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<p>CONFORTO</p><p>AMBIENTAL</p><p>PROFESSORES</p><p>Esp. Alexandro Gasparini Larocca</p><p>Esp. Mayara Fernanda Pontes Peres</p><p>Esp. Renata Catânio</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>2</p><p>C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância;</p><p>LAROCCA, Alexandro Gasparini; CATÂNIO, Renata; PERES, Mayara</p><p>Fernanda Pontes.</p><p>Conforto Ambiental. Alexandro Gasparini Larocca, Renata Catânio,</p><p>Mayara Fernanda Pontes Peres.</p><p>Maringá - PR.:UniCesumar, 2017.</p><p>p.194</p><p>“Graduação em Design - EaD”.</p><p>1. Design. 2. Conforto. 3. Ambiental EaD. I. Título.</p><p>CDD - 22ª Ed. 760</p><p>CIP - NBR 12899 - AACR/2</p><p>NEAD</p><p>Núcleo de Educação a Distância</p><p>Av. Guedner, 1610, Bloco 4</p><p>Jd. Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná</p><p>www.unicesumar.edu.br | 0800 600 6360</p><p>DIREÇÃO UNICESUMAR</p><p>Reitor Wilson de Matos Silva, Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho, Pró-Reitor de Administração</p><p>Wilson de Matos Silva Filho, Pró-Reitor de EAD Willian Victor Kendrick de Matos Silva, Presidente</p><p>da Mantenedora Cláudio Ferdinandi.</p><p>NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho, Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício</p><p>Lazilha, Direção de Operações Chrystiano Mincoff, Direção de Mercado Hilton Pereira, Direção</p><p>de Polos Próprios James Prestes, Direção de Desenvolvimento Dayane Almeida, Direção de</p><p>Relacionamento Alessandra Baron, Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Encinas de Encarnação</p><p>Pinelli, Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo, Supervisão do Núcleo de Produção</p><p>de Materiais Nádila de Almeida Toledo, Coordenador(a) de Conteúdo Larissa Siqueira Camargo,</p><p>Projeto Gráfico José Jhonny Coelho, Editoração José Jhonny Coelho, Designer Educacional Isabela</p><p>Agulhon Ventura e Giovana Cardoso, Qualidade Editorial e Textual Daniel F. Hey, Hellyery Agda,</p><p>Revisão Textual Pedro Afonso Barth e Érica Fernanda Ortega, Ilustração Bruno Pardinho e Marta</p><p>Kakitani, Fotos Shutterstock.</p><p>Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande</p><p>desafio para todos os cidadãos. A busca por tecnologia,</p><p>informação, conhecimento de qualidade, novas</p><p>habilidades para liderança e solução de problemas</p><p>com eficiência tornou-se uma questão de sobrevivência</p><p>no mundo do trabalho.</p><p>Cada um de nós tem uma grande responsabilidade:</p><p>as escolhas que fizermos por nós e pelos nossos fará</p><p>grande diferença no futuro.</p><p>Com essa visão, o Centro Universitário Cesumar assume</p><p>o compromisso de democratizar o conhecimento por</p><p>meio de alta tecnologia e contribuir para o futuro dos</p><p>brasileiros.</p><p>No cumprimento de sua missão – “promover a</p><p>educação de qualidade nas diferentes áreas do</p><p>conhecimento, formando profissionais cidadãos que</p><p>contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade</p><p>justa e solidária” –, o Centro Universitário Cesumar</p><p>busca a integração do ensino-pesquisa-extensão com</p><p>as demandas institucionais e sociais; a realização</p><p>de uma prática acadêmica que contribua para o</p><p>desenvolvimento da consciência social e política e, por</p><p>fim, a democratização do conhecimento acadêmico</p><p>com a articulação e a integração com a sociedade.</p><p>Diante disso, o Centro Universitário Cesumar almeja</p><p>ser reconhecida como uma instituição universitária</p><p>de referência regional e nacional pela qualidade</p><p>e compromisso do corpo docente; aquisição de</p><p>competências institucionais para o desenvolvimento</p><p>de linhas de pesquisa; consolidação da extensão</p><p>universitária; qualidade da oferta dos ensinos</p><p>presencial e a distância; bem-estar e satisfação da</p><p>comunidade interna; qualidade da gestão acadêmica</p><p>e administrativa; compromisso social de inclusão;</p><p>processos de cooperação e parceria com o mundo</p><p>do trabalho, como também pelo compromisso</p><p>e relacionamento permanente com os egressos,</p><p>incentivando a educação continuada.</p><p>Wilson Matos da Silva</p><p>Reitor da Unicesumar</p><p>boas-vindas</p><p>Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à</p><p>Comunidade do Conhecimento.</p><p>Essa é a característica principal pela qual a Unicesumar</p><p>tem sido conhecida pelos nossos alunos, professores</p><p>e pela nossa sociedade. Porém, é importante</p><p>destacar aqui que não estamos falando mais daquele</p><p>conhecimento estático, repetitivo, local e elitizado, mas</p><p>de um conhecimento dinâmico, renovável em minutos,</p><p>atemporal, global, democratizado, transformado pelas</p><p>tecnologias digitais e virtuais.</p><p>De fato, as tecnologias de informação e comunicação</p><p>têm nos aproximado cada vez mais de pessoas, lugares,</p><p>informações, da educação por meio da conectividade</p><p>via internet, do acesso wireless em diferentes lugares</p><p>e da mobilidade dos celulares.</p><p>As redes sociais, os sites, blogs e os tablets aceleraram</p><p>a informação e a produção do conhecimento, que não</p><p>reconhece mais fuso horário e atravessa oceanos em</p><p>segundos.</p><p>A apropriação dessa nova forma de conhecer</p><p>transformou-se hoje em um dos principais fatores de</p><p>agregação de valor, de superação das desigualdades,</p><p>propagação de trabalho qualificado e de bem-estar.</p><p>Logo, como agente social, convido você a saber cada</p><p>vez mais, a conhecer, entender, selecionar e usar a</p><p>tecnologia que temos e que está disponível.</p><p>Da mesma forma que a imprensa de Gutenberg</p><p>modificou toda uma cultura e forma de conhecer,</p><p>as tecnologias atuais e suas novas ferramentas,</p><p>equipamentos e aplicações estão mudando a nossa</p><p>cultura e transformando a todos nós. Então, priorizar o</p><p>conhecimento hoje, por meio da Educação a Distância</p><p>(EAD), significa possibilitar o contato com ambientes</p><p>cativantes, ricos em informações e interatividade. É</p><p>um processo desafiador, que ao mesmo tempo abrirá</p><p>as portas para melhores oportunidades. Como já disse</p><p>Sócrates, “a vida sem desafios não vale a pena ser vivida”.</p><p>É isso que a EAD da Unicesumar se propõe a fazer.</p><p>Willian V. K. de Matos Silva</p><p>Pró-Reitor da Unicesumar EaD</p><p>Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está</p><p>iniciando um processo de transformação, pois quando</p><p>investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou</p><p>profissional, nos transformamos e, consequentemente,</p><p>transformamos também a sociedade na qual estamos</p><p>inseridos. De que forma o fazemos? Criando</p><p>oportunidades e/ou estabelecendo mudanças capazes</p><p>de alcançar um nível de desenvolvimento compatível</p><p>com os desafios que surgem no mundo contemporâneo.</p><p>O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de</p><p>Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo</p><p>este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens</p><p>se educam juntos, na transformação do mundo”.</p><p>Os materiais produzidos oferecem linguagem</p><p>dialógica e encontram-se integrados à proposta</p><p>pedagógica, contribuindo no processo educacional,</p><p>complementando sua formação profissional,</p><p>desenvolvendo competências e habilidades, e</p><p>aplicando conceitos teóricos em situação de realidade,</p><p>Kátia Solange Coelho</p><p>Diretoria Operacional de Ensino</p><p>Fabrício Lazilha</p><p>Diretoria de Planejamento de Ensino</p><p>de maneira a inseri-lo no mercado de trabalho. Ou seja,</p><p>estes materiais têm como principal objetivo “provocar</p><p>uma aproximação entre você e o conteúdo”, desta</p><p>forma possibilita o desenvolvimento da autonomia</p><p>em busca dos conhecimentos necessários para a sua</p><p>formação pessoal e profissional.</p><p>Portanto, nossa distância nesse processo de</p><p>crescimento e construção do conhecimento deve</p><p>ser apenas geográfica. Utilize os diversos recursos</p><p>pedagógicos que o Centro Universitário Cesumar</p><p>lhe possibilita. Ou seja, acesse regularmente o AVA</p><p>– Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos</p><p>fóruns e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe</p><p>das discussões. Além disso, lembre-se que existe</p><p>uma equipe de professores e tutores que se encontra</p><p>disponível para sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em</p><p>seu processo de aprendizagem, possibilitando-lhe</p><p>trilhar com tranquilidade e segurança sua trajetória</p><p>acadêmica.</p><p>boas-vindas</p><p>autores</p><p>Alexandro Gasparini Larocca</p><p>Possui Especialização em Arquitetura de Interiores - Projetos de Ambientes e</p><p>Qualidade de Vida (UNIFIL-2010). Especialização em Projeto Arquitetônico - Com-</p><p>posição e Tecnologia do Ambiente Construído (2015) e graduação em Arquitetura</p><p>e Urbanismo pela Universidade Filadélfi a de Londrina</p><p>é respon-</p><p>sável por manter essa temperatura, ele queima as ca-</p><p>lorias que existem nos alimentos e gera energia, isto</p><p>mantém o calor interno do corpo.</p><p>Além disso, o corpo humano faz algumas trocas</p><p>térmicas com o meio e podemos dividi-las em trocas</p><p>secas e trocas úmidas.</p><p>As trocas secas envolvem: convecção, condução</p><p>e radiação. Enquanto as trocas úmidas são feitas por</p><p>meio da evaporação.</p><p>DESIGN</p><p>47</p><p>Vamos aos exemplos desses tipos de trocas. A con-</p><p>vecção acontece quando temos um fluido (gás ou</p><p>líquido), exemplo: ao aquecermos água em uma pa-</p><p>nela, o metal se esquenta e começa a aquecer as par-</p><p>tículas de água mais próximas a ele, essas partículas</p><p>quentes sobem, consequentemente, as frias descem,</p><p>são também aquecidas, até que temos a água quen-</p><p>te por um todo, este fenômeno é o que chamamos</p><p>de convecção. Com os seres humanos, acontece a</p><p>perda de calor do corpo para o ar ou água, por isso</p><p>nos sentimos tão confortáveis no calor quando en-</p><p>tramos em uma piscina.</p><p>Já a condução acontece quando existe contato,</p><p>por exemplo, ao andarmos descalços em um piso frio,</p><p>perdemos calor para este por meio da condução.</p><p>A radiação ocorre sem a existência de contato,</p><p>como quando nos aquecemos em frente a uma fo-</p><p>gueira, ou, ainda, a forma como o sol aquece a terra.</p><p>E a evaporação, que é a troca úmida, acontece por</p><p>meio da nossa transpiração.</p><p>Os seres humanos têm mecanismos que cha-</p><p>mamos termorreguladores. Você tem alguma ideia</p><p>Temperaturas Resposta Fisiológica</p><p>Tcorpo < Tneutra Ocorre a vasoconstrição</p><p>Tcorpo < 35ºC Ocorre a perda da habilidade</p><p>Tcorpo < 31ºC Esta situação é letal, também chamada de hipotermia</p><p>Tcorpo > Tneutra Ocorre a vasodilatação</p><p>Tcorpo > 37ºC Começa o Suor</p><p>Tcorpo > 39ºC Ocorre a perda de habilidade</p><p>Tcorpo > 43ºC Esta situação é letal, também chamada de hipertermia</p><p>Tabela 1 - Resposta Fisiológica e comportamental em função da diferença da temperatura do corpo e a temperatura Neutra</p><p>Fonte: Adaptada de Lamberts e Xavier (2002).</p><p>do que seriam? Quando estamos com frio ou com</p><p>calor, o nosso corpo reage e isso acontece por meio</p><p>destes mecanismos, eles devem manter a tempera-</p><p>tura interna do nosso corpo constante. Para que as</p><p>pessoas sintam-se em conforto térmico, elas não de-</p><p>vem estar utilizando nenhum destes mecanismos.</p><p>No frio, o nosso corpo tenta evitar a perda de</p><p>calor, assim como aumentar a produção interna</p><p>do mesmo. Qual você acha que é o primeiro me-</p><p>canismo regulador que entra em ação quando sen-</p><p>timos frio? Se você disse arrepio ou tremor, você</p><p>se enganou. Antes destas reações, entra em ação a</p><p>vasoconstrição periférica, que é quando os vasos</p><p>sanguíneos mais próximos da pele se contraem,</p><p>para que a pele fique mais fria e não perca calor</p><p>para o meio pela convecção ou condução. Depois</p><p>é que temos o arrepio, que é um movimento mus-</p><p>cular, o qual aumenta a rugosidade da pele, as-</p><p>sim temos menos áreas expostas e perdemos me-</p><p>nos calor por convecção. E por último acontece</p><p>o tremor dos músculos, uma forma de acelerar o</p><p>metabolismo.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>48</p><p>Figura 1- Vestimenta de Frio</p><p>Quando está frio, o ser humano tem algumas rea-</p><p>ções, como curvar-se, o que diminui a área exposta</p><p>do nosso corpo, esfregar as mãos, tomar uma bebida</p><p>quente, fazer atividade física. Tudo isso para que não</p><p>haja perda de calor.</p><p>Já no verão, o primeiro mecanismo termorregu-</p><p>lador a entrar em ação é a vasodilatação periférica,</p><p>ao contrário do frio, as veias próximas à pele dila-</p><p>tam-se, o que aumenta a temperatura da pele, o que</p><p>condiciona a perda de calor por convecção e radia-</p><p>ção. Depois disso, temos o suor como meio de re-</p><p>gulação, dependendo da umidade do ar, temos uma</p><p>certa dificuldade em perder calor desta forma. Nos</p><p>climas secos, as pessoas podem perder calor pela</p><p>transpiração sem nem perceber, já que o ar evapora</p><p>o suor dentro do próprio poro. Já nos climas mais</p><p>úmidos, há uma certa dificuldade em perder calor</p><p>desta forma, pois o ar já está saturado e não evapora</p><p>o suor que sai dos poros. Figura 2 - Desconforto no Verão</p><p>DESIGN</p><p>49</p><p>No calor, o metabolismo do ser humano já reduz</p><p>automaticamente, pois não há necessidade de gran-</p><p>de produção de energia. Além disso, nessa situação</p><p>procuramos uma sombra, locais bem ventilados,</p><p>piscina, usamos de tecnologias como ventiladores</p><p>ou ar-condicionado para nos manter confortáveis.</p><p>Segundo Ashrae apud (LAMBERTS; DUTRA;</p><p>PEREIRA, 1997), conforto térmico pode ser definido</p><p>como um estado de espírito que vai refletir a satisfa-</p><p>ção com o ambiente térmico em que a pessoa está. Isso</p><p>quer dizer que o balanço de trocas térmicas deve ser</p><p>nulo e a temperatura da pele e o suor devem manter-se</p><p>dentro dos limites.</p><p>O conforto térmico tem ligação com os seguintes</p><p>fatores: variáveis ambientais, vestimenta adequada e</p><p>a atividade que o usuário está desenvolvendo naque-</p><p>le espaço. As variáveis climáticas que influenciam no</p><p>conforto térmico são temperatura do ar, umidade</p><p>relativa do ar e velocidade do ar. Além disso, quanto</p><p>maior for a atividade física, mais calor será gerado</p><p>pelo metabolismo.</p><p>A vestimenta tem a sua própria unidade de me-</p><p>dida, que chamamos de “clo” (vem de clothing em</p><p>inglês). A vestimenta impede o contato da pele com</p><p>o ar e evita a troca de calor com o ar ou com outras</p><p>superfícies. Por isso, quanto mais frio, mais roupas</p><p>colocamos. A resistência da roupa vai influenciar no</p><p>conforto que sentimos.</p><p>Ainda podemos dizer que o conforto térmico é</p><p>algo subjetivo. Você já sentiu frio em um lugar, en-</p><p>quanto outra pessoa estava confortável, ou o contrá-</p><p>rio? Então, a percepção do conforto muda de uma</p><p>pessoa para outra, mas como veremos mais adiante</p><p>neste livro, há uma probabilidade de que a maioria</p><p>das pessoas sintam-se confortáveis em uma deter-</p><p>minada situação, que envolve todas essas variáveis</p><p>que vimos anteriormente.</p><p>Vestimenta</p><p>Índice de Resistência</p><p>Térmica (CLO)</p><p>Meia Calça 0,10</p><p>Meia Fina 0,03</p><p>Meia Grossa 0,05</p><p>Calcinha/Sutiã 0,03</p><p>Cueca 0,03</p><p>Camisa Manga Curta 0,15</p><p>Camisa Manga Longa 0,30</p><p>Saia Grossa 0,25</p><p>Jaqueta 0,35</p><p>Calça Fina 0,20</p><p>Calça Média 0,25</p><p>Sapatos 0,04</p><p>Tabela 2 - Índice de Resistência Térmica -Icl (CLO)</p><p>Fonte: Norma ISO 7730 (2005, on-line)¹.</p><p>Portanto, precisamos entender como o corpo do ser</p><p>humano funciona em relação às diferentes situações</p><p>climáticas. Ele é o nosso usuário e é quem devemos</p><p>agradar com o nosso projeto. A partir de agora, você</p><p>já tem uma noção de como isso acontece e está pron-</p><p>to para entender os diferentes climas e os princípios</p><p>para cada um deles.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>50</p><p>Os Diferentes Climas</p><p>e seus Princípios</p><p>Caro(a) aluno(a), está pronto para conhecer a gran-</p><p>de diversidade de climas que temos no nosso país? O</p><p>clima é muito importante nas tomadas de decisões de</p><p>um projeto, pois este deve adequar-se a cada uma das</p><p>situações. Além do projeto ter a obrigação de atender</p><p>àquilo que o cliente deseja, ele também deve ter uma</p><p>resposta com relação às variáveis climáticas e à eficiên-</p><p>cia energética. Então, vamos ver como isso acontece.</p><p>Primeiro vamos diferenciar clima de tempo. Es-</p><p>tes dois conceitos confundem-se muitas vezes. O</p><p>clima é uma condição média, medida de 30 em 30</p><p>anos, que determina as características de uma de-</p><p>terminada região. Já o tempo, é a variação diária que</p><p>temos, como quando comentamos: “hoje está muito</p><p>frio e chuvoso”, não quer dizer que esta seja uma ca-</p><p>racterística predominante da nossa região.</p><p>Para que possamos analisar o clima, temos que</p><p>observá-lo em diferentes escalas. Em uma escala</p><p>mais abrangente, que podemos chamar de macrocli-</p><p>ma, descrevemos as características gerais de uma de-</p><p>terminada região, como qual a temperatura média,</p><p>se é um local que chove bastante ou que está sempre</p><p>nublado, ou ainda se tem bastante vento, ou seja, são</p><p>características gerais.</p><p>DESIGN</p><p>51</p><p>Em uma segunda escala, vamos para o mesocli-</p><p>ma, no qual temos influências de condições locais</p><p>como a topografia, a vegetação, o tipo do solo e a pre-</p><p>sença de obstáculos. Podemos perceber esse mesocli-</p><p>ma quando</p><p>chegamos perto de um bosque dentro de</p><p>uma cidade, pois o clima torna-se mais ameno.</p><p>E em uma terceira escala é a qual chegamos mais</p><p>próximos da edificação que estamos trabalhando; é</p><p>nessa escala que podemos fazer as alterações. Aqui</p><p>temos características particulares de cada local,</p><p>como um prédio vizinho que sombreia ou a forma</p><p>como o sol atinge a edificação. Essas características</p><p>não são percebidas nas outras escalas, porém as três</p><p>são importantes para que possamos entender o local</p><p>que estamos trabalhando.</p><p>Portanto, cada local tem as suas variações, e as va-</p><p>riáveis climáticas que vamos estudar são as seguintes:</p><p>radiação solar, temperatura do ar, vento e umidade do</p><p>ar. Todas vão influenciar nas suas decisões de projeto,</p><p>por isso você deve entender cada uma delas.</p><p>A radiação solar é a principal fonte de energia do</p><p>planeta. É a partir do sol que temos o calor e tam-</p><p>bém a luz, não é possível separá-los, por isso sem-</p><p>pre que pensamos em conforto visual por meio das</p><p>aberturas, temos que lembrar do conforto térmico</p><p>e vice-versa. Vamos estudar no tópico 5 a geome-</p><p>tria solar e entraremos mais a fundo neste assunto.</p><p>Entretanto já podemos começar a pensar no quanto</p><p>os movimentos de translação e rotação da terra in-</p><p>fluenciam na forma como a radiação solar chega até</p><p>nós, o que influencia nas estações do ano.</p><p>Podemos dividir a radiação em direta e difusa:</p><p>alguns raios solares vêm diretamente do sol até a su-</p><p>perfície, mas uma parcela sofre influência da atmos-</p><p>fera, sendo absorvida e refletida pelas partículas do</p><p>ar. Podemos notar que mesmo em um dia nublado,</p><p>ainda temos luz, que é a parcela difusa.</p><p>Figura 3 - Radiação Solar</p><p>Ainda temos a influência, que, em alguns momen-</p><p>tos do dia, o sol está mais distante da Terra e isto</p><p>faz que a intensidade da radiação seja menor; é o</p><p>que acontece nas horas mais próximas ao nascer e ao</p><p>pôr do sol. Como vimos acima, a vegetação também</p><p>pode mudar as características climáticas. Você tem</p><p>alguma ideia do porquê isso acontece? Lembre-se</p><p>de como funciona o metabolismo de uma planta: ela</p><p>faz a fotossíntese e, para isso, ela precisa de radiação</p><p>solar, a qual é absorvida pela planta e diminui entre</p><p>60 e 90%. Além disso, as plantas sombreiam o solo, o</p><p>que também faz que a temperatura diminua.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>52</p><p>A</p><p>radiação solar divide-se em dois tipos de</p><p>ondas: as curtas e as longas. As que vem</p><p>diretamente do sol, de forma direta ou</p><p>difusa, ou as que são refletidas pelas su-</p><p>perfícies, são as ondas curtas. Já as ondas longas, são</p><p>produzidas por corpos aquecidos, as edificações, por</p><p>exemplo, recebem a radiação de onda curta, aque-</p><p>cem-se e depois liberam as radiações de onda longa.</p><p>Agora vamos a outra variável, a temperatura do</p><p>ar. Você já ouviu nos noticiários dizerem que está</p><p>vindo uma massa de ar frio para o seu estado? En-</p><p>tão, são essas massas de ar que influenciam na tem-</p><p>peratura e também a forma como a radiação solar</p><p>atinge cada um dos locais. Vamos pensar em dois</p><p>extremos, as regiões próximas à linha do Equador e</p><p>as regiões polares: os dois locais recebem a radiação</p><p>de forma bem distintas, portanto as temperaturas</p><p>também são muito diferentes.</p><p>Com relação à temperatura, devemos sempre</p><p>identificar quais são os períodos em que nosso usuá-</p><p>rio pode sentir-se desconfortável. Isso pode aconte-</p><p>cer com relação a diferentes estações, como também</p><p>na variação de um único dia.</p><p>Vamos tomar como exemplo locais que têm a umi-</p><p>dade muito baixa: as partículas de vapor d’água absor-</p><p>vem a radiação, portanto, se não há umidade, a radia-</p><p>ção chega mais diretamente à superfície, o que provoca</p><p>um grande aumento na temperatura durante o dia. A</p><p>noite, nos climas úmidos, as partículas que absorvem</p><p>calor durante todo o dia, liberam o calor no período da</p><p>noite, quando a temperatura é mais amena.</p><p>Nos climas secos, porém, nos quais não há es-</p><p>sas partículas de vapor d’água, a temperatura acaba</p><p>caindo drasticamente e provocando picos de tempe-</p><p>ratura alta durante o dia e baixa durante a noite, isto</p><p>não é confortável para o nosso usuário.</p><p>A velocidade do ar também é influenciada pe-</p><p>las massas, conforme elas se deslocam dos locais de</p><p>maior pressão para os de menor, o ar vai se movi-</p><p>mentando. Além disso, os obstáculos também fazem</p><p>que o vento mude de direção ou diminua a sua ve-</p><p>locidade. Podemos observar em uma mesma cidade,</p><p>diferentes velocidades do vento, na área central, na</p><p>qual temos aglomerados de prédios e nas áreas pe-</p><p>riféricas, onde temos bairros residenciais de menor</p><p>densidade. Na própria edificação, podem ser utiliza-</p><p>das estratégias para barrar o vento ou trazê-lo para</p><p>dentro da edificação.</p><p>E a última variável climática é a umidade, re-</p><p>sultante de dois fatores: a evaporação da água e a</p><p>evapotranspiração dos vegetais. Como vimos aci-</p><p>ma, esta variável influencia na temperatura do local.</p><p>Além disso, também está associada à forma como o</p><p>usuário perde calor por evaporação, que vimos no</p><p>tópico anterior, e em locais mais úmidos, há dificul-</p><p>dade em acontecer essa troca. Podemos modificar a</p><p>umidade próxima à edificação utilizando de vegeta-</p><p>ção e elementos com água.</p><p>DESIGN</p><p>53</p><p>Figura 4 - Patio de los Arrayanes in La Alhambra, Granada, Espanha</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>54</p><p>No Brasil, a diversidade de climas é muito grande.</p><p>Podemos dividir o país em seis grandes regiões: tro-</p><p>pical, equatorial, semiárido, tropical atlântico, tro-</p><p>pical de altitude e subtropical. Cada um dos climas</p><p>tem suas características de temperaturas médias,</p><p>chuva e amplitude térmica entre inverno e verão.</p><p>Para estudar como o ser humano se relaciona</p><p>com o clima, temos a ciência chamada bioclimatolo-</p><p>gia. Um projeto bioclimático é aquele que se adequa</p><p>ao clima e visa atingir um bom desempenho térmi-</p><p>co. Podemos estudar a carta bioclimática para edi-</p><p>fícios desenvolvida por Givoni em 1969. Essa carta</p><p>nos mostra a combinação das variáveis climáticas</p><p>que podem manter o organismo humano em con-</p><p>forto e quais as estratégias que devem ser utilizadas</p><p>para trazer conforto em cada situação.</p><p>Figura 5 - O clima brasileiro</p><p>Fonte: IBGE (2016, on-line).</p><p>DESIGN</p><p>55</p><p>Figura 6: Carta bioclimática de Givoni</p><p>Fonte: Lamberts e Xavier (et al., 2002).</p><p>Podemos observar que o ser humano se sente em</p><p>conforto dentro de um limite dessas variáveis. A</p><p>zona de conforto limita-se entre as temperaturas de</p><p>18 a 29ºC e a umidade relativa entre 20 e 80%.</p><p>Com relação à zona de ventilação, podemos ob-</p><p>servar que, se a temperatura passar dos 29ºC ou a</p><p>umidade do ar for maior que 80%, esta estratégia irá</p><p>melhorar a sensação térmica do usuário. Ainda po-</p><p>demos dizer que, acima dos 29ºC e com a umidade</p><p>abaixo dos 60%, a ventilação noturna é mais indicada,</p><p>pois, durante o dia, utilizar esta estratégia só levaria o</p><p>calor para a área interna.</p><p>Para as regiões com baixa umidade e tempe-</p><p>ratura elevada, também é indicado o resfriamento</p><p>evaporativo, pois a evaporação da água pode tanto</p><p>ajudar na redução da temperatura, quanto aumentar</p><p>a umidade do ar.</p><p>A inércia térmica é outra estratégia muito utilizada em</p><p>locais de baixa umidade e temperatura elevada. A falta de</p><p>umidade faz que, durante o dia, o calor seja muito grande,</p><p>pois não há partículas de água para absorver a radiação e,</p><p>durante a noite, a queda da temperatura é muito grande,</p><p>o que gera desconforto ao usuário. A inércia térmica</p><p>consiste em utilizar materiais nas paredes que absorvam</p><p>o calor durante o dia, mantendo este calor no seu interior</p><p>e liberando a noite, quando a temperatura cair.</p><p>Em alguns casos extremos, nos quais a temperatu-</p><p>ra e a umidade do ar passam dos limites que tornam</p><p>possível utilizar uma dessas estratégias, é necessária a</p><p>utilização de refrigeração, como o ar-condicionado.</p><p>Por outro lado, para os climas mais frios, precisamos</p><p>fazer o aquecimento. Temos dois tipos de estratégias pas-</p><p>sivas que utilizam o sol para fazer o aquecimento, sendo</p><p>elas a inércia térmica para aquecimento, nas temperaturas</p><p>entre 14 e 20ºC, que armazena calor nas paredes, e a</p><p>outra</p><p>pelo próprio aquecimento solar, pelo qual criamos espaços</p><p>com isolamento para que o calor não saia de dentro deles,</p><p>utilizado nas temperaturas entre 10 e 14ºC.</p><p>Temos também casos extremos para as temperatu-</p><p>ras baixas, nos quais devemos utilizar um sistema de</p><p>aquecimento artificial. E ainda, quando a temperatura</p><p>for menor que 27ºC e a umidade relativa muito bai-</p><p>xa, deve-se utilizar a umidificação do ambiente para</p><p>torná-lo mais confortável.</p><p>No Brasil, a estratégia mais importante ainda é o som-</p><p>breamento e a partir dos 20ºC . Essa estratégia deve ser</p><p>utilizada mesmo quando as condições encontram-se dentro</p><p>da zona de conforto. Nos locais onde mais de uma estratégia</p><p>se sobrepõe na carta de Givoni, devemos utilizar mais de</p><p>uma delas para manter nosso usuário em conforto.</p><p>Portanto, podemos observar que as características</p><p>climáticas das diferentes regiões vão influenciar nas es-</p><p>tratégias utilizadas, por isso é preciso observar bem qual</p><p>é o clima e como manter o usuário em conforto térmico.</p><p>O Sol no verão está mais alto e, conforme</p><p>aproxima-se o inverno, fica mais baixo. Isso</p><p>acontece para nos aquecer, mas deve-se to-</p><p>mar cuidado na proteção de ambientes em</p><p>relação ao sol, principalmente no verão.</p><p>REFLITA</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>56</p><p>Propriedades Térmicas dos</p><p>Materiais de Construção</p><p>Agora falaremos sobre os materiais de construção</p><p>que fazem o fechamento das edificações. Esses fe-</p><p>chamentos podem ser tanto opacos, quanto trans-</p><p>parentes, o ganho térmico que um ambiente tem</p><p>acontece pela transmissão do calor por meio des-</p><p>tes elementos, por isso você deve entender como</p><p>acontece a transmissão do calor e como cada tipo</p><p>de material se comporta.</p><p>Primeiramente, entenda que a transmissão de</p><p>calor só acontece quando há diferença de tempe-</p><p>ratura, seguindo o sentido do mais quente para</p><p>o mais frio. Materiais que são bons isolantes tér-</p><p>micos são aqueles que têm uma baixa densidade,</p><p>como a lã de vidro, o isopor, o concreto celular,</p><p>entre outros.</p><p>Os elementos que são opacos, absorvem calor tan-</p><p>to do exterior, quanto do interior, dependendo do local</p><p>que está mais quente. Vários fatores podem influenciar</p><p>em uma maior ou menor absorção do calor, como a</p><p>cor do material e a orientação solar. Quanto mais cla-</p><p>ro o material, menos calor ele absorve. Quanto mais</p><p>exposto à radiação solar, mais calor será transmitido.</p><p>Cada um dos materiais tem características di-</p><p>ferentes, ao transmitirem o calor de um lado para</p><p>o outro, retém uma parte no seu interior, quanto</p><p>mais calor retido, maior a sua inércia térmica.</p><p>DESIGN</p><p>57</p><p>Já os fechamentos transparentes são os princi-</p><p>pais causadores do aumento da temperatura den-</p><p>tro das edificações. Esses materiais, assim como os</p><p>opacos, transmitem calor por meio de condução e</p><p>convecção, mas também pela radiação; nesse caso,</p><p>uma parcela da radiação é diretamente transmitida</p><p>para o interior.</p><p>O ganho de calor por meio das aberturas pode</p><p>ser alterado de acordo com alguns fatores. Primei-</p><p>ro, a orientação e o tamanho da abertura, pois isso</p><p>vai determinar a exposição ao sol, assim como o fato</p><p>desta abertura ser sombreada. Outro fator é o tipo</p><p>do vidro, que pode bloquear mais ou menos a radia-</p><p>ção solar; esses materiais têm uma alta transmitância</p><p>térmica, porém não há outra forma de controlar a</p><p>entrada de radiação nas edificações.</p><p>Então, por meio dos materiais transparentes, a</p><p>radiação solar vai ter uma parte absorvida, outra re-</p><p>fletida e uma última porção será transmitida. Essa</p><p>radiação solar possui ondas curtas e ondas longas e</p><p>os materiais transparentes se comportam de manei-</p><p>ras diferentes com relação a elas. As ondas curtas são</p><p>aquelas que vêm diretamente do sol ou são refletidas</p><p>por alguma superfície, como o solo, e são compostas</p><p>tanto por luz, quanto por calor. Já as ondas longas</p><p>são aquelas produzidas por corpos aquecidos, for-</p><p>madas apenas por calor. Cada tipo de vidro transmi-</p><p>te ou reflete uma determinada porção dessas ondas.</p><p>Figura 7 - Material Transparente</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>58</p><p>Temos vários tipos de fechamentos transparentes</p><p>disponíveis no mercado, veremos alguns deles e suas</p><p>propriedades:</p><p>• Vidro simples: esses vidros transmitem mui-</p><p>to as ondas curtas, por isso há uma grande</p><p>entrada de luz e calor. São pouco reflexivos e</p><p>absorvem muito as ondas longas, provocan-</p><p>do efeito estufa dentro dos ambientes.</p><p>• Vidro verde: esse tipo de vidro é pigmentado</p><p>para que haja menos passagem de calor, po-</p><p>rém, consequência disso, há também menor</p><p>entrada de luz. São materiais mais absorventes.</p><p>• Vidro ou película absorvente: são os chama-</p><p>dos vidros fumês, têm o mesmo objetivo do</p><p>vidro verde, porém diminui ainda mais a en-</p><p>trada das ondas curtas.</p><p>• Vidro ou película reflexivos: são vidros com</p><p>aparência de espelho. Refletem tanto a onda</p><p>curta, quanto a onda longa. Diminuindo</p><p>também a entrada de luz natural.</p><p>• Vidro serigrafado: vidros utilizados para evi-</p><p>tar a visão de uma área para outra, causam</p><p>maior sombreamento.</p><p>• Policarbonato: é um material muito maleável,</p><p>mais resistente a choques e mais leve que o</p><p>vidro. Porém sua resistência térmica é maior,</p><p>aumentando a sensação de efeito estufa.</p><p>• Vidro espectralmente seletivo: esses vidros</p><p>têm uma alta performance, priorizando a en-</p><p>trada de luz natural e controlando o ganho</p><p>de calor.</p><p>• Vidro de baixa emissividade: reduzem os ga-</p><p>nhos e as perdas de calor que acontecem por</p><p>meio da onda longa.</p><p>O uso de protetores solares nas aberturas diminui</p><p>consideravelmente o ganho de calor. Essas proteções</p><p>podem ser feitas de várias formas: prateleira de luz,</p><p>brises, varandas, beirais, marquises, volumes salien-</p><p>tes e vegetação.</p><p>De um modo geral, os materiais têm a propriedade de</p><p>absortividade, refletividade e transmissividade, a soma</p><p>das três propriedades deve dar 100%. A absortividade</p><p>do material depende da cor superficial deste. Quanto</p><p>mais próximo do branco, menor a sua capacidade de</p><p>absorção. Materiais metálicos absorvem pouca radia-</p><p>ção e são menos emissivos, o que significa que têm</p><p>uma baixa emissão do calor para o ambiente interno.</p><p>Uma outra propriedade que o material tem é a</p><p>condutividade térmica: representa quanto calor o</p><p>material é capaz de conduzir em uma unidade de</p><p>tempo e esta depende da densidade do material,</p><p>quanto mais denso o material, maior a sua condu-</p><p>tividade (λ).</p><p>Consequência da condutividade, temos a resis-</p><p>tência térmica (R), que é a capacidade do material</p><p>de resistir à passagem do calor. Os materiais mais es-</p><p>pessos (L) têm uma resistência térmica maior. Com</p><p>relação à condutividade, podemos dizer que quanto</p><p>maior ela for, maior a capacidade do material em</p><p>transmitir calor e consequentemente, menor é a sua</p><p>resistência. Isto pode ser observado na fórmula da</p><p>resistência térmica, a seguir:</p><p>R = L/λ (m²K/W)</p><p>Portanto, se um material têm uma espessura de 0,15m</p><p>e a sua condutividade é de 0,90W/mK, a sua resistência</p><p>térmica será 0,17 m²K/W, segundo a fórmula acima.</p><p>Quando a superfície é composta de mais de um</p><p>material, a resistência térmica pode ser calculada de</p><p>duas formas, em série ou em paralelo. A soma em</p><p>paralelo é mais simples e deve ser utilizada quando o</p><p>calor passa pela mesma área de todos os materiais. Já</p><p>a resistência em paralelo deve ser calculada quando</p><p>o calor passa por áreas diferentes dos materiais. Veja</p><p>então quando você deve utilizar cada um deles por</p><p>meio dos exemplos a seguir:</p><p>DESIGN</p><p>59</p><p>Exemplo 1 - Soma em série:</p><p>Vamos calcular a resistência térmica de uma laje</p><p>de concreto maciço, contrapiso de argamassa e</p><p>revestimento de granito. A laje de concreto tem</p><p>espessura de 0,15m e sua condutividade térmica</p><p>é de 1,75W/mK. O contrapiso tem espessura de</p><p>0,05m e condutividade de 1,15W/mK e o grani-</p><p>to tem espessura de 0,02m e condutividade de</p><p>3,00W/mK. Nesse caso, o calor passará igual-</p><p>mente pelos três materiais, por isso devemos</p><p>encontrar a resistência dos três e realizar uma</p><p>soma simples.</p><p>RLAJE = 0,15 / 1,75 = 0,09 m²K/W</p><p>RCONTRAPISO = 0,05 / 1,15 = 0,04 m²K/W</p><p>RGRANITO = 0,02 /</p><p>3,00 = 0,01 m²K/W</p><p>RTOTAL = 0,09 + 0,04 + 0,01 = 0,14 m²K/W</p><p>Exemplo 2 - Soma em paralelo:</p><p>Agora, vamos calcular a resistência térmica de</p><p>uma parede de alvenaria, composta por tijolos</p><p>cerâmicos, assentados com argamassa e revesti-</p><p>da com reboco. Neste exemplo, quando o calor</p><p>passar pela parede, ora passará pela caminho</p><p>reboco, tijolo e reboco, ora passará por reboco,</p><p>argamassa e reboco. E a quantidade de arga-</p><p>massa é bem menor que a do tijolo. Por con-</p><p>ta disso, não podemos simplesmente somar a</p><p>resistência dos três materiais, temos que fazer</p><p>isso de forma proporcional, então usaremos a</p><p>soma em paralelo, feita por meio da fórmula a</p><p>seguir:</p><p>RT = Aa + Ab + … + An</p><p>Aa + Ab + … + An</p><p>Ra + Rb + … + Rn</p><p>Nela, A é a área do elemento, transversal ao sentido</p><p>do calor e R é a resistência do material.</p><p>Nesse exemplo, temos os seguintes dados, o re-</p><p>boco tem espessura de 0,02m e condutividade de</p><p>1,15W/mK, o tijolo tem espessura de 0,14m e con-</p><p>dutividade de 0,70W/mK, e a argamassa tem 0,14</p><p>de espessura, assim como o tijolo, e 1,15W/mK de</p><p>condutividade.</p><p>Primeiro vamos calcular a resistência dos três</p><p>materiais:</p><p>RREBOCO = 0,02 / 1,15 = 0,017 m²K/W</p><p>RTIJOLO = 0,14 / 0,70 = 0,20 m²K/W</p><p>RARGAMASSA = 0,14 / 1,15 = 0,12 m²K/W</p><p>Nesse caso, tijolo e argamassa estão na mesma ca-</p><p>mada, por isso serão os materiais que devem ser</p><p>somados em paralelo. Agora vamos calcular a área</p><p>destes elementos, no sentido transversal ao calor.</p><p>Considerando que o tijolo tem 0,10m de altura e</p><p>0,20m de comprimento:</p><p>ATIJOLO = 0,10 x 0,20 = 0,02m²</p><p>A argamassa proporcional a um tijolo seria uma ca-</p><p>mada lateral e uma camada inferior a ele, conside-</p><p>rando que a camada tem 0,02m:</p><p>AARGAMASSA = (0,22 x 0,02) + (0,10 x 0,02) =</p><p>0,0064m²</p><p>Somaremos agora, em paralelo, tijolo e argamassa:</p><p>RTIJOLO+ ARGAMASSA = 0,02 + 0,0064 = 0,0264 = 0,0264 = 0,18 m²K/W</p><p>0,02 + 0,0064 0,1 + 0,05 0,15</p><p>0,20 + 0,12</p><p>Agora, podemos fazer a soma em série e teremos a</p><p>resistência total da parede:</p><p>RPAREDE = RREBOCO +RTIJOLO+ARGAMASSA+RREBOCO=</p><p>0,017+0,18+0,017=0,21m²K/W</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>60</p><p>Além da resistência do material, também temos a re-</p><p>sistência térmica superficial, esta tem relação com as</p><p>trocas de calor feitas por meio de convecção e radiação.</p><p>Uma superfície é aquecida por convecção e radiação e,</p><p>para que o calor penetre nela, depende da resistência</p><p>superficial do material. Após absorvido, esse calor pre-</p><p>cisa sair e aquecer o ar do outro lado, por convecção e</p><p>radiação e, novamente, para que ele saia, depende da</p><p>resistência superficial. No caso da resistência superfi-</p><p>cial externa, o valor será sempre 0,04m²K/W, enquan-</p><p>to a resistência superficial interna pode variar, no sen-</p><p>tido horizontal (paredes), independente da direção do</p><p>fluxo de calor, o valor será de 0,13m²K/W, no sentido</p><p>vertical (cobertura), quando o fluxo é ascendente, o</p><p>valor é de 0,10m²K/W e descendente, 0,17m²K/W.</p><p>RSI</p><p>(m²K/W)</p><p>RSE</p><p>(m²K/W)</p><p>Direção</p><p>do Fluxo</p><p>de Calor</p><p>0,13 0,10 0,17 0,04 0,04 0,04</p><p>Tabela 3 - Resistência Térmica Superficial</p><p>Fonte: Adaptada de Lamberts, Dutra e Pereira (1997).</p><p>Por isso, quando calculamos a resistência térmica de um</p><p>material, devemos somar a resistência superficial. Vamos</p><p>utilizar o exemplo 2 que fizemos acima para exemplificar:</p><p>RTOTAL= RSE + RPAREDE + RSI = 0,04 + 0,21 + 0,13 =</p><p>0,38m²K/W.</p><p>Agora, você vai ver como as paredes duplas podem</p><p>ser mais resistentes do que as paredes simples. Pri-</p><p>meiramente, devemos conhecer a resistência de uma</p><p>camada de ar.</p><p>DESIGN</p><p>61</p><p>Natureza da superfícies</p><p>da câmara de ar</p><p>Espessura da</p><p>Câmara de Ar (mm)</p><p>Resistência Térmica</p><p>do Ar RAR (m²K/W)</p><p>Direção</p><p>do Fluxo de Calor</p><p>Superfície não refletora 10 - 20 0,14 0,13 0,15</p><p>20 - 50 0,16 0,14 0,18</p><p>> 50 0,17 0,14 0,21</p><p>Superfície refletora 10 - 20 0,29 0,23 0,29</p><p>20 - 50 0,37 0,25 0,43</p><p>> 50 0,34 0,27 0,61</p><p>Tabela 4 - Resistência Térmica Superficial</p><p>Fonte: Adaptada de Lamberts, Dutra e Pereira (1997).</p><p>Utilizando o exemplo anterior, adicionando uma câ-</p><p>mara de ar de 0,06m, teríamos a resistência total da</p><p>parede da seguinte forma:</p><p>RTOTAL = RSE + RREBOCO + RTIJOLO+ARGAMASSA + RAR</p><p>+ RTIJOLO+ARGAMASSA + RREBOCO + RSI</p><p>RTOTAL = 0,04 + 0,017 + 0,18 + 0,17 + 0,18 +</p><p>0,017 + 0,13 = 0,73m²K/W.</p><p>E se essa câmara de ar tivesse uma superfície refle-</p><p>tora, como uma chapa de alumínio polido no seu</p><p>interior? Vamos ver como ficaria a resistência:</p><p>RTOTAL = RSE + RREBOCO + RTIJOLO+ARGAMASSA + RAR</p><p>+ RTIJOLO+ARGAMASSA + RREBOCO + RSI</p><p>RTOTAL = 0,04 + 0,017 + 0,18 + 0,34 + 0,18 +</p><p>0,017 + 0,13 = 0,90m²K/W.</p><p>E se, ao invés da câmara de ar, adicionarmos um</p><p>material isolante térmico, como a lã de rocha, cuja</p><p>condutividade é de 0,045W/mK?</p><p>Veja a seguir resistência da parede:</p><p>RLÃ = 0,06 / 0,045 = 1,33m²K/W</p><p>RTOTAL = RSE + RREBOCO + RTIJOLO+ARGAMASSA + RLÃ</p><p>+ RTIJOLO+ARGAMASSA + RREBOCO + RSI</p><p>RTOTAL = 0,04 + 0,017 + 0,18 + 1,33 + 0,18 +</p><p>0,017 + 0,13 = 1,90m²K/W.</p><p>Portanto, podemos observar que a maior resistência</p><p>da parede acontece quando o material isolante tér-</p><p>mico é adicionado.</p><p>Cada material tem a sua resistência térmica e o</p><p>inverso dela é o que chamamos de transmitância tér-</p><p>mica (U). Por meio deste valor, podemos comparar</p><p>dois materiais e saber qual deles transmitirá maior</p><p>quantidade de calor.</p><p>U = 1 / RT (W/m²K)</p><p>Vamos analisar a transmitância térmica dos elementos</p><p>que calculamos a resistência nos exemplos anteriores?</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>62</p><p>Parede Câmara de Ar</p><p>Câmara de Ar com</p><p>superfície refletora</p><p>Lã de Rocha</p><p>Resistência</p><p>(m²K/W) 0,38 0,73 0,90 1,90</p><p>Transmitância</p><p>(W/m²K) 2,63 1,37 1,11 0,52</p><p>Tabela 5 - Resistência e Transmitância de alguma soluções construtivas.</p><p>Fonte: Adaptada de Lamberts, Dutra e Pereira (1997).</p><p>Você pode observar que, quanto maior a resistên-</p><p>cia, menor a transmitância, ou seja, a parede mais</p><p>resistente, transmite menos calor. Com o valor da</p><p>transmitância, podemos calcular qual será o fluxo</p><p>de calor transmitido através da superfície, primeiro</p><p>temos que encontrar a densidade de fluxo de calor,</p><p>de acordo com as fórmulas a seguir:</p><p>Superfície sombreada:</p><p>q = U x Δt, na qual</p><p>q = densidade de fluxo de calor (W/m²)</p><p>U = transmitância térmica (W/m²K)</p><p>Δt = diferença entre as temperaturas interior e</p><p>exterior (K)</p><p>Na superfície ensolarada, acrescenta-se o valor da</p><p>temperatura solar à equação de densidade de fluxo</p><p>de calor:</p><p>tSOLAR = α x I x RSE, na qual</p><p>α = coeficiente de absorção</p><p>I = radiação solar (W/m²)</p><p>RSE = Resistência Superficial Externa (m²K/W)</p><p>A fórmula da densidade de fluxo de calor nesse caso</p><p>é a seguinte:</p><p>q = U (tSOLAR + Δt)</p><p>Calculada essa densidade, encontra-se o fluxo de ca-</p><p>lor que é a quantidade de energia (watts) transmiti-</p><p>da por meio do fechamento.</p><p>Q = q x A, na qual</p><p>Q = fluxo de calor (W)</p><p>q = densidade de fluxo de calor (W/m²)</p><p>A = Área do fechamento (m²)</p><p>Vamos utilizar nossos exemplos anteriores para</p><p>aprender a fazer esses cálculos? Vamos considerar</p><p>que a parede tem 12,00m², está localizada na cidade</p><p>de Maringá-PR, orientada para Norte, consideran-</p><p>do o horário de 12h, sua radiação solar é de 66W/</p><p>m², a temperatura interna é de 24ºC e a externa é de</p><p>32ºC. Primeiro vamos calcular para a parede som-</p><p>breada, ou seja, não é necessário utilizar a tempera-</p><p>tura solar:</p><p>Parede</p><p>Câmara</p><p>de Ar</p><p>Câmara de Ar</p><p>com superfí-</p><p>cie refletora</p><p>Lã de</p><p>Rocha</p><p>q (W/m²) 21,64 10,96 8,88 4,16</p><p>Q (W) 259,68 131,52 106,56 49,92</p><p>Tabela 6 - Densidade de fluxo de calor e fluxo de calor de alguma solu-</p><p>ções construtivas sombreadas.</p><p>Fonte: Adaptada de Lamberts (1997).</p><p>Agora, vamos utilizar os mesmos dados, porém,</p><p>com a parede ensolarada, ou seja, vamos acrescentar</p><p>a temperatura solar. Ainda vamos ver o que acontece</p><p>se a parede estiver pintada de preto (α=0,97) ou de</p><p>branco (α=0,2).