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INTRODUÇÃO À ARQUITETURA E URBANISMO junção

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Assinale qual é este elemento e as suas propriedades corretas:

A) A reta e as suas propriedades de comprimento, direção e superfície.
B) O plano e as suas propriedades de comprimento, largura, profundidade e superfície.
C) O plano e as suas propriedades de comprimento, largura, formato e superfície.
D) O volume e as suas propriedades de comprimento, largura, profundidade, forma e superfície.
E) O volume e as suas propriedades de comprimento, largura, profundidade, formato e superfície.

A forma pode ser identificada pelas figuras primárias:

A) O ponto, a reta e o plano.
B) A reta, o volume e o plano.
C) O cubo, o cilindro, o quadrado e a pirâmide.
D) A esfera, o cilindro, o cone e o cubo.
E) O círculo, o triângulo e o quadrado.

A Villa Rotonda, projeto do arquiteto italiano Andrea Palladio, pode ser considerada no que diz respeito à sua forma:

A) Forma regular, forma aditiva e forma centralizada.
B) Forma irregular, forma aditiva e forma agrupada.
C) Forma regular, forma aditiva e forma agrupada.
D) Forma irregular, forma aditiva e forma centralizada.
E) Forma irregular, forma subtrativa e forma radial.

Ao analisar o projeto abaixo, do arquiteto Mies Van Der Hohe, podemos afirmar, no que diz respeito aos elementos horizontais e suas aberturas:

A) Identificamos um plano base, plano de cobertura e abertura em planos.
B) Identificamos o plano de base elevado e aberturas em quinas.
C) Identificamos o plano de base elevado, plano de cobertura e aberturas entre 2 planos.
D) Identificamos plano de base rebaixado, plano de base e abertura em plano.
E) Identificamos o plano de cobertura e aberturas em quinas.

As aberturas nos planos de fechamentos influenciam de forma direta na relação visual interior e exterior de um cômodo. Sobre as aberturas podemos afirmar:

A) As aberturas localizadas ao longo das arestas dos planos de fechamento do espaço fortalecem visualmente as quinas do volume, promovendo uma continuidade visual e interação com os espaços adjacentes.
B) Uma abertura pode estar localizada na própria quina dos planos da parede ou na quina da parede com o teto, mas somente nesta segunda opção é que teremos efetivamente a abertura em um canto no espaço.
C) Na abertura entre dois planos uma abertura pode se estender verticalmente entre o piso e o teto e horizontalmente entre duas paredes.
D) O tamanho, o formato e a localização da abertura são determinantes na configuração de um cômodo. Podemos influenciar na ventilação e iluminação natural do espaço, mas essa abertura não terá relação com o "foco" no ambiente.
E) A luz do sol através das aberturas projeta sombras nas superfícies dos planos e, através dessa projeção, conseguimos perceber o tamanho da abertura, mas dificilmente seu desenho.

2) Na organização de um espaço temos 5 tipos de organizações espaciais. Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao tipo de organização e às suas características:
A) A organização linear consiste em formas e espaços cujas relações entre si são reguladas por um padrão ou campo reticulado tridimensional. A malha dessa organização se transforma em um conjunto de módulos de espaços repetitivos.
B) A organização centralizada consiste numa composição estável e concentrada, que possui espaços secundários agrupados ao redor de um espaço central grande e dominante. O padrão de circulação e o movimento dentro dessa organização pode ter forma radial ou espiral ou compor um circuito.
C) A organização radial se baseia na proximidade física para relacionar seus espaços entre si. Consiste em espaços celulares repetitivos e com forma flexível, podendo crescer ou mudar rapidamente.
D) A organização em malha consiste, essencialmente, em uma série de espaços repetitivos. Esses espaços podem estar diretamente relacionados entre si ou conectados por meio de um espaço linear separado e distinto.
E) A organização aglomerada consiste em um espaço central dominante no qual uma série de organizações lineares se estendem ao redor. Por meio de seus braços lineares, consegue se estender e se conectar a características ou elementos específicos do espaço.

3) Os elementos de circulação, o acesso e a entrada podem ser identificados neste reconhecido projeto de galeria de arte na Irlanda. Com base na imagem e na planta baixa de um pavimento, indique a resposta que caracteriza a edificação:
A) Acesso frontal e oblíquo e entrada projetada.
B) Acesso frontal e entrada recuada.
C) Acesso espiral e entrada frontal.
D) Acesso frontal e oblíquo e entrada recuada.
E) Acesso oblíquo e entrada projetada.

4) Outros elementos importantes no sistema de circulação de um espaço são a configuração do percurso, o desenho da circulação e a relação entre os percursos e espaços. Com base nesses tópicos, o que podemos afirmar sobre a planta do projeto abaixo?
A) O projeto tem uma circulação em grelha, relacionando-se com os espaços passando ao lado.
B) A circulação termina nos espaços e tem uma configuração em rede.
C) A configuração da circulação é radial devido aos seus braços lineares e a circulação passa ao lado dos espaços.
D) A circulação tem configuração linear e se relaciona com os espaços passando ao lado.
E) A circulação tem configuração linear e passa através dos espaços.

5) Sobre o elemento do sistema de circulação, a forma do espaço, podemos afirmar:
A) O espaço de circulação tem sempre um dos lados fechados por um elemento vertical, para estar de acordo com as normas de segurança.
B) O "pé direto" não é uma propriedade relevante quando se trata das circulações nos espaços.
C) As circulações sempre vão ser direcionadas, jamais aleatórias.
D) As escadas permitem a nossa circulação vertical entre os diferentes níveis de uma edificação ou espaços externos. A inclinação de uma escada, determinada pelas dimensões dos espelhos e pisos de seus degraus, deve ser proporcional ao movimento e capacidade dos nossos corpos.
E) A largura da escada não tem relação com a função do espaço e, sim, com a ergonomia e o conforto.

Quais são as propriedades de estabilidade das pirâmides em comparação com os cones?

a) As pirâmides possuem faces laterais planas, conferindo-lhes estabilidade ao repousar sobre elas.
b) As pirâmides são mais instáveis do que os cones devido à sua base quadrada.
c) As pirâmides são mais estáveis do que os cones quando inclinadas ou invertidas.

A Villa Rotonda, projeto do arquiteto italiano Andrea Palladio, pode ser considerada no que diz respeito à sua forma:

A) Forma regular, forma aditiva e forma centralizada.
B) Forma irregular, forma aditiva e forma agrupada.
C) Forma regular, forma aditiva e forma agrupada.
D) Forma irregular, forma aditiva e forma centralizada.
E) Forma irregular, forma subtrativa e forma radial.

Ao analisar o projeto abaixo, do arquiteto Mies Van Der Hohe, podemos afirmar, no que diz respeito aos elementos horizontais e suas aberturas:

A) Identificamos um plano base, plano de cobertura e abertura em planos.
B) Identificamos o plano de base elevado e aberturas em quinas.
C) Identificamos o plano de base elevado, plano de cobertura e aberturas entre 2 planos.
D) Identificamos plano de base rebaixado, plano de base e abertura em plano.
E) Identificamos o plano de cobertura e aberturas em quinas.

As aberturas nos planos de fechamentos influenciam de forma direta na relação visual interior e exterior de um cômodo. Suas características podem influenciar no grau de fechamento do plano, na vista e na iluminação. Sobre as aberturas podemos afirmar:

A) As aberturas localizadas ao longo das arestas dos planos de fechamento do espaço fortalecem visualmente as quinas do volume, promovendo uma continuidade visual e interação com os espaços adjacentes.
B) Uma abertura pode estar localizada na própria quina dos planos da parede ou na quina da parede com o teto, mas somente nesta segunda opção é que teremos efetivamente a abertura em um canto no espaço.
C) Na abertura entre dois planos uma abertura pode se estender verticalmente entre o piso e o teto e horizontalmente entre duas paredes.
D) O tamanho, o formato e a localização da abertura são determinantes na configuração de um cômodo. Podemos influenciar na ventilação e iluminação natural do espaço, mas essa abertura não terá relação com o "foco" no ambiente.
E) A luz do sol através das aberturas projeta sombras nas superfícies dos planos e, através dessa projeção, conseguimos perceber o tamanho da abertura, mas dificilmente seu desenho.

5) Sobre o elemento do sistema de circulação, a forma do espaço, podemos afirmar:
A) O espaço de circulação tem sempre um dos lados fechados por um elemento vertical, para estar de acordo com as normas de segurança.
B) O "pé direto" não é uma propriedade relevante quando se trata das circulações nos espaços.
C) As circulações sempre vão ser direcionadas, jamais aleatórias.
D) As escadas permitem a nossa circulação vertical entre os diferentes níveis de uma edificação ou espaços externos. A inclinação de uma escada, determinada pelas dimensões dos espelhos e pisos de seus degraus, deve ser proporcional ao movimento e capacidade dos nossos corpos.
E) A largura da escada não tem relação com a função do espaço e, sim, com a ergonomia e o conforto.

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Questões resolvidas

Assinale qual é este elemento e as suas propriedades corretas:

A) A reta e as suas propriedades de comprimento, direção e superfície.
B) O plano e as suas propriedades de comprimento, largura, profundidade e superfície.
C) O plano e as suas propriedades de comprimento, largura, formato e superfície.
D) O volume e as suas propriedades de comprimento, largura, profundidade, forma e superfície.
E) O volume e as suas propriedades de comprimento, largura, profundidade, formato e superfície.

A forma pode ser identificada pelas figuras primárias:

A) O ponto, a reta e o plano.
B) A reta, o volume e o plano.
C) O cubo, o cilindro, o quadrado e a pirâmide.
D) A esfera, o cilindro, o cone e o cubo.
E) O círculo, o triângulo e o quadrado.

