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<p>Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-SA</p><p>1</p><p>EB 803 - Controle da Poluição do Ar</p><p>Aula 7</p><p>Profa. Simone Andréa Pozza</p><p>spozza@unicamp.br</p><p>https://www.labcidade.fau.usp.br/pandemia-e-o-futuro-das-cidades/</p><p>https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/</p><p>https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/</p><p>https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/</p><p>Objetivos</p><p>2</p><p>Ao final da aula, entender:</p><p>Tipos lavadores de gases;</p><p>Funcionamento dos lavadores;</p><p>Dimensionamento;</p><p>Cálculo de eficiência;</p><p>Vantagens e desvantagens</p><p>Coletores Úmidos</p><p>3</p><p>Exemplos mais</p><p>característicos:</p><p>lavadores.</p><p>O líquido retém o</p><p>MP da corrente</p><p>gasosa,</p><p>posteriormente, o</p><p>MP é separado do</p><p>líquido, que pode</p><p>retornar ao</p><p>processo para dar</p><p>continuidade à</p><p>lavagem da</p><p>corrente.</p><p>Utilizam um meio</p><p>líquido para</p><p>aumentar o</p><p>tamanho das</p><p>partículas do</p><p>aerossol para</p><p>facilitar a remoção</p><p>das corrente de ar.</p><p>Coletores Úmidos</p><p>• Desvantagem - necessidade de tratamento do efluente líquido ou resíduo</p><p>sólido.</p><p>• Os lavadores são equipamentos de controle de poluição de ar que podem ser</p><p>utilizados tanto para o controle de MP, como para o controle de gases e</p><p>vapores.</p><p>• Nesta aula trataremos de lavadores utilizados para o controle de MP.</p><p>• Os lavadores utilizados para o controle de gases e vapores recebem a</p><p>denominação de Absorvedores (outra aula).</p><p>4</p><p>Lavadores de Gases – Scrubbers</p><p>• Segundo Calvert (1985) os lavadores de classificam da seguinte forma:</p><p>• Lavadores de pratos (torre vertical com um ou mais pratos com aberturas,</p><p>onde o líquido flui de cima para baixo sucessivamente pelos vários pratos);</p><p>• Lavadores de enchimento (mais utilizados como absorvedores de gases, mas</p><p>podem ser utilizadas, em alguns poucos casos, como coletores de partículas);</p><p>• Lavadores com elementos fibrosos, constituídos por leitos de elementos</p><p>fibrosos (lã de vidro, lã de rocha, fibra de vidro, etc.) que são continuamente</p><p>aspergidos com o líquido de lavagem;</p><p>5</p><p>Lavadores de Gases – Scrubbers</p><p>• Lavadores com pré atomização, comumente denominados de “lavadores de</p><p>sprays”, com as gotas formadas pela ação da pressão nos bicos aspersores.</p><p>• Lavadores com atomização pelo gás, nos quais as gotas são formadas pela</p><p>ação da velocidade do gás sobre o líquido aspergido, num orifício ou garganta.</p><p>O exemplo mais importante neste tipo de lavador é o lavador tipo Venturi;</p><p>• Lavadores centrífugos, também conhecidos como lavadores ciclônicos, ou</p><p>ciclones úmidos, um misto de ciclone com bicos aspersores;</p><p>• Lavadores de anteparos e elementos direcionais que causam a mudança de</p><p>direção do fluxo por meio de anteparos, discos etc.