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<p>DESCRIÇÃO</p><p>Apresentação anatômica dos elementos constituintes do sistema genital feminino e do</p><p>masculino e suas correlações no contexto clínico e cirúrgico.</p><p>PROPÓSITO</p><p>Entender aspectos morfofuncionais dos sistemas genitais feminino e masculino e seus</p><p>constituintes é importante para que o profissional de saúde possa reconhecer a estrutura</p><p>biológica e o funcionamento adequado desses órgãos e identificar possíveis alterações e</p><p>patologias relacionadas.</p><p>OBJETIVOS</p><p>MÓDULO 1</p><p>Reconhecer os elementos gerais do sistema genital, o sistema genital feminino e as mamas</p><p>MÓDULO 2</p><p>Reconhecer os elementos que compõem o sistema genital masculino</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Os órgãos reprodutivos masculino e feminino podem ser agrupados por função. As gônadas -</p><p>testículos nos homens e ovários nas mulheres - produzem gametas e secretam hormônios</p><p>sexuais. Vários ductos armazenam e transportam os gametas, e as glândulas sexuais</p><p>acessórias produzem substâncias que protegem os gametas e facilitam seu movimento.</p><p>Além dessas estruturas, existem órgãos de suporte, como o pênis nos homens e o útero nas</p><p>mulheres, que auxiliam na liberação de gametas. O útero também é o local onde fica o embrião</p><p>e o feto durante a gravidez, propiciando um ambiente adequado para o crescimento.</p><p>Neste conteúdo, iremos estudar sucessivamente os aspectos gerais do sistema genital,</p><p>seguidos pelo estudo do sistema genital feminino e, por fim, o sistema genital masculino.</p><p>MÓDULO 1</p><p> Reconhecer os elementos gerais do sistema genital, o sistema genital feminino e as</p><p>mamas</p><p>GENERALIDADES SOBRE O SISTEMA</p><p>GENITAL</p><p>O sistema genital masculino produz esperma e os introduz no corpo feminino. O sistema genital</p><p>feminino produz óvulos, recebe os espermatozoides, provê a união desses gametas, abriga o</p><p>feto, dá à luz e nutre a prole.</p><p>Em ambos os sexos, o sistema genital consiste em órgãos que podem ser funcionalmente</p><p>divididos em órgãos sexuais:</p><p>PRIMÁRIOS (GÔNADAS)</p><p>SECUNDÁRIOS (GENITÁLIA)</p><p>PRIMÁRIOS (GÔNADAS)</p><p>As gônadas são os órgãos que produzem gametas – os testículos nos homens e os ovários,</p><p>nas mulheres.</p><p>SECUNDÁRIOS (GENITÁLIA)</p><p>Os órgãos sexuais secundários são os demais órgãos que não são gônadas e, que apesar de</p><p>não produzirem gametas, são necessários para a reprodução. No homem, eles constituem um</p><p>sistema de ductos, glândulas e o pênis e estão relacionados com o armazenamento, a</p><p>sobrevivência e o transporte do gameta. Na mulher, os órgãos secundários são as trompas</p><p>uterinas, o útero e a vagina, que possuem função de unir o espermatozoide com o óvulo e</p><p>abrigar o embrião/feto.</p><p>Anatomicamente, os órgãos reprodutivos são classificados como genitais externos e internos. A</p><p>genitália externa está localizada no períneo, a região em forma de diamante marcada pela</p><p>sínfise púbica anteriormente, pelo cóccix posteriormente e pelas tuberosidades isquiáticas</p><p>lateralmente. A maioria deles é visível externamente, exceto para as glândulas acessórias do</p><p>períneo feminino. A genitália interna está localizada principalmente na cavidade pélvica, com</p><p>exceção dos testículos e de alguns ductos associados contidos no escroto. Veja abaixo a</p><p>posição da genitália feminina à esquerda e a masculina à direita:</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Além da reprodução, o sistema genital é responsável pela produção de hormônios com a</p><p>função de diferenciação sexual, de modo que são fornecidas características físicas distintas</p><p>entre homens e mulheres. São chamadas de características sexuais secundárias, por exemplo:</p><p>a presença e a quantidade de pelos pubianos e axilares, a presença expressiva de pelos faciais</p><p>masculinos, as diferenças na textura e visibilidade dos cabelos nos membros e tronco, a</p><p>presença das mamas, as diferenças na massa muscular total e na quantidade e distribuição da</p><p>gordura corporal, as diferenças no tom da voz, entre outras.</p><p>Veja na imagem a seguir alguns elementos do sistema genital masculino e feminino na pelve.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Elementos do sistema genital masculino e feminino na pelve.</p><p>Agora que você já conhece as divisões anatômicas gerais do sistema genital humano, vamos</p><p>conhecer mais detalhadamente o sistema genital feminino e as mamas.</p><p>O SISTEMA GENITAL FEMININO</p><p>Os órgãos internos do sistema genital feminino incluem os ovários (gônadas), as tubas</p><p>uterinas (Trompas de Falópio), o útero e a vagina. Os órgãos externos são chamados</p><p>coletivamente de vulva e englobam estruturas como os lábios maiores e menores, o clitóris</p><p>e outras estruturas.</p><p> COMENTÁRIO</p><p>As glândulas mamárias são consideradas parte do sistema tegumentar e do sistema reprodutor</p><p>feminino, mas, pelo seu papel em auxiliar o crescimento do recém-nascido, serão abordadas</p><p>ao final do módulo.</p><p>Iremos agora estudar ovários, as tubas uterinas, o útero, a vagina e os demais órgãos.</p><p>OVÁRIO</p><p>O ovário é um órgão em forma de amêndoa situado em uma depressão da parede pélvica</p><p>posterior chamada de fossa ovariana. O ovário mede cerca de 3cm de comprimento, 1,5cm de</p><p>largura e 1cm de espessura. O ovário é responsável pela produção de estrogênio e</p><p>progesterona, que atuam no desenvolvimento sexual da mulher e no ciclo menstrual.</p><p>Sua cápsula de revestimento é semelhante à do testículo e é chamada de túnica albugínea. O</p><p>interior do ovário é dividido em uma medula centralizada e um córtex externo.</p><p>A medula do ovário é um núcleo de tecido conjuntivo fibroso ocupado pelas principais artérias e</p><p>veias do ovário. O córtex é o local onde ficam os folículos ovarianos, cada um dos quais</p><p>consiste em um óvulo em desenvolvimento cercado por numerosas células foliculares</p><p>pequenas.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Estrutura do ovário.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>O ovário em si não possui um sistema de túbulos. Os óvulos são liberados um de cada vez,</p><p>graças ao processo de menstruação. Na infância, os ovários têm superfície lisa. A partir da</p><p>idade fértil, eles se tornam mais ondulados porque os folículos em crescimento de vários</p><p>estágios produzem protuberâncias na superfície. Após a menopausa, os ovários encolhem e se</p><p>tornam compostos principalmente por tecido cicatricial.</p><p>Os ovários e outros órgãos genitais internos são mantidos no lugar por vários ligamentos de</p><p>tecido conjuntivo. O polo medial do ovário é fixado ao útero pelo ligamento ovariano, e seu</p><p>polo lateral é fixado à parede pélvica pelo ligamento suspensor do ovário.</p><p>A margem anterior do ovário é ancorada por uma prega peritoneal chamada de mesovário.</p><p>Esse ligamento se estende a uma lâmina de peritônio chamada de ligamento largo do útero,</p><p>que flanqueia o útero e envolve a tuba uterina em sua margem superior.</p><p>O ovário recebe sangue de duas artérias: o ramo ovariano da artéria uterina, que passa pelo</p><p>mesovário e se aproxima do polo medial do ovário, e a artéria ovariana, que passa pelo</p><p>ligamento suspensor e se aproxima do polo lateral.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>A artéria ovariana é o equivalente feminino da artéria testicular, no homem. Esse vaso surge da</p><p>aorta abdominal e descende até a gônada ao longo de sua parede posterior. As artérias</p><p>ovariana e uterina se anastomosam ao longo da margem do ovário e liberam várias pequenas</p><p>artérias que entram no ovário.</p><p>As veias que drenam o ovário formam um plexo conhecido como plexo pampiniforme no</p><p>ligamento largo próximo ao ovário e à tuba uterina. As veias do plexo geralmente se fundem</p><p>para formar uma veia ovariana única, que deixa a pelve menor com a artéria ovariana. A veia</p><p>ovariana direita sobe para entrar na veia cava inferior; a veia ovariana esquerda drena para a</p><p>veia renal esquerda.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Plexo do nervo uterovaginal.</p><p>O suprimento nervoso deriva parcialmente do plexo ovariano, descendo com os vasos</p><p>ovarianos, e parcialmente do plexo uterino. As fibras de dor aferente visceral ascendem</p><p>retrogradamente com as fibras simpáticas descendentes do plexo ovariano e dos nervos</p><p>esplâncnicos lombares para os corpos celulares nos gânglios sensoriais espinhais de T11 a L1.</p><p>As fibras viscerais aferentes seguem as fibras parassimpáticas retrogradamente</p><p>é a principal função desse conjunto de órgãos. Vimos que o</p><p>sistema genital é responsável pelas características sexuais secundárias, isto é, existem</p><p>diferenças significativas entre os homens e as mulheres.</p><p>De modo geral, os sistemas genitais masculino e feminino podem ser subdivididos em órgãos</p><p>internos e externos. Estudamos, primeiramente, a arquitetura do sistema genital feminino e</p><p>seus órgãos constituintes e, posteriormente, pudemos compreender os elementos que</p><p>compõem o sistema genital masculino.</p><p>Ao longo do material, ressaltamos diferenças e homologias entre esses órgãos, visto que</p><p>derivam de estruturas embrionárias semelhantes, apesar de não necessariamente</p><p>desempenharem a mesma função.</p><p>Um elemento especial, a uretra, foi estudado no sistema genital do homem, pois, além de</p><p>permitir a passagem de urina, permite a passagem de sêmen, um meio que contém o</p><p>espermatozoide e auxilia essa célula a alcançar e fecundar o ovócito, na tuba uterina. Por fim,</p><p>estudamos os aspectos clínicos de diversos órgãos do sistema genital, tanto do feminino</p><p>quanto do masculino.</p><p>AVALIAÇÃO DO TEMA:</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 3. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Atheneu, 2011.