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<p>1</p><p>DESENVOLVIMENTO</p><p>SUSTENTÁVEL</p><p>Alessandra Moraes da Rocha</p><p>2</p><p>ALESSANDRA MORAES DA ROCHA</p><p>Mestrado Profágua (Gestão e Regulação de Recursos Hídricos) - UERJ; Pós-Graduada em</p><p>Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável - FAVENI; Pós-Graduada em</p><p>Orientação e Supervisão Escolar pela Faculdade São Luís; Pós-Graduada em Gestão e</p><p>Implementação de EaD pela Universidade Federal Fluminense. Licenciada em Ciências</p><p>Sociais pela Faculdade de Filosofia Santa Doroteia (1998); Licenciada em Geografia pela</p><p>Faculdade de Filosofia Santa Doroteia (2004). Atuação Profissional Atual - Docente em</p><p>Geografia no Ensino Fundamental e EJA pela Prefeitura Municipal de Nova Friburgo - RJ.</p><p>2017 a 2020 - Coordenadora de Geografia dos Anos Finais do Ensino Fundamental na</p><p>Secretaria Municipal de Educação de Nova Friburgo - RJ. 2009 - 2019 - Professora de</p><p>Geografia, Filosofia e Sociologia do Ensino Médio no Colégio Externato Santa Ignez, atual</p><p>Pensi, em Nova Friburgo - RJ 2006 -2015 - Tutora de Geografia nos Cursos de Pedagogia no</p><p>CEDERJ de Nova Friburgo - RJ. 2008-2010 - Tutora Coordenadora dos Cursos de Pedagogia</p><p>no CEDERJ de Nova Friburgo - RJ. Publicação: Livro Didático Caminhos de Nova Friburgo,</p><p>1ª (2019) e 2ª (2020) edições, voltado para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental.</p><p>DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL</p><p>1ª edição</p><p>Ipatinga – MG</p><p>2023</p><p>3</p><p>FACULDADE ÚNICA EDITORIAL</p><p>Diretor Geral: Valdir Henrique Valério</p><p>Diretor Executivo: William José Ferreira</p><p>Ger. do Núcleo de Educação a Distância: Cristiane Lelis dos Santos</p><p>Coord. Pedag. da Equipe Multidisciplinar: Gilvânia Barcelos Dias Teixeira</p><p>Revisão Gramatical e Ortográfica: Izabel Cristina da Costa</p><p>Revisão/Diagramação/Estruturação: Bruna Luiza Mendes Leite</p><p>Fernanda Cristine Barbosa</p><p>Guilherme Prado Salles</p><p>Lívia Batista Rodrigues</p><p>Design: Bárbara Carla Amorim O. Silva</p><p>Élen Cristina Teixeira Oliveira</p><p>Maria Eliza Perboyre Campos</p><p>© 2021, Faculdade Única.</p><p>Este livro ou parte dele não podem ser reproduzidos por qualquer meio sem Autorização</p><p>escrita do Editor.</p><p>Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Melina Lacerda Vaz CRB – 6/2920.</p><p>NEaD – Núcleo de Educação a Distância FACULDADE ÚNICA</p><p>Rua Salermo, 299</p><p>Anexo 03 – Bairro Bethânia – CEP: 35164-779 – Ipatinga/MG</p><p>Tel (31) 2109 -2300 – 0800 724 2300</p><p>www.faculdadeunica.com.br</p><p>http://www.faculdadeunica.com.br/</p><p>4</p><p>Menu de Ícones</p><p>Com o intuito de facilitar o seu estudo e uma melhor compreensão do conteúdo</p><p>aplicado ao longo do livro didático, você irá encontrar ícones ao lado dos textos. Eles</p><p>são para chamar a sua atenção para determinado trecho do conteúdo, cada um</p><p>com uma função específica, mostradas a seguir:</p><p>São sugestões de links para vídeos, documentos</p><p>científicos (artigos, monografias, dissertações e teses),</p><p>sites ou links das Bibliotecas Virtuais (Minha Biblioteca</p><p>e Biblioteca Pearson) relacionados com o conteúdo</p><p>abordado.</p><p>Trata-se dos conceitos, definições ou afirmações</p><p>importantes nas quais você deve ter um maior grau</p><p>de atenção!</p><p>São exercícios de fixação do conteúdo abordado</p><p>em cada unidade do livro.</p><p>São para o esclarecimento do significado de</p><p>determinados termos/palavras mostradas ao longo</p><p>do livro.</p><p>Este espaço é destinado para a reflexão sobre</p><p>questões citadas em cada unidade, associando-o a</p><p>suas ações, seja no ambiente profissional ou em seu</p><p>cotidiano.</p><p>5</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ................................ 8</p><p>1.1 DEFINIÇÃO E CONTEXTO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ....................... 8</p><p>1.2 CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE SUSTENTABILIDADE ......................................... 10</p><p>1.3 DESAFIOS GLOBAIS E A NECESSIDADE DE AÇÃO SUSTENTÁVEL ....................... 11</p><p>1.4 OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) DA ONU.............. 12</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO ...................................................................................... 16</p><p>PRINCÍPIOS DA ENGENHARIA SUSTENTÁVEL .......................................... 21</p><p>2.1 A ENGENHARIA SUSTENTÁVEL COMO ABORDAGEM ........................................... 21</p><p>2.2 CICLO DE VIDA DE PRODUTOS E PROCESSOS ....................................................... 22</p><p>2.3 MINIMIZAÇÃO DE RESÍDUOS E EMISSÕES .............................................................. 25</p><p>2.4 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E HÍDRICA ....................................................................... 26</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO ........................................................................................... 28</p><p>SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL .......................................................... 34</p><p>3.1 NORMAS E PADRÕES INTERNACIONAIS ............................................................. 34</p><p>3.2 ISO 14001 E OUTRAS NORMAS RELEVANTES ....................................................... 35</p><p>3.3 AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL ............................................................... 36</p><p>3.4 AUDITORIAS AMBIENTAIS ..................................................................................... 37</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO ...................................................................................... 39</p><p>ENERGIA SUSTENTÁVEL ........................................................................... 44</p><p>4.1 FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEIS ...................................................................... 44</p><p>4.2 GERENCIAMENTO DE RECURSOS NATURAIS ....................................................... 47</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO ...................................................................................... 50</p><p>MOBILIDADE SUSTENTÁVEL ..................................................................... 56</p><p>5.1 ABORDAGENS SUSTENTÁVEIS PARA O TRANSPORTE .......................................... 56</p><p>5.2 TRANSPORTE PÚBLICO DE QUALIDADE ................................................................ 56</p><p>5.3 BICICLETAS E MOBILIDADE ATIVA ....................................................................... 57</p><p>5.3.1 Energias Renováveis e Veículos Elétricos .....................................................57</p><p>5.3.2 Políticas Públicas e Incentivos Fiscais ............................................................58</p><p>5.3.3 Inovações em Mobilidade Sustentável ........................................................59</p><p>FIXANDO CONTEÚDO .......................................................................................... 62</p><p>UNIDADE</p><p>01</p><p>UNIDADE</p><p>02</p><p>UNIDADE</p><p>03</p><p>UNIDADE</p><p>04</p><p>UNIDADE</p><p>05</p><p>6</p><p>PERSPECTIVAS FUTURAS E TENDÊNCIAS ................................................. 66</p><p>6.1 TENDÊNCIAS ATUAIS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ................................ 66</p><p>6.2 DESAFIOS EMERGENTES ........................................................................................ 67</p><p>6.3 O PAPEL DA INOVAÇÃO NA SUSTENTABILIDADE ............................................... 67</p><p>6.4 EXPERIÊNCIAS BEM-SUCEDIDAS EM SUSTENTABILIDADE .................................... 69</p><p>FIXANDO CONTEÚDO .......................................................................................... 73</p><p>RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO ............................................... 78</p><p>REFERÊNCIAS ........................................................................................... 79</p><p>UNIDADE</p><p>06</p><p>7</p><p>CONFIRA NO LIVRO</p><p>A unidade I introduz o conceito de Desenvolvimento e destaca a</p><p>origem do termo em debates da ONU na década de 1980,</p><p>especialmente no relatório Brundtland de 1987. Além disso, discute</p><p>conceitos fundamentais de sustentabilidade, como interconexão</p><p>dos sistemas e equidade, além de mencionar</p><p>em biocombustíveis líquidos. Esta fonte renovável contribui para a redução dos</p><p>resíduos e emissões de gases de efeito estufa (DOVICHI FILHO, 2021).</p><p>Figura 12: Tipos de Energias Renováveis</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/mr2r3yxa. Acesso em: 17 nov. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/mr2r3yxa</p><p>46</p><p>No mundo, as principais fontes energéticas continuam sendo as matrizes não</p><p>renováveis, segundo indica o gráfico abaixo:</p><p>Figura 13: Balanço Energético Nacional – BEM</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/yc3tw6jx. Acesso em: 16 out. 2023.</p><p>No Brasil, o relatório elaborado e consolidado no Balanço Energético Nacional</p><p>– BEM realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao MME e</p><p>instituída nos termos da Lei n° 10.847, de 15 de março de 2004, e do Decreto n° 5.184,</p><p>de 16 de agosto de 2004, aponta que o país opera atualmente com o maior número</p><p>de fontes renováveis se comparado ao resto do mundo. A EPE informa que, ao somar</p><p>a produção a partir da lenha, do carvão vegetal, hidráulica, dos derivados de cana,</p><p>eólica, solar e outras de fontes renováveis, as matrizes alternativas totalizam 47,4%,</p><p>quase metade de toda matriz energética nacional, como bem demonstra o gráfico</p><p>abaixo.</p><p>http://tinyurl.com/yc3tw6jx</p><p>47</p><p>Figura 14: Toneladas equivalentes de petróleo</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/wbur3zwm. Acesso em: 16 de out. 2023.</p><p>4.2 GERENCIAMENTO DE RECURSOS NATURAIS</p><p>Em 1923, foi fundado o World Energy Council (WEC), Conselho Mundial de</p><p>Energia, uma influente organização internacional dedicada à promoção de soluções</p><p>energéticas sustentáveis em escala global. O conselho desempenha um papel vital</p><p>na definição de políticas e estratégias para enfrentar os desafios energéticos do</p><p>mundo moderno (CONSELHO MUNDIAL DE ENERGIA, 2021).</p><p>De acordo com o documento intitulado WORLD ENERGY Índice Trilemma</p><p>(2021), o objetivo fundamental do grupo é facilitar a colaboração entre governos,</p><p>empresas de energia, instituições acadêmicas e outras partes interessadas. Ao</p><p>fornecer uma plataforma global para o compartilhamento de conhecimentos,</p><p>experiências e melhores práticas, o conselho visa promover o desenvolvimento e a</p><p>implementação de políticas energéticas equitativas e eficientes. Seu trabalho</p><p>A pergunta “Por que o Brasil não utiliza apenas as fontes renováveis para a geração de</p><p>eletricidade?” foi respondida no podcast disponível no endereço eletrônico:</p><p>http://tinyurl.com/mfydp8p3. Acesso em: 16 out. 2023.</p><p>Há também outros podcasts bastante didáticos sobre a temática no link:</p><p>http://tinyurl.com/yeyu7dms. Acesso: 16 out. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/wbur3zwm</p><p>http://tinyurl.com/mfydp8p3</p><p>http://tinyurl.com/yeyu7dms</p><p>48</p><p>abrange uma ampla gama de questões, desde o acesso universal à energia até a</p><p>transição para fontes renováveis e a eficiência energética.</p><p>Uma das contribuições mais notáveis do World Energy Council é o seu relatório</p><p>anual, o "World Energy Issues Monitor", disponível no endereço eletrônico <</p><p>https://www.im.worldenergy.org/> Acesso em 16 out. 2023. Este documento identifica e</p><p>analisa as principais tendências e desafios enfrentados pelo setor energético</p><p>globalmente. Ao fornecer uma visão abrangente das questões críticas, o conselho</p><p>ajuda a orientar a tomada de decisões em governos e empresas, promovendo assim</p><p>a segurança energética e a sustentabilidade.</p><p>O impacto do World Energy Council vai além das fronteiras nacionais,</p><p>impulsionando a cooperação internacional e catalisando inovações no campo da</p><p>energia. Sua abordagem inclusiva, que reúne uma ampla gama de stakeholders, é</p><p>fundamental para criar um futuro energético mais seguro, acessível e</p><p>ecologicamente sustentável para todas as pessoas ao redor do mundo.</p><p>No Brasil, o artigo 1° da Lei 4.904/1965 instituiu o Ministério das Minas e Energia</p><p>(MME) para a função de estudo e solução dos problemas relativos à produção e</p><p>comércio de minério e de energia. De lá para cá, leis e decretos foram criados e</p><p>novas atribuições foram dadas ao Ministério, dentre elas, a criação do Conselho</p><p>Nacional de Política Energética - CNPE, presidido pelo Ministro de Estado de Minas e</p><p>Energia, é um órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação</p><p>de políticas e diretrizes de energia.</p><p>O Brasil, conhecido por sua rica biodiversidade e vastos recursos naturais,</p><p>enfrenta desafios significativos no gerenciamento sustentável desses recursos. O país</p><p>possui a maior parte da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo (MINISTÉRIO</p><p>DO MEIO AMBIENTE E MUDANÇA CLIMÁTICA, 2022), e uma diversidade de</p><p>ecossistemas que abrigam uma variedade impressionante de fauna e flora. No</p><p>entanto, a exploração descontrolada desses recursos pode levar a consequências</p><p>ambientais graves. Nesse contexto, o gerenciamento eficaz dos recursos naturais</p><p>torna-se crucial para garantir um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e</p><p>conservação ambiental.</p><p>O Brasil adotou várias políticas e estratégias para o gerenciamento dos</p><p>recursos naturais. Um dos marcos mais importantes foi a implementação do Código</p><p>Florestal em 2012 (SILVA et al, 2011), que estabeleceu regras para a proteção das</p><p>florestas e a utilização sustentável da terra. Além disso, o país tem investido em</p><p>https://www.im.worldenergy.org/</p><p>49</p><p>iniciativas de energia renovável, como a produção de biocombustíveis a partir da</p><p>cana-de-açúcar, visando reduzir a dependência de combustíveis fósseis e redução</p><p>das emissões de gases de efeito estufa.</p><p>No entanto, apesar desses esforços, o país ainda enfrenta desafios</p><p>significativos. O desmatamento ilegal, a exploração excessiva de recursos hídricos e</p><p>a poluição do ar e da água são problemas persistentes que exigem atenção urgente.</p><p>De fato, as mudanças climáticas representam uma ameaça adicional aos</p><p>ecossistemas brasileiros, exigindo medidas de adaptação e minimização dos</p><p>impactos ambientais (IPCC, 2022).</p><p>Para enfrentar esses desafios, é essencial uma abordagem integrada que</p><p>envolva o governo, as comunidades locais, as empresas e a sociedade civil. É</p><p>fundamental promover a educação ambiental, incentivar práticas agrícolas</p><p>sustentáveis, investir em tecnologias limpas e fortalecer a aplicação das leis</p><p>ambientais.</p><p>O uso de óleo doméstico transformado em óleo combustível, também conhecido como</p><p>biodiesel, é uma prática importante para a sustentabilidade ambiental. O biodiesel é uma</p><p>fonte de energia renovável capaz de substituir parcialmente o diesel derivado de</p><p>petróleo, e ainda conduz a redução das emissões de gases de efeito estufa e diminui a</p><p>dependência dos combustíveis fósseis.</p><p>De acordo com Leal et al (2021), a adição de biodiesel puro (B100) ao óleo diesel, no</p><p>Brasil, é obrigatória, sendo o óleo residual de cozinha uma das possíveis matérias-primas</p><p>para o B100.</p><p>Para saber mais sobre stakeholders, acesse o vídeo disponível no Youtube através do</p><p>seguinte endereço eletrônico http://tinyurl.com/2n64335c. Acesso em: 17 nov. