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<p>NOME DO TUTOR | TURMA</p><p>Gestão Financeira (EMD05)</p><p>UNIDADE 1</p><p>TÓPICO 1 – ATIVOS</p><p>TÓPICO 2 – CIRCULANTE</p><p>TÓPICO 3 – NÃO CIRCULANTE</p><p>TÓPICO 1</p><p>ESTRUTURA CONCEITUAL PARA ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - CPC 00 (R1)</p><p>As demonstrações contábeis são produzidas e expostas aos usuários externos devido à sua gama de finalidades e necessidades, utilizadas pelos mais diversos usuários externos, que são: governos, órgãos reguladores, autoridades tributárias, fornecedores, acionistas, entre outros. Cada usuário externo pode definir exigências específicas para atender seus interesses. Porém, cabe ressaltar que essas exigências específicas não deverão afetar as demonstrações contábeis elaboradas segundo esta Estrutura Conceitual, ou seja, caso necessário, essas exigências devem ser elaboradas à parte para o usuário externo, não prejudicando a estrutura conceitual inicial.</p><p>De acordo com o CPC 00 (R1), as demonstrações contábeis elaboradas de acordo com a Estrutura Conceitual definida por eles atendem às necessidades comuns da maioria dos usuários, sendo que grande parte deles utiliza essas demonstrações contábeis para a tomada de decisões econômicas, como:</p><p>a) quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais;</p><p>b) apreciar a administração da entidade no que diz respeito à responsabilidade que lhe é conferida e quanto à qualidade de sua performance e de sua prestação de contas;</p><p>c) analisar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e proporcionar-lhes benefícios;</p><p>d) apreciar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros cedidos à entidade;</p><p>e) definir políticas tributárias;</p><p>f) definir a distribuição de lucros e dividendos;</p><p>g) efetuar e utilizar estatísticas da renda nacional; ou</p><p>h) normatizar as atividades das entidades.</p><p>TRIBUTAÇÃO DE EMPRESAS</p><p>Cabe salientar que a finalidade desta Estrutura Conceitual é:</p><p>servir como base para o desenvolvimento de novos Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientações e a revisão dos já existentes, quando necessário;</p><p>b) dar sustentação à acessão da harmonização das regulações, das normas contábeis e dos procedimentos relacionados à apresentação das demonstrações contábeis, provendo uma base para a redução do número de tratamentos contábeis alternativos quando possível;</p><p>c) servir como suporte aos órgãos reguladores nacionais;</p><p>d) assessorar os responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis na aplicação dos Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientações e no tratamento de assuntos que ainda não tenham sido abordados;</p><p>e) contribuir para os auditores independentes formarem sua opinião sobre a conformidade das demonstrações contábeis com os Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientações;</p><p>f) ajudar os usuários das demonstrações contábeis na interpretação de informações nelas contidas, elaboradas em conformidade com os Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientações; e</p><p>g) facilitar aos interessados informações sobre a óptica adotada na formulação dos Pronunciamentos Técnicos, das Interpretações e das Orientações.</p><p>Comumente, a entidade utiliza seus ativos na produção de bens ou na prestação de serviços capazes de atender os desejos e as necessidades dos consumidores. Intentando que esses bens ou serviços são capazes de satisfazer os desejos ou necessidades dos consumidores, eles se predispõem a pagar por eles, contribuindo dessa forma com o fluxo de caixa da entidade. O caixa por si só rende trabalho para a entidade, pois ele exerce um comando sobre os demais recursos (CPC 00 (R1)).</p><p>Continuando com o CPC 00 (R1), ele aponta que os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo podem advir para a entidade de diversas formas. Exemplos de como o ativo pode ser:</p><p>usado de forma isolada ou em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na prestação de serviços;</p><p>b) substituído por outros ativos;</p><p>c) consumido para liquidar um passivo; ou</p><p>d) dividido entre os proprietários da entidade.