Logo Passei Direto
Buscar

Aula 03 - Geoprocessamento e topografia aplicados

Ferramentas de estudo

Mês do Cliente Passei Direto

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

GEOPROCESSAMENTO E 
TOPOGRAFIA APLICADOS 
AULA 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Francisco Jablinski Castelhano 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Concluímos nossa introdução à topografia e agora iniciamos a análise de 
alguns dos principais produtos cartográficos ligados a ela. Nosso primeiro tema 
será acerca de cartas topográficas. Já vimos como traçar e utilizar um perfil 
topográfico, agora nos aprofundaremos um pouco mais sobre ele. 
Na sequência, de forma mais prática, vamos trabalhar com a delimitação 
de bacias hidrográficas, para então aprendermos a interpretar um mapa de 
declividade. No tema quatro, discutiremos o que é a cartografia temática, e no 
tema cinco, partiremos para suas aplicações práticas junto ao saneamento 
ambiental 
TEMA 1 – ANALISANDO CARTAS TOPOGRÁFICAS 
Já discutimos mais a fundo aspectos da topografia e algumas de suas 
ferramentas e técnicas. Agora vamos fazer uma análise mais aprofundada de 
alguns de seus produtos. 
O primeiro e mais básico é a carta topográfica, que é uma representação 
gráfica bidimensional do relevo da localidade analisada. Essa representação se 
dá por meio de pontos cotados e curvas de nível que nos indicam a altitude em 
relação ao nível do mar. 
As curvas de nível são isolinhas que representam todos os pontos do 
terreno de uma mesma altitude. As curvas de nível são mensuradas a partir de 
intervalos denominados equidistância vertical, que estão associadas, por sua 
vez, à escala horizontal da carta representada. 
Isto quer dizer que, para uma área muito extensa, a tendência é que a 
equidistância seja maior, contemplando representações de altitude a cada 20 
metros, 50 metros ou até 100 metros. Em áreas menores, podemos realizar um 
estudo mais detalhado com curvas de nível com equidistâncias inferiores a 20 
metros. 
A proximidade de curvas de nível indica uma rápida variação de altitude 
em uma curta distância horizontal, já uma distância maior entre as curvas de 
nível pode indicar áreas mais planas. 
Todos os pontos de uma curva de nível sempre se encontram na mesma 
elevação. As curvas de nível nunca se cruzam entre si, podendo até se tocar 
 
 
3 
quando representarem cachoeiras ou despenhadeiros muito abruptos. A curva 
que não apresenta nenhuma outra em seu interior tende a representar o pico do 
relevo analisado, com alguma indicação numérica de seu valor máximo. 
Os rios costumam ser representados por linhas azuis e cortam as curvas 
de nível dos pontos mais altos rumo aos mais baixos. 
Figura 1 – Carta topográfica com equidistância de 10 metros e suas respectivas 
formas de relevo 
 
Crédito: João Miguel. 
TEMA 2 – DELIMITANDO BACIAS HIDROGRÁFICAS 
Uma bacia hidrográfica se define como a superfície de escoamento de um 
rio ou curso d’água, apresentando um único ponto de convergência de água 
chamado de exutório. As bacias hidrográficas são hierarquizadas a partir da 
quantidade de rios que formam o escoador principal. Por exemplo, um curso 
d’agua, logo após sua nascente, é chamado de rio de primeira classe, mas, ao 
se juntar a outro rio de primeira classe, teremos um rio de segunda classe. Por 
sua vez, dois rios de segunda classe que se encontram formam um rio de terceira 
classe, e assim sucessivamente. 
 
