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25 DE FEVEREIRO DE 2021
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
DO ADIMPLEMENTO E EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES
DO PAGAMENTO 
 As obrigações tem ciclo vital: nascem (fontes das obrigações – lei, contrato, declaração unilateral, ato ilícito); - desenvolvem (modalidades de obrigações – de dar, de fazer, não fazer); - extinguem (cumprimento – pagamento).
 PAGAMENTO = CUMPRIMENTO = ADIMPLEMENTO.
 
PAGAMENTO: - Direto (cumprimento da obrigação) 
 - Indireto ( compensação, novação, transação)
 - Normal (direto/indireto)
 - Anormal (prescrição, nulidade)
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25 DE FEVEREIRO DE 2021
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
REQUISITOS P PAGAMENTO VÁLIDO:
1- Vínculo Obrigacional
2 – Intenção de solver (animus solvendi)
3 – Cumprimento da prestação
4 – Pessoa que efetua o pagamento (devedor – solvens)
5 – Pessoa que recebe (credor – accipiens).
REGRAS PARA PAGAMENTO: 
1- Quem Deve Pagar ?
2 – A quem se deve pagar ? 
3 – O Que Se Deve Pagar ?
4 – Qual Local Do Pagamento ?
5 – Qual Tempo Do Pagamento ?
																														
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
 QUEM DEVE PAGAR ? - Devedor
 - 3º interessado (interesse jurídico- ex: avalista, fiador, sublocatário, solidário)
 - 3º não interessado (não tem interesse jurídico – ex: pai, amigo, )
Art. 304. Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se opuser, dos meios conducentes à exoneração do devedor.
 Parágrafo único. Igual direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, salvo oposição deste. 
 
Só se considera interessado quem tem interesse jurídico na extinção da dívida, isto é, quem está vinculado ao contrato, como o fiador, o avalista, o solidariamente obrigado, o herdeiro, o adquirente do imóvel hipotecado e o sublocatário, que podem ter seu patrimônio afetado caso não ocorra o pagamento. O principal interessado na solução da dívida, a quem compete o dever de pagá -la, é o devedor. 
Mas os que se encontram em alguma das situações supramencionadas (fiador, sublocatário etc.) a ele são equiparados, pois têm legítimo interesse no cumprimento da obrigação. 
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
Art. 305. O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor. 
Parágrafo único. Se pagar antes de vencida a dívida, só terá direito ao reembolso no vencimento.
 Aqui a situação diverge da do artigo anterior porque se trata de terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome.
 Na hipótese do terceiro não interessado que paga em seu próprio nome, a ação de reembolso é singela e não de sub-rogação, porque tal pagamento pode ter sido efetuado com intuito especulativo, e inclusive agravar a situação do devedor, ou até mesmo para colocá-lo numa posição moralmente vexatória. 
Ex: Imaginemos o exemplo de um devedor conhecido na comunidade que tem sua dívida paga pelo inimigo. Após o fato, o solvens alardeia que Fulano não consegue nem mesmo pagar suas dívidas e mostra à sociedade a prova do pagamento efetuado. 
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PROFª ELIENEI REIS
A QUEM SE DEVE PAGAR ? – Ao credor 
 - Ao representante: - legal (pais, tutores, curadores)
 - judicial (nomeado pelo juiz)
 - Convencional (através procuração)
 
