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<p>FAS-PR</p><p>FUNDAÇÃO DE AÇÃO SOCIAL DO ESTADO DO PARANÁ</p><p>Educador Social</p><p>EDITAL NORMATIVO DO CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2022</p><p>CÓD: SL-143JL-22</p><p>7908433224778</p><p>DICA</p><p>Como passar em um concurso público?</p><p>Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro</p><p>estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação.</p><p>É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa</p><p>encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.</p><p>Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução</p><p>preparou este artigo com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.</p><p>Então mãos à obra!</p><p>• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter</p><p>que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho.</p><p>• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você</p><p>tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma</p><p>área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área.</p><p>• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,</p><p>determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não</p><p>pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total.</p><p>• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É</p><p>praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha</p><p>contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo.</p><p>• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto</p><p>estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque</p><p>refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.</p><p>• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses</p><p>materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais</p><p>exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame.</p><p>• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma</p><p>menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é</p><p>tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.</p><p>Se prepare para o concurso público</p><p>O concurseiro preparado não é aquele que passa o dia todo estudando, mas está com a cabeça nas nuvens, e sim aquele que se</p><p>planeja pesquisando sobre o concurso de interesse, conferindo editais e provas anteriores, participando de grupos com enquetes sobre</p><p>seu interesse, conversando com pessoas que já foram aprovadas, absorvendo dicas e experiências, e analisando a banca examinadora do</p><p>certame.</p><p>O Plano de Estudos é essencial na otimização dos estudos, ele deve ser simples, com fácil compreensão e personalizado com sua</p><p>rotina, vai ser seu triunfo para aprovação, sendo responsável pelo seu crescimento contínuo.</p><p>Além do plano de estudos, é importante ter um Plano de Revisão, ele que irá te ajudar na memorização dos conteúdos estudados até</p><p>o dia da prova, evitando a correria para fazer uma revisão de última hora.</p><p>Está em dúvida por qual matéria começar a estudar? Vai mais uma dica: comece por Língua Portuguesa, é a matéria com maior</p><p>requisição nos concursos, a base para uma boa interpretação, indo bem aqui você estará com um passo dado para ir melhor nas outras</p><p>disciplinas.</p><p>Vida Social</p><p>Sabemos que faz parte algumas abdicações na vida de quem estuda para concursos públicos, mas sempre que possível é importante</p><p>conciliar os estudos com os momentos de lazer e bem-estar. A vida de concurseiro é temporária, quem determina o tempo é você,</p><p>através da sua dedicação e empenho. Você terá que fazer um esforço para deixar de lado um pouco a vida social intensa, é importante</p><p>compreender que quando for aprovado verá que todo o esforço valeu a pena para realização do seu sonho.</p><p>Uma boa dica, é fazer exercícios físicos, uma simples corrida por exemplo é capaz de melhorar o funcionamento do Sistema Nervoso</p><p>Central, um dos fatores que são chaves para produção de neurônios nas regiões associadas à aprendizagem e memória.</p><p>DICA</p><p>Motivação</p><p>A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo</p><p>com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.</p><p>Caso você não seja aprovado de primeira, é primordial que você PERSISTA, com o tempo você irá adquirir conhecimento e experiência.</p><p>Então é preciso se motivar diariamente para seguir a busca da aprovação, algumas orientações importantes para conseguir motivação:</p><p>• Procure ler frases motivacionais, são ótimas para lembrar dos seus propósitos;</p><p>• Leia sempre os depoimentos dos candidatos aprovados nos concursos públicos;</p><p>• Procure estar sempre entrando em contato com os aprovados;</p><p>• Escreva o porquê que você deseja ser aprovado no concurso. Quando você sabe seus motivos, isso te da um ânimo maior para seguir</p><p>focado, tornando o processo mais prazeroso;</p><p>• Saiba o que realmente te impulsiona, o que te motiva. Dessa maneira será mais fácil vencer as adversidades que irão aparecer.</p><p>• Procure imaginar você exercendo a função da vaga pleiteada, sentir a emoção da aprovação e ver as pessoas que você gosta felizes</p><p>com seu sucesso.</p><p>Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação</p><p>e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.</p><p>A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Se você quer aumentar as suas chances</p><p>de passar, conheça os nossos materiais, acessando o nosso site: www.apostilasolucao.com.br</p><p>Vamos juntos!</p><p>ÍNDICE</p><p>Língua Portuguesa</p><p>1. à apreensão do significado global dos textos; ao estabelecimento de relações intratextuais e intertextuais; ao reconhecimento da</p><p>função desempenhada por diferentes recursos gramaticais no texto, nos níveis fonológico, morfológico, sintático, semântico e tex-</p><p>tual/discursivo; à apreensão dos efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos verbais em textos de diferentes gêneros; à iden-</p><p>tificação das ideias expressas no texto, bem como de sua hierarquia (principal ou secundária) e das relações entre elas (oposição,</p><p>restrição, causa/consequência, exemplificação etc.); à análise da organização argumentativa do texto: identificação do ponto de vista</p><p>(tese) do autor, reconhecimento e avaliação dos argumentos usados para fundamentá-lo; à dedução de ideias e pontos de vista im-</p><p>plícitos no texto; ao reconhecimento das diferentes “vozes” dentro de um texto, bem como dos recursos linguísticos empregados para</p><p>demarcá-las; ao reconhecimento da posição do autor frente às informações apresentadas no texto (fato ou opinião; sério ou ridículo;</p><p>concordância ou discordância etc.), bem como dos recursos linguísticos indicadores dessas avaliações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7</p><p>2. à identificação do significado de palavras, expressões ou estruturas frasais em determinados contextos</p>
<p>e, com isso, levar a pessoa a</p><p>que texto é endereçado a crer naquilo que ele diz.</p><p>Um texto dissertativo tem um assunto ou tema e expressa um</p><p>ponto de vista, acompanhado de certa fundamentação, que inclui</p><p>a argumentação, questionamento, com o objetivo de persuadir.</p><p>Argumentar é o processo pelo qual se estabelecem relações</p><p>para chegar à conclusão, com base em premissas. Persuadir é</p><p>um processo de convencimento, por meio da argumentação, no</p><p>qual procura-se convencer os outros, de modo a influenciar seu</p><p>pensamento e seu comportamento.</p><p>A persuasão pode ser válida e não válida. Na persuasão</p><p>válida, expõem-se com clareza os fundamentos de uma ideia</p><p>ou proposição, e o interlocutor pode questionar cada passo</p><p>do raciocínio empregado na argumentação. A persuasão não</p><p>válida apoia-se em argumentos subjetivos, apelos subliminares,</p><p>chantagens sentimentais, com o emprego de “apelações”, como a</p><p>inflexão de voz, a mímica e até o choro.</p><p>Alguns autores classificam a dissertação em duas modalidades,</p><p>expositiva e argumentativa. Esta, exige argumentação, razões a favor</p><p>e contra uma ideia, ao passo que a outra é informativa, apresenta</p><p>dados sem a intenção de convencer. Na verdade, a escolha dos</p><p>dados levantados, a maneira de expô-los no texto já revelam uma</p><p>“tomada de posição”, a adoção de um ponto de vista na dissertação,</p><p>ainda que sem a apresentação explícita de argumentos. Desse</p><p>ponto de vista, a dissertação pode ser definida como discussão,</p><p>debate, questionamento, o que implica a liberdade de pensamento,</p><p>a possibilidade de discordar ou concordar parcialmente. A liberdade</p><p>de questionar é fundamental, mas não é suficiente para organizar</p><p>um texto dissertativo. É necessária também a exposição dos</p><p>fundamentos, os motivos, os porquês da defesa de um ponto de</p><p>vista.</p><p>Pode-se dizer que o homem vive em permanente atitude</p><p>argumentativa. A argumentação está presente em qualquer tipo de</p><p>discurso, porém, é no texto dissertativo que ela melhor se evidencia.</p><p>Para discutir um tema, para confrontar argumentos e posições,</p><p>é necessária a capacidade de conhecer outros pontos de vista e</p><p>seus respectivos argumentos. Uma discussão impõe, muitas vezes,</p><p>a análise de argumentos opostos, antagônicos. Como sempre,</p><p>essa capacidade aprende-se com a prática. Um bom exercício</p><p>para aprender a argumentar e contra-argumentar consiste em</p><p>desenvolver as seguintes habilidades:</p><p>- argumentação: anotar todos os argumentos a favor de</p><p>uma ideia ou fato; imaginar um interlocutor que adote a posição</p><p>totalmente contrária;</p><p>- contra-argumentação: imaginar um diálogo-debate e quais os</p><p>argumentos que essa pessoa imaginária possivelmente apresentaria</p><p>contra a argumentação proposta;</p><p>- refutação: argumentos e razões contra a argumentação</p><p>oposta.</p><p>A argumentação tem a finalidade de persuadir, portanto,</p><p>argumentar consiste em estabelecer relações para tirar conclusões</p><p>válidas, como se procede no método dialético. O método dialético</p><p>não envolve apenas questões ideológicas, geradoras de polêmicas.</p><p>Trata-se de um método de investigação da realidade pelo estudo</p><p>de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno</p><p>em questão e da mudança dialética que ocorre na natureza e na</p><p>sociedade.</p><p>Descartes (1596-1650), filósofo e pensador francês, criou</p><p>o método de raciocínio silogístico, baseado na dedução, que</p><p>parte do simples para o complexo. Para ele, verdade e evidência</p><p>são a mesma coisa, e pelo raciocínio torna-se possível chegar a</p><p>conclusões verdadeiras, desde que o assunto seja pesquisado em</p><p>partes, começando-se pelas proposições mais simples até alcançar,</p><p>por meio de deduções, a conclusão final. Para a linha de raciocínio</p><p>cartesiana, é fundamental determinar o problema, dividi-lo em</p><p>partes, ordenar os conceitos, simplificando-os, enumerar todos os</p><p>seus elementos e determinar o lugar de cada um no conjunto da</p><p>dedução.</p><p>A lógica cartesiana, até os nossos dias, é fundamental para a</p><p>argumentação dos trabalhos acadêmicos. Descartes propôs quatro</p><p>regras básicas que constituem um conjunto de reflexos vitais, uma</p><p>série de movimentos sucessivos e contínuos do espírito em busca</p><p>da verdade:</p><p>- evidência;</p><p>- divisão ou análise;</p><p>- ordem ou dedução;</p><p>- enumeração.</p><p>A enumeração pode apresentar dois tipos de falhas: a omissão</p><p>e a incompreensão. Qualquer erro na enumeração pode quebrar o</p><p>encadeamento das ideias, indispensável para o processo dedutivo.</p><p>A forma de argumentação mais empregada na redação</p><p>acadêmica é o silogismo, raciocínio baseado nas regras cartesianas,</p><p>que contém três proposições: duas premissas, maior e menor,</p><p>e a conclusão. As três proposições são encadeadas de tal forma,</p><p>que a conclusão é deduzida da maior por intermédio da menor. A</p><p>premissa maior deve ser universal, emprega todo, nenhum, pois</p><p>alguns não caracteriza a universalidade.</p><p>Há dois métodos fundamentais de raciocínio: a dedução</p><p>(silogística), que parte do geral para o particular, e a indução, que vai</p><p>do particular para o geral. A expressão formal do método dedutivo</p><p>é o silogismo. A dedução é o caminho das consequências, baseia-se</p><p>em uma conexão descendente (do geral para o particular) que leva</p><p>à conclusão. Segundo esse método, partindo-se de teorias gerais,</p><p>de verdades universais, pode-se chegar à previsão ou determinação</p><p>de fenômenos particulares. O percurso do raciocínio vai da causa</p><p>para o efeito. Exemplo:</p><p>Todo homem é mortal (premissa maior = geral, universal)</p><p>Fulano é homem (premissa menor = particular)</p><p>Logo, Fulano é mortal (conclusão)</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>18</p><p>A indução percorre o caminho inverso ao da dedução, baseiase</p><p>em uma conexão ascendente, do particular para o geral. Nesse caso,</p><p>as constatações particulares levam às leis gerais, ou seja, parte de</p><p>fatos particulares conhecidos para os fatos gerais, desconhecidos. O</p><p>percurso do raciocínio se faz do efeito para a causa. Exemplo:</p><p>O calor dilata o ferro (particular)</p><p>O calor dilata o bronze (particular)</p><p>O calor dilata o cobre (particular)</p><p>O ferro, o bronze, o cobre são metais</p><p>Logo, o calor dilata metais (geral, universal)</p><p>Quanto a seus aspectos formais, o silogismo pode ser válido</p><p>e verdadeiro; a conclusão será verdadeira se as duas premissas</p><p>também o forem. Se há erro ou equívoco na apreciação dos</p><p>fatos, pode-se partir de premissas verdadeiras para chegar a uma</p><p>conclusão falsa. Tem-se, desse modo, o sofisma. Uma definição</p><p>inexata, uma divisão incompleta, a ignorância da causa, a falsa</p><p>analogia são algumas causas do sofisma. O sofisma pressupõe</p><p>má fé, intenção deliberada de enganar ou levar ao erro; quando o</p><p>sofisma não tem essas intenções propositais, costuma-se chamar</p><p>esse processo de argumentação de paralogismo. Encontra-se um</p><p>exemplo simples de sofisma no seguinte diálogo:</p><p>- Você concorda que possui uma coisa que não perdeu?</p><p>- Lógico, concordo.</p><p>- Você perdeu um brilhante de 40 quilates?</p><p>- Claro que não!</p><p>- Então você possui um brilhante de 40 quilates...</p><p>Exemplos de sofismas:</p><p>Dedução</p><p>Todo professor tem um diploma (geral, universal)</p><p>Fulano tem um diploma (particular)</p><p>Logo, fulano é professor (geral – conclusão falsa)</p><p>Indução</p><p>O Rio de Janeiro tem uma estátua do Cristo Redentor.</p><p>(particular)</p><p>Taubaté (SP) tem uma estátua do Cristo Redentor. (particular)</p><p>Rio de Janeiro e Taubaté são cidades.</p><p>Logo, toda cidade tem uma estátua do Cristo Redentor. (geral</p><p>– conclusão falsa)</p><p>Nota-se que as premissas são verdadeiras, mas a conclusão pode</p><p>ser falsa. Nem todas as pessoas que têm diploma são professores;</p><p>nem todas as cidades têm uma estátua do Cristo Redentor. Comete-</p><p>se erro quando se faz generalizações apressadas ou infundadas. A</p><p>“simples inspeção” é a ausência de análise ou análise superficial</p><p>dos fatos, que leva a pronunciamentos subjetivos, baseados nos</p><p>sentimentos não ditados pela razão.</p><p>Tem-se, ainda, outros métodos, subsidiários ou não</p><p>fundamentais, que contribuem para a descoberta ou comprovação</p><p>da verdade: análise, síntese, classificação e definição. Além desses,</p><p>existem outros métodos particulares de algumas ciências, que</p><p>adaptam os</p>
<p>processos de dedução e indução à natureza de uma</p><p>realidade particular. Pode-se afirmar que cada ciência tem seu</p><p>método próprio demonstrativo, comparativo, histórico etc. A</p><p>análise, a síntese, a classificação a definição são chamadas métodos</p><p>sistemáticos, porque pela organização e ordenação das ideias visam</p><p>sistematizar a pesquisa.</p><p>Análise e síntese são dois processos opostos, mas interligados;</p><p>a análise parte do todo para as partes, a síntese, das partes para</p><p>o todo. A análise precede a síntese, porém, de certo modo, uma</p><p>depende da outra. A análise decompõe o todo em partes, enquanto</p><p>a síntese recompõe o todo pela reunião das partes. Sabe-se, porém,</p><p>que o todo não é uma simples justaposição das partes. Se alguém</p><p>reunisse todas as peças de um relógio, não significa que reconstruiu</p><p>o relógio, pois fez apenas um amontoado de partes. Só reconstruiria</p><p>todo se as partes estivessem organizadas, devidamente combinadas,</p><p>seguida uma ordem de relações necessárias, funcionais, então, o</p><p>relógio estaria reconstruído.</p><p>Síntese, portanto, é o processo de reconstrução do todo</p><p>por meio da integração das partes, reunidas e relacionadas num</p><p>conjunto. Toda síntese, por ser uma reconstrução, pressupõe a</p><p>análise, que é a decomposição. A análise, no entanto, exige uma</p><p>decomposição organizada, é preciso saber como dividir o todo em</p><p>partes. As operações que se realizam na análise e na síntese podem</p><p>ser assim relacionadas:</p><p>Análise: penetrar, decompor, separar, dividir.</p><p>Síntese: integrar, recompor, juntar, reunir.</p><p>A análise tem importância vital no processo de coleta de ideias</p><p>a respeito do tema proposto, de seu desdobramento e da criação de</p><p>abordagens possíveis. A síntese também é importante na escolha</p><p>dos elementos que farão parte do texto.</p><p>Segundo Garcia (1973, p.300), a análise pode ser formal ou</p><p>informal. A análise formal pode ser científica ou experimental;</p><p>é característica das ciências matemáticas, físico-naturais e</p><p>experimentais. A análise informal é racional ou total, consiste</p><p>em “discernir” por vários atos distintos da atenção os elementos</p><p>constitutivos de um todo, os diferentes caracteres de um objeto ou</p><p>fenômeno.</p><p>A análise decompõe o todo em partes, a classificação estabelece</p><p>as necessárias relações de dependência e hierarquia entre as</p><p>partes. Análise e classificação ligam-se intimamente, a ponto de se</p><p>confundir uma com a outra, contudo são procedimentos diversos:</p><p>análise é decomposição e classificação é hierarquisação.</p><p>Nas ciências naturais, classificam-se os seres, fatos e fenômenos</p><p>por suas diferenças e semelhanças; fora das ciências naturais, a</p><p>classificação pode-se efetuar por meio de um processo mais ou</p><p>menos arbitrário, em que os caracteres comuns e diferenciadores</p><p>são empregados de modo mais ou menos convencional. A</p><p>classificação, no reino animal, em ramos, classes, ordens, subordens,</p><p>gêneros e espécies, é um exemplo de classificação natural, pelas</p><p>características comuns e diferenciadoras. A classificação dos</p><p>variados itens integrantes de uma lista mais ou menos caótica é</p><p>artificial.</p><p>Exemplo: aquecedor, automóvel, barbeador, batata, caminhão,</p><p>canário, jipe, leite, ônibus, pão, pardal, pintassilgo, queijo, relógio,</p><p>sabiá, torradeira.</p><p>Aves: Canário, Pardal, Pintassilgo, Sabiá.</p><p>Alimentos: Batata, Leite, Pão, Queijo.</p><p>Mecanismos: Aquecedor, Barbeador, Relógio, Torradeira.</p><p>Veículos: Automóvel, Caminhão, Jipe, Ônibus.</p><p>Os elementos desta lista foram classificados por ordem</p><p>alfabética e pelas afinidades comuns entre eles. Estabelecer</p><p>critérios de classificação das ideias e argumentos, pela ordem</p><p>de importância, é uma habilidade indispensável para elaborar</p><p>o desenvolvimento de uma redação. Tanto faz que a ordem seja</p><p>crescente, do fato mais importante para o menos importante, ou</p><p>decrescente, primeiro o menos importante e, no final, o impacto</p><p>do mais importante; é indispensável que haja uma lógica na</p><p>classificação. A elaboração do plano compreende a classificação</p><p>das partes e subdivisões, ou seja, os elementos do plano devem</p><p>obedecer a uma hierarquização. (Garcia, 1973, p. 302304.)</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>19</p><p>Para a clareza da dissertação, é indispensável que, logo na</p><p>introdução, os termos e conceitos sejam definidos, pois, para</p><p>expressar um questionamento, deve-se, de antemão, expor clara</p><p>e racionalmente as posições assumidas e os argumentos que as</p><p>justificam. É muito importante deixar claro o campo da discussão e</p><p>a posição adotada, isto é, esclarecer não só o assunto, mas também</p><p>os pontos de vista sobre ele.</p><p>A definição tem por objetivo a exatidão no emprego da</p><p>linguagem e consiste na enumeração das qualidades próprias</p><p>de uma ideia, palavra ou objeto. Definir é classificar o elemento</p><p>conforme a espécie a que pertence, demonstra: a característica que</p><p>o diferencia dos outros elementos dessa mesma espécie.</p><p>Entre os vários processos de exposição de ideias, a definição</p><p>é um dos mais importantes, sobretudo no âmbito das ciências.</p><p>A definição científica ou didática é denotativa, ou seja, atribui às</p><p>palavras seu sentido usual ou consensual, enquanto a conotativa ou</p><p>metafórica emprega palavras de sentido figurado. Segundo a lógica</p><p>tradicional aristotélica, a definição consta de três elementos:</p><p>- o termo a ser definido;</p><p>- o gênero ou espécie;</p><p>- a diferença específica.</p><p>O que distingue o termo definido de outros elementos da</p><p>mesma espécie. Exemplo:</p><p>Na frase: O homem é um animal racional classifica-se:</p><p>Elemento especiediferença</p><p>a ser definidoespecífica</p><p>É muito comum formular definições de maneira defeituosa,</p><p>por exemplo: Análise é quando a gente decompõe o todo em</p><p>partes. Esse tipo de definição é gramaticalmente incorreto; quando</p><p>é advérbio de tempo, não representa o gênero, a espécie, a gente é</p><p>forma coloquial não adequada à redação acadêmica. Tão importante</p><p>é saber formular uma definição, que se recorre a Garcia (1973,</p><p>p.306), para determinar os “requisitos da definição denotativa”.</p><p>Para ser exata, a definição deve apresentar os seguintes requisitos:</p><p>- o termo deve realmente pertencer ao gênero ou classe em</p><p>que está incluído: “mesa é um móvel” (classe em que ‘mesa’ está</p><p>realmente incluída) e não “mesa é um instrumento ou ferramenta</p><p>ou instalação”;</p><p>- o gênero deve ser suficientemente amplo para incluir todos os</p><p>exemplos específicos da coisa definida, e suficientemente restrito</p><p>para que a diferença possa ser percebida sem dificuldade;</p><p>- deve ser obrigatoriamente afirmativa: não há, em verdade,</p><p>definição, quando se diz que o “triângulo não é um prisma”;</p><p>- deve ser recíproca: “O homem é um ser vivo” não constitui</p><p>definição exata, porque a recíproca, “Todo ser vivo é um homem”</p><p>não é verdadeira (o gato é ser vivo e não é homem);</p><p>- deve ser breve (contida num só período). Quando a definição,</p><p>ou o que se pretenda como tal, é muito longa (séries de períodos</p><p>ou de parágrafos), chama-se explicação, e também definição</p><p>expandida;d</p><p>- deve ter uma estrutura gramatical rígida: sujeito (o termo) +</p><p>cópula (verbo de ligação ser) + predicativo (o gênero) + adjuntos (as</p><p>diferenças).</p><p>As definições dos dicionários de língua são feitas por meio</p><p>de paráfrases definitórias, ou seja, uma operação metalinguística</p><p>que consiste em estabelecer uma relação de equivalência entre a</p><p>palavra e seus significados.</p><p>A força do texto dissertativo está em sua fundamentação.</p><p>Sempre é fundamental procurar um porquê, uma razão verdadeira</p><p>e necessária. A verdade de um ponto de vista deve ser demonstrada</p><p>com argumentos válidos. O ponto de vista mais lógico e racional</p><p>do mundo não tem valor, se não estiver acompanhado de uma</p><p>fundamentação coerente e adequada.</p><p>Os métodos fundamentais de raciocínio segundo a lógica</p><p>clássica, que foram abordados anteriormente, auxiliam o</p><p>julgamento da validade dos fatos. Às vezes, a argumentação é</p><p>clara e pode reconhecer-se facilmente seus elementos e suas</p><p>relações; outras vezes, as premissas e as conclusões organizam-se</p><p>de modo livre, misturando-se na estrutura do argumento. Por isso,</p><p>é preciso aprender a</p>
<p>reconhecer os elementos que constituem um</p><p>argumento: premissas/conclusões. Depois de reconhecer, verificar</p><p>se tais elementos são verdadeiros ou falsos; em seguida, avaliar</p><p>se o argumento está expresso corretamente; se há coerência e</p><p>adequação entre seus elementos, ou se há contradição. Para isso</p><p>é que se aprende os processos de raciocínio por dedução e por</p><p>indução. Admitindo-se que raciocinar é relacionar, conclui-se que</p><p>o argumento é um tipo específico de relação entre as premissas e</p><p>a conclusão.</p><p>Procedimentos Argumentativos: Constituem os procedimentos</p><p>argumentativos mais empregados para comprovar uma afirmação:</p><p>exemplificação, explicitação, enumeração, comparação.</p><p>Exemplificação: Procura justificar os pontos de vista por meio</p><p>de exemplos, hierarquizar afirmações. São expressões comuns</p><p>nesse tipo de procedimento: mais importante que, superior a, de</p><p>maior relevância que. Empregam-se também dados estatísticos,</p><p>acompanhados de expressões: considerando os dados; conforme</p><p>os dados apresentados. Faz-se a exemplificação, ainda, pela</p><p>apresentação de causas e consequências, usando-se comumente as</p><p>expressões: porque, porquanto, pois que, uma vez que, visto que,</p><p>por causa de, em virtude de, em vista de, por motivo de.</p><p>Explicitação: O objetivo desse recurso argumentativo é explicar</p><p>ou esclarecer os pontos de vista apresentados. Pode-se alcançar</p><p>esse objetivo pela definição, pelo testemunho e pela interpretação.</p><p>Na explicitação por definição, empregamse expressões como: quer</p><p>dizer, denomina-se, chama-se, na verdade, isto é, haja vista, ou</p><p>melhor; nos testemunhos são comuns as expressões: conforme,</p><p>segundo, na opinião de, no parecer de, consoante as ideias de, no</p><p>entender de, no pensamento de. A explicitação se faz também pela</p><p>interpretação, em que são comuns as seguintes expressões: parece,</p><p>assim, desse ponto de vista.</p><p>Enumeração: Faz-se pela apresentação de uma sequência de</p><p>elementos que comprovam uma opinião, tais como a enumeração</p><p>de pormenores, de fatos, em uma sequência de tempo, em que são</p><p>frequentes as expressões: primeiro, segundo, por último, antes,</p><p>depois, ainda, em seguida, então, presentemente, antigamente,</p><p>depois de, antes de, atualmente, hoje, no passado, sucessivamente,</p><p>respectivamente. Na enumeração de fatos em uma sequência de</p><p>espaço, empregam-se as seguintes expressões: cá, lá, acolá, ali, aí,</p><p>além, adiante, perto de, ao redor de, no Estado tal, na capital, no</p><p>interior, nas grandes cidades, no sul, no leste...</p><p>Comparação: Analogia e contraste são as duas maneiras</p><p>de se estabelecer a comparação, com a finalidade de comprovar</p><p>uma ideia ou opinião. Na analogia, são comuns as expressões: da</p><p>mesma forma, tal como, tanto quanto, assim como, igualmente.</p><p>Para estabelecer contraste, empregam-se as expressões: mais que,</p><p>menos que, melhor que, pior que.</p><p>Entre outros tipos de argumentos empregados para aumentar</p><p>o poder de persuasão de um texto dissertativo encontram-se:</p><p>Argumento de autoridade: O saber notório de uma autoridade</p><p>reconhecida em certa área do conhecimento dá apoio a uma</p><p>afirmação. Dessa maneira, procura-se trazer para o enunciado a</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>20</p><p>credibilidade da autoridade citada. Lembre-se que as citações literais</p><p>no corpo de um texto constituem argumentos de autoridade. Ao</p><p>fazer uma citação, o enunciador situa os enunciados nela contidos</p><p>na linha de raciocínio que ele considera mais adequada para</p><p>explicar ou justificar um fato ou fenômeno. Esse tipo de argumento</p><p>tem mais caráter confirmatório que comprobatório.</p><p>Apoio na consensualidade: Certas afirmações dispensam</p><p>explicação ou comprovação, pois seu conteúdo é aceito como válido</p><p>por consenso, pelo menos em determinado espaço sociocultural.</p><p>Nesse caso, incluem-se</p><p>- A declaração que expressa uma verdade universal (o homem,</p><p>mortal, aspira à imortalidade);</p><p>- A declaração que é evidente por si mesma (caso dos</p><p>postulados e axiomas);</p><p>- Quando escapam ao domínio intelectual, ou seja, é de</p><p>natureza subjetiva ou sentimental (o amor tem razões que a própria</p><p>razão desconhece); implica apreciação de ordem estética (gosto</p><p>não se discute); diz respeito a fé religiosa, aos dogmas (creio, ainda</p><p>que parece absurdo).</p><p>Comprovação pela experiência ou observação: A verdade de</p><p>um fato ou afirmação pode ser comprovada por meio de dados</p><p>concretos, estatísticos ou documentais.</p><p>Comprovação pela fundamentação lógica: A comprovação</p><p>se realiza por meio de argumentos racionais, baseados na lógica:</p><p>causa/efeito; consequência/causa; condição/ocorrência.</p><p>Fatos não se discutem; discutem-se opiniões. As declarações,</p><p>julgamento, pronunciamentos, apreciações que expressam opiniões</p><p>pessoais (não subjetivas) devem ter sua validade comprovada,</p><p>e só os fatos provam. Em resumo toda afirmação ou juízo que</p><p>expresse uma opinião pessoal só terá validade se fundamentada na</p><p>evidência dos fatos, ou seja, se acompanhada de provas, validade</p><p>dos argumentos, porém, pode ser contestada por meio da contra-</p><p>argumentação ou refutação. São vários os processos de contra-</p><p>argumentação:</p><p>Refutação pelo absurdo: refuta-se uma afirmação</p><p>demonstrando o absurdo da consequência. Exemplo clássico é a</p><p>contraargumentação do cordeiro, na conhecida fábula “O lobo e o</p><p>cordeiro”;</p><p>Refutação por exclusão: consiste em propor várias hipóteses</p><p>para eliminá-las, apresentando-se, então, aquela que se julga</p><p>verdadeira;</p><p>Desqualificação do argumento: atribui-se o argumento</p><p>à opinião pessoal subjetiva do enunciador, restringindo-se a</p><p>universalidade da afirmação;</p><p>Ataque ao argumento pelo testemunho de autoridade:</p><p>consiste em refutar um argumento empregando os testemunhos de</p><p>autoridade que contrariam a afirmação apresentada;</p><p>Desqualificar dados concretos apresentados: consiste em</p><p>desautorizar dados reais, demonstrando que o enunciador</p><p>baseou-se em dados corretos, mas tirou conclusões falsas ou</p><p>inconsequentes. Por exemplo, se na argumentação afirmou-se, por</p><p>meio de dados estatísticos, que “o controle demográfico produz o</p><p>desenvolvimento”, afirma-se que a conclusão é inconsequente, pois</p><p>baseia-se em uma relação de causa-feito difícil de ser comprovada.</p><p>Para contraargumentar, propõese uma relação inversa: “o</p><p>desenvolvimento é que gera o controle demográfico”.</p><p>Apresentam-se aqui sugestões, um dos roteiros possíveis para</p><p>desenvolver um tema, que podem ser analisadas e adaptadas</p><p>ao desenvolvimento de outros temas. Elege-se um tema, e, em</p><p>seguida, sugerem-se os procedimentos que devem ser adotados</p><p>para a elaboração de um Plano de Redação.</p><p>Tema: O homem e a máquina: necessidade e riscos da evolução</p><p>tecnológica</p><p>- Questionar o tema, transformá-lo em interrogação, responder</p><p>a interrogação (assumir um ponto de vista); dar o porquê da</p><p>resposta, justificar, criando um argumento básico;</p><p>- Imaginar um ponto de vista oposto ao argumento básico e</p><p>construir uma contra-argumentação; pensar a forma de refutação</p><p>que poderia ser feita ao argumento básico e tentar desqualificá-la</p><p>(rever tipos de argumentação);</p><p>- Refletir sobre o contexto, ou seja, fazer uma coleta de ideias</p><p>que estejam direta ou indiretamente ligadas ao tema (as ideias</p><p>podem ser listadas livremente ou organizadas como causa e</p><p>consequência);</p><p>- Analisar as ideias anotadas, sua relação com o tema e com o</p><p>argumento básico;</p><p>- Fazer uma seleção das ideias pertinentes, escolhendo as que</p><p>poderão ser aproveitadas no texto; essas ideias transformam-se</p><p>em argumentos auxiliares, que explicam e corroboram a ideia do</p><p>argumento básico;</p><p>- Fazer um esboço do Plano de Redação, organizando uma</p><p>sequência na apresentação das ideias selecionadas, obedecendo</p><p>às partes principais da estrutura do texto, que poderia ser mais ou</p><p>menos a seguinte:</p><p>Introdução</p><p>- função social da ciência e da tecnologia;</p><p>- definições de ciência e tecnologia;</p><p>- indivíduo e sociedade perante o avanço tecnológico.</p><p>Desenvolvimento</p><p>- apresentação de aspectos positivos e negativos do</p><p>desenvolvimento tecnológico;</p><p>- como o desenvolvimento científico-tecnológico modificou as</p><p>condições</p>
<p>de vida no mundo atual;</p><p>- a tecnocracia: oposição entre uma sociedade</p><p>tecnologicamente desenvolvida e a dependência tecnológica dos</p><p>países subdesenvolvidos;</p><p>- enumerar e discutir os fatores de desenvolvimento social;</p><p>- comparar a vida de hoje com os diversos tipos de vida do</p><p>passado; apontar semelhanças e diferenças;</p><p>- analisar as condições atuais de vida nos grandes centros</p><p>urbanos;</p><p>- como se poderia usar a ciência e a tecnologia para humanizar</p><p>mais a sociedade.</p><p>Conclusão</p><p>- a tecnologia pode libertar ou escravizar: benefícios/</p><p>consequências maléficas;</p><p>- síntese interpretativa dos argumentos e contra-argumentos</p><p>apresentados.</p><p>Naturalmente esse não é o único, nem o melhor plano de</p><p>redação: é um dos possíveis.</p><p>Intertextualidade é o nome dado à relação que se estabelece</p><p>entre dois textos, quando um texto já criado exerce influência na</p><p>criação de um novo texto. Pode-se definir, então, a intertextualidade</p><p>como sendo a criação de um texto a partir de outro texto já</p><p>existente. Dependendo da situação, a intertextualidade tem</p><p>funções diferentes que dependem muito dos textos/contextos em</p><p>que ela é inserida.</p><p>O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimento,</p><p>não se restringindo única e exclusivamente a textos literários.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>21</p><p>Em alguns casos pode-se dizer que a intertextualidade assume</p><p>a função de não só persuadir o leitor como também de difundir a</p><p>cultura, uma vez que se trata de uma relação com a arte (pintura,</p><p>escultura, literatura etc). Intertextualidade é a relação entre dois</p><p>textos caracterizada por um citar o outro.</p><p>A intertextualidade é o diálogo entre textos. Ocorre quando</p><p>um texto (oral, escrito, verbal ou não verbal), de alguma maneira,</p><p>se utiliza de outro na elaboração de sua mensagem. Os dois textos</p><p>– a fonte e o que dialoga com ela – podem ser do mesmo gênero</p><p>ou de gêneros distintos, terem a mesma finalidade ou propósitos</p><p>diferentes. Assim, como você constatou, uma história em</p><p>quadrinhos pode utilizar algo de um texto científico, assim como</p><p>um poema pode valer-se de uma letra de música ou um artigo de</p><p>opinião pode mencionar um provérbio conhecido.</p><p>Há várias maneiras de um texto manter intertextualidade com</p><p>outro, entre elas, ao citá-lo, ao resumi-lo, ao reproduzi-lo com</p><p>outras palavras, ao traduzi-lo para outro idioma, ao ampliá-lo, ao</p><p>tomá-lo como ponto de partida, ao defendê-lo, ao criticá-lo, ao</p><p>ironizá-lo ou ao compará-lo com outros.</p><p>Os estudiosos afirmam que em todos os textos ocorre algum</p><p>grau de intertextualidade, pois quando falamos, escrevemos,</p><p>desenhamos, pintamos, moldamos, ou seja, sempre que nos</p><p>expressamos, estamos nos valendo de ideias e conceitos que</p><p>já foram formulados por outros para reafirmá-los, ampliá-los</p><p>ou mesmo contradizê-los. Em outras palavras, não há textos</p><p>absolutamente originais, pois eles sempre – de maneira explícita ou</p><p>implícita – mantêm alguma relação com algo que foi visto, ouvido</p><p>ou lido.</p><p>Tipos de Intertextualidade</p><p>A intertextualidade acontece quando há uma referência</p><p>explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode</p><p>ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme,</p><p>novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a</p><p>intertextualidade.</p><p>Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo,</p><p>um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um</p><p>diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando</p><p>as mesmas ideias da obra citada ou contestando-as.</p><p>Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do</p><p>texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar,</p><p>reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer</p><p>com outras palavras o que já foi dito.</p><p>A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros</p><p>textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso</p><p>é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes.</p><p>Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original</p><p>é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma</p><p>reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com</p><p>esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos</p><p>e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e</p><p>da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa</p><p>arte, frequentemente os discursos de políticos são abordados</p><p>de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também</p><p>reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante.</p><p>A Epígrafe é um recurso bastante utilizado em obras, textos</p><p>científicos, desde artigos, resenhas, monografias, uma vez que</p><p>consiste no acréscimo de uma frase ou parágrafo que tenha alguma</p><p>relação com o que será discutido no texto. Do grego, o termo</p><p>“epígrafhe” é formado pelos vocábulos “epi” (posição superior) e</p><p>“graphé” (escrita). Como exemplo podemos citar um artigo sobre</p><p>Patrimônio Cultural e a epígrafe do filósofo Aristóteles (384 a.C.-322</p><p>a.C.): “A cultura é o melhor conforto para a velhice”.</p><p>A Citação é o Acréscimo de partes de outras obras numa</p><p>produção textual, de forma que dialoga com ele; geralmente vem</p><p>expressa entre aspas e itálico, já que se trata da enunciação de outro</p><p>autor. Esse recurso é importante haja vista que sua apresentação</p><p>sem relacionar a fonte utilizada é considerado “plágio”. Do Latim, o</p><p>termo “citação” (citare) significa convocar.</p><p>A Alusão faz referência aos elementos presentes em outros</p><p>textos. Do Latim, o vocábulo “alusão” (alludere) é formado por dois</p><p>termos: “ad” (a, para) e “ludere” (brincar).</p><p>Pastiche é uma recorrência a um gênero.</p><p>A Tradução está no campo da intertextualidade porque implica</p><p>a recriação de um texto.</p><p>Evidentemente, a intertextualidade está ligada ao</p><p>“conhecimento de mundo”, que deve ser compartilhado, ou seja,</p><p>comum ao produtor e ao receptor de textos.</p><p>A intertextualidade pressupõe um universo cultural muito</p><p>amplo e complexo, pois implica a identificação / o reconhecimento de</p><p>remissões a obras ou a textos / trechos mais, ou menos conhecidos,</p><p>além de exigir do interlocutor a capacidade de interpretar a função</p><p>daquela citação ou alusão em questão.</p><p>Intertextualidade explícita e intertextualidade implícita</p><p>A intertextualidade pode ser caracterizada como explícita ou</p><p>implícita, de acordo com a relação estabelecida com o texto fonte,</p><p>ou seja, se mais direta ou se mais subentendida.</p><p>A intertextualidade explícita:</p><p>– é facilmente identificada pelos leitores;</p><p>– estabelece uma relação direta com o texto fonte;</p><p>– apresenta elementos que identificam o texto fonte;</p><p>– não exige que haja dedução por parte do leitor;</p><p>– apenas apela à compreensão do conteúdos.</p><p>A intertextualidade implícita:</p><p>– não é facilmente identificada pelos leitores;</p><p>– não estabelece uma relação direta com o texto fonte;</p><p>– não apresenta elementos que identificam o texto fonte;</p><p>– exige que haja dedução, inferência, atenção e análise por</p><p>parte dos leitores;</p><p>– exige que os leitores recorram a conhecimentos prévios para</p><p>a compreensão do conteúdo.</p><p>PONTO DE VISTA</p><p>O modo como o autor narra suas histórias provoca diferentes</p><p>sentidos ao leitor em relação à uma obra. Existem três pontos</p><p>de vista diferentes. É considerado o elemento da narração que</p><p>compreende a perspectiva através da qual se conta a história.</p><p>Trata-se da posição da qual o narrador articula a narrativa. Apesar</p><p>de existir diferentes possibilidades de Ponto de Vista em uma</p><p>narrativa, considera-se dois pontos de vista como fundamentais: O</p><p>narrador-observador e o narrador-personagem.</p><p>Primeira pessoa</p><p>Um personagem narra a história a partir de seu próprio ponto</p><p>de vista, ou seja, o escritor usa a primeira pessoa. Nesse caso, lemos</p><p>o livro com a sensação de termos a visão do personagem podendo</p><p>também saber quais são seus pensamentos, o que causa uma</p><p>leitura mais íntima. Da mesma maneira que acontece nas nossas</p><p>vidas, existem algumas coisas das quais não temos conhecimento e</p><p>só descobrimos ao decorrer da história.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>22</p><p>Segunda pessoa</p><p>O autor costuma falar diretamente</p>
<p>com o leitor, como um diálogo. Trata-se de um caso mais raro e faz com que o leitor se sinta quase</p><p>como outro personagem que participa da história.</p><p>Terceira pessoa</p><p>Coloca o leitor numa posição externa, como se apenas observasse a ação acontecer. Os diálogos não são como na narrativa em</p><p>primeira pessoa, já que nesse caso o autor relata as frases como alguém que estivesse apenas contando o que cada personagem disse.</p><p>Sendo assim, o autor deve definir se sua narrativa será transmitida ao leitor por um ou vários personagens. Se a história é contada</p><p>por mais de um ser fictício, a transição do ponto de vista de um para outro deve ser bem clara, para que quem estiver acompanhando a</p><p>leitura não fique confuso.</p><p>À IDENTIFICAÇÃO DO SIGNIFICADO DE PALAVRAS, EXPRESSÕES OU ESTRUTURAS FRASAIS EM DETERMINADOS</p><p>CONTEXTOS</p><p>Significação de palavras</p><p>As palavras podem ter diversos sentidos em uma comunicação. E isso também é estudado pela Gramática Normativa: quem cuida</p><p>dessa parte é a Semântica, que se preocupa, justamente, com os significados das palavras. Veremos, então, cada um dos conteúdos que</p><p>compõem este estudo.</p><p>Antônimo e Sinônimo</p><p>Começaremos por esses dois, que já são famosos.</p><p>O Antônimo são palavras que têm sentidos opostos a outras. Por exemplo, felicidade é o antônimo de tristeza, porque o significado</p><p>de uma é o oposto da outra. Da mesma forma ocorre com homem que é antônimo de mulher.</p><p>Já o sinônimo são palavras que têm sentidos aproximados e que podem, inclusive, substituir a outra. O uso de sinônimos é muito im-</p><p>portante para produções textuais, porque evita que você fique repetindo a mesma palavra várias vezes. Utilizando os mesmos exemplos,</p><p>para ficar claro: felicidade é sinônimo de alegria/contentamento e homem é sinônimo de macho/varão.</p><p>Hipônimos e Hiperônimos</p><p>Estes conceitos são simples de entender: o hipônimo designa uma palavra de sentido mais específico, enquanto que o hiperônimo</p><p>designa uma palavra de sentido mais genérico. Por exemplo, cachorro e gato são hipônimos, pois têm sentido específico. E animais domés-</p><p>ticos é uma expressão hiperônima, pois indica um sentido mais genérico de animais. Atenção: não confunda hiperônimo com substantivo</p><p>coletivo. Hiperônimos estão no ramo dos sentidos das palavras, beleza?!?!</p><p>Outros conceitos que agem diretamente no sentido das palavras são os seguintes:</p><p>Conotação e Denotação</p><p>Observe as frases:</p><p>Amo pepino na salada.</p><p>Tenho um pepino para resolver.</p><p>As duas frases têm uma palavra em comum: pepino. Mas essa palavra tem o mesmo sentido nos dois enunciados? Isso mesmo, não!</p><p>Na primeira frase, pepino está no sentido denotativo, ou seja, a palavra está sendo usada no sentido próprio, comum, dicionarizado.</p><p>Já na segunda frase, a mesma palavra está no sentindo conotativo, pois ela está sendo usada no sentido figurado e depende do con-</p><p>texto para ser entendida.</p><p>Para facilitar: denotativo começa com D de dicionário e conotativo começa com C de contexto.</p><p>Por fim, vamos tratar de um recurso muito usado em propagandas:</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>23</p><p>Ambiguidade</p><p>Observe a propaganda abaixo:</p><p>https://redacaonocafe.wordpress.com/2012/05/22/ambiguidade-na-propaganda/</p><p>Perceba que há uma duplicidade de sentido nesta construção. Podemos interpretar que os móveis não durarão no estoque da loja, por</p><p>estarem com preço baixo; ou que por estarem muito barato, não têm qualidade e, por isso, terão vida útil curta.</p><p>Essa duplicidade acontece por causa da ambiguidade, que é justamente a duplicidade de sentidos que podem haver em uma palavra,</p><p>frase ou textos inteiros.</p><p>À IDENTIFICAÇÃO DOS RECURSOS COESIVOS DO TEXTO (EXPRESSÕES, FORMAS PRONOMINAIS, RELATORES) E DAS</p><p>RELAÇÕES DE SENTIDO QUE ESTABELECEM</p><p>Coesão e coerência fazem parte importante da elaboração de um texto com clareza. Ela diz respeito à maneira como as ideias são</p><p>organizadas a fim de que o objetivo final seja alcançado: a compreensão textual. Na redação espera-se do autor capacidade de mobilizar</p><p>conhecimentos e opiniões, argumentar de modo coerente, além de expressar-se com clareza, de forma correta e adequada.</p><p>Coerência</p><p>É uma rede de sintonia entre as partes e o todo de um texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa adequada relação semânti-</p><p>ca, que se manifesta na compatibilidade entre as ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa com coisa” ou “uma coisa bate com outra”).</p><p>Coerência é a unidade de sentido resultante da relação que se estabelece entre as partes do texto. Uma ideia ajuda a compreender a</p><p>outra, produzindo um sentido global, à luz do qual cada uma das partes ganha sentido. Coerência é a ligação em conjunto dos elementos</p><p>formativos de um texto.</p><p>A coerência não é apenas uma marca textual, mas diz respeito aos conceitos e às relações semânticas que permitem a união dos</p><p>elementos textuais.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>24</p><p>A coerência de um texto é facilmente deduzida por um falante</p><p>de uma língua, quando não encontra sentido lógico entre as propo-</p><p>sições de um enunciado oral ou escrito. É a competência linguística,</p><p>tomada em sentido lato, que permite a esse falante reconhecer de</p><p>imediato a coerência de um discurso.</p><p>A coerência:</p><p>- assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do texto;</p><p>- situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão concei-</p><p>tual;</p><p>- relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o todo, com</p><p>o aspecto global do texto;</p><p>- estabelece relações de conteúdo entre palavras e frases.</p><p>Coesão</p><p>É um conjunto de elementos posicionados ao longo do texto,</p><p>numa linha de sequência e com os quais se estabelece um víncu-</p><p>lo ou conexão sequencial.Se o vínculo coesivo se faz via gramática,</p><p>fala-se em coesão gramatical. Se se faz por meio do vocabulário,</p><p>tem-se a coesão lexical.</p><p>A coesão textual é a ligação, a relação, a conexão entre pala-</p><p>vras, expressões ou frases do texto. Ela manifesta-se por elementos</p><p>gramaticais, que servem para estabelecer vínculos entre os compo-</p><p>nentes do texto.</p><p>Existem, em Língua Portuguesa, dois tipos de coesão: a lexical,</p><p>que é obtida pelas relações de sinônimos, hiperônimos, nomes ge-</p><p>néricos e formas elididas, e a gramatical, que é conseguida a partir</p><p>do emprego adequado de artigo, pronome, adjetivo, determinados</p><p>advérbios e expressões adverbiais, conjunções e numerais.</p><p>A coesão:</p><p>- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal;</p><p>- situa-se na superfície do texto, estabele conexão sequencial;</p><p>- relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as partes</p><p>componentes do texto;</p><p>- Estabelece relações entre os vocábulos no interior das frases.</p><p>AO DOMÍNIO DA VARIEDADE PADRÃO ESCRITA: NOR-</p><p>MAS DE CONCORDÂNCIA</p><p>Concordância Nominal</p><p>Os adjetivos, os pronomes adjetivos, os numerais e os artigos</p><p>concordam em gênero e número com os substantivos aos quais se</p><p>referem.</p><p>Os nossos primeiros contatos começaram de maneira amistosa.</p><p>Casos Especiais de Concordância Nominal</p><p>• Menos e alerta são invariáveis na função de advérbio:</p><p>Colocou menos roupas na mala./ Os seguranças continuam</p><p>alerta.</p><p>• Pseudo e todo são invariáveis quando empregados na forma-</p><p>ção de palavras compostas:</p><p>Cuidado com os pseudoamigos./ Ele é o chefe todo-poderoso.</p><p>• Mesmo, próprio, anexo, incluso, quite e obrigado variam de</p><p>acordo com o substantivo a que se referem:</p><p>Elas mesmas cozinhavam./ Guardou as cópias anexas.</p><p>• Muito, pouco, bastante, meio, caro e barato variam quando</p><p>pronomes indefinidos adjetivos e numerais e são invariáveis quan-</p><p>do advérbios:</p><p>Muitas vezes comemos muito./ Chegou meio atrasada./ Usou</p><p>meia dúzia de ovos.</p><p>• Só varia quando adjetivo e não varia quando advérbio:</p><p>Os dois andavam sós./ A respostas só eles sabem.</p><p>• É bom, é necessário, é preciso, é proibido variam quando o</p><p>substantivo estiver determinado por artigo:</p><p>É permitida a coleta de dados./ É permitido coleta de dados.</p><p>Concordância Verbal</p><p>O verbo concorda com seu sujeito em número e pessoa:</p><p>O público aplaudiu o ator de pé./ A sala e quarto eram enor-</p><p>mes.</p><p>Concordância ideológica ou silepse</p><p>• Silepse de gênero trata-se da concordância feita com o gêne-</p><p>ro gramatical</p>
