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<p>367</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>Gramática ....................................................... 369</p><p>Adriana Nunes Moreira, Mariliana Costa da Silva, Victor Alan</p><p>Andrade Marques e Daniela Ferreira Gomes</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19-LA.indd 367 03/10/19 16:20</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19-LA.indd 368 03/10/19 16:20</p><p>369</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>Gramática</p><p>Ensino Médio – 1o ano – 1o bimestre</p><p>Linguagem e variação linguísticaCapítulo 1</p><p>1 (Enem/2014)</p><p>Óia eu aqui de novo</p><p>Óia eu aqui de novo xaxando</p><p>Óia eu aqui de novo para xaxar</p><p>Vou mostrar pr’esses cabras</p><p>Que eu ainda dou no couro</p><p>Isso é um desaforo</p><p>Que eu não posso levar</p><p>Que eu aqui de novo cantando</p><p>Que eu aqui de novo xaxando</p><p>Óia eu aqui de novo mostrando</p><p>Como se deve xaxar</p><p>Vem cá morena linda</p><p>Vestida de chita</p><p>Você é a mais bonita</p><p>Desse meu lugar</p><p>Vai, chama Maria, chama Luzia</p><p>Vai, chama Zabé, chama Raquel</p><p>Diz que eu tou aqui com alegria</p><p>BARROS, Antônio de. Óia eu aqui de novo.</p><p>Disponível em: <www.luizluagonzaga.mus.br>.</p><p>Acesso em: 5 maio 2013. Fragmento.</p><p>A letra da canção de Antônio de Barros manifesta aspectos do repertório linguístico e cultural do Brasil. O verso</p><p>que singulariza uma forma característica do falar popular regional é:</p><p>a) “Isso é um desaforo”</p><p>b) “Diz que eu tou aqui com alegria”</p><p>c) “Vou mostrar pr’esses cabras”</p><p>d) “Vai, chama Maria, chama Luzia”</p><p>e) “Vem cá morena linda, vestida de chita”</p><p>2 (Enem/2014)</p><p>Em bom português</p><p>No Brasil, as palavras envelhecem e caem como folhas secas. Não é somente pela gíria que a gente é apa-</p><p>nhada (aliás, já não se usa mais a primeira pessoa, tanto do singular como do plural: tudo é “a gente”). A própria</p><p>linguagem corrente vai-se renovando e a cada dia uma parte do léxico cai em desuso. Minha amiga Lila, que vive</p><p>descobrindo essas coisas, chamou minha atenção para os que falam assim:</p><p>–– Assisti a uma fita de cinema com um artista que representa muito bem.</p><p>Os que acharam natural essa frase, cuidado! Não saberão dizer que viram um filme com um ator que trabalha</p><p>bem. E irão ao banho de mar em vez de ir à praia, vestido de roupa de banho em vez de biquíni, carregando</p><p>guarda-sol em vez de barraca. Comprarão um automóvel em vez de comprar um carro, pegarão um defluxo em</p><p>vez de um resfriado, vão andar no passeio em vez de passear na calçada. Viajarão de trem de ferro e apresentarão</p><p>sua esposa ou sua senhora em vez de apresentar sua mulher.</p><p>SABINO, Fernando. Folha de S.Paulo, 13 abr. 1984. Adaptado.</p><p>EM13LGG101,</p><p>EM13LGG104</p><p>C8:H27,</p><p>C8:H25</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 369 02/10/19 17:11</p><p>370</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>A língua varia no tempo, no espaço e em diferentes classes socioculturais. O texto exemplifica essa caracterís-</p><p>tica da língua, evidenciando que:</p><p>a) o uso de palavras novas deve ser incentivado em detrimento das antigas.</p><p>b) a utilização de inovações no léxico é percebida na comparação de gerações.</p><p>c) o emprego de palavras com sentidos diferentes.</p><p>d) a pronúncia e o vocabulário são aspectos identificadores da classe social a que pertence o falante.</p><p>e) o modo de falar específico de pessoas de diferentes faixas etárias é frequente em todas as regiões.</p><p>3 (Unicamp/2017)</p><p>No dia 21 de setembro de 2015, Sérgio Rodrigues, crítico literário, comentou que apontar um erro</p><p>de português no título do filme Que horas ela volta? “revela visão curta sobre como a língua funciona”.</p><p>E justifica:</p><p>“O título do filme, tirado da fala de um personagem, está em registro coloquial. Que ano você nasceu? Que</p><p>série você estuda? e frases do gênero são familiares a todos os brasileiros, mesmo com alto grau de escolaridade.</p><p>Será preciso reafirmar a esta altura do século 21 que obras de arte têm liberdade para transgressões muito maiores?</p><p>Pretender que uma obra de ficção tenha o mesmo grau de formalidade de um editorial de jornal ou relatório</p><p>de firma revela um jeito autoritário de compreender o funcionamento não só da língua, mas da arte também.”</p><p>Adaptado do blog Melhor Dizendo. Post completo disponível em: <http://www.melhordizendo.com/</p><p>a-que-horas-ela-volta-em-que-ano-estamos-mesmo/>. Acesso em: 8 jun. 2016.</p><p>Entre os excertos de estudiosos da linguagem reproduzidos a seguir, assinale aquele que corrobora os comen-</p><p>tários do post.</p><p>a) Numa sociedade estruturada de maneira complexa a linguagem de um dado grupo social reflete-o tão bem</p><p>como suas outras formas de comportamento. (Mattoso Câmara Jr., 1975, p. 10.)</p><p>b) A linguagem exigida, especialmente nas aulas de língua portuguesa, corresponde a um modelo próprio das</p><p>classes dominantes e das categorias sociais a elas vinculadas. (Camacho, 1985, p. 4.)</p><p>c) Não existe nenhuma justificativa ética, política, pedagógica ou científica para continuar condenando como</p><p>erros os usos linguísticos que estão firmados no português brasileiro. (Bagno, 2007, p. 161.)</p><p>d) Aquele que aprendeu a refletir sobre a linguagem é capaz de compreender uma gramática – que nada mais</p><p>é do que o resultado de uma (longa) reflexão sobre a língua. (Geraldi, 1996, p. 64.)</p><p>Introdução ao estudo</p><p>da sintaxe</p><p>Capítulo 2</p><p>1 Leia a tirinha a seguir.</p><p>Em conformidade com a análise sintática, o enunciado “Elementar, Brinquedo!”, que está no segundo quadrinho,</p><p>é classificado como um(a):</p><p>a) oração.