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<p>PENAL (2° BIMESTRE)</p><p>AULA INVERTIDA (ACADEMUS)</p><p>ART. 312 (PECULATO)</p><p>09M4A</p><p>Líllian Paloma</p><p>Steffany Louanne</p><p>TÍTULO XI - DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>CAPÍTULO I - DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL.</p><p>1. (art.312) – todas as questões devem ser respondidas e fundamentadas podendo ser utilizado qualquer tipo de pesquisa, esta é uma atividade a ser executadas em sala de aula.</p><p>a) Qual conceito de administração pública para o código penal?</p><p>A Administração Pública é o poder de gestão do Estado, que inclui a legislação, tributação, fiscalização e regulamentação, com o objetivo de oferecer um serviço público efetivo. O conceito de Administração Pública pode ser analisado sob dois aspectos: Subjetivo e Objetivo.</p><p>Aspecto Subjetivo: Refere-se aos agentes, órgãos e entidades que exercem a função administrativa;</p><p>Aspecto Objetivo: Refere-se às funções necessárias para a realização dos serviços públicos, que visam atender aos interesses coletivos;</p><p>Portanto, conclui-se que, segundo Noronha (1999), a Administração Pública para fins penais deve ser considerada de modo amplo, e ultrapassar o conceito que a limita como uma atividade única do Poder Executivo, visto que o Estado é a consecução do bem comum e, para isso, deve realizar a finalidade que preserve seus objetivos.</p><p>b) Cite quais tipos de peculato podem-se identificar no art.312?</p><p>No Art. 312 é possível identificar quatro tipos de peculato:</p><p>· Peculato Próprio Apropriação (Art. 312 Caput)</p><p>· Peculato Próprio Desvio (Art. 312 Caput)</p><p>· Peculato Impróprio Furto (Art. 312 §1º)</p><p>· Peculato Culposo (Art. 312 §2°)</p><p>· Peculato Apropriação (Art. 312 Caput)</p><p>Apropriar-se de dinheiro, valor ou bem móvel de que tem a posse em razão do cargo;</p><p>Quando o funcionário público se apropria de dinheiro, valor ou bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo;</p><p>“Art. 312. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo (...)”</p><p>· Peculato Desvio (Art. 312 Caput)</p><p>Desviar dinheiro, valor ou bem móvel de que tem a posse em razão do cargo;</p><p>Quando o funcionário público desvia dinheiro, valor ou bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo;</p><p>“Art. 312. (...) ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio”</p><p>· Peculato Furto (Art. 312 §1°) – Forma equiparada</p><p>Subtrair ou concorrer dolosamente para a subtração de dinheiro, valor ou bem móvel de que não tem a posse;</p><p>Quando o funcionário público subtrai ou concorre dolosamente subtração de dinheiro, valor ou bem móvel de que não tem a posse;</p><p>“Art. 312 §1°. Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário”</p><p>· Peculato Culposo (Art. 312 §2°) – Forma privilegiada</p><p>Concorrer culposamente para o crime de apropriação ou desvio de dinheiro, valor ou bem móvel de que tem ou não a posse;</p><p>Quando o funcionário público concorre culposamente para o crime de outrem;</p><p>“Art. 312 §2°. Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem”</p><p>c) Indique quais os bens juridicamente protegidos no art. 312?</p><p>O Art. 312 do Código Penal protege o patrimônio público ou particular e a probidade administrativa. Logo, verifica-se objeto juridicamente protegido é o patrimônio público (entes da Administração Pública Direta) ou particular (entes da Administração Pública Indireta), assim como a probidade administrativa. Enquanto, o objeto material é o dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel público ou particular.</p><p>d) Trata-se de crime próprio ou comum? Explique</p><p>O Crime de Peculato é um crime próprio, só pode ser cometido por funcionário público, pois está inserido no Capítulo I, do Título XI, que se trata dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral.</p><p>e) Particular pode praticar este crime? Explique</p><p>O Peculato é um crime próprio, ou seja, o sujeito ativo é sempre um servidor público que atua em razão do cargo. Então, em regra, não, o crime de peculato não pode ser praticado por um particular, pois o sujeito ativo do crime deve ser um funcionário público. Porém, assim como o peculato pode ser cometido por dois funcionários públicos conciliados ou por um funcionário público e um particular que tenha conhecimento de que seu comparsa exerce a função pública e pratica o crime se valendo da facilidade de que o cargo lhe proporciona. Então, o particular apenas pode praticar o crime se concorrer para ele.</p><p>f) Quem pode praticar este crime? Quais as condutas do agente previstas no caput do art.312? Como o crime se consuma nessas condutas?</p><p>O Crime de Peculato é praticado por funcionário público. O Art. 312 em seu Caput trata da ação de apropriar-se ou desvia dinheiro, valor ou bem móvel de que tem a posse em razão do cargo. O crime se consuma quando o funcionário público se apropria ou desvia um bem móvel, valor ou dinheiro, independentemente de obter vantagem indevida.