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<p>LEGISLAÇÃO</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira</p><p>de Inclusão da Pessoa com</p><p>Deficiência – Parte I</p><p>Livro Eletrônico</p><p>Presidente: Gabriel Granjeiro</p><p>Vice-Presidente: Rodrigo Calado</p><p>Diretor Pedagógico: Erico Teixeira</p><p>Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi</p><p>Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra</p><p>Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes</p><p>Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais</p><p>do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de</p><p>uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às</p><p>penalidades previstas civil e criminalmente.</p><p>CÓDIGO:</p><p>231017587194</p><p>FABIANA BORGES</p><p>Graduada e pós-graduada pela Universidade de Franca. Advogada. Professora de</p><p>cursinhos. Professora do curso de Direito e supervisora de Atividade Complementar</p><p>do Centro Universitário do Planalto. Professora do curso de Direito do UniCEUB.</p><p>Professora do Centro Universitário Estácio.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>3 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>SUMÁRIO</p><p>Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I . . . . . . 6</p><p>Brevíssima Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6</p><p>Conceito de Pessoa com Deficiência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9</p><p>Da Igualdade e Não Discriminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22</p><p>Do Atendimento Prioritário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25</p><p>Dos Direitos Fundamentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26</p><p>Direito à Habilitação e à Reabilitação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26</p><p>Do Direito à Saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28</p><p>Do Direito à Educação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31</p><p>Direto à Moradia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35</p><p>Do Direito ao Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36</p><p>Do Direito à Assistência Social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38</p><p>Do Direito à Cultura, ao Esporte, ao Turismo e ao Lazer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39</p><p>Do Direito ao Transporte e à Mobilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42</p><p>Da Inclusão de Pessoa com Deficiência no Serviço Público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45</p><p>Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47</p><p>Questões de Concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55</p><p>gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72</p><p>gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>4 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>aPReseNTaçãoaPReseNTação</p><p>Oi, tudo bem com você? Espero que esteja tudo bem e que você esteja muito disposto</p><p>a se lançar em mais uma jornada de estudos.</p><p>Sou Fabiana Borges, formada e pós-graduada em Direto pela Universidade de Franca –</p><p>São Paulo. Advogo na área civil, criança e adolescente, pessoa com deficiência e em questões</p><p>envolvendo idosos. Ademais, leciono há mais de 14 anos nas mesmas áreas e outras mais.</p><p>O estudar para concurso é solitário, contudo, o resultado supera privação de sono,</p><p>de tempo com a família, de passeios etc. Estando no meio acadêmico nesses anos todos,</p><p>nunca ouvi de qualquer aluno que estivesse arrependido de estudar, muito pelo contrário,</p><p>arrependem-se pelo tempo desperdiçado. Os alunos que logram êxito nas carreiras jurídicas</p><p>durante o curso de Direito ou logo após a formação são extremamente agradecidos pelo</p><p>tempo investido nos estudos, são inúmeros testemunhos.</p><p>Portanto, é imperioso que nesse momento você de fato se dedique aos estudos com</p><p>muita dedicação e força de vontade. Essa é a hora, vamos para cima!</p><p>Conte comigo, tanto na torcida como em relação a qualquer eventual dúvida sobre o</p><p>conteúdo. Estou junto a você!</p><p>Superado esse introito, passemos à análise da proposta do curso.</p><p>MeToDoLogIa UTILIZaDa</p><p>A intenção do curso é que este seja seu único material de estudo na disciplina Estatuto</p><p>da Pessoa com Deficiência. Durante a elaboração do material, tudo é pensado para que</p><p>não fiquem lacunas.</p><p>Por tais razões, as aulas serão divididas da seguinte forma:</p><p>Parte teórica: as aulas serão escritas para que você, neste momento, se preocupe tão</p><p>somente em entender os conceitos apresentados. Ao final, os principais tópicos abordados</p><p>serão reunidos em forma de RESUMO, que será essencial para solidificar tudo o que fora</p><p>aprendido. Por fim, uma bateria de exercícios para que você treine.</p><p>Toda disciplina abordada está, especialmente, na Lei n. 13.146/2015 – Estatuto da</p><p>Pessoa com Deficiência.</p><p>sUPoRTe</p><p>A dúvida surgirá quando sua mente estiver procurando aprender e assimilar a matéria,</p><p>momento este em que sua dúvida precisa ser sanada, sem deixar cair no esquecimento.</p><p>Anote tudo, escrever ajuda na memorização, e então me envie sua dúvida, terei grande</p><p>satisfação em respondê-lo (a) de forma individualizada.</p><p>Dúvida sanada, aprendizado consolidado.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>5 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Como essa matéria entrou em vigor no ano de 2016, as bancas de concurso, de forma</p><p>geral, estão ainda cobrando literalidade de lei. É matéria de pouquíssima construção</p><p>jurisprudencial, por ser muito tenra.</p><p>Creio muito na fala de Usain Bolt1: “A diferença entre o fácil e o difícil é a PREPARAÇÃO”.</p><p>Então, vamos juntos na preparação!!!</p><p>Se a preparação for intensa, o resolver da prova será tranquilo. Prepare-se!</p><p>Eventual dúvida:</p><p>Professora, é necessário estudar o Estatuto da Pessoa com Deficiência diante de tantas Professora, é necessário estudar o Estatuto da Pessoa com Deficiência diante de tantas</p><p>outras disciplinas que serão cobradas?outras disciplinas que serão cobradas?</p><p>Resposta: Sim! A disciplina em comento é de grande relevância, especialmente na</p><p>atividade que se pretende exercer.</p><p>1 Disponível em:</p><p>título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>28 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Por oportuno, vale conceituar o SUS e o SUAS. Segundo o Professor Maurício Maia6, SUS é:</p><p>SUS é o Sistema Único de Saúde, cuja matriz constitucional conta do artigo 198 da Lei Maior, que</p><p>aponta que as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada,</p><p>constituindo um sistema único. Tal sistema único é regulamentado em nível infraconstitucional</p><p>pela Lei n. 8080/1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação</p><p>da saúde, a organização e funcionamento dos serviços correspondentes [...].</p><p>O mesmo autor conceitua SUAS:</p><p>O SUAS é o SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento</p><p>Social, consistindo em um sistema público para organizar os serviços de assistência social no</p><p>país, articulando esforços e recursos de todas as esferas governamentais para a execução e o</p><p>financiamento da Política Nacional de Assistência Social.</p><p>Neste mesmo sentido, o artigo 26 do Decreto n. 6.949/2009, determina:</p><p>Art. 26, 1. Os Estados Partes tomarão medidas efetivas e apropriadas, inclusive mediante apoio</p><p>dos pares, para possibilitar que as pessoas com deficiência conquistem e conservem o máximo</p><p>de autonomia e plena capacidade física, mental, social e profissional, bem como plena inclusão e</p><p>participação em todos os aspectos da vida. Para tanto, os Estados Partes organizarão, fortalecerão</p><p>e ampliarão serviços e programas completos de habilitação e reabilitação, particularmente nas</p><p>áreas de saúde, emprego, educação e serviços sociais, de modo que esses serviços e programas:</p><p>a) Comecem no estágio mais precoce possível e sejam baseados em avaliação multidisciplinar</p><p>das necessidades e pontos fortes de cada pessoa;</p><p>b) Apoiem a participação e a inclusão na comunidade e em todos os aspectos da vida social, sejam</p><p>oferecidos voluntariamente e estejam disponíveis às pessoas com deficiência o mais próximo</p><p>possível de suas comunidades, inclusive na zona rural.</p><p>2. Os Estados Partes promoverão o desenvolvimento da capacitação inicial e continuada de</p><p>profissionais e de equipes que atuam nos serviços de habilitação e reabilitação.</p><p>3. Os Estados Partes promoverão a disponibilidade, o conhecimento e o uso de dispositivos e</p><p>tecnologias assistivas, projetados para pessoas com deficiência e relacionados com a habilitação</p><p>e a reabilitação.</p><p>Do DIReITo À saÚDeDo DIReITo À saÚDe</p><p>A Constituição Federal, em seu artigo 227, § 1º, II, determina:</p><p>Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao</p><p>jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer,</p><p>à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e</p><p>comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração,</p><p>violência, crueldade e opressão.</p><p>6 MAIA. Maurício. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência Lei n. 13.46/2015. 1ª. Ed. Salvador Bahia: Juspodium,</p><p>2018, p. 44.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>29 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>§ 1º O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança, do adolescente</p><p>e do jovem, admitida a participação de entidades não governamentais, mediante políticas</p><p>específicas e obedecendo aos seguintes preceitos:</p><p>[...]</p><p>II – criação de programas de prevenção e atendimento especializado para as pessoas portadoras</p><p>de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente e do</p><p>jovem portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a</p><p>facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de obstáculos arquitetônicos</p><p>e de todas as formas de discriminação.</p><p>Por sua vez, o artigo 10 do Decreto n. 6.949/2009 prevê:</p><p>Art. 10. Direito à vida</p><p>Os Estados Partes reafirmam que todo ser humano tem o inerente direito à vida e tomarão</p><p>todas as medidas necessárias para assegurar o efetivo exercício desse direito pelas pessoas</p><p>com deficiência, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.</p><p>E ainda, o artigo 17 do mesmo Decreto afirma proteção da integridade da pessoa:</p><p>Art. 17. Toda pessoa com deficiência tem o direito a que sua integridade física e mental seja</p><p>respeitada, em igualdade de condições com as demais pessoas.</p><p>No que tange especificamente à saúde, são assegurados à pessoa com deficiência:</p><p>• Atenção integral à saúde, em todos os níveis de complexidade, por intermédio do</p><p>SUS, garantido acesso universal e igualitário;</p><p>• Participação na elaboração das políticas de saúde a ela destinadas;</p><p>• Atendimento segundo normas éticas e técnicas, que regulamentarão a atuação dos</p><p>profissionais de saúde e contemplarão aspectos relacionados aos direitos e às especificidades</p><p>da pessoa com deficiência, incluindo temas como sua dignidade e autonomia;</p><p>Aos profissionais que prestam assistência à pessoa com deficiência, especialmente em</p><p>serviços de habilitação e de reabilitação, deve ser garantida capacitação inicial ou continuada.</p><p>As ações e os serviços de saúde pública e instituições privadas que participem de forma</p><p>complementar do SUS ou que recebam recursos públicos para sua manutenção destinados</p><p>à pessoa com deficiência devem assegurar:</p><p>• Diagnóstico e intervenção precoces, realizados por equipe multidisciplinar;</p><p>• Serviços de habilitação e de reabilitação sempre que necessários, para qualquer tipo de</p><p>deficiência, inclusive para a manutenção da melhor condição de saúde e qualidade de vida;</p><p>• Atendimento domiciliar multidisciplinar, tratamento ambulatorial e internação;</p><p>• Campanhas de vacinação;</p><p>• Atendimento psicológico, inclusive para seus familiares e atendentes pessoais;</p><p>• Respeito à especificidade, à identidade de gênero e à orientação sexual da pessoa</p><p>com deficiência;</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>30 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>• Atenção sexual e reprodutiva, incluindo o direito à fertilização assistida;</p><p>• Informação adequada e acessível à pessoa com deficiência e a seus familiares sobre</p><p>sua condição de saúde;</p><p>• Serviços projetados para prevenir a ocorrência e o desenvolvimento de deficiências</p><p>e agravos adicionais;</p><p>• Promoção de estratégias de capacitação permanente das equipes que atuam no SUS,</p><p>em todos os níveis de atenção, no atendimento à pessoa com deficiência, bem como</p><p>orientação a seus atendentes pessoais;</p><p>• Oferta de órteses, próteses, meios auxiliares de locomoção, medicamentos, insumos</p><p>e fórmulas nutricionais, conforme as normas vigentes do Ministério da Saúde.</p><p>O artigo 19 da Lei n. 13.146/2015 preconiza:</p><p>Art. 19. Compete ao SUS desenvolver ações destinadas à prevenção de deficiências por causas</p><p>evitáveis, inclusive por meio de:</p><p>I – acompanhamento da gravidez, do parto e do puerpério, com garantia de parto humanizado e seguro;</p><p>II – promoção de práticas alimentares adequadas e saudáveis, vigilância alimentar e nutricional,</p><p>prevenção e cuidado integral dos agravos relacionados à alimentação e nutrição da mulher e da criança;</p><p>III – aprimoramento e expansão dos programas de imunização e de triagem neonatal;</p><p>IV – identificação e controle da gestante de alto risco.</p><p>V – aprimoramento do atendimento neonatal, com oferta de ações de prevenção de danos</p><p>cerebrais e sequelas neurológicas em recém nascidos, inclusive por telesaúde.</p><p>Sobre o acompanhamento à pessoa com deficiência quando estiver em atendimento,</p><p>o Estatuto prevê:</p><p>Art. 21. Quando esgotados os meios de atenção à saúde da pessoa com deficiência no local de</p><p>residência, será prestado atendimento fora de domicílio, para fins de diagnóstico e de tratamento,</p><p>garantidos o transporte e a acomodação da pessoa com deficiência e de seu acompanhante.</p><p>Art. 22. À pessoa com deficiência internada ou em observação é assegurado o direito a</p><p>acompanhante ou a atendente pessoal, devendo o órgão ou a instituição de saúde proporcionar</p><p>condições adequadas para sua permanência em tempo integral.</p><p>§ 1º Na impossibilidade de permanência do acompanhante ou do atendente pessoal junto à</p><p>pessoa com deficiência, cabe ao profissional de saúde responsável pelo tratamento justificá-la</p><p>por escrito.</p><p>§ 2º Na ocorrência da impossibilidade prevista no § 1º deste artigo, o órgão ou a instituição</p><p>de saúde deve adotar as providências cabíveis para suprir a ausência do acompanhante ou do</p><p>atendente pessoal.</p><p>É VEDADA toda forma de discriminação contra pessoa com deficiência, inclusive por</p><p>meio de cobrança de valores diferenciados por planos e seguros privados de saúde, em</p><p>razão de sua condição.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>31 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra pessoa com deficiência</p><p>serão objeto de notificação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à</p><p>autoridade policial e ao Ministério Público, além dos Conselhos dos direitos da pessoa com</p><p>deficiência. O Estatuto considera violência contra a pessoa com deficiência QUALQUER</p><p>AÇÃO OU OMISSÃO, praticada em local público ou privado, que lhe cause morte, dano ou</p><p>sofrimento psicológico.</p><p>Do DIReITo À eDUCaçãoDo DIReITo À eDUCação</p><p>A educação é DIREITO da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional</p><p>INCLUSIVO em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda vida, de forma a alcançar o</p><p>máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais</p><p>e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.</p><p>É DEVER do:</p><p>A Constituição Federal prevê, em seu artigo 208, III:</p><p>Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:</p><p>III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente</p><p>na rede regular de ensino;</p><p>Deve-se assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo</p><p>de toda forma de violência, negligência e discriminação.</p><p>Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar,</p><p>acompanhar e avaliar:</p><p>• Sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o</p><p>aprendizado ao longo de toda a vida;</p><p>• Aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir condições de acesso,</p><p>permanência, participação e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e de</p><p>recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena;</p><p>• Projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, assim</p><p>como os demais serviços e adaptações razoáveis, para atender às características dos</p><p>estudantes com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condições</p><p>de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua autonomia;</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 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14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>33 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Dos itens acima descritos, quando a instituição for privada, DEVERÁ OBRIGATORIAMENTE</p><p>APLICAR o disposto na tabela abaixo, sendo vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer</p><p>natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas no cumprimento dessas determinações.</p><p>No que tange à vedação de cobrança de valores adicionais, o</p><p>Supremo Tribunal Federal se</p><p>manifestou na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 53577, afirmando a constitucionalidade</p><p>de tal artigo. Veja a ementa:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE.</p><p>MEDIDA CAUTELAR. LEI N. 13.146/2015. ESTATUTO DA PESSOA COM</p><p>DEFICIÊNCIA. ENSINO INCLUSIVO. CONVENÇÃO</p><p>INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DA PESSOA COM</p><p>DEFICIÊNCIA. INDEFERIMENTO DA MEDIDA CAUTELAR.</p><p>CONSTITUCIONALIDADE DA LEI N. 13.146/2015 (arts. 28, § 1º e 30, caput, da Lei n 13.146/2015).</p><p>INSTITUIÇÃO PRIVADA DEVE OBRIGATORIAMENTE APLICAR</p><p>• Sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado ao longo</p><p>de toda a vida;</p><p>• Aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir condições de acesso, permanência,</p><p>participação e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que</p><p>eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena;</p><p>• Projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, assim como os</p><p>demais serviços e adaptações razoáveis, para atender às características dos estudantes com deficiência</p><p>e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista e o</p><p>exercício de sua autonomia;</p><p>• Adoção de medidas individualizadas e coletivas em ambientes que maximizem o desenvolvimento</p><p>acadêmico e social dos estudantes com deficiência, favorecendo o acesso, a permanência, a participação</p><p>e a aprendizagem em instituições de ensino;</p><p>• Planejamento de estudo de caso, de elaboração de plano de atendimento educacional especializado,</p><p>de organização de recursos e serviços de acessibilidade e de disponibilização e usabilidade pedagógica</p><p>de recursos de tecnologia assistiva;</p><p>• Participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas diversas instâncias de atuação</p><p>da comunidade escolar;</p><p>• Adoção de medidas de apoio que favoreçam o desenvolvimento dos aspectos linguísticos, culturais,</p><p>vocacionais e profissionais, levando-se em conta o talento, a criatividade, as habilidades e os interesses</p><p>do estudante com deficiência;</p><p>• Adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de formação inicial e continuada de</p><p>professores e oferta de formação continuada para o atendimento educacional especializado;</p><p>• Formação e disponibilização de professores para o atendimento educacional especializado, de</p><p>tradutores e intérpretes da Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio;</p><p>• Oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de recursos de tecnologia assistiva, de forma</p><p>a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e participação;</p><p>7 Disponível em: Acesso em 29 Nov 2020</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>http://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=310709378&ext=.pdf</p><p>34 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>INSTITUIÇÃO PRIVADA DEVE OBRIGATORIAMENTE APLICAR</p><p>• Acesso à educação superior e à educação profissional e tecnológica em igualdade de oportunidades</p><p>e condições com as demais pessoas;</p><p>• Inclusão em conteúdos curriculares, em cursos de nível superior e de educação profissional técnica e</p><p>tecnológica, de temas relacionados à pessoa com deficiência nos respectivos campos de conhecimento;</p><p>• Acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a jogos e a atividades recreativas,</p><p>esportivas e de lazer, no sistema escolar;</p><p>• Acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da educação e demais integrantes da</p><p>comunidade escolar às edificações, aos ambientes e às atividades concernentes a todas as modalidades,</p><p>etapas e níveis de ensino;</p><p>• Oferta de profissionais de apoio escolar;</p><p>• Articulação intersetorial na implementação de políticas públicas.</p><p>O Estatuto exige dos tradutores e intérpretes das Libras:</p><p>Nos processos seletivos para ingresso e permanência nos cursos oferecidos pelas</p><p>instituições de ensino superior e de educação profissional e tecnológica, públicas e privadas,</p><p>devem ser adotadas as seguintes medidas:</p><p>• Atendimento preferencial à pessoa com deficiência nas dependências das Instituições</p><p>de Ensino Superior (IES) e nos serviços;</p><p>• Disponibilização de formulário de inscrição de exames com campos específicos para</p><p>que o candidato com deficiência informe os recursos de acessibilidade e de tecnologia</p><p>assistiva necessários para sua participação;</p><p>• Disponibilização de provas em formatos acessíveis para atendimento às necessidades</p><p>específicas do candidato com deficiência;</p><p>• Disponibilização de recursos de acessibilidade e de tecnologia assistiva adequados,</p><p>previamente solicitados e escolhidos pelo candidato com deficiência;</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>35 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>• Dilação de tempo, conforme demanda apresentada pelo candidato com deficiência,</p><p>tanto na realização de exame para seleção quanto nas atividades acadêmicas, mediante</p><p>prévia solicitação e comprovação da necessidade;</p><p>• Adoção de critérios de avaliação das provas escritas, discursivas ou de redação que</p><p>considerem a singularidade linguística da pessoa com deficiência no domínio da</p><p>modalidade escrita da língua portuguesa;</p><p>• Tradução completa do edital e de suas retificações em Libras.</p><p>DIReTo À MoRaDIaDIReTo À MoRaDIa</p><p>O direito à moradia é um dos direitos fundamentais assegurados, em especial, em favor</p><p>da pessoa com deficiência. Preconiza o artigo 31 do Estatuto:</p><p>Art. 31. A pessoa com deficiência tem direito à moradia digna, no seio da família natural ou</p><p>substituta, com seu cônjuge ou companheiro ou desacompanhada, ou em moradia para a vida</p><p>independente da pessoa com deficiência, ou, ainda, em residência inclusiva.</p><p>§ 1º O poder público adotará programas e ações estratégicas para apoiar a criação e a manutenção</p><p>de moradia para a vida independente da pessoa com deficiência.</p><p>§ 2º A proteção integral na modalidade de residência inclusiva será prestada no âmbito do</p><p>Suas à pessoa com deficiência em situação de dependência que não disponha de condições de</p><p>autossustentabilidade, com vínculos familiares fragilizados ou rompidos.</p><p>A pessoa com deficiência ou seu responsável GOZA DE PRIORIDADE na aquisição de</p><p>imóvel para MORADIA PRÓPRIA nos programas habitacionais públicos ou subsidiados com</p><p>recursos públicos.</p><p>A citada PRIORIDADE será reconhecida à pessoa com deficiência beneficiária</p><p>APENAS UMA VEZ.</p><p>Nesses casos, deve-se observar os seguintes requisitos:</p><p>• Reserva de, no mínimo, 3% (três por cento) das unidades habitacionais para pessoa</p><p>com deficiência;</p><p>• Em caso de edificação multifamiliar, garantia de acessibilidade nas áreas de uso comum</p><p>e nas unidades habitacionais no piso térreo e de acessibilidade ou de adaptação</p><p>razoável nos demais pisos;</p><p>• Disponibilização de equipamentos urbanos comunitários acessíveis;</p><p>• Elaboração de especificações técnicas no projeto que permitam a instalação de elevadores;</p><p>• Nos programas habitacionais públicos, os critérios de financiamento devem ser</p><p>compatíveis com os rendimentos da pessoa com deficiência ou de sua família;</p><p>• Caso não haja pessoa com deficiência interessada nas unidades habitacionais</p><p>reservadas, as unidades não utilizadas serão disponibilizadas às demais pessoas.</p><p>É da competência do poder público adotar providências necessárias</p><p>a fim de se cumprir</p><p>o previsto no Estatuto, e ainda divulgar, para os agentes interessados, a política habitacional</p><p>prevista nas legislações federal, estaduais, distrital e municipais, com ênfase nos dispositivos</p><p>sobre acessibilidade.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>36 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Do DIReITo ao TRaBaLHoDo DIReITo ao TRaBaLHo</p><p>A fim de que se insira efetivamente a pessoa com deficiência na sociedade, dentre</p><p>diversos mecanismos já citados, o Estatuto também prevê como direito fundamental o</p><p>direito ao trabalho.</p><p>A Constituição Federal, em seu artigo 7º, XXXI, determina:</p><p>Art. 7º, XXXI – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão</p><p>do trabalhador portador de deficiência.</p><p>O artigo 27 do Decreto n. 6.949/2009 estabelece regras sobre o trabalho e emprego</p><p>para pessoa com deficiência:</p><p>Art. 27, 1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência ao trabalho, em</p><p>igualdade de oportunidades com as demais pessoas. Esse direito abrange o direito à oportunidade</p><p>de se manter com um trabalho de sua livre escolha ou aceitação no mercado laboral, em ambiente</p><p>de trabalho que seja aberto, inclusivo e acessível a pessoas com deficiência. Os Estados Partes</p><p>salvaguardarão e promoverão a realização do direito ao trabalho, inclusive daqueles que tiverem</p><p>adquirido uma deficiência no emprego, adotando medidas apropriadas, incluídas na legislação,</p><p>com o fim de, entre outros:</p><p>a) Proibir a discriminação baseada na deficiência com respeito a todas as questões relacionadas</p><p>com as formas de emprego, inclusive condições de recrutamento, contratação e admissão,</p><p>permanência no emprego, ascensão profissional e condições seguras e salubres de trabalho;</p><p>b) Proteger os direitos das pessoas com deficiência, em condições de igualdade com as demais</p><p>pessoas, às condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo iguais oportunidades e igual</p><p>remuneração por trabalho de igual valor, condições seguras e salubres de trabalho, além de</p><p>reparação de injustiças e proteção contra o assédio no trabalho;</p><p>c) Assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer seus direitos trabalhistas e sindicais,</p><p>em condições de igualdade com as demais pessoas;</p><p>d) Possibilitar às pessoas com deficiência o acesso efetivo a programas de orientação técnica e</p><p>profissional e a serviços de colocação no trabalho e de treinamento profissional e continuado;</p><p>e) Promover oportunidades de emprego e ascensão profissional para pessoas com deficiência</p><p>no mercado de trabalho, bem como assistência na procura, obtenção e manutenção do emprego</p><p>e no retorno ao emprego;</p><p>f) Promover oportunidades de trabalho autônomo, empreendedorismo, desenvolvimento de</p><p>cooperativas e estabelecimento de negócio próprio;</p><p>g) Empregar pessoas com deficiência no setor público;</p><p>h) Promover o emprego de pessoas com deficiência no setor privado, mediante políticas e medidas</p><p>apropriadas, que poderão incluir programas de ação afirmativa, incentivos e outras medidas;</p><p>i) Assegurar que adaptações razoáveis sejam feitas para pessoas com deficiência no local de trabalho;</p><p>j) Promover a aquisição de experiência de trabalho por pessoas com deficiência no mercado</p><p>aberto de trabalho;</p><p>k) Promover reabilitação profissional, manutenção do emprego e programas de retorno ao</p><p>trabalho para pessoas com deficiência.</p><p>2. Os Estados Partes assegurarão que as pessoas com deficiência não serão mantidas em escravidão</p><p>ou servidão e que serão protegidas, em igualdade de condições com as demais pessoas, contra</p><p>o trabalho forçado ou compulsório.