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História do Outubro Rosa

Texto sobre a história e difusão do Outubro Rosa, relatando sua origem nos EUA (laço rosa e primeira Corrida pela Cura em 1990), ações de prevenção por diagnóstico precoce (corridas, desfiles, mutirões de mamografia) e a chegada ao Brasil com iluminações de monumentos.

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<p>Outubro Rosa</p><p>H I S T Ó R I A</p><p>Como surgiu:</p><p>O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.</p><p>A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org).</p><p>Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org).</p><p>A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.</p><p>A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.</p><p>A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP. No dia 02 de outubro de 2002 quando foi comemorado os 70 Anos do Encerramento da Revolução, o monumento ficou iluminado de rosa "num período efêmero" como relembra o secretário da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, o Coronel PM (reformado) Mário Fonseca Ventura.</p><p>Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa.</p><p>Em maio de 2008, o Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama sediado em Santos-SP, em preparação para o Outubro Rosa, iluminou de rosa a Fortaleza da Barra em homenagem ao Dia das Mães e pelo Dia Estadual (São Paulo) de Prevenção ao Câncer de Mama comemorado todo terceiro domingo do mês de maio. Mas o principal objetivo era alertar para a causa do câncer de mama e incentivar as mulheres da região da Baixada Santista a participarem do mutirão de mamografias realizado pelo Governo do Estado de São Paulo. No estado de São Paulo todo ano são realizados 2(dois) mutirões de mamografia sendo, um em maio e o outro em novembro.</p><p>As várias reportagens de tv e jornal, com a repercussão da Fortaleza da Barra iluminada de rosa em maio de 2008, foram apresentadas no mesmo mês no "Course for the Cure" realizado pela ong americana Susan G. Komen, no Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo-SP.</p><p>Nota na primeira página do jornal A TRIBUNA - 12/maio/2008.</p><p>LUZ DE ALERTA - A Fortaleza da Barra ganhou ontem uma iluminação de cor rosa, colocada pelo Instituto Neo Mama. O objetivo foi chamar a atenção da sociedade para o Dia Estadual de Prevenção ao Câncer de Mama (no próximo domingo) e homenagear as mães.</p><p>Em outubro de 2008, diversas entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em suas respectivas cidades. Aos poucos o Brasil foi ficando iluminado em rosa em São Paulo-SP, Santos-SP, Rio de Janeiro-RJ, Porto Alegre-RS, Brasília-DF, Salvador-BA, Teresina-PI, Poços de Caldas-MG e outras cidades.</p><p>O Brasil é mundialmente conhecido pelo seu maior símbolo, a estatua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro-RJ. E pela primeira vez, o Cristo Redentor ficou iluminado de rosa no Outubro Rosa.</p><p>Em maio de 2009, o Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama, novamente iluminou de rosa a Fortaleza da Barra em homenagem ao Dia das Mães e pelo Dia Estadual (São Paulo) de Prevenção ao Câncer de Mama comemorado todo terceiro domingo do mês de maio. Mas o principal objetivo era alertar para a causa do câncer de mama e incentivar as mulheres da região da Baixada Santista a participarem do mutirão de mamografias realizado pelo Governo do Estado de São Paulo.</p><p>Em outubro de 2009, se multiplicam as ações relativas ao Outubro Rosa em todas as partes do Brasil. Novamente as entidades relacionadas ao câncer de mama e empresas se unem para expandir a campanha.</p><p>Com uma visão estratégica o Instituto Neo Mama vai iluminar 2 (dois) locais em Santos-SP, a Fortaleza da Barra e Pinacoteca Benedicto Calixto do dia 23/10/2009 até o dia 02/11/2009. Esse período é em função de ficar próximo do Mutirão de Mamografias que será realizado pelo Governo do Estado de São Paulo no dia 14/11/2009. Como os locais iluminados ficam em frente à praia, os mesmos poderão ser vistos pelos turistas dos navios de cruzeiros e os do feriado prolongado de Finados onde aumenta o número de turistas.</p><p>Tudo sobre Outubro Rosa: o que é a campanha, objetivo e história</p><p>De acordo com os dados recentes do Instituto Nacional de Câncer(INCA), a partir de 2018, estima-se que cerca de 59.700 novos casos de câncer de mama sejam diagnosticados no Brasil por ano. O número indica que a cada 100 mil mulheres, cerca de 56 desenvolvem a condição.</p><p>Os dados alarmantes posicionam a neoplasia como a segunda que mais acomete mulheres em todo o mundo. Diante da realidade, a melhor medida continua sendo a prevenção.</p><p>PUBLICIDADE</p><p>É isso que impulsiona o Outubro Rosa, um mês dedica à disseminação de informações sobre os direitos e a importância de olhar com atenção para a saúde da mulher.</p><p>Mais do que levantar dados, a campanha visa garantir às mulheres atendimento, assistência médica e suporte emocional, garantindo prevenção, diagnóstico e tratamento de qualidade.</p><p>Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:</p><p>1. O que é Outubro Rosa?</p><p>2. Objetivo do Outubro Rosa</p><p>3. História</p><p>4. Símbolo do Outubro Rosa: Laço Cor-de-Rosa</p><p>5. O câncer de mama</p><p>6. Mamografia</p><p>7. Autoexame das mamas: passo a passo</p><p>8. Sintomas além do “caroço”</p><p>O que é Outubro Rosa?</p><p>O Outubro Rosa é uma campanha mundial realizada anualmente no mês de outubro, que busca a conscientização das mulheres a respeito da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade. A campanha é simbolizada pelo laço cor-de-rosa.</p><p>Durante o mês de outubro, diversas instituições — tanto públicas quanto privadas — disponibilizam exames gratuitos ou com preço reduzido, a fim de encorajar as mulheres a realizar esses exames e tratar qualquer problema encontrado precocemente, visto que, nos estágios iniciais, o câncer de mama é assintomático e responde muito melhor aos tratamentos.</p><p>O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre as mulheres do mundo inteiro, perdendo apenas para o câncer de pele não-melanoma (como o carcinoma basocelular). De todos os novos casos a doença a cada ano, cerca de 25% são câncer de mama.</p><p>Objetivo do Outubro Rosa</p><p>O Outubro Rosa tem como objetivo conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico</p><p>precoce do câncer de mama, que tem altas chances de cura quando descoberto cedo.</p><p>Mesmo assim, grande parte dos diagnósticos acabam sendo tardios.</p><p>Embora seja focado no câncer de mama, muitas instituições aproveitam o mês também para falar sobre outras neoplasias que podem ocorrer no aparelho reprodutor feminino, como o câncer de ovário ou do colo do útero, por exemplo.</p><p>PUBLICIDADE</p><p>História</p><p>O Outubro Rosa não foi exatamente instituído por uma pessoa, pois no fim do século XX, alguns estados americanos promoviam ações isoladas de conscientização sobre a doença.</p><p>Aos poucos, as iniciativas foram amplificadas e ganharam visibilidade, até o Congresso Americano oficializar outubro como o mês nacional de prevenção ao câncer de mama.</p><p>Mas cabe aqui falar de uma instituição importante para que a data viesse à vida. Em 1982, inicia-se o instituto Susan G. Komen Breast Cancer Foundation, fundado por Nancy Brinker com o objetivo de promover estudos e disseminar informações sobre o câncer de mama.</p><p>Em 1983, pretendendo dar mais visibilidade à importância do projeto e do tema e arrecadar fundos para pesquisas, o instituto promoveu a primeira “Caminhada pela Vida”, em Dallas. O evento contou com cerca de 800 participantes e marcou o início de uma ação que ganharia dimensões mundiais.