</p><p>DESIGN</p><p>63</p><p>Branco Parede</p><p>Câmara</p><p>de Ar</p><p>Câmara de Ar</p><p>com superfí-</p><p>cie refletora</p><p>Lã de</p><p>Rocha</p><p>q (W/m²) 22,42 11,68 9,47 4,43</p><p>Q (W) 269,04 140,16 113,64 53,21</p><p>Tabela 7 - Densidade de fluxo de calor e fluxo de calor de alguma solu-</p><p>ções construtivas ensolaradas e pintadas de branco.</p><p>Fonte: Adaptada</p><p>de Lamberts, Dutra e Pereira (1997).</p><p>Preto Parede</p><p>Câmara</p><p>de Ar</p><p>Câmara de Ar</p><p>com superfí-</p><p>cie refletora</p><p>Lã de</p><p>Rocha</p><p>q (W/m²) 27,77 14,47 11,72 5,49</p><p>Q (W) 333,30 173,62 140,67 65,90</p><p>Tabela 8 - Densidade de fluxo de calor e fluxo de calor de alguma solu-</p><p>ções construtivas ensolaradas e pintadas de preto.</p><p>Fonte: Adaptada de Lamberts, Dutra e Pereira (1997).</p><p>Com todos esses dados, você pode observar a impor-</p><p>tância dos fechamentos serem sombreados e, também,</p><p>a influência que a cor externa têm no ganho de calor</p><p>dentro da edificação, quando o fechamento está ensola-</p><p>rado. E os fechamentos transparentes? Lembra-se que,</p><p>além de transferir calor por radiação e convecção, tam-</p><p>bém há a transmissão direta? Por isso, para essas su-</p><p>perfícies precisamos conhecer o Fator Solar, vamos lá?</p><p>O fator solar (Fs) é a razão entre a quantidade</p><p>de energia solar que penetra por meio da superfí-</p><p>cie, pela energia incidente. Portanto, ele vai variar</p><p>de material, para material. No caso das superfícies</p><p>transparentes, para calcular a densidade de fluxo de</p><p>calor, utilizaremos a fórmula a seguir:</p><p>q = (U x Δt) + (Fs x I), na qual</p><p>q = densidade de fluxo de calor (W/m²)</p><p>U = transmitância térmica (W/m²K)</p><p>Δt = diferença entre as temperaturas interior e</p><p>exterior (K)</p><p>Fs = Fator Solar</p><p>I = radiação solar (W/m²)</p><p>Na parte da fórmula em que você multiplicar U x</p><p>Δt, estará encontrando o valor de densidade de flu-</p><p>xo de calor que atravessa a abertura por condução</p><p>e, na outra parte, Fs x I, encontramos o valor do</p><p>ganho solar por transmissão. Então, vamos calcu-</p><p>lar a densidade de fluxo de calor para uma janela</p><p>de 6m², composta por vidro simples de 3mm, cuja</p><p>transmitância é de 5,79W/m²K e o Fator Solar é de</p><p>0,87. A situação é a mesma anterior: está localiza-</p><p>da na cidade de Maringá-PR, orientada para Norte,</p><p>considerando o horário de 12h, sua radiação solar</p><p>é de 66W/m², a temperatura interna é de 24ºC e a</p><p>externa é de 32ºC.</p><p>q = 5,79 x 8 + 0,87 x 66 = 103,74W/m²</p><p>Portanto, seu fluxo de calor será:</p><p>Q = 103,74 x 6 = 622,44W</p><p>Se essa superfície não fosse ensolarada, ou seja, não</p><p>existisse a radiação incidente (I), teríamos as seguin-</p><p>tes densidades de fluxo de calor e fluxo de calor:</p><p>q = 5,79 x 8 = 46,32W/m²</p><p>Q = 46,32 x 6 = 277,92W</p><p>Mais uma vez, podemos observar a importância</p><p>do sombreamento, principalmente das superfícies</p><p>transparentes. Seu ganho de calor é muito maior que</p><p>o da parede preta do exemplo anterior. Portanto, é</p><p>por meio desses fechamentos que temos a maior en-</p><p>trada de calor nas edificações.</p><p>É preciso, então, observar os materiais, sua</p><p>orientação e a proteção que este recebe, para que a</p><p>edificação tenha um desempenho térmico adequado</p><p>e permita que o usuário sinta-se em bem-estar.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>64</p><p>DESIGN</p><p>65</p><p>Quando falamos de vidros reflexivos, temos</p><p>que tomar cuidado sobre as formas e posi-</p><p>ções destes. O Edifício 20 Fenchurch Street,</p><p>em Londres, mais conhecido como “Walkie</p><p>Talkie”, causou grandes transtornos na cidade.</p><p>Esse edifício tem um formato côncavo, o que</p><p>causa a concentração dos raios solares. Devi-</p><p>do à sua implantação, em alguns momentos</p><p>do dia, ele causa um reflexo muito intenso.</p><p>Isso fez que o edifício causasse sérios proble-</p><p>mas com relação ao seu entorno, gerando a</p><p>revolta da população, que chegou a fritar um</p><p>ovo no local onde o feixe de luz gera um calor</p><p>muito grande.</p><p>Fonte: adaptado de Joe Weisenthal, Business Insider</p><p>(2013, on-line)².</p><p>SAIBA MAIS</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>66</p><p>Ventilação</p><p>Natural</p><p>Olá, aluno(a)! Agora você vai entender como acon-</p><p>tece a ventilação natural nas edificações. Já percebeu</p><p>que alguns ambientes são muito bem ventilados, en-</p><p>quanto outros o ar nem se movimenta? É necessário</p><p>saber promover esta ventilação nos ambientes que</p><p>são projetados.</p><p>Essa é uma das estratégias que encontramos na</p><p>carta bioclimática de Givoni e que deve ser utilizada</p><p>em situações nas quais a umidade do ar é maior que</p><p>80% e, também, em locais com umidade menor, po-</p><p>rém com temperatura entre 27 e 32ºC. Não deve ser</p><p>utilizada onde a temperatura for menor que 20ºC, nem</p><p>maior que 32ºC. Vimos que o sombreamento é a es-</p><p>tratégia mais importante no nosso país e, em segundo</p><p>lugar, mas não menos importante, vem a ventilação.</p><p>Vimos também que há diversas formas de per-</p><p>der calor para o meio. Uma delas é a convecção, é o</p><p>que acontece quando o ar passa em movimento pela</p><p>nossa pele e retira o calor. Quando estamos com</p><p>muito calor, ligar o ventilador pode ser um alívio,</p><p>não é mesmo? Isso acontece porque ele coloca o ar</p><p>em movimento.</p><p>DESIGN</p><p>67</p><p>Figura 8 - Utilização do ventilador</p><p>O vento pode ser desejável no verão e indesejável no</p><p>inverno, porém ele nem sempre vem da mesma dire-</p><p>ção, por isso é possível planejar essa ventilação. Al-</p><p>guns fatores também podem modificar a direção do</p><p>vento, como a topografia, a vegetação e as edificações.</p><p>Figura 9 - Vento indesejável no inverno</p><p>Podemos encontrar as informações sobre o vento</p><p>de uma determinada região, na rosa dos ventos, ela</p><p>reúne algumas informações, como a direção, a velo-</p><p>cidade e a frequência deste elemento, nas diferentes</p><p>estações do ano. Devemos analisar estas informa-</p><p>ções para saber como orientar as aberturas.</p><p>Uma outra variável que deve ser considerada é</p><p>a área útil de ventilação: as janelas quando abertas</p><p>tem uma área onde acontece a ventilação efetiva e</p><p>isto muda para cada tipo de janela.</p><p>Figura 10 - Diversos tipos de janela.</p><p>A implantação da edificação tem uma grande influ-</p><p>ência na ventilação. Como já foi dito anteriormente,</p><p>o vento pode vir de uma direção no verão e de outra</p><p>no inverno, por isso a forma como as aberturas loca-</p><p>lizam-se influencia no conforto térmico.</p><p>A forma como a edificação se integra com a ve-</p><p>getação influencia muito no controle da ventilação.</p><p>Plantas próximas às aberturas podem diminuir a</p><p>intensidade do vento, atuando como uma barreira.</p><p>Elas ainda podem direcionar o vento para as abertu-</p><p>ras, quando esta for a necessidade. Tanto vegetação,</p><p>quanto edificações podem causar sombras de vento,</p><p>quanto mais altas e mais largas forem, maior a som-</p><p>bra que causam.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>68</p><p>A técnica mais eficaz para promover a ventilação é a</p><p>cruzada, na qual o vento precisa ter por onde entrar</p><p>e por onde sair da edificação. Devemos observar as</p><p>divisórias e repartições dessas edificações e verificar</p><p>se não estão interrompendo a ventilação.</p><p>Há formas de captar o vento, fazendo que ele en-</p><p>tre nas edificações. Isso se dá por meio da ventilação</p><p>Figura 11 - Mansarda</p><p>vertical. O ar, quando esquenta, sobe, por isso ele</p><p>precisa ter por onde sair; quando temos aberturas</p><p>altas, o ar quente sai por estas e o ar fresco é força-</p><p>do a entrar pelas aberturas mais baixas. Você verá a</p><p>seguir formas de promover este tipo de ventilação.</p><p>Os lanternins são elementos muito utilizados</p><p>para saída de ar quente, consistem em duas abertu-</p><p>DESIGN</p><p>69</p><p>ras zenitais na cobertura, o que favorece a ventila-</p><p>ção cruzada. Outro elemento que pode ser utiliza-</p><p>do na saída de ar quente é a mansarda, que ventila</p><p>a região do telhado, chamada ático. As torres de</p><p>ventilação têm a mesma função e, para que fun-</p><p>cionem, devem estar voltadas contrárias ao vento</p><p>predominante.</p><p>Para forçar a entrada de ar, podemos utilizar ain-</p><p>da os captores de ventos, que são parecidos com as</p><p>torres de ventilação, porém devem estar voltados para</p><p>o vento predominante. E uma estratégia para forçar a</p><p>ventilação, mesmo em dias chuvosos, é a utilização de</p><p>peitoris ventilados, assim, a janela não precisa estar</p><p>aberta para que haja a ventilação, mas para forçar a</p><p>entrada do vento por estas estruturas, precisamos uti-</p><p>lizar aberturas altas para saída de ar quente.</p><p>Também podemos controlar ou direcionar o ar,</p><p>utilizando elementos externos à edificação, antes mes-</p><p>mo dele atingi-la. Uma forma de promover a entra-</p><p>da do ar nas aberturas é a utilização de beirais, assim</p><p>como protetores solares e a própria vegetação. Esta</p><p>última pode ser locada também de forma a bloque-</p><p>ar e</p><p>filtrar o vento, quando este for indesejável, o que</p><p>também pode ser promovido por elementos vazados.</p><p>Você viu anteriormente que, em alguns casos, deve-</p><p>mos optar pela ventilação noturna; isto ocorre quando</p><p>a temperatura está mais alta e a umidade do ar mais</p><p>baixa. O ar frio deve entrar na edificação nesse período</p><p>para retirar o calor das estruturas, lembrando que, para</p><p>ser eficiente, precisamos ter uma saída de ar quente.</p><p>Portanto, a ventilação deve ser explorada sempre</p><p>que você observar temperaturas mais altas, princi-</p><p>palmente quando a umidade relativa do ar também</p><p>estiver acima dos limites, pois é nesse momento que</p><p>o usuário tem maior dificuldade em perder calor por</p><p>evaporação e precisa da convecção para ajudá-lo.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>70</p><p>Geometria</p><p>Solar</p><p>Para finalizar o nosso conteúdo de conforto térmi-</p><p>co, você vai compreender como acontece a trajetória</p><p>solar. Esse estudo se dá por meio da geometria solar.</p><p>Neste tópico, você vai entender que é possível deter-</p><p>minar a posição do sol para o local em que está traba-</p><p>lhando, de acordo com a hora do dia e a época do ano.</p><p>A geometria da insolação determina graficamen-</p><p>te a posição do sol, de acordo com a latitude, a hora</p><p>do dia e a época do ano. Você vai aprender a fazer a</p><p>leitura desse gráfico, o que será importante para que</p><p>saiba os momentos em que o sol vai entrar pelas aber-</p><p>turas, em que horas do dia bate sol em determinada</p><p>área do piso ou da parede. Você determinará o layout</p><p>de uma forma melhor, pensando nestes pontos.</p><p>Então, vamos lá! Primeiro, você precisa lembrar</p><p>como acontecem os movimentos da Terra. Ela faz</p><p>dois movimentos, o de rotação e o de translação. O</p><p>movimento de rotação é o que a Terra faz em torno</p><p>do seu próprio eixo, esse movimento resulta nos dias</p><p>e nas noites. Enquanto o movimento de translação é</p><p>o que a Terra faz em torno do sol, que dura aproxi-</p><p>madamente 356 dias e 6 horas.</p><p>A Terra percorre esta trajetória com uma incli-</p><p>nação em seu eixo de 23º27’ em relação à Linha do</p><p>Equador. Isso vai definir os dois trópicos existen-</p><p>tes, Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio.</p><p>DESIGN</p><p>71</p><p>Por conta dessa inclinação, os hemisférios recebem</p><p>quantidades diferentes de radiação em cada época</p><p>do ano. É por isso que, enquanto para nós aqui no</p><p>Brasil é inverno, no hemisfério Norte é verão, e vi-</p><p>ce-versa. Isso quer dizer que vem deste movimento,</p><p>somado à esta inclinação, as características das esta-</p><p>ções do ano.</p><p>Temos alguns dias do ano que são muito impor-</p><p>tantes com relação às estações. São nesses dias que</p><p>elas iniciam-se; para o verão e o inverno, temos os</p><p>solstícios e, para a primavera e o outono, temos os</p><p>equinócios. Vamos observar as características destes</p><p>dias. No equinócio, o Sol incide perpendicularmen-</p><p>te à Linha do Equador, dias e noites têm o mesmo</p><p>tempo de duração. Aliás, o nome equinócio vem</p><p>dessa característica, significa “dias iguais às noites”.</p><p>No Hemisfério Sul, o Equinócio de primavera ocor-</p><p>re em torno de 23 de setembro, enquanto o de outo-</p><p>no, em 21 de março.</p><p>Os solstícios têm características bem diferentes</p><p>dos equinócios. Em torno do dia 21 de junho, acon-</p><p>tece o início do inverno no Hemisfério Sul, temos</p><p>a noite mais longa do ano, é quando o Sol incide</p><p>perpendicularmente ao Trópico de Câncer. Já próxi-</p><p>mo do dia 23 de dezembro, temos o início do verão</p><p>no Hemisfério Sul, esse é o dia mais longo do ano,</p><p>quando o Sol incide perpendicularmente no Trópi-</p><p>co de Capricórnio.</p><p>A sensação que as pessoas que estão na Terra</p><p>têm é de que o Sol que se movimenta ao seu redor e,</p><p>por muito tempo, acreditou-se nisto. Observe o céu:</p><p>você vai perceber que esse movimento é percebido</p><p>como uma circunferência na esfera celeste. Se con-</p><p>siderarmos um determinado dia e horário, pessoas</p><p>que estão em latitudes diferentes, observarão o Sol</p><p>em diferentes posições. Isto é o que chamamos de</p><p>trajetória aparente do Sol.</p><p>Figura 12 - Movimento de rotação resulta nos dias e nas noites</p><p>A posição que o Sol se encontra na abóbada celeste</p><p>será identificada por você por meio de dois ângu-</p><p>los, chamados azimute e altura solar. O azimute (A)</p><p>indica a projeção da trajetória do Sol em relação ao</p><p>Norte, varia de 0º a 360º. Já a altura solar (H) indica</p><p>o ângulo que o Sol forma com o horizonte, este vai</p><p>variar de 0º a 360º. Por conta do movimento aparen-</p><p>te do sol, estes ângulos vão variar de acordo com três</p><p>fatores: hora do dia, dia do ano e latitude.</p><p>Figura 13 - Movimento de translação, caracterizando as estações do ano</p><p>DIA e NOITE</p><p>dia</p><p>sol</p><p>terra</p><p>noite</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>72</p><p>Na carta solar, você vai observar esses ângulos e</p><p>será capaz de determinar a posição do sol de acordo</p><p>com os fatores citados acima. Ela será um diagrama</p><p>que representa as projeções das trajetórias do sol du-</p><p>rante todo o ano. Nessa carta, consideramos a Terra</p><p>fixa e o Sol fazendo o movimento em torno dela.</p><p>Em cada época do ano, o Sol muda a sua trajetória.</p><p>Podemos observar na carta solar que nas extremidades</p><p>estão os dias de solstícios de inverno e verão, e a linha</p><p>do centro representa o equinócio. As informações que</p><p>vamos encontrar nessa carta são: hora do dia, época do</p><p>ano, altura solar, azimute solar e trajetória do sol.</p><p>TRAJETÓRIA</p><p>SOLAR HORÁRIO</p><p>DO DIA</p><p>ALTITUDE</p><p>SOLAR</p><p>AZIMUTE</p><p>SOLAR</p><p>Figura 14 - Carta Solar e seus elementos de composição</p><p>Fonte: Lamberts, Dutra e Pereira (1997).</p><p>Por meio das informações desse diagrama, você po-</p><p>derá determinar se o sol vai entrar por uma deter-</p><p>minada abertura, por qual período isso acontece e se</p><p>há necessidade de protegê-la. Isso pode ser determi-</p><p>nante até mesmo para a determinação do layout do</p><p>ambiente que você vai desenvolver o projeto.</p><p>Vamos utilizar a carta solar da cidade de</p><p>Maringá-PR, localizada à uma latitude de 23º25’S</p><p>para demonstrar a utilização desse diagrama. Va-</p><p>mos iniciar, fazendo a leitura dos azimutes e alturas</p><p>solares, nos dias de solstícios e equinócios, em três</p><p>horários diferentes.</p><p>O procedimento para retirar as informações da</p><p>Carta Solar é o seguinte: para encontrar o Azimute:</p><p>o azimute vai de 0º a 360º em relação ao Norte, dia</p><p>22 de dezembro às 9 horas da manhã: com uma ré-</p><p>gua e uma lapiseira, pegar o ponto central da carta,</p><p>esse ponto é o ponto do observador. Ligue o ponto</p><p>do observador até o ponto do horário, 09:00 até che-</p><p>gar na linha externa do círculo (azimute). O valor</p><p>encontrado é o valor do Azimute, 100º.</p><p>Para encontrar a altura solar, que vai de 0º a 90º em</p><p>relação à altura do Sol, pegue um compasso, coloque</p><p>a ponta seca no ponto do observador e a ponta com</p><p>grafite no horário, depois trace um arco no sentido</p><p>horário até chegar na linha da Altura Solar, o valor</p><p>encontrado será a altura do Sol, em relação a 90º da</p><p>Terra, nesse caso 50º.</p><p>Figura 15 - Geometria Solar, Azimute e Altura Solar</p><p>Fonte: Adaptada de Frota e Shiffer (2003).</p><p>DESIGN</p><p>73</p><p>Dia Hora</p><p>9h 12h 15h</p><p>22/Dez H= 50º H= 90º H= 50º</p><p>A= 100º A= 0º A= 260º</p><p>21/Mar</p><p>23/Set H= 40º H= 80º H= 40º</p><p>A= 70º A= 0º A= 290º</p><p>22/Jun H= 25º H= 42º H= 25º</p><p>A= 45º A= 0º A= 315º</p><p>Tabela 9 - Análise de altura e azimute solar na carta solar de Maringá</p><p>Por meio dos dados encontrados, podemos constatar</p><p>que os azimutes ao meio dia são sempre 0º, conside-</p><p>rando-se o horário solar. As alturas solares, para um</p><p>mesmo dia, às 9h e às 15h serão sempre as mesmas e os</p><p>azimutes serão complementares, ou seja, ambos com a</p><p>mesma distância angular do norte. Isso acontece pois</p><p>esses horários são simétricos em relação ao meio-dia.</p><p>Figura 16 - Carta Solar de Maringá (Latitude 23º25’) gerada por meio</p><p>do programa Sol-Ar</p><p>74</p><p>considerações finais</p><p>Prezado(a) aluno(a), nesta unidade vimos sobre o conforto ambiental térmico, sobre</p><p>seu conceito e sua aplicação. No tópico I, aprendemos que o homem é um animal</p><p>homeotérmico, o que quer dizer que o homem é capaz de manter a temperatura</p><p>interna do corpo constante. Aprendemos também sobre as exigências do corpo hu-</p><p>mano em relação ao calor e ao frio. Que o corpo humano utiliza os mecanismos de</p><p>termorregulação para cada</p><p>tipo de clima, sendo que, no verão, quando estamos com</p><p>calor, acionamos a vasodilatação e, no inverno, é acionada a vasoconstrição, e isso</p><p>nos garante, inclusive, a sobrevivência.</p><p>Aprendemos também que cada material tem uma resistência térmica diferente e</p><p>sua aplicação em ambientes pode afetar diretamente a qualidade térmica do espaço.</p><p>Entendemos também como calcular a quantidade de calor que um material deixa</p><p>atravessar por ele.</p><p>Vimos, ainda, a geometria solar e compreendemos que, por meio da carta solar,</p><p>podemos identificar, para determinadas datas do ano e horário, em qual lugar o Sol</p><p>estará, para assim podermos trabalhar de forma adequada os ambientes. No Verão,</p><p>devemos proteger os ambientes, evitar que a radiação solar entre direto no ambiente,</p><p>pois o que queremos é luz solar e não o calor. Já no inverno, trabalhamos os ambien-</p><p>tes de forma que a radiação solar, calor, entre nos ambientes, por isso o sol é mais</p><p>baixo nessa estação, para nos aquecer.</p><p>O Brasil, por ser um país de dimensões continentais, apresenta grande variação</p><p>de clima, como vimos no mapa. Por isso temos que ter em mente que uma solução</p><p>para o Sul do país, em relação ao conforto térmico, não é a mesma que vai ser uti-</p><p>lizada para o Norte do país. É necessário entender e estudar o clima da região que</p><p>estamos trabalhando para desenvolver melhor as soluções projetuais dos ambientes</p><p>que estamos projetando.</p><p>Espero que após a leitura desta unidade o assunto esteja mais claro, entendendo</p><p>que será durante as aulas que a aplicação de toda essa teoria fará mais sentido. Bons</p><p>estudos!</p><p>75</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>Prezado(a) Aluno(a), o texto para leitura é de um Artigo que fez um estudo sobre o con-</p><p>forto térmico e ambientes naturalmente ventilados. Boa Leitura!</p><p>Conforto térmico e ambientes naturalmente ventilados.</p><p>Avaliação de conforto térmico</p><p>A proposta de avaliação de conforto térmico apresentada pela norma americana STAN-</p><p>DARD 55 (2010, p. 5) é identifi car condições térmicas aceitáveis para a maioria dos ocu-</p><p>pantes de espaços internos, já que “é difícil satisfazer a todos os ocupantes em um</p><p>espaço, visto que existe grande variações fi siológicas e psicológicas entre os ocupantes</p><p>de um espaço”. Ao considerar os aspectos psicológicos a norma considera que “dimen-</p><p>são psicológica de adaptação, pode ser particularmente importante em contextos onde</p><p>as interações das pessoas com o meio ambiente (ou seja, controle pessoal térmico),</p><p>ou diversas experiências termais, podem alterar as suas expectativas e, assim, a sua</p><p>sensação térmica e satisfação” (CANDIDO e DEAR, 2012, p. 85).</p><p>Para esta norma existem fatores principais e secundários a serem considerados ao se</p><p>fazer uma análise de conforto térmico. O “seis fatores principais que devem ser abor-</p><p>dados quanto a defi nição das condições de conforto térmico são: taxa metabólica, iso-</p><p>lamento roupas, temperatura do ar, temperatura radiante, velocidade do ar, umidade”</p><p>STANDARD 55 (2010, p. 5) e deixa claro que os outros fatores podem afetar a percepção</p><p>de conforto, embora não possam ser determinados ou mensurados cientifi camente.</p><p>A norma internacional ISO 7730 (2005, on-line, p. 5)¹ diz que “sensação térmica de um</p><p>ser humano é principalmente relacionado ao equilíbrio térmico do seu corpo como</p><p>um todo. Este equilíbrio é infl uenciado pela actividade física e vestuário, bem como os</p><p>parâmetros ambientais: ar temperatura, temperatura radiante média, velocidade do</p><p>ar e umidade do ar”. Assim sendo a norma diz: “o conforto térmico é uma condição da</p><p>mente que expressa satisfação com o ambiente térmico”. Tal conceito corrobora com</p><p>o apresentado pela norma americana em muitos aspectos porém não considera as-</p><p>pectos psicológicos ao relacionar a percepção com o condições térmicas do ambiente.</p><p>Um estudo sobre a “infl uência do conforto térmico na atenção e memória em estudan-</p><p>tes universitários” BATIZ, E. C, GOEDERT, J, (2006) avalia uma proposta de análise sub-</p><p>jetiva de conforto térmico que aborda a natureza física, fi siológica e psicológica frente</p><p>76</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>aos métodos abordados nas normas supracitadas. No resultado da pesquisa há uma</p><p>coincidência entre a sensação térmica percebida pelos estudantes quando da aplicação</p><p>do questionário subjetivo e os valores de PMV usado pela ISO. Porém não foi achado,</p><p>até o momento, na engenharia de produção mais nenhuma outra pesquisa que usa</p><p>este método, dando a entender que pode ser mais usado em avaliações com forte</p><p>carga psicológica.</p><p>Tipos de Ambientes na análise de conforto térmico</p><p>Os parâmetros ambientais tradicionalmente analisados em estudos de conforto térmi-</p><p>co em ambiente térmicos moderados são realizados em dois tipos de espaços: estáti-</p><p>cos e não estáticos. Os estáticos, ou seja, os que possuem suas variáveis controladas</p><p>artifi cialmente, geralmente são os estudos de laboratórios que iniciaram como estudo</p><p>de Fanger (1970) em câmaras climatizadas, que referenciam vários estudos e fornece-</p><p>ram subsídio dados que atualmente são usados em pesquisas realizados em situações</p><p>reais com o intuito de minimizar discrepância e obter maior precisão relacionados aos</p><p>fatores ambientais, bem como entender como os indivíduos reagem em situações nor-</p><p>mais de desconforto.</p><p>Estudos de conforto térmico podem ainda ser desenvolvidos em espaços não controla-</p><p>dos e nestes as variáveis ambientais podem alterar-se bastante em um mesmo espaços</p><p>de estudo, tanto ao longo do dia, quanto ao longo do ano e das características geográfi -</p><p>cas de onde este estudo é realizado, um exemplo são os ambientes naturalmente venti-</p><p>lados, Candido e Dear (2012, p. 81) em seu estudo revisional apresenta a “mais recente</p><p>revisão da ASHRAE 55 (2010) que incorpora a dialética entre as abordagens estática e</p><p>adaptativa de conforto térmico, propondo recomendações diferentes para edifi cações</p><p>com ar-condicionado e naturalmente ventilados”.</p><p>Uma das novas abordagens do conforto térmico em estudo é a que pesquisa os am-</p><p>bientes ventilados naturalmente, apontados como uma boa alternativa para atender</p><p>parâmetros ambientais no ambiente construído, principalmente os relacionados à efi -</p><p>ciência energética. Estas pesquisas buscam identifi car e mensurar variáveis internas</p><p>que sofrem interferências nas condições ambientais externas, a infl uência do envelope</p><p>sobre as condições térmicas, bem como garantir que o homem mantenha-se em uma</p><p>faixa de conforto.</p><p>77</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>Pereira et al. (2011, p. 3391) deixa claro que “existe uma infl uência do envelope sobre</p><p>o desempenho térmico” assim como o artigo de Rodrigues e Souza (2012, p. 193) que</p><p>aborda a ventilação natural como estratégia para o conforto térmico apresenta esta</p><p>complexidade ao concluí que “um projeto adequado de ventilação natural deve ser ava-</p><p>liado em detalhes, observando-se as condições climáticas e condições de vento locais,</p><p>para se ter ótimos resultados. No entanto, em função da complexidade das condições</p><p>de contorno e da imprevisibilidade das forças naturais, é muito difícil de se defi nirem,</p><p>corretamente, as condições de velocidade e a direção do vento, pois se trata de forças</p><p>variáveis, que não se pode controlar, como na ventilação mecânica”...</p><p>Fonte: Oliveira, Xavier e Torres. (2013, on-line).</p><p>78</p><p>atividades de estudo</p><p>1. As variáveis climáticas definem as características dos climas. As principais variáveis</p><p>que temos são: Radiação Solar, Temperatura do Ar, Velocidade do Ar e Umidade.</p><p>Sobre estas variáveis, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:</p><p>I. Em climas secos, ocorrem grandes picos de temperatura durante o dia, por conta da</p><p>falta de vapor d’água na atmosfera. Uma estratégia para amenizar esse desconforto</p><p>do usuário é a utilização de paredes com baixa capacidade térmica, ou seja, que têm</p><p>capacidade de reter o calor em seu interior.</p><p>II. Nos climas muito úmidos, o usuário não consegue perder calor por evaporação, por isso</p><p>é necessário utilizar estratégias</p><p>como a ventilação para melhorar o conforto térmico.</p><p>III. As condições do vento local podem ser alteradas com a presença de vegetação, edi-</p><p>ficações e outros anteparos naturais ou artificiais; permitindo tirar partido deles para</p><p>canalizar os ventos desviando-os ou trazendo-os para a edificação.</p><p>IV. A vegetação pode interceptar entre 60% e 90% da radiação solar, causando uma</p><p>redução da temperatura do solo. Isso acontece porque o vegetal absorve parte da</p><p>radiação solar para seu metabolismo.</p><p>a. Apenas as alternativas III e IV estão corretas.</p><p>b. Apenas as alternativas II, III e IV estão corretas.</p><p>c. Apenas as alternativas II e III estão corretas.</p><p>d. Apenas as alternativas I, II e IV estão corretas.</p><p>e. Todas as alternativas estão corretas.</p><p>2. O profissional precisa entender os conceitos de transmissão de calor e comporta-</p><p>mento térmico dos fechamentos para dimensionar e especificar corretamente as</p><p>aberturas e materiais a serem empregados na obra. Esses fechamentos podem ser</p><p>opacos ou transparentes, sobre este assunto, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>I. Os fechamentos transparentes diferenciam-se dos opacos por uma determinada</p><p>característica chamada transmissividade térmica, que é a capacidade de transmitir</p><p>diretamente a radiação solar.</p><p>II. Nos fechamentos opacos, a absorção de calor é decorrente da cor superficial do</p><p>material. Em relação à absorção, quanto mais clara for a superfície menos calor ela</p><p>absorve.</p><p>III. Os fechamentos transparentes mais comuns, quando evitam a entrada de calor, dimi-</p><p>nuem também a entrada de luz natural, isso ocorre, pois as ondas curtas dividem-se</p><p>em ondas visíveis e infravermelhas.</p><p>IV. A transmissão de calor pelos fechamentos ocorre pela diferença das temperaturas</p><p>externa e interna, o sentido do fluxo é do local mais frio para o local mais quente.</p><p>Sendo que nas paredes isto ocorre de forma horizontal e nas lajes de forma vertical.</p><p>79</p><p>atividades de estudo</p><p>V. Podemos utilizar algumas variáveis para amenizar o ganho de calor pelos fechamen-</p><p>tos transparentes, são elas: proteções internas e externas, tipo de vidro, dimensões</p><p>e orientação da abertura.</p><p>As alternativas corretas que melhor correspondem ao enunciado do exercício são:</p><p>a. Apenas I e II.</p><p>b. Apenas II, III e IV.</p><p>c. Apenas II e V.</p><p>d. Apenas I, II, III e V.</p><p>e. Apenas II, III, V e IV.</p><p>3. Os materiais opacos têm características como: resistência térmica, condutividade</p><p>térmica e transmitância térmica. Estas características têm relação com a densidade</p><p>e a espessura das paredes. Fazendo uma relação entre os elementos citados acima,</p><p>assinale a alternativa CORRETA:</p><p>I. Materiais de menor densidade, como o isopor, têm resistência maior que os de</p><p>maior densidade.</p><p>II. Materiais muito densos, como o concreto, conduzem menos calor por unidade de tempo.</p><p>III. Se compararmos duas paredes de mesma condutividade e espessuras diferentes, a</p><p>de maior espessura será a mais resistente.</p><p>IV. Se compararmos duas paredes de mesma espessura, será mais resistente a que</p><p>tiver menor condutividade.</p><p>V. As paredes de maior resistência têm menor transmitância, ou seja, transmitem me-</p><p>nos calor.</p><p>As alternativas corretas são:</p><p>a. I, II, V e IV.</p><p>b. II, III, IV e V.</p><p>c. I, III, V.</p><p>d. I, II, III e V.</p><p>e. I, II e III.</p><p>4. Na Carta Bioclimática de Givoni, encontramos estratégias de projeto para o conforto</p><p>do usuário nas edificações. Sobre estas estratégias, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>I. Nas condições delimitadas pela Zona de Conforto, há uma grande probabilidade de</p><p>que as pessoas se sintam em conforto térmico no ambiente interior.</p><p>80</p><p>atividades de estudo</p><p>II. Entre as zonas de ventilação, resfriamento evaporativo e massa térmica para res-</p><p>friamento acontecem algumas interseções. Nessas áreas do gráfico, mais de uma</p><p>estratégia devem ser adotadas, inclusive simultaneamente.</p><p>III. O sombreamento é uma das estratégias mais importantes no Brasil. Essa estratégia</p><p>deve ser utilizada sempre que a temperatura do ar for superior a 20ºC, até mesmo</p><p>na Zona de Conforto.</p><p>IV. Em algumas regiões, o clima pode ser muito severo, ultrapassando os limites de</p><p>temperatura e umidade relativa que tornam possível a aplicação de algum sistema</p><p>passivo para resfriamento ou aquecimento. Nesses casos, recomenda-se o uso de</p><p>aparelhos de ar-condicionado, para refrigeração, e de aquecimento artificial.</p><p>V. No clima quente e úmido, a ventilação cruzada é a estratégia mais simples a ser</p><p>adotada, fazendo que a temperatura interior acompanhe a variação da temperatura</p><p>exterior. A ventilação é aplicável independentemente da temperatura exterior.</p><p>As afirmações corretas que correspondem à Carta Bioclimática de Givoni são:</p><p>a. II, IV e V.</p><p>b. III, IV e V.</p><p>c. I, II, III e V.</p><p>d. II, III, V.</p><p>e. I, II, III e IV.</p><p>5. Para a compreensão do comportamento térmico das edificações, é necessária uma</p><p>base conceitual de fenômenos de trocas térmicas. Esse conhecimento permite tam-</p><p>bém melhor entendimento acerca do clima e do relacionamento do organismo hu-</p><p>mano com o meio ambiente térmico.</p><p>As trocas térmicas entre os corpos advêm de uma das duas condições básicas:</p><p>• existência de corpos que estejam a temperaturas diferentes.</p><p>• mudança de estado de agregação.</p><p>Os mecanismos de trocas de térmicas secas são:</p><p>a. convecção, radiação e condução.</p><p>b. convecção, precipitação e evaporação.</p><p>c. vaporização, radiação e condução.</p><p>d. convecção, radiação e evaporação.</p><p>e. condensação, radiação e evaporação</p><p>Manual do Conforto Térmico</p><p>Anésia Barros Frota, Sueli Ramos Schiff er</p><p>Editora: Studio Nobel</p><p>Sinopse: esta obra é um instrumento de trabalho fundamental</p><p>para estudantes e profi ssionais ligados à área de construções,</p><p>arquitetura e urbanismo. O autor procurou revelar aspectos</p><p>tecnológicos do conforto térmico a um nível compatível com a prática de projetar.</p><p>O site a seguir apresenta soluções para edifi cações efi cientes em diferentes cidades.</p><p>Acesse: <http://projeteee.ufsc.br/>.</p><p>Link 1: Reportagem feita pela EPTV sobre conforto térmico, mostrando a Fazenda Santa Ger-</p><p>trudes e o prédio do Campus 2 da USP - São Carlos.</p><p>Parte 1 - disponível em: <htps://www.youtube.com/watch?v=OjlgD1ftxuEI>.</p><p>Parte 2 - disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=noJqdGL5HZ0>.</p><p>Parte 3 - disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=kLBqRw7bD8Q>.</p><p>82</p><p>referências</p><p>FROTA, A. B.; SCHIFFER, S. R. Manual do Conforto Térmico. 8. ed. São Paulo:</p><p>Studio Nobel, 2003.</p><p>IBGE. O clima brasileiro. Disponível em: <http://7a12.ibge.gov.br/vamos-co-</p><p>nhecer-o-brasil/nosso-territorio/relevo-e-clima.html>. Acesso em: 28 nov. 2016.</p><p>LAMBERTS, R.; DUTRA, L.; PEREIRA, F. O. R. Eficiência Energética na Arqui-</p><p>tetura. 3. ed. Procel: Rio de Janeiro, 1997.</p><p>LAMBERTS, R.; XAVIER, A. A. P. Conforto térmico e Stress Térmico. Labee:</p><p>Florianópolis, 2002.</p><p>OLIVEIRA, E. A. S.; XAVIER, A. A. P.; TORRES, F. Conforto térmico e am-</p><p>bientes naturalmente ventilados. XXXIII Encontro Nacional de Engenharia da</p><p>Produção. Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2013_</p><p>TN_STO_180_031_22778.pdf>. Acesso em: 11 dez. 2016.</p><p>Referências On-Line</p><p>¹ Em: <http://www.buildingreen.net/assets/cms/File/ISO_7730-2005.PDF>.</p><p>Acesso em 11 dez. 2016</p><p>² Em: <http://www.archdaily.com.br/br/01-138854/reflexo-do-walkie-talkie-fa-</p><p>z-carros-derreterem>. Acesso em: 06 nov. 2016</p><p>DESIGN</p><p>83</p><p>1. B</p><p>2. D</p><p>3. A</p><p>4. E</p><p>5. A</p><p>Professor Me. Marcelo Cristian Vieira</p><p>Professora Esp. Ednar Rafaela Mieko Shimohigashi</p><p>Plano de Estudo</p><p>A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:</p><p>• O som</p><p>• O ruído e o ambiente interno</p><p>• Formas do ambiente interno</p><p>• Materiais acústicos e o tempo de reverberação</p><p>Objetivos de Aprendizagem</p><p>• Compreender o fenômeno do som.</p><p>• Diferenciar os tipos de ruídos e as soluções para cada um deles.</p><p>• Entender como os materiais e as formas infl uenciam no ambiente</p><p>interno.</p><p>• Calcular o tempo de reverberação, saber adequar o ambiente</p><p>acusticamente.</p><p>CONFORTO ACÚSTICO</p><p>Professor Esp. Alexandro Gasparini Larocca</p><p>III</p><p>unidade</p><p>III</p><p>unidade</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Caro(a) aluno(a),</p><p>seja bem-vindo(a)!</p><p>Esta unidade tem como objetivo expor os assuntos relacionados à</p><p>acústica. A ideia é que você aprenda, primeiramente, os conceitos da</p><p>acústica, o que são e seus significados para que, nas próximas unidades,</p><p>com a abordagem de novos assuntos, você consiga compreender melhor</p><p>o assunto, pois esses conceitos acabam se repetindo outras vezes.</p><p>Antes de iniciar o nosso conteúdo, iremos definir o que é acústica,</p><p>para que você, caro(a) aluno(a), já saiba sobre o que iremos estudar neste</p><p>capítulo do livro. Então, Acústica é a disciplina que estuda os fenômenos</p><p>do som e a sua interação com nossos sentidos. Com esse estudo, pode-</p><p>mos trabalhar de forma que consigamos minimizar as condições desfa-</p><p>voráveis, como os ruídos, em ambientes.</p><p>É importante ressaltar que, neste capítulo, iremos trabalhar exclusi-</p><p>vamente com a Acústica e, para que tenham uma boa compreensão do</p><p>assunto, iremos no primeiro tópico abordar os conceitos. Logo em segui-</p><p>da, iremos aprender o que é ruído e como esse ruído se propaga em um</p><p>ambiente interno. Importante também saber como que a forma de deter-</p><p>minado ambiente influencia na propagação do som, bem como entender</p><p>o que é reflexão, absorção e transmissão, para que possamos entender da</p><p>melhor forma possível o que acontece com o som quando incide em uma</p><p>parede, por exemplo.</p><p>Depois de entendermos os conceitos, o que é som, ruído, seus meios</p><p>de propagação e sua divisão, iremos aprender sobre os materiais acústi-</p><p>cos. Estes são divididos em materiais absorventes e materiais isolantes</p><p>e, com esse conhecimento, você poderá aplicar esse entendimento nos</p><p>cálculos de absorção sonora em um ambiente, bem como saber se deter-</p><p>minado ambiente é adequado em relação ao seu tempo de reverberação</p><p>ideal, pois, como iremos estudar, cada ambiente, dependendo de sua fun-</p><p>ção, tem um tempo de reverberação ideal que devemos atingir.</p><p>Bons estudos!</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>88</p><p>O Som</p><p>Caro(a) aluno(a), para iniciarmos o nosso estudo</p><p>sobre Acústica, é necessário primeiro entender al-</p><p>guns conceitos que aparecerão durante o curso. Es-</p><p>ses conceitos são importantes para a boa compreen-</p><p>são da acústica e suas características.</p><p>Primeiro precisamos entender sobre a natureza</p><p>do som. O som tem sua origem na vibração de um</p><p>objeto, provocando a vibração de partículas do meio.</p><p>No nosso caso da construção, essas partículas são a</p><p>do ar e os materiais de construção; depois disso, o</p><p>som é captado pelo ouvido humano. Nos nossos es-</p><p>tudos, quando falamos de vibração, estamos falando</p><p>apenas daquela que é percebida pelo ouvido humano,</p><p>pois nem toda vibração pode ser percebida.</p><p>Entendida a natureza do som, precisamos tam-</p><p>bém entender o que é o som. Conforme Bistafa</p><p>(2011), som é a sensação produzida no sistema au-</p><p>ditivo. Essa sensação é produzida pelo movimento</p><p>organizado das moléculas que compõem o ar e que</p><p>se propaga até ser captada pelos nossos ouvidos.</p><p>Outro item que precisa ser explorado é a Onda</p><p>Sonora que é caracterizada pela Frequência. Segun-</p><p>do Silva (2005), é chamado de frequência o número</p><p>de oscilações completas por segundo. Elas são medi-</p><p>das em ciclos de segundo (c.p.s.) ou em Hertz (Hz) e</p><p>determina se o som é grave ou agudo.</p><p>DESIGN</p><p>89</p><p>Por exemplo:</p><p>250 ciclos por segundo = 250 Hertz</p><p>2.000 ciclos por segundo = 2.000 Hertz</p><p>Na percepção do som pelo ouvido humano, é per-</p><p>cebido as faixas de frequência de 20Hz a 20.000Hz,</p><p>sendo que 20Hz é percebido um som mais grave, en-</p><p>quanto que, quanto mais se aproxima dos 20.000Hz,</p><p>percebe-se um som mais agudo. As faixas de</p><p>frequência ainda podem ser classificadas abaixo de</p><p>20Hz como infra som, que não são perceptíveis pelo</p><p>ouvido humano e somente alguns animais emitem e</p><p>são capazes de ouvir esse som, como os cachorros e</p><p>elefantes, e de sons acima de 20.000Hz, sendo deno-</p><p>minados de ultrassom, também não perceptível pelo</p><p>ouvido humano, são utilizados em exames clínicos</p><p>e navios, e os animais como morcegos e golfinhos</p><p>podem ouvir e emitir esse som.</p><p>A unidade de frequência é conhecida como</p><p>Hertz em homenagem ao físico alemão Hein-</p><p>rich Rudouf Hertz (1857 - 1894), que provou</p><p>que a eletricidade podia ser transmitida por</p><p>meio de ondas eletromagnéticas. Com seus</p><p>estudos foi possível a criação do telégrafo</p><p>sem fio e do rádio.</p><p>Fonte: adaptado de Bistafa (2011).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>desempenho acústico em ambientes: o comprimen-</p><p>to de onda. Esse comprimento de onda é represen-</p><p>tado pela letra λ.</p><p>Segundo Souza et al. (2012), em relação à onda so-</p><p>nora, se for considerada a distância entre duas vibra-</p><p>ções seguidas a partir de uma única fonte, ou seja, a</p><p>distância que o som percorre a cada ciclo completo,</p><p>tem-se uma das características fundamentais para o</p><p>A relação entre a frequência e o comprimento de</p><p>onda é de entendimento, pois, conforme Souza et</p><p>al. (2012), elas são inversamente proporcionais:</p><p>quanto maior a frequência, menor o comprimento</p><p>de onda, e quanto menor a frequência, maior é o</p><p>comprimento de onda. A velocidade de propaga-</p><p>ção do som no ar é de 344m/s, com temperatura</p><p>ambiente a 20ºC (na água essa velocidade chega a</p><p>1.500m/s), sendo que as frequências perceptíveis,</p><p>ou seja, aquelas entre 20Hz e 20.000Hz, possuem</p><p>comprimentos de ondas de 17m para a faixa de</p><p>20Hz e 17mm para faixa de 20.000Hz, conforme</p><p>a Figura 2.</p><p>Figura 1 - Frequência sonora</p><p>Figura 2 - Comprimento de Onda</p><p>Fonte: adaptada de Souza et al. (2012).</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>90</p><p>A maioria dos sons que podemos ouvir são sons</p><p>complexos, pois um mesmo som possui várias fre-</p><p>quências enquanto que um som puro, ou tom puro,</p><p>tem somente uma faixa de frequência.</p><p>INTENSIDADE SONORA</p><p>Intensidade sonora é a qualidade que permite ao</p><p>ouvido diferenciar os sons fortes, ou seja, a energia</p><p>que o som chega até o receptor. A intensidade so-</p><p>nora varia aproximadamente com o logaritmo de</p><p>intensidade do som e é medida em W/m². O valor</p><p>de referência adotado internacionalmente é de 10-12</p><p>W/m², pois esse valor é próximo da intensidade mí-</p><p>nima audível a 1.000 Hz que corresponde ao valor</p><p>de 0dB na escala dos decibéis (SOUZA, et al. 2012).</p><p>O comportamento da onda sonora, consideran-</p><p>do o som direto, ou seja, raio sonoro sem obstácu-</p><p>los ou interferências, tende a se propagar na forma</p><p>de uma esfera, sendo assim, a intensidade ou nível</p><p>sonoro diminui logaritmicamente à medida que se</p><p>afasta do som.</p><p>A ESCALA DECIBEL</p><p>A escala decibel (dB) é uma escala logarítmica, não</p><p>é unidade de medida, sendo utilizada para facilitar</p><p>os estudos acústicos. Foi nomeada em homenagem</p><p>ao inventor Alexander Graham Bell e se aproxima</p><p>da percepção do ouvido às flutuações da pressão e</p><p>da intensidade sonora. Para utilizar a escala logarít-</p><p>mica, é necessário utilizar o valor de referência, já</p><p>citado de 10-12W/m².</p><p>Segundo Valle (2009), são vários os fatos que expli-</p><p>cam a conveniência de utilizar o decibel para medir</p><p>as variações de um som:</p><p>• 1dB é a menor diferença sonora que o ouvido</p><p>humano consegue perceber.</p><p>• Variação para um valor maior produz valor</p><p>positivo de dB, enquanto que uma variação</p><p>menor produz um valor negativo de dB.</p><p>• 0dB significa que não houve variação.</p><p>• Se a variação for para zero de potência, temos</p><p>-∞dB</p><p>E para fazermos as medições em ambiente internos,</p><p>utilizamos o sonômetro, que nos dá o resultado em</p><p>decibel, dB(A), que é a escala audível.</p><p>Figura 3 - Aparelho Sonômetro, utiliza-</p><p>do para medição de dB</p><p>DESIGN</p><p>91</p><p>SOMATÓRIA DE DECIBÉIS</p><p>É importante lembrar que, quando temos diversas</p><p>fontes sonoras e precisamos saber qual é a somató-</p><p>ria dessas fontes, elas não podem ser somadas de</p><p>forma simples. Souza et al. (2002) dizem que essa</p><p>adição simples não pode acontecer, porque, como</p><p>já foi dito anteriormente, o decibel é uma escala</p><p>logarítmica e, quando as fontes são sobrepostas, o</p><p>valor máximo que será acrescentado é o de 3dB. A</p><p>somatória das fontes sonoras são expressas na se-</p><p>guinte fórmula:</p><p>Na qual:</p><p>LPtotal é o valor que queremos encontrar</p><p>Lp1, Lp2, Lp3 é o valor das fontes sonoras.