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<p>curso prático:direitocurso prático:direito</p><p>imobiliário extrajudicialimobiliário extrajudicial</p><p>APOSTILA AULAS 01, 02 E 03</p><p>AULAS AO VIVO DIAS 9 A 14 DE JULHO/24</p><p>CURSO PRÁTICO: DIREITO IMOBILIÁRIO EXTRAJUDICIAL</p><p>PROFESSOR MARCOS SALOMÃO</p><p>APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DAS AULAS AO VIVO</p><p>REALIZADAS DO DIA 09 A 14 DE JULHO DE 2024.</p><p>NOÇÕES GERAIS DE DIREITO IMOBILIÁRIO EXTRAJUDICIAL</p><p>Os cartórios são criados por Lei pelo Tribunal de Justiça do Estado, criando</p><p>um novo serviço que será provido por concurso público.</p><p>O artigo 236 da Constituição Federal de 1988 traz expressamente que o</p><p>serviço notarial e registral é uma atividade pública exercida em caráter</p><p>privado por um particular por meio de delegação desse serviço.</p><p>Nos termos do § 3o, do artigo 236 da Magna Carta, o serviço notarial e</p><p>registral não pode ficar vago, sem abertura de concurso público, por mais de</p><p>6 (seis) meses.</p><p>Art. 236. Os serviços notariais e de registro são</p><p>exercidos em caráter privado, por delegação do Poder</p><p>Público.</p><p>§ 1º Lei regulará as atividades, disciplinará a</p><p>responsabilidade civil e criminal dos notários, dos</p><p>oficiais de registro e de seus prepostos, e definirá a</p><p>fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário.</p><p>§ 2º Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação</p><p>de emolumentos relativos aos atos praticados pelos</p><p>serviços notariais e de registro.</p><p>§ 3º O ingresso na atividade notarial e de registro</p><p>depende de concurso público de provas e títulos, não se</p><p>permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem</p><p>abertura de concurso de provimento ou de remoção, por</p><p>mais de seis meses.</p><p>O Estado tem o dever de fiscalizar a atividade, visto que ela é exercida em</p><p>caráter privado por um particular. Assim, pela Constituição Federal de 1988</p><p>(CF), quem tem a competência para fiscalizar é o Poder Judiciário.</p><p>O oficial de registro e notário não são considerados funcionários públicos</p><p>(exceto para fins penais e para improbidade administrativa), não possuem</p><p>salário do Estado, não tem direito à décimo terceiro.</p><p>Classificação dos Registros Públicos</p><p>• Registro Civil das Pessoas Naturais, onde se registra nascimentos,</p><p>casamentos, óbitos, registros especiais como emancipação etc.,</p><p>serviço essencial para o exercício da Cidadania.</p><p>• Registro Civil das Pessoas Jurídicas, onde se registra sociedades (que</p><p>não são empresárias, já que essas são registradas na Junta Comercial</p><p>do Estado), associações, fundações.</p><p>• Registro de Títulos e Documentos, o qual possui competência</p><p>residual, registrando, por exemplo, penhor comum sobre coisas</p><p>móveis, contratos e documentos para sua conservação (ver Código de</p><p>Normas do respectivo Estado).</p><p>• Registro de Imóveis, o qual possui um rol com os atos e negócios</p><p>jurídicos que serão registrados e averbados, relativos aos imóveis ali</p><p>matriculados.</p><p>A lei ainda traz os cartórios de contratos marítimos, que tem natureza híbrida,</p><p>sendo lavrados os atos e registrados na mesma serventia.</p><p>A função notarial, que é exercida pelo tabelião, vai dividir-se em notas e</p><p>protesto. Nos termos da Lei 8.935/94:</p><p>Art. 6o Aos notários compete:</p><p>I - formalizar juridicamente a vontade das partes;</p><p>II - intervir nos atos e negócios jurídicos a que as partes</p><p>devam ou queiram dar forma legal ou autenticidade,</p><p>autorizando a redação ou redigindo os instrumentos</p><p>adequados, conservando os originais e expedindo cópias</p><p>fidedignas de seu conteúdo;</p><p>III - autenticar fatos.</p><p>Art. 7o Aos tabeliães de notas compete com</p><p>exclusividade:</p><p>I - lavrar escrituras e procurações, públicas;</p><p>II - lavrar testamentos públicos e aprovar os cerrados;</p><p>III - lavrar atas notariais;</p><p>IV - reconhecer firmas;</p><p>V - autenticar cópias.</p><p>O que são os emolumentos?</p><p>É a remuneração que o notário e o registrador recebem pelo serviço prestado.</p><p>Essa remuneração é fixada por lei (tem-se a Lei Geral dos Emolumentos, Lei</p><p>Federal n. 10.169/2000, que traz as normas gerais) e cada Estado edita sua</p><p>lei em relação aos emolumentos que serão cobrados pelos serviços prestados.</p><p>Com essa remuneração (emolumentos), o registrador e o notário vão gerir o</p><p>cartório já que exercem atividade em caráter privado, contratando prepostos,</p><p>instalações, programas etc.</p><p>Os emolumentos possuem natureza tributária de taxa remuneratória de</p><p>serviço público, como já decidiu o STF.</p><p>Extinção da delegação:</p><p>A extinção da delegação somente ocorre nos termos da Lei 8.935/94:</p><p>Art. 39. Extinguir-se-á a delegação a notário ou a</p><p>oficial de registro por:</p><p>I - morte;</p><p>II - aposentadoria facultativa;</p><p>III - invalidez;</p><p>IV - renúncia;</p><p>V - perda, nos termos do art. 35.</p><p>VI - descumprimento, comprovado, da gratuidade</p><p>estabelecida na Lei no 9.534, de 10 de dezembro de</p><p>1997. (Incluído pela Lei no 9.812, de 1999)</p><p>§ 1o Dar-se-á aposentadoria facultativa ou por</p><p>invalidez nos termos da legislação previdenciária</p><p>federal.</p><p>§ 2o Extinta a delegação a notário ou a oficial de</p><p>registro, a autoridade competente declarará vago o</p><p>respectivo serviço, designará o substituto mais antigo</p><p>para responder pelo expediente e abrirá concurso.</p><p>Hoje, muitos procedimentos são feitos na via extrajudicial, ou seja, nos</p><p>cartórios. Esse novo caminho ficou conhecido como desjudicialização ou</p><p>extrajudicialização.</p><p>Assim, não está sendo retirado procedimentos do judicial, mas trazendo</p><p>novas soluções para a sociedade e facilitando o trabalho de todo o sistema:</p><p>judiciário, advogados, titulares de cartório e claro, o mais importante, a</p><p>população brasileira.</p><p>Dessa forma, o direito imobiliário está intimamente ligado aos cartórios e a</p><p>regularização de imóveis ganha uma nova roupagem.</p><p>COMO SURGEM OS IMÓVEIS IRREGULARES?</p><p>1 – Problemas de família e sucessões</p><p>- Falta de partilha</p><p>- Falta de inventário</p><p>- Falta de divórcio</p><p>- Falta de dissolução de união estável</p><p>2 – Falta de empreendimentos imobiliários</p><p>- Loteamento</p><p>- Desdobro</p><p>- Desmembramento</p><p>- Incorporação</p><p>- Instituição de condomínio</p><p>3 – Problemas históricos</p><p>- Medições rudimentares</p><p>- Ausência de informações nos registros</p><p>- Frações de imóveis</p><p>- Registro de Imóveis tem apenas 180 anos</p><p>- Lei 6015/73 – matrícula em 1976</p><p>COMO SE MANIFESTAM, QUAIS OS SINTOMAS DOS IMÓVEIS</p><p>IRREGULARES?</p><p>1 – ausência de registro em nome do possuidor, do interessado.</p><p>2 – Instrumentos:</p><p>- Documentos de gaveta</p><p>- Cessão de posse</p><p>- Cessão de direitos hereditários</p><p>- Cessão contratual</p><p>- Procurações</p><p>- Recibos</p><p>- Escritura pública com nota devolutiva</p><p>- Documento judicial com nota devolutiva</p><p>3 – Relações verbais</p><p>4 – Ocupações</p><p>TÍTULOS</p><p>O Registro de Imóveis é baseado em títulos (artigo 221 da Lei 6.015/73), que</p><p>são apresentados no balcão para PROTOCOLO.</p><p>São títulos admitidos a registro aqueles previstos no artigo 221 da Lei</p><p>6.015/73, a saber:</p><p>Art. 221 - Somente são admitidos registro:</p><p>I - escrituras públicas, inclusive as lavradas em</p><p>consulados brasileiros;</p><p>II - escritos particulares autorizados em lei, assinados</p><p>pelas partes e pelas testemunhas, com as firmas</p><p>reconhecidas; (Redação dada pela Lei nº 14.620, de</p><p>2023)</p><p>III - atos autênticos de países estrangeiros, com força de</p><p>instrumento público, legalizados e traduzidos na forma</p><p>da lei, e registrados no cartório do Registro de Títulos e</p><p>Documentos, assim como sentenças proferidas por</p><p>tribunais estrangeiros após homologação pelo Supremo</p><p>Tribunal Federal;</p><p>IV - cartas de sentença, formais de partilha, certidões e</p><p>mandados extraídos de autos de processo.</p><p>V - contratos ou termos administrativos, assinados com</p><p>a União, Estados, Municípios ou o Distrito Federal, no</p><p>âmbito de programas de regularização fundiária e de</p><p>programas habitacionais de interesse social,</p><p>notas do</p><p>município em que estiver localizado o imóvel</p><p>usucapiendo ou a maior parte dele, a quem caberá</p><p>alertar o requerente e as testemunhas de que a</p><p>prestação de declaração falsa no referido instrumento</p><p>configurará crime de falsidade, sujeito às penas da lei.</p><p>§ 1o O tabelião de notas poderá comparecer</p><p>pessoalmente ao imóvel usucapiendo para realizar</p><p>diligências necessárias à lavratura da ata notarial.</p><p>§ 2o Podem constar da ata notarial imagens,</p><p>documentos, sons gravados em arquivos eletrônicos,</p><p>além do depoimento de testemunhas, não podendo</p><p>basear-se apenas em declarações do requerente.</p><p>(DRONES ???)</p><p>§ 3o Finalizada a lavratura da ata notarial, o tabelião</p><p>deve cientificar o requerente e consignar no ato que:</p><p>A ata notarial não tem valor como confirmação ou estabelecimento de</p><p>propriedade, servindo apenas para a instrução de requerimento extrajudicial</p><p>de usucapião para processamento perante o registrador de imóveis.</p><p>ELEMENTOS DA ATA DE USUCAPIÃO:</p><p>a)a descrição do imóvel conforme consta na matrícula do registro em caso</p><p>de bem individualizado ou a descrição da área em caso de não</p><p>individualização, devendo ainda constar as características do imóvel, tais</p><p>como a existência de edificação, de benfeitoria ou de qualquer acessão no</p><p>imóvel usucapiendo;</p><p>b) o tempo e as características da posse do requerente e de seus</p><p>antecessores;</p><p>c) a forma de aquisição da posse do imóvel usucapiendo pela parte</p><p>requerente;</p><p>d) a modalidade de usucapião pretendida e sua base legal ou constitucional;</p><p>e) o número de imóveis atingidos pela pretensão aquisitiva e a localização:</p><p>se estão situados em uma ou em mais circunscrições;</p><p>f) o valor do imóvel;</p><p>g) outras informações que o tabelião de notas considere necessárias à</p><p>instrução do procedimento, tais como depoimentos de testemunhas ou</p><p>partes confrontantes;</p><p>II – planta e memorial descritivo assinados por:</p><p>Profissional legalmente habilitado e com prova da Anotação da</p><p>Responsabilidade Técnica – ART ou do Registro de Responsabilidade</p><p>Técnica – RTT no respectivo conselho de fiscalização profissional.</p><p>E pelos titulares dos direitos registrados ou averbados na matrícula do</p><p>imóvel usucapiendo ou na matrícula dos imóveis confinantes (QUANDO A</p><p>ÁREA NÃO FOR EXATA DA MATRICULA).</p><p>Ou pelos ocupantes a qualquer título; (se houver algum “ocupante” nas</p><p>hipóteses anteriores)- (locação, arrendamento, comodato).</p><p>DISPENSA DE MAPA E MEMORIAL:</p><p>Art. 4</p><p>§ 5o Será dispensada a apresentação de planta e</p><p>memorial descritivo se o imóvel usucapiendo for</p><p>unidade autônoma de condomínio edilício ou</p><p>loteamento regularmente instituído, bastando que o</p><p>requerimento faça menção à descrição constante da</p><p>respectiva matrícula.</p><p>REGRAS: (art. 4, §5 e §10)</p><p>1- O mapa e o memorial são necessários quando não se tratar de lote ou de</p><p>unidade autônoma de loteamento regular ou condomínio edilício regular</p><p>2- Assinatura dos confrontantes é necessária quando :</p><p>- existe diferença da área medida e da matrícula (seja na área ou em alguma</p><p>das confrontações)</p><p>- ou quando o imóvel não tem matrícula nem transcrição.</p><p>Art. 10 - Se a planta mencionada no inciso II do caput</p><p>do art. 4o deste provimento não estiver assinada [...] e</p><p>não for apresentado documento autônomo de anuência</p><p>expressa, eles serão notificados pelo oficial de registro</p><p>de imóveis ou por intermédio do oficial de registro de</p><p>títulos e documentos para que manifestem</p><p>consentimento no prazo de quinze dias, considerando-</p><p>se sua inércia como concordância.</p><p>Art 10</p><p>§ 6o Se a planta não estiver assinada por algum</p><p>confrontante</p><p>(nos casos necessários de suas assinaturas) este será</p><p>notificado pelo oficial de registro de imóveis mediante</p><p>carta com aviso de recebimento, para manifestar-se no</p><p>prazo de quinze dias, aplicando-se ao que couber o</p><p>disposto nos §§ 2o e seguintes do art. 213 e seguintes</p><p>da LRP.</p><p>* O artigo refere-se ao procedimento de retificação de matrícula.</p><p>Art. 11 - Infrutíferas as</p><p>notificações mencionadas neste provimento, estando o</p><p>notificando em lugar: incerto, não sabido ou</p><p>inacessível, o oficial de registro de imóveis certificará</p><p>o ocorrido e promoverá a notificação por edital</p><p>publicado, por duas vezes, em jornal local de grande</p><p>circulação, pelo prazo de quinze dias cada um,</p><p>interpretando o silêncio do notificando como</p><p>concordância.</p><p>Parágrafo único. A notificação por</p><p>edital poderá ser publicada em meio eletrônico, desde</p><p>que o procedimento esteja regulamentado pelo tribunal.</p><p>Art. 4</p><p>§ 6o Será exigido o reconhecimento de firma, por</p><p>semelhança ou autenticidade, das assinaturas lançadas</p><p>na planta e no memorial mencionados no inciso II do</p><p>caput deste artigo.</p><p>Art. 10</p><p>§ 7o O consentimento expresso poderá ser manifestado</p><p>pelos confrontantes e titulares de direitos reais a</p><p>qualquer momento, por documento particular com</p><p>firma reconhecida ou por instrumento público, sendo</p><p>prescindível a assistência de advogado ou defensor</p><p>público.</p><p>Art. 12 - Na hipótese de algum titular de direitos reais e</p><p>de outros direitos registrados na matrícula do imóvel</p><p>usucapiendo e na matrícula do imóvel confinante ter</p><p>falecido, poderão assinar a planta e memorial</p><p>descritivo os herdeiros legais, desde que apresentem</p><p>escritura pública declaratória de únicos herdeiros com</p><p>nomeação do inventariante.</p><p>RESUMO DAS ANUÊNCIAS (Mapa e Memorial) – Até o momento</p><p>*Proprietário e titulares de Direitos Reais da Matrícula (sempre)</p><p>*Dos confrontantes (quando a matrícula não for espelho do mapa e</p><p>memorial ou se não houver matrícula nem transcrição)</p><p>*Dos ocupantes (sempre que houver )</p><p>Se não assinaram, intima pelo cartório. Se não deu certo, por edital.</p><p>Se alguém falecido, os herdeiros assinam (apresentam escritura de</p><p>inventariante) - (O SILÊNCIO É ANUÊNCIA)</p><p>OBSERVAÇÕES: (art 10)</p><p>§ 8o A concordância poderá ser manifestada ao</p><p>escrevente encarregado da intimação mediante</p><p>assinatura de certidão específica de concordância</p><p>lavrada no ato pelo preposto.</p><p>§ 9o Tratando-se de pessoa jurídica, a notificação</p><p>deverá ser entregue a pessoa com poderes de</p><p>representação legal.</p><p>DOCUMENTOS QUE ACOMPANHAM O REQUERIMENTO (art.4)</p><p>I- Ata Notarial</p><p>II- Planta e Memorial com anuências</p><p>III- JUSTO TÍTULO ou quaisquer outros documentos que demonstrem a</p><p>origem, a continuidade, a cadeia possessória e o tempo de posse</p><p>Dois Enunciados Importantes (CJF):</p><p>Enunciado 86: A expressão "justo título" contida nos arts. 1.242 e 1.260 do</p><p>Código Civil abrange todo e qualquer ato jurídico hábil, em tese, a</p><p>transferir a propriedade, independentemente de registro.</p><p>Enunciado 303: Considera-se justo título, para a presunção relativa da boa-</p><p>fé do possuidor, o justo motivo que lhe autoriza a aquisição derivada da</p><p>posse, esteja ou não materializado em instrumento público ou particular.</p><p>Compreensão na perspectiva da função social da posse.</p><p>Art. 13 § 1o - São exemplos de títulos ou instrumentos</p><p>a que se refere o caput: (justo título ou instrumentos</p><p>que demonstrem a relação jurídica com o titular</p><p>registral)</p><p>I – compromisso ou recibo de compra e venda;</p><p>II – cessão de direitos e promessa de cessão;</p><p>III – pré-contrato;</p><p>IV – proposta de compra;</p><p>V – reserva de lote ou outro instrumento no qual conste</p><p>a manifestação de vontade das partes, contendo a</p><p>indicação da fração ideal, do lote ou unidade, o preço,</p><p>o modo de pagamento e a promessa de contratar;</p><p>VI – procuração pública com poderes de alienação para</p><p>si ou para outrem, especificando o imóvel; (particular /</p><p>108 do CC, não??)</p><p>VII – escritura de cessão de direitos hereditários,</p><p>especificando o</p><p>imóvel;</p><p>VIII – documentos judiciais de partilha, arrematação</p><p>ou adjudicação.</p><p>Art. 13. Considera-se outorgado o consentimento</p><p>mencionado no caput do art. 10 deste provimento,</p><p>dispensada a notificação, quando for apresentado pelo</p><p>requerente justo título ou instrumento que demonstre a</p><p>existência de relação jurídica com o titular registral,</p><p>acompanhado de prova da quitação das obrigações e de</p><p>certidão do distribuidor cível expedida até trinta dias</p><p>antes do requerimento que demonstre a inexistência de</p><p>ação judicial contra o requerente ou contra seus</p><p>cessionários envolvendo o imóvel usucapiendo.</p><p>§ 2o Em qualquer dos casos, deverá ser justificado o</p><p>óbice à correta escrituração das transações para evitar o</p><p>uso da usucapião como meio de burla dos requisitos</p><p>legais do sistema notarial e registral e da tributação dos</p><p>impostos de transmissão incidentes sobre os negócios</p><p>imobiliários, devendo registrador alertar o requerente e</p><p>as testemunhas de que a prestação de declaração falsa</p><p>na referida justificação configurará crime de falsidade,</p><p>sujeito às penas da lei.</p><p>Art 13 § 3o - A prova de quitação será feita por meio</p><p>de declaração escrita ou da apresentação da quitação da</p><p>última parcela do preço avençado ou de recibo</p><p>assinado pelo proprietário com firma reconhecida.</p><p>§ 4o A análise dos documentos citados neste artigo e</p><p>em seus parágrafos será realizada pelo oficial de</p><p>registro de imóveis, que proferirá nota fundamentada,</p><p>conforme seu livre convencimento, acerca da</p><p>veracidade e idoneidade do conteúdo e da inexistência</p><p>de lide relativa ao negócio objeto de regularização pela</p><p>usucapião.</p><p>RESUMO DAS ANUÊNCIAS (Mapa e Memorial) (art. 4, II do Prov. 65)</p><p>*Proprietário e titulares de Direitos Reais da Matrícula = SEMPRE.</p><p>(proprietário pode ser dispensado se houver justo título e Negativa- art.13)</p><p>*Dos confrontantes (quando a matrícula não for espelho do mapa e</p><p>memorial- art 10, § 10 ou se não houver matrícula nem transcrição)</p><p>*Dos ocupantes (sempre que houver )</p><p>Se não assinaram, intima pelo cartório. Se não deu certo, por edital. (art.</p><p>11)</p><p>Se alguém falecido, os herdeiros assinam (escritura de inventariante (art</p><p>12). (O SILÊNCIO É ANUÊNCIA)</p><p>Observações sobre o Justo Título Promessa de Compra e Venda</p><p>Enunciado 87 do CJF - Considera-se também título translativo, para fins do</p><p>art. 1.245 do novo Código Civil, a promessa de compra e venda</p><p>devidamente quitada.</p><p>CC, Art. 1.417. Mediante promessa de compra e venda,</p><p>em que se não pactuou arrependimento, celebrada por</p><p>instrumento público ou particular, e registrada no</p><p>Cartório de Registro de Imóveis, adquire o promitente</p><p>comprador direito real à aquisição do imóvel.</p><p>Súmula 239- STJ - O direito à adjudicação compulsória não se condiciona</p><p>ao registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis.</p><p>Não registrou: Direito obrigacional: tem direito a adjudicação compulsória</p><p>se ainda não está no nome de terceiro.</p><p>Registrou: Direito Real: tem direito de sequela!!</p><p>Enunciado 253: O promitente comprador, titular de direito real (1417), tem</p><p>a faculdade de reivindicar de terceiro o imóvel prometido a venda.</p><p>Veja a força do contrato de promessa de compra e venda:</p><p>SÚMULA 84 –STJ- E ADMISSIVEL A OPOSIÇÃO DE EMBARGOS</p><p>DE TERCEIRO FUNDADOS EM ALEGAÇÃO DE POSSE ADVINDA</p><p>DO COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA DE IMOVEL, AINDA</p><p>QUE DESPROVIDO DO REGISTRO.</p><p>(Embargos de terceiros com base na posse- CPC art. 674)</p><p>Observações sobre o Justo Título Procuração Pública com poderes de</p><p>alienação para si ou para outrem, especificando o imóvel</p><p>Art. 661. O mandato em termos gerais só confere poderes de</p><p>administração. § 1o Para alienar, hipotecar, transigir, ou praticar outros</p><p>quaisquer atos que exorbitem da administração ordinária, depende a</p><p>procuração de poderes especiais e expressos.</p><p>Enunciado 183: Para os casos em que o parágrafo primeiro do artigo 661</p><p>exige poderes especiais, a procuração deve conter a identificação do objeto.</p><p>Art. 685- Procuração em Causa Própria- (tem todos elementos da Compra e</p><p>Venda)</p><p>(É irrevogável e não se extingue com a morte)</p><p>(alguns Estados exigem, neste caso, o recolhimento de ITBI)</p><p>Opinião: Se a procuração pública é exigida para compra e venda acima de</p><p>30 salários mínimos (108 CC), não poderia ser aceita a procuração</p><p>particular com firma reconhecida para negócios abaixo deste valor?</p><p>Observação sobre</p><p>VIII – documentos judiciais de partilha, arrematação ou adjudicação.</p><p>LRP Art. 176 §2</p><p>§ 2o Para a matrícula e registro das escrituras e partilhas, lavradas ou</p><p>homologadas na vigência do Decreto no 4.857, de 9 de novembro de 1939,</p><p>não serão observadas as exigências deste artigo, devendo tais atos obedecer</p><p>ao disposto na legislação anterior .</p><p>É uma exceção ao princípio TEMPUS REGIT ACTUM - Os requisitos</p><p>do registro são os da lei vigente no momento da sua apresentação no</p><p>cartório de registro de imóveis.</p><p>Observações quanto ao JUSTO TÍTULO..</p><p>“escritura de cessão de direitos hereditários, especificando o imóvel”</p><p>CC Art. 1791- A herança defere-se como um todo unitário, ainda que</p><p>vários sejam os herdeiros.</p><p>Paragrafo único: Até a partilha, o direito dos coerdeiros, quanto a</p><p>propriedade e posse da herança será indivisível, e regular-se-á pelas normas</p><p>relativas ao condomínio.</p><p>Art. 1793- O direito à sucessão aberta bem como o quinhão de que</p><p>dispunha o coerdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública.</p><p>$2a. É ineficaz a cessão, pelo coerdeiro, de seu direito hereditário sobre</p><p>qualquer bem da herança considerado singularmente.</p><p>Para ceder bem específico, é necessária a concordância de todos herdeiros.</p><p>Cessão de quinhão não atende o requisito !</p><p>REVISANDO...</p><p>(justo título ou instrumento que demonstre relação jurídica com o titular</p><p>registral)</p><p>§ 1o São exemplos de títulos ou instrumentos a que se</p><p>refere o caput:</p><p>I – compromisso ou recibo de compra e venda;</p><p>II – cessão de direitos e promessa de cessão;</p><p>III – pré-contrato;</p><p>IV – proposta de compra;</p><p>V – reserva de lote ou outro instrumento no qual conste</p><p>a manifestação de vontade das partes, contendo a</p><p>indicação da fração ideal, do lote ou unidade, o preço,</p><p>o modo de pagamento e a promessa de contratar;</p><p>VI – procuração pública com poderes de alienação para</p><p>si ou para outrem, especificando o imóvel; (particular /</p><p>108 do CC, não??)</p><p>VII – escritura de cessão de direitos hereditários,</p><p>especificando o imóvel;</p><p>VIII – documentos judiciais de partilha, arrematação</p><p>ou adjudicação.</p><p>DOCUMENTOS QUE ACOMPANHAM O REQUERIMENTO:</p><p>I- Ata Notarial</p><p>II- Planta e Memorial com anuências</p><p>III- JUSTO TÍTULO ou quaisquer outros documentos</p><p>que demonstrem a origem, a continuidade, a cadeia</p><p>possessória e o tempo de posse</p><p>IV- CERTIDÕES NEGATIVAS</p><p>IV – certidões negativas dos distribuidores da Justiça</p><p>Estadual e da Justiça Federal do local da situação do</p><p>imóvel usucapiendo expedidas nos últimos trinta dias,</p><p>demonstrando a inexistência de ações que caracterizem</p><p>oposição à posse do imóvel, em nome das seguintes</p><p>pessoas:</p><p>a) do requerente e respectivo cônjuge ou companheiro</p><p>b) do proprietário do imóvel usucapiendo e respectivo</p><p>cônjuge ou companheiro</p><p>c) de todos os demais possuidores e respectivos</p><p>cônjuges ou companheiros, (no caso de sucessão de</p><p>posse, que é somada à do requerente para completar o</p><p>período aquisitivo da usucapião)</p><p>Seguimos....</p><p>DOCUMENTOS QUE ACOMPANHAM O REQUERIMENTO</p><p>I- Ata Notarial</p><p>II- Planta e Memorial com anuências</p><p>III- JUSTO TÍTULO ou quaisquer outros documentos</p><p>que demonstrem</p><p>a origem, a continuidade, a cadeia</p><p>possessória e o tempo de posse</p><p>IV- CERTIDÕES NEGATIVAS</p><p>V – descrição georreferenciada nas hipóteses previstas</p><p>na Lei n. 10.267/2001</p><p>VI e VII-Procuração ao advogado ou declaração ao</p><p>defensor</p><p>VI – instrumento de mandato, público ou particular,</p><p>com poderes especiais e com firma reconhecida, por</p><p>semelhança ou autenticidade, outorgado ao advogado</p><p>pelo requerente e por seu cônjuge ou companheiro;</p><p>VII – declaração do requerente, do seu cônjuge ou</p><p>companheiro que outorgue ao defensor público a</p><p>capacidade postulatória da usucapião;</p><p>VIII- Certidão de localização do imóvel, se urbano ou</p><p>rural</p><p>Por que a procuração do advogado deve ter firma reconhecida?</p><p>Art. 4, § 3o O documento oferecido em cópia poderá,</p><p>no requerimento, ser declarado autêntico pelo</p><p>advogado ou pelo defensor público, sob sua</p><p>responsabilidade pessoal, sendo dispensada a</p><p>apresentação de cópias autenticadas.</p><p>Art. 4 § 4o Será dispensado o consentimento do</p><p>cônjuge do requerente se estiverem casados sob o</p><p>regime de separação absoluta de bens.</p><p>Imagina-se que na união estável documentada e com o mesmo regime</p><p>também seja possível</p><p>Sobre o inciso VIII – certidão dos órgãos municipais e/ou federais que</p><p>demonstre a natureza urbana ou rural do imóvel usucapiendo, nos termos</p><p>da Instrução Normativa Incra n. 82/2015 e da Nota Técnica Incra/DF/DFC</p><p>n. 2/2016, expedida até trinta dias antes do requerimento.</p><p>Certidão de localização da prefeitura (imóvel urbano)</p><p>Certidão do INCRA (imóvel rural)</p><p>São esses os documentos do artigo 4.</p><p>OBSERVAÇÃO SOBRE CONDOMÍNIOS EDILÍCIOS:</p><p>Art. 6o Para o reconhecimento extrajudicial da</p><p>usucapião de unidade autônoma integrante de</p><p>condomínio edilício regularmente constituído e com</p><p>construção averbada, bastará a anuência do síndico do</p><p>condomínio.</p><p>Art. 7o Na hipótese de a unidade usucapienda</p><p>localizar-se em condomínio edilício constituído de</p><p>fato, ou seja, sem o respectivo registro do ato de</p><p>incorporação ou sem a devida averbação de construção,</p><p>será exigida a anuência de todos os titulares de direito</p><p>constantes da matrícula.</p><p>Requerimento (319 CPC e art. 3 do prov. 65) instruído com :</p><p>1) Ata Notarial</p><p>2) Mapa e Memorial (quando precisar) e com anuências (quando precisar)</p><p>3) Justo título (quando houver)</p><p>4) Certidões Negativas</p><p>5) Geo (quando necessário)</p><p>6) Procuração</p><p>7) Certidão imóvel urbano ou rural</p><p>O QUE MAIS PRECISA?