</p><p>CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO</p><p>Tendo conhecimento da existência desse conjunto de informações, trataremos agora de entender melhor como acontece a classificação do Balanço Patrimonial, principal peça dentro das demonstrações contábeis.</p><p>O art. 178 da Lei nº 6.404/76 aborda que, no balanço patrimonial, as contas deverão ser classificadas de acordo com “os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia”.</p><p>A lei ainda estabelece que o balanço seja composto por três elementos básicos:</p><p>Ativo, passivo e patrimônio liquido.</p><p>A Lei nº 6.404/76 e suas alterações esclarecem que as contas do Ativo devem ser classificadas em ordem decrescente de liquidez, ou seja, a conta que indicar maior facilidade em se transformar em dinheiro deverá ser a primeira a ser classificada. A mesma lei divide o Ativo em dois grandes grupos, Ativo Circulante e Ativo Não Circulante (OLIVEIRA; MOREIRA, 2013).</p><p>AGRUPAMENTO E DESTAQUE DE CONTAS</p><p>Lei nº 6.404/76, Art. 178: “No Balanço Patrimonial, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação patrimonial e financeira da companhia”.</p><p>Iudícibus et al. (2013) destacam que, quando apresentadas as demonstrações contábeis e as notas explicativas, as contas com valores insignificantes não devem aparecer destacadamente, e sim agrupadas com outras do mesmo grupo, que sejam similares.</p><p>Ainda em relação ao agrupamento de contas, a Lei nº 6.404/76 impede que haja o agrupamento de contas semelhantes se a soma dos saldos ultrapassar 10% do valor do respectivo grupo de contas (exemplo de grupo: circulante). Havendo a possibilidade de subgrupos terem contas com valores significativos, estas deverão ser destacadas na demonstração contábil, para uma melhor compreensão.</p><p>O Pronunciamento Técnico 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis não estabelece ordem ou formato para a apresentação das contas do balanço patrimonial, mas salienta que seja observada a legislação brasileira (IUDÍCIBUS et al., 2013).</p><p>TÓPICO 2</p><p>CIRCULANTE:</p><p>ESTRUTURA DO ATIVO CIRCULANTE</p><p>Segundo Ribeiro (2009a, p. 637), o Ativo Circulante é constituído pelos Bens e pelos Direitos que estão em contínua circulação no Patrimônio. “Basicamente, são valores já realizados (transformados em dinheiro) ou que serão realizados até o término do exercício social subsequente”. No quadro a seguir poderemos observar melhor o que o autor quer dizer com término do exercício social subsequente.</p><p>Obs.: Somente 12 parcelas no C.P. de acordo com o CPC 26.</p><p>Ambiente da gestão financeira</p><p>Em valores:</p><p>D – Contas a Receber de CP – 12.000,00</p><p>D – Contas a Receber de LP – 12.000,00</p><p>C – Estoque – 24.000,00</p><p>Obs.: Mensalmente, após o recebimento de uma parcela no banco/caixa, haverá a transferência de uma parcela do LP (Longo Prazo) para o CP (Curto Prazo), conforme segue:</p><p>Recebimento parcela:</p><p>D – Banco/caixa - 1.000,00</p><p>C – Contas a Receber de C.P - 1.000,00</p><p>Transferência de parcela do L.P. para o C.P.:</p><p>D– Contas a Receber de C.P. - 1.000,00</p><p>C– Contas a Receber de L.P. - 1.000,00</p><p>A Lei nº 6.404/1976 determina que no Ativo devam figurar as Disponibilidades (Caixa e Equivalentes de Caixa), os direitos realizáveis no decorrer do exercício social seguinte e as aplicações de recursos em Despesas do Exercício Seguinte.</p><p>Cabe destacar que, entre os valores realizáveis do Ativo Circulante, alguns não necessariamente serão convertidos diretamente em dinheiro. Um exemplo ocorre com os tributos que a empresa recolhe antecipadamente e cuja efetivação acontece quando ocorre a compensação com obrigações fiscais que a empresa tem para pagar aos governos municipal, estadual e/ou federal. Outro exemplo se dá com os materiais de consumo, cuja realização se dá pelo consumo dos mesmos, que expressa a ocorrência de despesas. Por fim, apresenta-se o exemplo das Despesas Pagas Antecipadamente, cuja realização também se dá pela</p><p>caracterização das respectivas despesas, conforme for decorrendo os prazos de competência (RIBEIRO, 2009b).