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<p>UNIDADE DE</p><p>APRENDIZAGEM</p><p>DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO</p><p>CENÁRIOS</p><p>SOCIOECONÔMICOS 3</p><p>Sumário</p><p>• Para Início de Conversa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3</p><p>• Objetivo de Aprendizagem do Capítulo . . . . . . . . . . . . . . . . . .3</p><p>• 1 . Utilidade e comportamento do consumidor . . . . . . . . . . . 4</p><p>• 2 . Demanda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7</p><p>• 2 .1 Oferta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10</p><p>• 3 . Equilíbrio de mercado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12</p><p>• Considerações Finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14</p><p>• Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14</p><p>3</p><p>Para Início de Conversa</p><p>O mercado é formado pela interação da oferta e da</p><p>demanda. As curvas de demanda e oferta representam</p><p>relações entre preços e quantidades de um bem ou serviço</p><p>em um determinado período de tempo. Demanda e oferta</p><p>são duas funções que representam o interesse de comprar e</p><p>de vender. A lei da oferta e da demanda indica que sempre</p><p>que os preços de um bem ou serviço sobem, os consumidores</p><p>querem comprar menos e as empresas querem vender mais,</p><p>e que se o preço do bem ou serviço diminuir, os consumidores</p><p>querem comprar mais e as empresas querem vender menos.</p><p>Por que isso acontece? Porque, ao aumentar o preço, o poder</p><p>de compra do consumidor diminui, e ele, como precisa</p><p>escolher o que comprar, devido às restrições orçamentárias,</p><p>tem interesse em comprar menos quantidade. Já a empresa,</p><p>com um preço maior, vislumbra a possibilidade de lucrar mais</p><p>em cada unidade e, em função disso, deseja vender mais</p><p>aumentando a oferta.</p><p>Objetivo de Aprendizagem</p><p>do Capítulo</p><p>• Conhecer os conceitos de Utilidade</p><p>• Compreender o comportamento do consumidor</p><p>• Conhecer os principais aspectos da demanda</p><p>• Conhecer os principais aspectos da oferta</p><p>• Compreender como se dá o equilíbrio no mercado</p><p>4</p><p>1. UTILIDADE E</p><p>COMPORTAMENTO DO</p><p>CONSUMIDOR</p><p>Consumo traz prazer ou satisfação e essa é uma condição</p><p>necessária para que um bem ou serviço seja demandado pelos</p><p>consumidores. A Utilidade pode ser considerada a medida do</p><p>prazer ou satisfação percebidos pelo consumidor. Do ponto de</p><p>vista neoclássico, ou marginalista, a análise da demanda tem</p><p>por base a teoria da utilidade.</p><p>Quanto maior for a satisfação obtida ao consumir um</p><p>bem, maior será a utilidade. “A Teoria do Valor Utilidade</p><p>pressupõe que o valor de um bem se forma por sua</p><p>demanda, isto é, pela satisfação que o bem representa para</p><p>o consumidor. Ela é, portanto, subjetiva, e representa a</p><p>chamada visão utilitarista, em que prepondera a soberania do</p><p>consumidor, pilar do sistema capitalista” (Vasconcellos; Braga,</p><p>2023, p. 24).</p><p>Já a “Teoria do Valor Trabalho, que antecedeu a Teoria</p><p>do Valor Utilidade, considera que o valor de um bem se forma</p><p>do lado da oferta, pelos custos de produção. Os custos de</p><p>produção eram representados, basicamente, pelo fator mão</p><p>de obra, em que a terra era abundante e o capital, pouco</p><p>significativo. Pela Teoria do Valor Trabalho, o valor do bem</p><p>depende do tempo produtivo que é incorporado ao bem.</p><p>Nesse sentido, contrariamente à Teoria do Valor Utilidade, que</p><p>é subjetiva (depende da satisfação do consumidor), a Teoria do</p><p>Valor Trabalho é objetiva (medida pelo custo da mão de obra)”</p><p>(Vasconcellos; Braga, 2023, p. 24).</p><p>A Teoria do Valor Utilidade pressupõe que existe maior</p><p>utilidade em um bem quanto maior a satisfação que ele traz</p><p>ao ser consumido e considera os aspectos relativos à demanda.