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<p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>1</p><p>Todas os exercícios da apostila que tiverem essa câmera , estão</p><p>gravados em vídeo para você. Nossos professores resolveram as</p><p>questões, comentando cada detalhe para te ajudar na hora de estudar.</p><p>Muitas questões trazem dicas preciosas. Não deixe de assistir aos</p><p>vídeos dentro da plataforma on-line do Perspectiva e bons estudos!</p><p>Ecologia</p><p>CARAMUJO-GIGANTE-AFRICANO: TRANSMISSOR DE DOENÇAS</p><p>“O caramujo-gigante-africano, Achatina fulica, é um molusco oriundo da</p><p>África. Ele também é chamado de acatina, caracol-africano, caracol-</p><p>gigante, caracol-gigante-africano, caramujo-gigante, caramujo-gigante-</p><p>africano ou rainha-da-África.</p><p>Esse animal pode pesar 200 gramas, e medir cerca de 10 centímetros de</p><p>comprimento e 20 de altura. Sua concha é escura, com manchas claras,</p><p>alongada e cônica. Além disso, sua borda é cortante. Foi introduzido</p><p>ilegalmente em nosso país na década de 80, no Paraná, com o intuito de</p><p>substituir o escargot, uma vez que sua massa é maior que a destes</p><p>animais. Levado para outras regiões do Brasil, tal espécie acabou não</p><p>sendo bem-aceita entre os consumidores, e também proibida pelo</p><p>IBAMA, fazendo com que muitos donos de criadouros, displicentemente,</p><p>liberassem seus representantes na natureza, sem tomar as devidas</p><p>providências.</p><p>Sem predadores naturais, tal fator, aliado à resistência e excelente</p><p>capacidade de procriação desse animal, permitiram com que esse</p><p>caramujo se adaptasse bem a diversos ambientes, sendo hoje</p><p>encontrado em 23 estados. Só para se ter uma ideia, em um único ano, o</p><p>mesmo indivíduo é capaz de dar origem a aproximadamente 300 crias.</p><p>Além de destruírem plantas nativas e cultivadas, alimentando-se</p><p>vorazmente de qualquer tipo de vegetação, e competir com espécies</p><p>nativas – inclusive alimentando-se de outros caramujos; tais animais são</p><p>hospedeiros de duas espécies de vermes capazes de provocar doenças</p><p>sérias. Felizmente, não foram registrados casos em que essa doença, em</p><p>nosso país, tenha sido transmitida pelo caramujo-gigante.</p><p>São elas:</p><p>- Angiostrongylus costaricensis: responsável pela angiostrongilose</p><p>abdominal, doença que provoca perfuração intestinal, de sintomas</p><p>semelhantes aos da apendicite;</p><p>- Angiostrongylus cantonensis: responsável pela angiostrongilíase</p><p>meningoencefálica, de sintomas variáveis, mas muitas vezes fatal.</p><p>Tanto uma quanto outra ocorrem pela ingestão do parasita, seja pelo</p><p>manuseio dos caramujos, ou ingestão destes animais sem prévio</p><p>cozimento, ou de alimentos contaminados por seu muco, como</p><p>hortaliças e verduras. Assim, é importante o uso de luvas ou sacolas de</p><p>plástico ao manipular os caramujos, cozer antes se comer a sua carne, e</p><p>desinfeccionar itens alimentares, lavando-os e deixando-os de molho de</p><p>quinze minutos a meia hora, em aproximadamente uma colher de água</p><p>sanitária para um litro de água.</p><p>Quanto ao controle desse molusco, indica-se a catação manual dos</p><p>indivíduos e de seus ovos, colocando-os em dois sacos plásticos, com a</p><p>posterior quebra de suas conchas antes de eliminá-los. Isso porque tais</p><p>estruturas podem acumular água, sendo um criadouro em potencial para</p><p>os ovos do Aedes aegypti. Depois, recomenda-se a aplicação de cal</p><p>virgem sobre os caramujos quebrados, e o posterior enterramento, em</p><p>local longe de lençóis freáticos, cisternas ou poços artesianos.”</p><p>(Retirado em: http://brasilescola.uol.com.br/doencas/caramujo-transmissor-</p><p>doencas.htm em 14/02/2017)</p><p>Definição</p><p>Área da biologia que estuda a relação entre os seres vivos (alelobiose) e</p><p>entre os seres vivos e o ambiente (ecobiose)</p><p>Conceitos Básicos</p><p>A. Espécie</p><p>▪ Definição biológica: Seres intercruzantes com descendência fértil.</p><p>▪ Definição ecológica: Seres que ocupam os mesmos nichos ecológicos</p><p>em determinado ecossistema.</p><p>▪ Definição genética: Indivíduos que compartilham um grande pool</p><p>gênico.</p><p>B. População</p><p>▪ Conjunto de seres de uma mesma espécie que vivem em uma</p><p>determinada região.</p><p>C. Comunidade</p><p>▪ Conjunto de seres de espécies diferentes que habitam uma mesma</p><p>região.</p><p>▪ No nível de comunidade começamos a observar as relações entre os</p><p>seres (alelobiose)</p><p>D. Ecossistema</p><p>▪ Conjunto de fatores bióticos ou biocenose (fatores biológicos) e</p><p>abióticos (fatores físicos e químicos) que atuam sobre uma determinada</p><p>área.</p><p>▪ O ecossistema constitui uma conceito não dimensional e sim</p><p>relacional, pois tanto uma poça d’agua como uma floresta dependendo</p><p>dos critérios podem ser enquadrados como ecossistema.</p><p>E. Bioma</p><p>▪ Unidade biológica ou espaço geográfico cujas características</p><p>específicas são definidas pelo macroclima, a fitofisionomia, o solo e a</p><p>altitude, dentre outros critérios.</p><p>F. Ecótone</p><p>▪ Região limítrofe entre dois ecossistemas, sendo os locais onde é</p><p>possível encontrar a maior diversidade, apesar da baixa biomassa.</p><p>G. Hábitat</p><p>▪ São os locais onde o indivíduo se encontra melhor adaptado, sendo o</p><p>lugar que reúne as melhores condições para a sobrevivência do</p><p>individuo.</p><p>H. Biosfera</p><p>▪ Conjunto de todos os ecossistemas, sendo composto por todos os</p><p>locais do planeta onde é possível encontrar vida.</p><p>▪ Se encontra na interseção entre litosfera, hidrosfera e atmosfera.</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>2</p><p>I. Nicho ecológico</p><p>▪ Conjunto de todas as funções desempenhadas por um indivíduo em um</p><p>ecossistema</p><p>▪ O nicho ecológico é um conceito multidimensional visto que leva em</p><p>consideração todas as condições que limitam o indivíduo nas suas</p><p>funções em um ecossistema</p><p>▪ Dentro de um ecossistema grandes sobreposições de Nicho indivíduos</p><p>de espécies diferentes tendem a gerar forte competição, levando uma</p><p>das espécies a extinção local. (teoria de exclusão de Gause)</p><p>OBS: O nicho ecológico pode ser dividido em nicho fundamental</p><p>(potencialidade total da espécie) e nicho realizado ou efetivo (nichos</p><p>efetivamente ocupados como resultado das relações locais</p><p>estabelecidas)</p><p>Dinâmica Populacional</p><p>Área que estuda os fatores que envolvem o aumento ou queda no número</p><p>de indivíduos de uma espécie. A análise da dinâmica populacional leva</p><p>em consideração a densidade populacional que é calculada pelo número</p><p>de indivíduos que ocupam determinada área. Essa densidade pode ser</p><p>alterada pelas seguintes taxas:</p><p>▪ Taxa de mortalidade</p><p>▪ Taxa de Natalidade</p><p>▪ Taxa de Imigração</p><p>▪ Taxa de emigração</p><p>Em razão dessas taxas a densidade pode aumentar ou diminuir de acordo</p><p>com os seguintes critérios:</p><p>N + I > M + E → Aumenta a densidade</p><p>N + I < M + E → Reduz a densidade</p><p>N + I = M + E → Densidade estável</p><p>A taxa de crescimento também constitui um dado importante na</p><p>dinâmica populacional e pode ser analisado de duas formas</p><p>▪ taxa de crescimento absoluto = (Nf - Ni) / t</p><p>▪ taxa de crescimento relativo = [(Nf - Ni) / Ni] / t</p><p>Onde:</p><p>Ni = número de indivíduos no início do período considerado.</p><p>Nf = número de indivíduos no final do período considerado.</p><p>t = duração do período considerado.</p><p>Quando estudamos a densidade populacional, é possível determinar a</p><p>ação das pressões evolutivas sobre o crescimento de uma espécie.