<p>(masculino ou feminino) que está subentendido no</p><p>contexto.</p><p>Vossa Excelência parece satisfeito com as pesquisas.</p><p>Blumenau estava repleta de turistas.</p><p>• Silepse de número trata-se da concordância feita com o nú-</p><p>mero gramatical (singular ou plural) que está subentendido no con-</p><p>texto.</p><p>O elenco voltou ao palco e [os atores] agradeceram os aplau-</p><p>sos.</p><p>• Silepse de pessoa trata-se da concordância feita com a pes-</p><p>soa gramatical que está subentendida no contexto.</p><p>O povo temos memória curta em relação às promessas dos po-</p><p>líticos.</p><p>REGÊNCIA</p><p>• Regência Nominal</p><p>A regência nominal estuda os casos em que nomes (substan-</p><p>tivos, adjetivos e advérbios) exigem outra palavra para completar-</p><p>-lhes o sentido. Em geral a relação entre um nome e o seu comple-</p><p>mento é estabelecida por uma preposição.</p><p>• Regência Verbal</p><p>A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre o</p><p>verbo (termo regente) e seu complemento (termo regido).</p><p>Isto pertence a todos.</p><p>Regência de algumas palavras</p><p>Esta palavra combina com Esta preposição</p><p>Acessível a</p><p>Apto a, para</p><p>Atencioso com, para com</p><p>Coerente com</p><p>Conforme a, com</p><p>Dúvida acerca de, de, em, sobre</p><p>Empenho de, em, por</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>25</p><p>Fácil a, de, para,</p><p>Junto a, de</p><p>Pendente de</p><p>Preferível a</p><p>Próximo a, de</p><p>Respeito a, com, de, para com, por</p><p>Situado a, em, entre</p><p>Ajudar (a fazer algo) a</p><p>Aludir (referir-se) a</p><p>Aspirar (desejar, pretender) a</p><p>Assistir (dar assistência) Não usa preposição</p><p>Deparar (encontrar) com</p><p>Implicar (consequência) Não usa preposição</p><p>Lembrar Não usa preposição</p><p>Pagar (pagar a alguém) a</p><p>Precisar (necessitar) de</p><p>Proceder (realizar) a</p><p>Responder a</p><p>Visar ( ter como objetivo</p><p>pretender)</p><p>a</p><p>NÃO DEIXE DE PESQUISAR A REGÊNCIA DE OUTRAS PALAVRAS</p><p>QUE NÃO ESTÃO AQUI!</p><p>ORTOGRAFIA</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>• Mudanças no alfabeto:O alfabeto tem 26 letras. Foram rein-</p><p>troduzidas as letras k, w e y.</p><p>O alfabeto completo é o seguinte: A B C D E F G H I J K L M N O</p><p>P Q R S T U V W X Y Z</p><p>• Trema: Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a</p><p>letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue,</p><p>gui, que, qui.</p><p>Regras de acentuação</p><p>– Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das</p><p>palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima</p><p>sílaba)</p><p>Como era Como fica</p><p>alcatéia alcateia</p><p>apóia apoia</p><p>apóio apoio</p><p>Atenção: essa regra só vale para as paroxítonas. As oxítonas</p><p>continuam com acento: Ex.: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.</p><p>– Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no</p><p>u tônicos quando vierem depois de um ditongo.</p><p>Como era Como fica</p><p>baiúca baiuca</p><p>bocaiúva bocaiuva</p><p>Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em</p><p>posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos:</p><p>tuiuiú, tuiuiús, Piauí.</p><p>– Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem</p><p>e ôo(s).</p><p>Como era Como fica</p><p>abençôo abençoo</p><p>crêem creem</p><p>– Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/</p><p>para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.</p><p>Atenção:</p><p>• Permanece o acento diferencial em pôde/pode.</p><p>• Permanece o acento diferencial em pôr/por.</p><p>• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural</p><p>dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter,</p><p>reter, conter, convir, intervir, advir etc.).</p><p>• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as</p><p>palavras forma/fôrma.</p><p>Uso de hífen</p><p>Regra básica:</p><p>Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-ho-</p><p>mem.</p><p>Outros casos</p><p>1. Prefixo terminado em vogal:</p><p>– Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.</p><p>– Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto,</p><p>semicírculo.</p><p>– Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracis-</p><p>mo, antissocial, ultrassom.</p><p>– Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-on-</p><p>das.</p><p>2. Prefixo terminado em consoante:</p><p>– Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-</p><p>-bibliotecário.</p><p>– Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, su-</p><p>persônico.</p><p>– Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.</p><p>Observações:</p><p>• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra</p><p>iniciada por r: sub-região, sub-raça. Palavras iniciadas por h perdem</p><p>essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.</p><p>• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de pala-</p><p>vra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano.</p><p>• O prefixo co aglutina-se, em geral, com o segundo elemento,</p><p>mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, coope-</p><p>rar, cooperação, cooptar, coocupante.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>26</p><p>• Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-al-</p><p>mirante.</p><p>• Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam</p><p>a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva,</p><p>pontapé, paraquedas, paraquedista.</p><p>• Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró,</p><p>usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar,</p><p>recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.</p><p>Viu? Tudo muito tranquilo. Certeza que você já está dominando</p><p>muita coisa. Mas não podemos parar, não é mesmo?!?! Por isso</p><p>vamos passar para mais um ponto importante.</p><p>PONTUAÇÃO ETC</p><p>Pontuação</p><p>Com Nina Catach, entendemos por pontuação um “sistema</p><p>de reforço da escrita, constituído de sinais sintáticos, destinados a</p><p>organizar as relações e a proporção das partes do discurso e das</p><p>pausas orais e escritas. Estes sinais também participam de todas as</p><p>funções da sintaxe, gramaticais, entonacionais e semânticas”. (BE-</p><p>CHARA, 2009, p. 514)</p><p>A partir da definição citada por Bechara podemos perceber a</p><p>importância dos sinais de pontuação, que é constituída por alguns</p><p>sinais gráficos assim distribuídos:os separadores (vírgula [ , ], ponto</p><p>e vírgula [ ; ], ponto final [ . ], ponto de exclamação [ ! ], reticências [</p><p>... ]), e os de comunicação ou “mensagem” (dois pontos [ : ], aspas</p><p>simples [‘ ’], aspas duplas [ “ ” ], travessão simples [ – ], travessão</p><p>duplo [ — ], parênteses [ ( ) ], colchetes ou parênteses retos [ [ ] ],</p><p>chave aberta [ { ], e chave fechada [ } ]).</p><p>Ponto ( . )</p><p>O ponto simples final, que é dos sinais o que denota maior pau-</p><p>sa, serve para encerrar períodos que terminem por qualquer tipo</p><p>de oração que não seja a interrogativa direta, a exclamativa e as</p><p>reticências.</p><p>Estaremos presentes na festa.</p><p>Ponto de interrogação ( ? )</p><p>Põe-se no fim da oração enunciada com entonação interrogati-</p><p>va ou de incerteza, real ou fingida, também chamada retórica.</p><p>Você vai à festa?</p><p>Ponto de exclamação ( ! )</p><p>Põe-se no fim da oração enunciada com entonação exclama-</p><p>tiva.</p><p>Ex: Que bela festa!</p><p>Reticências ( ... )</p><p>Denotam interrupção ou incompletude do pensamento (ou</p><p>porque se quer deixar em suspenso, ou porque os fatos se dão com</p><p>breve espaço de tempo intervalar, ou porque o nosso interlocutor</p><p>nos toma a palavra), ou hesitação em enunciá-lo.</p><p>Ex: Essa festa... não sei não, viu.</p><p>Dois-pontos ( : )</p><p>Marcam uma supressão de voz em frase ainda não concluída.</p><p>Em termos práticos, este sinal é usado para: Introduzir uma citação</p><p>(discurso direto) e introduzir um aposto explicativo, enumerativo,</p><p>distributivo ou uma oração subordinada substantiva apositiva.</p><p>Ex: Uma bela festa: cheia de alegria e comida boa.</p><p>Ponto e vírgula ( ; )</p><p>Representa uma pausa mais forte que a vírgula e menos que o</p><p>ponto, e é empregado num trecho longo, onde já existam vírgulas,</p><p>para enunciar pausa mais forte, separar vários itens de uma enume-</p><p>ração (frequente em leis), etc.</p><p>Ex: Vi na festa os deputados, senadores e governador; vi tam-</p><p>bém uma linda decoração e bebidas caras.</p><p>Travessão ( — )</p><p>Não confundir o travessão com o traço de união ou hífen e com</p><p>o traço de divisão empregado na partição de sílabas (ab-so-lu-ta-</p><p>-men-te) e de palavras no fim de linha. O travessão pode substituir</p><p>vírgulas, parênteses, colchetes, para assinalar uma expressão inter-</p><p>calada e pode indicar a mudança de interlocutor, na transcrição de</p><p>um diálogo, com ou sem aspas.</p><p>Ex: Estamos</p>
<p>— eu e meu esposo — repletos de gratidão.</p><p>Parênteses e colchetes ( ) – [ ]</p><p>Os parênteses assinalam um isolamento sintático e semântico</p><p>mais completo dentro do enunciado, além de estabelecer maior in-</p><p>timidade entre o autor e o seu leitor. Em geral, a inserção do parên-</p><p>tese é assinalada por uma entonação especial. Intimamente ligados</p><p>aos parênteses pela sua função discursiva, os colchetes são utiliza-</p><p>dos quando já se acham empregados os parênteses, para introduzi-</p><p>rem uma nova inserção.</p><p>Ex: Vamos estar presentes na festa (aquela organizada pelo go-</p><p>vernador)</p><p>Aspas ( “ ” )</p><p>As aspas são empregadas para dar a certa expressão sentido</p><p>particular (na linguagem falada é em geral proferida com entoação</p><p>especial) para ressaltar uma expressão dentro do contexto ou para</p><p>apontar uma palavra como estrangeirismo ou gíria. É utilizada, ain-</p><p>da, para marcar o discurso direto e a citação breve.</p><p>Ex: O “coffe break” da festa estava ótimo.</p><p>Vírgula</p><p>São várias as regras que norteiam o uso das vírgulas. Eviden-</p><p>ciaremos, aqui, os principais usos desse sinal de pontuação. Antes</p><p>disso, vamos desmistificar três coisas que ouvimos em relação à</p><p>vírgula:</p><p>1º – A vírgula não é usada por inferência. Ou seja: não “senti-</p><p>mos” o momento certo de fazer uso dela.</p><p>2º – A vírgula não é usada quando paramos para respirar. Em</p><p>alguns contextos, quando, na leitura de um texto, há uma vírgula, o</p><p>leitor pode, sim, fazer uma pausa, mas isso não é uma regra. Afinal,</p><p>cada um tem seu tempo de respiração, não é mesmo?!?!</p><p>3º – A vírgula tem sim grande importância na produção de tex-</p><p>tos escritos. Não caia na conversa de algumas pessoas de que ela é</p><p>menos importante e que pode ser colocada depois.</p><p>Agora, precisamos saber que a língua portuguesa tem uma or-</p><p>dem comum de construção de suas frases, que é Sujeito > Verbo ></p><p>Objeto > Adjunto, ou seja, (SVOAdj).</p><p>Mariafoiàpadariaontem.</p><p>Sujeito VerboObjetoAdjunto</p><p>Perceba que, na frase acima, não há o uso de vírgula. Isso ocor-</p><p>re por alguns motivos:</p><p>1) NÃO se separa com vírgula o sujeito de seu predicado.</p><p>2) NÃO se separa com vírgula o verbo e seus complementos.</p><p>3) Não é aconselhável usar vírgula entre o complemento do</p><p>verbo e o adjunto.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>27</p><p>Podemos estabelecer, então, que se a frase estiver na ordem</p><p>comum (SVOAdj), não usaremos vírgula. Caso contrário, a vírgula</p><p>é necessária:</p><p>Ontem, Maria foi à padaria.</p><p>Maria, ontem, foi à padaria.</p><p>À padaria, Maria foi ontem.</p><p>Além disso, há outros casos em que o uso de vírgulas é neces-</p><p>sário:</p><p>• Separa termos de mesma função sintática, numa enumera-</p><p>ção.</p><p>Simplicidade, clareza, objetividade, concisão são qualidades a</p><p>serem observadas na redação oficial.</p><p>• Separa aposto.</p><p>Aristóteles, o grande filósofo, foi o criador da Lógica.</p><p>• Separa vocativo.</p><p>Brasileiros, é chegada a hora de votar.</p><p>• Separa termos repetidos.</p><p>Aquele aluno era esforçado, esforçado.</p><p>• Separa certas expressões explicativas, retificativas, exempli-</p><p>ficativas, como: isto é, ou seja, ademais, a saber, melhor dizendo,</p><p>ou melhor, quer dizer, por exemplo, além disso, aliás, antes, com</p><p>efeito, digo.</p><p>O político, a meu ver, deve sempre usar uma linguagem clara,</p><p>ou seja, de fácil compreensão.</p><p>• Marca a elipse de um verbo (às vezes, de seus complemen-</p><p>tos).</p><p>O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os particula-</p><p>res. (= ... a portaria regulamenta os casos particulares)</p><p>• Separa orações coordenadas assindéticas.</p><p>Levantava-me de manhã, entrava no chuveiro, organizava as</p><p>ideias na cabeça...</p><p>• Isola o nome do lugar nas datas.</p><p>Rio de Janeiro, 21 de julho de 2006.</p><p>• Isolar conectivos, tais como: portanto, contudo, assim, dessa</p><p>forma, entretanto, entre outras. E para isolar, também, expressões</p><p>conectivas, como: em primeiro lugar, como supracitado, essas infor-</p><p>mações comprovam, etc.</p><p>Fica claro, portanto, que ações devem ser tomadas para ame-</p><p>nizar o problema.</p><p>AO RECONHECIMENTO DE RELAÇÕES ESTRUTURAIS E</p><p>SEMÂNTICAS ENTRE FRASES OU EXPRESSÕES</p><p>ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS</p><p>As palavras são formadas por estruturas menores, com signifi-</p><p>cados próprios. Para isso, há vários processos que contribuem para</p><p>a formação das palavras.</p><p>Estrutura das palavras</p><p>As palavras podem ser subdivididas em estruturas significativas</p><p>menores - os morfemas, também chamados de elementos mórfi-</p><p>cos:</p><p>– radical e raiz;</p><p>– vogal temática;</p><p>– tema;</p><p>– desinências;</p><p>– afixos;</p><p>– vogais e consoantes de ligação.</p><p>Radical: Elemento que contém a base de significação do vocá-</p><p>bulo.</p><p>Exemplos</p><p>VENDer, PARTir, ALUNo, MAR.</p><p>Desinências: Elementos que indicam as flexões dos vocábulos.</p><p>Dividem-se em:</p><p>Nominais</p><p>Indicam flexões de gênero e número nos substantivos.</p><p>Exemplos</p><p>pequenO, pequenA, alunO, aluna.</p><p>pequenoS, pequenaS, alunoS, alunas.</p><p>Verbais</p><p>Indicam flexões de modo, tempo, pessoa e número nos verbos</p><p>Exemplos</p><p>vendêSSEmos, entregáRAmos. (modo e tempo)</p><p>vendesteS, entregásseIS. (pessoa e número)</p><p>Indica, nos verbos, a conjugação a que pertencem.</p><p>Exemplos</p><p>1ª conjugação: – A – cantAr</p><p>2ª conjugação: – E – fazEr</p><p>3ª conjugação: – I – sumIr</p><p>Observação</p><p>Nos substantivos ocorre vogal temática quando ela não indica</p><p>oposição masculino/feminino.</p><p>Exemplos</p><p>livrO, dentE, paletó.</p><p>Tema: União do radical e a vogal temática.</p><p>Exemplos</p><p>CANTAr, CORREr, CONSUMIr.</p><p>Vogal e consoante de ligação: São os elementos que se inter-</p><p>põem aos vocábulos por necessidade de eufonia.</p><p>Exemplos</p><p>chaLeira, cafeZal.</p><p>Afixos</p><p>Os afixos são elementos que se acrescentam antes ou depois</p><p>do radical de uma palavra para a formação de outra palavra. Divi-</p><p>dem-se em:</p><p>Prefixo: Partícula que se coloca antes do radical.</p><p>Exemplos</p><p>DISpor, EMpobrecer, DESorganizar.</p><p>Sufixo</p><p>Afixo que se coloca depois do radical.</p><p>Exemplos</p><p>contentaMENTO, reallDADE, enaltECER.</p><p>Processos de formação das palavras</p><p>Composição: Formação de uma palavra nova por meio da jun-</p><p>ção de dois ou mais vocábulos primitivos. Temos:</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>28</p><p>Justaposição: Formação de palavra composta sem alteração na</p><p>estrutura fonética das primitivas.</p><p>Exemplos</p><p>passa + tempo = passatempo</p><p>gira + sol = girassol</p><p>Aglutinação:Formação de palavra composta com alteração da</p><p>estrutura fonética das primitivas.</p><p>Exemplos</p><p>em + boa + hora = embora</p><p>vossa + merce = você</p><p>Derivação:</p><p>Formação de uma nova palavra a partir de uma primitiva. Te-</p><p>mos:</p><p>Prefixação: Formação de palavra derivada com acréscimo de</p><p>um prefixo ao radical da primitiva.</p><p>Exemplos</p><p>CONter, INapto, DESleal.</p><p>Sufixação: Formação de palavra nova com acréscimo de um su-</p><p>fixo ao radical da primitiva.</p><p>Exemplos</p><p>cafezAL, meninINHa, loucaMENTE.</p><p>Parassíntese: Formação de palavra derivada com acréscimo de</p><p>um prefixo e um sufixo ao radical da primitiva ao mesmo tempo.</p><p>Exemplos</p><p>EMtardECER, DESanimADO, ENgravidAR.</p><p>Derivação imprópria: Alteração da função de uma palavra pri-</p><p>mitiva.</p><p>Exemplo</p><p>Todos ficaram encantados com seu andar: verbo usado com</p><p>valor de substantivo.</p><p>Derivação regressiva: Ocorre a alteração da estrutura fonética</p><p>de uma palavra primitiva para a formação de uma derivada. Em ge-</p><p>ral de um verbo para substantivo ou vice-versa.</p><p>Exemplos</p><p>combater – o combate</p><p>chorar – o choro</p><p>Prefixos</p><p>Os prefixos existentes em Língua Portuguesa são divididos em:</p><p>vernáculos, latinos e gregos.</p><p>Vernáculos: Prefixos latinos que sofreram modificações ou fo-</p><p>ram aportuguesados: a, além, ante, aquém, bem, des, em, entre,</p><p>mal, menos, sem, sob, sobre, soto.</p><p>Nota-se o emprego desses prefixos em palavras como:abordar,</p><p>além-mar, bem-aventurado, desleal, engarrafar, maldição, menos-</p><p>prezar, sem-cerimônia, sopé, sobpor, sobre-humano, etc.</p><p>Latinos: Prefixos que conservam até hoje a sua forma latina</p><p>original:</p><p>a, ab, abs – afastamento: aversão, abjurar.</p><p>a, ad – aproximação, direção: amontoar.</p><p>ambi – dualidade: ambidestro.</p><p>bis, bin, bi – repetição, dualidade: bisneto, binário.</p><p>centum – cem: centúnviro, centuplicar, centígrado.</p><p>circum, circun, circu – em volta de: circumpolar, circunstante.</p><p>cis – aquem de: cisalpino, cisgangético.</p><p>com, con, co – companhia, concomitância: combater, contem-</p><p>porâneo.</p><p>contra – oposição,</p>
<p>posição inferior: contradizer.</p><p>de – movimento de cima para baixo, origem, afastamento: de-</p><p>crescer, deportar.</p><p>des – negação, separação, ação contrária: desleal, desviar.</p><p>dis, di – movimento para diversas partes, ideia contrária: dis-</p><p>trair, dimanar.</p><p>entre – situação intermediaria, reciprocidade: entrelinha, en-</p><p>trevista.</p><p>ex, es, e – movimento de dentro para fora, intensidade, priva-</p><p>ção, situação cessante: exportar, espalmar, ex-professor.</p><p>extra – fora de, além de, intensidade: extravasar, extraordiná-</p><p>rio.</p><p>im, in, i – movimento para dentro; ideia contraria: importar,</p><p>ingrato.</p><p>inter – no meio de: intervocálico, intercalado.</p><p>intra – movimento para dentro: intravenoso, intrometer.</p><p>justa – perto de: justapor.</p><p>multi – pluralidade: multiforme.</p><p>ob, o – oposição: obstar, opor, obstáculo.</p><p>pene – quase: penúltimo, península.</p><p>per – movimento através de, acabamento de ação; ideia pejo-</p><p>rativa: percorrer.</p><p>post, pos – posteridade: postergar, pospor.</p><p>pre – anterioridade: predizer, preclaro.</p><p>preter – anterioridade, para além: preterir, preternatural.</p><p>pro – movimento para diante, a favor de, em vez de: prosseguir,</p><p>procurador, pronome.</p><p>re – movimento para trás, ação reflexiva, intensidade, repeti-</p><p>ção: regressar, revirar.</p><p>retro – movimento para trás: retroceder.</p><p>satis – bastante: satisdar.</p><p>sub, sob, so, sus – inferioridade: subdelegado, sobraçar, sopé.</p><p>subter – por baixo: subterfúgio.</p><p>super, supra – posição superior, excesso: super-homem, super-</p><p>povoado.</p><p>trans, tras, tra, tres – para além de, excesso: transpor.</p><p>tris, três, tri – três vezes: trisavô, tresdobro.</p><p>ultra – para além de, intensidade: ultrapassar, ultrabelo.</p><p>uni – um: unânime, unicelular.</p><p>Grego: Os principais prefixos de origem grega são:</p><p>a, an – privação, negação: ápode, anarquia.</p><p>ana – inversão, parecença: anagrama, analogia.</p><p>anfi – duplicidade, de um e de outro lado: anfíbio, anfiteatro.</p><p>anti – oposição: antipatia, antagonista.</p><p>apo – afastamento: apólogo, apogeu.</p><p>arqui, arque, arce, arc – superioridade: arcebispo, arcanjo.</p><p>caco – mau: cacofonia.</p><p>cata – de cima para baixo: cataclismo, catalepsia.</p><p>deca – dez: decâmetro.</p><p>dia – através de, divisão: diáfano, diálogo.</p><p>dis – dualidade, mau: dissílabo, dispepsia.</p><p>en – sobre, dentro: encéfalo, energia.</p><p>endo – para dentro: endocarpo.</p><p>epi – por cima: epiderme, epígrafe.</p><p>eu – bom: eufonia, eugênia, eupepsia.</p><p>hecto – cem: hectômetro.</p><p>hemi – metade: hemistíquio, hemisfério.</p><p>hiper – superioridade: hipertensão, hipérbole.</p><p>hipo – inferioridade: hipoglosso, hipótese, hipotermia.</p><p>homo – semelhança, identidade: homônimo.</p><p>meta – união, mudança, além de: metacarpo, metáfase.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>29</p><p>míria – dez mil: miriâmetro.</p><p>mono – um: monóculo, monoculista.</p><p>neo – novo, moderno: neologismo, neolatino.</p><p>para – aproximação, oposição: paráfrase, paradoxo.</p><p>penta – cinco: pentágono.</p><p>peri – em volta de: perímetro.</p><p>poli – muitos: polígono, polimorfo.</p><p>pro – antes de: prótese, prólogo, profeta.</p><p>Sufixos</p><p>Os sufixos podem ser: nominais, verbais e adverbial.</p><p>Nominais</p><p>Coletivos: -aria, -ada, -edo, -al, -agem, -atro, -alha, -ama.</p><p>Aumentativos e diminutivos: -ão, -rão, -zão, -arrão, -aço, -as-</p><p>tro, -az.</p><p>Agentes: -dor, -nte, -ário, -eiro, -ista.</p><p>Lugar: -ário, -douro, -eiro, -ório.</p><p>Estado: -eza, -idade, -ice, -ência, -ura, -ado, -ato.</p><p>Pátrios: -ense, -ista, -ano, -eiro, -ino, -io, -eno, -enho, -aico.</p><p>Origem, procedência: -estre, -este, -esco.</p><p>Verbais</p><p>Comuns: -ar, -er, -ir.</p><p>Frequentativos: -açar, -ejar, -escer, -tear, -itar.</p><p>Incoativos: -escer, -ejar, -itar.</p><p>Diminutivos: -inhar, -itar, -icar, -iscar.</p><p>Adverbial = há apenas um</p><p>MENTE: mecanicamente, felizmente etc.</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>Substantivo</p><p>São as palavras que atribuem nomes aos seres reais ou imagi-</p><p>nários (pessoas, animais, objetos), lugares, qualidades, ações e sen-</p><p>timentos, ou seja, que tem existência concreta ou abstrata.</p><p>Classificação dos substantivos</p><p>SUBSTANTIVO SIMPLES:</p><p>apresentam um só radical em</p><p>sua estrutura.</p><p>Olhos/água/</p><p>muro/quintal/caderno/</p><p>macaco/sabão</p><p>SUBSTANTIVOS</p><p>COMPOSTOS: são formados</p><p>por mais de um radical em sua</p><p>estrutura.</p><p>Macacos-prego/</p><p>porta-voz/</p><p>pé-de-moleque</p><p>SUBSTANTIVOS</p><p>PRIMITIVOS: são os que dão</p><p>origem a outras palavras, ou</p><p>seja, ela é a primeira.</p><p>Casa/</p><p>mundo/</p><p>população</p><p>/formiga</p><p>SUBSTANTIVOS</p><p>DERIVADOS: são formados</p><p>por outros radicais da língua.</p><p>Caseiro/mundano/</p><p>populacional/formigueiro</p><p>SUBSTANTIVOS</p><p>PRÓPRIOS: designa</p><p>determinado ser entre outros</p><p>da mesma espécie. São</p><p>sempre iniciados por letra</p><p>maiúscula.</p><p>Rodrigo</p><p>/Brasil</p><p>/Belo Horizonte/Estátua</p><p>da Liberdade</p><p>SUBSTANTIVOS COMUNS:</p><p>referem-se qualquer ser de</p><p>uma mesma espécie.</p><p>biscoitos/ruídos/estrelas/</p><p>cachorro/prima</p><p>SUBSTANTIVOS</p><p>CONCRETOS: nomeiam seres</p><p>com existência própria. Esses</p><p>seres podem ser animadoso</p><p>ou inanimados, reais ou</p><p>imaginários.</p><p>Leão/corrente</p><p>/estrelas/fadas</p><p>/lobisomem</p><p>/saci-pererê</p><p>SUBSTANTIVOS</p><p>ABSTRATOS: nomeiam</p><p>ações, estados, qualidades</p><p>e sentimentos que não tem</p><p>existência própria, ou seja, só</p><p>existem em função de um ser.</p><p>Mistério/</p><p>bondade/</p><p>confiança/</p><p>lembrança/</p><p>amor/</p><p>alegria</p><p>SUBSTANTIVOS</p><p>COLETIVOS: referem-se a um</p><p>conjunto de seres da mesma</p><p>espécie, mesmo quando</p><p>empregado no singular e</p><p>constituem um substantivo</p><p>comum.</p><p>Elenco (de atores)/</p><p>acervo (de obras</p><p>artísticas)/buquê (de flores)</p><p>NÃO DEIXE DE PESQUISAR A REGÊNCIA DE OUTRAS</p><p>PALAVRAS QUE NÃO ESTÃO AQUI!</p><p>Flexão dos Substantivos</p><p>• Gênero: Os gêneros em português podem ser dois: masculi-</p><p>no e feminino. E no caso dos substantivos podem ser biformes ou</p><p>uniformes</p><p>– Biformes: as palavras tem duas formas, ou seja, apresenta</p><p>uma forma para o masculino e uma para o feminino: tigre/tigresa, o</p><p>presidente/a presidenta, o maestro/a maestrina</p><p>– Uniformes: as palavras tem uma só forma, ou seja, uma única</p><p>forma para o masculino e o feminino. Os uniformes dividem-se em</p><p>epicenos, sobrecomuns e comuns de dois gêneros.</p><p>a) Epicenos: designam alguns animais e plantas e são invariá-</p><p>veis: onça macho/onça fêmea, pulga macho/pulga fêmea, palmeira</p><p>macho/palmeira fêmea.</p><p>b) Sobrecomuns: referem-se a seres humanos; é pelo contexto</p><p>que aparecem que se determina o gênero: a criança (o criança), a</p><p>testemunha (o testemunha), o individuo (a individua).</p><p>c) Comuns de dois gêneros: a palavra tem a mesma forma tanto</p><p>para o masculino quanto para o feminino: o/a turista, o/a agente,</p><p>o/a estudante, o/a colega.</p><p>• Número: Podem flexionar em singular (1) e plural (mais de 1).</p><p>– Singular: anzol, tórax, próton, casa.</p><p>– Plural: anzóis, os tórax, prótons, casas.</p><p>• Grau: Podem apresentar-se no grau aumentativo e no grau</p><p>diminutivo.</p><p>– Grau aumentativo sintético: casarão, bocarra.</p><p>– Grau aumentativo analítico: casa grande, boca enorme.</p><p>– Grau diminutivo sintético: casinha, boquinha</p><p>– Grau diminutivo analítico: casa pequena, boca minúscula.</p><p>Adjetivo</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>30</p><p>É a palavra variável que especifica e caracteriza o substantivo: imprensa livre, favela ocupada. Locução adjetiva é expressão composta</p><p>por substantivo (ou advérbio) ligado a outro substantivo por preposição com o mesmo valor e a mesma função que um adjetivo: golpe de</p><p>mestre (golpe magistral), jornal da tarde (jornal vespertino).</p><p>Flexão do Adjetivos</p><p>• Gênero:</p><p>– Uniformes: apresentam uma só para o masculino e o feminino: homem feliz, mulher feliz.</p><p>– Biformes: apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino: juiz sábio/ juíza sábia, bairro japonês/ indústria japo-</p><p>nesa, aluno chorão/ aluna chorona.</p><p>• Número:</p><p>– Os adjetivos simples seguem as mesmas regras de flexão de número que os substantivos: sábio/ sábios, namorador/ namoradores,</p><p>japonês/ japoneses.</p><p>– Os adjetivos compostos têm algumas peculiaridades: luvas branco-gelo, garrafas amarelo-claras, cintos da cor de chumbo.</p><p>• Grau:</p><p>– Grau Comparativo de Superioridade: Meu time é mais vitorioso (do) que o seu.</p><p>– Grau Comparativo de Inferioridade: Meu time é menos vitorioso (do) que o seu.</p><p>– Grau Comparativo de Igualdade: Meu time é tão vitorioso quanto o seu.</p><p>– Grau Superlativo Absoluto Sintético: Meu time é famosíssimo.</p><p>– Grau Superlativo</p>
<p>Absoluto Analítico: Meu time é muito famoso.</p><p>– Grau Superlativo Relativo de Superioridade: Meu time é o mais famoso de todos.</p><p>– Grau Superlativo Relativo de Inferioridade; Meu time é menos famoso de todos.</p><p>Artigo</p><p>É uma palavra variável em gênero e número que antecede o substantivo, determinando de modo particular ou genérico.</p><p>• Classificação e Flexão do Artigos</p><p>– Artigos Definidos: o, a, os, as.</p><p>O menino carregava o brinquedo em suas costas.</p><p>As meninas brincavam com as bonecas.</p><p>– Artigos Indefinidos: um, uma, uns, umas.</p><p>Um menino carregava um brinquedo.</p><p>Umas meninas brincavam com umas bonecas.</p><p>Numeral</p><p>É a palavra que indica uma quantidade definida de pessoas ou coisas, ou o lugar (posição) que elas ocupam numa série.</p><p>• Classificação dos Numerais</p><p>– Cardinais: indicam número ou quantidade:</p><p>Trezentos e vinte moradores.</p><p>– Ordinais: indicam ordem ou posição numa sequência:</p><p>Quinto ano. Primeiro lugar.</p><p>– Multiplicativos: indicam o número de vezes pelo qual uma quantidade é multiplicada:</p><p>O quíntuplo do preço.</p><p>– Fracionários: indicam a parte de um todo:</p><p>Dois terços dos alunos foram embora.</p><p>Pronome</p><p>É a palavra que substitui os substantivos ou os determinam, indicando a pessoa do discurso.</p><p>• Pronomes pessoais vão designar diretamente as pessoas em uma conversa. Eles indicam as três pessoas do discurso.</p><p>Pessoas do Discurso Pronomes Retos</p><p>Função Subjetiva</p><p>Pronomes Oblíquos</p><p>Função Objetiva</p><p>1º pessoa do singular Eu Me, mim, comigo</p><p>2º pessoa do singular Tu Te, ti, contigo</p><p>3º pessoa do singular Ele, ela, Se, si, consigo, lhe, o, a</p><p>1º pessoa do plural Nós Nos, conosco</p><p>2º pessoa do plural Vós Vos, convosco</p><p>3º pessoa do plural Eles, elas Se, si, consigo, lhes, os, as</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>31</p><p>• Pronomes de Tratamento são usados no trato com as pessoas, normalmente, em situações formais de comunicação.</p><p>Pronomes de Tratamento Emprego</p><p>Você Utilizado em situações informais.</p><p>Senhor (es) e Senhora (s) Tratamento para pessoas mais velhas.</p><p>Vossa Excelência Usados para pessoas com alta autoridade</p><p>Vossa Magnificência Usados para os reitores das Universidades.</p><p>Vossa Senhoria Empregado nas correspondências e textos</p><p>escritos.</p><p>Vossa Majestade Utilizado para Reis e Rainhas</p><p>Vossa Alteza Utilizado para príncipes, princesas, duques.</p><p>Vossa Santidade Utilizado para o Papa</p><p>Vossa Eminência Usado para Cardeais.</p><p>Vossa Reverendíssima Utilizado para sacerdotes e religiosos em geral.</p><p>• Pronomes Possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa.</p><p>Pessoa do Discurso Pronome Possessivo</p><p>1º pessoa do singular Meu, minha, meus, minhas</p><p>2º pessoa do singular teu, tua, teus, tuas</p><p>3º pessoa do singular seu, sua, seus, suas</p><p>1º pessoa do plural Nosso, nossa, nossos, nossas</p><p>2º pessoa do plural Vosso, vossa, vossos, vossas</p><p>3º pessoa do plural Seu, sua, seus, suas</p><p>• Pronomes Demonstrativos são utilizados para indicar a posição de algum elemento em relação à pessoa seja no discurso, no tempo</p><p>ou no espaço.</p><p>Pronomes Demonstrativos Singular Plural</p><p>Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas</p><p>Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles</p><p>• Pronomes Indefinidos referem-se à 3º pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, indeterminado. Os pronomes</p><p>indefinidos podem ser variáveis (varia em gênero e número) e invariáveis (não variam em gênero e número).</p><p>Classificação Pronomes Indefinidos</p><p>Variáveis</p><p>algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas, muito, muita, muitos, muitas,</p><p>pouco, pouca, poucos, poucas, todo, toda, todos, todas, outro, outra, outros, outras, certo, certa, certos, certas,</p><p>vário, vária, vários, várias, tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer, quaisquer,</p><p>qual, quais, um, uma, uns, umas.</p><p>Invariáveis quem, alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, algo, cada.</p><p>• Pronomes Interrogativos são palavras variáveis e invariáveis utilizadas para formular perguntas diretas e indiretas.</p><p>Classificação Pronomes Interrogativos</p><p>Variáveis qual, quais, quanto, quantos, quanta, quantas.</p><p>Invariáveis quem, que.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>32</p><p>• Pronomes Relativos referem-se a um termo já dito anteriormente na oração, evitando sua repetição. Eles também podem ser</p><p>variáveis e invariáveis.</p><p>Classificação Pronomes Relativos</p><p>Variáveis o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quanta, quantos, quantas.</p><p>Invariáveis quem, que, onde.</p><p>Verbos</p><p>São as palavras que exprimem ação, estado, fenômenos meteorológicos, sempre em relação ao um determinado tempo.</p><p>• Flexão verbal</p><p>Os verbos podem ser flexionados de algumas formas.</p><p>– Modo: É a maneira, a forma como o verbo se apresenta na frase para indicar uma atitude da pessoa que o usou. O modo é dividido</p><p>em três: indicativo (certeza, fato), subjuntivo (incerteza, subjetividade) e imperativo (ordem, pedido).</p><p>– Tempo: O tempo indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo. Existem três tempos no modo indicativo: presente,</p><p>passado (pretérito perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito) e futuro (do presente e do pretérito). No subjuntivo, são três: presente, pre-</p><p>térito imperfeito e futuro.</p><p>– Número: Este é fácil: singular e plural.</p><p>– Pessoa: Fácil também: 1ª pessoa (eu amei, nós amamos); 2º pessoa (tu amaste, vós amastes); 3ª pessoa (ele amou, eles amaram).</p><p>• Formas nominais do verbo</p><p>Os verbos têm três formas nominais, ou seja, formas que exercem a função de nomes (normalmente, substantivos). São elas infinitivo</p><p>(terminado em -R), gerúndio (terminado em –NDO) e particípio (terminado em –DA/DO).</p><p>• Voz verbal</p><p>É a forma como o verbo se encontra para indicar sua relação com o sujeito. Ela pode ser ativa, passiva ou reflexiva.</p><p>– Voz ativa: Segundo a gramática tradicional, ocorre voz ativa quando o verbo (ou locução verbal) indica uma ação praticada pelo</p><p>sujeito. Veja:</p><p>João pulou da cama atrasado</p><p>– Voz passiva: O sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação. A voz passiva pode ser analítica ou sintética. A voz passiva</p><p>analítica é formada por:</p><p>Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo principal da ação conjugado no particípio + preposição por/</p><p>pelo/de + agente da passiva.</p><p>A casa foi aspirada pelos rapazes</p><p>A voz passiva sintética, também chamada de voz passiva pronominal (devido ao uso do pronome se) é formada por:</p><p>Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassivador «se» + sujeito paciente.</p><p>Aluga-se apartamento.</p><p>Advérbio</p><p>É a palavra invariável que modifica o verbo, adjetivo, outro advérbio ou a oração inteira, expressando uma determinada circunstância.</p><p>As circunstâncias dos advérbios podem ser:</p><p>– Tempo: ainda, cedo, hoje, agora, antes, depois, logo, já, amanhã, tarde, sempre, nunca, quando, jamais, ontem, anteontem, breve-</p><p>mente, atualmente, à noite, no meio da noite, antes do meio-dia, à tarde, de manhã, às vezes, de repente, hoje em dia, de vez em quando,</p><p>em nenhum momento, etc.</p><p>– Lugar: Aí, aqui, acima, abaixo, ali, cá, lá, acolá, além, aquém, perto, longe, dentro, fora, adiante, defronte, detrás, de cima, em cima,</p><p>à direita, à esquerda, de fora, de dentro, por fora, etc.</p><p>– Modo: assim, melhor, pior, bem, mal, devagar, depressa, rapidamente, lentamente, apressadamente, felizmente, às pressas, às</p><p>ocultas, frente a frente, com calma, em silêncio, etc.</p><p>– Afirmação: sim, deveras, decerto, certamente, seguramente, efetivamente, realmente, sem dúvida, com certeza, por certo, etc.</p><p>– Negação: não, absolutamente, tampouco, nem, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma, etc.</p><p>– Intensidade: muito, pouco, mais, menos, meio, bastante, assaz, demais, bem, mal, tanto, tão, quase, apenas, quanto, de pouco, de</p><p>todo, etc.</p><p>– Dúvida: talvez, acaso, possivelmente, eventualmente, porventura, etc.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>33</p><p>Preposição</p><p>É a palavra que liga dois termos, de modo que o segundo complete o sentido do primeiro. As preposições são as seguintes:</p><p>Conjunção</p><p>É palavra que liga dois elementos da mesma natureza ou uma oração a outra. As conjunções podem</p>
<p>ser coordenativas (que ligam</p><p>orações sintaticamente independentes) ou subordinativas (que ligam orações com uma relação hierárquica, na qual um elemento é de-</p><p>terminante e o outro é determinado).</p><p>• Conjunções Coordenativas</p><p>Tipos Conjunções Coordenativas</p><p>Aditivas e, mas ainda, mas também, nem...</p><p>Adversativas contudo, entretanto, mas, não obstante, no entanto, porém, todavia...</p><p>Alternativas já…, já…, ou, ou…, ou…, ora…, ora…, quer…, quer…</p><p>Conclusivas assim, então, logo, pois (depois do verbo), por conseguinte, por isso, portanto...</p><p>Explicativas pois (antes do verbo), porquanto, porque, que...</p><p>• Conjunções Subordinativas</p><p>Tipos Conjunções Subordinativas</p><p>Causais Porque, pois, porquanto, como, etc.</p><p>Concessivas Embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, etc.</p><p>Condicionais Se, caso, quando, conquanto que, salvo se, sem que, etc.</p><p>Conformativas Conforme, como (no sentido de conforme), segundo, consoante, etc.</p><p>Finais Para que, a fim de que, porque (no sentido de que), que, etc.</p><p>Proporcionais À medida que, ao passo que, à proporção que, etc.</p><p>Temporais Quando, antes que, depois que, até que, logo que, etc.</p><p>Comparativas Que, do que (usado depois de mais, menos, maior, menor, melhor, etc.</p><p>Consecutivas Que (precedido de tão, tal, tanto), de modo que, De maneira que, etc.</p><p>Integrantes Que, se.</p><p>Interjeição</p><p>É a palavra invariável que exprime ações, sensações, emoções, apelos, sentimentos e estados de espírito, traduzindo as reações das</p><p>pessoas.</p><p>• Principais Interjeições</p><p>Oh! Caramba! Viva! Oba! Alô! Psiu! Droga! Tomara! Hum!</p><p>Dez classes de palavras foram estudadas agora. O estudo delas é muito importante, pois se você tem bem construído o que é e a fun-</p><p>ção de cada classe de palavras, não terá dificuldades para entender o estudo da Sintaxe.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>34</p><p>À IDENTIFICAÇÃO, EM TEXTOS DE DIFERENTES GÊNE-</p><p>ROS, DAS MARCAS LINGUÍSTICAS QUE SINGULARIZAM</p><p>AS VARIEDADES LINGUÍSTICAS SOCIAIS, REGIONAIS OU</p><p>DE REGISTRO</p><p>Variedades Linguísticas</p><p>A língua escrita e falada apresenta uma série de variações e</p><p>transformações ao passar do tempo. Tais variações decorrem das</p><p>diferenças entre as épocas, condições sociais, culturais e regionais</p><p>dos falantes. Tomemos como exemplo a transformação ortográfica</p><p>do vocábulo “farmácia” que antes era grafado com “ph”, assim, a</p><p>palavra era escrita “pharmácia”.</p><p>Todas as variedades linguísticas são adequadas, desde que</p><p>cumpram com eficiência o papel fundamental da língua, o de per-</p><p>mitir e estabelecer a comunicação entre as pessoas. Apesar disso,</p><p>há uma entre as variedades que tem maior prestígio social, a norma</p><p>culta ou norma padrão.</p><p>A norma culta é a variedade linguística ensinada nas escolas,</p><p>contida na maior parte dos livros, registros escritos, nas mídias te-</p><p>levisivas, entre outros. Como variantes da norma padrão aparecem:</p><p>a linguagem regional, a gíria, a linguagem específica de grupos ou</p><p>profissões (policiais, jogadores de futebol, advogados, surfistas).</p><p>O ensino da língua culta na escola não tem a finalidade de</p><p>condenar ou eliminar a língua que falamos em nossa família ou em</p><p>nossa comunidade. Ao contrário, o domínio da língua culta, somado</p><p>ao domínio de outras variedades linguísticas, torna-nos mais prepa-</p><p>rados para nos comunicarmos nos diferentes contextos lingísticos,</p><p>já que a linguagem utilizada em reuniões de trabalho não deve ser</p><p>a mesma utilizada em uma reunião de amigos no final de semana.</p><p>Portanto, saber usar bem uma língua equivale a saber empre-</p><p>gá-la de modo adequado às mais diferentes situações sociais de que</p><p>participamos.</p><p>Variação social</p><p>A variação social está relacionada a fatores sociais como etnia,</p><p>sexo, faixa etária, grau de escolaridade e grupo profissional. Os vá-</p><p>rios estudos que enfocam este tipo de relação língua/fatores sociais</p><p>têm privilegiado a variação morfossintática ou a morfo-fonológica.</p><p>Fica claro que a variação social não compromete a compreen-</p><p>são entre indivíduos, uma vez que alguns momentos de incoerência</p><p>são sanados pelo contexto em que a fala se forma.</p><p>Não é difícil perceber que a norma culta – por diversas razões</p><p>de ordem política, econômica, social, cultural – é algo reservado</p><p>a poucas pessoas no Brasil; talvez porque haja um distanciamento</p><p>entre as normatizações gramaticais e a obediência dos falantes em</p><p>seguir tais normas. Há uma indagação implícita neste fato: “ Existe</p><p>alguma disfunção, alguma impossibilidade de uso da gramática nor-</p><p>mativa pela grande maioria dos falantes? ” Ou “Estamos apenas a</p><p>observar a língua como um fator de identidade? ”</p><p>Sendo esse o caso, a língua como referencial humano traria</p><p>inúmeras variações, porque decididamente não somos todos iguais</p><p>e devido ao meio espacial ou social em que estejamos haverá uma</p><p>tendência da língua em se caracterizar por esses agentes, sendo</p><p>assim, o indivíduo que protagoniza a fala poderá adequá-la a seu</p><p>perfil ou ao grupo a que pertence.</p><p>Comunidades diferentes vivenciam experiências diferentes e</p><p>isto se reflete nos respectivos sistemas linguísticos: léxico, morfo-</p><p>lógico e sintático. Um grupo acadêmico de uma universidade apre-</p><p>sentará uma variedade linguística bem diferente de um grupo de</p><p>vendedores ambulantes do interior do Brasil. Cada qual usará o</p><p>recurso linguístico que lhe foi concebido em seu processo de apren-</p><p>dizagem para efetuar a comunicação.</p><p>Do exposto, concluímos que a língua signo/privilegiado de</p><p>identidade não é um instrumento neutro, um contingente meio de</p><p>comunicação entre os homens, mas principalmente a expressão de</p><p>sua diferença.</p><p>Tipos de variação linguística</p><p>As variações linguísticas ocorrem principalmente nos âmbitos</p><p>geográficos, temporais e sociais.</p><p>Variações diatópicas</p><p>As variações diatópicas, também chamadas de variações regio-</p><p>nais ou geográficas, são variações que ocorrem de acordo com o</p><p>local onde vivem os falantes, sofrendo sua influência. Este tipo de</p><p>variação ocorre porque diferentes regiões têm diferentes culturas,</p><p>com diferentes hábitos, modos e tradições, estabelecendo assim di-</p><p>ferentes estruturas linguísticas.</p><p>Exemplos de variações diatópicas</p><p>Diferentes palavras para os mesmos conceitos:</p><p>– aipim, mandioca, macaxeira;</p><p>– abóbora, jerimum, moranga;</p><p>Diferentes sotaques, dialetos e falares:</p><p>– dialeto caipira;</p><p>– dialeto gaúcho;</p><p>Reduções de palavras ou perdas de fonemas:</p><p>– véio (velho);</p><p>– muié (mulher);</p><p>Variações diacrônicas</p><p>As variações diacrônicas, também chamadas de variações his-</p><p>tóricas, são variações que ocorrem de acordo com as diferentes</p><p>épocas vividas pelos falantes, sendo possível distinguir o português</p><p>arcaico do português moderno, bem como diversas palavras que</p><p>ficam em desuso.</p><p>Exemplos de variações diacrônicas</p><p>Palavras que caíram em desuso:</p><p>– vossemecê;</p><p>– botica;</p><p>Grafias que caíram em desuso:</p><p>– flôr;</p><p>– pharmácia;</p><p>Vocabulário e expressões típicas de uma determinada faixa etá-</p><p>ria:</p><p>– Ele é maior barbeiro.</p><p>– Vá catar coquinho.</p><p>Variações diastráticas</p><p>As variações diastráticas, também chamadas de variações so-</p><p>ciais, são variações que ocorrem de acordo com os hábitos e cultura</p><p>de diferentes grupos sociais. Este tipo de variação ocorre porque di-</p><p>ferentes grupos sociais possuem diferentes conhecimentos, modos</p><p>de atuação e sistemas de comunicação.</p><p>Exemplos de variações diastráticas</p><p>Gírias próprias de um grupo com interesse comum, como os</p><p>skatistas:</p><p>– Prefiro freestyle.</p><p>– O gringo tem um carrinho irado.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>35</p><p>Jargões próprios de um grupo profissional, como os policiais e</p><p>militares:</p><p>– Ele deu sopa na crista.</p><p>– Vamos na rota dele.</p><p>Variações diafásicas</p><p>As variações diafásicas, também chamadas de variações situ-</p><p>acionais, são variações que ocorrem de acordo com o contexto ou</p><p>situação em que decorre o processo comunicativo. Há momentos</p><p>em que é utilizado um registro formal e outros em que é utilizado</p><p>um registro informal.</p><p>Variação linguística e preconceito linguístico</p><p>O preconceito linguístico surge porque nem todas as variações</p><p>linguísticas usufruem do mesmo prestígio. Algumas são conside-</p><p>radas superiores, mais corretas</p>
