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<p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>1</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFCADO-EAS</p><p>INSTALAÇÃO DE USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>MUNICÍPIO DE ALTOS - PI</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>2</p><p>SUMÁRIO</p><p>APRESENTAÇÃO ............................................................................................ 3</p><p>1.0 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4</p><p>2.0 METODOLOGIA ......................................................................................... 7</p><p>3.0 DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO ................................................... 10</p><p>4.0 ÁREA DE INFLUÊNCIA ........................................................................... 22</p><p>5.0 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE INFLUÊNCIA .................... 25</p><p>5.1 MEIO FÍSICO ............................................................................................ 26</p><p>5.2 MEIO BIÓTICO ......................................................................................... 34</p><p>5.3 MEIO SOCIOECONÔMICO ...................................................................... 41</p><p>7.0 MEDIDAS MITIGADORAS ....................................................................... 68</p><p>8.0 CONSIDERAÇOES FINAIS ...................................................................... 74</p><p>9. EQUIPE TÉCNICA ...................................................................................... 75</p><p>10. REFERÊNCIAS ......................................................................................... 76</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>3</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>O presente trabalho trata-se de um ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-</p><p>EAS, contendo os principais aspectos, referentes às obras de Instalação da Usina</p><p>de Asfalto e canteiro de obras no município de Altos estado do Piauí.</p><p>Em conformidade com as exigências da Política Nacional do Meio Ambiente,</p><p>instituída pela Lei Federal n° 6.938 de 31/08/1981 e a Resolução CONAMA n°</p><p>237/97, esse Estudo representa um instrumento técnico legal e complementar à</p><p>documentação necessária para obtenção do Licenciamento Ambiental desse tipo de</p><p>atividade.</p><p>Além disso, ele foi elaborado a fim de atender às determinações da Política</p><p>Estadual de Meio Ambiente gerenciada pela Secretaria do Meio Ambiente e</p><p>Recursos Hídricos – SEMAR, órgão do Governo Estadual do Piauí responsável pelo</p><p>licenciamento e fiscalização das atividades efetivas e potencialmente poluidoras e</p><p>de degradação do Estado. Dessa maneira, o presente EAS destaca os aspectos</p><p>ambientais e contém, dentre outras, as informações relativas ao diagnóstico</p><p>ambiental da região de inserção do empreendimento, sua caracterização, a</p><p>identificação dos impactos ambientais e das medidas e ações de controle e de</p><p>minimização desses impactos.</p><p>Esse Estudo Ambiental foi elaborado por uma equipe multidisciplinar,</p><p>formada por profissionais legalmente habilitados que são responsáveis pela</p><p>avaliação técnica das conseqüências que a instalação da usina irá causar no meio</p><p>ambiente do ponto de vista físico, biótico e socioeconômico.</p><p>4</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>1.0 INTRODUÇÃO</p><p>A empresa CONSTRUTORA ÓTIMA LTDA apresenta o Plano de Controle</p><p>Ambiental referente às obras de Instalação da Usina de Asfalto e Canteiro de</p><p>obras, com algumas das seguintes características gerais:</p><p>• Usina Asfáltica usinado- CBUQ (concreto betuminoso usinado a</p><p>quente).</p><p>• Galpão e Contêineres (refeitório, alojamento, administração)</p><p>• Área do terreno 1,75 hectares.</p><p>• Área da instalação da usina com canteiro de obras:</p><p>aproximadamente 10.000 m2.</p><p>Na elaboração deste Estudo, considerou-se as análises e diagnósticos</p><p>resultantes de visitas à área em que a Usina será implantada, além dos estudos e</p><p>bibliografias existentes relacionadas, promovendo sua fundamentação técnica.</p><p>A execução do EAS abrangeu os seguintes itens: Análise do projeto</p><p>executivo; Diagnóstico Ambiental; Descrição e Análise dos Impactos; Proposição de</p><p>Medidas Mitigadoras e Planos de gerenciamento.</p><p>A análise do projeto executivo abrangeu a observação das etapas de</p><p>construção e as normas técnicas estabelecidas referentes ao Empreendimento.</p><p>O Diagnóstico Ambiental compreendeu a identificação, justificativa e</p><p>descritivo técnico do empreendimento que se propõe instalar; bem como a</p><p>caracterização da área de influência - direta e indireta – através da consulta de</p><p>dados disponíveis na literatura sobre o meio físico (inserção geográfica, geologia,</p><p>5</p><p>ESTUDO</p><p>de alguns grupos mais vulneráveis as especificações</p><p>ambientais. Os efeitos da sazonalidade também interferem no levantamento dos</p><p>dados.</p><p>Visando trabalhar dentro de uma metodologia comum aos demais temas,</p><p>procurou-se identificar as características responsáveis pela estrutura geral da fauna</p><p>através da compartimentação biogeográfica, com a separação dos diferentes níveis</p><p>de relevância ecológica dentro de subunidades espaciais, demarcadas</p><p>principalmente a partir do elemento paisagístico mais marcante e de maior</p><p>influência.</p><p>A compartimentação biogeográfica feita com o auxílio de imagem de satélite</p><p>selecionou-se as áreas mais representativas e através de incursões de campo em</p><p>horários específicos, procedeu-se à identificação da fauna. Estratégias de aplicação</p><p>de questionários e entrevistas com trabalhadores rurais, moradores; além de</p><p>exames de vestígios indiretos como pegadas, fezes, tocas e ninhos.</p><p>A Ornitofauna foi utilizada como principal indicador biológico da integridade</p><p>ambiental porque historicamente vem sendo utilizada em trabalhos do gênero e se</p><p>mostrado eficiente uma vez que o conhecimento taxonômico das aves é muito mais</p><p>avançado do que os demais grupos da fauna, podendo a identificação ser feita</p><p>muitas vezes pela simples observação e audição do canto. As aves ainda se</p><p>39</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>impõem pela quase onipresença na ocupação de um grande número de habitats e</p><p>pela relativa facilidade de observação.</p><p>Os répteis foram encontrados através de procura ativa no meio das folhagens,</p><p>troncos e ocos de árvores e em locais com presença de abrigos com fendas e</p><p>rochas. Para as serpentes, os dados são subestimados em razão da maioria dos</p><p>gêneros serem compostos por populações pouco abundantes e de difícil</p><p>visualização.</p><p>O trabalho foi complementado com pesquisa bibliográfica utilizando</p><p>levantamentos da fauna feitos em ambientes da caatinga no estado do Piauí,</p><p>destacando o município de Altos.</p><p>A seguir, a tabelas 2, estão relacionados ás principais espécies da fauna</p><p>visualizada na área de influência direta e indireta do empreendimento, com seus</p><p>respectivos nomes populares famílias e nomes científicos e seus principais registros</p><p>da área.</p><p>40</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>TABELA 2: FAUNA DO MUNICÍPIO DE ALTOS</p><p>NOME CIENTÍFICO</p><p>FAMÍLIA ZOOLÓGICA</p><p>NOME COMUM</p><p>Tachyphornussp Emberezidae Pipira</p><p>Eupetomenamacroura Trochilidae Beija-flor</p><p>Glaucidiumbrasilianum Estringidae Caburé</p><p>Pionusmaximiliani Psittacidae Curica</p><p>Scardafellasquamatta Columbidae Fogo - pagou</p><p>Buteomagnirostrisnatteresi Acciptridae Gavião</p><p>Anhimacornuta Anhimidae Inhuma</p><p>Iguana iguana Iguanidae Iguana</p><p>Boa constrictor Boidae Jiboia</p><p>Crotalusterrificus Crotalidae Cascavel</p><p>Dasypusnovencinctus Dasypodidae Tatu</p><p>Euphractussexcintus Dasypodidae Tatu Peba</p><p>Didelphismarsupialis Didelphidae Mucura</p><p>Paroaria dominicana Thraupidae Galo de campina</p><p>Didelphisalbiventris Didelphidae Gambá</p><p>41</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>5.3 MEIO SOCIOECONÔMICO</p><p>O Diagnóstico socioeconômico do município de Altos foi realizado com</p><p>observância à legislação nos níveis federal, estadual e municipal e a partir da</p><p>definição metodológica. Na abordagem para a construção do diagnóstico buscou-se</p><p>a realidade regional, tendo como base a participação do público envolvido com a</p><p>implantação do projeto.</p><p>DEMOGRAFIA E DINÂMICA POPULACIONAL</p><p>O Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) - Altos é 0,614, em 2010, o</p><p>que situa esse município na faixa de Desenvolvimento Humano Médio (IDHM entre</p><p>0,600 e 0,699). A dimensão que mais contribui para o IDHM do município é</p><p>Longevidade, com índice de 0,767, seguida de Renda, com índice de 0,590, e de</p><p>Educação, com índice de 0,512.</p><p>Dessa forma, constitui uma densidade demográfica de 40,54 hab/km².</p><p>Assim, podemos inferir que a densidade demográfica de Altos, é alta, pois fica</p><p>abaixo da média do Piauí que possui uma densidade demográfica de 12,5 hab/km².</p><p>Segundo IBGE (2010), cerca de 70,55% dos habitantes do município Altos,</p><p>residem na zona urbana.</p><p>Em termos de composição populacional por sexo, a população masculina</p><p>supera a feminina por uma pequena maioria, sendo 50,76% em 2010.</p><p>Resumidamente a Tabela 3 mostra a seguir dinâmica da população do</p><p>município de Altos no intervalo de 10 anos.</p><p>42</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>TABELA 3: CARACTERIZAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO RESIDENTE</p><p>EM ALTOS</p><p>Ano</p><p>População</p><p>Total</p><p>Urbana Rural Feminina Masculina</p><p>Nº % Nº % Nº % Nº %</p><p>2000 39.122 26.199 66,96 12.923</p><p>33,04 19.714 50,39 19.408 49,61</p><p>2010 38.823 27.391 70,55 11.432 29,45 19.709 50,76 19.114 49,24</p><p>Fonte: IBGE (2000-2010)</p><p>A estrutura demográfica também apresentou mudanças no município. Em</p><p>2000, o grupo de idosos representava 9,53% da população, já em 2010 detinha</p><p>11,58% do total da população municipal.</p><p>O segmento etário de 0 a 19 anos registrou crescimento negativo entre</p><p>2000 e 2010. Crianças e jovens detinham 46,19% do contingente populacional em</p><p>2000, o que correspondia a 18074 habitantes. Em 2010, a participação deste grupo</p><p>reduziu para 36,21% da população, totalizando 14036 habitantes.</p><p>GRÁFICO 1: POPULAÇÃO RESIDENTE NO MUNICÍPIO POR FAIXA ETÁRIA</p><p>ENTRE 2000 E 2010</p><p>Fonte: IBGE, 2010</p><p>43</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO</p><p>O IDH é um índice criado pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o</p><p>Desenvolvimento e calculado para diversos países desde 1990. Originalmente</p><p>proposto para medir a diferença entre países, foi adaptado para ser aplicado</p><p>também a Estados e municípios. O IDH tem como objetivo expressar a qualidade de</p><p>vida nos países e locais em que é calculado. O índice vai de 0 a 1- quanto mais</p><p>perto do 1, maior é o desenvolvimento humano, ou seja, melhor é a qualidade de</p><p>vida.</p><p>GRAFICO 2: EVOLUÇÃO DO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO</p><p>Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano – IPEA 2010</p><p>44</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>ASPECTOS ECONÔMICOS</p><p>População Economicamente Ativa e Empregos</p><p>O Cadastro Empresarial 2014, realizado pelo IBGE, apresenta a</p><p>formalização das empresas do município e com ela, a formalização dos empregos</p><p>ou postos de trabalho e respectivo volume das folhas de pagamento existentes nas</p><p>mesmas. Altos apresenta os seguintes indicadores conforme Tabela:</p><p>TABELA 6.3. 1 ESTATÍSTICA DO CADASTRO CENTRAL DE EMPRESAS</p><p>Número de unidades locais 381</p><p>Pessoal ocupado total 3004</p><p>Pessoal ocupado assalariado 2604</p><p>Salários e outras remunerações 46190</p><p>Salário Médio Mensal 1,7</p><p>Número de empresas atuantes 372</p><p>Fonte: IBGE (2014)</p><p>Renda</p><p>A renda per capita média de Altos cresceu 164,27% nas últimas duas</p><p>décadas, passando de R$ 119,00, em 1991, para R$ 165,75, em 2000, e para R$</p><p>314,48, em 2010. Isso equivale a uma taxa média anual de crescimento nesse</p><p>período de 5,25%. A taxa média anual de crescimento foi de 3,75%, entre 1991 e</p><p>2000, e 6,61%, entre 2000 e 2010. A proporção de pessoas pobres, ou seja, com</p><p>renda domiciliar per capita inferior a R$ 140,00 (a preços de agosto de 2010),</p><p>passou de 78,85%, em 1991, para 63,36%, em 2000, e para 36,67%, em 2010. A</p><p>evolução da desigualdade de renda nesses dois períodos pode ser descrita através</p><p>do Índice de Gini, que passou de 0,54, em 1991, para 0,55, em 2000, e para 0,55,</p><p>em 2010.