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<p>Habilidades de efetividade interpessoal 245 V. HABILIDADES DE EFETIVIDADE NOS OBJETIVOS: DEAR MAN (FICHAS DE EFETIVIDADE INTERPESSOAL 5-5A) Ponto principal: As habilidades de efetividade nos objetivos nos ajudam a sermos tão efetivos quanto possível para conquistar nossos objetivos ou metas. o termo DEAR MAN é uma maneira de se lembrar dessas habilidades. Ficha de efetividade interpessoal 5: Diretrizes para a efetividade nos objetivos: obtendo o que você quer (DEAR MAN). Esta ficha descreve as habilidades a serem usadas quando uma pessoa quiser pedir alguma coisa, dizer "não", manter uma posição ou ponto de vista ou alcançar algum outro objetivo interpessoal. As habilidades são: Descrever, Expressar, pedir Assertivamente, Reforçar, Manter-se em mindful- ness, Aparentar confiança e Negociar. Ensine-a de modo sucinto e didático e, depois, prossiga aos role-plays. Ficha de efetividade interpessoal 5A: Aplicando as habilidades DEAR MAN a uma interação atual difícil (opcional). Esta ficha dá exemplos de como lidar com situações em que a outra pessoa também tem ótimas habilidades interpessoais e continua recusando pedidos legítimos ou pedindo o que quer mesmo quando a primeira pessoa segue dizendo não. Aqui, os conteúdos podem ser inseridos ao seu ensino ou podem ser dados aos participantes como uma leitura de casa. As habilidades descritas podem ser praticadas, se houver tempo, ou podem ser cobertas em classes avançadas. Ficha de tarefas de efetividade interpessoal 4: Escrevendo roteiros de efetividade interpessoal. Esta é uma ficha de tarefas para os participantes que querem descobrir o que vão fazer e dizer antes de praticarem suas habilidades interpessoais. Analise a ficha de tarefas com os pacientes e lembre-os de usar as habilidades de mindfulness que", de descrever (Ficha de mindfulness 4), ao referir-se ao evento desencadeante. Observe que esta ficha de tarefas requer que os indivíduos escrevam suas intenções para efetividade nos objetivos, nos relacionamentos e no autorrespeito. Talvez você queira rever essas definições, bem como dar um ou dois exemplos, ao revisar esse material. Nesta aula sobre habilidades DEAR MAN, diga aos participantes para preencher a ficha de tarefas até o Passo 6 (ou até onde você ensinou). Ficha de tarefas de efetividade interpessoal 5: Rastreando o uso de habilidades de efetividade interpessoal. Esta é uma ficha de tarefas geral para rastrear o uso das habilidades de efetividade inter- pessoal. Como a Ficha de tarefas 3, ela requer descrever o evento desencadeante e descobrir e anotar as prioridades interpessoais. Também investiga conflitos nas prioridades. (Essa parte não precisa ser preenchida se não houver nenhum conflito.) Em seguida, os pacientes descrevem o que realmente disseram e fizeram na situação. As linhas de assinalar são incluídas na ficha de tarefas como um lembrete sobre o que as habilidades realmente são, bem como dicas para os participantes praticarem e fazerem anotações. Por fim, a ficha de tarefas pergunta como foi a interação. Aqui, você quer que os pacientes digam se realmente alcançaram seus objetivos e quais efeitos a interação teve sobre o relacionamento e seu próprio autorrespeito. A. o que é efetividade nos objetivos? Diga aos membros do grupo: "A efetividade nos objetivos refere-se a conquistar seu objetivo ou meta específica em uma situação particular. Em geral, o objetivo é o motivo inicial para a interação. Na prática, essas habilidades são iguais às habilidades de assertividade. Vários tipos de situações exigem efetividade ou assertividade nos objetivos". "Conseguir que os outros façam o que você lhes pede." "Dizer não aos pedidos indesejados e manter a posição." "Resolver conflitos interpessoais ou fazer mudanças nos relacionamentos." "Conseguir que seus direitos sejam respeitados." "Conseguir que as suas opiniões ou pontos de vista sejam levados a sério."