</p><p>Alguns anos depois, em 1991, as tão famosas fitas rosas foram distribuídas a todas e todos os participantes da Caminhada pela Vida, em Nova York, tornando o laço cor-de-rosa o símbolo oficial da campanha.</p><p>Desde então, a instituição continua promovendo corridas anualmente em prol da luta contra o câncer de mama, mas a história do laço rosa só veio em 1997: a fim de sensibilizar a população, as cidades eram enfeitadas com laços cor de rosa em locais públicos e durante eventos.</p><p>No Brasil, a primeira ação do Outubro Rosa que se tem conhecimento aconteceu em 2002, no parque Ibirapuera, em São Paulo: o Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista, mais conhecido como Obelisco do Ibirapuera, foi iluminado de rosa por um grupo de mulheres simpatizantes com a causa.</p><p>PUBLICIDADE</p><p>A partir de 2008, as ações foram se tornando cada vez mais frequentes. Várias entidades relacionadas ao câncer de mama passaram a iluminar monumentos e prédios de rosa, deixando clara a mensagem: é preciso se prevenir.</p><p>Símbolo do Outubro Rosa: Laço Cor-de-Rosa</p><p>Mundialmente reconhecido, o laço cor-de-rosa é o símbolo da luta contra o câncer de mama. Mas como foi que ele surgiu?</p><p>Inicialmente, os laços começaram a ser usados nos Estados Unidos, na década de 70, por Lenney Laingen, uma mulher cujo marido era mantido como refém no Irã. Esses laços, de cor amarela, foram pendurados por ela e seus amigos em algumas árvores, e o objetivo era que o marido voltasse para casa.</p><p>A ideia de laços conscientizadores se popularizou e, nos anos 90, era a vez do câncer de mama receber sua própria fita. Durante a Corrida pela Cura de Nova York de 1991, foram distribuídos laços cor-de-rosa para todos os participantes. No entanto, nessa época, ele ainda não era um símbolo muito forte.</p><p>Em 1992, a Estée Lauder Cosmetics, uma empresa de cosméticos, foi a responsável por popularizar o laço cor-de-rosa mundialmente.</p><p>Inicialmente, sua cor era laranja, feitos por uma senhora chamada Charlotte Hayley. Ela vendia os lacinhos junto com um cartão que dizia que apenas 5% do orçamento anual do Instituto Nacional do Câncer era destinado à prevenção. Seu objetivo era convencer as pessoas de que isso tinha que mudar, causando pressão no governo.</p><p>Tudo isso chamou a atenção de Alexandra Penney, editora chefe da revista “Self” na época, e Evelyn Lauder, vice-presidente da empresa cosmética Estée Lauder Cosmetics, que quiseram investir na ideia.</p><p>No entanto, Hayley se negou a vincular seus laços às imagens comerciais das duas empresárias, fazendo com que as negociações não fossem muito frutíferas. No entanto,  as duas mulheres de negócios resolveram lançar a campanha dos lacinhos mesmo assim, apenas mudando a cor para rosa.</p><p>PUBLICIDADE</p><p>Com a popularização desse símbolo, que foi distribuído nos Estados Unidos por diversas companhias, ele ficou conhecido como o símbolo mundial da luta contra o câncer de mama.</p><p>Em 1997, uma organização resolveu tomar o símbolo para si: a Pink Ribbon International. Trata-se de uma organização não governamental sem fins lucrativos cujo enfoque é a luta contra o câncer de mama. Essa organização está presente em mais de 15 países ao redor do mundo.</p><p>O câncer de mama</p><p>Sendo o 2º câncer que mais atinge as mulheres no Brasil e no mundo, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é uma neoplasia maligna que acomete o tecido mamário.</p><p>Ele aparece quando há uma mutação genética em alguma célula, que causa a multiplicação desenfreada de células anormais. Tal multiplicação forma um tumor que pode crescer muito rapidamente, mas também pode ter um curso lento.</p><p>Alguns fatores podem influenciar as chances de desenvolver o câncer, como ter menstruado antes dos 12 anos de idade, não ter filhos, ter engravidado pela primeira vez após os 30 anos, não ter amamentado, ter feito reposição hormonal, entre outros.</p><p>Há, ainda, fatores ambientais, genéticos e de estilo de vida, como a obesidade após a menopausa, a exposição frequentes à radiação, sedentarismo, consumo exagerado de bebidas alcoólicas e casos na família.</p><p>Para que haja maiores chances de cura, o tumor deve ser identificado precocemente. Exames como a mamografia, que deve ser feita frequentemente a partir dos 50 anos, são imprescindíveis para a descoberta de um câncer que pode ser tratado rapidamente.</p><p>Mamografia</p><p>Na maioria das vezes, o câncer pode ser detectado em suas fases iniciais, antes mesmo de apresentar qualquer sintoma. Isso porque existem exames como a mamografia, que utiliza a radiação para conseguir criar imagens de dentro da mama, podendo revelar a presença de tumores ainda muito pequenos.</p><p>A maior parte das mulheres acabam descobrindo o câncer sozinha, através do autoexame, que consiste em apalpar as mamas e as regiões próximas à procura de algum caroço.</p><p>No entanto, o autoexame só serve como diagnóstico quando o câncer já está mais avançado: enquanto a mamografia consegue detectar tumores menores que 1 centímetro (em estágio inicial), o caroço só pode ser percebido no autoexame quanto atinge 2 centímetros — diminuindo as chances de cura.</p><p>Por isso, o autoexame não dispensa a mamografia, que é uma radiografia das mamas capaz de detectar alterações precoces.</p><p>O exame realizado como método preventivo deve ser feito a cada 2 anos por todas as mulheres entre 50 e 69 anos de idade.</p><p>Se houver alguma suspeita ou alteração no tecido mamário identificada pelo médico, a paciente deve realizar uma mamografia diagnóstica, a fim de aprofundar a investigação do quadro, mas somente exames laboratoriais (histopatologia) podem atestar o câncer..</p><p>Mas mulheres que se encaixam entre os grupos de risco, tendo maior predisposição podem necessitar a realização do exame com mais frequência.</p><p>Autoexame das mamas: passo a passo</p><p>Embora a mamografia seja o método mais indicado para detectar o câncer, o autoexame também é importante, especialmente para quem não tem acesso à mamografia no momento.</p><p>O autoexame deve ser feito 1 vez ao mês, cerca de 3 a 5 dias após o primeiro dia de menstruação, pois nessa época a mama está menos inchada e dolorida, facilitando a detecção qualquer alteração.</p><p>Já nas mulheres que não menstruam mais, o exame deve ser feito em uma data fixa todo mês.</p><p>O exame deve ser feito sem blusa e sem sutiã, para que não haja interferência do tecido, preferencialmente em frente ao espelho ou deitada, buscando a presença de caroços, alterações na pele ou no bico do seio, secreções das mamas ou saliências.</p><p>Para fazer o exame, siga os passos abaixo:</p><p>Na frente do espelho</p><p>1. Com os braços caídos e relaxados, observe os seios;</p><p>2. Levante os braços e observe-os novamente;</p><p>3. Coloque as mãos na cintura, fazendo pressão, e observe-os mais uma vez.</p><p>Essas 3 maneiras de observar os seios servem para perceber se há alterações visualmente perceptíveis,</p><p>como diferenças no tamanho, forma e cor das mamas, além de inchaços, depressões na pele, saliências ou rugosidades.</p><p>Palpação</p><p>1. Levante o braço esquerdo, colocando a mão para trás da cabeça;</p><p>2. Com a mão direita, apalpe cuidadosamente a mama esquerda, fazendo movimentos circulares, convergentes para o mamilo, para cima e para baixo;</p><p>3. Pressione o mamilo suavemente;</p><p>4. Repita o processo na mama direita;</p><p>A palpação deve ser feita com os dedos das mãos juntos e esticados, com movimentos circulares e de cima para baixo em toda a mama, indo em direção às axilas. Depois, é indicado pressionar o mamilo para conferir se não sai nenhuma secreção.