<p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22</p><p>3. à identificação dos recursos coesivos do texto (expressões, formas pronominais, relatores) e das relações de sentido que estabele-</p><p>cem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23</p><p>4. ao domínio da variedade padrão escrita: normas de concordância. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24</p><p>5. regência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24</p><p>6. ortografia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25</p><p>7. pontuação etc . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26</p><p>8. ao reconhecimento de relações estruturais e semânticas entre frases ou expressões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27</p><p>9. à identificação, em textos de diferentes gêneros, das marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais</p><p>ou de registro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34</p><p>Raciocínio Matemático</p><p>1. Resolução de problemas envolvendo números reais, conjuntos, contagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41</p><p>2. Porcentagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45</p><p>3. Sistemas de duas equações e duas incógnitas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46</p><p>4. equação do primeiro grau . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47</p><p>5. regra de três simples e sequências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50</p><p>6. Área, volume e capacidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51</p><p>7. Cálculo da média. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53</p><p>8. leitura e interpretação de dados representados em tabelas e gráficos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55</p><p>Noções de Informática</p><p>1. Conceitos básicos de operação com arquivos utilizando o Windows Explorer para as versões do Windows 7, 8 ou 10. Noções básicas</p><p>de navegação na internet, para as versões do Windows 7, 8 ou 10 . Noções consistentes de trabalho com computadores em rede in-</p><p>terna, ambiente Windows para as versões do Windows 7, 8 ou 10. Noções básicas, como usuário, dos sistemas operacionais Windows</p><p>(versões 7, 8 ou 10) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65</p><p>2. Noções consistentes de escrita e editoração de texto utilizando o Microsoft Word (versões 2007, 2010 ou 2013) . . . . . . . . . . . . . . 72</p><p>3. Noções consistentes de cálculo e organização de dados em planilhas eletrônicas utilizando o Microsoft Excel (versões 2007, 2010 ou</p><p>2013) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92</p><p>4. Noções básicas, como usuário, do funcionamento de computadores e de periféricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105</p><p>5. Noções de segurança em rede (invasão, vírus, spyware, malware e correlatos). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107</p><p>6. segurança da informação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109</p><p>ÍNDICE</p><p>Conhecimentos Específicos</p><p>Educador Social</p><p>1. Política Nacional de Assistência Social – PNAS; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115</p><p>2. Declaração Universal dos Direitos Humanos;. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136</p><p>3. Lei n.º 8.742/93 – Lei Orgânica da Assistência Social; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138</p><p>4. Lei n.º 8.069/1990 – ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 148</p><p>5. Lei n.º 11.340/06 – Lei Maria da Penha;. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 185</p><p>6. Lei n.º 10.741 – Estatuto do Idoso; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191</p><p>7. Lei n.º 13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200</p><p>8. Análise de situações de exclusão social. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 216</p><p>Material Digital</p><p>Legislação</p><p>1. Lei Orgânica do Município de Curitiba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3</p><p>2. Lei n.º 1.656, de 21 de agosto de 1958 - Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27</p><p>Atenção</p><p>• Para estudar o Conteúdo Digital Complementar e Exclusivo acesse sua “Área do Cliente” em nosso site.</p><p>https://www.editorasolucao.com.br/retificacoes</p><p>7</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>À APREENSÃO DO SIGNIFICADO GLOBAL DOS TEXTOS;</p><p>AO ESTABELECIMENTO DE RELAÇÕES INTRATEXTUAIS</p><p>E INTERTEXTUAIS; AO RECONHECIMENTO DA FUNÇÃO</p><p>DESEMPENHADA POR DIFERENTES RECURSOS</p><p>GRAMATICAIS NO TEXTO, NOS NÍVEIS FONOLÓGICO,</p><p>MORFOLÓGICO, SINTÁTICO, SEMÂNTICO E TEXTUAL/</p><p>DISCURSIVO; À APREENSÃO DOS EFEITOS DE SENTIDO</p><p>DECORRENTES DO USO DE RECURSOS VERBAIS EM</p><p>TEXTOS DE DIFERENTES GÊNEROS; À IDENTIFICAÇÃO</p><p>DAS IDEIAS EXPRESSAS NO TEXTO, BEM COMO DE</p><p>SUA HIERARQUIA (PRINCIPAL OU SECUNDÁRIA) E</p><p>DAS RELAÇÕES ENTRE ELAS (OPOSIÇÃO, RESTRIÇÃO,</p><p>CAUSA/CONSEQUÊNCIA, EXEMPLIFICAÇÃO ETC.); À</p><p>ANÁLISE DA ORGANIZAÇÃO ARGUMENTATIVA DO</p><p>TEXTO: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DE VISTA (TESE)</p><p>DO AUTOR, RECONHECIMENTO E AVALIAÇÃO DOS</p><p>ARGUMENTOS USADOS PARA FUNDAMENTÁ-LO; À</p><p>DEDUÇÃO DE IDEIAS E PONTOS DE VISTA IMPLÍCITOS</p><p>NO TEXTO; AO RECONHECIMENTO DAS DIFERENTES</p><p>“VOZES” DENTRO DE UM TEXTO, BEM COMO DOS</p><p>RECURSOS LINGUÍSTICOS EMPREGADOS PARA</p><p>DEMARCÁ-LAS; AO RECONHECIMENTO</p>
<p>e cultas e outras são consideradas</p><p>menos cultas ou mesmo incorretas.</p><p>Preconceito linguístico ocorre sempre que uma determinada</p><p>variedade é referida com um tom pejorativo e depreciativo, estan-</p><p>do associada a situações de deboche ou até de violência, o que con-</p><p>tribui para a exclusão social de diversos indivíduos e grupos.</p><p>EXERCÍCIOS</p><p>1. Levando-se em consideração os conceitos de frase, oração</p><p>e período, é correto afirmar que o trecho abaixo é considerado um</p><p>(a):</p><p>“A expectativa é que o México, pressionado pelas mudanças</p><p>americanas, entre na fila.”</p><p>(A) Frase, uma vez que é composta por orações coordenadas e</p><p>subordinadas.</p><p>(B) Período, composto por três orações.</p><p>(C) Oração, pois possui sentido completo.</p><p>(D) Período, pois é composto por frases e orações.</p><p>2. (AOCP – PREF. DE CATU/BA – MECÂNICO DE VEÍCULOS –</p><p>2007) Leia a seguinte sentença: Joana tomou um sonífero e não</p><p>dormiu. Assinale a alternativa que classifica corretamente a segun-</p><p>da oração.</p><p>(A) Oração coordenada assindética aditiva.</p><p>(B) Oração coordenada sindética aditiva.</p><p>(C) Oração coordenada sindética adversativa.</p><p>(D) Oração coordenada sindética explicativa.</p><p>(E) Oração coordenada sindética alternativa.</p><p>3. (AOCP – PREF. DE CATU/BA – BIBLIOTECÁRIO – 2007) Leia a</p><p>seguinte sentença: Não precisaremos voltar ao médico nem fazer</p><p>exames. Assinale a alternativa que classifica corretamente as duas</p><p>orações.</p><p>(A) Oração coordenada assindética e oração coordenada adver-</p><p>sativa.</p><p>(B) Oração principal e oração coordenada sindética aditiva.</p><p>(C) Oração coordenada assindética e oração coordenada adi-</p><p>tiva.</p><p>(D) Oração principal e oração subordinada adverbial consecu-</p><p>tiva.</p><p>(E) Oração coordenada assindética e oração coordenada adver-</p><p>bial consecutiva.</p><p>4. (EMPASIAL – TJ/SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO – 1999) Anali-</p><p>se sintaticamente a oração em destaque:</p><p>“Bem-aventurados os que ficam, porque eles serão recompen-</p><p>sados” (Machado de Assis).</p><p>(A) oração subordinada substantiva completiva nominal.</p><p>(B) oração subordinada adverbial causal.</p><p>(C) oração subordinada adverbial temporal desenvolvida.</p><p>(D) oração coordenada sindética conclusiva.</p><p>(E) oração coordenada sindética explicativa.</p><p>5. (FGV – SENADO FEDERAL – TÉCNICO LEGISLATIVO – ADMI-</p><p>NISTRAÇÃO – 2008) “Mas o fato é que transparência deixou de ser</p><p>um processo de observação cristalina para assumir um discurso de</p><p>políticas de averiguação de custos engessadas que pouco ou quase</p><p>nada retratam as necessidades de populações distintas.”.</p><p>A oração grifada no trecho acima classifica-se como:</p><p>(A) subordinada substantiva predicativa;</p><p>(B) subordinada adjetiva restritiva;</p><p>(C) subordinada substantiva subjetiva;</p><p>(D) subordinada substantiva objetiva direta;</p><p>(E) subordinada adjetiva explicativa.</p><p>6. (FUNCAB – PREF. PORTO VELHO/RO – MÉDICO – 2009) No</p><p>trecho abaixo, as orações introduzidas pelos termos grifados são</p><p>classificadas, em relação às imediatamente anteriores, como:</p><p>“Não há dúvida de que precisaremos curtir mais o dia a dia,</p><p>mas nunca à custa de nossos filhos...”</p><p>(A) subordinada substantiva objetiva indireta e coordenada sin-</p><p>dética adversativa;</p><p>(B) subordinada adjetiva restritiva e coordenada sindética ex-</p><p>plicativa;</p><p>(C) subordinada adverbial conformativa e subordinada adver-</p><p>bial concessiva;</p><p>(D) subordinada substantiva completiva nominal e coordenada</p><p>sindética adversativa;</p><p>(E) subordinada adjetiva restritiva e subordinada adverbial con-</p><p>cessiva.</p><p>7. (ACEP – PREF. QUIXADÁ/CE – PSICÓLOGO – 2010) No perí-</p><p>odo “O essencial é o seguinte: //nunca antes neste país houve um</p><p>governo tão imbuído da ideia // de que veio // para recomeçar a</p><p>história.”, a oração sublinhada é classificada como:</p><p>(A) coordenada assindética;</p><p>(B) subordinada substantiva completiva nominal;</p><p>(C) subordinada substantiva objetiva indireta;</p><p>(D) subordinada substantiva apositiva.</p><p>8. (CESGRANRIO – BNDES – ADVOGADO – 2004) No título do</p><p>artigo “A tal da demanda social”, a classe de palavra de “tal” é:</p><p>(A) pronome;</p><p>(B) adjetivo;</p><p>(C) advérbio;</p><p>(D) substantivo;</p><p>(E) preposição.</p><p>9. Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação</p><p>morfológica do pronome “alguém” (l. 44).</p><p>(A) Pronome demonstrativo.</p><p>(B) Pronome relativo.</p><p>(C) Pronome possessivo.</p><p>(D) Pronome pessoal.</p><p>(E) Pronome indefinido.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>36</p><p>10. Em relação à classe e ao emprego de palavras no texto, na</p><p>oração “A abordagem social constitui-se em um processo de traba-</p><p>lho planejado de aproximação” (linhas 1 e 2), os vocábulos subli-</p><p>nhados classificam-se, respectivamente, em</p><p>(A) preposição, pronome, artigo, adjetivo e substantivo.</p><p>(B) pronome, preposição, artigo, substantivo e adjetivo.</p><p>(C) conjunção, preposição, numeral, substantivo e pronome.</p><p>(D) pronome, conjunção, artigo, adjetivo e adjetivo.</p><p>(E) conjunção, conjunção, numeral, substantivo e advérbio.</p><p>11. (CONSULPLAN – ANALISTA DE INFORMÁTICA (SDS-SC) –</p><p>2008) A alternativa em que todas as palavras são formadas pelo</p><p>mesmo processo de formação é:</p><p>(A) responsabilidade, musicalidade, defeituoso;</p><p>(B) cativeiro, incorruptíveis, desfazer;</p><p>(C) deslealdade, colunista, incrível;</p><p>(D) anoitecer, festeiro, infeliz;</p><p>(E) reeducação, dignidade, enriquecer.</p><p>12. (IMA – PREF. BOA HORA/PI – PROCURADOR MUNICIPAL –</p><p>2010) No verso “Para desentristecer, leãozinho”, Caetano Veloso</p><p>cria um neologismo. A opção que contém o processo de formação</p><p>utilizado para formar a palavra nova e o tipo de derivação que a</p><p>palavra primitiva foi formada respectivamente é:</p><p>(A) derivação prefixal (des + entristecer); derivação parassinté-</p><p>tica (en + trist + ecer);</p><p>(B) derivação sufixal (desentriste + cer); derivação imprópria</p><p>(en + triste + cer);</p><p>(C) derivação regressiva (des + entristecer); derivação parassin-</p><p>tética (en + trist + ecer);</p><p>(D) derivação parassintética (en + trist + ecer); derivação prefi-</p><p>xal (des + entristecer);</p><p>(E) derivação prefixal (en + trist + ecer); derivação parassintéti-</p><p>ca (des + entristecer).</p><p>13. (IMA – PREF. BOA HORA/PI – PROCURADOR MUNICIPAL –</p><p>2010) A palavra “Olhar” em (meu olhar) é um exemplo de palavra</p><p>formada por derivação:</p><p>(A) parassintética;</p><p>(B) prefixal;</p><p>(C) sufixal;</p><p>(D) imprópria;</p><p>(E) regressiva.</p><p>14. (CESGRANRIO – FINEP – TÉCNICO – 2011) A vírgula pode</p><p>ser retirada sem prejuízo para o significado e mantendo a norma</p><p>padrão na seguinte sentença:</p><p>(A) Mário, vem falar comigo depois do expediente.</p><p>(B) Amanhã, apresentaremos a proposta de trabalho.</p><p>(C) Telefonei para o Tavares, meu antigo chefe.</p><p>(D) Encomendei canetas, blocos e crachás para a reunião.</p><p>(E) Entrou na sala, cumprimentou a todos e iniciou o discurso.</p><p>15. (CESGRANRIO – PETROBRAS – TÉCNICO DE ENFERMAGEM</p><p>DO TRABALHO – 2011) Há ERRO quanto ao emprego dos sinais de</p><p>pontuação em:</p><p>(A) Ao dizer tais palavras, levantou-se, despediu-se dos convi-</p><p>dados e retirou-se da sala: era o final da reunião.</p><p>(B) Quem disse que, hoje, enquanto eu dormia, ela saiu sorra-</p><p>teiramente pela porta?</p><p>(C) Na infância, era levada e teimosa; na juventude, tornou-se</p><p>tímida e arredia; na velhice, estava sempre alheia a tudo.</p><p>(D) Perdida no tempo, vinham-lhe à lembrança a imagem mui-</p><p>to branca da mãe, as brincadeiras no quintal, à tarde, com os</p><p>irmãos e o mundo mágico dos brinquedos.</p><p>(E) Estava sempre dizendo coisas de que mais tarde se arre-</p><p>penderia. Prometia a si própria que da próxima vez, tomaria</p><p>cuidado com as palavras, o que entretanto, não acontecia.</p><p>16. (FCC – INFRAERO – ADMINISTRADOR – 2011) Está inteira-</p><p>mente correta a pontuação do seguinte período:</p><p>(A) Os personagens principais de uma história, responsáveis</p><p>pelo sentido maior dela, dependem, muitas vezes, de peque-</p><p>nas providências que, tomadas por figurantes aparentemente</p><p>sem importância, ditam o rumo de toda a história.</p><p>(B) Os personagens principais, de uma história, responsáveis</p><p>pelo sentido maior dela, dependem muitas vezes, de pequenas</p><p>providências que tomadas por figurantes, aparentemente sem</p><p>importância, ditam o rumo de toda a história.</p><p>(C) Os personagens principais de uma história, responsáveis</p><p>pelo sentido maior dela dependem muitas vezes de pequenas</p><p>providências, que, tomadas por figurantes</p>
<p>aparentemente,</p><p>sem importância, ditam o rumo de toda a história.</p><p>(D) Os personagens principais, de uma história, responsáveis</p><p>pelo sentido maior dela, dependem, muitas vezes de pequenas</p><p>providências, que tomadas por figurantes aparentemente sem</p><p>importância, ditam o rumo de toda a história.</p><p>(E) Os personagens principais de uma história, responsáveis,</p><p>pelo sentido maior dela, dependem muitas vezes de peque-</p><p>nas providências, que tomadas por figurantes, aparentemente,</p><p>sem importância, ditam o rumo de toda a história.</p><p>17. (FDC – PROFESSOR DE PORTUGUÊS II – 2005) Marque a</p><p>série em que o hífen está corretamente empregado nas cinco pa-</p><p>lavras:</p><p>(A) pré-nupcial, ante-diluviano, anti-Cristo, ultra-violeta, infra-</p><p>-vermelho.</p><p>(B) vice-almirante, ex-diretor, super-intendente, extrafino, in-</p><p>fra-assinado.</p><p>(C) anti-alérgico, anti-rábico, ab-rupto, sub-rogar, antihigiênico.</p><p>(D) extraoficial, antessala, contrassenso, ultrarrealismo, con-</p><p>trarregra.</p><p>(E) co-seno, contra-cenar, sobre-comum, sub-humano, infra-</p><p>-mencionado.</p><p>18. (ESAF – SRF – AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL –</p><p>2003) Indique o item em que todas as palavras estão corretamente</p><p>empregadas e grafadas.</p><p>(A) A pirâmide carcerária assegura um contexto em que o po-</p><p>der de infringir punições legais a cidadãos aparece livre de</p><p>qualquer excesso e violência.</p><p>(B) Nos presídios, os chefes e subchefes não devem ser exata-</p><p>mente nem juízes, nem professores, nem contramestres, nem</p><p>suboficiais, nem “pais”, porém avocam a si um pouco de tudo</p><p>isso, num modo de intervenção específico.</p><p>(C) O carcerário, ao homogeinizar o poder legal de punir e o</p><p>poder técnico de disciplinar, ilide o que possa haver de violento</p><p>em um e de arbitrário no outro, atenuando os efeitos de revol-</p><p>ta que ambos possam suscitar.</p><p>(D) No singular poder de punir, nada mais lembra o antigo po-</p><p>der do soberano iminente que vingava sua autoridade sobre o</p><p>corpo dos supliciados.</p><p>(E) A existência de uma proibição legal cria em torno dela um</p><p>campo de práticas ilegais, sob o qual se chega a exercer con-</p><p>trole e aferir lucro ilícito, mas que se torna manejável por sua</p><p>organização em delinqüência.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>37</p><p>19. (FCC – METRÔ/SP – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO JÚNIOR</p><p>– 2012) A frase que apresenta INCORREÇÕES quanto à ortografia é:</p><p>(A) Quando jovem, o compositor demonstrava uma capacidade</p><p>extraordinária de imitar vários estilos musicais.</p><p>(B) Dizem que o músico era avesso à ideia de expressar senti-</p><p>mentos pessoais por meio de sua música.</p><p>(C) Poucos estudiosos se despõem a discutir o empacto das</p><p>composições do músico na cultura ocidental.</p><p>(D) Salvo algumas exceções, a maioria das óperas do compo-</p><p>sitor termina em uma cena de reconciliação entre os persona-</p><p>gens.</p><p>(E) Alguns acreditam que o valor da obra do compositor se</p><p>deve mais à árdua dedicação do que a arroubos de inspiração.</p><p>20. (VUNESP – TJ/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO –</p><p>2011) Assinale a alternativa em que a concordância verbal está cor-</p><p>reta.</p><p>(A) Haviam cooperativas de catadores na cidade de São Paulo.</p><p>(B) O lixo de casas e condomínios vão para aterros.</p><p>(C) O tratamento e a destinação corretos do lixo evitaria que</p><p>35% deles fosse despejado em aterros.</p><p>(D) Fazem dois anos que a prefeitura adia a questão do lixo.</p><p>(E) Somos nós quem paga a conta pelo descaso com a coleta</p><p>de lixo.</p><p>21. (ESAF – CGU – ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – 2012)</p><p>Assinale a opção que fornece a correta justificativa para as relações</p><p>de concordância no texto abaixo.</p><p>O bom desempenho do lado real da economia proporcionou</p><p>um período de vigoroso crescimento da arrecadação. A maior lucra-</p><p>tividade das empresas foi decisiva para os resultados fiscais favo-</p><p>ráveis. Elevaram-se, de forma significativa e em valores reais, de-</p><p>flacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as</p><p>receitas do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição</p><p>Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), e a Contribuição para o Finan-</p><p>ciamento da Seguridade Social (Cofins). O crescimento da massa de</p><p>salários fez aumentar a arrecadação do Imposto de Renda Pessoa</p><p>Física (IRPF) e a receita de tributação sobre a folha da previdência</p><p>social. Não menos relevantes foram os elevados ganhos de capital,</p><p>responsáveis pelo aumento da arrecadação do IRPF.</p><p>(A) O uso do plural em “valores” é responsável pela flexão de</p><p>plural em “deflacionados”.</p><p>(B) O plural em “resultados” é responsável pela flexão de plural</p><p>em “Elevaram-se”.</p><p>(C) Emprega-se o singular em “proporcionou” para respeitar as</p><p>regras de concordância com “economia”.</p><p>(D) O singular em “a arrecadação” é responsável pela flexão de</p><p>singular em “fez aumentar”.</p><p>(E) A flexão de plural em “foram” justifica-se pela concordância</p><p>com “relevantes”.</p><p>22. (FCC – TRE/MG – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2005) As liberda-</p><p>des ...... se refere o autor dizem respeito a direitos ...... se ocupa a</p><p>nossa Constituição. Preenchem de modo correto as lacunas da frase</p><p>acima, na ordem dada, as expressões:</p><p>(A) a que – de que;</p><p>(B) de que – com que;</p><p>(C) a cujas – de cujos;</p><p>(D) à que – em que;</p><p>(E) em que – aos quais.</p><p>23. (ESAF – CGU – ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – 2008)</p><p>Assinale o trecho que apresenta erro de regência.</p><p>(A) Depois de um longo período em que apresentou taxas de</p><p>crescimento econômico que não iam além dos 3%, o Brasil fe-</p><p>cha o ano de 2007 com uma expansão de 5,3%, certamente a</p><p>maior taxa registrada na última década.</p><p>(B) Os dados ainda não são definitivos, mas tudo sugere que</p><p>serão confirmados. A entidade responsável pelo estudo foi a</p><p>conhecida Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL).</p><p>(C) Não há dúvida de que os números são bons, num momento</p><p>em que atingimos um bom superávit em conta-corrente, em</p><p>que se revela queda no desemprego e até se anuncia a am-</p><p>pliação de nossas reservas monetárias, além da descoberta de</p><p>novas fontes de petróleo.</p><p>(D) Mesmo assim, olhando-se para os vizinhos de continente,</p><p>percebe-se que nossa performance é inferior a que foi atribuí-</p><p>da a Argentina (8,6%) e a alguns outros países com participação</p><p>menor no conjunto dos bens produzidos pela América Latina.</p><p>(E) Nem é preciso olhar os exemplos da China, Índia e Rússia,</p><p>com crescimento acima desses patamares. Ao conjunto inteiro</p><p>da América Latina, o organismo internacional está atribuindo</p><p>um crescimento médio, em 2007, de 5,6%, um pouco maior do</p><p>que o do Brasil.</p><p>24. (CESGRANRIO – SEPLAG/BA – PROFESSOR PORTUGUÊS –</p><p>2010) Estabelece relação de hiperonímia/hiponímia, nessa ordem,</p><p>o seguinte par de palavras:</p><p>(A) estrondo – ruído;</p><p>(B) pescador – trabalhador;</p><p>(C) pista – aeroporto;</p><p>(D) piloto – comissário;</p><p>(E) aeronave – jatinho.</p><p>25. (VUNESP – SEAP/SP – AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA</p><p>PENITENCIÁRIA – 2012) No trecho – Para especialistas, fica uma</p><p>questão: até que ponto essa exuberância econômica no Brasil é</p><p>sustentável ou é apenas mais uma bolha? – o termo em destaque</p><p>tem como antônimo:</p><p>(A) fortuna;</p><p>(B) opulência;</p><p>(C) riqueza;</p><p>(D) escassez;</p><p>(E) abundância.</p><p>26. (FEMPERJ – VALEC – JORNALISTA – 2012) Intertextualidade</p><p>é a presença de um texto em outro; o pensamento abaixo que NÃO</p><p>se fundamenta em intertextualidade é:</p><p>(A) “Se tudo o que é bom dura pouco, eu já deveria ter morrido</p><p>há muito tempo.”</p><p>(B) “Nariz é essa parte do corpo que brilha, espirra, coça e se</p><p>mete onde não é chamada.”</p><p>(C) “Une-te aos bons e será um deles. Ou fica aqui com a gente</p><p>mesmo!”</p><p>(D) “Vamos fazer o feijão com arroz. Se puder botar um ovo,</p><p>tudo bem.”</p><p>(E) “O Neymar é invendável, inegociável e imprestável.”</p><p>Leia o texto abaixo para responder a questão.</p><p>A lama que ainda suja o Brasil</p><p>Fabíola Perez(fabiola.perez@istoe.com.br)</p><p>A maior tragédia ambiental da história do País escancarou um</p><p>dos principais gargalos da conjuntura política e econômica brasilei-</p><p>ra: a negligência do setor privado e dos órgãos públicos diante de</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>38</p><p>um desastre de repercussão mundial. Confirmada a morte do Rio</p><p>Doce, o governo federal ainda não apresentou um plano de recu-</p><p>peração efetivo para a área (apenas uma carta de intenções). Tam-</p><p>pouco a mineradora</p>
<p>Samarco, controlada pela brasileira Vale e pela</p><p>anglo-australiana BHP Billiton. A única medida concreta foi a aplica-</p><p>ção da multa de R$ 250 milhões – sendo que não há garantias de</p><p>que ela será usada no local. “O leito do rio se perdeu e a calha pro-</p><p>funda e larga se transformou num córrego raso”, diz Malu Ribeiro,</p><p>coordenadora da rede de águas da Fundação SOS Mata Atlântica,</p><p>sobre o desastre em Mariana, Minas Gerais. “O volume de rejeitos</p><p>se tornou uma bomba relógio na região.”</p><p>Para agravar a tragédia, a empresa declarou que existem riscos</p><p>de rompimento nas barragens de Germano e de Santarém. Segun-</p><p>do o Departamento Nacional de Produção Mineral, pelo menos 16</p><p>barragens de mineração em todo o País apresentam condições de</p><p>insegurança. “O governo perdeu sua capacidade de aparelhar ór-</p><p>gãos técnicos para fiscalização”, diz Malu. Na direção oposta</p><p>Ao caminho da segurança, está o projeto de lei 654/2015, do</p><p>senador Romero Jucá (PMDB-RR) que prevê licença única em um</p><p>tempo exíguo para obras consideradas estratégicas.</p><p>O novo marco regulatório da mineração, por sua vez, também</p><p>concede prioridade à ação de mineradoras. “Ocorrerá um aumen-</p><p>to dos conflitos judiciais, o que não será interessante para o setor</p><p>empresarial”, diz Maurício Guetta, advogado do Instituto Sócio Am-</p><p>biental (ISA). Com o avanço dessa legislação outros danos irreversí-</p><p>veis podem ocorrer.</p><p>FONTE: http://www.istoe.com.br/reportagens/441106_A+LA MA+-</p><p>QUE+AINDA+SUJA+O+BRASIL</p><p>27. Observe as assertivas relacionadas ao texto lido:</p><p>I. O texto é predominantemente narrativo, já que narra um</p><p>fato.</p><p>II. O texto é predominantemente expositivo, já que pertence ao</p><p>gênero textual editorial.</p><p>III. O texto é apresenta partes narrativas e partes expositivas, já</p><p>que se trata de uma reportagem.</p><p>IV. O texto apresenta partes narrativas e partes expositivas, já</p><p>se trata de um editorial.</p><p>Analise as assertivas e responda:</p><p>(A) Somente a I é correta.</p><p>(B) Somente a II é incorreta.</p><p>(C) Somente a III é correta</p><p>(D) A III e IV são corretas.</p><p>28. Observe as assertivas relacionadas ao texto “A lama que</p><p>ainda suja o Brasil”:</p><p>I- O texto é coeso, mas não é coerente, já que tem problemas</p><p>no desenvolvimento do assunto.</p><p>II- O texto é coerente, mas não é coeso, já que apresenta pro-</p><p>blemas no uso de conjunções e preposições.</p><p>III- O texto é coeso e coerente, graças ao bom uso das classes</p><p>de palavras e da ordem sintática.</p><p>IV- O texto é coeso e coerente, já que apresenta progressão</p><p>temática e bom uso dos recursos coesivos.</p><p>Analise as assertivas e responda:</p><p>(A) Somente a I é correta.</p><p>(B) Somente a II é incorreta.</p><p>(C) Somente a III é correta.</p><p>(D) Somente a IV é correta.</p><p>Leia o texto abaixo para responder as questões.</p><p>UM APÓLOGO</p><p>Machado de Assis.</p><p>Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:</p><p>— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrola-</p><p>da, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?</p><p>— Deixe-me, senhora.</p><p>— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está</p><p>com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me</p><p>der na cabeça.</p><p>— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.</p><p>Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem</p><p>o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos</p><p>outros.</p><p>— Mas você é orgulhosa.</p><p>— Decerto que sou.</p><p>— Mas por quê?</p><p>— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa</p><p>ama, quem é que os cose, senão eu?</p><p>— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora</p><p>que quem os cose sou eu, e muito eu?</p><p>— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pe-</p><p>daço ao outro, dou feição aos babados…</p><p>— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante,</p><p>puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e</p><p>mando…</p><p>— Também os batedores vão adiante do imperador.</p><p>— Você é imperador?</p><p>— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel su-</p><p>balterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o</p><p>trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto…</p><p>Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa.</p><p>Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que</p><p>tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a</p><p>costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, en-</p><p>fiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando</p><p>orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre</p><p>os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a</p><p>isto uma cor poética. E dizia a agulha:</p><p>— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?</p><p>Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é</p><p>que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo</p><p>e acima…</p><p>A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela</p><p>agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe</p><p>o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que</p><p>ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era</p><p>tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-pli-</p><p>c-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a</p><p>costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até</p><p>que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.</p><p>Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que</p><p>a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para</p><p>dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da</p><p>bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali,</p><p>alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha,</p><p>perguntou-lhe:</p><p>— Ora agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da</p><p>baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que</p><p>vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para</p><p>a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?</p><p>Vamos, diga lá.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>39</p><p>Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de ca-</p><p>beça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:</p><p>— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é</p><p>que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze</p><p>como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam,</p><p>fico.</p><p>Contei esta história a um professor de melancolia, que me dis-</p><p>se, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a</p><p>muita linha ordinária!</p><p>29. De acordo com o texto “Um Apólogo” de Machado de Assis</p><p>e com a ilustração abaixo, e levando em consideração as persona-</p><p>gens presentes nas narrativas tanto verbal quanto visual, indique</p><p>a opção em que a fala não é compatível com a associação entre os</p><p>elementos dos textos:</p><p>(A) “- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda en-</p><p>rolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?” (L.02)</p><p>(B) “- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.</p><p>Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar?” (L.06)</p><p>(C) “- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante,</p><p>puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço</p><p>e mando...” (L.14-15)</p><p>(D) “- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?</p><p>Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo;</p><p>eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando</p><p>abaixo e acima.” (L.25-26)</p><p>(E) “- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela</p><p>e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de</p><p>costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém.</p><p>Onde me espetam, fico.” (L.40-41)</p><p>30. O diminutivo, em Língua Portuguesa, pode expressar outros</p><p>valores semânticos além da noção de dimensão, como afetividade,</p><p>pejoratividade e intensidade. Nesse sentido, pode-se afirmar que</p><p>os valores semânticos utilizados nas formas diminutivas “unidi-</p><p>nha”(L.26) e “corpinho”(L.32), são, respectivamente, de:</p><p>(A) dimensão e pejoratividade;</p><p>(B) afetividade e intensidade;</p><p>(C) afetividade e dimensão;</p><p>(D) intensidade e dimensão;</p><p>(E) pejoratividade e afetividade.</p><p>31. Em um texto narrativo como “Um Apólogo”, é muito co-</p><p>mum</p>
<p>uso de linguagem denotativa e conotativa. Assinale a alterna-</p><p>tiva cujo trecho retirado do texto é uma demonstração da expressi-</p><p>vidade dos termos “linha” e “agulha” em sentido figurado.</p><p>(A) “- É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa</p><p>ama, quem é que os cose, senão eu?” (L.11)</p><p>(B) “- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.</p><p>Agulha não tem cabeça.” (L.06)</p><p>(C) “- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um</p><p>pedaço ao outro, dou feição aos babados...” (L.13)</p><p>(D) “- Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordi-</p><p>nária!” (L.43)</p><p>(E) “- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?”</p><p>(L.25)</p><p>32. De acordo com a temática geral tratada no texto e, de modo</p><p>metafórico, considerando as relações existentes em um ambiente</p><p>de trabalho, aponte a opção que NÃO corresponde a uma ideia pre-</p><p>sente no texto:</p><p>(A) O texto sinaliza que, normalmente, não há uma relação</p><p>equânime em ambientes coletivos de trabalho;</p><p>(B) O texto sinaliza que, normalmente, não há uma relação</p><p>equânime em ambientes coletivos de trabalho;</p><p>(C) O texto indica que, em um ambiente coletivo de trabalho,</p><p>cada sujeito possui atribuições próprias.</p><p>(D) O texto sugere que o reconhecimento no ambiente cole-</p><p>tivo de trabalho parte efetivamente das próprias atitudes do</p><p>sujeito.</p><p>(E) O texto revela que, em um ambiente coletivo de trabalho,</p><p>frequentemente é difícil lidar com as vaidades individuais.</p><p>GABARITO</p><p>1 B</p><p>2 C</p><p>3 C</p><p>4 E</p><p>5 A</p><p>6 D</p><p>7 B</p><p>8 A</p><p>9 E</p><p>10 B</p><p>11 A</p><p>12 A</p><p>13 D</p><p>14 B</p><p>15 E</p><p>16 A</p><p>17 D</p><p>18 B</p><p>19 C</p><p>20 E</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>40</p><p>21 A</p><p>22 A</p><p>23 D</p><p>24 E</p><p>25 D</p><p>26 E</p><p>27 C</p><p>28 D</p><p>29 E</p><p>30 D</p><p>31 D</p><p>32 D</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>41</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS ENVOLVENDO NÚMEROS</p><p>REAIS, CONJUNTOS, CONTAGEM</p><p>Números Naturais</p><p>Os números naturais são o modelo matemático necessário</p><p>para efetuar uma contagem.</p><p>Começando por zero e acrescentando sempre uma unidade,</p><p>obtemos o conjunto infinito dos números naturais</p><p>- Todo número natural dado tem um sucessor</p><p>a) O sucessor de 0 é 1.</p><p>b) O sucessor de 1000 é 1001.</p><p>c) O sucessor de 19 é 20.</p><p>Usamos o * para indicar o conjunto sem o zero.</p><p>{1,2,3,4,5,6... . }</p><p>- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um anteces-</p><p>sor (número que vem antes do número dado).</p><p>Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de zero.</p><p>a) O antecessor do número m é m-1.</p><p>b) O antecessor de 2 é 1.</p><p>c) O antecessor de 56 é 55.</p><p>d) O antecessor de 10 é 9.</p><p>Expressões Numéricas</p><p>Nas expressões numéricas aparecem adições, subtrações, mul-</p><p>tiplicações e divisões. Todas as operações podem acontecer em</p><p>uma única expressão. Para resolver as expressões numéricas utili-</p><p>zamos alguns procedimentos:</p><p>Se em uma expressão numérica aparecer as quatro operações,</p><p>devemos resolver a multiplicação ou a divisão primeiramente, na</p><p>ordem em que elas aparecerem e somente depois a adição e a sub-</p><p>tração, também na ordem em que aparecerem e os parênteses são</p><p>resolvidos primeiro.</p><p>Exemplo 1</p><p>10 + 12 – 6 + 7</p><p>22 – 6 + 7</p><p>16 + 7</p><p>23</p><p>Exemplo 2</p><p>40 – 9 x 4 + 23</p><p>40 – 36 + 23</p><p>4 + 23</p><p>27</p><p>Exemplo 3</p><p>25-(50-30)+4x5</p><p>25-20+20=25</p><p>Números Inteiros</p><p>Podemos dizer que este conjunto é composto pelos números</p><p>naturais, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero.</p><p>Este conjunto pode ser representado por:</p><p>Subconjuntos do conjunto :</p><p>1)Conjunto dos números inteiros excluindo o zero</p><p>{...-2, -1, 1, 2, ...}</p><p>2) Conjuntos dos números inteiros não negativos</p><p>{0, 1, 2, ...}</p><p>3) Conjunto dos números inteiros não positivos</p><p>{...-3, -2, -1}</p><p>Números Racionais</p><p>Chama-se de número racional a todo número que pode ser ex-</p><p>presso na forma , onde a e b são inteiros quaisquer, com b≠0</p><p>São exemplos de números racionais:</p><p>-12/51</p><p>-3</p><p>-(-3)</p><p>-2,333...</p><p>As dízimas periódicas podem ser representadas por fração,</p><p>portanto são consideradas números racionais.</p><p>Como representar esses números?</p><p>Representação Decimal das Frações</p><p>Temos 2 possíveis casos para transformar frações em decimais</p><p>1º) Decimais exatos: quando dividirmos a fração, o número de-</p><p>cimal terá um número finito de algarismos após a vírgula.</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>42</p><p>2º) Terá um número infinito de algarismos após a vírgula, mas</p><p>lembrando que a dízima deve ser periódica para ser número racio-</p><p>nal</p><p>OBS: período da dízima são os números que se repetem, se</p><p>não repetir não é dízima periódica e assim números irracionais, que</p><p>trataremos mais a frente.</p><p>Representação Fracionária dos Números Decimais</p><p>1ºcaso) Se for exato, conseguimos sempre transformar com o</p><p>denominador seguido de zeros.</p><p>O número de zeros depende da casa decimal. Para uma casa,</p><p>um zero (10) para duas casas, dois zeros(100) e assim por diante.</p><p>2ºcaso) Se dízima periódica é um número racional, então como</p><p>podemos transformar em fração?</p><p>Exemplo 1</p><p>Transforme a dízima 0, 333... .em fração</p><p>Sempre</p>
<p>que precisar transformar, vamos chamar a dízima dada</p><p>de x, ou seja</p><p>X=0,333...</p><p>Se o período da dízima é de um algarismo, multiplicamos por 10.</p><p>10x=3,333...</p><p>E então subtraímos:</p><p>10x-x=3,333...-0,333...</p><p>9x=3</p><p>X=3/9</p><p>X=1/3</p><p>Agora, vamos fazer um exemplo com 2 algarismos de período.</p><p>Exemplo 2</p><p>Seja a dízima 1,1212...</p><p>Façamos x = 1,1212...</p><p>100x = 112,1212... .</p><p>Subtraindo:</p><p>100x-x=112,1212...-1,1212...</p><p>99x=111</p><p>X=111/99</p><p>Números Irracionais</p><p>Identificação de números irracionais</p><p>– Todas as dízimas periódicas são números racionais.</p><p>– Todos os números inteiros são racionais.</p><p>– Todas as frações ordinárias são números racionais.</p><p>– Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.</p><p>– Todas as raízes inexatas são números irracionais.</p><p>– A soma de um número racional com um número irracional é</p><p>sempre um número irracional.</p><p>– A diferença de dois números irracionais, pode ser um número</p><p>racional.</p><p>– Os números irracionais não podem ser expressos na forma ,</p><p>com a e b inteiros e b≠0.</p><p>Exemplo: - = 0 e 0 é um número racional.</p><p>– O quociente de dois números irracionais, pode ser um núme-</p><p>ro racional.</p><p>Exemplo: : = = 2 e 2 é um número racional.</p><p>– O produto de dois números irracionais, pode ser um número</p><p>racional.</p><p>Exemplo: . = = 7 é um número racional.</p><p>Exemplo: radicais( a raiz quadrada de um número na-</p><p>tural, se não inteira, é irracional.</p><p>Números Reais</p><p>Fonte: www.estudokids.com.br</p><p>Representação na reta</p><p>Intervalos limitados</p><p>Intervalo fechado – Números reais maiores do que a ou iguais a</p><p>e menores do que b ou iguais a b.</p><p>Intervalo:[a,b]</p><p>Conjunto: {x ϵ R|a≤x≤b}</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>43</p><p>Intervalo aberto – números reais maiores que a e menores que</p><p>b.</p><p>Intervalo:]a,b[</p><p>Conjunto:{xϵR|aa}</p><p>Potenciação</p><p>Multiplicação de fatores iguais</p><p>2³=2.2.2=8</p><p>Casos</p><p>1) Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1.</p><p>2) Todo número elevado ao expoente 1 é o próprio número.</p><p>3) Todo número negativo, elevado ao expoente par, resulta em</p><p>um número positivo.</p><p>4) Todo número negativo, elevado ao expoente ímpar, resulta</p><p>em um número negativo.</p><p>5) Se o sinal do expoente for negativo, devemos passar o sinal</p><p>para positivo e inverter o número que está na base.</p><p>6) Toda vez que a base for igual a zero, não importa o valor do</p><p>expoente, o resultado será igual a zero.</p><p>Propriedades</p><p>1) (am . an = am+n) Em uma multiplicação de potências de mesma</p><p>base, repete-se a base e soma os expoentes.</p><p>Exemplos:</p><p>24 . 23 = 24+3= 27</p><p>(2.2.2.2) .( 2.2.2)= 2.2.2. 2.2.2.2= 27</p><p>2) (am: an = am-n). Em uma divisão de potência de mesma base.</p><p>Conserva-se a base e subtraem os expoentes.</p><p>Exemplos:</p><p>96 : 92 = 96-2 = 94</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>44</p><p>3) (am)n Potência de potência. Repete-se a base e multiplica-se</p><p>os expoentes.</p><p>Exemplos:</p><p>(52)3 = 52.3 = 56</p><p>4) E uma multiplicação de dois ou mais fatores elevados a um</p><p>expoente, podemos elevar cada um a esse mesmo expoente.</p><p>(4.3)²=4².3²</p><p>5) Na divisão de dois fatores elevados a um expoente, podemos</p><p>elevar separados.</p><p>Radiciação</p><p>Radiciação é a operação inversa a potenciação</p><p>Técnica de Cálculo</p><p>A determinação da raiz quadrada de um número torna-se</p><p>mais fácil quando o algarismo se encontra fatorado em números</p><p>primos. Veja:</p><p>64 2</p><p>32 2</p><p>16 2</p><p>8 2</p><p>4 2</p><p>2 2</p><p>1</p><p>64=2.2.2.2.2.2=26</p><p>Como é raiz quadrada a cada dois números iguais “tira-se” um</p><p>e multiplica.</p><p>Observe:</p><p>( ) 5.35.35.35.3 2</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>===</p><p>De modo geral, se</p><p>,,, *NnRbRa ∈∈∈ ++</p><p>Então:</p><p>nnn baba .. =</p><p>O radical de índice inteiro e positivo de um produto indicado é</p><p>igual ao produto dos radicais de mesmo índice dos fatores do radi-</p><p>cando.</p><p>Raiz quadrada de frações ordinárias</p><p>Observe:</p><p>3</p><p>2</p><p>3</p><p>2</p><p>3</p><p>2</p><p>3</p><p>2</p><p>2</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>==</p><p></p><p></p><p></p><p></p><p>=</p><p>De modo geral, se ,,, ** NnRbRa ∈∈∈</p><p>++ então:</p><p>n</p><p>n</p><p>n</p><p>b</p><p>a</p><p>b</p><p>a</p><p>=</p><p>O radical de índice inteiro e positivo de um quociente indicado</p><p>é igual ao quociente dos radicais de mesmo índice dos termos do</p><p>radicando.</p><p>Raiz quadrada números decimais</p><p>Operações</p><p>Operações</p><p>Multiplicação</p><p>Exemplo</p><p>Divisão</p><p>Exemplo</p><p>Adição e subtração</p><p>Para fazer esse cálculo, devemos fatorar o 8 e o 20.</p><p>8 2 20 2</p><p>4 2 10 2</p><p>2 2 5 5</p><p>1 1</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>45</p><p>Caso tenha:</p><p>Não dá para somar, as raízes devem ficar desse modo.</p><p>Racionalização de Denominadores</p><p>Normalmente não se apresentam números irracionais com</p><p>radicais no denominador. Ao processo que leva à eliminação dos</p><p>radicais do denominador chama-se racionalização do denominador.</p><p>1º Caso: Denominador composto por uma só parcela</p><p>2º Caso: Denominador composto por duas parcelas.</p><p>Devemos multiplicar de forma que obtenha uma diferença de</p><p>quadrados no denominador:</p><p>PORCENTAGEM</p><p>Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100, seu sím-</p><p>bolo é (%). Sua utilização está tão disseminada que a encontramos</p><p>nos meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de cal-</p><p>cular, etc.</p><p>Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda</p><p>muito na resolução do exercício.</p><p>Acréscimo</p><p>Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determina-</p><p>do valor, podemos calcular o novo valor apenas multiplicando esse</p><p>valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for</p><p>de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim por diante. Veja a tabela</p><p>abaixo:</p><p>ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO</p><p>10% 1,10</p><p>15% 1,15</p><p>20% 1,20</p><p>47% 1,47</p><p>67% 1,67</p><p>Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:</p><p>10 x 1,10 = R$ 11,00</p><p>Desconto</p><p>No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:</p><p>Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)</p><p>Veja a tabela abaixo:</p><p>DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO</p><p>10% 0,90</p><p>25% 0,75</p><p>34% 0,66</p><p>60% 0,40</p><p>90% 0,10</p><p>Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:</p><p>10 X 0,90 = R$ 9,00</p><p>Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e</p><p>venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.</p><p>Lucro=preço de venda -preço de custo</p><p>Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas</p><p>formas:</p><p>Exemplo</p><p>(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula</p><p>com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x%</p><p>das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível</p><p>para x é igual a</p><p>(A) 8.</p><p>(B) 15.</p><p>(C) 10.</p><p>(D) 6.</p><p>(E) 12.</p><p>Resolução</p><p>45------100%</p><p>X-------60%</p><p>X=27</p><p>O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se to-</p><p>dos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 meninas estão.</p><p>Resposta: C.</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>46</p><p>SISTEMAS DE DUAS EQUAÇÕES E DUAS INCÓGNITAS</p><p>Sistema do 1º grau</p><p>Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é for-</p><p>mado por: duas equações de 1º grau com duas incógnitas diferen-</p><p>tes em cada equação. Veja um exemplo:</p><p>• Resolução de sistemas</p><p>Existem dois métodos de resolução dos sistemas. Vejamos:</p><p>• Método da substituição</p><p>Consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das</p><p>incógnitas e substituir na outra equação, veja como:</p><p>Dado o sistema , enumeramos as equações.</p><p>Escolhemos a equação 1 (pelo valor da incógnita de x ser 1) e</p><p>isolamos x. Teremos: x = 20 – y e substituímos na equação 2.</p><p>3 (20 – y) + 4y = 72, com isso teremos apenas 1 incógnita. Re-</p><p>solvendo:</p><p>60 – 3y + 4y = 72 → -3y + 4y = 72 -60 → y = 12</p><p>Para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação x =</p><p>20 – y. Logo:</p><p>x = 20 – y → x = 20 – 12 →x = 8</p><p>Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)</p><p>Método da adição</p><p>Esse método consiste em adicionar as</p>