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/2n64335c</p><p>50</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. (ENADE 2019) O Brasil é um país que possui matriz energética com predominância</p><p>de energias de fontes renováveis, a exemplo da energia hidrelétrica, da eólica e da</p><p>biomassa. No caso das hidrelétricas, os reservatórios, além de servirem para a</p><p>geração de energia, podem ser utilizados para acumulação e captação de água</p><p>potável, como reservatório de água para agricultura irrigada, para a produção de</p><p>biomassa e, ainda, para atividades vinculadas ao transporte, à recreação e ao</p><p>turismo.</p><p>No entanto, os reservatórios em cascata, implantados nas grandes bacias</p><p>hidrográficas brasileiras, produzem impactos ambientais crescentes e cumulativos</p><p>que transformam as condições biogeofísicas, econômicas e sociais de toda a bacia</p><p>hidrográfica.</p><p>Nesse contexto, a respeito das modificações no meio físico geradas pela construção</p><p>sequencial de reservatórios em cascata nas bacias hidrográficas, é correto afirmar</p><p>que:</p><p>a) a retenção física de sedimentos a jusante do reservatório acentua a capacidade</p><p>de gerar fenômenos erosivos pelo fluxo de água a montante do reservatório.</p><p>b) os regimes de inundação e o tempo de permanência das áreas alagadas são</p><p>dissociados da regularização do fluxo e do nível de água dos rios sujeitos à</p><p>implantação de reservatórios em cascata.</p><p>c) a retenção de potássio e a importação de nitrogênio são alterações capazes de</p><p>gerar eutrofização relevante a jusante do reservatório, o que aumenta a</p><p>concentração do material em suspensão na água.</p><p>d) os regimes de reprodução de flora e fauna, nas áreas da bacia de acumulação,</p><p>sofrem alterações que se verificam inclusive no processo de piracema,</p><p>fundamental para a reprodução da ictiofauna (grupo de espécies de espécies de</p><p>uma região).</p><p>e) os regimes de recarga dos aquíferos superficiais em rochas passam a sofrer maior</p><p>infiltração, o que modifica o fluxo entre laminar e turbulento.</p><p>2. (ENADE 2019) Uma indústria de blocos cerâmicos pretende utilizar queima de</p><p>biomassa resultante de resíduos de madeira, para gerar energia térmica para seus</p><p>fornos, que, atualmente, utilizam gás natural. Tal iniciativa poderá reduzir o consumo</p><p>51</p><p>de combustível, porém será necessário um investimento no valor de 20% do</p><p>consumo/ano atual de combustível visando à adaptação dos fornos. Além disso, o</p><p>transporte anual dos resíduos da fonte geradora até a indústria irá custar 5% do</p><p>consumo/ano atual de combustível. Estima-se que essa alteração promova uma</p><p>economia, no consumo/ano atual de combustível, de 10% ao ano. A partir da</p><p>situação descrita, avalie as afirmações a seguir.</p><p>I. A partir do quinto ano, a indústria começaria a ter benefícios econômicos</p><p>II. Na proposta apresentada, a indústria substituiria o combustível atual por uma fonte</p><p>de energia com menor produção e emissão de partículas devido ao processo de</p><p>combustão (particulados).</p><p>III. Na proposta apresentada, a indústria substituiria o combustível atual por uma fonte</p><p>renovável de energia.</p><p>IV. O valor do investimento supera os benefícios promovidos com a economia de</p><p>combustível durante os 5 primeiros anos.</p><p>É correto apenas o que ser afirma em:</p><p>a) II, apenas.</p><p>b) IV, apenas.</p><p>c) I e II.</p><p>d) I e III.</p><p>e) III e IV.</p><p>3. (SEE/MG 2012 - adaptado)</p><p>Leia o texto.</p><p>Nas montanhas pobres, porém ricas em minérios do leste dos Estados Unidos</p><p>conhecidas como Apalaches, o milionário do carvão Don Blankenship organiza um</p><p>encontro para os "Amigos da América" escutarem música country e "saberem como</p><p>os ambientalistas radicais e a América corporativa estão tentando destruir seus</p><p>empregos".</p><p>E na China os ambiciosos projetos de eletricidade renovável parecem um passo</p><p>importante para abordar o aquecimento global, mas o progresso se retarda devido</p><p>ao profundo favoritismo pelo combustível fóssil, mais barato. "Ninguém precisa se</p><p>entusiasmar demais", diz Lu Qizhou, nomeado pelo governo para dirigir o grande</p><p>grupo da indústria energética da China. A mudança do sistema de energia acionado</p><p>a carvão será lenta e não vai superar "a capacidade do mercado de se adaptar".</p><p>52</p><p>Sobre o conteúdo do texto, está correto afirmar que a:</p><p>a) Pressão dos grupos ambientalistas contra os combustíveis fósseis uma das principais</p><p>ameaças ao crescimento da economia mundial.</p><p>b) Carência em conhecimentos tecnológicos representa uma barreira para a</p><p>mudança das matrizes energéticas nos países pobres.</p><p>c) Substituição dos combustíveis fósseis na matriz energética global é dificultada por</p><p>diferentes interesses econômicos.</p><p>d) Economia dos estados unidos é prejudicada pelos acordos internacionais, que só</p><p>permitem o uso de combustíveis fósseis por países emergentes.</p><p>e) A china foi o primeiro país do mundo a assinar o protocolo de kyoto e a se</p><p>responsabilizar sobre os danos ambientais.</p><p>4. (PREFEITURA DE SÃO PAUlO - SP, 2008) Em decorrência da escassez de chuvas e de</p><p>água nos reservatórios de suas principais usinas hidrelétricas, o Brasil sofreu com</p><p>problemas no fornecimento de energia elétrica há alguns anos. Porém, houve outra</p><p>deficiência que também contribuiu para o agravamento do racionamento de</p><p>energia na região sudeste. Esta deficiência foi a</p><p>a) Existência de poucas plantas de fontes renováveis em operação nesta região.</p><p>b) Baixa capacidades das linhas de distribuição.</p><p>c) Falta de combustível para as usinas térmicas.</p><p>d) Baixa capacidade das linhas de transmissão que ligam outras regiões à região</p><p>sudeste.</p><p>e) Interrupção sistemática do fornecimento das usinas nucleares.</p><p>5. Nos últimos anos, o mundo testemunhou uma crescente preocupação em relação</p><p>ao gerenciamento dos recursos naturais. Com o aumento da população global e o</p><p>desenvolvimento industrial, a pressão sobre os recursos naturais tornou-se mais</p><p>intensa. O gerenciamento eficaz desses recursos é vital para garantir a</p><p>sustentabilidade ambiental e o bem-estar das gerações futuras. Isso inclui a</p><p>conservação de ecossistemas, a gestão responsável dos recursos hídricos, a</p><p>promoção da biodiversidade e a redução do desperdício.</p><p>Qual é o principal objetivo do gerenciamento dos recursos naturais, conforme</p><p>mencionado no texto base?</p><p>a) Exploração descontrolada.</p><p>https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/orgao/prefeitura-de-sao-paulo-sp</p><p>53</p><p>b) Conservação e uso sustentável.</p><p>c) Utilização máxima a curto prazo.</p><p>d) Descarte irresponsável.</p><p>e) Ignorar os recursos naturais.</p><p>6. (UEPB) Enumere a segunda coluna de acordo com a primeira.</p><p>I. Muitos problemas relacionados aos recursos hídricos têm surgido pela sua utilização</p><p>irracional.</p><p>II. Ao mesmo tempo, a agricultura, os desmatamentos, grandes obras como as</p><p>hidrelétricas e represas acabaram provocando modificações em rios, lagos, bacias</p><p>hidrográficas e florestas.</p><p>III. Além da água de nossas torneiras, todos os resíduos, xampus e detergentes que</p><p>descem pelo ralo terão os mesmos destinos, algum rio ou lago que precisará ser</p><p>tratado posteriormente.</p><p>IV. Um dos sérios problemas de poluição aquática é o desequilíbrio das</p><p>concentrações das espécies químicas presentes na água, [H3O + ] e [OH– ].</p><p>V. Para medir a acidez de um meio aquoso utiliza-se uma grandeza denominada pH.</p><p>Na água pura, o valor de pH é igual a sete. A adição de uma substância ácida em</p><p>água provocará...</p><p>VI. A adição de uma substância básica em água provocará...</p><p>( ) Mudança no pH para valores menores que 7.</p><p>( ) Daí a necessidade de se economizar não só a água, mas também os produtos</p><p>que podem contamina-la.</p><p>( ) Tomar banho, escovar os dentes e/ou lavar louça com a torneira aberta, torneira</p><p>mal fechada ou com problema, entre outros.</p><p>( ) Mudança no pH para valores maiores que 7.</p><p>( ) Todos esses impactos precisam ser considerados nos projetos destinados a gerar</p><p>alimentos, energia, bens de consumo, turismo etc.</p><p>( ) A água (H2O) se auto dissocia nas espécies OH– e H3O +, sendo que na água</p><p>pura as concentrações dessas espécies são muito pequenas e iguais. No entanto,</p><p>fenômenos como a chuva ácida têm alterado estas concentrações, resultando em</p><p>elevada acidez de lagos e rios, e consequente morte de peixes e plantas. A</p><p>sequência (que preenche corretamente a segunda coluna) correta é:</p><p>a) V, III, I, VI, II, IV.</p><p>54</p><p>b) VI, III, I, V, II, IV.</p><p>c) V, I, III, VI, II, IV.</p><p>d) VI, I, III, V, II, IV.</p><p>e) IV, III, I, V, VI, II.</p><p>7. (UFPB – 2018) As energias renováveis são fontes inesgotáveis de energia; em outras</p><p>palavras, são aquelas que possuem um ciclo natural, estando sempre disponíveis</p><p>para utilização; de forma contrária, as energias não renováveis são aquelas que se</p><p>utilizam</p><p>de recursos naturais esgotáveis, ou seja, que terão um fim, seja em um futuro</p><p>próximo, seja em um período de médio ou longo prazo. Sobre as fontes de energia</p><p>renovável, todas as alternativas abaixo estão corretas, exceto:</p><p>a) a Energia Geotérmica é a geração de energia por meio do calor interno da terra,</p><p>através de usinas instaladas próximas a regiões onde esse calor se encontra mais</p><p>próximo a superfície.</p><p>b) o gás natural, extraído de reservas naturais no subsolo, é considerado uma</p><p>importante fonte renovável de energia.</p><p>c) a energia nuclear é uma fonte não renovável de energia e que não emitem</p><p>poluentes gasosos na atmosfera.</p><p>d) na Maremotriz, a energia gerada pela força das ondas é utilizada para a geração</p><p>de energia elétrica, através de grandes torres subaquáticas instaladas próximas ao</p><p>litoral.</p><p>e) Apesar da água ser considerada uma fonte renovável de energia, a principal</p><p>crítica às usinas hidrelétricas se dá devido ao impacto ambiental que sua construção</p><p>e operação geram.</p><p>8. (ENEM 2013) Química Verde pode ser definida como a criação, o desenvolvimento</p><p>e a aplicação de produtos e processos químicos para reduzir ou eliminar o uso e a</p><p>geração de substâncias nocivas à saúde humana e ao ambiente. Sabe-se que</p><p>algumas fontes energéticas desenvolvidas pelo homem exercem, ou têm potencial</p><p>para exercer, em algum nível, impactos ambientais negativos.</p><p>CORRÊA, A. G.; ZUIN, V. G. (Orgs.). Química Verde: fundamentos e aplicações. São Carlos: EdUFSCar, 2009.</p><p>À luz da Química Verde, métodos devem ser desenvolvidos para eliminar ou reduzir</p><p>a poluição do ar causada especialmente pelas:</p><p>a) hidrelétricas.</p><p>55</p><p>b) usinas geotérmicas.</p><p>c) fontes de energia solar.</p><p>d) termelétricas.</p><p>e) fontes de energia eólica.</p><p>56</p><p>MOBILIDADE SUSTENTÁVEL</p><p>5.1 ABORDAGENS SUSTENTÁVEIS PARA O TRANSPORTE</p><p>A relação entre mobilidade urbana e desenvolvimento sustentável é crucial</p><p>para criar cidades mais equitativas, eficientes e ambientalmente responsáveis. Há</p><p>diversos desafios significativos em relação à sustentabilidade no setor de transportes</p><p>no Brasil. Com o aumento da urbanização e do número de veículos nas estradas, a</p><p>adoção de abordagens sustentáveis que não apenas reduzam a emissão de</p><p>poluentes, mas também promovam uma mobilidade inclusiva e eficiente são</p><p>estratégias primordiais. Os itens a seguir enfocam algumas iniciativas sobre a</p><p>temática.</p><p>5.2 TRANSPORTE PÚBLICO DE QUALIDADE</p><p>Investir em transporte público eficiente é crucial para reduzir a dependência</p><p>dos brasileiros em veículos particulares. O BRT (Bus Rapid Transit) no Rio de Janeiro é</p><p>um exemplo de mobilidade que trouxe alguns benefícios como a redução as</p><p>emissões de gases poluentes. Contudo, segundo Monteiro et al (2020), há</p><p>necessidade de melhoria dos processos de planejamento, gerenciamento e</p><p>operação do sistema para que haja uma melhor percepção dos usuários sobre a</p><p>qualidade do serviço.</p><p>Figura 15: Foto divulgação de Bus Rapid Transit (BRT)</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/yc3xpttb. Acesso em: 17 nov. 2023.</p><p>UNIDADE</p><p>05</p><p>http://tinyurl.com/yc3xpttb</p><p>57</p><p>5.3 BICICLETAS E MOBILIDADE ATIVA</p><p>Promover o uso de bicicletas como meio de transporte é uma estratégia</p><p>sustentável crescente no Brasil. Iniciativas como o sistema de compartilhamento de</p><p>bicicletas em municípios brasileiros têm melhorado a mobilidade e reduzido a</p><p>pegada de carbono (RABELLO, 2019).</p><p>Figura 16: A bicicleta como transporte urbano alternativo</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/45z3dmzx. Acesso em: 17 nov. 2023.</p><p>A seguir, entenderemos a necessidade das energias renováveis e o futuro dos</p><p>veículos elétricos.</p><p>5.3.1 Energias Renováveis e Veículos Elétricos</p><p>A introdução de veículos elétricos e a incorporação de energias</p><p>renováveis no setor de transporte são cruciais para reduzir as emissões de gases de</p><p>efeito estufa. Projetos como o Programa de Mobilidade Elétrica em Belo Horizonte</p><p>estão liderando esse caminho, incentivando a adoção de veículos elétricos e a</p><p>instalação de infraestrutura de carregamento (PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO</p><p>HORIZONTE, 2023).</p><p>http://tinyurl.com/45z3dmzx</p><p>58</p><p>Figura 17: Veículos elétricos</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/26ewxwa5. Acesso em: 17 nov. 2023.</p><p>5.3.2 Políticas Públicas e Incentivos Fiscais</p><p>O Brasil tem implementado políticas públicas e incentivos fiscais para promover</p><p>o transporte sustentável. A isenção de Imposto sobre a Propriedade de Veículos</p><p>Automotores (IPVA) para veículos elétricos e híbridos é um exemplo, incentivando a</p><p>transição para tecnologias mais limpas. De acordo com reportagem do Jornal do</p><p>Carro publicada pelo Estadão (2023), nove estados aderiram à isenção do IPVA para</p><p>carros elétricos em 2024. São eles: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Mato</p><p>Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do</p><p>Sul. Já Bahia, São Paulo e Paraná estão em progresso para abraçarem a estratégia</p><p>e seguirem às regras de isenção para modelos eletrificados.</p><p>http://tinyurl.com/26ewxwa5</p><p>59</p><p>Figura 18: Isenção de IPVA para veículos elétricos: incentivo sustentável</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/mrvpebnz. Acesso em: 17 nov. 2023.</p><p>5.3.3 Inovações em Mobilidade Sustentável</p><p>A mobilidade sustentável tornou-se uma pauta indispensável nas agendas</p><p>urbanas brasileiras, impulsionada pela necessidade de redução de emissões de</p><p>gases de efeito estufa, melhoraria da qualidade do ar e alívio do congestionamento</p><p>nas cidades. Diante desse cenário, diversas inovações têm emergido no contexto</p><p>brasileiro com vistas ao futuro da mobilidade urbana de maneira mais ecológica e</p><p>eficiente.</p><p>O compartilhamento de veículos vem sendo abordado em vários estudos.</p><p>Marques, Silva e Melo (2021) apontam a necessidade de se identificar os principais</p><p>fatores que influenciam na promoção da mobilidade ativa para que seja possível</p><p>aperfeiçoar o planejamento e a gestão para um transporte mais sustentável. A</p><p>pesquisa realizada pelos autores indicou, como sugestões, os incentivos</p><p>governamentais capazes de alcançar jovens de baixa renda, estes a maioria dos</p><p>usuários, e o uso de bicicletas trazendo um crédito/bônus a quem estivesse utilizando</p><p>e compartilhando projetos inovadores acerca da mobilidade sustentável.</p><p>Ainda no cenário de Aplicativos, a Moovit e o Google Maps estão sendo</p><p>adaptados para oferecer informações detalhadas sobre transporte público,</p><p>incentivando escolhas sustentáveis, como rotas de bicicleta e transporte público</p><p>integrado. Em janeiro de 2023, a Moovit apresentou um Relatório sobre o Transporte</p><p>Público referente ao ano de 2022, através do seu Website. De acordo com a Moovit</p><p>(2023), dez regiões metropolitanas brasileiras estão no relatório: Belo Horizonte, Brasília,</p><p>Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São</p><p>Paulo. Além de tempo médio de espera e de viagem, o documento informa que o</p><p>http://tinyurl.com/mrvpebnz</p><p>60</p><p>uso de bicicletas compartilhadas combinado com transporte público teve um</p><p>crescimento de 7% em relação ao último relatório.