descritiva objetiva. Se abordar opiniões pessoais, será uma</p><p>redação descritiva subjetiva.</p><p>Dissertativa: é o tipo amplamente mais requerido em exa-</p><p>mes em geral, como concursos públicos e vestibulares, incluindo</p><p>o ENEM. Na dissertação, o autor desenvolve um tema e apresenta</p><p>o seu ponto de vista acerca dele. A redação dissertativa pode apre-</p><p>sentar as seguintes abordagens:</p><p>– Dissertativa-expositiva: explora dados e informações com o</p><p>único propósito de informar seu leitor.</p><p>– Dissertativa-argumentativa: recorre a argumentos diversos</p><p>para defender uma ideia ou opinião.</p><p>Iniciando a Introdução da Redação</p><p>Para isso, existem algumas formas padronizadas e seguras. São</p><p>elas:</p><p>– Citação</p><p>– Alusão histórica</p><p>Termos adequados e para utilizar no início uma redação: os</p><p>conectivos são recursos excelentes para relacionar as ideias apre-</p><p>sentadas. Empregá-los na sua redação, portanto, auxilia uma coe-</p><p>são e coerência do seu texto. Dentre os diversos tipos de conecti-</p><p>vos, existem alguns apropriados para introduzir um tema. Veja os</p><p>exemplos: “Para começar”, “Primeiramente”, “Sobretudo”, “Antes</p><p>de tudo”, “Em primeiro lugar”, “Principalmente”, etc.</p><p>Frases adequadas para se iniciar uma redação:</p><p>– Os temas de redação, em geral, são atuais. Assim, termos e</p><p>expressões as seguintes</p><p>são convencionalmente aceitos para se ini-</p><p>ciar um texto dissertativo:</p><p>Nos dias atuais”, “Hoje em dia”, “Atualmente”</p><p>– Em seguida, deve-se abordar o assunto, por exemplo com</p><p>uma alusão histórica, conforme mencionado anteriormente. É uma</p><p>excelente estratégia para resgatar dados e informações preceden-</p><p>tes.</p><p>“De acordo com o histórico da saúde pública…”</p><p>– Quando se trata de assuntos polêmicos e amplamente deba-</p><p>tidos no momento, a frase seguinte é uma boa alternativa de intro-</p><p>dução do assunto:</p><p>“Comenta-se frequentemente acerca de...”</p><p>– Se você possuir informações para começar seu texto, a frase</p><p>abaixo pode auxiliar na construção da narrativa:</p><p>“Ao examinar os dados, constata-se que...”</p><p>– A sentença a seguir é uma alternativa para introduzir os seus</p><p>argumentos acerca do tema abordado.</p><p>“Dentre os inúmeros motivos que levaram...”</p><p>– Empregue esta sentença para expor o seu ponto de vista so-</p><p>bre o assunto a ser discutido.</p><p>“Ao analisar os fatos...”</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>49</p><p>Preparando-se para escrever uma boa redação</p><p>1 – Seja objetivo: essa é uma característica essencial na construção de uma redação. Afinal de contas, o leitor precisa ter clareza das</p><p>ideias do autor. Por isso, ao redigir seu texto, tenha a certeza de ser objetivo e de se fazer entendível.</p><p>2 – Estude temas gerais: as propostas de redação exploram o seu conhecimento, por isso, é importante conhecer os assuntos gerais</p><p>que estão em alta e procurar guardar na memória dados e informações relevantes que servirão como apoio a construção de sua redação.</p><p>3 – Conheça e esteja atento às normas gramaticais: uma redação satisfatória deve ter coesão e coerência, além de seguir à risca as</p><p>normas da língua portuguesa. Portanto, não se esqueça de, ao finalizar o texto, fazer a sua leitura e releitura quantas vezes forem neces-</p><p>sárias para corrigir as possíveis inadequações gramaticais.</p><p>4 – Evite clichês e gírias: essa conduta faz parte do respeito às normas da língua portuguesa, e podem desqualificar sua sabedoria e</p><p>competência.</p><p>5 – Os argumentos que serão utilizados devem ser escritos já no rascunho: para evitar que se esqueça dos melhores e principais</p><p>argumentos, é válido listá-los antes de se começar a redigir o texto. Além de prevenir esquecimento, essa técnica vai te auxiliar na reflexão</p><p>acerca de todas as informações que você dispõe e a organizá-las no texto.</p><p>6 – Utilize estatísticas, se as tiver: elas são instrumentos excelentes para fundamentar seus argumentos e demonstrar que você do-</p><p>mina o tema. Se você tiver esse conhecimento, não deve deixar de explorá-lo.</p><p>7 – Levante questões sobre o problema proposto: como as redações tendem a explorar assuntos de grande repercussão e contro-</p><p>vérsia, que requerem a reflexão sobre problemas e proposição de soluções, é importante que você esteja certo do seu ponto de vista em</p><p>relação ao tema e considere as formas de solucionar os impasses apresentados. Escolha sentenças curtas e diretas, livres de ambiguidade</p><p>e que não venham a confundir a interpretação.</p><p>QUESTÕES</p><p>1. (ENEM - 2012) “Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava desafe-</p><p>tos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guarani e Iracema,</p><p>tido como o pai do romance no Brasil.</p><p>Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nativistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor de</p><p>jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas facetas</p><p>desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito será digitalizada.</p><p>História Viva, n.º 99, 2011.</p><p>Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que</p><p>(A) a digitalização dos textos é importante para que os leitores possam compreender seus romances.</p><p>(B) o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante porque deixou uma vasta obra literária com temática atemporal.</p><p>(C) a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digitalização, demonstra sua importância para a história do Brasil Imperial.</p><p>(D) a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional.</p><p>(E) o grande romancista José de Alencar é importante porque se destacou por sua temática indianista.</p><p>2. (FUVEST - 2013) A essência da teoria democrática é a supressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou na</p><p>crença de que os conflitos e problemas humanos – econômicos, políticos, ou sociais – são solucionáveis pela educação, isto é, pela coope-</p><p>ração voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida. Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos melhores</p><p>conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais deverá se fazer a</p><p>mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difusão desses conhecimentos, a mais completa, a mais imparcial e em termos que os tornem</p><p>acessíveis a todos.</p><p>(Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.)</p><p>No trecho “chamadas ciências sociais”, o emprego do termo “chamadas” indica que o autor</p><p>(A) vê, nas “ciências sociais”, uma panaceia, não uma análise crítica da sociedade.</p><p>(B) considera utópicos os objetivos dessas ciências.</p><p>(C) prefere a denominação “teoria social” à denominação “ciências sociais”.</p><p>(D) discorda dos pressupostos teóricos dessas ciências.</p><p>(E) utiliza com reserva a denominação “ciências sociais”.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>50</p><p>3. (UERJ - 2016)</p><p>A última fala da tirinha causa um estranhamento, porque assinala a ausência de um elemento fundamental para a instalação de um</p><p>tribunal: a existência de alguém que esteja sendo acusado.</p><p>Essa fala sugere o seguinte ponto de vista do autor em relação aos usuários da internet:</p><p>(A) proferem vereditos fictícios sem que haja legitimidade do processo.</p><p>(B) configuram julgamentos vazios, ainda que existam crimes comprovados.</p><p>(C) emitem juízos sobre os outros, mas não se veem na posição de acusados.</p><p>(D) apressam-se em opiniões superficiais, mesmo que possuam dados concretos.</p><p>4. (INSTITUTO AOCP/2017 – EBSERH) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão adequadamente grafadas.</p><p>(A) Silhueta, entretenimento, autoestima.</p><p>(B) Rítimo, silueta, cérebro, entretenimento.</p><p>(C) Altoestima, entreterimento, memorização, silhueta.</p><p>(D) Célebro, ansiedade, auto-estima, ritmo.</p><p>(E) Memorização, anciedade, cérebro, ritmo.</p><p>5. (ALTERNATIVE CONCURSOS/2016 – CÂMARA DE BANDEIRANTES-SC) Algumas palavras são usadas no nosso cotidiano de forma in-</p><p>correta, ou seja, estão em desacordo com a norma culta padrão. Todas as alternativas abaixo apresentam palavras escritas erroneamente,</p><p>exceto em:</p><p>(A) Na bandeija estavam as xícaras antigas da vovó.</p><p>(B) É um privilégio estar aqui hoje.</p><p>(C) Fiz a sombrancelha no salão novo da cidade.</p><p>(D) A criança estava com desinteria.</p><p>(E) O bebedoro da escola estava estragado.</p><p>6. (SEDUC/SP – 2018) Preencha as lacunas das frases abaixo com “por que”, “porque”, “por quê” ou “porquê”. Depois, assinale a alter-</p><p>nativa que apresenta a ordem correta, de cima para baixo, de classificação.</p><p>“____________ o céu é azul?”</p><p>“Meus pais chegaram atrasados, ____________ pegaram trânsito pelo caminho.”</p><p>“Gostaria muito de saber o ____________ de você ter faltado ao nosso encontro.”</p><p>“A Alemanha é considerada uma das grandes potências mundiais. ____________?”</p><p>(A) Porque – porquê – por que – Por quê</p><p>(B) Porque – porquê – por que – Por quê</p><p>(C) Por que – porque – porquê – Por quê</p><p>(D) Porquê – porque – por quê – Por que</p><p>(E) Por que – porque – por quê – Porquê</p><p>7. (VUNESP/2017 – TJ-SP) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas, considerando-se as regras de</p><p>acentuação da língua padrão.</p><p>(A) Remígio era homem de carater, o que surpreendeu D. Firmina, que aceitou o matrimônio de sua filha.</p><p>(B) O consôlo de</p><p>Fadinha foi ver que Remígio queria desposa-la apesar de sua beleza ter ido embora depois da doença.</p><p>(C) Com a saúde de Fadinha comprometida, Remígio não conseguia se recompôr e viver tranquilo.</p><p>(D) Com o triúnfo do bem sobre o mal, Fadinha se recuperou, Remígio resolveu pedí-la em casamento.</p><p>(E) Fadinha não tinha mágoa por não ser mais tão bela; agora, interessava-lhe viver no paraíso com Remígio.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>51</p><p>8. (PUC-RJ) Aponte a opção em que as duas palavras são acen-</p><p>tuadas devido à mesma regra:</p><p>(A) saí – dói</p><p>(B) relógio – própria</p><p>(C) só – sóis</p><p>(D) dá – custará</p><p>(E) até – pé</p><p>9. (UEPG ADAPTADA) Sobre a acentuação gráfica das palavras</p><p>agradável, automóvel e possível, assinale o que for correto.</p><p>(A) Em razão de a letra L no final das palavras transferir a toni-</p><p>cidade para a última sílaba, é necessário que se marque grafi-</p><p>camente a sílaba tônica das paroxítonas terminadas em L, se</p><p>isso não fosse feito, poderiam ser lidas como palavras oxítonas.</p><p>(B) São acentuadas porque são proparoxítonas terminadas em L.</p><p>(C) São acentuadas porque são oxítonas terminadas em L.</p><p>(D) São acentuadas porque terminam em ditongo fonético – eu.</p><p>(E) São acentuadas porque são paroxítonas terminadas em L.</p><p>10. (BANCO DO BRASIL) Opção que preenche corretamente as</p><p>lacunas: O gerente dirigiu-se ___ sua sala e pôs-se ___ falar ___</p><p>todas as pessoas convocadas.</p><p>(A) à - à – à</p><p>(B) a - à – à</p><p>(C) à - a – a</p><p>(D) a - a – à</p><p>(E) à - a - à</p><p>11. (FEI) Assinalar a alternativa que preenche corretamente as</p><p>lacunas das seguintes orações:</p><p>I. Precisa falar ___ cerca de três mil operários.</p><p>II. Daqui ___ alguns anos tudo estará mudado.</p><p>III. ___ dias está desaparecido.</p><p>IV. Vindos de locais distantes, todos chegaram ___ tempo ___</p><p>reunião.</p><p>(A) a - a - há - a – à</p><p>(B) à - a - a - há – a</p><p>(C) a - à - a - a – há</p><p>(D) há - a - à - a – a</p><p>(E) a - há - a - à – a.</p><p>12. (TRE) O uso do acento grave (indicativo de crase ou não)</p><p>está incorreto em:</p><p>(A) Primeiro vou à feira, depois é que vou trabalhar.</p><p>(B) Às vezes não podemos fazer o que nos foi ordenado.</p><p>(C) Não devemos fazer referências àqueles casos.</p><p>(D) Sairemos às cinco da manhã.</p><p>(E) Isto não seria útil à ela.</p><p>13. (FUNRIO – 2012) “Todos querem que nós</p><p>____________________.”</p><p>Apenas uma das alternativas completa coerente e adequada-</p><p>mente a frase acima. Assinale-a.</p><p>(A) desfilando pelas passarelas internacionais.</p><p>(B) desista da ação contra aquele salafrário.</p><p>(C) estejamos prontos em breve para o trabalho.</p><p>(D) recuperássemos a vaga de motorista da firma.</p><p>(E) tentamos aquele emprego novamente.</p><p>14. (ITA - 1997) Assinale a opção que completa corretamente as</p><p>lacunas do texto a seguir:</p><p>“Todas as amigas estavam _______________ ansiosas</p><p>_______________ ler os jornais, pois foram informadas de que as</p><p>críticas foram ______________ indulgentes ______________ ra-</p><p>paz, o qual, embora tivesse mais aptidão _______________ ciên-</p><p>cias exatas, demonstrava uma certa propensão _______________</p><p>arte.”</p><p>(A) meio - para - bastante - para com o - para - para a</p><p>(B) muito - em - bastante - com o - nas - em</p><p>(C) bastante - por - meias - ao - a - à</p><p>(D) meias - para - muito - pelo - em - por</p><p>(E) bem - por - meio - para o - pelas – na</p><p>15. (Mackenzie) Há uma concordância inaceitável de acordo</p><p>com a gramática:</p><p>I - Os brasileiros somos todos eternos sonhadores.</p><p>II - Muito obrigadas! – disseram as moças.</p><p>III - Sr. Deputado, V. Exa. Está enganada.</p><p>IV - A pobre senhora ficou meio confusa.</p><p>V - São muito estudiosos os alunos e as alunas deste curso.</p><p>(A) em I e II</p><p>(B) apenas em IV</p><p>(C) apenas em III</p><p>(D) em II, III e IV</p><p>(E) apenas em II</p><p>16. (FUVEST – 2001) A única frase que NÃO apresenta desvio</p><p>em relação à regência (nominal e verbal) recomendada pela norma</p><p>culta é:</p><p>(A) O governador insistia em afirmar que o assunto principal</p><p>seria “as grandes questões nacionais”, com o que discordavam</p><p>líderes pefelistas.</p><p>(B) Enquanto Cuba monopolizava as atenções de um clube, do</p><p>qual nem sequer pediu para integrar, a situação dos outros pa-</p><p>íses passou despercebida.</p><p>(C) Em busca da realização pessoal, profissionais escolhem a</p><p>dedo aonde trabalhar, priorizando à empresas com atuação</p><p>social.</p><p>(D) Uma família de sem-teto descobriu um sofá deixado por um</p><p>morador não muito consciente com a limpeza da cidade.</p><p>(E) O roteiro do filme oferece uma versão de como consegui-</p><p>mos um dia preferir a estrada à casa, a paixão e o sonho à regra,</p><p>a aventura à repetição.</p><p>17. (FUVEST) Assinale a alternativa que preenche corretamente</p><p>as lacunas correspondentes.</p><p>A arma ___ se feriu desapareceu.</p><p>Estas são as pessoas ___ lhe falei.</p><p>Aqui está a foto ___ me referi.</p><p>Encontrei um amigo de infância ___ nome não me lembrava.</p><p>Passamos por uma fazenda ___ se criam búfalos.</p><p>(A) que, de que, à que, cujo, que.</p><p>(B) com que, que, a que, cujo qual, onde.</p><p>(C) com que, das quais, a que, de cujo, onde.</p><p>(D) com a qual, de que, que, do qual, onde.</p><p>(E) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>52</p><p>18. (FESP) Observe a regência verbal e assinale a opção falsa:</p><p>(A) Avisaram-no que chegaríamos logo.</p><p>(B) Informei-lhe a nota obtida.</p><p>(C) Os motoristas irresponsáveis, em geral, não obedecem aos</p><p>sinais de trânsito.</p><p>(D) Há bastante tempo que assistimos em São Paulo.</p><p>(E) Muita gordura não implica saúde.</p><p>19. (CESGRANRIO - RJ) As palavras esquartejar, desculpa e irre-</p><p>conhecível foram formadas, respectivamente, pelos processos de:</p><p>(A) sufixação - prefixação – parassíntese</p><p>(B) sufixação - derivação regressiva – prefixação</p><p>(C) composição por aglutinação - prefixação – sufixação</p><p>(D) parassíntese - derivação regressiva – prefixação</p><p>(E) parassíntese - derivação imprópria - parassíntese</p><p>20. (UFSC) Aponte a alternativa cujas palavras são respectiva-</p><p>mente formadas por justaposição, aglutinação e parassíntese:</p><p>(A) varapau - girassol - enfaixar</p><p>(B) pontapé - anoitecer - ajoelhar</p><p>(C) maldizer - petróleo - embora</p><p>(D) vaivém - pontiagudo - enfurece</p><p>(E) penugem - plenilúnio - despedaça</p><p>21. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que nem todas as pala-</p><p>vras são de um mesmo radical:</p><p>(A) noite, anoitecer, noitada</p><p>(B) luz, luzeiro, alumiar</p><p>(C) incrível, crente, crer</p><p>(D) festa, festeiro, festejar</p><p>(E) riqueza, ricaço, enriquecer</p><p>22. (ENEM – 2003)</p><p>Operários, 1933, óleo sobre tela, 150x205 cm, (P122), Acervo Ar-</p><p>tístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo</p><p>Desiguais na fisionomia, na cor e na raça, o que lhes assegura</p><p>identidade peculiar, são iguais enquanto frente de trabalho. Num</p><p>dos cantos, as chaminés das indústrias se alçam verticalmente. No</p><p>mais, em todo o quadro, rostos colados, um ao lado do outro, em</p><p>pirâmide que tende a se prolongar infinitamente, como mercadoria</p><p>que se acumula, pelo quadro afora.</p><p>(Nádia Gotlib. Tarsila do Amaral, a modernista.)</p><p>O texto aponta no quadro de Tarsila do Amaral um tema que</p><p>também se encontra nos versos transcritos em:</p><p>(A) “Pensem nas meninas/ Cegas inexatas/ Pensem nas mulhe-</p><p>res/ Rotas alteradas.” (Vinícius de Moraes)</p><p>(B) “Somos muitos severinos/ iguais em tudo e na sina:/ a de</p><p>abrandar estas pedras/ suando-se muito em cima.” (João Ca-</p><p>bral de Melo Neto)</p><p>(C) “O funcionário público não cabe no poema/ com seu salário</p><p>de fome/ sua vida fechada em arquivos.” (Ferreira Gullar)</p><p>(D) “Não sou nada./ Nunca serei nada./ Não posso querer ser</p><p>nada./À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”</p><p>(Fernando Pessoa)</p><p>(E) “Os inocentes do Leblon/ Não viram o navio entrar (...)/ Os</p><p>inocentes, definitivamente inocentes/ tudo ignoravam,/ mas a</p><p>areia é quente, e há um óleo suave que eles passam pelas cos-</p><p>tas, e aquecem.” (Carlos Drummond de Andrade)</p><p>23. (UERJ – 2008)</p><p>Ideologia</p><p>Meu partido</p><p>É um coração partido</p><p>E as ilusões estão todas perdidas</p><p>Os meus sonhos foram todos vendidos</p><p>Tão barato que eu nem acredito</p><p>Eu nem acredito</p><p>Que aquele garoto que ia mudar o mundo</p><p>(Mudar o mundo)</p><p>Frequenta agora as festas do “Grand Monde”</p><p>Meus heróis morreram de overdose</p><p>Meus inimigos estão no poder</p><p>Ideologia</p><p>Eu quero uma pra viver</p><p>Ideologia</p><p>Eu quero uma pra viver</p><p>O meu prazer</p><p>Agora é risco de vida</p><p>Meu sex and drugs não tem</p><p>nenhum rock ‘n’ roll</p><p>Eu vou pagar a conta do analista</p><p>Pra nunca mais ter que saber quem eu sou</p><p>Pois aquele garoto que ia mudar o mundo</p><p>(Mudar o mundo)</p><p>Agora assiste a tudo em cima do muro</p><p>Meus heróis morreram de overdose</p><p>Meus inimigos estão no poder</p><p>Ideologia</p><p>Eu quero uma pra viver</p><p>Ideologia</p><p>Eu quero uma pra viver.</p><p>(Cazuza e Roberto Frejat - 1988)</p><p>E as ilusões estão todas perdidas (v. 3)</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>53</p><p>Esse verso pode ser lido como uma alusão a um livro intitulado</p><p>Ilusões perdidas, de Honoré de Balzac.</p><p>Tal procedimento constitui o que se chama de:</p><p>(A) metáfora</p><p>(B) pertinência</p><p>(C) pressuposição</p><p>(D) intertextualidade</p><p>(E) metonímia</p><p>24. (ENEM) Quem não passou pela experiência de estar lendo</p><p>um texto e defrontar-se com passagens já lidas em outros? Os tex-</p><p>tos conversam entre si em um diálogo constante. Esse fenômeno</p><p>tem a denominação de intertextualidade. Leia os seguintes textos:</p><p>I. Quando nasci, um anjo torto</p><p>Desses que vivem na sombra</p><p>Disse: Vai Carlos! Ser “gauche” na vida.</p><p>(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Nova</p><p>Aguilar, 1964)</p><p>II. Quando nasci veio um anjo safado</p><p>O chato dum querubim</p><p>E decretou que eu tava predestinado</p><p>A ser errado assim</p><p>Já de saída a minha estrada entortou</p><p>Mas vou até o fim.</p><p>(BUARQUE, Chico. Letra e Música. São Paulo: Cia das Letras, 1989)</p><p>III. Quando nasci um anjo esbelto</p><p>Desses que tocam trombeta, anunciou:</p><p>Vai carregar bandeira.</p><p>Carga muito pesada pra mulher</p><p>Esta espécie ainda envergonhada.</p><p>(PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986)</p><p>Adélia Prado e Chico Buarque estabelecem intertextualidade,</p><p>em relação a Carlos Drummond de Andrade, por</p><p>(A) reiteração de imagens.</p><p>(B) oposição de ideias.</p><p>(C) falta de criatividade.</p><p>(D) negação dos versos.</p><p>(E) ausência de recursos.</p><p>25. (IABAS – FARMACÊUTICO - IBADE - 2019)</p><p>Infestação de escorpiões no Brasil pode ser imparável</p><p>A infestação de escorpião no Brasil é o exemplo perfeito de</p><p>como a vida moderna se tornou imprevisível. É uma característica</p><p>do que, no complexo campo de problemas, chamamos de um mun-</p><p>do “VUCA” (Volatility, uncertainty, complexity and ambiguity em in-</p><p>glês) - um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.</p><p>Escorpiões, como as baratas que eles comem, são um a espécie</p><p>incrivelmente adaptável. O número de pessoas picadas em todo o</p><p>Brasil aumentou de 12 mil em 2000 para 140 mil no ano passado,</p><p>de acordo com o Ministério da Saúde. A espécie que aterroriza os</p><p>brasileiros é o perigoso escorpião amarelo, ou Tityus serrulatus. Ele</p><p>se reproduz por meio do milagre da partenogênese, significando</p><p>que um escorpião feminino simplesmente gera cópias de si mesma</p><p>duas vezes por ano - nenhuma participação masculina é necessária.</p><p>A infestação do escorpião urbano no Brasil é um clássico “pro-</p><p>blema perverso”. Este termo, usado pela primeira vez em 1973, re-</p><p>fere-se a enormes problemas sociais ou culturais como pobreza e</p><p>guerra - sem solução simples ou definitiva, e que surgem na interse-</p><p>ção de outros problemas. Nesse caso, a infestação do escorpião ur-</p><p>bano no Brasil é o resultado de uma gestão inadequada do lixo, sa-</p><p>neamento inapropriado, urbanização rápida e mudanças climáticas.</p><p>No VUCA, quanto mais recursos você der para os problemas,</p><p>melhor. Isso pode significar tudo, desde campanhas de conscien-</p><p>tização pública que educam brasileiros sobre escorpiões até for-</p><p>ças-tarefa exterminadoras que trabalham para controlar sua popu-</p><p>lação em áreas urbanas. Os cientistas devem estar envolvidos. O</p><p>sistema nacional de saúde pública do Brasil precisará se adaptar a</p><p>essa nova ameaça.</p><p>Apesar da obstinada cobertura da imprensa, as autoridades</p><p>federais de saúde mal falaram publicamente sobre o problema do</p><p>escorpião urbano no Brasil. E, além de alguns esforços mornos em</p><p>nível nacional e estadual para treinar profissionais de saúde sobre o</p><p>risco de escorpião, as autoridades parecem não ter nenhum plano</p><p>para combater a infestação no nível epidêmico para o qual ela está</p><p>se dirigindo.</p><p>Temo que os escorpiões amarelos venenosos tenham reivindi-</p><p>cado seu lugar ao lado de crimes violentos, tráfico brutal e outros</p><p>problemas crônicos com os quais os urbanitas no Brasil precisam</p><p>lidar diariamente.</p><p>* Hamilton Coimbra Carvalho é pesquisador em Problemas So-</p><p>ciais Complexos, na Universidade de São Paulo (USP).</p><p>Texto adaptado de Revista Galileu</p><p>(https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/MeioAmbiente/noti-</p><p>cia/2019/02/infestacao-de-escorpioes-no-brasilpode-ser-imparavel-di-</p><p>z-pesquisador.html)</p><p>Observe a oração destacada:</p><p>“A infestação do escorpião urbano no Brasil é um clássico “pro-</p><p>blema perverso.”</p><p>Sobre seus termos, é correto afirmar que:</p><p>(A) escorpião é núcleo do sujeito.</p><p>(B) urbano é predicativo do objeto.</p><p>(C) perverso é núcleo do sujeito.</p><p>(D) clássico é núcleo do predicativo do objeto.</p><p>(E) problema é núcleo do predicativo do sujeito.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>54</p><p>26. (SEAP-GO - AGENTE DE SEGURANÇA PRISIONAL - IADES -</p><p>2019)</p><p>COYLE, A. Administração penitenciária: uma abordagem de direitos</p><p>humanos. Manual para servidores penitenciários. Brasília: Ministério</p><p>da Justiça, 2002, p. 21.</p><p>Com base nas relações morfossintáticas estabelecidas pelo au-</p><p>tor no primeiro período, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) Na linha 1, a conjunção “Quando” relaciona orações coor-</p><p>denadas entre si.</p><p>(B) Os termos “em prisões” (linha 1) e “seu aspecto físico” (li-</p><p>nha 2) funcionam como complementos verbais e classificam-</p><p>-se, respectivamente, como objeto indireto e objeto direto.</p><p>(C) As formas verbais “pensam” (linha 1) e “tendem a conside-</p><p>rar” (linhas 1 e 2) referem-se ao mesmo sujeito sintático: “as</p><p>pessoas” (linha 1).</p><p>(D) Na linha 1, a exclusão do pronome “elas” alteraria a estru-</p><p>tura do período, pois o predicado da segunda oração passaria a</p><p>se referir a um sujeito indeterminado.</p><p>(E) Na linha 2, o adjetivo “físico” completa o sentido do subs-</p><p>tantivo “aspecto”, por isso desempenha a função de comple-</p><p>mento nominal.</p><p>27. (IF-RO - ENGENHEIRO CIVIL - IBADE - 2019)</p><p>“Viu a Rita Baiana, que fora trocar o vestido por uma saia, sur-</p><p>gir de ombros e braços nus, para dançar. A Lua destoldara-se nesse</p><p>momento, envolvendo-a na sua coma de prata, a cujo refulgir os</p><p>meneios da mestiça melhor se acentuavam, cheios de uma graça</p><p>irresistível, simples, primitiva, feita toda de pecado, toda de paraíso,</p><p>com muito de serpente e muito de mulher.</p><p>Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebo-</p><p>lando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda,</p><p>ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal, num re-</p><p>quebrado luxurioso que a punha ofegante; já correndo de barriga</p><p>empinada; já recuando de braços estendidos, a tremer toda, como</p><p>se se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite, em que</p><p>se não toma pé e nunca se encontra fundo. Depois, como se voltas-</p><p>se à vida, soltava um gemido prolongado, estalando os dedos no ar</p><p>e vergando as pernas, descendo, subindo, sem nunca parar com os</p><p>quadris, e em seguida sapateava, miúdo e cerrado, freneticamente,</p><p>erguendo e abaixando os braços, que dobrava, ora um, ora outro,</p><p>sobre a nuca, enquanto a carne lhe fervia toda, fibra por fibra, tiri-</p><p>lando.”</p><p>O cortiço, Aluísio de Azevedo.</p><p>Em “como se se fosse afundando, num prazer grosso que nem</p><p>azeite”, é correto afirmar que:</p><p>(A) o termo “que” é um pronome relativo e funciona como su-</p><p>jeito.</p><p>(B) em “como SE SE fosse afundando”, têm-se, respectivamen-</p><p>te, uma conjunção subordinativa de natureza condicional e</p><p>uma partícula integrante do verbo.</p><p>(C) a expressão “que nem” é uma locução conjuntiva coorde-</p><p>nativa aditiva.</p><p>(D) em “como se se fosse afundando”, o primeiro “se” é par-</p><p>tícula apassivadora, enquanto o segundo “se” é um pronome</p><p>clítico.</p><p>(E) o termo “num” é uma combinação, entre a preposição “em”</p><p>e o artigo definido “um”, que apresenta caráter informal na lín-</p><p>gua portuguesa.</p><p>28. (IF BAIANO - ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – IF-BA –</p><p>2019)</p><p>Acerca de seus conhecimentos em redação oficial, é correto</p><p>afirmar que o vocativo adequado a um texto no padrão ofício desti-</p><p>nado</p><p>ao presidente do Congresso Nacional é</p><p>(A) Senhor Presidente.</p><p>(B) Excelentíssimo Senhor Presidente.</p><p>(C) Presidente.</p><p>(D) Excelentíssimo Presidente.</p><p>(E) Excelentíssimo Senhor.</p><p>29. (CÂMARA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO - PE - AUXILIAR</p><p>ADMINISTRATIVO - INSTITUTO AOCP - 2019 )</p><p>Referente à aplicação de elementos de gramática à redação ofi-</p><p>cial, os sinais de pontuação estão ligados à estrutura sintática e têm</p><p>várias finalidades. Assinale a alternativa que apresenta a pontuação</p><p>que pode ser utilizada em lugar da vírgula para dar ênfase ao que</p><p>se quer dizer.</p><p>(A) Dois-pontos.</p><p>(B) Ponto-e-vírgula.</p><p>(C) Ponto-de-interrogação.</p><p>(D) Ponto-de-exclamação.</p><p>30. (UNIR - TÉCNICO DE LABORATÓRIO - ANÁLISES CLÍNICAS-</p><p>AOCP – 2018)</p><p>Pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder</p><p>Público redige atos normativos e comunicações. Em relação à reda-</p><p>ção de documentos oficiais, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO,</p><p>os itens a seguir.</p><p>A língua tem por objetivo a comunicação. Alguns elementos</p><p>são necessários para a comunicação: a) emissor, b) receptor, c) con-</p><p>teúdo, d) código, e) meio de circulação, f) situação comunicativa.</p><p>Com relação à redação oficial, o emissor é o Serviço Público (Minis-</p><p>tério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção). O assunto</p><p>é sempre referente às atribuições do órgão que comunica. O desti-</p><p>natário ou receptor dessa comunicação ou é o público, o conjunto</p><p>dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros</p><p>Poderes da União.</p><p>( ) CERTO</p><p>( ) ERRADO</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>55</p><p>GABARITO</p><p>1 D</p><p>2 E</p><p>3 C</p><p>4 A</p><p>5 B</p><p>6 C</p><p>7 E</p><p>8 B</p><p>9 E</p><p>10 C</p><p>11 A</p><p>12 E</p><p>13 C</p><p>14 A</p><p>15 C</p><p>16 E</p><p>17 C</p><p>18 A</p><p>19 D</p><p>20 D</p><p>21 B</p><p>22 B</p><p>23 D</p><p>24 A</p><p>25 E</p><p>26 B</p><p>27 B</p><p>28 B</p><p>29 B</p><p>30 CERTO</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>56</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>57</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>ESTRUTURA LÓGICA DE RELAÇÕES ARBITRÁRIAS</p><p>ENTRE PESSOAS, LUGARES, OBJETOS OU EVENTOS</p><p>FICTÍCIOS; DEDUZIR NOVAS INFORMAÇÕES DAS</p><p>RELAÇÕES FORNECIDAS E AVALIAR AS CONDIÇÕES</p><p>USADAS PARA ESTABELECER A ESTRUTURA DAQUELAS</p><p>RELAÇÕES. COMPREENSÃO E ELABORAÇÃO DA</p><p>LÓGICA DAS SITUAÇÕES POR MEIO DE: RACIOCÍNIO</p><p>VERBAL, RACIOCÍNIO MATEMÁTICO, RACIOCÍNIO</p><p>SEQUENCIAL, ORIENTAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL,</p><p>FORMAÇÃO DE CONCEITOS, DISCRIMINAÇÃO DE</p><p>ELEMENTOS. COMPREENSÃO DO PROCESSO LÓGICO</p><p>QUE, A PARTIR DE UM CONJUNTO DE HIPÓTESES,</p><p>CONDUZ, DE FORMA VÁLIDA, A CONCLUSÕES</p><p>DETERMINADAS</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO</p><p>Este tipo de raciocínio testa sua habilidade de resolver proble-</p><p>mas matemáticos, e é uma forma de medir seu domínio das dife-</p><p>rentes áreas do estudo da Matemática: Aritmética, Álgebra,</p><p>e do saneamento; do</p><p>julgamento conforme o estado do processo: julgamento antecipado do mérito e antecipado parcial do mérito; da audiência</p><p>de instrução e julgamento; Das provas. Da sentença e da coisa julgada; Liquidação de sentença; Cumprimento de sentença</p><p>e sua impugnação ....................................................................................................................................................................... 355</p><p>12. Do Processo de Execução: disposições gerais, das partes, da competência, dos requisitos necessários ................................... 368</p><p>13. da suspensão e extinção ............................................................................................................................................................. 370</p><p>14. Da ordem dos processos e dos processos de competência originária dos Tribunais: disposições gerais, da ordem dos proces-</p><p>sos no Tribunal ............................................................................................................................................................................ 371</p><p>15. Dos Recursos ............................................................................................................................................................................... 372</p><p>16. Ação popular ............................................................................................................................................................................... 384</p><p>17. Mandado de segurança individual e coletivo ............................................................................................................................. 389</p><p>18. Ação civil pública......................................................................................................................................................................... 392</p><p>19. Dos Juizados Especiais Cíveis: Lei nº 9.099/1995 ........................................................................................................................ 393</p><p>20. Lei nº 11.419/2006 - Lei do Processo Judicial Eletrônico ............................................................................................................ 400</p><p>Noções de Direito Processual Penal</p><p>1. Ação Penal: Ação Penal Pública e Privada. A Denúncia. A Representação, A Queixa, A Renúncia, O Perdão ............................. 407</p><p>2. Sujeitos do processo: Juiz,Acusador,Ofendido,Defensor, Assistente, Curadordoréumenor, Auxiliar da Justiça ......................... 407</p><p>3. Atos Processuais: Forma, Lugar, Tempo (prazo, contagem), Comunicações Processuais (citação, notificação, intimação); Atos</p><p>Jurisdicionais: despachos, decisões interlocutória sesentença (conceito, publicação, intimação, efeitos) ................................ 413</p><p>4. Prisão: temporária, em flagrante, preventiva, decorrente de sentença condenatória. Liberdade Provisória e Fiança .............. 416</p><p>5. Dos Recursos em geral: Disposições Gerais, Da Apelação, Do Recurso em Sentido Estrito ........................................................ 418</p><p>6. Do Habeas Corpus ....................................................................................................................................................................... 