</p><p>Se você sentir alguma coisa diferente, confira se não há a mesma coisa na outra: às vezes os seios possuem algumas texturas que confundem, mas se estiver presente nas duas mamas, provavelmente não é nada com o que se preocupar.</p><p>Sintomas além do “caroço”</p><p>Sentir um nódulo nas mamas é o que muitas acreditam ser o único sinal do câncer de mama. Embora a doença seja geralmente assintomática nos primeiros estágios, enquanto o tumor é pequeno, a medida em que o câncer se desenvolve, vão surgindo outros sintomas. São eles:</p><p>· Alterações no formato ou no tamanho da mama;</p><p>· Pele com aspecto anormal, semelhante à casca de laranja;</p><p>· Vermelhidão, calor e dor, no caso de câncer de mama inflamatório;</p><p>· Feridas e crostas na pele do mamilo (bico do seio);</p><p>· Coceira frequente na aréola e no mamilo;</p><p>· Inversão do mamilo/mamilo afundado;</p><p>· Liberação de secreções ou sangue pelo mamilo;</p><p>· Inchaços e nódulos nas axilas.</p><p>O Outubro Rosa, atualmente, é uma ação mundial e de grande impacto, que leva informação, assistência e amparo às mulheres, de modo a prevenir, tratar e acompanhar cada caso.</p><p>As ações se espalham por dezenas de lugares e você pode encontrar atividades, caminhadas, cursos, além de dispor de exames ou assistência médica voltada à abordagem do câncer de mama. Conheça as campanhas, se integre nas iniciativas e decore sua saúde com este laço rosa.</p><p>Junte-se à causa e ajude mais mulheres a terem essa consciência!</p><p>O movimento ajuda a conscientizar as mulheres acerca da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e também a desmistificação da doença, pois quanto mais falamos, mais sabemos lidar e mais encontramos apoio”, ressalta Bruna Pegorreti Rosa, médica oncologista da Evidências – Kantar Health.</p><p>Neste mês de outubro, monumentos no mundo inteiro se iluminam com luzes cor de rosa para levar um alerta a todas as pessoas sobre o câncer de mama. É o chamado “Outubro Rosa”, que começou em 1997 nos Estados Unidos e espalhou-se rapidamente pelo mundo todo.</p><p>No Brasil, o evento começou a ganhar força em 2002 na cidade de São Paulo, e hoje várias cidades já o aderiram, como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Santos, Brasília, Teresina, Salvador e diversas outras. A ideia de se iluminar grandes monumentos serve para, de forma simples e bela, sensibilizar e conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce que pode salvar muitas vidas.</p><p>O câncer de mama ainda é um grande vilão da saúde da mulher. Em 2012, a triste estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é de mais de 50 mil casos de câncer de mama no País, e muitos desses casos acabam com a morte das pacientes.</p><p>A grande saída para reduzir esses números está na prevenção do câncer de mama. Quanto antes a doença for descoberta, maiores são as chances de cura.</p><p>Prevenção do câncer de mama</p><p>Para se conseguir esse diagnóstico precoce é importante que mulheres de qualquer idade realizem, uma vez por mês, o autoexame das mamas sempre depois do fim da menstruação. Em frente ao espelho, toque toda a mama para verificar se há alguma alteração. Se sentir alguma diferença, você deve procurar um médico imediatamente.</p><p>Mas, atenção! O autoexame não substitui o exame clínico feito pelo médico, nem a mamografia. Esta última é uma grande aliada na detecção do câncer em estágios iniciais. Este exame deve ser feito uma vez por ano, por todas as mulheres acima de 40 anos.</p><p>Além desses exames, alguns hábitos saudáveis podem diminuir as chances de desenvolvimento do câncer de mama. Entre eles estão: exercícios físicos regulares; amamentação por no mínimo 6 meses; alimentação balanceada, incluindo o consumo de ômega 3, soja e muitos vegetais; controle do estresse; evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas; controlar o peso; e nunca tomar qualquer tipo de remédio para reposição hormonal sem prescrição médica.</p><p>Abrace esta nobre causa, começando por você!</p><p>O que são genes? Cada célula no seu corpo tem material genético, ou genes. Os genes são as instruções ou planos para o seu corpo. Determinam a cor dos seus olhos e a sua altura. Também afetam outras funções do seu corpo. Por exemplo, dizem ao seu corpo para reparar um tecido que tenha sido lesado e a ajudar o corpo de uma mulher a se preparar para um bebê que está crescendo durante a gravidez. Mas, algumas vezes, seus genes não funcionam como deveriam. Isto ocorre devido a um erro em um ou mais dos seus genes, chamado de mutação. Mutações podem ser herdadas ou espontâneas. Mutações herdadas são aquelas com as quais você nasceu – um gene defeituoso que um dos seus pais passou para você. Mutações espontâneas são aquelas que podem ocorrer em uma única célula durante o curso da sua vida. Existem muitas formas pelas quais uma mutação espontânea pode ocorrer. No entanto, os cientistas ainda não sabem exatamente como, ou se, estas mutações estão relacionadas ao estilo de vida de uma mulher (como dieta e exercício), alterações químicas dentro do corpo ou exposição à toxinas ambientais, como radiação e químicos – ou se estas mutações podem até mesmo ser evitadas. Genes e o câncer de mama Os cientistas descobriram dois genes específicos que, quando mutados, são importantes no desenvolvimento do câncer de mama. São chamados BRCA1 e BRCA2. Todo mundo tem estes genes, mas algumas pessoas herdam uma forma mutada de um ou dos dois genes. Herdar uma forma mutada do BRCA1 ou BRCA2 aumenta os riscos de uma mulher desenvolver câncer de mama e de ovário. No entanto, nem todos os cânceres de mama são devidos à mutações herdadas. Quem tem mutações noBRCA1 e BRCA2? A probabilidade de você ter uma mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2 é maior se uma ou mais das seguintes afirmações for verdadeira: • você é jovem e foi diagnosticada com câncer de mama (abaixo de 50 anos) • sua mãe, irmã ou filha teve câncer de mama antes dos 50 anos ou câncer de ovário em qualquer idade • uma mulher na sua família teve tanto câncer de mama como de ovário • uma mulher na sua família teve câncer de mama nas duas mamas • sua família é descendente de judeus Ashkenzai • um homem na sua família teve câncer de mama Lembre-se, a maioria das mulheres que tem câncer de mama não tem uma mutação herdada do gene BRCA1 ou BRCA 2. Todas as mulheres devem ser triadas com mamografias de rotina e exames clínicos das mamas. Mutações de genes herdadas, incluindo mutações no BRCA1 e BRCA2, contabilizam cerca de 5 a 10% de todos os casos de câncer de mama nos EUA.1 A maioria dos cânceres de mama são devido à mutações espontâneas nos genes. Mutações nos genes BRCA não são encontradas apenas em mulheres. Os homens também podem ser portadores genes anormais, o que pode aumentar seu risco para câncer de próstata. Homens com mutação no gene BRCA2 também têm um risco aumentado para câncer de mama.</p><p>Posso descobrir se herdei uma mutação no gene? Sim, você pode. As mulheres que tem histórico familiar de câncer de mama e estão interessadas em ser testadas para um gene herdado com mutação devem procurar por aconselhamento genético. Conselheiros genéticos são profissionais da saúde treinados que podem interpretar o histórico familiar de uma mulher, bem como os resultados de um exame genético. O processo inclui: EPATA 1: Você irá fornecer um histórico familiar de saúde completo e o conselheiro irá explicar seu risco pessoal. EPATA 2: Será feito um aconselhamento pré-exame para lhe ajudar a decidir se quer ou não seguir com o exame genético. Este aconselhamento</p><p>inclui: • uma visão geral do processo • uma revisão dos riscos e benefícios do exame genético, como custo, privacidade e o conhecimento potencial de saber que você carrega a mutação no gene • a discussão de o que você faz com a informação uma vez que saiba do resultado do exame • uma discussão do impacto emocional desta informação, bem como as implicações para sua família EPATA 3: Será colhida uma amostra do seu sangue para o exame, se você optar por fazê-lo. EPATA 4: A amostra será enviada para teste. Normalmente, os resultados demoram 3 semanas. EPATA 5: A interpretação dos resultados será explicada a você pelo médico.