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A2_Direito Aplicado à Gestão

Conjunto de questões objetivas de Direito Aplicado à Gestão (Ciências Contábeis) com enunciados casuísticos sobre compra e venda (ausência de preço → doação) e responsabilidade empresarial de ex-funcionário público, cada questão com alternativas e feedback explicativo.

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<p>EAD - A2 - Objetivas e Discursivas - 2024.3 - CIÊNCIAS CONTÁBEIS - 0º PERÍODO - Direito Aplicado à Gestão</p><p>QUESTÃO 01: Analise a seguinte hipótese:</p><p>Foi realizada a retirada do preço em um contrato de compra e venda. No entanto, manteve-se as mesmas partes compradora e vendedora e o mesmo bem. Nesse caso, o que podemos dizer que ocorrerá com a obrigação que o estabelece?</p><p>Alternativas</p><p>A) Será considerada equivocada e as partes serão obrigadas, pelo Estado, a inserir o preço sob pena de nulidade do contrato, um elemento essencial.</p><p>B) Será anulada, porque não pode subsistir sem o preço, uma vez que o direito obrigacional depende da existência de valor econômico.</p><p>C) Marcada pelo aluno: Tornar-se-á uma doação, já que a exclusão de um dos elementos essenciais da relação obrigacional leva à sua alteração.</p><p>D) Será mantida, porque o preço não é elemento essencial dessa relação, mas apenas a coisa e as partes contratantes, em face da liberdade formal.</p><p>E) Será considerada inexistente, como se não houvesse surtido qualquer efeito em tempo algum. É consequência da função social do Direito.</p><p>Feedback: Tornar-se-á uma doação, já que a exclusão de um dos elementos essenciais da relação obrigacional leva à sua alteração. correto. O preço é um dos elementos essenciais da obrigação que estabelece o contrato de compra e venda. Se ele inexiste, mas se mantém as partes e o bem objeto do contrato, ele não será oneroso, tornando-se uma doação, porque nela se verificam a transferência da propriedade sem a contraprestação do adimplemento do valor atribuído ao objeto do contrato.</p><p>QUESTÃO 02: Adamastor, uma vez aposentado de suas funções como funcionário público, decidiu iniciar nova atividade, dessa vez como representante de uma empresa de tecnologia. Essa nova atividade consistia em prestar atendimento técnico aos clientes da referida marca, bem como fornecer-lhes peças de reposição para suas máquinas danificadas, o que fazia por meio de pessoa jurídica, de que era sócio-gerente, cuja finalidade social incluía a venda de peças e a prática de consultoria, entre outras que, à época de sua composição, julgou pertinentes. Em sua atuação profissional, passou a fornecer peças e equipamentos de marcas diferentes e a realizar manutenção em equipamentos de outras marcas. Processado por um cliente insatisfeito com seu atendimento, defendeu-se argumentando que jamais fora empresário, apenas atuava como representante da famosa empresa de tecnologia, a quem deveria ser dirigida a demanda. Julgada a matéria, Adamastor foi considerado responsável.</p><p>Analise as afirmativas abaixo e assinale a correta:</p><p>Alternativas</p><p>A) Marcada pelo aluno Está incorreta a afirmação de Adamastor, porque atua como sócio- gerente da empresa cujo objeto remete à atividade empresarial.</p><p>B) É incorreta a afirmação, porque mesmo sendo um representante da marca de tecnologia, Adamastor exerce atividade empresarial.</p><p>C) Está correta essa afirmação, já que o cliente jamais poderia imaginar que, procurando a empresa de tecnologia, fosse atendido por terceiro.</p><p>D) Tem razão Adamastor, porque o fato de se apresentar como técnico da empresa de tecnologia afasta a sua caracterização como empresário.</p><p>E) Está correta a afirmação de Adamastor, porque um funcionário público, mesmo aposentado, não pode se tornar empresário.