</p><p>Batista e Lima (2020) examinaram a expansão da infraestrutura cicloviária em</p><p>João Pessoa, na Paraíba, e concluíram que ciclovias bem planejadas e seguras</p><p>incentivam o uso de bicicletas como meio de transporte e promovem a mobilidade</p><p>sustentável. Contudo, um obstáculo presente nos países emergentes, como o Brasil,</p><p>é sofrer nos últimos anos com as consequências de um modelo dependente das</p><p>rodovias, o que favorece o uso do transporte individual motorizado em detrimento</p><p>de outros modos de locomoção.</p><p>Compreende-se, portanto, que para uma mobilidade sustentável coerente e</p><p>equitativa, devem-se priorizar os transportes que</p><p>reduzam as emissões dos gases</p><p>estufa, a eficiência energética, a acessibilidade e inclusão social, o uso eficiente do</p><p>espaço urbano e suas conexões, a saúde coletiva, inovação e tecnologia para</p><p>criação de novas estruturas de transportes.</p><p>No livro Gestão ambiental urbana, disponível na Plataforma Biblioteca Virtual, encontram-</p><p>se reflexões a respeito da mobilidade urbana no contexto ambiental urbano. São</p><p>abordados os conceitos de pegada ecológica e biocapacidade, o conceito de habitat</p><p>urbano, de bioclimática das cidades, de ecovilas, de áreas protegidas e de infraestruturas</p><p>verdes, bem como o processo de gestão das cidades e as formas de controle. Disponível</p><p>no seguinte endereço eletrônico: http://tinyurl.com/mwumk2b4. Acesso em: 18 out. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/mwumk2b4</p><p>61</p><p>Figura 19:Reportagem sobre o aumento das temperaturas no planeta</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/2zjdpw4x. Acesso em 17 de nov. 2023.</p><p>O uso de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural, é uma das principais</p><p>fontes de emissões de gases de efeito estufa, incluindo dióxido de carbono (CO2) e</p><p>metano (CH4). Esses gases contribuem para o aquecimento global, pois retêm o calor na</p><p>atmosfera, causando o aumento das temperaturas médias da Terra.</p><p>Para obter mais informações, além do site oficial, em português se preferir, da ONU</p><p>(https://nacoesunidas.org/), acesse também o CEMADEN, INMET e ANA.</p><p>O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) possui em sua página na Internet, através</p><p>do endereço eletrônico: http://tinyurl.com/ykx6rpz8, Notas Técnicas que informam</p><p>Balanços de chuvas, tempestades e eventos extremos cadastrados anualmente desde</p><p>2015.</p><p>http://tinyurl.com/2zjdpw4x</p><p>https://nacoesunidas.org/</p><p>http://tinyurl.com/ykx6rpz8</p><p>62</p><p>FIXANDO CONTEÚDO</p><p>1. (PREFEITURA DE SÃO JOÃO DA BARRA, RJ 2015)</p><p>Sobre a charge, a afirmação INCORRETA é a de que:</p><p>a) Há muitos interesses políticos na criação de ciclovias.</p><p>b) Os ciclistas têm preocupações com as ciclovias.</p><p>c) Os pedestres se veem prejudicados com as ciclovias.</p><p>d) As ciclovias mostram interesses em choque.</p><p>e) A dúvida do ciclista é com a segurança nas ciclovias.</p><p>2. (PREFEITURA DE SÃO JOÃO DA BARRA, RJ 2015 - adaptado)</p><p>Ciclovia</p><p>As ciclovias exercem um grande fascínio sobre a população em geral, em</p><p>especial nos ciclistas leigos. A crença que só a segregação do ciclista em relação ao</p><p>trânsito proporciona segurança no pedalar é muito enraizada. A realidade</p><p>apresentada por pesquisas mostra que não é bem assim. Não resta dúvidas que</p><p>ciclovias têm qualidades, mas não existe milagre e elas também apresentam seus</p><p>pontos fracos. Talvez o ponto mais forte do conceito ciclovia esteja no imaginário das</p><p>pessoas.</p><p>Ciclovia é uma dentre várias opções técnicas de segurança de trânsito para</p><p>melhoria da vida do ciclista. Ela pode ou não ser a opção mais segura ou apropriada.</p><p>Em várias situações é mais apropriado ter faixas para ciclistas, sinalização, trânsito</p><p>63</p><p>partilhado ou mesmo não fazer absolutamente nada. Em cidades de pequeno porte</p><p>ou no interior de bairros onde o trânsito é de baixa velocidade e tranquilo, ciclovias</p><p>provavelmente são totalmente desnecessárias.</p><p>A matemática é simples: a quase totalidade dos acidentes envolvendo</p><p>ciclistas acontece em cruzamentos, portanto resolvendo estes pontos, o índice de</p><p>acidentes envolvendo ciclistas praticamente zera. E aí vem o detalhe: não existe</p><p>ciclovia sem algum tipo de cruzamento.</p><p>Mas há outros fatores a ponderar antes de optar pela ciclovia. Para criar uma</p><p>via apropriada é necessário tirar espaço de alguém, seja dos veículos motorizados ou</p><p>até mesmo dos pedestres, o que faz com que processo de implementação seja</p><p>realizado no mínimo com alguma espécie de atrito.</p><p>Ciclovia é sempre a opção mais complicada de ser implementada e a mais</p><p>cara. Os altos custos de sua manutenção também devem ser levados em</p><p>consideração ou então o dinheiro investido será jogado no lixo.</p><p>“A matemática é simples: a quase totalidade dos acidentes envolvendo ciclistas</p><p>acontece em cruzamentos, portanto resolvendo estes pontos, o índice de acidentes</p><p>envolvendo ciclistas praticamente zera. E aí vem o detalhe: não existe ciclovia sem</p><p>algum tipo de cruzamento”. O argumento apresentado nesse parágrafo defende a</p><p>ideia de que:</p><p>a) Não se devem construir ciclovias em zonas urbanizadas.</p><p>b) Construção de ciclovias deve ser bem planejada.</p><p>c) As ciclovias aumentam o risco dos ciclistas.</p><p>d) Devem-se planejar ciclovias sem cruzamentos.</p><p>e) Os riscos dos ciclistas podem ser completamente eliminados.</p><p>3. O que caracteriza o transporte compartilhado como uma alternativa viável?</p><p>a) Uso exclusivo para viagens longas.</p><p>b) Necessidade de agendamento prévio.</p><p>c) Compartilhamento de viagens entre várias pessoas.</p><p>d) Preço elevado em comparação com táxis.</p><p>e) Disponibilidade apenas em áreas urbanas.</p><p>4. Quais são os benefícios do uso de scooters elétricas como meio de transporte</p><p>alternativo?</p><p>64</p><p>a) Emissões zero.</p><p>b) Alta velocidade.</p><p>c) Consumo de combustível barato.</p><p>d) Grande capacidade de carga.</p><p>e) Elevado impacto ambiental.</p><p>5. Qual é o principal benefício do transporte alternativo em comparação com os</p><p>meios de transporte tradicionais?</p><p>a) Menor custo.</p><p>b) Menor impacto ambiental.</p><p>c) Maior velocidade.</p><p>d) Maior capacidade de passageiros.</p><p>e) Maior comodidade.</p><p>6. (UFSC 2014) Os problemas relacionados à mobilidade das pessoas [...] nos centros</p><p>urbanos afetam diretamente a qualidade de vida da população, com as</p><p>externalidades geradas na produção do transporte e, também, o desempenho</p><p>econômico das atividades urbanas.</p><p>Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/110525_comunicadoipea94.pdf></p><p>[Adaptado] Acesso em: 17 jul. 2013.</p><p>Assinale a proposição CORRETA.</p><p>a) No Brasil, em metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, o transporte</p><p>coletivo mais utilizado é o ferroviário associado ao metroviário, sendo relegado a</p><p>segundo plano o transporte individual motorizado.</p><p>b) O transporte público coletivo urbano atende principalmente pessoas de média e</p><p>baixa renda no Brasil, o que torna o valor deste serviço um instrumento importante na</p><p>formulação de políticas de inclusão social.</p><p>c) A grande transformação na mobilidade das pessoas nas cidades brasileiras</p><p>começou a ocorrer na década de 1980, quando ao processo intenso de urbanização</p><p>associou-se o aumento do uso de veículos motorizados.</p><p>d) Sendo o transporte público um serviço não essencial, a visão do seu financiamento</p><p>deve ficar submetida a enfoques monetaristas rígidos, como o da sustentabilidade</p><p>financeira a qualquer custo.</p><p>e) A distância percorrida entre os locais de moradia e de trabalho, pela população</p><p>mais pobre, vem sendo reduzida na última década, o que indica uma exponencial</p><p>65</p><p>melhoria da mobilidade urbana.</p><p>7. (UFRGS 2017)</p><p>Considere as afirmações abaixo, sobre a mobilidade urbana no Brasil.</p><p>I. A mobilidade aumenta com a renda e varia em função das características</p><p>econômicas e sociais das pessoas, além de vir acompanhada de diferenças no uso</p><p>dos modos de transporte.</p><p>II. O modo “a pé” ainda representa parcela significativa dos deslocamentos urbanos</p><p>no Brasil, apesar do aumento de uso do transporte individual (carro).</p><p>III. O investimento em trens, nas grandes metrópoles brasileiras, tem transformado essa</p><p>modalidade na maior transportadora de passageiros.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>a) Apenas I.</p><p>b) Apenas II.</p><p>c) Apenas III.</p><p>d) Apenas I e II.</p><p>e) I, II e III.</p><p>8. Qual é a abordagem mais eficaz para promover mobilidade urbana sustentável,</p><p>desenvolvimento sustentável e planejamento urbano integrado?</p><p>a) Aumentar a construção de vias expressas para acomodar mais</p><p>veículos</p><p>particulares.</p><p>b) Priorizar o transporte individual motorizado para reduzir o congestionamento nas</p><p>cidades.</p><p>c) Investir em sistemas de transporte público eficientes, integrados e acessíveis,</p><p>combinados com planejamento urbano que promova o uso misto das áreas</p><p>urbanas.</p><p>d) Expandir áreas de estacionamento para incentivar o uso de veículos particulares.</p><p>e) Reduzir o investimento em infraestrutura de transporte público e focar apenas em</p><p>projetos de desenvolvimento imobiliário.</p><p>66</p><p>PERSPECTIVAS FUTURAS E</p><p>TENDÊNCIAS</p><p>6.1 TENDÊNCIAS ATUAIS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL</p><p>Desenvolvimento Sustentável deixou de ser um modelo que poderia ser</p><p>seguido e se tornou um modelo cuja necessidade de implementação urge nos</p><p>diferentes setores da sociedade mundial. Vários pesquisadores e profissionais</p><p>passaram a explorar novas abordagens e soluções inovadoras frente às adversidades</p><p>ambientais e sociais às quais a humanidade vem presenciando.</p><p>Algumas das tendências atuais não são necessariamente novas, mas</p><p>conduzem a um agir sustentável que antes possuía um viés econômico e, nos últimos</p><p>tempos, vem atingindo causas fundamentalmente ambientais.</p><p>Nesse aspecto, encontram-se a Economia Circular e Consumo Responsável.</p><p>Tratam-se de estratégias que buscam uma mudança na forma de se adquirir</p><p>produtos que podem facilmente ser utilizados por várias pessoas sem o peso da</p><p>exploração dos recursos naturais. No trabalho de Bocken et al. (2021) é enfatizada a</p><p>necessidade de se repensar o ciclo de vida dos produtos, promovendo a reutilização</p><p>e a reciclagem. Paralelamente, estudos de Sainz (2023) demonstram o crescente</p><p>interesse dos consumidores em práticas sustentáveis, impulsionando empresas a</p><p>adotar métodos de produção e marketing voltadas para o consumo responsável.</p><p>Quando se trata de segurança alimentar global, a agricultura sustentável</p><p>desempenha um papel fundamental. Oliveira, Tavares & Collado (2018)</p><p>apresentaram uma abordagem agroecológica promotora de autonomia, uma vez</p><p>que busca a valorização dos produtos locais, a promoção do diálogo e o</p><p>intercâmbio de informações acerca dos métodos tradicionais de manejo produtivo.</p><p>A pesquisa se debruçou sobre as famílias agricultoras de Sergipe, no Nordeste do país.</p><p>As inovações tecnológicas, incluindo a inteligência artificial, estão sendo cada</p><p>vez mais exploradas para abordar desafios complexos de sustentabilidade. Pesquisas</p><p>recentes destacam o papel da inteligência artificial na otimização de processos</p><p>industriais, reduzindo o consumo de recursos e minimizando resíduos. Essas inovações</p><p>desempenham um papel vital na transformação de setores-chave em direção à</p><p>UNIDADE</p><p>06</p><p>67</p><p>sustentabilidade, como na produção de embalagens “inteligentes” (DA SILVA, 2023).</p><p>6.2 DESAFIOS EMERGENTES</p><p>No cenário global, em constante transformação, os desafios emergentes</p><p>desempenham um papel único na definição do curso da humanidade. Estes</p><p>desafios, muitas vezes são imprevisíveis e complexos e se encontram moldados pelas</p><p>interações dinâmicas entre avanços tecnológicos, mudanças sociais e desequilíbrios</p><p>ambientais. Enquanto a humanidade progride em diversas áreas, também enfrenta</p><p>um novo espectro de situações críticas que demandam soluções inovadoras e</p><p>dependentes de cooperação internacional.</p><p>Camargo (2020) em seu trabalho “Desenvolvimento Sustentável: dimensões e</p><p>desafios” diz que o termo Desenvolvimento Sustentável é considerado controverso,</p><p>polêmico e controvertido em âmbito global. Tal afirmativa é feita por conta da</p><p>dificuldade de se haver um consenso em atitudes coletivas que efetivamente se</p><p>voltem à preservação a biosfera e concomitantemente sejam capazes de produzir</p><p>um equilíbrio entre a natureza e a humanidade. A autora enfatiza a grande</p><p>importância de os atores sociais terem consciência em relação às questões relativas</p><p>aos problemas socioambientais e as ações que possam ser implementadas no</p><p>direcionamento das soluções.</p><p>Dentre os desafios mais imperativos, encontram-se: as mudanças climáticas e</p><p>eventos extremos, a saúde global - especialmente após a pandemia da COVID-19,</p><p>as desigualdades sociais e insegurança alimentar, a Segurança Cibernética e</p><p>Inteligência Artificial (IA) e mudanças demográficas – expectativa de vida e aumento</p><p>populacional. Segundo o Instituto Democracia e Sustentabilidade (2020) no material</p><p>“Economia Verde no Brasil - Contribuições para uma política nacional”, um dos</p><p>maiores desafios pós pandemia é a recuperação econômica e social e como</p><p>alavancar a economia verde neste cenário.</p><p>6.3 O PAPEL DA INOVAÇÃO NA SUSTENTABILIDADE</p><p>Inovação é o critério que se encontra no topo da lista frente à construção de</p><p>um futuro sustentável. Ao investir em pesquisa e desenvolvimento, profissionais de</p><p>todas as áreas veem possibilidades para um ambiente propício à economia verde.</p><p>Pinsky, Dias e Kruglianskas (2013) afirmam que o exponencial crescimento da</p><p>68</p><p>sustentabilidade tem impulsionado a empresas a considerar, de forma estratégica, a</p><p>inclusão de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável.</p><p>Ressaltam ainda que o mercado empresarial pode vir a exercer um papel</p><p>considerável na promoção de uma comunidade global ecologicamente sustentável</p><p>e socialmente justa, ao mesmo tempo em que exerce responsabilidades financeiras</p><p>com os seus acionistas.</p><p>No contexto de gestão urbana, surgem estudos sobre Ecossistema de</p><p>Inovação Social (EIS). Esse ecossistema refere-se a um ambiente complexo e</p><p>dinâmico no qual diversos atores, como organizações não governamentais,</p><p>empresas, governos e comunidades, colaboram para desenvolver e implementar</p><p>soluções inovadoras para problemas sociais. Neste contexto, a inovação social torna-</p><p>se essencial para promover mudanças positivas, abordando questões como</p><p>desigualdade, pobreza, educação e saúde (ANDION; ALPERSTEDT; GRAEFF, 2020).</p><p>No âmbito da EIS, Noronha et al (2021) pontuam o crescente interesse nas</p><p>mudanças climáticas e seus impactos nas áreas ambientais, sociais e econômicas.</p><p>Destacam, também, o papel das energias renováveis, especialmente a eólica</p><p>offshore (são turbinas eólicas localizadas no mar, em águas costeiras ou oceânicas),</p><p>como soluções limpas para reduzir emissões de gases. O texto enfatiza o papel dos</p><p>ecossistemas de inovação na criação de regulamentações sólidas para a energia</p><p>eólica offshore, enfrentando desafios como o desenvolvimento de infraestrutura e</p><p>regulamentações e enfatiza o potencial significativo no Brasil no referido mercado,</p><p>mas destaca a necessidade de serem superados os obstáculos setoriais por meio da</p><p>inovação e colaboração no ecossistema.