</p><p>Onde posso fazer o exame genético? Se você está interessada no exame genético, você deve falar com seu médico. Seu médico pode lhe indicar para um conselheiro genético se houver um disponível na sua área.</p><p>A incidência de câncer de mama é alta. Em cada 8 a 10 mulheres, uma desenvolverá a doença no decorrer da vida. Essa possibilidade se torna mais marcante ainda, inclusive nos homens, em famílias portadoras de mutação dos genes BRCA1 e BRCA2. Nem todos os familiares herdam a mutação genética. No entanto, as mulheres que a herdaram têm risco muito aumentado de desenvolver câncer de mama e/ou de ovário.</p><p>Algumas características devem chamar a atenção sobre a presença desses genes deletérios que podem ser transmitidos pelos dois sexos. Em geral, o câncer familiar incide em pessoas jovens, às vezes com menos de 30 anos, o que é raro acontecer nas mulheres sem mutação. Além disso, pode manifestar-se nas duas mamas ao mesmo tempo ou com um pequeno intervalo entre uma e outra.Câncer de ovário nas mulheres da família e câncer de mama nos homens são outros fatos que devem chamar atenção sobre a presença da mutação.</p><p>Uma vez constatada a presença dos genes alterados BRCA1 e BRCA2 nos exames de “Detecção de Mutação Genética”, se a mulher estiver de acordo, a melhor indicação é a cirurgia profilática para a retirada das mamas e dos ovários, por volta dos 35, 40 anos, ou seja, depois que ela teve e amamentou os filhos. Antes disso, deve permanecer sob contínuo e intensivo acompanhamento médico e fazer exames específicos como mamografia a partir dos 25 anos e ressonância nuclear magnética. Este último possibilita a análise mais detalhada das mamas, o que facilita a localização de nódulos e o diagnóstico precoce.</p><p>PRIMEIRA PARTE</p><p>Drauzio – Como você enfrentou o problema da incidência mais elevada de câncer de mama em sua família?</p><p>Deborah Tambelini – Acho que de maneira sábia. Sou o nono caso de câncer de mama na minha família. Minha avó materna, que eu não conheci, faleceu por causa dessa doença. Minha mãe também teve câncer de mama e faleceu quando eu tinha nove anos. Com uma tia e uma das minhas irmãs aconteceu a mesma coisa. Portanto, houve quatro mortes na família em decorrência do câncer de mama, e esses não foram os únicos casos: outra tia e três irmãs também tiveram câncer de mama, mas sobreviveram.</p><p>Drauzio – Desde menina você convive com esse problema. Quando começou a pensar que a próxima mulher da família a desenvolver a doença poderia ser você?</p><p>Deborah Tambelini – Essa preocupação sempre esteve presente na minha família. A ideia de que poderíamos desenvolver a doença sempre esteve por perto, rondando. Quando tínhamos 20, 22 anos, começamos a ser orientadas pelo nosso ginecologista, em Bebedouro, uma cidade do interior paulista. Ele nos disse que Ginecologia não era a especialidade mais indicada para conduzir nosso caso. Deveríamos procurar um mastologista para fazer exames específicos a cada seis meses. Seguimos seu conselho, procuramos um mastologista e passamos a fazer acompanhamento semestral.</p><p>Drauzio – Quantas irmãs vocês são?</p><p>Deborah Tambelini – Éramos sete mulheres, hoje somos seis. Quatro tiveram câncer de mama. Em setembro de 2003, perdemos uma irmã por causa dessa doença.</p><p>Drauzio – Quando você viu que tinha chegado a hora de tomar uma decisão mais radical para evitar a doença?</p><p>Deborah Tambelini – Em 1999, quando ocorreu o primeiro caso de câncer numa de minhas irmãs, percebi que o risco estava chegando perto de mim e fui orientada a procurar um oncologista. Fiz, então, um exame para saber se era portadora da mutação genética que favorecia o desenvolvimento de câncer de mama. O resultado foi positivo.</p><p>Drauzio – Qual foi sua reação?</p><p>Deborah Tambelini – Optei pela cirurgia profilática e o esvaziamento das mamas, ou seja, retirei a parte interna das mamas para não desenvolver câncer. Não foi uma decisão tomada de uma hora para outra. Consultei vários especialistas que me expuseram os prós e os contras dessa conduta, mas acho que tomei uma decisão sábia, não apenas por evitar o sofrimento pessoal. Foi sábia por um motivo maior. Não queria que as pessoas que amo passassem pela experiência de enfrentar um caso de câncer novamente na família.</p><p>Por mais que existam drogas que tornaram o tratamento mais light, mais tranquilo, por mais que elas inibam as reações da quimioterapia, não é fácil. O estado emocional fica abalado mesmo que você seja acompanhada por uma super equipe de profissionais. Eu não queria que isso acontecesse de novo comigo nem com minha família.</p><p>Drauzio – Você fez a cirurgia profilática sem ter nenhum sinal da doença?</p><p>Deborah Tambelini – Eu fazia todos os exames anualmente e era acompanhada por um mastologista. Um dos últimos exames levantou a suspeita de um nódulo, mas eu não tinha diagnóstico fechado, quando optei pela cirurgia profilática para reduzir o risco. O assunto foi muito discutido com a minha família que me ajudou a tomar a decisão.</p><p>Drauzio – Que idade você tinha nessa época? Era casada ou solteira?</p><p>Deborah Tambelini – Tinha 36 anos. Era casada e tinha um filho.</p><p>Drauzio – Qual foi sua sensação ao saber que perderia os seios, uma característica tão forte da imagem feminina?</p><p>Deborah Tambelini – Quando o mastologista e depois o oncologista falaram pela primeira vez sobre a cirurgia fiquei assustada. Achei que iria mexer num órgão saudável. No primeiro momento, não pesei que aquela mama era só 20% saudável, pois o fato de ser portadora da mutação genética fazia subir para 80% meu risco de desenvolver câncer de mama no decorrer da vida e eu tinha a certeza de que isso poderia acontecer comigo. Portanto, estávamos falando de uma mama potencialmente doente. Na véspera da cirurgia, porém, um exame mais minucioso das mamas mostrou um nódulo, um câncer de 2cm, que não tinha aparecido em nenhum dos exames anteriores.</p><p>Drauzio – Você teria feito a cirurgia mesmo que não tivesse sido encontrado esse nódulo?</p><p>Deborah Tambelini – Já tinha optado pela cirurgia profilática antes de fazer esse exame. Não queria que meus amigos me olhassem com pena – “Oh, o seu cabelo! O que aconteceu com você?”. Não queria ter ouvido, muitas vezes, outros pacientes dizerem: “Nossa, você é uma pessoa tão boa. O que terá feito para ser punida desse jeito?” Lidar com esses mitos para mim foi muito mais desgastante do que os oito ciclos de quimioterapia que fiz.</p><p>Drauzio – O que a cirurgia mudou em você?</p><p>Deborah Tambelini – Trouxe a certeza de que não vou ter mais câncer. São incomensuráveis a tranquilidade e a qualidade de vida que isso representa para mim e para minha família.</p><p>Drauzio – Localmente, qual foi o resultado da cirurgia?</p><p>Deborah Tambelini – Para mim, ficou ótimo, muito bonito esteticamente. Gostei do resultado e as sensações voltaram gradualmente até o ponto que me disseram que voltariam.</p><p>Drauzio – Você acha que ter perdido o parênquima mamário, ou seja, o tecido glandular da mama, interferiu em sua feminilidade de algum modo?