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<p>1</p><p>REFERENCIAL PARA AVALIAÇÃO INICIAL</p><p>ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO</p><p>CONSTRUÇÃO DO PLANO DE EDUCACIONAL INDIVIDUALIZADO</p><p>Este referencial é um recurso prático para avaliação inicial do aluno, a qual é base para construção do PEI. Este documento</p><p>é apresentado como material de suporte e que deve promover ações de criação e ressignificação do atendimento especializado.</p><p>Gestão SME/ EDUCAR:</p><p>Rosa Diniz Frech de Almeida</p><p>Secretária Municipal de Educação</p><p>Alice Batista de Souza Brandão</p><p>Presidente do Instituto da Educação do Município de Resende</p><p>Mário José Dias</p><p>Superintendente Municipal Pedagógico</p><p>Maria Cristina Tavares de Moraes Danelon</p><p>Diretora de Inclusão Escolar</p><p>Caroline Vieira de Campos Gonzalez dos Santos</p><p>Gerente de Projetos de Inclusão</p><p>Patrícia Luciana Cioffi de Barros</p><p>Gerente de Orientação de Atendimento Educacional Especializado</p><p>2</p><p>LINGUAGEM</p><p>O termo linguagem pode ser entendido como verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e, contemporaneamente, digital.</p><p>Em prática, apresenta-se de forma como as pessoas interagem consigo e com os outros, compondo-se como sujeitos sociais. Nessas interações, estão imbricados</p><p>conhecimentos, atitudes e valores culturais, morais e éticos.</p><p>Área do desenvolvimento Conceituação Exemplo (imagem) ESTRATÉGIAS</p><p>Signos convencionais - não verbal, representada pelos sinais</p><p>de trânsito, pelas placas de advertência,</p><p>pela língua de sinais.</p><p>- verbal, os sinais são representados</p><p>pelas palavras propriamente ditas.</p><p>- utilizar imagens para</p><p>construção de conceitos.</p><p>- atividades com figuras,</p><p>imagens e palavras.</p><p>- pranchas para comunicação</p><p>alternativa.</p><p>- textos ilustrados.</p><p>- músicas ilustradas.</p><p>3</p><p>Signos sonoros - distinguir diferentes sons em si</p><p>mesmo, em objetos, no ambiente e se é</p><p>capaz de perceber intensidades e</p><p>localização de sons.</p><p>- sons dos ambientes (vozes, corpos e</p><p>materiais sonoros).</p><p>- diferentes tipos de ritmo musical</p><p>(rock, hip-hop, rap, forró, samba).</p><p>- construir instrumentos</p><p>musicais com sucatas e outros</p><p>materiais reutilizáveis, criando</p><p>a consciência de reciclar.</p><p>- utilizar o som do próprio</p><p>corpo.</p><p>- estimular a percepção dos</p><p>sons da natureza e dos espaços</p><p>sociais.</p><p>Estratégia complementar:</p><p>- representar os sons por</p><p>onomatopeias (Tum, cabrum,</p><p>trim, splash).</p><p>- uso de balões e histórias em</p><p>quadrinhos com escrita dos</p><p>sons.</p><p>Gráficos - elementos formais (ponto, linha,</p><p>forma, cor, textura, luz, movimento) e</p><p>recursos (simetria e assimetria) da</p><p>linguagem visual.</p><p>- uso de régua, giz, tijolo, tinta</p><p>para representação gráfica.</p><p>- uso de imagens, desenhos</p><p>figuras.</p><p>- uso de fotografias e</p><p>representações com diferentes</p><p>recursos e materiais.</p><p>- uso de barbante para</p><p>representar linha em relevo.</p><p>4</p><p>Gestuais - o gesto é uma forma de comunicação</p><p>não-verbal de um indivíduo que</p><p>possuiu uma grande expressividade</p><p>permitindo expressar uma variedade de</p><p>sentimentos e pensamentos.</p><p>- os gestos podem ser feitos com uma</p><p>ou mais partes do corpo, às vezes</p><p>usando o corpo inteiro, mãos, braços e</p><p>expressões fisionômicas.</p><p>- o gesto acontece sem ou com a</p><p>combinação de uma comunicação</p><p>verbal podendo dar mais força à fala,</p><p>ou mesmo substituí-la.</p><p>- gestos a partir de sons</p><p>produzidos pelo próprio corpo,</p><p>pelo corpo de outros seres e</p><p>por objetos.