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<p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>Prof. Ricardo Leal | GasometriaNEFROLOGIA 2</p><p>PROF. RICARDO</p><p>LEAL</p><p>APRESENTAÇÃO:</p><p>@estrategiamed</p><p>/estrategiamedEstratégia MED</p><p>t.me/estrategiamed</p><p>@ricardolealsb</p><p>Olá, Estrategista!</p><p>Eu sou o professor Ricardo Leal e estaremos juntos neste</p><p>material para discutir a análise da gasometria arterial, assunto</p><p>importantíssimo para sua vida prática e para suas provas. Já quero</p><p>lhe adiantar que, para o adequado entendimento geral do tema, é</p><p>imprescindível que você já tenha lido o resumo ou livro sobre os</p><p>distúrbios acidobásicos. Digo isso a você porque a maior parte</p><p>das questões aborda esse tema lhe dando uma gasometria para</p><p>analisar e perguntando um possível achado clínico compatível.</p><p>Aqui, vou introduzi-lo a um passo a passo de como analisar</p><p>uma gasometria nas principais situações e exemplificar a teoria</p><p>com questões.</p><p>Vamos juntos nessa?</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>https://www.instagram.com/estrategiamed/?hl=pt</p><p>https://www.facebook.com/estrategiamed1</p><p>https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw</p><p>https://t.me/estrategiamed</p><p>https://www.instagram.com/ricardolealsb/</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 3</p><p>SUMÁRIO</p><p>1.0 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA GASOMETRIA ARTERIAL 4</p><p>1.1 PARÂMETROS AVALIADOS 4</p><p>1.2 CONCEITOS FUNDAMENTAIS 5</p><p>1.2.1 ACIDEMIA, ALCALEMIA, ACIDOSE E ALCALOSE 5</p><p>1.2.2 OS TIPOS DE DISTÚRBIOS ACIDOBÁSICOS 6</p><p>1.3 A RESPOSTA SECUNDÁRIA OU COMPENSATÓRIA 6</p><p>2.0 ACIDEMIA 9</p><p>2.1 PRIMEIRO PASSO: CHECAR O PH 9</p><p>2.2 SEGUNDO PASSO: ENCONTRAR O DISTÚRBIO PRIMÁRIO 9</p><p>2.3 TERCEIRO PASSO: AVALIAR SE EXISTE RESPOSTA COMPENSATÓRIA 10</p><p>2.4 QUARTO PASSO: CALCULAR O ÂNION GAP SÉRICO 13</p><p>3.0 ALCALEMIA 16</p><p>3.1 PRIMEIRO PASSO: CHECAR O PH 16</p><p>3.2 SEGUNDO PASSO: ENCONTRAR O DISTÚRBIO PRIMÁRIO 16</p><p>3.3 TERCEIRO PASSO: CALCULAR A RESPOSTA COMPENSATÓRIA 16</p><p>4.0 GASOMETRIA COM PH NORMAL 20</p><p>5.0 LISTA DE QUESTÕES 22</p><p>6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 23</p><p>7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 24</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 4</p><p>CAPÍTULO</p><p>1.0 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA GASOMETRIA</p><p>ARTERIAL</p><p>1.1 PARÂMETROS AVALIADOS</p><p>A análise da gasometria arterial parte do conhecimento dos principais parâmetros avaliados. Para isso, preparei uma tabela. Confira a</p><p>seguir:</p><p>Parâmetros avaliados em uma gasometria arterial</p><p>Parâmetro Comentário Valores de referência</p><p>pH</p><p>É a representação matemática da concentração de H+ em alguma</p><p>solução (no nosso caso, no sangue)</p><p>7,35 a 7,45</p><p>pCO</p><p>2</p><p>Pressão parcial de CO</p><p>2</p><p>no sangue, em mmHg. Correlaciona-se</p><p>diretamente com a ventilação alveolar</p><p>35 a 45 mmHg</p><p>HCO</p><p>3</p><p>- O bicarbonato é o principal tampão do nosso organismo 22 – 26 mEq/L</p><p>pO</p><p>2</p><p>Pressão parcial de O</p><p>2</p><p>no sangue, em mmHg > 80mmHg</p><p>Base excess</p><p>Um base excess muito negativo representa uma sobrecarga de ácidos.</p><p>Por outro lado, um base excess muito positivo reflete a presença,</p><p>como o próprio nome sugere, de excesso de bases</p><p>-2 a +2 mEq/L</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 5</p><p>1.2 CONCEITOS FUNDAMENTAIS</p><p>Antes de irmos para o próximo tópico, vamos relembrar alguns conceitos essenciais expostos no resumo de distúrbios acidobásicos.