</p><p>Deborah Tambelini – Ao contrário, sinto que estou bem mais feminina depois da cirurgia e estou muito contente também. Não há como descrever a sensação de sentir-se livre do câncer, pelo menos do câncer de mama.</p><p>SEGUNDA PARTE</p><p>Drauzio – O caso de Deborah é especial. Nove mulheres da sua família tiveram câncer de mama. No entanto, nem todas as mulheres correm o mesmo risco de desenvolver a doença. Quais são as que têm risco maior?</p><p>Sergio Simon – A possibilidade</p><p>de uma mulher sem nenhum fator de risco desenvolver câncer de mama ao longo da vida é de mais ou menos 12%.  Se pertencer a uma família portadora de mutação genética, como Deborah que herdou a mutação, o risco de desenvolver a doença até os 70 anos de idade salta para 80%.</p><p>Portanto, o caso extremo de risco é o das portadoras de mutação genética, o que justifica, se elas aceitarem, a retirada profilática da mama. Essas mulheres têm ainda o risco de câncer de ovário muito aumentado. Se numa mulher sem a mutação genética ele é 1,5%, nas que têm a mutação é de 40%. Por isso, a presença de câncer de mama e/ou de ovário em várias mulheres da mesma família sugere que os testes genéticos devem ser realizados. Se for constatada a ocorrência da mutação, cada um de seus membros precisa ser avaliado para determinar os que herdaram a alteração genética, uma vez que esses genes não são necessariamente transmitidos de uma geração para outra.</p><p>Drauzio – Essa mutação aumenta o risco de desenvolver outros tipos de câncer?</p><p>Sergio Simon – A mutação genética do BRCA1 e BRCA2 aumenta o risco de outros tipos de câncer – câncer de endométrio, de trompa uterina, de pâncreas, de intestino –, mas é um risco muito menor do que o de câncer de mama e de ovário, doenças muito frequentes nesses grupos familiares. Na família de Deborah, por exemplo, há um caso de câncer de ovário.</p><p>Drauzio – O que deve chamar atenção para a possível presença de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 numa família?</p><p>Sergio Simon – Mulheres jovens com história familiar da doença, com câncer de mama bilateral e, eventualmente, com caso de câncer de ovário na família devem ser encaminhadas para o teste genético.</p><p>Em geral, o câncer familiar incide em pessoas jovens, antes dos 50 anos. Na verdade, acompanhamos várias pacientes que desenvolveram a doença antes dos 30 anos. Por essa razão, mulheres com 24, 28 anos com câncer de mama fazem suspeitar da mutação, uma vez que o risco de ter a doença nessa idade é muito baixo.</p><p>Outra característica que deve chamar a atenção é a presença de câncer de mama bilateral. Mulheres com mutação podem ter câncer numa mama, nas duas ao mesmo tempo, ou, com intervalo de alguns anos, ter primeiro numa e depois na outra.</p><p>Drauzio – Muitas mulheres se assustam quando a mãe, aos 70 anos, apareceu com um nódulo. ‘Minha mãe teve câncer de mama, será que vou ter também?” – é a pergunta que fazem. Essa preocupação é justificável?</p><p>Sergio Simon – Como câncer é uma enfermidade muito frequente, é comum encontrar na família alguém que tenha tido a doença. Isso não quer dizer, porém, que seja portadora da mutação genética e tenha risco aumentado para doença.  A incidência de câncer de mama na mãe ou na tia de 65, 70, 80 anos, desde que seja um caso isolado naquele grupo familiar, não faz subir o risco de a filha desenvolver a doença. No entanto, se a mãe teve câncer de mama aos 45 anos e esse é o único caso numa família cheia de mulheres, provavelmente a filha passa dos 12% de risco para 15%, 16%, se não tiver mutação genética e pula para 80%, se for portadora de alteração nos genes BRCA1 e BRCA2.</p><p>Drauzio – Ter câncer de mama aos 25 anos ou aos 70 anos faz muita diferença. Aos 25, 30 anos, a mulher está na fase reprodutiva. Como você age quando testa uma jovem dessa idade e encontra defeitos nos genes BRCA1 e BRCA2?</p><p>Sergio Simon – É sempre uma situação muito complexa.  No Laboratório de Genética do Hospital Albert Einstein, estão registradas 47 famílias com 101 pacientes estudadas. Não é fácil chegar para uma jovem de 25 anos cujo exame deu positivo e dizer-lhe que herdou a mutação genética que já fez tanto estrago na sua família. Por isso, o aconselhamento é feito por uma equipe constituída pelo mastologista, pelo oncologista e por uma psicóloga.</p><p>A primeira orientação que essa moça recebe é que deve manter constante seguimento médico. Em vez de começar a fazer mamografia aos 40 anos, como se aconselha às mulheres em geral, ela deve começar aos 25 anos. Como frequentemente possuem mama mais densa, até por serem jovens, e a mamografia pode falhar nesses casos, são submetidas também ao exame de ressonância nuclear magnética, que é mais sensível para detectar nódulos. Aliás, foi o que aconteceu com Deborah, cuja mamografia era tida como normal. Entretanto, no dia anterior ao da cirurgia profilática, ela passou por um exame de ressonância magnética que revelou a existência de um pequeno nódulo profundo.</p><p>Outro aspecto importante a ser discutido nesse aconselhamento é que a cirurgia profilática não se restringe apenas à retirada das mamas. Inclui também a retirada profilática dos ovários, o que complica mais o quadro. A retirada dos ovários reduz em mais de 90% o risco de câncer de ovário e, em mais ou menos 50%, o risco de câncer de mama, porque se elimina a fonte produtora de hormônio feminino.</p><p>Drauzio – Porém a mulher entra em menopausa…</p><p>Sergio Simon – Entra em menopausa. Por isso, não aconselhamos mulheres de 25 anos a retirar os ovários. Entretanto, se até os 35, 40 anos já tiverem tido os filhos que desejavam, a recomendação é retirar profilaticamente os ovários e as mamas. Estudos realizados nos Estados Unidos e na Europa mostram que essa conduta eleva para 95%, 100% o nível de proteção contra o câncer de mama.</p><p>Drauzio – Numa doença prevalente como o câncer de mama, os casos familiares correspondem a que porcentagem dos diagnósticos de câncer de mama em geral?</p><p>Sergio Simon – São poucos, de 6% a 8% do total de diagnósticos. Existem algumas populações específicas em que a incidência de câncer familiar é um pouquinho maior. Isso acontece com a população da Islândia, por exemplo, e com as mulheres judias de origem europeia, as ashquenazitas. Como a população judaica casou muito entre si ao longo dos séculos e o início de uma das mutações ocorreu nessa população, o risco dessas mulheres passa a ser de 10% a 15%.</p><p>Drauzio – Como se explica o caso de famílias com incidência mais alta de câncer de mama e teste genético do BRCA1 e BRCA2 negativo?</p><p>Sergio Simon – Acompanhamos uma família de cinco irmãs em que todas já tiveram câncer de mama apesar do teste genético negativo. Provavelmente, existem mutações em genes que não conhecemos, talvez mutações em algum BRCA3, presentes nesses grupos familiares. São casos raros, porém. De qualquer modo, apesar de 90% das famílias com câncer hereditário de mama e/ou de ovário serem portadoras da mutação em BRCA1 ou BRCA2, há um pequeno grupo em que tudo leva a crer na presença de alguma mutação genética ainda desconhecida.</p><p>Drauzio – Que mulheres devem desconfiar de que essa mutação pode estar presente na sua família?</p><p>Sergio Simon – Devem estar atentas as mulheres com vários casos de câncer de mama e/ou ovário em mais de uma geração. Avó, mãe, uma ou duas tias, primas, irmãs com essas doenças são sinal de que a família tem alto risco de ser portadora da mutação genética.