</p><p>- imitar expressões faciais,</p><p>gestos e sons produzidos por</p><p>diferentes pessoas e animais.</p><p>- uso de comunicação</p><p>aumentativa ou alternativa.</p><p>Pictóricos - comunicação e expressão por</p><p>desenhos.</p><p>- rabiscos e garatujas: os rabiscos</p><p>fazem parte do desenvolvimento</p><p>infantil, da motricidade fina, da escrita,</p><p>da representação do mundo, da</p><p>confiança em si e da formação da</p><p>personalidade. Eles são uma tentativa</p><p>da criança de representar o mundo. São</p><p>importantes na exploração do traçado,</p><p>da criatividade e da expressão</p><p>emocional.</p><p>- desenhar é uma arte que vai se</p><p>desenvolvendo, quanto mais a criança</p><p>interage com o mundo e com outros</p><p>desenhos.</p><p>- autoretrato, representação de</p><p>um espaço desenhado.</p><p>- observar imagens, figuras,</p><p>fotografias e representá-las.</p><p>- ler imagens e representá-las.</p><p>- uso livros e histórias, após</p><p>recontar ilustrando uma</p><p>sequência.</p><p>- observar paisagens e</p><p>representá-la.</p><p>5</p><p>COGNIÇÃO</p><p>Cognição é o ato ou processo da aquisição do conhecimento que se dá através da percepção, a atenção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação,</p><p>pensamento e linguagem.</p><p>Área do</p><p>desenvolvimento</p><p>Definição Exemplo (imagem) ESTRATÉGIAS</p><p>Percepção - percepção visual: observar se é capaz</p><p>de distinguir diferenças e semelhanças</p><p>em objetos, desenhos, entre letras e</p><p>números.</p><p>- percepção auditiva: observar se é</p><p>capaz de distinguir diferentes sons em</p><p>si mesmo, em objetos, no ambiente e</p><p>se é capaz de perceber intensidades e</p><p>localização de sons.</p><p>- percepção espacial-geral: observar se</p><p>é capaz de observar distanciamento,</p><p>posicionamento, espessura, tamanho e</p><p>direções.</p><p>- organização pessoal e espacial do</p><p>aluno em relação ao ambiente.</p><p>- atividades de observação e</p><p>reprodução.</p><p>- jogo de encontre a sombra, jogo</p><p>dos sete erros, labirinto.</p><p>- trabalho com bandinhas,</p><p>diferentes sons da natureza, sons</p><p>dos animais.</p><p>- livro sensorial e sonoro.</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Percep%C3%A7%C3%A3o</p><p>6</p><p>Raciocínio lógico - compreensão de relações entre</p><p>igualdade, reconhecimento de</p><p>absurdos, capacidade de conclusões</p><p>lógicas, elaboração de pensamento,</p><p>coerência dialógica e compreensão de</p><p>enunciados.</p><p>- capacidade de superar obstáculos</p><p>através do pensamento e comunicação.</p><p>- busca de soluções para problemas</p><p>cotidianos, situações-problema,</p><p>resolução matemática.</p><p>- capacidade para analisar a situação</p><p>(problema), lançar mão de estratégias.</p><p>- como descobrir o melhor caminho</p><p>para se chegar a um determinado local.</p><p>- conceitos funcionais do uso do</p><p>dinheiro, autodirecionamento (mesmo</p><p>que simples, saber buscar o lanche por</p><p>decisão própria) ou outras habilidades.</p><p>- situações problemas.</p><p>- jogos como dama, ludo, código</p><p>mestre etc.</p><p>- tangran.</p><p>- labirinto.</p><p>- atividades e desafios</p><p>matemáticos.</p><p>7</p><p>Organização do</p><p>pensamento</p><p>- compreensão verbal: compreensão de</p><p>diálogo, entendimento das palavras e</p><p>seus significados aplicados, definição</p><p>de palavras por suas características,</p><p>compreensão do significado de uma</p><p>leitura oral de um texto ou explicação.</p><p>- raciocínio verbal: compreensão de</p><p>relações de igualdade e diferença entre</p><p>duas ou mais palavras.</p><p>- linguagem receptiva (compreende a</p><p>fala do outro), linguagem expressiva</p><p>(manifesta de diferentes formas seus</p><p>desejos, sentimentos, necessidades).