</p><p>246 Notas de ensino para os módulos de habilidades em DBT B. As habilidades DEAR MAN Diga aos participantes: "Você pode se lembrar dessas habilidades com o termo DEAR MAN.4 Isso significa Descrever, Expressar, pedir Assertivamente, Reforçar, Manter-se em mindfulness Aparentar confiança e Negociar. 1. Descrever a situação Instrua os pacientes: "Quando necessário, comece descrevendo brevemente a situação à qual você está reagindo. Atenha-se aos fatos. Não faça declarações críticas. Seja objetivo". Por que descrever? Começar uma afirmação pela análise dos fatos pode ser útil por vários motivos. Em primeiro lugar, isso garante que a outra pessoa seja orientada aos eventos que levaram a pedidos, recusas, opiniões ou pontos de vista. Da mesma forma, later-se aos fatos objetivos ajuda as duas partes a falar a mesma língua e iniciar um padrão de concordância. Por fim, se a outra pessoa não concordar com os fatos básicos da situação, isso dá ao paciente um bom aviso de que a afirmação talvez não seja bem-sucedida ou recebida. Lembre os participantes de que descrever, aqui, é como usar a habilidade de mindfulness de descrição. Quando há conflito ou temor de que a outra pessoa vai discordar da versão do indivíduo sobre os eventos, descrever com precisão pode se tornar difícil. Para ajudar os pacientes a entender a ideia de descrever fatos observáveis, faça-os considerar o que uma terceira pessoa poderia ter ob- servado ou, ainda, concordaria que de fato ocorreu. Ou participantes podem avaliar o que poderia ser submetido como provas em um tribunal. Exemplo: "Trabalho aqui há dois anos e não ganhei aumento, embora minhas avaliações de desempenho tenham sido muito positivas." Exemplo: "Esta semana, é a terceira vez que você me pediu uma carona do trabalho para casa." Exemplo: "Já estudei nosso orçamento e nossos débitos com muito cuidado para ver se temos ou não dinheiro suficiente para um período de férias.' Exemplo: "Comprei esta blusa há duas semanas, e a nota fiscal diz que posso devolvê-la no prazo de 90 dias. A atendente se recusou a dizendo que estava na promoção. Mas eu trouxe a nota, e nela está escrito que posso devolvê-la." Exercícios práticos: Faça um role-play com alguns desses exemplos e obtenha feedback dos membros do grupo sobre a experiência de descrever eventos. Sugira que os participantes tentem descrever situações interpessoais realmente difíceis (de modo sucinto, apenas fornecendo os fatos) ou momentos em que eles estavam com raiva de alguém. Não se esqueça de dar feedback quando participantes se afastarem da descrição dos eventos e começarem a descrever interpretações como se fossem os eventos. Por exemplo, eles devem se limitar a dizer: "Esta é a terceira vez que você deixou a porta aberta", como um prelúdio para pedir que alguém pare de deixar a porta aberta, se realmente for a terceira vez. Nota aos líderes: Exercícios práticos são essenciais no ensino das habilidades interpessoais. Uma vez que um trecho de conteúdo é apresentado e discutido, prossiga ao ensaio, no qual o material recém-aprendido possa ser praticado. Para conseguir uma boa situação de prática, peça exemplos aos participantes, crie-os você mesmo ou use um ou mais dos exemplos a seguir. Entre as técnicas de ensaio, podemos citar:</p><p>Habilidades de efetividade interpessoal 247 Ensaio rápido. Circule pela sala e peça que cada pessoa brevemente ensaie uma habilidade especial. Por exemplo, peça aos pacientes que descrevam uma situação-problema na qual queiram pedir algo. Por exemplo: "Tem um monte de louça para lavar", como indireta para pedir que alguém os ajude a lavar os pratos. Depois, solicite aos participantes que expressem sentimentos ou opiniões sobre uma situação (seja a escolhida para praticar descrever ou uma nova), e faça o mesmo com a assertividade (ao solicitar algo ou recusar diretamente) e com o reforço. Você pode pedir que todos pratiquem com a mesma situação (criada por você ou pelos pacientes), ou que cada pessoa use uma situação de sua própria vida. Em geral, praticar a mesma situação é mais rápido, se o tempo for um fator limitante. Use esse procedimento ao menos uma vez para cada