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Comportamento Motor e Aprendizagem

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<p>- -1</p><p>Você já viu</p><p>INTRODUÇÃO AO COMPORTAMENTO</p><p>MOTOR E PROCESSOS DE</p><p>APRENDIZAGEM</p><p>Leonardo De Lucca</p><p>- -2</p><p>0%</p><p>Introdução</p><p>Você está na unidade Introdução ao comportamento motor e processos de</p><p>. Conheça aqui os conceitos de comportamento motor humano eaprendizagem</p><p>processos de aprendizagem. Compreenda, também, como se dá o armazenamento de</p><p>informações e memória, conhecendo os mecanismos de captura e retenção das</p><p>informações pelo aprendiz e o seu uso para a ação.</p><p>Estude outros conceitos-chave, como habilidades motoras, controle motor e</p><p>desenvolvimento motor. Busque compreender as etapas e processos necessários para</p><p>a aquisição de habilidades motoras e os determinantes que influenciam esses</p><p>processos.</p><p>Bons estudos!</p><p>1 Introdução ao Comportamento Motor Humano</p><p>A unidade Introdução ao comportamento motor e processos de aprendizagem</p><p>apresentará os conceitos necessários para compreendermos o comportamento motor</p><p>humano. Assim, você deve, primeiramente, entender o que faz um pesquisador de</p><p>comportamento motor e os objetos de estudo do comportamento motor, incluindo</p><p>aprendizagem motora, controle motor e desenvolvimento motor. Para tal, demonstra-se</p><p>alguns objetivos de estudo, modelos teóricos, processos e estágios e formas de</p><p>avaliação. Também abordaremos o processamento de informações e a memória.</p><p>https://player.vimeo.com/video/504834407</p><p>1.1 Objetivos do Comportamento Motor</p><p>Dentre seus diversos , os estudiosos do comportamento motor têm interesseobjetivos</p><p>em:</p><p>i) Entender como as habilidades motoras são aprendidas e como os processos, tais</p><p>como o feedback (retroalimentação) e a prática, melhoram ou aceleram o</p><p>aprendizado e a performance das habilidades e tarefas.</p><p>ii) Compreender como a seleção e a execução da resposta adequada se tornam</p><p>mais eficientes e efetivas.</p><p>https://player.vimeo.com/video/504834407</p><p>- -3</p><p>Outro propósito é os fatores que explicam como o controle e ainvestigar</p><p>aprendizagem das habilidades motoras variam ao longo da vida, ou seja, melhoram na</p><p>infância, adolescência e fase adulta e se deterioram com o envelhecimento. Por fim, há</p><p>o interesse em como as habilidades motoras são controladas, como oscompreender</p><p>mecanismos de seleção e resposta controlam o movimento humano e como fatores</p><p>individuais e/ou ambientais afetam esses mecanismos de seleção e execução das</p><p>respostas.</p><p>E por que utilizar estudar, investigar e se aprofundar no tema comportamento motor?</p><p>Trata-se do estudo de como as , controladas ehabilidades motoras são aprendidas</p><p>desenvolvidas ao longo da vida. As suas aplicações, muitas vezes, direcionam o</p><p>interesse de estudiosos, professores, pesquisadores e orientam a prática profissional,</p><p>por exemplo, respondendo questões diárias como: “o que”, “como” e “quanto praticar”.</p><p>Isso nos orienta a proporcionar melhores situações para e ,aprendizado prática</p><p>incluindo a seleção de respostas, traços, dicas, caminhos, pistas e eficazes.feedbacks</p><p>É um conhecimento essencial e de muito valor para aqueles que ensinam habilidades</p><p>, por exemplo, professores de educação física escolar, profissionais demotoras</p><p>educação física que atuam nas diversas áreas do bacharelado, treinadores esportivos,</p><p>fisioterapeutas, médicos pediatras e geriatras, terapeutas e artistas.</p><p>Manoel (1999) levanta dois problemas de estudo do comportamento motor:</p><p>a) Como explicar o ordenamento sequencial e coordenado de um comportamento</p><p>motor de alguém habilidoso?</p><p>b) Como ocorre a consecução das habilidades?</p><p>Em síntese, tenta-se explicar como que o sujeito passa de um estado ,sem habilidade</p><p>imaturo, iniciante para uma , maturidade e com habilidadesituação de habilidade</p><p>refinada.</p><p>1.2 Comportamento Motor na vida diária</p><p>O que fazem os profissionais que trabalham com o comportamento motor? Agora que</p><p>você já compreendeu alguns objetivos e conceitos, é possível imaginar as áreas</p><p>principais. Pois bem, o comportamento motor é práticaobjeto de estudo e aplicação</p><p>em diversas áreas como:</p><p>Educação Física e Esporte</p><p>Conforme Tani (1992), o comportamento motor estabelece uma base teórico-prátic</p><p>a indispensável na formação do profissional de educação física. Tanto o professor</p><p>de escola como o treinador esportivo devem observar seus alunos e atletas para</p><p>- -4</p><p>obter o máximo de informações possíveis e, a partir daí, estruturar seu programa de</p><p>trabalho. Para isso, diversos estudos do desenvolvimento motor possibilitaram a</p><p>de teorias e de evidências científicas para demonstrar que aproposição acúmulo</p><p>maioria dos indivíduos sem deficiência, têm uma mesma progressão sequencial,</p><p>muito difícil de ser alterada. Sabemos, a partir desses pressupostos, que cada</p><p>indivíduo, entretanto, terá diferentes velocidades no percurso exigido para vencer</p><p>cada etapa. Assim, o por estipular objetivos, métodos,professor será responsável</p><p>exercícios, tarefas, conteúdos e atividades que se adequem ao nível e característica</p><p>de cada aluno.