</p><p>g) Quais bens podem ser objeto do peculato previsto no caput (objeto material)? Só ocorrem quando possuem natureza pública? Explique</p><p>O objeto material do crime de peculato é o dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular. Não ocorrem somente quando for bens de natureza pública, bens de natureza particular também, desde que se encontre sob a guarda ou custódia da Administração Pública.</p><p>h) O proveito previsto na parte final do tipo (caput) pode ser também em favor da administração? Explique</p><p>Não, o proveito não pode ser em favor da Administração Pública, porque a Administração Pública está na condição de sujeito passivo (vítima do crime), isto é, se trata de um crime contra a Administração Pública, sendo vítima o Estado. Então, o proveito próprio condiz ao funcionário público que se aproveita indevidamente, enquanto, o proveito alheio condiz a terceiro que se aproveita indevidamente da conduta praticada por funcionário público, já que o sujeito ativo, isto é, quem pratica o crime, é o funcionário público. Portanto, o proveito pode ser próprio, do funcionário público, ou à favor de terceiro.</p><p>i) No caso do peculato previsto no caput, o autor do crime pode ser prefeito? Explique</p><p>Não, um prefeito não pode ser acusado de peculato, pois o Crime de Peculato é cometido por funcionários públicos, e o prefeito é considerado um sujeito ativo do Crime de Peculato de Uso, conforme o Art. 1° do Decreto – Lei N° 201/67, que dispõe sobre a responsabilidade dos prefeitos e vereadores. O Crime de Peculato de Uso é um crime de responsabilidade dos prefeitos, que é julgado pelo Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores.</p><p>j) Explique a diferença entre peculato próprio e impróprio do art.312, indicando o critério que os diferencia.</p><p>Peculato Próprio (Art. 312 Caput): Apropriar-se ou desviar dinheiro, valor ou bem móvel de que tem a posse em razão do cargo.</p><p>· Peculato Próprio (Apropriação ou Desvio) -> Tem a posse em razão do cargo.</p><p>Peculato Impróprio (Art. 312 §1°): Subtrair ou concorrer dolosamente para a subtração de dinheiro, valor ou bem móvel de que não tem a posse.</p><p>· Peculato Impróprio (Furto) -> Não tem a posse.</p><p>k) O que seria peculato furto? Aponte suas elementares.</p><p>O Peculato Furto é uma modalidade de peculato que ocorre quando um funcionário furta ou subtrai algum bem ou dinheiro que não estava em sua posse, mas teve acesso facilitado pelo seu cargo. Está tipificado no Art. 312 §1°. É a forma equiparada do Art. 312 Caput, condiz com o Peculato Impróprio, em que o funcionário público furta ou subtrai algum bem ou dinheiro que não estava em sua posse, mas cujo acesso foi facilitado pela sua qualidade de funcionário público. Já as suas elementares são estas: A primeira é SUBTRAIR em que consiste em apossar-se do bem e levá-lo embora com ânimo de assenhoramento de forma definitiva. A segunda é CONCORRER PARA QUE O BEM SEJA SUBTRAÍDO, traz a ideia de que o agente</p><p>não realize de forma pessoal o ato da subtração, porém, de modo intencional, colabore para que o terceiro o faça.</p><p>l) Há um concurso de pessoas necessário no peculato furto? Explique</p><p>Sim, há concurso de pessoas necessário no peculato furto. Pois, se o funcionário público e um amigo subtraem bens da repartição pública, responderão pelo crime de peculato furto, como prevê o Art. 312 §1° do Código Penal. “Art. 312 §1°. Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário”. Desse modo, enfatiza-se que na primeira hipótese é possível a prática do delito pelo funcionário público de forma a realizar só, isto é, o funcionário público pratica sozinho o Crime de Peculato Furto. Já na segunda hipótese ocorre um concurso necessário, ou seja, concorre com a conduta ativa ou omissiva do funcionário público, para a prática da subtração.</p><p>m) Há previsão de peculato culposo? Aponte as possibilidades</p><p>O peculato culposo está previsto no art.312, parágrafo segundo, do CP, que prevê: “se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem”. O funcionário público age culposamente, isto é, com negligência, imprudência ou imperícia. Neste caso, o funcionário deve ser descuidado, ou melhor, que falte a cautela a que estava obrigado na guarda ou vigilância da coisa pública ou particular sob a custódia da administração.</p><p>n) Quais as consequências possíveis para a reparação do dano pelo funcionário público no peculato culposo? Aplica-se a todos os peculatos?</p><p>O Art. 312 §3° do Código Penal, prevê a reparação do dano no Crime de Peculato Culposo. “Art. 312 § 3º. No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.” Portanto, o Crime de Peculato Culposo tem como efeito a extinção da punibilidade, caso aconteça antes da sentença transitada em julgado; ou a redução da metade da pena, caso ocorra depois da sentença transitada em julgado.</p>