A Villa Rotonda, projeto do arquiteto italiano Andrea Palladio, pode ser considerada no que diz respeito à sua forma:

A) Forma regular, forma aditiva e forma centralizada.
B) Forma irregular, forma aditiva e forma agrupada.
C) Forma regular, forma aditiva e forma agrupada.
D) Forma irregular, forma aditiva e forma centralizada.
E) Forma irregular, forma subtrativa e forma radial.

Ao analisar o projeto abaixo, do arquiteto Mies Van Der Hohe, podemos afirmar, no que diz respeito aos elementos horizontais e suas aberturas:

A) Identificamos um plano base, plano de cobertura e abertura em planos.
B) Identificamos o plano de base elevado e aberturas em quinas.
C) Identificamos o plano de base elevado, plano de cobertura e aberturas entre 2 planos.
D) Identificamos plano de base rebaixado, plano de base e abertura em plano.
E) Identificamos o plano de cobertura e aberturas em quinas.

As aberturas nos planos de fechamentos influenciam de forma direta na relação visual interior e exterior de um cômodo. Sobre as aberturas podemos afirmar:

A) As aberturas localizadas ao longo das arestas dos planos de fechamento do espaço fortalecem visualmente as quinas do volume, promovendo uma continuidade visual e interação com os espaços adjacentes.
B) Uma abertura pode estar localizada na própria quina dos planos da parede ou na quina da parede com o teto, mas somente nesta segunda opção é que teremos efetivamente a abertura em um canto no espaço.
C) Na abertura entre dois planos uma abertura pode se estender verticalmente entre o piso e o teto e horizontalmente entre duas paredes.
D) O tamanho, o formato e a localização da abertura são determinantes na configuração de um cômodo. Podemos influenciar na ventilação e iluminação natural do espaço, mas essa abertura não terá relação com o "foco" no ambiente.
E) A luz do sol através das aberturas projeta sombras nas superfícies dos planos e, através dessa projeção, conseguimos perceber o tamanho da abertura, mas dificilmente seu desenho.

2) Na organização de um espaço temos 5 tipos de organizações espaciais. Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao tipo de organização e às suas características:
A) A organização linear consiste em formas e espaços cujas relações entre si são reguladas por um padrão ou campo reticulado tridimensional. A malha dessa organização se transforma em um conjunto de módulos de espaços repetitivos.
B) A organização centralizada consiste numa composição estável e concentrada, que possui espaços secundários agrupados ao redor de um espaço central grande e dominante. O padrão de circulação e o movimento dentro dessa organização pode ter forma radial ou espiral ou compor um circuito.
C) A organização radial se baseia na proximidade física para relacionar seus espaços entre si. Consiste em espaços celulares repetitivos e com forma flexível, podendo crescer ou mudar rapidamente.
D) A organização em malha consiste, essencialmente, em uma série de espaços repetitivos. Esses espaços podem estar diretamente relacionados entre si ou conectados por meio de um espaço linear separado e distinto.
E) A organização aglomerada consiste em um espaço central dominante no qual uma série de organizações lineares se estendem ao redor. Por meio de seus braços lineares, consegue se estender e se conectar a características ou elementos específicos do espaço.

3) Os elementos de circulação, o acesso e a entrada podem ser identificados neste reconhecido projeto de galeria de arte na Irlanda. Com base na imagem e na planta baixa de um pavimento, indique a resposta que caracteriza a edificação:
A) Acesso frontal e oblíquo e entrada projetada.
B) Acesso frontal e entrada recuada.
C) Acesso espiral e entrada frontal.
D) Acesso frontal e oblíquo e entrada recuada.
E) Acesso oblíquo e entrada projetada.

4) Outros elementos importantes no sistema de circulação de um espaço são a configuração do percurso, o desenho da circulação e a relação entre os percursos e espaços. Com base nesses tópicos, o que podemos afirmar sobre a planta do projeto abaixo?
A) O projeto tem uma circulação em grelha, relacionando-se com os espaços passando ao lado.
B) A circulação termina nos espaços e tem uma configuração em rede.
C) A configuração da circulação é radial devido aos seus braços lineares e a circulação passa ao lado dos espaços.
D) A circulação tem configuração linear e se relaciona com os espaços passando ao lado.
E) A circulação tem configuração linear e passa através dos espaços.

5) Sobre o elemento do sistema de circulação, a forma do espaço, podemos afirmar:
A) O espaço de circulação tem sempre um dos lados fechados por um elemento vertical, para estar de acordo com as normas de segurança.
B) O "pé direto" não é uma propriedade relevante quando se trata das circulações nos espaços.
C) As circulações sempre vão ser direcionadas, jamais aleatórias.
D) As escadas permitem a nossa circulação vertical entre os diferentes níveis de uma edificação ou espaços externos. A inclinação de uma escada, determinada pelas dimensões dos espelhos e pisos de seus degraus, deve ser proporcional ao movimento e capacidade dos nossos corpos.
E) A largura da escada não tem relação com a função do espaço e, sim, com a ergonomia e o conforto.

Quais são as propriedades de estabilidade das pirâmides em comparação com os cones?

a) As pirâmides possuem faces laterais planas, conferindo-lhes estabilidade ao repousar sobre elas.
b) As pirâmides são mais instáveis do que os cones devido à sua base quadrada.
c) As pirâmides são mais estáveis do que os cones quando inclinadas ou invertidas.

A Villa Rotonda, projeto do arquiteto italiano Andrea Palladio, pode ser considerada no que diz respeito à sua forma:

A) Forma regular, forma aditiva e forma centralizada.
B) Forma irregular, forma aditiva e forma agrupada.
C) Forma regular, forma aditiva e forma agrupada.
D) Forma irregular, forma aditiva e forma centralizada.
E) Forma irregular, forma subtrativa e forma radial.

Ao analisar o projeto abaixo, do arquiteto Mies Van Der Hohe, podemos afirmar, no que diz respeito aos elementos horizontais e suas aberturas:

A) Identificamos um plano base, plano de cobertura e abertura em planos.
B) Identificamos o plano de base elevado e aberturas em quinas.
C) Identificamos o plano de base elevado, plano de cobertura e aberturas entre 2 planos.
D) Identificamos plano de base rebaixado, plano de base e abertura em plano.
E) Identificamos o plano de cobertura e aberturas em quinas.

As aberturas nos planos de fechamentos influenciam de forma direta na relação visual interior e exterior de um cômodo. Suas características podem influenciar no grau de fechamento do plano, na vista e na iluminação. Sobre as aberturas podemos afirmar:

A) As aberturas localizadas ao longo das arestas dos planos de fechamento do espaço fortalecem visualmente as quinas do volume, promovendo uma continuidade visual e interação com os espaços adjacentes.
B) Uma abertura pode estar localizada na própria quina dos planos da parede ou na quina da parede com o teto, mas somente nesta segunda opção é que teremos efetivamente a abertura em um canto no espaço.
C) Na abertura entre dois planos uma abertura pode se estender verticalmente entre o piso e o teto e horizontalmente entre duas paredes.
D) O tamanho, o formato e a localização da abertura são determinantes na configuração de um cômodo. Podemos influenciar na ventilação e iluminação natural do espaço, mas essa abertura não terá relação com o "foco" no ambiente.
E) A luz do sol através das aberturas projeta sombras nas superfícies dos planos e, através dessa projeção, conseguimos perceber o tamanho da abertura, mas dificilmente seu desenho.

5) Sobre o elemento do sistema de circulação, a forma do espaço, podemos afirmar:
A) O espaço de circulação tem sempre um dos lados fechados por um elemento vertical, para estar de acordo com as normas de segurança.
B) O "pé direto" não é uma propriedade relevante quando se trata das circulações nos espaços.
C) As circulações sempre vão ser direcionadas, jamais aleatórias.
D) As escadas permitem a nossa circulação vertical entre os diferentes níveis de uma edificação ou espaços externos. A inclinação de uma escada, determinada pelas dimensões dos espelhos e pisos de seus degraus, deve ser proporcional ao movimento e capacidade dos nossos corpos.
E) A largura da escada não tem relação com a função do espaço e, sim, com a ergonomia e o conforto.