</p><p>- leitura (mesmo que funcional ou</p><p>figurativa), escrita (mesmo que</p><p>funcional, de forma simples e do</p><p>cotidiano – como seu nome, de seus</p><p>amigos, de seus pais).</p><p>- identificação e diferenciação de</p><p>nomes, uso de crachás e</p><p>chamadinhas.</p><p>- identificar objetos da sala, por</p><p>exemplo (nomear).</p><p>- produzir textos coletivos.</p><p>- utilizar encartes de marcado para</p><p>pesquisa, pesquisa científicas</p><p>sobre plantas e animais, por</p><p>exemplo, destacando as</p><p>características.</p><p>8</p><p>Análise e síntese - faz relatos do cotidiano ou de</p><p>histórias com sequência lógica e</p><p>compreensiva, inventa frases, descreve</p><p>cenas.</p><p>- faz narrativas orais, manifesta e</p><p>explica seus pensamentos ou ideias.</p><p>- ouvir e recontar histórias,</p><p>percepção da sequência da</p><p>história, identificar os</p><p>personagens, interpretar os fatos</p><p>da história.</p><p>- transmitir recados.</p><p>9</p><p>Compreensão de ideias - compreende relações entre o</p><p>essencial e secundário num texto ou</p><p>numa história.</p><p>- capacidade de entender ordens</p><p>simples, ou ordens com maior</p><p>complexidade, de diálogo, de textos,</p><p>de informações básicas, de leitura</p><p>visual, do contexto de um texto, das</p><p>solicitações escolares.</p><p>- ler, interpretar e criar histórias.</p><p>- uso de rotinas ilustradas.</p><p>- uso de fichas ilustradas sobre</p><p>comportamentos, expressão de</p><p>sentimentos, regras.</p><p>10</p><p>Habilidades mnemônicas - memória visual: reconhece lugares</p><p>conhecidos e desconhecidos,</p><p>reconhece itinerários de seu cotidiano,</p><p>lembra-se de narrativas e reconta</p><p>histórias oralmente, repete uma</p><p>sequência de palavras significativas.</p><p>- memória verbal e numérica: relata</p><p>coisas que fez durante o dia em</p><p>sequência temporal correta, é capaz de</p><p>dar recados em ambiente familiar ou</p><p>escolar, repete frases complexas,</p><p>reconhece datas significativas como:</p><p>aniversário, páscoa e natal, dizer a sua</p><p>idade e reconta contos e histórias com</p><p>suas próprias palavras.</p><p>- jogo da memória relacionado a</p><p>temas variados.</p><p>- relacionar o objeto a imagem.</p><p>- trabalho com calendários, noções</p><p>temporais.</p><p>- jogos relacionando numerais a</p><p>quantidade.</p><p>- trabalho com cartografia, maps e</p><p>heart.</p><p>11</p><p>PSICOMOTRICIDADE</p><p>Psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo.</p><p>Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É sustentada por três conhecimentos básicos: o</p><p>movimento, o intelecto e o afeto.</p><p>Área do</p><p>desenvolvimento</p><p>Definição Exemplo (imagem) ESTRATÉGIAS</p><p>Esquema corporal - observar condições de equilíbrio</p><p>motor, a capacidade de aplicar</p><p>conceitos espaciais e de lateralidade</p><p>em seu próprio corpo, se é capaz de</p><p>reproduzir estruturas rítmicas.</p><p>- trabalho com músicas para</p><p>identificação das partes do corpo.</p><p>- trabalho em grupo para contorno</p><p>do corpo de um colega.</p><p>- brincadeiras de roda, corda</p><p>humana, morto e vivo.</p><p>- representar o corpo com</p><p>materiais diversos (massinha,</p><p>elementos da natureza, tinta,</p><p>argila etc)</p><p>12</p><p>Equilíbrio - capacidade de manter harmonia,</p><p>estabilidade, solidez.</p><p>- igualar, contrabalançar, sustentar-</p><p>se, aguentar-se.</p><p>- pular corda, pular elástico, pique</p><p>pega, pique alto.</p><p>- labirinto, cama de gato,</p><p>amarelinha, caracol.</p><p>- desafios e circuitos.</p><p>Coordenação geral - observar distanciamento,</p><p>posicionamento, espessura, tamanho</p><p>e direções.</p><p>- organização pessoal e espacial do</p><p>aluno em relação ao ambiente.</p><p>- representação gráfica esquemática</p><p>ou reconhecível.</p><p>- brincar de girar de olhos</p><p>vendados e achar um objeto.