<p>duas equações de tal</p><p>forma que a soma de uma das incógnitas seja zero. Para que isso</p><p>aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas</p><p>equações ou apenas uma equação por números inteiros para que a</p><p>soma de uma das incógnitas seja zero.</p><p>Dado o sistema</p><p>Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das in-</p><p>cógnitas de zero, teremos que multiplicar a primeira equação por</p><p>– 3.</p><p>Teremos:</p><p>Adicionando as duas equações:</p><p>Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas</p><p>equações e substituir o valor de y encontrado:</p><p>x + y = 20 → x + 12 = 20 → x = 20 – 12 → x = 8</p><p>Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).</p><p>Exemplos:</p><p>(SABESP – APRENDIZ – FCC) Em uma gincana entre as três equi-</p><p>pes de uma escola (amarela, vermelha e branca), foram arrecada-</p><p>dos 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela arrecadou</p><p>50 quilogramas a mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30</p><p>quilogramas a menos que a equipe branca. A quantidade de alimen-</p><p>tos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual a</p><p>(A) 310</p><p>(B) 320</p><p>(C) 330</p><p>(D) 350</p><p>(E) 370</p><p>Resolução:</p><p>Amarela: x</p><p>Vermelha: y</p><p>Branca: z</p><p>x = y + 50</p><p>y = z - 30</p><p>z = y + 30</p><p>Substituindo a II e a III equação na I:</p><p>Substituindo na equação II</p><p>x = 320 + 50 = 370</p><p>z=320+30=350</p><p>A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg</p><p>Resposta: E</p><p>(SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC) Em</p><p>um campeonato de futebol, as equipes recebem, em cada jogo, três</p><p>pontos por vitória, um ponto em caso de empate e nenhum ponto</p><p>se forem derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes</p><p>desse campeonato havia perdido apenas dois jogos e acumulado 58</p><p>pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou, nessas</p><p>30 partidas, é igual a</p><p>(A) 12</p><p>(B) 14</p><p>(C) 16</p><p>(D) 13</p><p>(E) 15</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>47</p><p>Resolução:</p><p>Vitórias: x</p><p>Empate: y</p><p>Derrotas: 2</p><p>Pelo método da adição temos:</p><p>Resposta: E</p><p>Sistema do 2º grau</p><p>Utilizamos o mesmo princípio da resolução dos sistemas de</p><p>1º grau, por adição, substituições, etc. A diferença é que teremos</p><p>como solução um sistema de pares ordenados.</p><p>Sequência prática</p><p>– Estabelecer o sistema de equações que traduzam o problema</p><p>para a linguagem matemática;</p><p>– Resolver o sistema de equações;</p><p>– Interpretar as raízes encontradas, verificando se são compatí-</p><p>veis com os dados do problema.</p><p>Exemplos:</p><p>(CPTM - MÉDICO DO TRABALHO – MAKIYAMA) Sabe-se que o</p><p>produto da idade de Miguel pela idade de Lucas é 500. Miguel é</p><p>5 anos mais velho que Lucas. Qual a soma das idades de Miguel e</p><p>Lucas?</p><p>(A) 40.</p><p>(B) 55.</p><p>(C) 65.</p><p>(D) 50.</p><p>(E) 45.</p><p>Resolução:</p><p>Sendo Miguel M e Lucas L:</p><p>M.L = 500 (I)</p><p>M = L + 5 (II)</p><p>substituindo II em I, temos:</p><p>(L + 5).L = 500</p><p>L2 + 5L – 500 = 0, a = 1, b = 5 e c = - 500</p><p>∆ = b² - 4.a.c</p><p>∆ = 5² - 4.1.(-500)</p><p>∆ = 25 + 2000</p><p>∆ = 2025</p><p>x = (-b ± √∆)/2a</p><p>x’ = (-5 + 45) / 2.1 → x’ = 40/2 → x’ = 20</p><p>x’’ = (-5 - 45) / 2.1 → x’’ = -50/2 → x’’ = -25 (não serve)</p><p>Então L = 20</p><p>M.20 = 500</p><p>m = 500 : 20 = 25</p><p>M + L = 25 + 20 = 45</p><p>Resposta: E</p><p>(TJ- FAURGS) Se a soma de dois números é igual a 10 e o seu</p><p>produto é igual a 20, a soma de seus quadrados é igual a:</p><p>(A) 30</p><p>(B) 40</p><p>(C) 50</p><p>(D) 60</p><p>(E) 80</p><p>Resolução:</p><p>Eu quero saber a soma de seus quadrados x2 + y2</p><p>Vamos elevar o x + y ao quadrado:</p><p>(x + y)2 = (10)2</p><p>x2 + 2xy + y2 = 100 , como x . y=20 substituímos o valor :</p><p>x2 + 2.20 + y2 = 100</p><p>x2 + 40 + y2 = 100</p><p>x2 + y2 = 100 – 40</p><p>x2 + y2 = 60</p><p>Resposta: D</p><p>EQUAÇÃO DO PRIMEIRO GRAU</p><p>Equação 1º grau</p><p>Equação é toda sentença matemática aberta representada por</p><p>uma igualdade, em que exista uma ou mais letras que represen-</p><p>tam números desconhecidos.</p><p>Equação do 1º grau, na incógnita x, é toda equação redutível</p><p>à forma ax+b=0, em que a e b são números reais, chamados coefi-</p><p>cientes, com a≠0.</p><p>Uma raiz da equação ax+b =0(a≠0) é um valor numérico de x</p><p>que, substituindo no 1º membro da equação, torna-se igual ao 2º</p><p>membro.</p><p>Nada mais é que pensarmos em uma balança.</p><p>A balança deixa os dois lados iguais para equilibrar, a equação</p><p>também.</p><p>No exemplo temos:</p><p>3x+300</p><p>Outro lado: x+1000+500</p><p>E o equilíbrio?</p><p>3x+300=x+1500</p><p>Quando passamos de um lado para o outro invertemos o sinal</p><p>3x-x=1500-300</p><p>2x=1200</p><p>X=600</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>48</p><p>Exemplo</p><p>(PREF. DE NITERÓI/RJ – Fiscal de Posturas – FGV/2015) A idade</p><p>de Pedro hoje, em anos, é igual ao dobro da soma das idades de</p><p>seus dois filhos, Paulo e Pierre. Pierre é três anos mais velho do que</p><p>Paulo. Daqui a dez anos, a idade de Pierre será a metade da idade</p><p>que Pedro tem hoje.</p><p>A soma das idades que Pedro, Paulo e Pierre têm hoje é:</p><p>(A) 72;</p><p>(B) 69;</p><p>(C) 66;</p><p>(D) 63;</p><p>(E) 60.</p><p>Resolução</p><p>A ideia de resolver as equações é literalmente colocar na lin-</p><p>guagem matemática o que está no texto.</p><p>“Pierre é três anos mais velho do que Paulo”</p><p>Pi=Pa+3</p><p>“Daqui a dez anos, a idade de Pierre será a metade da idade</p><p>que Pedro tem hoje.”</p><p>A idade de Pedro hoje, em anos, é igual ao dobro da soma das</p><p>idades de seus dois filhos,</p><p>Pe=2(Pi+Pa)</p><p>Pe=2Pi+2Pa</p><p>Lembrando que:</p><p>Pi=Pa+3</p><p>Substituindo em Pe</p><p>Pe=2(Pa+3)+2Pa</p><p>Pe=2Pa+6+2Pa</p><p>Pe=4Pa+6</p><p>Pa+3+10=2Pa+3</p><p>Pa=10</p><p>Pi=Pa+3</p><p>Pi=10+3=13</p><p>Pe=40+6=46</p><p>Soma das idades: 10+13+46=69</p><p>Resposta: B.</p><p>Equação 2º grau</p><p>A equação do segundo grau é representada pela fórmula geral:</p><p>ax2+bx+c=0</p><p>Onde a, b e c são números reais, a≠0.</p><p>Discussão das Raízes</p><p>Se for negativo, não há solução no conjunto dos números</p><p>reais.</p><p>Se for positivo, a equação tem duas soluções:</p><p>Exemplo</p><p>, portanto não há solução real.</p><p>Se ∆ 0, há soluções reais diferentes:</p><p>Relações entre Coeficientes e Raízes</p><p>Dada as duas raízes:</p><p>Soma das Raízes</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>49</p><p>Produto das Raízes</p><p>Composição de uma equação do 2ºgrau, conhecidas as raízes</p><p>Podemos escrever a equação da seguinte maneira:</p><p>x²-Sx+P=0</p><p>Exemplo</p><p>Dada as raízes -2 e 7. Componha a equação do 2º grau.</p><p>Solução</p><p>S=x1+x2=-2+7=5</p><p>P=x1.x2=-2.7=-14</p><p>Então a equação é: x²-5x-14=0</p><p>Exemplo</p><p>(IMA – Analista Administrativo Jr – SHDIAS/2015) A soma das</p><p>idades de Ana e Júlia é igual a 44 anos, e, quando somamos os qua-</p><p>drados dessas idades, obtemos 1000. A mais velha das duas tem:</p><p>(A) 24 anos</p><p>(B) 26 anos</p><p>(C) 31 anos</p><p>(D) 33 anos</p><p>Resolução</p><p>A+J=44</p><p>A²+J²=1000</p><p>A=44-J</p><p>(44-J)²+J²=1000</p><p>1936-88J+J²+J²=1000</p><p>2J²-88J+936=0</p><p>Dividindo por2:</p><p>J²-44J+468=0</p><p>∆=(-44)²-4.1.468</p><p>∆=1936-1872=64</p><p>Substituindo em A</p><p>A=44-26=18</p><p>Ou A=44-18=26</p><p>Resposta: B.</p><p>Inequação</p><p>Uma inequação é uma sentença matemática expressa por uma</p><p>ou mais incógnitas, que ao contrário da equação que utiliza um sinal</p><p>de igualdade, apresenta sinais de desigualdade. Veja os sinais de</p><p>desigualdade:</p><p>>: maior</p><p>2x – 2</p><p>4x – 2x > – 2 – 12</p><p>2x > – 14</p><p>x > –14/2</p><p>x > – 7</p><p>Inequação - Produto</p><p>Quando se trata de inequações - produto, teremos uma desi-</p><p>gualdade que envolve o produto de duas ou mais funções. Portanto,</p><p>surge a necessidade de realizar o estudo da desigualdade em cada</p><p>função e obter a resposta final realizando a intersecção do conjunto</p><p>resposta das funções.</p><p>Exemplo</p><p>a)(-x+2)(2x-3)</p>
<p>a inequação a seguir:</p><p>x-2≠0</p><p>x≠2</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>50</p><p>Sistema de Inequação do 1º Grau</p><p>Um sistema de inequação do 1º grau é formado por duas ou</p><p>mais inequações, cada uma delas tem apenas uma variável sendo</p><p>que essa deve ser a mesma em todas as outras inequações envol-</p><p>vidas.</p><p>Veja alguns exemplos de sistema de inequação do 1º grau:</p><p>Vamos achar a solução de cada inequação.</p><p>4x + 4 ≤ 0</p><p>4x ≤ - 4</p><p>x ≤ - 4 : 4</p><p>x ≤ - 1</p><p>S1 = {x ϵ R | x ≤ - 1}</p><p>Fazendo o cálculo da segunda inequação temos:</p><p>x + 1 ≤ 0</p><p>x ≤ - 1</p><p>A “bolinha” é fechada, pois o sinal da inequação é igual.</p><p>S2 = { x ϵ R | x ≤ - 1}</p><p>Calculando agora o CONJUNTO SOLUÇÃO da inequação</p><p>Temos:</p><p>S = S1 ∩ S2</p><p>Portanto:</p><p>S = { x ϵ R | x ≤ - 1} ou S = ] - ∞ ; -1]</p><p>Inequação 2º grau</p><p>Chama-se inequação do 2º grau, toda inequação que pode ser</p><p>escrita numa das seguintes formas:</p><p>ax²+bx+c>0</p><p>ax²+bx+c≥0</p><p>ax²+bx+c</p>
<p>estudar durante 2h 40 minutos, mas demo-</p><p>rou o dobro disso. Quanto tempo durou o estudo?</p><p>2h 40 minutos</p><p>x2</p><p>----------------------------</p><p>4h 80 minutos OU</p><p>5h 20 minutos</p><p>Divisão</p><p>5h 20 minutos : 2</p><p>5h 20 minutos 2</p><p>1h 20 minutos 2h 40 minutos</p><p>80 minutos</p><p>0</p><p>1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minu-</p><p>tos</p><p>CÁLCULO DA MÉDIA</p><p>Média aritmética de um conjunto de números é o valor que se</p><p>obtém dividindo a soma dos elementos pelo número de elementos</p><p>do conjunto.</p><p>Representemos a média aritmética por .</p><p>A média pode ser calculada apenas se a variável envolvida na</p><p>pesquisa for quantitativa. Não faz sentido calcular a média aritméti-</p><p>ca para variáveis quantitativas.</p><p>Na realização de uma mesma pesquisa estatística entre diferen-</p><p>tes grupos, se for possível calcular a média, ficará mais fácil estabe-</p><p>lecer uma comparação entre esses grupos e perceber tendências.</p><p>Considerando uma equipe de basquete, a soma das alturas dos</p><p>jogadores é:</p><p>1,85 + 1,85 + 1,95 + 1,98 + 1,98 + 1,98 + 2,01 + 2,01+2,07+2,07</p><p>+2,07+2,07+2,10+2,13+2,18 = 30,0</p><p>Se dividirmos esse valor pelo número total de jogadores, obte-</p><p>remos a média aritmética das alturas:</p><p>A média aritmética das alturas dos jogadores é 2,02m.</p><p>Média Ponderada</p><p>A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à adi-</p><p>ção e na qual cada elemento tem um “determinado peso” é chama-</p><p>da média aritmética ponderada.</p><p>Mediana (Md)</p><p>Sejam os valores escritos em rol: x1 , x2 , x3 , ... xn</p><p>Sendo n ímpar, chama-se mediana o termo xi tal que o núme-</p><p>ro de termos da sequência que precedem xi é igual ao número de</p><p>termos que o sucedem, isto é, xi é termo médio da sequência (xn)</p><p>em rol.</p><p>Sendo n par, chama-se mediana o valor obtido pela média arit-</p><p>mética entre os termos xj e xj +1, tais que o número de termos que</p><p>precedem xj é igual ao número de termos que sucedem xj +1, isto é,</p><p>a mediana é a média aritmética entre os termos centrais da sequ-</p><p>ência (xn) em rol.</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>54</p><p>Exemplo 1:</p><p>Determinar a mediana do conjunto de dados:</p><p>{12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}</p><p>Solução:</p><p>Escrevendo os elementos do conjunto em rol, tem-se: (3, 7, 10,</p><p>12, 18, 21, 23). A mediana é o termo médio desse rol. Logo: Md=12</p><p>Resposta: Md=12.</p><p>Exemplo 2:</p><p>Determinar a mediana do conjunto de dados:</p><p>{10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.</p><p>Solução:</p><p>Escrevendo-se os elementos do conjunto em rol, tem-se:</p><p>(3, 7, 10, 12, 18, 21, 23, 25). A mediana é a média aritmética</p><p>entre os dois termos centrais do rol.</p><p>Logo:</p><p>Resposta: Md=15</p><p>Moda (Mo)</p><p>Num conjunto de números: x1 , x2 , x3 , ... xn, chama-se moda</p><p>aquele valor que ocorre com maior frequência.</p><p>Observação:</p><p>A moda pode não existir e, se existir, pode não ser única.</p><p>Exemplo 1:</p><p>O conjunto de dados 3, 3, 8, 8, 8, 6, 9, 31 tem moda igual a 8,</p><p>isto é, Mo=8.</p><p>Exemplo 2:</p><p>O conjunto de dados 1, 2, 9, 6, 3, 5 não tem moda.</p><p>Medidas de dispersão</p><p>Duas distribuições de frequência com medidas de tendência</p><p>central semelhantes podem apresentar características diversas.</p><p>Necessita-se de outros índices numéricas que informem sobre o</p><p>grau de dispersão ou variação dos dados em torno da média ou de</p><p>qualquer outro valor de concentração. Esses índices são chamados</p><p>medidas de dispersão.</p><p>Variância</p><p>Há um índice que mede a “dispersão” dos elementos de um</p><p>conjunto de números em relação à sua média aritmética, e que é</p><p>chamado de variância. Esse índice é assim definido:</p><p>Seja o conjunto de números x1 , x2 , x3 , ... xn, tal que é sua</p><p>média aritmética. Chama-se variância desse conjunto, e indica-se</p><p>por , o número:</p><p>Isto é:</p><p>E para amostra</p><p>Exemplo 1:</p><p>Em oito jogos, o jogador A, de bola ao cesto, apresentou o se-</p><p>guinte desempenho, descrito na tabela abaixo:</p><p>JOGO NÚMERO DE PONTOS</p><p>1 22</p><p>2 18</p><p>3 13</p><p>4 24</p><p>5 26</p><p>6 20</p><p>7 19</p><p>8 18</p><p>a) Qual a média de pontos por jogo?</p><p>b) Qual a variância do conjunto de pontos?</p><p>Solução:</p><p>a) A média de pontos por jogo é:</p><p>b) A variância é:</p><p>Desvio médio</p><p>Definição</p><p>Medida da dispersão dos dados em relação à média de uma se-</p><p>quência. Esta medida representa a média das distâncias entre cada</p><p>elemento da amostra e seu valor médio.</p><p>Desvio padrão</p><p>Definição</p><p>Seja o conjunto de números x1 , x2 , x3 , ... xn, tal que é sua mé-</p><p>dia aritmética. Chama-se desvio padrão desse conjunto, e indica-se</p><p>por , o número:</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>55</p><p>Isto é:</p><p>Exemplo:</p><p>As estaturas dos jogadores de uma equipe de basquetebol são:</p><p>2,00 m; 1,95 m; 2,10 m; 1,90 m e 2,05 m. Calcular:</p><p>a) A estatura média desses jogadores.</p><p>b) O desvio padrão desse conjunto de estaturas.</p><p>Solução:</p><p>Sendo a estatura média, temos:</p><p>Sendo o desvio padrão, tem-se:</p><p>LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DADOS REPRESENTA-</p><p>DOS EM TABELAS E GRÁFICOS</p><p>Os gráficos e tabelas apresentam o cruzamento entre dois da-</p><p>dos relacionados entre si.</p><p>A escolha do tipo e a forma de apresentação sempre vão de-</p><p>pender do contexto, mas de uma maneira geral um bom gráfico</p><p>deve:</p><p>-Mostrar a informação de modo tão acurado quanto possível.</p><p>-Utilizar títulos, rótulos, legendas, etc. para tornar claro o con-</p><p>texto, o conteúdo e a mensagem.</p><p>-Complementar ou melhorar a visualização sobre aspectos des-</p><p>critos ou mostrados numericamente através de tabelas.</p><p>-Utilizar escalas adequadas.</p><p>-Mostrar claramente as tendências existentes nos dados.</p><p>Tipos de gráficos</p><p>Barras- utilizam retângulos para mostrar a quantidade.</p><p>Barra vertical</p><p>Barra horizontal</p><p>Histogramas</p><p>São gráfico de barra que mostram a frequência de uma variável</p><p>específica e um detalhe importante que são faixas de valores em x.</p><p>Setor ou pizza- Muito útil quando temos um total e queremos</p><p>demonstrar cada parte, separando cada pedaço como numa pizza.</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>56</p><p>Linhas- É um gráfico de grande utilidade e muito comum na</p><p>representação de tendências e relacionamentos de variáveis</p><p>Pictogramas – são imagens ilustrativas para tornar mais fácil a</p><p>compreensão de todos sobre um tema.</p><p>Da mesma forma, as tabelas ajudam na melhor visualização de</p><p>dados e muitas vezes é através dela que vamos fazer os tipos de</p><p>gráficos vistos anteriormente.</p><p>Podem ser tabelas simples:</p><p>Quantos aparelhos tecnológicos você tem na sua casa?</p><p>APARELHO QUANTIDADE</p><p>Televisão 3</p><p>Celular 4</p><p>Geladeira 1</p><p>EXERCÍCIOS</p><p>1. (PREFEITURA DE SALVADOR /BA - TÉCNICO DE NÍVEL</p><p>SUPERIOR II - DIREITO – FGV/2017) Em um concurso, há 150 can-</p><p>didatos em apenas duas categorias: nível superior e nível médio.</p><p>Sabe-se que:</p><p>• dentre os candidatos, 82 são homens;</p><p>• o número de candidatos homens de nível superior é igual ao</p><p>de mulheres de nível médio;</p><p>• dentre os candidatos de nível superior, 31 são mulheres.</p><p>O número de candidatos homens de nível médio é</p><p>(A) 42.</p><p>(B) 45.</p><p>(C) 48.</p><p>(D) 50.</p><p>(E) 52.</p><p>2. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA - MS-</p><p>CONCURSOS/2017) Raoni, Ingrid, Maria Eduarda, Isabella e José</p><p>foram a uma prova de hipismo, na qual ganharia o competidor que</p><p>obtivesse o menor tempo final. A cada 1 falta seriam incrementados</p><p>6 segundos em seu tempo final. Ingrid fez 1’10” com 1 falta, Maria</p><p>Eduarda fez 1’12” sem faltas, Isabella fez 1’07” com 2 faltas, Raoni</p><p>fez 1’10” sem faltas e José fez 1’05” com 1 falta. Verificando a colo-</p><p>cação, é correto afirmar que o vencedor foi:</p><p>(A) José</p><p>(B) Isabella</p><p>(C) Maria Eduarda</p><p>(D) Raoni</p><p>3. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA - MS-</p><p>CONCURSOS/2017) O valor de √0,444... é:</p><p>(A) 0,2222...</p><p>(B) 0,6666...</p><p>(C) 0,1616...</p><p>(D) 0,8888...</p><p>4. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO - VUNESP/2017)</p><p>Se, numa divisão, o divisor e o quociente são iguais, e o resto é 10,</p><p>sendo esse resto o maior possível, então o dividendo é</p><p>(A) 131.</p><p>(B) 121.</p><p>(C) 120.</p><p>(D) 110.</p><p>(E) 101.</p><p>5. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) As expressões</p><p>numéricas abaixo apresentam resultados que seguem um padrão</p><p>específico:</p><p>1ª expressão: 1 x 9 + 2</p><p>2ª expressão: 12 x 9 + 3</p><p>3ª expressão: 123 x 9 + 4</p><p>...</p><p>7ª expressão: █ x 9 + ▲</p><p>Seguindo esse padrão e colocando os números adequados no</p><p>lugar dos símbolos █ e ▲, o resultado da 7ª expressão será</p><p>(A) 1 111 111.</p><p>(B) 11 111.</p><p>(C) 1 111.</p><p>(D) 111 111.</p><p>(E) 11 111 111.</p><p>6. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO</p>
<p>– FCC/2017) Durante um trei-</p><p>namento, o chefe da brigada de incêndio de um prédio comercial</p><p>informou que, nos cinquenta anos de existência do prédio, nunca</p><p>houve um incêndio, mas existiram muitas situações de risco, feliz-</p><p>mente controladas a tempo. Segundo ele, 1/13 dessas situações</p><p>deveu-se a ações criminosas, enquanto as demais situações haviam</p><p>sido geradas por diferentes tipos de displicência. Dentre as situa-</p><p>ções de risco geradas por displicência,</p><p>− 1/5 deveu-se a pontas de cigarro descartadas inadequada-</p><p>mente;</p><p>− 1/4 deveu-se a instalações elétricas inadequadas;</p><p>− 1/3 deveu-se a vazamentos de gás e;</p><p>− As demais foram geradas por descuidos ao cozinhar.</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>57</p><p>De acordo com esses dados, ao longo da existência desse pré-</p><p>dio comercial, a fração do total de situações de risco de incêndio</p><p>geradas por descuidos ao cozinhar corresponde à</p><p>(A) 3/20.</p><p>(B) 1/4.</p><p>(C) 13/60.</p><p>(D) 1/5.</p><p>(E) 1/60.</p><p>7. (ITAIPU BINACIONAL - PROFISSIONAL NÍVEL TÉCNICO I</p><p>- TÉCNICO EM ELETRÔNICA – NCUFPR/2017) Assinale a alterna-</p><p>tiva que apresenta o valor da expressão</p><p>(A) 1.</p><p>(B) 2.</p><p>(C) 4.</p><p>(D) 8.</p><p>(E) 16.</p><p>8. (UNIRV/GO – AUXILIAR DE LABORATÓRIO – UNIRV-</p><p>GO/2017)</p><p>Qual o resultado de ?</p><p>(A) 3</p><p>(B) 3/2</p><p>(C) 5</p><p>(D) 5/2</p><p>9. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO MUNICIPAL E SUPERVISOR</p><p>– FGV/2017) Suponha que a # b signifique a - 2b .</p><p>Se 2#(1#N)=12 , então N é igual a:</p><p>(A) 1;</p><p>(B) 2;</p><p>(C) 3;</p><p>(D) 4;</p><p>(E) 6.</p><p>10. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO MUNICIPAL E SUPERVI-</p><p>SOR – FGV/2017) Uma equipe de trabalhadores de determinada</p><p>empresa tem o mesmo número de mulheres e de homens. Certa</p><p>manhã, 3/4 das mulheres e 2/3 dos homens dessa equipe saíram</p><p>para um atendimento externo.</p><p>Desses que foram para o atendimento externo, a fração de mu-</p><p>lheres é:</p><p>(A) 3/4;</p><p>(B) 8/9;</p><p>(C) 5/7;</p><p>(D) 8/13;</p><p>(E) 9/17.</p><p>11. (IPRESB/SP - ANALISTA DE PROCESSOS PREVIDENCIÁ-</p><p>RIOS- VUNESP/2017) Um terreno retangular ABCD, com 40 m de</p><p>largura por 60 m de comprimento, foi dividido em três lotes, con-</p><p>forme mostra a figura.</p><p>Sabendo-se que EF = 36 m e que a área do lote 1 é 864 m², o</p><p>perímetro do lote 2 é</p><p>(A) 100 m.</p><p>(B) 108 m.</p><p>(C) 112 m.</p><p>(D) 116 m.</p><p>(E) 120 m.</p><p>12. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FAURGS/2017) Conside-</p><p>re um triângulo retângulo de catetos medindo 3m e 5m. Um segun-</p><p>do triângulo retângulo, semelhante ao primeiro, cuja área é o dobro</p><p>da área do primeiro, terá como medidas dos catetos, em metros:</p><p>(A) 3 e 10.</p><p>(B) 3√2 e 5√2 .</p><p>(C) 3√2 e 10√2 .</p><p>(D)5 e 6.</p><p>(E) 6 e 10.</p><p>13. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FAURGS/2017) Na figura</p><p>abaixo, encontra-se representada uma cinta esticada passando em</p><p>torno de três discos de mesmo diâmetro e tangentes entre si.</p><p>Considerando que o diâmetro de cada disco é 8, o comprimen-</p><p>to da cinta acima representada é</p><p>(A) 8/3 π + 8 .</p><p>(B) 8/3 π + 24.</p><p>(C) 8π + 8 .</p><p>(D) 8π + 24.</p><p>(E) 16π + 24.</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>58</p><p>14. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FAURGS/2017) Na figura</p><p>abaixo, ABCD é um quadrado de lado 10; E, F, G e H são pontos</p><p>médios dos lados do quadrado ABCD e são os centros de quatro</p><p>círculos tangentes entre si.</p><p>A área da região sombreada, da figura acima apresentada, é</p><p>(A)100 - 5π .</p><p>(B) 100 - 10π .</p><p>(C) 100 - 15π .</p><p>(D)100 - 20π .</p><p>(E)100 - 25π .</p><p>15. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FAURGS/2017) No cubo</p><p>de aresta 10, da figura abaixo, encontra-se representado um plano</p><p>passando pelos vértices B e C e pelos pontos P e Q, pontos médios,</p><p>respectivamente, das arestas EF e HG, gerando o quadrilátero BCQP.</p><p>A área do quadrilátero BCQP, da figura acima, é</p><p>(A) 25√5.</p><p>(B) 50√2.</p><p>(C) 50√5.</p><p>(D)100√2 .</p><p>(E) 100√5.</p><p>16. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA - MS-</p><p>CONCURSOS/2017) O triângulo retângulo em B, a seguir, de vértices</p><p>A, B e C, representa uma praça de uma cidade. Qual é a área dessa</p><p>praça?</p><p>(A) 120 m²</p><p>(B)90 m²</p><p>(C) 60 m²</p><p>(D) 30 m²</p><p>17. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VU-</p><p>NESP/2017) A figura, com dimensões indicadas em centímetros,</p><p>mostra um painel informativo ABCD, de formato retangular, no qual</p><p>se destaca a região retangular R, onde x > y.</p><p>Sabendo-se que a razão entre as medidas dos lados correspon-</p><p>dentes do retângulo ABCD e da região R é igual a 5/2 , é correto</p><p>afirmar que as medidas, em centímetros, dos lados da região R, in-</p><p>dicadas por x e y na figura, são, respectivamente,</p><p>(A) 80 e 64.</p><p>(B) 80 e 62.</p><p>(C) 62 e 80.</p><p>(D) 60 e 80.</p><p>(E) 60 e 78.</p><p>18. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VU-</p><p>NESP/2017) O piso de um salão retangular, de 6 m de comprimento,</p><p>foi totalmente coberto por 108 placas quadradas de porcelanato,</p><p>todas inteiras. Sabe-se que quatro placas desse porcelanato cobrem</p><p>exatamente 1 m2 de piso. Nessas condições, é correto afirmar que</p><p>o perímetro desse piso é, em metros, igual a</p><p>(A) 20.</p><p>(B) 21.</p><p>(C) 24.</p><p>(D) 27.</p><p>(E) 30.</p><p>19. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO MUNICIPAL E SUPERVI-</p><p>SOR – FGV/2017) O proprietário de um terreno retangular resolveu</p><p>cercá-lo e, para isso, comprou 26 estacas de madeira. Colocou uma</p><p>estaca em cada um dos quatro cantos do terreno e as demais igual-</p><p>mente espaçadas, de 3 em 3 metros, ao longo dos quatro lados do</p><p>terreno.</p><p>O número de estacas em cada um dos lados maiores do terre-</p><p>no, incluindo os dois dos cantos, é o dobro do número de estacas</p><p>em cada um dos lados menores, também incluindo os dois dos can-</p><p>tos.</p><p>A área do terreno em metros quadrados é:</p><p>(A) 240;</p><p>(B) 256;</p><p>(C) 324;</p><p>(D) 330;</p><p>(E) 372.</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>59</p><p>20. (TJ/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO- VU-</p><p>NESP/2017) A figura seguinte, cujas dimensões estão indicadas em</p><p>metros, mostra as regiões R1 e R2 , ambas com formato de triângu-</p><p>los retângulos, situadas em uma praça e destinadas a atividades de</p><p>recreação infantil para faixas etárias distintas.</p><p>Se a área de R1 é 54 m², então o perímetro de R2 é, em metros,</p><p>igual a</p><p>(A) 54.</p><p>(B) 48.</p><p>(C) 36.</p><p>(D) 40.</p><p>(E) 42.</p><p>21. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA –</p><p>MSCONCURSOS/2017)</p><p>Seja a expressão definida em 0</p>
<p>1600</p><p>(D) 16000</p><p>27. (MPE/GO – OFICIAL DE PROMOTORIA – MPEGO/2017)</p><p>João estuda à noite e sua aula começa às 18h40min. Cada aula tem</p><p>duração de 45 minutos, e o intervalo dura 15 minutos. Sabendo-se</p><p>que nessa escola há 5 aulas e 1 intervalo diariamente, pode-se afir-</p><p>mar que o término das aulas de João se dá às:</p><p>(A) 22h30min</p><p>(B) 22h40min</p><p>(C) 22h50min</p><p>(D) 23h</p><p>(E) Nenhuma das anteriores</p><p>28. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO ADMINISTRATIVO-</p><p>FGV/2017) Quando era jovem, Arquimedes corria 15km em</p><p>1h45min. Agora que é idoso, ele caminha 8km em 1h20min.</p><p>Para percorrer 1km agora que é idoso, comparado com a época</p><p>em que era jovem, Arquimedes precisa de mais:</p><p>(A) 10 minutos;</p><p>(B) 7 minutos;</p><p>(C) 5 minutos;</p><p>(D) 3 minutos;</p><p>(E) 2 minutos.</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>60</p><p>29. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO ADMINISTRATIVO-</p><p>FGV/2017) Lucas foi de carro para o trabalho em um horário de</p><p>trânsito intenso e gastou 1h20min. Em um dia sem trânsito intenso,</p><p>Lucas foi de carro para o trabalho a uma velocidade média 20km/h</p><p>maior do que no dia de trânsito intenso e gastou 48min.</p><p>A distância, em km, da casa de Lucas até o trabalho é:</p><p>(A) 36;</p><p>(B) 40;</p><p>(C) 48;</p><p>(D) 50;</p><p>(E) 60.</p><p>30. (EMDEC - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO JR – IBFC/2016)</p><p>Carlos almoçou em certo dia no horário das 12:45 às 13:12. O total</p><p>de segundos que representa o tempo que Carlos almoçou nesse dia</p><p>é:</p><p>(A) 1840</p><p>(B) 1620</p><p>(C) 1780</p><p>(D) 2120</p><p>31. (ANP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRAN-</p><p>RIO/2016) Um caminhão-tanque chega a um posto de abasteci-</p><p>mento com 36.000 litros de gasolina em seu reservatório. Parte</p><p>dessa gasolina é transferida para dois tanques de armazenamento,</p><p>enchendo-os completamente. Um desses tanques tem 12,5 m3, e o</p><p>outro, 15,3 m3, e estavam, inicialmente, vazios.</p><p>Após a transferência, quantos litros de gasolina restaram no</p><p>caminhão-tanque?</p><p>(A) 35.722,00</p><p>(B) 8.200,00</p><p>(C) 3.577,20</p><p>(D) 357,72</p><p>(E) 332,20</p><p>32. (DPE/RR – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – FCC/2015)</p><p>Raimundo tinha duas cordas, uma de 1,7 m e outra de 1,45 m. Ele</p><p>precisava de pedaços, dessas cordas, que medissem 40 cm de com-</p><p>primento cada um. Ele cortou as duas cordas em pedaços de 40 cm</p><p>de comprimento e assim conseguiu obter</p><p>(A) 6 pedaços.</p><p>(B) 8 pedaços.</p><p>(C) 9 pedaços.</p><p>(D) 5 pedaços.</p><p>(E) 7 pedaços.</p><p>GABARITO</p><p>1. Resposta: B.</p><p>150-82=68 mulheres</p><p>Como 31 mulheres são candidatas de nível superior, 37 são de</p><p>nível médio.</p><p>Portanto, há 37 homens de nível superior.</p><p>82-37=45 homens de nível médio.</p><p>2. Resposta: D.</p><p>Como o tempo de Raoni foi 1´10” sem faltas, ele foi o vencedor.</p><p>3. Resposta: B.</p><p>Primeiramente, vamos transformar a dízima em fração</p><p>X=0,4444....</p><p>10x=4,444...</p><p>9x=4</p><p>4. Resposta: A.</p><p>Como o maior resto possível é 10, o divisor é o número 11 que</p><p>é igua o quociente.</p><p>11x11=121+10=131</p><p>5. Resposta: E.</p><p>A 7ª expressão será: 1234567x9+8=11111111</p><p>6. Resposta: D.</p><p>Gerado por descuidos ao cozinhar:</p><p>Mas, que foram gerados por displicência é 12/13(1-1/13)</p><p>7. Resposta: C.</p><p>8. Resposta: D.</p><p>9. Resposta: C.</p><p>2-2(1-2N)=12</p><p>2-2+4N=12</p><p>4N=12</p><p>N=3</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>61</p><p>10. Resposta: E.</p><p>Como tem o mesmo número de homens e mulheres:</p><p>Dos homens que saíram:</p><p>Saíram no total</p><p>11. Resposta: D</p><p>96h=1728</p><p>H=18</p><p>Como I é um triângulo:</p><p>60-36=24</p><p>X²=24²+18²</p><p>X²=576+324</p><p>X²=900</p><p>X=30</p><p>Como h=18 e AD é 40, EG=22</p><p>Perímetro lote 2: 40+22+24+30=116</p><p>12. Resposta: B</p><p>Lado=3√2</p><p>Outro lado =5√2</p><p>13. Resposta: D</p><p>Observe o triângulo do meio, cada lado é exatamente a mesma</p><p>medida da parte reta da cinta.</p><p>Que é igual a 2 raios, ou um diâmetro, portanto o lado esticado</p><p>tem 8x3=24 m</p><p>A parte do círculo é igual a 120°, pois é 1/3 do círculo, como são</p><p>três partes, é a mesma medida de um círculo.</p><p>O comprimento do círculo é dado por: 2πr=8π</p><p>Portanto, a cinta tem 8π+24</p><p>14. Resposta: E</p><p>Como o quadrado tem lado 10,a área é 100.</p><p>O lado AF e AE medem 5, cada um, pois F e E é o ponto Médio</p><p>X²=5²+5²</p><p>X²=25+25</p><p>X²=50</p><p>X=5√2</p><p>X é o diâmetro do círculo, como temos 4 semi círculos, temos</p><p>2 círculos inteiros.</p><p>A área de um círculo é</p><p>A sombreada=100-25π</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>62</p><p>15. Resposta: C</p><p>CQ é hipotenusa do triângulo GQC.</p><p>01. CQ²=10²+5²</p><p>CQ²=100+25</p><p>CQ²=125</p><p>CQ=5√5</p><p>A área do quadrilátero seria CQ⋅BC</p><p>A=5√5⋅10=50√5</p><p>16. Resposta: C</p><p>Para saber a área, primeiro precisamos descobrir o x.</p><p>17²=x²+8²</p><p>289=x²+64</p><p>X²=225</p><p>X=15</p><p>17. Resposta: A</p><p>5y=320</p><p>Y=64</p><p>5x=400</p><p>X=80</p><p>18. Resposta: B.</p><p>108/4=27m²</p><p>6x=27</p><p>X=27/6</p><p>O perímetro seria</p><p>19. Resposta: C</p><p>Número de estacas: x</p><p>X+x+2x+2x-4=26 obs: -4 é porque estamos contando duas ve-</p><p>zes o canto</p><p>6x=30</p><p>X=5</p><p>Temos 5 estacas no lado menor, como são espaçadas a cada 3m</p><p>4 espaços de 3m=12m</p><p>Lado maior 10 estacas</p><p>9 espaços de 3 metros=27m</p><p>A=12⋅27=324 m²</p><p>20. Resposta: B</p><p>9x=108</p><p>X=12</p><p>Para encontrar o perímetro do triângulo R2:</p><p>Y²=16²+12²</p><p>Y²=256+144=400</p><p>Y=20</p><p>Perímetro: 16+12+20=48</p><p>21. Resposta: C</p><p>1-cos²x=sen²x</p><p>22. Resposta: D</p><p>X=6</p><p>Y=10,2</p><p>2 voltas=2(12+18+10,2+6+18)=128,4m</p><p>23. Resposta: E.</p><p>3h 20 minutos-200 minutos</p><p>5000-----40</p><p>x----------200</p><p>x=1000000/40=25000</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>63</p><p>Já foram impressos 25000, portanto faltam ainda 75000</p><p>4500-------48</p><p>75000------x</p><p>X=3600000/4500=800 minutos</p><p>800/60=13,33h</p><p>13 horas e 1/3 hora</p><p>13h e 20 minutos</p><p>24. Resposta: C.</p><p>Como ela ficou 1hora e meia na clínica o trajeto de ida e volta</p><p>demorou 1 hora.</p><p>25. Resposta: A.</p><p>4500/3=1500 litros para as caixinhas</p><p>1500litros=1500000ml</p><p>1500000/300=5000 caixinhas por dia</p><p>5000.5=25000 caixinhas em 5 dias</p><p>26. Resposta: A.</p><p>14400litros=14400000 ml</p><p>200000⋅80=16000000 gramas=16 toneladas</p><p>27. Resposta: B.</p><p>5⋅45=225 minutos de aula</p><p>225/60=3 horas 45 minutos nas aulas mais 15 minutos de in-</p><p>tervalo=4horas</p><p>18:40+4h=22h:40</p><p>28. Resposta: D.</p><p>1h45min=60+45=105 minutos</p><p>15km-------105</p><p>1--------------x</p><p>X=7 minutos</p><p>1h20min=60+20=80min</p><p>8km----80</p><p>1-------x</p><p>X=10minutos</p><p>A diferença é de 3 minutos</p><p>29. Resposta: B.</p><p>V------80min</p><p>V+20----48</p><p>Quanto maior a velocidade, menor o tempo(inversamente)</p><p>80v=48V+960</p><p>32V=960</p><p>V=30km/h</p><p>30km----60 min</p><p>x-----------80</p><p>60x=2400</p><p>X=40km</p><p>30 Resposta: B.</p><p>12:45 até 13:12 são 27 minutos</p><p>27x60=1620 segundos</p><p>31. Resposta: B.</p><p>1m³=1000litros</p><p>36000/1000=36 m³</p><p>36-12,5-15,3=8,2 m³x1000=8200 litros</p><p>32.Resposta: E.</p><p>1,7m=170cm</p><p>1,45m=145 cm</p><p>170/40=4 resta 10</p><p>145/40=3 resta 25</p><p>4+3=7</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>64</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p>
<p>DA POSIÇÃO</p><p>DO AUTOR FRENTE ÀS INFORMAÇÕES APRESENTADAS</p><p>NO TEXTO (FATO OU OPINIÃO; SÉRIO OU RIDÍCULO;</p><p>CONCORDÂNCIA OU DISCORDÂNCIA ETC.), BEM</p><p>COMO DOS RECURSOS LINGUÍSTICOS INDICADORES</p><p>DESSAS AVALIAÇÕES</p><p>Compreensão e interpretação de textos</p><p>Chegamos, agora, em um ponto muito importante para todo o</p><p>seu estudo: a interpretação de textos. Desenvolver essa habilidade</p><p>é essencial e pode ser um diferencial para a realização de uma boa</p><p>prova de qualquer área do conhecimento.</p><p>Mas você sabe a diferença entre compreensão e interpretação?</p><p>A compreensão é quando você entende o que o texto diz de</p><p>forma explícita, aquilo que está na superfície do texto.</p><p>Quando Jorge fumava, ele era infeliz.</p><p>Por meio dessa frase, podemos entender que houve um tempo</p><p>que Jorge era infeliz, devido ao cigarro.</p><p>A interpretação é quando você entende o que está implícito,</p><p>nas entrelinhas, aquilo que está de modo mais profundo no texto</p><p>ou que faça com que você realize inferências.</p><p>Quando Jorge fumava, ele era infeliz.</p><p>Já compreendemos que Jorge era infeliz quando fumava, mas</p><p>podemos interpretar que Jorge parou de fumar e que agora é feliz.</p><p>Percebeu a diferença?</p><p>Tipos de Linguagem</p><p>Existem três tipos de linguagem que precisamos saber para que</p><p>facilite a interpretação de textos.</p><p>• Linguagem Verbal é aquela que utiliza somente palavras. Ela</p><p>pode ser escrita ou oral.</p><p>• Linguagem não-verbal é aquela que utiliza somente imagens,</p><p>fotos, gestos... não há presença de nenhuma palavra.</p><p>• Linguagem Mista (ou híbrida) é aquele que utiliza tanto as</p><p>palavras quanto as imagens. Ou seja, é a junção da linguagem</p><p>verbal com a não-verbal.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>8</p><p>Além de saber desses conceitos, é importante sabermos</p><p>identificar quando um texto é baseado em outro. O nome que</p><p>damos a este processo é intertextualidade.</p><p>Interpretação de Texto</p><p>Interpretar um texto quer dizer dar sentido, inferir, chegar</p><p>a uma conclusão do que se lê. A interpretação é muito ligada ao</p><p>subentendido. Sendo assim, ela trabalha com o que se pode deduzir</p><p>de um texto.</p><p>A interpretação implica a mobilização dos conhecimentos</p><p>prévios que cada pessoa possui antes da leitura de um determinado</p><p>texto, pressupõe que a aquisição do novo conteúdo lido estabeleça</p><p>uma relação com a informação já possuída, o que leva ao</p><p>crescimento do conhecimento do leitor, e espera que haja uma</p><p>apreciação pessoal e crítica sobre a análise do novo conteúdo lido,</p><p>afetando de alguma forma o leitor.</p><p>Sendo assim, podemos dizer que existem diferentes tipos de</p><p>leitura: uma leitura prévia, uma leitura seletiva, uma leitura analítica</p><p>e, por fim, uma leitura interpretativa.</p><p>É muito importante que você:</p><p>- Assista os mais diferenciados jornais sobre a sua cidade,</p><p>estado, país e mundo;</p><p>- Se possível, procure por jornais escritos para saber de notícias</p><p>(e também da estrutura das palavras para dar opiniões);</p><p>- Leia livros sobre diversos temas para sugar informações</p><p>ortográficas, gramaticais e interpretativas;</p><p>- Procure estar sempre informado sobre os assuntos mais</p><p>polêmicos;</p><p>- Procure debater ou conversar com diversas pessoas sobre</p><p>qualquer tema para presenciar opiniões diversas das suas.</p><p>Dicas para interpretar um texto:</p><p>– Leia lentamente o texto todo.</p><p>No primeiro contato com o texto, o mais importante é tentar</p><p>compreender o sentido global do texto e identificar o seu objetivo.</p><p>– Releia o texto quantas vezes forem necessárias.</p><p>Assim, será mais fácil identificar as ideias principais de cada</p><p>parágrafo e compreender o desenvolvimento do texto.</p><p>– Sublinhe as ideias mais importantes.</p><p>Sublinhar apenas quando já se tiver uma boa noção da ideia</p><p>principal e das ideias secundárias do texto.</p><p>– Separe fatos de opiniões.</p><p>O leitor precisa separar o que é um fato (verdadeiro, objetivo</p><p>e comprovável) do que é uma opinião (pessoal, tendenciosa e</p><p>mutável).</p><p>– Retorne ao texto sempre que necessário.</p><p>Além disso, é importante entender com cuidado e atenção os</p><p>enunciados das questões.</p><p>– Reescreva o conteúdo lido.</p><p>Para uma melhor compreensão, podem ser feitos resumos,</p><p>tópicos ou esquemas.</p><p>Além dessas dicas importantes, você também pode grifar</p><p>palavras novas, e procurar seu significado para aumentar seu</p><p>vocabulário, fazer atividades como caça-palavras, ou cruzadinhas</p><p>são uma distração, mas também um aprendizado.</p><p>Não se esqueça, além da prática da leitura aprimorar a</p><p>compreensão do texto e ajudar a aprovação, ela também estimula</p><p>nossa imaginação, distrai, relaxa, informa, educa, atualiza, melhora</p><p>nosso foco, cria perspectivas, nos torna reflexivos, pensantes, além</p><p>de melhorar nossa habilidade de fala, de escrita e de memória.</p><p>Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias</p><p>seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto pela</p><p>ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a conclusão</p><p>do texto.</p><p>O primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é</p><p>a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se</p><p>as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações,</p><p>ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões</p><p>apresentadas na prova.</p><p>Compreendido tudo isso, interpretar significa extrair um</p><p>significado. Ou seja, a ideia está lá, às vezes escondida, e por isso</p><p>o candidato só precisa entendê-la – e não a complementar com</p><p>algum valor individual. Portanto, apegue-se tão somente ao texto, e</p><p>nunca extrapole a visão dele.</p><p>IDENTIFICANDO O TEMA DE UM TEXTO</p><p>O tema é a ideia principal do texto. É com base nessa ideia</p><p>principal que o texto será desenvolvido. Para que você consiga</p><p>identificar o tema de um texto, é necessário relacionar as diferen-</p><p>tes informações de forma a construir o seu sentido global, ou seja,</p><p>você precisa relacionar as múltiplas partes que compõem um todo</p><p>significativo, que é o texto.</p><p>Em muitas situações, por exemplo, você foi estimulado a ler um</p><p>texto por sentir-se atraído pela temática resumida no título. Pois o</p><p>título cumpre uma função importante: antecipar informações sobre</p><p>o assunto que será tratado no texto.</p><p>Em outras situações, você pode ter abandonado a leitura por-</p><p>que achou o título pouco atraente ou, ao contrário, sentiu-se atraí-</p><p>do pelo título de um livro ou de um filme, por exemplo. É muito</p><p>comum as pessoas se interessarem por temáticas diferentes, de-</p><p>pendendo do sexo, da idade, escolaridade, profissão, preferências</p><p>pessoais e experiência de mundo, entre outros fatores.</p><p>Mas, sobre que tema você gosta de ler? Esportes, namoro, se-</p><p>xualidade, tecnologia, ciências, jogos, novelas, moda, cuidados com</p><p>o corpo? Perceba, portanto, que as temáticas são praticamente in-</p><p>finitas e saber reconhecer o tema de um texto é condição essen-</p><p>cial para se tornar um leitor hábil. Vamos, então, começar nossos</p><p>estudos?</p><p>Propomos, inicialmente, que você acompanhe um exercício</p><p>bem simples, que, intuitivamente, todo leitor faz ao ler um texto:</p><p>reconhecer o seu tema. Vamos ler o texto a seguir?</p><p>CACHORROS</p><p>Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma</p><p>espécie de lobo que vivia na Ásia. Depois os cães se juntaram aos</p><p>seres humanos e se espalharam por quase todo o mundo. Essa ami-</p><p>zade começou há uns 12 mil anos, no tempo em que as pessoas</p><p>precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam que,</p><p>se não atacassem os humanos, podiam ficar perto deles e comer a</p><p>comida que sobrava. Já os homens descobriram que os cachorros</p><p>podiam ajudar a caçar, a cuidar de rebanhos e a tomar conta da</p><p>casa, além de serem ótimos companheiros. Um colaborava com o</p><p>outro e a parceria deu certo.</p><p>Ao ler apenas o título “Cachorros”, você deduziu sobre o pos-</p><p>sível assunto abordado no texto. Embora você imagine que o tex-</p><p>to vai falar sobre cães, você ainda não sabia exatamente o que ele</p><p>falaria sobre cães. Repare que temos várias informações ao longo</p><p>do texto: a hipótese dos zoólogos sobre a origem dos cães, a asso-</p><p>ciação entre eles e os seres humanos, a disseminação dos cães pelo</p><p>mundo, as vantagens da convivência entre cães e homens.</p><p>As informações que se relacionam com o tema chamamos</p>
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NOÇÕES BÁSICAS</p><p>DE NAVEGAÇÃO NA INTERNET, PARA AS VERSÕES</p><p>DO WINDOWS 7, 8 OU 10 . NOÇÕES CONSISTENTES</p><p>DE TRABALHO COM COMPUTADORES EM REDE</p><p>INTERNA, AMBIENTE WINDOWS PARA AS VERSÕES</p><p>DO WINDOWS 7, 8 OU 10. NOÇÕES BÁSICAS, COMO</p><p>USUÁRIO, DOS SISTEMAS OPERACIONAIS WINDOWS</p><p>(VERSÕES 7, 8 OU 10)</p><p>WINDOWS 7</p><p>Conceito de pastas e diretórios</p><p>Pasta algumas vezes é chamada de diretório, mas o nome “pas-</p><p>ta” ilustra melhor o conceito. Pastas servem para organizar, armaze-</p><p>nar e organizar os arquivos. Estes arquivos podem ser documentos</p><p>de forma geral (textos, fotos, vídeos, aplicativos diversos).</p><p>Lembrando sempre que o Windows possui uma pasta com o</p><p>nome do usuário onde são armazenados dados pessoais.</p><p>Dentro deste contexto temos uma hierarquia de pastas.</p><p>No caso da figura acima, temos quatro pastas e quatro arqui-</p><p>vos.</p><p>Arquivos e atalhos</p><p>Como vimos anteriormente: pastas servem para organização,</p><p>vimos que uma pasta pode conter outras pastas, arquivos e atalhos.</p><p>• Arquivo é um item único que contém um determinado dado.</p><p>Estes arquivos podem ser documentos de forma geral (textos, fotos,</p><p>vídeos e etc..), aplicativos diversos, etc.</p><p>• Atalho é um item que permite fácil acesso a uma determina-</p><p>da pasta ou arquivo propriamente dito.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>66</p><p>Área de trabalho do Windows 7</p><p>Área de transferência</p><p>A área de transferência é muito importante e funciona em se-</p><p>gundo plano. Ela funciona de forma temporária guardando vários</p><p>tipos de itens, tais como arquivos, informações etc.</p><p>– Quando executamos comandos como “Copiar” ou “Ctrl + C”,</p><p>estamos copiando dados para esta área intermediária.</p><p>– Quando executamos comandos como “Colar” ou “Ctrl + V”,</p><p>estamos colando, isto é, estamos pegando o que está gravado na</p><p>área de transferência.</p><p>Manipulação de arquivos e pastas</p><p>A caminho mais rápido para acessar e manipular arquivos e</p><p>pastas e outros objetos é através do “Meu Computador”. Podemos</p><p>executar tarefas tais como: copiar, colar, mover arquivos, criar pas-</p><p>tas, criar atalhos etc.</p><p>Uso dos menus</p><p>Programas e aplicativos</p><p>• Media Player</p><p>• Media Center</p><p>• Limpeza de disco</p><p>• Desfragmentador de disco</p><p>• Os jogos do Windows.</p><p>• Ferramenta de captura</p><p>• Backup e Restore</p><p>Interação com o conjunto de aplicativos</p><p>Vamos separar esta interação do usuário por categoria para en-</p><p>tendermos melhor as funções categorizadas.</p><p>Facilidades</p><p>O Windows possui um recurso muito interessante que é o Cap-</p><p>turador de Tela , simplesmente podemos, com o mouse, recortar a</p><p>parte desejada e colar em outro lugar.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>67</p><p>Música e Vídeo</p><p>Temos o Media Player como player nativo para ouvir músicas</p><p>e assistir vídeos. O Windows Media Player é uma excelente expe-</p><p>riência de entretenimento, nele pode-se administrar bibliotecas</p><p>de música, fotografia, vídeos no seu computador, copiar CDs, criar</p><p>playlists e etc., isso também é válido para o media center.</p><p>Ferramentas do sistema</p><p>• A limpeza de disco é uma ferramenta importante, pois o pró-</p><p>prio Windows sugere arquivos inúteis e podemos simplesmente</p><p>confirmar sua exclusão.</p><p>• O desfragmentador de disco é uma ferramenta muito impor-</p><p>tante, pois conforme vamos utilizando o computador os arquivos</p><p>ficam internamente desorganizados, isto faz que o computador fi-</p><p>que lento. Utilizando o desfragmentador o Windows se reorganiza</p><p>internamente tornando o computador mais rápido e fazendo com</p><p>que o Windows acesse os arquivos com maior rapidez.</p><p>• O recurso de backup e restauração do Windows é muito im-</p><p>portante pois pode ajudar na recuperação do sistema, ou até mes-</p><p>mo escolher seus arquivos para serem salvos, tendo assim uma có-</p><p>pia de segurança.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>68</p><p>WINDOWS 8</p><p>Conceito de pastas e diretórios</p><p>Pasta algumas vezes é chamada de diretório, mas o nome “pas-</p><p>ta” ilustra melhor o conceito. Pastas servem para organizar, armaze-</p><p>nar e organizar os arquivos. Estes arquivos podem ser documentos</p><p>de forma geral (textos, fotos, vídeos, aplicativos diversos).</p><p>Lembrando sempre que o Windows possui uma pasta com o</p><p>nome do usuário onde são armazenados dados pessoais.</p><p>Dentro deste contexto temos uma hierarquia de pastas.</p><p>No caso da figura acima temos quatro pastas e quatro arquivos.</p><p>Arquivos e atalhos</p><p>Como vimos anteriormente: pastas servem para organização,</p><p>vimos que uma pasta pode conter outras pastas, arquivos e atalhos.</p><p>• Arquivo é um item único que contém um determinado dado.</p><p>Estes arquivos podem ser documentos de forma geral (textos, fotos,</p><p>vídeos e etc..), aplicativos diversos, etc.</p><p>• Atalho é um item que permite fácil acesso a uma determina-</p><p>da pasta ou arquivo propriamente dito.</p><p>Área de trabalho do Windows 8</p><p>Área de transferência</p><p>A área de transferência é muito importante e funciona em se-</p><p>gundo plano. Ela funciona de forma temporária guardando vários</p><p>tipos de itens, tais como arquivos, informações</p>