</p><p>45</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>TABELA 4: INDICADORES DE RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE</p><p>INDICADORES 1991 2010</p><p>Renda per capita Média 119,00 314,48</p><p>Proporção de Pobres (%) 78,85 36,67</p><p>Índice de Gini 0,54 0,55</p><p>Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil</p><p>Em relação à distribuição de renda por domicílio, os dados do IBGE (2010)</p><p>indicam que 33,09% dos chefes de domicílios do município recebem mensalmente</p><p>rendimentos menores ou até um salário mínimo.</p><p>TABELA 5: MORADORES POR CLASSE DE RENDIMENTO</p><p>FAIXA DE RENDIMENTO</p><p>QUANTIDADE DE MORADORES</p><p>No ABSOLUTO %</p><p>Até ½ 1448 13,97</p><p>Mais de ½ até 1 1981 19,12</p><p>Mais de 1 até 2 3109 30,00</p><p>Mais de 2 até 5 2506 24,18</p><p>Mais de 5 até 20 739 7,13</p><p>Mais de 20 53 0,51</p><p>Sem rendimento 525 5,06</p><p>TOTAL 10360 100</p><p>Fonte: IBGE, Censo Demográfico-2010</p><p>46</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Produto Interno Bruto</p><p>Ao analisarmos as informações apresentadas no gráfico percebe-se que o</p><p>setor que possui incidência para a formação do PIB do município de Altos. Valor</p><p>adicionado bruto da Administração, saúde e educação públicas e seguridade social,</p><p>a preços correntes (118667 mil reais), a prestação de serviços (100826 mil reais) e</p><p>pelos valores adicionados pela agropecuaria (6815 mil reais).</p><p>GRÁFICO 2: VALORES ADICIONADOS TOTAIS - ALTOS</p><p>Fonte: IBGE (2014)</p><p>47</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Atividades Agropecuárias</p><p>A agricultura do município é baseada na produção temporária de arroz,</p><p>feijão, mandioca, melancia, milho, segundo dados do segundo dados segundo o</p><p>Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de 2015. Como demonstra a</p><p>Tabela 7 a seguir:</p><p>TABELA 7: PRODUÇÃO E ÁREA DA LAVOURA TEMPORÁRIA</p><p>CULTURAS</p><p>QUANTIDADE</p><p>PRODUZIDA</p><p>(t)(mil frutos)</p><p>ÁREA</p><p>COLHIDA</p><p>(HA)</p><p>RENDIMENTO</p><p>(KG/HA)</p><p>Arroz 136 617 220</p><p>Batata doce 30 6 5000</p><p>Feijão 58 325 178</p><p>Mandioca 600 100 6000</p><p>melancia 612 35 17486</p><p>Milho 348 1220 285</p><p>Fonte: IBGE, LT – 2015</p><p>A agricultura do município é baseada na produção permanente de castanha</p><p>de caju, coco da baia e manga, segundo dados do segundo dados segundo o</p><p>Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de 2015. Como demonstra a</p><p>Tabela 8 a seguir:</p><p>TABELA 8: PRODUÇÃO E ÁREA DA LAVOURA PERMANENTE</p><p>CULTURAS</p><p>QUANTIDADE</p><p>PRODUZIDA</p><p>(t)(mil frutos)</p><p>ÁREA</p><p>COLHIDA</p><p>(HA)</p><p>RENDIMENTO</p><p>(KG/HA)</p><p>Banana 90 10 9000</p><p>Castanha de caju 133 530 251</p><p>Coco da baía 171 19 9000</p><p>Laranja 300 30 10000</p><p>Fonte: IBGE, LT – 2015</p><p>48</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Na pecuária, o município se destaca na produção de suino. Mostra-se</p><p>expressiva, também, a produção de aves. A Tabela 9 abaixo demonstra os</p><p>principais rebanhos do município em 2016:</p><p>TABELA 9: EFETIVO DA PECUÁRIA – PRINCIPAIS REBANHOS, 2015</p><p>ESPÉCIE Nº DE CABEÇAS</p><p>Aves (galinhas, galos, frangos,</p><p>frangas e pintos)</p><p>138609</p><p>Bovinos 8188</p><p>Caprinos 11713</p><p>Ovinos 10324</p><p>Suínos 7641</p><p>Fonte: IBGE. Censo Agropecuário, 2016</p><p>ASPECTOS EDUCACIONAIS</p><p>O Sistema Educacional do município, em 2015 contava com 124</p><p>estabelecimentos de ensino com os seguintes níveis: Ensino Infantil (Creche e Pré-</p><p>Escola), Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Especial e Educação de</p><p>Jovens e Adultos. A Tabela a seguir representa o número de matrículas por nível de</p><p>ensino no município.</p><p>TABELA 10: DISTRIBUIÇÃO DAS MATRÍCULAS INICIAIS POR NÍVEL DE ENSINO</p><p>NÍVEL DE ENSINO N° DE PESSOAS</p><p>Ensino Infantil 1682</p><p>Creche 417</p><p>Pré-Escola 1265</p><p>Ensino Fundamental 6264</p><p>Ensino Médio 1537</p><p>Educação Especial 198</p><p>Educação de Jovens e Adultos 1307</p><p>Fonte: INEP, 2015</p><p>49</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>De acordo com dados do Censo/2010, a população residente no município</p><p>que não tem instrução ou apresenta menos de 3 anos de estudo é 6,55%,</p><p>apresenta-se na Tabela abaixo.</p><p>TABELA 11: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POR ANOS DE ESTUDO</p><p>GRUPOS DE ANOS DE</p><p>ESTUDO</p><p>NÚMERO DE PESSOAS</p><p>ABSOLUTO %</p><p>De 0 a 3 anos 2546 6,55</p><p>De 4 a 9 anos 3959 10,19</p><p>De 10 a 14 anos 3886 10,00</p><p>15 anos ou mais 32136 82,77</p><p>Fonte: IBGE, censo demográfico 2010</p><p>50</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>ASPECTOS RELACIONADOS À INFRA-ESTRUTURA (SAÚDE,</p><p>SANEAMENTO E ENERGIA ELÉTRICA)</p><p>O município possuía 14 Unidades de Saúde (rede ambulatorial) possuindo 1</p><p>Unidade hospitalar de acordo com DATASUS (2009).</p><p>A taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos, em 1.996, era de 8,3</p><p>óbitos a cada mil nascidos vivos; em 2.014, este percentual passou para 25,5 óbitos</p><p>a cada mil nascidos vivos, representando aumento de 205,9% da mortalidade.</p><p>O número total de óbitos de crianças menores de 5 anos no município, de</p><p>1.996 a 2.014, foi 246. A taxa de mortalidade de crianças menores de um ano para o</p><p>Município, estimada a partir dos dados do Censo 2.010, é de 19,0 óbitos a cada mil</p><p>crianças menores de um ano.</p><p>Das crianças até 1 ano de idade, em 2.010, 14,4 % não tinham registro de</p><p>nascimento em cartório. Este percentual cai para 2,2% entre as crianças até 10</p><p>anos.</p><p>FIGURA 4: TAXA DE MORTALIDADE DE MENORES DE 5 ANOS DE IDADE A CADA MIL</p><p>NASCIDOS VIVOS - 1995-2014</p><p>Fonte: Ministério da Saúde – DATASUS (Portal ODM)</p><p>Algumas doenças são transmitidas por insetos, chamados vetores, como as</p><p>espécies que transmitem malária, febre amarela, leishmaniose, dengue, dentre</p><p>outras doenças.</p><p>51</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>No Município, entre 2.001 e 2.012, houve 371 casos de doenças transmitidas</p><p>por mosquitos, dentre os quais 4 casos confirmados de malária, nenhum caso</p><p>confirmado de febre amarela, 269 casos confirmados de leishmaniose, 367</p><p>notificações de dengue.</p><p>A taxa de mortalidade associada às doenças transmitidas por mosquitos no</p><p>Município, em 2.014, foi de 2,5 óbitos a cada 100 mil habitantes.</p><p>FIGURA 5: NÚMERO DE CASOS DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS POR MOSQUITOS -</p><p>2001-2012</p><p>Fonte: Ministério da Saúde – DATASU (Portal</p><p>ODM)</p><p>Abastecimento, Saneamento e Energia elétrica</p><p>O abastecimento de água potável, o esgoto sanitário e a coleta de resíduos</p><p>são alguns serviços que melhoram a qualidade de vida das comunidades.</p><p>Neste município, em 1.991, 33,5% dos moradores urbanos tinham acesso à</p><p>rede de água geral com canalização em pelo menos um cômodo. Em 2.010, esse</p><p>percentual passou para 66,0%.</p><p>Em 1.991, 17,9% dos moradores urbanos tinham acesso à rede de esgoto</p><p>adequada (rede geral ou fossa séptica), passando para 8,1% em 2.010.</p><p>52</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>FIGURA 6: PERCENTUAL DE MORADORES URBANOS COM ACESSO A ÁGUA LIGADA</p><p>À REDE E ESGOTO SANITÁRIO ADEQUADO - 1991/2000/2010</p><p>Fonte: IBGE, portal ODM</p><p>Em 1.991, 3,7% dos moradores urbanos contavam com o serviço de coleta de</p><p>resíduos. Em 2.010, este percentual aumentou para 62,1%.</p><p>Em 2.010, 95,1% dos moradores urbanos tinham energia elétrica distribuída</p><p>pela companhia responsável (uso exclusivo).</p><p>FIGURA 7: PERCENTUAL DE MORADORES URBANOS COM SERVIÇO DE COLETA DE</p><p>RESÍDUOS - 1991/2000/2010</p><p>Fonte: IBGE, portal ODM</p><p>53</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>REGISTRO FOTOGRÁFICO</p><p>Fonte: Consultoria, 2024.</p><p>54</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>6.0 IDENTIFICAÇÃO, DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS</p><p>METODOLOGIA ADOTADA</p><p>O presente Relatório buscou identificar e caracterizar todos os efeitos</p><p>resultantes e alterações das propriedades físicas e biológicas no meio ambiente,</p><p>causada por qualquer forma de matéria ou energia, em função da instalação do</p><p>empreendimento que, direta ou indiretamente, afetem:</p><p>1. A saúde, a segurança e o bem-estar da população;</p><p>2. As atividades sociais e econômicas;</p><p>3. A biota;</p><p>4. As condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;</p><p>5. A qualidade dos recursos ambientais.</p><p>Para o empreendimento em análise foram identificados os prováveis impactos</p><p>dos serviços em todas as fases da obra, com exceção dos impactos provocados</p><p>pela usina, que deverá ser apresentada pelo construtor após a licitação dos</p><p>serviços. Isso porque a localização e o tipo de equipamento a ser usado só poderá</p><p>ser definido pelo próprio construtor.</p><p>Na identificação dos impactos ambientais previstos para as diversas fases de</p><p>instalação do projeto foi utilizado um método simplificado de avaliação: o Ad Hoc.</p><p>Segundo este método, realizam-se várias reuniões com a equipe de consultores</p><p>contratados, cujas especialidades são escolhidas de acordo com as características</p><p>da proposta a ser analisada, e obtém-se, em um tempo reduzido, análises e</p><p>questionamentos, baseados no conhecimento individual de cada um, sobre o</p><p>cenário estudado. Estas observações são integradas para a definição dos impactos</p><p>e das medidas mitigadoras a serem propostas. Também foi utilizado matriz com o</p><p>intuito de sistematizar a avaliação.</p><p>55</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>6.2 ANÁLISE E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS</p><p>Os impactos foram identificados e classificados conforme os seguintes</p><p>parâmetros:</p><p>1. Características Gerais</p><p>a) Caráter:</p><p>Impactos Positivos – quando a ação resulta na melhoria da qualidade</p><p>de um fator ou parâmetro ambiental.</p><p>Impactos Negativos – quando a ação resulta em um dano a qualidade</p><p>de um fator ou parâmetro ambiental.</p><p>b) Temporalidade:</p><p>Impactos Temporários – quando o feito da ação tem duração</p><p>determinada.</p><p>Impactos Permanentes – quando o impacto não pode ser revertido.</p><p>Impactos Cíclicos – quando os efeitos se manifestam em intervalos</p><p>de tempo determinados.</p><p>c) Duração:</p><p>Impactos a Curto Prazo – quando o efeito surge no instante em que</p><p>se dá a ação.</p><p>Impactos a Médio Prazo – quando o efeito surge depois de decorrido</p><p>pouco tempo após a ação.</p><p>Impactos a Longo Prazo – quando o efeito se manifesta depois de</p><p>decorrido um certo tempo após a ação.</p><p>d) Reversibilidade:</p><p>56</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Impactos Reversíveis – quando cessada a ação, o ambiente volta à</p><p>sua forma original.</p><p>Impactos Irreversíveis - quando, uma vez ocorrida a ação, o fator ou</p><p>parâmetro ambiental afetado não retorna</p><p>às suas condições originais em um prazo</p><p>previsível.</p><p>e) Escala:</p><p>Impactos Locais – quando a ação afeta apenas o próprio sítio onde se</p><p>realiza e suas imediações.</p><p>Impactos Regionais – quando um efeito se propaga por uma área</p><p>além das imediações do sítio onde se dá a ação.</p><p>f) Intensidade:</p><p>Impactos de alta, média ou baixa intensidade;</p><p>g) Magnitude:</p><p>Grandeza de um impacto em termos absolutos, podendo ser definida</p><p>como medida da mudança de valor de um fator ou parâmetro</p><p>ambiental, em termos qualitativos, provocada por uma ação. Podem</p><p>ser classificados da seguinte maneira:</p><p>Pouca Importância (1), Média Importância (2) e Significativo (3).</p><p>2. Fase da obra:</p><p>• Projeto;</p><p>• Implantação;</p><p>• Operação.</p><p>3. Meio atingido:</p><p>• Biótico (fauna e flora);</p><p>57</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>• Físico (ar, solo e água);</p><p>• Antrópico (construído, social e econômico).</p><p>6.3 IMPACTOS NO MEIO ANTRÓPICO</p><p>O meio antrópico abrange as dimensões socioeconômicas região, assim como</p><p>os reflexos sobre a infra-estrutura urbana e os impactos, a seguir descritos, referem-se</p><p>às conseqüências da instalação do empreendimento, em todas as suas fases.</p><p>FASE DE PROJETO</p><p>a) Geração de empregos</p><p>Na fase de elaboração dos estudos prévios e do projeto, bem como dos</p><p>estudos complementares, o empreendedor contrata mão-de-obra qualificada e</p><p>especializada. Estes empregos são temporários, e consequentemente o impacto se</p><p>encerra com a conclusão dos estudos.</p><p>b) Incremento na dinâmica da renda local</p><p>Com as visitas dos projetistas e técnicos, durante o período de elaboração</p><p>dos estudos e do projeto, o comércio local arrecada através de despesas com</p><p>alimentação, hospedagem e pequenos itens de consumo das equipes.</p><p>FASE DE IMPLANTAÇÃO</p><p>a) Geração de empregos</p><p>Está prevista a geração de 50 (Ciquenta) empregos de forma direta,</p><p>envolvendo mão de obra especializada, semi-especializada e não-especializada.