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<p>1</p><p>A eficácia da Escala de ELPO na prevenção de lesões por pressão em pacientes cirúrgicos.</p><p>Autores: Allan Patrick Nepomuceno de Jesus1, Thiago Ferreira de Freitas1, Gustavo de Almeida Maia Ferreira1,</p><p>Ana Rafaela Gomes Silva e Souza1, Mayra Monteiro do Carmo Rocha1 e Maria de Fátima da Silva Castro2.</p><p>1. Discentes do Centro Universitário UNA, MG, Brasil.</p><p>2. Docente do Centro Universitário UNA, MG, Brasil.</p><p>Categoria: Artigo de revisão</p><p>The effectiveness of the ELPO Scale in the prevention of pressure injuries in surgical patients.</p><p>RESUMO</p><p>Objetivo: Compreender, a partir da revisão integrativa da literatura, a eficácia da escala de ELPO na prevenção</p><p>de lesão por pressão em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos de longa duração. Método: Estudo de</p><p>revisão integrativa de literatura com publicações do período de 2017 a 2022, utilizando as bases de bibliotecas</p><p>virtuais SciELO, LILACS e Medline. Resultados: Dos nove estudos que contemplaram o objetivo 08 são</p><p>publicações nacionais e 01 internacional, sendo que os estudos todos foram observacionais sendo 11,11% de</p><p>coorte, 33,33% transversal e 55,55% longitudinais. Das publicações 44,44% foram encontradas na SciELO,</p><p>33,33% na Medline e 22,22% no LILACS. Considerações finais: A escala se mostrou eficiente devido ao baixo</p><p>desenvolvimento de lesões nos estudos analisados, nota-se que a implementação deve ser feita de forma conjunta.</p><p>Destaca-se que grande parte dos locais aplicados não possuem tecnologias para prevenção de lesões e ainda é</p><p>necessário que o enfermeiro utilize a ferramenta de forma holística, reconhecendo os riscos dos pacientes e os</p><p>materiais disponíveis para prevenção. Descritores: Assistência Perioperatória, Lesão por pressão,</p><p>Posicionamento do Paciente, Segurança do Paciente e Posicionamento Cirúrgico.</p><p>ABSTRACT</p><p>Objective: To understand, based on an integrative literature review, the effectiveness of the ELPO scale in the</p><p>prevention of pressure injuries in patients undergoing long-term surgical procedures. Method: An integrative</p><p>literature review study with publications from 2017 to 2022, using SciELO, LILACS and Medline virtual libraries.</p><p>Results: Of the nine studies that contemplated the objective 08 are national publications and 01 international,</p><p>and the studies were all observational, being 11.11% cohort, 33.33% cross-sectional and 55.55% longitudinal.</p><p>Of the publications, 44.44% were found in SciELO, 33.33% in Medline and 22.22% in LILACS. Final</p><p>considerations: The scale proved to be efficient due to the low development of lesions in the analyzed studies, it</p><p>is noted that the implementation must be done jointly. It is noteworthy that most of the applied places do not have</p><p>2</p><p>technologies for injury prevention and it is still necessary for the nurse to use the tool in a holistic way,</p><p>recognizing the risks of patients and the materials available for prevention. Descriptors: Perioperative Care,</p><p>Pressure Injury, Patient Positioning, Patient Safety and Surgical Positioning.</p><p>Introdução</p><p>O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), implementado pela portaria 529/2013, instituiu</p><p>protocolos para a segurança do paciente. O objetivo visa à redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano</p><p>indevido associado ao cuidado de saúde (BRASIL, 2013).</p><p>Em seu escopo, o PNSP propõe múltiplas ações voltadas para a segurança do paciente em diversas áreas.</p><p>Entre elas, estão os protocolos voltados à prevenção nos procedimentos cirúrgicos e anestésicos, como as Lesões</p><p>Por Pressão (LPP) relacionadas ao posicionamento cirúrgico, entre outros agravos (BRASIL, 2013; LOPES,</p><p>2016).</p><p>No Brasil, as LPP associadas ao posicionamento cirúrgico do paciente, variam entre 10,1% e 77% do total</p><p>de procedimentos realizados. Considerada como um evento adverso, as instituições hospitalares, destinam altos</p><p>valores para os cuidados com pacientes com LPP (BUSO, 2021).