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<p>Prof. Renan Modesto Monteiro</p><p>Características gerais</p><p> Essa classe compreende os primeiros animais a invadirem</p><p>efetivamente o ambiente terrestre, embora ainda tenham</p><p>mantido vínculos com o ambiente aquático.</p><p> A maior parte do grupo apresenta vida dupla, com eclosão</p><p>dos ovos na água, onde iniciam sua vida na forma larval,</p><p>conhecida como girino.</p><p> O girino se alimenta ativamente e acumula recursos para,</p><p>em uma metamorfose, transformar-se em uma forma mais</p><p>adaptada à vida na terra.</p><p>Características gerais</p><p> Estão espalhados por pântanos, lagos e rios de todo o</p><p>planeta, podendo se expandir até territórios mais</p><p>secos, como os sapos, mas retornando à água para a</p><p>reprodução.</p><p> Assim como os peixes, são heterotérmicos, ou seja,</p><p>apresentam temperatura variável.</p><p> Atualmente existem aproximadamente 3500 espécies,</p><p>que podem ser herbívoras ou carnívoras.</p><p>Estrutura dos anfíbios</p><p> Como é um grupo de transição entre o ambiente</p><p>aquático e terrestre, os anfíbios apresentam uma série</p><p>de características estruturais e fisiológicas</p><p>intermediárias ou que atuam nos dois ambientes.</p><p> São os primeiros animais a apresentarem os membros</p><p>locomotores na forma de patas, característica dos</p><p>tetrápodas.</p><p>Estrutura dos anfíbios</p><p> A metamorfose é fundamental para compreender as</p><p>mudanças respiratórias, excretoras e de movimento</p><p>que se impõem a esses animais na passagem da vida</p><p>aquática para a terrestre.</p><p>Fisiologia dos anfíbios</p><p>Digestão</p><p> A boca é desprovida de dentes e glândulas salivares, o</p><p>que obriga os anfíbios em terra a molhar o alimento</p><p>que comem. O tubo digestório é completo, com</p><p>estômago desenvolvido e intestino formando secos</p><p>(ramificações).</p><p>Fisiologia dos anfíbios</p><p>Respiração</p><p> Os girinos apresentam brânquias abertas (expostas),</p><p>como pequenas plumas, e respiração cutânea indireta.</p><p> No período de metamorfose, quando permanecem em</p><p>baixa atividade, respiram sobretudo pela pele, até que</p><p>os pulmões (que sempre serão saculiformes e muito</p><p>simples) estejam formados e passem a exercer sua</p><p>função.</p><p>Fisiologia dos anfíbios</p><p>Respiração</p><p> A respiração cutânea ser funcional, principalmente</p><p>nos organismos aquáticos, por isso a pele deve ser</p><p>permeável e mantida úmida.</p><p> A pele constantemente úmida seria alvo para bactérias</p><p>e fungos; isso parece ter selecionado nos anfíbios</p><p>formas que apresentam numerosas glândulas</p><p>venenosas na pele.</p><p>Fisiologia dos anfíbios</p><p>Circulação</p><p> É fechada, dupla e incompleta. O coração possui dois</p><p>átrios e um ventrículo, em que os sangues arterial e</p><p>venoso misturam-se.</p><p> O sangue passa duas vezes pelo coração, mas é</p><p>distribuído ao corpo com baixa taxa de oxigênio, o que</p><p>obriga esses animais a apresentarem um metabolismo</p><p>mais letárgico, em razão da menor disponibilidade de</p><p>O2.</p><p>Fisiologia dos anfíbios</p><p>Excreção</p><p> Apresentam um par de rins mesonéfricos que filtram o</p><p>sangue, excretando amônia na fase larval, já que</p><p>dispõem de muita água.</p><p> Algumas espécies passam a excretar ureia (menos</p><p>tóxica) depois da metamorfose, quando estão em</p><p>ambientes mais secos e precisam economizar água.</p><p>Fisiologia dos anfíbios</p><p>Sistema nervoso</p><p> Apresentam encéfalo mais desenvolvido que os peixes,</p><p>mas ainda com 10 pares de nervos cranianos. Visão,</p><p>audição e olfato acompanham o desenvolvimento</p><p>neurológico.