</p><p>Este impacto é de média intensidade para o mercado do município atingido.</p><p>58</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>b) Incremento na dinâmica da renda local do município (aumento da</p><p>arrecadação tributária)</p><p>Durante a instalação da usina, haverá um estímulo ao setor de prestação de</p><p>serviços e outros afins em função da necessidade de aluguel de imóveis para sediar</p><p>o escritório da construtora, consumo de refeições e de alguns materiais e insumos</p><p>necessários para os operários e para o empreendimento que gerarão recolhimentos</p><p>por conta do ICMS e do ISS pagos nas transações financeiras realizadas nos</p><p>municípios.</p><p>c) Geração de conflitos com a comunidade</p><p>Apesar do local da usina ser afastado da zona urbana poderão ocorrer</p><p>conflitos mínimos decorrentes dos inconvenientes próprios de toda obra de produção</p><p>asfáltica: poeira, bloqueios e desvios de acessos, ruídos e a presença de</p><p>funcionários da sede da empresa, dentre outros.</p><p>d) Risco de acidentes com operários</p><p>Na fase de instalação os acidentes poderão ocorrer com o desmatamento da</p><p>área para preparo da lavra e abertura de vias de acesso. Picadas de animais</p><p>peçonhentos e de abelhas, em decorrência da invasão de seus habitats e por</p><p>instinto de autodefesa.</p><p>e) Riscos de acidentes com a comunidade</p><p>É possível a ocorrência de acidentes em função das intervenções que podem</p><p>ocorrer no tráfego em algumas áreas, e devido ao aumento no fluxo de veículos e</p><p>máquinas na AID. No entanto é uma possibilidade muito remota devido a distancia</p><p>dos aglomerados urbanos.</p><p>f) Aumento da demanda pelos serviços básicos de infra-estrutura</p><p>Na fase de implantação, a infra-estrutura urbana da AID será mais exigida:</p><p>consumo de água e energia elétrica, prestação de serviços na área de alimentação,</p><p>59</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>revenda de combustível, etc. Mas, isto é de intensidade muito baixa, tendo em vista</p><p>o volume reduzido dos serviços previstos (água, energia, luz, etc)</p><p>g) Geração de expectativas</p><p>Com a instalação da usina as expectativas positivas por melhorias de infra-</p><p>estrutura viária aumentam, por verem o projeto tomando forma e se concretizando.</p><p>FASE DE OPERAÇÃO</p><p>a) Geração de empregos</p><p>Um dos aspectos mais positivos do projeto corresponde aos seus benefícios</p><p>sócio econômicos, que incidem principalmente sobre a geração de emprego durante</p><p>as fases de operação.</p><p>b) Dinamização da renda local</p><p>Com a operação da usina está fornecerá matéria-prima que será utilizada</p><p>para a pavimentação de algumas rodovias no estado do Piauí. Com isso possibilitará</p><p>o desenvolvimento das regiões, facilitando o escoamento de mercadoria, melhoria</p><p>nos transportes.</p><p>c) Risco de acidentes com operários</p><p>Os serviços de mineração, invariavelmente, geram riscos de acidentes em</p><p>função do seu próprio caráter e das condições de realização: sob o sol, com a</p><p>necessidade do uso de ferramentas e equipamentos, com a presença de poeira, etc.</p><p>d) Riscos de acidentes com a comunidade</p><p>É possível a ocorrência de acidentes em função das intervenções que podem</p><p>ocorrer no tráfego em algumas áreas, e devido ao aumento no fluxo de veículos e</p><p>60</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>máquinas na AID. No entanto é uma possibilidade muito remota devido a distância</p><p>dos aglomerados urbanos.</p><p>e) Aumento do trânsito de veículos pesados</p><p>Com a operação da usina aumentará freqüência de veículos pesados</p><p>transportando os agregados para a usina e o asfalto para as vias que serão receber</p><p>a pavimentação.</p><p>f) Transtornos auditivos para os funcionários</p><p>Efeitos sonoros e vibrações indesejáveis produzidos pelas máquinas e</p><p>sofridos pelos operadores por horas seguidas poderão trazer transtornos nervosos e</p><p>de audição.</p><p>6.4 IMPACTOS NO MEIO FÍSICO</p><p>FASE DE PROJETO</p><p>Não foram identificados impactos nesta etapa.</p><p>FASE DE IMPLANTAÇÃO</p><p>a) Alteração da qualidade do ar</p><p>A circulação de veículos automotores e as ações de escavação provocam a</p><p>emissão de gases e de material particulado, respectivamente. É um impacto inerente</p><p>às ações da construção civil.</p><p>b) Alteração na qualidade do solo e dos recursos hídricos.</p><p>61</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Durante os serviços estão previstas intervenções na AID, com riscos de</p><p>alteração da qualidade do solo e das águas em função dos procedimentos de</p><p>construção a serem adotados.</p><p>c) Geração de Resíduos Sólidos</p><p>O funcionamento do canteiro de obras, bem como as atividades de</p><p>alimentação e higiene realizadas pelos funcionários levará à geração de resíduos</p><p>durante toda a fase de instalação (quentinhas, copos descartáveis, latinhas de</p><p>alumínio, vasilhames de óleos e lubrificantes, etc), demandando cuidados para evitar</p><p>poluição do solo e da água, através da coleta, acondicionamento e destinação</p><p>adequados.</p><p>d) Geração de ruídos e vibrações</p><p>Durante a fase de implantação, haverá movimentação de veículos,</p><p>equipamentos e pessoas nos canteiros de obras, proporcionando a emissão de</p><p>ruídos e vibrações, além da intensificação do tráfego nas vias de acesso próximas</p><p>às áreas de intervenção.</p><p>FASE DE OPERAÇÃO</p><p>a) Geração de material particulado</p><p>Durante a fase de operação do empreendimento será liberado fumaça através</p><p>da queima da produção do pré-misturado. Também poeira será gerada no translado</p><p>constante dos caminhões basculantes ao carregar o asfalto até as vias a serem</p><p>pavimentadas.</p><p>62</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>b) Contaminação do solo</p><p>Durante a operação poderá ocorrer a disposição inadequada de resíduos</p><p>sólidos provenientes do descarte de embalagens, quentinhas, plásticos etc</p><p>provenientes do canteiro de obras. Além disso, o solo pode ser contaminando com</p><p>óleos, graxas, agregados, sobra do asfalto, vazamento de combustíveis e</p><p>lubrificantes.</p><p>c) Poluição das águas superficial e subterrânea</p><p>Devido ao funcionamento das instalações, despejo de graxas e óleos das</p><p>oficinas diretamente sobre o terreno, vazamento de combustíveis, lubrificantes e</p><p>asfalto e outros efluentes poderão ser carreados para o lençol freático. Observa-se</p><p>que não há corpo d’água de superfície próximo ao local da usina.</p><p>63</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>6.5 IMPACTOS NO MEIO BIÓTICO</p><p>FASE DE PROJETO</p><p>Não foram identificados impactos nesta etapa.</p><p>FASE DE IMPLANTAÇÃO</p><p>a) Mudança de habitat / Afugentação da fauna local</p><p>O local onde a usina será instalada se encontra rodeada de vegetação, a</p><p>maior parte do tipo secundária, no entanto se identificam elementos da fauna que</p><p>serão afugentados pelo barulho dos equipamentos, assim como pelo fluxo de</p><p>funcionários do canteiro de obras.</p><p>A movimentação do canteiro e o fluxo dos veículos, com a produção de ruídos</p><p>e vibrações resultantes disso, provocará uma fuga natural da fauna em busca de</p><p>áreas mais propícias ao seu desenvolvimento.</p><p>FASE DE OPERAÇÃO</p><p>a) Alteração da flora</p><p>Devido à perturbação do ambiente natural dos animais, a macro e micro fauna</p><p>tem os seus nichos alterados, provocando queda no equilíbrio do número de</p><p>indivíduos.</p><p>b) Descaracterização da paisagem local</p><p>Com a instalação da usina, canteiro de obras, presença de caminhões</p><p>basculantes e funcionários haverá modificação da paisagem local.</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>6.6 MATRIZES DE AVALIACÃO DOS IMPACTOS</p><p>AVALIACÃO DE IMPACTOS NO MEIO ANTRÓPICO</p><p>IMPACTOS</p><p>Caráter Temporalidade Escala Intensidade Reversibilidade Magnitude Duração</p><p>+ - T P C L R A M B R I 1 2 3 CP MP LP</p><p>F</p><p>a</p><p>s</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>P</p><p>ro</p><p>je</p><p>to</p><p>1</p><p>Geração de empregos</p><p>● ● ● ● ● ● ●</p><p>2</p><p>Incremento na dinâmica da renda local</p><p>● ● ● ● ● ● ●</p><p>F</p><p>a</p><p>s</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>I</p><p>m</p><p>p</p><p>la</p><p>n</p><p>ta</p><p>ç</p><p>ã</p><p>o</p><p>3</p><p>Geração de empregos</p><p>● ● ● ● ● ● ●</p><p>4</p><p>Incremento na dinâmica da renda local</p><p>● ● ● ● ● ● ●</p><p>5</p><p>Geração de conflitos com a comunidade</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>6</p><p>Riscos de acidentes com operários</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>7</p><p>Risco de acidente com a comunidade</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>8</p><p>Aumento da demanda pelos serviços</p><p>básicos de infra-estrutura ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>9</p><p>Geração de expectativas</p><p>● ● ● ● ● ● ●</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>F</p><p>a</p><p>s</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>O</p><p>p</p><p>e</p><p>ra</p><p>ç</p><p>ã</p><p>o</p><p>11</p><p>Geração de empregos</p><p>● ● ● ● ● ● ●</p><p>12</p><p>Dinamização da renda local</p><p>● ● ● ● ● ● ●</p><p>13</p><p>Desvalorização Imobiliária</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>14</p><p>Riscos de acidentes com operários</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>15</p><p>Risco de acidentes com a comunidade</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>16</p><p>Aumento do trânsito de veículos pesados</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>17</p><p>Transtornos auditivos para os</p><p>funcionários ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>18</p><p>Odores desagradáveis</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>● Impacto Positivo</p><p>▲ Impacto Negativo</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>AVALIACÃO DE IMPACTOS NO MEIO FÍSICO</p><p>IMPACTOS</p><p>Caráter Temporalidade Escala Intensidade Reversibilidade Magnitude Duração</p><p>+ - T P C L R A M B R I 1 2 3 CP MP LP</p><p>F</p><p>a</p><p>s</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>I</p><p>m</p><p>p</p><p>la</p><p>n</p><p>ta</p><p>ç</p><p>ã</p><p>o</p><p>1 Alteração da qualidade do ar</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>2</p><p>Alteração da qualidade do solo e dos</p><p>recursos hídricos ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>▲</p><p>▲</p><p>3 Geração de resíduos sólidos</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>▲</p><p>▲</p><p>4 Geração de ruídos e vibrações</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>F</p><p>a</p><p>s</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>O</p><p>p</p><p>e</p><p>ra</p><p>ç</p><p>ã</p><p>o</p><p>5 Geração de material particulado</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>6 Contaminação do solo</p><p>▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>7</p><p>Poluição das águas superficiais e</p><p>subterrâneas ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>● Impacto Positivo ▲ Impacto Negativo</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>AVALIACÃO DE IMPACTOS NO MEIO BIÓTICO</p><p>IMPACTOS</p><p>Caráter Temporalidade Escala Intensidade Reversibilidade Magnitude Duração</p><p>+ - T P C L R A M B R I 1 2 3 CP MP LP</p><p>2 Mudança de habitat/afugentação da fauna local ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>F</p><p>a</p><p>se</p><p>d</p><p>e</p><p>O</p><p>p</p><p>er</p><p>a</p><p>çã</p><p>o</p><p>3 Alteração da flora ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>4 Descaracterização da paisagem local ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲ ▲</p><p>● Impacto Positivo</p><p>▲ Impacto Negativo</p><p>68</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>7.0 MEDIDAS MITIGADORAS</p><p>O objetivo destas medidas, sob o aspecto construtivo, é o de adequar as</p><p>obras de implantação do empreendimento às exigências ambientais vigentes, de</p><p>modo que todas elas sejam obrigatoriamente respeitadas pelo órgão empreendedor</p><p>e pela construtora responsável pela Implantação da Usina de Asfalto e canteiro de</p><p>obras.</p><p>Foram coletadas informações de outros projetos básicos do mesmo tipo e</p><p>porte, bem como da literatura técnica especializada. Quando muitos impactos</p><p>referem-se a um fator específico e se concentram em determinada fase da obra são</p><p>construídos planos de controle reunindo as medidas de mitigação indicadas, como é</p><p>o caso dos impactos do canteiro de obras.