<p>etc.</p><p>– Quando executamos comandos como “Copiar” ou “Ctrl + C”,</p><p>estamos copiando dados para esta área intermediária.</p><p>– Quando executamos comandos como “Colar” ou “Ctrl + V”,</p><p>estamos colando, isto é, estamos pegando o que está gravado na</p><p>área de transferência.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>69</p><p>Manipulação de arquivos e pastas</p><p>A caminho mais rápido para acessar e manipular arquivos e</p><p>pastas e outros objetos é através do “Meu Computador”. Podemos</p><p>executar tarefas tais como: copiar, colar, mover arquivos, criar pas-</p><p>tas, criar atalhos etc.</p><p>Uso dos menus</p><p>Programas e aplicativos</p><p>Interação com o conjunto de aplicativos</p><p>Vamos separar esta interação do usuário por categoria para en-</p><p>tendermos melhor as funções categorizadas.</p><p>Facilidades</p><p>O Windows possui um recurso muito interessante que é o Cap-</p><p>turador de Tela, simplesmente podemos, com o mouse, recortar a</p><p>parte desejada e colar em outro lugar.</p><p>Música e Vídeo</p><p>Temos o Media Player como player nativo para ouvir músicas</p><p>e assistir vídeos. O Windows Media Player é uma excelente expe-</p><p>riência de entretenimento, nele pode-se administrar bibliotecas</p><p>de música, fotografia, vídeos no seu computador, copiar CDs, criar</p><p>playlists e etc., isso também é válido para o media center.</p><p>Jogos</p><p>Temos também jogos anexados ao Windows 8.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>70</p><p>Transferência</p><p>O recurso de transferência fácil do Windows 8 é muito impor-</p><p>tante, pois pode ajudar na escolha de seus arquivos para serem sal-</p><p>vos, tendo assim uma cópia de segurança.</p><p>A lista de aplicativos é bem intuitiva, talvez somente o Skydrive</p><p>mereça uma definição:</p><p>• Skydrive é o armazenamento em nuvem da Microsoft, hoje</p><p>portanto a Microsoft usa o termo OneDrive para referenciar o ar-</p><p>mazenamento na nuvem (As informações podem ficar gravadas na</p><p>internet).</p><p>WINDOWS 10</p><p>Conceito de pastas e diretórios</p><p>Pasta algumas vezes é chamada de diretório, mas o nome “pas-</p><p>ta” ilustra melhor o conceito. Pastas servem para organizar, armaze-</p><p>nar e organizar os arquivos. Estes arquivos podem ser documentos</p><p>de forma geral (textos, fotos, vídeos, aplicativos diversos).</p><p>Lembrando sempre que o Windows possui uma pasta com o</p><p>nome do usuário onde são armazenados dados pessoais.</p><p>Dentro deste contexto temos uma hierarquia de pastas.</p><p>No caso da figura acima temos quatro pastas e quatro arquivos.</p><p>Arquivos e atalhos</p><p>Como vimos anteriormente: pastas servem para organização,</p><p>vimos que uma pasta pode conter outras pastas, arquivos e atalhos.</p><p>• Arquivo é um item único que contém um determinado dado.</p><p>Estes arquivos podem ser documentos de forma geral (textos, fotos,</p><p>vídeos e etc..), aplicativos diversos, etc.</p><p>• Atalho é um item que permite fácil acesso a uma determina-</p><p>da pasta ou arquivo propriamente dito.</p><p>Área de trabalho</p><p>Área de transferência</p><p>A área de transferência é muito importante e funciona em se-</p><p>gundo plano. Ela funciona de forma temporária guardando vários</p><p>tipos de itens, tais como arquivos, informações etc.</p><p>– Quando executamos comandos como “Copiar” ou “Ctrl + C”,</p><p>estamos copiando dados para esta área intermediária.</p><p>– Quando executamos comandos como “Colar” ou “Ctrl + V”,</p><p>estamos colando, isto é, estamos pegando o que está gravado na</p><p>área de transferência.</p><p>Manipulação de arquivos e pastas</p><p>A caminho mais rápido para acessar e manipular arquivos e</p><p>pastas e outros objetos é através do “Meu Computador”. Podemos</p><p>executar tarefas tais como: copiar, colar, mover arquivos, criar pas-</p><p>tas, criar atalhos etc.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>71</p><p>Uso dos menus</p><p>Programas e aplicativos e interação com o usuário</p><p>Vamos separar esta interação do usuário por categoria para en-</p><p>tendermos melhor as funções categorizadas.</p><p>– Música e Vídeo: Temos o Media Player como player nativo</p><p>para ouvir músicas e assistir vídeos. O Windows Media Player é uma</p><p>excelente experiência de entretenimento, nele pode-se administrar</p><p>bibliotecas de música, fotografia, vídeos no seu computador, copiar</p><p>CDs, criar playlists e etc., isso também é válido para o media center.</p><p>– Ferramentas do sistema</p><p>• A limpeza de disco é uma ferramenta importante, pois o pró-</p><p>prio Windows sugere arquivos inúteis e podemos simplesmente</p><p>confirmar sua exclusão.</p><p>• O desfragmentador de disco é uma ferramenta muito impor-</p><p>tante, pois conforme vamos utilizando o computador os arquivos</p><p>ficam internamente desorganizados, isto faz que o computador fi-</p><p>que lento. Utilizando o desfragmentador o Windows se reorganiza</p><p>internamente tornando o computador mais rápido e fazendo com</p><p>que o Windows acesse os arquivos com maior rapidez.</p><p>• O recurso de backup e restauração do Windows é muito im-</p><p>portante pois pode ajudar na recuperação do sistema, ou até mes-</p><p>mo escolher seus arquivos para serem salvos, tendo assim uma có-</p><p>pia de segurança.</p><p>Inicialização e finalização</p><p>Quando fizermos login no sistema, entraremos direto no Win-</p><p>dows, porém para desligá-lo devemos recorrer ao e:</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>72</p><p>NOÇÕES CONSISTENTES DE ESCRITA E EDITORAÇÃO DE TEXTO UTILIZANDO O MICROSOFT WORD (VERSÕES 2007,</p><p>2010 OU 2013)</p><p>O Word 2007 faz parte do pacote de produtividade Microsoft Office System de 2007, que sucedeu ao Office 2003.</p><p>A área de trabalho do Word 2007 é apresentada de forma extremamente diferenciada das versões anteriores do programa.</p><p>A área de trabalho do Word 2007.</p><p>O Office 2007 inclui alterações fundamentais na interface gráfica. Isso pode ser sinalizado também pelo novo painel de comandos em</p><p>lugar dos menus e das barras de ferramentas. A Microsoft chama de Faixa de Opções a linha composta pelos nomes de várias guias que</p><p>substituem os antigos menus do Word1.</p><p>Faixa de Opções do Microsoft Word 2007.</p><p>As guias presentes na Faixa de Opções apresentam painéis que a Microsoft chama de Barra de Ferramentas Acesso Rápido. Alguns</p><p>desses painéis são fixos, ou seja, não podem ser visualizados em janelas separas. Já a grande maioria possui no canto inferior direito o</p><p>ícone que exibe a janela do comando.</p><p>1 Monteiro, E. Microsoft Word 2007.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>73</p><p>Botão Office</p><p>Na versão 2007 o acesso aos comandos referentes ao menu arquivo foi substituído pelo botão do Office. Ao manter o ponteiro por</p><p>alguns instantes sobre o botão do Office, aparece a descrição:</p><p>Criando um novo documento</p><p>1. Clique no Botão Office – Novo2.</p><p>2. Clique em Documento em Branco – Criar.</p><p>2 https://www2.unifap.br/unifapdigital/files/2017/01/M%C3%B3dulo-3.pdf</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>74</p><p>Salvando um documento</p><p>Quando iniciamos a criação de um novo arquivo, como esse texto que digitamos, é essencial guardá-lo em algum local. Na informática</p><p>salvar é o nome dado ao ato de guardar ou armazenar.</p><p>No Word 2007 podemos salvar o arquivo clicando no Botão office – Salvar. Salve seu arquivo em algum local do computador.</p><p>Diferenças entre salvar e salvar como</p><p>Uma dúvida muito comum entre as pessoas é saber quando usar o “salvar” e o “salvar como”. Devemos usar o “salvar” quando cria-</p><p>mos nosso documento (Word, Excel, Power Point) pela primeira vez. Também podemos utilizar quando estamos modificando o documen-</p><p>to, sem problema em modificar e continuar salvando. Existe a tecla para salvar mais rápido: CTRL + B. O “salvar como” deve ser utilizado</p><p>para modificar o documento e desejar ter o documento original, para fazer uma cópia ou salvar em outras versões.</p><p>Imprimir e visualizar documentos</p><p>Microsoft Office você encontrará os comandos Imprimir e Visualizar na mesma janela.</p><p>Clique em Botão Office - Imprimir para encontrar os dois.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>75</p><p>Início</p><p>Contém os principais itens de formatação. Os grupos especializados de comandos desta guia são: Área de Transferência, Fonte, Pará-</p><p>grafo, Estilo e Edição.</p><p>Guia Início.</p><p>Inserir</p><p>É a segunda guia da Faixa de Opções, contém comandos para incluir itens externos no documento. Como, por exemplo: inserir pági-</p><p>nas, tabelas, ilustrações, gráficos, links, quebras de página, itens de texto como WordArt e Caixa de Texto, equações, cabeçalhos, rodapés,</p><p>número de página e símbolos.</p><p>Após inserir algum item como uma imagem</p>
<p>ou uma tabela, por exemplo, e após selecionar o item, será apresentada uma nova guia</p><p>com opções exclusivas de formatações desses itens. Trata-se de guias de contexto.</p><p>Guia Inserir.</p><p>Cabeçalho e rodapé</p><p>Os cabeçalhos e rodapés são áreas situadas nas margens superior, inferior e lateral de cada página de um documento.</p><p>Você pode inserir ou alterar textos ou gráficos em cabeçalhos e rodapés.</p><p>Por exemplo, é possível adicionar números de página, a hora e a data, uma logomarca de empresa, o título do documento ou o nome</p><p>do arquivo ou do autor.</p><p>Inserir Cabeçalho ou Rodapé</p><p>Na Guia Inserir, no Grupo Cabeçalho e Rodapé, clique em Cabeçalho ou Rodapé.</p><p>Tabela</p><p>As tabelas permitem organizar colunas de números e texto em um documento. Na tela uma tabela constitui uma grade de linhas e</p><p>colunas marcadas por linhas de grade pontilhadas, cada caixa na grade é uma célula.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>76</p><p>Inserir tabela</p><p>1. Clique no local em que deseja inserir uma tabela.</p><p>2. Na guia Inserir, no grupo Tabelas, clique em Tabela, aponte para Tabelas Rápidas e clique no modelo que deseja.</p><p>O comando Inserir tabela permite que você especifique as dimensões e o formato da tabela antes da inserção da mesma em um</p><p>documento.</p><p>1. Clique no local em que deseja inserir uma tabela.</p><p>2. Na guia Inserir, no grupo Tabelas, clique em Tabela e, em seguida, clique em Inserir Tabela.</p><p>3. Em Tamanho da tabela, insira o número de colunas e linhas.</p><p>Trabalhando com imagens</p><p>O Microsoft Word 2007 disponibiliza a inserção de imagens em qualquer posição do documento. É possível inserir imagens do próprio</p><p>Word, os ClipArts, como também do próprio computador, pen drive, celular, entre outros.</p><p>ClipArt</p><p>Os ClipArts São Figuras Disponibilizadas pelo Microsoft Office. Ao instalar o Microsoft Word 2007 em nosso computador, esse já vem</p><p>com uma biblioteca interna com vários ClipArts, caso precise de novas figuras podemos baixar novos ClipArts da internet.</p><p>Pode-se acessar o ClipArt na Guia inserir – Grupo Ilustrações – ClipArt.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>77</p><p>A galeria do ClipArt é exibida à direita da janela do programa do Microsoft Word. Nessa galeria é necessário digitar uma palavra-cha-</p><p>ve, para que o programa busque figuras relacionadas com o que procuramos. Por exemplo, para pesquisar uma margem do Papai Noel,</p><p>basta digitar Natal e clicar no botão Ir.</p><p>Inserindo imagens do arquivo</p><p>Para inserir uma imagem clique na Guia inserir – Grupo Ilustrações – Imagem.</p><p>Wordart</p><p>O WordArt é um texto decorativo que você pode adicionar a um documento.</p><p>Inserir o WordArt</p><p>1. Clique no local onde você deseja inserir um texto decorativo em um documento.</p><p>2. Na guia Inserir, no grupo Texto, clique em WordArt.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>78</p><p>3. Clique em qualquer estilo de WordArt e comece a digitar.</p><p>Layout de Página</p><p>Na guia Layout da Página estão todos os comandos relativos à edição de temas, configuração de página, marcas d’água e parágrafos.</p><p>É nesta guia que se ajustam os tamanhos das margens, a orientação do papel e a número de colunas.</p><p>Guia Layout de Página.</p><p>Referências</p><p>A faixa de opções aberta pela guia Referências reúne comandos exibidos do submenu Referências do antigo menu Inserir. São recursos</p><p>úteis principalmente na elaboração de documentos extensos, como trabalhos técnicos e acadêmicos. Entre esses itens estão opções para</p><p>a criação de sumários, notas de rodapé e de fim de documento, citações, legendas e bibliografia.</p><p>Guia Referências.</p><p>Correspondências</p><p>Quem produz documentos e precisa enviar correspondências a partir do Word, seja por e-mail ou por carta, encontra na guia Corres-</p><p>pondências os recursos para dar conta desse trabalho.</p><p>Guia Correspondências.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>79</p><p>Revisão</p><p>A guia Revisão incorpora recursos para correção de texto, inserção de comentários e controle de alterações dos documentos. Traz</p><p>ainda comandos para proteger o documento com algum tipo de restrição de acesso.</p><p>Guia Revisão.</p><p>Exibição</p><p>É a última guia da visualização normal. Ela corresponde, de certa forma, ao antigo menu Exibir. De fato, contém os recursos desse</p><p>menu e de vários outros. Os comandos para gravar e executar macros estão nessa guia.</p><p>Guia Exibição.</p><p>Ícones e teclas de atalho</p><p>Área de transferência</p><p>Ctrl+X (Recortar): envia dados para a Área de Transferência retirando-os da tela.</p><p>Ctrl+C (Copiar): envia dados para a Área de Transferência sem retirá-los da tela.</p><p>Ctrl+V (Colar): recupera os dados enviados para a Área de Transferência.</p><p>Ctrl+Shift+C e Ctrl+Shift+V (Pincel): copia e Cola Formatação.</p><p>Fonte</p><p>Ctrl+Shift+F: (Fonte): apresenta</p><p>uma lista de opções para modificar a</p><p>tipografia da fonte (letra).</p><p>Ctrl+Shift+P (Tamanho da Fon-</p><p>te): apresenta uma lista de opções</p><p>para modificar o tamanho da fonte.</p><p>Ctrl+> ou Ctrl+]: aumentar fonte.</p><p>Ctrl+</p>
<p>de acesso rápido: comandos que costumam ser usados, como Salvar, Desfazer, e Refazer estão localizados aqui. No</p><p>final da barra de ferramentas de acesso rápido é um menu suspenso onde você pode adicionar outros comumente usados ou necessários</p><p>comumente comandos.</p><p>3. Guia de arquivo: clique neste botão para localizar comandos que atuam no documento, em vez do conteúdo do documento, como</p><p>o Novo, Abrir, Salvar como, Imprimir e Fechar.</p><p>4. A faixa de opções: comandos necessários para o seu trabalho estão localizados aqui. A aparência da faixa de opções será alterada</p><p>dependendo do tamanho do seu monitor. O Word irá compactar a faixa de opções alterando a organização dos controles para acomodar</p><p>monitores menores.</p><p>5. Janela de editar: mostra o conteúdo do documento que você está editando.</p><p>6. Barra de rolagem: permite a você alterar a posição de exibição do documento que você está editando.</p><p>7. Barra de status: exibe informações sobre o documento que você está editando.</p><p>8. Botões de exibição: permite a você alterar o modo de exibição do documento que você está editando para atender às suas neces-</p><p>sidades.</p><p>9. Controle de slide de zoom: permite que você alterar as configurações de zoom do documento que você está editando.</p><p>Salvar a abrir um documento</p><p>No Word, você deve salvar seu documento para que você pode sair do programa sem perder seu trabalho. Quando você salva o</p><p>documento, ele é armazenado como um arquivo em seu computador. Posteriormente, você pode abrir o arquivo, alterá-lo e imprimi-lo.</p><p>Para salvar um documento, faça o seguinte:</p><p>1. Clique no botão Salvar na barra de ferramentas de acesso rápido.</p><p>2. Especifique o local onde deseja salvar o documento na caixa Salvar em. Na primeira vez em que você salvar o documento, a primeira</p><p>linha de texto no documento é previamente preenchida como nome do arquivo na caixa nome do arquivo. Para alterar o nome do arquivo,</p><p>digite um novo nome de arquivo.</p><p>3. Clique em Salvar.</p><p>4. O documento é salvo como um arquivo. O nome do arquivo na barra de título é alterado para refletir o nome de arquivo salvo.</p><p>5 https://support.microsoft.com/pt-br/office/word-para-novos-usu%C3%A1rios-cace0fd8-eed9-4aa2-b3c6-07d39895886c#ID0EAABAAA=Office_2010</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>83</p><p>É possível abrir um documento do Word para continuar seu tra-</p><p>balho. Para abrir um documento, faça o seguinte:</p><p>1. Clique no botão Iniciar e, em seguida, clique em documen-</p><p>tos.</p><p>2. Navegue até o local onde você armazenou o arquivo e clique</p><p>duas vezes no arquivo. Aparece a tela de inicialização do Word e,</p><p>em seguida, o documento é exibido.</p><p>É possível também abrir um documento a partir do Word cli-</p><p>cando na guia arquivo e, em seguida, clicando em Abrir. Para abrir</p><p>um documento que salvo recentemente, clique em recentes.</p><p>Criando documentos no Word</p><p>O texto padrão criado no Word é chamado de documento,</p><p>quando salvos no computador, este documento recebe o nome de-</p><p>finido pelo usuário e a extensão .DOCX (ponto DOCX).</p><p>Ao salvar um documento do Word, você também poderá criar</p><p>seus próprios modelos no Word. Bastando para isso informar que o</p><p>arquivo será salvo no formato Modelo de documento, na janela do</p><p>comando Arquivo/Salvar como...</p><p>Neste caso, a extensão adotada pelo arquivo será .DOTX e se-</p><p>rão gravados em uma pasta específica, ao invés da extensão para</p><p>documentos comuns .DOCX. Também é possível usar o comando</p><p>Arquivo/Salvar como para salvar seu documento em diferentes for-</p><p>matos como .HTM, .PDF, .ODT e .DOC utilizado pelas versões mais</p><p>antigas do Word.</p><p>Editar e formatar texto</p><p>Antes de editar ou formatar texto, primeiro selecione o texto.</p><p>Siga as etapas abaixo para selecionar o texto.</p><p>1. Coloque o cursor no início do texto que você gostaria de</p><p>editar ou formatar e, em seguida, pressione o botão esquerdo do</p><p>mouse.</p><p>2. Ao manter pressionado o botão esquerdo do mouse, movê-</p><p>-la para a direita (chamada de “arrastar”) para selecionar o texto.</p><p>Uma cor de plano de fundo é adicionada no local do texto selecio-</p><p>nado para indicar que o intervalo de seleção.</p><p>A maioria das ferramentas de formatação de texto são encon-</p><p>trados clicando na guia página inicial e, em seguida, escolhendo no</p><p>grupo fonte.</p><p>1. Esta é a guia página inicial.</p><p>2. Este é o grupo fonte na guia página inicial.</p><p>3. Este é o botão negrito. Consulte a tabela abaixo para os no-</p><p>mes e funções de todos os botões no grupo fonte.</p><p>Ícones e teclas de atalho</p><p>Novo (Ctrl + O): exibe um novo docu-</p><p>mento em branco.</p><p>Ctrl + A (Abrir): abre documentos</p><p>anteriormente salvos.</p><p>Ctrl + B (Salvar): grava o arquivo.</p><p>Ctrl + P (Imprimir): imprime o docu-</p><p>mento.</p><p>Visualizar a impressão.</p><p>Verificar Ortografia e Gramática F7</p><p>Ctrl+U (Substituir): permite substituir</p><p>um texto no documento.</p><p>Ctrl + X (Copiar): copia dados para a</p><p>Área de Transferência sem deixar de exibir</p><p>a imagem na tela.</p><p>Ctrl + C (Copiar): copia dados para a</p><p>Área de Transferência sem deixar de exibir</p><p>a imagem na tela.</p><p>Ctrl + V (Colar): recupera dados envia-</p><p>dos para a Área de Transferência.</p><p>Ctrl+Shift+C e Ctrl+Shift+V (Pincel):</p><p>copia e cola formatações de texto.</p><p>Ctrl + Z (Desfazer): desfazer a última</p><p>ação.</p><p>Ctrl + R (Refazer): retorno ao estado</p><p>antes de ter acionado o Desfazer.</p><p>F4 (Repetir): repete a última ação.</p><p>Ctrl + K (Inserir Hiperlink): insere links</p><p>de parágrafos, arquivos ou Web.</p><p>Desenhar Tabela: permite ao usuário</p><p>inserir uma tabela, desenhando linhas.</p><p>Colunas: formata o texto em colunas.</p><p>Desenho: exibe ou oculta a Barra de</p><p>Ferramentas Desenho.</p><p>Ctrl + *: exibe ou oculta caracteres</p><p>não imprimíveis.</p><p>Efeito de Texto: atribui um efeito</p><p>visual (brilho, sombra ou reflexo) ao texto</p><p>selecionado.</p><p>Shift + F3 (Maiúsculas e Minúsculas):</p><p>alterna a capitalização do texto.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>84</p><p>F1: Ajuda do Word</p><p>Alterar Estilos: exibe o painel de for-</p><p>matação de estilo.</p><p>Ctrl+Shift+F (Fonte): apresenta uma</p><p>lista de opções para modificar a tipografia</p><p>da fonte (letra).</p><p>Ctrl+Shift+P (Tamanho da Fonte):</p><p>apresenta uma lista de opções para modi-</p><p>ficar o tamanho da fonte.</p><p>Ctrl+> ou Ctrl+]: aumentar fonte.</p><p>Ctrl+</p>
<p>7 Fonte: http://www.etec.sp.gov.br/view/file/wv_file.aspx?id=84AFA42DFAD089D53534D753C0488CE2E8CCFF5EC8324596BECE07A8164EDF12521C97DA04C-</p><p>93379CD1A503BE1561B8D7DFDD0202571B27264EF62AF01F952C6</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>86</p><p>Os menus e as barras de ferramentas foram substituídos pela Faixa de Opções (Guias e Comandos) e pelo modo de exibição Backstage</p><p>(área de gerenciamento de arquivo)8.</p><p>Barra de Ferramentas de Acesso Rápido</p><p>Esta barra permite acesso rápido para alguns comandos que são executados com frequência: como iniciar um novo arquivo, salvar um</p><p>documento, desfazer e refazer uma ação, entre outros.</p><p>Na parte superior do Word 2013 você encontra uma faixa de opções, que também é organizada por guias. Cada guia tem várias faixas</p><p>de opções diferentes. Estas faixas de são formadas por grupos e estes grupos têm vários comandos. O comando é um botão, uma caixa</p><p>para inserir informações ou um menu.</p><p>Botão Arquivo</p><p>Ao clicar sobre ele será exibido opções como Informações, Novo, Abrir, Salvar, Salvar como, Imprimir, etc. Portanto, clique sobre ele e</p><p>visualize essas opções.</p><p>Página inicial</p><p>Área de transferência, Fonte, Parágrafo, Estilo e Edição.</p><p>8 https://centraldefavoritos.com.br/2019/06/20/word-2013-estrutura-basica-dos-documentos/</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>87</p><p>Inserir</p><p>Páginas, Tabelas, Ilustrações, Aplicativos, Links, comentários, Cabeçalho e Rodapé, Texto e Símbolos.</p><p>Design</p><p>Formatação do documento.</p><p>Layout da Página</p><p>Configurar Página, Parágrafo e Organizar.</p><p>Referências</p><p>Sumário, Notas de Rodapé, Citações e Bibliografia, Legendas e Índice.</p><p>Correspondências</p><p>Criar, Iniciar Mala Direta, Gravar e Inserir Campos, Visualizar Resultados e Concluir.</p><p>Exibição</p><p>Modo de Exibição, Mostrar, Zoom, Janela e Macros.</p><p>Formatos de arquivos Word 2013</p><p>Formatos de arquivo suportados e suas extensões9:</p><p>.doc: documento do Word 97-2003</p><p>.docm: documento para macro do Word. Baseado em XML par macro do Word 2019, 2016, 2013 2010 e 2007</p><p>.docx: padrão Word 2019, 2016, 2013, 2010 e 2007 e Documento Strict de Open XML</p><p>.htm e .html: página da Web Página da Web, Filtrado</p><p>.mht e .mhtml: página da Web de Arquivo Único</p><p>9 https://centraldefavoritos.com.br/2019/06/17/word-2013-formatos-de-arquivos/</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>88</p><p>.odt: texto do OpenDocument. Este é a extensão do LibreOf-</p><p>fice, mas o Word dá suporte para que os arquivos salvos do Word</p><p>2019, 2016 e 2013 possam ser abertos no Writer do LibreOffice e</p><p>arquivos do Writer possam ser abertos no Word 2019, 2016 e 2013,</p><p>mas atenção, a formatação do documento pode ser perdida.</p><p>.dot: modelo do Word 97-2003</p><p>.dotm: modelo habilitado para macro do Word</p><p>.dotx: modelo do Word</p><p>.pdf: arquivos que usam o formato de arquivo PDF podem ser</p><p>visualizados, editados e salvos em .docx ou .pdf usando o Word</p><p>2019, o Word 2016 e o Word 2013. Atenção: Os arquivos PDF po-</p><p>dem não ter uma correspondência perfeita de página para pagina-</p><p>ção com o original.</p><p>.rtf: formato Rich Text . Formato para ser multiplataforma. Os</p><p>documentos criados em diferentes sistemas operacionais e aplicati-</p><p>vos de software podem ser utilizados entre eles.</p><p>.txt: texto simples. Quando o documento é salvo perde sua for-</p><p>matação. É o formato do bloco de notas e WordPad.</p><p>.xml: documento XML do Word 2003 e Word 2019, 2016, 2013</p><p>e 2007 (Open XML). É também chamado de MetaFile e arquivo de</p><p>MetaDados (arquivos com informações extras).</p><p>.xps: XML Paper Specification, um formato de arquivo que pre-</p><p>serva a formatação do documento e habilita o compartilhamento</p><p>de arquivos.</p><p>.wps: documento Works 6-9. Este é o formato de arquivo pa-</p><p>drão do Microsoft Works, versões 6.0 a 9.0.</p><p>Criando um documento</p><p>Ao criar um documento no Word 2013, é possível começar com</p><p>um documento em branco ou deixar que um modelo faça a maior</p><p>parte do trabalho10.</p><p>Iniciando um documento</p><p>A maioria das pessoas costuma criar um documento a partir de</p><p>uma página em branco, apesar de o Word ter vários modelos com</p><p>temas e estilos pré-definidos, assim só é preciso adicionar conteú-</p><p>do.</p><p>Abrir um documento</p><p>Ao iniciar o Word, aparece uma galeria de modelo separado</p><p>por categorias. É só clicar em uma delas e escolher um modelo que</p><p>atenda melhor seu objetivo.</p><p>Aparecerá do lado esquerdo (ver imagem anterior) uma lista</p><p>com os documentos recentes que você usou.</p><p>10 https://centraldefavoritos.com.br/2019/06/21/edicao-e-formatacao-de-tex-</p><p>tos-word-2013/</p><p>É só clicar em uma delas e escolher um modelo que atenda</p><p>melhor seu objetivo.</p><p>Caso queira outro documento que não está nesta lista você</p><p>verá bem abaixo desta coluna a opção abrir outros documentos.</p><p>Se já estiver trabalhando no Word e quiser abrir um arquivo é</p><p>só ir na Barra de Opções e clicar em Arquivo > Abrir e navegar até o</p><p>local onde se encontra o arquivo.</p><p>Caso você esteja abrindo um documento criado em versões</p><p>anteriores do Word, você verá Modo de Compatibilidade na barra</p><p>de título da janela do documento. Você pode trabalhar no modo</p><p>de compatibilidade ou atualizar o documento e usar os recursos do</p><p>Word 2013.</p><p>Ctrl + O: atalho para abrir um documento novo documento.</p><p>Ctrl + A: atalho para abrir um documento já existente.</p><p>Salvando e Fechando o Arquivo</p><p>Para salvar um documento digitado, clique na guia Arquivo.</p><p>Em seguida, clique na opção Salvar como.</p><p>Após o clique, a caixa de diálogo Salvar como será aberta, onde</p><p>devemos informar o nome do arquivo e o local onde será salvo.</p><p>É possível também salvar na nuvem (on-line) clicando em One-</p><p>Drive e assim podendo compartilhar o arquivo em vários dispositi-</p><p>vos como no celular ou outros computadores.</p><p>O Word já salva automaticamente o arquivo no formato .docx</p><p>mas caso queira salvar em outro formato, logo abaixo do nome do</p><p>arquivo tem uma lista de tipos de arquivos suportados pelo Word</p><p>2013.</p><p>No Word tem uma barra de acesso rápido no topo do editor</p><p>na qual o documento pode ir sendo</p><p>salvo conforme se vai trabalhando nele.</p><p>Ctrl + B: atalho para salvar documento.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>89</p><p>Funções básicas em um editor de texto</p><p>Ctrl + C (Copiar): é quando copiar um texto para repetir no mesmo texto ou colar em outro lugar. Selecione o texto e clique com direito</p><p>do mouse e clique em Copiar.</p><p>Ctrl + X (Recortar): recurso para tirar o texto selecionado e colar em outro lugar. Selecione o texto e clique com botão direito do mouse</p><p>e selecione Recortar. Este arquivo copiado ou recortado irá para a área de transferência.</p><p>Área de transferência: área separada do sistema operacional para guardar uma pequena quantidade de dados.</p><p>Ctrl + V (Colar): recurso para colar o texto que foi copiado ou recortado. Selecione o local que quer colar e clique no botão direito do</p><p>mouse e selecione o tipo de colagem.</p><p>Cabeçalho e rodapé</p><p>Para colocar números das páginas, título ou data em todas as páginas de seu documento, você deve adicionar um cabeçalho ou ro-</p><p>dapé11.</p><p>Basta clicar na aba Inserir e em adicionar Cabeçalho ou rodapé.</p><p>Seleciona o formato clicando no modelo de seu interesse. Abrirá o cabeçalho para editar a parte interna dele.</p><p>Digite o Título e feche o cabeçalho.</p><p>Todas as páginas do documento terão o mesmo cabeçalho.</p><p>Parágrafos</p><p>No Word 2013 tem dois lugares em que encontramos funções para formatarmos parágrafos12.</p><p>Guia Página Inicial</p><p>11 https://centraldefavoritos.com.br/2019/06/28/cabecalho-e-rodape-word-2013/</p><p>12 https://centraldefavoritos.com.br/2019/10/28/paragrafos-word-2013/</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>90</p><p>Guia Layout de Páginas</p><p>A formatação propriamente dita é feita na página inicial.</p><p>Alinhamento de parágrafos</p><p>Alinhar à esquerda (Ctrl+Q): alinha todo parágrafo na margem esquerda do documento.</p><p>Centralizar (Ctrl+E): centraliza o texto no centro da página, dando ao documento uma aparência mais formal</p><p>Alinhar à direita (Ctrl+G): alinha o conteúdo à margem direita do documento.</p><p>Justificar (Ctrl+J): distribui o texto uniformemente entre as margens</p><p>Espaçamento de linhas e parágrafos</p><p>Escolhe o espaçamento entre linha ou parágrafos.</p><p>Clicando na seta de opções tem os valores de espaçamento. Quanto maior o número maior o espaçamento.</p><p>NOÇÕES</p>
<p>DE INFORMÁTICA</p><p>91</p><p>Sombreamento de parágrafo</p><p>Para realçar o texto, parágrafo ou célula de tabela selecionada.</p><p>Ele simplesmente muda a cor atrás dando maior destaque.</p><p>Bordas</p><p>Além do sombreamento, você pode dar um destaque a um tex-</p><p>to colocando uma borda. E clicando na seta você poderá alterar o</p><p>estilo da borda.</p><p>Para colocar a borda basta selecionar o texto ou parágrafo e</p><p>clica na borda desejada.</p><p>Classificar</p><p>Nesta opção, pode-se classificar itens selecionado em ordem</p><p>alfabética ou numérica.</p><p>Ex.: Lista de animais</p><p>Vaca</p><p>Elefante</p><p>Porco</p><p>Girafa</p><p>Ao selecionar a lista e clica na opção ela fica em ordem</p><p>alfabética; Na janela que abrir, pode-se colocar a lista em ordem</p><p>crescente ou decrescente.</p><p>Recuos</p><p>A primeira opção o parágrafo vai para mais perto da margem</p><p>(DIMINUIR RECUO)</p><p>A segunda opção o parágrafo vai para mais longe da margem</p><p>(AUMENTAR RECUO)</p><p>É só selecionar o parágrafo e clicar na opção. Cada clicada ele</p><p>salta 1,25 cm.</p><p>Mostrar tudo (Ctrl+*)</p><p>Mostra as marcas de parágrafo e outros símbolos de formata-</p><p>ção ocultos. É útil para formatação de layouts avançados.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>92</p><p>Guia Inserir (Grupo Tabelas)</p><p>Tabela: permite inserir e trabalhar com tabelas</p><p>no documento13. Ao clicar na setinha logo abaixo do</p><p>botão Tabela, abre-se um menu com opções.</p><p>Selecionando-se uma sequência de quadradinhos, é possível</p><p>inserir uma tabela automaticamente, após soltar o mouse.</p><p>Exemplo: Na figura abaixo, é possível notar a seleção de alguns</p><p>quadradinhos e a indicação Tabela 3x2, o que significa que ao soltar</p><p>o botão do mouse, será inserida no documento uma tabela com 3</p><p>colunas e 2 linhas.</p><p>Inserir Tabela: permite inserir</p><p>uma tabela na posição do cursor. Note</p><p>que a opção tem reticências no final, o</p><p>que significa que será aberta uma ja-</p><p>nela de opções, para que sejam feitas</p><p>as configurações da tabela que será</p><p>inserida no documento.</p><p>13 https://bit.ly/2BH2KiN</p><p>Neste quadro é possível configurar o número de colunas e o</p><p>número de linhas da tabela, além de largura de coluna fixa, ajustada</p><p>automaticamente.</p><p>NOÇÕES CONSISTENTES DE CÁLCULO E ORGANIZAÇÃO</p><p>DE DADOS EM PLANILHAS ELETRÔNICAS UTILIZANDO</p><p>O MICROSOFT EXCEL (VERSÕES 2007, 2010 OU 2013)</p><p>O Microsoft Excel 2007 é uma versão do Pacote Office escrito e</p><p>produzido pela empresa Microsoft e baseado em planilha eletrôni-</p><p>ca, ou seja, páginas em formato matricial compostas por células e</p><p>formadas por linhas e colunas14.</p><p>É muito utilizado para cálculos, estatísticas, gráficos, relatórios,</p><p>formulários e entre outros requisitos das rotinas empresariais, ad-</p><p>ministrativas e domésticas.</p><p>Área de trabalho do Excel 2007.</p><p>As principais funções do Excel são15:</p><p>• Planilhas: você pode armazenar manipular, calcular e anali-</p><p>sar dados tais como números, textos e fórmulas. Pode acrescentar</p><p>gráfico diretamente em sua planilha, elementos gráficos, tais como</p><p>retângulos, linhas, caixas de texto e botões. É possível utilizar for-</p><p>matos pré-definidos em tabelas.</p><p>• Bancos de dados: você pode classificar pesquisar e adminis-</p><p>trar facilmente uma grande quantidade de informações utilizando</p><p>operações de bancos de dados padronizadas.</p><p>• Gráficos: você pode rapidamente apresentar de forma visual</p><p>seus dados. Além de escolher tipos pré-definidos de gráficos, você</p><p>pode personalizar qualquer gráfico da maneira desejada.</p><p>• Apresentações: você pode usar estilos de células, ferramen-</p><p>tas de desenho, galeria de gráficos e formatos de tabela para criar</p><p>apresentações de alta qualidade.</p><p>• Macros: as tarefas que são frequentemente utilizadas podem</p><p>ser automatizadas pela criação e armazenamento de suas próprias</p><p>macros.</p><p>14 https://www2.unifap.br/unifapdigital/files/2017/01/M%C3%B3dulo-4.pdf</p><p>15 http://www.prolinfo.com.br</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>93</p><p>Planilha Eletrônica</p><p>A Planilha Eletrônica é uma folha de cálculo disposta em forma de tabela, na qual poderão ser efetuados rapidamente vários tipos de</p><p>cálculos matemáticos, simples ou complexos.</p><p>Além disso, a planilha eletrônica permite criar tabelas que calculam automaticamente os totais de valores numéricos inseridos, impri-</p><p>mir tabelas em layouts organizados e criar gráficos simples.</p><p>Planilha eletrônica.</p><p>Barra de ferramentas de acesso rápido</p><p>Essa barra localizada na parte superior esquerdo, ajudar a deixar mais perto os comandos mais utilizados, sendo que ela pode ser</p><p>personalizada. Um bom exemplo é o comando de visualização de impressão que podemos inserir nesta barra de acesso rápido.</p><p>Barra de ferramentas de acesso rápido.</p><p>Barra de Fórmulas</p><p>Nesta barra é onde inserimos o conteúdo de uma célula podendo conter fórmulas, cálculos ou textos, mais adiante mostraremos</p><p>melhor a sua utilidade.</p><p>Barra de Fórmulas.</p><p>Guia de Planilhas</p><p>Quando abrirmos um arquivo do Excel, na verdade estamos abrindo uma pasta de trabalho onde pode conter planilhas, gráficos, tabe-</p><p>las dinâmicas, então essas abas são identificadoras de cada item contido na pasta de trabalho, onde consta o nome de cada um.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>94</p><p>Nesta versão quando abrimos uma pasta de trabalho, por padrão encontramos apenas uma planilha.</p><p>– Coluna: é o espaçamento entre dois traços na vertical.</p><p>– Linha: é o espaçamento entre dois traços na horizontal.</p><p>– Célula: é o cruzamento de uma linha com uma coluna. Na figura abaixo podemos notar que a célula selecionada possui um endereço</p><p>que é o resultado do cruzamento da linha 1 e a coluna A, então a célula será chamada 4, como mostra na caixa de nome A1 logo acima da</p><p>planilha.</p><p>Pasta de trabalho</p><p>É denominada pasta todo arquivo que for criado no MS Excel. Tudo que for criado será um arquivo com extensão: xls, xlsx, xlsm, xltx</p><p>ou xlsb.</p><p>Fórmulas</p><p>Fórmulas são equações que executam cálculos sobre valores na planilha. Uma fórmula sempre inicia com um sinal de igual (=).</p><p>Uma fórmula também pode conter os seguintes itens: funções, referências, operadores e constantes.</p><p>– Referências: uma referência identifica uma célula ou um intervalo de células em uma planilha e informa ao Microsoft Excel onde</p><p>procurar os valores ou dados a serem usados em uma fórmula.</p><p>– Operadores: um sinal ou símbolo que especifica o tipo de cálculo a ser executado dentro de uma expressão. Existem operadores</p><p>matemáticos, de comparação, lógicos e de referência.</p><p>OPERADOR ARITMÉTICO SIGNIFICADO EXEMPLO</p><p>+ (Sinal de Adição) Adição 3+3</p><p>- (Sinal de Subtração) Subtração 3-1</p><p>* (Sinal de Multiplicação) Multiplicação 3*3</p><p>/ (Sinal de Divisão) Divisão 10/2</p><p>% (Símbolo de Percentagem) Percentagem 15%</p><p>^ (Sinal de Exponenciação) Exponenciação 3^4</p><p>OPERADOR DE COMPARAÇÃO SIGNIFICADO EXEMPLO</p><p>> (Sinal de Maior que) Maior do que B2 > V2</p><p>= (Sinal de Maior ou igual a) Maior ou igual a B2 >= V2</p><p>= (Sinal de Diferente) Diferente J10 W7</p><p>OPERADOR DE REFERÊNCIA SIGNIFICADO EXEMPLO</p><p>: (Dois pontos) Operador de intervalo sem exceção B5 : J6</p><p>; (Ponto e Vírgula) Operador de intervalo intercalado B8; B7 ; G4</p><p>– Constantes: é um valor que não é calculado, e que, portanto, não é alterado. Por exemplo: =C3+5.</p><p>O número 5 é uma constante. Uma expressão ou um valor resultante de uma expressão não é considerado uma constante.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>95</p><p>Níveis de Prioridade de Cálculo</p><p>Quando o Excel cria fórmulas múltiplas, ou seja, misturar mais de uma operação matemática diferente dentro de uma mesma fórmula,</p><p>ele obedece a níveis de prioridade.</p><p>Os Níveis de Prioridade de Cálculo são os seguintes:</p><p>Prioridade 1: Exponenciação e Radiciação (vice-versa).</p><p>Prioridade 2: Multiplicação e Divisão (vice-versa).</p><p>Prioridade 3: Adição e Subtração (vice-versa).</p><p>Os cálculos são executados de acordo com a prioridade matemática, conforme esta sequência mostrada, podendo ser utilizados pa-</p><p>rênteses “ ( ) ” para definir uma nova prioridade de cálculo.</p><p>Criando uma fórmula</p><p>Para criar uma fórmula simples como uma soma, tendo como referência os conteúdos que estão em duas células da planilha, digite</p><p>o seguinte:</p><p>Copiar Fórmula para células adjacentes</p>
<p>Copiar uma fórmula para células vizinhas representa ganho de tempo ao trabalhar com planilhas.</p><p>Para isso, podemos usar a alça de preenchimento. Sua manipulação permite copiar rapidamente conteúdo de uma célula para outra,</p><p>inclusive fórmulas.</p><p>Alça de Preenchimento.</p><p>Funções</p><p>Funções são fórmulas predefinidas que efetuam cálculos usando valores específicos, denominados argumentos, em uma determinada</p><p>ordem ou estrutura. As funções podem ser usadas para executar cálculos simples ou complexos.</p><p>Assim como as fórmulas, as funções também possuem uma estrutura (sintaxe), conforme ilustrado abaixo:</p><p>Estrutura da função.</p><p>NOME DA FUNÇÃO: todas as funções que o Excel permite usar em suas células tem um nome exclusivo.</p><p>Para obter uma lista das funções disponíveis, clique em uma célula e pressione SHIFT+F3.</p><p>ARGUMENTOS: os argumentos podem ser números, texto, valores lógicos, como VERDADEIRO ou FALSO, matrizes, valores de erro</p><p>como #N/D ou referências de célula. O argumento que você atribuir deve produzir um valor válido para esse argumento. Os argumentos</p><p>também podem ser constantes, fórmulas ou outras funções.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>96</p><p>Função SOMA</p><p>Esta função soma todos os números que você especifica como argumentos. Cada argumento pode ser um intervalo, uma referência</p><p>de célula, uma matriz, uma constante, uma fórmula ou o resultado de outra função. Por exemplo, SOMA (A1:A5) soma todos os números</p><p>contidos nas células de A1 a A5. Outro exemplo: SOMA (A1;A3; A5) soma os números contidos nas células A1, A3 e A5.</p><p>Função MÉDIA</p><p>Esta função calcula a média aritmética de uma determinada faixa de células contendo números. Para tal, efetua o cálculo somando os</p><p>conteúdos dessas células e dividindo pela quantidade de células que foram somadas.</p><p>Função MÁXIMO e MÍNIMO</p><p>Essas funções dado um intervalo de células retorna o maior e menor número respectivamente.</p><p>Função SE</p><p>A função SE é uma função do grupo de lógica, onde temos que tomar uma decisão baseada na lógica do problema. A função SE verifica</p><p>uma condição que pode ser Verdadeira ou Falsa, diante de um teste lógico.</p><p>Sintaxe</p><p>SE (teste lógico; valor se verdadeiro; valor se falso)</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>97</p><p>Exemplo:</p><p>Na planilha abaixo, como saber se o número é negativo, temos</p><p>que verificar se ele é menor que zero.</p><p>Na célula A2 digitaremos a seguinte formula:</p><p>Função SOMASE</p><p>A função SOMASE é uma junção de duas funções já estudadas</p><p>aqui, a função SOMA e SE, onde buscaremos somar valores desde</p><p>que atenda a uma condição especificada:</p><p>Sintaxe</p><p>SOMASE (intervalo analisado; critério; intervalo a ser somado)</p><p>Onde:</p><p>Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai</p><p>analisar o critério.</p><p>Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no inter-</p><p>valo a ser analisado.</p><p>Intervalo a ser somado (opcional): caso o critério seja atendido</p><p>é efetuado a soma da referida célula analisada. Não pode conter</p><p>texto neste intervalo.</p><p>Exemplo:</p><p>Vamos calcular a somas das vendas dos vendedores por Gêne-</p><p>ro. Observando a planilha acima, na célula C9 digitaremos a função</p><p>=SOMASE (B2:B7;”M”; C2:C7) para obter a soma dos vendedores.</p><p>Função CONT.SE</p><p>Esta função conta quantas células se atender ao critério solici-</p><p>tado. Ela pede apenas dois argumentos, o intervalo a ser analisado</p><p>e o critério para ser verificado.</p><p>Sintaxe</p><p>CONT.SE (intervalo analisado; critério)</p><p>Onde:</p><p>Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai</p><p>analisar o critério.</p><p>Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no inter-</p><p>valo a ser analisado.</p><p>Aproveitando o mesmo exemplo da função anterior, podemos</p><p>contar a quantidade de homens e mulheres.</p><p>Na planilha acima, na célula C9 digitaremos a função =CONT.SE</p><p>(B2:B7;”M”) para obter a quantidade de vendedores.</p><p>MICROSOFT EXCEL 2010</p><p>O Microsoft Excel 2010 é um programa de planilha eletrôni-</p><p>ca de cálculos, em que as informações são digitadas em pequenos</p><p>quadrados chamadas de células.</p><p>É um programa voltado para construção de tabelas simples até</p><p>as mais complexas. Ao abrir o aplicativo, o que se visualiza é uma</p><p>folha composta de colunas e linhas formando células.</p><p>Tela inicial do Excel 2010.</p><p>Nessa versão temos uma maior quantidade de linhas e colunas,</p><p>sendo especificamente, 1.048.576 linhas e 16.384 colunas.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>98</p><p>As cinco principais funções do Excel são16:</p><p>– Planilhas: você pode armazenar manipular, calcular e anali-</p><p>sar dados tais como números, textos e fórmulas. Pode acrescentar</p><p>gráfico diretamente em sua planilha, elementos gráficos, tais como</p><p>retângulos, linhas, caixas de texto e botões. É possível utilizar for-</p><p>matos pré-definidos em tabelas.</p><p>– Bancos de dados: você pode classificar pesquisar e adminis-</p><p>trar facilmente uma grande quantidade de informações utilizando</p><p>operações de bancos de dados padronizadas.</p><p>– Gráficos: você pode rapidamente apresentar de forma visual</p><p>seus dados. Além de escolher tipos pré-definidos de gráficos, você</p><p>pode personalizar qualquer gráfico da maneira desejada.</p><p>– Apresentações: Você pode usar estilos de células, ferramen-</p><p>tas de desenho, galeria de gráficos e formatos de tabela para criar</p><p>apresentações de alta qualidade.</p><p>– Macros: as tarefas que são frequentemente utilizadas podem</p><p>ser automatizadas pela criação e armazenamento de suas próprias</p><p>macros.</p><p>Planilha Eletrônica</p><p>A Planilha Eletrônica é uma folha de cálculo disposta em forma</p><p>de tabela, na qual poderão ser efetuados rapidamente vários tipos</p><p>de cálculos matemáticos, simples ou complexos.</p><p>Além disso, a planilha eletrônica permite criar tabelas que cal-</p><p>culam automaticamente os totais de valores numéricos inseridos,</p><p>imprimir tabelas em layouts organizados e criar gráficos simples.</p><p>Barra de ferramentas de acesso rápido</p><p>Essa barra localizada na parte superior esquerdo, ajudar a dei-</p><p>xar mais perto os comandos mais utilizados, sendo que ela pode ser</p><p>personalizada. Um bom exemplo é o comando de visualização de</p><p>impressão que podemos inserir nesta barra de acesso rápido.</p><p>Barra de ferramentas de acesso rápido.</p><p>Barra de Fórmulas</p><p>Nesta barra é onde inserimos o conteúdo de uma célula poden-</p><p>do conter fórmulas, cálculos ou textos, mais adiante mostraremos</p><p>melhor a sua utilidade.</p><p>Barra de Fórmulas.</p><p>Guia de Planilhas</p><p>Quando abrirmos um arquivo do Excel, na verdade estamos</p><p>abrindo uma pasta de trabalho onde pode conter planilhas, gráfi-</p><p>cos, tabelas dinâmicas, então essas abas são identificadoras de cada</p><p>item contido na pasta de trabalho, onde consta o nome de cada um.</p><p>Nesta versão quando abrimos uma pasta de trabalho, por pa-</p><p>drão encontramos apenas uma planilha.</p><p>Guia de Planilhas.</p><p>16 http://www.prolinfo.com.br</p><p>– Coluna: é o espaçamento entre dois traços na vertical.</p><p>– Linha: é o espaçamento entre dois traços na horizontal.</p><p>– Célula: é o cruzamento de uma linha com uma coluna. Na</p><p>figura abaixo podemos notar que a célula selecionada possui um</p><p>endereço que é o resultado do cruzamento da linha 2 e a coluna</p><p>B, então a célula será chamada B2, como mostra na caixa de nome</p><p>logo acima da planilha.</p><p>Células.</p><p>Faixa de opções do Excel (Antigo Menu)</p><p>A “faixa de opções introduzida pela primeira vez no Excel 2007,</p><p>foi aprimorada na versão 2010 e possui algumas diferenças que es-</p><p>tão listadas:</p><p>A volta do “Arquivo”: o botão “Arquivo”, que ficou amplamente</p><p>divulgado nas versões anteriores à versão 2007 retorna na versão</p><p>2010. Na versão 2007 este botão havia sido substituído pelo “Botão</p><p>do Office”, mas na versão 2010, ele voltou a ser chamado de “Arqui-</p><p>vo”, que ao receber o clique, ingressará no “modo de exibição do</p><p>Microsoft Office Backstage”.</p><p>A faixa de opções está organizada em guias/grupos e coman-</p><p>dos. Nas versões anteriores ao MS Excel 2007 a faixa de opções era</p><p>conhecida como menu.</p><p>1. Guias: existem sete guias na parte superior. Cada uma repre-</p><p>senta tarefas principais executadas no Excel.</p><p>2. Grupos: cada guia tem grupos que mostram itens relaciona-</p><p>dos reunidos.</p><p>3. Comandos: um comando é um botão, uma caixa para inserir</p><p>informações ou um menu.</p><p>Pasta de trabalho</p>