</p><p>1.2.1 ACIDEMIA, ALCALEMIA, ACIDOSE E ALCALOSE</p><p>Confira a tabela que preparei a seguir:</p><p>Conceitos fundamentais sobre o equilíbrio acidobásico</p><p>Acidemia Excesso de H+ no compartimento extracelular. Traduz-se laboratorialmente em um pH < 7,35</p><p>Alcalemia Défice de H+ no compartimento extracelular. Traduz-se laboratorialmente em um pH > 7,45</p><p>Acidose</p><p>Processo metabólico (queda de bicarbonato) ou respiratório (aumento de PCO</p><p>2</p><p>) que leva à</p><p>redução do pH</p><p>Alcalose</p><p>Processo metabólico (aumento do bicarbonato) ou respiratório (queda na PCO</p><p>2</p><p>) que leva ao</p><p>aumento do pH</p><p>Sempre que houver uma acidemia, tem que existir uma acidose (metabólica ou respiratória). Da mesma</p><p>maneira, a presença de uma alcalemia obriga a existência de uma alcalose (metabólica ou respiratória).</p><p>Contudo, o contrário não é verdade. Uma gasometria pode apresentar um distúrbio misto oposto que,</p><p>dependendo da intensidade, pode cursar com pH dentro da faixa da normalidade.</p><p>Por exemplo: um paciente com pneumonia comunitária e lesão renal aguda pode apresentar alcalose</p><p>respiratória pela pneumonia e acidose metabólica pela lesão renal e, na gasometria, ter um pH entre 7,35 e</p><p>7,45!</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 6</p><p>1.2.2 OS TIPOS DE DISTÚRBIOS ACIDOBÁSICOS</p><p>Os distúrbios podem ser divididos classicamente em três tipos (veja a tabela):</p><p>Distúrbios: classificação</p><p>Primários São aqueles cujo surgimento leva à alteração inicial do pH</p><p>Secundários</p><p>São as alterações no bicarbonato ou pCO</p><p>2</p><p>secundárias à resposta compensatória e surgem como</p><p>tentativa de atenuar as variações do pH</p><p>Mistos Ocorrem quando existe uma associação de distúrbios primários</p><p>Quanto à natureza, existem quatro possibilidades principais de distúrbios:</p><p>Acidose metabólica</p><p>Acidose respiratória</p><p>Alcalose metabólica</p><p>Alcalose respiratória</p><p>1.3 A RESPOSTA SECUNDÁRIA OU COMPENSATÓRIA</p><p>Uma resposta compensatória nada mais é que a tentativa</p><p>dos rins ou pulmões de restabelecer um pH adequado para o</p><p>funcionamento correto das funções celulares. Quando o distúrbio</p><p>primário é metabólico, uma resposta respiratória (pelos pulmões) é</p><p>iniciada. Por outro lado, quando o distúrbio primário é respiratório,</p><p>uma resposta metabólica (renal) é iniciada.</p><p>As respostas respiratórias são rápidas, praticamente</p><p>imediatas. As metabólicas são mais lentas e levam cerca de 3 a 5</p><p>dias para atingirem seu grau máximo.</p><p>A resposta compensatória não é capaz de trazer o pH para o valor normal.</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 7</p><p>Relembre a equação de Henderson-Hasselbalch, que representa a relação matemática entre o pH, o bicarbonato e o CO</p><p>2</p><p>, a seguir:</p><p>Quando o bicarbonato (numerador) cai, a resposta natural para evitar que o pH caia demais é a queda da pCO</p><p>2</p><p>(denominador). Isso</p><p>vale para todas as outras situações de queda ou aumento dos níveis de pCO</p><p>2</p><p>e/ou bicarbonato.</p><p>A resposta secundária leva o pCO</p><p>2</p><p>ou o bicarbonato, para o mesmo sentido em que houve a alteração do</p><p>distúrbio primário (vide tabela a seguir)!