</p><p>A partir dessa análise é possível compararmos o crescimento potencial</p><p>de uma espécie [na ausência de fatores limitantes] e o crescimento real</p><p>[limitado pela capacidade de suporte do meio (K)].</p><p>DINÂMICA DAS POPULAÇÕES</p><p>A. População</p><p>Qualquer grupo de organismos da mesma espécie que ocupa um espaço</p><p>determinado e funciona como uma parte de uma Comunidade Biótica.</p><p>Propriedades Inerentes à População</p><p>Densidade</p><p>Natalidade</p><p>Mortalidade</p><p>Distribuição etária</p><p>Potencial biótico</p><p>Taxa de dispersão</p><p>Taxa de natalidade</p><p>É a descrição do número de nascimentos ocorridos em um ano.</p><p>Taxa de mortalidade</p><p>É a descrição do número de mortes ocorridas em um ano.</p><p>Taxa de imigração</p><p>É o numero de indivíduos que ingressam em uma população por unidade</p><p>de tempo.</p><p>Taxa de emigração</p><p>É o número de indivíduos que saem de uma população por unidade de</p><p>tempo.</p><p>É válido lembrar</p><p>que como fator crescimento temos: natalidade (N) e a</p><p>imigração (I), e como fator decrescente temos: a mortalidade (M) e a</p><p>emigração (E).</p><p>Assim temos:</p><p>▪ População em desenvolvimento: N + I > M + E</p><p>▪ População em repouso: N + I = M + E</p><p>▪ População em decadência: N + I < M + E</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>3</p><p>B. As Oscilações Populacionais</p><p>Uma população está em constante mudança. Embora pareça que um</p><p>ecossistema não mudou, as propriedades relativas às suas populações,</p><p>como densidade, natalidade, estrutura etária e outras, flutuam</p><p>constantemente, em consequência do ajuste destas às estações, forças</p><p>físicas e umas às outras.</p><p>C. O tamanho de uma população pode ser avaliada pela sua densidade</p><p>A densidade populacional pode sofrer alterações. Mantendo-se fixa a</p><p>área de distribuição, a população pode aumentar devido</p><p>a nascimentos e imigrações. A diminuição da densidade pode ocorrer</p><p>como consequência de mortes ou de emigrações.</p><p>D. Curvas de crescimento</p><p>A curva S é a de crescimento populacional padrão, a esperada para a</p><p>maioria das populações existentes na natureza. Ela é caracterizada por</p><p>uma fase inicial de crescimento lento, em que ocorre o ajuste dos</p><p>organismos ao meio de vida. A seguir, ocorre um rápido crescimento, do</p><p>tipo exponencial, que culmina com uma fase de estabilização, na qual a</p><p>população não mais apresenta crescimento. Pequenas oscilações em</p><p>torno de um valor numérico máximo acontecem, e a população, então</p><p>permanece em estado de equilíbrio.</p><p>Observe o gráfico abaixo para entender melhor:</p><p>▪ Fase A: crescimento lento, fase de adaptação da população ao</p><p>ambiente, também chamada de fase lag.</p><p>▪ Fase B: crescimento acelerado ou exponencial, também chamada de</p><p>fase log.</p><p>▪ Fase C: a população está sujeita aos limites impostos pelo ambiente, a</p><p>resistência ambiental é maior sobre a população.</p><p>▪ Fase D: estabilização do tamanho populacional, onde ocorre</p><p>oscilações do tamanho populacional em torno de uma média.</p><p>▪ Fase E: é a curva teórica de crescimento populacional sem a</p><p>interferência dos fatores de resistência ambiental.</p><p>A curva J é típica de populações de algas, por exemplo, na qual há um</p><p>crescimento explosivo, geométrico, em função do aumento das</p><p>disponibilidades de nutrientes do meio. Esse crescimento explosivo é</p><p>seguido de queda brusca do número de indivíduos, pois, em decorrência</p><p>do esgotamento dos recursos do meio, a taxa de mortalidade é alta,</p><p>podendo, inclusive, acarretar a extinção da população do local.</p><p>E. Fatores que regulam o crescimento populacional</p><p>A fase geométrica do crescimento tende a ser ilimitada em função do</p><p>potencial biótico da espécie, ou seja, da capacidade que possuem os</p><p>indivíduos de se reproduzir e gerar descendentes em quantidade</p><p>ilimitada. Há porém, barreiras naturais a esse crescimento sem fim. A</p><p>disponibilidade de espaço e alimentos, o clima e a existência de</p><p>predatismo e parasitismo e competição são fatores de resistência</p><p>ambiental (ou, do meio que regulam o crescimento populacional.</p><p>O tamanho populacional acaba atingindo um valor numérico máximo</p><p>permitido pelo ambiente, a chamada capacidade limite, também</p><p>denominada capacidade de carga.</p><p>A curva (a) representa o potencial biótico da espécie; a curva</p><p>(b) representa o crescimento populacional padrão; (c) é a capacidade</p><p>limite do meio. A área entre (a) e (b) representa a resistência ambiental.</p><p>Relações Alimentares</p><p>A. Estrutura trófica</p><p>A estrutura e a dinâmica de uma comunidade também dependem das</p><p>relações alimentares entre organismos – a estrutura trófica da</p><p>comunidade. A transferência de energia do alimento aos níveis tróficos</p><p>superiores a partir da sua fonte nas plantas e outros autótrofos</p><p>(produtores primários), passando pelos herbívoros (consumidores</p><p>primários) e os carnívoros (consumidores secundários, terciários e</p><p>quaternários), e finalmente aos decompositores é chamada de cadeia</p><p>alimentar.</p><p>B. Níveis tróficos</p><p>Produtores: Organismos produtores são aqueles que, através de</p><p>moléculas inorgânicas, são capazes de sintetizar seu próprio alimento</p><p>(chamados autótrofos). Os autótrofos, na maioria, são organismos</p><p>fotossintetizantes que utilizam a energia luminosa para sintetizar</p><p>açúcares e outros compostos orgânicos, que eles empregam como</p><p>combustível para matéria-prima para o crescimento. Os autótrofos mais</p><p>comuns são as plantas, as algas e os procariotos fotossintetizantes,</p><p>embora os procariotos quimiossintetizantes sejam os produtores</p><p>primários em ecossistemas como os respiradouros hidrotermais nas</p><p>profundezas oceânicas ou lugares profundos abaixo do solo ou do gelo.</p><p>https://www.infoescola.com/biologia/seres-autotrofos/</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>4</p><p>Consumidores: seres vivos que se alimentam de outros seres vivos para</p><p>conseguirem a energia e os nutrientes necessários para sua</p><p>sobrevivência. Organismos consumidores são, portanto, heterotróficos.</p><p>Os herbívoros, que consomem plantas e outros produtores primários,</p><p>são os consumidores primários. Os carnívoros que se alimentam de</p><p>herbívoros são consumidores secundários e os carnívoros que comem</p><p>outros carnívoros são consumidores terciários e assim</p><p>sucessivamente.</p><p>Decompositores: desempenham um papel crucial na ciclagem de</p><p>elementos químicos para os produtores primários. Eles convertem</p><p>matéria orgânica de todos os níveis tróficos em compostos inorgânicos</p><p>utilizáveis pelos produtores primários, fechando o círculo de ciclagem</p><p>química de um ecossistema. Os produtores reciclam esses elementos</p><p>em compostos orgânicos. Se a decomposição parasse, a vida cessaria à</p><p>medida que os detritos fossem acumulados e a reserva de ingredientes</p><p>necessários à síntese de matéria orgânica fosse esgotada. São</p><p>exemplos de organismos decompositores os fungos e as bactérias.</p><p>Cadeia alimentar: Linear. Cada ser vivo ocupa somente um nível trófico.</p><p>O sentido da seta indica o sentido do fluxo de energia e matéria orgânica,</p><p>ou seja, do animal que é consumido em direção a quem o consumiu.</p><p>Teia Alimentar: Não é linear. Um organismo pode ser alimento para mais</p><p>de um outro ser vivo. Isso faz com que um mesmo indivíduo possa</p><p>ocupar mais de um nível trófico.