<p>É denominada pasta todo arquivo que for criado no MS Excel.</p><p>Tudo que for criado será um arquivo com extensão: xls, xlsx, xlsm,</p><p>xltx ou xlsb.</p><p>Fórmulas</p><p>Fórmulas são equações que executam cálculos sobre valores</p><p>na planilha. Uma fórmula sempre inicia com um sinal de igual (=).</p><p>Uma fórmula também pode conter os seguintes itens: funções,</p><p>referências, operadores e constantes.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>99</p><p>– Coluna: é o espaçamento entre dois traços na vertical.</p><p>– Linha: é o espaçamento entre dois traços na horizontal.</p><p>– Célula: é o cruzamento de uma linha com uma coluna. Na</p><p>figura abaixo podemos notar que a célula selecionada possui um</p><p>endereço que é o resultado do cruzamento da linha 2 e a coluna</p><p>B, então a célula será chamada B2, como mostra na caixa de nome</p><p>logo acima da planilha.</p><p>Células.</p><p>Faixa de opções do Excel (Antigo Menu)</p><p>A “faixa de opções introduzida pela primeira vez no Excel 2007,</p><p>foi aprimorada na versão 2010 e possui algumas diferenças que es-</p><p>tão listadas:</p><p>A volta do “Arquivo”: o botão “Arquivo”, que ficou amplamente</p><p>divulgado nas versões anteriores à versão 2007 retorna na versão</p><p>2010. Na versão 2007 este botão havia sido substituído pelo “Botão</p><p>do Office”, mas na versão 2010, ele voltou a ser chamado de “Arqui-</p><p>vo”, que ao receber o clique, ingressará no “modo de exibição do</p><p>Microsoft Office Backstage”.</p><p>A faixa de opções está organizada em guias/grupos e coman-</p><p>dos. Nas versões anteriores ao MS Excel 2007 a faixa de opções era</p><p>conhecida como menu.</p><p>1. Guias: existem sete guias na parte superior. Cada uma repre-</p><p>senta tarefas principais executadas no Excel.</p><p>2. Grupos: cada guia tem grupos que mostram itens relaciona-</p><p>dos reunidos.</p><p>3. Comandos: um comando é um botão, uma caixa para inserir</p><p>informações ou um menu.</p><p>Pasta de trabalho</p><p>É denominada pasta todo arquivo que for criado no MS Excel.</p><p>Tudo que for criado será um arquivo com extensão: xls, xlsx, xlsm,</p><p>xltx ou xlsb.</p><p>Fórmulas</p><p>Fórmulas são equações que executam cálculos sobre valores</p><p>na planilha. Uma fórmula sempre inicia com um sinal de igual (=).</p><p>Uma fórmula também pode conter os seguintes itens: funções,</p><p>referências, operadores e constantes.</p><p>– Referências: uma referência identifica uma célula ou um intervalo de células em uma planilha e informa ao Microsoft Excel onde</p><p>procurar os valores ou dados a serem usados em uma fórmula.</p><p>– Operadores: um sinal ou símbolo que especifica o tipo de cálculo a ser executado dentro de uma expressão. Existem operadores</p><p>matemáticos, de comparação, lógicos e de referência.</p><p>OPERADOR ARITMÉTICO SIGNIFICADO EXEMPLO</p><p>+ (Sinal de Adição) Adição 3+3</p><p>- (Sinal de Subtração) Subtração 3-1</p><p>* (Sinal de Multiplicação) Multiplicação 3*3</p><p>/ (Sinal de Divisão) Divisão 10/2</p><p>% (Símbolo de Percentagem) Percentagem 15%</p><p>^ (Sinal de Exponenciação) Exponenciação 3^4</p><p>OPERADOR DE COMPARAÇÃO SIGNIFICADO EXEMPLO</p><p>> (Sinal de Maior que) Maior do que B2 > V2</p><p>= (Sinal de Maior ou igual a) Maior ou igual a B2 >= V2</p><p>= (Sinal de Diferente) Diferente J10 W7</p><p>OPERADOR DE REFERÊNCIA SIGNIFICADO EXEMPLO</p><p>: (Dois pontos) Operador de intervalo sem exceção B5 : J6</p><p>; (Ponto e Vírgula) Operador de intervalo intercalado B8; B7 ; G4</p><p>– Constantes: é um valor que não é calculado, e que, portanto, não é alterado. Por exemplo: =C3+5.</p><p>O número 5 é uma constante. Uma expressão ou um valor resultante de uma expressão não é considerado uma constante.</p><p>Níveis de Prioridade de Cálculo</p><p>Quando o Excel cria fórmulas múltiplas, ou seja, misturar mais de uma operação matemática diferente dentro de uma mesma fórmula,</p><p>ele obedece a níveis de prioridade.</p><p>Os Níveis de Prioridade de Cálculo são os seguintes:</p><p>Prioridade 1: Exponenciação e Radiciação (vice-versa).</p><p>Prioridade 2: Multiplicação e Divisão (vice-versa).</p><p>Prioridade 3: Adição e Subtração (vice-versa).</p><p>Os cálculos são executados de acordo com a prioridade matemática, conforme esta sequência mostrada, podendo ser utilizados pa-</p><p>rênteses “ () ” para definir uma nova prioridade de cálculo.</p><p>Criando uma fórmula</p><p>Para criar uma fórmula simples como uma soma, tendo como referência os conteúdos que estão em duas células da planilha, digite</p><p>o seguinte:</p><p>Copiar Fórmula para células adjacentes</p><p>Copiar uma fórmula para células vizinhas representa ganho de tempo ao trabalhar com planilhas.</p><p>Para isso, podemos usar a alça de preenchimento. Sua manipulação permite copiar rapidamente conteúdo de uma célula para outra,</p><p>inclusive fórmulas.</p><p>Alça de Preenchimento.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>100</p><p>Funções</p><p>Funções são fórmulas predefinidas que efetuam cálculos usan-</p><p>do valores específicos, denominados argumentos, em uma deter-</p><p>minada ordem ou estrutura. As funções podem ser usadas para</p><p>executar cálculos simples ou complexos.</p><p>Assim como as fórmulas, as funções também possuem uma es-</p><p>trutura (sintaxe), conforme ilustrado abaixo:</p><p>Estrutura da função.</p><p>NOME DA FUNÇÃO: todas as funções que o Excel permite usar</p><p>em suas células tem um nome exclusivo.</p><p>Para obter uma lista das funções disponíveis, clique em uma</p><p>célula e pressione SHIFT+F3.</p><p>ARGUMENTOS: os argumentos podem ser números, texto,</p><p>valores lógicos, como VERDADEIRO ou FALSO, matrizes, valores de</p><p>erro como #N/D ou referências de célula. O argumento que você</p><p>atribuir deve produzir um valor válido para esse argumento. Os ar-</p><p>gumentos também podem ser constantes, fórmulas ou outras fun-</p><p>ções.</p><p>Função SOMA</p><p>Esta função soma todos os números que você especifica como</p><p>argumentos. Cada argumento pode ser um intervalo, uma referên-</p><p>cia de célula, uma matriz, uma constante, uma fórmula ou o resul-</p><p>tado de outra função. Por exemplo, SOMA (A1:A5) soma todos os</p><p>números contidos nas células de A1 a A5. Outro exemplo: SOMA</p><p>(A1;A3; A5) soma os números contidos nas células A1, A3 e A5.</p><p>Função MÉDIA</p><p>Esta função calcula a média aritmética de uma determinada fai-</p><p>xa de células contendo números. Para tal, efetua o cálculo somando</p><p>os conteúdos dessas células e dividindo pela quantidade de células</p><p>que foram somadas.</p><p>Função MÁXIMO e MÍNIMO</p><p>Essas funções dado um intervalo de células retorna o maior e</p><p>menor número respectivamente.</p><p>Função SE</p><p>A função SE é uma função do grupo de lógica, onde temos que</p><p>tomar uma decisão baseada na lógica do problema. A função SE</p><p>verifica uma condição que pode ser Verdadeira ou Falsa, diante de</p><p>um teste lógico.</p><p>Sintaxe</p><p>SE (teste lógico; valor se verdadeiro; valor se falso)</p><p>Exemplo:</p><p>Na planilha abaixo, como saber se o número é negativo, temos</p><p>que verificar se ele é menor que zero.</p><p>Na célula A2 digitaremos a seguinte formula:</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>101</p><p>Função SOMASE</p><p>A função SOMASE é uma junção de duas funções já estudadas</p><p>aqui, a função SOMA e SE, onde buscaremos somar valores desde</p><p>que atenda a uma condição especificada:</p><p>Sintaxe</p><p>SOMASE (intervalo analisado; critério; intervalo a ser somado)</p><p>Onde:</p><p>Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai</p><p>analisar o critério.</p><p>Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no inter-</p><p>valo a ser analisado.</p><p>Intervalo a ser somado (opcional): caso o critério seja atendido</p><p>é efetuado a soma da referida célula analisada. Não pode conter</p><p>texto neste intervalo.</p><p>Exemplo:</p><p>Vamos calcular a somas das vendas dos vendedores por Gêne-</p><p>ro. Observando a planilha acima, na célula C9 digitaremos a função</p><p>=SOMASE (B2:B7;”M”; C2:C7) para obter a soma dos vendedores.</p><p>Função CONT.SE</p><p>Esta função conta quantas células se atender ao critério solici-</p><p>tado. Ela pede apenas dois argumentos, o intervalo a ser analisado</p><p>e o critério para ser verificado.</p><p>Sintaxe</p><p>CONT.SE (intervalo analisado; critério)</p><p>Onde:</p><p>Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai</p><p>analisar o critério.</p><p>Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no inter-</p><p>valo a ser analisado.</p><p>Aproveitando o mesmo exemplo da função anterior, podemos</p><p>contar a quantidade de homens e mulheres.</p><p>Na planilha acima, na célula C9 digitaremos a função</p>
<p>=CONT.SE</p><p>(B2:B7;”M”) para obter a quantidade de vendedores.</p><p>MICROSOFT EXCEL 2013</p><p>É o principal software de planilhas eletrônicas entre as empre-</p><p>sas quando se trata de operações financeiras e contabilísticas17.</p><p>O Microsoft Excel 2013 tem um aspeto diferente das versões</p><p>anteriores.</p><p>Tela inicial do Excel 2013.</p><p>As cinco principais funções do Excel são:</p><p>– Planilhas: Você pode armazenar manipular, calcular e anali-</p><p>sar dados tais como números, textos e fórmulas. Pode acrescentar</p><p>gráfico diretamente em sua planilha, elementos gráficos, tais como</p><p>retângulos, linhas, caixas de texto e botões. É possível utilizar for-</p><p>matos pré-definidos em tabelas.</p><p>– Bancos de dados: você pode classificar pesquisar e adminis-</p><p>trar facilmente uma grande quantidade de informações utilizando</p><p>operações de bancos de dados padronizadas.</p><p>– Gráficos: você pode rapidamente apresentar de forma visual</p><p>seus dados. Além de escolher tipos pré-definidos de gráficos, você</p><p>pode personalizar qualquer gráfico da maneira desejada.</p><p>– Apresentações: Você pode usar estilos de células, ferramen-</p><p>tas de desenho, galeria de gráficos e formatos de tabela para criar</p><p>apresentações de alta qualidade.</p><p>– Macros: as tarefas que são frequentemente utilizadas podem</p><p>ser automatizadas pela criação e armazenamento de suas próprias</p><p>macros.</p><p>Planilha Eletrônica</p><p>A Planilha Eletrônica é uma folha de cálculo disposta em forma</p><p>de tabela, na qual poderão ser efetuados rapidamente vários tipos</p><p>de cálculos matemáticos, simples ou complexos.</p><p>Além disso, a planilha eletrônica permite criar tabelas que cal-</p><p>culam automaticamente os totais de valores numéricos inseridos,</p><p>imprimir tabelas em layouts organizados e criar gráficos simples.</p><p>17 http://www.prolinfo.com.br</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>102</p><p>Barra de ferramentas de acesso rápido</p><p>Essa barra localizada na parte superior esquerdo, ajudar a dei-</p><p>xar mais perto os comandos mais utilizados, sendo que ela pode ser</p><p>personalizada. Um bom exemplo é o comando de visualização de</p><p>impressão que podemos inserir nesta barra de acesso rápido.</p><p>Barra de ferramentas de acesso rápido.</p><p>Barra de Fórmulas</p><p>Nesta barra é onde inserimos o conteúdo de uma célula poden-</p><p>do conter fórmulas, cálculos ou textos, mais adiante mostraremos</p><p>melhor a sua utilidade.</p><p>Barra de Fórmulas.</p><p>Guia de Planilhas</p><p>Quando abrirmos um arquivo do Excel, na verdade estamos</p><p>abrindo uma pasta de trabalho onde pode conter planilhas, gráfi-</p><p>cos, tabelas dinâmicas, então essas abas são identificadoras de cada</p><p>item contido na pasta de trabalho, onde consta o nome de cada um.</p><p>Nesta versão quando abrimos uma pasta de trabalho, por pa-</p><p>drão encontramos apenas uma planilha.</p><p>Guia de Planilhas.</p><p>– Coluna: é o espaçamento entre dois traços na vertical. As co-</p><p>lunas do Excel são representadas em letras de acordo com a ordem</p><p>alfabética crescente sendo que a ordem vai de “A” até “XFD”, e tem</p><p>no total de 16.384 colunas em cada planilha.</p><p>– Linha: é o espaçamento entre dois traços na horizontal. As</p><p>linhas de uma planilha são representadas em números, formam um</p><p>total de 1.048.576 linhas e estão localizadas na parte vertical es-</p><p>querda da planilha.</p><p>Linhas e colunas.</p><p>– Célula: é o cruzamento de uma linha com uma coluna. Na</p><p>figura abaixo podemos notar que a célula selecionada possui um</p><p>endereço que é o resultado do cruzamento da linha 4 e a coluna</p><p>B, então a célula será chamada B4, como mostra na caixa de nome</p><p>logo acima da planilha.</p><p>Células.</p><p>Faixa de opções do Excel (Antigo Menu)</p><p>Como na versão anterior o MS Excel 2013 a faixa de opções</p><p>está organizada em guias/grupos e comandos. Nas versões anterio-</p><p>res ao MS Excel 2007 a faixa de opções era conhecida como menu.</p><p>Guias: existem sete guias na parte superior. Cada uma repre-</p><p>senta tarefas principais executadas no Excel.</p><p>Grupos: cada guia tem grupos que mostram itens relacionados</p><p>reunidos.</p><p>Comandos: um comando é um botão, uma caixa para inserir</p><p>informações ou um menu.</p><p>Pasta de trabalho</p><p>É denominada pasta todo arquivo que for criado no MS Excel.</p><p>Tudo que for criado será um arquivo com extensão: xls, xlsx, xlsm,</p><p>xltx ou xlsb.</p><p>Fórmulas</p><p>Fórmulas são equações que executam cálculos sobre valores</p><p>na planilha. Uma fórmula sempre inicia com um sinal de igual (=).</p><p>Uma fórmula também pode conter os seguintes itens: funções,</p><p>referências, operadores e constantes.</p><p>– Referências: uma referência identifica uma célula ou um in-</p><p>tervalo de células em uma planilha e informa ao Microsoft Excel</p><p>onde procurar os valores ou dados a serem usados em uma fór-</p><p>mula.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>103</p><p>– Operadores: um sinal ou símbolo que especifica o tipo de cálculo a ser executado dentro de uma expressão. Existem operadores</p><p>matemáticos, de comparação, lógicos e de referência.</p><p>OPERADOR ARITMÉTICO SIGNIFICADO EXEMPLO</p><p>+ (Sinal de Adição) Adição 3+3</p><p>- (Sinal de Subtração) Subtração 3-1</p><p>* (Sinal de Multiplicação) Multiplicação 3*3</p><p>/ (Sinal de Divisão) Divisão 10/2</p><p>% (Símbolo de Percentagem) Percentagem 15%</p><p>^ (Sinal de Exponenciação) Exponenciação 3^4</p><p>OPERADOR DE COMPARAÇÃO SIGNIFICADO EXEMPLO</p><p>> (Sinal de Maior que) Maior do que B2 > V2</p><p>= (Sinal de Maior ou igual a) Maior ou igual a B2 >= V2</p><p>= (Sinal de Diferente) Diferente J10 W7</p><p>OPERADOR DE REFERÊNCIA SIGNIFICADO EXEMPLO</p><p>: (Dois pontos) Operador de intervalo sem exceção B5 : J6</p><p>; (Ponto e Vírgula) Operador de intervalo intercalado B8; B7 ; G4</p><p>– Constantes: é um valor que não é calculado, e que, portanto, não é alterado. Por exemplo: =C3+5.</p><p>O número 5 é uma constante. Uma expressão ou um valor resultante de uma expressão não é considerado uma constante.</p><p>Níveis de prioridade de cálculo</p><p>Quando o Excel cria fórmulas múltiplas, ou seja, misturar mais de uma operação matemática diferente dentro de uma mesma fórmula,</p><p>ele obedece a níveis de prioridade.</p><p>Os Níveis de Prioridade de Cálculo são os seguintes:</p><p>Prioridade 1: Exponenciação e Radiciação (vice-versa).</p><p>Prioridade 2: Multiplicação e Divisão (vice-versa).</p><p>Prioridade 3: Adição e Subtração (vice-versa).</p><p>Os cálculos são executados de acordo com a prioridade matemática, conforme esta sequência mostrada, podendo ser utilizados pa-</p><p>rênteses “ () ” para definir uma nova prioridade de cálculo.</p><p>Criando uma fórmula</p><p>Para criar uma fórmula simples como uma soma, tendo como referência os conteúdos que estão em duas células da planilha, digite</p><p>o seguinte:</p><p>Funções</p><p>Funções são fórmulas predefinidas que efetuam cálculos usando valores específicos, denominados argumentos, em uma determinada</p><p>ordem ou estrutura. As funções podem ser usadas para executar cálculos simples ou complexos.</p><p>Assim como as fórmulas, as funções também possuem uma estrutura (sintaxe), conforme ilustrado abaixo:</p><p>Estrutura da função.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>104</p><p>NOME DA FUNÇÃO: todas as funções que o Excel permite usar</p><p>em suas células tem um nome exclusivo.</p><p>Para obter uma lista das funções disponíveis, clique em uma</p><p>célula e pressione SHIFT+F3.</p><p>ARGUMENTOS: os argumentos podem ser números, texto,</p><p>valores lógicos, como VERDADEIRO ou FALSO, matrizes, valores de</p><p>erro como #N/D ou referências de célula. O argumento que você</p><p>atribuir deve produzir um valor válido para esse argumento. Os ar-</p><p>gumentos também podem ser constantes, fórmulas ou outras fun-</p><p>ções.</p><p>Função SOMA</p><p>Esta função soma todos os números que você especifica como</p><p>argumentos. Cada argumento pode ser um intervalo, uma referên-</p><p>cia de célula, uma matriz, uma constante, uma fórmula ou o resul-</p><p>tado de outra função. Por exemplo, SOMA (A1:A5) soma todos os</p><p>números contidos nas células de A1 a A5. Outro exemplo: SOMA</p><p>(A1;A3; A5) soma os números contidos nas células A1, A3 e A5.</p><p>Função MÉDIA</p><p>Esta função calcula a média aritmética de uma determinada fai-</p><p>xa de células contendo números. Para tal, efetua o cálculo somando</p><p>os conteúdos dessas células e dividindo pela quantidade de células</p><p>que foram somadas.</p><p>• Função MÁXIMO e MÍNIMO</p><p>Essas funções dado um intervalo</p>
<p>de células retorna o maior e</p><p>menor número respectivamente.</p><p>• Função SE</p><p>A função SE é uma função do grupo de lógica, onde temos que</p><p>tomar uma decisão baseada na lógica do problema. A função SE</p><p>verifica uma condição que pode ser Verdadeira ou Falsa, diante de</p><p>um teste lógico.</p><p>Sintaxe</p><p>SE (teste lógico; valor se verdadeiro; valor se falso)</p><p>Exemplo:</p><p>Na planilha abaixo, como saber se o número é negativo, temos</p><p>que verificar se ele é menor que zero.</p><p>Na célula A2 digitaremos a seguinte formula:</p><p>Função SOMASE</p><p>A função SOMASE é uma junção de duas funções já estudadas</p><p>aqui, a função SOMA e SE, onde buscaremos somar valores desde</p><p>que atenda a uma condição especificada:</p><p>Sintaxe</p><p>SOMASE (intervalo analisado; critério; intervalo a ser somado)</p><p>Onde:</p><p>Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai</p><p>analisar o critério.</p><p>Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no inter-</p><p>valo a ser analisado.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>105</p><p>Intervalo a ser somado (opcional): caso o critério seja atendido</p><p>é efetuado a soma da referida célula analisada. Não pode conter</p><p>texto neste intervalo.</p><p>Exemplo:</p><p>Vamos calcular a somas das vendas dos vendedores por Gêne-</p><p>ro. Observando a planilha acima, na célula C9 digitaremos a função</p><p>=SOMASE (B2:B7;”M”; C2:C7) para obter a soma dos vendedores.</p><p>Função CONT.SE</p><p>Esta função conta quantas células se atender ao critério solici-</p><p>tado. Ela pede apenas dois argumentos, o intervalo a ser analisado</p><p>e o critério para ser verificado.</p><p>Sintaxe</p><p>CONT.SE (intervalo analisado; critério)</p><p>Onde:</p><p>Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai</p><p>analisar o critério.</p><p>Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no inter-</p><p>valo a ser analisado.</p><p>Aproveitando o mesmo exemplo da função anterior, podemos</p><p>contar a quantidade de homens e mulheres.</p><p>Na planilha acima, na célula C9 digitaremos a função =CONT.SE</p><p>(B2:B7;”M”) para obter a quantidade de vendedores.</p><p>NOÇÕES BÁSICAS, COMO USUÁRIO, DO FUNCIONA-</p><p>MENTO DE COMPUTADORES E DE PERIFÉRICOS</p><p>Hardware</p><p>O hardware são as partes físicas de um computador. Isso inclui</p><p>a Unidade Central de Processamento (CPU), unidades de armazena-</p><p>mento, placas mãe, placas de vídeo, memória, etc.18. Outras partes</p><p>extras chamados componentes ou dispositivos periféricos incluem</p><p>o mouse, impressoras, modems, scanners, câmeras, etc.</p><p>18 https://www.palpitedigital.com/principais-componentes-internos-pc-peri-</p><p>fericos-hardware-software/#:~:text=O%20hardware%20s%C3%A3o%20as%20</p><p>partes,%2C%20scanners%2C%20c%C3%A2meras%2C%20etc.</p><p>Para que todos esses componentes sejam usados apropriada-</p><p>mente dentro de um computador, é necessário que a funcionalida-</p><p>de de cada um dos componentes seja traduzida para algo prático.</p><p>Surge então a função do sistema operacional, que faz o intermédio</p><p>desses componentes até sua função final, como, por exemplo, pro-</p><p>cessar os cálculos na CPU que resultam em uma imagem no moni-</p><p>tor, processar os sons de um arquivo MP3 e mandar para a placa de</p><p>som do seu computador, etc. Dentro do sistema operacional você</p><p>ainda terá os programas, que dão funcionalidades diferentes ao</p><p>computador.</p><p>Gabinete</p><p>O gabinete abriga os componentes internos de um computa-</p><p>dor, incluindo a placa mãe, processador, fonte, discos de armaze-</p><p>namento, leitores de discos, etc. Um gabinete pode ter diversos</p><p>tamanhos e designs.</p><p>Gabinete.19</p><p>Processador ou CPU (Unidade de Processamento Central)</p><p>É o cérebro de um computador. É a base sobre a qual é cons-</p><p>truída a estrutura de um computador. Uma CPU funciona, basica-</p><p>mente, como uma calculadora. Os programas enviam cálculos para</p><p>o CPU, que tem um sistema próprio de “fila” para fazer os cálcu-</p><p>los mais importantes primeiro, e separar também os cálculos en-</p><p>tre os núcleos de um computador. O resultado desses cálculos é</p><p>traduzido em uma ação concreta, como por exemplo, aplicar uma</p><p>edição em uma imagem, escrever um texto e as letras aparecerem</p><p>no monitor do PC, etc. A velocidade de um processador está rela-</p><p>cionada à velocidade com que a CPU é capaz de fazer os cálculos.</p><p>CPU.20</p><p>Coolers</p><p>Quando cada parte de um computador realiza uma tarefa, elas</p><p>usam eletricidade. Essa eletricidade usada tem como uma consequ-</p><p>ência a geração de calor, que deve ser dissipado para que o compu-</p><p>tador continue funcionando sem problemas e sem engasgos no de-</p><p>sempenho. Os coolers e ventoinhas são responsáveis por promover</p><p>uma circulação de ar dentro da case do CPU. Essa circulação de ar</p><p>provoca uma troca de temperatura entre o processador e o ar que</p><p>19 https://www.chipart.com.br/gabinete/gabinete-gamer-gamemax-shine-g-</p><p>517-mid-tower-com-1-fan-vidro-temperado-preto/2546</p><p>20 https://www.showmetech.com.br/porque-o-processador-e-uma-peca-im-</p><p>portante</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>106</p><p>ali está passando. Essa troca de temperatura provoca o resfriamen-</p><p>to dos componentes do computador, mantendo seu funcionamento</p><p>intacto e prolongando a vida útil das peças.</p><p>Cooler.21</p><p>Placa-mãe</p><p>Se o CPU é o cérebro de um computador, a placa-mãe é o es-</p><p>queleto. A placa mãe é responsável por organizar a distribuição dos</p><p>cálculos para o CPU, conectando todos os outros componentes ex-</p><p>ternos e internos ao processador. Ela também é responsável por</p><p>enviar os resultados dos cálculos para seus devidos destinos. Uma</p><p>placa mãe pode ser on-board, ou seja, com componentes como pla-</p><p>cas de som e placas de vídeo fazendo parte da própria placa mãe,</p><p>ou off-board, com todos os componentes sendo conectados a ela.</p><p>Placa-mãe.22</p><p>21 https://www.terabyteshop.com.br/produto/10546/cooler-deepcool-gamma-</p><p>xx-c40-dp-mch4-gmx-c40p-intelam4-ryzen</p><p>22 https://www.terabyteshop.com.br/produto/9640/placa-mae-biostar-b-</p><p>360mhd-pro-ddr4-lga-1151</p><p>Fonte</p><p>É responsável por fornecer energia às partes que compõe um</p><p>computador, de forma eficiente e protegendo as peças de surtos</p><p>de energia.</p><p>Fonte 23</p><p>Placas de vídeo</p><p>Permitem que os resultados numéricos dos cálculos de um pro-</p><p>cessador sejam traduzidos em imagens e gráficos para aparecer em</p><p>um monitor.</p><p>Placa de vídeo 24</p><p>Periféricos de entrada, saída e armazenamento</p><p>São placas ou aparelhos que recebem ou enviam informações</p><p>para o computador. São classificados em:</p><p>– Periféricos de entrada: são aqueles que enviam informações</p><p>para o computador. Ex.: teclado, mouse, scanner, microfone, etc.</p><p>Periféricos de entrada.25</p><p>23 https://www.magazineluiza.com.br/fonte-atx-alimentacao-pc-230w-</p><p>-01001-xway/p/dh97g572hc/in/ftpc</p><p>24https://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/12/conheca-melhores-</p><p>-placas-de-video-lancadas-em-2012.html</p><p>25https://mind42.com/public/970058ba-a8f4-451b-b121-3ba35c51e1e7</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>107</p><p>– Periféricos de saída: São aqueles que recebem informações</p><p>do computador. Ex.: monitor, impressora, caixas de som.</p><p>Periféricos de saída.26</p><p>– Periféricos de entrada e saída: são aqueles que enviam e re-</p><p>cebem informações para/do computador. Ex.: monitor touchscre-</p><p>en, drive de CD – DVD, HD externo, pen drive, impressora multifun-</p><p>cional, etc.</p><p>Periféricos de entrada e saída.27</p><p>– Periféricos de armazenamento: são aqueles que armazenam</p><p>informações. Ex.: pen drive, cartão de memória, HD externo, etc.</p><p>Periféricos de armazenamento.28</p><p>Software</p><p>26 https://aprendafazer.net/o-que-sao-os-perifericos-de-saida-para-que-ser-</p><p>vem-e-que-tipos-existem</p><p>27 https://almeida3.webnode.pt/trabalhos-de-tic/dispositivos-de-entrada-e-</p><p>-saida</p><p>28 https://www.slideshare.net/contatoharpa/perifricos-4041411</p><p>Software é um agrupamento de comandos escritos em uma lin-</p><p>guagem de programação29. Estes comandos, ou instruções, criam as</p><p>ações dentro do programa, e permitem seu funcionamento.</p><p>Um software, ou programa, consiste em informações que po-</p><p>dem ser lidas pelo computador, assim como seu conteúdo audiovi-</p><p>sual, dados e componentes em geral. Para proteger os direitos do</p><p>criador do programa, foi criada a licença de uso. Todos estes com-</p><p>ponentes do programa fazem parte da licença.</p><p>A licença é o que garante o direito autoral do criador ou dis-</p><p>tribuidor do programa. A licença é um grupo</p>
<p>de</p><p>subtemas (ou ideias secundárias). Essas informações se integram,</p><p>ou seja, todas elas caminham no sentido de estabelecer uma unida-</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>9</p><p>de de sentido. Portanto, pense: sobre o que exatamente esse texto</p><p>fala? Qual seu assunto, qual seu tema? Certamente você chegou à</p><p>conclusão de que o texto fala sobre a relação entre homens e cães.</p><p>Se foi isso que você pensou, parabéns! Isso significa que você foi</p><p>capaz de identificar o tema do texto!</p><p>Fonte: https://portuguesrapido.com/tema-ideia-central-e-ideias-se-</p><p>cundarias/</p><p>IDENTIFICAÇÃO DE EFEITOS DE IRONIA OU HUMOR EM</p><p>TEXTOS VARIADOS</p><p>Ironia</p><p>Ironia é o recurso pelo qual o emissor diz o contrário do que</p><p>está pensando ou sentindo (ou por pudor em relação a si próprio ou</p><p>com intenção depreciativa e sarcástica em relação a outrem).</p><p>A ironia consiste na utilização de determinada palavra ou ex-</p><p>pressão que, em um outro contexto diferente do usual, ganha um</p><p>novo sentido, gerando um efeito de humor.</p><p>Exemplo:</p><p>Na construção de um texto, ela pode aparecer em três mo-</p><p>dos: ironia verbal, ironia de situação e ironia dramática (ou satírica).</p><p>Ironia verbal</p><p>Ocorre quando se diz algo pretendendo expressar outro sig-</p><p>nificado, normalmente oposto ao sentido literal. A expressão e a</p><p>intenção são diferentes.</p><p>Exemplo: Você foi tão bem na prova! Tirou um zero incrível!</p><p>Ironia de situação</p><p>A intenção e resultado da ação não estão alinhados, ou seja, o</p><p>resultado é contrário ao que se espera ou que se planeja.</p><p>Exemplo: Quando num texto literário uma personagem planeja</p><p>uma ação, mas os resultados não saem como o esperado. No li-</p><p>vro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, a</p><p>personagem título tem obsessão por ficar conhecida. Ao longo da</p><p>vida, tenta de muitas maneiras alcançar a notoriedade sem suces-</p><p>so. Após a morte, a personagem se torna conhecida. A ironia é que</p><p>planejou ficar famoso antes de morrer e se tornou famoso após a</p><p>morte.</p><p>Ironia dramática (ou satírica)</p><p>A ironia dramática é um efeito de sentido que ocorre nos textos</p><p>literários quando o leitor, a audiência, tem mais informações do que</p><p>tem um personagem sobre os eventos da narrativa e sobre inten-</p><p>ções de outros personagens. É um recurso usado para aprofundar</p><p>os significados ocultos em diálogos e ações e que, quando captado</p><p>pelo leitor, gera um clima de suspense, tragédia ou mesmo comé-</p><p>dia, visto que um personagem é posto em situações que geram con-</p><p>flitos e mal-entendidos porque ele mesmo não tem ciência do todo</p><p>da narrativa.</p><p>Exemplo: Em livros com narrador onisciente, que sabe tudo o</p><p>que se passa na história com todas as personagens, é mais fácil apa-</p><p>recer esse tipo de ironia. A peça como Romeu e Julieta, por exem-</p><p>plo, se inicia com a fala que relata que os protagonistas da história</p><p>irão morrer em decorrência do seu amor. As personagens agem ao</p><p>longo da peça esperando conseguir atingir seus objetivos, mas a</p><p>plateia já sabe que eles não serão bem-sucedidos.</p><p>Humor</p><p>Nesse caso, é muito comum a utilização de situações que pare-</p><p>çam cômicas ou surpreendentes para provocar o efeito de humor.</p><p>Situações cômicas ou potencialmente humorísticas comparti-</p><p>lham da característica do efeito surpresa. O humor reside em ocor-</p><p>rer algo fora do esperado numa situação.</p><p>Há diversas situações em que o humor pode aparecer. Há as ti-</p><p>rinhas e charges, que aliam texto e imagem para criar efeito cômico;</p><p>há anedotas ou pequenos contos; e há as crônicas, frequentemente</p><p>acessadas como forma de gerar o riso.</p><p>Os textos com finalidade humorística podem ser divididos em</p><p>quatro categorias: anedotas, cartuns, tiras e charges.</p><p>Exemplo:</p><p>ANÁLISE E A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SEGUNDO O GÊ-</p><p>NERO EM QUE SE INSCREVE</p><p>Compreender um texto trata da análise e decodificação do que</p><p>de fato está escrito, seja das frases ou das ideias presentes. Inter-</p><p>pretar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao</p><p>conectar as ideias do texto com a realidade. Interpretação trabalha</p><p>com a subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>10</p><p>Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qual-</p><p>quer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua ideia</p><p>principal. Compreender relações semânticas é uma competência</p><p>imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos.</p><p>Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode-</p><p>-se criar vários problemas, afetando não só o desenvolvimento pro-</p><p>fissional, mas também o desenvolvimento pessoal.</p><p>Busca de sentidos</p><p>Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo</p><p>os tópicos frasais presentes em cada parágrafo. Isso auxiliará na</p><p>apreensão do conteúdo exposto.</p><p>Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma</p><p>relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias já</p><p>citadas ou apresentando novos conceitos.</p><p>Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explici-</p><p>tadas pelo autor. Textos argumentativos não costumam conceder</p><p>espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas</p><p>entrelinhas. Deve-se ater às ideias do autor, o que não quer dizer</p><p>que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é fun-</p><p>damental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas.</p><p>Importância da interpretação</p><p>A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se</p><p>informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a inter-</p><p>pretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos</p><p>específicos, aprimora a escrita.</p><p>Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros fa-</p><p>tores. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos dos detalhes pre-</p><p>sentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz sufi-</p><p>ciente. Interpretar exige paciência e, por isso, sempre releia o texto,</p><p>pois a segunda leitura pode apresentar aspectos surpreendentes</p><p>que não foram observados previamente. Para auxiliar na busca de</p><p>sentidos do texto, pode-se também retirar dele os tópicos frasais</p><p>presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreen-</p><p>são do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não es-</p><p>tão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira aleató-</p><p>ria, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários,</p><p>estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento defendido,</p><p>retomando ideias já citadas ou apresentando novos conceitos.</p><p>Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo au-</p><p>tor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para</p><p>divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas.</p><p>Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você</p><p>precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que</p><p>não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas.</p><p>Ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão,</p><p>assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes.</p><p>Diferença entre compreensão e interpretação</p><p>A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do</p><p>texto e verificar o que realmente está escrito nele. Já a interpreta-</p><p>ção imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O</p><p>leitor tira conclusões subjetivas do texto.</p><p>Gêneros Discursivos</p><p>Romance: descrição longa de ações e sentimentos de perso-</p><p>nagens fictícios, podendo ser de comparação com a realidade ou</p><p>totalmente irreal. A diferença principal entre um romance e uma</p><p>novela é a extensão do texto, ou seja, o romance é mais longo. No</p><p>romance nós temos uma história central e várias histórias secun-</p><p>dárias.</p><p>Conto: obra de ficção onde é criado seres e locais totalmente</p><p>imaginário. Com linguagem linear e curta, envolve poucas perso-</p><p>nagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única</p><p>ação, dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações</p><p>encaminham-se diretamente para um desfecho.</p><p>Novela: muito parecida com o conto e o romance, diferencia-</p><p>do por sua extensão. Ela fica entre o conto e o romance, e tem a</p><p>história principal, mas também tem várias histórias secundárias. O</p><p>tempo na novela é baseada no calendário. O tempo e local são</p>
<p>de regras estipuladas</p><p>pelo criador/distribuidor do programa, definindo tudo que é ou não</p><p>é permitido no uso do software em questão.</p><p>Os softwares podem ser classificados em:</p><p>– Software de Sistema: o software de sistema é constituído pe-</p><p>los sistemas operacionais (S.O). Estes S.O que auxiliam o usuário,</p><p>para passar os comandos para o computador. Ele interpreta nossas</p><p>ações e transforma os dados em códigos binários, que podem ser</p><p>processados</p><p>– Software Aplicativo: este tipo de software é, basicamente,</p><p>os programas utilizados para aplicações dentro do S.O., que não es-</p><p>tejam ligados com o funcionamento do mesmo. Exemplos: Word,</p><p>Excel, Paint, Bloco de notas, Calculadora.</p><p>– Software de Programação: são softwares usados para criar</p><p>outros programas, a parir de uma linguagem de programação,</p><p>como Java, PHP, Pascal, C+, C++, entre outras.</p><p>– Software de Tutorial: são programas que auxiliam o usuário</p><p>de outro programa, ou ensine a fazer algo sobre determinado as-</p><p>sunto.</p><p>– Software de Jogos: são softwares usados para o lazer, com</p><p>vários tipos de recursos.</p><p>– Software Aberto: é qualquer dos softwares acima, que tenha</p><p>o código fonte disponível para qualquer pessoa.</p><p>Todos estes tipos de software evoluem muito todos os dias.</p><p>Sempre estão sendo lançados novos sistemas operacionais, novos</p><p>games, e novos aplicativos para facilitar ou entreter a vida das pes-</p><p>soas que utilizam o computador.</p><p>NOÇÕES DE SEGURANÇA EM REDE (INVASÃO, VÍRUS,</p><p>SPYWARE, MALWARE E CORRELATOS)</p><p>Códigos maliciosos (Malware)</p><p>Códigos maliciosos (malware) são programas especificamente</p><p>desenvolvidos para executar ações danosas e atividades maliciosas</p><p>em um computador30. Algumas das diversas formas como os códi-</p><p>gos maliciosos podem infectar ou comprometer um computador</p><p>são:</p><p>– Pela exploração de vulnerabilidades existentes nos progra-</p><p>mas instalados;</p><p>– Pela autoexecução de mídias removíveis infectadas, como</p><p>pen-drives;</p><p>– Pelo acesso a páginas Web maliciosas, utilizando navegado-</p><p>res vulneráveis;</p><p>– Pela ação direta de atacantes que, após invadirem o compu-</p><p>tador, incluem arquivos contendo códigos maliciosos;</p><p>– Pela execução de arquivos previamente infectados, obtidos</p><p>em anexos de mensagens eletrônicas, via mídias removíveis, em</p><p>páginas Web ou diretamente de outros computadores (através do</p><p>compartilhamento de recursos).</p><p>29 http://www.itvale.com.br</p><p>30 https://cartilha.cert.br/malware/</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>108</p><p>Uma vez instalados, os códigos maliciosos passam a ter acesso</p><p>aos dados armazenados no computador e podem executar ações</p><p>em nome dos usuários, de acordo com as permissões de cada usu-</p><p>ário.</p><p>Os principais motivos que levam um atacante a desenvolver</p><p>e a propagar códigos maliciosos são a obtenção de vantagens fi-</p><p>nanceiras, a coleta de informações confidenciais, o desejo de au-</p><p>topromoção e o vandalismo. Além disto, os códigos maliciosos são</p><p>muitas vezes usados como intermediários e possibilitam a prática</p><p>de golpes, a realização de ataques e a disseminação de spam (mais</p><p>detalhes nos Capítulos Golpes na Internet, Ataques na Internet e</p><p>Spam, respectivamente).</p><p>A seguir, serão apresentados os principais tipos de códigos ma-</p><p>liciosos existentes.</p><p>Vírus</p><p>Vírus é um programa ou parte de um programa de computador,</p><p>normalmente malicioso, que se propaga inserindo cópias de si mes-</p><p>mo e se tornando parte de outros programas e arquivos.</p><p>Para que possa se tornar ativo e dar continuidade ao processo</p><p>de infecção, o vírus depende da execução do programa ou arquivo</p><p>hospedeiro, ou seja, para que o seu computador seja infectado é</p><p>preciso que um programa já infectado seja executado.</p><p>O principal meio de propagação de vírus costumava ser os</p><p>disquetes. Com o tempo, porém, estas mídias caíram em desuso e</p><p>começaram a surgir novas maneiras, como o envio de e-mail. Atu-</p><p>almente, as mídias removíveis tornaram-se novamente o principal</p><p>meio de propagação, não mais por disquetes, mas, principalmente,</p><p>pelo uso de pen-drives.</p><p>Há diferentes tipos de vírus. Alguns procuram permanecer ocul-</p><p>tos, infectando arquivos do disco e executando uma série de ativi-</p><p>dades sem o conhecimento do usuário. Há outros que permanecem</p><p>inativos durante certos períodos, entrando em atividade apenas em</p><p>datas específicas. Alguns dos tipos de vírus mais comuns são:</p><p>– Vírus propagado por e-mail: recebido como um arquivo ane-</p><p>xo a um e-mail cujo conteúdo tenta induzir o usuário a clicar sobre</p><p>este arquivo, fazendo com que seja executado.</p><p>– Vírus de script: escrito em linguagem de script, como VBS-</p><p>cript e JavaScript, e recebido ao acessar uma página Web ou por</p><p>e-mail, como um arquivo anexo ou como parte do próprio e-mail</p><p>escrito em formato HTML.</p><p>– Vírus de macro: tipo específico de vírus de script, escrito em</p><p>linguagem de macro, que tenta infectar arquivos manipulados por</p><p>aplicativos que utilizam esta linguagem como, por exemplo, os que</p><p>compõe o Microsoft Office (Excel, Word e PowerPoint, entre outros).</p><p>– Vírus de telefone celular: vírus que se propaga de celular para</p><p>celular por meio da tecnologia bluetooth ou de mensagens MMS</p><p>(Multimedia Message Service). A infecção ocorre quando um usu-</p><p>ário permite o recebimento de um arquivo infectado e o executa.</p><p>Worm</p><p>Worm é um programa capaz de se propagar automaticamen-</p><p>te pelas redes, enviando cópias de si mesmo de computador para</p><p>computador.</p><p>Diferente do vírus, o worm não se propaga por meio da inclu-</p><p>são de cópias de si mesmo em outros programas ou arquivos, mas</p><p>sim pela execução direta de suas cópias ou pela exploração auto-</p><p>mática de vulnerabilidades existentes em programas instalados em</p><p>computadores.</p><p>Worms são notadamente responsáveis por consumir muitos</p><p>recursos, devido à grande quantidade de cópias de si mesmo que</p><p>costumam propagar e, como consequência, podem afetar o desem-</p><p>penho de redes e a utilização de computadores.</p><p>Bot e botnet</p><p>Bot é um programa que dispõe de mecanismos de comunicação</p><p>com o invasor que permitem que ele seja controlado remotamente.</p><p>Possui processo de infecção e propagação similar ao do worm, ou</p><p>seja, é capaz de se propagar automaticamente, explorando vulne-</p><p>rabilidades existentes em programas instalados em computadores.</p><p>A comunicação entre o invasor e o computador infectado pelo</p><p>bot pode ocorrer via canais de IRC, servidores Web e redes do tipo</p><p>P2P, entre outros meios. Ao se comunicar, o invasor pode enviar</p><p>instruções para que ações maliciosas sejam executadas, como des-</p><p>ferir ataques, furtar dados do computador infectado e enviar spam.</p><p>Um computador infectado por um bot costuma ser chamado de</p><p>zumbi (zombie computer), pois pode ser controlado remotamente,</p><p>sem o conhecimento do seu dono. Também pode ser chamado de</p><p>spam zombie quando o bot instalado o transforma em um servidor</p><p>de e-mails e o utiliza para o envio de spam.</p><p>Botnet é uma rede formada por centenas ou milhares de com-</p><p>putadores zumbis e que permite potencializar as ações danosas</p><p>executadas pelos bots.</p><p>Quanto mais zumbis participarem da botnet mais potente ela</p><p>será. O atacante que a controlar, além de usá-la para seus próprios</p><p>ataques, também pode alugá-la para outras pessoas ou grupos que</p><p>desejem que uma ação maliciosa específica seja executada.</p><p>Algumas das ações maliciosas que costumam ser executadas</p><p>por intermédio de botnets são: ataques de negação de serviço,</p><p>propagação de códigos maliciosos (inclusive do próprio bot), coleta</p><p>de informações de um grande número de computadores, envio de</p><p>spam e camuflagem da identidade do atacante (com o uso de pro-</p><p>xies instalados nos zumbis).</p><p>Spyware</p><p>Spyware é um programa projetado para monitorar as ativida-</p><p>des de um sistema e enviar as informações coletadas para terceiros.</p><p>Pode ser usado tanto de forma legítima quanto maliciosa, de-</p><p>pendendo de como é instalado, das ações realizadas, do tipo de</p><p>informação monitorada e do uso que é feito por quem recebe as</p><p>informações coletadas. Pode ser considerado de uso:</p><p>– Legítimo: quando instalado em um computador pessoal, pelo</p><p>próprio dono ou com consentimento deste, com o objetivo de veri-</p>
