Prévia do material em texto
<p>CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU (UNINASSAU) - CACOAL</p><p>BACHARELADO EM AGRONOMIA</p><p>BIANCA BURGARELLI DA SILVA</p><p>GABRIEL RAMALHO CORRENTE</p><p>KAMILLY HELOYSE DOS SANTOS SILVA</p><p>RAIENE ANTONIO DE MATOS</p><p>SAMUEL MÉLER FORSTER</p><p>VITÓRIA FUKAMATSU MARIANO DA SILVA</p><p>RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA:</p><p>MORFOLOGIA EXTERNA DE INSETOS</p><p>Relatório apresentado ao professor Mateus</p><p>Clemente como requisito parcial para a conclusão</p><p>da disciplina Zoologia Agrícola, do curso de</p><p>Agronomia do Centro Universitário Maurício de</p><p>Nassau - Cacoal/RO.</p><p>Cacoal</p><p>2024</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................3</p><p>2. OBJETIVOS..........................................................................................................................4</p><p>3. MATERIAIS E MÉTODOS.................................................................................................5</p><p>3.1 MATERIAIS................................................................................................................... 5</p><p>3.2 MÉTODOS..................................................................................................................... 5</p><p>3.2.1 PRÁTICA 01 - MORFOLOGIA GERAL.......................................................................... 5</p><p>3.2.2 PRÁTICA 02 - MORFOLOGIA E TIPOS DE APARELHO BUCAL..............................7</p><p>3.2.3 PRÁTICA 03 - MORFOLOGIA E TIPOS DE ANTENA................................................. 9</p><p>3.2.4 PRÁTICA 04 - MORFOLOGIA E TIPOS DE PERNA.................................................. 11</p><p>3.2.5 PRÁTICA 05 - MORFOLOGIA E TIPOS DE ASA....................................................... 13</p><p>3.2.6 PRÁTICA 06 - MORFOLOGIA E DIVISÕES DO ABDOME.......................................14</p><p>3.2.7 PRÁTICA 07 - MORFOLOGIA E TIPOS DE ABDOME.............................................. 16</p><p>4. RESULTADOS E DISCUSSÕES.......................................................................................18</p><p>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................. 27</p><p>REFERÊNCIAS...................................................................................................................... 28</p><p>3</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A Entomologia é a área de estudo dos insetos, abrangendo diversos aspectos da biologia</p><p>desses organismos, como sua morfologia, fisiologia, ecologia, comportamento, reprodução,</p><p>evolução e interações com o ambiente. Os insetos formam o grupo de animais mais numeroso</p><p>e diversificado do planeta, representando cerca de 75% das espécies animais conhecidas. Os</p><p>insetos são animais extremamente bem-sucedidos e, apesar do seu pequeno tamanho, estão</p><p>associados a diversos aspectos da vida do ser humano. Esses organismos desempenham</p><p>importante papel na natureza, tendo na Entomologia a ciência que os estuda sob todos os</p><p>aspectos, estabelecendo as relações com os seres humanos, plantas e animais (MATOS,</p><p>OLIVEIRA, & FERRAZ, 2009).</p><p>A entomologia é de fundamental importância para a agricultura, uma vez que os</p><p>insetos desempenham papeis essenciais nos ecossistemas agrícolas, agindo como pragas que</p><p>afetam a produção, ou como aliados no controle natural de pragas e na polinização de</p><p>culturas. Logo, é de suma importância que os profissionais das ciências agrárias adquiram os</p><p>conhecimentos referente aos insetos, pois é necessário desenvolver estratégias eficazes para</p><p>aumentar a produtividade agrícola e preservar o equilíbrio ambiental.