</p><p>C. Dinâmica entre Energia e Matéria</p><p>A energia entra, flui através do ecossistema e sai dele; os nutrientes</p><p>químicos apresentam ciclagem, principalmente dentro do ecossistema.</p><p>Neste esquema generalizado, a energia (setas alaranjadas) entra pela</p><p>radiação solar, move-se com a transferência de energia química ao longo</p><p>da cadeia alimentar e sai para o espaço como calor irradiado. A maioria</p><p>das transferências de nutrientes (setas azuis) pelos níveis tróficos</p><p>resulta por fim em detritos; após, os nutrientes voltam aos produtores</p><p>primários. Por isso, dizemos que o fluxo de energia é unidirecional, ou</p><p>seja, nele não há o reaproveitamento da energia liberada (diferente da</p><p>matéria orgânica, que retorna aos produtores).</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/biologia/fungi.htm</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/biologia/bacterias.htm</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>5</p><p>D. Pirâmides Ecológicas</p><p>D. 1 Pirâmide de números</p><p>Representa a quantidade de indivíduos em cada nível trófico da cadeia</p><p>alimentar proporcionalmente à quantidade necessária para a dieta de</p><p>cada um desses.</p><p>Em alguns casos, quando o produtor é uma planta de grande porte, o</p><p>gráfico de números passa a ter uma conformação diferente da usual,</p><p>sendo denominado “pirâmide invertida”.</p><p>Outro exemplo de pirâmide invertida é dada quando a pirâmide</p><p>envolve parasitas, sendo assim os últimos níveis tróficos mais</p><p>numerosos.</p><p>D.2 Pirâmide de biomassa</p><p>Pode-se também pensar em pirâmide de biomassa, em que é computada</p><p>a massa corpórea (biomassa) e não o número de cada nível trófico da</p><p>cadeia alimentar. O resultado será similar ao encontrado na pirâmide de</p><p>números: os produtores terão a maior biomassa e constituem a base da</p><p>pirâmide, decrescendo a biomassa nos níveis superiores (a).</p><p>Tal como</p><p>no exemplo anterior, em alguns casos pode ser caracterizada</p><p>como uma pirâmide invertida, já que há a possibilidade de haver, por</p><p>exemplo, a redução da biomassa de algum nível trófico, alterando tais</p><p>proporções (b).</p><p>Pirâmide de Energia</p><p>A quantidade de energia disponível para cada nível trófico é determinada</p><p>pela produção primária líquida e pela eficiência de produção, que</p><p>representa a eficiência com que a energia do alimento é convertida em</p><p>biomassa em cada elo da cadeia alimentar. d A porcentagem de energia</p><p>transferida de um nível trófico para o próximo, denominada eficiência</p><p>trófica, é geralmente 10%. As pirâmides de produção líquida e a</p><p>biomassa baixam a eficiência trófica.</p><p>E. A energia e outros fatores limitantes controlam a produção</p><p>primária nos ecossistemas</p><p>A produção primária estabelece o limite de gastos dos recursos</p><p>energéticos globais.</p><p>A produção primária bruta é a energia total assimilada por um</p><p>ecossistema em um determinado período.</p><p>A produção primária líquida, a energia acumulada na biomassa autótrofa,</p><p>é igual à produção primária bruta menos a energia utilizada pelos</p><p>produtores primários para a respiração.</p><p>A produção líquida no ecossistema é a biomassa total nele acumulada,</p><p>definida a diferença entre a produção primária bruta e a respiração total</p><p>no ecossistema.</p><p>Em ecossistemas aquáticos, a luz e os nutrientes limitam a produção</p><p>primária. Em ecossistemas terrestres, fatores primários como a</p><p>temperatura e a umidade afetam a produção primária em grandes</p><p>escalas, mas um nutriente do solo muitas vezes é localmente o fator</p><p>limitante.</p><p>A SUCESSÃO ECOLÓGICA</p><p>Sucessão Ecológica é a substituição de um tipo de ambiente por outro, e</p><p>assim sucessivamente. Em geral, é direcionada e previsível, resultando</p><p>da modificação do ambiente físico pela comunidade, e de interações de</p><p>competição e coexistência à nível de população.</p><p>As Comunidades na Sucessão Ecológica:</p><p>Ecesis: é a primeira etapa de uma SERE, que corresponde à chegada ao</p><p>local dos primeiros organismos vivos que vão colonizar a região.</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>6</p><p>Sere: é a seqüência inteira de comunidades que se substituem umas às</p><p>outras numa dada área.</p><p>Estádios Serais, Estádios de Desenvolvimento ou Estádios Pioneiros:</p><p>são as comunidades relativamente transitórias.</p><p>Clímax: é o estádio terminal mais estabilizado, onde a comunidade atinge</p><p>o desenvolvimento máximo que as condições físicas permitem.</p><p>Classificação das Sucessões quanto à Origem da Ocupação do</p><p>Ambiente</p><p> Sucessão Primária: é a sucessão em um substrato previamente</p><p>desocupado.</p><p>Os organismos pioneiros seriam as cianofíceas, pois são autótrofos e</p><p>têm a capacidade de fixar o nitrogênio diretamente do ar.</p><p>Em seguida viriam os líquens, que desagregariam as rochas, permitindo</p><p>que a água se infiltrasse nas fendas, revolvendo os grãos e formando</p><p>uma camada de solo.</p><p>A partir deste solo rudimentar, se instalariam vegetais intermediários,</p><p>superiores e consequentemente, chegar-se-ia ao clímax.</p><p> Sucessão Secundária: é a sucessão que começa num local</p><p>anteriormente ocupado por uma comunidade</p><p>Associações Ecológicas</p><p>Os indivíduos das Comunidades podem interagir com outros de mesma</p><p>espécie ou de espécies diferentes.</p><p>ALELOBIOSE</p><p>(Relação das</p><p>espécies entre</p><p>si)</p><p>CENOBIOSE</p><p>Relação entre indivíduos</p><p>da mesma espécie.</p><p>ALOIOBIOSE</p><p>Relação entre indivíduos</p><p>de espécies diferentes.</p><p>A. Relações Intraespecíficas</p><p>● Sociedade</p><p>Sociedade é uma união permanente de indivíduos que fazem divisão de</p><p>tarefas e que não são completamente dependentes uns dos outros.</p><p>Como exemplo de animais que vivem em sociedade podemos citar</p><p>abelhas, formigas e cupins, entre muitos outros.</p><p>● Colônia</p><p>As colônias são um tipo de cooperação intra- específica (associação</p><p>entre indivíduos de uma mesma espécie) onde os indivíduos vivem</p><p>agrupados, ligados entre si.</p><p>A integração desses organismos é mutualística e vantajosa, e podem ou</p><p>não apresentar uma divisão de trabalho, com grau variando de acordo</p><p>com as espécies envolvidas.</p><p>A variedade de colônias, grau de complexidade, tamanho e modo de</p><p>convivência também variam muito.</p><p>Existem 2 tipos de colônias:</p><p>⇒ Colônia isomorfa: os indivíduos coloniais são semelhantes.</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>7</p><p>Os recifes de corais são exemplos de colônia isomorfa. São formados</p><p>por corais, que são celenterados que secretam esqueletos de</p><p>carbonato de cálcio.</p><p>Esses recifes podem ter vários quilômetros de comprimento,</p><p>contendo de centenas até milhões de indivíduos semelhantes.</p><p>⇒ Colônia heteromorfa: os indivíduos coloniais são diferentes entre</p><p>si.</p><p>As caravelas são exemplos de colônia heteromorfa. Cada caravela é uma</p><p>colônia constituída por indivíduos de vários tipos, que se alimentam e se</p><p>reproduzem, além de protegerem a caravela.</p><p>⇒ Gregarismo</p><p>O gregarismo é um fenômeno observado em diversos grupos de animais.</p><p>Ele consiste na tática de vida em bando, permanente ou temporária,</p><p>utilizada por uma(s) população(ões) de uma ou mais espécies.</p><p>Esta tática protetora, permite a sobrevivência dos indivíduos mais</p><p>integrados ao bando. Nos lepidópteros podemos constatar exemplos</p><p>de gregarismo em todos os seus estágios de vida (ovo, larva, pupa e</p><p>imago).