</p><p>CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA</p><p>A denominação do termo “Disponibilidades” foi criada pela Lei nº 6.404/76, e utilizada para representar o dinheiro em caixa, em bancos e demais valores equivalentes (como cheques em mãos e em trânsito – ainda não depositados) (IUDÍCIBUS et al., 2013).</p><p>Porém, as normas internacionais trabalham com o conceito de Caixa e Equivalentes de Caixa, incluindo, além das disponibilidades já mencionadas, outros valores que possam ser transformados, no curto prazo, em dinheiro, sem riscos. Esses equivalentes de caixa são preservados com o intuito de atender a compromissos de caixa de curto prazo e não para investimento ou outros fins; além disso, deve-se poder converter o valor de forma imediata quando necessário. Isto posto, cabe ressaltar que um investimento, usualmente, é qualificado como equivalente de caixa quando tem vencimento de curto prazo, exemplo: três meses ou menos, a contar da data da contratação.</p><p>Já os investimentos em ações de outras entidades são exclusos dos equivalentes de caixa, a não ser que sua essência seja de um equivalente de caixa, exemplo: nos casos de ações preferenciais resgatáveis que tenham prazo definido de resgate e cujo prazo atenda à definição de curto prazo.</p><p>Assim, as aplicações em títulos de liquidez imediata e aplicações financeiras resgatáveis, com prazo médio de 90 dias da data do balanço, também serão classificadas como Equivalentes de Caixa (IUDÍCIBUS et al., 2013).</p><p>CAIXA: O saldo de caixa, usualmente, tem seu registro na empresa em uma ou mais contas. O que determinará a quantidade de locais em que terá registro depende exclusivamente das necessidades operacionais e locais de funcionamento da empresa. Existem, basicamente, dois tipos de controles da conta Caixa, o fundo fixo e o caixa flutuante (IUDÍCIBUS et al., 2013).</p><p>FUNDO FIXO: No sistema de fundo, geralmente, não há problemas de classificação de valores. Primeiramente, define-se uma quantia fixa que será cedida ao responsável pelo fundo, esta quantia deverá ser o suficiente para arcar com o pagamento de contas de diversos dias, posteriormente se estabelece uma data para a prestação de contas do valor total desembolsado (podendo ser semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente), repondo-se o valor do fundo fixo, por meio de cheque nominal ou crédito em conta corrente bancária (IUDÍCIBUS et al., 2013).</p><p>“A contabilização de tais desembolsos é feita a crédito de bancos e a débito das despesas, ou seja, depois de constituído o fundo fixo, a conta respectiva não recebe mais contabilizações” (a não ser por aumento ou redução do valor do fundo) (IUDÍCIBUS et al., 2013, p. 56). Assim, todos os pagamentos realizados pelo fundo fixo serão feitos por cheques creditados diretamente em bancos, bem como todos os recebimentos também serão em dinheiro ou cheques depositados diretamente nas contas bancárias, não havendo movimentação contábil na conta Caixa (IUDÍCIBUS et al., 2013).</p><p>CAIXA FLUTUANTE: Neste sistema transitam pela conta Caixa os recebimentos e os pagamentos em dinheiro. É comum o saldo da conta Caixa deste sistema não apresentar somente o dinheiro propriamente dito, mas, também, vales, adiantamentos para despesas de viagens, cheques recebidos a depositar etc., gerando assim maiores problemas de ordem de classificação contábil de valores (IUDÍCIBUS et al., 2013).</p><p>Porém, para fins de Balanço, deve-se demonstrar apenas o saldo em dinheiro, visto que os vales e adiantamentos deverão constar no Balanço em conta própria de realizável, como Adiantamentos. Existem empresas que ainda realizam toda a contabilização por meio da conta Caixa (todos os recebimentos e pagamentos em cheques), o que acaba gerando um desnecessário volume de débitos e créditos (IUDÍCIBUS et al., 2013).</p><p>CRÉDITOS (CONTAS A RECEBER)</p><p>Contas a receber são direitos adquiridos quando ocorre a venda a prazo de bens (produtos acabados) e/ou serviços.