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<p>INTRODUÇÃO À ARQUITETURA E URBANISMO</p><p>Introdução à Arquitetura – Elementos</p><p>Primários, Forma e Espaço</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem serão abordados os elementos básicos compositivos de um projeto. Serão vistos os elementos primários, as suas formas e a inserção destes no espaço, para maior embasamento e compreensão de uma linguagem arquitetônica. Serão utilizados desenhos, diagramas e imagens de projetos para que se possa visualizar esses elementos e suas condicionantes no nosso dia-a-dia.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>· Identificar os elementos primários na ordem do seu desenvolvimento.</p><p>· Identificar as formas compositivas e suas variações a partir das figuras primárias.</p><p>· Reconhecer os elementos compositivos no espaço.</p><p>DESAFIO</p><p>Uma das mais famosas casas do mundo, a Casa da Cascata (Casa Kaufmann) projetada pelo arquiteto americano Frank Lloyd Wright, em 1934, foi considerada uma introdução da arquitetura moderna em seu país.</p><p>Tendo como base os elementos primários na concepção de uma obra arquitetônica, faça um parágrafo salientando as características que podemos descrever ao visualizar a obra de Frank Lloyd Wright no que diz respeito aos planos, à forma e suas articulações e à forma como elemento definidor do espaço.</p><p>INFOGRÁFICO</p><p>Veja no esquema os elementos primários na ordem do seu desenvolvimento.</p><p>CONTEÚDO DO LIVRO</p><p>Algumas definições de arquitetura descrevem a disciplina como o jogo da manipulação das formas sob a luz. Esta definição parece correta, mesmo que às vezes não se conheça corretamente quais formas seriam manipuladas e, em alguns casos, o que é a forma. Para que os profissionais possam executar projetos com qualidade, é preciso que conheçam a geometria que estará presente em suas obras.</p><p>Neste capítulo Introdução à Arquitetura: Elementos Primários, Forma e Espaço, da obra Arquitetura e Urbanismo, você conhecerá quais são os elementos primários envolvidos na forma arquitetônica, desde as formas primitivas bidimensionais, como o círculo e o quadrado até chegar nos sólidos puros, ou platônicos, que podem ser combinados para formar projetos como os dos exemplos que você verá ao longo do capítulo.</p><p>Boa leitura.</p><p>ARQUITETURA E URBANISMO</p><p>Gabriel Lima Giambastiani</p><p>Introdução à arquitetura: elementos primários, forma e espaço</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>· Identificar os elementos primários na ordem do seu desenvolvimento.</p><p>· Determinar as formas compositivas e suas variações a partir das figuras primárias.</p><p>· Reconhecer os elementos compositivos do espaço.</p><p>Introdução</p><p>A arquitetura sempre esteve ligada à geometria, seja no processo de representação — utilizando a geometria descritiva —, seja no processo criativo, no qual formas básicas são combinadas para gerar o espaço arquitetônico. Ao longo da história, é possível observar uma preferência por composições em que sejam identificáveis as formas primitivas que as geraram, aumentando a importância do conhecimento sobre o assunto por parte dos projetistas.</p><p>Neste capítulo, você identificará os elementos primários na compo- sição arquitetônica e como eles podem ser combinados em projetos. Também estudará sobre o conceito de forma, quais são as figuras primi- tivas bidimensionais, bem como os sólidos primários e platônicos, com exemplos de diversos períodos da história.</p><p>1 Elementos primários conforme seu desenvolvimento</p><p>A definição de arquitetura feita por Le Corbusier é amplamente conhecida, que define a profissão como “[…] o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes</p><p>(</p><p>Figura</p><p>1.</p><p>“A</p><p>lição</p><p>de</p><p>Roma”</p><p>(Le</p><p>Corbusier).</p><p>Fonte:</p><p>Le</p><p>Corbusier</p><p>(2007,</p><p>p.</p><p>200).</p><p>)dispostos sob a luz” (LE CORBUSIER, 2007, p. 102). Menos conhecida — como é comum com frases célebres — é a justificativa que o mestre suíço apresenta após o aforismo: “[…] nossos olhos foram feitos para ver formas na luz; sombra e luz revelam as formas: cubos, cones, esferas, cilindros e pirâmides são as grandes formas primárias que a luz revela bem” (LE CORBUSIER, 2007, p. 102). Para Le Corbusier (2007), a arquitetura trata da manipulação de formas de modo que sejam percebidas da maneira mais clara possível por quem as observa. Ainda no mesmo livro, o autor expande sua apologia à combinação de formas simples como a base da arquitetura de qualidade ao elogiar as construções romanas em um capítulo chamado “A lição de Roma”, cuja ilustração você pode ver na Figura 1. “A luz toca as formas puras e as retribui com juros. Massas simples desenvolvem superfícies imensas que se apresentam com uma variedade carac- terística, de acordo com o tipo de questão que se apresenta: cúpulas, abóbadas, cilindros, prismas retangulares ou pirâmides” (LE CORBUSIER, 2007, p. 200).</p><p>Ao entender a forma como parte essencial da arquitetura, é preciso ter uma definição clara do que é a forma exatamente. Le Corbusier (2007) exalta o uso de formas puras nas composições sem, no entanto, definir o que é forma.</p><p>(</p><p>10</p><p>) (</p><p>Introdução</p><p>à</p><p>arquitetura:</p><p>elementos</p><p>primários,</p><p>forma</p><p>e</p><p>espaço</p><p>)</p><p>(</p><p>Introdução</p><p>à</p><p>arquitetura:</p><p>elementos</p><p>primários,</p><p>forma</p><p>e</p><p>espaço</p><p>) (</p><p>16</p><p>)</p><p>Nesse sentido, Edmund Bacon (1967, p. 16) apresenta a forma, especificamente a forma arquitetônica, como “[...] o ponto de contato entre massa e espaço”. Bacon (1967) vai ao encontro de Le Corbusier (2007) ao afirmar que a “[...] clareza e o vigor com que a relação entre massa e espaço é resolvida” seria uma das características inerentes à arquitetura de excelência (BACON, 1967, p. 16). Francis Ching (2013, p. 34) traz exemplos concretos para a sua definição do termo; para ele, a forma pode referir-se tanto à “[...] aparência externa passível de ser reconhecida”, como a cubos, cadeiras e, até mesmo, um corpo humano quanto a “[...] uma condição particular na qual algo atua ou se manifesta, como quando falamos de água na forma de gelo ou de vapor” (CHING, 2013,</p><p>(</p><p>Quadro</p><p>1.</p><p>As</p><p>quatro</p><p>propriedades</p><p>que</p><p>determinam</p><p>a</p><p>forma</p><p>de</p><p>um</p><p>objeto</p><p>Fonte:</p><p>Adaptado</p><p>de</p><p>Ching</p><p>(2013).</p><p>)p. 34) . Para isso, o autor enumera quatro propriedades — formato, tamanho, cor e textura — que ajudam a especificar a forma de um objeto (Quadro 1).</p><p>Formato</p><p>O contorno característico ou a configuração da superfície de uma forma específica. Formato é o</p><p>principal aspecto por meio do qual</p><p>identificamos e classificamos as formas.</p><p>Tamanho</p><p>As dimensões físicas de comprimento, largura e profundidade de uma</p><p>forma. Embora essas dimensões determinem as proporções de uma forma, sua escala é determinada por seu tamanho relativo a outras</p><p>formas de seu contexto.</p><p>Cor</p><p>Um fenômeno de luz e percepção visual que pode ser descrito em termos da percepção que um indivíduo tem de matiz, saturação e valor tonal. A</p><p>cor é o atributo que mais distingue</p><p>uma forma de seu ambiente. Também afeta o peso visual de uma forma.</p><p>Textura</p><p>Qualidade visual e tátil conferida a uma superfície pelo tamanho, pelo formato, pela disposição e pela proporção das partes. A textura também determina o grau em que as superfícies de uma forma refletem ou absorvem a luz incidente.</p><p>(</p><p>Figura</p><p>2.</p><p>Ilusão</p><p>de</p><p>óptica.</p><p>Fonte:</p><p>OpenClipart-Vectors/Pixabay.com.</p><p>)No entanto, as formas também podem ser percebidas e diferenciadas em relação a outras formas. Você já deve ter visto alguma imagem de ilusão de óptica, na qual a percepção do tamanho de um objeto é distorcida pela presença de outros elementos gráficos. A Figura 2 traz um exemplo clássico desse tipo de distorção. É possível observar como as linhas horizontais parecem estar inclinadas pelo posicionamento estratégico dos quadrados pretos e brancos. Ao olhar com atenção, no entanto, percebe-se que elas são paralelas.</p><p>No exemplo da Figura 2, a geometria das linhas não é alterada, mas, pa- radoxalmente, a sua forma é, ou seja, a maneira como nossos olhos percebem uma figura em relação a outras pode transformar</p><p>a forma. Le Corbusier (2007), Bacon (1967) e Ching (2013) afirmam que a forma só existe na percepção humana. Para tratar das relações entre formas, Ching (2013) estabeleceu três propriedades que ditam a maneira como as formas são percebidas (Quadro 2).</p><p>Posição</p><p>A localização de uma forma em relação ao seu ambiente ou ao campo visual dentro do qual ela é vista.</p><p>Orientação</p><p>A direção de uma forma em relação ao plano do solo, aos pontos cardeais, a outras formas ou ao observador.