</p><p>b) frase verbal.</p><p>c) frase nominal.</p><p>d) período simples.</p><p>e) período composto.</p><p>EM13LP08; EM13LP02,</p><p>EM13LP15, EM13LP06,</p><p>EM13LP02</p><p>C8:H27, C6:H18,</p><p>C7:H21, C1:H1</p><p>M</p><p>IN</p><p>O</p><p>/D</p><p>A</p><p>N</p><p>IE</p><p>L</p><p>BR</p><p>A</p><p>N</p><p>D</p><p>Ã</p><p>O</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 370 28/09/19 11:52</p><p>371</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>2 Leia o fragmento a seguir, extraído do romance Iracema, escrito por José de Alencar.</p><p>[...] Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores. O calor do Sol já tinha secado seus passos na</p><p>beira do lago. Iracema inquieta veio pela várzea seguindo o rastro do esposo até o tabuleiro. [...]</p><p>Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000014.pdf>. Acesso em: 19 jun. 2019.</p><p>Nesse fragmento, nota-se a existência de:</p><p>a) três frases, três orações e três períodos.</p><p>b) três frases, quatro orações e três períodos.</p><p>c) quatro frases, três orações e três períodos.</p><p>d) quatro frases, três orações e quatro períodos.</p><p>e) quatro frases, quatro orações e quatro períodos.</p><p>3 Leia o trecho de poema a seguir.</p><p>Quando você vinha, eu ia</p><p>Quando eu chorava, você ria</p><p>Quando eu enxergava, você ouvia</p><p>Quando amei, você se foi</p><p>(...)</p><p>EMMER, Leandro. De-cifra e serei teu.</p><p>Em textos, podemos perceber a progressão ser garantida por meio do uso de recursos linguísticos e ideias que</p><p>esses textos podem expressar. Assim, no fragmento desse poema, a continuidade é construída por meio, exclu-</p><p>sivamente, de:</p><p>a) expressões coloquiais para aproximar a linguagem da oralidade.</p><p>b) repetição de uma mesma estrutura sintática para garantir o paralelismo.</p><p>c) orações justapostas para denotar sentido de independência sintática entre elas.</p><p>d) estrutura sintáticas inversas para se atingir a musicalidade e rima no poema.</p><p>e) duplos sentidos estabelecidos pelas orações para denotar um estilo do poeta.</p><p>4 Leia o trecho abaixo. Depois, responda.</p><p>Ser mãe hoje, mais que nunca, é ser uma mulher-maravilha moderna, pois essa tarefa demanda resiliência. Há</p><p>mãe que é pai, há mãe que trabalha, há mãe que é jovem, há mãe que é madura, há mãe que é despreparada...</p><p>E nessa demanda de características, o fascínio da maternidade ganha corpo e, ao final, todas serão apenas mães.</p><p>(...)</p><p>MARTINS,</p><p>Helena. O bom de ser mãe é... Disponível em: <www.maecemporcento.com.br>. Acesso em: 31 de abr. de 2019.</p><p>Ao produzir um texto, é importante observar a escolha dos elementos linguísticos a fim de promover o desen-</p><p>volvimento das ideias. No trecho lido anteriormente, a estratégia escolhida pela autora para imprimir a conti-</p><p>nuidade textual é:</p><p>a) palavras pertencentes a variados campos semânticos.</p><p>b) ações contrárias às qualidades das mães modernas.</p><p>c) comparações entre mães de outras épocas e atuais.</p><p>d) adjetivação por meio de orações definindo tipos de mães.</p><p>e) ausência de ponto final entre as orações justapostas.</p><p>5 Observe esta imagem.</p><p>A</p><p>C</p><p>ER</p><p>V</p><p>O</p><p>D</p><p>O</p><p>H</p><p>EM</p><p>O</p><p>C</p><p>EN</p><p>TR</p><p>O</p><p>R</p><p>EG</p><p>IO</p><p>N</p><p>A</p><p>L</p><p>D</p><p>E</p><p>PE</p><p>LO</p><p>TA</p><p>S/</p><p>SE</p><p>C</p><p>RE</p><p>TA</p><p>RI</p><p>A</p><p>ES</p><p>TA</p><p>D</p><p>U</p><p>A</p><p>L</p><p>D</p><p>A</p><p>S</p><p>A</p><p>Ú</p><p>D</p><p>E</p><p>D</p><p>O</p><p>G</p><p>O</p><p>V</p><p>ER</p><p>N</p><p>O</p><p>D</p><p>O</p><p>R</p><p>IO</p><p>G</p><p>RA</p><p>N</p><p>D</p><p>E</p><p>D</p><p>O</p><p>S</p><p>U</p><p>L</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 371 28/09/19 11:52</p><p>http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000014.pdf</p><p>372</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>Nessa campanha comunitária de incentivo à doação de órgãos e tecidos, o elemento linguístico utilizado como</p><p>forma de convencer o público-alvo aderir à campanha é:</p><p>a) o emprego de período composto com orações justapostas.</p><p>b) a utilização de vocábulos técnicos da área da medicina.</p><p>c) a troca do verbo conjugado na terceira pessoa do plural.</p><p>d) a ordem inversa dos termos sintáticos.</p><p>e) o uso de predicativos relacionados à causa.</p><p>6 Leia a letra da canção.</p><p>Cariocas são bonitos</p><p>Cariocas são bacanas</p><p>Cariocas são sacanas</p><p>Cariocas são dourados</p><p>Cariocas são modernos</p><p>Cariocas são espertos</p><p>Cariocas são diretos</p><p>Cariocas não gostam de dias nublados</p><p>Cariocas nascem bambas</p><p>Cariocas nascem craques</p><p>Cariocas têm sotaque</p><p>Cariocas são alegres</p><p>Cariocas são atentos</p><p>Cariocas são tão sexys</p><p>Cariocas são tão claros</p><p>Cariocas não gostam de sinal fechado</p><p>CALCANHOTO, Adriana. Cariocas.</p><p>Disponível em: <https://www.letras.mus.br/>.</p><p>Acesso em: 4 fev. 2019.</p><p>Na letra da canção ”Cariocas”, para que se infira a imagem dos cariocas, a autora utiliza recursos morfossintá-</p><p>ticos representados por:</p><p>a) verbos denominados de ligação.</p><p>b) adjetivos empregados como predicativos.</p><p>c) substantivos como sujeito pacientes.</p><p>d) apostos explicativos e enumerativos.</p><p>e) artigos como adjuntos adnominais.</p><p>7 Leia o trecho a seguir e depois responda.</p><p>A Lúcio de Mendonça</p><p>Meu caro poeta.