Art. 308. O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente, sob pena de só valer depois de por ele ratificado, ou tanto quanto reverter em seu proveito. 
O pagamento deve ser feito ao credor. Cumpre estabelecer, de plano, em cada caso, quem é o verdadeiro credor da obrigação. 
Como regra, quem recebe é o credor.
 No entanto, podem ocorrer exceções. 
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
Art. 309. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido, ainda provado depois que não era credor. 
Credor putativo é aquele que se apresenta aos olhos de todos como o verdadeiro credor.
 Recebe tal denominação, portanto, quem aparenta ser credor, como é o caso do herdeiro aparente. 
ex: se o único herdeiro conhecido de uma pessoa abonada, e que veio a falecer, é o seu sobrinho, o pagamento a ele feito de boa -fé é válido, mesmo que se apure, posteriormente, ter o de cujus, em disposição de última vontade, nomeado outra pessoa como seu herdeiro testamentário.
 ex: a situação do locador aparente, que se intitula proprietário de um apartamento e o aluga a outrem. Provada a boa -fé deste, os pagamentos de aluguéis por ele efetuados serão considerados válidos, ainda que aquele não seja o legítimo dono.
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Art. 310. Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar, se o devedor não provar que em benefício dele efetivamente reverteu.
PAGAMENTO AO CREDOR INCAPAZ - O pagamento há de ser efetuado a pessoa capaz de fornecer a devida quitação, sob pena de não valer.
 A princípio, o pagamento efetivado a pessoa absolutamente incapaz é nulo e o realizado em mãos de relativamente incapaz pode ser confirmado pelo representante legal ou pelo próprio credor se cessada a incapacidade 
A quitação reclama capacidade e, sem ela, o pagamento não vale.
 No entanto, provado que reverteu em proveito do incapaz, cessa a razão da ineficácia. 
Há quem entenda que essa solução somente se aplica ao relativamente incapaz, sendo sempre nulo o pagamento feito ao absolutamente incapaz. 
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OBJETO DO PAGAMENTO E SUA PROVA 
Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa.
O objeto do pagamento - deverá ser o conteúdo da prestação obrigatória.
 O objeto do pagamento é, pois, a prestação.
 O devedor não estará obrigado a dar qualquer coisa distinta da que constitui o conteúdo da prestação e não poderá liberar -se cumprindo uma prestação de conteúdo diverso.
O devedor só se libera entregando ao credor exatamente o objeto que prometeu dar, sob pena de a obrigação converter -se em perdas e danos.
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PROFª ELIENEI REIS
Art. 314. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou. 
A regra é uma consequência do princípio de que a prestação deve ser integral e de que o credor não é obrigado a qualquer encargo para a receber, estando a cargo do devedor todas as despesas do cumprimento.
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DA PROVA DO PAGAMENTO:
Art. 319. O devedor que paga tem direito a quitação regular, e pode reter o pagamento, enquanto não lhe seja dada
O devedor que não cumpre a obrigação no vencimento sujeita -se às consequências do inadimplemento, respondendo por perdas e danos, mais juros, atualização monetária e honorários de advogado (CC, art. 389).
Por essa razão, ao realizar a prestação devida, o devedor tem o direito de exigir do credor a quitação da dívida. Esta é a prova do pagamento. 
A quitação - A regra dominante em matéria de pagamento é a de que ele não se presume, salvo nos casos expressos em lei. 
A quitação é a declaração unilateral escrita, emitida pelo credor, de que a prestação foi efetuada e o devedor fica libera seja dada.
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Art. 320. A quitação, que sempre poderá ser dada por instrumentoparticular, designará o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante. 
Parágrafo único. Ainda sem os requisitos estabelecidos neste artigo valerá a quitação, se de seus termos ou das circunstâncias resultar haver sido paga a dívida. 
 Requisitos da quitação —“... o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante”. 
Deverá ser dada, portanto, por escrito, público ou particular.
 Princípio da relativização da quitação — permitir que o juiz possa, analisando as circunstâncias do caso concreto e a boa -fé do devedor ao não exigir o recibo, concluir ter havido pagamento e declarar extinta a obrigação.
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DO LUGAR DO PAGAMENTO
 Art. 327. Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo se as partes convencionarem diversamente, ou se o contrário resultar da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias.
 Parágrafo único. Designados dois ou mais lugares, cabe ao credor escolher entre eles.
 Convenção das partes: as partes podem, ao celebrar o contrato, escolher livremente o local em que a obrigação deverá ser cumprida. 
Se não o fizerem, nem a lei, ou se o contrário não dispuserem as circunstâncias nem a natureza da obrigação, efetuar -se -á o pagamento no domicílio do devedor.
Neste caso, diz -se que a dívida é quérable - quesível, devendo o credor buscar, procurar o pagamento no domicílio daquele (devedor) - ou seja, devem ser pagas no domicílio do devedor. (regra geral)
Quando se estipula como local do cumprimento da obrigação o domicílio do credor, diz -se que a dívida é portable (portável), pois o devedor deve levar e oferecer o pagamento nesse local. (exceção)
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PROFª ELIENEI REIS
Art. 328. Se o pagamento consistir na tradição de um imóvel, ou em prestações relativas a imóvel, far-se-á no lugar onde situado o bem.
 Este dispositivo trata de pagamento consistente na tradição de um imóvel, dizendo que far-se-á no lugar onde este se acha.
As prestações relativas a imóveis, ditas na lei, não significam aluguéis, mas são referentes a serviços só realizáveis no local do imóvel, como reparações de cerca, retificações de curso de córregos, mudança de servidão etc.
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DO TEMPO DO PAGAMENTO 
Art. 331. Salvo disposição legal em contrário, não tendo sido ajustada época para o pagamento, pode o credor exigí-lo imediatamente.
 A época, o momento em que a obrigação deve ser cumprida, é de suma importância, principalmente para estabelecer o inadimplemento total e a mora (inadimplemento parcial). Quando existe uma data para o pagamento, um termo, o simples advento dessa data já constitui em mora o devedor (art. 397).
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Art. 333. Ao credor assistirá o direito de cobrar a dívida antes de vencido o prazo estipulado no contrato ou marcado neste Código: 
I – no caso de falência do devedor, ou de concurso de credores;
 II – se os bens, hipotecados ou empenhados, forem penhorados em execução por outro credor;
 III – se cessarem, ou se se tornarem insuficientes, as garantias do débito, fidejussórias, ou reais, e o devedor, intimado, se negar a reforçá-las. 
Parágrafo único. Nos casos deste artigo, se houver, no débito, solidariedade passiva, não se reputará vencido quanto aos outros devedores solventes. 
O credor não pode exigir o pagamento antes do vencimento, sob as penas do art. 939. 
No entanto, o presente dispositivo faculta ao credor cobrar a dívida antes de vencido o prazo, em três situações. 
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DO PAGAMENTO EM CONSIGNAÇÃO 
Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação, o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e forma legais. 
 Conceito de pagamento em consignação - consiste no depósito, pelo devedor, da coisa devida, com o objetivo de liberar -se da obrigação.
 É meio indireto de pagamento ou pagamento especial.
Se não for possível realizar o pagamento diretamente ao credor, em razão de recusa injustificada deste em receber ou de alguma outra circunstância, poderá valer -se da consignação em pagamento para não sofrer as consequências da mora.
Ex: locatário, por exemplo, a quem o credor recusou o recebimento do aluguel por discordar do valor ofertado, tem interesse em não incorrer em mora e em não deixar acumular as prestações para não correr o risco de sofrer uma ação de despejo.
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
A consignação é instituto de direito material e de direito processual.
 Enquanto o Código Civil menciona os fatos que autorizam a consignação. 
O modo de fazê-la é previsto no diploma processual.
 Portanto, se o credor, sem justa causa, recusa -se a receber o pagamento em dinheiro, poderá o devedor optar pelo depósito extrajudicial, em estabelecimento bancário oficial, onde houver, ou pelo ajuizamento da ação de consignação em pagamento.
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
Art. 335. A consignação tem lugar: 
I – se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma;
Ex: locador se recusa a receber o aluguel do locatário, porq este não quer pagar o valor já reajustado
 II – se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos; ex: dívida quérable (paga no domicílio do devedor, porq é o credor deve ir atrás de devedor)
III – se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil; ex: incapaz não deve receber o pagamento, e sim, seu representante legal)
IV – se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento; ex: 2 municípios se dizem credores impostos, devidos por certa empresa, porque tem estabelecimentos em ambos lugares)
 V – se pender litígio sobre o objeto do pagamento. ex: ação judicial 
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
Art. 337. O depósito requerer-se-á no lugar do pagamento, cessando, tanto que se efetue, para o depositante, os juros da dívida e os riscos, salvo se for julgado improcedente.
Se obrigação for qérable-quesível- domicílio do devedor
Se for portáble – domicílio do credor 
 
