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<p>Gestão, Ética e</p><p>Legislação Profissional</p><p>Márcia Melo</p><p>A Administração aplicada às profissões</p><p> Em cada organização (empresa ou atividade profissional), a administração</p><p>soluciona problemas, dimensiona recursos, planeja sua aplicação, desenvolve</p><p>estratégias, efetua diagnósticos de situações etc., exclusivos daquela</p><p>organização. Um administrador bem-sucedido em uma organização pode não</p><p>sê-lo em outra.</p><p> O administrador dá direção e rumo às organizações, proporciona liderança às</p><p>pessoas e decide como os recursos organizacionais devem ser arranjados e</p><p>aplicados para o alcance dos objetivos da organização. Essas atividades se</p><p>aplicam não somente ao presidente ou aos altos executivos, mas também aos</p><p>supervisores de primeira linha ou aos líderes de equipes. Em outras palavras,</p><p>elas se aplicam ao profissional situado em qualquer nível da organização.</p><p>CONCEITO:</p><p> Administração vem do latim ad (direção, tendência para) e minister</p><p>(subordinação ou obediência), designa o desempenho de tarefas de direção</p><p>dos assuntos de um grupo. É utilizada em especial em áreas com corpos</p><p>dirigentes poderosos, como por exemplo, no mundo empresarial</p><p>(administração de empresas) e em entidades dependentes dos governos</p><p>(administração pública).</p><p> Administrar significa planejar, dirigir, organizar, coordenar, e controlar</p><p>organizações e/ou tarefas, tendo como objetivo maior produtividade e/ou</p><p>lucratividade. Para se chegar a isto, o administrador avalia os objetivos</p><p>organizacionais e desenvolve as estratégias necessárias para alcançá-los. Este</p><p>profissional, no entanto, não tem apenas função teórica, ele é responsável</p><p>pela implantação de tudo que planejou e, portanto, vai ser aquele que define</p><p>os programas e métodos de trabalho, avaliando os resultados e corrigindo os</p><p>setores e procedimentos que estiverem com problemas.</p><p>Os quatro elementos da administração.</p><p> Como é função do administrador que a produtividade e/ou lucros sejam altos,</p><p>ele também terá a função de fiscalizar a produção e, para isto, é necessário que</p><p>fiscalize cada etapa do processo, controlando inclusive os equipamentos e</p><p>materiais (recursos) envolvidos na produção, para evitar desperdícios e</p><p>prejuízos para a organização.</p><p> A administração é o processo ou atividade dinâmica, que consiste em tomar</p><p>decisões sobre objetivos e recursos. O processo administrativo é inerente a</p><p>qualquer situação em que haja pessoas utilizando recursos para atingir algum</p><p>tipo de objetivo. Refere-se à combinação e aplicação de recursos</p><p>organizacionais - humanos, materiais, financeiros, informação e tecnologia -</p><p>para alcançar objetivos e atingir desempenho excepcional. A administração</p><p>movimenta toda a organização em direção ao seu propósito ou objetivo através</p><p>de definição de atividades que os membros organizacionais devem</p><p>desempenhar. Provavelmente não haja conceito mais importante para a</p><p>administração do que os objetivos a serem alcançados.</p><p> A administração movimenta toda a organização em direção ao seu propósito ou</p><p>objetivo através de definição de atividades que os membros organizacionais</p><p>devem desempenhar. Provavelmente não haja conceito mais importante para a</p><p>administração do que os objetivos a serem alcançados. A administração no</p><p>serviço de radiologia é fundamental para realização das atividades inerentes a</p><p>esta função, a qual requer a competência de administrar e a liderança,</p><p>características que auxiliam o pessoal dentro da instituição. A Radiologia, mais</p><p>do que um negócio, é uma especialidade médica que se renova e avança a cada</p><p>dia num processo de modernização que, além de investimentos, exige um</p><p>esforço contínuo de atualização.</p><p> No Brasil o Conselho Federal de Medicina reconhece a especialidade pelo nome</p><p>de "Radiologia e Diagnóstico por imagem". Diagnóstico por imagem é uma</p><p>especialidade médica que se ocupa do uso das tecnologias de imagem para</p><p>realização de diagnósticos.</p><p> O Setor de Radiologia, ou os CENTROS DE DIAGNÓSTICOS POR IMAGEM (CDI)</p><p>constituem o setor de prestação de serviços que mais tem despertado</p><p>preocupação por parte dos dirigentes hospitalares. Isto por que os custos</p><p>empregados na implantação e manutenção somam quantias muito elevadas e</p><p>desproporcionais para qualquer hospital; também porque os investimentos nesta</p><p>Érea são absolutamente necessários para o atendimento de qualidade do</p><p>paciente.</p><p>A administração do serviço de</p><p>radiologia (CDI)</p><p> envolve algumas grandes atividades: Atendimento; Fluxo de paciente; Custos</p><p>relacionados; Controle de materiais e insumos perecíveis utilizados no exame;</p><p>Assistência técnica; Manutenção dos equipamentos; Seleção dos profissionais</p><p>(Administração dos Recursos Humanos); A imagem da Instituição / clinica e o</p><p>Controle da rotina de realização de exames à PEDIDO DE EXAMES == RECEPÇÃO ==</p><p>SALA DE EXAMES == SALA DE LAUDOS == DIGITAÇÃO == SETOR DE GUARDA E</p><p>RETIRADA DE EXAMES.</p><p> Além de profissionais envolvidos nesta rotina e na realiza o dos exames, a</p><p>implantação de um serviço desta natureza exigir altos investimentos e ser</p><p>necessária também a contrata o de um plano de manutenção especializado</p><p>permanentemente. O serviço de manutenção de primeiro atendimento é</p><p>constituído por engenheiros e técnicos/tecnólogos na área eletrônica.</p><p> Isto observado nota-se que o técnico em radiologia também precisa ser um</p><p>administrador, visto que as diversas técnicas radiográficas e equipamentos são</p><p>diferentes em conduta e organização. É de se esperar muita diferença no trabalho</p><p>diário, pois as áreas da radiologia são muito diversificadas.</p><p> A Radiologia está dividida em subespecialidades, tais como:</p><p> a médica(para estudos de órgãos e estruturas de humanos);</p><p> a odontológica(para estudos dos dentes e ossos do crânio);</p><p> a veterinária(para estudos dos animais);</p><p> a metalúrgica(para estudos de peças, placas e soldas);</p><p> esterilização(no tratamento de elimina o de bactérias e fungos);</p><p> ambiental (para atenções dadas ao tratamento de solos);</p><p> científica (no que se refere docência, estudos e pesquisas);</p><p> alimentícia (no tratamento de eliminação de bactéria e fungos);</p><p> projetos(quando envolve equipamentos médicos). Entre as tecnologias mais</p><p>comumente utilizadas tem-se:</p><p>Diferença entre duas tecnologias-</p><p>exemplo:</p><p> Ressonância magnética – instalação da clínica em locais próximos a hospitais e em</p><p>grandes cidades- custo elevado dos equipamentos – custo elevado dos exames-</p><p>público-alvo: planos de saúde (bons) e classe média alta e alta- número de</p><p>exames/por dia < 15 – condição de trabalho melhor e mais especializado – maior</p><p>organização.</p><p> Raios-X convencional – instala o da clínica em qualquer bairro e em pequenas</p><p>cidades- custo menor dos equipamentos – custo menor dos exames-</p><p>público-alvo: planos de saúde (qualquer um) e todas as classes- número de</p><p>exames/por dia > 50 (variável)– condição de trabalho mais difícil e exige menos</p><p>especialização – menor organização (ex: setor de urgência).</p><p> Um administrador pode ser qualquer profissional que planeje, organize, direcione</p><p>e controle seu trabalho. Para isto, é necessária habilidades e competência.</p><p>HABILIDADES</p><p> Existem três tipos de habilidades necessárias para que o administrador</p><p>(profissional) possa trabalhar com sucesso: a habilidade técnica, a humana e a</p><p>conceitual.</p><p> Habilidade técnica: Consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e</p><p>equipamentos necessários para o desempenho de tarefas específicas, por meio da</p><p>experiência e educação. É muito importante para o nível operacional.</p><p> Habilidade humana: Consiste na capacidade e facilidade para trabalhar com</p><p>pessoas, comunicar, compreender suas atitudes e motivações e liderar grupos de</p><p>pessoas.</p><p> Habilidade conceitual: Consiste na capacidade de compreender a complexidade</p><p>da organização como um todo e o ajustamento do comportamento de suas partes.</p><p>Essa habilidade permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da</p><p>organização total e não apenas de acordo com os objetivos</p><p>e as necessidades de</p><p>seu departamento ou grupo imediato. É muito importante para o nível</p><p>institucional.