</p><p>Fisioterapia e Reabilitação</p><p>O conhecimento do comportamento motor, biomecânica, fisiologia e outras ciências</p><p>é indispensável para a análise do movimento humano. Profissionais de fisioterapia</p><p>atuam na do . Podem aferir dados e informaçõesavaliação movimento humano</p><p>para diagnosticar disfunções posturais e do movimento para então propor</p><p>intervenções. As avaliações podem ser instrumentos valiosos para identificar</p><p>disfunções na função física, com o intuito de registrar, documentar e comunicar</p><p>distúrbios do movimento. Assim, esse profissional deve oscompreender</p><p>mecanismos neurais em cada estágio do desenvolvimento e controle motor normal</p><p>que levam à distúrbios da motricidade.</p><p>Medicina</p><p>Um exemplo muito comum é o da pediatria. Soares e Cavalcante Neto (2015)</p><p>salientam, por exemplo, que as apresentam umcrianças autistas</p><p>comprometimento no comportamento motor, têm as funções de desenvolvimento</p><p>afetadas e que a etiologia desses problemas ainda é pouco conhecida. Portanto,</p><p>muitas especialidades médicas são responsáveis por realizar o diagnóstico de</p><p>distúrbios que comprometem o neurodesenvolvimento de crianças. Esses</p><p>transtornos poderão ser identificados ao longo do crescimento da criança, pois</p><p>podem ocasionar no desenvolvimento normal de gestos motores, da fala eatrasos</p><p>da aprendizagem cognitiva.</p><p>Psicologia</p><p>Os estudos em comportamento motor se beneficiam com uma grande contribuição</p><p>das da psicologia. Considerando que o movimento humanodiversas vertentes</p><p>pode ser influenciado por estímulos ambientais, alguns autores defendem a</p><p>perspectiva teórica , em oposição à , sugerindoambientalista pré-formacionista</p><p>que o os fatores ambientais determinam o estado final do desenvolvimento motor e</p><p>- -5</p><p>que os aspectos genéticos pouco contribuem nesse processo. Esse ponto de vista</p><p>sofreu influência da corrente da psicologia , a qual argumenta que abehaviorista</p><p>resposta observada depende do modo de manipulação dos estímulos.</p><p>Educação Infantil</p><p>A atividade motora é um importante fator organizador e motivador da mudança</p><p>nas diversas fases de desenvolvimento. A capacidade dedesenvolvimentista</p><p>realizar movimentos e adotar posturas proporciona muitas oportunidades de</p><p>para a criança, pois é possível interagir, relacionar e explorarvivências múltiplas</p><p>espaços, objetos, texturas, sons, temperaturas e tamanhos, por exemplo. Assim, ao</p><p>longo dos anos, pesquisadores e professores levantaram questões relevantes sobre</p><p>o tema: Quais são as fontes de mudança comportamental relacionada o movimento</p><p>e ao desenvolvimento motor? Intrínsecas, relativas à maturação física ou</p><p>extrínsecas, oriundas das experiências?</p><p>Ciência e Tecnologia</p><p>Pesquisadores do comportamento motor atuam em universidades, no ensino e</p><p>pesquisa (Educação Física, Fisioterapia, Medicina) em áreas como biomecânica,</p><p>psicologia esportiva, métodos de pesquisa, medição e avaliação, pedagogia do</p><p>esporte, neurociência e biologia. Também atuam em outras instalações de pesquisa</p><p>como clínicas, hospitais, indústria e empresas de material esportivo. Há diversos</p><p>em comportamento motor em diversas</p><p>universidades dolaboratórios de pesquisa</p><p>Brasil e do mundo, ampla presença da disciplina na graduação e pós-graduação de</p><p>diversos cursos e um número expressivo de dissertações, teses e artigos científicos</p><p>produzidos.</p><p>Em síntese, o conhecimento gerado ao estudar a aprendizagem motora, controle motor</p><p>e desenvolvimento motor podem fornecer para todas as áreas em que se hásubsídios</p><p>o interesse e necessidade em avaliar, melhorar, aperfeiçoar e recuperar o movimento.</p><p>A tomada de decisão do profissional do movimento pode ser baseada nesses</p><p>conhecimentos para estruturar programas e planos de intervenção.</p><p>2 Modelos teóricos do Comportamento Motor</p><p>A área do comportamento motor pode ser dividida em teóricosdois grandes modelos</p><p>diferentes: a (teoria motora) e perspectiva dos sistemas motores perspectiva dos</p><p>(teoria da ação). A primeira enfatiza o aspecto neurofisiológico parasistemas de ação</p><p>geração e controle de movimento, com auxílio da memória, o que explicaria a</p><p>- -6</p><p>organização e execução das ações motoras. A segunda, por sua vez, salienta os</p><p>aspectos ambientais, que interagem com sistemas sensoriais do corpo. Ambas tentam</p><p>explicar o movimento coordenado, a evolução da técnica e a interação dos segmentos</p><p>corporais no tempo e no espaço em um ambiente que perturba a estabilidade.