</p><p>Inércia visual</p><p>O grau de concentração e estabilidade de uma forma. A inércia visual de uma forma depende de sua geometria, bem como de sua orientação em relação ao plano do</p><p>solo, à força da gravidade e à nossa linha de visão.</p><p>(</p><p>Quadro</p><p>2.</p><p>Padrão</p><p>e</p><p>composição</p><p>de</p><p>formas</p><p>Fonte:</p><p>Adaptado</p><p>de</p><p>Ching</p><p>(2013).</p><p>)As formas primitivas, ou figuras primárias, são um conjunto de figuras geométricas que podem ser facilmente reconhecíveis pelos seres humanos, e às quais as pessoas tendem a reduzir todas as formas mais complexas. Em outras palavras, quando você vê uma garrafa, seu cérebro tende a interpretar aquela forma como um agrupamento de cilindros, por exemplo. Esse processo cognitivo é parte da psicologia da Gestalt, explicada por Ching (2013, p. 38) da seguinte maneira:</p><p>[...] a psicologia gestaltística afirma que a mente simplifica o meio visual a fim de compreendê-lo. Dada qualquer composição de formas, temos a ten- dência a reduzir o tema, em nosso campo visual, aos formatos mais simples e regulares. Quanto mais simples e regular for um formato, mais fácil será percebê-lo e compreendê-lo.</p><p>As figuras primitivas, puras ou regulares são definidas de modo geométrico como aqueles polígonos que “[...] têm seus vértices igualmente espaçados em um círculo de modo que suas arestas sejam do mesmo tamanho” (POTTMANN et al., 2007, p. 79). Dessa maneira, as figuras primitivas mais conhecidas são o triângulo equilátero, o quadrado e o pentágono, embora todos os polígonos que</p><p>(</p><p>Figura</p><p>3.</p><p>Círculo,</p><p>triângulo,</p><p>quadrado,</p><p>pentágono</p><p>e</p><p>hexágono.</p><p>Fonte:</p><p>Ching</p><p>(2013,</p><p>p.</p><p>38).</p><p>)obedeçam às regras já citadas, independentemente do número de arestas, são considerados regulares. A Figura 3 demonstra diferentes figuras primitivas.</p><p>2 Formas compositivas e suas variações a partir das figuras primárias</p><p>Conta-se que o navio de Aristipo de Cirene naufragou próximo à cidade de Rodes e, ao chegar à praia, o filósofo encontrou algumas figuras regula- res desenhadas na areia; vendo aquilo, gritou para os outros sobreviventes: “Animem-se! Vejo sinais de humanidade” (VITRUVIUS, 2006, p. 167).</p><p>Os principais exemplos das figuras primitivas, aquelas cujas arestas po- dem ser posicionadas de maneira equidistante em um círculo, são o próprio círculo, o triângulo e o quadrado. Para autores como Le Corbusier (2007) e Bacon (1967), é na articulação das formas primárias que está a chave para a produção de projetos arquitetônicos de excelência.</p><p>Círculo</p><p>O círculo é a epítome da forma ideal, uma vez que qualquer ponto que seja posicionado sobre sua aresta se encontrará exatamente à mesma distância do centro da figura do que outro ponto qualquer posicionado sobre essa mesma linha. Talvez por essa característica, essa forma é comumente associada a divindades e outros fenômenos de difícil explicação:</p><p>[...] o círculo é relacionado com o divino: um simples círculo representa a eternidade desde a antiguidade, visto que ele não tem nem início nem fim. Um texto antigo diz que Deus é um círculo cujo centro está em todo lugar mas cuja circunferência não está em lugar nenhum (MUNARI, 2012, p. 5).</p><p>Embora Munari (2012) associe o círculo ao divino, afastando-o das cons- truções, as quais ele associa ao quadrado, existem grandes possibilidades compositivas utilizando essa figura geométrica. Ching (2013) trata o círculo como uma figura centralizadora e introvertida, uma forma adequada para programas que demandem centralidade. Ao combinar o círculo com formas retas ou angulares, é possível, ainda segundo Ching (2013, p. 39), “[...] induzir no círculo um movimento de rotação aparente”. A Figura 4a traz exemplos de composições com círculos e seções de círculos.</p><p>(</p><p>(a)</p><p>(b)</p><p>Figura</p><p>4.</p><p>(a)</p><p>Composições</p><p>com</p><p>círculos</p><p>e</p><p>seções</p><p>de</p><p>círculos;</p><p>(b)</p><p>planta</p><p>baixa</p><p>da</p><p>Assembleia</p><p>Legislativa</p><p>de</p><p>Chandigarh</p><p>(Le</p><p>Corbusier).</p><p>Fonte:</p><p>(a)</p><p>Ching</p><p>(2013,</p><p>p.</p><p>39);</p><p>(b)</p><p>Ching,</p><p>Jarzombek</p><p>e</p><p>Prakash</p><p>(2019,</p><p>p.</p><p>758).</p><p>)Na arquitetura moderna, tornou-se comum a prática da combinação de formas puras. Um dos exemplos mais interessantes desse tipo de composição é o Edifício da Assembleia Legislativa de Chandigarh, projetado por Le Corbusier (CHING; JARZOMBEK; PRAKASH, 2019), que insere um círculo dentro de um quadrado para o programa especial do edifício (Figura 4b).</p><p>Quadrado</p><p>Chama-se quadrado o polígono formado por quatro arestas de mesma dimen- são. Trata-se de uma figura intuitiva que pode ser desenhada e identificada facilmente. Munari (2012, p. 5) afirma que “[...] o quadrado é fortemente ligado com o homem e suas construções, arquitetura, estruturas harmônicas,</p><p>escritas e outras expressões” que demandem estabilidade. Para Ching (2013), o quadrado é a representação simbólica do puro e do racional, uma figura estática e neutra. O autor defende que todos os retângulos, mesmo aqueles cujas arestas tenham dimensões diferentes, são derivações do quadrado, configurando apenas “[...] desvios de uma norma pelo aumento de altura ou da largura” (CHING, 2013, p. 41).</p><p>(</p><p>(a)</p><p>(b)</p><p>Figura</p><p>5.</p><p>(a)</p><p>Rotações</p><p>de</p><p>quadrados;</p><p>(b)</p><p>elevação</p><p>da</p><p>Casa</p><p>del</p><p>Fascio</p><p>(Giuseppe</p><p>Terragni).</p><p>Fonte:</p><p>(a)</p><p>Ching</p><p>(2013,</p><p>p.</p><p>41);</p><p>(b)</p><p>Alonso</p><p>Pereira</p><p>(2010,</p><p>p.</p><p>270).</p><p>)A rotação do quadrado altera a percepção de sua forma, que pode variar de estática, quando repousa sobre uma das arestas, à dinâmica, com sensação de movimento, quando está apoiado sobre um dos vértices com rotação que faça com que suas diagonais fiquem não horizontais e verticais (Figura 5a). Na arquitetura, abundam os exemplos de composições utilizando combinações de quadrados. Na arquitetura moderna, arquitetos como Mies van der Rohe, Bakema e Louis Kahn ficaram conhecidos por criarem composições pela combinação de figuras geométricas puras, em especial, o quadrado. Na Figura 5b, é possível observar a elevação da Casa del Fascio, do arquiteto italiano Giuseppe Terragni, com uma composição utilizando a repetição de quadrados.</p><p>Triângulo</p><p>A terceira figura pura mais comum em composições arquitetônicas é o triângulo, que está presente na arquitetura desde tempos imemoráveis, sendo possível encontrá-lo na arquitetura egípcia produzida por volta do ano 2.500 a.C. Esse fato deve-se à estabilidade da figura quando apoiada sobre uma de suas arestas, como é possível ver na Figura 6a, que traz um corte da Pirâmide de Quéops.</p><p>(</p><p>(a)</p><p>(b)</p><p>Figura</p><p>6.</p><p>(a)</p><p>Pirâmide</p><p>de</p><p>Quéops</p><p>(Egito);</p><p>(b)</p><p>rotação</p><p>de</p><p>um</p><p>triângulo.</p><p>Fonte:</p><p>(a)</p><p>e</p><p>(b)</p><p>Ching</p><p>(2013,</p><p>p.</p><p>40).</p><p>)Ching (2013) postula que o triângulo é sinônimo de estabilidade, e esse é o motivo para a sua presença massiva na arquitetura da Antiguidade. Essa estabilidade só é possível quando ele está apoiado sobre uma das arestas, caso contrário, existe um equilíbrio precário ou, até mesmo, a tendência aparente de cair sobre um dos lados. A Figura 6b demonstra como é verdadeira a percepção apontada por Ching (2013).</p><p>3 Elementos compositivos do espaço</p><p>As figuras primitivas são percebidas de diferentes maneiras dependendo de sua inclinação, posição em relação a outras figuras e repetição. Na arquitetura, no entanto, é raro o trabalho ser feito exclusivamente com um plano único. O trabalho do arquiteto consiste, de forma primária, em arranjar objetos tridi- mensionais em um espaço também tridimensional de modo a gerar artefatos que sejam ao mesmo tempo úteis e belos.</p><p>Em “A lição de Roma”, texto de Le Corbusier (2007), o autor fala em como a luz, ao tocar os sólidos simples,</p><p>gera superfícies imensas que variam de acordo com o tipo de sólido. A seguir, o suíço apresenta sua seleção de sólidos primiti- vos: cúpulas e abóbadas, que podemos simplificar como semiesferas; cilindros; prismas retangulares, entre eles os cubos e paralelepípedos; e as pirâmides.</p><p>Ching (2013), por sua vez, classifica como formas primárias as esferas, os cilindros, os cones, as pirâmides e os cubos. A justificativa de Ching (2013, p. 58) para elencar essas formas como as primárias deve-se ao fato de que estas podem ser “[...] ampliadas ou postas em rotação de modo a gerarem formas vo- lumétricas ou sólidos distintos”. Além disso, ao explicar a origem desses sólidos, o autor defende que sua origem e natureza geométrica são atributos relevantes:</p><p>[...] os círculos geram esferas e cilindros; os triângulos geram cones e pirâ- mides; e os quadrados geram cubos. Nesse contexto, o termo sólido não se refere à firmeza da substância, mas a um corpo ou uma figura geométrica tridimensional (CHING, 2013, p. 58).