 
4 
O limite de uma bacia hidrográfica para outra são regiões chamadas de 
divisores de água, que são os pontos mais altos do relevo no entorno do rio, e 
onde se sabe que a drenagem seguirá para o rio analisado. 
Uma bacia hidrográfica pode ser delimitada com base em uma carta 
topográfica. Para tanto, há de se identificarem algumas feições importantes: 
 Identificar o curso d’água referente a bacia. 
 Identificar o seu exutório, que pode ser outro rio, uma represa, um lago ou 
o mar, a depender da ordem do rio. 
 Identificar os divisores de água da bacia. 
A delimitação da bacia deverá, então, iniciar e terminar no exutório, 
seguindo uma linha imaginária que conecte os divisores de água da bacia. 
Observe o exemplo da Figura 2. Em vermelho, delimitamos uma bacia 
hidrográfica. Perceba que o exutório foi definido como um ponto aleatório 
próximo à foz do rio. A partir dele, traçamos em vermelho uma linha seguindo os 
pontos mais altos do entorno da bacia. Observe que toda água que caía em 
qualquer ponto do polígono em vermelho drenará e seguirá o seu rumo até o 
ponto do exutório 
Figura 2 – Exemplo de bacia hidrográfica delimitada 
 
 
 
 
5 
TEMA 3 – ANALISANDO MAPAS DE DECLIVIDADE 
Um mapa de declividade, também conhecido como carta clinográfica, é 
outro produto que pode ser gerado com base em um mapa topográfico e nos 
indica, com uma graduação de cores, o quão declivoso é o terreno ou área 
analisada. 
Para o cálculo da declividade de um terreno, leva-se em conta a distância 
entre duas curvas de nível e também a equidistância da carta representada. 
Logo, quanto menor a distância entre as curvas de nível, maior será a 
declividade, já que uma distância curta entre curvas nos indica uma grande 
diferença de altitude em um curto espaço horizontal. 
As medidas de uma carta de declividade se dão por meio de percentual, 
assim, quando a distância horizontal for pouca e a distância vertical alta, teremos 
um terreno declivoso representado por altos valores de percentual na carta. 
A Figura 3 apresenta duas cartas, a primeira representado a declividade 
e a segunda a altimetria de um terreno. Percebemos que nem sempre 
alternâncias nas altitudes afetarão a declividade do terreno, pois é possível que 
as distâncias horizontais sejam grandes, caracterizando o terreno como plano, 
apesar de possuir altitudes diferentes. 
Uma carta de declividade auxilia ainda mais na interpretação e percepção 
do terreno a ser utilizado, fornecendo importantes informações sobre drenagem, 
fluxo de líquidos e até de vulnerabilidade ante a enchentes, por exemplo. 
Figura 3 –Cartas de declividade e de altimetria comparadas 
 
Fonte: Barbosa; Furrier, 2012. 
 
 
 
6 
TEMA 4 – O QUE É CARTOGRAFIA TEMÁTICA? 
A cartografia temática se encaixa como uma ferramenta da cartografia na 
transmissão de informações distintas da localização e contorno de dadas áreas. 
Um mapa temático tem como principal objetivo transmitir da melhor maneira 
possível o que é, onde ocorre e como ocorre o fenômeno geográfico analisado. 
Para tanto, um mapa temático se utiliza de símbolos gráficos próprios para 
essas funções. Além de símbolos específicos para designar algum fenômeno, 
pode-se recorrer também às chamadas variáveis visuais que possam identificar 
e destacar a intensidade e magnitude do fenômeno. 
As variáveis visuais utilizadas nas representações cartográficas estão 
detalhadas na Tabela 1 e são, tamanho, que pode indicar a intensidade do 
fenômeno, valor e granulação, que podem indicar sua intensidade, cor e forma, 
que podem indicar diferentes fenômenos e orientação que pode auxiliar na sua 
localização ou direção. 
Tabela 1 – Variáveis visuais da cartografia temática. 
 