</p><p>GARDNER, E.; GRAY, D. J.; O'RAHILLY, R. R. Anatomia - Estudo Regional do Corpo Humano.</p><p>4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1978.</p><p>GOSS, C. M. Gray Anatomia. 29. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1977.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara</p><p>Koogan, 2013.</p><p>LATARJET, M.; LIARD, A. R. Anatomía Humana. 4. ed. Madrid: Editorial Medica Pan-</p><p>Americana, 2011.</p><p>SALADIN, K. S. Human Anatomy. 5. ed. New York: McGraw Hill, 2017.</p><p>TESTUT, L.; JACOB, O. Tratado de Anatomía Topográfica con aplicaciones</p><p>médicoquirúrgicas. 8. ed. Madrid: Salvat, 1952.</p><p>TESTUT, L.; LATARJET, A. Tratado de Anatomía Humana. 9. ed. Barcelona: Salvat, 1958.</p><p>EXPLORE+</p><p>Para aprofundar os seus conhecimentos no assunto estudado neste conteúdo:</p><p>Assista ao vídeo Um jeito divertido de entender a fecundação , disponível no YouTube, e</p><p>aprenda mais sobre o funcionamento dos sistemas genitais feminino e masculino.</p><p>Entenda como o sistema genital feminino responde ao estímulo hormonal assistindo ao</p><p>vídeo Ciclo menstrual , disponível no YouTube.</p><p>Leia o artigo disponível no site Scielo intitulado Genitália Ambígua: Diagnóstico</p><p>Diferencial e Conduta , de Damiani e outros colaboradores, a respeito da referida doença</p><p>e com detalhes sobre o desenvolvimento embrionário do sistema genital.</p><p>CONTEUDISTA</p><p>Marcio Antonio Babinski</p><p> CURRÍCULO LATTES</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p><p>por meio dos</p><p>plexos uterino (pélvico) e hipogástrico inferior e dos nervos esplâncnicos pélvicos até os corpos</p><p>celulares nos gânglios sensoriais espinhais de S2 a S4.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Os cistos ovarianos são bolsas cheias de líquido dentro ou sobre o ovário. Esses cistos são</p><p>relativamente comuns, geralmente, não são cancerosos e, frequentemente, desaparecem por</p><p>conta própria. Os cistos cancerosos são mais prováveis de ocorrer em mulheres acima de 40</p><p>anos. Os cistos ovarianos podem causar: dor, pressão, uma dor surda ou plenitude no</p><p>abdômen; dor durante a relação sexual; períodos menstruais atrasados, dolorosos ou</p><p>irregulares; início abrupto de dor aguda na parte inferior do abdômen; e/ou sangramento</p><p>vaginal. A maioria dos cistos ovarianos não requer tratamento, mas os maiores (mais de 5cm)</p><p>podem ser removidos cirurgicamente.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Um cisto ovariano. Comparação entre um ovário normal e um ovário com cisto.</p><p>TUBAS UTERINAS</p><p>A tuba uterina (trompa de Falópio) é um canal ciliado com cerca de 10cm de comprimento que</p><p>vai do ovário ao útero. Na extremidade distal (ovariana), ela se alarga em um infundíbulo com</p><p>projeções ciliadas denominadas de fímbrias; a parte intermediária e mais longa da tuba é a</p><p>ampola, e o segmento próximo ao útero é chamado de istmo, por ser mais estreito. Alguns</p><p>autores consideram uma quarta porção, denominada de porção intrauterina da tuba uterina:</p><p>essa porção é um segmento curto, intramural, situada na cavidade uterina. A tuba uterina está</p><p>sustentada pela mesossalpinge, que é a margem superior do ligamento largo do útero.</p><p>A tuba uterina forma uma conexão do meio externo com o peritônio, o que pode se tornar um</p><p>caminho para infecções.</p><p>Histologicamente, as tubas uterinas são compostas por três camadas:</p><p>MUCOSA</p><p>MUSCULAR</p><p>SEROSA</p><p>MUCOSA</p><p>A mucosa consiste em epitélio e lâmina própria (tecido conjuntivo frouxo). O epitélio contém:</p><p>células colunares simples ciliadas, que funcionam como uma cadeia de transporte ciliado que</p><p>auxilia a mobilização do óvulo fertilizado (ovócito secundário) dentro da tuba uterina em direção</p><p>ao útero; e células não ciliadas, conhecidas também como “células peg”, que possuem</p><p>microvilosidades e secretam um fluido que fornece nutrição para o óvulo.</p><p>MUSCULAR</p><p>A camada média, a muscular, é composta por um anel circular interno espesso de músculo</p><p>liso e uma região delgada externa de músculo liso longitudinal. As contrações peristálticas da</p><p>musculatura e a ação ciliar da mucosa ajudam a mover o ovócito em direção ao útero.</p><p>SEROSA</p><p>A camada mais externa das tubas uterinas é uma membrana serosa.</p><p>Após a ovulação, os movimentos das fímbrias formam correntes que varrem o ovócito</p><p>secundário ovulado da cavidade peritoneal para a tuba uterina. O espermatozoide geralmente</p><p>encontra e fertiliza um ovócito secundário na ampola da tuba uterina, embora a fertilização na</p><p>cavidade peritoneal não seja incomum. A fertilização pode ocorrer até cerca de 24 horas após a</p><p>ovulação. Algumas horas após a fertilização, os materiais nucleares do óvulo haploide e do</p><p>esperma se unem.</p><p>O óvulo fertilizado diploide agora é chamado de zigoto e começa a sofrer divisões celulares</p><p>enquanto se move em direção ao útero, aonde chega de 6 a 7 dias após a ovulação. Ovócitos</p><p>secundários não fertilizados se desintegram.</p><p>As tubas são irrigadas por ramos tubais das artérias ovarianas e uterinas. As veias tubárias</p><p>drenam para as veias ovarianas e para o plexo venoso uterino (uterovaginal). A inervação</p><p>segue o mesmo padrão da inervação dos ovários.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Diagrama 3D demonstrando algumas porções dos órgãos internos do sistema genital</p><p>feminino.</p><p>ÚTERO</p><p>O útero é uma câmara muscular espessa que se abre para o teto da vagina e geralmente se</p><p>inclina para a frente sobre a bexiga urinária, em uma posição conhecida como anteflexão. Sua</p><p>função é abrigar o feto, fornecer-lhe uma fonte de nutrição (a placenta, composta parcialmente</p><p>de tecido uterino) e expelir o feto no final da gestação.</p><p>O útero tem um formato semelhante a uma pera e pode ser dividido da seguinte maneira:</p><p>Uma porção em forma de cúpula, chamada de fundo.</p><p>Uma porção central afilada, chamada de corpo.</p><p>Uma porção inferior estreita, chamada de colo (cérvix), que se abre para a vagina.</p><p>Entre o corpo do útero e o colo do útero, está o istmo, uma região contraída com cerca de 1cm</p><p>de comprimento. O interior do corpo do útero é chamado de cavidade uterina e o interior</p><p>do colo do útero é chamado de canal cervical.</p><p>O canal cervical se abre na cavidade uterina e na vagina, por meio de seu orifício interno e</p><p>externo, respectivamente. O útero mede cerca de 7cm do colo ao fundo, 4cm de largura em</p><p>seu ponto mais largo no fundo e 2,5cm de espessura, mas é um pouco maior em mulheres que</p><p>estiveram grávidas.</p><p>O lúmen do útero é aproximadamente triangular, com seus dois cantos superiores (cornos) se</p><p>abrindo para as tubas uterinas. No útero não grávido, o lúmen não é uma cavidade oca, mas</p><p>sim, um espaço potencial: as membranas mucosas das paredes opostas são pressionadas</p><p>juntas com pouco espaço entre elas.</p><p>O lúmen comunica-se com a vagina por meio de uma passagem estreita através do colo do</p><p>útero, chamada de canal cervical. A abertura superior desse canal para o corpo do útero é o</p><p>orifício interno, e sua abertura para a vagina é o seu orifício externo.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>O canal contém glândulas cervicais que secretam muco, esse muco previne a disseminação de</p><p>micróbios da vagina para o útero. Perto da época da ovulação, o muco torna-se mais fino do</p><p>que o normal e permite a passagem mais fácil dos espermatozoides.</p><p>Vários ligamentos, que são extensões do peritônio parietal ou cordões fibromusculares,</p><p>mantêm o útero em posição. São eles:</p><p>LIGAMENTO LARGO DO ÚTERO</p><p>LIGAMENTOS UTEROSSACRAIS</p><p>LIGAMENTOS CARDINAIS DO ÚTERO</p><p>LIGAMENTOS REDONDOS DO ÚTERO</p><p>LIGAMENTO LARGO DO ÚTERO</p><p>É uma dobra dupla de peritônio que prende o útero em cada lado da cavidade pélvica.</p><p>LIGAMENTOS UTEROSSACRAIS</p><p>Também são extensões peritoneais e situam-se em ambos os lados do reto e conectam o útero</p><p>ao sacro.</p><p>LIGAMENTOS CARDINAIS DO ÚTERO</p><p>Também são chamados de ligamentos cervicais transversos. Estão localizados abaixo da base</p><p>do ligamento largo e se estendem da parede pélvica ao colo do útero e vagina.</p><p>LIGAMENTOS REDONDOS DO ÚTERO</p><p>São faixas de tecido conjuntivo fibroso entre as camadas do ligamento largo. Eles se estendem</p><p>de um ponto no útero imediatamente inferior às tubas uterinas até uma porção dos grandes</p><p>lábios, da vulva. Embora os ligamentos, normalmente, mantenham a posição antefletida do</p><p>útero, também permitem que o corpo uterino se movimente o suficiente para que o útero fique</p><p>mal posicionado. Uma inclinação posterior do útero, chamada de retroflexão, por exemplo, é</p><p>uma variação da posição normal do útero. Esses ligamentos preenchem o canal inguinal.</p><p>A parede uterina consiste em uma serosa externa denominada de perimétrio, uma camada</p><p>muscular média denominada de miométrio e uma mucosa interna denominada de</p><p>endométrio.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Anatomia do útero e órgãos associados.</p><p>A camada externa - perimétrio ou serosa é parte do peritônio visceral. É composta por epitélio</p><p>escamoso simples e tecido conjuntivo frouxo. Lateralmente, torna-se o ligamento largo do</p><p>útero.</p><p>Na parte anterior, cobre a bexiga urinária e forma uma escavação rasa, a escavação</p><p>vesicouterina. Na parte posterior, cobre o reto e forma uma escavação profunda entre o útero</p><p>e o reto, a escavação retouterina, conhecida também como saco ou bolsa de Douglas - o</p><p>ponto mais inferior da cavidade pélvica.</p><p>O miométrio, com cerca de 1,25cm de espessura no útero não gravídico, constitui a maior</p><p>parte da parede. É composto principalmente de feixes de músculo liso que se estendem para</p><p>baixo a partir do fundo e espiralam ao redor do corpo do útero.</p><p> COMENTÁRIO</p><p>Próximo ao colo do útero, o miométrio é menos muscular e mais fibroso; o colo do útero em si é</p><p>quase totalmente fibroso (colágeno).