</p><p>Exemplo: Comércio de roupas – Vende Roupas Prestador de Serviços – Presta Serviços</p><p>A contrapartida do débito no contas a receber é um crédito na conta de Receita Bruta na demonstração do resultado do exercício. Além disso, as contas a receber serão reduzidas pela Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), que é uma conta com natureza credora, que diminui as contas a receber. O saldo da conta PDD configura o montante de expectativa de perdas no recebimento das contas a receber (ALMEIDA, 2010).</p><p>Lançamento Contábil das contas a receber: D – Contas a Receber (Ativo Circulante) C – Receita de vendas (Conta de Resultado) Visão da conta Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) no Balanço Patrimonial.</p><p>Iudícibus et al. (2013) afirmam que as contas a receber constituem, geralmente, um dos mais importantes ativos da empresa, pois representa os valores a receber advindos de vendas a prazo de mercadorias e/ou serviços a clientes, podendo também serem oriundos de outras transações. Essas outras transações não estão ligadas diretamente à atividade principal da empresa, mas são consideradas normais. Devido a isso, é necessário que haja a segregação dos valores a receber, em relação ao que se refere a seu objeto principal, das demais contas. As contas a receber são separadas por:</p><p>• a receber de clientes comerciais;</p><p>• contas a receber de partes relacionadas;</p><p>• pagamentos antecipados; e</p><p>• outros montantes, também denominado de outros créditos</p><p>Essas contas normalmente são realizáveis no decurso do exercício seguinte à data do balanço, e por isso fazem parte do ATIVO CIRCULANTE. Porém, também podem ter vencimentos de longo prazo (quando as parcelas recebíveis caírem após o final do exercício seguinte) devendo ser classificadas no ATIVO NÃO CIRCULANTE.</p><p>“Os estoques representam bens destinados à venda ou à fabricação, relacionados com objetivos e atividades da Sociedade” (ALMEIDA, 2010, p. 62). O mesmo autor escreve também sobre as principais classes de estoques, que compreendem:</p><p>• matérias-primas; • produtos em processo; • produtos acabados ou mercadorias.</p><p>ESTOQUES</p><p>Devido ao prazo de realização dos estoques ser considerado rápido, eles são classificados no ativo circulante. Porém, se existirem bens com prazo de realização superior a um ano, deverão ser classificados no realizável a longo prazo (ALMEIDA, 2010).</p><p>Assim, os estoques são bens considerados tangíveis ou intangíveis, adquiridos ou produzidos pela empresa com a intenção de venda ou utilização própria. Vejamos a seguir exemplos de bens tangíveis e intangíveis.</p><p>CPC 16 (R1) – estoques</p><p>Estoques são ativos:</p><p>mantidos para venda no curso normal dos negócios;</p><p>b) em processo de produção para venda; ou</p><p>c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados no processo de produção ou na prestação de serviços.</p><p>Mensuração de estoque: deverão ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, devendo sempre optar pelo menor.</p><p>VALOR DO CUSTO: são todos os custos de aquisição e de transformação, assim como os custos necessários para conduzir os estoques à sua condição e localização atual. Isto é: preço de compra + impostos de importação e outros tributos (não recuperáveis pela Entidade) + transporte + seguro + manuseio + outros custos diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços (EL KHATIB, 2012).</p><p>VALOR REALIZÁVEL LÍQUIDO: é o preço de venda aferido no curso normal dos negócios, descontando-se os custos estimados para sua conclusão e os gastos necessários para a concretização da venda (CPC 16 (R1)).</p><p>TÓPICO 3</p><p>NÃO CIRCULANTE</p><p>ESTRUTURA DO ATIVO NÃO CIRCULANTE</p><p>Ribeiro (2009b) escreve que este grupo é o contrário do Ativo Circulante, pois no Ativo Circulante são relacionadas as contas que retratam bens e direitos que estão em circulação constante na empresa, ou seja, que transitam com prazo inferior a um ano. Já no Ativo Não Circulante são apresentadas as contas de bens e direitos com pequena ou</p><p>nenhuma circulação.