421</p><p>7. Do Mandado de Segurança ......................................................................................................................................................... 423</p><p>ÍNDICE</p><p>8. Crimes de lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998)................................................................................................................... 423</p><p>9. A competência penal da Justiça Federal: STF, STJ, TRFs, Justiça Federal e Juizados Especiais Federais (Lei nº 10.259/2001 e</p><p>alterações) .................................................................................................................................................................................. 429</p><p>Noções de Direito Previdenciário</p><p>1. Da Seguridade Social: Disposições Gerais, Da Previdência Social, Da Assistência Social- artigos 194, 195, 201, 202, 203e 204</p><p>da Constituição da República ...................................................................................................................................................... 433</p><p>2. Lei nº 8.212/1991 ....................................................................................................................................................................... 436</p><p>3. Lei nº 8.213/1991 ....................................................................................................................................................................... 458</p><p>Noções de Direito Tributário</p><p>1. Da Tributação: Do Sistema Tributário Nacional, Dos Princípios Gerais, Das Limitações do Poder de Tributar . . . . . . . . . . . . . . . 487</p><p>2. Dos Impostos da União - artigos 145 a 154 da Constituição da República . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 490</p><p>3. Obrigação Tributária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 496</p><p>4. Crédito Tributário - artigos 113 a 193 do Código Tributário Nacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 496</p><p>7</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>A terceira edição do Manual de Redação da Presidência da Re-</p><p>pública foi lançado no final de 2018 e apresenta algumas mudanças</p><p>quanto ao formato anterior. Para contextualizar, o manual foi criado</p><p>em 1991 e surgiu de uma necessidade de padronizar os protocolos</p><p>à moderna administração pública. Assim, ele é referência quando</p><p>se trata de Redação Oficial em todas as esferas administrativas.</p><p>O Decreto de nº 9.758 de 11 de abril de 2019 veio alterar re-</p><p>gras importantes, quanto aos substantivos de tratamento. Expres-</p><p>sões usadas antes (como: Vossa Excelência ou Excelentíssimo, Vossa</p><p>Senhoria, Vossa Magnificência, doutor, ilustre ou ilustríssimo, digno</p><p>ou digníssimo e respeitável) foram retiradas e substituídas apenas</p><p>por: Senhor (a). Excepciona a nova regra quando o agente público</p><p>entender que não foi atendido pelo decreto e exigir o tratamento</p><p>diferenciado.</p><p>A redação oficial é</p><p>A maneira pela qual o Poder Público redige comunicações ofi-</p><p>ciais e atos normativos e deve caracterizar-se pela: clareza e pre-</p><p>cisão, objetividade, concisão, coesão e coerência, impessoalidade,</p><p>formalidade e padronização e uso da norma padrão da língua por-</p><p>tuguesa.</p><p>SINAIS E ABREVIATURAS EMPREGADOS</p><p>• Indica forma (em geral sintática) inaceitável ou</p><p>agramatical</p><p>§ Parágrafo</p><p>adj. adv. Adjunto adverbial</p><p>arc. Arcaico</p><p>art.; arts. Artigo; artigos</p><p>cf. Confronte</p><p>CN Congresso Nacional</p><p>Cp. Compare</p><p>EM Exposição de Motivos</p><p>f.v. Forma verbal</p><p>fem. Feminino</p><p>ind. Indicativo</p><p>ICP - Brasil Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira</p><p>masc. Masculino</p><p>obj. dir. Objeto direto</p><p>obj. ind. Objeto indireto</p><p>p. Página</p><p>p. us. Pouco usado</p><p>pess. Pessoa</p><p>pl. Plural</p><p>pref. Prefixo</p><p>pres. Presente</p><p>Res. Resolução do Congresso Nacional</p><p>RICD Regimento Interno da Câmara dos Deputados</p><p>RISF Regimento Interno do Senado Federal</p><p>s. Substantivo</p><p>s.f. Substantivo feminino</p><p>s.m. Substantivo masculino</p><p>SEI! Sistema Eletrônico de Informações</p><p>sing. Singular</p><p>tb. Também</p><p>v. Ver ou verbo</p><p>v.g. verbi gratia</p><p>var. pop. Variante popular</p><p>A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela</p><p>escrita. Para que haja comunicação, são necessários:</p><p>a) alguém que comunique: o serviço público.</p><p>b) algo a ser comunicado: assunto relativo às atribuições do</p><p>órgão que comunica.</p><p>c) alguém que receba essa comunicação: o público, uma insti-</p><p>tuição privada ou outro órgão ou entidade pública, do Poder Execu-</p><p>tivo ou dos outros Poderes.</p><p>Além disso, deve-se considerar a intenção do emissor e a fina-</p><p>lidade do documento, para que o texto esteja adequado à situação</p><p>comunicativa.</p><p>leitura</p><p>de tabelas e gráficos, Probabilidade e Geometria etc. Essa parte</p><p>consiste nos seguintes conteúdos:</p><p>- Operação com conjuntos.</p><p>- Cálculos com porcentagens.</p><p>- Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geomé-</p><p>tricos e matriciais.</p><p>- Geometria básica.</p><p>- Álgebra básica e sistemas lineares.</p><p>- Calendários.</p><p>- Numeração.</p><p>- Razões Especiais.</p><p>- Análise Combinatória e Probabilidade.</p><p>- Progressões Aritmética e Geométrica.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO DEDUTIVO</p><p>Este tipo de raciocínio está relacionado ao conteúdo Lógica de</p><p>Argumentação.</p><p>ORIENTAÇÕES ESPACIAL E TEMPORAL</p><p>O raciocínio lógico espacial ou orientação espacial envolvem</p><p>figuras, dados e palitos. O raciocínio lógico temporal ou orientação</p><p>temporal envolve datas, calendário, ou seja, envolve o tempo.</p><p>O mais importante é praticar o máximo de questões que envol-</p><p>vam os conteúdos:</p><p>- Lógica sequencial</p><p>- Calendários</p><p>RACIOCÍNIO VERBAL</p><p>Avalia a capacidade de interpretar informação escrita e tirar</p><p>conclusões lógicas.</p><p>Uma avaliação de raciocínio verbal é um tipo de análise de ha-</p><p>bilidade ou aptidão, que pode ser aplicada ao se candidatar a uma</p><p>vaga. Raciocínio verbal é parte da capacidade cognitiva ou inteli-</p><p>gência geral; é a percepção, aquisição, organização e aplicação do</p><p>conhecimento por meio da linguagem.</p><p>Nos testes de raciocínio verbal, geralmente você recebe um</p><p>trecho com informações e precisa avaliar um conjunto de afirma-</p><p>ções, selecionando uma das possíveis respostas:</p><p>A – Verdadeiro (A afirmação é uma consequência lógica das in-</p><p>formações ou opiniões contidas no trecho)</p><p>B – Falso (A afirmação é logicamente falsa, consideradas as in-</p><p>formações ou opiniões contidas no trecho)</p><p>C – Impossível dizer (Impossível determinar se a afirmação é</p><p>verdadeira ou falsa sem mais informações)</p><p>ESTRUTURAS LÓGICAS</p><p>Precisamos antes de tudo compreender o que são proposições.</p><p>Chama-se proposição toda sentença declarativa à qual podemos</p><p>atribuir um dos valores lógicos: verdadeiro ou falso, nunca ambos.</p><p>Trata-se, portanto, de uma sentença fechada.</p><p>Elas podem ser:</p><p>• Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógi-</p><p>co verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto,</p><p>não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:</p><p>- Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem?</p><p>– Fez Sol ontem?</p><p>- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!</p><p>- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a</p><p>televisão.</p><p>- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, am-</p><p>bíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro</p><p>do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1</p><p>• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO</p><p>valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será conside-</p><p>rada uma frase, proposição ou sentença lógica.</p><p>Proposições simples e compostas</p><p>• Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém</p><p>nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As</p><p>proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas</p><p>p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.</p><p>• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógi-</p><p>cas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições</p><p>simples. As proposições compostas são designadas pelas letras lati-</p><p>nas maiúsculas P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.</p><p>ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas</p><p>por duas proposições simples.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>58</p><p>Proposições Compostas – Conectivos</p><p>As proposições compostas são formadas por proposições simples ligadas por conectivos, aos quais formam um valor lógico, que po-</p><p>demos vê na tabela a seguir:</p><p>OPERAÇÃO CONECTIVO ESTRUTURA LÓGICA TABELA VERDADE</p><p>Negação ~ Não p</p><p>Conjunção ^ p e q</p><p>Disjunção Inclusiva v p ou q</p><p>Disjunção Exclusiva v Ou p ou q</p><p>Condicional → Se p então q</p><p>Bicondicional ↔ p se e somente se q</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>59</p><p>Em síntese temos a tabela verdade das proposições que facilitará na resolução de diversas questões</p><p>Exemplo:</p><p>(MEC – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA OS POSTOS 9,10,11 E 16 – CESPE)</p><p>A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V e F corres-</p><p>pondem, respectivamente, aos valores lógicos verdadeiro e falso.</p><p>Com base nessas informações e utilizando os conectivos lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.</p><p>A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal é igual a</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>Resolução:</p><p>P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:</p><p>R Q P [ P v (Q ↔ R) ]</p><p>V V V V V V V V</p><p>V V F F V V V V</p><p>V F V V V F F V</p><p>V F F F F F F V</p><p>F V V V V V F F</p><p>F V F F F V F F</p><p>F F V V V F V F</p><p>F F F F V F V F</p><p>Resposta: Certo</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>60</p><p>Proposição</p><p>Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de sentido completo. Elas transmitem pensamentos,</p><p>isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou entes.</p><p>Valores lógicos</p><p>São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma verdade, se a proposição é verdadeira (V), e uma falsidade, se a proposi-</p><p>ção é falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos os valores lógicos verdade e falsidade respectivamente.</p><p>Com isso temos alguns aximos da lógica:</p><p>– PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.</p><p>– PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre um desses casos, NUNCA</p><p>existindo um terceiro caso.</p><p>“Toda proposição tem um, e somente um, dos valores, que são: V ou F.”</p><p>Classificação de uma proposição</p><p>Elas podem ser:</p><p>• Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto, não</p><p>é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:</p><p>- Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem? – Fez Sol ontem?</p><p>- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!</p><p>- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a televisão.</p><p>- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro do</p><p>meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1</p><p>• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada</p><p>uma frase, proposição ou sentença lógica.</p><p>Proposições simples e compostas</p><p>• Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As</p><p>proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.</p><p>Exemplos</p><p>r: Thiago é careca.</p><p>s: Pedro é professor.</p><p>• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições</p><p>simples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.</p><p>Exemplo</p><p>P: Thiago é careca e Pedro é professor.</p><p>ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.</p><p>Exemplos:</p><p>1. (CESPE/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:</p><p>– “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”</p><p>– A expressão x + y é positiva.</p><p>– O valor de √4 + 3 = 7.</p><p>– Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.</p><p>– O que é isto?</p><p>Há exatamente:</p><p>(A) uma proposição;</p><p>(B) duas proposições;</p><p>(C) três proposições;</p><p>(D) quatro proposições;</p><p>(E) todas são proposições.</p><p>Resolução:</p><p>Analisemos cada alternativa:</p><p>(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma sentença lógica.</p><p>(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é sentença lógica.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>61</p><p>(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado que tenhamos</p><p>(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira,</p><p>também podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando a quantidade</p><p>certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V ou F a sentença).</p><p>(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.</p><p>Resposta: B.</p><p>Conectivos (conectores lógicos)</p><p>Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos. São eles:</p><p>OPERAÇÃO CONECTIVO ESTRUTURA LÓGICA TABELA VERDADE</p><p>Negação ~ Não p</p><p>Conjunção ^ p e q</p><p>Disjunção Inclusiva v p ou q</p><p>Disjunção Exclusiva v Ou p ou q</p><p>Condicional → Se p então q</p><p>Bicondicional ↔ p se e somente se q</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>62</p><p>Exemplo:</p><p>2. (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP) Os conectivos ou</p><p>operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbo-</p><p>los (da linguagem formal) utilizados para conectar proposições de</p><p>acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa</p><p>que apresenta exemplos de conjunção, negação e implicação, res-</p><p>pectivamente.</p><p>(A) ¬ p, p v q, p ∧ q</p><p>(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q</p><p>(C) p -> q, p v q, ¬ p</p><p>(D) p v p, p -> q, ¬ q</p><p>(E) p v q, ¬ q, p v q</p><p>Resolução:</p><p>A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o</p><p>conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-</p><p>sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposi-</p><p>ção simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma</p><p>proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representa-</p><p>da pelo símbolo (→).</p><p>Resposta: B.</p><p>Tabela Verdade</p><p>Quando trabalhamos com as proposições compostas, determi-</p><p>namos o seu valor lógico partindo das proposições simples que a</p><p>compõe. O valor lógico de qualquer proposição composta depen-</p><p>de UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições simples com-</p><p>ponentes, ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.</p><p>• Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do nú-</p><p>mero de proposições simples que a integram, sendo dado pelo se-</p><p>guinte teorema:</p><p>“A tabela verdade de uma proposição composta com n* pro-</p><p>posições simples componentes contém 2n linhas.”</p><p>Exemplo:</p><p>3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições sim-</p><p>ples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da pro-</p><p>posição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:</p><p>(A) 2;</p><p>(B) 4;</p><p>(C) 8;</p><p>(D) 16;</p><p>(E) 32.</p><p>Resolução:</p><p>Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima,</p><p>então teremos:</p><p>Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.</p><p>Resposta D.</p><p>Conceitos de Tautologia , Contradição e Contigência</p><p>• Tautologia: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade</p><p>(última coluna), V (verdades).</p><p>Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma tautologia,</p><p>então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma tautologia, quaisquer que</p><p>sejam as proposições P0, Q0, R0, ...</p><p>• Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela ver-</p><p>dade (última coluna), F (falsidades). A contradição é a negação da</p><p>Tautologia e vice versa.</p><p>Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma contradição,</p><p>então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma contradição, quaisquer que</p><p>sejam as proposições P0, Q0, R0, ...</p><p>• Contingência: possui valores lógicos V e F ,da tabela verdade</p><p>(última coluna). Em outros termos a contingência é uma proposição</p><p>composta que não é tautologia e nem contradição.</p><p>Exemplos:</p><p>4. (DPU – ANALISTA – CESPE) Um estudante de direito, com o</p><p>objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na</p><p>qual identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto</p><p>à disciplina estudada e as vinculava por meio de sentenças (proposi-</p><p>ções). No seu vocabulário particular constava, por exemplo:</p><p>P: Cometeu o crime A.</p><p>Q: Cometeu o crime B.</p><p>R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no</p><p>regime fechado.</p><p>S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.</p><p>Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar</p><p>qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.</p><p>Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item</p><p>que se segue.</p><p>A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, in-</p><p>dependentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou</p><p>falsas.</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>Resolução:</p><p>Considerando P e Q como V.</p><p>(V→V) ↔ ((F)→(F))</p><p>(V) ↔ (V) = V</p><p>Considerando P e Q como F</p><p>(F→F) ↔ ((V)→(V))</p><p>(V) ↔ (V) = V</p><p>Então concluímos que a afirmação é verdadeira.</p><p>Resposta: Certo.</p><p>Equivalência</p><p>Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quan-</p><p>do mesmo possuindo estruturas lógicas diferentes, apresentam a</p><p>mesma solução em suas respectivas tabelas verdade.</p><p>Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLO-</p><p>GIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>63</p><p>Exemplo:</p><p>5. (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:</p><p>(A) Se João é rico, então Maria é pobre.</p><p>(B) João não é rico, e Maria não é pobre.</p><p>(C) João é rico, e Maria não é pobre.</p><p>(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.</p><p>(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.</p><p>Resolução:</p><p>Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para tal, trocamos o conectivo por</p><p>“e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:</p><p>Resposta: B.</p><p>Leis de Morgan</p><p>Com elas:</p><p>– Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo menos uma é falsa</p><p>– Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalendo a afirmar que ambas são falsas.</p><p>ATENÇÃO</p><p>As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÃO</p><p>transforma:</p><p>CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO</p><p>DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO</p><p>CONECTIVOS</p><p>Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos.</p><p>OPERAÇÃO CONECTIVO ESTRUTURA LÓGICA EXEMPLOS</p><p>Negação ~ Não p A cadeira não é azul.</p><p>Conjunção ^ p e q Fernando é médico e Nicolas é Engenheiro.</p><p>Disjunção Inclusiva v p ou q Fernando é médico ou Nicolas é Engenheiro.</p><p>Disjunção Exclusiva v Ou p ou q Ou Fernando é médico ou João é Engenheiro.</p><p>Condicional → Se p então q Se Fernando é médico então Nicolas é Engenheiro.</p><p>Bicondicional ↔ p se e somente se q Fernando é médico se e somente se Nicolas é Engenheiro.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>64</p><p>Conectivo “não” (~)</p><p>Chamamos de negação de uma proposição representada por</p><p>“não p” cujo valor lógico é verdade (V) quando p é falsa e falsidade</p><p>(F) quando p é verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto</p><p>daquele de p. Pela tabela verdade temos:</p><p>Conectivo “e” (˄)</p><p>Se p e q são duas proposições, a proposição p ˄ q será chamada</p><p>de conjunção. Para a conjunção, tem-se a seguinte tabela-verdade:</p><p>ATENÇÃO: Sentenças interligadas pelo conectivo “e” possuirão</p><p>o valor verdadeiro somente quando todas as sentenças, ou argu-</p><p>mentos lógicos, tiverem valores verdadeiros.</p><p>Conectivo “ou” (v)</p><p>Este inclusivo: Elisabete é bonita ou Elisabete é inteligente.</p><p>(Nada impede que Elisabete seja bonita e inteligente).</p><p>Conectivo “ou” (v)</p><p>Este exclusivo: Elisabete é paulista ou Elisabete é carioca. (Se</p><p>Elisabete é paulista, não será carioca e vice-versa).</p><p>• Mais sobre o Conectivo “ou”</p><p>– “inclusivo”(considera os dois casos)</p><p>– “exclusivo”(considera apenas um dos casos)</p><p>Exemplos:</p><p>R: Paulo é professor ou administrador</p><p>S: Maria é jovem ou idosa</p><p>No primeiro caso, o “ou” é inclusivo,pois pelo menos uma das</p><p>proposições é verdadeira, podendo ser ambas.</p><p>No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma das</p><p>proposições poderá ser verdadeira</p><p>Ele pode ser “inclusivo”(considera os dois casos) ou “exclusi-</p><p>vo”(considera apenas um dos casos)</p><p>Exemplo:</p><p>R: Paulo é professor ou administrador</p><p>S: Maria é jovem ou idosa</p><p>No primeiro caso, o “ou” é inclusivo,pois pelo menos uma das</p><p>proposições é verdadeira, podendo ser ambas.</p><p>No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma das</p><p>proposições poderá ser verdadeiro</p><p>Conectivo “Se... então” (→)</p><p>Se p e q são duas proposições, a proposição p→q é chamada</p><p>subjunção ou condicional. Considere a seguinte subjunção: “Se fizer</p><p>sol, então irei</p><p>à praia”.</p><p>1. Podem ocorrer as situações:</p><p>2. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)</p><p>3. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)</p><p>4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade)</p><p>5. Não fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade, pois eu não dis-</p><p>se o que faria se não fizesse sol. Assim, poderia ir ou não ir à praia).</p><p>Temos então sua tabela verdade:</p><p>Observe que uma subjunção p→q somente será falsa quando</p><p>a primeira proposição, p, for verdadeira e a segunda, q, for falsa.</p><p>Conectivo “Se e somente se” (↔)</p><p>Se p e q são duas proposições, a proposição p↔q1 é chamada</p><p>bijunção ou bicondicional, que também pode ser lida como: “p é</p><p>condição necessária e suficiente para q” ou, ainda, “q é condição</p><p>necessária e suficiente para p”.</p><p>Considere, agora, a seguinte bijunção: “Irei à praia se e somen-</p><p>te se fizer sol”. Podem ocorrer as situações:</p><p>1. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)</p><p>2. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)</p><p>3. Não fez sol e fui à praia. (Eu menti)</p><p>4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade). Sua tabela</p><p>verdade:</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>65</p><p>Observe que uma bicondicional só é verdadeira quando as pro-</p><p>posições formadoras são ambas falsas ou ambas verdadeiras.</p><p>ATENÇÃO: O importante sobre os conectivos é ter em mente a</p><p>tabela de cada um deles, para que assim você possa resolver qual-</p><p>quer questão referente ao assunto.</p><p>Ordem de precedência dos conectivos:</p><p>O critério que especifica a ordem de avaliação dos conectivos</p><p>ou operadores lógicos de uma expressão qualquer. A lógica mate-</p><p>mática prioriza as operações de acordo com a ordem listadas:</p><p>Em resumo:</p><p>Exemplo:</p><p>(PC/SP - DELEGADO DE POLÍCIA - VUNESP) Os conectivos ou</p><p>operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbo-</p><p>los (da linguagem formal) utilizados para conectar proposições de</p><p>acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa</p><p>que apresenta exemplos de conjunção, negação e implicação, res-</p><p>pectivamente.</p><p>(A) ¬ p, p v q, p ∧ q</p><p>(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q</p><p>(C) p -> q, p v q, ¬ p</p><p>(D) p v p, p -> q, ¬ q</p><p>(E) p v q, ¬ q, p v q</p><p>Resolução:</p><p>A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o</p><p>conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-</p><p>sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposi-</p><p>ção simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma</p><p>proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representa-</p><p>da pelo símbolo (→).</p><p>Resposta: B</p><p>CONTRADIÇÕES</p><p>São proposições compostas formadas por duas ou mais propo-</p><p>sições onde seu valor lógico é sempre FALSO, independentemente</p><p>do valor lógico das proposições simples que a compõem. Vejamos:</p><p>A proposição: p ̂ ~p é uma contradição, conforme mostra a sua</p><p>tabela-verdade:</p><p>Exemplo:</p><p>(PEC-FAZ) Conforme a teoria da lógica proposicional, a propo-</p><p>sição ~P ∧ P é:</p><p>(A) uma tautologia.</p><p>(B) equivalente à proposição ~p ∨ p.</p><p>(C) uma contradição.</p><p>(D) uma contingência.</p><p>(E) uma disjunção.</p><p>Resolução:</p><p>Montando a tabela teremos que:</p><p>P ~p ~p ^p</p><p>V F F</p><p>V F F</p><p>F V F</p><p>F V F</p><p>Como todos os valores são Falsidades (F) logo estamos diante</p><p>de uma CONTRADIÇÃO.</p><p>Resposta: C</p><p>A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,-</p><p>q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes que P é verdadeira.</p><p>Representamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente</p><p>temos:</p><p>P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).</p><p>ATENÇÃO: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distin-</p><p>tos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um conecti-</p><p>vo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica que</p><p>pode ou não existir entre duas proposições.</p><p>Exemplo:</p><p>Observe:</p><p>- Toda proposição implica uma Tautologia:</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>66</p><p>- Somente uma contradição implica uma contradição:</p><p>Propriedades</p><p>• Reflexiva:</p><p>– P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)</p><p>– Uma proposição complexa implica ela mesma.</p><p>• Transitiva:</p><p>– Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e</p><p>Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então</p><p>P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)</p><p>– Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R</p><p>Regras de Inferência</p><p>• Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas</p><p>de proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em ou-</p><p>tras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de propo-</p><p>sições verdadeiras já existentes.</p><p>Regras de Inferência obtidas da implicação lógica</p><p>• Silogismo Disjuntivo</p><p>• Modus Ponens</p><p>• Modus Tollens</p><p>Tautologias e Implicação Lógica</p><p>• Teorema</p><p>P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,q,r,...)</p><p>Observe que:</p><p>→ indica uma operação lógica entre as proposições. Ex.: das</p><p>proposições p e q, dá-se a nova proposição p → q.</p><p>⇒ indica uma relação. Ex.: estabelece que a condicional P → Q</p><p>é tautológica.</p><p>Inferências</p><p>• Regra do Silogismo Hipotético</p><p>Princípio da inconsistência</p><p>– Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica</p><p>p ^ ~p ⇒ q</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>67</p><p>– Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer propo-</p><p>sição q.</p><p>A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a</p><p>condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é tautológica.</p><p>Lógica de primeira ordem</p><p>Existem alguns tipos de argumentos que apresentam proposi-</p><p>ções com quantificadores. Numa proposição categórica, é impor-</p><p>tante que o sujeito se relacionar com o predicado de forma coeren-</p><p>te e que a proposição faça sentido, não importando se é verdadeira</p><p>ou falsa.</p><p>Vejamos algumas formas:</p><p>- Todo A é B.</p><p>- Nenhum A é B.</p><p>- Algum A é B.</p><p>- Algum A não é B.</p><p>Onde temos que A e B são os termos ou características dessas</p><p>proposições categóricas.</p><p>• Classificação de uma proposição categórica de acordo com</p><p>o tipo e a relação</p><p>Elas podem ser classificadas de acordo com dois critérios fun-</p><p>damentais: qualidade e extensão ou quantidade.</p><p>– Qualidade: O critério de qualidade classifica uma proposição</p><p>categórica em afirmativa ou negativa.</p><p>– Extensão: O critério de extensão ou quantidade classifica</p><p>uma proposição categórica em universal ou particular. A classifica-</p><p>ção dependerá do quantificador que é utilizado na proposição.</p><p>Entre elas existem tipos e relações de acordo com a qualidade</p><p>e a extensão, classificam-se em quatro tipos, representados pelas</p><p>letras A, E, I e O.</p><p>• Universal afirmativa (Tipo A) – “TODO A é B”</p><p>Teremos duas possibilidades.</p><p>Tais proposições afirmam que o conjunto “A” está contido no</p><p>conjunto “B”, ou seja, que todo e qualquer elemento de “A” é tam-</p><p>bém elemento de “B”. Observe que “Toda A é B” é diferente de</p><p>“Todo B é A”.</p><p>• Universal negativa (Tipo E) – “NENHUM A é B”</p><p>Tais proposições afirmam que não há elementos em comum</p><p>entre os conjuntos “A” e “B”. Observe que “nenhum A é B” é o mes-</p><p>mo que dizer “nenhum B é A”.</p><p>Podemos representar esta universal negativa pelo seguinte dia-</p><p>grama (A ∩ B = ø):</p><p>• Particular afirmativa (Tipo I) - “ALGUM A é B”</p><p>Podemos ter 4 diferentes situações para representar esta pro-</p><p>posição:</p><p>Essas proposições Algum A é B estabelecem que o conjunto “A”</p><p>tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto “B”. Con-</p><p>tudo, quando dizemos que Algum A é B, presumimos que nem todo</p><p>A é B. Observe “Algum A é B” é o mesmo que “Algum B é A”.</p><p>• Particular negativa (Tipo O) - “ALGUM A não é B”</p><p>Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as três</p><p>representações possíveis:</p><p>Proposições nessa forma: Algum A não é B estabelecem que o</p><p>conjunto “A” tem pelo menos um elemento que não pertence ao</p><p>conjunto “B”. Observe que: Algum A não é B não significa o mesmo</p><p>que Algum B não é A.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>68</p><p>• Negação das Proposições Categóricas</p><p>Ao negarmos uma proposição categórica, devemos observar as</p><p>seguintes convenções de equivalência:</p><p>– Ao negarmos uma proposição categórica universal geramos</p><p>uma proposição categórica particular.</p><p>– Pela recíproca de uma negação, ao negarmos uma proposição</p><p>categórica particular geramos uma proposição categórica universal.</p><p>– Negando uma proposição de natureza afirmativa geramos,</p><p>sempre, uma proposição de natureza negativa; e, pela recíproca,</p><p>negando uma proposição de natureza negativa geramos, sempre,</p><p>uma proposição de natureza</p><p>afirmativa.</p><p>Em síntese:</p><p>Exemplos:</p><p>(DESENVOLVE/SP - CONTADOR - VUNESP) Alguns gatos não</p><p>são pardos, e aqueles que não são pardos miam alto.</p><p>Uma afirmação que corresponde a uma negação lógica da afir-</p><p>mação anterior é:</p><p>(A) Os gatos pardos miam alto ou todos os gatos não são par-</p><p>dos.</p><p>(B) Nenhum gato mia alto e todos os gatos são pardos.</p><p>(C) Todos os gatos são pardos ou os gatos que não são pardos</p><p>não miam alto.</p><p>(D) Todos os gatos que miam alto são pardos.</p><p>(E) Qualquer animal que mia alto é gato e quase sempre ele é</p><p>pardo.</p><p>Resolução:</p><p>Temos um quantificador particular (alguns) e uma proposição</p><p>do tipo conjunção (conectivo “e”). Pede-se a sua negação.</p><p>O quantificador existencial “alguns” pode ser negado, seguindo</p><p>o esquema, pelos quantificadores universais (todos ou nenhum).</p><p>Logo, podemos descartar as alternativas A e E.</p><p>A negação de uma conjunção se faz através de uma disjunção,</p><p>em que trocaremos o conectivo “e” pelo conectivo “ou”. Descarta-</p><p>mos a alternativa B.</p><p>Vamos, então, fazer a negação da frase, não esquecendo de</p><p>que a relação que existe é: Algum A é B, deve ser trocado por: Todo</p><p>A é não B.</p><p>Todos os gatos que são pardos ou os gatos (aqueles) que não</p><p>são pardos NÃO miam alto.</p><p>Resposta: C</p><p>(CBM/RJ - CABO TÉCNICO EM ENFERMAGEM - ND) Dizer que a</p><p>afirmação “todos os professores é psicólogos” e falsa, do ponto de</p><p>vista lógico, equivale a dizer que a seguinte afirmação é verdadeira</p><p>(A) Todos os não psicólogos são professores.</p><p>(B) Nenhum professor é psicólogo.</p><p>(C) Nenhum psicólogo é professor.</p><p>(D) Pelo menos um psicólogo não é professor.</p><p>(E) Pelo menos um professor não é psicólogo.</p><p>Resolução:</p><p>Se a afirmação é falsa a negação será verdadeira. Logo, a nega-</p><p>ção de um quantificador universal categórico afirmativo se faz atra-</p><p>vés de um quantificador existencial negativo. Logo teremos: Pelo</p><p>menos um professor não é psicólogo.</p><p>Resposta: E</p><p>• Equivalência entre as proposições</p><p>Basta usar o triângulo a seguir e economizar um bom tempo na</p><p>resolução de questões.</p><p>Exemplo:</p><p>(PC/PI - ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL - UESPI) Qual a negação</p><p>lógica da sentença “Todo número natural é maior do que ou igual</p><p>a cinco”?</p><p>(A) Todo número natural é menor do que cinco.</p><p>(B) Nenhum número natural é menor do que cinco.</p><p>(C) Todo número natural é diferente de cinco.</p><p>(D) Existe um número natural que é menor do que cinco.</p><p>(E) Existe um número natural que é diferente de cinco.</p><p>Resolução:</p><p>Do enunciado temos um quantificador universal (Todo) e pede-</p><p>-se a sua negação.</p><p>O quantificador universal todos pode ser negado, seguindo o</p><p>esquema abaixo, pelo quantificador algum, pelo menos um, existe</p><p>ao menos um, etc. Não se nega um quantificador universal com To-</p><p>dos e Nenhum, que também são universais.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>69</p><p>Portanto, já podemos descartar as alternativas que trazem</p><p>quantificadores universais (todo e nenhum). Descartamos as alter-</p><p>nativas A, B e C.