Art. 343. As despesas com o depósito, quando julgado procedente, correrão à conta do credor, e, no caso contrário, à conta do devedor. 
Trata-se de um corolário da sucumbência. Cabe ao sucumbente arcar com honorários de advogado e despesas processuais.
 Esse texto poderia tranquilamente ser excluído do Código Civil.
 
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
DO PAGAMENTO COM SUB-ROGAÇÃO
 Art. 346. A sub-rogação opera-se, de pleno direito, em favor:
 I – do credor que paga a dívida do devedor comum;
 II – do adquirente do imóvel hipotecado, que paga a credor hipotecário, bem como do terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel; 
III – do terceiro interessado, que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou em parte.
Sub -rogação - é a substituição de uma pessoa ou de uma coisa por outra em uma relação jurídica. 
A sub -rogação é uma figura jurídica anômala, pois o pagamento promove apenas uma alteração subjetiva da obrigação, mudando o credor – e não estingue a dívida. 
A extinção obrigacional ocorre somente em relação ao credor, que nada mais poderá reclamar depois de haver recebido do terceiro interessado (avalista, fiador, coobrigado etc.) o seu crédito.
 Nada se altera, porém, para o devedor, visto que o terceiro que paga toma o lugar do credor satisfeito e passa a tero direito de cobrar a dívida com todos os seus acessórios.
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
I – do credor que paga a dívida do devedor comum;
 ex: a hipótese de o devedor ter mais de um credor. Se um deles promover a execução judicial de seu crédito, preferencial ou não, poderá o devedor ficar sem meios para atender aos compromissos com os demais credores. Qualquer um destes pode, então, pagar ao credor exequente, sub -rogando -se em seus direitos, e aguardar a melhor oportunidade para a cobrança de seu crédito. Ex: credor A (50); B (100-exequente); C (400); – devedor X(hipoteca casa 500, credor-B,C)-ai o credor hipotecário da 2ª hipoteca, paga o credor hipotecário da 1ª hipoteca
II – do adquirente do imóvel hipotecado, que paga a credor hipotecário, bem como do terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel; 
Ex: quando alguém adquirir imóvel hipotecado porque faltam poucas prestações a serem pagas ao credor pelo alienante. Se este, no entanto, deixa de pagá-las, pode o adquirente efetuar o pagamento para evitar a excussão do imóvel hipotecado, sub - rogando -se nos direitos daquele. 
III – do terceiro interessado, que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou em parte.
Terceiro interessado é o que pode ter seu patrimônio afetado caso a dívida, pela qual também se obrigou, não seja paga. Ex: que acontece com o avalista, com o fiador, com o coobrigado solidário etc., que pagam dívida pela qual eram ou podiam ser obrigados. Sub -rogam -se automaticamente nos direitos do credor. 
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
ESPÉCIES DE SUB-ROGAÇÃO:
1 - SUB -ROGAÇÃO LEGAL – Opera de pleno direito (art. 346):
 a) em favor do credor que paga a dívida do devedor comum; 
b) em favor do adquirente do imóvel hipotecado que paga a credor hipotecário, bem como do terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel;
 c) em favor do terceiro interessado que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou em parte.
2 - SUB -ROGAÇÃO CONVENCIONAL - não opera de pleno direito, depende de interpelação (art. 347):
 a) quando o credor recebe o pagamento de terceiro e expressamente lhe transfere todos os seus direitos;
 b) quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida, sob a condição expressa de ficar o mutuante sub -rogado nos direitos do credor satisfeito.
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
Art. 347. A sub-rogação é convencional:
 I – quando o credor recebe o pagamento de terceiro e expressamente lhe transfere todos os seus direitos;
 II – quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida, sob a condição expressa de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito. 
 
- O 3º interessado, já se sub-roga legalmente, (art. 346), então este inciso I, se refere ao 3º não interessado, e a transferência do credor, pode ser feita sem anuência do devedor.
No segundo caso, há iniciativa do devedor, que consegue alguém que lhe empreste o numerário para pagar a dívida e passa a dever, com todos os direitos originários, ao mutuante. 
 ex: financiamento C.E.F (agente financeiro), que empresta para o adquirente da casa própria quantia necessária para pagamento ao alienante, sob condição expressa de ficar sub-rogada nos direitos do alienante.
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PROFª ELIENEI REIS
Art. 349. A sub-rogação transfere ao novo credor todos os direitos, ações, privilégios e garantias do primitivo, em relação à dívida, contra o devedor principal e os fiadores.
EFEITOS DA SUB-ROGAÇÃO: 
- a sub -rogação “transfere ao novo credor todos os direitos, ações, privilégios e garantias do primitivo, em relação à dívida, contra o devedor principal e os fiadores”
- na sub -rogação legal, o sub -rogado não pode reclamar do devedor a totalidade da dívida, mas só aquilo que houver desembolsado (art. 350).
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
Art. 351. O credor originário, só em parte reembolsado, terá preferência ao sub-rogado, na cobrança da dívida restante, se os bens do devedor não chegarem para saldar inteiramente o que a um e outro dever. 
Esse artigo refere-se ao pagamento parcial ao credor originário, isto é, à sub-rogação parcial.
Ex: dívida seja de 1.000 – um 3º vai e paga 500 e sub-roga-se nos direitos dessa importância - devedor fica então a dever 500 ao credor originário e 500 ao sub-rogado.
 Quando da cobrança de seus 500, o credor originário não encontra bens suficientes para seu crédito de 500. Terá ele preferência, recebendo, no que tiver, antes do sub-rogado, que ficará irressarcido.
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
DA IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO
 Art. 352. A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um só credor, tem o direito de indicar a qual deles oferece pagamento, se todos forem líquidos e vencidos. (imputação pelo devedor)
 