</p><p>Estou que quer fazer destas linhas o introito de seu livro. Cumpre-me ser breve para não tomar tempo ao lei-</p><p>tor. O louvor, a censura, fazem-se com poucas palavras. E todavia o ensejo era bom para uma longa dissertação</p><p>que começasse nas origens da poesia helênica e acabasse nos destinos prováveis da humanidade. Ao poeta daria</p><p>de coração um away, com duas ou três citações mais, que um estilista deve trazer sempre na algibeira, como o</p><p>médico o seu estojo, para estes casos de força maior.</p><p>(...)</p><p>A razão, meu caro poeta, não a procure tanto em si, como no tempo; é do tempo esta poesia prematuramente</p><p>melancólica. Não lhe negarei que há na sua lira uma corda sensivelmente elegíaca, e desde que a há, cumpria</p><p>tangê-la. O defeito está em torná-la exclusiva. Nisto cede a tendência comum, e quem sabe também se a alguma</p><p>intimidade intelectual? O estudo constante de alguns poetas talvez influísse na feição geral do seu livro.</p><p>(...)</p><p>Deste modo conquistará certamente o lugar a que tem pleno direito. Assim o deseja e espera o seu colega.</p><p>ASSIS, Machado de. Cartas de Machado de Assis e de Euclydes da Cunha. Coligidas por Remato Travassos.</p><p>Rio de Janeiro: Waissman, Reis e Cia. Ltda., 1931.</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 372 28/09/19 11:52</p><p>https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/43853/</p><p>373</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>O emprego da vírgula está vinculado às relações sintáticas estabelecidas entre os termos. No texto anterior,</p><p>é perceptível que há um desvio quanto ao emprego desse sinal de pontuação. Isso ocorre na passagem:</p><p>a) “O louvor, a censura, fazem-se com poucas palavras.”</p><p>b) “Ao poeta daria de coração um away, com duas ou três citações mais”</p><p>c) “A razão, meu caro poeta, não a procure tanto em si, como no tempo”</p><p>d) “uma corda sensivelmente elegíaca, e desde que a há, cumpria tangê-la.”</p><p>e) “Nisto cede a tendência comum, e quem sabe também se a alguma intimidade intelectual?”</p><p>8 Leia o texto a seguir.</p><p>O dia em que o tempo parou</p><p>Foi necessário um Blitzkrieg para começar a II Guerra Mundial, mas duas bombas bastaram para terminá-la. A</p><p>primeira, no dia 6 de agosto de 1945, arrasou quase toda a cidade de Hiroshima, aniquilando 80.000 pessoas, em</p><p>um flash mortal. A segunda atingiu Nagasaki três dias depois e matou 40.000 pessoas. (...) Os efeitos da bomba</p><p>atômica foram tão estranhos quanto mortais. Quem estava perto das explosões simplesmente evaporou, deixando</p><p>silhuetas brancas no solo escurecido. Outros morreram lentamente, com a radiação esfolando-os vivos e devorando</p><p>seus órgãos. O câncer aumentou o número de mortos, que chegou perto dos 200.000 em Hiroshima. Ainda se</p><p>debate se, do ponto de vista militar, os ataques ao Japão foram mesmo necessários, mas uma coisa ficou clara a</p><p>partir do momento em que o bombardeiro Enola Gay soltou sua carga: seres humanos tinham agora os meios para</p><p>exterminar a humanidade. A nuvem em forma de cogumelo estendeu sua sombra sobre a política e a cultura – e</p><p>virou o pesadelo de milhões, para sempre.</p><p>60 anos da bomba atômica. Revista Veja, São Paulo, ago. 2005.</p><p>Para entender esse trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor reconheça a ligação entre seus</p><p>elementos. Para isso, a elipse serve como uma das formas para tornar o texto coeso. Com base nessa afirmação,</p><p>podemos inferir que há coesão, que é feita por meio da elipse do sujeito no trecho:</p><p>a) “Foi necessário um Blitzkrieg para começar a II Guerra Mundial”.</p><p>b) “A primeira, (...) arrasou quase toda a cidade de Hiroshima”.</p><p>c) “que chegou perto dos 200.000 em Hiroshima”.</p><p>d) “A nuvem em forma de cogumelo estendeu sua sombra sobre a política e a cultura”.</p><p>e) “e virou o pesadelo de milhões, para sempre”.</p><p>Sintaxe do período simplesCapítulo 3</p><p>1 Leia a seguir o trecho de um texto jornalístico.</p><p>Como ajudar as crianças a desenvolverem a resiliência?</p><p>Circunstâncias difíceis (por exemplo, a morte de um dos pais, dificuldades financeiras ou ter sido vítima de</p><p>desastre natural) podem afetar o desenvolvimento de algumas crianças. No entanto, a maioria delas pode superar</p><p>bem as situações adversas por serem resilientes. Resiliência é ser capaz de se adaptar às circunstâncias difíceis</p><p>de uma forma positiva.</p><p>(...)</p><p>ENCICLOPÉDIA DA CRIANÇA. EBC, 2015. Disponível em:</p><p><http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2015/01/como-ajudar-criancas-desenvolverem-resiliencia/>.</p><p>Acesso em: 20 ago. 2019. Fragmento.</p><p>No trecho, estão destacados os adjuntos adverbiais “bem” e “de uma forma positiva”. Considerando que essa</p><p>função sintática modifica o sentido de outra, os termos que estão em destaque expressam, respectivamente, as</p><p>circunstâncias de:</p><p>a) tempo e modo.</p><p>b) tempo e intensidade.</p><p>c) modo e intensidade.</p><p>d) intensidade e modo.</p><p>e) afirmação e intensidade.</p><p>EM13LP08C8: H27</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 373 28/09/19 11:52</p><p>374</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>2 Leia o texto a seguir.</p><p>Um estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo [USP] prevê que, em dois</p><p>anos, haverá uma nova epidemia de chikungunya no Brasil. De acordo com os pesquisadores, as áreas de maior</p><p>incidência serão o Nordeste e o litoral da Região Sudeste. O anúncio reforça ainda mais</p><p>a importância de medidas</p><p>preventivas. “É indispensável manter e insistir nas campanhas de conscientização de combate aos criadouros do</p><p>Aedes aegypti. Se eliminarmos suas chances de criação, o risco de contaminação diminui”, diz o biólogo Horácio</p><p>Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1a Região (SP, MT e MS).