</p><p>Art. 4- § 2o O requerimento será instruído com tantas</p><p>cópias quantas forem os titulares de direitos reais ou de</p><p>outros direitos registrados sobre o</p><p>imóvel usucapiendo e os proprietários confinantes ou</p><p>ocupantes cujas assinaturas não constem da planta nem</p><p>do memorial descritivo referidos no inciso II deste</p><p>artigo.</p><p>- QUANDO PRECISAR INTIMAR PESSOAS PARA AS ANUÊNCIAS.</p><p>§ 3o O documento oferecido em cópia poderá, no</p><p>requerimento, ser declarado autêntico pelo advogado</p><p>ou pelo defensor público, sob sua responsabilidade</p><p>pessoal, sendo dispensada a apresentação de cópias</p><p>autenticadas.</p><p>VALOR DO IMÓVEL (requisito do requerimento) (art. 3 inciso V)</p><p>Art. 4, § 8o O valor do imóvel declarado pelo</p><p>requerente será seu valor venal relativo ao último</p><p>lançamento do imposto predial e territorial urbano ou</p><p>do imposto territorial rural incidente ou, quando não</p><p>estipulado, o valor de mercado aproximado.</p><p>Carnê de IPTU</p><p>Comprovante de ITR</p><p>• Pode fazer no mesmo procedimento a usucapião de mais de um imóvel?</p><p>Sim!</p><p>Art. 4, § 11. Se o pedido da usucapião extrajudicial</p><p>abranger mais de um imóvel, ainda que de titularidade</p><p>diversa, o procedimento poderá ser realizado por meio</p><p>de único requerimento e ata notarial, se contíguas as</p><p>áreas.</p><p>• Pode fazer no mesmo procedimento com mais de um requerente?</p><p>Sim! - Casos de Composse !</p><p>Art. 8o O reconhecimento extrajudicial da usucapião</p><p>pleiteado por mais de</p><p>um requerente será admitido nos casos de exercício</p><p>comum da posse.</p><p>PROCEDIMENTO:</p><p>PRENOTAÇÃO ou PROTOCOLO no registro de Imóveis:</p><p>O requerimento com os documentos necessários é apresentado ao Registro</p><p>de Imóveis e protocolado para análise (qualificação registral)</p><p>QUAL A IMPORTÂNCIA DO PROTOCOLO?</p><p>PRIORIDADE: o título que for primeiro apresentado no registro de</p><p>imóveis terá uma categoria superior em relação a outros títulos que forem</p><p>protocolados sobre o mesmo imóvel. Eventual concurso de títulos sobre</p><p>mesmo imóvel. A prioridade gera a preferência para o registro.</p><p>Se o 1a for impugnado e o protocolo vencer, o 2a título é registrado</p><p>O OFICIAL PODE NEGAR O PROTOCOLO?</p><p>LEI 6015/73</p><p>Art. 12. Nenhuma exigência fiscal, ou dúvida, obstará a</p><p>apresentação de um título e o seu lançamento do</p><p>Protocolo com o respectivo número de ordem, nos</p><p>casos em que da precedência decorra prioridade de</p><p>direitos para o apresentante.</p><p>Parágrafo único. Independem de apontamento no</p><p>Protocolo os títulos apresentados apenas para exame e</p><p>cálculo dos respectivos emolumentos.</p><p>COMPLEMENTANDO:</p><p>CC- Art 1246- O registro é eficaz desde o momento em</p><p>que se apresentar o título ao oficial do registro e este o</p><p>prenotar no protocolo.</p><p>Lei 6015/73</p><p>Art. 186 - O número de ordem determinará a prioridade</p><p>do título, e esta a preferência dos direitos reais, ainda</p><p>que apresentados pela mesma pessoa mais de um título</p><p>simultaneamente.</p><p>Art. 190 - Não serão registrados, no mesmo dia, títulos</p><p>pelos quais se constituam direitos reais contraditórios</p><p>sobre o mesmo imóvel.</p><p>Art. 191 - Prevalecerão, para efeito de prioridade de</p><p>registro, quando apresentados no mesmo dia, os títulos</p><p>prenotados no Protocolo sob número de ordem mais</p><p>baixo, protelando-se o registro dos apresentados</p><p>posteriormente, pelo prazo correspondente a, pelo</p><p>menos, um dia útil.</p><p>PROVIMENTO 65</p><p>Art. 9o O requerimento, juntamente com todos os</p><p>documentos que o instruírem, será autuado pelo oficial</p><p>do registro de imóveis competente, prorrogando-se os</p><p>efeitos da prenotação até o acolhimento ou rejeição do</p><p>pedido.</p><p>§ 1o Todas as notificações destinadas ao requerente</p><p>serão efetivadas na pessoa do seu advogado ou do</p><p>defensor público, por e-mail.</p><p>§ 2o A desídia do requerente poderá acarretar o</p><p>arquivamento do pedido com base no art. 205 da LRP,</p><p>bem como o cancelamento da prenotação.</p><p>(AUTOMÁTICO)</p><p>DOIS PROTOCOLOS DE USUCAPIÃO SOBRE MESMO IMÓVEL</p><p>ART. 4, § 9o Na hipótese de já existir procedimento de</p><p>reconhecimento extrajudicial da usucapião acerca do</p><p>mesmo imóvel, a prenotação do procedimento</p><p>permanecerá sobrestada até o acolhimento ou rejeição</p><p>do procedimento anterior.</p><p>§ 10. Existindo procedimento de reconhecimento</p><p>extrajudicial da usucapião referente a parcela do</p><p>imóvel usucapiendo, o procedimento prosseguirá em</p><p>relação à parte incontroversa do imóvel, permanecendo</p><p>sobrestada a prenotação quanto à parcela controversa.</p><p>QUALIFICAÇÃO REGISTRAL (análise do registrador sobre a</p><p>legalidade)</p><p>Ao analisar o justo título ou instrumento correspondente....</p><p>Art. 13, § 4o A análise dos documentos citados neste</p><p>artigo e em seus parágrafos será realizada pelo oficial</p><p>de registro de imóveis, que proferirá nota</p><p>fundamentada, conforme seu livre convencimento,</p><p>acerca da veracidade e idoneidade do conteúdo e da</p><p>inexistência de lide relativa ao negócio objeto de</p><p>regularização pela usucapião.</p><p>INTIMAÇÃO DA UNIÃO, ESTADO, DF e MUNICÍPIO:</p><p>Art. 15. Estando o requerimento regularmente instruído</p><p>com todos os documentos exigidos, o oficial de</p><p>registro de imóveis dará ciência à União, ao Estado, ao</p><p>Distrito Federal ou ao Município pessoalmente, por</p><p>intermédio do oficial de registro de títulos</p><p>e</p><p>documentos ou pelo correio com aviso de recebimento,</p><p>para manifestação sobre o pedido no prazo de quinze</p><p>dias.</p><p>§ 1o A inércia dos órgãos públicos diante da</p><p>notificação de que trata este artigo não impedirá o</p><p>regular andamento do procedimento nem o eventual</p><p>reconhecimento extrajudicial da usucapião.</p><p>§ 2o Será admitida a manifestação do Poder Público</p><p>em qualquer fase do procedimento.</p><p>§ 3o Apresentada qualquer ressalva, óbice ou oposição</p><p>dos entes públicos mencionados, o procedimento</p><p>extrajudicial deverá ser encerrado e enviado ao juízo</p><p>competente para o rito judicial da usucapião.</p><p>PUBLICAÇÃO DE EDITAL JORNAL COM PRAZO DE 15 DIAS PARA</p><p>IMPUGNAÇÃO:</p><p>Art. 16. Após a notificação prevista no caput do art. 15</p><p>deste provimento, o oficial de registro de imóveis</p><p>expedirá edital, que será publicado pelo requerente e às</p><p>expensas dele, na forma do art. 257, III, do CPC, para</p><p>ciência de terceiros eventualmente interessados, que</p><p>poderão manifestar-se nos quinze dias subsequentes ao</p><p>da publicação.</p><p>§ 3o Estando o imóvel usucapiendo localizado em duas</p><p>ou mais circunscrições ou em circunscrição que</p><p>abranja mais de um município, o edital de que trata o</p><p>caput deste artigo deverá ser publicado em jornal de</p><p>todas as localidades.</p><p>§ 4o O edital poderá ser publicado em meio eletrônico,</p><p>desde que o procedimento esteja regulamentado pelo</p><p>órgão jurisdicional local, dispensada a publicação em</p><p>jornais de grande circulação.</p><p>PROCEDIMENTO DE JUSTIFICAÇÃO ADMINISTRATIVA (dúvidas e</p><p>incertezas):</p><p>Art. 17. Para a elucidação de quaisquer dúvidas,</p><p>imprecisões ou incertezas, poderão ser solicitadas ou</p><p>realizadas diligências pelo oficial de registro de</p><p>imóveis ou por escrevente habilitado.</p><p>§ 1o No caso de ausência ou insuficiência dos</p><p>documentos de que trata o inciso IV do caput do art.</p><p>216-A da LRP, a posse e os demais dados necessários</p><p>poderão ser comprovados em procedimento de</p><p>justificação administrativa perante o oficial de registro</p><p>do imóvel, que obedecerá, no que couber, ao disposto</p><p>no § 5o do art. 381 e ao rito previsto nos arts. 382 e</p><p>383, todos do CPC.</p><p>§ 2o Se, ao final das diligências, ainda persistirem</p><p>dúvidas, imprecisões ou incertezas, bem como a</p><p>ausência ou insuficiência de documentos, o oficial de</p><p>registro de imóveis rejeitará o pedido mediante nota de</p><p>devolução fundamentada.</p><p>§ 3o A rejeição do pedido extrajudicial não impedirá o</p><p>ajuizamento de ação de usucapião no foro competente.</p><p>§ 4o Com a rejeição do pedido extrajudicial e a</p><p>devolução de nota fundamentada, cessarão os efeitos</p><p>da prenotação e da preferência dos direitos reais</p><p>determinada pela prioridade, salvo suscitação de</p><p>dúvida.</p><p>§ 5o A rejeição do requerimento poderá ser impugnada</p><p>pelo requerente no prazo de quinze dias, perante o</p><p>oficial de registro de imóveis, que poderá reanalisar o</p><p>pedido e reconsiderar a nota de rejeição no mesmo</p><p>prazo ou suscitará dúvida registral nos moldes dos art.</p><p>198 e seguintes da LRP.</p><p>QUALIFICAÇÃO:</p><p>Art. 18. Em caso de impugnação do pedido de</p><p>reconhecimento extrajudicial da usucapião apresentada</p><p>por qualquer dos titulares de direitos reais e de outros</p><p>direitos registrados ou averbados na matrícula do</p><p>imóvel usucapiendo ou na matrícula dos imóveis</p><p>confinantes, por ente público ou por terceiro</p><p>interessado, o oficial de registro de imóveis tentará</p><p>promover a conciliação ou a mediação entre as partes</p><p>interessadas.</p><p>§ 1o Sendo infrutífera a conciliação ou a mediação</p><p>mencionada no caput deste artigo, persistindo a</p><p>impugnação, o oficial de registro de</p><p>imóveis lavrará relatório circunstanciado de todo o</p><p>processamento da usucapião.</p><p>§ 2o O oficial de registro de imóveis entregará os autos</p><p>do pedido da usucapião ao requerente, acompanhados</p><p>do relatório circunstanciado, mediante recibo.</p><p>§ 3o A parte requerente poderá emendar a petição</p><p>inicial, adequando-a ao procedimento judicial e</p><p>apresentá-la ao juízo competente da comarca de</p><p>localização do imóvel usucapiendo.</p><p>ÔNUS E GRAVAMES (art. 14 e 21):</p><p>Art. 14. A existência de ônus real ou de gravame na</p><p>matrícula do imóvel usucapiendo não impedirá o</p><p>reconhecimento extrajudicial da usucapião. Parágrafo</p><p>único. A impugnação do titular do direito previsto no</p><p>caput poderá ser objeto de conciliação ou mediação</p><p>pelo registrador. Não sendo frutífera, a impugnação</p><p>impedirá o reconhecimento da usucapião pela via</p><p>extrajudicial.</p><p>Art. 21. O reconhecimento extrajudicial da usucapião</p><p>de imóvel matriculado não extinguirá eventuais</p><p>restrições administrativas nem gravames judiciais</p><p>regularmente inscritos.</p><p>§ 1o A parte requerente deverá formular pedido de</p><p>cancelamento dos gravames e restrições diretamente à</p><p>autoridade que emitiu a ordem.</p><p>§ 2o Os entes públicos ou credores podem anuir</p><p>expressamente à extinção dos gravames no</p><p>procedimento da usucapião.</p><p>REGISTRO:</p><p>Art. 22. Estando em ordem a documentação e não</p><p>havendo impugnação, o oficial de registro de imóveis</p><p>emitirá nota fundamentada de deferimento e efetuará o</p><p>registro da usucapião.</p><p>Art. 23. Em qualquer caso, o legítimo interessado</p><p>poderá suscitar o procedimento de dúvida, observado o</p><p>disposto nos art. 198 e seguintes da LRP.</p><p>Art. 24. O oficial do registro de imóveis não exigirá,</p><p>para o ato de registro da usucapião, o pagamento do</p><p>Imposto de Transmissão de Bens Imóveis – ITBI, pois</p><p>trata-se de aquisição originária de domínio.</p><p>Art. 25. Em virtude da consolidação temporal da posse</p><p>e do caráter originário da aquisição da propriedade, o</p><p>registro declaratório da usucapião não se confunde com</p><p>as condutas previstas no Capítulo IX da Lei n. 6.766,</p><p>de 19 de dezembro de 1979, nem delas deriva.</p><p>Art. 20. O registro do reconhecimento extrajudicial da</p><p>usucapião de imóvel implica abertura de nova</p><p>matrícula.</p><p>§ 1o Na hipótese de o imóvel usucapiendo encontrar-se</p><p>matriculado e o pedido referir-se à totalidade do bem, o</p><p>registro do reconhecimento extrajudicial de usucapião</p><p>será averbado na própria matrícula existente. § 2o Caso</p><p>o reconhecimento extrajudicial da usucapião atinja</p><p>fração de imóvel matriculado ou imóveis referentes,</p><p>total ou parcialmente, a duas ou mais matrículas, será</p><p>aberta nova matrícula para o imóvel usucapiendo,</p><p>devendo as matrículas atingidas, conforme o caso, ser</p><p>encerradas ou receber as averbações dos respectivos</p><p>desfalques ou destaques, dispensada, para esse fim, a</p><p>apuração da área remanescente.</p><p>§ 3o A abertura de matrícula de imóvel edificado</p><p>independerá da apresentação de habite-se.</p><p>§ 4o Tratando-se de usucapião de unidade autônoma</p><p>localizada em condomínio edilício objeto de</p><p>incorporação, mas ainda não instituído ou sem a devida</p><p>averbação de construção, a matrícula será aberta para a</p><p>respectiva fração ideal, mencionando-se a unidade a</p><p>que se refere.</p><p>§ 5o O ato de abertura de matrícula decorrente de</p><p>usucapião conterá, sempre que possível, para fins de</p><p>coordenação e histórico, a indicação do registro</p><p>anterior desfalcado e, no campo destinado à indicação</p><p>dos proprietários, a expressão “adquirido por</p><p>usucapião”.</p><p>REGISTRO - IMÓVEL RURAL:</p><p>Art. 19. O registro do reconhecimento extrajudicial da</p><p>usucapião de imóvel rural somente será realizado após</p><p>a apresentação:</p><p>I – do recibo de inscrição do imóvel rural no Cadastro</p><p>Ambiental Rural – CAR, de que trata o art. 29 da Lei n.</p><p>12.651, de 25 de maio de 2012, emitido por órgão</p><p>ambiental competente, esteja ou não a reserva legal</p><p>averbada na matrícula imobiliária, fazendo-se expressa</p><p>referência, na matrícula, ao número de registro e à data</p><p>de cadastro constantes daquele</p><p>documento;</p><p>II – do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural –</p><p>CCIR mais recente, emitido pelo Instituto Nacional de</p><p>Colonização e Reforma Agrária – Incra, devidamente</p><p>quitado;</p><p>III – de certificação do Incra que ateste que o poligonal</p><p>objeto do memorial descritivo não se sobrepõe a</p><p>nenhum outro constante do seu cadastro</p><p>georreferenciado e que o memorial atende às</p><p>exigências técnicas, conforme as áreas e os prazos</p><p>previstos na Lei n. 10.267/2001 e nos decretos</p><p>regulamentadores.</p><p>REGISTRO – EMOLUMENTOS:</p><p>Art. 26. Enquanto não for editada, no âmbito dos</p><p>Estados e do Distrito Federal, legislação específica</p><p>acerca da fixação de emolumentos para o procedimento</p><p>da usucapião extrajudicial, serão adotadas as seguintes</p><p>regras:</p><p>I – no tabelionato de notas, a ata notarial será</p><p>considerada ato de conteúdo econômico, devendo-se</p><p>tomar por base para a cobrança de emolumentos o</p><p>valor venal do imóvel relativo ao último lançamento do</p><p>imposto predial e territorial urbano ou ao imposto</p><p>territorial rural ou, quando não estipulado, o valor de</p><p>mercado aproximado;</p><p>II – no registro de imóveis, pelo processamento da</p><p>usucapião, serão devidos emolumentos equivalentes a</p><p>50% do valor previsto na tabela de emolumentos para o</p><p>registro e, caso o pedido seja deferido, também serão</p><p>devidos emolumentos pela aquisição da propriedade</p><p>equivalentes a 50% do valor previsto na tabela de</p><p>emolumentos para o registro, tomando-se por base o</p><p>valor venal do imóvel relativo ao último lançamento do</p><p>imposto predial e territorial urbano ou ao imposto</p><p>territorial rural ou, quando não estipulado, o valor de</p><p>mercado aproximado.</p><p>Parágrafo único. Diligências, reconhecimento de</p><p>firmas, escrituras declaratórias, notificações e atos</p><p>preparatórios e instrutórios para a lavratura da ata</p><p>notarial, certidões, buscas, averbações, notificações e</p><p>editais relacionados ao processamento do pedido da</p><p>usucapião serão considerados atos autônomos para</p><p>efeito de cobrança de emolumentos nos termos da</p><p>legislação local, devendo as despesas ser adiantadas</p><p>pelo requerente.</p><p>Decisões importantes sobre usucapião que vão te ajudar a analisar o caso</p><p>concreto e escolher a melhor estratégia:</p><p>Usucapião de vaga de garagem:</p><p>CSM|SP - Apelação no 1040381-61.2017.8.26.0576,</p><p>onde ficou decidido que a redução de prazo da</p><p>usucapião extraordinária alcançaria o apartamento,</p><p>bem como a vaga de garagem autônoma, em razão de</p><p>sua utilização ser vinculada ao uso residencial do</p><p>apartamento:</p><p>“O ato de instituição do condomínio edilício é o</p><p>instrumento em que se define a destinação das</p><p>unidades autônomas, como previsto no inciso III do</p><p>art. 1.332 do Código Civil.</p><p>Cuidando-se de edifício com unidades residenciais, o</p><p>destino das vagas de garagem é vinculado ao previsto</p><p>na convenção do condomínio que pode vedar a</p><p>alienação e a locação para não condôminos, ainda que</p><p>essas vagas tenham matrículas próprias (art.1.331, §</p><p>1o, do Código Civil).</p><p>Por isso, não há livre disposição sobre as vagas de</p><p>garagem cujo domínio vincula-se ao do apartamento</p><p>que constituir a unidade autônoma do edifício</p><p>residencial, exceto se houver previsão distinta na</p><p>respectiva convenção. O uso das vagas de garagem,</p><p>ademais, é inerente ao da moradia no apartamento a</p><p>que são vinculadas, por questão de conveniência e</p><p>comodidade do morador, assim como usualmente</p><p>ocorre com as vagas localizadas em imóveis de</p><p>natureza e uso distintos.</p><p>Em decorrência, a redução do prazo da aquisição do</p><p>domínio pela usucapião que é prevista no parágrafo</p><p>único do art. 1.238 do</p><p>Código Civil é aplicável tanto ao apartamento como às</p><p>vagas de garagem cuja propriedade lhe é vinculada.”</p><p>Usucapião entre herdeiros:</p><p>DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CIVIL.</p><p>RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE USUCAPIÃO</p><p>EXTRAORDINÁRIA. PREQUESTIONAMENTO.</p><p>AUSÊNCIA. SÚMULA 282/STF. HERDEIRA.</p><p>IMÓVEL OBJETO DE HERANÇA.</p><p>POSSIBILIDADE DE USUCAPIÃO POR</p><p>CONDÔMINO SE HOUVER POSSE EXCLUSIVA.</p><p>1. Ação ajuizada 16/12/2011. Recurso especial</p><p>concluso ao gabinete em 26/08/2016. Julgamento:</p><p>CPC/73.</p><p>2. O propósito recursal é definir acerca da</p><p>possibilidade de usucapião de imóvel objeto de</p><p>herança, ocupado exclusivamente por um dos</p><p>herdeiros.</p><p>3. A ausência de decisão acerca dos dispositivos legais</p><p>indicados como violados impede o conhecimento do</p><p>recurso especial.</p><p>4. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde</p><p>logo, aos</p><p>herdeiros legítimos e testamentários (art. 1.784 do</p><p>CC/02).</p><p>5. A partir dessa transmissão, cria-se um condomínio</p><p>pro indiviso sobre o acervo hereditário, regendo-se o</p><p>direito dos co-herdeiros, quanto à propriedade e posse</p><p>da herança, pelas normas relativas ao condomínio,</p><p>como mesmo disposto no art. 1.791, parágrafo único,</p><p>do CC/02.</p><p>6. O condômino tem legitimidade para usucapir em</p><p>nome próprio, desde que exerça a posse por si mesmo,</p><p>ou seja, desde que comprovados os requisitos legais</p><p>atinentes à usucapião, bem como tenha sido exercida</p><p>posse exclusiva com efetivo animus domini pelo prazo</p><p>determinado em lei, sem qualquer oposição dos demais</p><p>proprietários.</p><p>7. Sob essa ótica, tem-se, assim, que é possível à</p><p>recorrente pleitear a declaração da prescrição aquisitiva</p><p>em desfavor de seu irmão - o outro</p><p>herdeiro/condômino -, desde que, obviamente,</p><p>observados os requisitos para a configuração da</p><p>usucapião extraordinária, previstos no art. 1.238 do</p><p>CC/02, quais sejam, lapso temporal de 15 (quinze)</p><p>anos cumulado com a posse exclusiva, ininterrupta e</p><p>sem oposição do bem.</p><p>8. A presente ação de usucapião ajuizada pela</p><p>recorrente não deveria ter sido extinta, sem resolução</p><p>do mérito, devendo os autos retornar à origem a fim de</p><p>que a esta seja conferida a necessária dilação</p><p>probatória para a comprovação da exclusividade de sua</p><p>posse, bem como dos demais requisitos da usucapião</p><p>extraordinária.</p><p>9. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta</p><p>parte, provido. (REsp 1.631.859/SP , Rel. Ministra</p><p>NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, DJe</p><p>29/5/2018).</p><p>Usucapião de área menor que a fração mínima de</p><p>parcelamento:</p><p>RECURSO ESPECIAL. USUCAPIÃO RURAL</p><p>CONSTITUCIONAL. FUNÇÃO SOCIAL DA</p><p>PROPRIEDADE RURAL. MÓDULO RURAL.</p><p>ÁREA MÍNIMA NECESSÁRIA AO</p><p>APROVEITAMENTO ECONÔMICO DO IMÓVEL.</p><p>INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DA NORMA.</p><p>CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREVISÃO DE ÁREA</p><p>MÁXIMA A SER USUCAPIDA. INEXISTÊNCIA</p><p>DE PREVISÃO LEGAL DE ÁREA MÍNIMA.</p><p>IMPORTÂNCIA MAIOR AO CUMPRIMENTO DOS</p><p>FINS A QUE SE DESTINA A NORMA.</p><p>1. A propriedade privada e a função social da</p><p>propriedade estão previstas na Constituição Federal de</p><p>1988 dentre os direitos e garantias individuais (art. 5.o,</p><p>XXIII), sendo pressupostos indispensáveis à promoção</p><p>da política de desenvolvimento urbano (art. 182, § 2.o)</p><p>e rural (art. 186, I a IV).</p><p>2. No caso da propriedade rural, sua função social é</p><p>cumprida, nos termos do art. 186 da CF/1988, quando</p><p>seu aproveitamento for racional e apropriado; quando a</p><p>utilização dos recursos</p><p>naturais disponíveis for adequada e o meio ambiente</p><p>preservado, assim como quando as disposições que</p><p>regulam as relações de trabalho forem observadas.</p><p>3. A usucapião prevista no art. 191 da Constituição (e</p><p>art. 1.239 do Código Civil), regulamentada pela Lei n.</p><p>6.969/1981, é caracterizada pelo elemento posse-</p><p>trabalho. Serve a essa espécie tão somente a posse</p><p>marcada pela exploração econômica e racional da terra,</p><p>que é pressuposto à aquisição do domínio do imóvel</p><p>rural, tendo em vista a intenção clara do legislador em</p><p>prestigiar o possuidor que confere função social ao</p><p>imóvel rural. 4. O módulo rural previsto no Estatuto da</p><p>Terra foi pensado a partir da delimitação</p><p>da área</p><p>mínima necessária ao aproveitamento econômico do</p><p>imóvel rural para o sustento familiar, na perspectiva de</p><p>implementação do princípio constitucional da função</p><p>social da propriedade, importando sempre, e</p><p>principalmente, que o imóvel sobre o qual se exerce a</p><p>posse trabalhada possua área capaz de gerar</p><p>subsistência e progresso social e econômico do</p><p>agricultor e sua família, mediante exploração direta e</p><p>pessoal - com a absorção de toda a força de trabalho,</p><p>eventualmente com a ajuda de terceiros.</p><p>5. Com efeito, a regulamentação da usucapião, por toda</p><p>legislação que cuida da matéria, sempre delimitou</p><p>apenas a área máxima passível de ser usucapida, não a</p><p>área mínima, donde concluem os estudiosos do tema,</p><p>que mais relevante que a área do imóvel é o requisito</p><p>que precede a ele, ou seja, o trabalho realizado pelo</p><p>possuidor e sua família, que torna a terra produtiva e</p><p>lhe confere função social.</p><p>6. Assim, a partir de uma interpretação teleológica da</p><p>norma, que assegure a tutela do interesse para a qual</p><p>foi criada, conclui-se que, assentando o legislador, no</p><p>ordenamento jurídico, o instituto da usucapião rural,</p><p>prescrevendo um limite máximo de área a ser</p><p>usucapida, sem ressalva de um tamanho mínimo,</p><p>estando presentes todos os requisitos exigidos pela</p><p>legislação de regência, parece evidenciado não haver</p><p>impedimento à aquisição usucapicional de imóvel que</p><p>guarde medida inferior ao módulo previsto para a</p><p>região em que se localize.</p><p>7. A premissa aqui assentada vai ao encontro do que</p><p>foi decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal</p><p>Federal, em conclusão de julgamento realizado em</p><p>29.4.2015, que proveu recurso extraordinário, em que</p><p>se discutia a possibilidade de usucapião de imóvel</p><p>urbano em município que estabelece lote mínimo para</p><p>parcelamento do solo, para reconhecer aos recorrentes</p><p>o domínio sobre o imóvel, dada a implementação da</p><p>usucapião urbana prevista no art. 183 da CF.</p><p>8. Na oportunidade do Julgamento acima referido, a</p><p>Suprema Corte fixou a seguinte tese: Preenchidos os</p><p>requisitos do art. 183 da CF, o reconhecimento do</p><p>direito à usucapião especial urbana não pode ser</p><p>obstado por legislação infraconstitucional que</p><p>estabeleça módulos urbanos na respectiva área onde</p><p>situado o imóvel (dimensão do lote) (RE 422.349/RS,</p><p>rel. Min. Dias Toffoli, 29.4.2015) 9. Recurso especial</p><p>provido. (REsp 1040296/ES, Rel. Ministro MARCO</p><p>BUZZI, Rel. p/ Acórdão Ministro LUIS FELIPE</p><p>SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em</p><p>02/06/2015, DJe 14/08/2015)</p><p>Usucapião de loteamento irregular:</p><p>RECURSO ESPECIAL CONTRA ACÓRDÃO</p><p>PROFERIDO NO JULGAMENTO DE IRDR.</p><p>USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA. BEM IMÓVEL</p><p>URBANO. ÁREA INTEGRANTE DE</p><p>LOTEAMENTO IRREGULAR. SETOR</p><p>TRADICIONAL DE PLANALTINA. PRESCRIÇÃO</p><p>AQUISITIVA. FORMA ORIGINÁRIA DE</p><p>AQUISIÇÃO DE PROPRIEDADE.</p><p>POSSIBILIDADE DE REGISTRO. O</p><p>RECONHECIMENTO DO DOMÍNIO DO IMÓVEL</p><p>NÃO INTERFERE NA DIMENSÃO URBANÍSTICA</p><p>DO USO DA PROPRIEDADE.</p><p>INTERESSE DE AGIR CONFIGURADO. RECURSO</p><p>DESPROVIDO.</p><p>1. As disposições do NCPC, no que se refere aos</p><p>requisitos de admissibilidade dos recursos, são</p><p>aplicáveis ao caso concreto ante os termos do</p><p>Enunciado no 3, aprovado pelo Plenário do STJ na</p><p>sessão de 9/3/2016.</p><p>2. A possibilidade de registro da sentença declaratória</p><p>da usucapião não é pressuposto ao reconhecimento do</p><p>direito material em testilha, o qual se funda,</p><p>essencialmente, na posse ad usucapionem e no decurso</p><p>do tempo.</p><p>3. A prescrição aquisitiva é forma originária de</p><p>aquisição da propriedade e a sentença judicial que a</p><p>reconhece tem natureza eminentemente declaratória,</p><p>mas também com carga constitutiva.</p><p>4. Não se deve confundir o direito de propriedade</p><p>declarado pela sentença proferida na ação de usucapião</p><p>(dimensão jurídica) com a certificação e publicidade</p><p>que emerge do registro (dimensão registrária) ou com a</p><p>regularidade urbanística da ocupação levada a efeito</p><p>(dimensão urbanística).</p><p>5. O reconhecimento da usucapião não impede a</p><p>implementação de políticas públicas de</p><p>desenvolvimento urbano. Muito ao revés, constitui, em</p><p>várias hipóteses, o primeiro passo para restabelecer a</p><p>regularidade da urbanização.</p><p>6. Impossível extinguir prematuramente as ações de</p><p>usucapião relativas aos imóveis situados no Setor</p><p>Tradicional de Planaltina com fundamento no art. 485,</p><p>VI, do NCPC em razão de uma suposta ausência de</p><p>interesse de agir ou falta de condição de</p><p>procedibilidade da ação.</p><p>7. Recurso especial não provido, mantida a tese</p><p>jurídica fixada no acórdão recorrido: É cabível a</p><p>aquisição de imóveis particulares situados no Setor</p><p>Tradicional de Planaltina/DF, por usucapião, ainda que</p><p>pendente o processo de regularização urbanística.</p><p>(REsp 1818564/DF, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO,</p><p>SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 09/06/2021, DJe</p><p>03/08/2021).