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Atividade Integradora de Formação Ética e Sociocultural - Desafio da beleza negra frente aso padrões culturais da sociedade

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<p>RENATA LAURA GARCIA CORAL</p><p>ATIVIDADE INTEGRADORA:</p><p>OS DESAFIOS DA BELEZA NEGRA FRENTE AOS PADRÕES</p><p>CULTURAIS DA SOCIEDADE</p><p>LONDRINA</p><p>2021</p><p>RENATA LAURA GARCIA CORAL</p><p>ATIVIDADE INTEGRADORA:</p><p>OS DESAFIOS DA BELEZA NEGRA FRENTE AOS PADRÕES</p><p>CULTURAIS DA SOCIEDADE</p><p>Trabalho Integrador apresentado à disciplina</p><p>de Formação Ética e Sociocultural, ao curso</p><p>de Graduação em Estética e Cosmética do</p><p>Instituto Filadélfia de Londrina - UNIFIL.</p><p>Orientador: Profº. Alex Ferreira Novaes.</p><p>LONDRINA</p><p>2021</p><p>1. Em nossas aulas aprendemos que os indivíduos em qualquer parte do mundo,</p><p>desde que nascem, são condicionados por valores, instituições e costumes de sua</p><p>própria sociedade e, neste sentido, é muito comum que cada um estranhe suas</p><p>diferenças. No texto, a autora afirma que os momentos em que as mulheres negras</p><p>se reuniam em um domingo à tarde não era apenas para um encontro, mas também</p><p>de dor compartilhada. O que, na verdade, refletia neste compartilhamento de dor?</p><p>R: Refletia-se a impotência perante os padrões ditados pela sociedade. O significado</p><p>de mutilação da sua essência negra era o de ter que se submeter a um estilo que</p><p>não era o seu, esquecer suas raízes.</p><p>O cabelo afro era visto como sujeira, feiura, marginalismo, entre outros</p><p>adjetivos negativos e pejorativos. E, nesses encontros, essas mulheres podiam falar</p><p>sobre o que sentiam e compartilhar suas dores em deixar toda uma história de vida</p><p>para trás, e assim, tentar ser vista como um “ser normal” e não como uma pessoa</p><p>estranha ou esquisita.</p><p>2. Segundo a psiquiatra Neusa Santos, tornar-se negro é referência sobre as</p><p>dificuldades emocionais de pessoas negras que negam a própria imagem por</p><p>indução racista de seus algozes históricos. Neste sentido, o que é preciso para se</p><p>“libertar” desse jugo?</p><p>R: De acordo com a psiquiatra, é necessário que se faça um diagnóstico sobre a</p><p>baixa autoestima dos negros e defender a necessidade de prosseguir lutando</p><p>apesar de tantas vitórias e avanços nos dias de hoje. Mas, é necessário a</p><p>autoaceitação. Além disso, buscar seguir exemplos de pessoas que lutaram e ainda</p><p>lutam para que o negro tenha seu espaço perante a sociedade; se reconhecer em</p><p>outras pessoas, em um produto exposto nas prateleiras com fotos que remetem a</p><p>importância da sua voz, da sua luta.</p><p>3. De acordo com a Youtuber Gabi Oliveira, a mesma começou a usar químicas para</p><p>transformação capilar com 4 anos. Desde então passou a vida sem saber como era</p><p>o seu cabelo. Em um dos processos estéticos, por volta dos 20 anos, decidiu entrar</p><p>em transição ao perceber quão absurda era aquela negação extrema da sua própria</p><p>fisionomia. Diante do exposto, questiona-se:</p><p>a. Os resultados que a estética pode trazer a uma pessoa é superior a seus valores</p><p>culturais e sociais? Justifique.</p><p>R: A supervalorização da aparência física acarreta na imposição de padrões de</p><p>beleza que, inevitavelmente, interferem na autoestima do indivíduo, constituindo</p><p>assim uma imagem positiva ou negativa de si mesmo.</p><p>Esses padrões estéticos impostos pela sociedade vêm interferindo sempre de</p><p>forma muito negativa na vida da mulher e na imagem que a mesma constrói de si.</p><p>Isso acontece devido à inconstância desses padrões irreais que são impossíveis de</p><p>serem atingidos, exatamente por sermos únicas e bem diferentes umas das outras.</p><p>Muito mais do que atuar na aparência, a estética cuida da pessoa. Os</p><p>benefícios de tratamentos estéticos geram reflexos não só no aspecto físico, mas</p><p>também trabalham o lado emocional e trazem mudanças na autoestima.</p><p>A aparência pessoal está intimamente ligada com a satisfação ou insatisfação</p><p>da pessoa. Quando existe a satisfação com a aparência, a pessoa se gosta, se</p><p>aceita, e ela só quer manter a sua autoestima e autoimagem, consequentemente a</p><p>sua qualidade de vida. Uma pessoa saudável é reluzente.