</p><p>A Lei nº 11.638/07 divide o Ativo Não Circulante em quatro partes:</p><p>• ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO • INVESTIMENTOS • IMOBILIZADO • INTANGÍVEL</p><p>REALIZÁVEL A LONGO PRAZO</p><p>São contabilizadas no grupo do Ativo Realizável a Longo Prazo as contas com mesma natureza das do Ativo Circulante, entretanto, devem ter sua realização “certa ou provável”, após o término do exercício seguinte, o que costumeiramente acontece em um prazo superior a um ano a partir do próprio balanço (IUDÍCIBUS et al., 2013).</p><p>Na Lei das Sociedades por Ações, em seu art. 179, tem-se a definição do conteúdo, ao referir que no Ativo as contas serão classificadas da seguinte maneira:</p><p>No ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (art. 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia.</p><p>A Lei das Sociedades por Ações estabelece que, independentemente do prazo de vencimento, os créditos de “coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro”, advindos de negócios não regulares da atividade principal da entidade, serão contabilizados no longo prazo, mesmo que possuam seus vencimentos ou suas previsões de recebimento de curto prazo. Exemplos de contas que se enquadram nesta situação:</p><p>a) venda de bens do ativo imobilizado ou outros do ativo;</p><p>b) adiantamentos ou empréstimos para amparar necessidades de caixa de empresas coligadas ou controladas;</p><p>c) empréstimos ou adiantamentos (a diretores/acionistas e/ou demais participantes no lucro), quando isso não for seu objeto social.</p><p>CRÉDITOS E VALORES: Relacionam-se aqui: créditos a receber de terceiros; títulos a receber; adiantamentos; valores oriundos de depósitos e empréstimos compulsórios; imposto e contribuições a recuperar etc. Todos obrigatoriamente com prazo de recebimento superior ao exercício seguinte à data da contabilização.</p><p>INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS A LONGO PRAZO: Classificam-se nesse grupo:</p><p>aplicações de caixa em título (na conta Títulos e Valores Mobiliários). Estas aplicações podem ser melhor analisadas no CPC 14, que trata sobre os Instrumentos Financeiros;</p><p>b) investimentos em outras sociedades (sem caráter permanente, até mesmo os feitos com incentivos fiscais).</p><p>DESPESAS ANTECIPADAS: Compõem este grupo: pagamentos antecipados de elementos que se transformarão em despesa após o exercício seguinte à data do balanço. Exemplo: prêmios de seguro a apropriar a longo prazo.</p><p>INVESTIMENTOS</p><p>Ribeiro (2009b) escreve que o Investimento alcança as contas que representam participações no Capital de outras sociedades (participações essas que normalmente geram rendimentos para a empresa em forma de dividendos). Geralmente, esses investimentos são realizados em empresas controladas, coligadas, equiparadas a coligadas ou em outras sociedades.</p><p>SOCIEDADES CONTROLADAS: abordam esta temática o CPC 18 - Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto, e o CPC 36 - Demonstrações Consolidadas. Conceito de sociedades controladas, segundo Almeida (2010, p. 64): “Controle é definido como a possibilidade de dirigir as políticas financeiras e operacionais de uma empresa, a fim de obter os benefícios e riscos de suas atividades”.</p><p>SOCIEDADES COLIGADAS: aborda esta temática o CPC 18 - Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto. Conceito de sociedades coligadas, segundo Almeida (2010, p. 64): “Uma sociedade é considerada coligada quando a investidora possui influência significativa”</p><p>IMOBILIZADO</p><p>A Lei nº 6.404/76, em seu art. 179, inciso IV, conceitua como contas do Ativo Imobilizado: Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. Nesse grupo de contas do balanço são classificados “todos os ativos tangíveis ou corpóreos de permanência duradoura, destinados ao funcionamento normal da sociedade e de seu empreendimento, assim como os direitos exercidos com essa finalidade” (IUDÍCIBUS et al., 2013, p. 275).</p><p>No caso acima, a propriedade jurídica é só um detalhe, e não uma condição necessária, ou seja, não é necessário que o ativo seja da entidade que o controla para utilizar de seus benefícios econômicos. Ainda segundo a Lei nº 6.404/76, deverá a entidade reconhecer como ativo imobilizado em seu balanço quando:</p><p>(i) ser provável que futuros benefícios econômicos relacionados ao item resultarão para a entidade; e (ii) havendo a capacidade de mensurar confiavelmente o custo do item.