</p><p>Pensando nisso, uma aula prática foi realizada no dia 18 de Setembro de 2024, no</p><p>laboratório de Microbiologia do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) -</p><p>Campus Eldorado. A aula foi ministrada pelo Prof. Dr. Mateus Aparecido Clemente para a</p><p>turma do 4º período de Agronomia. A aula decorreu entre 18:30 às 20:00 horas. O principal</p><p>objetivo da aula prática foi realizar uma análise da Morfologia Externa de insetos.</p><p>4</p><p>2. OBJETIVOS</p><p>O Objetivo Geral da aula prática foi observar e analisar a morfologia externa dos insetos.</p><p>Objetivos específicos:</p><p>● Realizar a coleta do material (insetos) para a análise;</p><p>● Compreender a morfologia geral do corpo;</p><p>● Montar o inseto em um isopor para melhor análise do mesmo.</p><p>● Executar os processos necessários para a análise dos tipos de aparelhos bucais, tipos</p><p>de antenas, tipos de pernas, tipo de asas e tipos de abdômen.</p><p>5</p><p>3. MATERIAIS E MÉTODOS</p><p>3.1 MATERIAIS</p><p>Para execução da aula prática, foram necessários alguns materiais:</p><p>● 15 insetos por grupo;</p><p>● Vidraria para armazenamento dos insetos;</p><p>● Isopor cortado em quadrados;</p><p>● Alfinetes;</p><p>● Pinças metálicas;</p><p>● Bandejas de plástico;</p><p>● Lupa;</p><p>● Microscópio Óptico;</p><p>● Luvas.</p><p>3.2 MÉTODOS</p><p>Em um primeiro momento, o docente fez uma breve explicação de como a aula iria</p><p>ocorrer e o passo a passo da metodologia que deveria ser seguida pelos discentes através do</p><p>Manual de Aula prática, disponibilizado anteriormente pelo mesmo e levado impresso pelos</p><p>alunos para a aula. Após a introdução da aula, os alunos foram orientados a separar os</p><p>materiais necessários para execução das atividades práticas. Os alunos se dividiram em grupos</p><p>de ⅚ alunos.</p><p>3.2.1 PRÁTICA 01 - MORFOLOGIA GERAL</p><p>A primeira atividade prática proposta pelo manual disponibilizado pelo professor teve</p><p>como objetivo a análise da morfologia do corpo do inseto, onde os alunos deveriam identificar</p><p>as regiões da cabeça, tórax e abdome (Figura 1).</p><p>6</p><p>Figura 1: Atividade prática 01</p><p>Fonte: CLEMENTE, Mateus (2024).</p><p>Para execução desta atividade, os alunos selecionaram dois espécimes de insetos da</p><p>Ordem Coleoptera (Figura 2 e 3) para identificar as divisões do seu corpo.</p><p>Figura 2: Inseto Ordem Coleoptera</p><p>Fonte: SILVA, Bianca (2024).</p><p>7</p><p>Figura 3: Inseto Ordem Coleoptera</p><p>Fonte: SILVA, Bianca (2024).</p><p>Após a execução da atividade prática 01, os alunos deram seguimento com as</p><p>atividades exigidas pelo manual.</p><p>3.2.2 PRÁTICA 02 - MORFOLOGIA E TIPOS DE APARELHO BUCAL</p><p>A segunda atividade prática tinha como objetivo identificar as peças bucais dos insetos</p><p>e suas respectivas estruturas (Figura 4).</p><p>Figura 4: Atividade prática 02</p><p>Fonte: CLEMENTE, Mateus (2024).</p><p>8</p><p>Para realização dessa atividade, os alunos selecionaram outro inseto pertencente à</p><p>Ordem Coleoptera (Figura 5) e um inseto pertencente à Ordem Lepidoptera (Figura 6).</p><p>Figura 5: Inseto da Ordem Coleoptera</p><p>Fonte: SILVA, Bianca (2024).</p><p>Figura 6: Inseto da Ordem Lepidoptera</p><p>Fonte: SILVA, Bianca (2024).</p><p>Além da análise realizada visualmente, os alunos utilizaram também o microscópio</p><p>óptico para análise do primeiro inseto (Figura 7).