</p><p>Seguindo, devemos negar o termo: “maior do que ou igual a</p><p>cinco”. Negaremos usando o termo “MENOR do que cinco”.</p><p>Obs.: maior ou igual a cinco (compreende o 5, 6, 7...) ao ser</p><p>negado passa a ser menor do que cinco (4, 3, 2,...).</p><p>Resposta: D</p><p>Diagramas lógicos</p><p>Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários proble-</p><p>mas. É uma ferramenta para resolvermos problemas que envolvam</p><p>argumentos dedutivos, as quais as premissas deste argumento po-</p><p>dem ser formadas por proposições categóricas.</p><p>ATENÇÃO: É bom ter um conhecimento sobre conjuntos para</p><p>conseguir resolver questões que envolvam os diagramas lógicos.</p><p>Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:</p><p>TIPO PREPOSIÇÃO DIAGRAMAS</p><p>A TODO</p><p>A é B</p><p>Se um elemento pertence ao conjunto A,</p><p>então pertence também a B.</p><p>E NENHUM</p><p>A é B</p><p>Existe pelo menos um elemento que</p><p>pertence a A, então não pertence a B, e</p><p>vice-versa.</p><p>I ALGUM</p><p>A é B</p><p>Existe pelo menos um elemento co-</p><p>mum aos conjuntos A e B.</p><p>Podemos ainda representar das seguin-</p><p>tes formas:</p><p>O ALGUM</p><p>A NÃO é B</p><p>Perceba-se que, nesta sentença, a aten-</p><p>ção está sobre o(s) elemento (s) de A que</p><p>não são B (enquanto que, no “Algum A é</p><p>B”, a atenção estava sobre os que eram B,</p><p>ou seja, na intercessão).</p><p>Temos também no segundo caso, a dife-</p><p>rença entre conjuntos, que forma o con-</p><p>junto A - B</p><p>Exemplo:</p><p>(GDF–ANALISTA DE ATIVIDADES CULTURAIS ADMINISTRAÇÃO</p><p>– IADES) Considere as proposições: “todo cinema é uma casa de</p><p>cultura”, “existem teatros que não são cinemas” e “algum teatro é</p><p>casa de cultura”. Logo, é correto afirmar que</p><p>(A) existem cinemas que não são teatros.</p><p>(B) existe teatro que não é casa de cultura.</p><p>(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro.</p><p>(D) existe casa de cultura que não é cinema.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>70</p><p>(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema.</p><p>Resolução:</p><p>Vamos chamar de:</p><p>Cinema = C</p><p>Casa de Cultura = CC</p><p>Teatro = T</p><p>Analisando as proposições temos:</p><p>- Todo cinema é uma casa de cultura</p><p>- Existem teatros que não são cinemas</p><p>- Algum teatro é casa de cultura</p><p>Visto que na primeira chegamos à conclusão que C = CC</p><p>Segundo as afirmativas temos:</p><p>(A) existem cinemas que não são teatros- Observando o último</p><p>diagrama vimos que não é uma verdade, pois temos que existe pelo</p><p>menos um dos cinemas é considerado teatro.</p><p>(B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mes-</p><p>mo princípio acima.</p><p>(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado,</p><p>a primeira proposição já nos afirma o contrário. O diagrama nos</p><p>afirma isso</p><p>(D) existe casa de cultura que não é cinema. – Errado, a justifi-</p><p>cativa é observada no diagrama da alternativa anterior.</p><p>(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. – Cor-</p><p>reta, que podemos observar no diagrama abaixo, uma vez que todo</p><p>cinema é casa de cultura. Se o teatro não é casa de cultura também</p><p>não é cinema.</p><p>Resposta: E</p><p>LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO</p><p>Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de propo-</p><p>sições iniciais redunda em outra proposição final, que será conse-</p><p>quência das primeiras. Ou seja, argumento é a relação que associa</p><p>um conjunto de proposições P1, P2,... Pn , chamadas premissas do</p><p>argumento, a uma proposição Q, chamada de conclusão do argu-</p><p>mento.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>71</p><p>Exemplo:</p><p>P1: Todos os cientistas são loucos.</p><p>P2: Martiniano é louco.</p><p>Q: Martiniano é um cientista.</p><p>O exemplo dado pode ser chamado de Silogismo (argumento</p><p>formado por duas premissas e a conclusão).</p><p>A respeito dos argumentos lógicos, estamos interessados em</p><p>verificar se eles são válidos ou inválidos! Então, passemos a enten-</p><p>der o que significa um argumento válido e um argumento inválido.</p><p>Argumentos Válidos</p><p>Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem</p><p>construído), quando a sua conclusão é uma consequência obrigató-</p><p>ria do seu conjunto de premissas.</p><p>Exemplo:</p><p>O silogismo...</p><p>P1: Todos os homens são pássaros.</p><p>P2: Nenhum pássaro é animal.</p><p>Q: Portanto, nenhum homem é animal.</p><p>... está perfeitamente bem construído, sendo, portanto, um</p><p>argumento válido, muito embora a veracidade das premissas e da</p><p>conclusão sejam totalmente questionáveis.</p><p>ATENÇÃO: O que vale é a CONSTRUÇÃO, E NÃO O SEU CON-</p><p>TEÚDO! Se a construção está perfeita, então o argumento é válido,</p><p>independentemente do conteúdo das premissas ou da conclusão!</p><p>• Como saber se um determinado argumento é mesmo váli-</p><p>do?</p><p>Para se comprovar a validade de um argumento é utilizando</p><p>diagramas de conjuntos (diagramas de Venn). Trata-se de um mé-</p><p>todo muito útil e que será usado com frequência em questões que</p><p>pedem a verificação da validade de um argumento. Vejamos como</p><p>funciona, usando o exemplo acima. Quando se afirma, na premissa</p><p>P1, que “todos os homens são pássaros”, poderemos representar</p><p>essa frase da seguinte maneira:</p><p>Observem que todos os elementos do conjunto menor (ho-</p><p>mens) estão incluídos, ou seja, pertencem ao conjunto maior (dos</p><p>pássaros). E será sempre essa a representação gráfica da frase</p><p>“Todo A é B”. Dois círculos, um dentro do outro, estando o círculo</p><p>menor a representar o grupo de quem se segue à palavra TODO.</p><p>Na frase: “Nenhum pássaro é animal”. Observemos que a pa-</p><p>lavra-chave desta sentença é NENHUM. E a ideia que ela exprime é</p><p>de uma total dissociação entre os dois conjuntos.</p><p>Será sempre assim a representação gráfica de uma sentença “Ne-</p><p>nhum A é B”: dois conjuntos separados, sem nenhum ponto em comum.</p><p>Tomemos agora as representações gráficas das duas premissas</p><p>vistas acima e as analisemos em conjunto. Teremos:</p><p>Comparando a conclusão do nosso argumento, temos:</p><p>NENHUM homem é animal – com o desenho das premissas</p><p>será que podemos dizer que esta conclusão é uma consequência</p><p>necessária das premissas? Claro que sim! Observemos que o con-</p><p>junto dos homens está totalmente separado (total dissociação!) do</p><p>conjunto dos animais. Resultado: este é um argumento válido!</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>72</p><p>Argumentos Inválidos</p><p>Dizemos que um argumento é inválido – também denominado ilegítimo, mal construído, falacioso ou sofisma – quando a verdade das</p><p>premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclusão.</p><p>Exemplo:</p><p>P1: Todas as crianças gostam de chocolate.</p><p>P2: Patrícia não é criança.</p><p>Q: Portanto, Patrícia não gosta de chocolate.</p><p>Este é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois as premissas não garantem (não obrigam) a verdade da conclusão. Patrícia pode</p><p>gostar de chocolate mesmo que não seja criança, pois a primeira premissa não afirmou que somente as crianças gostam de chocolate.</p><p>Utilizando os diagramas de conjuntos para provar a validade do argumento anterior, provaremos, utilizando-nos do mesmo artifício,</p><p>que o argumento em análise é inválido. Comecemos pela primeira premissa: “Todas as crianças gostam de chocolate”.</p><p>Analisemos agora o que diz a segunda premissa: “Patrícia não é criança”. O que temos que fazer aqui é pegar o diagrama acima (da</p><p>primeira premissa) e nele indicar onde poderá estar localizada a Patrícia, obedecendo ao que consta nesta segunda premissa. Vemos</p><p>facilmente que a Patrícia só não poderá estar dentro do círculo das crianças. É a única restrição que faz a segunda premissa! Isto posto,</p><p>concluímos que Patrícia poderá estar em dois lugares distintos do diagrama:</p><p>1º) Fora do conjunto maior;</p><p>2º) Dentro do conjunto maior. Vejamos:</p><p>Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta para sabermos se este argumen-</p><p>to é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado (se esta conclusão) é necessariamente verdadeiro!</p><p>- É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de chocolate? Olhando para o desenho acima, respondemos que não! Pode</p><p>ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círculo), mas também pode ser que goste (caso esteja dentro do círculo)! Enfim, o</p><p>argumento é inválido, pois as premissas não garantiram a veracidade da conclusão!</p><p>Métodos para validação de um argumento</p><p>Aprenderemos a seguir alguns diferentes métodos que nos possibilitarão afirmar se um argumento é válido ou não!</p><p>1º) Utilizando diagramas de conjuntos: esta forma é indicada quando nas premissas do argumento aparecem as palavras TODO, AL-</p><p>GUM E NENHUM, ou os seus sinônimos: cada, existe um etc.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>73</p><p>2º) Utilizando tabela-verdade: esta forma é mais indicada quando não for possível resolver pelo primeiro método, o que ocorre quan-</p><p>do nas premissas não aparecem as palavras todo, algum e nenhum, mas sim, os conectivos “ou” , “e”, “• ” e “↔”. Baseia-se na construção</p><p>da tabela-verdade, destacando-se uma coluna para cada premissa e outra para a conclusão. Este método tem a desvantagem de ser mais</p><p>trabalhoso, principalmente quando envolve várias proposições simples.</p><p>3º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos e considerando as premissas verdadeiras.</p><p>Por este método, fácil e rapidamente demonstraremos a validade de um argumento. Porém, só devemos utilizá-lo na impossibilidade</p><p>do primeiro método.</p><p>Iniciaremos aqui considerando as premissas como verdades. Daí, por meio das operações lógicas com os conectivos, descobriremos o</p><p>valor lógico da conclusão, que deverá resultar também em verdade, para que o argumento seja considerado válido.</p><p>4º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos, considerando premissas verdadeiras e conclusão falsa.</p><p>É indicado este caminho quando notarmos que a aplicação do terceiro método não possibilitará a descoberta do valor lógico da con-</p><p>clusão de maneira direta, mas somente por meio de análises mais complicadas.</p><p>Em síntese:</p><p>Exemplo:</p><p>Diga se o argumento abaixo é válido ou inválido:</p><p>(p ∧ q) → r</p><p>_____~r_______</p><p>~p ∨ ~q</p><p>Resolução:</p><p>-1ª Pergunta) O argumento apresenta as palavras todo, algum ou nenhum?</p><p>A resposta é não! Logo, descartamos o 1º método e passamos à pergunta seguinte.</p><p>- 2ª Pergunta) O argumento contém no máximo duas proposições simples?</p><p>A resposta também é não! Portanto, descartamos também o 2º método.</p><p>- 3ª Pergunta) Há alguma das premissas que seja uma proposição simples ou uma conjunção?</p><p>A resposta é sim! A segunda proposição é (~r). Podemos optar então pelo 3º método? Sim, perfeitamente! Mas caso queiramos seguir</p><p>adiante com uma próxima pergunta, teríamos:</p><p>- 4ª Pergunta) A conclusão tem a forma de uma proposição simples ou de uma disjunção ou de uma condicional? A resposta também</p><p>é sim! Nossa conclusão é uma disjunção! Ou seja, caso queiramos, poderemos utilizar, opcionalmente, o 4º método!</p><p>Vamos seguir os dois caminhos: resolveremos a questão pelo 3º e pelo 4º métodos.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>74</p><p>Resolução pelo 3º Método</p><p>Considerando as premissas verdadeiras e testando a conclusão</p><p>verdadeira. Teremos:</p><p>- 2ª Premissa) ~r é verdade. Logo: r é falsa!</p><p>- 1ª Premissa) (p ∧ q)• r é verdade. Sabendo que r é falsa, con-</p><p>cluímos que (p ∧ q) tem que ser também falsa. E quando uma con-</p><p>junção (e) é falsa? Quando uma das premissas for falsa ou ambas</p><p>forem falsas. Logo, não é possível determinamos os valores lógicos</p><p>de p e q. Apesar de inicialmente o 3º método se mostrar adequado,</p><p>por meio do mesmo, não poderemos determinar se o argumento é</p><p>ou NÃO VÁLIDO.</p><p>Resolução pelo 4º Método</p><p>Considerando a conclusão falsa e premissas verdadeiras. Tere-</p><p>mos:</p><p>- Conclusão) ~p v ~q é falso. Logo: p é verdadeiro e q é verda-</p><p>deiro!</p><p>Agora, passamos a testar as premissas, que são consideradas</p><p>verdadeiras! Teremos:</p><p>- 1ª Premissa) (p∧q)• r é verdade. Sabendo que p e q são ver-</p><p>dadeiros, então a primeira parte da condicional acima também é</p><p>verdadeira. Daí resta que a segunda parte não pode ser falsa. Logo:</p><p>r é verdadeiro.</p><p>- 2ª Premissa) Sabendo que r é verdadeiro, teremos que ~r é</p><p>falso! Opa! A premissa deveria ser verdadeira, e não foi!</p><p>Neste caso, precisaríamos nos lembrar de que o teste, aqui no</p><p>4º método, é diferente do teste do 3º: não havendo a existência si-</p><p>multânea da conclusão falsa e premissas verdadeiras, teremos que</p><p>o argumento é válido! Conclusão: o argumento é válido!</p><p>Exemplos:</p><p>(DPU – AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE) Considere que as</p><p>seguintes proposições sejam verdadeiras.</p><p>• Quando chove, Maria não vai ao cinema.</p><p>• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.</p><p>• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.</p><p>• Quando Fernando está estudando, não chove.</p><p>• Durante a noite, faz frio.</p><p>Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue o</p><p>item subsecutivo.</p><p>Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando.</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>Resolução:</p><p>A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as pre-</p><p>missas chegamos a uma conclusão. Enumerando as premissas:</p><p>A = Chove</p><p>B = Maria vai ao cinema</p><p>C = Cláudio fica em casa</p><p>D = Faz frio</p><p>E = Fernando está estudando</p><p>F = É noite</p><p>A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)</p><p>Lembramos a tabela verdade da condicional:</p><p>A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª falsa,</p><p>utilizando isso temos:</p><p>O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então Fernando</p><p>estava estudando. // B → ~E</p><p>Iniciando temos:</p><p>4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A → ~B</p><p>= V – para que o argumento seja válido temos que Quando chove</p><p>tem</p><p>que ser F.</p><p>3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema (V).</p><p>// C → B = V - para que o argumento seja válido temos que Maria</p><p>vai ao cinema tem que ser V.</p><p>2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C → ~D</p><p>= V - para que o argumento seja válido temos que Quando Cláudio</p><p>sai de casa tem que ser F.</p><p>5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove (V).</p><p>// E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está estudando pode</p><p>ser V ou F.</p><p>1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V</p><p>Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi ao</p><p>cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou F); pois temos</p><p>dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V ou F).</p><p>Resposta: Errado</p><p>(PETROBRAS – TÉCNICO (A) DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO</p><p>JÚNIOR – INFORMÁTICA – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma fada,</p><p>então Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então Monarca</p><p>é um centauro. Se Monarca é um centauro, então Tristeza é uma</p><p>bruxa.</p><p>Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo</p><p>(A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo.</p><p>(B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.</p><p>(C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro.</p><p>(D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada</p><p>(E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.</p><p>Resolução:</p><p>Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Trizteza não é</p><p>bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como conclusão</p><p>o valor lógico (V), então:</p><p>(4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo (F)</p><p>→ V</p><p>(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um centauro</p><p>(F) → V</p><p>(2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma bruxa(F)</p><p>→ V</p><p>(1) Tristeza não é uma bruxa (V)</p><p>Logo:</p><p>Temos que:</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>75</p><p>Esmeralda não é fada(V)</p><p>Bongrado não é elfo (V)</p><p>Monarca não é um centauro (V)</p><p>Como a conclusão parte da conjunção, o mesmo só será verdadeiro quando todas as afirmativas forem verdadeiras, logo, a única que</p><p>contém esse valor lógico é:</p><p>Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.</p><p>Resposta: B</p><p>LÓGICA MATEMÁTICA QUALITATIVA</p><p>Aqui veremos questões que envolvem correlação de elementos, pessoas e objetos fictícios, através de dados fornecidos. Vejamos o</p><p>passo a passo:</p><p>01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem ê casado com quem. Eles tra-</p><p>balham com Engenharia, Advocacia e Medicina, mas também não sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas abaixo, tente descobrir o</p><p>nome de cada marido, a profissão de cada um e o nome de suas esposas.</p><p>a) O médico é casado com Maria.</p><p>b) Paulo é advogado.</p><p>c) Patrícia não é casada com Paulo.</p><p>d) Carlos não é médico.</p><p>Vamos montar o passo a passo para que você possa compreender como chegar a conclusão da questão.</p><p>1º passo – vamos montar uma tabela para facilitar a visualização da resolução, a mesma deve conter as informações prestadas no</p><p>enunciado, nas quais podem ser divididas em três grupos: homens, esposas e profissões.</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos</p><p>Luís</p><p>Paulo</p><p>Lúcia</p><p>Patrícia</p><p>Maria</p><p>Também criamos abaixo do nome dos homens, o nome das esposas.</p><p>2º passo – construir a tabela gabarito.</p><p>Essa tabela não servirá apenas como gabarito, mas em alguns casos ela é fundamental para que você enxergue informações que ficam</p><p>meio escondidas na tabela principal. Uma tabela complementa a outra, podendo até mesmo que você chegue a conclusões acerca dos</p><p>grupos e elementos.</p><p>HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS</p><p>Carlos</p><p>Luís</p><p>Paulo</p><p>3º passo preenchimento de nossa tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas que não deixam margem a nenhuma</p><p>dúvida. Em nosso exemplo:</p><p>- O médico é casado com Maria: marque um “S” na tabela principal na célula comum a “Médico” e “Maria”, e um “N” nas demais</p><p>células referentes a esse “S”.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>76</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos</p><p>Luís</p><p>Paulo</p><p>Lúcia N</p><p>Patrícia N</p><p>Maria S N N</p><p>ATENÇÃO: se o médico é casado com Maria, ele NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia, então colocamos “N” no cruzamento</p><p>de Medicina e elas. E se Maria é casada com o médico, logo ela NÃO PODE ser casada com o engenheiro e nem com o advogado (logo</p><p>colocamos “N” no cruzamento do nome de Maria com essas profissões).</p><p>– Paulo é advogado: Vamos preencher as duas tabelas (tabela gabarito e tabela principal) agora.</p><p>– Patrícia não é casada com Paulo: Vamos preencher com “N” na tabela principal</p><p>– Carlos não é médico: preenchemos com um “N” na tabela principal a célula comum a Carlos e “médico”.</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos N N</p><p>Luís S N N</p><p>Paulo N N S N</p><p>Lúcia N</p><p>Patrícia N</p><p>Maria S N N</p><p>Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula que ficou em branco. Podemos também completar a tabela gabarito.</p><p>Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento de Carlos com Engenharia. Marcamos um “S” nesta célula. E preenchemos</p><p>sua tabela gabarito.</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos N S N</p><p>Luís S N N</p><p>Paulo N N S N</p><p>Lúcia N</p><p>Patrícia N</p><p>Maria S N N</p><p>HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS</p><p>Carlos Engenheiro</p><p>Luís Médico</p><p>Paulo Advogado</p><p>4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na tabela gabarito, vamos procurar informações que levem a novas conclu-</p><p>sões, que serão marcadas nessas tabelas.</p><p>Observe que Maria é esposa do médico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser registrado na tabela-gabarito. Mas não vamos</p><p>fazer agora, pois essa conclusão só foi facilmente encontrada porque o problema que está sendo analisado é muito simples. Vamos con-</p><p>tinuar o raciocínio e fazer as marcações mais tarde. Além disso, sabemos que Patrícia não é casada com Paulo. Como Paulo é o advogado,</p><p>podemos concluir que Patrícia não é casada com o advogado.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>77</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos N S N</p><p>Luís S N N</p><p>Paulo N N S N</p><p>Lúcia N</p><p>Patrícia N N</p><p>Maria S N N</p><p>Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada com o advogado.</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos N S N</p><p>Luís S N N</p><p>Paulo N N S N</p><p>Lúcia N N S</p><p>Patrícia N S N</p><p>Maria S N N</p><p>Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado (que é Paulo), Patrícia é casada com o engenheiro (que e Carlos) e Maria é</p><p>casada com o médico (que é Luís).</p><p>Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está resolvido:</p><p>HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS</p><p>Carlos Engenheiro Patrícia</p><p>Luís Médico Maria</p><p>Paulo Advogado Lúcia</p><p>Exemplo:</p><p>(TRT-9ª REGIÃO/PR – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo viajaram em janeiro, todos</p><p>para diferentes cidades, que foram Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades para onde eles viajaram, sabe-se que:</p><p>− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;</p><p>− Mariana viajou para Curitiba;</p><p>− Paulo não viajou para Goiânia;</p><p>− Luiz não viajou para Fortaleza.</p><p>É correto concluir que, em janeiro,</p><p>(A) Paulo viajou para Fortaleza.</p><p>(B) Luiz viajou para Goiânia.</p><p>(C) Arnaldo viajou para Goiânia.</p><p>(D) Mariana viajou para Salvador.</p><p>(E) Luiz viajou para Curitiba.</p><p>Resolução:</p><p>Vamos preencher a tabela:</p><p>− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;</p><p>Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador</p><p>Luiz N</p><p>Arnaldo N</p><p>Mariana</p><p>Paulo</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>78</p><p>− Mariana viajou para Curitiba;</p><p>Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador</p><p>Luiz N N</p><p>Arnaldo N N</p><p>Mariana N N S N</p><p>Paulo N</p><p>− Paulo não viajou para Goiânia;</p><p>Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador</p><p>Luiz N N</p><p>Arnaldo N N</p><p>Mariana N N S N</p><p>Paulo N N</p><p>− Luiz não viajou para Fortaleza.</p><p>Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador</p><p>Luiz N N N</p><p>Arnaldo N N</p><p>Mariana N N S N</p><p>Paulo N N</p><p>Agora, completando o restante:</p><p>Paulo viajou para Salvador, pois a nenhum dos três viajou. En-</p><p>tão, Arnaldo viajou para Fortaleza e Luiz para Goiânia</p><p>Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador</p><p>Luiz N S N N</p><p>Arnaldo S N N N</p><p>Mariana N N S N</p><p>Paulo N N N S</p><p>Resposta: B</p><p>Quantificador</p><p>É um termo utilizado para quantificar uma expressão.</p><p>Os quan-</p><p>tificadores são utilizados para transformar uma sentença aberta ou</p><p>proposição aberta em uma proposição lógica.</p><p>QUANTIFICADOR + SENTENÇA ABERTA = SENTENÇA FECHADA</p><p>Tipos de quantificadores</p><p>• Quantificador universal (∀)</p><p>O símbolo ∀ pode ser lido das seguintes formas:</p><p>Exemplo:</p><p>Todo homem é mortal.</p><p>A conclusão dessa afirmação é: se você é homem, então será</p><p>mortal.</p><p>Na representação do diagrama lógico, seria:</p><p>ATENÇÃO: Todo homem é mortal, mas nem todo mortal é ho-</p><p>mem.</p><p>A frase “todo homem é mortal” possui as seguintes conclusões:</p><p>1ª) Algum mortal é homem ou algum homem é mortal.</p><p>2ª) Se José é homem, então José é mortal.</p><p>A forma “Todo A é B” pode ser escrita na forma: Se A então B.</p><p>A forma simbólica da expressão “Todo A é B” é a expressão (∀</p><p>(x) (A (x) → B).</p><p>Observe que a palavra todo representa uma relação de inclusão</p><p>de conjuntos, por isso está associada ao operador da condicional.</p><p>Aplicando temos:</p><p>x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Agora, se escrevermos da for-</p><p>ma ∀ (x) ∈ N / x + 2 = 5 ( lê-se: para todo pertencente a N temos x</p><p>+ 2 = 5), atribuindo qualquer valor a x a sentença será verdadeira?</p><p>A resposta é NÃO, pois depois de colocarmos o quantificador,</p><p>a frase passa a possuir sujeito e predicado definidos e podemos jul-</p><p>gar, logo, é uma proposição lógica.</p><p>• Quantificador existencial (∃)</p><p>O símbolo ∃ pode ser lido das seguintes formas:</p><p>Exemplo:</p><p>“Algum matemático é filósofo.” O diagrama lógico dessa frase</p><p>é:</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>79</p><p>O quantificador existencial tem a função de elemento comum.</p><p>A palavra algum, do ponto de vista lógico, representa termos co-</p><p>muns, por isso “Algum A é B” possui a seguinte forma simbólica: (∃</p><p>(x)) (A (x) ∧ B).</p><p>Aplicando temos:</p><p>x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Escrevendo da forma (∃ x) ∈ N</p><p>/ x + 2 = 5 (lê-se: existe pelo menos um x pertencente a N tal que x +</p><p>2 = 5), atribuindo um valor que, colocado no lugar de x, a sentença</p><p>será verdadeira?</p><p>A resposta é SIM, pois depois de colocarmos o quantificador,</p><p>a frase passou a possuir sujeito e predicado definidos e podemos</p><p>julgar, logo, é uma proposição lógica.</p><p>ATENÇÃO:</p><p>– A palavra todo não permite inversão dos termos: “Todo A é B”</p><p>é diferente de “Todo B é A”.</p><p>– A palavra algum permite a inversão dos termos: “Algum A é</p><p>B” é a mesma coisa que “Algum B é A”.</p><p>Forma simbólica dos quantificadores</p><p>Todo A é B = (∀ (x) (A (x) → B).</p><p>Algum A é B = (∃ (x)) (A (x) ∧ B).</p><p>Nenhum A é B = (~ ∃ (x)) (A (x) ∧ B).</p><p>Algum A não é B= (∃ (x)) (A (x) ∧ ~ B).</p><p>Exemplos:</p><p>Todo cavalo é um animal. Logo,</p><p>(A) Toda cabeça de animal é cabeça de cavalo.</p><p>(B) Toda cabeça de cavalo é cabeça de animal.</p><p>(C) Todo animal é cavalo.</p><p>(D) Nenhum animal é cavalo.</p><p>Resolução:</p><p>A frase “Todo cavalo é um animal” possui as seguintes conclu-</p><p>sões:</p><p>– Algum animal é cavalo ou Algum cavalo é um animal.</p><p>– Se é cavalo, então é um animal.</p><p>Nesse caso, nossa resposta é toda cabeça de cavalo é cabeça</p><p>de animal, pois mantém a relação de “está contido” (segunda forma</p><p>de conclusão).</p><p>Resposta: B</p><p>(CESPE) Se R é o conjunto dos números reais, então a proposi-</p><p>ção (∀ x) (x ∈ R) (∃ y) (y ∈ R) (x + y = x) é valorada como V.</p><p>Resolução:</p><p>Lemos: para todo x pertencente ao conjunto dos números reais</p><p>(R) existe um y pertencente ao conjunto dos números dos reais (R)</p><p>tal que x + y = x.</p><p>– 1º passo: observar os quantificadores.</p><p>X está relacionado com o quantificador universal, logo, todos</p><p>os valores de x devem satisfazer a propriedade.</p><p>Y está relacionado com o quantificador existencial, logo, é ne-</p><p>cessário pelo menos um valor de x para satisfazer a propriedade.</p><p>– 2º passo: observar os conjuntos dos números dos elementos</p><p>x e y.</p><p>O elemento x pertence ao conjunto dos números reais.</p><p>O elemento y pertence ao conjunto os números reais.</p><p>– 3º passo: resolver a propriedade (x+ y = x).</p><p>A pergunta: existe algum valor real para y tal que x + y = x?</p><p>Existe sim! y = 0.</p><p>X + 0 = X.</p><p>Como existe pelo menos um valor para y e qualquer valor de</p><p>x somado a 0 será igual a x, podemos concluir que o item está cor-</p><p>reto.</p><p>Resposta: CERTO</p><p>As sequências podem ser formadas por números, letras, pes-</p><p>soas, figuras, etc. Existem várias formas de se estabelecer uma se-</p><p>quência, o importante é que existem pelo menos três elementos</p><p>que caracterize a lógica de sua formação, entretanto algumas séries</p><p>necessitam de mais elementos para definir sua lógica1. Um bom co-</p><p>nhecimento em Progressões Algébricas (PA) e Geométricas (PG), fa-</p><p>zem com que deduzir as sequências se tornem simples e sem com-</p><p>plicações. E o mais importante é estar atento a vários detalhes que</p><p>elas possam oferecer. Exemplos:</p><p>Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um mesmo</p><p>número.</p><p>Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente um</p><p>mesmo número.</p><p>Sequência de Figuras: Esse tipo de sequência pode seguir o</p><p>mesmo padrão visto na sequência de pessoas ou simplesmente so-</p><p>frer rotações, como nos exemplos a seguir. Exemplos:</p><p>Exemplos:</p><p>Analise a sequência a seguir:</p><p>Admitindo-se que a regra de formação das figuras seguintes</p><p>permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura que ocuparia a</p><p>277ª posição dessa sequência é:</p><p>Resolução:</p><p>1 https://centraldefavoritos.com.br/2017/07/21/sequencias-com-nu-</p><p>meros-com-figuras-de-palavras/</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>80</p><p>A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim, continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A figura de número 277 ocu-</p><p>pa, então, a mesma posição das figuras que representam número 5n + 2, com n N. Ou seja, a 277ª figura corresponde à 2ª figura, que é</p><p>representada pela letra “B”.</p><p>Resposta: B</p><p>(CÂMARA DE ARACRUZ/ES - AGENTE ADMINISTRATIVO E LEGISLATIVO - IDECAN) A sequência formada pelas figuras representa as</p><p>posições, a cada 12 segundos, de uma das rodas de um carro que mantém velocidade constante. Analise-a.</p><p>Após 25 minutos e 48 segundos, tempo no qual o carro permanece nessa mesma condição, a posição da roda será:</p><p>Resolução:</p><p>A roda se mexe a cada 12 segundos. Percebe-se que ela volta ao seu estado inicial após 48 segundos.</p><p>O examinador quer saber, após 25 minutos e 48 segundos qual será a posição da roda. Vamos transformar tudo para segundos:</p><p>25 minutos = 1500 segundos (60x25)</p><p>1500 + 48 (25m e 48s) = 1548</p><p>Agora é só dividir por 48 segundos (que é o tempo que levou para roda voltar à posição inicial)</p><p>1548 / 48 = vai ter o resto “12”.</p><p>Portanto, após 25 minutos e 48 segundos, a roda vai estar na posição dos 12 segundos.</p><p>Resposta: B</p><p>NOÇÕES BÁSICAS DE PROPORCIONALIDADE</p><p>Razão</p><p>É uma fração, sendo a e b dois números a sua razão, chama-se razão de a para b: a/b ou a:b , assim representados, sendo b ≠ 0. Temos</p><p>que:</p><p>Exemplo:</p><p>(SEPLAN/GO – PERITO CRIMINAL – FUNIVERSA) Em uma ação policial, foram apreendidos 1 traficante e 150 kg de um produto pare-</p><p>cido com maconha. Na análise laboratorial, o perito constatou que o produto apreendido não era maconha pura, isto é, era uma mistura</p><p>da Cannabis sativa com outras ervas. Interrogado, o traficante revelou que, na produção de 5 kg desse produto, ele usava apenas 2 kg</p><p>da Cannabis sativa; o restante era composto por várias “outras ervas”. Nesse caso, é correto afirmar que, para fabricar todo o produto</p><p>apreendido, o traficante usou</p><p>(A) 50 kg de Cannabis sativa e 100 kg de outras ervas.</p><p>(B) 55 kg de Cannabis sativa e 95 kg de outras ervas.</p><p>(C) 60 kg de Cannabis sativa e 90 kg de outras ervas.</p><p>(D) 65 kg de Cannabis sativa e 85 kg de outras ervas.</p><p>(E) 70 kg de Cannabis sativa e 80 kg de outras ervas.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>81</p><p>Resolução:</p><p>O enunciado fornece que a cada 5kg do produto temos que 2kg</p><p>da Cannabis sativa e os demais outras ervas. Podemos escrever em</p><p>forma de razão , logo :</p><p>Resposta: C</p><p>Razões Especiais</p><p>São aquelas que recebem um nome especial. Vejamos algu-</p><p>mas:</p><p>Velocidade: é razão entre a distância percorrida e o tempo gas-</p><p>to para percorrê-la.</p><p>Densidade: é a razão entre a massa de um corpo e o seu volu-</p><p>me ocupado por esse corpo.</p><p>Proporção</p><p>É uma igualdade entre duas frações ou duas razões.</p><p>Lemos: a esta para b, assim como c está para d.</p><p>Ainda</p><p>temos:</p><p>• Propriedades da Proporção</p><p>– Propriedade Fundamental: o produto dos meios é igual ao</p><p>produto dos extremos:</p><p>a . d = b . c</p><p>– A soma/diferença dos dois primeiros termos está para o pri-</p><p>meiro (ou para o segundo termo), assim como a soma/diferença</p><p>dos dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).</p><p>– A soma/diferença dos antecedentes está para a soma/dife-</p><p>rença dos consequentes, assim como cada antecedente está para</p><p>o seu consequente.</p><p>Exemplo:</p><p>(MP/SP – AUXILIAR DE PROMOTORIA I – ADMINISTRATIVO –</p><p>VUNESP) A medida do comprimento de um salão retangular está</p><p>para a medida de sua largura assim como 4 está para 3. No piso</p><p>desse salão, foram colocados somente ladrilhos quadrados inteiros,</p><p>revestindo-o totalmente. Se cada fileira de ladrilhos, no sentido do</p><p>comprimento do piso, recebeu 28 ladrilhos, então o número míni-</p><p>mo de ladrilhos necessários para revestir totalmente esse piso foi</p><p>igual a</p><p>(A) 588.</p><p>(B) 350.</p><p>(C) 454.</p><p>(D) 476.</p><p>(E) 382.</p><p>Resolução:</p><p>Fazendo C = 28 e substituindo na proporção, temos:</p><p>4L = 28 . 3</p><p>L = 84 / 4</p><p>L = 21 ladrilhos</p><p>Assim, o total de ladrilhos foi de 28 . 21 = 588</p><p>Resposta: A</p><p>PROBLEMAS ENVOLVENDO REGRA DE TRÊS SIMPLES</p><p>Regra de três simples</p><p>Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou</p><p>inversamente proporcionais podem ser resolvidos através de um</p><p>processo prático, chamado REGRA DE TRÊS SIMPLES.