</p><p>69</p><p>Figura 20: Energia eólica offshore</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/2s3p6yk3. Acesso em: 17 nov. 2023.</p><p>6.4 EXPERIÊNCIAS BEM-SUCEDIDAS EM SUSTENTABILIDADE</p><p>Nesse aspecto, encontram-se as iniciativas, os projetos ou práticas que foram</p><p>implementados com sucesso e que contribuíram significativamente para a</p><p>promoção do desenvolvimento sustentável. De forma geral, essas experiências</p><p>demonstram a possibilidade de se equilibrar as necessidades econômicas, sociais e</p><p>ambientais, ao se criarem soluções inovadoras para os desafios globais.</p><p>Essas experiências podem abranger uma ampla variedade de áreas, incluindo</p><p>conservação ambiental, energia renovável, eficiência energética, gestão de</p><p>resíduos, agricultura sustentável, preservação da biodiversidade, acesso à água</p><p>potável e educação ambiental. Além disso, essas experiências bem-sucedidas</p><p>muitas vezes envolvem a colaboração entre governos, organizações não</p><p>governamentais, setor privado e comunidades locais.</p><p>Como exemplos de experiências bem-sucedidas, há projetos de</p><p>reflorestamento que restauram ecossistemas degradados. Almeida (2016) apresenta</p><p>em seu trabalho os seguintes</p><p>modelos de recuperação ambiental: condução da</p><p>regeneração natural, plantio de mudas, recuperação com espécies pioneiras,</p><p>formação de ilhas de diversidade, plantio em linhas alternadas, plantio em módulos,</p><p>indução da chuva de sementes, plantio inicial de mudas e posterior semeio e plantio</p><p>http://tinyurl.com/2s3p6yk3</p><p>70</p><p>de estacas diretamente no campo. A figura abaixo apresenta uma proposta dentro</p><p>de 5 modelos de Sistema de Agroflorestal Biodiverso para restauração ecológica e</p><p>adequação ambiental que podem ser encontrados na página do site</p><p>https://corredorcaipira.com.br/, criado em 2017, pelo NACE-PTECA (Núcleo de Apoio à</p><p>Cultura e Extensão Universitária em Educação e Conservação Ambiental.</p><p>Figura 21: Esquema ilustrativo da implantação do SAF biodiverso com nativas não-</p><p>madeireiras (PROJETO CORREDOR CAIPIRA)</p><p>Fonte: http://tinyurl.com/2sexh7yn. Acesso em: 17 nov. 2023.</p><p>Como parte de incentivo ao uso de energias renováveis, a Caixa Econômica</p><p>Federal criou uma linha de crédito específica ao financiamento de sistema</p><p>fotovoltaico. Outros bancos também aderiram ao modelo de crédito.</p><p>A bioeletricidade também vem sendo apresentada com grande</p><p>potencialidade no Brasil. Segundo publicado no Website abaixo, em 13 de outubro</p><p>de 2023, novos investimentos serão feitos produção de energia a partir da biomassa.</p><p>https://corredorcaipira.com.br/</p><p>http://tinyurl.com/2sexh7yn</p><p>71</p><p>Figura 22: Reportagem sobre o uso de bagaço e palha como matriz energética</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/bdzekae9. Acesso em 19 out. 2023.</p><p>Fortes, Jardim e Fernandes (2015) realizaram um estudo sobre a possibilidade</p><p>do aproveitamento da água advinda de aparelhos de ar condicionado. A conclusão</p><p>do estudo demonstrou que a qualidade da água, assim como o custo-benefício do</p><p>processo foram satisfatórios, além de trazerem benefícios para áreas que sofrem com</p><p>escassez hídrica.</p><p>Inúmeras são as possibilidades de mitigação e preservação. Entretanto, a</p><p>Educação Ambiental é um passo de grande eficiência para o contexto da</p><p>sustentabilidade. Souza (2020) apresenta, em seu artigo, uma análise de um projeto</p><p>ambiental que como resultado foi a mudança de postura dos alunos beneficiados</p><p>em relação ao descarte correto do lixo e busca por oficinas de materiais com vistas</p><p>à reciclagem. Já o trabalho do professor Layrargues (2020) traz uma análise crítica da</p><p>Educação Ambiental como um mecanismo subserviente ao mercado. Ele aponta</p><p>que é preciso que haja mudança de atitude do cidadão que ele chama de não</p><p>apenas ‘ecológico’, mas ecopolítico, uma vez que a questão da sustentabilidade é</p><p>uma luta política parte da esfera pública.</p><p>Conclui-se, portanto, que para além de ações individuais, inovação,</p><p>colaboração, conscientização e resiliência, as experiências bem-sucedidas em</p><p>sustentabilidade refletem uma combinação de pactos locais e globais, políticas</p><p>públicas eficazes e uma cultura organizacional comprometida. As iniciativas</p><p>sustentáveis, muitas vezes, começam em nível local, mas seus impactos podem se</p><p>estender globalmente. Projetos locais bem-sucedidos podem servir como modelos</p><p>para outras comunidades e regiões em todo o mundo.</p><p>http://tinyurl.com/bdzekae9</p><p>72</p><p>Sobre Educação Ambiental e as multirelações disciplinares, vale a leitura do livro</p><p>Educação ambiental e o enfoque ciência, tecnologia, sociedade e ambiente (CTSA) de</p><p>Iuri Pacheco Mulato disponível no endereço eletrônico: http://tinyurl.com/3w4ancaf.</p><p>Acesso em 19 out. 2023. O autor elabora uma discussão sobre a desigualdade presente</p><p>no processo de globalização e apresenta a sustentabilidade como alternativa ao</p><p>consumismo e inadequação do uso dos recursos naturais.</p><p>http://tinyurl.com/3w4ancaf</p><p>73</p><p>FIXANDO CONTEÚDO</p><p>1. Qual dos seguintes fatores é essencial para garantir a sustentabilidade a longo</p><p>prazo?</p><p>a) Consumo excessivo.</p><p>b) Desenvolvimento econômico sem restrições.</p><p>c) Uso responsável dos recursos naturais.</p><p>d) Ignorar práticas ambientalmente amigáveis.</p><p>e) Desprezo pela conscientização pública.</p><p>2. O que é mais provável de impulsionar a inovação sustentável no futuro?</p><p>a) Redução do investimento em pesquisa e desenvolvimento.</p><p>b) Foco exclusivo em lucros de curto prazo.</p><p>c) Pressão pública e regulamentações ambientais.</p><p>d) Ignorar as mudanças climáticas.</p><p>e) Promoção do consumo desenfreado.</p><p>3. Qual é o papel das energias renováveis no futuro da sustentabilidade?</p><p>a) Aumentar a dependência de combustíveis fósseis.</p><p>b) Diminuir a diversificação das fontes de energia.</p><p>c) Contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa.</p><p>d) Aumentar a poluição atmosférica.</p><p>e) Acelerar o esgotamento dos recursos naturais.</p><p>4. O que é fundamental para alcançar a equidade social no contexto da</p><p>sustentabilidade?</p><p>a) Acesso igualitário à educação, saúde e oportunidades econômicas.</p><p>b) Desigualdade econômica crescente.</p><p>c) Ignorar os direitos humanos.</p><p>d) Aumentar a discriminação e o preconceito.</p><p>e) Ignorar as necessidades das comunidades marginalizadas.</p><p>5. (Enem PPL 2014) Uma cidade que reduz emissões, eletrifica com energia solar seus</p><p>estádios, mas deixa bairros sem saneamento básico, sem assistência médica e sem</p><p>74</p><p>escola de qualidade nunca será sustentável. A mudança do regime de chuvas, que</p><p>já ocorre por causa da mudança climática, faz com que inundações em áreas com</p><p>esgoto e lixões a céu aberto propaguem doenças das quais o sistema de saúde não</p><p>cuidará apropriadamente.</p><p>ABRANCHES, S. A sustentabilidade é humana e ecológica. Disponível em: www.ecopolitica.com.br. Acesso em: 30 jul. 2012</p><p>(adaptado).</p><p>Problematizando a noção de sustentabilidade, o argumento apresentado no texto</p><p>sugere que o(a)</p><p>a) tecnologia verde é necessária ao planejamento urbano.</p><p>b) mudança climática é provocada pelo crescimento das cidades.</p><p>c) consumo consciente é característico de cidades sustentáveis.</p><p>d) desenvolvimento urbano é incompatível com a preservação ambiental.</p><p>e) desenvolvimento social é condição para o desenvolvimento sustentável.</p><p>6. (FUNIVERSA/PC DF/2012 PERITO CRIMINAL) A questão ambiental entrou na agenda</p><p>política do mundo contemporâneo. Governantes, cientistas e organizações sociais,</p><p>independentemente das posições assumidas, buscam meios de aprofundar o</p><p>conhecimento acerca do tema, como forma de subsidiar tomada de decisões no</p><p>enfrentamento do problema. Da Conferência de Estocolmo (1972), passando pela</p><p>Rio-92 e chegando à Rio+20, um princípio ecológico é abraçado por ambientalistas</p><p>e, sendo emblemático da luta pela preservação da vida, pode ser assim sintetizado:</p><p>a) aliar desenvolvimento económico aos limites do planeta é desafio que diz respeito</p><p>aos governos de países emergentes, fugindo da aliada dos demais Estados e atores</p><p>sociais.</p><p>b) a preservação de todas as formas de vida no planeta requer o imediato retorno</p><p>às condições de produção existentes no mundo antes do advento da Revolução</p><p>Industrial.</p><p>c) a volta à agricultura de subsistência, com o abandono das práticas económicas</p><p>ditadas pelos mercados, é condição essencial para o fim das emissões de na</p><p>atmosfera.</p><p>d) inexistentes no passado, os desastres naturais que atemorizam o mundo</p><p>contemporâneo, a exemplo de terremotos e maremotos, estão diretamente ligados</p><p>às atuais mudanças climáticas.</p><p>e) a necessária adequação do sistema produtivo à capacidade de regeneração do</p><p>75</p><p>planeta implica não consumir nem descartar mais produtos que a Terra é capaz de</p><p>suportar.</p><p>7. (IFES – 2010) Enchentes e deslizamentos de encostas que causam acidentes fatais</p><p>em populações urbanas têm origens diversas. Decorrendo, na maioria das vezes, da</p><p>ocupação desordenada do espaço geográfico. Dentre as assertivas abaixo é</p><p>MENOS PROVÁVEL que essas catástrofes</p><p>se devam:</p><p>a) à ocupação ilegal de terrenos destinados à construção de avenidas ao longo de</p><p>cursos d’água que atravessam áreas urbanizadas.</p><p>b) à ocupação desordenada de áreas com lençol freático superficial, que não</p><p>suportam a impermeabilização de terrenos com construções e pavimentação de</p><p>vias públicas.</p><p>c) a descarte de lixo em terrenos baldios, escavações nas encostas e aterros</p><p>irregulares que causam obstrução das galerias pluviais e assoreamento do leito dos</p><p>rios.</p><p>d) a desmatamento e ocupação de encostas com declive acentuado,</p><p>desrespeitando as diretrizes do Plano Diretor Urbano.</p><p>e) a mudanças climáticas regionais, decorrentes da intervenção humana no meio</p><p>ambiente, acarretando fenômenos meteorológicos de consequências imprevisíveis.</p><p>8. (IFES – 2010) O aumento da ocupação humana nos centros urbanos gera uma</p><p>intensa produção de resíduos sólidos. O correto manejo desses resíduos é importante</p><p>para a melhoria da qualidade de vida das populações. Marque a opção que</p><p>apresenta afirmativa INCORRETA quanto a resíduos sólidos.</p><p>a) A produção e o consumo desenfreado de bens, própria da sociedade capitalista,</p><p>tende a agravar o problema da geração de resíduos sólidos.</p><p>b) A decomposição de resíduos sólidos, bem como a formação de lixiviados a partir</p><p>deles, pode levar à contaminação do solo e das águas subterrâneas.</p><p>c) O adequado gerenciamento de resíduos sólidos deve ser fundamentado na</p><p>coleta e no afastamento desses materiais dos centros urbanos.</p><p>d) Resíduos sólidos inadequadamente manejados oferecem alimento e abrigo para</p><p>vetores de doenças como ratos, baratas, moscas e mosquitos.</p><p>e) As atividades dos catadores de lixo, quando adequadamente orientada,</p><p>proporciona o reaproveitamento desses resíduos, além de gerar oportunidades de</p><p>76</p><p>trabalho.</p><p>77</p><p>78</p><p>RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>UNIDADE 01</p><p>UNIDADE 02</p><p>QUESTÃO 1 D QUESTÃO 1 E</p><p>QUESTÃO 2 B QUESTÃO 2 B</p><p>QUESTÃO 3 C QUESTÃO 3 B</p><p>QUESTÃO 4 C QUESTÃO 4 A</p><p>QUESTÃO 5 C QUESTÃO 5 D</p><p>QUESTÃO 6 E QUESTÃO 6 B</p><p>QUESTÃO 7 E QUESTÃO 7 D</p><p>QUESTÃO 8 B QUESTÃO 8 C</p><p>UNIDADE 03</p><p>UNIDADE 04</p><p>QUESTÃO 1 D QUESTÃO 1 D</p><p>QUESTÃO 2 E QUESTÃO 2 D</p><p>QUESTÃO 3 B QUESTÃO 3 C</p><p>QUESTÃO 4 B QUESTÃO 4 D</p><p>QUESTÃO 5 E QUESTÃO 5 B</p><p>QUESTÃO 6 B QUESTÃO 6 A</p><p>QUESTÃO 7 B QUESTÃO 7 B</p><p>QUESTÃO 8 B QUESTÃO 8 D</p><p>UNIDADE 05</p><p>UNIDADE 06</p><p>QUESTÃO 1 E QUESTÃO 1 C</p><p>QUESTÃO 2 B QUESTÃO 2 C</p><p>QUESTÃO 3 C QUESTÃO 3 C</p><p>QUESTÃO 4 A QUESTÃO 4 A</p><p>QUESTÃO 5 B QUESTÃO 5 E</p><p>QUESTÃO 6 B QUESTÃO 6 E</p><p>QUESTÃO 7 D QUESTÃO 7 E</p><p>QUESTÃO 8 C QUESTÃO 8 C</p><p>79</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>AGENDA 2030. 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Acesso em: 17 out. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/3zdmxh9s</p><p>http://tinyurl.com/52yj6y8t</p><p>http://tinyurl.com/bd59bku9</p><p>http://tinyurl.com/mrysf4mv</p><p>https://brasil.un.org/pt-br/sdgs</p><p>http://tinyurl.com/4jzsmemp</p><p>http://tinyurl.com/4a56juxz</p><p>http://tinyurl.com/3a29sxhn</p><p>http://tinyurl.com/nk84xn79</p><p>http://tinyurl.com/2yfpu2jk</p><p>83</p><p>SACHS, Ignacy. "Nos limites do desenvolvimento sustentável". EDITORA GARAMOND,</p><p>2002.</p><p>SACHS, Ignacy. Desenvolvimento includente, sustentável, sustentado. Rio de Janeiro:</p><p>Garamond: 2004.</p><p>SAINZ, Laura. O papel do marketing ecológico no propósito das marcas e na intenção</p><p>de compra dos clientes. Dissertação (Mestrado em Estratégia de Investimento e</p><p>Internacionalização) - Instituto Superior de Gestão, Lisboa, 2022/2023. Disponível em:</p><p>http://tinyurl.com/2mwjrhsm. Acesso em: 18 out. 2023.</p><p>SARKAR, A., KATARIA, H. R., & SAHA, S. Recent advances in carbon capture and</p><p>utilization: A review. Chemical Engineering Research and Design, 2017.</p><p>SIDDIQUE, R., KHATIB, J. R., & Kaur, I. Use of recycled plastic in concrete: A review.</p><p>Waste Management, 2011.</p><p>SILVA, Lucio. Para entender alguns conceitos: O que é Desenvolvimento Sustentável?</p><p>Universidade Federal do Maranhão - Cidade Universitária Dom Delgado. Programa</p><p>Institucional Ufma Sustentável, 2018. Disponível em: http://tinyurl.com/mrx9aacd.</p><p>Acesso em: 03 out. 2023.</p><p>SIMÃO FILHO, A. et al. Responsabilidade civil nas relações de consumo. 1. ed.</p><p>Indaiatuba: Foco, 2022. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br.</p><p>Acesso em: 13 out. 2023.</p><p>TELENKO, C., & SEEPERSAD, C. C. Sustainable Lifecycle Design: A Framework for</p><p>Minimizing Total Societal Impact. Journal of Mechanical Design, 2010.</p><p>TSUKAMOTO, Douglas Bulegon; FREITAS, Luiz Carlos Gomes. Estudo de impacto da</p><p>implantação de uma Usina Fotovoltaica na Curva de Carga da UFU e seus</p><p>Desdobramentos no Contexto da Eficiência Energética. Trabalho de Conclusão de</p><p>Curso em Desenvolvimento, Faculdade de Engenharia Elétrica, Universidade Federal</p><p>de Uberlândia, Minas Gerais, 2015.</p><p>ZANATTA, Paula. “GESTÃO AMBIENTAL E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL”, 2017.</p><p>Disponível em: DOI: 10.19177/rgsa.v6e32017296-312. Acesso em: 09 out. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/2mwjrhsm</p><p>http://tinyurl.com/mrx9aacd</p><p>os Objetivos de</p><p>Desenvolvimento Sustentável da ONU.</p><p>A unidade II explora os princípios da Engenharia Sustentável,</p><p>destacando a necessidade de reduzir o impacto da construção</p><p>civil no meio ambiente. O texto ainda enfatiza a importância da</p><p>gestão do ciclo de vida sustentável, e aborda estratégias para</p><p>minimizar resíduos. Também discute a eficiência energética e</p><p>hídrica.</p><p>A unidade III explora os sistemas de gestão ambiental e destaca a</p><p>importância das normas internacionais, como as da ISO. Também</p><p>é abordada a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) como um</p><p>processo essencial para mitigar os impactos ambientais de</p><p>projetos, e destaca a importância das auditorias ambientais para</p><p>garantir a conformidade legal, transparência e construção da</p><p>confiança.</p><p>A Unidade IV aborda a necessidade urgente de transição para</p><p>fontes de energia renováveis devido ao crescimento populacional</p><p>e industrial, bem como aos impactos ambientais dos combustíveis</p><p>fósseis. Energia solar, eólica, hidrelétrica e biomassa são</p><p>mencionadas como alternativas sustentáveis. Apesar disso, o</p><p>mundo ainda depende principalmente de fontes não renováveis,</p><p>conforme indicado em dados globais.