</p><p>9</p><p>Figura 7: Inseto da Ordem Coleoptera no microscópio</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>3.2.3 PRÁTICA 03 - MORFOLOGIA E TIPOS DE ANTENA</p><p>A terceira atividade prática tinha como objetivo realizar a análise das estruturas da</p><p>antena e qual o seu tipo (Figuras 8 e 9).</p><p>Figura 8: Atividade prática 03</p><p>Fonte: CLEMENTE, Mateus (2024).</p><p>10</p><p>Figura 9: Atividade prática 03</p><p>Fonte: CLEMENTE, Mateus (2024).</p><p>Os espécimes escolhidos para a execução dessa atividade prática foram dois insetos da</p><p>Ordem Coleoptera (Figura 10 e 11).</p><p>Figura 10: Inseto da Ordem Coleoptera</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>11</p><p>Figura 11: Inseto dois da Ordem Coleoptera</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>3.2.4 PRÁTICA 04 - MORFOLOGIA E TIPOS DE PERNA</p><p>Para execução da quarta atividade prática, os alunos precisaram analisar alguns insetos</p><p>selecionados e visualizar as divisões da perna e relatar qual o tipo de perna dos espécimes</p><p>(Figura 12). Os espécimes utilizados para execução dessa atividade foram a paquinha,</p><p>pertencente à Ordem Orthoptera, a barata, pertencente a Ordem Blattodea, e um gafanhoto,</p><p>inseto que pertence à Ordem Orthoptera (Figuras 13, 14 e 15).</p><p>Figura 12: Atividade prática 04</p><p>Fonte: CLEMENTE, Mateus (2024).</p><p>12</p><p>Figura 13: Paquinha - inseto pertencente à Ordem Orthoptera</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>Figura 14: Barata - inseto pertencente à Ordem Blattodea</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>13</p><p>Figura</p><p>15: Gafanhoto - inseto pertencente à Ordem Orthoptera</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>3.2.5 PRÁTICA 05 - MORFOLOGIA E TIPOS DE ASA</p><p>Na execução da quinta atividade prática, os alunos tinham como objetivo visualizar as</p><p>asas dos insetos coletados e relatar sobre o tipo de asas e suas divisões (Figura 16). Para</p><p>execução dessa atividade, foram selecionados dois insetos, sendo o primeiro uma cigarra,</p><p>inseto que pertence à Ordem Hemiptera (Figura 17), além de um inseto desconhecido que</p><p>pertence à Ordem Coleoptera (Figura 18).</p><p>Figura 16: Atividade prática 05</p><p>Fonte: CLEMENTE, Mateus (2024).</p><p>14</p><p>Figura 17: Cigarra - inseto da Ordem Hemiptera</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>Figura 18: Inseto da Ordem Coleoptera</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>3.2.6 PRÁTICA 06 - MORFOLOGIA E DIVISÕES DO ABDOME</p><p>Na sexta atividade prática, os alunos realizaram a análise de algumas estruturas</p><p>encontradas no abdômen dos insetos (Figuras 19 e 20). Um dos insetos selecionados para</p><p>visualização de estruturas de diferenciação sexual foi a barata, inseto que pertence a Ordem</p><p>Blattodea, em que a análise ocorreu através do uso do microscópio óptico (Figura 21). Outro</p><p>inseto foi posto no microscópio óptico para observação do abdômen pelo docente (Figura 22).</p><p>15</p><p>Figura 18: Atividade prática 06</p><p>Fonte: CLEMENTE, Mateus (2024).</p><p>Figura 19: Atividade prática 06 parte 2</p><p>Fonte: CLEMENTE, Mateus (2024).</p><p>16</p><p>Figura 20: Barata - inseto da Ordem Blattodea</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>Figura 21: inseto desconhecido apresentado pelo docente</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>3.2.7 PRÁTICA 07 - MORFOLOGIA E TIPOS DE ABDOME</p><p>Por fim, na sétima e última atividade prática realizada em laboratório, os alunos</p><p>tinham o objetivo de visualizar e verificar qual o tipo de abdômen se enquadram os insetos</p><p>selecionados (Figura 22). Nesta atividade, os alunos optaram por selecionar alguns espécimes</p><p>da Ordem Coleoptera para execução da atividade (Figura 23).