</p><p>FONTE: FREEPIK</p><p>5</p><p>Ela “permitiu distinguir claramente o que vêm a ser o valor de</p><p>uso e o valor de troca de um bem. O valor de uso é a utilidade</p><p>ou satisfação que o bem representa para o consumidor. O</p><p>valor de troca forma-se pelo preço no mercado, pelo encontro</p><p>da oferta e da demanda do bem ou serviço. Se o bem A vale $</p><p>10 e o bem B $ 5, isso significa que o bem A pode ser trocado</p><p>por duas unidades de B, ou que B pode ser trocado por meia</p><p>unidade de A” (Vasconcellos; Braga, 2023, p. 24).</p><p>De acordo com Vasconcellos e Braga (2023, p. 25), “No</p><p>final do século XIX, alguns economistas elaboraram o conceito</p><p>de utilidade marginal, e dele derivaram a curva da demanda e</p><p>suas propriedades. A Utilidade Marginal é a satisfação adicional</p><p>(“na margem”) obtida pelo consumo de mais uma unidade</p><p>do bem. Por sua vez, a Utilidade Total aumenta quanto</p><p>maior o consumo, ou seja, é crescente, a Utilidade Marginal</p><p>é decrescente, porque o consumidor vai saturando-se desse</p><p>bem quanto mais o consome. É a chamada Lei da Utilidade</p><p>Marginal Decrescente”.</p><p>6</p><p>“Para ilustrar a importância do conceito de Utilidade</p><p>Marginal para a formação dos preços dos bens, é interessante</p><p>apresentar o paradoxo da água e do diamante ou paradoxo</p><p>do valor: por que a água, mais necessária, é tão barata e o</p><p>diamante, supérfluo, tem preço tão elevado? Ocorre que a</p><p>água tem grande utilidade total, por ser necessária, mas,</p><p>como é encontrada em abundância, tem baixa utilidade</p><p>marginal, enquanto o diamante, por ser raro e com alto custo</p><p>de produção, tem grande utilidade marginal” (Vasconcellos;</p><p>Braga, 2023, p. 25).</p><p>A Lei da Utilidade decrescente nos diz que, conforme</p><p>aumenta o consumo de uma mercadoria, a Utilidade Marginal</p><p>dessa mercadoria diminui, pois o consumidor vai satisfazendo</p><p>sua necessidade até o momento em que estiver saciado, ou</p><p>seja, quanto maior a quantidade consumida, menor será a</p><p>Utilidade Marginal.</p><p>O Preço Marginal de Reserva corresponde ao preço</p><p>máximo que o consumidor está disposto a pagar por uma</p><p>unidade adicional do produto. O PMR é tanto maior quanto</p><p>maior for a utilidade acrescentada por uma unidade adicional</p><p>de mercadoria. Na verdade, ele é a medida da Utilidade</p><p>Marginal.</p><p>A cada unidade consumida de um determinado bem,</p><p>menor será a satisfação proporcionada pelo consumo dessa</p><p>unidade. Isso ocorre porque o consumidor vai satisfazendo</p><p>seu desejo de consumir até o momento em que a Utilidade</p><p>Marginal será tão pequena que ele decidirá deixar de consumir</p><p>esse bem e o substituirá por outro que lhe traga maior</p><p>satisfação/utilidade.</p><p>FONTE: PINHO, VASCONCELLOS E TONETO JÚNIOR (2016)</p><p>7</p><p>2. DEMANDA</p><p>Para iniciar este tópico, é importante destacar aqui</p><p>algumas questões que devem ser observadas quando tratamos</p><p>da Teoria da Demanda.</p><p>• Trabalha-se com mercados em concorrência perfeita.</p><p>• Considera-se a condição ceteris paribus, ou seja, só</p><p>se alteram preço e quantidade naquele momento</p><p>e as demais variáveis/determinantes permanecem</p><p>constantes (não se alteram).</p><p>• Considera-se o comportamento de bens normais (não</p><p>sofrem alterações desproporcionais na quantidade</p><p>demandada em função da variação da renda).</p><p>Características do comportamento do consumidor:</p><p>• À exceção da poupança, os consumidores gastam tudo</p><p>o que recebem em bens e serviços;</p><p>• Não gastam toda a renda em apenas um bem;</p><p>• Quase nunca adquirem o suficiente da maioria dos</p><p>produtos (fica um desejo latente de consumo);</p><p>• Procuram maximizar a satisfação total. Essa satisfação</p><p>fica sujeita a um limite de renda e preços dos bens.</p><p>• Os consumidores atuam de forma racional ao fazer</p><p>suas escolhas e buscam sempre maximizar sua</p><p>utilidade/satisfação.