</p><p>As três habilidades do profissional</p><p> A combinação dessas habilidades é importante para o profissional.</p><p>Na medida em que se sobe para os níveis mais elevados da organização (chefia,</p><p>p.ex.), diminui a necessidade de habilidades técnicas, enquanto aumenta a</p><p>necessidade de habilidade conceitual.</p><p>Os níveis inferiores requerem considerável habilidade técnica dos supervisores</p><p>para lidar com os problemas operacionais e concretos da organização.</p><p>COMPETÊNCIAS</p><p> As competências são qualidades de quem é capaz de analisar uma situação,</p><p>apresentar soluções e resolver assuntos ou problemas - constituem o maior</p><p>patrimônio pessoal do profissional, seu capital intelectual e sua maior</p><p>riqueza. No entanto, em um mundo em constante mudança e transformação,</p><p>a aquisição de uma nova competência necessária significa quase sempre o</p><p>abandono de outra competência que se tornou velha e ultrapassada. O</p><p>segredo está em adquirir competências duráveis: aquelas que, mesmo em</p><p>tempos de rápida mudança, não se tornam descartáveis e nem obsoletas.</p><p>Diante de todos esses desafios, o profissional -para ser bem-sucedido -precisa</p><p>desenvolver três competências duráveis: o conhecimento, a perspectiva e a</p><p>atitude.</p><p>Competências duráveis do profissional</p><p>O CONHECIMENTO</p><p> Significa todo o acervo de informações, conceitos, idéias, experiências,</p><p>aprendizagens que o administrador possui a respeito de sua especialidade.</p><p>Como o conhecimento muda a cada instante em função da mudança e</p><p>inovação que ocorrem com intensidade cada vez maior, o profissional precisa</p><p>atualizar-se constantemente e renová-lo continuamente. Isso significa</p><p>aprender a aprender, a ler, a ter contato com outras pessoas e profissionais e,</p><p>sobretudo, reciclar-se continuamente para não se tornar obsoleto e</p><p>ultrapassado em seus conhecimentos.</p><p>A PERSPECTIVA</p><p> Significa a capacidade de colocar o conhecimento em ação. Em saber</p><p>transformar a teoria em prática. Em aplicar o conhecimento na análise das</p><p>situações e na solução dos problemas e na condução do negócio. Não basta</p><p>apenas possuir o conhecimento; ele pode ficar apenas em estado potencial.</p><p>Torna-se necessário saber como utilizá-lo e aplicá-lo nas diversas situações e</p><p>na solução dos diferentes problemas. A perspectiva representa a habilidade</p><p>de colocar em ação os conceitos e idéias abstratas que estão na mente do</p><p>profissional.</p><p>A ATITUDE</p><p> Significa o comportamento pessoal do profissional diante das situações com</p><p>que se defronta no seu trabalho. A atitude representa o estilo pessoal de</p><p>fazer as coisas acontecerem, a maneira de liderar, de motivar, de comunicar e</p><p>de levar as coisas para frente. Envolve o impulso e a determinação de inovar</p><p>e a convicção de melhorar, continuamente. É essa competência durável que</p><p>transforma o profissional em um agente de mudança nas empresas e</p><p>organizações, e não simplesmente um agente de conservação. Essas três</p><p>competências duráveis constituem a trindade que conduz o profissional ao</p><p>sucesso nas suas atividades.</p><p>Os Recursos Pessoais do profissional</p><p>A Tecnologia</p><p> Todas as organizações utilizam alguma forma de tecnologia, desde a mais</p><p>rudimentar a mais sofisticada. A tecnologia representa todo o conjunto de</p><p>conhecimentos utilizados para uma organização atingir seus objetivos. Com o</p><p>desenvolvimento tecnológico, a organização sofreu um impacto e a tecnologia</p><p>passou a ser uma das mais importantes variáveis, sendo ela quem determina a</p><p>estrutura e o funcionamento das organizações.</p><p> Em Radiologia, o técnico precisa conhecer e está atualizado com as novas</p><p>tecnologias que surgem numa velocidade cada vez maior, de modo que é</p><p>preciso constante estudo e atualização.</p><p>O impacto da tecnologia no sucesso da</p><p>organização.</p><p>Influência dos fatores tecnológicos e</p><p>humanos.</p><p>Estrutura organizacional da unidade de</p><p>radiologia ou radiodiagnóstico</p><p>• PLANEJAMENTO</p><p>A unidade de Radiologia ou Radiodiagnóstico é a unidade onde se concentram equipamentos</p><p>que realizam atividades concernentes ao uso de raios-X para fins de diagnóstico.</p><p>Tal unidade é de importãncia vital na dinãmica de funcionamento do hospital, levando em</p><p>conta que o desenvolvimento técnico-científico de ponta, alcançado nesta àrea, permite a</p><p>eficiência no processo de diagnóstico clínico ou cirírgico das afecções e, conseqüentemente,</p><p>no tratamento a ser instituído. Suas finalidades são:</p><p>Realizar exames radiológicos diversos, contrastados ou nÅo, respeitando as determinações</p><p>constantes nas normas de proteçÅo radiológica, de modo a prevenir danos à saíde dos</p><p>profissionais que atuam no ambiente, e do paciente.</p><p>Servir de campo de ensino para alunos dos cursos: técnico em radiologia, de graduação e pós-</p><p>graduação nas áreas de saúde e outras afins, visando à formaçÅo e ao aprimoramento nos</p><p>conhecimentos técnicos e científicos.</p><p>Favorecer o desenvolvimento de pesquisas para aperfeiçoar as condições de ensino,</p><p>assistenciais e técnicas nesta área.</p><p> Levando em conta, então, as características das atividades aí desenvolvidas e os</p><p>efeitos que poderão advir de falhas relacionadas com suas instalações, é imprescindível</p><p>que o planejamento da Unidade de Radiologia ou Radiodiagnóstico seja da</p><p>responsabilidade de uma equipe multiprofissional. Os aspectos técnicos e científicos</p><p>referentes ao planejamento devem assegurar medidas que visem favorecer a prevenção e</p><p>proteção contra riscos para toda a equipe de saúde envolvida neste setor.</p><p>LOCALIZAÇÃO</p><p> Segundo o Ministério da Saúde, recomenda-se como padrão localizar essa Unidade, de</p><p>preferência, no pavimento térreo do hospital, a fim de possibilitar o acesso fácil aos</p><p>pacientes provenientes de ambulatórios, das Unidades de emergência e de internação,</p><p>sendo esta última por intermediário do sistema de circulação vertical. Essa localização</p><p>permite, ainda, economia de material e mão-de-obra, uma vez que não há necessidade</p><p>de fazer isolamento de piso, e facilitar a instalação dos equipamentos pesados e de rede</p><p>elétrica especial. Ao lado das vantagens, vale destacar que tal localização evita que a</p><p>unidade fique situada sobre pavimentos ou locais onde haja permanência prolongada de</p><p>pessoas ou de materiais que possam ser afetados por contaminação radiológica eventual,</p><p>como, por exemplo, reserva de alimentos, almoxarifado, farmácia, etc.</p><p>ESTRUTURA FÍSICA</p><p>Deve possuir área suficiente para realizar as tarefas com a devida qualidade, segurança e</p><p>conforto dos funcionários e pacientes/clientes. O fluxo das atividades do setor deve ser</p><p>preferencialmente unidirecional, sem cruzamentos, de forma a proporcionar melhor</p><p>organização do serviço.</p><p>Para o bom andamento das atividades relacionadas com a prestação de atendimento de</p><p>apoio ao diagnóstico e terapia, a Unidade de Radiologia ou Radiodiagnóstico deve ser</p><p>composta dos seguintes ambientes:</p><p>• Área para registro de pacientes (secretaria) - deve estar localizada bem à entrada da</p><p>Unidade, para não atrapalhar o fluxo de pacientes e funcionários, e deve possuir um</p><p>lugar destinado ao arquivo de radiografias, mesmo que seja em caráter temporário.</p><p>• Sala de espera de pacientes e acompanhantes - este ambiente deve ser provido de</p><p>cadeiras confortáveis e ter espaço suficiente para estacionamento de cadeiras de</p><p>rodas e macas com pacientes, enquanto aguardam a entrada para a sala de exame.</p><p>Deve ter ainda sanitários anexos.</p><p>• Sala administrativa - esta sala destina-se à chefia administrativa da Unidade.</p><p>• Sala de serviço/ de preparo de pacientes - preconiza-se a existência de uma sala, de</p><p>dimensão de 6m2 e 8m2, que possa atender a tais finalidades. Pode ser utilizada pelo</p><p>enfermeiro para a assistência pé e pós-exame ou prestar cuidados necessários à</p><p>realização de procedimentos específicos como, por exemplo, a angiografia cerebral.</p><p>Quando no projeto de construção, esta sala planejada, também, para indução</p><p>anestésica e recuperação de exames, deve-se prever que tenha,</p><p>no mínimo, dois</p><p>leitos, com Érea de 8,5 m2 por leito, guardando distância das paredes, exceto a</p><p>cabeceira, de um metro. Se houver mais de dois leitos, deve-se manter 6,5 m2 por</p><p>leito.