</p><p>Outro indício importante é o câncer ter acometido mulheres mais jovens, antes dos 50 anos. Às vezes, porém, as famílias são tão pequenas que não há como recorrer a tal informação. Na época em que iniciamos a pesquisa no Brasil, investigamos todas as mulheres abaixo de 30 anos com câncer de mama para ver se eram portadoras da mutação e descobrimos que, apesar de não terem histórico familiar da doença, algumas tinham a mutação. Uma delas quis saber como era possível isso ter acontecido se na sua família não havia nenhum caso de câncer de mama. Testamos, então, os pais dela, que também eram filhos únicos, e descobrimos que o pai era portador da mutação. Como o gene defeituoso pode ser transmitido tanto pelo homem quanto pela mulher, provavelmente, tinha passado de homem para homem até manifestar-se numa mulher que teve câncer de mama. Como se vê, às vezes, a história da mutação genética é silenciosa na família, especialmente nas famílias muito pequenas.</p><p>Drauzio – O que acontece com os homens portadores de mutação deletéria nos genes BRCA1 e BRCA2, uma vez que o câncer de mama é raríssimo no sexo masculino?</p><p>Sergio Simon – O risco de um homem ter câncer de</p><p>mama é de menos de 0,5%. Se tiver herdado a mutação genética, porém, a probabilidade de desenvolver a doença sobe para 6%. Embora esse risco seja muito menor do que o das mulheres, ainda é muito alto e justifica o aconselhamento genético também para os homens portadores da mutação.</p><p>Drauzio – Você acha que o teste para a mutação genética deve ser feito sempre que houver homens com câncer de mama na família?</p><p>Sergio Simon – A presença de câncer de mama num homem levanta muito a suspeita de que haja esse tipo de mutação genética na família. Portanto, recomenda-se a aplicação do teste em todos os familiares a começar pelo homem que teve a doença.</p><p>Drauzio – As estatísticas mostram que de 10% a 12% das mulheres vão ter câncer de mama no decorrer da vida. Teoricamente, numa família sem mutação genética, podem aparecer dois casos esporádicos da doença. Por serem mais raros, pares de casos aparentemente esporádicos de câncer de ovário – duas irmãs ou duas primas com a doença – podem ser indicativos da alteração nos genes BRCA1 e BRCA2 naquela família?</p><p>Sergio Simon – Quase sempre são. Mais de 90% dos casos de pares de mulheres com câncer de ovário na família se devem à mutação genética. Como câncer de ovário é uma doença relativamente rara que acomete uma em cada 70 mulheres no decorrer da vida, é muita coincidência encontrar dois casos na mesma família e levanta a suspeita da ocorrência de mutação.</p><p>Drauzio – A retirada dos ovários e consequente indução da menopausa precoce, assim como a retirada profilática das mamas, de uma forma ou outra, podem interferir na vida da mulher com mutação genética. Sob o ponto de vista médico, como você discute essas possibilidades com a portadora dessas mutações e qual seria o aconselhamento mais adequado nessa situação?</p><p>Sergio Simon – Seria fazer a retirada dos órgãos, dos ovários e das mamas, depois que tiveram e amamentaram os filhos, e a reconstrução mamária imediata por um cirurgião plástico. Existem mulheres que se recusam, e entendemos suas razões. Essas são aconselhadas a fazer um segmento muito rígido durante vários anos. Algumas pacientes não fazem. Acompanhamos uma família em que havia quatro casos positivos de mutação genética. Uma das mulheres, porém, não aceitou a cirurgia profilática de ovário e de mamas. Não fez a cirurgia nem o seguimento médico adequado e hoje está em tratamento quimioterápico com câncer de ovário, infelizmente, sem possibilidade de cura.</p><p>Drauzio – Para a mulher que não aceita a cirurgia, o que a medicina oferece como tratamento?</p><p>Sergio Simon – Qualquer mulher, inclusive as portadoras de defeitos no gene BRCA2, que faça uso de uma substância chamada tamoxifeno durante cinco anos, tem o risco de câncer de mama diminuído em mais ou menos 50%. Apesar de reduzir pela metade o risco que era de 80% nas mulheres que herdaram a mutação, ele continua sendo de 40%, um número muito alto, quatro vezes maior do que o risco das mulheres sem mutação.  Portanto, o tamoxifeno atenua, mas não resolve o problema. Por isso, elas precisam fazer o seguimento médico continuado, duas vezes por ano pelo resto da vida.</p><p>Pesquisadores portugueses identificaram gene ancestral comum a famílias onde ocorre transmissão hereditária de tumores mamários</p><p>Pesquisadores do Instituto Português de Oncologia descobriram mutação genética ancestral ocorrida há cerca de 2.400 anos, prevalente entre famílias em que há transmissão hereditária do câncer de mama. Os resultados desta descoberta, que permite a prevenção mais apurada dos casos da doença, serão apresentados durante o 2º Congresso Internacional de Controle de Câncer (ICCC 2007/INCA), que reunirá no Rio de Janeiro mais de 500 especialistas de diferentes países entre os dias 25 e 28 de novembro. O câncer de mama permanece como o segundo tipo de câncer mais freqüente no mundo e o primeiro entre as mulheres. No Brasil, foram cerca de 50 mil novos casos em 2006.</p><p>A transmissão hereditária do câncer de mama vem sendo acompanhada pela equipe desde 2000. "Iniciamos um estudo com 53 pessoas que possuíam histórico familiar da doença", explica a oncologista Fátima Vaz, coordenadora do grupo multidisciplinar de câncer de mama hereditário do Instituto Português de Oncologia de Lisboa. "Encontramos 19 mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. Quase todas foram identificadas em uma só família, mas em duas mutações identificadas no gene BRCA2 havia mais de uma família apresentando a mesma mutação. Uma destas mutações, que consistia na inserção de um fragmento genético, era comum a três famílias. Fomos investigar e encontramos uma família descrita com a mesma mutação na Bélgica. Corroborando nossa previsão, descobrimos que essa família era portuguesa. Então, rastreamos especificamente esta mutação e encontramos mais 14 famílias positivas, quase todas do Centro de Portugal", descreve a pesquisadora.</p><p>"Em seguida, conseguimos provar que as 17 ocorrências tinham o mesmo ancestral comum e que a mutação original ocorreu aproximadamente há 2.400 anos", sintetiza a pesquisadora. A mutação identificada é original – ou seja: é uma mutação diferente das habituais verificadas no gene BRCA2. "Neste caso, ocorreu inserção de um grande trecho de DNA estranho, que vem de outra localização do genoma", explica Fátima. Resultados preliminares do estudo haviam sido publicados em maio no Journal of Clinical Oncology.</p><p>Além de identificar a mutação, os pesquisadores desenvolveram um método mais apurado para detectá-la, uma vez que ela pode escapar a métodos tradicionais de rastreamento. "Temos dados de pelo menos dois casos de famílias que tinham sido estudadas previamente em centros internacionais e que foram consideradas como não tendo mutações nestes genes, mas que verificamos serem positivos para a mutação", descreve.</p><p>A partir do conhecimento da mutação prevalente para os casos hereditários de câncer de mama, é possível identificar os grupos de maior risco para o desenvolvimento da doença. Os pesquisadores estimam que 1.200 indivíduos apresentem esta mutação, o que os torna um importante alvo de prevenção. "Se por um lado apenas 10% dos casos de câncer da mama são hereditários, por outro, esses 10%, em números absolutos, representam um grupo significativo de indivíduos. Eles merecem atenção especial porque o risco começa a aumentar muito cedo, já a partir dos 25 anos, e porque existe risco mais elevado para outros cânceres – da outra mama, do ovário e, nos casos de mutações associadas ao gene BRCA2, também de câncer de estômago, pâncreas, vias biliares e melanoma", pondera a oncologista, acrescentando que para estas pessoas existem medidas de vigilância específica com eficácia comprovada em estudos clínicos, além de alternativas de prevenção cirúrgica em alguns casos.