</p><p>Por exemplo, temos</p><p>duas fontes sonoras de 70dB</p><p>cada, quando aplicamos na fórmula, teremos um</p><p>acréscimo de 3dB, ou seja, a somatória de duas fon-</p><p>tes de mesmo valor é 73dB.</p><p>Exemplo de cálculo: ao menos 4 fontes sonoras</p><p>foram identificadas em um escritório: na circulação</p><p>das salas 69dB; na sala de reuniões 60dB; no equi-</p><p>pamento de ventilação 68dB e 70dB a conversação</p><p>de escritórios vizinhos. Devemos então calcular a</p><p>intensidade total do escritório:</p><p>Lptotal= 10log (( 10 (69/10) + (10 (60/10) + 10</p><p>(68/10) + 10 (70/10) = 74dB</p><p>Toda a música que não pinta nada é apenas</p><p>um ruído.</p><p>(Jean Alembert).</p><p>REFLITA</p><p>Quando tivermos uma diferença de 10dB ou mais</p><p>entre a fonte menor e a fonte sonora maior, o valor</p><p>da somatória será aproximado ao da fonte sonora de</p><p>maior valor.</p><p>Vimos assim alguns conceitos relacionados à acús-</p><p>tica de forma geral. Esses conceitos se fazem neces-</p><p>sários, pois com o decorrer do curso serão vistos nas</p><p>aplicações da acústica e, para um entendimento me-</p><p>lhor das leituras, você já conhece seus significados.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>92</p><p>O Ruído e o</p><p>Ambiente Interno</p><p>Vimos no tópico anterior a definição de som, que é a</p><p>sensação produzida no sistema auditivo, porém essa</p><p>sensação pode ser agradável (som agradável) ou um</p><p>som indesejável, o ruído, que em geral pode gerar</p><p>sensações desagradáveis ou até mesmo irritante.</p><p>Além disso, seja o som agradável ou um ruído,</p><p>para que seja sentido, ouvido, é preciso que ele se</p><p>propague, se espalhe no ambiente, e isso é base fun-</p><p>damental para a ciência de conforto acústico. Dessa</p><p>maneira, precisamos compreender melhor esses</p><p>dois conceitos, ruído e propagação do som, para as</p><p>tomadas de decisões quanto a projetos de ambientes.</p><p>O RUÍDO</p><p>Conforme apresenta Fernandes (2002), o ruído, em</p><p>sua definição subjetiva, é toda sensação auditiva de-</p><p>sagradável ou insalubre, enquanto que, por defini-</p><p>ção da física, diz que é todo fenômeno acústico sem</p><p>componentes harmônicos definidos.</p><p>A questão dos ruídos é complexa e subjetiva</p><p>para podermos distinguir se determinado som é</p><p>ou não um ruído. Apesar de alguns sons poderem</p><p>ser classificados como ruídos, devemos prestar</p><p>atenção ao contexto em que ele está inserido, pois</p><p>pode ter diferente conotação em diferentes casos.</p><p>DESIGN</p><p>93</p><p>Por exemplo, o sobrevoo de um helicóptero, se for</p><p>durante o período noturno, quando as pessoas estão</p><p>dormindo, pode ser classificado como um ruído, mas</p><p>no caso de uma pessoa que necessite de socorro pelo</p><p>helicóptero, já não é um ruído (BISTAFA, 2002).</p><p>Souza et al. (2012) ainda dizem que até mesmo</p><p>uma música pode ser considerada um ruído, a partir</p><p>do momento em que ela atrapalha o andamento de</p><p>uma atividade; nos objetivos do espaço, prejudican-</p><p>do a função de determinado ambiente, o som é con-</p><p>siderado um ruído.</p><p>Por isso, chamamos atenção, caro(a) aluno(a),</p><p>nesse quesito de o que é ou não ruído, pois, quan-</p><p>do iremos resolver um problema de acústica em um</p><p>ambiente, devemos desenvolver nossa habilidade</p><p>acústica, ou seja, ter sensibilidade para entender os</p><p>problemas de ruídos e quais os ruídos devem ser tra-</p><p>tados no ambiente, para que possamos tomar deci-</p><p>sões projetuais da forma mais assertiva nos projetos.</p><p>Ainda Bistafa (2002) diz que, na maioria das ve-</p><p>zes, os ruídos geram sensações indesejáveis ou até</p><p>mesmo problemas de saúde como: em níveis eleva-</p><p>dos e se exposto ao ruído por longo período, este</p><p>pode causar a perda da audição (efeito fisiológico),</p><p>incômodos, como perturbação do sono, stress, que-</p><p>da de desempenho (efeito psicológico).</p><p>Nesse sentido, Souza et al. (2012) ainda com-</p><p>plementam que, nos casos de efeitos físicos, o ruí-</p><p>do pode causar dores de cabeça, fadiga, distúrbios</p><p>cardiovasculares, distúrbios hormonais, gastrite,</p><p>disfunções digestivas, alergias e, no caso dos efeitos</p><p>psicológicos, perda de concentração e de reflexos,</p><p>sensação de insegurança e a irritação permanente.</p><p>Relação entre Ruídos e Bem estar</p><p>Repousante 0 - 50 dB</p><p>Incomodativo 50 - 80 dB</p><p>Fatigante 80 - 100 dB</p><p>Perigoso 100 - 120 dB</p><p>Doloroso 120 - 140 dB</p><p>Tabela 1 - Relação entre Ruídos e o Bem Estar</p><p>Fonte: Brasil, Ministério do Trabalho, NR 15 (1990, on-line).</p><p>Então, caro(a) aluno(a), devemos tratar a questão</p><p>de ruídos em ambientes de forma responsável, pois,</p><p>como visto no parágrafo anterior, ele não é apenas</p><p>uma causa simples de incômodo, podendo levar a</p><p>doenças e problemas de saúde gravíssimos.</p><p>Em relação ao som, podemos citar como</p><p>exemplo as cordas de um violino: elas não</p><p>produzem sons quando seguramos uma</p><p>de suas extremidades e movemos de baixo</p><p>para cima. As cordas precisam ser instala-</p><p>das de forma adequada no violino e, quan-</p><p>do as fazemos vibrar com o arco, geram</p><p>som. Se quem estiver tocando o violino não</p><p>for um músico, surgem sons, porém sem</p><p>harmonia, diferente de quando um músico</p><p>toca o instrumento, gerando sons harmô-</p><p>nicos. Então é possível concluir que ruído</p><p>também pode ser definido como um som</p><p>sem harmonia.</p><p>Fonte: adaptado de Bistafa (2011).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>94</p><p>Ainda os ruídos podem ser classificados como: ru-</p><p>ídos aéreos, que são os ruídos propagados pelo ar,</p><p>sendo que em qualquer fresta, por mínimo que seja,</p><p>o ruído vai passar - exemplos: janelas, vão da porta,</p><p>fissuras, paredes, piso, teto etc. E também os ruídos</p><p>de vibração ou impacto, que são os ruídos causados</p><p>por algum tipo de impacto.</p><p>De acordo com Souza et al. (2012), os ruídos de</p><p>um ambiente podem ser resultado de atividades ex-</p><p>ternas ou internas. Essas fontes de ruídos determi-</p><p>nam em conjunto um nível sonoro mínimo nos am-</p><p>bientes denominado de ruído de fundo. Esse termo</p><p>pode fazer referência aos ruídos gerados no próprio</p><p>ambiente ou externo a ele.</p><p>O ruído de fundo dos ambientes, seja ele inter-</p><p>no - gerado dentro do ambiente: pessoas conver-</p><p>sando, aparelhos ligados etc., ou externo - ruídos</p><p>Fonte do Ruído Intensidade Sonora - db(A) Característica orgânicas</p><p>• Avião a 5 metros 130 - 140 Acima do Limiar da Dor.</p><p>Surdez permanente</p><p>• Discoteca</p><p>• Martelo pneumático a 5 metros</p><p>• Buzina de automóvel</p><p>110 - 130 Atinge o limiar da dor e por</p><p>causar surdez instantânea</p><p>• Caminhão carregado a 5 metros</p><p>• Motor</p><p>• Motosserra a 5 metros</p><p>90 - 110 Excitante e provoca</p><p>dependência</p><p>• Despertador a 1 metro</p><p>• Máquina de lavar roupa 1 metro 70 - 90 Estressante</p><p>• Circulação no interior das habitações</p><p>• Conversação a 5 metros 50 - 70 Aceitável, porém pode</p><p>iniciar o stress auditivo</p><p>• Ambiente calmo 30 - 50 Confortável</p><p>• Vento suave</p><p>• Cochilo 10 - 30 Silencioso</p><p>Tabela 2 - Intensidade sonora de ruídos e suas características</p><p>Fonte: adaptada de Barros (1995).</p><p>provenientes do meio urbano ou de vizinhos, não</p><p>são totalmente eliminados para ambientes de uso</p><p>comum, esses ruídos só são totalmente eliminados</p><p>em casos de ambientes que necessitem de baixa in-</p><p>tensidade sonora, que é o caso de estúdios e câma-</p><p>ras acústicas.</p><p>Porém quando formos tratar os ambientes para</p><p>diminuir os ruídos, devemos saber que o tratamento</p><p>varia conforme o tipo de ruído que temos em de-</p><p>terminado ambiente. Aqui iremos aprender mais</p><p>dois conceitos utilizados em acústica dos ambientes.</p><p>Como já vimos anteriormente, os ruídos podem ser</p><p>classificados como ruídos aéreos e ruídos de impac-</p><p>to ou vibrações de sólidos. Para o tratamento de ru-</p><p>ídos aéreos, utilizamos o termo de isolamento acús-</p><p>tico, enquanto que para o tratamento de ruídos de</p><p>impactos ou vibração utilizamos o termo isolação.</p><p>DESIGN</p><p>95</p><p>Níveis Sonoros Admissíveis</p><p>Bibliotecas/ Sala de Desenho 35 - 45 dB(A)</p><p>Salas de Aula 40 - 50 dB(A)</p><p>Dormitórios 30 - 40 dB(A)</p><p>Teatros 30 - 40 dB(A)</p><p>Cinemas 35 - 45 dB(A)</p><p>Salas de Reunião 30 - 40 dB(A)</p><p>Tabela 3: Níveis Sonoros Admissíveis</p><p>Fonte: ABNT 10.152 / 1987.</p><p>O ruído deve ser entendido e tratado depen-</p><p>dendo do caso que precisa ser resolvido. Ruí-</p><p>dos iguais em diferentes contextos, requerem</p><p>soluções projetuais diferentes.</p><p>REFLITA</p><p>PROPAGAÇÃO DO SOM</p><p>Caro(a) aluno(a), entendido o que é ruído e mais al-</p><p>guns termos aplicados à acústica, precisamos com-</p><p>preender como</p><p>(UNIFIL- 2007). Atualmente</p><p>é Docente no Instituto Paulista (UNIP) e na União de Universidades Integra-</p><p>das de Maringá (UNIFAMMA) proprietário do Escritório Zuhause Arquitetura e</p><p>membro da Câmara Técnica do CAU - Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural.</p><p>http://lattes.cnpq.br/6474551567967310</p><p>Mayara Fernanda Pontes Peres</p><p>Possui Especialização em Projeto Arquitetônico: Composição e Tecnologia do</p><p>Ambiente Construído pela Universidade Estadual de Londrina (UEL, 2013) e</p><p>Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual de Marin-</p><p>gá (UEM, 2010), Atualmente é professora do Centro Universitário de Maringá</p><p>(UNICESUMAR) e atua como arquiteta em escritório próprio. Tem experiência</p><p>na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Projeto Arquitetônico e</p><p>Conforto Ambiental.</p><p>http://lattes.cnpq.br/7425343070365520</p><p>Renata Catânio</p><p>Especialista em Iluminação e Design de Interiores pelo Instituto de Pós Gradua-</p><p>ção e Graduação em Londrina (IPOG, 2012) e graduada em Design de Interiores</p><p>pela Unicesumar (2009). Atualmente fornece palestra e cursos sobre Ilumina-</p><p>ção Inovação e Tecnologia. Trabalha como Lighting Designer criando projetos</p><p>luminotécnicos de acordo com a necessidade de cada cliente.</p><p>http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4492354E1</p><p>apresentação</p><p>Conforto Ambiental</p><p>Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) ao curso a dis-</p><p>tância de Design de Interiores da Unicesumar! É com</p><p>grande felicitação que iremos demonstrar a você mais</p><p>um material facilitador para essa jornada. Este livro é</p><p>uma peça fundamental que o curso fornece para sua</p><p>evolução como aluno de Design de Interiores para um</p><p>grande profissional da área. Seja determinado pela</p><p>busca em conhecimento, que nós iremos colaborar</p><p>abrindo os caminhos para sua aprendizagem.</p><p>Este livro apresenta cinco unidades didáticas que</p><p>exemplificam bem o uso do conforto ambiental e ilu-</p><p>minação, temas hoje essenciais para obter bons pro-</p><p>jetos de interiores. Será de fundamental importância</p><p>para você, aluno que deseja projetar com responsabili-</p><p>dade e eficiência, saber das normas e regulamentações</p><p>que cercam esses conteúdos.</p><p>A Unidade I veio para expandir seus conhecimentos</p><p>sobre todos os tipos de conforto ambiental existentes</p><p>ao nosso redor desde seus conceitos até suas utilizações;</p><p>expandir nossa visão de como vivemos em meio a muito</p><p>desconforto sem imaginar que nos afeta corpo e mente</p><p>interferindo na nossa saúde e bem-estar. A base do estudo</p><p>de conforto ambiental é o nosso habitat e os aconteci-</p><p>mentos variáveis desse ambiente como temperatura do ar,</p><p>ruídos, radiação solar e iluminação natural. Sua função</p><p>será compreender esses acontecimentos e trazer soluções</p><p>viáveis para colaborar nas atividades humanas de cada</p><p>indivíduo com base nas soluções apresentadas no livro.</p><p>Após os conceitos essenciais de conforto, a Unidade II</p><p>terá um estudo mais específico do conforto térmico, o</p><p>qual explica as exigências humanas de como se sentir</p><p>confortável termicamente em variados ambientes, e</p><p>as soluções para que esse corpo sinta esse conforto</p><p>em qualquer atividade do dia a dia. Poderá também</p><p>fazer análises climáticas que irão facilitar no estudo de</p><p>estratégias para um projeto de interiores que ficará agra-</p><p>dável para todos os climas. Além de verificar como as</p><p>ondas de calor reagem, as escolhas de alguns materiais,</p><p>aplicação da ventilação natural e o trajeto do sol farão</p><p>que seu projeto fique mais confiante para posicionar</p><p>seu layout de forma que favoreça no conforto térmico.</p><p>Na Unidade III, definimos o conforto acústico esclare-</p><p>cendo suas propriedades e sua expansão. Você saberá</p><p>o conceito de ruídos e como solucionar situações nas</p><p>quais o indivíduo deseja isolar esse som. Saber usar</p><p>materiais corretos para cada tipo de situação de ruídos,</p><p>seus impactos e suas vibrações, trará escolhas coerentes</p><p>e funcionais para seu projeto.</p><p>A Unidade IV, por sua vez, complementa todos os con-</p><p>ceitos anteriores, mas destacando o estudo da luz e suas</p><p>definições. Iremos entender como nossos olhos reagem</p><p>em contato com essa luz e a importância da cor com a</p><p>luz. Logo após trataremos a fundo sobre iluminação</p><p>artificial, estudo essencial para fazer futuros cálculos</p><p>luminotécnicos. Na sequência, iremos observar os</p><p>tipos de iluminação artificial fornecidas no mercado</p><p>e como aplicá-las no seu projeto de iluminação.</p><p>Finalizamos com chave de ouro nossa Unidade V, aplican-</p><p>do na prática o estudo da iluminação em seus projetos,</p><p>aprendendo cálculos luminotécnicos e executando-os em</p><p>trabalhos residenciais e comerciais. Iremos apresentar</p><p>profissionais renomados na área e seus projetos para que</p><p>você se inspire e se fortaleça para essa jornada.</p><p>O nosso objetivo neste livro foi apresentar de forma</p><p>eficiente e prática conteúdos vistos como complexos no</p><p>Design. Verá que ao ler você alcançará entendimento,</p><p>aplicando toda essa aprendizagem em seus projetos e</p><p>buscando incentivo para mais conhecimento e sempre</p><p>se aprimorando. Pois um designer em atividade não</p><p>para em momento algum de buscar melhorias que</p><p>favoreçam seus clientes e o meio em que vivem.</p><p>Saudações iluminadas! Prof.ª Renata Catânio.</p><p>sumário</p><p>UNIDADE I</p><p>O QUE É CONFORTO</p><p>AMBIENTAL?</p><p>14 O Conforto Ambiental e a Efi ciência</p><p>Energética</p><p>16 O Conforto Térmico</p><p>18 O Conforto Acústico</p><p>24 O Conforto Visual</p><p>30 Luz Natural e Controles de</p><p>Ofuscamento</p><p>UNIDADE II</p><p>CONFORTO TÉRMICO</p><p>46 Exigências Humanas</p><p>50 Os Diferentes Climas e seus Princípios</p><p>56 Propriedades Térmicas dos Materiais</p><p>de Construção</p><p>66 Ventilação Natural</p><p>70 Geometria Solar</p><p>UNIDADE III</p><p>CONFORTO ACÚSTICO</p><p>88 O Som</p><p>92 O Ruído e o Ambiente Interno</p><p>98 Formas do Ambiente Interno</p><p>104 Materiais Acústicos e o Tempo de</p><p>Reverberação</p><p>UNIDADE IV</p><p>AFINAL, O QUE É A LUZ?</p><p>124 A Luz, o Olho Humano e a Cor</p><p>132 Princípios Básicos da Iluminação</p><p>Artifi cial</p><p>136 Tipos de Iluminação Artifi cial</p><p>140 Os Tipos de Luminárias</p><p>144 Sistemas de Iluminação</p><p>UNIDADE V</p><p>ILUMINAÇÃO APLICADA</p><p>NO DESIGN DE INTERIORES</p><p>160 Iniciando um Projeto Luminotécnico</p><p>168 Cálculo Luminotécnico</p><p>172 Iluminação para Projetos Residenciais</p><p>176 Iluminação para Projetos Comerciais e</p><p>Escritórios</p><p>180 Analisando alguns Projetos de</p><p>Iluminação</p><p>193 Conclusão Geral</p><p>Professor Me. Marcelo Cristian Vieira</p><p>Professora Esp. Ednar Rafaela Mieko Shimohigashi</p><p>Plano de Estudo</p><p>A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:</p><p>• O Conforto Ambiental e a Efi ciência Energética</p><p>• O Conforto Térmico</p><p>• O Conforto Acústico</p><p>• O Conforto Visual</p><p>• Luz Natural e Controles de Ofuscamento</p><p>Objetivos de Aprendizagem</p><p>• Entender o conceito de Conforto Ambiental.</p><p>• Relacionar o Conforto Ambiental com a Efi ciência Energética.</p><p>• Entender os conceitos de Conforto Térmico, Acústico e Visual.</p><p>O QUE É CONFORTO</p><p>AMBIENTAL?</p><p>Esp. Alexandro Gasparini Larocca / Esp. Mayara Fernanda Pontes Peres</p><p>Esp. Renata Catânio</p><p>I</p><p>unidade</p><p>I</p><p>unidade</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Prezado(a) aluno(a), já ouviu falar de conforto ambiental? Esse assun-</p><p>to é muito interessante e faz parte do nosso dia a dia mais do que você</p><p>pode imaginar. Pense em como você se sente bem em um determinado</p><p>ambiente, o que ele deve ter? A temperatura deve ser agradável, assim</p><p>como a iluminação, e não podemos deixar de lado a acústica desse espa-</p><p>ço. Então, conseguiu pensar em um local como esse? Essa preocupação</p><p>deve existir sempre que projetamos um ambiente. Essa responsabilidade</p><p>divide-se entre todos os profissionais da área, os designers de interiores,</p><p>os arquitetos e os engenheiros civis.</p><p>Portanto, dividiremos os nossos estudos nestas três frentes: conforto</p><p>térmico, acústico e visual. Cada uma delas exige um tipo de preocupação</p><p>e isso muitas vezes nos faz dar prioridade a um ou outro aspecto. Pode-</p><p>mos citar como exemplo um auditório, no qual a maior preocupação é</p><p>com a acústica do ambiente e, portanto, acabamos deixando de lado o</p><p>conforto térmico e visual naturais e trabalhamos com os artificiais.</p><p>Falando em estratégias naturais e artificiais, vamos sempre buscar o</p><p>conforto</p><p>uma onda sonora se divide ao en-</p><p>contrar algum obstáculo, uma parede, por exemplo.</p><p>Na Figura 4, vemos como é essa divisão. O som, ao</p><p>incidir sobre um obstáculo, se divide de forma que</p><p>uma parte dessa onda será absorvida pelo obstáculo</p><p>(todo material possui um índice de absorção que va-</p><p>ria conforme o tipo de material, veremos isso mais</p><p>adiante), uma outra parte é refletida, ou seja, volta</p><p>para o ambiente e uma terceira parte é transmitida</p><p>para outro ambiente.</p><p>Som Absorvido</p><p>Obstáculo</p><p>Som Transmitido</p><p>Som Re�etido</p><p>Som Incidente</p><p>Figura 4: Esquema de Divisão do Som em um Obstáculo</p><p>Fonte: adaptada de Fernandes (2002).</p><p>Compreendido o que acontece com uma onda sono-</p><p>ra ao incidir sobre um obstáculo, apareceram mais</p><p>alguns termos em relação à acústica. Veremos a se-</p><p>guir quais seus significados e como funcionam.</p><p>Reflexão: uma onda sonora, gerada por um</p><p>som, quando encontra uma superfície sólida</p><p>como obstáculo à sua propagação, ela será refle-</p><p>tida, segundo as leis de Reflexão Ótica. Segun-</p><p>do Fernandes (2002), a reflexão nesta superfície</p><p>(obstáculo) é diretamente proporcional à dureza</p><p>do material e, conforme Valle (2006), a onda re-</p><p>fletida tem o mesmo ângulo de incidência. Por</p><p>exemplo, materiais como concreto, mármore,</p><p>azulejos, vidros, entre outros refletem quase</p><p>100% do som incidente.</p><p>Um exemplo de reflexão que acontece bastante é</p><p>no banheiro. Quem nunca se sentiu um cantor de</p><p>ópera no banheiro com a reflexão do som pelos</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>96</p><p>azulejos? Experimente cantar da mesma forma em</p><p>um ambiente sem material reflexivo para ver a di-</p><p>ferença.</p><p>Absorção: como observamos na Figura 5,</p><p>uma parte do som é absorvida pelo obstáculo.</p><p>Fernandes (2002) diz que a absorção é a pro-</p><p>priedade de alguns materiais que impedem</p><p>que o som incidente seja refletido para o am-</p><p>biente. Souza et al. (2012) informa, também,</p><p>que quanto mais poroso o material, maior é a</p><p>absorção. Assim como os materiais, pessoas</p><p>também são grandes absorvedores de som, por</p><p>exemplo em auditórios, a maior parte da ab-</p><p>sorção sonora se deve pelo fato de ter pessoas</p><p>na plateia.</p><p>Figura 5 - Esquema de como a onda sonora reage a um obstáculo: 1)</p><p>absorção; 2) Reflexão e 3) Transmissão.</p><p>Transmissão: esse efeito acontece quando o som,</p><p>ou uma parte dele, atravessa uma superfície, uma</p><p>parede, por exemplo, e surge do outro lado de for-</p><p>ma mais atenuada. Segundo Fernandes (2002),</p><p>esse fenômeno tem as seguintes características: a</p><p>onda sonora que incide sobre uma superfície faz</p><p>que essa superfície vibre, transformando em uma</p><p>fonte sonora. Dessa forma, a superfície vibrante</p><p>começa a gerar som para a outra face.</p><p>Importante lembrar que os materiais também tem</p><p>um índice de atenuação de transmissão de som, ou</p><p>seja, dependendo de sua massa (espessura) esse ín-</p><p>dice de atenuação em dB será maior ou menor. Ve-</p><p>remos mais adiante o item materiais.</p><p>1</p><p>3</p><p>2</p><p>DESIGN</p><p>97</p><p>Difusão: para Vallen (2006), a superfície funcio-</p><p>na para o som, da mesma forma que uma parede</p><p>branca age para a luz: as ondas não são absorvi-</p><p>das por essa superfície, mas sim espalhadas para</p><p>todas as direções. A difusão consiste em propa-</p><p>gar a onda que incide sobre a superfície para to-</p><p>das as direções em um ambiente com a mesma</p><p>intensidade total. Isso quer dizer que, para cada</p><p>direção, irá uma pequena parcela da energia to-</p><p>tal. Em relação ao material, não existem materiais</p><p>difusores, o que fazemos para difundir o som em</p><p>um ambiente é trabalhar as formas e técnicas de</p><p>construção, usando materiais não absorvedores,</p><p>para produzir a difusão.</p><p>Aprendemos então o que é ruído e vimos também</p><p>que um mesmo ruído pode ter signifi cados diferen-</p><p>tes dentro de um projeto. Por isso quando formos</p><p>trabalhar a acústica, precisamos entender qual é o</p><p>tipo de ruído que precisamos tratar, qual é a sua fon-</p><p>te e quais os métodos existentes. Aprendemos tam-</p><p>bém a diferença dos termos, isolamento e isolação,</p><p>pois eles são aplicados em casos diferentes, da mes-</p><p>ma forma que na próxima unidade iremos aprender</p><p>sobre os materiais de isolamento e absorção. Apren-</p><p>demos também sobre os fenômenos acústicos: refl e-</p><p>xão, absorção, transmissão e difusão, pois quando</p><p>formos tratar acusticamente um ambiente, precisa-</p><p>remos entender como o som se divide dentro de um</p><p>ambiente. Os termos aplicados de forma correta e</p><p>entendido de formas correta, facilita o trabalho do</p><p>Designer no momento da resolução de determinado</p><p>problema.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>98</p><p>Formas do</p><p>Ambiente Interno</p><p>Caro(a) aluno(a), vimos no tópico anterior as pro-</p><p>priedades sonoras, em relação à propagação do som</p><p>em ambientes. O som que é percebido pelo ouvinte é</p><p>resultante do raio sonoro direto e do refletido. Ao en-</p><p>contrar uma superfície, vimos que o som pode ser ab-</p><p>sorvido, refletido ou transmitido, em quantidades que</p><p>dependem da dimensão, forma e material da superfí-</p><p>cie em que o som está incidindo. A direção dos raios</p><p>refletidos é influenciada diretamente pela forma da su-</p><p>perfície. Segundo Souza et al. (2012), “o ângulo de re-</p><p>flexão é igual ao ângulo de incidência, Lei da Reflexão”.</p><p>Quando projetamos as formas das superfícies (pa-</p><p>rede, por exemplo) que irão compor o ambiente, es-</p><p>tamos diretamente determinando a propagação dos</p><p>raios sonoros pela posição e pelas formas de teto,</p><p>piso, parede os objetos que compõem o ambiente.</p><p>Quando utilizamos formas côncavas, convexas,</p><p>circulares e elípticas, devemos ter cuidados especiais</p><p>redobrados com elas, pois essas formas promovem a</p><p>concentração, focalização dos raios sonoros e, con-</p><p>sequentemente, a distribuição não uniforme do som</p><p>como na Figura 6.</p><p>DESIGN</p><p>99</p><p>Quando, de alguma forma, temos outras priorida-</p><p>des de projeto e a utilização dessas formas são ine-</p><p>vitáveis, é importante que sejam aplicadas sobre elas</p><p>superfícies difusoras para evitar a concentração ou a</p><p>focalização do som. Veja na Figura 7:</p><p>A escolha dos materiais que irão compor o</p><p>ambiente é importante para aliar a estética</p><p>do ambiente com a acústica, por isso espe-</p><p>cifique adequadamente os materiais de aca-</p><p>bamentos que irão compor esse ambiente:</p><p>poltrona, aplicação do forro de gesso, paredes</p><p>de alvenaria coberta com gesso ou madeira,</p><p>piso de carpete ou vinílico ou madeira e piso</p><p>do palco em madeira.</p><p>Fonte: os autores.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Fonte sonora</p><p>Figura 6 - Distribuição do som não uniforme por superfícies côncavas</p><p>Fonte: adaptada de Souza et al. (2012).</p><p>Figura 7 - Elementos difusores aplicados sobre a superfície</p><p>Fonte: adaptada de Souza et al. (2012).</p><p>Iremos entender como que o som trabalha em algu-</p><p>mas formas de ambientes.</p><p>Superfícies Côncavas e Convexas: caso seja ne-</p><p>cessário trabalharmos com superfícies côncavas</p><p>(Figura 8), a reflexão de raios nessa superfície</p><p>resulta na concentração deles. Segundo Silva</p><p>(2005), superfícies côncavas concentram a ener-</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>100</p><p>gia sonora, focalizando-a. A concentração de</p><p>energia faz que as ondas sonoras se sobreponham</p><p>umas às outras, resultando em alguns casos o re-</p><p>forço do som e em outros o enfraquecimento ou a</p><p>anulação do som. Tanto pontos nos quais exista o</p><p>excesso do som, quanto pontos onde tenha a falta</p><p>são prejudiciais à boa audição nos ambientes.</p><p>No caso das superfícies convexas, o resultado é o</p><p>oposto da superfície côncavas, os raios sonoros são</p><p>difundidos no ambiente. Silva (2005) informa que,</p><p>nesses casos, essa forma pode ser utilizada sem</p><p>maiores complicações em ambientes onde haja a</p><p>exigência de boa audibilidade.</p><p>Porém, não é somente com as formas côncavas, con-</p><p>vexas e circulares que temos que tomar os devidos</p><p>cuidados. Apesar de ser as formas que mais necessi-</p><p>tam cuidados, a mesma atenção, conforme Souza et</p><p>al. (2012), deve ser dada a paredes paralelas, ou seja,</p><p>ao paralelismo, de qualquer parte de uma sala (palco</p><p>ou plateia), pois elas podem gerar as ondas estacio-</p><p>nárias. Segundo Fernandes (2002), as ondas estacio-</p><p>nárias ocorrem quando o trem de ondas volta sobre</p><p>a direção de incidência dos raios sonoros, aconte-</p><p>cendo então uma sobreposição</p><p>das ondas, sendo o</p><p>sistema de ondas resultantes conhecido como ondas</p><p>estacionárias.</p><p>O piso também é um dos detalhes importantes</p><p>do projeto. Quando projetamos o escalonamento</p><p>para os assentos da plateia, normalmente é</p><p>para cumprir um requisito visual, não ter</p><p>pessoas atrapalhando o campo de visão. Altura</p><p>entre fileiras mínima de 0,75m aplicada a esse</p><p>escalonamento já é suficiente para garantir o</p><p>requisito visual e também suficiente para garantir</p><p>a recepção sonora do som.</p><p>Para resolver esse problema em auditórios</p><p>ou teatros, podemos utilizar também ele-</p><p>mentos difusores e diferenciar as paredes</p><p>com pequenas inclinações. Essas alterna-</p><p>tivas ajudam a solucionar o problema, evi-</p><p>tando a criação das ondas estacionárias e</p><p>consequentemente melhorar a acústica do</p><p>ambiente.</p><p>Fonte: adaptado de Souza et al. (2012).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Uma outra solução para as paredes em formas côn-</p><p>cavas é utilizar algum tipo de material absorvente</p><p>na superfície. A aplicação desse material pode, de</p><p>certa forma, ajudar a diminuir o efeito no som cau-</p><p>sado pela superfície côncava. Em salas para músi-</p><p>cas e também para a palavra falada (auditórios, por</p><p>exemplo), salas nas quais o desempenho acústico</p><p>deve ser prioridade no projeto, as superfícies cônca-</p><p>vas devem ser cuidadosamente estudadas antes de</p><p>serem aplicadas.</p><p>Figura 8 - Superfície Côncava e Convexa</p><p>Fonte: adaptada de Souza et al. (2012).</p><p>DESIGN</p><p>101</p><p>Figura 9 - Aplicação de difusores em paredes paralelas</p><p>Fonte: Adaptada de Souza et al. (2012).</p><p>No caso de cantos que formam ângulos retos e agu-</p><p>dos (Figura 10), apresentam, assim como as paredes</p><p>paralelas, superposição de onda sonora, alguns ca-</p><p>sos podem fazer que o som seja refletido em excesso,</p><p>voltando para a própria fonte sonora.</p><p>Fonte</p><p>Sonora</p><p>Figura 10 - Comportamento da onda em arestas com ângulos agudos e retos</p><p>Fonte: Adaptada de Souza et al. (2012).</p><p>A solução para esse problema é relativamente sim-</p><p>ples: ao invés de deixarmos as paredes com ângulos</p><p>retos (90º graus) ou ângulos agudos, podemos abrir</p><p>essas arestas, criando então ângulos obtusos (Figu-</p><p>ra 11), que são ângulos mais abertos. Assim evita-se</p><p>a reflexão em excesso e podendo até colaborar, no</p><p>caso de salas com audiência, para o reforço sonoro</p><p>de lugares mais distantes da fonte sonora, pois, com</p><p>isso, o som é distribuído de uma forma melhor no</p><p>ambiente.</p><p>Figura 11 - Comportamento do som com ângulos obtusos</p><p>Fonte: Adaptada de Souza et al. (2012).</p><p>Em relação às dimensões mais adequadas para sa-</p><p>las como auditórios, temos algumas considerações.</p><p>Conforme Souza et al. (2012), uma das característi-</p><p>cas da fonte sonora que precisa ser levada em con-</p><p>sideração ao definir as dimensões de um ambiente é</p><p>a direcionalidade da fonte. Algumas fontes sonoras</p><p>apresentam melhor propagação para algumas dire-</p><p>ções. Em função dessas características, salas mais</p><p>alongadas (retangulares) são melhores que plantas</p><p>em formato quadrado. Porém com o afastamento da</p><p>fonte sonora e da última fileira da sala, por causa da</p><p>perda de intensidade e a absorção das pessoas, essa</p><p>distância é limitada. Vejamos abaixo, na tabela 4,</p><p>exemplos de distâncias:</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>102</p><p>Condição de Inteligibili-</p><p>dade e afastamento</p><p>Até 15 metros Excelente</p><p>15 a 20 metros Bom</p><p>20 a 25 metros Regular (satisfatória)</p><p>30 metros</p><p>Ruim (limite máximo</p><p>sem uso de amplificação</p><p>eletrônica).</p><p>Tabela 4: Relação entre o afastamento da fonte sonora e a inteligibilidade</p><p>Fonte: Adaptada de Souza et al. (2012).</p><p>Essas dimensões podem ser seguidas para salas nas</p><p>quais a função principal seja a palavra falada, po-</p><p>rém as proporções do projeto devem ser observa-</p><p>das. No caso de ambientes nos quais a música seja a</p><p>função principal do ambiente, no caso de orquestras</p><p>sinfônicas, os limites de dimensões são maiores e</p><p>irão depender basicamente dos instrumentos fonte.</p><p>Contudo, caso a fonte seja apenas um instrumento,</p><p>a distância entre a fonte e o ouvinte é tão importante</p><p>quanto para a palavra falada.</p><p>Ainda segundo Souza et al. (2012), locais de</p><p>apresentação musical podem ter variação no tipo e</p><p>no número de fontes, da mesma forma que soluções</p><p>aplicadas a salas de múltiplo uso. Podem ser empre-</p><p>gados elementos que alterem o tamanho do ambien-</p><p>te, seja da plateia ou do palco, bem como o volume</p><p>de ar no ambiente, que está diretamente ligado ao</p><p>tempo de reverberação (que veremos na próxima</p><p>unidade), controlando a proporção entre fonte e a</p><p>audiência.</p><p>Normalmente, plantas menores podem re-</p><p>presentar, no caso da música, excesso de</p><p>reflexão e tempo de reverberação maior que</p><p>o necessário, da mesma forma que um gran-</p><p>de espaço para a palavra falada representa</p><p>pequeno tempo de reverberação e baixa</p><p>intensidade sonora!</p><p>Fonte: adaptado de Souza et al. (2012).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Observamos então como que as formas do am-</p><p>biente interno e consequentemente como que o som</p><p>(onda sonora) se comporta em determinadas for-</p><p>mas. A forma côncava é uma das formas que temos</p><p>que estudar de maneira mais aprofundada antes de</p><p>colocarmos em um projeto, pois ela vai focalizar o</p><p>som, enquanto que formas como a convexa pode ser,</p><p>dependendo do caso, uma aliada na difusão do som.</p><p>Na questão de salas com paredes paralelas, estas</p><p>não podem existir em um ambiente, pois elas criam</p><p>as ondas estacionárias, devendo então aplicarmos ele-</p><p>mentos difusores nestas paredes. Da mesma forma, não</p><p>é uma boa ideia utilizar arestas (cantos) que formam</p><p>ângulos retos ou agudos, sendo que a melhor forma de</p><p>trabalhar é com ângulos obtusos, que irão nos ajudar</p><p>também na difusão do som. A forma do ambiente está</p><p>diretamente ligada ao tipo de propagação do som que</p><p>queremos para determinado ambiente, por isso é de</p><p>extrema importância entender qual é o comportamen-</p><p>to da onda sonora nos ambientes e como que as formas</p><p>irão refletir nesse comportamento.</p><p>DESIGN</p><p>103</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>104</p><p>Materiais Acústicos e o</p><p>Tempo de Reverberação</p><p>Caro(a) aluno(a), nesta unidade iremos aprender</p><p>sobre os materiais que absorvem o som e materiais</p><p>isolantes. Eles são necessários, pois, para cada tipo de</p><p>situação que iremos trabalhar, será necessária a utili-</p><p>zação deles, sendo às vezes somente isolante, às vezes</p><p>só os materiais que absorvem o som e em determina-</p><p>das situações a composição dos dois materiais. Iremos</p><p>aprender também sobre o tempo de reverberação, os</p><p>cálculos necessários para sabermos se determinado</p><p>ambiente tem o tempo ideal de reverberação.</p><p>A forma de tratamento do ambiente para redu-</p><p>ção dos ruídos varia conforme o tipo de ruído con-</p><p>siderado no ambiente. Conforme já vimos anterior-</p><p>mente, temos os ruídos que podem ser propagados</p><p>de forma aérea e os ruídos de vibração ou impactos</p><p>(SOUZA et al., 2012).</p><p>Para diferenciar os ruídos que estão sendo tra-</p><p>tados no ambiente, existem dois termos utilizados</p><p>para cada tipo de tratamento acústico que iremos</p><p>trabalhar: o isolamento que é referente ao tratamen-</p><p>to de ruídos aéreos, que temos como exemplos: a</p><p>música dos bares, o ruído de trânsito (aviões, ônibus</p><p>e caminhões), o barulho de máquinas e equipamen-</p><p>tos de construção, a conversa dos vizinhos; e utiliza-</p><p>DESIGN</p><p>105</p><p>Figura 13 - Amostra de</p><p>material acústico</p><p>mos o termo isolação quando estamos nos referindo</p><p>ao tratamento de ruídos de vibração ou de impac-</p><p>to, tais como: centrais de ar condicionado, grupos</p><p>geradores, bombas d’água, máquinas de elevadores,</p><p>impactos produzidos pelo caminhar de pessoas no</p><p>andar superior, crianças jogando bola etc.</p><p>Para cada tratamento acústico que iremos traba-</p><p>lhar, é necessário também entender as características</p><p>de cada material, pois eles possuem características e</p><p>objetivos diferentes. Para isso, precisamos entender</p><p>a diferença de materiais isolantes e os materiais ab-</p><p>sorvedores. Conforme Souza et al. (2012), a função</p><p>isolar e absorver são complementares, porém elas</p><p>demandam características diferentes dos materiais,</p><p>sendo que nem sempre um bom material absorvente</p><p>é um bom material isolante; o contrário também vale.</p><p>Em relação</p><p>aos materiais que absorvem o som,</p><p>Silva (2005) diz que a quantidade de energia sonora</p><p>que é absorvida em um ambiente é um dos fatores</p><p>mais importantes na redução do nível de ruído ou do</p><p>controle das reflexões. Em geral, todos os materiais</p><p>de construção possuem um grau maior ou menor de</p><p>absorvidade sonora, e um determinado grau de refle-</p><p>xividade. Porém, são chamados de materiais acústi-</p><p>cos os materiais que possuem uma alta capacidade de</p><p>absorção de energia sonora e uma baixa reflexividade.</p><p>Figura 12 - Material Acústico aplicado no Teto</p><p>Segundo Fernandes (2002), os materiais absorven-</p><p>tes acústicos (Figura 13) são de grande importância</p><p>no tratamento de ambientes. A NBR 10.151 especi-</p><p>fica os procedimentos para o tratamento acústico de</p><p>ambientes fechados. A dissipação da energia sonora</p><p>por materiais absorventes depende fundamental-</p><p>mente da frequência do som: normalmente é grande</p><p>para altas frequências, caindo para valores muito pe-</p><p>quenos para baixas frequências.</p><p>Valle (2009) classifica os materiais absorvedores</p><p>em dois grandes grupos, sendo os materiais mais</p><p>utilizados os porosos. No grupo desses materiais,</p><p>temos como exemplo a lã de vidro, lã de rocha, es-</p><p>pumas e feltros. Eles funcionam da seguinte forma:</p><p>quando uma onda sonora incide sobre esse tipo de</p><p>material, as ondas penetram na textura do material;</p><p>uma vez lá dentro, ela é refletida inúmeras vezes,</p><p>até o momento em que são canceladas e perdem a</p><p>energia. Se a espessura do material e a porosidade</p><p>for suficientemente grande, a absorção pode chegar</p><p>e até ultrapassar os 100%. Esses materiais podem ser</p><p>utilizados para faixa de frequência médio e agudos,</p><p>já nas frequências graves, a utilização deles acaba</p><p>sendo inviável, pois a espessura necessária para ab-</p><p>sorver essa faixa de frequência precisa ser grande, o</p><p>que inviabiliza pelo custo e o consumo de espaço.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>106</p><p>Segundo Silva (2005), cada material tem um coe-</p><p>ficiente de absorção, sendo que o valor desse índi-</p><p>ce não é constante, pois ele varia com a frequência</p><p>do som incidente. Dessa forma, se considerarmos</p><p>os diversos materiais construtivos e quisermos sa-</p><p>ber quais seus índices de absorção para as diversas</p><p>faixas de frequência, podemos fazer pesquisas nos</p><p>sites de empresas especializadas em produtos desse</p><p>tipo (exemplo: Knauff, Armstrong, Isover), pode-</p><p>mos, também, consultar a bibliografia especializada</p><p>que já possui os índices de algum material, porém,</p><p>quando o material que quisermos utilizar não existe</p><p>em bibliografias, podemos, por meio de laboratórios</p><p>apropriados, determinar seus índices.</p><p>Os índices são representados pela letra α (alfa)</p><p>e a unidade de área de absorção é de 1m², conheci-</p><p>do como sabine métrico (sm). Esse nome foi dado</p><p>em homenagem ao Professor Wallace C. Sabine,</p><p>da Universidade de Harvard nos EUA, um dos</p><p>estudiosos pioneiros da Acústica Arquitetônica</p><p>(SILVA, 2005).</p><p>Os índices de absorção acústica são utilizados</p><p>para demonstrar qual é a porcentagem que determi-</p><p>nado material absorve de energia. Assim, quando</p><p>dizemos que, de um tapete de boucle macio, o coe-</p><p>ficiente de absorção é α=0,52 para uma frequência</p><p>de 2048Hz, quer dizer que 52% da energia sonora</p><p>incidente no tapete é absorvida.</p><p>Frequência</p><p>Item Material 128 512 2048</p><p>1 Azulejo cerâmico 0,010 0,012 0,000</p><p>2 Forro Armstrong Minaboard 0,31 0,51 0,74</p><p>3 Bloco de Concreto Rústico 0,36 0,31 0,39</p><p>4 Cadeira estofada com couro sintético 0,13 0,15 0,07</p><p>5 Carpete simples de 6mm forrado 0,10 0,25 0,40</p><p>6 Cortina grossa, drapeada 0,25 0,40 0,60</p><p>7 Cortina simples, leve, algodão, 0,25Kg/m² 0,07 0,49 0,66</p><p>8 Gesso acartonado “Gypsium” s/ sarrafo 0,29 0,05 0,07</p><p>9 Gesso Simples 0,035 0,03 0,028</p><p>10 Lã de Rocha 0,40 0,70 0,76</p><p>11 Lã de vidro de 25mm protegido por tecido 0,28 0,57 0,70</p><p>12 Mármore Polido 0,01 0,01 0,15</p><p>13 Placa Sonex Nova Fórmula 50/75 Illbruck 0,23 0,72 0,90</p><p>14 Poltrona estofada 0,18 0,28 0,28</p><p>15 Porta de madeira fechada 0,14 0,06 0,10</p><p>16 Público por pessoa 0,28 0,40 0,44</p><p>17 Tapete de 5mm de espessura 0,04 0,15 0,52</p><p>18 Tapete de lã de 15mm, forrado 0,20 0,35 0,50</p><p>Tabela 5 - Exemplos de Materiais e seus coeficientes de absorção.</p><p>Fonte: adaptado de Silva (2005).</p><p>DESIGN</p><p>107</p><p>CALCULANDO A ABSORÇÃO</p><p>DO AMBIENTE.</p><p>Como já visto, todo material tem um determinado</p><p>índice de absorção da onda sonora. Esse índice va-</p><p>ria conforme a faixa de frequência e a espessura do</p><p>material que é aplicado no ambiente. Conhecido o</p><p>valor do coeficiente de absorção do material, o valor</p><p>da absorção é com base na área da superfície onde</p><p>o material é aplicado e como já visto a unidade é o</p><p>Sabines Métricos (sm).</p><p>As = α x S</p><p>em que: As é a área da superfície total</p><p>α = é o valor do coeficiente de absorção</p><p>do material</p><p>S = área da superfície onde o material está</p><p>aplicado.</p><p>Se um material cobre uma área de 50m² e nessa su-</p><p>perfície é aplicado um tapete de 5mm de espessura</p><p>com coeficiente de absorção de α=015 na faixa de</p><p>512Hz, ele promove uma absorção de 7,5sm.</p><p>Esse cálculo deve ser realizado com todos os</p><p>materiais do ambiente, sempre em relação ao coe-</p><p>ficiente e à área do material, depois deve ser feito</p><p>a somatória de todos as absorções para encontrar a</p><p>absorção total do ambiente.</p><p>A existência de mobiliário e pessoas também</p><p>devem ser calculados na absorção. Para esses casos,</p><p>geralmente os valores de absorção são por unida-</p><p>de e não por metragem quadrada. Se em uma sala</p><p>inserirmos 50 pessoas com índice de absorção de</p><p>0,40, a absorção de todas as pessoas passa a ser</p><p>20sm. Ou seja o valor da absorção das poltronas é</p><p>multiplicado pela quantidade de poltronas e o va-</p><p>lor encontrado, deve ser somado aos outros valores</p><p>encontrados.</p><p>Tipos de Divisórias Espessura</p><p>Total</p><p>Atenuação</p><p>Porta comum, oca,</p><p>s/ vedação no batente 3cm 15 dB</p><p>Porta acústica,</p><p>madeira ou metal 5 a 15cm 35 a 55 dB</p><p>Vidro 4mm 4mm 26 dB</p><p>Vidro 6 mm 6mm 30dB</p><p>Vidro 12 mm 12 mm 36 dB</p><p>Vidros 2x 6mm,</p><p>espaçados 10mm 22mm 38 dB</p><p>Vidros 2x 6mm,</p><p>espaçados 20mm 21,2cm 46 dB</p><p>Parede comum de</p><p>tijolo em pé, rebocada 10cm 45 dB</p><p>Parede comum de</p><p>tijolo deitado, rebocada 22cm 50 dB</p><p>Parede dupla de tijolo</p><p>em pé, intervalo 10cm 30cm 60 dB</p><p>Parede dupla de tijolo</p><p>deitado, intervalo 20cm 60cm 70 dB</p><p>Laje simples de 10cm 10cm 40 dB</p><p>Laje simples de 20cm,</p><p>rebocada por baixo 21cm 48 dB</p><p>Paredes duplas de</p><p>gesso acartonado 7 a 30cm 40 a 66 dB</p><p>Tabela 6 - Divisórias e índice de atenuação</p><p>Fonte: adaptada de Valle (2009).</p><p>Quanto aos materiais utilizados para isolar um</p><p>ambiente, conforme Souza et al. (2012), todo ma-</p><p>terial tem como uma de suas características reduzir</p><p>a intensidade sonora quando aplicado entre a fonte</p><p>e o receptor, sendo que essa capacidade que o ma-</p><p>terial tem de reduzir a intensidade sonora varia de</p><p>acordo com a frequência do som. Essa capacidade</p><p>é expressa em decibéis e é chamada de índice de</p><p>atenuação.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>108</p><p>Valle (2009) ainda diz que o vazamento de som</p><p>de um ambiente está diretamente ligado ao tempo</p><p>de reverberação do espaço. Se esse espaço, for por</p><p>exemplo, o vão entre paredes duplas que formam</p><p>uma parede, é necessário que a reverberação entre</p><p>as duas paredes seja reduzida.