</p><p>IMOBILIZADO</p><p>Operacional Corpóreo (Tangível): capital investido nos bens de uso da empresa. São bens materiais que a empresa usa no desenvolvimento das suas atividades operacionais normais, como os Móveis e Utensílios, os Computadores, os Veículos etc.</p><p>Operacional Recursos Naturais: constituído por contas que representam capitais aplicados em recursos naturais (minerais ou florestais) de exploração da empresa. Este item será melhor abordado futuramente.</p><p>Objeto de Arrendamento Mercantil: constituído por contas que representam bens que estão sendo utilizados pela empresa, mas que não são de sua propriedade. São bens arrendados de Terceiros, podendo ser adquiridos pela empresa no final do prazo de arrendamento.</p><p>Imobilizado em Andamento (bens para futura operação): constituído por contas que representam recursos aplicados em construções ou aquisições em andamento. Caracterizam os bens que quando se encontrarem concluídos ou em circunstâncias favoráveis para sua operação, serão empregados no desenvolvimento das atividades operacionais da empresa.</p><p>Depreciação acumulada “Com exceção de terrenos e de alguns outros itens, os elementos que integram o Ativo Imobilizado têm um período limitado de vida útil econômica” (IUDÍCIBUS et al., 2013, p. 301). Assim, o custo/despesa destes ativos deve ser contabilizado de maneira regular, ou seja, de acordo com os exercícios (anos) beneficiados por seu uso enquanto existir vida útil econômica. A Lei nº 6.404/76, em seu art. 183, § 2º, estendendo-se também ao intangível, aborda que a redução do valor dos elementos do ativo imobilizado e do ativo intangível deverá ser registrada periodicamente nas seguintes contas.</p><p>Depreciação acumulada “Com exceção de terrenos e de alguns outros itens, os elementos que integram o Ativo Imobilizado têm um período limitado de vida útil econômica” (IUDÍCIBUS et al., 2013, p. 301). Assim, o custo/despesa destes ativos deve ser contabilizado de maneira regular, ou seja, de acordo com os exercícios (anos) beneficiados por seu uso enquanto existir vida útil econômica. A Lei nº 6.404/76, em seu art. 183, § 2º, estendendo-se também ao intangível, aborda que a redução do valor dos elementos do ativo imobilizado e do ativo intangível deverá ser registrada periodicamente nas seguintes contas.</p><p>Recursos naturais</p><p>Os recursos naturais são os elementos que a natureza oferece, que por sua vez são utilizados pelo homem na construção e desenvolvimento das sociedades e, portanto, para sua sobrevivência. Assim, existe sua exploração para o fornecimento de matéria ou energia aos seres humanos (GOMES, 2006).</p><p>Assim como existe a depreciação, apresentada no tópico anterior, a exploração de recursos naturais ou de seus direitos sobre a exploração também deve ser contabilizada e ter seus valores correspondentes à perda, lançada como exaustão, que é o que abordaremos a seguir.</p><p>Exaustão acumulada</p><p>Iudícibus et al. (2013) escrevem que a exaustão tem como objetivo dividir o custo dos recursos naturais durante o período em que são extraídos ou exauridos. Para se calcular a exaustão utiliza-se o método de unidades produzidas (extraídas). Para a aplicação desse método,</p><p>inicialmente deve-se determinar qual a porcentagem extraída de minério no período em relação à capacidade total da mina que se tem conhecimento. Esse percentual é aplicado sobre o custo de aquisição ou prospecção (estudo) dos recursos minerais explorados.</p><p>CPC 27 – Ativo imobilizado</p><p>Definição de Ativo Imobilizado: a) mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; b) se espera utilizar por mais de um período.</p><p>Reconhecimento: deverá ser reconhecido como ativo se, e apenas se: a) for provável que futuros benefícios econômicos associados ao item fluirão para a entidade; b) o custo do item puder ser mensurado confiavelmente.