</p><p>A Unidade V apresenta o contexto brasileiro da mobilidade</p><p>sustentável que se refere aos sistemas de transporte e locomoção</p><p>ecologicamente corretos, socialmente justos e economicamente</p><p>viáveis a longo prazo. Uma mobilidade sustentável implica em</p><p>reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, minimizando as</p><p>emissões de gases de efeito estufa e poluentes atmosféricos.</p><p>A Unidade VI exponencia as direções em que o desenvolvimento</p><p>sustentável se move. No geral, as tendências futuras destacam a</p><p>necessidade de colaboração, políticas públicas eficazes e uma</p><p>cultura organizacional comprometida para promover um</p><p>desenvolvimento sustentável global. Destaca a importância de</p><p>ações coletivas, como uma Educação Ambiental Crítica e projetos</p><p>que vão do local para o global.</p><p>8</p><p>INTRODUÇÃO AO</p><p>DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL</p><p>1.1 DEFINIÇÃO E CONTEXTO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL</p><p>Uma possível definição para Desenvolvimento Sustentável se refere ao</p><p>processo de obtenção e utilização dos recursos naturais de maneira equilibrada e</p><p>com responsabilidade, com vistas a garantir que as necessidades humanas atuais</p><p>sejam atendidas de forma a não comprometer a capacidade das futuras gerações</p><p>de serem capazes de atender às suas próprias necessidades (SACHS, 2004).</p><p>Figura 1: Desenvolvimento Sustentável</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/yja94ud5. Acesso em: 31 out. 2023.</p><p>Sachs (2004) também destaca a necessidade de um desenvolvimento</p><p>economicamente "sustentado", promovendo um crescimento estável a longo prazo,</p><p>sem criar desequilíbrios socioeconômicos ou esgotar os recursos naturais de forma</p><p>não renovável. Sachs defende uma abordagem holística que leva em consideração</p><p>não apenas os aspectos econômicos e ambientais, mas também os sociais e</p><p>culturais, e enfatiza a importância da justiça social, da equidade e da participação</p><p>democrática para alcançar o desenvolvimento sustentável em escala global.</p><p>Quanto ao surgimento da expressão “desenvolvimento sustentável”, não há um</p><p>consenso sobre seu surgimento exato. Para alguns autores o termo foi utilizado em</p><p>UNIDADE</p><p>01</p><p>http://tinyurl.com/yja94ud5</p><p>9</p><p>1979, durante o Simpósio das Nações Unidas sobre Inter-Relações de Recursos,</p><p>Ambiente e Desenvolvimento, em Estocolmo, na Suécia. No entanto, há os que</p><p>apontam debates sobre o termo na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e</p><p>Desenvolvimento, cunhada pela Organização das Nações Unidas em 1983 (SILVA,</p><p>2018).</p><p>Fato é que a expressão "desenvolvimento sustentável" foi popularizada em</p><p>1987 através do relatório conhecido como "Nosso Futuro Comum" ("Our Common</p><p>Future"), também chamado de Relatório Brundtland, produzido pela Comissão</p><p>Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, presidida por</p><p>Gro Harlem Brundtland, ex-Primeira Ministra da Noruega.</p><p>O contexto em que o termo foi utilizado é importante para entender sua</p><p>origem. Na época, havia uma crescente preocupação global sobre o impacto do</p><p>desenvolvimento econômico desenfreado sobre o meio ambiente. A poluição, o</p><p>desmatamento, o esgotamento de recursos naturais e as mudanças climáticas</p><p>estavam se tornando cada vez mais evidentes.</p><p>O Relatório Brundtland, considerando o documento da Comissão Mundial</p><p>sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1987), destacou a importância de se</p><p>encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, o progresso social e a</p><p>preservação do meio ambiente. Após a publicação do documento, o termo</p><p>"desenvolvimento sustentável" ganhou destaque internacional e se tornou uma parte</p><p>fundamental do discurso global sobre política ambiental e desenvolvimento</p><p>econômico, influenciando políticas públicas, acordos internacionais e práticas</p><p>empresariais ao levar a uma maior conscientização sobre a necessidade de proteger</p><p>o meio ambiente enquanto se busca o progresso econômico e social.</p><p>No livro "Nos Limites do Desenvolvimento Sustentável", Sachs (2002) aborda</p><p>questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável que são profundamente</p><p>exploradas. No trabalho, são discutidos os desafios e as soluções para se alcançar</p><p>um desenvolvimento que seja sustentável a longo prazo, além de serem examinadas</p><p>as interações complexas entre economia, sociedade e meio ambiente ao serem</p><p>oferecidos insights valiosos sobre como se pode moldar o futuro da humanidade de</p><p>maneira sustentável.</p><p>10</p><p>1.2 CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE SUSTENTABILIDADE</p><p>Os conceitos fundamentais de sustentabilidade são princípios que formam a</p><p>base do desenvolvimento sustentável e são orientados para garantir que as</p><p>necessidades do presente sejam atendidas sem haver comprometimento da</p><p>capacidade de atendimento das necessidade das gerações seguintes.</p><p>Figura 2: As relações e os princípios ambientais</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/2xpz8ktx. Acesso em: 31 out. 2023.</p><p>Sobre o Relatório Brundtland, para obter mais informações, acesse o seguinte endereço</p><p>eletrônico disponível em http://tinyurl.com/ymm74kc5 e leia o artigo das autoras Ana Silva</p><p>Rocha Ipiranga, Arilda Schmidt Godoy e Janette Brunstein.</p><p>http://tinyurl.com/2xpz8ktx</p><p>http://tinyurl.com/ymm74kc5</p><p>11</p><p>Dentre os conceitos fundamentais, de sustentabilidade, encontram-se aqueles</p><p>que versam sobre a economia, a dimensão ambiental e sociopolítica como: a</p><p>interconexão dos Sistemas, a satisfação das Necessidades Básicas, a preservação da</p><p>Biodiversidade, a eficiência no uso dos Recursos, a promoção da Equidade Social e</p><p>a Justiça Econômica, o Princípio da Precaução, a participação e engajamento</p><p>ativos das comunidades, Inovação e Tecnologia, a responsabilidade global, poluição</p><p>transfronteiriça e desigualdade econômica global e o respeito pela Cultura e</p><p>Diversidade (CHAVES; RODRIGUES, 2006).</p><p>1.3 DESAFIOS GLOBAIS E A NECESSIDADE DE AÇÃO SUSTENTÁVEL</p><p>Os desafios globais atrelados ao uso dos recursos naturais são</p><p>complexos e interconectados, exigindo uma ação sustentável e colaborativa para</p><p>se encontrar soluções eficazes. Os principais desafios globais incluem as mudanças</p><p>climáticas, a degradação ambiental, a pobreza extrema, a desigualdade social, os</p><p>conflitos armados, as crises de refugiados, a fome e a escassez de água. A abordagem</p><p>desses desafios requer uma resposta coordenada e sustentável em níveis local,</p><p>regional, nacional e internacional.</p><p>O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) é considerada como</p><p>uma autoridade ambiental global que organiza a agenda internacional sobre Meio</p><p>Ambiente. Além disso, enfoca e dinamiza informações e ações acerca da economia</p><p>verde. A página disponível no endereço eletrônico: http://tinyurl.com/y785uj35.</p><p>Acesso</p><p>em 16 out. 2023 apresenta as convenções realizadas sobre o tema.</p><p>http://tinyurl.com/y785uj35</p><p>12</p><p>Figura 3: Ações sustentáveis</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/3xsmpmu2. Acesso em: 31 out. 2023.</p><p>Ainda, de acordo com Chaves e Rodrigues (2006), um caminho viável de</p><p>desenvolvimento sustentável põe em evidência aspectos que visem construir para</p><p>novos rumos no que diz respeito às questões ambientais do mundo</p><p>concomitantemente às determinações políticas e econômicas que tenham por base</p><p>o modelo de desenvolvimento vigente. Seguindo por essa ideia, compilando itens de</p><p>diversos autores, tais como Zygmunt Bauman, Edgar Morin, Keith Thomas, Fritfof</p><p>Capra, Ricardo Abramovay, Klaus Bosselmann, além do já citado Ignacy Sachs, que</p><p>se debruçam sobre o tema, elencam-se como razões pelas quais a ação sustentável</p><p>seja crucial para enfrentamento dos desafios: a interconectividade entre os</p><p>problemas, a própria escassez de recursos, o impacto gerado nas gerações futuras, a</p><p>desigualdade social e econômica, a inovação e o crescimento econômico, a saúde</p><p>humana, a segurança e responsabilidades globais, a educação ambiental e a</p><p>conscientização.</p><p>Entende-se, portanto, que a ação sustentável é uma necessidade urgente</p><p>diante dos desafios humanos e requer um compromisso global com práticas mais</p><p>verdes, políticas progressistas, inovação tecnológica e uma mudança fundamental</p><p>na forma como vivemos e consumimos.</p><p>1.4 OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) DA ONU</p><p>Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) resultam de um processo</p><p>de negociação global liderado pelas Nações Unidas que expõe desafios críticos</p><p>enfrentados pelo mundo.</p><p>Os ODS abrangem uma ampla gama de questões, desde erradicação da</p><p>pobreza até ação climática, saúde, educação, igualdade de gênero, paz e justiça.</p><p>Aplicam-se a todos os países, independentemente do seu nível de desenvolvimento,</p><p>http://tinyurl.com/3xsmpmu2</p><p>13</p><p>e reconhece que os desafios e as responsabilidades são compartilhados</p><p>globalmente, além de analisar a interconexão entre diferentes áreas de</p><p>desenvolvimento e a importância de abordar essas questões de forma integrada</p><p>(ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS BRASIL, 2023).</p><p>As metas são um guia importante para os esforços globais de desenvolvimento</p><p>sustentável, fornecendo um roteiro para um futuro mais justo, equitativo, plural e</p><p>sustentável para todos.</p><p>Em dezembro de 2020, foi informado, através da página do Website Brasil.un.org (Nações</p><p>Unidas Brasil) uma lista das instituições participantes da capacitação programa Ambição</p><p>pelos ODS. A iniciativa tem por finalidade o apoio e o enorme desafio das empresas para</p><p>estabelecer metas ambiciosas que reúnam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</p><p>às estratégias comerciais. Fundamental a adoção, por parte dos setores econômicos a</p><p>inserção de ações que envolvam os ODS.</p><p>No Website das Nações Unidas Brasil se encontram as principais atividades das Nações</p><p>Unidas no país, bem como atualizações sobre o andamento da Agenda 2030. Disponível</p><p>em http://tinyurl.com/3t2xzmk7. Acesso em 20 jan. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/3t2xzmk7</p><p>14</p><p>Figura 4: Etapas-chave para a criação dos ODs</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/3t2xzmk7. Acesso em: 13 out. 2023.</p><p>Numerados em 17 objetivos, os temas dos ODS foram estabelecidos pelas</p><p>Nações Unidas em 2015 como parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento</p><p>Sustentável a ser seguidos pelos países.</p><p>A Agenda 2030 é um plano de ação global adotado por todos os 193 Estados-</p><p>Membros das Nações Unidas.</p><p>http://tinyurl.com/3t2xzmk7</p><p>15</p><p>Figura 5: Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/3t2xzmk7. Acesso em: 13 out. 2023.</p><p>O processo de organização da Agenda 2030 no Brasil envolveu uma série de</p><p>etapas e colaborações entre diferentes setores da sociedade. No Brasil, o processo</p><p>de organização do documento incluiu a adoção dos ODS (2015), o engajamento da</p><p>Sociedade Civil, o alinhamento com Políticas Nacionais, o desenvolvimento do Plano</p><p>Plurianual (PPA, 2016-2019), o Monitoramento e Relatórios, a Cooperação</p><p>Internacional (Brasil-PNUD-FAO), a educação e a conscientização das comunidades</p><p>e as Revisões e Atualizações, de acordo com Nações Unidas Brasil (2023).</p><p>http://tinyurl.com/3t2xzmk7</p><p>16</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. (ENADE 2017) Os objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) compõem uma</p><p>agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o</p><p>Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015. Nessa agenda, representada</p><p>na figura a seguir, são previstas ações em diversas áreas para o estabelecimento</p><p>de parcerias, grupos e redes que favoreçam o cumprimento desses objetivos.</p><p>Considerando que os ODS devem ser implantados por meio de ações que</p><p>integrem a economia, a sociedade e a biosfera, avalie as afirmações a seguir:</p><p>I. O capital humano deve ser capacitado para atender às demandas por pesquisa</p><p>e inovação em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável.</p><p>II. A padronização cultural dinamiza a difusão do conhecimento científico e</p><p>tecnológico entre as nações para a promoção do desenvolvimento sustentável.</p><p>III. Os países devem incentivar políticas de desenvolvimento do empreendedorismo e</p><p>das atividades produtivas com geração de empregos que garantam a dignidade</p><p>da pessoa humana.</p><p>É correto afirmar que</p><p>a) II, apenas.</p><p>b) III, apenas.</p><p>17</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) I e III, apenas</p><p>e) I, apenas.</p><p>2. (ENADE 2011) A definição de desenvolvimento sustentável mais usualmente</p><p>utilizada é a que procura atender às necessidades atuais sem comprometer a</p><p>capacidade das gerações futuras.</p><p>O mundo assiste a um questionamento crescente de paradigmas estabelecidos</p><p>na economia e também na cultura política. A crise ambiental no planeta, quando</p><p>traduzida na mudança climática, é uma ameaça real ao pleno desenvolvimento</p><p>das potencialidades dos países.</p><p>O Brasil está em uma posição privilegiada para enfrentar os enormes desafios que</p><p>se acumulam. Abriga elementos fundamentais para o desenvolvimento: parte</p><p>significativa da biodiversidade e da água doce existentes no planeta; grande</p><p>extensão de terras cultiváveis; diversidade étnica e cultural e rica variedade de</p><p>reservas naturais.</p><p>O campo do desenvolvimento sustentável pode ser conceitualmente dividido em</p><p>três componentes: sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômica e</p><p>sustentabilidade sociopolítica.</p><p>Nesse contexto, o desenvolvimento sustentável pressupõe</p><p>a) a preservação do equilíbrio global e do valor das reservas de capital natural, o que</p><p>não justifica a desaceleração do desenvolvimento econômico e político de uma</p><p>sociedade.</p><p>b) a redefinição de critérios e instrumentos de avaliação de custo-benefício que</p><p>reflitam os efeitos socioeconômicos e os valores reais do consumo e da</p><p>preservação.</p><p>c) o reconhecimento de que, apesar de os recursos naturais serem ilimitados, deve</p><p>ser traçado um novo modelo de desenvolvimento econômico para a</p><p>humanidade.</p><p>d) a redução do consumo das reservas naturais com a consequente estagnação do</p><p>desenvolvimento econômico e tecnológico.</p><p>e) a distribuição homogênea das reservas naturais entre as nações e as regiões em</p><p>nível global e regional.</p><p>18</p><p>3. Quais dos seguintes representam os três pilares do Desenvolvimento Sustentável?</p><p>a) Economia, Política e Religião.</p><p>b) Meio Ambiente, Educação e Saúde.</p><p>c) Meio Ambiente, Economia e Sociedade.</p><p>d) Tecnologia, Indústria e Agricultura.</p><p>e) Energia, Transporte e Comunicação.</p><p>4. Qual é a principal meta do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 13</p><p>(ODS 13) da ONU?</p><p>a) Erradicar a fome e garantir segurança alimentar.</p><p>b) Alcançar</p><p>a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.</p><p>c) Combater as mudanças climáticas e seus impactos.</p><p>d) Promover a educação de qualidade para todos.</p><p>e) Garantir acesso à água potável e saneamento básico para todos.</p><p>5. Recentemente, a cidade de Greenland decidiu implementar um novo sistema de</p><p>transporte público. A opção escolhida foi um sistema de ônibus elétricos movidos</p><p>a energia solar, visando reduzir as emissões de carbono e promover uma forma de</p><p>transporte mais sustentável. A iniciativa recebeu apoio da comunidade, mas</p><p>também enfrentou desafios na implementação.</p><p>Qual é o principal objetivo da decisão da cidade de Greenland de implementar</p><p>um sistema de ônibus elétricos movidos a energia solar?