</p><p>Direção das respostas secundárias</p><p>Distúrbio primário Evento primário pH Direção da resposta</p><p>Acidose metabólica ↓ HCO3- ↓ ↓ pCO</p><p>2</p><p>Alcalose metabólica ↑ HCO3- ↑ ↑ pCO</p><p>2</p><p>Acidose respiratória ↑ pCO</p><p>2</p><p>↓ ↑ HCO3-</p><p>Alcalose respiratória ↓ pCO</p><p>2</p><p>↑ ↓ HCO3-</p><p>Quando uma resposta não ocorre de maneira adequada ou “passa do ponto”, isto é, excede o esperado, temos um distúrbio</p><p>misto, ao invés de um distúrbio primário compensado. Existem fórmulas para avaliar a magnitude de cada resposta e, infelizmente, sua</p><p>memorização é necessária para responder adequadamente às questões sobre gasometria arterial. Confira com atenção a tabela a seguir:</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 8</p><p>Magnitude das respostas</p><p>secundárias</p><p>Distúrbio primário Evento primário Magnitude da resposta</p><p>Acidose metabólica ↓ HCO3- pCO</p><p>2</p><p>esperado = (1,5 x HCO3-) + 8] ± 2 mmHg</p><p>Alcalose metabólica ↑ HCO3- pCO</p><p>2</p><p>esperado = [HCO3- + 15] ± 2 mmHg</p><p>Acidose respiratória ↑ pCO</p><p>2</p><p>Aguda: Δ ↑10mmHg na pCO</p><p>2</p><p>= Δ ↑1mEq/L HCO</p><p>3</p><p>-</p><p>Crônica: Δ ↑10mmHg na pCO</p><p>2</p><p>= Δ ↑4mEq/L HCO</p><p>3</p><p>-</p><p>Alcalose respiratória ↓ pCO</p><p>2</p><p>Aguda: Δ ↓10mmHg na pCO</p><p>2</p><p>= Δ ↓2mEq/L HCO</p><p>3</p><p>-</p><p>Crônica: Δ ↓10mmHg na pCO</p><p>2</p><p>= Δ ↓5mEq/L HCO</p><p>3</p><p>-</p><p>Exemplificando: em casos de acidose respiratória aguda,</p><p>para cada aumento em 10mmHg na pCO</p><p>2</p><p>, esperamos um</p><p>aumento proporcional de 1mEq/L de bicarbonato! Já na acidose</p><p>respiratória crônica é esperada uma variação de 4mEq/L para cima</p><p>do bicarbonato para os mesmos 10mmHg de aumento da pCO</p><p>2</p><p>,</p><p>pois os rins já tiveram mais tempo para trabalhar e reabsorver</p><p>bicarbonato!</p><p>Vamos dar início à interpretação das gasometrias. Para que fique mais didático, como a maneira de</p><p>interpretar pode variar dependendo dos distúrbios analisados, separei o restante do livro em três grandes</p><p>grupos, baseados nos valores do pH: gasometrias que trazem acidemia, alcalemia ou pH normal. Venha</p><p>comigo!</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 9</p><p>CAPÍTULO</p><p>2.0 ACIDEMIA</p><p>Antes de iniciarmos o passo a passo, queria dizer a você uma coisa: a maioria das questões não</p><p>cobra todos os passos na análise de uma gasometria. Neste resumo, abordaremos o que mais cai nas</p><p>suas provas.</p><p>2.1 PRIMEIRO PASSO: CHECAR O PH</p><p>Para identificar uma acidemia, cheque sempre o pH da gasometria. Ele deve estar abaixo de 7,35.</p><p>2.2 SEGUNDO PASSO: ENCONTRAR O DISTÚRBIO PRIMÁRIO</p><p>Uma acidemia só pode ser justificada pela presença de uma acidose, seja ela respiratória ou metabólica.</p><p>Após confirmar um pH < 7,35, procure um bicarbonato < 22mEq/L (acidose metabólica) ou uma pCO</p><p>2</p><p>> 45mmHg (acidose respiratória).</p><p>pH < 7,35</p><p>(Acidemia)</p><p>pCO2 aumentado</p><p>(Acidose respiratória)</p><p>HCO3</p><p>- reduzido</p><p>(Acidose metabólica)</p><p>Se você estiver diante das duas alterações, ou seja, bicarbonato baixo e pCO</p><p>2</p><p>alta, o diagnóstico de acidose mista já pode ser dado.</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 10</p><p>2.3 TERCEIRO PASSO: AVALIAR SE EXISTE RESPOSTA COMPENSATÓRIA</p><p>No caso da acidose metabólica, a resposta compensatória</p><p>esperada é um aumento da ventilação alveolar, na tentativa de</p><p>eliminar CO</p><p>2</p><p>pelos pulmões e atenuar a queda do pH. De forma</p><p>matemática, essa resposta é avaliada pelo cálculo do pCO</p><p>2</p><p>esperado.</p><p>Para isso, utilizamos a fórmula de Winter, representada a seguir:</p><p>A fórmula de Winter é uma das mais cobradas nas questões que envolvem análise de gasometria arterial.</p><p>Portanto, recomendo fortemente que você a memorize!</p><p>pCO</p><p>2</p><p>esperado = [(1,5 x HCO</p><p>3</p><p>-) + 8] ± 2 mmHg</p><p>Nas acidoses respiratórias, a resposta natural é o aumento</p><p>da reabsorção de bicarbonato no túbulo proximal. Devemos,</p><p>portanto, ir atrás de calcular o bicarbonato esperado para aquela</p><p>determinada variação de pCO</p><p>2</p><p>. Existe um detalhe a mais: você terá</p><p>que identificar se a alteração respiratória é aguda ou crônica, pois</p><p>o tempo de compensação renal (retenção de bicarbonato) dura</p><p>cerca de 3 a 5 dias.