</p><p>6</p><p>Lavadores de Gases – Scrubbers</p><p> Lavadores de impactação e reentrada, nos quais o fluxo gasoso impacta</p><p>numa superfície líquida formando as gotas. Um exemplo é o lavador de</p><p>orifício ou auto induzido.</p><p> Lavadores com ajuda mecânica, que incorpora rotor acionado</p><p>mecanicamente, onde é introduzido o líquido, e que causa a movimentação</p><p>do fluxo gasoso e a impactação das partículas nas gotas formadas;</p><p> Lavadores de leito móvel ou fluidizado, com uma zona móvel de leito,</p><p>usualmente de esferas plásticas ou de vidro, onde o gás e as partículas podem</p><p>ter uma boa mistura. O líquido pode ser aspergido por baixo e/ou por cima do</p><p>leito. A coleta é feita pela impactação das partículas tanto nas gotas como nos</p><p>elementos do leito móvel.</p><p>7</p><p>** Combinação de</p><p>lavadores, onde há</p><p>uma junção dos</p><p>vários tipos</p><p>descritos.</p><p>Pratos ou</p><p>bandeja</p><p>Enchimento</p><p>Pré atomização</p><p>contra corrente</p><p>Pré atomização</p><p>Fluxo cruzado</p><p>8</p><p>9</p><p>Presença de</p><p>rotor Impactação</p><p>Centrífugos</p><p>10</p><p>Lavadores de Gases</p><p>• Mecanismos de coleta: impactação</p><p>inercial, mas também age a interceptação</p><p>e a difusão. O gás é forçado através de</p><p>uma aspersão de gotas, que colidem com</p><p>o MP, aglomerando as partículas e</p><p>tornando a coleta facilitada (gravitacional</p><p>ou inercial). A impactação em lavadores</p><p>ocorre principalmente entre as partículas</p><p>e as gotas de líquido.</p><p>• Uso: pré coletor ou coletor final para</p><p>ampla faixa de tamanho de partículas.</p><p>11</p><p>Classificação segundo a eficiência (energia)</p><p>• Baseada na energia requerida (perda de carga) para fazer o fluxo gasoso passar</p><p>através do lavador. Medida na entrada e saída do lavador com medidores (por ex.,</p><p>manômetro):</p><p>• Baixa energia: perda de carga até 75 mmH2O;</p><p>• Média energia: perda de carga entre 75 e 250 mmH2O;</p><p>• Alta energia: perda de carga acima de 250 mmH2O.</p><p>12</p><p>Lavador Venturi</p><p>13</p><p>Lavador</p><p>Venturi</p><p>14</p><p>Lavador Venturi</p><p>acoplado a um</p><p>separador ciclônico.</p><p>Lavador Venturi</p><p>• Água é injetada em um estreitamento de tipo Venturi por meio de um anel</p><p>alimentador.</p><p>• O material é recolhido em um separador.</p><p>• Remoção de partículas</p><p>* - Eficiência para partículas de 2 m;</p><p>A – a água em geral é recirculada após sofrer tratamento.</p><p>Lavadores – Eficiência de Coleta</p><p>21</p><p>Existem vários modelos e teorias para a determinação da</p><p>eficiência de lavadores. A mais abrangente é a "Teoria do</p><p>Poder de Contato" desenvolvida por Lapple (1955):</p><p>• Quando comparados com o mesmo consumo de energia, todos os</p><p>lavadores apresentam substancialmente a mesma eficiência de coleta</p><p>para uma mesma distribuição de tamanho de partículas,</p><p>independentemente do mecanismo envolvido e independentemente</p><p>do meio fornecedor de energia, seja líquido ou gás.