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<p>ARAIOSES-MA</p><p>2024</p><p>UNIVERSIDADE ANHANGUERA</p><p>DERIZANGELO GOMES DE SALES</p><p>ROTEIRO DE AULA PRÁTICA - MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL</p><p>II</p><p>ARAIOSES</p><p>2024</p><p>DERIZANGELO GOMES DE SALES</p><p>ROTEIRO DE AULA PRÁTICA - MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL</p><p>II</p><p>Trabalho apresentado à Universidade Anhanguera, como</p><p>requisito parcial para a obtenção de média bimestral na</p><p>disciplina.</p><p>Tutor : Monique de Brito Filgueiras</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 ..............................................................................................................................INTRODUÇÃO</p><p>.................................................................................................................................... 3</p><p>2 ................................................................................................................ DESENVOLVIMENTO</p><p>.................................................................................................................................... 4</p><p>2.1 ........................................................................................ ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 1</p><p>.................................................................................................................................... 4</p><p>2.2 ........................................................................................ ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 2</p><p>.................................................................................................................................. 10</p><p>2.3 ........................................................................................ ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 3</p><p>.................................................................................................................................. 16</p><p>2.4 ........................................................................................ ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 4</p><p>.................................................................................................................................. 26</p><p>3................................................................................................................................ CONCLUSÃO</p><p>.................................................................................................................................. 35</p><p>REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 36</p><p>3</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>O estudo e a prática dos materiais de construção civil são fundamentais para</p><p>garantir a eficiência e a segurança nas edificações. Neste contexto, o concreto e a</p><p>argamassa desempenham papéis cruciais na integridade estrutural e funcional dos</p><p>projetos de construção.</p><p>Na Atividade Prática 1, exploraremos a composição e a proporção dos</p><p>ingredientes do concreto, que inclui cimento, agregados (areia e brita) e água,</p><p>podendo também incluir aditivos. A correta dosagem desses componentes,</p><p>conhecida como traço do concreto, é essencial para assegurar as características</p><p>desejadas, como resistência à compressão e durabilidade.</p><p>Na Atividade Prática 2, será realizado o ensaio de slump test, um método</p><p>fundamental para avaliar a trabalhabilidade e a consistência do concreto fresco. Este</p><p>teste é crucial para garantir a uniformidade do concreto em diferentes betonadas e</p><p>assegurar que o concreto será adequado para a aplicação desejada.</p><p>A Atividade Prática 3 foca na resistência à compressão axial do concreto, um</p><p>parâmetro essencial para o controle de qualidade e segurança estrutural. O ensaio</p><p>de compressão será realizado em corpos de prova cilíndricos, seguindo normas</p><p>específicas para moldagem, cura e teste.