</p><p>• Com base na limitação da renda e suas preferências,</p><p>os consumidores escolhem as cestas de consumo que</p><p>maximizam sua satisfação.</p><p>• Os preços dos bens e serviços influenciarão na</p><p>composição das cestas de consumo.</p><p>Quando se pensa em ações para introdução de produtos</p><p>no mercado, é fundamental compreender como pensa o</p><p>consumidor, e nesse sentido, a teoria da utilidade contribui</p><p>muito.</p><p>FONTE: PIXABAY</p><p>8</p><p>Sempre que o preço de um bem se elevar, a quantidade que os</p><p>consumidores estariam dispostos a comprar se reduz e sempre</p><p>que esse preço se reduzir os consumidores desejarão adquirir</p><p>mais quantidades desse bem. Essa é a Lei Geral da Demanda.</p><p>Além dos preços, existem outros fatores que influenciam</p><p>a demanda. São eles:</p><p>• A renda está diretamente relacionada ao consumo.</p><p>De acordo com as variações na renda, podemos ter</p><p>dois tipos de resultados - o consumo pode diminuir ou</p><p>aumentar, como podemos observar nos itens a seguir:</p><p>Por demanda individual entende-se o interesse que os</p><p>consumidores têm de adquirir determinado bem ou serviço,</p><p>num determinado período de tempo e a um determinado nível</p><p>de preços. A demanda de mercado corresponde à soma de</p><p>todas as demandas individuais para um determinado produto.</p><p>Se imaginarmos que a um determinado preço João, Maria,</p><p>José e Pedro desejam adquirir cada um, respectivamente, 10,</p><p>30, 40 e 50 unidades de um produto, a Demanda de Mercado</p><p>será de 130 unidades.</p><p>Com relação à definição de demanda, “[...] é preciso</p><p>destacar dois elementos. Em primeiro lugar, a demanda é o</p><p>desejo de adquirir, é a aspiração, o plano, e não sua realização.</p><p>Não se deve confundir demanda com compra, nem oferta com</p><p>venda. Demanda é o desejo de comprar. Em segundo lugar,</p><p>a demanda é o fluxo por unidade de tempo. A demanda se</p><p>expressa por certa quantidade em dado período. Assim, deve-</p><p>se dizer que Maria tem desejo de adquirir 5 kg de feijão por</p><p>semana e não, simplesmente, que Maria deseja 5 kg e que essa</p><p>é a sua demanda” (Pinho; Vasconcellos; Toneto Júnior, 2016, p.</p><p>115).</p><p>Uma questão muito importante é que a demanda</p><p>apresenta uma relação inversa entre preços e quantidades</p><p>demandadas de um bem, ou seja, suas variações ocorrerão</p><p>sempre em sentido contrário.</p><p>Curva de Demanda</p><p>FONTE: MOCHON (2007, P. 18)</p><p>9</p><p>É o consumo realizado em conjunto, como no caso do</p><p>café com leite, em que o aumento do preço de um dos</p><p>produtos leva à queda no consumo do outro.</p><p>• Gostos e expectativas dos consumidores também</p><p>influenciam o consumo. Por meio das propagandas, as</p><p>preferências podem ser manipuladas, as campanhas</p><p>vinculadas na mídia podem ser um incentivo para</p><p>o consumo ou podem levar a uma redução na</p><p>demanda de determinado bem” (Haffner, 2013, p.40-</p><p>41). Adicionalmente, também são determinantes</p><p>da demanda a sazonalidade, fazendo com que em</p><p>determinadas datas/períodos os consumidores</p><p>desejem adquirir mais de um bem ou serviço, como a</p><p>Páscoa, Natal etc.</p><p>Curiosidade: Assista ao vídeo sobre a questão dos</p><p>preços. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=azf_</p><p>cDUYRHI</p><p>Também é preciso considerar que a demanda reflete</p><p>um processo de escolhas do consumidor em função de sua</p><p>restrição orçamentária, que o obriga a escolher entre possíveis</p><p>cestas de consumo, aquela que lhe proporciona maior</p><p>satisfação.</p><p>a. Um aumento na quantidade demandada e,</p><p>consequentemente, um aumento no consumo</p><p>desse bem provocado pelo aumento da renda do(s)</p><p>consumidor(es), se demais fatores se mantiveram</p><p>constantes, é denominado bem normal.