</p><p>• Vestiário provido de sanitários e chuveiros- de preferência deve estar loca</p><p>lizado próximo às salas de exame. A existência deste ambiente no planejamento</p><p>da Unidade evita que o paciente tenha que trocar de roupa na sala de exames,</p><p>preservando, assim, sua identidade e promovendo seu conforto.</p><p>• Sala de exames- salas destinadas à realização de exames e intervenções “por</p><p>meio de radiologia, através dos resultados de estudos radiográficos e</p><p>fluoroscópicos.” São de dois tipos:</p><p>• Sala de exame ( comando ) - nesta sala, a mesa de comando, ou painel de controle do</p><p>aparelho de raios-X, estÉ situada dentro de um biombo protetor fixo, localizado na parte</p><p>interna da sala, geralmente próximo a porta. Esse biombo deve possuir blindagem</p><p>adequada para garantir a proteçÅo do operador, e um visor de vidro plumbífero que lhe</p><p>permite ver e observar o paciente durante a realizaçÅo do procedimento radiológico.</p><p>• Sala de exame telecomandada - esta sala deve ter dimensão de 22 m2 e estar anexa a</p><p>uma sala de comando, de 6 m2, onde fica situado o painel de controle. Seria ideal que</p><p>houvesse uma sala de comando para cada sala de exames telecomandados, mas uma sala</p><p>de comando pode servir a duas salas.</p><p>REQUISITOS BÁSICOS PARA UMA SALA DE</p><p>EXAMES RADIOLÓGICOS</p><p>Alguns requisitos devem ser observados no projeto arquitetânico das salas de exames</p><p>radiológicos. São estes:</p><p>- Área física - preconiza-se a existência de salas para exames gerais, com dimensões de</p><p>25m2, exames odontológicos, 6m2, e de mama, 8m2, porém o nímero de salas estÉ na</p><p>dependência da capacidade de produçÅo do equipamento e da demanda de atendimento.</p><p>Da mesma maneira, a existência de salas de exames específicos vai depender do programa</p><p>da instituiçÅo.</p><p>- Paredes, teto e piso - no acabamento final, as paredes, o teto e o piso devem ser</p><p>revestidos de material lavÉvel e resistente ao uso de desinfetantes padronizados. O teto</p><p>deve ser contínuo, sendo proibida a utilizaçÅo de forro falso removível. Além disso,</p><p>segundo a resoluçÅo SS. 625, as salas de exames radiológicos devem possuir blindagem "que</p><p>garante nas Éreas adjacentes, a manutençÅo de níveis de radiaçÅo inferiores às limitações</p><p>de dose equivalente prevista".</p><p>• Portas - para o Ministério da Saúde, as portas que dão acesso a ambientes, onde estão</p><p>instalados os equipamentos de grande porte, devem ter largura e altura suficiente</p><p>para permitir a saída de tais aparelhos. A dimensão mínima destas deve ser 1,20m x</p><p>2,10m. Quanto à cor, as paredes quando as portas devem ser pintadas de cor suave.</p><p>Considerando a segurança, a Resolução SS.625 prescreve a afixação do símbolo</p><p>internacional da presença de radiação ionizante e aviso de acesso restrito, nas portas</p><p>das salas de exames radiológicos, além de possuir placas de chumbo no interior.</p><p>• Blindagem das áreas:</p><p>As salas de raios-x devem ser blindadas com chumbo ou equivalente em barita. Pisos e</p><p>tetos em concreto podem ser considerados como blindagens, dependendo da espessura</p><p>da laje, tipo concreto (vazado ou não), distância da fonte, geometria do feixe e fator de</p><p>ocupação das Éreas acima e abaixo da sala de raios-x. O chumbo possui densidade 11,35</p><p>g/cm3, o concreto de 2,2 g/cm3. A escolha do uso da massa baritada com relação ao</p><p>lençol de chumbo estão em geral relacionada à minimização de custo.</p><p>Barreiras físicas contra radiações</p><p>ionizantes</p><p>- Janelas - as janelas devem ser de vidro plumbífero e escuro. Estes ambientes</p><p>“carecem de condições especiais de iluminaçÅo, pois necessitam de obscuridade”.</p><p>- Ventilação - a renovação de ar das salas de exames radiológicos e fluoroscópicos deve</p><p>ser feita pelo sistema de ar condicionado, dentro das exigências bÉsicas destacadas nos</p><p>projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saíde.</p><p>- Instalação elétrica - a instalação elétrica nas salas de exames radiográficos ou</p><p>fluoroscópicos está na dependência “da especificação ditada pelo fabricante dos</p><p>equipamentos que nela serão instalados”. Este ambiente deve ser provido de sistema</p><p>elétrico de tensão diferenciada dos demais. Deve possuir, ainda, sinalização luminosa</p><p>instalada logo acima das portas de acesso às salas de exames radiológicos, para indicar o</p><p>momento em que está sendo acionado o feixe de raios-X do exame que está sendo</p><p>realizado, o que serve de alerta a todos os componentes das equipes, para não entrarem</p><p>nas salas. As salas de exames devem conter apenas mobiliários e outros equipamentos</p><p>indispensáveis, de preferência constituídos de material de peso atômico baixo.</p><p>- Laboratório de processamento de chapas ou filmes – É dividido em câmara escura e</p><p>câmara clara. Quando for exigida câmara escura para o processo de revelação, este</p><p>local deve ser dotado de um sistema próprio para exaustão de vapores e gases. Sua</p><p>Érea mínima deve ser de 5m2.</p><p>- Câmara clara - é a sala no serviço de radiologia destinada a avaliação das</p><p>radiografias pelos médicos ou profissionais da Érea de radiologia (técnicos ou</p><p>tecnólogos) . A câmara clara tem a presença da luz natural.</p><p>- Câmara escura - é a sala no serviço de radiologia no qual no seu interior</p><p>desenvolvem-se os processos de manuseio e revelação das películas</p><p>radiográficas. Caracteriza-se pela ausência de luz natural e presença de luz</p><p>artificial de baixa intensidade (luz de segurança). Deve ser localizada, de</p><p>preferência, entre as salas de exame ou mais próximo possível delas,</p><p>encurtando o deslocamento dos profissionais e evitando o desperdício de</p><p>tempo.</p><p>- A câmara escura pode ser dividida em: parte seca e parte úmida.</p><p>- PARTE SECA: Destinada ao manuseio e guarda das películas e chassis radiográficos. A</p><p>parte seca da câmara escura estão constituída de um balcão com gaveta basculante,</p><p>com divisórias para guardar o filme. O Balcão serve para colocar o chassi na hora de</p><p>carregar e descarregar. Há serviços que distribuem a caixa de filmes em cima do</p><p>balcão, outros usam a gaveta basculante.</p><p>Componentes da parte seca:</p><p> Balcão - local onde se guarda os filmes virgens. Utilizado também no manuseio das</p><p>películas e chassis;</p><p> Chassis - estojo metálico ou de plástico que tem como função proteger o filme fora do</p><p>ambiente de iluminação de segurança;</p><p> Porta chassis - é uma estante com divisórias, para guardar os chassis em posição</p><p>vertical, normalmente acima do balcão.</p><p> Passador de chassis basculante - acessório que comunica a sala de exames com a</p><p>câmara escura. Ele se divide em filmes batidos e filmes virgens. Quando um operador de</p><p>câmara escura abre uma das partes (batidos ou virgens), por dentro da sala de câmara</p><p>escura, o técnico não consegue abri-lo pela sala de exames e vice versa. Isto serve para</p><p>que não ocorra a entrada de luz na câmara escura. Deve ter suas paredes revestidas por</p><p>material absorvedor de rx (chumbo), a fim de evitar radiação dispersa na câmara escura.</p><p>Deve ser posicionado o mais distante possível da fonte de rx.</p><p> Colgadura - acessório utilizado para fixaçÅo das películas para o procedimento manual.</p><p>São armações metálicas com presilhas superiores e inferiores. Constituída de aço inox,</p><p>evita a corrosÅo.</p><p> Porta colgadura - são pedaços de madeira ou ferro, preso a parede com finalidade de</p><p>pendurar a colgadura, evitando que as mesmas fiquem espalhadas pelo chão.</p><p> Luz de segurança – devem-se utilizar luminárias de cor ãmbar (alaranjados), com uma</p><p>potência de 6,5 a 10w. A luminária deve ser posicionada a uma distãncia do balcão de</p><p>120 cm. Lembre-se que o filme radiográfico após ser exposto ao rx torna-se mais</p><p>sensíveis a incidência de luz, portanto o seu manuseio deve ser o mais rápido possível.</p><p>Existe também a luz branca utilizada para limpeza dos tanques, preparo de químicos e</p><p>limpeza geral.</p><p> PARTE ÚMIDA: formada por tanque de revelação, fixação e lavagem; toalha; torneira e</p><p>acessórios.</p><p> Tanque de revelação: é um tanque de aço inox ou plástico, normalmente de 20 a 40</p><p>litros, contendo em seu interior</p><p>substâncias reveladoras.</p><p> Tanque de fixação: é idêntico ao anterior, só que as substâncias encontradas em seu</p><p>interior são fixadoras.</p><p> Tanque de lavagem: é idêntico ao anterior, só que bem maior e em seu interior</p><p>contém Égua corrente, para que não haja impregnação de substâncias químicas, a qual</p><p>poderia manchar as radiografias.