</p><p>2.1 Teoria Motora</p><p>É baseada na abordagem do . Essa perspectivaprocessamento de informações</p><p>abrange formas de interpretação da maneira como o ser humano interage com o meio</p><p>ambiente (SCHMIDT, 1988). Assumimos, aqui, que o movimento é controlado de cima</p><p>para baixo, ou seja, os músculos respondem a estímulos do sistema nervoso central</p><p>(SNC), e o movimento acontece a partir da utilização de padrões que estão</p><p>armazenados no cérebro.</p><p>Figura 1 - A Teoria Motora afirma que o movimento é controlado pelo sistema nervoso central</p><p>Fonte: sciencepics, Shutterstock, 2020.</p><p>#PraCegoVer: na figura, temos a representação de um ser humano do sexo masculino</p><p>e seu sistema nervoso central. O cérebro é evidenciado e, a partir dele, há diversas</p><p>conexões que se interligam com os músculos e a coluna vertebral.</p><p>De acordo com esse modelo, os órgãos sensoriais são responsáveis por e captar</p><p>estímulos do ambiente em impulsos nervosos. As informações dotransformar</p><p>estímulo são codificadas para que os impulsos nervosos variem os padrões temporais</p><p>- -7</p><p>e especiais. As vias aferentes os tramitem até o SNC para que sejam devidamente</p><p>processados. Estruturas mais complexas e avançadas são responsáveis por interpretar</p><p>os estímulos e iniciar a percepção. Então o indivíduo passa a , discriminar eclassificar</p><p>identificar as informações contidas no impulso nervoso e o mecanismo deprepara</p><p>decisão. Ao mesmo tempo há a ativação da memória, para que as decisões possam</p><p>ser armazenadas e utilizadas em outras situações. A escolha é informada para o</p><p>mecanismo efetor e inicia-se a formação do plano motor, com a estruturação da ordem</p><p>hierárquica (geral para o específico) e sequencial (etapas, passos e correto</p><p>ordenamento).</p><p>O conceito de (KEELE, 1968) defende que os movimentos sãoprograma motor</p><p>executados na sua plenitude, após a estruturação desse plano motor, por meio de “um</p><p>conjunto de comandos musculares que são estruturados antes que a sequência de um</p><p>movimento se inicie e que permite que toda a sequência seja executada sem influência</p><p>do periférico” (KEELE, 1968, p. 20). Conforme esse modelo, o feedback controle do</p><p>acontece sem a influência do , pois, embora ele permaneçamovimento feedback</p><p>disponível para ser aproveitado pelo corpo, não é empregado após o início do</p><p>movimento. Outros pesquisadores defendem que existe um circuito fechado, em que</p><p>há aceitação e aplicação do durante todas as fases de preparação efeedback</p><p>execução do movimento, sendo essencial para o seu controle. Para os defensores da</p><p>programação motora, há um local central que serve como base de controle do</p><p>movimento e o sensorial não influencia nos processos que envolvem osfeedback</p><p>comandos motores.</p><p>Os são enviados os músculos com certo ecomandos motores padrão espacial</p><p>temporal, momento em que ocorre o movimento. A partir disso, o sistema muscular é</p><p>controlado pelos comandos motores e, após o tempo de reação, informações captadas</p><p>pelos sistemas sensoriais são enviadas a esse centro de comando, para que sejam</p><p>verificados, aferidos, avaliados e discriminados. Posteriormente, considerando esse</p><p>, o indivíduo pode detectar as diferenças entre o desempenho almejado e ofeedback</p><p>realizado (erro) e ter subsídios para um novo processamento de informações. Um novo</p><p>plano motor pode ser elaborado para ser aplicado em novas tentativas, juntamente às</p><p>mudanças que foram decididas ao avaliar o erro, para se chegar à meta. A repetição</p><p>desse processo, com tentativas graduais de eliminação do erro, nas quais as</p><p>execuções são avaliadas sistematicamente, com o intuito de se chegar à performance</p><p>certeira, é denominada (TANI , 2010)aprendizagem motora et al.</p><p>2.2 Teoria da Ação</p><p>Essa teoria defende que o sistema responsável pelo movimento tem a capacidade de</p><p>, de restringir e de impor possibilidades e limitações às respostasauto-organização</p><p>relacionadas ao movimento. Assim, não há necessidade de influência, mediação e</p><p>- -8</p><p>participação do SNC. Entende-se, portanto, que a não écinemática do movimento</p><p>representada e dependente de centros motores complexos responsáveis por elaborar</p><p>planos, programas e esquemas e que deve ser estudada a partir dos grupos</p><p>musculares, tecidos adjacentes e estruturas funcionais responsáveis na ação.</p><p>A , ou dos sistemas dinâmicos, de Bernstein (1967), fisiologistaperspectiva dinâmica</p><p>russo, é a principal da perspectiva do programa motor. Os seus defensoresopositora</p><p>argumentam que, ao considerar a existência do programa motor, diminui-se a</p><p>importância e a ênfase das e do sistemapropriedades mecânicas estruturais</p><p>musculoesquelético como os sistemas energéticos, a característica de mola,</p><p>componentes viscoelásticos e a frequência de ação dos segmentos corporais.