</p><p>Feedback: A afirmativa correta é [Está incorreta a afirmação de Adamastor, porque atua como sócio- gerente da empresa cujo objeto remete à atividade empresarial.], já que, na hipótese, e em face do consumidor, Adamastor não age como preposto da marca de tecnologia, mas sim como empresário, uma vez que é gerente de uma pessoa jurídica que tem por objeto social a prática de atos empresariais, não mantendo, além disso, vínculo de exclusividade que afaste essa caracterização.</p><p>A resposta [Está correta a afirmação de Adamastor, porque um funcionário público, mesmo aposentado, não pode se tornar empresário.] está errada porque, uma vez aposentado, está rompido o seu impedimento como funcionário público para a atividade empresarial.</p><p>A resposta [É incorreta a afirmação, porque mesmo sendo um representante da marca de tecnologia, Adamastor exerce atividade empresarial.] está errada porque Adamastor não exerce atividade empresarial como representante da marca de tecnologia, mas sim como sócio de sua própria empresa.</p><p>A resposta [Tem razão Adamastor, porque o fato de se apresentar como técnico da empresa de tecnologia afasta a sua caracterização como empresário.] está errada porque a sua condição de empresário não pode ser afastada pela sua atuação como autorizado da marca.</p><p>E, finalmente, a resposta [Está correta essa afirmação, já que o cliente jamais poderia imaginar que, procurando a empresa de tecnologia, fosse atendido por terceiro.] está errada porque cuida de hipótese diversa do objeto da presente questão.</p><p>QUESTÃO 03: É o resultado da elaboração do processo legislativo, de competência exclusiva do Poder Legislativo.</p><p>O texto acima trata da fonte imediata do Direito, denominada:</p><p>Alternativas</p><p>A) Doutrina.</p><p>B) Jurisprudência.</p><p>C) Marcada pelo aluno: Lei.</p><p>D) Equidade.</p><p>E) Analogia.</p><p>Feedback: Gabarito: alternativa LEI . Justificativa: Será fonte imediata do Direito a lei, enquanto resultado do processo de elaboração legislativa, formando o direito positivo.</p><p>Distratores: As demais opções não serão fontes imediatas, mas sim indiretase mecanismos de interpretação.</p><p>QUESTÃO 04: São Paulo – Muitos empreendedores preferem abrir uma franquia em casa porque não possuem capital suficiente para um negócio maior. Sem a necessidade de um ponto comercial, o franqueado tem menos custos fixos, por exemplo.</p><p>Disponível em <http://exame.abril.com.br/pme/noticias/20-opcoes-de-franquias-para-abrir-em-casa#1>. Acesso em 19/02/2015.</p><p>A aquisição de uma microfranquia, em que o investidor trabalhe em sua casa e tenha registrado sua empresa no seu próprio endereço residencial, o torna um empresário, bem como suas atividades serão empresariais?</p><p>Alternativas</p><p>A) Sim, porque o que definirá a caracterização do empresário é o objetivo de sua empresa.</p><p>B) Marcada pelo aluno: Sim, a caracterização de empresário independe do local de exercício de suas funções.</p><p>C) Sim, porque a simples declaração do indivíduo cria a sua caracterização como empresário.</p><p>D) Não, porque não poderá haver empresário que exerça suas atividades em domicílio residencial.</p><p>E) Não, porque não será deferido registro como empresário a quem não tenha domicílio comercial.</p><p>Feedback: Sim, a caracterização de empresário independe do local de exercício de suas funções. correto. vez que, de fato, a caracterização do indivíduo como empresário independe do local onde exerça sua atividade empresarial, nada impedindo que ela se dê em seu endereço residencial, nos casos em que a lei assim permitir.</p><p>Sim, porque o que definirá a caracterização do empresário é o objetivo de sua empresa. está errada porque não será o objeto social da empresa que definirá o indivíduo como empresário.</p><p>Não, porque não poderá haver empresário que exerça suas atividades em domicílio residencial. está errada porque não existe impedimento legal à prática de atividade empresarial no domicílio residencial do empresário como regra geral.