</p><p>Acidose respiratória aguda: Δ ↑10mmHg na pCO</p><p>2</p><p>= Δ ↑1mEq/L HCO</p><p>3</p><p>-</p><p>Acidose respiratória crônica: Δ ↑10mmHg na pCO</p><p>2</p><p>= Δ ↑4mEq/L HCO</p><p>3</p><p>-</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 11</p><p>pH < 7,35</p><p>(Acidemia)</p><p>pCO2 aumentado</p><p>(Acidose respiratória)</p><p>Determinar se é aguda</p><p>ou crônica</p><p>Calcular a resposta</p><p>compensatória</p><p>(HCO3</p><p>- esperado)</p><p>Compensada</p><p>(Distúrbio simples)</p><p>Não compensada</p><p>(Distúrbio misto)</p><p>HCO3</p><p>- reduzido</p><p>(Acidose metabólica)</p><p>Calcular a resposta</p><p>compensatória</p><p>(pCO2 esperada)</p><p>Compensada</p><p>(Distúrbio simples)</p><p>Não compensada</p><p>(Distúrbio misto)</p><p>Vamos fazer uma pausa na teoria para praticarmos os tópicos vistos até aqui.</p><p>Vamos supor que temos apenas estes</p><p>dados da gasometria do paciente. Como chegar</p><p>a um distúrbio acidobásico?</p><p>pH 7,27</p><p>pCO</p><p>2</p><p>35mmHg</p><p>HCO</p><p>3</p><p>- 10mEq/Lm</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 12</p><p>Vamos a nosso passo a passo!</p><p>Passo 1: olhar o pH. O enunciado forneceu-nos um pH de</p><p>7,27. Estamos diante de uma acidemia.</p><p>Passo 2: encontrar o distúrbio primário. Uma acidemia deve</p><p>levar-nos à busca de duas condições: uma redução dos níveis de</p><p>bicarbonato (acidose metabólica) ou um aumento nos níveis de</p><p>pCO</p><p>2</p><p>(acidose respiratória). O que encontramos é um bicarbonato</p><p>de 10mEq/L. Concluímos, então, que o distúrbio primário se trata</p><p>de uma acidose metabólica.</p><p>Passo 3: existe compensação respiratória do distúrbio</p><p>metabólico? Vamos usar a fórmula de Winter: [(1,5 x HCO3-) + 8] =</p><p>pCO</p><p>2</p><p>esperado. No nosso caso, o valor encontrado é 23, abaixo do</p><p>pCO</p><p>2</p><p>fornecido pela gasometria. Então, o paciente apresenta um</p><p>distúrbio respiratório associado: uma acidose respiratória, pois</p><p>está retendo mais CO2 do que deveria para compensar o distúrbio</p><p>metabólico.</p><p>O diagnóstico gasométrico é, portanto, uma acidose mista.</p><p>Vamos a mais um exemplo. Imagine</p><p>os dados hipotéticos da gasometria a seguir</p><p>e identifique o(s) distúrbio(s) apresentado(s):</p><p>pH 7,20</p><p>pCO</p><p>2</p><p>25mmHg</p><p>HCO</p><p>3</p><p>- 17mEq/L</p><p>Análise de gasometria arterial só tem um jeito de aprender:</p><p>exercitando. Vamos juntos.</p><p>Passo 1: olhar o pH. Temos um pH de 7,20, portanto uma</p><p>acidemia.</p><p>Passo 2: encontrar o distúrbio primário. Sempre é bom</p><p>relembrar: uma acidemia só se justifica pela presença de acidose.</p><p>Você deve procurar na gasometria, então, uma redução dos níveis</p><p>de bicarbonato (acidose metabólica) ou um aumento nos níveis de</p><p>pCO</p><p>2</p><p>(acidose respiratória). O que encontramos é um bicarbonato</p><p>de 17mEq/L. Há uma acidose metabólica.</p><p>Passo 3: existe compensação respiratória do distúrbio</p><p>metabólico? Usando a fórmula do pCO</p><p>2</p><p>esperado na acidose</p><p>metabólica, o valor encontrado é 33,5, superior ao pCO</p><p>2</p><p>fornecido</p><p>pela gasometria. Então, a paciente apresenta um distúrbio</p><p>respiratório associado: alcalose respiratória. Isso ocorre porque ela</p><p>está eliminando mais CO</p><p>2</p><p>do que o necessário para uma simples</p><p>compensação do distúrbio metabólico.</p><p>Nesse caso, temos uma acidose metabólica associada à</p><p>alcalose respiratória.