</p><p>A especialista destaca, no entanto, que não deve haver relaxamento de prevenção entre as pessoas que não têm histórico familiar para câncer de mama. "Os casos hereditários, como citamos, são apenas 10% do total. As mulheres que não têm casos de câncer de mama hereditário na família não devem relaxar a sua vigilância, mas o que está provado é que elas podem começar a vigilância muito mais tarde – entre 40 e 50 anos –, e valendo-se de métodos menos complexos, como a mamografia."</p><p>O estudo foi associado ao serviço de aconselhamento genético às famílias de alto risco de câncer de mama oferecido pelo Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Fátima destaca os aspectos éticos que envolveram a pesquisa. "Nenhum indivíduo deve ser submetido a este tipo de estudo sem aconselhamento adequado. Não se deve rastrear geneticamente um indivíduo se, do ponto de vista psicossocial e familiar, ele ou ela achar que não consegue gerir psicologicamente o seu risco. Devem existir pelo menos duas consultas de aconselhamento antes do rastreamento genético e todas estas pessoas têm de ser acompanhadas multidisciplinarmente."</p><p>Perguntada se a pesquisa tem impactos para o Brasil, onde há numerosas famílias de origem portuguesa, a pesquisadora é categórica: "Certamente. Como localizamos esta mutação original há 2.400 anos, muito antes</p><p>das grandes navegações, a correlação é inevitável", admite.</p><p>Como fazer o autoexame da mama</p><p>Para fazer o autoexame da mama é necessário seguir três passos principais que incluem fazer observação em frente ao espelho, palpar a mama de pé e repetir a palpação deitada.</p><p>O autoexame da mama não é considerado um dos exames preventivos do câncer, mas pode ser feito uma vez por mês, todos os meses, entre o 3º e o 5º dia depois da menstruação, que é quando as mamas estão mais flácidas e indolores, ou em uma data fixa nas mulheres que já não têm menstruação. Embora o exame não permita fazer o diagnóstico do câncer, ajuda a conhecer melhor o corpo, permitindo que se esteja atento a possíveis alterações que possam surgir na mama. Veja quais os 11 sinais que podem indicar câncer de mama.</p><p>Todas as mulheres após os 20 anos, com caso de câncer na família, ou com mais de 40 anos, sem caso de câncer na família, devem realizar o auto exame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de mama. Este exame também pode ser feito por homens, já que também podem sofrer com este tipo de câncer, apresentando sintomas semelhantes. Saiba mais sobre o câncer de mama masculino.</p><p>Passo-a-passo para fazer o autoexame da mama</p><p>Para fazer corretamente o autoexame da mama é importante fazer a avaliação em 3 momentos diferentes: frente ao espelho, em pé e deitado, seguindo os seguintes passos:</p><p>1. Como fazer a observação em frente ao espelho</p><p>Para se fazer a observação em frente ao espelho deve-se retirar toda a roupa e observar seguindo o seguinte esquema:</p><p>1. Primeiro, observar com os braços caídos;</p><p>2. Depois, levantar os braços e observar as mamas;</p><p>3. Por fim, é aconselhado colocar as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície da mama.</p><p>Durante a observação é importante avaliar o tamanho, forma e cor das mamas, assim como inchaços, abaixamentos, saliências ou rugosidades. Caso existam alterações que não estavam presentes no exame anterior ou existam diferenças entre as mamas é recomendado consultar o ginecologista ou um mastologista.</p><p>2. Como fazer a palpação de pé</p><p>A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso deve-se:</p><p>1. Levantar o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça como mostra a imagem 4;</p><p>2. Palpar cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita usando os movimentos da imagem 5;</p><p>3. Repetir estes passos para a mama do lado direito.</p><p>A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação da mama, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido.</p><p>3. Como fazer a palpação deitado</p><p>Para se fazer a palpação deitada deve-se:</p><p>1. Deitar e colocar o braço esquerdo na nuca, como mostra a imagem 4;</p><p>2. Colocar uma almofada ou toalha debaixo do ombro esquerdo para ser mais confortável;</p><p>3. Palpar a mama esquerda com a mão direita, como mostra a imagem 5.</p><p>Estes passos devem ser repetidos na mama direita para terminar a avaliação das duas mamas. Caso seja possível sentir alterações que não estavam presentes no exame anterior é recomendado consultar o ginecologista para fazer exames diagnóstico e identificar o problema.</p><p>Assista o vídeo seguinte e esclareça as suas dúvidas sobre o auto-exame da mama:</p><p>Quais os sinais de alerta</p><p>O autoexame da mama é uma excelente forma de se conhecer a anatomia dos próprios seios, ajudando a identificar rapidamente alterações que possam indicar o desenvolvimento de câncer. No entanto, também pode ser um método que causa muito ansiedade, especialmente quando se encontra alguma alteração.</p><p>Assim, é importante saber que a presença de pequenos nódulos na mama é relativamente comum, especialmente nas mulheres, e não indica que um câncer está se desenvolvendo. No entanto, se esse nódulo for aumentando ao longo do tempo ou se causar outros sintomas, pode indicar malignidade e, por isso, deve ser investigado por um médico. Os sintomas que se devem estar atento são:</p><p>· Alterações na pele da mama;</p><p>· Aumento de uma das mamas;</p><p>· Vermelhidão ou alterações da cor da mama.</p><p>Enquanto na mulher, a mamografia é a melhor forma de identificar uma possível alteração maligna, no homem, o melhor exame é a palpação. No entanto, caso o homem identifique alguma alteração deve ir no médico para que ele também faça a palpação e peça outros exames, caso seja necessário.</p><p>Autoexame e prevenção do câncer de mama</p><p>Manter hábitos saudáveis é a melhor forma de prevenir o câncer de mama, o que inclui uma dieta pobre em alimentos gordurosos, atividade física regular, pouca ingestão de bebidas alcoólicas e nenhum cigarro. A atividade física e o aleitamento são considerados os principais fatores de proteção contra a doença.</p><p>A detecção do câncer de mama nas etapas iniciais aumenta as chances de cura. O autoexame e o exame clínico das mamas feito por um profissional treinado são os procedimentos recomendados para a detecção precoce da doença.</p><p>Autoexame de mama</p><p>O autoexame de mama não substitui o exame clínico que deve ser feito a cada dois anos a partir dos 30 ou 35 anos. Mas a mulher pode ajudar na detecção precoce do câncer de mama fazendo o toque das mamas. Mas encontrar um nódulo não quer dizer que seja um câncer. Só um médico pode fazer o diagnóstico após exames.</p><p>· O autoexame é recomendado  a partir dos 20 anos de idade;</p><p>· A periodicidade deve ser mensal;</p><p>· O ideal é fazer a palpação das mamas entre o quarto e o sexto dias após o fim do fluxo menstrual;</p><p>· Mulheres que não menstruam devem fixar uma data para fazer a avaliação;</p><p>· As mulheres devem fazer a apalpação dos seios em frente ao espelho e durante o banho ou deitadas;</p><p>· Na frente do espelho, a mulher deve observar se há deformação ou alteração no formato das mamas, abaulamentos ou retrações e feridas ao redor do mamilo;</p><p>· No banho ou deitada, a mulher deve observar a presença de caroços nas mamas ou axilas e secreção nos mamilos.</p><p>Mamografia</p><p>Os médicos recomendam a primeira mamografia entre 30 e 35 anos. Por volta dessa idade começam a ocorrer as primeiras transformações hormonais na mulher. A mamografia também é importante porque mulheres que trazem algum gene mutante podem manifestar o câncer nesta época.