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<p>CURSO DE PEDAGOGIA</p><p>COMPONENTE: Componente Optativo.</p><p>Andreia de Alencar Cardoso Bianchi</p><p>1. Quais concepções de corpo, gênero e sexualidade podem ser extraídas do texto? Formule uma definição para cada um dos conceitos.</p><p>Com base aos estudos bibliográficos “Educar meninas e meninos: relações de gênero na escola”, de Daniela Auad (2006) e “Equívocos e Armadilhas na Articulação entre Diversidade Sexual e Políticas de Inclusão Escolar” de Fernando Seffner (2009), bem como às aulas ministradas pelo Professor Mestre Marcos da Cruz Alves Siqueira, é possível obter maior compreensão no que se diz respeito ao conceito de Corpo, Gênero, Sexualidade e as estigmas criadas pela sociedade acerca destas questões.</p><p>Para melhor contextualização, AUAD (2006) destaca que, embora muitos rótulos impostos pela sociedade referente às definições de corpo, gênero e sexualidade, podemos compreendê-los a partir de uma perspectiva interseccional, que considera as interações complexas entre diferentes dimensões identitárias e sociais.</p><p>Neste sentido, a autora expõe que por muitos anos, a criança era enxergada como um adulto miniatura, sendo restringida a reproduzir os comportamentos e vestimentas dos adultos, de acordo com o gênero. Em justificativa, AUAD (2006), descreve situações em que os meninos devessem portar-se e brincar com brinquedos “masculinos”, como carrinhos, bolas, etc. Em contrapartida, as meninas, devessem respeitar as mesmas regras, voltadas para atividades “femininas”, como brincar de casinha, boneca, etc.</p><p>AUAD (2006) ressalta a necessidade de desconstrução de estereótipos e normas de gênero, afirmando que a sociedade impõe padrões rígidos de masculinidade e feminilidade, o que pode excluir e marginalizar pessoas que não se encaixam nessas categorias. Para a autora, desafiar esses estereótipos é essencial para promover a aceitação da diversidade de identidades de gênero.</p><p>Compactuando do mesmo ideário, SEFFNER (2009), enfatiza que corpo, gênero e sexualidade são entendidos como construções sociais e culturais que estão intrinsecamente ligadas às relações de poder, normas sociais e representações simbólicas vigentes. O autor preconiza a importância de considerar a diversidade de experiências e vivências relacionadas a esses aspectos, reconhecendo a multiplicidade de identidades e expressões presentes na sociedade contemporânea.</p><p>Ao analisar o corpo sob uma perspectiva interseccional, SEFFNER (2009), ressalta como questões de classe, raça, gênero, sexualidade e outras dimensões de poder se entrelaçam nas vivências corporais individuais e coletivas. O autor problematiza as hierarquias corpóreas, os padrões estéticos impostos pela sociedade e as formas de resistência e subversão que emergem a partir do próprio corpo.</p><p>Nessa concepção, compreende-se que as definições de Corpo, Gênero e Sexualidade vão muito além do que as imposições estabelecidas socialmente. Para SEFFNER (2009), Gênero está relacionado à fluidez e a pluralidade das identidades de gênero, questionando as concepções binárias e normativas que historicamente estruturaram as relações de poder. O autor destaca a importância de reconhecer e respeitar a diversidade de expressões de gênero existentes na sociedade.</p><p>Ao abordar o gênero sob uma perspectiva interseccional, AUAD (2006), busca evidenciar como as vivências de gênero se entrelaçam com outras formas de opressão e discriminação, ampliando o debate para além da dicotomia homem/mulher. Ela propõe uma reflexão crítica sobre as normas de gênero, os estereótipos associados às identidades sexuais e as possibilidades de construção de novas narrativas emancipatórias.</p><p>Em relação à sexualidade, SEFFNER (2009), aborda a diversidade de práticas sexuais, desejos e identidades sexuais presentes na sociedade contemporânea. Ele defende uma visão ampliada da sexualidade, que vá além da heteronormatividade dominante e reconheça a multiplicidade de formas pelas quais as pessoas vivenciam sua sexualidade.</p><p>Por meio da perspectiva interseccional, SEFFNER (2009), busca integrar as discussões sobre sexualidade com outras dimensões identitárias, como raça, classe social e orientação sexual. O autor promove uma abordagem inclusiva e respeitosa das diferentes experiências sexuais das pessoas, incentivando a desconstrução de preconceitos e estigmas relacionados à diversidade sexual.</p><p>Assim, diante dos estudos, compreende-se que corpo, gênero e sexualidade são construções sociais complexas que se entrelaçam em um emaranhado de significados culturais, políticos e históricos. O estudo desse assunto tão importante é como um convite à reflexão crítica sobre as múltiplas formas de ser e existir no mundo contemporâneo, promovendo a valorização da diversidade humana e o combate às injustiças estruturais que permeiam nossas relações sociais.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>AUAD, Daniela. Educar meninas e meninos: relações de gênero na escola. São Paulo: Contexto, 2006.</p><p>SEFFNER, Fernando. Equívocos e Armadilhas na Articulação entre Diversidade Sexual e Políticas de Inclusão Escolar. In.: JUNQUEIRA, Rogério Diniz (Org.). Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, UNESCO, 2009. p. 125-140.</p><p>Chave de correção:</p><p>Tópico a ser avaliado</p><p>Nota</p><p>O aluno apresenta o uso deste modelo padrão para formular suas respostas?</p><p>0,5</p><p>O aluno apresenta fundamentação teórica baseado em diferentes autores para compor sua resposta (no mínimo 2 autores)?</p><p>3,0</p><p>O aluno apresenta uma coerência entre o que é solicitado e que escreve?</p><p>3,0</p><p>A dissertação apresenta introdução – desenvolvimento – conclusão?</p><p>3,0</p><p>Usa as normas da ABNT de forma correta (com apresentação das referências ao fim?)</p><p>0,5</p><p>UNIFAMMA - CENTRO UNIVERSITÁRIO METROPOLITANO DE MARINGÁ</p><p>Avenida Virgílio Manília, nº 22260, Jardim Ouro Cola, Maringá, Paraná.</p><p>44 2101-5550 | www.unifamma.edu.br</p>