</p><p>As LPP são caracterizadas por danos ocorridos aos tecidos epiteliais, dérmicos e subcutâneo, devido a</p><p>pressões relacionadas ao cisalhamento, fricção e imobilidade. Durante os procedimentos cirúrgicos, elas</p><p>decorrem das condições intrínsecas, específicas do paciente e também por conta do longo período em que o</p><p>paciente permanece imobilizado, principalmente no período intraoperatório (BEZERRA, 2019).</p><p>Neste sentido, quanto maior o porte do procedimento cirúrgico, maior o risco do paciente adquirir a LPP.</p><p>Entretanto, há formas delas serem prevenidas, por exemplo, por meio da Escala de Avaliação de Risco para o</p><p>Desenvolvimento de Lesões Decorrentes do Posicionamento Cirúrgico (ELPO), que se configura numa</p><p>ferramenta segura e eficaz, desenvolvida para detectar possíveis riscos de lesão por pressão durante a submissão</p><p>de um paciente a um procedimento cirúrgico de longa duração (SANDES, 2019; LOPES, 2016).</p><p>A escala de ELPO é um instrumento intraoperatório, mas sua funcionalidade na assistência de</p><p>enfermagem pode nortear os cuidados no pós-operatório. Estudos relatam que algumas lesões podem ser</p><p>evidenciadas no período de 72 horas até cinco dias, no pós-operatório, sendo que, em grande parte dos casos, a</p><p>lesão pode ser relacionada à diminuição da perfusão capilar, pressão e modificações de temperatura (BUSO,</p><p>2021).</p><p>A partir desse contexto, este estudo visa esclarecer a seguinte questão norteadora: Qual a eficácia da</p><p>escala de ELPO na prevenção de lesão por pressão em pacientes cirúrgicos?</p><p>Para responder a essa questão, foi estabelecido o seguinte objetivo: compreender, a partir da revisão</p><p>integrativa da literatura, a eficácia da Escala de ELPO na prevenção de lesão por pressão em pacientes submetidos</p><p>a procedimentos cirúrgicos de longa duração.</p><p>3</p><p>O crescimento expressivo de LPP notificados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA),</p><p>relacionadas ao posicionamento e demais atividades cirúrgicas, traz grande preocupação, tendo em vista o</p><p>impacto causado na saúde do paciente. Sendo assim, se faz necessário aprofundar sobre o assunto, para que o</p><p>enfermeiro, em conjunto com a sua equipe, possa refletir sobre as medidas a serem adotadas, a fim de mitigar os</p><p>riscos aos quais os pacientes vêm sendo expostos.</p><p>A escala de ELPO é uma das medidas que permitem a implementação de ações preventivas e se bem</p><p>utilizada resultará em maior qualidade da assistência que vem sendo prestada ao paciente cirúrgico.</p><p>Metodologia</p><p>Refere-se a um estudo com análise de pesquisas existentes, e que por meio de levantamentos dessas</p><p>literaturas, propõe-se uma Revisão Integrativa (RI) sobre a eficácia da escala de ELPO dentro das Unidades</p><p>Cirúrgicas.</p><p>A RI é uma abordagem metodológica que permite sintetizar os resultados de pesquisa sobre um</p><p>determinado tema, de forma ordenada e sistemática, cujo objetivo final é contribuir para a expansão do</p><p>conhecimento acerca daquilo que está sendo pesquisado (MEDEIROS, 2021).</p><p>O processo da RI é realizado em 06 etapas, que se inicia com a definição da questão norteadora. A essa</p><p>etapa se seguem outras que incluem a busca na literatura, divisão dos estudos, aferição dos dados selecionados,</p><p>interpretação dos resultados e, por fim, a apresentação da revisão (MENDES, 2008).</p><p>Durante a etapa de coleta de dados foram utilizados, para a busca dos artigos, os seguintes Descritores em</p><p>Ciências da Saúde (DeCS) e no Medical Subject Headings (MeSH) e suas respectivas variações nas línguas</p><p>portuguesa e inglesa: Assistência Perioperatória, Lesão por pressão, Posicionamento do Paciente e Segurança do</p><p>Paciente. Também foi utilizado um descritor não controlado, sendo ele: Posicionamento Cirúrgico.</p><p>A partir desta etapa, foi realizada a busca no Portal de Pesquisas da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS),</p><p>nas seguintes bases de dados: Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE), Literatura da América</p><p>Latina e do Caribe em ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO).</p><p>Além disso, para melhor direcionamento na pesquisa de artigos, os descritores foram combinados entre si</p><p>através dos operadores booleanos “AND’ e/ou “OR”, conforme mostrado no Quadro 1:</p><p>Quadro 1: Combinações dos Descritores com os operadores booleanos.