</p><p>a) Reduzir o tráfego nas ruas.</p><p>b) Aumentar o custo do transporte público.</p><p>c) Diminuir as emissões de carbono e promover um transporte sustentável.</p><p>d) Aumentar a poluição do ar na cidade.</p><p>e) Minimizar o acesso ao transporte público.</p><p>6. Nas últimas décadas, houve um aumento da preocupação da sociedade com as</p><p>questões ambientais. No mundo atual, é cada vez mais recorrente a ocorrência</p><p>de eventos climáticos extremos, assim como a diminuição da disponibilidade de</p><p>recursos ambientais que são empregados nas diferentes atividades produtivas. São</p><p>exemplos de fenômenos que têm gerado o aumento do debate sobre as questões</p><p>relacionadas ao meio ambiente:</p><p>19</p><p>a) O congelamento do Ártico e a poluição das ilhas oceânicas.</p><p>b) O aumento do número de plásticos e das reservas de petróleo.</p><p>c) O nivelamento dos níveis dos oceanos e a preservação do Pantanal.</p><p>d) O enfraquecimento do El Niño e o aumento da pesca marítima.</p><p>e) O aquecimento da temperatura terrestre e as mudanças climáticas.</p><p>7. A emergência da questão ambiental atual remete às intensas discussões sobre o</p><p>meio ambiente, do nível local ao global. Porém, esse debate tem sua origem no</p><p>século passado, a partir das discussões sobre o aumento dos impactos ambientais,</p><p>realizadas por organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas</p><p>(ONU). Qual o nome do primeiro encontro das Nações Unidas que discutiu</p><p>abertamente a questão ambiental?</p><p>a) Encontro das Nações Unidas para o Meio Ambiente Próspero.</p><p>b) Encontro das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Sustentabilidade.</p><p>c) Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.</p><p>d) Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento.</p><p>e) Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano.</p><p>8. (UFPB – 2018) “A Agenda 2030 contempla 17 Objetivos de Desenvolvimento</p><p>Sustentável (ODS) e 169 metas associadas”. Com relação ao ODS 14, que trata da</p><p>Vida na Água, o objetivo é conservar e usar sustentavelmente os oceanos, os</p><p>mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável,</p><p>(www4.planalto.gov.br/ods/assuntos/sobre-os-ods). As afirmações seguintes são</p><p>metas relacionadas a esse objetivo, com exceção da:</p><p>a) Até 2025, prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha de todos os</p><p>tipos, especialmente a advinda de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos</p><p>e a poluição por nutrientes.</p><p>b) até 2020, dobrar a produtividade de animais aquáticos e a renda dos produtores</p><p>de peixes, particularmente de mulheres, povos indígenas e pescadores, inclusive</p><p>por meio de acesso seguro e igual aos mares e oceanos, e a outros recursos</p><p>produtivos e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e</p><p>oportunidades de agregação de valor e de emprego não-agrícola.</p><p>c) Até 2020, gerir de forma sustentável e proteger os ecossistemas marinhos e costeiros</p><p>para evitar impactos adversos significativos, inclusive por meio do reforço da sua</p><p>20</p><p>capacidade de resiliência, e tomar medidas para a sua restauração, a fim de</p><p>assegurar oceanos saudáveis e produtivos.</p><p>d) minimizar e enfrentar os impactos da acidificação dos oceanos, inclusive por meio</p><p>do reforço da cooperação científica em todos os níveis.</p><p>e) Até 2020, efetivamente regular a coleta, e acabar com a sobrepesca, ilegal, não</p><p>reportada e não regulamentada e as práticas de pesca destrutivas, e implementar</p><p>planos de gestão com base científica, para restaurar populações de peixes no</p><p>menor tempo possível, pelo menos a níveis que possam produzir rendimento</p><p>máximo sustentável, como determinado por suas características biológicas.</p><p>21</p><p>PRINCÍPIOS DA ENGENHARIA</p><p>SUSTENTÁVEL</p><p>2.1 A ENGENHARIA SUSTENTÁVEL COMO ABORDAGEM</p><p>De acordo com Rocha et al (2020), o setor da construção civil é um dos</p><p>grandes responsáveis, direta e indiretamente, pela extração e degradação das</p><p>matérias primas do planeta. Sendo assim, para atenuar tal fato, os profissionais</p><p>envolvidos, de forma consciente, precisam adotar práticas que reduzam essas</p><p>agressões e garantam boas práticas para a sustentabilidade do planeta.</p><p>A engenharia sustentável é um campo que se concentra em projetar,</p><p>construir, organizar e gerenciar sistemas e infraestruturas de forma a minimizar o</p><p>impacto ambiental, conservar recursos naturais e garantir um desenvolvimento</p><p>econômico equitativo.</p><p>Quadro 1: Princípios da engenharia sustentável</p><p>CICLO DE VIDA COMPLETO</p><p>Engenheiros sustentáveis consideram todo o ciclo de vida de um produto ou projeto, desde</p><p>a extração/manipulação de matérias-primas até o descarte final. Eles tentam minimizar o</p><p>impacto ambiental em todas as fases.</p><p>EFICIÊNCIA ENERGÉTICA</p><p>Prioriza-se o uso eficiente da energia em todos os processos e sistemas. Isso inclui a busca</p><p>por fontes de energia renovável e a redução do consumo de energia sempre que possível.</p><p>CONSERVAÇÃO DE RECURSOS</p><p>Engenheiros sustentáveis procuram conservar recursos naturais, como água, solo e</p><p>materiais, através do uso eficiente e da reciclagem. Reduzir, reutilizar e reciclar são princípios-</p><p>chave.</p><p>MINIMIZAÇÃO DE RESÍDUOS</p><p>A minimização de resíduos é crucial. Busca-se reduzir o desperdício de materiais durante a</p><p>produção e também promovem técnicas de reciclagem e reutilização de resíduos.</p><p>PROJETO INTEGRADO</p><p>UNIDADE</p><p>02</p><p>22</p><p>Abordagem colaborativa que envolve diversas disciplinas desde o início do projeto.</p><p>Trabalham em conjunto engenheiros, arquitetos, planejadores urbanos, cientistas ambientais</p><p>e sociais para criar soluções holísticas e integradas.</p><p>RESPEITO PELA BIODIVERSIDADE</p><p>É considerado o impacto de seus projetos na biodiversidade local. Trabalha-se para preservar</p><p>ecossistemas naturais e habitats de espécies, muitas vezes incorporando medidas de</p><p>conservação em seus projetos.</p><p>DESIGN ADAPTATIVO</p><p>Projetam-se sistemas que podem se adaptar às mudanças ambientais, sociais e</p><p>econômicas ao longo do tempo. Isso inclui o planejamento para as mudanças climáticas e</p><p>outras incertezas futuras.</p><p>EDUCAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO</p><p>Educam-se as partes interessadas (clientes, comunidades locais, políticos) sobre os</p><p>benefícios da engenharia sustentável e a promoção da conscientização sobre questões</p><p>ambientais.</p><p>INOVAÇÃO</p><p>A busca contínua por soluções inovadoras é um princípio fundamental. Profissionais voltados</p><p>à sustentabilidade estão constantemente procurando novas tecnologias e abordagens para</p><p>melhorar a sustentabilidade de seus projetos.</p><p>EQUIDADE SOCIAL</p><p>Consideram-se os impactos sociais de seus projetos. O trabalho é voltado para a garantia</p><p>de soluções que beneficiem todas as comunidades de forma justa e equitativa.</p><p>Fonte: Adaptado do documento desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para a</p><p>Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) numa parceria França-Brasil disponível em</p><p>português no endereço eletrônico: Acesso em: 31 out. 2023.</p><p>Abaixo, discutiremos o ciclo de vida dos produtos e os processos.</p><p>2.2 CICLO DE VIDA DE PRODUTOS E PROCESSOS</p><p>O ciclo de vida dos produtos e processos se refere às diferentes stages (etapas)</p><p>pelos quais um produto</p><p>ou processo passa desde o momento de sua concepção até</p><p>o seu fim. Esse conceito é importante para empresas e organizações, pois ajuda a</p><p>entender em que fase um produto ou processo está e a tomar decisões estratégicas</p><p>em consequência.</p><p>23</p><p>Figura 6: Gráfico sobre o Ciclo de Vida de Produtos e Processos</p><p>Fonte: Acervo pessoal do autor (2023)</p><p>Integrar o ciclo de vida dos produtos e processos com o desenvolvimento</p><p>sustentável é fundamental para garantir que as atividades humanas não</p><p>comprometam os recursos naturais e o ambiente a longo prazo. Isso é conhecido</p><p>como "gestão do ciclo de vida sustentável" e envolve considerações ambientais,</p><p>sociais e econômicas em todas as etapas do ciclo de vida.</p><p>Segundo Brandalise e Bertolini (2014), o novo paradigma de competitividade</p><p>global, que vai da ideologia do crescimento econômico para a ideologia da</p><p>sustentabilidade, reúne discussões que apontam para o uso de recursos naturais,</p><p>humanos e de capital de forma produtiva e inovadora. Afirma ainda que resistir às</p><p>inovações para a redução do impacto ambiental resultará em perda de</p><p>competitividade.</p><p>A abordagem de todo o processo requer alguns procedimentos, tais como:</p><p>Avaliação de Ciclo de Vida (ACV): avalia o impacto ambiental de um produto</p><p>ou processo em todas as fases, desde a extração de recursos até o descarte e</p><p>identifica oportunidades de melhoria e tomada de decisões baseadas em dados</p><p>para reduzir o impacto ambiental.</p><p>Responsabilidade Social Corporativa (RSC): ao Integrar preocupações sociais</p><p>e éticas no ciclo de vida dos produtos e processos e ao garantir condições de</p><p>trabalho justas, com respeito aos direitos humanos e responsabilidade social em toda</p><p>a cadeia de suprimentos.</p><p>Educação e engajamento: ao educar funcionários, clientes e partes</p><p>24</p><p>interessadas sobre os princípios de sustentabilidade e como eles se relacionam com os</p><p>produtos e processos e na conscientização sobre o consumo responsável e incentivo</p><p>às práticas sustentáveis.</p><p>Monitoramento e relatórios: no estabelecimento de sistemas de</p><p>monitoramento para avaliação contínua do desempenho ambiental e social ao</p><p>longo do ciclo de vida e divulgação de informações de forma transparente por meio</p><p>de relatórios de sustentabilidade.</p><p>Inovação contínua: investir em pesquisa e desenvolvimento para se encontrar</p><p>soluções mais sustentáveis, além de estar aberto a mudanças e melhorias constantes</p><p>em produtos e processos para se reduzir o impacto ambiental.</p><p>Pode-se entender que o Ciclo de Vida de Produtos e Processos (CLPP) é uma</p><p>abordagem sistemática que envolve todas as etapas pelas quais um produto ou</p><p>processo passa, desde a extração de matérias-primas até o descarte final, com a</p><p>devida análise. Este conceito é crucial para compreender o impacto ambiental de</p><p>produtos e processos industriais.</p><p>Figura 7: Etapas do ciclo de vida do produto</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/9fy5vev6. Acesso em: 31 out. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/9fy5vev6</p><p>25</p><p>2.3 MINIMIZAÇÃO DE RESÍDUOS E EMISSÕES</p><p>A minimização de resíduos desempenha um papel fundamental no contexto</p><p>ambiental, tornando-se uma prática pontual à pressão sobre os recursos naturais e</p><p>na mitigação dos impactos ambientais. Trata-se da redução do consumo de recursos</p><p>naturais e materiais, além de energia, durante a produção, consumo e descarte de</p><p>produtos.</p><p>Os autores Frosch e Gallopoulos (1989) introduziram o conceito de minimização</p><p>de resíduos e discutiram estratégias para a produção industrial mais eficiente, com</p><p>foco na conservação de recursos naturais. Eles propuseram a transição de uma</p><p>economia linear, baseada na extração, produção, uso e descarte, para um modelo</p><p>mais circular, onde os resíduos são minimizados e os materiais são reutilizados e</p><p>reciclados.</p><p>São estratégias para a ação:</p><p> Reciclagem e reutilização: a reciclagem eficiente de materiais e a promoção da</p><p>reutilização de produtos são estratégias essenciais para reduzir a quantidade de</p><p>resíduos sólidos (SIDDIQUE et al., 2011).</p><p> Design sustentável: a integração de princípios de design sustentável desde a fase</p><p>de concepção de produtos pode levar a produtos mais duráveis e facilmente</p><p>recicláveis (TELENKO; SEEPERSAD, 2010).</p><p> Economia circular: a transição para uma economia circular, onde os resíduos são</p><p>vistos como recursos, é fundamental para minimizar o desperdício e promover a</p><p>sustentabilidade (ELLEN MACARTHUR FOUNDATION, 2015).</p><p> Energias renováveis: para a redução das emissões de gases de efeito estufa</p><p>provenientes da produção de energia, é emergente que se adotem fontes de</p><p>energia renovável, como solar e eólica (JACOBSON; DELUCCHI, 2011).</p><p> Controle de Emissões Industriais: tecnologias avançadas, como sistemas de</p><p>No livro Responsabilidade civil nas relações de consumo, Simão Filho et al (2022) se</p><p>debruça sobre alguns itens importantes da modernidade quanto à legalidade e condutas</p><p>profissionais. Apesar de ser um livro voltado ao Direito, trata-se de uma leitura ampla das</p><p>ações civis e institucionais no âmbito das relações de consumo. Endereço eletrônico:</p><p>http://tinyurl.com/3v3x9rx4. Acesso em: 13 out. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/3v3x9rx4</p><p>26</p><p>filtragem e captura de carbono, ajudam a reduzir as emissões industriais</p><p>prejudiciais ao meio ambiente (SARKAR et al., 2017).</p><p>2.4 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E HÍDRICA</p><p>De acordo com Tsukamoto e Freitas (2015), Eficiência Energética refere-se à</p><p>relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela</p><p>disponibilizada para sua realização. Refere-se ao uso otimizado da energia para</p><p>realizar uma tarefa ou produzir um resultado desejado com o mínimo desperdício. A</p><p>adoção de tecnologias e práticas que reduzem o consumo de energia, sem</p><p>comprometer a qualidade dos serviços ou produtos oferecidos também estão</p><p>envolvidos no processo.</p><p>São alguns exemplos de medidas de Eficiência Energética: o isolamento</p><p>térmico em edifícios, a adoção de veículos elétricos, os sistemas de aquecimento, a</p><p>ventilação e o ar condicionado (HVAC) eficientes.</p><p>Já a Eficiência Hídrica refere-se ao uso eficiente da água, minimização do</p><p>desperdício e maximização do seu aproveitamento. Isso inclui a conservação da</p><p>água e a gestão sustentável dos recursos hídricos disponíveis.</p><p>A preservação dos recursos hídricos para abastecimento da população,</p><p>segurança alimentar, manutenção da biodiversidade e dos ecossistemas são</p><p>questões que justificam, e muito, tornar eficiente a gestão hídrica.</p><p>Segundo Empinotti e Jacobi (2013), entre as estratégias utilizadas para diminuir</p><p>os fatores de riscos externos quanto ao uso dos recursos hídricos nas atividades</p><p>industriais, destacam-se as práticas que promovam o aumento da eficiência do uso</p><p>da água nos processos de produção, além da redução do impacto negativo da</p><p>atividade industrial sobre a qualidade da água presente na localidade de atuação</p><p>O termo eco-design é muito utilizado na atualidade. Também é conhecido como design</p><p>ecológico ou design sustentável ao se referir à prática de incorporar considerações</p><p>ambientais desde as fases iniciais do desenvolvimento de produtos ou serviços. Ao</p><p>integrar princípios de eco-design, as empresas podem não apenas melhorar sua</p><p>reputação em termos de responsabilidade ambiental, mas também reduzir custos</p><p>operacionais, aproveitar oportunidades de mercado e atender às demandas dos</p><p>consumidores por produtos mais ecológicos e sustentáveis.</p><p>27</p><p>da empresa. Como exemplo, o método da pegada hídrica vem sendo adotado por</p><p>empresas em parceria com organizações de cunho ambiental com a finalidade de</p><p>analisar o impacto de suas ações no meio ambiente e na água disponível, tanto</p><p>localmente quanto globalmente.</p><p>As práticas agrícolas de irrigação por gotejamento, a reciclagem de água em</p><p>processos</p><p>industriais, a utilização de dispositivos economizadores de água em</p><p>residências e empresas e o reuso de águas cinzas para fins não potáveis (águas</p><p>residuais geradas a partir de atividades domésticas, como banho, lavagem de mãos,</p><p>máquinas de lavar roupa e pias) são outras formas de condução de eficiência hídrica.