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Princípios Legais Ambientais em Moçambique

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<p>FACULDADE DE EDUCAÇÃO</p><p>Departamento de Educação em Ciências Naturais e Matemática</p><p>Licenciatura em Educação Ambiental</p><p>3° Ano - Pós-laboral</p><p>Disciplina: Legislação Ambiental</p><p>Maputo, Outubro de 2024</p><p>Tema: Tratamento Legal dos Principios legais Ambientais em Mocambique</p><p>Discentes:</p><p>Carmen Nicândra Nhabinde</p><p>Dalenia Zucula</p><p>Regina David</p><p>SandraXerinda</p><p>Docentes:</p><p>Lic. João Bassa</p><p>Contextualização</p><p>O tratamento legal dos princípios ambientais em Moçambique é fundamental para a gestão sustentável dos recursos naturais e para a proteção do meio ambiente. O país adota um conjunto de princípios que visam garantir a preservação dos ecossistemas e a promoção da qualidade de vida dos cidadãos.</p><p>O presente trabalho discute o tratamento legal dos princípios ambientais em Moçambique, analisando as leis e regulamentos vigentes, com foco na Lei do Ambiente (Lei nº 20/97, de 1 de Outubro), que é o principal instrumento jurídico nacional que rege a proteção ambiental. Serão abordados os princípios que norteiam a legislação ambiental.</p><p>Objectivos</p><p>Geral</p><p>Analisar o tratamento legal dos princípios ambientais em Moçambique.</p><p>Específicos</p><p>Identificar os principais princípios legais ambientais estabelecidos na legislação Moçambicana.</p><p>Avaliar a aplicação prática dos princípios no contexto Moçambicano.</p><p>Metodologia</p><p>O presente trabalho foi realizado através de uma pesquisa bibliográfica, que consiste na revisão da literatura relacionada à temática abordada. Para tanto, foram utilizados livros, artigos, sites da Internet entre outras fontes.</p><p>Segundo Mutimucuio (2008), procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos (desenvolvida a partir de material já elaborado). Este tipo de pesquisa pode ser realizado independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Em ambos os casos, busca conhecer e analisar contribuições culturais ou científicas do passado existente sobre um determinado assunto, tema ou problema.</p><p>Princípios Legais Ambientais em Moçambique</p><p>A Constituição da República de Moçambique, em seu artigo 90, reconhece o direito de todos os cidadãos a um ambiente equilibrado e à proteção dos recursos naturais. A Lei do Ambiente (Lei nº 20/97, de 1 de Outubro) é a principal legislação que rege as questões ambientais no país. Esta lei incorpora diversos princípios ambientais que orientam a política nacional de conservação e uso sustentável dos recursos naturais.</p><p>Princípio da Precaução</p><p>Estabelece: no caso de ameaça de danos sérios e irreversíveis ao ambiente, devem ser tomadas as medidas necessárias para evitar a sua ocorrência, mesmo que não existam provas científicas que estabeleçam um nexo de causalidade entre determinada actividade e os seus efeitos.</p><p>Princípio Poluidor-Pagador</p><p>Outro princípio fundamental é o do poluidor-pagador, previsto no artigo 8º da Lei do Ambiente. Este princípio estabelece que o poluidor deve arcar com os custos das consequências negativas de suas atividades. Ele visa internalizar os custos ambientais, ou seja, fazer com que os responsáveis por causar poluição paguem pelas medidas necessárias para evitar ou mitigar os danos. Assim, promove-se justiça social e econômica, redistribuindo os custos das ações de combate à degradação ambiental (Taveres, 2019).</p><p>Princípio do Desenvolvimento Sustentável:</p><p>Conforme o artigo 3º da Lei do Ambiente, as atividades econômicas e sociais devem ser conduzidas de forma a garantir a utilização racional dos recursos naturais e a preservação para as futuras gerações . Este princípio reflete a necessidade de equilíbrio entre crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental.</p><p>Princípio da Utilização e Gestão Racional dos Componentes Ambientais</p><p>Busca garantir o uso sustentável dos recursos naturais, promovendo a qualidade de vida dos cidadãos e a manutenção da biodiversidade. Se baseia nos conceitos de racionalidade, sustentabilidade e equidade, assegurando que os recursos ambientais sejam explorados de forma a preservá-los para as gerações futuras.</p><p>Princípio de Reconhecimento e Valorização das Tradições e do Saber das Comunidades Locais</p><p>Esse princípio enfatiza que o conhecimento e as práticas tradicionais dessas comunidades devem ser valorizados e integrados nas políticas ambientais. O Estado deve apoiar e assegurar a participação efetiva dessas comunidades na gestão ambiental.</p><p>Princípio de Prevenção</p><p>Conhecido pelo ditado "mais vale prevenir do que remediar", este princípio visa prevenir danos ambientais quando há certeza ou alta probabilidade de que uma atividade cause danos ao ambiente. Enquanto o princípio da precaução lida com incertezas, o princípio da prevenção aplica-se quando há provas concretas de que um impacto ambiental ocorrerá.