</p><p>Uma solução para esse tipo de problema é, ao</p><p>construir uma parede dupla, aplicar um material ab-</p><p>sorvente entre as paredes. Esse material pode ser a</p><p>lã de vidro ou lã de rocha, pois são materiais que</p><p>não se deterioram com o tempo e tem baixo custo.</p><p>A instalação desse material é fácil, ela não deve ser</p><p>comprimida entre as paredes, pode ocupar todo o</p><p>espaço vazio, pode ser aplicada entre paredes de ti-</p><p>jolo e também as paredes de gesso acartonado, que é</p><p>o mais encontrado.</p><p>Figura 14 - Parede Simples, Parede Grossa e Parede Dupla</p><p>Fonte: adaptada de Valle (2009) e Souza et al. (2012).</p><p>TEMPO DE REVERBERAÇÃO</p><p>A reverberação é produzida pelas reflexões de sons</p><p>em superfícies, que dispersam o som, enriquecen-</p><p>do-o por sobreposição de suas reflexões. Alguns</p><p>materiais, como azulejo, mármore, concreto, podem</p><p>refletir até 100% do som. A quantidade e qualidade</p><p>da reverberação que ocorre em um ambiente é in-</p><p>fluenciada por vários fatores:</p><p>• o volume espaço.</p><p>• as dimensões do espaço.</p><p>• o tipo, a forma e número de superfícies</p><p>com que o som se encontra.</p><p>Souza et al. (2012) diz que, em ambientes fechados,</p><p>ocorrem várias reflexões sonoras e com isso aconte-</p><p>ce a reverberação. Quando a fonte sonora é cessada,</p><p>o som ainda pode ser percebido por um pequeno</p><p>intervalo de tempo, fazendo que a extinção total do</p><p>som no ambiente não ocorra imediatamente, mas</p><p>sim depois de um determinado período de tempo,</p><p>que é medido em segundos, chamado de tempo re-</p><p>verberação. Cada ambiente tem seu tempo de re-</p><p>verberação ideal, que será em função do volume do</p><p>ambiente e a composição dos materiais.</p><p>Há locais onde o tratamento acústico é de</p><p>extrema importância tais como: teatros, au-</p><p>ditórios, anfiteatros, igrejas, ginásios, restau-</p><p>rantes, casas de show, salas de aula ou de</p><p>reunião, estúdio de gravação e as salas de</p><p>controle, seja para rádio ou tv.</p><p>Não existe um determinado material que</p><p>resolva todos os problemas acústicos, por</p><p>isso cada projeto deve ser elaborado em fun-</p><p>ção de suas peculiaridades, que podem ser</p><p>aquelas relacionadas com as características</p><p>do som, como também aquelas que melhor</p><p>cumpram as exigências decorativas, estéticas</p><p>e funcionais da obra arquitetônica.</p><p>Fonte: adaptado de Silva (2005).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>DESIGN</p><p>109</p><p>O tempo de reverberação é o maior responsável pela</p><p>boa ou má acústica dos ambientes. Ambientes com</p><p>tempo alto de reverberação são considerados pre-</p><p>judiciais para a inteligibilidade do som, pois, como</p><p>ocorre a sobreposição dos sons, acontece do receptor</p><p>não conseguir identificar o som que está recebendo.</p><p>Sobre a relação entre o volume do recinto e o</p><p>tempo de reverberação, Silva (2005) diz que, ao ob-</p><p>servar diversos ambientes fechados, é possível notar</p><p>que alguns ambientes são bons para conferências,</p><p>porém não são bons para música; o contrário tam-</p><p>bém é válido, podem ser ótimos para concertos e</p><p>ruins para a palavra falada. Esse fato acontece, por-</p><p>que, para a palavra falada como para a música, seja</p><p>ela um concerto ou para música litúrgica, existe o</p><p>tempo ideal de reverberação, o TR.</p><p>O Tempo Ideal de Reverberação muda conforme</p><p>a função do ambiente que estamos trabalhando e o</p><p>volume do ambiente. Via de regra, quanto maior o</p><p>ambiente, maior será o tempo de reverberação.</p><p>Não existe uma tabela na qual aparece todos os</p><p>tempos de reverberação para todos os ambientes, o</p><p>que existe é um consenso entre os especialistas do tem-</p><p>po ideal para alguns ambientes, conforme a Tabela 7.</p><p>Edifício</p><p>Tipo</p><p>do Ambiente</p><p>TR</p><p>Residencial</p><p>• Área de Estar</p><p>• Dormitórios</p><p>• Serviços</p><p>• Zonas Comuns</p><p>menor que 1,0s</p><p>menor que 1,0s</p><p>menor que 1,0s</p><p>menor que 1,5s</p><p>Serviços</p><p>Administrativos</p><p>• Escritórios</p><p>• Lojas</p><p>menor que 1,0s</p><p>menor que 1,0s</p><p>Centro</p><p>de Saúde</p><p>• Dormitórios</p><p>• Zona Comuns</p><p>menor que 1,0s</p><p>menor que 1,5s</p><p>Educacional • Sala de aula</p><p>• Sala de Leitura</p><p>entre 0,8 e 1,5s</p><p>entre 0,8 e 1,5s</p><p>Tabela 7 - Ambientes e Tempo de Reverberação</p><p>Fonte: Adaptada de Souza et al. (2012).</p><p>Para descobrirmos qual o tempo ideal de Re-</p><p>verberação, temos o gráfico do Tempo Ideal de</p><p>Reverberação da NBR 12179. No Gráfico, é in-</p><p>formado com base do volume e da função do am-</p><p>biente. Para descobrirmos qual o tempo ideal de</p><p>reverberação, é relativamente simples. Primeiro</p><p>precisamos descobrir qual é o volume do ambien-</p><p>te, cruzar uma linha com a função do ambiente,</p><p>por exemplo: uma sala de conferência com volume</p><p>de 1.200 m³, temos o tempo de Reverberação de</p><p>0,8 segundos.</p><p>Depois de encontrado o valor do Tempo de Rever-</p><p>beração Ideal do ambiente, podemos, por meio da</p><p>Fórmula de Sabine, encontrar o tempo de reverbe-</p><p>ração da sala.</p><p>Como já visto no cálculo da absorção do am-</p><p>biente, precisamos do valor de absorção total do</p><p>ambiente para realizarmos o cálculo do tempo de</p><p>reverberação dele.</p><p>TR = 0,1618 x Volume</p><p>Absorção total</p><p>Gráfico 1 - Tempo ótimo de reverberação</p><p>Fonte: adaptado da NBR 12179.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>110</p><p>Conforme Souza et al. (2012), essa fórmula é aplicada</p><p>de forma direta, sem nenhuma complexidade. As in-</p><p>formações necessárias para o cálculo, como já visto, é o</p><p>volume do ambiente em m³ e a absorção total dos mate-</p><p>riais, incluindo pessoas e poltronas. Geralmente o tem-</p><p>po de reverberação de uma sala deve ser estimado nas</p><p>faixas de frequência de 128Hz, 512Hz e 2048Hz. Como</p><p>a plateia é um elemento de grande absorção, e a quanti-</p><p>dade de público faz que altere o tempo de reverberação,</p><p>é aconselhado que se calcule o tempo de reverberação</p><p>com 100% da plateia e com uma lotação de 60% a 70%.</p><p>De forma geral, temos alguns passos para seguir</p><p>para os cálculos da tempo de reverberação:</p><p>• Calcular a absorção total do ambiente.</p><p>• Identificar o tempo de reverberação ideal no</p><p>gráfico da NBR.</p><p>• Determinação do tempo de reverberação real.</p><p>• Comparação entre o tempo de reverberação</p><p>ótimo e real, ou a absorção necessária para</p><p>alcançar o tempo ótimo de absorção.</p><p>• Acréscimo, diminuição ou a troca de materiais</p><p>absorventes em comparação para que seja al-</p><p>cançado o valor de tempo de reverberação ideal.</p><p>Segundo Lawrence (apud Souza, 2012), apesar</p><p>de existir outras fórmulas, a de Sabine é satis-</p><p>fatória para a acústica de salas, com exceção</p><p>de casos especiais como estúdios de gravação</p><p>e salas similares. A fórmula de Sabine perde</p><p>a eficácia à medida que o coeficiente de ab-</p><p>sorção médio é maior, resultando em maiores</p><p>tempos de absorção. No caso de estúdios, a</p><p>absorção é muito grande, com isso pode ocor-</p><p>rer grandes distorções com a fórmula. Nesse</p><p>caso, a fórmula mais indicada é a de Eyring.</p><p>Fonte: adaptado de Souza et al. (2012).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Há exemplos de várias igrejas nas quais o tem-</p><p>po de reverberação é excessivo, podemos destacar a</p><p>Basílica de São Pedro em Roma, onde o tempo de</p><p>reverberação chega a 10 segundos. Outro exemplo</p><p>de tempo excessivo de reverberação é um dos salões</p><p>da Biblioteca Pública de Los Angeles - EUA, onde</p><p>o tempo de reverberação pode atingir 25 segundos.</p><p>Caro(a) aluno(a), nesta unidade aprendemos sobre</p><p>os materiais acústicos, e o índice de absorção. É impor-</p><p>tante lembrar que o coeficiente de absorção varia confor-</p><p>me o material e a espessura, quanto mais poroso melhor</p><p>é a absorção sonora do material. As faixas de frequência</p><p>também influenciam na absorção, pois para cada faixa,</p><p>do grave ao agudo, existe um índice de absorção.</p><p>Aprendemos também como calcular a absorção</p><p>sonora de uma sala. Utilizamos para isso a fórmula</p><p>de Sabine e a unidade sabines métricos. O cálculo, de</p><p>forma resumida, é a multiplicação do coeficiente do</p><p>material aplicado na superfície pela sua área. Lem-</p><p>brando sempre de calcular todos os materiais existen-</p><p>tes em uma sala.</p><p>Para calcularmos o tempo de reverberação de</p><p>determinado ambiente, precisamos como primeira</p><p>informação saber a absorção total da sala, que nada</p><p>mais é do que a somatória da absorção de todos os</p><p>materiais. Depois disso, precisamos conhecer o volu-</p><p>me do ambiente em questão, lembrando que quanto</p><p>maior o volume, maior é o tempo de reverberação.</p><p>Calculado o TR da sala, utilizamos o gráfico do Tem-</p><p>po de Reverberação Ideal para sabermos qual é o</p><p>tempo ideal de reverberação (em segundos), do am-</p><p>biente que estamos trabalhando.</p><p>Depois de descoberto o tempo ideal e o tempo de re-</p><p>verberação real, temos que fazer as comparações. Caso</p><p>o tempo real esteja muito maior que o ideal, precisamos</p><p>trabalhar os materiais de forma que o tempo de reverbe-</p><p>ração seja reduzido para chegar próximo do ideal.</p><p>111</p><p>considerações finais</p><p>P</p><p>rezado(a) aluno(a), nesta unidade, abordamos conceitos relacionados</p><p>à acústica de ambientes. A acústica faz parte da disciplina de Conforto</p><p>Ambiental, pois com ela conseguimos fazer que o usuário se sinta con-</p><p>fortável em relação à sonorização de um ambiente.</p><p>Entendemos o que são as faixas de frequências e quais as faixas de frequência</p><p>que o ser humano tem capacidade de ouvir, que são as faixas 20Hz a 20.000Hz.</p><p>Aprendemos</p><p>também o que é a escala decibel (dB), como podemos fazer a me-</p><p>dição das fontes sonoras e, quando necessário aplicar a soma, como fazemos a</p><p>somatória de várias fontes sonoras.</p><p>Aprendemos também a definição de som, que é a sensação produzida no sis-</p><p>tema auditivo, podendo gerar sensações agradáveis ou som desagradável, mais</p><p>conhecido como ruído; vimos que a exposição prolongada aos ruídos podem ge-</p><p>rar danos à nossa saúde, desde irritação até a perda total da audição. No decorrer</p><p>desta unidade, vimos o funcionamento da propagação do som em um ambiente</p><p>interno e como que as formas - convexa, côncava e paredes paralelas - interferem</p><p>na propagação do som.</p><p>Além de entender o funcionamento da propagação do som, aprendemos a di-</p><p>ferença de aplicação dos materiais isolantes e dos materiais absorventes. Eles são</p><p>necessários, pois para cada tipo de situação que iremos trabalhar, será necessária</p><p>a utilização desses materiais. Dependendo da situação, iremos utilizar somente</p><p>os isolantes, às vezes só os materiais absorventes e em determinadas situações a</p><p>composição dos dois materiais. Aprendemos também sobre o tempo de rever-</p><p>beração e sua aplicação. O tempo de reverberação que temos em determinado</p><p>ambiente é ligado diretamente ao tipo de material que estamos trabalhando: se</p><p>trabalharmos com materiais que absorvem mais, teremos tempo de reverberação</p><p>menor, caso os materiais sejam mais refletores, teremos tempo de reverberação</p><p>maior. Porém, para termos ambientes acusticamente adequados, temos que ter as</p><p>duas situações balanceadas nos ambientes.</p><p>112</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>Caro(a) aluno(a), o texto abaixo é de uma dissertação sobre a relação da arquitetura com o</p><p>espaço adaptado para escola de música. Boa leitura!</p><p>Desempenho Acústico e Projeto de Salas para Escolas de Música</p><p>A acústica dos espaços construídos faz parte de um conjunto de requisitos, para o conforto</p><p>e bem estar do usuário, que podem ser considerados guias do projeto arquitetônico, ao in-</p><p>vés de limitações. As soluções propostas para solucionar os requisitos acústicos não devem</p><p>contradizer às demais exigências projetuais (função, dimensões, ventilação) e sim estarem</p><p>integradas a elas (LOPES, 2010).</p><p>Riduan (2010) relata que a tarefa de solucionar problemas acústicos tem sido complicada,</p><p>em partes, devido à lacuna existente na comunicação entre professores de música e os</p><p>agentes envolvidos nos processos da edifi cação. Para Ueno e Tachibana (2005) e Riduan</p><p>(2010), os músicos não conseguem expressar claramente com palavras a acústica das salas</p><p>da mesma maneira que conseguem ouvi-la e percebê-la. O ambiente da sala é percebido</p><p>pelos músicos tão melhor quanto maior for sua experiência na música. Essa percepção</p><p>mais apurada é o que permite que eles façam ajustes enquanto tocam (altura, afi nação</p><p>etc.), de modo a melhorar a apresentação. Os músicos não estão conscientes da acústica</p><p>arquitetônica da sala, mas sim de como a sala soa. Esse aspecto difi culta a comunicação</p><p>entre o usuário e o projetista, tornando-se obstáculo para o projeto das qualidades acústi-</p><p>cas de um espaço.</p><p>Bispo et al. (2005) expõem que a compreensão e a incorporação dos fatores envolvidos</p><p>com o desempenho acústico durante o projeto dos espaços é o que garante que sejam</p><p>alcançados resultados satisfatórios. As qualidades acústicas devem ser concebidas desde</p><p>o início do projeto. O autor justifi ca que a intervenção acústica depois da realização da</p><p>construção não permite que as soluções sejam tão efi cazes como aquelas previstas em um</p><p>projeto. Com isso, além dos prejuízos relacionados ao desempenho acústico, tem-se que a</p><p>obra fi ca onerada no aspecto fi nanceiro.</p><p>Portanto, estratégias concebidas durante o processo projetual potencializam a existência</p><p>de uma edifi cação com melhor desempenho e menor custo para a implantação dessas</p><p>estratégias. Azevedo (1994) afi rma que não existem fórmulas ou receitas prontas para o</p><p>projeto acústico, mas sim fenômenos físicos que precisam ser entendidos e estudados,</p><p>caso a caso, para balizar a escolha dos materiais e sua aplicação no ambiente.</p><p>113</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>As questões relacionadas aos requisitos necessitam ser consideradas desde o início das ati-</p><p>vidades de projeto, e normalmente incluem defi nições de partido arquitetônico e implan-</p><p>tação. Lopes (2010) afi rma que a setorização do programa no terreno é umas das decisões</p><p>iniciais de maior relevância. Tal setorização é relevante também nos projetos de reforma e</p><p>adequação, já que a decisão da localização dos ambientes pode ser feita com agrupamento</p><p>dos ambientes com fontes de ruído elevadas e daqueles que necessitam de silêncio. Além</p><p>disso, há de se considerar os ruídos provenientes do entorno e verifi car qual a melhor im-</p><p>plantação conforme demanda do ambiente.</p><p>A atenção e o cuidado no projeto, o que inclui aspectos acústicos, é o que determina o</p><p>sucesso de uma escola de música (LAMBERTY, 1980). As questões acústicas são relevantes</p><p>tanto nos projetos de renovação e reforma dos espaços quanto nos de novas edifi cações</p><p>(POMPOLI; PRODI; FARNETANI, 2010).</p><p>Lopes (2010) afi rma que as defi nições Ryherd (2008) explica que o êxito num projeto que de-</p><p>manda elevado desempenho acústico é resultado de um processo que envolve uma equipe</p><p>interdisciplinar, com profi ssionais que dominam o tema e possuem profundo conhecimento</p><p>da propagação sonora. Lopes (2010) cita que, em alguns casos, as defi nições de aspectos</p><p>acústicos caracterizam um projeto à parte. Defende ainda que a aplicação de uma metodolo-</p><p>gia projetual facilita a integração dos diferentes agentes envolvidos no processo e a coerência</p><p>e correta interface dos subprojetos que gerarão o edifício com adequado desempenho. Ueno</p><p>e Tashibana (2005) afi rmam que é possível manipular o espaço para controlar o ambiente</p><p>sonoro da mesma forma e com a mesma importância que o músico manipula o instrumento</p><p>para produzir o som das soluções às questões acústicas, desde o princípio do processo de</p><p>projeto, é o que garante o melhor desempenho possível com o menor custo possível.</p><p>Na prática, a preocupação com o projeto acústico existe somente nos grandes empreendi-</p><p>mentos ou construções com destaque social. Koskinen, Toppila e Olkinuora (2010) lembram</p><p>que, na prática, as pequenas salas são normalmente negligenciadas quanto à solução de</p><p>questões acústicas e implantação dos elementos de acústica como forma de reduzir ou cor-</p><p>tar gastos ou mesmo por não possuírem recursos fi nanceiros disponíveis. Wenger (2010)</p><p>mostra que um dos sinais dessa negligência são salas com volume inferior ao necessário,</p><p>tetos muito baixos, desconsideração ergonômica do instrumento no dimensionamento de</p><p>ambientes e organização em planta que não condiz com a atividade.</p><p>Fonte: Talin (2013, on-line).</p><p>114</p><p>atividades de estudo</p><p>1. No que se refere ao conforto acústico em arquitetura, assinale a opção correta.</p><p>a. Nas fachadas dos prédios, o vidro das janelas e das portas funciona como isolante acústico, o que dis-</p><p>pensa o tratamento de outros componentes como caixilhos, venezianas e montantes.</p><p>b. Em prédios multipavimentados, quanto mais baixo se estiver, menos intenso será o ruído gerado exter-</p><p>namente, em decorrência das altas velocidades dos ventos nos pavimentos superiores.</p><p>c. A intercalação de um vão entre um escritório e uma fachada externa amplamente envidraçada e volta-</p><p>da para um ambiente ruidoso é uma medida ineficiente para o conforto acústico.</p><p>d. As decisões decorrentes do projeto acústico sobre o isolamento sonoro de um recinto visam protegê-lo</p><p>das ações sonoras externas ou transformá-lo em um compartimento capaz de confinar fontes de ruídos.</p><p>e. Se os aspectos de acústica não forem resolvidos no ato de projeto do edifício, a correção dos proble-</p><p>mas acústicos poderá ser feita posteriormente, na execução da obra, o que não elevará os gastos finais.</p><p>2. Para resolvermos um problema acústico, utilizamos materiais que absorvem o som, nos ajudam</p><p>a</p><p>controlar a inteligibilidade do mesmo, e materiais isolantes, que não deixam o som passar para outros</p><p>ambientes. No caso de uma sala de audiência, o controle acústico dos ambientes internos requer que</p><p>estas salas tenham tratamento que favoreça (I) a boa qualidade de recepção de som amplificado ele-</p><p>tronicamente na plateia e (II) completo isolamento acústico entre as salas de audiência e entre estas e</p><p>as áreas de circulação. Tais efeitos serão obtidos mediante o emprego de materiais</p><p>a. Isolantes acústicos em I e II.</p><p>b. Isolantes acústicos em I e de massa específica elevada em II.</p><p>c. De massa específica elevada, em I, e isolantes acústicos em II.</p><p>d. Absorventes acústicos em I e isolantes acústicos em II.</p><p>e. Absorventes acústicos em I e II.</p><p>3. Quando vamos trabalhar com acústica de ambiente, devemos entender como que o som se propaga,</p><p>como que se divide quando atinge um obstáculo para podermos encontrar a solução adequada para</p><p>os ambientes. Em relação a isso, analise a Figura I e assinale a opção correta em relação ao que acon-</p><p>tece com um som incidente em uma parede.</p><p>115</p><p>atividades de estudo</p><p>a. A Figura I ilustra uma fonte sonora que, ao encontrar uma parede, sofre (A) absorção pelo ambiente, (B)</p><p>sofre difração pela parede e (C) é refletida para o ambiente anexo.</p><p>b. A Figura I nos apresenta somente a reflexão do som.</p><p>c. A Figura I ilustra uma fonte sonora que, ao encontrar uma parede, sofre reflexão no próprio ambiente</p><p>(A), sofre absorção pela parede (B) e é transmitida para o ambiente contíguo (C).</p><p>d. A Figura I ilustra a (A) absorção, (B) a transmissão e (C) a reverberação para o ambiente contíguo.</p><p>e. A Figura I ilustra uma fonte sonora que, ao encontrar uma parede, sofre transmissão no próprio am-</p><p>biente (A), sofre absorção pela parede (B) e é refletida para o ambiente contíguo (C).</p><p>4. Nenhuma parede de uma edificação reflete perfeitamente as ondas sonoras e, desse modo, parte da</p><p>energia sonora incidente é absorvida pelo material que constitui a parede. Assim, dependendo do tipo</p><p>de revestimento de uma parede, as ondas sonoras podem ser mais ou menos absorvidas. Dentre os</p><p>materiais apresentados a seguir, aquele que apresenta o maior índice de absorção sonora em uma</p><p>faixa de 500Hz é:</p><p>a. Reboco liso α = 0,02.</p><p>b. Revestimento de pedras sintéticas α = 0,05.</p><p>c. Bloco de concreto rústico α = 0,31.</p><p>d. Feltro de fibra natural com espessura de 5mm α = 0,18.</p><p>e. Chapas de mármore α = 0,01.</p><p>5. Projetos de auditórios ou salas de concertos necessitam de tratamento acústico adequado para evitar</p><p>tempos de reverberação acima do necessário. Para isso, pode afirmar que os requisitos necessários</p><p>para uma sala são:</p><p>I. Boa inteligibilidade do som.</p><p>II. Ausência de interferência de ruídos externos.</p><p>III. Distribuição sonora uniforme.</p><p>IV. Difusão sonora e tempo de reverberação adequado.</p><p>Em relação às afirmações citadas, qual alternativa está correta:</p><p>a. Somente a II e III.</p><p>b. As alternativas I, II e III estão corretas, sendo que a IV também é de extrema importância, pois todos os</p><p>ambientes tem um tempo de reverberação ideal.</p><p>c. As alternativas I, II e IV melhor descrevem os requisitos.</p><p>d. Somente as afirmações III e IV podem ser consideradas requisitos.</p><p>e. As afirmações II, III e IV estão corretas e a alternativa I é inválida.</p><p>116</p><p>atividades de estudo</p><p>6. As pesquisas de W. A. Sabine levaram a uma relação empírica para o tempo de reverberação TR (em</p><p>seg), proporcional ao volume V da sala (m3) e inversamente proporcional à absorção da superfície (em</p><p>m² ou sabins):</p><p>TR: 0,16 x V</p><p>A</p><p>Considere uma sala de aula de 11m de comprimento, 11m de largura e 3.8m de altura.</p><p>A sala tem 4 janelas de 1.10m x 2.00m.</p><p>A sala possui 15m² de cortina revestindo a parede.</p><p>A sala tem 1 porta de 1.10m x 2.10m</p><p>As paredes são rebocadas (coeficiente de absorção α1 = 0.03 a 500 Hz), o teto é de fibra sintética (α2 =</p><p>0.2), o piso é de pedra (α3 = 0.01), as janelas são de vidro (α = 0.03) e as cortinas são de algodão (α4 = 0.8).</p><p>A sala tem n = 62 cadeiras estofadas (α5 = 0.3). A porta tem (α6 = 0.3).</p><p>a. Verifique a absorção total.</p><p>b. Calcule o tempo de reverberação TR da sala usando a relação de Sabine.</p><p>c. Verifique, no gráfico I, qual o tempo de reverberação recomendado para uma sala de concerto.</p><p>d. Para diminuir o tempo de reverberação, a sala foi reformada, recobrindo o piso com um carpete (α =</p><p>0.32). Calcule o novo tempo de reverberação TR da sala.</p><p>7. Qual a soma dos níveis de duas fontes sonoras com os seguintes valores de níveis de pressão sonora?</p><p>a. 80 dB e 82 dB.</p><p>b. 60 dB e 80 dB.</p><p>c. 72 dB e 75 dB.</p><p>d. 76 dB e 81 dB.</p><p>e. 70 dB e 70 dB.</p><p>8. Com um medidor de pressão sonora, foram medidos separadamente os níveis de pressão sonora de dez</p><p>fontes sonoras, conforme indicado abaixo. Calcule o nível de pressão sonora resultante se todas as fontes</p><p>estiverem funcionando simultaneamente:</p><p>NP1 90 dB NP6 76 dB</p><p>NP2 94 dB NP7 80 dB</p><p>NP3 100 dB NP8 92 dB</p><p>NP4 85 dB NP9 100 dB</p><p>NP5 80 dB NP10 82 dB</p><p>Bê-á-bá da Acústica Arquitetônica</p><p>Ouvindo a Arquitetura</p><p>Lea Cristina Lucas de Souza, Manuela Guedes de Almeida e Luís</p><p>Bragança</p><p>Editora: EdUFSCar</p><p>Sinopse: destinado aos iniciantes em arquitetura, este livro visa</p><p>esclarecer e exemplifi car possibilidades de atuação no ambiente acústico, pela integração</p><p>desse parâmetro com o projeto arquitetônico. Fazendo um paralelo entre as etapas de pro-</p><p>jeto e o estudo acústico dos ambientes, são defi nidos alguns conceitos básicos e as proprie-</p><p>dades do som, indispensáveis à aplicação da acústica em projeto. Sobre o tema, aborda-se,</p><p>aqui, desde a sua importância no contexto urbano, como ambiente externo, até o controle</p><p>de ruídos e o tratamento dos ambientes internos às edifi cações.</p><p>Comentário: este é um excelente livro de fácil entendimento. É um material de apoio excelente.</p><p>Link 1: Documentário - Júlio Prestes São Paulo, realizado em 1998 sobre a readequação do</p><p>prédio da antiga Estação Júlio Prestes, em São Paulo, próximo à estação da Luz, que foi trans-</p><p>formada na Sala São Paulo, uma das melhores salas de concertos do mundo.</p><p>Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=uH5NAzbU-LM>.</p><p>Comentário: a sala São Paulo é a casa da OSESP - Orquestra Sinfônica do Estado de São Pau-</p><p>lo. No Brasil, é a melhor sala de concertos, sendo assim, é um exemplo grandioso para quem</p><p>estuda acústica. Tudo na sala foi pensando em relação à acústica, um dos destaques é o teto</p><p>móvel, que pode ser adequado conforme a necessidade do espetáculo.</p><p>Link 2: o link a seguir é sobre as frequências estudadas no início da unidade I. Nele você poderá</p><p>ouvir um som que passa por todas as faixas de frequências, que vai de 20Hz até 20.000 Hz</p><p>Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=HkzVxwghiik>.</p><p>Link 3: assim como ouvir um som em todas as faixas de frequências nos ajuda a entender o</p><p>som, o link abaixo é sobre um tom puro.</p><p>Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=MQpfW4KvrZM>.</p><p>Link 4: para entender melhor a reverberação, o link disponível contêm gravações do tempo</p><p>de reverberação que vai de 0,5 segundos até 5,0 segundos, tanto para palavra falada quanto</p><p>para a música.</p><p>Disponível em: <http://www.armstrong-brasil.com.br/reverb/main.jsp?lang=pt&measure=m&domain=pt>.</p><p>118</p><p>referências</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT, ABNT. NBR</p><p>10.152: Níveis de Ruído para Conforto Acústico. Rio de Janeiro: ABNT, 1987.</p><p>______. NBR 12.179 - Tratamento Acústico em Recintos Fechados. Rio de Janei-</p><p>ro: ABNT, 1992.</p><p>BARROS, E. de A. Ruídos ocupacionais: seus efeitos e suas leis. Monografia apre-</p><p>sentada à CEFAC. Rio de Janeiro, 1995.</p><p>BISTAFA, S. R. Acústica Aplicada ao controle de Ruído. 2. ed. São Paulo: Blu-</p><p>cher, 2011.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. NR 15: atividades e operações insalubres. 1978.</p><p>Disponível em: <http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/</p><p>nr_15.asp>. Acesso em: 29 dez. 2009.</p><p>FERNANDES, J. C. Acústica e Ruídos. Bauru: Unesp, 2002.</p><p>SILVA, P. Acústica Arquitetônica & Condicionamento de Ar. 5. ed. Belo Hori-</p><p>zonte: Edtal</p><p>E. T. Ltda, 2005.</p><p>SOUZA, L. C. L., ALMEIDA, M. G., BRAGANÇA, L. Bê-à-bá da Acústica Ar-</p><p>quitetônica. Ouvindo a Arquitetura. São Carlos: EdUFSCar: 2012.</p><p>TALIN, L. C. A. Inter-relações entre aspectos arquitetônicos-construtivos e a</p><p>acústica em espaços adaptados para a prática musical. Dissertação de Mestrado.</p><p>Universidade Federal de Viçosa, 2013. Disponível em: <http://locus.ufv.br/bits-</p><p>tream/handle/123456789/6342/texto%20completo.pdf?sequence=1&isAllowe-</p><p>d=y>. Acesso em: 07 dez. 2016.</p><p>VALLE, S. Manual Prático da Acústica. 3. ed. Rio de Janeiro: Música e Tecnolo-</p><p>gia, 2009.</p><p>119</p><p>gabarito</p><p>1. (D) As decisões decorrentes do projeto acústico sobre</p><p>o isolamento sonoro de um recinto visam protegê-lo</p><p>das ações sonoras externas ou transformá-lo em um</p><p>compartimento capaz de confinar fontes de ruídos.</p><p>2. (D) absorventes acústicos em I e isolantes acústicos</p><p>em II.</p><p>3. (C) A Figura I ilustra uma fonte sonora que, ao encon-</p><p>trar uma parede, sofre reflexão no próprio ambiente</p><p>(A), sofre absorção pela parede (B) e é</p><p>4. (C) bloco de concreto rústico α = 0,31</p><p>5. (B) as alternativas I, II e III estão corretas, sendo que</p><p>a IV também é de extrema importância, pois todos os</p><p>ambientes tem um tempo de reverberação ideal</p><p>6.</p><p>a. Porta:1,10 x 2,10 = 2,31 m²</p><p>Piso: 11,00 x 11,00 = 121,00m²</p><p>Teto: 11,00 x 11,00 = 121,00m²</p><p>Janela: (1,10 x 2,00) x 4 = 8,80m²</p><p>No cálculo da parede, deve-se calcular a metragem</p><p>quadrada de todas as paredes e subtrair as metra-</p><p>gens que tem material diferente</p><p>Parede: 11 x 3,80 = 41,80m² x 4 (são quatro pare-</p><p>des) = 167,20m²</p><p>167,20 - 8,80(janela) - 2,31(porta) - 15,00(cortina, o</p><p>material que é considerado é sempre o que está</p><p>sobreposto) = 141,09m²</p><p>Multiplica pelo coeficiente de cada material:</p><p>Parede: 141,09 x 0,03 = 4,23</p><p>Teto: 121,00 x 0,2 = 24,20</p><p>Piso: 121 x 0,01 = 1,21</p><p>Janelas: 8,80 x 0,03 = 0,26</p><p>Cortina: 15,00 x 0,8 = 12</p><p>Porta: 2,31 x 0,3 = 0,69</p><p>Cadeiras: 62 x 0,3 = 18,60</p><p>Somatória = 61,19 sm (sabines métricos)</p><p>b. TR = 0,16 x 459,80 m³</p><p>61,19</p><p>TR = 1,20 s</p><p>c. TR = 0,16 x 459,80</p><p>98,70</p><p>TR = 0,74s</p><p>7.</p><p>a. 80 dB e 82 dB = 10 x log ((10^(80/10)) + ((10^(82/10))</p><p>= 84 dB</p><p>b. 60 dB e 80 dB = 10 x log ((10^(60/10)) + ((10^(80/10))</p><p>= 80 dB</p><p>c. 72 dB e 75 dB = 10 x log ((10^(72/10)) + ((10^(75/10))</p><p>= 72 dB</p><p>d. 76 dB e 81 dB = 10 x log ((10^(76/10)) + ((10^(81/10))</p><p>= 82 dB</p><p>e. 70 dB e 70 dB = 10 x log ((10^(70/10)) + ((10^(70/10))</p><p>= 73 dB</p><p>f. Explicando o resultado: quando é somado duas</p><p>fontes de valor igual, o acréscimo será de 3dB, vide</p><p>resultado da letra E.</p><p>8. O valor da somatória de todas as fontes sonoras é 104 dB.</p><p>Caso tenha dificuldades em calcular, é necessário</p><p>uma calculadora científica. Você deverá digitar a sen-</p><p>tença conforme a fórmula apresentada no início desta</p><p>unidade:</p><p>Lptotal = 10 x log (((10^(90/10)) + ((10^(94/10))</p><p>+ ((10^100/10)) + ((10^(85/10)) + ((10^80/10)) +</p><p>((10^(76/10)) + ((10^(80/10)) + ((10^(92/10)) +</p><p>((10^100/10))+ ((10^(82/10)) = 104 dB</p><p>Explicando o resultado: quando temos uma diferença</p><p>de 10dB ou mais entre a menor fonte sonora e a</p><p>maior fonte, o valor será aproximado ao da fonte de</p><p>maior valor.</p><p>Professor Me. Marcelo Cristian Vieira</p><p>Professora Esp. Ednar Rafaela Mieko Shimohigashi</p><p>Plano de Estudo</p><p>A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:</p><p>• A luz, o olho humano e a cor</p><p>• Princípios básicos da iluminação artifi cial</p><p>• Tipos de iluminação artifi cial</p><p>• Os tipos de luminárias</p><p>• Sistemas de iluminação</p><p>Objetivos de Aprendizagem</p><p>• Entender a relação de cor e luz.</p><p>• Analisar os conceitos da iluminação artifi cial.</p><p>• Conhecer as possibilidades de lâmpadas e luminárias disponíveis</p><p>no mercado.</p><p>• Conhecer os sistemas de iluminação e utilizar de maneira adequada</p><p>nos ambientes.</p><p>AFINAL, O QUE É A LUZ?</p><p>Professora Esp. Renata Catânio</p><p>IV</p><p>unidade</p><p>IV</p><p>unidade</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Prezado(a) aluno (a), seja muito bem-vindo à unidade quatro, em que</p><p>iniciaremos um estudo profundo sobre a luz, cor e as variedades de lâm-</p><p>padas e luminárias que o mercado fornece. Esse estudo tem como intuito</p><p>compreender como a luz afeta a vida de cada indivíduo e como as cores</p><p>reagem ao serem impactadas com a luz. No cotidiano, essa luz conse-</p><p>gue alterar o humor, sensações, como de frio ou calor, confortáveis ou</p><p>desconfortáveis, cansados ou alertas, estimulados ou tristes, sonolentos</p><p>ou acordados, enfim, entre muitas outras sensações que o nosso corpo</p><p>fornece.</p><p>Na arquitetura, a iluminação nos revela cores, formas, texturas, mo-</p><p>vimentos, sombras e volumes, transformando um projeto em algo fun-</p><p>cional e estético e, com isso, não sendo apenas um complemento, mas</p><p>um dos principais projetos para o usuário se sentir satisfeito com o seu</p><p>trabalho de interiores.</p><p>O uso correto da luz vai trazer, durante o tempo, habilidades instin-</p><p>tivas a você, Designer de Interiores, pois com cada facho de luz e cada</p><p>iluminação adequada no ambiente, virá uma emoção diferente ao indi-</p><p>víduo, e da boa aplicação dessa iluminação, vêm sensações que trarão</p><p>prazer, e o seu projeto não terá apenas estudos técnicos, mas o emocional</p><p>estará presente em cada situação dependendo de cada perfil do cliente.</p><p>Perante toda essa importância que a luz faz em um projeto de interiores, surgiu</p><p>a necessidade de destacar que é a luz, e assim entender seus conceitos e como</p><p>nossos olhos reagem ao impacto com a luz. Também abordaremos as defi nições</p><p>das cores, sendo este um fator bastante importante para compor projetos de ilu-</p><p>minação. Conheceremos também os tipos de lâmpadas assim como seus usos,</p><p>as luminárias e seus sistemas, para que seja possível que todas a ideias saiam do</p><p>papel, que aconteça a mágica da transformação do local por meio da luz.</p><p>Esta unidade tem como fundamento orientar os passos iniciais de um projeto</p><p>de iluminação, abordando com detalhes e ilustrações para que você, futuro desig-</p><p>ner, possa colocar em prática todas as informações obtidas e ter sucesso em seu</p><p>papel como especifi cador de iluminação. Então, vamos lá, rumo a uma leitura no</p><p>mundo fascinante da luz!</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>124</p><p>A Luz, o Olho Humano</p><p>e a Cor</p><p>É por meio dos nossos olhos que recebemos os es-</p><p>tímulos visuais e luminosos, conforme entendemos</p><p>melhor na unidade I do livro, no tópico sobre con-</p><p>forto visual. Entrando em contato com os olhos, a</p><p>luz estimula diferentes sentidos e sensações e, por</p><p>isso, o projeto de iluminação é tão importante em</p><p>um ambiente. É por meio da luz, também, que rece-</p><p>bemos as informações sobre cores, que percebemos</p><p>as cores no meio em que vivemos.</p><p>Dessa maneira, nos subtópicos a seguir, discor-</p><p>reremos mais sobre esses temas: a luz, o olho huma-</p><p>no e a cor.</p><p>O QUE É A LUZ?</p><p>Primeiramente devemos entender o que é luz. E va-</p><p>mos afirmar que é uma fonte de energia que sensibili-</p><p>za nossos olhos. Segundo Einstein, a luz se comporta</p><p>em alguns momentos como onda e em outros como</p><p>partícula, ou seja, a luz tem propriedades ondulató-</p><p>rias e corpusculares. Ela tem ondas de rádio, televi-</p><p>são, micro-ondas, infravermelha, luz visível, raios ul-</p><p>travioleta e raio X, entre outros. Como afirma Innes</p><p>(2012), todas as formas de radiação eletromagnética</p><p>diferem com seu comprimento de onda, podendo di-</p><p>zer que a luz é simplesmente uma energia visível!</p><p>DESIGN</p><p>125</p><p>Podemos simplifi car dizendo que, quando essa</p><p>energia de onda eletromagnética amplia e atinge</p><p>nossos olhos, sensibilizando-o, conseguimos en-</p><p>xergar a luz, ao ponto que a radiação infraverme-</p><p>lha, sendo ela também uma radiação eletromag-</p><p>nética, tem seu comprimento de onda diferente</p><p>e somente nos traz a sensação de calor e não sua</p><p>visibilidade.</p><p>Observe pela imagem a seguir que enxergamos</p><p>apenas as radiações de onda de 380 a 750 nm, e que</p><p>a infravermelha é sentido apenas pelo calor. Por-</p><p>tanto a luz visível é uma pequena parte das ondas</p><p>eletromagnéticas. Entre 380 nanômetros a 750 na-</p><p>nômetros visualizamos a luz, e com o aumento da</p><p>distância entre as ondas temos a infravermelha que</p><p>identifi camos pelo</p><p>calor.</p><p>Figura 1 - Na imagem mostra a pequena parte de luz visível</p><p>A luz, portanto, ela pode ser transformada de ener-</p><p>gia química para energia produzida pelo calor, como</p><p>Innes (2012, p. 11) diz:</p><p>são inúmeras as evidências da energia incor-</p><p>porada na luz. As células fotoelétricas trans-</p><p>formam a energia da luz visível em energia</p><p>elétrica; as células industriais a laser são uti-</p><p>lizadas para fazer cortes complexos em todos</p><p>os tipos de materiais, desde delicadas folhas</p><p>de papel até as mais espessas e duras chapas</p><p>de aço. Mas a transformação mais onipre-</p><p>sente da energia luminosa é encontrada nas</p><p>plantas, que utilizam o poder da luz visível</p><p>para conter o dióxido de carbono e a água</p><p>em alimento (um processo chamado fotos-</p><p>síntese). O sistema visual humano converte a</p><p>energia luminosa que entra em nossos olhos</p><p>na energia química que é utilizada para levar</p><p>ao cérebro as informações recebidas pelos</p><p>olhos.</p><p>Quando a luz incide em uma superfície, podem</p><p>ocorrer alguns fenômenos como:</p><p>• Refl exão: ocorre quando a luz incide em uma</p><p>superfície e essa retorna ao seu meio de ori-</p><p>gem. Existem vários exemplos de refl exão no</p><p>nosso cotidiano.</p><p>Para um profi ssional que trabalha diretamente com</p><p>projetos luminotécnicos, é necessário estudar muito</p><p>sobre esses conceitos, analisando a luz correta para a</p><p>superfície escolhida. Um exemplo é uma luz direcio-</p><p>nada a uma superfície lisa de cor clara, ela irá pro-</p><p>duzir uma refl exão igual em todos os lados, o que</p><p>chamamos de refl exão difusa, e quando aplicamos a</p><p>luz em uma superfície que contém cor, sendo ela bri-</p><p>lhante ou não, a luz tomará um pouco dessa cor e irá</p><p>refl etir realçando levemente a tonalidade da peça.</p><p>Em refl exo em superfícies polidas, como metais</p><p>e espelhos, veremos um refl exo mais nítido, po-</p><p>rém não conseguimos enxergar em outros ângulos,</p><p>pense que está se vendo em uma beira de uma lago</p><p>sua refl exão está aparente, mas não consegue se ver</p><p>se virar de lado e assim chamamos de refl exão re-</p><p>gulada.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>126</p><p>• Refração: ocorre quando a luz se direciona</p><p>em linha reta, mas ao se encontrar com um</p><p>objeto transparente de diferentes densidades,</p><p>sua trajetória faz desvio alterando sua forma.</p><p>• Absorção: ocorre quando a luz atinge uma</p><p>superfície opaca interrompendo sua propa-</p><p>gação de luz. Um exemplo seria uma base de</p><p>cor preta sendo atingida pela luz: esta será</p><p>absorvida e não propaga luz.</p><p>Figura 2 - Luz refletida difusa em uma superfície lisa de cor branca. Figura</p><p>3 - Luz refletida difusa em uma superfície de relevo e com cor vermelha,</p><p>assim a luz empresta uma pouco da cor da parede e a reflete. Figura 4 -</p><p>Exemplo clássico de Refração: quando os objetos submersos na água so-</p><p>frem distorção. Figura 5 - A absorção de luz no carro de cor preto é maior</p><p>do que a do branco e a reflexão se torna mais abrangente no branco</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>DESIGN</p><p>127</p><p>O OLHO HUMANO</p><p>Vimos, então, que a luz é uma energia radiante que</p><p>consegue sensibilizar nossos olhos, portanto o olho</p><p>é nosso mecanismo de visão que recebe essa ener-</p><p>gia, mas a curiosidade é: como nossos olhos reagem</p><p>quando essa energia o atinge?</p><p>O olho impressiona com seus elementos e toda</p><p>sua habilidade de visão, mas iremos destacar seus</p><p>principais pontos:</p><p>• Cristalino: que também chamamos de lente,</p><p>ele é usado para focalizar o que se quer ver no</p><p>momento, mas eles são tão habilidosos que</p><p>nem sentimos esse foco acontecer.</p><p>• Retina: fica mais ao fundo do olho e é ela que</p><p>recebe a luz que passa pelo cristalino, que</p><p>transmite ao nosso cérebro a informação, for-</p><p>mando as imagens que nós vemos.</p><p>• Íris: controla a luz que entra pelo cristalino,</p><p>captando mais luminosidade quando neces-</p><p>sário.</p><p>• Fóvea: responsável pela frequência de cor e</p><p>pequenos detalhes em parte do campo visual.</p><p>• Ponto cego: é um ponto no qual não se tem</p><p>sensações luminosas pela falta de cones e bas-</p><p>tonetes.</p><p>Segundo Guerrini (2014), podemos obter uma re-</p><p>dução visual por conta da fadiga ocular provocada</p><p>por fatores da iluminação. Esse esforço visual pro-</p><p>longado produz uma dilatação na pupila, que só é</p><p>recuperado no sono diário, mostrando com isso que</p><p>uma iluminação tem que ser adequada ao nossos</p><p>olhos, trazendo um conforto visual e evitando do-</p><p>enças como insônia, fadiga e perturbações. Guerrini</p><p>(2014) também nos alerta quanto à importância de</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>128</p><p>analisar os níveis de iluminação, assim como o tem-</p><p>po e contraste, e não apenas ser visto a quantidade de</p><p>luz, a qualidade é um fator predominante para evitar</p><p>transtornos como o ofuscamento, por exemplo.</p><p>Outro fator importante é que nossos olhos, ao</p><p>passar do tempo, vão diminuindo suas habilidades,</p><p>velocidade de percepção, e o tempo de adaptação au-</p><p>menta entre passar de um ambiente claro para escuro.</p><p>A iluminação tem que ser adequada para cada tipo e</p><p>idade do indivíduo. Um projeto para um casal com</p><p>idade de 30 anos difere de um com idade de 60 anos,</p><p>por isso devemos sempre nos atentar antes do projeto.</p><p>Precisamos de alguns requisitos para obtermos</p><p>uma boa visão e não prejudicar nossos olhos, de ní-</p><p>veis de iluminância e sua distribuição, luminância e</p><p>contrastes, tamanho da tarefa visual e tempo de sua</p><p>realização (VIANNA; GONÇALVES, 2001).</p><p>Quanto à iluminância, deve-se analisar quanto</p><p>de luz necessitamos no local em que iremos utilizar e</p><p>como podemos distribuir essa iluminação evitando</p><p>desconfortos e ofuscamentos. Por fi m, como iremos</p><p>conquistar toda essa iluminação adequada fazendo</p><p>que o ambiente fi que agradável? Esses questiona-</p><p>mento iremos aprender durante a leitura do livro.</p><p>Os olhos passam por vários “choques” de luz, em</p><p>momentos com muita intensidade de luz branca e</p><p>intensa no local de trabalho e, ao sair e entrar num</p><p>restaurante, a luz já está amarelada e com baixa in-</p><p>tensidade; e tem a luz solar, que pode, em situações</p><p>variadas, ser boa ou ruim, causando ofuscamento.</p><p>Com todas essas variações de luz, sem perceber ad-</p><p>quirimos fadiga, cansaço, e sensibilidade nos olhos,</p><p>por isso Vianna e Gonçalves (2001, p. 100) afi rmam:</p><p>uma boa parte da fadiga física que sentimos todos</p><p>os dias deve-se ao esforço realizado para se ver.</p><p>Abusamos de nossas faculdades visuais e paga-</p><p>mos direta ou indiretamente com perturbações</p><p>fi siológicas diversas. A luz está sendo mal utiliza-</p><p>da. É preciso criarmos, ou melhor, recuperarmos</p><p>no homem moderno uma “ consciência da visão.</p><p>Por mais que o restante do nosso corpo deseja fazer es-</p><p>forço, o nosso olho quando quer descansar fi ca obser-</p><p>vando o local, rodeando os olhares e automaticamente</p><p>descansando, relaxando e causando conforto para logo</p><p>após continuar seu esforço e se concentrar novamente.</p><p>Enfi m, nosso olho é um fenômeno incrível. Po-</p><p>demos algumas vezes vê-lo ainda como limitado,</p><p>mas logo ele trabalha para compensar essa limitação,</p><p>trazendo-nos novos estímulos e formas de enxergar.</p><p>COR E A LUZ</p><p>Entre em um ambiente acione o interruptor e obser-</p><p>ve a luz artifi cial ao seu redor; possivelmente verá</p><p>luz branca e se perguntará: onde estão as cores nela?</p><p>E te responderei com base na experiência que Isaac</p><p>Newton aplicou. A luz branca na verdade é a mistura</p><p>de todas as cores juntas, ou seja, quando a luz bran-</p><p>ca bate no seu olho vem junto as cores vermelho,</p><p>laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta, e o nosso</p><p>cérebro processa a cor branca.</p><p>Figura 6 - Experimento realizado por Isaac Newton, no qual a luz do sol</p><p>atravessa um prisma de vidro</p><p>DESIGN</p><p>129</p><p>Ao atravessar as cores separadamente pelo prisma,</p><p>percebe-se que essa cor não se divide, como aconte-</p><p>ce com a luz branca, por isso o nome dado de cores</p><p>puras. E ao direcionar uma luz branca em uma su-</p><p>perfície escura causara uma ausência de luz que se</p><p>chama preto.