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<p>FACULDADE VÉRTIX TRIRRIENSE</p><p>FARMÁCIA</p><p>ANA CAROLINA DOMINGOS DUARTE</p><p>MESSIAS NEVES MARQUES</p><p>RAYENE EBLEN GOMES</p><p>SABRINA DA SILVA CÂNDIDO GONÇALVES</p><p>SARAH BASTOS MENDONÇA</p><p>EUTANÁSIA E SUICÍDIO ASSISTIDO</p><p>Três Rios</p><p>2023</p><p>Introdução</p><p>O presente trabalho foi realizado para o seminário da disciplina de ética do primeiro e segundo período do curso de Farmácia da Faculdade Univértix de Três Rios. Acerca do tema "Eutanásia e suicídio assistido", que é o ato de proporcionar ao paciente uma morte indolor ou disponibilizar meios para que ele próprio cometa suicídio.</p><p>O Texto tem como objetivo principal explicar sobre o tema "eutanásia e suicídio assistido" de forma contextualizada, apresentando sua definição, quais tipos de eutanásia, países que apresentam essa prática legalizada, pontos positivos e negativos, melhorias no país caso fosse legalizado, e por fim apresentar a opinião do grupo sobre tal prática.</p><p>A presente pesquisa foi desenvolvida no período de setembro de 2023, por meio de análises bibliográficas em artigos online indexados entre 2013 até janeiro de 2023. A busca se deu por meio dos unitermos "eutanásia"; "suicídio assistido"; "países legalizados". Presentes nos artigos encontrados. As pesquisas do conteúdo foram divididas entre cada participante.</p><p>Desenvolvimento</p><p>A eutanásia consiste em provocar uma morte rápida e indolor de uma pessoa antes do previsto pela evolução natural da doença, devido ao sofrimento de uma doença incurável ou dolorosa. Entre os motivos mais comuns que levam os doentes terminais a pedir uma eutanásia estão a dor intensa e insuportável e a diminuição permanente da qualidade de vida por condições físicas como paralisia, incontinência, falta de ar, dificuldade em engolir, náuseas e vómitos. Entre os fatores psicológicos estão a depressão e o medo de perder o controle do corpo, a dignidade e independência. Geralmente a eutanásia é realizada por um profissional de saúde mediante pedido expresso da pessoa doente.</p><p>A forma de causar a morte do paciente pode se dar de maneira ativa ou passiva, pode se dar de um jeito direto ou indireto, ou como um ato voluntário ou não voluntário do paciente.</p><p>A eutanásia ativa, é quando há assistência ou a participação de terceiro, quando uma pessoa mata intencionalmente o enfermo por meio de artifício que para as atividades vitais do paciente, Pode ser cometida com o uso de injeção letal ou medicamentos com dose excessiva, já a eutanásia passiva, também conhecida como ortotanásia (morte correta), na qual se consiste em não realizar procedimentos de ressuscitação ou que tenham como fim único o prolongamento da vida, como medicamentos voltados para a ressuscitação do paciente ou máquinas de suporte vital como a ventilação artificial, que remediariam momentaneamente a causa da morte do paciente e não consistiriam em tratamento da enfermidade ou do</p><p>sofrimento do paciente, servindo apenas para prolongar a vida biológica e, consequentemente, o sofrimento. Neste caso, essas medidas incluem suspender alimentos, hidratação, oxigenação e a medicação. Esse tipo de eutanásia se subdivide ainda em eutanásia ativa direta e eutanásia ativa indireta.</p><p>Na eutanásia direta, tem como objetivo o fim da vida do paciente, e assim, são praticados atos positivos para essa ajuda de morrer. Na eutanásia indireta, além de encurtar a vida do paciente, pretende-se, também, aliviar sua dor. Nesse caso, também pode ser abarcada a chamada eutanásia pura ou genuína, que é uma ajuda à boa morte sem abreviar seu curso vital, mas usando apenas drogas ou outros meios paliativos e morais que diminuem o estado de prostração do enfermo.</p><p>Na eutanásia voluntária é a própria pessoa doente que, de forma consciente, expressa o desejo de morrer e pede ajuda para realizar o procedimento. Na eutanásia involuntária a pessoa encontra-se incapaz de dar consentimento para determinado tratamento e essa decisão é tomada por outra pessoa, geralmente cumprindo o desejo anteriormente expresso pelo próprio doente nesse sentido.