habilidade individual. Faça um role-play com um líder. Uma pessoa pode ensaiar (role-play) uma situação com você, o líder, durante a sessão. Em geral, isso é feito quando o participante está descrevendo a tarefa e, de imediato, parece útil tentar agir de modo distinto na situação. Isso também pode ser usado quando um paciente quer (ou precisa) ajuda com determinados tipos de situações. Role-play com outros participantes. Os membros do grupo podem fazer o role-play de uma situação, revezando-se ao interpretar a pessoa que está pedindo ou dizendo "não" ou a outra. Assumir o papel do outro pode ser muito importante, pois dá uma ideia de como é quando alguém usa habilidades comportamentais com os pacientes. Ensaio de diálogo. Se alguém simplesmente não consegue fazer um role-play ou se recusa a fazê-lo, apresente a situação em forma de narrativa. Pergunte: "Então o que você diria?". Espere a resposta e logo diga: "O.k., então a outra pessoa responde o que você diria em seguida?". Ensaio secreto. Se um participante se recusa até mesmo ao ensaio de diálogo, peça-lhe para fazer o role-play da situação mentalmente e se imaginar dando uma resposta hábil. Dê uma boa dose de deixas para guiar a atenção e o foco do paciente. Não sacrifique o ensaio para apresentar mais conteúdo. Com frequência, o role-play é o procedimento mais difícil para terapeutas com pouca experiência em terapia comportamental; no entanto, é essencial. (Talvez você possa tentar os procedimentos de role-play com sua equipe de consultoria da DBT, ou até mesmo com um amigo, para praticar). No começo, o role-play também pode ser difícil para os participantes, mas, com a experiência, se torna mais fácil. No início, você às vezes precisa incentivá-los ou dar um empur- rãozinho durante a prática. Se o intérprete estiver relutante, a coisa mais importante a fazer é não sair do papel, mesmo que o paciente saia. Continue respondendo à pessoa como se você realmente estivesse na situação que está sendo ensaiada. Normalmente, isso dará resultado, e o indivíduo irá voltar para o role-play. 2. Expressar claramente Diga aos participantes: "Em seguida, expresse claramente como você se sente ou o que acredita sobre a situação. Não espere que a outra pessoa leia a sua mente ou saiba como se sente. Por exemplo, dê uma breve justificativa para um pedido ou por dizer Por que expressar? Explique aos participantes: "Ao compartilhar suas reações pessoais sobre a situação, você facilita que o outro descubra o que você realmente quer a partir da interação. Isso pode ajudar a alertar o outro indivíduo sobre o que torna a situação importante para você, e tem o potencial de atrair interesse pessoal para a sua situação. Às vezes, isso pode lhe fazer se sentir vulnerável, mas também tem a vantagem de fornecer informações importantes para a outra pessoa". Exemplo: "Acredito que mereço um aumento". Exemplo: "Estou chegando em casa tão tarde que é muito difícil para mim e minha família". Exemplo: "Estou muito preocupado com as nossas finanças atuais". Exemplo: "Acredito que tenho o direito de devolver isto e me sinto angustiado porque sua funcionária se recusou a aceitar, especialmente porque a mercadoria não está danificada e eu tenho a nota fiscal".</p><p>248 Notas de ensino para os módulos de habilidades em DBT Exercícios práticos: Faça o role-play de alguns exemplos e obtenha feedback dos membros do grupo sobre a experiência de ouvir expressões de sentimentos. Isso pode ajudar a esclarecer o valor de expressar sentimentos e pensamentos genuínos. Observe que as habilidades de Descrever e Expressar nem sempre são necessárias. Por exemplo, uma pessoa pode apenas pedir a um parente que vai à mercearia para que compre suco de laranja (sem dizer, "Acabou o estoque, e eu gostaria de alguns litros"). Em uma sala quente, abafada, a pessoa pode pedir a alguém para abrir uma janela (sem dizer, necessariamente: "A sala está abafada e estou com calor"). Ao dizer "não" a um pedido, a pessoa pode limitar-se a dizer: "Não, isso eu não posso fazer". Cada participante, no entanto, deve aprender e praticar cada uma das habilidades, mesmo que nem todas sejam sempre necessárias. 