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>37 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Conforme expresso no artigo 34 do Estatuto, a pessoa com deficiência tem direito ao</p><p>trabalho de sua livre escolha e aceitação, em ambiente acessível e inclusivo, em IGUALDADE</p><p>DE OPORTUNIDADES com as demais pessoas. Assim, a legislação determina:</p><p>• As pessoas jurídicas de direito público, privado ou de qualquer natureza são obrigadas</p><p>a garantir ambientes de trabalho acessíveis e inclusivos;</p><p>• A pessoa com deficiência tem direito, em igualdade de oportunidades com as demais</p><p>pessoas, a condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo igual remuneração</p><p>por trabalho de igual valor;</p><p>• É VEDADA restrição ao trabalho da pessoa com deficiência e qualquer discriminação</p><p>em razão de sua condição, inclusive nas etapas de recrutamento, seleção, contratação,</p><p>admissão, exames admissional e periódico, permanência no emprego, ascensão</p><p>profissional e reabilitação profissional, bem como exigência de aptidão plena;</p><p>• A pessoa com deficiência tem direito à participação e ao acesso a cursos, treinamentos,</p><p>educação continuada, planos de carreira, promoções, bonificações e incentivos</p><p>profissionais oferecidos pelo empregador, em igualdade de oportunidades com os</p><p>demais empregados;</p><p>• É garantida aos trabalhadores com deficiência acessibilidade em cursos de formação</p><p>e de capacitação.</p><p>No que tange às políticas públicas, o artigo 35 do Estatuto preconiza:</p><p>Art. 35. É finalidade primordial das políticas públicas de trabalho e emprego promover e garantir</p><p>condições de acesso e de permanência da pessoa com deficiência no campo de trabalho.</p><p>Parágrafo único. Os programas de estímulo ao empreendedorismo e ao trabalho autônomo,</p><p>incluídos o cooperativismo e o associativismo, devem prever a participação da pessoa com</p><p>deficiência e a disponibilização de linhas de crédito, quando necessárias.</p><p>Sobre habilitação profissional e reabilitação profissional, o artigo 36 do Estatuto estabelece:</p><p>Art. 36. O poder público DEVE implementar serviços e programas completos de habilitação profissional</p><p>e de reabilitação profissional para que a pessoa com deficiência possa ingressar, continuar ou retornar</p><p>ao campo do trabalho, respeitados sua livre escolha, sua vocação e seu interesse.</p><p>§ 1º Equipe multidisciplinar indicará, com base em critérios previstos no § 1º do art. 2º desta Lei,</p><p>programa de habilitação ou de reabilitação que possibilite à pessoa com deficiência restaurar sua</p><p>capacidade e habilidade profissional ou adquirir novas capacidades e habilidades de trabalho.</p><p>§ 2º A habilitação profissional corresponde ao processo destinado a propiciar à pessoa com</p><p>deficiência aquisição de conhecimentos, habilidades e aptidões para exercício de profissão</p><p>ou de ocupação, permitindo nível suficiente de desenvolvimento profissional para ingresso no</p><p>campo de trabalho.</p><p>§ 3º Os serviços de habilitação profissional, de reabilitação profissional e de educação profissional</p><p>devem ser dotados de recursos necessários para atender a toda pessoa com deficiência,</p><p>independentemente de sua característica específica, a fim de que ela possa ser capacitada para</p><p>trabalho que lhe seja adequado e ter perspectivas de obtê-lo, de conservá-lo e de nele progredir.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>38 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira</p><p>de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>§ 4º Os serviços de habilitação profissional, de reabilitação profissional e de educação profissional</p><p>deverão ser oferecidos em ambientes acessíveis e inclusivos.</p><p>§ 5º A habilitação profissional e a reabilitação profissional devem ocorrer articuladas com as</p><p>redes públicas e privadas, especialmente de saúde, de ensino e de assistência social, em todos os</p><p>níveis e modalidades, em entidades de formação profissional ou diretamente com o empregador.</p><p>§ 6º A habilitação profissional pode ocorrer em empresas por meio de prévia formalização do</p><p>contrato de emprego da pessoa com deficiência, que será considerada para o cumprimento</p><p>da reserva de vagas prevista em lei, desde que por tempo determinado e concomitante com a</p><p>inclusão profissional na empresa, observado o disposto em regulamento.</p><p>§ 7º A habilitação profissional e a reabilitação profissional atenderão à pessoa com deficiência.</p><p>Considera-se inclusão da pessoa com deficiência no trabalho a COLOCAÇÃO COMPETITIVA,</p><p>em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, nos termos da legislação trabalhista</p><p>e previdenciária, na qual devem ser atendidas as regras de acessibilidade, o fornecimento</p><p>de recursos de tecnologia assistiva e a adaptação razoável do ambiente de trabalho.</p><p>A colocação competitiva da pessoa com deficiência pode ocorrer por meio de trabalho</p><p>com apoio, observadas as seguintes diretrizes:</p><p>• Prioridade no atendimento à pessoa com deficiência com maior dificuldade de</p><p>inserção no campo de trabalho;</p><p>• Provisão de suportes individualizados que atendam a necessidades específicas</p><p>da pessoa com deficiência, inclusive a disponibilização de recursos de tecnologia</p><p>assistiva, de agente facilitador e de apoio no ambiente de trabalho;</p><p>• Respeito ao perfil vocacional e ao interesse da pessoa com deficiência apoiada;</p><p>• Oferta de aconselhamento e de apoio aos empregadores, com vistas à definição</p><p>de estratégias de inclusão e de superação de barreiras, inclusive atitudinais;</p><p>• Realização de avaliações periódicas;</p><p>• Articulação intersetorial das políticas públicas;</p><p>• Possibilidade de participação de organizações da sociedade civil.</p><p>A entidade contratada para a realização de processo seletivo público ou privado para</p><p>cargo, função ou emprego está obrigada à observância do Estatuto, bem como de outras</p><p>normas de acessibilidade vigentes.</p><p>Do DIReITo À assIsTÊNCIa soCIaLDo DIReITo À assIsTÊNCIa soCIaL</p><p>Os serviços, os programas, os projetos e os benefícios no âmbito da política pública de</p><p>assistência social à pessoa com deficiência e sua família têm como objetivo a garantia da</p><p>segurança de renda, da acolhida, da habilitação e da reabilitação, do desenvolvimento da</p><p>autonomia e da convivência familiar e comunitária, para a promoção do acesso a direitos</p><p>e da plena participação social.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 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Tais espaços e assentos devem ser distribuídos pelo recinto em locais diversos,</p><p>de boa visibilidade, em todos os setores, próximos aos corredores, devidamente sinalizados,</p><p>evitando-se áreas segregadas de público e obstrução das saídas, em conformidade com</p><p>as normas de acessibilidade.</p><p>No caso de não haver comprovada procura pelos assentos reservados, esses podem,</p><p>excepcionalmente, ser ocupados por pessoas sem deficiência ou que não tenham mobilidade</p><p>reduzida, observado o disposto em regulamento.</p><p>Tais espaços e assentos a que se refere este artigo devem situar-se em locais que</p><p>garantam a acomodação de, no mínimo, 1 (um) acompanhante da pessoa com deficiência</p><p>ou com mobilidade reduzida, resguardado o direito de se acomodar proximamente a grupo</p><p>familiar e comunitário.</p><p>Em tais locais deve haver, obrigatoriamente, rotas de fuga e saídas de emergência</p><p>acessíveis, conforme padrões das normas de acessibilidade, a fim de permitir a saída segura</p><p>da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, em caso de emergência.</p><p>Todos os espaços das edificações citados devem atender às normas de</p><p>acessibilidade em vigor.</p><p>As salas de cinema devem oferecer, em todas as sessões, recursos de acessibilidade</p><p>para a pessoa com deficiência, e o valor do ingresso da pessoa com deficiência não poderá</p><p>ser superior ao valor cobrado das demais pessoas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>41 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Sobre hotéis, pousadas e similares, devem ser construídos observado os princípios do</p><p>desenho universal, além de</p><p>adotar todos os meios de acessibilidade, conforme legislação</p><p>em vigor. Os estabelecimentos já existentes deverão disponibilizar pelo menos 10% (dez</p><p>por cento) de seus dormitórios acessíveis, garantida, no mínimo, 1 (uma) unidade acessível.</p><p>Esses dormitórios deverão ser localizados em rotas acessíveis.</p><p>O Decreto n. 6.949/2009, em seu artigo 30, preconiza sobre a participação na vida</p><p>cultura e em recreação, lazer e esporte:</p><p>Art. 30, 1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência de participar</p><p>na vida cultural, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, e tomarão todas as</p><p>medidas apropriadas para que as pessoas com deficiência possam:</p><p>a) Ter acesso a bens culturais em formatos acessíveis;</p><p>b) Ter acesso a programas de televisão, cinema, teatro e outras atividades culturais, em</p><p>formatos acessíveis; e</p><p>c) Ter acesso a locais que ofereçam serviços ou eventos culturais, tais como teatros, museus,</p><p>cinemas, bibliotecas e serviços turísticos, bem como, tanto quanto possível, ter acesso a</p><p>monumentos e locais de importância cultural nacional.</p><p>2. Os Estados Partes tomarão medidas apropriadas para que as pessoas com deficiência tenham</p><p>a oportunidade de desenvolver e utilizar seu potencial criativo, artístico e intelectual, não</p><p>somente em benefício próprio, mas também para o enriquecimento da sociedade.</p><p>3. Os Estados Partes deverão tomar todas as providências, em conformidade com o direito</p><p>internacional, para assegurar que a legislação de proteção dos direitos de propriedade</p><p>intelectual não constitua barreira excessiva ou discriminatória ao acesso de pessoas com</p><p>deficiência a bens culturais.</p><p>4. As pessoas com deficiência farão jus, em igualdade de oportunidades com as demais</p><p>pessoas, a que sua identidade cultural e linguística específica seja reconhecida e apoiada,</p><p>incluindo as línguas de sinais e a cultura surda.</p><p>5. Para que as pessoas com deficiência participem, em igualdade de oportunidades com as</p><p>demais pessoas, de atividades recreativas, esportivas e de lazer, os Estados Partes tomarão</p><p>medidas apropriadas para:</p><p>a) Incentivar e promover a maior participação possível das pessoas com deficiência nas atividades</p><p>esportivas comuns em todos os níveis;</p><p>b) Assegurar que as pessoas com deficiência tenham a oportunidade de organizar, desenvolver e</p><p>participar em atividades esportivas e recreativas específicas às deficiências e, para tanto, incentivar</p><p>a provisão de instrução, treinamento e recursos adequados, em igualdade de oportunidades</p><p>com as demais pessoas;</p><p>c) Assegurar que as pessoas com deficiência tenham acesso a locais de eventos esportivos,</p><p>recreativos e turísticos;</p><p>d) Assegurar que as crianças com deficiência possam, em igualdade de condições com as demais</p><p>crianças, participar de jogos e atividades recreativas, esportivas e de lazer, inclusive no sistema escolar;</p><p>e) Assegurar que as pessoas com deficiência tenham acesso aos serviços prestados por pessoas</p><p>ou entidades envolvidas na organização de atividades recreativas, turísticas, esportivas e de lazer.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>42 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Do DIReITo ao TRaNsPoRTe e À MoBILIDaDeDo DIReITo ao TRaNsPoRTe e À MoBILIDaDe</p><p>O direito ao transporte e à mobilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade</p><p>reduzida será assegurado em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, por meio</p><p>de identificação e de eliminação de todos os obstáculos e barreiras ao seu acesso.</p><p>Para fins de acessibilidade aos serviços de transporte coletivo terrestre, aquaviário e</p><p>aéreo, em todas as jurisdições, consideram-se como integrantes desses serviços os veículos,</p><p>os terminais, as estações, os pontos de parada, o sistema viário e a prestação do serviço.</p><p>São sujeitas ao cumprimento das disposições do Estatuto, sempre que houver interação</p><p>com a matéria nela regulada, a outorga, a concessão, a permissão, a autorização, a renovação</p><p>ou a habilitação de linhas e de serviços de transporte coletivo.</p><p>Para colocação do símbolo internacional de acesso nos veículos, as empresas de transporte</p><p>coletivo de passageiros dependem da certificação de acessibilidade emitida pelo gestor</p><p>público responsável pela prestação do serviço.</p><p>Em todas as áreas de estacionamento aberto ao público, de uso público ou privado,</p><p>de uso coletivo e em vias públicas, devem ser reservadas vagas próximas aos acessos de</p><p>circulação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pessoa com</p><p>deficiência com comprometimento de mobilidade, desde que devidamente identificados.</p><p>Essas vagas devem equivaler a 2% (dois por cento) do total, garantida, no mínimo, 1</p><p>(uma) vaga devidamente sinalizada e com as especificações de desenho e traçado de acordo</p><p>com as normas técnicas vigentes de acessibilidade. Veja o exemplo ilustrativo abaixo:</p><p>8</p><p>Os veículos estacionados nas vagas reservadas devem exibir, em local de ampla visibilidade,</p><p>a credencial de beneficiário, a ser confeccionada e fornecida pelos órgãos de trânsito, que</p><p>disciplinarão suas características e condições de uso. Veja exemplo ilustrativo:</p><p>8 Disponível em: Acesso</p><p>em 28 Nov 2020.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.google.com.br/search?q=imagem+de+s%C3%ADmbolo+de+vaga+para+deficiente+estacionamento+imagem+gr%C3%A1tis&sxsrf=ALeKk01pIKq3LAZKhgmY4Eci1rUOnRiksg:1606567926906&tbm=isch&source=iu&ictx=1&fir=Rl_eITS2KluHkM%252Cdlqlgdu-du1_iM%252C_&vet=1&usg=AI4_-kSgJgi7klD0EMGRaV0Tv6RiPc_vvw&sa=X&ved=2ahUKEwi2k9z0o6XtAhXvLLkGHe_8DqkQ9QF6BAgEEC8#imgrc=Rl_eITS2KluHkM</p><p>43 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>9</p><p>A credencial é vinculada à pessoa com deficiência que possui comprometimento de</p><p>mobilidade e é válida em todo o território nacional.</p><p>A violação a tal norma implica infração ao Código de Trânsito, que prevê em seu</p><p>artigo 181, XX:</p><p>Art. 181, XX – nas vagas reservadas às pessoas com deficiência ou idosos, sem credencial que</p><p>comprove tal condição:</p><p>Infração – gravíssima</p><p>Penalidade – multa.</p><p>Medida administrativa – remoção do veículo</p><p>A utilização indevida das vagas sujeita os infratores às sanções previstas no inciso XVII</p><p>do art. 181 do Código de Trânsito.</p><p>Os veículos de transporte coletivo terrestre, aquaviário e aéreo, as instalações, as</p><p>estações, os portos e os terminais em operação no País devem ser acessíveis, de forma a</p><p>garantir o seu uso por todas as pessoas.</p><p>Tais veículos e as estruturas devem dispor de sistema de comunicação acessível que</p><p>disponibilize informações sobre todos os pontos do itinerário.</p><p>9 Disponível em: Acesso em 28 Nov 2020</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.google.com.br/search?q=credencial+do+benefici%C3%A1rio+deficiente+detran&tbm=isch&ved=2ahUKEwjqp72vpKXtAhUXAbkGHUStB8YQ2-cCegQIABAA&oq=credencial+do+benefici%C3%A1rio+deficiente+detran&gs_lcp=CgNpbWcQA1AAWABg77GGAWgAcAB4AIABAIgBAJIBAJgBAKoBC2d3cy13aXotaW1n&sclient=img&ei=ckjCX-qmB5eC5OUPxNqesAw&bih=916&biw=899#imgrc=kFol-K7OdFFuPM</p><p>44 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>São asseguradas à pessoa com deficiência prioridade e segurança nos procedimentos</p><p>de embarque e de desembarque nos veículos de transporte coletivo, de acordo com as</p><p>normas técnicas.</p><p>As empresas de transporte de fretamento e de turismo, na renovação de suas frotas,</p><p>são obrigadas ao cumprimento do disposto nos artigos 46 e 48 do Estatuto.</p><p>O poder público incentivará a fabricação de veículos acessíveis e a sua utilização como</p><p>táxis e vans, de forma a garantir o seu uso por todas as pessoas.</p><p>As frotas de empresas de táxi devem reservar 10% (dez por cento) de seus veículos</p><p>acessíveis à pessoa com deficiência. É proibida a cobrança diferenciada de tarifas ou de</p><p>valores adicionais pelo serviço de táxi prestado à pessoa com deficiência.</p><p>As locadoras de veículos são obrigadas a oferecer 01 (um) veículo adaptado para uso</p><p>de pessoa com deficiência a cada conjunto de 20 (vinte) veículos de sua frota.</p><p>O veículo adaptado deverá ter, no mínimo:</p><p>Para colocação do símbolo internacional de acesso nos veículos, as empresas de transporte</p><p>coletivo de passageiros dependem da certificação de acessibilidade emitida pelo gestor</p><p>público responsável pela prestação do serviço.</p><p>Para que tais direitos sejam efetivamente assegurados, o artigo 8º da Lei n. 13.146/2015</p><p>estabelece responsabilidades a todos:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>45 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Art. 8º. É dever do Estado, da sociedade e da família assegurar à pessoa com deficiência, com</p><p>prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à sexualidade, à paternidade</p><p>e à maternidade, à alimentação, à habitação, à educação, à profissionalização, ao trabalho,</p><p>à previdência social, à habilitação e à reabilitação, ao transporte, à acessibilidade, à cultura,</p><p>ao desporto, ao turismo, ao lazer, à informação, à comunicação, aos avanços científicos e</p><p>tecnológicos, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária, entre</p><p>outros decorrentes da Constituição Federal, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com</p><p>Deficiência e seu Protocolo Facultativo e das leis e de outras normas que garantam seu bem-</p><p>estar pessoal, social e econômico.</p><p>Da INCLUsão De Pessoa CoM DeFICIÊNCIa No seRVIço Da INCLUsão De Pessoa CoM DeFICIÊNCIa No seRVIço</p><p>PÚBLICoPÚBLICo</p><p>A Constituição Federal, em seu artigo 37, VIII, da Constituição Federal determina:</p><p>Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,</p><p>do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,</p><p>moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:</p><p>[...]</p><p>VIII – a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de</p><p>deficiência e definirá os critérios de sua admissão.</p><p>Cada órgão do Poder Judiciário deverá manter um cadastro dos servidores, serventuários</p><p>extrajudiciais e terceirizados com deficiência que trabalham no seu quadro. Esse cadastro</p><p>deve especificar as deficiências e as necessidades particulares de cada servidor, terceirizado</p><p>ou serventuário extrajudicial.</p><p>A atualização do cadastro deve ser permanente, devendo ocorrer revisão detalhada</p><p>uma vez por ano.</p><p>Na revisão anual, cada um dos servidores, serventuários extrajudiciais ou terceirizado</p><p>com deficiência deverá ser pessoalmente questionado sobre a existência de possíveis</p><p>sugestões ou adaptações referentes à sua plena inclusão no ambiente de trabalho.</p><p>Para cada sugestão dada deverá haver uma resposta formal do Poder Judiciário em</p><p>prazo razoável.</p><p>Constitui modo de inclusão da pessoa com deficiência no trabalho a colocação competitiva,</p><p>em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, nos termos da legislação trabalhista</p><p>e previdenciária, na qual devem ser atendidas as regras de acessibilidade, o fornecimento</p><p>de recursos de tecnologia assistiva e a adaptação razoável no ambiente de trabalho. A</p><p>colocação competitiva deve observar as seguintes diretrizes:</p><p>• Prioridade no atendimento à pessoa com deficiência com maior dificuldade de</p><p>inserção no campo de trabalho;</p><p>• Provisão de suportes individualizados que atendam a necessidades específicas da</p><p>pessoa com deficiência, inclusive a disponibilização de recursos de tecnologia assistiva,</p><p>de agente facilitador e de apoio no ambiente de trabalho;</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>46 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>• Respeito ao perfil vocacional e ao interesse da pessoa com deficiência apoiada;</p><p>• Oferta de aconselhamento e de apoio aos empregadores, com vistas à definição de</p><p>estratégias de inclusão e de superação de barreiras, inclusive atitudinais;</p><p>• Realização de avaliações periódicas;</p><p>• Articulação intersetorial das políticas públicas; e</p><p>• Possibilidade de participação de organizações da sociedade civil.</p><p>Quando o órgão público tiver estacionamento interno, será garantido ao servidor com</p><p>deficiência que possua comprometimento de mobilidade vaga no local mais próximo ao</p><p>seu local de trabalho. Neste caso, deve-se garantir vaga no estacionamento interno a cada</p><p>servidor em seu local de trabalho, portanto, neste caso, não se aplica o percentual previsto</p><p>na Lei n. 13.146/2015.</p><p>E ainda, no caminho existente entre vaga do estacionamento interno e o local de trabalho</p><p>do servidor com mobilidade comprometida não deve conter qualquer tipo de barreira que</p><p>impossibilite ou dificulte o acesso.</p><p>Na hipótese de o órgão público possibilitar o home-office, a prioridade será aos servidores</p><p>com mobilidade comprometida que tenham interesse no sistema. Contudo, a administração</p><p>não poderá obrigar o servidor com mobilidade comprometida a utilizar o sistema home-office.</p><p>Os custos inerentes à adaptação do servidor com deficiência ao sistema home-office</p><p>deverão ser suportados exclusivamente pela Administração.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>47 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>RESUMORESUMO</p><p>• Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência – 13.146/2015.</p><p>• A Lei n. 13.146/2015 se divide em parte geral e parte especial, e alterou diversas leis:</p><p>Conceito: considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo</p><p>prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou</p><p>mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade</p><p>de condições com as demais pessoas.</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Súmula 552, STJ: O portador de surdez unilateral NÃO SE QUALIFICA COMO PESSOA</p><p>COM DEFICIÊNCIA para o fim de disputar as vagas reservadas em concursos públicos.</p><p>Súmula 377, STJ: O portador de visão monocular TEM DIREITO DE CONCORRER, em</p><p>concurso público, às vagas reservadas aos deficientes.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA</p><p>CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>48 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Extensa gama de proteção à pessoa com deficiência, conforme esquema:</p><p>A deficiência NÃO AFETARÁ a capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>49 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>A pessoa com deficiência goza de prioridade no atendimento;</p><p>A pessoa com deficiência tem assegurado DIREITOS FUNDAMENTAIS, a saber:</p><p>O poder público tem por competência GARANTIR A DIGNIDADE DA PESSOA COM</p><p>DEFICIÊNCIA POR TODA A VIDA.</p><p>É necessária a inclusão de pessoa com deficiência no serviço público.</p><p>Cada órgão do Poder Judiciário deverá manter um cadastro dos servidores, serventuários</p><p>extrajudiciais e terceirizados com deficiência que trabalham no seu quadro.</p><p>Constitui modo de inclusão da pessoa com deficiência no trabalho a colocação competitiva,</p><p>em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.</p><p>Quando o órgão público tiver estacionamento interno, será garantido ao servidor com</p><p>deficiência que possua comprometimento de mobilidade vaga no local mais próximo ao</p><p>seu local de trabalho. Neste caso, deve-se garantir vaga no estacionamento interno a cada</p><p>servidor em seu local de trabalho.</p><p>Na hipótese de o órgão público possibilitar o home-office, a prioridade será aos servidores</p><p>com mobilidade comprometida que tenha interesse no sistema.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>50 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Sobre a Lei n. 7.853/1989 Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência,</p><p>sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora</p><p>de Deficiência – Corde, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas</p><p>pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes.</p><p>Ao aplicar a Lei n. 7.853/89, serão considerados os valores básicos da igualdade de</p><p>tratamento e oportunidade, da justiça social, do respeito à dignidade da pessoa humana,</p><p>do bem-estar, e outros indicados na Constituição ou justificados pelos princípios gerais</p><p>de direito.</p><p>A Lei n. 7.853/89 visa garantir às pessoas portadoras de deficiência as ações governamentais</p><p>necessárias ao seu cumprimento e das demais disposições constitucionais e legais que lhes</p><p>concernem, afastadas as discriminações e os preconceitos de qualquer espécie, e entendida</p><p>a matéria como obrigação nacional a cargo do Poder Público e da sociedade.</p><p>A Lei n. 7.853/89 visa oferecer tratamento prioritário e adequado, tendente a viabilizar,</p><p>sem prejuízo de outras, as seguintes medidas:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>51 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>52 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>As medidas judiciais destinadas à proteção de interesses coletivos, difusos, individuais</p><p>homogêneos e individuais indisponíveis da pessoa com deficiência poderão ser propostas pelo(a):</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>53 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Quanto à parte processual:</p><p>• Para instruir a inicial, o interessado poderá requerer às autoridades competentes as</p><p>certidões e informações que julgar necessárias. Tais certidões e informações deverão</p><p>ser fornecidas dentro de 15 (quinze) dias da entrega, sob recibo, dos respectivos</p><p>requerimentos, e só poderão ser utilizadas para a instrução da ação civil.</p><p>• Somente nos casos em que o interesse público, devidamente justificado, impuser</p><p>sigilo, poderá ser negada certidão ou informação. Neste caso, a ação poderá ser</p><p>proposta desacompanhada das certidões ou informações negadas, cabendo ao juiz,</p><p>após apreciar os motivos do indeferimento, e, salvo quando se tratar de razão de</p><p>segurança nacional, requisitar umas e outras. Feita a requisição, o processo correrá</p><p>em segredo de justiça, que cessará com o trânsito em julgado da sentença.</p><p>• É facultado aos demais legitimados ativos habilitarem-se como litisconsortes nas</p><p>ações propostas por qualquer deles. Em caso de desistência ou abandono da ação,</p><p>qualquer dos colegitimados pode assumir a titularidade ativa.</p><p>• A sentença terá eficácia de coisa julgada oponível erga omnes, exceto no caso de</p><p>haver sido a ação julgada improcedente por deficiência de prova, hipótese em que</p><p>qualquer legitimado poderá intentar outra ação com idêntico fundamento, valendo-</p><p>se de nova prova.</p><p>• Seguindo o princípio do duplo grau de jurisdição, das sentenças e decisões proferidas</p><p>contra o autor da ação e suscetíveis de recurso, poderá recorrer qualquer legitimado</p><p>ativo, inclusive o Ministério Público;</p><p>A Lei n. 7.853/89 tipifica condutas que considera como crime, nos moldes da tabela abaixo:</p><p>CRIME PENA</p><p>I – recusar, cobrar valores adicionais, suspender, procrastinar,</p><p>cancelar ou fazer cessar inscrição de aluno em estabelecimento</p><p>de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, em</p><p>razão de sua deficiência;</p><p>Reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco)</p><p>anos e multa</p><p>II – obstar inscrição em concurso público ou acesso de alguém a</p><p>qualquer cargo ou emprego público, em razão de sua deficiência;</p><p>III – negar ou obstar emprego, trabalho ou promoção à pessoa em</p><p>razão de sua deficiência;</p><p>IV – recusar, retardar ou dificultar internação ou deixar de</p><p>prestar assistência médico-hospitalar e ambulatorial à pessoa</p><p>com deficiência;</p><p>V – deixar de cumprir, retardar ou frustrar execução de ordem</p><p>judicial expedida na ação civil a que alude esta Lei;</p><p>VI – recusar, retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis</p><p>à propositura da ação civil pública objeto desta Lei, quando</p><p>requisitados.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e</p><p>criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>54 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>CRIME PENA</p><p>AGRAVANTE</p><p>Se o crime for praticado contra</p><p>pessoa com deficiência menor de</p><p>18 (dezoito) anos, a pena é agravada</p><p>em 1/3 (um terço).</p><p>A pena pela adoção deliberada de critérios subjetivos para indeferimento de inscrição, de aprovação e</p><p>de cumprimento de estágio probatório em concursos públicos não exclui a responsabilidade patrimonial</p><p>pessoal do administrador público pelos danos causados.</p><p>Incorre nas mesmas penas quem impede ou dificulta o ingresso de pessoa com deficiência em planos</p><p>privados de assistência à saúde, inclusive com cobrança de valores diferenciados.</p><p>AGRAVANTE</p><p>Se o crime for praticado em</p><p>atendimento de urgência e</p><p>emergência, a pena é agravada em</p><p>1/3 (um terço).</p><p>A Administração Pública Federal conferirá aos assuntos relativos às pessoas portadoras</p><p>de deficiência tratamento prioritário.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>55 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO</p><p>001. 