</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 13</p><p>O que vimos até aqui é valido na análise tanto das acidoses metabólicas quanto das respiratórias. O</p><p>tópico seguinte, que envolve o cálculo do ânion gap, será executado apenas nos casos de acidose metabólica!</p><p>2.4 QUARTO PASSO: CALCULAR O ÂNION GAP SÉRICO</p><p>O ânion gap (AG) é fundamental para diferenciar as acidoses metabólicas em dois grandes grupos: acidose metabólica de AG aumentado</p><p>e acidose metabólica de AG normal ou hiperclorêmica.</p><p>Seu cálculo é feito pela seguinte fórmula:</p><p>Ânion gap = sódio – (cloreto + bicarbonato)</p><p>Valor normal: 8 a 12mEq/L</p><p>Sempre que estiver diante de uma acidose metabólica em análise de qualquer gasometria e a questão fornecer os dados necessários,</p><p>calcule o ânion gap!</p><p>HCO</p><p>3</p><p>- reduzido</p><p>(Acidose metabólica)</p><p>Acidose metabólica</p><p>AG aumentado</p><p>Acidose metabólica</p><p>AG normal</p><p>Calcular o ânion gap</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 14</p><p>Suponha que você atendeu um</p><p>paciente, solicitou laboratório e uma</p><p>gasometria arterial e deparou-se com</p><p>os dados abaixo. Faça o diagnóstico do</p><p>distúrbio acidobásico presente.</p><p>pH 7,10 Na+ 132mEq/L</p><p>pCO</p><p>2</p><p>20mmHg Cl- 86mEq/L</p><p>HCO</p><p>3</p><p>- 8mEq/L</p><p>Vamos para mais uma análise de gasometria!</p><p>Passo 1: olhar o pH. O enunciado forneceu-nos um pH de</p><p>7,1. Temos, portanto, uma acidemia.</p><p>Passo 2: encontrar o distúrbio primário. Entre um</p><p>bicarbonato e um pCO</p><p>2</p><p>baixos, é o bicarbonato de 8mEq/L que</p><p>justifica a acidemia. Há uma acidose metabólica.</p><p>Passo 3: existe compensação respiratória do distúrbio</p><p>metabólico? Aplicando a fórmula de Winter, encontramos um</p><p>pCO</p><p>2</p><p>esperado de 20mmHg, exatamente o mesmo valor que a</p><p>gasometria nos forneceu. Então, o paciente não apresenta distúrbio</p><p>respiratório associado. Trata-se de uma acidose metabólica</p><p>compensada.</p><p>Passo 4: sempre que estivermos frente a uma acidose</p><p>metabólica e a questão exigir, devemos calcular o ânion gap. Com</p><p>os dados que nos foram fornecidos, chegamos a um ânion gap de</p><p>38mEq/L. Temos, então, uma acidose metabólica de ânion gap</p><p>aumentado.</p><p>Nesse caso, o paciente apresenta uma acidose metabólica</p><p>de ânion gap aumentado isolada.</p><p>A maioria das questões sobre interpretação de gasometria em casos de acidemia só exige seu</p><p>raciocínio até aqui.m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 15</p><p>Vamos ver, agora em esquema, as etapas de diagnóstico de uma gasometria com acidemia:</p><p>Vamos, agora, analisar o passo a passo das gasometrias que apresentam alcalemia e, em seguida, pH normal. Perceba que os</p><p>primeiros passos são iguais no tocante à análise de qualquer gasometria, independentemente do pH.</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 16</p><p>CAPÍTULO</p><p>3.0 ALCALEMIA</p><p>3.1 PRIMEIRO PASSO: CHECAR O PH</p><p>No caso de pacientes com alcalemia, o pH encontrado na gasometria será superior a 7,45.</p><p>3.2 SEGUNDO PASSO: ENCONTRAR O DISTÚRBIO PRIMÁRIO</p><p>Uma alcalemia justifica-se pela presença de uma alcalose, que pode ser metabólica ou respiratória.</p><p>Você deve procurar na gasometria, então, um bicarbonato > 26mEq/L (metabólica) ou uma pCO</p><p>2</p><p>< 35mmHg (respiratória).</p><p>3.3 TERCEIRO PASSO: CALCULAR A RESPOSTA COMPENSATÓRIA</p><p>Frente a uma alcalose metabólica, a resposta compensatória dos pulmões é a redução da frequência respiratória, na tentativa de reter</p><p>CO</p><p>2</p><p>e evitar a elevação brusca do pH.