</p><p>Portanto, os padrões de movimento que se tornam regulares, com oportunidade de</p><p>lapidação e melhoria, são resultado não do programa motor, porém sim da interação</p><p>. Ademais, esse padrão emergiria naturalmente.entre elementos interconectados</p><p>Como um dos princípios da perspectiva dos sistemas dinâmicos é a auto-organização ,</p><p>admitimos que o sistema motor humano pode ajustar-se facilmente de um parastatus</p><p>outro em determinadas situações. Os achados que dão para essa teoriasuporte</p><p>advêm principalmente as tarefas contínuas e atividades rítmicas, enquanto os fatores</p><p>que embasam a programação motora são oriundos de atividades rápidas, breves e de</p><p>discreta complexidade (SCHMIDT; WRISBERG, 2010). O andar ou locomoção básica é</p><p>utilizado como explicação para a perspectiva dos sistemas dinâmicos, pois os padrões</p><p>das ações dos membros durante a caminhada são atingidos a partir de demandas</p><p>simples e necessárias à estabilidade.</p><p>3 Processos de Aprendizagem</p><p>Os profissionais da saúde, educação e do movimento devem ser capazes de auxiliar os</p><p>aprendizes do movimento a atingir seus objetivos, desejos, vontades e aspirações.</p><p>Para isso, podem valer-se do estabelecimento de metas, transferência de</p><p>aprendizagem, das características do aprendiz e de ferramentas de avaliação da</p><p>performance (SCHMIDT; WRISBERG, 2010). O processo de aprendizagem motora</p><p>caracteriza-se por de comportamento, na qual o aprendiz passa de uma fasemudança</p><p>inicial para uma fase final (BENDA, 2006).</p><p>Aprendizagem é mudança, pois alguém que aprende não permanece com as mesmas</p><p>habilidades, características e ações. Embora o sujeito mude, não seriam mudanças</p><p>aleatórias, haveria uma . Essa mudança atinge o comportamento motor,base estável</p><p>ou seja, as aptidões, recursos e capacidades motoras para solucionar problemas que</p><p>exijam respostas próximas àqueles padrões de movimento praticados. Essas</p><p>mudanças seriam e imutáveis, tal como: “quem aprendeu a jogar futebolperenes</p><p>nunca mais</p><p>esquece”? , pois algo que é aprendido permanece, como osSim</p><p>fundamentos técnicos do futebol, a capacidade de realizar passes, chutes, pensar as</p><p>- -9</p><p>jogadas, correr e mudar de direção. Mas, ao mesmo tempo, , pois essanão</p><p>permanência pode ser respectiva, portanto, se o sujeito não praticar mais, não manterá</p><p>o desempenho, pois outras capacidades condicionantes auxiliares, como força,</p><p>potência e velocidade, também serão perdidas.</p><p>Assim, a é essencial à existência biológica. Com as capacidade de aprendizagem</p><p>, o organismo pode adaptar-se às características do seu ambiente eexperiências</p><p>aumentar a capacidade do ser humano em executar determinadas tarefas. Conforme</p><p>Magill (1989), essa mudança em direção à melhoria do desempenho é despertada pela</p><p>prática. Assim, a é condição necessária, embora não suficiente, para queprática</p><p>ocorra a aprendizagem (PELLEGRINI, 2000).</p><p>Para os seres humanos os processos de aprendizagem são . Pensefundamentais</p><p>como seríamos se dispuséssemos somente das capacidades que nos foram</p><p>disponibilizadas geneticamente até o nascimento. Provavelmente, as pessoas seriam</p><p>muito rudimentares e primitivas, incapazes de caminhar, escrever, falar, manipular e</p><p>lapidar ferramentas e objetos. Além disso, os movimentos realizados no esporte, nas</p><p>danças e no teatro seriam impensáveis.</p><p>https://player.vimeo.com/video/504834643</p><p>3.1 Estágio verbal-cognitivo ou iniciante</p><p>Nesse estágio, os aprendizes são confrontados com uma etarefa que não dominam</p><p>não têm vivência e familiarização, para então obter uma ideia geral do movimento. Por</p><p>exemplo, a pessoa que tenta praticar pela primeira vez deve aprenderstand up paddle</p><p>em qual parte da prancha posicionar-se, como se equilibrar e integrar a manutenção da</p><p>postura em pé com a execução das remadas nos dois lados. Esse estágio recebe essa</p><p>, pois os aprendizagem passam a falar para si mesmo o que estãonomenclatura</p><p>sentindo, ouvindo, visualizando (verbal) e pensando (cognitivo) sobre as informações</p><p>recebidas e sobre quais decisões e estratégias podem adotar.</p><p>Nas primeiras tentativas de ficar em pé, remar, trocar o remo de lado, o aprendiz busca</p><p>descobrir qual é a tarefa, o que deve fazer para executá-la, identificar as características</p><p>estáveis, e a sua estrutura sequencial. De acordo com Pellegrini (2000), nessa etapa o</p><p>praticante parece descoordenado, com movimentos dispensáveis, sem naturalidade ou</p><p>fluidez, exibe uma grande a fim de descobrir avariabilidade de respostas motoras</p><p>melhor solução para a tarefa a executar. Como a experiência ainda é nova, o indivíduo</p><p>verbaliza a sequência de movimentos, não se detém a detalhes da tarefa, pois não</p><p>sabe se/quais deles seriam importantes. Além disso, ele tem dificuldade em identificar,</p><p>nos estímulos internos ou externos, aqueles que são relevantes para a ação. Não sabe</p><p>ao certo como agir, pois há muito erros no percurso e nas tentativas, não houve, ainda,</p><p>o tempo necessário para a seleção das melhores alternativas.