</p><p>Etapas de Busca Combinações dos Descritores</p><p>1ª etapa Assistência Perioperatória AND Lesão por Pressão;</p><p>2ª etapa Assistência Perioperatória AND Posicionamento do Paciente OR Posicionamento Cirúrgico;</p><p>3ª etapa Lesão por Pressão AND Posicionamento do Paciente OR Posicionamento Cirúrgico;</p><p>4</p><p>Etapas de Busca Combinações dos Descritores</p><p>4ª etapa Assistência Perioperatória AND Segurança do Paciente</p><p>5ª etapa Segurança do Paciente AND Lesão por Pressão</p><p>6ª etapa Segurança do Paciente AND Posicionamento do Paciente OR Posicionamento Cirúrgico;</p><p>Os critérios de inclusão foram: artigos publicados nos últimos 10 anos, na íntegra, de livre acesso em</p><p>português e inglês. Paralelamente, foram excluídas as monografias, manuais, publicações de atualizações e</p><p>artigos que não respondiam à questão norteadora.</p><p>Inicialmente, foram encontrados 3135 artigos nas plataformas de busca. Após aplicados todos os critérios</p><p>de inclusão e exclusão, remanesceram 106 artigos. Desses, alguns foram retirados pois estavam repetidos em</p><p>diferentes bases. Conforme análise dos resumos foram selecionados 9 artigos, que atendiam a resposta à proposta</p><p>da pergunta norteadora.</p><p>Abaixo na figura 1 é possível contemplar o processo de busca e seleção dos artigos.</p><p>Figura 1 - Fluxograma de procura e seleção de artigos para formação da RI.</p><p>A análise dos estudos selecionados, permitiu separar os conteúdos abordados em 02 categorias:</p><p>1) Ocorrência de LPP por posicionamento cirúrgico.</p><p>2) Fatores que influenciam na eficácia da Escala de ELPO para o não desenvolvimento das LPP decorrente</p><p>do posicionamento cirúrgico.</p><p>5</p><p>Resultados</p><p>Conforme mostrado no quadro 2, os artigos selecionados foram avaliados e classificados de acordo com</p><p>sua relevância e especificidade sobre o título-tema. Após a etapa de avaliação, foi realizada a classificação de</p><p>acordo com ano de publicação, produção e divulgação, tipo de estudo e nível de evidência, levando em</p><p>consideração a validade e confiabilidade dos respectivos artigos.</p><p>O quadro II, mostra o número de publicações, de acordo com ano:</p><p>Quadro 2: Número de artigos de acordo com o ano de publicação.</p><p>2018 2019 2020 2021</p><p>02 03 01 03</p><p>Em relação a produção e divulgação dos trabalhos, foram listados 08 artigos nacionais e 01 internacional,</p><p>nas Revistas da SOBECC (n=04); Acta Paul Enfermagem (n=01); Gaúcha de Enfermagem (n=01); Escola de</p><p>Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (n=01); Revista Latino-Americana de Enfermagem</p><p>(n=02). Quanto ao tipo de estudo, apenas 01 era qualitativa e as demais eram quantitativas.</p><p>O Nível de Evidência (NE) possui sete níveis, sendo que sua classificação é em ordem crescente, ou seja</p><p>sendo o NE 1 é o mais forte “Strongest” e o NE 7 o mais fraco “Weakest” (JOST, 2018). A partir dessa escala,</p><p>obteve-se os resultados, conforme mostrado no quadro sinóptico a seguir:</p><p>Quadro 3 - Título, Autor, Ano, Local, Revista, Nível de Evidência, Método e Resultados dos estudos.</p><p>Título / Autor / Ano / Local / Revista NE Método Resultados</p><p>‘’Aplicação da escala em avaliação de risco para o</p><p>desenvolvimento de lesões decorrentes do</p><p>posicionamento cirúrgico do paciente.’’</p><p>Gonzaga, 2021, São Paulo-SP, Sobecc.</p><p>3</p><p>Estudo observacional,</p><p>descritivo, transversal, com</p><p>abordagem quantitativa.</p><p>Aos 31 pacientes aplicados à escala de</p><p>ELPO foi observado um escore 19, isto é,</p><p>com menor risco de desenvolvimento de</p><p>lesão por pressão.</p><p>‘’Lesão por pressão decorrente do posicionamento</p><p>cirúrgico e fatores associados."</p><p>Buso, 2021, Uberaba-MG, ACTA Paul Enferm.</p><p>4</p><p>Estudo observacional,</p><p>longitudinal.</p><p>No estudo observou-se que 37,7% das</p><p>lesões ocorridas foram em pacientes com</p><p>escore com base na ELPO.</p><p>‘’Avaliação do risco para o desenvolvimento de lesões</p><p>perioperatórias decorrentes do posicionamento</p><p>cirúrgico.”