</p><p>IMPACTOS X MEDIDAS MITIGADORAS</p><p>FASE DA OBRA: IMPLANTAÇÃO</p><p>Impactos Medidas</p><p>MEIO ANTRÓPICO</p><p>1. Geração de conflitos com a</p><p>comunidade</p><p>1. Adoção dos seguintes procedimentos</p><p>técnicos durante as obras:</p><p>• Isolar as áreas de serviço com fitas</p><p>sinalizadoras, colocar placas de sinalização para</p><p>orientação à população e deixar acessos livres</p><p>para as residências, equipamentos públicos e</p><p>pontos comerciais;</p><p>• Instalação de sinalização orientadora para os</p><p>motoristas alertando sobre a realização das</p><p>obras;</p><p>• Colocação de sinalização orientadora para os</p><p>motoristas criando fluxo de trafego em duplo</p><p>sentido nas vias quando for necessário</p><p>interromper pistas próximo aos locais de serviço;</p><p>• Veiculação de campanha de esclarecimento</p><p>sobre as obras na mídia falada e impressa</p><p>69</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>2. Riscos de acidentes com</p><p>operários</p><p>3. Riscos de acidentes com a</p><p>comunidade</p><p>orientando a comunidade sobre os problemas</p><p>que a intervenção pode trazer e para alertar</p><p>comerciantes locais sobre a necessidade de se</p><p>precaver da falta de insumos e serviços para</p><p>atender aos funcionários do canteiro.</p><p>Agente Responsável:</p><p>Construtora (parcerias com a Prefeitura e com a</p><p>rádio local)</p><p>2 e 3. Implantação de Medidas Básicas de</p><p>Segurança do Trabalho incluindo as seguintes</p><p>recomendações:</p><p>• Colocar de sinalização adequada dos locais em</p><p>obra, e orientação à população através de</p><p>comunicação visual (cones, cavaletes, itens de</p><p>demarcação zebrada e iluminadores – à noite);</p><p>• Realizar campanha de conscientização prévia</p><p>com a população sobre os riscos de acidentes</p><p>devido ao aumento do fluxo de carros e trânsito</p><p>de equipamentos pesados.</p><p>• Criar rotina rigorosa de avaliação médica das</p><p>condições de saúde dos operários;</p><p>• Manutenção de programa adequado e constante</p><p>de segurança e medicina do trabalho no canteiro</p><p>de obras, criando rotina de trabalho respeitando</p><p>a Legislação Trabalhista.</p><p>• Escolher local de implantação dos canteiros em</p><p>áreas afastadas de residências;</p><p>▪ Planejar canteiros de obras com mínimas</p><p>condições de abrigo e saneamento básico;</p><p>▪ Realizar manutenção periódica dos</p><p>equipamentos e máquinas utilizados no canteiro</p><p>de obras;</p><p>▪ Manter os operários com equipamentos de</p><p>proteção individual que não proporcionem a</p><p>aspiração de poeiras fugitivas, como máscaras;</p><p>manterem as cabines dos veículos fechadas</p><p>nas ações de carga e descarga; cobrirem a</p><p>carga com lona; afastar os trabalhadores dos</p><p>locais nas horas das descargas; dentre outras.;</p><p>▪ Estabelecer horário para realização de serviços</p><p>70</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>MEIO FÍSICO</p><p>4. Alteração da qualidade do ar</p><p>5. Alteração na qualidade do</p><p>solo e</p><p>6. Alteração da qualidade dos</p><p>recursos hídricos</p><p>7. Geração de Resíduos Sólidos</p><p>8. Geração de Ruídos e</p><p>Vibrações</p><p>no período compreendido entre 7:00 e 18:00</p><p>horas, evitando ao máximo a execução de</p><p>serviços no horário noturno.</p><p>▪ Ofertar maior número de vagas possíveis de</p><p>emprego privilegiando os moradores da AID;</p><p>▪ Realizar aspersão de água durante as</p><p>operações de descarga de agregados finos, de</p><p>modo a reduzir ao mínimo as taxas de poeira</p><p>fugitiva;</p><p>▪ Orientar os motoristas dos caminhões que</p><p>transportam agregados finos a utilizar lonas de</p><p>maneira a reduzir a emissão de poeira e o</p><p>derrame de materiais durante o percurso.</p><p>Agente Responsável:</p><p>Construtora</p><p>4. Providências nas fontes de emissão:</p><p>- Uso de carro pipa para aspersão de água nos</p><p>trechos de implantação de modo a reduzir ao mínimo</p><p>as taxas de poeira fugitiva, reduzindo o risco de</p><p>doenças respiratórias na comunidade impactada e nos</p><p>operários;</p><p>- Utilização de lonas pelos caminhões que</p><p>transportam os materiais provenientes das jazidas,</p><p>pedreira, areal e empréstimo, caso necessário, de</p><p>maneira a reduzir a emissão de poeira e o derrame de</p><p>materiais durante o percurso;</p><p>- Manutenção periódica dos equipamentos e</p><p>máquinas utilizados no canteiro de obras, de maneira</p><p>a coibir a ocorrência de “fumaça negra”</p><p>- Umedecimento das vias de acesso durante os</p><p>períodos mais críticos;</p><p>Responsável: Executor</p><p>5. Realizar medidas que:</p><p>- Controlem os processos erosivos nas áreas de</p><p>empréstimo;</p><p>-Durante a manutenção periódica dos equipamentos</p><p>e máquinas utilizados no canteiro de obras, deve-se</p><p>evitar o derramamento de óleos e graxas no solo;</p><p>71</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>-Evitar queimadas de resíduos de exploração no</p><p>local, bem como a utilização de produtos químicos</p><p>tóxicos que possam contaminar o solo;</p><p>-Manter os resíduos naturais no local de exploração</p><p>para aumentar o estoque de nutrientes;</p><p>-Recuperação ambiental das áreas exploradas para</p><p>caixas de empréstimos, etc.</p><p>Responsável: Executor</p><p>6.</p><p>- Manutenção periódica dos equipamentos e máquinas</p><p>utilizados no canteiro de obras no sentido de reduzir os</p><p>vazamentos e desperdícios de óleo e graxas;</p><p>- Realizar medidas de controle de vazamentos no</p><p>transporte de materiais betuminosos;</p><p>- As operações de troca de óleo e graxas deverão</p><p>ser realizadas com habilidade e de forma correta,</p><p>nos canteiros de obras e/ou oficinas recolhendo-se</p><p>as substâncias descartadas em tambores</p><p>apropriados, evitando-se assim o derramamento</p><p>destas no solo, atendendo à legislação específica,</p><p>evitando dessa forma o escoamento destes</p><p>materiais para os recursos d’água.</p><p>Responsável: Executor</p><p>7. Implantação do PGRSCC</p><p>Utilização de campanha educativa entre os</p><p>operários, abordando a importância de se</p><p>acondicionar corretamente em vasilhames,</p><p>embalagens de material de construção e sobras de</p><p>produtos, inclusive de uso pessoal, em sacos</p><p>plásticos, para que sejam destinados ao depósito</p><p>de lixo do município, sendo que aqueles passíveis</p><p>de reutilização e/ou reciclagem serão armazenados</p><p>e negociados diretamente com empresas</p><p>especializadas;</p><p>- Aproveitamento do material orgânico (restos de</p><p>vegetação) em áreas sujeitas a processos erosivos</p><p>e áreas degradadas na AID.</p><p>72</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>MEIO BIÓTICO</p><p>9. Mudança de</p><p>habitat/Afugentação da fauna</p><p>local</p><p>Responsável: Executor</p><p>8. Disponibilizar aos funcionários</p><p>- Uso de EPIs (Equipamentos de Proteção</p><p>Individual) por parte dos operários.</p><p>Responsável: Executor</p><p>9. Conscientização dos funcionários</p><p>- Orientar o pessoal envolvido a não interferir na</p><p>fuga dos animais presentes na AID;</p><p>- Realizar palestras em prol da conscientização</p><p>ecológica junto aos funcionários do</p><p>empreendimento, no sentido de proteger a fauna</p><p>local;</p><p>- Orientar os funcionários e visitantes no sentido de não</p><p>coletar filhotes e ovos nos ninhos.</p><p>FASE DA OBRA: OPERAÇÃO</p><p>MEIO ANTRÓPICO</p><p>1. Riscos de acidentes com</p><p>operários e com a comunidade</p><p>2. Aumento de trânsito dos</p><p>veículos pesados</p><p>3. Transtornos auditivos para os</p><p>funcionários</p><p>4. Odores desagradáveis</p><p>1.</p><p>Idem ao item 2 e 3 da fase de implantação</p><p>2.</p><p>- Planejar e executar rotas de veículos pesados de</p><p>forma a evitar ou minimizar sua passagem pelas</p><p>comunidades locais e se necessário, restringir ao</p><p>máximo seu tráfego em horários mais sensíveis aos</p><p>ruídos.</p><p>3.</p><p>- Regulagem periódica das máquinas e dos motores</p><p>dos veículos que circundam o local;</p><p>- Uso de protetores auriculares se for o caso;</p><p>- Exames médicos de audição periódicos com os</p><p>funcionários</p><p>4.</p><p>- Treinar a equipe para evitar derramamentos de</p><p>óleos</p><p>- Usar EPI`s</p><p>73</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>MEIO FÍSICO</p><p>5. Geração de material</p><p>particulado</p><p>6. Contaminação do solo</p><p>7. Poluição das águas</p><p>superficial e subterrânea</p><p>MEIO BIÓTICO</p><p>8. Alteração da flora e da fauna</p><p>local</p><p>9. Descaracterização da</p><p>paisagem local</p><p>5.</p><p>- Implantar campanha de educação ambiental,</p><p>focando a redução de gases provenientes da</p><p>queima incompleta dos combustíveis e emissão de</p><p>material particulado através de manutenções</p><p>periódicas dos veículos e silos;</p><p>- Desenvolver planejamento estratégico de uso e</p><p>ordenamento do solo no sentido de se promover a</p><p>ocupação humana a distâncias mínimas da usina,</p><p>evitando a exposição prejudicial aos particulados e</p><p>gases tóxicos.</p><p>- Proteger o material a ser transportado com lonas</p><p>ou outro tipo de proteção que evitem a queda</p><p>destes pela via</p><p>Responsável: Empreendedor</p><p>6.</p><p>- Para o gerenciamento do resíduo comum devera</p><p>ser implantado um programa de gestão de resíduos</p><p>na área, prevendo a colocação e manutenção de</p><p>recipientes coletores, de coleta regular e destinação</p><p>adequada.</p><p>- Realização de palestras de Educação Ambiental</p><p>para os funcionários que trabalharão na usina.</p><p>7.</p><p>- Adequar a usina com filtros de óleo e graxa</p><p>8.9</p><p>- Aplicação da legislação ambiental para coibir</p><p>crimes contra o meio ambiente, através de</p><p>fiscalização mais eficiente;</p><p>- Campanha de educação ambiental visual.</p><p>Fiscalização por parte do poder público, coibindo a</p><p>presença de animais nas rodovias, advertindo seus</p><p>donos e se necessário multando;</p><p>- Manter em boas condições: sinalização,</p><p>acostamentos, defensas e terceiras faixas</p><p>74</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>8.0 CONSIDERAÇOES FINAIS</p><p>O presente estudo ambiental simplificado-EAS identificou os principais</p><p>impactos decorrentes da implantação da Usina de Asfalto e canteiro de obroas em</p><p>Altos.</p><p>É importante destacar que a intervenção proposta é necessária, pois no</p><p>município algumas vias estão em condições precárias necessitando de restauração</p><p>e a usina fornecerá o asfalto para pavimentá-las.</p><p>O estudo se concentrou na identificação dos impactos relacionados aos</p><p>serviços de construção e operação que precisam ser realizados e na mitigação</p><p>destes, assim como nos possíveis riscos de contaminação dos recursos naturais</p><p>durante as diversas fases da obra.</p><p>Em suma, podemos concluir que o estabelecimento proposto embora seja um</p><p>potencial gerador de impactos negativos, estes podem ser possivelmente mitigados</p><p>e amenizados. Com o funcionamento do empreendimento haverá maior circulação</p><p>de matéria-prima fundamental à atividade de pavimentação, estimulando a</p><p>circulação de riquezas paralelas e outras mercadorias. Haverá um fortalecimento da</p><p>economia regional, atraindo novas divisas para as áreas abrangidas e para a</p><p>população como um todo. Empregos serão gerados, embora alguns temporários,</p><p>aumentando a arrecadação geral e estimulando o comércio.</p><p>75</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>9. EQUIPE TÉCNICA</p><p>NOME / PROFISSÃO/</p><p>CONS. DE CLASSE</p><p>ASSINATURA DO PROFISSIONAL</p><p>Edson Filho da Silva Santos</p><p>Engenheiro Sanitarista e Ambiental</p><p>CREA nº 1.611.129.460</p><p>Luana Maria Coelho Facundes</p><p>Engenheira Civil</p><p>Crea- 1917749937</p><p>76</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>10. REFERÊNCIAS</p><p>AB’SABER, A.N. O domínio dos cerrados: Introdução ao conhecimento. Fundação</p><p>Centro de formação do servidor público, v. 3, n.4, 1983.</p><p>ADÁMOLI, J. O pantanal e suas relações fitogeográficas com os cerrados: discussão</p><p>sobre o conceito de “Complexo do pantanal”. In: CONGRESSO NACIONAL DE</p><p>BOTÂNICA, 32; 1981, TERESINA, PI. ANAIS, Teresina: Sociedade Botânica do Brasil,</p><p>1982.</p><p>ADÁMOLI, J.; MACEDO, J.; AZEVEDO, L.G.; MADEIRA NETTO, J. Caracterização da</p><p>região dos cerrados. In: GOEDERT, W.J., Ed. Solos dos cerrados</p><p>ALLEM, A.C.; VALLS, J.F.M. Recursos forrageiros nativos do Pantanal Matogrossense.</p><p>Brasília, EMBRAPA- CENARGEN, 1987</p><p>ALMEIDA, S. P.; PROENÇA, C. E. B.; SANO, S. M.; RIBEIRO, J. F. Cerrado: espécies</p><p>vegetais úteis. Planaltina: EMBRAPA-CPAC, 1998.</p><p>ANDRADE, G. O. de. Alguns aspectos do quadro natural do nordeste Recife. SUDENE.</p><p>Coordenação de Planejamento regional-Divisão de Política Espacial. 75p. 1977.</p><p>ANDRADE-LIMA. Contribuição à dinâmica da flora do Brasil. Arquivos do ICT, Recife,</p><p>1964.</p><p>ANDRADE-LIMA. Vegetação. In: IBGE. Atlas Nacional do Brasil. Rio de Janeiro: Conselho</p><p>Nacional de Geografia, 512 p, 1966.</p><p>ANUÁRIO DO PIAUÍ. Ano 1,n.1,Teresina: Gráfica e Editora Júnior Ltda, 2006.</p><p>ARENS, K. O cerrado como vegetação oligotrófica. Boletim da Faculdade de Filosofia,</p><p>Ciências e Letras, USP, 224p, Botânica. V.15, 1958.