</p><p>https://player.vimeo.com/video/504834643</p><p>- -10</p><p>Os da tarefa tendem a ser grandes nessa etapa e ocorremganhos no desempenho</p><p>rapidamente, o que indica que o praticante seleciona, testa e aprimora as estratégias</p><p>mais eficientes e eficazes para a realização. O papel do profissional do movimento é</p><p>fornecer instruções, demonstrações e informações verbais, visuais e auditivas, pois</p><p>apesar dos esforços e da evolução rápida a performance será descoordenada,</p><p>desajeitada, arrítmica, dessincronizada, sem muita interação com o ambiente externo.</p><p>3.2 Estágio motor ou intermediário</p><p>Ao resolver a maioria dos desafios estratégicos, os praticantes progridem para o</p><p>. O foco passa a ser o da habilidade comestágio motor ou intermediário refinamento</p><p>a organização de padrões de movimento mais eficientes. De tentativa a tentativa, o</p><p>aprendiz vai suprimindo os movimentos inúteis, e com isso encontra formas de</p><p>economizar tempo e energia. A sequência de movimentos ganha e coordenação</p><p>, sua atenção se dirige aos estímulos relevantes e ele busca atender asincronicidade</p><p>detalhes não considerados previamente. O controle visual da ação vai dando lugar ao</p><p>controle cinestésico, o padrão motor tende a se estabilizar, a motivação e confiança</p><p>proporcionam a execução mais tranquila e o número de erros diminui.</p><p>Fitts e Posner (1967) definem esse estágio de , e Gentile (1972)estágio associativo</p><p>de , sugerindo que o foco do aprendiz deve estar noestágio de fixação/diversificação</p><p>refinamento da habilidade ao explorar diversas vivências e processos. Algumas partes</p><p>do movimento são controladas mais conscientemente e, por vezes, automaticamente.</p><p>Experimentos realizados com animais forneceram informações sobre modificações em</p><p>celulares e moleculares plausíveis, que contribuíram para a reorganização cerebral</p><p>subjacente à aquisição de habilidades motoras em humanos. No estudo de Puttemans</p><p>(2005), neuroimagens do cérebro foram analisadas ao longo das fases deet al.</p><p>aprendizagem em adultos saudáveis. Ficou evidente que há uma redução geral da</p><p>, bem como uma mudança da atividade neuralatividade cerebral com o aprendizado</p><p>cortical para subcortical. Durante a aquisição das habilidades, a atividade diminuiu</p><p>gradualmente nas regiões pré-frontal-parietal, envolvida na atenção com exigência do</p><p>processamento sensorial. Por outro lado, a atividade cerebral aumentou no putâmen e</p><p>no cerebelo, o que é mantido durante a automatização. Isso confirma que não apenas</p><p>o cerebelo, mas também o estriado cerebral está envolvido na aprendizagem motora,</p><p>particularmente no armazenamento de representações motoras na memória motora.</p><p>Assim, quando o sujeito alcança determinado estágio de experiência em cima da</p><p>prancha no , demonstra uma postura, controle e equilíbrio muito maisstandup paddle</p><p>sólidos, com mais confiança e percepção de resultado. Então, o aprendiz começa a</p><p>trabalhar nos .detalhes da tarefa</p><p>Se as habilidades requerem ações (chute no futebol, lançar um dardo, saltar orápidas</p><p>sarrafo, cortar vegetais), o aprendiz refina o programa motor para atingir as exigências</p><p>- -11</p><p>do movimento. Se os movimentos são , (movimentos do ioga, equilíbrio de travelentos</p><p>na ginástica artística, colocar a chave na fechadura) deve-se aproveitar mais o feedback</p><p>produzido no movimento para um melhor controle. Da mesma forma, se a habilidade é</p><p>executada em um ambiente que é ou (habilidade fechada),previsível estacionário</p><p>que permita que seus executantes planejem o movimento antecipadamente (jogar</p><p>golfe, cobrar uma penalidade máxima no futebol, tiro de 100 metros no atletismo), os</p><p>executantes têm a preocupação em reproduzir as mesmas ações todas as vezes. Se a</p><p>habilidade é realizada em ambiente (habilidade aberta), ou que está emimprevisível</p><p>movimento e requer que o executante adapte seus movimentos em resposta às</p><p>características perturbatórias e instáveis do ambiente, deve-se diversificar as ações,</p><p>como no basquetebol, rúgbi e polo aquático.</p><p>Ante o exposto, percebemos que nas habilidades fechadas, a variabilidade no padrão</p><p>de movimento deve ser a menor possível e, nas habilidades abertas, a variabilidade no</p><p>padrão motor acompanha a alternância, dinamismo e imprevisibilidade dos estímulos</p><p>relevantes para a ação (PELLEGRINI, 2000).</p><p>Você já fez aula de futebol? Pense na situação em que você deve driblar dois cones e</p><p>chutar no gol sem goleiro. Em outra atividade, você deve realizar um duelo 1x1 com</p><p>seu colega, tentar driblá-lo e, se conseguir, finalizar na baliza, onde está um goleiro</p><p>que tenta impedir o gol. Qual das situações é mais previsível e qual requer maior</p><p>variabilidade no padrão de movimento?