</p><p>Mensuração no reconhecimento: itens do ativo imobilizado devem ser considerados pelo seu custo. O custo compreende: a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos; b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e condição necessária para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração; c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do local (sítio) no qual está localizado. Tais custos representam a obrigação em que a entidade incorre quando o item é adquirido ou como consequência de usá-lo durante determinado período para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse período.</p><p>CPC 27 – Ativo imobilizado</p><p>Valor depreciável e período de depreciação: O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. O valor residual e a vida útil de um ativo deverão ser revisados ao final de cada exercício e, havendo expectativas diferidas das estimadas anteriores, deve se contabilizar a mudança de estimativa contábil, conforme o CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. A vida útil de um ativo é definida em termos da utilidade esperada do ativo para a entidade. Terrenos e edifícios são ativos separáveis e são contabilizados separadamente, mesmo quando sejam adquiridos conjuntamente, salvo algumas exceções. Método de depreciação: vários métodos de depreciação podem ser utilizados para apropriar de forma sistemática o valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil.</p><p>CPC 27 – Ativo imobilizado</p><p>Valor depreciável e período de depreciação: O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. O valor residual e a vida útil de um ativo deverão ser revisados ao final de cada exercício e, havendo expectativas diferidas das estimadas anteriores, deve se contabilizar a mudança de estimativa contábil, conforme o CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. A vida útil de um ativo é definida em termos da utilidade esperada do ativo para a entidade. Terrenos e edifícios são ativos separáveis e são contabilizados separadamente, mesmo quando sejam adquiridos conjuntamente, salvo algumas exceções. Método de depreciação: vários métodos de depreciação podem ser utilizados para apropriar de forma sistemática o valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil.</p><p>INTANGÍVEL</p><p>O art. 179 da Lei nº 6.404/76 determina que sejam classificados no intangível “os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido”. Iudícibus et al. (2013, p. 317) escrevem que “os intangíveis são um ativo como outro qualquer”, ou seja, geram benefícios econômicos futuros para a entidade que detém o controle e a exclusividade de sua exploração. Sua diferença está justamente em ser o oposto dos ativos tangíveis (que são visivelmente identificados e contabilmente separados).</p><p>Exemplo de intangível não identificável: ágio por expectativa de rentabilidade futura (Goodwill), denominado como fundo de comércio pela Lei nº 6.404/76 (art. 179), que será melhor estudado no próximo item.</p><p>O reconhecimento de um ativo intangível deve levar em consideração três definições: identificação, controle e geração de benefícios econômicos futuros. Somente deve haver o reconhecimento do ativo intangível se ele atender a esses três pontos. O critério da identificação acontece quando:</p><p>INTANGÍVEL</p><p>for separável, ou em outras palavras, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacionado, independentemente da intenção de uso pela entidade; ou b) resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações (IUDÍCIBUS et al., 2013, p. 317).</p><p>Em relação ao terceiro ponto, geração de benefícios econômicos futuros: Um intangível, para ser reconhecido contabilmente, deve proporcionar benefícios econômicos futuros por meio do seu emprego nas atividades da entidade que o controla. Esses benefícios podem se materializar para a entidade por meio do incremento da receita de venda de produtos, serviços e/ou da redução de custos (IUDÍCIBUS et al., 2013, p. 317)</p><p>INTANGÍVEL</p><p>Composição de contas que pertencem ao Intangível:</p><p>• Fundo de Comércio (corresponde ao valor pago extra, além dos valores dos ativos e passivos pela compra total ou parcial de uma empresa).