</p><p>b. Se somente a renda aumenta, e todos os demais</p><p>fatores se mantêm constantes, a quantidade</p><p>demandada diminui, bem como o consumo do bem.</p><p>Esse fenômeno é denominado bem inferior.</p><p>• Preços dos bens substitutos e complementares</p><p>influenciam diretamente no consumo, como explicado</p><p>a seguir:</p><p>a. Bens substitutos: dois bens para os quais tudo o</p><p>mais mantido constante, um aumento no preço de</p><p>um aumenta a demanda pelo outro. O objetivo final</p><p>do consumidor é a satisfação pessoal. Se existe um</p><p>produto semelhante ao que gostaria de consumir,</p><p>ele irá substituí-lo rapidamente. Um exemplo é a</p><p>substituição da manteiga pela margarina, caso ocorra</p><p>aumento de preço da primeira.</p><p>b. Bens complementares: são aqueles cujo aumento</p><p>no preço de um dos bens leva a uma redução na</p><p>demanda.</p><p>10</p><p>Importante: Assista à aula “Economia II – Aula 03 -</p><p>Teoria do Consumidor I: Aspectos da Demanda” da UNIVESP</p><p>– Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=STUkn0kEPTA&t=926s</p><p>2 .1 OFERTA</p><p>Da mesma forma que na demanda, considera-se a</p><p>condição ceteris paribus e mercados em concorrência perfeita</p><p>como condições básicas. A oferta tem um comportamento</p><p>oposto ao da demanda e corresponde à quantidade que as</p><p>firmas/empresas têm interesse em oferecer ao mercado de um</p><p>bem ou serviço em um período de tempo e a um determinado</p><p>nível de preços. Se imaginarmos que as empresas A, B, C e</p><p>D têm interesse em vender, respectivamente, 100, 200, 400</p><p>e 600 unidades de um determinado produto em um mês, a</p><p>Oferta de Mercado seria de 1.300 unidades no mês. Importante</p><p>destacar que se trata do interesse, e não a venda em si.</p><p>Pode existir interesse em vender, mas essa situação não se</p><p>materializar na venda.</p><p>Existe uma importante diferença entre o comportamento</p><p>da oferta e da demanda, ou seja, as firmas desejam</p><p>vender mais quando os preços sobem enquanto os</p><p>consumidores desejam adquirir menos quando isso ocorre.</p><p>Sempre que uma das variáveis que influenciam a</p><p>demanda sofrer alteração, a curva de demanda se deslocará.</p><p>O deslocamento será para a esquerda quando houver uma</p><p>redução e para a direita quando houver aumento. Com</p><p>esse deslocamento, sem que haja redução de preço, poderá</p><p>haver aumento da demanda do bem ou serviço. Imagine</p><p>uma campanha de marketing exitosa que altera o gosto do</p><p>consumidor, por exemplo.</p><p>Se a alteração for somente em preço e quantidade,</p><p>isso não acarreta um deslocamento da curva, e sim em uma</p><p>movimentação ao longo da própria curva (aumentando ou</p><p>reduzindo preço e quantidade demandada).</p><p>Demanda e quantidade demandada</p><p>FONTE: GREMAUD ET AL. (2007, P. 21)</p><p>11</p><p>Assim como na demanda existem algumas variáveis que</p><p>irão determinar a quantidade de bens ofertados pelas firmas.</p><p>“Essas variáveis determinam se os empresários estão dispostos</p><p>a produzir e a vender um produto, já que o objetivo principal</p><p>do empresário é o lucro. O interesse de entrar no mercado está</p><p>condicionado aos possíveis ganhos que serão obtidos com a</p><p>venda de determinado produto. A quantidade disponível no</p><p>mercado depende dos fatores que determinam a quantidade</p><p>oferecida pelos vendedores individuais:</p><p>• o preço do bem;</p><p>• os preços dos insumos usados na produção;</p><p>• a tecnologia disponível;</p><p>• as expectativas;</p><p>• o número de vendedores” (Hafnner, 2013, p.47).</p><p>Adicionalmente, podemos incluir também os bens</p><p>substitutos da produção onde a empresa pode optar por</p><p>produzir mais de um outro bem, que pode fabricar com os</p><p>mesmos recursos produtivos, e as questões climáticas que</p><p>podem reduzir os insumos para a produção, elevando seus</p><p>custos.