001. (VUNESP/PREF. PINDAMONHANGABA-SP/ASSISTENTE SOCIAL/2023) A pessoa com</p><p>deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, com a finalidade, entre outras,</p><p>de proteção e socorro em quaisquer circunstâncias em todas as instituições e serviços de</p><p>atendimento ao público; são direitos extensivos ao acompanhante da pessoa com deficiência</p><p>ou ao seu atendente pessoal. De acordo com o artigo 9º (§ 2º) da Lei n. 13.146/015 (Estatuto</p><p>da Pessoa com Deficiência), nos serviços de emergência públicos e privados, a prioridade</p><p>conferida por essa Lei é condicionada.</p><p>a) aos protocolos de atendimento médico.</p><p>b) à ordem de chegada de pessoas na mesma condição.</p><p>c) à triagem do setor de enfermagem.</p><p>d) ao número de profissionais disponíveis.</p><p>e) à tratamento em regime de internação.</p><p>002. 002. (VUNESP/PREF. PERUÍBE-SP/PROFESSOR SUBSTITUTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA/2023)</p><p>A Lei n. 13.146/2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência</p><p>(Estatuto da Pessoa com Deficiência), no artigo 28, inciso X, determina que “incumbe ao</p><p>poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar”,</p><p>entre outros aspectos,</p><p>a) oferta de ensino da Libras, a todas as escolas de educação básica até o fim da vigência</p><p>do PNE, de modo a tornar obrigatório o ensino da Língua Brasileira de Sinais na totalidade</p><p>das escolas da rede pública de ensino, no ensino fundamental e ensino médio.</p><p>b) universalização da alfabetização dos docentes, da educação pública, no Sistema Braille,</p><p>visando a adoção de livros didáticos e paradidáticos nesse sistema de escrita em todas</p><p>as etapas da educação básica, e ainda, instalação de piso tátil nas instituições de ensino.</p><p>c) obrigatoriedade de auxiliares terapêuticos e auxiliares de vida diária em todas as escolas,</p><p>das redes pública e privada, que tenham estudantes matriculados com transtorno global</p><p>do desenvolvimento ou altas habilidades/ superdotação</p><p>d) garantia de dois professores em sala de aula nas turmas com educandos com dislexia,</p><p>transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) ou outro transtorno de</p><p>aprendizagem, com vistas ao pleno desenvolvimento físico, mental, moral e social da pessoa.</p><p>e) adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de formação inicial e continuada</p><p>de professores e oferta de formação continuada para o atendimento educacional especializado.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>56 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>003. 003. (VUNESP/TJ-SP/ESCREVENTE/2023) De acordo com o Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, garantir ambientes de trabalho acessíveis e inclusivos é obrigação</p><p>a) exclusiva das fundações e pessoas jurídicas de direito público.</p><p>b) exclusiva dos órgãos públicos.</p><p>c) expressa apenas das pessoas de direito privado.</p><p>d) das pessoas jurídicas de direito público, privado ou de qualquer natureza.</p><p>e) exclusiva das associações e fundações.</p><p>004. 004. (VUNESP/TJ-SP/ESCREVENTE/2023) Considere que Alice tem 25 anos, é considerada</p><p>uma pessoa com deficiência e há cinco anos namora com Jackson, que não tem deficiência</p><p>física, mental, intelectual ou sensorial. Eles desejam se casar em seis meses. Com base</p><p>na situação hipotética e no disposto no Estatuto da Pessoa com Deficiência, é correto</p><p>afirmar que</p><p>a) Jackson deve solicitar autorização para o casamento ao responsável legal de Alice,</p><p>devendo formalizar o pedido com firma reconhecida em cartório.</p><p>b) a deficiência não afeta a plena capacidade civil de Alice, inclusive para se casar e exercer</p><p>seus direitos sexuais e reprodutivos.</p><p>c) como Jackson não é uma pessoa com deficiência, apenas poderá se casar com Alice</p><p>depois que obter do cartório de registro civil competente autorização para tanto.</p><p>d) eles devem pedir autorização expressa ao juízo competente pelo menos 120 dias antes</p><p>do casamento.</p><p>e) o casamento apenas poderá ser realizado depois que a mãe e o pai de Alice emitirem</p><p>autorização expressa, com firma reconhecida em cartório.</p><p>005. 005. (VUNESP/TJ-SP/ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO/2023) De acordo com a Lei n. 13.146/15</p><p>(Estatuto da Pessoa com Deficiência), a colocação competitiva da pessoa com deficiência pode</p><p>ocorrer por meio de trabalho com apoio, constituindo diretriz dessa atividade:</p><p>a) igualdade no atendimento à pessoa considerada deficiente, ainda que os graus de</p><p>deficiência sejam distintos.</p><p>b) provisão de suportes individualizados que atendam a necessidades específicas da pessoa</p><p>com deficiência, excetuada a disponibilização de recursos de tecnologia assistiva.</p><p>c) respeito ao perfil vocacional e ao interesse da pessoa com deficiência.</p><p>d) necessidade de participação de organizações da sociedade civil.</p><p>e) realização de avaliação permanente.</p><p>006. 006. (VUNESP/DPE-SP/OFICIAL DE DEFENSORIA/2023) De acordo com o Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência, a concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados</p><p>por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo</p><p>os recursos de tecnologia assistiva, é denominada de</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>57 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>a) elemento de urbanização.</p><p>b) mobiliário urbano.</p><p>c) acessibilidade.</p><p>d) tecnologia assistiva com ajuda técnica.</p><p>e) desenho universal.</p><p>007. 007. (VUNESP/PREF. SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP/ASSISTENTE SOCIAL/2023) Destinada</p><p>a assegurar e a promover o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais, a Lei n.</p><p>13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) explicita importantes definições para</p><p>fins de sua aplicação. O artigo 2º da referida lei define a pessoa com deficiência como aquela</p><p>que tem impedimento, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir</p><p>sua</p><p>participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais</p><p>pessoas. São impedimentos de natureza física, mental, intelectual, sensorial e:</p><p>a) formalmente tipificados.</p><p>b) de ordem exclusiva.</p><p>c) de longo prazo.</p><p>d) de alcance geral.</p><p>e) notadamente complexos.</p><p>008. 008. (VUNESP/CAMPREV-SP/ASSISTENTE SOCIAL/2023) A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa</p><p>com Deficiência (Lei n. 13.146/2015) destina-se a assegurar e a promover, em condições</p><p>de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais desse segmento.</p><p>Determina essa Lei que a pessoa com deficiência será protegida de toda forma de negligência,</p><p>discriminação, exploração, violência, tortura, crueldade, opressão e tratamento desumano ou</p><p>degradante. Conforme o artigo 5º (parágrafo único), para os fins da proteção mencionada, a</p><p>criança, o adolescente, a mulher e o idoso, com deficiência, são considerados especialmente</p><p>a) aptos.</p><p>b) sensíveis.</p><p>c) interessados.</p><p>d) potentes.</p><p>e) vulneráveis.</p><p>009. 009. (VUNESP/PREF. SOROCABA-SP/TERAPEUTA OCUPACIONAL/2022) A Lei n. 13.146, de 6</p><p>de julho de 2015, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, destina-se a:</p><p>a) assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades</p><p>fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.</p><p>b) formalizar a organização da Assistência Social e estabelecer critérios para a requisição de</p><p>benefícios assistenciais para pessoas com deficiência, como o Benefício de Prestação Continuada.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>58 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>c) instituir a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno</p><p>mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito</p><p>do Sistema Único de Saúde.</p><p>d) criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra crianças, mulheres</p><p>e idosos com deficiência, dispondo sobre a criação de juizados de violência contra pessoas</p><p>com deficiência.</p><p>e) instituir a Rede de Cuidados às Pessoas com Deficiência, redirecionando o modelo</p><p>assistencial em reabilitação no âmbito do Sistema Único de Saúde.</p><p>010. 010. (VUNESP/PREF. SOROCABA-SP/ASSISTENTE SOCIAL I/2022) Em se tratando de pessoa</p><p>com deficiência, existe dualidade conceitual em relação a esse segmento: de um lado a</p><p>deficiência é percebida como manifestação da diversidade do universo humano e, de outro,</p><p>a deficiência é relatada como restrição corporal, exigindo avanços na área da medicina, da</p><p>reabilitação e da genética. De acordo com a Lei n. 13.146/2015 (art. 2º, § 1º), a avaliação da</p><p>deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional</p><p>e interdisciplinar e considerará os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo, os</p><p>fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, a limitação no desempenho de atividades</p><p>e a restrição de:</p><p>a) participação.</p><p>b) renda.</p><p>c) hábitos.</p><p>d) estudos.</p><p>e) crenças.</p><p>011. 011. (VUNESP/PREF. PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNICIPAL/2022) Suponha</p><p>que João é uma pessoa com deficiência e que Maria é sua atendente pessoal. Considerando a</p><p>situação hipotética e o disposto na Lei n. 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência),</p><p>é correto afirmar que:</p><p>a) Maria, por ser atendente pessoal de João, tem direito a receber atendimento prioritário</p><p>na restituição de imposto de renda.</p><p>b) João apenas terá direito a receber atendimento prioritário na restituição de imposto</p><p>de renda se a sua deficiência for intelectual ou mental.</p><p>c) Maria tem direito a receber atendimento prioritário na tramitação processual em que</p><p>for parte ou interessada, em todos os atos e diligências.</p><p>d) Maria apenas teria direito a receber atendimento prioritário na tramitação processual</p><p>se fosse acompanhante de João, e não atendente pessoal.</p><p>e) Maria tem direito a receber atendimento prioritário em todas as instituições e serviços</p><p>de atendimento ao público.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>59 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>012. 012. (VUNESP/TJ-SP/ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO/2021) No tocante ao direito ao</p><p>trabalho da pessoa com deficiência, nos moldes da Lei n. 13.146/2015, é correto afirmar que:</p><p>a) a pessoa com deficiência tem direito à remuneração maior do que a das demais pessoas</p><p>por trabalho de igual valor.</p><p>b) a pessoa com deficiência terá prioridade sobre os demais empregados em promoções,</p><p>bonificações e incentivos profissionais oferecidos pelo empregador.</p><p>c) o cooperativismo e o associativismo devem prever a participação da pessoa com deficiência</p><p>e a disponibilização de linhas de crédito, quando necessárias.</p><p>d) o empregador deve sempre oferecer maiores oportunidades de trabalho às pessoas com</p><p>deficiência do que às demais pessoas.</p><p>e) é vedada restrição ao trabalho da pessoa com deficiência em razão de sua condição,</p><p>exceto nas etapas de recrutamento e seleção.</p><p>013. 013. (VUNESP/TJ-SP/ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO/2021) Assinale a alternativa que está</p><p>em conformidade com o disposto na Lei n. 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência).</p><p>a) A pessoa com deficiência não está obrigada à fruição de benefícios decorrentes de ação afirmativa.</p><p>b) A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, exceto para fins</p><p>de recebimento de restituição de imposto de renda.</p><p>c) A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, exceto para exercer o direito</p><p>à guarda, à tutela, à curatela e à adoção.</p><p>d) Os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais não devem ser considerados para</p><p>fins de avaliação da deficiência.</p><p>e) É facultado a qualquer pessoa comunicar à autoridade competente ameaça ou violação</p><p>aos direitos da pessoa com deficiência.</p><p>014. 014. (VUNESP/PREF. SOROCABA-SP/PROFESSOR DE MATEMÁTICA/2020) O Art. 2º da Lei n.</p><p>13.146/2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto</p><p>da Pessoa com Deficiência), dispõe que: “Considera-se pessoa com deficiência aquela que</p><p>tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual,</p><p>em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva</p><p>na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”. De acordo com o § 1º</p><p>desse artigo, a avaliação da deficiência, quando necessária, será:</p><p>a) biointelectossocial.</p><p>b) biopsicoambiental.</p><p>c) biopsicossocial.</p><p>d) socioambiental.</p><p>e) intelectossocial.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>60 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>015. 015. (VUNESP/PREF. MORRO AGUDO-SP/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO ESPECIAL/2020) Considere</p><p>o disposto na Lei n. 13.146/2015 quanto aos tipos de barreiras (1; 2; 3; 4) e os relacione</p><p>aos seus significados (a; b; c; d), assinalando a alternativa correta.</p><p>1. Barreiras urbanísticas; 2. Barreiras atitudinais; 3. Barreiras</p><p>Acesso em 06 Out 2019.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>6 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>LEI N. 13.146/2015 – LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO LEI N. 13.146/2015 – LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO</p><p>DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA – PARTE IDA PESSOA COM DEFICIÊNCIA – PARTE I</p><p>BReVÍssIMa INTRoDUçãoBReVÍssIMa INTRoDUção</p><p>No ano de 2016 entrou em vigor no Brasil a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com</p><p>Deficiência (Lei n. 13.146/2015), também denominada Estatuto da Pessoa com Deficiência</p><p>ou LBI. Tal norma foi aprovada pelo Congresso Nacional com equivalência de Emenda</p><p>Constitucional e está nos parâmetros da Convenção sobre Direitos das Pessoas com</p><p>Deficiência, adotado pela ONU (Organização das Nações Unidas) – Decreto n. 6.949/2009,</p><p>tudo a teor do artigo 5º, § 3º, da Constituição Federal, que determina:</p><p>Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados,</p><p>em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos</p><p>membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.</p><p>Além da Lei n. 13.146/2015, outras legislações inerentes ao tema foram criadas a fim de</p><p>que efetivamente se pudesse haver a inserção social pretendida à pessoa com deficiência.</p><p>Cita-se como exemplo a resolução CNJ n. 401/2021, que dispõe sobre o desenvolvimento</p><p>de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Poder</p><p>Judiciário e de seus serviços auxiliares, e regulamenta o funcionamento de unidades de</p><p>acessibilidade e inclusão.</p><p>Há também o Decreto n. 7.612/2011, que instituiu o Plano Nacional dos Direitos da</p><p>Pessoa com Deficiência – Plano Viver sem Limite; o Decreto n. 5.296/2004, que dá prioridade</p><p>de atendimento às pessoas que especifica; a Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000,</p><p>que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das</p><p>pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida; o Decreto n. 6.949/2009,</p><p>que promulgou a Convenção Internacional sobre os direitos da pessoa com deficiência em</p><p>seu protocolo facultativo, assinado em Nova York, em 30 de Março de 2007. Há ainda a</p><p>Lei n. 8.989/1995, que dispõe sobre isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados</p><p>– IPI na aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros,</p><p>bem como por pessoas portadoras de deficiência física. Esta última lei vigorará até 31 de</p><p>dezembro de 2021, conforme o previsto no artigo 126 da Lei n. 131.46/2015.</p><p>A Lei n. 10.436/2002 trouxe a existência da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), e a</p><p>Lei n. 12.764/2012 instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com</p><p>Transtorno do Espectro Autista.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>7 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>No decorrer deste material, essas legislações serão necessariamente abordadas, uma</p><p>vez que os conteúdos dialogam e as bancas de concurso eventualmente cobram.</p><p>Retornando ao Estatuto da Pessoa com Deficiência no espectro da Constituição</p><p>Federal, vale citar os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil previstos</p><p>no artigo 3º, veja:</p><p>Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:</p><p>I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;</p><p>II – garantir o desenvolvimento nacional;</p><p>III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;</p><p>IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer</p><p>outras formas de discriminação.</p><p>Por fim, o artigo 4º da Constituição Federal:</p><p>Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:</p><p>I – Independência nacional;</p><p>II – prevalência dos direitos humanos;</p><p>Os princípios gerais que regem as regras do Estatuto da Pessoa com Deficiência estão</p><p>previstos no artigo 3º do Decreto n. 6.949/2009, veja:</p><p>Art. 3º Os princípios da presente Convenção são:</p><p>a) O respeito pela dignidade inerente, a autonomia individual, inclusive a liberdade de fazer as</p><p>próprias escolhas, e a independência das pessoas;</p><p>b) A não-discriminação;</p><p>c) A plena e efetiva participação e inclusão na sociedade;</p><p>d) O respeito pela diferença e pela aceitação das pessoas com deficiência como parte da diversidade</p><p>humana e da humanidade;</p><p>e) A igualdade de oportunidades;</p><p>f) A acessibilidade;</p><p>g) A igualdade entre o homem e a mulher;</p><p>h) O respeito pelo desenvolvimento das capacidades das crianças com deficiência e pelo direito</p><p>das crianças com deficiência de preservar sua identidade.</p><p>O Estatuto da Pessoa com Deficiência alterou diversas outras leis, conforme o</p><p>exposto abaixo:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>8 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>A estrutura do Estatuto se divide da seguinte forma:</p><p>Novidade legislativa: no dia 17 de julho de 2023, entrou em vigor a Lei n. 14.624/2023,</p><p>que institui o uso de cordão de fita com desenhos de girassóis para identificação de pessoas</p><p>com deficiências ocultas. Esta lei acresceu ao artigo 1º da Lei no. 13.146/2015 (Estatuto</p><p>da Pessoa com Deficiência) o artigo 2-A, que diz:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>9 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Art. 2º-A. É instituído o cordão de fita com desenhos de girassóis como símbolo nacional de</p><p>identificação de pessoas com deficiências ocultas.</p><p>§ 1º. O uso do símbolo de que trata o caput deste artigo é opcional, e sua ausência não prejudica</p><p>o exercício de direitos e garantias previstos em lei.</p><p>§ 2º. A utilização do símbolo de que trata o caput deste artigo não dispensa a apresentação de documento</p><p>comprobatório da deficiência, caso seja solicitado pelo atendente ou pela autoridade competente.</p><p>Portanto, vale registrar algumas informações sobre o cordão:</p><p>CoNCeITo De Pessoa CoM DeFICIÊNCIaCoNCeITo De Pessoa CoM DeFICIÊNCIa</p><p>Diante de tantas mudanças enfrentadas pelo legislador a fim de se inovar nesta seara,</p><p>é de relevante importância que se entenda muito bem sobre o conceito jurídico da pessoa</p><p>com deficiência, previsto no artigo 2º da Lei n. 13.146/2015:</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras,</p><p>pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>arquitetônicas; 4. Barreiras</p><p>nas comunicações.</p><p>a) As que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em</p><p>igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;</p><p>b) São as existentes nos edifícios públicos e privados;</p><p>c) São as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de</p><p>uso coletivo;</p><p>d) As que dificultem ou impossibilitem a expressão ou o recebimento de mensagens e de</p><p>informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação.</p><p>a) 1-b; 2-a; 3-c; 4-d.</p><p>b) 1-b; 2-d; 3-c; 4-a.</p><p>c) 1-c; 2-a; 3-b; 4-d.</p><p>d) 1-d; 2-b; 3-a; 4-c.</p><p>e) 1-a; 2-c; 3-d; 4-b.</p><p>016. 016. (VUNESP/EBSERH/ASSISTENTE SOCIAL/2020) Para fins de sua aplicação, a Lei Brasileira</p><p>de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei n. 13.146/2015) define como barreiras qualquer</p><p>entrave ou obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação</p><p>social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade,</p><p>à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à</p><p>compreensão, à circulação com segurança. De acordo com a referida lei (artigo 3º, IV,</p><p>f), as barreiras são classificadas em urbanísticas, arquitetônicas, nos transportes, nas</p><p>comunicações, atitudinais e:</p><p>a) financeiras.</p><p>b) relacionais.</p><p>c) físicas.</p><p>d) tecnológicas.</p><p>e) laborativas.</p><p>017. 017. (VUNESP/EBSERH/ASSISTENTE SOCIAL/2020) Promover a inclusão social e a cidadania</p><p>da pessoa com deficiência é o que visa a Lei n. 13.146/2015. Ao tratar do direito à vida,</p><p>determina o artigo 10 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, como competência do</p><p>poder público, garantir a dignidade dessas pessoas ao longo de toda a vida. O parágrafo</p><p>único desse artigo prevê que, em situações de risco, emergência ou estado de calamidade</p><p>pública, deve o poder público adotar medidas para proteção e segurança da pessoa com</p><p>deficiência, que será considerada:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>61 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>a) incapaz.</p><p>b) vulnerável.</p><p>c) útil.</p><p>d) valorizada.</p><p>e) privilegiada.</p><p>018. 018. (VUNESP/PREF. CANANÉIA-SP/PROFESSOR EDUCAÇÃO ESPECIAL/2020) Para a questão,</p><p>considere a Lei n. 13.146/2015, que Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com</p><p>Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).</p><p>Quando houver necessidade de avaliação da deficiência, ela deverá ser</p><p>a) clínica e realizada por médico especialista na área da deficiência.</p><p>b) médica e com participação de fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.</p><p>c) biopsicossocial e realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.</p><p>d) pedagógica e psicológica para estruturar o atendimento educacional.</p><p>e) multidisciplinar e acompanhada por terapeutas, professores e família.</p><p>019. 019. (VUNESP/PREF. CANANÉIA-SP/PROFESSOR EDUCAÇÃO ESPECIAL/2020) Em 2015, foi</p><p>instituída a LBI – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, também denominada</p><p>“Estatuto da Pessoa com Deficiência”, destinada a assegurar e a promover em condições</p><p>de igualdade o que segue:</p><p>a) participação parcial na sociedade, nas escolas e em todos os ambientes de interação social.</p><p>b) matrícula e permanência com qualidade na escola comum inclusiva, por meio de</p><p>impedimentos estruturais.</p><p>c) participação nos diversos tempos e espaços escolares em igualdade de oportunidades</p><p>com as demais crianças com deficiência.</p><p>d) inclusão na sociedade para que sejam respeitadas todas as formas de ser e estar no</p><p>mundo contemporâneo.</p><p>e) exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando</p><p>à sua inclusão social e cidadania.</p><p>020. 020. (VUNESP/PREF. SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/PROCURADOR/2019) Maria foi acometida</p><p>de uma grave doença que resultou na amputação dos dedos de suas mãos e parte dos pés.</p><p>Era uma pessoa saudável, que após a alta médica do hospital assume uma nova condição de</p><p>vida. Maria está lúcida e tem ciência das adaptações que terá que fazer no seu cotidiano.</p><p>Nessas circunstâncias, é correto afirmar que:</p><p>a) Maria não é considerada pela lei como pessoa totalmente deficiente, pois apenas perdeu as</p><p>funções motoras de alguns membros, sendo que não teve comprometida sua capacidade cognitiva.</p><p>b) diante de tal quadro Maria não mais poderá ser nomeada curadora de outras pessoas</p><p>dada sua mobilidade reduzida.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>62 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>c) se Maria tiver processos judiciais e administrativos em andamento, ou se necessitar fazer</p><p>uso dessas formas de acesso à justiça, será aplicada a prioridade de trâmite em todos os</p><p>atos e diligências.</p><p>d) o consentimento prévio, livre e esclarecido de Maria é dispensável para a realização de</p><p>pesquisa científica, pois a doença que levou as amputações deve ser estudada a bem do</p><p>interesse público.</p><p>e) nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, Maria</p><p>gozará de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria devendo ter reserva de,</p><p>no mínimo, 5% (cinco por cento) das unidades habitacionais para pessoas como ela.</p><p>021. 021. (VUNESP/PREF. ITAPEVI-SP/ENGENHEIRO DE TRÁFEGO E TRÂNSITO/2019) Para fins de</p><p>aplicação da Lei n. 13.146 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, considera-</p><p>se barreira, qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça</p><p>a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos</p><p>à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à</p><p>informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros. Conforme essa Lei,</p><p>as barreiras são classificadas em:</p><p>a) urbanísticas; nos transportes; nas comunicações; atitudinais e tecnológicas.</p><p>b) urbanísticas; nos transportes; atitudinais; tecnológicas; nas comunicações e na informação.</p><p>c) arquitetônicas; nos transportes; nas comunicações; atitudinais e tecnológicas.</p><p>d) arquitetônicas; urbanísticas; nas comunicações; atitudinais e tecnológicas.</p><p>e) arquitetônicas; urbanísticas; nos transportes; atitudinais; tecnológicas; nas comunicações</p><p>e na informação.</p><p>022. 022. (VUNESP/PREF. VALINHOS-SP/VICE-DIRETOR DE UNIDADE EDUCACIONAL/2019) De</p><p>acordo com a Lei n. 13.146/2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com</p><p>Deficiência, Estatuto da Pessoa com Deficiência, artigo 3º, é correto afirmar, entre outros, que:</p><p>a) Pessoa com mobilidade reduzida é, exclusivamente, o indivíduo que tenha dificuldade</p><p>de movimentação permanente, por motivo de deficiência física, amputação de membros</p><p>ou uso de cadeira de rodas.</p><p>b) Professor especialista em educação especial é a pessoa que exerce, obrigatoriamente,</p><p>atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência e atua em</p><p>todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária.</p><p>c) Barreiras arquitetônicas são as barreiras existentes nas vias e nos espaços públicos</p><p>e privados abertos ao público ou de uso coletivo, incluindo, as barreiras existentes nos</p><p>sistemas e meios de transportes.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição,</p><p>sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>63 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>d) Barreiras atitudinais são atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a</p><p>participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades</p><p>com as demais pessoas.</p><p>e) Tecnologia assistiva ou ajuda técnica refere-se à concepção de produtos, ambientes,</p><p>programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem a necessidade de adaptação</p><p>ou de projeto específico.</p><p>023. 023. (VUNESP/TJ-SP/CONTADOR JUDICIÁRIO/2019) Conforme disciplinado na Lei n.</p><p>13.146/2015, é correto afirmar que</p><p>a) todos os direitos previstos para a pessoa com deficiência não são extensivos aos seus</p><p>acompanhantes ou ao seu atendente pessoal, sem qualquer ressalva prevista na Lei.</p><p>b) a pessoa com deficiência está obrigada à fruição de benefícios decorrentes de ação afirmativa.</p><p>c) a deficiência não afeta o direito de conservar a fertilidade, sendo obrigatória a esterilização</p><p>compulsória nos casos previstos em lei.</p><p>d) a deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para casar-se e</p><p>constituir união estável.</p><p>e) a pessoa com deficiência não tem atendimento prioritário no que diz respeito ao acesso</p><p>à informação e ao recebimento de restituição de imposto de renda.</p><p>024. 024. (VUNESP/TJ-SP/ENFERMEIRO JUDICIÁRIO/2019) A possibilidade e condição de alcance</p><p>e utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos,</p><p>edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias,</p><p>bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados</p><p>de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com</p><p>mobilidade reduzida, conforme disciplinado na Lei n. 13.146/2015, considera-se:</p><p>a) barreiras urbanísticas.</p><p>b) tecnologia assistiva.</p><p>c) ajuda técnica.</p><p>d) acessibilidade.</p><p>e) barreiras atitudinais.</p><p>025. 025. (VUNESP/TJ-SP/MÉDICO JUDICIÁRIO/2019) Nos termos do que dispõe a Lei n.</p><p>13.146/2015, assinale a alternativa correta.</p><p>a) É facultativa a restrição ao trabalho da pessoa com deficiência que não atenda às</p><p>exigências de permanência no emprego, ascensão profissional e reabilitação profissional,</p><p>bem como a exigência de aptidão plena.</p><p>b) Os serviços de habilitação profissional, de reabilitação profissional e de educação</p><p>profissional deverão ser oferecidos em ambientes acessíveis e inclusivos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>64 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>c) A colocação competitiva da pessoa com deficiência pode ocorrer por meio de trabalho,</p><p>independentemente de apoio e suporte individualizado.