</p><p>A mamografia é o único exame capaz de detectar uma lesão cerca de cinco anos antes dela se tornar palpável, ainda na fase de microcalcificação. O uso da mamografia associado ao ultrassom garante 97% de acerto nos diagnósticos de câncer de mama.</p><p>O câncer de mama também pode afetar os homens, pois desenvolve-se em células que também estão presentes no tecido mamário, no entanto, esse tipo de câncer é raro e afeta mais os homens com idade entre 50 e 65 anos, especialmente quando há casos de câncer de mama na família, como mãe ou avó.</p><p>Os sintomas e o tratamento são semelhantes ao câncer de mama nas mulheres e, por isso, há maiores chances de cura quando o câncer é descoberto no início, embora a maior parte seja descoberta quando a doença encontra-se mais avançada.</p><p>Quais são os sintomas</p><p>Os sintomas do câncer da mama masculino incluem:</p><p>Nódulo ou caroço no peito, atrás do mamilo ou logo abaixo da auréola, que não causa dor;</p><p>Mamilo virado para dentro;</p><p>Dor numa determinada área do peito que surge tempos depois do surgimento do nódulo;</p><p>Pele enrugada ou ondulada;</p><p>Saída de sangue ou líquido pelo mamilo;</p><p>Vermelhidão ou descamação da pele da mama ou mamilo;</p><p>Alterações do volume da mama;</p><p>Inchaço das ínguas na axila.</p><p>A maior parte dos casos de câncer de mama não apresentam sintomas fáceis de identificar e, por isso, homens com casos de câncer de mama na família deve alertar o clínico geral para fazer exames regulares após os 50 anos para diagnosticar alterações que possam indicar câncer. Se você sente dor na mama, veja quais podem ser as outras Causas da dor na mama no homem.</p><p>Como identificar o câncer de mama no homem</p><p>Através do autoexame o homem pode identificar um nódulo duro na região do peito, mas outros sinais como sangramento pelo mamilo</p><p>e dor são os primeiros sintomas que normalmente chamam atenção.</p><p>O diagnóstico do câncer de mama no homem deve ser feito pelo médico urologista ou mastologista através de exames como mamografia, ultrassom da mama seguido de biópsia. Veja a lista completa dos exames mais usados para este tipo de câncer. A avaliação da extensão da doença é feita por exames de sangue, Raio-x do tórax, cintilografia ósseo e TAC abdominal e pélvico.</p><p>Como é feito o tratamento</p><p>O tratamento para o câncer da mama no homem varia de acordo com grau de desenvolvimento da doença, mas geralmente é iniciado com uma cirurgia para retirar todo o tecido afetado, assim como as íngua inflamadas.</p><p>Quando o câncer está muito desenvolvido, pode não ser possível remover todas as células cancerígenas e, por isso, pode ser ainda necessário fazer outros tratamentos como quimioterapia, radioterapia ou terapia hormonal, com tamoxifeno, por exemplo. Saiba mais sobre como é feito o tratamento do câncer de mama.</p><p>Câncer de mama no homem tem cura?</p><p>Existem maiores chances de cura quando o câncer é descoberto no início, no entanto, é mais frequente a descoberta numa fase mais avançada. O tamanho do nódulo e os gânglios afetados devem ser levados em consideração, normalmente há maiores chances de óbito quando o nódulo tem mais de 2,5 cm e vários gânglios são afetados. Assim como nas mulheres, os homens de raça negra e os que possuem mutações no gene BRCA2, têm menores chances de cura.</p><p>Tipos de câncer de mama no homem</p><p>Os tipos de câncer de mama masculino podem ser:</p><p>Carcinoma Ductal In Situ: células cancerígenas se formam nos ductos da mama, mas não os invadem ou espalham para fora da mama. É quase sempre curável com cirurgia.</p><p>Carcinoma Ductal Invasivo: atinge a parede do ducto e desenvolve-se pelo tecido adiposo da mama. Pode-se espalhar para outros órgãos e representam 80% dos tumores.</p><p>Carcinoma Lobular Invasivo: cresce no tecido adiposo da mama. É o tipo mais raro nos homens.</p><p>Doença de Paget: começa nos ductos mamários e provoca crostas no mamilo, escamas, coceira, inchaço, vermelhidão e sangramento. A doença de Paget pode estar associada ao carcinoma ductal in situ ou com o carcinoma ductal invasivo.</p><p>Câncer de Mama Inflamatório: é muito raro nos homens e consiste na inflamação da mama que provoca o seu inchaço, vermelhidão e queimação, ao contrário de formar um nódulo.</p><p>Não se sabe exatamente o que pode causar câncer de mama em homens, mas alguns fatores que parecem colaborar são idade avançada, doença benigna da mama anteriormente, doença testicular e mutações cromossômicas, como o Síndrome de Klinefelter, além do uso de anabolizantes ou estrogênios, radiação, alcoolismo e obesidade.</p><p>5 sinais do câncer de mama masculino</p><p>Sim, os homens também podem desenvolver a doença, apesar da baixa incidência, e existe um alto percentual de mortalidade</p><p>Andrea Soares</p><p>1</p><p>Diante de qualquer alteração nas mamas (dor, inchaço, caroço...) o homem também deve procurar um médico | Crédito: Shutterstock</p><p>Em cerca de 100 casos de câncer de mama, apenas um ocorre no sexo masculino. Nos Estados Unidos, por exemplo, já foram registrados 1910 casos. O problema é que, maioria das vezes, o diagnóstico é tardio, o que aumentam as chances de morte. "Mesmo quando há a manifestação de alguma anormalidade nas mamas, é comum o homem não procurar atendimento médico por questões de machismo. Afinal, não passa pela cabeça de ninguém que haja a possibilidade do homem desenvolver um câncer de mama", diz Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) - Grupo Oncoclínicas.</p><p>Para detectar qualquer tipo de problema, é preciso que o homem realize o autoexame com frequência, principalmente após os 50 anos de idade – faixa-etária na qual mais ocorrem casos de câncer de mama masculino. Abaixo, o especialista destaca os cinco principais fatores que podem ser importantes na hora de detectar o câncer de mama no homem:</p><p>1-    Genética - Se alguma mulher da família (mãe, irmã, tia ou avó) tem ou teve câncer de mama, as chances do homem desenvolver aumenta discretamente, mas se for relacionado à mutação do gene BRCA, aumenta bastante. Para isso, é recomendável que o homem faça uma pesquisa de mutação. Ainda existe uma síndrome genética, associada ao alto nível de estrogênio, que aumenta o índice câncer de mama em homens, principalmente quando tem a mutação do gene BRCA.</p><p>2-    Hormônios - O principal motivo pelo qual as mulheres apresentam câncer de mama com mais frequência do que os homens são os hormônios. O sexo feminino produz muito mais estrógeno que o masculino.</p><p>3- Caroço na área do tórax - Como os homens não têm o costume de realizar exames mamários frequentemente é preciso que se atentem a alguns sintomas suspeitos. Caroço na área do tórax é dos principais sintomas da doença, que pode ser acompanhado de inchaço nos linfonodos axilares.</p><p>4- Retração na pele - Em situações mais avançados da doença, também pode ocorrer uma retração do mamilo, ou seja, um inchaço significativo ou distorção da pele, em alguns casos acompanhados de sangue na região. Quando esses sinais são detectados, é imprescindível que se procure um médico para saber o diagnostico correto.</p><p>5- Distúrbios do fígado - Homens com cirrose, alcoolismo e/ou obesidade correm mais risco de desenvolver câncer de mama e, quanto mais velho ele for, maior a possibilidade de a doença aparecer. Quanto mais cedo o câncer é diagnosticado, maiores são as chances de cura. Por isso, já que a mamografia masculina não é recomendada como um exame de rotina, homens que estão na área de risco precisam realizar o autoexame.</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.jpeg</p><p>image3.jpeg</p>

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