</p><p>Para ele, embora as medidas sejam bem conhecidas, a repetição é importante porque a eficiência do controle</p><p>exige cuidado permanente com os criadouros dos mosquitos, principalmente nas residências. “Como ainda não</p><p>se descobriu uma forma eficiente de combate ao mosquito, o melhor remédio continua sendo a prevenção, ou</p><p>seja, a redução das possibilidades da criação e da reprodução do Aedes. Lembrando que o combate vale também</p><p>para o controle da dengue e do zika vírus”, completa o biólogo. Números apontados pelo Ministério da Saúde</p><p>mostram que 2/3 dos criadouros do Aedes ocorrem no interior dos domicílios.</p><p>(...)</p><p>OTTOBONI, Julio. Estudo mostra que país terá nova epidemia de chikungunya. Agência Envolverde Jornalismo, 2018, Disponível em:</p><p><https://envolverde.cartacapital.com.br/estudo-mostra-que-pais-tera-nova-epidemia-de-chikungunya/>.</p><p>Acesso em: 20 ago. 2019.</p><p>O enunciado “insistir nas campanhas de conscientização de combate aos criadouros do Aedes aegypti” exerce uma</p><p>função sintática no texto. No trecho, outro segmento que exerce a mesma função sintática da oração analisada é:</p><p>a) “haverá uma nova epidemia de chikungunya”.</p><p>b) “O anúncio reforça ainda mais a importância de medidas preventivas”.</p><p>c) “2/3 dos criadouros do Aedes ocorrem no interior dos domicílios”.</p><p>d) “Um estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo [USP] prevê que”.</p><p>e) “Como ainda não se descobriu uma forma eficiente de combate ao mosquito”.</p><p>3 Leia o fragmento abaixo.</p><p>Relatório de entidades ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU) (...) alerta que o uso excessivo de</p><p>medicamentos e os consequentes casos de resistência antimicrobiana podem causar a morte de até 10 milhões</p><p>de pessoas todos os anos até 2050.</p><p>O prejuízo à economia global, segundo o documento, pode ser tão catastrófico quanto a crise financeira</p><p>que assolou o mundo em 2008 e 2009. A estimativa é que, até 2030, a resistência antimicrobiana leve cerca de</p><p>24 milhões de pessoas à extrema pobreza.</p><p>(...)</p><p>LABOISSIÈRE, Paula. ONU: uso excessivo de remédios pode matar 10 milhões ao ano até 2050. EBC, 2019. Disponível em:</p><p><http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2019-04/onu-uso-excessivo-de-remedios-pode-matar-10-milhoes-ao-ano-ate-2050/>.</p><p>Acesso em: 20 ago. 2019.</p><p>Em relação à análise sintática de termos na construção dessa notícia, as expressões “de medicamentos” e “à</p><p>economia global” têm, respectivamente, a função de:</p><p>a) objeto indireto e objeto indireto.</p><p>b) adjunto adnominal e adjunto adnominal.</p><p>c) complemento nominal e adjunto adnominal.</p><p>d) predicativo do objeto e complemento nominal.</p><p>e) complemento nominal e complemento nominal.</p><p>4 Leia o excerto.</p><p>A resiliência é obtida pela própria história</p><p>Semelhante aos animais dos experimentos em laboratório, o processo de desenvolvimento do ser humano é</p><p>construído da mesma maneira de acordo com o neuropsiquiatria francês Boris Cyrulnik. As mudanças geradas na</p><p>criança não [são] culpa da mãe, mas sim, dos estímulos que ela recebe. O contexto trará a infelicidade, o estresse</p><p>ou qualquer outro sentimento negativo à mãe que, consequentemente, afetará o bebê. Por isso, se uma pessoa está</p><p>muito infeliz, é preciso buscar a causa na própria história, no passado da família, da sua mãe e das gerações. (...)</p><p>A resiliência é obtida pela própria história. Diário do Nordeste, 2013. Disponível em:</p><p><https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/verso/a-resiliencia-e-obtida-pela-propria-historia-1.790996>.</p><p>Acesso em: 20 ago. 2019. Adaptado.</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 374 28/09/19 11:52</p><p>http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2019-04/onu-uso-excessivo-de-remedios-pode-matar-10-milhoes-ao-ano-ate-2050/></p><p>375</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>Na frase “O contexto trará a infelicidade, o estresse ou qualquer outro sentimento negativo à mãe que, consequen-</p><p>temente, afetará o bebê”, o complemento do verbo “trará” iniciado por preposição pode ser substituído por um</p><p>pronome pessoal do caso oblíquo, em conformidade com a norma padrão. Dessa forma, obtém-se a construção:</p><p>a) O contexto a trará a infelicidade, o estresse ou qualquer sentimento negativo.</p><p>b) O contexto trar-lhe-á a infelicidade, o estresse ou qualquer sentimento negativo.</p><p>c) O contexto trará-lhe a infelicidade, o estresse ou qualquer sentimento negativo.</p><p>d) O contexto trará-la a infelicidade, o estresse ou qualquer sentimento negativo.</p><p>e) O contexto vai trazê-la infelicidade, o estresse ou qualquer sentimento negativo.</p><p>5 Leia o fragmento.</p><p>A febre amarela é provocada por um vírus que foi trazido da África há, pelo menos, três séculos. O vírus,</p><p>adaptado a primatas (macacos e humanos), é transmitido exclusivamente por algumas espécies de mosquitos. A</p><p>doença não é transmitida de um ser humano para o outro, do macaco para o homem ou vice-versa.</p><p>(...)</p><p>OTTOBONI, Julio. Febre amarela, uma ameaça à saúde pública e uma tragédia ambiental. Agência Envolverde Jornalismo, 2018.</p><p>Disponível em: <https://envolverde.cartacapital.com.br/febre-amarela-uma-ameaca-a-saude-publica-e-uma-tragedia-ambiental/>.</p><p>Acesso em: 12 nov. 2019. Adaptado.</p><p>Nesse trecho, a expressão “a primatas (macacos e humanos)” exerce função sintática de:</p><p>a) objeto direto.</p><p>b) objeto indireto.</p><p>c) adjunto adverbial.</p><p>d) adjunto adnominal.</p><p>e) complemento nominal.</p><p>SubstantivoCapítulo 4</p><p>1 Leia o trecho desta fábula, escrita por Paulo Coelho.