</p><p>Suicídio assistido</p><p>O suicídio assistido é diferente da eutanásia, visto que é o ato de disponibilizar ao paciente meios para que ele próprio cometa suicídio. Como por exemplo, um médico prescrever uma dose letal de um fármaco para o paciente se auto administrar. É obrigatório que a pessoa tenha plena posse das suas capacidades mentais e que voluntariamente expresse o desejo de morrer e que requisite uma dose de medicamentos que ponha fim à vida. Geralmente é necessário que a pessoa seja um doente terminal com um prognóstico de seis meses ou menos de vida para que possa requisitar o suicido assistido.</p><p>Países legalizados</p><p>A legalização da eutanasia e suicidio assistido varia da legislação de cada país, onde há leis que podem mudar conforme o passar do tempo.Ambos variam de país para país. Vejamos a seguir alguns deles:</p><p>· Países Baixos, o primeiro país europeu a autorizar a eutanasia e suicidio assistido, em 2002, a lei exige que a pessoa tenha uma doença incurável e esteja “a sofrer irremediavelmente e insuportavelmente”. A idade mínima fixa-se nos 12 anos, mas os menores de 16 precisam da aprovação dos pais.</p><p>· Bélgica, também é autorizado a eutanasia e suicidio assistido, há menos limitações: não há uma idade mínima, ou seja, qualquer doente pode requerer este ato médico que põe fim à vida desde que tenha uma condição física ou psicológica causadora de um sofrimento incurável e atroz.</p><p>· Luxemburgo, a eutanásia foi descriminalizada em 2009. A idade mínima fixa-se nos 16 anos, mas até aos 18 a morte assistida está dependente do consentimento dos pais. O doente deve estar numa situação “irreversível à luz do estado da ciência”, em sofrimento psicológico ou físico, e tem de manifestar por escrito em que condições e circunstâncias pode submeter-se ao ato.</p><p>· Espanha, a lei que contempla a eutanásia para casos de sofrimento extremo e incurável só foi aprovada, na generalidade, em fevereiro de 2020. Apenas é permitida para pessoas que “sofram de uma doença grave e incurável, ou uma condição grave, crónica e incapacitante”.</p><p>· Austrália, permitido a eutanasia e suicidio assistido no estado de Vitória (desde 2019) e na Nova Zelândia (desde 2021). Em ambos os casos, o procedimento só pode ser pedido por doentes terminais</p><p>· Canadá, eutanasia e suicidio assistido desde 2005 para pessoas “mentalmente competentes” em situação de doença terminal e desde 2006 para pessoas com uma “doença grave ou incurável em estado avançado de declínio irreversível”.</p><p>· Colômbia a eutanásia é permitida a partir dos seis anos mas apenas a quem esteja em estado terminal. O procedimento já é legal desde 1997. No mês passado, o Tribunal Constitucional da Colômbia também apoiou o suicídio assistido.</p><p>Outros países como a Áustria e Noruega permitem a eutanásia, embora em circunstância muito específicas: doenças incuráveis, em que a pessoa pode decidir parar com os tratamentos para que a sua vida seja prolongada, assim como no caso de alimentação e/ou hidratação artificiais.</p><p>Alguns estados dos EUA, como Oregon, Washington, Vermont, Califórnia, Colorado, Havaí e Montana (com restrições e regulamentos específicos em cada estado), são permitidos apenas o suicidio assistido, assim como a Suíça, ambos países a eutansia não é legalizada.</p><p>Pontos positivos e negativos</p><p>O debate sobre a eutanásia tem-se intensificado nos últimos tempos. Apesar de ser um assunto antigo, há controvérsias em relação à prática. Os argumentos com maior relevância a favor da legalização e prática da eutanásia e do suicídio assistido são: o alívio da dor e sofrimento causados por sintomas físicos, considerados insuportáveis pelo paciente, respeitando a autonomia e liberdade individual do ser. Além disso, há lugares em que se alegam motivos de natureza econômica (apesar de ser uma parcela pequena, tem ganhado relevância em alguns países). Nesse contexto, os defensores da eutanásia e do suicídio assistido defendem o direito de controlarem o momento, o lugar e as circunstâncias da sua morte.</p><p>O filósofo alemão Nietzsche, um dos fundadores do existencialismo, afirma: “morrer orgulhosamente, quando não é mais possível viver orgulhosamente” (Nietzsche, 2006, p. 60).