</p><p>ESTREMAÇÃO - Procedimento para localizar uma parte do imóvel,</p><p>delimitando cada parte de cada condômino interessado com assinatura dos</p><p>confrontantes daquela parte.</p><p>Procedimento que existe em alguns Estados, como por exemplo em São</p><p>Paulo.</p><p>EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS</p><p>Loteamento irregular - é aquele aprovado na prefeitura mas que não foi</p><p>levado a registro no cartório de registro de imóveis.</p><p>Loteamento clandestino - é aquele que não foi aprovado na prefeitura e</p><p>também não foi registrado no cartório de registro de imóveis.</p><p>Hoje, considera-se irregular, também, o loteamento aprovado, registrado</p><p>mas que não concluiu suas obras de infraestrutura.</p><p>Fases do loteamento:</p><p>- aprovação pelo município;</p><p>- Registro no cartório de registro de imóveis; - Execução de obras.</p><p>Evolução da legislação sobre parcelamento do solo:</p><p>- Dec-lei 8 e dec. 3079;</p><p>-Lei 649/49 - que estendeu aos imóveis não loteados o direito à</p><p>adjudicação compulsória;</p><p>- Dec-lei 745 - passou a exigir a constituição em mora do devedor com</p><p>prazo de 15 dias para purgação da mora, na venda de imóveis não</p><p>loteados;</p><p>-Lei 6014 - instituiu o procedimento judicial da adjudicação compulsória;</p><p>- Dec-lei 271 - distinguiu loteamento e desmembramento; - Lei 6766 -</p><p>norma final condensando as anteriores.</p><p>Sob a ótica da Lei 6766/79 a diferença entre:</p><p>- gleba, loteamento, desmembramento e desdobro (fracionamento);</p><p>- lotes, condomínio de lotes;</p><p>- Loteamento de acesso controlado.</p><p>Lei 6766/79:</p><p>A lei 6766 trouxe novas regras sobre o parcelamento do solo urbano. É a lei</p><p>que está em vigor hoje e já foi alterada várias vezes. Ela tentou condensar</p><p>todas as outras normas. No seu último artigo (art. 55) a nova norma deixa</p><p>claro que revogam-se as disposições em contrário, sem dizer quais.</p><p>Por óbvio, revogam-se de forma tácita as disposições incompatíveis com</p><p>ela, permanecendo as demais em vigor.</p><p>A Lei 6766/79 trata apenas sobre parcelamento do solo urbano, dessa</p><p>forma, se quisermos compreender o parcelamento do solo rural, teremos de</p><p>retornar ao estudo da legislação anterior, em especial ao Dec-lei 58/37.</p><p>art. 30, CF/1988:</p><p>Compete aos municípios:</p><p>I - legislar sobre assuntos de interesse local;</p><p>II - suplementar a legislação federal e estadual no que couber; VIII -</p><p>promover o planejamento e controle do uso do solo urbano.</p><p>A lei 6766/79 é uma norma geral, que admite complementações pelos</p><p>Estados, distrito federal e municípios, visando adequar às peculiaridades</p><p>regionais e locais (art. 1). Sempre lembrando que o município é o dono do</p><p>solo urbano; Delimitará áreas urbanas, industriais, tamanho lotes e quadras,</p><p>etc. Limitações administrativas: altura, padrão, etc. Diplomas paralelos</p><p>importantes: Estatuto da cidade - lei 10257/01; Estatuto da metrópole - lei</p><p>13089/15;</p><p>GLEBA, LOTEAMENTO, DESMEMBRAMENTO, LOTE</p><p>E</p><p>FRACIONAMENTO</p><p>Conceitos básicos:</p><p>GLEBA - é a área de terras ainda não parcelada e que poderá ser dividida</p><p>em lotes (terrenos) para venda, na forma da lei;</p><p>TERRA CRUA - pode ser urbana ou rural. Para lotear tem que ser urbana.</p><p>LOTEAMENTO - a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação,</p><p>com abertura de novas vias de circulação, de logradouros públicos ou</p><p>prolongamento, modificação ou ampliação das vias existentes (art. 2 §1).</p><p>NO LOTEAMENTO OCORRE UMA MODIFICAÇÃO DO PLANO</p><p>VIÁRIO DA CIDADE. A cidade vai crescer e surgirão novos terrenos,</p><p>novos espaços públicos e novas ruas, podendo também serem ampliadas ou</p><p>modificadas.</p><p>O loteador deve DOAR PARTE DA ÁREA PARA O MUNICÍPIO (ruas,</p><p>praças, locais para caixa d’agua).</p><p>DESMEMBRAMENTO - é a subdivisão de gleba em lotes destinados a</p><p>edificação, com aproveitamento do sistema viário existente, desde que não</p><p>implique na abertura de novas vias e novos logradouros públicos, nem no</p><p>prolongamentos, modificação ou ampliação das vias já existentes (art. 2</p><p>§2).</p><p>NO DESMEMBRAMENTO o sistema viário já está traçado e os espaços</p><p>públicos definidos. Todavia os terrenos ainda não foram todos criados,</p><p>sendo este o momento da sua subdivisão em lotes.</p><p>NÃO SE EXIGIRÁ DO EMPREENDEDOR A DOAÇÃO DE ÁREAS</p><p>para o município, pois essas já foram doadas no loteamento (art. 22).</p><p>LOTE - é o terreno servido de infraestrutura básica, cujas dimensões</p><p>atendam aos índices urbanísticos definidos pelo plano diretor ou lei</p><p>municipal para a zona em que se situe (art. 2, §4).</p><p>PLANO DIRETOR - obrigatório para cidades com mais de 20 mil</p><p>habitantes.</p><p>art. 182, §1 CF/88;</p><p>art. 40, Lei 10257/01 - estatuto da cidade.</p><p>§5 - a infra-estrutura básica dos parcelamentos é constituída pelos</p><p>equipamentos urbanos de:</p><p>- Escoamento das águas pluviais;</p><p>- Iluminação pública, esgotamento sanitário;</p><p>- Abastecimento de água potável, energia elétrica pública e domiciliar; -</p><p>Vias de circulação.</p><p>§6 - porém, se o parcelamento do solo for em zona habitacional de</p><p>interesse local (ZHIS) a infraestrutura básica consistirá no mínimo de:</p><p>- Vias de circulação;</p><p>- Escoamento de águas pluviais;</p><p>- Rede para abastecimento de água potável;</p><p>-Soluções para o esgotamento sanitário e para energia elétrica domiciliar.</p><p>art. 2 - ainda sobre lotes:</p><p>§7 - o lote poderá ser constituído sob a forma de imóvel autônomo ou de</p><p>unidade imobiliária integrante de condomínio lotes - incluído pela Lei</p><p>13465/2017;</p><p>CONDOMÍNIO DE LOTES - previsto no CC/02. - chamado</p><p>popularmente de condomínio fechado;</p><p>- não se deve dizer: loteamento fechado.</p><p>art. 1358 A - pode haver, em terrenos, partes designadas de lotes que são</p><p>propriedade exclusiva e partes que são propriedade comum dos</p><p>condôminos.</p><p>§ 1 - a fração ideal de cada condômino poderá ser proporcional à área do</p><p>solo de cada unidade autônoma, ao respectivo potencial construtivo ou a</p><p>outros critérios indicados no ato de instituição;</p><p>§2 - aplica-se, no que couber, ao condomínio de lotes o disposto sobre</p><p>condomínio edilício neste capítulo, respeitada a legislação urbanística.</p><p>§ 3 - para fins de incorporação imobiliária, a implantação de toda a</p><p>infraestrutura ficará a cargo do empreendedor.</p><p>LEI 6766 - art. 4:</p><p>§4 - no caso de lotes integrantes de condomínio de lotes, poderão ser</p><p>instituídas limitações administrativas e direitos reais sobre coisa alheia.</p><p>- em benefício do poder público, da população em geral e da proteção da</p><p>paisagem urbana.</p><p>- Tais como: servidão de passagem, usufrutos e restrições à construção de</p><p>muros.</p><p>LOTEAMENTO DE ACESSO CONTROLADO: Lei 6766/79 art. 2:</p><p>§ 8 - constitui loteamento de acesso controlado a modalidade de</p><p>loteamento, definida nos termos do §1 deste artigo, cujo controle de acesso</p><p>será regulamentado por ato do poder público municipal.</p><p>Sendo vedado o impedimento de acesso a pedestres ou a condutores de</p><p>veículos, não residentes, devidamente identificados ou cadastrados. Lei</p><p>13465/2017.</p><p>Além da GLEBA, LOTES, LOTEAMENTO E DESMEMBRAMENTO,</p><p>existe ainda uma outra figura jurídica chamada de FRACIONAMENTO</p><p>OU DESDOBRO.</p><p>A legislação federal não trata do tema, então compete a cada município</p><p>determinar isso, evitando pequenos loteamentos sem a decida</p><p>infraestrutura.</p><p>PARA EXEMPLIFICAR:</p><p>No RS o fracionamento está previsto no CNRS:</p><p>art. 686 - independerá de registro imobiliário previsto no art. 18 da Lei</p><p>6766, o fracionamento de terreno, segundo dimensões fixadas na legislação</p><p>municipal. § 1 - inexistindo norma municipal disciplinando a matéria, o</p><p>fracionamento não abrangerá área superior a 1 quadra, observada, sempre a</p><p>prévia aquiescência do município.</p><p>Assim, devemos ter em mente esses conceitos: - gleba;</p><p>- loteamento;</p><p>- desmembramento;</p><p>- fracionamento;</p><p>- lote;</p><p>- condomínio de lotes;</p><p>- loteamento de acesso controlado.</p><p>ALTERAÇÃO DA LEI 6766/79 EM 2021 PELA LEI 14118/21</p><p>PROGRAMA CASAVERDE E AMARELA. A LEI INCLUIU O</p><p>ARTIGO 2A NA LEI 6766/79.</p><p>Art. 2o-A. Considera-se empreendedor, para fins de parcelamento do solo</p><p>urbano, o responsável pela implantação do parcelamento, o qual, além</p><p>daqueles indicados em</p><p>regulamento, poderá ser:</p><p>a) o proprietário do imóvel a ser parcelado;</p><p>b) o compromissário comprador, cessionário ou promitente cessionário, ou</p><p>o foreiro, desde que o proprietário expresse sua anuência em relação ao</p><p>empreendimento e sub- rogue-se nas obrigações do compromissário</p><p>comprador, cessionário ou promitente cessionário, ou do foreiro, em caso</p><p>de extinção do contrato;</p><p>c) o ente da administração pública direta ou indireta habilitado a promover</p><p>a desapropriação com a finalidade de implantação de parcelamento</p><p>habitacional ou de realização de regularização fundiária de interesse social,</p><p>desde que tenha ocorrido a regular imissão na posse;</p><p>d) a pessoa física ou jurídica contratada pelo proprietário do imóvel a ser</p><p>parcelado ou pelo poder público para executar o parcelamento ou a</p><p>regularização fundiária, em forma de parceria, sob regime de obrigação</p><p>solidária, devendo o contrato ser averbado na matrícula do imóvel no</p><p>competente registro de imóveis;</p><p>e) a cooperativa habitacional ou associação de moradores, quando</p><p>autorizada pelo titular do domínio, ou associação de proprietários ou</p><p>compradores que assuma a responsabilidade pela implantação do</p><p>parcelamento.</p><p>O OBJETO DO PARCELAMENTO DO SOLO URBANO:</p><p>art. 3 - admite-se o parcelamento do solo urbano em zonas urbanas, de</p><p>expansão urbana, ou de urbanização específica, assim definidas pelo</p><p>município por lei ou plano diretor.</p><p>A zona urbana é aquela definida como parte do perímetro urbano e próprias</p><p>para edificações contínuas de povoações.</p><p>A zona de expansão urbana é a área que em breve passará a integrar o</p><p>perímetro urbano na cidade, sendo limite com a zona rural.</p><p>Já a área de urbanização específica, é aquela que está fora do perímetro</p><p>urbano e da área de expansão urbana, mas que possui elementos de</p><p>urbanização, como distritos, balneários e outros locais que possuem</p><p>aglomerações urbanas, mas afastadas da cidade.</p><p>OBS - PARA O CTN:</p><p>art. 32 - o imposto, de competência dos municípios, sobre a propriedade</p><p>predial e territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o domínio</p><p>útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como</p><p>definido na lei civil, localizado na zona urbana do município.</p><p>§1 - para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida</p><p>em lei municipal, observado o requisito mínimo de existência de</p><p>melhoramentos indicados em pelo menos dois incisos seguintes,</p><p>construídos ou mantidos pelo poder público:</p><p>I - meio fio ou calçamento, com</p><p>canalização de águas pluviais;</p><p>II - abastecimento de água;</p><p>III - sistema de esgotos sanitário;</p><p>IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição</p><p>domiciliar; V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima</p><p>de 3 km do imóvel considerado.</p><p>§2 - a lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de</p><p>expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos</p><p>competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo</p><p>que localizados fora das zonas definidas nos termos do parágrafo anterior.</p><p>ZONA URBANA, EXPANSÃO URBANA, URBANIZÁVEL E</p><p>URBANIZAÇÃO ESPECÍFICA</p><p>- vale o que o município determinar por lei ou plano diretor (art 3);</p><p>- Lá na REURB núcleo urbano informal consolidado.</p><p>VEDAÇÕES AO PARCELAMENTO DO SOLO URBANO: - art. 3 -</p><p>§ú Lei 6766/79</p><p>Não será permitido o parcelamento do solo:</p><p>- Em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de tomadas as</p><p>providências para assegurar o escoamento das águas;</p><p>- Em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde</p><p>pública, sem que sejam previamente saneados;</p><p>- Em terrenos com declividade igual ou superior a 30% (trinta por cento),</p><p>salvo se atendidas exigências específicas das autoridades competentes;</p><p>üEm terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação;</p><p>(NUNCA);</p><p>- Em áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição impeça</p><p>condições sanitárias suportáveis, até a sua correção.</p><p>INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA</p><p>Conceito: professor Melhim Chalhub: Considera-se incorporação</p><p>imobiliária o negócio jurídico pelo qual o incorporador se obriga a efetivar</p><p>a "venda de frações ideais de terreno objetivando a vinculação de tais</p><p>frações a unidades autônomas, em edificações a serem construídas ou em</p><p>construção sob regime condominial" , ou a "alienação de lotes, quando</p><p>vinculada à construção de casas isoladas ou geminadas", sob regime de</p><p>propriedade exclusiva (art. 29 e 68); em contrapartida, obrigam-se os</p><p>adquirentes a pagar o preço das unidades que se comprometeram a adquirir.</p><p>(CHALHUB, Melhim Name. Incorporação Imobiliária, 7° ed. Rio de</p><p>Janeiro: Forense, 2023, p.185).</p><p>Os lotes mencionados no conceito, refere-se a um loteamento.</p><p>Quem pode ser incorporador? o incorporador é uma pessoa física ou</p><p>jurídica logo não há necessidade de ser pessoa jurídica pode ser tanto uma</p><p>pessoa física quanto uma pessoa jurídica.</p><p>Art. 29 da Lei 4.591/64 - Considera-se incorporador a pessoa fisica ou</p><p>jurídica, comerciante ou não, que embora não efetuando a construção,</p><p>compromisse ou efetive a venda de frações ideais de terreno objetivando a</p><p>vinculação de tais frações a unidades autônomas, em edificações a serem</p><p>construídas ou em construção sob regime condominial, ou que meramente</p><p>aceite propostas para efetivação de tais transações,</p><p>coordenando e levando a termo a incorporação e responsabilizando-se,</p><p>conforme o caso, pela entrega, a certo prazo, preço e determinadas</p><p>condições, das obras concluídas.</p><p>Quando é necessária a incorporação? Quando a alienação da unidade</p><p>ocorrer antes ou durante a construção, ou seja, antes da conclusão,</p><p>individuação e abertura de matrícula.</p><p>Art. 32 da Lei n° 4.591/64 - O incorporador somente poderá alienar ou</p><p>onerar as frações ideais de terrenos e acessões que corresponderão às</p><p>futuras unidades autônomas após o registro, no registro de imóveis</p><p>competente, do memorial de incorporação.</p><p>O registro garante segurança jurídica ao adquirente.</p><p>Incorporador equiparado - Parágrafo único do art. 29 da Lei 4.591/64 -</p><p>Presume-se a vinculação entre a alienação das frações do terreno e o</p><p>negócio de construção, se, ao ser contratada a venda, ou promessa de venda</p><p>ou de cessão das frações de terreno, já houver sido aprovado e estiver em</p><p>vigor, ou pender de aprovação de autoridade administrativa, respectivo</p><p>projeto de construção, respondendo o alienante como incorporador.</p><p>Art. 30. Estende-se a condição de incorporador aos proprietários e titulares</p><p>de direitos aquisitivos que contratem a construção de edifícios que se</p><p>destinem a constituição em condomínio, sempre que iniciarem as</p><p>alienações antes da conclusão das obras.</p><p>Quem tem legitimidade para ser incorporador?</p><p>Para poder ser incorporador, de acordo com a lei, o proprietário, o corretor,</p><p>o construtor e também as entidades da federação.</p><p>Art. 31. A iniciativa e a responsabilidade das incorporações imobiliárias</p><p>caberão ao incorporador, que somente poderá ser:</p><p>a) o proprietário do terreno, o promitente comprador, o cessionário deste ou</p><p>promitente cessionário com título que satisfaça os requisitos da alínea a do</p><p>art. 32;</p><p>Atenção! Se o título for promessa de compra e venda, cessão de direitos ou</p><p>de permuta, precisa ser irrevogável e irretratável e deve constar cláusula</p><p>de imissão na posse do imóvel, que não haja estipulações impeditivas de</p><p>sua alienação em frações ideais e inclua consentimento para demolição e</p><p>construção, devidamente registrado.</p><p>b) o construtor e / ou corretor de imóveis;</p><p>Atenção! Neste caso, o incorporador será investido, pelo proprietário de</p><p>terreno, o promitente comprador e cessionário deste ou o promitente</p><p>cessionário, de mandato outorgado por instrumento público, onde se faça</p><p>menção expressa desta Lei e se transcreva o disposto no § 4°, do art. 35,</p><p>para concluir todos os negócios tendentes à alienação das frações ideais de</p><p>terreno, mas se obrigará pessoalmente pelos atos que praticar na qualidade</p><p>de incorporador. (Descumprida pelo mandante a obrigação da outorga dos</p><p>contratos no prazo de 60 dias, a carta-proposta ou o documento de ajuste</p><p>preliminar poderão ser averbados no Registro de Imóveis, a qual conferirá</p><p>direito real oponível a terceiros, com o consequente direito à obtenção</p><p>compulsória do contrato correspondente).</p><p>c) O ente da Federação imitido na posse a partir de decisão proferida em</p><p>processo judicial de desapropriação em curso ou o cessionário deste,</p><p>conforme comprovado mediante registro no registro de imóveis</p><p>competente.</p><p>Atenção!</p><p>Decreto-lei n° 3.365/41 - dispõe sobre a desapropriação para fins de</p><p>utilidade e necessidade pública.</p><p>Art. 79-A da Lei 11.977 de 7 de julho de 2009, com redação dada pela Lei</p><p>12.424/2011 - Para construção, reforma ou requalificação de imóveis no</p><p>âmbito do PMCMV, a Caixa Econômica Federal fica autorizada a adquirir,</p><p>em nome do FAR, e pelo prazo necessário à conclusão das obras e</p><p>transferência da unidade construída aos beneficiários do programa: 1 - os</p><p>direitos de posse em que estiver imitido qualquer ente da Federação [...); II</p><p>- os direitos reais de uso de imóvel público (art. 7°, Dec.-lei 271/67).</p><p>INVENTÁRIO EXTRAJUDICIAL</p><p>Perguntas importantes a se fazer:</p><p>• Quem morreu?</p><p>• Era casado? Tinha união estável?</p><p>• Qual o regime de bens?</p><p>• Tinha filhos? Todos vivos? Algum neto?</p><p>• Deixou bens? Direitos?</p><p>• Deixou testamento?</p><p>• Doou algo em vida? Adiantou herança?</p><p>• Essa doação tinha usufruto? Tinha cláusula? Como cancelar a</p><p>cláusula?</p><p>• Tinha alguma promessa como vendedor? Estava quitada? Os</p><p>herdeiros concordam?</p><p>• Tinha alguma promessa como comprador?</p><p>• Tinha alguma posse?</p><p>• Imóvel financiado?</p><p>ASPECTOS INICIAIS</p><p>O Direito das Sucessões é o ramo que trata da transmissão do patrimônio,</p><p>ativo e passivo, do autor da herança (de cujus) a seus sucessores.</p><p>A herança é um direito fundamental – art. 5o, XXX, da Constituição</p><p>Federal.</p><p>Sucessão legítima: decorre da lei, com ordem de vocação hereditária nos</p><p>termos do artigo 1.829 do Código Civil.</p><p>Sucessão testamentária: tem origem no ato de vontade do</p><p>morto, sendo</p><p>por testamento, legado ou codicilo.</p><p>PRINCÍPIO DA SAISINE – máxima no direito sucessório, que preconiza</p><p>que aberta a sucessão, que ocorre com a morte da pessoa, a herança</p><p>transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários (art.</p><p>1.784 do Código Civil).</p><p>Por este princípio, a lei que regula a sucessão é a lei vigente ao tempo da</p><p>abertura da sucessão (art. 1.787 do Código Civil).</p><p>A herança é formada pelos bens do falecido e, além disso, é considerada</p><p>como bem imóvel conforme preceitua o artigo 80, II, do Código Civil.</p><p>Assim, é um bem indivisível até a partilha entre os herdeiros.</p><p>Espólio – designação para a massa patrimonial do de cujus, que é uma</p><p>universalidade de bens sem personalidade jurídica. Entretanto, o Superior</p><p>Tribunal de Justiça tem o entendimento de que o espólio possui</p><p>legitimidade ativa, ou seja, ad causam.</p><p>Herdeiros necessários – são os citados no artigo 1.845 do Código Civil,</p><p>sendo descendentes, os ascendentes e o cônjuge. Possuem a proteção da</p><p>legítima, ou seja, a metade do patrimônio do de cujus (art. 1.846 do CC).</p><p>OSupremo Tribunal Federal decidiu pela equiparação sucessória entre o</p><p>casamento e a união e, assim, há a tendencia da equiparação do</p><p>companheiro como herdeiro necessário.</p><p>PESSOAS LEGITIMADAS A SUCEDER</p><p>Legitimação é uma capacidade para realizar determinado ato jurídico.</p><p>CC, Art. 1.798. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já</p><p>concebidas no momento da abertura da sucessão.</p><p>Assim, somente as pessoas vivas ou já concebidas ao tempo da abertura da</p><p>sucessão (com a morte da pessoa) podem ser herdeiras ou legatárias. Essa</p><p>legitimação cabe ao nascituro pois já foi concebido, embora ainda não</p><p>nascido.</p><p>Pessoas físicas ou jurídicas, seja de direito publico ou privado, podem</p><p>suceder. Ainda, de acordo com o artigo 1.799 do Código Civil, referente à</p><p>sucessão testamentária</p><p>DIREITO DE REPRESENTAÇÃO</p><p>Nos termos do artigo 1.851 do Código Civil:</p><p>Art. 1.851. Dá-se o direito de representação, quando a lei chama certos</p><p>parentes do falecido a suceder em todos os direitos, em que ele sucederia,</p><p>se vivo fosse.</p><p>Há uma substituição sucessória do herdeiro por força de lei. As regras do</p><p>direito de representação só são aplicadas quando houver parentes da mesma</p><p>classe sucessória (descendentes ou colaterais) com diversidade de graus.</p><p>Não há direito de representação na linha ascendente, somente na</p><p>descendente (art. 1.852, CC).</p><p>Quando alguém renuncia a herança não há direito de representação, a quota</p><p>do renunciante volta ao monte-mor. Entretanto, nos termos do artigo 1.856</p><p>do Código Civil: “o renunciante à herança de uma pessoa poderá</p><p>representá-la na sucessão de outra”.</p><p>SUCESSÃO LEGÍTIMA</p><p>Como já mencionado, o artigo 1.829 do Código Civil traz a ordem de</p><p>vocação hereditária, ou seja, os que serão chamados a suceder.</p><p>CC, Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte:</p><p>I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se</p><p>casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da</p><p>separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no</p><p>regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens</p><p>particulares;</p><p>II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge;</p><p>III - ao cônjuge sobrevivente;</p><p>IV - aos colaterais.</p><p>Pela decisão do Supremo Tribunal Federal, inclui-se o companheiro além</p><p>do cônjuge.</p><p>Primeiramente, importante ressaltar que o cônjuge (e o companheiro)</p><p>juntamente com os descendentes são herdeiros de primeira classe em</p><p>regime de concorrência a depender do regime de bens.</p><p>INVENTÁRIO EXTRAJUDICIAL</p><p>Importante ter em mãos o Código de Normas do seu Estado e a Resolução</p><p>35/2007 do CNJ para o estudo do inventário extrajudicial.</p><p>O inventário e a partilha são a instrumentalização do direito sucessório.</p><p>Assim, o inventário é a apuração dos bens deixados pelo falecido para</p><p>posterior partilha e, também, para a apuração das dívidas do de cujus.</p><p>O inventário pode ser feito na forma judicial ou extrajudicial. O inventário</p><p>extrajudicial, também conhecido como notarial ou administrativo, foi</p><p>introduzido no ordenamento jurídico brasileiro por meio da Lei 11.441, de</p><p>4 de janeiro de 2007.</p><p>Desse modo, trouxe uma alternativa mais célere ao procedimento de</p><p>inventário.</p><p>O inventário extrajudicial será feito por um tabelião de notas. O Brasil</p><p>adota o modelo de notariado latino, no qual o notário é agente estatal e um</p><p>particular que intervém nos negócios jurídicos assegurando a vontade dos</p><p>particulares, prevenindo litígios e garantindo a segurança jurídica.</p><p>Nos termos do artigo 1o da Resolução 35/2007 do CNJ, é livre a escolha do</p><p>tabelião de notas para fazer o inventário extrajudicial, ou seja, qualquer</p><p>tabelião do país pode ser o escolhido, dentro do munícipio em que ele</p><p>recebeu a sua delegação, não se aplicando as regras de competência do</p><p>Código de Processo Civil.</p><p>Ainda, fica facultada a opção pela via judicial ou extrajudicial; podendo ser</p><p>solicitada, a qualquer momento, a suspensão, pelo prazo de 30 dias, ou a</p><p>desistência da via judicial, para promoção da via extrajudicial.</p><p>Essa regra é excepcionada nos casos dos atos notariais eletrônicos, através</p><p>do e-notariado, regulamentado pelo Provimento 100/2020 do CNJ, nos atos</p><p>com imóveis. Assim, nos termos do artigo 19:</p><p>Art. 19. Ao tabelião de notas da circunscrição do imóvel ou do domicílio</p><p>do adquirente compete, de forma remota e com exclusividade, lavrar as</p><p>escrituras eletronicamente, por meio do e-Notariado, com a realização de</p><p>videoconferência e assinaturas digitais das partes.</p><p>§ 1o Quando houver um ou mais imóveis de diferentes circunscrições no</p><p>mesmo ato notarial, será competente para a prática de atos remotos o</p><p>tabelião de quaisquer delas.</p><p>§ 2o Estando o imóvel localizado no mesmo estado da federação do</p><p>domicílio do adquirente, este poderá escolher qualquer tabelionato de notas</p><p>da unidade federativa para a lavratura do ato.</p><p>Voltando a Resolução 35/2007 do CNJ, vale mencionar o seu artigo 3o:</p><p>Art. 3o As escrituras públicas de inventário e partilha, separação e divórcio</p><p>consensuais não dependem de homologação judicial e são títulos hábeis</p><p>para o registro civil e o registro imobiliário, para a transferência de bens e</p><p>direitos, bem como para promoção de todos os atos necessários à</p><p>materialização das transferências de bens e levantamento de valores</p><p>(DETRAN, Junta Comercial, Registro Civil de Pessoas Jurídicas,</p><p>instituições financeiras, companhias telefônicas, etc.).</p><p>A realização do inventário extrajudicial traz a obrigatoriedade de</p><p>advogado, dispensada a procuração, ou de defensor público, constando na</p><p>escritura pública o seu nome e registro na OAB.</p><p>É desnecessário o registro da escritura pública de inventário no Livro E do</p><p>Registro Civil das Pessoas Naturais.</p><p>É POSSÍVEL A REALIZAÇÃO DO INVENTÁRIO</p><p>EXTRAJUDICIAL MESMO HAVENDO TESTAMENTO?</p><p>O artigo 610 do CPC dispõe que havendo testamento, proceder-se-á ao</p><p>inventário extrajudicial. Alguns Tribunais Estaduais começaram a dar</p><p>interpretação diversa ao dispositivo. Assim, seria possível ser realizado na</p><p>via extrajudicial se, antes, houvesse a abertura e o registro do testamento</p><p>perante o juiz, com a sua autorização para que o inventário fosse feito no</p><p>Tabelionato de Notas.</p><p>Corroborando com esse posicionamento, decidiu em 2019 a 4a turma do</p><p>Superior Tribunal de Justiça no REsp 1.808.767/RJ, decidindo ser possível</p><p>o inventário extrajudicial mesmo com a existência de testamento, se os</p><p>interessados forem capazes e concordes, desde que o testamento tenha sido</p><p>previamente registrado judicialmente</p><p>ou haja autorização do juiz.