</p><p>A função do miométrio é produzir as contrações do parto</p><p>que ajudam a expulsar o feto. O revestimento interno do útero, ou mucosa, é denominado de</p><p>endométrio.</p><p>O endométrio possui um epitélio colunar simples, glândulas tubulares e um estroma povoado</p><p>por leucócitos, macrófagos e outras células. A metade superficial a dois terços dela, chamada</p><p>de camada funcional (estrato funcional), é eliminada em cada período menstrual. A camada</p><p>mais profunda, chamada de camada basal (estrato basal), se mantém e gera uma nova</p><p>camada funcional para o próximo ciclo. Quando ocorre a gravidez, o endométrio é o local de</p><p>fixação do embrião e forma a parte materna da placenta.</p><p>O suprimento de sangue do útero é particularmente importante para o ciclo menstrual e a</p><p>gravidez. Uma artéria uterina origina-se de cada uma das duas artérias ilíacas internas (Direita</p><p>e esquerda) e viaja por meio do ligamento largo até o útero. Elas emitem vários ramos que</p><p>penetram no miométrio e formam as artérias arqueadas.</p><p>Cada artéria arqueada viaja em um círculo ao redor do útero e faz uma anastomose com a</p><p>artéria arqueada do outro lado. Ao longo de seu curso, dá origem a artérias menores que</p><p>penetram o resto do caminho através do miométrio, no endométrio, e produzem as artérias</p><p>espirais (ou espiraladas). As artérias espirais se enrolam entre as glândulas endometriais em</p><p>direção à superfície da mucosa. Elas se contraem e dilatam ritmicamente, tornando a mucosa</p><p>alternadamente branca e vermelha devido ao fluxo de sangue.</p><p>O sangue que sai do útero é drenado pelas veias uterinas para as veias ilíacas internas. O</p><p>extenso suprimento de sangue do útero é essencial para apoiar o crescimento de um novo</p><p>estrato funcional após a menstruação, implantação de um óvulo fertilizado e desenvolvimento</p><p>da placenta.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>A endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial fora do útero. O tecido</p><p>entra na cavidade pélvica por meio da abertura das tubas uterinas e pode ser encontrado em</p><p>qualquer um dos vários locais: nos ovários, na escavação retouterina, na superfície externa do</p><p>útero, no cólon sigmoide, nos linfonodos pélvicos e abdominais, no colo do útero, na parede</p><p>abdominal, nos rins e na bexiga.</p><p>O tecido endometrial responde às flutuações hormonais, seja dentro ou fora do útero, assim, a</p><p>cada ciclo reprodutivo, o tecido se prolifera e então se decompõe e sangra. Quando isso ocorre</p><p>fora do útero, pode causar inflamação, dor, cicatrizes e infertilidade. Os sintomas incluem dor</p><p>pré-menstrual ou dor menstrual intensa.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>VAGINA</p><p>A vagina é um canal fibromuscular tubular de cerca de 10cm de comprimento. A vagina fica</p><p>posterior à bexiga urinária e à uretra, a última projetando-se ao longo da linha média de sua</p><p>parede anteroinferior. A vagina fica anterior ao reto, passando entre as margens mediais dos</p><p>músculos levantadores do ânus (puborretais).</p><p>Possui relações:</p><p>Anteriores com o fundo da bexiga urinária e uretra</p><p>Laterais com o músculo levantador do ânus, fáscia pélvica e ureteres</p><p>Posteriores com o canal anal, reto e a escavação retouterina (saco de Douglas)</p><p>É o receptáculo para o pênis durante a relação sexual e fornece meio de saída para o fluxo</p><p>menstrual e passagem para o feto durante o parto. Situada entre a bexiga urinária e o reto, a</p><p>vagina é direcionada superior e posteriormente, onde se liga ao útero.</p><p>Um recesso chamado fórnice está presente na fixação da vagina no colo do útero. É no fórnice</p><p>que o diafragma contraceptivo, quando inserido corretamente, deve ser mantido enquanto</p><p>cobre o colo do útero.</p><p>A mucosa da vagina é contínua com a do útero. Histologicamente, consiste em epitélio</p><p>escamoso estratificado não queratinizado e tecido conjuntivo areolar que se encontra em uma</p><p>série de dobras transversais denominadas rugas.</p><p>A mucosa da vagina contém grandes estoques de glicogênio, cuja decomposição produz</p><p>ácidos orgânicos. O ambiente ácido resultante retarda o crescimento microbiano, mas também</p><p>é prejudicial aos espermatozoides. Os componentes alcalinos do sêmen, principalmente das</p><p>vesículas seminais, aumentam o pH do fluido na vagina e aumentam a viabilidade dos</p><p>espermatozoides.</p><p>A túnica muscular é composta por uma camada circular externa e uma camada longitudinal</p><p>interna de músculo liso que pode esticar consideravelmente para acomodar o pênis durante a</p><p>relação sexual e uma criança durante o nascimento.</p><p>A adventícia, a camada superficial da vagina, consiste em tecido conjuntivo areolar. Ele ancora</p><p>a vagina aos órgãos adjacentes, como a uretra e a bexiga urinária anteriormente e o reto e o</p><p>canal anal posteriormente.</p><p>Uma fina prega de membrana mucosa vascularizada, chamada de hímen, forma uma borda ao</p><p>redor e fecha parcialmente a extremidade inferior da abertura vaginal para a exterior, o orifício</p><p>vaginal. Após sua ruptura, geralmente, após a primeira relação sexual, apenas restos do hímen</p><p>permanecem. Às vezes, o hímen cobre completamente o orifício, uma condição chamada</p><p>hímen imperfurado. A cirurgia pode ser necessária para abrir o orifício e permitir a descarga do</p><p>fluxo menstrual.</p><p>As artérias que irrigam a parte superior da vagina derivam das artérias uterinas. As artérias que</p><p>irrigam as partes média e inferior da vagina derivam das artérias vaginal e pudenda interna. As</p><p>veias vaginais formam plexos venosos vaginais ao longo das laterais da vagina e dentro da</p><p>mucosa vaginal. Essas veias são contínuas com o plexo venoso uterino e com o plexo venoso</p><p>uterovaginal e drenam para as veias ilíacas internas através da veia uterina. Esse plexo</p><p>também se comunica com os plexos vesicais e retais.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Apenas a parte inferior de um quinto a um quarto da vagina é somática em termos de</p><p>inervação. A inervação dessa parte da vagina é proveniente do nervo perineal profundo, um</p><p>ramo do nervo pudendo, que transmite fibras aferentes simpáticas e viscerais. Apenas essa</p><p>parte somaticamente inervada é sensível ao toque e à temperatura, embora as fibras aferentes</p><p>somáticas e viscerais tenham seus corpos celulares nos mesmos (S2-S4) gânglios espinhais.</p><p>A maior parte da vagina (três quartos a quatro quintos superiores) é visceral em termos de sua</p><p>inervação. Os nervos para essa parte da vagina e para o útero são derivados do plexo do</p><p>nervo uterovaginal, que viaja com a artéria uterina na junção da base do ligamento largo do</p><p>útero e da parte superior do ligamento cervical transverso. O plexo do nervo uterovaginal é um</p><p>dos plexos pélvicos que se estendem às vísceras pélvicas do plexo hipogástrico inferior. Fibras</p><p>aferentes simpáticas, parassimpáticas e viscerais passam por esse plexo.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Sistema reprodutor feminino.</p><p>VULVA</p><p>O termo vulva refere-se aos órgãos genitais externos da mulher. Seus elementos constituintes</p><p>são:</p><p>MONTE PÚBICO (MONTE DA PUBE)</p><p>GRANDES LÁBIOS</p><p>PEQUENOS LÁBIOS</p><p>VESTÍBULO DA VULVA</p><p>CLITÓRIS</p><p>MONTE PÚBICO (MONTE DA PUBE)</p><p>Consiste em um acúmulo anterior de tecido adiposo que recobre a sínfise púbica, coberto por</p><p>pele e pelos púbicos.</p><p>GRANDES LÁBIOS</p><p>São um par de dobras espessas de pele e tecido adiposo inferior ao monte, entre as coxas; a</p><p>fissura entre eles é chamada de rima do pudendo. Os pelos púbicos crescem nas superfícies</p><p>laterais dos grandes lábios na puberdade, mas as superfícies mediais não têm pelos. São</p><p>homólogos ao escroto, no homem.</p><p>PEQUENOS LÁBIOS</p><p>São muito mais finos. Situam-se medialmente aos grandes lábios e, ao contrário desses, são</p><p>desprovidos de pelos pubianos e de gordura e têm poucas glândulas sudoríparas, mas contêm</p><p>muitas glândulas sebáceas. Os pequenos lábios são homólogos à uretra esponjosa no homem.</p><p>VESTÍBULO DA VULVA</p><p>É a área delimitada pelos pequenos lábios, contém os orifícios urinário e vaginal. Na margem</p><p>anterior e superior do vestíbulo, os pequenos lábios se encontram e formam um prepúcio em</p><p>forma de capuz sobre o clitóris.</p><p>CLITÓRIS</p><p>É estruturado de maneira muito semelhante ao pênis em muitos aspectos, mas não tem função</p><p>urinária. Sua função é inteiramente</p><p>sensorial, servindo como centro primário de estimulação</p><p>sexual. Ao contrário do pênis, é quase inteiramente interno, não tem corpo esponjoso e não</p><p>envolve a uretra.</p><p>Essencialmente, é formado por um par de corpos cavernosos (tecido erétil trabeculado)</p><p>envoltos em tecido conjuntivo. Sua glande projeta-se ligeiramente do prepúcio. O corpo do</p><p>clitóris passa internamente, estando inferior à sínfise púbica. Em sua extremidade interna, os</p><p>corpos cavernosos divergem, com um formato semelhante ao da letra “Y”, e formam um par de</p><p>crura, que, como as do pênis, prendem o clitóris a cada lado do arco púbico.</p><p>Imagem: SVG por Marnanel após Amphis/ wikimedia commons/Domínio Público</p><p> Estrutura anatômica do clitóris.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>A circulação e a inervação do clitóris são basicamente as mesmas do pênis, ou seja, possuem</p><p>uma artéria profunda do clitóris e a artéria dorsal do clitóris. É drenado pela veia dorsal</p><p>superficial do clitóris e pela veia dorsal profunda do clitóris. É inervado pelo nervo dorsal do</p><p>clitóris, possuindo inúmeras terminações nervosas que fornecem sua função sensorial.