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<p>Caso1</p><p>O restaurante Mel de Engenho assinou um contrato de fornecimento de insumos com Pedro,</p><p>fazendeiro local, no valor de R$ 25.000,00, no qual restou estabelecido que ele entregaria,</p><p>mensalmente, durante um ano, ao restaurante, uma determinada quantia de alimentos e</p><p>bebidas. Passados três meses, mesmo com o pagamento dos R$ 25.000,00 pelo restaurante no</p><p>ato da contratação, Pedro não entregou nenhum alimento e, por isso, Mel de Engenho decidiu</p><p>propor ação de resolução contratual c.c. ressarcimento dos valores pagos e danos materiais lhe</p><p>ocasionados. Diante do caso em tela, responda: É possível referida cumulação de pedidos?</p><p>Justifiqu</p><p>Sim, é possível a cumulação dos pedidos de resolução contratual, ressarcimento dos valores</p><p>pagos e danos materiais. A resolução contratual busca encerrar o contrato devido ao</p><p>descumprimento, o ressarcimento visa recuperar os valores pagos, e os danos materiais visam</p><p>compensar prejuízos decorrentes da inexecução contratual, sendo juridicamente aceitável</p><p>pleitear essas medidas em conjunto, desde que fundamentadas nos fatos apresentadoa</p><p>cumulação de pedidos está prevista nos artigos 327 e 328.</p><p>Caso 2</p><p>Ernesto foi atropelado culposamente por uma viatura da guarda municipal, vindo a se</p><p>machucar gravemente. Meses anteriores ao atropelamento, em outro episódio causado pela</p><p>administração pública, Ernesto tinha caído em um buraco na via pública, uma vez que não</p><p>havia sinalização em uma obra que o Município estava realizando em seu bairro, vindo a cair e</p><p>machucar-se. Diante da situação, Ernesto resolveu, por meio de Advogado, ingressar com uma</p><p>ação contra o Município pedindo reparação dos danos materiais e morais em virtude do</p><p>atropelamento, assim como danos materiais e morais em virtude da queda na obra pública. O</p><p>juiz, em seu juízo de admissibilidade, porém, indeferiu a cumulação das duas demandas,</p><p>fundamentando que entre elas não há conexão alguma, por isso impossível a cumulação. No</p><p>caso em tela, o entendimento do magistrado está correto? Justifique</p><p>Os artigos que tratam da cumulação de pedidos são os artigos 327 e 328. O artigo 327</p><p>estabelece que “é lícito formular mais de um pedido em ordem subsidiária, para o caso de o</p><p>juiz acolher o anterior”. Já o artigo 328 dispõe que “se o autor, a título de alternativa, pleitear</p><p>que a sentença seja estendida a outros pedidos, a propositura da ação não induz litispendência</p><p>para os efeitos do parágrafo único do art. 103”. Esses dispositivos tratam da possibilidade de</p><p>cumulação de pedidos no processo civil brasileiro.</p><p>Dessa forma, a cumulação de pedidos por danos materiais e morais em razão do</p><p>atropelamento e da queda na obra pública poderia ser admitida, considerando a possível</p><p>responsabilidade do Município em ambas as situações. Portanto, seria razoável reavaliar a</p><p>decisão do juiz à luz da conexão existente entre os eventos.</p><p>Caso 3</p><p>Carlos vinha dirigindo o seu veículo uma via quando abalroou o veículo de Marisa. Em virtude</p><p>do acidente e acreditando que a culpada pelo mesmo foi Marisa, Carlos ingressou com ação</p><p>indenizatória contra aquela. Após se defender dos fatos, Marisa resolve em sua contestação</p><p>apresentar reconvenção contra Carlos, autor do processo indenizatório. Carlos, percebendo</p><p>que os argumentos de Marisa eram contundentes, manifesta-se pela desistência de sua ação</p><p>indenizatória, o que é aceito pela ré. No caso em tela o juiz deve extinguir o processo também</p><p>em relação à reconvenção? Justifique.</p><p>Sim, o juiz deve extinguir o processo em relação à reconvenção. A desistência da ação principal</p><p>por parte do autor (Carlos) implica na extinção do processo como um todo, abrangendo tanto a</p><p>ação principal quanto a reconvenção. A desistência da demanda principal extingue a relação</p><p>processual, e não há razão para manter a reconvenção se não há mais ação principal em</p><p>andamento. Portanto, a extinção abrangerá ambas as partes e seus pedidos.