</p><p>Lavadores – Eficiência de Coleta</p><p>22</p><p>A eficiência é diretamente proporcional à energia fornecida ao</p><p>mesmo, tanto pela resistência à passagem do gás (perda de carga)</p><p>quanto pela energia fornecida pelo líquido.</p><p>Em geral, a eficiência se correlaciona bem com a perda de carga.</p><p>Assim, quanto maior a perda de carga maior será a eficiência de</p><p>coleta do lavador.</p><p>23</p><p>sendo: 𝜂i = eficiência para partícula i (base 1);</p><p>k = constante empírica (750 a 1000) (adimensional);</p><p>= m3/m3 (escolher no momento do dimensionamento);</p><p>KI = parâmetro de impactação (adimensional).</p><p>𝑄𝐿𝑄𝐺</p><p>𝜂𝑖 = [1 − exp (−𝑘 𝑄𝐿𝑄𝐺 𝐾𝐼 )] KI =</p><p>𝜌𝑝 𝜈𝑔 𝑑𝑝 2 𝐶ℎ18 𝐷𝑔 𝜇𝑔</p><p>Eficiência de Coleta para Lavador Venturi segundo</p><p>Johnstone</p><p>24</p><p>sendo:</p><p>Dg = diâmetro médio das gotas (cm);</p><p>= velocidade do gás na garganta (cm/s);</p><p>𝑄𝐿𝑄𝐺 = razão líquido/gás (m3/m3).</p><p>𝜈𝑔</p><p>𝐷𝑔 = (50)𝜈𝑔 + 91,8 (𝑄𝐿𝑄𝐺)1,5</p><p>Diâmetro da Gota segundo Nukyiama & Tanasawa</p><p>25</p><p>sendo: Δ𝑃 = perda de carga no Venturi (cmH2O); 𝜈𝑔 = velocidade do gás na garganta (cm/s);</p><p>= razão líquido/gás (m3/m3).</p><p>ΔP = 0,0008 𝜈𝑔 2(𝑄𝐿𝑄𝐺)</p><p>𝑄𝐿𝑄𝐺</p><p>Perda de Carga em Lavadores Venturi segundo</p><p>Calvert</p><p>Vantagens</p><p>26</p><p>Não apresentam</p><p>restrição quanto à</p><p>temperatura e</p><p>umidade dos gases.</p><p>Pode ser utilizados</p><p>para partículas e</p><p>alguns gases.</p><p>Pode controlar</p><p>partículas adesivas,</p><p>sem provocar</p><p>entupimento.</p><p>Em geral são</p><p>compactos.</p><p>Podem ser</p><p>conseguidas altas</p><p>eficiências de</p><p>coleta.</p><p>Pode coletar</p><p>partículas e gases</p><p>ao mesmo tempo.</p><p>Baixo custo inicial.</p><p>Desvantagens/Limitações</p><p>27</p><p>Alto consumo de</p><p>energia (quando se</p><p>necessita eficiência</p><p>alta).</p><p>Exige tratamento de</p><p>efluentes líquidos.</p><p>Vida útil, em geral,</p><p>menor por causa da</p><p>umidade.</p><p>Pode apresentar</p><p>problemas de</p><p>incrustação e corrosão.</p><p>Necessita de materiais</p><p>resistentes à corrosão</p><p>(inox ou fibra de vidro),</p><p>no lavador e após o</p><p>mesmo.</p><p>Formação de pluma</p><p>visível nos dias frios,</p><p>pela condensação de</p><p>umidade.</p><p>O MP está na forma</p><p>úmida e em geral,</p><p>necessita tratamento</p><p>para sua reutilização.</p><p>Grande consumo de</p><p>água (líquido mais</p><p>comumente utilizado).</p><p>Desvantagens/Limitações</p><p>28</p><p>Apresenta</p><p>elevado</p><p>custo</p><p>operacional</p><p>decorrente</p><p>de itens</p><p>como:</p><p>necessidade de um sistema de ventilação mais</p><p>potente para vencer as perdas de carga do sistema;</p><p>exigência de materiais estruturais mais “nobres”</p><p>capazes de resistir à umidade (corrosão);</p><p>sistema de tratamento para o líquido absorvente e</p><p>MP coletado.