</p><p>Figura 7 - Nesta imagem, percebe-se como a reflexão atinge as superfí-</p><p>cies claras, escuras e coloridas</p><p>De acordo com Fraser e Banks (2007), para produzir</p><p>a luz branca não são necessários as setes cores, basta</p><p>seguir as seguintes indicações:</p><p>1. Vermelho - laranjado - amarelo fazem parte</p><p>da família do vermelho.</p><p>2. Verde representa ele mesmo.</p><p>3. Azul - anil - violeta fazem parte da família</p><p>do azul.</p><p>Sendo assim, criamos então o sistema chamado</p><p>RGB (red, green, blue).</p><p>Ainda de acordo com Fraser e Banks (2007), ao unir</p><p>as cores primárias, o vermelho, verde e o azul, pro-</p><p>duz-se a luz branca, mas também cria-se as cores</p><p>secundárias:</p><p>• Verde + vermelho = amarelo</p><p>• Vermelho + azul = magenta</p><p>• Verde + azul = Ciano</p><p>Ao unir todas as cores, vemos que ao meio aparece</p><p>o preto.</p><p>Criamos com essa união o sistema CMY (cian,</p><p>magenta, yellow) e o K (Black).</p><p>R: Vermelho, G: Verde, B: Azul e W: Branco.</p><p>C: Ciano, M: Magenta, Y: Amarelo e K: Preto.</p><p>Figura 8 - Sistemas de cores RGB e CMYK</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>130</p><p>Como sua fi siologia é diferente, os animais</p><p>não veem as cores da mesma forma que nós.</p><p>Muitas vezes se afi rma que os cães enxergam</p><p>em preto e branco, mas isso não é rigorosa-</p><p>mente verdadeiro. Enquanto a visão humana é</p><p>tricromática, os cães e a maior parte dos mamí-</p><p>feros tem visão dicromática. Isso signifi ca que</p><p>não podem distinguir algumas cores, como as</p><p>pessoas com daltonismo severo. Os roedores,</p><p>por outro lado, são acromatópticos, completa-</p><p>mente daltônicos. Os cães são compensados</p><p>por terem uma visão noturna superior: para os</p><p>predadores noturnos, isso é mais importante</p><p>do que uma boa visão das cores.</p><p>Fonte: Fraser e Banks (2007, p. 28).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Pinheiro e Crivelaro (2014) afi rmam que as cores</p><p>sempre infl uenciaram a humanidade, e que seus sen-</p><p>tidos mudam conforme crenças, raças, nacionalidade</p><p>e seus aspectos culturais. Esse simbolismo de cores</p><p>muda ao redor do mundo, por exemplo, a cor bran-</p><p>ca que nos representa paz e pureza, em alguns países</p><p>asiáticos e orientais representa morte, luto e má sorte.</p><p>COR DOS OBJETOS</p><p>Agora te pergunto: como você enxerga as cores dos</p><p>objetos? Por que enxerga aquela sua blusa na cor</p><p>azul? As folhas das árvores verdes? A resposta é que</p><p>você enxerga a cor de um objeto do jeito que ele nos</p><p>refl ete, ou seja, se incidir uma luz branca policro-</p><p>mática em uma base azul, ela irá devolver aos seus</p><p>olhos somente a cor azul, e todas as outras cores se-</p><p>rão absorvidas nessa base.</p><p>Imagine que agora colocou uma blusa de cor</p><p>verde e vem em sua direção uma luz de cor azul, a</p><p>luz verde da sua blusa será absorvida e não irá refl e-</p><p>tir cor alguma deixando sua blusa de cor escura no</p><p>caso o preto. Lembrando que isso serve para todas</p><p>as cores. E se aplicar uma incidência de luz vermelha</p><p>na base branca? Essa base fi cará na cor vermelha, re-</p><p>fl etindo aos olhos somente o vermelho.</p><p>As cores interferem totalmente em nossas vidas,</p><p>tanto pelo aspecto psicológico, quanto físico, e sabendo</p><p>utilizar de forma correta, irá infl uenciar positivamente</p><p>ao receptor. Como designer, terá que sempre fazer aná-</p><p>lises das cores antes de iniciar seus projetos para que</p><p>obtenha sucesso. Heller (2012, p. 21) nos afi rma que:</p><p>cada cor pode produzir muitos efeitos, frequen-</p><p>temente contraditórios. Cada cor atua de modo</p><p>diferente, dependendo da ocasião. O mesmo</p><p>vermelho pode ter efeito erótico ou brutal, no-</p><p>bre ou vulgar. O mesmo verde pode atuar de</p><p>modo salutar ou venenoso, ou ainda calmante.</p><p>O amarelo pode ter um efeito caloroso ou ir-</p><p>ritante. Em que consiste o efeito especial? Ne-</p><p>nhuma cor está ali sozinha, está sempre cercada</p><p>de outras cores. A cada efeito intervêm várias</p><p>cores – um acorde cromático.</p><p>A autora citou a palavra cromático, pelo motivo de</p><p>basear um de seus estudos no círculo cromático</p><p>muito usado por nós designer, estilistas, maquia-</p><p>dores, artistas plásticos, enfi m tudo relacionado ao</p><p>trabalho com cores e suas combinações.</p><p>Figura 9 -</p><p>Círculo Cromático</p><p>DESIGN</p><p>131</p><p>Figura 10 - Das cores</p><p>quentes às cores frias</p><p>O círculo cromático nos apresenta, na parte cen-</p><p>tral, as cores primárias (vermelho, amarelo e azul),</p><p>cores essas que não se consegue encontrar por meio</p><p>de misturas com outras cores, pois elas são puras. E</p><p>logo em volta das cores primárias, temos as cores se-</p><p>cundárias, causada pela mistura das cores primárias</p><p>(violeta, verde, laranja). Na parte maior do círculo,</p><p>temos as cores terciárias, que são as misturas das co-</p><p>res primárias com as secundárias. Agora, com esse</p><p>círculo completo, consegue-se criar harmonias das</p><p>cores encontrada na composição de duas ou mais</p><p>cores, possibilitando combinações agradáveis.</p><p>Vejamos as principais combinações para utilizar</p><p>diariamente no design, de acordo com informações</p><p>apresentadas por Heller (2012) e Fraser e Banks (2007):</p><p>• Composição análoga: dá-se a escolha de co-</p><p>res vizinhas vistas uma do lado da outra den-</p><p>tro do círculo cromático; escolha pela cor</p><p>base neutra como o branco e aplique duas</p><p>cores ou até mesmo a mesma cor com tons</p><p>diferentes.</p><p>• Composição Complementar: usada para esco-</p><p>lher cores opostas dentro do círculo cromáti-</p><p>co; essa opção é usada quando se deseja trazer</p><p>grandes contrastes para o seu trabalho, por isso</p><p>opte por uma cor predominante e outra que</p><p>dará destaque em alguns lugares no projeto.</p><p>• Composição Triádica: quando montamos</p><p>um triângulo dentro do círculo cromático</p><p>com a mesma distância em todos os lados,</p><p>essa combinação vai trazer equilíbrio e ba-</p><p>lanço dentro da decoração, por exemplo.</p><p>• Composição complementar dividida:</p><p>nesse caso, opta por uma cor e es-</p><p>colhe duas vizinhas das com-</p><p>plementares, isso irá obter</p><p>um contraste mais leve</p><p>do que as cores comple-</p><p>mentares.</p><p>• Composição Tetraédica: é a escolha de duas</p><p>composições complementares formando um</p><p>X no círculo cromático e obtendo quatro co-</p><p>res, combinação mais complexa de uso no</p><p>Design pela quantidade de cores utilizado em</p><p>um único ambiente.</p><p>• Composição Monocromática: quando se</p><p>escolhe uma das cores e muda a tonalidade</p><p>dela, facilita na composição de um ambiente</p><p>deixando-o mais linear.</p><p>As cores influenciam sentimentos, sensações e até</p><p>vontades, como, por exemplo, aplicar cores alaran-</p><p>jadas em ambientes de alimentação, estimulam a</p><p>sensação de fome, e a cor verde poderá trazer tran-</p><p>quilidade e leveza, o que é interessante para um am-</p><p>biente como um spa. Assim veio a conotação das</p><p>cores quentes e frias, relacionadas tanto ao aspecto</p><p>de experiências emocionais, quanto pelo aspecto de</p><p>reflexão e absorção das cores.</p><p>Temos cores que interferem na cultura, religi-</p><p>ões, regiões e seus costumes, mas em sua maioria</p><p>cada pessoa irá sentir diferentes sensações ao ver</p><p>uma cor. Muitas pessoas têm preferência por uma</p><p>única cor ou tons que ela fornece, então, antes de</p><p>qualquer decisão, analise cada pessoa individual-</p><p>mente, que significado essa cor representa, prazer,</p><p>satisfação, fome, humor, tristeza, enfim em que fa-</p><p>tor a sensibiliza para fazer a escolha correta</p><p>em seus projetos.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>132</p><p>Princípios Básicos da</p><p>Iluminação Artificial</p><p>Você convive com a luz diariamente; no caso da</p><p>luz artificial, ela está presente em casas, bares, lojas,</p><p>comércio, escolas e entre muitos outros. Deve-se</p><p>perguntar: qual lâmpada comprar? É eficiente? Vai</p><p>funcionar? E a economia? Não se imagina que uma</p><p>única lâmpada traz dentro dela tanta informação e</p><p>que devemos aprender os princípios básicos para</p><p>montar um bom projeto de iluminação. Serão es-</p><p>pecificadas as principais definições de medições da</p><p>luz, elas podem parecer complexas, mas conforme a</p><p>leitura prosseguir, esclarecerá eventuais questiona-</p><p>mentos.</p><p>Agora pegue uma lâmpada com embalagem nas</p><p>mãos e observe atrás da embalagem. Você encontra-</p><p>rá várias informações técnicas a serem lidas, ainda</p><p>antes da instalação no ambiente. Serão esses, além</p><p>de mais outros conceitos, que serão explorados nes-</p><p>te livro. Dessa maneira, apresentaremos a seguir as</p><p>principais informações disponibilizadas sobre as</p><p>lâmpadas, de acordo com Silva (2009):</p><p>• Fluxo Luminoso: é a quantidade de luz emi-</p><p>tida por uma fonte luminosa. Sua unidade de</p><p>medida do fluxo luminoso é o Lumén (lm).</p><p>Uma lâmpada de LED de 9 watts emite cerca</p><p>DESIGN</p><p>133</p><p>de 830lm de fluxo luminoso.</p><p>• Intensidade Luminosa:</p><p>é a quantidade de luz</p><p>emitida em uma direção específica. Sua unida-</p><p>de de medida é a candela (cd). Uma lâmpada no</p><p>formato de dicroica com LED acoplado tem uma</p><p>lente que forma um ângulo e este direciona para</p><p>um objeto; uma lâmpada nesse formato pode</p><p>obter até 900cd e alcançar mais de 5 metros.</p><p>• Iluminância: é a densidade de fluxo lumino-</p><p>so presente em uma superfície e a área desta,</p><p>seu símbolo é o E e sua unidade de medida é</p><p>o lux. Um lux é igual a um lúmen por metro</p><p>quadrado. Conseguimos fazer a leitura desses</p><p>lux por meio de um aparelho que os profis-</p><p>sionais Lighting Designer utilizam, o luxí-</p><p>metro. Temos também as normas da ABNT</p><p>8995-1, que determinam quantos lux devem</p><p>ter para cada área.</p><p>• Luminância: é a quantidade de luz que refle-</p><p>te em uma superfície e devolve essa reflexão</p><p>ao observador, é uma luz visível ao contrário</p><p>da iluminância; como sua medição está rela-</p><p>cionada com o ângulo de visão dos olhos que</p><p>estão observando essa superfície, sua unida-</p><p>de é candela por metro quadrado (Cd/m2).</p><p>Quando você está estudando e na sua mesa</p><p>se localiza um luminária que direciona luz</p><p>no seu livro, essa mesma luz refletirá no seus</p><p>olhos e fará com isso a luminância.</p><p>• Eficiência Luminosa: apresenta a eficiência</p><p>da energia elétrica consumida se converten-</p><p>do em luz e sua unidade de medida é o lu-</p><p>mén por watt (lm/W). Uma lâmpada bulbo</p><p>de LED de 7W com 610lm tem 87lm/W. Esse</p><p>cálculo consegue se fazer se tem a informa-</p><p>ção da quantidade de watt e do lúmen, assim</p><p>faz uma equação simples:</p><p>7watts ÷ 610lm = 87lm/W.</p><p>• Temperatura de Cor: é o termo usado para</p><p>explicar as diferenças de tonalidades de uma</p><p>fonte de luz, sua unidade é o Kelvin (K). Como</p><p>suas cores podem ir de cor quente para fria, sua</p><p>analogia foi definida pelo calor em graus Cel-</p><p>sius para Kelvin. Tendo uma luz de cor mais</p><p>amarelada, define como 2700K e indo para luz</p><p>mais fria 6500K. Visto em tópicos anteriores,</p><p>essa unidade colabora a escolher a tonalidade</p><p>correta conforme a necessidade do indivíduo.</p><p>• Índice de Reprodução de Cor: uma fonte lu-</p><p>minosa artificial tem uma cor real que é refle-</p><p>tida em todo lugar e sua unidade de medida</p><p>é o IRC. Tem que obter lâmpadas de quali-</p><p>dade que tragam IRC acima de 85 até 100.</p><p>Para chegar nesses números, foi comparada</p><p>a luz do sol com a luz artificial, então quanto</p><p>maior o IRC, mais próximo essa cor tem da</p><p>luz solar e, assim, melhor fidelidade das co-</p><p>res. Imagine que precise comprar uma blusa</p><p>vermelha: vai até a loja e a iluminação desta</p><p>está um pouco falha, mesmo assim compra a</p><p>blusa e ao sair da loja percebe que ela mudou</p><p>a tonalidade, isso se dá pela falta de qualidade</p><p>de IRC das lâmpadas desta loja.</p><p>O uso da luz na Arquitetura tem a dupla</p><p>função de trazer poesia e boa funcionalidade</p><p>aos edifícios, tendo esta última se tornado</p><p>importante com crescimento das funções</p><p>impostas pela sociedade moderna do</p><p>século XX - edifícios complexos, de grandes</p><p>dimensões e múltiplas funções.</p><p>Fonte: Vianna e Gonçalves (2001, p. 41).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>134</p><p>NORMAS PARA NÍVEIS DE ILUMINÂNCIA</p><p>Como apresentado anteriormente sobre iluminân-</p><p>cia, existe uma Norma Brasileira que especifica</p><p>quantidade de lux para cada ambiente. Para alcançar</p><p>a qualidade em um projeto, atendendo às normas,</p><p>deve-se olhar a tabela, ver quantos lux seu ambiente</p><p>precisa e fazer o cálculo luminotécnico para obter</p><p>essa quantidade de lux.</p><p>Informaremos neste livro algumas regras para</p><p>ambientes comerciais. No caso do interesse em mais</p><p>normas, é possível encontrá-las no site da ABNT.</p><p>Segue abaixo alguns dados que ABNT NBRISO_</p><p>CIE8995-1, que nos fornece:</p><p>Tipo de ambiente, tarefa ou atividade Em lux UGRL Ra Observações</p><p>22. Escritórios</p><p>Arquivamento, cópia, circulação, etc. 300 19 80</p><p>Escrever, teclar, ler, processar dados 500 19 80 Para trabalho com VDT, ver 4.10.</p><p>Desenho Técnico 750 16 80</p><p>Estações de projeto assistido por computador 500 19 80 Para trabalho com VDT, ver 4.10.</p><p>Salas de reunião e conferência 500 19 80</p><p>Recomenda-se que a iluminação</p><p>seja controlável.</p><p>Recepção 300 22 80</p><p>Arquivos 200 25 80</p><p>23. Varejo</p><p>Área de vendas pequena 300 22 80</p><p>Área de vendas grande 500 22 80</p><p>Área da caixa registradora 500 19 80</p><p>Mesa do empacotador 500 19 80</p><p>Tabela 01: Normas da ABNT ISO NBR 8995-1.</p><p>Fonte: adaptada de ABNT (2013).</p><p>DESIGN</p><p>135</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>136</p><p>Tipos de Iluminação</p><p>Artificial</p><p>A quantidade de lâmpadas para aplicação nos pro-</p><p>jetos é bastante extensa, de formatos e maneiras de</p><p>utilização diferentes. Por conta disso, iremos de-</p><p>monstrar os possíveis tipos de lâmpadas que pode-</p><p>rão ser utilizados nos projetos.</p><p>A lâmpada incandescente é a nossa primeira his-</p><p>tória de luz elétrica. Tiveram vários inventores en-</p><p>volvidos na criação desse incrível objeto, mas quem</p><p>obteve mais sucesso em comercializar foi Thomas</p><p>Edison em 1879. Essa lâmpada é composta de um</p><p>filamento de tungstênio alojado no interior de um</p><p>vidro da lâmpada preenchida com gás. Quando se</p><p>liga na eletricidade os filamentos se chocam com os</p><p>átomos de tungstênio, liberando energia, transfor-</p><p>mando luz em calor. No ano de 2016, foi proibida</p><p>a venda de algumas wattagem da lâmpada, por não</p><p>atenderem os níveis mínimo de eficiência energéti-</p><p>ca, e sabemos que, em um curto período de tempo,</p><p>todas as lâmpadas incandescentes serão proibidas.</p><p>Por conta de sua saída do mercado, mas com o con-</p><p>tínuo interesse do mercado por sua forma, talvez</p><p>pelos fatos históricos e tradições, as indústrias de</p><p>lâmpadas estão “imitando” seu formato e utilizan-</p><p>do componentes internos que economizam energia,</p><p>como o caso do LED ou filamento de carbono, que</p><p>são lâmpadas decorativas.</p><p>DESIGN</p><p>137</p><p>Quando a lâmpada incandescente foi perdendo for-</p><p>ça no mercado por sua alta wattagem, pouca durabi-</p><p>lidade e falta de opção para novos formatos, foram</p><p>criados outros tipos de lâmpadas e uma delas usa-</p><p>mos muito nos dias atuais: a Lâmpada Fluorescen-</p><p>te, uma lâmpada de vapor de mercúrio em um tubo</p><p>de vidro e dois eletrodos em cada ponta e mais uma</p><p>mistura de gases internos; ao acionar na eletricidade,</p><p>os eletrodos geram uma corrente elétrica que mistu-</p><p>ra esses gases e também emite radiação ultravioleta.</p><p>Essa lâmpada foi conquistando espaço por variar</p><p>formatos, tonalidades além de seu baixo consumo</p><p>de energia. Segundo Pinheiro e Crivelaro (2014),</p><p>essas lâmpadas possuem rendimento luminoso cin-</p><p>co vezes superior ao das lâmpadas incandescentes e</p><p>vida média dez vezes superior. Seu custo é bom pela</p><p>durabilidade e economia e hoje ela perde em venda</p><p>apenas pelas lâmpadas de LED. Existem nos forma-</p><p>tos de tubulares, compacta reta e espiral, compacta</p><p>não integrada e a circular.</p><p>Todas as lâmpadas que se aperfeiçoaram foram</p><p>baseadas na incandescente, visto que as fluorescen-</p><p>tes obtiveram sucesso em suas vendas, mas ainda</p><p>precisavam atender um público que começava a</p><p>ver a luz como algo que poderia causar efeitos nos</p><p>ambientes, por isso precisavam de mais formatos e</p><p>grandes eficiências, e também devolver a cor mais</p><p>amarela que a incandescente oferecia: assim surgi-</p><p>ram as Lâmpadas Halógenas. Elas possuem um fila-</p><p>mento, mais seu gás muda para o Halógeno permi-</p><p>tindo seus variados formatos. Elas podem ter baixo</p><p>consumo em vista das incandescentes, seu custo é de</p><p>baixo para médio, sendo que podem ser usadas em</p><p>variados ambientes, como residências e comércios,</p><p>em spots, plafons, arandelas, lustres e pendentes. O</p><p>efeito visual no uso correto dessas lâmpadas pode</p><p>ser admirável.</p><p>Seus formatos são inúmeros:</p><p>• PAR16, PAR20, PAR30 e PAR38.</p><p>• Palito, halopin e bipino.</p><p>• AR70 e AR111.</p><p>• Dicroica e Minidicroicas.</p><p>Apesar das lâmpadas halógenas serem bem eficien-</p><p>tes, ainda teve a procura de uma fonte de luz mais</p><p>potentes para iluminação pública e estádios, por</p><p>exemplo, e surgiram as lâmpadas de descarga de alta</p><p>pressão. Elas conseguem ser muito potentes mesmo</p><p>tendo formatos pequenos, seu sistema é durável e</p><p>tem baixa carga térmica. A luz que exala é de grande</p><p>brilho e eficiência os gases que possuem</p><p>ambiental, gastando o mínimo de energia possível. Isso pode</p><p>ser feito utilizando elementos como o sol, o vento, a umidade e a tem-</p><p>peratura, pois são todos elementos naturais, com grande influência nos</p><p>nossos projetos e que devemos utilizar a nosso favor. Isso faz que nosso</p><p>edifício seja mais eficiente energeticamente, o que é uma constante pre-</p><p>ocupação no momento que estamos vivendo. Esse tema será abordado já</p><p>no primeiro tópico da Unidade I do livro.</p><p>Assim, convidamos vocês nesta unidade a conhecer as diferentes</p><p>frentes de conforto. No tópico 1, veremos sobre conforto ambiental, ao</p><p>passo que no tópico 2, trataremos do conforto térmico, no 3 sobre con-</p><p>forto acústico e nos tópicos 4 e 5 sobre conforto visual, para, nas próxi-</p><p>mas unidades do livro, aprofundarmos seus conhecimentos sobre cada</p><p>um dos temas.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>14</p><p>O Conforto Ambiental e a</p><p>Eficiência Energética</p><p>Olá, aluno(a), neste tópico vamos entender o con-</p><p>forto ambiental e a importância da eficiência ener-</p><p>gética nesta área de atuação. Projetar um ambiente</p><p>confortável gastando bastante energia é fácil, nosso</p><p>desafio é proporcionar esse conforto para o nosso</p><p>usuário gastando o mínimo de energia possível. Por-</p><p>tanto, eficiência energética é obter um determinado</p><p>serviço, gastando poucos recursos.</p><p>A eficiência energética é uma forma de compa-</p><p>rar duas edificações, sendo que, será mais eficiente</p><p>aquela que proporcionar o mesmo nível de confor-</p><p>to, com um menor gasto de energia. Há uma grande</p><p>preocupação com a economia de energia nos nossos</p><p>dias. Temos visto campanhas de conscientização e,</p><p>por isso, devemos colaborar com o nosso usuário e</p><p>permitir que ele possa sentir-se confortável, fazendo</p><p>economia. O designer deve, em todas as etapas do</p><p>seu projeto, preocupar-se com os conceitos que ve-</p><p>remos no decorrer deste livro.</p><p>O homem busca o conforto ambiental desde os</p><p>primórdios da história. Podemos lembrar que na</p><p>pré-história, ele já procurava um local para se prote-</p><p>ger das intempéries, aquecia-se com o fogo, buscan-</p><p>do sentir-se confortável em cada variação do clima.</p><p>DESIGN</p><p>15</p><p>Com o passar do tempo, essas estratégias foram evo-</p><p>luindo; essa arquitetura, tão primordial, tão pura, é</p><p>o que chamamos de arquitetura vernacular e temos</p><p>muito a aprender com ela.</p><p>A arquitetura vernacular é aquela em que o homem</p><p>adaptava-se ao seu ambiente, e ela traz um primeiro</p><p>ponto que é tirar vantagem do clima, aproveitar aquilo</p><p>que é agradável, desejável e evitar o que é indesejável.</p><p>Devemos seguir essa ideia em nossos projetos. Na</p><p>antiga Roma, já existiam sistemas de aquecimento de</p><p>água e também dos ambientes, porém esses sistemas</p><p>utilizavam o fogo e, consequentemente, a madeira.</p><p>Com o passar do tempo, isso tornou-se insustentável,</p><p>então precisaram ir em busca de novas alternativas.</p><p>E isso aconteceu também nos nossos tempos:</p><p>com a revolução industrial, surgiram novos mate-</p><p>riais, como o aço e o vidro. A partir desse momento,</p><p>começou um período que chamamos de arquitetura</p><p>internacional: todos os edifícios, em diferentes lo-</p><p>cais do mundo, passaram a ter as mesmas caracterís-</p><p>ticas, sem preocupação com o clima, utilizando sis-</p><p>temas artificiais de ventilação, pois essas edificações</p><p>envidraçadas, tornavam-se grandes estufas.</p><p>Essa arquitetura não sustentou-se por muito tem-</p><p>po. Tivemos a crise do petróleo e ainda uma grande</p><p>preocupação com os recursos naturais, como a água,</p><p>que, no caso do Brasil, é a principal geradora de ener-</p><p>gia. A partir desses problemas, a preocupação com</p><p>a arquitetura sustentável voltou à tona e vem sendo</p><p>cada vez mais explorada.</p><p>Hoje temos as etiquetagens das edificações, que</p><p>são formas de incentivar a utilização de estratégias</p><p>naturais de conforto ambiental. Essas etiquetagens</p><p>são classificações para edificações que atingem al-</p><p>guns requisitos de sustentabilidade. Na maioria dos</p><p>casos, essa etiquetagem é utilizada como uma forma</p><p>de marketing pelas empresas.</p><p>Figura 1- Exemplo de Arquitetura Vernacular, Iglu</p><p>No Brasil, temos a etiquetagem da PROCEL, que</p><p>classifica desde eletrodomésticos até as edificações.</p><p>Internacionalmente, a etiqueta mais importante é o</p><p>LEED. Dependendo da quantidade de requisitos que</p><p>a edificação atinge, ela recebe diferentes classifica-</p><p>ções em cada tipo de etiquetagem. Esta ideia é muito</p><p>importante para incentivar o uso de novas tecnolo-</p><p>gias, novas descobertas com menor gasto de energia.</p><p>Além destas etiquetagens, desde 2013, temos em</p><p>vigor no Brasil a Norma de Desempenho para Edifi-</p><p>cações Habitacionais, que é a NBR 15575. Essa norma</p><p>traz vários parâmetros que as edificações devem atin-</p><p>gir, com relação ao conforto térmico, acústico, lumí-</p><p>nico e até mesmo de saúde, higiene e qualidade do ar.</p><p>Portanto, você sempre deve aliar o seu projeto</p><p>às estratégias de conforto ambiental, que gastem o</p><p>mínimo de energia possível e satisfaça o seu usuário.</p><p>Durante todo o livro, você estará estudando formas</p><p>de proporcionar conforto térmico, acústico e lumí-</p><p>nico, entendendo esses elementos e o que influencia</p><p>em cada um deles, e eles não podem ser esquecidos</p><p>em nenhum momento da sua vida profissional.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>16</p><p>O Conforto</p><p>Térmico</p><p>Como você pôde observar, conforto ambiental é um</p><p>tema bem amplo. Neste tópico, vamos nos concen-</p><p>trar apenas em um dos ramos. E então, pronto para</p><p>iniciar o assunto conforto térmico?</p><p>Quando pensamos em conforto térmico, pode-</p><p>mos nos imaginar em alguns lugares que nos garan-</p><p>tem essa sensação, pode ser um local bem ventilado</p><p>no verão ou uma lareira para aquecer no inverno.</p><p>O conforto térmico é o resultado de uma com-</p><p>binação de variáveis, sendo estas o sol, a umidade, o</p><p>vento e a temperatura. Então, cada região do mundo</p><p>tem o seu clima característico, por isso as diferentes</p><p>arquiteturas, vestimentas e soluções térmicas.</p><p>O posicionamento do sol tem uma influência</p><p>enorme, não só na questão do aquecimento, mas</p><p>consequentemente na luz natural. Para entender</p><p>melhor essa questão, vamos aprender a utilizar a</p><p>carta solar, ela é uma planificação de como acontece</p><p>a movimentação deste elemento em relação à Terra.</p><p>Apesar de sabermos que é a Terra que gira em tor-</p><p>no do sol e não o contrário, neste conteúdo veremos</p><p>que vamos simular o contrário.</p><p>Em cada região do mundo, o sol ficará posicio-</p><p>nado em locais diferentes em relação ao observador.</p><p>DESIGN</p><p>17</p><p>O que influencia totalmente no clima dessa região.</p><p>E cada pessoa também reage de forma diferente aos</p><p>estímulos do clima, alguns sentem mais calor, outros</p><p>mais frio, estando no mesmo ambiente.</p><p>Os materiais que utilizamos nas edificações tam-</p><p>bém são muito importantes no aquecimento dos</p><p>ambientes. Sempre que você projetar, fará escolhas</p><p>de materiais, influenciando diretamente no conforto</p><p>da edificação.</p><p>A vegetação é um elemento importantíssimo</p><p>no conforto térmico de um local. Como sabemos,</p><p>o homem vem destruindo a natureza e, como con-</p><p>sequência disso, temos o aumento da temperatura,</p><p>estações sem características marcantes e isso difi-</p><p>culta ainda mais o trabalho de manter um ambiente</p><p>em conforto térmico. Nas cidades, vemos ruas cada</p><p>vez menos arborizadas, sendo que as árvores conse-</p><p>guem amenizar em grande parte a temperatura, por</p><p>isso são tão importantes.</p><p>Um outro problema que enfrentamos é a des-</p><p>truição da camada de ozônio. Ela tem como função</p><p>filtrar os raios solares e, com a diminuição dessa</p><p>camada, recebemos cada vez mais radiação, in-</p><p>fluenciando diretamente na temperatura de todo o</p><p>planeta.</p><p>As consequências da ação do homem geram</p><p>cada vez mais problemas para ele mesmo; catástro-</p><p>fes acontecem por conta deste comportamento. Por</p><p>isso, temos a função de aprender como gastar a me-</p><p>nor quantidade de energia, aproveitando as carac-</p><p>terísticas naturais de um determinado local. Sabia</p><p>que, por exemplo, o vento vêm com maior predo-</p><p>minância de uma determinada direção? E que para</p><p>ele circular dentro das edificações é necessário que</p><p>ele tenha não só por onde entrar, mas também por</p><p>onde sair?</p><p>O conforto das pessoas</p><p>são os de</p><p>sódio, mercúrio ou xenon, mas esse tipo de lâmpada</p><p>demora alguns minutos para acender. Quando você</p><p>está em um ambiente com esse tipo de lâmpada e</p><p>a energia cai, por exemplo, demora alguns minutos</p><p>para restabelecer a luz. O uso desta é indicado para</p><p>vitrines, estádios, fachadas, iluminação pública e fá-</p><p>bricas. Ela possui os modelos de lâmpada de descar-</p><p>ga multivapores metálicos, vapor de sódio, vapor de</p><p>mercúrio e mistas.</p><p>Todas as lâmpadas anteriormente apresentadas</p><p>podem ser substituídas por um único sistema que</p><p>está conseguindo atingir grandes resultados por</p><p>suas inúmeras vantagens. O LED veio para revolu-</p><p>cionar o mercado de lâmpadas e luminárias. Mas o</p><p>que é o LED?</p><p>São diodos emissores de luz, considerados hoje</p><p>uma das maiores inovações tecnológicas. Sem ao</p><p>menos perceber, ele sempre esteve presente em nos-</p><p>sas vidas, pois foi descoberto já há um tempo e foi</p><p>bastante utilizado nos anos 1970 dentro de eletrô-</p><p>nicos, relógio digitais, vídeo games e na indústria</p><p>automobilística, que adotou o LED inserido nos pai-</p><p>néis dos carros. Nos anos 1990, começou a evoluir</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>138</p><p>com a criação do LED azul, que é a base para criar</p><p>os LEDs de cor branco ou branco amarelado, hoje</p><p>muito usados pelos arquitetos e designers.</p><p>E ao fazer a escolha por essas lâmpadas de LED,</p><p>estará optando por inúmeras vantagens, que são: eco-</p><p>nomia de energia, economia de consumo, sem radia-</p><p>ção, pouco aquecimento, variados formatos, IRC de</p><p>80 a 100%, vida útil longa, tensão bivolt em sua maio-</p><p>ria, variadas temperaturas de cor conseguindo até co-</p><p>res diversas, fornece dimerização em alguns modelos,</p><p>lâmpada sustentável, uso de LED com outras tecnolo-</p><p>gias para atingir eficiência energética e, por fim, con-</p><p>segue transmitir efeitos visuais magníficos.</p><p>O LED é o presente e futuro da iluminação, tra-</p><p>zendo benefícios para os projetos e o ser humano.</p><p>Seus formatos atingem todas as lâmpadas explora-</p><p>das nesse tópico e mais outros criados pela facilida-</p><p>de de manusear o LED.</p><p>Outro tipo de iluminação é fornecido pela fibra</p><p>ótica. Poucos conhecem, mas os efeitos que trazem</p><p>para os olhos são incríveis. O sistema de fibra ótica</p><p>se diferencia do LED sobre ser um condutor de luz,</p><p>ou seja, ele não tem energia elétrica passando por</p><p>ele, somente uma lâmpada em sua fonte que traz ilu-</p><p>minação para essas fibras. A fibra ótica, portanto, é</p><p>uma condutora de luz que recebe luz de uma única</p><p>fonte, levando luz para todas as fibras, tendo pou-</p><p>quíssimo gasto de energia e também pouca manu-</p><p>tenção, não gera calor e nem energia, seu efeito é tão</p><p>impactante que podemos utilizar em vários lugares</p><p>e um deles seria dentro de piscinas por não receber</p><p>energia, em quartos, banheiros, salas, comerciais em</p><p>tudo que queira chamar atenção para luz.</p><p>Essa tecnologia é fornecida em duas opções: sis-</p><p>tema pontual, no qual a luz é levada de uma ponta</p><p>a outra causando efeitos de vários pontos de luz na</p><p>pontas das fibras, e o sistema de luz lateral, no qual a</p><p>luz se espalha por toda fibra, dando um efeito mais</p><p>linear e homogêneo.</p><p>Com todas as opções de lâmpadas apresentadas,</p><p>já é possível fazer escolhas das quais deseja aplicar em</p><p>seus projeto de interiores, sendo necessário sempre ter</p><p>cautela ao projetar iluminação, analisando os efeitos e</p><p>sensações que deseja trazer para o cliente, especifican-</p><p>do lâmpadas que sejam agradáveis para esse usuário.</p><p>Quando pensamos em iluminar algum am-</p><p>biente, temos de primeiramente idealizar o</p><p>que se quer e, em seguida, planejar como</p><p>poderemos realizar o idealizado, ou seja, é</p><p>necessário projetar o que queremos para</p><p>poder chegar ao nosso objetivo.</p><p>(Mauri Luiz Silva).</p><p>REFLITA</p><p>DESIGN</p><p>139</p><p>Figura 11 - Alguns formatos de lâmpadas e fitas de LED fornecidas para venda</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>140</p><p>Os Tipos de</p><p>Luminárias</p><p>Ao pensarmos em montar um bom projeto lumino-</p><p>técnico, devemos entender sobre o uso das lâmpadas</p><p>e seus efeitos, custo, energia consumida e, também,</p><p>definir o tipo de luminária para cada ambiente, sen-</p><p>do que essa escolha não pode estar pautada apenas</p><p>em fatores estéticos.</p><p>A função das luminárias, além de trazer estéti-</p><p>ca, é a de distribuir melhor a luz das lâmpadas. Elas</p><p>possuem difusores e aletas que evitam o ofuscamen-</p><p>to e encaixam nas lâmpadas, trazendo modernidade</p><p>e movimento; algumas delas colaboram com vidros</p><p>e lentes para que essa lâmpadas tenha mais alcance</p><p>e definição de fachos. A luminária bem especificada</p><p>é a “cereja do bolo” em seu projeto de iluminação.</p><p>Se possível, é interessante ter uma loja de ilumina-</p><p>ção parceira, que te esclareça dúvidas frequentes</p><p>sobre o uso das luminárias. Não é possível conhe-</p><p>cer tudo o que está disponível no mercado e en-</p><p>tender suas especificações, mas podemos analisar</p><p>algumas questões como, por exemplo, saber se o</p><p>acabamento da peça escolhida pode ir ou não num</p><p>banheiro com grande incidência de vapor, ou até</p><p>mesmo em uma casa à beira mar, onde é possível a</p><p>oxidação das luminárias, dependendo de seu ma-</p><p>terial; neste caso, o ideal são peças em alumínio,</p><p>plástico, vidro ou madeira, evitando as de aço ou</p><p>ferro e impedindo que a ferrugem e a oxidação da</p><p>luminária aconteça.</p><p>DESIGN</p><p>141</p><p>Busque por catálogos de luminárias: existem inú-</p><p>meros que irão facilitar o projeto e eles sempre têm</p><p>todas especificações como que tipo de lâmpada uti-</p><p>lizar, seu material, dimensões e cores, facilitando ao</p><p>máximo sua preferência.</p><p>Saiba quais são as opções mais procuradas e es-</p><p>pecificadas por profissionais da área:</p><p>• Plafons: eles podem ser de embutir ou so-</p><p>brepor, sua instalação fica “colada” ao teto</p><p>servindo para todos os tipos de iluminação,</p><p>tanto direta, indireta e foco. Não tem regra de</p><p>aplicação, podendo ir em todos os ambientes.</p><p>Hoje nós temos no mercado as placas de LED</p><p>servindo como um plafon tanto de embutir</p><p>no gesso quanto de sobrepor. Nela há uma</p><p>vantagem de não ir lâmpadas, seus LEDs são</p><p>acoplados nas peças tendo apenas um driver</p><p>sem uso. Em soquetes assim, a iluminação</p><p>fica mais ampla e sem sombras.</p><p>• Spots de embutir e sobrepor: são luminárias</p><p>de menor tamanho que podem ser ou não</p><p>direcionadas, redondas ou quadradas, cores</p><p>diversas, fácil instalação, podendo instalar</p><p>em vários tipos de teto como de madeira ou</p><p>gesso, deixando os ambientes muito mais so-</p><p>fisticados e com muitas opções para projetar.</p><p>Dentro da linha dos spots, temos também os trilhos</p><p>eletrificados com encaixe de spots que se movimen-</p><p>tam e direcionam para onde desejar. Eles ajudam</p><p>pessoas que não tem opção de aplicar teto de gesso</p><p>a instalar esses trilhos a um único ponto da laje e,</p><p>como uma única fonte elétrica, consegue usar vários</p><p>spots e aumentar a iluminação artificial.</p><p>• Pendente: são peças que ficam penduradas</p><p>por fios tendo como função trazer um efeito</p><p>decorativo para os ambientes. Pode ser co-</p><p>locada em várias situações como bancadas</p><p>de cozinha, bancadas de espaços gourmet,</p><p>meio de sala de estar e jantar, laterais de cama</p><p>e muitos outros lugares tanto no comercial,</p><p>quanto residencial. O uso de material para</p><p>criação de pendentes são incontáveis, basta</p><p>escolher a peça que se encaixa mais em seu</p><p>projeto. Seja cauteloso em aplicar pendentes</p><p>em salas de tv para que não atrapalhe a visão</p><p>desse aparelho.</p><p>• lustre: as pessoas costumam confundir pen-</p><p>dentes com lustres, mas na verdade o lustre</p><p>é a peça de maior destaque, trazendo com ele</p><p>seus cristais e sua imponência; tem formatos</p><p>diferentes com braços de candelabros, outros</p><p>em modelos imperiais, sendo comum a ten-</p><p>dência clássica. Muitos desistiram de com-</p><p>prar lustres, porque viam muitas lâmpadas</p><p>em uma só peça, o que significaria um maior</p><p>gasto de energia, mas hoje, com as lâmpadas</p><p>de led, poucos watts são utilizados para um</p><p>grande lustre, tornando-o novamente uma</p><p>peça atrativa e possível de ser utilizada em</p><p>diferentes projetos.</p><p>• As arandelas vieram para dar um uso maior</p><p>para as paredes e uma iluminação mais fron-</p><p>tal tirando um pouco das luzes de teto. Elas</p><p>têm vários formatos e efeitos</p><p>sem regras em</p><p>sua utilização. As arandelas se encaixam bem</p><p>para quem gosta de se maquiar; sua luz fron-</p><p>tal reflete com perfeição no rosto, tirando</p><p>sombras e aumentando a reflexão de luz no</p><p>rosto eliminando as sombras desagradáveis</p><p>na hora de se maquiar.</p><p>• Luminárias e abajur: As luminárias de mesa</p><p>servem para iluminar qualquer bancada em</p><p>que ela seja colocada, pode ser para estudo ou</p><p>um suporte de luz para determinado ambien-</p><p>te. Os abajures têm funções bem semelhantes</p><p>com as luminárias de mesa. Mais seus forma-</p><p>tos, na maioria robustos e imponentes, trazem</p><p>para os ambiente uma sofisticação na decora-</p><p>ção, além de trazer sensações aconchegantes.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>142</p><p>Figura 12 - Aplicação de um plafon com cristal no centro da sala. Figura 13</p><p>- Aplicação de spots de embutir no teto próximos das paredes dando desta-</p><p>ques aos revestimentos de parede instalados. Figura 14 - Pendentes insta-</p><p>lados acima da bancada dando uma modernidade para o ambiente. Figura</p><p>15 - Arandela de facho fechado e aberto dando destaque para parede</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>DESIGN</p><p>143</p><p>As luminárias de piso ou colunas de piso tem quase</p><p>a mesma função das de mesa, mas não necessitam de</p><p>mesa para serem apoiadas por conta da sua altura,</p><p>podendo variar muito seu formato desde a coluna</p><p>reta até com curvatura para deixar mais próxima</p><p>essa luz do receptor.</p><p>• Luminárias jardim: para jardins e áreas exter-</p><p>nas, é comum a utilização dos embutidos de</p><p>solo, que são luminárias que resistem ao tem-</p><p>po, sendo instaladas no solo, dando um efeito</p><p>up light. Indicado utilizar em ponta de árvo-</p><p>res grandes com palmeiras, colunas que de-</p><p>seja destaque, fachadas externas e paisagismo</p><p>diversos. Tem grande variedade de formatos.</p><p>Se não for possível utilizar o embutido de solo ou</p><p>querer mesclar a utilização, pode se instalar os espe-</p><p>tos de iluminação, que são luminárias que não ficam</p><p>embutidas, mas espetadas no solo, possibilitando di-</p><p>recionar e controlar o facho.</p><p>Uso mais comum em pai-</p><p>sagismo, entradas de locais</p><p>para marcar passagem.</p><p>O poste alto e o postinho</p><p>também são luminárias que</p><p>ajudam a iluminar áreas ex-</p><p>ternas. Com postes altos, é</p><p>possível iluminar ambientes</p><p>amplos e o postinho lugares</p><p>menores.</p><p>Os balizadores, por outro</p><p>lado, tem formato pequeno,</p><p>na sua maioria são de LED</p><p>e de fácil instalação, servem</p><p>para marcar pisadas, calça-</p><p>das, decks, fachadas peque-</p><p>nas, fornecendo uma agradá-</p><p>vel visão de suas marcações.</p><p>Projetores de alta eficiência: são para locais</p><p>grandes que necessitam de bastante claridade. Um</p><p>estádio de futebol e quadra poliesportiva são exem-</p><p>plos que precisam desse tipo de iluminação, eles</p><p>têm poucos formatos, mudando conforme sua po-</p><p>tência e não é uma peça esteticamente bonita, tem</p><p>função única de iluminar bem. Hoje os projetores</p><p>de LED são mais vendidos do que os de lâmpadas</p><p>de descarga, eles gastam menos energia e acendem</p><p>de imediato, ao contrário das de vapor, que demo-</p><p>ram para acender. Seu custo muda muito conforme</p><p>sua potência.</p><p>Existem uma infinidade de luminárias para es-</p><p>pecificar, apresentamos aqui os modelos principais</p><p>de base; use catálogos manuais e virtuais para inte-</p><p>ragir com mais tipos de luminárias e suas funções,</p><p>começando a escolher as que se encaixam na função</p><p>e estética dos seus projetos.</p><p>Figura 16 - nesta imagem temos uma luminária de</p><p>mesa e uma de piso, diferenciando-se pela sua altura</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>144</p><p>Sistemas de</p><p>Iluminação</p><p>Conhecendo os tipos de lâmpadas e as luminárias,</p><p>você estará no meio do caminho para complemen-</p><p>tar seu projeto luminotécnico, mas é preciso agora</p><p>entender o que fazer com essas informações, como</p><p>aplicar dentro do seu trabalho, qual usar, como usar,</p><p>e unir elementos complementares como gesso e ma-</p><p>deira, trazendo harmonia nos ambientes. Não se</p><p>imagina o que pode se criar com esses sistemas, pro-</p><p>tegendo, refletindo, refratando, dimerizando, filtran-</p><p>do ou simplesmente dando destaque para lâmpada.</p><p>A luz geral tem uma intensidade que permite</p><p>maior visibilidade do local em que foi instalada.</p><p>A iluminação uniformiza o ambiente com a luz</p><p>e as luminárias que têm difusores acrílicos e ale-</p><p>tas são as mais usadas para esse tipo de ilumina-</p><p>ção. Essa iluminação traz mais flexibilidade aos</p><p>layouts no ambiente e a desvantagem de poder</p><p>não atender locais que exigem maior nível de ilu-</p><p>minância e, dependendo da luminária escolhida,</p><p>pode causar ofuscamento se a lâmpada for apa-</p><p>rente. Seu uso pode ser aplicado em locais co-</p><p>merciais, escritórios, indústrias, supermercados,</p><p>salas de aula, em residência nas cozinhas, lavan-</p><p>derias e despensas.</p><p>DESIGN</p><p>145</p><p>A Iluminação de destaque enfatiza um determinado</p><p>produto ou objeto que queira dar valorização no am-</p><p>biente; lembre-se esse é o tipo de luz que a pessoa entra</p><p>no ambiente e observa primeiro. Para alcançar essa ilu-</p><p>minação, procure pelo uso de spots e trilhos que irão</p><p>enfatizar sua parede ou seus objetos que queira destacar.</p><p>Figura 17 - Iluminação Geral aplicada no escritório trazendo uma luz</p><p>homogênea e com facilidade de mudança do layout</p><p>A luz com efeito é quando utilizamos a luz para ela</p><p>mesmo se destacar no ambiente, é como se colocasse</p><p>uma iluminação que emite cores como o sistema de</p><p>RGB das fitas de LED, ficando bem destacada essa luz.</p><p>Com a luz de tarefa, pode se colocar luminárias de</p><p>movimento como as colunas e luminárias de mesa que</p><p>irão focalizar na área de estudo ou leitura. Em uma</p><p>sala com uma poltrona, onde ali o indivíduo faz sua</p><p>leitura diária, coloque uma luminária de piso direcio-</p><p>nado para essa leitura, assim irá obter a luz de tarefa.</p><p>Ao optar por pendentes ou luminárias que não</p><p>têm difusores e as lâmpadas refletem diretamente na</p><p>pessoa, chamamos de iluminação direta, bem utiliza-</p><p>das em lugares que necessitam de boa claridade, mas</p><p>cuidado com o ofuscamento por saturação. Penden-</p><p>tes são bons exemplos de luz direta e podem ser usa-</p><p>dos em diferentes ambientes.</p><p>Se projetarmos um teto com aplicação de ges-</p><p>so e nele abrimos uma cava onde serão instaladas</p><p>lâmpadas dentro, a luz ficará bem confortável e se</p><p>chamará luz indireta; ela é bem utilizada pela sensa-</p><p>ção de conforto que causa. Os arquitetos e designers</p><p>especificam bastante esse tipo de iluminação. Ela</p><p>pode ocorrer também por pendentes que fazem o</p><p>rebatimento e plafons de luz indireta. Uso maior em</p><p>lugares que necessitam menos de luz clara e potente,</p><p>no caso de salas, quartos, recepções e bares.</p><p>A iluminação de fachadas e monumentos é tam-</p><p>bém um fator importante para destacar: primeiramen-</p><p>te analise se tem alguma legislação do município que</p><p>poderá afetar seu projeto e leia muito sobre o contexto</p><p>histórico do monumento e só depois poderá começar</p><p>a projetar os sistemas de iluminação escolhendo lumi-</p><p>nárias tipo up light e down light, uso de refletores e até</p><p>uso de troca de cores para enfatizar mais esse monu-</p><p>mento. O Cristo Redentor localizado no Rio de Janei-</p><p>ro é um exemplo de luz com troca de cores.Figura 18 - Luz de destaque nas paredes das salas</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>146</p><p>Figura 19 - Cristo Redentor</p><p>do Rio de Janeiro, vista noturnaAinda sobre os sistemas de iluminação, devemos</p><p>saber tecnicamente como utilizar o sistema correto,</p><p>mas acima desses cálculos e luminárias diferencia-</p><p>das, temos que seguir o que Silva (2009) nos afirma,</p><p>que na realidade e na prática, iluminar um ambien-</p><p>te de forma adequada é muito mais que números e</p><p>fórmulas, pois luz, na maioria dos casos, pressupõe</p><p>emoção.