</p><p> Acessórios:</p><p> Termômetro e timer: destinado ao controle de temperatura e tempo de revelação, no</p><p>processo manual. A tabela de controle da temperatura e tempo encontra-se</p><p>obrigatória conforme a norma 453/98. No processo automático o tempo e temperatura</p><p>também devem ser medidos e averiguados com frequência. A temperatura na câmara</p><p>escura deve variar entre 18 e 24ºC, para melhor conservação dos filmes e</p><p>processamento das radiografias.</p><p> Higrômetro: utilizado para medir umidade relativa do ar na câmara escura, que deve</p><p>ser por volta dos 50%.</p><p> Atualmente, a revelação de filmes radiográficos é feita em máquinas automáticas. Tais</p><p>máquinas substituem as câmaras escuras e funcionam em sistema computadorizado.</p><p>Por isso, são mantidas em ambiente conhecido como câmara clara, que deve ser</p><p>provido de armário para acondicionamento de filmes radiográficos virgens. No projeto</p><p>de instalação predial de esgoto sanitário, tanto a câmara escura como a clara, devem</p><p>ser providas de caixa de separação de prata.</p><p> - Sala de interpretação de laudos - esta sala destina-se aos médicos radiologistas, para</p><p>interpretação das imagens e emissão de laudos dos exames realizados. Deve estar</p><p>provida de recursos tecnológicos básicos que possibilitam a agilização desse processo.</p><p>Deve ter àrea mínima de 6m2.</p><p> Sala para depósito de equipamentos e materiais - este local é destinado a guardar os equipamentos</p><p>móveis e de outros materiais, como: aspirador, carro de anestesia, cilindros de gases, suporte de</p><p>soro, etc.</p><p> Sala de utilidades - esta sala deve ser provida de armário para guardar roupas, medicamentos e</p><p>materiais esterilizados.</p><p> Área de expurgo - destina-se ao processo de limpeza e desinfecção dos materiais utilizados durante</p><p>os exames radiológicos. Deve ser provida de pias com balcão e de recipientes próprios para a</p><p>imersão de materiais. Deve possuir, também, um sistema para descartar as secreções dos frascos</p><p>dos aspiradores.</p><p> Área para guardar materiais de limpeza - nesta área devem estar guardados os</p><p>aparelhos, utensílios e produtos de limpeza usados na Unidade.</p><p> Sala de estar com sanitário para funcionários.</p><p> Área para guardar macas e cadeiras de rodas.</p><p> Copa para funcionários.</p><p> As salas de exame com comando e telecomandos, de interpretação de laudos, de</p><p>serviços, preparo de pacientes, indução anestésica e recuperação de exames são</p><p>consideradas ambientes funcionais, enquanto as demais salas e áreas, ambientes de</p><p>apoio. A copa e a área para guardar cadeiras e macas não são ambientes</p><p>obrigatórios.</p><p>Organização dos recursos humanos na</p><p>unidade de radiologia ou</p><p>radiodiagnóstico</p><p> A Unidade de Radiologia ou radiodiagnóstico é um setor altamente especializado.</p><p>Envolve a manipulação e operação de equipamentos complexos e que utilizam como</p><p>fonte de energia a radiação ionizante que – consequentemente – pode produzir graves</p><p>danos à saúde humana. Sendo assim, os responsáveis por este setor só podem contratar</p><p>pessoal qualificado e devidamente habilitado no exercício legal da profissão.</p><p> EQUIPE MULTIPROFISSIONAL</p><p> A equipe multiprofissional atuante na Unidade de radiologia ou Radiodiagnóstico é</p><p>composta pelas equipes de radiologistas, de proteção radiológica e de enfermagem.</p><p>Cada uma delas desempenha atividades específicas em sua prática profissional, e a</p><p>interação entre as mesmas é fundamental, pois culmina em trabalho de equipe</p><p>harmonioso e produtivo.</p><p> EQUIPES DE RADIOLOGISTAS</p><p> Esta equipe é formada por radiologista de nível superior (sendo que podem, ou não,</p><p>ser médicos), técnicos em radiologia (de nível médio), ambos com qualificações</p><p>exigidas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear e auxiliares de câmara escura.</p><p> Médico Radiologistas: Médico de formação generalista, registrado no competente</p><p>Conselho Regional de Medicina e com título de especialização obtido junto ao Colégio</p><p>Brasileiro de Radiologia (CBR) e Diagnósticos por Imagem. Entre suas principais</p><p>atribuições destacam-se: supervisionar a proteção radiológica; realizar procedimentos</p><p>radiológicos de intervenção; realizar e/ou supervisionar exames radiológicos realizados</p><p>com meios de contraste; supervisionar a realização de exames radiológicos nos</p><p>diversos equipamentos; emitir laudos médicos em todos os procedimentos radiológicos</p><p>realizados dentro ou fora do setor. Outras competências deste profissional:</p><p> Executar e/ou supervisionar exames radiológicos, orientando os médicos residentes, no</p><p>caso de hospital-escola, e o técnico em radiologia (nível médio) quanto à área</p><p>específica de radiação, bem como a dose da mesma.</p><p> Prescrever substâncias contrastantes ou radiopacas, de uso oral ou injetável, a serem</p><p>administradas para facilitar a visibilidade de estruturas internas em exames</p><p>radiográficos ou fluoroscópicos.</p><p> Avaliar os pacientes com antecedentes alérgicos, antes de submetê-los a exame com o</p><p>uso de contraste, e atender as possíveis intercorrências intra e pós-procedimento.</p><p> Avaliar os achados radiográficos e descrevê-lo em laudos.</p><p> Participar de atividades assistenciais, de ensino e pesquisa.</p><p> Desenvolver atividades de assistência em equipe com os médicos anestesistas.</p><p> OBS.: Os médicos radiologistas podem não pertencer ao Departamento de Diagnóstico</p><p>por Imagem da instituição. A participação destes, não só na Unidade de</p><p>radiodiagnóstico, mas também nas de Tomografia Computadorizada, Ultrassonografia,</p><p>Ressonância Magnética e Medicina Nuclear pode ocorrer em dias e horários</p><p>determinados, a partir de planejamento pré- estabelecido entre este departamento e</p><p>o de Anestesiologia.</p><p> Biomédicos: São profissionais graduados em Biomedicina. Sua principal atribuição é</p><p>trabalhar com análises clínicas e bancos de sangue, porém os biomédicos especialistas</p><p>em Biofísica, Imagenologia ou Radiologia trabalham em clínicas, hospitais ou centros</p><p>de diagnóstico por imagem tendo a função de preparar o paciente, elaborar o plano de</p><p>irradiação, gerenciar banco de imagens, programar e operar equipamentos de</p><p>Ressonância Magnética, Tomografia Computadorizada, Medicina Nuclear, Radioterapia,</p><p>entres outros, além de poder ser o responsável pelo controle de qualidade e</p><p>radioproteção (de acordo com as normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear -</p><p>CNEN e Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA)</p><p> Físicos-médicos: São profissionais em Física que exercem funções em Medicina.</p><p> O físico médico pode atuar em diversos ramos: como professor de instituição de ensino</p><p>superior; como pesquisador de centros e instituições, gerando novos conhecimentos e métodos</p><p>para serem utilizados em diagnóstico, tratamento e processos relacionados à área médica; e</p><p>trabalhando em centros médicos (clínicas e hospitais), onde atua lado a lado com outros</p><p>profissionais da área de saúde, ou em empresas de desenvolvimento e comercialização de</p><p>equipamentos médico-hospitalares, atuando na área técnica.</p><p> O campo de atuação do Físico-Médico é diversificado, pois ele trabalha, principalmente, nas</p><p>áreas de Radiobiologia Clínica e epidemiológica, Radiologia Diagnóstica (faz uso da radiação X</p><p>para a obtenção de informações anatômicas e/ou funcionais do corpo</p><p> Radioterapia (faz uso da radiação ionizante no tratamento das neoplasias malignas),</p><p>Medicina Nuclear (faz uso de radionuclídeos para fins de diagnóstico e terapia),</p><p>Radiocirurgia, Biomagnetismo, Proteção Radiológica e Metrologia das Radiações</p><p>Ionizantes. Este profissional desenvolve atividades que vão desde a instalação,</p><p>manutenção e controle de qualidade dos mais diversos equipamentos, como também dos</p><p>serviços de saúde prestados à comunidade. Determinam planos de terapias e controle de</p><p>radiações, apontando q uando há riscos para os trabalhadores, pacientes, indivíduos</p><p>do público e meio ambiente.</p><p> Pode trabalhar também em empresas especializadas na prestação de serviços de controle</p><p>da qualidade de equipamentos de alto teor tecnológico, em projetos de controle da</p><p>radiação (transporte de material radioativo, cálculo de barreira/proteção radiológica),</p><p>em institutos controladores e reguladores de radiação ionizante, em órgãos de</p><p>vigilância sanitária e na indústria de equipamentos de diagnóstico e terapia. Existe</p><p>ainda a possibilidade de ministrar cursos de formação de pessoal técnico qualificado,</p><p>como técnicos e tecnólogos em radiologia, entre outros profissionais da área da</p><p>saúde.