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<p>1</p><p>SISTEMA LINFÁTICO</p><p>ESTRUTURA</p><p>• Rede complexa de órgãos linfoides.</p><p>• Importante componente do sistema imunológico.</p><p>• Os componentes importantes do sistema linfático são:</p><p>o Plexos linfáticos, redes de capilares linfáticos de fundo cego que se originam</p><p>nos espaços extracelulares (intercelulares) da maioria dos tecidos. Como são</p><p>formados por um endotélio muito fino, que não tem membrana basal, proteínas</p><p>plasmáticas, bactérias, resíduos celulares, e até mesmo células inteiras</p><p>(principalmente linfócitos), entram neles com facilidade junto com o excesso de</p><p>líquido tecidual</p><p>§ Os capilares linfáticos estão presentes em quase todos os lugares onde</p><p>há capilares sanguíneos.</p><p>§ Não estão presentes nos dentes, ossos, medula óssea e SNC.</p><p>§ Vasos linfáticos: Em indivíduos vivos, há saliências nos locais de cada</p><p>uma das válvulas, que estão bem próximas, o que deixa os vasos</p><p>linfáticos com a aparência de um COLAR DE CONTAS.</p><p>o Vasos linfáticos (linfáticos), vasos de paredes finas com muitas válvulas</p><p>linfáticas que compõem uma rede por quase todo o corpo para drenar a linfa dos</p><p>capilares linfáticos. Em indivíduos vivos, há saliências nos locais de cada uma das</p><p>válvulas, que estão bem próximas, o que deixa os vasos linfáticos com a</p><p>aparência de um colar de contas. Os troncos linfáticos são grandes vasos</p><p>coletores que recebem linfa de múltiplos vasos linfáticos. Os capilares e os vasos</p><p>linfáticos são encontrados em quase todos os lugares onde há capilares</p><p>sanguíneos, com exceção, por exemplo, dos dentes, dos ossos, da medula óssea</p><p>e de todo o sistema nervoso central (SNC). (O excesso de líquido tecidual do SNC</p><p>drena para o líquido cerebrospinal)</p><p>§ ESTRUTURA DOS VASOS LINFÁTICOS</p><p>• Túnica interna: fina e formada por endotélio</p><p>• Túnica média: finas fibras elásticas e musculares –direção</p><p>transversal (poucas)</p><p>• Túnica externa: tec conjuntivo junto com fibras musculares -</p><p>direção longitudinal</p><p>• Nos menores vasos, não há fibras musc. e elásticas, apenas</p><p>endotélio com uma camada de tec conjuntivo</p><p>o Linfa, o líquido tecidual que entra nos capilares linfáticos e é conduzido por vasos</p><p>linfáticos. Geralmente, a linfa transparente, aquosa e discretamente amarela tem</p><p>composição semelhante à do plasma sanguíneo</p><p>o Linfonodos, pequenas massas de tecido linfático, encontradas ao longo do</p><p>trajeto dos vasos linfáticos, que filtram a linfa em seu trajeto até o sistema venoso</p><p>o Linfócitos, células circulantes do sistema imune que reagem contra materiais</p><p>estranhos</p><p>o Órgãos linfoides, partes do corpo que produzem linfócitos, como timo, medula</p><p>óssea vermelha, baço, tonsilas e os nódulos linfáticos solitários e agregados nas</p><p>paredes do sistema digestório e no apêndice vermiforme.</p><p>o O sistema linfático constitui um tipo de sistema de “hiperfluxo” que permite a</p><p>drenagem do excesso de líquido tecidual e das proteínas plasmáticas que</p><p>2</p><p>extravasam para a corrente sanguínea, e também a remoção de resíduos</p><p>resultantes da decomposição celular e infecção.</p><p>• O sistema linfático auxilia na circulação dos líquidos corporais e ajuda a defender o</p><p>corpo contra agentes causadores de doenças.</p><p>• Os componentes do plasma sanguíneo infiltram-se, em sua maioria, através das</p><p>paredes dos capilares sanguíneos para o líquido intersticial.</p><p>• Após a entrada do líquido intersticial nos vasos linfáticos, ele passa a ser designado</p><p>como linfa.</p><p>• Por conseguinte, o líquido intersticial e a linfa são muito semelhantes; a principal</p><p>diferença entre os dois reside na sua localização.</p><p>• O líquido intersticial é encontrado entre as células, enquanto a linfa está localizada</p><p>dentro dos vasos e tecidos linfáticos.</p><p>• O tecido linfático é uma forma especializada de tecido conjuntivo reticular.</p><p>• Embora o sistema linfático esteja presente em quase todo o corpo, a maior parte não</p><p>é visível no cadáver. Ainda assim é essencial para a sobrevivência.</p><p>• A hipótese de Starling (ver “Capilares sanguíneos”, anteriormente) explica como a</p><p>maior parte dos líquidos e eletrólitos que entram nos espaços extracelulares</p><p>provenientes dos capilares sanguíneos também é reabsorvida por eles.</p><p>• No entanto, até 3 litros de líquido deixam de ser reabsorvidos pelos capilares</p><p>sanguíneos todos os dias.</p><p>• Além disso, parte da proteína plasmática passa para os espaços extracelulares, e o</p><p>material originado nas próprias células teciduais que não atravessa as paredes dos</p><p>capilares sanguíneos, como o citoplasma das células que se desintegram, entra</p><p>continuamente no espaço em que vivem as células.</p><p>• Se houvesse acúmulo desse material nos espaços extracelulares, haveria osmose</p><p>inversa, atraindo ainda mais líquido e provocando edema (excesso de líquido</p><p>intersticial, que se manifesta na forma de inchaço).</p><p>• Entretanto, em condições normais o volume de líquido intersticial permanece quase</p><p>constante e geralmente não há acúmulo de proteínas e resíduos celulares nos</p><p>espaços extracelulares devido ao sistema linfático.</p><p>• Os capilares linfáticos estão presentes em quase todos os lugares onde há capilares</p><p>sanguíneos. Não estão presentes nos dentes, ossos, medula óssea e SNC.</p><p>Os linfonodos axilares estão imersos na gordura axilar externa à bainha axilar.</p><p>Os linfonodos axilares formam grupos que são organizados e recebem linfa em uma ordem</p><p>específica, o que é importante para o estadiamento e a determinação do tratamento</p><p>apropriado do câncer de mama.</p><p>• Os linfonodos axilares recebem linfa do membro superior e também de todo o</p><p>quadrante superior da parede superficial do corpo, desde o nível das clavículas</p><p>até o umbigo, aí incluída a maior parte da mama.