</p><p>(</p><p>Figura</p><p>7.</p><p>Sólidos</p><p>platônicos</p><p>e</p><p>suas</p><p>planificações.</p><p>Fonte:</p><p>Adaptada</p><p>de</p><p>Pottmann</p><p>et</p><p>al</p><p>.</p><p>(2007).</p><p>)Uma abordagem mais científica é apresentada por Pottmann et al., em Architectural geometry (2007, p. 80), em que os autores apresentam os sólidos platônicos como aqueles em que “[...] o mesmo número de faces encontra cada vértice”. Com essa definição mais restrita, existiriam apenas cinco sólidos platônicos: o tetraedro, com quatro faces; o cubo, com seis faces; o octaedro, com oito faces; o dodecaedro, com doze faces; e o icosaedro, com vinte faces. Na Figura 7, é possível visualizar essas figuras e como elas podem ser planificadas.</p><p>Para a aplicação na arquitetura, utilizaremos a definição de Ching (2013), uma vez que os sólidos apresentados por esse autor são os mais comumente encontrados nas volumetrias de obras de arquitetura.</p><p>Esfera</p><p>A característica definidora da esfera, e o que a torna uma forma única entre os sólidos geométricos, é o fato de que, assim como acontece com o círculo, todos os pontos posicionados sobre sua superfície estarão equidistantes do centro da esfera. Essa figura é formada, segundo Ching (2013), pela revolução de um semicírculo em torno do seu diâmetro, constituindo uma forma centralizadora e extremamente concentrada.</p><p>(</p><p>(a)</p><p>(b)</p><p>Figura</p><p>8.</p><p>(a)</p><p>Esfera</p><p>e</p><p>sua</p><p>percepção:</p><p>um</p><p>círculo;</p><p>(b)</p><p>cenotáfio</p><p>para</p><p>Newton</p><p>(Etienne-Louis</p><p>Boullée).</p><p>Fonte:</p><p>(a)</p><p>Ching</p><p>(2013,</p><p>p.</p><p>44);</p><p>(b)</p><p>Boullée</p><p>(2020a,</p><p>2020b).</p><p>)De um ponto de vista pictórico, as esferas são os únicos sólidos que são percebidos com a mesma forma independentemente do ângulo de vista, inexis- tindo distorções por pontos de vista distintos. Desse modo, a esfera sempre é percebida como um círculo. A Figura 8a mostra como se dá essa percepção. Na arquitetura, os exemplos de uso de esferas variam desde as cúpulas e abóbadas, citadas por Le Corbusier (2007), até os projetos em que esferas completas são utilizadas. O caso mais emblemático do uso de esferas é o Cenotáfio de Newton, projeto teórico realizado pelo arquiteto francês Étienne-Louis Boullée em 1784 (Figura 8b).</p><p>Cilindro</p><p>A exemplo da esfera, o cilindro também é considerado um sólido de revolução. No entanto, sua geração se dá pela revolução de um retângulo sobre um de seus lados, gerando uma forma que é centralizada em relação ao seu eixo de revolução. Ching (2013) apresenta o cilindro como estável, quando repousa sobre uma das faces circulares, e instável, quando seu eixo central for incli- nado. Sua percepção visual é bastante interessante, uma vez que, ao olhar um cilindro perpendicularmente ao seu eixo de rotação, o que é visto é um retângulo, enquanto que, ao olhar paralelamente a esse eixo, ele é percebido como um círculo. A Figura 9a demonstra esse efeito.</p><p>(</p><p>(a)</p><p>(b)</p><p>Figura</p><p>9.</p><p>(a)</p><p>Cilindro</p><p>e</p><p>sua</p><p>percepção:</p><p>um</p><p>círculo</p><p>e</p><p>um</p><p>retângulo;</p><p>(b)</p><p>Tholos</p><p>de</p><p>Delphi.</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>t</p><p>e</p><p>:</p><p>(</p><p>a</p><p>)</p><p>C</p><p>h</p><p>i</p><p>n</p><p>g</p><p>(</p><p>2</p><p>0</p><p>1</p><p>3</p><p>,</p><p>p</p><p>.</p><p>4</p><p>4</p><p>)</p><p>;</p><p>(</p><p>b</p><p>)</p><p>f</p><p>u</p><p>r</p><p>u</p><p>d</p><p>/</p><p>P</p><p>i</p><p>x</p><p>a</p><p>b</p><p>a</p><p>y</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>.</p><p>)Existem muitos exemplos do uso do cilindro como elemento compositivo na arquitetura. Alguns projetos de torres podem ser descritos como cilindros alongados; alguns templos da Antiguidade também utilizavam o cilindro como forma geradora. Na Grécia, esse tipo de templo recebeu o nome de Tholos e, até hoje, é possível encontrar ruínas que demonstram sua geometria, como a que pode ser vista na Figura 9b, do Tholos de Delphi.</p><p>Cone</p><p>Último dos sólidos de revolução, o cone é gerado pela revolução de um triângulo retângulo sobre um de seus catetos. A exemplo do cilindro, segundo Ching (2013), esse sólido é bastante estável quando apoiado sobre a base circular, mas ganha instabilidade quando é inclinado ou invertido, deixando seu vértice como apoio, gerando um estado precário de equilíbrio.</p><p>(</p><p>(a)</p><p>(b)</p><p>Figura 10.</p><p>(a)</p><p>O</p><p>cone</p><p>e</p><p>sua</p><p>percepção:</p><p>um</p><p>triângulo</p><p>e</p><p>um</p><p>círculo;</p><p>(b)</p><p>Catedral</p><p>Metropolitana</p><p>de</p><p>Brasília</p><p>(Oscar</p><p>Niemeyer).</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>t</p><p>e</p><p>:</p><p>(</p><p>a</p><p>)</p><p>C</p><p>h</p><p>i</p><p>n</p><p>g</p><p>(</p><p>2</p><p>0</p><p>1</p><p>3</p><p>,</p><p>p</p><p>.</p><p>4</p><p>5</p><p>)</p><p>;</p><p>(</p><p>b</p><p>)</p><p>T</p><p>h</p><p>o</p><p>r</p><p>g</p><p>e</p><p>/</p><p>P</p><p>i</p><p>x</p><p>a</p><p>b</p><p>a</p><p>y</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>.</p><p>)Sua percepção visual varia de acordo com o ponto de vista: se olhado paralelamente ao eixo de revolução, o cone é percebido como um círculo; no entanto, ao olhar perpendicularmente a esse eixo, a figura percebida é um triângulo, como atesta a Figura 10a. Na arquitetura, não é comum encontrar cones usados de maneira isolada, mas a sua combinação com outros elementos. Um exemplo dessa combinação é a Catedral Metropolitana de Brasília (Figura 10b), projetada por Oscar Niemeyer. Nesse exemplo, é possível identificar a interseção de dois cones invertidos, um com a base maior do que o outro.</p><p>Pirâmide</p><p>Esse interessante sólido é formado por uma base quadrada a partir da qual faces triangulares se encontram em um vértice central. Suas propriedades de estabilidade são semelhantes às do cone, com a exceção de que a pirâmide, ao contrário do cone, possui faces laterais planas, podendo, portanto, repousar sobre estas com considerável estabilidade. Visualmente, as pirâmides são percebidas como triângulos ao serem observadas por sua lateral e, como um quadrado, quando observadas de modo perpendicular à sua base. A Figura 11a demonstra como a sua percepção assemelha-se à do cone, com a diferença de que a sua base quadrada confere um aspecto mais duro e angular.</p><p>As pirâmides estão presentes na arquitetura há milênios e, em razão de sua estabilidade, foram uma das primeiras formas a permitir construções em grande escala, como as pirâmides egípcias. Na arquitetura do século XX, foram ressigni- ficadas em projetos como a ampliação do Museu do Louvre, em Paris (Figura 11b).</p><p>(</p><p>(a)</p><p>(b)</p><p>Figura</p><p>11.</p><p>(a)</p><p>Pirâmide</p><p>e</p><p>sua</p><p>percepção:</p><p>um</p><p>triângulo</p><p>e</p><p>um</p><p>quadrado;</p><p>(b)</p><p>Pirâmide</p><p>do</p><p>Louvre</p><p>(I.</p><p>M.</p><p>Pei).</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>t</p><p>e</p><p>:</p><p>(</p><p>a</p><p>)</p><p>C</p><p>h</p><p>i</p><p>n</p><p>g</p><p>(</p><p>2</p><p>0</p><p>1</p><p>3</p><p>,</p><p>p</p><p>.</p><p>4</p><p>5</p><p>)</p><p>;</p><p>(</p><p>b</p><p>)</p><p>1</p><p>3</p><p>9</p><p>9</p><p>0</p><p>4</p><p>/</p><p>P</p><p>i</p><p>x</p><p>a</p><p>b</p><p>a</p><p>y</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>.</p><p>)</p><p>Cubo</p><p>Esse sólido, com o qual todos estamos acostumados a trabalhar e manipular, é formado por seis quadrados iguais dispostos de modo que todos os ângulos entre as faces sejam retos. Segundo Ching (2013), é uma forma estática devido à igualdade de suas dimensões, que carece de movimento e direção aparentes. Sua percepção visual pode ser transformada de acordo com o ponto de vista, mas sua forma é tão estável e estática que se mantém, segundo Ching (2013), claramente reconhecível, independentemente do ângulo de visualização. A figura percebida ao olhar para um cubo será um quadrado quando o observador</p><p>se posicionar perpendicularmente ao objeto, como demonstra a Figura 12a.</p><p>O cubo e suas variações dimensionais — os paralelepípedos — são as formas mais encontradas em projetos de arquitetura ao longo da história. Os prismas de base retangular formam a base da arquitetura ocidental desde a Antiguidade. Para ilustrar esse uso, a Figura 12b traz um projeto inusitado realizado na Holanda, projetado por Piet Blom, em 1984 — as Casas Cubo.</p><p>(</p><p>(a)</p><p>(b)</p><p>Figura</p><p>12.</p><p>(a)</p><p>O</p><p>cubo</p><p>e</p><p>sua</p><p>percepção:</p><p>um</p><p>quadrado;</p><p>(b)</p><p>Casas</p><p>Cubo</p><p>(Piet</p><p>Blom).</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>t</p><p>e</p><p>:</p><p>(</p><p>a</p><p>)</p><p>C</p><p>h</p><p>i</p><p>n</p><p>g</p><p>(</p><p>2</p><p>0</p><p>1</p><p>3</p><p>,</p><p>p</p><p>.</p><p>4</p><p>5</p><p>)</p><p>;</p><p>(</p><p>b</p><p>)</p><p>B</p><p>r</p><p>o</p><p>e</p><p>s</p><p>i</p><p>s</p><p>/</p><p>P</p><p>i</p><p>x</p><p>a</p><p>b</p><p>a</p><p>y</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>.