</p><p>Não, porque não será deferido registro como empresário a quem não tenha domicílio comercial. está errada porque inexiste correlação entre o deferimento do registro e a propriedade de endereço profissional ou comercial.</p><p>Sim, porque a simples declaração do indivíduo cria a sua caracterização como empresário. está errada porque não é a declaração do indivíduo interessado que o torna um empresário, mas sim a prática da atividade empresarial economicamente organizada.</p><p>QUESTÃO 05: As obrigações tributárias incluem atos diversos do pagamento dos tributos pelo contribuinte, que se prestam a permitir a verificação, pelo Estado, das condições de exatidão e propriedade do lançamento do crédito ou da ocorrência da hipótese de incidência, tais como a manutenção de escrituração, entre outros.</p><p>A essas obrigações tributárias diversas</p><p>do pagamento denominamos:</p><p>Alternativas</p><p>A) Taxas.</p><p>B) Multas.</p><p>C) Principais.</p><p>D) Tarifas.</p><p>E) Marcada pelo aluno: Acessórias.</p><p>Feedback: Está correta a afirmativa (Acessórias.), já que essas obrigações tributárias são consideradas acessórias à obrigação principal, que é o pagamento; por isso está incorreta a opção (Principais.). As opções (Multas.), (Taxas.) e (Tarifas.) estão incorretas porque se referem a institutos de natureza diversa da abordada na presente questão.</p><p>QUESTÃO 06: A Constituição Federal determinou certa estrutura para o Estado brasileiro, que se compõe na forma determinada em seu texto; esse Estado não é um bloco monolítico, possui diversas instâncias políticas e territoriais, seguindo um determinado modelo que circunscreve as instâncias de poder e de participação política dos cidadãos. Esse modelo é empregado em diversos países do mundo e atende a princípios internacionais construtores de estruturas públicas em Estados dotados de sistemas jurídicos semelhantes ao nosso.</p><p>Com base no exposto, os entes públicos que compõem o nosso Estado em planos constitucionais são:</p><p>Alternativas</p><p>A) Os estados, a União e os territórios.</p><p>B) Gabarito da questão: Os estados, os municípios e o Distrito Federal.</p><p>C) Marcada pelo aluno :A União, os estados e os municípios.</p><p>D) Os estados, os municípios e os territórios.</p><p>E) Os estados e os municípios.</p><p>Feedback: Os estados, os municípios e o Distrito Federal. correto. Nossa Constituição Federal determina que a República é formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.</p><p>Os estados, os municípios e os territórios. incorreta, porque não há mais Territórios na composição de nosso Estado.</p><p>Os estados e os municípios. incorreto. porque não fazem referência à totalidade dos entes que integram tal composição.</p><p>A União, os estados e os municípios. incorreto. porque não fazem referência à totalidade dos entes que integram tal composição.</p><p>Os estados, a União e os territórios. incorreto. porque, além disso, ainda menciona os Territórios que, como mencionado, não mais participam da composição do Estado.</p><p>QUESTÃO 07: Segundo o Código Civil, “podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos” (artigo 972).</p><p>Assim, já se verifica que nem todos podem constituir uma empresa, ainda que em sociedade com alguém, que será o único responsável pela “mão na massa”. Há impedimentos também para quem quer ser o administrador da empresa ou empresário individual.</p><p>Disponível em: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/quem-nao-pode-abrir-uma-empresa</p><p>Acesso em 19/02/2015.</p><p>Considere o caso de um empresário que sofreu processo de falência. Ele poderá obter novo registro, mesmo que ainda esteja pendente a devida reabilitação?</p><p>Alternativas</p><p>A) Não, já que o exercício de qualquer profissão será imediatamente impedido a quem seja réu.</p><p>B) Marcada pelo aluno: Não, sofrer processo de falência cria impedimento ao registro de empresário até a reabilitação.