</p><p>ARRUDA, M. B. (org.) Ecossistemas Brasileiros. Brasília: IBAMA, 2001.</p><p>BANCO DO NORDESTE. Manual de impactos ambientais: orientações básicas sobre</p><p>aspectos ambientais de atividades produtivas. Fortaleza, 1999.</p><p>77</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>BEARD, J.S. The savanna vegetation of northern tropical america. Ecological</p><p>monographs, v.23, 1953.</p><p>BRAGA, Renato. Plantas do Nordeste, Especialmente do Ceará. Fortaleza: Imprensa</p><p>Oficial, 1953.</p><p>BIGARELLA, J. J.; ANDRADE-LIMA, D. de . RIEHS, P. J. Considerações a respeito das</p><p>Mudanças Paloambientais na distribuição de algumas espécies vegetais e animais no</p><p>Brasil. Anais da Academia Brasileira de Ciência. Rio de Janeiro. Vol 47, 1975.</p><p>BITAR, O. Y. Avaliação da recuperação de áreas degradadas por mineração na região</p><p>metropolitana de São Paulo. Tese de Doutorado. USP, São Paulo, 1997.</p><p>BRASIL, Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República. Resoluções</p><p>CONAMA, 1984-1990. Brasília: SEMA, 1991.</p><p>BRASIL, Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República. Resoluções</p><p>CONAMA, 1984-1991. Brasília: SEMA, 1992.</p><p>CABRERA, A.L., WILLINK, A. Biogeografia de América Latina. Washinginton:</p><p>PRCD/DAC/OEA, 1973. 120P.</p><p>CASTRO, A.A.J.F; MARTINS, F.R.; TAMASHIRO, J.Y.; SHEPERD, G.J. A riqueza florística</p><p>dos cerrados brasileiros: considerações sobre o conhecimento de sua flora arbustivo-</p><p>arbórea magnoliofítica. In: REUNIÃO NORDESTINA DE BOTÂNICA, 16, 1992, Crato, CE.</p><p>Resumos. Crato: Universidade Federal do Cariri, 1992.</p><p>CASTRO A.A.J.F. Comparação Florística-Geográfica (Brasil) e Fitossociologia (Piauí-</p><p>São Paulo) de amostra de Cerrado. Tese de Doutorado. Campinas: UNICAMP. 1994.520p</p><p>CASTRO, A.A.J.F. Vegetação e flora da Estação ecológica de Demerval Lobão – Una</p><p>(Resultados preliminares). In: CONGRESSO NACIONAL DE BOTÂNICA, 34. Porto Alegre,</p><p>1983, Anais. V. 2 (Comunicações). Porto Alegre: SBB/EMBRAPA, 1984</p><p>CASTRO, A.A.J.F.; MARTINS, F.R.; SHEPERD, G.J. Comparação florístico-geográfica</p><p>(Brasil) de amostras de Cerrado. In: Congresso Nacional de Botânica, 46. Ribeirão</p><p>Preto: USP/Sociedade Botânica do Brasil. 1995.</p><p>78</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>CEPRO. Carta CEPRO. Teresina, vol 20 nº1 Jan/Abril/2001.</p><p>CEPRO. Cerrados Piauienses; Estudo preliminar de suas Potencialidades, Teresina:</p><p>CEPRO, 1992.</p><p>CEPRO Macrozoneamento Costeiro do Estado do Piauí: Relatório Geoambiental e</p><p>Sócio-Econômico, Teresina: CEPRO, 1996.</p><p>COUTINHO, L.M. O conceito de cerrado. Revista Brasileira de Botânica São Paulo-SP,</p><p>1978.</p><p>COUTINHO, L.M. As queimadas e seu papel ecológico. Brasil Florestal, v.10, n.44, 1980.</p><p>COUTINHO, L.M. Ecological effects of fire in Brazilian cerrado. In: HUNTLEY, B.J.,</p><p>WALKER, B.H. (eds). Ecology of tropical savannas. Berlin: Springer-Verlag, 1982. P. 273-91.</p><p>(Ecological Studies, v.42).</p><p>COUTINHO, L.M. O cerrado e a ecologia do fogo. Ciência Hoje. V. especial Eco-Brasil,</p><p>1992.</p><p>CPRM. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea - Estado</p><p>do Piauí, Município de Demerval Lobão. Org. AGUIAR, Robério Bôto de; GOMES, José</p><p>Roberto de Carvalho. MME. Brasíla, 2004.</p><p>CPRM. Estratigrafia. Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil. Disponível</p><p>em: http://ftp.cprm.gov.br/pub/pdf/sluisnese/sluisnese_estratigrafia.pdf. Acessado em</p><p>05/02/2024.</p><p>DER-PI. Mapa rodoviário do Piauí. 1998.</p><p>DER-PI. Estudo de impacto ambiental da rodovia transcerrado. Teresina, 2003.</p><p>DIAS, L. E.; MELLO, J. W. V. Recuperação de áreas degradadas. UFV, Viçosa, 1998.</p><p>DNIT, Manual de Pavimentação, 2006.</p><p>ECORREGIÓES. Proposta para o Bioma Caatinga/Editado por Agnes L. Velloso, Everaldo</p><p>V.S.B.Sampaio, Frans G. C. Pareyn___Recife: Associação Plantas do Nordeste; Instituto de</p><p>Conservação Ambiental The Nature Conservancy do Brasil, 2002.76 folhas;il.,Fig.Mapas.</p><p>http://ftp.cprm.gov.br/pub/pdf/sluisnese/sluisnese_estratigrafia.pdf</p><p>79</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>EITEN, G. Vegetação do cerrado. In: INTO, M.N. CORD. CERRADO: Caracterização,</p><p>AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>solos, relevo, clima, hidrografia), biológico (vegetação e fauna), e antrópico (uso e</p><p>ocupação do solo, demografia e aspectos socioeconômicos) da região.</p><p>O Estudo dos Impactos envolveu a identificação, descrição e análise dos</p><p>impactos ambientais positivos e negativos decorrentes da instalação e operação do</p><p>empreendimento.</p><p>Uma vez conhecidos e caracterizados os impactos, foram propostas medidas</p><p>ambientais mitigadoras e o monitoramento a serem adotados nas fases de</p><p>implantação, operação e manutenção do empreendimento.</p><p>O documento apresenta, basicamente, o seguinte conteúdo:</p><p>• Dados de Identificação do Empreendedor;</p><p>• Descrição do Projeto Básico de Engenharia, onde são relatadas as</p><p>especificações técnicas gerais para a execução dos serviços;</p><p>• Aspectos Institucionais abordando o conjunto de Leis e Resoluções que</p><p>orientam sobre a preservação do meio ambiente;</p><p>• Diagnóstico Ambiental das Áreas de Influência do Empreendimento, contendo</p><p>estudos relativos às dimensões física, biótica e socioeconômica;</p><p>• Identificação dos Impactos Ambientais previstos com a análise das</p><p>alterações, no ecossistema local e periférico, que o Empreendimento poderá</p><p>alterar;</p><p>• Apresentação de ações estratégicas para reduzir ou neutralizar os Impactos</p><p>adversos e enfatizar os positivos causados pelo Empreendimento e,</p><p>• Apresentação de medidas complementares e programas de monitoramento.</p><p>O Estudo contém, ainda, uma análise global da viabilidade ambiental do</p><p>Empreendimento, com base nas observações da Equipe Técnica elaboradora do</p><p>estudo.</p><p>6</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Portanto, o presente documento é apresentado à Secretaria Estadual do Meio</p><p>Ambiente e Recursos Hídricos - SEMAR/PI, visando o licenciamento ambiental para</p><p>a Instalação e Execução da Usina de Asfalto e Canteiro de Obras da</p><p>Empreiteira Construtora Ótima LTDA no Município de Altos.</p><p>7</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>2.0 METODOLOGIA</p><p>O trabalho foi dividido em duas etapas, sendo que a primeira se constituiu de</p><p>viagens exploratórias à região, complementadas por entrevistas com técnicos e</p><p>pessoas conhecedoras da mesma, com o objetivo de levantar os dados técnicos da</p><p>área em estudo. Nessa etapa, também, foram feitos registros fotográficos na área de</p><p>intervenção com o objetivo de identificar a biota, bem como as comunidades</p><p>instaladas na Área de Influência.</p><p>Na segunda etapa, deram-se a reunião das informações coletadas e</p><p>formação de um banco de dados para elaboração das figuras, cartas, gráficos,</p><p>tabelas e quadros que auxiliaram na produção dos textos e que serão úteis na</p><p>interpretação dos usuários desse Estudo Ambiental.</p><p>Sinteticamente, a elaboração do EAS acompanhado dos Planos Ambientais</p><p>para o licenciamento ambiental da Instalação da Usina de Asfalto e Canteiro de</p><p>Obras em Altos, envolveu as seguintes etapas:</p><p>2.1 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO</p><p>Inicialmente, foram levantadas todas as informações referentes às</p><p>especificações do Empreendimento, como: dados do Empreendedor, localização</p><p>geográfica e dimensões físicas do Empreendimento, requisitos gerais para a</p><p>execução da obra, a partir de pesquisa bibliográfica e documental.</p><p>2.2 DEFINIÇÃO DAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA</p><p>Durante reuniões realizadas com a Equipe Técnica e tendo-se por base o</p><p>projeto de construção do Empreendimento e o conhecimento da área envolvida,</p><p>foram definidos os limites da Área de Influência Direta (AID) e da Área de Influência</p><p>Indireta (AII).</p><p>8</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>2.3 COLETA DE DADOS</p><p>Nesta etapa, foram consideradas todas as informações coletadas sobre a</p><p>Área de Influência do Empreendimento, constantes em bibliografia específica e em</p><p>documentos de projetos já realizados na área.</p><p>Para a Coleta de Dados, também, foram realizadas visitas de campo, que</p><p>tiveram como objetivo a obtenção de dados primários e a atualização das</p><p>informações existentes. Além disso, o reconhecimento de campo permitiu levantar e</p><p>caracterizar os principais problemas ambientais da área.</p><p>A Equipe Multidisciplinar responsável pelo Estudo Ambiental, ainda, durante a</p><p>pesquisa de campo, efetuou entrevistas com a população, que direta ou</p><p>indiretamente será afetada pelo Empreendimento. Além disso, foi feito o registro</p><p>fotográfico que integrará os Estudos e servirá como ilustração das informações</p><p>colhidas.</p><p>2.4 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL</p><p>Na realização do Diagnóstico Ambiental foram feito o uso de todas as</p><p>informações coletadas e analisadas para a descrição da situação atual da região na</p><p>qual o Empreendimento se insere nas dimensões Física, Biótica e Antrópica.</p><p>2.5 ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS</p><p>Para a avaliação dos impactos ambientais, levou-se em consideração que a</p><p>instalação da usina ocorre através de intervenções de engenharia que interagem</p><p>com o meio ambiente, podendo acarretar alterações no mesmo e, desta forma,</p><p>estabelecer uma nova organização dos meios Físico, Biótico e Antrópico.</p><p>Os métodos utilizados foram:</p><p>ocupação e perspectivas. 2º Ed. Brasília: UNB / SEMATEC, 1994.</p><p>EMBRAPA Cerrado ambiente e flora. Planaltina, DF: Embrapa/CPAC, 1998.</p><p>EMBRAPA Coleção Brasil visto do espaço: Piauí, 2002 (Cd rom).</p><p>EMBRAPA. Recuperação e manejo de áreas degradadas. EMBRAPA-CNPMA,</p><p>Workshop, Jaguariúna, 1998.</p><p>EMÍLIO GOELDI, Composição da avifauna nas áreas de proteção ambiental serra da</p><p>Tabatinga. Boletim, 2001.</p><p>EMPERAIRE, Végétation de. I’État du Piauí (Brésil) C. R. Soc. Biogéogr. Paris. Vol. 60,</p><p>1985.</p><p>FELFILI, J.M.; SILVA JÚNIOR, M.C. Floristic composition, phytosociology and</p><p>comparison of cerrado and gallery forest at fazenda Água Limpa, Federal District,</p><p>Brazil. In: FURLEY, P.A.; PROCTOR, U.; RATTER, J.A. eds. Nature and dynamics of forest-</p><p>savanna boundaries London: Chapman & Hall, 1992.</p><p>FELFILI, J.M.; FILGUEIRAS, T.S.; HARIDASSAN, M.; SILVA Jr., M.C.; MENDONÇA, R.C.;</p><p>REZENDE, A.V. Projeto biogeografia do bioma Cerrado: vegetação e solos. Cadernos</p><p>de Geociências. V.12, n.4, 1994.</p><p>FERNANDES, A. 1996. Fitogeografia do semi-árido. Pp. 215-219. In: 4 a Reunião</p><p>Especial da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Anais... Sociedade Brasileira</p><p>para o Progresso da Ciência, Feira de Santana.</p><p>FERNANDES, Afrânio & BEZERRA, Prisco. Estudo Fitogeográfico do Brasil. Stylus</p><p>comunicação. Fortaleza, 1990.</p><p>FERNANDES, A., 1990, Temas fitogeográficos. Stylos Comunicações, Fortaleza.</p><p>FERNANDES & BEZERRA, O estudo fitogeográfico do Brasil. Ed. Stylus Comunicações,</p><p>20 Pp 1990.</p><p>80</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>FERRI, Mário Guimarães. Vegetação Brasileira. Ed. Itatiaia / USP, 1ª edição. São Paulo,</p><p>1980.</p><p>FERRI, Mário Guimarães. Vegetação Brasileira. Ed. Itatiaia / USP, 1ª edição. São Paulo,</p><p>1980.</p><p>FORNASARI F.; LEITE, C. A. G.; PRANDINI, F. L. AZEVEDO, R. M. B. Avaliação preliminar</p><p>dos problemas causados pela mineração no meio ambiente do estado de São Paulo. In:</p><p>Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia 4. ABGE: Belo Horizonte, 1984.</p><p>FORNASARI F.; N. BITAR, O. Y.; LEITE, C. A. G. Estudo de impacto ambiental: algumas</p><p>reflexões sobre metodologias para o caso da mineração. In: Congresso Brasileiro de</p><p>Geologia de Engenharia. 5, ABGE, São Paulo, 1987.</p><p>FUNDAÇÃO CEPRO. Piauí: Visão Global. 2ed. rev. Teresina, 2003. 128p.</p><p>IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) 2001.</p><p>Ecossistemas Brasileiros. Ibama, Brasília.</p><p>IBAMA/DIRPED/DEDIC/DITEC. Avaliação de Impacto Ambiental: Agentes Sociais,</p><p>Procedimentos e Ferramentas. Brasília, 1995;</p><p>IBAMA. Manual de recuperação de áreas degradadas pela mineração: técnicas de</p><p>revegetação. Brasília, 1990.</p><p>IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística). Cd Room, cartas DSG, 2000.</p><p>IBGE. Manual técnico da Vegetação Brasileira. IBGE. Rio de Janeiro, 1992.</p><p>IPT. Alterações no meio físico decorrente de obras de engenharia. São Paulo: IPT,</p><p>1992</p><p>LORENZI, H. Árvores brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas</p><p>nativas do Brasil. Plantarum, v 1 e 2, São Paulo, 1988.</p><p>LORENZI, H. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Plantarum, São Paulo,</p><p>2002.</p><p>MAPA RODOVIÁRIO BRASIL., Guia quatro Rodas, ed. Abril, 2005.</p><p>MARTINS, S. V. Recuperação de matas ciliares. Viçosa, 2001.</p><p>MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, Secretaria de Recursos Hídricos. Caderno da Região</p><p>Hidrográfica do Parnaíba. Brasília: MMA, 2006.</p><p>81</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Oliveira-Filho, A.T. & Ratter, J.A., 2002. Vegetation Physiognomies and Woody Flora of</p><p>the Cerrado Biome. In Oliveira, P.S. & Marquis, R.J. The Cerrados of Brazil: ecology and</p><p>natural history of a neotropical savanna. New York. Columbia University Press</p><p>OLIVEIRA, M. E. A.; Sampaio, E. V. S. B.; Castro, A. A. J. F. & Rodal, M. J. N. 1997. Flora e</p><p>Fitossociologia de uma área de transição caatinga de areia-carrasco em Padre</p><p>Marcos-PI. Naturalia 22: 131-150.</p><p>PIAUÍ. Secretaria de Planejamento. Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais</p><p>do Piauí – CEPRO. Unidades Morfoclimáticas do Estado do Piauí. Teresina, 1998.</p><p>PROJETO CARVÃO DA BACIA DO PARNAÍBA. Convênio DNPM/CPRM. Relatório Final da</p><p>Etapa I. vol.1. Recife. 1973.</p><p>PROJETO RADAM. FOLHA SB.23 TERESINA E PARTE DA FOLHA SB.24 JAGUARIBE;</p><p>geologia, geomorfologia, solos, vegetação e uso potencial da terra. Rio de Janeiro. 1973.</p><p>RIBEIRO. J.F.; WALTER, B.M.T. Fitofisionomias do bioma Cerrado. In: SANO, S.M. &,</p><p>1998.</p><p>RIZINNI, C.T. 1997. Tratado de fitogeografia do Brasil. 2a. ed., Rio de Janeiro: Âmbito</p><p>Cultural Edições Ltda.</p><p>SANCHEZ, Luis Enrique. Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos. São Paulo:</p><p>Oficinas e Textos, 2008.</p><p>SANO, S. M.; ALMEIDA, S. P. Cerrado: ambiente e flora. Planaltina: EMBRAPA-CPAC,</p><p>1998.</p><p>SANT’ANNA, M. S. Estudo de Impacto de Vizinhança: instrumentos de garantia da</p><p>qualidade de vida dos cidadãos urbanos. Belo Horizonte: Fórum, 2007.</p><p>SEMAR. Legislação ambiental do estado do Piauí: resoluções do Conselho Estadual do</p><p>Meio Ambiente. Teresina-PI, 2004.</p><p>SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste). Carta DSG, 1973.</p><p>Ribeiro, J.F.; Walter, B.M.T., 1998. Fitofisionomias do Bioma Cerrado. In Cerrado:</p><p>Ambiente e Flora. Planaltina: EMPRAPA-CPAC, 1998. pp. 89-166.</p><p>82</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>ANEXOS</p><p>Página 1/1</p><p>ART de Obra ou Serviço</p><p>1920240030601</p><p>CREA-PI</p><p>Anotação de Responsabilidade Técnica - ART</p><p>Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977</p><p>Conselho Regional</p><p>de Engenharia e Agronomia do Piauí</p><p>Equipe</p><p>1. Responsável Técnico</p><p>EDSON FILHO DA SILVA SANTOS</p><p>Título profissional: Engenheiro Sanitarista e Ambiental</p><p>RNP 1611129460 Registro PRO175</p><p>2. Dados do Contrato</p><p>Tipo de Contratante:</p><p>45776055000126Contratante: CONSTRUTORA OTIMA LTDA CPF/CNPJ:</p><p>PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO</p><p>267</p><p>NOIVOS</p><p>RUA MIGUEL ARCOVERDE</p><p>P 64046-170 TERESINA</p><p>Bairro:</p><p>UF:Cidade:</p><p>Nº:</p><p>Complemento:</p><p>CEP:</p><p>Logradouro:</p><p>01/2024Contrato: 04/04/2024celebrado em Vinculado à ART:</p><p>3.500,00Valor: R$</p><p>Ação Institucional:</p><p>3. Dados da Obra/Serviço</p><p>SNBR 343, KM 302 Nº:Logradouro:</p><p>ZONA RURALBairro:Complemento:</p><p>ALTOS 64290-000PIUF:Cidade: CEP:</p><p>Previsão de Término: Coordenadas Geográficas: -4.992480, -42.399317</p><p>Finalidade:</p><p>04/04/2025</p><p>AMBIENTAL</p><p>04/04/2024Data de Início:</p><p>Código:</p><p>45776055000126Proprietário CONSTRUTORA OTIMA LTDA CPF/CNPJ:</p><p>4. Atividade Técnica</p><p>CONSULTORIA UnidadeQuantidade</p><p>ESTUDO DE DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL DIAGNÓSTICO AMBIENTAL 1,00 unidade</p><p>Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deverá proceder a baixa desta ART</p><p>5. Observações</p><p>CONSULTORIA NA ELABORAÇÃO DE ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO (EAS) E MEMORIAL DESCRITIVO DA USINA DE ASFALTO E</p><p>CANTEIRO DE OBRAS EM ALTOS-PI, PARA LICENCIAMENTO AMBIENTAL.</p><p>6. Declarações</p><p>Acessibilidade: Declaro atendimento às regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no Decreto nº 5.296, de 2 de</p><p>dezembro de 2004.</p><p>7. Entidade de Classe</p><p>8. Assinaturas</p><p>Nenhuma</p><p>Declaro serem verdadeiras as informações</p><p>Local Data</p><p>____________________________________________________</p><p>EDSON FILHO DA SILVA SANTOS - CPF: 03539443355</p><p>____________________________________________________</p><p>CONSTRUTORA OTIMA LTDA - CPF/CNPJ: 45776055000126</p><p>9. Informações</p><p>• A ART é valida somente quando quitada, mediante apresentação do comprovante do pagamento ou</p><p>conferência no site do Crea-PI.</p><p>• A autenticidade deste documento pode ser verificada no site www.crea-pi.org.br ou www.confea.org.br</p><p>• A guarda da via assinada da ART será de responsabilidade do profissional e do contratante com o objetivo</p><p>de documentar o vínculo contratual.</p><p>www.crea-pi.org.br art@crea-pi.org.br</p><p>tel: (86)2107-9292</p><p>99,64 8201539550Valor Pago:23/04/2024 Baixada em:Registrada em 99,64 Nosso Número:Valor ART: R$</p><p>TERESINA - PI 23 de Abril de 2024,</p><p>9</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>- Método Ad Hoc, que consiste em reuniões multidisciplinares, onde a</p><p>discussão entre especialistas de diversas áreas toma por base seu conhecimento</p><p>específico e setorial, promovendo a integração dos estudos;</p><p>- Método de Listagem de Controle - Check-list, garantindo aos estudos a</p><p>produção de uma relação abrangente e criteriosa desses impactos com as ações</p><p>que o geraram. Além da utilização de Matrizes para Avaliação sistemática dos</p><p>Impactos Ambientais.</p><p>Os impactos identificados foram descritos, quantificados, qualificados e</p><p>classificados de acordo com os parâmetros a seguir relacionados:</p><p>• Caráter (positivo, negativo);</p><p>• Temporalidade (temporário, permanente ou cíclico);</p><p>• Duração (a curto, médio ou longo prazo para ocorrer);</p><p>• Reversibilidade (reversível ou irreversível);</p><p>• Escala (local ou regional);</p><p>• Intensidade (baixa, média ou alta); e</p><p>• Magnitude ou Importância (fraca -1, moderada-2 ou significativa-3).</p><p>2.6 INDICAÇÃO DE MEDIDAS MITIGADORAS E PROGRAMAS</p><p>Com base na avaliação dos impactos ambientais foram identificadas as</p><p>medidas mitigadoras que deverão ser adotadas, no tempo e no espaço, e os</p><p>programas ambientais a serem realizados durante as diversas fases da obra.</p><p>A indicação dos Programas Ambientais tem por objetivo criar mecanismos</p><p>coerentes e ordenados, permitindo minimizar ou mesmo reverter os impactos</p><p>negativos do Empreendimento, além de compensar perdas acarretadas pela</p><p>intervenção proposta.</p><p>10</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>3.0 DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO</p><p>O empreendedor é o responsável pela instalação do empreendimento e que</p><p>responderá juridicamente pelas implicações decorrentes de sua operação.</p><p>Apresentam-se, a seguir, os dados de identificação do empreendedor da referida</p><p>obra:</p><p>• Nome: CONSTRUTORA ÓTIMA LTDA</p><p>• Representante Legal: ALYSSON SILVA GOMES</p><p>• Endereço: RUA MIGUEL ARCOVERDE, N 267, BAIRRO NOIVOS,</p><p>TERESINA-PI.</p><p>• CNPJ: Nº 45.776.055/0001-26</p><p>• Telefone: (86) 2222-1515</p><p>11</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>3.1 JUSTIFICATIVAS DO EMPREENDIMENTO</p><p>A mineração é um dos setores básicos da economia do país, contribuindo de</p><p>fato no recolhimento de tributos aos governos municipal, estadual e federal,</p><p>originando um produto comercial que gera emprego com o surgimento de outras</p><p>atividades de apoio, formando um conjunto de ações que leva à cadeia produtiva.</p><p>Acrescentemos que o empreendimento também é importante para a geração</p><p>de empregos diretos e indiretos, incrementação de impostos no município,</p><p>dinamização da economia, melhoria da infra-estrutura viária do município etc.</p><p>Assim, embora de pequeno porte, o referido empreendimento é relevante</p><p>para o município envolvido, num estado como o Piauí, pobre e carente de oferta de</p><p>empregos e de circulação de mercadorias que gerem riquezas e incentivem</p><p>atividades similares.</p><p>Dentro dos conceitos de viabilidade técnica, socioeconômica e ambiental, o</p><p>empreendimento se justifica na medida em que a exploração sustentável é adotada.</p><p>3.1.1 Objetivo Geral</p><p>➢ Produção de pavimentação asfáltica.</p><p>➢ Canteiro de obras para gestão de manutenção de rodovia</p><p>3.2 LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO</p><p>A usina de asfalto deverá ser implantada no canteiro de obras as margens da</p><p>BR-343 distante cerca de 7 km do município de Altos em direção a Campo Maior,</p><p>estando localizado no lado esquerdo anexo ao posto Altos II, nas seguintes</p><p>coordenadas geográficas: Latitude: 4°59'32.93"S/ Longitude: 42°23'57.54"O.</p><p>conforme croqui de localização a seguir:</p><p>12</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>FIGURA 01: CROQUI DE ACESSO AO EMPREENDIMENTO.</p><p>FONTE: CONSULTORIA, 2024.</p><p>13</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>3.3 CARACTERIZAÇAO DO EMPREENDIMENTO</p><p>O presente empreendimento trata-se da instalação de um canteiro de obras e</p><p>de uma usina de pavimentação asfáltica a frio, isto é, os tipos de agregados e de</p><p>ligantes utilizados permitem que o espalhamento seja feito à temperatura ambiente.</p><p>A produção do pavimento consiste basicamente na mistura do agregado mineral:</p><p>areia mais asfalto diluído. A obra deverá seguir as Normas Rodoviárias elaborada</p><p>pelo DNIT: DNER – 387/99 e DNER-ES 317/97.</p><p>As usinas de fabricação de asfalto possuem várias capacidades de produção</p><p>(termos de toneladas/horas) existindo os seguintes tipos a saber:</p><p>a) Usinas descontínuas – que apresentam produção descontínua;gravimétricas;</p><p>b) Usinas contínuas – que apresentam produção contínua;as</p><p>volumétricas;</p><p>c) Usinas TSM – Tambor- Secador-Misturador (Drum-Mixer).</p><p>O tipo de usina a ser utilizado no empreendimento é a descontínua</p><p>gravimétricas. Um dos principais equipamentos desse tipo de usina são os silos frios</p><p>que são construídos em formas de tronco de pirâmide invertido e destinam-se a</p><p>receber os agregados naturais e artificiais que vão ser utilizados no preparo do</p><p>concreto asfáltico.</p><p>Na parte inferior destes silos localizam-se os chamados alimentadores frios,</p><p>que permitem regular o fluxo do agregado, na quantidade definida para a mistura.</p><p>O alimentador poderá ser constituído, ou de uma chapa com movimento</p><p>horizontal de elongação constante, ou de calhas vibratórias por ação</p><p>eletromecânicas instaladas na boca inferior de cada silo. No caso da chapa, o</p><p>número de elongações é o mesmo para todos alimentadores.O material é lançado</p><p>em uma correia transportadora situada abaixo dos alimentadores que circular por</p><p>todo silo frio.</p><p>14</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Conforme a Norma Rodoviária DNER-387, os silos deverão ter capacidade</p><p>total de, no mínimo, três vezes a capacidade do misturador e serão divididos em</p><p>compartimentos dispostos de modo a separar e estocar adequadamente, as frações</p><p>apropriadas do agregado. Cada compartimento deverá possuir dispositivos</p><p>adequados de descarga. Haverá se necessário, um silo adequado para o filer</p><p>conjugado com o dispositivo para sua dosagem.</p><p>Fotografia 01: Usina de Asfalto a ser implantada.</p><p>Fonte: Consultoria, 2024.</p><p>O canteiro de obra por sua vez tem a finalidade de gerir o projeto que visa</p><p>fazer a manutenção de rodovias. O canteiro de obras servirá como local para</p><p>administração, alojamento, almoxarifado, refeitório, depósito de máquinas e</p><p>equipamentos. E para atender a essas demandas deverão ser instalados</p><p>contêineres, além de usar estrutura (galpão) existente no local.</p><p>15</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Fotografia 02: Canteiro de Obras em Implantação.</p><p>Fonte: Consultoria, 2024.</p><p>16</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>3.4.1 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES</p><p>• USINA DE ASFALTO</p><p>O funcionamento de uma usina de asfalto consiste basicamente na chegada</p><p>dos agregados para a mistura. Os agregados são descarregados nos silos frios, por</p><p>meio de pás carregadeiras ou diretamente dos caminhões basculantes. É</p><p>conveniente, que durante a operação, os níveis de agregados nos silos sejam</p><p>mantidos, sempre que possível, constantes, a fim de que as condições de densidade</p><p>dos agregados no fundo do silo se mantenham uniforme durante a operação da</p><p>usina.