</p><p>Oliveira, 2019, Teresina-PI, Revista Gaúcha de</p><p>Enfermagem</p><p>4</p><p>Estudo longitudinal</p><p>analítico.</p><p>Neste estudo 68,9% dos pacientes</p><p>submetidos a cirurgias eletivas</p><p>apresentaram risco reduzido de acordo</p><p>com a ELPO.</p><p>‘’Posicionamento Cirúrgico: Prevalência de Risco de</p><p>Lesões em Pacientes Cirúrgicos.’’ 2</p><p>Estudo transversal,</p><p>realizado em um hospital</p><p>Foi aplicada a Escala de ELPO em 115</p><p>pacientes submetidos a procedimentos</p><p>6</p><p>Título / Autor / Ano / Local / Revista NE Método Resultados</p><p>Trevilato, 2018, Porto Alegre-RS, Sobecc. privado geral. cirúrgicos, constatando desenvolvimento</p><p>de LP em 25 deles (21,7%).</p><p>‘’Risco Para Lesões Do Posicionamento Cirúrgico</p><p>Decorrentes da Posição Supina.’’</p><p>Caetano, 2018, Belo Horizonte-MG, Escola de</p><p>Enfermagem UFMG.</p><p>4</p><p>Estudo observacional,</p><p>longitudinal, prospectivo e</p><p>de abordagem quantitativa.</p><p>A amostra foi constituída por 89</p><p>pacientes adultos. Onde 46,1%</p><p>apresentou escore ELPO > 19, isto é, em</p><p>maior risco para o desenvolvimento de</p><p>lesões decorrentes do posicionamento</p><p>cirúrgico.</p><p>‘’Classificação de risco de desenvolvimento de lesões</p><p>decorrentes do posicionamento cirúrgico.’’</p><p>Peixoto, 2019, Uberaba-MG, Revista Latino-</p><p>Americana;</p><p>3</p><p>Estudo observacional,</p><p>longitudinal, prospectivo e</p><p>quantitativo.</p><p>56,5% dos pacientes analisados</p><p>apresentaram alto risco para lesão</p><p>perioperatória por posicionamento. Em</p><p>77% dos pacientes houve lesões por</p><p>posicionamento cirúrgico.</p><p>‘’Fatores Associados a lesões de pele decorrentes do</p><p>período intraoperatório.’’</p><p>Bezerra, 2019, Recife-PE, Sobecc.</p><p>5</p><p>Estudo transversal,</p><p>descritivo, com abordagem</p><p>qualitativa.</p><p>Dos 154 pacientes avaliados, sete</p><p>apresentaram 11 lesões de pele, como</p><p>lesões por pressão, estágio I, estágio II.</p><p>‘’Incidência de lesão por pressão e avaliação do risco</p><p>pela escala ELPO.”</p><p>Lima, 2021, Rio Janeiro-RJ, Sobecc.</p><p>4</p><p>Estudo de coorte,</p><p>observacional, descritivo</p><p>exploratório com análise</p><p>quantitativa.</p><p>Inicialmente, foram abordados 56</p><p>participantes potencialmente elegíveis.</p><p>Foi realizada visita pré-operatória em</p><p>todos os pacientes.</p><p>‘’Risco para lesão no posicionamento cirúrgico:</p><p>validação de escala em um hospital de reabilitação.’’</p><p>Nascimento, 2020, Brasília-DF, Revista Latino-</p><p>Americana.</p><p>4</p><p>Estudo analítica,</p><p>longitudinal e quantitativa.</p><p>A maioria dos pacientes apresentou alto</p><p>risco para lesões perioperatórias, tanto no</p><p>escore da escala com tempo estimado</p><p>quanto no escore com tempo real.</p><p>Discussão das categorias que foram definidas</p><p>1. Ocorrência de LPP por Posicionamento Cirúrgico:</p><p>Cerca de 310 milhões de procedimentos cirúrgicos são realizados por ano no mundo, com tendência</p><p>de obter um crescimento expressivo a cada ano. E juntamente com esse aumento de procedimentos também</p><p>eleva-se o número de eventos adversos. No Brasil, as LPP associadas ao posicionamento cirúrgico do</p><p>paciente, variam entre 10,1% e 77% dos casos, podendo oscilar o percentual dos casos de um estado para</p><p>o outro (BUSO, 2021).</p><p>O Centro Cirúrgico é tido como um setor crítico dentro de qualquer instituição hospitalar, ou seja,</p><p>é um ambiente que pode favorecer o acontecimento de diversos eventos adversos, que perpassam desde</p><p>falhas humanas, mecânicas ou até mesmo biológicas. Sendo estes fatores contribuintes para o</p><p>desenvolvimento de LPP (GONZAGA, 2021).</p><p>7</p><p>Conforme apontam os estudos desta RI, o fator de maior impacto no desenvolvimento das LPP, é o</p><p>posicionamento cirúrgico, seguido do índice de massa corporal (IMC), das comorbidades, do tempo de</p><p>cirurgia, do tipo de anestesia e da idade dos pacientes.