</p><p>Enunciado n. 600, aprovado na VIII Jornada de Direito Civil: "Após</p><p>registrado judicialmente o testamento e sendo todos os interessados capazes</p><p>e concordes com os seus termos, não havendo conflitos de interesses, é</p><p>possível que se faça o</p><p>inventário extrajudicial.”</p><p>Inventariante – é nomeado para administrar a herança um inventariante,</p><p>desde a assinatura do compromisso até a homologação da partilha. O artigo</p><p>617 do CPC traz a ordem das pessoas que podem ser nomeadas a</p><p>inventariante, mas no extrajudicial essa ordem não é aplicada. Assim, os</p><p>herdeiros podem escolher livremente (Art. 11 da Resolução 35/2007 do</p><p>CNJ).</p><p>Em alguns Estados é possível a nomeação do inventariante em ato separado</p><p>e anterior a lavratura da escritura pública de inventário e partilha, que</p><p>também requer a presença de advogado.</p><p>Art. 11, § 2o O inventariante nomeado nos termos do §1o poderá</p><p>representar o espólio na busca de informações bancárias e fiscais</p><p>necessárias à conclusão de negócios essenciais para a realização do</p><p>inventário e no levantamento de quantias para pagamento do imposto</p><p>devido e dos emolumentos do inventário.</p><p>§ 3o A nomeação de inventariante será considerada o termo inicial do</p><p>procedimento de inventário extrajudicial.</p><p>Nos termos do artigo 13 da Resolução 35/2007 do CNJ, é possível,</p><p>havendo erros, a lavratura de retificação da escritura pública, desde que</p><p>todos estejam de acordo: Art. 13. A escritura pública pode ser retificada</p><p>desde que haja o consentimento de todos os interessados. Os erros</p><p>materiais poderão ser corrigidos, de ofício ou mediante requerimento de</p><p>qualquer das partes, ou de seu procurador, por averbação à margem do ato</p><p>notarial ou, não havendo espaço, por escrituração própria lançada no livro</p><p>das escrituras públicas e anotação remissiva.</p><p>O principal tributo incidente sobre a transmissão causa mortis é o ITCMD,</p><p>imposto de competência estadual e, nos termos do artigo 15 da Resolução</p><p>35/2007 do CNJ, deve ser recolhido antes da lavratura da escritura pública</p><p>de inventário e partilha.</p><p>O recolhimento e a declaração do imposto vão variar de Estado para</p><p>Estado, onde há Estados em que o cálculo e a expedição da guia podem</p><p>demorar meses e outros em que não será necessário a manifestação da</p><p>Secretaria da Fazenda.</p><p>REQUISITOS FORMAIS DA ESCRITURA PÚBLICA DE</p><p>INVENTÁRIO EXTRAJUDICIAL</p><p>Os seguintes artigos da Resolução 35/2007 do CNJ trazem os requisitos e</p><p>os documentos que devem ser levados ao tabelião de notas:</p><p>Art. 20. As partes e respectivos cônjuges devem estar, na escritura,</p><p>nomeados e qualificados (nacionalidade; profissão; idade; estado civil;</p><p>regime de bens; data do casamento; pacto antenupcial e seu registro</p><p>imobiliário, se houver; número do documento de identidade; número de</p><p>inscrição no CPF/MF; domicílio e residência).</p><p>Art. 21. A escritura pública de inventário e partilha conterá a qualificação</p><p>completa do autor da herança; o regime de bens do casamento; pacto</p><p>antenupcial e seu registro imobiliário, se houver; dia e lugar em que faleceu</p><p>o autor da herança; data da expedição da certidão de óbito; livro, folha,</p><p>número do termo e unidade de serviço em que consta o registro do óbito; e</p><p>a menção ou declaração dos herdeiros de que o autor da herança não deixou</p><p>testamento e outros herdeiros, sob as penas da lei.</p><p>Art. 22. Na lavratura da escritura deverão ser apresentados os seguintes</p><p>documentos: a) certidão de óbito do autor da herança; b) documento de</p><p>identidade oficial e CPF das partes e do autor da herança; c) certidão</p><p>comprobatória do vínculo de parentesco dos herdeiros; d) certidão de</p><p>casamento do cônjuge sobrevivente e dos herdeiros casados e pacto</p><p>antenupcial, se houver; e) certidão de propriedade de bens imóveis e</p><p>direitos a eles relativos; f) documentos necessários à comprovação da</p><p>titularidade dos bens móveis e direitos, se houver; g) certidão negativa de</p><p>tributos; e h) Certificado de Cadastro de Imóvel Rural - CCIR, se houver</p><p>imóvel rural a ser partilhado.</p><p>Art. 23. Os documentos apresentados no ato da lavratura da escritura</p><p>devem ser originais ou em cópias autenticadas, salvo os de identidade das</p><p>partes, que sempre serão originais.</p><p>Art. 24. A escritura pública deverá fazer menção aos documentos</p><p>apresentados. Em relação aos prazos dos documentos apresentados, isso</p><p>dependerá de cada Código de Normas do Estado respectivo. Já em relação</p><p>à certidão de propriedade do imóvel, há disposição expressa no Decreto</p><p>93.240/86 que regulamentou a lei federal 7.433/85, que dispõe sobre os</p><p>requisitos para a lavratura da união estável, com prazo de 30 dias:</p><p>Art. 1o, IV - a certidão de ações reais e pessoais reipersecutórias, relativas</p><p>ao imóvel, e a de ônus reais, expedidas pelo Registro de Imóveis</p><p>competente, cujo prazo de validade, para este fim, será de 30 (trinta) dias.</p><p>Além dos requisitos formais, a Resolução 35/2007 do CNJ dispõe que “é</p><p>vedada a lavratura de escritura pública de inventário e partilha referente a</p><p>bens localizados no exterior” (art. 29); e “aplica-se a Lei n.o 11.441/07 aos</p><p>casos de óbitos ocorridos antes de sua vigência” (art. 30).</p><p>A escritura pública de inventário e partilha poderá ser lavrada a qualquer</p><p>tempo após a morte, desde que as partes paguem a respectiva multa pelo</p><p>atraso, cabendo ao tabelião de nota fiscalizar o seu recolhimento (art. 31).</p><p>O Código de Processo Civil dispõe sobre o prazo para a realização do</p><p>inventário:</p><p>Art. 611. O processo de inventário e de partilha deve ser instaurado dentro</p><p>de</p><p>2 (dois) meses, a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12</p><p>(doze) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar esses prazos, de</p><p>ofício ou a requerimento de parte.</p><p>Ainda, o tabelião pode se negar a lavrar a escritura de inventário ou partilha</p><p>se houver fundados indícios de fraude ou em caso de dúvidas sobre a</p><p>declaração de vontade de algum dos herdeiros, fundamentando a recusa por</p><p>escrito (art. 32 da Resolução 35/2007 do CNJ).</p><p>O tabelião, profissional do direito que recebeu delegação do Estado e</p><p>dotado de fé pública, possui autonomia para analisar eventuais fraudes e</p><p>burlas ao sistema jurídico brasileiro, devendo obedecer à lei.</p><p>ADJUDICAÇÃO COMPULSÓRIA EXTRAJUDICIAL</p><p>Provimento 150 do CNJ</p><p>Presume um contrato de compra e venda de um imóvel e geralmente esse</p><p>contrato é com prestações.</p><p>Decreto – Lei 58/1937 surge para dar segurança ao comprador. Quando</p><p>se vende um terreno por promessa de compra e venda deveria ao final</p><p>fazer a escritura pública.</p><p>Essa ideia também está presente na incorporação imobiliária.</p><p>Há também o condomínio fechado, que é o condomínio de lotes. Aqui, as</p><p>ruas pertencem aos condôminos.</p><p>Em todos esses empreendimentos imobiliários, usa-se a promessa de compra</p><p>e venda.</p><p>Promessa/compromisso de compra e venda é um contrato preliminar. Vai</p><p>ocorrer de forma parcelada e, depois de pagas todas as prestações, será feita</p><p>a escritura pública que será levada ao RI. A PROMESSA pode ser feita por</p><p>instrumento particular (exceção à regra do art. 108 que traz como requisito a</p><p>escritura para imóveis acima de 30 salários mínimos). A primeira promessa</p><p>de compra e venda é IRRETRATÁVEL (cabe adjudicação compulsória).</p><p>Imóvel que não é de loteamento, é possível colocar a cláusula de</p><p>arrependimento.</p><p>A Lei 14.382/22 trouxe a adjudicação compulsória na via extrajudicial, com</p><p>o art. 216-B incluído na Lei 6.015/73, que agora é regulamentada pelo</p><p>Provimento 150 do CNJ.</p><p>Art. 216-B. Sem prejuízo da via jurisdicional, a</p><p>adjudicação compulsória de imóvel objeto de promessa</p><p>de venda ou de cessão poderá ser efetivada</p><p>extrajudicialmente no serviço de registro de imóveis da</p><p>situação do imóvel,</p><p>dispensado</p><p>o reconhecimento de firma. (Redação dada pela Lei nº</p><p>12.424, de 2011)</p><p>VI - contratos ou termos administrativos, assinados com</p><p>os legitimados a que se refere o art. 3º do Decreto-Lei nº</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14620.htm#art23</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14620.htm#art23</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12424.htm#art4</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12424.htm#art4</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3365.htm#art3</p><p>3.365, de 21 de junho de 1941 (Lei da Desapropriação),</p><p>no âmbito das desapropriações</p><p>extrajudiciais. (Incluído pela Lei nº 14.620, de 2023)</p><p>§ 1o Serão registrados os contratos e termos</p><p>mencionados no inciso V do caput assinados a rogo</p><p>com a impressão dactiloscópica do beneficiário,</p><p>quando este for analfabeto ou não puder assinar,</p><p>acompanhados da assinatura de 2 (duas)</p><p>testemunhas. (Incluído pela Lei nº</p><p>12.424, de 2011)</p><p>§ 2o Os contratos ou termos administrativos</p><p>mencionados no inciso V do caput poderão ser</p><p>celebrados constando apenas o nome e o número de</p><p>documento oficial do beneficiário, podendo sua</p><p>qualificação completa ser efetuada posteriormente, no</p><p>momento do registro do termo ou contrato, mediante</p><p>simples requerimento do interessado dirigido ao</p><p>registro de imóveis. (Incluído pela Lei</p><p>nº 12.424, de 2011)</p><p>§ 3o Fica dispensada a apresentação dos títulos</p><p>previstos nos incisos I a V do caput deste artigo</p><p>quando se tratar de registro do projeto de regularização</p><p>fundiária e da constituição de direito real, sendo o ente</p><p>público promotor da regularização fundiária urbana</p><p>responsável pelo fornecimento das informações</p><p>necessárias ao registro, ficando dispensada a</p><p>apresentação de título individualizado, nos termos da</p><p>legislação específica. (Redação dada pela Lei nº</p><p>13.465, de 2017)</p><p>§ 4º Quando for requerida a prática de ato com base em</p><p>título físico que tenha sido registrado, digitalizado ou</p><p>armazenado, inclusive em outra serventia, será</p><p>dispensada a reapresentação e bastará referência a ele</p><p>ou a apresentação de certidão. (Incluído pela Lei nº</p><p>14.382, de 2022)</p><p>§ 5º Os escritos particulares a que se refere o inciso II</p><p>do caput deste artigo, quando relativos a atos</p><p>praticados por instituições financeiras que atuem com</p><p>crédito imobiliário autorizadas a celebrar instrumentos</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3365.htm#art3</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14620.htm#art23</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12424.htm#art4</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12424.htm#art4</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12424.htm#art4</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12424.htm#art4</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art81</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art81</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art11</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art11</p><p>particulares com caráter de escritura pública,</p><p>dispensam as testemunhas e o reconhecimento de</p><p>firma. (Incluído pela Lei nº 14.620, de 2023)</p><p>§ 6º Os contratos e termos administrativos</p><p>mencionados no inciso VI deverão ser submetidos à</p><p>qualificação registral pelo oficial do registro de</p><p>imóveis, previamente ao pagamento do valor devido ao</p><p>expropriado. (Incluído pela Lei nº 14.620, de 2023)</p><p>PROTOCOLO</p><p>O protocolo tem grande relevância no Registro de Imóveis, vez que gera</p><p>direitos. Caso não seja feito o protocolo do título, outro título pode chegar e</p><p>ter PRIORIDADE sobre aquele que não foi protocolado.</p><p>Ou seja, o título devidamente protocolado terá prioridade para ser</p><p>examinado, analisado e preferência para ser registrado sobre os que</p><p>chegarem depois dele ou sobre os títulos que até foram apresentados antes,</p><p>mas que não foram protocolados.</p><p>Portanto, é dever (e cautela) do RI protocolar TODOS os títulos que são</p><p>apresentados no balcão.</p><p>Exceção: hipótese em que o protocolo não gera direitos → título apresentado</p><p>para MERO EXAME E CÁLCULO DOS EMOLUMENTOS. Nesse</p><p>caso, deve o apresentante solicitar que deseja, apenas, saber o valor dos</p><p>emolumentos.</p><p>Esse protocolo não gera direito de prioridade. Orienta-se que seja feito</p><p>expresso requerimento nesse sentido, a fim de evitar transtornos.</p><p>Exemplo: imagine que “A” apresentou um título para exame cálculo de</p><p>emolumentos do imóvel X. Após, ingressa no RI uma restrição judicial sobre</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14620.htm#art23</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14620.htm#art23</p><p>o bem. “A” não poderá registrar seu título, pois o requerimento feito quando</p><p>do protocolo para mero exame e cálculo de emolumentos não gera direito</p><p>(não gera prioridade).</p><p>Custas: a depender do estado, pode incidir custas para protocolar. No Rio</p><p>Grande do Sul o protocolo não gera custas.</p><p>Dica: conferir a normativa estadual.</p><p>QUALIFICAÇÃO</p><p>Após protocolar, o Oficial do RI fará a qualificação registral, ou seja, vai</p><p>analisar o título e verificar se está pronto para ser registrado. Essa análise</p><p>corresponde aos seguintes itens:</p><p>a) PESSOAS: verifica-se se as pessoas que constam do título apresentado se</p><p>são físicas ou jurídicas, ou ente despersonalizado (espólio, massa falida, etc).</p><p>b) IMÓVEL: verifica se é imóvel urbano ou rural, se há edificação averbada</p><p>ou consta só o terreno, entre outros aspectos.</p><p>→ O Oficial vai comparar esses aspectos com aquilo que consta em seu</p><p>banco de dados (arquivo). Exemplo: o título se refere a um imóvel de 800</p><p>metros, porém, na matrícula, o bem tem 600 metros. Além disso, verifica se</p><p>o vendedor que figura no título é o proprietário do bem, se o preço foi pago</p><p>e se foi dada a quitação, há alguma condição específica ao negócio, entre</p><p>outros.</p><p>Após essa verificação, o Oficial pode autorizar o REGISTRO ou</p><p>AVERBAÇÃO (que são os dois atos praticados junto ao RI) ou</p><p>NEGAR/DEVOLVER o título, por meio de uma NOTA DEVOLUTIVA,</p><p>explicando as razões para não registrar/averbar.</p><p>Quando o título é registrado, gera segurança jurídica. No Registro de Imóveis</p><p>há um filtro (Afrânio de Carvalho), que é a qualificação feita pelo registrador</p><p>que irá avaliar se o título pode ser registrado/averbado ou não, de acordo com</p><p>os princípios registrais e a lei. Caso não seja possível, o oficial irá emitir a</p><p>nota devolutiva com os requisitos a serem cumpridos.</p><p>Já o artigo 221 do Código Civil pode provar algum negócio, mas não é título.</p><p>Assim, essa prova, por exemplo, pode ser usada na usucapião.</p><p>Art. 221 - O instrumento particular, feito e assinado, ou</p><p>somente assinado por quem esteja na livre disposição e</p><p>administração de seus bens, prova as obrigações</p><p>convencionais de qualquer valor; mas os seus efeitos,</p><p>bem como os da cessão, não se operam, a respeito de</p><p>terceiros, antes de registrado no registro público.</p><p>Parágrafo único. A prova do instrumento particular pode</p><p>suprir-se pelas outras de caráter legal.</p><p>Assim, títulos são passíveis de registro, documentos – não.</p><p>A qualificação do registrador precisa analisar as atuais medidas do imóvel</p><p>pois no sistema de transcrições eram rudimentares – hoje, utiliza-se o</p><p>Georreferenciamento.</p><p>Dessa forma, haverá a necessidade de retificar o registro para que conste as</p><p>medidas atualizadas do bem imóvel.</p><p>O Registro de Imóveis é territorial, ou seja, atua dentro de uma circunscrição</p><p>que abrange o imóvel.</p><p>*** Caso o cartório seja desmembrado, o imóvel pode passar a pertencer ao</p><p>nos termos deste artigo. (Incluído</p><p>pela Lei nº 14.382, de 2022)</p><p>§ 1º São legitimados a requerer a adjudicação o</p><p>promitente comprador ou qualquer dos seus</p><p>cessionários ou promitentes cessionários, ou seus</p><p>sucessores, bem como o promitente vendedor,</p><p>representados por advogado, e o pedido deverá ser</p><p>instruído com os seguintes documentos:</p><p>I - instrumento de promessa de compra e venda ou de</p><p>cessão ou de sucessão, quando for o caso;</p><p>II - prova do inadimplemento, caracterizado pela não</p><p>celebração do título de transmissão da propriedade plena</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art11</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art11</p><p>no prazo de 15 (quinze) dias, contado da entrega de</p><p>notificação extrajudicial pelo oficial do registro de</p><p>imóveis da situação do imóvel, que poderá delegar a</p><p>diligência ao oficial do registro de títulos e</p><p>documentos;</p><p>III - (VETADO);</p><p>IV - certidões dos distribuidores forenses da comarca da</p><p>situação do imóvel e do domicílio do requerente que</p><p>demonstrem a inexistência de litígio envolvendo o</p><p>contrato de promessa de compra e venda do imóvel</p><p>objeto da adjudicação;</p><p>V - comprovante de pagamento do respectivo Imposto</p><p>sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI);</p><p>VI - procuração com poderes específicos.</p><p>§ 2º (VETADO).</p><p>§ 3º À vista dos documentos a que se refere o § 1º deste</p><p>artigo, o oficial do registro de imóveis da circunscrição</p><p>onde se situa o imóvel procederá ao registro do domínio</p><p>em nome do promitente comprador, servindo de título a</p><p>respectiva promessa de compra e venda ou de cessão ou</p><p>o instrumento que comprove a sucessão.</p><p>Caso o vendedor não queira fazer a escritura pública, o comprador pode pedir</p><p>adjudicação compulsória – judicial ou extrajudicial.</p><p>Vai ter um requerimento, com requisitos, ao RI. Junto com o requerimento</p><p>vai ter uma ata notarial feita por um tabelião de notas.</p><p>Provimento 150 do CNJ:</p><p>Art. 440-K. O interessado apresentará, para protocolo, ao oficial de registro</p><p>de imóveis, requerimento de instauração do processo de adjudicação</p><p>compulsória.</p><p>Parágrafo único. Os efeitos da prenotação prorrogar-se-ão até o deferimento</p><p>ou rejeição do pedido.</p><p>Art. 440-L. O requerimento inicial atenderá, no que couber, os requisitos</p><p>do art. 319 da Lei Federal n. 13.105, de 16 de março de 2015 – Código de</p><p>Processo Civil, trazendo, em especial:</p><p>I – identificação e endereço do requerente e do requerido, com a indicação,</p><p>no mínimo, de nome e número de Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou de</p><p>Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas – CNPJ (art. 2º do Provimento n. 61,</p><p>de 17 de outubro de 2017, da Corregedoria Nacional de Justiça);</p><p>II – a descrição do imóvel, sendo suficiente a menção ao número da matrícula</p><p>ou transcrição e, se necessário, a quaisquer outras características que o</p><p>identifiquem;</p><p>III – se for o caso, o histórico de atos e negócios jurídicos que levaram à</p><p>cessão ou à sucessão de titularidades, com menção circunstanciada dos</p><p>instrumentos, valores, natureza das estipulações, existência ou não de direito</p><p>de arrependimento e indicação específica de quem haverá de constar como</p><p>requerido;</p><p>IV – a declaração do requerente, sob as penas da lei, de que não pende</p><p>processo judicial que possa impedir o registro da adjudicação compulsória,</p><p>ou prova de que tenha sido extinto ou suspenso por mais de 90 (noventa) dias</p><p>úteis;</p><p>V – o pedido de que o requerido seja notificado a se manifestar, no prazo de</p><p>15 (quinze) dias úteis; e</p><p>VI – o pedido de deferimento da adjudicação compulsória e de lavratura do</p><p>registro necessário para a transferência da propriedade.</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm</p><p>https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/2523</p><p>https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/2523</p><p>Art. 440-G. Além de seus demais requisitos, para fins de adjudicação</p><p>compulsória, a ata notarial conterá:</p><p>I – a referência à matrícula ou à transcrição, e a descrição do imóvel com</p><p>seus ônus e gravames;</p><p>II – a identificação dos atos e negócios jurídicos que dão fundamento à</p><p>adjudicação compulsória, incluído o histórico de todas as cessões e</p><p>sucessões, bem como a relação de todos os que figurem nos respectivos</p><p>instrumentos contratuais;</p><p>III – as provas do adimplemento integral do preço ou do cumprimento da</p><p>contraprestação à transferência do imóvel adjudicando;</p><p>IV – a identificação das providências que deveriam ter sido adotadas pelo</p><p>requerido para a transmissão de propriedade e a verificação de seu</p><p>inadimplemento;</p><p>V – o valor venal atribuído ao imóvel adjudicando, na data do requerimento</p><p>inicial, segundo a legislação local.</p><p>O vendedor será notificado.</p><p>É possível ceder o contrato, ceder a promessa. Assim, quem quitou poderá</p><p>pedir a adjudicação.</p><p>MÉTODO RID</p><p>MÉTODO DE REGULARIZAÇÃO</p><p>MÉTODO R.I.D. – Há dois significados nesse método:</p><p>I</p><p>R D</p><p>RID ESTRATÉGICO:</p><p>R – RECONSTRUIR o caso concreto. Ouvir o problema e aplicar o “R”</p><p>para reconstruir. Ouça o que seu cliente tem a dizer sobre o caso.</p><p>I – IDENTIFICAR a melhor estratégia a ser aplicada. Faça as perguntas</p><p>sobre o caso e veja qual o melhor procedimento a ser seguido. Analise o</p><p>caso e pegue a lista de estratégias:</p><p>o Abertura de matrícula</p><p>o Retificação</p><p>o Inventário</p><p>o Usucapião</p><p>o Extrajudicial</p><p>o Recomposição de matrícula</p><p>o Divórcio e Dissolução</p><p>o Divisão do Imóvel</p><p>o Edificações</p><p>o Planejamento sucessório</p><p>o Unificação e fusão</p><p>o Adjudicação Extrajudicial</p><p>o Análise de Riscos</p><p>o REURB</p><p>D –DEFENDA seu propósito de vida. Seguro do que fazer, defenda seu</p><p>projeto e propósito de vida. Torne-se uma referência.</p><p>TENHA PROPÓSITO, PRIORIDADES, PRODUTIVIDADE =</p><p>LUCRO</p><p>Tenha um plano e um planejamento organizado.</p><p>RID JURÍDICO</p><p>Aqui, a sigla tem outros significados. Vamos para os termos jurídicos dela</p><p>para você aplicar esse método na regularização.</p><p>D - DOCUMENTOS – Quais são os documentos que o seu cliente tem?</p><p>Documento é gênero, podendo ser uma escritura pública, um instrumento</p><p>particular ou até mesmo comprovantes de IPTU do imóvel, para fins de</p><p>comprovar a usucapião. Títulos já estão prontos para ir ao registro de</p><p>imóveis.</p><p>Artigos importantes em relação aos títulos:</p><p>Elementos do negócio jurídico – art. 104, CC.</p><p>Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:</p><p>I - agente capaz;</p><p>II - objeto lícito, possível, determinado ou</p><p>determinável; III - forma prescrita ou não defesa em</p><p>lei.</p><p>Já o artigo 221 da Lei 6.015/73, traz os títulos que serão registrados:</p><p>Art. 221 - Somente são admitidos registro:</p><p>I - escrituras públicas, inclusive as lavradas em</p><p>consulados brasileiros;</p><p>II - escritos particulares autorizados em lei, assinados</p><p>pelas partes e testemunhas, com as firmas</p><p>reconhecidas, dispensado o reconhecimento quando se</p><p>tratar de atos praticados por entidades vinculadas ao</p><p>Sistema Financeiro da Habitação;</p><p>III - atos autênticos de países estrangeiros, com força</p><p>de instrumento público, legalizados e traduzidos na</p><p>forma da lei, e registrados no cartório do Registro de</p><p>Títulos e Documentos, assim como sentenças</p><p>proferidas por tribunais estrangeiros após homologação</p><p>pelo Supremo Tribunal Federal;</p><p>IV - cartas de sentença, formais de partilha, certidões e</p><p>mandados extraídos de autos de processo.</p><p>V - contratos ou termos administrativos, assinados com</p><p>a União, Estados, Municípios ou o Distrito Federal, no</p><p>âmbito de programas de</p><p>regularização fundiária e de programas habitacionais</p><p>de interesse social, dispensado o reconhecimento de</p><p>firma.</p><p>Primeiro, analisar AS PESSOAS. O documento (contrato) traz o vendedor</p><p>como uma pessoa física qualificada,</p><p>era casada?</p><p>Alguém morreu?</p><p>Ou uma pessoa jurídica (importante verificar quem assina pela Pessoa</p><p>Jurídica). Tem procuração?</p><p>Representa alguma empresa? Além disso, haverá a descrição do imóvel, que</p><p>poderá ser igual ao que está na matrícula ou não.</p><p>Analisar esses requisitos é importante tanto para o vendedor quanto para o</p><p>comprador.</p><p>Ainda, olhar no documento a coisa em si, ou seja, O IMÓVEL: é rural ou é</p><p>urbano; tem construção ou não; é lote de um loteamento ou lote de</p><p>loteamento que não existe? É terreno de marinha? Qual a área? Está em</p><p>condomínio?</p><p>Por fim, olhar A FORMA no documento: é documento particular ou</p><p>escritura pública?</p><p>Pode, ainda, ser documento judicial, como a carta de arrematação. Pode ser</p><p>promessa de compra e venda pode ser por instrumento público ou</p><p>particular, recibo, cessão (cessão de herança tem que ser por escritura</p><p>pública).</p><p>Documento público não precisa ter firma reconhecida, o particular gera</p><p>mais segurança com a firma reconhecida (por autenticidade – assina na</p><p>frente do tabelião; por semelhança – tabelião confere com a assinatura</p><p>depositada no cartório).</p><p>I - IMÓVEL - tem-se o imóvel da matrícula/transcrição e o imóvel real,</p><p>ou seja, na realidade tem o terreno, mas não tem uma casa averbada, o</p><p>terreno possui área diferente do que consta na matrícula; tem dois terrenos</p><p>separados e uma casa no meio, enfim, a realidade do imóvel.</p><p>Importante ir na prefeitura e analisar o cadastro do imóvel.</p><p>O imóvel pode ser urbano (cadastro na prefeitura – município) ou rural</p><p>(cadastro no INCRA- CCIR). Há o critério da localização e da destinação</p><p>do imóvel para diferenciar urbano de rural.</p><p>Imóvel rural tem destinação agro/pastoril; paga ITR; precisa respeitar a</p><p>fração mínima de parcelamento – critério da destinação.</p><p>Imóvel urbano está na zona urbana; paga IPTU; critério da exclusão.</p><p>CADASTRO x REGISTRO – no registro são levados os direitos reais,</p><p>que gera direitos, transfere a propriedade; já no cadastro, há apenas as</p><p>informações que são importantes para o Poder Público, sem gerar direitos</p><p>reais.</p><p>Cadastro – contém os elementos físicos dos imóveis rurais. CCIR, NIRF,</p><p>CAR.</p><p>Pode ter um cadastro com vários imóveis, não respeita a unitariedade da</p><p>matrícula como no Registro de Imóveis.</p><p>Aquisição de imóveis rurais por estrangeiros – há requisitos específicos,</p><p>restrições como por exemplo, há obrigatoriedade da escritura pública</p><p>independente do valor do imóvel – Lei 5.709/71 e Decreto 74.965/74.</p><p>- Exceções da fração mínima do parcelamento – Decreto 62504/68. Lei</p><p>5868/72.</p><p>Os imóveis rurais possuem um tamanho mínimo – fração mínima de</p><p>parcelamento (FMP). O mínimo depende do local onde está localizado o</p><p>imóvel rural. Desse modo, não é possível ter matrícula quando o imóvel for</p><p>menor que a fração mínima de parcelamento, assim, dependendo da situação,</p><p>é possível regularizar por REURB.</p><p>EXCEÇÕES A FMP: Decreto 62.504/68 e Lei 5.868/72.