</p><p>Fisiologia dos anfíbios</p><p>Reprodução</p><p> Apresentam reprodução sexuada, são dioicos, com</p><p>fecundação externa. Apesar disso, nos sapos existe a</p><p>cópula, onde macho e fêmea juntam-se no momento</p><p>da fecundação em um abraço conhecido amplexo para</p><p>aumentar a eficiência do processo.</p><p> A fêmea lança os ovos na água, embora algumas</p><p>espécies possam carregá-los aderidos à pele.</p><p>Fisiologia dos anfíbios</p><p>Reprodução</p><p> A eclosão dos ovos libera uma forma larval</p><p>(desenvolvimento indireto), com nadadeiras e</p><p>brânquias, conhecida como girino.</p><p> O girino crescerá e engordará, acumulando material</p><p>nutritivo de reserva até o momento da metamorfose.</p><p>Classificação dos anfíbios</p><p>São organizados em três ordens tendo como critério de</p><p>classificação os órgãos locomotores.</p><p>Ordem dos ápodes (Gymnophiona)</p><p> Os ápodes são anfíbios de corpo serpentiforme que</p><p>podem chegar a meio metro, não possuem membros</p><p>locomotores e os olhos são muito reduzidos.</p><p>Ex: cobras-cegas (cecílias)</p><p> É um grupo pequeno, com cerca de 150 espécies, que</p><p>vivem em lamaçais e águas escuras.</p><p>Classificação dos anfíbios</p><p>Ordem dos anuros (Anura)</p><p> É o principal grupo dos anfíbios, com o maior número</p><p>de representantes. Os anuros (a=sem; uros=cauda) são</p><p>anfíbios que apresentam as quatro patas bem</p><p>desenvolvidas;</p><p>Ex: sapos, rãs, pererecas e outros.</p><p> O corpo é compacto, sem cauda e com as patas</p><p>traseiras bem adaptadas ao salto.</p><p>Classificação dos anfíbios</p><p>Ordem dos anuros (Anura)</p><p> Rãs</p><p>Possuem pele mais fina, lisa e permeável, com patas</p><p>apresentando membranas interdigitais que adaptam o</p><p>animal a uma vida aquática. Elas vivem muito próximas</p><p>ou dentro da água.</p><p>Classificação dos anfíbios</p><p>Ordem dos anuros (Anura)</p><p> Pererecas</p><p>São animais de ambiente foliar, por isso a pele úmida não</p><p>é lavada continuamente, permitindo a fixação de fungos</p><p>e bactérias.</p><p>São os representantes coma maior toxicidade de veneno.</p><p>Suas patas apresentam ventosas nas pontas dos dedos,</p><p>facilitando a fixação nas folhas onde vivem.</p><p>Classificação dos anfíbios</p><p>Ordem dos anuros (Anura)</p><p> Sapos</p><p>Grupo mais bem adaptado à terra, apresentando pele</p><p>rugosa e menos permeável. As patas terminam em dedos</p><p>livres (patas cursoriais), adaptadas a caminhar e apoiar.</p><p>Atrás dos olhos existem bolsas de veneno (Glândulas</p><p>paratoides); no caso do animal ser abocanhado por um</p><p>predador que comprima as glândulas, o veneno será</p><p>liberado na boca do predador.</p><p>*O veneno não é inoculado pelo sapo, por isso não é</p><p>chamado de peçonha, como o das cobras.</p><p>Classificação dos anfíbios</p><p>Ordem dos urodelos (Urodela)</p><p> As salamandras são um grupo pouco conhecido no</p><p>Brasil, pois vivem principalmente no hemisfério norte</p><p>e apenas na região amazônica no hemisfério Sul.</p><p> Os urodelos (uros = cauda; delos = visível) são</p><p>semelhantes aos lagartos na estrutura corporal,</p><p>apresentando quatro patas e um cauda.</p><p> A pele também é lisa e venenosa, como nos demais</p><p>anfíbios.</p><p>Classificação dos anfíbios</p><p>Ordemdos urodelos (Urodela)</p><p> Podem ser aquáticas ou terrestres, mas vivem sempre em</p><p>ambientes úmidos.</p><p> Além das salamandras, outros animais dessa ordem são os</p><p>tritões, os axolotles e o proteus. Sendo os dois últimos, na</p><p>verdade, formas reprodutivas por pedogênese de</p><p>salamandras.</p><p> Em algumas espécies as larvas não sofrem metamorfose e</p><p>acabam se reproduzindo sem chegar na fase adulta.</p><p>Salamandra Tritão</p><p>Axolotles Proteu</p>

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