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<p>14/09/2024 17:50:15 1/3</p><p>REVISÃO DE SIMULADO</p><p>Nome:</p><p>MIRIÃ CONCEIÇÃO SILVA</p><p>Disciplina:</p><p>História do Brasil Império</p><p>Respostas corretas são marcadas em amarelo X Respostas marcardas por você.</p><p>Questão</p><p>001 (Fuvest) Quintino Bocaiúva, pouco antes da proclamação da República, disse:</p><p>"Sem a força armada ao nosso lado, qualquer agitação de rua seria não só um ato de</p><p>loucura... mas principalmente uma derrota de rua antecipada."</p><p>A propósito da participação dos militares na Proclamação da República, pode-se afirmar</p><p>que</p><p>A) a pluralidade de propostas políticas e sociais existente se traduzia em divergências</p><p>variadas, como o papel dos militares na eclosão do movimento.</p><p>B) o Republicanismo brasileiro foi inspirado pelos EUA, onde os militares desempenharam</p><p>um papel preponderante na criação do Regime Republicano.</p><p>X C) Silva Jardim e Benjamim Constant eram partidários de uma revolução popular, apoiada</p><p>pelos militares, visando universalizar a cidadania.</p><p>D) o Republicanismo era um movimento uniforme, articulado em torno de proposições</p><p>como a de uma aliança sólida e permanente com os militares.</p><p>E) revela o desinteresse de todas as lideranças do exército com relação à questão da</p><p>cidadania, da adesão popular e da participação democrática.</p><p>Questão</p><p>002 (UEL) Em relação às consequências da Guerra do Paraguai, no Brasil, pode-se afirmar</p><p>que</p><p>A) a abertura do mercado externo paraguaio, resultante da derrota na Guerra, trouxe</p><p>grandes benefícios à expansão da economia cafeeira no país.</p><p>X B) ao favorecer o desenvolvimento do setor naval contribuiu para a reorganiza-ção da</p><p>marinha que, após a guerra, colocou-se contra a monarquia.</p><p>C) o território foi devastado e a população gravemente afetada pelas mortes, o que</p><p>retardou o desenvolvimento econômico do país.</p><p>D) a participação das camadas mais pobres da população na guerra respondeu pela sua</p><p>integração nas decisões políticas após a proclamação da República.</p><p>E) o declínio da monarquia foi concomitante à guerra e as críticas atingiram seu ponto</p><p>vital: a escravidão. Foi através dessa brecha, que os ideais republicanos se propagam.</p><p>Questão</p><p>003 Nas palavras do historiador Boris Fausto,</p><p>“A extinção da escravatura foi encaminhada por etapas até o final, em 1888. A maior</p><p>controvérsia quanto às medidas legais não ocorreu em 1888, mas quando o governo</p><p>imperial propôs a chamada Lei do Ventre Livre, em 1871”.</p><p>(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 186).</p><p>O que foi a Lei do Ventre Livre, de que trata Boris Fausto?</p><p>X A) Foi a primeira lei que efetivamente libertou mãe e filhos da escravidão no Brasil.</p><p>B) Foi a lei que libertava a mulher escravizada grávida, colocando fim à utilização de mão</p><p>de obra de crianças escravizadas nas fazendas de café.</p><p>C) Foi a proibição da entrada no Brasil de mulheres escravizadas que estivessem grávidas,</p><p>o que facilitou o controle do governo sobre o tráfico negreiro.</p><p>D) Foi a lei que libertava as crianças nascidas de mães escravizadas a partir daquela data,</p><p>prevendo uma indenização ao senhor de escravos.</p><p>E) Fo a tentativa de esterilizar as mulheres escravizadas para que não tivessem diminuída</p><p>sua força de trabalho.</p><p>14/09/2024 17:50:15 2/3</p><p>Questão</p><p>004 Sobre a proclamação da República no Brasil, o historiador Boris Fausto escreve que:</p><p>“Nas primeiras horas da manhã de 15 de novembro de 1889, Deodoro assumiu o</p><p>comando da tropa e marchou para o Ministério da Guerra, onde se encontravam os</p><p>líderes monarquistas. Seguiu-se um episódio confuso, para o qual existem versões</p><p>diversas, não se sabendo ao certo se naquele dia Deodoro proclamou a República ou</p><p>apenas considerou derrubado o ministério. Seja como for, no dia seguinte a queda da</p><p>monarquia estava consumada. Alguns dias mais tarde, a família real partia para o</p><p>exílio”.</p><p>(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 201).</p><p>Escolha a alternativa que contém os diversos fatores que contribuíram para o fim do</p><p>regime monárquico.</p><p>A) Exército; abolição; princesa Isabel.</p><p>B) Intervenção portuguesa; Exército, cafeicultores paulistas.</p><p>C) Cafeicultores paulistas, Exército; abolição.</p><p>X D) Absolutistas; cafeicultores paulistas; abolição.</p><p>E) Princesa Isabel; intervenção portuguesa; Exército.</p><p>Questão</p><p>005 (MACKENZIE) Segundo o historiador Bóris Fausto, o fim do regime monárquico resultou</p><p>de uma série de fatores de diferentes relevâncias, destacando-se</p><p>A) a aliança entre exército e burguesia cafeeira que, além da derrubada da monarquia,</p><p>constituíram uma base social estável para o novo regime.