</p><p>Lei n° 5.868/72</p><p>Art. 8º - Para fins de transmissão, a qualquer título, na</p><p>forma do Art. 65 da Lei número 4.504, de 30 de</p><p>novembro de 1964, nenhum imóvel rural poderá ser</p><p>desmembrado ou dividido em área de tamanho inferior</p><p>à do módulo calculado para o imóvel ou da fração</p><p>mínima de parcelamento fixado no § 1º deste artigo,</p><p>prevalecendo a de menor área.</p><p>(...)</p><p>§ 4°. O disposto neste artigo não se aplica:</p><p>I - aos casos em que a alienação da área destine-se</p><p>comprovadamente a sua anexação ao prédio rústico,</p><p>confrontante, desde que o imóvel do qual se desmembre</p><p>permaneça com área igual ou superior à fração mínima</p><p>do parcelamento;</p><p>II - à emissão de concessão de direito real de uso ou</p><p>título de domínio em programas de regularização</p><p>fundiária de interesse social em áreas rurais, incluindo-</p><p>se as situadas na Amazônia Legal;</p><p>III - aos imóveis rurais cujos proprietários sejam</p><p>enquadrados como agricultor familiar nos termos da Lei</p><p>no 11.326, de 24 de julho de 2006; ou</p><p>IV - ao imóvel rural que tenha sido incorporado à zona</p><p>urbana do Município.</p><p>§ 5º. O disposto neste artigo aplica-se também às</p><p>transações celebradas até esta data e ainda não</p><p>registradas em Cartório, desde que se enquadrem nas</p><p>condições e requisitos ora estabelecidos.</p><p>O inciso IV acima, resolve o problema do caso em que</p><p>o imóvel permanece com finalidade rural mas foi</p><p>incorporada à zona urbana do Município.</p><p>Desmembramentos de imóveis rurais que visem a constituir novos imóveis</p><p>com destinação diversa (não rural):</p><p>Decreto n° 62.504/68</p><p>Art 2º Os desmembramentos de imóvel rural que visem</p><p>a constituir unidades com destinação diversa daquela</p><p>referida no Inciso I do Artigo 4º da Lei nº 4.504, de 30</p><p>de novembro de 1964, não estão sujeitos às disposições</p><p>do Art. 65 da mesma lei e do Art. 11 do Decreto-lei nº</p><p>57, de 18 de novembro de 1966, desde que,</p><p>comprovadamente, se destinem a um dos seguintes fins:</p><p>I - Desmembramentos decorrentes de desapropriação</p><p>por necessidade ou utilidade pública, na forma prevista</p><p>no Artigo 390, do Código Civil Brasileiro, e legislação</p><p>complementar.</p><p>II - Desmembramentos de iniciativa particular que</p><p>visem a atender interesses de Ordem Pública na zona</p><p>rural, tais como:</p><p>a) Os destinados a instalação de estabelecimentos</p><p>comerciais, quais sejam:</p><p>1 - postos de abastecimento de combustível, oficinas</p><p>mecânicas, garagens e similares;</p><p>2 - lojas, armazéns, restaurantes, hotéis e similares;</p><p>3 - silos, depósitos e similares.</p><p>b) os destinados a fins industriais, quais sejam:</p><p>1 - barragens, represas ou açudes;</p><p>2 - oleodutos, aquedutos, estações elevatórias, estações</p><p>de tratamento de àgua, instalações produtoras e de</p><p>transmissão de energia elétrica, instalações</p><p>transmissoras de rádio, de televisão e similares;</p><p>3 - extrações de minerais metálicos ou não e similares;</p><p>4 - instalação de indústrias em geral.</p><p>c) os destinados à instalação de serviços comunitários</p><p>na zona rural quais sejam:</p><p>1 - portos marítimos, fluviais ou lacustres, aeroportos,</p><p>estações ferroviárias ou rodoviárias e similares;</p><p>2 - colégios, asilos, educandários, patronatos, centros de</p><p>educação física e similares;</p><p>3 - centros culturais, sociais, recreativos, assistenciais e</p><p>similares;</p><p>4 - postos de saúde, ambulatórios, sanatórios, hospitais,</p><p>creches e similares;</p><p>5 - igrejas, templos e capelas de qualquer culto</p><p>reconhecido, cemitérios ou campos santos e similares;</p><p>6 - conventos, mosteiros ou organizações similares de</p><p>ordens religiosas reconhecidas;</p><p>7 - Áreas de recreação pública, cinemas, teatros e</p><p>similares.</p><p>Art. 3º Os desmembramentos referidos no inciso I do</p><p>Artigo 2º deste decreto independem de prévia</p><p>autorização do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária,</p><p>devendo o desapropriado:</p><p>a) apresentar nova Declaração de Propriedade de Imóvel</p><p>Rural, referente a área remanescente;</p><p>b) juntar à nova Declaração, certidão atualizada da</p><p>transcrição imobiliária, em que conste a averbação do</p><p>ato expropriatório, referido, expressamente, a área</p><p>desmembrado.</p><p>Art. 4º Os desmembramentos resultantes de transmissão</p><p>a qualquer título, de frações ou parcelas de imóvel rural</p><p>para os fins especificados no inciso II do Artigo 2º do</p><p>presente Decreto, serão necessariamente limitados à</p><p>área que, comprovadamente, for necessária à realização</p><p>de tais objetivos e dependerão de prévia autorização, por</p><p>parte do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária. (atual</p><p>INCRA).</p><p>→ Deve-se observar a FMP para evitar o parcelamento irregular do solo</p><p>– não pode fazer escritura pública ou registrar nesses casos.</p><p>R – REGISTRO – Tem matrícula? Transcrição? Tem ônus na matrícula</p><p>(penhora, usufruto, alguma indisponibilidade) – verificar o que há no</p><p>cartório.</p><p>Os documentos serão levados ao Cartório de Registro de Imóveis</p><p>com a</p><p>finalidade de regularizar aquele imóvel, seja registrando o inventário,</p><p>fazendo usucapião, por REURB etc.</p><p>O Registro de Imóveis é territorial, ou seja, atua dentro de uma</p><p>circunscrição que abrange o imóvel.</p><p>Na matrícula do imóvel pode ter usufruto, hipoteca, penhora e pelo</p><p>principio da concentração, tudo que for importante deve estar ali.</p><p>Importante analisar a matrícula para escolher a melhor estratégia.</p><p>É neste cartório, através da certidão do registro, que será possível analisar</p><p>se o imóvel possui matrícula ou transcrição, quem é o proprietário, se tem</p><p>algum ônus (hipoteca, alienação fiduciária) etc.</p><p>No registro de imóveis tem a matrícula – que é a ficha do imóvel, tem toda</p><p>a história do imóvel.</p><p>Pode ter a transcrição – eram feitas as inscrições corridas, então uma</p><p>transcrição poderia ter vários imóveis e vários registros.</p><p>Registro Averbação</p><p>A comunicação com o registro de imóveis é por certidões. Em regra tudo</p><p>deveria estar na matrícula.</p><p>É possível procurar as matrículas no site na ONR.</p><p>ANEXOS: LINK DOS CÓDIGOS DE NORMAS DE CADA ESTADO</p><p>E UMA LISTA DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA</p><p>DIVERSOS ATOS NOS CARTÓRIOS ELABORADA PELO</p><p>COLÉGIO NOTARIAL DO BRASIL</p><p>LINK DOS CÓDIGOS DE NORMAS</p><p>Cuidado: sempre verifique no site do Tribunal de Justiça eventual atualização.</p><p>BAHIA</p><p>http://www5.tjba.jus.br/extrajudicial/wp-</p><p>content/uploads/2020/03/REPUBLICA%C3%87%C3%83O-CORRETIVA-</p><p>PRIVIMENTO-03.2020-C%C3%93DIGO-DE-NORMAS.pdf</p><p>MARANHÃO</p><p>https://www.tjma.jus.br/legislacao/cgj/codigo-norma/titulo-codigo/263/9289</p><p>RIO GRANDE DO NORTE</p><p>http://corregedoria.tjrn.jus.br/index.php/normas/codigos/codigo-de-normas-</p><p>extrajudicial/10481--1103/file</p><p>CEARÁ</p><p>https://corregedoria.tjce.jus.br/codigo-de-normas-judiciais/</p><p>ALAGOAS</p><p>https://www.tjal.jus.br/arquivos_downloads/20190904081843_Codigo_de_Normas_das</p><p>_Se rventias_Judiciais_Para_Publicacao_02_de_Setembro_de_2019.pdf</p><p>PARAÍBA</p><p>https://corregedoria.tjpb.jus.br/legislacao/codigo-de-normas-cgjpb-extrajudicial/</p><p>PERNAMBUCO</p><p>https://www.tjpe.jus.br/web/corregedoria/codigos-de-normas</p><p>PIAUÍ</p><p>https://www.tjpi.jus.br/portaltjpi/vice-corregedoria/codigo-de-normas-e-procedimentos-</p><p>dos- servicos-notariais-e-de-registro/</p><p>SERGIPE</p><p>https://www.tjse.jus.br/corregedoria/arquivos/documentos/extrajudicial/consolidacao-</p><p>normativa-cartorios-extrajudiciais.pdf</p><p>PARÁ</p><p>https://www.tjpa.jus.br/CMSPortal/VisualizarArquivo?idArquivo=824163</p><p>AMAZONAS</p><p>https://www.tjam.jus.br/images/2019/EXTRAJUDICIAL/republica%C3%87%C3%83o</p><p>_do _manual_do_extrajudicial_constante_no_provimento_n%C2%BA_278-2016-cgj-</p><p>am.pdf</p><p>ACRE</p><p>https://www.tjac.jus.br/wp-</p><p>content/uploads/2022/05/Provimento_COGER_TJAC_10_2016.pdf</p><p>RORAIMA</p><p>https://tjrr.jus.br/legislacao/phocadownload/Provimentos/Corregedoria/2017/proviment</p><p>o%2 0002-2017%2004.pdf</p><p>RONDÔNIA</p><p>https://www.tjro.jus.br/corregedoria/images/diretrizes_extra_judiciais/Diretrizes_Extraj</p><p>udic iais-atualizada_at%C3%A9_maio-2021.pdf</p><p>AMAPÁ</p><p>https://www.tjap.jus.br/portal/images/stories/documentos/CHECK-</p><p>LIST/CORREGEDORIA/provimento_310_16-provimento_geral_corregedoria.pdf</p><p>TOCANTINS</p><p>https://wwa.tjto.jus.br/diario/pesquisa/materia/671857</p><p>DISTRITO FEDERAL</p><p>https://www.tjdft.jus.br/publicacoes/provimentos/provimento-geral-da-corregedoria-</p><p>aplicado-aos-servicos-notariais-e-de-</p><p>registro/ProvimentoGeralNotrioseRegistradores.pdf</p><p>MATO GROSSO</p><p>https://corregedoria-mc.tjmt.jus.br/corregedoria-arquivos-</p><p>prod/cms/Cod_Nor_CGJ_Foro_Extra_Prov_42_2020_At_Prov_10_2022_CGJ_e0f4f35</p><p>c26. pdf</p><p>MATO GROSSO DO SUL</p><p>https://www.tjms.jus.br/legislacao/public/pdf-</p><p>legislacoes/Livro%20feito%20pela%20Corregedoria.pdf</p><p>GOIÁS</p><p>http://docs.tjgo.jus.br/corregedoria/CodigoNormasProcedimentosAteProvimento63-</p><p>2021.pdf</p><p>ESPÍRITO SANTO</p><p>http://www.tjes.jus.br/corregedoria/wp-content/uploads/2021/07/CN-</p><p>EXTRAJUDICIAL- 7.6.2021-Vers%C3%A3o-2.9.3-altera%C3%A7%C3%B5es-ate-</p><p>Provimento-054-2021- 2.pdf</p><p>RIO DE JANEIRO</p><p>http://cgj.tjrj.jus.br/documents/1017893/0/codigo-extrajudicial-atualizado-em-29-12-</p><p>2020- 003.pdf/471adae2-1b04-4906-15b2-5a554ad9a36c?t=1610041514124</p><p>MINAS GERAIS</p><p>http://www8.tjmg.jus.br/institucional/at/pdf/vc00932020.pdf</p><p>SÃO PAULO</p><p>https://api.tjsp.jus.br/Handlers/Handler/FileFetch.ashx?codigo=130558</p><p>PARANÁ</p><p>https://www.tjpr.jus.br/codigo-de-normas-foro-extrajudicial</p><p>SANTA CATARINA</p><p>https://www.tjsc.jus.br/documents/728949/1312406/C%C3%B3digo+de+Normas+CGJ/</p><p>9fd 74fde-d228-4b19-9608-5655126ef4fa</p><p>RIO GRANDE DO SUL</p><p>https://www.tjrs.jus.br/static/2021/08/Consolidacao-Normativa-Notarial-Registral-</p><p>2021- TEXTO-INTEGRAL.pdf</p><p>Lista de documentos para o serviço Ata notarial</p><p>( ) Requerimento escrito ou verbal.</p><p>( ) RG e CPF do(a) solicitante, se pessoa física.</p><p>( ) CNPJ, contrato social, eventuais alterações, ata de eleição dos administradores, RG e CPF do</p><p>representante, se pessoa jurídica.</p><p>Lista de documentos para o serviço Compra e Venda</p><p>Compra e venda</p><p>Pessoa Física</p><p>Casa</p><p>Vendedores</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Compradores</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório).</p><p>Imóvel (Casa)</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada no momento da assinatura da escritura</p><p>(prazo de 30 dias a partir da data de expedição);</p><p>( ) Certidão de quitação de tributos imobiliários;</p><p>( ) Carnê do IPTU do ano vigente;</p><p>( ) Informar o valor da compra;</p><p>Outros Documentos:</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão)</p><p>com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o reconhecimento deve ser feito</p><p>na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão) com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o</p><p>reconhecimento deve ser feito na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Alvará judicial no original;</p><p>Obs.: Até 7/12/2016 sugerimos a apresentação das seguintes certidões pessoais da cidade de</p><p>domicílio dos vendedores e do local do imóvel:</p><p>( ) Certidão da Justiça do Trabalho;</p><p>( ) Certidão dos 10 Cartórios de Protesto;</p><p>( ) Certidão de distribuição Cível;</p><p>( ) Certidão de Executivos Fiscais - Municipal e Estadual;</p><p>( ) Certidão da Justiça Federal;</p><p>( ) Certidão da Justiça Criminal.</p><p>Obs.: - Se houver procurador, inventariante, curador, ou qualquer outro representante, é</p><p>necessário apresentar RG, CPF, informar estado civil, profissão e residência; - O cônjuge deve</p><p>ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão universal, da</p><p>separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do pacto antenupcial no registro</p><p>de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Lista de documentos para o serviço União estável</p><p>Dos Companheiros</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, (e apresentação</p><p>do original);</p><p>( ) Certidão de Casamento: se casado, separado ou divorciado, apresentar a original ou</p><p>fotocópia autenticada. Quando se tratar de cartório de outra cidade deve ser com firma</p><p>reconhecida do oficial que ae xpediu. Prazo da certidão: 90 dias;</p><p>( ) Certidão de óbito (se viúvo): apresentar a original ou fotocópia autenticada. Quando se</p><p>tratar de cartório de outra cidade deve ser com firma reconhecida do oficial que a expediu.</p><p>Prazo da certidão: 90dias;</p><p>( ) Regime de bens;</p><p>( ) Data do início da convivência;</p><p>( ) Informar a profissão;</p><p>( ) Informar o endereço.</p><p>Lista de documentos para o serviço Instituição de bem de família</p><p>Instituidores</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Certidão de Casamento: se casado, separado ou divorciado, apresentar a original ou</p><p>fotocópia autenticada. Quando se tratar de cartório de outra cidade deve ser com firma</p><p>reconhecida do oficial que a expediu. Prazo da certidão: 90 dias;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Certidão de óbito: apresentar a original ou fotocópia autenticada. Quando se tratar de</p><p>cartório de outra cidade deve ser com firma reconhecida do oficial que a expediu. Prazo da</p><p>certidão: 90 dias;</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de nascimento do menor (RG e CPF, se tiver).</p><p>Imóvel</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada (prazo de 30 dias a partir da data de</p><p>expedição). A certidão deve estar atualizada no momento da lavratura da escritura, e não no</p><p>momento da entrega dos documentos no cartório;</p><p>( ) Declaração de quitação de condomínio assinada pelo síndico, com firma reconhecida e cópia</p><p>autenticada da ata de eleição do síndico;</p><p>( ) Certidão negativa de tributos fiscais municipais pendentes sobre os imóveis;</p><p>( ) Carnê do IPTU do ano vigente;</p><p>( ) Informar valor atribuído ao imóvel para efeitos fiscais.</p><p>( ) Certidões Pessoais do Casal:</p><p>( ) Certidão de distribuição de ações cíveis, criminais e fiscais, expedidas pela Justiça Federal;</p><p>( ) Certidões de Distribuidores Cíveis da Comarca da cidade onde o serviço está sendo feito, de</p><p>Inventários, Arrolamentos e Testamentos, de Pedidos de Falência e Concordata, de Executivos</p><p>Fiscais, Municipais e Estaduais e de Ações Cíveis de Família, Exceto Executivos Fiscais,</p><p>expedidas pelo Tribunal de Justiça do estado em que o serviço está sendo feito;</p><p>( ) Certidões de Distribuição de Processos Trabalhistas;</p><p>( ) Certidões de distribuições e execuções criminais do estado em que o serviço está sendo</p><p>feito;</p><p>( ) Certidões Negativas de Débitos de Tributos e Contribuições Federais;</p><p>( ) Certidões negativas quanto à dívida ativa da União.</p><p>Lista de documentos para o serviço Compra e Venda</p><p>Compra e venda</p><p>Pessoa Física - Apartamento</p><p>Vendedores</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a</p><p>expediu (se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Compradores</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a</p><p>expediu (se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório).</p><p>Imóvel (Apartamento)</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada no momento da assinatura da escritura</p><p>(prazo de 30 dias a partir da data de expedição);</p><p>( ) Certidão de quitação de tributos imobiliários;</p><p>( ) Carnê do IPTU do ano vigente;</p><p>( ) Informar o valor da compra;</p><p>Obs.: Se exigido pelo comprador, o vendedor deverá apresentar a declaração de quitação de</p><p>condomínio assinada pelo síndico, com firma reconhecida e cópia autenticada da ata de</p><p>eleição do síndico.</p><p>Outros Documentos:</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão)</p><p>com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o reconhecimento deve ser feito</p><p>na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão) com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o</p><p>reconhecimento deve ser feito na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Alvará judicial no original;</p><p>Obs.: Até 7/12/2016 sugerimos a apresentação das seguintes certidões pessoais da cidade de</p><p>domicílio dos vendedores e do local do imóvel:</p><p>( ) Certidão da Justiça do Trabalho;</p><p>( ) Certidão dos 10 Cartórios de Protesto;</p><p>( ) Certidão de distribuição Cível;</p><p>( ) Certidão de Executivos Fiscais - Municipal e Estadual;</p><p>( ) Certidão da Justiça Federal;</p><p>( ) Certidão da Justiça Criminal.</p><p>Obs.: - Se houver procurador, inventariante, curador, ou qualquer outro representante, é</p><p>necessário apresentar RG, CPF, informar estado civil, profissão e residência; - O cônjuge deve</p><p>ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão universal, da</p><p>separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do pacto antenupcial no registro</p><p>de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Lista de documentos para o serviço Compra e Venda</p><p>Compra e venda</p><p>Pessoa Jurídica</p><p>Casa</p><p>Vendedores</p><p>( ) Número do CNPJ para obtenção da certidão via internet;</p><p>( ) Fotocópia autenticada do contrato ou estatuto social, última alteração e alteração em que</p><p>conste modificação na diretoria;</p><p>( ) Certidão de débitos relativos a créditos tributários federais e à dívida ativa da união;</p><p>( ) RG, CPF, profissão e residência do diretor, sócio ou procurador que assinará a escritura;</p><p>( ) Certidão da junta comercial de que não há outras alterações;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Compradores</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório).</p><p>Imóvel (Casa)</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada no momento da assinatura da escritura</p><p>(prazo de 30 dias a partir da data de expedição);</p><p>( ) Certidão de quitação de tributos imobiliários;</p><p>( ) Carnê do IPTU do ano vigente;</p><p>( ) Informar o valor da compra;</p><p>Outros Documentos:</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão)</p><p>com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o reconhecimento deve ser feito</p><p>na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão) com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o</p><p>reconhecimento deve ser feito na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Alvará judicial no original;</p><p>Obs.: Até 7/12/2016 sugerimos a apresentação das seguintes certidões pessoais da cidade de</p><p>domicílio dos vendedores e do local do imóvel:</p><p>( ) Certidão da Justiça do Trabalho;</p><p>( ) Certidão dos 10 Cartórios de Protesto;</p><p>( ) Certidão de distribuição Cível;</p><p>( ) Certidão de Executivos Fiscais - Municipal e Estadual;</p><p>( ) Certidão da Justiça Federal;</p><p>( ) Certidão da Justiça Criminal.</p><p>Obs.: - Se houver procurador, inventariante, curador, ou qualquer outro representante, é</p><p>necessário apresentar RG, CPF, informar estado civil, profissão e residência; - O cônjuge deve</p><p>ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão universal, da</p><p>separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do pacto antenupcial no registro</p><p>de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Lista de documentos para o serviço Compra e Venda</p><p>Compra e venda</p><p>Pessoa Jurídica</p><p>Rural</p><p>Vendedores</p><p>( ) Número do CNPJ para obtenção da certidão via internet;</p><p>( ) Fotocópia autenticada do contrato ou estatuto social, última alteração e alteração em que</p><p>conste modificação na diretoria;</p><p>( ) Certidão de débitos relativos a créditos tributários federais e à dívida ativa da união;</p><p>( ) RG, CPF, profissão e residência do diretor, sócio ou procurador que assinará a escritura;</p><p>( ) Certidão da junta comercial de que não há outras alterações;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Compradores</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório).</p><p>Imóvel (Rural):</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada (prazo de 30 dias a partir da data de</p><p>expedição). A certidão deve estar atualizada no momento da lavratura da escritura, e não no</p><p>momento da entrega dos documentos no cartório;</p><p>( ) Certidão de regularidade fiscal do imóvel emitida pela Secretaria da Receita Federal;</p><p>( ) CCIR - Certificado de Cadastro de Imóvel Rural;</p><p>( ) 5 (cinco) últimos comprovantes de pagamento do ITR - Imposto Territorial Rural;</p><p>( ) Última DITR - Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural;</p><p>( ) Informar o valor da compra.</p><p>Outros Documentos:</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão)</p><p>com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o reconhecimento deve ser feito</p><p>na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão) com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o</p><p>reconhecimento deve ser feito na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Alvará judicial no original;</p><p>Obs.: Até 7/12/2016 sugerimos a apresentação das seguintes certidões pessoais da cidade de</p><p>domicílio dos vendedores e do local do imóvel:</p><p>( ) Certidão da Justiça do Trabalho;</p><p>( ) Certidão dos 10 Cartórios de Protesto;</p><p>( ) Certidão de distribuição Cível;</p><p>( ) Certidão de Executivos Fiscais - Municipal e Estadual;</p><p>( ) Certidão da Justiça Federal;</p><p>( ) Certidão da Justiça Criminal.</p><p>Obs.: - Se houver procurador, inventariante, curador, ou qualquer outro representante, é</p><p>necessário apresentar RG, CPF, informar estado civil, profissão e residência; - O cônjuge deve</p><p>ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão universal, da</p><p>separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do pacto antenupcial no registro</p><p>de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Lista de documentos para o serviço Compra e Venda</p><p>Compra e venda</p><p>Pessoa Física</p><p>Rural</p><p>Vendedores</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora da cidade onde está sendo realizado o ato, com firma reconhecida do oficial que a</p><p>expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Compradores</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório).</p><p>Imóvel (Rural):</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada (prazo de 30 dias a partir da data de</p><p>expedição). A certidão deve estar atualizada no momento da lavratura da escritura, e não no</p><p>momento da entrega dos documentos no cartório;</p><p>( ) Certidão de regularidade fiscal do imóvel emitida pela Secretaria da Receita Federal;</p><p>( ) CCIR - Certificado de Cadastro de Imóvel Rural;</p><p>( ) 5 (cinco) últimos comprovantes de pagamento do ITR - Imposto Territorial Rural;</p><p>( ) Última DITR - Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural;</p><p>( ) Informar o valor da compra.</p><p>Outros Documentos:</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão)</p><p>com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o reconhecimento deve ser feito</p><p>na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão) com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o</p><p>reconhecimento deve ser feito na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Alvará judicial no original;</p><p>Obs.: Até 7/12/2016 sugerimos a apresentação das seguintes certidões pessoais da cidade de</p><p>domicílio dos vendedores e do local do imóvel:</p><p>( ) Certidão da Justiça do Trabalho;</p><p>( ) Certidão dos 10 Cartórios de Protesto;</p><p>( ) Certidão de distribuição Cível;</p><p>( ) Certidão de Executivos Fiscais - Municipal e Estadual;</p><p>( ) Certidão da Justiça Federal;</p><p>( ) Certidão da Justiça Criminal.</p><p>Obs.: - Se houver procurador, inventariante, curador, ou qualquer outro representante, é</p><p>necessário apresentar RG, CPF, informar estado civil, profissão e residência; - O cônjuge deve</p><p>ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão universal, da</p><p>separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do pacto antenupcial no registro</p><p>de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Doação</p><p>Pessoa Física</p><p>Imóvel Casa</p><p>Doador</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora da cidade onde está sendo realizado o ato, com firma reconhecida do oficial que a</p><p>expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Donatário</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da</p><p>certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Imóvel Urbano</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada no momento da assinatura da escritura</p><p>(prazo de 30 dias a partir da data de expedição);</p><p>( ) Certidão de quitação de tributos imobiliários;</p><p>( ) Carnê do IPTU do ano vigente;</p><p>( ) Informar o valor da compra.</p><p>Outros Documentos</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão)</p><p>com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o reconhecimento deve ser feito</p><p>na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão) com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o</p><p>reconhecimento deve ser feito na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Alvará judicial no original.</p><p>Obs.: Até 7/12/2016 sugerimos a apresentação das seguintes certidões pessoais da cidade de</p><p>domicílio dos doadores e do local do imóvel:</p><p>( ) Certidão da Justiça do Trabalho;</p><p>( ) Certidão dos 10 Cartórios de Protesto;</p><p>( ) Certidão de distribuição Cível;</p><p>( ) Certidão de Executivos Fiscais - Municipal e Estadual;</p><p>( ) Certidão da Justiça Federal;</p><p>( ) Certidão da Justiça Criminal.</p><p>Obs.: - Se houver procurador, inventariante, curador, ou qualquer outro representante, é</p><p>necessário apresentar RG, CPF, informar estado civil, profissão e residência; - O cônjuge deve</p><p>ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão universal, da</p><p>separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do pacto antenupcial no registro</p><p>de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Lista de documentos para o serviço Compra e Venda</p><p>Compra e venda</p><p>Pessoa Jurídica</p><p>Apartamento</p><p>Vendedores</p><p>( ) Número do CNPJ para obtenção da certidão via internet;</p><p>( ) Fotocópia autenticada do contrato ou estatuto social, última alteração e alteração em que</p><p>conste modificação na diretoria;</p><p>( ) Certidão de débitos relativos a créditos tributários federais e à dívida ativa da união;</p><p>( ) RG, CPF, profissão e residência do diretor, sócio ou procurador que assinará a escritura;</p><p>( ) Certidão da junta comercial de que não há outras alterações;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Compradores</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório).</p><p>Imóvel (Apartamento)</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada no momento da assinatura da escritura</p><p>(prazo de 30 dias a partir da data de expedição);</p><p>( ) Certidão de quitação de tributos imobiliários;</p><p>( ) Carnê do IPTU do ano vigente;</p><p>( ) Informar o valor da compra;</p><p>Obs.: Se exigido pelo comprador, o vendedor deverá apresentar a declaração de quitação de</p><p>condomínio assinada pelo síndico, com firma reconhecida e cópia autenticada da ata de</p><p>eleição do síndico.