</p><p> O físico médico é indispensável no planejamento radioterápico, no desenvolvimento,</p><p>controle e emprego de equipamentos como mamógrafos, tomógrafos de raios X,</p><p>aparelhos de ressonância magnética nuclear, cintilografia, entre outros, e no uso de</p><p>técnicas que empregam laser, podendo atuar ainda na proteção radiológica de</p><p>trabalhadores da área de saúde e do público em geral. O físico médico é responsável</p><p>pela otimização dos protocolos de aquisição de imagens e dosimetria, garantindo a</p><p>segurança radiológica dos pacientes e a qualidade diagnóstica das imagens. Ele é</p><p>capacitado a avaliar, por exemplo, a eficiência de blindagens em setores que utilizam</p><p>equipamentos com fontes de radiação, e, com pós-graduação, a trabalhar em</p><p>universidades e centros de pesquisa.</p><p> No campo da pesquisa, os físico-médicos em conjunto com profissionais das mais diversas</p><p>áreas, por exemplo, biólogos,</p><p> engenheiros e médicos, trabalham no aperfeiçoamento dos equipamentos e em novas</p><p>técnicas de planejamento e tratamento de doenças.</p><p> Consequentemente, os profissionais d e Física Médica são indispensáveis na utilização de</p><p>tecnologias de ponta, por exemplo,</p><p> aceleradores lineares clínicos, tomógrafos gama, sistema de braquiterapia de alta taxa de</p><p>dose, ressonância magnética, entre outros.</p><p> Biólogos: são profissionais graduados em Biologia. Na área da radiologia atuam na</p><p>radiobiologia, ou seja, estuda os efeitos da radiação nos organismos vivos. Os pacientes</p><p>submetidos à radioterapia são acompanhados pelos biólogos que avaliam, por exemplo, o</p><p>estado de saúde dos mesmos, possíveis mutações, reações aos medicamentos da</p><p>quimioterapia, queimaduras, etc.,</p><p> além de atuarem observando aspectos organizacionais, gestão de recursos humanos, controle</p><p>da radioproteção e no ensino e formação.</p><p> Tecnólogos (graduados em radiologia):</p><p> Profissionais com formação especializada em técnicas radiológicas em nível de</p><p>graduação (tecnólogo). Devem estar registrados no Conselho Regional de Técnicos em</p><p>Radiologia (CONTER) da jurisdição em que pretendem trabalhar. Entre suas principais</p><p>atribuições destacam-se: realizar exames radiológicos simples ou com meio de</p><p>contraste sob a supervisão do médico radiologista; operar os diversos métodos de</p><p>obtenção de imagens em CDI, com destaque para: radiologia convencional, radiologia</p><p>especializada, tomografia computadorizada, exames radiológicos no leito e centro</p><p>cirúrgico, hemodinâmica e ressonância magnética. Como técnico científico de nível</p><p>superior, o profissional conhece e opera com destreza, equipamentos na área de</p><p>Radiodiagnóstico e também nas áreas de Radiologia Industrial (atividades relativas a</p><p>radioproteção e controle de qualidade); Radioterapia (procedimentos radioterápicos);</p><p>Radiologia de Salvaguardas (controle de equipamentos, proteção radiológica e pessoas</p><p>a serem atendidas); Radiologia na área de Alimentos e Esterilização de Materiais. O</p><p>Tecnólogo poderá atuar ainda na administração de serviços radiológicos e gestão de</p><p>qualidade.</p><p> São ainda atribuições dos tecnólogos:</p><p> Coordenar e supervisionar as atividades ligadas ao setor de imagem;</p><p> Prover a unidade de recursos humanos e materiais;</p><p> Acompanhar a avaliação de desempenho dos componentes de sua equipe;</p><p> Realizar atividades referentes a escolas e transferência de pessoal;</p><p> Participar de reuniões e tomadas de decisões com a chefia administrativa do</p><p>Departamento de Diagnóstico por Imagem, em relação à assistência a ser prestada.</p><p> Colaborar com o serviço de educação continuada, promovendo reuniões científicas e</p><p>informativas para a equipe de radiologistas, bem como cursos de reciclagem e</p><p>atualização. Acompanhar estagiários de área de radiologia.</p><p> Manter bom relacionamento com os serviços de apoio.</p><p> Incentivar a participação dos componentes em congressos, realizar atividades de</p><p>pesquisa em conjunto com os técnicos em radiologia e médicos;</p><p> Executar e/ou supervisionar exames radiológicos orientando os técnicos em radiologia</p><p>quanto à área específica de radiação, bem como a dose da mesma.</p><p> Campo de atuação:</p><p> Hospitais, clínicas, indústrias, aeroportos, construção civil e todo setor que utilize raios-</p><p>X para obtenção de imagem, elucidando diagnósticos ou investigando através de achados</p><p>radiológicos;</p><p> Atuar na supervisão de dosimetria dos equipamentos assim como na radioproteção;</p><p> Elaborar planos de manutenção dos equipamentos.</p><p> Técnicos em radiologia (nível médio):</p><p> São atribuições do técnico:</p><p> Ligar o aparelho de raios-X, seu funcionamento e a temperatura da sala.</p><p> Verificar o tipo de exame e as posições solicitadas na requisição, para selecionar o</p><p>dispositivo de contenção do filme ou chassi radiográfico adequado.</p><p> Orientar e/ou posicionar o paciente para o exame radiográfico, relatando, por escrito,</p><p>as intercorrências relacionadas com a posição e colaboração do mesmo.</p><p> Executar ou avaliar na realização de exames, observando a “aferição, ajuste e</p><p>operação dos equipamentos destinados a radioproteção”.</p><p> Identificar os chassis radiográficos e encaminhá-los ao laboratório de processamento</p><p>de radiografias aguardar a avaliação da qualidade das imagens, de modo a repeti-las,</p><p>se preciso.</p><p> Acondicionar as radiografias em envelope identificado, entregando-o ao paciente ou</p><p>encaminhando-o à sala de interpretação de laudos.</p><p> Realizar exames radiográficos de pacientes das Unidades de Internação, de Terapia</p><p>Intensiva e Pronto-Socorro, impossibilitados de serem locomovidos até a Unidade de</p><p>radiologia ou Radiodiagnóstico e, também, no Centro Cirúrgico.</p><p> Auxiliares de câmara escura:</p><p> Esses profissionais de nível primário atuam exclusivamente nas áreas de câmara clara e</p><p>escura, nos processos de revelação de filmes radiológicos e sua organização e no</p><p>encaminhamento de exames já realizados. O profissional Auxiliar de Radiologia</p><p>também está obrigado à inscrição e registro profissional no CONTER. Está cada vez</p><p>mais escasso este profissional.</p><p> Suas atribuições são:</p><p> Preparar as soluções reveladoras e fixadoras para uso.</p><p> Revelar os filmes expostos aos raios-X ou fotografados pela operadora multiformato,</p><p>por intermédio de operação manual ou automática.</p><p> Recarregar os chassis radiográficos ou os recipientes do tipo maleta (supplies) na</p><p>tomografia computadorizada ou ultra- sonografia.</p><p> Colocar na manutenção dos chassis.</p><p> Responsabilizar-se pela limpeza do aparelho de revelação.</p><p> Zelar pela conservação do ambiente.</p><p> É importante ressaltar que algumas instituições estão utilizando mão-de-obra de</p><p>pessoas deficientes visuais para exercer atividade nos laboratórios de processamento</p><p>de chapas ou filmes, principalmente em câmara escura.</p><p> EQUIPE DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA</p><p>A esta equipe compete:</p><p> Fazer "controle de trabalhadores, áreas, meio ambiente e população, fontes de</p><p>radiação e de rejeitos, e de equipamentos, realizar treinamento de trabalhadores,</p><p>registrar dados e preparar relatórios".</p><p> EQUIPE DE ENFERMAGEM</p><p>A equipe de enfermagem é composta de enfermeiro, técnico de enfermagem e auxiliar de</p><p>enfermagem.</p><p> ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA UNIDADE DE RADIOLOGIA</p><p>• ENFERMEIRO CHEFE DE SERVIÇO</p><p>Compete a este enfermeiro:</p><p> Prover as Unidades de recursos humanos e materiais.</p><p> Revisar as escalas mensais e de férias de sua equipe, com o objetivo de</p><p>visualizar o remanejamento, entre as Unidades, quando se fizer necessário.</p><p> Acompanhar a avaliação de desempenho dos componentes</p><p>de sua equipe.</p><p> Realizar atividades administrativas referentes às escalas e transferências de</p><p>pessoal, conforme Normas do Departamento Pessoal.</p><p> Encaminhar ao Departamento de pessoal as modificações de horário e de Unidade</p><p>dos funcionários que estão sob sua supervisão.</p><p> Participar de reuniões e tomada de decisões com a chefia administrativa do</p><p>Departamento de Diagnóstico por Imagem, em relação à assistência a ser prestada.</p><p> Manter a diretoria de enfermagem informada sobre os problemas e resoluções das</p><p>Unidades do Departamento de Diagnóstico por Imagem, participando de reuniões</p><p>programadas.