</p><p>Segundo Peixoto (2019) em seu estudo observacional, realizado em 2017 no período de fevereiro a</p><p>maio, 56,5% dos pacientes observados na cidade de Uberaba apresentavam risco de desenvolver LPP</p><p>decorrentes</p><p>do posicionamento cirúrgico. Outro estudo observacional realizado por Oliveira (2019) entre</p><p>setembro e novembro de 2017, na cidade de Teresina-PI, 31,1% dos pacientes observados possuíam risco</p><p>de desenvolver LPP por posicionamento cirúrgico. No estudo transversal de Trevilato (2018), realizado</p><p>na cidade de Porto Alegre-RS, de janeiro a setembro de 2017, o percentual de pacientes com risco de</p><p>surgimento de LPP proveniente do posicionamento cirúrgico foi de 19,05%.</p><p>Como pôde ser observado, há uma diferença expressiva entre os dados, embora todos refiram às</p><p>LPP de estágio I, decorrentes do posicionamento do paciente durante o procedimento cirúrgico. Em</p><p>alguns casos, o percentual elevado pode ser justificado pelo IMC, outros se referem à duração do</p><p>procedimento, tipo de cirurgia e anestésicos utilizados, idade, comorbidades, entre outros (TREVILATO,</p><p>2018; OLIVEIRA, 2019; PEIXOTO 2019).</p><p>Outro aspecto a ser ressaltado é que, praticamente todos os autores afirmam que os pacientes de</p><p>seus respectivos estudos apresentam altos índices de desenvolver LPP por posicionamento cirúrgico. Essa</p><p>constatação se deve à escala de ELPO. Portanto, os pacientes avaliados por meio dela, observou-se que</p><p>o score médio para desenvolver LPP, está acima de 19 pontos.</p><p>Dentre os estudos comparados, é possível ver que o período perioperatório é o de maior impacto na</p><p>vida dos pacientes, ocasionando as LPP, que em sua maior parte são decorrentes do posicionamento</p><p>cirúrgico, e que por sua vez, são classificadas como EAs. A segurança dos pacientes cirúrgicos está</p><p>contida e assegurada dentro das cinco metas internacionais. Sendo o protocolo de cirurgia segura uma</p><p>ferramenta eficaz para prevenção de eventuais problemas (GONZAGA, 2021).</p><p>Neste contexto, ferramentas como American Society of Anesthesiology (ASA), Escala de Munro e</p><p>a Scott Triggers foram implantadas e implementadas em diversas instituições pelo mundo, a fim de</p><p>minimizar os possíveis eventos adversos relacionados às LPP. Entretanto, no Brasil a escala de ELPO é</p><p>a mais utilizada e eficaz quando sua aplicação é seguida corretamente (PEIXOTO, 2019).</p><p>2. Fatores que influenciam na eficácia da Escala de ELPO para o não desenvolvimento das LPP</p><p>decorrente do posicionamento cirúrgico.</p><p>Ao se falar sobre o surgimento das LPP é necessário considerar o ambiente nos quais estão inseridos os</p><p>pacientes, bem como suas características individuais e seu quadro clínico. Para isso, ao analisar fatores que</p><p>8</p><p>influenciam o risco do surgimento da LPP, são destacados fatores extrínsecos como por exemplo pressão, fricção,</p><p>umidade, e também os intrínsecos como idade, presença de comorbidades, peso e estado nutricional (PEIXOTO,</p><p>2019).</p><p>No contexto do centro cirúrgico, também são analisados fatores específicos do momento intraoperatório,</p><p>tais como o tempo de cirurgia, posicionamento do paciente, tipo de anestesia, por exemplo. E, quanto aos fatores</p><p>considerados na escala de ELPO, mostrados na Tabela 1, os autores trazem diversos posicionamentos sobre a</p><p>importância de cada um deles, bem como seu impacto sobre a eficácia da escala (PEIXOTO, 2019).</p><p>Tabela 1 - Escala de ELPO, Fatores considerados.</p><p>Item / Escore 5 4 3 2 1</p><p>Tipo de posição</p><p>cirúrgica</p><p>Litotômica Prona Trendelemburg Lateral Supina</p><p>Tempo de cirurgia Acima de 6h Acima de 4h até 6h Acima de 2h e até 4h</p><p>Acima de 1h até</p><p>2h</p><p>Acima de 1 até 2h</p><p>Tipo de anestesia Geral + Regional Geral Regional Sedação Local</p><p>Superfície de suporte</p><p>Sem uso de superfície</p><p>de suporte ou suportes</p><p>rígidos sem</p><p>acolchoamento ou</p><p>perneiras estreitas</p><p>Colchão da mesa</p><p>cirúrgica de espuma</p><p>(convencional)+coxi</p><p>ns feitos de campos</p><p>de algodão</p><p>Colchão da mesa</p><p>cirúrgica de espuma</p><p>(convencional) +</p><p>coxins de espuma</p><p>Colchão da mesa</p><p>cirúrgica de</p><p>espuma</p><p>(convencional) +</p><p>coxins de</p><p>viscoelástico</p><p>Colchão da mesa cirúrgica</p><p>de viscoelástico + coxins de</p><p>viscoelástico</p><p>Posição dos membros</p><p>Elevação dos joelhos</p><p>>90º e abertura dos</p><p>membros