</p><p>• Os VASOS LINFÁTICOS SUPERFICIAIS, mais numerosos que as veias na tela</p><p>subcutânea e que se anastomosam livremente, acompanham a drenagem venosa e</p><p>convergem para ela.</p><p>• Esses vasos finalmente drenam nos VASOS LINFÁTICOS PROFUNDOS que</p><p>acompanham as artérias e também recebem a drenagem de órgãos internos.</p><p>• É provável que os vasos linfáticos profundos também sejam comprimidos pelas artérias</p><p>que acompanham, o que leva a ordenha da linfa ao longo desses vasos que têm</p><p>válvulas, da mesma forma descrita antes sobre as veias acompanhantes.</p><p>3</p><p>• Os vasos linfáticos superficiais e profundos atravessam os linfonodos (geralmente vários</p><p>conjuntos) em seu trajeto no sentido proximal, tornando-se maiores à medida que se</p><p>fundem com vasos que drenam regiões adjacentes.</p><p>• Os grandes vasos linfáticos entram em grandes vasos coletores, denominados troncos</p><p>linfáticos, que se unem para formar o ducto linfático direito ou o ducto torácico.</p><p>4</p><p>• O DUCTO LINFÁTICO DIREITO drena linfa do quadrante superior direito do corpo (lado</p><p>direito da cabeça, do pescoço e do tórax, além do membro superior direito). Na raiz do</p><p>pescoço, entra na junção das veias jugular interna direita e subclávia direita, o ângulo</p><p>venoso direito</p><p>• O DUCTO TORÁCICO drena linfa do restante do corpo.</p><p>• Os troncos linfáticos que drenam a metade inferior do corpo unem-se no abdome,</p><p>algumas vezes formando um saco coletor dilatado, a cisterna do quilo.</p><p>• A partir desse saco (se presente), ou da união dos troncos, o ducto torácico ascende,</p><p>entrando no tórax e atravessando-o para chegar ao ângulo venoso esquerdo (junção</p><p>das veias jugular interna esquerda e subclávia esquerda).</p><p>Embora esse seja o padrão de drenagem típico da maior parte da linfa, os vasos linfáticos</p><p>comunicam-se livremente com as veias em muitas partes do corpo. Sendo assim, a ligadura</p><p>de um tronco linfático ou mesmo do próprio ducto torácico pode ter apenas um efeito</p><p>transitório enquanto se estabelece um novo padrão de drenagem por intermédio das</p><p>anastomoses linfaticovenosas – e posteriormente interlinfáticas – periféricas.</p><p>FUNÇÕES</p><p>O sistema linfático desempenha três funções principais:</p><p>• Remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais</p><p>• Absorção dos ácidos graxos;</p><p>• Produção de células imunes.</p><p>o sistema linfático constitui um tipo de sistema</p><p>de “hiperfluxo” que permite a</p><p>drenagem do excesso de líquido tecidual e das proteínas plasmáticas que</p><p>extravasam para a corrente sanguínea, e também a remoção de resíduos</p><p>resultantes da decomposição celular e infecção.</p><p>o Absorção e transporte da gordura dos alimentos</p><p>o Formação de um mecanismo de defesa do corpo. Quando há drenagem de</p><p>proteína estranha de uma área infectada, anticorpos específicos contra a</p><p>proteína são produzidos por células imunologicamente competentes e/ou</p><p>linfócitos e enviados para a área infectada.</p><p>• Drena o excesso de líquido intersticial. Os vasos linfáticos drenam o excesso de</p><p>líquido intersticial dos espaços teciduais, retornando-o ao sangue. Essa função associa</p><p>estreitamente o sistema linfático ao sistema circulatório. De fato, sem essa função, a</p><p>manutenção do volume sanguíneo circulante não seria possível.</p><p>• Transporta os lipídios. Os vasos linfáticos transportam os lipídios e as vitaminas</p><p>lipossolúveis (A, D, E e K) absorvidos pelo tubo gastrintestinal para o sangue.</p><p>• Executa as respostas imunes. O tecido linfático inicia respostas altamente específicas</p><p>direcionadas contra determinados micróbios ou células anormais. Com o auxílio dos</p><p>macrófagos, os linfócitos T e B reconhecem células estranhas, micróbios, toxinas e</p><p>células cancerosas. Essas substâncias químicas, que são reconhecidas como estranhas</p><p>pelo sistema imune, são denominadas antígenos e provocam uma resposta imune. Os</p><p>linfócitos T e B respondem aos antígenos de diversas maneiras. Os linfócitos</p><p>Bconstituem cerca de 15 a 30% dos linfócitos no corpo. A maioria dos linfócitos B</p><p>diferencia-se em plasmócitos, os quais nos protegem contra doenças por meio da</p><p>produção de anticorpos, isto é, proteínas que se combinam com substâncias estranhas</p><p>específicas (antígenos), provocando a sua destruição. Com efeito, o termo antígeno foi</p><p>assim criado por ser um gerador de anticorpos (antibody-generator). Alguns linfócitos B</p><p>5</p><p>tornam-se linfócitos B de memória de longa vida, que podem desencadear uma</p><p>resposta imune ainda mais intensa, se o mesmo antígeno atacar futuramente o corpo.</p><p>• Outras funções do sistema linfático incluem:</p><p>• Absorção e transporte da gordura dos alimentos. Capilares linfáticos especiais,</p><p>denominados lácteos, recebem todos os lipídios e vitaminas lipossolúveis absorvidos</p><p>pelo intestino. Em seguida, o líquido leitoso, quilo, é conduzido pelos vasos linfáticos</p><p>viscerais para o ducto torácico, e daí para o sistema venoso</p><p>• Formação de um mecanismo de defesa do corpo. Quando há drenagem de proteína</p><p>estranha de uma área infectada, anticorpos específicos contra a proteína são</p><p>produzidos por células imunologicamente competentes e/ou linfócitos e enviados para</p><p>a área infectada.</p><p>VASOS LINFÁTICOS</p><p>• Os vasos linfáticos formam uma extensa e complexa rede interconectada de canais, que</p><p>se iniciam como capilares linfáticos “porosos” e com fundo cego nos tecidos do corpo e</p><p>convergem para formar alguns vasos maiores, que finalmente se conectam a grandes</p><p>veias na raiz do pescoço.