</p><p>)</p><p>O conhecimento das formas geométricas, suas propriedades e maneiras de percepção são parte essencial da formação dos arquitetos. Esses conceitos consagrados de arquitetura corroboram para que os profissionais possam manipular corretamente as formas geométricas puras e gerar projetos com nível de qualidade excepcional.</p><p>(</p><p>ALONSO PEREIRA, J. R.</p><p>Introdução à história da arquitetura</p><p>. Porto Alegre: Bookman, 2010.</p><p>BACON,</p><p>E.</p><p>N.</p><p>Design</p><p>of</p><p>cities</p><p>.</p><p>New</p><p>York:</p><p>The</p><p>Viking</p><p>Press,</p><p>1967.</p><p>BOULLÉE, E.-L.</p><p>Mausoléu para Newton</p><p>: corte, durante o dia com efeito interior noturno.</p><p>1</p><p>d</p><p>e</p><p>s</p><p>e</p><p>n</p><p>h</p><p>o</p><p>.</p><p>D</p><p>i</p><p>s</p><p>p</p><p>o</p><p>n</p><p>í</p><p>v</p><p>e</p><p>l</p><p>e</p><p>m</p><p>:</p><p>h</p><p>t</p><p>t</p><p>p</p><p>s</p><p>:</p><p>/</p><p>/</p><p>w</p><p>w</p><p>w</p><p>.</p><p>a</p><p>r</p><p>c</p><p>h</p><p>d</p><p>a</p><p>i</p><p>l</p><p>y</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>.</p><p>b</p><p>r</p><p>/</p><p>b</p><p>r</p><p>/</p><p>7</p><p>9</p><p>3</p><p>7</p><p>4</p><p>9</p><p>/</p><p>c</p><p>l</p><p>as</p><p>s</p><p>i</p><p>c</p><p>o</p><p>s</p><p>-</p><p>d</p><p>a</p><p>-a</p><p>r</p><p>-</p><p>quitetura-mausoleu-para-newton-etienne-louis-boullee/53a2643bc07a8079c500022f-</p><p>-</p><p>ad-classics-cenotaph-for-newton</p><p>-etienne-louis-boullee-section-during-the-day-with-</p><p>-</p><p>interior-night</p><p>-effect.</p><p>Acesso</p><p>em:</p><p>23</p><p>abr.</p><p>2020b.</p><p>BOULLÉE,</p><p>E.-L.</p><p>Mausoléu</p><p>para</p><p>Newton</p><p>:</p><p>fachada.</p><p>1</p><p>desenho.</p><p>Disponível</p><p>em:</p><p>ht-</p><p>t</p><p>p</p><p>s</p><p>:</p><p>/</p><p>/</p><p>ww</p><p>w</p><p>.</p><p>a</p><p>r</p><p>c</p><p>h</p><p>d</p><p>a</p><p>i</p><p>l</p><p>y</p><p>.</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>.</p><p>b</p><p>r</p><p>/</p><p>b</p><p>r</p><p>/</p><p>7</p><p>9</p><p>3</p><p>7</p><p>49</p><p>/</p><p>class</p><p>i</p><p>c</p><p>o</p><p>s</p><p>-</p><p>d</p><p>a</p><p>-</p><p>a</p><p>r</p><p>q</p><p>u</p><p>i</p><p>t</p><p>e</p><p>t</p><p>u</p><p>r</p><p>a</p><p>-</p><p>m</p><p>au</p><p>s</p><p>ol</p><p>e</p><p>u</p><p>-</p><p>p</p><p>a</p><p>r</p><p>a</p><p>-</p><p>-</p><p>newton-etienne</p><p>-louis-boullee/53a26459c07a8079c5000231-ad-classics-cenotaph-</p><p>-</p><p>for-newton-etienne-louis-boullee-exterior</p><p>-elevation.</p><p>Acesso</p><p>em:</p><p>23</p><p>abr.</p><p>2020a.</p><p>)</p><p>(</p><p>CHING,</p><p>F.</p><p>D.</p><p>K.</p><p>Arquitetura</p><p>:</p><p>forma,</p><p>espaço</p><p>e</p><p>ordem.</p><p>3.</p><p>ed.</p><p>Porto</p><p>Alegre:</p><p>Bookman,</p><p>2013.</p><p>CHING,</p><p>F.</p><p>D.</p><p>K.;</p><p>JARZOMBEK,</p><p>M.;</p><p>PRAKASH,</p><p>V.</p><p>História global</p><p>da</p><p>arquitetura</p><p>.</p><p>3.</p><p>ed.</p><p>Porto</p><p>Alegre:</p><p>Bookman,</p><p>2019.</p><p>LE CORBUSIER.</p><p>Toward an architecture</p><p>. Los Angeles: Getty Publications, 2007.</p><p>MUNARI, B.</p><p>Square, circle, triangle</p><p>. Nova York: Princeton Architectural Press, 2016.</p><p>POTTMANN,</p><p>H.</p><p>et</p><p>al</p><p>.</p><p>Architectural</p><p>geometry</p><p>.</p><p>Exton,</p><p>PA:</p><p>Bentley</p><p>Institute</p><p>Press,</p><p>2007.</p><p>VITRUVIUS.</p><p>Ten</p><p>books</p><p>on</p><p>architecture</p><p>:</p><p>The</p><p>Project</p><p>Gutenberg.</p><p>2006.</p><p>Disponível</p><p>em:</p><p>h</p><p>t</p><p>t</p><p>p</p><p>s</p><p>:</p><p>/</p><p>/</p><p>ww</p><p>w</p><p>.</p><p>g</p><p>u</p><p>t</p><p>e</p><p>n</p><p>b</p><p>e</p><p>r</p><p>g</p><p>.</p><p>o</p><p>r</p><p>g</p><p>/</p><p>f</p><p>i</p><p>l</p><p>e</p><p>s</p><p>/</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>39</p><p>/</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>3</p><p>9</p><p>-</p><p>h</p><p>/</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>3</p><p>9</p><p>-</p><p>h</p><p>.</p><p>h</p><p>t</p><p>m</p><p>.</p><p>A</p><p>c</p><p>e</p><p>s</p><p>s</p><p>o</p><p>e</p><p>m</p><p>:</p><p>2</p><p>2</p><p>a</p><p>b</p><p>r</p><p>.</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>0</p><p>.</p><p>)</p><p>(</p><p>Os</p><p>links</p><p>para</p><p>sites</p><p>da</p><p>web</p><p>fornecidos neste livro foram todos testados, e seu funciona-</p><p>mento</p><p>foi</p><p>comprovado</p><p>no</p><p>momento</p><p>da</p><p>publicação</p><p>do</p><p>material.</p><p>No</p><p>entanto,</p><p>a</p><p>rede</p><p>é</p><p>extremamente</p><p>dinâmica;</p><p>suas</p><p>páginas</p><p>estão</p><p>constantemente</p><p>mudando</p><p>de</p><p>local</p><p>e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre</p><p>qualidade,</p><p>precisão</p><p>ou</p><p>integralidade</p><p>das</p><p>informações</p><p>referidas</p><p>em</p><p>tais</p><p>links</p><p>.</p><p>)</p><p>DICA DO PROFESSOR</p><p>Acompanhe no vídeo aspectos referentes aos elementos primários, às formas e à inserção destes no espaço. Veja alguns detalhes sobre transformação da forma, aberturas e propriedades do espaço arquitetônico.</p><p>(</p><p>Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!</p><p>)</p><p>EXERCÍCIOS</p><p>1)</p><p>Nos	elementos	primários	ponto,	reta,	plano	e	volume,	um	deles	tem	como</p><p>característica a bidimensionalidade. Assinale qual é este elemento e as suas propriedades corretas:</p><p>A)</p><p>A reta e as suas propriedades de comprimento, direção e superfície.</p><p>B)</p><p>O plano e as suas propriedades de comprimento, largura, profundidade e superfície.</p><p>C)</p><p>O plano e as suas propriedades de comprimento, largura, formato e superfície.</p><p>D)</p><p>O volume e as suas propriedades de comprimento, largura, profundidade, forma e</p><p>superfície.</p><p>E)</p><p>O volume e as suas propriedades de comprimento, largura, profundidade, formato e</p><p>superfície.</p><p>2)</p><p>A forma pode ser identificada pelas figuras primárias:</p><p>A)</p><p>O ponto, a reta e o plano.</p><p>B)</p><p>A reta, o volume e o plano.</p><p>C)</p><p>O cubo, o cilindro, o quadrado e a pirâmide.</p><p>D)</p><p>A esfera, o cilindro, o cone e o cubo.</p><p>E)</p><p>O círculo, o triângulo e o quadrado.</p><p>3)</p><p>A Villa Rotonda, projeto do arquiteto italiano Andrea Palladio, pode ser considerada no que diz respeito à sua forma:</p><p>A)</p><p>Forma regular, forma aditiva e forma centralizada.</p><p>B)</p><p>Forma irregular, forma aditiva e forma agrupada.</p><p>C)</p><p>Forma regular, forma aditiva e forma agrupada.</p><p>D)</p><p>Forma irregular, forma aditiva e forma centralizada.</p><p>E)</p><p>Forma irregular, forma subtrativa e forma radial.</p><p>4)</p><p>Ao analisar o projeto abaixo, do arquiteto Mies Van Der Hohe, podemos afirmar, no que diz respeito aos elementos horizontais e suas aberturas:</p><p>A)</p><p>Identificamos um plano base, plano de cobertura e abertura em planos.</p><p>B)</p><p>Identificamos o plano de base elevado e aberturas em quinas.</p><p>C)</p><p>Identificamos o plano de base elevado, plano de cobertura e aberturas entre 2 planos.</p><p>D)</p><p>Identificamos plano de base rebaixado, plano de base e abertura em plano.</p><p>E)</p><p>Identificamos o plano de cobertura e aberturas em quinas.</p><p>5)</p><p>As aberturas nos planos de fechamentos influenciam de forma direta na relação visual interior e exterior de um cômodo. Suas características podem influenciar no</p><p>grau de fechamento do plano, na vista e na iluminação. Sobre as aberturas podemos</p><p>afirmar:</p><p>A)</p><p>As aberturas localizadas ao longo das arestas dos planos de fechamento do espaço fortalecem visualmente as quinas do volume, promovendo uma continuidade visual e</p><p>interação com os espaços adjacentes.</p><p>B)</p><p>Uma abertura pode estar localizada na própria quina dos planos da parede ou na quina da parede com o teto, mas somente nesta segunda opção é que teremos efetivamente a</p><p>abertura em um canto no espaço.</p><p>C)</p><p>Na abertura entre dois planos uma abertura pode se estender verticalmente entre o piso e o</p><p>teto e horizontalmente entre duas paredes.</p><p>D)</p><p>O tamanho, o formato e a localização da abertura são determinantes na configuração de um cômodo. Podemos influenciar na ventilação e iluminação natural do espaço, mas essa</p><p>abertura não terá relação com o "foco" no ambiente.</p><p>E)</p><p>A luz do sol através das aberturas projeta sombras nas superfícies dos planos e, através dessa projeção, conseguimos perceber o tamanho da abertura, mas dificilmente seu</p><p>desenho.</p><p>NA PRÁTICA</p><p>As formas e os elementos primários são importantes na concepção dos projetos e estão presentes no nosso dia-a-dia nas mais variadas tipologias arquitetônicas.</p><p>Veja no esquema abaixo o projeto da Casa da Música, em Portugal, e a identificação dos elementos primários, formas e os elementos identificadores do espaço.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>Arquitetura: Forma, Espaço e Ordem.</p><p>CHING, Francis D.K. 3ªed. Bookman, 2013. Cap. 1, 2 e 3.