</p><p>Por fim, a Atividade Prática 4 examina a argamassa, um material amplamente</p><p>utilizado em diferentes aplicações na construção civil. A prática inclui a preparação</p><p>da argamassa e a realização de ensaios para determinar suas propriedades, como</p><p>trabalhabilidade e aderência.</p><p>Cada uma dessas atividades proporciona uma compreensão aprofundada dos</p><p>materiais de construção civil, suas propriedades e métodos de teste, essenciais para</p><p>garantir a qualidade e a segurança das construções.</p><p>4</p><p>2 DESENVOLVIMENTO</p><p>2.1 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 1</p><p>Introdução</p><p>O concreto é um dos materiais mais utilizados na construção civil por sua</p><p>versatilidade e resistência. Sua composição básica envolve cimento, agregados</p><p>(areia e brita) e água. A relação correta entre esses materiais define a qualidade final</p><p>do concreto, influenciando diretamente suas propriedades mecânicas, como</p><p>resistência à compressão, durabilidade e resistência às intempéries.</p><p>A proporção entre esses componentes é chamada de traço do concreto,</p><p>sendo expressa na forma: Cimento: Areia: Brita: Água.</p><p>Objetivos</p><p>-Compreender o processo de fabricação do concreto.</p><p>-Definir corretamente as quantidades de materiais para o traço estipulado.</p><p>-Reconhecer a importância do traço na qualidade final do concreto.</p><p>Procedimento para o traço executado manualmente</p><p>Objetivo: preparar uma mistura de concreto utilizando o traço 1:3,5 (1:1,3:2,2),</p><p>com base no fator água/cimento a/c = 0,48, empregando técnicas manuais.</p><p>Equipamentos e Materiais</p><p>-Cimento</p><p>-Areia</p><p>-Brita 1</p><p>-Brita 2</p><p>-Água</p><p>-Ferramentas Virtuais: Conchas, balde com água, enxada, área de mistura.</p><p>-Entrei na plataforma Algetec e localize o experimento para a execução do</p><p>5</p><p>traço de concreto na área de exatas, especificamente em práticas de engenharia</p><p>civil.</p><p>-Cliquei na opção para executar o traço manualmente</p><p>-Cliquei com o botão direito do mouse no saco de areia para abrir o saco.</p><p>-Despejei 1,3 kg de areia na área de mistura.</p><p>-Cliquei com o botão direito do mouse no saco de cimento para abrir o saco.</p><p>-Despejei 1 kg de cimento sobre a areia na área de mistura.</p><p>-Cliquei nas conchas de brita 1 e brita 2 e adicione 1,1 kg de cada uma na</p><p>mistura.</p><p>-Cliquei na enxada para espalhar e misturar os materiais secos na área de</p><p>mistura até obter uma distribuição uniforme.</p><p>-Calculei e adicionei a água:</p><p>-Massa de cimento (1 kg):</p><p>-Quantidade de água = 0,48 × 1= 0,48 litros</p><p>-Com 1 kg de cimento, a quantidade de água necessária será 0,48 litros.</p><p>-Cliquei novamente na enxada e misture todos os materiais, incluindo a água,</p><p>até obter uma mistura homogênea e uniforme.</p><p>6</p><p>7</p><p>Procedimento para o traço executado utilizando betoneira estacionária</p><p>Objetivo: executar o traço de concreto 1:3,5 (1:1,3:2,2) com um fator a/c =</p><p>0,48 utilizando a betoneira estacionária na plataforma Algetec.</p><p>Equipamentos e Materiais</p><p>-Conchas</p><p>-Balde com água</p><p>-Betoneira estacionária</p><p>-Cimento</p><p>-Areia</p><p>-Brita 1</p><p>-Brita 2</p><p>Passo a Passo</p><p>-Entrei na plataforma Algetec e localize o experimento para a execução do</p><p>traço de concreto na área de exatas, em práticas de engenharia civil.</p><p>-Cliquei na opção para executar o traço utilizando a betoneira estacionária (de</p><p>acordo com a Figura 6 da plataforma).</p><p>-Cliquei na concha de brita 1 e despeje 1,1 kg de brita 1 na betoneira.</p><p>-Cliquei na concha de brita 2 e despeje 1,1 kg de brita 2 na betoneira.