3. Pedir Assertivamente Diga aos pacientes: "A terceira habilidade DEAR MAN é pedir o que você quiser. Dizer 'não' cla- ramente. Não espere que as pessoas saibam o que você quer fazer se não lhes contar. Não fique em cima do muro, nunca fazendo um pedido, nem dizendo Evite dizer o que elas devem fazer. Seja claro, conciso e assertivo. Vá direto ao ponto e peça ou diga Exemplo: "Eu gostaria de um aumento. Pode me dar?". Exemplo: "Tenho que dizer não esta noite. Não posso te dar uma carona para casa tantas vezes". Exemplo: "Simplesmente não temos o dinheiro para as férias que planejamos para este ano". Exemplo: "Vai aceitar a devolução da blusa?". a. Expressar não é pedir assertivamente Muitos indivíduos se sentem muito desconfortáveis em fazer uma pergunta assertiva e terão necessidade de praticar e receber um simples feedback sobre se estão ou não de fato fazendo uma pergunta (às vezes, confundindo Expressar com Pedir Assertivamente). b. Pedir versus exigir Alguns indivíduos têm a forte sensação de que pedir pelas coisas é uma fraqueza e que, em muitos casos, não devem precisar pedir o que querem, já que os outros deveriam saber ou ser orientados sobre o que fazer e, então, fazê-lo. Aqui, existem dois pontos a serem analisados. Primeiro, oriente-os sobre a diferença entre assertividade e agressividade. Quando as pessoas conseguem o que querem por meio de exigências, sem dar aos outros nenhuma VOZ ativa no resultado, isso é controlador, é potencialmente hostil e tende a prejudicar os relacionamentos. grupo pode dar feedback sobre quem desejaria ser tratado assim. Segundo, se uma pessoa diz a alguém o que fazer (em vez de pedir), mas não solicita uma resposta sobre se ele ou ela irá fazê-lo (ou seja, com uma pergunta como "Você faria isso por mim?"), no final da interação, ela não terá certeza se a meta foi ou não alcançada. A outra pessoa aceitou, se comprometeu ou concordou com algo? Exercício prático: Faça um role-play com as estratégias de "exigir/dizer" versus "pedir" com os participantes, solicitando feedback sobre a intensidade de assertividade (como em uma escala de 0 a 10). Exercício prático: Faça alguns exemplos de role-plays e peça a cada membro do grupo que interprete o papel de fazer um pedido à pessoa sentada ao seu lado. Continue ao redor do círculo. Depois disso, peça aos pacientes que discutam como se sentiram ao serem assertivos e ao receberem o pedido. Informe aos participantes se eles pediram de forma seca ou exigente.</p><p>Habilidades de efetividade interpessoal 249 4. Reforçar Diga aos pacientes: "A quarta habilidade DEAR MAN é reforçar a outra pessoa. Ou seja, identificar algo positivo ou gratificante que aconteceria se ela desse a resposta que você quer. Isso pode envolver investir tempo para considerar a perspectiva e a motivação do outro, bem como estabelecer conexões entre o que você está pedindo e o que a pessoa quer ou precisa. De modo alternativo, você poderia se oferecer para fazer algo por ela, se ela fizer essa coisa para você. No mínimo, expresse apreço após alguém ter feito algo consistente com seu pedido". Aqui, a ideia básica é que as pessoas são motivadas pelo ganho de consequências positivas (e pela evitação das negativas). Explique aos participantes: "Conectar seu pedido a consequências que as outras pessoas desejam irá torná-las mais propensas a concordar. Além disso, se elas não ganharem ao menos um pouco de retorno ao cumprir um pedido, aceitar um 'não' ou ouvir as suas opiniões, logo elas podem parar de responder de forma positiva". Exemplo: "Vou ser bem mais feliz, e provavelmente mais produtivo, se receber um salário que reflita meu valor para a Exemplo: "Eu realmente apreciaria se você aceitasse que não posso sempre lhe dar carona até sua casa". Exemplo: "Acho que ambos dormiremos melhor se ficarmos dentro do nosso orçamento". Exemplo: "Minha esperança é que possamos resolver isso, para que eu possa continuar a comprar nesta loja