</p><p>O profissional de estética tem como principal função oferecer tratamentospara</p><p>diferentes partes do corpo. Então, no final das contas, não se trata da busca pelo</p><p>padrão de beleza, mas por procedimentos personalizados, com resultados que vão</p><p>do estético ao emocional.</p><p>b. Como realçar a beleza, sem desvalorizar a própria origem?</p><p>R: Todo esteticista deve ter em mente, primeiramente, a beleza natural de cada</p><p>cliente que adentra sua clínica. A principal função, no momento, é resgatar a</p><p>autoestima, priorizando o bem-estar do corpo e a beleza natural, mostrando à cliente</p><p>que a cultuação e veneração às formas físicas perfeitas não existem.</p><p>Deve-se mostrar à mesma que, o trabalho do esteticista vai ajudá-la a realçar</p><p>ainda mais sua beleza, melhorando os pontos negativos, mas sempre respeitando</p><p>seus desejos.</p><p>4. Segundo Neomisia Silvestre, por muito tempo seu cabelo foi um lugar de prisão.</p><p>Ele sempre estava molhado para baixar o volume ou amarrado, e completa “O</p><p>processo de transição não é fácil, passa por entender porque você quis manter o</p><p>cabelo liso, os padrões europeus de beleza…” Desta forma, por que estes padrões</p><p>são tão imponentes a este ponto na vida das pessoas?</p><p>R: Durante muito tempo as pessoas com descendência negra, independente da sua</p><p>cor de pele, sofreram preconceito por terem cabelos crespos ou cacheados. A</p><p>imposição da beleza pela sociedade, onde a pele deveria ser branca, os olhos claros</p><p>e os cabelos lisos, o corpo deveria ser magro entre outros padrões, fizeram com que</p><p>a busca pela química aumentasse nesse meio e fosse passado de geração a</p><p>geração. Entretanto, no passar dos anos, as pessoas se deram conta de que não</p><p>tinham que se esconder ou modificar seu corpo, cabelo ou pele pra agradar a uma</p><p>sociedade preconceituosa e sim, começar a se aceitar. Aceitar seu tom de pele, seu</p><p>corpo, seu cabelo.</p><p>A partir do momento dessa aceitação, os padrões começaram a mudar e a</p><p>luta por um lugar na sociedade começou. A luta pela própria liberdade emocional, a</p><p>qual veio para resgatar suas origens e passar para a nova geração o quanto ser</p><p>“diferente” é “lindo”. Imaginem se todos gostassem somente do amarelo, o que</p><p>seriam das outras cores? Isso é para nos mostrar que toda beleza é única e não</p><p>deve ser escondida e sim, revelada.</p><p>A leitura do texto nos mostra o sofrimento da beleza negra ao tentar se</p><p>encaixar nos padrões, ditos pela sociedade, ao longo da história. Tenta mostrar o</p><p>sofrimento da mulher em ter que esconder sua própria origem, sua beleza natural e</p><p>seguir em busca de algo que não existe.</p><p>Os depoimentos de Nátaly Neri, Gabi Oliveira e Neomisia Silvestre, nos</p><p>mostram como enfrentaram, primeiramente, a autoaceitação da sua origem para</p><p>depois aceitarem a mudança que deveriam fazer a si mesmas e, com isso,</p><p>influenciarem outras mulheres negras a se assumirem como mulheres lindas e</p><p>capazes de conseguir tudo o que quiserem sem negar sua cultura.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:</p><p>GONÇALVES: Juliana. A empatia entre mulheres negras renasce através da</p><p>relação com seus cabelos: a transição capilar cria laços para além da estética.</p><p>Disponível em: <https://revistratrip.uol.com.br/tpm/o-cabelo-cria-lacos-entre-</p><p>mulheres-negras-para-alem-da-estetica>. Acesso em 23 abr. 2021.</p><p>SANTOS, Rhaul Lemos. O corpo negro: a estética negra como forma de</p><p>resistência. In: Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros. XCOPENE.</p><p>Uberlância: MG. Disponível em:</p><p><https://www.copene2018.eventos.dype.com.br/resources/anais/8/1538362746</p><p>ARQUIVOCopene.pdf>. Acesso em 23 abr. 2021.</p><p>SOUZA, Juliana F. V; OLIVEIRA, Crysia Mayara de; PEREIRA, Alisson Clebio de A.;</p><p>ALMEIDA, Eduarda Carmélia da Silva. A quebra do padrão de beleza: a aceitação</p><p>da mulher negra na sociedade. In: simpósio internacional de Ensino e Culturas Afro-</p><p>brasileiras e Lusitanas. SINAFRO, 2018. Disponível em:</p><p><https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/39565>.</p><p>Acesso em: 08 jun. 2021.</p><p>https://revistratrip.uol.com.br/tpm/o-cabelo-cria-lacos-entre-mulheres-negras-para-alem-da-estetica</p><p>https://revistratrip.uol.com.br/tpm/o-cabelo-cria-lacos-entre-mulheres-negras-para-alem-da-estetica</p>