</p><p>Bem no fundo dos grandes lábios, há um par de tecidos eréteis subcutâneos chamados de</p><p>bulbos do vestíbulo. Eles ficam congestionados com sangue durante a excitação sexual e</p><p>fazem com que a vagina se aperte um pouco ao redor do pênis, aumentando a estimulação</p><p>sexual. São homólogos ao corpo esponjoso e bulbo do pênis, no homem.</p><p>Ao lado da vagina, há um par de glândulas vestibulares maiores (de Bartholin) que</p><p>possuem o tamanho de uma ervilha. Possuem dutos curtos que se abrem para o vestíbulo da</p><p>vulva ou para a parte inferior da vagina. Essas glândulas correspondem às glândulas</p><p>bulbouretrais (de Cowper) no homem. Elas mantêm a vulva úmida e, durante a excitação</p><p>sexual, fornecem a maior parte da lubrificação para a relação sexual. O vestíbulo também é</p><p>lubrificado por várias glândulas vestibulares menores.</p><p>Um par de glândulas parauretrais (de Skene) se abrem no vestíbulo próximo ao orifício</p><p>uretral externo. Essas glândulas podem ejetar fluido, às vezes em abundância, durante o</p><p>orgasmo. Surgem da mesma estrutura embrionária da próstata masculina e seu fluido é</p><p>semelhante à secreção prostática.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Genitália externa e interna.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Bartolinites são glândulas vestibulares maiores (de Bartholin) que geralmente não são</p><p>palpáveis, mas tornam-se mediante a uma infecção. A oclusão do ducto da glândula vestibular</p><p>maior pode predispor o indivíduo à infecção da glândula vestibular maior. A glândula é o local</p><p>ou origem da maioria dos adenocarcinomas vulvares (cânceres). A Bartolinite, inflamação das</p><p>glândulas vestibulares maiores, pode resultar de uma série de organismos patogênicos. As</p><p>glândulas infectadas podem aumentar até um diâmetro de 4–5cm e colidir com a parede do</p><p>reto. A oclusão do ducto da glândula vestibular sem infecção pode resultar no acúmulo de</p><p>mucina, levando à formação de um cisto.</p><p>MAMAS</p><p>As mamas são duas formações glandulares superficiais mais proeminentes na parede torácica</p><p>da mulher. Possuem função de produção e secreção de leite. As glândulas mamárias</p><p>constituem um traço característico dos mamíferos e são destinadas à nutrição, ainda que, na</p><p>mulher, desempenhem papel de relevância na sexualidade e na estética.</p><p>Esses órgãos são anexos da pele e apresentam simetria apenas em relação ao plano mediano.</p><p>Estão presentes tanto no sexo feminino quanto no masculino, com a mesma origem</p><p>embrionária e desenvolvimento púbere. Porém, no homem, esse desenvolvimento é limitado.</p><p>No homem adulto, o corpo da mama se limita a um pequeno disco de tecido glandular</p><p>atrofiado; somente a aréola e a papila mamária (mamilo) são comparáveis às da mulher.</p><p>Contudo, a mama masculina, assim como a da mulher, pode ser acometida de processos</p><p>patológicos, inflamatórios e tumorais.</p><p>As mamas estão situadas na face anterossuperior de cada hemitórax, ventralmente aos</p><p>músculos da região peitoral (peitoral maior, peitoral menor e serrátil anterior), podendo</p><p>estender-se sobre parte do músculo oblíquo externo. Estão entre as camadas superficial e</p><p>profunda da tela subcutânea. Na mulher jovem, são delimitadas pelas margens laterais do osso</p><p>esterno e linhas axilares anteriores, geralmente, se estendem da 3ª a 7ª costela, podendo</p><p>ocorrer entre a 2ª e a 6ª.</p><p>Uma pequena parte da glândula mamária pode se alongar ao longo da borda inferolateral do</p><p>músculo peitoral maior até a axila, constituindo um processo axilar (lateral) da mama (de</p><p>Spence), que são descobertos com a hipertrofia mamária menstrual. Dois terços da mama</p><p>sobrepõem a fáscia peitoral que cobre o músculo peitoral maior; o outro terço repousa na fáscia</p><p>que reveste o músculo serrátil anterior. O espaço criado entre a mama e a fáscia peitoral é</p><p>preenchido por tecido conjuntivo frouxo (pequena quantidade de gordura) que permite à mama</p><p>um certo grau de movimento, o espaço retromamário.</p><p>As mamas adquirem aspecto morfológico adulto a partir da puberdade. Sua forma geral é de</p><p>elevação subcutânea convexa em relação à superfície torácica, criando assim uma semiesfera</p><p>cônica com uma saliência variando na intensidade de cor, a papila mamária.</p><p>Sua forma é muito variável, segundo a etnia e o estado fisiológico (idade, fase do ciclo</p><p>menstrual e lactação), assim como sua consistência. É firme e elástica na mulher jovem e</p><p>nulípara. Com as gestações sucessivas ou no avançar da idade, tornam-se progressivamente</p><p>moles e flácidas na mulher idosa, podendo estar suspensa em forma de pêndulo, fato explicado</p><p>pela perda da elasticidade das estruturas de sustentação do estroma.</p><p>NULÍPARA</p><p>Mulher que nunca teve filhos.</p><p>As dimensões das mamas são variáveis e não têm relação com a estatura da mulher. Na</p><p>posição ortostática, a mama fica suspensa, tornando-se mais saliente na base do que na parte</p><p>superior devido à gravidade, e seu limite inferior forma um sulco com a parede torácica</p><p>subjacente – sulco submamário.</p><p>A diferença no volume de ambas as mamas da mesma mulher é frequente e depende da</p><p>quantidade de tecido estromal. Seu peso também varia, de 30 a 60g ao nascimento, na mulher</p><p>jovem em média é de 150 a 200g, aumentando para 400 ou 500g durante a lactação e/ou após</p><p>implante de próteses de silicone. Frequentemente, são assimétricas (anisomastia), a direita é</p><p>usualmente maior e mais baixa do que a esquerda.</p><p>A maior parte da mama é recoberta por uma pele fina e móvel, onde se nota por transparência</p><p>– em alguns indivíduos – a rede venosa superficial; a pele da mama é continuada, na</p><p>superfície, pela pele do tórax. O ápice da mama, por outro lado, é constituído por uma zona</p><p>arredondada e pigmentada: a aréola, em cujo centro se encontra a papila mamária. Essas duas</p><p>formações também são encontradas no homem.</p><p>A aréola é uma região cutânea regularmente circular de 15 a 25mm de diâmetro. Sua coloração</p><p>varia de mais clara a mais escura de acordo com o tom de pele, tornando-se mais escura,</p><p>principalmente, na gravidez devido a fatores hormonais. Sua superfície é elevada em certos</p><p>pontos, o que forma pequenas saliências denominadas de tubérculos (glândulas) areolares (de</p><p>javascript:void(0)</p><p>Morgagni). Esses tubérculos são determinados pela presença de glândulas sebáceas</p><p>volumosas que se hipertrofiam durante a gravidez, criando os sinais gravídicos:</p><p>Imagem: Shutterstock.com, adaptado por Raphael Amado Oliveira</p><p>SINAL DE HUNTER</p><p>Escurecimento da cor e aumento do diâmetro</p><p>Imagem: Shutterstock.com, adaptado por Raphael Amado Oliveira</p><p>REDE DE HALLER</p><p>Ingurgitamento da rede venosa areolar e periareolar</p><p>Imagem: Shutterstock.com, adaptado por Raphael Amado Oliveira</p><p>SINAL DE MONTGOMERY</p><p>Glândulas sebáceas hipertrofiadas</p><p>A papila mamária (mamilo) é uma projeção da aréola, com a pele enrugada e desprovida de</p><p>gordura onde se desembocam os ductos lactíferos dos respectivos lobos da glândula mamária.</p><p>A papila mamária situa-se no centro da aréola, um pouco abaixo do centro da mama e</p><p>aproximadamente ao nível do 4º espaço intercostal</p><p>em adultas e do 4º espaço intervertebral</p><p>em jovens nulíparas. É cilíndrica ou cônica, varia na saliência e mede cerca de 10 a 12mm.</p><p>A papila é composta, principalmente, de anéis concêntricos de fibras musculares lisas</p><p>subjacentes à pele que se inserem na face profunda da derme. A contração dessas fibras</p><p>musculares sob efeito da excitação, por exemplo, tato, frio e emoções, pode tornar a papila</p><p>rígida, na qual ela se projeta anteriormente.</p><p>A mama está composta de dois elementos histológicos agrupados, o parênquima e o estroma.</p><p>O parênquima apresenta-se como uma massa oval constituída de tecido glandular e é</p><p>composto de 15 a 20 lobos piramidais (glândulas mamárias), cujos ápices estão voltados para</p><p>a superfície e as bases para a parte profunda (centro) da mama.</p><p>As glândulas mamárias são glândulas sudoríparas modificadas; sendo assim, não possuem</p><p>cápsula ou bainha especial. O conjunto desses lobos denomina-se corpo da mama, que pode</p><p>ser palpado e distinguido das áreas vizinhas pela consistência. Cada lobo apresenta lóbulos</p><p>com alvéolos compostos e arranjados como cachos de uvas, essas unidades são</p><p>funcionalmente independentes e possuem um ducto excretor: ducto lactífero.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Os ductos lactíferos são tortuosos e se dirigem para a papila mamária; antes de chegarem a</p><p>esta, apresentam uma dilatação fusiforme, o seio lactífero (ampola). Nesse local, a secreção</p><p>láctea é armazenada no intervalo entre as lactações. Após o seio, cada ducto lactífero transita</p><p>de forma retilínea pela papila mamária para se abrir no ápice, nos poros lactíferos.</p><p>O estroma é composto pelo tecido conjuntivo encontrado verticalmente em toda a face</p><p>profunda da pele, exceto na aréola e na papila mamária. Esse tecido envolve cada lobo e o</p><p>corpo mamário como um todo, da face profunda à face anterior da mama (pele).</p><p>Os arranjos do estroma são formados por feixes (lâminas) fibrosos, denominados ligamentos</p><p>suspensores da mama (de Cooper) que delimitam com a pele as lojas ocupadas por tecido</p><p>adiposo. Assim, não existe plano de separação entre a pele e a glândula mamária e/ou</p><p>camadas contínuas de tecido adiposo, situadas nas fossas do estroma. Dessa maneira, o</p><p>tamanho e a forma da mama estão diretamente relacionados com a quantidade de tecido</p><p>adiposo nas fossas do estroma, advindos de fatores genéticos, étnicos e alimentares.</p><p>A mama é suprida por ramos mamários da artéria torácica interna, ramos da artéria torácica</p><p>lateral e das primeiras artérias intercostais posteriores. As veias possuem fluxo semelhante ao</p><p>das artérias e, ao chegarem à superfície da mama, formam uma rede subcutânea variável, um</p><p>círculo anastomótico ao redor da papila denominado círculo venoso (de Haller). Desse círculo,</p><p>emergem veias que se dirigem principalmente para veia axilar, outra pequena parte destina-se</p><p>à veia torácica interna e a veias superficiais do abdômen.