</p><p>3.3 Estágio autônomo ou avançado</p><p>O padrão de movimento desejado e posto como meta se torna um . A posiçãohábito</p><p>do corpo, a aplicação da força necessária, a velocidade de execução, o ritmo e a</p><p>fluência se tornam automáticos e há pouca exigência cognitiva. As habilidades</p><p>são compostas de uma , com omotoras complexas sequência fixa de movimentos</p><p>auxílio de uma área motora suplementar</p><p>no SNC, que desempenha um papel</p><p>importante nos movimentos sequenciais. Ao praticarmos tarefas as tarefas simples ou</p><p>complexas, passamos pelos estágios anteriores, adquirimos muitas habilidades</p><p>motoras e conseguimos executá-las sem consciência disso. Lembre-se dos primeiros</p><p>passos ao aprender a dirigir, e considere como você dirige um carro agora. Você se</p><p>esforça como antes para pisar na embreagem e trocar a marcha?</p><p>A descoberta da foi revolucionáriaplasticidade sináptica em neurônios individuais</p><p>no estudo da aquisição das habilidades, mas estava longe de ser suficiente para</p><p>explicar as habilidades motoras. Abordagens e estudos integrativos e multidisciplinares</p><p>recentes começaram a sugerir que características essenciais das habilidades motoras</p><p>residem em interações dinâmicas entre múltiplas redes neurais e não somente em</p><p>neurônios individuais. Assim, muitas áreas do SNC são acionadas para se integrarem.</p><p>- -12</p><p>No de uma habilidade motora, os movimentos de diferentesestágio mais avançado</p><p>partes do corpo são coordenados com precisão no tempo, termo cunhado como .timing</p><p>É um fenômeno chamado então de ritmo. De acordo com Hikosaka (2002) umaet al.</p><p>estrutura cerebral responsável para tal função de sincronização pode ser o cerebelo.</p><p>Esses autores ainda salientam que, após a prática uma longa sequência de</p><p>movimentos é frequentemente agrupada em uma série de pedaços e, a partir desses</p><p>pedaços, pode surgir a organização hierárquica do comportamento aprendido.</p><p>O executante avançado ou autônomo já está e tem certeza dealtamente habilidoso</p><p>como alcançar a meta da ação, com um mínimo gasto de energia e/ou tempo. Podem</p><p>controlar suas ações por períodos cada vez mais longos, impondo graça, beleza e</p><p>eficiência, como na dança e nas coreografias de ginástica rítmica. Eles não precisam</p><p>pensar e disponibilizam um mínimo de atenção para realizar a tarefa (automatização),</p><p>podendo dirigir grande parte de sua atenção para os elementos não relevantes ao</p><p>controle das ações. O padrão motor é relativamente estável e qualquer alteração nele</p><p>implica em retorno ao estágio intermediário.</p><p>O executante libera consistentemente outros graus de liberdade com um rearranjo da</p><p>dinâmica da ação, até que os graus de liberdade necessários para a execução da</p><p>tarefa tenham sido todos manipulados com a . Isso difere domaior economia possível</p><p>estágio motor ou intermediário, no que se refere à exploração de forças adicionais</p><p>passivas, como a fricção e a inércia, que são externas ao executante e fora do seu</p><p>controle, porém inseparáveis da situação em que o movimento é executado.</p><p>Nessa fase, as melhorias de performance são difíceis de serem detectadas, pois os</p><p>praticantes estão se aproximando cada vez mais do seu limite potencial de progresso</p><p>da habilidade. O estilo e a forma aprimorada são facilmente percebidos por quem</p><p>observa e o executante imprime menos esforço físico e mental.</p><p>você sabia?</p><p>O comportamento motor é marcado por dinamismo, porém com</p><p>uma característica antagônica. Manoel (1999) o descreve como</p><p>permanente e mutável, consistente e variável, estável e instável.</p><p>Busca-se, ao mesmo tempo, estabilidade de comportamento, pela</p><p>prática geral e pela experiência, e novas situações em estados</p><p>mais complexos e avançados. Isso leva à necessidade de</p><p>instabilidades de comportamento, que são subsídios essenciais à</p><p>progressão, evolução e mudança qualitativa dos padrões de</p><p>movimento.</p><p>- -13</p><p>4 Avaliação do progresso na aprendizagem motora</p><p>Os profissionais do movimento devem fazer a seguinte pergunta ao planejar a</p><p>: como a avaliação que estou escolhendoavaliação e selecionar os instrumentos</p><p>indica se o executante está ou não progredindo em direção à meta estipulada?</p><p>A aprendizagem deve ser mensurada a partir de observações de performance, já que</p><p>uma meta foi estabelecida previamente. Assim, devem ser selecionados e analisados</p><p>os indicadores e fatores essenciais da performance, que possam realmente refletir o</p><p>alcance da meta com acurácia. O profissional do movimento então decide sobre o</p><p>plano de avaliação, a periodicidade e a característica da medida. Uma medida</p><p>importante para iniciantes no basquetebol seria o número de acertos de lances livre</p><p>para um mesmo número de tentativas e a quantidade de acertos sucessivos.</p><p>4.1 Medidas de avaliação</p><p>Duas medidas de performance podem ser escolhidas: as medidas de e de resultado</p><p>, que estão mais bem explicadas no quadro seguinte.processo</p><p>Quadro 1 - Medidas de resultado e processo</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor, 2020.</p><p>- -14</p><p>#PraCegoVer: o quadro possui três colunas e três linhas apresentando dois tipos de</p><p>medida de desempenho na habilidade motora com suas características, variáveis e</p><p>critérios.