</p><p>147</p><p>considerações finais</p><p>C</p><p>aro(a) aluno(a), estamos no final de mais uma unidade cheia de in-</p><p>formações, que serão complementadas pela próxima leitura. Primei-</p><p>ramente foram esclarecidos os conceitos da luz para prosseguirmos e</p><p>vermos como essa luz atinge nossos olhos, suas reações e características</p><p>físicas e, assim, entender como ela é importante para melhorarmos nossas capa-</p><p>cidades físicas e emocionais.</p><p>Sobre as cores, foi apresentado um estudo para compreender a reflexão e ab-</p><p>sorção da luz na cor, também as cores primárias e</p><p>seus complementos; o círculo</p><p>cromático veio para entender seu uso no Design e as emoções e sensações positi-</p><p>vas que a luz e a cor correta nos trazem.</p><p>As alterações das lâmpadas desde sua origem até os dias atuais são causadas</p><p>pela mudança de pensamento e economia; depois analisa-se a durabilidade e es-</p><p>tética, tanto que estão trazendo novamente o desenho da lâmpada incandescente,</p><p>mas com filamento de LED interno. Por conta desses pensamentos inovadores e</p><p>sustentáveis, devemos analisar o que está fora do conceito eficiente e melhorar a</p><p>maneira de aplicar lâmpadas.</p><p>Com as escolhas corretas das lâmpadas, ficará mais fácil optar por luminárias</p><p>funcionais, vendo que a iluminação nos traz sensações diversas dentro dos am-</p><p>bientes. Ela também oferece beleza, efeitos decorativos, estilo e cenas que farão a</p><p>pessoa se interessar em ficar mais tempo no local em que foi instalado.</p><p>Como projetar corretamente o uso das lâmpadas e luminárias sem saber uti-</p><p>lizar os sistemas que as compõem? Temos que entender que, ao instalar uma</p><p>lâmpada dentro de um difusor acrílico, formamos uma iluminação geral, e uma</p><p>lâmpada dicroica de LED em um spot de embutir forma outro sistema chamado</p><p>de destaque. Saiba que a escolha certa fará um ambiente com harmonia e, unindo</p><p>junto com a escolha de cores, alcançará resultados positivos para cada projeto.</p><p>Espero que tenha alcançado as expectativas de fazer compreender o mundo</p><p>da luz, cores, iluminação e seus sistemas, e que pratique essas teorias em seus</p><p>trabalhos profissionais.</p><p>148</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>CROMOTERAPIA</p><p>A cromoterapia é uma forma de terapia alternativa que entende que cada cor possui uma</p><p>vibração e capacidade de cura específi ca. Desde Isaac Newton, no século XVII, até hoje,</p><p>cientistas pesquisam o poder da propriedade dos tons no organismo. Reconhecida pela</p><p>Organização Mundial de Saúde desde 1976, a terapia tem sido muito usada para melhorar</p><p>a saúde de pacientes sem a prescrição de medicamentos.</p><p>O Westwing sabe que as energias da casa são importantes para o bem-estar de seus mora-</p><p>dores. Saiba tudo sobre cromoterapia e veja como melhorar o astral de seu espaço e da sua</p><p>vida com mudanças na decoração. Veja um guia com o signifi cado das cores e o poder que</p><p>elas podem exercer na saúde. Aprenda ainda como usar tons na sua casa para favorecer</p><p>sensações boas. Comece agora a levar o equilíbrio para a sua casa!</p><p>Cromoterapia: Signifi cado das Cores</p><p>A cromoterapia acredita que as cores não somente infl uenciam no equilíbrio da casa, como</p><p>também podem ajudar no tratamento de saúde. Veja como alguns tons são usados em terapias:</p><p>• Vermelho: estimula a circulação sanguínea e permite a liberação de adrenalina. Cos-</p><p>tuma ser usado pela cromoterapia para trazer conforto, alegria, energia e excitação.</p><p>• Laranja: estimula o sistema respiratório e a fi xação de cálcio. Está relacionado ao</p><p>otimismo, o relaxamento da mente e a calmaria.</p><p>• Amarelo: favorece o raciocínio e a memória. A cromoterapia acredita que o amarelo traz</p><p>energia, estimula o fígado, o intestino, vitaliza o coração e favorece o sistema imunoló-</p><p>gico. Ajuda no raciocínio lógico, no equilíbrio e no otimismo.</p><p>• Verde: a cor da natureza, equilíbrio, paz e harmonia. É conhecido por acalmar e des-</p><p>congestionar. O verde dá sensação de renovação e vida nova, ajudando em trata-</p><p>mentos do sistema digestivo.</p><p>• Azul: o tom é suavizante e calmante, atuando no sistema nervoso central. Possui</p><p>propriedades antissépticas, refrescantes e adstringentes. Proporciona paz e relaxa-</p><p>mento.</p><p>• Violeta: na cromoterapia, é conhecido por aumentar o magnetismo pessoal. A cor</p><p>tranquilizante exerce efeito calmante e estimula o metabolismo do cálcio. É muito</p><p>usado na concentração e meditação.</p><p>• Rosa: cor essencialmente feminina, enaltece a beleza e vibra o amor. Segundo a cro-</p><p>moterapia, o rosa energiza o sistema nervoso e purifi ca o sangue.</p><p>149</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>• Branco: a união de todas as cores, é a combinação das frequências de todos os tons.</p><p>Recomenda-se o uso para energizar todo o corpo.</p><p>Cromoterapia na Decoração</p><p>As cores costumam ser usadas na decoração para dar estilo ou amplitude para um espaço.</p><p>Porém, a cromoterapia pode ser usada também no tratamento de casa, como uma prática</p><p>complementar de Feng Shui. Saiba sobre como aplicar as cores e seus efeitos no seu lar:</p><p>• Branco: um ambiente todo branco pode trazer prazer e calma. Passa a sensação de</p><p>limpeza. Segundo a cromoterapia, potencializa as demais cores.</p><p>• Verde: no chão, nos lembra natureza. Não incide muita luz, acalma o ambiente e seus</p><p>moradores.</p><p>• Azul: de cor clara, traz serenidade. Em tons escuros, transmite autoridade e pode ser</p><p>usado em ambientes sérios, como escritórios. É conhecido por refrescar o ambiente.</p><p>• Violeta: tem efeito purifi cador, transformando todas as energias em positivas. Para</p><p>usar em todo o ambiente, recomenda-se tons de lilás.</p><p>• Laranja: traz conforto para o espaço. Abre e estimula o apetite, sendo muito usado</p><p>em cozinhas e salas de jantar.</p><p>• Vermelho: energético e vibrante, o tom é indicado para casas de pessoas tímidas. A</p><p>cor ainda dá a sensação de esquentar o ambiente.</p><p>• Amarelo: indicado para trazer luz para espaços escuros, a cor é animadora e inspira-</p><p>dora. Em pisos, pode provocar a sensação de avanço.</p><p>A cromoterapia é uma forma de melhorar a circulação de energias boas pela casa. A partir</p><p>de suas necessidades, escolha suas cores e reforce o equilíbrio do seu lar!</p><p>A cromoterapia é uma forma de melhorar a circulação de energias boas pela casa. A partir</p><p>de suas necessidades, escolha suas cores e reforce o equilíbrio do seu lar! Com as dicas,</p><p>ideias e informações preparadas por nós do Westwing para você, esperamos que possa</p><p>aplicar a cromoterapia no seu lar da melhor maneira possível! Por isso, verifi que os signifi -</p><p>cados das cores, separe as que melhor representam o seu estilo e aplique no seu ambiente</p><p>para levar harmonia, personalidade e estilo a sua casa! Invista nessa ideia!</p><p>Fonte: Westwing (2016, on-line)¹.</p><p>150</p><p>atividades de estudo</p><p>1. Innes (2012) afirma que a luz é uma forma de energia, em um momento age como</p><p>ondas eletromagnética e em outro como partículas corpusculares. Todas essas for-</p><p>mas de radiação eletromagnética se diferem por seu comprimento de onda, e a luz</p><p>tem uma onda cuja amplitude torna a luz visível. Por outro lado, a radiação infraver-</p><p>melha não nos provoca a sensação de visão, mas sim em forma de calor. Existem ou-</p><p>tras ondas eletromagnéticas abaixo da infravermelha que também não são visíveis</p><p>que podemos afirmar que são:</p><p>I. Raios X, Raios Gama e Raios Ultravioleta.</p><p>II. Ondas de rádio longas, ondas de rádio AM e ondas de rádio VHF.</p><p>III. Micro-ondas, ondas de televisão e ondas de rádio FM.</p><p>IV. Infravermelha, Raios X e Raios Gama.</p><p>V. Raios X, Micro-ondas, ondas de rádio longas.</p><p>a. I e II.</p><p>b. II e III.</p><p>c. Somente a III.</p><p>d. Todas as alternativas.</p><p>e. Nenhuma das alternativas.</p><p>2. Observe esta imagem:</p><p>Vimos no estudo das cores de como enxergar as cores dos objetos; que ao</p><p>bater luz branca em um objeto colorido, esta irá absorver as outras cores</p><p>e me devolver a reflexão da cor do objeto, sendo assim a luz branca nos</p><p>faz enxergar esses balões vermelho, amarelo e azul com faixas brancas.</p><p>Mas se projetasse uma luz de cor azul nesses balões, que cor eu veria neles</p><p>agora?</p><p>a. O primeiro balão de cor magenta com a sua faixa azul, o segundo balão de cor</p><p>verde e faixa azul e o último balão ficará todo azul.</p><p>b. Todos os balões e suas faixas ficam azuis.</p><p>c. Os dois primeiros balões ficam pretos e suas faixas azul, e o último balão todo azul.</p><p>d. O primeiro e o último balão na cor roxo, o segundo balão magenta e todas as faixas</p><p>azul.</p><p>e. Todos os balões ficam pretos e as faixas azuis.</p><p>151</p><p>atividades de estudo</p><p>3. Eficiência luminosa indica com que a energia elétrica consumida é convertida em luz e sua unidade</p><p>medida é lumens por watt (lm/W). Portanto qual é a eficiência luminosa de uma lâmpada LED de alto</p><p>fluxo de 20W com1800lm?</p><p>a. 96lm/W.</p><p>b. 98lm/W.</p><p>c. 100 lm/W.</p><p>d. 90lm/W.</p><p>e. 87lm/W.</p><p>4. Esclareça as diferenças de uma lâmpada de LED para uma lâmpada eletrônica. Qual delas tem mais</p><p>vantagens dentro da eficiência energética?</p><p>5. Descreva quais luminárias escolheria para montar um projeto luminotécnico de um apartamento pe-</p><p>queno para um casal de jovens recém-casados.</p><p>6. Quando existe um projeto no qual terá que unir a iluminação direta com a luz indireta, qual melhor</p><p>método utilizado abaixo para que esse sistema funcione corretamente?</p><p>a. Escolher por pendentes sem difusor para luz direta e plafons com aletas metálicas para criar uma luz</p><p>indireta.</p><p>b. Montar um sistema de sanca que irá aplicar a luz dentro, fazendo a luz indireta, e utilizar pendentes</p><p>sem difusor para luz direta.</p><p>c. Usar plafons de acrílico para luz indireta e spots de embutir direcionados para luz direta.</p><p>d. Colocar spots de embutidos direcionados na parede para luz indireta e plafons de vidros jateados para</p><p>luz direta.</p><p>e. Utilizar pendentes com difusor para luz direta e plafons de acrílico para luz indireta.</p><p>A cor no processo criativo</p><p>Lilian Ried Miller Barros</p><p>Editora: Senac SP</p><p>Sinopse: neste livro, a autora Lilian Ried mostra, a partir do le-</p><p>gado deixado pela escola de arte Bauhaus, como a cor pode ser</p><p>inserida no processo criativo e quais suas implicâncias na trans-</p><p>missão de sentimentos, sensações e mensagens. Para isso, ela avalia a metodologia didática</p><p>de quatro de seus mestres, além da infl uência da obra de Goethe sobre a escola.</p><p>Neste site, irá encontrar os principais tipos de lâmpadas de LED fornecidas no mercado e</p><p>suas especifi cações, e observar algumas peças decorativas disponíveis para compor com es-</p><p>sas lâmpadas.</p><p>Acesse: <http://www.stella.com.br/></p><p>As Aventura de PI</p><p>Ano: 2012</p><p>Sinopse: Pi Patel (Suraj Sharma) é fi lho do dono de um zooló-</p><p>gico localizado em Pondicherry, na Índia. Após anos cuidando</p><p>do negócio, a família decide vender o empreendimento devido</p><p>à retirada do incentivo dado pela prefeitura local. A ideia é se</p><p>mudar para o Canadá, onde poderiam vender os animais para</p><p>reiniciar a vida. Entretanto, o cargueiro onde todos viajam acaba naufragando devido a uma</p><p>terrível tempestade. Pi consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas precisa dividir o</p><p>pouco espaço disponível com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala</p><p>chamado Richard Parker.</p><p>Comentário: As Aventuras de Pi é um belo fi lme da carreira de Ang Lee. Nele se apresenta</p><p>uma fotografi a deslumbrante, uso de muitas cores, dentre elas cores quentes e vibrantes. O</p><p>longa impressiona pela qualidade dos efeitos especiais e a história do menino lutando para</p><p>sobreviver ao mar é fascinante.</p><p>153</p><p>referências</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR ISO/</p><p>CIE 8995-1:2013. Iluminação de ambientes de trabalho. Parte 1: interior. Brasil:</p><p>ISO/CIE. 2013.</p><p>FRASER, T.; BANKS, A. O Guia Completo da Cor. São Paulo: Senac SP. 2007.</p><p>GUERRINI, P. D. Iluminação: Teoria e Projeto. São Paulo: Érica, 2014.</p><p>HELLER, E. A Psicologia das Cores: como as cores afetam a emoção e a razão.</p><p>São Paulo: GG Brasil, 2012.</p><p>INMETRO Instituto Nacional de metrologia, qualidade e tecnologia. Inmetro.</p><p>Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br/>. Acesso em: 10 out. 2016.</p><p>INNES, M. Iluminação: no Design de Interiores. São Paulo: GG BRASIL, 2012.</p><p>PINHEIRO, A. C. F. B; CRIVELARO, M. Conforto Ambiental: Iluminação, Co-</p><p>res, Ergonomia, Paisagismo e Critérios para Projetos. São Paulo: Érica, 2013.</p><p>SILVA, M. L. Iluminação: Simplificando o Projeto. Rio de Janeiro: Ciência Mo-</p><p>derna, 2009.</p><p>VIANNA, S. N; GONÇALVES, S. C. J. Iluminação e Arquitetura. São Paulo:</p><p>UniABC, 2001.</p><p>Referência On-Line</p><p>¹ Em: <https://www.westwing.com.br/cromoterapia/>. Acesso em: 22 nov. 2016.</p><p>154</p><p>gabarito</p><p>1. B.</p><p>2. C.</p><p>3. D.</p><p>4. A lâmpada eletrônica em comparação à quantidade de watts é maior em</p><p>vista de uma lâmpada de LED da mesma equivalência. O LED também está</p><p>procurando se inovar e melhorar seu IRC e a eletrônica não está procuran-</p><p>do mais se aperfeiçoar. A lâmpada de LED tem mais vantagens dentro da</p><p>eficiência por ter pouca wattagem e mais vida útil fazendo que economize e</p><p>energia e compre menos.</p><p>5. Neste caso, poderia utilizar uma boa quantidade de spots direcionáveis por</p><p>causarem um efeito visual, escolher pendentes e plafons que tenham esti-</p><p>los mais modernos e ousado, e pouca utilização de luz geral e mais uso de</p><p>luz indireta.</p><p>6. B.</p><p>UNIDADE V</p><p>Professor Me. Marcelo Cristian Vieira</p><p>Professora Esp. Ednar Rafaela Mieko Shimohigashi</p><p>Plano de Estudo</p><p>A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta</p><p>unidade:</p><p>• Iniciando um projeto luminotécnico</p><p>• Cálculo luminotécnico</p><p>• Iluminação para projetos residenciais</p><p>• Iluminação para projetos comerciais e escritórios</p><p>• Analisando alguns projetos de iluminação</p><p>Objetivos de Aprendizagem</p><p>• Compreender com exemplos práticos como se inicia um</p><p>projeto luminotécnico.</p><p>• Aprender como montar um cálculo luminotécnico de</p><p>acordo com as necessidades dos clientes e aprendendo as</p><p>normas.</p><p>• Entender como se planeja um projeto residencial.</p><p>• Entender como montar projetos luminotécnicos comerciais</p><p>e industriais.</p><p>• Analisar alguns projetos de iluminação.</p><p>ILUMINAÇÃO APLICADA</p><p>NO DESIGN DE INTERIORES</p><p>Professora Esp. Renata Catânio</p><p>V</p><p>unidade</p><p>V</p><p>unidade</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, aluno(a), boas vindas à unidade V do nosso livro! Estamos na reta</p><p>final deste livro, que desejo que seja um grande comandante nesse mar</p><p>gigante de informações que é o conforto ambiental e a iluminação. Ana-</p><p>lisamos no início os princípios do conforto ambiental e todas suas ramifi-</p><p>cações, vendo como é importante discutirmos sobre o tema e utilizarmos</p><p>diariamente em nossos processos de Design, sendo que as nossas esco-</p><p>lhas irão influenciar totalmente na vida de cada indivíduo nos aspectos</p><p>de bem estar e saúde.</p><p>Além do conforto, a iluminação e seus conceitos foram abordados de</p><p>forma prática e sucinta para que facilite o entendimento sobre cor, luz e</p><p>tipos de iluminação. Conseguimos, então, com mais precisão prosseguir</p><p>o início do estudo dos projetos luminotécnicos em interiores compreen-</p><p>dendo com explicações práticas esse processo de montagem.</p><p>Nesta unidade, como fechamento do conteúdo, iremos apresentar a</p><p>você os processos efetivos do projeto de iluminação, que vão além de</p><p>entender a montagem e escolha de lâmpadas e luminárias, já que essas</p><p>escolhas, como já falamos anteriormente, não devem ser embasadas ape-</p><p>nas em questões estéticas. Por isso, é preciso entender especificidades de</p><p>alguns ambientes, tanto residenciais, como comerciais, afinal de contas a</p><p>iluminação de um quarto não deve ser a mesma que a de uma cozinha, e</p><p>a de um escritório deve se diferenciar da iluminação de uma loja.</p><p>Para dimensionar a quantidade de luminárias/lâmpadas, é necessário</p><p>a realização de cálculos de iluminação geral, para que o seu projeto seja</p><p>realmente adequado. Atualmente são utilizados programas computacio-</p><p>nais para a realização desses cálculos, facilitando, e muito, esse trabalho.</p><p>O mais comum deles é o DIALUX, que apresentaremos nesta unidade.</p><p>Defendemos, em diferentes momentos no livro, a importância do projeto</p><p>de iluminação para um ambiente, por isso desejamos que tenha muito</p><p>sucesso unindo todos os conteúdos aprendidos!</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>160</p><p>Iniciando um Projeto</p><p>Luminotécnico</p><p>Estudos comprovam que o uso correto da luz nos</p><p>ambientes afeta de forma positiva a todos que</p><p>utilizam esses espaços. Nos locais de trabalho,</p><p>rende produtividade e satisfação; em residências,</p><p>o nível de estresse diminui e a sensação de re-</p><p>laxamento e aconchego predominam; e em res-</p><p>taurantes e bares, colabora com a socialização e</p><p>comunicação.</p><p>A arquitetura e luz se entrelaçam dando vida aos</p><p>revestimentos - formas e volumes, não é apenas um</p><p>complemento da arquitetura, mas sua parte essen-</p><p>cial desse todo. Na iluminação, tem que ocorrer fun-</p><p>cionalidade e muita habilidade na instalação. Sem</p><p>profissionais especializados, a</p><p>luz não irá funcionar</p><p>como projetado, causando danos ao seus projetos. É</p><p>preciso haver uma equipe estruturada e com conhe-</p><p>cimentos, cronogramas de execução bem estabele-</p><p>cidos e manuais de instalação dentro da obra, para</p><p>evitar ao máximo que algo dê errado. Um bom Li-</p><p>ghting Designer - designer especialista em projetos</p><p>de iluminação - pensa em projetos funcionais, ana-</p><p>lisa custos de energia, viabiliza futuras manutenções</p><p>e, acima de tudo, procura o melhor custo benefício</p><p>para aquele que o contratou.</p><p>DESIGN</p><p>161</p><p>Durante o dia, existe uma fonte de luz que deve</p><p>ser evidenciada, a luz solar. Por isso analisar ja-</p><p>nelas, aberturas de portas, iluminação zenital é</p><p>essencial para um maior uso do natural do que o</p><p>artificial, sempre visando suas direções para assim</p><p>valorizar o que se deseja destacar, e, no caso de</p><p>lugares menos atraentes, usar pouca incidência</p><p>de luz, formando até cenas dentro dos ambientes,</p><p>lembrando que com esses estudos são evitados os</p><p>ofuscamentos com sistemas de controles de ilumi-</p><p>nação. Em dias nublados ou de menos raios so-</p><p>lares, a luz artificial vem para evidenciar, dando</p><p>suporte a esse acontecimento.</p><p>ELEMENTOS DE VARIAÇÃO E CONTRO-</p><p>LES DE LUZ ARTIFICIAL</p><p>Os controles de iluminação vão muito além do que</p><p>sensores de movimento: eles ajudam economizar</p><p>energia e deixam um controlador gerenciar o quan-</p><p>to e quando necessita de luz, transmitindo diversas</p><p>atmosferas para o ambiente e proporcionando con-</p><p>forto a todos os tipos de ocasiões.</p><p>Sensores de iluminação são usados em ausência</p><p>de luz natural, que aciona a luz artificial e acende</p><p>apenas com alguém no local em movimento. No</p><p>mercado, existem inúmeros modelos e com mais</p><p>opções de acionamento do que ditas aqui. Vale lem-</p><p>brar, ainda, que é um sistema que colabora com a</p><p>economia de energia.</p><p>Sistemas de automação são componentes ul-</p><p>tramodernos que controlam muitas coisas, desde</p><p>a iluminação até aberturas de persianas e autoliga-</p><p>ção de aparelhos eletrônicos. Em poucas saídas, ele</p><p>consegue montar múltiplos canais e sequências de</p><p>luz, criando cenas para cada ambiente. Essas auto-</p><p>mações podem ser instaladas com ou sem sistema</p><p>Figura 1 - Iluminação Natural predominando</p><p>com apoio da iluminação artificial e também</p><p>persianas verticais que evitam o ofuscamento</p><p>Figura 2 - Modelo de sensor de luz</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>162</p><p>de cabeamento, controlando residências, lojas, está-</p><p>dios, salas de estudo, tudo em poucos toques. Eles</p><p>podem ser gerenciados até fora do local pelo uso de</p><p>um celular, por exemplo.</p><p>Os Dimmers servem para controlar a intensida-</p><p>de da luz. Se colocarmos um dimmer em um quar-</p><p>to, por exemplo, conseguimos acionar o sistema em</p><p>um interruptor com dimmer e deixar o ambiente do</p><p>mais claro ao mínimo de iluminação.</p><p>O sistema Dali, segundo Silva (2009), é um con-</p><p>trole de gerenciamento de luz por meio dos ende-</p><p>reços dos equipamentos, reatores digitais do tipo</p><p>DALI. Como Dali é um protocolo internacional,</p><p>todos os sistemas com a sigla podem se comunicar</p><p>independente da marca. Ele irá comandar todos os</p><p>reatores dimerizáveis e o funcionamento das lâmpa-</p><p>das, câmeras, persianas e outros sistemas conectados</p><p>a ele. As possibilidades de cenas e programações são</p><p>imensas e, além de também ser um fator econômico</p><p>de energia, poderá fornecer sensações ao indivíduo</p><p>com apenas um toque.</p><p>Os temporizadores ou timers, como são mais</p><p>comumente chamados, são um modo mais simples</p><p>de controlar os horários de ligar e desligar a luz em</p><p>horas programadas no aparelho por um indivíduo.</p><p>Figura 3 - Modelo de temporizador</p><p>manual, que também pode ser digital</p><p>PROJETOS QUE COMPLEMENTAM</p><p>O LUMINOTÉCNICO</p><p>O projeto de gesso é um desses projetos que com-</p><p>plementam o luminotécnico, utilizado para fazer</p><p>uma iluminação indireta, aplicar spots e luminárias</p><p>de embutir, detalhes no teto como rebaixamento, al-</p><p>turas diferentes de teto, tudo isso é feito com o ges-</p><p>so. Servem também se quiser trabalhar com outros</p><p>acabamentos que não sejam o gesso, como com a</p><p>madeira, por exemplo, criar vigas, pergolados e va-</p><p>lorizar com a luz.</p><p>Outro projeto que pode complementar o tradi-</p><p>cional luminotécnico é o de iluminação nas pare-</p><p>des. É necessário verificar na obra ou projeto se é</p><p>viável aplicar luminárias nelas, ver se não tem vigas</p><p>estruturais passando bem no local de aplicação da</p><p>luminária e se não terão problemas em embutir lu-</p><p>minárias na parede de concreto. Logo que termina</p><p>seu luminotécnico, já deve ter pensando como essas</p><p>luzes acenderam e irá fazer um projeto de circuitos e</p><p>interruptores para ligar conforme a cena que desejar.</p><p>CIRCUITOS E INTERRUPTORES</p><p>Depois de apresentado todos os sistemas de auto-</p><p>mação, por mais que pareça mais prático, temos que</p><p>passar os circuitos para um profissional instalar de</p><p>maneira correta. Ele serve para dar esses movimen-</p><p>tos e cenas de luzes, que tanto falamos e entram no</p><p>nosso estudo de projetos, pois caminham junto com</p><p>luminotécnico. Primeiramente é preciso definir os</p><p>pontos de iluminação e logo em seguida escolher</p><p>qual acenderá e qual apagará, colocando interrup-</p><p>tores para cada um (se não houver sistemas de auto-</p><p>mação). Se ocorrer automação e dimmer, aplicar no</p><p>sistema da mesma forma qual acende e qual apaga</p><p>e qual dimerize conforme a cena desejada; pronto:</p><p>seus circuitos estão feitos! Por outro lado os inter-</p><p>DESIGN</p><p>163</p><p>ruptores, além da função de ligar e desligar, ofere-</p><p>cem a opção de acionar uma luz de um local e desli-</p><p>gar e acionar novamente de outro.</p><p>Um exemplo é no caso de estar subindo uma es-</p><p>cadaria e, antes de subir, acende a luz e, ao chegar no</p><p>andar de cima, consegue apagar as luzes com outro</p><p>interruptor; isso se chama interruptor paralelo: temos</p><p>os simples que só acendem num local, os intermediá-</p><p>rios que aumentam mais um acionamento dos para-</p><p>lelos e os bipolares que se ligam à luz na tensão 220v.</p><p>CATÁLOGOS DE LÂMPADAS</p><p>E ILUMINAÇÃO</p><p>Quando projetamos iluminação, o uso e pesquisas</p><p>de catálogos, sejam virtuais ou manuais, é indispen-</p><p>sável. Ao se deparar com esse catálogos, perceberá a</p><p>imensidão de opções de lâmpadas e luminárias dis-</p><p>poníveis no mercado e, assim, terá que fazer as esco-</p><p>lhas que se encaixam no seu projeto e ainda ter eles</p><p>sempre perto para eventuais dúvidas da instalação.</p><p>Todas as luminárias têm detalhes únicos, cada</p><p>uma delas irá exigir algo do instalador. Um embu-</p><p>tido tem medidas específicas para recorte de gesso,</p><p>madeira ou até outro material, assim como um em-</p><p>butido de solo tem toda uma preparação do solo an-</p><p>tes de sua instalação.</p><p>Os catálogos de lâmpada, luminárias e equipa-</p><p>mentos vão fornecer indicações de uso, tipos de teto</p><p>ou paredes, cores, texturas, curvas de distribuição</p><p>luminosa, IRC, Fluxo luminoso e mais uma infini-</p><p>dade de informações necessárias para que a peça</p><p>que comprou funcione conforme projetou.</p><p>PROCESSO DE PROJETO</p><p>Antes de iniciar o processo, vale lembrar que irá sim</p><p>fazer cálculos, analisar os aspectos técnicos de cada</p><p>luminária utilizando-se de todas as ferramentas</p><p>necessárias, mas será no diálogo com o cliente que</p><p>serão retratadas as informações mais importantes e</p><p>essenciais para realização deste, pois aí se entende</p><p>a personalidade e a essência de tudo. Pode ser des-</p><p>de um restaurante japonês que usa iluminação mais</p><p>cênica com troca de cores e movimento até os clien-</p><p>tes mais básicos que preferem iluminação que traga</p><p>aconchego para sua residência. As opções para se</p><p>projetar luz são imensas e aqui será apresentado o</p><p>início dessa viagem.</p><p>Para um melhor entendimento sobre os proces-</p><p>sos que envolvem o projeto luminotécnico, elabora-</p><p>mos uma tabela explicativa, que veremos a seguir:</p><p>Figura 4 - Como iniciar um projeto luminotécnico</p><p>Fonte: a autora.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>164</p><p>Esse esquema inicia com uma entrevista com o</p><p>cliente para que seja realizada uma análise do que</p><p>ele busca com o seu projeto de iluminação: os itens</p><p>que já estão definidos, como móveis e revestimen-</p><p>tos, qual local necessita de maior incidência de luz e</p><p>outra menor, e qual a função</p><p>irá trazer esse projeto</p><p>para determinado cliente.</p><p>Logo após o estudo do programa de necessidade,</p><p>vem a definição dos conceitos de iluminação. Qual</p><p>estilo, quais peça de iluminação se encaixariam no</p><p>seu projeto? Lustres? Pendentes? Spots de embutir?</p><p>Sobrepor? É nessa etapa que começam as pesquisas</p><p>de catálogos e definições de efeito que a luz irá trazer</p><p>para esse projeto.</p><p>A fase do anteprojeto é uma das mais importan-</p><p>tes, por ser aqui o começo do luminotécnico, que</p><p>monta o projeto e elabora posicionamento das lumi-</p><p>nárias e lâmpadas e usa de toda criatividade para o</p><p>processo de criação, deixando impressionante para</p><p>o cliente visualizar e aprovar.</p><p>Com a aprovação do cliente e possíveis ajustes no</p><p>anteprojeto, inicia-se o desenvolvimento do projeto</p><p>luminotécnico executivo, como nessa etapa já não se</p><p>faz mais alterações, começam os detalhes de execução.</p><p>O projeto executivo é o conjunto de vários proje-</p><p>tos, como luminotécnico, gesso ou outros materiais,</p><p>circuitos e interruptores. Esses projetos irão para</p><p>obra como um manual, auxiliando os prestadores de</p><p>serviço a executar o que projetou, e neles terão co-</p><p>tas, cortes, especificações e legendas. Para o cliente,</p><p>também irão projetos e memoriais descritivos que</p><p>auxiliarão para orçamentos e compras dos materiais.</p><p>Os orçamentos dos materiais e mão de obra po-</p><p>dem ser buscados pelo cliente ou por você designer,</p><p>mas essa informação, de quem caberá essa função,</p><p>deverá estar descrito em contrato. Se for atribuído</p><p>ao designer, caberá a ele a função de analisar or-</p><p>çamentos e negociar as melhores condições para o</p><p>cliente nas lojas.</p><p>Com o projeto executado, o designer fará visi-</p><p>tas no local procurando a satisfação do cliente, em</p><p>alguns casos ele poderá pedir algum ajuste de ilumi-</p><p>nação e verá as possibilidades de melhora de luz para</p><p>esse ambiente de acordo com o pedido do cliente.</p><p>Figura 5 - Modelo de Projeto Luminotécnico - Aplicação de luminárias</p><p>Fonte: a autora.</p><p>DESIGN</p><p>165</p><p>Fi</p><p>gu</p><p>ra</p><p>6</p><p>-</p><p>M</p><p>od</p><p>el</p><p>o</p><p>bá</p><p>si</p><p>co</p><p>d</p><p>e</p><p>le</p><p>ge</p><p>nd</p><p>a</p><p>de</p><p>u</p><p>m</p><p>p</p><p>ro</p><p>je</p><p>to</p><p>lu</p><p>m</p><p>in</p><p>ot</p><p>éc</p><p>ni</p><p>co</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>a</p><p>a</p><p>ut</p><p>or</p><p>a.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>166</p><p>Figura 8 - Modelo básico de legenda de gesso</p><p>Fonte: a autora.</p><p>Figura 7 - Modelo básico de planta de gesso</p><p>Fonte: a autora.</p><p>DESIGN</p><p>167</p><p>Figura 10 - Modelo básico de planta de interruptores</p><p>Fonte: a autora.</p><p>Figura 9 - Modelo básico de projeto de circuitos</p><p>Fonte: a autora.</p><p>SAUNA</p><p>VAZIO</p><p>QUARTO FILHAS</p><p>BWC</p><p>desce</p><p>SUÍTE</p><p>LAVATÓRIO</p><p>WC</p><p>CLOSET</p><p>VARANDA</p><p>QUARTO FILHOS</p><p>S</p><p>A</p><p>N</p><p>C</p><p>A</p><p>ILU</p><p>M</p><p>IN</p><p>A</p><p>D</p><p>A</p><p>S</p><p>O</p><p>M</p><p>E</p><p>N</p><p>TE</p><p>D</p><p>E</p><p>U</p><p>M</p><p>LA</p><p>D</p><p>O</p><p>C37 C37</p><p>C44 C44</p><p>C44</p><p>C</p><p>45</p><p>C</p><p>45</p><p>C46</p><p>C46</p><p>C46</p><p>C46 C46 C46 C46</p><p>C46</p><p>C46</p><p>C46</p><p>C29</p><p>C28</p><p>C</p><p>27</p><p>C</p><p>27</p><p>C</p><p>27</p><p>C</p><p>27</p><p>C30</p><p>C</p><p>31</p><p>C</p><p>31</p><p>C32 C34</p><p>C</p><p>35</p><p>C</p><p>35</p><p>C36</p><p>C38</p><p>C38</p><p>C</p><p>33</p><p>C39 C39 C39 C39</p><p>C</p><p>26</p><p>C25</p><p>C25 C40</p><p>C43</p><p>C43</p><p>C41 C41 C41</p><p>C42</p><p>C</p><p>24</p><p>C</p><p>24</p><p>C</p><p>24</p><p>C</p><p>24</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>168</p><p>Cálculo</p><p>Luminotécnico</p><p>Os cálculos de iluminação geral foram evoluindo e</p><p>simplificando conforme o tempo. Hoje temos sites</p><p>de luminárias que já fornecem o cálculo somente</p><p>aplicando as luminárias do catálogo, outros sites</p><p>fornecem os dados necessários para auxiliar no cál-</p><p>culo manual, mas, de todos, o mais comum entre os</p><p>lighting designers é o programa DIALUX, talvez por</p><p>sua eficiência e facilidade de uso. Nele consegue-se</p><p>vincular seus projetos no CAD ao programa, e esco-</p><p>lher a luminária para o projeto, e o DIALUX calcula</p><p>a quantidade necessária de luminárias.</p><p>O Dialux pode ser baixado gratuitamente por</p><p>meio do link:</p><p><https://www.dial.de/en/dialux/download/>.</p><p>A empresa de luminárias Lumicenter</p><p>disponibiliza tutoriais e manuais para o uso</p><p>do Dialux por meio do link:</p><p><http://www.lumicenteriluminacao.com.br/</p><p>pt/tecnologia/dialux.html>.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>DESIGN</p><p>169</p><p>CÁLCULO BÁSICO MANUAL</p><p>Mesmo com os meios computacionais de realização</p><p>dos cálculos, é preciso que você, designer, conheça</p><p>o cálculo manual, para compreender esse proces-</p><p>so. Para facilitar, vamos simular o cálculo de ilumi-</p><p>nação para um escritório. Existem tabelas e infor-</p><p>mações que servem como base para esse processo</p><p>e entendê-los permite que você confi ra simulações</p><p>computacionais. A seguir apresentaremos os dados</p><p>necessários para o cálculo e, na sequência, todo o</p><p>cálculo e defi nições necessárias:</p><p>• Local: escritório de administração. 500 lux</p><p>exigido de acordo com norma NBR 8995-1</p><p>níveis de iluminância.</p><p>• Medidas: 6,00 largura x 8,00 comprimento x</p><p>2,70 pé direito.</p><p>• Altura do plano de trabalho: 0,75 altura.</p><p>• Índice de Refl etância:</p><p>• Teto Branco: 70%</p><p>• Parede clara: 50%</p><p>• Piso escuro: 20%</p><p>• Com base nessas informações, deve fazer</p><p>o primeiro cálculo de índice de ambiente -</p><p>RCR.</p><p>RCR = [ 5 X h x ( L + C) ] / L x C = ?</p><p>RCR = [ 5 X 1,95 x ( 6 + 8 )] / 6 x 8 = 2,84 arre-</p><p>donda para 3.</p><p>h = pé direito - altura do plano de trabalho.</p><p>L = largura do ambiente.</p><p>C = comprimento do ambiente.</p><p>Próximo passo escolha a luminária que, no nosso</p><p>caso, será essa a seguir:</p><p>LAA02-E3500840: com 3400lm.</p><p>Normalmente o fabricante informa o fator de utili-</p><p>zação (Fu) que irá variar de acordo com os índices</p><p>de refl exão e o RCR do ambiente. Assim que esco-</p><p>lher a luminária verifi que o Fu na tabela de acordo</p><p>com os dados já resolvidos anteriormente.</p><p>Figura 11 - Luminária embutir LED Lumicenter</p><p>Fonte: Lumicenter ([2016], on-line)¹.</p><p>Luminária a LED com refl etores e aletas em alumínio alto</p><p>brilho, combinados com difusores em acrílico leitoso. Ideal</p><p>para ambientes com maior controle de ofuscamento,</p><p>como escritórios, bancos e outros ambientes corpora-</p><p>tivos. Completa, com placa de LED e driver multitensão</p><p>(100-250V) integrados à luminária. Opcional dimerizável</p><p>0 a 10V ou DALI, sob consulta.</p><p>INSTALAÇÃO: Embutir</p><p>CORPO: Em chapa de aço fosfatizada pintada na cor</p><p>branca microtextura.</p><p>REFLETORES: Parabólicos em alumínio alto brilho.</p><p>ALETAS: Parabólicas em alumínio alto brilho.</p><p>DIFUSORES: Em acrílico leitoso</p><p>DRIVER INCLUSO: 100 – 250V</p><p>IRC: 80</p><p>IP: 20</p><p>CÓDIGO L1 L2 A B C NICHO</p><p>LAA02-</p><p>E3500830</p><p>37W LED*/</p><p>3400lm**</p><p>3000K /</p><p>50.000h(L70)</p><p>292 41 1243 230x1176</p><p>LAA02-</p><p>E3500840</p><p>37W LED*/</p><p>3400lm**</p><p>4000K /</p><p>50.000h(L70)</p><p>292 41 1243 230x1176</p><p>EAA02-</p><p>E3500830</p><p>37W LED*/</p><p>3400lm**</p><p>3000K /</p><p>30.000h(L70)</p><p>292 41 1243 230x1176</p><p>EAA02-</p><p>E3500840</p><p>37W LED*/</p><p>3400lm**</p><p>4000K /</p><p>30.000h(L70)</p><p>292 41 1243 230x1176</p><p>EAA02-</p><p>E3500850</p><p>37W LED*/</p><p>3400lm**</p><p>5000K /</p><p>30.000h(L70)</p><p>292 41 1243 230x1176</p><p>* Consumo total, incluindo driver.</p><p>** Já consideradas as perdas óticas</p><p>Luminária a LED com refl etores e aletas em alumínio alto</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>170 170</p><p>De acordo com a tabela o Fu = 87.</p><p>Com todas as informações decorrentes segue a fór-</p><p>mula para calcular a quantidade de luminária para</p><p>o ambiente.</p><p>• N = [ (L x C) x E] / lm x Fu x Fd = ?</p><p>• N = [ (6 X 8) X 500 / 3400 x 87 X 0,85 = 0.095</p><p>arredonda para 10 luminárias.</p><p>• E = iluminância desejada para o ambiente.</p><p>• Fd = fator de depreciação normalmente nos</p><p>sites de luminárias por sua maioria passa o</p><p>valor de 0,85 de perda.</p><p>Com a quantidade de luminárias calculada falta ape-</p><p>nas verifi car como irá distribuí-las no teto.</p><p>Comparando o cálculo manual com o programa</p><p>Dialux:</p><p>Teto (%) 70 50 30 0</p><p>Parede (%) 50 30 10 50 30 10 50 30 10 0</p><p>Chão (%) 20 20 20 0</p><p>RCR Fator de Utilização (%)</p><p>0 117 117 117 112 112 112 107 107 107 100</p><p>1 106 103 101 102 100 98 98 96 95 90</p><p>2 96 91 87 93 89 85 90 86 83 80</p><p>3 87 81 76 84 79 75 82 77 74 70</p><p>4 79 72 67 77 71 66 74 69 65 63</p><p>5 72 65 60 70 64 59 68 63 58 56</p><p>6 66 59 53 64 58 53 63 57 53 50</p><p>7 61 53 48 59 53 48 58 52 48 45</p><p>8 56 49 44 55 48 43 53 48 43 41</p><p>9 52 45 40 51 44 40 50 44 40 38</p><p>10 48 41 37 47 41 37 46 41 36 35</p><p>Figura 12 - Tabela Fator de Utilização</p><p>Fonte: Adaptado de Lumicenter ([2016], on-line)¹.</p><p>DESIGN</p><p>171</p><p>No caso do Dialux, ele aumenta a quantidade de</p><p>lux de 500 para 600 por entender que, em termo de</p><p>distribuição de luminárias, 12 unidades ficam me-</p><p>lhor distribuída que 10 unidades, a quantidade de</p><p>lux é maior, mas não interfere no local de trabalho.</p><p>Figura 13 - Cálculo</p><p>pelo programa Dialux</p><p>Fonte: a autora.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>172</p><p>Iluminação para</p><p>Projetos Residenciais</p><p>Ao longo dessa jornada, você teve um aprendizado</p><p>específico de iluminação contendo conforto visual,</p><p>como nosso corpo reage à luz e os benefícios de uti-</p><p>lizar corretamente a iluminação. A iluminação de</p><p>ambientes é a prática de sensibilizar e compreender</p><p>a necessidade de cada indivíduo em seu espaço.</p><p>Depois do Designer passar para o processo do pro-</p><p>grama de necessidades com o cliente, começa o pro-</p><p>cesso de elaboração das soluções, sendo que diversos</p><p>critérios devem ser lembrados, como o passar de um</p><p>ambiente para outro com iluminação suficiente, anali-</p><p>sar idade de quem irá morar na residência, trazer ilumi-</p><p>nação para lugares de trabalho com cozinha e lavande-</p><p>rias e sempre se preocupar com a eficiência energética.</p><p>Para dar início a um projeto residencial, é im-</p><p>portante que obtenha algumas informações do</p><p>cliente e local:</p><p>• Medidas de todos os ambientes a serem pro-</p><p>jetados, inclusive todas as medidas dos mó-</p><p>veis e suas localidades.</p><p>• Observar todos os revestimentos desde cores</p><p>até suas texturas.</p><p>• Definir um conceito para iluminação seguin-</p><p>do funcionalidade e estética.</p><p>DESIGN</p><p>173</p><p>• Função de cada ambiente.</p><p>• Em qual local da casa que o cliente predominará.</p><p>• Se tem obras de arte a serem destacadas.</p><p>• Idade dos usuários.</p><p>• Perfil de todos os moradores.</p><p>• Conferir com profissional níveis de carga e</p><p>instalação das peças.</p><p>• Quanto incide de luz natural.</p><p>• Orçamento.</p><p>TIPO DE ILUMINAÇÃO POR AMBIENTE</p><p>Todos os lighting designer e projetista da área dizem</p><p>defender a premissa de que não existe um único cri-</p><p>tério para as definições de um projeto de ilumina-</p><p>ção, e podemos usar a típica frase de uso popular:</p><p>“não existe receita de bolo quando se fala de ilumi-</p><p>nação”. Contudo podemos utilizar alguns exemplos</p><p>de iluminação que deram certo e até hoje funcionam</p><p>e, assim, baseados nessas experiências anteriores, e</p><p>relatos de outros profissionais, apresentaremos algu-</p><p>mas sugestões de iluminação por ambiente.</p><p>• Hall de entrada: é a recepção da casa, por isso</p><p>tem que ser intimista e bem receptiva; para que</p><p>consiga trazer essas sensações, o ideal é pro-</p><p>jetar uma luz mais amarelada usando 2700K,</p><p>com bons IRC e spots que tragam efeitos de</p><p>fachos nas paredes ou até mesmo pendentes</p><p>com um apresentação que dará continuidade a</p><p>toda a casa. Não necessita de iluminância alta,</p><p>portanto use da criatividade de peças que con-</p><p>vidam a pessoa a adentrar nessa residência.</p><p>• Salas de Estar: é um espaço de área comum</p><p>da casa onde muitos ficam para receber seus</p><p>convidados; em sua maioria, ela é a parte</p><p>principal em questão de estética, pela qual é</p><p>apresentado o estilo da casa. Nesse ambiente,</p><p>poderá utilizar lustres, pendentes, arandelas</p><p>que valorizam muito esse ambiente, sua ilu-</p><p>minância também não precisa ser tão alta, se</p><p>acaso o cliente gostar de ler na sala, use lu-</p><p>minárias de piso direcionadas e spots no teto</p><p>para valorizar algum revestimento se hou-</p><p>ver. Para sua tonalidade, de preferência usar</p><p>2700K e seu IRC sempre acima de 80.</p><p>• Escadarias: é um espaço que hoje o cliente</p><p>usa como destaque da casa e, assim, a apli-</p><p>cação de balizadores pequenos marcando as</p><p>pisadas da escada estão sendo destacados;</p><p>também poderá projetar arandelas altas ilu-</p><p>minando na parede e refletindo na escada e a</p><p>sua tonalidade pode variar de 3000K a 4000K</p><p>de acordo com as necessidades do cliente.</p><p>• Circulações: a escolha de balizadores insta-</p><p>lados próximo do rodapé do piso está valo-</p><p>rizando as circulações das residências. Spots</p><p>também são bem empregados nesses am-</p><p>bientes, deixando-os mais intimistas e com</p><p>pouca incidência de luz. Escolha por 2700K</p><p>a 3000K de tonalidade.</p><p>• Cozinhas: esse também é um ambiente de</p><p>grande tráfego e uso. Procure por luz geral</p><p>mais homogênea e abundante, pouco uso de</p><p>spots apenas para destaque de algum móvel</p><p>ou sendo usado nas bancadas de pia para não</p><p>fazer sombras nas cubas. Suas tonalidades</p><p>variam de 6000K a 4000K, sendo ambientes</p><p>bem claros dando sensação de limpeza.</p><p>Figura 14 - Cozinha com boa iluminação composta por luz geral</p><p>e pendentes na bancada</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>174</p><p>• Salas de TV: se esse ambiente tem a função de</p><p>ser uma sala de TV apenas, o uso de pouca</p><p>luz é o ideal, nela podemos aplicar sancas de</p><p>luz indireta e spots direcionáveis como cenas</p><p>para diferenciar de acordo com necessidade.</p><p>Uso de luz 2700K e dimerizável é importante</p><p>para esse ambiente.</p><p>• Sala de jantar: nesse ambiente, as pessoas se</p><p>reúnem para refeições; tratando-se dessa im-</p><p>portância, tem que dar destaque à mesa que</p><p>sobre ela poderá ter lustres, pendentes ou</p><p>luminárias que destacam esse local. Uso de</p><p>2700K a 3000K é essencial para que fica des-</p><p>tacado e valorizado.</p><p>• Lavabo: lugar de área comum para seus visi-</p><p>tantes, tem que ser receptivo e aconchegante,</p><p>trazendo sensação de conforto e reservado ao</p><p>uso. Pendentes e spots de 2700K prevalecem</p><p>na valorização desse lavabo.</p><p>• Lavanderia: usada mais para trabalho e lim-</p><p>peza, com a tonalidade 6000K a 4000K, essa</p><p>lavanderia será um ambiente bem claro. O</p><p>IRC tem que ser acima de 80 por lidar com</p><p>roupas de variadas cores.</p><p>• Dormitórios: spots que trazem destaque</p><p>para algo, uso de sancas com luz indireta,</p><p>luminária de mesa e pendentes decorativos.</p><p>A tonalidade pode variar de 2700K, 3000K</p><p>a 4000K e seu IRC acima de 80. Utilizar vá-</p><p>rios circuitos e uso de dimmers é bom para</p><p>o controle de luz de acordo com a neces-</p><p>sidade. Estes quartos podem variar muito</p><p>em sua iluminação e estilo de luminárias,</p><p>dependendo da idade e preferência de cada</p><p>indivíduo.</p><p>• Suite Master: local de descanso e tranquili-</p><p>dade, portanto os spots, pendentes, abaju-</p><p>res, luminárias efeito rebatedor, luz indireta</p><p>e lustres são bem-vindos. Tonalidade 2700K</p><p>a 3000K prevalecem nesse ambiente, a apli-</p><p>cação de dimmer e divisão de circuitos serão</p><p>bem utilizados.</p><p>15</p><p>16</p><p>DESIGN</p><p>175</p><p>• Closets: a luz deve ser mais geral, difusa e ho-</p><p>mogênea para visualizar bem todas as roupas</p><p>e acessórios. Luz linear com uso de fitas de</p><p>LED dentro do armário é uma boa sugestão</p><p>para evitar sombras. Tonalidades mistas de</p><p>4000K e 3000K é bem adequado para esse</p><p>ambiente, e o IRC bem alto para não destoar</p><p>cor das roupas.