</p><p>-Calculei a quantidade de água necessária. O fator água/cimento é 0,48,</p><p>então despejei 0,24 litros (metade) de água na betoneira.</p><p>-Iniciei a betoneira para misturar a brita e os materiais secos por 1 minuto.</p><p>- Cliquei na concha de cimento e despeje 1 kg de cimento na betoneira sobre</p><p>a brita, misturei por 2 minutos.</p><p>- Cliquei na concha de areia e despeje 1,3 kg de areia na betoneira.</p><p>- Despeje 0,24 litros o restante de água na betoneira.</p><p>8</p><p>9</p><p>Os ensaios realizados para a execução do traço de concreto 1:3,5 (1:1,3:2,2),</p><p>tanto manual quanto com betoneira, demonstraram a importância</p><p>de um controle</p><p>preciso das proporções e da mistura dos materiais para alcançar a qualidade</p><p>10</p><p>desejada. No método manual, a adição cuidadosa de areia, cimento, brita e água,</p><p>seguida pela mistura com enxada, revelou a necessidade de esforço físico e atenção</p><p>constante para garantir a homogeneidade do concreto. Embora eficaz, esse método</p><p>pode ser laborioso e menos eficiente para grandes volumes.</p><p>Por outro lado, o uso da betoneira estacionária facilitou o processo,</p><p>proporcionando uma mistura mais uniforme e eficiente. A adição sequencial de brita,</p><p>cimento, areia e água, combinada com a mistura mecânica, garantiu que o concreto</p><p>atingisse as proporções exatas do traço com menor esforço físico e tempo de</p><p>trabalho. A betoneira permitiu uma incorporação mais homogênea dos materiais e</p><p>reduziu o risco de erros na mistura.</p><p>Ambos os métodos são válidos, mas a escolha entre eles deve considerar a</p><p>eficiência e a escala do trabalho. O método com betoneira oferece vantagens</p><p>significativas em termos de velocidade e consistência, tornando-o mais adequado</p><p>para operações de maior escala e para garantir um controle de qualidade mais</p><p>eficaz. O ensaio manual, apesar de ser mais trabalhoso, fornece uma visão direta e</p><p>prática do processo de mistura, útil em situações onde a mecanização não está</p><p>disponível.</p><p>2.2 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 2</p><p>Introdução</p><p>O controle tecnológico do concreto é uma etapa essencial para garantir a</p><p>qualidade e segurança das estruturas. Entre os ensaios mais comuns, o Slump Test</p><p>se destaca por avaliar a trabalhabilidade e consistência do concreto fresco, sendo</p><p>amplamente utilizado nos canteiros de obra.</p><p>Este teste mede o abatimento do concreto ao ser retirado de um molde</p><p>cônico, fornecendo indicações sobre sua adequação para diferentes aplicações</p><p>estruturais. A ABNT NBR NM 67 (1998) regula os procedimentos para a realização</p><p>do ensaio, que contribui diretamente para garantir a uniformidade do concreto entre</p><p>diferentes lotes, além de facilitar o controle de sua coesão e fluidez.</p><p>O ensaio de abatimento do tronco de cone é um teste de consistência</p><p>utilizado para avaliar a trabalhabilidade do concreto no estado fresco. Esse teste</p><p>ajuda a verificar a presença ou ausência de falhas de concretagem, segregação,</p><p>11</p><p>exsudação e vazios no concreto. A trabalhabilidade refere-se à homogeneidade e à</p><p>facilidade com que o concreto pode ser manuseado, desde a mistura até o</p><p>acabamento da estrutura.</p><p>O ensaio de slump está diretamente relacionado ao ensino e à prática da</p><p>engenharia, sendo uma parte essencial do controle tecnológico do concreto. Com</p><p>base nos resultados desse ensaio, podem-se discutir possíveis soluções para</p><p>corrigir diferenças entre o desempenho observado e o que é exigido pelas normas</p><p>vigentes (MEIA COLHER, 2018).</p><p>A aparelhagem necessária para o ensaio de slump inclui um molde metálico,</p><p>haste de adensamento, placa de base, régua ou trena metálica, concha em seção U</p><p>e colher de pedreiro. A NBR 16886 (ABNT 16889, 2020) especifica tanto os</p><p>equipamentos quanto os procedimentos para o ensaio. O primeiro passo é colocar a</p><p>placa de base em uma superfície plana, horizontal e livre de vibrações. Em seguida,</p><p>o molde e a placa devem ser umedecidos, e o molde deve ser posicionado sobre a</p><p>placa de base.