inferiores</p><p>>90º ou abertura dos</p><p>membros superiores</p><p>>90º</p><p>Elevação dos joelhos</p><p>>90º ou abertura dos</p><p>membros inferiores</p><p>>90º</p><p>Elevação dos joelhos</p><p><90º e abertura dos</p><p>membros inferiores</p><p><90º ou pescoço sem</p><p>alinhamento mento</p><p>esternal</p><p>Abertura <90º dos</p><p>membros</p><p>superiores</p><p>Posição Anatômica</p><p>Comorbidades</p><p>Úlcera por pressão ou</p><p>neuropatia previamente</p><p>diagnosticada ou</p><p>trombose venosa</p><p>profunda</p><p>Obesidade ou</p><p>Desnutrição</p><p>Diabetes Mellitus Doença Vascular Sem Comorbidades</p><p>Idade do paciente >80 anos Entre 70 e 79 anos Entre 60 e 69 anos Entre 40 e 59 anos Entre 18 e 39 anos</p><p>A princípio, a maioria dos artigos dão ênfase ao posicionamento cirúrgico como fator crucial na avaliação</p><p>do escore da escala de ELPO. Segundo Lima (2021), “é importante que o posicionamento do paciente cirúrgico</p><p>seja realizado de forma segura e confortável a fim de prevenir possíveis complicações [...]”. Além disso, a</p><p>posição supina, que é a mais utilizada entre todos os procedimentos cirúrgicos, é uma das que mais resulta em</p><p>LPP.</p><p>9</p><p>Contrariamente, Caetano (2018) afirma que esta posição é a que permite maior possibilidade de respeitar</p><p>os limites e as condições dos pacientes, uma vez que é a que irá mais se aproximar da posição anatômica. No</p><p>entanto, a mesma autora alerta para que os pacientes sejam assistidos em sua integralidade e ressalta a importância</p><p>da avaliação de outros fatores determinantes no uso da escala e do uso de dispositivos de proteção adequados ao</p><p>paciente.</p><p>Corroborando com a afirmação de Caetano (2018), Oliveira (2019) relata que, dentro da assistência</p><p>perioperatória, as estratégias de posicionamento associadas ao uso de dispositivos como superfícies de apoio e</p><p>suporte ideais irão contribuir com a preservação da integridade da pele, reduzindo o impacto de pressões nervosas,</p><p>musculares e articulares.</p><p>Estes autores apontam que o uso de superfícies de baixa tecnologia, tais como coxins de</p><p>viscoelástico, por exemplo, irá impactar na eficiência da escala de ELPO. Em contrapartida, Buso</p><p>(2021) revela em seu estudo que o posicionamento cirúrgico, bem como os outros fatores da escala</p><p>de ELPO, apesar de estar intrinsecamente ligados, não deve ser avaliado apenas considerando a</p><p>pontuação de baixo risco (Escore ≤ 19) e alto risco (Escore >20). O autor afirma que apesar da</p><p>escala ter importância preditiva no surgimento de LPP, ela perde sua ação preventiva se as</p><p>atividades de intervenção forem aplicadas apenas na presença de alto risco para lesões.</p><p>Quanto às comorbidades, Peixoto (2019) relata que a maioria dos pacientes que possuíam escore ELPO</p><p>>20 ou que chegaram a desenvolver alguma LPP possuíam pontuação ASA no valor de II ou III. Ele cita ainda</p><p>que alterações no IMC (Índice de Massa Corporal com baixo peso, sobrepeso ou obesidade) e Diabetes mellitus</p><p>(pela fisiopatologia específica da doença) contribuem para o surgimento das LPP.</p><p>Peixoto (2019), relata que ao redor do mundo dentro das unidades cirúrgicas, existem várias escalas para</p><p>avaliação do risco de lesão por pressão. A escala de ELPO no Brasil é a principal ferramenta utilizada na</p><p>avaliação do risco de LPP. Criada em 2013 pela Drª em Enfermagem Camila Mendonça de Moraes Lopes, a</p><p>ELPO se tornou uma ferramenta exclusiva da enfermagem, onde sua função é nortear a equipe de enfermagem</p><p>para os cuidados com o paciente cirúrgico, a fim de tornar a assistência prestada mais eficaz.</p><p>Ocorre que, a eficácia a ser alcançada, segundo Gonzaga (2021) depende de outras especificidades que</p><p>vão além da assistência de Enfermagem. Dessa forma, se cada paciente em sua avaliação terá um escore de acordo</p><p>com os fatores evidenciados, a equipe deverá estar atenta a cada uma delas, a fim de garantir a efetividade do uso</p><p>da escala de ELPO, evitando assim o surgimento das LPP.</p><p>Trevilato (2018) reforça a importância da definição do escore, pois este permite ao enfermeiro direcionar</p><p>o planejamento específico do cuidado ao paciente cirúrgico. Se for assim, a escala mostra-se mais eficaz para a</p><p>qualificação do atendimento a pacientes no intraoperatório.