</p><p>Os vasos linfáticos circundam a aréola e a papila da mama e drenam para os linfonodos</p><p>axilares, cervicais profundos e deltopeitorais e para os linfonodos torácicos internos de ambos</p><p>os lados.</p><p>Os linfonodos axilares agem como uma série de filtros entre a mama e a circulação venosa.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Células carcinomatosas que entram em um vaso linfático, usualmente, têm de passar através</p><p>de 2 ou 3 grupos de linfonodos antes de atingir a circulação venosa. A drenagem linfática da</p><p>mama é de importância particular na clínica, devido ao seu papel na propagação de tumores</p><p>malignos.</p><p>A inervação da mama procede de ramos dos nervos supraclaviculares do plexo cervical</p><p>superficial; e outra parte, dos ramos perfurantes do 2º ao 6º nervo intercostal. Esses nervos</p><p>trazem até a glândula mamária fibras sensitivas cutâneas e fibras autônomas vasomotoras e</p><p>secretoras.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Anatomia da mama, vista lateral.</p><p>ELEMENTOS GERAIS DO SISTEMA</p><p>GENITAL, O SISTEMA GENITAL FEMININO E</p><p>AS MAMAS</p><p>O especialista Elisaldo Mendes Cordeiro apresenta as principais estruturas do sistema genital e</p><p>do sistema genital feminino.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. O CANAL INGUINAL É UMA PASSAGEM EM FORMA DE TÚNEL, COM</p><p>SENTIDO POSTEROANTERIOR E SÚPERO-INFERIOR E LÁTERO-MEDIAL,</p><p>OU SEJA, DE TRÁS PARA A FRENTE, DE CIMA PARA BAIXO E DE</p><p>LATERAL PARA MEDIAL. NO HOMEM, PERMITE A PASSAGEM DO</p><p>TESTÍCULO PARA O ESCROTO. NA MULHER, CONTÉM QUAL DAS</p><p>SEGUINTES ESTRUTURAS?</p><p>A) Ligamento largo do útero</p><p>B) Ligamento uterossacro</p><p>C) Perimétrio</p><p>D) Ligamentos redondos do útero</p><p>E) Ligamento cruzado</p><p>2. O ÚTERO POSSUI TRÊS CAMADAS DE CONSTITUIÇÃO. O</p><p>PERIMÉTRIO, MIOMÉTRIO E ENDOMÉTRIO. ESSAS CAMADAS SÃO</p><p>FUNDAMENTAIS PARA CONFERIR A FUNÇÃO DO ÓRGÃO. QUAL</p><p>CAMADA É ELIMINADA DURANTE O PERÍODO MENSTRUAL?</p><p>A) O endométrio</p><p>B) A camada basal do endométrio</p><p>C) A camada funcional do endométrio</p><p>D) O perimétrio</p><p>E) A camada funcional do miométrio</p><p>GABARITO</p><p>1. O canal inguinal é uma passagem em forma de túnel, com sentido posteroanterior e</p><p>súpero-inferior e látero-medial, ou seja, de trás para a frente, de cima para baixo e de</p><p>lateral para medial. No homem, permite a passagem do testículo para o escroto. Na</p><p>mulher, contém qual das seguintes estruturas?</p><p>A alternativa "D " está correta.</p><p>Os ligamentos redondos do útero encontram-se no canal inguinal e são faixas de tecido</p><p>conjuntivo fibroso entre as camadas do ligamento largo. Eles se estendem de um ponto no</p><p>útero imediatamente inferior às tubas uterinas até uma porção dos grandes lábios, da vulva.</p><p>Embora os ligamentos normalmente mantenham a posição antefletida do útero, eles também</p><p>permitem que o corpo uterino se movimente o suficiente para que o útero fique mal</p><p>posicionado.</p><p>2. O útero possui três camadas de constituição. O perimétrio, miométrio e endométrio.</p><p>Essas camadas são fundamentais para conferir a função do órgão. Qual camada é</p><p>eliminada durante o período menstrual?</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>O endométrio possui um epitélio colunar simples, glândulas tubulares e um estroma povoado</p><p>por leucócitos, macrófagos e outras células. A metade superficial a dois terços dela, chamada</p><p>de camada funcional (estrato funcional), é eliminada a cada período menstrual.</p><p>MÓDULO 2</p><p> Reconhecer os elementos que compõem o sistema genital masculino</p><p>O SISTEMA GENITAL MASCULINO</p><p>Agora, vamos estudar os elementos que compõem o sistema genital masculino. São eles:</p><p>bolsa escrotal (escroto); testículos; vias espermáticas; uretra; glândulas acessórias e pênis.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Esquema ilustrativo do sistema reprodutor masculino.</p><p>BOLSA ESCROTAL (ESCROTO)</p><p>O escroto é uma bolsa formada por pele, músculo e tecido conjuntivo fibroso. Está fixado</p><p>parcialmente na raiz do pênis, no períneo, e contém os testículos. A pele da bolsa escrotal</p><p>possui glândulas sebáceas, pelos e uma rica inervação sensorial. Além disso, possui uma</p><p>pigmentação um pouco mais escura do que a pele em outras partes do corpo.</p><p>O escroto é dividido em compartimentos direito e esquerdo por um septo mediano interno, que</p><p>protege cada testículo de infecções do outro. A localização do septo é marcada na superfície</p><p>externa do escroto pela rafe escrotal, que também se estende anteriormente ao longo do lado</p><p>ventral do pênis (rafe peniana) e posteriormente até a margem do ânus (rafe perineal). O</p><p>testículo esquerdo é, geralmente, mais baixo do que o direito para que os dois não sejam</p><p>comprimidos um contra o outro entre as coxas.</p><p>Além dos testículos, o escroto contém também o cordão ou funículo espermático — um feixe</p><p>de vasos sanguíneos, linfáticos, nervos, tecido conjuntivo fibroso e um ducto pertencente às</p><p>vias espermáticas denominado de ducto deferente.</p><p>Em alguns mamíferos, os testículos estão na cavidade abdominopélvica, o que ocorre durante</p><p>o período embrionário. Porém, à medida que o feto vai se desenvolvendo, os testículos descem</p><p>pelo canal inguinal e se acomodam no escroto por ser um ambiente mais frio: os testículos não</p><p>podem produzir espermatozoides na temperatura corporal central de 37°C e, portanto, devem</p><p>ser mantidos a cerca de 35°C.</p><p>O</p><p>escroto tem três mecanismos para regular a temperatura dos testículos:</p><p>MÚSCULO CREMASTER</p><p>TÚNICA DARTOS DO ESCROTO</p><p>PLEXO PAMPINIFORME</p><p>MÚSCULO CREMASTER</p><p>São faixas do músculo oblíquo abdominal interno que envolvem o cordão espermático. Quando</p><p>está frio, o cremaster se contrai e puxa os testículos para mais perto do corpo para mantê-los</p><p>aquecidos. Quando está quente, o cremaster relaxa, e os testículos ficam suspensos mais</p><p>longe do corpo.</p><p>TÚNICA DARTOS DO ESCROTO</p><p>Camada subcutânea de músculo liso. Ela também se contrai quando frio, tornando o escroto</p><p>tenso e enrugado. Essa reação mantém os testículos contra o corpo (mais quente) e reduz a</p><p>área de superfície do escroto, diminuindo, assim, a perda de calor.</p><p>PLEXO PAMPINIFORME</p><p>Extensa rede de veias do testículo que circunda a artéria testicular no cordão espermático. O</p><p>plexo impede que o sangue arterial quente superaqueça os testículos, o que inibiria a produção</p><p>de esperma. Ele atua como um trocador de calor em contracorrente. O sangue que sobe pelo</p><p>plexo é relativamente frio (cerca de 35°C) e absorve o calor do sangue mais quente (37°C) que</p><p>desce pela artéria testicular. Quando o sangue arterial atinge o testículo, está 1,5 a 2,5°C mais</p><p>frio do que quando saiu da cavidade pélvica.</p><p>O escroto recebe sangue das artérias escrotais anteriores, ramos terminais das artérias</p><p>pudendas externas (pequenos ramos da artéria femoral), e suprem a face anterior do escroto.</p><p>As artérias escrotais posteriores, ramos terminais dos ramos perineais superficiais das artérias</p><p>pudendas internas, irrigam a parte posterior do escroto. O escroto também recebe ramos das</p><p>artérias cremastéricas (ramos das artérias epigástricas inferiores).</p><p>As veias escrotais acompanham as artérias, compartilhando os mesmos nomes, mas drenam</p><p>majoritariamente para as veias pudendas externas. Os vasos linfáticos do escroto transportam</p><p>a linfa para os linfonodos inguinais superficiais.</p><p>Em relação à sua inervação, a face anterior do escroto é suprida por nervos escrotais</p><p>anteriores, derivados do nervo ilioinguinal e do ramo genital do nervo genitofemoral. A</p><p>superfície posterior do escroto é suprida por nervos escrotais posteriores, ramos dos ramos</p><p>perineais superficiais do nervo pudendo e ramo perineal do nervo cutâneo posterior da coxa.</p><p>As fibras simpáticas desses nervos auxiliam na termorregulação dos testículos, estimulando a</p><p>contração da musculatura lisa da túnica dartos em resposta ao frio ou estimulando as glândulas</p><p>sudoríparas escrotais enquanto inibem a contração do músculo da dartos em resposta ao calor</p><p>excessivo.</p><p>TESTÍCULOS</p><p>Os testículos são as gônadas masculinas — glândulas endócrinas e exócrinas combinadas</p><p>que produzem os hormônios sexuais e espermatozoides.</p><p>Cada testículo é oval e ligeiramente achatado, com cerca de 4cm de comprimento, 3cm de</p><p>anterior para posterior e 2,5cm da esquerda para a direita. A superfície de cada testículo é</p><p>coberta pela camada visceral da túnica vaginal, exceto onde o testículo se liga ao epidídimo e</p><p>ao cordão espermático. A túnica vaginal é um saco peritoneal fechado que envolve</p><p>parcialmente o testículo, que representa a parte distal fechada do processo vaginal</p><p>embrionário.</p><p>A camada visceral da túnica vaginal é aplicada intimamente ao testículo, ao epidídimo e à parte</p><p>inferior do ducto deferente. O recesso em forma de fenda da túnica vaginal, o seio do</p><p>epidídimo, fica entre o corpo do epidídimo e a superfície posterolateral do testículo. A camada</p><p>parietal da túnica vaginal, adjacente à fáscia espermática interna, é mais extensa do que a</p><p>camada visceral e se estende superiormente por uma curta distância na parte distal do cordão</p><p>espermático.</p><p>A pequena quantidade de líquido na cavidade da túnica vaginal separa as camadas visceral e</p><p>parietal, permitindo que o testículo se mova livremente no escroto. Uma coleção de fluido</p><p>seroso na túnica vaginal é chamada de hidrocele e pode ser causada por lesão dos testículos</p><p>ou inflamação do epidídimo.