</p><p>d) Especialmente na área de saúde e de assistência social, a habilitação profissional e a</p><p>reabilitação profissional é obrigação específica das entidades das redes públicas.</p><p>e) Nos serviços de habilitação profissional, de reabilitação profissional e educação profissional,</p><p>é vedada a participação de organizações da sociedade civil.</p><p>026. 026. (VUNESP/TJ-SP/MÉDICO JUDICIÁRIO/2019) A concepção de produtos, ambientes,</p><p>programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação</p><p>ou projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva, conforme disciplinado</p><p>na Lei n. 13.146/2015, considera-se:</p><p>a) tecnologia assistiva.</p><p>b) ajuda técnica.</p><p>c) acessibilidade.</p><p>d) desenho universal.</p><p>e) adaptação razoável.</p><p>027. 027. (VUNESP/TJ-SP/ADMINISTRADOR JUDICIÁRIO/2019) Segundo o que estabelece a</p><p>Lei n. 13.146/2015, a pessoa com deficiência, em situação de curatela, que necessitar se</p><p>submeter à intervenção cirúrgica</p><p>a) é considerada vulnerável e será submetida à cirurgia, sendo inexigível o seu consentimento</p><p>ou de seu curador.</p><p>b) poderá submeter-se à cirurgia com seu consentimento suprido, na forma da lei.</p><p>c) somente terá o direito de expressar seu consentimento se estiver em situação de risco.</p><p>d) tem dispensada por lei a sua participação na obtenção do consentimento para a intervenção.</p><p>e) não poderá ser obrigada a se submeter à cirurgia, sem seu consentimento, e este não</p><p>pode ser suprido.</p><p>028. 028. (VUNESP/TJ-SP/ASSISTENTE SOCIAL JUDICIÁRIO/2017) De acordo com a Lei n.</p><p>13.146/2015, toda pessoa com deficiência tem direito a igualdade de oportunidades</p><p>com as demais pessoas e será protegida de toda forma de negligência, discriminação,</p><p>exploração, violência, tortura, crueldade, opressão e tratamento desumano ou degradante.</p><p>Conforme o artigo 5º (parágrafo único) da referida lei, para fins dessa proteção, são</p><p>consideradas especialmente vulneráveis as seguintes pessoas com deficiência: a criança,</p><p>o adolescente, o idoso e</p><p>a) aqueles em situação de rua.</p><p>b) suas famílias.</p><p>c) os excluídos do mercado de trabalho.</p><p>d) a população quilombola.</p><p>e) a mulher.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>65 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>029. 029. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA TÉCNICO CIENTÍFICO-ENGENHEIRO CIVIL/2016) Quanto à</p><p>realização de tratamento, procedimento, hospitalização e pesquisa científica relacionados</p><p>à pessoa com deficiência, a Lei n. 13.146/2015 estabelece que:</p><p>a) é indispensável o seu consentimento prévio, livre e esclarecido, podendo, no entanto,</p><p>ser suprido em situação de curatela, na forma da lei.</p><p>b) é dispensável o seu consentimento, desde que o objetivo a ser alcançado seja para o seu</p><p>próprio bem-estar.</p><p>c) se exige o seu prévio e livre consentimento por escrito, não podendo ser suprido mesmo</p><p>em situação de curatela.</p><p>d) não se exigirá o seu consentimento pessoal, no caso de pesquisa científica, se os seus</p><p>pais ou responsáveis legais assim se manifestarem em seu lugar.</p><p>e) será exigido o seu prévio e livre consentimento apenas para a hipótese de pesquisa</p><p>científica, podendo ser dispensado nos demais casos.</p><p>030. 030. (VUNESP/TJ-SP/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS-REMOÇÃO/2016) O</p><p>Estatuto da Pessoa com Deficiência, instituído pela Lei brasileira n. 13.146/2015,</p><p>a) resultou da condenação do Brasil pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos</p><p>e da recomendação internacional para que o país incluísse medidas protetivas da pessoa</p><p>deficiente em sua legislação.</p><p>b) baseia-se na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e em seu Protocolo</p><p>Facultativo, em vigor no plano interno desde a promulgação do respectivo Decreto, em 2009.</p><p>c) constitui mudança legislativa relevante do ponto de vista humanitário, mas de pouco</p><p>impacto jurídico, considerando que é norma programática que não inova na ordem jurídica.</p><p>d) inspira-se na diretriz da incapacidade da pessoa deficiente, para sua proteção.</p><p>031. 031. (CESPE-CEBRASPE/DPE-TO/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO/2022) Conforme previsão</p><p>legal, a falta de reserva de assentos, devidamente identificados, para as pessoas portadoras</p><p>de deficiência em transporte público coletivo, sujeitará a concessionária a</p><p>a) interdição da atividade.</p><p>b) apreensão do veículo.</p><p>c) suspensão da atividade.</p><p>d) multa.</p><p>e) advertência e multa.</p><p>032. 032. (CESPE-CEBRASPE/TJ-RJ/ANALISTA JUDICIÁRIO-ANALISTA DE SISTEMAS/2021) A</p><p>avaliação da deficiência de uma pessoa, quando necessária, será</p><p>a) biomédica.</p><p>b) biopsicossocial.</p><p>c) psicossocial.</p><p>d) biofisiológica.</p><p>e) psicocomportamental.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>66 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>033. 033. (CESPE-CEBRASPE/DPE-PI/DEFENSOR PÚBLICO/2022) A possibilidade e condição de</p><p>alcance para utilização, com segurança e autonomia, de equipamentos urbanos pela pessoa</p><p>com mobilidade reduzida consiste no conceito de:</p><p>a) ajuda técnica.</p><p>b) acessibilidade.</p><p>c) mobiliário urbano.</p><p>d) tecnologia assistiva.</p><p>e) elemento de urbanização.</p><p>034. 034. (CESPE/TRE-PE/CONHECIMENTOS GERAIS-CARGOS 1, 2, 4 E 5/2017) Considerando o</p><p>disposto na Lei n. 13.146/2015 — Estatuto da Pessoa com Deficiência (EPD) —, assinale a</p><p>opção correta.</p><p>a) É assegurado à pessoa com deficiência o direito de votar e de ser votada, salvo na hipótese</p><p>de curatela.</p><p>b) O EPD revogou a Lei n. 7.853/1989, que dispunha sobre o apoio às pessoas com deficiência.</p><p>c) A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, salvo a condição de adotante</p><p>em processo de adoção.</p><p>d) Os planos e seguros privados de saúde podem cobrar valores diferenciados das pessoas</p><p>com deficiência em razão da sua deficiência.</p><p>e) Com a edição do EPD, a incapacidade absoluta prevista no Código Civil restringe-se aos</p><p>menores de dezesseis anos de idade.</p><p>035. 035. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO/2017) Os postes de sinalização</p><p>colocados em via pública para promover a acessibilidade das pessoas com mobilidade</p><p>reduzida são considerados, de acordo com a lei,</p><p>a) elementos de urbanização.</p><p>b) tecnologia assistiva.</p><p>c) tecnologia funcional.</p><p>d) equipamentos urbanos.</p><p>e) mobiliários urbanos.</p><p>036. 036. (CESPE-CEBRASPE/TJ-BA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2019) A lei que estabelece</p><p>normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com</p><p>deficiência ou com mobilidade reduzida conceitua componentes de obras de urbanização —</p><p>como os referentes a pavimentação, saneamento, encanamento para esgotos etc. — como</p><p>a) mobiliário urbano.</p><p>b) tecnologia assistiva.</p><p>c) elemento de urbanização.</p><p>d) acessibilidade.</p><p>e) desenho universal.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>67 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>037. 037. (CESPE-CEBRASPE/TJ-BA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2019) Assinale a opção que indica</p><p>o processo destinado a propiciar às pessoas com deficiência a aquisição de conhecimentos,</p><p>habilidades e aptidões para o exercício de profissão ou de ocupação, permitindo-lhes nível</p><p>suficiente de desenvolvimento profissional para ingresso no campo de trabalho.</p><p>a) Colocação competitiva no mercado de trabalho.</p><p>b) Reabilitação profissional.</p><p>c) Programa de estímulo ao empreendedorismo.</p><p>d) Programa de estímulo ao trabalho autônomo.</p><p>e) Habilitação profissional.</p><p>038. 038. (CESPE-CEBRASPE/TJ-RJ/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2021) A respeito da reserva de vagas para</p><p>veículos que transportam pessoas com deficiência, assinale a opção correta, considerando</p><p>as disposições da Lei n. 10.098/2000.</p><p>a) As vagas reservadas devem ser localizadas próximas ao acesso de circulação de pedestre,</p><p>salvo se existir outra em local mais distante, porém com melhor nivelamento do solo.</p><p>b) O número de vagas reservadas não poderá ser superior a 2% do total.</p><p>c) Afastam-se do âmbito de aplicação da norma os estacionamentos que servem a edifícios</p><p>em que funcionam representações estrangeiras.</p><p>d) Não é necessário que espaços públicos em que se realizem atividades de risco garantam</p><p>o número mínimo de vagas, a fim de preservar a integridade das pessoas com deficiência.</p><p>e) A sinalização de vaga reservada deve ser clara e ostensiva, a fim de garantir a fácil</p><p>identificação do espaço.</p><p>039. 039. (CONSULPLAN/TJ-MG/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2018) Todas as pessoas que têm</p><p>impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, e que,</p><p>em interação com uma ou mais barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva</p><p>na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas, são consideradas como</p><p>pessoas com deficiência. Quanto aos direitos e deveres previstos na Lei Brasileira de Inclusão</p><p>da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), é correto afirmar que:</p><p>a) a deficiência afeta a plena capacidade civil da pessoa para exercer o direito à curatela.</p><p>b) a pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário na tramitação</p><p>de procedimentos judiciais em que for interessada.</p><p>c) aos planos e seguros privados de saúde é facultada, em caráter excepcional, a cobrança</p><p>de valores diferenciados das pessoas com deficiência, em razão de sua condição.</p><p>d) a pessoa com deficiência, em situação de curatela, não há necessidade de sua participação</p><p>para a obtenção de consentimento prévio, livre e esclarecido quando da submissão a</p><p>realização de procedimentos médicos eletivos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>68 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>040. 040. (CONSULPLAN/TRF 2ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO-ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Analise</p><p>as afirmativas a seguir.</p><p>I – Pessoa com deficiência é aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física,</p><p>mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode</p><p>obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas.</p><p>II – Pessoa com mobilidade reduzida é aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade</p><p>de movimentação, permanente ou temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da</p><p>flexibilidade, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lactante,</p><p>pessoa com criança de colo e obeso.</p><p>III – Moradia para a vida independente da pessoa com deficiência é aquela com estruturas</p><p>adequadas capazes de proporcionar serviços de apoio coletivos e individualizados que</p><p>respeitem e ampliem o grau de autonomia de jovens e adultos com deficiência.</p><p>Nos termos da Lei n. 13.146/2015, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência,</p><p>está correto o que se afirma em</p><p>a) I, II e III.</p><p>b) I, apenas.</p><p>c) II, apenas.</p><p>d) III, apenas.</p><p>041. 041. (FGV/TJ-CE/TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA JUDICIÁRIA/2019) A Lei Brasileira de Inclusão</p><p>da Pessoa com Deficiência destina-se a assegurar e a promover, em condições de igualdade,</p><p>o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando</p><p>à sua inclusão social e cidadania.</p><p>De acordo com o citado diploma legal:</p><p>a) Devem ser oferecidos todos os recursos de tecnologia assistiva disponíveis para que a</p><p>pessoa com deficiência tenha garantido o acesso à justiça, mas os direitos da pessoa com</p><p>deficiência não serão garantidos por ocasião da aplicação de sanções penais;</p><p>b) Está garantido à pessoa com deficiência prioridade no atendimento e serviços públicos,</p><p>exceto quando se tratar de questão tributária, como o recebimento de restituição de</p><p>imposto de renda;</p><p>c) É assegurado à pessoa com deficiência, independentemente de possuir meios</p><p>para prover</p><p>sua subsistência por si só ou por sua família, o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo,</p><p>nos termos da lei do Sistema Único de Assistência Social;</p><p>d) O poder público promoverá a participação da pessoa com deficiência, exceto quando</p><p>institucionalizada, na condução das questões públicas, sem discriminação e em igualdade</p><p>de oportunidades;</p><p>e) A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com</p><p>a finalidade de tramitação processual e procedimentos judiciais e administrativos em que</p><p>for parte ou interessada, em todos os atos e diligências.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>69 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>042. 042. (FCC/TRT 20ª REGIÃO-SE/TÉCNICO JUDICIÁRIO-TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2016)</p><p>Uma pessoa de baixa visão tentou ingressar em repartição pública com o seu cão-guia.</p><p>Entretanto, o atendente, mesmo depois de alertado que se tratava de um cão-guia, de</p><p>forma educada, afirmou que a pessoa poderia entrar, mas animais não eram permitidos</p><p>no local. Neste caso, o atendente:</p><p>a) praticou ato de discriminação, mas este ato não pode ensejar a aplicação de multa.</p><p>b) praticou ato de discriminação, que inclusive pode ensejar a aplicação de multa.</p><p>c) não praticou ato de discriminação, porque a lei não assegura o direito de ingressar em</p><p>prédios públicos com animais.</p><p>d) não praticou ato de discriminação, porque permitiu o ingresso da pessoa, apenas impediu</p><p>que o animal ingressasse em área pública.</p><p>e) não praticou ato de discriminação, porque agiu educadamente e orientou a pessoa sobre</p><p>as normas do prédio público</p><p>043. 043. (QUADRIX/PREFEITURA DE JATAÍ-GO/INSTRUTOR DE BRAILE/2019) À luz da Lei Brasileira</p><p>de Inclusão (n. 13.146/2015), que instituiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência, assinale</p><p>a alternativa correta.</p><p>a) Compete ao Poder Público garantir a dignidade da pessoa com deficiência até a maioridade.</p><p>b) Em situações de risco ou emergência, a pessoa com deficiência perderá a prioridade.</p><p>c) A pessoa com deficiência não poderá ser obrigada a se submeter a tratamento ou à</p><p>institucionalização forçada.</p><p>d) A pessoa com deficiência participará, de forma compulsória, de pesquisas científicas.</p><p>e) A deficiência afeta a plena capacidade civil da pessoa.</p><p>044. 044. (QUADRIX/PREFEITURA DE JATAÍ-GO/ASSISTENTE SOCIAL/2019) A Lei Brasileira de</p><p>Inclusão da Pessoa com Deficiência considera como pessoa com deficiência aquela que</p><p>apresenta impedimento de</p><p>a) curto, médio e longo prazo, de natureza física e mental.</p><p>b) médio e longo prazo, de natureza física, mental e emocional.</p><p>c) longo prazo, de natureza física, mental, emocional e espiritual.</p><p>d) longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial.</p><p>e) médio e longo prazo, de natureza física, mental, emocional e sensorial.</p><p>045. 045. (QUADRIX/PREFEITURA DE JATAÍ-GO/AUXILIAR DE ATIVIDADES EDUCATIVAS/2019) Acerca</p><p>do direito da pessoa com deficiência à igualdade de oportunidades e à não discriminação,</p><p>julgue os itens a seguir.</p><p>I – A pessoa com deficiência exercerá seus direitos sexuais, mas não decidirá sobre os</p><p>direitos reprodutivos.</p><p>II – A pessoa com deficiência não poderá se casar, apenas constituir união estável.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>70 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>III – A pessoa com deficiência poderá exercer o direito à adoção, em igualdade de oportunidades</p><p>com as demais pessoas.</p><p>IV – Será garantido à pessoa com deficiência o direito de preservar sua fertilidade e de</p><p>decidir sobre o número de filhos.</p><p>A quantidade de itens certos é igual a:</p><p>a) 0</p><p>b) 1</p><p>c) 2</p><p>d) 3</p><p>e) 4</p><p>046. 046. (IBFC/PREFEITURA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO-PE/PROFESSOR II- HISTÓRIA/2019) A</p><p>Lei n. 13.146/2015 institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da</p><p>Pessoa com Deficiência), é destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade,</p><p>o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando</p><p>à sua inclusão social e cidadania. Sobre como esta Lei em seu artigo 2º entende a pessoa</p><p>com deficiência, assinale a alternativa correta.</p><p>a) É considerada pessoa com deficiência aquela que tem impedimento em curto, médio e</p><p>longo prazo de natureza físico-motora, visual e auditiva que a impeçam de interagir com</p><p>outras pessoas dignamente.</p><p>b) Uma pessoa com deficiência é aquela que reconhecidamente, por diagnóstico clínico,</p><p>for constatada com algum tipo de impedimento interativo de qualquer tipo ou origem.</p><p>c) Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial o qual, em interação com uma ou mais</p><p>barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de</p><p>condições com as demais pessoas</p><p>d) A pessoa com deficiência concebida por esta Lei é concebida por toda e qualquer pessoa que</p><p>exija quaisquer tipos de cuidados e necessidades especiais em seu processo de socialização.</p><p>047. 047. (IBFC/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/PROFISSIONAL NÍVEL MÉDIO-OFICIAL</p><p>ADMINISTRATIVO/2019) A Lei n. 13.146/2015 instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa</p><p>com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Considere o disposto na legislação</p><p>em pauta, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>I – Considera-se pessoa com deficiência àquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais</p><p>barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de</p><p>condições com as demais pessoas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>71 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>II – O Poder Judiciário criará instrumentos para avaliação da deficiência.</p><p>III – As barreiras urbanísticas são aquelas existentes nos sistemas e meios de transportes.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, V</p><p>b) V, V, F</p><p>c) V, F, F</p><p>d) F, F, V</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>72 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>GABARITOGABARITO</p><p>1. a</p><p>2. e</p><p>3. d</p><p>4. b</p><p>5. c</p><p>6. e</p><p>7. c</p><p>8. e</p><p>9. a</p><p>10. a</p><p>11. e</p><p>12. c</p><p>13. a</p><p>14. c</p><p>15. c</p><p>16. e</p><p>17. b</p><p>18. c</p><p>19. e</p><p>20. c</p><p>21. e</p><p>22. d</p><p>23. d</p><p>24. d</p><p>25. b</p><p>26. d</p><p>27. b</p><p>28. e</p><p>29. a</p><p>30. b</p><p>31. d</p><p>32. b</p><p>33. b</p><p>34. e</p><p>35. e</p><p>36. c</p><p>37. e</p><p>38. e</p><p>39. b</p><p>40. a</p><p>41. e</p><p>42. b</p><p>43. c</p><p>44. d</p><p>45. c</p><p>46. c</p><p>47. c</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740,</p><p>vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>73 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO</p><p>001. 001. (VUNESP/PREF. PINDAMONHANGABA-SP/ASSISTENTE SOCIAL/2023)</p><p>A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, com a finalidade,</p><p>entre outras, de proteção e socorro em quaisquer circunstâncias em todas as instituições</p><p>e serviços de atendimento ao público; são direitos extensivos ao acompanhante da pessoa</p><p>com deficiência ou ao seu atendente pessoal. De acordo com o artigo 9º (§ 2º) da Lei n.</p><p>13.146/015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), nos serviços de emergência públicos e</p><p>privados, a prioridade conferida por essa Lei é condicionada.</p><p>a) aos protocolos de atendimento médico.</p><p>b) à ordem de chegada de pessoas na mesma condição.</p><p>c) à triagem do setor de enfermagem.</p><p>d) ao número de profissionais disponíveis.</p><p>e) à tratamento em regime de internação.</p><p>A assertiva correta é a A, nos moldes do artigo 9º, § 2º, do Estatuto da Pessoa com Deficiência,</p><p>que afirma:</p><p>Art. 9º, § 2º Nos serviços de emergência públicos e privados, a prioridade conferida por esta Lei</p><p>é condicionada aos protocolos de atendimento médico.</p><p>Letra a.</p><p>002. 002. (VUNESP/PREF. PERUÍBE-SP/PROFESSOR SUBSTITUTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA/2023)</p><p>A Lei n. 13.146/2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência</p><p>(Estatuto da Pessoa com Deficiência), no artigo 28, inciso X, determina que “incumbe ao</p><p>poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar”,</p><p>entre outros aspectos,</p><p>a) oferta de ensino da Libras, a todas as escolas de educação básica até o fim da vigência</p><p>do PNE, de modo a tornar obrigatório o ensino da Língua Brasileira de Sinais na totalidade</p><p>das escolas da rede pública de ensino, no ensino fundamental e ensino médio.</p><p>b) universalização da alfabetização dos docentes, da educação pública, no Sistema Braille,</p><p>visando a adoção de livros didáticos e paradidáticos nesse sistema de escrita em todas</p><p>as etapas da educação básica, e ainda, instalação de piso tátil nas instituições de ensino.</p><p>c) obrigatoriedade de auxiliares terapêuticos e auxiliares de vida diária em todas as escolas,</p><p>das redes pública e privada, que tenham estudantes matriculados com transtorno global</p><p>do desenvolvimento ou altas habilidades/ superdotação</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>74 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>d) garantia de dois professores em sala de aula nas turmas com educandos com dislexia,</p><p>transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) ou outro transtorno de</p><p>aprendizagem, com vistas ao pleno desenvolvimento físico, mental, moral e social da pessoa.</p><p>e) adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de formação inicial e continuada</p><p>de professores e oferta de formação continuada para o atendimento educacional especializado.</p><p>A alternativa correta é a E, literalidade do artigo 28, X, do Estatuto da Pessoa com Deficiência,</p><p>que afirma:</p><p>Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar,</p><p>acompanhar e avaliar:</p><p>[...]</p><p>X – adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de formação inicial e continuada</p><p>de professores e oferta de formação continuada para o atendimento educacional especializado;</p><p>Letra e.</p><p>003. 003. (VUNESP/TJ-SP/ESCREVENTE/2023) De acordo com o Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, garantir ambientes de trabalho acessíveis e inclusivos é obrigação</p><p>a) exclusiva das fundações e pessoas jurídicas de direito público.</p><p>b) exclusiva dos órgãos públicos.</p><p>c) expressa apenas das pessoas de direito privado.</p><p>d) das pessoas jurídicas de direito público, privado ou de qualquer natureza.</p><p>e) exclusiva das associações e fundações.</p><p>A assertiva D está CORRETA, nos termos do artigo 34, § 1º, do Estatuto da Pessoa com</p><p>deficiência, que afirma:</p><p>Art. 34. A pessoa com deficiência tem direito ao trabalho de sua livre escolha e aceitação, em</p><p>ambiente acessível e inclusivo, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.</p><p>§ 1º As pessoas jurídicas de direito público, privado ou de qualquer natureza são obrigadas a</p><p>garantir ambientes de trabalho acessíveis e inclusivos.</p><p>Letra d.</p><p>004. 004. (VUNESP/TJ-SP/ESCREVENTE/2023) Considere que Alice tem 25 anos, é considerada</p><p>uma pessoa com deficiência e há cinco anos namora com Jackson, que não tem deficiência</p><p>física, mental, intelectual ou sensorial. Eles desejam se casar em seis meses. Com base</p><p>na situação hipotética e no disposto no Estatuto da Pessoa com Deficiência, é correto</p><p>afirmar que</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>75 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>a) Jackson deve solicitar autorização para o casamento ao responsável legal de Alice,</p><p>devendo formalizar o pedido com firma reconhecida em cartório.</p><p>b) a deficiência não afeta a plena capacidade civil de Alice, inclusive para se casar e exercer</p><p>seus direitos sexuais e reprodutivos.</p><p>c) como Jackson não é uma pessoa com deficiência, apenas poderá se casar com Alice</p><p>depois que obter do cartório de registro civil competente autorização para tanto.</p><p>d) eles devem pedir autorização expressa ao juízo competente pelo menos 120 dias antes</p><p>do casamento.</p><p>e) o casamento apenas poderá ser realizado depois que a mãe e o pai de Alice emitirem</p><p>autorização expressa, com firma reconhecida em cartório.</p><p>A assertiva B está CORRETA, conforme previsão do artigo 6º, I e II, do Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>I – casar-se e constituir união estável;</p><p>II – exercer direitos sexuais e reprodutivos;</p><p>Letra b.</p><p>005. 005. (VUNESP/TJ-SP/ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO/2023) De acordo com a Lei n. 13.146/15</p><p>(Estatuto da Pessoa com Deficiência), a colocação competitiva da pessoa com deficiência pode</p><p>ocorrer por meio de trabalho com apoio, constituindo diretriz dessa atividade:</p><p>a) igualdade no atendimento à pessoa considerada deficiente, ainda que os graus de</p><p>deficiência sejam distintos.</p><p>b) provisão de suportes individualizados que atendam a necessidades específicas da pessoa</p><p>com deficiência, excetuada a disponibilização de recursos de tecnologia assistiva.</p><p>c) respeito ao perfil vocacional e ao interesse da pessoa com deficiência.</p><p>d) necessidade de participação de organizações da sociedade civil.</p><p>e) realização de avaliação permanente.</p><p>A assertiva correta é a C, conforme literalidade do artigo 37, parágrafo único, III, do Estatuto</p><p>da Pessoa com Deficiência. Confira:</p><p>Art. 37. Constitui modo de inclusão da pessoa com deficiência no trabalho a colocação competitiva,</p><p>em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, nos termos da legislação trabalhista</p><p>e previdenciária, na qual devem ser atendidas as regras de acessibilidade, o fornecimento de</p><p>recursos de tecnologia assistiva e a adaptação razoável no ambiente de trabalho.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL</p><p>TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>76 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Parágrafo único. A colocação competitiva da pessoa com deficiência pode ocorrer por meio de</p><p>trabalho com apoio, observadas as seguintes diretrizes:</p><p>[...]</p><p>III – respeito ao perfil vocacional e ao interesse da pessoa com deficiência apoiada;</p><p>Letra c.</p><p>006. 006. (VUNESP/DPE-SP/OFICIAL DE DEFENSORIA/2023) De acordo com o Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência, a concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados</p><p>por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo</p><p>os recursos de tecnologia assistiva, é denominada de</p><p>a) elemento de urbanização.</p><p>b) mobiliário urbano.</p><p>c) acessibilidade.</p><p>d) tecnologia assistiva com ajuda técnica.</p><p>e) desenho universal.</p><p>A assertiva correta é a E, conforme o previsto no artigo 3º, II, do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência. Confira:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>II – desenho universal: concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados</p><p>por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os</p><p>recursos de tecnologia assistiva;</p><p>Letra e.</p><p>007. 007. (VUNESP/PREF. SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP/ASSISTENTE SOCIAL/2023) Destinada</p><p>a assegurar e a promover o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais, a Lei n.</p><p>13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) explicita importantes definições para</p><p>fins de sua aplicação. O artigo 2º da referida lei define a pessoa com deficiência como aquela</p><p>que tem impedimento, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir</p><p>sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais</p><p>pessoas. São impedimentos de natureza física, mental, intelectual, sensorial e:</p><p>a) formalmente tipificados.</p><p>b) de ordem exclusiva.</p><p>c) de longo prazo.</p><p>d) de alcance geral.</p><p>e) notadamente complexos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>77 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>A alternativa é a C, conforme o previsto no artigo 2º do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras,</p><p>pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas.</p><p>Letra c.</p><p>008. 008. (VUNESP/CAMPREV-SP/ASSISTENTE SOCIAL/2023) A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa</p><p>com Deficiência (Lei n. 13.146/2015) destina-se a assegurar e a promover, em condições</p><p>de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais desse segmento.</p><p>Determina essa Lei que a pessoa com deficiência será protegida de toda forma de negligência,</p><p>discriminação, exploração, violência, tortura, crueldade, opressão e tratamento desumano ou</p><p>degradante. Conforme o artigo 5º (parágrafo único), para os fins da proteção mencionada, a</p><p>criança, o adolescente, a mulher e o idoso, com deficiência, são considerados especialmente</p><p>a) aptos.</p><p>b) sensíveis.