DA IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO - consiste na indicação ou determinação da dívida a ser quitada quando uma pessoa se encontra obrigada, por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um só credor e efetua pagamento não suficiente para saldar todos eles.
Ex: se três dívidas são, respectivamente, de cinquenta, cem e duzentos mil reais, e o devedor remete cinquenta reais ao credor, a imputação poderá ser feita em qualquer delas, se este concordar com o recebimento parcelado da segunda ou da terceira.
 
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
REQUISITOS DA IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO
 Pluralidade de débitos — trata -se de requisito básico, que integra o próprio conceito de imputação do pagamento, a qual seria incogitável se houvesse apenas um débito. 
Identidade de partes — as diversas relações obrigacionais devem vincular o mesmo devedor a um mesmo credor, uma vez que o art. 352 do Código Civil cuida da hipótese de pessoa obrigada, por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um só credor.
 Igual natureza das dívidas —para a imputação do pagamento, os débitos devem ser da mesma natureza, ou seja, devem ter por objeto coisas fungíveis de idêntica espécie e qualidade. Se uma das dívidas for de dinheiro e a outra consistir na entrega de algum bem, havendo o pagamento de certa quantia, não haverá necessidade de imputação do pagamento.
Faz -se mister que sejam homogêneas, isto é, fungíveis entre si. Assim, só poderá haver imputação do pagamento se ambas consistirem em dívidas em dinheiro, por exemplo.
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
ESPÉCIES DE IMPUTAÇÃO:
 
1- Imputação feita pelo Devedor (art. 352). – quando devedor aponta em qual das dívidas deve ser feito o pagamento.
2 - Imputação feita pelo Credor (art. 353). - quando o devedor não declara qual das dívidas quer pagar, e o credor é que escolhe, em qual dívida será feito o pagamento
3 - Imputação legal (art. 355). - se o devedor não fizer a indicação do art. 352, e se o credor não o fizer na quitação, sendo esta omissa quanto à imputação.
 - capital/juros – 1º juros
 - vencidas/não vencida – 1º vencidas
 - líquidas e ilíquidas – 1º líquidas
 - todas líquidas/vencidas – 1º mais onerosa
 
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
- Art. 353. Não tendo o devedor declarado em qual das dívidas líquidas e vencidas quer imputar o pagamento, se aceitar a quitação de uma delas, não terá direito a reclamar contra a imputação feita pelo credor, salvo provando haver ele cometido violência ou dolo.
Imputação feita pelo Credor 
 - Art. 354. Havendo capital e juros, o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos, e depois no capital, salvo estipulação em contrário, ou se o credor passar a quitação por conta do capital. 
Imputação legal
- Art. 355. Se o devedor não fizer a indicação do art. 352, e a quitação for omissaquanto à imputação, esta se fará nas dívidas líquidas e vencidas em primeiro lugar. Se as dívidas forem todas líquidas e vencidas ao mesmo tempo, a imputação far-se-á na mais onerosa. 
Imputação legal
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
DA DAÇÃO EM PAGAMENTO 
Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida. 
 DAÇÃO EM PAGAMENTO - é um acordo de vontades entre credor e devedor, por meio do qual o primeiro concorda em receber do segundo, para exonerá-lo da dívida, prestação diversa da que lhe é devida. 
Em regra, o credor não é obrigado a receber outra coisa, ainda que mais valiosa (CC, art. 313).
 No entanto, se aceitar a oferta de uma coisa por outra, caracterizada estará a dação em pagamento.
 Tal não ocorrerá se as prestações forem da mesma espécie, tem que ser diferentes.
Ex: - substituição de dinheiro – por bem (móvel/imóvel)
 - substituição de coisa – por outra
 - substituição de coisa – por fato
 - substituição de dinheiro – por título de crédito
 
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
Art. 357. Determinado o preço da coisa dada em pagamento, as relações entre as partes regular-se-ão pelas normas do contrato de compra e venda. 
 Como se tivesse sido realizado uma compra e venda, aí aplicam-se as regras deste contrato.
Art. 358. Se for título de crédito a coisa dada em pagamento, a transferência importará em cessão. 
Não existe propriamente dação no pagamento com títulos de crédito, porque, no caso, haverá cessão de crédito.
 A doutrina não é, contudo, unânime a esse respeito, pois há os que entendem que essa é uma modalidade de dação. 
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
DA NOVAÇÃO
 Art. 360. Dá-se a novação:
 I – quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior; (objetiva)
II – quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor; (subjetiva passiva)
III – quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo, ficando o devedor quite com este. (subjetiva ativa)
NOVAÇÃO - é a criação de obrigação nova para extinguir uma anterior - é a substituição de uma dívida por outra, extinguindo -se a primeira.
Ex: quando o pai, para ajudar o filho, procura o credor deste e lhe propõe substituir o devedor, emitindo novo título de crédito.
 Se o credor concordar, emitido o novo título e inutilizado o assinado pelo filho, ficará extinta a primitiva dívida, sendo esta substituída pela do pai.
A novação não produz, como o pagamento, a satisfação imediata do crédito, sendo, pois, modo extintivo não satisfatório. 
 
