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<p>A Colonização da América Portuguesa</p><p>- A partir do açúcar</p><p>Professora: Bianca e Martha</p><p>Conter as invasões estrangeiras.</p><p>Povoar o litoral.</p><p>Produzir algo rentável (açúcar).</p><p>A falta de capitais da Coroa Portuguesa, entregou a iniciativa da colonização do Brasil a particular (pequena nobreza). A primeira a expedição de colonização para o Brasil, foi comandada por Martim Afonso de Souza, que partiu de Lisboa em dezembro de 1530, com cinco navios e uma tripulação de cerca de 400 pessoas. Esta expedição tinha como missão:</p><p>iniciar a ocupação da terra por portugueses (colonos) e exploração econômica;</p><p>combater os corsários estrangeiros;</p><p>procurar metais precioso;</p><p>fazer um melhor reconhecimento geográfico do litoral.</p><p>Em 1532, Martim Afonso de Souza fundou a Vila de São Vicente (1º núcleo colonial). Implantou o cultivo de cana-de-açúcar e construiu o primeiro engenho na colônia.</p><p>O governo português não estava disposto a investir muitos recursos econômicos na colonização do Brasil. A solução encontrada no começo desse processo foi transferir essa tarefa para particulares. Assim, em 1534, o rei de Portugal dividiu o Brasil em CAPITANIAS HEREDITÁRIAS, que foram doadas à pequena nobreza, burocratas e comerciantes, denominados capitães donatários.</p><p>Por que a colonização ?</p><p>As Capitanias Hereditárias</p><p>As Capitanias Hereditárias, eram 15 enormes lotes de terra, entregues aos capitães donatários, nomeados pelo rei, que tinham a obrigação de fazê-la prosperar. O donatário era a autoridade máxima dentro da capitania, com sua morte, a administração passava para seus descendentes.</p><p>Duas capitanias prosperaram:</p><p>Pernambuco e São Vicente, em função da produção açucareira.</p><p>Os documentos que regulavam esta doação eram:</p><p>CARTA DE DOAÇÃO: recebimento das Capitanias pelos donatários. Não podiam doar nem vender a Capitania.</p><p>FORAL: direitos dos donatários: doar sesmarias (grandes lotes de terra) aos colonos; escravizar índios; exercer a justiça e explorar as riquezas.</p><p>Deveres: pagar impostos ao rei (um quinto de tudo que fosse explorado) e fundar vilas.</p><p>Os Direitos e Deveres dos Donatários</p><p>Direitos:</p><p>Criar Vilas e distribuir terras (sesmarias) a quem desejasse e pudesse cultivá-las;</p><p>Exercer plena autoridade judicial e administrativa;</p><p>Por meio da chamada “guerra justa”, escravizar os indígenas considerados inimigos, obrigando-os a trabalhar na lavoura;</p><p>Receber a vigésima parte (5%) dos lucros sobre o comércio de pau-brasil.</p><p>Deveres</p><p>Assegurar ao rei de Portugal:</p><p>10% dos lucros sobre todos os produtos da terra;</p><p>Um quinto dos lucros sobre os metias e as pedras preciosas que fossem encontrados;</p><p>O monopólio da exploração do pau-brasil.</p><p>Benefícios das Capitanias - O sistema de capitanias lançado em 1532, criou as cidades de Porto Seguro (1535), Ilhéus (1537) e Santos (1545), e contribuiu, também, para preservar a posse das terras e revelar as possibilidades de exploração econômica da colônia.</p><p>Quais foram os problemas enfrentados pelas Capitanias?</p><p>falta de capitais dos donatários.</p><p>Isolamento das capitanias.</p><p>precário sistema de transportes e comunicação.</p><p>constantes lutas contra os índios.</p><p>inexistência de metais preciosos.</p><p>desinteresse dos donatários (alguns nem tomaram posse de suas Capitanias).</p><p>Dificuldades com a lavoura.</p><p>Para auxiliar os donatários, limitar seus poderes e CENTRALIZAR A ADMINISTRAÇÃO, a Coroa Portuguesa criou, em 1548, o GOVERNO GERAL. A sede seria em Salvador, na Bahia.</p><p>A organização do governo geral foi definida por um Regimento, que dava plenos poderes ao governador geral. Tomé de Souza foi o primeiro governador e sua orientação era criar núcleos povoadores apenas no litoral.</p><p>Regimento do governo geral:</p><p>definia as relações entre colonos e indígenas.</p><p>regulamentava o estabelecimento das vilas e o desbravamento do interior.</p><p>estabelecia leis para o comércio.</p><p>autorizava o uso de armamentos para a defesa dos engenhos e da própria colônia.</p><p>Os três primeiros governadores-gerais do Brasil:</p><p>Tomé de Souza (1549-1553)</p><p>Duarte da Costa (1553-1558)</p><p>Mem de Sá (1558-1578)</p><p>Auxiliares do governador geral:</p><p>PROVEDOR-MOR: cuidava da fiscalização e cobrança dos impostos.</p><p>OUVIDOR-MOR, administrava a justiça.</p><p>CAPITÃO-MOR, organizava a defesa contra piratas, invasores e índios.