</p><p>• Os vasos linfáticos coletam principalmente o líquido perdido pelos leitos capilares</p><p>durante o processo de troca de nutrientes e o entregam de volta para o lado venoso do</p><p>sistema vascular (Figura 1.28). Também inclusos nesse líquido intersticial que drena</p><p>para os capilares linfáticos estão patógenos, células do sistema linfático, produtos</p><p>celulares (como hormônios) e restos celulares.</p><p>• No intestino delgado, algumas gorduras absorvidas e processadas pelo epitélio intestinal</p><p>são empacotadas em gotículas de lipídios recobertas por proteínas (quilomícrons) que</p><p>são secretadas pelas células e entram no compartimento intersticial. Junto com outros</p><p>componentes do líquido intersticial, os quilomícrons drenam para os capilares linfáticos</p><p>(conhecidos como lácteos no intestino delgado) e chegam, por fim, ao sistema venoso</p><p>no pescoço.</p><p>• O sistema linfático é, portanto, uma importante via de transporte de gorduras absorvidas</p><p>pelas vísceras abdominais.</p><p>• O líquido na maioria dos vasos linfáticos é transparente e incolor e é conhecido como</p><p>linfa. A linfa transportada pelos vasos linfáticos do intestino delgado é opaca e leitosa</p><p>por causa dos quilomícrons e é chamada de quilo.</p><p>• Há vasos linfáticos na maioria das áreas do corpo, incluindo aquelas associadas com a</p><p>parte central do sistema nervoso (conhecida como sistema nervoso central na prática</p><p>clínica) (Louveau A et al., Nature 2015; 523:337-41; Aspelund A et al., J Exp Med 2015;</p><p>212:991-9). As exceções incluem a medula óssea e tecidos avasculares, como os</p><p>epitélios e as cartilagens.</p><p>• O movimento da linfa nos vasos linfáticos é gerado principalmente pela ação indireta das</p><p>estruturas adjacentes, particularmente pela contração de músculos esqueléticos e pelos</p><p>pulsos das artérias. O fluxo unidirecional é mantido pelas válvulas nos vasos.</p><p>6</p><p>• Teremos, os capilares linfáticos;</p><p>• Logo após, teremos os vasos linfáticos coletores e os regionais;</p><p>• Troncos linfáticos: tronco jugular, subclávio, broncomediastinal, tronco lombar,</p><p>tronco intestinal.</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>Placas de Peyer ou Conglomerados Linfonodulares Ileais são agregados de nódulos</p><p>linfáticos que constituem um componente principal do tecido linfático associado ao intestino</p><p>(GALT) e são particularmente grandes no Íleo, onde se encontram principalmente na parte</p><p>do intestino oposta ao mesentério (borde anti-mesentérico intestinal).</p><p>TRONCOS E DUCTOS LINFÁTICOS</p><p>A linfa passa dos capilares linfáticos para os vasos linfáticos e, em seguida, para os</p><p>linfonodos. Conforme os vasos linfáticos deixam os linfonodos em determinada região do</p><p>corpo, eles se unem para formar troncos linfáticos.</p><p>Os principais troncos linfáticos são os troncos lombar, intestinal, broncomediastinal,</p><p>subclávio e jugular.</p><p>• Os troncos lombares drenam a linfa da parte livre dos membros inferiores, da</p><p>parede e das vísceras da pelve, dos rins, das glândulas suprarrenais e da parede</p><p>abdominal.</p><p>• O tronco intestinal drena a linfa proveniente do estômago, dos intestinos, do</p><p>pâncreas, do baço e de parte do fígado.</p><p>• Os troncos broncomediastinais drenam a linfa proveniente da parede torácica, dos</p><p>pulmões e do coração. Os troncos subclávios drenam a parte livre dos membros</p><p>superiores.</p><p>• Os troncos jugulares drenam a cabeça e o pescoço.</p><p>• A passagem da linfa dos troncos linfáticos para o sistema venoso difere nos lados</p><p>direito e esquerdo do corpo.</p><p>10</p><p>• No lado direito, os três troncos linfáticos (tronco jugular direito, tronco subclávio direito</p><p>e tronco broncomediastinal direito) em geral desembocam independentemente no sistema</p><p>venoso, na face anterior da junção das veias jugular interna e subclávia.</p><p>• Raramente, os três troncos unem-se para formar um ducto linfático direito curto,</p><p>que forma uma única junção com o sistema venoso.</p><p>• No lado esquerdo do corpo, o maior vaso linfático, o ducto torácico (linfático</p><p>esquerdo) forma o principal ducto para o retorno da linfa ao coração. Esse ducto longo, de</p><p>aproximadamente 38 a 45 cm de comprimento, começa como uma dilatação,</p><p>denominada cisterna do quilo, anterior à segunda vértebra lombar.</p><p>• A cisterna do quilo recebe linfa dos troncos lombares direito e esquerdo e do tronco</p><p>intestinal.</p><p>• No pescoço, o ducto torácico também recebe linfa dos troncos jugular e subclávio</p><p>esquerdos antes de se abrir na face anterior da junção das veias jugular interna e subclávia</p><p>esquerdas.</p><p>• O tronco broncomediastinal esquerdo alcança a face anterior da veia subclávia</p><p>independentemente e não se une com o ducto torácico.</p><p>• Em consequência dessas vias, a linfa do quadrante superior direito do corpo retorna</p><p>à veia cava superior proveniente da veia braquiocefálica direita, enquanto toda a linfa do</p><p>lado esquerdo da parte superior do corpo e de todo o corpo inferiormente ao diafragma</p><p>retorna à veia cava superior por meio da veia braquiocefálica</p><p>esquerda.</p><p>11</p><p>FORMAÇÃO E FLUXO DA LINFA</p><p>• A maioria dos componentes do plasma sanguíneo, como nutrientes, gases e</p><p>hormônios, se infiltra livremente pelas paredes dos capilares para formar o líquido</p><p>intersticial.</p><p>• Entretanto, maior quantidade de líquido abandona os capilares sanguíneos do que a</p><p>quantidade que retorna por meio de reabsorção.</p><p>• O excesso de líquido filtrado – cerca de 3 l por dia – drena para os vasos linfáticos,</p><p>tornando-se linfa.</p><p>• Como a maioria das proteínas do plasma sanguíneo é demasiado grande para deixar</p><p>os vasos sanguíneos, o líquido intersticial contém apenas uma pequena quantidade</p><p>de proteína.</p><p>• As proteínas que deixam o plasma sanguíneo não podem retornar ao sangue</p><p>diretamente por difusão, visto que o gradiente de concentração (nível elevado de</p><p>proteínas no interior dos capilares sanguíneos e baixo nível no lado externo) opõe-se</p><p>a esse movimento.