</p><p> Colaborar com a Diretoria de Enfermagem e Serviço de Educação Continuada na</p><p>elaboração e revisão de rotinas, normas e procedimentos de enfermagem, quando</p><p>solicitado.</p><p> Promover reuniões científicas e informativas para a equipe de enfermagem, bem</p><p>como cursos de reciclagem e atualização.</p><p> Recepcionar os estagiários de enfermagem e medicina na Unidade e, na medida do</p><p>possível, colaborar no ensino avaliação dos mesmos.</p><p> Manter bom relacionamento com os serviços de apoio e assessoria. Incentivar a</p><p>participação dos componentes de sua equipe em cursos e congressos, visando ao</p><p>aprimoramento científico.</p><p> Executar atividades de pesquisa em conjunto com os demais enfermeiros do</p><p>Departamento de diagnóstico por Imagem.</p><p> Colaborar com enfermeiros das Unidades de Diagnóstico por Imagem no</p><p>planejamento de atividades assistenciais, visando melhorar a qualidade da assistência de</p><p>enfermagem.</p><p> Do ponto de vista administrativo, o enfermeiro chefe de serviço é responsável</p><p>pela coordenação de todas as Unidades que compõem o Departamento de</p><p>Diagnóstico por Imagem.</p><p> ENFERMEIRO</p><p>Ao enfermeiro compete:</p><p> Receber e passar o plantão.</p><p> Distribuir as atividades aos componentes da equipe de enfermagem, em cada turno</p><p>de trabalho, estabelecendo o rodízio entre as salas de exame.</p><p> Supervisionar a limpeza e a ordem nas salas de exame e na Unidade em geral.</p><p> Controlar o fluxo de pacientes a serem atendidos, agilizando o andamento dos</p><p>exames e tentando solucionar os problemas que interferem nos mesmos.</p><p> Prestar assistência aos pacientes graves durante a permanência destes na Unidade.</p><p> TÉCNICO EM ENFERMAGEM e AUXILIAR DE ENFERMAGEM</p><p>Suas atribuições são:</p><p> Realizar atividades administrativas de enfermagem, sempre que solicitado pelo</p><p>enfermeiro ou em sua ausência.</p><p> Prestar cuidados de enfermagem aos pacientes durante a permanência destes na</p><p>Unidade, em colaboração com o enfermeiro e assumindo os cuidados em sua ausência.</p><p> Participar de cursos de reciclagem e atualização.</p><p> Zelar pela conservação do material permanente, limpeza e ordem da Unidade.</p><p> Participar da passagem de plantão.</p><p> Checar a programação dos exames a serem realizados na sala sob sua responsabilidade.</p><p> Verificar, diariamente, as condições de limpeza da sala de exames, antes do início do</p><p>período de trabalho.</p><p> Checar o funcionamento de aparelhos, tais como aspirador, foco de luz, fonte de oxigênio</p><p>e outros que se fizerem necessários na sala.</p><p> Comunicar à enfermeira os problemas relacionados à limpeza da sala, falta ou quebra de</p><p>aparelhos, para que possam ser tomadas as devidas providências.</p><p> Planejar os materiais a serem utilizados durante os exames e colocá-los na sala, tais</p><p>como aventais para os pacientes, toucas, para os pés, lençóis, suporte de soro, luvas de</p><p>procedimento e outros.</p><p>.</p><p> Suprir a sala de materiais esterilizados necessários e específicos aos exames a serem</p><p>realizados, bem como de medicamentos, tomando cuidados especiais com as substâncias</p><p>contrastantes.</p><p> Manter em ordem o carro de anestesia.</p><p> Verificar se há aventais plumbíferos (de chumbo) e protetores para a tiroide em</p><p>número suficiente para uso da equipe.</p><p> Conduzir o paciente à sala de exame, auxiliando-o na troca de roupa e, também, na</p><p>remoção de pertences ou objetos radiopacos que possam prejudicar o exame, entregando-os aos</p><p>acompanhantes ou acondicionando-os e local apropriado para posterior devolução.</p><p> Posicioná-lo na mesa, segundo orientação do médico radiologista ou técnico em</p><p>radiologia, mantendo-o mais confortável possível e observando os cuidados no posicionamento</p><p>de dreno ou sonda, se houver, bem como de proteção de gônadas nas crianças.</p><p> Cuidar para o paciente grave não permaneça só na sala de exames, nem por um instante.</p><p> Proteger-se, vestindo o avental e o colar de proteção radiológica, e auxiliar a equipe</p><p>durante o exame: circulando a sala, atendendo as necessidades de medicamentos e materiais</p><p>esterilizados, e observando as condições do paciente. Algumas situações exigem a permanência</p><p>de um acompanhante na sala, para ajudar na contenção do paciente. Nestes casos, este deve,</p><p>estar protegido com aventale luvas plumbíferas.</p><p> Ajudar o paciente a se vestir, ao término do exame, e proporcionar-lhe meios para se</p><p>higienizar, se necessário.</p><p> Encaminhá-lo a sala de espera, após o exame, devolvendo-o aos seus familiares, ou até</p><p>que seja transportado de volta a Unidade de origem.</p><p> Remover materiais usados em biópsias ou punções e promover a desinfecção e limpeza</p><p>dos mesmos, segundo as orientações da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.</p><p> Retirar da sala os medicamentos (contrastes) que não foram utilizados e guardá-los em</p><p>local apropriado.</p><p> Remover, também, os equipamentos e colocá-los nos devidos lugares, após limpá-los.</p><p> Limpar e colocar os aventais plumbíferos em cabides apropriados existentes na sala e</p><p>mantê-los sobre superfície horizontal.</p><p> Fazer a limpeza concorrente da sala e prepará-la para o próximo exame, na manutenção</p><p>da ordem.</p><p> Ajudar na manutenção da ordem na Unidade em geral.</p><p> Organização hospitalar</p><p> O HOSPITAL</p><p> ORIGEM</p><p> O termo Hospital tem sua origem no Latim – hospitale, adjetivo derivado de hospes (hóspede, viajante,</p><p>estrangeiro), significando aquele que dá o agasalho ou que hospeda. Do primitivo latim, originaram-se os</p><p>termos hospital e ospedale, aceitos em diversos países. Ao pé da letra pode-se dizer que é o local onde</p><p>se hospedam pessoas. Obviamente, estas se tornam hóspedes para realizar algum tratamento médico.</p><p> A terminologia mais utilizada relacionava-se com o grego latinizado Hospitum: lugar que recebia</p><p>enfermos incuráveis ou insanos.</p><p> CONCEITO DE HOSPITAL</p><p> É uma instituição destinada ao diagnóstico e tratamento de internos e externos servindo ao</p><p>mesmo tempo para: prevenção contra doenças; promoção da saúde; pesquisa; ensino de</p><p>nutrição, medicina, enfermagem, fisiologia, odontologia, radiologia, assistência social e</p><p>outros profissionais da equipe de saúde.</p><p> “Hospital é a parte integrante de um sistema coordenado de saúde, cuja função é dispensar à</p><p>comunidade completa assistência médica, preventiva e curativa, inclusive serviços extensivos</p><p>à família, em seu domicílio e ainda certo treinamento médico e para-médico, e de pesquisa</p><p>biossocial”.</p><p> Assim conceituado, percebe-se que o hospital é uma instituição dotada de planta física,</p><p>organização administrativa e equipamentos, capaz de receber o paciente, acomodá-lo, tratá-</p><p>lo e devolvê-lo à comunidade em condições satisfatórias de saúde.</p><p> O hospital, por sua vez, tem acompanhado o avanço da tecnologia médica e passou a</p><p>considerar o ser paciente, não mais como matéria-prima para produzir serviços de saúde, mas</p><p>sob o prisma social e econômico do indivíduo em relação à comunidade.</p><p> Assim, o hospital é a casa em que o hóspede é pessoa especial, um membro para o qual a</p><p>comunidade tem deveres, inclusive o de promover a sua completa reintegração social mais do</p><p>que a recuperação somática, psíquica ou psicossomática.</p><p> Hospital é uma instituição devidamente aparelhada em pessoal e material destinada ao</p><p>diagnóstico e tratamento de pessoas que necessitam de assistência médica e cuidados de uma</p><p>equipe multidisciplinar.</p><p> Como alguns dos setores do hospital desenvolvem tarefas tão características, que fora dele</p><p>têm frequentemente vida</p><p>autônoma, a organização hospitalar torna-se o somatório de hotel,</p><p>lavanderia, farmácia, escola, centro comunitário, além de centro de atendimento curativo e</p><p>preventivo.</p><p> A caracterização funcional de uma organização hospitalar faz com que ela seja considerada um</p><p>sistema social aberto, onde estão atuando outros subsistemas técnicos representados pelas</p><p>especializações dos conhecimentos e habilidades de profissionais como médicos, odontólogos,</p><p>enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, técnicos entre outros. Em conseqüência, nenhuma pessoa</p><p>ou grupo é responsável completamente pelo sucesso ou pela qualidade da experiência completa</p><p>do paciente, uma vez que os profissionais são responsáveis por parte do processo, não havendo</p><p>uma prestação de contas de todo o ciclo.