</p><p>Lavadores –</p><p>Ficha de</p><p>Registro</p><p>29</p><p>Lavadores – Verificação</p><p>• Como já comentado, os lavadores tem eficiência dependente basicamente da</p><p>perda de carga e da quantidade de pressão do líquido de lavagem. Podem ser</p><p>utilizados tanto como pré coletores para retirar partículas grosseiras e médias</p><p>(maiores que 10 m), e como coletor final, especialmente o lavador do tipo</p><p>Venturi.</p><p>• Como são sistemas úmidos, possuem atmosfera agressiva e necessita de</p><p>material resistente à corrosão (aço inoxidável, plástico, fibra de vidro reforçada</p><p>com resina, por exemplo).</p><p>30</p><p>Lavadores – Verificação</p><p>• Consideramos os seguintes pontos como principais para verificação de suas</p><p>condições:</p><p>• Condições de estado geral (furos e sinais de corrosão);</p><p>• Condições internas com relação à incrustação de pó nas paredes, bicos</p><p>aspersores e outras partes internas.</p><p>31</p><p>Lavadores – Verificação</p><p>• A presença de dispositivo para retirar continuamente as partículas depositadas</p><p>é facilitada, pois este está contido no líquido de lavagem. É necessário que este</p><p>líquido com as partículas seja encaminhado para um tanque de sedimentação e</p><p>quando recirculado esteja isento ou com baixo nível de particulado, para evitar</p><p>deposição ou desgaste nos bicos aspersores.</p><p>• Dois parâmetros são muito importantes na eficiência: perda de carga e vazão do</p><p>líquido de lavagem. Eles devem ser verificados (monitorados). A vazão de</p><p>líquido é indicada pela pressão na tubulação de envio de líquido para o lavador.</p><p>32</p><p>Checagem</p><p>33</p><p>Ao final da aula, entender:</p><p>Tipos lavadores de gases;</p><p>Funcionamento dos lavadores;</p><p>Dimensionamento;</p><p>Cálculo de eficiência;</p><p>Vantagens e desvantagens</p><p>34</p><p>1) Calcule a eficiência de um Lavador do tipo Venturi pelo método de Johnstone. Dados da</p><p>emissão apresentada na Tabela 1 e da distribuição granulométrica na Tabela 2.</p><p>Tabela 1 - Dados da emissão</p><p>T (°C) 70 𝑣𝑔 (cm/s) 10000</p><p>Fator k 775 𝜌𝑝 (g/cm3) densidade da</p><p>partícula</p><p>2,65</p><p>𝜇𝑔 (kg/m.s) viscosidade do gás 0,00002</p><p>QL/QG (m3/m3) relação</p><p>líquido-gás</p><p>0,001</p><p>Exercícios</p><p>Tabela 2 - Granulometria das</p><p>partículas (dp)</p><p>Diâmetro (m) Massa (%)</p><p>0 – 1 43,0</p><p>1 – 2 13,0</p><p>2 – 3 6,0</p><p>3 – 4 5,5</p><p>4 – 5 3,5</p><p>5 – 10 9,5</p><p>10 – 20 7,5</p><p> 20 12,0</p><p>35</p><p>Ajuste de unidades:</p><p>𝜌𝑝 = 2,65 𝑔𝑐𝑚3 × 1 𝑘𝑔1000 𝑔 × 100 𝑐𝑚 31 𝑚 3 = 2650 𝑘𝑔𝑚3</p><p>𝑣𝑔 = 10000 𝑐𝑚𝑠 × 1 𝑚100 𝑐𝑚 = 100 𝑚𝑠</p><p>𝑇 = 70℃ = 343 𝐾</p><p>Resolução – Ex1</p><p>36</p><p>Para o cálculo da eficiência, devemos considerar as seguintes equações:</p><p>Sendo:</p><p>Então, a partir da tabela da distribuição granulométrica, montamos uma nova</p><p>tabela para efetuar estes cálculos:</p><p>𝜂𝑖 = [1 − exp (−𝑘 𝑄𝐿𝑄𝐺 𝐾𝐼 )]</p><p>KI =</p><p>𝜌𝑝 𝜈𝑔 𝑑𝑝 2 𝐶ℎ18 𝐷𝑔 𝜇𝑔</p><p>𝐷𝑔 = (50)𝜈𝑔 + 91,8 (𝑄𝐿𝑄𝐺)1,5</p><p>Resolução – Ex1</p><p>37</p><p>𝑚𝑖 = 100</p><p>𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) 𝒎𝒊 (%) 𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) Ch KI 𝑲𝑰 