</p><p>• Entretanto, as proteínas podem mover-se facilmente através dos capilares linfáticos</p><p>mais permeáveis para dentro da linfa.</p><p>• Dessa maneira, uma importante função dos vasos linfáticos consiste em retornar as</p><p>proteínas plasmáticas e o plasma sanguíneo perdidos de volta à corrente sanguínea.</p><p>Sem esse retorno da linfa (plasma perdido do sangue) para o sangue, o volume de</p><p>sangue cairia precipitadamente e o sistema circulatório cessaria de funcionar.</p><p>Portanto, os vasos linfáticos constituem uma parte essencial das vias do sistema</p><p>circulatório no corpo.</p><p>Toda a linfa retorna para a corrente sanguínea por meio do ducto torácico, ducto</p><p>linfático e vários troncos linfáticos.</p><p>À semelhança de algumas veias, os vasos linfáticos possuem válvulas, que asseguram</p><p>o movimento unidirecional da linfa. Conforme assinalado anteriormente, a linfa drena para o</p><p>sangue venoso por meio do ducto linfático direito e do ducto torácico, na junção das veias</p><p>jugular interna e subclávia. Assim, a sequência de fluxo de líquido consiste em capilares</p><p>sanguíneos (sangue) S espaços intersticiais (líquido intersticial) S capilares linfáticos (linfa)</p><p>S vasos linfáticos (linfa) S troncos ou ductos linfáticos (linfa) S junção das veias jugular</p><p>interna e subclávia (sangue). Em essência, os sistemas linfático e “cardiovascular” formam</p><p>um sistema circulatório muito eficiente.</p><p>Duas “bombas” que ajudam no retorno do sangue venoso para o coração mantêm o fluxo</p><p>de linfa.</p><p>1.Bomba respiratória. O fluxo de linfa também é mantido por mudanças de pressão</p><p>que ocorrem durante a inspiração. A linfa flui da região abdominal, onde a pressão é</p><p>mais elevada, em direção à região torácica, onde é mais baixa. Quando as pressões se</p><p>invertem durante a expiração, as válvulas nos vasos linfáticos impedem o fluxo</p><p>retrógrado da linfa. Além disso, quando um vaso linfático se distende, o músculo liso em</p><p>sua parede se contrai, o que ajuda a mover a linfa de um segmento do vaso para o</p><p>seguinte.</p><p>12</p><p>2.Bomba muscular esquelética. A “ação de ordenha” das contrações dos músculos</p><p>esqueléticos comprime os vasos linfáticos (bem como as veias) e força em direção à</p><p>junção das veias jugular interna e subclávia.</p><p>A sequência do fluxo de líquido é a seguinte: capilares sanguíneos (sangue) S espaços</p><p>intersticiais (líquido intersticial) S capilares linfáticos (linfa) S vasos linfáticos (linfa) S troncos</p><p>ou ductos linfáticos (linfa) S junção das veias jugular interna e subclávia (sangue).</p><p>ÓRGÃOS E TECIDOS LINFÁTICOS</p><p>• Os órgãos e tecidos linfáticos, que estão amplamente distribuídos por todo o corpo, são</p><p>classificados em dois grupos, com base nas suas funções.</p><p>• Os órgãos linfáticos primários constituem os locais onde as células-tronco se dividem</p><p>e tornam-se imunocompetentes, isto é, capazes de desencadear uma resposta imune.</p><p>• Os ÓRGÃOS LINFÁTICOS PRIMÁRIOS SÃO A MEDULA ÓSSEA VERMELHA (NOS</p><p>OSSOS PLANOS E NAS EPÍFISES DE ALGUNS OSSOS LONGOS NOS ADULTOS)</p><p>E O TIMO.</p><p>• As células-tronco pluripotentes na medula óssea vermelha dão origem a linfócitos B</p><p>imunocompetentes maduros e linfócitos pré-T (linfócitos T imaturos), que migram para o</p><p>timo, onde se tornam linfócitos T imunocompetentes.</p><p>• OS ÓRGÃOS E TECIDOS LINFÁTICOS SECUNDÁRIOS CONSTITUEM OS LOCAIS</p><p>ONDE OCORRE A MAIORIA DAS RESPOSTAS IMUNES. INCLUEM OS</p><p>LINFONODOS, O BAÇO E OS NÓDULOS LINFÁTICOS.</p><p>13</p><p>• O timo, os linfonodos e o baço são considerados órgãos, visto que cada um deles é</p><p>circundado por uma cápsula de tecido conjuntivo; por outro lado, os nódulos linfáticos</p><p>não são órgãos, visto que não têm essa cápsula.</p><p>ÓRGÃOS LINFÁTICOS PRIMÁRIO</p><p>MEDULA ÓSSEA VERMELHA (NOS OSSOS PLANOS E NAS EPÍFISES DE ALGUNS</p><p>OSSOS LONGOS NOS ADULTOS)</p><p>• A medula óssea vermelha é um TC altamente vascularizado localizados entre as</p><p>trabéculas do osso esponjoso.</p><p>• Está presente principalmente o esqueleto axial, cíngulo dos membros superiores e</p><p>inferiores e nas epífises proximais do fêmur e úmero.</p><p>• Encontro a medula óssea vermelha no interior dos ossos longos, na porção esponjosa.</p><p>• Essa distribuição da medula óssea vermelha é uniforme ao longo da nossa vida? Não.</p><p>Ela é substituída pela medula óssea amarela, que é rica em tecido adiposo. É chamada</p><p>também de medula óssea amarela, flava. Na prova, especifique qual medula o alfinete</p><p>estará.</p><p>• Com o desenvolvimento, essa medula vai ficando restrita a determinados pontos</p><p>específicos.</p><p>TIMO</p><p>O timo é um órgão bilobado, localizado no mediastino, entre o esterno e a aorta. Estende-</p><p>se desde o ápice do esterno ou da região cervical inferior até o nível das quartas</p><p>cartilagens costais, anteriormente ao ápice do coração e seus grandes vasos.</p><p>• São hormônios responsáveis pela produção e regulação dos linfócitos.</p><p>o Timosina</p><p>o Timopoietina</p><p>• O timo vai diminuindo ao passar do tempo. O auge do desenvolvimento do timo é na</p><p>adolescência. Na infância tem uma alta taxa de metabolismo, na adolescência tem o</p><p>seu pico e depois ele vai regredindo.</p><p>• Durante a adolescência o timo começa a atrofiar.</p><p>• Qual a localização do timo?</p><p>o Está no mediastino superior, localizado entre, o arco da aorta e o esterno.</p><p>• Apresentará dois lobos. E é envolvido por uma capsula fibrosa, que acaba penetrando</p><p>sua estrutura dividindo-o em lobos. Por isso teremos o córtex.</p><p>14</p><p>ÓRGÃOS LINFOIDES SECUNDÁRIOS</p><p>Baço, linfonodos, tonsilas e nódulos linfáticos</p><p>LINFONODOS</p><p>• Os linfonodos são estruturas pequenas (0,1 a 2,5 cm de comprimento) e encapsuladas</p><p>que interrompem o trajeto dos vasos linfáticos e contêm elementos do sistema de</p><p>defesa do corpo, como agrupamentos de linfócitos e macrófagos. Agem como filtros</p><p>elaborados que retêm e fagocitam matéria particulada na linfa que passa através deles.