</p><p>17</p><p>Figura 22: Atividade prática 07</p><p>Fonte: CLEMENTE, Mateus (2024).</p><p>Figura 23: Insetos da Ordem Coleoptera</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>18</p><p>4. RESULTADOS E DISCUSSÕES</p><p>Após a execução da primeira atividade prática, os alunos conciliaram as informações</p><p>transmitidas anteriormente sobre a Morfologia geral do corpo dos insetos e identificaram as</p><p>regiões da cabeça, tórax e abdômen dos insetos selecionados (Figuras 24 e 25).</p><p>Figura 24: Identificando as regiões do corpo do inseto</p><p>Fonte: FORSTER, Samuel (2024).</p><p>Figura 25: Identificando as regiões do corpo do inseto</p><p>Fonte: FORSTER, Samuel (2024).</p><p>As regiões 1, 2 e 3 correspondem respectivamente às regiões da cabeça, tórax e</p><p>abdômen. Através dessa prática, constatou-se que existem diversas diferenças morfológicas</p><p>19</p><p>mesmo em espécimes da mesma Ordem. Os alunos conseguiram concluir a atividade pois, de</p><p>acordo com as instruções dadas pelo docente em sala, a região do tórax é a que comporta</p><p>todos os pares de pernas, consequentemente, as regiões anteriores e posteriores a essas seriam</p><p>respectivamente a cabeça e o abdômen. No entanto, foi possível observar uma certa</p><p>característica peculiar no segundo inseto, uma vez que observa-se que o mesmo possui uma</p><p>espécie de "capacete" sobre a cabeça. De acordo com o conhecimento prévio dos alunos, os</p><p>mesmos souberam de que se tratava de um alongamento da região do tórax que se</p><p>desenvolveu sob a cabeça com a função de proteger a mesma contra o ataque de predadores.</p><p>Reconhece-se, porém, que o alongamento poderia ser facilmente confundido pela cabeça sem</p><p>um estudo do caso em questão.</p><p>Na segunda atividade prática, os alunos observaram a morfologia e tipos de aparelhos</p><p>bucais dos insetos coletados (Figura 26). Após análise minuciosa dos espécimes selecionados,</p><p>os alunos conseguiram constatar que, o primeiro inseto (Ordem Coleoptera), possuía</p><p>mandíbulas bem visíveis e desenvolvidas, uma característica típica de insetos que possuem</p><p>um aparelho bucal mastigador. Através das explicações do docente, os alunos entenderam que</p><p>tratava-se de um inseto que não alimentava-se somente de folhas de plantas (constatação</p><p>rápida para insetos que possuem esse tipo de aparelho bucal), mas de um inseto que</p><p>alimentava-se de outros indivíduos de porte menor ao mesmo, ou seja, um carnívoro.</p><p>Figura 26: Peça bucal de um inseto da Ordem Coleoptera</p><p>Fonte: SILVA, Vitória (2024).</p><p>20</p><p>Ainda na segunda prática, os alunos observaram que o segundo inseto (Ordem</p><p>Lepidoptera), possuía um alongamento em forma de um canal fino e comprido,</p><p>constatando-se ser um aparelho bucal do tipo sugador, muito comum em borboletas (Figura</p><p>27). Este alongamento, também denominado de espirotromba, possui um dado curioso.</p><p>Conforme o docente explica, a espirotromba possui um tamanho adequado aos tipos de flores</p><p>que estes insetos costumam retirar do néctar. Em um exemplo deste caso, o mesmo referiu-se</p><p>a visita de Charles Darwin a Madagascar, onde o mesmo observou a existência de uma planta</p><p>que possuía seu esporão nectarífero com cerca de 30 centímetros. O mesmo formulou uma</p><p>hipótese de que existiria um espécime de mariposa que deveria possuir uma espirotromba com</p><p>30 centímetros. Anos mais tarde, descobriu-se a existência da mariposa, conhecida como</p><p>Xanthopan morganii praedicta, ou seja, "a mariposa predita". Outra curiosidade apontada</p><p>pelo docente, é de que, para que os insetos não fiquem com suas espirotrombas "soltas", eles</p><p>enrolam as mesmas abaixo da cabeça para que não os atrapalhe na locomoção e outras</p><p>atividades.