</p><p>4.2 Produtos da aprendizagem</p><p>O profissional do movimento pode observar produtos da aprendizagem. Schmidt e</p><p>Wrisberg (2010) salientam que todos os níveis do SNC podem demonstrar melhorias</p><p>específicas que se traduzem em mudanças positivas na aprendizagem, entre eles:</p><p>Identificação do estímulo</p><p>Uso aumentado dos processos automáticos de identificação e análise dos</p><p>padrões sensoriais podendo indicar a velocidade de objetos externos. Exemplo:</p><p>velocidade da bola ao receber um passe no voleibol, movimentos do defensor</p><p>no rúgbi.</p><p>Melhor seleção de movimentos</p><p>Acontece uma melhoria no estágio de seleção da resposta. Exemplo: escolha</p><p>dos dribles no futsal.</p><p>Melhor definição dos valores dos parâmetros de movimento</p><p>Na etapa de programação da resposta. Exemplo: a transição entre a seleção</p><p>dos movimentos, combinação de ações e preparação para a realização do</p><p>drible ao ver um adversário dar combate no basquetebol.</p><p>Desenvolvimento de programas motores mais eficientes</p><p>Melhoria da eficiência: Transição mais rápida e com menos esforço físico e</p><p>mental desde o até o comando motor (do programa motor até osinput</p><p>músculos).</p><p>- -15</p><p>5 Armazenamento de informações e memória</p><p>A memória é um importantes para a produção de movimentoconjunto de etapas</p><p>eficiente. Trata-se da persistência de conhecimento adquirido e capacidade para ação</p><p>(SCHMIDT; WRISBERG, 2010). O profissional do movimento pode perceber que a</p><p>memória é importante para o progresso dentro dos estágios de aprendizagem motora</p><p>mesmo sem nunca ter estudado o tema. É aquilo que observamos em um ex-atleta</p><p>que, mesmo após ter finalizado a carreira de treinamento e competições, ainda</p><p>consegue realizar diversas tarefas motoras com fluidez, coordenação, eficiência e</p><p>harmonia. Essa é uma situação de memória de longo prazo aplicada ao movimento.</p><p>5.1 Armazenamento sensorial de curto prazo</p><p>É o componente de memória e . Ocorre antesestritamente sensorial mais periférico</p><p>do envolvimento consciente do executante com a informação e, assim, gera pouco</p><p>processamento de informações. Esses processos nos permitem reter as informações</p><p>que chegam até nós por meio dos sentidos, podendo ser estímulos visuais, auditivos,</p><p>gustativos, olfativos, táteis, cinestésicos ou proprioceptivos e apresentam curtíssima</p><p>duração, caso o estímulo não seja recuperado (Mourão e Faria, 2015).</p><p>5.2 Memória de curto prazo</p><p>Um mecanismo de é responsável por escolher algumas informaçõesatenção seletiva</p><p>dos estímulos sensoriais de curto prazo, que são muitos, para um processamento mais</p><p>aguçado. As informações restantes dos demais estímulos são perdidas ou são</p><p>substituídas pela próxima sequência. Segundo Izquierdo e Medina (1997), as</p><p>memórias de curta duração são fenômenos de , relacionados àorigem bioquímica</p><p>plasticidade sináptica e que proporcionam a materialização de memórias de longo</p><p>prazo. A informações sensoriais mais relevantes, pertinentes e aplicáveis à tarefa</p><p>motora ou ação muscular é que serão selecionadas para esse processamento</p><p>adicional.</p><p>você sabia?</p><p>Nessa situação de memória sensorial podemos registrar mais</p><p>estímulos do ambiente externo e interno do que podemos</p><p>armazenar, pois há muito pouco processamento com atenção.</p><p>- -16</p><p>É uma diferenciação de memória que que utilizamos nos preparamos para</p><p>as</p><p>habilidades e as executamos. Por exemplo, o atleta que saca no voleibol deve lembrar</p><p>do placar do jogo, das características do atleta adversário que pode fazer a recepção e</p><p>das instruções do treinador quando estiver planejando o saque.</p><p>5.3 Memória de longo prazo</p><p>É a memória que armazena informações por semanas, meses, anos ou até mesmo</p><p>, ou seja, para acumular experiências que passamos ao longo da vida.décadas</p><p>Codificamos essas informações para o armazenamento por meio da conexão com</p><p>outras formas de informações representativas de maneira significativa, como</p><p>sentimentos, pensamentos e imagens. A manutenção da informação é ilimitada e</p><p>sempre podemos acioná-la quando necessário.</p><p>Schmidt e Wrisberg (2010) explicam que quando uma pessoa afirma que aprendeu</p><p>algo, isso significa que ela pode ter a informação na memória de curtoprocessado</p><p>prazo e para a de longo prazo. Para , como ciclismo etransferido atividades cíclicas</p><p>natação, evidências sugerem que a retenção (recuperação da memória de longo prazo</p><p>para uso na de curto prazo) é quase a mesma após muitos anos sem prática</p><p>sistemática. Entretanto, as , ou mais habilidades motoras acíclicas discretas</p><p>são esquecidas mais facilmente, como golpes em artes marciais ecomplexas</p><p>acrobacias em ginástica artística.