</p><p>• Banheiros: hoje ele é um dos ambiente</p><p>dentro de residências mais valorizados por</p><p>muitos fazerem desse local um lugar para</p><p>relaxar e descansar com uso de banheiras</p><p>de spa, sendo assim os spots prevalecem e</p><p>pouca luz geral, bastante incidência de luz</p><p>na bancada com uso de arandelas e embuti-</p><p>dos no teto que colaboram para uso do es-</p><p>pelho e também luminárias dentro da área</p><p>do banho e próximo do sanitário. Tonali-</p><p>dade varia de 3000K a 4000K e com IRC</p><p>por usarem muito o banheiro para fazer</p><p>maquiagem.</p><p>• Fachadas: é a primeira impressão da casa e</p><p>a luz tem o papel principal de trazer vida na</p><p>parte da noite para essa fachada. Os embuti-</p><p>dos de solo formando efeitos de facho de bai-</p><p>xo para cima e espetos de jardim compõem</p><p>essa frente. Se quiser, pode projetar um refle-</p><p>tor para acender quando necessitar de uma</p><p>luz de segurança. Tons de 2700K e 3000K são</p><p>os mais indicados.</p><p>• Muros e piscinas: hoje tem no mercado</p><p>luz interna para piscina de LED com efei-</p><p>to visual deslumbrante e, para os fundos</p><p>nos muros, as arandelas ou os embutidos</p><p>de solo podem ser usados causando efeitos</p><p>de destaque nas paredes com seus fachos.</p><p>A tonalidade para piscinas poderá ser RGB</p><p>e para muros e jardins o 2700K é bem re-</p><p>levante.</p><p>• Garagem: a iluminação com apenas dois</p><p>circuitos ajuda a resolver esse ambiente,</p><p>podendo usar mais se quiser. Nos casos de</p><p>mais luz, a iluminação geral e, para desta-</p><p>que, os spots, arandelas e balizadores ficam</p><p>harmoniosos em uma garagem. A tonalida-</p><p>de 4000K para luz geral e 3000K para desta-</p><p>que é a mais indicada e os sensores são ideais</p><p>para esse ambiente.</p><p>• Jardins: de acordo com o paisagismo que a</p><p>iluminação segue, os materiais mais especí-</p><p>ficos são os espetos para plantas</p><p>menores e</p><p>luz de menor alcance e os embutidos de solo</p><p>para plantas maiores que necessitam de mais</p><p>luz e efeito up light. Tonalidade de 2700K ou</p><p>3000K é o mais indicado.</p><p>• Todas essas informações unidas com as ne-</p><p>cessidades e exigências do cliente que alcan-</p><p>çarão respostas emocionais positivas para</p><p>aquele que habita no ambiente bem ilumina-</p><p>do que projetou.</p><p>Figura 15 - Sala de jantar com pendente e spots Figura 16 - Banheiros</p><p>com iluminação dentro da área do chuveiro para evitar sombras Figura</p><p>17 - Fachada com iluminação valorizando a arquitetura</p><p>17</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>176</p><p>Iluminação para Projetos</p><p>Comerciais e Escritórios</p><p>Na iluminação comercial e escritórios, há a necessi-</p><p>dade maior de cálculos luminotécnicos, sendo que</p><p>os conceitos gerais de tipos de luminárias são seme-</p><p>lhantes do tópico anterior, mudando alguns tipos de</p><p>lâmpadas mais específicas para cada comércio, de-</p><p>pendendo do ramo de venda e a exigência do cliente</p><p>perante essa iluminação.</p><p>O que irá definir tipos de luminárias em projetos</p><p>comerciais é o projeto arquitetônico; a iluminação</p><p>unida ao conceito arquitetônico cria uma leitura e as</p><p>escolhas da luminárias reforçam a ideia e valorizam</p><p>o ambiente. A escolha do tipo de acabamento do teto</p><p>também é um fator a ser analisado, sua cor, formato</p><p>e materiais interferem na luz. Em pé direitos altos</p><p>e com grandes aberturas como um supermercado,</p><p>o estudo e cálculo é feito para ver o alcance da luz</p><p>nos produtos e nos corredores, se o projetista traba-</p><p>lha com luminárias fixas no teto ou desce pendentes</p><p>para melhor distribuição de luz.</p><p>Saber iluminar corretamente um escritório é o fa-</p><p>tor predominante para que o cliente use esse ambien-</p><p>te com sensações mais confortáveis e de menor níveis</p><p>de estresse. Compreender o espaço e analisar bem o</p><p>posicionamento do mobiliário é um grande começo</p><p>DESIGN</p><p>177</p><p>para seu projeto. Para o profissional dar início aos</p><p>projetos luminotécnicos comerciais, é preciso enten-</p><p>der o que o cliente quer com essa iluminação, o que</p><p>o observador vai sentir ao entrar no local, melhorar o</p><p>espaço com a luz, analisar as hierarquias, a arquitetu-</p><p>ra do ambiente, pois, conseguindo um bom trabalho,</p><p>esse ambiente terá uma atmosfera emocional positi-</p><p>va ao observador, estimulando comprar mais e com</p><p>qualidade em uma loja de roupas, por exemplo.</p><p>A combinação de iluminação natural e artificial</p><p>de boa qualidade e biologicamente eficaz</p><p>contribui para que os usuários de escritórios</p><p>criem um vínculo emocional com o local de</p><p>trabalho, sejam mais eficazes, alertas, produtivos</p><p>e saudáveis. Esses efeitos são sentidos tanto no</p><p>ambiente de trabalho, como se prolongam para</p><p>fora dele em dias posteriores.</p><p>Fonte: adaptado de Cimadon (2016).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>ILUMINAÇÃO EM</p><p>AMBIENTES COMERCIAIS</p><p>Na iluminação em supermercados e lojas de departa-</p><p>mentos, locais em que a luz tem que trazer mais uni-</p><p>formidade, a luz geral vai predominar dando melhor</p><p>visibilidade dos produtos. Normalmente essas lojas</p><p>são grandes e há muitos produtos, sendo a iluminação</p><p>com mais quantidade de lumens homogênea a escolha</p><p>ideal. A luz de destaque é menos utilizada, devendo es-</p><p>tar direcionada somente para produtos que se queira</p><p>valorizar, podendo ser uma oferta ou um produto de</p><p>lançamento. As tonalidades podem variar de 4000K</p><p>a 6000K e o uso do LED é essencial para esse tipo de</p><p>segmento pela quantidade de luminárias e pelo tempo</p><p>que fica aceso, obtendo melhor economia de energia.</p><p>Figura 18 - Iluminação geral em um supermercado</p><p>Iluminação de lojas sofisticadas</p><p>O conceito é diferente das lojas de departamentos: a</p><p>quantidade de iluminação diminui, podendo ser luz</p><p>indireta, e o sistema de iluminação pontual de desta-</p><p>que predomina, valorizando as peças individualmen-</p><p>te, dando mais valor e brilho para esse produto, seja ele</p><p>roupa, joias, bolsa ou acessórios. A tonalidade pode</p><p>mudar para 2700K a 3000K e o uso de LED, além de</p><p>economia, pode levar à sofisticação e funcionalidade.</p><p>Vitrines e Provadores</p><p>A iluminação de vitrine é a mais importante, ela ajuda</p><p>na função de atrair clientes para o interior da loja. A</p><p>vitrine deve ter a iluminação de destaque, sendo mais</p><p>adequada montando um jogo de luz e sombra dando</p><p>mais movimento e sensação mais atraente para o que</p><p>está exposto; por sua maioria, a tonalidade 3000K é</p><p>mais indicada e seu IRC tem que ser ótimo.</p><p>Os provadores já exigem uma iluminação mais</p><p>frontal, as arandelas ou luz atrás do espelho ficam</p><p>excelentes para esse ambiente, levando claridade ne-</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>178</p><p>cessária ao usuário; nada de luz no teto em cima da</p><p>cabeça do clientes, pois faz sombra e causa o efei-</p><p>to achatamento na pessoa. A tonalidade 3000K fica</p><p>muito boa em provadores.</p><p>Restaurantes e bares</p><p>Normalmente o cliente quer esse ambiente bem</p><p>aconchegante, tranquilo, para estimular a permanên-</p><p>cia, o que aumenta o consumo. Para que tudo isso</p><p>seja realizado, o ambiente pode ter circuitos para uso</p><p>de iluminação geral quando necessário e luz de efeito</p><p>pontual em outros momentos, causando cenários di-</p><p>ferentes dependendo do seu uso. A tonalidade 2700K</p><p>a 3000K ou até mesmo RGB sempre se encaixa bem</p><p>nesses tipos de ambientes, trazendo um espaço aco-</p><p>lhedor para cada indivíduo que entrar.</p><p>Iluminação em Escritórios</p><p>Em um ambiente de trabalho, o objetivo é promover</p><p>boa iluminação e evitar os ofuscamentos. A quan-</p><p>tidade de luz tem que ser maior, atingindo em sua</p><p>maioria 500 lux, mudando esse valor conforme o</p><p>uso do local. A luz geral bem calculada e a ilumi-</p><p>nação direcionada evita fadigas e aumenta a pro-</p><p>dutividade. Podem ser escolhidos variados tipos de</p><p>luminárias como pendentes de luz direta e indireta,</p><p>plafons com luz difusa e luminárias de mesa; a luz</p><p>de destaque serve apenas para valorizar mobiliário e</p><p>quadros se acaso houver no ambiente. Salas de reu-</p><p>nião podem ter circuitos e dimmer para uso da luz</p><p>geral e luz direcionada para diversos casos.</p><p>A iluminação junto com o mobiliário consegue</p><p>diferenciar setores do escritório desde a presidência</p><p>à secretaria com iluminação diferenciando os locais.</p><p>Os corredores das salas não têm muitas regras, po-</p><p>dendo ser luminárias pontuais e luz indireta, trazen-</p><p>do mais sofisticação nas circulações.</p><p>Figura 19 - Sistema pontual destacando as joias da loja Figura 20 - Vitrine</p><p>com bom índice de IRC e fluxo luminoso mostrando a cor correta das roupas</p><p>Figura 21 - Interior de um restaurante europeu com luz pontual e indireta</p><p>19</p><p>20</p><p>21</p><p>DESIGN</p><p>179</p><p>Indústrias</p><p>Nesses locais, a busca pela produtividade com quali-</p><p>dade faz a procura de mudança de iluminação para</p><p>essas melhorias. O uso da luz geral com grande po-</p><p>tência, expansão de luz, preferência por luminárias</p><p>de LED com baixo consumo e manutenção e as to-</p><p>nalidades variam entre 4000K para 6000K, isso tudo</p><p>dependendo muito do tipo de indústria. O cálculo</p><p>luminotécnico é imprescindível, pois esses locais</p><p>exigem as normas de níveis de iluminância.</p><p>Lembre-se dos cuidados ao projetar ilumina-</p><p>ção: escolha as lâmpadas e luminárias adequadas,</p><p>não aplique marcas diferentes nas lâmpadas, pois</p><p>elas têm cores, ângulos e fluxos luminosos diferen-</p><p>tes umas das outras, podendo afetar na qualidade de</p><p>seus projetos. Analise as alturas dos tetos, cada altu-</p><p>ra exige tipos de lâmpadas com alcances distintos.</p><p>Assim conseguirá iluminação com funcionalidade,</p><p>estética, eficiência energética levando satisfação</p><p>aqueles que a utilizam.</p><p>Figura 22 - Sala de reuniões</p><p>com pendentes, luz indireta,</p><p>luz pontual e luz natural</p><p>Figura 23 - Indústria com</p><p>boa distribuição de luz</p><p>22</p><p>23</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>180</p><p>Analisando alguns</p><p>Projetos de Iluminação</p><p>Após todas as teorias expostas na unidade, realizare-</p><p>mos uma reflexão acerca de projetos de iluminação</p><p>executados por outros profissionais, considerando</p><p>todos os aspectos estudados. A proposta é de que,</p><p>agora, você esteja mais preparado para uma análise</p><p>mais crítica sobre o assunto.</p><p>Se decidir optar em especializar-se em ilumina-</p><p>ção, fará um estudo aprofundado sobre o</p><p>assunto e</p><p>se tornará um Lighting Designer, que é um profis-</p><p>sional que usa de estudos técnicos e estéticos unidos</p><p>à arquitetura para dar soluções de iluminação para</p><p>um determinado espaço. Esse profissional estuda as</p><p>exigências humanas e utiliza a luz para melhora do</p><p>bem-estar de cada indivíduo, seja a luz natural ou</p><p>artificial será para levar qualidade de vida. Um ligh-</p><p>ting designer também procura o uso da sustentabi-</p><p>lidade, buscando tipos de lâmpadas que colaboram</p><p>com a eficiência energética.</p><p>Não é possível ser um lighting designer sem um</p><p>profundo conhecimento da luz e do ser humano,</p><p>levando em consideração diferentes culturas, indi-</p><p>vidualidades e arquiteturas singulares. Lembrando,</p><p>também, que poderá trabalhar com tudo que se re-</p><p>fere à luz, como iluminação cênica de shows, teatro,</p><p>DESIGN</p><p>181</p><p>decoração de eventos, iluminação temáticas do tipo</p><p>Natal, Páscoa, entre outros temas, iluminação co-</p><p>mercial como lojas, shoppings e restaurantes, ilumi-</p><p>nação residencial, paisagismo, iluminação pública,</p><p>fachadas e, por fim, na criação de objetos com ilu-</p><p>minação que traga benefício para sociedade.</p><p>já deverá compreender que são spots que são usa-</p><p>dos nos pontos de destaque, focando as mesas de</p><p>atendimento e os produtos, e também as luzes ge-</p><p>ral, iluminando toda a circulação da lojas, e mais</p><p>os detalhes decorativos de luz nas paredes, tra-</p><p>zendo modernidade para o ambiente de produtos</p><p>tecnológicos.</p><p>Para esse grande comércio de várias lojas que são</p><p>shoppings center, a luz natural tem que predominar</p><p>e, nos corredores, o uso do LED com sistema de ilu-</p><p>minação geral ou pontual, dependendo do projeto</p><p>que irá escolher, sempre se preocupando com a fun-</p><p>cionalidade e economia de energia.</p><p>Testificando que a iluminação residencial será</p><p>de acordo com as necessidades de cada indivíduo e</p><p>com seu conceito de projeto de interiores, pode-se</p><p>utilizar pendentes, spots, plafons, arandelas e entre</p><p>outros tipos de sistemas de iluminação, não existe</p><p>regras para iluminação residencial, mas sim a pro-</p><p>cura de melhores maneiras de satisfazer o cliente</p><p>com um bom projeto luminotécnico.</p><p>Além de Projetos de interiores, o Designer</p><p>pode criar produtos que favoreçam as pessoas e o</p><p>mundo em que vivemos, procurando sustentabili-</p><p>dade e eficiência energética que é o caso da ima-</p><p>gem da Árvore Solar do Designer Ross Lovegro-</p><p>ve², criada com muita tecnologia e eficiência, na</p><p>qual ela capta luz solar e a noite se transforma em</p><p>luz. Além disso, serve como banco para as pessoas</p><p>sentarem e uma peça de decoração para ruas de</p><p>Londres.</p><p>Compre revistas, leia livros, blogs e sites de ilu-</p><p>minação, vá em palestras e cursos, observe trabalhos</p><p>de lightings designer por todo mundo para cada vez</p><p>obter mais informações sobre o mundo da luz, assim</p><p>alcançará grandes conquistas e sucesso na profissão</p><p>de Designer de Interiores.</p><p>Figura 24 - Festival de luzes em Nagashima, no Japão</p><p>O parque Nabama no Sato em Nagashima, no Japão,</p><p>vem sendo iluminado por milhões de lâmpadas de</p><p>LED, formando corredores que mais parecem por-</p><p>tais te levando para outra atmosfera. Chamado de</p><p>Winter Light, acontece todo ano para comemorar</p><p>o Natal todos esses efeitos, causando variados tipos</p><p>de emoções fornecidas pelo trabalho dos profissio-</p><p>nais de iluminação como engenheiros elétricos, por</p><p>exemplo.</p><p>A iluminação comercial exige um estudo de</p><p>briefing aprofundado com o cliente sobre as ne-</p><p>cessidades desse ambiente e sobre quais serão os</p><p>pontos de destaque do local. Com essa imagem,</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>182</p><p>25 26</p><p>27</p><p>DESIGN</p><p>183</p><p>Nada é mais precioso do que a luz; mas o</p><p>excesso ofusca.</p><p>(Textos Judaicos)</p><p>REFLITA</p><p>Figura 25 - Exemplo de Iluminação de Shoppings</p><p>Figura 26 - Exemplo de Iluminação Comercial</p><p>Figura 27 - Árvore Solar de Ross Lovegrove</p><p>Figura 28 - Exemplo de Iluminação Residencial</p><p>28</p><p>184</p><p>considerações finais</p><p>C</p><p>aro(a) aluno(a), chegamos ao final de mais uma unidade e ao final do</p><p>livro. Conseguimos ver como nosso corpo reage às variações da tem-</p><p>peratura, som e luz. Destacamos a importância do conforto ambiental</p><p>para atividades humanas e perceber que o conforto está em tudo que</p><p>olhamos e sentimos e, para nós como designers, é dever em um projeto procurar</p><p>melhorias no bem-estar de cada cliente que atender. De forma bem exemplifica-</p><p>da, foram apresentados todos os conceitos do conforto e como podemos solucio-</p><p>nar os problemas da falta dele. Hoje, sendo a iluminação uma das partes prin-</p><p>cipais do Design, houve a necessidade de aplicar unidades que só exploram esse</p><p>tema. Todos os ambientes que você for projetar terá que examinar qual a melhor</p><p>iluminação e como aplicar, desde residências a indústrias, estudando melhores</p><p>maneiras de causar bons confortos visuais e entender o que cada cliente procura</p><p>de iluminação para ambiente. Com várias ilustrações, pode verificar os efeitos</p><p>que cada luz traz e com cálculos para ambientes que necessitam. A intenção foi</p><p>preparar esse livro de modo que o designer use de pesquisa para seus futuros</p><p>projetos, sendo um bom companheiro da jornada de trabalho.</p><p>Use muito essas informações, leia quantas vezes for necessário, busque sem-</p><p>pre informações que beneficiem seus projetos e principalmente seus futuros</p><p>clientes. A iluminação em específico evolui muito rapidamente, tem que sempre</p><p>se atualizar, buscar novos catálogos, tipos de lâmpadas e LEDs que colaboram</p><p>com a eficiência energética. Nós designers temos esse papel importante de pro-</p><p>jetar com responsabilidade e preocupação de melhorar o meio em que vivemos</p><p>com sustentabilidade.</p><p>Compartilhamos aqui conhecimentos e abrimos um leque abrangente na</p><p>profissão de design de interiores, sendo um deles ser especialista em iluminação.</p><p>Que o objetivo dessa unidade de aprender e buscar por mais conhecimento seja</p><p>atingido e que seus projetos evoluam cada vez mais com esses livros didáticos.</p><p>185</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>A ILUMINAÇÃO DA ARQUITETURA E SEU IMPACTO SOBRE A CIDADE</p><p>City Beautifi cation x L’Urbanisme Lumière</p><p>A luz artifi cial é um fenômeno fascinante. Ao contrário da luz geral vinda do sol, cujas carac-</p><p>terísticas são determinadas pela natureza, a luz elétrica é específi ca, particular. Podemos</p><p>modifi car a fonte luminosa, sua posição, intensidade, cor, obter efeitos múltiplos, criando</p><p>e recriando diferentes climas em um mesmo espaço. Com ela é possível revestir sem es-</p><p>tuque, pintar sem tinta. Provocar um efeito pode ser tão rápido quanto atenuá-lo, ou até</p><p>retirá-lo. A luz é um agente muito poderoso e é importante ter controle sobre ela.</p><p>A luz nas cidades desempenha um papel estrutural para o olhar do cidadão: orienta, des-</p><p>taca, esconde, transforma, integra ou isola. Seu complemento, a sombra, trabalha em sin-</p><p>tonia, para melhor sublinhar ou ocultar, para melhor descobrir ou dissimular. Pelas luzes e</p><p>pelas sombras as paisagens da natureza e as obras criadas pelo gênio humano podem ter</p><p>suas visões noturnas alteradas, modifi cadas em seus aspectos originais. Nestes espaços</p><p>iluminados poderão ser criadas novas ambiências e diferentes condições de convívio.</p><p>O interesse em iluminar as fachadas as quais se atribui importância, seja afetiva ou cul-</p><p>tural, refl ete também a autoestima dos cidadãos por sua cidade, por suas construções,</p><p>por seus monumentos e por suas paisagens - seus pontos de referência. A luz destaca.</p><p>E só se destaca o que se aprecia, ou o que se quer fazer apreciar. A atividade criativa do</p><p>lighting designer, ao projetar a iluminação dos volumes urbanos mais signifi cativos, estará</p><p>permanentemente balizada pela consciência de que, em várias oportunidades ele estará</p><p>trabalhando sobre a obra de terceiros, seja ele a própria natureza ou um outro artista. Por-</p><p>tanto, iluminar os espaços, construções e obras de arte das cidades exige um sentimento</p><p>de profundo respeito pelo trabalho daqueles que as conceberam e construíram. Impõe res-</p><p>ponsabilidade em preservar a identidade dos monumentos e edifícios. A iluminação não é</p><p>mais importante que a obra iluminada.</p><p>Deve, sim, expressar a releitura noturna desta obra</p><p>através da sensibilidade criativa e da consideração profi ssional de quem ilumina.</p><p>As potencialidades da luz</p><p>Por muito tempo relegada a um papel estritamente utilitário, a iluminação nas cidades ain-</p><p>da tem como objetivo maior garantir uma boa visibilidade. Esta responsabilidade apenas</p><p>funcional, de permitir a visão noturna, encobriu por muito tempo todas as outras poten-</p><p>cialidades da luz:</p><p>186</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>• A fantástica capacidade de criação de cenografi as urbanas.</p><p>• A sutil possibilidade de defi nição de ambiências psicológicas e simbólicas.</p><p>• A importante participação na sinalética. Vamos analisar estas importantes funções da</p><p>iluminação urbana para permitir uma noção integrada do tema. Enfatizando o desenho</p><p>de luz da arquitetura, objeto desta edição, vamos então comentar os principais progra-</p><p>mas de iluminação de monumentos e fachadas que acontecem nas grandes cidades.</p><p>Garantir segurança à visão noturna: uniformidade e contraste</p><p>A possibilidade de distinguir as coisas é necessária à apropriação visual dos espaços da ci-</p><p>dade e à convivência entre os cidadãos. A luz proporciona uma sensação de segurança, or-</p><p>denando a visão noturna nas vias e edifi cações da cidade. Na iluminação viária, quando os</p><p>espaços iluminados estão justapostos, é importante conservar uniformidade nos níveis de</p><p>iluminamento para evitar a formação de “buracos negros” com contrastes muito grandes</p><p>para os motoristas. Já na iluminação de monumentos e fachadas os grandes contrastes de-</p><p>vem ser considerados. A variação adequada entre as superfícies iluminadas e aquelas som-</p><p>breadas é que, na maioria das vezes, vai oferecer uma boa leitura noturna da edifi cação e</p><p>conferir qualidade ao projeto de luz. Uma edifi cação percebida como adequadamente ilu-</p><p>minada pode se tornar sombria quando vista inserida em um ambiente mais intensamente</p><p>iluminado. Paralelamente, uma fachada fracamente iluminada poderá parecer destacada</p><p>quando inserida em um entorno obscuro. A pesquisa de um nível de iluminamento pontual</p><p>ou médio e as noções de luminância das superfícies iluminadas em relação aos tipos de</p><p>revestimento constituem valores luminotécnicos importantes, embora sejam insufi cientes,</p><p>para qualifi car o projeto de iluminação de monumentos e fachadas.</p><p>O potencial cenográfi co da luz</p><p>É a mais importante potencialidade, no que diz respeito à iluminação de monumentos e facha-</p><p>das: o uso competente de todas as múltiplas possibilidades de manipulação das fontes de luz.</p><p>O conhecimento técnico, a sensibilidade e a criatividade do lighting designer são fundamen-</p><p>tais para selecionar o partido adequado entre tantas possibilidades que a iluminação artifi cial</p><p>oferece. (Ver artigo O Potencial Cenográfi co da Iluminação de Monumentos e Fachadas).</p><p>A defi nição de uma ambiência psicológica e simbólica</p><p>Os componentes sensoriais, psicológicos e simbólicos da luz são os elementos subjetivos para</p><p>o projeto do lighting designer, pois em todos os casos determinarão a atmosfera, o clima do</p><p>187</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>local. A luz gera impressões psicológicas, imprime de maneira duradoura e diferenciada a</p><p>nossa percepção do espaço ou a imagem de um local. Ela provoca sensações e nos associa a</p><p>símbolos que permitem qualifi car a ambiência do espaço que percorremos. Por exemplo, a</p><p>simples escolha de lâmpadas com uma determinada tonalidade e cor pode facilmente gerar</p><p>associação às noções de calor e de frio pela maioria das pessoas. A luz tem sido sempre rela-</p><p>cionada com a obscuridade ou com as sombras sempre que se quer simbolizar uma evolução</p><p>ou uma dualidade. Ela tem sido muitas vezes identifi cada com o divino. A luz organiza o caos e,</p><p>para nossos antepassados, se opunha às “forças maléfi cas” escondidas nas sombras da noite,</p><p>nas vielas das cidades antigas. A falta de luz é também considerada como um fator de insegu-</p><p>rança. O medo do cidadão se confunde então com o medo da noite e o clarão da luz simboliza</p><p>o refúgio. A luz pode também ser metafórica: ela restitui a ideia de fausto, de cerimônia, de</p><p>festa. Pode ser lúdica, alegre, surpreendente, como nos múltiplos símbolos e cartazes dos</p><p>quarteirões da Broadway ou nos cassinos e hotéis de Las Vegas. Ela participa da instituição</p><p>ou da redescoberta de ritos: guirlandas de Natal, procissões de velas, cortejos de lamparinas,</p><p>etc. Estas características simbólicas da luz começam a ser exploradas na iluminação da arqui-</p><p>tetura e dos espaços urbanos. Sendo portadora de símbolos fortes, a luz pode agregar um</p><p>suplemento de sentimento à visão noturna da obra arquitetônica ou do monumento.</p><p>A participação no grafi smo dos sinais urbanos</p><p>A luz é também um dos elementos da sinalética – ciência dos sinais e da comunicação. Ela</p><p>sublinha um eixo, indica uma direção, afi rma uma intenção. Com a iluminação pode-se</p><p>marcar uma perspectiva, redesenhar uma trajetória e guiar o cidadão na cidade. A cidade</p><p>noturna é invadida por um feixe de sinais e de informações que muitas vezes perturbam</p><p>a leitura dos espaços. Mas estes signos luminosos, abstratos ou signifi cativos, podem ex-</p><p>plicitar um espaço, como marcos luminosos ao longo do contorno de uma praça, exprimir</p><p>trajetórias gráfi cas, perspectivas importantes, percursos reais, imaginários ou poéticos, e</p><p>permitir visualizar algumas das tramas que tecem a malha urbana, como as vias subterrâ-</p><p>neas, os canais, as linhas de ônibus ou de trem, etc.</p><p>A luz da mídia também se constitui hoje em importantíssimo componente da iluminação</p><p>urbana. Incorpora com rapidez as mais recentes tecnologias e necessita ser conveniente-</p><p>mente monitorada, pois provoca grande impacto na ambientação da cidade.</p><p>Fonte: Miguez (2016, on-line).</p><p>188</p><p>atividades de estudo</p><p>1. Se tratando de controle de luz, um cliente pede para aumentar e diminuir a intensidade da luz de um</p><p>quarto. Visando custo benefício, qual dos sistemas de controle irá indicar para esse cliente?</p><p>a. Sensor de luz.</p><p>b. Sistema de automação.</p><p>c. Dimmer.</p><p>d. Temporizador.</p><p>e. Sistema Dali.</p><p>2. Em um projeto residencial de uma cozinha com teto de gesso e recebendo pouca incidência de luz</p><p>natural, necessitando de mais luz artificial, e o cliente ainda pede alguns detalhes de iluminação de-</p><p>corativa em cima da bancada de refeições, podemos afirmar que com essas informações a escolha</p><p>correta da iluminação para toda essa cozinha será:</p><p>I. Embutidos plafons de luz geral com difusores na tonalidade 4000K ou 6000K, levando boa claridade e</p><p>uso de pendentes decorativos na bancada da mesa de refeições.</p><p>II. Embutidos de spots direcionáveis na tonalidade 3000K, trazendo uma luz mais aconchegante e pen-</p><p>dentes para a bancada da mesa de refeições.</p><p>III. Embutidos plafons de luz geral na tonalidade 3000K e spots direcionáveis em cima da bancada da mesa</p><p>de refeições.</p><p>Estão corretos apenas:</p><p>a. I e II.</p><p>b. I apenas.</p><p>c. III apenas.</p><p>d. II e III.</p><p>e. I, II e III.</p><p>3. Atualmente a compra pela internet vem aumentando e as lojas físicas estão cada vez mais procurando</p><p>melhorias no atendimento e estética do local, e a luz com sua distribuição correta tem o papel funda-</p><p>mental de melhorar o ambiente da loja levando funcionalidade, conforto e beleza. Temos dois tipos</p><p>de lojas com diferentes identidades para compra e tipos de iluminação, quais são e seus tipos de luz:</p><p>a. Loja de departamentos com luz de destaque e loja sofisticada com luz geral branca em todo seu espaço.</p><p>b. Loja de departamentos com mais luz geral e loja sofisticada com mais luz de destaque nos produtos.</p><p>c. Loja de departamentos e loja sofisticada com luz de destaque em todo seus espaços.</p><p>d. Loja de departamentos e loja sofisticada com luz geral em todo seus espaços.</p><p>189</p><p>atividades de estudo</p><p>4. Local: uma loja de vendas de roupas de porte médio que dentro das normas exige 300 lux e essa loja</p><p>mede 8 metros de largura por 10 metros de comprimento sua altura é de 3 metros. Altura do plano</p><p>de trabalho é 0,80.</p><p>Índice</p><p>passou a ter uma importân-</p><p>cia ainda maior com a criação das leis trabalhistas,</p><p>pois, a partir delas, o trabalhador passou a ter direito</p><p>a um local de trabalho salubre, em que pudesse de-</p><p>senvolver a sua atividade.</p><p>A utilização do ar-condicionado tornou-se uma</p><p>das opções, porém gerou alguns problemas, sendo</p><p>um deles a falta de limpeza dos filtros desses equipa-</p><p>mentos, além da questão da umidade do ar, que fica</p><p>extremamente baixa, e também a diferença de tem-</p><p>peraturas internas e externas. O mesmo ocorre com</p><p>o processo de aquecimento por meio da calefação,</p><p>soluciona o problema da temperatura, mas diminui</p><p>muito a umidade do ar.</p><p>Por isso, devemos nos ater às soluções naturais,</p><p>mesmo que, em momentos extremos, essas soluções</p><p>citadas acima precisam ser utilizadas. Segundo Lam-</p><p>berts, Dutra e Pereira (1997), a importância do con-</p><p>forto térmico é baseada em três fatores, sendo eles: a</p><p>satisfação do homem, ou seja, o seu bem-estar, a per-</p><p>formance humana, que pode ser afetada se está mui-</p><p>to calor ou muito frio, e a conservação de energia.</p><p>Você vai buscar entender na próxima unidade</p><p>todas as variáveis de conforto, assim como o com-</p><p>portamento do ser humano e será capaz de entender</p><p>as estratégias naturais e como deve aplicá-las.</p><p>Conforto térmico é o estado mental que ex-</p><p>pressa satisfação do homem com o ambiente</p><p>térmico que o circunda.</p><p>(ASHRAE - American Society of Heating, Refrigeration</p><p>and Air Conditioning Engineers).</p><p>REFLITA</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>18</p><p>O que você pensa quando lê a palavra acústica? Logo</p><p>vem na sua mente um teatro ou auditório, não é</p><p>mesmo? Pois saiba que a preocupação acústica deve</p><p>acontecer em qualquer ambiente que você projetar.</p><p>Ela é um subsídio do projeto e deve ser considerada</p><p>desde o levantamento de dados.</p><p>Isso acontece porque, em qualquer local, deve-</p><p>mos evitar a entrada de ruídos externos na edificação</p><p>e isso é uma preocupação com o conforto acústico.</p><p>O projeto acústico deve ser funcional, cada elemen-</p><p>to deve ser bem pensado e trabalhar para uma boa</p><p>difusão do som, deve ter uma função para existir,</p><p>O Conforto</p><p>Acústico</p><p>sempre priorizando a função daquele projeto. Então,</p><p>já podemos perceber que o nosso objeto de estudo</p><p>nesta frente será o som.</p><p>Para dar qualidade acústica a um espaço, deve-</p><p>mos perceber qual será a interferência acústica que o</p><p>projeto fará no entorno e também o contrário. É ne-</p><p>cessário, ainda, compreender o fenômeno do som, o</p><p>que veremos mais à frente, na Unidade III, que tra-</p><p>tará especificamente de conforto acústico.</p><p>Um dos nossos grandes desafios neste projeto</p><p>será a grande quantidade de ruídos externos que</p><p>existem hoje, os ruídos urbanos. Então, você deve</p><p>DESIGN</p><p>19</p><p>sempre fazer uma observação sonora antes de ini-</p><p>ciar o projeto; deve-se pensar em soluções, sem dei-</p><p>xar que isso bloqueie a sua criatividade.</p><p>Vamos voltar um pouco na história para que</p><p>você comece a ter um contato com termos da acústi-</p><p>ca. Na Antiguidade, os gregos e romanos já constru-</p><p>íam grandes teatros. Não se sabe ao certo se havia a</p><p>intenção acústica, porém havia um objetivo visual, o</p><p>que resultou em soluções utilizadas até hoje.</p><p>Os teatros dos gregos tinham um formato semi-</p><p>circular, a função deste espaço para eles era de um</p><p>cenário religioso, então ali desenvolviam-se peças e</p><p>cultos. A plateia era escalonada, aproveitando a to-</p><p>pografia do terreno, e distribuída em semicírculo, o</p><p>que promove uma aproximação das pessoas ao pal-</p><p>co, para uma boa visão e, consequentemente, uma</p><p>boa audição, como podemos observar na imagem a</p><p>seguir (Figura 2).</p><p>A criatividade é, em qualquer área, um dos</p><p>elementos fundamentais para a resolução</p><p>de um problema. No caso da acústica, não</p><p>é diferente; utilizar a criatividade e os ma-</p><p>teriais adequados para resolver a questão</p><p>do ruído de um ambiente é de importância</p><p>fundamental.</p><p>REFLITA</p><p>Nos teatros romanos, porém, a topografia não era</p><p>aproveitada, por isso uma grande estrutura precisa-</p><p>va ser construída, contudo a configuração em semi-</p><p>círculo era a mesma. O palco ficava mais próximo</p><p>da plateia e, pela construção que era erguida, ha-</p><p>viam superfícies mais fechadas lateralmente e mais</p><p>altas, o que trouxe um reforço sonoro para os palcos.</p><p>Figura 2 - Teatro Grego</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>20</p><p>Essa estrutura funcionava como uma concha acústi-</p><p>ca, como podemos observar na imagem a seguir (Fi-</p><p>gura 3), sendo aquela que era utilizada geralmente</p><p>em palcos ao ar livre, que serve para fazer a reflexão</p><p>do som para o público. Além disso, para esse povo, o</p><p>teatro tinha a função de divertimento.</p><p>Após a antiguidade, vem a Idade Média e pas-</p><p>sam muitos anos sem se desenvolver um teatro, por</p><p>conta do cristianismo. O que podemos estudar nes-</p><p>te momento são as igrejas. Você já entrou em uma</p><p>grande igreja que estava vazia? Percebeu o grande</p><p>reforço sonoro que acontece na voz? As igrejas ge-</p><p>ralmente possuem um grande volume e superfícies</p><p>muito reflexivas, o que leva a um aumento da inten-</p><p>sidade do som neste ambiente. Geralmente, as igre-</p><p>jas eram construídas em pedra e alvenaria, materiais</p><p>muito reflexivos, que causam um grande reforço</p><p>sonoro, sendo estas edificações importantes para o</p><p>desenvolvimento da música.</p><p>Figura 3 - Teatro Romano</p><p>As igrejas desse período possuem cúpulas, que são</p><p>superfícies côncavas. Este tipo de superfície para o</p><p>projeto acústico pode causar uma grande focaliza-</p><p>ção do som, o que se torna um defeito acústico que</p><p>vamos estudar mais à frente (Figura 4).</p><p>Figura 4 - Cúpula da Basílica de São Pedro, Vaticano</p><p>DESIGN</p><p>21</p><p>E no período gótico, o arco ogival é desenvolvido, o que</p><p>deixa as igrejas ainda mais altas, provocando então, ou-</p><p>tro defeito acústico, que chamamos de eco (Figura 5).</p><p>Após esse período, vem o renascimento, um mo-</p><p>mento em que retoma-se a valorização da arte e da</p><p>literatura. Dessa forma, os teatros voltam a ser cons-</p><p>truídos, ainda com o mesmo formato dos da anti-</p><p>guidade, porém em espaços totalmente fechados. Os</p><p>espaços fechados fazem que o som tenha um com-</p><p>portamento diferente dos espaços abertos.</p><p>Nesses teatros, o som é refletido por todas as su-</p><p>perfícies internas, como teto, paredes, piso. Por isso,</p><p>há um grande reforço sonoro, ainda mais por serem</p><p>grandes espaços. A grande reflexão é compensada</p><p>pelo grande público, já que as pessoas absorvem o</p><p>som. Nesse momento, surge um novo desafio, que é</p><p>a ligação entre o palco e o proscênio; temos dois am-</p><p>bientes acusticamente diferentes, ligados por uma</p><p>abertura, chamada “boca de cena” (Figura 6). Figura 5 - Arco Ogival</p><p>Figura 6 - Teatro Olímpico, em Vicenza – Andrea Palladio, primeiro tea-</p><p>tro permanente com cenário fixo</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>22</p><p>Figura 7 - Ópera de Sydney</p><p>DESIGN</p><p>23</p><p>N</p><p>o barroco, temos o desenvolvimento</p><p>da ópera, e é preciso de um local para</p><p>alocar a orquestra. Como este é um pe-</p><p>ríodo em que desenvolveu-se uma ar-</p><p>quitetura muito decorada, os palcos são cheios de</p><p>adornos, os quais absorvem o som, mas o local da</p><p>orquestra é um local muito reflexivo. Aqui surge</p><p>um outro desafio, que é equilibrar a absorção des-</p><p>tes dois espaços.</p><p>No séculos XIX, continuam os teatros fechados,</p><p>agora trazendo a orquestra para um local destaca-</p><p>do em relação ao palco. A audiência continua sendo</p><p>distribuída em leque, porém rodeada de nichos e pi-</p><p>lares, que ajudam na difusão do som.</p><p>E finalmente no século XX, a acústica passa a ter</p><p>um embasamento científico. Wallace Sabine desen-</p><p>volve a fórmula do tempo de reverberação, relacio-</p><p>nando o volume do ambiente com os materiais de</p><p>revestimento internos. A partir daqui, a acústica se</p><p>desenvolve mais rápido, surgem os teatros de planta</p><p>retangular, o que, junto com a fórmula de Sabine,</p><p>resulta em teatros com qualidade acústica. Porém, as</p><p>paredes paralelas podem gerar um defeito acústico,</p><p>que veremos mais à frente na unidade de conforto</p><p>acústico.</p><p>No final do século XX, desenvolvem-se novas</p><p>formas, como a Ópera de Sydney (Figura 7), pois há</p><p>o surgimento de novos materiais. Começa também</p><p>aqui o desafio dos espaços de</p><p>de refletância:</p><p>Teto branco: 70%</p><p>Parede clara: 50%</p><p>Piso cinza escuro: 20%</p><p>Com base nos dados, calcule o RCR.</p><p>5. Depois de encontrar o valor do RCR (na questão anterior), agora calcule a quantidade de luminárias</p><p>para atingir os 300 lux necessários. Seu fator de depreciação é 0,85. Segue abaixo a luminária e a ta-</p><p>bela de fator de utilização:</p><p>Luminária a LED com refletores em alumínio alto brilho, combina-</p><p>dos com difusores em acrílico leitoso. Ideal para ambientes que não</p><p>exijam controle de ofucamento como auditórios, consultórios, corre-</p><p>dores e hospitais. Completa, com placa de LED e driver multitensão</p><p>(100-250V) integrados à luminária. Opcional dimerizável 0 a 10V ou</p><p>DALI, sob consulta.</p><p>INSTALAÇÃO: Embutir</p><p>CORPO: Em chapa de aço fosfatizada pintada na cor branca microtex-</p><p>tura.</p><p>REFLETORES: Parabólicos em alumínio alto brilho.</p><p>DIFUSORES: Em acrílico leitoso</p><p>DRIVER INCLUSO: 100 – 250V</p><p>IRC: 80</p><p>IP: 20</p><p>CÓDIGO L1 L2 A B C NICHO</p><p>LAN03-</p><p>E3500830</p><p>37W LED*</p><p>/ 3600lm**</p><p>3000K /</p><p>50.000h(L70)</p><p>617 41 617 576x556</p><p>LAN03-</p><p>E3500840</p><p>37W LED*</p><p>/ 3600lm**</p><p>4000K /</p><p>50.000h(L70)</p><p>617 41 617 576x556</p><p>EAN03-</p><p>E3500830</p><p>37W LED*</p><p>/ 3600lm**</p><p>3000K /</p><p>30.000h(L70)</p><p>617 41 617 576x556</p><p>EAN03-</p><p>E3500840</p><p>37W LED*</p><p>/ 3600lm**</p><p>4000K /</p><p>30.000h(L70)</p><p>617 41 617 576x556</p><p>EAN03-</p><p>E3500850</p><p>37W LED*</p><p>/ 3600lm**</p><p>5000K /</p><p>30.000h(L70)</p><p>292 41 1243 230x1176</p><p>* Consumo total, incluindo driver.</p><p>** Já consideradas as perdas óticas</p><p>Fonte: Lumicenter ([2016], on-line)³.</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>Teto (%) 70 50 30 0</p><p>Parede (%) 50 30 10 50 30 10 50 30 10 0</p><p>Chão (%) 20 20 20 0</p><p>RCR Fator de Utilização (%)</p><p>0 117 117 117 111 111 111 107 107 107 100</p><p>1 104 101 98 100 98 95 96 94 92 87</p><p>2 93 87 82 89 85 81 86 82 79 75</p><p>3 82 76 70 80 74 69 77 72 68 65</p><p>4 74 66 60 71 65 60 69 63 59 56</p><p>5 66 59 53 64 57 52 62 56 52 49</p><p>6 60 52 46 58 51 46 57 50 46 43</p><p>7 55 47 41 53 46 41 52 45 41 38</p><p>8 50 42 37 49 42 37 48 41 37 35</p><p>9 46 39 33 45 38 33 44 38 33 31</p><p>10 43 35 30 42 35 30 41 35 30 28</p><p>Iluminação: Simplifi cando o Projeto</p><p>Mauri Luiz da Silva</p><p>Editora: Ciência Moderna</p><p>Sinopse: o Projeto de Iluminação, explicado de forma didática,</p><p>sempre foi algo muito procurado pelos que trabalham com a</p><p>luz. Dicas, macetes, orientações e muitas informações de como</p><p>fazer um bom projeto de iluminação. Como no seu livro anterior, Luz, Lâmpadas & Ilumina-</p><p>ção, best-seller e precursor sobre o assunto, Mauri Luiz da Silva consegue nos colocar no</p><p>caminho da luz, e novamente com a característica principal de sua obra, a linguagem acessí-</p><p>vel, na qual a leitura fl ui de forma natural e motivadora. De estudantes aos mais renomados</p><p>projetistas, todos encontrarão informações importantes neste livro, quanto mais se apren-</p><p>der sobre a iluminação, melhor, pois sendo matéria ainda relativamente nova no Brasil, tudo</p><p>soma positivamente, sejam cursos, palestras, revistas ou livros. Este livro passa a ser fonte</p><p>de consulta indispensável nessa busca incessante de informações sobre a luz e seus efeitos.</p><p>Este site apresenta um dos melhores escritório de Lighting designer do Brasil e até do mun-</p><p>do, por apresentar projetos conhecidos mundialmente. O museu do amanhã é dos seus tra-</p><p>balhos mais atuais e apresentado para todo o mundo. Mônica Luz Lobo lidera a equipe.</p><p>Link: <http://www.ldstudio.com.br/></p><p>O Regresso</p><p>Ano: 2015</p><p>Sinopse: 1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o</p><p>oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado</p><p>por um urso, fi ca seriamente ferido e é abandonado à própria</p><p>sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rou-</p><p>ba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade,</p><p>Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.</p><p>191</p><p>referências</p><p>CIMADON, A. C. Estudo de Caso: A iluminação em ambientes de trabalho. Re-</p><p>vista Setor Elétrico. 2016.</p><p>INNES, M. Iluminação: no Design de Interiores. São Paulo: G.G Brasil, 2012.</p><p>MIGUEZ, J. C. A iluminação da arquitetura e seu impacto sobre a cidade. Dis-</p><p>ponível em: <http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/Arquitetural/artigos/02%20</p><p>-%20pro_fachadas_Vis%E3o_Geral.pdf>. Acesso em: 05 dez. 2016.</p><p>SILVA, L. M. ILuminação: Simplificando o Projeto. Rio de Janeiro: Ciência Mo-</p><p>derna, 2009.</p><p>VIANNA, S. N; GONÇALVES, S. C. J. Iluminação e Arquitetura. São Paulo:</p><p>UniABC, 2001.</p><p>Referências On-Line</p><p>¹ Em: <http://www.lumicenteriluminacao.com.br/pt/catalogo/produto/850.</p><p>html>. Acesso em: 20 out. 2016.</p><p>² Em: <http://www.rosslovegrove.com/>. Acesso em: 20 out. 2016.</p><p>³ Em: <http://www.lumicenteriluminacao.com.br/pt/catalogo/produto/687.</p><p>html>. Acesso em: 20 out. 2016.</p><p>192</p><p>gabarito</p><p>1. C.</p><p>2. B.</p><p>3. B.</p><p>4. RCR = 5 x h x (C + L) / C x L</p><p>RCR = 5 x 2,20 x (10 + 8) / 10 x 8 = 2,47 arredonda para 2.</p><p>5. Fu = 93</p><p>N = (C x L) x E / lm x Fu x Fd = (10 x 8) x 300 / 3600 x 93 x 0,85 = 0,84 portanto 8 uni-</p><p>dades de luminárias.</p><p>DESIGN</p><p>193</p><p>conclusão geral</p><p>Caro(a) aluno(a), é com grande contentamento que finalizamos mais um livro do curso</p><p>a distância de Design de Interiores da Unicesumar. Desejamos que esse estudo tenha fo-</p><p>mentado a busca em aprender cada vez mais sobre o profissional de Design de Interiores e</p><p>reforçado o quanto são abrangentes as opções no mercado de trabalho.</p><p>Esse livro fortaleceu a importância do Design para o bem-estar de cada indivíduo,</p><p>mostrando que o conforto ambiental e a iluminação interfere de maneira positiva ou ne-</p><p>gativa no meio em qual vivemos. O papel do Designer de Interiores em sua trajetória será</p><p>devolver e trazer com base em estudos a necessidade de cada pessoa envolvida no seu</p><p>ambiente, levando sentimentos agradáveis seja ele no trabalho, lazer ou em sua residência.</p><p>O curso está te trazendo habilidades de montar projetos com elementos e conceitos</p><p>únicos para cada criação chegando em resultados finais notáveis na sua profissão. Pense</p><p>sempre que todos os elementos em sua volta passam pelo Design, seja ele de produto, moda</p><p>ou interiores, e que existem mais profissionais a procura de desenvolver materiais e estudos</p><p>que tragam mudanças ao ser humano e para o mundo em que vivemos, preocupados prin-</p><p>cipalmente com a eficiência energética e sustentabilidade.</p><p>A forma consciente de projetar é o objetivo principal hoje do Designer, ainda mais</p><p>quando falamos de iluminação unida e eficiência, pensando que devemos economizar</p><p>energia e trazer funcionalidade na escolha de cada produto.</p><p>Esperemos que todas as teorias e cálculos disponíveis no livro saiam do papel e sejam</p><p>aplicadas em prática no desenvolvimento de cada projeto, sendo ele um auxiliador para</p><p>todos os momentos de dúvidas.