</p><p>pCO</p><p>2</p><p>esperada na alcalose metabólica = HCO</p><p>3</p><p>- + 15</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 17</p><p>Em casos de alcalose respiratória, é fundamental determinar se o distúrbio é agudo ou crônico. A resposta compensatória do rim,</p><p>nesses casos, é reduzir a reabsorção de bicarbonato no túbulo proximal, favorecendo sua eliminação na urina. Vale lembrar que, em quadros</p><p>agudos, a variação do bicarbonato esperada é menor do que nos quadros crônicos.</p><p>Alcalose respiratória aguda: Δ ↓10mmHg na pCO</p><p>2</p><p>= Δ ↓2mEq/L HCO</p><p>3</p><p>-</p><p>Alcalose respiratória crônica: Δ ↓10mmHg na pCO</p><p>2</p><p>= Δ ↓5mEq/L HCO</p><p>3</p><p>-</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 18</p><p>Você atende um adolescente,</p><p>sem comorbidades, que há 02 horas</p><p>está sonolento e taquipneico. É colhida</p><p>uma gasometria arterial. Interprete os</p><p>dados abaixo e elabore um diagnóstico</p><p>acidobásico.</p><p>pH 7,50 Na+ 140mEq/L</p><p>pCO</p><p>2</p><p>20mmHg Cl- 103mEq/L</p><p>HCO</p><p>3</p><p>- 16mEq/L</p><p>Exemplo bastante interessante sobre distúrbios acidobásicos.</p><p>Temos um paciente com um quadro agudo de rebaixamento do</p><p>nível de consciência e taquipneia. Não nos foi dada nenhuma outra</p><p>informação-chave do exame físico ou história clínica. Resta-nos</p><p>analisar a gasometria arterial. Vamos lá?</p><p>Passo 1: olhar o pH. O enunciado forneceu-nos um pH de</p><p>7,50. Estamos diante de uma alcalemia.</p><p>Passo 2: encontrar o distúrbio primário. Devemos procurar</p><p>uma alcalose (bicarbonato alto ou pCO</p><p>2</p><p>baixo). Encontramos no</p><p>enunciado uma pCO</p><p>2</p><p>de 20. Temos uma alcalose respiratória.</p><p>Passo 3: existe compensação metabólica do distúrbio</p><p>primário? Para avaliarmos se há compensação em uma alcalose</p><p>respiratória aguda, temos que lembrar da fórmula vista no começo</p><p>do livro: a cada redução de 10mmHg na pCO</p><p>2</p><p>, esperamos uma</p><p>variação de 2mEq/L de bicarbonato. Como usamos um valor médio</p><p>de pCO</p><p>2</p><p>de 40mmHg e a gasometria nos traz 20mmHg, concluímos</p><p>que o bicarbonato teria que baixar em 4mEq/L, para níveis em</p><p>torno de 20mEq/L (pois usamos 24mEq/L como basal). Contudo,</p><p>a paciente apresenta um bicarbonato de 16mEq/L na gasometria,</p><p>menor que o bicarbonato esperado. Há, além de uma alcalose</p><p>respiratória, uma acidose metabólica associada!</p><p>Passo 4: sempre que estivermos frente a uma acidose</p><p>metabólica, devemos calcular o ânion gap. Com os dados que nos</p><p>foram fornecidos, chegamos a um ânion gap (Na – [Cl + HCO3) de</p><p>21mEq/L. Temos, então, uma acidose metabólica de ânion gap</p><p>aumentado.</p><p>Nosso diagnóstico gasométrico final é de uma alcalose</p><p>respiratória e uma acidose metabólica com ânion gap aumentado!</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 19</p><p>Vamos a mais um exemplo: analise a</p><p>gasometria arterial fornecida abaixo.</p><p>pH 7,65</p><p>pCO</p><p>2</p><p>61mmHg</p><p>HCO</p><p>3</p><p>- 30mEq/L</p><p>Vamos calibrar nosso passo a passo!</p><p>Passo 1: olhar o pH. O enunciado forneceu-nos um pH de</p><p>7,65. Trata-se de uma alcalemia.</p><p>Passo 2: encontrar o distúrbio primário. Devemos procurar</p><p>inicialmente uma alcalose (bicarbonato alto ou pCO</p><p>2</p><p>baixo).</p><p>Encontramos no enunciado um bicarbonato de 30mEq/L. Temos</p><p>uma alcalose metabólica.</p><p>Passo 3: existe compensação respiratória do distúrbio</p><p>primário? Na alcalose metabólica, o pCO</p><p>2</p><p>esperado é calculado</p><p>da seguinte forma: HCO</p><p>3</p><p>- + 15. Nossa pCO</p><p>2</p><p>esperada é, portanto,</p><p>45mmHg. Perceba que a pCO</p><p>2</p><p>do paciente é de 60, muito acima da</p><p>esperada. Nesse caso, há uma retenção excessiva de CO</p><p>2,</p><p>gerando</p><p>uma acidose respiratória.