</p><p>c) interessados.</p><p>d) potentes.</p><p>e) vulneráveis.</p><p>A alternativa CORRETA é a E, nos exatos moldes do artigo 5º, parágrafo único, do Estatuto</p><p>da Pessoa com deficiência, que afirma:</p><p>Art. 5º A pessoa com deficiência será protegida de toda forma de negligência, discriminação,</p><p>exploração, violência, tortura, crueldade, opressão e tratamento desumano ou degradante.</p><p>Parágrafo único. Para os fins da proteção mencionada no caput deste artigo, são considerados</p><p>especialmente vulneráveis a criança, o adolescente, a mulher e o idoso, com deficiência.</p><p>Letra e.</p><p>009. 009. (VUNESP/PREF. SOROCABA-SP/TERAPEUTA OCUPACIONAL/2022) A Lei n. 13.146, de 6</p><p>de julho de 2015, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, destina-se a:</p><p>a) assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades</p><p>fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.</p><p>b) formalizar a organização da Assistência Social e estabelecer critérios para a requisição de</p><p>benefícios assistenciais para pessoas com deficiência, como o Benefício de Prestação Continuada.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>78 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>c) instituir a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno</p><p>mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito</p><p>do Sistema Único de Saúde.</p><p>d) criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra crianças, mulheres</p><p>e idosos com deficiência, dispondo sobre a criação de juizados de violência contra pessoas</p><p>com deficiência.</p><p>e) instituir a Rede de Cuidados às Pessoas com Deficiência, redirecionando o modelo</p><p>assistencial em reabilitação no âmbito do Sistema Único de Saúde.</p><p>A assertiva A está CORRETA, conforme artigo 1º do Estatuto da Pessoa com Deficiência,</p><p>que afirma:</p><p>Art. 1º É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício</p><p>dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão</p><p>social e cidadania.</p><p>Letra a.</p><p>010. 010. (VUNESP/PREF. SOROCABA-SP/ASSISTENTE SOCIAL I/2022) Em se tratando de pessoa</p><p>com deficiência, existe dualidade conceitual em relação a esse segmento: de um lado a</p><p>deficiência é percebida como manifestação da diversidade do universo humano e, de outro,</p><p>a deficiência é relatada como restrição corporal, exigindo avanços na área da medicina, da</p><p>reabilitação e da genética. De acordo com a Lei n. 13.146/2015 (art. 2º, § 1º), a avaliação da</p><p>deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional</p><p>e interdisciplinar e considerará os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo, os</p><p>fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, a limitação no desempenho de atividades</p><p>e a restrição de:</p><p>a) participação.</p><p>b) renda.</p><p>c) hábitos.</p><p>d) estudos.</p><p>e) crenças.</p><p>A assertiva A está CORRETA, conforme previsão do artigo 2º, § 1º, IV, do Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras,</p><p>pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>79 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>§ 1º A avaliação</p><p>da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe</p><p>multiprofissional e interdisciplinar e considerará:</p><p>[...]</p><p>IV – a restrição de participação.</p><p>Letra a.</p><p>011. 011. (VUNESP/PREF. PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNICIPAL/2022) Suponha</p><p>que João é uma pessoa com deficiência e que Maria é sua atendente pessoal. Considerando a</p><p>situação hipotética e o disposto na Lei n. 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência),</p><p>é correto afirmar que:</p><p>a) Maria, por ser atendente pessoal de João, tem direito a receber atendimento prioritário</p><p>na restituição de imposto de renda.</p><p>b) João apenas terá direito a receber atendimento prioritário na restituição de imposto</p><p>de renda se a sua deficiência for intelectual ou mental.</p><p>c) Maria tem direito a receber atendimento prioritário na tramitação processual em que</p><p>for parte ou interessada, em todos os atos e diligências.</p><p>d) Maria apenas teria direito a receber atendimento prioritário na tramitação processual</p><p>se fosse acompanhante de João, e não atendente pessoal.</p><p>e) Maria tem direito a receber atendimento prioritário em todas as instituições e serviços</p><p>de atendimento ao público.</p><p>A assertiva CORRETA é a E, pois os direitos do Estatuto da Pessoa com deficiência se</p><p>estendem a Maria. Dessa forma prevê o artigo 9º, II, § 1º, do Estatuto, veja:</p><p>Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com</p><p>a finalidade de:</p><p>I – proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;</p><p>II – atendimento em todas as instituições e serviços de atendimento ao público;</p><p>[...]</p><p>§ 1º Os direitos previstos neste artigo são extensivos ao acompanhante da pessoa com deficiência</p><p>ou ao seu atendente pessoal, exceto quanto ao disposto nos incisos VI e VII deste artigo.</p><p>Letra e.</p><p>012. 012. (VUNESP/TJ-SP/ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO/2021) No tocante ao direito ao</p><p>trabalho da pessoa com deficiência, nos moldes da Lei n. 13.146/2015, é correto afirmar que:</p><p>a) a pessoa com deficiência tem direito à remuneração maior do que a das demais pessoas</p><p>por trabalho de igual valor.</p><p>b) a pessoa com deficiência terá prioridade sobre os demais empregados em promoções,</p><p>bonificações e incentivos profissionais oferecidos pelo empregador.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>80 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>c) o cooperativismo e o associativismo devem prever a participação da pessoa com deficiência</p><p>e a disponibilização de linhas de crédito, quando necessárias.</p><p>d) o empregador deve sempre oferecer maiores oportunidades de trabalho às pessoas com</p><p>deficiência do que às demais pessoas.</p><p>e) é vedada restrição ao trabalho da pessoa com deficiência em razão de sua condição,</p><p>exceto nas etapas de recrutamento e seleção.</p><p>A assertiva C está CORRETA, conforme previsão do artigo 35, parágrafo único, do Estatuto</p><p>da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 35, Parágrafo único. Os programas de estímulo ao empreendedorismo e ao trabalho autônomo,</p><p>incluídos o cooperativismo e o associativismo, devem prever a participação da pessoa com</p><p>deficiência e a disponibilização de linhas de crédito, quando necessárias.</p><p>As demais assertivas estão ERRADAS pelos motivos abaixo descritos:</p><p>a) Errada. Viola o artigo 34, § 2º, do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 34, § 2º A pessoa com deficiência tem direito, em igualdade de oportunidades com as</p><p>demais pessoas, a condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo igual remuneração</p><p>por trabalho de igual valor.</p><p>b) Errada. Viola o artigo 34, § 4º, do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 34, § 4º A pessoa com deficiência tem direito à participação e ao acesso a cursos, treinamentos,</p><p>educação continuada, planos de carreira, promoções, bonificações e incentivos profissionais</p><p>oferecidos pelo empregador, em igualdade de oportunidades com os demais empregados.</p><p>A pessoa com deficiência tem direito à participação e não à prioridade, neste caso.</p><p>d) Errada. Viola o artigo 34, § 4º, do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 34, § 4º A pessoa com deficiência tem direito à participação e ao acesso a cursos, treinamentos,</p><p>educação continuada, planos de carreira, promoções, bonificações e incentivos profissionais</p><p>oferecidos pelo empregador, em igualdade de oportunidades com os demais empregados.</p><p>e) Errada. Viola o artigo 34, § 3º, do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 34, § 3º É vedada restrição ao trabalho da pessoa com deficiência e qualquer discriminação</p><p>em razão de sua condição, inclusive nas etapas de recrutamento, seleção, contratação, admissão,</p><p>exames admissional e periódico, permanência no emprego, ascensão profissional e reabilitação</p><p>profissional, bem como exigência de aptidão plena.</p><p>Letra c.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>81 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>013. 013. (VUNESP/TJ-SP/ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO/2021) Assinale a alternativa que está</p><p>em conformidade com o disposto na Lei n. 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência).</p><p>a) A pessoa com deficiência não está obrigada à fruição de benefícios decorrentes de ação afirmativa.</p><p>b) A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, exceto para fins</p><p>de recebimento de restituição de imposto de renda.</p><p>c) A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, exceto para exercer o direito</p><p>à guarda, à tutela, à curatela e à adoção.</p><p>d) Os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais não devem ser considerados para</p><p>fins de avaliação da deficiência.</p><p>e) É facultado a qualquer pessoa comunicar à autoridade competente ameaça ou violação</p><p>aos direitos da pessoa com deficiência.</p><p>A assertiva A está CORRETA, conforme o disposto no artigo 4º, § 2º, do Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 4º, § 2º. A pessoa com deficiência não está obrigada à fruição de benefícios decorrentes</p><p>de ação afirmativa.</p><p>As demais assertivas estão ERRADAS pelos motivos abaixo descritos:</p><p>b) Errada. Viola o disposto no artigo 9º, VI, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com</p><p>a finalidade de:</p><p>[...]</p><p>VI – recebimento de restituição de imposto de renda;</p><p>c) Errada. Viola o disposto no artigo 6º, VI, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>[...]</p><p>VI – exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção, como adotante ou adotando, em</p><p>igualdade de oportunidades com as demais pessoas.</p><p>d) Errada. Viola o disposto no artigo 2º, § 1º, II, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 2º, § 1º A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por</p><p>equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará:</p><p>II – os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais;</p><p>e) Errada. Viola o disposto no artigo 7º do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 7º É dever de todos comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou de</p><p>violação aos direitos da pessoa com deficiência.</p><p>Letra a.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou</p><p>distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>82 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>014. 014. (VUNESP/PREF. SOROCABA-SP/PROFESSOR DE MATEMÁTICA/2020) O Art. 2º da Lei n.</p><p>13.146/2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto</p><p>da Pessoa com Deficiência), dispõe que: “Considera-se pessoa com deficiência aquela que</p><p>tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual,</p><p>em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva</p><p>na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”. De acordo com o § 1º</p><p>desse artigo, a avaliação da deficiência, quando necessária, será:</p><p>a) biointelectossocial.</p><p>b) biopsicoambiental.</p><p>c) biopsicossocial.</p><p>d) socioambiental.</p><p>e) intelectossocial.</p><p>A assertiva C está CORRETA, conforme o previsto no artigo 2º, § 1º, do Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras,</p><p>pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas</p><p>§ 1º A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe</p><p>multiprofissional e interdisciplinar e considerará:</p><p>Letra c.</p><p>015. 015. (VUNESP/PREF. MORRO AGUDO-SP/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO ESPECIAL/2020) Considere</p><p>o disposto na Lei n. 13.146/2015 quanto aos tipos de barreiras (1; 2; 3; 4) e os relacione</p><p>aos seus significados (a; b; c; d), assinalando a alternativa correta.</p><p>1. Barreiras urbanísticas; 2. Barreiras atitudinais; 3. Barreiras arquitetônicas; 4. Barreiras</p><p>nas comunicações.</p><p>a) As que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em</p><p>igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;</p><p>b) São as existentes nos edifícios públicos e privados;</p><p>c) São as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de</p><p>uso coletivo;</p><p>d) As que dificultem ou impossibilitem a expressão ou o recebimento de mensagens e de</p><p>informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>83 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>a) 1-b; 2-a; 3-c; 4-d.</p><p>b) 1-b; 2-d; 3-c; 4-a.</p><p>c) 1-c; 2-a; 3-b; 4-d.</p><p>d) 1-d; 2-b; 3-a; 4-c.</p><p>e) 1-a; 2-c; 3-d; 4-b.</p><p>A assertiva C é a CORRETA, pelas motivações legais abaixo descritas:</p><p>Letra c.</p><p>016. 016. (VUNESP/EBSERH/ASSISTENTE SOCIAL/2020) Para fins de sua aplicação, a Lei Brasileira</p><p>de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei n. 13.146/2015) define como barreiras qualquer</p><p>entrave ou obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da</p><p>pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de</p><p>movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação</p><p>com segurança. De acordo com a referida lei (artigo 3º, IV, f), as barreiras são classificadas em</p><p>urbanísticas, arquitetônicas, nos transportes, nas comunicações, atitudinais e:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>84 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>a) financeiras.</p><p>b) relacionais.</p><p>c) físicas.</p><p>d) tecnológicas.</p><p>e) laborativas.</p><p>A assertiva CORRETA é a E, conforme previsão do artigo 3º, IV, f, do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência que afirma:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>IV – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça</p><p>a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à</p><p>acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação,</p><p>à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:</p><p>f) barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência</p><p>às tecnologias.</p><p>Letra e.</p><p>017. 017. (VUNESP/EBSERH/ASSISTENTE SOCIAL/2020) Promover a inclusão social e a cidadania</p><p>da pessoa com deficiência é o que visa a Lei n. 13.146/2015. Ao tratar do direito à vida,</p><p>determina o artigo 10 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, como competência do</p><p>poder público, garantir a dignidade dessas pessoas ao longo de toda a vida. O parágrafo</p><p>único desse artigo prevê que, em situações de risco, emergência ou estado de calamidade</p><p>pública, deve o poder público adotar medidas para proteção e segurança da pessoa com</p><p>deficiência, que será considerada:</p><p>a) incapaz.</p><p>b) vulnerável.</p><p>c) útil.</p><p>d) valorizada.</p><p>e) privilegiada.</p><p>A assertiva CORRETA é a B, conforme o previsto no artigo 10, parágrafo único, do Estatuto</p><p>da Pessoa com Deficiência. Confira:</p><p>Art. 10. Compete ao poder público garantir a dignidade da pessoa com deficiência ao longo de</p><p>toda a vida.</p><p>Parágrafo único. Em situações de risco, emergência ou estado de calamidade pública, a pessoa</p><p>com deficiência será considerada vulnerável, devendo o poder público adotar medidas para sua</p><p>proteção e segurança.</p><p>Letra b.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>85 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>018. 018. (VUNESP/PREF. CANANÉIA-SP/PROFESSOR EDUCAÇÃO ESPECIAL/2020) Para a questão,</p><p>considere a Lei n. 13.146/2015, que Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com</p><p>Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).</p><p>Quando houver necessidade de avaliação da deficiência, ela deverá ser</p><p>a) clínica e realizada por médico especialista na área da deficiência.</p><p>b) médica e com participação de fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.</p><p>c) biopsicossocial e realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.</p><p>d) pedagógica e psicológica para estruturar o atendimento educacional.</p><p>e) multidisciplinar e acompanhada por terapeutas, professores e família.</p><p>A assertiva CORRETA é a C, nos moldes do artigo 2º, § 1º, do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras,</p><p>pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas.</p><p>§ 1º A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe</p><p>multiprofissional e interdisciplinar e considerará:</p><p>Letra c.</p><p>019. 019. (VUNESP/PREF. CANANÉIA-SP/PROFESSOR EDUCAÇÃO ESPECIAL/2020) Em 2015, foi</p><p>instituída a LBI – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, também denominada</p><p>“Estatuto da Pessoa com Deficiência”, destinada a assegurar e a promover em condições</p><p>de igualdade o que segue:</p><p>a) participação</p><p>parcial na sociedade, nas escolas e em todos os ambientes de interação social.</p><p>b) matrícula e permanência com qualidade na escola comum inclusiva, por meio de</p><p>impedimentos estruturais.</p><p>c) participação nos diversos tempos e espaços escolares em igualdade de oportunidades</p><p>com as demais crianças com deficiência.</p><p>d) inclusão na sociedade para que sejam respeitadas todas as formas de ser e estar no</p><p>mundo contemporâneo.</p><p>e) exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando</p><p>à sua inclusão social e cidadania.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>86 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>A assertiva E é a CORRETA, conforme previsão do artigo 1º, do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 1º É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício</p><p>dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão</p><p>social e cidadania.</p><p>Letra e.</p><p>020. 020. (VUNESP/PREF. SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/PROCURADOR/2019) Maria foi acometida</p><p>de uma grave doença que resultou na amputação dos dedos de suas mãos e parte dos pés.</p><p>Era uma pessoa saudável, que após a alta médica do hospital assume uma nova condição de</p><p>vida. Maria está lúcida e tem ciência das adaptações que terá que fazer no seu cotidiano.</p><p>Nessas circunstâncias, é correto afirmar que:</p><p>a) Maria não é considerada pela lei como pessoa totalmente deficiente, pois apenas perdeu as</p><p>funções motoras de alguns membros, sendo que não teve comprometida sua capacidade cognitiva.</p><p>b) diante de tal quadro Maria não mais poderá ser nomeada curadora de outras pessoas</p><p>dada sua mobilidade reduzida.</p><p>c) se Maria tiver processos judiciais e administrativos em andamento, ou se necessitar fazer</p><p>uso dessas formas de acesso à justiça, será aplicada a prioridade de trâmite em todos os</p><p>atos e diligências.</p><p>d) o consentimento prévio, livre e esclarecido de Maria é dispensável para a realização de</p><p>pesquisa científica, pois a doença que levou as amputações deve ser estudada a bem do</p><p>interesse público.</p><p>e) nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, Maria</p><p>gozará de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria devendo ter reserva de,</p><p>no mínimo, 5% (cinco por cento) das unidades habitacionais para pessoas como ela.</p><p>A assertiva CORRETA é a C, nos termos do 9º, VII, do Estatuto da Pessoa com Deficiência,</p><p>que afirma:</p><p>Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com</p><p>a finalidade de:</p><p>VII – tramitação processual e procedimentos judiciais e administrativos em que for parte ou</p><p>interessada, em todos os atos e diligências.</p><p>Letra c.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>87 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>021. 021. (VUNESP/PREF. ITAPEVI-SP/ENGENHEIRO DE TRÁFEGO E TRÂNSITO/2019) Para fins de</p><p>aplicação da Lei n. 13.146 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, considera-</p><p>se barreira, qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça</p><p>a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos</p><p>à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à</p><p>informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros. Conforme essa Lei,</p><p>as barreiras são classificadas em:</p><p>a) urbanísticas; nos transportes; nas comunicações; atitudinais e tecnológicas.</p><p>b) urbanísticas; nos transportes; atitudinais; tecnológicas; nas comunicações e na informação.</p><p>c) arquitetônicas; nos transportes; nas comunicações; atitudinais e tecnológicas.</p><p>d) arquitetônicas; urbanísticas; nas comunicações; atitudinais e tecnológicas.</p><p>e) arquitetônicas; urbanísticas; nos transportes; atitudinais; tecnológicas; nas comunicações</p><p>e na informação.</p><p>A assertiva E está CORRETA, conforme previsão do artigo 3º do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>IV – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça</p><p>a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à</p><p>acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação,</p><p>à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:</p><p>a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao</p><p>público ou de uso coletivo;</p><p>b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos e privados;</p><p>c) barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes;</p><p>d) barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou</p><p>comportamento que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens</p><p>e de informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação;</p><p>e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação</p><p>social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;</p><p>f) barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias;</p><p>Letra e.</p><p>022. 022. (VUNESP/PREF. VALINHOS-SP/VICE-DIRETOR DE UNIDADE EDUCACIONAL/2019) De</p><p>acordo com a Lei n. 13.146/2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com</p><p>Deficiência, Estatuto da Pessoa com Deficiência, artigo 3º, é correto afirmar, entre outros, que:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>88 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>a) Pessoa com mobilidade reduzida é, exclusivamente, o indivíduo que tenha dificuldade</p><p>de movimentação permanente, por motivo de deficiência física, amputação de membros</p><p>ou uso de cadeira de rodas.</p><p>b) Professor especialista em educação especial é a pessoa que exerce, obrigatoriamente,</p><p>atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência e atua em</p><p>todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária.</p><p>c) Barreiras arquitetônicas são as barreiras existentes nas vias e nos espaços públicos</p><p>e privados abertos ao público ou de uso coletivo, incluindo, as barreiras existentes nos</p><p>sistemas e meios de transportes.</p><p>d) Barreiras atitudinais são atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a</p><p>participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades</p><p>com as demais pessoas.</p><p>e) Tecnologia assistiva ou ajuda técnica refere-se à concepção de produtos, ambientes,</p><p>programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem a necessidade de adaptação</p><p>ou de projeto específico.</p><p>A assertiva D está CORRETA, nos moldes do artigo 3º, IV, ‘e’, do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>IV – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça</p><p>a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à</p><p>acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação,</p><p>à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:</p><p>[...]</p><p>e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação</p><p>social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;</p><p>As demais assertivas estão ERRADAS pelos motivos abaixo descritos:</p><p>a) Errada. Viola o artigo 3º, IX, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 3º, IX – pessoa com mobilidade reduzida: aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade</p><p>de movimentação, permanente ou temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da</p><p>flexibilidade, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lactante,</p><p>pessoa com criança de colo e obeso;</p><p>b) Errada. Viola o artigo 3º, XIII, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 3º, XIII – profissional de apoio escolar: pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene</p><p>e locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se</p><p>fizer necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas,</p><p>excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas;</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>89 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>c) Errada. Viola o artigo 3º, IV, b, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 3º, IV – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou</p><p>impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à</p><p>acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação,</p><p>à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:</p><p>b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos e privados;</p><p>e) Errada. Viola o artigo 3º, III, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 3º, III – tecnologia assistiva ou ajuda técnica: produtos, equipamentos, dispositivos, recursos,</p><p>metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade,</p><p>relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida,</p><p>visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social;</p><p>Letra d.</p><p>023. 023. (VUNESP/TJ-SP/CONTADOR JUDICIÁRIO/2019) Conforme disciplinado na Lei n.</p><p>13.146/2015, é correto afirmar que</p><p>a) todos os direitos previstos para a pessoa com deficiência não são extensivos aos seus</p><p>acompanhantes ou ao seu atendente pessoal, sem qualquer ressalva prevista na Lei.</p><p>b) a pessoa com deficiência está obrigada à fruição de benefícios decorrentes de ação afirmativa.</p><p>c) a deficiência não afeta o direito de conservar a fertilidade, sendo obrigatória a esterilização</p><p>compulsória nos casos previstos em lei.</p><p>d) a deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para casar-se e</p><p>constituir união estável.</p><p>e) a pessoa com deficiência não tem atendimento prioritário no que diz respeito ao acesso</p><p>à informação e ao recebimento de restituição de imposto de renda.</p><p>A assertiva D está CORRETA, nos moldes do artigo 6º, I, do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, que diz:</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>I – casar-se e constituir união estável;</p><p>As demais assertivas estão ERRADAS pelos motivos abaixo descritos:</p><p>a) Errada. Viola o disposto no artigo 9º, § 1º, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com</p><p>a finalidade de:</p><p>§ 1º Os direitos previstos neste artigo são extensivos ao acompanhante da pessoa com deficiência</p><p>ou ao seu atendente pessoal, exceto quanto ao disposto nos incisos VI e VII deste artigo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>90 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>b) Errada. Viola o disposto no artigo 4º, § 2º, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 4º, § 2º A pessoa com deficiência não está obrigada à fruição de benefícios decorrentes de</p><p>ação afirmativa.</p><p>c) Errada. Viola o disposto no artigo 6º, IV, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>IV – conservar sua fertilidade, sendo vedada a esterilização compulsória;</p><p>e) Errada. Viola o disposto no artigo 9º, VI, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com</p><p>a finalidade de:</p><p>VI – recebimento de restituição de imposto de renda;</p><p>Letra d.</p><p>024. 024. (VUNESP/TJ-SP/ENFERMEIRO JUDICIÁRIO/2019) A possibilidade e condição de alcance</p><p>e utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos,</p><p>edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias,</p><p>bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados</p><p>de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com</p><p>mobilidade reduzida, conforme disciplinado na Lei n. 13.146/2015, considera-se:</p><p>a) barreiras urbanísticas.</p><p>b) tecnologia assistiva.</p><p>c) ajuda técnica.</p><p>d) acessibilidade.</p><p>e) barreiras atitudinais.</p><p>Segundo o conceito descrito no enunciado, a alternativa que se encaixa como correta é a</p><p>D, conforme previsão do artigo 3º, I, do Estatuto da pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia,</p><p>de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e</p><p>comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações</p><p>abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na</p><p>rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida</p><p>As demais assertivas estão ERRADAS, pois o Estatuto da Pessoa com Deficiência apresenta</p><p>os conceitos abaixo descritos, conforme previsão do artigo 3º:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>91 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Letra d.</p><p>025. 025. (VUNESP/TJ-SP/MÉDICO JUDICIÁRIO/2019) Nos termos do que dispõe a Lei n.</p><p>13.146/2015, assinale a alternativa correta.</p><p>a) É facultativa a restrição ao trabalho da pessoa com deficiência que não atenda às</p><p>exigências de permanência no emprego, ascensão profissional e reabilitação profissional,</p><p>bem como a exigência de aptidão plena.</p><p>b) Os serviços de habilitação profissional,</p><p>demais pessoas.