</p><p>• Duas grandezas são DIRETAMENTE PROPORCIONAIS quando</p><p>ao aumentarmos/diminuirmos uma a outra também aumenta/di-</p><p>minui.</p><p>• Duas grandezas são INVERSAMENTE PROPORCIONAIS quan-</p><p>do ao aumentarmos uma a outra diminui e vice-versa.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>82</p><p>Exemplos:</p><p>(PM/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP) Em 3 de maio</p><p>de 2014, o jornal Folha de S. Paulo publicou a seguinte informação</p><p>sobre o número de casos de dengue na cidade de Campinas.</p><p>De acordo com essas informações, o número de casos regis-</p><p>trados na cidade de Campinas, até 28 de abril de 2014, teve um</p><p>aumento em relação ao número de casos registrados em 2007,</p><p>aproximadamente, de</p><p>(A) 70%.</p><p>(B) 65%.</p><p>(C) 60%.</p><p>(D) 55%.</p><p>(E) 50%.</p><p>Resolução:</p><p>Utilizaremos uma regra de três simples:</p><p>ano %</p><p>11442 100</p><p>17136 x</p><p>11442.x = 17136 . 100</p><p>x = 1713600 / 11442 = 149,8% (aproximado)</p><p>149,8% – 100% = 49,8%</p><p>Aproximando o valor, teremos 50%</p><p>Resposta: E</p><p>(PRODAM/AM – AUXILIAR DE MOTORISTA – FUNCAB) Numa</p><p>transportadora, 15 caminhões de mesma capacidade transportam</p><p>toda a carga de um galpão em quatro horas. Se três deles quebras-</p><p>sem, em quanto tempo os outros caminhões fariam o mesmo tra-</p><p>balho?</p><p>(A) 3 h 12 min</p><p>(B) 5 h</p><p>(C) 5 h 30 min</p><p>(D) 6 h</p><p>(E) 6 h 15 min</p><p>Resolução:</p><p>Vamos utilizar uma Regra de Três Simples Inversa, pois, quanto me-</p><p>nos caminhões tivermos, mais horas demorará para transportar a carga:</p><p>caminhões horas</p><p>15 4</p><p>(15 – 3) x</p><p>12.x = 4 . 15</p><p>x = 60 / 12</p><p>x = 5 h</p><p>Resposta: B</p><p>Regra de três composta</p><p>Chamamos de REGRA DE TRÊS COMPOSTA, problemas que</p><p>envolvem mais de duas grandezas, diretamente ou inversamente</p><p>proporcionais.</p><p>Exemplos:</p><p>(CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO</p><p>– FCC) O trabalho de varrição de 6.000 m² de calçada é feita em</p><p>um dia de trabalho por 18 varredores trabalhando 5 horas por dia.</p><p>Mantendo-se as mesmas proporções, 15 varredores varrerão 7.500</p><p>m² de calçadas, em um dia, trabalhando por dia, o tempo de</p><p>(A) 8 horas e 15 minutos.</p><p>(B) 9 horas.</p><p>(C) 7 horas e 45 minutos.</p><p>(D) 7 horas e 30 minutos.</p><p>(E) 5 horas e 30 minutos.</p><p>Resolução:</p><p>Comparando- se cada grandeza com aquela onde está o x.</p><p>M² ↑ varredores ↓ horas ↑</p><p>6000 18 5</p><p>7500 15 x</p><p>Quanto mais a área, mais horas (diretamente proporcionais)</p><p>Quanto menos trabalhadores, mais horas (inversamente pro-</p><p>porcionais)</p><p>Como 0,5 h equivale a 30 minutos, logo o tempo será de 7 ho-</p><p>ras e 30 minutos.</p><p>Resposta: D</p><p>(PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL) Uma equipe cons-</p><p>tituída por 20 operários, trabalhando 8 horas por dia durante 60</p><p>dias, realiza o calçamento de uma área igual a 4800 m². Se essa</p><p>equipe fosse constituída por 15 operários, trabalhando 10 horas</p><p>por dia, durante 80 dias, faria o calçamento de uma área igual a:</p><p>(A) 4500 m²</p><p>(B) 5000 m²</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>83</p><p>(C) 5200 m²</p><p>(D) 6000 m²</p><p>(E) 6200 m²</p><p>Resolução:</p><p>Operários ↑ horas ↑ dias ↑ área ↑</p><p>20 8 60 4800</p><p>15 10 80 x</p><p>Todas as grandezas são diretamente proporcionais, logo:</p><p>Resposta: D</p><p>PORCENTAGEM:CÁLCULOS DE PORCENTAGEM,</p><p>ACRÉSCIMOS E DESCONTOS</p><p>São chamadas de razões centesimais ou taxas percentuais ou</p><p>simplesmente de porcentagem, as razões de denominador 100, ou</p><p>seja, que representam a centésima parte de uma grandeza. Costu-</p><p>mam ser indicadas pelo numerador seguido do símbolo %. (Lê-se:</p><p>“por cento”).</p><p>Exemplo:</p><p>(CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP – ANA-</p><p>LISTA TÉCNICO LEGISLATIVO – DESIGNER GRÁFICO – VUNESP) O</p><p>departamento de Contabilidade de uma empresa tem 20 funcio-</p><p>nários, sendo que 15% deles são estagiários. O departamento de</p><p>Recursos Humanos tem 10 funcionários, sendo 20% estagiários. Em</p><p>relação ao total de funcionários desses dois departamentos, a fra-</p><p>ção de estagiários é igual a</p><p>(A) 1/5.</p><p>(B) 1/6.</p><p>(C) 2/5.</p><p>(D) 2/9.</p><p>(E) 3/5.</p><p>Resolução:</p><p>Resposta: B</p><p>Lucro e Prejuízo em porcentagem</p><p>É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo. Se</p><p>a diferença for POSITIVA, temos o LUCRO (L), caso seja NEGATIVA,</p><p>temos PREJUÍZO (P).</p><p>Logo: Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de Custo (C).</p><p>Exemplo:</p><p>(CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –</p><p>FCC) O preço de venda de um produto, descontado um imposto de</p><p>16% que incide sobre esse mesmo preço, supera o preço de com-</p><p>pra em 40%, os quais constituem o lucro líquido do vendedor. Em</p><p>quantos por cento, aproximadamente, o preço de venda é superior</p><p>ao de compra?</p><p>(A) 67%.</p><p>(B) 61%.</p><p>(C) 65%.</p><p>(D) 63%.</p><p>(E) 69%.</p><p>Resolução:</p><p>Preço de venda: V</p><p>Preço de compra: C</p><p>V – 0,16V = 1,4C</p><p>0,84V = 1,4C</p><p>O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.</p><p>Resposta: A</p><p>Aumento e Desconto em porcentagem</p><p>– Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por</p><p>Logo:</p><p>- Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO</p><p>84</p><p>Logo:</p><p>Fator de multiplicação</p><p>É o valor final de , é o que chama-</p><p>mos de fator de multiplicação, muito útil para resolução de cálculos</p><p>de porcentagem. O mesmo pode ser um acréscimo ou decréscimo</p><p>no valor do produto.</p><p>Aumentos e Descontos sucessivos em porcentagem</p><p>São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente. Para</p><p>efetuar os respectivos descontos ou aumentos, fazemos uso dos fa-</p><p>tores de multiplicação. Basta multiplicarmos o Valor pelo fator de</p><p>multiplicação (acréscimo e/ou decréscimo).</p><p>Exemplo: Certo produto industrial que custava R$ 5.000,00 so-</p><p>freu um acréscimo de 30% e, em seguida, um desconto de 20%.</p><p>Qual o preço desse produto após esse acréscimo e desconto?</p><p>Resolução:</p><p>VA = 5000 .(1,3) = 6500 e</p><p>VD = 6500 .(0,80) = 5200, podemos, para agilizar os cálculos,</p><p>juntar tudo em uma única equação:</p><p>5000 . 1,3 . 0,8 = 5200</p><p>Logo o preço do produto após o acréscimo e desconto é de R$</p><p>5.200,00</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>85</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>RESOLUÇÃOCNJ Nº 401/2021</p><p>Texto compilado a partir da redação dada pela Resolução n.</p><p>537/2023 e pela Resolução n. 549/2024.</p><p>RESOLUÇÃO Nº 401, DE 16 DE JUNHO DE 2021.</p><p>Dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade</p><p>e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Poder Judiciá-</p><p>rio e de seus serviços auxiliares, e regulamenta o funcionamento de</p><p>unidades de acessibilidade e inclusão</p><p>O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no</p><p>uso de suas atribuições legais e regimentais,</p><p>CONSIDERANDO o art. 3o da Constituição Federal de 1988 que</p><p>tem como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil</p><p>a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça,</p><p>sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, o art.</p><p>5o, caput, no qual todos são iguais perante a lei, sem distinção</p><p>de qualquer natureza, garantindo-se a inviolabilidade do direito à</p><p>igualdade;</p><p>CONSIDERANDO o disposto no art. 37 que trata dos princípios</p><p>da Administração Pública; e o disposto no art. 170, VI e VII, que cui-</p><p>da da ordem econômica, fundada na valorização do trabalho huma-</p><p>no e na livre iniciativa, tendo por fim assegurar a todos existência</p><p>digna, conforme os ditames da justiça social;</p><p>CONSIDERANDO que a acessibilidade foi reconhecida, na Con-</p><p>venção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Proto-</p><p>colo Facultativo, adotada em 13 de dezembro de 2006, por meio</p><p>da Resolução no 61/106, durante a 61ª Sessão da Assembleia Geral</p><p>da Organização das Nações Unidas (ONU), como princípio e como</p><p>direito, sendo também considerada garantia para o pleno e efetivo</p><p>exercício de demais direitos;</p><p>CONSIDERANDO a ratificação pelo Estado Brasileiro da Conven-</p><p>ção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Proto-</p><p>colo Facultativo com equivalência de emenda constitucional, por</p><p>meio do Decreto Legislativo no 186/2008, com a devida promulga-</p><p>ção pelo Decreto no 6.949/2009;</p><p>CONSIDERANDO a Lei no 13.146/2015, que institui a Lei Brasi-</p><p>leira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência) e normativos correlatos;</p><p>CONSIDERANDO a Agenda 2030, que contempla os Objetivos</p><p>do Desenvolvimento Sustentável (ODS), baseados nas dimensões</p><p>do desenvolvimento sustentável – econômica, social, ambiental e</p><p>institucional – de forma integrada, indivisível e transversal para o</p><p>atingimento das metas associadas;</p><p>CONSIDERANDO que nos termos do novo tratado de direitos</p><p>humanos a deficiência é um contexto em evolução que resulta da</p><p>interação entre pessoas com deficiência e as barreiras relativas às</p><p>atitudes e ao meio ambiente que impedem a sua plena e efetiva</p><p>participação na sociedade em igualdade de oportunidades com as</p><p>demais pessoas;</p><p>CONSIDERANDO que a efetiva prestação de serviços públicos e</p><p>de interesse público depende, no caso das pessoas com deficiência,</p><p>da implementação de medidas que assegurem a ampla e irrestrita</p><p>acessibilidade física, arquitetônica, comunicacional e atitudinal;</p><p>CONSIDERANDO a Resolução CNJ no 343/2020, que institui</p><p>condições especiais de trabalho a magistrados(as) e servidores(as)</p><p>com deficiência, necessidades especiais ou doença grave, ou que</p><p>tenham dependentes legais nessas condições;</p><p>CONSIDERANDO os normativos que tratam de acessibilidade</p><p>e inclusão arquitetônica, comunicacional, tecnológicas: ABNT NBR</p><p>9050; ABNT NBR 15290; ABNT NBR 15599; ABNT NBR 15610; ABNT</p><p>NBR 16452; ABNT NBR 16537; ABNT NBR NM 313/2007; ABNT NBR</p><p>16042; ABNT NBR NM 207; ABNT NBR ISO 7176; ABNT NBR ISO/IEC/</p><p>IEEE 29119-1; ABNT NBR ISO 9241-171; MAG 3.1; e WCAG 2.1, sem</p><p>prejuízo a eventuais alterações e regulamentações supervenientes;</p><p>CONSIDERANDO as dimensões e parâmetros de acessibilidade</p><p>consolidados na Cartilha “Como Construir um Ambiente Acessível</p><p>nas Organizações Públicas”, elaborada pela Rede de Acessibilidade</p><p>formada entre órgãos da Administração Pública Federal;</p><p>CONSIDERANDO a Resolução CNJ no 332/2020, que viabilizou a</p><p>implementação de mecanismos de inteligência artificial e de tecno-</p><p>logias análogas no âmbito judicial, a serem utilizados para a promo-</p><p>ção de bem-estar e a prestação jurisdicional equitativa;</p><p>CONSIDERANDO a deliberação do Plenário do CNJ no Procedi-</p><p>mento de Ato Normativo no 0003855-79.2021.2.00.0000, na 332ª</p><p>Sessão Ordinária, realizada em 8 de junho de 2021;</p><p>RESOLVE:</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DAS DISPOSIÇÕES GERAIS</p><p>Art. 1o O desenvolvimento de diretrizes voltadas à acessibili-</p><p>dade e à inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Po-</p><p>der Judiciário e de seus serviços auxiliares e ao funcionamento das</p><p>unidades de acessibilidade e inclusão observarão o disposto nesta</p><p>Resolução.</p><p>Art. 2o A fim de promover a igualdade, deverão ser adotadas,</p><p>com urgência, medidas apropriadas para eliminar e prevenir quais-</p><p>quer barreiras urbanísticas ou arquitetônicas, de mobiliários, de</p><p>acesso aos transportes, nas comunicações e na informação, atitu-</p><p>dinais ou tecnológicas.</p><p>§ 1o Devem ser garantidas às pessoas com deficiência ou mobi-</p><p>lidade reduzida quantas adaptações ou tecnologias assistivas sejam</p><p>necessárias para assegurar acessibilidade plena a espaços, infor-</p><p>mações e serviços, coibindo qualquer forma de discriminação por</p><p>motivo de deficiência.</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>86</p><p>§ 2o É obrigatório efetivar a acessibilidade nos portais e sítios</p><p>eletrônicos dos órgãos do Poder Judiciário às pessoas com defici-</p><p>ência, garantindo-lhes o pleno acesso às informações disponíveis,</p><p>conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adota-</p><p>das internacionalmente.</p><p>Art. 3o Para os fins desta Resolução, consideram-se:</p><p>I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para uti-</p><p>lização, com segurança, independência e autonomia, de espaços,</p><p>mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, infor-</p><p>mação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, e de</p><p>outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou</p><p>privado de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por</p><p>pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida;</p><p>II – acompanhante: aquele(a) que acompanha a pessoa com</p><p>deficiência, podendo ou não desempenhar as funções de atenden-</p><p>te pessoal;</p><p>III – atendente pessoal: pessoa, membro ou não da família que,</p><p>com ou sem remuneração, assiste ou presta cuidados básicos e es-</p><p>senciais à pessoa com deficiência no exercício de suas atividades</p><p>diárias, excluídas as técnicas ou procedimentos identificados com</p><p>profissões legalmente estabelecidas;</p><p>IV – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou compor-</p><p>tamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem</p><p>como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à</p><p>acessibilida-</p><p>de, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao</p><p>acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança,</p><p>entre outros, classificadas em:</p><p>a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços</p><p>públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo;</p><p>b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos</p><p>e privados;</p><p>c) barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios</p><p>de transportes;</p><p>d) barreiras nas comunicações e na informação: qualquer</p><p>entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que dificulte ou</p><p>impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de</p><p>informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tec-</p><p>nologia da informação;</p><p>e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que im-</p><p>peçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com defici-</p><p>ência em igualdade de condições e oportunidades com as demais</p><p>pessoas; e</p><p>f) barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o aces-</p><p>so da pessoa com deficiência às tecnologias.</p><p>V – desenho universal: concepção de produtos, ambientes,</p><p>programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem</p><p>necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os re-</p><p>cursos de tecnologia assistiva;</p><p>VI – adaptação razoável: significa as modificações e os ajustes</p><p>necessários e adequados que não acarretem ônus desproporcional</p><p>ou indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar</p><p>que as pessoas com deficiência possam gozar ou exercer, em igual-</p><p>dade de oportunidades com as demais pessoas, todos os direitos</p><p>humanos e liberdades fundamentais;</p><p>VII – comunicação: forma de interação que abrange, entre ou-</p><p>tras opções, as línguas, inclusive a Língua Brasileira de Sinais (Li-</p><p>bras), a visualização de textos, legendagem ou estenotipia, o Brail-</p><p>le, o sistema de sinalização ou de comunicação tátil, os caracteres</p><p>ampliados, os dispositivos multimídia, assim como a linguagem</p><p>simples, escrita e oral, os sistemas auditivos e os meios de voz di-</p><p>gitalizados e os modos, meios e formatos aumentativos e alternati-</p><p>vos de comunicação, incluindo as tecnologias da informação e das</p><p>comunicações;</p><p>VIII – discriminação por motivo de deficiência: toda e qualquer</p><p>diferenciação, exclusão ou restrição, por ação ou omissão, baseada</p><p>em deficiência, com o propósito ou efeito de impedir ou impossi-</p><p>bilitar o reconhecimento, o desfrute ou o exercício, em igualdade</p><p>de oportunidades com as demais pessoas, de direitos humanos e</p><p>liberdades fundamentais nos âmbitos político, econômico, social,</p><p>cultural, civil ou qualquer outro, incluindo a recusa de adaptações</p><p>necessárias e de fornecimento de tecnologias assistivas;</p><p>IX – órgãos do Poder Judiciário: conselhos e tribunais do Poder</p><p>Judiciário;</p><p>X – pessoa com deficiência: aquela que tem impedimento de</p><p>longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o</p><p>qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir a sua</p><p>participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condi-</p><p>ções com as demais pessoas;</p><p>XI – pessoa com mobilidade reduzida: aquela que tenha, por</p><p>qualquer motivo, dificuldade de movimentação, permanente ou</p><p>temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da flexibilida-</p><p>de, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso(a),</p><p>gestante, lactante, pessoa com criança de colo e obeso(a);</p><p>XII – PLS-Jud: sistema informatizado de sustentabilidade para</p><p>recebimento de dados socioambientais e de acessibilidade e inclu-</p><p>são dos órgãos do Poder Judiciário;</p><p>XIII – quadro de pessoal: magistrados(as) e servidores(as) efe-</p><p>tivos(as), requisitados(as), cedidos(as) e comissionados(as) sem</p><p>vínculo;</p><p>XIV – quadro auxiliar: estagiários(as), terceirizados(as), juí-</p><p>zes(as) leigos(as), trabalhadores(as) de serventias judiciais privati-</p><p>zadas, conciliadores(as), voluntários(as) e aprendizes;</p><p>XV – rota acessível: trajeto contínuo, desobstruído e sinalizado,</p><p>que conecte os ambientes externos ou internos de espaços e edifi-</p><p>cações, e que possa ser utilizado de forma autônoma e segura por</p><p>todas as pessoas, inclusive aquelas com deficiência ou mobilidade</p><p>reduzida, podendo incorporar estacionamentos, calçadas rebaixa-</p><p>das, faixas de travessia de pedestres, pisos, corredores, escadas e</p><p>rampas, entre outros; e</p><p>XVI – tecnologia assistiva ou ajuda técnica: equipamentos, dis-</p><p>positivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços</p><p>que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade</p><p>e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade re-</p><p>duzida, visando a sua autonomia, independência, qualidade de vida</p><p>e inclusão social.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DAS DISPOSIÇÕES RELACIONADAS A TODAS AS PESSOAS</p><p>COM DEFICIÊNCIA</p><p>Art. 4o Para promover a acessibilidade, o Poder Judiciário deve-</p><p>rá, entre outras atividades, implementar:</p><p>I – o uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras), do Braille, da</p><p>audiodescrição, da subtitulação, da comunicação aumentativa e al-</p><p>ternativa, e de todos os demais meios, modos e formatos acessíveis</p><p>de comunicação;</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>87</p><p>II – a nomeação de tradutor(a) e intérprete de Libras, sempre</p><p>que figurar no processo pessoa com deficiência auditiva, escolhido</p><p>dentre aqueles devidamente habilitados e aprovados em curso ofi-</p><p>cial de tradução e interpretação de Libras ou detentores do certifi-</p><p>cado de proficiência em Libras;</p><p>III – a nomeação ou permissão de utilização de guia-intérprete,</p><p>sempre que figurar no processo pessoa surdocega, o(a) qual deverá</p><p>prestar compromisso;</p><p>IV – a oferta de atendimento ao público em Libras;</p><p>V – recursos de tecnologia assistiva disponíveis para possibilitar</p><p>à pessoa com deficiência o acesso universal, inclusive, aos portais</p><p>da internet e intranet, ambientes virtuais de aprendizagem, siste-</p><p>mas judiciários e administrativos, adotando-se os princípios e as</p><p>diretrizes internacionais de acessibilidade aplicáveis à implementa-</p><p>ção de sistemas e conteúdos na web;</p><p>VI – recursos de acessibilidade nas comunicações televisiona-</p><p>das ou em vídeos no formato on- line;</p><p>VII – a adoção de todas as normas técnicas de acessibilidade na</p><p>construção, na reforma, na locação, na ampliação ou na mudança</p><p>de uso de edificações, primando-se pela adoção do desenho univer-</p><p>sal e garantindo-se as adaptações razoáveis;</p><p>VIII – adaptações arquitetônicas e urbanísticas, observados os</p><p>limites de sua competência, que permitam a acessibilidade e a livre</p><p>movimentação, com independência e segurança, da pessoa com</p><p>deficiência, tais como rampas, elevadores, vagas de estacionamen-</p><p>to próximas aos locais de atendimento e acesso facilitado para a</p><p>circulação de transporte público nos locais dos postos de trabalho</p><p>e atendimento ao público, tendo como referência as normas vigen-</p><p>tes;</p><p>IX – a adaptação de mobiliário adequado que atenda aos prin-</p><p>cípios do desenho universal e às necessidades das pessoas com de-</p><p>ficiência ou mobilidade reduzida;</p><p>X – a adequação dos sistemas informatizados de tramitação</p><p>processual dos órgãos do Poder Judiciário, a fim de que seja asse-</p><p>gurado o andamento prioritário, em todos os atos e diligências, nos</p><p>processos judiciais e administrativos em que a pessoa com deficiên-</p><p>cia seja parte ou interessada;</p><p>XI – parcerias e cooperações com Tribunais e outras institui-</p><p>ções, nacionais ou internacionais;</p><p>XII – medidas de facilitação ao acesso e à obtenção de informa-</p><p>ções e certidões que tenham como objetivo constituir documenta-</p><p>ção necessária para instruir procedimentos, judiciais ou extrajudi-</p><p>ciais, que busquem garantir a defesa de direitos coletivos, difusos e</p><p>individuais homogêneos de pessoas com deficiência;</p><p>XIII – a adequação de procedimentos judiciais que garantam a</p><p>acessibilidade isonômica aos serviços da justiça e a prestação juris-</p><p>dicional sem barreiras;</p><p>§ 1o A implementação de medidas que visem à promoção da</p><p>acessibilidade e inclusão tem como premissas a adoção do dese-</p><p>nho universal, como regra geral, e da adaptação razoável, quando</p><p>justificável.</p><p>§ 2o Os serviços</p><p>Os atos oficiais (atos de caráter normativo) estabele-</p><p>cem regras para a conduta dos cidadãos, regulam o funcionamento</p><p>dos órgãos e entidades públicos. Para alcançar tais objetivos, em</p><p>sua elaboração, precisa ser empregada a linguagem adequada. O</p><p>mesmo ocorre com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua</p><p>é a de informar com clareza e objetividade.</p><p>Atributos da redação oficial:</p><p>• clareza e precisão;</p><p>• objetividade;</p><p>• concisão;</p><p>• coesão e coerência;</p><p>• impessoalidade;</p><p>• formalidade e padronização; e</p><p>• uso da norma padrão da língua portuguesa.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>8</p><p>CLAREZA PRECISÃO</p><p>Para a obtenção de clareza, sugere-</p><p>-se:</p><p>a) utilizar palavras e expressões sim-</p><p>ples, em seu sentido comum, salvo</p><p>quando o texto versar sobre assunto</p><p>técnico, hipótese em que se utilizará</p><p>nomenclatura própria da área;</p><p>b) usar frases curtas, bem estrutura-</p><p>das; apresentar as orações na ordem</p><p>direta e evitar intercalações excessi-</p><p>vas. Em certas ocasiões, para evitar</p><p>ambiguidade, sugere-se a adoção da</p><p>ordem inversa da oração;</p><p>c) buscar a uniformidade do tempo</p><p>verbal em todo o texto;</p><p>d) não utilizar regionalismos e neolo-</p><p>gismos;</p><p>e) pontuar adequadamente o texto;</p><p>f) explicitar o significado da sigla na</p><p>primeira referência a ela; e</p><p>g) utilizar palavras e expressões</p><p>em outro idioma apenas quando</p><p>indispensáveis, em razão de serem</p><p>designações ou expressões de uso já</p><p>consagrado ou de não terem exata</p><p>tradução. Nesse caso, grafe-as em</p><p>itálico.</p><p>O atributo da precisão</p><p>complementa a clareza</p><p>e caracteriza-se por:</p><p>a) articulação da</p><p>linguagem comum ou</p><p>técnica para a perfeita</p><p>compreensão da ideia</p><p>veiculada no texto;</p><p>b) manifestação do</p><p>pensamento ou da</p><p>ideia com as mesmas</p><p>palavras, evitando o em-</p><p>prego de sinonímia com</p><p>propósito meramente</p><p>estilístico; e</p><p>c) escolha de expressão</p><p>ou palavra que não</p><p>confira duplo sentido ao</p><p>texto.</p><p>Por sua vez, ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se</p><p>deseja abordar, sem voltas e sem redundâncias. Para conseguir isso,</p><p>é fundamental que o redator saiba de antemão qual é a ideia prin-</p><p>cipal e quais são as secundárias. A objetividade conduz o leitor ao</p><p>contato mais direto com o assunto e com as informações, sem sub-</p><p>terfúgios, sem excessos de palavras e de ideias. É errado supor que</p><p>a objetividade suprime a delicadeza de expressão ou torna o texto</p><p>rude e grosseiro.</p><p>Conciso é o texto que consegue transmitir o máximo de infor-</p><p>mações com o mínimo de palavras. Não se deve de forma alguma</p><p>entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se deve</p><p>eliminar passagens substanciais do texto com o único objetivo de</p><p>reduzi-lo em tamanho. Trata-se, exclusivamente, de excluir palavras</p><p>inúteis, redundâncias e passagens que nada acrescentem ao que já</p><p>foi dito.</p><p>É indispensável que o texto tenha coesão e coerência. Tais atri-</p><p>butos favorecem a conexão, a ligação, a harmonia entre os elementos</p><p>de um texto. Percebe-se que o texto tem coesão e coerência quando</p><p>se lê um texto e se verifica que as palavras, as frases e os parágrafos</p><p>estão entrelaçados, dando continuidade uns aos outros. Alguns me-</p><p>canismos que estabelecem a coesão e a coerência de um texto são:</p><p>• Referência (termos que se relacionam a outros necessários à</p><p>sua interpretação);</p><p>• Substituição (colocação de um item lexical no lugar de outro</p><p>ou no lugar de uma oração);</p><p>• Elipse (omissão de um termo recuperável pelo contexto);</p><p>• Uso de conjunção (estabelecer ligação entre orações, perío-</p><p>dos ou parágrafos).</p><p>A redação oficial é elaborada sempre em nome do serviço pú-</p><p>blico e sempre em atendimento ao interesse geral dos cidadãos.</p><p>Sendo assim, os assuntos objetos dos expedientes oficiais não de-</p><p>vem ser tratados de outra forma que não a estritamente impessoal.</p><p>As comunicações administrativas devem ser sempre formais,</p><p>isto é, obedecer a certas regras de forma. Isso é válido tanto para as</p><p>comunicações feitas em meio eletrônico, quanto para os eventuais</p><p>documentos impressos. Recomendações:</p><p>• A língua culta é contra a pobreza de expressão e não contra</p><p>a sua simplicidade;</p><p>• O uso do padrão culto não significa empregar a língua de modo</p><p>rebuscado ou utilizar figuras de linguagem próprias do estilo literário;</p><p>• A consulta ao dicionário e à gramática é imperativa na reda-</p><p>ção de um bom texto.</p><p>O único pronome de tratamento utilizado na comunicação</p><p>com agentes públicos federais é “senhor”, independentemente do</p><p>nível hierárquico, da natureza do cargo ou da função ou da ocasião.</p><p>Obs. O pronome de tratamento é flexionado para o femini-</p><p>no e para o plural.</p><p>São formas de tratamento vedadas:</p><p>I - Vossa Excelência ou Excelentíssimo;</p><p>II - Vossa Senhoria;</p><p>III - Vossa Magnificência;</p><p>IV - doutor;</p><p>V - ilustre ou ilustríssimo;</p><p>VI - digno ou digníssimo; e</p><p>VII - respeitável.</p><p>Todavia, o agente público federal que exigir o uso dos prono-</p><p>mes de tratamento, mediante invocação de normas especiais refe-</p><p>rentes ao cargo ou carreira, deverá tratar o interlocutor do mesmo</p><p>modo. Ademais, é vedado negar a realização de ato administrativo</p><p>ou admoestar o interlocutor nos autos do expediente caso haja erro</p><p>na forma de tratamento empregada.</p><p>O endereçamento das comunicações dirigidas a agentes pú-</p><p>blicos federais não conterá pronome de tratamento ou o nome</p><p>do agente público. Poderão constar o pronome de tratamento e o</p><p>nome do destinatário nas hipóteses de:</p><p>I – A mera indicação do cargo ou da função e do setor da ad-</p><p>ministração ser insuficiente para a identificação do destinatário; ou</p><p>II - A correspondência ser dirigida à pessoa de agente público específico.</p><p>Até a segunda edição deste Manual, havia três tipos de expe-</p><p>dientes que se diferenciavam antes pela finalidade do que pela for-</p><p>ma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o objetivo de uniformizá-</p><p>-los, deve-se adotar nomenclatura e diagramação únicas, que sigam</p><p>o que chamamos de padrão ofício.</p><p>Consistem em partes do documento no padrão ofício:</p><p>• Cabeçalho: O cabeçalho é utilizado apenas na primeira página</p><p>do documento, centralizado na área determinada pela formatação.</p><p>No cabeçalho deve constar o Brasão de Armas da República no topo</p><p>da página; nome do órgão principal; nomes dos órgãos secundários,</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>9</p><p>quando necessários, da maior para a menor hierarquia; espaçamento entrelinhas simples (1,0). Os dados do órgão, tais como endereço,</p><p>telefone, endereço de correspondência eletrônica, sítio eletrônico oficial da instituição, podem ser informados no rodapé do documento,</p><p>centralizados.</p><p>• Identificação do expediente:</p><p>a) nome do documento: tipo de expediente por extenso, com todas as letras maiúsculas;</p><p>b) indicação de numeração: abreviatura da palavra “número”, padronizada como Nº;</p><p>c) informações do documento: número, ano (com quatro dígitos) e siglas usuais do setor que expede o documento, da menor para a</p><p>maior hierarquia, separados por barra (/);</p><p>d) alinhamento: à margem esquerda da página.</p><p>• Local e data:</p><p>a) composição: local e data do documento;</p><p>b) informação de local: nome da cidade onde foi expedido o documento, seguido de vírgula. Não se deve utilizar a sigla da unidade da</p><p>federação depois do nome da cidade;</p><p>c) dia do mês: em numeração ordinal se for o primeiro dia do mês e em numeração cardinal para os demais dias do mês. Não se deve</p><p>utilizar zero à esquerda do número que indica o dia do mês;</p><p>d) nome do mês: deve ser escrito com inicial minúscula;</p><p>e) pontuação: coloca-se ponto-final depois da data;</p><p>f) alinhamento: o texto da data deve ser alinhado à margem direita da página.</p><p>• Endereçamento: O endereçamento é a parte do documento que informa quem receberá o expediente. Nele deverão constar :</p><p>a) vocativo;</p><p>b) nome: nome do destinatário do expediente;</p><p>c) cargo: cargo do destinatário do expediente;</p><p>d) endereço: endereço postal de quem receberá o expediente, dividido em duas linhas: primeira linha: informação de localidade/logra-</p><p>douro do destinatário ou, no caso de ofício ao mesmo órgão, informação do setor; segunda linha: CEP e cidade/unidade da federação, sepa-</p><p>rados</p><p>de tradutor(a) e intérprete ou guia-intérprete</p><p>de que tratam os incisos II e III, em qualquer hipótese, serão cus-</p><p>teados pela Administração dos órgãos, e poderão ser ofertados,</p><p>inclusive, por meio de videoconferência, ou por outro recurso de</p><p>tecnologia assistiva, de modo a garantir o pleno atendimento à pes-</p><p>soa com deficiência.</p><p>§ 3o É assegurado a pessoa acompanhada de cão de assistência</p><p>o direito de ingressar e de permanecer com o animal em todas as</p><p>dependências dos edifícios e extensões do Poder Judiciário, obser-</p><p>vadas as condições impostas pela Lei no 11.126/2005.</p><p>Art. 4º-A Nos concursos do Poder Judiciário, é vedado o esta-</p><p>belecimento de qualquer espécie de cláusula de barreira para os</p><p>candidatos enquadrados como pessoas com deficiência, bastando</p><p>o alcance de nota 20% inferior à nota mínima estabelecida para</p><p>aprovação dos candidatos da ampla concorrência, ou nota 6,0 para</p><p>os concursos da magistratura, para que sejam admitidos nas fases</p><p>subsequentes. (incluído pela Resolução n. 549, de 18.3.2024)</p><p>Art. 5o As aplicações, microsserviços e soluções de tecnologia</p><p>a serem compartilhados na Plataforma Digital do Poder Judiciário</p><p>Brasileiro – PDPJ-Br devem observar os conceitos e padrões inter-</p><p>nacionais de acessibilidade aplicáveis à implementação de sistemas</p><p>e conteúdos na web, conforme previsão do inciso X, art. 4o, da Re-</p><p>solução CNJ no 335/2020.</p><p>Art. 6o É obrigatória, em áreas de estacionamento aberto ao</p><p>público, de uso público ou privado de uso coletivo, a reserva de va-</p><p>gas para veículos que transportem pessoas com deficiência e com</p><p>comprometimento de mobilidade, equivalente a 2% (dois por cen-</p><p>to) do total de vagas, garantida, no mínimo, 1 (uma) vaga, em áreas</p><p>próximas aos acessos de circulação de pedestres, devidamente si-</p><p>nalizada e com as especificações de desenho e traçado de acordo</p><p>com as normas técnicas vigentes.</p><p>§ 1o Os veículos estacionados nas vagas reservadas de que tra-</p><p>ta o caput deste artigo devem exibir, em local de ampla visibilidade,</p><p>a credencial de beneficiário(a), a ser confeccionada e fornecida pe-</p><p>los órgãos de trânsito, que disciplinarão suas características e con-</p><p>dições de uso.</p><p>§ 2o Os órgãos do Poder Judiciário adotarão medidas junto aos</p><p>órgãos públicos locais competentes para disponibilização, em vias</p><p>públicas onde estão localizadas as suas edificações, da reserva de</p><p>vagas acessíveis que permitam a livre circulação e o acesso de pes-</p><p>soas com deficiência e mobilidade reduzida.