</p><p>Por outro lado, há estudos que mostram que os pedidos de eutanásia ou suicídio assistido raramente estão relacionados com a presença e intensidade da dor ou de outros sintomas físicos, mas sim com aspetos psicossociais, entre os quais o medo de se ser um fardo para os outros e estar dependente de terceiros, necessitanhdo de cuidados básicos de alimentação, higiene e locomoção. Dentre os argumentos contra essa prática, é possível citar o rompimento da relação médico-doente cuja tradição hipocrática obriga que os médicos estejam do lado da vida e além disso, o Estado poderá restringir o acesso aos tratamentos inovadores à população mais idosa ou com doenças incuráveis. Por isso, é preciso que seja avaliado os pontos positivos e negativos da prática.</p><p>Conclusão</p><p>Diante dos fatos apresentados anteriormente o grupo se monstra a favor da eutanásia, pois esta autonomia, para ser real, deve incluir não apenas escolhas sobre propriedade, profissão, residência, crenças e opções de estilo de vida, mas também a decisão de como e quando deixar de viver. Se viver for, por algum motivo, penoso para alguém, essa pessoa deve ter o direito a escolher morrer e de procurar e contratar os serviços médicos que, prestados livremente, lhe permitam morrer com dignidade. Se restringe a liberdade aos indivíduos autónomos, conscientes e responsáveis ao querer ou não continuar a viver, por que não restringir também a liberdade nos seus estilos de vida, crenças e todo o resto? É uma arbitrariedade que o Estado nos permita fazer com a nossa vida e com o nosso corpo umas coisas, mas não permita outras. Segundo o código penal brasileiro, a eutanásia tipifica como auxílio ao suicídio ou homicídio piedoso. Isso que dizer que segundo a lei, é tirado o direito à vida. Para a religião a vida é sagrada, existe uma valorização da constância e cultivo da vida humana, o que nega a possibilidade de aceitação daquilo que hoje se entende por eutanásia.</p><p>Portanto, para que ocorra a legalização ou até a liberação em determinados casos, a Constituição Federal de 1988 e o artigo 121 inciso 1° do código penal, precisarão ser novamente revisadas de forma que entrem em acordo com a legalização.</p><p>No Brasil a ortotanásia - que é a suspensão de medicamentos na fase terminal do paciente, para que ocorra a morte natural - é permitida e praticada, embora não haja uma legislação específica para ela. E ela é uma prática aceita socialmente e respaldada pela comunidade médica.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>OLIVEIRA, Lucas. Eutanásia. Brasil escola. Disponível em:https://www.google.com/amp/s/m.brasilescola.uol.com.br/amp/sociologia/eutanasia.htm. Acesso em: 26 set. 2023.</p><p>WIKIPÉDIA. Eutanásia. Wikipédia. Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Eutan%C3%A1sia. Acesso em: 26 set. 2023.</p><p>FRANCO, Sandra. Eutanásia: a importância de discutir a morte com dignidade. Consultor jurídico, 2021. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2021-jul-21/franco-eutanasia-importancia-discutir-morte-dignidade. Acesso em: 26 set. 2023.</p><p>MAGALHÃES, Brenna Maria C. Costa. Eutanásia: origem, ramificações e outras peculiaridades. Âmbito jurídico, 2013. Disponível em: https://www.google.com/amp/s/ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-penal/eutanasia-origem-ramificacoes-e-outras-peculiaridades/amp/. Acesso em: 26 set. 2023.</p><p>CRISPIM , Douglas; DADALTO, Luciana. Diferença entre eutanásia, suicido assistido e cuidados paliativos. Veja saúde, 2022. Disponível em: https://saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra/diferencas-entre-eutanasia-suicidio-assistido-e-cuidados-paliativos Acesso em: 27 set. 2023.</p><p>WIKIPÉDIA. Suicídio assistido. Wikipédia. Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Suic%C3%ADdio_assistido. Acesso em: 27 set. 2023.</p><p>CRUZ, J. A eutanásia e seus argumentos. Revista Iberoamericana de Bioética, n. 11, p. 1–19, 28 out. 2019.</p><p>file:///C:/Users/RH2/Downloads/admin,+Revista_Bioetica_11_05.pdf</p><p>WINCKLER, Valerie.Eutanasia: em que países a morte medicamente assistida é legal?. Expresso,2022. Disponível em: https://expresso.pt/sociedade/2022-06-09-Eutanasia-em-que-paises-a-morte-medicamente-assistida-e-legal--d2c34404 Acesso em: 27 set. 2023.</p><p>LEMOS, Ana. Os cinco países na Europa onde a eutanásia é há vários anos uma realidade. Sic notícias, 2023. Disponível em:</p><p>https://sicnoticias.pt/especiais/eutanasia/2023-01-30-Os-cinco-paises-na-Europa-onde-a-eutanasia-e-ha-varios-anos-uma-realidade-60920427#:~:text=S%C3%A3o%20cinco%20os%20pa%C3%ADses%20europeus,na%20vizinha%20Espanha%20(2020). Acesso em: 27 set. 2023.</p><p>image1.png</p>