</p><p>Figura 8: A agricultura sustentável</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/5yfrvusb. Acesso em: 31 out. 2023.</p><p>No site do Governo Federal, disponível na página http://tinyurl.com/2s5cyvce no item</p><p>Eficiência Energética, há um texto que versa sobre o tema gestão eficiente dos recursos</p><p>energéticos no Brasil.</p><p>http://tinyurl.com/5yfrvusb</p><p>http://tinyurl.com/2s5cyvce</p><p>28</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. (SINAES/ENADE – 2014) Pegada ecológica é um indicador que estima a demanda</p><p>ou a exigência humana sobre o meio ambiente, considerando-se o nível de atividade</p><p>para atender ao padrão de consumo atual (com a tecnologia atual). É, de certa</p><p>forma, uma maneira de medir o fluxo de ativos ambientais de que necessitamos para</p><p>sustentar nosso padrão de consumo. Esse indicador é medido em hectare global,</p><p>medida de área equivalente a 10.000 m². Na medida hectare global são</p><p>consideradas apenas as áreas produtivas do planeta. A biocapacidade do planeta,</p><p>indicador que reflete a regeneração (natural) no ambiente, é medida também em</p><p>hectare global. Uma razão entre pegada ecológica e biocapacidade do planeta,</p><p>igual a 1 (um), indica que a exigência humana sobre os recursos do meio ambiente</p><p>é reposta em sua totalidade pelo planeta, devido à capacidade natural de</p><p>regeneração. Se for menor que 1 (um), indica que o planeta se recupera mais</p><p>rapidamente.</p><p>O aumento da razão entre pegada ecológica e biocapacidade representado no</p><p>gráfico evidencia:</p><p>a) redução das áreas de plantio do planeta para valores inferiores a 10.000 m² devido</p><p>ao padrão atual de consumo de produtos agrícolas.</p><p>b) aumento gradual da capacidade natural de regeneração do planeta em relação</p><p>às exigências humanas.</p><p>29</p><p>c) reposição dos recursos naturais pelo planeta em sua totalidade frente às</p><p>exigências humanas.</p><p>d) incapacidade de regeneração natural do planeta ao longo do período de 1961</p><p>a 2008.</p><p>e) tendência a desequilíbrio gradual e contínuo da sustentabilidade do planeta.</p><p>2. (QUESTÃO SINAES/ENADE – 2011) A definição de desenvolvimento sustentável mais</p><p>usualmente utilizada é a que procura atender às necessidades atuais sem</p><p>comprometer a capacidade das gerações futuras. O mundo assiste a um</p><p>questionamento crescente de paradigmas estabelecidos na economia e também</p><p>na cultura política. A crise ambiental no planeta, quando traduzida na mudança</p><p>climática, é uma ameaça real ao pleno desenvolvimento das potencialidades dos</p><p>países. O Brasil está em uma posição privilegiada para enfrentar os enormes desafios</p><p>que se acumulam. Abriga elementos fundamentais para o desenvolvimento: parte</p><p>significativa da biodiversidade e da água doce existentes no planeta; grande</p><p>extensão de terras cultiváveis; diversidade étnica e cultural e rica variedade de</p><p>reservas naturais. O campo do desenvolvimento sustentável pode ser</p><p>conceitualmente dividido em três componentes: sustentabilidade ambiental,</p><p>sustentabilidade econômica e sustentabilidade sociopolítica. Nesse contexto, o</p><p>desenvolvimento sustentável pressupõe:</p><p>a) A preservação do equilíbrio global e do valor das reservas de capital natural, o</p><p>que não justifica a desaceleração do desenvolvimento econômico e político de uma</p><p>sociedade.</p><p>b) A redefinição de critérios e instrumentos de avaliação de custo benefício que</p><p>reflitam os efeitos socioeconômicos e os valores reais do consumo e da preservação.</p><p>c) O reconhecimento de que, apesar de os recursos naturais serem ilimitados, deve</p><p>ser traçado um novo modelo de desenvolvimento econômico para a humanidade.</p><p>d) A redução do consumo das reservas naturais com a consequente estagnação do</p><p>desenvolvimento econômico e tecnológico.</p><p>e) A distribuição homogênea das reservas naturais entre as nações e as regiões em</p><p>nível global e regional.</p><p>3. (ENADE 2013) A discussão nacional sobre a resolução das complexas questões</p><p>sociais brasileiras e sobre o desenvolvimento em bases sustentáveis tem destacado a</p><p>30</p><p>noção de corresponsabilidade e a de complementaridade entre as ações dos</p><p>diversos setores e atores que atuam no campo social. A interação entre esses agentes</p><p>propicia a troca de conhecimento das distintas experiências, proporciona mais</p><p>racionalidade, qualidade e eficácia às ações desenvolvidas e evita superposições</p><p>de recursos e competências. De uma forma geral, esses desafios moldam hoje o</p><p>quadro de atuação das organizações da sociedade civil do terceiro setor. No Brasil,</p><p>o movimento relativo a mais exigências de desenvolvimento institucional dessas</p><p>organizações, inclusive das fundações empresariais, é recente e foi intensificado a</p><p>partir da década de 90. BNDES.</p><p>Terceiro Setor e Desenvolvimento Social. Relato Setorial nº 3 AS/GESET. Disponível em: <http://www.bndes.gov.br>. Acesso em: 02</p><p>ago. 2013 (adaptado).</p><p>a) é responsável pelas ações governamentais na área social e ambiental.</p><p>b) promove o desenvolvimento social e contribui para aumentar o capital social.</p><p>c) gerencia o desenvolvimento da esfera estatal, com especial ênfase na</p><p>responsabilidade social.</p><p>d) controla as demandas governamentais por serviços, de modo a garantir a</p><p>participação do setor privado.</p><p>e) é responsável pelo desenvolvimento social das empresas e pela dinamização do</p><p>mercado de trabalho.</p><p>4. (ENADE - 2010) A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n° 12.305, de 2 de agosto</p><p>de 2010) define a logística reversa como o “instrumento caracterizado por um</p><p>conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a</p><p>restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu</p><p>ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente</p><p>adequada”. A Lei n° 12.305/2010 obriga fabricantes, importadores, distribuidores e</p><p>comerciantes de agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas</p><p>fluorescentes, produtos eletroeletrônicos, embalagens e componentes a estruturar e</p><p>implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso</p><p>pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de</p><p>manejo dos resíduos sólidos.</p><p>Considerando as informações acima, avalie as asserções a seguir e a relação</p><p>proposta entre elas.</p><p>I. O retorno de embalagens e produtos pós-consumo a seus fabricantes e</p><p>importadores objetiva responsabilizar e envolver, na gestão ambiental, aquele que</p><p>31</p><p>projeta, fabrica ou comercializa determinado produto e lucra com ele.</p><p>PORQUE</p><p>II. Fabricantes e importadores responsabilizados, inclusive financeiramente, pelo</p><p>gerenciamento no pós-consumo são estimulados a projetar, manufaturar e</p><p>comercializar produtos e embalagens menos poluentes e danosos ao meio</p><p>ambiente. Fabricantes são os que melhor conhecem o processo de manufatura,</p><p>sendo, por isso, os mais indicados para gerenciar o reprocessamento e</p><p>reaproveitamento de produtos e embalagens. A respeito dessas asserções, assinale</p><p>a opção correta.</p><p>a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da</p><p>I.</p><p>b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa</p><p>correta da I.</p><p>c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>e) As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>5. (ENADE 2012) A floresta virgem é o produto de muitos milhões de anos que</p><p>passaram desde a origem do nosso planeta. Se for abatida, pode crescer uma nova</p><p>floresta, mas a continuidade é interrompida. A ruptura nos ciclos de vida natural de</p><p>plantas e animais significa que a floresta nunca será aquilo que seria se as árvores</p><p>não tivessem sido cortadas. A partir do momento em que a floresta é abatida ou</p><p>inundada, a ligação com o passado perde-se para sempre. Trata-se de um custo que</p><p>será suportado por todas as gerações que nos sucederem no planeta. É por isso que</p><p>os ambientalistas têm razão quando se referem ao meio natural como um “legado</p><p>mundial”. Mas, e as futuras gerações? Estarão elas preocupadas com essas questões</p><p>amanhã? As crianças e os jovens, como indivíduos principais das futuras gerações,</p><p>têm sido, cada vez mais, estimulados a apreciar ambientes fechados, onde podem</p><p>relacionar-se com jogos de computadores, celulares e outros equipamentos</p><p>interativos virtuais, desviando sua atenção de questões ambientais e do impacto</p><p>disso em vidas no futuro, apesar dos esforços em contrário realizados por alguns</p><p>setores. Observe-se que, se perguntarmos a uma criança ou a um jovem se eles</p><p>desejam ficar dentro dos seus quartos, com computadores e jogos eletrônicos, ou</p><p>passear em uma praça, não é improvável que escolham a primeira opção. Essas</p><p>32</p><p>posições de jovens e crianças preocupam tanto quanto o descaso com o</p><p>desmatamento de florestas hoje e seus efeitos amanhã. SINGER, P. Ética Prática. 2 ed.</p><p>Lisboa: Gradiva, 2002, p. 292 (adaptado). É um título adequado ao texto apresentado</p><p>acima:</p><p>a) Computador: o legado mundial para as gerações futuras.</p><p>b) Uso de tecnologias pelos jovens: indiferença quanto à preservação das florestas.</p><p>c) Preferências atuais de lazer de jovens e crianças: preocupação dos ambientalistas.</p><p>d) Engajamento de crianças e jovens na preservação do legado natural: uma</p><p>necessidade imediata.</p><p>e) Redução de investimentos no setor de comércio eletrônico: proteção das</p><p>gerações futuras.</p><p>6. Qual das seguintes afirmações melhor descreve o conceito de engenharia</p><p>sustentável?</p><p>a) Engenharia sustentável é apenas sobre a conservação de recursos naturais.</p><p>b) Engenharia sustentável visa atender às necessidades presentes sem comprometer</p><p>a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades.</p><p>c) Engenharia sustentável só se aplica a projetos de energia renovável.</p><p>d) Engenharia sustentável não leva em consideração questões econômicas.</p><p>e) Engenharia sustentável não está relacionada ao bem-estar social.</p><p>7. Qual dos seguintes princípios fundamentais está diretamente relacionado à prática</p><p>da engenharia sustentável?</p><p>a) Maximização do lucro a curto prazo.</p><p>b) Redução dos padrões éticos no desenvolvimento de projetos.</p><p>c) Satisfação imediata das necessidades sem considerar os impactos futuros.</p><p>d) Atendimento às necessidades presentes sem comprometer a capacidade das</p><p>futuras gerações de atenderem às suas próprias necessidades.</p><p>e) Ignorar os aspectos sociais e culturais das comunidades envolvidas nos projetos.</p><p>8. Qual das seguintes opções representa um método eficaz de tratamento de</p><p>resíduos sólidos para minimizar seu impacto ambiental?</p><p>a) Descarte de resíduos em aterros sanitários sem separação prévia.</p><p>b) Incineração sem controle de emissões para a atmosfera.</p><p>33</p><p>c) Reciclagem, onde materiais são separados e reutilizados na fabricação de novos</p><p>produtos.</p><p>d) Despejo de resíduos químicos diretamente em corpos d'água.</p><p>e) Compostagem apenas de resíduos orgânicos sem mistura com materiais</p><p>inorgânicos.</p><p>34</p><p>SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL</p><p>3.1 NORMAS E PADRÕES INTERNACIONAIS</p><p>Normas e padrões internacionais são documentos técnicos que estabelecem</p><p>diretrizes, especificações, critérios, características ou prescrições aplicáveis a</p><p>atividades ou materiais. Eles são desenvolvidos por organizações de padronização,</p><p>como a International Organization for Standardization (ISO, 2015) e a International</p><p>Electrotechnical Commission (IEC, 2017), para promover a interoperabilidade,</p><p>segurança, qualidade e eficiência em diversos setores, como indústria, tecnologia,</p><p>saúde, segurança, meio ambiente, entre outros.</p><p>Figura 9: Símbolo ISO</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/yc5ttyzk. Acesso em: 06 nov. 2023</p><p>A ISO, International Organization for Standardization (Organização</p><p>Internacional para Padronização, em português), foi fundada em 23 de fevereiro de</p><p>1947. Portanto, o padrão ISO nasceu oficialmente nessa data. É responsável pelo</p><p>desenvolvimento e publicação de normas técnicas para uma ampla variedade de</p><p>indústrias. Desde então, a ISO tem desempenhado um papel fundamental no</p><p>UNIDADE</p><p>03</p><p>http://tinyurl.com/yc5ttyzk</p><p>35</p><p>desenvolvimento e na publicação de normas técnicas internacionais em diversas</p><p>áreas para promover a qualidade, segurança e eficiência em vários setores ao redor</p><p>do mundo (ISO, 2015).</p><p>3.2 ISO 14001 E OUTRAS NORMAS RELEVANTES</p><p>A crescente conscientização sobre as questões ambientais tem levado as</p><p>organizações a adotarem padrões rigorosos para melhorar seu desempenho</p><p>ambiental e sustentabilidade. A ISO 14001, desenvolvida pela International</p><p>Organization for Standardization (ISO), é uma das normas mais importantes nesse</p><p>contexto. Publicada sob o título "ISO 14001:2015 - Environmental Management Systems</p><p>- Requirements with guidance for use," esta norma estabelece os critérios para a</p><p>implementação eficaz de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Ao adotar a ISO</p><p>14001, as organizações podem reduzir seu impacto ambiental, cumprir</p><p>regulamentações relevantes e melhorar a eficiência operacional.</p><p>Além da ISO 14001, existem outras normas igualmente cruciais para a gestão</p><p>ambiental e a responsabilidade social corporativa. A norma ISO 14004, por exemplo,</p><p>fornece orientações gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio utilizados no</p><p>desenvolvimento e implementação de um SGA eficaz. Para avaliar o desempenho</p><p>ambiental, a norma ISO 14031 estabelece indicadores e critérios essenciais. A ISO</p><p>50001, por sua vez, concentra-se na gestão de energia, promovendo a eficiência</p><p>energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a ISO</p><p>26000 oferece diretrizes abrangentes sobre responsabilidade social,</p><p>incentivando práticas éticas e sustentáveis nas operações das organizações.</p><p>No âmbito da segurança e saúde ocupacional, a BS OHSAS 18001/ISO 45001 é</p><p>uma norma relevante, uma vez que a saúde dos funcionários e o bem-estar</p><p>ambiental estão intrinsecamente ligados.</p><p>Em resumo, essas normas não apenas ajudam as organizações a alcançar a</p><p>conformidade regulatória, mas também promovem a inovação, a eficiência e a</p><p>responsabilidade social corporativa. É importante notar que as normas são revisadas</p><p>periodicamente para refletir as melhores práticas e as últimas descobertas científicas.</p><p>36</p><p>3.3 AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL</p><p>Zanatta (2017) afirma que o meio mais claro para a sobrevivência de uma</p><p>empresa no mercado é a melhoria da gestão ambiental de forma estruturada e</p><p>consistente. Nesta perspectiva, entende-se por Avaliação de Impacto Ambiental</p><p>(AIA) como um processo sistemático e abrangente que avalia os impactos potenciais</p><p>de um projeto, plano ou programa no meio ambiente. A análise identifica, prevê,</p><p>avalia e mitiga os efeitos adversos, além de ressaltar os benefícios ambientais. Uma</p><p>AIA bem realizada ajuda na tomada de decisões informadas, considerando tanto os</p><p>aspectos ambientais quanto sociais de uma determinada ação.</p><p>Encontrar exemplos específicos de Avaliações de Impacto Ambiental (AIAs)</p><p>bem-sucedidas no Brasil pode ser desafiador, pois os relatórios completos geralmente</p><p>são documentos internos das empresas ou dos órgãos governamentais e podem não</p><p>estar disponíveis publicamente. No entanto, há setores comuns onde estudos de</p><p>casos, por vezes, são ofertados,</p><p>tais como:</p><p>Projetos de Infraestrutura: grandes projetos de infraestrutura, como barragens,</p><p>rodovias, pontes e projetos de energia, frequentemente passam por processos de AIA</p><p>detalhados.</p><p>Indústrias Extrativas: setores como mineração e exploração de petróleo</p><p>geralmente requerem avaliações de impacto ambiental.