e incentivar meus amigos a fazer o mesmo". Ponto de discussão: A noção de comportamentos sendo controlados pelas consequências, em vez de pelos conceitos de "bom" e "mau" ou "certo" e "errado", pode ser particularmente difícil para alguns participantes. Discuta essa ideia com eles. Enfatize aos pacientes que "recompensas" são mais efetivas do que "punições". Ou seja, motivar com as consequências positivas (recompensas) tende a ser mais efetivo do que com punições, não só para manter relacionamentos positivos, mas também para que as pessoas realmente continuem a adotar os comportamentos desejados após a punição ser aplicada. Com frequência, identificar as consequências positivas exige esforço extra, mas tende a compensar em termos de eficácia. Porém, quando um pedido é extremamente importante, e não houver opções para consequências positivas ou estas não funcionaram, talvez seja necessário motivar pela introdução de uma consequência negativa. Nota aos líderes: Se você planeja ensinar as estratégias de modificação comportamental de reforço, punição e extinção (ver Seção XVII deste capítulo e as Fichas de efetividade interpessoal 20-22), ou já as ensinou, pode mencionar as duas primeiras aqui. A extinção pode ser mencionada mais tarde, quando você analisar o disco riscado e ignorar os ataques (ver a seguir). 5. Manter-se em mindfulness Diga aos participantes: "A próxima habilidade DEAR MAN é manter-se em mindfulness em relação a seus objetivos na situação. Mantenha a sua posição e evite se distrair com outro tópico. Aqui, existem duas técnicas úteis". a. o "disco riscado" Instrua aos pacientes: "A primeira técnica é agir como um disco saltando no prato da vitrola. Ou seja, continua a pedir, a dizer ou a expressar sua opinião, sem parar. Isso pode incluir recomeçar o roteiro DEAR desde o início, ou a partir de qualquer outra parte que faça mais sentido. Continue repetindo exatamente a mesma coisa. A ideia é que você não precisa pensar em algo diferente para dizer cada vez. A chave é manter um tom de VOZ suave pela bondade', por assim dizer. A força está na persistência de manter a posição".</p><p>250 Notas de ensino para os módulos de habilidades em DBT Vá um por um no círculo e pratique com cada pessoa. Esta talvez seja uma das habilidades de efetividade nos objetivos mais importante. Em geral, os participantes podem aprendê-la sem muita dificuldade, porque é fácil de fazer e de se lembrar. b. Ignorar ataques e desvios Diga aos participantes: "A segunda técnica é que, se outra pessoa ataca, ameaça ou tenta mudar de assunto, ignore as ameaças, os comentários ou as tentativas dela de se esquivar de você. Apenas continue a explicar seu ponto de vista e não morda a isca". Se os participantes se objetarem a isso (e muitos irão), continue: "Prestar atenção aos ataques dá o controle à outra pessoa. Quando você responde a um ataque, muitas vezes, perde de vista o seu objetivo e, quando isso acontece, a outra pessoa assumiu o controle da conversa. Também, se você presta atenção e responde aos ataques de alguma forma ou deixa que eles os tirem do rumo, então você está reforçando os ataques e os desvios ou seja, eles estarão propensos a ocorrer com mais frequência. Se quiser responder aos ataques, essa é outra questão, e pode ser tratada outra hora ou após essa discussão ser concluída". Exemplo: Eis um exemplo de dar o controle à outra pessoa: Solicitador: Você me daria o dinheiro que me deve? Outro: Você é muito idiota por ficar trazendo à tona o fato de que eu te devo dinheiro quando sabe que não tenho dinheiro. Solicitador: Não sou um idiota só por querer meu dinheiro de volta. Outro: É, sim. Você foi contar para a minha mulher que eu te devo dinheiro e que estou três meses atrasado no pagamento do empréstimo. Solicitador: Não, eu não contei pra ela. Quem te disse isso? [E assim por Verifique se os participantes entendem que esse é um exemplo de ser desviado do rumo. Ponto de discussão: Uma vez que os pacientes pegam o jeito dessa habilidade, usá-la pode ser muito divertido. Solicite