</p><p>B) a maior força política da época: os barões fluminenses, defensores da Abolição.</p><p>X C) a doutrina positivista, defendida pelas elites e que se opunha a um executivo forte e</p><p>reformista.</p><p>D) a disputa entre a Igreja e o Estado, sem dúvida, o fator prioritário na queda do regime.</p><p>E) unicamente o xenofobismo despertado pelo Conde d'Eu, nos meios nacionalistas.</p><p>Questão</p><p>006 (UEL) Após a fase do apogeu do Império por volta de 1850 - assinala-se no Brasil a</p><p>partir de 1870, o começo da decadência do Regime Político Monárquico. Entre os</p><p>fatores que contribuíam para este declínio, citam-se o</p><p>A) movimento emigratório e a greve dos operários.</p><p>B) Regime do Padroado e a pressão dos jornalistas contra a situação dos trabalhadores</p><p>rurais e urbanos.</p><p>C) movimento abolicionista e as reformas políticas realizadas por D. Pedro II.</p><p>D) estabelecimento do sistema de parceria na produção agrária e as fugas constantes de</p><p>escravos, descapitalizando os proprietários.</p><p>X E) posicionamento político dos militares, após a Guerra do Paraguai e os movimentos</p><p>republicanos e abolicionistas.</p><p>Questão</p><p>007 A Guerra do Paraguai foi até hoje o maior conflito armado da América do Sul. Sobre seu</p><p>início, Boris Fausto escreve que:</p><p>“Especula-se muito sobre as razões que teriam levado Solano López a iniciar o conflito,</p><p>com o risco de provocar a união contra o Paraguai de dois velhos rivais – o Brasil e a</p><p>Argentina. Aparentemente, ele esperava neutralizar as ameaças de seus poderosos</p><p>vizinhos e transformar o Paraguai em uma força no jogo político do continente”.</p><p>(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 182).</p><p>Qual foi o estopim do conflito?</p><p>14/09/2024 17:50:15 3/3</p><p>A) Declarações de Solano López atacando Dom Pedro II e o governo brasileiros.</p><p>B) O aprisionamento de uma embarcação brasileira no rio Paraguai.</p><p>X C) O posicionamento dos canhões direcionados para a fronteira com o Brasil.</p><p>D) A morte de um brasileiro na divisa com o Paraguai a mando da polícia paraguaia.</p><p>E) O exército paraguaio invadiu o Brasil por terra.</p><p>Questão</p><p>008 (Pucsp) "A enorme visibilidade do poder era sem dúvida em parte devida à própria</p><p>monarquia com suas pompas, seus rituais, com o carisma da figura real. Mas era</p><p>também fruto da centralização política do Estado. Havia quase unani-midade de opinião</p><p>sobre o poder do Estado como sendo excessivo e opressor ou, pelo menos, inibidor da</p><p>iniciativa pessoal, da liberdade individual. Mas (...) este poder era em boa parte ilusório.</p><p>A burocracia do Estado era macrocefálica: tinha cabeça grande, mas braços muito</p><p>curtos. Agigantava-se na corte, mas não alcançava as municipalidades e mal atingia as</p><p>províncias. (...) Daí a observação de que, apesar de suas limitações no que se referia à</p><p>formulação e implementação de políticas, o governo passava a imagem do todo-</p><p>poderoso, era visto como o responsável por todo o bem e todo o mal do Império."</p><p>Carvalho, J. Murilo de. Teatro de Sombras. Rio de Janeiro, IUPERJ/ Vértice, 1988.</p><p>O fragmento acima refere-se ao II Império brasileiro, controlado por D. Pedro II e</p><p>ocorrido entre 1840 e 1889. Do ponto de vista político, o II Império pode ser</p><p>representado como</p><p>A) jogo de aparências, em que a atuação política do Imperador conheceu as mudanças e</p><p>os momentos de indefinição acima referidos - refletindo as próprias oscilações e</p><p>incertezas dos setores sociais hegemônicos -, como bem exemplificado na questão da</p><p>Abolição.</p><p>X B) cenário de várias revoltas de caráter regionalista - entre elas a Farroupilha e a</p><p>Cabanagem - devido à incapacidade</p><p>do governo imperial controlar, conforme</p><p>mencionado na citação, as províncias e regiões mais distantes da capital.</p><p>C) palco de enfrentamento entre liberais e conservadores que, partindo de princípios</p><p>políticos e ideológicos opostos, questionaram, com igual violência, essa aparente</p><p>centralização indicada na citação acima e se uniram no Golpe da Maioridade.</p><p>D) teatro para a plena manifestação do poder moderador que, desde a Consti-tuição de</p><p>1824, permitia amplas possibilidades de intervenção políticas para o Imperador - daí a</p><p>ideia de centralização da citação - e que foi usado, no Segundo Reinado, para encerrar</p><p>os conflitos entre liberais e socialistas.</p><p>E) universo de plena difusão das ideias liberais, o que implicou uma aceitação por parte do</p><p>Imperador da diminuição de seus poderes, conformando a situação apontada na citação</p><p>e oferecendo condições para a proclamação da República.</p>