</p><p>Nosso paciente tem, portanto, uma alcalose metabólica</p><p>associada a uma acidose respiratória!</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 20</p><p>CAPÍTULO</p><p>4.0 GASOMETRIA COM PH NORMAL</p><p>Por fim: “professor, o que fazer se o pH da gasometria estiver normal? Como proceder a análise?”</p><p>Quando você se deparar com uma gasometria que traz um</p><p>pH normal, quero que pense em duas possibilidades.</p><p>No primeiro caso, se os níveis de pCO</p><p>2</p><p>e HCO</p><p>3</p><p>- estiverem</p><p>dentro do limite da normalidade, você estará diante de uma</p><p>gasometria normal.</p><p>A outra possibilidade, eu diria que a mais “perigosa” delas,</p><p>é você estar diante de uma gasometria que tenha um distúrbio</p><p>misto. Para isso, você deve procurar por valores de pCO</p><p>2</p><p>e HCO</p><p>3</p><p>-</p><p>que estejam no mesmo sentido, isso é, os dois em níveis reduzidos</p><p>ou elevados!</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico</p><p>| Julho 2021 21</p><p>Interprete o distúrbio acidobásico da</p><p>seguinte gasometria arterial:</p><p>pH 7,36</p><p>pCO</p><p>2</p><p>20mmHg</p><p>HCO</p><p>3</p><p>- 15mEq/L</p><p>Esse exemplo é muito interessante para fixarmos o que</p><p>acabamos de ler. Vamos a nosso passo a passo.</p><p>Passo 1: olhar o pH. O enunciado forneceu-nos um pH de</p><p>7,36. Como vimos, a faixa normal do pH plasmático é entre 7,35</p><p>e 7,45. Apesar de normal, o pH está mais próximo da faixa da</p><p>acidemia do que da alcalemia. Esse dado deve nos fazer ir atrás de</p><p>um distúrbio primário que seja compatível com alguma acidose!</p><p>Passo 2: encontrar o distúrbio primário. Uma acidose deve</p><p>levar-nos à busca de duas condições: uma redução dos níveis de</p><p>bicarbonato (acidose metabólica) ou um aumento nos níveis de</p><p>pCO</p><p>2</p><p>(acidose respiratória). O que encontramos é um bicarbonato</p><p>de 15mEq/L. Concluímos, então, que há uma acidose metabólica.</p><p>Passo 3: existe compensação respiratória do distúrbio</p><p>metabólico? O cálculo para avaliar o pCO</p><p>2</p><p>esperado como forma de</p><p>compensar a acidose metabólica é o seguinte: [(1,5 x HCO3-) + 8]</p><p>= pCO</p><p>2</p><p>esperado. No nosso caso, o valor encontrado é 30,5, maior</p><p>do que pCO</p><p>2</p><p>fornecido pela gasometria. Então, o paciente está</p><p>eliminando mais CO2 do que deveria. Há, portanto, uma alcalose</p><p>respiratória associada.</p><p>Passo 4: diagnóstico final do distúrbio acidobásico. Nesse</p><p>caso, o paciente apresenta uma acidose metabólica e uma alcalose</p><p>respiratória — um distúrbio misto.</p><p>Veja que o pH está normal pela presença de dois distúrbios primários antagônicos, uma acidose e uma alcalose! Você sempre</p><p>vai procurar o distúrbio primário olhando para a tendência do pH, se está mais próximo da acidemia ou da alcalemia.</p><p>Lembre-se: a resposta compensatória per se não é capaz de trazer o pH para a normalidade!</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 22</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>Baixe na Google Play Baixe na App Store</p><p>Aponte a câmera do seu celular para o</p><p>QR Code ou busque na sua loja de apps.</p><p>Baixe o app Estratégia MED</p><p>Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula!</p><p>Acesse nosso banco de questões e resolva uma lista elaborada por mim, pensada para a sua aprovação.</p><p>Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser.</p><p>Resolva questões pelo computador</p><p>Copie o link abaixo e cole no seu navegador</p><p>para acessar o site</p><p>Resolva questões pelo app</p><p>Aponte a câmera do seu celular para</p><p>o QR Code abaixo e acesse o app</p><p>https://estr.at/19t5</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>https://estr.at/19t5</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 23</p><p>CAPÍTULO</p><p>6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>1. Moura, L. R. R.; Alves, M. A. R.; Santos, D. R.; Pecoits Filho, R. Tratado de Nefrologia - 2018</p><p>2. Riella, Miguel Carlos. "Princípios de nefrologia e distúrbios hidroeletrolíticos." Princípios de nefrologia e distúrbios hidroeletrolíticos. 2018.</p><p>3. Feehally, J., Floege, J., Tonelli, M. and Johnson, R., 2019. Comprehensive Clinical Nephrology.</p><p>4. Berend, Kenrick. "Diagnostic use of base excess in acid–base disorders." New England Journal of Medicine 378.15 (2018): 1419-1428.</p><p>5. Jung, Boris, et al. "Diagnosis and management of metabolic acidosis: guidelines from a French expert panel." Annals of intensive care 9.1</p><p>(2019): 1-17.</p><p>6. Theodore, A. C., 2021. UpToDate. [online] Uptodate.com. Available at: < https://www.uptodate.com/contents/arterial-blood-gases></p><p>[Accessed 02 June 2021].</p><p>7. Emmet, M., Palmer, B. F., 2021. UpToDate. [online] Uptodate.com. Available at: < https://www.uptodate.com/contents/simple-and-mixed-</p><p>acid-base-disorders> [Accessed 28 May 2021].</p><p>8. Adrogué HJ, Madias NE. Secondary responses to altered acid-base status: the rules of engagement. J Am Soc Nephrol 2010; 21:920.</p><p>9. Emmett, Michael. "Metabolic Alkalosis: A Brief Pathophysiologic Review." Clinical Journal of the American Society of Nephrology 15.12</p><p>(2020): 1848-1856.</p><p>10. Malatesha G, Singh NK, Bharija A, et al. Comparison of arterial and venous pH, bicarbonate, PCO2 and PO2 in initial emergency department</p><p>assessment. Emerg Med J 2007; 24:569.</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 24</p><p>CAPÍTULO</p><p>7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Antes de tudo, gostaria de parabenizá-lo por finalizar este material. A análise da gasometria arterial não é simples e, certamente, os</p><p>pontos mais frequentes na sua prova foram abordados aqui.</p><p>Quero ressaltar que a melhor maneira de aprender esse conteúdo é, sem dúvidas, respondendo a muitas questões. Com a prática, as</p><p>fórmulas serão memorizadas e isso faz com que você ganhe muito tempo na resolução de uma prova, o que pode ser a diferença entre você</p><p>e seu concorrente.</p><p>Por fim, conte comigo se tiver alguma dúvida! Lembre-se de que sua caminhada é minha também.</p><p>Um abraço e até a próxima!</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>Estratégia</p><p>MED</p><p>NEFROLOGIA Gasometria</p><p>Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | Julho 2021 25</p><p>m</p><p>e</p><p>d</p><p>v</p><p>i</p><p>d</p><p>e</p><p>o</p><p>s</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>Có</p><p>pi</p><p>a</p><p>nã</p><p>o</p><p>é</p><p>ro</p><p>ub</p><p>o</p><p>♥</p><p>https://med.estrategiaeducacional.com.br/</p><p>https://med.estrategiaeducacional.com.br/</p><p>1.0 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA GASOMETRIA ARTERIAL</p><p>1.1 Parâmetros avaliados</p><p>1.2 Conceitos fundamentais</p><p>1.2.1 Acidemia, alcalemia, acidose e alcalose</p><p>1.2.2 Os tipos de distúrbios acidobásicos</p><p>1.3 A resposta secundária ou compensatória</p><p>2.0 ACIDEMIA</p><p>2.1 Primeiro passo: checar o pH</p><p>2.2 Segundo passo: encontrar o distúrbio primário</p><p>2.3 Terceiro passo: avaliar se existe resposta compensatória</p><p>2.4 Quarto passo: calcular o ânion gap sérico</p><p>3.0 ALCALEMIA</p><p>3.1 Primeiro passo: checar o pH</p><p>3.2 Segundo passo: encontrar o distúrbio primário</p><p>3.3 Terceiro passo: calcular a resposta compensatória</p><p>4.0 GASOMETRIA COM PH NORMAL</p><p>5.0 LISTA DE QUESTÕES</p><p>6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p>