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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
PROFª ELIENEI REIS
REQUISITOS DA NOVAÇÃO: 
1 - Consiste na existência de obrigação jurídica anterior, visto que a novação visa exatamente à sua substituição.
2 – Constituição nova dívida – só ocorre novação se houver mudança substancial, entre a dívida anterior e a nova, não haverá novação quando altera prazo, ou estipulação de juros.
3 – Animus novandi - (intenção de novar) – é imprescindível que o credor queira novar, pois importa em renúncia ao crédito e direitos acessórios que o acompanham. 
 
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 ESPÉCIES DE NOVAÇÃO: 
 1 – OBJETIVA - (muda o objeto) - quando o devedor contrai com o mesmo credor, nova dívida, para extinguir e substituir a anterior. – ex: deve dinheiro, se obriga prestação de serviço
 
2 – SUBJETIVA – (muda as partes) – expromissão - pode ser efetuada independente do consentimento do devedor
 - delegação – pode ser feita com o consentimento do devedor – 
 ex: pai que substitui o filho – com ou sem consentimento do filho
 Só haverá novação, se houver extinção da 1ª obrigação. 
 
 3 – MISTA – muda ambas, tanto objeto, quanto as partes.
 ex: pai assume dívida do filho (dinheiro), pagando emprestação de serviço
 
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 EFEITOS: 
 
1- O principal efeito consiste na extinção da primitiva obrigação, substituída por outra;
2 - A novação extingue os acessórios e garantias da dívida sempre que não houver estipulação em contrário (art. 364); 
3 - A nova obrigação não tem nenhuma vinculação com a anterior, senão a de uma força extintiva
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 Art. 361. Não havendo ânimo de novar, expresso ou tácito mas inequívoco, a segunda obrigação confirma simplesmente a primeira.
 Animus novandi - (intenção de novar) – é imprescindível que o credor queira novar, pois importa em renúncia ao crédito e direitos acessórios que o acompanham.
Art. 362. A novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de consentimento deste. 
A expromissão, já referida, é, portanto, a outra modalidade de novação subjetiva passiva. É uma forma que se pode dizer de expulsão do devedor originário. 
Um terceiro assume a dívida do devedor originário, com o que concorda o credor.
 Não há necessidade de concordância do devedor.
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 Art. 367. Salvo as obrigações simplesmente anuláveis, não podem ser objeto de novação obrigações nulas ou extintas.
 As obrigações nulas ou extintas não podem ser novadas porque já não estão mais a produzir efeito.
Não se pode novar algo que já deixou de projetar efeitos no mundo negocial, ou, em outras palavras, não se pode extinguir o que já fora extinto. 
Não se esqueça que a novação é modalidade de extinção de obrigações, ainda que tenha o condão de fazer nascer outra.
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 DA COMPENSAÇÃO
 Art. 368. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-se, até onde se compensarem. 
COMPENSAÇÃO - é meio de extinção de obrigações entre pessoas que são, ao mesmo tempo, credor e devedor uma da outra.
 Acarreta a extinção de duas obrigações cujos credores são, simultaneamente, devedores um do outro.
 A compensação visa eliminar a circulação inútil da moeda, evitando duplo pagamento. 
 ex: José é credor de João da importância de R$ 100.000,00 e este se torna credor do primeiro de igual quantia, as duas dívidas extinguem -se automaticamente, dispensando o duplo pagamento. 
Neste caso, temos a compensação total.
 Se, no entanto, João se torna credor de apenas R$ 50.000,00, ocorre a compensação parcial.
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 ESPÉCIES DE COMPENSAÇÃO: 
 
1 – Total - se de valores iguais as duas obrigações;
2 – Parcial - se os valores forem desiguais.
3 – Legal - quando decorre da lei, independente da vontade das partes; 
4 – Convencional - quando resulta de acordo das partes, dispensando algum de seus requisitos;
5 – Judicial - quando efetivada por determinação do juiz, nos casos permitidos pela lei. 
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Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis. (legal)
Compensação legal - é a que decorre da lei - Opera -se automaticamente, de pleno direito.
 Requisitos: a) reciprocidade das obrigações. Abre -se exceção em favor do fiador (art. 371, 2ª parte); 
 b) liquidez e exigibilidade das dívidas (art. 369);
 c) fungibilidade das prestações (dívidas da mesma natureza). 
Só se compensa dívidas, cujo valor seja certo e determinado, expresso em cifras.
- Liquidez = dívida valor certo 
Exigibilidade = dívidas vencidas
Fungibilidade – não basta que a obrigação tenha por objeto coisa fungíveis, deveser da mesma natureza. 
 Ex: dívida de dinheiro – compensa dívida de dinheiro
 dívida de café – compensa dívida de café
 Não se compensa dívida de dinheiro, com dívida de café. 
Art. 370. Embora sejam do mesmo gênero as coisas fungíveis, objeto das duas prestações, não se compensarão, verificando-se que diferem na qualidade, quando especificada no contrato.
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Art. 372. Os prazos de favor, embora consagrados pelo uso geral, não obstam a compensação. 
Prazo de favor - é aquele concedido graciosamente pelo credor. 
Prazo dessa natureza não obsta a exigibilidade da dívida vencida e, por consequência, nem a compensação, tendo o legislador preferido ser expresso a esse respeito.
Art. 375. Não haverá compensação quando as partes, por mútuo acordo, a excluírem, ou no caso de renúncia prévia de uma delas.
As partes podem excluir a possibilidade de compensação por vontade negocial. 
Por vontade bilateral, ou por renúncia prévia de uma das partes, que é ato unilateral. 
Em princípio, a renúncia prévia só é possível de forma expressa. 
 