</p><p>§ 3o Quando todas as vagas reservadas disponíveis estiverem</p><p>ocupadas, a Administração deve agir, na medida do possível, para</p><p>viabilizar o acesso do usuário com deficiência às suas dependências.</p><p>§ 4o Os órgãos do Poder Judiciário deverão promover todos</p><p>os esforços possíveis para reservar, em localização mais próxima</p><p>ao acesso à sua edificação, área de embarque e desembarque que</p><p>permita a parada de veículo que transporte pessoa com deficiência</p><p>e que possua mobilidade reduzida, por tempo estritamente neces-</p><p>sário à prestação de auxílio ao deslocamento do passageiro com</p><p>deficiência até o interior da edificação.</p><p>Art. 7o A formulação, a implementação e a manutenção das</p><p>ações de acessibilidade e inclusão atenderão às seguintes premis-</p><p>sas básicas:</p><p>I – eleição de prioridades e elaboração de cronograma para im-</p><p>plementação de ações, com previsão orçamentária em conformida-</p><p>de com o Plano Anual de Compras e Contratações do órgão;</p><p>II – planejamento contínuo e articulado entre os setores en-</p><p>volvidos; e</p><p>III – monitoramento e avaliação das ações implementadas.</p><p>Art. 8o Em contratos que envolvam atendimento ao público,</p><p>devem estar previstos no instrumento de contratação postos de</p><p>trabalho a serem ocupados por pessoas aptas em comunicação em</p><p>Libras.</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>88</p><p>Art. 9o Cada órgão do Poder Judiciário deverá dispor de, pelo</p><p>menos, 5% (cinco por cento) de servidores(as) com capacitação bá-</p><p>sica em Libras, nos termos do Decreto no 9.656/2018.</p><p>Art. 10. Os contratos de terceirização firmados no âmbito do</p><p>Poder Judiciário devem conter cláusula que preveja a comprovação</p><p>periódica do cumprimento da política de empregabilidade estabe-</p><p>lecida no art. 93 da Lei no 8.213/1991.</p><p>Art. 11. Os órgãos deverão firmar convênio, parceria ou contra-</p><p>to visando à oferta de profissionais para atuação e auxílio ao pleno</p><p>atendimento da pessoa com deficiência.</p><p>Art. 12. A pessoa com deficiência tem direito a receber atendi-</p><p>mento prioritário, sobretudo, com a finalidade de:</p><p>I – proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;</p><p>II – disponibilização de recursos, tanto humanos quanto tec-</p><p>nológicos, que garantam atendimento em igualdade de condições</p><p>com as demais pessoas;</p><p>III – acesso a informações e disponibilização de recursos de co-</p><p>municação acessíveis; e</p><p>IV – tramitação processual e procedimentos judiciais e admi-</p><p>nistrativos em que for parte ou interessada, em todos os atos e di-</p><p>ligências.</p><p>Parágrafo único. Os direitos previstos neste artigo são extensi-</p><p>vos a acompanhante da pessoa com deficiência ou a seu(sua) aten-</p><p>dente pessoal, exceto quanto ao disposto no inciso IV deste artigo.</p><p>Art. 12-A. Os(as) servidores(as) com deficiência poderão solici-</p><p>tar a inclusão dos símbolos internacionais de acessibilidade em suas</p><p>carteiras de identidade funcional, conforme modelo previsto Decre-</p><p>to n. 10.977/2022. (incluído pela Resolução n. 537, de 13.12.2023)</p><p>CAPÍTULO III</p><p>DA INCLUSÃO E DO ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL DA</p><p>PESSOA COM DEFICIÊNCIA NOS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁ-</p><p>RIO E NOS SEUS SERVIÇOS AUXILIARES</p><p>Art. 13. A avaliação da deficiência de servidores(as) e magis-</p><p>trados(as), quando necessária, será biopsicossocial, realizada por</p><p>equipe multiprofissional e interdisciplinar, e considerará:</p><p>I – os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo;</p><p>II – os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais;</p><p>III – a limitação no desempenho de atividades e os riscos psi-</p><p>cossociais no exercício do trabalho; e</p><p>IV – a restrição de participação em determinadas atividades.</p><p>§ 1o A avaliação da deficiência será realizada a cada cinco anos,</p><p>ou a pedido do(a) interessado(a).</p><p>§ 2o Se a deficiência do(a) servidor(a) for de caráter permanen-</p><p>te, a periodicidade da avaliação prevista no § 1o deste artigo poderá</p><p>ser estendida, a critério da equipe multidisciplinar, podendo, inclu-</p><p>sive, ser dispensada.</p><p>§ 3o A avaliação da deficiência do(a) servidor(a) poderá ser uti-</p><p>lizada para fins de concessão de condições especiais de trabalho,</p><p>nos termos do que dispõe a Resolução CNJ no 343/2020.</p><p>§ 4o Os(as) integrantes da equipe multidisciplinar de que tra-</p><p>ta o caput deste artigo deverão possuir capacitação específica para</p><p>prestar o atendimento biopsicossocial à pessoa com deficiência.</p><p>Art. 14. Cada órgão do Poder Judiciário deve manter cadastro</p><p>dos profissionais com deficiência, integrantes dos respectivos qua-</p><p>dros de pessoal e auxiliar.</p><p>§ 1o O cadastro tratado no caput deste artigo deve especificar</p><p>a deficiência, as necessidades de adaptação e acessibilidade e as</p><p>dificuldades particulares de cada pessoa com deficiência.</p><p>§ 2o A atualização do cadastro deve ser permanente, devendo</p><p>ocorrer uma revisão detalhada, no mínimo, uma vez ao ano.</p><p>§ 3o Na revisão anual de que trata o § 2o deste artigo, cada</p><p>pessoa com deficiência dos quadros de pessoal e auxiliar deve ser</p><p>consultada sobre a existência de possíveis sugestões ou adaptações</p><p>referentes à sua plena inclusão no ambiente de trabalho.</p><p>Art. 15. A unidade de gestão de pessoas, em parceria com as</p><p>áreas de saúde e a unidade de acessibilidade e inclusão, na medida</p><p>de suas respectivas atribuições, devem garantir acompanhamento</p><p>funcional a servidores(as) com deficiência, com o objetivo de pro-</p><p>mover as avaliações e as adaptações necessárias ao exercício de</p><p>suas atribuições de modo compatível com as suas deficiências.</p><p>Parágrafo único. As unidades de que tratam o caput deste arti-</p><p>go devem possuir servidores(as) com capacitação específica para o</p><p>desenvolvimento do pleno atendimento à pessoa com</p><p>deficiência.</p><p>Art. 16. O acompanhamento do desempenho da pessoa com</p><p>deficiência do quadro de pessoal se dará, entre outros, por meio de</p><p>entrevista para verificar características da localização e acesso ao</p><p>trabalho, as condições de trabalho, organização da jornada, valori-</p><p>zação, desenvolvimento e ascensão profissional.</p><p>§ 1o O gestor de unidade, quando necessário, prestará infor-</p><p>mações acerca da adequação funcional do servidor com deficiên-</p><p>cia às suas tarefas e posto de trabalho, bem como será notificado</p><p>acerca de restrições e necessidades específicas, devendo adotar as</p><p>providências cabíveis que são de sua responsabilidade.</p><p>§ 2o O acompanhamento funcional de pessoa com deficiên-</p><p>cia do quadro auxiliar será dado conforme previsão do instrumento</p><p>contratual, cabendo ao órgão da administração pública promover</p><p>as adaptações no ambiente de trabalho e fornecer os recursos de</p><p>acessibilidade necessários ao pleno desempenho de suas ativida-</p><p>des.</p><p>Art. 17. Os(as) magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judi-</p><p>ciário devem ser capacitados(as) nos temas relativos a acolhimento,</p><p>direitos, atendimento e cotidiano de pessoas com deficiência.</p><p>§ 1o As atividades de ambientação de novos servidores(as) e,</p><p>quando couber, de colaboradores(as) do quadro auxiliar, devem</p><p>difundir ações de acessibilidade e inclusão, de modo a consolidar</p><p>comportamentos positivos em relação ao tema.</p><p>§ 2o A capacitação de que trata o caput deste artigo deverá</p><p>compor, em caráter obrigatório, o programa de desenvolvimento</p><p>de líderes do órgão.</p><p>Art. 18. Deverão ser promovidas ações de sensibilização sobre</p><p>os temas de que trata o caput do art. 17 desta Resolução, com o</p><p>objetivo de fomentar maior conscientização e mudanças atitudinais</p><p>que favoreçam a ampliação da acessibilidade e inclusão no Poder</p><p>Judiciário.</p><p>Art. 19. Os órgãos do Poder Judiciário devem manter em seus</p><p>quadros profissionais da área de engenharia, arquitetura, tecnolo-</p><p>gia da informação, cerimonial e eventos, e comunicação social ca-</p><p>pacitados(as) em normas e padrões de acessibilidade, e na aplica-</p><p>ção de tecnologias assistivas, para oferecer pleno atendimento ao</p><p>público de pessoas com deficiência e assessorar o planejamento, a</p><p>implementação e o monitoramento de ações que visem ao cumpri-</p><p>mento desta Resolução.</p><p>Art. 20. A administração deve reservar 2% (dois por cento) do</p><p>total de vagas disponíveis em estacionamento interno a pessoas</p><p>com deficiência que possuam comprometimento de mobilidade,</p><p>em localidade mais próxima aos acessos à edificação, garantida, no</p><p>mínimo, uma vaga devidamente sinalizada.</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>89</p><p>§ 1o Além da reserva de vaga prevista no caput deste artigo,</p><p>salvo por absoluta limitação de espaço físico ou outra devidamente</p><p>fundamentada, a administração deverá providenciar a reserva prio-</p><p>ritária de vaga em estacionamento interno de caráter coletivo, em</p><p>localidade mais próxima ao respectivo local de trabalho, a veículos,</p><p>devidamente credenciados por órgão de trânsito, de todas as pes-</p><p>soas do quadro de pessoal e do quadro auxiliar do órgão que possu-</p><p>am deficiência com comprometimento de mobilidade.</p><p>§ 2o O caminho existente entre a vaga do estacionamento inter-</p><p>no e o local de trabalho não deve conter qualquer tipo de barreira</p><p>que impossibilite ou mesmo dificulte o seu acesso.</p><p>§ 3o Para auxílio no desembarque e no deslocamento até o lo-</p><p>cal de trabalho, a vaga tratada no caput deste artigo também pode-</p><p>rá ser utilizada pelo(a) acompanhante da pessoa com deficiência ou</p><p>mobilidade reduzida integrante dos quadros de pessoal ou auxiliar</p><p>do órgão.</p><p>§ 4o O(a) acompanhante de que trata o § 3o deste artigo deverá</p><p>observar as normas de segurança do órgão do Poder Judiciário.</p><p>Art. 21. Os órgãos do Poder Judiciário devem garantir ambien-</p><p>tes de trabalho acessíveis, inclusivos e seguros a todas as pessoas.</p><p>Parágrafo único. Devem ser garantidos às pessoas com defici-</p><p>ência recursos de segurança compatíveis com os padrões de acessi-</p><p>bilidade e inclusão, e a localização mais adequada de forma a facili-</p><p>tar o livre acesso à área externa em caso de urgência.</p><p>CAPÍTULO IV</p><p>DA UNIDADE E DA COMISSÃO DE ACESSIBILIDADE E INCLU-</p><p>SÃO E SUAS COMPETÊNCIAS</p><p>SEÇÃO I</p><p>DAS UNIDADES DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO</p><p>Art. 22. A unidade de acessibilidade e inclusão deve ter caráter</p><p>permanente para assessorar o planejamento, a implementação e</p><p>o monitoramento de ações que visem ao cumprimento desta Re-</p><p>solução.</p><p>§ 1o A unidade de acessibilidade e inclusão deve, preferencial-</p><p>mente, ser subordinada diretamente à Presidência, à Secretaria-Ge-</p><p>ral, ou à Diretoria-Geral do órgão do Poder Judiciário.</p><p>§ 2o A unidade de acessibilidade e inclusão deve contar com</p><p>integrantes em número compatível com a necessidade de execução</p><p>e acompanhamento tempestivo das ações pertinentes a sua área</p><p>de atuação, vedada a composição por servidor(a) único(a).</p><p>§ 3o Os(as) servidores(as) incumbidos(as) pela unidade de</p><p>acessibilidade e inclusão desempenharão as suas atribuições con-</p><p>comitantemente com as de seus respectivos cargos.</p><p>§ 4o Os(as) servidores(as) incumbidos(as) pela unidade de</p><p>acessibilidade e inclusão deverão ser continuamente capacita-</p><p>dos(as) com vista à obtenção de conhecimento técnico e habilida-</p><p>des necessárias ao desenvolvimento satisfatório do tema.</p><p>Art. 23. São competências da unidade de acessibilidade e in-</p><p>clusão:</p><p>I – propor, coordenar e, no que couber, implementar planos,</p><p>programas, projetos e ações voltados à promoção de acessibilidade</p><p>e inclusão, e à oferta de suporte biopsicossocial e institucional à</p><p>pessoa com deficiência;</p><p>II – auxiliar no desenvolvimento de ações e no atendimento de</p><p>demandas oriundas da Comissão de Acessibilidade e Inclusão;</p><p>III – propor ações de sensibilização e capacitação do quadro</p><p>de pessoal e, no que couber, do quadro auxiliar, a fim de promover</p><p>conscientização e promoção de direitos, e o atendimento adequado</p><p>às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida;</p><p>IV – monitorar as ações das unidades responsáveis pelos indi-</p><p>cadores constantes do Anexo desta Resolução;</p><p>V – participar do acompanhamento funcional dos servidores</p><p>com deficiência;</p><p>VI – prestar as informações referentes aos indicadores constan-</p><p>tes do Anexo desta Resolução; e</p><p>VII – elaborar relatório anual acerca das ações desenvolvidas</p><p>para a promoção da acessibilidade e inclusão no órgão.</p><p>Art. 24. A unidade de acessibilidade e inclusão deve buscar, in-</p><p>centivar e promover parcerias eficazes com outros tribunais, conse-</p><p>lhos, entidades sem fins lucrativos e com a sociedade civil, com foco</p><p>na acessibilidade e na inclusão, a fim de compartilhar experiências</p><p>e estratégias, possibilitando a atualização de assuntos relacionados</p><p>ao tema.</p><p>SEÇÃO II</p><p>DA COMISSÃO DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO</p><p>Art. 25. A Comissão de Acessibilidade e Inclusão, de caráter</p><p>permanente e multidisciplinar, será presidida por magistrado(a) e</p><p>composta, necessariamente, por servidores(as) das áreas de acessi-</p><p>bilidade e inclusão, sustentabilidade, gestão estratégica, engenha-</p><p>ria ou arquitetura, gestão de pessoas e tecnologia da informação.</p><p>Parágrafo único. A comissão prevista no caput deste artigo de-</p><p>verá ser composta por integrantes com e sem deficiência, garantin-</p><p>do, tanto quanto possível, a representação das múltiplas formas de</p><p>deficiências existentes.</p><p>Art. 26. São competências da Comissão de Acessibilidade e In-</p><p>clusão:</p><p>I – propor, orientar e acompanhar em nível estratégico as ações</p><p>de acessibilidade e inclusão voltadas à eliminação de quaisquer for-</p><p>mas de discriminação e à remoção de barreiras de qualquer natu-</p><p>reza que dificultem o acesso autônomo e seguro às instalações e</p><p>aos serviços do órgão por pessoas com deficiência ou mobilidade</p><p>reduzida;</p><p>II – propor à Presidência do órgão a edição ou alteração de nor-</p><p>mas e orientações que disponham, parcial ou integralmente, sobre</p><p>matéria da área de atuação da Comissão; e</p><p>III – aprovar relatório anual de atuação da Comissão, acerca da</p><p>promoção da acessibilidade e inclusão no</p><p>órgão.</p><p>CAPÍTULO V</p><p>DISPOSIÇÕES FINAIS</p><p>Art. 27. Os órgãos do Poder Judiciário poderão cadastrar ações</p><p>de sucesso de acessibilidade e inclusão, que resultaram em impacto</p><p>positivo quanto a aspectos ambientais, econômicos, sociais e cultu-</p><p>rais, no Portal CNJ de Boas Práticas do Poder Judiciário, conforme</p><p>regulamento previsto na Portaria CNJ no 140/2019.</p><p>Art. 28. O disposto nesta Resolução aplica-se, no que couber,</p><p>aos órgãos seccionais da Justiça Federal.</p><p>Art. 29. Para fins de elaboração do Balanço da Sustentabilidade</p><p>do Poder Judiciário, os órgãos do Poder Judiciário devem observar</p><p>os indicadores de desempenho constantes do Anexo desta Resolu-</p><p>ção.</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>90</p><p>Art. 30. O CNJ disponibilizará aos órgãos do Poder Judiciário</p><p>acesso ao PLS-Jud para prestarem as informações referentes aos</p><p>indicadores constantes do Anexo desta Resolução, com o objetivo</p><p>de padronizar o envio e o recebimento de dados e facilitar a análise</p><p>dos indicadores que comporão o Balanço da Sustentabilidade do</p><p>Poder Judiciário.</p><p>Art. 31. Aplicam-se a magistrados(as) e servidores(as) com de-</p><p>ficiência as normas sobre condições especiais de trabalho estabele-</p><p>cidas na Resolução CNJ no 343/2020.</p><p>Art. 32. O Anexo desta Resolução poderá ser alterado por ato</p><p>do Presidente do CNJ.</p><p>Art. 33. O Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) reali-</p><p>zará pesquisa aprofundada para o estabelecimento de diagnóstico</p><p>sobre o nível de acessibilidade e inclusão da pessoa com deficiência</p><p>nos órgãos do Poder Judiciário, abrangendo, para além dos indica-</p><p>dores previstos no anexo desta Resolução, as seguintes dimensões:</p><p>I – gestão de acessibilidade e inclusão;</p><p>II – acessibilidade em serviços;</p><p>III – acessibilidade comunicacional;</p><p>IV – acessibilidade tecnológica; e</p><p>V – acessibilidade arquitetônica e urbanística.</p><p>Art. 34. Fica revogada a Resolução CNJ no 230/2016.</p><p>Art. 35. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publica-</p><p>ção.</p><p>INCLUSÃO, DIREITOS E GARANTIAS LEGAIS E CONSTI-</p><p>TUCIONAIS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (LEI Nº</p><p>13.146/2015</p><p>LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015</p><p>Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência</p><p>(Estatuto da Pessoa com Deficiência).</p><p>A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Na-</p><p>cional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:</p><p>LIVRO I</p><p>PARTE GERAL</p><p>TÍTULO I</p><p>DISPOSIÇÕES PRELIMINARES</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DISPOSIÇÕES GERAIS</p><p>Art. 1º É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com</p><p>Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a as-</p><p>segurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos</p><p>direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência,</p><p>visando à sua inclusão social e cidadania.</p><p>Parágrafo único. Esta Lei tem como base a Convenção sobre os</p><p>Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo,</p><p>ratificados pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo</p><p>nº 186, de 9 de julho de 2008 , em conformidade com o procedi-</p><p>mento previsto no § 3º do art. 5º da Constituição da República Fe-</p><p>derativa do Brasil , em vigor para o Brasil, no plano jurídico externo,</p><p>desde 31 de agosto de 2008, e promulgados pelo Decreto nº 6.949,</p><p>de 25 de agosto de 2009 , data de início de sua vigência no plano</p><p>interno.</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem</p><p>impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual</p><p>ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode</p><p>obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade</p><p>de condições com as demais pessoas.</p><p>§ 1º A avaliação da deficiência, quando necessária, será biop-</p><p>sicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar</p><p>e considerará: (Vigência) (Vide Decreto nº 11.063, de 2022)</p><p>I - os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo;</p><p>II - os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais;</p><p>III - a limitação no desempenho de atividades; e</p><p>IV - a restrição de participação.</p><p>§ 2º O Poder Executivo criará instrumentos para avaliação da</p><p>deficiência. (Vide Lei nº 13.846, de 2019) (Vide Lei nº 14.126,</p><p>de 2021)</p><p>Art. 2º-A. É instituído o cordão de fita com desenhos de giras-</p><p>sóis como símbolo nacional de identificação de pessoas com defici-</p><p>ências ocultas. (Incluído pela Lei nº 14.624, de 2023)</p><p>§ 1º O uso do símbolo de que trata o caput deste artigo é opcio-</p><p>nal, e sua ausência não prejudica o exercício de direitos e garantias</p><p>previstos em lei. (Incluído pela Lei nº 14.624, de 2023)</p><p>§ 2º A utilização do símbolo de que trata o caput deste arti-</p><p>go não dispensa a apresentação de documento comprobatório da</p><p>deficiência, caso seja solicitado pelo atendente ou pela autoridade</p><p>competente. (Incluído pela Lei nº 14.624, de 2023)</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>I - acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para uti-</p><p>lização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equi-</p><p>pamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comuni-</p><p>cação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros</p><p>serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou priva-</p><p>dos de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa</p><p>com deficiência ou com mobilidade reduzida;</p><p>II - desenho universal: concepção de produtos, ambientes, pro-</p><p>gramas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem neces-</p><p>sidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos</p><p>de tecnologia assistiva;</p><p>III - tecnologia assistiva ou ajuda técnica: produtos, equipa-</p><p>mentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas</p><p>e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à</p><p>atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobili-</p><p>dade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade</p><p>de vida e inclusão social;</p><p>IV - barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou compor-</p><p>tamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem</p><p>como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilida-</p><p>de, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao</p><p>acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança,</p><p>entre outros, classificadas em:</p><p>a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços</p><p>públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo;</p><p>b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos</p><p>e privados;</p><p>c) barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios</p><p>de transportes;</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>91</p><p>d) barreiras nas comunicações e na informação: qualquer</p><p>entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que dificulte ou</p><p>impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de</p><p>informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tec-</p><p>nologia da informação;</p><p>e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que im-</p><p>peçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com defici-</p><p>ência em igualdade de condições e oportunidades com as demais</p><p>pessoas;</p><p>f) barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o aces-</p><p>so da pessoa com deficiência às tecnologias;</p><p>V - comunicação: forma de interação dos cidadãos que abran-</p><p>ge, entre outras opções, as línguas, inclusive a Língua Brasileira de</p><p>Sinais (Libras), a visualização de textos, o Braille, o sistema de sina-</p><p>lização ou de comunicação tátil, os caracteres ampliados, os dispo-</p><p>sitivos multimídia, assim como a linguagem simples, escrita e oral,</p><p>os sistemas auditivos e os meios de voz digitalizados e os modos,</p><p>meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação, in-</p><p>cluindo as tecnologias da informação e das comunicações;</p><p>VI - adaptações razoáveis: adaptações, modificações e ajustes</p><p>necessários e adequados que não acarretem ônus desproporcional</p><p>e indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar</p><p>que a pessoa com deficiência possa gozar ou exercer, em igualdade</p><p>de condições e oportunidades com as demais pessoas, todos os di-</p><p>reitos e liberdades fundamentais;</p><p>VII - elemento de</p><p>urbanização: quaisquer componentes de</p><p>obras de urbanização, tais como os referentes a pavimentação, sa-</p><p>neamento, encanamento para esgotos, distribuição de energia elé-</p><p>trica e de gás, iluminação pública, serviços de comunicação, abaste-</p><p>cimento e distribuição de água, paisagismo e os que materializam</p><p>as indicações do planejamento urbanístico;</p><p>VIII - mobiliário urbano: conjunto de objetos existentes nas vias</p><p>e nos espaços públicos, superpostos ou adicionados aos elemen-</p><p>tos de urbanização ou de edificação, de forma que sua modifica-</p><p>ção ou seu traslado não provoque alterações substanciais nesses</p><p>elementos, tais como semáforos, postes de sinalização e similares,</p><p>terminais e pontos de acesso coletivo às telecomunicações, fontes</p><p>de água, lixeiras, toldos, marquises, bancos, quiosques e quaisquer</p><p>outros de natureza análoga;</p><p>IX - pessoa com mobilidade reduzida: aquela que tenha, por</p><p>qualquer motivo, dificuldade de movimentação, permanente ou</p><p>temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da flexibilida-</p><p>de, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, ges-</p><p>tante, lactante, pessoa com criança de colo e obeso;</p><p>X - residências inclusivas: unidades de oferta do Serviço de Aco-</p><p>lhimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas) localizadas</p><p>em áreas residenciais da comunidade, com estruturas adequadas,</p><p>que possam contar com apoio psicossocial para o atendimento das</p><p>necessidades da pessoa acolhida, destinadas a jovens e adultos</p><p>com deficiência, em situação de dependência, que não dispõem de</p><p>condições de autossustentabilidade e com vínculos familiares fragi-</p><p>lizados ou rompidos;</p><p>XI - moradia para a vida independente da pessoa com defici-</p><p>ência: moradia com estruturas adequadas capazes de proporcionar</p><p>serviços de apoio coletivos e individualizados que respeitem e am-</p><p>pliem o grau de autonomia de jovens e adultos com deficiência;</p><p>XII - atendente pessoal: pessoa, membro ou não da família,</p><p>que, com ou sem remuneração, assiste ou presta cuidados básicos</p><p>e essenciais à pessoa com deficiência no exercício de suas ativida-</p><p>des diárias, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados</p><p>com profissões legalmente estabelecidas;</p><p>XIII - profissional de apoio escolar: pessoa que exerce ativida-</p><p>des de alimentação, higiene e locomoção do estudante com defi-</p><p>ciência e atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer</p><p>necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em insti-</p><p>tuições públicas e privadas, excluídas as técnicas ou os procedimen-</p><p>tos identificados com profissões legalmente estabelecidas;</p><p>XIV - acompanhante: aquele que acompanha a pessoa com de-</p><p>ficiência, podendo ou não desempenhar as funções de atendente</p><p>pessoal.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DA IGUALDADE E DA NÃO DISCRIMINAÇÃO</p><p>Art. 4º Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de</p><p>oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma es-</p><p>pécie de discriminação.</p><p>§ 1º Considera-se discriminação em razão da deficiência toda</p><p>forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que</p><p>tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o</p><p>reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades funda-</p><p>mentais de pessoa com deficiência, incluindo a recusa de adapta-</p><p>ções razoáveis e de fornecimento de tecnologias assistivas.</p><p>§ 2º A pessoa com deficiência não está obrigada à fruição de</p><p>benefícios decorrentes de ação afirmativa.</p><p>Art. 5º A pessoa com deficiência será protegida de toda forma</p><p>de negligência, discriminação, exploração, violência, tortura, cruel-</p><p>dade, opressão e tratamento desumano ou degradante.</p><p>Parágrafo único. Para os fins da proteção mencionada no caput</p><p>deste artigo, são considerados especialmente vulneráveis a criança,</p><p>o adolescente, a mulher e o idoso, com deficiência.</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pes-</p><p>soa, inclusive para:</p><p>I - casar-se e constituir união estável;</p><p>II - exercer direitos sexuais e reprodutivos;</p><p>III - exercer o direito de decidir sobre o número de filhos e de</p><p>ter acesso a informações adequadas sobre reprodução e planeja-</p><p>mento familiar;</p><p>IV - conservar sua fertilidade, sendo vedada a esterilização</p><p>compulsória;</p><p>V - exercer o direito à família e à convivência familiar e comu-</p><p>nitária; e</p><p>VI - exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção,</p><p>como adotante ou adotando, em igualdade de oportunidades com</p><p>as demais pessoas.</p><p>Art. 7º É dever de todos comunicar à autoridade competente</p><p>qualquer forma de ameaça ou de violação aos direitos da pessoa</p><p>com deficiência.</p><p>Parágrafo único. Se, no exercício de suas funções, os juízes e os</p><p>tribunais tiverem conhecimento de fatos que caracterizem as viola-</p><p>ções previstas nesta Lei, devem remeter peças ao Ministério Público</p><p>para as providências cabíveis.</p><p>Art. 8º É dever do Estado, da sociedade e da família assegurar</p><p>à pessoa com deficiência, com prioridade, a efetivação dos direitos</p><p>referentes à vida, à saúde, à sexualidade, à paternidade e à materni-</p><p>dade, à alimentação, à habitação, à educação, à profissionalização,</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>92</p><p>ao trabalho, à previdência social, à habilitação e à reabilitação, ao</p><p>transporte, à acessibilidade, à cultura, ao desporto, ao turismo, ao</p><p>lazer, à informação, à comunicação, aos avanços científicos e tecno-</p><p>lógicos, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar</p><p>e comunitária, entre outros decorrentes da Constituição Federal, da</p><p>Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Pro-</p><p>tocolo Facultativo e das leis e de outras normas que garantam seu</p><p>bem-estar pessoal, social e econômico.</p><p>SEÇÃO ÚNICA</p><p>DO ATENDIMENTO PRIORITÁRIO</p><p>Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendi-</p><p>mento prioritário, sobretudo com a finalidade de:</p><p>I - proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;</p><p>II - atendimento em todas as instituições e serviços de atendi-</p><p>mento ao público;</p><p>III - disponibilização de recursos, tanto humanos quanto tec-</p><p>nológicos, que garantam atendimento em igualdade de condições</p><p>com as demais pessoas;</p><p>IV - disponibilização de pontos de parada, estações e terminais</p><p>acessíveis de transporte coletivo de passageiros e garantia de segu-</p><p>rança no embarque e no desembarque;</p><p>V - acesso a informações e disponibilização de recursos de co-</p><p>municação acessíveis;</p><p>VI - recebimento de restituição de imposto de renda;</p><p>VII - tramitação processual e procedimentos judiciais e admi-</p><p>nistrativos em que for parte ou interessada, em todos os atos e di-</p><p>ligências.</p><p>§ 1º Os direitos previstos neste artigo são extensivos ao acom-</p><p>panhante da pessoa com deficiência ou ao seu atendente pessoal,</p><p>exceto quanto ao disposto nos incisos VI e VII deste artigo.</p><p>§ 2º Nos serviços de emergência públicos e privados, a priori-</p><p>dade conferida por esta Lei é condicionada aos protocolos de aten-</p><p>dimento médico.</p><p>TÍTULO II</p><p>DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DO DIREITO À VIDA</p><p>Art. 10. Compete ao poder público garantir a dignidade da pes-</p><p>soa com deficiência ao longo de toda a vida.</p><p>Parágrafo único. Em situações de risco, emergência ou estado</p><p>de calamidade pública, a pessoa com deficiência será considerada</p><p>vulnerável, devendo o poder público adotar medidas para sua pro-</p><p>teção e segurança.</p><p>Art. 11. A pessoa com deficiência não poderá ser obrigada a</p><p>se submeter a intervenção clínica ou cirúrgica, a tratamento ou a</p><p>institucionalização forçada.</p><p>Parágrafo único. O consentimento da pessoa com deficiência</p><p>em situação de curatela poderá ser suprido, na forma da lei.</p><p>Art. 12. O consentimento prévio, livre e esclarecido da pessoa</p><p>com deficiência é indispensável para a realização de tratamento,</p><p>procedimento, hospitalização e pesquisa científica.</p><p>§ 1º Em caso de pessoa com deficiência em situação de cura-</p><p>tela, deve ser assegurada sua participação, no maior grau possível,</p><p>para a obtenção de consentimento.</p><p>§ 2º A pesquisa científica envolvendo pessoa com deficiência</p><p>em situação de tutela ou de curatela deve ser realizada, em cará-</p><p>ter excepcional, apenas quando houver</p><p>indícios de benefício direto</p><p>para sua saúde ou para a saúde de outras pessoas com deficiência e</p><p>desde que não haja outra opção de pesquisa de eficácia comparável</p><p>com participantes não tutelados ou curatelados.</p><p>Art. 13. A pessoa com deficiência somente será atendida sem</p><p>seu consentimento prévio, livre e esclarecido em casos de risco de</p><p>morte e de emergência em saúde, resguardado seu superior inte-</p><p>resse e adotadas as salvaguardas legais cabíveis.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DO DIREITO À HABILITAÇÃO E À REABILITAÇÃO</p><p>Art. 14. O processo de habilitação e de reabilitação é um direito</p><p>da pessoa com deficiência.</p><p>Parágrafo único. O processo de habilitação e de reabilitação</p><p>tem por objetivo o desenvolvimento de potencialidades, talentos,</p><p>habilidades e aptidões físicas, cognitivas, sensoriais, psicossociais,</p><p>atitudinais, profissionais e artísticas que contribuam para a conquis-</p><p>ta da autonomia da pessoa com deficiência e de sua participação</p><p>social em igualdade de condições e oportunidades com as demais</p><p>pessoas.</p><p>Art. 15. O processo mencionado no art. 14 desta Lei baseia-se</p><p>em avaliação multidisciplinar das necessidades, habilidades e po-</p><p>tencialidades de cada pessoa, observadas as seguintes diretrizes:</p><p>I - diagnóstico e intervenção precoces;</p><p>II - adoção de medidas para compensar perda ou limitação fun-</p><p>cional, buscando o desenvolvimento de aptidões;</p><p>III - atuação permanente, integrada e articulada de políticas</p><p>públicas que possibilitem a plena participação social da pessoa com</p><p>deficiência;</p><p>IV - oferta de rede de serviços articulados, com atuação inter-</p><p>setorial, nos diferentes níveis de complexidade, para atender às ne-</p><p>cessidades específicas da pessoa com deficiência;</p><p>V - prestação de serviços próximo ao domicílio da pessoa com</p><p>deficiência, inclusive na zona rural, respeitadas a organização das</p><p>Redes de Atenção à Saúde (RAS) nos territórios locais e as normas</p><p>do Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>Art. 16. Nos programas e serviços de habilitação e de reabilita-</p><p>ção para a pessoa com deficiência, são garantidos:</p><p>I - organização, serviços, métodos, técnicas e recursos para</p><p>atender às características de cada pessoa com deficiência;</p><p>II - acessibilidade em todos os ambientes e serviços;</p><p>III - tecnologia assistiva, tecnologia de reabilitação, materiais e</p><p>equipamentos adequados e apoio técnico profissional, de acordo</p><p>com as especificidades de cada pessoa com deficiência;</p><p>IV - capacitação continuada de todos os profissionais que parti-</p><p>cipem dos programas e serviços.