</p><p>B. Relações Interespecíficas</p><p>Desarmônicos</p><p>1. Neutralismo 0 0</p><p>Nenhuma população</p><p>afeta a outra.</p><p>2. Competição: tipo</p><p>interferência direta</p><p>– –</p><p>Inibição direta de cada</p><p>espécie pela outra.</p><p>3. Competição: tipo</p><p>utilização de</p><p>recursos</p><p>– –</p><p>Inibição indireta quando</p><p>o recurso comum está</p><p>limitado.</p><p>4. Amensalismo ou</p><p>Antibiose</p><p>0 –</p><p>Uma população é inibida</p><p>e a outra não é afetada.</p><p>5. Parasitismo + –</p><p>A população de parasitas</p><p>é menor que a do</p><p>hospedeiro.</p><p>6. Predação + –</p><p>População do predador</p><p>menor que a da presa.</p><p>Harmônicos</p><p>7. Comensalismo + 0</p><p>...população do</p><p>comensal é beneficiada,</p><p>e a do hospedeiro não é</p><p>afetada.</p><p>8.</p><p>Protocooperação</p><p>+ +</p><p>... interação favorável</p><p>às duas espécies, sem</p><p>ser obrigatória.</p><p>9. Mutualismo + +</p><p>... interação favorável</p><p>às duas populações,</p><p>sendo obrigatória.</p><p>A) As Causas da Competição</p><p>A Competição se deve à uma escassez de recursos utilizados pelas duas</p><p>espécies como espaço, alimento ou nutrientes, luz, dejetos,</p><p>sucetibilidade à carnívoros, doenças etc.</p><p>B) As Conseqüências da Competição</p><p>▪ resulta em ajustamentos no equilíbrio pelas duas espécies;</p><p>▪ se for intensa, pode fazer com que a população de uma espécie</p><p>substitua a outra, forçando-a a ocupar outro espaço ou outro recurso</p><p>(e.g., alimento).</p><p>▪ a competição interespecífica em plantas no campo, leva à uma</p><p>sucessão de espécies.</p><p>Predação — consiste no ataque de uma espécie à outra, para matá-la e</p><p>devorá-la. O predatismo só se caracteriza quando a vitíma é devorada</p><p>pelo agressor. A Herbivoria se dá quando o predador é um consumidor</p><p>primário e a presa um produtor.</p><p>Parasitismo — ocorre quando uma espécie se instala no corpo da outra,</p><p>dela retirando material para sua nutrição e causando-lhe danos. O</p><p>hospedeiro é o organismo que abriga o parasita.</p><p>Os parasitas podem ser classificados sob vários critérios em:</p><p>a) Ectoparasitas:</p><p>São parasitas que vivem externamente no corpo do hospedeiro.</p><p>Ex: Pulgas, Piolhos, Carrapatos, mosquitos, entre outros.</p><p>b) Endoparasitas:</p><p>São parasitas que vivem internamente no corpo do hospedeiro.</p><p>Ex: Bactérias, protozoários, vermes, entre outros.</p><p>c) Holoparasitas e Hemiparasitas:</p><p>São parasitas de vegetais. Holoparasitas parasitam vegetais</p><p>superiores extraindo sua seiva elaborada.</p><p>Ex.: Cipó chumbo</p><p>Os Hemiparasitas parasitam vegetais extraindo sua seiva bruta. Ex.:</p><p>Erva de passarinho</p><p>Antibiose ou Amensalismo — é um tipo de competição onde a influência</p><p>sobre a outra população se dá por meio de elementos químicos</p><p>inibidores.</p><p>Exemplo 1: Arbustos aromáticos na Califórnia, inibem o crescimento de</p><p>plantas herbáceas.</p><p>Estes arbustos produzem toxinas voláteis (cânfora)</p><p>em suas folhas; quando estas caem e se acumulam no chão, inibem o</p><p>crescimento de outras plantas.</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>8</p><p>Exemplo 2: A penicilina, antibiótico produzido por fungos, é um inibidor</p><p>bacteriano de largo uso.</p><p>OBS. A alelopatia é por vezes confundida com o amensalismo. A</p><p>diferença é que na alelopatia as espécies envolvidas são competidoras</p><p>em potencial, portanto, uma das espécies obtém vantagem em relação</p><p>à outra, diferente do amensalismo, no qual não existe qualquer benefício</p><p>para a espécie inibidora.</p><p>Comensalismo — um indivíduo se beneficia e o outro não é afetado(e.g.;</p><p>no interior de esponjas vivem uma série de crustáceos que ai se</p><p>alimentam na água circulante, sem causar prejuízos ao porífero. Outro</p><p>exemplo é a remora e o tubarão onde o primeiro come os restos</p><p>alimentares do tubarão sem causar danos ao mesmo).</p><p>Protocooperação — provavelmente evolui do Comensalismo; neste</p><p>caso, as duas espécies se beneficiam, mas continuam a ser</p><p>independentes.</p><p>Exemplo: o carangueijo ermitão (paguro) que vive no interior de conchas</p><p>abandonadas, deposita sobre a mesma uma ou mais actíneas</p><p>(anemonas-do-mar); neste caso, a actínea com seus tentáculos providos</p><p>de substâncias tóxicas, protege o ermitão, enquanto que a mesma recebe</p><p>restos de alimentos providos do crustáceo, além de ser transportada</p><p>todo o tempo, e consequentemente, explorando novos locais com mais</p><p>alimentos.</p><p>Mutualismo — provavelmente evolui da protocooperação; neste caso, a</p><p>remoção de uma das duas espécies simbióticas resultará na morte de</p><p>ambas.</p><p>Exemplo 1: Ungulados (e.g., boi) e bactérias do rúmen (estômago). O boi,</p><p>fornece condições de temperatura controlada, ótimo meio de altura para</p><p>as bactérias; em contraposição, as bactérias degradam o celulose em</p><p>ácidos graxos, substância possível de ser assimilada por parte do boi.</p><p>Exemplo 2: Cupim e protozoários flagelados intestinais (ordem</p><p>Hypermastigina). Os flagelados digerem a celulose proveniente da</p><p>madeira ingerida pelos cupins.</p><p>Exemplo 3: Micorrizas (fungos em raízes de vegetais). Compreendem os</p><p>micélios de fungos, que vivem em associação mutualística com as raízes</p><p>vivas de plantas. Os fungos aumentam a capacidade do vegetal de retirar</p><p>minerais do solo; em contrapartida, os fungos recebem uma parte do</p><p>produto fotossintetizado da planta.</p><p>Exemplo 4: Bactérias e raízes de leguminosas — Certas bactérias, como</p><p>o Nitrobacter e Azotobacter, transformam o nitrito em nitratos, produtos</p><p>estes capazes de serem assimilados pelos vegetais (leguminosas).</p><p>Exemplo 5: Os Líquens — são associações entre algas e fungos. As algas</p><p>produzem hidratos de carbono (glicose) e os fungos assimilam o</p><p>nitrogênio do ar, produzindo compostos nitrogenados. Em alguns líquens</p><p>mais primitivos, os fungos chegam a penetrar as células da alga.</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>9</p><p>● Inquilinismo</p><p>O inquilinismo é uma relação ecológica interespecífica harmônica em</p><p>que apenas uma das partes obtém benefício, sem prejuízo da outra.</p><p>Geralmente essa associação ocorre como mecanismo de proteção,</p><p>vivendo uma espécie (inquilina) sobre a superfície ou no interior da outra</p><p>(hospedeira).</p><p>Uma interação de inquilinismo bem evidente, é a situação existente entre</p><p>o peixe-agulha e os pepinos-do-mar (Equinodermos). Quando em perigo,</p><p>esses pequenos peixes procuram abrigo no aparelho digestório desses</p><p>equinodermos.</p><p>● Epifitismo</p><p>Epifitismo é o modo de vida das plantas epífitas, que são as que</p><p>vivem sobre outras plantas, sem retirar nutrientes delas, mas apenas</p><p>se apoiando nelas (se retirassem nutrientes, não seriam epífitas,</p><p>mas parasitas).</p><p>O epifitismo é algo comum nas florestas tropicais, onde a competição</p><p>por luz e espaço não permite que plantas herbáceas prosperem sobre o</p><p>solo.</p><p>Desta forma, certas espécies que conseguiam germinar sobre a casca</p><p>das árvores, acima do nível do solo, foram selecionadas, e hoje</p><p>encontram-se milhares de espécies com hábito epifítico. São epífitas as</p><p>orquídeas e as bromélias que, vivendo sobre árvores, obtêm maior</p><p>suprimento de luz solar.</p><p>● Epizoismo</p><p>Ocorre quando um animal vive na superfície de outro sem prejudicá-lo ou</p><p>trazer-lhe benefícios.