</p><p>A qualidade da mistura e a uniformidade da produção dependem</p><p>grandemente da alimentação dos silos frios e do isolamento de cada agregado nos</p><p>depósitos. Logo após o pré-misturado produzido deverá ser transportado da usina</p><p>ao ponto de aplicação, em veículos basculantes apropriados.</p><p>Segundo a Norma Rodoviária DNER-387, a usina deverá ser equipada com</p><p>um misturador tipo Pug-Mill, com duplo eixo conjugado, provido de palhetas</p><p>reversíveis, ou outro tipo de misturador capaz de produzir uma mistura uniforme.</p><p>Sobre a correia transportadora deverá ser adaptado o dispositivo para</p><p>umedecimento da mistura de agregados. Os silos deverão dispor de comportas</p><p>reguláveis e capacidade suficiente para a alimentação da correia transportadora seja</p><p>controlada e contínua.</p><p>3.4.2 PRÉ-MISTURADO</p><p>Este item relata os tipos de agregados utilizados na mistura e seu devido</p><p>tratamento deverá seguir a Normas Rodoviárias do DNER como descrita a seguir.</p><p>17</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Os constituintes do pré-misturado a frio são o agregado mineral e a emulsão</p><p>asfáltica, os quais devem o contido na Seção 2, e as demais especificações</p><p>aprovadas pelo DNER.</p><p>1. Material</p><p>1.1 Emulsão asfáltica</p><p>Podem ser empregados os seguintes ligantes asfálticos:</p><p>a) emulsão asfáltica catiônica de ruptura média, tipos: RM-1C e RM-2C;</p><p>b) emulsão asfáltica catiônica de ruptura lenta, tipos: RL-1C;</p><p>c) ligantes betuminosos modificadores emulsionados, quando indicados no</p><p>projeto.</p><p>Nota: Por motivo técnico-econômicos poderão ser utilizadas emulsões</p><p>asfálticas tipo LA, LA-C e LA-E.</p><p>1.2 Agregado</p><p>Agregado Graúdo: O agregado graúdo pode ser de pedra ou seixo britados,</p><p>ou outro material indicado no projeto. Deve ser constituído por fragmentos sãos,</p><p>duráveis, livres de torrões de argila e substâncias nocivas e apresentar as</p><p>características seguintes:</p><p>a) desgaste Los Angeles igual ou inferior a 40% (DNER-ME 035), admitindo-</p><p>se agregados com valores maiores, no caso de emprego anterior terem</p><p>apresentado</p><p>desempenho satisfatório;</p><p>b) índice de forma superior a 0,5(DNER-ME 086);</p><p>c) durabilidade, perda inferior a 12% (DNER-ME 089);</p><p>18</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>d) granulométrica dos agregados (DNER-ME 083), obedecendo ás faixas</p><p>especificadas no quadro do item 5.2.1;</p><p>e) adesividade superior a 90% (DNER-ME 059 e ABNT NBR-6300).</p><p>Agregado miúdo: O agregado miúdo pode ser de areia, pó-de-pedra ou</p><p>mistura de ambos. Suas partículas individuais deverão ser resistentes apresentar</p><p>moderada angulosidade, livres de torrões de argila e de substância nocivas. Deverá</p><p>apresentar um equivalente de areia igual ou superior a 55%.</p><p>Material de enchimento (filer): Deve ser constituído por materiais minerais</p><p>finamente divididos, não plásticos, tais como: cimento Portland, cal extinta, pó</p><p>calcário, etc, e que atendam a seguinte granulométrica, quando ensaiados pelo</p><p>método DNER-ME 083:</p><p>Peneiras mm % mínima passando</p><p>40 0,45 100</p><p>80 0,175 95</p><p>200 0,075 65</p><p>Quando da aplicação deverão estar secos e isentos de grumos.</p><p>2.1 Composição da Mistura</p><p>A composição do pré-misturado a frio deve satisfazer aos requisitos, com as</p><p>respectivas tolerâncias, no que diz respeito à granulométrica e aos percentuais de</p><p>ligante betuminoso, conforme o quadro seguinte:</p><p>Peneiras % mínima passando</p><p>pol mm A B C D Tolerância da</p><p>faixa de</p><p>projeto</p><p>19</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>1” 25,4 100 - 100 - +- 7%</p><p>3/4” 19,1 75-100 100 95-100 100 +-7%</p><p>3/4” 12,7 - 75-100 - 95-100 +-7%</p><p>3/8” 9,5 30-60 35-70 40-70 45-80 +-7%</p><p>Nº4 4,8 10-35 15-40 20-40 25-45 +-5%</p><p>Nº10 2,0 5-20 10-25 10-25 15-30 +-5%</p><p>Nº200 0,75 0-5 0-5 0-8 0-8 +-5%</p><p>Betme Solúvel no</p><p>CS2%</p><p>4-6 4-6 4-6 4-6 +-5%</p><p>A faixa a ser usada deve ser aquela cujo diâmetro máximo é igual ou inferior a</p><p>2/3 da espessura da camada.</p><p>Na escolha da curva granulométrica, com as respectivas tolerâncias, para a</p><p>camada de rolamento, deverá ser considerada a segurança ao usuário. As</p><p>porcentagens de betume se referem á mistura de agregados, considerada como</p><p>100%. Para todos os tipos, a fração retida entre peneiras consecutivas não deverá</p><p>ser inferior a 4% do total. Deverá ser utilizado o Método Marshall modificado</p><p>_DNER-ME 107, para as misturas a frio, para verificação das condições de vazios,</p><p>estabilidade e fluência, atendendo aos valores seguintes:</p><p>Porcentagem de vazios 5-30</p><p>Estabilidade mínima 250 kgf (75 golpes)</p><p>150 kgf (50golpes)</p><p>Fluência, mm 2,0-4,5</p><p>A produção do pré-misturado deverá ser efetuada em usinas e rigorosamente</p><p>controladas, de modo a se obter uma mistura uniforme. A viscosidade da emulsão</p><p>asfáltica no inicio da mistura deverá estar compreendida entre 75 SSF a 150 SSF</p><p>(DNER-ME 004), indicando-se preferencialmente a viscosidade de 85 SSF a 95</p><p>SSF.</p><p>20</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>3.4.3 INSPEÇÃO</p><p>Todos os materiais deverão ser examinados em laboratório, obedecendo à</p><p>metodologia indicada pelo DNIT, e satisfazer as especificações em vigor.</p><p>Ligante betuminoso: O controle de qualidade do ligante betuminoso</p><p>constará do seguinte:</p><p>a) para todo carregamento que chegar á obra:</p><p>- 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004) a diferentes</p><p>temperaturas para o estabelecimento da relação viscosidade x temperatura;</p><p>- 01 ensaio de resíduo por evaporação (ABNT NBR-6568);</p><p>- 01 ensaio de peneiramento (DNER-ME 005)</p><p>- 01ensaio de carga partícula (DNER-ME 002)</p><p>b) Periodicamente, para cada 10t:</p><p>- 01 ensaio de sedimentação (DNER-ME 006)</p><p>- 01 ensaio de desemulsibilidade (DNER-ME 063)</p><p>- 01 ensaio de destilação (ABNT NBR-6568)</p><p>Agregados: O controle de qualidade dos agregados constará do seguinte:</p><p>a) Ensaios de granulométrica do agregado, de cada silo quente, por jornada</p><p>de 8 horas de trabalho (DNER-ME 083)</p><p>b) Ensaios de desgaste Los Angeles por mês, ou quando houver variação da</p><p>natureza do material (DNER-ME 086)</p><p>c) Ensaio de durabilidade, se for exigido, por mês, ou quando houver variação</p><p>da natureza do material (DNER-ME 086)</p><p>d) ensaio de índice de forma para cada 900m3(DNER-ME 086)</p><p>21</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>e) Ensaio de equivalente de areia do agregado miúdo, por jornada de 8 horas</p><p>de trabalho (DNER-ME 054)</p><p>f) Ensaio de resistência á água (adesividade) (DNER-ME 059)</p><p>Além desses ensaios, deverão ser realizados controles da execução que será</p><p>exercido através de coleta de amostras, ensaios e determinações feita de maneira</p><p>aleatória como controle da usinagem do pré-misturado a frio, da graduação da</p><p>mistura de agregados e das características da mistura.</p><p>• CANTEIRO DE OBRAS</p><p>O canteiro de obras tem a finalidade</p><p>de servir como base para as atividades</p><p>que deverão ser executados ao longo do prazo do contrato/ projeto.</p><p>Neste caso em específico o canteiro está sendo implantado já em uma área</p><p>consolidada, murada com e com galpão e salas já existentes, que diminuirão os</p><p>custos de implantação e consequentes impactos ambientais durante a implantação</p><p>do empreendimento. O local escolhido para ser a base operacional do projeto se</p><p>encontra e um local anexo a um posto de combustível que fornecerá a água</p><p>necessária para funcionamento do empreendimento.</p><p>Para permitir a operacionalidade do projeto será implantado no canteiro</p><p>alguns contêineres que servirão como administração, depósitos, almoxarifado,</p><p>facilitando assim a implantação e gestão do mesmo, os banheiros por sua vez</p><p>devem ser químicos espalhados pelos setores do canteiro, havendo também</p><p>banheiros no galpão que devem escoar seus efluentes para fossas existentes.</p><p>O galpão irá ser utilizado como refeitório, alojamento, administração e</p><p>almoxarifado.</p><p>22</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>4.0 ÁREA DE INFLUÊNCIA</p><p>4.1 DELIMITAÇÃO DAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA</p><p>A determinação das Áreas de Influência foi efetuada pelos profissionais</p><p>envolvidos no Estudo, com base na análise do projeto e de seus efeitos sobre a área</p><p>de intervenção, ficando assim estabelecida:</p><p>4.1.1 ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA (AID)</p><p>A Área de Influência Direta (AID) consiste no conjunto de áreas que, devido</p><p>suas características principais, estão potencialmente sujeitas a sofrer impactos</p><p>oriundos de fenômenos diretamente decorrentes de alterações ambientais impostas,</p><p>sendo que um determinado fenômeno pode dar origem a uma cadeia de eventos de</p><p>acordo com as relações ecológicas entre os fatores ambientais diretamente</p><p>impactados pelo fenômeno inicial e pelos fenômenos com que eles se relacionam.</p><p>Área de Influência Direta (AID): No caso em questão, ficou definida como</p><p>Área de Influência Direta para o meio físico, biótico e antrópico, a área</p><p>compreendida pelo local da instalação da usina e canteiro de obras. De acordo com</p><p>o projeto a área total do terreno da usina é de 1,75 hectares. Dessa forma ADI</p><p>abrange esse perímetro mais um raio de 150 metros que circunvizinha esse terreno.</p><p>Nessa área constata-se a presença de vegetação nativa.</p><p>23</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Figura 02: Área de influência direta da Usina de asfalto e canteiro de obras.</p><p>Fonte: Consultoria, 2024.</p><p>24</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>4.1.2 ÁREA DE INFLUÊNCIA INDIRETA (AII)</p><p>A Área de Influência Indireta (AII) consiste no conjunto de áreas que,</p><p>normalmente limítrofes à Área de Influência Direta, são posteriormente aptas a</p><p>sofrer impactos provenientes de fenômenos secundários.</p><p>Área de Influência Indireta (AII) – Tendo em vista que os benefícios e os</p><p>impactos adversos no meio antrópico alcançarão principalmente, os moradores do</p><p>município de Altos adotou-se a área do município como AII.</p><p>25</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>5.0 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE INFLUÊNCIA</p><p>O diagnóstico da Área de Influência tem como finalidade conhecer o grau de</p><p>qualidade dos componentes ambientais e de suas interações, de modo a</p><p>caracterizar a situação dessa área, antes da instalação do projeto. Os resultados</p><p>servem de referência à análise dos impactos e ao prognóstico da qualidade</p><p>ambiental, para as diferentes alternativas do projeto.</p><p>Na elaboração do diagnóstico ambiental foram adotados os seguintes</p><p>procedimentos:</p><p>1. Coleta e tratamento dos dados da Área de Influência;</p><p>2. Pesquisa bibliográfica junto a publicações oficiais e estudos científicos;</p><p>3. Levantamento fotográfico.</p><p>As informações coletadas foram reunidas para a caracterização da Área de</p><p>Influência quanto aos meios Físico, Biótico e Antrópico.</p><p>26</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>5.1 MEIO FÍSICO</p><p>ASPECTOS GEOGRÁFICOS</p><p>O município está localizado na microrregião de Teresina, compreendendo</p><p>uma área de 1.311 km2, tendo como limites os municípios de José de Freitas e</p><p>Campo Maior ao norte, ao sul Beneditinos, Demerval Lobão e Lagoa do Piauí, a</p><p>leste Campo Maior e Coivaras, e a oeste Teresina e Demerval Lobão.</p><p>A sede municipal tem as coordenadas geográficas de 05º02’17” de latitude</p><p>sul e 42º 27’36” de longitude oeste e dista 37 km de Teresina</p><p>ASPECTOS CLIMÁTICOS.</p><p>As condições climáticas do município de Altos que possui altitude de 180 m</p><p>acima do nível do mar, apresentam temperaturas mínimas de 20º C e máximas de</p><p>30º C, com clima quente tropical.</p><p>A precipitação pluviométrica média anual é definida no Regime Equatorial</p><p>Marítimo, com isoietas anuais entre 800 a 1.600 mm, cerca de 5 a 6 meses como os</p><p>mais chuvosos e período restante do ano de estação seca. Os meses de fevereiro,</p><p>março e abril correspondem ao trimestre mais úmido da região.</p><p>27</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>QUADRO 1.0 DADOS CLIMÁTICOS DO MUNICÍPIO DE ALTOS.</p><p>EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1550 mm - 1850 mm</p><p>EVAPORAÇÃO 1500 A 2000 mm</p><p>INSOLAÇÃO 2600 A 2900 h</p><p>NEBULOSIDADE 04 A 05 DÉCIMOS</p><p>PRECIPITAÇÃO 1400 A 1600 mm</p><p>TEMPERATURA MÁXIMA DO AR 32 A 34 ºC</p><p>TEMPERATURA MÉDIA DO AR 26 A 28 ºC</p><p>TEMPERATURA MÍNIMA DO AR 20 A 22 ºC</p><p>UMIDADE RELATIVA DO AR 65 A 75 %</p><p>Fonte: Atlas climático do Piauí (EMBRAPA).</p><p>Direção dos Ventos</p><p>O vento é de importância fundamental para diversas atividades humanas.