</p><p> Os hospitais são organizações profissionais, que, para tudo funcionar, depende da capacitação e</p><p>do conhecimento de seus executores; portanto, os seus resultados não podem ser facilmente</p><p>medidos ou padronizados, uma vez que dependem fortemente da relação profissional/usuário.</p><p> Os hospitais são típicas organizações prestadoras de serviços, de grande utilidade e importância</p><p>para a comunidade em geral. Além de algumas pessoas terem como trabalho o cotidiano</p><p>hospitalar, é lá que muitas pessoas buscam ajuda nos momentos fundamentais – e também os</p><p>mais difíceis – de suas vidas.</p><p> O hospital também deve ser visto sob o ângulo econômico, conforme lembra J. K. Owen: “O</p><p>hospital deve trabalhar 365 dias do ano e, muito embora, seja olhado como instituição</p><p>humanitária, encontra os mesmos problemas econômicos das indústrias”. Constitui-se também</p><p>como centro de educação, capacitação de recursos humanos e pesquisa científica.</p><p> CLASSIFICAÇÃO</p><p>São classificados sob vários aspectos:</p><p>a) Quanto ao número de leitos:</p><p>• HOSPITAL DE PEQUENO PORTE - 25 a 49 leitos.</p><p>• HOSPITAL DE MÉDIO PORTE - 50 a 149 leitos.</p><p>• HOSPITAL DE GRANDE PORTE - 150 a 500 leitos</p><p>• Hospital de porte ESPECIAL ou extra - acima de 500 leitos.</p><p>b) Quanto ao tipo de assistência ou ao ponto de vista clínico, o hospital pode ser:</p><p>GERAL – são aqueles destinados a receber pacientes portadores de doenças de várias</p><p>especialidades; destinado à prestação de atendimento nas especialidades básicas, por especialistas</p><p>e/ou outras especialidades médicas. Pode dispor de serviço de Urgência/Emergência e habilitações</p><p>especiais.</p><p>ESPECIALIZADO - são aqueles destinados a internar e prestar cuidados especializados a</p><p>determinados tipos de doenças; destinado a prestação de assistência à saúde em uma única</p><p>especialidade/área. Pode dispor de serviço de Urgência/Emergência. Geralmente de referência</p><p>regional, macro regional ou estadual.</p><p>c) Quanto ao ponto de vista administrativo:</p><p>municipal</p><p>OFICIAL estadual</p><p>federal</p><p>O hospital é mantido por órgãos da administração (centralizada ou descentralizada) federal,</p><p>estadual e municipal, pelas sociedades de economia mista ou por fundação.</p><p> É mantido por instituições particulares ou pessoa jurídica de direito privado. Pode ser:</p><p> Hospital lucrativo: objetiva o lucro da empresa compensando o emprego do capital com</p><p>distribuição de dividendos.</p><p> Hospital não lucrativo: não objetiva o lucro, não remunera os administradores (as pessoas</p><p>jurídicas), não distribui benefícios a qualquer título. Apenas aplica integralmente os recursos</p><p>na manutenção, que tenha idênticos objetivos sociais.</p><p> Hospital filantrópico: é o hospital particular não lucrativo que, de acordo com o Decreto nó</p><p>1840, de 20 de julho de 1973, proporciona assistência gratuita a um quinto do total de seus</p><p>serviços. Apresenta ainda o seguinte: “nÄo concebe remuneraçÄo, gratificaçÄo, vantagem ou</p><p>benefício de qualquer espÉcie e a qualquer título, a dirigentes superiores, diretores, sócio,</p><p>irmÄos ou outras pessoas, salvo aquelas com as quais mantÉm vínculos legais de empregador”.</p><p>.PARTICULAR</p><p>Lucrativo</p><p>filantrópico</p><p>não-lucrativo</p><p>beneficente</p><p> Hospital beneficente: é o hospital particular não lucrativo, cuja finalidade é prestar assistência</p><p>hospitalar a um grupo específico de pessoas a respectivos dependentes que contribuem como</p><p>associados, cujos atos de constituição especifiquem sua clientela. Não é permitida a distribuição</p><p>de dividendos, devendo seus recursos financeiros ser aplicados em benefício da própria</p><p>instituição.</p><p>d) Nível de competência (nível de serviços médicos):</p><p> Hospital primário: profilaxia (prevenção), clínica básica.</p><p> Hospital secundário: básico, sem recursos avançados.</p><p> Hospital terciário: nível tecnológico desenvolvido.</p><p> À medida que aumenta o nível de serviços médicos, aumentam o nível de capacitação dos</p><p>recursos humanos e a sofisticação tecnológica dos equipamentos.</p><p>Grupo etário:</p><p>• Hospital infantil: destina-se assistir pacientes com idade de até doze anos, podendo essa faixa</p><p>etária máxima variar em alguns hospitais.</p><p> Hospital geriátrico: destina-se a assistir pacientes idosos.</p><p> Hospital de adultos: destina-se a assistir o paciente adulto.</p><p>e) De acordo com o tempo de permanência do paciente:</p><p>Hospitalde crônicos.</p><p>Hospital de agudos, curta permanência ou Hospital -</p><p>dia.</p><p>Hospitalde l onga permanência.</p><p> Hospital de crônicos: é aquele que se destina a prestar assistência a pacientes, cujo quadro</p><p>clínico se tenha estabilizado.</p><p> Hospital de longa permanência: é aquele cuja permanência é prolongada por moléstia grave ou</p><p>de prognóstico negativo, tendo geralmente uma média de sessenta dias. É o caso dos hospitais</p><p>de psiquiatria, tisiologia e outros com características semelhantes.</p><p> Hospital de agudos ou de curta permanência: é aquele cuja permanência em média não</p><p>ultrapassa a trinta dias. É o caso das situações médicas de emergência ou moléstias</p><p>agudas.</p><p>De acordo com a edificação ou estrutura:</p><p>Pavilhonar, multibloco, horizontal ou vertical.</p><p> Hospital pavilhonar: é o hospital cujos serviços se apresentam distribuído por edificações</p><p>isoladas de pequeno porte, podendo ou não estar interligadas.</p><p> Hospital multibloco: é o hospital cujos serviços encontram-se distribuídos por edificações de</p><p>médio ou grande porte, que podem ou não estar interligadas.</p><p> Hospital horizontal: é o hospitalem que há predominância de sua dimensão horizontalsobre a</p><p>vertical.</p><p> Hospital vertical: é o hospitalem que há predominância de sua dimensão verticalsobre a</p><p>horizontal.</p><p>FUNÇÕES DO HOSPITAL</p><p> A Organização Mundial de Saúde (OMS) explica: hospital é uma parte integral de uma</p><p>organização médica e social, cuja função é prover completa assistência de saúde à população,</p><p>curativa e preventiva, e cujos serviços de ambulatório atingem até a família e seu meio</p><p>ambiente. É também, um centro de ensino por excelência, bem como à pesquisa biossocial.</p><p> As funções são da seguinte forma:</p><p>• Função restaurativa: diagnóstico, tratamento, reabilitação e emergência.</p><p>• Função de prevenção: supervisão da gravidez e supervisão do crescimento e desenvolvimento</p><p>normal da criança e do adolescente, controle das doenças transmissíveis, prevenção das</p><p>doenças de longa duração. Prevenção da invalidez física e mental, educação sanitária e</p><p>saúde ocupacional.</p><p>• Função de ensino, educação e pesquisa: ensino prático das profissionais de medicina,</p><p>enfermagem, serviço social, etc., formação de pós-graduação e especialistas, aspectos</p><p>físicos, psicológicos e sociais da saúde e doença, atividades hospitalares, técnicas e</p><p>administrativas.</p><p> No geral, temos como funções:</p><p>• Diagnóstico.</p><p>• Treinamento médico e cirúrgico.</p><p>• Prevenção de doença.</p><p>• Aplicação científica da higiene mental.</p><p>• Educação.</p><p>• Pesquisa.</p><p>TIPOS DE UNIDADE DE SAÚDE</p><p> Hospital Regional:</p><p> É o estabelecimento de saúde destinada a prestar assistência médica em regime de</p><p>internação e emergência nas especialidades médicas básicas. A população mínima da área</p><p>não deve ser menor do que 20.000 habitantes</p><p> Hospital Local:</p><p> É o estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência médica em regime de</p><p>internação e urgência, nas</p><p>especialidades médicas básicas.</p><p>É um hospital destinado à população igual ou superior a 20.000 habitantes, constando de unidade</p><p>de internação nas áreas de clínica médica, pediátrica, obstétrica, cirúrgica em geral e</p><p>pediátrica, ginecologia e obstetrícia, otorrinolaringologia, oftalmologia e traumatologia. É</p><p>referência em internação.</p><p> Policlínica:</p><p> Unidade de saúde para prestação de atendimento ambulatorial em várias</p><p>especialidades, incluindo ou não as especialidades básicas, podendo ainda ofertar</p><p>outras especialidades</p><p> não médicas. É concebido para atender agrupamentos populacionais superiores a 30.000 habitantes.</p><p> UPA’s (Unidade de pronto-atendimento):</p><p> São estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e as portas de</p><p>urgências hospitalares, onde em conjunto com estas compõe uma rede organizada de Atenção às</p><p>Urgências. São classificadas em três tipos: UPA I, II e III, de acordo com o número de habitantes.