</p><p>Procedimentos</p><p>O ensaio foi realizado utilizando o simulador Algetec, seguindo os passos</p><p>normatizados para a execução do Slump Test. Os materiais e ferramentas utilizados</p><p>foram os seguintes:</p><p>-Materiais: Concreto fresco e água.</p><p>-Ferramentas: Placa de base, régua metálica, espátula, haste de</p><p>compactação, molde cônico, recipiente de concreto, concha.</p><p>Passos realizados no simulador:</p><p>-Umedeci o molde cônico e a placa de base utilizando a pisseta de água.</p><p>-O molde foi preenchido em três camadas, sendo cada uma compactada com</p><p>25 golpes da haste de compactação.</p><p>-Após o preenchimento do molde, a superfície do concreto foi nivelada</p><p>utilizando uma espátula.</p><p>-O molde foi removido na posição vertical, em um movimento contínuo e</p><p>constante durante 10 segundos.</p><p>-Após a retirada do molde, utilizamos a régua metálica para medir o</p><p>12</p><p>abatimento, que foi a diferença entre a altura inicial do molde e a altura do concreto</p><p>abatido.</p><p>Parâmetros do experimento:</p><p>-Tempo de realização: 86,32 segundos - dentro do limite de 150 segundos</p><p>-Diferença de altura - abatimento: 3,7 cm.</p><p>Discussão</p><p>O valor de abatimento obtido no ensaio foi de 3,7 cm, o que enquadra a</p><p>classe de consistência do concreto dentro da categoria S10 (abatimento entre 10</p><p>mm e 50 mm), conforme a Tabela 1 da norma ABNT NBR 8953. Essa consistência é</p><p>adequada para o uso em concretos extrusados ou vibro prensados, que possuem</p><p>baixa fluidez e necessitam de processos de compactação específicos.</p><p>A execução do ensaio foi bem-sucedida, com o tempo de conclusão dentro</p><p>dos limites estabelecidos pela norma. A compactação do concreto foi realizada de</p><p>maneira uniforme, e o abatimento se mostrou consistente com o esperado para o</p><p>tipo de concreto utilizado.</p><p>No entanto, um abatimento de 3,7 cm indica um concreto com baixa</p><p>trabalhabilidade, o que pode ser ideal para elementos estruturais específicos que</p><p>exigem maior densidade e compactação, como peças pré-moldadas.</p><p>Conclusão</p><p>O Slump Test realizado demonstrou que o concreto utilizado possui</p><p>consistência adequada para aplicações de concretos extrusados, com baixo</p><p>abatimento. O valor de 3,7 cm enquadra o concreto na classe S10, o que o torna</p><p>adequado para elementos de fundação ou estruturas que requerem um concreto</p><p>com baixa fluidez.</p><p>O ensaio reforçou a importância de controlar a trabalhabilidade do concreto</p><p>fresco antes de seu lançamento, garantindo que o material possua as características</p><p>adequadas para a aplicação planejada. O procedimento seguiu as normas técnicas,</p><p>13</p><p>demonstrando como a uniformidade e consistência são essenciais para assegurar a</p><p>qualidade do concreto.</p><p>Tela final do ensaio</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>2.3 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 3</p><p>Introdução</p><p>O ensaio de compressão axial em concreto é essencial para avaliar a</p><p>qualidade e resistência do material, garantindo que atenda às especificações de</p><p>projeto. A resistência característica à compressão (fck) é um parâmetro fundamental</p><p>no controle de qualidade e desempenho do concreto, com impacto direto na</p><p>durabilidade e segurança estrutural.</p><p>A resistência característica do concreto é um parâmetro fundamental para o</p><p>projetista no dimensionamento de estruturas, pois a segurança da obra depende</p><p>diretamente dessa propriedade, que deve ser igual ou superior ao valor especificado</p><p>no projeto. Para garantir essa resistência, são realizados ensaios de compressão</p><p>axial em laboratórios, seguindo as normas técnicas que regulam os procedimentos</p><p>de cura e preparação das amostras.