</p><p>343p 2</p><p>Caso 4</p><p>Ana e Carolina firmaram um contrato de prestação de serviços, pelo qual a segunda ficou</p><p>obrigada a realizar determinada serviço em prol de remuneração pela primeira. Em referido</p><p>contrato foi estabelecida convenção de arbitragem, se obrigando as partes a, em caso de</p><p>eventuais litígios, se submeterem a arbitragem, sendo vedada a jurisdição. Após</p><p>desentendimentos quanto as obrigações do contrato, Ana promove ação judicial em face de</p><p>Carolina. Vale destacar que, em sua contestação a ré não alegou a convenção de arbitragem,</p><p>fazendo referida alegação apenas após a instrução, nas alegações finais. Ao sentenciar, o juiz</p><p>reconhece a validade da convenção de arbitragem, extinguindo o processo sem resolução de</p><p>mérito. A autora, inconformada com a decisão, recorreu. Em seu recurso alegou que a</p><p>convenção de arbitragem é uma questão processual que, de acordo com o at. 337 do CPC,</p><p>deveria ser alegada pela ré na contestação, antes mesmo de discutir o mérito. Assim, como</p><p>não foi alegada na contestação pela ré, em virtude do princípio da eventualidade, previsto no</p><p>art. 336, não poderia o juiz conhecer desta matéria, já que houve a preclusão deste tema no</p><p>processo. Diante do caso em tela, a autora tem razão em seus argumentos? Justifique</p><p>indicando a fundamentação legal.</p><p>A autora tem razão em seus argumentos. Conforme o Código de Processo Civil (CPC), a</p><p>convenção de arbitragem deve ser alegada na contestação, conforme estabelece o artigo 337.</p><p>Além disso, o princípio da eventualidade, previsto no artigo 336, impõe que todas as alegações</p><p>defensivas sejam apresentadas na contestação, sob pena de preclusão. Portanto, ao não alegar</p><p>a convenção de arbitragem na contestação, a ré perdeu a oportunidade de suscitar essa</p><p>questão posteriormente, durante a instrução ou alegações finais. O juiz não poderia considerar</p><p>a matéria após essa fase processual, em respeito aos princípios processuais mencionados.</p><p>Julgue os itens a se seguir</p><p>Caso o saneamento do feito seja realizado em audiência designada para esse fim, as partes</p><p>terão o prazo de cinco dias úteis para pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes quanto ao</p><p>decidido pelo magistrado sobre a organização do processo.</p><p>V ( ) (x ) F 357 p 1 e 3</p><p>Verificando a existência de irregularidades ou vícios sanáveis, o juiz determinará sua correção</p><p>em prazo nunca superior a quinze dias.</p><p>V ( ) (x ) F 352</p><p>Cumpridas as providências preliminares ou não havendo necessidade delas, o juiz</p><p>obrigatoriamente saneará o processo, delimitando os fatos sobre os quais recairá a produção</p><p>de prova.</p><p>V ( ) x ( ) F353</p><p>No atual sistema processual civil brasileiro, o saneamento pode dar-se por decisão</p><p>interlocutória escrita do juiz; em audiência de saneamento; ou mesmo por negócio processual</p><p>entre as partes litigantes.</p><p>V x( ) ( ) F 357</p><p>Haverá audiência de saneamento quando a causa apresentar complexidades em matéria de</p><p>fato ou de direito, caso em que as partes, em cooperação com o juiz, esclarecerão ou</p><p>integrarão suas alegações.</p><p>V (x ) ( ) F 375p 3</p><p>Se na audiência de saneamento o juiz deferir a produção de prova pericial e testemunhal</p><p>requerida pelas partes, elas terão prazo sucessivo de 15 (quinze) dias, para apresentar os</p><p>quesitos, indicar o assistente técnico, arguir a suspeição ou o impedimento do perito e</p><p>apresentar rol de testemunhas.</p><p>V ( ) ( x ) F357</p><p>Se o juiz homologar o saneamento realizado consensualmente pelas partes, vinculará as partes</p><p>e o próprio juiz.</p><p>V (v ) ( ) F357p 2</p>