</p><p>A gaivota voava por cima de uma praia, quando viu um gato, e imediatamente apaixonou-se por ele. Desceu</p><p>dos céus, e perguntou:</p><p>–– Onde estão suas asas?</p><p>(...)</p><p>A gaivota percebeu que seu novo amado a olhava fixamente:</p><p>–– Pobrezinho! Foi atacado por monstros que lhe deixaram surdo e roubaram suas asas.</p><p>Compadecida, pegou-o em seu bico e levou-o para passear nas alturas. “Pelo menos, ficamos juntos algum</p><p>tempo”, pensava, enquanto voavam. Mas como não conseguiu – por mais que tentasse – demonstrar seu amor,</p><p>ela o deixou no chão, e partiu em busca de alguém que a compreendesse melhor. (...)</p><p>COELHO, Paulo. Esquecendo a magia. Disponível em: <https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/>.</p><p>Acesso em: 15 ago. 2019. Adaptado.</p><p>No contexto dessa fábula, o diminutivo no termo “pobrezinho” expressa um valor de:</p><p>a) espanto.</p><p>b) tamanho.</p><p>c) compaixão.</p><p>d) admiração.</p><p>e) desaprovação.</p><p>2 Leia este trecho.</p><p>(...)</p><p>O cenário é o da 10a edição da Olimpíada do Conhecimento no Centro Internacional de Convenções de Bra-</p><p>sília. Os experimentos foram desenvolvidos por alunos do Senai e do Sesi e por empresas.</p><p>O primeiro ambiente é o da Casa Inteligente. Dividida em quatro cômodos –– quarto, sala, cozinha e banheiro</p><p>––, o local reúne tecnologias facilitadoras do dia a dia que podem virar realidade em poucos anos. O espelho que</p><p>funciona como um guarda-roupa digital rouba as atenções já na entrada ao local. Depois de cadastrar fotos de</p><p>todas as peças do armário, as pessoas montam o figurino que querem usar no dia por meio de uma tela.</p><p>(...)</p><p>GONÇALVES, Carolina. Olimpíada do Conhecimento tem inovações para qualidade de vida e saúde. EBC, 2018.</p><p>Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/>. Acesso em: 5 maio 2019. Adaptado.</p><p>EM13LP08C8:H27</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 375 28/09/19 11:52</p><p>https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/2.804/coluna/paulo-coelho-1.138/paulo-coelho-quatro-historias-de-amor-nao-muito-felizes-1.1776459</p><p>http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-07/olimpiada-do-conhecimento-tem-inovacoes-para-qualidade-de-vida-e-saude</p><p>376</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>No texto, ao descrever a casa inteligente, com muitas tecnologias, cita-se o “espelho”, que é comparado a um</p><p>“guarda-roupa” digital. Considerando a flexão de número dos substantivos compostos, da mesma forma que se</p><p>aplicaria o plural no termo em destaque, também ocorreria em:</p><p>a) reco-reco.</p><p>b) sexta-feira.</p><p>c) célula-tronco.</p><p>d) navio-escola.</p><p>e) quebra-cabeça.</p><p>3 Leia o texto a seguir e depois responda.</p><p>Campanhas buscam elevar cobertura vacinal no Brasil</p><p>O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência mundial, já que oferece, gratuitamente, todas as</p><p>vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo com essa oferta, a cobertura vacinal</p><p>vem caindo no país. Estudo feito por diferentes faculdades de Medicina do Estado de São Paulo e apresentado no</p><p>15o Congresso Paulista de Pediatria, em março, teve por objetivo calcular a taxa de recusa dos pais em vacinar os</p><p>filhos e avaliar os fatores determinantes. [...]</p><p>Nos resultados iniciais, o estudo mostrou que 95% dos pais acreditam que seguir o esquema recomendado</p><p>pelo médico é o melhor para os filhos, já 63,6% entendem que têm direito de questioná-lo. Embora 94,3% dos</p><p>pais acreditem que a imunização protege contra doenças potencialmente graves, 14% deles não confiam na</p><p>segurança das vacinas, e 12,1% acham que os filhos recebem mais vacinas do que o necessário.</p><p>SOUZA, Ludmilla. Campanhas buscam elevar cobertura vacinal no país. EBC, 2019. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/</p><p>noticia/2019-04/campanhas-buscam-elevar-cobertura-vacinal-no-pais>. Acesso em: 6 maio 2019. Adaptado.</p><p>A palavra “vacinal”, no título, é caracterizador de um nome. Identifica-se a mesma função com a palavra desta-</p><p>cada em qual fragmento?</p><p>a) “avaliar os fatores determinantes”.</p><p>b) “já 63,6% entendem que têm direito de questioná-lo”.</p><p>c) “a imunização protege contra doenças potencialmente graves”.</p><p>d) “Estudo feito por diferentes faculdades de Medicina do Estado de São Paulo”.</p><p>e) “todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”.</p><p>4 Alerta ainda é necessário no dia de combate ao trabalho infantil</p><p>Toda criança tem direito ao lazer, à educação e à saúde, mas nem sempre é assim. No Brasil, quase 1 milhão</p><p>de crianças trabalham ilegalmente.</p><p>São crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que atuam na indústria, no comércio e na agricultura. Parte dessa</p><p>população atua nas piores formas de trabalho infantil, que são o trabalho doméstico, prostituição e tráfico de drogas.</p><p>Alerta ainda é necessário no dia de combate ao trabalho infantil. EBC, 2018. Disponível em: <http://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-</p><p>brasil/2018/06/alerta-ainda-e-necessario-no-dia-de-combate-ao-trabalho-infantil>. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>“Criança” é um substantivo sobrecomum, uma vez que não existem diferenças sintáticas ou morfológicas a fim</p><p>de diferenciar masculino ou feminino. Também tem a mesma classificação de “criança” o termo:</p><p>a) colega.</p><p>b) artista.</p><p>c) jurista.</p><p>d) intérprete.</p><p>e) testemunha.</p><p>5 “O falar é perigoso para as nossas ilusões”.</p><p>Machado de Assis</p><p>Nessa frase de Machado de Assis, nota-se a substantivação do verbo “falar”. É exemplo desse mesmo processo</p><p>o termo destacado no período:</p><p>a) “O espírito está pronto, mas a carne é fraca.”