<p>ficar se outras pessoas o estão utilizando de modo abusivo ou não</p><p>autorizado.</p><p>– Malicioso: quando executa ações que podem comprometer a</p><p>privacidade do usuário e a segurança do computador, como monitorar</p><p>e capturar informações referentes à navegação do usuário ou inseridas</p><p>em outros programas (por exemplo, conta de usuário e senha).</p><p>Alguns tipos específicos de programas spyware são:</p><p>– Keylogger: capaz de capturar e armazenar as teclas digitadas</p><p>pelo usuário no teclado do computador.</p><p>– Screenlogger: similar ao keylogger, capaz de armazenar a po-</p><p>sição do cursor e a tela apresentada no monitor, nos momentos em</p><p>que o mouse é clicado, ou a região que circunda a posição onde o</p><p>mouse é clicado.</p><p>– Adware: projetado especificamente para apresentar propa-</p><p>gandas.</p><p>Backdoor</p><p>Backdoor é um programa que permite o retorno de um invasor</p><p>a um computador comprometido, por meio da inclusão de serviços</p><p>criados ou modificados para este fim.</p><p>Pode ser incluído pela ação de outros códigos maliciosos, que</p><p>tenham previamente infectado o computador, ou por atacantes,</p><p>que exploram vulnerabilidades existentes nos programas instalados</p><p>no computador para invadi-lo.</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>109</p><p>Após incluído, o backdoor é usado para assegurar o acesso fu-</p><p>turo ao computador comprometido, permitindo que ele seja aces-</p><p>sado remotamente, sem que haja necessidade de recorrer nova-</p><p>mente aos métodos utilizados na realização da invasão ou infecção</p><p>e, na maioria dos casos, sem que seja notado.</p><p>Cavalo de troia (Trojan)</p><p>Cavalo de troia, trojan ou trojan-horse, é um programa que,</p><p>além de executar as funções para as quais foi aparentemente proje-</p><p>tado, também executa outras funções, normalmente maliciosas, e</p><p>sem o conhecimento do usuário.</p><p>Exemplos de trojans são programas que você recebe ou obtém</p><p>de sites na Internet e que parecem ser apenas cartões virtuais ani-</p><p>mados, álbuns de fotos, jogos e protetores de tela, entre outros.</p><p>Estes programas, geralmente, consistem de um único arquivo e ne-</p><p>cessitam ser explicitamente executados para que sejam instalados</p><p>no computador.</p><p>Trojans também podem ser instalados por atacantes que, após</p><p>invadirem um computador, alteram programas já existentes para</p><p>que, além de continuarem a desempenhar as funções originais,</p><p>também executem ações maliciosas.</p><p>Rootkit</p><p>Rootkit é um conjunto de programas e técnicas que permite</p><p>esconder e assegurar a presença de um invasor ou de outro código</p><p>malicioso em um computador comprometido.</p><p>Rootkits inicialmente eram usados por atacantes que, após in-</p><p>vadirem um computador, os instalavam para manter o acesso pri-</p><p>vilegiado, sem precisar recorrer novamente aos métodos utilizados</p><p>na invasão, e para esconder suas atividades do responsável e/ou</p><p>dos usuários do computador. Apesar de ainda serem bastante usa-</p><p>dos por atacantes, os rootkits atualmente têm sido também utili-</p><p>zados e incorporados por outros códigos maliciosos para ficarem</p><p>ocultos e não serem detectados pelo usuário e nem por mecanis-</p><p>mos de proteção.</p><p>Ransomware</p><p>Ransomware é um tipo de código malicioso que torna inacessí-</p><p>veis os dados armazenados em um equipamento, geralmente usan-</p><p>do criptografia, e que exige pagamento de resgate (ransom) para</p><p>restabelecer o acesso ao usuário31.</p><p>O pagamento do resgate geralmente é feito via bitcoins.</p><p>Pode se propagar de diversas formas, embora as mais comuns</p><p>sejam através de e-mails com o código malicioso em anexo ou que</p><p>induzam o usuário a seguir um link e explorando vulnerabilidades</p><p>em sistemas que não tenham recebido as devidas atualizações de</p><p>segurança.</p><p>Antivírus</p><p>O antivírus é um software de proteção do computador que eli-</p><p>mina programas maliciosos que foram desenvolvidos para prejudi-</p><p>car o computador.</p><p>O vírus infecta o computador através da multiplicação dele (có-</p><p>pias) com intenção de causar danos na máquina ou roubar dados.</p><p>O antivírus analisa os arquivos do computador buscando pa-</p><p>drões de comportamento e códigos que não seriam comuns em</p><p>algum tipo de arquivo e compara com seu banco de dados. Com</p><p>isto ele avisa o usuário que tem algo suspeito para ele tomar pro-</p><p>vidência.</p><p>O banco de dados do antivírus é muito importante neste pro-</p><p>cesso, por isso, ele deve ser constantemente atualizado, pois todos</p><p>os dias são criados vírus novos.</p><p>31 https://cartilha.cert.br/ransomware/</p><p>Uma grande parte das infecções de vírus tem participação do</p><p>usuário. Os mais comuns são através de links recebidos por e-mail</p><p>ou download de arquivos na internet de sites desconhecidos ou</p><p>mesmo só de acessar alguns sites duvidosos pode acontecer uma</p><p>contaminação.</p><p>Outro jeito de contaminar é através de dispositivos de armaze-</p><p>namentos móveis como HD externo e pen drive. Nestes casos de-</p><p>vem acionar o antivírus para fazer uma verificação antes.</p><p>Existem diversas opções confiáveis, tanto gratuitas quanto pa-</p><p>gas. Entre as principais estão:</p><p>– Avast;</p><p>– AVG;</p><p>– Norton;</p><p>– Avira;</p><p>– Kaspersky;</p><p>– McAffe.</p><p>Filtro anti-spam</p><p>Spam é o termo usado para referir-se aos e-mails não solici-</p><p>tados, que geralmente são enviados para um grande número de</p><p>pessoas.</p><p>Spam zombies são computadores de usuários finais que foram</p><p>comprometidos por códigos maliciosos em geral, como worms,</p><p>bots, vírus e cavalos de tróia. Estes códigos maliciosos, uma vez ins-</p><p>talados, permitem que spammers utilizem a máquina para o envio</p><p>de spam, sem o conhecimento do usuário. Enquanto utilizam má-</p><p>quinas comprometidas para executar suas atividades, dificultam a</p><p>identificação da origem do spam e dos autores também. Os spam</p><p>zombies são muito explorados pelos spammers, por proporcionar o</p><p>anonimato que tanto os protege.</p><p>Estes filtros são responsáveis por evitar que mensagens indese-</p><p>jadas cheguem até a sua caixa de entrada no e-mail.</p><p>Anti-malwares</p><p>Ferramentas anti-malware são aquelas que procuram detectar</p><p>e, então, anular ou remover os códigos maliciosos de um computa-</p><p>dor. Antivírus, anti-spyware, anti-rootkit e anti-trojan são exemplos</p><p>de ferramentas deste tipo.</p><p>SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO</p><p>Segurança da informação é o conjunto de ações para proteção</p><p>de um grupo de dados, protegendo o valor que ele possui, seja para</p><p>um indivíduo específico no âmbito pessoal, seja para uma organi-</p><p>zação32.</p><p>É essencial para a proteção do conjunto de dados de uma corpo-</p><p>ração, sendo também fundamentais para as atividades do negócio.</p><p>Quando bem aplicada, é capaz de blindar a empresa de ata-</p><p>ques digitais, desastres tecnológicos ou falhas humanas. Porém,</p><p>qualquer tipo de falha, por menor que seja, abre brecha para pro-</p><p>blemas.</p><p>A segurança da informação se baseia nos seguintes pilares33:</p><p>– Confidencialidade: o conteúdo protegido deve estar disponí-</p><p>vel somente a pessoas autorizadas.</p><p>– Disponibilidade: é preciso garantir que os dados estejam</p><p>acessíveis para uso por tais pessoas quando for necessário, ou seja,</p><p>de modo permanente a elas.</p><p>32 https://ecoit.com.br/seguranca-da-informacao/</p><p>33 https://bit.ly/2E5beRr</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>110</p><p>– Integridade: a informação protegida deve ser íntegra, ou seja,</p><p>sem sofrer qualquer alteração indevida, não importa por quem e</p><p>nem em qual etapa, se no processamento ou no envio.</p><p>– Autenticidade: a ideia aqui é assegurar que a origem e auto-</p><p>ria do conteúdo seja mesmo a anunciada.</p><p>Existem outros termos importantes com os quais um profissio-</p><p>nal da área trabalha no dia a dia.</p><p>Podemos citar a legalidade, que diz respeito à adequação do</p><p>conteúdo protegido à legislação vigente; a privacidade, que se re-</p><p>fere ao controle sobre quem acessa as informações; e a auditoria,</p><p>que permite examinar o histórico de um evento de segurança da</p><p>informação, rastreando as suas etapas e os responsáveis por cada</p><p>uma delas.</p><p>Alguns conceitos relacionados à aplicação dos pilares</p><p>– Vulnerabilidade: pontos fracos existentes no conteúdo pro-</p><p>tegido, com potencial de prejudicar alguns dos pilares de segurança</p><p>da informação, ainda que sem intenção</p><p>– Ameaça: elemento externo que pode se aproveitar da vulne-</p><p>rabilidade existente para atacar a informação sensível ao negócio.</p><p>– Probabilidade:</p>
<p>se refere à chance de uma vulnerabilidade ser</p><p>explorada por uma ameaça.</p><p>– Impacto: diz respeito às consequências esperadas caso o con-</p><p>teúdo protegido seja exposto de forma não autorizada.</p><p>– Risco: estabelece a relação entre probabilidade e impacto,</p><p>ajudando a determinar onde concentrar investimentos em seguran-</p><p>ça da informação.</p><p>Tipos de ataques</p><p>Cada tipo de ataque tem um objetivo específico, que são eles34:</p><p>– Passivo: envolve ouvir as trocas de comunicações ou gravar</p><p>de forma passiva as atividades do computador. Por si só, o ataque</p><p>passivo não é prejudicial, mas a informação coletada durante a ses-</p><p>são pode ser extremamente prejudicial quando utilizada (adultera-</p><p>ção, fraude, reprodução, bloqueio).</p><p>– Ativos: neste momento, faz-se a utilização dos dados cole-</p><p>tados no ataque passivo para, por exemplo, derrubar um sistema,</p><p>infectar o sistema com malwares, realizar novos ataques a partir da</p><p>máquina-alvo ou até mesmo destruir o equipamento (Ex.: intercep-</p><p>tação, monitoramento, análise de pacotes).</p><p>Política de Segurança da Informação</p><p>Este documento irá auxiliar no gerenciamento da segurança</p><p>da organização através de regras de alto nível que representam os</p><p>princípios básicos que a entidade resolveu adotar de acordo com</p><p>a visão estratégica da mesma, assim como normas (no nível táti-</p><p>co) e procedimentos (nível operacional). Seu objetivo será manter</p><p>a segurança da informação. Todos os detalhes definidos nelas serão</p><p>para informar sobre o que pode e o que é proibido, incluindo:</p><p>• Política de senhas: define as regras sobre o uso de senhas nos</p><p>recursos computacionais, como tamanho mínimo e máximo, regra</p><p>de formação e periodicidade de troca.</p><p>• Política de backup: define as regras sobre a realização de có-</p><p>pias de segurança, como tipo de mídia utilizada, período de reten-</p><p>ção e frequência de execução.</p><p>• Política de privacidade: define como são tratadas as infor-</p><p>mações pessoais, sejam elas de clientes, usuários ou funcionários.</p><p>• Política de confidencialidade: define como são tratadas as</p><p>informações institucionais, ou seja, se elas podem ser repassadas</p><p>a terceiros.</p><p>34 https://www.diegomacedo.com.br/modelos-e-mecanismos-de-seguranca-</p><p>-da-informacao/</p><p>Mecanismos de segurança</p><p>Um mecanismo de segurança da informação é uma ação, técni-</p><p>ca, método ou ferramenta estabelecida com o objetivo de preservar</p><p>o conteúdo sigiloso e crítico para uma empresa.</p><p>Ele pode ser aplicado de duas formas:</p><p>– Controle físico: é a tradicional fechadura, tranca, porta e</p><p>qualquer outro meio que impeça o contato ou acesso direto à infor-</p><p>mação ou infraestrutura que dá suporte a ela</p><p>– Controle lógico: nesse caso, estamos falando de barreiras</p><p>eletrônicas, nos mais variados formatos existentes, desde um anti-</p><p>vírus, firewall ou filtro anti-spam, o que é de grande valia para evitar</p><p>infecções por e-mail ou ao navegar na internet, passa por métodos</p><p>de encriptação, que transformam as informações em códigos que</p><p>terceiros sem autorização não conseguem decifrar e, há ainda, a</p><p>certificação e assinatura digital, sobre as quais falamos rapidamente</p><p>no exemplo antes apresentado da emissão da nota fiscal eletrônica.</p><p>Todos são tipos de mecanismos de segurança, escolhidos por</p><p>profissional habilitado conforme o plano de segurança da informa-</p><p>ção da empresa e de acordo com a natureza do conteúdo sigiloso.</p><p>Criptografia</p><p>É uma maneira de codificar uma informação para que somen-</p><p>te o emissor e receptor da informação possa decifrá-la através de</p><p>uma chave que é usada tanto para criptografar e descriptografar a</p><p>informação35.</p><p>Tem duas maneiras de criptografar informações:</p><p>• Criptografia simétrica (chave secreta): utiliza-se uma chave</p><p>secreta, que pode ser um número, uma palavra ou apenas uma</p><p>sequência de letras aleatórias, é aplicada ao texto de uma mensa-</p><p>gem para alterar o conteúdo de uma determinada maneira. Tanto</p><p>o emissor quanto o receptor da mensagem devem saber qual é a</p><p>chave secreta para poder ler a mensagem.</p><p>• Criptografia assimétrica (chave pública): tem duas chaves</p><p>relacionadas. Uma chave pública é disponibilizada para qualquer</p><p>pessoa que queira enviar uma mensagem. Uma segunda chave pri-</p><p>vada é mantida em segredo, para que somente você saiba.</p><p>Qualquer mensagem que foi usada a chave púbica só poderá</p><p>ser descriptografada pela chave privada.</p><p>Se a mensagem foi criptografada com a chave privada, ela só</p><p>poderá ser descriptografada pela chave pública correspondente.</p><p>A criptografia assimétrica é mais lenta o processamento para</p><p>criptografar e descriptografar o conteúdo da mensagem.</p><p>Um exemplo de criptografia assimétrica é a assinatura digital.</p><p>• Assinatura Digital: é muito usado com chaves públicas e per-</p><p>mitem ao destinatário verificar a autenticidade e a integridade da</p><p>informação recebida. Além disso, uma assinatura digital não permi-</p><p>te o repúdio, isto é, o emitente não pode alegar que não realizou a</p><p>ação. A chave é integrada ao documento, com isso se houver algu-</p><p>ma alteração de informação invalida o documento.</p><p>• Sistemas biométricos: utilizam características físicas da pes-</p><p>soa como os olhos, retina, dedos, digitais, palma da mão ou voz.</p><p>35 https://centraldefavoritos.com.br/2016/11/19/conceitos-de-protecao-e-se-</p><p>guranca-da-informacao-parte-2/</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>111</p><p>Firewall</p><p>Firewall ou “parede de fogo” é uma solução de segurança baseada em hardware ou software (mais comum) que, a partir de um con-</p><p>junto de regras ou instruções, analisa o tráfego de rede para determinar quais operações de transmissão ou recepção de dados podem</p><p>ser executadas. O firewall se enquadra em uma espécie de barreira de defesa. A sua missão, por assim dizer, consiste basicamente em</p><p>bloquear tráfego de dados indesejado e liberar acessos bem-vindos.</p><p>Representação de um firewall.36</p><p>Formas de segurança e proteção</p><p>– Controles de acesso através de senhas para quem acessa, com autenticação, ou seja, é a comprovação de que uma pessoa que está</p><p>acessando o sistema é quem ela diz ser37.</p><p>– Se for empresa e os dados a serem protegidos são extremamente importantes, pode-se colocar uma identificação biométrica como</p><p>os olhos ou digital.</p><p>– Evitar colocar senhas com dados conhecidos como data de nascimento ou placa do seu carro.</p><p>– As senhas ideais devem conter letras minúsculas e maiúsculas, números e caracteres especiais como @ # $ % & *.</p><p>– Instalação de antivírus com atualizações constantes.</p><p>– Todos os softwares do computador devem sempre estar atualizados, principalmente os softwares de segurança e sistema operacio-</p><p>nal. No Windows, a opção recomendada é instalar atualizações automaticamente.</p><p>– Dentre as opções disponíveis de configuração qual opção é a recomendada.</p><p>– Sempre estar com o firewall ativo.</p><p>– Anti-spam instalados.</p><p>– Manter um backup para caso de pane ou ataque.</p><p>– Evite sites duvidosos.</p><p>– Não abrir e-mails de desconhecidos e principalmente se tiver anexos (link).</p><p>– Evite ofertas tentadoras por e-mail ou em publicidades.</p><p>– Tenha cuidado quando solicitado dados pessoais. Caso seja necessário, fornecer somente em sites seguros.</p><p>– Cuidado com informações em redes sociais.</p><p>– Instalar um anti-spyware.</p><p>– Para se manter bem protegido, além dos procedimentos anteriores, deve-se ter um antivírus instalado e sempre atualizado.</p><p>EXERCÍCIOS</p><p>1. (FGV-SEDUC -AM) O dispositivo de hardware que tem como principal função a digitalização de imagens e textos, convertendo as</p><p>versões em papel para o formato digital, é denominado</p><p>(A) joystick.</p><p>(B) plotter.</p><p>(C) scanner.</p><p>(D) webcam.</p><p>(E) pendrive.</p><p>2. (CKM-FUNDAÇÃO LIBERATO SALZANO) João comprou um novo jogo para seu computador e o instalou sem que ocorressem erros.</p><p>No entanto, o jogo executou de forma lenta e apresentou baixa resolução. Considerando esse contexto, selecione a alternativa que contém</p><p>a placa de expansão que poderá ser trocada ou adicionada para resolver o problema constatado por João.</p><p>(A) Placa de som</p><p>(B) Placa de fax modem</p><p>(C) Placa usb</p><p>(D) Placa de captura</p><p>(E) Placa de vídeo</p><p>36 Fonte: https://helpdigitalti.com.br/o-que-e-firewall-conceito-tipos-e-arquiteturas/#:~:text=Firewall%20%C3%A9%20uma%20solu%C3%A7%C3%A3o%20</p>
<p>de,de%20dados%20podem%20ser%20executadas.</p><p>37 https://centraldefavoritos.com.br/2016/11/19/conceitos-de-protecao-e-seguranca-da-informacao-parte-3/</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>112</p><p>3. (CKM-FUNDAÇÃO LIBERATO SALZANO) Há vários tipos de pe-</p><p>riféricos utilizados em um computador, como os periféricos de saída</p><p>e os de entrada. Dessa forma, assinale a alternativa que apresenta</p><p>um exemplo de periférico somente de entrada.</p><p>(A) Monitor</p><p>(B) Impressora</p><p>(C) Caixa de som</p><p>(D) Headphone</p><p>(E) Mouse</p><p>4. (VUNESP-2019 – SEDUC-SP) Na rede mundial de computado-</p><p>res, Internet, os serviços de comunicação e informação são disponi-</p><p>bilizados por meio de endereços e links com formatos padronizados</p><p>URL (Uniform Resource Locator). Um exemplo de formato de ende-</p><p>reço válido na Internet é:</p><p>(A) http:@site.com.br</p><p>(B) HTML:site.estado.gov</p><p>(C) html://www.mundo.com</p><p>(D) https://meusite.org.br</p><p>(E) www.#social.*site.com</p><p>5. (IBASE PREF. DE LINHARES – ES) Quando locamos servido-</p><p>res e armazenamento compartilhados, com software disponível e</p><p>localizados em Data-Centers remotos, aos quais não temos acesso</p><p>presencial, chamamos esse serviço de:</p><p>(A) Computação On-Line.</p><p>(B) Computação na nuvem.</p><p>(C) Computação em Tempo Real.</p><p>(D) Computação em Block Time.</p><p>(E) Computação Visual</p><p>6. (CESPE – SEDF) Com relação aos conceitos básicos e modos</p><p>de utilização de tecnologias, ferramentas, aplicativos e procedimen-</p><p>tos associados à Internet, julgue o próximo item.</p><p>Embora exista uma série de ferramentas disponíveis na Inter-</p><p>net para diversas finalidades, ainda não é possível extrair apenas o</p><p>áudio de um vídeo armazenado na Internet, como, por exemplo, no</p><p>Youtube (http://www.youtube.com).</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>7. (CESP-MEC WEB DESIGNER) Na utilização de um browser, a</p><p>execução de JavaScripts ou de programas Java hostis pode provocar</p><p>danos ao computador do usuário.</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>8. (FGV – SEDUC -AM) Um Assistente Técnico recebe um e-mail</p><p>com arquivo anexo em seu computador e o antivírus acusa existên-</p><p>cia de vírus.</p><p>Assinale a opção que indica o procedimento de segurança a ser</p><p>adotado no exemplo acima.</p><p>(A) Abrir o e-mail para verificar o conteúdo, antes de enviá-lo</p><p>ao administrador de rede.</p><p>(B) Executar o arquivo anexo, com o objetivo de verificar o tipo</p><p>de vírus.</p><p>(C) Apagar o e-mail, sem abri-lo.</p><p>(D) Armazenar o e-mail na área de backup, para fins de moni-</p><p>toramento.</p><p>(E) Enviar o e-mail suspeito para a pasta de spam, visando a</p><p>analisá-lo posteriormente.</p><p>9. (CESPE – PEFOCE) Entre os sistemas operacionais Windows</p><p>7, Windows Vista e Windows XP, apenas este último não possui ver-</p><p>são para processadores de 64 bits.</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>10. (CPCON – PREF, PORTALEGRE) Existem muitas versões do</p><p>Microsoft Windows disponíveis para os usuários. No entanto, não é</p><p>uma versão oficial do Microsoft Windows</p><p>(A) Windows 7</p><p>(B) Windows 10</p><p>(C) Windows 8.1</p><p>(D) Windows 9</p><p>(E) Windows Server 2012</p><p>11. (MOURA MELO – CAJAMAR) É uma versão inexistente do</p><p>Windows:</p><p>(A) Windows Gold.</p><p>(B) Windows 8.</p><p>(C) Windows 7.</p><p>(D) Windows XP.</p><p>12. (QUADRIX CRN) Nos sistemas operacionais Windows 7 e</p><p>Windows 8, qual, destas funções, a Ferramenta de Captura não exe-</p><p>cuta?</p><p>(A) Capturar qualquer item da área de trabalho.</p><p>(B) Capturar uma imagem a partir de um scanner.</p><p>(C) Capturar uma janela inteira</p><p>(D) Capturar uma seção retangular da tela.</p><p>(E) Capturar um contorno à mão livre feito com o mouse ou</p><p>uma caneta eletrônica</p><p>13. (IF-PB) Acerca dos sistemas operacionais Windows 7 e 8,</p><p>assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>(A) O Windows 8 é o sucessor do 7, e ambos são desenvolvidos</p><p>pela Microsoft.</p><p>(B) O Windows 8 apresentou uma grande revolução na interfa-</p><p>ce do Windows. Nessa versão, o botão “iniciar” não está sem-</p><p>pre visível ao usuário.</p><p>(C) É possível executar aplicativos desenvolvidos para Windows</p><p>7 dentro do Windows 8.</p><p>(D) O Windows 8 possui um antivírus próprio, denominado</p><p>Kapersky.</p><p>(E) O Windows 7 possui versões direcionadas para computado-</p><p>res x86 e 64 bits.</p><p>14. (CESPE BANCO DA AMAZÔNIA) O Linux, um sistema multi-</p><p>tarefa e multiusuário, é disponível em várias distribuições, entre as</p><p>quais, Debian, Ubuntu, Mandriva e Fedora.</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>15. (FCC – DNOCS) - O comando Linux que lista o conteúdo de</p><p>um diretório, arquivos ou subdiretórios é o</p><p>(A) init 0.</p><p>(B) init 6.</p><p>(C) exit</p><p>(D) ls.</p><p>(E) cd.</p><p>16. (SOLUÇÃO) O Linux faz distinção de letras maiúsculas ou</p><p>minúsculas</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>113</p><p>17. (CESP -UERN) Na suíte Microsoft Office, o aplicativo</p><p>(A) Excel é destinado à elaboração de tabelas e planilhas eletrô-</p><p>nicas para cálculos numéricos, além de servir para a produção</p><p>de textos organizados por linhas e colunas identificadas por nú-</p><p>meros e letras.</p><p>(B) PowerPoint oferece uma gama de tarefas como elaboração</p><p>e gerenciamento de bancos de dados em formatos .PPT.</p><p>(C) Word, apesar de ter sido criado para a produção de texto, é</p><p>útil na elaboração de planilhas eletrônicas, com mais recursos</p><p>que o Excel.</p><p>(D) FrontPage é usado para o envio e recebimento de mensa-</p><p>gens de correio eletrônico.</p><p>(E) Outlook é utilizado, por usuários cadastrados, para o envio</p><p>e recebimento de páginas web.</p><p>18. (FUNDEP – UFVJM-MG) Assinale a alternativa que apresen-</p><p>ta uma ação que não pode ser realizada pelas opções da aba “Pági-</p><p>na Inicial” do Word 2010.</p><p>(A) Definir o tipo de fonte a ser usada no documento.</p><p>(B) Recortar um trecho do texto para incluí-lo em outra parte</p><p>do documento.</p><p>(C) Definir o alinhamento do texto.</p><p>(D) Inserir uma tabela no texto</p><p>19. (CESPE – TRE-AL) Considerando a janela do PowerPoint</p><p>2002 ilustrada abaixo julgue os itens a seguir, relativos a esse apli-</p><p>cativo.</p><p>A apresentação ilustrada na janela contém 22 slides ?.</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>20. (CESPE – CAIXA) O PowerPoint permite adicionar efeitos so-</p><p>noros à apresentação em elaboração.</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>GABARITO</p><p>1 C</p><p>2 E</p><p>3 E</p><p>4 D</p><p>5 B</p><p>6 ERRADO</p><p>7 CERTO</p><p>8 C</p><p>9 CERTO</p><p>10 D</p><p>11 A</p><p>12 B</p><p>13 D</p><p>14 CERTO</p><p>15 D</p><p>16 CERTO</p><p>17 A</p><p>18 D</p><p>19 CERTO</p><p>20 CERTO</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA</p><p>114</p><p>______________________________________________________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p>
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CNAS, consideran-</p><p>do a apresentação de proposta da Política Nacional de Assistência</p><p>Social - PNAS pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Com-</p><p>bate à Fome - MDS em 23 de junho, considerando a realização de</p><p>Reuniões Descentralizadas e Ampliadas do Conselho para discussão</p><p>e construção coletiva do texto final da PNAS ocorridas respectiva-</p><p>mente em 21 e 22 de julho de 2004 na cidade de Aracaju e em 21</p><p>e 22 de setembro de 2004, no Distrito Federal, e considerando o</p><p>disposto no artigo 18, incisos I, II, IV da Lei 8.742 de 7 de dezembro</p><p>de 1993,</p><p>RESOLVE:</p><p>Art. 1º - Aprovar, em reunião do Colegiado de 22 de setembro</p><p>de 2004, por unanimidade dos Conselheiros a Política Nacional de</p><p>Assistência Social.</p><p>Art. 2º - Aprovar, na reunião do Colegiado de 14 de outubro de</p><p>2004, por unanimidade dos Conselheiros o texto final discutido e</p><p>elaborado pelo grupo de trabalho – GT/PNAS constituído pela Re-</p><p>solução N.º 78, de 22 de junho de 2004, publicada no DOU, de 02</p><p>de julho de 2004.</p><p>Art. 3º - O texto da Política Nacional aprovado constituirá o</p><p>Anexo I da presente Resolução.</p><p>Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário.</p><p>Art. 5º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publi-</p><p>cação.</p><p>MARCIA MARIA BIONDI PINHEIRO</p><p>Presidente do CNAS</p><p>Apresentação</p><p>A decisão do Ministério do Desenvolvimento Social e Comba-</p><p>te à Fome – MDS, por intermédio da Secretaria Nacional de Assis-</p><p>tência Social – SNAS e do Conselho Nacional de Assistência Social</p><p>– CNAS, de elaborar, aprovar e tornar pública a presente Política</p><p>Nacional de Assistência Social – PNAS, demonstra a intenção de</p><p>construir coletivamente o redesenho desta política, na perspectiva</p><p>de implementação do Sistema Único de Assistência Social – SUAS.</p><p>Esta iniciativa, decididamente, traduz o cumprimento das delibera-</p><p>ções da IV Conferência Nacional de Assistência Social, realizada em</p><p>Brasília, em dezembro de 2003, e denota o compromisso do MDS/</p><p>SNAS e do CNAS em materializar as diretrizes da Lei Orgânica da</p><p>Assistência Social – LOAS.</p><p>A versão preliminar foi apresentada ao CNAS, em 23 de junho</p><p>de 2004, pelo MDS/SNAS, tendo sido amplamente divulgada e</p><p>discutida em todos os Estados brasileiros nos diversos encontros,</p><p>seminários, reuniões, oficinas e palestras que garantiram o caráter</p><p>democrático e descentralizado do debate envolvendo um grande</p><p>contingente de pessoas em cada Estado deste País. Este processo</p><p>culminou com um amplo debate na Reunião Descentralizada e Par-</p><p>ticipativa do CNAS realizada entre os dias 20 e 22 de setembro de</p><p>2004, onde foi aprovada, por unanimidade, por aquele colegiado.</p><p>Ressalta-se a riqueza desse processo, com inúmeras contribui-</p><p>ções recebidas dos Conselhos de Assistência Social, do Fórum Na-</p><p>cional de Secretários de Assistência Social – FONSEAS, do Colegiado</p><p>de Gestores Nacional, Estaduais e Municipais de Assistência Social,</p><p>Associações de Municípios, Fóruns Estaduais, Regionais, Governa-</p><p>mentais e Não governamentais, Secretarias Estaduais, do Distrito</p><p>Federal e Municipais de Assistência Social, Universidades e Núcleos</p><p>de Estudos, entidades de assistência social, estudantes de Escolas</p><p>de Serviço Social, Escola de gestores da assistência social, além de</p><p>pesquisadores, estudiosos da área e demais sujeitos anônimos.</p><p>Tal conquista, em tão breve tempo, leva a uma rápida consta-</p><p>tação: a disponibilidade e o anseio dos atores sociais em efetivá-la</p><p>como política pública de Estado, definida em Lei. Muitos, às vezes e</p><p>ainda, confundem a assistência social com clientelismo, assistencia-</p><p>lismo, caridade ou ações pontuais, que nada têm a ver com políticas</p><p>públicas e com o compromisso do Estado com a sociedade. O MDS/</p><p>SNAS e o CNAS estão muito empenhados em estabelecer políticas</p><p>permanentes e agora com a perspectiva prioritária de implantar</p><p>o SUAS, para integrar o Governo Federal com os Estados, Distrito</p><p>Federal e Municípios em uma ação conjunta. Com isso, busca-se</p><p>impedir políticas de protecionismo, garantindo aquelas estabeleci-</p><p>das por meio de normas jurídicas universais. Este é o compromisso</p><p>do MDS, que integra três frentes de atuação na defesa do direito à</p><p>renda, à segurança alimentar e à assistência social, compromisso</p><p>também do CNAS.</p><p>A Política Nacional de Assistência Social ora aprovada expres-</p><p>sa exatamente a materialidade do conteúdo da Assistência Social</p><p>como um</p>
<p>pilar do Sistema de Proteção Social Brasileiro no âmbito</p><p>da Seguridade Social.</p><p>Este é um momento histórico e assim devemos concebê-lo, en-</p><p>sejando todos os esforços na operacionalização desta política. Tra-</p><p>ta-se, portanto, de transformar em ações diretas os pressupostos</p><p>da Constituição Federal de 1988 e da LOAS, por meio de definições,</p><p>de princípios e de diretrizes que nortearão sua implementação,</p><p>cumprindo uma urgente, necessária e nova agenda para a cidada-</p><p>nia no Brasil.</p><p>PATRUS ANANIAS DE SOUSA</p><p>Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>MÁRCIA HELENA CARVALHO LOPES</p><p>Secretária Nacional de Assistência Social</p><p>MARCIA MARIA BIONDI PINHEIRO</p><p>Presidente do Conselho Nacional de Assistência Social</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>116</p><p>Introdução</p><p>Ao se considerar as condições políticas e institucionais, reuni-</p><p>das nestes quase onze anos de LOAS, cabe relembrar os avanços</p><p>conquistados pela sociedade brasileira na construção da política de</p><p>assistência social, decorrência de seu reconhecimento como direito</p><p>do cidadão e de responsabilidade do Estado.</p><p>A última década significou a ampliação do reconhecimento</p><p>pelo Estado, no esteio da luta da sociedade brasileira, dos direitos</p><p>de crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Hoje,</p><p>o Benefício de Prestação Continuada – BPC caminha para a sua uni-</p><p>versalização, com impactos relevantes na redução da pobreza no</p><p>País. Observa-se um crescimento progressivo dos gastos públicos,</p><p>nas três esferas de governo, no campo da assistência social. A alta</p><p>capilaridade institucional descentralizada, alcançada com a imple-</p><p>mentação de secretarias próprias na grande maioria dos municípios</p><p>do País (mais de 4.500), e em todos os Estados da Federação e no</p><p>Distrito Federal, reflete uma expressiva capacidade de construção</p><p>e assimilação progressiva de procedimentos técnicos e operacio-</p><p>nais, homogêneos e simétricos para a prestação dos serviços so-</p><p>cioassistenciais, para o financiamento e para a gestão da política de</p><p>assistência social em seus diferentes níveis governamentais: União,</p><p>Estados, Distrito Federal e Municípios.</p><p>Contudo, a consolidação da assistência social como política pú-</p><p>blica e direito social ainda exige o enfrentamento de importantes</p><p>desafios. A IV Conferência Nacional de Assistência Social, realizada</p><p>em dezembro/2003, em Brasília/DF, apontou como principal delibe-</p><p>ração a construção e implementação do Sistema Único da Assistên-</p><p>cia Social – SUAS, requisito essencial da LOAS para dar efetividade à</p><p>assistência social como política pública.</p><p>Desencadear a discussão e o processo de reestruturação or-</p><p>gânica da política pública de assistência social na direção do SUAS,</p><p>ampliando e resignificando o atual sistema descentralizado e parti-</p><p>cipativo, é retrato, portanto, do compromisso conjunto do Ministé-</p><p>rio do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e demais gestores</p><p>da política de assistência social, à frente das secretarias estaduais</p><p>e municipais, da potencialização de todos os esforços políticos e</p><p>administrativos necessários ao enfrentamento das grandes e cres-</p><p>centes demandas sociais, e dos inéditos compromissos políticos as-</p><p>sumidos pelo novo Governo Federal.</p><p>Nessa direção, a presente Política Nacional de Assistência So-</p><p>cial – PNAS busca incorporar as demandas presentes na sociedade</p><p>brasileira no que tange à responsabilidade política, objetivando tor-</p><p>nar claras suas diretrizes na efetivação da assistência social como</p><p>direito de cidadania e responsabilidade do Estado.</p><p>A gestão proposta por esta Política pauta-se no pacto federa-</p><p>tivo, no qual devem ser detalhadas as atribuições e competências</p><p>dos três níveis de governo na provisão das ações socioassistenciais,</p><p>em conformidade com o preconizado na LOAS e NOB1, a partir das</p><p>indicações e deliberações das Conferências, dos Conselhos e das</p><p>Comissões de Gestão Compartilhada (Comissões Intergestoras Tri-</p><p>partite e Bipartites – CIT e CIBs), as quais se constituem em espaços</p><p>de discussão, negociação e pactuação dos instrumentos de gestão e</p><p>formas de operacionalização da Política de Assistência Social.</p><p>Frente ao desafio de enfrentar a questão social, a descentrali-</p><p>zação permitiu o desenvolvimento de formas inovadoras e criativas</p><p>na sua implementação, gestão, monitoramento, avaliação e infor-</p><p>mação. No entanto, a compreensão de que a gestão democrática</p><p>vai muito além de inovação gerencial ou de novas tecnologias é</p><p>bastante limitada neste País. A centralização ainda é uma marca a</p><p>ser superada.</p><p>Junto ao processo de descentralização, a Política Nacional de</p><p>Assistência Social traz sua marca no reconhecimento de que para</p><p>além das demandas setoriais e segmentadas, o chão onde se en-</p><p>contram e se movimentam setores e segmentos faz diferença no</p><p>manejo da própria política, significando considerar as desigualda-</p><p>des socioterritoriais na sua configuração.</p><p>Faz-se relevante nesse processo, a constituição da rede de</p><p>serviços que cabe à assistência social prover, com vistas a conferir</p><p>maior eficiência, eficácia e efetividade em sua atuação específica e</p><p>na atuação intersetorial, uma vez que somente assim se torna pos-</p><p>sível estabelecer o que deve ser de iniciativa desta política pública</p><p>e em que deve se colocar como parceira na execução. Para tanto,</p><p>propõe-se a regulamentação dos artigos 2º e 3º, da LOAS, para que</p><p>se identifiquem as ações de responsabilidade direta da assistência</p><p>social e as em que atua em corresponsabilidade.</p><p>A forma de gestão no sistema descentralizado e participativo</p><p>proposto pela LOAS, em seu capítulo III, artigo 6º, implica na partici-</p><p>pação popular, na autonomia da gestão municipal, potencializando</p><p>a divisão de responsabilidades e no co-financiamento entre as esfe-</p><p>ras de governo e a sociedade civil.</p><p>Como consequência da concepção de Estado mínimo e de polí-</p><p>tica pública restritiva de direitos, deu-se a precarização do trabalho</p><p>e a falta de renovação de quadros técnicos, criando enorme defasa-</p><p>gem de profissionais qualificados; com um enorme contingente de</p><p>pessoal na condição de prestadores de serviços, sem estabilidade</p><p>de emprego, sem direitos trabalhistas e sem possibilidade de con-</p><p>tinuidade das atividades. Essa é uma realidade geral, encontrada</p><p>tanto em nível nacional, estadual e municipal.</p><p>Por fim, a Política Nacional de Assistência Social na perspec-</p><p>tiva do Sistema Único de Assistência Social ressalta o campo da</p><p>informação, monitoramento e avaliação, salientando que as novas</p><p>tecnologias da informação e a ampliação das possibilidades de co-</p><p>municação contemporânea têm um significado, um sentido técnico</p><p>e político, podendo e devendo ser consideradas como veios estra-</p><p>tégicos para uma melhor atuação no tocante às políticas sociais e</p><p>a nova concepção do uso da informação, do monitoramento e da</p><p>avaliação no campo da política de assistência social.</p><p>Tal empreendimento deve sobrelevar a prática do controle so-</p><p>cial, o que, nessa área em particular, adquire uma relevância crucial,</p><p>já que o atributo torpe de campo de favores políticos e caridade,</p><p>agregado historicamente a esta área, deve ser minado pelo esta-</p><p>belecimento de um novo estágio, feito de estratégias e determina-</p><p>ções que suplantem política e tecnicamente o passado. Esta nova</p><p>qualidade precisa favorecer um nível maior de precisão, tanto no</p><p>que tange ao conhecimento dos componentes que a geram, e que</p><p>precisam ser conhecidos abundantemente, como aos dados e as</p><p>consequências que a política produz. Isto vai incidir em outras con-</p><p>dições para a sua ação, no estabelecimento de escopos ampliados,</p><p>e contribuir para uma outra mensagem de seus resultados, visando</p><p>o aprimoramento e a sintonia da política com o direito social. Trata-</p><p>-se de pensar políticas de monitoramento e avaliação como táticas</p><p>de ampliação e de fortificação do campo assistencial.</p><p>1. Análise Situacional</p><p>A Assistência Social como política de proteção social configu-</p><p>ra-se como uma nova situação para o Brasil. Ela significa garantir a</p><p>todos, que dela necessitam, e sem contribuição prévia a provisão</p><p>dessa</p>
<p>proteção. Esta perspectiva significaria aportar quem, quan-</p><p>tos, quais e onde estão os brasileiros demandatários de serviços</p><p>e atenções de assistência social. Numa nova situação, não dispõe</p><p>de imediato e pronto a análise de sua incidência. A opção que se</p><p>construiu para exame da política de assistência social na realidade</p><p>brasileira parte então da defesa de um certo modo de olhar e quan-</p><p>tificar a realidade, a partir de:</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>117</p><p>- Uma visão social inovadora, dando continuidade ao inaugu-</p><p>rado pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei Orgânica da As-</p><p>sistência Social de 1993, pautada na dimensão ética de incluir “os</p><p>invisíveis”, os transformados em casos individuais, enquanto de fato</p><p>são parte de uma situação social coletiva; as diferenças e os diferen-</p><p>tes, as disparidades e as desigualdades.</p><p>- Uma visão social de proteção, o que supõe conhecer os ris-</p><p>cos, as vulnerabilidades sociais a que estão sujeitos, bem como os</p><p>recursos com que conta para enfrentar tais situações com menor</p><p>dano pessoal e social possível. Isto supõe conhecer os riscos e as</p><p>possibilidades de enfrentá-los.</p><p>- Uma visão social capaz de captar as diferenças sociais, enten-</p><p>dendo que as circunstâncias e os requisitos sociais circundantes do</p><p>indivíduo e dele em sua família são determinantes para sua prote-</p><p>ção e autonomia. Isto exige confrontar a leitura macro social com a</p><p>leitura micro social.</p><p>- Uma visão social capaz de entender que a população tem ne-</p><p>cessidades, mas também possibilidades ou capacidades que devem</p><p>e podem ser desenvolvidas. Assim, uma análise de situação não</p><p>pode ser só das ausências, mas também das presenças até mesmo</p><p>como desejos em superar a situação atual.</p><p>- Uma visão social capaz de identificar forças e não fragilidades</p><p>que as diversas situações de vida possua.</p><p>Tudo isso significa que a situação atual para a construção da</p><p>política pública de assistência social precisa levar em conta três ver-</p><p>tentes de proteção social: as pessoas, as suas circunstâncias e den-</p><p>tre elas seu núcleo de apoio primeiro, isto é, a família. A proteção</p><p>social exige a capacidade de maior aproximação possível do cotidia-</p><p>no da vida das pessoas, pois é nele que riscos, vulnerabilidades se</p><p>constituem.</p><p>Sob esse princípio é necessário relacionar as pessoas e seus</p><p>territórios, no caso os municípios que, do ponto de vista federal,</p><p>são a menor escala administrativa governamental. O município, por</p><p>sua vez, poderá ter territorialização intra-urbanas, já na condição de</p><p>outra totalidade que não é a nação. A unidade sociofamiliar, por sua</p><p>vez, permite o exame da realidade a partir das necessidades, mas</p><p>também dos recursos de cada núcleo/domicílio.</p><p>O conhecimento existente sobre as demandas por proteção</p><p>social é genérico, pode medir e classificar as situações do ponto de</p><p>vista nacional, mas não explicá-las. Este objetivo deverá ser parte</p><p>do alcance da política nacional em articulação com estudos e pes-</p><p>quisas.</p><p>A nova concepção de assistência social como direito à prote-</p><p>ção social, direito à seguridade social tem duplo efeito: o de suprir</p><p>sob dado padrão pré-definido um recebimento e o de desenvolver</p><p>capacidades para maior autonomia. Neste sentido ela é aliada ao</p><p>desenvolvimento humano e social e não tuteladora ou assistencia-</p><p>lista, ou ainda, tão só provedora de necessidades ou vulnerabilida-</p><p>des sociais. O desenvolvimento depende também de capacidade</p><p>de acesso, vale dizer da redistribuição, ou melhor, distribuição dos</p><p>acessos a bens e recursos, isto implica incremento das capacidades</p><p>de famílias e indivíduos.</p><p>A Política Nacional de Assistência Social se configura necessa-</p><p>riamente na perspectiva socioterritorial, tendo os mais de 5.500</p><p>municípios brasileiros como suas referências privilegiadas de aná-</p><p>lise, pois se trata de uma política pública, cujas intervenções se dão</p><p>essencialmente nas capilaridades dos territórios. Essa característica</p><p>peculiar da política tem exigido cada vez mais um reconhecimento</p><p>da dinâmica que se processa no cotidiano das populações.</p><p>Por sua vez, ao agir nas capilaridades dos territórios e se con-</p><p>frontar com a dinâmica do real, no campo das informações, essa</p><p>política inaugura uma outra perspectiva de análise ao tornar visí-</p><p>veis aqueles setores da sociedade brasileira tradicionalmente tidos</p><p>como invisíveis ou excluídos das estatísticas – população em situa-</p><p>ção de rua, adolescentes em conflito com a lei, indígenas, quilom-</p><p>bolas, idosos, pessoas com deficiência.</p><p>Nessa direção, tendo como base informações do Censo Demo-</p><p>gráfico de 2000 e da Síntese de Indicadores Sociais - 2003, elabo-</p><p>rado a partir das informações da Pesquisa Nacional por Amostra</p><p>de Domicílios PNAD de 2002, do Instituto Brasileiro de Geografia e</p><p>Estatística – IBGE, bem como o Atlas de Desenvolvimento Humano</p><p>2002, e tendo a Política de Assistência Social assumido a centra-</p><p>lidade sociofamiliar no âmbito de suas ações, cabe reconhecer a</p><p>dinâmica demográfica e socioeconômica associadas aos processos</p><p>de exclusão/inclusão social, vulnerabilidade aos riscos pessoais e</p><p>sociais em curso no Brasil, em seus diferentes territórios.</p><p>Tendo em vista que normalmente essas informações permitem</p><p>no máximo o reconhecimento por Estado brasileiro, e considerando</p><p>o fato de que o modelo de desigualdade socioterritorial do País se</p><p>reproduz na dinâmica das cidades, também se faz necessário um</p><p>panorama desses territórios, espaços privilegiados de intervenção</p><p>da política de assistência social. Dessa forma, a presente análise</p><p>situacional buscará também compreender algumas características</p><p>desse universo de mais de 5.500 cidades brasileiras.</p><p>Os dados gerais do País permitem uma análise situacional glo-</p><p>bal e sugerem, ao mesmo tempo, a necessidade de confrontá-los</p><p>com a realidade que se passa no âmbito dos municípios brasileiros,</p><p>considerando pelo menos seus grandes grupos:</p><p>- Municípios pequenos 1: com população até 20.000 habitantes</p><p>- Municípios pequenos 2: com população entre 20.001 a 50.000</p><p>habitantes</p><p>- Municípios médios: com população entre 50.001 a 100.000</p><p>habitantes</p><p>- Municípios grandes: com população entre 100.001 a 900.000</p><p>habitantes</p><p>- Metrópoles: com população superior a 900.000 habitantes</p><p>Aspectos Demográficos</p><p>A dinâmica populacional é um importante indicador para a po-</p><p>lítica de assistência social, pois ela está intimamente relacionada</p><p>com o processo econômico estrutural de valorização do solo em</p><p>todo território nacional, destacando-se a alta taxa de urbanização,</p><p>especialmente nos municípios de médio e grande porte e as metró-</p><p>poles. Estes últimos espaços urbanos passaram a ser produtores e</p><p>reprodutores de um intenso processo de precarização das condi-</p><p>ções de vida e de viver, da presença crescente do desemprego e da</p><p>informalidade, de violência, da fragilização dos vínculos sociais e fa-</p><p>miliares, ou seja, da produção e reprodução da exclusão social, ex-</p><p>pondo famílias e indivíduos a situações de risco e vulnerabilidade.</p><p>A Política Nacional de Assistência Social prevê na caracterização</p><p>dos municípios brasileiros a presença das metrópoles, identificadas</p><p>como as cidades com mais de 900 mil habitantes, que embora nu-</p><p>mericamente sejam contadas em apenas 15 cidades, sua população</p><p>total corresponde a 20% de toda população brasileira. São também</p><p>em 20% o percentual dos que vivem no conjunto dos 4.020 muni-</p><p>cípios considerados pequenos (com até 20.000 habitantes). Juntos,</p><p>portanto, esses dois extremos representam 40% de toda população</p><p>brasileira.</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>118</p><p>Significa dizer, em outras palavras, que 40% da população encontra-se vivendo em dois contextos totalmente diversos do ponto de</p><p>vista da concentração populacional, mas seus contextos apresentam situações de vulnerabilidades e riscos sociais igualmente alarmantes,</p><p>justamente por apresentarem territórios marcados pela quase total ausência ou precária presença do Estado. Os pequenos municípios</p><p>expressam uma característica dispersiva no território nacional e ainda com boa parte de sua</p>