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DA CONFUSÃO
 Art. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor. 
DA CONFUSÃO - A obrigação pressupõe a existência de dois sujeitos: o ativo e o passivo.
 Credor e devedor devem ser pessoas diferentes.
 Se essas duas qualidades, por alguma circunstância, encontrarem -se em uma só pessoa, extingue -se a obrigação, porque ninguém pode ser juridicamente obrigado para consigo mesmo ou propor demanda contra si próprio.
Logo, portanto, que se reúnam na mesma pessoa as qualidades de credor e devedor, dá -se a confusão e a obrigação se extingue.
Na realidade, a confusão é mais frequente nas heranças.
 ex: caso mais comum é o do filho que deve ao pai e é sucessor deste.- Morto o credor, o crédito transfere -se ao filho, que é exatamente o devedor.
 Opera -se, neste caso, a confusão ipso iure, desaparecendo a obrigação.
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Art. 382. A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida, ou só de parte dela. 
ESPÉCIES DE CONFUSÃO: 
 1- Total – extingue toda a dívida
2 – Parcial - extingue apenas uma parte da dívida
A confusão pode extinguir toda a dívida ou apenas parte dela.
 Assim, teremos a confusão total ou parcial.
Ex: Se no fato causa mortis o herdeiro é apenas credor de uma parte de dívida divisível do de cujus, a confusão é parcial - se de toda dívida, será total.
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Art. 384. Cessando a confusão, para logo se restabelece, com todos os seus acessórios, a obrigação anterior. 
Efeitos - A confusão extingue não só a obrigação principal como também os acessórios, como a fiança.
- Cessando, porém, a confusão, para logo se restabelecer, com todos os acessórios, a obrigação anterior (art. 384)
O efeito primordial é extintivo da obrigação. 
A confusão pode deixar de existir por ser inválida ou por cessar o motivo que a acarretou.
 ex: alguém é devedor de um estabelecimento e vem a adquiri-lo. Operou-se a confusão. 
 Posteriormente, aliena o mesmo estabelecimento - Restabelece-se a obrigação primitiva. 
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DA REMISSÃO DAS DÍVIDAS
 Art. 385. A remissão da dívida, aceita pelo devedor, extingue a obrigação, mas sem prejuízo de terceiro. 
REMISSÃO - é a liberalidade efetuada pelo credor, consistente em exonerar o devedor do cumprimento da obrigação. 
Remissão é o perdão da dívida. 
Natureza jurídica - Embora seja espécie do gênero renúncia, que é unilateral, a remissão se reveste de caráter convencional porque depende de aceitação.
 O remitido pode recusar o perdão e consignar o pagamento.
 É, portanto, negócio jurídico bilateral.
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 ESPÉCIES DE REMISSÃO: 
1 - Total ou parcial (art. 388);
2 - Expressa ou tácita (art. 386)
Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, quando por escrito particular, prova desoneração do devedor e seus coobrigados, se o credor for capaz de alienar, e o devedor capaz de adquirir.
 Art. 387. A restituição voluntária do objeto empenhado prova a renúncia do credor à garantia real, não a extinção da dívida.
 Os arts. 386 e 387 trazem situações de remissão tácita.
 Há, em ambos, uma presunção de perdão, de renúncia.
 O primeiro dos dispositivos fala da entrega voluntária do título da obrigação, quando por escrito particular. 
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DO INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES – (art.389)
 Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. 
A OBRIGATORIEDADE DOS CONTRATOS - “PACTA SUNT SERVANDA”, os contratos devem ser cumpridos - o contrato faz lei entre as partes.
O inadimplemento das obrigações, - é o não cumprimento da obrigação – que pode decorrer:
 a) de ato culposo do devedor; 
 b) de fato a ele não imputável.
 A culpa aqui é em sentido lato, abrangendo tanto a culpa stricto sensu (imprudência, negligência e imperícia) como o dolo. 
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 ESPÉCIES DE INADIMPLEMENTO – 
1 - Absoluto - quando a obrigação não foi cumprida nem poderá sê-lo de forma útil ao credor.
 Mesmo que a possibilidade de cumprimento ainda exista, haverá inadimplemento absoluto se a prestação tornou -se inútil ao credor. 
Este será: a) total - quando concernir à totalidade do objeto;
 b) parcial - quando a prestação compreender vários objetos e um ou mais forem entregues, enquanto 
 outros, por exemplo, perecerem. 
Ex: a não entrega dos salgados e doces encomendados para festa de casamento. De nada adiantará a promessa da devedora de entregá-los no dia seguinte.
2 - Relativo: no caso de mora do devedor, ou seja, quando ocorre cumprimento imperfeito da obrigação, com inobservância do tempo, lugar e forma convencionados (CC, art. 394).
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Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. 
 O dispositivo trata do inadimplemento absoluto, que ocorre, como mencionado, quando a obrigação não foi cumprida nem poderá sê -lo de forma útil ao credor
Ex: a não entrega dos salgados e doces encomendados para festa de casamento. De nada adiantará a promessa da devedora de entregá-los no dia seguinte.
A consequência jurídica será – obrigação resolve-se em perdas e danos – incide correção monetária, pagamento dos juros e da verba honorária.
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 Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia em que executou o ato de que se devia abster. 
Quando alguém pratica o ato ao qual estava obrigado a se abster, não se pode, geralmente, obter a execução coativa, com a repristinação do estado das coisas ao estado anterior, contudo, o credor pode ter interesse que o inadimplente não persista na falta. Dependerá do exame concreto.
Ex: se a obrigação era de não construir muro, este pode ser desfeito na forma do art. 251, cobrando depois, as perdas e danos. 
Nem sempre, porém, o desfazimento das consequências do ato praticado será possível, oportuno ou conveniente, resumindo-se em perdas e danos. 
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 Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor. 
RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL - a responsabilidade civil é patrimonial.Nem sempre a prestação devida e não cumprida se converte em perdas e danos.
 Tal ocorre somente quando não é possível a execução direta da obrigação ou a restauração do objeto da prestação. A indenização do prejuízo surge como alternativa para essas hipóteses, ou seja, quando não há mais possibilidade de compelir o devedor a cumprir em espécie a obrigação contraída.
 Obtida a condenação do devedor ao pagamento das perdas e danos e não satisfeito o pagamento, cabe a execução forçada, recaindo a penhora sobre os bens que integram o patrimônio do devedor, pois, como dito inicialmente, a responsabilidade civil é patrimonial: é o patrimônio do devedor que responde por suas obrigações. Ninguém pode ser preso por dívida civil, exceto 
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Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado. 
Parágrafo único. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir.
 Na inexecução dos contratos em geral, a única coisa que compete ao credor provar é seu descumprimento. 
Não está o credor obrigado a comprovar a culpa do outro contratante.
Incumbe ao devedor provar não ter agido com culpa para se eximir da responsabilidade.
 Assim, incumbe ao credor provar a existência do contrato, seu descumprimento, e que esse descumprimento lhe causou dano. 
O caso fortuito e a força maior constituem excludentes da responsabilidade civil, contratual ou extracontratual, pois rompem o nexo de causalidade.
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DA MORA
Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer. 
DA MORA - é o retardamento ou o imperfeito cumprimento da obrigação. 
Configura -se a mora, portanto, não só quando há retardamento, atraso, no cumprimento da obrigação mas também quando este se dá na data estipulada, porém de modo imperfeito, ou seja, em lugar ou forma diversa da convencionada ou estabelecida na lei.
 Para sua existência, basta que um dos requisitos mencionados no aludido art. 394 esteja presente, não se exigindo a concorrência dos três.
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ESPÉCIES DE MORA: 
1)- Do devedor, - mora solvendi (mora de pagar) ou debitoris (mora do devedor); - ocorre quando se dá o descumprimento ou cumprimento imperfeito da obrigação por parte deste, por causa a ele imputável.
 - a) mora ex re –(art.397) (em razão de fato previsto na lei); - quando o devedor nela incorre automaticamente, sem necessidade de qualquer ação por parte do credor, o que sucede, quando a prestação deve realizar -se em um termo prefixado - O devedor incorrerá em mora ipso iure desde o momento do vencimento.
Ex: ex: o comodato, foi celebrado por dois anos, vencido esse prazo, o comodatário incorrerá em mora de pleno direito (ex re), ficando sujeito à ação de reintegração de posse.
 - b) mora ex persona. - Não havendo termo, ou seja, data estipulada, “a mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial” - que depende de providência do credor. –como esbulhador. Ex: Se, no entanto, não foi fixado prazo de duração do comodato, a mora do comodatário se configurará depois de interpelado ou notificado, pelo comodante, com o prazo de trinta dias (ex persona). Somente depois de vencido esse prazo será considerado esbulhador. 
2)- Do credor - mora accipiendi (mora de receber) ou creditoris (mora do credor).
 