</p><p>Além disso, fazem a detecção e a defesa contra antígenos, que também são carreados</p><p>na linfa.</p><p>• Como os linfonodos são filtros eficientes, e o fluxo através deles é lento, células</p><p>metastáticas de tumores primários que penetram nos vasos linfáticos frequentemente</p><p>se fixam e crescem como tumores secundários nos linfonodos.</p><p>• Os linfonodos que drenam regiões infectadas ou que contêm outras formas de doença</p><p>podem aumentar de tamanho ou sofrer certas alterações físicas, como tornarem-se</p><p>“endurecidos” ou “dolorosos à palpação”. Essas alterações podem ser usadas por</p><p>médicos para detectar alterações patológicas, ou para acompanhar a disseminação de</p><p>uma doença.</p><p>• Algumas regiões do corpo são associadas a agrupamentos ou a uma abundância</p><p>específica de linfonodos.</p><p>• De maneira previsível, os linfonodos de muitas dessas regiões drenam a superfície do</p><p>corpo, o sistema digestório ou o sistema respiratório. Essas três áreas são áreas de</p><p>alto risco para a entrada de patógenos.</p><p>15</p><p>Os linfonodos são abundantes e acessíveis à palpação na axila, na região inguinal e na</p><p>região femoral e no pescoço. Locais profundos, que não são palpáveis, incluem os</p><p>associados com a traqueia e os brônquios, no tórax, e com a aorta e seus ramos, no abdome.</p><p>• Agrupamentos:</p><p>superficiais e profundos</p><p>• Função: linfática e imune</p><p>• LOCALIZ: Os linfonodos, que removem os patógenos da linfa, são órgãos em</p><p>forma de feijão, situados ao longo dos vasos linfáticos.</p><p>• A maioria dos desafios antigênicos no corpo humano ocorre aqui nos linfonodos,</p><p>onde os antígenos não só encontram sua destruição, mas também ativam os</p><p>linfócitos B e T.</p><p>ANATOMIA CLÍNICA</p><p>Linfangite, linfadenite e linfedema</p><p>• A linfangite e a linfadenite são inflamações secundárias dos vasos linfáticos e linfonodos,</p><p>respectivamente.</p><p>• LINFADENITE</p><p>• Paciente do sexo feminino, 17 anos, solteira, parda, estudante, natural de Gurupi,</p><p>Tocantins, foi encaminhada para o CEBROM (Centro Brasileiro de Radioterapia,</p><p>Oncologia e Mastologia, Goiânia, Goiás) devido à presença de linfonodos</p><p>aumentados e indolores na região do pescoço, com queixas de incômodo para</p><p>dormir. A paciente relatou ter feito uma ultrassonografia em novembro de 2006, onde</p><p>o laudo deixava dúvida entre malformação linfática e linfonodos superficiais</p><p>• Muitos macrófagos vivem nessa rede fibrosa, consumindo patógenos e</p><p>partículas estranhas na linfa que escoa pelos seios Linfonodos</p><p>intumescidos, às vezes, os linfonodos são subjugados pelos mesmos</p><p>agentes que estão tentando destruir. Em um caso específico, quando</p><p>grandes quantidades de bactérias ou vírus invencíveis são aprisionadas pelos</p><p>nódulos, mas não soa destruídas, esses nódulos aumentam de tamanho,</p><p>inflamam e ficam muito sensíveis ao toque.</p><p>• O fato de os linfonodos infiltrados por células cancerosas serem</p><p>intumescidos, porém não doloridos, ajuda a distinguir os nódulos cancerosos</p><p>daqueles infectados por microrganismos (a dor resulta de inflamação e as</p><p>células cancerosas não induzem a resposta inflamatória).</p><p>• Esses distúrbios podem ocorrer quando o sistema linfático participa do transporte de</p><p>substâncias químicas ou bactérias após lesão ou infecção grave.</p><p>• Os vasos linfáticos, normalmente ocultos, podem ser vistos como estrias vermelhas na</p><p>pele, e os linfonodos sofrem aumento doloroso.</p><p>• Esse distúrbio é perigoso porque a infecção não contida pode causar septicemia.</p><p>• O linfedema, um tipo localizado de edema, ocorre quando não há drenagem da linfa de</p><p>uma área do corpo.</p><p>• Por exemplo, se os linfonodos cancerosos forem removidos cirurgicamente da axila, pode</p><p>haver linfedema do membro.</p><p>• Os tumores de células sólidas podem penetrar os vasos linfáticos e formar pequenos</p><p>êmbolos celulares, que podem se desprender e seguir até os linfonodos regionais. Dessa</p><p>forma, pode haver disseminação linfogênica adicional para outros tecidos e órgãos.</p><p>16</p><p>BAÇO</p><p>LOCALIZAÇÃO: O baço está localizado no hipocôndrio esquerdo, entre o estômago e o</p><p>diafragma.</p><p>• A face superior do baço é lisa e convexa e segue a face côncava do diafragma. Os</p><p>órgãos adjacentes produzem impressões na face visceral do baço – a impressão</p><p>gástrica (do estômago), a impressão renal (do rim esquerdo) e a impressão cólica(da</p><p>flexura esquerda do colo, no intestino grosso). À semelhança dos linfonodos, o baço</p><p>possui um hilo. Através do hilo, passam as grandes artéria e veia esplênicas</p><p>tortuosas, juntamente com vasos linfáticos eferentes e nervos simpáticos que regulam</p><p>o fluxo sanguíneo nos vasos.</p><p>A face superior do baço é lisa e convexa e segue a face côncava do diafragma.</p><p>O baço é massa oval, geralmente arroxeada, carnosa, que tem aproximadamente o mesmo</p><p>tamanho e o mesmo formato da mão fechada. É relativamente delicado e considerado o</p><p>órgão abdominal mais vulnerável.</p><p>FUNÇÃO: Como o maior dos órgãos linfáticos, participa do sistema de defesa do corpo como</p><p>local de proliferação de linfócitos (leucócitos) e de vigilância e resposta imune.</p><p>No período pré-natal, é um órgão hematopoético (formador de sangue), mas após o</p><p>nascimento participa basicamente da identificação, remoção e destruição de hemácias</p><p>antigas e de plaquetas fragmentadas, e da reciclagem de ferro e globina.</p><p>RELÃÇÕES:</p><p>• Anteriormente, o estômago;</p><p>• posteriormente, a parte esquerda do diafragma, que o separa da pleura, do pulmão e</p><p>das costelas IX a XI;</p><p>• Inferiormente, a flexura esquerda do colo</p><p>• Medialmente, o rim esquerdo.