</p><p>Outros Documentos:</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão)</p><p>com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o reconhecimento deve ser feito</p><p>na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão) com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o</p><p>reconhecimento deve ser feito na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Alvará judicial no original;</p><p>Obs.: Até 7/12/2016 sugerimos a apresentação das seguintes certidões pessoais da cidade de</p><p>domicílio dos vendedores e do local do imóvel:</p><p>( ) Certidão da Justiça do Trabalho;</p><p>( ) Certidão dos 10 Cartórios de Protesto;</p><p>( ) Certidão de distribuição Cível;</p><p>( ) Certidão de Executivos Fiscais - Municipal e Estadual;</p><p>( ) Certidão da Justiça Federal;</p><p>( ) Certidão da Justiça Criminal.</p><p>Obs.: - Se houver procurador, inventariante, curador, ou qualquer outro representante, é</p><p>necessário apresentar RG, CPF, informar estado civil, profissão e residência; - O cônjuge deve</p><p>ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão universal, da</p><p>separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do pacto antenupcial no registro</p><p>de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Lista de documentos para o serviço Escrituras públicas</p><p>Pessoa física</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, do(s) mandantes e do mandatário (procurador), se este estiver</p><p>presente (e</p><p>apresentação do original);</p><p>( ) Certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando for de fora da</p><p>cidade onde está sendo realizado o ato, com firma reconhecida do oficial que a expediu.</p><p>Pessoa jurídica</p><p>( ) Número do CNPJ;</p><p>( ) Fotocópia autenticada do contrato social, última alteração e alteração em que conste</p><p>modificação de diretoria, ou consolidação do contrato social. Se estatuto social, sua fotocópia</p><p>autenticada e a ata de eleição da diretoria;</p><p>( ) RG, CPF, profissão, estado civil e residência do diretor(es), sócio(s) ou procurador(es) que</p><p>assinará(ão) a escritura;</p><p>( ) Certidão da junta comercial de que não há outras alterações.</p><p>Doação</p><p>Pessoa Física</p><p>Apartamento</p><p>Doador</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora da cidade onde está sendo realizado o ato, com firma reconhecida do oficial que a</p><p>expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Donatário</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Imóvel Urbano</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada no momento da assinatura da escritura</p><p>(prazo de 30 dias a partir da data de expedição);</p><p>( ) Certidão de quitação de tributos imobiliários;</p><p>( ) Carnê do IPTU do ano vigente;</p><p>( ) Informar o valor da compra.</p><p>( ) Se exigido pelo donatário, o doador deverá apresentar a declaração de quitação de</p><p>condomínio assinada pelo síndico, com firma reconhecida e cópia autenticada da ata de</p><p>eleição do síndico.</p><p>Outros Documentos</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão)</p><p>com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o reconhecimento deve ser feito</p><p>na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão) com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o</p><p>reconhecimento deve</p><p>ser feito na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Alvará judicial no original.</p><p>Obs.: Até 7/12/2016 sugerimos a apresentação das seguintes certidões pessoais da cidade de</p><p>domicílio dos doadores e do local do imóvel:</p><p>( ) Certidão da Justiça do Trabalho;</p><p>( ) Certidão dos 10 Cartórios de Protesto;</p><p>( ) Certidão de distribuição Cível;</p><p>( ) Certidão de Executivos Fiscais - Municipal e Estadual;</p><p>( ) Certidão da Justiça Federal;</p><p>( ) Certidão da Justiça Criminal.</p><p>Obs.: - Se houver procurador, inventariante, curador, ou qualquer outro representante, é</p><p>necessário apresentar RG, CPF, informar estado civil, profissão e residência; - O cônjuge deve</p><p>ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão universal, da</p><p>separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do pacto antenupcial no registro</p><p>de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Doação</p><p>Pessoa Física</p><p>Imóvel Rural</p><p>Doador</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora da cidade onde está sendo realizado o ato, com firma reconhecida do oficial que a</p><p>expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Donatário</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora da cidade onde está sendo realizado o ato, com firma reconhecida do oficial que a</p><p>expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Imóvel Rural</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada (prazo de 30 dias a partir da data de</p><p>expedição). A certidão deve estar atualizada no momento da lavratura da escritura, e não no</p><p>momento da entrega dos documentos no cartório;</p><p>( ) Certidão de regularidade fiscal do imóvel emitida pela Secretaria da Receita Federal;</p><p>( ) CCIR - Certificado de Cadastro de Imóvel Rural;</p><p>( ) 5 (cinco) últimos comprovantes de pagamento do ITR - Imposto Territorial Rural;</p><p>( ) Última DITR - Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural;</p><p>( ) Valor atribuído ao imóvel para efeitos fiscais.</p><p>Outros Documentos</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão).</p><p>Quando for de fora cidade onde está sendo realizado o ato, com firma reconhecida do oficial</p><p>que a expediu;</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão). Quando for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial</p><p>que a expediu;</p><p>( ) Alvará judicial no original.</p><p>Obs.: Até 7/12/2016 sugerimos a apresentação das seguintes certidões pessoais da cidade de</p><p>domicílio dos doadores e do local do imóvel:</p><p>( ) Certidão da Justiça do Trabalho;</p><p>( ) Certidão dos 10 Cartórios de Protesto;</p><p>( ) Certidão de distribuição Cível;</p><p>( ) Certidão de Executivos Fiscais - Municipal e Estadual;</p><p>( ) Certidão da Justiça Federal;</p><p>( ) Certidão da Justiça Criminal.</p><p>Obs.: - Se houver procurador, inventariante, curador, ou qualquer outro representante, é</p><p>necessário apresentar RG, CPF, informar estado civil, profissão e residência; - As partes devem</p><p>ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão universal, da</p><p>separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do pacto antenupcial no registro</p><p>de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Doação</p><p>Pessoa Física</p><p>Apartamento</p><p>Doador</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora da cidade onde está sendo realizado o ato, com firma reconhecida do oficial que a</p><p>expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Donatário</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive dos cônjuges (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando</p><p>for de fora de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Imóvel Urbano</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada no momento da assinatura da escritura</p><p>(prazo de 30 dias a partir da data de expedição);</p><p>( ) Certidão de quitação de tributos imobiliários;</p><p>( ) Carnê do IPTU do ano vigente;</p><p>( ) Informar o valor da compra.</p><p>( ) Se exigido pelo donatário, o doador deverá apresentar a declaração de quitação de</p><p>condomínio assinada pelo síndico, com firma reconhecida e cópia autenticada da ata de</p><p>eleição do síndico.</p><p>Outros Documentos</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão)</p><p>com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o reconhecimento deve ser feito</p><p>na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão) com firma reconhecida no original do tabelião que a expediu (o</p><p>reconhecimento deve ser feito na cidade onde está sendo realizado o ato);</p><p>( ) Alvará judicial no original.</p><p>Obs.: Até 7/12/2016 sugerimos a apresentação das seguintes certidões pessoais da cidade de</p><p>domicílio dos doadores e do local do imóvel:</p><p>( ) Certidão da Justiça do Trabalho;</p><p>( ) Certidão dos 10 Cartórios de Protesto;</p><p>( ) Certidão de distribuição Cível;</p><p>( ) Certidão de Executivos Fiscais - Municipal e Estadual;</p><p>( ) Certidão da Justiça Federal;</p><p>( ) Certidão da Justiça Criminal.</p><p>Obs.: - Se houver procurador, inventariante, curador, ou qualquer outro representante, é</p><p>necessário apresentar RG, CPF, informar estado civil, profissão e residência; - O cônjuge deve</p><p>ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão universal, da</p><p>separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do pacto antenupcial no registro</p><p>de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Formulário de Testamento</p><p>Contato (testador | advogado | outro)</p><p>Telefone e e-mail para contato</p><p>Dados do Testamento</p><p>Data do Testamento: Hora:</p><p>Protocolo: Livro: Folha:</p><p>Formulário preenchido enviado em: Minuta enviada em:</p><p>Dados do Testador</p><p>Nome:</p><p>Nacionalidade: Estado Civil:</p><p>É natural de: Cidade: Estado: País:</p><p>CPF nº</p><p>RG nº Órgão expedidor: Data expedição:</p><p>Se estrangeiro, RNE nº Órgão expedidor: Data expedição:</p><p>Data de Nascimento: Profissão:</p><p>Telefone 1: Telefone 2:</p><p>Email:</p><p>Endereço:</p><p>CEP: Estado: Cidade: Bairro:</p><p>Filho(a) de:</p><p>Pai: Vivo?</p><p>Mãe: Viva?</p><p>Casado(a) com:</p><p>Regime de bens do Casamento: 1ªs núpcias?</p><p>Foi casado(a) com: Até qual data?</p><p>Nome dos filhos(as): Data de Nascimento:</p><p>Nome dos filhos(as): Data de Nascimento:</p><p>Nome dos filhos(as): Data de Nascimento:</p><p>Nome dos filhos(as): Data de Nascimento:</p><p>Caso tenha filhos com cônjuges diferentes, favor especificar abaixo.</p><p>Testamenteiro(a) (pode ser somente um(a)):</p><p>Testamenteiro(a) 1:</p><p>Estado Civil: Profissão:</p><p>RG: CPF:</p><p>Endereço:</p><p>CEP: Estado: Cidade: Bairro:</p><p>Nacionalidade:</p><p>Testamenteiro(a) 2:</p><p>Estado Civil: Profissão:</p><p>RG: CPF:</p><p>Endereço:</p><p>CEP: Estado: Cidade: Bairro:</p><p>Nacionalidade:</p><p>Testemunhas: Atenção!</p><p>As testemunhas:</p><p>1. Devem ser alfabetizadas; não podem ser cegos ou surdos;</p><p>2. Maiores de 16 anos de idade;</p><p>3. Não podem ser ascendente, descendente, irmão e cônjuge do testador;</p><p>4. Não podem ser ascendente, descendente, irmão e cônjuge dos herdeiros</p><p>instituídos ou legatários;</p><p>5. Obrigatoriamente 2 testemunhas (somente);</p><p>6. Devem comparecer com a carteira de identidade original e cópia simples.</p><p>Testemunha 1:</p><p>Estado Civil: Profissão:</p><p>RG: CPF:</p><p>Endereço:</p><p>CEP: Estado: Cidade: Bairro:</p><p>Nacionalidade:</p><p>Testemunha 2:</p><p>Estado Civil: Profissão:</p><p>RG: CPF:</p><p>Endereço:</p><p>CEP: Estado: Cidade: Bairro:</p><p>Nacionalidade:</p><p>Desejo do Testador</p><p>Dúvidas frequentes</p><p>O que é Testamento?</p><p>Testamento é o ato pelo qual uma pessoa, o testador, declara como deseja deixar seus bens</p><p>para valer depois de sua morte. É um ato que pode ser revogado ou reformado (somente pelo</p><p>testador) enquanto o testador viver e estiver lúcido.</p><p>Para que serve?</p><p>O testamento serve para pacificar a sucessão e para que o testador disponha de seu</p><p>patrimônio para pessoas que sejam, ou não, os seus herdeiros legais.</p><p>O testamenteiro:</p><p>O testamenteiro pode ser qualquer pessoa, desde que capaz e idônea. A obrigação do</p><p>testamenteiro é de cumprir as disposições testamentárias. Caso o testador não nomeie um</p><p>testamenteiro, a execução testamentária competirá a um dos cônjuges, e, na falta destes, ao</p><p>herdeiro nomeado pelo juiz. Salvo disposição testamentária em contrário, o testamenteiro,</p><p>que não seja herdeiro instituído ou legatário, terá direito a um prêmio, conhecido como</p><p>“vintena”.</p><p>Quem deve comparecer na data da assinatura?</p><p>O testador e as duas testemunhas. Todos com documento de identidade (RG) e CPF válido.</p><p>Documentos ORIGINAIS e cópia simples.</p><p>Procedimentos para fazer um testamento:</p><p>Depois do Tabelionato de notas receberos seus dados preenchidos neste formulário, será feitp</p><p>um rascunho do ato (minuta) e remetido por e-mail ou fax para as suas correções. Quando</p><p>tudo estiver correto, após a aprovação da minuta, o tabelião agendará a data e local da</p><p>assinatura.</p><p>Lista de documentos para o serviço Separação/Divórcio SEM partilha</p><p>Documentos dos Cônjuges</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF (e apresentação do original);</p><p>( ) Certidão de casamento atualizada no prazo de 90 dias. Quando for de fora da cidade onde</p><p>está sendo feito a separação/divórcio, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Se existirem filhos, apresentar certidão de nascimento. Se os filhos forem menores, só é</p><p>possível realizar o divórcio extrajudicial se comprovada a resolução prévia e judicial de todas as</p><p>questões referentes aos filhos menores (guarda, visitas e alimentos).</p><p>Advogado</p><p>( ) Cópia da carteira profissional - OAB (e apresentação do original);</p><p>( ) Informar estado civil;</p><p>( ) Informar endereço profissional;</p><p>( ) Telefone e e-mail;</p><p>( ) Requerimento para Divórcio/Separação/Conversão de separação em Divórcio.</p><p>Obs.:</p><p>* As partes devem ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da</p><p>comunhão universal, da separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do</p><p>pacto antenupcial no registro de imóveis do domicílio dos cônjuges; - Os documentos originais</p><p>deverão ser apresentados no momento da lavratura da escritura.</p><p>Lista de documentos para o serviço Procuração pública</p><p>Pessoa física</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, do(s) mandantes e do mandatário (procurador), se este estiver</p><p>presente (e</p><p>apresentação do original);</p><p>( ) Certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando for de fora da</p><p>cidade onde está sendo lavrada a procuração, com firma reconhecida do oficial que a expediu.</p><p>Pessoa jurídica</p><p>( ) Número do CNPJ;</p><p>( ) Fotocópia autenticada do contrato social, última alteração e alteração em que conste</p><p>modificação de diretoria, ou consolidação do contrato social. Se estatuto social, sua fotocópia</p><p>autenticada e a ata de eleição da diretoria;</p><p>( ) RG, CPF, profissão, estado civil e residência do diretor(es), sócio(s) ou procurador(es) que</p><p>assinará(ão) a escritura;</p><p>( ) Certidão da junta comercial de que não há outras alterações.</p><p>Lista de documentos para o serviço Pacto antenupcial</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF dos nubentes (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se divorciado ou viúvo). Quando for de fora de São</p><p>Paulo, com</p><p>firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito (se viúvo). Quando for de fora de São Paulo, com firma</p><p>reconhecida</p><p>do oficial que a expediu;</p><p>( ) Regime de bens escolhido ________________________________________.</p><p>( ) Informar profissão e nacionalidade;</p><p>( ) Informar endereço atual;</p><p>( ) Informar endereço onde pretendem residir.</p><p>Lista de documentos para o serviço Separação/Divórcio COM partilha</p><p>Documentos dos Cônjuges</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF (e apresentação do original);</p><p>( ) Certidão de casamento atualizada no prazo de 90 dias. Quando for de fora da cidade onde</p><p>está sendo feito a separação/divórcio, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado no Registro de Imóveis, se houver;</p><p>( ) Informar profissão;</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas;</p><p>( ) Se representado(s) por procurador, procuração com prazo de validade de trinta dias, no</p><p>qual documentado a outorga de poderes especiais para o ato, com descrição das cláusulas</p><p>essenciais (bens, pensão, filhos). Se outorgada no exterior, o prazo é de 90 dias;</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, informar nacionalidade, profissão, estado civil e residência do</p><p>procurador.</p><p>Filhos</p><p>( ) Se existirem filhos, apresentar certidão de nascimento.</p><p>( ) Se os filhos forem menores, só é possível realizar o divórcio extrajudicial se comprovada a</p><p>resolução prévia e judicial de todas as questões referentes a eles (guarda, visitas e alimentos).</p><p>Bens Imóveis (urbano)</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada (prazo de 30 dias a partir da data de</p><p>expedição). A certidão deve estar atualizada no momento da lavratura da escritura, e não no</p><p>momento da entrega dos documentos no cartório;</p><p>( ) Declaração de quitação de condomínio assinada pelo síndico, com firma reconhecida e</p><p>cópia autenticada da ata de eleição do síndico (se apartamento);</p><p>( ) IPTU do ano vigente;</p><p>( ) Certidão negativa de tributos fiscais municipais pendentes sobre os imóveis;</p><p>( ) Valor atribuído ao imóvel para efeitos fiscais.</p><p>Bens Imóveis (Rural)</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada (prazo de 30 dias a partir da data de</p><p>expedição). A certidão deve estar atualizada no momento da lavratura da escritura, e não no</p><p>momento da entrega dos documentos no cartório;</p><p>( ) Certidão de regularidade</p><p>fiscal do imóvel emitida pela Secretaria da Receita Federal;</p><p>( ) CCIR - Certificado de Cadastro de Imóvel Rural;</p><p>( ) 5 (cinco) últimos comprovantes de pagamento do ITR - Imposto Territorial Rural;</p><p>( ) Última DITR - Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural;</p><p>( ) Valor atribuído ao imóvel para efeitos fiscais.</p><p>Bens Móveis</p><p>( ) Documentos que comprovem o domínio e preço de bens móveis, se houver;</p><p>( ) Extrato bancário;</p><p>( ) Automóvel - avaliação pela FIPE e cópia autenticada do documento de propriedade;</p><p>( ) Móveis que adornam os imóveis - valor atribuído pelas partes;</p><p>( ) Pessoa Jurídica: nº do CNPJ, fotocópia autenticada do contrato ou estatuto social, última</p><p>alteração e alteração em que conste modificação na diretoria e balanço patrimonial anual da</p><p>empresa assinada pelo contador.</p><p>Advogado</p><p>( ) Cópia da carteira profissional - OAB (e apresentação do original);</p><p>( ) Informar estado civil;</p><p>( ) Informar endereço profissional;</p><p>( ) Telefone e e-mail;</p><p>( ) Requerimento para Divórcio/Separação/Conversão de separação em Divórcio.</p><p>Obs.: - As partes devem ter CPF individual próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da</p><p>comunhão universal, da separação total ou de aquestos, é necessário o prévio registro do</p><p>pacto antenupcial no registro de imóveis do domicílio dos cônjuges; - Os documentos originais</p><p>deverão ser apresentados no momento da lavratura da escritura; - Caso uma das partes seja</p><p>representada por procuração, o procurador não pode ser o advogado do ato.</p><p>Lista de documentos para o serviço Inventário e partilha</p><p>Herdeiros e Cônjuge supértite</p><p>( ) Fotocópia do RG e CPF, inclusive do cônjuge (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado, divorciado ou viúvo). Quando for</p><p>de fora</p><p>de São Paulo, com firma reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito com firma reconhecida no original do oficial que a expediu</p><p>(se viúvo);</p><p>( ) Informar endereço;</p><p>( ) Informar profissão.</p><p>Falecido</p><p>( ) Fotocópia RG e CPF (e apresentação do original);</p><p>( ) Fotocópia da certidão de casamento (se casado, separado ou divorciado). Quando for de</p><p>fora de da cidade onde esteja fazendo o inventário ou partilha, com firma reconhecida do</p><p>oficial que a expediu (e apresentação do original);</p><p>( ) Pacto antenupcial registrado, se houver;</p><p>( ) Fotocópia da certidão de óbito. Quando for de fora da cidade onde esteja fazendo o</p><p>inventário ou partilha, com firma reconhecida do oficial que a expediu (e apresentação do</p><p>original);</p><p>( ) Certidão comprobatória da inexistência de testamento (Colégio Notarial do Brasil –</p><p>Seccional de seu estado);</p><p>( ) Certidão negativa conjunta da Receita Federal e PGFN (internet);</p><p>( ) Certidão de feitos ajuizados (distribuição Cível, executivos fiscais, federal, trabalhista e</p><p>criminal);</p><p>( ) Certidão de indisponibilidade (providenciada pelo cartório);</p><p>( ) Certidão negativa de débitos trabalhistas.</p><p>Bens Imóveis - Urbano</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada (prazo de 30 dias a partir da data de</p><p>expedição). A certidão deve estar atualizada no momento da lavratura da escritura, e não no</p><p>momento da entrega dos documentos no cartório;</p><p>( ) Declaração de quitação de condomínio assinada pelo síndico, com firma reconhecida e cópia</p><p>autenticada da ata de eleição do síndico (se apartamento);</p><p>( ) Valor de referência do ano vigente e do ano do óbito;</p><p>( ) Certidão negativa de tributos fiscais municipais pendentes sobre os imóveis;</p><p>( ) Valor atribuído ao imóvel para efeitos fiscais.</p><p>Bens Imóveis - Rural</p><p>( ) Certidão de matrícula ou transcrição atualizada (prazo de 30 dias a partir da data de</p><p>expedição). Acertidão deve estar atualizada no momento da lavratura da escritura, e não no</p><p>momento da entrega dosdocumentos no cartório;</p><p>( ) Certidão de regularidade fiscal do imóvel emitida pela Secretaria da Receita Federal;</p><p>( ) CCIR - Certificado de Cadastro de Imóvel Rural;</p><p>( ) 5 (cinco) últimos comprovantes de pagamento do ITR - Imposto Territorial Rural;</p><p>( ) Última DITR - Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural;</p><p>( ) Valor atribuído ao imóvel para efeitos fiscais.</p><p>Bens Móveis</p><p>( ) Documentos que comprovem o domínio e preço de bens móveis, se houver;</p><p>( ) Extrato bancário da data do óbito;</p><p>( ) Automóvel - avaliação pela FIPE e cópia autenticada do documento de propriedade;</p><p>( ) Móveis que adornam os imóveis - valor atribuído pelas partes;</p><p>( ) Pessoa Jurídica: nº do CNPJ, fotocópia autenticada do contrato ou estatuto social, última</p><p>alteração e alteração em que conste modificação na diretoria e balanço patrimonial anual da</p><p>empresa assinada pelo contador.</p><p>Advogado</p><p>( ) Cópia da carteira profissional – OAB (e apresentação do original);</p><p>( ) Informar estado civil;</p><p>( ) Informar endereço profissional;</p><p>( ) Telefone e e-mail;</p><p>( ) Primeiras declarações e partilha dos bens (informal): incluir quem será o inventariante;</p><p>( ) Requerimento com as primeiras declarações assinado pelo advogado e por todos os</p><p>herdeiros</p><p>solicitando a lavratura da escritura de inventário e partilha no cartório.</p><p>Outros Documentos</p><p>( ) Procuração atualizada (prazo de 90 dias a partir da expedição do traslado ou da certidão).</p><p>Quando for de fora da cidade onde esteja fazendo o inventário ou partilha, com firma</p><p>reconhecida do oficial que a expediu;</p><p>( ) Substabelecimento da procuração atualizado (prazo de 90 dias a partir da expedição do</p><p>traslado ou da certidão). Quando for de fora da cidade onde esteja fazendo o inventário ou</p><p>partilha, com firma reconhecida do oficial que a expediu.</p><p>Obs.: - As partes devem ter CPF próprio; - Quando o casal é casado sob o regime da comunhão</p><p>universal, da separação total ou de aqüestos, é necessário o prévio registro do pacto</p><p>antenupcial no registro de imóveis do domicílio dos cônjuges.</p><p>Inventario Extrajudicial final.pdf</p><p>dbc04845f9dcaa1fd6d220a7162c17049ce6024f46862288eb7fbcd425c81f91.pdf</p><p>17b8875868244df1e44bc76296753bb4fbbf7b42661da288c19beeeadb768840.pdf</p><p>57e872b9b29c92183563869451ec062fb420b80cde198bd9254a0099ef96ca34.pdf</p><p>7fcdfdca6cb96b2237dbf0c194009b98a05a425347bc42d4bec29abe4786c793.pdf</p><p>de8f884853f40260154c876be31b76fbb9727efc95091a519c6ee79d8c26e7ca.pdf</p><p>2521c8a11d0d513213bba2e82468eed3bb873658ff0fea14ce57e7bb16ce89e3.pdf</p><p>5dd47694eef0aeea6b122b7915977500c91e88e873e1cf809e8b03521dca7cf3.pdf</p><p>1e23b451831374fe949f24ab9a6038ae1b50aa6e005c627f5dd4b2931173983c.pdf</p><p>0d6e2bf6f47dc3b5baa6f2b9e49849d95be71528862939bf2a7749b649c03c1a.pdf</p><p>52ea054f0623fe3326c5d3b5ba6ed8dad9467e71642d0fd7399a78dfc29d99f5.pdf</p><p>bbff8749db1aa06d6774de22d01ab5f91b29a0a1ebec67d778e109d7d18bf088.pdf</p><p>a310970b56443604be11e44125123a1c7550a5053d8ad442e0051e0a7258f4c6.pdf</p><p>060019c41639c2e110e717c0a89adb088906e81326d4fab671984ab208f11e15.pdf</p><p>7502a84254a5b807500c5ab1ca1f3ab53fb51ea66615136cde5da705e397b12a.pdf</p><p>c0f7a6769da8b94f65ba0b42e3e1025ac01943f35ca69d6ffdf814c7197c94fb.pdf</p><p>32e77aa1a249fddc18a38b03e141734966526cc49fa9abd4788a70430ad9dbaf.pdf</p><p>f9c469c411c62ee55d3c27bce7db57a9f64114132c1d136f1782f311e2f721ef.pdf</p><p>03a9be1c1f0ab2857e52b399445274aec490c0f833db05f3295c6e533806d737.pdf</p><p>030a30177bf769e2686425aaab35d3df388b8c30cb9aad6b1fa210a61a3437d7.pdf</p><p>a3b01a43f53e4a92f62e483f0c79060e388e185e8b5974eddd11886c9f904e91.pdf</p><p>e7b6b985f7b02a4c74871cba17b68ac01f4fda020cf55416abfe9de54fd31282.pdf</p><p>0a865efd31a6b89ae33653c57845727e7add12f4c9614a3c6dd7e4ac7eea3487.pdf</p><p>e1009c60e98453396f1e52946d8da447d0b19435a1610856930cb000eb244df0.pdf</p><p>45d1930b2c8ccea0a771554d748addc2d72ff6d207cc1eab09abfeb98b06af02.pdf</p><p>82b7ae890227323aa112e7016aaa60247c36f0bb5be5c2e53d9ce60e2c80ded0.pdf</p><p>0d89ef51e8bf09a631cd5ffd59dc3163428a175a37df28b0bb235e022a0f1781.pdf</p><p>outro cartório ou continuar no anterior, importante ficar atento a história do</p><p>Município e procurar os cartórios mais antigos pois estará lá a matrícula ou</p><p>transcrição do imóvel.</p><p>Quando o título não passa no filtro (segundo Afrânio de Carvalho) do</p><p>registrador, há a nota devolutiva – há três hipóteses:</p><p>1 – cumprir a exigência do registrador para dar o registro;</p><p>2 – não cumprir a exigência, não tem segurança jurídica. Muitas pessoas</p><p>usam esse título posteriormente para usucapião;</p><p>3 – suscitar dúvida.</p><p>PROCEDIMENTO COMUM – PROCEDIMENTO DE DÚVIDA</p><p>PROCEDIMENTO DE DÚVIDA: art. 198 e seguintes da Lei 6.015/73</p><p>(Lei de Registros Públicos) - a parte não podendo ou não concordando com</p><p>as exigências do oficial, pode suscitar dúvida ao juiz responsável, e este irá</p><p>determinar se registra ou não. É possível apelar ao Tribunal (depende do</p><p>Estado). É um procedimento administrativo. Há a dúvida inversa: a próprio</p><p>interessado entra com a suscitação de dúvida.</p><p>Assim, o título chega no RI, é protocolado no Livro 1 – Protocolo e vai passar</p><p>PELA QUALIFICAÇÃO do registrador (através da nota devolutiva o oficial</p><p>vai fundamentar a possibilidade do registro/averbação ou não). O registrador</p><p>analisa a matrícula e o título.</p><p>Há a dúvida inversa – quando a dúvida é suscitada pelo próprio interessado</p><p>direto ao juiz competente.</p><p>ATENÇÃO – A Lei 6.015/73 sofreu alterações pela Lei 14.382/22.</p><p>Art. 198. Se houver exigência a ser satisfeita, ela será</p><p>indicada pelo oficial por escrito, dentro do prazo</p><p>previsto no art. 188 desta Lei e de uma só vez,</p><p>articuladamente, de forma clara e objetiva, com data,</p><p>identificação e assinatura do oficial ou preposto</p><p>responsável, para que:</p><p>V - o interessado possa satisfazê-la; ou</p><p>VI - caso não se conforme ou não seja possível cumprir</p><p>a exigência, o interessado requeira que o título e a</p><p>declaração de dúvida sejam remetidos ao juízo</p><p>competente para dirimi-la.