</p><p>Art. 17. Os serviços do SUS e do Suas deverão promover ações</p><p>articuladas para garantir à pessoa com deficiência e sua família a</p><p>aquisição de informações, orientações e formas de acesso às polí-</p><p>ticas públicas disponíveis, com a finalidade de propiciar sua plena</p><p>participação social.</p><p>Parágrafo único. Os serviços de que trata o caput deste artigo</p><p>podem fornecer informações e orientações nas áreas de saúde, de</p><p>educação, de cultura, de esporte, de lazer, de transporte, de previ-</p><p>dência social, de assistência social, de habitação, de trabalho, de</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>93</p><p>empreendedorismo, de acesso ao crédito, de promoção, proteção</p><p>e defesa de direitos e nas demais áreas que possibilitem à pessoa</p><p>com deficiência exercer sua cidadania.</p><p>CAPÍTULO III</p><p>DO DIREITO À SAÚDE</p><p>Art. 18. É assegurada atenção integral à saúde da pessoa com</p><p>deficiência em todos os níveis de complexidade, por intermédio do</p><p>SUS, garantido acesso universal e igualitário.</p><p>§ 1º É assegurada a participação da pessoa com deficiência na</p><p>elaboração das políticas de saúde a ela destinadas.</p><p>§ 2º É assegurado atendimento segundo normas éticas e téc-</p><p>nicas, que regulamentarão a atuação dos profissionais de saúde e</p><p>contemplarão aspectos relacionados aos direitos e às especificida-</p><p>des da pessoa com deficiência, incluindo temas como sua dignidade</p><p>e autonomia.</p><p>§ 3º Aos profissionais que prestam assistência à pessoa com</p><p>deficiência, especialmente em serviços de habilitação e de reabilita-</p><p>ção, deve ser garantida capacitação inicial e continuada.</p><p>§ 4º As ações e os serviços de saúde pública destinados à pes-</p><p>soa com deficiência devem assegurar:</p><p>I - diagnóstico e intervenção precoces, realizados por equipe</p><p>multidisciplinar;</p><p>II - serviços de habilitação e de reabilitação sempre que neces-</p><p>sários, para qualquer tipo de deficiência, inclusive para a manuten-</p><p>ção da melhor condição de saúde e qualidade de vida;</p><p>III - atendimento domiciliar multidisciplinar, tratamento ambu-</p><p>latorial e internação;</p><p>IV - campanhas de vacinação;</p><p>V - atendimento psicológico, inclusive para seus familiares e</p><p>atendentes pessoais;</p><p>VI - respeito à especificidade, à identidade de gênero e à orien-</p><p>tação sexual da pessoa com deficiência;</p><p>VII - atenção sexual e reprodutiva, incluindo o direito à fertili-</p><p>zação assistida;</p><p>VIII - informação adequada e acessível à pessoa com deficiência</p><p>e a seus familiares sobre sua condição de saúde;</p><p>IX - serviços projetados para prevenir a ocorrência e o desen-</p><p>volvimento de deficiências e agravos adicionais;</p><p>X - promoção de estratégias de capacitação permanente das</p><p>equipes que atuam no SUS, em todos os níveis de atenção, no aten-</p><p>dimento à pessoa com deficiência, bem como orientação a seus</p><p>atendentes pessoais;</p><p>XI - oferta de órteses, próteses, meios auxiliares de locomoção,</p><p>medicamentos, insumos e fórmulas nutricionais, conforme as nor-</p><p>mas vigentes do Ministério da Saúde.</p><p>§ 5º As diretrizes deste artigo aplicam-se também às institui-</p><p>ções privadas que participem de forma complementar do SUS ou</p><p>que recebam recursos públicos para sua manutenção.</p><p>Art. 19. Compete ao SUS desenvolver ações destinadas à pre-</p><p>venção de deficiências por causas evitáveis, inclusive por meio de:</p><p>I - acompanhamento da gravidez, do parto e do puerpério, com</p><p>garantia de parto humanizado e seguro;</p><p>II - promoção de práticas alimentares adequadas e saudáveis,</p><p>vigilância alimentar e nutricional, prevenção e cuidado integral</p><p>dos agravos relacionados à alimentação e nutrição da mulher e da</p><p>criança;</p><p>III - aprimoramento e expansão dos programas de imunização</p><p>e de triagem neonatal;</p><p>IV - identificação e controle da gestante de alto risco.</p><p>V - aprimoramento do atendimento neonatal, com a oferta de</p><p>ações e serviços de prevenção de danos cerebrais e sequelas neu-</p><p>rológicas em recém-nascidos, inclusive por telessaúde. (Incluído</p><p>pela Lei nº 14.510, de 2022)</p><p>Art. 20. As operadoras de planos e seguros privados de saúde</p><p>são obrigadas a garantir à pessoa com deficiência, no mínimo, todos</p><p>os serviços e produtos ofertados aos demais clientes.</p><p>Art. 21. Quando esgotados os meios de atenção à saúde da</p><p>pessoa com deficiência no local de residência, será prestado atendi-</p><p>mento fora de domicílio, para fins de diagnóstico e de tratamento,</p><p>garantidos o transporte e a acomodação da pessoa com deficiência</p><p>e de seu acompanhante.</p><p>Art. 22. À pessoa com deficiência internada ou em observação</p><p>é assegurado o direito a acompanhante ou a atendente pessoal, de-</p><p>vendo o órgão ou a instituição de saúde proporcionar condições</p><p>adequadas para sua permanência em tempo integral.</p><p>§ 1º Na impossibilidade de permanência do acompanhante</p><p>ou do atendente pessoal junto à pessoa com deficiência, cabe ao</p><p>profissional de saúde responsável pelo tratamento justificá-la por</p><p>escrito.</p><p>§ 2º Na ocorrência da impossibilidade prevista no § 1º deste ar-</p><p>tigo, o órgão ou a instituição de saúde deve adotar as providências</p><p>cabíveis para suprir a ausência do acompanhante ou do atendente</p><p>pessoal.</p><p>Art. 23. São vedadas todas as formas de discriminação contra a</p><p>pessoa com deficiência, inclusive por meio de cobrança de valores</p><p>diferenciados por planos e seguros privados de saúde, em razão de</p><p>sua condição.</p><p>Art. 24. É assegurado à pessoa com deficiência o acesso aos</p><p>serviços de saúde, tanto públicos como privados, e às informações</p><p>prestadas e recebidas, por meio de recursos de tecnologia assistiva</p><p>e de todas as formas de comunicação previstas no inciso V do art.</p><p>3º desta Lei.</p><p>Art.</p><p>25. Os espaços dos serviços de saúde, tanto públicos quan-</p><p>to privados, devem assegurar o acesso da pessoa com deficiência,</p><p>em conformidade com a legislação em vigor, mediante a remoção</p><p>de barreiras, por meio de projetos arquitetônico, de ambientação</p><p>de interior e de comunicação que atendam às especificidades das</p><p>pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual e mental.</p><p>Art. 26. Os casos de suspeita ou de confirmação de violência</p><p>praticada contra a pessoa com deficiência serão objeto de notifi-</p><p>cação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à</p><p>autoridade policial e ao Ministério Público, além dos Conselhos dos</p><p>Direitos da Pessoa com Deficiência.</p><p>Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, considera-se violên-</p><p>cia contra a pessoa com deficiência qualquer ação ou omissão, pra-</p><p>ticada em local público ou privado, que lhe cause morte ou dano ou</p><p>sofrimento físico ou psicológico.</p><p>CAPÍTULO IV</p><p>DO DIREITO À EDUCAÇÃO</p><p>Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiên-</p><p>cia, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis</p><p>e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máxi-</p><p>mo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas,</p><p>sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, inte-</p><p>resses e necessidades de aprendizagem.</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>94</p><p>Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade</p><p>escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa</p><p>com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência,</p><p>negligência e discriminação.</p><p>Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver,</p><p>implementar, incentivar, acompanhar e avaliar:</p><p>I - sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalida-</p><p>des, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida;</p><p>II - aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a ga-</p><p>rantir condições de acesso, permanência, participação e aprendiza-</p><p>gem, por meio da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade</p><p>que eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena;</p><p>III - projeto pedagógico que institucionalize o atendimento</p><p>educacional especializado, assim como os demais serviços e adap-</p><p>tações razoáveis, para atender às características dos estudantes</p><p>com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em con-</p><p>dições de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua</p><p>autonomia;</p><p>IV - oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira lín-</p><p>gua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda</p><p>língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas;</p><p>V - adoção de medidas individualizadas e coletivas em ambien-</p><p>tes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos es-</p><p>tudantes com deficiência, favorecendo o acesso, a permanência, a</p><p>participação e a aprendizagem em instituições de ensino;</p><p>VI - pesquisas voltadas para o desenvolvimento de novos méto-</p><p>dos e técnicas pedagógicas, de materiais didáticos, de equipamen-</p><p>tos e de recursos de tecnologia assistiva;</p><p>VII - planejamento de estudo de caso, de elaboração de plano</p><p>de atendimento educacional especializado, de organização de re-</p><p>cursos e serviços de acessibilidade e de disponibilização e usabilida-</p><p>de pedagógica de recursos de tecnologia assistiva;</p><p>VIII - participação dos estudantes com deficiência e de suas fa-</p><p>mílias nas diversas instâncias de atuação da comunidade escolar;</p><p>IX - adoção de medidas de apoio que favoreçam o desenvolvi-</p><p>mento dos aspectos linguísticos, culturais, vocacionais e profissio-</p><p>nais, levando-se em conta o talento, a criatividade, as habilidades e</p><p>os interesses do estudante com deficiência;</p><p>X - adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas</p><p>de formação inicial e continuada de professores e oferta de forma-</p><p>ção continuada para o atendimento educacional especializado;</p><p>XI - formação e disponibilização de professores para o atendi-</p><p>mento educacional especializado, de tradutores e intérpretes da</p><p>Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio;</p><p>XII - oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de</p><p>recursos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades</p><p>funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e partici-</p><p>pação;</p><p>XIII - acesso à educação superior e à educação profissional e</p><p>tecnológica em igualdade de oportunidades e condições com as de-</p><p>mais pessoas;</p><p>XIV - inclusão em conteúdos curriculares, em cursos de nível</p><p>superior e de educação profissional técnica e tecnológica, de temas</p><p>relacionados à pessoa com deficiência nos respectivos campos de</p><p>conhecimento;</p><p>XV - acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de con-</p><p>dições, a jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no</p><p>sistema escolar;</p><p>XVI - acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da</p><p>educação e demais integrantes da comunidade escolar às edifica-</p><p>ções, aos ambientes e às atividades concernentes a todas as moda-</p><p>lidades, etapas e níveis de ensino;</p><p>XVII - oferta de profissionais de apoio escolar;</p><p>XVIII - articulação intersetorial na implementação de políticas</p><p>públicas.</p><p>§ 1º Às instituições privadas, de qualquer nível e modalidade</p><p>de ensino, aplica-se obrigatoriamente o disposto nos incisos I, II, III,</p><p>V, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII e XVIII do caput deste</p><p>artigo, sendo vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer</p><p>natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas no cumpri-</p><p>mento dessas determinações.</p><p>§ 2º Na disponibilização de tradutores e intérpretes da Libras</p><p>a que se refere o inciso XI do caput deste artigo, deve-se observar</p><p>o seguinte:</p><p>I - os tradutores e intérpretes da Libras atuantes na educação</p><p>básica devem, no mínimo, possuir ensino médio completo e certifi-</p><p>cado de proficiência na Libras; (Vigência)</p><p>II - os tradutores e intérpretes da Libras, quando direcionados</p><p>à tarefa de interpretar nas salas de aula dos cursos de graduação e</p><p>pós-graduação, devem possuir nível superior, com habilitação, prio-</p><p>ritariamente, em Tradução e Interpretação em Libras. (Vigência)</p><p>Art. 29. (VETADO).</p><p>Art. 30. Nos processos seletivos para ingresso e permanência</p><p>nos cursos oferecidos pelas instituições de ensino superior e de</p><p>educação profissional e tecnológica, públicas e privadas, devem ser</p><p>adotadas as seguintes medidas:</p><p>I - atendimento preferencial à pessoa com deficiência nas de-</p><p>pendências das Instituições de Ensino Superior (IES) e nos serviços;</p><p>II - disponibilização de formulário de inscrição de exames com</p><p>campos específicos para que o candidato com deficiência informe</p><p>os recursos de acessibilidade e de tecnologia assistiva necessários</p><p>para sua participação;</p><p>III - disponibilização de provas em formatos acessíveis para</p><p>atendimento às necessidades específicas do candidato com defici-</p><p>ência;</p><p>IV - disponibilização de recursos de acessibilidade e de tecnolo-</p><p>gia assistiva adequados, previamente solicitados e escolhidos pelo</p><p>candidato com deficiência;</p><p>V - dilação de tempo, conforme demanda apresentada pelo</p><p>candidato com deficiência, tanto na realização de exame para sele-</p><p>ção quanto nas atividades acadêmicas, mediante prévia solicitação</p><p>e comprovação da necessidade;</p><p>VI - adoção de critérios de avaliação das provas escritas, dis-</p><p>cursivas ou de redação que considerem a singularidade linguística</p><p>da pessoa com deficiência, no domínio da modalidade escrita da</p><p>língua portuguesa;</p><p>VII - tradução completa do edital e de suas retificações em Li-</p><p>bras.</p><p>CAPÍTULO V</p><p>DO DIREITO À MORADIA</p><p>Art. 31. A pessoa com deficiência tem direito à moradia digna,</p><p>no seio da família natural ou substituta, com seu cônjuge ou com-</p><p>panheiro ou desacompanhada, ou em moradia para a vida indepen-</p><p>dente da pessoa com deficiência, ou, ainda, em residência inclusiva.</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>95</p><p>§ 1º O poder público adotará programas e ações estratégicas</p><p>para apoiar a criação e a manutenção de moradia para a vida inde-</p><p>pendente da pessoa com deficiência.</p><p>§ 2º A proteção integral na modalidade</p><p>de residência inclusi-</p><p>va será prestada no âmbito do Suas à pessoa com deficiência em</p><p>situação de dependência que não disponha de condições de autos-</p><p>sustentabilidade, com vínculos familiares fragilizados ou rompidos.</p><p>Art. 32. Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados</p><p>com recursos públicos, a pessoa com deficiência ou o seu responsá-</p><p>vel goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria,</p><p>observado o seguinte:</p><p>I - reserva de, no mínimo, 3% (três por cento) das unidades</p><p>habitacionais para pessoa com deficiência;</p><p>II - (VETADO);</p><p>III - em caso de edificação multifamiliar, garantia de acessibili-</p><p>dade nas áreas de uso comum e nas unidades habitacionais no piso</p><p>térreo e de acessibilidade ou de adaptação razoável nos demais pi-</p><p>sos;</p><p>IV - disponibilização de equipamentos urbanos comunitários</p><p>acessíveis;</p><p>V - elaboração de especificações técnicas no projeto que per-</p><p>mitam a instalação de elevadores.</p><p>§ 1º O direito à prioridade, previsto no caput deste artigo, será</p><p>reconhecido à pessoa com deficiência beneficiária apenas uma vez.</p><p>§ 2º Nos programas habitacionais públicos, os critérios de fi-</p><p>nanciamento devem ser compatíveis com os rendimentos da pes-</p><p>soa com deficiência ou de sua família.</p><p>§ 3º Caso não haja pessoa com deficiência interessada nas uni-</p><p>dades habitacionais reservadas por força do disposto no inciso I do</p><p>caput deste artigo, as unidades não utilizadas serão disponibilizadas</p><p>às demais pessoas.</p><p>Art. 33. Ao poder público compete:</p><p>I - adotar as providências necessárias para o cumprimento do</p><p>disposto nos arts. 31 e 32 desta Lei; e</p><p>II - divulgar, para os agentes interessados e beneficiários, a polí-</p><p>tica habitacional prevista nas legislações federal, estaduais, distrital</p><p>e municipais, com ênfase nos dispositivos sobre acessibilidade.</p><p>CAPÍTULO VI</p><p>DO DIREITO AO TRABALHO</p><p>SEÇÃO I</p><p>DISPOSIÇÕES GERAIS</p><p>Art. 34. A pessoa com deficiência tem direito ao trabalho de</p><p>sua livre escolha e aceitação, em ambiente acessível e inclusivo, em</p><p>igualdade de oportunidades com as demais pessoas.</p><p>§ 1º As pessoas jurídicas de direito público, privado ou de qual-</p><p>quer natureza são obrigadas a garantir ambientes de trabalho aces-</p><p>síveis e inclusivos.</p><p>§ 2º A pessoa com deficiência tem direito, em igualdade de</p><p>oportunidades com as demais pessoas, a condições justas e favorá-</p><p>veis de trabalho, incluindo igual remuneração por trabalho de igual</p><p>valor.</p><p>§ 3º É vedada restrição ao trabalho da pessoa com deficiência</p><p>e qualquer discriminação em razão de sua condição, inclusive nas</p><p>etapas de recrutamento, seleção, contratação, admissão, exames</p><p>admissional e periódico, permanência no emprego, ascensão pro-</p><p>fissional e reabilitação profissional, bem como exigência de aptidão</p><p>plena.</p><p>§ 4º A pessoa com deficiência tem direito à participação e ao</p><p>acesso a cursos, treinamentos, educação continuada, planos de car-</p><p>reira, promoções, bonificações e incentivos profissionais oferecidos</p><p>pelo empregador, em igualdade de oportunidades com os demais</p><p>empregados.</p><p>§ 5º É garantida aos trabalhadores com deficiência acessibilida-</p><p>de em cursos de formação e de capacitação.</p><p>Art. 35. É finalidade primordial das políticas públicas de traba-</p><p>lho e emprego promover e garantir condições de acesso e de per-</p><p>manência da pessoa com deficiência no campo de trabalho.</p><p>Parágrafo único. Os programas de estímulo ao empreendedo-</p><p>rismo e ao trabalho autônomo, incluídos o cooperativismo e o asso-</p><p>ciativismo, devem prever a participação da pessoa com deficiência</p><p>e a disponibilização de linhas de crédito, quando necessárias.</p><p>SEÇÃO II</p><p>DA HABILITAÇÃO PROFISSIONAL E REABILITAÇÃO PROFISSIO-</p><p>NAL</p><p>Art. 36. O poder público deve implementar serviços e progra-</p><p>mas completos de habilitação profissional e de reabilitação profis-</p><p>sional para que a pessoa com deficiência possa ingressar, continuar</p><p>ou retornar ao campo do trabalho, respeitados sua livre escolha,</p><p>sua vocação e seu interesse.</p><p>§ 1º Equipe multidisciplinar indicará, com base em critérios</p><p>previstos no § 1º do art. 2º desta Lei, programa de habilitação ou de</p><p>reabilitação que possibilite à pessoa com deficiência restaurar sua</p><p>capacidade e habilidade profissional ou adquirir novas capacidades</p><p>e habilidades de trabalho.</p><p>§ 2º A habilitação profissional corresponde ao processo des-</p><p>tinado a propiciar à pessoa com deficiência aquisição de conheci-</p><p>mentos, habilidades e aptidões para exercício de profissão ou de</p><p>ocupação, permitindo nível suficiente de desenvolvimento profis-</p><p>sional para ingresso no campo de trabalho.</p><p>§ 3º Os serviços de habilitação profissional, de reabilitação pro-</p><p>fissional e de educação profissional devem ser dotados de recursos</p><p>necessários para atender a toda pessoa com deficiência, indepen-</p><p>dentemente de sua característica específica, a fim de que ela possa</p><p>ser capacitada para trabalho que lhe seja adequado e ter perspecti-</p><p>vas de obtê-lo, de conservá-lo e de nele progredir.</p><p>§ 4º Os serviços de habilitação profissional, de reabilitação pro-</p><p>fissional e de educação profissional deverão ser oferecidos em am-</p><p>bientes acessíveis e inclusivos.</p><p>§ 5º A habilitação profissional e a reabilitação profissional de-</p><p>vem ocorrer articuladas com as redes públicas e privadas, espe-</p><p>cialmente de saúde, de ensino e de assistência social, em todos os</p><p>níveis e modalidades, em entidades de formação profissional ou</p><p>diretamente com o empregador.</p><p>§ 6º A habilitação profissional pode ocorrer em empresas por</p><p>meio de prévia formalização do contrato de emprego da pessoa</p><p>com deficiência, que será considerada para o cumprimento da re-</p><p>serva de vagas prevista em lei, desde que por tempo determinado e</p><p>concomitante com a inclusão profissional na empresa, observado o</p><p>disposto em regulamento.</p><p>§ 7º A habilitação profissional e a reabilitação profissional aten-</p><p>derão à pessoa com deficiência.</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>96</p><p>SEÇÃO III</p><p>DA INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA NO TRABALHO</p><p>Art. 37. Constitui modo de inclusão da pessoa com deficiência</p><p>no trabalho a colocação competitiva, em igualdade de oportunida-</p><p>des com as demais pessoas, nos termos da legislação trabalhista</p><p>e previdenciária, na qual devem ser atendidas as regras de aces-</p><p>sibilidade, o fornecimento de recursos de tecnologia assistiva e a</p><p>adaptação razoável no ambiente de trabalho.</p><p>Parágrafo único. A colocação competitiva da pessoa com defi-</p><p>ciência pode ocorrer por meio de trabalho com apoio, observadas</p><p>as seguintes diretrizes:</p><p>I - prioridade no atendimento à pessoa com deficiência com</p><p>maior dificuldade de inserção no campo de trabalho;</p><p>II - provisão de suportes individualizados que atendam a neces-</p><p>sidades específicas da pessoa com deficiência, inclusive a disponi-</p><p>bilização de recursos de tecnologia assistiva, de agente facilitador e</p><p>de apoio no ambiente de trabalho;</p><p>III - respeito ao perfil vocacional e ao interesse da pessoa com</p><p>deficiência apoiada;</p><p>IV - oferta de aconselhamento e de apoio aos empregadores,</p><p>com vistas à definição de estratégias de inclusão e de superação de</p><p>barreiras, inclusive atitudinais;</p><p>V - realização de avaliações periódicas;</p><p>VI - articulação intersetorial das políticas públicas;</p><p>VII - possibilidade de participação de organizações da socieda-</p><p>de civil.</p><p>Art. 38. A entidade contratada para a realização de processo</p><p>seletivo público ou privado para cargo, função ou emprego está</p><p>obrigada à observância do disposto nesta Lei e em outras normas</p><p>de acessibilidade vigentes.</p><p>CAPÍTULO VII</p><p>DO DIREITO À ASSISTÊNCIA SOCIAL</p><p>Art. 39. Os serviços, os programas, os projetos e os benefícios</p><p>no âmbito da política pública de assistência social à pessoa com de-</p><p>ficiência e sua família têm como objetivo a garantia da segurança</p><p>de renda, da acolhida, da habilitação e da reabilitação, do desen-</p><p>volvimento da autonomia e da convivência familiar e comunitária,</p><p>para a promoção do acesso a direitos e da plena participação social.</p><p>§ 1º A assistência social à pessoa com deficiência, nos termos</p><p>do caput deste artigo, deve envolver conjunto articulado de</p><p>serviços</p><p>do âmbito da Proteção Social Básica e da Proteção Social Especial,</p><p>ofertados pelo Suas, para a garantia de seguranças fundamentais</p><p>no enfrentamento de situações de vulnerabilidade e de risco, por</p><p>fragilização de vínculos e ameaça ou violação de direitos.</p><p>§ 2º Os serviços socioassistenciais destinados à pessoa com</p><p>deficiência em situação de dependência deverão contar com cui-</p><p>dadores sociais para prestar-lhe cuidados básicos e instrumentais.</p><p>Art. 40. É assegurado à pessoa com deficiência que não possua</p><p>meios para prover sua subsistência nem de tê-la provida por sua</p><p>família o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo, nos termos da</p><p>Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 .</p><p>CAPÍTULO VIII</p><p>DO DIREITO À PREVIDÊNCIA SOCIAL</p><p>Art. 41. A pessoa com deficiência segurada do Regime Geral de</p><p>Previdência Social (RGPS) tem direito à aposentadoria nos termos</p><p>da Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013 .</p><p>CAPÍTULO IX</p><p>DO DIREITO À CULTURA, AO ESPORTE, AO TURISMO E AO</p><p>LAZER</p><p>Art. 42. A pessoa com deficiência tem direito à cultura, ao es-</p><p>porte, ao turismo e ao lazer em igualdade de oportunidades com as</p><p>demais pessoas, sendo-lhe garantido o acesso:</p><p>I - a bens culturais em formato acessível;</p><p>II - a programas de televisão, cinema, teatro e outras atividades</p><p>culturais e desportivas em formato acessível; e</p><p>III - a monumentos e locais de importância cultural e a espaços</p><p>que ofereçam serviços ou eventos culturais e esportivos.</p><p>§ 1º É vedada a recusa de oferta de obra intelectual em for-</p><p>mato acessível à pessoa com deficiência, sob qualquer argumento,</p><p>inclusive sob a alegação de proteção dos direitos de propriedade</p><p>intelectual.</p><p>§ 2º O poder público deve adotar soluções destinadas à elimi-</p><p>nação, à redução ou à superação de barreiras para a promoção do</p><p>acesso a todo patrimônio cultural, observadas as normas de acessi-</p><p>bilidade, ambientais e de proteção do patrimônio histórico e artís-</p><p>tico nacional.</p><p>Art. 43. O poder público deve promover a participação da pes-</p><p>soa com deficiência em atividades artísticas, intelectuais, culturais,</p><p>esportivas e recreativas, com vistas ao seu protagonismo, devendo:</p><p>I - incentivar a provisão de instrução, de treinamento e de re-</p><p>cursos adequados, em igualdade de oportunidades com as demais</p><p>pessoas;</p><p>II - assegurar acessibilidade nos locais de eventos e nos serviços</p><p>prestados por pessoa ou entidade envolvida na organização das ati-</p><p>vidades de que trata este artigo; e</p><p>III - assegurar a participação da pessoa com deficiência em jo-</p><p>gos e atividades recreativas, esportivas, de lazer, culturais e artísti-</p><p>cas, inclusive no sistema escolar, em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas.</p><p>Art. 44. Nos teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de</p><p>esporte, locais de espetáculos e de conferências e similares, serão</p><p>reservados espaços livres e assentos para a pessoa com deficiência,</p><p>de acordo com a capacidade de lotação da edificação, observado o</p><p>disposto em regulamento.</p><p>§ 1º Os espaços e assentos a que se refere este artigo devem</p><p>ser distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade,</p><p>em todos os setores, próximos aos corredores, devidamente sina-</p><p>lizados, evitando-se áreas segregadas de público e obstrução das</p><p>saídas, em conformidade com as normas de acessibilidade.</p><p>§ 2º No caso de não haver comprovada procura pelos assen-</p><p>tos reservados, esses podem, excepcionalmente, ser ocupados por</p><p>pessoas sem deficiência ou que não tenham mobilidade reduzida,</p><p>observado o disposto em regulamento.</p><p>§ 3º Os espaços e assentos a que se refere este artigo devem</p><p>situar-se em locais que garantam a acomodação de, no mínimo, 1</p><p>(um) acompanhante da pessoa com deficiência ou com mobilidade</p><p>reduzida, resguardado o direito de se acomodar proximamente a</p><p>grupo familiar e comunitário.</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>97</p><p>§ 4º Nos locais referidos no caput deste artigo, deve haver,</p><p>obrigatoriamente, rotas de fuga e saídas de emergência acessíveis,</p><p>conforme padrões das normas de acessibilidade, a fim de permitir a</p><p>saída segura da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzi-</p><p>da, em caso de emergência.</p><p>§ 5º Todos os espaços das edificações previstas no caput deste</p><p>artigo devem atender às normas de acessibilidade em vigor.</p><p>§ 6º As salas de cinema devem oferecer, em todas as sessões,</p><p>recursos de acessibilidade para a pessoa com deficiência. (Vi-</p><p>gência)</p><p>§ 7º O valor do ingresso da pessoa com deficiência não poderá</p><p>ser superior ao valor cobrado das demais pessoas.</p><p>Art. 45. Os hotéis, pousadas e similares devem ser construídos</p><p>observando-se os princípios do desenho universal, além de adotar</p><p>todos os meios de acessibilidade, conforme legislação em vigor.</p><p>(Vigência) (Reglamento)</p><p>§ 1º Os estabelecimentos já existentes deverão disponibilizar,</p><p>pelo menos, 10% (dez por cento) de seus dormitórios acessíveis,</p><p>garantida, no mínimo, 1 (uma) unidade acessível.</p><p>§ 2º Os dormitórios mencionados no § 1º deste artigo deverão</p><p>ser localizados em rotas acessíveis.</p><p>CAPÍTULO X</p><p>DO DIREITO AO TRANSPORTE E À MOBILIDADE</p><p>Art. 46. O direito ao transporte e à mobilidade da pessoa com</p><p>deficiência ou com mobilidade reduzida será assegurado em igual-</p><p>dade de oportunidades com as demais pessoas, por meio de iden-</p><p>tificação e de eliminação de todos os obstáculos e barreiras ao seu</p><p>acesso.</p><p>§ 1º Para fins de acessibilidade aos serviços de transporte cole-</p><p>tivo terrestre, aquaviário e aéreo, em todas as jurisdições, conside-</p><p>ram-se como integrantes desses serviços os veículos, os terminais,</p><p>as estações, os pontos de parada, o sistema viário e a prestação do</p><p>serviço.</p><p>§ 2º São sujeitas ao cumprimento das disposições desta Lei,</p><p>sempre que houver interação com a matéria nela regulada, a ou-</p><p>torga, a concessão, a permissão, a autorização, a renovação ou a</p><p>habilitação de linhas e de serviços de transporte coletivo.</p><p>§ 3º Para colocação do símbolo internacional de acesso nos</p><p>veículos, as empresas de transporte coletivo de passageiros depen-</p><p>dem da certificação de acessibilidade emitida pelo gestor público</p><p>responsável pela prestação do serviço.</p><p>Art. 47. Em todas as áreas de estacionamento aberto ao pú-</p><p>blico, de uso público ou privado de uso coletivo e em vias públicas,</p><p>devem ser reservadas vagas próximas aos acessos de circulação de</p><p>pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem</p><p>pessoa com deficiência com comprometimento de mobilidade, des-</p><p>de que devidamente identificados.</p><p>§ 1º As vagas a que se refere o caput deste artigo devem equi-</p><p>valer a 2% (dois por cento) do total, garantida, no mínimo, 1 (uma)</p><p>vaga devidamente sinalizada e com as especificações de desenho</p><p>e traçado de acordo com as normas técnicas vigentes de acessibi-</p><p>lidade.</p><p>§ 2º Os veículos estacionados nas vagas reservadas devem exi-</p><p>bir, em local de ampla visibilidade, a credencial de beneficiário, a</p><p>ser confeccionada e fornecida pelos órgãos de trânsito, que discipli-</p><p>narão suas características e condições de uso.</p><p>§ 3º A utilização indevida das vagas de que trata este artigo</p><p>sujeita os infratores às sanções previstas no inciso XX do art. 181 da</p><p>Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasi-</p><p>leiro) . (Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)</p><p>§ 4º A credencial a que se refere o § 2º deste artigo é vinculada</p><p>à pessoa com deficiência que possui comprometimento de mobili-</p><p>dade e é válida em todo o território nacional.</p><p>Art. 48. Os veículos de transporte coletivo terrestre, aquaviário</p><p>e aéreo, as instalações, as estações, os portos e os terminais em</p><p>operação no País devem ser acessíveis, de forma a garantir o seu</p><p>uso por todas as pessoas.</p><p>§ 1º Os veículos e as estruturas de que trata o caput deste arti-</p><p>go devem dispor de sistema de comunicação acessível que disponi-</p><p>bilize informações sobre todos os pontos do itinerário.</p><p>§ 2º São asseguradas à pessoa com deficiência prioridade e se-</p><p>gurança nos procedimentos de embarque e de desembarque nos</p><p>veículos de transporte coletivo, de acordo</p><p>com as normas técnicas.</p><p>§ 3º Para colocação do símbolo internacional de acesso nos</p><p>veículos, as empresas de transporte coletivo de passageiros depen-</p><p>dem da certificação de acessibilidade emitida pelo gestor público</p><p>responsável pela prestação do serviço.</p><p>Art. 49. As empresas de transporte de fretamento e de turismo,</p><p>na renovação de suas frotas, são obrigadas ao cumprimento do dis-</p><p>posto nos arts. 46 e 48 desta Lei. (Vigência)</p><p>Art. 50. O poder público incentivará a fabricação de veículos</p><p>acessíveis e a sua utilização como táxis e vans , de forma a garantir</p><p>o seu uso por todas as pessoas.</p><p>Art. 51. As frotas de empresas de táxi devem reservar 10% (dez</p><p>por cento) de seus veículos acessíveis à pessoa com deficiência.</p><p>(Vide Decreto nº 9.762, de 2019) (Vigência)</p><p>§ 1º É proibida a cobrança diferenciada de tarifas ou de valores</p><p>adicionais pelo serviço de táxi prestado à pessoa com deficiência.</p><p>§ 2º O poder público é autorizado a instituir incentivos fiscais</p><p>com vistas a possibilitar a acessibilidade dos veículos a que se refere</p><p>o caput deste artigo.