</p><p>Princípio da Visão Global e Integrada do Ambiente</p><p>Este princípio adota uma abordagem holística, considerando o ambiente como um conjunto de ecossistemas interdependentes. O ambiente deve ser gerido de forma a manter seu equilíbrio funcional, respeitando seus limites naturais. Ele promove uma gestão integrada dos ecossistemas naturais e construídos.</p><p>Princípio da Ampla Participação dos Cidadãos</p><p>Defende que os cidadãos devem ser envolvidos nos processos de tomada de decisão relacionados ao meio ambiente, seja na formulação de leis ou na gestão direta dos recursos naturais. A participação popular contribui para uma governança mais transparente e inclusiva.</p><p>Princípio da Igualdade</p><p>Busca garantir que todos os cidadãos, independentemente do gênero ou classe social, tenham o mesmo direito de acesso aos recursos naturais e a um ambiente salubre. Ele reconhece o papel vital das mulheres na gestão ambiental e promove oportunidades iguais para homens e mulheres no uso dos recursos naturais. A Constituição de Moçambique reforça esse princípio ao afirmar que todos os cidadãos são iguais perante a lei.</p><p>Princípio de Responsabilização</p><p>O princípio da responsabilização impõe que os responsáveis por danos ambientais sejam sancionados e obrigados a reparar os danos causados. Ele visa incentivar comportamentos ambientalmente responsáveis, fazendo com que os agentes económicos invistam em tecnologias menos poluentes e adotem práticas que minimizem os impactos ambientais.</p><p>Princípio de Cooperação Internacional</p><p>O meio ambiente é um patrimônio global, e muitos problemas ambientais ultrapassam fronteiras nacionais. Esse princípio defende a cooperação entre países para enfrentar questões ambientais globais. Inclui a partilha de informações, o apoio financeiro e científico-tecnológico dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento, e a criação de projetos transfronteiriços para a proteção da natureza.</p><p>Princípio de Educação Ambiental</p><p>A educação ambiental é vista como essencial para sensibilizar a sociedade sobre a importância da proteção do meio ambiente. Este princípio estabelece que a formação em questões ambientais deve ser incorporada nos currículos escolares e estendida a toda a população, com o objetivo de criar uma consciência ambiental que leve a atitudes e comportamentos sustentáveis.</p><p>Aplicabilidade dos Princípios no Contexto das Políticas Públicas</p><p>Os regulamentos específicos, como o Decreto nº 54/2015, que estabelece o regime de avaliação de impacto ambiental, são exemplos práticos de como o princípio da precaução tem sido implementado no país. Contudo, a falta de fiscalização efetiva e a limitada capacidade de monitoramento continuam a ser barreiras para a aplicação plena desses princípios.</p><p>Entre os principais desafios estão a fraca capacidade institucional, a corrupção, a falta de conscientização ambiental por parte da população e a resistência de algumas empresas em cumprir as normas ambientais. Apesar disso, o crescente interesse pela economia verde e a cooperação internacional para questões ambientais têm proporcionado oportunidades para o fortalecimento da governança ambiental em Moçambique (Afonso, 2020).</p><p>Conclusão</p><p>O tratamento legal dos princípios ambientais em Moçambique está claramente estabelecido em sua legislação, particularmente na Lei do Ambiente. Princípios</p><p>como a precaução, o poluidor-pagador e o desenvolvimento sustentável são essenciais para a proteção dos recursos naturais do país.</p><p>No entanto, a aplicação desses princípios na prática ainda enfrenta desafios significativos. Para que o país consiga implementar de forma eficaz as leis ambientais, será necessário um maior investimento em capacitação institucional, sensibilização ambiental e monitoramento, além de um maior compromisso com a transparência e o combate à corrupção. A colaboração entre o governo, o setor privado e a sociedade civil será crucial para superar esses obstáculos e garantir a proteção do meio ambiente para as futuras gerações.</p><p>Referência bibliográfica</p><p>Afonso, F. (2020). Política Ambiental em Moçambique: Desafios e Perspectivas. Maputo: Editora Moçambicana.</p><p>Boletim da República. De Moçambique. (1997). Lei nº 20/97, de 1 de Outubro – Lei do Ambiente. Maputo.</p><p>Boletim da República. De Moçambique. (2015). Decreto nº 54/2015, de 31 de Dezembro – Regime de Avaliação de Impacto Ambiental. Maputo.</p><p>Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC). (2021). Relatório sobre o Desenvolvimento Sustentável em Moçambique. Maputo: FDC.</p><p>image1.emf</p>

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