</p><p>Desenvolvimento Urbano: projetos de desenvolvimento urbano, como</p><p>construção de bairros, parques ou áreas industriais, também passam por avaliações</p><p>de impacto ambiental.</p><p>Conservação Ambiental: projetos de conservação, como criação de reservas</p><p>naturais, parques nacionais e projetos de reflorestamento, frequentemente envolvem</p><p>avaliações de impacto ambiental. Organizações de conservação ambiental e</p><p>revistas científicas dedicadas à ecologia e conservação são bons lugares para</p><p>No endereço eletrônico da Plataforma Virtual é possível aprofundar os conhecimentos na</p><p>área de Gestão Ambiental através do livro Qualidade e Gestão Ambiental:</p><p>sustentabilidade e ISO14001.</p><p>37</p><p>procurar estudos de caso.</p><p>3.4 AUDITORIAS AMBIENTAIS</p><p>Empresas, organizações e instituições têm um papel fundamental para</p><p>promoverem a sustentabilidade, e uma ferramenta crucial que utilizam para</p><p>alcançar esse objetivo é a auditoria ambiental. Este é um processo sistemático de</p><p>avaliação das práticas e procedimentos de uma organização em relação ao meio</p><p>ambiente. Ela visa identificar impactos ambientais, garantir conformidade legal e</p><p>promover a melhoria contínua das operações.</p><p>Figura 10: Auditoria Ambiental</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/386j2yzn. Acesso em: 17 de nov. 2023</p><p>O processo de auditoria ambiental geralmente envolve a revisão das</p><p>operações da empresa, a análise das práticas de gestão ambiental, a avaliação do</p><p>O Instituto Ethos disponibiliza vários exemplares e informações que fornecem insights sobre</p><p>práticas de responsabilidade social e auditorias ambientais no contexto empresarial</p><p>brasileiro. O livro Indicadores Ethos: Guia Temático de Integridade - Ciclo 2019 é uma boa</p><p>leitura sobre a forma de se obter os Indicadores, incluindo a questão ambiental. Disponível</p><p>em: http://tinyurl.com/28p8zuh8. Acesso em: 13 out. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/386j2yzn</p><p>http://tinyurl.com/28p8zuh8</p><p>38</p><p>cumprimento das leis e regulamentos ambientais, bem como a identificação de</p><p>áreas de melhoria. Ela não apenas ajuda as empresas a cumprirem suas</p><p>responsabilidades ambientais, mas também a identificar oportunidades para reduzir</p><p>custos operacionais, melhorar a eficiência e fortalecer a reputação da empresa no</p><p>mercado.</p><p>A importância das auditorias ambientais é amplamente reconhecida na</p><p>literatura acadêmica. Segundo Constanza (2007), a auditoria ambiental é essencial</p><p>para as empresas que desejam adotar práticas de negócios sustentáveis, permitindo-</p><p>lhes identificar e gerenciar riscos ambientais, melhorar a eficiência operacional e</p><p>promover a responsabilidade social corporativa. Além disso, autores como</p><p>Hopwood et al. (2005) destacam que as auditorias ambientais desempenham um</p><p>papel crucial na promoção da transparência e na construção da confiança dos</p><p>stakeholders (grupos estratégicos), incluindo clientes, investidores e comunidades</p><p>locais.</p><p>A aplicação bem-sucedida de auditorias ambientais exige o compromisso da</p><p>alta administração, a participação ativa dos funcionários e a integração eficaz dos</p><p>princípios de gestão ambiental nas operações diárias da empresa. É fundamental</p><p>adotar uma abordagem holística, considerando não apenas os aspectos técnicos</p><p>da auditoria, mas também as questões sociais e econômicas relacionadas ao meio</p><p>ambiente.</p><p>As auditorias ambientais desempenham um papel vital na promoção da</p><p>sustentabilidade corporativa, ajudando as empresas a equilibrar suas operações com</p><p>a conservação do meio ambiente. Ao adotar práticas de auditoria ambiental</p><p>eficazes, as organizações podem não apenas atender às suas obrigações legais, mas</p><p>também prosperar em um mundo onde a responsabilidade ambiental é um</p><p>imperativo inegociável.</p><p>No Website do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE) são</p><p>encontradas avaliações e perícias ambientais no Brasil. Está disponível uma Biblioteca</p><p>com Boletins Técnicos (BTec). Endereço eletrônico: http://tinyurl.com/3ta3mzty. Acesso</p><p>em: 13 out. 2023.</p><p>http://tinyurl.com/3ta3mzty</p><p>39</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. (ENADE 2011) Uma ferramenta de design que considera as questões ecológicas é</p><p>o ecodesign, proposta pela UNEP (United Nations Environment Programme-Industry</p><p>and Environment). A técnica ecodesign, descrita pela norma ISO TR 14062, auxilia no</p><p>desenvolvimento de produto e na antecipação das ameaças potenciais para</p><p>alavancar vantagens competitivas e suas oportunidades. A seguir é apresentada</p><p>parte resultante da aplicação do ecodesign no reprojeto de medidores de energia</p><p>elétrica de uma fábrica. Os medidores monofásicos modelo antigo possuem base</p><p>separada do bloco, que é feito de uma liga de alumínio e silício. Com a mudança</p><p>para os novos medidores, a base e o bloco tornaram-se uma peça única e houve a</p><p>troca da liga de alumínio do bloco pelo plástico de engenharia (Noryl), material de</p><p>fácil reaproveitamento ou reciclagem. Nos medidores antigos, a tampa era de vidro</p><p>e, nos novos modelos, o material usado foi o policarbonato cristal, com anti UV,</p><p>material que facilita a reciclagem e reduz o consumo de energia elétrica no seu</p><p>processo de fabricação. A utilização de materiais mais leves facilita o manuseio</p><p>durante as atividades de montagem, pois a redução de peso torna o manuseio mais</p><p>ágil e menos desgastante.</p><p>GUIMARÃES, L. B. M. A Ecologia no projeto de Produto: design sustentável, design verde, ecodesign. Ergonomia de Produto. Porto</p><p>Alegre: FEENG/UFRGS, 2006, v. 2, p. 5-23.</p><p>As mudanças incorporadas tanto no processo quanto no produto visam à eficiência</p><p>na produção, bem como facilitar a obtenção desse produto. Para tanto, quais das</p><p>seguintes afirmações constituem mudanças sociais externas de grande influência</p><p>no desenvolvimento do negócio da organização?</p><p>I. Preocupação com a qualidade do produto e redução de custo do produto.</p><p>II. Informações relacionadas ao impacto ambiental de produtos e processos.</p><p>III. Responsabilidade pelo resíduo, propiciando a redução, reutilização e</p><p>reciclagem. IV. Custo de energia relacionado a processos produtivos e ao</p><p>comportamento de usuários dos produtos.</p><p>V. Estratégia de logística para o novo produto a fim de se estabelecerem vantagens</p><p>como rapidez na produção e estocagem.</p><p>Estão corretas apenas as afirmações</p><p>a) I, II e V.</p><p>b) I, III e IV.</p><p>c) I, IV e V.</p><p>40</p><p>d) II, III e IV.</p><p>e) II, III e V.</p><p>2. (ENADE 2011)No projeto de unidades produtivas agroindustriais, a “Análise do Ciclo</p><p>de Vida” é um dos principais métodos utilizados para avaliação dos impactos</p><p>ambientais de diferentes processos de trabalho. Uma análise simplificada do ciclo de</p><p>vida da cachaça comparou casos de produtores industriais e de produtores</p><p>artesanais. A análise contemplou as seguintes etapas: colheita da cana-de-açúcar,</p><p>moagem, fermentação, destilação e homogeneização até a etapa em que o</p><p>produto está pronto para distribuição. No produtor industrial, a cachaça destilada é</p><p>transportada desde várias áreas para um local central, para a homogeneização. Os</p><p>dados relativos às emissões de CO2 e de material particulado estão listados na tabela</p><p>seguinte.</p><p>Fonte: https://www.aprovaconcursos.com.br/questoes-de-concurso/questao/228764 Acesso</p><p>em: 31 out. 2023.</p><p>Considerando a situação descrita, avalie as seguintes afirmativas.</p><p>I. O impacto gerado por tonelada produzida entre pequenos produtores é menor</p><p>que nos grandes produtores.</p><p>II. Quanto maior o volume de produção de um insumo ou produto, maior o impacto</p><p>gerado ao ambiente.</p><p>III.</p><p>A comparação entre impactos ambientais gerados em processos industriais e</p><p>artesanais varia de acordo com suas especificidades.</p><p>https://www.aprovaconcursos.com.br/questoes-de-concurso/questao/228764</p><p>41</p><p>IV. O aumento da necessidade de transporte entre as unidades da cadeia de</p><p>produção e consumo agrava o impacto ambiental.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e III.</p><p>c) II e IV.</p><p>d) I, III e IV.</p><p>e) II, III e IV.</p><p>3. (ENADE 2011) O planejamento da empresa busca a minimização do impacto das</p><p>frotas de caminhões ao meio ambiente, utilizando a tecnologia para aumentar a</p><p>eficiência do transporte de matérias-primas, insumos e produtos, reduzindo o</p><p>consumo de óleo diesel e a emissão de CO2. Para diminuir o número de veículos</p><p>circulando pelo país, a Empresa lançou o Programa de Compartilhamento da Frota.</p><p>Caminhões que antes retornavam vazios, depois do abastecimento de fábricas,</p><p>centros de distribuição e pontos de venda, passaram a transportar carregamentos</p><p>de empresas parceiras. A adoção do projeto já resultou em uma economia de 1 430</p><p>000 litros de combustível e a emissão de 3 922 toneladas de CO2 a menos. Com o</p><p>bom resultado da iniciativa, a Empresa decidiu implantar o transporte colaborativo</p><p>em toda a sua cadeia. A operação é viabilizada pelos softwares Tracking e TMS</p><p>(Transportation Management System). O Tracking visualiza, em tempo real, o trajeto</p><p>dos veículos e corrige eventuais problemas de rotas. Já o TMS analisa a possibilidade</p><p>do Compartilhamento da Frota com as empresas parceiras. Infere-se que o Programa</p><p>de Compartilhamento da Frota da Empresa foi implementado como parte do</p><p>investimento da empresa</p><p>a) na ISO 9001.</p><p>b) em logística verde.</p><p>c) na OHSAS 18001.</p><p>d) em logística reversa.</p><p>e) em Warehouse Managment System (WMS).</p><p>4. Um plano de ação ambiental descreve as medidas específicas que uma</p><p>organização ou empresa planeja adotar para melhorar seu desempenho ambiental.</p><p>O objetivo principal é identificar áreas onde uma empresa possa reduzir seu impacto</p><p>42</p><p>no meio ambiente, cumprir regulamentações ambientais, economizar recursos</p><p>naturais e melhorar sua eficiência operacional. O plano geralmente inclui metas</p><p>quantificáveis e um cronograma para a implementação das ações. Portanto, pode-</p><p>se afirmar que o Plano de Ação Ambiental resultante de uma auditoria é:</p><p>a) um documento que lista as descobertas da auditoria.</p><p>b) um plano para melhorar o desempenho ambiental da empresa.</p><p>c) um relatório para acionistas.</p><p>d) um registro de reclamações ambientais.</p><p>e) um plano para marketing.</p><p>5. Os itens abaixo são princípios-chave de uma auditoria ambiental eficaz, exceto:</p><p>a) independência e integridade do auditor.</p><p>b) coleta de evidências confiáveis.</p><p>c) comunicação clara dos resultados.</p><p>d) participação ativa dos funcionários.</p><p>e) organização eficiente dos setores de produção e obrigatoriedade de execução</p><p>de normas seguindo critérios internacionais determinados pela Organização das</p><p>Nações Unidas (ONU).</p><p>6. (UFPB – 2018) Sabemos que, de acordo com tipo de material descartado na</p><p>natureza, os microorganismos decompositores irão demandar maior ou menor tempo</p><p>para realizarem a sua completa decomposição. Sob esse aspecto, é incorreto</p><p>afirmar que:</p><p>a) restos de tecidos de fibra natural levam em média de 6 a 12 meses para se</p><p>degradarem no ambiente.</p><p>b) por ser composto de areia (um elemento natural) o vidro é um material</p><p>moderadamente degradável, levando menos de 10 anos para se decompor no</p><p>ambiente.</p><p>c) um simples chiclete na calçada pode levar até 5 anos para se decompor</p><p>completamente, em condições naturais.</p><p>d) cascas de frutas levam em média de dois a três meses para se decomporem no</p><p>ambiente.</p><p>e) um pneu velho pode levar mais de 100 anos para se decompor no ambiente.</p><p>43</p><p>7. (UDESC 2010) Analise as proposições sobre as noções de impacto ambiental.</p><p>I. É qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas do meio</p><p>ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das</p><p>atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem a saúde, a segurança e o</p><p>bem-estar da população.</p><p>II. É qualquer alteração no sistema socioeconômico que possa ser atribuída</p><p>exclusivamente a razões de caráter administrativo para satisfazer as necessidades de</p><p>um projeto.</p><p>III. É uma alteração ambiental que pode ser natural ou induzida pelo homem; inclui</p><p>um julgamento do valor da significância de um efeito.</p><p>IV. É a alteração do meio ambiente que afeta as atividades sociais e econômicas, a</p><p>biota, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos</p><p>recursos ambientais.</p><p>V. Todas as atividades humanas, sem exceção, geram impacto ambiental direto</p><p>e/ou indireto.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras.</p><p>b) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.</p><p>c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.</p><p>d) Somente as afirmativas I e V são verdadeiras.</p><p>e) Todas as afirmativas são verdadeiras.</p><p>8. Qual é o principal objetivo da auditoria ambiental?</p><p>a) Aumentar a produção industrial sem considerar os impactos ambientais.</p><p>b) Avaliar o desempenho ambiental de uma organização em relação às leis e</p><p>regulamentos aplicáveis.</p><p>c) Reduzir a transparência nas operações das empresas em relação aos seus</p><p>stakeholders.</p><p>d) Ignorar as práticas sustentáveis em prol do lucro imediato.</p><p>e) Promover a exploração irresponsável dos recursos naturais.</p><p>44</p><p>ENERGIA SUSTENTÁVEL</p><p>4.1 FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEIS</p><p>Na atualidade, com a expansão urbana e industrial, a demanda por energia</p><p>se torna cada vez maior, sendo impulsionada pelo crescimento populacional e pelo</p><p>desenvolvimento tecnológico. Contudo, a dependência contínua dos combustíveis</p><p>fósseis tem um custo ambiental significativo, o que contribui para os eventos</p><p>climáticos extremos, a poluição do ar e a escassez de recursos naturais não</p><p>renováveis. Para enfrentar esses desafios e garantir um futuro sustentável, a transição</p><p>para fontes de energias renováveis tornou-se imperativa (BORGES et al 2017).</p><p>Figura 11: Energia Sustentável: um direito e uma escolha</p><p>Fonte: Disponível em http://tinyurl.com/3yvmdk2z. Acesso em: 06 nov. 2023.</p><p>A diversificação da matriz energética, por meio do investimento nessas</p><p>tecnologias, é essencial para a mitigação das mudanças climáticas e da garantia</p><p>de um suprimento de energia seguro e acessível para as gerações futuras.</p><p>São exemplos de fontes renováveis de obtenção de energia:</p><p> Energia solar: é uma das fontes renováveis mais promissoras e amplamente</p><p>utilizadas no mundo. Ela é obtida através da conversão da luz solar em</p><p>eletricidade ou calor. A tecnologia fotovoltaica, que transforma a luz solar</p><p>diretamente em eletricidade, tem se tornado cada vez mais eficiente e</p><p>UNIDADE</p><p>04</p><p>http://tinyurl.com/3yvmdk2z</p><p>45</p><p>acessível (MORAIS et al, 2021).</p><p> Energia eólica: é gerada a partir do movimento do vento, capturado por</p><p>turbinas eólicas que produzem eletricidade. É uma fonte limpa e sustentável,</p><p>contribuindo significativamente para a diversificação da matriz energética em</p><p>diversos países (LIMA; SANTOS; MOIZINHO, 2018).</p><p> Energia hidrelétrica: é uma das fontes de energias renováveis mais antigas e</p><p>amplamente utilizadas no mundo. Ela é obtida através da energia cinética da</p><p>água em movimento, convertida em eletricidade por meio de turbinas</p><p>hidráulicas. Apesar de sua eficiência, há preocupações ambientais</p><p>relacionadas à construção de grandes represas e seus impactos nos</p><p>ecossistemas aquáticos (LOPES; BRITO, 2021).</p><p> Energia biomassa: é derivada de materiais orgânicos, como resíduos agrícolas,</p><p>florestais e urbanos, que são queimados para produzir calor ou transformados</p>