𝜼𝒊 𝜼𝑻(%) 𝑹𝐓 (%)</p><p>0 – 1 43,0</p><p>1 – 2 13,0</p><p>2 – 3 6,0</p><p>3 – 4 5,5</p><p>4 – 5 3,5</p><p>5 – 10 9,5</p><p>10 – 20 7,5</p><p> 20 12,0</p><p>Resolução – Ex1</p><p>38</p><p>A) Cálculo do diâmetro de gota (Dg):</p><p>𝐷𝑔 = (50)𝜈𝑔 + 91,8 (𝑄𝐿𝑄𝐺)1,5</p><p>𝐷𝑔 = (50)10000+ 91,8 (0,001)</p><p>1,5</p><p>𝐷𝑔 = 7,9 × 10−3 cm</p><p>𝐷𝑔 = 7,9 × 10−5 m</p><p>cm</p><p>m3/m3</p><p>cm/s</p><p>Resolução – Ex1</p><p>39</p><p>B) Cálculo do Fator de Correção de Cunninghan:</p><p>*um valor de Ch para cada dp da distribuição granulométrica.</p><p>𝐶ℎ = 1 + 6,21 10−4 × 𝑇 𝑑𝑝</p><p>𝐶ℎ = 1 + 6,21 10−4 × 343𝑑𝑝</p><p>𝐶ℎ = 1 + 0,2130𝑑𝑝 ∗</p><p>K</p><p>m</p><p>Resolução – Ex1</p><p>40</p><p>𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) 𝒎𝒊 (%) 𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) Ch KI 𝑲𝑰 𝜼𝒊 𝜼𝑻(%) 𝑹𝐓 (%)</p><p>0 – 1 43,0 0,5 1,426</p><p>1 – 2 13,0 1,5</p><p>2 – 3 6,0 2,5</p><p>3 – 4 5,5 3,5</p><p>4 – 5 3,5 4,5</p><p>5 – 10 9,5 7,5</p><p>10 – 20 7,5 15</p><p> 20 12,0 20</p><p>Resolução – Ex1</p><p>41</p><p>C) Cálculo do Parâmetro de Impactação</p><p>*um valor de KI para cada Ch e respectivo dp da distribuição granulométrica.</p><p>KI =</p><p>𝜌𝑝 𝜈𝑔 𝑑𝑝 2 𝐶ℎ18 𝐷𝑔 𝜇𝑔</p><p>KI =</p><p>2650×100× 𝑑𝑝 2× 𝐶ℎ18×7,9×10−5×2× 10−5</p><p>𝐾𝐼 = 9,3178 × 1012𝑑𝑝𝑖2 𝐶ℎ *</p><p>𝑘𝑔𝑚3 ×𝑚𝑠 × 𝑚2 × 1𝑚 ×𝑚. 𝑠𝑘𝑔 = 𝑎𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑠𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙</p><p>Das unidades deste</p><p>equacionamento</p><p>Resolução – Ex1</p><p>42</p><p>𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) 𝒎𝒊 (%) 𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) Ch KI 𝑲𝑰 𝜼𝒊 𝜼𝑻(%) 𝑹𝐓 (%)</p><p>0 – 1 43,0 0,5 1,426 3,321 1,822</p><p>1 – 2 13,0 1,5 1,142</p><p>2 – 3 6,0 2,5 1,085</p><p>3 – 4 5,5 3,5 1,061</p><p>4 – 5 3,5 4,5 1,047</p><p>5 – 10 9,5 7,5 1,028</p><p>10 – 20 7,5 15 1,014</p><p> 20 12,0 20 1,011</p><p>Resolução – Ex1</p><p>43</p><p>D) Cálculo da eficiência fracionada:</p><p>𝜂𝑖 = [1 − exp (−𝑘 𝑄𝐿𝑄𝐺 𝐾𝐼 )]</p><p>Para o primeiro tamanho de partícula (𝑑0,5) e 𝐶ℎ = 1,426, então:</p><p>𝜂𝑖 = 0,756403</p><p>Resolução</p><p>– Ex1</p><p>44</p><p>𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) 𝒎𝒊 (%) 𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) Ch KI 𝑲𝑰 𝜼𝒊 𝜼𝑻(%) 𝑹𝐓 (%)</p><p>0 – 1 43,0 0,5 1,426 3,32 1,82 0,7564</p><p>1 – 2 13,0 1,5 1,142 23,93 4,89</p><p>2 – 3 6,0 2,5 1,085 63,17 7,95</p><p>3 – 4 5,5 3,5 1,061 121,05 11,00</p><p>4 – 5 3,5 4,5 1,047 197,54 14,06</p><p>5 – 10 9,5 7,5 1,028 538,81 23,21</p><p>10 – 20 7,5 15 1,014 2125,49 46,10</p><p> 20 12,0 20 1,011 3765,42 61,36</p><p>***A partir disso, calculamos todos os 𝜂𝑖:</p><p>Resolução – Ex1</p><p>45</p><p>𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) 𝒎𝒊 (%) 𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) Ch KI 𝑲𝑰 𝜼𝒊 𝜼𝑻(%) 𝑹 𝐓(%)</p><p>0 – 1 43,0 0,5 1,426 3,32 1,82 0,7564</p><p>1 – 2 13,0 1,5 1,142 23,93 4,89 0,9774</p><p>2 – 3 6,0 2,5 1,085 63,17 7,95 0,9979</p><p>3 – 4 5,5 3,5 1,061 121,05 11,00 0,9998</p><p>4 – 5 3,5 4,5 1,047 197,54 14,06 0,9999</p><p>5 – 10 9,5 7,5 1,028 538,81 