</p><p>Art. 52. As locadoras de veículos são obrigadas a oferecer 1</p><p>(um) veículo adaptado para uso de pessoa com deficiência, a cada</p><p>conjunto de 20 (vinte) veículos de sua frota. (Vide Decreto nº</p><p>9.762, de 2019) (Vigência)</p><p>Parágrafo único. O veículo adaptado deverá ter, no mínimo,</p><p>câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos</p><p>manuais de freio e de embreagem.</p><p>TÍTULO III</p><p>DA ACESSIBILIDADE</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DISPOSIÇÕES GERAIS</p><p>Art. 53. A acessibilidade é direito que garante à pessoa com de-</p><p>ficiência ou com mobilidade reduzida viver de forma independente</p><p>e exercer seus direitos de cidadania e de participação social.</p><p>Art. 54. São sujeitas ao cumprimento das disposições desta Lei</p><p>e de outras normas relativas à acessibilidade, sempre que houver</p><p>interação com a matéria nela regulada:</p><p>I - a aprovação de projeto arquitetônico e urbanístico ou de</p><p>comunicação e informação, a fabricação de veículos de transporte</p><p>coletivo, a prestação do respectivo serviço e a execução de qual-</p><p>quer tipo de obra, quando tenham destinação pública ou coletiva;</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>98</p><p>II - a outorga ou a renovação de concessão, permissão, autori-</p><p>zação ou habilitação de qualquer natureza;</p><p>III - a aprovação de financiamento de projeto com utilização</p><p>de recursos públicos, por meio de renúncia ou de incentivo fiscal,</p><p>contrato, convênio ou instrumento congênere; e</p><p>IV - a concessão de aval da União para obtenção de empréstimo</p><p>e de financiamento internacionais por entes públicos ou privados.</p><p>Art. 55. A concepção e a implantação de projetos que tratem</p><p>do meio físico, de transporte, de informação e comunicação, inclu-</p><p>sive de sistemas e tecnologias da informação e comunicação, e de</p><p>outros serviços, equipamentos e instalações abertos ao público, de</p><p>uso público ou privado de uso coletivo, tanto na zona urbana como</p><p>na rural, devem atender aos princípios do desenho universal, tendo</p><p>como referência as normas de acessibilidade.</p><p>§ 1º O desenho universal será sempre tomado como regra de</p><p>caráter geral.</p><p>§ 2º Nas hipóteses em que comprovadamente o desenho uni-</p><p>versal não possa ser empreendido, deve ser adotada adaptação ra-</p><p>zoável.</p><p>§ 3º Caberá ao poder público promover a inclusão de conteú-</p><p>dos temáticos referentes ao desenho universal nas diretrizes curri-</p><p>culares da educação profissional e tecnológica e do ensino superior</p><p>e na formação das carreiras de Estado.</p><p>§ 4º Os programas, os projetos e as linhas de pesquisa a serem</p><p>desenvolvidos com o apoio de organismos públicos de auxílio à pes-</p><p>quisa e de agências de fomento deverão incluir temas voltados para</p><p>o desenho universal.</p><p>§ 5º Desde a etapa de concepção, as políticas públicas deverão</p><p>considerar a adoção do desenho universal.</p><p>Art. 56. A construção, a reforma, a ampliação ou a mudança de</p><p>uso de edificações abertas ao público, de uso público ou privadas</p><p>de uso coletivo deverão ser executadas de modo a serem acessíveis.</p><p>§ 1º As entidades de fiscalização profissional das atividades de</p><p>Engenharia, de Arquitetura e correlatas, ao anotarem a responsabi-</p><p>lidade técnica de projetos, devem exigir a responsabilidade profis-</p><p>sional declarada de atendimento às regras de acessibilidade previs-</p><p>tas em legislação e em normas técnicas pertinentes.</p><p>§ 2º Para a aprovação, o licenciamento ou a emissão de certi-</p><p>ficado de projeto executivo arquitetônico, urbanístico e de instala-</p><p>ções e equipamentos temporários ou permanentes e para o licen-</p><p>ciamento ou a emissão de certificado de conclusão de obra ou de</p><p>serviço, deve ser atestado o atendimento às regras de acessibilida-</p><p>de.</p><p>§ 3º O poder público, após certificar a acessibilidade de edifi-</p><p>cação ou de serviço, determinará a colocação, em espaços ou em</p><p>locais de ampla visibilidade, do símbolo internacional de acesso, na</p><p>forma prevista em legislação e em normas técnicas correlatas.</p><p>Art. 57. As edificações públicas e privadas de uso coletivo já</p><p>existentes devem garantir acessibilidade à pessoa com deficiência</p><p>em todas as suas dependências e serviços, tendo como referência</p><p>as normas de acessibilidade vigentes.</p><p>Art. 58. O projeto e a construção de edificação de uso privado</p><p>multifamiliar devem atender aos preceitos de acessibilidade, na for-</p><p>ma regulamentar. (Regulamento)</p><p>§ 1º As construtoras e incorporadoras responsáveis pelo proje-</p><p>to e pela construção das edificações a que se refere o caput deste</p><p>artigo devem assegurar percentual mínimo de suas unidades inter-</p><p>namente acessíveis, na forma regulamentar.</p><p>§ 2º É vedada a cobrança de valores adicionais para a aquisição</p><p>de unidades internamente acessíveis a que se refere o § 1º deste</p><p>artigo.</p><p>Art. 59. Em qualquer intervenção nas vias e nos espaços públi-</p><p>cos, o poder público e as empresas concessionárias responsáveis</p><p>pela execução das obras e dos serviços devem garantir, de forma</p><p>segura, a fluidez do trânsito e a livre circulação e acessibilidade das</p><p>pessoas, durante e após sua execução.</p><p>Art. 60. Orientam-se, no que couber, pelas regras de acessibi-</p><p>lidade previstas em legislação e em normas técnicas, observado o</p><p>disposto na Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000 , nº 10.257,</p><p>de 10 de julho de 2001 , e nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012 :</p><p>I - os planos diretores municipais, os planos diretores de trans-</p><p>porte e trânsito, os planos de mobilidade urbana e os planos de</p><p>preservação de sítios históricos elaborados ou atualizados a partir</p><p>da publicação desta Lei;</p><p>II - os códigos de obras, os códigos de postura, as leis de uso e</p><p>ocupação do solo e as leis do sistema viário;</p><p>III - os estudos prévios de impacto de vizinhança;</p><p>IV - as atividades de fiscalização e a imposição de sanções; e</p><p>V - a legislação referente à prevenção contra incêndio e pânico.</p><p>§ 1º A concessão e a renovação de alvará de funcionamento</p><p>para qualquer atividade são condicionadas à observação e à certifi-</p><p>cação das regras de acessibilidade.</p><p>§ 2º A emissão de carta de habite-se ou de habilitação equiva-</p><p>lente e sua renovação, quando esta tiver sido emitida anteriormen-</p><p>te às exigências de acessibilidade, é condicionada à observação e à</p><p>certificação das regras de acessibilidade.</p><p>Art. 61. A formulação, a implementação e a manutenção das</p><p>ações de acessibilidade atenderão às seguintes premissas básicas:</p><p>I - eleição de prioridades, elaboração de cronograma e reserva</p><p>de recursos para implementação das ações; e</p><p>II - planejamento contínuo e articulado entre os setores envol-</p><p>vidos.</p><p>Art. 62. É assegurado à pessoa com deficiência, mediante solici-</p><p>tação, o recebimento de contas, boletos, recibos, extratos e cobran-</p><p>ças de tributos em formato acessível.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DO ACESSO À INFORMAÇÃO E À COMUNICAÇÃO</p><p>Art. 63. É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet</p><p>mantidos por empresas com sede ou representação comercial no</p><p>País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiên-</p><p>cia, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as</p><p>melhores práticas</p><p>e diretrizes de acessibilidade adotadas interna-</p><p>cionalmente.</p><p>§ 1º Os sítios devem conter símbolo de acessibilidade em des-</p><p>taque.</p><p>§ 2º Telecentros comunitários que receberem recursos públi-</p><p>cos federais para seu custeio ou sua instalação e lan houses devem</p><p>possuir equipamentos e instalações acessíveis.</p><p>§ 3º Os telecentros e as lan houses de que trata o § 2º des-</p><p>te artigo devem garantir, no mínimo, 10% (dez por cento) de seus</p><p>computadores com recursos de acessibilidade para pessoa com de-</p><p>ficiência visual, sendo assegurado pelo menos 1 (um) equipamento,</p><p>quando o resultado percentual for inferior a 1 (um).</p><p>Art. 64. A acessibilidade nos sítios da internet de que trata o</p><p>art. 63 desta Lei deve ser observada para obtenção do financiamen-</p><p>to de que trata o inciso III do art. 54 desta Lei.</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>99</p><p>Art. 65. As empresas prestadoras de serviços de telecomunica-</p><p>ções deverão garantir pleno acesso à pessoa com deficiência, con-</p><p>forme regulamentação específica.</p><p>Art. 66. Cabe ao poder público incentivar a oferta de apare-</p><p>lhos de telefonia fixa e móvel celular com acessibilidade que, entre</p><p>outras tecnologias assistivas, possuam possibilidade de indicação e</p><p>de ampliação sonoras de todas as operações e funções disponíveis.</p><p>Art. 67. Os serviços de radiodifusão de sons e imagens devem</p><p>permitir o uso dos seguintes recursos, entre outros:</p><p>I - subtitulação por meio de legenda oculta;</p><p>II - janela com intérprete da Libras;</p><p>III - audiodescrição.</p><p>Art. 68. O poder público deve adotar mecanismos de incentivo</p><p>à produção, à edição, à difusão, à distribuição e à comercialização</p><p>de livros em formatos acessíveis, inclusive em publicações da admi-</p><p>nistração pública ou financiadas com recursos públicos, com vistas</p><p>a garantir à pessoa com deficiência o direito de acesso à leitura, à</p><p>informação e à comunicação.</p><p>§ 1º Nos editais de compras de livros, inclusive para o abas-</p><p>tecimento ou a atualização de acervos de bibliotecas em todos os</p><p>níveis e modalidades de educação e de bibliotecas públicas, o po-</p><p>der público deverá adotar cláusulas de impedimento à participação</p><p>de editoras que não ofertem sua produção também em formatos</p><p>acessíveis.</p><p>§ 2º Consideram-se formatos acessíveis os arquivos digitais</p><p>que possam ser reconhecidos e acessados por softwares leitores</p><p>de telas ou outras tecnologias assistivas que vierem a substituí-los,</p><p>permitindo leitura com voz sintetizada, ampliação de caracteres, di-</p><p>ferentes contrastes e impressão em Braille.</p><p>§ 3º O poder público deve estimular e apoiar a adaptação e a</p><p>produção de artigos científicos em formato acessível, inclusive em</p><p>Libras.</p><p>Art. 69. O poder público deve assegurar a disponibilidade de</p><p>informações corretas e claras sobre os diferentes produtos e servi-</p><p>ços ofertados, por quaisquer meios de comunicação empregados,</p><p>inclusive em ambiente virtual, contendo a especificação correta de</p><p>quantidade, qualidade, características, composição e preço, bem</p><p>como sobre os eventuais riscos à saúde e à segurança do consumi-</p><p>dor com deficiência, em caso de sua utilização, aplicando-se, no que</p><p>couber, os arts. 30 a 41 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 .</p><p>§ 1º Os canais de comercialização virtual e os anúncios publi-</p><p>citários veiculados na imprensa escrita, na internet, no rádio, na</p><p>televisão e nos demais veículos de comunicação abertos ou por</p><p>assinatura devem disponibilizar, conforme a compatibilidade do</p><p>meio, os recursos de acessibilidade de que trata o art. 67 desta Lei,</p><p>a expensas do fornecedor do produto ou do serviço, sem prejuízo</p><p>da observância do disposto nos arts. 36 a 38 da Lei nº 8.078, de 11</p><p>de setembro de 1990 .</p><p>§ 2º Os fornecedores devem disponibilizar, mediante solicita-</p><p>ção, exemplares de bulas, prospectos, textos ou qualquer outro tipo</p><p>de material de divulgação em formato acessível.</p><p>Art. 70. As instituições promotoras de congressos, seminários,</p><p>oficinas e demais eventos de natureza científico-cultural devem</p><p>oferecer à pessoa com deficiência, no mínimo, os recursos de tec-</p><p>nologia assistiva previstos no art. 67 desta Lei.</p><p>Art. 71. Os congressos, os seminários, as oficinas e os demais</p><p>eventos de natureza científico-cultural promovidos ou financiados</p><p>pelo poder público devem garantir as condições de acessibilidade e</p><p>os recursos de tecnologia assistiva.</p><p>Art. 72. Os programas, as linhas de pesquisa e os projetos a</p><p>serem desenvolvidos com o apoio de agências de financiamento</p><p>e de órgãos e entidades integrantes da administração pública que</p><p>atuem no auxílio à pesquisa devem contemplar temas voltados à</p><p>tecnologia assistiva.</p><p>Art. 73. Caberá ao poder público, diretamente ou em parceria</p><p>com organizações da sociedade civil, promover a capacitação de</p><p>tradutores e intérpretes da Libras, de guias intérpretes e de profis-</p><p>sionais habilitados em Braille, audiodescrição, estenotipia e legen-</p><p>dagem.</p><p>CAPÍTULO III</p><p>DA TECNOLOGIA ASSISTIVA</p><p>Art. 74. É garantido à pessoa com deficiência acesso a produ-</p><p>tos, recursos, estratégias, práticas, processos, métodos e serviços</p><p>de tecnologia assistiva que maximizem sua autonomia, mobilidade</p><p>pessoal e qualidade de vida.</p><p>Art. 75. O poder público desenvolverá plano específico de me-</p><p>didas, a ser renovado em cada período de 4 (quatro) anos, com a</p><p>finalidade de: (Regulamento)</p><p>I - facilitar o acesso a crédito especializado, inclusive com oferta</p><p>de linhas de crédito subsidiadas, específicas para aquisição de tec-</p><p>nologia assistiva;</p><p>II - agilizar, simplificar e priorizar procedimentos de importação</p><p>de tecnologia assistiva, especialmente as questões atinentes a pro-</p><p>cedimentos alfandegários e sanitários;</p><p>III - criar mecanismos de fomento à pesquisa e à produção na-</p><p>cional de tecnologia assistiva, inclusive por meio de concessão de</p><p>linhas de crédito subsidiado e de parcerias com institutos de pes-</p><p>quisa oficiais;</p><p>IV - eliminar ou reduzir a tributação da cadeia produtiva e de</p><p>importação de tecnologia assistiva;</p><p>V - facilitar e agilizar o processo de inclusão de novos recursos</p><p>de tecnologia assistiva no rol de produtos distribuídos no âmbito do</p><p>SUS e por outros órgãos governamentais.</p><p>Parágrafo único. Para fazer cumprir o disposto neste artigo, os</p><p>procedimentos constantes do plano específico de medidas deverão</p><p>ser avaliados, pelo menos, a cada 2 (dois) anos.</p><p>CAPÍTULO IV</p><p>DO DIREITO À PARTICIPAÇÃO NA VIDA PÚBLICA E POLÍTICA</p><p>Art. 76. O poder público deve garantir à pessoa com deficiência</p><p>todos os direitos políticos e a oportunidade de exercê-los em igual-</p><p>dade de condições com as demais pessoas.</p><p>§ 1º À pessoa com deficiência será assegurado o direito de vo-</p><p>tar e de ser votada, inclusive por meio das seguintes ações:</p><p>I - garantia de que os procedimentos, as instalações, os mate-</p><p>riais e os equipamentos para votação sejam apropriados, acessíveis</p><p>a todas as pessoas e de fácil compreensão e uso, sendo vedada a</p><p>instalação de seções eleitorais exclusivas para a pessoa com defici-</p><p>ência;</p><p>II - incentivo à pessoa com deficiência a candidatar-se e a de-</p><p>sempenhar quaisquer funções públicas em todos os níveis de go-</p><p>verno, inclusive por meio do uso de novas tecnologias assistivas,</p><p>quando apropriado;</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>100</p><p>III - garantia de que os pronunciamentos oficiais, a propaganda</p><p>eleitoral obrigatória e os debates transmitidos pelas emissoras de</p><p>televisão possuam, pelo menos, os recursos elencados no art. 67</p><p>desta Lei;</p><p>IV - garantia do livre exercício do direito ao voto e, para tan-</p><p>to, sempre que necessário e a seu pedido, permissão para que a</p><p>pessoa com deficiência seja auxiliada na votação por pessoa de sua</p><p>escolha.</p><p>§ 2º O poder público promoverá a participação da pessoa com</p><p>deficiência, inclusive quando institucionalizada, na condução das</p><p>questões públicas, sem discriminação e em igualdade de oportuni-</p><p>dades, observado o seguinte:</p><p>I - participação em organizações não governamentais relacio-</p><p>nadas à vida pública e à política do País e em atividades e adminis-</p><p>tração de partidos políticos;</p><p>II - formação</p><p>por espaço simples. Na separação entre cidade e unidade da federação pode ser substituída a barra pelo ponto ou pelo travessão. No</p><p>caso de ofício ao mesmo órgão, não é obrigatória a informação do CEP, podendo ficar apenas a informação da cidade/unidade da federação;</p><p>e) alinhamento: à margem esquerda da página.</p><p>• Assunto: O assunto deve dar uma ideia geral do que trata o documento, de forma sucinta. Ele deve ser grafado da seguinte maneira:</p><p>a) título: a palavra Assunto deve anteceder a frase que define o conteúdo do documento, seguida de dois-pontos;</p><p>b) descrição do assunto: a frase que descreve o conteúdo do documento deve ser escrita com inicial maiúscula, não se deve utilizar</p><p>verbos e sugere-se utilizar de quatro a cinco palavras;</p><p>c) destaque: todo o texto referente ao assunto, inclusive o título, deve ser destacado em negrito;</p><p>d) pontuação: coloca-se ponto-final depois do assunto;</p><p>e) alinhamento: à margem esquerda da página.</p><p>• Texto:</p><p>NOS CASOS EM QUE NÃO SEJA USADO PARA ENCAMINHA-</p><p>MENTO DE DOCUMENTOS, O EXPEDIENTE DEVE CONTER A</p><p>SEGUINTE ESTRUTURA:</p><p>QUANDO FOREM USADOS PARA ENCAMINHAMENTO DE</p><p>DOCUMENTOS, A ESTRUTURA É MODIFICADA:</p><p>a) introdução: em que é apresentado o objetivo da comunica-</p><p>ção. Evite o uso das formas: Tenho a honra de, Tenho o prazer de,</p><p>Cumpre-me informar que. Prefira empregar a forma direta: Infor-</p><p>mo, Solicito, Comunico;</p><p>b) desenvolvimento: em que o assunto é detalhado; se o texto</p><p>contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser trata-</p><p>das em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposi-</p><p>ção; e</p><p>c) conclusão: em que é afirmada a posição sobre o assunto.</p><p>a) introdução: deve iniciar com referência ao expediente que</p><p>solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver</p><p>sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comu-</p><p>nicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos</p><p>do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário e as-</p><p>sunto de que se trata) e a razão pela qual está sendo encaminhado;</p><p>b) desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer</p><p>algum comentário a respeito do documento que encaminha, po-</p><p>derá acrescentar parágrafos de desenvolvimento. Caso contrário,</p><p>não há parágrafos de desenvolvimento em expediente usado para</p><p>encaminhamento de documentos.</p><p>Em qualquer uma das duas estruturas, o texto do documento deve ser formatado da seguinte maneira:</p><p>a) alinhamento: justificado;</p><p>b) espaçamento entre linhas: simples;</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>10</p><p>c) parágrafos: espaçamento entre parágrafos: de 6 pontos após</p><p>cada parágrafo; recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem</p><p>esquerda; numeração dos parágrafos: apenas quando o documento</p><p>tiver três ou mais parágrafos, desde o primeiro parágrafo. Não se</p><p>numeram o vocativo e o fecho;</p><p>d) fonte: Calibri ou Carlito; corpo do texto: tamanho 12 pontos;</p><p>citações recuadas: tamanho 11 pontos; notas de Rodapé: tamanho</p><p>10 pontos.</p><p>e) símbolos: para símbolos não existentes nas fontes indicadas,</p><p>pode-se utilizar as fontes Symbol e Wingdings.</p><p>• Fechos para comunicações: O fecho das comunicações ofi-</p><p>ciais objetiva, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, saudar</p><p>o destinatário.</p><p>a) Para autoridades de hierarquia superior a do remetente, in-</p><p>clusive o Presidente da República: Respeitosamente,</p><p>b) Para autoridades de mesma hierarquia, de hierarquia infe-</p><p>rior ou demais casos: Atenciosamente,</p><p>• Identificação do signatário: Excluídas as comunicações assi-</p><p>nadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações</p><p>oficiais devem informar o signatário segundo o padrão:</p><p>a) nome: nome da autoridade que as expede, grafado em le-</p><p>tras maiúsculas, sem negrito. Não se usa linha acima do nome do</p><p>signatário;</p><p>b) cargo: cargo da autoridade que expede o documento, redigi-</p><p>do apenas com as iniciais maiúsculas. As preposições que liguem as</p><p>palavras do cargo devem ser grafadas em minúsculas; e</p><p>c) alinhamento: a identificação do signatário deve ser centra-</p><p>lizada na página. Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar</p><p>a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa</p><p>página ao menos a última frase anterior ao fecho.</p><p>• Numeração de páginas: A numeração das páginas é obrigató-</p><p>ria apenas a partir da segunda página da comunicação. Ela deve ser</p><p>centralizada na página e obedecer à seguinte formatação:</p><p>a) posição: no rodapé do documento, ou acima da área de 2 cm</p><p>da margem inferior; e</p><p>b) fonte: Calibri ou Carlito.</p><p>Quanto a formatação e apresentação, os documentos do pa-</p><p>drão ofício devem obedecer à seguinte forma:</p><p>a) tamanho do papel: A4 (29,7 cm x 21 cm);</p><p>b) margem lateral esquerda: no mínimo, 3 cm de largura;</p><p>c) margem lateral direita: 1,5 cm;</p><p>d) margens superior e inferior: 2 cm;</p><p>e) área de cabeçalho: na primeira página, 5 cm a partir da mar-</p><p>gem superior do papel;</p><p>f) área de rodapé: nos 2 cm da margem inferior do documento;</p><p>g) impressão: na correspondência oficial, a impressão pode</p><p>ocorrer em ambas as faces do papel. Nesse caso, as margens es-</p><p>querda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares</p><p>(margem espelho);</p><p>h) cores: os textos devem ser impressos na cor preta em pa-</p><p>pel branco, reservando-se, se necessário, a impressão colorida para</p><p>gráficos e ilustrações;</p><p>i) destaques: para destaques deve-se utilizar, sem abuso, o</p><p>negrito. Deve-se evitar destaques com uso de itálico, sublinhado,</p><p>letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer</p><p>outra forma de formatação que afete a sobriedade e a padroniza-</p><p>ção do documento;</p><p>j) palavras estrangeiras: palavras estrangeiras devem ser grafa-</p><p>das em itálico;</p><p>k) arquivamento: dentro do possível, todos os documentos</p><p>elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para consulta</p><p>posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos. Deve</p><p>ser utilizado, preferencialmente, formato de arquivo que possa ser</p><p>lido e editado pela maioria dos editores de texto utilizados no servi-</p><p>ço público, tais como DOCX, ODT ou RTF.</p><p>l) nome do arquivo: para facilitar a localização, os nomes dos</p><p>arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo do docu-</p><p>mento + número do documento + ano do documento (com 4 dígi-</p><p>tos) + palavras-chaves do conteúdo.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>11</p><p>Os documentos oficiais podem ser identificados de acordo com</p><p>algumas possíveis variações:</p><p>a) [NOME DO EXPEDIENTE] + CIRCULAR: Quando um órgão en-</p><p>via o mesmo expediente para mais de um órgão receptor. A sigla na</p><p>epígrafe será apenas do órgão remetente.</p><p>b) [NOME DO EXPEDIENTE] + CONJUNTO: Quando mais de um</p><p>órgão envia, conjuntamente, o mesmo expediente para um único</p><p>órgão receptor. As siglas dos órgãos remetentes constarão na epí-</p><p>grafe.</p><p>c) [NOME DO EXPEDIENTE] + CONJUNTO CIRCULAR: Quando</p><p>mais de um órgão envia, conjuntamente, o mesmo expediente para</p><p>mais de um órgão receptor. As siglas dos órgãos remetentes cons-</p><p>tarão na epígrafe.</p><p>Nos expedientes circulares, por haver mais de um receptor, o</p><p>órgão remetente poderá inserir no rodapé as siglas ou nomes dos</p><p>órgãos que receberão o expediente.</p><p>Exposição de motivos (EM)</p><p>É o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-</p><p>Presidente para:</p><p>a) propor alguma medida;</p><p>b) submeter projeto de ato normativo à sua consideração; ou</p><p>c) informa-lo de determinado assunto.</p><p>A exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República</p><p>por um Ministro de Estado. Nos casos em que o assunto tratado en-</p><p>volva mais de um ministério, a exposição de motivos será assinada</p><p>por todos os ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada</p><p>de interministerial. Independentemente de ser uma EM com ape-</p><p>nas um autor ou uma EM interministerial, a sequência numérica</p><p>das exposições de motivos é única. A numeração começa e termina</p><p>dentro de um mesmo ano civil.</p><p>A exposição de motivos é a principal modalidade de comunica-</p><p>ção dirigida ao Presidente da República pelos ministros. Além disso,</p><p>pode, em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacio-</p><p>nal ou ao Poder Judiciário.</p><p>O Sistema de Geração e Tramitação</p><p>de organizações para representar a pessoa com</p><p>deficiência em todos os níveis;</p><p>III - participação da pessoa com deficiência em organizações</p><p>que a representem.</p><p>TÍTULO IV</p><p>DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA</p><p>Art. 77. O poder público deve fomentar o desenvolvimento</p><p>científico, a pesquisa e a inovação e a capacitação tecnológicas, vol-</p><p>tados à melhoria da qualidade de vida e ao trabalho da pessoa com</p><p>deficiência e sua inclusão social.</p><p>§ 1º O fomento pelo poder público deve priorizar a geração de</p><p>conhecimentos e técnicas que visem à prevenção e ao tratamento</p><p>de deficiências e ao desenvolvimento de tecnologias assistiva e so-</p><p>cial.</p><p>§ 2º A acessibilidade e as tecnologias assistiva e social devem</p><p>ser fomentadas mediante a criação de cursos de pós-graduação, a</p><p>formação de recursos humanos e a inclusão do tema nas diretrizes</p><p>de áreas do conhecimento.</p><p>§ 3º Deve ser fomentada a capacitação tecnológica de institui-</p><p>ções públicas e privadas para o desenvolvimento de tecnologias as-</p><p>sistiva e social que sejam voltadas para melhoria da funcionalidade</p><p>e da participação social da pessoa com deficiência.</p><p>§ 4º As medidas previstas neste artigo devem ser reavaliadas</p><p>periodicamente pelo poder público, com vistas ao seu aperfeiçoa-</p><p>mento.</p><p>Art. 78. Devem ser estimulados a pesquisa, o desenvolvimen-</p><p>to, a inovação e a difusão de tecnologias voltadas para ampliar o</p><p>acesso da pessoa com deficiência às tecnologias da informação e</p><p>comunicação e às tecnologias sociais.</p><p>Parágrafo único. Serão estimulados, em especial:</p><p>I - o emprego de tecnologias da informação e comunicação</p><p>como instrumento de superação de limitações funcionais e de bar-</p><p>reiras à comunicação, à informação, à educação e ao entretenimen-</p><p>to da pessoa com deficiência;</p><p>II - a adoção de soluções e a difusão de normas que visem a am-</p><p>pliar a acessibilidade da pessoa com deficiência à computação e aos</p><p>sítios da internet, em especial aos serviços de governo eletrônico.</p><p>LIVRO II</p><p>PARTE ESPECIAL</p><p>TÍTULO I</p><p>DO ACESSO À JUSTIÇA</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DISPOSIÇÕES GERAIS</p><p>Art. 79. O poder público deve assegurar o acesso da pessoa</p><p>com deficiência à justiça, em igualdade de oportunidades com as</p><p>demais pessoas, garantindo, sempre que requeridos, adaptações e</p><p>recursos de tecnologia assistiva.</p><p>§ 1º A fim de garantir a atuação da pessoa com deficiência em</p><p>todo o processo judicial, o poder público deve capacitar os mem-</p><p>bros e os servidores que atuam no Poder Judiciário, no Ministério</p><p>Público, na Defensoria Pública, nos órgãos de segurança pública e</p><p>no sistema penitenciário quanto aos direitos da pessoa com defici-</p><p>ência.</p><p>§ 2º Devem ser assegurados à pessoa com deficiência subme-</p><p>tida a medida restritiva de liberdade todos os direitos e garantias a</p><p>que fazem jus os apenados sem deficiência, garantida a acessibili-</p><p>dade.</p><p>§ 3º A Defensoria Pública e o Ministério Público tomarão as</p><p>medidas necessárias à garantia dos direitos previstos nesta Lei.</p><p>Art. 80. Devem ser oferecidos todos os recursos de tecnologia</p><p>assistiva disponíveis para que a pessoa com deficiência tenha garan-</p><p>tido o acesso à justiça, sempre que figure em um dos polos da ação</p><p>ou atue como testemunha, partícipe da lide posta em juízo, advoga-</p><p>do, defensor público, magistrado ou membro do Ministério Público.</p><p>Parágrafo único. A pessoa com deficiência tem garantido o</p><p>acesso ao conteúdo de todos os atos processuais de seu interesse,</p><p>inclusive no exercício da advocacia.</p><p>Art. 81. Os direitos da pessoa com deficiência serão garantidos</p><p>por ocasião da aplicação de sanções penais.</p><p>Art. 82. (VETADO).</p><p>Art. 83. Os serviços notariais e de registro não podem negar ou</p><p>criar óbices ou condições diferenciadas à prestação de seus servi-</p><p>ços em razão de deficiência do solicitante, devendo reconhecer sua</p><p>capacidade legal plena, garantida a acessibilidade.</p><p>Parágrafo único. O descumprimento do disposto no caput des-</p><p>te artigo constitui discriminação em razão de deficiência.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DO RECONHECIMENTO IGUAL PERANTE A LEI</p><p>Art. 84. A pessoa com deficiência tem assegurado o direito ao</p><p>exercício de sua capacidade legal em igualdade de condições com</p><p>as demais pessoas.</p><p>§ 1º Quando necessário, a pessoa com deficiência será subme-</p><p>tida à curatela, conforme a lei.</p><p>§ 2º É facultado à pessoa com deficiência a adoção de processo</p><p>de tomada de decisão apoiada.</p><p>§ 3º A definição de curatela de pessoa com deficiência constitui</p><p>medida protetiva extraordinária, proporcional às necessidades e às</p><p>circunstâncias de cada caso, e durará o menor tempo possível.</p><p>§ 4º Os curadores são obrigados a prestar, anualmente, contas</p><p>de sua administração ao juiz, apresentando o balanço do respectivo</p><p>ano.</p><p>NOÇÕES SOBRE O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>101</p><p>Art. 85. A curatela afetará tão somente os atos relacionados</p><p>aos direitos de natureza patrimonial e negocial.</p><p>§ 1º A definição da curatela não alcança o direito ao próprio</p><p>corpo, à sexualidade, ao matrimônio, à privacidade, à educação, à</p><p>saúde, ao trabalho e ao voto.</p><p>§ 2º A curatela constitui medida extraordinária, devendo cons-</p><p>tar da sentença as razões e motivações de sua definição, preserva-</p><p>dos os interesses do curatelado.</p><p>§ 3º No caso de pessoa em situação de institucionalização, ao</p><p>nomear curador, o juiz deve dar preferência a pessoa que tenha vín-</p><p>culo de natureza familiar, afetiva ou comunitária com o curatelado.</p><p>Art. 86. Para emissão de documentos oficiais, não será exigida</p><p>a situação de curatela da pessoa com deficiência.</p><p>Art. 87. Em casos de relevância e urgência e a fim de proteger</p><p>os interesses da pessoa com deficiência em situação de curatela,</p><p>será lícito ao juiz, ouvido o Ministério Público, de oficio ou a reque-</p><p>rimento do interessado, nomear, desde logo, curador provisório,</p><p>o qual estará sujeito, no que couber, às disposições do Código de</p><p>Processo Civil .</p><p>TÍTULO II</p><p>DOS CRIMES E DAS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS</p><p>Art. 88. Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em</p><p>razão de sua deficiência:</p><p>Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.</p><p>§ 1º Aumenta-se a pena em 1/3 (um terço) se a vítima encon-</p><p>trar-se sob cuidado e responsabilidade do agente.</p><p>§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput deste artigo é</p><p>cometido por intermédio de meios de comunicação social ou de</p><p>publicação de qualquer natureza:</p><p>Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.</p><p>§ 3º Na hipótese do § 2º deste artigo, o juiz poderá determinar,</p><p>ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do in-</p><p>quérito policial, sob pena de desobediência:</p><p>I - recolhimento ou busca e apreensão dos exemplares do ma-</p><p>terial discriminatório;</p><p>II - interdição das respectivas mensagens ou páginas de infor-</p><p>mação na internet.</p><p>§ 4º Na hipótese do § 2º deste artigo, constitui efeito da con-</p><p>denação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do</p><p>material apreendido.</p><p>Art. 89. Apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão,</p><p>benefícios, remuneração ou qualquer outro rendimento de pessoa</p><p>com deficiência:</p><p>Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.</p><p>Parágrafo único. Aumenta-se a pena em 1/3 (um terço) se o</p><p>crime é cometido:</p><p>I - por tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testa-</p><p>menteiro ou depositário judicial; ou</p><p>II - por aquele que se apropriou em razão de ofício ou de pro-</p><p>fissão.</p><p>Art. 90. Abandonar pessoa com deficiência em hospitais, casas</p><p>de saúde, entidades de abrigamento ou congêneres:</p><p>Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa.</p><p>Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem não prover as</p><p>necessidades básicas de pessoa com deficiência quando obrigado</p><p>por lei ou mandado.</p><p>Art. 91. Reter ou utilizar cartão magnético, qualquer meio ele-</p><p>trônico ou documento de pessoa com deficiência destinados ao re-</p><p>cebimento de benefícios, proventos, pensões ou remuneração ou à</p><p>realização de operações financeiras, com o fim de obter vantagem</p><p>indevida para si ou para outrem:</p><p>Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.</p><p>Parágrafo único. Aumenta-se a pena em 1/3 (um terço) se o</p><p>crime é cometido por</p><p>de Documentos Oficiais</p><p>(Sidof) é a ferramenta eletrônica utilizada para a elaboração, a re-</p><p>dação, a alteração, o controle, a tramitação, a administração e a ge-</p><p>rência das exposições de motivos com as propostas de atos a serem</p><p>encaminhadas pelos Ministérios à Presidência da República.