</p><p>Introdução à Arquitetura.</p><p>CHING, Francis D.K.; ECKLER, F. James. 1ªed. Bookman, 2013. Cap. 4.</p><p>Função e forma: partes distinta da arquitetura</p><p>(</p><p>Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!</p><p>)</p><p>Introdução à Arquitetura – Organização</p><p>do Espaço e Circulação</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem serão estudadas as maneiras básicas pelas quais os ambientes de uma edificação podem se relacionar entre si e ser organizados em padrões coerentes de forma e espaço. Você verá os componentes de circulação de uma edificação e como esses elementos afetam a percepção das formas e espaços nas edificações. Serão utilizados desenhos, diagramas e imagens de projetos para que seja possível visualizar os tipos de soluções que se pode adotar nos projetos e construções.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>· Diferenciar as relações espaciais entre dois espaços.</p><p>· Comparar as formas de organização dos espaços.</p><p>· Identificar os principais componentes de um sistema de circulação de uma edificação.</p><p>DESAFIO</p><p>A organização</p><p>e distribuição dos espaços são elementos fundamentais na concepção de uma boa arquitetura. A exemplo disso, o Museu Mercedes-Benz, projetado em Stuttgart, na Alemanha (2006), apresenta uma geometria sofisticada que sintetiza a organização de um espaço complexo, que são os museus.</p><p>O museu foi inspirado em um trevo de três folhas e tem seus espaços de exposições distribuídos em superfícies que sobem do nível do térreo até o nível da cobertura. As trajetórias têm percursos distintos e se fundem, alternando entre o centro e o perímetro da edificação. A forma curiosa da edificação, contida dentro de um suave fechamento triangular, é derivada de sua organização centralizada muito original.</p><p>Com base nessas características, imagens dos espaços e plantas, comente sobre os tópicos:</p><p>INFOGRÁFICO</p><p>Dois espaços podem ser articulados entre si de diversos modos. Veja, no esquema abaixo, quais são eles.</p><p>CONTEÚDO DO LIVRO</p><p>As escadas permitem nossa circulação vertical entre os diferentes níveis de uma edificação ou espaço externo. É um elemento fundamental na composição e organização dos espaços. Acompanhe um trecho da obra Arquitetura: Forma, espaço e ordem, de Francis D.K. Ching. O livro está na sua 3ª edição e abordará a temática A forma dos espaços de circulação - Escadas.</p><p>Boa leitura.</p><p>(</p><p>TERCEIRA</p><p>EDIÇÃO</p><p>INCLUI</p><p>CD-ROM</p><p>FR</p><p>ANCIS</p><p>D</p><p>.</p><p>K.</p><p>CHING</p><p>)</p><p>(</p><p>F</p><p>O</p><p>R</p><p>M</p><p>A</p><p>,</p><p>E</p><p>S</p><p>P</p><p>A</p><p>Ç</p><p>O</p><p>E</p><p>O</p><p>R</p><p>D</p><p>E</p><p>M</p><p>)arquitetura</p><p>FRANCIS D. K. CHING é professor Emérito de Arquitetura na Universidade de Washington. É autor ou coautor de inúmeros livros de arquitetura e projeto, incluindo Arquitetura de Interiores Ilustrada (3.ed.), Técnicas de Construção Ilustradas (4.ed.), Sistemas Estruturais Ilustrados (1.ed.), Representação Gráfica em Arquitetura (5.ed.) e Desenho para Arquitetos (2.ed.), todos publicados pela Bookman Companhia Editora.</p><p>(</p><p>C539</p><p>a</p><p>Ching</p><p>, Francis</p><p>D. K.</p><p>Arquitetura</p><p>[recurso</p><p>eletrônico</p><p>]</p><p>:</p><p>forma,</p><p>espaço</p><p>e</p><p>ordem</p><p>/</p><p>Francis</p><p>D.</p><p>K.</p><p>Ching</p><p>;</p><p>tradução:</p><p>Alexandre</p><p>Salvaterra.</p><p>–</p><p>3.</p><p>ed.</p><p>–</p><p>Dados</p><p>eletrônicos.</p><p>–</p><p>Porto</p><p>Alegre</p><p>:</p><p>Bookman,</p><p>2013.</p><p>Editado</p><p>também como</p><p>livro impresso em</p><p>2013.</p><p>ISBN</p><p>978-85-8260-100-6</p><p>1.</p><p>Arquitetura.</p><p>I.</p><p>Título.</p><p>CDU</p><p>72</p><p>)</p><p>Catalogação na publicação: Ana Paula M. Magnus – CRB 10/2052</p><p>282	A FORMA DO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO</p><p>Os espaços de circulação compõem uma parte fundamental da organização de qualquer prédio e ocupam uma quantidade significativa de seu volume. Se forem consideradas meramente como recursos funcionais de ligação dos espaços, as circulações podem se tornar infinitas e assumir o aspecto de meros corredores. Além disso, a forma e a escala de um espaço de circulação</p><p>devem ser adequadas aos movimentos das pessoas que nele caminham, detêm-se, descansam ou observam a vista.</p><p>Uma escadaria coberta por abóbadas, com base em um desenho de William R. Ware</p><p>A forma de um espaço de circulação varia de acordo com o modo como:</p><p>· seus limites são definidos;</p><p>· sua forma se relaciona com a forma dos espaços que ele conecta;</p><p>· suas características em termos de escala, proporções, iluminação e vistas são destacadas;</p><p>· suas entradas foram projetadas; e</p><p>· ele articula as mudanças de nível por meio de escadas e rampas.</p><p>A FORMA DO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO	283</p><p>Um espaço de circulação pode ser:</p><p>Fechado,</p><p>formando uma galeria pública ou um corredor privado que relaciona entre si os espaços, por meio das entradas em um plano de parede.</p><p>Aberto em um dos lados,</p><p>formando um balcão que proporciona continuidade visual e espacial com os espaços que ele conecta.</p><p>Aberto em ambos os lados,</p><p>formando uma passagem com colunata (uma galeria), que se torna uma extensão física do espaço que ela atravessa.</p><p>A largura e o pé direito de um espaço de circulação devem ser proporcionais ao tipo e volume de uso a que ele deve atender. Uma diferença de escala deve ser criada entre um passeio público, um corredor mais privado e um acesso de serviço.</p><p>Uma circulação estreita e parcialmente fechada naturalmente encoraja um movimento para frente.</p><p>A fim de acomodar um trânsito maior ou de criar espaços para descanso, parada ou observação, partes da circulação podem ser alargadas, criando áreas de refúgio. A circulação também pode ser alargada por meio de sua fusão com os espaços pelos quais ela passa.</p><p>Em um espaço amplo, a circulação pode ser aleatória e determinada pelas atividades e pelo leiaute dos móveis e acessórios.</p><p>284	A FORMA DO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO</p><p>Claustro da Igreja de Santa Maria della Pace (Santa Maria da Paz), Roma, Itália, 1500–04, Donato Bramante</p><p>Vestíbulo de um palácio Renascentista</p><p>Corredor da Casa Okusu, Todoroki, Tóquio, Japão, 1976–78, Tadao Ando</p><p>A FORMA DO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO	285</p><p>Exemplos de várias formas de espaços utilizados para a circulação interna de um prédio.</p><p>Um corredor que se abre para um espaço interno por meio de uma colunata e para um pátio externo por meio de uma série de portas envidraçadas.</p><p>Galeria, Casa no Condado de Morris, Nova Jersey, Estados Unidos, 1971, MLTW</p><p>286	A FORMA DO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO</p><p>As escadas e escadarias (escadas monumentais) permitem nossa circulação vertical entre os diferentes níveis de uma edificação</p><p>ou um espaço externo. A inclinação de uma escada, determinada pelas dimensões dos espelhos e pisos de seus degraus, deve ser proporcional aos movimentos e à capacidade de nossos corpos. Se a escada for muito íngreme, sua subida será fisicamente exaustiva e psicologicamente assustadora, e sua descida, perigosa. Se ela for</p><p>muito plana, seus degraus deverão ser dimensionados de acordo com nossos passos.</p><p>Uma escada deve ser larga o suficiente para acomodar nossa passagem, bem como a subida ou descida de móveis e equipamentos.</p><p>A largura da escada também nos sugere seu caráter público ou privado. Degraus largos e com espelhos baixos podem ser convidativos, enquanto degraus íngremes e estreitos podem conduzir a espaços mais privativos.</p><p>Enquanto o ato de subir uma escada pode sugerir privacidade, solidão ou separação, o processo de descê-la pode transmitir a ideia de que estamos em direção ao solo seguro, protegido ou estável.</p><p>Os patamares interrompem o percurso de uma escada e permitem a mudança de direção. Eles também nos oferecem oportunidades para descanso, acesso a espaços secundários e vistas a partir</p><p>da escada. A distribuição dos patamares, junto à inclinação da escada, determina o ritmo e a coreografia de nossos movimentos ao subirmos ou descermos seus degraus.</p><p>A FORMA DO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO	287</p><p>As escadas, ao acomodar uma mudança de nível, podem reforçar a circulação, interrompê-la, resolver uma mudança em seu percurso ou terminá-la antes da entrada em um espaço importante.</p><p>A configuração de uma escada determina a direção de nossa circulação ao subirmos ou descermos seus degraus. Há várias maneiras básicas de configurar os lanços; cada uma delas dá nome a um tipo diferente de escada:</p><p>· escada reta</p><p>· escada em L</p><p>· escada em U</p><p>· escada circular</p><p>· escada de caracol</p><p>288	A FORMA DO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO</p><p>(</p><p>para</p><p>criar</p><p>um</p><p>espaço</p><p>para</p><p>circulação</p><p>e</p><p>descanso.