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<p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>DA TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES : - CESSAÕ DE CRÉDITO - (ART.. 286- 298 )</p><p>- ASSUNÇÃO DE DÍVIDA - (ART.200-303)</p><p>Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.</p><p>CESSÃO DE CRÉDITO</p><p>Conceito - é negócio jurídico bilateral, pelo qual o credor transfere a outrem seus direitos na relação obrigacional.</p><p>Trata -se de um dos mais importantes instrumentos da vida econômica atual, especialmente na modalidade de desconto bancário, pelo qual o comerciante transfere seus créditos a uma instituição financeira.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>• PERSONAGENS:</p><p>- a) CESSIONÁRIO – é o terceiro- a quem o credor transfere sua posição na relação obrigacional, independentemente da anuência do devedor, é estranho ao negócio original.</p><p>- B) CEDENTE – é o o credor - que transfere seus direitos.</p><p>- C) CEDIDO - é o devedor, não participa necessariamente da cessão, que pode ser realizada sem a sua anuência. Deve ser, no entanto, dela comunicado, para que possa solver a obrigação ao legítimo detentor do crédito.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>CEDENTE CEDIDO</p><p>CREDOR</p><p>ORIGINÁRIO DEVEDOR</p><p>CESSÃO DE</p><p>CRÉDITO NOTIFICAÇÃO: - judicial</p><p>- extrajudical</p><p>3º novo credor</p><p>CESSIONÁRIO</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>Requisitos da cessão de crédito:</p><p>A) – Objeto - em regra, todos os créditos podem ser objeto de cessão, constem de título ou não, vencidos ou por vencer, salvo se a isso se opuser “a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor” (CC, art. 286).</p><p>A cessão pode ser: total ou parcial e abrange todos os acessórios do crédito, como os juros e os direitos de garantia (CC, art. 287).</p><p>Assim, por exemplo, se o pagamento da dívida é garantido por hipoteca, o cessionário torna -se credor hipotecário; se por penhor, o cedente é obrigado a entregar o objeto empenhado ao cessionário.</p><p>Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus acessórios.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>FORMA :</p><p>- Para valer entre as partes - em regra, a cessão convencional não exige forma especial, salvo se tiver por objeto direitos em que a escritura pública seja da substância do ato, caso em que a cessão efetuar -se -á também por escritura pública.</p><p>Para valer contra terceiros, - entretanto, o art. 288 do Código Civil exige “instrumento público, ou instrumento particular revestido das solenidades do § 1º do art. 654”.</p><p>- A cessão de título de crédito – é feita mediante endosso.</p><p>O instrumento particular deve conter, assim, a indicação do lugar onde foi passado, a qualificação do cedente e do cessionário, a data e o objetivo da cessão com a designação e a extensão dos direitos cedidos, bem como</p><p>ser registrado no Cartório de Títulos e Documentos</p><p>Art. 289. O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no registro do imóvel.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>NOTIFICAÇÃO DO DEVEDOR</p><p>Art. 290 “A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente da cessão feita.”</p><p>Qualquer um dos intervenientes, cessionário ou cedente, tem qualidade para efetuar a notificação, que pode ser judicial ou extrajudicial.</p><p>A notificação do devedor, expressamente exigida, é medida destinada a preservá-lo do cumprimento indevido da obrigação, evitando -se os prejuízos que causaria, pois ele poderia pagar ao credor -cedente.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>ESPÉCIES DE CESSÃO DE CRÉDITO:</p><p>1)- Convencional — a cessão de crédito resulta, em regra, da declaração de vontade entre cedente e cessionário.</p><p>- a) a título oneroso, hipótese em que o cedente garante a existência e titularidade do crédito no momento da transferência;</p><p>- b) a título gratuito, em que o cedente só é responsável se houver procedido de má -fé (CC, art. 295)</p><p>- c) total, abrangendo a totalidade do crédito;</p><p>- d) parcial, em que o cedente retém parte do crédito, permanecendo na relação obrigacional.</p><p>2 - Legal — por força de lei, como no caso do devedor de obrigação solidária que satisfez a dívida por inteiro, sub-rogando -se no crédito.</p><p>3 - Judicial — verifica -se tal modalidade quando a transmissão do crédito é determinada pelo juiz.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>RESPONSABILIDADE DO CEDENTE - em relação ao cedido, a cessão de crédito pode ser:</p><p>a)-pro soluto - , em que o cedente apenas garante a existência do crédito, sem responder, todavia, pela solvência do devedor; (regra geral – art. 296).