</p><p>b) “A amizade mais sólida é aquela entre os iguais.”</p><p>c) “Se existe alguma coisa sagrada, esta é o corpo humano.”</p><p>d) “O corpo é um dos nomes da alma, e não o mais indecente.”</p><p>e) “Que o teu corpo não seja a primeira cova do teu esqueleto.”</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 376 28/09/19 11:52</p><p><http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2019-04/campanhas-buscam-elevar-cobertura-vacinal-no-pais></p><p><http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2019-04/campanhas-buscam-elevar-cobertura-vacinal-no-pais></p><p>http://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-brasil/2018/06/alerta-ainda-e-necessario-no-dia-de-combate-ao-trabalho-infantil</p><p>http://www.ebc.com.br/cidadania/2018/06/dia-mundial-de-combate-ao-trabalho-infantil-acompanhe-os-destaques</p><p>http://www.ebc.com.br/cidadania/2018/06/dia-mundial-de-combate-ao-trabalho-infantil-acompanhe-os-destaques</p><p>377</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>6 Leia o trecho a seguir.</p><p>As organizações envolvidas na pesquisa lançaram a Alliance 8.7 (Aliança 8.7), uma parceria estratégica global</p><p>que reúne os governos, a Organização das Nações Unidas, o setor privado, as organizações e a sociedade civil</p><p>que atuam em relação ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8.7.</p><p>O objetivo aponta o compromisso de “tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado,</p><p>acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, e assegurar a proibição e a eliminação das piores for-</p><p>mas de trabalho infantil, incluindo o recrutamento e a utilização de crianças-soldado, e até 2025, acabar com o</p><p>trabalho infantil em todas as suas formas”.</p><p>“A mensagem que a OIT está enviando, junto aos nossos parceiros da Aliança 8.7, é muito clara: o mundo</p><p>não estará em posição de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a menos que dramaticamen-</p><p>te aumentemos nossos esforços para combater esses flagelos. Essas novas estimativas globais podem ajudar a</p><p>moldar e a desenvolver intervenções para prevenir o trabalho forçado e o trabalho infantil”, afirmou Guy Ryder,</p><p>Diretor-Geral da OIT.</p><p>Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/>. Acesso em: 5 maio 2019. Adaptado.</p><p>Considerando os aspectos morfossintáticos dos substantivos destacados no texto, a palavra:</p><p>a) “mensagem” é primitiva e exerce a função de núcleo do sujeito.</p><p>b) “formas” é concreta e exerce a função de núcleo do objeto indireto.</p><p>c) “esforços” é simples e exerce a função de núcleo do objeto direto.</p><p>d) “escravidão” é derivada e exerce a função de núcleo do adjunto adverbial.</p><p>e) “parceiros” é comum e exerce a função de núcleo do complemento nominal.</p><p>Compreensão textual</p><p>Conteúdo programático: Localizar</p><p>informações explícitas em um texto</p><p>Texto I</p><p>Olhos de ressaca</p><p>Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele</p><p>lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva,</p><p>parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela,</p><p>Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem</p><p>algumas lágrimas poucas e caladas...</p><p>As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que</p><p>estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também.</p><p>Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras</p><p>desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã.</p><p>Assis, Machado de. Dom Casmurro. Capítulo CXXIII, Olhos de ressaca. Disponível em:</p><p><http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv00180a.pdf >. Acesso em: 13 ago. 2019.</p><p>1 Por meio da passagem destacada no texto, é possível perceber que o narrador reflete a respeito das atitudes de</p><p>Capitu no velório de Escobar. Essa reflexão revela que ele:</p><p>a) desconfiava da esposa há tempos.</p><p>b) consternou-se com o companheirismo de Capitu.</p><p>c) descobriu que Capitu o havia traído com Escobar.</p><p>d) supôs que a esposa do amigo sabia dos sentimentos de Capitu.</p><p>e) ajuizou que Capitu nutria um sentimento oculto pelo amigo morto.</p><p>Texto II</p><p>Videogames violentos não criam assassinos</p><p>Os videogames matam? Será que a culpa da violência dos jovens na atualidade é por causa da excessiva quan-</p><p>tidade de jogos eletrônicos violentos? Não está determinado ainda se videogames</p><p>violentos conduzem crianças a</p><p>comportamento sanguinário, mas um novo estudo concluiu que jogos de tiro não transformam garotos em assassinos.</p><p>Karen Sterheimer, socióloga da Universidade de Southern Califórnia que pesquisa este assunto desde 1999,</p><p>disse que culpar os videogames pela violência dos jovens é algo muito relevante e deixa de considerar outros</p><p>fatores importantes que podem claramente influenciar no comportamento do jovem.</p><p>EM13LGG104, EM13LP52,</p><p>EM13LGG303, EM13LGG101.</p><p>C5:H15, C5:H16,</p><p>C7:H22, C9:H30</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 377 28/09/19 11:52</p><p>http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2017-09/com-40-milhoes-de-escravos-no-mundo-oit-pede-mais-empenho-dos</p><p>http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv00180a.pdf</p><p>378</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>“Uma sinfonia de eventos controla a violência”, disse Sterheimer, que começou sua pesquisa depois que alguns</p><p>especialistas atribuíram ao game Doom a culpa pelo ataque a tiros contra a Columbine High School, no Colorado,</p><p>durante o qual dois alunos mataram 13 pessoas e depois se suicidaram no mesmo local, uma cena que chamou</p><p>a atenção do mundo inteiro, e mais ainda ao saber que tais jovens eram viciados em jogos eletrônicos violentos.