</p><p>O Decreto n. 5.296/2004, em seu artigo 5º, § 1º, considera pessoa com deficiência da</p><p>seguinte forma:</p><p>Art. 5º, § 1º Considera-se, para os efeitos deste Decreto:</p><p>I – pessoa portadora de deficiência, além daquelas previstas na Lei n. 10.690, de 16 de junho de</p><p>2003, a que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividade e se enquadra</p><p>nas seguintes categorias:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>10 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>a) deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano,</p><p>acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia,</p><p>paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia,</p><p>hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros</p><p>com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não</p><p>produzam dificuldades para o desempenho de funções;</p><p>b) deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais,</p><p>aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz;</p><p>c) deficiência visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor</p><p>olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05</p><p>no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do</p><p>campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60º; ou a ocorrência simultânea de</p><p>quaisquer das condições anteriores;</p><p>d) deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com</p><p>manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades</p><p>adaptativas, tais como:</p><p>1. comunicação;</p><p>2. cuidado pessoal;</p><p>3. habilidades sociais;</p><p>4. utilização dos recursos da comunidade;</p><p>5. saúde e segurança;</p><p>6. habilidades acadêmicas;</p><p>7. lazer; e</p><p>8. trabalho;</p><p>e) deficiência múltipla – associação de duas ou mais deficiências; e</p><p>II – pessoa com mobilidade reduzida, aquela que, não se enquadrando no conceito de pessoa</p><p>portadora de deficiência, tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente</p><p>ou temporariamente, gerando redução efetiva da mobilidade, flexibilidade, coordenação motora</p><p>e percepção.</p><p>§ 2º. O disposto no caput aplica-se, ainda, às pessoas com idade igual ou superior a sessenta</p><p>anos, gestantes, lactantes e pessoas com criança de colo.</p><p>E ainda, o artigo 2º, § 2º, da Lei n. 10.690/2003, define a pessoa com deficiência visual:</p><p>Art. 2º, § 2º Para a concessão do benefício previsto no art. 1º é considerada pessoa portadora</p><p>de deficiência visual aquela que apresenta acuidade visual igual ou menor que 20/200 (tabela de</p><p>Snellen) no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20º, ou ocorrência</p><p>simultânea de ambas as situações.</p><p>Vale registrar que a forma correta de se referir àquele que tem impedimento de longo</p><p>prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, em interação com uma ou mais</p><p>barreiras, é PESSOA COM DEFICIÊNCIA, nomenclatura adotada desde a Declaração de</p><p>Salamanca em 1994, o que fora ratificada na Convenção Internacional sobre direitos das</p><p>pessoas com deficiência da ONU. Assim, não se deve utilizar da expressão pessoas com</p><p>necessidades especiais ou qualquer outra.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>11 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Contudo, pode-se afirmar que deficiência é um conceito que está em evolução. A Lei</p><p>n. 13.146/15, no artigo 2º, § 1º, afirma que a avaliação da deficiência será biopsicossocial,</p><p>através de equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará:</p><p>Obs.: O parágrafo primeiro foi inserido no ano de 2022. Novidade!</p><p>A discussão sobre o pedido de expansão do conceito de deficiência física chegou ao</p><p>Supremo Tribunal Federal2:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade, promovida pelo Procurador-Geral</p><p>da República, tendo por objeto o dispositivo do § 3º do artigo 98 da Lei n. 8.112/1990,</p><p>incluído pela Lei n. 9.527/1997, que concede o benefício de horário especial de trabalho</p><p>ao servidor federal que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência física. Na</p><p>compreensão da inicial, a restrição do benefício apenas para amparar contextos de</p><p>deficiência “física” representaria “injustificado tratamento prejudicial às hipóteses</p><p>de deficiência mental, intelectual ou sensorial”, em ofensa ao princípio constitucional</p><p>da isonomia. O requerente assevera que, a partir do momento em que o Estado toma</p><p>compromisso com o princípio da proteção das pessoas com deficiência, não há razão</p><p>para contemplar discriminações dentro do grupo contemplado. Acrescenta que a</p><p>Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada no</p><p>Brasil conforme o procedimento do art. 5º, § 3º, da CF, classifica como pessoas com</p><p>deficiência tanto aquelas acometidas com impedimentos físicos quanto mentais,</p><p>assegurando a toda igualdade de condições, o que reforçaria a inidoneidade do critério de</p><p>distinção veiculado na Lei n. 8.112/1990. Com essas razões, pede-se o reconhecimento</p><p>da inconstitucionalidade do preceito. A Presidência da República afirmou a legitimidade</p><p>do dispositivo atacado, sob a consideração de que, em cumprimento à Política Nacional</p><p>2 Disponível em: Acesso em 21 Nov 2020</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/463875889/acao-direta-de-inconstitucionalidade-adi-5265-df-distrito-federal-8622004-2920151000000</p><p>https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/463875889/acao-direta-de-inconstitucionalidade-adi-5265-df-distrito-federal-8622004-2920151000000</p><p>12 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, ele tem sido interpretado em</p><p>conjunto com outras normas vigentes no ordenamento federal (v.g. Manual de Perícia</p><p>Oficial em saúde do Servidor Público, aprovado pela Portaria 797/2010, do Ministério do</p><p>Planejamento, Orçamento e Gestão e Decreto 5.296/2004), viabilizando uma aplicação</p><p>ampliativa do termo deficiência, para incluir aqueles que suportem padecimentos</p><p>não propriamente “físicos”. O Senado Federal sustentou que, com a aprovação da</p><p>Convenção Internacional de Nova York, incorporada ao ordenamento nacional segundo</p><p>o procedimento do art. 5º, § 3º, da CF, mediante o Decreto Legislativo 186, de 9 de</p><p>julho de 2008, o dispositivo impugnado teria sido revogado. E, na medida em que</p><p>esse fato legislativo teria ocorrido antes mesmo da propositura da ação direta, ela</p><p>sequer poderia ser conhecida, por falta de interesse processual. O Advogado-Geral</p><p>de reabilitação profissional e de educação</p><p>profissional deverão ser oferecidos em ambientes acessíveis e inclusivos.</p><p>c) A colocação competitiva da pessoa com deficiência pode ocorrer por meio de trabalho,</p><p>independentemente de apoio e suporte individualizado.</p><p>d) Especialmente na área de saúde e de assistência social, a habilitação profissional e a</p><p>reabilitação profissional é obrigação específica das entidades das redes públicas.</p><p>e) Nos serviços de habilitação profissional, de reabilitação profissional e educação profissional,</p><p>é vedada a participação de organizações da sociedade civil.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>92 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>A assertiva B é a CORRETA, conforme previsto no artigo 36, § 4º, do Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 36. O poder público deve implementar serviços e programas completos de habilitação profissional</p><p>e de reabilitação profissional para que a pessoa com deficiência possa ingressar, continuar ou retornar</p><p>ao campo do trabalho, respeitados sua livre escolha, sua vocação e seu interesse.</p><p>§ 4º Os serviços de habilitação profissional, de reabilitação profissional e de educação profissional</p><p>deverão ser oferecidos em ambientes acessíveis e inclusivos.</p><p>As demais assertivas estão ERRADAS pelos motivos abaixo descritos:</p><p>a) Errada. Viola o disposto no artigo 34, § 3º, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 34, § 3º É vedada restrição ao trabalho da pessoa com deficiência e qualquer discriminação</p><p>em razão de sua condição, inclusive nas etapas de recrutamento, seleção, contratação, admissão,</p><p>exames admissional e periódico, permanência no emprego, ascensão profissional e reabilitação</p><p>profissional, bem como exigência de aptidão plena.</p><p>c) Errada. Viola o disposto no artigo 37, parágrafo único, II, do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 37, Parágrafo único. A colocação competitiva da pessoa com deficiência pode ocorrer por</p><p>meio de trabalho com apoio, observadas as seguintes diretrizes:</p><p>II – provisão de suportes individualizados que atendam a necessidades específicas da pessoa com</p><p>deficiência, inclusive a disponibilização de recursos de tecnologia assistiva, de agente facilitador</p><p>e de apoio no ambiente de trabalho;</p><p>d) Errada. Viola o disposto no artigo 36, § 5º, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 36, § 5º A habilitação profissional e a reabilitação profissional devem ocorrer articuladas com</p><p>as redes públicas e privadas, especialmente de saúde, de ensino e de assistência social, em todos os</p><p>níveis e modalidades, em entidades de formação profissional ou diretamente com o empregador.</p><p>e) Errada. Viola o disposto no artigo 37, parágrafo único, VII, do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 37, Parágrafo único. A colocação competitiva da pessoa com deficiência pode ocorrer por</p><p>meio de trabalho com apoio, observadas as seguintes diretrizes:</p><p>VII – possibilidade de participação de organizações da sociedade civil.</p><p>Letra b.</p><p>026. 026. (VUNESP/TJ-SP/MÉDICO JUDICIÁRIO/2019) A concepção de produtos, ambientes,</p><p>programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação</p><p>ou projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva, conforme disciplinado</p><p>na Lei n. 13.146/2015, considera-se:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>93 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>a) tecnologia assistiva.</p><p>b) ajuda técnica.</p><p>c) acessibilidade.</p><p>d) desenho universal.</p><p>e) adaptação razoável.</p><p>A Assertiva D é a CORRETA, conforme previsão do artigo 3º, II, do Estatuto da Pessoa com</p><p>deficiência, que afirma:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>II – desenho universal: concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados</p><p>por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os</p><p>recursos de tecnologia assistiva;</p><p>Letra d.</p><p>027. 027. (VUNESP/TJ-SP/ADMINISTRADOR JUDICIÁRIO/2019) Segundo o que estabelece a</p><p>Lei n. 13.146/2015, a pessoa com deficiência, em situação de curatela, que necessitar se</p><p>submeter à intervenção cirúrgica</p><p>a) é considerada vulnerável e será submetida à cirurgia, sendo inexigível o seu consentimento</p><p>ou de seu curador.</p><p>b) poderá submeter-se à cirurgia com seu consentimento suprido, na forma da lei.</p><p>c) somente terá o direito de expressar seu consentimento se estiver em situação de risco.</p><p>d) tem dispensada por lei a sua participação na obtenção do consentimento para a intervenção.</p><p>e) não poderá ser obrigada a se submeter à cirurgia, sem seu consentimento, e este não</p><p>pode ser suprido.</p><p>A assertiva que responde ao enunciado é a B, nos moldes do previsto no artigo 13 do Estatuto</p><p>da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 13. A pessoa com deficiência somente será atendida sem seu consentimento prévio, livre</p><p>e esclarecido em casos de risco de morte e de emergência em saúde, resguardado seu superior</p><p>interesse e adotadas as salvaguardas legais cabíveis.</p><p>E ainda o artigo 11, parágrafo único, do mesmo diploma legal:</p><p>Art. 11. A pessoa com deficiência não poderá ser obrigada a se submeter a intervenção clínica</p><p>ou cirúrgica, a tratamento ou a institucionalização forçada.</p><p>Parágrafo único. O consentimento da pessoa com deficiência em situação de curatela poderá</p><p>ser suprido, na forma da lei.</p><p>Letra b.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>94 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>028. 028. (VUNESP/TJ-SP/ASSISTENTE SOCIAL JUDICIÁRIO/2017) De acordo com a Lei n.</p><p>13.146/2015, toda pessoa com deficiência tem direito a igualdade de oportunidades</p><p>com as demais pessoas e será protegida de toda forma de negligência, discriminação,</p><p>exploração, violência, tortura, crueldade, opressão e tratamento desumano ou degradante.</p><p>Conforme o artigo 5º (parágrafo único) da referida lei, para fins dessa proteção, são</p><p>consideradas especialmente vulneráveis as seguintes pessoas com deficiência: a criança,</p><p>o adolescente, o idoso e</p><p>a) aqueles em situação de rua.</p><p>b) suas famílias.</p><p>c) os excluídos do mercado de trabalho.</p><p>d) a população quilombola.</p><p>e) a mulher.</p><p>A teor do artigo 5º do Estatuto indicado no enunciado, deve-se assinalar a assertiva E,</p><p>conforme o parágrafo único, abaixo descrito:</p><p>Art. 5º, Para os fins da proteção mencionada no caput deste artigo, são considerados especialmente</p><p>vulneráveis a criança, o adolescente, a mulher e o idoso, com deficiência.</p><p>Letra e.</p><p>029. 029. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA TÉCNICO CIENTÍFICO-ENGENHEIRO CIVIL/2016) Quanto à</p><p>realização de tratamento, procedimento, hospitalização e pesquisa científica relacionados</p><p>à pessoa com deficiência, a Lei n. 13.146/2015 estabelece que:</p><p>a) é indispensável o seu consentimento prévio, livre e esclarecido, podendo, no entanto,</p><p>ser suprido em situação de curatela, na forma da lei.</p><p>b) é dispensável o seu consentimento, desde que o objetivo a ser alcançado</p><p>seja para o seu</p><p>próprio bem-estar.</p><p>c) se exige o seu prévio e livre consentimento por escrito, não podendo ser suprido mesmo</p><p>em situação de curatela.</p><p>d) não se exigirá o seu consentimento pessoal, no caso de pesquisa científica, se os seus</p><p>pais ou responsáveis legais assim se manifestarem em seu lugar.</p><p>e) será exigido o seu prévio e livre consentimento apenas para a hipótese de pesquisa</p><p>científica, podendo ser dispensado nos demais casos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>95 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>A assertiva A está CORRETA, conforme o previsto no artigo 12, § 1º, do Estatuto da Pessoa</p><p>com deficiência. Confira:</p><p>Art. 12. O consentimento prévio, livre e esclarecido da pessoa com deficiência é indispensável</p><p>para a realização de tratamento, procedimento, hospitalização e pesquisa científica.</p><p>§ 1º Em caso de pessoa com deficiência em situação de curatela, deve ser assegurada sua</p><p>participação, no maior grau possível, para a obtenção de consentimento.</p><p>Letra a.</p><p>030. 030. (VUNESP/TJ-SP/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS-REMOÇÃO/2016) O</p><p>Estatuto da Pessoa com Deficiência, instituído pela Lei brasileira n. 13.146/2015,</p><p>a) resultou da condenação do Brasil pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos</p><p>e da recomendação internacional para que o país incluísse medidas protetivas da pessoa</p><p>deficiente em sua legislação.</p><p>b) baseia-se na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e em seu Protocolo</p><p>Facultativo, em vigor no plano interno desde a promulgação do respectivo Decreto, em 2009.</p><p>c) constitui mudança legislativa relevante do ponto de vista humanitário, mas de pouco</p><p>impacto jurídico, considerando que é norma programática que não inova na ordem jurídica.</p><p>d) inspira-se na diretriz da incapacidade da pessoa deficiente, para sua proteção.</p><p>A assertiva B está CORRETA, nos termos do artigo 1º, parágrafo único, do Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 1º É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício</p><p>dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão</p><p>social e cidadania.</p><p>Parágrafo único. Esta Lei tem como base a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com</p><p>Deficiência e seu Protocolo Facultativo, ratificados pelo Congresso Nacional por meio do</p><p>Decreto Legislativo n. 186, de 9 de julho de 2008, em conformidade com o procedimento</p><p>previsto no § 3º do art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil, em vigor para</p><p>o Brasil, no plano jurídico externo, desde 31 de agosto de 2008, e promulgados pelo Decreto</p><p>n. 6.949, de 25 de agosto de 2009, data de início de sua vigência no plano interno.</p><p>Letra b.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>96 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>031. 031. (CESPE-CEBRASPE/DPE-TO/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO/2022) Conforme previsão</p><p>legal, a falta de reserva de assentos, devidamente identificados, para as pessoas portadoras</p><p>de deficiência em transporte público coletivo, sujeitará a concessionária a</p><p>a) interdição da atividade.</p><p>b) apreensão do veículo.</p><p>c) suspensão da atividade.</p><p>d) multa.</p><p>e) advertência e multa.</p><p>A assertiva D está CORRETA, pois no caso de falta de reserva de assentos, devidamente</p><p>identificados, para as pessoas portadoras de deficiência em transporte público coletivo,</p><p>preconiza o artigo 6º, II, da Lei n. 10.098/00 (Lei de acessibilidade):</p><p>Art. 6º A infração ao disposto nesta Lei sujeitará os responsáveis:</p><p>II – no caso de empresas concessionárias de serviço público, a multa de R$ 500,00 (quinhentos reais)</p><p>a R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), por veículos sem as condições previstas nos arts. 3 e 5;</p><p>Letra d.</p><p>032. 032. (CESPE-CEBRASPE/TJ-RJ/ANALISTA JUDICIÁRIO-ANALISTA DE SISTEMAS/2021) A</p><p>avaliação da deficiência de uma pessoa, quando necessária, será</p><p>a) biomédica.</p><p>b) biopsicossocial.</p><p>c) psicossocial.</p><p>d) biofisiológica.</p><p>e) psicocomportamental.</p><p>A assertiva B está ERRADA, conforme o previsto no artigo 2º, § 1º, do Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 2º, § 1º A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por</p><p>equipe multiprofissional e interdisciplinar.</p><p>Letra b.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>97 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>033. 033. (CESPE-CEBRASPE/DPE-PI/DEFENSOR PÚBLICO/2022) A possibilidade e condição de</p><p>alcance para utilização, com segurança e autonomia, de equipamentos urbanos pela pessoa</p><p>com mobilidade reduzida consiste no conceito de:</p><p>a) ajuda técnica.</p><p>b) acessibilidade.</p><p>c) mobiliário urbano.</p><p>d) tecnologia assistiva.</p><p>e) elemento de urbanização.</p><p>A assertiva B está CORRETA, nos moldes do artigo 3º, I, do Estatuto da Pessoa com Deficiência,</p><p>que afirma:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia,</p><p>de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e</p><p>comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações</p><p>abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na</p><p>rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida;</p><p>Letra b.</p><p>034. 034. (CESPE/TRE-PE/CONHECIMENTOS GERAIS-CARGOS 1, 2, 4 E 5/2017) Considerando o</p><p>disposto na Lei n. 13.146/2015 — Estatuto da Pessoa com Deficiência (EPD) —, assinale a</p><p>opção correta.</p><p>a) É assegurado à pessoa com deficiência o direito de votar e de ser votada, salvo na hipótese</p><p>de curatela.</p><p>b) O EPD revogou a Lei n. 7.853/1989, que dispunha sobre o apoio às pessoas com deficiência.</p><p>c) A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, salvo a condição de adotante</p><p>em processo de adoção.</p><p>d) Os planos e seguros privados de saúde podem cobrar valores diferenciados das pessoas</p><p>com deficiência em razão da sua deficiência.</p><p>e) Com a edição do EPD, a incapacidade absoluta prevista no Código Civil restringe-se aos</p><p>menores de dezesseis anos de idade.</p><p>A assertiva CORRETA é a E, pois o Estatuto da Pessoa com Deficiência, em seu artigo 6º, estabelece:</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>Deste modo, a partir da vigência do Estatuto da Pessoa com Deficiência, o artigo 3º do</p><p>Código Civil passou a vigorar com a seguinte redação:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>98 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa</p><p>com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores</p><p>de 16 (dezesseis) anos.</p><p>As demais assertivas estão ERRADAS pelos motivos abaixo descritos:</p><p>a) Errada. Contraria o disposto no artigo 76, § 1º, do Estatuto, que afirma:</p><p>Art. 76. O poder público deve garantir à pessoa com deficiência todos os direitos políticos e a</p><p>oportunidade de exercê-los em igualdade de condições com as demais pessoas.</p><p>§ 1º À pessoa com deficiência será assegurado o direito de votar e de ser votada, inclusive por</p><p>meio das seguintes ações:</p><p>b) Errada. O Estatuto não revogou a citada lei.</p><p>c) Errada. Viola o disposto no artigo 6º, VI, do Estatuto, que diz:</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>VI – exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção, como adotante ou adotando, em</p><p>igualdade de oportunidades com as demais pessoas.</p><p>d) Errada. A assertiva contraria o disposto no artigo 23 do Estatuto, que afirma:</p><p>Art. 23. São vedadas todas as formas de discriminação contra a pessoa com deficiência, inclusive</p><p>por meio de cobrança de valores diferenciados por planos e seguros privados de saúde, em razão</p><p>de sua condição.</p><p>Letra e.</p><p>035. 035. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO/2017) Os postes de sinalização</p><p>colocados em via pública para promover a acessibilidade das pessoas com mobilidade</p><p>reduzida são considerados, de acordo com a lei,</p><p>a) elementos de urbanização.</p><p>b) tecnologia assistiva.</p><p>c) tecnologia funcional.</p><p>d) equipamentos urbanos.</p><p>e) mobiliários urbanos.</p><p>A assertiva correta é a E, pois se amolda ao previsto no artigo 3º, VIII, do Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>VIII – mobiliário urbano: conjunto de objetos existentes nas vias e nos espaços públicos, superpostos</p><p>ou adicionados aos elementos de urbanização ou de edificação, de forma que sua modificação ou seu</p><p>traslado não provoque alterações substanciais nesses elementos, tais como semáforos, postes de</p><p>sinalização e similares, terminais e pontos de acesso coletivo às telecomunicações, fontes de água,</p><p>lixeiras, toldos, marquises, bancos, quiosques e quaisquer outros de natureza análoga;</p><p>Letra e.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>99 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>036. 036. (CESPE-CEBRASPE/TJ-BA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2019) A lei que estabelece</p><p>normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com</p><p>deficiência ou com mobilidade reduzida conceitua componentes de obras de urbanização —</p><p>como os referentes a pavimentação, saneamento, encanamento para esgotos etc. — como</p><p>a) mobiliário urbano.</p><p>b) tecnologia assistiva.</p><p>c) elemento de urbanização.</p><p>d) acessibilidade.</p><p>e) desenho universal.</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>VII – elemento de urbanização: quaisquer componentes de obras de urbanização, tais como os</p><p>referentes a pavimentação, saneamento, encanamento para esgotos, distribuição de energia</p><p>elétrica e de gás, iluminação pública, serviços de comunicação, abastecimento e distribuição de</p><p>água, paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico;</p><p>Letra c.</p><p>037. 037. (CESPE-CEBRASPE/TJ-BA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2019) Assinale a opção que indica</p><p>o processo destinado a propiciar às pessoas com deficiência a aquisição de conhecimentos,</p><p>habilidades e aptidões para o exercício de profissão ou de ocupação, permitindo-lhes nível</p><p>suficiente de desenvolvimento profissional para ingresso no campo de trabalho.</p><p>a) Colocação competitiva no mercado de trabalho.</p><p>b) Reabilitação profissional.</p><p>c) Programa de estímulo ao empreendedorismo.</p><p>d) Programa de estímulo ao trabalho autônomo.</p><p>e) Habilitação profissional.</p><p>A assertiva E é a CORRETA, por estar conforme o disposto no artigo 36, § 2º, da Lei n.</p><p>13146/2015, que afirma:</p><p>Art. 36, § 2º A habilitação profissional corresponde ao processo destinado a propiciar à pessoa</p><p>com deficiência aquisição de conhecimentos, habilidades e aptidões para exercício de profissão</p><p>ou de ocupação, permitindo nível suficiente de desenvolvimento profissional para ingresso no</p><p>campo de trabalho.</p><p>Letra e.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>100 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>038. 038. (CESPE-CEBRASPE/TJ-RJ/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2021) A respeito da reserva de vagas para</p><p>veículos que transportam pessoas com deficiência, assinale a opção correta, considerando</p><p>as disposições da Lei n. 10.098/2000.</p><p>a) As vagas reservadas devem ser localizadas próximas ao acesso de circulação de pedestre,</p><p>salvo se existir outra em local mais distante, porém com melhor nivelamento do solo.</p><p>b) O número de vagas reservadas não poderá ser superior a 2% do total.</p><p>c) Afastam-se do âmbito de aplicação da norma os estacionamentos que servem a edifícios</p><p>em que funcionam representações estrangeiras.</p><p>d) Não é necessário que espaços públicos em que se realizem atividades de risco garantam</p><p>o número mínimo de vagas, a fim de preservar a integridade das pessoas com deficiência.</p><p>e) A sinalização de vaga reservada deve ser clara e ostensiva, a fim de garantir a fácil</p><p>identificação do espaço.</p><p>A assertiva E está CORRETA, nos moldes do artigo 7º da Lei n. 10.098/2000, que afirma:</p><p>Art. 7º Em todas as áreas de estacionamento de veículos, localizadas em vias ou em espaços</p><p>públicos, deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres,</p><p>devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência</p><p>com dificuldade de locomoção.</p><p>Letra e.</p><p>039. 039. (CONSULPLAN/TJ-MG/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2018) Todas as pessoas que têm</p><p>impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, e que,</p><p>em interação com uma ou mais barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva</p><p>na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas, são consideradas como</p><p>pessoas com deficiência. Quanto aos direitos e deveres previstos na Lei Brasileira de Inclusão</p><p>da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), é correto afirmar que:</p><p>a) a deficiência afeta a plena capacidade civil da pessoa para exercer o direito à curatela.</p><p>b) a pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário na tramitação</p><p>de procedimentos judiciais em que for interessada.</p><p>c) aos planos e seguros privados de saúde é facultada, em caráter excepcional, a cobrança</p><p>de valores diferenciados das pessoas com deficiência, em razão de sua condição.</p><p>d) a pessoa com deficiência, em situação de curatela, não há necessidade de sua participação</p><p>para a obtenção de consentimento prévio, livre e esclarecido quando da submissão a</p><p>realização de procedimentos médicos eletivos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>101 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte</p><p>I</p><p>Fabiana Borges</p><p>A assertiva B está CORRETA, conforme o disposto no artigo 9º, VI, do Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência. Confira:</p><p>Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com</p><p>a finalidade de:</p><p>VII – tramitação processual e procedimentos judiciais e administrativos em que for parte ou</p><p>interessada, em todos os atos e diligências.</p><p>Letra b.</p><p>040. 040. (CONSULPLAN/TRF 2ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO-ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Analise</p><p>as afirmativas a seguir.</p><p>I – Pessoa com deficiência é aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física,</p><p>mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode</p><p>obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas.</p><p>II – Pessoa com mobilidade reduzida é aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade</p><p>de movimentação, permanente ou temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da</p><p>flexibilidade, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lactante,</p><p>pessoa com criança de colo e obeso.</p><p>III – Moradia para a vida independente da pessoa com deficiência é aquela com estruturas</p><p>adequadas capazes de proporcionar serviços de apoio coletivos e individualizados que</p><p>respeitem e ampliem o grau de autonomia de jovens e adultos com deficiência.</p><p>Nos termos da Lei n. 13.146/2015, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência,</p><p>está correto o que se afirma em</p><p>a) I, II e III.</p><p>b) I, apenas.</p><p>c) II, apenas.</p><p>d) III, apenas.