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Bolsa escrotal normal e com hidrocele.</p><p>Internamente à túnica vaginal, o testículo é circundado por uma cápsula fibrosa branca</p><p>composta de tecido conjuntivo denso e irregular, a túnica albugínea que se estende para dentro</p><p>e forma septos que dividem o testículo em uma série de compartimentos internos chamados</p><p>lóbulos. Cada um dos 200-300 lóbulos contém de um a três túbulos firmemente enrolados, os</p><p>túbulos seminíferos, onde os espermatozoides são produzidos. O processo pelo qual os</p><p>túbulos seminíferos dos testículos produzem espermatozoides é denominado</p><p>espermatogênese.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Estrutura do testículo.</p><p>Os túbulos seminíferos contêm dois tipos de células:</p><p>CÉLULAS ESPERMATOGÊNICAS</p><p>Formadoras de espermatozoide.</p><p>CÉLULAS DE SUSTENTAÇÃO (CÉLULAS DE SERTOLI)</p><p>Possui várias funções no suporte da espermatogênese.</p><p>Nos espaços entre os túbulos seminíferos adjacentes, estão agrupamentos de células</p><p>intersticiais ou células de Leydig. Essas células secretam testosterona, o andrógeno mais</p><p>prevalente. Um andrógeno é um hormônio que promove o desenvolvimento das características</p><p>masculinas. A testosterona também promove a libido de um homem.</p><p>Cada testículo é suprido por uma artéria testicular, que se origina da aorta abdominal logo</p><p>abaixo da artéria renal. Essa artéria é longa e delgada, e desce pela parede abdominal</p><p>posterior antes de passar pelo canal inguinal para alcançar o escroto.</p><p>O sangue deixa o testículo por meio do plexo pampiniforme, uma rede venosa bastante densa.</p><p>Esse plexo converge para formar as veias testiculares direita e esquerda, após passar pelo</p><p>canal inguinal. A veia testicular direita drena na veia cava inferior, e a esquerda drena na veia</p><p>renal esquerda. Isso tem um significado clínico: o testículo esquerdo está mais propenso a</p><p>sofrer varicoceles (varizes testiculares) do que o direito.</p><p>Isso se deve ao fato de que, ao desaguar na veia renal esquerda, a veia testicular esquerda faz</p><p>um ângulo de 90°, o que dificulta o retorno venoso. Do lado direito, isso não ocorre, pois a veia</p><p>testicular direita desagua na veia cava inferior por um ângulo agudo.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Varicocele no sistema genital masculino.</p><p>Os vasos linfáticos também drenam cada testículo. Eles viajam pelo canal inguinal com as</p><p>veias e levam aos linfonodos adjacentes à aorta inferior. A linfa do pênis e do escroto,</p><p>entretanto, viaja para os linfonodos adjacentes às artérias e veias ilíacas e na região inguinal.</p><p>Os nervos testiculares conduzem às gônadas, fibras segmentos T10 e T11 da medula espinhal.</p><p>São nervos sensoriais e motores mistos contendo predominantemente fibras simpáticas, mas</p><p>também algumas fibras parassimpáticas. As fibras sensoriais estão relacionadas principalmente</p><p>com a dor e as fibras autonômicas são predominantemente vasomotoras, para a regulação do</p><p>fluxo sanguíneo.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Anatomia do testículo e estruturas associadas.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Criptorquidia é a condição na qual os testículos não descem para o escroto é chamada</p><p>criptorquidia e ocorre em cerca de 3% dos bebês a termo e em cerca de 30% dos prematuros.</p><p>O criptorquidismo bilateral não tratado resulta em esterilidade, porque as células envolvidas</p><p>nos estágios iniciais da espermatogênese são destruídas pela temperatura mais alta da</p><p>cavidade pélvica.</p><p>A chance de câncer testicular é 30–50 vezes maior nos testículos criptorquídeos. Os testículos</p><p>de cerca de 80% dos meninos com criptorquidia descem espontaneamente durante o primeiro</p><p>ano de vida. Quando os testículos não descem, a condição pode ser corrigida cirurgicamente,</p><p>idealmente antes dos 18 meses de idade.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Criptorquidia. Os locais mais comuns. À direita, os locais de testículo ectópico.</p><p>Varicoceles é uma dilatação anormal das veias testiculares que formam o plexo pampiniforme,</p><p>sendo considerada a principal causa de infertilidade masculina, sua prevalência estimada é de</p><p>15% da população geral. Em adultos, é responsável por infertilidade</p><p>em 35% e 80% dos</p><p>homens com infertilidade primária e secundária, respectivamente.</p><p>Sua origem se dá no período pré-puberal e se caracteriza por ser tempo-dependente,</p><p>manifestando-se, geralmente, a partir da adolescência. As teorias etiológicas se baseiam em</p><p>aumento de pressão venosa, incompetência ou ausência congênita de válvulas venosas e</p><p>variação da drenagem venosa espermática. Sob o ponto de vista clínico, a bilateralidade é a</p><p>regra, e não a exceção, embora, por questões anatômicas, a varicocele seja mais proeminente</p><p>no lado esquerdo.</p><p>Esse fato decorre de a veia gonadal esquerda drenar em um ângulo de 90° na veia renal</p><p>esquerda em um percurso 10cm maior que a direita. Essa sobrecarga pressórica hidrostática,</p><p>principalmente, em pé, transmite-se sobre o sistema venoso testicular e progressivamente</p><p>sobrepõe à capacidade valvular venosa gerando um fluxo retrógrado. Não obstante, homens</p><p>com essa condição também apresentam varizes de membros inferiores e hemorroidas,</p><p>denotando o caráter sistêmico da doença venosa.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Varicocele. Um testículo saudável à esquerda e um testículo com varicocele à direita.</p><p>VIAS ESPERMÁTICAS E EPIDÍDIMO</p><p>DUCTOS PRESENTES NO TESTÍCULO</p><p>Após a formação do espermatozoide e graças à diferença de pressão, os espermatozoides</p><p>correm ao longo do lúmen dos túbulos seminíferos e, em seguida, em uma série de ductos</p><p>muito curtos chamados túbulos retos. Os túbulos retos, por sua vez, conduzem o</p><p>espermatozoide a uma rede de ductos no testículo chamada rete testis . A partir da rete</p><p>testis , os espermatozoides movem-se para uma série de ductos, denominados de ductos</p><p>eferentes, que os levam para o epidídimo. Lá, eles deságuam em um único tubo denominado</p><p>ducto epididimário.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>EPIDÍDIMO</p><p>O epidídimo é um órgão em forma de vírgula com cerca de 4cm, situado superiormente ao</p><p>testículo. Cada epidídimo consiste principalmente no ducto epididimário. Os ductos eferentes</p><p>do testículo unem-se ao ducto epididimário na porção maior e superior do epidídimo chamada</p><p>de cabeça.</p><p>O corpo do epidídimo é a porção média estreita do epidídimo e a cauda é a porção inferior,</p><p>menor. Em sua extremidade distal, a cauda do epidídimo continua como o ducto deferente.</p><p>O ducto epididimário mede cerca de 6m de comprimento se desenrolado completamente. É</p><p>revestido por epitélio colunar pseudoestratificado e circundado por camadas de músculo liso.</p><p>As superfícies livres das células colunares contêm estereocílios, que, apesar de seu nome, são</p><p>microvilosidades ramificadas (não cílios) longas que aumentam a área de superfície para a</p><p>reabsorção de espermatozoides defeituosos.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Epidídimo.</p><p>O tecido conjuntivo ao redor da camada muscular liga as alças do ducto epididimário e</p><p>transporta vasos sanguíneos e nervos. Funcionalmente, o epidídimo é o local de maturação do</p><p>esperma, o processo pelo qual os espermatozoides adquirem motilidade e a capacidade de</p><p>fertilizar um óvulo. Isso ocorre por um período de cerca de 14 dias. O epidídimo também ajuda</p><p>a impulsionar os espermatozoides para o ducto deferente durante a excitação sexual, por meio</p><p>da contração peristáltica de seu músculo liso.</p><p>Além disso, o epidídimo armazena os espermatozoides, que podem permanecer íntegros por</p><p>vários meses. Todos os espermatozoides armazenados que não são ejaculados são</p><p>eventualmente reabsorvidos.</p><p>DUCTO DEFERENTE</p><p>Na cauda do epidídimo, o ducto epididimário torna-se menos contorcido e seu diâmetro</p><p>aumenta. A partir desse ponto, o ducto é conhecido como ducto deferente. O ducto deferente,</p><p>que tem cerca de 45cm de comprimento, sobe ao longo da borda posterior do epidídimo em</p><p>conjunto com o cordão (funículo) espermático e então entra na cavidade pélvica.</p><p>Lá, ele dá uma volta no ureter e passa lateral e inferiormente pela superfície posterior da</p><p>bexiga urinária. A porção terminal dilatada do ducto deferente é denominada de ampola. A</p><p>mucosa do ducto deferente consiste em epitélio colunar pseudoestratificado e lâmina própria</p><p>(tecido conjuntivo areolar).</p><p>A túnica muscular é composta por três camadas de músculo liso: as camadas interna e</p><p>externa são longitudinais e a camada do meio é circular. Funcionalmente, durante a excitação</p><p>sexual, o ducto deferente transporta espermatozoides do epidídimo em direção à uretra por</p><p>meio de contrações peristálticas de sua camada muscular.</p><p>Como o epidídimo, o ducto deferente também pode armazenar esperma por vários meses.</p><p>Todos os espermatozoides armazenados que não são ejaculados também são eventualmente</p><p>reabsorvidos.</p><p>A artéria para o ducto deferente geralmente surge da artéria vesical superior (às vezes, inferior)</p><p>e se anastomosa com a artéria testicular, posterior ao testículo. As veias da maior parte do</p><p>ducto drenam para a veia testicular via plexo pampiniforme.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Esquema demonstrando a trajetória do ducto deferente.</p><p>FUNÍCULO ESPERMÁTICO</p><p>O cordão (funículo) espermático é uma estrutura de suporte do sistema reprodutor masculino</p><p>que sobe para fora do escroto. Trata-se de um conjunto de estruturas envelopadas por fáscia: o</p><p>ducto deferente, a artéria testicular, as veias que drenam os testículos e transportam a</p><p>testosterona para a circulação (plexo pampiniforme), os nervos que alcançam o testículo, os</p><p>vasos linfáticos e o músculo cremaster.