</p><p>Ex.: as cracas (artrópodes crustáceos) constroem seus esqueletos</p><p>externos (semelhantes a conchas calcárias) sobre as conchas de ostras</p><p>ou sobre a superfície ventral de baleias.</p><p>● Foresia</p><p>É a denominação das relações de transporte que uma espécie faz com</p><p>outra, ou seja, quando um animal conduz outro ou uma planta sem</p><p>tirar proveito ou prejuízos deste transporte.</p><p>Ex.: O carrapicho que é conduzido pela pelagem de um animal, facilitando</p><p>seu processo de dispersão</p><p>● Sinfilia</p><p>É uma associação em que uma das espécies se beneficia com as</p><p>atividades de outra espécie.</p><p>Lineu descreveu essa associação com certa graça, afirmando: Aphis</p><p>formicarum vacca (o pulgão, do gênero Aphis, é a "vaca" das formigas).</p><p>Por um lado, o esclavagismo tem características de hostilidade, já que</p><p>os pulgões são mantidos cativos dentro do formigueiro.</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>10</p><p>Não obstante, pode-se considerar uma relação harmônica, pois os</p><p>pulgões também são beneficiados pela facilidade de encontrar</p><p>alimentos e até mesmo pelos bons tratos a eles dispensados pelas</p><p>formigas (transporte, proteção, etc).</p><p>Essa associação é considerada harmônica e um caso especial de</p><p>protocooperação por muitos autores, pois a união não é obrigatória à</p><p>sobrevivência.</p><p>Observação:</p><p>A camuflagem é uma estratégia de defesa na qual os seres vivos</p><p>assemelham-se com o ambiente em que vivem.</p><p>Nesse caso, os indivíduos de uma espécie podem apresentar coloração,</p><p>formato ou textura semelhante ao do ambiente e assim passar</p><p>despercebidos por seu predador.</p><p>Porém, o mesmo mecanismo também pode ser utilizado por alguns</p><p>predadores para surpreender as suas presas.</p><p>A camuflagem é um resultado da seleção natural e representa uma</p><p>adaptação que garante a sobrevivência das espécies no ambiente.</p><p>Existem dois tipos de camuflagem:</p><p>● Homocromia: Quando o indivíduo apresenta coloração semelhante a</p><p>do ambiente.</p><p>● Homotipia: Quando o indivíduo apresenta a estrutura corporal que</p><p>confunde-se com elementos do ambiente.</p><p>O pássaro urutau pode permanecer horas imóvel sob um tronco de árvore</p><p>Mimetismo — Definição bastante controvertida. Aurélio B. de Holanda</p><p>(1977) define como sendo “ o fenômeno de tomarem vários animais a cor</p><p>e a configuração dos objetos em cujo meio vivem”. Tal definição vai de</p><p>encontro a de camuflagem.</p><p>José Luiz Soares (1991) cita que só é mimetismo, caso uma espécie se</p><p>assemelhe à outra e leve vantagem com a semelhança, quando não leva</p><p>vantagem é considerada convergência adaptativa.</p><p>Contudo, achamos que convergência adaptativa também se refere à</p><p>mimetismo, isto é, com ou sem proveito da semelhança esta ocorre.</p><p>Logo: No Mimetismo um ser “imita” outro para tirar proveito.</p><p>O mimetismo batesiano ocorre quando a espécie mimética e o modelo</p><p>vivem no mesmo espaço geográfico ao mesmo tempo, mas não</p><p>interagem de forma direta.</p><p>O mimetismo batesiano é conhecido como o fenômeno onde um animal</p><p>inofensivo ou palatável evolui semelhante a um animal perigoso ou</p><p>desagradável (modelo).</p><p>Peckhamiano</p><p>Ocorre quando a espécie mimética é o predador, que engana sua presa</p><p>para se aproximar o suficiente a ponto de capturá-la.</p><p>Mimetismo mülleriano, em zoologia, é como se descreve o fenômeno de</p><p>seleção natural onde duas espécies venenosas distintas se beneficiam</p><p>por serem semelhantes entre si, seja na aparência física ou por</p><p>compartilharem do mesmo habitat.</p><p>Coloração de Advertência (Aposematismo) : são cores que indicam que</p><p>o animal ou vegtal é um ser “perigoso”, devendo ser evitado pelos</p><p>predadores; em geral esta</p><p>coloração é vermelho, laranja e amarelo, ou</p><p>uma combinação destas.</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Mimetismo_batesiano</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>1</p><p>Exercício</p><p>1. Ervas-de-passarinho são plantas que retiram de outras plantas</p><p>água e sais minerais. Seus frutos atraem aves que, por sua vez, irão</p><p>dispersar as suas sementes. Os tipos de interações entre seres vivos</p><p>exemplificadas acima também são desenvolvidas, respectivamente,</p><p>pelas seguintes duplas:</p><p>a) carrapato e cachorro; boi e anu</p><p>b) boi e anu; tamanduá e formiga</p><p>c) orquídea e árvore; tamanduá e formiga</p><p>d) orquídea e árvore; carrapato e cachorro</p><p>2. A produtividade primária em ambientes marinhos pode ser medida</p><p>por meio da análise da concentração de oxigênio dissolvido em amostras</p><p>de água do mar.</p><p>Indique o grupo de seres vivos produtores responsáveis pela liberação</p><p>da maior parte do oxigênio em ambientes marinhos e explique por que a</p><p>concentração de oxigênio na água do mar é utilizada como um indicador</p><p>de produtividade primária.</p><p>Aponte, ainda, duas condições abióticas em que se espera encontrar</p><p>maior produtividade primária em ambientes marinhos.</p><p>3. Nicho ecológico é o conjunto de recursos e condições em que um</p><p>indivíduo ou população vive e se reproduz. Todo nicho apresenta uma</p><p>faixa de tolerância aos fatores ecológicos dentro da qual a existência da</p><p>espécie é possível. Alterações nessa faixa podem ocorrer quando duas</p><p>espécies diferentes exploram nichos ecológicos semelhantes. Os</p><p>gráficos abaixo exemplificam uma dessas alterações em determinada</p><p>população.</p><p>A relação ecológica interespecífica capaz de provocar o estreitamento</p><p>do nicho preferencial apresentado nos gráficos é denominada:</p><p>a) predação</p><p>b) parasitismo</p><p>c) mutualismo</p><p>d) competição</p><p>4. A figura abaixo ilustra o estudo conduzido por Joseph Connell</p><p>sobre a distribuição de duas espécies de craca.</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>2</p><p>Com base na Figura, verifica-se que:</p><p>a) Chthamalus sp. tem mecanismo de osmorregulação mais eficiente que</p><p>Balanus sp.</p><p>b) Chthamalus sp. e Balanus sp. competem pelo mesmo tipo de comida.</p><p>c) Balanus sp. é menos adaptada à dessecação que Chthamalus sp.</p><p>d) Balanus sp. suporta temperaturas mais altas que Chthamalus sp.</p><p>e) Chthamalus sp. é sensível à salinidade.</p><p>5.</p><p>A partir da observação do gráfico acima, que mostra diferentes tipos de</p><p>crescimento populacional, é correto afirmar que as letras a, b e c</p><p>representam, respectivamente:</p><p>a) uma curva de crescimento real, uma curva de crescimento exponencial</p><p>e a resistência ambiental.</p><p>b) uma curva de crescimento real, uma curva de potencial biótico e a</p><p>resistência ambiental.</p><p>c) uma curva de potencial biótico, uma curva de crescimento real e a</p><p>resistência ambiental.</p><p>d) uma curva de potencial biótico, uma curva de crescimento exponencial</p><p>e a resistência ambiental.</p><p>e) uma curva de potencial biótico, uma curva de crescimento real e a</p><p>capacidade de suporte do ambiente.</p><p>6. Os pássaros a seguir são de espécies diferentes e coexistem na</p><p>mesma floresta. Cada um deles se alimenta de insetos de espécies</p><p>diversas que vivem em diferentes locais da mesma árvore.</p><p>Isto é possível porque:</p><p>a) apresentam protocooperação.</p><p>b) competem entre si.</p><p>c) ocupam nichos ecológicos diferentes.</p><p>d) ocupam diferentes habitats.</p><p>e) apresentam parasitismo.</p><p>7. Leia o texto e analise, a seguir, a representação gráfica de duas</p><p>curvas de crescimento populacional 1 e 2 ao longo do tempo.