</p><p>O conceito de ensaios de compressão é antigo, sendo tradicionalmente</p><p>realizado aos 28 dias, período em que o concreto atinge a maior parte de sua</p><p>resistência final. No entanto, a resistência do concreto pode continuar a aumentar</p><p>até os 360 dias, embora o ganho após esse período seja gradativo e pouco</p><p>significativo. O ensaio de resistência à compressão consiste em calcular a razão</p><p>entre a carga aplicada até a ruptura e a área de contato do corpo de prova,</p><p>resultando na tensão de ruptura (PACHECO; HELENE, 2013).</p><p>Este ensaio segue normas estabelecidas, como a ABNT NBR 5738 (2015)</p><p>para moldagem e cura dos corpos de prova, e a ABNT NBR 5739 (2018) para o</p><p>rompimento, assegurando precisão nos resultados obtidos.</p><p>Procedimentos</p><p>Os corpos de prova cilíndricos foram moldados utilizando-se concreto fresco.</p><p>Após a lubrificação dos moldes, o preenchimento foi feito em duas camadas, cada</p><p>uma adensada com 12 golpes de um bastão padronizado. Em seguida, foi realizado</p><p>o nivelamento da superfície e os corpos foram deixados em cura acelerada</p><p>está diretamente relacionada ao fator a/c, que determina a quantidade de água</p><p>necessária para alcançar a trabalhabilidade ideal da mistura.</p><p>Um fator a/c equilibrado assegura que a argamassa apresente a fluidez</p><p>necessária para ser manuseada facilmente, além de garantir que, após o</p><p>endurecimento, a resistência mecânica seja mantida dentro dos parâmetros</p><p>desejados.</p><p>No presente ensaio, foi adotado um fator a/c de 2,2, o que resultou em uma</p><p>argamassa com boa trabalhabilidade, adequada para aplicação em revestimentos</p><p>externos.</p><p>Essa escolha do fator a/c se baseia em estudos prévios que indicam que,</p><p>29</p><p>para revestimentos externos, é necessário um equilíbrio entre a fluidez para facilitar</p><p>a aplicação e a coesão da mistura, evitando a segregação dos materiais</p><p>componentes. O valor obtido de 240 mm no ensaio de consistência indica que a</p><p>argamassa atendeu aos requisitos normativos, uma vez que se manteve dentro da</p><p>faixa considerada aceitável para essa aplicação.</p><p>O diâmetro médio de espalhamento da argamassa, obtido com o fator a/c de</p><p>2,2, está dentro da faixa de consistência ideal, conforme as diretrizes da norma</p><p>ABNT NBR 13276 (2016). Esse valor reflete que a argamassa apresenta boa</p><p>capacidade de espalhamento, garantindo cobertura uniforme e adesão à superfície</p><p>aplicada. Ao mesmo tempo, a argamassa não ficou excessivamente fluida, o que</p><p>poderia comprometer a sua resistência após o endurecimento, além de causar</p><p>escorrimentos ou fissuras superficiais, comuns em revestimentos mal formulados.</p><p>A precisão nas medições de água, cimento e demais componentes foi crucial</p><p>para o sucesso do ensaio. Uma variação nos materiais ou nas proporções utilizadas</p><p>pode impactar significativamente a trabalhabilidade e a durabilidade do produto final.</p><p>Esse controle tecnológico é fundamental para assegurar que a argamassa</p><p>atenda não apenas aos requisitos normativos, mas também às exigências práticas</p><p>do canteiro de obras. A durabilidade do revestimento externo depende diretamente</p><p>da correta formulação da argamassa, uma vez que problemas como desagregação e</p><p>fissuração podem ser evitados com o ajuste preciso da consistência.</p><p>Além disso, vale ressaltar que a precisão do ensaio de consistência é</p><p>influenciada por fatores como a temperatura ambiente e a homogeneidade da</p><p>mistura. Esses fatores podem alterar as propriedades da argamassa, exigindo uma</p><p>reavaliação constante das proporções. Em campo, essas variações podem se tornar</p><p>mais evidentes, exigindo ajustes pontuais para garantir a qualidade do produto.