23,21 1</p><p>10 – 20 7,5 15 1,014 2125,49 46,10 1</p><p> 20 12,0 20 1,011 3765,42 61,36 1</p><p>**Assim:</p><p>Em seguida realizamos o E) Cálculo da eficiência global (𝜂𝑇): 𝜂𝑇 = 𝜂𝑖 × 𝑚𝑖</p><p>Resolução – Ex1</p><p>46</p><p>𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) 𝒎𝒊 (%) 𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) Ch KI 𝑲𝑰 𝜼𝒊 𝜼𝑻(%) 𝑹𝐓 (%)</p><p>0 – 1 43,0 0,5 1,426 3,32 1,82 0,7564 32,52</p><p>1 – 2 13,0 1,5 1,142 23,93 4,89 0,9774 12,71</p><p>2 – 3 6,0 2,5 1,085 63,17 7,95 0,9979 5,98</p><p>3 – 4 5,5 3,5 1,061 121,05 11,00 0,9998 5,49</p><p>4 – 5 3,5 4,5 1,047 197,54 14,06 0,9999 3,5</p><p>5 – 10 9,5 7,5 1,028 538,81 23,21 1 9,5</p><p>10 – 20 7,5 15 1,014 2125,49 46,10 1 7,5</p><p> 20 12,0 20 1,011 3765,42 61,36 1 12</p><p>**Assim:</p><p>A somatória de todas as 𝜂𝑇 é a eficiência global do lavador de gases, que</p><p>é 89,22%.</p><p>Resolução – Ex1</p><p>47</p><p>F) Cálculo do Residual (ou Penetração):</p><p>𝑅𝑇 = 𝑚𝑖 × 𝑅𝑖 𝑅𝑇 = 𝑚𝑖 × 1 − 𝜂𝑖 𝑅𝑇 = 𝑚𝑖 −𝑚𝑖 × 𝜂𝑖</p><p>Então: 𝑅𝑇 = 𝑚𝑖 − 𝜂𝑇</p><p>Resolução – Ex1</p><p>48</p><p>𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) 𝒎𝒊 (%) 𝒅𝒑𝒊(𝝁𝒎) Ch KI 𝑲𝑰 𝜼𝒊 𝜼𝑻(%) 𝑹𝐓 (%)</p><p>0 – 1 43,0 0,5 1,426 3,32 1,82 0,7564 32,52 10,48</p><p>1 – 2 13,0 1,5 1,142 23,93 4,89 0,9774 12,71 0,29</p><p>2 – 3 6,0 2,5 1,085 63,17 7,95 0,9979 5,98 0,01</p><p>3 – 4 5,5 3,5 1,061 121,05 11,00 0,9998 5,49 0</p><p>4 – 5 3,5 4,5 1,047 197,54 14,06 0,9999 3,5 0</p><p>5 – 10 9,5 7,5 1,028 538,81 23,21 1 9,5 0</p><p>10 – 20 7,5 15 1,014 2125,49 46,10 1 7,5 0</p><p> 20 12,0 20 1,011 3765,42 61,36 1 12 0</p><p>**Assim:</p><p>A somatória de todas os 𝑅𝑇 é o residual do lavador de gases, que é 10,78%.</p><p>Resolução – Ex1</p><p>49</p><p>G) Cálculo da Perda de Carga do Lavador:</p><p>ΔP = 0,0008 𝜈𝑔 2(𝑄𝐿𝑄𝐺) ΔP = 0,0008 10000 2(0,001) ΔP = 80 cmH20 ΔP = 800 mmH20</p><p>Resolução – Ex1</p><p>50</p><p>2) Calcule a eficiência de um Lavador do tipo Venturi pelo método de Johnstone. Dada a</p><p>distribuição granulométrica na Tabela 3.</p><p>Exercícios</p><p>São dados:</p><p>• Temperatura: 85°C</p><p>• vg: 12.500 cm/s</p><p>• Fator k: 825</p><p>• Densidade das partículas (ρp): 3,25 g/cm3</p><p>• Viscosidade do ar (gás carreador): 2,3x10-5</p><p>kg/m.s</p><p>• Relação QL/QG: 1 L/m3</p><p>Tabela 3 - Granulometria das</p><p>partículas (dp)</p><p>Diâmetro (m) Massa (%)</p><p>0 – 2 1,0</p><p>2 - 4 3,0</p><p>4 – 6 6,0</p><p>6 – 10 10,0</p><p>10 – 18 30,0</p><p>18 – 30 10,0</p><p>30 - 50 10,0</p><p>50 - 100 30,0</p><p>51</p><p>3) Calcule a eficiência de um Lavador do tipo Venturi pelo método de Johnstone. Dada a</p><p>distribuição granulométrica na Tabela 4.</p><p>Exercícios</p><p>São dados:</p><p>• Temperatura: 25°C</p><p>• vg: 50 m/s</p><p>• Fator k: 1000</p><p>• Densidade das partículas (ρp): 4,1 g/cm3</p><p>• Viscosidade do ar (gás carreador): 1,8x10-4 kg/m.s</p><p>• Relação QL/QG: 1 L/m3</p><p>Tabela 4 - Granulometria das</p><p>partículas (de)</p><p>Diâmetro (m) Massa (%)</p><p>0 – 20 3</p><p>20 – 30 7</p><p>30 – 40 8</p><p>40 – 50 10</p><p>50 – 60 11</p><p>60 – 80 45</p><p>> 80 16</p>