</p><p>(...)</p><p>A pesquisa de Sterheimer, que envolve análise da cobertura jornalística e de estatísticas do FBI com relação ao</p><p>crime juvenil, constatou que nos 10 anos posteriores ao lançamento de Doom, e de muitos outros jogos violentos,</p><p>o índice de prisão de menores de idade por homicídios caiu 77 por cento nos Estados Unidos.</p><p>“Se desejamos compreender por que os jovens se tornam homicidas, precisamos observar mais do que os jogos</p><p>que eles jogam... (ou) perderemos algumas das mais importantes peças do quebra-cabeça”, disse ela, mencionando</p><p>violência na família e na comunidade, a alienação causada pela vida nos subúrbios e o menor envolvimento dos</p><p>pais como outros possíveis fatores.</p><p>Sterheimer disse que culpar os videogames inocenta o ambiente em que a criança foi criada e remove a culpa</p><p>dos criminosos. “O problema é complicado e merece mais que uma solução simples”, afirmou.</p><p>MENDONÇA, Lucas. Brasil Escola. Disponível em:</p><p><https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/videogames-violentos-nao-criam-assassinos.htm>.</p><p>Acesso em: 11 ago. 2019.</p><p>2 Ao escrever um artigo de opinião, o articulista precisa persuadir os leitores e convencê-los com relação ao ponto</p><p>de vista defendido. Diante disso, nesse texto, a tese defendida explicitamente pela autora objetiva:</p><p>a) identificar os tipos de jogos que conduzem crianças a cometerem crimes.</p><p>b) demonstrar que jovens os quais têm atitudes violentas vivem em ambientes hostis.</p><p>c) constatar que os videogames violentos não norteiam o comportamento das crianças.</p><p>d) mostrar que os jogos, como os de tiro, são prejudiciais à construção identitária do sujeito em formação.</p><p>e) comprovar que as causas que moldam o comportamento dos indivíduos são de natureza diversa.</p><p>Texto III</p><p>©</p><p>A</p><p>LE</p><p>X</p><p>A</p><p>N</p><p>D</p><p>RE</p><p>B</p><p>EC</p><p>K</p><p>3 No terceiro quadrinho, o menino manifesta uma opinião sobre as redes sociais, que pode ser compreendida como</p><p>um ambiente:</p><p>a) inóspito</p><p>b) amistoso</p><p>c) incrédulo</p><p>d) aprazível</p><p>e) onisciente</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 378 28/09/19 11:52</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/videogames-violentos-nao-criam-assassinos.htm></p><p>379</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>Conteúdo programático: Localizar</p><p>informações implícitas em um texto</p><p>Texto I</p><p>Lembro-me de que certa noite, eu teria uns quatorze anos, quando muito, encarregaram-me de segurar uma</p><p>lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos em um</p><p>pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (...) Apesar do horror e da náusea, continuei</p><p>firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei</p><p>de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida? (...)</p><p>Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o</p><p>escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz</p><p>sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos</p><p>e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica,</p><p>acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que</p><p>não desertamos nosso posto.</p><p>VERÍSSIMO, Érico. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.</p><p>1 A construção do fragmento do texto literário em estudo evidencia, entre outros aspectos, a responsabilidade do</p><p>fazer literário; como demonstra implicitamente o item:</p><p>a) “Desde que, adulto, comecei a escrever romances”.</p><p>b) “Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava”.</p><p>c) “numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada”.</p><p>d) “encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações”.</p><p>e) “por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar</p><p>essa vida?”</p><p>Texto II</p><p>A flor e a náusea</p><p>Preso à minha classe e a algumas roupas</p><p>Vou de branco pela rua cinzenta.</p><p>Melancolias, mercadorias, espreitam-me.</p><p>Devo seguir até o enjoo?</p><p>Posso, sem armas, revoltar-me?</p><p>Olhos sujos no relógio da torre:</p><p>Não, o tempo não chegou de completa justiça.</p><p>O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.</p><p>O tempo pobre, o poeta pobre</p><p>fundem-se no mesmo impasse.</p><p>Em vão me tento explicar, os muros são surdos.</p><p>Sob a pele das palavras há cifras e códigos.</p><p>O sol consola os doentes e não os renova.</p><p>As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.</p><p>Vomitar este tédio sobre a cidade.</p><p>Quarenta anos e nenhum problema</p><p>resolvido, sequer colocado.</p><p>Nenhuma carta escrita nem recebida.</p><p>Todos os homens voltam para casa.</p><p>Estão menos livres, mas levam jornais</p><p>e soletram o mundo, sabendo que o perdem.</p><p>Crimes da terra, como perdoá-los?</p><p>Tomei parte em muitos, outros escondi.</p><p>Alguns achei belos, foram publicados.</p><p>Crimes suaves, que ajudam a viver.</p><p>Ração diária de erro, distribuída em casa.</p><p>Os ferozes padeiros do mal.</p><p>Os ferozes leiteiros do mal.</p><p>EM13LP52, EM13LP46,</p><p>EM13LP49</p><p>C5:H16,</p><p>C5:H15</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 379 28/09/19 11:52</p><p>380</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.</p><p>Ao menino de 1918 chamavam anarquista.</p><p>Porém meu ódio é o melhor de mim.</p><p>Com ele me salvo</p><p>e dou a poucos uma esperança mínima.</p><p>Uma flor nasceu na rua!</p><p>Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.</p><p>Uma flor ainda desbotada</p><p>ilude a polícia, rompe o asfalto.