</p><p>b)-pro solvendo, quando o cedente obriga -se a pagar se o devedor cedido for insolvente. (exceção)</p><p>Nesta última modalidade, portanto, o cedente assume o risco da insolvência do devedor</p><p>Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé. (responsabilidade - pro soluto – regra geral)</p><p>Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor.</p><p>(responsabilidade - pro solvendo – exceção)</p><p>Garantir a existência do crédito significa assegurar a titularidade e a validade ou consistência do direito adquirido.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>DA ASSUNÇÃO DE DÍVIDA</p><p>Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.</p><p>Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa.</p><p>Conceito - é um negócio jurídico bilateral, pelo qual o devedor, com anuência expressa do credor, transfere a um terceiro, que o substitui, os encargos obrigacionais, de modo que este assume sua posição na relação obrigacional, responsabilizando -se pela dívida, que subsiste com os seus acessórios.</p><p>Ocorre frequentemente, por exemplo, na venda do fundo de comércio, em que o adquirente declara assumir o passivo, e na cessão de financiamento para aquisição da casa própria.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>AS PARTES NA ASSUNÇÃO DÍVIDA:</p><p>1 – CREDOR</p><p>2 – DEVEDOR</p><p>3 – ASSUNTOR – TERCEIRO - será novo devedor, que assume a dívida.</p><p>A assunção de dívida pode resultar de ajuste entre terceiro (assuntor) e o credor ou entre aquele e o devedor, com a anuência do credor.</p><p>Podem ser objeto da cessão todas as dívidas, presentes e futuras, salvo as que devem ser pessoalmente cumpridas pelo devedor.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>ESPÉCIES DE ASSUNÇÃO DE DÍVIDA A assunção de dívida pode efetivar -se por dois modos:</p><p>1 – EXPROMISSÃO - mediante contrato entre o terceiro e o credor, sem</p><p>a participação ou anuência do devedor;</p><p>2 – DELEGAÇÃO - mediante acordo entre terceiro e o devedor, com a concordância do credor.</p><p>A expromissão e a delegação, como formas de assunção de dívida, de sucessão no débito, não extinguem a obrigação, que conserva sua individualidade. É perfeitamente possível, como já dito, ocorrer tais modalidades sem novação.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>EFEITOS DA ASSUNÇÃO DE DÍVIDA</p><p>1 - SUBSTITUIÇÃO DO DEVEDOR NA RELAÇÃO OBRIGACIONAL: o principal efeito da assunção de dívida é a substituição do devedor na relação obrigacional, que permanece a mesma.</p><p>Há modificação apenas no pólo passivo, com liberação, em regra, do devedor originário.</p><p>Os encargos obrigacionais transferem -se ao novo devedor, que assume a mesma posição do devedor originário.</p><p>2 - EXTINÇÃO DAS GARANTIAS ESPECIAIS:</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>Art. 300. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da assunção da dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor.</p><p>EXTINÇÃO DAS GARANTIAS ESPECIAIS: outro efeito importante da assunção de dívida é a extinção das garantias especiais (ex: fiança) originariamente dadas pelo devedor primitivo ao credor, salvo assentimento expresso daquele (CC, art. 300).</p><p>As garantias especiais, prestadas em atenção à pessoa do devedor, como as dadas por terceiros sob a modalidade de fiança, aval e hipoteca, que não são da essência da dívida, só subsistirão se houver concordância expressa do devedor primitivo e dos referidos terceiros.</p><p>No entanto, as garantias reais prestadas pelo próprio devedor originário não são atingidas pela assunção e continuam válidas, a não ser que o credor abra mão delas expressamente.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>CARACTERÍSTICAS E PRESSUPOSTOS:</p><p>1)- Concordância expressa do credor —a assunção de dívida ou cessão de débito exigem a concordância do credor para efetivação do negócio.</p><p>Na assunção de dívida, todavia, a pessoa do devedor é de suma importância para o credor, podendo não lhe convir a substituição de devedor solvente por outra pessoa com menos possibilidade de cumprir a prestação.</p><p>2)- Hipótese excepcional de consentimento tácito — em um único caso o Código admite a aceitação tácita do credor, caso este previsto no art. 303.</p><p>Art. 303. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito garantido; se o credor, notificado, não impugnar em trinta dias a transferência do débito, entender-se-á dado o assentimento.</p><p>/02</p><p>25 DE FEVEREIRO DE 2021</p><p>DIREITO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>PROFª ELIENEI REIS</p><p>Art. 301. Se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito, com todas as suas garantias, salvo as garantias prestadas por terceiros, exceto se este conhecia o vício que inquinava a obrigação.</p><p>As garantias especiais, prestadas em atenção à pessoa do devedor, como as dadas por terceiros sob a modalidade de fiança, aval e hipoteca.</p><p>Essas garantias não se restauram, porque não são da essência da dívida.</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p>