feedback deles sobre esse assunto, prestando especial atenção para a crença de que eles precisam responder a todas as críticas ou ataques feitos por outrem. Nota aos líderes: Certifique-se de treinar as duas práticas (ignorar os ataques e "disco riscado") com todos os participantes. Usadas em conjunto, essas duas estratégias constituem uma habilidade muito eficaz para manter uma recusa ou exercer pressão sobre alguém a fim de concordar com um pedido. Quando a outra pessoa ataca, um paciente deve simplesmente tocar o "disco riscado" outra vez. É extremamente difícil con- tinuar atacando ou criticando uma pessoa que não responde ou não "entra no jogo". No entanto, ser um disco riscado e ignorar os desvios são estratégias bem mais difíceis do que parecem. A única maneira de os participantes pegarem o jeito é por meio da prática. Além disso, talvez seja uma boa ideia fazê-los praticar uns com os outros, para sentir na pele como é ter seus próprios ataques e estratégias de desvio ignoradas ou ouvir a outra pessoa ficar repetindo um pedido, uma opinião ou uma recusa. A chave tanto para o "disco riscado" quanto para ignorar os ataques é manter o tom de voz sem qualquer hostilidade e se manter no rumo. 6. Aparentar confiança Incentive os pacientes: "Use um tom de confiante e demonstre uma postura física confiante, com apropriado contato visual Essa postura transmite à outra pessoa e a si mesmo que você é eficiente e merece respeito pelo que quer. Nada de gaguejar, sussurrar, baixar os olhos, se retrair, dizer que não tem certeza ou coisas desse tipo". Ponto de discussão: Observe que a habilidade é "aparentar confiança", e não "ter confiança". É perfeitamente razoável estar nervoso ou com medo durante uma conversa difícil; no entanto,</p><p>Habilidades de efetividade interpessoal 251 demonstrar medo ou insegurança irá interferir com a efetividade. Peça aos participantes exemplos de situações em que pode ser importante aparentar confiança, mesmo quando não a temos. Ponto de discussão: É preciso avaliar a dose de confiança com que agir em determinada situação. A pessoa precisa se equilibrar em uma linha tênue entre parecer arrogante e parecer muito arrependido. Solicite exemplos dos pacientes. 7. Negociar Diga aos participantes: "A última habilidade DEAR MAN é a negociação. Estar disposto a dar para receber. Oferecer e pedir soluções alternativas para o problema. Reduzir sua solicitação. Manter o seu não, mas se oferecer para fazer outra coisa ou solucionar o problema de outra maneira". Continue: "Uma técnica alternativa é a bola' ou seja, entregar o problema ao interlocutor. Peça soluções alternativas". Exemplo: "O que você acha que devemos fazer? Não posso dizer sim, e me parece que é isso que você deseja. que podemos fazer aqui? Como podemos solucionar esse problema?". Ponto de discussão: Negociar ou passar a bola é útil quando pedidos ou recusas comuns não estão dando resultado. Há muitas variações sobre a estratégia de negociação. Faça os participantes discutirem sobre alguma ocasião em que negociaram ou passaram a bola. C. Aplicando as habilidades DEAR MAN a uma interação atual difícil Para contornar uma situação realmente difícil, a pessoa pode focalizar as habilidades no comportamento de outra agora. Consulte, na Ficha de efetividade interpessoal 5A, exemplos de roteiros efetivos e ineficazes para os quatro passos a seguir. 1. Descrever a interação atual Diga aos participantes: "Se o 'disco e ignorar não funcionam, faça uma declaração sobre o que está acontecendo entre você e a outra pessoa agora, mas sem colocar os motivos do outro". 2. Expressar sentimentos ou opiniões sobre a interação Diga: "Por exemplo, no meio de uma interação que não está indo bem, você pode expressar seus sentimentos de desconforto na situação". 3. Peça assertivamente na situação Diga: "Quando uma pessoa estiver se recusando a atender o seu pedido, você pode sugerir um adia- mento da conversa até outra hora. Dê a ela uma oportunidade para pensar sobre o assunto. Quando outra pessoa estiver lhe importunando, você pede, educadamente, para ela parar". 