</p><p>E finalmente que este curso venha trazer um grande sucesso profissional, que possa-</p><p>mos ser em nosso trabalho um agente transformador no meio em que vivemos com ideias</p><p>e inovações, melhorando cada espaço projetado. E a cada passo dado venhamos a mudar</p><p>nossas vidas e nossa sociedade, respeitando e aperfeiçoando a relação homem e o mundo.</p><p>Parabéns, futuro Designer de Interiores!</p><p>múltiplo uso.</p><p>Atualmente, além das questões internas da acús-</p><p>tica, ainda temos que nos preocupar com a grande</p><p>quantidade de ruídos urbanos existentes. Esses ru-</p><p>ídos podem prejudicar qualquer tipo de projeto e</p><p>isto é prejudicial ao homem. Então, o nosso desafio</p><p>é manter a qualidade ambiental, controlando estes</p><p>ruídos e fazendo uma boa propagação do som den-</p><p>tro dos espaços.</p><p>O aumento do ruído, especialmente nos cen-</p><p>tros urbanos, é sem dúvida um dos graves</p><p>problemas do nosso tempo, consequência do</p><p>desenvolvimento tecnológico e industrial e do</p><p>crescimento sem controle e sem planejamen-</p><p>to das cidades. Em locais onde há constante</p><p>aglomeração de pessoas e veículos nas vias</p><p>de circulação, percebe-se o descontentamen-</p><p>to geral dos transeuntes e dos usuários dos</p><p>imóveis próximos, com sucessivas reclama-</p><p>ções aos órgãos competentes e anseio por</p><p>uma solução definitiva. Os habitantes sentem</p><p>seu espaço comum e privativo invadido pelo</p><p>ruído de tráfego, que dificulta a comunicação</p><p>oral, mascara os sons cotidianos e destrói a</p><p>identidade sonora dos ambientes.</p><p>Fonte: adaptado de Scherer, Piageti e Vani (2008).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>24</p><p>O Conforto</p><p>Visual</p><p>Pense que está acordando de uma boa noite de sono</p><p>e ao abrir os olhos a luz do dia e seus raios solares</p><p>o atingem pela abertura da janela, vindo a sensação</p><p>de desconforto e a necessidade de levantar. Indo</p><p>para o trabalho de carro, seus olhos recebem uma</p><p>incidência de luz solar que os afetam causando uma</p><p>saturação lhe fazendo colocar óculos escuros ou</p><p>utilizar o para sol do carro para continuar a dirigir</p><p>com segurança. Chegando ao trabalho, se depara</p><p>com grande exposição de luz na cor branca que lhe</p><p>faz sentir vontade de trabalhar e ficar ativo, mas ao</p><p>utilizar a tela do seu computador, o reflexo dessas</p><p>luzes brancas afetam a tela causando incômodo em</p><p>seu uso. Saindo do seu trabalho já a noite, você está</p><p>estressado, cansado, com fadiga sem saber ao certo</p><p>a causa, chega em sua casa e aciona algumas luzes</p><p>de tonalidades mais amareladas, pega seu livro para</p><p>ler e liga uma fonte de iluminação direcionada a ele</p><p>e o seu corpo já vai sentindo um alívio da tensão</p><p>e logo vem a sensação de tranquilidade e relaxa-</p><p>mento sem entender muito bem essa alteração de</p><p>humor e como suas reações mudam drasticamen-</p><p>te. Isso se dá pela falta de conforto visual no meio</p><p>onde se vive.</p><p>Para que possamos melhorar nossa rotina transfor-</p><p>mando de transtornos para sensações mais agradá-</p><p>DESIGN</p><p>25</p><p>veis, a dica é simples, aplicar o conforto visual em</p><p>nosso cotidiano utilizando de estudos que projetam</p><p>a luz ao nosso favor evitando também ofuscamentos.</p><p>A luz altera sentimentos, sensações de frio ou calor,</p><p>saúde do corpo e mente, trazendo qualidade de vida.</p><p>Um bom sistema de iluminação é a escolha de lu-</p><p>minárias e lâmpadas corretas para iluminação artificial,</p><p>utilizar ao máximo da iluminação natural, e unindo</p><p>toda essa luz com uso de complementos como as cores e</p><p>revestimentos que se alcançará um bom conforto visual.</p><p>Lembrando também que nesse tópico irá unir</p><p>o conforto visual e a eficiência energética para con-</p><p>quistar projetos que favoreçam economia de energia.</p><p>Contudo não foi sempre assim a preocupação</p><p>de unir conforto visual com eficiência energética.</p><p>Primeiramente o homem buscava meios de sobre-</p><p>vivência; logo veio a tecnologia e o homem criava</p><p>luz artificial, desvalorizando a nossa luz natural e,</p><p>com as imagens a seguir, podemos ver a evolução do</p><p>homem desde sua origem até os dias atuais na busca</p><p>de um bom conforto e eficiência energética.</p><p>Figura 8 - A moradia e a vida do homem na pré-história era determina-</p><p>da pela luz natural, o dia e a noite, decisões de direções e tempo</p><p>A cidade de Nova Iorque nos anos 40 era uma mega-</p><p>lópole tomada por prédios, tornando-se mais escura</p><p>pela quantidade de arranha-céus construídos. Nessa</p><p>época, ocorria o uso maior de luz artificial sem se</p><p>preocupar com o abuso dessa energia e a falta de luz</p><p>natural, logo o planeta respondeu de forma negativa</p><p>a esse excesso, criando, assim, a eficiência energéti-</p><p>ca que mudaria totalmente esse conceito perante a</p><p>iluminação.</p><p>Figura 9 - Nova Iorque nos anos 40 tomada por prédios sem se</p><p>preocupar com meio ambiente</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>26</p><p>No edifício City Hall em Londres, do renomado</p><p>arquiteto Norman Foster, ocorreram vários estu-</p><p>dos de sua localidade, seu aspecto formal e fun-</p><p>cional, tornando uma obra preocupada com a</p><p>diversidade do clima e ruídos, garantindo bom</p><p>desempenho na edifi cação e tornando uma arqui-</p><p>tetura sustentável.</p><p>Quando se trata de atingir um bom conforto</p><p>visual, é preciso analisar principalmente o uso ade-</p><p>quado das cores, texturas e contrastes, assim como</p><p>calcular a quantidade de iluminação necessária para</p><p>que determinada atividade do dia a dia possa ser</p><p>cumprida com um bom desempenho. Interessan-</p><p>te também se preocupar com a iluminação natural</p><p>aplicada em cada ambiente, de acordo com Innes</p><p>(2012, p. 37), compreender isso pode nos permitir</p><p>a criação de ambientes iluminados que sejam con-</p><p>fortáveis, pareçam naturais e sejam física e men-</p><p>talmente bom para nós. Também temos os meios</p><p>necessários para criar deliberada ou acidental-</p><p>mente ambientes desconfortáveis e insalubres se</p><p>insistirmos em trabalhar contra os padrões da luz</p><p>natural. Nesse sentido, o projetista tem o enorme</p><p>poder de infl uenciar não somente a percepção</p><p>visual, mas também a experiência emocional e fí-</p><p>sica do ambiente construído. Para que possamos</p><p>fazer isso intencionalmente, precisamos entender</p><p>os padrões e as propriedades da luz natural.</p><p>O conjunto da iluminação natural com artifi cial,</p><p>sendo bem projetado, atinge economia de energia</p><p>aproveitando de dia a luz diurna e seus raios solares,</p><p>e a luz artifi cial utilizando controles de iluminação</p><p>no período noturno (lâmpadas com pouca watta-</p><p>gem, circuitos, dimmer, automação), ocasionando</p><p>qualidade de vida nos espaços de cada indivíduo. O</p><p>consumo energético está ligado totalmente à preo-</p><p>cupação de uma futura escassez de energia em todo</p><p>mundo. Segundo Vianna e Gonçalves (2001), há</p><p>uma busca dentro da arquitetura nos dias atuais em</p><p>reduzir a poluição sonora, visual e acústica, retiran-</p><p>do menos da natureza e procurando novas tecnolo-</p><p>gias limpas e sustentáveis para benefi ciar a todos nos</p><p>dias de hoje e futuramente.</p><p>COMO ATINGIR UM BOM</p><p>CONSUMO ENERGÉTICO DENTRO</p><p>DO DESIGN DE INTERIORES?</p><p>Primeiramente devemos entender que o designer de</p><p>interiores que irá projetar a iluminação de um deter-</p><p>minado local tem que estar desde o início das etapas</p><p>de projetos. Ele terá vantagens em relação àquele que</p><p>assumiu depois da construção ou reforma pronta, já</p><p>que caminhará com o engenheiro ou arquiteto traba-</p><p>lhando com a luz defi nindo o ambiente no todo, ana-</p><p>lisando materiais, cores, objetos e toda composição</p><p>Figura 10 - Nos dias atuais, arquitetura City Hall em Londres, de Nor-</p><p>man Foster, visando a sustentabilidade</p><p>DESIGN</p><p>27</p><p>da obra. A luz hoje é um fator predominante em uma</p><p>arquitetura, pois consegue deixar os ambientes acon-</p><p>chegantes, confortáveis, valoriza elementos, como co-</p><p>lunas antes nem imaginadas em revelar interagindo</p><p>com o ambiente, destaca detalhes e incentiva o mora-</p><p>dor a viver melhor e mais tempo nesse local.</p><p>Hoje temos algumas normas que nos possibi-</p><p>litam compreender melhor como montar um pro-</p><p>jeto de iluminação e seguir dentro da lei. Uma de-</p><p>las, e talvez a mais importante, é a ABNT - NBR</p><p>15575:2013 - Edifi cações Habitacionais - Desempe-</p><p>nho. Essa norma é dividida em seis partes e em qua-</p><p>tro delas trata-se de conforto ambiental, nas quais</p><p>se inclui a do desempenho lumínico. Para níveis de</p><p>Iluminância do Design de Interiores, ABNT - NBR</p><p>8995-1; nela se orienta qual nível de iluminação pre-</p><p>cisa para cada tipo de ambiente. Todas essas normas</p><p>você encontra no site da ABNT.</p><p>Vimos que é interessante participar desde o início</p><p>do projeto e entender de algumas normas para desen-</p><p>volver o luminotécnico, buscando obter um bom con-</p><p>forto</p><p>visual. Uma vez sabendo calcular a iluminação</p><p>geral de um ambiente, estamos caminhando para dar</p><p>início a vários outros projetos que nos esperam. Porém</p><p>existem situações e locais que não precisam de cálculo</p><p>nenhum para ser projetado, mas sim de um conjun-</p><p>to de informações que seu cliente lhe expressou, suas</p><p>vontades e sentimentos, e utilizar a luz para revelar</p><p>sentimentos naquele cenário; assim, o trabalho do De-</p><p>signer será utilizar de suas experiências e inspirações</p><p>para montar esse tão particular e sensitivo projeto.</p><p>Quando falamos de conforto visual e uma boa</p><p>iluminação de um ambiente, nós temos sim que nos</p><p>preocupar com cálculos e projetos concretos que</p><p>nos permitiram ter respostas exatas, mas acima de</p><p>tudo a luz causa sentimento e emoção, conforme Sil-</p><p>va (2009, p. 83):</p><p>existe a luz razão e a luz emoção. Mesmo</p><p>quando utilizamos a luz razão é indispen-</p><p>sável uma boa quantidade de emoção para</p><p>que o todo funcione adequadamente, pois</p><p>não estamos fazendo a iluminação para que</p><p>a obra se baste,ou seja, para as paredes, o</p><p>concreto, as portas. Nós estamos iluminando</p><p>para o bem-estar das pessoas e, ao envolver-</p><p>mos o ser humano, lidamos com a emoção,</p><p>e em maior ou menor grau, esse sentimento</p><p>estará presente.</p><p>E para obtermos um bom conforto visual unido ao</p><p>bom consumo energético, devemos iniciar o projeto</p><p>analisando alguns fatores como:</p><p>• Realizar um levantamento físico do local, cor</p><p>de piso, parede e teto, pois dependendo das</p><p>cores e materiais que serão escolhidos, se fo-</p><p>rem mais escuros, menos refl exo terão, por-</p><p>tanto, mais potência e aplicação de luz; sen-</p><p>do cores mais claras, mais refl exão, exigindo</p><p>menos luz.</p><p>• Analisar quem irá morar no local, já que a</p><p>idade e estilo de vida também irão inter-</p><p>ferir na maneira de projetar. Um exemplo</p><p>seria um projeto para um casal de idosos,</p><p>no qual se exigirá mais iluminação e com</p><p>variação de tonalidades trabalhando com</p><p>circuitos diferenciados de acordo com a ne-</p><p>cessidade que esse idoso terá dentro de sua</p><p>residência. Outra para uma casal jovem,</p><p>podendo elaborar projetos de iluminação</p><p>mais cênicas, preocupando menos com a</p><p>claridade e mais com efeitos que a luz nos</p><p>fornece.</p><p>• Defi nir luminárias e seus complementos, a</p><p>preferência nos dias atuais é fazer uso de pe-</p><p>ças e lâmpadas que utilizam o Led, um siste-</p><p>ma com grande economia e durabilidade.</p><p>• Calcular a quantidade de luminárias para</p><p>cada ambiente e situação, lembrando que esse</p><p>cálculo varia conforme o uso do local.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>28</p><p>• Utilizar circuitos diferentes para cada tipo</p><p>de luminária ou lâmpada, exemplo; uma</p><p>sala com variados spots de embutir, pen-</p><p>dente e plafons, aplicar um circuito para</p><p>cada tipo, criando até cenas de luz para cada</p><p>ocasião.</p><p>• Calcular o consumo energético, antes mesmo</p><p>de começar a execução do projeto, analisan-</p><p>do se tudo que será aplicado em iluminação</p><p>terá capacidade de consumo; procurar com</p><p>projeto utilizar menos gastos de energia e ver</p><p>a viabilidade da instalação com engenheiros</p><p>elétricos e eletricistas.</p><p>Pinheiro e Crivelaro (2013) enfatizam que uma ilu-</p><p>minação inadequada pode causar desconforto e fa-</p><p>diga visual, dor de cabeça, ofuscamento, redução da</p><p>efi ciência visual ou mesmo acidentes. Por isso de-</p><p>vemos nos preocupar com o tipo de cliente que irá</p><p>receber essa luz, qual sua rotina, que local da resi-</p><p>dência prefere e, com isso, transmitir sensações boas</p><p>com a iluminação.</p><p>A iluminação é distinta para os ambientes: um</p><p>ambiente comercial necessita de iluminação que</p><p>forneça destaques aos produtos de venda; em uma</p><p>indústria, a iluminação geral tem que predominar</p><p>sendo mais clara, utilizando cores de luz brancas</p><p>para obter mais produção; uma urbanização analisa</p><p>toda comunicação visual que se expõe em seu en-</p><p>torno, utilizando luzes de cor neutra e mais potentes</p><p>para iluminar bem ruas e praças, já em residências,</p><p>como já expomos anteriormente, deve-se analisar as</p><p>necessidades de cada morador e seu estilo de vida</p><p>para um bom projeto.</p><p>OFUSCAMENTO E SOLUÇÕES</p><p>O ofuscamento é um tipo de iluminação aplicada</p><p>que, em seu processo de adaptação, pode causar</p><p>perda de visibilidade, perturbação e desconforto.</p><p>Quando uma luz incômoda em determinado lo-</p><p>cal, impedindo de enxergar algo, ou refl ete além</p><p>do que deveria, isso é chamado de contraste ou</p><p>saturação. Há também aquela luz que está mal po-</p><p>sicionada no ambiente, dando visibilidade ao lo-</p><p>cal ou objeto, mas fazendo que o indivíduo esforce</p><p>muito a visão ou se incomode tentando se movi-</p><p>mentar para ajustar a luz causando perturbação e</p><p>nervosismo.</p><p>Como Innes (2012, p. 98) descreve, não existe</p><p>uma solução simples e com garantia de solução do</p><p>problema:</p><p>os projetistas precisam estar cientes de todas as</p><p>fontes potenciais de ofuscamento e refl exão. Os</p><p>problemas acarretados pelo ofuscamento são</p><p>complexos e não podem ser evitados quando se</p><p>projeta apenas com plantas baixas; o controle</p><p>do ofuscamento exige que o projetista pense</p><p>constantemente em três dimensões e visualize</p><p>a cena que o usuário experimentará.</p><p>O ofuscamento de luz tanto natural quanto artifi cial</p><p>é um fator predominante a se preocupar e solucio-</p><p>nar a questão. Para reduzirmos o ofuscamento, de-</p><p>vemos analisar:</p><p>• Evitar luminárias que o foco se direciona no</p><p>observador, isso serve muito para luminárias</p><p>de jardim, aplicando-se peças no chão e dire-</p><p>cionando para cima, nas quais a pessoa obser-</p><p>va a luz e logo ocasiona um clarão e os olhos</p><p>DESIGN</p><p>29</p><p>já se irritam com a quantidade de luz atingida;</p><p>para isso, utilize direcionar as luminárias para</p><p>as plantas e paredes, colocar peças com vidros</p><p>e proteção para reduzir o ofuscamento e ga-</p><p>rantir durabilidade das peças aplicadas.</p><p>Prefira por luminárias que tenham alternativas de</p><p>controle de luz, existem alguns métodos como, ale-</p><p>tas parabólicas (desvia luz em ângulo de 45º), redu-</p><p>zindo boa parte do ofuscamento e cuja utilização co-</p><p>labora em vários tipos de ambientes, principalmente</p><p>em escritórios que têm telas de computadores que</p><p>causam grande ofuscamento.</p><p>• Utilizar luminárias que tenham difusores</p><p>como vidros jateados e acrílicos, assim a luz</p><p>não fica direta aos olhos, evitando assim in-</p><p>cômodos para as pessoas, além de serem pe-</p><p>ças com boa estética que permite um ambien-</p><p>te mais bonito e agradável.</p><p>• Luminárias que fazem efeito rebatedor, utili-</p><p>zando lâmpadas que ficam escondidas e reba-</p><p>tem para cima refletindo ao teto e iluminando</p><p>para baixo, iluminando, assim, todo o ambien-</p><p>te. Existem outros meios como sistema “wall</p><p>washer”, luminárias que fazem um banho de</p><p>luz em uma parede dando um destaque para</p><p>onde se atingiu a luz e sancas de gesso com luz</p><p>indireta, onde a lâmpada se encontra dentro</p><p>do gesso e rebate para o ambiente iluminando</p><p>de uma forma homogênea e aconchegante.</p><p>• Na iluminação de destaque em paredes ou</p><p>quadros, optar por luminárias que direcio-</p><p>nem a luz, valorizando assim o que deseja</p><p>destacar sem ofuscar e trazer incômodos às</p><p>pessoas que estão no ambiente.</p><p>Vale lembrar que esses tipos de luminárias causam</p><p>um efeito maravilhoso nos ambientes, mas em ques-</p><p>tão de iluminação pode ser pouca dependendo da</p><p>situação, portanto deve-se sempre analisar o am-</p><p>biente para aplicar as peças.</p><p>Figura 12 - Sala de estar com sanca de gesso e luz indireta e spots de em-</p><p>butir direcionável deixando o ambiente agradável sem ofuscamento de luz</p><p>Figura 11 - Escritório com boa iluminação de trabalho e controle de</p><p>ofuscamento pela luz natural quando necessário</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>30</p><p>Luz Natural e Controles de</p><p>Ofuscamento</p><p>Como já vimos, a luz, sendo ela natural ou artificial,</p><p>bem projetada é de suma importância para trazer</p><p>sensações, evitar fadigas e ajudar na nossa visão. A</p><p>utilização da luz natural na arquitetura é um grande</p><p>auxiliador em nossas vidas, pois nos permite ter pri-</p><p>vilégios de visualizar no nosso dia a dia as transfor-</p><p>mações da luz do sol, que do seu nascer ao restante</p><p>do dia nos faz sentir estimulados para trabalhar, es-</p><p>tudar e fazer nossa tarefas de rotina e, quando</p><p>o sol</p><p>vai se pondo com sua cor avermelhada, vai trazendo</p><p>nostalgias e vontades de descansar e diminuir nosso</p><p>ritmo. Com base nessas sensações que a luz nos traz</p><p>e a necessidade que temos por ela, alguns renoma-</p><p>dos arquitetos como Lelé, Norman Foster, Santiago</p><p>Calatrava projetaram essa interação da luz natural e</p><p>arquitetura em suas obras.</p><p>A melhor utilização de eficiência energética na</p><p>arquitetura é aquela na qual a luz artificial se usa so-</p><p>mente na parte noturna e de dia a luz natural entra e</p><p>faz sua parte, trazendo iluminação para todos os am-</p><p>bientes, pensando em seu controle para não esquen-</p><p>tar e ofuscar; sistemas elétricos como o ar condicio-</p><p>nado, por exemplo, mais eficientes utilizando menos</p><p>energia; água e aquecedores com sistemas solares de</p><p>aquecimento; aparelhos elétricos mais eficientes e o</p><p>uso de materiais mais sustentáveis para projetar.</p><p>DESIGN</p><p>31</p><p>Temos como exemplo o Hospital Sarah Kubitschek,</p><p>do Rio de Janeiro, projetado pelo arquiteto João Fil-</p><p>gueiras de Lima, o Lelé, com mais de 52 mil m² de</p><p>área construída, o qual tem iluminação e ventilação</p><p>naturais, jardins, espelho d’água, local para banho de</p><p>sol para os pacientes, trazendo mais conforto para</p><p>trabalhos mais humanizados.</p><p>Com todas essas necessidades sustentáveis, a ilu-</p><p>minação natural está assumindo sua devida impor-</p><p>tância na arquitetura, principalmente em locais de</p><p>grandes tráfegos como hospitais, escolas, indústrias e</p><p>escritórios. Tanto pela sua forma estética, quanto pela</p><p>economia, essa luz colabora para que o usuário tenha</p><p>conforto visual e térmico.</p><p>Para que o projeto arquitetônico e de iluminação</p><p>natural caminhe corretamente, o ponto inicial é o posi-</p><p>cionamento do sol e suas transformações perante o local</p><p>projetado: isso faz que comece a arquitetar os tamanhos</p><p>e posicionamentos de aberturas e janelas, coloração de</p><p>vidros que determina a passagem dos raios solares.</p><p>Nessa nova maneira de projetar, primeiramente</p><p>deve-se analisar a luz natural para depois vir a arti-</p><p>ficial. A fachada e coberturas se incorporam com a</p><p>iluminação sempre se preocupando com a quantida-</p><p>de de insolação que irá se adentrar nos ambientes de</p><p>forma que consiga ter controle dessa claridade e calor</p><p>nos ambientes.</p><p>O prédio considerado o mais sustentável do</p><p>mundo, o The Edge, é um prédio de escritórios</p><p>de 40 mil metros quadrados que se localiza</p><p>em Amsterdã na Holanda, inclusive já virou</p><p>atração turística.</p><p>Fonte: Caetano (2016, on-line)¹.</p><p>SAIBA MAIS É importante também calcular qual método de</p><p>iluminação zenital e ventilação natural irá se encai-</p><p>xar melhor no seu projeto. Saiba então quais são os</p><p>tipos de iluminação zenital:</p><p>• SHEDS: sua inclinação forma um tipo de</p><p>dentes serrilhados que tem mais função se</p><p>aplicado na direção sul.</p><p>• LANTERNIM: tipo de iluminação com aber-</p><p>tura na parte superior do teto que facilita a</p><p>ventilação dos ambientes e a melhor indica-</p><p>ção é direcioná-la sentido norte-sul.</p><p>• CLARABOIA OU DOMUS: sua posição é</p><p>mais na horizontal, trazendo boa iluminação</p><p>por proporcionar variados tipos de aplicação</p><p>e formatos.</p><p>• ÁTRIO: iluminação natural direcionada na</p><p>parte central da arquitetura com grande va-</p><p>riedade de formatos.</p><p>Figura 13 - Exemplo da utilização de Shed Hospital Sarah Kubitschek</p><p>em Salvador Arquiteto Lelé. Fonte: Rede Sarah (2016, online)².</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>32</p><p>Figura 14 - Exemplo de Lanternim com grande ponto de luz natural tanto central quanto nas laterais. Figura 15 - Sala de estar com uma claraboia</p><p>central. Figura 16 - Iluminação central em um shopping trazendo ótima iluminação natural para o local de alto tráfego</p><p>Existem outros métodos para controlar o ofusca-</p><p>mento da Luz Natural, como cortinas e variados</p><p>tipos de persianas para aplicar nas janelas, vidros e</p><p>seus acabamentos com controle de luz, assim pos-</p><p>sibilitando bastante a iluminação natural em qual-</p><p>quer ambiente sabendo aplicar os controles de luz</p><p>corretamente.</p><p>É de nossa total responsabilidade como Desig-</p><p>ners de Interiores criar uma nova maneira de pen-</p><p>sar em consumo em que a luz natural seja encarada</p><p>como uma fonte de energia para ser fartamente usada</p><p>e disponível para qualquer projeto, seja ele arquite-</p><p>tônico ou interiores; pensar que aplicar a luz natural</p><p>é economicamente viável, termicamente compatível</p><p>com nosso clima e que apresenta diversas vantagens</p><p>para nossa vida e do nossas futuras gerações.</p><p>Nas unidades 4 e 5, apresentaremos a tabela de</p><p>níveis de iluminância para Interiores e o cálculo lu-</p><p>minotécnico para determinado tipo de ambiente e</p><p>utilização, assim facilitará para seu futuro projeto.</p><p>Acredito que a iluminação tem o poder de</p><p>revelar a essência das coisas, ela transforma</p><p>o imaterial em realidade com a alma.</p><p>(Mônica Luz Lobo).</p><p>REFLITA</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>33</p><p>considerações finais</p><p>Já deu para perceber que o conforto ambiental é muito importante para</p><p>os ambientes que serão futuramente projetados por você. É um requisito</p><p>de projeto indispensável e que deve ser pensado desde o levantamento de</p><p>dados.</p><p>Nas próximas unidades, você vai se aprofundar em cada um dos ramos que</p><p>são conforto térmico, acústico e visual. Espero que já tenha começado a perceber,</p><p>nos ambientes em que você vive, a necessidade de ter estas preocupações. Somen-</p><p>te o conjunto de todos estes fatores proporcionarão ao seu usuário o bem-estar.</p><p>Então, comece a perceber como acontece o “movimento” do Sol em relação à</p><p>você, como observador. Repare como a ventilação cruzada traz benefícios a uma</p><p>edificação. Ou como a umidade do ar influencia na sua saúde. Fique atento em</p><p>como o sol aquece superfícies como os vidros, como os diferentes tipos de fecha-</p><p>mento podem deixar um ambiente mais quente ou mais frio.</p><p>Você também pode começar a observar como os ruídos influenciam no de-</p><p>senvolvimento de uma atividade, não é possível ter concentração dessa forma.</p><p>Se você for a um teatro ou auditório, verifique como se dá a distribuição das</p><p>cadeiras, quais são os materiais que foram utilizados, se você está ouvindo e en-</p><p>xergando bem do seu lugar.</p><p>E por último, mas não menos importante, observe a iluminação ao seu redor:</p><p>ela é suficiente? Está agradável para a atividade que você está desempenhando?</p><p>Ou está cansando a sua visão? Está entrando muita luz natural pelas aberturas ou</p><p>essa luz é tão pouca que é necessário acender as lâmpadas durante o dia?</p><p>Só a observação dos fatores que você está estudando neste livro te levará a</p><p>aplicar os conhecimentos que serão adquiridos, por isso não perca tempo, mude</p><p>seu olhar em relação a todos esses pontos que são tão importantes e traga essa</p><p>qualidade de vida para os usuários dos ambientes que você irá projetar.</p><p>34</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>A Sustentabilidade ao longo do Ciclo de Vida de Edifícios:</p><p>a Importância da etapa de Projeto Arquitetônico</p><p>Sustentabilidade e Desempenho Ambiental de Edifícios</p><p>Pelos grandes desafi os que têm ainda que ser enfrentados em nosso país em termos</p><p>de infra-estrutura, construção habitacional, etc., o desenvolvimento da construção civil</p><p>é imprescindível. Porém, diante do tema sustentabilidade, há que se adotar novos cri-</p><p>térios para a concepção e desenvolvimento dos projetos construtivos e também os de</p><p>reabilitação, os quais vêm ganhando espaço no Brasil, uma vez que os edifícios come-</p><p>çam a atingir seus limites de desempenho ao uso.</p><p>A Agenda 21 consolida a ideia de que o desenvolvimento e a conservação do meio</p><p>ambiente devem constituir um binômio indissolúvel, que promova a ruptura do padrão</p><p>tradicional de crescimento econômico, tornando compatíveis duas grandes aspirações</p><p>da atualidade: o direito ao desenvolvimento, sobretudo para os países que permane-</p><p>cem em patamares insatisfatórios de renda e de riqueza, e o direito ao usufruto da vida</p><p>em ambiente saudável pelas futuras gerações (Assembleia Geral das Nações Unidas,</p><p>1992).</p><p>Segundo o United States Green Building Council, um empreendimento com bom de-</p><p>sempenho ambiental é caracterizado por ter minimizados, e até mesmo eliminados,</p><p>os seus impactos negativos</p><p>no meio ambiente e em seus usuários. O conselho avalia o</p><p>desempenho ambiental de edifícios sob cinco enfoques: planejamento sustentável da</p><p>área construída; economia de água e efi ciência em sua utilização; efi ciência energética</p><p>e emprego de energia renovável; conservação de materiais e fontes de recursos; e qua-</p><p>lidade do ambiente (United States Green Building Council, 2002).</p><p>Interessante também a abordagem da empresa de arquitetura Doerr Architecture. Se-</p><p>gundo ela, todo projeto de empreendimento requer mudanças nos sistemas naturais</p><p>preexistentes e o consumo de energia e insumos, e por conseguinte, um projeto to-</p><p>talmente “verde” não seria possível. Entretanto, todo projeto apresenta-se como uma</p><p>oportunidade, e até mesmo responsabilidade, para o aperfeiçoamento do desempenho</p><p>ambiental dos empreendimentos. Segundo Doerr (2002), o desafi o da sustentabilidade</p><p>é complexo e inclui a forma com que são obtidos os recursos utilizados, como é atingi-</p><p>do o seu aproveitamento máximo e considerada a eliminação da ideia de desperdício.</p><p>35</p><p>LEITURA</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>Segundo o programa “Brown is Green” da Brown University, um empreendimento am-</p><p>bientalmente responsável tem reduzidos os impactos dos processos construtivos e os</p><p>ocorridos durante a sua vida útil. Os seus indicadores de bom desempenho ambiental</p><p>incluem a redução da carga energética empregada nos sistemas de aquecimento, refri-</p><p>geração e iluminação, e também a seleção dos materiais utilizados dando preferência</p><p>aos não tóxicos, renováveis, ou que contenham reciclados.</p><p>Apenas para fornecer uma noção de valores dos recursos naturais consumidos, John</p><p>(2000) aponta como destinados à construção civil de 14% a 50% da totalidade de recur-</p><p>sos naturais extraídos, conforme o país. A título de exemplo, segundo autor, no Brasil</p><p>as estimativas são escassas, porém considerando serem produzidos ao ano aproxima-</p><p>damente 35 milhões de toneladas de cimento Portland, e assumindo o traço médio de</p><p>1:6 em massa na sua mistura com agregados, somente na produção de concretos e</p><p>argamassas.</p><p>Os principais impactos ambientais decorrentes da extração de recursos naturais são a</p><p>escassez e extinção de fontes e jazidas, além de alterações na fl ora e fauna do entorno</p><p>destes locais de exploração.</p><p>Além da ciência dos impactos ambientais dos empreendimentos ao longo de seu ci-</p><p>clo de vida, e que serão apontadas neste artigo, existem alguns fatores externos que</p><p>podem impulsionar o setor rumo à sustentabilidade. São eles algumas exigências rela-</p><p>cionadas a aprovações legais de empreendimentos e processos licitatórios, e também</p><p>algumas restritivas e fi nanciamentos.</p><p>Fonte: Cardoso e Degani (2016, on-line).</p><p>36</p><p>atividades de estudo</p><p>1. Ora, se é verdade que a diversidade de regiões, que dependem do aspec-</p><p>to do céu, produzem efeitos diferentes sobre as pessoas que aí nascem,</p><p>que são de um tipo diferente, tanto no que concerne à estrutura do cor-</p><p>po como na forma do espírito, está fora de dúvida que é uma escolha de</p><p>grande importância a adequação dos edifícios à natureza e ao clima de</p><p>cada região, o que não é difícil, posto que a natureza nos ensina a maneira</p><p>que devemos seguir (VITRUVIO (1986), primeiro capítulo do livro VI LES DIX</p><p>LIVRES D’ARCHITECTURE). Sobre a Arquitetura Vernacular, assinale a alter-</p><p>nativa correta:</p><p>a. É a arquitetura atual, na qual o homem constrói a sua edificação conforme</p><p>a sua vontade, excluindo as necessidades locais.</p><p>b. Essa arquitetura deve servir de referência para nós, pois o homem utiliza-</p><p>va-se dos materiais que tinha nas proximidades, adaptando-se às condi-</p><p>ções climáticas.</p><p>c. Um exemplo de arquitetura vernacular seriam os edifícios internacionais,</p><p>que utilizam materiais como aço e vidro em suas construções.</p><p>d. É possível aprender com a arquitetura vernacular a utilização de materiais</p><p>provenientes de lugares distantes de onde o edifício está sendo construído.</p><p>e. A adaptação climática, na arquitetura vernacular, não faz parte do pensa-</p><p>mento na hora de projetar um edifício.</p><p>2. A importância do conforto térmico é baseada em três princípios básicos,</p><p>sobre estes princípios, analise as afirmações a seguir e assinale as alterna-</p><p>tivas corretas:</p><p>I. A satisfação do homem é um desses princípios, já que ele deve sentir-se</p><p>em bem estar em qualquer ambiente que esteja, seja sua residência, seu</p><p>ambiente de trabalho ou de lazer.</p><p>II. A performance humana, quer dizer que, independente das condições de</p><p>conforto, segundo as leis trabalhistas, o homem deve desempenhar sua</p><p>tarefa com a melhor qualidade possível.</p><p>III. A conservação de energia é um dos princípios que nos faz pensar em al-</p><p>ternativas naturais para o conforto térmico, com a mínima utilização de</p><p>ar-condicionado ou calefação.</p><p>IV. Das principais variáveis climáticas do conforto térmico, não fazem parte a</p><p>temperatura, umidade e velocidade do ar.</p><p>V. As exigências humanas de conforto térmico não estão ligadas com o fun-</p><p>cionamento do seu organismo.</p><p>37</p><p>atividades de estudo</p><p>a. As alternativas, I, II, III e V.</p><p>b. As alternativas II e III estão corretas.</p><p>c. As alternativas I e IV estão corretas.</p><p>d. As alternativas I e III estão corretas.</p><p>e. As alternativas III, IV e V estão corretas.</p><p>3. O conforto acústico pode ser estudado em diferentes épocas da história,</p><p>relacione as colunas a seguir, com relação aos tipos de edifício em cada</p><p>época e assinale a alternativa que melhor corresponde com as afirmações:</p><p>I. Na Antiguidade, os teatros eram ao ar livre, configurando-se com plateias</p><p>em formato de leque. Nessa época, alguns povos utilizavam-se da topogra-</p><p>fia para escalonar a plateia, enquanto outros construíam grandes estrutu-</p><p>ras, que trabalhavam como conchas acústicas.</p><p>II. Na Idade Média, não tínhamos os teatros como referências, mas sim as</p><p>Igrejas, com seus materiais muito reflexivos, sua cúpulas e arcos ogivais.</p><p>III. Renascimento: nessa época surgiram os teatros fechados, de grande volu-</p><p>me, nos quais a reflexão é compensada pelo grande público.</p><p>IV. No Barroco, houve o surgimento da ópera e o desafio do equilíbrio do es-</p><p>paço desta, muito reflexivo, e do palco cheio de adornos.</p><p>V. Século XIX: foi nesse momento que surgiram as predições matemáticas, as</p><p>quais, junto com os teatros de planta retangular, trazem uma maior quali-</p><p>dade acústica aos espaços.</p><p>a. Apenas as alternativas I, II e III estão corretas.</p><p>b. Apenas as alternativas II, III e V estão corretas.</p><p>c. Apenas as alternativas II, IV e V estão corretas.</p><p>d. Apenas as alternativas I, II, III e IV estão corretas.</p><p>e. Apenas as alternativas I, II, III estão incorretas.</p><p>4. Segundo Vianna e Gonçalves (2001), as variáveis projetuais da relação ar-</p><p>quitetura e clima estão equacionado em três níveis: o homem e suas exi-</p><p>gências humanas, clima e suas variáveis e a arquitetura como abrigo. E</p><p>afirma que o conforto avalia as exigências humanas e funcionais baseado</p><p>no princípio de que quanto maior for o esforço de adaptação do indivíduo,</p><p>maior será a sensação de desconforto. E um ambiente mal projetado pode</p><p>causar as seguintes sensações humanas:</p><p>38</p><p>atividades de estudo</p><p>I. Vontade de descansar e diminuir o ritmo.</p><p>II. Controle da fadiga e ajuda na nossa visão.</p><p>III. Desconforto e fadiga visual, dores de cabeça, ofuscamento, redução da</p><p>eficiência visual ou mesmo acidentes.</p><p>IV. Visualiza detalhes e incentiva o morador a viver melhor e mais tempo nes-</p><p>se local.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a. Apenas I está correta.</p><p>b. Apenas II está correta.</p><p>c. Apenas III está correta.</p><p>d. Apenas II, III e IV estão corretas.</p><p>e. Nenhuma é correta.</p><p>5. A qualidade de iluminação em locais de trabalho não está totalmente li-</p><p>gada apenas ao nível de iluminação emitido ambiente. Tem que levar em</p><p>consideração a direção de luz, a distribuição da iluminação, escolha das co-</p><p>res da luz, sombra e controle de ofuscamento, buscando uma iluminação</p><p>uniforme. Quais são os tipos de ofuscamentos que precisamos solucionar</p><p>para obter bom conforto visual?</p><p>a. Contraste e Saturação.</p><p>b. Nostalgia</p><p>e Ritmo.</p><p>c. Direção e Dimensionamento.</p><p>d. Insolação e Ventilação.</p><p>e. Radiação e Temperatura.</p><p>Design Passivo</p><p>Miriam Gurgel</p><p>Editora: Senac</p><p>Sinopse: o conceito de ‘Design Passivo’, desenvolvido na Alema-</p><p>nha a partir dos anos 1990, tem sido utilizado no mundo todo</p><p>como base para uma arquitetura e um design sustentáveis. Em-</p><p>prega conhecimentos relacionados ao clima local em que a edifi cação será construída, os</p><p>ventos incidentes, o layout do projeto, a destinação dada aos ambientes, os materiais utiliza-</p><p>dos e quaisquer outros fatores que visam sempre a um resultado energeticamente efi ciente.</p><p>Arquitetura ou design “passivo”, porque se baseia no emprego dos meios naturais tanto para</p><p>o aquecimento da casa quanto para seu resfriamento, dependendo, consequentemente, de</p><p>pouca energia elétrica para garantir conforto ambiental aos seus moradores.</p><p>No Site da Procel, você encontra artigos, publicações e manuais relacionados a efi ciência</p><p>energética, além de proporcionar a lista de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos que</p><p>contém o selo de efi ciência da Procel.</p><p>Acesse: http://www.procelinfo.com.br/main.asp</p><p>A Guerra do Fogo</p><p>Ano: 1981</p><p>Sinopse: na pré-história, em torno da descoberta do fogo, a tribo</p><p>Ulam é menos desenvolvida, eles ainda acham que o fogo é algo</p><p>sobrenatural e se comunicam apenas com gestos e grunhidos.</p><p>Quando a fonte de fogo deles apaga, três homens vão em busca</p><p>de outra chama e é quando encontram a tribo Ivaka, um grupo</p><p>mais desenvolvido de hábitos e comunicação mais complexa, além de dominar a produção do</p><p>fogo. Os homens sequestram uma mulher da tribo Ivaka e descobrem outra forma de viver.</p><p>Comentário: o fi lme gira em torno do fogo, sua conquista pelos meios naturais e a maneira</p><p>que iriam mantê-lo aceso. Contudo o fi lme ultrapassa essa premissa básica e entra fundo</p><p>em outros conceitos. Pode-se então distinguir os diversos grupos em estágios evolucionários</p><p>distintos ocupando um mesmo mundo. Veremos então como espaços onde vivem podem</p><p>infl uenciar a evolução humana.</p><p>40</p><p>referências</p><p>ABNT catálogo. Disponível em: <https://www.abntcatalogo.com.br/>. Acesso em: 09 jul. 2016.</p><p>CARDOSO, F. F.; DEGANI, M. C. A sustentabilidade ao longo do ciclo de vida de edifícios: a importância da</p><p>etapa de projeto arquitetônico. In: Nutau 2002 - Sustentabilidade, Arquitetura e Desenho Urbano. Núcleo</p><p>de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. São Paulo, 7 a 11</p><p>outubro 2002. Disponível em: <http://www.pcc.usp.br/files/text/personal_files/francisco_cardoso/Nutau%20</p><p>2002%20Degani%20Cardoso.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2016.</p><p>FROTA, A. B.; SCHIFFER, S. R. Manual de Conforto Térmico: arquitetura, urbanismo. 8. ed. São Paulo: Stu-</p><p>dio Nobel, 2003. Disponível em: <http://resgatebrasiliavirtual.com.br/moodle/file.php/1/E-book/Ebooks_</p><p>para_download/Higiene_Industrial_e_Meio_Ambiente/Manual_de_Conforto_Termico.pdf>. Acesso: 29</p><p>out. 2016.</p><p>INNES, M. Iluminação: no Design de Interiores. Edição em português. São Paulo: G. Gili, 2012.</p><p>LAMBERTS, R; DUTRA, L; PEREIRA, F. Eficiência Energética na Arquitetura. São Paulo: PW Editores.</p><p>1997.</p><p>PINHEIRO, A. C. F. B; CRIVELARO, M. Conforto Ambiental: Iluminação, Cores, Ergonomia, Paisagismo e</p><p>Critérios para Projetos. 1ª Edição. São Paulo: Érica, 2013.</p><p>PROCEL INFO. Centro Brasileiro de Informação de eficiência energética. Disponível em: <http://www.pro-</p><p>celinfo.com.br/main.asp?TeamID={921E566A-536B-4582-AEAF-7D6CD1DF1AFD}#>. Acesso em: 09 ago.</p><p>2016.</p><p>SCHERER, M. J.; PIAGETI, G.; VANI, L. O Ruído Urbano e a Desvalorização Imobiliária. XXII Encontro da</p><p>Sociedade Brasileira de Acústica - Sobrac. Belo Horizonte, MG, 26 a 29 de novembro de 2008.</p><p>SILVA, P. Acústica arquitetônica e condicionamento de ar. 3. ed. São Paulo: Termoacústica LTDA., 1997.</p><p>SOUZA, R. V. G, de. Luz natural no projeto arquitetônico. Lume Arquitetura. 31. ed. mai./2008. Disponí-</p><p>vel em: <http://www.lumearquitetura.com.br/pdf/ed31/ed_31_Iluminacao_Natural.pdf> Acesso em: 10 jul.</p><p>2016.</p><p>VIANNA, S. N.; GONÇALVES, S. C. J. Iluminação e Arquitetura. São Paulo: UniABC, 2001.</p><p>VITRÚVIO. Les dix livres d’architecture. Livre VI. Tradução de Claude Perrault. Paris: Errance, 1986.</p><p>Referências On-Line</p><p>¹ Em: <http://www.minutoengenharia.com.br/postagens/2015/02/09/o-edificio-mais-sustentavel-do-mun-</p><p>do/>. Acesso em: 07 nov. 2016.</p><p>² Em: <http://www.sarah.br/a-rede-SARAH/nossas-unidades/unidade-salvador/>. Acesso em: 28 nov. 2016.</p><p>41</p><p>gabarito</p><p>1. B</p><p>2. D</p><p>3. D</p><p>4. E</p><p>5. A</p><p>Professor Me. Marcelo Cristian Vieira</p><p>Professora Esp. Ednar Rafaela Mieko Shimohigashi</p><p>Plano de Estudo</p><p>A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:</p><p>• Exigências Humanas</p><p>• Os diferentes climas e seus princípios</p><p>• Propriedades térmicas dos materiais de construção</p><p>• Ventilação Natural</p><p>• Geometria Solar</p><p>Objetivos de Aprendizagem</p><p>• Entender como o ser humano reage diante das diferentes condições climáticas.</p><p>• Entender os diferentes climas e seus condicionantes.</p><p>• Compreender as propriedades térmicas dos materiais.</p><p>CONFORTO TÉRMICO</p><p>Esp. Alexandro Gasparini Larocca / Esp. Mayara Fernanda Pontes Peres</p><p>II</p><p>unidade</p><p>II</p><p>unidade</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, aluno(a)! Vamos iniciar nossos estudos sobre o conforto térmico</p><p>especificamente. Você pode perceber no seu dia a dia como sentir-se em</p><p>bem-estar térmico é importante. Quando você passa muito calor, não fica</p><p>cansado(a), incomodado(a) e seu desempenho nas atividades diminui? E</p><p>passar frio também não é agradável, não é mesmo?</p><p>Por isso, o usuário do seu projeto precisa sentir-se bem no ambiente, e</p><p>você vai precisar compreender como o corpo humano funciona em rela-</p><p>ção aos diferentes estímulos climáticos, assim será mais fácil buscar solu-</p><p>ções para os problemas.</p><p>Além de conhecer os usuários, você também vai precisar entender como</p><p>funcionam as condicionantes do clima, que são temperatura, umidade,</p><p>vento e radiação solar. Cada uma delas vai influenciar de maneiras dife-</p><p>rentes no seu projeto e é preciso saber aproveitar o lado positivo destes</p><p>fatores. São essas características que vão determinar cada tipo de clima.</p><p>Entendendo como são os climas, você poderá buscar soluções que ame-</p><p>nizem as situações em que seu usuário pode sentir-se desconfortável.</p><p>Existem estudos que nos auxiliam no encontro destas soluções, o que</p><p>você verá adiante.</p><p>Para aplicar algumas dessas soluções, será necessário entender quais são</p><p>os tipos de materiais que podemos utilizar, podendo ser opacos ou trans-</p><p>parentes. Você vai verificar como se comportam com relação à radiação</p><p>solar e quais são as propriedades.</p><p>Após compreender esse comportamento dos materiais, vamos nos ater a</p><p>duas variáveis muito importantes para o nosso país: o vento e a radiação</p><p>solar. Veremos que, para amenizar o calor, temos como principais estra-</p><p>tégias a ventilação e o sombreamento.</p><p>Em um primeiro momento, você vai aprender como promover a venti-</p><p>lação nos ambientes e após, entenderá como acontece a trajetória do sol,</p><p>para que você possa saber como e quando ele atingirá o ambiente que</p><p>está sendo estudado.</p><p>O estudo desta unidade permitirá que você torne a vida do seu usuário</p><p>melhor, mais produtiva, pois seu bem-estar depende de como se sente</p><p>dentro dos ambientes.</p><p>CONFORTO AMBIENTAL</p><p>46</p><p>Exigências</p><p>Humanas</p><p>No mundo todo, temos climas muito diferentes, e o ser</p><p>humano é capaz de adaptar-se a eles. Temos alguns me-</p><p>canismos que auxiliam nessa adaptação, como a vesti-</p><p>menta, as tecnologias e as edificações. Pense em dife-</p><p>rentes países: o tipo de roupa muda de um local para</p><p>outro, assim como a arquitetura e, dependendo do tipo</p><p>de clima, usamos diferentes tecnologias, para aquecer</p><p>ou para resfriar. O nosso foco é o nosso usuário, por-</p><p>tanto vamos entender um pouco como nosso organis-</p><p>mo funciona com relação às condições climáticas.</p><p>O ser humano é o que chamamos de um ser ho-</p><p>meotérmico. Você sabe o que isso quer dizer? A tem-</p><p>peratura interna do nosso corpo tende a permanecer</p><p>constante, aproximadamente 36,2ºC, independente</p><p>do clima em que estamos. O metabolismo</p>