</p><p>Curiosidade: Assista ao vídeo sobre impacto das questões</p><p>climáticas no preço dos produtos. Disponível em: https://www.</p><p>youtube.com/watch?v=qhMbfd-j1dA</p><p>“O comportamento dos vendedores é visto pela oferta de</p><p>mercado. Assim, podemos entender que a quantidade</p><p>oferecida de um bem ou serviço é a quantidade que os</p><p>vendedores podem vender e têm interesse de colocar no</p><p>mercado. O esquema de oferta e curva de oferta mostra como</p><p>o preço de um bem e a quantidade oferecida se relacionam.</p><p>Quando o preço sobe, o mercado oferece quantidades cada</p><p>vez maiores de produtos. Se o preço se altera, a quantidade</p><p>oferecida de um bem muda. À medida que os preços vão se</p><p>elevando, aumenta a quantidade oferecida. Assim, a curva de</p><p>oferta se inclina para cima. Podemos dizer que ela se relaciona</p><p>positivamente com o preço” (Haffner, 2013, p.45).</p><p>FONTE: GREMAUD ET AL. (2007, P. 21)</p><p>Curva de oferta</p><p>12</p><p>3. EQUILÍBRIO DE</p><p>MERCADO</p><p>A situação na qual a um mesmo nível de preço temos a</p><p>mesma quantidade demandada e ofertada é o que chamamos</p><p>de equilíbrio do</p><p>mercado, ou seja, no equilíbrio existe um preço</p><p>que equilibra o mercado e nesse nível de preço não haveria</p><p>nem excesso nem escassez do produto.</p><p>Nesse sentido, “A interação entre as funções demanda e</p><p>oferta determina o preço e a quantidade de equilíbrio a serem</p><p>transacionados no mercado de um bem. O preço de equilíbrio</p><p>será o valor a ser pago pelos consumidores, e será também</p><p>o valor a ser recebido pelos vendedores. A quantidade de</p><p>equilíbrio, por sua vez, definirá quanto as empresas produzirão</p><p>e o que será consumido pelos agentes” (Vasconcellos; Braga,</p><p>2023, p. 25).</p><p>Sempre que uma dessas variáveis que influenciam</p><p>a oferta sofrer alteração, a curva de oferta se deslocará. O</p><p>deslocamento será para a esquerda/cima quando houver uma</p><p>redução e para a direita/baixo quando houver aumento.</p><p>Se a alteração for somente em preço e quantidade,</p><p>isso não acarreta um deslocamento da curva, e sim em uma</p><p>movimentação ao longo da própria curva (aumentando ou</p><p>reduzindo preço ou quantidade ofertada).</p><p>Oferta e quantidade ofertada</p><p>FONTE: GREMAUD ET AL. (2007, P. 51)</p><p>13</p><p>Finalmente, é importante destacar que o equilíbrio pode</p><p>se alterar sempre que houver alguma alteração da demanda</p><p>ou da oferta, resultantes de alteração de algum dos seus</p><p>determinantes.</p><p>Sempre que tivermos uma situação em que o preço</p><p>esteja acima do preço de equilíbrio, ocorrerá excesso de oferta</p><p>e escassez de demanda por esse produto. Isso ocorre porque</p><p>as firmas desejam ofertar maior quantidade sempre que o</p><p>preço sobe, enquanto os consumidores desejam comprar</p><p>menos, pois para eles o preço está caro. Se o preço estiver</p><p>abaixo do preço de equilíbrio a situação será o oposto já que os</p><p>consumidores a um preço abaixo do equilíbrio o encontrarão</p><p>barato e desejarão comprar mais enquanto que as firmas</p><p>com preço mais baixo desejarão ofertar menos, ou seja, nessa</p><p>situação haverá excesso de demanda e escassez de oferta.</p><p>FONTE: VASCONCELLOS; BRAGA (2023, P. 38).</p><p>FONTE: VASCONCELLOS; BRAGA (2023, P. 38).</p><p>14</p><p>Referências</p><p>ALBERGONI, Leide. Introdução à economia: aplicações no</p><p>cotidiano . São Paulo: Atlas, 2015. Biblioteca Digital GEN.</p><p>COSTA, Eliezer Arantes da. Gestão estratégica: da empresa</p><p>que temos para a empresa que queremos .2. ed. São Paulo:</p><p>Saraiva, 2007.</p><p>GREMAUD, Amaury Patrick et al. Introdução à economia . São</p><p>Paulo: Atlas, 2007. Biblioteca Digital GEN.</p><p>HALL, Robert E.; LIEBERMAN, Marc. Microeconomia:</p><p>princípios e aplicações . São Paulo: Pioneira Thomson</p><p>Learning, 2003.