</p><p>- jogos com uso de bola (normal e</p><p>com guizo).</p><p>- arremessos.</p><p>13</p><p>Coordenação motora - coordenação grafo-manual:</p><p>observar a qualidade dos traçados</p><p>realizados com instrumentos grossos</p><p>e finos, representação gráfica</p><p>esquemática.</p><p>- estourar balões de ar.</p><p>- separar elementos (movimento</p><p>de pinça).</p><p>- seguir linhas e contornos de</p><p>desenhos com barbante e/ ou em</p><p>alto relevo.</p><p>- desenho e escrita com diferentes</p><p>materiais (lixa, caixa de areia,</p><p>tinta).</p><p>- uso de giz de cera, lápis,</p><p>canetinha, piloto etc.</p><p>14</p><p>Orientação espaço</p><p>temporal/ Lateralidade</p><p>- capacidade que o indivíduo tem de</p><p>situar-se e orientar-se em relação aos</p><p>objetos, às pessoas e ao seu próprio</p><p>corpo em um determinado espaço.</p><p>- saber localizar o que está à direita</p><p>ou à esquerda; à frente ou atrás;</p><p>acima ou abaixo de si, ou ainda, um</p><p>objeto em relação a outro.</p><p>- ter noção de longe, perto, alto,</p><p>baixo, longo, curto etc.</p><p>- lateralidade em seu próprio corpo,</p><p>se é capaz de reproduzir estruturas</p><p>rítmicas.</p><p>- brincar de cabo de guerra, cada</p><p>um na sua toca, morto vivo.</p><p>- trabalhar com músicas que</p><p>apresentam conceitos.</p><p>SOCIABILIDADE</p><p>A sociabilidade é a qualidade de sociável que apresenta uma pessoa, ou seja, aquele que de maneira natural tende a viver em sociedade, como também</p><p>aquele indivíduo amável que se relaciona bem com todas as pessoas.</p><p>Área do desenvolvimento Definição</p><p>Habilidades interpessoais</p><p>Responsabilidade</p><p>Autoestima</p><p>Ingenuidade</p><p>Agressividade</p><p>Cumprimento de regras</p><p>- integração ao grupo, timidez excessiva, estado emocional, reação à frustrações, enfrentamento de medos e inseguranças.</p><p>- ao avaliar o estudante, considere e descreva os seguintes aspectos: habilidade interpessoal (ser capaz de interagir, mesmo</p><p>que em grupos conhecidos), noções de responsabilidade, autoestima, credulidade, ingenuidade, compreensão e habilidade em</p><p>seguir regras.</p><p>- aspectos de colaboração e atividades no grupo</p><p>- integração ao grupo, aspectos de colaboração e atividades no grupo, timidez excessiva, estado emocional, reação à</p><p>frustrações, enfrentamento de medos e inseguranças.</p><p>15</p><p>CONTEXTO FAMILIAR E HABILIDADES PRÁTICAS</p><p>Área do desenvolvimento Definição</p><p>Atividades da vida diária AVD Comer, vestir, higiene pessoal.</p><p>Atividades instrumentais da vida Locomoção, afazeres domésticos, manuseio do dinheiro, telefone.</p><p>Ao avaliar o estudante, considere e descreva sua capacidade de independência nos seguintes aspectos: locomoção,</p><p>alimentação, higienização, uso das dependências da escola, trânsito para casa, nos ambientes da comunidade próxima, na</p><p>compreensão da dinâmica da escola.</p><p>Habilidades ocupacionais Ao avaliar o estudante, considere se participa dos costumes e hábitos de sua comunidade ou da sua vizinhança, organizações</p><p>educacionais e de apoio e se participa de outros equipamentos sociais como grupo religioso, clubes, centros de convivência</p><p>(compartilha formas de se vestir, comunicar, dançar, tipo de música etc.)</p><p>Referências Bibliográficas:</p><p>BRASIL, Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#fundamental/a-area-de-linguagens. Acesso: mar/ 2018</p><p>______. Referencial sobre Avaliação da Aprendizagem na área da Deficiência Intelectual – RAADI (São Paulo, 2008, 2012)</p><p>Disponível em: http://www2.assis.unesp.br/egalhard/docs/Raadi_Fund1.pdf. Acesso/ fev/2018</p><p>Enciclopédia Virtual de Psicolinguística- Gesto. Disponível em: http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Gesto. Acesso: fev/2018</p><p>Estadão Educação - Rabiscos e Garatujas. Disponível em: http://educacao.estadao.com.br/blogs/dreamkids/rabiscos-e-garatujas/. Acesso: fev/2018</p><p>Significado de equilíbrio. Disponível em: https://www.significados.com.br/equilibrio/. Acesso: fev/ 2018</p><p>Significado de cognição. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cogni%C3%A7%C3%A3o. Acesso: mar/ 2018</p><p>OLIVEIRA, A. A. S. VALENTIM, F. O. D. SILVA, L. H. A. Avaliação pedagógica: foco na deficiência intelectual numa perspectiva inclusiva. São Paulo: Cultura</p><p>Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2013.</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#fundamental/a-area-de-linguagens</p><p>http://www2.assis.unesp.br/egalhard/docs/Raadi_Fund1.pdf</p><p>http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Gesto</p><p>http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Gesto</p><p>Rabiscos%20e%20Garatujas.%20</p><p>http://educacao.estadao.com.br/blogs/dreamkids/rabiscos-e-garatujas/</p><p>https://www.significados.com.br/equilibrio/</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Cogni%C3%A7%C3%A3o</p><p>16</p><p>ANEXO 1 - AS ETAPAS DO DESENHO INFANTIL – PICTOGRAFIA - JEAN PIAGET</p><p>Segundo Piaget, as crianças passam por cinco fases, que correspondem a suas etapas de desenvolvimento. A primeira delas é a Garatuja, que se</p><p>subdivide em: Garatuja Desordenada e Garatuja Ordenada. Período relacionado com a fase Sensório-Motora (0 a 2 anos) e também parte da Pré-</p><p>Operatória (2 a 7 anos). Nesta fase, Piaget (1976), é bem semelhante à teoria de Luquet (1969), pois os dois autores nos apresentam que a criança em</p><p>seu primeiro período de vida, desenha por extremo prazer e para o primeiro</p><p>autor a figura humana ainda não tem valor, ou seja, ela é inexistente, as</p><p>cores também ficam em um papel secundário não tendo interesse pelo mesmo, apenas pelo contraste.</p><p>Com referência a esta fase, também tem a Garatuja Desordenada como o próprio nome diz, nos remete às características de movimentos amplos</p><p>e desordenados, não havendo nenhuma preocupação com o desenho em si, pois a criança desenha várias vezes no mesmo local, não se preocupando</p><p>com o que já foi desenhado anteriormente.</p><p>A Garatuja Ordenada caracteriza-se por movimentos mais distantes e circulares, apesar de conseguir desenhar caracóis. Seu limite não</p><p>ultrapassa as margens da folha mesmo tentando utilizar todo espaço possível, neste estágio ela não se preocupa com a posição, tamanhos ou ordens em</p><p>que cada desenho está localizado e sim pelas formas.</p><p>17</p><p>Com relação à figura humana não se tem uma formação concreta, apenas imaginária, ela desenha o que pensa ou acha sobre determinado</p><p>objeto, não havendo uma relação fixa entre este e sua representação, por isso antes mesmo de terminar seu desenho, o seu traçado pode se transformar</p><p>em diversas coisas, como por exemplo, um risco pode ser uma árvore ou antes de terminar pode ser um cachorro correndo.</p><p>A segunda fase destacada por Piaget (1976), é a Pré-Esquematismo, (pré-operatória) que por sua vez faz relações entre desenho, pensamento e</p><p>realidade. Esta descoberta para a criança parte de suas emoções, onde seus traçados ou cores não têm relação com características reais, apenas utilizam</p><p>da sua imaginação para desenharem e estes elementos finais são dispersos que não se relacionam entre si. Neste mesmo estágio surge o homem girino,</p><p>que apresenta vários tentáculos em seu corpo, estágio este que é defendido também por Berson (1966), que em seu Estágio Comunicativo além de</p><p>quererem imitar a escrita de um adulto, a criança também é levada a desenhar pelo prazer de ter a capacidade de levantar e abaixar o lápis, conseguindo</p><p>desta forma traços mais ricos e o surgimento do boneco girino ou o aparecimento da irradiação.