</p><p>Não há exceção à regra segundo a qual organismos aumentam em uma</p><p>taxa tão elevada que, se não forem destruídos, a Terra logo seria coberta</p><p>pela progênie de apenas um par.</p><p>Adaptado de: DARWIN, C. A origem das espécies. Feedbooks, 1872. p. 73.</p><p>Disponível em: <www.feedbooks.com>. Acesso em: 20 jun. 2016.</p><p>Com base nessas informações, responda aos itens a seguir.</p><p>a) Explique o que significam as curvas 1 e 2 e qual delas melhor</p><p>representa a ideia de Charles Darwin expressa no texto.</p><p>b) Sabe-se que o crescimento populacional é determinado por taxas. Cite</p><p>três exemplos de taxas que interferem no tamanho de uma população ao</p><p>longo de um período de tempo.</p><p>8. Em determinados casos, populações de consumidores terciários</p><p>são menores do que as populações de consumidores primários e</p><p>secundários. Observe a imagem, que representa a relação entre o número</p><p>de cada um dos membros de uma mesma cadeia alimentar.</p><p>A população de falcões é reduzida em comparação com a de tordos e a</p><p>de caramujos em função do seguinte fator:</p><p>a) perda energética ao longo dos níveis tróficos</p><p>b) demanda elevada de vegetais pelos herbívoros</p><p>c) digestão lenta de celulose pelos decompositores</p><p>d) competição interna por recursos entre os predadores</p><p>9. Observe a cadeia alimentar representada no esquema abaixo.</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>3</p><p>Nomeie o nível trófico no qual é encontrada a maior concentração de</p><p>energia, indique a letra que o representa no esquema e justifique sua</p><p>resposta. Nomeie, também, o nível trófico responsável pela reciclagem</p><p>da matéria no meio ambiente, indique a letra que o representa no</p><p>esquema e justifique sua resposta.</p><p>10. Considere dois ecossistemas, um terrestre e outro marinho. Em</p><p>cada um deles, é possível identificar o nível trófico em que se encontra a</p><p>maior quantidade de biomassa por unidade de área, em um determinado</p><p>período. Para o ecossistema terrestre e para o marinho, esses níveis</p><p>tróficos correspondem, respectivamente, a:</p><p>a) produtores − produtores</p><p>b) consumidores primários − produtores</p><p>c) produtores − consumidores primários</p><p>d) consumidores primários − consumidores primários</p><p>11. Nos ecossistemas, o fluxo de energia dos organismos produtores</p><p>para os consumidores pode ser representado por um diagrama.</p><p>Dentre os diagramas anteriores, o que melhor representa esse fluxo na</p><p>cadeia alimentar é o de número:</p><p>a) I</p><p>b) II</p><p>c) III</p><p>d) IV</p><p>12. As imagens abaixo retratam besouros de espécies distintas</p><p>transportando ácaros.</p><p>Na imagem I, a relação estabelecida entre os ácaros e o besouro é de</p><p>comensalismo e, na imagem II, de parasitismo.</p><p>Diferencie os dois tipos de relação ecológica e indique duas vantagens</p><p>para os ácaros na relação de comensalismo.</p><p>13. Na natureza, são frequentes os exemplos de relações benéficas</p><p>entre indivíduos, mesmo de espécies diferentes, como é o caso do</p><p>caranguejo paguro e da anêmona. O caranguejo aumenta sua proteção</p><p>vivendo em conchas abandonadas e permitindo que anêmonas -</p><p>produtoras de substância urticante contra predadores - se depositem</p><p>nelas. As anêmonas, por sua vez, ganhando mobilidade, capturam melhor</p><p>os alimentos.</p><p>O tipo de interação descrito é denominado:</p><p>a) colônia</p><p>b) sociedade</p><p>c) amensalismo</p><p>d) protocooperação</p><p>14. Em um costão da baía de Guanabara existe um tipo de cadeia</p><p>alimentar que pode ser assim descrito:</p><p>- a lesma-do-mar se alimenta de um determinado tipo de alga;</p><p>- microcrustáceos se alimentam do muco que reveste a pele da lesma-</p><p>do-mar;</p><p>- pequenos peixes, como o peixe-borboleta e o paru, alimentam-se dos</p><p>microcrustáceos.</p><p>Identifique e descreva as relações ecológicas existentes entre:</p><p>- a lesma-do-mar e a alga;</p><p>- o peixe-borboleta e o paru.</p><p>15. As plantas leguminosas apresentam frequentemente nódulos</p><p>nas suas raízes causadas por invasão de bactérias fixadoras de</p><p>nitrogênio nas células vegetais.</p><p>Podemos afirmar, então, que se estabelece uma relação classificada</p><p>como mutualismo entre a bactéria e a planta.</p><p>Justifique esta afirmativa.</p><p>16. As teias alimentares são formadas pelo conjunto de cadeias</p><p>alimentares. Cada nível trófico é interligado aos demais e é através dessa</p><p>relação que ocorre o fluxo de energia. Gradativamente a energia é</p><p>dissipada e os níveis tróficos superiores recebem pouco fluxo</p><p>energético. Existem</p><p>situações nas quais ocorre acúmulo de substâncias</p><p>químicas a medida que os níveis tróficos aumentam. Quando isso ocorre</p><p>chamamos de:</p><p>a) Bioacumulação</p><p>b) Magnificação energética</p><p>c) Decomposição</p><p>d) Eutrofização</p><p>17. Determine abaixo a alternativa correta a respeito de dois</p><p>impactos ambientais: o primeiro, relacionado ao despejo de matéria</p><p>orgânica na água e o segundo, relacionado ao acúmulo de substâncias</p><p>tóxicas nos níveis tróficos das cadeias alimentares.</p><p>a) Eutrofização – decomposição</p><p>b) Eutrofização – magnificação trófica</p><p>c) Bioacumulação – magnificação</p><p>d) Aquecimento global – bioacumulação</p><p>18. Sabe-se que os animais são altamente prejudicados por ações</p><p>antrópicas. Diversos impactos ambientais gerados pelo homem</p><p>provocam a extinção ou redução da biodiversidade. Assinale abaixo a</p><p>opção incorreta a respeito de uma ação humana responsável diretamente</p><p>pela morte de animais e perda da biodiversidade:</p><p>a) Biopirataria</p><p>b) Desmatamento</p><p>c) Reflorestamento</p><p>d) Eutrofização</p><p>19. As relações ecológicas são essências para a manutenção do</p><p>equilíbrio dos ecossistemas. Quando as relações são harmônicas,</p><p>dizemos que ambos organismos são beneficiados. Assinale abaixo a</p><p>opção correta para um exemplo de relação harmônica.</p><p>a) Predatismo</p><p>b) Inquilinismo</p><p>c) Mutualismo</p><p>d) Amensalismo</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>4</p><p>20. Assinale abaixo a relação ecológica que exemplifica</p><p>adequadamente um predatismo:</p><p>a) Leão e tigre competem por uma zebra.</p><p>b) Zebra e antílope brigam por uma planta.</p><p>c) Leão ataca uma zebra.</p><p>d) A aranha viúva negra ataca o macho de sua espécie após a cópula.</p><p>21. A avoante, também conhecida como arribaçã (Zenaida auriculata</p><p>noronha) é uma ave migratória que se desloca no Nordeste,</p><p>acompanhando o ritmo das chuvas, encontrando-se ameaçada de</p><p>extinção, em decorrência da caça indiscriminada. A relação do homem</p><p>com esta ave é:</p><p>a) harmônica, intra-específica e de predação.</p><p>b) desarmônica, intra-específica e de comensalismo.</p><p>c) harmônica, inter-específica e de parasitismo.</p><p>d) desarmônica, inter-específica e de predação</p><p>22. A construção de cidades altera as condições ambientais de uma área</p><p>natural, provocando a substituição da comunidade biótica original por</p><p>uma comunidade composta por espécies nativas do local e espécies</p><p>exóticas (trazidas pelo homem de outras partes do mundo). Nesta nova</p><p>comunidade, as espécies exóticas interagem com as espécies locais,</p><p>podendo prejudicá-las, beneficiá-las ou, mesmo, não afetá-las</p><p>significativamente. Os gatos domésticos, por exemplo, podem comer os</p><p>ovos de espécies de aves que nidifiquem no chão, ou próximo dele,</p><p>exterminandoas, assim, de áreas pequenas. Se a área original fosse</p><p>coberta por uma floresta, algumas de suas plantas e animais nativos</p><p>poderiam permanecer em parques, enquanto outros desapareceriam.