</p><p>Conclusão</p><p>O ensaio realizado permitiu verificar que a argamassa preparada com o fator</p><p>a/c de 2,2 apresentou um índice de consistência de 240 mm, adequado para</p><p>aplicações em revestimentos externos, conforme os parâmetros normativos. Essa</p><p>consistência adequada garante que a argamassa apresente boa trabalhabilidade</p><p>durante a aplicação, com fluidez suficiente para espalhamento e coesão que</p><p>assegura sua resistência após o endurecimento.</p><p>30</p><p>Através desse ensaio, foi possível demonstrar a importância do controle</p><p>tecnológico na preparação da argamassa, especialmente no que diz respeito ao</p><p>fator a/c. O controle rigoroso das proporções e a precisão na dosagem de água são</p><p>fundamentais para assegurar que a argamassa atenda às especificações exigidas,</p><p>influenciando diretamente na durabilidade e qualidade final da construção.</p><p>Em resumo, o ensaio evidenciou que o ajuste correto da consistência da</p><p>argamassa é um fator determinante para o sucesso das aplicações de revestimentos</p><p>externos, garantindo que o material apresente as propriedades desejadas tanto no</p><p>estado fresco quanto no estado endurecido.</p><p>31</p><p>32</p><p>33</p><p>34</p><p>35</p><p>3 CONCLUSÃO</p><p>A conclusão das atividades práticas do Roteiro de Aula Prática em Materiais</p><p>de Construção Civil II proporcionou uma compreensão abrangente sobre as</p><p>propriedades e o comportamento do concreto e da argamassa em diferentes</p><p>contextos de aplicação.</p><p>Na Atividade Prática 1, a análise detalhada do traço do concreto evidenciou a</p><p>importância de uma dosagem precisa dos componentes, a variação nas proporções</p><p>pode influenciar significativamente a qualidade do concreto, o que reforça a</p><p>necessidade de uma formulação cuidadosa para atender às especificações de cada</p><p>projeto.</p><p>A Atividade Prática 2, com a realização do slump test, demonstrou a</p><p>relevância da trabalhabilidade do concreto fresco. Este ensaio é essencial para</p><p>garantir a uniformidade entre diferentes etapas de betonagem, o que é crucial para</p><p>evitar problemas durante a aplicação e assegurar que o concreto tenha as</p><p>propriedades necessárias para o uso pretendido.</p><p>A Atividade Prática 3, que envolveu o ensaio de compressão dos corpos de</p><p>prova, reforçou a importância de verificar a resistência do concreto para garantir a</p><p>segurança e a durabilidade das estruturas. Seguir as normas de moldagem, cura e</p><p>teste é fundamental para assegurar que o concreto atenda aos requisitos de carga e</p><p>desempenho esperados.</p><p>Finalmente, a Atividade Prática 4 focou na argamassa, explorando suas</p><p>propriedades em diferentes contextos de aplicação, como revestimentos e</p><p>assentamento de alvenaria. A capacidade de a argamassa atender às necessidades</p><p>específicas de cada aplicação é essencial para a qualidade da construção.</p><p>Em resumo, as atividades práticas realizadas forneceram uma compreensão</p><p>profunda e aplicada dos materiais de construção civil. A integração teórica e prática</p><p>dos conhecimentos adquiridos é fundamental para garantir a qualidade e a</p><p>segurança das obras, reforçando a importância de seguir normas técnicas e</p><p>procedimentos estabelecidos para alcançar os melhores resultados em projetos de</p><p>construção.</p><p>36</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR NM 67 - Concreto –</p><p>Determinação da consistência pelo abatimento do tronco do cone. Rio de</p><p>Janeiro: ABNT, 1996.</p><p>ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 8953 – Concreto para fins</p><p>estruturais – classificação pela massa específica, por grupos de resistência e</p><p>consistência. Rio de Janeiro: ABNT, 2015.</p><p>ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 16889 – Concreto -</p><p>Determinação da consistência pelo abatimento do tronco do cone. Rio de</p><p>Janeiro: ABNT, 2020.