</p><p>HAFFNER, Jacqueline Angélica Hernandez. Microeconomia</p><p>[livro eletrônico]. Curitiba: Intersaberes, 2013. Disponível em:</p><p>https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/9970/pdf/</p><p>MARCIAL, Eliane Coutinho; GRUMBACH, Raul José dos Santos.</p><p>Cenários prospectivos: como construir um futuro melhor . 3.</p><p>Ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005.</p><p>MANKIW, N. Gregory. Introdução à economia . São Paulo:</p><p>Cengage Learning, 2009.</p><p>MENDES, Judas Tadeu Grassi. Economia: fundamentos e</p><p>aplicações . 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.</p><p>Disponível em https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/</p><p>Publicacao/1090/pdf</p><p>Considerações Finais</p><p>Nesta unidade, pudemos compreender que demanda</p><p>e oferta são duas funções que atuam em lados opostos,</p><p>a demanda do lado dos consumidores e a oferta do lado</p><p>das empresas, portanto se comportam de forma diferente.</p><p>Por um lado, os consumidores têm interesse em comprar</p><p>o máximo possível para maximizar sua satisfação, mas se</p><p>deparam com restrições de orçamento que o obrigam a fazer</p><p>escolhas; por trás dessas escolhas, sob a ótica neoclássica está</p><p>a utilidade. Por outro lado, as empresas buscam maximizar</p><p>sua lucratividade e por tanto desejam vender mais quando</p><p>os preços aumentam, pois ao vender mais, têm maior</p><p>lucro; pensam assim: como são muitos ofertantes e muitos</p><p>compradores, em um primeiro momento não conseguem</p><p>perceber que poderia ocorrer um excesso de oferta. A</p><p>interação entre a oferta e a demanda resulta no mercado e em</p><p>mercados competitivos existe uma tendência ao equilíbrio do</p><p>mercado.</p><p>15</p><p>SCHWARTZ, Peter. Cenários: As Surpresas Inevitáveis,</p><p>tradução Maria Batista. –Rio de janeiro: Campus, 2003</p><p>SOUZA, Nali de Jesus de. Economia básica . São Paulo: Atlas,</p><p>2007.</p><p>SOBRAL, Filipe; PECI, Alketa. Administração: teoria e prática</p><p>no contexto brasileiro . 2. ed. São Paulo: Pearson, 2013. https://</p><p>plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/3384/pdf/</p><p>TEBECHIRANI, Flávio Ribas. Princípios de economia: micro</p><p>e macro . Curitiba: InterSaberes, 2012. Disponível em: https://</p><p>plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/6191/pdf/</p><p>VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; GARCIA, Manuel</p><p>Enriquez. Fundamentos de economia . 6. ed. São Paulo:</p><p>Saraiva, 2019.</p><p>VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; BRAGA, Marcio</p><p>Bobik. Economia: micro e macro . 7. ed. Barueri [SP]: Atlas,</p><p>2023. Biblioteca Digital GEN.</p><p>FREEPIK. Disponível em: https://www.freepik.com/</p><p>MOCHON, Francisco. Princípios de economia . São Paulo:</p><p>Pearson Prentice Hall, 2007. Biblioteca Virtual. Disponível em:</p><p>https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/15/pdf/</p><p>MONTEIRO, Érika Roberta. SILVA, Pedro Augusto Godeguez da.</p><p>Introdução ao estudo da economia . Curitiba: InterSaberes,</p><p>2014. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/</p><p>Publicacao/22497/pdf/</p><p>NOGAMI, Otto; PASSOS, Carlos Roberto Martins. Princípios de</p><p>economia . São Paulo: Cengage Learning, 2016.</p><p>O‘SULLIVAN, Arthur; SHEFFRIN, Steven. Introdução à</p><p>economia: princípios e ferramentas . São Paulo: Prentice Hall,</p><p>2004. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/</p><p>Publicacao/410/pdf/</p><p>PINDYCK, Robert S e RUBINFELD, Daniel L. Microeconomia .</p><p>8 Ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013. Disponível</p><p>em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/5668/</p><p>pdf/</p><p>PINHO, Diva Benevides; VASCONCELLOS, Marco Antonio</p><p>Sandoval de; TONETO JÚNIOR, Rudinei. Org. Manual de</p><p>economia: equipe de professores da USP . São Paulo: Saraiva,</p><p>2017.</p><p>ROSSETI, José Paschoal. Introdução à economia . 21. ed. São</p><p>Paulo: Atlas, 2016. Biblioteca Digital GEN.</p>