</p><p>Outras plantas poderiam ser utilizadas em projetos de paisagismo ou de</p><p>arborização das vias públicas. Contudo, as populações da maioria destas</p><p>espécies seriam menores e os seus indivíduos estariam mais dispersos</p><p>espacialmente. Conseqüentemente, os indivíduos de uma dada espécie</p><p>com população pequena poderiam apresentar um maior grau de</p><p>parentesco e, por serem mais semelhantes, sua espécie poderia ter uma</p><p>menor probabilidade de adaptação frente a variações ambientais. Neste</p><p>novo contexto, no entanto, as interações entre as espécies e entre elas e</p><p>o meio abiótico continuariam desempenhando um papel fundamental</p><p>para a manutenção da comunidade. A reprodução de determinadas</p><p>espécies vegetais, por exemplo, continuaria dependendo do serviço</p><p>prestado por animais polinizadores (como morcegos e beija-flores) e</p><p>dispersores de sementes (como sabiás e bem-te-vis).</p><p>Os trechos sublinhados no texto referem-se aos três níveis de</p><p>biodiversidade. Esses níveis são, respectivamente,</p><p>a) a diversidade de espécies, a evolução biológica e a diversidade de</p><p>processos ecológicos.</p><p>b) a diversidade de espécies, a diversidade genética e a diversidade de</p><p>processos ecológicos.</p><p>c) a diversidade de origens, a diversidade genética e a diversidade de</p><p>ecossistemas.</p><p>23. A erva-de-passarinho e algumas bromélias são plantas que fazem</p><p>fotossíntese e vivem sobre outras. No entanto, a erva-de-passarinho</p><p>retira água e sais minerais da planta hospedeira enquanto as bromélias</p><p>apenas se apóiam sobre ela. As relações da erva-depassarinho e das</p><p>bromélias com as plantas hospedeiras são, respectivamente, exemplos</p><p>de:</p><p>a) parasitismo e epifitismo.</p><p>b) epifitismo e holoparasitismo.</p><p>c) epifitismo e predatismo.</p><p>d) parasitismo e protocooperação.</p><p>e) inquilinismo e epifitismo.</p><p>24. Com relação às interações que ocorrem entre os organismos de uma</p><p>comunidade, podemos considerar, corretamente, que:</p><p>a) Na cooperação intra-específica, indivíduos da mesma espécie vivem</p><p>disputando dentro da colônia por recursos naturais.</p><p>b) Sociedades são grupos de organismos de mesma espécie em que os</p><p>indivíduos apresentam algum grau de cooperação, comunicação e</p><p>divisão de trabalho, conservando relativa independência e mobilidade.</p><p>c) Do ponto de vista ecológico, a predação é uma relação entre</p><p>organismos da mesma espécie, que altera a densidade populacional de</p><p>presas e predadores, causando graves desequilíbrios ambientais.</p><p>d) Para que sejam considerados parasitas os organismos devem viver,</p><p>necessariamente, no interior do corpo dos hospedeiros.</p><p>25. Os macacos vermelhos do Quênia apresentam tempo de vida em</p><p>torno de 4 a 5 anos no ambiente natural e podem viver até 20 anos em</p><p>cativeiro. Uma possível explicação para este fato poderia ser a ausência,</p><p>em cativeiro, de uma das relações ecológicas abaixo relacionadas.</p><p>Assinale a relação ecológica cuja ausência em cativeiro pode explicar</p><p>corretamente este fato:</p><p>a) Predatismo.</p><p>b) Inquilinismo.</p><p>c) Mutualismo.</p><p>d) Simbiose.</p><p>e) Comensalismo.</p><p>26. Peter e Rosemary Grant são pesquisadores norte-americanos que</p><p>estudam os tentilhões, pássaros comedores de sementes que vivem</p><p>numa ilha do arquipélago de Galápagos. Esses pesquisadores</p><p>observaram a modificação do tamanho médio do bico dessas aves</p><p>devido à disponibilidade de sementes de tamanhos diferentes, das quais</p><p>esses pássaros se alimentam. Quando há produção abundante de</p><p>sementes, a espécie residente de tentilhões (Geospiza fortis) prefere se</p><p>alimentar de sementes menores. Já em período de escassez de alimento,</p><p>os pássaros dessa espécie que apresentam bicos mais largos passam a</p><p>se alimentar de sementes maiores, as quais não são acessíveis aos</p><p>indivíduos dessa população que apresentam bicos menores. Em 1977,</p><p>ocorreu uma seca de grande intensidade, que reduziu a produção de</p><p>sementes. Texto adaptado de “Bicos sob medida”. Ciência Hoje – set.</p><p>2006.</p><p>a) Em relação ao tamanho do bico, o que seria esperado acontecer com</p><p>a população de tentilhões residentes, após a seca de 1977, segundo a</p><p>teoria da evolução de Darwin?</p><p>b) Que processo evolutivo estaria ocorrendo nesse evento?</p><p>Posteriormente, a situação climática da ilha se normalizou e a oferta de</p><p>sementes tornou-se abundante. Porém, em 1982, um outro fato ocorreu:</p><p>uma outra espécie de tentilhão (Geospiza magnirostris) chegou à ilha.</p><p>Esta espécie invasora também se alimenta do mesmo tipo de sementes</p><p>que a espécie de tentilhões residentes e apresenta um porte mais</p><p>avantajado e bicos maiores.</p><p>c) Que tipo de relação ecológica se estabeleceria entre a espécie</p><p>residente e a invasora? D0 Após novos períodos de seca, que ocorreram</p><p>em 2004 e 2005, o que se espera que aconteça com a população de</p><p>tentilhões residente, em relação ao tamanho dos bicos, sabendo-se que</p><p>os indivíduos com bico menor são mais eficientes em se alimentar de</p><p>sementes menores? Analise a situação, também, segundo a teoria da</p><p>evolução de Darwin.</p><p>27. Se duas populações de animais de espécies diferentes, que</p><p>pertencem ao mesmo gênero e ocupam o mesmo nicho ecológico, forem</p><p>colocadas num mesmo meio, espera-se que:</p><p>a) ocorra competição entre elas e ambas desapareçam.</p><p>b) se adaptem ao meio, reduzindo, cada uma, sua população à metade.</p><p>c) uma delas vença a competição, determinando a eliminação da outra.</p><p>d) ocorra mutualismo e ambas aumentem suas populações.</p><p>e) ambas continuem com o mesmo número populacional.</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>5</p><p>28. Sr. José Horácio, um morador de Ipatinga, MG, flagrou uma cena</p><p>curiosa, filmou-a e mandou-a para um telejornal. Da ponte de um lago no</p><p>parque da cidade, pessoas atiravam migalhas de pão aos peixes. Um</p><p>socozinho (Butorides striata), ave que se alimenta de peixes, recolhia</p><p>com seu bico algumas migalhas de pão e as levava para um lugar mais</p><p>calmo, à beira do lago e longe das pessoas. Atirava essas migalhas</p><p>“roubadas” no lago e, quando os peixes vinham para comê-las, capturava</p><p>e engolia esses peixes. Sobre os organismos presentes na cena, pode-se</p><p>afirmar que</p><p>a) o socozinho é um parasita, os homens e os peixes são os organismos</p><p>parasitados.</p><p>b) o socozinho é um predador, que pode ocupar o terceiro nível trófico</p><p>dessa cadeia alimentar.</p><p>c) o homem é produtor, os peixes são consumidores primários e o</p><p>socozinho é consumidor secundário.</p><p>d) os peixes e o socozinho são consumidores secundários, enquanto o</p><p>homem ocupa o último nível trófico dessa cadeia alimentar.</p><p>e) os peixes são detritívoros e o socozinho é consumidor primário.</p><p>29. Um estudo recente feito no Pantanal dá uma boa idéia de como o</p><p>equilíbrio entre as espécies, na natureza, é um verdadeiro quebra-cabeça.</p><p>As peças do quebra-cabeça são o tucano-toco, a araraazul e o manduvi.</p><p>O tucano-toco é o único pássaro que consegue abrir o fruto e engolir a</p><p>semente do manduvi, sendo, assim, o principal dispersor de suas</p><p>sementes. O manduvi, por sua vez, é uma das poucas árvores onde as</p><p>araras-azuis fazem seus ninhos. Até aqui, tudo parece bem encaixado,</p><p>mas... é justamente o tucano-toco o maior predador de ovos de arara-</p><p>azul — mais da metade dos ovos das araras são predados pelos tucanos.