</p><p>Todas as afirmativas estão CORRETAS, a teor do previsto no Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência. Veja:</p><p>I – Certa. A teor do previsto no artigo 2º do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras,</p><p>pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>102 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>II – Certa. A teor do previsto no artigo 3º, IX, do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>IX – pessoa com mobilidade reduzida: aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade</p><p>de movimentação, permanente ou temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da</p><p>flexibilidade, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lactante,</p><p>pessoa com criança de colo e obeso;</p><p>III – Certa. A teor do previsto no artigo 3º, XI, do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>XI – moradia para a vida independente da pessoa com deficiência: moradia com estruturas</p><p>adequadas capazes de proporcionar serviços de apoio coletivos e individualizados que respeitem</p><p>e ampliem o grau de autonomia de jovens e adultos com deficiência;</p><p>Letra a.</p><p>041. 041. (FGV/TJ-CE/TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA JUDICIÁRIA/2019) A Lei Brasileira de Inclusão</p><p>da Pessoa com Deficiência destina-se a assegurar e a promover, em condições de igualdade,</p><p>o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando</p><p>à sua inclusão social e cidadania.</p><p>De acordo com o citado diploma legal:</p><p>a) Devem ser oferecidos todos os recursos de tecnologia assistiva disponíveis para que a</p><p>pessoa com deficiência tenha garantido o acesso à justiça, mas os direitos da pessoa com</p><p>deficiência não serão garantidos por ocasião da aplicação de sanções penais;</p><p>b) Está garantido à pessoa com deficiência prioridade no atendimento e serviços públicos,</p><p>exceto quando se tratar de questão tributária, como o recebimento de restituição de</p><p>imposto de renda;</p><p>c) É assegurado à pessoa com deficiência, independentemente de possuir meios para prover</p><p>sua subsistência por si só ou por sua família, o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo,</p><p>nos termos da lei do Sistema Único de Assistência Social;</p><p>d) O poder público promoverá a participação da pessoa com deficiência, exceto quando</p><p>institucionalizada, na condução das questões públicas, sem discriminação e em igualdade</p><p>de oportunidades;</p><p>e) A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com</p><p>a finalidade de tramitação processual e procedimentos judiciais e administrativos em que</p><p>for parte ou interessada, em todos os atos e diligências.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>103 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>A assertiva E é CORRETA, literalidade do artigo 9º, VII, da Lei n. 13.146/2015:</p><p>Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com</p><p>a finalidade de:</p><p>[...]</p><p>VII – tramitação processual e procedimentos judiciais e administrativos em que for parte ou</p><p>interessada, em todos os atos e diligências.</p><p>As demais assertivas estão ERRADAS pelas razões abaixo descritas:</p><p>a) Errada. Contraria o artigo 81 da Lei n. 13.146/2015:</p><p>Art. 81. Os direitos da pessoa com deficiência serão garantidos por ocasião da aplicação de</p><p>sanções penais.</p><p>b) Errada. Contraria o artigo 9º, VI, da Lei n. 13.146/2015:</p><p>Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com</p><p>a finalidade de:</p><p>VI – recebimento de restituição de imposto de renda;</p><p>c) Errada. Contraria o artigo 40 da Lei n. 13.146/2015:</p><p>Art. 40. É assegurado à pessoa com deficiência que não possua meios para prover sua subsistência</p><p>nem de tê-la provida por sua família o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo, nos termos</p><p>da Lei n. 8.742, de 7 de dezembro de 1993.</p><p>d) Errada. Contraria o artigo 76, § 2º, da Lei n. 13.146/2015:</p><p>Art. 76, § 2º O poder público promoverá a participação da pessoa com deficiência, inclusive</p><p>quando institucionalizada, na condução das questões públicas, sem discriminação e em igualdade</p><p>de oportunidades, observado o seguinte: [...]</p><p>Letra e.</p><p>042. 042. (FCC/TRT 20ª REGIÃO-SE/TÉCNICO JUDICIÁRIO-TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2016)</p><p>Uma pessoa de baixa visão tentou ingressar em repartição pública com o seu cão-guia.</p><p>Entretanto, o atendente, mesmo depois de alertado que se tratava de um cão-guia, de</p><p>forma educada, afirmou que a pessoa poderia entrar, mas animais não eram permitidos</p><p>no local. Neste caso, o atendente:</p><p>a) praticou ato de discriminação, mas este ato não pode ensejar a aplicação de multa.</p><p>b) praticou ato de discriminação, que inclusive pode ensejar a aplicação de multa.</p><p>c) não praticou ato de discriminação, porque a lei não assegura o direito de ingressar em</p><p>prédios públicos com animais.</p><p>d) não praticou ato de discriminação, porque permitiu o ingresso da pessoa, apenas impediu</p><p>que o animal ingressasse em área pública.</p><p>e) não praticou ato de discriminação, porque agiu educadamente e orientou a pessoa sobre</p><p>as normas do prédio público</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>104 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão</p><p>da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>A assertiva B está CORRETA, porque a Lei n. 11.126/2005 assegura tal direito à pessoa com</p><p>deficiência visual em seu artigo 1º:</p><p>Art. 1º É assegurado à pessoa com deficiência visual acompanhada de cão-guia o direito de</p><p>ingressar e de permanecer com o animal em todos os meios de transporte e em estabelecimentos</p><p>abertos ao público, de uso público e privados de uso coletivo, desde que observadas as condições</p><p>impostas por esta Lei.</p><p>§ 1º A deficiência visual restringe-se à cegueira e à baixa visão.</p><p>O artigo 3º da Lei n. 11.126/2005 estabelece:</p><p>Art. 3º Constitui ato de discriminação, a ser apenado com interdição e multa, qualquer tentativa</p><p>voltada a impedir ou dificultar o gozo do direito previsto no art. 1º desta Lei.</p><p>Letra b.</p><p>043. 043. (QUADRIX/PREFEITURA DE JATAÍ-GO/INSTRUTOR DE BRAILE/2019) À luz da Lei Brasileira</p><p>de Inclusão (n. 13.146/2015), que instituiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência, assinale</p><p>a alternativa correta.</p><p>a) Compete ao Poder Público garantir a dignidade da pessoa com deficiência até a maioridade.</p><p>b) Em situações de risco ou emergência, a pessoa com deficiência perderá a prioridade.</p><p>c) A pessoa com deficiência não poderá ser obrigada a se submeter a tratamento ou à</p><p>institucionalização forçada.</p><p>d) A pessoa com deficiência participará, de forma compulsória, de pesquisas científicas.</p><p>e) A deficiência afeta a plena capacidade civil da pessoa.</p><p>A assertiva C está CORRETA, conforme previsão do artigo 12 do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 12. O consentimento prévio, LIVRE e esclarecido da pessoa com deficiência é indispensável</p><p>para a realização de tratamento, procedimento, hospitalização e pesquisa científica.</p><p>As demais assertivas estão ERRADAS pelos motivos abaixo descritos:</p><p>a) Errada. Viola o disposto no artigo 10 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 10. Compete ao poder público garantir a dignidade da pessoa com deficiência ao longo de</p><p>toda a vida.</p><p>b) Errada. Viola o disposto no artigo 10, parágrafo único, do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 10. Compete ao poder público garantir a dignidade da pessoa com deficiência ao longo de</p><p>toda a vida.</p><p>Parágrafo único. Em situações de risco, emergência ou estado de calamidade pública, a pessoa</p><p>com deficiência será considerada vulnerável, devendo o poder público adotar medidas para sua</p><p>proteção e segurança.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>105 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>d) Errada. Viola o disposto no artigo 12 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 12. O consentimento prévio, livre e esclarecido da pessoa com deficiência é indispensável</p><p>para a realização de tratamento, procedimento, hospitalização e pesquisa científica.</p><p>e) Errada. Viola o disposto no artigo 6º do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirma:</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>I – casar-se e constituir união estável;</p><p>II – exercer direitos sexuais e reprodutivos;</p><p>III – exercer o direito de decidir sobre o número de filhos e de ter acesso a informações adequadas</p><p>sobre reprodução e planejamento familiar;</p><p>IV – conservar sua fertilidade, sendo vedada a esterilização compulsória;</p><p>V – exercer o direito à família e à convivência familiar e comunitária; e</p><p>VI – exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção, como adotante ou adotando, em</p><p>igualdade de oportunidades com as demais pessoas.</p><p>Letra c.</p><p>044. 044. (QUADRIX/PREFEITURA DE JATAÍ-GO/ASSISTENTE SOCIAL/2019) A Lei Brasileira de</p><p>Inclusão da Pessoa com Deficiência considera como pessoa com deficiência aquela que</p><p>apresenta impedimento de</p><p>a) curto, médio e longo prazo, de natureza física e mental.</p><p>b) médio e longo prazo, de natureza física, mental e emocional.</p><p>c) longo prazo, de natureza física, mental, emocional e espiritual.</p><p>d) longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial.</p><p>e) médio e longo prazo, de natureza física, mental, emocional e sensorial.</p><p>A assertiva D está CORRETA, a teor do artigo 2º do Estatuto da Pessoa com Deficiência, veja:</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras,</p><p>pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas.</p><p>Letra d.</p><p>045. 045. (QUADRIX/PREFEITURA DE JATAÍ-GO/AUXILIAR DE ATIVIDADES EDUCATIVAS/2019) Acerca</p><p>do direito da pessoa com deficiência à igualdade de oportunidades e à não discriminação,</p><p>julgue os itens a seguir.</p><p>I – A pessoa com deficiência exercerá seus direitos sexuais, mas não decidirá sobre os</p><p>direitos reprodutivos.</p><p>II – A pessoa com deficiência não poderá se casar, apenas constituir união estável.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>106 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>III – A pessoa com deficiência poderá exercer o direito à adoção, em igualdade de oportunidades</p><p>com as demais pessoas.</p><p>IV – Será garantido à pessoa com deficiência o direito de preservar sua fertilidade e de</p><p>decidir sobre o número de filhos.</p><p>A quantidade de itens certos é igual a:</p><p>a) 0</p><p>b) 1</p><p>c) 2</p><p>d) 3</p><p>e) 4</p><p>Apenas duas assertivas estão CORRETAS, razão pela qual se deve assinalar a assertiva C.</p><p>Os motivos estão descritos abaixo:</p><p>As assertivas III e IV estão CORRETAS, conforme o previsto no artigo 6º, VI e III, do Estatuto</p><p>da pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>[...]</p><p>III – exercer o direito de decidir sobre o número de filhos e de ter acesso a informações adequadas</p><p>sobre reprodução e planejamento familiar;</p><p>[...]</p><p>VI – exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção, como adotante ou adotando,</p><p>em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.</p><p>A assertiva I está ERRADA, pois viola o disposto no artigo 6º, II, do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>[...]</p><p>II – exercer direitos sexuais e reprodutivos;</p><p>A assertiva II está ERRADA, pois viola o disposto no artigo 6º, I, do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:</p><p>I – casar-se e constituir união estável;</p><p>Letra c.</p><p>046. 046. (IBFC/PREFEITURA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO-PE/PROFESSOR II- HISTÓRIA/2019) A</p><p>Lei n. 13.146/2015 institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da</p><p>Pessoa com Deficiência), é destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade,</p><p>o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando</p><p>à sua inclusão social e cidadania. Sobre como esta Lei em seu artigo 2º entende a pessoa</p><p>com deficiência, assinale a alternativa correta.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>107 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão</p><p>da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>a) É considerada pessoa com deficiência aquela que tem impedimento em curto, médio e</p><p>longo prazo de natureza físico-motora, visual e auditiva que a impeçam de interagir com</p><p>outras pessoas dignamente.</p><p>b) Uma pessoa com deficiência é aquela que reconhecidamente, por diagnóstico clínico,</p><p>for constatada com algum tipo de impedimento interativo de qualquer tipo ou origem.</p><p>c) Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial o qual, em interação com uma ou mais</p><p>barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de</p><p>condições com as demais pessoas</p><p>d) A pessoa com deficiência concebida por esta Lei é concebida por toda e qualquer pessoa que</p><p>exija quaisquer tipos de cuidados e necessidades especiais em seu processo de socialização.</p><p>A assertiva C está CORRETA, conforme literalidade do artigo 2º do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência. Confira:</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras,</p><p>pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas.</p><p>Letra c.</p><p>047. 047. (IBFC/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/PROFISSIONAL NÍVEL MÉDIO-OFICIAL</p><p>ADMINISTRATIVO/2019) A Lei n. 13.146/2015 instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa</p><p>com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Considere o disposto na legislação</p><p>em pauta, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>I – Considera-se pessoa com deficiência àquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais</p><p>barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de</p><p>condições com as demais pessoas.</p><p>II – O Poder Judiciário criará instrumentos para avaliação da deficiência.</p><p>III – As barreiras urbanísticas são aquelas existentes nos sistemas e meios de transportes.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, V</p><p>b) V, V, F</p><p>c) V, F, F</p><p>d) F, F, V</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>108 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Veja abaixo os motivos dos erros e acerto das assertivas:</p><p>I – Certa. Nos termos do artigo 2º do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras,</p><p>pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as</p><p>demais pessoas.</p><p>II – Errada. Nos termos do artigo 2º, § 2º, do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 2º, § 2º O Poder Executivo criará instrumentos para avaliação da deficiência.</p><p>III – Errada. Nos termos do artigo 3º, IV, a, do Estatuto da Pessoa com Deficiência:</p><p>Art. 3º, IV – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou</p><p>impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à</p><p>acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação,</p><p>à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:</p><p>a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao</p><p>público ou de uso coletivo;</p><p>Letra c.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>Abra</p><p>caminhos</p><p>crie</p><p>futuros</p><p>gran.com.br</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>Sumário</p><p>Apresentação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Brevíssima Introdução</p><p>Conceito de Pessoa com Deficiência</p><p>Da Igualdade e Não Discriminação</p><p>Do Atendimento Prioritário</p><p>Dos Direitos Fundamentais</p><p>Direito à Habilitação e à Reabilitação</p><p>Do Direito à Saúde</p><p>Do Direito à Educação</p><p>Direto à Moradia</p><p>Do Direito ao Trabalho</p><p>Do Direito à Assistência Social</p><p>Do Direito à Cultura, ao Esporte, ao Turismo e ao Lazer</p><p>Do Direito ao Transporte e à Mobilidade</p><p>Da Inclusão de Pessoa com Deficiência no Serviço Público</p><p>Resumo</p><p>Questões de Concurso</p><p>Gabarito</p><p>Gabarito Comentado</p><p>da União se pronunciou pela legitimidade do preceito hostilizado, argumentando</p><p>que, por representar conceito de abrangência aberta, o termo “deficiência” admitiria</p><p>interpretações ampliativas, que já seriam correntes na Administração Pública federal,</p><p>o que levaria à improcedência do pedido da inicial. Em parecer, o Procurador-Geral</p><p>da República manifestou-se pelo não conhecimento da presente ação direta, tendo</p><p>em vista a revogação da norma questionada por texto de estatura constitucional</p><p>aprovado supervenientemente, na forma do art. 5º, § 3º, e promulgada pelo Decreto n.</p><p>6.949/2009. No mérito, reiterou os fundamentos da inicial, pela procedência do pedido.</p><p>É o relatório. Conforme reconhecido pelo próprio Procurador-Geral da República, em</p><p>manifestação acrescentada aos autos após o ajuizamento da ação, a presente ação</p><p>direta de inconstitucionalidade é incabível. Isso porque, antes mesmo de sua propositura,</p><p>o art. 98, § 3º, da Lei n. 8.112/1990, ora questionado, já havia sido inequivocamente</p><p>revogado por texto normativo internacional internalizado com hierarquia constitucional</p><p>(art. 5º, § 3º, da CF), correspondente à Convenção Internacional dos Direitos das</p><p>Pessoas com Deficiência, cujo teor – que não faz diferenciação entre deficiências de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial – foi promulgado na forma do Decreto</p><p>n. 6.949/2009. Eventual contraste entre a Constituição Federal e direito por ela</p><p>revogado só poderia ser veiculado em sede de controle concentrado via arguição de</p><p>descumprimento de preceito fundamental, e apenas se houver justificativa para isso.</p><p>Além desse aspecto, também opera contra o conhecimento desta ação direta o fato</p><p>de que, após o seu ajuizamento, foi promulgada a Lei n. 13.370, de 12 de dezembro</p><p>de 2016, que alterou o texto do art. 98, § 3º, da Lei n. 8.112/1990, para dele excluir a</p><p>menção ao predicado “física”. A jurisdição constitucional abstrata brasileira não admite</p><p>o ajuizamento ou a continuidade de ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato</p><p>normativo já revogado ou cuja eficácia já tenha se exaurido, independentemente do fato</p><p>de terem produzido efeitos concretos residuais (ADI 709, Rel. Min. PAULO BROSSARD,</p><p>DJ de 20/6/1994, ADI 3.885, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJe de 28/6/2013;</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>13 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>ADI 2.971-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 13/2/2015; ADI 5.159, Relª. Minª.</p><p>CÁRMEN LÚCIA, DJe de 16/2/2016; e ADI 3.408-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de</p><p>15/2/2017), sob pena de transformação da jurisdição constitucional em instrumento</p><p>processual de proteção de situações jurídicas pessoais e concretas (ADI 649-5/RN,</p><p>Pleno, Rel. Min. PAULO BROSSARD, DJ de 23/9/1994; ADI 870/DF – QO, Pleno, Rel. Min.</p><p>MOREIRA ALVES, DJ de 20/8/1993). Nas hipóteses de revogação do ato impugnado,</p><p>antes do julgamento final da mesma, ocorrerá a prejudicialidade da ação, por perda</p><p>do objeto (ADI QO 748-3/RS, Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ de 15/10/2006).</p><p>Ante o exposto, JULGO EXTINTO o processo, sem resolução de mérito, com base no</p><p>art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e no art. 485, VI, do</p><p>Código de Processo Civil de 2015. Publique-se. Brasília, 25 de maio de 2017. Ministro</p><p>Alexandre de Moraes Relator Documento assinado digitalmente.</p><p>(STF – ADI: 5265 DF – DISTRITO FEDERAL 8622004-29.2015.1.00.0000, Relator: Min. ALEXANDRE</p><p>DE MORAES Data de Julgamento: 25/05/2017, Data de Publicação: DJe-112 29/05/2017)</p><p>Sobre pleito de dilação do conceito, o Supremo Tribunal Federal extinguiu processo sem</p><p>julgamento de mérito, conforme descrito acima.</p><p>Noutra situação, o Supremo Tribunal Federal3, em decisão monocrática, reconheceu a</p><p>existência de conceito ampliado de pessoa com deficiência:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Decisão: Trata-se de mandado de segurança impetrado por Joselany Neves Girão</p><p>Barreto em face de ato do Procurador-Geral da República que indeferiu recurso por</p><p>ela interposto contra decisão que a inabilitou a concorrer na condição de pessoa com</p><p>deficiência no 29º concurso público para provimento de cargos de procurador da</p><p>república. A impetrante afirma ter feito a juntada de laudo médico comprovando</p><p>possuir visão monocular irreversível. Narra, no entanto, que “a digna Autoridade-</p><p>impetrada, acatando parecer jurídico de Comissão Especial, indeferiu sua inscrição</p><p>como portadora de deficiência (Edital PGR/MPF n. 27, de 9/11/2016), sob o argumento</p><p>de que ‘a visão monocular não se enquadra no conceito de deficiência previsto no art.</p><p>2º, caput, da Lei n. 13.146/2015’’ (eDOC 1, p. 2). Informa que recorreu da decisão, mas</p><p>seu recurso foi indeferido ao fundamento de que a visão monocular não se subsume</p><p>à definição legal. Embora o ato impugnado tivesse reconhecido a jurisprudência do</p><p>Superior Tribunal de Justiça, a impetrante aduz que a autoridade teria deixado de</p><p>aplicá-la por considerar que o entendimento judicial teria sido superado pelo advento</p><p>da nova legislação. Contra essa decisão, a impetrante alega que, nos termos da</p><p>jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, a visão monocular consubstanciaria</p><p>3 Disponível em: Acesso em 21 Nov 2020.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/433515100/medida-cautelar-em-mandado-de-seguranca-mc-ms-34541-df-distrito-federal-0063661-0520161000000</p><p>https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/433515100/medida-cautelar-em-mandado-de-seguranca-mc-ms-34541-df-distrito-federal-0063661-0520161000000</p><p>14 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>deficiência física. Aduz que essa interpretação fora fixada posteriormente à promulgação</p><p>da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto</p><p>n. 6.949, de 25/08/2009) e que não existe diferença gramatical entre o texto da</p><p>Convenção e o texto legal. Sustenta que, ainda que fossem distintos os sentidos, a</p><p>Convenção, por ostentar status de emenda constitucional, deveria prevalecer. Com</p><p>base nessas razões, requer, já em pedido liminar, o deferimento da inscrição da</p><p>impetrante no certame. É, em síntese, o relatório. Decido. Em sede de pedido de liminar</p><p>em mandado de segurança é preciso que, nos termos do art. 7º, III, da Lei n. 12.016/09,</p><p>a parte impetrante demonstre a presença de “fundamento relevante” e o receio de</p><p>que a segurança pleiteada, caso seja ao cabo deferida, resulte ineficaz. Ambos os</p><p>requisitos estão presentes in casu. Isso porque, muito embora tenha havido uma</p><p>alteração do conceito de deficiência com a promulgação da Convenção de Proteção</p><p>das Pessoas com Deficiência, a análise da deficiência ainda não foi regulamentada.</p><p>Em tal contexto, os impedimentos anteriormente reconhecidos pela jurisprudência</p><p>devem, ao menos neste exame liminar da matéria, ser mantidos. Com efeito, esta</p><p>Corte fixou em diversos precedentes que a visão monocular consubstancia deficiência</p><p>física, habilitando o candidato em concurso público a concorrer às vagas reservadas.</p><p>Nesse sentido, confiram-se: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL</p><p>EM RECURSO</p><p>EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. DEFICIENTE FÍSICO. CANDIDATO</p><p>COM VISÃO MONOCULAR. CONDIÇÃO QUE O AUTORIZA A CONCORRER AS VAGAS</p><p>DESTINADAS AOS DEFICIENTES FÍSICOS. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo</p><p>Tribunal Federal assentou o entendimento de que o candidato com visão monocular</p><p>é deficiente físico. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada.</p><p>Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 760015 AgR, Relator (a): Min.</p><p>ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 24/06/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO</p><p>DJe-151 DIVULG 05-08-2014 PUBLIC 06-08-2014) “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL</p><p>E ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO</p><p>PÚBLICO. CANDIDATO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL. AMBLIOPIA. RESERVA DE</p><p>VAGA. INCISO VIII DO ART. 37 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. § 2º DO ART. 5º DA LEI N.</p><p>8.112/90. LEI N. 7.853/89. DECRETOS N. 3.298/99 E 5.296/2004. 1. O candidato com</p><p>visão monocular padece de deficiência que impede a comparação entre os dois olhos</p><p>para saber-se qual deles é o “melhor”. 2. A visão univalente -- comprometedora das</p><p>noções de profundidade e distância -- implica limitação superior à deficiência parcial</p><p>que afete os dois olhos. 3. A reparação ou compensação dos fatores de desigualdade</p><p>factual com medidas de superioridade jurídica constitui política de ação afirmativa</p><p>que se inscreve nos quadros da sociedade fraterna que se lê desde o preâmbulo da</p><p>Constituição de 1988. 4. Recurso ordinário provido.” (RMS 26071, Relator (a): Min.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>15 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>CARLOS BRITTO, Primeira Turma, julgado em 13/11/2007, DJe-018 DIVULG 31-01-</p><p>2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL-02305-02 PP-00314 RTJ VOL-00205-01 PP-00203</p><p>RMP n. 36, 2010, p. 255-261) Como se depreende da leitura de ambos os precedentes,</p><p>o fundamento normativo que amparou a decisão do Supremo Tribunal Federal é o art.</p><p>4º, III, do Decreto n. 3.298/99, que dispõe sobre a “Política Nacional para a Integração</p><p>de Pessoa Portadora de Deficiência”, e exige, para a configuração da deficiência,</p><p>“acuidade visual igual ou menor que 20/200 no melhor olho, após a melhor correção,</p><p>ou campo visual inferior a 20% (tabela Snellen), ou ocorrência simultânea de ambas</p><p>as situações”. Posteriormente, por meio do Decreto n. 3.298/99, esse mesmo dispositivo</p><p>teve nova redação, a qual passou a definir a deficiência visual como sendo a: “cegueira,</p><p>na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor</p><p>correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor</p><p>olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do</p><p>campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60º; ou a ocorrência simultânea</p><p>de quais quer das condições anteriores”. Daí porque ter assentado o e. Ministro Carlos</p><p>Britto, no RMS 26.071: “Parece-me claro, então, que a situação dos autos se encaixa</p><p>na penúltima hipótese, ou seja, quando ‘a somatória da medida do campo visual em</p><p>ambos os olhos for igual ou menor que 60% (sic)’. Em palavras outras: se a visão do</p><p>recorrente é monocular, isto significa que, por melhor que seja o seu olho bom, estará</p><p>ele aquém de 60% da potencialidade máxima dos dois órgãos da visão humana”. A</p><p>ênfase nas características biológicas para a definição de deficiência decorre do próprio</p><p>Decreto n. 3.298 que define deficiência como “toda perda ou anormalidade de uma</p><p>estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gera incapacidade para</p><p>o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”.</p><p>Esse acento médico, no entanto, foi suplantado pela definição adotada pela Convenção</p><p>Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pelo Decreto</p><p>n. 6.949/2009 e aprovada pelo Decreto Legislativo n. 186/2008, conforme o procedimento</p><p>do art. 5º, § 3º, da CRFB. De fato, logo em seu Artigo 1, a Convenção define as pessoas</p><p>com deficiência como sendo “aquelas que têm impedimentos de longo prazo de</p><p>natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas</p><p>barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades</p><p>de condições com as demais pessoas”. Também a legislação nacional, observando o</p><p>comando da Convenção que exige a adaptação das legislações dos Estados parte às</p><p>definições dadas pela norma internacional, acolheu o mesmo conceito. A Lei n.</p><p>13.146/2015 dispõe, em seu art. 2º, que: “Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência</p><p>aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual</p><p>ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>16 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais</p><p>pessoas.” Essa compreensão já foi encampada por essa Corte, quando do julgamento</p><p>da ADI 5.357, de minha relatoria. Nessa oportunidade, a Procuradoria-Geral da República</p><p>afirmou, em parecer que: “O paradigma adotado pela Convenção de Nova York, no que</p><p>se refere aos direitos das pessoas com deficiência, é o da inclusão, segundo o qual a</p><p>integração desse grupo de cidadãos não depende de prévio tratamento médico ou</p><p>curativo. Um dos alicerces da convenção é o de que a inclusão dessa minoria cabe à</p><p>sociedade, por meio de adaptação sob diferentes aspectos: arquitetônico, social,</p><p>material, educacional etc. Abandonou perspectiva puramente biomédica da deficiência</p><p>e empregou vertente humana e social apropriada a essa realidade”. No mesmo parecer,</p><p>há, ainda, relevante referência a um texto de André de Carvalho Ramos, no qual sustenta</p><p>o autor: “Já o modelo de direitos humanos (ou modelo social) vê a pessoa com deficiência</p><p>como ser humano, utilizando o dado médico apenas para definir suas necessidades.