</p><p>ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5738 – Concreto –</p><p>Procedimentos para moldagem e cura de corpos de provas. Rio de Janeiro:</p><p>ABNT, 2015.</p><p>ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5739 – Concreto. Ensaio</p><p>de compressão de corpos de prova cilíndricos. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.</p><p>ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 13276 – Argamassa para</p><p>assentamento e revestimento de paredes e tetos – Determinação do índice de</p><p>consistência. Rio de Janeiro, ABNT, 2016.</p><p>MEIA COLHER (org.). Slump Test - O que é e Como Fazer no concreto passo-a-</p><p>passo! 2018. Disponível em: https://www.meiacolher.com/2018/09/slump-test-o-que-</p><p>e-e-como-fazerno.html.</p><p>PACHECO J.; HELENE, P. Boletim Técnico 09. Porto Alegre: ALCONPAT-BR, 2013.</p><p>Disponível em: .</p>está diretamente relacionada ao fator a/c, que determina a quantidade de água necessária para alcançar a trabalhabilidade ideal da mistura. Um fator a/c equilibrado assegura que a argamassa apresente a fluidez necessária para ser manuseada facilmente, além de garantir que, após o endurecimento, a resistência mecânica seja mantida dentro dos parâmetros desejados. No presente ensaio, foi adotado um fator a/c de 2,2, o que resultou em uma argamassa com boa trabalhabilidade, adequada para aplicação em revestimentos externos. Essa escolha do fator a/c se baseia em estudos prévios que indicam que, 29 para revestimentos externos, é necessário um equilíbrio entre a fluidez para facilitar a aplicação e a coesão da mistura, evitando a segregação dos materiais componentes. O valor obtido de 240 mm no ensaio de consistência indica que a argamassa atendeu aos requisitos normativos, uma vez que se manteve dentro da faixa considerada aceitável para essa aplicação. O diâmetro médio de espalhamento da argamassa, obtido com o fator a/c de 2,2, está dentro da faixa de consistência ideal, conforme as diretrizes da norma ABNT NBR 13276 (2016). Esse valor reflete que a argamassa apresenta boa capacidade de espalhamento, garantindo cobertura uniforme e adesão à superfície aplicada. Ao mesmo tempo, a argamassa não ficou excessivamente fluida, o que poderia comprometer a sua resistência após o endurecimento, além de causar escorrimentos ou fissuras superficiais, comuns em revestimentos mal formulados. A precisão nas medições de água, cimento e demais componentes foi crucial para o sucesso do ensaio. Uma variação nos materiais ou nas proporções utilizadas pode impactar significativamente a trabalhabilidade e a durabilidade do produto final. Esse controle tecnológico é fundamental para assegurar que a argamassa atenda não apenas aos requisitos normativos, mas também às exigências práticas do canteiro de obras. A durabilidade do revestimento externo depende diretamente da correta formulação da argamassa, uma vez que problemas como desagregação e fissuração podem ser evitados com o ajuste preciso da consistência. Além disso, vale ressaltar que a precisão do ensaio de consistência é influenciada por fatores como a temperatura ambiente e a homogeneidade da mistura. Esses fatores podem alterar as propriedades da argamassa, exigindo uma reavaliação constante das proporções. Em campo, essas variações podem se tornar mais evidentes, exigindo ajustes pontuais para garantir a qualidade do produto. Conclusão O ensaio realizado permitiu verificar que a argamassa preparada com o fator a/c de 2,2 apresentou um índice de consistência de 240 mm, adequado para aplicações em revestimentos externos, conforme os parâmetros normativos. Essa consistência adequada garante que a argamassa apresente boa trabalhabilidade durante a aplicação, com fluidez suficiente para espalhamento e coesão que assegura sua resistência após o endurecimento. 