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Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. 
Parágrafo único. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjeitá-la, e exigir a satisfação das perdas e danos. (INADIMPLEMENTO ABSOLUTO)
 Distinção:
 Mora: diz -se que há mora quando a obrigação não foi cumprida no tempo, lugar e forma convencionados ou estabelecidos pela lei, mas ainda poderá sê-lo, com proveito para o credor. Ainda interessa a este receber a prestação, acrescida dos juros, atualização dos valores monetários, cláusula penal etc. (CC, arts. 394 e 395).
 Inadimplemento absoluto: se, no entanto, a prestação, por causa do retardamento ou do imperfeito cumprimento, tornar -se “inútil ao credor”, a hipótese será de inadimplemento absoluto, e este poderá “enjeitá-la”, bem como “exigir a satisfação das perdas e danos” (CC, art. 395, parágrafo único).
Embora os dois institutos sejam espécies do gênero inadimplemento ou inexecução das obrigações, diferem no ponto referente à existência ou não, ainda, de utilidade ou proveito ao credor. Havendo, a hipótese será de mora; não havendo, será de inadimplemento absoluto.
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Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno direito em mora o devedor. (MORA EX RE)
Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial. (MORA EXPERSONAE)
 
Na mora ex re, tipificada no caput desse dispositivo, simples decurso de prazo, o inadimplemento no termo da obrigação já coloca em mora o devedor: dies interpellat pro homine, traduz tradicionalmente o brocardo. 
Essa regra fundamenta-se no fato de o devedor já saber previamente o dia em que tem que cumprir a prestação. Para tal, é necessário que a obrigação seja positiva e líquida, isto é, dependendo de uma ação do devedor e com um valor perfeitamente conhecido. 
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Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou. 
Cuida-se de modalidade de mora ex re.
Nessa hipótese, o devedor está em mora desde a prática do ato ilícito porque, como regra, nesse momento há violação de conduta e prejuízo ao patrimônio do ofendido. 
 
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Art. 401. Purga-se a mora:
 I – por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos decorrentes do dia da oferta; 
II – por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitando-se aos efeitos da mora até a mesma data.
 