</p><p>O cordão espermático e o nervo ilioinguinal passam pelo canal inguinal, uma passagem oblíqua</p><p>na parede abdominal. O canal, que tem cerca de 4–5cm de comprimento, origina-se no anel</p><p>inguinal profundo (abdominal), uma abertura em forma de fenda na aponeurose do músculo</p><p>transverso do abdômen. O canal termina no anel inguinal superficial (subcutâneo), uma</p><p>abertura (triangular) na aponeurose do músculo oblíquo externo. Nas mulheres, o ligamento</p><p>redondo do útero e o nervo ilioinguinal passam pelo canal inguinal.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>DUCTOS EJACULATÓRIOS</p><p>Os ductos ejaculatórios são tubos delgados que surgem pela união dos ductos das glândulas</p><p>seminais com os ductos deferentes. Os ductos ejaculatórios (aproximadamente 2,5cm de</p><p>comprimento) surgem próximo ao colo da bexiga e correm juntos conforme passam</p><p>anteroinferiormente pela parte posterior da próstata e ao longo das laterais do utrículo</p><p>prostático.</p><p>Os ductos ejaculatórios convergem para se abrir no colículo seminal por minúsculas aberturas</p><p>em forma de fenda na abertura do utrículo prostático. Embora os ductos ejaculatórios</p><p>atravessem a próstata, as secreções prostáticas não se juntam ao fluido seminal até que os</p><p>ductos ejaculatórios tenham terminado na uretra prostática.</p><p>URETRA</p><p>A uretra é um tubo que possui diferenças significativas entre homens e mulheres. Uma dessas</p><p>diferenças inclui o fato de a uretra masculina pertencer tanto ao sistema genital quanto ao</p><p>sistema urinário e, nas mulheres, a uretra é exclusiva do sistema urinário. Sabendo disso,</p><p>iremos agora descrever a uretra masculina.</p><p>A uretra masculina tem cerca de 15 a 20cm de comprimento e três porções:</p><p>URETRA PROSTÁTICA</p><p>Começa na bexiga e passa por cerca de 2,5cm através da próstata. Durante o orgasmo, recebe</p><p>sêmen das glândulas reprodutivas.</p><p>PORÇÃO MEMBRANOSA</p><p>É uma porção curta (0,5cm) de parede fina onde a uretra passa através do assoalho muscular</p><p>da cavidade pélvica.</p><p>PORÇÃO ESPONJOSA</p><p>A porção esponjosa da uretra (uretra peniana) tem cerca de 15cm de comprimento e passa</p><p>pelo corpo esponjoso do pênis até o orifício uretral externo. Nessa porção, a uretra se dilata e</p><p>forma uma região chamada de fossa navicular.</p><p>Alguns autores consideram a presença de uma porção anterior à prostática, denominada de</p><p>uretra pré-prostática ou intramural.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> A uretra masculina. Note o tamanho da uretra e sua trajetória.</p><p>A uretra prostática possui orifícios correspondentes à abertura dos dois ductos ejaculatórios,</p><p>que levam espermatozoide e outros componentes do sêmen. Essa região é denominada de</p><p>colículo seminal (verumontanum</p><p>). No colículo seminal, também é observada a presença do</p><p>utrículo prostático, um orifício de fundo cego, correspondente ao útero na mulher. A uretra</p><p>prostática é frequentemente alvo de obstrução em casos de hiperplasia prostática benigna,</p><p>prejudicando o fluxo de urina.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Corte coronal demonstrando algumas estruturas relacionadas à uretra.</p><p>Note, na imagem a seguir, os dois orifícios dos ductos ejaculatórios e o utrículo prostático. Essa</p><p>região é conhecida como colículo seminal. As glândulas bulbouretrais estão presentes perto do</p><p>esfíncter externo da uretra.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Corte destacando a uretra prostática e as camadas da bexiga.</p><p>A uretra esponjosa recebe o produto das glândulas bulbouretrais (de Cowper), que visa</p><p>neutralizar a sua acidez e prepará-la para a passagem dos espermatozoides. A uretra</p><p>esponjosa possui diversos orifícios que correspondem aos ductos das glândulas uretrais (de</p><p>Littré), que secretam muco e impedem possíveis lesões na mucosa causadas pelo pH ácido da</p><p>urina.</p><p>A mucosa tem um epitélio de transição na região próxima à bexiga, um epitélio escamoso</p><p>estratificado próximo ao orifício externo e, entre ambos, áreas de epitélio colunar estratificado e</p><p>pseudoestratificado na uretra masculina e apenas pseudoestratificado na uretra feminina.</p><p>O músculo detrusor de urina da bexiga urinária é mais grosso na região próxima à uretra para</p><p>formar o esfíncter uretral interno, que comprime a uretra e retém a urina na bexiga. Esse</p><p>esfíncter é composto de músculo liso e está sob controle involuntário.</p><p>Após passar pelo assoalho pélvico, a uretra é circundada por um esfíncter uretral externo do</p><p>músculo esquelético, que fornece controle voluntário sobre a eliminação da urina.</p><p>GLÂNDULAS ACESSÓRIAS</p><p>Para a formação completa do sêmen, o sistema reprodutor masculino conta com uma série de</p><p>glândulas acessórias que secretam substâncias que propiciam um meio que fornece energia e</p><p>auxilia na motilidade do espermatozoide.</p><p>O homem apresenta exclusivamente a próstata, as vesículas seminais e as glândulas</p><p>bulbouretrais. Já o sistema reprodutor feminino conta com a presença das glândulas</p><p>vestibulares maiores e menores.</p><p>VESÍCULAS SEMINAIS</p><p>As vesículas seminais são glândulas alongadas (aproximadamente 5cm de comprimento, mas,</p><p>às vezes, muito mais curtas) que ficam entre o fundo da bexiga e o reto. As vesículas seminais</p><p>estão situadas obliquamente acima da próstata e não armazenam espermatozoides.</p><p>Elas secretam um fluido alcalino espesso composto por frutose (uma fonte de energia para os</p><p>espermatozoides) e um agente coagulante que se mistura com os espermatozoides à medida</p><p>que passam para os dutos ejaculatórios e a uretra.</p><p>A natureza alcalina do líquido seminal ajuda a neutralizar o ambiente ácido da uretra masculina</p><p>e do trato reprodutivo feminino que inativaria e mataria os espermatozoides. O líquido</p><p>secretado pelas vesículas seminais constitui normalmente cerca de 60% do volume do sêmen.</p><p>As extremidades superiores das glândulas seminais são cobertas com peritônio e situam-se</p><p>posteriormente aos ureteres, onde o peritônio da escavação retovesical os separa do reto.</p><p>As extremidades inferiores das glândulas seminais estão intimamente relacionadas ao reto e</p><p>são separadas dele apenas pelo septo retovesical (fáscia de Denonvilliers). Os ductos das</p><p>vesículas seminais se juntam aos ductos deferentes para formar os ductos ejaculatórios.</p><p>As artérias para as glândulas seminais surgem das artérias vesical inferior e retal média. As</p><p>veias acompanham as artérias e têm nomes semelhantes.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>PRÓSTATA</p><p>A próstata é a maior glândula acessória do sistema reprodutor masculino. Possui</p><p>aproximadamente 3cm de comprimento, 4cm de largura e 2cm de tamanho no sentido</p><p>anteroposterior. É firme e do tamanho de uma noz e circunda a uretra prostática. Possui uma</p><p>parte glandular, que constitui aproximadamente dois terços da próstata; e uma parte</p><p>fibromuscular, que constitui o terço remanescente.</p><p>A próstata é envelopada por uma cápsula fibrosa da próstata, densa e neurovascular,</p><p>incorporando os plexos prostáticos das veias e nervos. Esses elementos também são</p><p>circundados pela camada visceral da fáscia pélvica, formando uma bainha prostática fibrosa</p><p>delgada anteriormente, contínua anterolateralmente com os ligamentos puboprostáticos e</p><p>densa posteriormente onde se funde com o septo retovesical.</p><p>A próstata contém:</p><p>Uma base, relacionada ao colo da bexiga urinária.</p><p>Um ápice, que está em contato com a fáscia da porção do esfíncter uretral.</p><p>Uma superfície anterior, separada da sínfise púbica por gordura retroperitoneal no espaço</p><p>retropúbico (de Retzius).</p><p>Uma superfície posterior, relacionada com a ampola do reto.</p><p>Superfícies inferolaterais, que mantêm relação com o músculo levantador do ânus.</p><p>Um istmo, conhecido na literatura como lobo anterior da próstata, que se situa</p><p>anteriormente à uretra.</p><p>Lobos direito e esquerdo, separados anteriormente pelo istmo e posteriormente por um</p><p>centro, raso sulco longitudinal. Cada um pode ser subdividido com propósitos descritivos</p><p>em quatro lóbulos indistintos, definidos por sua relação com a uretra e os dutos</p><p>ejaculatórios, e — embora menos aparente - pelo arranjo dos ductos e tecido conjuntivo.</p><p>São eles:</p><p>Um lóbulo inferoposterior, palpado durante o exame de toque retal.</p><p>Um lóbulo inferolateral, formando a maior parte do lobo direito ou esquerdo.</p><p>Um lóbulo superomedial, profundo ao lóbulo inferoposterior.</p><p>Um lóbulo anteromedial, profundo ao lóbulo inferolateral.</p><p>Clinicamente, a próstata é dividida em zonas periféricas e centrais (internas). A zona central</p><p>corresponde ao lobo médio.</p><p>Os ductos prostáticos (de 20 a 30) se abrem profundamente nos seios prostáticos que se</p><p>situam em cada lado do colículo seminal na parede posterior da uretra prostática. O líquido</p><p>prostático, um fluido fino e leitoso, fornece aproximadamente 20% do volume do sêmen (uma</p><p>mistura de secreções produzidas por testículos, glândulas seminais, próstata e glândulas</p><p>bulbouretrais que fornecem o veículo pelo qual os espermatozoides são transportados) e</p><p>desempenha um papel na ativação dos espermatozoides.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> A próstata e suas zonas.</p><p>GLÂNDULAS BULBOURETRAIS</p><p>Trata-se de um par de glândulas emparelhadas, também conhecidas como glândulas de</p><p>Cowper. As glândulas bulbouretrais possuem aproximadamente o tamanho de uma ervilha.</p><p>Estão localizadas na parte inferior da próstata em cada lado da porção membranosa da uretra,</p><p>dentro dos músculos profundos do períneo, e seus ductos se abrem na uretra esponjosa.