</p><p>Ao se utilizar o Sidof, a assinatura, o nome e o cargo do sig-</p><p>natário são substituídos pela assinatura eletrônica que informa o</p><p>nome do ministro que assinou a exposição de motivos e do con-</p><p>sultor jurídico que assinou o parecer jurídico da Pasta.</p><p>A Mensagem é o instrumento de comunicação oficial entre os</p><p>Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas</p><p>pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar</p><p>sobre fato da administração pública; para expor o plano de gover-</p><p>no por ocasião da abertura de sessão legislativa; para submeter</p><p>ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de</p><p>suas Casas; para apresentar veto; enfim, fazer comunicações do que</p><p>seja de interesse dos Poderes Públicos e da Nação.</p><p>Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos ministérios</p><p>à Presidência da República, a cujas assessorias caberá a redação fi-</p><p>nal. As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso</p><p>Nacional têm as seguintes finalidades:</p><p>a) Encaminhamento de proposta de emenda constitucional,</p><p>de projeto de lei ordinária, de projeto de lei complementar e os</p><p>que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, or-</p><p>çamentos anuais e créditos adicionais.</p><p>b) Encaminhamento de medida provisória.</p><p>c) Indicação de autoridades.</p><p>d) Pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presiden-</p><p>te da República se ausentarem do país por mais de 15 dias.</p><p>e) Encaminhamento de atos de concessão e de renovação de</p><p>concessão de emissoras de rádio e TV.</p><p>f) Encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior.</p><p>g) Mensagem de abertura da sessão legislativa.</p><p>h) Comunicação de sanção (com restituição de autógrafos).</p><p>i) Comunicação de veto.</p><p>j) Outras mensagens remetidas ao Legislativo, ex. Apreciação</p><p>de intervenção federal.</p><p>As mensagens contêm:</p><p>a) brasão: timbre em relevo branco;</p><p>b) identificação do expediente: MENSAGEM Nº, alinhada à</p><p>margem esquerda, no início do texto;</p><p>c) vocativo: alinhado à margem esquerda, de acordo com o</p><p>pronome de tratamento e o cargo do destinatário, com o recuo de</p><p>parágrafo dado ao texto;</p><p>d) texto: iniciado a 2 cm do vocativo;</p><p>e) local e data: posicionados a 2 cm do final do texto, alinha-</p><p>dos à margem direita. A mensagem, como os demais atos assinados</p><p>pelo Presidente da República, não traz identificação de seu signa-</p><p>tário.</p><p>A utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática</p><p>comum, não só em âmbito privado, mas também na administra-</p><p>ção pública. O termo e-mail pode ser empregado com três sentidos.</p><p>Dependendo do contexto, pode significar gênero textual, endere-</p><p>ço eletrônico ou sistema de transmissão de mensagem eletrônica.</p><p>Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documen-</p><p>to oficial, assim como o ofício. Portanto, deve-se evitar o uso de</p><p>linguagem incompatível com uma comunicação oficial. Como ende-</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>12</p><p>reço eletrônico utilizado pelos servidores públicos, o e-mail deve ser oficial, utilizando-se a extensão “.gov.br”, por exemplo. Como sistema</p><p>de transmissão de mensagens eletrônicas, por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de envio e recebimento de</p><p>documentos na administração pública.</p><p>Nos termos da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001, para que o e-mail tenha valor documental, isto é, para que</p><p>possa ser aceito como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, segundo os parâ-</p><p>metros de integridade, autenticidade e validade jurídica da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICPBrasil.</p><p>O destinatário poderá reconhecer como válido o e-mail sem certificação digital ou com certificação digital fora ICP-Brasil; contudo,</p><p>caso haja questionamento, será obrigatório a repetição do ato por meio documento físico assinado ou por meio eletrônico reconhecido</p><p>pela ICP-Brasil. Salvo lei específica, não é dado ao ente público impor a aceitação de documento eletrônico que não atenda os parâmetros</p><p>da ICP-Brasil.</p><p>Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir padronização da mensagem</p><p>comunicada. O assunto deve ser o mais claro e específico possível, relacionado ao conteúdo global da mensagem. Assim, quem irá receber</p><p>a mensagem identificará rapidamente do que se trata; quem a envia poderá, posteriormente, localizar a mensagem na caixa do correio</p><p>eletrônico.</p><p>O texto dos correios eletrônicos deve ser iniciado por uma saudação. Quando endereçado para outras instituições, para receptores</p><p>desconhecidos ou para particulares, deve-se utilizar o vocativo conforme os demais documentos oficiais, ou seja, “Senhor” ou “Senhora”,</p><p>seguido do cargo respectivo, ou “Prezado Senhor”, “Prezada Senhora”.</p><p>Atenciosamente é o fecho padrão em comunicações oficiais. Com o uso do e-mail, popularizou-se o uso de abreviações como “Att.”,</p><p>e de outros fechos, como “Abraços”, “Saudações”, que, apesar de amplamente usados, não são fechos oficiais e, portanto, não devem ser</p><p>utilizados em e-mails profissionais.</p><p>Sugere-se que todas as instituições da administração pública adotem um padrão de texto de assinatura. A assinatura do e-mail deve</p><p>conter o nome completo, o cargo, a unidade, o órgão e o telefone do remetente.</p><p>A possibilidade de anexar documentos, planilhas e imagens de diversos formatos é uma das vantagens do e-mail. A mensagem que</p><p>encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre o conteúdo do anexo.</p><p>Os arquivos anexados devem estar em formatos usuais e que apresentem poucos riscos de segurança. Quando se tratar de documento</p><p>ainda em discussão, os arquivos devem, necessariamente, ser enviados, em formato que possa ser editado.</p><p>A correção ortográfica é requisito elementar de qualquer texto, e ainda mais importante quando se trata de textos oficiais. Muitas</p><p>vezes, uma simples troca de letras pode alterar não só o sentido da palavra, mas de toda uma frase. O que na correspondência particular</p><p>seria apenas um lapso na digitação pode ter repercussões indesejáveis quando ocorre no texto de uma comunicação oficial ou de um ato</p><p>normativo. Assim, toda revisão que se faça em determinado documento ou expediente deve sempre levar em conta também a correção</p><p>ortográfica.</p><p>HÍFEN ASPAS ITÁLICO NEGRITO E SUBLINHADO</p><p>O hífen é um sinal usado para:</p><p>a) ligar os elementos de pala-</p><p>vras compostas: vice-ministro;</p><p>b) para unir pronomes átonos</p><p>a verbos: agradeceu-lhe; e</p><p>c) para, no final de uma linha,</p><p>indicar a separação das sílabas</p><p>de uma palavra em duas par-</p><p>tes (a chamada translineação):</p><p>com-/parar, gover-/no.</p><p>As aspas têm os seguintes</p><p>empregos:</p><p>a) antes e depois de uma</p><p>citação textual direta, quando</p><p>esta tem até três linhas, sem</p><p>utilizar itálico;</p><p>b) quando necessário, para</p><p>diferenciar títulos, termos</p><p>técnicos, expressões fixas,</p><p>definições, exemplificações e</p><p>assemelhados.</p><p>Emprega-se itálico em:</p><p>a) títulos de publicações</p><p>(livros, revistas, jornais,</p><p>periódicos etc.) ou títulos de</p><p>congressos, conferências,</p><p>slogans, lemas sem o uso de</p><p>aspas (com inicial maiúscula</p><p>em todas as palavras, exceto</p><p>nas de ligação);</p><p>b) palavras e as expressões</p><p>em latim ou em outras línguas</p><p>estrangeiras não incorpora-</p><p>das ao uso comum na língua</p><p>portuguesa ou não aportugue-</p><p>sadas.</p><p>Usa-se o negrito para realce de</p><p>palavras e trechos. Deve-se evitar</p><p>o uso de sublinhado para realçar</p><p>palavras e trechos em comunica-</p><p>ções oficiais.</p><p>PARÊNTESES E TRAVESSÃO USO DE SIGLAS E ACRÔNIMOS</p><p>Os parênteses são empregados para intercalar, em um texto,</p><p>explicações, indicações, comentários, observações, como por</p><p>exemplo, indicar uma data, uma referência bibliográfica, uma</p><p>sigla.</p><p>O travessão, que é representado graficamente por um hífen</p><p>prolongado (–), substitui</p><p>parênteses, vírgulas, dois-pontos.</p><p>Para padronizar o uso de siglas e acrônimos nos atos normativos, se-</p><p>rão adotados os conceitos sugeridos pelo Manual de Elaboração de</p><p>Textos da Consultoria Legislativa do Senado Federal (1999), em que:</p><p>a) sigla: constitui-se do resultado das somas das iniciais de um</p><p>título; e</p><p>b) acrônimo: constitui-se do resultado da soma de algumas sílabas</p><p>ou partes dos vocábulos de um título.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>13</p><p>Sintaxe é a parte da Gramática que estuda a palavra, não em si, mas em relação às outras, que, com ela, se unem para exprimir o</p><p>pensamento. Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos elementos que compõem uma oração:</p><p>SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO + ADJUNTO ADVERBIAL</p><p>O sujeito é o ser de quem se fala ou que executa a ação enunciada na oração. De acordo com a gramática normativa, o sujeito da</p><p>oração não pode ser preposicionado. Ele pode ter complemento, mas não ser complemento.</p><p>Embora seja usada como recurso estilístico na literatura, a fragmentação de frases deve ser evitada nos textos oficiais, pois muitas</p><p>vezes dificulta a compreensão.</p><p>A omissão de certos termos, ao fazermos uma comparação, omissão própria da língua falada, deve ser evitada na língua escrita, pois</p><p>compromete a clareza do texto: nem sempre é possível identificar, pelo contexto, o termo omitido. A ausência indevida de um termo pode</p><p>impossibilitar o entendimento do sentido que se quer dar a uma frase.</p><p>Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um sentido. Como a clareza é requisito básico de todo texto oficial,</p><p>deve-se atentar para as construções que possam gerar equívocos de compreensão. A ambiguidade decorre, em geral, da dificuldade de</p><p>identificar-se a que palavra se refere um pronome que possui mais de um antecedente na terceira pessoa.</p><p>A concordância é o processo sintático segundo o qual certas palavras se acomodam, na sua forma, às palavras de que dependem.</p><p>Essa acomodação formal se chama flexão e se dá quanto a gênero e número (nos adjetivos – nomes ou pronomes), números e pessoa (nos</p><p>verbos). Daí, a divisão: concordância nominal e concordância verbal.</p><p>CONCORDÂNCIA VERBAL CONCORDÂNCIA NOMINAL</p><p>O verbo concorda com seu sujeito em pessoa e número. Adjetivos (nomes ou pronomes), artigos e numerais concordam</p><p>em gênero e número com os substantivos de que dependem.</p><p>Regência é, em gramática, sinônimo de dependência, subordinação. Assim, a sintaxe de regência trata das relações de dependência</p><p>que as palavras mantêm na frase. Dizemos que um termo rege o outro que o complementa. Numa frase, os termos regentes ou subordi-</p><p>nantes (substantivos, adjetivos, verbos) regem os termos regidos ou subordinados (substantivos, adjetivos, preposições) que lhes comple-</p><p>tam o sentido.</p><p>Os sinais de pontuação, ligados à estrutura sintática, têm as seguintes finalidades:</p><p>a) assinalar as pausas e as inflexões da voz (a entoação) na leitura;</p><p>b) separar palavras, expressões e orações que, segundo o autor, devem merecer destaque; e</p><p>c) esclarecer o sentido da frase, eliminando ambiguidades.</p><p>A vírgula serve para marcar as separações breves de sentido entre termos vizinhos, as inversões e as intercalações, quer na oração,</p><p>quer no período. O ponto e vírgula, em princípio, separa estruturas coordenadas já portadoras de vírgulas internas. É também usado em</p><p>lugar da vírgula para dar ênfase ao que se quer dizer.</p><p>Emprega-se este sinal de pontuação para introduzir citações, marcar enunciados de diálogo e indicar um esclarecimento, um resumo</p><p>ou uma consequência do que se afirmou.</p><p>O ponto de interrogação, como se depreende de seu nome, é utilizado para marcar o final de uma frase interrogativa direta. O ponto</p><p>de exclamação é utilizado para indicar surpresa, espanto, admiração, súplica etc. Seu uso na redação oficial fica geralmente restrito aos</p><p>discursos e às peças de retórica.</p><p>O uso do pronome demonstrativo obedece às seguintes circunstâncias:</p><p>a) Emprega-se este(a)/isto quando o termo referente estiver próximo ao emissor, ou seja, de quem fala ou redige.</p><p>b) Emprega-se esse(a)/isso quando o termo referente estiver próximo ao receptor, ou seja, a quem se fala ou para quem se redige.</p><p>c) Emprega-se aquele(a)/aquilo quando o termo referente estiver distante tanto do emissor quanto do receptor da mensagem.</p><p>d) Emprega-se este(a) para referir-se ao tempo presente;</p><p>e) Emprega-se esse(a) para se referir ao tempo passado;</p><p>f) Emprega-se aquele(a)/aquilo em relação a um tempo passado mais longínquo, ou histórico.</p><p>g) Usa-se este(a)/isto para introduzir referência que, no texto, ainda será mencionado;</p><p>h) Usa-se este(a)para se referir ao próprio texto;</p><p>i) Emprega-se esse(a)/isso quando a informação já foi mencionada no texto.</p><p>A Semântica estuda o sentido das palavras, expressões, frases e unidades maiores da comunicação verbal, os significados que lhe são</p><p>atribuídos. Ao considerarmos o significado de determinada palavra, levamos em conta sua história, sua estrutura (radical, prefixos, sufixos</p><p>que participam da sua forma) e, por fim, o contexto em que se apresenta.</p><p>Sendo a clareza um dos requisitos fundamentais de todo texto oficial, deve-se atentar para a tradição no emprego de determinada</p><p>expressão com determinado sentido. O emprego de expressões ditas de uso consagrado confere uniformidade e transparência ao sentido</p><p>do texto. Mas isso não quer dizer que os textos oficiais devam limitar-se à repetição de chavões e de clichês.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>14</p><p>Verifique sempre o contexto em que as palavras estão sendo</p><p>utilizadas. Certifique-se de que não há repetições desnecessárias</p><p>ou redundâncias. Procure sinônimos ou termos mais precisos para</p><p>as palavras repetidas; mas se sua substituição for comprometer o</p><p>sentido do texto, tornando-o ambíguo ou menos claro, não hesite</p><p>em deixar o texto como está.</p><p>É importante lembrar que o idioma está em constante muta-</p><p>ção. A própria evolução dos costumes, das ideias, das ciências, da</p><p>política, enfim da vida social em geral, impõe a criação de novas</p><p>palavras e de formas de dizer.</p><p>A redação oficial não pode alhear-se dessas transformações,</p><p>nem incorporá-las acriticamente. Quanto às novidades vocabula-</p><p>res, por um lado, elas devem sempre ser usadas com critério, evi-</p><p>tando-se aquelas que podem ser substituídas por vocábulos já de</p><p>uso consolidado sem prejuízo do sentido que se lhes quer dar.</p><p>De outro lado, não se concebe que, em nome de suposto pu-</p><p>rismo, a linguagem das comunicações oficiais fique imune às cria-</p><p>ções vocabulares ou a empréstimos de outras línguas. A rapidez</p><p>do desenvolvimento tecnológico, por exemplo, impõe a criação de</p><p>inúmeros novos conceitos e termos, ditando de certa forma a ve-</p><p>locidade com que a língua deve incorporá-los. O importante é usar</p><p>o estrangeirismo de forma consciente, buscar o equivalente portu-</p><p>guês quando houver ou conformar a palavra estrangeira ao espírito</p><p>da Língua Portuguesa.</p><p>O problema do abuso de estrangeirismos inúteis ou emprega-</p><p>dos em contextos em que não cabem, é em geral causado ou pelo</p><p>desconhecimento da riqueza vocabular de nossa língua, ou pela in-</p><p>corporação acrítica do estrangeirismo.</p><p>• A homonímia é a designação geral para os casos em que pa-</p><p>lavras de sentidos diferentes têm a mesma grafia (os homônimos</p><p>homógrafos) ou a mesma pronúncia (os homônimos homófonos).</p><p>• Os homógrafos podem coincidir ou não na pronúncia, como</p><p>nos exemplos: quarto (aposento) e quarto (ordinal), manga (fruta)</p><p>e manga (de camisa), em que temos pronúncia idêntica; e apelo</p><p>(pedido) e apelo (com e aberto, 1ª pess. Do sing. Do pres. Do ind. Do</p><p>verbo apelar), consolo (alívio) e consolo (com o aberto, 1ª pess. Do</p><p>sing. Do pres. Do ind. Do verbo consolar), com pronúncia diferente.</p><p>Os homógrafos de idêntica pronúncia diferenciam-se pelo contexto</p><p>em que são empregados.</p><p>• Já o termo paronímia designa o fenômeno que ocorre com</p><p>palavras semelhantes (mas não idênticas) quanto à grafia ou à pro-</p><p>núncia. É fonte de muitas dúvidas, como entre descrição (ato de</p><p>descrever) e discrição (qualidade do que é discreto),</p><p>retificar (corri-</p><p>gir) e ratificar (confirmar).</p><p>No Estado de Direito, as normas jurídicas cumprem a tarefa</p><p>de concretizar a Constituição. Elas devem criar os fundamentos de</p><p>justiça e de segurança que assegurem um desenvolvimento social</p><p>harmônico em um contexto de paz e de liberdade. Esses complexos</p><p>objetivos da norma jurídica são expressos nas funções:</p><p>I) de integração: a lei cumpre função de integração ao com-</p><p>pensar as diferenças jurídico-políticas no quadro de formação da</p><p>vontade do Estado (desigualdades sociais, regionais);</p><p>II) de planificação: a lei é o instrumento básico de organização,</p><p>de definição e de distribuição de competências;</p><p>III) de proteção: a lei cumpre função de proteção contra o arbí-</p><p>trio ao vincular os próprios órgãos do Estado;</p><p>IV) de regulação: a lei cumpre função reguladora ao direcionar</p><p>condutas por meio de modelos;</p><p>V) de inovação: a lei cumpre função de inovação na ordem ju-</p><p>rídica e no plano social.</p><p>Requisitos da elaboração normativa:</p><p>• Clareza e determinação da norma;</p><p>• Princípio da reserva legal;</p><p>• Reserva legal qualificada (algumas providências sejam prece-</p><p>didas de específica autorização legislativa, vinculada à determinada</p><p>situação ou destinada a atingir determinado objetivo);</p><p>• Princípio da legalidade nos âmbitos penal, tributário e admi-</p><p>nistrativo;</p><p>• Princípio da proporcionalidade;</p><p>• Densidade da norma (a previsão legal contenha uma discipli-</p><p>na suficientemente concreta);</p><p>• Respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coi-</p><p>sa julgada;</p><p>• Remissões legislativas (se as remissões forem inevitáveis, se-</p><p>jam elas formuladas de tal modo que permitam ao intérprete apre-</p><p>ender o seu sentido sem ter de compulsar o texto referido).</p><p>Além do processo legislativo disciplinado na Constituição (pro-</p><p>cesso legislativo externo), a doutrina identifica o chamado processo</p><p>legislativo interno, que se refere à forma de fazer adotada para a</p><p>tomada da decisão legislativa.</p><p>Antes de decidir sobre as providências a serem tomadas, é es-</p><p>sencial identificar o problema a ser enfrentado. Realizada a iden-</p><p>tificação do problema em decorrência de impulsos externos (ma-</p><p>nifestações de órgãos de opinião pública, críticas de segmentos</p><p>especializados) ou graças à atuação dos mecanismos próprios de</p><p>controle, o problema deve ser delimitado de forma precisa.</p><p>A análise da situação questionada deve contemplar as causas</p><p>ou o complexo de causas que eventualmente determinaram ou</p><p>contribuíram para o seu desenvolvimento. Essas causas podem ter</p><p>influências diversas, tais como condutas humanas, desenvolvimen-</p><p>tos sociais ou econômicos, influências da política nacional ou inter-</p><p>nacional, consequências de novos problemas técnicos, efeitos de</p><p>leis antigas, mudanças de concepção etc.</p><p>Para verificar a adequação dos meios a serem utilizados, deve-</p><p>-se realizar uma análise dos objetivos que se esperam com a apro-</p><p>vação da proposta. A ação do legislador, nesse âmbito, não difere,</p><p>fundamentalmente, da atuação do homem comum, que se caracte-</p><p>riza mais por saber exatamente o que não quer, sem precisar o que</p><p>efetivamente pretende.</p><p>A avaliação emocional dos problemas, a crítica generalizada</p><p>e, às vezes, irrefletida sobre o estado de coisas dominante acabam</p><p>por permitir que predominem as soluções negativistas, que têm por</p><p>escopo, fundamentalmente, suprimir a situação questionada sem</p><p>contemplar, de forma detida e racional, as alternativas possíveis ou</p><p>as causas determinantes desse estado de coisas negativo. Outras</p><p>vezes, deixa-se orientar por sentimento inverso, buscando, pura e</p><p>simplesmente, a preservação do status quo.</p><p>Essas duas posições podem levar, nos seus extremos, a uma</p><p>imprecisa definição dos objetivos. A definição da decisão legislati-</p><p>va deve ser precedida de uma rigorosa avaliação das alternativas</p><p>existentes, seus prós e contras. A existência de diversas alternativas</p><p>para a solução do problema não só amplia a liberdade do legislador,</p><p>como também permite a melhoria da qualidade da decisão legis-</p><p>lativa.</p><p>Antes de decidir sobre a alternativa a ser positivada, devem-</p><p>-se avaliar e contrapor as alternativas existentes sob dois pontos de</p><p>vista: a) De uma perspectiva puramente objetiva: verificar se a aná-</p><p>lise sobre os dados fáticos e prognósticos se mostra consistente; b)</p><p>De uma perspectiva axiológica: aferir, com a utilização de critérios</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>15</p><p>de probabilidade (prognósticos), se os meios a serem empregados</p><p>mostram-se adequados a produzir as consequências desejadas. De-</p><p>vem-se contemplar, igualmente, as suas deficiências e os eventuais</p><p>efeitos colaterais negativos.</p><p>O processo de decisão normativa estará incompleto caso se en-</p><p>tenda que a tarefa do legislador se encerre com a edição do ato nor-</p><p>mativo. Uma planificação mais rigorosa do processo de elaboração</p><p>normativa exige um cuidadoso controle das diversas consequências</p><p>produzidas pelo novo ato normativo.</p><p>É recomendável que o legislador redija as leis dentro de um</p><p>espírito de sistema, tendo em vista não só a coerência e a harmonia</p><p>interna de suas disposições, mas também a sua adequada inserção</p><p>no sistema jurídico como um todo. Essa sistematização expressa</p><p>uma característica da cientificidade do Direito e corresponde às</p><p>exigências mínimas de segurança jurídica, à medida que impedem</p><p>uma ruptura arbitrária com a sistemática adotada na aplicação do</p><p>Direito. Costuma-se distinguir a sistemática da lei em sistemática</p><p>interna (compatibilidade teleológica e ausência de contradição ló-</p><p>gica) e sistemática externa (estrutura da lei).</p><p>Regras básicas a serem observadas para a sistematização do</p><p>texto do ato normativo, com o objetivo de facilitar sua estruturação:</p><p>a) matérias que guardem afinidade objetiva devem ser tratadas</p><p>em um mesmo contexto ou agrupamento;</p><p>b) os procedimentos devem ser disciplinados segundo a ordem</p><p>cronológica, se possível;</p><p>c) a sistemática da lei deve ser concebida de modo a permitir</p><p>que ela forneça resposta à questão jurídica a ser disciplinada; e</p><p>d) institutos diversos devem ser tratados separadamente.</p><p>• O artigo de alteração da norma deve fazer menção expressa</p><p>ao ato normativo que está sendo alterado.</p><p>• Na hipótese de alteração parcial de artigo, os dispositivos que</p><p>não terão o seu texto alterado serão substituídos por linha ponti-</p><p>lhada, cujo uso é obrigatório para indicar a manutenção e a não</p><p>alteração do trecho do artigo.</p><p>O termo “republicação” é utilizado para designar apenas a hi-</p><p>pótese de o texto publicado não corresponder ao original assina-</p><p>do pela autoridade. Não se pode cogitar essa hipótese por motivo</p><p>de erro já constante do documento subscrito pela autoridade ou,</p><p>muito menos, por motivo de alteração na opinião da autoridade.</p><p>Considerando que os atos normativos somente produzem efeitos</p><p>após a publicação no Diário Oficial da União, mesmo no caso de re-</p><p>publicação, não se poderá cogitar a existência de efeitos retroativos</p><p>com a publicação do texto corrigido. Contudo, o texto publicado</p><p>sem correspondência com aquele subscrito pela autoridade poderá</p><p>ser considerado inválido com efeitos retroativos.</p><p>Já a retificação se refere aos casos em que texto publicado</p><p>corresponde ao texto subscrito pela autoridade, mas que continha</p><p>lapso manifesto. A retificação requer nova assinatura pelas autori-</p><p>dades envolvidas e, em muitos casos, é menos conveniente do que</p><p>a mera alteração da norma.</p><p>A correção de erro material que não afete a substância do ato</p><p>singular de caráter pessoal e as retificações ou alterações da de-</p><p>nominação de cargos, funções ou órgãos que tenham tido a deno-</p><p>minação modificada em decorrência de lei ou de decreto superve-</p><p>niente à expedição do ato pessoal a ser apostilado são realizadas</p><p>por meio de apostila. O apostilamento é de competência do setor</p><p>de recurso humanos do órgão, autarquia ou fundação, e dispensa</p><p>nova assinatura da autoridade que subscreveu o ato originário.</p><p>Atenção: Deve-se ter especial atenção quando do uso do apos-</p><p>tilamento para os atos relativos à vacância ou ao provimento de-</p><p>corrente de alteração de estrutura de órgão, autarquia ou funda-</p><p>ção pública. O apostilamento não se aplica aos casos nos quais a</p><p>essência do cargo em comissão ou da função de confiança tenham</p><p>sido alterados, tais como nos casos de alteração do nível hierárqui-</p><p>co, transformação de atribuição de assessoramento em atribuição</p><p>de chefia (ou vice-versa) ou transferência de cargo para unidade</p><p>com outras competências. Também deve-se alertar para o fato que</p><p>a praxe atual tem sido exigir que o apostilamento decorrente de</p><p>alteração em estrutura regimental seja realizado na mesma data da</p><p>entrada em vigor de seu decreto.</p><p>A estrutura dos atos normativos é composta por dois elemen-</p><p>tos básicos: a ordem legislativa e a matéria legislada. A ordem legis-</p><p>lativa compreende a parte preliminar e o fecho da lei ou do decreto;</p><p>a matéria legislada diz respeito ao texto ou ao corpo do ato.</p><p>A lei ordinária é ato normativo primário e contém, em regra,</p><p>normas gerais e abstratas. Embora as leis sejam definidas, normal-</p><p>mente, pela generalidade e pela abstração (lei material), estas con-</p><p>têm, não raramente, normas singulares (lei formal ou ato normati-</p><p>vo de efeitos concretos).</p><p>As leis complementares são um tipo de lei que não têm a ri-</p><p>gidez dos preceitos constitucionais, e tampouco comportam a re-</p><p>vogação por força de qualquer lei ordinária superveniente. Com a</p><p>instituição de lei complementar, o constituinte buscou resguardar</p><p>determinadas matérias contra mudanças céleres ou apressadas,</p><p>sem deixá-las exageradamente rígidas, o que dificultaria sua modifi-</p><p>cação. A lei complementar deve ser aprovada pela maioria absoluta</p><p>de cada uma das Casas do Congresso Nacional.</p><p>Lei delegada é o ato normativo elaborado e editado pelo Pre-</p><p>sidente da República em decorrência de autorização do Poder Le-</p><p>gislativo, expedida por meio de resolução do Congresso Nacional e</p><p>dentro dos limites nela traçados. Medida provisória é ato normativo</p><p>com força de lei que pode ser editado pelo Presidente da República</p><p>em caso de relevância e urgência. Decretos são atos administrativos</p><p>de competência exclusiva do Chefe do Executivo, destinados a pro-</p><p>ver as situações gerais ou individuais, abstratamente previstas, de</p><p>modo expresso ou implícito, na lei.</p><p>• Decretos singulares ou de efeitos concretos: Os decretos po-</p><p>dem conter regras singulares ou concretas (por exemplo, decretos</p><p>referentes à questão de pessoal, de abertura de crédito, de desa-</p><p>propriação, de cessão de uso de imóvel, de indulto, de perda de</p><p>nacionalidade, etc.).</p><p>• Decretos regulamentares: Os decretos regulamentares são</p><p>atos normativos subordinados ou secundários.</p><p>• Decretos autônomos: Limita-se às hipóteses de organização</p><p>e funcionamento da administração pública federal, quando não im-</p><p>plicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos pú-</p><p>blicos, e de extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.</p><p>Portaria é o instrumento pelo qual Ministros ou outras autori-</p><p>dades expedem instruções sobre a organização e o funcionamento</p><p>de serviço, sobre questões de pessoal e outros atos de sua compe-</p><p>tência.</p><p>O processo legislativo abrange não só a elaboração das leis</p><p>propriamente ditas (leis ordinárias, leis complementares, leis de-</p><p>legadas), mas também a elaboração das emendas constitucionais,</p><p>das medidas provisórias, dos decretos legislativos e das resoluções.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>16</p><p>A iniciativa é a proposta de edição de direito novo. A iniciati-</p><p>va comum ou concorrente compete ao Presidente da República, a</p><p>qualquer Deputado ou Senador, a qualquer comissão de qualquer</p><p>das Casas do Congresso, e aos cidadãos – iniciativa popular. A Cons-</p><p>tituição confere a iniciativa da legislação sobre certas matérias,</p><p>privativamente, a determinados órgãos, denominada de iniciativa</p><p>reservada. A Constituição prevê, ainda, sistema de iniciativa vincu-</p><p>lada, na qual a apresentação do projeto é obrigatória. Nesse caso, o</p><p>Chefe do Executivo Federal deve encaminhar ao Congresso Nacio-</p><p>nal os projetos referentes às leis orçamentárias (plano plurianual,</p><p>lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual).</p><p>A disciplina sobre a discussão e a instrução do projeto de lei</p><p>é confiada, fundamentalmente, aos Regimentos das Casas Legis-</p><p>lativas.</p><p>Emenda é a proposição apresentada como acessória de outra</p><p>proposição. Nem todo titular de iniciativa tem poder de emenda.</p><p>Essa faculdade é reservada aos parlamentares. Se, entretanto, for</p><p>de iniciativa do Poder Executivo ou do Poder Judiciário, o seu titular</p><p>também pode apresentar modificações, acréscimos, o que fará por</p><p>meio de mensagem aditiva, dirigida ao Presidente da Câmara dos</p><p>Deputados, que justifique a necessidade do acréscimo. A apresen-</p><p>tação de emendas a qualquer projeto de lei oriundo de iniciativa re-</p><p>servada é autorizada, desde que não implique aumento de despesa</p><p>e que tenha estrita pertinência temática.</p><p>A Constituição não impede a apresentação de emendas ao pro-</p><p>jeto de lei orçamentária. Elas devem ser, todavia, compatíveis com</p><p>o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias e devem</p><p>indicar os recursos necessários, sendo admitidos apenas aqueles</p><p>provenientes de anulação de despesa. A Constituição veda a propo-</p><p>situra de emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias que</p><p>não guardem compatibilidade com o plano plurianual.</p><p>A votação da matéria legislativa constitui ato coletivo das Casas</p><p>do Congresso. Realiza-se, normalmente, após a instrução do proje-</p><p>to nas comissões e dos debates no plenário. A sanção é o ato pelo</p><p>qual o Chefe do Executivo manifesta a sua anuência ao projeto de</p><p>lei aprovado pelo Poder Legislativo. Verifica-se aqui a fusão da von-</p><p>tade do Congresso Nacional com a do Presidente, da qual resulta a</p><p>formação da lei.</p><p>O veto é o ato pelo qual o Chefe do Poder Executivo nega san-</p><p>ção ao projeto – ou a parte dele –, obstando à sua conversão em lei.</p><p>Dois são os fundamentos para a recusa de sanção: a) inconstitucio-</p><p>nalidade; ou b) contrariedade ao interesse público.</p><p>O veto deve ser expresso e motivado, e oposto no prazo de 15</p><p>dias úteis, contado da data do recebimento do projeto, e comunica-</p><p>do ao Congresso Nacional nas 48 horas subsequentes à sua oposi-</p><p>ção. O veto não impede a conversão do projeto em lei, podendo ser</p><p>superado por deliberação do Congresso Nacional.</p><p>A promulgação e a publicação constituem fases essenciais da</p><p>eficácia da lei. A promulgação das leis compete ao Presidente da</p><p>República. Ela deverá ocorrer dentro do prazo de 48 horas, decor-</p><p>rido da sanção ou da superação do veto. Nesse último caso, se o</p><p>Presidente não promulgar a lei, competirá a promulgação ao Pre-</p><p>sidente do Senado Federal, que disporá, igualmente, de 48 horas</p><p>para fazê-lo; se este não o fizer, deverá fazê-lo o Vice-Presidente do</p><p>Senado Federal, em prazo idêntico.</p><p>O período entre a publicação da lei e a sua entrada em vigor é</p><p>chamado de período de vacância ou vacatio legis. Na falta de dis-</p><p>posição especial, vigora o princípio que reconhece o decurso de um</p><p>lapso de tempo entre a data da publicação e o termo inicial da obri-</p><p>gatoriedade (45 dias).</p><p>Podem-se distinguir seis tipos de procedimento legislativo:</p><p>a) procedimento legislativo normal: Trata da elaboração das</p><p>leis ordinárias (excluídas as leis financeiras e os códigos) e comple-</p><p>mentares.</p><p>b) procedimento legislativo abreviado: Este procedimento</p><p>dispensa a competência do Plenário, ocorrendo, por isso, a deli-</p><p>beração terminativa sobre o projeto de lei nas próprias Comissões</p><p>Permanentes.</p><p>c) procedimento legislativo sumário: Entre as prerrogativas</p><p>regimentais das Casas do Congresso Nacional existe a de conferir</p><p>urgência a certas proposições.</p><p>d) procedimento legislativo sumaríssimo: Existe nas duas Ca-</p><p>sas do Congresso Nacional mecanismo que assegura deliberação</p><p>instantânea sobre matérias submetidas à sua apreciação.</p><p>e) procedimento legislativo concentrado: O procedimento le-</p><p>gislativo concentrado tipifica-se, basicamente, pela apresentação</p><p>das matérias em reuniões conjuntas de deputados e senadores. Ex.</p><p>para leis</p>