Purgar ou emendar a mora é neutralizar seus efeitos. 
Aquele que nela incidiu corrige, sana a sua falta, adimplindo a obrigação já descumprida e ressarcindo os prejuízos causados à outra parte.
 Mas a purgação só poderá ser feita se a prestação ainda for proveitosa ao credor, pois se, em razão do retardamento, tornou -se inútil ao outro contraente (caso de inadimplemento absoluto) ou a consequência legal ou convencional for a resolução, não será mais possível pretender -se a emenda da mora.
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DAS PERDAS E DANOS
Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar. 
O inadimplemento do contrato causa, em regra, dano ao contraente pontual. 
Este pode ser material (patrimonial), por atingir e diminuir o patrimônio do lesado, ou simplesmente moral (extrapatrimonial), ou seja, sem repercussão na órbita financeira deste.
- Dano, em sentido amplo, vem a ser a lesão de qualquer bem jurídico, e aí se inclui o dano moral” “toda desvantagem que experimentamos em nossos bens jurídicos (patrimônio, corpo, vida, saúde, honra, crédito, bem -estar, capacidade de aquisição etc
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PERDAS E DANOS: - (gênero)
Perdas e danos, compreendem, pois, tanto o dano emergente quanto o lucro cessante edevem cobrir todo o prejuízo experimentado pela vítima.
Dano emergente – prejuízo real, efetivo – a diminuição patrimonial sofrida pela vítima – ex: o que o dono do veículo danificado por outrem desembolsa para consertá-lo. Representa, pois, a diferença entre o patrimônio que a vítima tinha antes do ato ilícito ou do inadimplemento contratual e o que passou a ter depois. 
 Lucro cessante – frustação da expectativa de ganho - a perda de um ganho esperado. – ex: Se um ônibus, é abalroado culposamente, deve o causador do dano ressarcir todos os prejuízos efetivamente sofridos por seu proprietário, incluindo -se as despesas com os reparos do veículo (dano emergente), bem como o que a empresa deixou de auferir no período em que este permaneceu na oficina (lucro cessante). Apura -se pericialmente o lucro que a empresa obtinha por dia e chega -se ao quantum que ela deixou de lucrar.
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Art. 404. As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em dinheiro, serão pagas com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, abrangendo juros, custas e honorários de advogado, sem prejuízo da pena convencional. 
Parágrafo único. Provado que os juros da mora não cobrem o prejuízo, e não havendo pena convencional, pode o juiz conceder ao credor indenização suplementar. 
Se o credor não chegou a ingressar em juízo, o devedor pagará, além da multa, se estipulada, os juros moratórios e eventuais custas extrajudiciais, por exemplo, as despesas com o protesto dos títulos ou com as notificações efetuadas pelo Cartório de Títulos e Documentos.
 Mas se houve necessidade de ajuizar a competente ação de cobrança de seu crédito, o credor fará jus, ainda, ao reembolso das custas processuais, bem como à verba honorária.
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DA CLÁUSULA PENAL
 Art. 408. Incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal, desde que, culposamente, deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em mora.
 CLÁUSULA PENAL - é obrigação acessória pela qual se estipula pena ou multa destinada a evitar o inadimplemento da principal ou o retardamento de seu cumprimento.
 É também denominada pena convencional ou multa contratual (CC, art. 408).
FUNÇÕES: 
 - A principal função da cláusula penal é atuar como meio de coerção, para compelir o devedor a cumprir a obrigação. 
 - A função secundária é servir de prefixação das perdas e danos devidos em razão do inadimplemento do contrato.
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Art. 409. A cláusula penal estipulada conjuntamente com a obrigação, ou em ato posterior, pode referir-se à inexecução completa da obrigação, à de alguma cláusula especial ou simplesmente à mora.
 A cláusula penal pode dirigir-se à inexecução completa da obrigação (inadimplemento absoluto), ao descumprimento de uma ou mais cláusulas do contrato ou ao inadimplemento parcial, ou simples mora.
 A cláusula penal ou multa pode ser estipulada conjuntamente com a obrigação, ou em ato posterior. (ADENDO) 
COMPENSATÓRIA - Quando a multa é aposta para o descumprimento total da obrigação, ou de uma de suas cláusulas, será compensatória. - sua finalidade é compensar a parte inocente pelos entraves e infortúnios decorrentes do descumprimento. 
- A cláusula penal compensatória constitui prefixação de perdas e danos.
MORATÓRIA. - Quando se apõe a multa para o cumprimento retardado da obrigação, mas ainda útil para o credor, a cláusula penal será moratória.
 Nessa hipótese, o devedor moroso pagará um plus pelo retardamento no cumprimento de sua obrigação. 
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Art. 410. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, esta converter-se-á em alternativa a benefício do credor. (MULTA COMPENSATÓRIA)
 • Cláusula penal compensatória — O dispositivo proíbe a cumulação de pedidos.
 A alternativa que se abre para o credor é: 
- a) pleitear a pena compensatória, correspondente à fixação antecipada dos eventuais prejuízos;
b) postular o ressarcimento das perdas e danos, arcando com o ônus de provar o prejuízo; 
c) exigir o cumprimento da prestação. 
Não pode haver cumulação porque, em qualquer desses casos, o credor obtém integral ressarcimento, sem que ocorra o bis in idem. 
A expressão “a benefício do credor” significa que a escolha de uma das alternativas compete ao credor, e não ao devedor.
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Art. 411. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de mora, ou em segurança especial de outra cláusula determinada, terá o credor o arbítrio de exigir a satisfação da pena cominada, juntamente com o desempenho da obrigação principal. 
• Cláusula penal moratória — entretanto, quando a cláusula penal for moratória - Como, neste caso, o valor da pena convencional costuma ser reduzido, o credor pode cobrá-la cumulativamente com a prestação não satisfeita.
 É bastante comum devedores atrasarem o pagamento de determinada prestação e serem posteriormente cobrados pelo credor, que exige o valor da multa contratual (em geral, no montante de 10 ou 20% do valor cobrado) mais o da prestação não paga.
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