</p><p>Durante a excitação sexual, as glândulas bulbouretrais secretam um fluido alcalino na uretra</p><p>que protege os espermatozoides neutralizando os ácidos da urina na uretra.</p><p> COMENTÁRIO</p><p>Elas também secretam muco que lubrifica a extremidade do pênis e o revestimento da uretra,</p><p>diminuindo o número de espermatozoides danificados durante a ejaculação. Alguns indivíduos</p><p>liberam uma ou duas gotas desse muco durante a excitação sexual e a ereção, porém esse</p><p>fluído não contém espermatozoides.</p><p>PÊNIS</p><p>O pênis é o órgão da cópula masculino e, por meio da uretra, fornece uma saída comum para a</p><p>urina e o sêmen, que contém espermatozoides. O pênis consiste em raiz, corpo e glande.</p><p>É composto por três corpos cilíndricos de tecido erétil: os corpos cavernosos emparelhados</p><p>dorsalmente e um único corpo esponjoso, situado ventralmente. Na posição anatômica, o pênis</p><p>está ereto; quando está flácido, seu dorso é direcionado anteriormente.</p><p>Cada corpo cavernoso possui uma cobertura fibrosa externa ou cápsula, a túnica albugínea.</p><p>Superficial à cobertura externa está a fáscia profunda do pênis (fáscia de Buck), a continuação</p><p>da fáscia perineal profunda que forma uma forte cobertura membranosa para os corpos</p><p>cavernosos e esponjosos, unindo-os. O corpo esponjoso contém a uretra esponjosa.</p><p>Os corpos cavernosos se fundem no plano mediano, exceto posteriormente, onde se separam</p><p>para formar as raízes</p><p>do pênis. Internamente, o tecido cavernoso dos corpos é separado</p><p>(geralmente de forma incompleta) pelo septo peniano.</p><p>A raiz do pênis, a parte anexada, consiste na crura, formada pelos corpos cavernosos, e</p><p>contém o músculo isquiocavernoso e o bulbo do corpo esponjoso, que contém o músculo</p><p>bulboesponjoso.</p><p>A raiz está localizada na bolsa perineal superficial, entre a membrana perineal superiormente e</p><p>a fáscia perineal profunda inferiormente. A crura e o bulbo do pênis consistem em tecido erétil.</p><p>Cada crura é anexada à parte inferior da superfície interna do ramo do ísquio correspondente,</p><p>anteriormente à tuberosidade do ísquio. A parte posterior alargada do bulbo do pênis é</p><p>penetrada superiormente pela uretra, continuando de sua parte intermediária.</p><p>O corpo do pênis é a parte pendular livre que fica suspensa na sínfise púbica. Exceto por</p><p>algumas fibras do bulboesponjoso perto da raiz do pênis e do ísquio cavernoso que envolvem a</p><p>crura, o corpo do pênis não tem músculos.</p><p>Distalmente, o corpo esponjoso se expande para formar a glande do pênis. A margem da</p><p>glande se projeta além das extremidades dos corpos cavernosos para formar a coroa da</p><p>glande. A coroa sobressai de uma constrição com sulcos oblíquos, o colo da glande, que</p><p>separa a glande do corpo do pênis. A abertura em forma de fenda da uretra esponjosa, o</p><p>orifício uretral externo (meato), fica perto da ponta da glande do pênis.</p><p> COMENTÁRIO</p><p>A pele do pênis é fina, com pigmentação escura em relação à pele adjacente e conectada à</p><p>túnica albugínea por tecido conjuntivo frouxo. No colo da glande, a pele e a fáscia do pênis são</p><p>prolongadas como uma camada dupla de pele, o prepúcio, que em homens não circuncidados</p><p>cobre a glande do pênis de forma variável. O frênulo do prepúcio é uma prega mediana que</p><p>passa da camada profunda do prepúcio até a superfície uretral da glande.</p><p>O pênis possui uma condensação fascial que surge da superfície anterior da sínfise púbica,</p><p>chamada de ligamento suspensor do pênis. Esse ligamento passa inferiormente e se divide</p><p>para formar uma fixação na fáscia profunda do pênis na junção de sua raiz e corpo. As fibras</p><p>do ligamento suspensor são curtas e tensas, ancorando os corpos eréteis do pênis à sínfise</p><p>púbica.</p><p>O pênis possui uma condensação de colágeno e fibras elásticas do tecido subcutâneo que</p><p>desce na linha média da linha alba anterior à sínfise púbica, denominada de ligamento</p><p>fundiforme do pênis. Esse ligamento se divide para envolver o pênis e, em seguida, se une</p><p>inferiormente com a túnica dartos, formando o septo escrotal. As fibras do ligamento fundiforme</p><p>são relativamente longas e frouxas e ficam superficiais (anteriores) ao ligamento suspensor.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Anatomia interna do pênis e demais órgãos do sistema genital masculino.</p><p>O pênis é suprido principalmente por ramos das artérias pudendas internas:</p><p>ARTÉRIA DORSAL DO PÊNIS</p><p>ARTÉRIAS PROFUNDAS DO PÊNIS</p><p>ARTÉRIAS PARA O BULBO DO PÊNIS</p><p>Ainda, os ramos superficial e profundo das artérias pudendas externas vascularizam a pele do</p><p>pênis.</p><p> ATENÇÃO</p><p>As artérias profundas do pênis são os principais vasos que suprem os espaços cavernosos no</p><p>tecido erétil dos corpos cavernosos e estão envolvidas na ereção do pênis. Eles emitem vários</p><p>ramos que se abrem diretamente para os espaços cavernosos. Quando o pênis está flácido,</p><p>essas artérias se enrolam, restringindo o fluxo sanguíneo; esses vasos são chamados de</p><p>artérias helicinas ou helicinais do pênis.</p><p>O sangue dos espaços cavernosos é drenado por um plexo venoso que se junta à veia dorsal</p><p>profunda do pênis na fáscia profunda. Essa veia passa entre as lâminas do ligamento</p><p>suspensor do pênis, inferior ao ligamento púbico inferior e anterior à membrana perineal, para</p><p>entrar na pelve, onde drena para o plexo venoso prostático. O sangue da pele e do tecido</p><p>subcutâneo do pênis é drenado para a veia dorsal superficial do pênis (pode ser mais de uma),</p><p>que drena para a veia pudenda externa superficial.</p><p>Em relação à sua inervação, os nervos derivam dos segmentos de S2 a S4 da medula espinal</p><p>e dos gânglios espinais, passando pelos nervos esplâncnico e pudendo, respectivamente. A</p><p>inervação sensorial e simpática é fornecida principalmente pelo nervo dorsal do pênis, um ramo</p><p>terminal do nervo pudendo, que surge no canal pudendo (de Alcock) e passa anteriormente</p><p>para a bolsa perineal profunda. Em seguida, segue para o dorso do pênis, onde passa</p><p>lateralmente à artéria dorsal, suprindo a pele e a glande do pênis.</p><p>O pênis é ricamente inervado por uma vasta quantidade de terminações nervosas sensoriais,</p><p>especialmente a glande.</p><p>Ramos do nervo ilioinguinal suprem a pele na raiz do pênis. Os nervos cavernosos surgem de</p><p>corpos celulares no plexo hipogástrico inferior, onde recebem os nervos esplâncnicos pélvicos</p><p>pré-ganglionares (S2-S4) e inervam as artérias helicinas do tecido erétil.</p><p>Mediante estimulação sexual (visual, tátil, auditiva, olfativa, entre outras), as fibras</p><p>parassimpáticas da porção sacral da medula espinhal iniciam e mantêm uma ereção, ou seja, o</p><p>aumento e o enrijecimento do pênis. As fibras parassimpáticas estimulam a produção e liberam</p><p>óxido nítrico.</p><p>O óxido nítrico faz com que o músculo liso nas paredes das arteríolas que fornecem o tecido</p><p>erétil relaxe, permitindo que esses vasos sanguíneos se dilatem. Isso, por sua vez, faz com que</p><p>grandes quantidades de sangue entrem no tecido erétil do pênis. O óxido nítrico também faz</p><p>com que o músculo liso dentro do tecido erétil relaxe, resultando no alargamento das cavernas</p><p>dos corpos cavernosos. A combinação de aumento do fluxo sanguíneo e alargamento desses</p><p>espaços resulta em uma ereção. Esse aumento comprime as veias que drenam o pênis,</p><p>mantendo a ereção.</p><p>ELEMENTOS DO SISTEMA GENITAL</p><p>MASCULINO</p><p>O especialista Elisaldo Mendes Cordeiro apresenta as principais estruturas do sistema genital e</p><p>do sistema genital masculino.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. OS TESTÍCULOS SÃO ALVOS DE VARICOCELE, ISTO É, VARIZES NAS</p><p>VEIAS QUE COMPÕEM O PLEXO PAMPINIFORME. ESSAS VARIZES</p><p>TENDEM A OCORRER COM MAIS FREQUÊNCIA NO LADO ESQUERDO DO</p><p>QUE NO DIREITO. A VEIA TESTICULAR ESQUERDA E VEIA TESTICULAR</p><p>DIREITA DESAGUAM, RESPECTIVAMENTE:</p><p>A) Ambas na veia cava inferior</p><p>B) Na veia renal esquerda e na veia cava inferior</p><p>C) Na veia renal esquerda e na veia renal direita</p><p>D) Na veia porta e na veia esplênica</p><p>E) Na artéria renal esquerda e veia cava superior</p><p>2. O TECIDO ERÉTIL DO PÊNIS, EM ESPECIAL OS CORPOS</p><p>CAVERNOSOS, POSSUEM ARTÉRIAS HELICINAS, QUE, POR SUA VEZ,</p><p>SÃO INERVADAS POR RAMOS:</p><p>A) Cavernosos, provenientes do plexo hipogástrico inferior.</p><p>B) Penianos, provenientes do plexo hipogástrico inferior.</p><p>C) Dorsais do pênis, ramos do nervo pudendo.</p><p>D) Do nervo ilionguinal, que surge do plexo lombossacro.</p><p>E) Cavernosos, provenientes do plexo hipogástrico pudendo.</p><p>GABARITO</p><p>1. Os testículos são alvos de varicocele, isto é, varizes nas veias que compõem o plexo</p><p>pampiniforme. Essas varizes tendem a ocorrer com mais frequência no lado esquerdo do</p><p>que no direito. A veia testicular esquerda e veia testicular direita desaguam,</p><p>respectivamente:</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>A veia testicular esquerda desagua na veia renal esquerda, enquanto a veia testicular direita</p><p>desagua na veia cava inferior. Ao desaguar na veia renal esquerda, a veia testicular esquerda</p><p>faz um ângulo de 90°, o que dificulta o retorno venoso, por isso o testículo esquerdo fica mais</p><p>propenso a ser alvo de varicocele.</p><p>2. O tecido erétil do pênis, em especial os corpos cavernosos, possuem artérias</p><p>helicinas, que, por sua vez, são inervadas por ramos:</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>Os nervos cavernosos surgem de fibras provenientes de S2-S4 que correm em direção ao</p><p>plexo hipogástrico inferior. Ao chegarem aos corpos cavernosos, inervam as artérias helicinas,</p><p>fundamentais para o fenômeno de ereção.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Os sistemas genitais masculino e feminino são conhecidos também como sistemas</p><p>reprodutores, visto que essa</p>

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