</p><p>Então, ficamos na seguinte encruzilhada: se não há tucanos-toco, os</p><p>manduvis se extinguem, pois não há dispersão de suas sementes e não</p><p>surgem novos manduvinhos, e isso afeta as araras-azuis, que não têm</p><p>onde fazer seus ninhos. Se, por outro lado, há muitos tucanos-toco, eles</p><p>dispersam as sementes dos manduvis, e as araras-azuis têm muito lugar</p><p>para fazer seus ninhos, mas seus ovos são muito predados. Internet:</p><p>(com adaptações). De acordo com a situação descrita,</p><p>a) o manduvi depende diretamente tanto do tucano-toco como da arara-</p><p>azul para sua sobrevivência.</p><p>b) o tucano-toco, depois de engolir sementes de manduvi, digere-as e</p><p>torna-as inviáveis.</p><p>c) a conservação da arara-azul exige a redução da população de</p><p>manduvis e o aumento da população de tucanos-toco.</p><p>d) a conservação das araras-azuis depende também da conservação dos</p><p>tucanos-toco, apesar de estes serem predadores daquelas.</p><p>e) a derrubada de manduvis em decorrência do desmatamento diminui a</p><p>disponibilidade de locais para os tucanos fazerem seus ninhos.</p><p>30. Sabemos que os organismos se relacionam uns com uns outros de</p><p>maneira harmônica e desarmônica. Essas relações são importantes para</p><p>manter o equilíbrio dos ecossistemas e das teias alimentares. Qual a</p><p>nomenclatura adequada para a relação entre indivíduos de espécies</p><p>iguais e diferentes, respectivamente?</p><p>a) Intraespecífica – Interespecífica</p><p>b) Interespecífica – Intraespecífica</p><p>c) Comensalismo – Predatismo</p><p>d) Inquilinismo – Intraespecífico</p><p>31. Várias mudanças ambientais interferem no ciclo biogeoquímico</p><p>do carbono. Sabe-se que a maior parte desse elemento está armazenada</p><p>nas rochas e sedimentos da crosta terrestre, como indica a tabela.</p><p>A exploração intensa dos recursos naturais acelera o processo de</p><p>conversão do carbono encontrado em rochas e sedimentos, em</p><p>compostos de carbono que circulam nos outros reservatórios. Uma</p><p>consequência desse processo é:</p><p>a) redução da eutrofização</p><p>b) aumento do efeito estufa</p><p>c) aumento da camada de ozônio</p><p>d) redução da fixação de nitrogênio</p><p>32. Com o objetivo de reduzir impactos ambientais, pesquisadores</p><p>vêm testando alternativas para substituir o plástico comum por novos</p><p>materiais, como o PHB. Esse polímero é produzido a partir do bagaço da</p><p>cana e se transforma em CO2 e H2 O quando se decompõe.</p><p>Uma vantagem para o meio ambiente está associada à seguinte</p><p>característica desse novo polímero:</p><p>a) interfere no ciclo do carbono</p><p>b) é composto por fonte renovável</p><p>c) intensifica a magnificação trófica</p><p>d) é resistente à degradação bacteriana</p><p>33. Em um ecossistema lacustre habitado por vários peixes de</p><p>pequeno porte, foi introduzido um determinado peixe carnívoro. A</p><p>presença desse predador provocou variação das populações de seres</p><p>vivos ali existentes, conforme mostra o gráfico a seguir.</p><p>A curva que indica a tendência da variação da população de fitoplâncton</p><p>nesse lago, após a introdução do peixe carnívoro, é a identificada por:</p><p>a) W</p><p>b) X</p><p>c) Y</p><p>d) Z</p><p>BIOLOGIA MÓDULO 01 CBMERJ</p><p>6</p><p>Gabarito:</p><p>1. A</p><p>2. Seres vivos: fitoplâncton.</p><p>Explicação: a produtividade primária é o resultado da fotossíntese, na</p><p>qual ocorre a liberação de oxigênio.</p><p>Duas das condições:</p><p>- grande concentração de nutrientes;</p><p>- grande disponibilidade de luz;</p><p>- águas mais frias</p><p>3. D</p><p>4. C</p><p>5. E</p><p>6. C</p><p>7. a) A curva 1 representa o crescimento populacional de acordo com um</p><p>modelo exponencial de crescimento populacional (ou potencial biótico).</p><p>Na equação desse modelo, os fatores capazes de regular o crescimento</p><p>populacional de uma espécie não são incorporados. A curva 2 representa</p><p>o crescimento populacional de acordo com um modelo logístico (ou</p><p>curva de crescimento real). Fatores capazes de regular o crescimento</p><p>populacional de uma espécie são incorporados nesse modelo. A curva 1</p><p>representa melhor a citação de Darwin, já que nesse caso não haveria</p><p>fatores capazes de regular o crescimento e, portanto, em teoria, a</p><p>população poderia ser infinita.</p><p>b) Taxa de natalidade, taxa de mortalidade, taxa de emigração e taxa de</p><p>imigração.</p><p>8. A</p><p>9. A maior quantidade de energia é encontrada nos produtores,</p><p>representados pelos vegetais e indicados pela letra [A]. A produção de</p><p>matéria orgânica pela vegetação ocorre por meio da fotossíntese. A</p><p>reciclagem da matéria no meio ambiente é realizada por fungos,</p><p>indicados pela letra [F]. Esses organismos são heterótrofos por absorção</p><p>e secretam enzimas capazes de decompor a matéria orgânica.</p><p>10. C</p><p>11. C</p><p>12. Comensalismo: só uma das partes se beneficia, sem prejudicar a</p><p>outra. Parasitismo: uma espécie é beneficiada enquanto a outra é</p><p>prejudicada.</p><p>Duas das vantagens:</p><p>- conquistar novos ambientes</p><p>- escapar de predadores e parasitas</p><p>- reduzir a competição em novos ambientes</p><p>- aumentar o fluxo gênico / diversificação da população</p><p>13. D</p><p>14. Lesma-do-mar e alga: herbivorismo (predatismo). Ocorre entre um</p><p>animal herbívoro e o vegetal do qual ele se alimenta.</p><p>Peixe-borboleta e paru: competição. Ocorre quando um mesmo recurso</p><p>do meio ambiente é disputado por organismos pertencentes ao mesmo</p><p>nicho ecológico.</p><p>15. As bactérias simbiônticas fixam o nitrogênio do ar para as plantas.</p><p>Em contrapartida, as células vegetais fornecem para as bactérias as</p><p>substâncias orgânicas produzidas a partir da fotossíntese. A associação</p><p>beneficia, portanto, ambos os organismos.</p><p>16. A</p><p>17. B</p><p>18. C</p><p>19. C</p><p>20. C</p><p>21. D</p><p>22. B</p><p>23. A</p><p>24. B</p><p>25. A</p><p>26. Segundo a teoria de Darwin, seria esperado que o número de</p><p>indivíduos da espécie residente com bico mais largo aumentasse, pois</p><p>eles conseguiriam se alimentar das sementes maiores;</p><p>conseqüentemente, apresentariam uma chance maior de sobrevivência e</p><p>de reprodução, produzindo um maior número de descendentes. Os</p><p>indivíduos com bicos menores teriam menor quantidade de sementes à</p><p>disposição, pois não conseguiriam se alimentar das sementes maiores e</p><p>muitos morreriam de fome, o que ocasionaria um menor número de</p><p>descendentes. Assim, é</p><p>esperado que haja um aumento no tamanho</p><p>médio do bico da população de tentilhões residentes (item A). O</p><p>processo evolutivo envolvido é a seleção natural (item B). Com o</p><p>estabelecimento da competição por alimento, os tentilhões invasores,</p><p>que possuem bico maior, teriam vantagem em relação à obtenção das</p><p>sementes maiores. O número de indivíduos com bico maior, da espécie</p><p>nativa, tenderá a diminuir (item C). Os indivíduos de bico menor se</p><p>alimentarão das sementes menores disponíveis e aumentarão o número</p><p>de descendentes. Assim, o tamanho médio do bico dos tentilhões</p><p>residentes diminuiria (item D). A questão está dividida em quatro itens.</p><p>Os itens A e D valem quatro pontos cada; os itens B e C valem um ponto</p><p>cada.</p><p>27. C</p><p>28. B</p><p>29. D</p><p>30. A</p><p>31. B</p><p>32. B</p><p>33. A</p>

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