</p><p>§ 1o O procedimento da dúvida observará o seguinte:</p><p>(Incluído pela Lei no 14.382, de 2022)</p><p>I - no Protocolo, o oficial anotará, à margem da</p><p>prenotação, a ocorrência da dúvida; (Incluído pela Lei</p><p>no 14.382, de 2022)</p><p>II - após certificar a prenotação e a suscitação da dúvida</p><p>no título, o oficial rubricará todas as suas folhas;</p><p>(Incluído pela Lei no 14.382, de 2022)</p><p>III - em seguida, o oficial dará ciência dos termos da</p><p>dúvida ao apresentante, fornecendo-lhe cópia da</p><p>suscitação e notificando-o para impugná-la perante o</p><p>juízo competente, no prazo de 15 (quinze) dias; e</p><p>(Incluído pela Lei no 14.382, de 2022)</p><p>IV - certificado o cumprimento do disposto no inciso III</p><p>deste parágrafo, serão remetidos eletronicamente ao</p><p>juízo competente as razões da dúvida e o título.</p><p>(Incluído pela Lei no 14.382, de 2022)</p><p>§ 2o A inobservância do disposto neste artigo ensejará a</p><p>aplicação das penas previstas no art. 32 da Lei no 8.935,</p><p>de 18 de novembro de 1994, nos termos estabelecidos</p><p>pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho</p><p>Nacional de Justiça. (Incluído pela Lei no 14.382, de</p><p>2022)</p><p>Art. 199 - Se o interessado não impugnar a dúvida no</p><p>prazo referido no item III do artigo anterior, será ela,</p><p>ainda assim, julgada por sentença.</p><p>Art. 200 - Impugnada a dúvida com os documentos que</p><p>o interessado apresentar, será ouvido o Ministério</p><p>Público, no prazo de dez dias.</p><p>Art. 201 - Se não forem requeridas diligências, o juiz</p><p>proferirá decisão no prazo de quinze dias, com base nos</p><p>elementos constantes dos autos.</p><p>Art. 202 - Da sentença, poderão interpor apelação, com</p><p>os efeitos devolutivo e suspensivo, o interessado, o</p><p>Ministério Público e o terceiro prejudicado.</p><p>Art. 203 - Transitada em julgado a decisão da dúvida,</p><p>proceder-se-á do seguinte modo:</p><p>I - se for julgada procedente, os documentos serão</p><p>restituídos à parte, independentemente de translado,</p><p>dando-se ciência da decisão ao oficial, para que a</p><p>consigne no Protocolo e cancele a prenotação;</p><p>II - se for julgada improcedente, o interessado</p><p>apresentará, de novo, os seus documentos, com o</p><p>respectivo mandado, ou certidão da sentença, que</p><p>ficarão arquivados, para que, desde logo, se proceda ao</p><p>registro, declarando o oficial o fato na coluna de</p><p>anotações do Protocolo.</p><p>TÍTULO</p><p></p><p>PROTOCOLO</p><p></p><p>QUALIFICAÇÃO</p><p>NEGATIVA</p><p>POSITIVA –</p><p>REGISTRA</p><p>NOTA DEVOLUTIVA</p><p>DÚVIDA</p><p>PROCEDENTE IMPROCEDENTE</p><p>– NÃO REGISTRA – REGISTRA</p><p>DÚVIDA INVERSA</p><p>Conforme visto, a procedimento de dúvida é suscitado pelo Oficial ao Juiz,</p><p>após insurgência da parte (ou de ofício pelo Oficial, conforme algumas</p><p>normativas estaduais).</p><p>Todavia, também se admite a chamada “dúvida inversa”. Alguns estados</p><p>possuem previsão expressa em suas normativas.</p><p>Por ela, a própria parte leva o caso ao juiz corregedor.</p><p>Exemplo: a parte não se conforma com a nota, manifesta sua irresignação,</p><p>mas o oficial não encaminha para o juiz. Nesse caso, pode a parte</p><p>manifestar diretamente ao juiz.</p><p>A dúvida inversa não está na Lei 6015.</p><p>#Caberia mandado de segurança contra a negativa do oficial de suscitar</p><p>a dúvida?</p><p>Não (prevalece), pois o Oficial não é “autoridade”. CUIDADO → na</p><p>dúvida inversa a decisão muda:</p><p>Procedente: o interessado tem razão; Improcedente: o oficial tem razão.</p><p>Obs.: alguns estados permitem que o TABELIÃO atue como interessado,</p><p>manifestando-se a respeito da nota devolutiva (tabelião como “amigo da</p><p>corte”).</p><p>#Há procedimento de dúvida contra ato do tabelião de notas? É polêmico.</p><p>Quem entende não ser possível aduz que é livre a escolha do tabelião de</p><p>notas. Assim, caso um tabelião se negue a praticar um ato, basta procurar</p><p>outro.</p><p>Porém, a lei 8935 admite (art. 30, XIII).</p><p>L. 8935, Art. 30. São deveres dos notários e dos oficiais de registro: XIII -</p><p>encaminhar ao juízo competente as dúvidas levantadas pelos interessados,</p><p>obedecida a sistemática processual fixada pela legislação respectiva;</p><p>Exemplo clarividente da possibilidade de suscitar dúvida pelo tabelião é na</p><p>ata notarial de usucapião, uma vez que há competência territorial para</p><p>lavratura do ato (o interessado não poderá ir a outro tabelião, pois o</p><p>Provimento 65 aduz que essa ata deve ser lavrada pelo tabelião da</p><p>circunscrição do imóvel).]</p><p>ATENÇÃO: para existir dúvida deve haver</p><p>PRENOTAÇÃO/PROTOCOLO.</p><p>Natureza jurídica da dúvida: ADMINISTRATIVA. Disso decorre que o</p><p>procedimento de dúvida não gera coisa julgada material (apenas formal).</p><p>Em face a decisão do juiz cabe APELAÇÃO. Alguns autores sustentam</p><p>que, a partir daí, o procedimento perde a natureza administrativa (teria</p><p>natureza híbrida).</p><p>-Efeitos da apelação: DEVOLUTIVO e SUSPENSIVO.</p><p>-Legitimados para APELAR:</p><p>- Interessado;</p><p>- Ministério Público;</p><p>- Terceiro interessado.</p><p>#O tabelião é interessado para interpor recurso? #polêmico. Consultar a</p><p>normativa estadual. No RS, há previsão expressa de que, embora possa se</p><p>manifestar no procedimento, isso não autoriza interpor recurso.</p><p>CERTIDÕES: outra função do Registro de Imóveis é o fornecimento de</p><p>CERTIDÕES. Essas certidões podem ser em inteiro teor, resumida ou por</p><p>quesito (o requerente faz perguntas específicas ao Oficial).</p><p>Resumindo:</p><p>Apresenta o título → protocola (prioridade) → qualifica → registra ou</p><p>devolve → se devolver, cabe suscitação de dúvida.</p><p>Obs.: esse é o procedimento comum para registro. Todavia, também existem</p><p>procedimentos especiais, como é o caso</p><p>do loteamento.</p><p>EFICÁCIA MATERIAL NO REGISTRO DE IMÓVEIS Planos do</p><p>NEGÓCIO JURÍDICO:</p><p>1. Existência → pessoa (vontade) + objeto + forma.</p><p>2. Validade → nulo ou anulável.</p><p>3. Eficácia → Registro = eficácia constitutiva (pois altera a propriedade,</p><p>constituindo o direito de propriedade) + eficácia contra terceiros.</p><p>Exceções: usucapião e herança.</p><p>+Herança: pelo P. da Saisine, a transferência da propriedade independe de</p><p>registro, sendo conse- quência da morte. O registro, portanto, não é</p><p>constitutivo. Ele terá finalidade declaratória, para ter- ceiros.</p><p>+Usucapião: a propriedade se adquire com o preenchimento dos requisitos.</p><p>A própria sentença é declaratória. O registro tem finalidade declaratória.</p><p>Obs.: há uma situação emblemática que ocorre no dia a dia → quando a parte</p><p>não leva sentença de usucapião ao registro.</p><p>MATRÍCULA – a Lei 6.015/73, que entrou em vigor em 1976, trouxe o</p><p>sistema de matrículas, que, via de regra, são feitas em sistemas de fichas.</p><p>Essa ficha é chamada de folha da coisa, ou seja, fólio real.</p><p>MATRÍCULA NÃO É A MESMA COISA QUE TRANSCRIÇÃO. São</p><p>sistemas diferentes.</p><p>SISTEMA DAS TRANSCRIÇÕES – diferentemente do sistema atual, do</p><p>fólio real, esse sistema era o do fólio PESSOAL e o registro era com base</p><p>na pessoa. Antes da Lei 6.015/73 o sistema era o das transcrições, no qual o</p><p>IMÓVEL – descrição do imóvel</p><p>----------------------------------------</p><p>PROPRIETÁRIO: qualificação</p><p>-------------------------------------------</p><p>Registro anterior</p><p>REGISTROS – R.01</p><p>AVERBAÇÕES – AV.02</p><p>título era copiado integralmente. Inscrição é escrever o ato. Nesse sistema,</p><p>a descrição do imóvel e dos proprietários eram rudimentares.</p><p>Exemplo: em uma escritura pública há a compra de 5 imóveis pela</p><p>mesma pessoa. No registro de imóveis, cada imóvel será registrado na</p><p>sua respectiva matrícula, tendo 5 matrículas diferentes, cada imóvel</p><p>possui uma matrícula.</p><p>No sistema de transcrições seria feito todos os 5 registros na mesma</p><p>transcrição.</p><p>Assim, pelas diferenças de sistemas, surgiram problemas em relação às</p><p>frações ideais.</p><p>Quais são as soluções?</p><p>Recomposição de matrículas – exemplo: um imóvel tinha 1000 hectares,</p><p>transcrito, o seu proprietário faleceu e deixou 10 herdeiros. Cada um</p><p>recebeu 1/10, ou seja, fração do imóvel, e nas transcrições não mencionava</p><p>o que tinha restado. Assim, várias transcrições viraram várias matrículas,</p><p>sendo do mesmo imóvel e isso fere o princípio da unicidade da matrícula.</p><p>O oficial vai recompor essa matrícula.</p><p>Estremação - procedimento para localizar uma parte do imóvel,</p><p>delimitando cada parte de cada condômino interessado com assinatura dos</p><p>confrontantes. Procedimento que existe em alguns Estados.</p><p>CONTRATOS DE GAVETA – geralmente contratos privados que estão</p><p>guardados em casa, por exemplo, recibo de compra e venda, em uma forma</p><p>bem precária; contratos de herança – Cessão (universal ou singular),</p><p>contratos com o banco (Alienação ou Hipoteca).</p><p>PROMESSA DE PERMUTA – trocar um terreno por apartamento, é</p><p>possível protocolar essa permuta no registro de imóveis. No caso, não tinha</p><p>incorporação imobiliária e nada no cartório.</p><p>- O que é preciso analisar em um contrato particular?</p><p>Pessoas – vendedor e comprador. São pessoas físicas? Ou jurídicas? Quem</p><p>assinou pela pessoa jurídica? Ainda existe a empresa? Na pessoa física: era</p><p>casado e agora está divorciado? Tem herdeiros?</p><p>Tem que ter a qualificação da esposa?</p><p>No vendedor é importante, devendo saber o regime de bens e a depender</p><p>precisa da anuência da esposa ou ela também é dona.</p><p>Ex.: casados na comunhão parcial de bens, compraram depois do</p><p>casamento, ela é dona também e constará como vendedora.</p><p>Bem – o imóvel. O bem deve estar bem descrito. Pode ser o bem diferente</p><p>do que está no registro e na realidade.</p><p>Preço – condições de pagamento e se foi dada a quitação. . Deve ter o</p><p>comprovante desse pagamento. A quitação deve estar expressa.</p><p>- Sendo um documento particular, deve-se analisar se aquele negócio não</p><p>seria feito por instrumento público, que atinge a forma, sendo nulo.</p><p>- Assinaturas – quem assinou reconheceu firma ou não? Tem testemunha?</p><p>Contrato particular com assinatura sem firma reconhecida fica mais</p><p>duvidoso o contrato.</p><p>PRINCÍPIOS</p><p>Princípio da Segurança Jurídica</p><p>Conceito: consiste em ter conhecimento prévio das consequências jurídicas</p><p>advinda dos atos, vez que previstas em lei. É a garantia de direitos e</p><p>mecanismos para defendê-lo.</p><p>O RI dá segurança à propriedade.</p><p>Todavia, gera presunção relativa (art. 1245, §2o do CC), admitindo prova</p><p>em contrário.</p><p>No mesmo sentido, se alguém não registrar seu título, presume não ser</p><p>proprietário (art. 1245, §1o).</p><p>+Segurança Jurídica Estática: tutela a propriedade e os registros.</p><p>+Segurança Jurídica Dinâmica: tutela o tráfego, a circulação (Princípio</p><p>da Circulação, para alguns).</p><p>+Técnica: o registrador qualifica o título antes de ser registrado.</p><p>+Formal: o registro deve ter requisitos legais, garantindo a autenticidade.</p><p>O rito protege titulares e terceiros.</p><p>+Física: os livros são perpétuos, não sujeitos ao perecimento e, portanto, a</p><p>informação está segura e pública.</p><p>LRP, art. 252 – o registro enquanto não cancelado,</p><p>produz todos os seus efeitos legais, ainda que, de outra</p><p>maneira, se prove que o título está desfeito, anulado,</p><p>extinto ou rescindido.</p><p>Princípio da Publicidade, concentração e fé pública</p><p>Publicidade</p><p>É tornar notório/público um fato ou situação jurídica nos livros do RI.</p><p>+Formal: é o direito que todos têm de pedir certidões no RI. Cuidado:</p><p>transexuais → não pode dar publicidade, pelo Provimento 63 do CNJ. É</p><p>indireta, pois não dá acesso aos livros. A direta é exceção à regra, como é o</p><p>caso do loteamento (artigo 24 da lei 6766).</p><p>+Material: é a publicidade que constitui direitos, especialmente direito real</p><p>contra todos, protege direito de terceiro de boa-fé.</p><p>Lei 13.097 – artigo 54 e 55 → aduz vários direitos que DEVEM ser</p><p>levados à matrícula.</p><p>Art. 54. Os negócios jurídicos que tenham por fim</p><p>constituir, transferir ou modificar direitos reais sobre</p><p>imóveis são eficazes em relação a atos jurídicos</p><p>precedentes, nas hipóteses em que não tenham sido</p><p>registradas ou averbadas na matrícula do imóvel as</p><p>seguintes informações: (Vigência)</p><p>I - registro de citação de ações reais ou pessoais</p><p>reipersecutórias;</p><p>II - averbação, por solicitação do interessado, de</p><p>constrição judicial, de que a execução foi admitida pelo</p><p>juiz ou de fase de cumprimento de sentença,</p><p>procedendo-se nos termos previstos no art. 828 da Lei</p><p>nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de</p><p>Processo Civil); (Redação dada pela Lei nº 14.382,</p><p>de 2022)</p><p>III - averbação de restrição administrativa ou</p><p>convencional ao gozo de direitos registrados, de</p><p>indisponibilidade ou de outros ônus quando previstos</p><p>em lei; e</p><p>IV - averbação, mediante decisão judicial, da existência</p><p>de outro tipo de ação cujos resultados ou</p><p>responsabilidade patrimonial possam reduzir seu</p><p>proprietário à insolvência, nos termos do inciso IV do</p><p>caput do art. 792 da Lei nº 13.105, de 16 de março de</p><p>2015 (Código de Processo Civil). (Redação dada pela</p><p>Lei nº 14.382, de 2022)</p><p>V - averbação, mediante decisão judicial, de qualquer</p><p>tipo de constrição judicial incidente sobre o imóvel ou</p><p>sobre o patrimônio do titular do imóvel, inclusive a</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13097.htm#art168ii</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art828</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art828</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art16</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art16</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art792iv</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art792iv</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art792iv</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art16</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art16</p><p>proveniente de ação de improbidade administrativa ou a</p><p>oriunda de hipoteca judiciária. (Incluído pela Lei nº</p><p>14.825, de 2024)</p><p>§ 1º Não poderão ser opostas situações jurídicas não</p><p>constantes da matrícula no registro de imóveis,</p><p>inclusive para fins de evicção, ao terceiro de boa-fé que</p><p>adquirir ou receber em garantia direitos reais sobre o</p><p>imóvel, ressalvados o disposto nos arts. 129 e 130 da</p><p>Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, e as hipóteses</p><p>de aquisição e extinção da propriedade que</p><p>independam de registro de título de</p><p>imóvel. (Renumerado do parágrafo único com</p><p>redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p><p>§ 2º Para a validade ou eficácia dos negócios jurídicos</p><p>a que se refere o caput deste artigo ou para a</p><p>caracterização da boa-fé do terceiro adquirente de</p><p>imóvel ou beneficiário de direito real, não serão</p><p>exigidas:</p><p>I - a obtenção prévia de quaisquer documentos ou</p><p>certidões além daqueles requeridos nos termos do § 2º</p><p>do art. 1º da Lei nº 7.433, de 18 de dezembro de 1985;</p><p>e (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p><p>II - a apresentação de certidões forenses ou de</p><p>distribuidores judiciais. (Incluído pela Lei nº 14.382,</p><p>de 2022)</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14825.htm#art1</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14825.htm#art1</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11101.htm#art129</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11101.htm#art130</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11101.htm#art130</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art16</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art16</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7433.htm#art1%C2%A72</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7433.htm#art1%C2%A72</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art16</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art16</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art16</p><p>Art. 55. A alienação ou oneração de unidades</p><p>autônomas integrantes de incorporação imobiliária,</p><p>parcelamento do solo ou condomínio edilício,</p><p>devidamente registrada, não poderá ser objeto de</p><p>evicção ou de decretação de ineficácia, mas eventuais</p><p>credores do alienante ficam sub-rogados no preço ou</p><p>no eventual crédito imobiliário, sem prejuízo das</p><p>perdas e danos imputáveis ao incorporador ou</p><p>empreendedor, decorrentes de seu dolo ou culpa, bem</p><p>como da aplicação das disposições constantes da Lei nº</p><p>8.078, de 11 de setembro de 1990 .</p><p>Princípio da Concentração</p><p>Alguns entendem que é princípio, outros que é um caminho para se chegar</p><p>à fé pública registral. No Rio Grande do Sul é um princípio expressamente</p><p>previsto na consolidação normativa.</p><p>Exceções: usucapião, herança e falência → mesmo que não ingressem no</p><p>RI, podem ser opostas. +Usucapião e herança: se constituem fora da</p><p>matrícula.</p><p>+Falência: a lei prevê o desfazimento de atos praticados por um período</p><p>anterior a decretação da falência. No caso das incorporadoras e loteamentos</p><p>não são atingidas pela falência (tampouco se declaram ineficazes essas</p><p>vendas).</p><p>Súmula 308 – a hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro,</p><p>anterior ou posterior à celebraçãoda promessa de compra e venda, não tem</p><p>eficácia perante os adquirentes do imóvel.</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8078.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8078.htm</p><p>Princípio da Rogação ou Instância ou Reserva de Iniciativa</p><p>LRP – artigo 13 e 257;</p><p>-O registrador não pode praticar atos de ofício, deve ser provocado e a</p><p>parte deve ter legitimidade.</p><p>-Como regra, os atos de registro serão praticados: +Por ordem Judicial;</p><p>+Por requerimento verbal ou escrito dos interessados; +Por requerimento</p><p>do MP;</p><p>Obs.: qualquer pessoa pode provocar, ou seja, entregar os documentos no</p><p>balcão, mas quem pede deve ter legitimidade.</p><p>+Instância formal: é a mera entrega – qualquer um pode fazer. +Instância</p><p>material: é efetivamente requerer – dever ter legitimidade.</p><p>-União estável → CNJ exige que seja informado no requerimento. Todavia,</p><p>é uma situação fática, que depende da declaração manifestada.</p><p>Exceções (pode agir de ofício):</p><p>+Averbação de ofício de nomes dos logradouros, decretados pelo poder</p><p>público (art. 167, II, 13);</p><p>+Retificações de registro ou averbação (art. 213, I) → omissão ou erro na</p><p>transposição de elemento do título.</p><p>+Averbação de ônus quando da abertura da matrícula (art. 230) →</p><p>Exemplo: tem um ônus na matrícula “mãe” ou na transcrição, como</p><p>usufruto. Se fizer um desmembramento, por exemplo, deve averbar na nova</p><p>matrícula esse ônus, o que se faz por meio de averbação.</p><p>#Hipotecas peremptas: são hipotecas com mais de 30 anos (art. 1485 CC e</p><p>238 da LRP). A lei aduz que a hipoteca “morreu”, embora continue na</p><p>matrícula. Alguns entendem que o oficial deve cancelar essas hipotecas, de</p><p>ofício. O professor não concorda, pois não está na lei, exigindo</p><p>requerimento. Art. 508 do Código de Normas do Rio Grande do Sul.</p><p>Obs.: algumas averbações exigem firmas reconhecidas. Se estiver na lei,</p><p>deve cumprir, se estiver em normativa estadual o professor entende que se</p><p>assinar no balcão não precisa.</p><p>Exemplo: artigo 246, §1o LRP.</p><p>Princípio do Tempo Rege o Ato (tempus regit actum)</p><p>A lei que vale para qualificação registral é a vigente na data da</p><p>apresentação do título. Requisitos formas → conforme a lei vigente na data</p><p>de apresentação do título.</p><p>No mesmo sentido o artigo 2035 do CC/02.</p><p>Requisitos formas do registro estão previstos no artigo 176, §1o da LRP.</p><p>Exemplo:</p><p>• Título da década de 50 → a mulher não tinha CPF. Não por isso vai</p><p>deixar de constar da matrícula, vez que vale a data da prenotação.</p><p>Georreferenciamento</p><p>Conceito: é o mapeamento do imóvel rural referenciando os vértices de seu</p><p>perímetro ao sistema geodésico brasileiro, definindo sua área e posição</p><p>geográfica.</p><p>Visa regularizar os imóveis rurais.</p><p>Lei 10.267/01;</p><p>DL. 4449/02; DL 5570/05.</p><p>O trabalho GEO deve ser entregue ao INCRA que vai certificar que o</p><p>imóvel não se sobrepõe a outro. Após a certificação, leva ao RI para</p><p>averbar a nova descrição e retificação (se houver);</p><p>CNJ, recomendação 41 → dispensa anuência dos confrontantes;</p><p>Art. 176, §13 também dispensa anuência dos confrontantes;</p><p>Todavia, exige-se anuência dos confrontantes se houver inserção ou</p><p>alteração da medida perimetral.</p><p>Princípio da Prioridade</p><p>O título que chegou primeiro será analisado por primeiro, que deve</p><p>prevalecer aos seguintes. Os títulos podem ser contraditórios ou não.</p><p>Se forem contraditórios, um pode excluir o outro, garantido a prioridade ao</p><p>que foi apresentado primeiro.</p><p>Se não forem contraditórios, a prioridade assegura graduação diversa.</p><p>A prioridade é exclusiva quando os direitos são incompatíveis e gradual</p><p>quando compatíveis. 1246 CC</p><p>174 LRP.</p><p>-Nenhuma exigência fiscal obsta o protocolo.</p><p>Obs.: no RS o protocolo não gera emolumentos.</p><p>Após protocolado, o oficial analisa em 10 dias e a parte tem mais 10 dias</p><p>para sanar o vício (doutrina indica esse prazo de acordo com</p><p>a atual</p><p>mudança do protocolo durar 20 dias).</p><p>Exceções ao prazo de 20 dias, prorrogando o protocolo:</p><p>-Suscitação de dúvida (art. 198, LRP); -Segunda hipoteca (art. 189, LRP); -</p><p>Loteamento (art. 18, L. 6766); -Retificação bilateral (art. 213, II LRP);</p><p>-Regularização fundiária (art. 205, §único da LRP);</p><p>-Bem de família voluntário (art. 260 LRP);</p><p>-Indisponibilidade de bens: todos os títulos prenotados posteriormente</p><p>ficam suspensos.</p><p>Como regra, prevalece o protocolo feito primeiro.</p><p>Exceções:</p><p>- Escrituras com a mesma data, lavradas no mesmo dia, constando a hora</p><p>da lavratura e apresentadas no mesmo dia. A prioridade é do título não e</p><p>não do protocolo (art. 192).</p><p>Art. 192 - O disposto nos arts. 190 e 191 não se aplica</p><p>às escrituras públicas, da mesma data e apresentadas no</p><p>mesmo dia, que determinem, taxativamente, a hora da</p><p>sua lavratura, prevalecendo, para efeito de prioridade, a</p><p>que foi lavrada em primeiro lugar.</p><p>- Escritura pública de hipoteca mencionando uma hipoteca anterior que não</p><p>foi levada a registro (art. 198 LRP e 1.495 CC).</p><p>Art. 1.494. Não se registrarão no mesmo dia duas</p><p>hipotecas, ou uma hipoteca e outro direito real, sobre o</p><p>mesmo imóvel, em favor de pessoas diversas, salvo se</p><p>as escrituras, do mesmo dia, indicarem a hora em que</p><p>foram lavradas.</p><p>Art. 1.495. Quando se apresentar ao oficial do registro</p><p>título de hipoteca que mencione a constituição de</p><p>anterior, não registrada, sobrestará ele na inscrição da</p><p>nova, depois de a prenotar, até trinta dias, aguardando</p><p>que o interessado inscreva a precedente; esgotado o</p><p>prazo, sem que se requeira a inscrição desta, a hipoteca</p><p>ulterior será registrada e obterá preferência.</p><p>Art. 1.496. Se tiver dúvida sobre a legalidade do</p><p>registro requerido, o oficial fará, ainda assim, a</p><p>prenotação do pedido. Se a dúvida, dentro em</p><p>noventa dias, for julgada improcedente, o registro</p><p>efetuar-se-á com o mesmo número que teria na data da</p><p>prenotação; no caso contrário, cancelada esta, receberá</p><p>o registro o número correspondente à data em que se</p><p>tornar a requerer.</p><p>Provimento 65, artigo 9o – prorroga a prenotação até resolver a usucapião.</p><p>Idosos e gestantes: têm prioridade no atendimento, mas não na prioridade</p><p>do registro do protocolo.</p><p>Princípio da Legalidade</p><p>O Oficial analisa se o título obedece os requisitos da lei.</p><p>Se errar, cabe pedido de reconsideração ou suscitação de dúvida.</p><p>Títulos → artigo 221 da LRP.</p><p>Títulos que dispensam Escritura Pública:</p><p>-Alienação de imóveis da União; -Alienação fiduciária em garantia; -</p><p>Compromisso de compra e venda. -SFH e SFI;</p><p>-Compra e venda por consórcio;</p><p>-Cartas de arrematação (art. 37 Dec. 70/66);</p><p>-Contratos com valor inferior a 30 salários mínimos (art. 108 CC/02).</p><p>Títulos NULOS: o oficial deve devolver.</p><p>Títulos ANULÁVEIS: #polêmica. O entendimento majoritário é que pode</p><p>registrar, pois sequer o juiz pode arguir de ofício a nulidade relativa, muito</p><p>menos o registrador.</p><p>-Limites da qualificação: é a LEI. Há discussões, exemplos: condomínio</p><p>pode ser titular? E o nascituro?</p><p>Ordem judicial x título judicial</p><p>+Título judicial: pode qualificar e negar.</p><p>+Ordem judicial: não pode qualificar, pois é uma ordem. Há o dever de</p><p>registrar.</p><p>Obs.: o registrador pode impugnar questões extrínsecas dos títulos</p><p>judiciais, e não adentrar no mérito da decisão, vez que não é instância</p><p>recursal. Ex.: não pode o registrador, após a ADI que equiparou o</p><p>companheiro ao cônjuge para fins de sucessão, negar registro a partilha que</p><p>seguia a literalidade do CC/02.</p><p>Questões extrínsecas (art. 222 LRP)</p><p>-Em todas as ESCRITURAS, ATOS, CARTAS DE SENTENÇA,</p><p>FORMAIS DE PARTILHA, o tabelião ou escrivão deve fazer referência:</p><p>+Matrícula ou registro anterior;</p><p>+Número da matrícula;</p><p>+Cartório.</p><p>Logo, o oficial não entra no mérito da partilha, mas analisa os requisitos do</p><p>formal. O artigo 655 do CPC estabelece os requisitos do formal de partilha:</p><p>CPC/15, Art. 655. Transitada em julgado a sentença</p><p>mencionada no art. 654 , receberá o herdeiro os bens</p><p>que lhe tocarem e um formal de partilha, do qual</p><p>constarão as seguintes peças:</p><p>I - termo de inventariante e título de herdeiros;</p><p>II - avaliação dos bens que constituíram o quinhão do</p><p>herdeiro;</p><p>III - pagamento do quinhão hereditário;</p><p>IV - quitação dos impostos;</p><p>V - sentença.</p><p>Parágrafo único. O formal de partilha poderá ser</p><p>substituído por certidão de pagamento do quinhão</p><p>hereditário quando esse não exceder a 5 (cinco) vezes o</p><p>salário-mínimo, caso em que se transcreverá nela a</p><p>sentença de partilha transitada em julgado.</p><p>Princípio da Inscrição e Territorialidade</p><p>Inscrição: o registro gera efeitos no mundo. São efeitos constitutivos.</p><p>Territorialidade: O RI segue o território do bem.</p><p>Atos do registrador: registro (inscrição e transcrição), matrícula, averbação</p><p>e anotações.