</p><p>Façam completo silêncio, paralisem os negócios,</p><p>garanto que uma flor nasceu.</p><p>Sua cor não se percebe.</p><p>Suas pétalas não se abrem.</p><p>Seu nome não está nos livros.</p><p>É feia. Mas é realmente uma flor.</p><p>Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde</p><p>e lentamente passo a mão nessa forma insegura.</p><p>Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.</p><p>Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.</p><p>É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.</p><p>ANDRADE, Carlos Drummond de. A rosa do povo. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1945.</p><p>2 Em meio a tantas proibições, injustiças, mandos e desmandos vistos e vividos na primeira metade do</p><p>século XX, surge o lirismo de Carlos Drummond de Andrade como no poema “A flor e a náusea”, cujo principal</p><p>questionamento aponta para a:</p><p>a)</p><p>permissividade do eu lírico por meio de sua passividade e de sua omissão ante as problemáticas de sua época.</p><p>b) perplexidade do eu poético com a divergência entre o mundo particular onde ele vive e o mundo externo que</p><p>o cerca.</p><p>c) resiliência em olhar o contexto que o cerca, indiferente aos acontecimentos cruéis que passaram a aconte-</p><p>cem à sua volta.</p><p>d) criação do poeta ante a dor coletiva e a miséria do mundo moderno, permeado de materialismo e da falta de</p><p>humanidade.</p><p>e) revolta da voz que fala no texto com as injustiças do mundo moderno e com a impossibilidade de mudar</p><p>essa cruel realidade.</p><p>Texto III</p><p>Pai não entende nada</p><p>–– Um biquíni novo?</p><p>–– É, pai.</p><p>–– Você comprou um no ano passado!</p><p>–– Não serve mais, pai. Eu cresci.</p><p>–– Como não serve? No ano passado você tinha 14 anos, este ano tem 15. Não cresceu tanto assim.</p><p>–– Não serve, pai.</p><p>–– Está bem, está bem. Toma o dinheiro. Compra um biquíni maior.</p><p>–– Maior não, pai. Menor.</p><p>Aquele pai, também, não entendia nada.</p><p>VERÍSSIMO, Luís Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1991.</p><p>3 Infere-se pelo desfecho da crônica que a adolescente:</p><p>a) é tímida e antissocial.</p><p>b) cresceu assustadoramente.</p><p>c) continua com atitudes infantis.</p><p>d) tornou-se descolada e extrovertida.</p><p>e) exige roupas proporcionais ao seu crescimento.</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 380 28/09/19 11:52</p><p>http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/carlos-drummond-de-andrade-poemas/</p><p>381</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>Conteúdo programático: Inferir o sentido</p><p>de uma palavra ou expressão</p><p>Texto I</p><p>1 Leia o texto.</p><p>Eduardo e Mônica</p><p>Quem um dia irá dizer</p><p>Que existe razão</p><p>Nas coisas feitas pelo coração?</p><p>E quem irá dizer</p><p>Que não existe razão?</p><p>(...)</p><p>Eduardo e Mônica eram nada parecidos</p><p>Ela era de Leão e ele tinha dezesseis</p><p>Ela fazia Medicina e falava alemão</p><p>E ele ainda nas aulinhas de inglês</p><p>Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus</p><p>Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud</p><p>E o Eduardo gostava de novela</p><p>E jogava futebol de botão com seu avô</p><p>Ela falava coisas sobre o Planalto Central</p><p>Também magia e meditação</p><p>E o Eduardo ainda tava no esquema</p><p>Escola, cinema, clube, televisão</p><p>(...)</p><p>E quem um dia irá dizer</p><p>Que existe razão</p><p>Nas coisas feitas pelo coração?</p><p>E quem irá dizer</p><p>Que não existe razão?</p><p>RUSSO, Renato. Eduardo e Mônica. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/22497/>. Acesso em: 11 ago. 2019.</p><p>Por intermédio do uso dos recursos estilísticos da segunda estrofe, depreende-se que</p><p>a) Mônica era tão imatura quanto Eduardo.</p><p>b) Mônica e Eduardo eram igualmente maduros.</p><p>c) Eduardo era prudente, mas Mônica era intempestiva.</p><p>d) Eduardo tinha atitudes pueris; Mônica agia de forma mais sistemática.</p><p>e) Mônica e Eduardo oscilavam entre a maturidade e a inconsequência.</p><p>Texto II</p><p>2 Observe a charge.</p><p>©</p><p>M</p><p>O</p><p>ES</p><p>IO</p><p>F</p><p>IU</p><p>ZA</p><p>O uso da palavra doente, na charge em análise, indica que o termo, quanto ao significado contextual, trata-se de uma</p><p>a) antonímia</p><p>b) sinonímia</p><p>c) paronímia</p><p>d) polissemia</p><p>e) heteronímia</p><p>EM13LP05, EM13LP06</p><p>C7:H24,</p><p>C7:H22,</p><p>C8:H26</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 381 02/10/19 17:11</p><p>https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/22497/></p><p>382</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>d</p><p>uç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ro</p><p>ib</p><p>id</p><p>a.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>84</p><p>d</p><p>o</p><p>C</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>P</p><p>en</p><p>al</p><p>e</p><p>L</p><p>ei</p><p>9</p><p>.6</p><p>10</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>d</p><p>e</p><p>fe</p><p>ve</p><p>re</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>19</p><p>98</p><p>.</p><p>G</p><p>ra</p><p>m</p><p>át</p><p>ic</p><p>a</p><p>Qual é a frase que está codificada?</p><p>Ariete Weber dos Santos</p><p>Desafio SFB Garra e Reconhecimento</p><p>A</p><p>D</p><p>IL</p><p>SO</p><p>N</p><p>S</p><p>EC</p><p>C</p><p>O</p><p>– P</p><p>DA</p><p>O</p><p>DO</p><p>NA</p><p>Troque letra B</p><p>pela letra N</p><p>Coloque a letra C</p><p>entre as vogais I e A</p><p>do nome deste país</p><p>Troque a letra E</p><p>pela letra A</p><p>IA</p><p>Índia</p><p>Rússia</p><p>+</p><p>++</p><p>–+</p><p>PDF-366-382-SFB-1EM-FV-LA-GRA-1bim-M19.indd 382 02/10/19 17:11</p><p>3-PDF_366_382_SFB_1EM_FV_LA_GRA_1BIM_M19</p>

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