</p><p>17</p><p>• O tamanho, o peso e o formato do baço variam muito; entretanto, geralmente tem cerca</p><p>de 12 cm de comprimento e 7 cm de largura.</p><p>• A face diafragmática do baço tem a superfície convexa para se encaixar na</p><p>concavidade do diafragma e nos corpos</p><p>• curvos das costelas adjacentes</p><p>• O baço toca a parede posterior do estômago e está unido à curvatura maior pelo</p><p>ligamento gastroesplênico e ao rim esquerdo pelo ligamento esplenorrenal.</p><p>TONSILAS</p><p>Nas tonsilas encontramos uma quantidade abundante de tecido linfático associado à</p><p>mucosa (distribuídos na lâmina própria) repleto de linfócitos</p><p>Os quatro grupos de tonsilas sao organizados em um anel em volta da entrada da faringe</p><p>para reunir e remover muitos patógenos que entram na faringe pelo ar inspirado e pelo</p><p>alimento deglutido.</p><p>• Em geral, existem cinco tonsilas, que formam o anel linfático da faringe (anel</p><p>de Waldeyer) na junção da cavidade oral com a parte oral da faringe e na junção da</p><p>cavidade nasal com a parte nasal da faringe.</p><p>• A tonsila faríngea ímpar ou adenoide está mergulhada na parede posterior da parte</p><p>nasal da faringe. Essa massa piramidal de tecido linfoide é recoberta com uma túnica</p><p>mucosa.</p><p>• As duas tonsilas palatinas estão localizadas na parede lateral da parte oral da faringe,</p><p>na fossa tonsilar, imediatamente inferior ao palato mole; estas são as tonsilas</p><p>comumente retiradas na tonsilectomia.</p><p>18</p><p>• As tonsilas palatinas em forma de amêndoa possuem numerosas criptas ramificadas,</p><p>que formam uma área de superfície de aproximadamente 300 cm2.</p><p>• Durante a tonsilectomia, pode ser também necessária a retirada das tonsilas</p><p>linguais pares, que estão localizadas na base da língua. As tonsilas estão</p><p>estrategicamente posicionadas para participar nas respostas imunes contra</p><p>substâncias estranhas inaladas ou ingeridas.</p><p>• As tonsilas são massas de tecido linfoide recobertas com epitélio mucoso. O epitélio</p><p>forma invaginações estreitas, denominadas criptas, no tecido linfoide abaixo.</p><p>• As criptas aumentam acentuadamente a superfície mucosa associada ao tecido</p><p>linfoide. Nas criptas, a mucosa torna-se muito fina, formando placas de epitélio</p><p>reticulado. Esse epitélio especializado está bem estruturado para a transferência de</p><p>antígenos do ambiente da cavidade oral e faringe para as células linfoides das tonsilas.</p><p>CORRELAÇÃO CLÍNICA | Tonsilite</p><p>A tonsilite é uma infecção ou inflamação das tonsilas. Com mais frequência, é causada por</p><p>um vírus, mas também pode ser provocada pelas mesmas bactérias que causam faringite</p><p>estreptocócica. O principal sintoma de tonsilite consiste em faringite. Além disso, podem</p><p>ocorrer febre, aumento dos linfonodos, congestão nasal, dificuldade na deglutição e</p><p>cefaleia. A tonsilite de origem viral habitualmente sofre remissão espontânea.</p><p>Normalmente, a tonsilite bacteriana é tratada com antibióticos. A tonsilectomia, que</p><p>consiste na retirada de uma tonsila, pode estar indicada para indivíduos que não</p><p>respondem a outros tratamentos. Em geral, esses indivíduos apresentam tonsilite de mais</p><p>de 3 meses de duração (apesar da medicação), obstrução das vias respiratórias e</p><p>dificuldade na deglutição e na fala. Parece que a tonsilectomia não interfere na resposta do</p><p>indivíduo a infecções subsequentes.</p><p>Sinais e/ou sintomas:</p><p>• Dor de garganta;</p><p>• Febre;</p><p>• Linfadenopatia cervical;</p><p>• Dificuldade na deglutição</p><p>19</p><p>NÓDULOS LINFÁTICOS</p><p>• Os nódulos linfáticos são massas de tecido linfático em forma de ovo;</p><p>diferentemente dos linfonodos, não são circundados por uma cápsula.</p><p>• Como estão espalhados por toda a lâmina própria (tecido conjuntivo) da mucosa que</p><p>reveste os sistemas digestório, urinário e genital, bem como as vias respiratórias, os</p><p>20</p><p>nódulos</p><p>linfáticos nessas áreas são também designados como tecido linfático</p><p>associado à mucosa (MALT).</p><p>• Embora muitos nódulos linfáticos sejam pequenos e solitários, alguns ocorrem em</p><p>múltiplas agregações grandes situadas em partes específicas do corpo. Entre elas</p><p>estão as tonsilas na região faríngea e os nódulos linfáticos agregados (placas de</p><p>Peyer) no íleo do intestino delgado. Ocorrem também agregações de nódulos</p><p>linfáticos no apêndice vermiforme.</p><p>• Nódulos linfáticos agregados são agrupamentos de foliculos linfaticos nas paredes</p><p>da parte distal (íleo) do intestino delgado</p><p>CONCEITOS</p><p>• Disseminação linfogênica: quando uma célula tumoral, se desprende do tumor, ela</p><p>pode se disseminar, através do sangue (disseminação hematogênica), se a célula</p><p>cancerígena usou como veículo a linfa (disseminação linfogênica).</p><p>• Metástase: Quando o câncer se dissemina além do local onde começou (sítio</p><p>primário) para outras partes do corpo é denominado metástase. A metástase pode ocorrer</p><p>quando as células cancerosas viajam através da corrente sanguínea ou dos vasos</p><p>linfáticos para outras áreas do corpo.</p><p>• Linfedema: acúmulo da linfa que resulta em um inchaço. Quando os vasos</p><p>linfáticos sofrem lesão ou obstrução, o líquido linfático não consegue ser drenado e se</p><p>acumula nos tecidos, causando inchaço.</p><p>• Quilotórax: ocorre quando há ruptura, laceração ou obstrução do ducto torácico,</p><p>com liberação de quilo no espaço pleural. Pode acontecer em malformações linfáticas</p><p>congênitas, linfomas, tumores de mediastino, doenças infecciosas, procedimentos</p><p>21</p><p>cirúrgicos, traumas automobilísticos, ou ser idiopático. Ocorre o acúmulo de linfa no espaço</p><p>pleural.</p><p>• Linfangite: inflamação no vaso/capilar linfático.