30 Através desse ensaio, foi possível demonstrar a importância do controle tecnológico na preparação da argamassa, especialmente no que diz respeito ao fator a/c. O controle rigoroso das proporções e a precisão na dosagem de água são fundamentais para assegurar que a argamassa atenda às especificações exigidas, influenciando diretamente na durabilidade e qualidade final da construção. Em resumo, o ensaio evidenciou que o ajuste correto da consistência da argamassa é um fator determinante para o sucesso das aplicações de revestimentos externos, garantindo que o material apresente as propriedades desejadas tanto no estado fresco quanto no estado endurecido. 31 32 33 34 35 3 CONCLUSÃO A conclusão das atividades práticas do Roteiro de Aula Prática em Materiais de Construção Civil II proporcionou uma compreensão abrangente sobre as propriedades e o comportamento do concreto e da argamassa em diferentes contextos de aplicação. Na Atividade Prática 1, a análise detalhada do traço do concreto evidenciou a importância de uma dosagem precisa dos componentes, a variação nas proporções pode influenciar significativamente a qualidade do concreto, o que reforça a necessidade de uma formulação cuidadosa para atender às especificações de cada projeto. A Atividade Prática 2, com a realização do slump test, demonstrou a relevância da trabalhabilidade do concreto fresco. Este ensaio é essencial para garantir a uniformidade entre diferentes etapas de betonagem, o que é crucial para evitar problemas durante a aplicação e assegurar que o concreto tenha as propriedades necessárias para o uso pretendido. A Atividade Prática 3, que envolveu o ensaio de compressão dos corpos de prova, reforçou a importância de verificar a resistência do concreto para garantir a segurança e a durabilidade das estruturas. Seguir as normas de moldagem, cura e teste é fundamental para assegurar que o concreto atenda aos requisitos de carga e desempenho esperados. Finalmente, a Atividade Prática 4 focou na argamassa, explorando suas propriedades em diferentes contextos de aplicação, como revestimentos e assentamento de alvenaria. A capacidade de a argamassa atender às necessidades específicas de cada aplicação é essencial para a qualidade da construção. Em resumo, as atividades práticas realizadas forneceram uma compreensão profunda e aplicada dos materiais de construção civil. A integração teórica e prática dos conhecimentos adquiridos é fundamental para garantir a qualidade e a segurança das obras, reforçando a importância de seguir normas técnicas e procedimentos estabelecidos para alcançar os melhores resultados em projetos de construção. 36 REFERÊNCIAS ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR NM 67 - Concreto – Determinação da consistência pelo abatimento do tronco do cone. Rio de Janeiro: ABNT, 1996. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 8953 – Concreto para fins estruturais – classificação pela massa específica, por grupos de resistência e consistência. Rio de Janeiro: ABNT, 2015. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 16889 – Concreto - Determinação da consistência pelo abatimento do tronco do cone. Rio de Janeiro: ABNT, 2020. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5738 – Concreto – Procedimentos para moldagem e cura de corpos de provas. Rio de Janeiro: ABNT, 2015. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5739 – Concreto. Ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos. Rio de Janeiro: ABNT, 2018. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 13276 – Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos – Determinação do índice de consistência. Rio de Janeiro, ABNT, 2016. MEIA COLHER (org.). Slump Test - O que é e Como Fazer no concreto passo-a- passo! 2018. Disponível em: https://www.meiacolher.com/2018/09/slump-test-o-que- e-e-como-fazerno.html. PACHECO J.; HELENE, P. Boletim Técnico 09. Porto Alegre: ALCONPAT-BR, 2013. Disponível em: <http://alconpat.org.br/wp-content/uploads/2012/09/BT-09-Paulo- Helene-eJ%C3%A9ssika.pdf>.