</p><p>10</p><p>De acordo com Buso (2021), é papel da equipe de enfermagem, realizar uma avaliação do paciente com</p><p>risco de desenvolvimento de LPP até mesmo após a alta da sala de recuperação pós-anestésica, pois o risco do</p><p>surgimento de lesões pode ir de 72 horas até cinco dias após o procedimento cirúrgico.</p><p>Contudo, todo e qualquer paciente com risco de desenvolver LPP decorrente de posicionamento cirúrgico,</p><p>ou de outro fator predisponente fica a encargo da equipe de integridade cutânea da instituição, ou pela equipe de</p><p>enfermagem antes e após o período de 72 horas no pós-operatório, para que venha realizar prescrições de cuidados</p><p>para evitar o agravo ou comprometimento da região notificada nos eventos adversos (LIMA, 2021).</p><p>Conclusão</p><p>A partir desta RI foi possível evidenciar que a escala de ELPO é eficaz como ferramenta de prevenção</p><p>para LPP em pacientes cirúrgicos. No entanto, ficou evidente que ela não deve ser implementada como única</p><p>forma de prevenção para LPP. É unânime a recomendação de se avaliar outros fatores e empreender mecanismos</p><p>que impeçam o acontecimento das LPP, para que a assistência prestada seja livre de danos ao paciente.</p><p>Além disso, fica claro também que no contexto brasileiro há um déficit de tecnologia que oferece ao</p><p>paciente o conforto necessário no contexto do ambiente cirúrgico. Exemplo disso, se refere à disponibilidade de</p><p>superfícies de suporte de alta tecnologia. Uma outra falha que corrobora para o aumento da incidência de LPP é</p><p>que muitas das intervenções realizadas pela equipe multidisciplinar só acontecem quando o paciente obtém alto</p><p>risco para lesões. Neste contexto, muitos não se beneficiam de medidas preventivas eficientes e acabam por</p><p>desenvolverem lesões.</p><p>Ressalta-se a importância do papel do Enfermeiro, para que haja utilização eficaz da escala de ELPO a</p><p>fim de prevenir riscos de danos cutâneos aos pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos, principalmente</p><p>no período pós-operatório, pois conforme os estudos selecionados para esta RI, o surgimento de LPP em sua</p><p>maioria é 72h após o procedimento cirúrgico ao qual o paciente foi submetido. Além disso, o Enfermeiro tem a</p><p>função de avaliar o paciente de forma holística, reconhecendo seus riscos e criando um plano de cuidados</p><p>específicos para prestar a assistência em nível de excelência.</p><p>Referências:</p><p>01. BEZERRA, M. B. G., Galvão, M. C. B., Vieira, J. C. M., Lopes, M.G. dos S., Almeida e Cavalcanti, A. T.</p><p>de & Gomes, E. T. Fatores associados a lesões de pele decorrentes do período intraoperatório. Revista</p><p>SOBECC, 24(2), 76–84. São Paulo. 2019 Disponíveis em: https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/465</p><p>02. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 529, de abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança</p><p>do Paciente (PNSP). Brasil, 2013. Disponível em:</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0529_01_04_2013.html</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/465</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0529_01_04_2013.html</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0529_01_04_2013.html</p><p>11</p><p>03. BUSO, Flavia Duarte et al. Lesão por pressão decorrente do posicionamento cirúrgico e fatores associados.</p><p>Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2021. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/ape/a/VPg7mpWnvhgkDVXWGWjR6hn/?lang=pt</p><p>04. CAETANO, Erika Patrícia et al. Risco para Lesões do Posicionamento Cirúrgico decorrentes da posição</p><p>supina. Escola de Enfermagem. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. 2018. Disponível em:</p><p>https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-982198</p><p>05. GONZAGA, M. J. D., Gomes, D. F., Alves, L. C., Marques, M. F., & Menezes, R. S. P. Aplicação da</p><p>escala em avaliação de risco para o desenvolvimento de lesões decorrentes do posicionamento cirúrgico do</p><p>paciente. Revista SOBECC, 26(2), 99– 106. CE. 2021. Disponível em:</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/641</p><p>06. JOST, Marielli Trevisan et al. Sistematização da assistência de enfermagem perioperatória na segurança do</p><p>paciente: revisão integrativa. Revista SOBECC, São Paulo. Ou./Dez. 2018. 