</p><p>• Marcas e Patentes (devido a razões práticas, a contabilidade classificou dois títulos da mesma espécie no mesmo subgrupo, porém, ambos possuem</p><p>Goodwill</p><p>Segundo o CPC 15 (R1) - Combinação de Negócios, Ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), “é um ativo que representa benefícios econômicos futuros resultantes de outros ativos adquiridos em uma combinação de negócios, os quais não são individualmente identificados e separadamente reconhecidos”.</p><p>Amortização acumulada</p><p>Corresponde à perda do valor do capital aplicado na obtenção de direitos de propriedade industrial, comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou ainda, que sejam bens de utilização por prazo legal ou de maneira contratual limitada (IUDÍCIBUS et al., 2013).</p><p>• O valor total da amortização não poderá ser superior ao custo de aquisição do bem ou do direito. • Quotas de amortização: serão determinadas pela aplicação da taxa anual de amortização sobre o valor original do capital aplicado. • Taxa anual de amortização: será fixada tendo em vista o número de anos restantes de existência do direito e o número de períodos em que deverão ser usufruídos os benefícios decorrentes das despesas registradas no Ativo Intangível (SÓ CONTABILIDADE, 2016, s.p.).</p><p>CPC 04 – Ativo intangível</p><p>Definição: As entidades frequentemente despendem recursos ou contraem obrigações com a aquisição, o desenvolvimento, a manutenção ou o aprimoramento de recursos intangíveis, como conhecimento científico ou técnico, projeto e implantação de novos processos ou sistemas, licenças, propriedade intelectual, conhecimento mercadológico, nome, reputação, imagem e marcas registradas (incluindo nomes comerciais e títulos de publicações). Para que os itens mencionados acima sejam classificados no ativo intangível, eles devem ainda ser: identificáveis, controlados e geradores de benefícios econômicos futuros. Reconhecimento: para seu devido reconhecimento, exige-se que a entidade demonstre que ele atende às exigências de definição de ativo intangível, bem como seus critérios de reconhecimento. Em relação ao reconhecimento dos gastos oriundos da aquisição de um item intangível, devem ser classificados como despesa quando incorridos, exceto em alguns casos. Mensuração: poderão, em certas circunstâncias, decidir-se pelo método de custo ou pelo método de reavaliação.</p><p>CPC 04 – Ativo intangível</p><p>Vida Útil: A entidade deve avaliar se a vida útil de ativo intangível é definida ou indefinida e, no primeiro caso,</p><p>a duração ou o volume de produção ou unidades semelhantes que formam essa vida útil. A entidade deve atribuir vida útil indefinida a um ativo intangível quando, com base na análise de todos os fatores relevantes, não existe um limite previsível para o período durante o qual o ativo deverá gerar fluxos de caixa líquidos positivos para a entidade. A contabilização de ativo intangível baseia-se na sua vida útil. Um ativo intangível com vida útil definida deve ser amortizado; e um Ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado.</p><p>Valor residual: Valor residual de um ativo intangível é o valor estimado que uma entidade obteria com a venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição esperada para o fim de sua vida útil. Deve-se presumir que o valor residual de ativo intangível com vida útil definida é zero.</p><p>CPC 31 – ATIVO NÃO CIRCULANTE MANTIDO PARA VENDA E OPERAÇÃO DESCONTINUADA</p><p>Classificação: a entidade deve classificar um ativo não circulante como mantido para venda se o seu valor contábil vai ser recuperado, principalmente, por meio de transação de venda em vez do uso contínuo. Não devem ser contabilizados neste grupo os ativos que tenham sido temporariamente exclusos de serviço como se tivessem sido baixados. Mensuração: para os ativos ou grupo de ativos não circulantes, deve-se optar pela mensuração pelo menor valor, sendo a opção pelo valor contábil ou pelo valor justo menos as despesas de venda. Apresentação e divulgação: a entidade deve apresentar e divulgar informação que permita aos usuários das demonstrações contábeis avaliarem os efeitos financeiros das operações descontinuadas e das baixas de ativos não circulantes mantidos para venda.</p><p>OBRIGADO!</p><p>image1.emf</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p>