</p><p>Foram criadas as CÂMARAS MUNICIPAIS, governadas pelos “homens bons”. Onde o voto era restrito aos proprietários de terra e de escravos e outros com renda alta. Além disso, consolidou se o clientelismo: troca de favores entre quem tem o poder e quem vota.</p><p>A Colonização criou nos colonos uma atitude de autoritarismo sobre a terra e as pessoas. Essa forma de poder foi denominada MANDONISMO LOCAL. Definiu a política fundiária em nosso país, que até hoje se caracteriza pelo PREDOMÍNIO DOS LATIFÚNIDO e a CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NAS MÃOS DE POUCAS FAMÍLIAS.</p><p>ORGANIZAÇÃO ADMINISTRAVA DA COLÔNIA ATÉ O SÉCULO XVIII</p><p>GOVERNADOR GERAL</p><p>PROVEDOR - MOR</p><p>OUVEDOR -MOR</p><p>CAPITÃO-MOR</p><p>CAPITANIAS HEREDITÁRIAS</p><p>GOVERNADORES DAS CAPITANIAS</p><p>CAMARAS MUNICIPAIS</p><p>6</p><p>7</p><p>Implantação de um negócio lucrativo – O Açúcar</p><p>Os colonos que vieram com Martim Afonso de Sousa plantaram as primeiras mudas de cana de açúcar e instalaram o primeiro engenho da colônia em São Vicente, no ano de 1533. A partir de então, os engenhos multiplicaram-se rapidamente pela costa brasileira. A maior concentração ocorreu no Nordeste, principalmente nas regiões atuais dos estados de Pernambuco e da Bahia.</p><p>Em pouco tempo, a produção açucareira acabou superando em importância a atividade extrativa do pau-brasil, embora a exploração intensa dessa madeira tenha continuado até o início do século XVII.</p><p>Por que produzir açúcar?</p><p>Condições naturais favoráveis</p><p>Experiência anterior portuguesa</p><p>Promessa de grandes lucros</p><p>Problemas iniciais:</p><p>ausência de capitais para investimentos na produção (mão de obra e equipamentos)</p><p>Portugal não conseguia fazer a distribuição do produto na Europa</p><p>questão da mão de obra</p><p>A produção do Açúcar</p><p>Os portugueses não produziam e comercializavam o açúcar brasileiro sozinhos, os holandeses já comercializavam o açúcar produzido pelos portugueses nas ilhas atlânticas. No Brasil, emprestavam o capital, exigindo em troca os direitos de refinação e distribuição no mercado europeu, bem como, o transporte de Portugal para Holanda. Recolhiam o produto em Lisboa, refinavam e distribuíam na Europa, principalmente na França, Inglaterra e regiões do Báltico. Ficavam com a maior parte da renda gerada pela empresa açucareira brasileira, pois esta era uma época mercantilista, onde o acúmulo de capital estava bem mais na distribuição (comércio), do que na produção da mercadoria.</p><p>Ao rei de Portugal cabia uma parcela também significativa do capital gerado pelo açúcar, pois recolhia impostos dos produtores, comerciantes e transportadores do produto. Durante os séculos XVI e XVII a empresa açucareira brasileira foi a maior do mundo ocidental. A contribuição dos holandeses para a expansão do mercado açucareiro foi um dos principais fatores para o êxito da colonização do Brasil. Destacando-se tanto no comércio, como nas finanças no velho mundo, os holandeses eram nessa época os únicos com organização comercial suficiente para criar um mercado de grandes proporções para um produto como o açúcar.</p><p>Participação do capital holandês</p><p>financiamento</p><p>transporte</p><p>refinação</p><p>distribuição na Europa</p><p>Nos primeiros séculos da colonização, parcela considerável da população colonial concentrava-se no campo, nas grandes propriedades rurais ligadas à produção agrícola e pecuária. Às vezes, essas unidades produtivas tornavam-se também núcleo social, administrativo e cultural, como foi o caso de muitos engenhos (estabelecimentos onde se produzia o açúcar).</p><p>ENGENHO: unidade de produção</p><p>escravaria</p><p>animais</p><p>terras para o plantio</p><p>casa-grande, capela, senzala</p><p>fábrica: moenda, casa das caldeiras e casa de purgar</p><p>uso de técnicas rudimentares</p><p>grande quantidade de escravos</p><p>relativo desenvolvimento de especialização</p><p>produção: entre 45 e 150 toneladas por ano</p><p>PRODUÇÃO DO AÇÚCAR:</p><p>O engenho:</p><p>unidade de produção (canaviais, roça, moenda, caldeiras, casa de purgar, galpões, casa-grande, senzala, capela e habitações dos trabalhadores livres).</p><p>Tipos de engenho:</p><p>Os reais: movidos à água.</p><p>Os trapiches: que utilizavam tração animal.