</p><p>LRP, Art. 172 - No Registro de Imóveis serão feitos,</p><p>nos termos desta Lei, o registro e a averbação dos</p><p>títulos ou atos constitutivos, declaratórios, translativos</p><p>e extintos de direitos reais sobre imóveis reconhecidos</p><p>em lei, " inter vivos" ou " mortis causa" quer para sua</p><p>constituição, transferência e extinção, quer para sua</p><p>validade em relação a terceiros, quer para a sua</p><p>disponibilidade.</p><p>CC/02, Art. 1.227. Os direitos reais sobre imóveis</p><p>constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se</p><p>adquirem com o registro no Cartório de Registro de</p><p>Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247),</p><p>salvo os casos expressos neste Código.</p><p>+Inscrição: é todo lançamento registral, ou seja, matrícula, registro e</p><p>averbação.</p><p>Há transcrição que convalida um ato:</p><p>LRP. Art. 214 - As nulidades de pleno direito do</p><p>registro, uma vez provadas, invalidam-no,</p><p>independentemente de ação direta.</p><p>§ 1o A nulidade será decretada depois de ouvidos os</p><p>atingidos.</p><p>Art. 1.242. Adquire também a propriedade do imóvel</p><p>aquele que, contínua e incontestadamente, com justo</p><p>título e boa-fé, o possuir por dez anos.</p><p>Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto</p><p>neste artigo se o imóvel houver sido adquirido,</p><p>onerosamente, com base no registro constante do</p><p>respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde</p><p>que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua</p><p>moradia, ou realizado investimentos de interesse social</p><p>e econômico.</p><p>Obs.: chamam essa hipótese de usucapião tabular.</p><p>Isso também acontece para o herdeiro aparente (Art. 1817):</p><p>CC, Art. 1.817. São válidas as alienações onerosas de</p><p>bens hereditários a terceiros de boa-fé, e os atos de</p><p>administração legalmente praticados pelo herdeiro,</p><p>antes da sentença de exclusão; mas aos herdeiros</p><p>subsiste, quando prejudicados, o direito de demandar-</p><p>lhe perdas e danos.</p><p>Parágrafo único. O excluído da sucessão é obrigado a</p><p>restituir os frutos e rendimentos que dos bens da</p><p>herança houver percebido, mas tem direito a ser</p><p>indenizado das despesas com a conservação deles.</p><p>+Prenotação: ato de protocolar um título;</p><p>+Registro (sentido amplo): inscrição e transcrição (art. 168);</p><p>+Registro (sentido estrito): registro que constitui ou transfere direito real;</p><p>+Averbações (art. 167, II e 246 LRP): ocorrências que alteram o registro;</p><p>+Matrícula: recebe registros e averbações;</p><p>+Anotações: ocorre à margem da prenotação. Ex.: art. 198, I LRP.</p><p>+Transcrição: ocorre verbum ad verbum (art. 178, VII). Ainda existe.</p><p>Art. 178 - Registrar-se-ão no Livro no 3 - Registro</p><p>Auxiliar:</p><p>VII - os títulos que, a requerimento do interessado,</p><p>forem registrados no seu inteiro teor, sem prejuízo do</p><p>ato, praticado no Livro no 2.</p><p>Livro 03: os títulos que, a requerimento</p><p>do interessado, forem registrados</p><p>em seu interior teor, sem prejuízo do praticado no Livro 2.</p><p>Territorialidade: O Registro de Imóveis é territorial, ou seja, atua dentro</p><p>de uma circunscrição que abrange o imóvel.</p><p>*** Caso o cartório seja desmembrado, o imóvel pode passar a pertencer ao</p><p>outro cartório ou continuar no anterior, importante ficar atento a história do</p><p>Município e procurar os cartórios mais antigos pois estará lá a matrícula ou</p><p>transcrição do imóvel.</p><p>Cuidar, pois nas transcrições pode fazer averbações. Também pode fazer</p><p>atos em caso de imóvel em comarcas limítrofes. Ou no caso de contrato de</p><p>locação.</p><p>LRP, Art. 169. Todos os atos enumerados no art. 167</p><p>desta Lei são obrigatórios e serão efetuados na</p><p>serventia da situação do imóvel, observado o seguinte:</p><p>ALTERAÇÃO Lei 14.382/22.</p><p>I - as averbações serão efetuadas na matrícula ou à</p><p>margem do registro a que se referirem, ainda que o</p><p>imóvel tenha passado a pertencer a outra circunscrição,</p><p>observado o disposto no inciso I do § 1o e no § 18 do</p><p>art. 176 desta Lei;</p><p>II – para o imóvel situado em duas ou mais</p><p>circunscrições, serão abertas matrículas em ambas as</p><p>serventias dos registros públicos; e</p><p>III - (revogado); (Redação dada pela Lei no 14.382, de</p><p>2022)</p><p>IV - aberta matrícula na serventia da situação do</p><p>imóvel, o oficial comunicará o fato à serventia de</p><p>origem, para o encerramento, de ofício, da matrícula</p><p>anterior.</p><p>§ 1o O registro do loteamento e do desmembramento</p><p>que abranger imóvel localizado em mais de uma</p><p>circunscrição imobiliária observará o disposto no</p><p>inciso II do caput deste artigo, e as matrículas das</p><p>unidades imobiliárias deverão ser abertas na serventia</p><p>do registro de imóveis da circunscrição em que estiver</p><p>situada a unidade imobiliária, procedendo-se às</p><p>averbações remissivas. (Incluído pela Lei no 14.382, de</p><p>2022)</p><p>§ 2o As informações relativas às alterações de</p><p>denominação de logradouro e de numeração predial</p><p>serão enviadas pelo Município à serventia do registro</p><p>de imóveis da circunscrição onde estiver situado o</p><p>imóvel, por meio do Serp, e as informações de</p><p>alteração de numeração predial poderão ser arquivadas</p><p>para uso oportuno e a pedido do interessado. (Incluído</p><p>pela Lei no 14.382, de 2022)</p><p>§ 3o Na hipótese prevista no inciso II do caput deste</p><p>artigo, as matrículas serão abertas: (Incluído pela Lei</p><p>no 14.382, de 2022)</p><p>I - com remissões recíprocas; (Incluído pela Lei no</p><p>14.382, de 2022)</p><p>II - com a prática dos atos de registro e de averbação</p><p>apenas no registro de imóveis da circunscrição em que</p><p>estiver situada a maior área, averbando-se, sem</p><p>conteúdo financeiro, a circunstância na outra serventia;</p><p>e (Incluído pela Lei no 14.382, de 2022)</p><p>III - se a área for idêntica em ambas as circunscrições,</p><p>adotar-se-á o mesmo procedimento e proceder- se-á</p><p>aos registros e às averbações na serventia de escolha do</p><p>interessado, averbada a circunstância na outra</p><p>serventia, sem conteúdo financeiro. (Incluído pela Lei</p><p>no 14.382, de 2022)</p><p>Princípio da Unitariedade</p><p>Cada imóvel tem uma matrícula própria e cada matrícula possui um</p><p>imóvel.</p><p>Deve ser aberta matrícula quando do primeiro registro, a partir da lei</p><p>6015/73</p><p>Deve-se evitar abrir matrícula parcial.</p><p>Exemplo: “imóvel x, pertencente a uma área maior Y”, com as descrições</p><p>das confrontações do imóvel maior → isso não pode! Nesse caso, deve o</p><p>registrador encerrar todas as matrículas “menores”.Em seguida, abrir uma</p><p>matrícula para a área maior, onde todos os proprietários ficarão em</p><p>condomínio,para só então, mediante procedimento de desmembramento,</p><p>abrir as matrículas menores.</p><p>Cada matrícula contém um imóvel. Exceção: imóvel em município vizinho</p><p>→ pode ter duas matrículas para o mesmo imóvel, sendo uma em cada</p><p>circunscrição.</p><p>Após abrir a matrícula, não esquecer de averbar na transcrição.</p><p>Lembrar de transpor os ônus por meio de AVERBAÇÃO.</p><p>Requisitos da matrícula:</p><p>Art. 176 - O Livro no 2 - Registro Geral - será</p><p>destinado, à matrícula dos imóveis e ao registro ou</p><p>averbação dos atos relacionados no art. 167 e não</p><p>atribuídos ao Livro no 3.</p><p>§ 1o A escrituração do Livro no 2 obedecerá às</p><p>seguintes normas:</p><p>I - cada imóvel terá matrícula própria, que será aberta</p><p>por ocasião do primeiro ato de registro ou de averbação</p><p>caso a transcrição possua todos os requisitos elencados</p><p>para a abertura de matrícula; (Redação dada pela Lei</p><p>no 14.382, de 2022)</p><p>II - são requisitos da matrícula:</p><p>1) o número de ordem, que seguirá ao infinito;</p><p>2) a data;</p><p>3) a identificação do imóvel, que será feita com</p><p>indicação:</p><p>a - se rural, do código do imóvel, dos dados constantes</p><p>do CCIR, da denominação e de suas características,</p><p>confrontações, localização e área;</p><p>b - se urbano, de suas características e confrontações,</p><p>localização, área, logradouro, número e de sua</p><p>designação cadastral, se houver.</p><p>4) o nome, domicílio e nacionalidade do proprietário,</p><p>bem como:</p><p>a) tratando-se de pessoa física, o estado civil, a</p><p>profissão, o número de inscrição no Cadastro de</p><p>Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda ou do</p><p>Registro Geral da cédula de identidade, ou à falta</p><p>deste, sua filiação;</p><p>b) tratando-se de pessoa jurídica, a sede social e o</p><p>número de inscrição no Cadastro Geral de</p><p>Contribuintes do Ministério da Fazenda;</p><p>5) o número do registro anterior;</p><p>6) tratando-se de imóvel em regime de</p><p>multipropriedade, a indicação da existência de</p><p>matrículas, nos termos do § 10 deste artigo;</p><p>§ 9o A instituição do direito real de laje ocorrerá por</p><p>meio da abertura de uma matrícula própria no</p><p>registro de imóveis e por meio da averbação desse fato</p><p>na matrícula da construção-base e nas matrículas de</p><p>lajes anteriores, com remissão recíproca.</p><p>-O proprietário da laje não tem parte do terreno.</p><p>§ 10. Quando o imóvel se destinar ao regime da</p><p>multipropriedade, além da matrícula do imóvel,</p><p>haverá uma matrícula para cada fração de tempo, na</p><p>qual se registrarão e averbarão os atos referentes à</p><p>respectiva fração de tempo, ressalvado o disposto no §</p><p>11 deste artigo.</p><p>Cancelamento da matrícula (artigo 233):</p><p>I - Decisão judicial;</p><p>II. Alienações parciais, com o imóvel inteiramente transferido a</p><p>outros proprietários;</p><p>III. Fusão (artigo seguinte).</p><p>Fusão de matrículas (art. 234):</p><p>Ocorre a fusão de matrículas na hipótese de imóveis contíguos pertencentes</p><p>ao mesmo proprietário. Junta em uma nova matrícula e encerra as</p><p>anteriores.</p><p>Popularmente chamada de unificação, mas não é a mesma coisa.</p><p>Fusão x Unificação</p><p>Fusão</p><p>Dois ou mais imóveis</p><p>Contíguos</p><p>Mesmo proprietário</p><p>Matrículas x matrícula;</p><p>Unificação</p><p>Dois ou mais imóveis</p><p>Contíguos</p><p>Mesmo proprietário</p><p>Transcrição x transcrição;</p><p>Matrícula x transcrição;</p><p>Imissão provisória na posse registrada para União, Estado, DF ou</p><p>Município, em área urbana ou de expansão urbana em REURB;</p><p>Unificação: artigo 235.</p><p>Art. 235 - Podem, ainda, ser unificados, com abertura</p><p>de matrícula única:</p><p>I - dois ou mais imóveis constantes de transcrições</p><p>anteriores a esta Lei, à margem das quais será averbada</p><p>a abertura da matrícula que os unificar;</p><p>II - dois ou mais imóveis, registrados por ambos os</p><p>sistemas, caso em que, nas transcrições, será feita a</p><p>averbação prevista no item anterior, as matrículas serão</p><p>encerradas na forma do artigo anterior.</p><p>III - 2 (dois) ou mais imóveis contíguos objeto de</p><p>imissão provisória na posse registrada em nome da</p><p>União, dos Estados, do Distrito Federal, dos</p><p>Municípios ou de suas entidades delegadas ou</p><p>contratadas e sua respectiva cessão e promessa de</p><p>cessão.</p><p>§ 1o Os imóveis de que trata este artigo, bem como os</p><p>oriundos de desmembramentos, partilha e glebas</p><p>destacadas de maior porção, serão desdobrados em</p><p>novas matrículas, juntamente com os ônus que sobre</p><p>eles existirem, sempre que ocorrer a transferência de 1</p><p>(uma) ou mais unidades, procedendo-se, em seguida,</p><p>ao que estipula o inciso II do art. 233.</p><p>§ 2o A hipótese de que trata o inciso III somente</p><p>poderá ser utilizada nos casos de imóveis inseridos em</p><p>área urbana ou de expansão urbana e com a finalidade</p><p>de implementar programas habitacionais ou de</p><p>regularização fundiária, o que deverá ser informado no</p><p>requerimento de unificação.</p><p>§ 3º Na hipótese de que trata o inciso III do caput deste</p><p>artigo, a unificação poderá abranger matrículas ou</p><p>transcrições relativas a imóveis contíguos àqueles que</p><p>tenham sido objeto da imissão provisória na posse.</p><p>-O município pode solicitar abertura de matrícula. Isso está no artigo 195-</p><p>A:</p><p>LRP, Art. 195-A. O Município poderá solicitar ao</p><p>cartório de registro de imóveis competente a abertura</p><p>de matrícula de parte ou da totalidade de imóveis</p><p>públicos oriundos de parcelamento do solo urbano</p><p>implantado, ainda que não inscrito ou registrado, por</p><p>meio de requerimento acompanhado dos seguintes</p><p>documentos.</p><p>Princípio da Continuidade, Especialidade e Cindibilidade</p><p>-Continuidade: análise dos proprietários anteriores.</p><p>Art. 195 - Se o imóvel não estiver matriculado ou</p><p>registrado em nome do outorgante, o oficial exigirá a</p><p>prévia matrícula e o registro do título anterior, qualquer</p><p>que seja a sua natureza, para manter a continuidade do</p><p>registro.</p><p>+A confusão existe porque na norma anterior não era necessário registrar</p><p>títulos judiciais.</p><p>-Especialidade: ligado à continuidade. É a descrição do imóvel</p><p>(especialidade objetiva) e às pessoas envolvidas (especialidade subjetiva).</p><p>Nesse sentido, deve haver coerência entre o título e a descrição. Caso não</p><p>haja, deve apresentar documentos complementares.</p><p>Cindibilidade: o mesmo título pode ser registrado de forma parcial,</p><p>separando seus elementos. Somente não será admitido cindir quando tiver</p><p>relação entre os negócios. Mas se no mesmo título hover negócios</p><p>autônomos, pode registrar.</p><p>Exemplo: doação com reserva de usufruto → não pode cindir, pois estão</p><p>relacionados.</p><p>Herança com vários herdeiros e só um deles registra → pode registrar.</p><p>Hipoteca de imóveis em contrato de empréstimo → não pode registrar o</p><p>contrato e não registrar a hipoteca, pois estão interligados.</p><p>3 pessoas venderam um imóvel a outra, mas deu problema com duas das</p><p>vendas → pode registrar a venda de apenas uma parte;</p><p>Permuta → #polêmica. Há quem entenda que não pode registrar e outros</p><p>que pode.</p><p>Divórcio e partilha → pede para registrar o divórcio, mas a partilha não →</p><p>não pode.</p><p>Doa imóvel com cláusulas restritivas e pede para não registrar as cláusulas</p><p>→ por evidente, não é possível.</p><p>Em síntese, não pode cindir o negócio, mas o título.</p><p>PROCEDIMENTOS ESPECIAIS</p><p>São procedimentos com requisitos e exigências próprias, dependendo, às</p><p>vezes, de terceiros.</p><p>- Requerimento</p><p>- Documentos específicos</p><p>- Procedimento próprio</p><p>- Anuência de terceiros (nem sempre)</p><p>OS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS SÃO TAMBÉM VISTOS</p><p>COMO ESTRATÉGIAS</p><p>1 - RETIFICAÇÃO DE MATRÍCULA</p><p>Corrigir algo que está errado no registro ou matrícula. Lei de</p><p>Registros Públicos, art. 213.</p><p>Formas de retificação:</p><p>1 – Judicial:</p><p>a) Diretamente judicial – começa por iniciativa da parte no Judiciário.</p><p>b) Indiretamente judicial – começa no cartório e por algum motivo, por</p><p>exemplo a impugnação de algum confrontante, ela vai para o Judiciário.</p><p>2 – Extrajudicial</p><p>a) Unilateral – somente nos casos do artigo 213, I. Pode ser (art. 213, I):</p><p>a.1) de ofício – pelo próprio registrador, quebra o princípio da rogação; a.2)</p><p>a requerimento da parte.</p><p>b) Bilateral (art. 213, II) – mais complexa, envolve o confrontante.</p><p>A retificação é aplicada nos casos em que há diferença de medidas do</p><p>imóvel real e as medidas que constam na matrícula. A retificação deve ser</p><p>intramuros, podendo haver aumento de área. Retificação é correção, não</p><p>aquisição de área por usucapião, a assinatura dos confrontantes é</p><p>essencial nesse caso. Compra e venda de uma parte não é retificação.</p><p>213, II - a requerimento do interessado, no caso de</p><p>inserção ou alteração de medida perimetral de que</p><p>resulte, ou não, alteração de área, instruído com planta</p><p>e memorial descritivo assinado por profissional</p><p>legalmente habilitado, com prova de anotação de</p><p>responsabilidade técnica no competente Conselho</p><p>Regional de Engenharia e Arquitetura - CREA, bem</p><p>assim pelos confrontantes.</p><p>Ainda, De acordo com o artigo 213, da LRP:</p><p>2o Se a planta não contiver a assinatura de algum</p><p>confrontante, este será notificado pelo Oficial de</p><p>Registro de Imóveis competente, a requerimento do</p><p>interessado, para se manifestar em quinze dias,</p><p>promovendo-se a notificação pessoalmente ou pelo</p><p>correio, com aviso de recebimento, ou, ainda, por</p><p>solicitação do Oficial de Registro de Imóveis, pelo</p><p>Oficial de Registro de Títulos e Documentos da</p><p>comarca da situação do imóvel ou do domicílio de</p><p>quem deva recebê-la.</p><p>§ 3o A notificação será dirigida ao endereço do</p><p>confrontante constante do Registro de Imóveis,</p><p>podendo ser dirigida ao próprio imóvel contíguo ou</p><p>àquele fornecido pelo requerente; não sendo</p><p>encontrado o confrontante ou estando em lugar incerto</p><p>e não sabido, tal fato será certificado pelo oficial</p><p>encarregado da diligência, promovendo-se a</p><p>notificação do confrontante mediante edital, com o</p><p>mesmo prazo fixado no § 2o, publicado por duas vezes</p><p>em jornal local de grande circulação.</p><p>§ 4o Presumir-se-á a anuência do confrontante que</p><p>deixar de apresentar impugnação no prazo da</p><p>notificação.</p><p>§ 5o Findo o prazo sem impugnação, o oficial averbará</p><p>a retificação requerida; se houver impugnação</p><p>fundamentada por parte de algum confrontante, o</p><p>oficial intimará o requerente e o profissional que</p><p>houver assinado a planta e o memorial a fim de que, no</p><p>prazo de cinco dias, se manifestem sobre a</p><p>impugnação.</p><p>§ 6o Havendo impugnação e se as partes não tiverem</p><p>formalizado transação amigável para solucioná-la, o</p><p>oficial remeterá o processo ao juiz competente, que</p><p>decidirá de plano ou após instrução sumária, salvo se a</p><p>controvérsia versar sobre o direito de propriedade de</p><p>alguma das partes, hipótese em que remeterá o</p><p>interessado para as vias ordinárias.</p><p>§ 7o Pelo mesmo procedimento previsto neste artigo</p><p>poderão ser apurados os remanescentes de áreas</p><p>parcialmente alienadas, caso em que serão</p><p>considerados como confrontantes tão-somente os</p><p>confinantes das áreas remanescentes.</p><p>§ 8o As áreas públicas poderão ser demarcadas ou ter</p><p>seus registros retificados pelo mesmo procedimento</p><p>previsto neste artigo, desde que constem do registro ou</p><p>sejam logradouros devidamente averbados.</p><p>§ 9o Independentemente de retificação, dois ou mais</p><p>confrontantes poderão, por meio de escritura pública,</p><p>alterar ou estabelecer as divisas entre si e, se houver</p><p>transferência de área, com o recolhimento do devido</p><p>imposto de transmissão e desde que preservadas, se</p><p>rural o imóvel, a fração mínima de parcelamento e,</p><p>quando urbano, a legislação urbanística.</p><p>ATENÇÃO: a Lei 14.382/22 alterou quem são os confrontantes na</p><p>retificação:</p><p>Art. 213, § 10. Entendem-se como confrontantes os</p><p>proprietários e titulares de outros direitos reais e</p><p>aquisitivos sobre os imóveis contíguos, observado o</p><p>seguinte: (Redação dada pela Lei no 14.382, de</p><p>2022)</p><p>I - o condomínio geral, de que trata o Capítulo VI do</p><p>Título III do Livro III da Parte Especial da Lei no</p><p>10.406, de 10 de janeiro de 2002(Código Civil), será</p><p>representado por qualquer um dos condôminos;</p><p>(Incluído pela Lei no 14.382, de 2022)</p><p>II - o condomínio edilício, de que tratam os arts. 1.331</p><p>a 1.358 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002</p><p>(Código Civil), será representado pelo síndico, e o</p><p>condomínio por frações autônomas, de que trata o art.</p><p>32 da Lei no 4.591, de 16 de dezembro de 1964, pela</p><p>comissão de representantes; e (Incluído pela Lei no</p><p>14.382, de 2022)</p><p>III - não se incluem como confrontantes: (Incluído pela</p><p>Lei no 14.382, de 2022)</p><p>a) os detentores de direitos reais de garantia hipotecária</p><p>ou pignoratícia; ou (Incluída pela Lei no 14.382, de</p><p>2022)</p><p>b) os titulares de crédito vincendo, cuja propriedade</p><p>imobiliária esteja vinculada, temporariamente, à</p><p>operação de crédito financeiro.</p><p>O procedimento dispensa advogado, pois a lei não traz esse requisito, mas é</p><p>recomendável.</p><p>Há uma tese na qual se aceita, para imóveis rurais, por ter medidas</p><p>rudimentares, o acréscimo de área de até 5% nas retificações, fazendo uma</p><p>analogia com a venda ad mensuram prevista no art. 500 do CC.</p><p>2 - USUCAPIÃO</p><p>PROVIMENTO 65 DO CNJ.</p><p>O que é? É o direito que um cidadão adquire devido à posse de um</p><p>imóvel ou móvel, por utilizá-lo por determinado tempo.</p><p>Quanto mais tempo de posse – menos requisitos.</p><p>LEGISLAÇÃO:</p><p>Lei 13.105/15- CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - Incluiu o artigo 216-A</p><p>e seguintes da lei 6015;</p><p>Lei 13.465/17- REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA - Alterou e Incluiu</p><p>alguns dispositivos na norma anterior, facilitando a aplicação;</p><p>PROVIMENTO 65 de 14 dezembro de 2017- CONSELHO NACIONAL</p><p>DE JUSTIÇA - Estabeleceu as diretrizes para o procedimento</p><p>PROV. 65/2017:</p><p>Art. 2o Sem prejuízo da via jurisdicional, é admitido o pedido de</p><p>reconhecimento extrajudicial da usucapião formulado pelo requerente –</p><p>representado por advogado ou por defensor público, nos termos do disposto</p><p>no art. 216-A da LRP –, que será processado diretamente no ofício de</p><p>registro de imóveis da circunscrição em que estiver localizado o imóvel</p><p>usucapiendo ou a maior parte dele.</p><p>§ 1o O procedimento de que trata o caput poderá abranger a propriedade e</p><p>demais direitos reais passíveis da usucapião.</p><p>Além da propriedade:</p><p>- Direito de Laje Enunciado (627 CJF);</p><p>- Direito de Superfície (1369 a 1377 CC) (21 a 24 Est. Cidade);</p><p>- Usufruto , Uso e Moradia;</p><p>- Servidões aparentes (art. 1379 do CC);</p><p>- Enfiteuse (domínio útil de bem público);</p><p>- Bem em Condomínio (Comum e Edilício/lotes).</p><p>NÃO PODEM SER USUCAPIDOS:</p><p>- Bem de Incapaz ou contra pessoa que não corre a prescrição</p><p>- Bem com cláusula de Inalienabilidade: discute-se na doutrina. Entende-</p><p>se possível somente na via extraordinária, porque na ordinária o justo título</p><p>seria nulo. Entende-se, também que somente os bens com clausulas</p><p>impostas por terceiros (doação e herança). Aquele que cláusula de</p><p>inalienabilidade foi criada de forma negocial não estaria impedido de</p><p>ser usucapido.</p><p>- Bens Públicos</p><p>§ 2o Será facultada aos interessados a opção pela via judicial ou pela</p><p>extrajudicial; podendo ser solicitada, a qualquer momento, a suspensão do</p><p>procedimento pelo prazo de trinta dias ou a desistência da via judicial para</p><p>promoção da via extrajudicial.</p><p>§ 3o Homologada a desistência ou deferida a suspensão, poderão ser</p><p>utilizadas as provas produzidas na via judicial.</p><p>§ 4o Não se admitirá o reconhecimento extrajudicial da usucapião de bens</p><p>públicos, nos termos da lei.</p><p>O PROCEDIMENTO INICIA COM UM REQUERIMENTO (advogado</p><p>ou defensor)</p><p>Há o requerimento, ata notarial para atestar a posse, descrição da posse, se</p><p>tem matrícula ou não (pode fazer mesmo sem matrícula), certidões negativas,</p><p>planta e memorial descritivo assinados por profissional habilitado e assinado</p><p>pelos titulares dos direitos registrados ou averbados na matrícula do imóvel</p><p>usucapiendo ou na matrícula dos imóveis confinantes ou pelos ocupantes a</p><p>qualquer título; justo título ou quaisquer outros documentos que demonstrem</p><p>a origem, a continuidade, a cadeia possessória e o tempo de posse;</p><p>instrumento de mandato, público ou particular, com poderes especiais,</p><p>outorgado ao advogado pelo requerente e por seu cônjuge ou companheiro.</p><p>Será exigido o reconhecimento de firma, por semelhança ou autenticidade,</p><p>das assinaturas lançadas na planta e no memorial mencionados no inciso II</p><p>do caput deste artigo.</p><p>Requisitos para o requerimento:</p><p>Art. 3º O requerimento de reconhecimento extrajudicial</p><p>da usucapião atenderá, no que couber, aos requisitos da</p><p>petição inicial, estabelecidos pelo art. 319 do Código de</p><p>Processo Civil – CPC, bem como indicará:</p><p>I – a modalidade de usucapião requerida e sua base legal</p><p>ou constitucional;’</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm</p><p>II – a origem e as características da posse, a existência</p><p>de edificação, de benfeitoria ou de qualquer acessão no</p><p>imóvel usucapiendo, com a referência às respectivas</p><p>datas de ocorrência;</p><p>III – o nome e estado civil de todos os possuidores</p><p>anteriores cujo tempo de posse foi somado ao do</p><p>requerente para completar o período aquisitivo;</p><p>IV – o número da matrícula ou transcrição da área onde</p><p>se encontra inserido o imóvel usucapiendo ou a</p><p>informação de que não se encontra matriculado ou</p><p>transcrito;</p><p>V – o valor atribuído ao imóvel usucapiendo.</p><p>Se a planta e memorial não estiverem com a assinaturas de todos, haverá a</p><p>notificação extrajudicial.</p><p>Aquisição originária – não tem ITBI.</p><p>Se o registrador qualifica positivamente – registra.</p><p>Se o registrador qualifica negativamente – pode suscitar dúvida.</p><p>É possível dispensar a assinatura dos confrontantes? Sim, nos seguintes</p><p>termos:</p><p>Art. 10, § 10. Se o imóvel usucapiendo for matriculado</p><p>com descrição precisa e houver perfeita identidade entre</p><p>a descrição tabular e a área objeto do requerimento da</p><p>usucapião extrajudicial, fica dispensada a intimação dos</p><p>confrontantes do imóvel, devendo o registro da</p><p>aquisição originária ser realizado na matrícula existente.</p><p>DOCUMENTOS QUE DEVEM ACOMPANHAR O REQUERIMENTO</p><p>(ART. 4a):</p><p>I – ata notarial (documento elaborado pelo tabelião de notas do local do</p><p>imóvel - A ata está prevista também no artigo 384 do CPC);</p><p>Art. 384- A existência e o modo de existir de algum</p><p>fato podem ser atestados ou documentados, a</p><p>requerimento do interessado, mediante ata lavrada pelo</p><p>tabelião.</p><p>Parágrafo único: Dados representados por imagem ou</p><p>som gravados em arquivos eletrônicos poderão constar</p><p>da ata notarial.</p><p>ATA NOTARIAL é o instrumento público pelo qual o notário constata de</p><p>forma narrativa fatos, coisas, pessoas ou situações para comprovar a sua</p><p>existência ou seu estado.</p><p>*Escritura pública visa constituir uma obrigação.</p><p>*Ata Notarial tem natureza autenticatória</p><p>O PROVIMENTO PREVÊ:</p><p>ATA NOTARIAL DE USUCAPIÃO (art. 4, I)</p><p>ATA NOTARIAL COMPLEMENTAR OU ESCRITURA</p><p>DECLARATÓRIA (art. 4 $ 7a)</p><p>§ 7o O requerimento poderá ser instruído com mais de</p><p>uma ata notarial, por ata notarial complementar ou por</p><p>escrituras declaratórias lavradas pelo mesmo ou por</p><p>diversos notários, ainda que de diferentes municípios,</p><p>as quais descreverão os fatos conforme sucederem no</p><p>tempo.</p><p>OBS: NÃO É APENAS A ATA NOTARIAL DE USUCAPIÃO QUE É</p><p>EXCEÇÃO À LIVRE ESCOLHA DO TABELIONATO DE NOTAS - O</p><p>PROVIMENTO 100 CNJ TROUXE MAIS ALGUMAS EXCEÇÕES</p><p>PARA ATOS NOTARIAIS ELETRÔNICOS.</p><p>Art. 5o A ata notarial mencionada no art. 4o deste</p><p>provimento será lavrada pelo tabelião de</p>