</p><p>C) Sim, é inconstitucional impedir o exercício de qualquer profissão, ainda que de empresário.</p><p>D) Sim, porque antes do trânsito em julgado ninguém poderá ser considerado culpado.</p><p>E) Não, porque a condição de réu em processo judicial de qualquer natureza impede o registro.</p><p>Feedback: Sim, é inconstitucional impedir o exercício de qualquer profissão, ainda que de empresário. está errada porque não se trata de vedação ao exercício profissional, mas sim da regulamentação infraconstitucional de certas profissões.</p><p>Não, sofrer processo de falência cria impedimento ao registro de empresário até a reabilitação. correto. porque, de fato, o processo de falência cria o impedimento ao exercício das funções empresariais e, consequentemente, à obtenção desse registro.</p><p>Sim, porque antes do trânsito em julgado ninguém poderá ser considerado culpado. está errada porque não se perquire do trânsito em julgado para o impedimento de que ora se trata.</p><p>Não, porque a condição de réu em processo judicial de qualquer natureza impede o registro. está errada porque a condição de réu não presume culpa, tampouco impede o registro.</p><p>Não, já que o exercício de qualquer profissão será imediatamente impedido a quem seja réu. está errada porque o fato de alguém tornar-se réu não impede o exercício de qualquer profissão.</p><p>QUESTÃO 08: A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou em sessão nesta terça-feira (10) projeto de lei complementar que permite o parcelamento do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). A proposta foi aprovada em única discussão e segue para apreciação do prefeito Gilmar Olarte (PP). A proposição acrescenta dois artigos na Lei nº 2.592, de 27 de janeiro de 1989, que regulamenta a cobrança do imposto. O pagamento do ITBI poderá ser pago em até seis vezes, desde que as parcelas não sejam menores que R$ 100. O vencimento será dentro do prazo de 30 dias contados a partir da emissão da guia de recolhimento. Escrivães, tabeliães de nota e quaisquer outros funcionários da Justiça não poderão transferir imóveis sem que os interessados apresentem comprovante original do pagamento ou parcelamento. Em sua justificativa, os vereadores Coringa (PSD) e Otávio Trad (PT do B) argumentam que muitos cidadãos não conseguem pagar o imposto à vista, devido ao valor desembolsado na compra do imóvel. Assim, não se consegue regularizar o bem.</p><p>Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2015/02/aprovado-projeto-de-parcelamento-do-itbi-em-ate-6-vezes-na-capital-de-ms.html. Acesso em 21/02/2015</p><p>Considerando o exposto, aponte a consequência do parcelamento para a exigibilidade do crédito tributário:</p><p>Alternativas</p><p>A) O parcelamento não surte qualquer efeito quanto à exigibilidade do crédito tributário ou pagamento.</p><p>B) Marcada pelo aluno: No parcelamento, dá-se a suspensão da exigibilidade do crédito tributário até final adimplemento.</p><p>C) O parcelamento de um crédito tributário levará à sua imediata extinção, já que opera a presunção do cumprimento.</p><p>D)  está incorreta porque não se trata, na hipótese, de cogitar</p><p>E) Será uma modalidade de reiteração do crédito tributário, que se tornará exigível de imediato.</p><p>Feedback: O parcelamento não surte qualquer efeito quanto à exigibilidade do crédito tributário ou pagamento. está incorreta porque não é verdade que o parcelamento não surta qualquer efeito na exigibilidade do crédito tributário.</p><p>O parcelamento de um crédito tributário levará à sua imediata extinção, já que opera a presunção do cumprimento. está incorreta porque o parcelamento não leva à extinção do crédito tributário.</p><p>Na hipótese do parcelamento, as quantias já adimplidas serão descontadas do crédito. está incorreta porque não se trata, na hipótese, de cogitar sobre os efeitos do pagamento de cada parcela no total do débito, mas sim sobre a sua exigibilidade em hipótese.