23(4): 218-225 Disponível em:</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc</p><p>07. LIMA, Daniella Cristina et al. Incidência de lesão por pressão e avaliação do risco pela escala ELPO.</p><p>Revista SOBECC. São Paulo, 2021. Disponível em: https://revista.sobecc.org.br/sobecc</p><p>08. LOPES, Camila Mendonça et al. Escala de avaliação de risco para lesões decorrentes do posicionamento</p><p>cirúrgico. Revista Latino Americana de Enfermagem, São Paulo, 2016. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/rlae/a/f9gwZMD7VZ9jVCXGVpTfc9C/?format=pdf&lang=pt</p><p>09. MENDES, Karina Dal et al. Revisão Integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na</p><p>saúde e na enfermagem. São Paulo, 2008. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/tce/a/XzFkq6tjWs4wHNqNjKJLkXQ/?lang=pt#</p><p>10. OLIVEIRA, Moira Brito et al. Avaliação do risco para o desenvolvimento de lesões perioperatórias</p><p>decorrentes do posicionamento cirúrgico. Revista Gaúcha de Enfermagem. Porto Alegre. 2019. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/rgenf/a/wW9TNrTjycQHTyJpb7njJCm/abstract/?lang=pt#</p><p>11. PEIXOTO, Camila de Assunção et al. Classificação de risco de desenvolvimento de lesões decorrentes do</p><p>posicionamento cirúrgico. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2019 vol.27, e3117. Epub 17 de janeiro de</p><p>2019. ISSN 1518-8345. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1518-8345.2677-3117</p><p>12. Nascimento FCL, Rodrigues MCS. Risk for surgical positioning injuries: scale validation in a rehabilitation</p><p>hospital. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2020;28:e3261. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1518-</p><p>8345.2912.3261</p><p>13. TREVILATO, Denilse Damasceno et al. Posicionamento Cirúrgico: Prevalência de Risco de Lesões em</p><p>Pacientes Cirúrgicos. Revista SOBECC, São Paulo, JUL./SET. 2018; 23(3): 124-129. 2018. Disponível em:</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/398</p><p>14. Santos Sandes, S. M., Costa, M. F., dos Santos, G. V., de Freitas, L. P., Pedroza de Vasconcelos, A. C., &</p><p>Lôbo Silva, L. de S. (2019). Lesões provenientes de procedimento cirúrgico: fatores relacionados. Revista</p><p>SOBECC, 24(3), 161–167. Disponível em: https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/479</p><p>https://www.scielo.br/j/ape/a/VPg7mpWnvhgkDVXWGWjR6hn/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/ape/a/VPg7mpWnvhgkDVXWGWjR6hn/?lang=pt</p><p>https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-982198</p><p>https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-982198</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/641</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/641</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc</p><p>https://www.scielo.br/j/rlae/a/f9gwZMD7VZ9jVCXGVpTfc9C/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/rlae/a/f9gwZMD7VZ9jVCXGVpTfc9C/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/tce/a/XzFkq6tjWs4wHNqNjKJLkXQ/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/tce/a/XzFkq6tjWs4wHNqNjKJLkXQ/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/rgenf/a/wW9TNrTjycQHTyJpb7njJCm/abstract/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/rgenf/a/wW9TNrTjycQHTyJpb7njJCm/abstract/?lang=pt</p><p>https://doi.org/10.1590/1518-8345.2677-3117</p><p>http://dx.doi.org/10.1590/1518-8345.2912.3261</p><p>http://dx.doi.org/10.1590/1518-8345.2912.3261</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/398</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/398</p><p>https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/479</p><p>12</p><p>15. Medeiros, J. O., Ribeiro, R. do C., & Sousa, M. N. A. de. (2021). MAPA CONCEITUAL COMO</p><p>FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA. SANARE - Revista</p><p>De Políticas Públicas, 19(2). Disponível em: https://sanare.emnuvens.com.br/sanare/article/view/1391</p><p>https://sanare.emnuvens.com.br/sanare/article/view/1391</p>