</p><p>A principal característica desse modelo é sua abordagem de “gozo dos direitos sem</p><p>discriminação”. Esse princípio de antidiscriminação acarreta a reflexão sobre a</p><p>necessidade de políticas públicas para que seja assegurada a igualdade material,</p><p>consolidando a responsabilidade do Estado e da sociedade na eliminação das barreiras</p><p>à efetiva fruição dos direitos do ser humano.” (RAMOS, André de Carvalho. Linguagem</p><p>dos direitos e a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. In:</p><p>Direitos humanos e direitos fundamentais. Diálogos contemporâneos. ANJOS FILHO,</p><p>Robério Nunes dos (org.). Salvador: JusPodivm, 2013, p. 16). Ainda no campo doutrinário,</p><p>Debora Diniz, Lívia Barbosa e Wederson Rufino dos Santos assinalam que: “O novo</p><p>conceito supera a ideia de impedimento como sinônimo de deficiência, reconhecendo</p><p>na restrição de participação o fenômeno determinante para a identificação da</p><p>desigualdade pela deficiência. A importância da Convenção está em ser um documento</p><p>normativo de referência para a proteção dos direitos das pessoas com deficiência em</p><p>vários países do mundo.” (DINIZ, Debora; BARBOSA, Lívia; e DOS SANTOS, Wederson</p><p>Rufino. Deficiência, Direitos Humanos e Justiça. In: Revista SUR, v. 6, n. 11, dezembro</p><p>de 2009, p. 65-77). Disso, porém, não</p><p>se afastou o ato coator. Ao contrário, reconheceu,</p><p>expressamente, a plena vigência da Convenção de Nova York e da Lei n. 13.146. Com</p><p>efeito, o ato atacado foi assim fundamentado (eDOC 8, p. 2-3): “Cumpre consignar</p><p>que, embora a pessoa com visão monocular tenha uma limitação visual, esta não se</p><p>caracteriza como deficiência, nos termos do art. 2º, caput, da Lei n. 13.146/2015, e</p><p>do art. 1 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto n.</p><p>6.949/2009), segundo os quais define-se como pessoas com deficiência “aqueles que</p><p>têm impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial,</p><p>os quais em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena</p><p>e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas. Registre-se</p><p>que, a despeito do rol de deficiências contido no Decreto n. 3.298/1999, o Superior</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>17 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Tribunal de Justiça firmou entendimento de que as pessoas com visão monocular têm</p><p>direito a concorrer às vagas reservadas às pessoas com deficiência, conforme se extrai</p><p>do enunciado da Súmula 377, julgada em 22 de abril de 2009 pela Terceira Seção do</p><p>Superior Tribunal de Justiça. Entretanto, posteriormente à aprovação daquele enunciado</p><p>sumula (n. 377) foi publicada em 7 de julho de 2015 a referida Lei n. 13.146 e promulgada,</p><p>pelo Decreto n. 6.949, de 25 de agosto de 2009, a mencionada Convenção sobre os</p><p>Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em Nova York em 30 de março de 2007.</p><p>A este respeito é de bom alvitre observar que os precedentes que ensejaram a construção</p><p>desse entendimento sumular remontam a decisões de 12./06/2008 (AgRg no RMS</p><p>20190 DF 2005/0099487-6), 30/05/2008 (AgRg no RMS 26105 PE 2008/0006136-7),</p><p>10/09/2008 (MS 13311 DF 2008/0012075-8) e 10/10/2006 (RMS 19257 DF</p><p>2004/0169336-4), ou seja, todos anterior ao Decreto 6.949 de 25 de agosto de 2009,</p><p>que fez entronizar no ordenamento jurídico brasileiro a Convenção sobre os Direitos</p><p>das Pessoas com Deficiência, assim como anteriores à Lei Brasileira de Inclusão de</p><p>Pessoa com Deficiência (Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015). Ademais, oportuno</p><p>mencionar que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com deficiência (Decreto</p><p>n. 6.949, de 25 de agosto de 2009) foi aprovada com status de emenda constitucional,</p><p>nos termos do art. 5º, § 3º, da Constituição da República. Assim, tendo em vista que</p><p>a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto n. 6.949, de 25</p><p>de agosto de 2009) e a Lei Brasileira de Inclusão e Pessoa com Deficiência (Lei n. 13.146,</p><p>de 6 de julho de 2015) são posteriores ao enunciado sumula n. 377 do Superior Tribunal</p><p>de Justiça, não há que se aplicar referido entendimento sumular, que não fora acolhido</p><p>por esses diplomar normativos. Encaminhamento com parecer da Comissão Especial</p><p>pelo improvimento do recurso, mantida, portanto, a decisão que indeferiu a inscrição</p><p>de JOSELANY NEVES GIRÃO BARRETO na condição de pessoa com deficiência, no 29º</p><p>Concurso Pública para provimento de cargos de Procurador da República”. Em que</p><p>pese o reconhecimento da alteração conceitual, é preciso observar que a substituição</p><p>do conceito biomédico não teve por condão impossibilitar que determinadas condições</p><p>físicas sejam reconhecidas como deficiência. O que a Convenção e a Lei de Inclusão</p><p>exigem é, na verdade, que se faça uma avaliação dos impedimentos de longo prazo</p><p>que uma pessoa possui à luz da interação com uma ou mais barreiras. É certo que a</p><p>regulamentação dessa avaliação é exigência da Lei n. 13.146, mas tal exigência ainda</p><p>não está em vigor (art. 124 da Lei). Nada obstante, o próprio Decreto n. 3.298/99 dá,</p><p>em seu art. 43, importantes diretrizes para a comissão multidisciplinar: “Art. 43. O</p><p>órgão responsável pela realização do concurso terá a assistência de equipe</p><p>multiprofissional composta de três profissionais capacitados e atuantes nas áreas</p><p>das deficiências em questão, sendo um deles médico, e três profissionais integrantes</p><p>da carreira almejada pelo candidato. § 1º A equipe multiprofissional emitirá parecer</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>18 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>observando: I – as informações prestadas pelo candidato no ato da inscrição; II – a</p><p>natureza das atribuições e tarefas essenciais do cargo ou da função a desempenhar;</p><p>III – a viabilidade das condições de acessibilidade e as adequações do ambiente de</p><p>trabalho na execução das tarefas; IV – a possibilidade de uso, pelo candidato, de</p><p>equipamentos ou outros meios que habitualmente utilize; e V – a CID e outros padrões</p><p>reconhecidos nacional e internacionalmente. § 2º A equipe multiprofissional avaliará</p><p>a compatibilidade entre as atribuições do cargo e a deficiência do candidato durante</p><p>o estágio probatório.” Esses seriam, assim, parâmetros razoáveis para se “avaliar a</p><p>deficiência”, como preconiza o art. 2º da Lei n. 13.146. O edital (eDOC 3), no entanto,</p><p>não contém nenhum desses requisitos, o que empresta, por ora, plausibilidade às</p><p>alegações invocadas pela impetrante. Deve-se consignar, ainda, que a Resolução</p><p>COSMPF n. 169/2016, que estabelece normas sobre o concurso para ingresso na carreira</p><p>do Ministério Público Federal, tampouco estabelece os requisitos necessários para a</p><p>avaliação, limitando-se a adotar, como preconizado em seu art. 14, que seja relevante</p><p>a deficiência. Quanto a esse aspecto, a própria Resolução dispõe que: “Art. 17 –</p><p>Consideram-se deficiências, para os fins previstos nesta Resolução, aquelas conceituadas</p><p>na medicina especializada, de acordo com os padrões mundialmente estabelecidos,</p><p>e que constituam motivo de acentuado grau de dificuldade para a integração social.”</p><p>Para tanto, não se exige que o candidato apresente a Classificação Internacional de</p><p>Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) que, no âmbito da Organização Mundial</p><p>de Saúde, promoveu a alteração do modelo biomédico, simbolizado na antiga</p><p>Classificação Internacional de Doenças (CID), para o modelo social da deficiência. Ao</p><p>contrário, em seu art. 10, § 1º, a Resolução exige que o candidato apresente apenas</p><p>a CID: “Art. 10 – As pessoas com deficiência que, sob as penas da lei, declararem tal</p><p>condição, no momento da inscrição no concurso, terão reservados 10 % (dez por cento)</p><p>do total das vagas, arredondado para o número inteiro seguinte, caso fracionário, o</p><p>resultado da aplicação do percentual indicado. § 1º – Nesta hipótese, o (a) interessado</p><p>(a) deverá, necessária e obrigatoriamente, juntar ao requerimento de inscrição preliminar</p><p>relatório médico detalhado, emitido, no máximo, 30 (trinta) dias antes da data da</p><p>publicação do edital de abertura do concurso, que indique a espécie e o grau ou nível</p><p>da deficiência de que é portador (a), com expressa referência ao código correspondente</p><p>da Classificação Internacional de Doenças (CID) e à sua provável causa ou origem. O</p><p>relatório médico, entregue pelo (a) candidato (a) no ato da inscrição preliminar, será</p><p>imediatamente submetido à Comissão Especial de Avaliação para avaliação prévia</p><p>antes de realizada qualquer etapa do concurso, que poderá, se for o caso, solicitar</p><p>novos documentos. § 2º – Na falta do relatório médico ou não contendo este as</p><p>informações acima indicadas, o requerimento de inscrição preliminar será processado</p><p>como de candidato (a) sem deficiência mesmo que declarada tal condição. “Inexistente</p><p>a regulamentação preconizada pelo art. 2º, § 1º, da Lei de Inclusão e avaliada à deficiência</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>19 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>apenas à luz dos impedimentos de longo prazo, não há razão, primo ictu oculi, para</p><p>que a jurisprudência consolidada desta Corte deixe de ter aplicação. Noutras palavras,</p><p>o que se afiguraria ilegal, ao menos neste momento de análise processual, seria</p><p>simplesmente afirmar, como fez o ato coator, que determinados impedimentos</p><p>deixaram, com a promulgação da Convenção, de se configurar deficiência, dispensando-se</p><p>o poder público, quando da avaliação da condição, de cotejá-la com as barreiras.</p><p>Registre-se, por fim, quanto ao requisito da urgência, a iminência com que se realizará</p><p>a primeira etapa do certame, a justificar, por outro motivo, a concessão da tutela de</p><p>urgência. Ante o exposto, defiro o pedido de liminar para garantir à impetrante o</p><p>deferimento provisório de sua inscrição, na qualidade de pessoa com deficiência, no</p><p>29º Concurso Público para provimento de cargos de Procurador da República (Edital</p><p>PGR/ MPF n. 14/2016). Notifique-se a autoridade coatora, a fim de que, no prazo de</p><p>10 (dez) dias, preste informações (art. 7º, I, da Lei n. 12.016/2009). Dê-se ciência do</p><p>feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada, para que,</p><p>querendo, ingresse no feito (art. 7º, II, da Lei n. 12.016/2009). Findo o prazo para as</p><p>informações, ouça-se o Ministério Público, no prazo de 10 (dez) dias (art. 12 da Lei n.</p><p>12.016/2009). Após, nova conclusão. Publique-se. Intime-se. Brasília, 3 de fevereiro</p><p>de 2017. Ministro Edson Fachin Relator Documento assinado digitalmente</p><p>(STF – MC MS: 34541 DF – DISTRITO FEDERAL 0063661-05.2016.1.00.0000, Relator: Min.</p><p>EDSON FACHIN, Data de Julgamento: 03/02/2017, Data de Publicação: DJe-023 07/02/2017)</p><p>Em que pese o Supremo Tribunal Federal tenha se manifestado nos casos acima, é</p><p>importante lembrar de que a temática é muito recente e as jurisprudências não estão</p><p>consolidadas, de modo que é de suma relevância estudar julgados atinentes ao tema.</p><p>Em relação a algumas deficiências específicas, como surdez unilateral e visão monocular,</p><p>os Tribunais Superiores já se manifestaram. Sobre o portador de surdez unilateral, o Superior</p><p>Tribunal de Justiça4, através da Súmula 552:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>O portador de surdez unilateral NÃO SE QUALIFICA COMO PESSOA COM</p><p>DEFICIÊNCIA para o fim de disputar as vagas reservadas em concursos públicos.</p><p>E quanto à pessoa com visão monocular, o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula 377:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>O portador de visão monocular TEM DIREITO DE CONCORRER, em concurso público, às</p><p>vagas reservadas aos deficientes.</p><p>4 Disponível em: Acesso em 21 Nov 2020</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://ww2.stj.jus.br/docs_internet/revista/eletronica/stj-revista-sumulas-2017_45_capSumulas552-556.pdf</p><p>20 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Por fim, a Lei n. 14.126, do ano de 2021, inseriu no artigo 2º do Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência que o Poder Executivo CRIARÁ instrumentos para avaliação de deficiência.</p><p>A Lei n. 13.146/2015 traz consigo algumas terminologias que precisam ser compreendidas.</p><p>O artigo 3º da Lei prevê a palavra e apresenta o conceito, veja:</p><p>Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei consideram-se:</p><p>I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia,</p><p>de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e</p><p>comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações</p><p>abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na</p><p>rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida;</p><p>II – desenho universal: concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados</p><p>por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os</p><p>recursos de tecnologia assistiva;</p><p>III – tecnologia assistiva ou ajuda técnica: produtos, equipamentos, dispositivos, recursos,</p><p>metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade,</p><p>relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida,</p><p>visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social;</p><p>IV – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça</p><p>a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à</p><p>acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação,</p><p>à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:</p><p>a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao</p><p>público ou de uso coletivo;</p><p>b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos e privados;</p><p>c) barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes;</p><p>d) barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou</p><p>comportamento que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens</p><p>e de informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação;</p><p>e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação</p><p>social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;</p><p>f) barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias;</p><p>V – comunicação: forma de interação dos cidadãos que abrange, entre outras opções, as línguas,</p><p>inclusive a Língua Brasileira de Sinais (Libras), a visualização de textos, o Braille, o sistema de</p><p>sinalização ou de comunicação tátil, os caracteres ampliados, os dispositivos multimídia, assim</p><p>como a linguagem simples, escrita e oral, os sistemas auditivos e os meios de voz digitalizados e os</p><p>modos, meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação, incluindo as tecnologias</p><p>da informação e das comunicações;</p><p>VI – adaptações razoáveis: adaptações, modificações e ajustes necessários e adequados que não</p><p>acarretem ônus desproporcional e indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar</p><p>que a pessoa com deficiência possa gozar ou exercer, em igualdade de condições e oportunidades</p><p>com as demais pessoas, todos os direitos e liberdades fundamentais;</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>21 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>VII – elemento de urbanização: quaisquer componentes</p><p>de obras de urbanização, tais como os</p><p>referentes a pavimentação, saneamento, encanamento para esgotos, distribuição de energia</p><p>elétrica e de gás, iluminação pública, serviços de comunicação, abastecimento e distribuição de</p><p>água, paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico;</p><p>VIII – mobiliário urbano: conjunto de objetos existentes nas vias e nos espaços públicos, superpostos</p><p>ou adicionados aos elementos de urbanização ou de edificação, de forma que sua modificação ou seu</p><p>traslado não provoque alterações substanciais nesses elementos, tais como semáforos, postes de</p><p>sinalização e similares, terminais e pontos de acesso coletivo às telecomunicações, fontes de água,</p><p>lixeiras, toldos, marquises, bancos, quiosques e quaisquer outros de natureza análoga;</p><p>IX – pessoa com mobilidade reduzida: aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade</p><p>de movimentação, permanente ou temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da</p><p>flexibilidade, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lactante,</p><p>pessoa com criança de colo e obeso;</p><p>X – residências inclusivas: unidades de oferta do Serviço de Acolhimento do Sistema Único de Assistência</p><p>Social (Suas) localizadas em áreas residenciais da comunidade, com estruturas adequadas, que possam</p><p>contar com apoio psicossocial para o atendimento das necessidades da pessoa acolhida, destinadas</p><p>a jovens e adultos com deficiência, em situação de dependência, que não dispõem de condições de</p><p>autossustentabilidade e com vínculos familiares fragilizados ou rompidos;</p><p>XI – moradia para a vida independente da pessoa com deficiência: moradia com estruturas</p><p>adequadas capazes de proporcionar serviços de apoio coletivos e individualizados que respeitem</p><p>e ampliem o grau de autonomia de jovens e adultos com deficiência;</p><p>XII – atendente pessoal: pessoa, membro ou não da família, que, com ou sem remuneração,</p><p>assiste ou presta cuidados básicos e essenciais à pessoa com deficiência no exercício de suas</p><p>atividades diárias, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões</p><p>legalmente estabelecidas;</p><p>XIII – profissional de apoio escolar: pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e</p><p>locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se</p><p>fizer necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas,</p><p>excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas;</p><p>XIV – acompanhante: aquele que acompanha a pessoa com deficiência, podendo ou não</p><p>desempenhar as funções de atendente pessoal.</p><p>Portanto, o artigo 3º, IV, do Estatuto estabelece as BARREIRAS AMBIENTAIS:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>22 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Sobre a barreira de comunicação, a Lei n. 10.436/2002 dispõe sobre a Língua Brasileira</p><p>de Sinais – Libras. Tal lei tem por escopo estabelecer regras que facilitem a comunicação</p><p>das pessoas com deficiência auditiva. O artigo 1º, parágrafo único, determina:</p><p>Art. 1º É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais</p><p>– Libras e outros recursos de expressão a ela associados.</p><p>Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais – Libras a forma de comunicação e</p><p>expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical</p><p>própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de</p><p>comunidades de pessoas surdas do Brasil.</p><p>Da IgUaLDaDe e Não DIsCRIMINaçãoDa IgUaLDaDe e Não DIsCRIMINação</p><p>Alinhado ao princípio constitucional da isonomia, o artigo 4º da Lei n. 13.146/2015 prevê:</p><p>Art. 4º Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais</p><p>pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação.</p><p>§ 1º Considera-se discriminação em razão da deficiência toda forma de distinção, restrição ou</p><p>exclusão, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o</p><p>reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de pessoa com deficiência,</p><p>incluindo a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias assistivas.</p><p>§ 2º A pessoa com deficiência não está obrigada à fruição de benefícios decorrentes de ação afirmativa.</p><p>Nesse mesmo sentido, o artigo 5º do Decreto n. 6.949/2009 estabelece:</p><p>Igualdade e não-discriminação</p><p>1. Os Estados Partes reconhecem que todas as pessoas são iguais perante e sob a lei e que fazem</p><p>jus, sem qualquer discriminação, a igual proteção e igual benefício da lei.</p><p>2. Os Estados Partes proibirão qualquer discriminação baseada na deficiência e garantirão às</p><p>pessoas com deficiência igual e efetiva proteção legal contra a discriminação por qualquer motivo.</p><p>3. A fim de promover a igualdade e eliminar a discriminação, os Estados Partes adotarão todas</p><p>as medidas apropriadas para garantir que a adaptação razoável seja oferecida.</p><p>4. Nos termos da presente Convenção, as medidas específicas que forem necessárias para acelerar</p><p>ou alcançar a efetiva igualdade das pessoas com deficiência não serão consideradas discriminatórias.</p><p>O artigo 12, 2, do Decreto n. 6.949/2009 prevê o Reconhecimento igual perante a lei, veja:</p><p>Art. 12, 2.Os Estados Partes reconhecerão que as pessoas com deficiência gozam de capacidade</p><p>legal em igualdade de condições com as demais pessoas em todos os aspectos da vida.</p><p>Considera-se discriminação em razão da deficiência toda forma de distinção, restrição</p><p>ou exclusão, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir</p><p>ou anular o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de</p><p>pessoa com deficiência, incluindo a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento de</p><p>tecnologias assistivas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>23 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>A pessoa com deficiência não está obrigada à fruição de benefícios decorrentes de</p><p>ação afirmativa.</p><p>A Lei n. 13.146/2015 determina proteção à pessoa com deficiência:</p><p>Sobre o mecanismo de proteção, a lei considera ESPECIALMENTE VULNERÁVEIS: a criança,</p><p>o adolescente, a mulher e o idoso, com deficiência.</p><p>Aliás, sobre as mulheres com deficiência, o artigo 6º do Decreto n. 6.949/2009 estabelece:</p><p>Art. 6º, 1. Os Estados Partes reconhecem que as mulheres e meninas com deficiência estão</p><p>sujeitas a múltiplas formas de discriminação e, portanto, tomarão medidas para assegurar às</p><p>mulheres e meninas com deficiência o pleno e igual exercício de todos os direitos humanos e</p><p>liberdades fundamentais.</p><p>2. Os Estados Partes tomarão todas as medidas apropriadas para assegurar o pleno desenvolvimento,</p><p>o avanço e o empoderamento das mulheres, a fim de garantir-lhes o exercício e o gozo dos direitos</p><p>humanos e liberdades fundamentais estabelecidos na presente Convenção.</p><p>E sobre crianças com deficiência, o artigo 7º do mesmo Decreto afirma:</p><p>Art. 7º, 1. Os Estados Partes tomarão todas as medidas necessárias para assegurar às crianças</p><p>com deficiência o pleno exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, em</p><p>igualdade de oportunidades com as demais crianças.</p><p>2. Em todas as ações relativas às crianças com</p><p>deficiência, o superior interesse da criança</p><p>receberá consideração primordial.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>24 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>3. Os Estados Partes assegurarão que as crianças com deficiência tenham o direito de expressar</p><p>livremente sua opinião sobre todos os assuntos que lhes disserem respeito, tenham a sua</p><p>opinião devidamente valorizada de acordo com sua idade e maturidade, em igualdade de</p><p>oportunidades com as demais crianças, e recebam atendimento adequado à sua deficiência</p><p>e idade, para que possam exercer tal direito.</p><p>O artigo 6º da Lei n. 13.146/2015 afirma que a deficiência NÃO AFETARÁ a capacidade</p><p>civil da pessoa, inclusive para:</p><p>Ainda no que tange à igualdade e não discriminação, o artigo 7º do Estatuto da Pessoa</p><p>com Deficiência estabelece:</p><p>Art. 7º É DEVER DE TODOS comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou</p><p>de violação aos direitos da pessoa com deficiência.</p><p>Parágrafo único. Se, no exercício de suas funções, os juízes e os tribunais tiverem conhecimento</p><p>de fatos que caracterizem as violações previstas nesta Lei, devem remeter peças ao Ministério</p><p>Público para as providências cabíveis.</p><p>Por fim, o artigo 8º do mesmo diploma legal impõe como DEVER do Estado, da</p><p>sociedade, e da família assegurar à pessoa com deficiência, COM PRIORIDADE, a efetivação</p><p>dos direitos referentes a:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>25 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Os direitos acima descritos não excluem outros decorrentes da Constituição Federal,</p><p>da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo e</p><p>das leis e outras normas que garantam seu bem-estar pessoal, social e econômico.</p><p>Do aTeNDIMeNTo PRIoRITÁRIoDo aTeNDIMeNTo PRIoRITÁRIo</p><p>O artigo 9º do Estatuto da Pessoa com Deficiência estabelece sobre o atendimento</p><p>prioritário, nos seguintes termos:</p><p>Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo</p><p>com a finalidade de:</p><p>I – proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;</p><p>II – atendimento em todas as instituições e serviços de atendimento ao público;</p><p>III – disponibilização de recursos, tanto humanos quanto tecnológicos, que garantam atendimento</p><p>em igualdade de condições com as demais pessoas;</p><p>IV – disponibilização de pontos de parada, estações e terminais acessíveis de transporte coletivo</p><p>de passageiros e garantia de segurança no embarque e no desembarque;</p><p>V – acesso a informações e disponibilização de recursos de comunicação acessíveis;</p><p>VI – recebimento de restituição de imposto de renda;</p><p>VII – tramitação processual e procedimentos judiciais e administrativos em que for parte ou</p><p>interessada, em todos os atos e diligências.</p><p>§ 1º. Os direitos previstos neste artigo são extensivos ao acompanhante da pessoa com deficiência</p><p>ou ao seu atendente pessoal, exceto quanto ao disposto nos incisos VI e VII deste artigo.</p><p>§ 2º. Nos serviços de emergência públicos e privados, a prioridade conferida por esta Lei é</p><p>condicionada aos protocolos de atendimento médico.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>26 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Dos DIReITos FUNDaMeNTaIsDos DIReITos FUNDaMeNTaIs</p><p>É de competência do poder público garantir dignidade da pessoa com deficiência por</p><p>toda a vida. Na hipótese de situações de risco, emergência, ou estado de calamidade pública,</p><p>a pessoa com deficiência será considerada vulnerável, devendo o poder público adotar</p><p>medidas para sua proteção e segurança.</p><p>Deve a pessoa com deficiência emitir seu CONSENTIMENTO PRÉVIO, LIVRE e ESCLARECIDO</p><p>para tratamentos, procedimentos, hospitalização e pesquisa científica.</p><p>Caso a pessoa com deficiência esteja sob curatela, o consentimento poderá ser suprido.</p><p>Neste caso, deve ser assegurada sua participação, no maior grau possível, para a obtenção</p><p>do consentimento.</p><p>No caso das pesquisas científicas que envolvam pessoas com deficiência que estejam</p><p>sob curatela ou tutela, só poderão ocorrer em CARÁTER EXCEPCIONAL, e apenas quando</p><p>houver indícios de benefício direto para sua saúde ou para saúde de outras pessoas com</p><p>deficiência, e desde que não haja outra opção de pesquisa de eficácia comparável com</p><p>participantes não tutelados ou curatelados.</p><p>Dispensa-se o consentimento-prévio livre e esclarecido em casos de risco de morte e</p><p>de emergência em saúde, resguardado seu superior interesse e adotadas as salvaguardas</p><p>legais cabíveis.</p><p>DIReITo À HaBILITação e À ReaBILITaçãoDIReITo À HaBILITação e À ReaBILITação</p><p>É DIREITO da pessoa com deficiência o processo de HABILITAÇÃO e de REABILITAÇÃO. O</p><p>ilustre professor Maurício Maia5 define habilitação e reabilitação:</p><p>Habilitação diz respeito a capacitar de forma inicial a pessoa com deficiência para o exercício</p><p>de algum ofício ou atividade, ao passo que a reabilitação significa devolver a capacidade de</p><p>exercícios de ofício ou atividade a alguém que a perdeu ou teve reduzida.</p><p>Tais processos têm por objetivo o desenvolvimento de potencialidades, talentos,</p><p>habilidades e aptidões físicas, cognitivas sensoriais, psicossociais, atitudinais, profissionais</p><p>e artísticas que contribuam para a conquista da autonomia da pessoa com deficiência e de</p><p>sua participação social em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas.</p><p>O processo baseia-se em avaliação multidisciplinar das necessidades, habilidades e</p><p>potencialidades de cada pessoa, observadas as seguintes diretrizes:</p><p>5 MAIA. Maurício. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência Lei n. 13.46/2015. 1ª. Ed. Salvador Bahia: Juspodium,</p><p>2018, p. 41.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>27 de 109gran.com.br</p><p>LegIsLação</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Parte I</p><p>Fabiana Borges</p><p>Nos programas e serviços de habilitação para a pessoa com deficiência são garantidos:</p><p>Os serviços do SUS e do SUAS deverão promover ações articuladas para garantir à pessoa</p><p>com deficiência e sua família a aquisição de informações, orientações e formas de acesso às</p><p>políticas públicas disponíveis, com a finalidade de propiciar sua plena participação social. Tais</p><p>serviços podem fornecer informações e orientações nas áreas da: saúde, educação, cultura,</p><p>esporte, lazer, transporte, previdência social, habitação, trabalho, empreendedorismo,</p><p>de acesso ao crédito, de promoção, proteção e defesa de direitos e nas demais áreas que</p><p>possibilitem à pessoa com deficiência exercer sua cidadania.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ANDRESSA REGINA CABRAL TAVARES SANTOS - 14140987740, vedada, por quaisquer meios e a qualquer</p>