</p><p>https://player.vimeo.com/video/504834882</p><p>Conclusão</p><p>Nesta unidade, você teve a oportunidade</p><p>de:</p><p>• compreender os conceitos e diferenças</p><p>entre aprendizagem motora,</p><p>desenvolvimento motor e controle motor;</p><p>• entender que a aprendizagem motora</p><p>envolve a prática, o e a complexidade da tarefa;feedback</p><p>• saber que os processos de aprendizagem motora partem do simples para o</p><p>complexo e do geral para o específico;</p><p>• compreender que o aprendizado motor independe da idade e, seus estágios</p><p>podem ser usados como referência para o ensino;</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>https://player.vimeo.com/video/504834882</p><p>- -17</p><p>• entender que o desenvolvimento motor é o estudo da contínua modificação no</p><p>comportamento motor ao longo do ciclo da vida, proporcionada pela interação</p><p>entre as necessidades da tarefa, a individualidade biológica do indivíduo e</p><p>variáveis ambientais;</p><p>• aprender que o controle motor descreve como os membros se movem durante a</p><p>execução de uma tarefa motora, o que reflete a ação combinada do circuito</p><p>neural que controla o movimento e as propriedades mecânicas musculares.</p><p>BENDA, R. N. Sobre a natureza da aprendizagem motora: mudança e estabilidade... e</p><p>mudança. , v. 20, n. supl 5, p. 43–Revista Brasileira de Educação Física e Esporte</p><p>45, 2006. Disponível em: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/v 20 supl5</p><p>. Acesso em: 2 mai. 2020.artigo9.pdf</p><p>FITTS, P.; POSNER, M. . Belmont, CA: Brooks/Cole, 1967.Human Performance</p><p>GENTILE, A. A working model for skill acquisition with application of teaching. Quest</p><p>, [ ], v. 17, n. 1, p. 3-23, 1972.Monograph s. l.</p><p>HIKOSAKA, O.; NAKAMURA, K.; SAKAI, K.; NAKAHARA, H. Central mechanisms of</p><p>motor skill learning. , [ .] v. 12, n. 2, p. 217–222,Current Opinion in Neurobiology s. l</p><p>2002.</p><p>IZQUIERDO, I.; MEDINA, J. Memory formation: The sequence of biochemical events in</p><p>the hippocampus and its connection to activity in other brain structures. Neurobiology</p><p>, [ ], v. 68, p. 285–316, 1997.of Learning and Memory s. l</p><p>KEELE, S. Movement control in skilled motor performance. , [ ], v. 79, n.Psychol Bull s. l</p><p>6, p. 387–403, 1968.</p><p>MAGIL, R. . 3. ed. Dubuque: W. C. Brown,Motor learning: concepts and applications</p><p>1989.</p><p>MANOEL, E. D. J. A dinâmica do estudo do comportamento motor. Revista Paulista</p><p>, São Paulo, v. 13, p. 52, 1999.de Educação Física</p><p>MOURÃO, C. A.; FARIA, N. C. Memória. : Reflexão e Critica, Porto Alegre,Psicologia</p><p>v. 28, n. 4, p. 780–788, 2015.</p><p>PELLEGRINI, A. M. A aprendizagem de habilidades motoras I: o que muda com a</p><p>prática? , São Paulo, v. 17, n. 1, p. 29–34, 2000.Revista Paulista de Educação Física</p><p>PUTTEMANS, V.; WENDEROTH, N.; SWINNEN, S. Changes in brain activation during</p><p>the acquisition of a multifrequency bimanual coordination task. Journal of</p><p>, [ ], v. 25, n. 17, p. 4270–4278, 2005.Neurosciences s. l</p><p>•</p><p>•</p><p>http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/v 20 supl5 artigo9.pdf</p><p>http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/v 20 supl5 artigo9.pdf</p><p>- -18</p><p>SCHMIDT, R. Motor and action perspectives in motor behavior. : MEIJER, O. G.;In</p><p>ROTH, K (Org.). : the motor-action controversy.Complex movement behavior</p><p>Amsterdam: North-Holland, 1988. p. 3–44.</p><p>SCHMIDT, R.; WRISBERG, C. . 4. ed. PortoAprendizagem e performance motora</p><p>Alegre, 2010.</p><p>SOARES, A. M.; CAVALCANTE NETO, J. L. Avaliação do comportamento motor em</p><p>crianças com transtorno do espectro do autismo: Uma revisão sistemática. Revista</p><p>, Bauru, SP, v. 21, n. 3, p. 445–458, 2015.Brasileira de Educação Especial</p><p>TANI, G. Estudo do comportamento motor, educação física escolar e preparação</p><p>profissional em educação física. , São Paulo, v.Revista Paulista de Educação Física</p><p>6, n. 1, p. 62–66, 1992.</p><p>TANI, G.; MEIRA JÚNIOR, C.; UGRINOWITSCH, H. Pesquisa na área deet al.</p><p>comportamento motor: modelos teóricos, métodos de investigação, instrumentos de</p><p>análise, desafios, tendências e perspectivas. , Maringá, v.Revista da Educação Física</p><p>21, n. 3, p. 329–380, 2010.</p><p>Introdução</p><p>1 Introdução ao Comportamento Motor Humano</p><p>1.1 Objetivos do Comportamento Motor</p><p>1.2 Comportamento Motor na vida diária</p><p>2 Modelos teóricos do Comportamento Motor</p><p>2.1 Teoria Motora</p><p>2.2 Teoria da Ação</p><p>3 Processos de Aprendizagem</p><p>3.1 Estágio verbal-cognitivo ou iniciante</p><p>3.2 Estágio motor ou intermediário</p><p>3.3 Estágio autônomo ou avançado</p><p>4 Avaliação do progresso na aprendizagem motora</p><p>4.1 Medidas de avaliação</p><p>4.2 Produtos da aprendizagem</p><p>Identificação do estímulo</p><p>Melhor seleção de movimentos</p><p>Melhor definição dos valores dos parâmetros de movimento</p><p>Desenvolvimento de programas motores mais eficientes</p><p>5 Armazenamento de informações e memória</p><p>5.1 Armazenamento sensorial de curto prazo</p><p>5.2 Memória de curto prazo</p><p>5.3 Memória de longo prazo</p><p>Conclusão</p>

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