</p><p>Figura 27: Peça bucal “espirotromba” de inseto da Ordem Lepidoptera</p><p>Fonte: SILVA, Vitória (2024).</p><p>Já na terceira atividade prática, relacionada a análise dos tipos de antenas dos insetos.</p><p>Utilizando um espécime da Ordem Coleoptera, os alunos constaram de que se tratava de um</p><p>inseto que possuía uma antena do tipo filiforme, apresentando um certo padrão na distribuição</p><p>dos flagerômeros. Ainda, os alunos identificaram as divisões da antena do inseto em questão</p><p>(Figura 27).</p><p>21</p><p>Figura 27: Divisões da antena de um inseto e tipo de antena filiforme</p><p>Fonte: SILVA, Vitória (2024).</p><p>Ainda na terceira atividade prática, os alunos observaram as antenas de outro espécime</p><p>da Ordem Coleoptera. A morfologia da sua antena foi de difícil identificação, mas os alunos</p><p>constatam que se tratava de uma antena do tipo denteada, uma vez que possui pequenas</p><p>pontas em forma de espinho (Figura 28).</p><p>Figura 28: Inseto da Ordem Coleoptera com tipo de antena denteada</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>Na quarta atividade prática, os alunos tinham o objetivo de analisar a morfologia e os</p><p>tipos de pernas dos insetos, onde o espécime observado foi a "paquinha". Através de estudos</p><p>22</p><p>anteriores à realização da aula prática, foi possível concluir que o primeiro par de pernas do</p><p>inseto eram do tipo fossoriais, que são modificados para a escavação do solo (Figura 29).</p><p>Outro espécime utilizado para observação das patas foi a barata (Ordem Blatodea). Neste</p><p>caso, os alunos concluíram que se tratava de pernas do tipo ambulatórias, utilizadas somente</p><p>para a locomoção desses insetos (Figura 30). Por fim, analisou-se as pernas de um gafanhoto</p><p>(Ordem Orthoptera), onde constatou-se que o seu último par de pernas foram adaptadas para</p><p>saltar, sendo denominadas de pernas saltatórias (Figura 31).</p><p>Figura 29: Paquinha da Ordem Orthoptera com primeiro par de pernas fossoriais</p><p>Fonte: SILVA, Vitória (2024).</p><p>23</p><p>Figura 30: Barata da Ordem Blattodea com todos os pares de pernas ambulatórias</p><p>Fonte: SILVA, Kamilly (2024).</p><p>Figura 31: Gafanhoto da Ordem Orthoptera com último par de pernas saltatórias</p><p>Fonte: SILVA, Vitória (2024).</p><p>A quinta atividade prática, que consistia na análise morfológica da asa dos insetos, foi</p><p>realizada utilizando-se de um espécime conhecido como cigarra (Ordem Hemiptera). Através</p><p>dos estudos realizados em sala e com ajuda do docente, os alunos conseguiram identificar as</p><p>divisões da mesma: região articular, dobra anal, região anal, dobra jugal e região jugal (Figura</p><p>32). Além da observação das regiões</p><p>da asa, os alunos aproveitaram para estudar um pouco</p><p>sobre as asas de alguns dos insetos da Ordem Coleoptera. Observou-se que este inseto possuía</p><p>um par de asas rígidas visíveis externamente que envolvia o segundo par de asas</p><p>24</p><p>membranosas (Figura 33). De acordo com as explicações do docente, as asas superiores</p><p>funcionam como uma proteção ao segundo par de asas. No entanto, devido a baixa</p><p>mobilidade e o peso das mesmas, o docente informou que o voo destes insetos se tornava</p><p>ineficiente e precário.