</p><p>• Linfonodo sentinela: aquele linfonodo que sinaliza. A célula tumoral se desprendeu</p><p>do tumor e já contaminou o linfonodo, só que o tumor de origem não foi diagnosticado, então</p><p>aquele linfonodo será a sentinela, ele que vai avisar que algo está errado. Por isso é</p><p>importando fazer o percurso da linfa. De onde está vindo a linfa, qual percurso, por ser</p><p>importante para saber quais órgãos irá rastrear.</p><p>o É definido como o primeiro linfonodo a receber celulas de um tumor</p><p>maligno (especialmente carcinomas de mama e próstata, assim como</p><p>melanoma maligno). O linfonodo Sentinela contém as células tumorais,</p><p>existindo grande probabilidade de metástase linfogênicas ao seu redor.</p><p>É improvável que haja metástases linfongênicas. O conhecimento do</p><p>estado do linfonodo Sentinela é, portanto, crucial para a conduta</p><p>terapêutica.</p><p>• Linfonodo de Virchow: cadeia de linfonodos na região supra-clavicular esquerda,</p><p>quando esse linfonodo apresenta alguma característica, desconfia-se de algum processo</p><p>maligno/cancerígeno abdominal. Porque a linfa que vem do estomago e intestino ela é</p><p>canalisada pelo tronco intestinal. Toda a região abdominal vai para o ducto torácico. É um</p><p>alerta!</p><p>• Cisterna do quilo: é uma dilatação na origem do ducto torácico, formada pela</p><p>confluência de três grandes troncos linfáticos: tronco linfático intestinal, tronco linfático</p><p>lombar direito e tronco linfático lombar esquerdo. Sua importância é devido a grande</p><p>drenagem de gordura proveniente da absorção intestinal.</p><p>Nas neoplasias, esse panorama se deve sobretudo a quadros de disseminação</p><p>hematogênica (metástases). Assim sendo, as células que se dissociam do tumor primário</p><p>adentram os vasos linfáticos, seguindo o curso da via natural de drenagem linfática.</p><p>Posteriormente, as células presentes no tecido linfático são filtradas e aprisionadas nos</p><p>linfonodos, fazendo com que estes se tornem locais de câncer secundário (metástase) e</p><p>cresçam à medida que as células tumorais se multiplicam em seu interior. No caso de</p><p>infecções, por sua vez, as linfadenopatias ocorrem quando o sistema linfático realiza o</p><p>transporte de microrganismos após lesão ou infecção grave.</p><p>O linfedema, um tipo localizado de edema, ocorre quando não há drenagem da linfa de uma</p><p>área do corpo. Por exemplo, se os linfonodos cancerosos forem removidos cirurgicamente</p><p>da axila, pode haver linfedema do membro.</p><p>Os linfonodos da cadeia supra clavicular esquerda compartilham a drenagem linfática com</p><p>a maior parte dos órgãos abdominais. Assim, a palpação de linfonodo endurecido na fossa</p><p>supraclavicular (linfonodo de Virchow - sinal de Troisier) pode representar metástase de</p><p>cânceres abdominais.</p><p>22</p><p>• O ducto torácico, ele vai receber outros ductos, outros troncos. O tronco</p><p>broncomediastinal, o tronco jugular e o tronco subclávio.</p><p>• Por isso que o ducto torácico recebe uma área muito maior do que o ducto torácico</p><p>direito.</p><p>• O ducto torácico recebe toda a região abdominal e membro inferior. Aí fica sobrando</p><p>o ducto linfático direito. Então, terei o tronco mediastinal, o tronco subclávio e o tronco</p><p>jugular direito que se unem.</p><p>• Resumindo: a cisterna do quilo, é essa confluência desses três troncos.</p><p>DRENAGEM LINFÁTICA – CABEÇA E PESCOÇO</p><p>23</p><p>24</p><p>FACE E COURO CABELUDO</p><p>Drenagem linfática – LINFONODOS SUPERFICIAIS</p><p>• A drenagem linfática do couro cabeludo, em geral, segue o padrão de distribuição arterial.</p><p>• Os vasos linfáticos na região occipital inicialmente drenam para os linfonodos occipitais,</p><p>perto da inserção do músculo trapézio na base do crânio.</p><p>• Mais à frente na via, os linfonodos occipitais drenam para os linfonodos cervicais</p><p>profundos superiores. Também há uma certa drenagem direta para os linfonodos cervicais</p><p>profundos superiores a partir dessa parte do couro cabeludo.</p><p>• A linfa do couro cabeludo, da face e da região occipital é drenada por linfonos regionais,</p><p>que são:</p><p>o Submentual: situados no trígono submentual, entre os ventres anteriores do</p><p>músculo digástrico, o hioide e a mandíbula. Podem estar próximos à</p><p>mandíbula, próximos ao hioide ou à meia distância desses ossos. Recebem</p><p>linfa da pele do mento, da gengiva inferior da região de incisivos, da parte</p><p>mediana do lábio inferior, da parte anterior do soalho da boca, dos incisivos</p><p>inferiores, do ápice da língua e da região sublingual.</p><p>o Submandibular: localizados no trígono submandibular, entre os ventres</p><p>anterior e posterior do digástrico e a mandíbula. Recebem linfa dos dentes</p><p>(exceto incisivos inferiores), da gengiva vestibular superior, da gengiva</p><p>vestibular e lingual inferior da região de canino a molar, do lábio superior, das</p><p>partes laterais do lábio inferior, das bochechas, da parte lateral do mento, do</p><p>nariz, do corpo da língua, das glândulas submandibular e sublingual, do soalho</p><p>da boca, da parte anterior da cavidade nasal e do palato. Dividem-se em três</p><p>grupos: pré-glandular, situado anteriormente à glândula submandibular; pré-</p><p>vascular, próximo à veia facial; retrovascular, localizado posteriormente à veia</p><p>facial.</p><p>o Parotídeo: à frente da orelha. Recebem a linfa da glândula parótida.</p><p>o Mastoideo: localizados atrás da orelha, recebem linfa da orelha e da região</p><p>posterolateral do couro cabeludo.</p><p>o Occipital: recebem linfa da região posterior do couro cabeludo.</p><p>A linfa proveniente dos linfonodos superficiais descritos anteriormente vai para os linfonodos</p><p>cervicais profundos, distribuídos ao longo da veia jugular interna.</p><p>A partir destes, os vasos linfáticos formam, de cada lado, o tronco jugular.</p><p>O tronco jugular esquerdo desemboca no ducto torácico, que termina na junção entre as</p><p>veias jugular interna e subclávia esquerdas.</p><p>O tronco jugular direito desemboca no ducto linfático direito ou diretamente na junção entre</p><p>as veias jugular interna e subclávia.