</p><p>18</p><p>A terceira fase conhecida como Esquematismo, caracteriza-se pelos esquemas representativos que se inicia na construção de novas formas que</p><p>por ela eram isentas. A cada categoria de objetos a criança cria uma forma diferente de expressão e entendimento. Exemplo: categoria = pássaro, forma</p><p>= letra V. Ainda neste estágio elas percebem o uso da linha do caderno como base, facilitando sua escrita e também seus traçados e descobrem a</p><p>relação cor-objeto, característica que era desconhecida na fase anterior, pois partiam de suas emoções e não da realidade.</p><p>Por outro lado, a figura humana mesmo tendo um conceito formado sobre ela, ainda constitui perceptíveis desvios de esquema, como: exagero,</p><p>negligência, omissão ou mudança de símbolo, aparecendo desta maneira fenômenos como a transparência e o rebatimento. Esta fase está relacionada</p><p>com a fase de desenvolvimento das Operações Concretas que ocorrem dos 7 aos 10 anos de idade.</p><p>Piaget (1976) destaca na quarta fase o Realismo, final das operações concretas, que por sua vez aparecem a consciência do sexo e a autocrítica</p><p>pronunciada, para isto as crianças fazem uma diferenciação no que se trata do primeiro conceito, elas colocam uma acentuação nas roupas dos seus</p><p>personagens para diferenciarem os sexos, mas sua consciência consegue perceber as diferentes características, ou seja, o que é para menino e o que é</p><p>para menina.</p><p>No plano da evolução, as crianças abandonam a linha de base que é encontrada na fase do Esquematismo e aderem às formas geométricas, na</p><p>qual aparecem com maior rigidez e formalismo.</p><p>Tem-se também a descoberta do plano e a superposição, que nada mais é, que a colocação de objetos sobre sua visão, como realmente é</p><p>encontrado na realidade. Exemplo:</p><p>19</p><p>Com relação a essas duas imagens, verificamos que o conceito de sexualidade fica bem evidente, pois nota-se que elas caracterizam o que é</p><p>para as meninas como roupas, fisionomia, como a própria brincadeira, mesmo podendo ser realizada pelo sexo oposto (Figura 24). Na Figura 25,</p><p>vemos a superposição, onde os carros estão espalhados por toda a folha e não mais com a linha de base para sustentar os seus desenhos. Última fase do</p><p>desenho infantil de Piaget (1976) é a fase do Pseudo Naturalismo, que põe fim da arte como atividade espontânea e inicia-se uma investigação de sua</p><p>20</p><p>própria personalidade, tem como características o realismo, a objetividade, a profundidade, o espaço subjetivo e também o uso consciente da cor em</p><p>seus traçados. Ao contrário da fase anterior, a figura humana aparece com características sexuais exageradas, presença de articulações e proporções.</p><p>Como mostra o desenho acima, a fase Pseudo Naturalismo, tem uma riqueza em detalhes, na qual a criança está sendo bem clara o que nos quer</p><p>dizer. O seu desenho nos mostra que o menino está sentado em uma cadeira com suas pernas cruzadas e ao fundo nota-se a continuidade do chão e as</p><p>janelas com uma dimensão enriquecida. Vemos que os tons do preto se diversificam apresentando os efeitos de claridade, combinações de tons claros e</p><p>escuros sem os efeitos da luz e sombra. Esta fase acontece nas operações abstratas que é dos 10 anos de idade em diante.</p><p>Referência Bibliográfica:</p><p>BOMBONATO, Giseli Aparecida. FARAGO, Alessandra Corrêa. As etapas do desenho infantil segundo autores contemporâneos (The</p><p>children's drawing steps by the contemporary authors). Cadernos de Educação: Ensino e Sociedade, Bebedouro-SP, 3 (1): 171-195, 2016. Disponível</p><p>em: http://unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/cadernodeeducacao. Acesso: mar/2018</p><p>http://unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/cadernodeeducacao</p>