</p><p>Figura 32: Regiões da Asa de um inseto</p><p>Fonte: SILVA, Vitória (2024).</p><p>Figura 33: Asas de um inseto da Ordem Coleoptera</p><p>Fonte: SILVA, Vitória (2024).</p><p>25</p><p>Na sexta atividade prática conduzida no laboratório, os alunos deveriam analisar a</p><p>morfologia de estruturas presentes no abdômen de alguns insetos. As primeiras estruturas</p><p>observadas foram nas baratas, onde os alunos identificaram a presença de duas estruturas ao</p><p>final do corpo, que seriam respectivamente os cercos e os estilos (Figura 34). O docente</p><p>explicou que uma das formas básicas de se constatar o sexo de um indivíduo desta espécie</p><p>seria através da existência ou não dos estilos. De acordo com o mesmo, caso haja a presença</p><p>dos estilos, o espécime seria macho e, sua ausência, indicaria que se trataria de uma fêmea.</p><p>No caso em questão, como observado pela foto e pelos alunos em laboratório, o inseto</p><p>tratava-se de um macho.</p><p>Figura 34: Estruturas de diferenciação sexual em baratas</p><p>Fonte: SILVA, Vitória (2024).</p><p>Além disso, os alunos conseguiram observar no microscópio do laboratório, a</p><p>existência de pequenas aberturas na lateral do abdômen de um inseto, estruturas essas que são</p><p>conhecidas como espiráculos. O docente Mateus Clemente informou aos alunos anteriormente</p><p>em outras aulas que os espiráculos são estruturas responsáveis pela respiração dos insetos,</p><p>fazendo parte do conjunto que forma o sistema de respiração traqueal dos mesmos.</p><p>Por fim, na sétima e última atividade proposta pelo docente, os alunos analisaram os</p><p>tipos de abdome dos insetos coletados. De acordo com o mesmo, o tipo de abdômen pode ser</p><p>classificado como: séssil, quando não é possível identificar claramente a divisão do abdômen</p><p>26</p><p>com o restante do corpo do inseto; livre, quando o abdômen aparenta estar separado do</p><p>restante do corpo; ou pedunculado, quando o abdômen está afastado do restante do corpo do</p><p>inseto e conecta-se através de um canal fino que se assemelha a um pedúnculo. Os alunos,</p><p>observando o material disponível, concluíram que os insetos analisados tratavam-se de</p><p>espécimes que possuíam o abdômen séssil.</p><p>Figura 35: Grupo do Relatório</p><p>Samuel Forster, Gabriel Ramalho, Kamilly Heloyse, Raiene Antônio, Vitória Fukamatsu e</p><p>Bianca Burgarelli respectivamente da direita para esquerda</p><p>27</p><p>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>O exoesqueleto dos insetos, formado por cutícula, epiderme e membrana basal, é uma</p><p>verdadeira armadura natural que confere a esses animais uma combinação única de</p><p>flexibilidade e força. Essa característica anatômica, aliada à divisão do corpo em três</p><p>segmentos distintos — cabeça, tórax e abdômen —, permite aos insetos uma ampla variedade</p><p>de movimentos e adaptações a diferentes ambientes. A morfologia externa dos insetos é um</p><p>campo de estudo essencial para compreender seus hábitos de vida, interações com o meio</p><p>ambiente e importância para os ecossistemas. Afinal, os insetos são atores-chave nos</p><p>processos ecológicos e exercem um papel significativo na saúde humana.</p><p>28</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>MATOS, C. H. C, OLIVEIRA, F. R, FERRAZ, S. C. S.M, Utilização de Modelos Didáticos</p><p>no Ensino de Entomologia, Revista de Biologia e Ciências da Terra, 2009, Disponivel;></p><p>Redalyc.Utilização de Modelos Didáticos no Ensino de Entomologia. Acesso em. 22 set, 2024</p>