</p><p>)O espaço ocupado por uma escada às vezes é bastante grande, mas sua forma pode ser encaixada no interior de várias maneiras. A escada pode ser tratada como uma forma aditiva ou como um sólido que foi escavado</p><p>A escada pode ser lançada ao longo de uma das laterais de um cômodo, envolver o espaço ou preencher todo seu volume. Ela pode se fundir com os limites do espaço ou se estender em uma série de amplos patamares, criando espaços para nos sentarmos ou desenvolvermos outras atividades.</p><p>A escada pode estar confinada a uma caixa estreita, dando acesso a um local de uso privativo ou desmotivando o acesso.</p><p>Por outro lado, os patamares que ficam visíveis desde a chegada à escada nos convidam a subir, assim como os degraus que</p><p>se ampliam na base da escada.</p><p>A FORMA DO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO	289</p><p>Uma escada pode acompanhar uma lateral do cômodo ou se desenvolver em torno dele.</p><p>Ela também pode ter forma escultórica, seja conectada a uma lateral do cômodo, seja solta nele.</p><p>Uma escada pode ser o elemento ordenador e pode entrelaçar uma série de espaços nos diferentes níveis de uma edificação ou espaço externo.</p><p>290	A FORMA DO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO</p><p>Uma vez que subir ou descer uma escada é uma experiência tridimensional, podemos dizer que as escadas são componentes tridimensionais de uma edificação. essa característica pode ser explorada quando tratamos a escada como uma escultura, deixando-a solta em um espaço ou conectada a um plano de parede. Além disso, o próprio espaço pode se transformar em uma escada superdimensionada e muito elaborada.</p><p>(</p><p>E</p><p>s</p><p>cadaria,</p><p>Ópera</p><p>de</p><p>P</p><p>a</p><p>ri</p><p>s</p><p>,</p><p>F</p><p>r</p><p>ança</p><p>,</p><p>1</p><p>8</p><p>6</p><p>1</p><p>–</p><p>7</p><p>4</p><p>,</p><p>C</p><p>h</p><p>arle</p><p>s</p><p>G</p><p>a</p><p>r</p><p>n</p><p>ier</p><p>)</p><p>A FORMA DO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO	291</p><p>Perspectiva oblíqua da escada da sala de estar, Casa em Old Westbury, Nova York, Estados Unidos, 1969–71, Richard Meier</p><p>O Homem Vitruviano, Leonardo da Vinci</p><p>DICA DO PROFESSOR</p><p>Veja, no vídeo a seguir, o detalhamento e exemplos sobre os elementos do sistema de circulação e organização no espaço, incluindo aspectos como largura e pé direito.</p><p>(</p><p>Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!</p><p>)</p><p>EXERCÍCIOS</p><p>1)</p><p>Nas relações espaciais, dois espaços podem estar relacionados de diversos modos. Quando temos essa relação através do que denominamos espaços adjacentes, é</p><p>correto afirmar:</p><p>A)</p><p>Os espaços adjacentes são facilmente identificados somente pela variação na demarcação</p><p>do piso, como ocorre quando colocamos uma soleira de granito.</p><p>B)</p><p>O plano de separação nunca limitará o contato físico e visual entre os dois espaços</p><p>adjacentes.</p><p>C)</p><p>O plano de separação pode ser um plano livre, colocado dentro de um único volume de</p><p>espaço e sem precisar tocar as paredes.</p><p>D)</p><p>As colunatas não servem como plano de separação entre os espaços adjacentes porque o</p><p>nível de continuidade espacial e visual é alto.</p><p>E)</p><p>Os espaços não podem ser caracterizados como espaços adjacentes somente pela diferença</p><p>de nível de um espaço para o outro.</p><p>2)</p><p>Na organização de um espaço temos 5 tipos de organizações espaciais. Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao tipo de organização e às suas</p><p>características:</p><p>A)</p><p>A organização linear consiste em formas e espaços cujas relações entre si são reguladas por um padrão ou campo reticulado tridimensional. A malha dessa organização se</p><p>transforma em um conjunto de módulos de espaços repetitivos.</p><p>B)</p><p>A organização centralizada consiste numa composição estável e concentrada, que possui espaços secundários agrupados ao redor de um espaço central grande e dominante. O padrão de circulação e o movimento dentro dessa organização pode ter forma radial ou</p><p>espiral ou compor um circuito.</p><p>C)</p><p>A organização radial se baseia na proximidade física para relacionar seus espaços entre si. Consiste em espaços celulares repetitivos e com forma flexível, podendo crescer ou mudar</p><p>rapidamente.</p><p>D)</p><p>A organização em malha consiste, essencialmente, em uma série de espaços repetitivos. Esses espaços podem estar diretamente relacionados entre si ou conectados por meio de</p><p>um espaço linear separado e distinto.</p><p>E)</p><p>A organização aglomerada consiste em um espaço central dominante no qual uma série de organizações lineares se estendem ao redor. Por meio de seus braços lineares, consegue se</p><p>estender e se conectar a características ou elementos específicos do espaço.</p><p>3)</p><p>Os elementos de circulação, o acesso e a entrada podem ser identificados neste reconhecido projeto de galeria de arte na Irlanda. Com base na imagem e na planta baixa de um</p><p>pavimento, indique a resposta que caracteriza a edificação:</p><p>A)</p><p>Acesso frontal e oblíquo e entrada projetada.</p><p>B)</p><p>Acesso frontal e entrada recuada.</p><p>C)</p><p>Acesso espiral e entrada frontal.</p><p>D)</p><p>Acesso frontal e oblíquo e entrada recuada.</p><p>E)</p><p>Acesso oblíquo e entrada projetada.</p><p>4)</p><p>Outros elementos importantes no sistema de circulação de um espaço são a configuração do percurso, o desenho da circulação e a relação entre os percursos e espaços. Com base nesses</p><p>tópicos, o que podemos afirmar sobre a planta do projeto abaixo?</p><p>A)</p><p>O projeto tem uma circulação em grelha, relacionando-se com os espaços passando ao</p><p>lado.</p><p>B)</p><p>A circulação termina nos espaços e tem uma configuração em rede.</p><p>C)</p><p>A configuração da circulação é radial devido aos seus braços lineares e a circulação passa</p><p>ao lado dos espaços.</p><p>D)</p><p>A circulação tem configuração linear e se relaciona com os espaços passando ao lado.</p><p>E)</p><p>A circulação tem configuração linear e passa através dos espaços.</p><p>5)</p><p>Sobre o elemento do sistema de circulação, a forma do espaço, podemos afirmar:</p><p>A)</p><p>O espaço de circulação tem sempre um dos lados fechados por um elemento vertical, para</p><p>estar de acordo com as normas de segurança.</p><p>B)</p><p>O "pé direto" não é uma propriedade relevante quando se trata das circulações nos espaços.</p><p>C)</p><p>As circulações sempre vão ser direcionadas, jamais aleatórias.</p><p>D)</p><p>As escadas permitem a nossa circulação vertical entre os diferentes níveis de uma edificação ou espaços externos. A inclinação de uma escada, determinada pelas dimensões dos espelhos e pisos de seus degraus, deve ser proporcional ao movimento e capacidade</p><p>dos nossos corpos.</p><p>E)</p><p>A largura da escada não tem relação com a função do espaço e, sim, com a ergonomia e o</p><p>conforto.</p><p>NA PRÁTICA</p><p>A organização e circulação dos elementos de um espaço estão relacionadas com a nossa percepção das formas nas edificações.</p><p>Em Londres, o projeto de Normam Foster + Partners para a sede de uma seguradora, também conhecido como edifício 30st, Mary Axe, é um ícone na cidade. Um marco arquitetônico devido à sua volumetria, tecnologia e estrutura.</p><p>No esquema a seguir, identificamos, através das plantas e imagens, os elementos do sistema de circulação e organização presentes na edificação.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>Percepção e uso do espaço em Arquitetura e Urbanismo:um ensaio no Ambiente Construído</p><p>(</p><p>Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!</p><p>)</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.jpeg</p><p>image24.png</p><p>image25.jpeg</p><p>image26.png</p><p>image27.jpeg</p><p>image28.png</p><p>image29.png</p><p>image30.jpeg</p><p>image31.jpeg</p><p>image32.jpeg</p><p>image33.jpeg</p><p>image34.jpeg</p><p>image35.jpeg</p><p>image36.jpeg</p><p>image37.jpeg</p><p>image38.jpeg</p><p>image39.jpeg</p><p>image40.jpeg</p><p>image41.png</p><p>image42.jpeg</p><p>image43.jpeg</p><p>image44.jpeg</p><p>image45.jpeg</p><p>image46.jpeg</p><p>image47.png</p><p>image48.png</p><p>image49.png</p><p>image50.png</p><p>image51.png</p><p>image52.png</p><p>image53.png</p><p>image54.png</p><p>image55.png</p><p>image56.png</p><p>image57.png</p><p>image58.png</p><p>image59.png</p><p>image60.png</p><p>image61.png</p><p>image62.png</p><p>image1.jpeg</p><p>image63.png</p><p>image64.png</p><p>image65.png</p><p>image66.png</p><p>image67.png</p><p>image68.png</p><p>image69.png</p><p>image70.png</p><p>image71.png</p><p>image72.png</p><p>image2.jpeg</p><p>image73.png</p><p>image74.png</p><p>image75.png</p><p>image76.png</p><p>image77.png</p><p>image78.png</p><p>image79.jpeg</p><p>image80.jpeg</p><p>image81.jpeg</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p>

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