</p><p>No parcelamento, dá-se a suspensão da exigibilidade do crédito tributário até final adimplemento. correto. O efeito do parcelamento será a suspensão da exigibilidade do crédito tributário até o final do pagamento e enquanto as parcelas sejam adimplidas.</p><p>Será uma modalidade de reiteração do crédito tributário, que se tornará exigível de imediato. está incorreta porque não existe uma modalidade de reiteração de crédito tributário, que atende às exigências legais.</p><p>QUESTÃO 09: Uma microempresa é uma empresa de pequena dimensão. A sua definição varia conforme o país, mas podemos dizer que, em geral, conta com no máximo dez empregados, sendo que o proprietário da microempresa costuma contribuir com o seu próprio trabalho. Seu faturamento anual é reduzido, permitindo que o pagamento de tributos possa ser realizado de forma simplificada. Em Direito, a matéria é principalmente regulada em direito tributário e direito comercial.</p><p>Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Microempresa. Acesso em 19/02/2015.</p><p>A consideração jurídica da microempresa, assim como da empresa de pequeno porte, atende a uma reivindicação antiga de nossa sociedade, desburocratizando procedimentos e viabilizando</p><p>o acesso de grande parcela de nossa população economicamente ativa ao mercado formal. Sobre esse tipo de empresa, será correto afirmar:</p><p>Alternativas</p><p>A) Jamais poderá exercer atividade empresarial.</p><p>B) Forçosamente será uma empresa unifamiliar.</p><p>C) Terá limitações ao número de sócios-gerentes.</p><p>D) Marcada pelo aluno: Condiciona seu registro a certo faturamento.</p><p>E) Obrigará seu titular ao trabalho na fábrica.</p><p>Feedback:</p><p>Jamais poderá exercer atividade empresarial. está errada porque não se pode admitir a vedação à atividade empresarial, o que seria um contrassenso em se tratando de empresa.</p><p>Obrigará seu titular ao trabalho na fábrica. está errada porque não é necessária a existência de fábrica na empresa, tampouco que, em existindo, seja o titular obrigado a trabalhar nela pessoalmente.</p><p>Terá limitações ao número de sócios-gerentes. está errada porque a limitação ao número de sócios gerentes não é parte dos requisitos para a constituição de microempresas.</p><p>Forçosamente será uma empresa unifamiliar. está errada porque a microempresa não será, necessariamente, uma empresa familiar.</p><p>Condiciona seu registro a certo faturamento. correta. já que a configuração como microempresa é condicionada à percepção de faturamento abaixo de determinado patamar, estabelecido por lei.</p><p>QUESTÃO 10: Olefrânio Maltinha é absolutamente incapaz e representado por seu irmão, Ridodendo maltinha. Enquanto seu irmão trabalha, passa as tardes sob os cuidados de Novelino, um octogenário que vive sozinho e que, em anos dessa convivência, se afeiçoou a Olefrânio, passando a tratá-lo como a um filho. Após o falecimento de Novelino, descobriu-se que, em testamento, deixara dois imóveis de sua propriedade para Olefrânio. Seu representante legal, Ridodendo, arguiu judicialmente a impossibilidade da cobrança dos impostos de transmissão e de propriedade predial urbana sobre os imóveis, por ser seu irmão, beneficiário do testamento, absolutamente incapaz.</p><p>Tal pretensão deverá ser acatada com a isenção tributária? Avalie o caso e apresente as razões que ensejaram a sua resposta.</p><p>Feedback: A capacidade tributária independe da capacidade civil, nada impedindo que o absolutamente incapaz, quando operada a hipótese de incidência da obrigação tributária, se torne contribuinte, como no caso ora sob exame. As hipóteses de incidência são o tornar-se proprietário dos imóveis, o que, de fato, Olefrânio se tornou. O fato de não ser civilmente capaz impõe a sua representação para os atos da vida civil e não qualquer isenção sobre os impostos de que eventualmente se torne contribuinte.</p>