Fonte: Martinelli, 2003. 
Estes elementos são complementares e podem estar juntos em uma 
mesma carta ou em sequência por meio de uma coleção de mapas 
TEMA 5 – APLICAÇÕES DA CARTOGRAFIA TEMÁTICA AO SANEAMENTO 
Como ferramenta para transmissão de conhecimentos geográficos, 
muitas podem ser as utilidades da cartografia temática junto ao saneamento. De 
 
 
7 
fato, podemos acessar inclusive um atlas do saneamento elaborado pelo IBGE 
contendo inúmeros mapas temáticos que retratam alguns dos fenômenos 
geográficos ligados ao saneamento. 
A variável tamanho costuma representar fenômenos pontuais e estáticos, 
por exemplo, volume de água tratada por município ou percentual da população 
com acesso à água tratada. 
As variáveis valor e granulação indicam de maneira mais contundente, por 
meio de graduação e textura, o fenômeno analisado. Costuma-se utilizá-las para 
fins de comparação, sem a necessidade de transmitirvalores absolutos, mas de 
mostrar diferenças entre áreas próximas. 
Figura 4 – Mapa de acesso a água tratada utilizando as variáveis tamanho e cor 
 
Crédito: João Miguel. 
Cor é outra variável muito utilizada que pode representar a intensidade de 
um fenômeno, sendo muito utilizada em mapas de interpolação com graduações, 
por exemplo, em mapas de chuva, mapas de temperatura ou de vulnerabilidade 
e risco. 
 
 
8 
Orientação e forma indicam a localização específica e direção específica 
de algum fenômeno pontual, como presença de hidrantes, passagem de 
tubulação, sistemas de esgotos entre outros. 
NA PRÁTICA 
Saiba mais 
Acesse o link a seguir: 
ATLAS de saneamento 2000. IBGE, 2018. Disponível em: 
<https://mapas.ibge.gov.br/tematicos/atlas-de-saneamento-2000.html>. Acesso 
em: 5 nov. 2018. 
Ele apresenta uma série de mapas elaborados pelo IBGE com base no 
censo de 2000 e trazendo informações relativas à questão do saneamento no 
âmbito do Brasil. Escolha um dos mapas apresentado nesse endereço e faça 
uma análise cartográfica. 
Você consegue identificar com clareza a informação transmitida pelo 
mapa? Identifique também os elementos cartográficos básicos que já estudamos 
e também as variáveis cartográficas apresentadas para representar o fenômeno. 
Você acredita que outra variável poderia ser utilizada para representar o 
fenômeno aqui abordado? 
FINALIZANDO 
Nesta aula, foi possível concluir nossos estudos sobre topografia, 
analisando alguns de seus produtos e utilidades como a carta topográfica, que, 
por sua vez, serve de base para outros produtos, como análise e delimitação de 
bacias hidrográficas, discutidas no item dois, e geração de mapas de declividade. 
Um mapa de declividade surge como uma ferramenta-chave na 
compreensão do relevo do terreno ou área estudada, demonstrando o quão 
plano o local é com base nas distâncias entre suas curvas de nível. 
Finalizando esta aula, entramos em detalhes na cartografia temática e 
observamos os seus componentes visuais para, na sequência, observarmos 
alguns exemplos de como podem vir a ser utilizados no âmbito do saneamento 
ambiental. 
 
 
 
9 
REFERÊNCIAS 
BARBOSA, T. S.; FURRIER, M. Caracterização geomorfológica e morfométrica 
da folha Santa Rita 1:25.000 com apoio de produtos cartográficos e técnicas de 
geoprocessamento. Anais do IX SINAGEO, Rio de Janeiro, 2012 
DE BIASI, M. Carta de declividade: confecção e utilização. Geomorfologia, n. 
21, p. 8-13,1970. 
GRANELL-PÉREZ, M. C. Trabalhando geografia com as cartas topográficas. 
2. ed. Ijuí: Ed. da Unijuí, 2004. 
MARTINELLI, M. Mapas da geografia e cartografia temática. São Paulo: 
Contexto, 2003. 
SANCHEZ, M.C. A proposta das cartas de declividade. V Simpósio de Geografia 
Física Aplicada, São Paulo, Anais... São Paulo: USP, p. 311-314. 
SARTORI, M. G.; MÜLLER FILHO, I. L. Elementos para interpretação 
geomorfológica de cartas topográficas: contribuição à análise ambiental. 
Santa Maria/RS: Quebra-dente, 1999.

Mais conteúdos dessa disciplina