4. Reforçar Diga: "Quando você estiver dizendo não a alguém que só fica pedindo, ou quando alguém não está levando a sua opinião a sério, sugira interromper a conversa, já que, de qualquer modo, você não vai mudar de ideia". Exercício prático: Usando a Ficha de efetividade interpessoal 5A, ande pela sala e peça para alguém ler um exemplo sobre uma declaração efetiva; então, peça à pessoa seguinte que leia uma das declarações ineficazes. Continue até que todo mundo tenha a oportunidade de ler uma declaração. Discuta a diferença nas respostas emocionais para os dois tipos de declarações. D. Solicite e analise ideias para praticar as habilidades DEAR MAN Um componente essencial do treinamento de habilidades interpessoais é o ensaio comportamental, tanto nas sessões quanto entre elas, como tarefa. É importante discutir as situações em que as habilidades DEAR MAN podem ser usadas.</p><p>252 Notas de ensino para os módulos de habilidades em DBT 1. Use as habilidades ao surgir uma situação Enfatize que os participantes devem tentar utilizar suas habilidades se, entre uma sessão e outra, ocorrer um problema em que possam fazer ou negar uma solicitação. 2. Busque ativamente situações práticas Diga aos pacientes: "Se, no dia a dia, não surgir nada que proporcione uma oportunidade de praticar, é importante imaginar as situações. Ou seja, não apenas espere que apareça a ocasião propícia. Procure por ela ativamente". Se não surgirem situações naturalmente, sugira criar oportunidades para praticar. A seguir, são listadas algumas ideias de ocasiões que os participantes podem criar para praticar Ponto de discussão: Pergunte aos membros quais habilidades DEAR MAN eles estão dispostos a praticar ao longo da semana. Descreva os itens a seguir, caso os pacientes estiverem sem Discuta quaisquer objeções a fazer DEAR MAN. Seja flexível aqui. Lembre-se de seus princípios de modelagem. (Consulte o Cap. 10 do principal texto da DBT.) 3. Ideias práticas "Vá a uma biblioteca e peça ajuda para encontrar um livro." (Variação: "Vá a uma loja e peça, ao vendedor, para ajudá-lo a encontrar algum item.") "Enquanto você estiver falando com alguém, mude de assunto." "Convide um amigo para jantar (na sua casa ou em um restaurante)." "Faça ao garçom ou à garçonete uma pergunta sobre sua conta." "Leve livros antigos a um sebo e pergunte o quanto valem." "Pague por algo que custa menos de R$1,00 com uma nota de R$5,00 e espere o troco." "Peça um sanduíche em um restaurante de fast-food." (Uma variação disso é pedir uma alteração no menu ao pedir uma refeição.) "Peça a um gerente de loja para encomendar algo que você gostaria de comprar, mas que não é normalmente oferecido pela loja." "Peça um favor aos colegas de trabalho ou da escola (como preparar-lhe uma xícara de café enquanto preparam uma para si próprios, deixar você ver suas anotações ou emprestar o livro-texto)." "Peça a um conhecido uma carona para casa." "Discorde da opinião de alguém." "Peça a um de seus pais, seu cônjuge, parceiro ou filho que aceite mais responsabilidade em uma área específica." "Peça ajuda a um amigo para consertar algo." "Peça a uma pessoa para parar de fazer algo que lhe incomoda." "Peça a um desconhecido que horas são." VI. HABILIDADES DE EFETIVIDADE NOS GIVE (FICHAS DE EFETIVIDADE INTERPESSOAL 6-6A) Ponto principal: As habilidades de efetividade nos relacionamentos são destinadas a manter ou melhorar o nossa relação com as outras pessoas, enquanto tentamos alcançar o que queremos na interação. termo GIVE é uma maneira de se lembrar dessas habilidades. Ficha de efetividade interpessoal 6: Diretrizes para efetividade nos relacionamentos: mantendo o relacionamento. Esta ficha descreve as habilidades GIVE: (ser) Gentil, (agir demonstrando estar) In- teressado, Validar, (adotar um) Estilo tranquilo. Ensine essas habilidades rápida e didaticamente e, como acontece com as habilidades de efetividade nos objetivos, avance para praticar role-plays.</p>

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