</p><p>Começando pelo auxilio para polinização das flores, facilitador das trocas de calor,</p><p>de dióxido de carbono e de vapor d’água entre a atmosfera e a vegetação, até</p><p>produção de energia eólica. Para o empreendimento em questão a importância do</p><p>estudo dos ventos se constitui pelo fato em que a direção e a intensidade dos ventos</p><p>poderão contribuir para a distribuição de poeira e material particulado.</p><p>Para a obtenção de dados mais consistentes foi utilizado como fonte o</p><p>estudo de Correia et al “Padrões de variabilidade temporal das componentes do</p><p>vento à superfície no Nordeste do Brasil” e o Atlas de Potencial Eólico Brasileiro.</p><p>A seguir a figura 3 demonstrando o resultado da pesquisa Padrões de</p><p>Variabilidade Temporal das Componentes do Vento à Superfície no Nordeste do</p><p>Brasil. O método de BARNES (1964) foi usado na interpolação dos campos com</p><p>uma grade (42x51) com espaçamento de 0,353x0,353 graus nos limites de 34°a 49°</p><p>de longitude oeste e 1° a 19° de latitude sul. Esses campos médios foram</p><p>28</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>elaborados com o objetivo de estudar o comportamento do vento médio mensal no</p><p>Nordeste do Brasil.</p><p>Sucintamente, no decorrer do primeiro trimestre (janeiro-fevereiro-março)</p><p>(Fig. 3.a) há, de maneira geral, uma desintensificação do vento no Piauí. Já a</p><p>mudança mais evidente no decorrer do segundo trimestre (abril-maio-junho) (Fig.</p><p>3.b) é a intensificação do vento no centro-leste do Piauí. Prossegue no terceiro</p><p>trimestre (julho-agosto-setembro) (Fig. 3.c) a intensificação do vento no centro-leste</p><p>do Piauí. No último trimestre (outubro-novembro-dezembro) (Fig. 3.d) há</p><p>desintensificação do vento no Piauí.</p><p>29</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>FIGURA 4. VETOR VENTO MÉDIO À SUPERFÍCIE NO NORDESTE DO BRASIL</p><p>Fonte: INMET (período 1977-1981)</p><p>30</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Observando os mapas pode constatar que na região de Altos a velocidade</p><p>média anual do vento varia a aproximadamente entre 3,5 e 5,0 m/s.</p><p>FIGURA 5: VELOCIDADE MÉDIA ANUAL</p><p>Fonte: Atlas de Potencial Eólico Brasileiro</p><p>31</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>ASPECTOS GEOMORFOLÓGICOS</p><p>As feições geomorfológicas da região compreendem superfície aplainada</p><p>com presença de áreas deprimidas, que formam lagoas temporárias; superfícies</p><p>tabulares reelaboradas (chapadas baixas), relevo plano com partes suavemente</p><p>onduladas e altitudes variando de 150 a 300 metros; superfícies onduladas, relevo</p><p>movimentado, correspondendo a encostas e prolongamentos residuais de chapadas,</p><p>desníveis e encostas acentuadas de vales e elevações, altitudes entre 150 a 500</p><p>metros (serras, morros e colinas) e superfícies tabulares cimeiras (chapadas altas),</p><p>com relevo plano, altitudes entre 400 a 500 metros, com grandes mesas recortadas.</p><p>Dados obtidos a partir do Levantamento Exploratórioeconhecimento de solos do</p><p>Estado do Piauí (1986) e Geografia do Brasil–Região Nordeste (IBGE, 1977).</p><p>ASPECTOS GEOLÓGICOS</p><p>As unidades geológicas dominantes nos limites do município restringem -se</p><p>às coberturas sedimentares. No topo do pacote sedimentar ocorre a Formação</p><p>Pedra de Fogo, com arenito, folhelho, calcário e silexito. Na porção intermediaria</p><p>encontram-se arenito, folhelho, siltito e calcário da denominada Formação Piauí. Na</p><p>base repousam sedimentos da Formação Potí, englobando arenito, folhelho e siltito.</p><p>SOLOS</p><p>Os solos da região compreendem principalmente plintossolos álicos de</p><p>textura média, fase complexo campo maior. Solos podzólicos vermelho-amarelos,</p><p>plínticos e não plínticos com transições vegetais caatinga/cerrado caducifólio,</p><p>floresta ciliar de carnaúba e caatinga de várzea e, secundariamente, solos arenosos</p><p>essencialmente quartzosos, profundos, drenados, desprovidos de minerais</p><p>primários, de baixa fertilidade, com transições vegetais, fase caatinga hiperxerófila</p><p>e/ou cerrado sub-caducifólio/floresta sub-caducifólia e/ou carrasco.</p><p>32</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>FOTOGRAFIA 3: SOLO NA REGIÃO DO EMPREENDIMENTO.</p><p>Fonte: Consultoria, 2024.</p><p>RECURSOS HÍDRICOS</p><p>Os recursos hídricos superficiais gerados no estado do Piauí estão</p><p>representados pela bacia hidrográfica do rio Parnaíba, a mais extensa dentre as 25</p><p>bacias da Vertente Nordeste (ocupando uma área de 330.285 km2, o equivalente a</p><p>3,9% do território nacional), e abrangendo o estado do Piauí e parte do Maranhão e</p><p>do Ceará.</p><p>33</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>O rio Parnaíba possui 1.400 quilômetros de extensão e a maioria dos</p><p>afluentes localizados a jusante de Teresina são perenes e supridos por águas</p><p>pluviais e subterrâneas. Depois do rio São Francisco, é o mais importante rio do</p><p>Nordeste. Dentre as sub-bacias, destacam-se aquelas constituídas pelos rios:</p><p>Balsas, situado no Maranhão; Potí e Portinho, cujas nascentes localizam-se no</p><p>Ceará; e Canindé, Piauí, Uruçuí-Preto, Gurguéia e Longá, todos no Piauí.</p><p>Os principais cursos d’água que drenam o município são os riachos</p><p>Camurujipe, São Vicente, Angico e Surubim.</p><p>HIDROGEOLOGIA</p><p>No município de Altos distingue-se apenas como domínio hidrogeológico as</p><p>rochas sedimentares pertencentes à Bacia do Parnaíba. Constituem as formações</p><p>Poti, Piauí e Pedra de Fogo.</p><p>As formações Poti e Piauí pelas características litológicas, comportam -se</p><p>como uma única unidade hidrogeológica. A alternância de leitos mais ou menos</p><p>permeáveis no âmbito dessas duas formações sugere comportamentos de aquíferos</p><p>e aquitardes. Tendo em vista a ocorrência da Formação Piauí ser expressiva no</p><p>município, e ter mais constituintes arenosos na sua constituição litológica, esta área</p><p>de exposição torna-se uma opção do ponto de vista hidrogeológico, como manancial</p><p>de água subterrânea.</p><p>A Formação Pedra de Fogo, pelas suas características litológicas, com</p><p>predominância de camadas argilosas e intercalações de leitos de sílex, que são</p><p>rochas impermeáveis, apresenta pouco interesse hidrogeológico.</p><p>34</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>5.2 MEIO BIÓTICO</p><p>5.2.1 METODOLOGIA GERAL</p><p>A metodologia do presente trabalho baseou-se, primeiramente, no</p><p>levantamento de dados concernentes da flora predominante da área para</p><p>implantação do Canteiro de obras e Usina de Asfalto em Altos, Piauí, segundo lugar,</p><p>no levantamento de dados referentes à composição da fauna local, dentro das áreas</p><p>de influência direta e indireta.</p><p>Para levantamento da vegetação local percorreu-se o trecho que compreende</p><p>o empreendimento, observando-se as áreas onde se encontram maciços</p><p>significativos da vegetação predominante na área ou onde à paisagem indicasse</p><p>transição ou alteração. De posse de fontes secundárias como bibliografias</p><p>especializadas e mapas de enfoque relativo ao meio ambiente (cobertura vegetal,</p><p>solos, formação geológica, etc.) procedeu-se a checagem com os dados colhidos</p><p>em campo, para se chegar as conclusões contidas no presente estudo.</p><p>No levantamento da flora realizou-se nas seguintes etapas:</p><p>➢ Observação direta dos espécimes da área influência do projeto;</p><p>➢ Identificação dos espécimes por denominação vulgar a partir da informação</p><p>de moradores da área;</p><p>➢ Identificação de caracteres morfológicos dos espécimes como: hábito,</p><p>características da inflorescência (tipo, cor, etc.), características dos frutos</p><p>(tipo, tamanho, etc.) e informações sobre as partes vegetativas (caule, raiz e</p><p>folhas);</p><p>➢ Levantamento de bibliografia especializada sobre o assunto;</p><p>➢ Comparação dos dados coletados em campo</p><p>com os dados colhidos junto à</p><p>bibliografia.</p><p>35</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Para o levantamento da fauna da região optou-se pelos seguintes</p><p>procedimentos:</p><p>➢ Observação direta dos espécimes por todo o espaço percorrido;</p><p>➢ Consulta aos moradores da área;</p><p>➢ Levantamento de bibliografia específica sobre o assunto;</p><p>➢ Comparação com os dados obtidos a partir das observações e da consulta</p><p>feita com moradores da área.</p><p>Esse diagnóstico ateve-se, principalmente, a questões como diversidade</p><p>biológica, nível de ocupação humana, fragmentação da vegetação, impactos</p><p>ambientais mais significativos, recursos ambientais (relevo, solos, vegetação, corpos</p><p>d’água), dentre outros.</p><p>Os trabalhos de campo foram realizados em duas etapas distintas: a primeira</p><p>etapa, compreendendo os trabalhos de reconhecimento de campo, registro</p><p>fotográfico e seleção de áreas prioritárias para o estudo fito-fisionômico, feitos</p><p>através de embarcação motorizada por toda a Área de Influência Direta do</p><p>empreendimento. A segunda etapa contemplou as expedições terrestres ao longo</p><p>dos limites do empreendimento para a obtenção dos dados de vegetação, fauna,</p><p>impactos mais relevantes, dentre outros.</p><p>5.2.2 FLORA</p><p>A revisão da literatura é apresentada neste trabalho com o objetivo de</p><p>aprofundar os conhecimentos sobre o tema, facilitando a compreensão dos</p><p>diferentes aspectos relacionados à vegetação da área, sua classificação,</p><p>distribuição, características particulares, fatores condicionantes, relevo e solos,</p><p>dentre outros.</p><p>36</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>Para fins de caracterização vegetacional foi considerado a categoria Floresta</p><p>decidual secundária mista, sendo definido o cerrado como o bioma da região</p><p>segundo o IBGE.</p><p>5.2.3 - CARACTERÍSTICAS, CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA</p><p>A região onde se localizada a área de influência, está situada na Microrregião</p><p>de Microrregião de Teresina, dentro do município de Altos, Piauí. Com vegetação do</p><p>tipo Floresta decidual secundária mista, cerrado.</p><p>A vegetação é caracterizada por espécies de porte baixo, com altura média</p><p>dos elementos arbóreos compreendida entre 4 a 8 metros, sem estratificação</p><p>definida e apresentando indivíduos de conformação retorcida e tortuosa, muitas</p><p>vezes, com elevada densidade adaptada ao clima e as peculiaridades locais.</p><p>O cerrado é um bioma caracterizado por apresentar fisionomias que</p><p>englobam formações florestais, savânicas e campestres em que predominam ervas,</p><p>arbustos e árvores em diferentes arranjos e estruturas. De um modo geral, as</p><p>árvores são baixas, tortuosas e retorcidas. Os troncos das árvores apresentam</p><p>geralmente casca grossa, fendilhadas ou sulcadas, protegidas por espessa camada</p><p>de cortiça. As folhas são grandes, rígidas e coriáceas.</p><p>A seguir, as principais espécies da flora encontradas nas Áreas de Influência</p><p>Direta e Indireta do empreendimento, com seus respectivos nomes populares,</p><p>famílias e nomes científicos.</p><p>Carnaúba (Coperniciaprunifera(Mill.) H.E. Moore), Canafístula (Hyptis sp),</p><p>Caju (Anacardiumoccidentale L.), Cansanção (Jatrophaurens L.) Chanana</p><p>(TurneraulmifoliaL.), Gonçalo Alves (Astroniumfraxinifolium Schott), Jitirana</p><p>(Ipomoeasp.), Jurubeba (SolanumpaniculatumL.), Jurema-branca (Mimosa</p><p>stipulaceae (Benth.) Ducke) Jurema-preta (Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir.), Manga</p><p>37</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>(Mangifera indica L.), Macambira (Bromelia laciniosa Mart. Ex Schult.) Melão de São</p><p>Caetano (MomordicacharantiaL.), Mamona (RicinuscommunisL.), Mofumbo</p><p>(CombretumleprosumMart.) Mororó (Bauhinia dúbia G.Don), Pau Ferro (Libidibia</p><p>férrea (Mart. exTul.) L.P.Queiroz), Pente de Macaco (ApeibatibourbouAubl),</p><p>Perpétua (Centraterumpunc Tatum Cass.), Quebra Pedra (PhyllanthusniruriL.),</p><p>Tucum (Bactrisinun data Martius), Unha de Gato (Uncaria tomentosa (Wild) DC).</p><p>mata-pasto (Cassia sp.), salsa (Ipomoeasp.), angico-branco (Papapiptadeniarigia</p><p>(Benht.).</p><p>FIGURA 03: DISTRIBUIÇÃO DA VEGETAÇÃO NO LOCAL DO</p><p>EMPREENDIMENTO.</p><p>FONTE: CONSULTORIA, 2024.</p><p>38</p><p>ESTUDO AMBIENTAL SIMPLIFICADO-EAS</p><p>USINA DE ASFALTO E CANTEIRO DE OBRAS</p><p>ALTOS - PI</p><p>5.2.5 FAUNA</p><p>As dificuldades encontradas para a realização de levantamentos de espécies</p><p>da fauna associadas aos territórios de grandes áreas ambientais, especialmente as</p><p>encontradas em regiões rurais está diretamente associado à fragilidade ambiental</p><p>dos ecossistemas, a falta de suporte no fornecimento de condições de abrigo e</p><p>alimentação, ao elevado nível de fragmentação e compartimentação da vegetação, a</p><p>heterogeneidade de ambientes e paisagens, ao nível reduzido de espécies, e até</p><p>mesmo a extinção local</p>