</p><p>Etapas da produção do açúcar:</p><p>1ª Etapa: Temos a plantação da cana-de-açúcar, faz-se a colheita, leva-se para o engenho;</p><p>2ª Etapa: Na moenda a cana é moída e o caldo é levado para o forno (caldeira) pra ser cozido e retirado as impurezas; A 1ª Etapa é feita pelo Senhor de Engenho, o Brasil é responsável pela produção, que é financiada pela Holanda;</p><p>3ª Etapa: o melaço produzido é colocado em formas de barro em forma de sino, com um orifício no fundo, onde ficava até solidificar na casa de purgar pra formar os pães de açúcar;</p><p>4ª Etapa: Depois os pães de açúcar eram levados para os galpões onde eram quebrados, tem ai o açúcar mascavo ou açúcar preto e rapadura, onde posteriormente eram vendidas para os comerciantes.</p><p>5ª Etapa: Tem o refinamento e embranquecimento e distribuição do açúcar, que é feito pela Holanda para toda a Europa (mercado consumidor).</p><p>Engenho de Açúcar Séc. XVII</p><p>Os proprietários dos estabelecimentos de produção açucareira ficaram conhecidos como senhores de engenho. Eram pessoas cujo a autoridade ultrapassava os limites de suas terras, estendendo-se às vilas e aos povoados vizinhos.</p><p>Entre aqueles que compunham a sociedade açucareira havia senhores, escravos e pessoas de diversas ocupações, como: feitores, mestres de açúcar, purgadores, agregados, padres, alguns funcionários do rei profissionais liberais (médicos, advogados, engenheiros).</p><p>Sociedade Açucareira</p><p>Mão de obra – O trabalho escravo</p><p>ÍNDIOS: mais utilizados até aproximadamente 1560, utilizados em lavouras menos desenvolvidas ou mais pobres.</p><p>NEGROS: preferencialmente utilizados a partir de 1560, mão de obra básica do Brasil durante todo o período colonial e imperial. Utilizados acima de tudo pelo fato de representarem uma fonte de lucro extra através do tráfico de escravos. Além disso, os índios foram sendo exterminados e o grau de evolução das comunidades negras era maior, pois eles já conheciam a agricultura</p><p>ESCRAVOS: OS PÉS E AS MÃOS DOS SENHORES</p><p>Diversos elementos são apontados pelos historiadores para explicar o predomínio da escravização africana em relação à indígena. Vejamos as mais conhecidas.</p><p>Barreira cultural</p><p>Epidemias</p><p>Domínio de certas técnicas pelos africanos</p><p>Oposição à escravidão indígena</p><p>Intensificação dos movimentos bandeirantes em busca de metais.</p><p>União Ibérica - a Espanha domina Portugal (1580-1640). Durante essa união, a Holanda, antiga posse espanhola, torna-se independente. A Espanha proíbe o comércio açucareiro com a Holanda, que, por sua vez, invade o Nordeste brasileiro, principalmente Pernambuco (1630-1654).</p><p>Administração pacífica de Maurício de Nassau, mas a Holanda o demite, exigindo lucros.</p><p>Em 1654 ocorre a Insurreição pernambucana: os holandeses são expulsos por um movimento organizado pelos senhores de engenho, descontentes com os impostos e cobranças da nova administração.</p><p>A Holanda, dominando a técnica de produção do açúcar (melhor que Portugal), passa a plantar cana nas Antilhas, muito mais perto da Europa, o que barateia o açúcar holandês.</p><p>ATIVIDADES ECONÔMICAS COMPLEMENTARES:</p><p>Mandioca era o principal produto agrícola de subsistência para o consumo interno: elemento básico da alimentação do brasileiro.</p><p>Fumo (tabaco) era o produto de exportação que servia para aquisição de escravos no mercado africano: cultivado em zonas restritas da Bahia e Alagoas.</p><p>Algodão era usado no fabrico de tecidos de baixa qualidade destinados à confecção de roupas para os mais pobres e escravos: cultivados no Maranhão e Pernambuco. Boa parte do algodão brasileiro era vendido para os ingleses, que o utilizavam na fabricação de tecidos (Rev. Industrial).</p><p>Drogas do Sertão:</p><p>Produtos extraídos da Amazônia e Pará: cravo, canela, cacau, guaraná, castanha-do-pará, gergelim urucum, essências para perfume, etc., que eram utilizadas como corantes, aromatizantes ou plantas medicinais (Extrativismo).</p><p>Ação e exploração das missões religiosas, com mão-de-obra indígena.</p><p>“Tropas de resgate” eram expedições militares que iam escravizar índios na Amazônia para trabalhar nas fazendas do Maranhão e Pará.</p><p>FATORES DA DECADÊNCIA DO AÇÚCAR:</p><p>Obrigada pelo seu tempo e atenção!...</p><p>Tenha uma ótima semana!...</p><p>Beijos</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.png</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.gif</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.png</p><p>image9.jpeg</p><p>image10.png</p><p>image11.jpeg</p><p>image12.png</p><p>image13.jpeg</p><p>image14.jpeg</p><p>image15.jpeg</p><p>image16.png</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.png</p><p>image19.jpeg</p><p>image20.jpeg</p><p>image21.jpeg</p><p>image22.jpeg</p><p>image23.jpeg</p><p>image24.jpeg</p><p>image25.jpeg</p><p>image26.png</p>