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<p>Aspectos éticos</p><p>Muniz (2018) destaca que 2011, o ano temático da Avaliação Psicológica no Brasil, estabelecido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), foi fundamental na articulação dessa área com aspectos não só técnicos, éticos, mas também em diálogo constante com os Direitos Humanos.</p><p>Ética profissional implica tanto na reflexão quanto na normatização estabelecida sobre a conduta do profissional no exercício de sua profissão e que deve ser colocada em prática (MUNIZ, 2018).</p><p>Tanto o Código de ética Profissional quanto as normas disponibilizadas pelo Sistema Conselhos (Conselho Federal e Conselhos Regionais) são importantes para nortear a reflexão quanto a prática. Segundo Hutz (2015), a primeira atitude ética do profissional em Avaliação Psicológica é concernente ao se afirmar como apto ou não a realizar esse tipo de trabalho, questionando o nível de domínio teórico prático para a sua execução.</p><p>Figura 7 - Tópicos importantes para a conduta ética profissional</p><p>Fonte: Elaborado pelos autores (2021).</p><p>acesse:</p><p>A Resolução nº 010/2005 é relativa ao Código de Ética Profissional que versa sobre os princípios fundamentais e conta com 72 condutas orientativas ao profissional, baseado nos direitos humanos universais com ideias envolvendo princípios de justiça social, bem comum, reforçando aspectos de dignidade, envolvendo a prática profissional e seu elo com a comunidade atendida. Clique aqui.</p><p>Particularmente, o conhecimento acerca do Código de Ética Profissional é imprescindível, pois viabiliza a consciência do profissional quanto a sua responsabilidade e também para que esse esteja ciente de que há consequências no exercer de sua profissão (MUNIZ, 2018).</p><p>Figura 8 - Resumo estrutural do Código de Ética Profissional</p><p>Fonte: Elaborado pelos autores (2021).</p><p>É importante pensar que, o primeiro código de ética remete ao ano de 1975 e que, a partir do que foi discutido ao longo do tempo em articulação com a categoria profissional e demandas da sociedade, foi feita uma reformulação para um novo documento em 2005. Dessa forma, é necessário frisar que se trata de um processo dinâmico e articulado com as alterações tanto de direitos como de deveres do indivíduo ao longo do tempo (MUNIZ, 2018).</p><p>Apesar de uma estrutura ampla, algumas condutas presentes, sobretudo nos artigos 1º e 2º do Código de Ética profissional, que envolvem respectivamente deveres fundamentais. Assim, o que é vedado ao profissional de Psicologia no exercer de sua profissão, aproxima-se ao que é esperado no contexto de avaliação (MUNIZ, 2018), verifica-se essa informação conforme o Quadro 2, a seguir:</p><p>Quadro 2 – Condutas esperadas e vedadas ao profissional de Psicologia segundo</p><p>os artigos 1º e 2º do código de ética profissional (Resolução nº 010/2005)</p><p>em consonância com a área de Avaliação Psicológica</p><p>Fonte: Elaborado pelos autores com base em Muniz (2018).</p><p>Adicionalmente, Muniz (2018) aponta que o artigo 18 do código de ética também contempla a área de avaliação, visto que discorre sobre a viabilidade de empréstimo, venda, divulgação ou mesmo ensino de instrumentos psicológicos de maneira a impedir o exercício ilegal da profissão. É válido frisar que o Código de ética é de cunho transversal (Figura 9) e implica a articulação entre sociedade, profissão, entidades e a própria ciência.</p><p>Figura 9 - Transversalidade do código de ética profissional</p><p>Fonte: Elaborado pelos autores (2021).</p><p>Primi (2011) destaca que o processo de avaliação psicológica deve favorecer condições e igualdade de direitos, compreendendo que as pessoas têm diferenças e que o profissional lida com situações que envolvem decisões de impacto direto a esses indivíduos, lidando não só com interesses individuais, mas também sociais, devendo prezar pelo bem-estar de ambos, ou seja, indivíduo e o meio social em que vive.</p><p>O autor supracitado sugere que a prática psicológica no âmbito de avaliação deve ter como base evidências científicas e a reflexão acerca dos limites que envolvem o exercer profissional, sempre respeitando o que é preconizado pelos órgãos e as comunidades tanto no campo científico como profissional; limites do que deve ou não ser feito, considerando o grau de influência de suas decisões sob os direitos das pessoas (PRIMI,</p><p>image5.jpeg</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.jpeg</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p>