</p><p> A estratégia de atendimento está diretamente relacionada ao trabalho do Serviço de Atendimento</p><p>Móvel de Urgência – SAMU que organiza o fluxo de atendimento e encaminha o paciente ao serviço de</p><p>saúde adequado à situação.</p><p> CONSULTÓRIO: sala isolada destinada à prestação de assistência médica ou odontológica ou de outros</p><p>profissionais de saúde de nível superior.</p><p> AMBULATÓRIO - unidade destinada à prestação de assistência em regime de não internação.</p><p> Clínica Especializada/AmbulatÉrio de Especialidades (AE):</p><p> Clínica Especializada destinada à assistência ambulatorial em apenas uma especialidade/área da</p><p>assistência (Centro Psicossocial, Reabilitação, odontologia etc.)</p><p> AmbulatÉrio Médico de Especialidades (AME):</p><p> São unidades de serviços que oferecem atendimentos ambulatoriais em diversas especialidades</p><p>médicas, além de procedimentos diagnósticos de média complexidade. Surgiu para melhoria do</p><p>sistema de saúde desafogando os hospitais e diminuindo o tempo de espera da população por</p><p>consultas e exames um pouco mais sofisticados.</p><p> Unidade Mista:</p><p> Unidade de saúde básica destinada à prestação de atendimento em atenção básica e integral à</p><p>saúde, de forma programada ou não, nas especialidades básicas, podendo oferecer assistência</p><p>odontológica e de outros profissionais, com unidade de internação, sob administração única. A</p><p>assistência médica deve ser permanente e prestada por médico especialista ou generalista.</p><p>Pode dispor de urgência/emergência e SADT básico ou de rotina (SADT- Serviço de apoio</p><p>diagnóstico e terapêutico- são setores que dão suporte ao diagnóstico clínico e ao</p><p>acompanhamento do tratamento do paciente, como exemplo: laboratório de análises clínicas,</p><p>banco de sangue, serviço de diagnóstico por imagens, entre outros).</p><p> É o estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência em regime ambulatorial e de</p><p>internação, centralizando e integrando as atividades de saúde, basicamente em clínicas</p><p>médico-pediátricas, obstétricas e cirúrgicas, todas normalmente em caráter de urgência. São</p><p>construídas para servir de ponto avançado em zonas de escassa densidade demográfica.</p><p>Deverá estar programada para atender agrupamentos populacionais que não ultrapassam</p><p>15.000 habitantes, e em locais onde o centro de saúde/hospital local ou regional é difícil,</p><p>sendo coordenada pelo centro de saúde.</p><p> Centro de Saúde:</p><p> É uma unidade de saúde que presta assistência a uma população determinada, contando com</p><p>uma equipe interdisciplinar em caráter permanente, com médicos generalistas ou</p><p>especialistas.</p><p> Unidade Básica de Saúde:</p><p> Unidade para realização de atendimentos de atenção básica integral a uma população, de</p><p>forma programada ou não, nas especialidades básicas, podendo oferecer assistência</p><p>odontológica e de outros profissionais de nível superior. A assistência deve ser permanente e</p><p>prestada por médico generalista ou especialista em pediatria e ginecologia, podendo ou não</p><p>oferecer Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico - SADT e Pronto Atendimento 24 Horas.</p><p> Posto de Saúde:</p><p> Unidade destinada à prestação de assistência a uma determinada população, de forma</p><p>programada ou não, por profissional de nível médio, com a presença intermitente ou não do</p><p>profissional médico. É uma unidade de saúde que presta assistência a uma população</p><p>determinada, estimado em até 2.000 habitantes.</p><p> Unidade de Saúde da Família:</p><p> Unidade pública ESPECÍFICA para prestação de assistência em atenção contínua programada</p><p>nas especialidades básicas e com equipe multidisciplinar para desenvolver as atividades que</p><p>atendam as diretrizes da Estratégia Saúde da Família – ESF, do Ministério da Saúde.</p><p> LOCALIZAÇÃO</p><p> O hospital deve ser instalado em local de fácil acesso e livre de agitação e do barulho. A</p><p>administração hospitalar se realiza com base nos conhecimentos técnicos, científicos, com a</p><p>colaboração de todos de que se integrar as equipes de profissionais. Para que o hospital</p><p>preste uma boa assistência à comunidade é necessário contar com pessoal eficiente, uma boa</p><p>organização e equipamento adequado em qualidade e quantidade.</p><p> O ambiente hospitalar é o meio ambiente mais amplo que envolve toda a sociedade humana,</p><p>comunidades etc. Funciona como um local onde o que importa não é o sexo, raça ou</p><p>condição social, mas sim o estado de saúde, embora possam sofrer influências e pressões em</p><p>determinadas situações.</p><p> Muito embora não seja do interesse hospitalar, algumas condições externas podem ser</p><p>determinantes no dia-a-dia do técnico que trabalhar em tal ambiente. São elas:</p><p> CONDIÇÕES SOCIAIS. Representam a parte do ambiente geral que descreve as características</p><p>da sociedade na qual a organização existe. Importantes assuntos do componente social são: o</p><p>estado geral dos valores sociais que prevalecem em questões de direitos humanos, valores</p><p>sociais, tendências na educação, instituições sociais, bem como padrões sociais de</p><p>comportamento.</p><p> CONDIÇÕES ECONÔMICAS. Representam a parte do ambiente geral que define como os</p><p>recursos estão sendo distribuídos e usados dentro do ambiente. Ou seja, como as pessoas e</p><p>organizações de uma comunidade ou nação produzem, distribuem e utilizam os vários bens e</p><p>serviços. Importantes assuntos do componente econômico são: o estado geral da economia em</p><p>termos de inflação, desenvolvimento/retração, níveis de renda, produto interno bruto,</p><p>emprego/desemprego e outros indicadores relacionados com os fenômenos econômicos. A</p><p>economia é a ciência que estuda esse componente ambiental.</p><p> CONDIÇÕES TECNOLÓGICAS. Representam a parte do ambiente geral que inclui novas</p><p>abordagens para a produção de bens e serviços. Envolvem novos procedimentos ou novos</p><p>equipamentos, o estado geral do desenvolvimento e disponibilidade da tecnologia no ambiente,</p><p>incluindo pesquisa e desenvolvimento e avanços científicos.</p><p> CONDIÇÕES LEGAIS. Representam a parte do ambiente geral que contém os códigos legais vigentes.</p><p>Envolvem o estado geraldas leis e regulamentos definidos pela sociedade, bem como a forma de governo</p><p>predominante.</p><p> CONDIÇÕES POLÍTICAS. Representam a parte do ambiente geral que contém os elementos</p><p>relacionados com assuntos governamentais. Incluem o estado geral da filosofia e objetivos políticos</p><p>dominantes, partidos políticos, representações da sociedade, quais as atitudes dos governos locais,</p><p>regionais e nacional sobre indústrias, esforços de lobbies políticos, grupos de interesses etc.</p><p> CONDIÇÕES CULTURAIS. Representam a parte do ambiente geral que contém os elementos</p><p>relacionados com os valores sociais e culturais que prevalecem na sociedade.</p><p> CONDIÇÕES DEMOGRÁFICAS. Representam as características estatísticas de uma população. Inclui</p><p>mudanças no número de pessoas e a distribuição de rendas entre os vários segmentos da população. Essas</p><p>mudanças influenciam a receptividade de bens e serviços dentro do meio ambiente de uma organização e</p><p>que se refletem na estratégia organizacional.</p><p> CONDIÇÕES ECOLÓGICAS. Representam o estado geral da natureza e condições do ambiente físico</p><p>e natural, bem como a preocupação da sociedade</p><p>com o meio ambiente.</p><p> Todas essas variáveis ambientais formam um dinâmico e intenso campo de forças que se juntam e</p><p>se repelem, que se unem e se chocam, se multiplicam e se anulam, assumindo tendências e</p><p>direções inusitadas. O resultado (momento) desse emaranhado de forças é contingencial e</p><p>imprevisível. Daí, a incerteza sobre os desdobramentos do macroambiente, razão pela qual se</p><p>torna difícil, senão impossível, fazer qualquer previsão a respeito do futuro nesse conjunto de</p><p>eventos de naturezas diferenciadas e diversas.</p><p>O ambiente geral como um campo</p><p>dinâmico de forças atuantes sobre o</p><p>local de trabalho</p><p>Organização Mundial da Saúde</p><p> https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_principios.pdf</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_principios.pdf</p><p>Vigilância Sanitária</p><p> https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_vigilancia_</p><p>saude.pdf</p><p> https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_vigilancia.pdf</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_vigilancia_saude.pdf</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_vigilancia.pdf</p>

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