</p><p>25</p><p>1. Linfonodos occipitais. 2. Linfonodos mastóideos. 3. Linfonodos parotídeos. 4. Linfonodos</p><p>faciais. 5. Linfonodos submandibulares. 6. Linfonodos submentuais. 7. Linfonodos cervicais</p><p>profundos.</p><p>Os vasos linfáticos da parte superior do couro cabeludo drenam em duas direções:</p><p>■ Posteriormente ao vértice da cabeça, eles drenam para os linfonodos</p><p>mastóideos</p><p>(retroauriculares/auriculares posteriores), posteriores à orelha, perto do processo mastoide</p><p>do osso temporal, e vasos eferentes desses linfonodos drenam para os linfonodos cervicais</p><p>profundos superiores;</p><p>■ Anteriormente ao vértice da cabeça, drenam para os linfonodos preauriculares e</p><p>parotídeos, anteriores à orelha, na superfície da parótida.</p><p>Finalmente, pode haver uma certa drenagem linfática da fronte para os linfonodos</p><p>submandibulares por meio de vasos eferentes que seguem a artéria facial.</p><p>26</p><p>DRENAGEM DA REGIÃO CERVICAL</p><p>Drenagem venosa superficial</p><p>• As veias jugulares externas e anteriores são as responsáveis pela drenagem superficial</p><p>do pescoço</p><p>Veias jugulares externas</p><p>• A veia jugular externa é formada posteriormente ao ângulo da mandíbula, quando a veia</p><p>auricular posterior e a veia retromandibular se unem:</p><p>o A veia auricular posterior drena o couro cabeludo atrás e acima da orelha</p><p>o A veia retromandibular é formada quando as veias temporal superficial e</p><p>maxilar se unem na substância da glândula parótida e desce até o ângulo da</p><p>mandíbula, onde se divide em uma divisão anterior e outra posterior – a divisão</p><p>posterior se une à veia auricular para formar a veia jugular externa, e a divisão</p><p>anterior se une à veia facial para formar a veia facial comum, que passa</p><p>profundamente e se torna uma tributária da veia jugular interna.</p><p>• Uma vez formada, a veia jugular externa passa diretamente para baixo do pescoço na</p><p>fáscia superficial, ficando superficial ao músculo esternocleidomastóideo por todo o seu</p><p>percurso, cruzando-o diagonalmente em sua descida.</p><p>• Chegando à parte inferior do pescoço, imediatamente superior à clavícula e</p><p>imediatamente posterior ao músculo esternocleidomastóideo, a veia jugular externa</p><p>perfura a lâmina superficial da fáscia cervical, passa profundamente à clavícula e entra</p><p>na veia subclávia.</p><p>• Tributárias recebidas pela veia jugular externa em seu percurso incluem a veia jugular</p><p>externa posterior (que drena áreas superficiais da nuca) e as veias cervical transversa e</p><p>supraescapular (que drenam a região escapular posterior).</p><p>Veias jugulares anteriores</p><p>• As veias jugulares anteriores, embora variáveis e inconsistentes, são normalmente</p><p>descritas como drenando a região anterior do pescoço. Esse par de vasos, que</p><p>começam como pequenas veias, se juntam na altura do osso hioide ou imediatamente</p><p>superior a ele. Uma vez formada, cada veia jugular anterior desce a cada lado da linha</p><p>média do pescoço.</p><p>• Inferiormente, próximo à inserção medial do músculo esternocleidomastóideo, cada veia</p><p>jugular anterior perfura a lâmina superficial da fáscia cervical para entrar na veia</p><p>subclávia. Ocasionalmente, a veia jugular anterior penetra na veia jugular externa</p><p>imediatamente antes de a veia jugular externa entrar na veia subclávia.</p><p>• Frequentemente, as veias jugulares anteriores direita e esquerda se comunicam entre</p><p>si, sendo conectadas por um arco venoso jugular na região da incisura supraesternal.</p><p>27</p><p>Linfonodos Cervicais Profundos</p><p>• Cervicais profundos superior e inferior (VJI);</p><p>• Pré-laríngeos;</p><p>• Pré-traqueais;</p><p>• Paratraqueais;</p><p>• Retrofaríngeos;</p><p>• Júgulo-digátrico;</p><p>• Júgulo-omo-hioideo</p><p>28</p><p>• A maioria dos tecidos superficiais no pescoço é drenada por vasos linfáticos que</p><p>entram nos linfonodos cervicais superficiais, situados ao longo do trajeto da VJE. A</p><p>linfa desses linfonodos, como a linfa de toda a cabeça e pescoço, drena para os</p><p>linfonodos cervicais profundos inferiores.</p><p>• O grupo específico de linfonodos cervicais profundos inferiores desce através da</p><p>região cervical lateral com o nervo acessório (NC XI).</p><p>• Em seguida, a maior parte da linfa dos seis a oito linfonodos drena para o grupo</p><p>supraclavicular de linfonodos, que acompanham a artéria cervical transversa.</p><p>• O principal grupo de linfonodos cervicais profundos forma uma cadeia ao longo da</p><p>VJI, principalmente sob o músculo ECM.</p><p>• Outros linfonodos cervicais profundos incluem os linfonodos pré-laríngeos, pré-</p><p>traqueais, paratraqueais e retrofaríngeos.</p><p>• Os vasos linfáticos eferentes dos linfonodos cervicais profundos unem-se para formar</p><p>os troncos linfáticos jugulares, que geralmente se unem ao ducto torácico no lado</p><p>esquerdo e entram na junção das veias jugular interna e subclávia (ângulo venoso</p><p>direito) diretamente ou através de um ducto linfático direito curto à direita.</p><p>O ducto torácico segue em sentido superior através da abertura superior do tórax, ao</p><p>longo da margem esquerda do esôfago. Curva-se lateralmente na raiz do pescoço,</p><p>posteriormente à bainha carótica e anteriormente ao tronco simpático e às artérias vertebral</p><p>e subclávia.</p><p>O ducto torácico entra na veia braquiocefálica esquerda na junção da veia subclávia</p><p>e VJI (ângulo venoso esquerdo).</p><p>Quando os troncos linfáticos jugular direito, subclávio e broncomediastinal unem-se</p><p>para formar um ducto linfático direito, ele entra no ângulo venoso direito, do mesmo modo</p><p>que o ducto torácico no lado esquerdo. Muitas vezes, porém, esses troncos linfáticos entram</p><p>separados no sistema venoso, na região do ângulo venoso direito</p>

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