<p>população vivendo em áreas rurais (45% da</p><p>população). E as metrópoles, pela complexidade e alta desigualdade interna, privilegiando alguns poucos territórios em detrimento da-</p><p>queles especialmente de áreas de fronteira e proteção de mananciais.</p><p>População total - 2000</p><p>Todos os municípios do Brasil</p><p>Tabela 1</p><p>Classificação dos Municípios Segundo Total de Habitantes</p><p>Fonte: IBGE, 2000, Atlas do Desenvolvimento Humano, 2002. (*) Embora o número de municípios oficialmente divulgado pelo IBGE seja</p><p>5.561, o Atlas do Desenvolvimento Humano trabalhou com um universo de 5.509 municípios por razões metodológicas.</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>119</p><p>Seguindo a análise demográfica por município, vale notar que embora a tendência de urbanização se verifique na média das regiões</p><p>brasileiras, a sua distribuição entre os municípios apresenta um comportamento diferenciado, considerando o porte populacional.</p><p>Além do fato de os municípios de porte pequeno 1 (até 20.000 habitantes) apresentarem ainda 45% de sua população vivendo em</p><p>áreas rurais, vale lembrar também que esses municípios representam 73% dos municípios brasileiros, ou seja, a grande maioria das cida-</p><p>des brasileiras caracteriza-se como de pequeno porte. Em contraponto, apenas 3% da população das metrópoles encontram-se em áreas</p><p>consideradas rurais, ficando 97% dos seus moradores na zona urbana. Essas nuances demográficas apontam a necessidade de os Centros</p><p>de Referência de Assistência Social considerarem as dinâmicas internas de cada tipo de município, face à natureza de sua concentração</p><p>populacional aliada às condições socioeconômicas.</p><p>O crescimento relativo da população brasileira vem diminuindo desde a década de 70. A taxa de natalidade declinou de 1992 a 2002</p><p>de 22,8% para 21%, bem como a taxa de fecundidade total, que declinou de 2,7 para 2,4 filhos por mulher em período fértil (número médio</p><p>de filhos que uma mulher teria ao final do seu período fértil). A queda da fecundidade e natalidade tem provocado importantes transfor-</p><p>mações na composição etária da população brasileira, como estreitamento da base da pirâmide etária, com a redução do contingente de</p><p>crianças e adolescentes até 14 anos e o alargamento do topo, com o aumento da população idosa.</p><p>O Brasil apresenta um dos maiores índices de desigualdade do mundo, quaisquer que sejam as medidas utilizadas. Segundo o Instituto</p><p>de Pesquisas Aplicadas – IPEA, em 2002, os 50% mais pobres detinham 14,4% do rendimento e o 1% mais ricos, 13,5% do rendimento. A</p><p>questão central a ser considerada é que esse modelo de desigualdade do País ganha expressão concreta no cotidiano das cidades, cujos</p><p>territórios internos (bairros, distritos, áreas censitárias ou de planejamento) tendem a apresentar condições de vida também desiguais.</p><p>Porém, ainda considerando as medidas de pobreza (renda per capita inferior a ½ salário mínimo) e indigência (renda per capita inferior</p><p>a ¼ do salário mínimo) pelo conjunto dos municípios brasileiros, já é possível observar as diferenças de concentração da renda entre os</p><p>municípios, o que supõe a necessidade de conjugar os indicadores de renda a outros relativos às condições de vida de cada localidade.</p><p>Tabela 2</p><p>Concentração da Indigência nos Grupos de Municípios Classificados pela População – 2000</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>120</p><p>Tabela 3</p><p>Concentração da Pobreza nos Grupos de Municípios Classificados pela População – 2000</p><p>Nota-se que, em termos percentuais, os municípios pequenos concentram mais população em condição de pobreza e indigência do</p><p>que os municípios médios, grandes ou metrópoles. Do ponto de vista da concentração absoluta, as diferenças diminuem, mas os pequenos</p><p>municípios na sua totalidade terminam também concentrando mais essa população. Porém, considerando que essa população se distribui</p><p>nos mais de 4.000 municípios, termina ocorrendo uma dispersão da concentração, invertendo o grau de concentração da população em</p><p>pobreza e indigência, recaindo sobre os grandes municípios e as metrópoles.</p><p>A Família e Indivíduos</p><p>A família brasileira vem passando por transformações ao longo do tempo. Uma delas refere-se à pessoa de referência da família. Da</p><p>década passada até 2002 houve um crescimento de 30% da participação da mulher como pessoa de referência da família.</p><p>Em 1992, elas eram referência para aproximadamente 22% das famílias brasileiras, e em 2002, passaram a ser referência para próximo</p><p>de 29% das famílias. Esta tendência decrescimento ocorreu de forma diferente entre as regiões do País e foi mais acentuada nas regiões</p><p>metropolitanas. Em Salvador, 42,2% das famílias tinham na mulher sua referência.</p><p>Em Belém eram 39,8% e em Recife 37,1%. Entre as grandes regiões, o Norte apresentava a maior proporção de famílias com este perfil,</p><p>33,4%, e o Sul, a menor, 25,5%. Entre as Unidades Federadas, em um dos extremos estava o Amapá com 41,1% e, no outro, o Mato Grosso,</p><p>com 21,9% das famílias cuja pessoa de referência é a mulher. (Gráfico 1).</p><p>GRÁFICO 1</p><p>Proporção de Famílias com Pessoas de Referência do Sexo Feminino Brasil – 1992/2002</p><p>Fonte: IBGE - PNAD - 2002</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>121</p><p>Proteção Integral</p><p>Crianças, adolescentes e jovens</p><p>Entre as famílias brasileiras com crianças, 36,3% tinham rendimento per capita familiar de até 1/2 salário mínimo e 62,6% até 1 salário</p><p>mínimo. Entre as crianças de 7 a 14 anos de idade, faixa etária correspondente ao ensino fundamental, a desigualdade era menor entre</p><p>ricos e pobres. Entre as crianças de famílias mais pobres a taxa de escolarização era de 93,2% e, entre as mais ricas, de 99,7%. Por outro</p><p>ângulo de análise, morar em municípios com até 100.000 habitantes se tem mais chance de ter crianças de 7 a 14 anos fora da escola</p><p>(entre 7% e 8%) do que morar nos grandes municípios ou metrópoles, onde o percentual varia entre 2% e 4%.</p><p>Tabela 4</p><p>% de Crianças Fora da Escola de Acordo com a Classificação dos Municípios – 2000</p><p>Uma variável considerada importante e que influenciaria a defasagem escolar seria o rendimento familiar per capita. Entre a popula-</p><p>ção com 25 anos ou mais, a média de anos de estudo dos mais pobres era, em 2002, de 3,4 anos e, entre os mais ricos, de 10,3 anos de</p><p>estudo. Por outro lado, tomando o tamanho dos municípios, a defasagem escolar também varia segundo o mesmo indicador, sendo maior</p><p>nos municípios pequenos, onde a média de anos de estudos fica em 4 anos, e nos de grande porte ou metrópoles essa média sobe para 6</p><p>a quase 8 anos de estudos. Ou seja, além da renda, o tamanho dos municípios também pode interferir no indicador de defasagem escolar.</p><p>Tabela 5</p><p>% de Crianças Fora da Escola de Acordo com a Classificação dos Municípios – 2000</p><p>Trabalho de crianças e adolescentes</p><p>Dos 5,4 milhões de crianças e adolescentes ocupados, em 2002, 41,8% estavam em atividades não remuneradas, 36,1% estavam</p><p>empregados, 9% eram trabalhadores domésticos, 6,7% trabalhavam por conta própria e apenas 0,1% eram empregadores. No Nordeste e</p><p>no Sul as crianças e adolescentes ocupados em atividades não remuneradas representavam o contingente maior, 56,5% e 47,5%, respec-</p><p>tivamente.</p><p>As crianças e adolescentes empregados representavam o maior contingente no Sudeste, Centro-Oeste e Norte, 54,6%, 50,9 e 38,6%,</p><p>respectivamente. O trabalho doméstico entre as crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade era mais frequente nas regiões Norte,</p><p>Centro-Oeste e Sudeste, com taxas acima da média nacional, 18,6%, 12,6% e 9,7%, respectivamente. No Estado de Roraima, em 2002,</p><p>25,1% das crianças e adolescentes ocupados eram trabalhadores domésticos. No Amapá eram 23,5% e no Pará 19,6%. Entre as Regiões</p><p>Metropolitanas, a de Belém se destaca com 22,6% de crianças e adolescentes trabalhadores domésticos.</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>122</p><p>GRÁFICO 2</p><p>Percentagem de Crianças e Adolescentes de 5 a 17 Anos de Idade Ocupadas,</p><p>Trabalhadores Domésticos, Segundo Unidades da Federação – 2002</p><p>Fonte: IBGE - PNAD – 2002</p><p>Gravidez na Adolescência</p><p>O comportamento reprodutivo das mulheres brasileiras vem mudando nos últimos anos,</p>
<p>com aumento da participação das mulheres</p><p>mais jovens no padrão de fecundidade do País. Chama a atenção o aumento da proporção de mães com idades abaixo dos 20 anos. Este</p><p>aumento é verificado tanto na faixa de 15 a 19 anos de idade como na de 10 a 14 anos de idade da mãe. A gravidez na adolescência é</p><p>considerada de alto risco, com taxas elevadas de mortalidade materna e infantil.</p><p>Tabela 6</p><p>Concentração de Mulheres de 15 a 17 Anos com Filhos – 2000</p><p>Do ponto de vista percentual, a distância entre os tamanhos dos municípios aparenta não ser significativa quanto à concentração de</p><p>adolescentes mães entre 15 a 17 anos no Brasil, variando entre 7% a 9% do total dessa faixa etária. Porém, em concentração absoluta</p><p>distribuída pelo total de municípios classificados pelo grupo populacional, o quadro é bem diferente, ficando 200 vezes maior a presença</p><p>de adolescentes mães nas metrópoles do que nos municípios pequenos. Já o segundo grupo de municípios pequenos (de 20.000 a 50.000</p><p>habitantes) apresenta quatro vezes mais adolescentes mães do que o primeiro grupo de municípios pequenos (até 20.000 habitantes).</p><p>Equidade</p><p>Idosos</p><p>Segundo a PNAD - 2002, a população idosa (pessoas com 60 ou mais anos de idade) era aproximadamente de 16 milhões de pessoas,</p><p>correspondendo a 9,3% da população brasileira. Considerando o aumento da expectativa de vida, as projeções apontam para uma popu-</p><p>lação de idosos, em 2020, de 25 milhões de pessoas, representando 11,4% da população total brasileira. Esse aumento considerável da</p><p>participação da população idosa produzirá importantes impactos e transformações nas políticas públicas, principalmente saúde, previdên-</p><p>cia e assistência social.</p><p>A distribuição da população com mais de 65 anos nos municípios brasileiros, apresenta uma média percentual equilibrada em torno de</p><p>6%, não havendo discrepância sob esse ponto de vista entre os tamanhos dos municípios. Em termos absolutos, embora também fiquem</p><p>na totalidade em torno de 2 milhões de pessoas nos grupos dos municípios, quando se distribui essa concentração por unidade municipal,</p><p>a maior variação fica entre uma média de 545 idosos nos municípios pequenos até 149.000 idosos nas metrópoles.</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>123</p><p>Tabela 7</p><p>Concentração da População com Mais de 65 Anos nos Municípios – 2000</p><p>Em 2002, a maioria dos idosos brasileiros era de aposentados ou pensionistas, 77,7%. Muitos ainda trabalham, 30,4%, desempenhan-</p><p>do um papel importante para a manutenção da família. No Brasil, das pessoas com idade de 60 ou mais anos, 64,6% eram referências para</p><p>as famílias. Destes, 61,5% eram homens e 38,5% mulheres. Um dado preocupante refere-se ao tipo de família dos idosos. No Brasil, 12,1%</p><p>dos idosos faziam parte de famílias unipessoais, ou seja, moravam sozinhos.</p><p>Pessoas com Deficiência</p><p>Os dados aqui apresentados são baseados na publicação Retratos da Deficiência no Brasil, elaborado em 2003 pelo Centro de Políticas</p><p>Sociais do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, com base nas informações do Censo Demográfico de 2000. Segun-</p><p>do este censo, o Brasil possuía, em 2000, aproximadamente 24,6 milhões de pessoas com alguma deficiência, correspondendo a 14,48%</p><p>do total da população. A Região Nordeste possuía a maior porcentagem de deficientes, 16,8%. O Sudeste, a menor, 13,06% (Tabela 8).</p><p>Tabela 8</p><p>Estimativa da População com Algum Tipo de Deficiência, e Distribuição</p><p>Percentual por Grande Região – 2000</p><p>Diferentemente dos censos realizados anteriormente, o Censo Demográfico de 2000 elaborou um levantamento mais detalhado</p><p>dos universos das pessoas com deficiência, introduzindo graus diversos de severidade das deficiências, incluindo na análise pessoas com</p><p>alguma dificuldade, grande dificuldade e incapacidade de ouvir, enxergar e andar, bem como as pessoas com limitações mentais e físicas.</p><p>Considerando as deficiências em geral, sua incidência está mais associada aos ciclos de vida, enquanto as incapacidades, as doenças</p><p>mentais, paraplegias e as mutilações estão mais relacionadas aos problemas de nascença, acidentes e violência urbana, mais prevalente</p><p>entre homens jovens.</p><p>Segundo o Censo Demográfico de 2000, 32,02% da população estava abaixo da linha de pobreza, ou seja, tinham rendimento familiar</p><p>per capita inferior a 1/2 salário mínimo. Entre as PPDs, 29,05% estavam abaixo da linha da pobreza. Preocupante era a situação das PPIs,</p><p>com 41,62% em situação de pobreza. Entre as PPDs a taxa de pobreza é inferior à da população total. Este resultado pode estar associado</p><p>à atuação do Estado, pela transferência de renda oriundas da assistência social e da previdência social.</p><p>Ainda na perspectiva da equidade, a política de assistência social atua com outros segmentos sujeitos a maiores graus de riscos sociais,</p><p>como a população em situação de rua, indígenas, quilombolas, adolescentes em conflito com a lei, os quais ainda não fazem parte de uma</p><p>visão de totalidade da sociedade brasileira. Tal ocultamento dificulta a construção de uma real perspectiva de sua presença no território</p><p>brasileiro, no sentido de subsidiar o direcionamento de metas das políticas públicas.</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>124</p><p>Investimento da Assistência Social na Esfera Pública</p><p>Com base nas informações disponibilizadas pelo Tesouro Nacional, considerando somente o financiamento público nas ações de as-</p><p>sistência social no Brasil, seguem os números agregados por entes federativos.</p><p>Em 2002, foram investidos R$ 9,9 bilhões de recursos públicos classificados na função orçamentária de código 08 – “Assistência Social”.</p><p>Destes, os Municípios participaram com R$ 3,1 bilhões, incluídos aqui R$ 1 bilhão que o Fundo Nacional de Assistência Social – FNAS trans-</p><p>feriu para os Municípios. Os Estados e o Distrito Federal declararam gastos da ordem de R$ 2 bilhões, sendo que, destes, R$ 611 milhões</p><p>foram recursos recebidos do FNAS. O Governo Federal realizou uma execução orçamentária de R$ 6,5 bilhões com assistência social. Mas</p><p>como repassou R$ 1,6 bilhão aos Estados, ao Distrito Federal e Municípios, a União gastou diretamente R$ 4,9 bilhões na função 08.</p><p>Em 2003, foram investidos R$ 12,3 bilhões de recursos públicos classificados na mesma função orçamentária. Destes, os Municípios</p><p>participaram com R$ 3,6 bilhões, incluídos aqui R$ 1 bilhão repassado pelo FNAS. Os Estados e o Distrito Federal declararam ter gasto R$</p><p>2,2 bilhões, sendo que, destes, R$ 800 milhões foram recursos recebidos do FNAS. O Governo Federal executou R$ 8,4 bilhões, dos quais</p><p>gastou diretamente R$ 6,6 bilhões na função 08, tendo repassado R$ 1,8 bilhão a Estados, Distrito Federal e Municípios.</p><p>Portanto, em termos nominais, os Estados (incluindo o Distrito Federal) ampliaram em 10% as despesas com assistência social. Os</p><p>Municípios, por sua vez, elevaram em 16% seus gastos; e a União, desconsiderando as transferências, despendeu 35% a mais em 2003,</p><p>comparando-se com 2002. Quanto às transferências do FNAS, houve um crescimento de 11% de um ano para o outro.</p><p>A participação relativa dos entes federados nos gastos com assistência social em 2002 e 2003 variou da seguinte forma: a União am-</p><p>pliou sua participação de 49,3% para 53,6%; as Unidades da Federação reduziram de 19,7% para 17,5%; e os Municípios de 31% em 2002</p><p>para 28,9% em 2003.</p><p>A tabela e as representações gráficas a seguir se referem a essas informações:</p><p>Tabela 9</p><p>Participação dos Entes nos Gastos com a Função Assistência Social – 2002/2003</p><p>(em R$ milhões)</p><p>Participação dos Entes nos Gastos com Assistência Social</p><p>Com relação ao co-financiamento das despesas com assistência social, observa-se que a participação da União (transferências do</p><p>FNAS) nas despesas municipais foi de 33,1% em 2002 e de 28,4% em 2003, em média. Nota-se que a participação dos recursos federais é</p><p>maior nos Municípios do Nordeste e menor nos Municípios dos Estados da Região Sudeste.</p><p>Já a participação da União no financiamento das despesas estaduais (incluindo-se o Distrito Federal) com assistência social foi, em</p><p>média, de 31,2%</p>
<p>em 2002 e de 37,1% em 2003.</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>125</p><p>Deve-se ressaltar uma constatação, fruto da análise dos balanços orçamentários dos entes federados enviados à Secretaria do Tesouro</p><p>Nacional – STN, referente à discriminação das receitas orçamentárias: os entes federados devem declarar uma receita denominada “Trans-</p><p>ferências de Recursos do Fundo Nacional de Assistência Social”, entretanto, apenas cinco Estados registraram receitas dessa natureza em</p><p>2002 e 2003, apesar de a União ter repassado recursos para todas as Unidades da Federação. Esta discrepância também acontece quando</p><p>se analisa o balanço dos Municípios. Em 2002, de 4.825 Municípios que apresentaram as contas ao Tesouro Nacional, apenas 1.952 apon-</p><p>taram receitas dessa natureza, enquanto o FNAS transferiu recursos para 4.913 Municípios (88% dos Municípios brasileiros). Em 2003,</p><p>esse número foi de 4.856 (87% de todos os Municípios), mas somente 2.499 Municípios (dos 4.769 declarantes) registraram ter recebido</p><p>recursos do FNAS.</p><p>Se compararmos os gastos públicos com a função Assistência Social em relação ao Produto Interno Bruto – PIB medido a preços de</p><p>mercado pelo IBGE, notaremos uma ampliação significativa da participação. Em 2002, o PIB medido foi de R$ 1.346.028 milhão, dos quais</p><p>0,74% refere-se a essa área. Em 2003, o PIB alcançou R$ 1.514.924 milhão, sendo 0,81% relativo aos gastos dos governos com a política</p><p>de Assistência Social.</p><p>Quando se compara as despesas com Assistência Social em relação ao total gasto com a Seguridade Social, em cada esfera de governo,</p><p>que inclui os totais de despesas com Saúde, Previdência e Assistência Social, efetuada em cada âmbito, observa-se que nos Estados e Dis-</p><p>trito Federal, a média foi de 5,50% em 2002 e 5,38% em 2003. Entretanto, variou entre os Estados o Distrito Federal de 1,2% a 25,3%, em</p><p>2002, e de 0,75% a 34,9%, em 2003. Nos Municípios, agregados por Estados e Distrito Federal, a média foi de 10,86% em 2002 e 10,81%</p><p>em 2003.</p><p>GRÁFICO 3</p><p>Participação Relativa das Despesas Estaduais com Assistência Social sobre Orçamento da Seguridade Social</p><p>Já no âmbito da União, a participação das despesas com Assistência Social na execução orçamentária da Seguridade Social, aumentou</p><p>de 3,7% para 4,1%, de 2002 para 2003. Em 2004, esse percentual deverá atingir o valor de 5%, que foi recomendado pelas últimas Confe-</p><p>rências Nacionais da Assistência Social, cabendo ressaltar que, para o Orçamento 2005, o Governo Federal propôs despesas que ultrapas-</p><p>sam um percentual de 6% do total da Seguridade Social.</p><p>Tabela 10</p><p>Participação Relativa das Despesas com Assistência Social na Execução Orçamentária dos Entes</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>126</p><p>O Benefício de Prestação Continuada e a Renda Mensal Vita-</p><p>lícia (benefício configurado como direito adquirido a ser mantido</p><p>pela assistência social até o momento de sua extinção) tem partici-</p><p>pação expressiva no total desses orçamentos, representando cerca</p><p>de 88% em 2004 e 87% em 2005.</p><p>Vale ressaltar que tais benefícios têm seu custeio praticamente</p><p>mantido com receitas advindas da Contribuição para Financiamen-</p><p>to da Seguridade Social – COFINS (que representa cerca de 90,28%</p><p>do total do orçamento do Fundo Nacional de Assistência Social no</p><p>exercício de 2004). Outras fontes de financiamento compõem o or-</p><p>çamento desse fundo, a saber: Recursos Ordinários – 2,40%; Con-</p><p>tribuições sobre Concursos de Prognósticos – 0,03%; Alienação de</p><p>Bens Apreendidos – 0,22%; Recursos Próprios – Receita de Alugu-</p><p>éis – 0,69%; Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das Pessoas</p><p>Jurídicas – 0,01%; Outras Contribuições Sociais – 0,05% e Fundo de</p><p>Combate e Erradicação da Pobreza – 6,33%.</p><p>Com relação às despesas municipais com assistência social, em</p><p>comparação com o total de seu orçamento, verifica-se que a grande</p><p>parte dos Municípios dos Estados do Sul e Sudeste gastam percen-</p><p>tuais abaixo da média nacional, que foi de 3,04% em 2002 e 3,12%</p><p>em 2003. Destacam-se Municípios de alguns Estados com despesas</p><p>da ordem entre 5% a 7% de seus orçamentos nos dois anos pesqui-</p><p>sados. Ressaltam-se negativamente outros com despesas de 1,70%</p><p>em 2002 e 1,72% em 2003.</p><p>A pesquisa Loas+10 também revela que os Estados e os Muni-</p><p>cípios majoritariamente alocam recursos próprios nas ações dessa</p><p>política, em conformidade com as informações acima disponibiliza-</p><p>das pelo Tesouro Nacional. Os resultados dessa pesquisa apontam</p><p>que a maioria dos Estados, Distrito Federal e Municípios tem recur-</p><p>sos oriundos do orçamento próprio e do Fundo Nacional de Assis-</p><p>tência Social, apesar de não ser frequente o repasse dos recursos de</p><p>seus orçamentos próprios para os respectivos fundos.</p><p>Entretanto, ainda que haja a alocação de recursos das três es-</p><p>feras de governo, constata-se descaracterização da concepção rela-</p><p>tiva ao co-financiamento, à medida que muitos Fundos Municipais</p><p>não recebem recursos das três esferas de governo.</p><p>A esfera estadual é a esfera governamental que menos repassa</p><p>recursos e, até o momento, todos os recursos da esfera federal são</p><p>repassados para ações definidas nacionalmente.</p><p>Destaca-se também o fato da maior parte dos Estados, Distrito</p><p>Federal e Municípios assegurar em legislação e nas leis orçamentá-</p><p>rias locais as fontes de financiamento, embora poucos estabelecem</p><p>um percentual do orçamento a ser aplicado na assistência social.</p><p>Quanto ao financiamento indireto, segundo dados da Receita</p><p>Federal e Previdência Social, dos R$ 2,4 bilhões correspondentes às</p><p>isenções anuais concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social</p><p>– INSS relativas ao pagamento da cota patronal dos encargos sociais</p><p>devidos a esse órgão e oportunizadas em razão da certificação com</p><p>o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEAS,</p><p>51% são de instituições de educação.</p><p>Interessante notar que as instituições de assistência social são</p><p>em maior número que as de educação e saúde.</p><p>2. Política Pública de Assistência Social</p><p>De acordo com o artigo primeiro da LOAS, “a assistência social,</p><p>direito do cidadão e dever do Estado, é Política de Seguridade Social</p><p>não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada através</p><p>de um conjunto integrado de iniciativa pública e da sociedade, para</p><p>garantir o atendimento às necessidades básicas”.</p><p>A Constituição Federal de 1988 traz uma nova concepção para</p><p>a Assistência Social brasileira. Incluída no âmbito da Seguridade So-</p><p>cial e regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS</p><p>em dezembro de 1993, como política social pública, a assistência</p><p>social inicia seu trânsito para um campo novo: o campo dos direi-</p><p>tos, da universalização dos acessos e da responsabilidade estatal. A</p><p>LOAS cria uma nova matriz para a política de assistência social, inse-</p><p>rindo-a no sistema do bem-estar social brasileiro concebido como</p><p>campo da Seguridade Social, configurando o triângulo juntamente</p><p>com a saúde e a previdência social.</p><p>A inserção na Seguridade Social aponta, também, para seu ca-</p><p>ráter de política de Proteção Social articulada a outras políticas do</p><p>campo social, voltadas à garantia de direitos e de condições dignas</p><p>de vida. Segundo Di Giovanni (1998:10), entende-se por Proteção</p><p>Social as formas “institucionalizadas que as sociedades constituem</p><p>para proteger parte ou o conjunto de seus membros. Tais sistemas</p><p>decorrem de certas vicissitudes da vida natural ou social, tais como</p><p>a velhice, a doença, o infortúnio, as privações. (...) Neste conceito,</p><p>também, tanto as formas seletivas de distribuição e redistribuição</p><p>de bens materiais (como a comida e o dinheiro), quanto os bens</p><p>culturais (como os saberes), que permitirão a sobrevivência e a in-</p><p>tegração, sob várias formas na vida social. Ainda, os princípios regu-</p><p>ladores e as normas que, com intuito de proteção, fazem parte da</p><p>vida das coletividades”. Desse modo, a assistência social configura-</p><p>-se como possibilidade de reconhecimento público da legitimidade</p><p>das demandas de seus usuários e espaço de ampliação de seu pro-</p><p>tagonismo.</p><p>A proteção social deve garantir</p>
<p>de-</p><p>finidos pelas histórias dos personagens. A história (enredo) tem um</p><p>ritmo mais acelerado do que a do romance por ter um texto mais</p><p>curto.</p><p>Crônica: texto que narra o cotidiano das pessoas, situações que</p><p>nós mesmos já vivemos e normalmente é utilizado a ironia para</p><p>mostrar um outro lado da mesma história. Na crônica o tempo não</p><p>é relevante e quando é citado, geralmente são pequenos intervalos</p><p>como horas ou mesmo minutos.</p><p>Poesia: apresenta um trabalho voltado para o estudo da lin-</p><p>guagem, fazendo-o de maneira particular, refletindo o momento,</p><p>a vida dos homens através de figuras que possibilitam a criação de</p><p>imagens.</p><p>Editorial: texto dissertativo argumentativo onde expressa a</p><p>opinião do editor através de argumentos e fatos sobre um assunto</p><p>que está sendo muito comentado (polêmico). Sua intenção é con-</p><p>vencer o leitor a concordar com ele.</p><p>Entrevista: texto expositivo e é marcado pela conversa de um</p><p>entrevistador e um entrevistado para a obtenção de informações.</p><p>Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas</p><p>de destaque sobre algum assunto de interesse.</p><p>Cantiga de roda: gênero empírico, que na escola se materiali-</p><p>za em uma concretude da realidade. A cantiga de roda permite as</p><p>crianças terem mais sentido em relação a leitura e escrita, ajudando</p><p>os professores a identificar o nível de alfabetização delas.</p><p>Receita: texto instrucional e injuntivo que tem como objetivo</p><p>de informar, aconselhar, ou seja, recomendam dando uma certa li-</p><p>berdade para quem recebe a informação.</p><p>DISTINÇÃO DE FATO E OPINIÃO SOBRE ESSE FATO</p><p>Fato</p><p>O fato é algo que aconteceu ou está acontecendo. A existência</p><p>do fato pode ser constatada de modo indiscutível. O fato pode é</p><p>uma coisa que aconteceu e pode ser comprovado de alguma manei-</p><p>ra, através de algum documento, números, vídeo ou registro.</p><p>Exemplo de fato:</p><p>A mãe foi viajar.</p><p>Interpretação</p><p>É o ato de dar sentido ao fato, de entendê-lo. Interpretamos</p><p>quando relacionamos fatos, os comparamos, buscamos suas cau-</p><p>sas, previmos suas consequências.</p><p>Entre o fato e sua interpretação há uma relação lógica: se apon-</p><p>tamos uma causa ou consequência, é necessário que seja plausível.</p><p>Se comparamos fatos, é preciso que suas semelhanças ou diferen-</p><p>ças sejam detectáveis.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>11</p><p>Exemplos de interpretação:</p><p>A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou-</p><p>tro país.</p><p>A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão</p><p>do que com a filha.</p><p>Opinião</p><p>A opinião é a avaliação que se faz de um fato considerando um</p><p>juízo de valor. É um julgamento que tem como base a interpretação</p><p>que fazemos do fato.</p><p>Nossas opiniões costumam ser avaliadas pelo grau de coerên-</p><p>cia que mantêm com a interpretação do fato. É uma interpretação</p><p>do fato, ou seja, um modo particular de olhar o fato. Esta opinião</p><p>pode alterar de pessoa para pessoa devido a fatores socioculturais.</p><p>Exemplos de opiniões que podem decorrer das interpretações</p><p>anteriores:</p><p>A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou-</p><p>tro país. Ela tomou uma decisão acertada.</p><p>A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão</p><p>do que com a filha. Ela foi egoísta.</p><p>Muitas vezes, a interpretação já traz implícita uma opinião.</p><p>Por exemplo, quando se mencionam com ênfase consequên-</p><p>cias negativas que podem advir de um fato, se enaltecem previsões</p><p>positivas ou se faz um comentário irônico na interpretação, já esta-</p><p>mos expressando nosso julgamento.</p><p>É muito importante saber a diferença entre o fato e opinião,</p><p>principalmente quando debatemos um tema polêmico ou quando</p><p>analisamos um texto dissertativo.</p><p>Exemplo:</p><p>A mãe viajou e deixou a filha só. Nem deve estar se importando</p><p>com o sofrimento da filha.</p><p>ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRAFOS</p><p>Uma boa redação é dividida em ideias relacionadas entre si</p><p>ajustadas a uma ideia central que norteia todo o pensamento do</p><p>texto. Um dos maiores problemas nas redações é estruturar as</p><p>ideias para fazer com que o leitor entenda o que foi dito no texto.</p><p>Fazer uma estrutura no texto para poder guiar o seu pensamento</p><p>e o do leitor.</p><p>Parágrafo</p><p>O parágrafo organizado em torno de uma ideia-núcleo, que é</p><p>desenvolvida por ideias secundárias. O parágrafo pode ser forma-</p><p>do por uma ou mais frases, sendo seu tamanho variável. No texto</p><p>dissertativo-argumentativo, os parágrafos devem estar todos rela-</p><p>cionados com a tese ou ideia principal do texto, geralmente apre-</p><p>sentada na introdução.</p><p>Embora existam diferentes formas de organização de parágra-</p><p>fos, os textos dissertativo-argumentativos e alguns gêneros jornalís-</p><p>ticos apresentam uma estrutura-padrão. Essa estrutura consiste em</p><p>três partes: a ideia-núcleo, as ideias secundárias (que desenvolvem</p><p>a ideia-núcleo) e a conclusão (que reafirma a ideia-básica). Em pa-</p><p>rágrafos curtos, é raro haver conclusão.</p><p>Introdução: faz uma rápida apresentação do assunto e já traz</p><p>uma ideia da sua posição no texto, é normalmente aqui que você</p><p>irá identificar qual o problema do texto, o porque ele está sendo</p><p>escrito. Normalmente o tema e o problema são dados pela própria</p><p>prova.</p><p>Desenvolvimento: elabora melhor o tema com argumentos e</p><p>ideias que apoiem o seu posicionamento sobre o assunto. É possí-</p><p>vel usar argumentos de várias formas, desde dados estatísticos até</p><p>citações de pessoas que tenham autoridade no assunto.</p><p>Conclusão: faz uma retomada breve de tudo que foi abordado</p><p>e conclui o texto. Esta última parte pode ser feita de várias maneiras</p><p>diferentes, é possível deixar o assunto ainda aberto criando uma</p><p>pergunta reflexiva, ou concluir o assunto com as suas próprias con-</p><p>clusões a partir das ideias e argumentos do desenvolvimento.</p><p>Outro aspecto que merece especial atenção são os conecto-</p><p>res. São responsáveis pela coesão do texto e tornam a leitura mais</p><p>fluente, visando estabelecer um encadeamento lógico entre as</p><p>ideias e servem de ligação entre o parágrafo, ou no interior do pe-</p><p>ríodo, e o tópico que o antecede.</p><p>Saber usá-los com precisão, tanto no interior da frase, quanto</p><p>ao passar de um enunciado para outro, é uma exigência também</p><p>para a clareza do texto.</p><p>Sem os conectores (pronomes relativos, conjunções, advér-</p><p>bios, preposições, palavras denotativas) as ideias não fluem, muitas</p><p>vezes o pensamento não se completa, e o texto torna-se obscuro,</p><p>sem coerência.</p><p>Esta estrutura é uma das mais utilizadas em textos argumenta-</p><p>tivos, e por conta disso é mais fácil para os leitores.</p><p>Existem diversas formas de se estruturar cada etapa dessa es-</p><p>trutura de texto, entretanto, apenas segui-la já leva ao pensamento</p><p>mais direto.</p><p>NÍVEIS DE LINGUAGEM</p><p>Definição de linguagem</p><p>Linguagem é qualquer meio sistemático de comunicar ideias</p><p>ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos,</p><p>gestuais etc. A linguagem é individual e flexível e varia dependendo</p><p>da idade, cultura, posição social, profissão etc. A maneira de arti-</p><p>cular as palavras, organizá-las na frase, no texto, determina nossa</p><p>linguagem, nosso estilo (forma de expressão pessoal).</p><p>As inovações linguísticas, criadas pelo falante, provocam, com</p><p>o decorrer do tempo, mudanças na estrutura da língua, que só as</p><p>incorpora muito lentamente, depois de aceitas por todo o grupo</p><p>social. Muitas novidades criadas na linguagem não vingam na língua</p><p>e caem em desuso.</p><p>Língua escrita e língua falada</p><p>A língua escrita não é a simples reprodução gráfica da língua</p><p>falada, por que os sinais gráficos não conseguem registrar grande</p><p>parte dos elementos da fala, como o timbre da voz, a entonação, e</p><p>ainda os gestos e a expressão facial. Na realidade a língua falada é</p><p>mais descontraída, espontânea e informal, porque se manifesta na</p><p>conversação diária, na sensibilidade e na liberdade de expressão</p><p>do falante. Nessas situações informais, muitas regras determinadas</p><p>pela língua padrão são quebradas em nome da naturalidade, da li-</p><p>berdade de expressão e da sensibilidade estilística do falante.</p><p>Linguagem popular e linguagem culta</p><p>Podem valer-se tanto da linguagem popular quanto da lingua-</p>
<p>as seguintes seguranças: segu-</p><p>rança de sobrevivência (de rendimento e de autonomia); de acolhi-</p><p>da; de convívio ou vivência familiar.</p><p>A segurança de rendimentos não é uma compensação do valor</p><p>do salário mínimo inadequado, mas a garantia de que todos tenham</p><p>uma forma monetária de garantir sua sobrevivência, independente-</p><p>mente de suas limitações para o trabalho ou do desemprego.</p><p>É o caso de pessoas com deficiência, idosos, desempregados,</p><p>famílias numerosas, famílias desprovidas das condições básicas</p><p>para sua reprodução social em padrão digno e cidadã.</p><p>Por segurança da acolhida, entende-se como uma das seguran-</p><p>ças primordiais da política de assistência social. Ela opera com a</p><p>provisão de necessidades humanas que começa com os direitos à</p><p>alimentação, ao vestuário e ao abrigo, próprios à vida humana em</p><p>sociedade. A conquista da autonomia na provisão dessas necessi-</p><p>dades básicas é a orientação desta segurança da assistência social.</p><p>É possível, todavia, que alguns indivíduos não conquistem por toda</p><p>a sua vida, ou por um período dela, a autonomia destas provisões</p><p>básicas, por exemplo, pela idade – uma criança ou um idoso –, por</p><p>alguma deficiência ou por uma restrição momentânea ou contínua</p><p>da saúde física ou mental.</p><p>Outra situação que pode demandar acolhida, nos tempos atu-</p><p>ais, é a necessidade de separação da família ou da parentela por</p><p>múltiplas situações, como violência familiar ou social, drogadição,</p><p>alcoolismo, desemprego prolongado e criminalidade. Podem ocor-</p><p>rer também situações de desastre ou acidentes naturais, além da</p><p>profunda destituição e abandono que demandam tal provisão.</p><p>A segurança da vivência familiar ou a segurança do convívio é</p><p>uma das necessidades a ser preenchida pela política de assistên-</p><p>cia social. Isto supõe a não aceitação de situações de reclusão, de</p><p>situações de perda das relações. É próprio da natureza humana o</p><p>comportamento gregário. É na relação que o ser cria sua identida-</p><p>de e reconhece a sua subjetividade. A dimensão societária da vida</p><p>desenvolve potencialidades, subjetividades coletivas, construções</p><p>culturais, políticas e, sobretudo, os processos civilizatórios. As bar-</p><p>reiras relacionais criadas por questões individuais, grupais, sociais</p><p>por discriminação ou múltiplas inaceitações ou intolerâncias estão</p><p>no campo do convívio humano. A dimensão multicultural, interge-</p><p>racional, interterritoriais, intersubjetivas, entre outras, devem ser</p><p>ressaltadas na perspectiva do direito ao convívio.</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>127</p><p>Nesse sentido a Política Pública de Assistência Social marca sua</p><p>especificidade no campo das políticas sociais, pois configura res-</p><p>ponsabilidades de Estado próprias a serem asseguradas aos cida-</p><p>dãos brasileiros.</p><p>Marcada pelo caráter civilizatório presente na consagração de</p><p>direitos sociais, a LOAS exige que as provisões assistenciais sejam</p><p>prioritariamente pensadas no âmbito das garantias de cidadania</p><p>sob vigilância do Estado, cabendo a este a universalização da co-</p><p>bertura e a garantia de direitos e acesso para serviços, programas e</p><p>projetos sob sua responsabilidade.</p><p>2.1. Princípios</p><p>Em consonância com o disposto na LOAS, capítulo II, seção I,</p><p>artigo 4º, a Política Nacional de Assistência Social rege-se pelos se-</p><p>guintes princípios democráticos:</p><p>I – Supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre</p><p>as exigências de rentabilidade econômica;</p><p>II – Universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o des-</p><p>tinatário da ação assistencial alcançável pelas demais políticas pú-</p><p>blicas;</p><p>III – Respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao</p><p>seu direito a benefícios e serviços de qualidade, bem como à con-</p><p>vivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação</p><p>vexatória de necessidade;</p><p>IV – Igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem dis-</p><p>criminação de qualquer natureza, garantindo-se equivalência às po-</p><p>pulações urbanas e rurais;</p><p>V – Divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e</p><p>projetos assistenciais, bem como dos recursos oferecidos pelo Po-</p><p>der Público e dos critérios para sua concessão.</p><p>2.2. Diretrizes</p><p>A organização da Assistência Social tem as seguintes diretrizes,</p><p>baseadas na Constituição Federal de 1988 e na LOAS:</p><p>I - Descentralização político-administrativa, cabendo a coorde-</p><p>nação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e execu-</p><p>ção dos respectivos programas às esferas estadual e municipal, bem</p><p>como a entidades beneficentes e de assistência social, garantindo o</p><p>comando único das ações em cada esfera de governo, respeitando-</p><p>-se as diferenças e as características socioterritoriais locais;</p><p>II – Participação da população, por meio de organizações repre-</p><p>sentativas, na formulação das políticas e no controle das ações em</p><p>todos os níveis;</p><p>III – Primazia da responsabilidade do Estado na condução da</p><p>Política de Assistência Social em cada esfera de governo;</p><p>IV – Centralidade na família para concepção e implementação</p><p>dos benefícios, serviços, programas e projetos.</p><p>2.3. Objetivos</p><p>A Política Pública de Assistência Social realiza-se de forma in-</p><p>tegrada às políticas setoriais, considerando as desigualdades so-</p><p>cioterritoriais, visando seu enfrentamento, à garantia dos mínimos</p><p>sociais, ao provimento de condições para atender contingências so-</p><p>ciais e à universalização dos direitos sociais. Sob essa perspectiva,</p><p>objetiva:</p><p>- Prover serviços, programas, projetos e benefícios de proteção</p><p>social básica e, ou, especial para famílias, indivíduos e grupos que</p><p>deles necessitarem.</p><p>- Contribuir com a inclusão e a equidade dos usuários e grupos</p><p>específicos, ampliando o acesso aos bens e serviços socioassisten-</p><p>ciais básicos e especiais, em áreas urbana e rural.</p><p>- Assegurar que as ações no âmbito da assistência social te-</p><p>nham centralidade na família, e que garantam a convivência fami-</p><p>liar e comunitária.</p><p>2.4. Usuários</p><p>Constitui o público usuário da Política de Assistência Social, ci-</p><p>dadãos e grupos que se encontram em situações de vulnerabilidade</p><p>e riscos, tais como: famílias e indivíduos com perda ou fragilidade</p><p>de vínculos de afetividade, pertencimento e sociabilidade; ciclos</p><p>de vida; identidades estigmatizadas em termos étnico, cultural e</p><p>sexual; desvantagem pessoal resultante de deficiências; exclusão</p><p>pela pobreza e, ou, no acesso às demais políticas públicas; uso de</p><p>substâncias psicoativas; diferentes formas de violência advinda do</p><p>núcleo familiar, grupos e indivíduos; inserção precária ou não in-</p><p>serção no mercado de trabalho formal e informal; estratégias e al-</p><p>ternativas diferenciadas de sobrevivência que podem representar</p><p>risco pessoal e social.</p><p>2.5. Assistência Social e as Proteções Afiançadas</p><p>2.5.1. Proteção Social Básica</p><p>A proteção social básica tem como objetivos prevenir situações</p><p>de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisi-</p><p>ções, e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Des-</p><p>tina-se à população que vive em situação de vulnerabilidade social</p><p>decorrente da pobreza, privação (ausência de renda, precário ou</p><p>nulo acesso aos serviços públicos, dentre outros) e, ou, fragilização</p><p>de vínculos afetivos – relacionais e de pertencimento social (dis-</p><p>criminações etárias, étnicas, de gênero ou por deficiências, dentre</p><p>outras).</p><p>Prevê o desenvolvimento de serviços, programas e projetos</p><p>locais de acolhimento, convivência e socialização de famílias e de</p><p>indivíduos, conforme identificação da situação de vulnerabilidade</p><p>apresentada. Deverão incluir as pessoas com deficiência e ser orga-</p><p>nizados em rede, de modo a inseri-las nas diversas ações ofertadas.</p><p>Os benefícios, tanto de prestação continuada como os eventuais,</p><p>compõem a proteção social básica, dada a natureza de sua reali-</p><p>zação.</p><p>Os programas e projetos são executados pelas três instâncias</p><p>de governo e devem ser articulados dentro do SUAS. Vale destacar</p><p>o Programa de Atenção Integral à Família – PAIF que, pactuado e as-</p><p>sumido pelas diferentes esferas de governo, surtiu efeitos concretos</p><p>na sociedade brasileira.</p><p>O BPC constitui uma garantia</p>
<p>gem culta. Obviamente a linguagem popular é mais usada na fala,</p><p>nas expressões orais cotidianas. Porém, nada impede que ela esteja</p><p>presente em poesias (o Movimento Modernista Brasileiro procurou</p><p>valorizar a linguagem popular), contos, crônicas e romances em que</p><p>o diálogo é usado para representar a língua falada.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>12</p><p>Linguagem Popular ou Coloquial</p><p>Usada espontânea e fluentemente pelo povo. Mostra-se quase</p><p>sempre rebelde à norma gramatical e é carregada de vícios de lin-</p><p>guagem (solecismo – erros de regência e concordância; barbarismo</p><p>– erros de pronúncia, grafia e flexão; ambiguidade; cacofonia; pleo-</p><p>nasmo), expressões vulgares, gírias e preferência pela coordenação,</p><p>que ressalta o caráter oral e popular da língua. A linguagem popular</p><p>está presente nas conversas familiares ou entre amigos, anedotas,</p><p>irradiação de esportes, programas de TV e auditório, novelas, na</p><p>expressão dos esta dos emocionais etc.</p><p>A Linguagem Culta ou Padrão</p><p>É a ensinada nas escolas e serve de veículo às ciências em que</p><p>se apresenta com terminologia especial. É usada pelas pessoas ins-</p><p>truídas das diferentes classes sociais e caracteriza-se pela obediên-</p><p>cia às normas gramaticais. Mais comumente usada na linguagem</p><p>escrita e literária, reflete prestígio social e cultural. É mais artificial,</p><p>mais estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas,</p><p>conferências, sermões, discursos políticos, comunicações científi-</p><p>cas, noticiários de TV, programas culturais etc.</p><p>Gíria</p><p>A gíria relaciona-se ao cotidiano de certos grupos sociais como</p><p>arma de defesa contra as classes dominantes. Esses grupos utilizam</p><p>a gíria como meio de expressão do cotidiano, para que as mensa-</p><p>gens sejam decodificadas apenas por eles mesmos.</p><p>Assim a gíria é criada por determinados grupos que divulgam</p><p>o palavreado para outros grupos até chegar à mídia. Os meios de</p><p>comunicação de massa, como a televisão e o rádio, propagam os</p><p>novos vocábulos, às vezes, também inventam alguns. A gíria pode</p><p>acabar incorporada pela língua oficial, permanecer no vocabulário</p><p>de pequenos grupos ou cair em desuso.</p><p>Ex.: “chutar o pau da barraca”, “viajar na maionese”, “galera”,</p><p>“mina”, “tipo assim”.</p><p>Linguagem vulgar</p><p>Existe uma linguagem vulgar relacionada aos que têm pouco</p><p>ou nenhum contato com centros civilizados. Na linguagem vulgar</p><p>há estruturas com “nóis vai, lá”, “eu di um beijo”, “Ponhei sal na</p><p>comida”.</p><p>Linguagem regional</p><p>Regionalismos são variações geográficas do uso da língua pa-</p><p>drão, quanto às construções gramaticais e empregos de certas pala-</p><p>vras e expressões. Há, no Brasil, por exemplo, os falares amazônico,</p><p>nordestino, baiano, fluminense, mineiro, sulino.</p><p>Tipos e genêros textuais</p><p>Os tipos textuais configuram-se como modelos fixos e abran-</p><p>gentes que objetivam a distinção e definição da estrutura, bem</p><p>como aspectos linguísticos de narração, dissertação, descrição e</p><p>explicação. Eles apresentam estrutura definida e tratam da forma</p><p>como um texto se apresenta e se organiza. Existem cinco tipos clás-</p><p>sicos que aparecem em provas: descritivo, injuntivo, expositivo (ou</p><p>dissertativo-expositivo) dissertativo e narrativo. Vejamos alguns</p><p>exemplos e as principais características de cada um deles.</p><p>Tipo textual descritivo</p><p>A descrição é uma modalidade de composição textual cujo</p><p>objetivo é fazer um retrato por escrito (ou não) de um lugar, uma</p><p>pessoa, um animal, um pensamento, um sentimento, um objeto,</p><p>um movimento etc.</p><p>Características principais:</p><p>• Os recursos formais mais encontrados são os de valor adje-</p><p>tivo (adjetivo, locução adjetiva e oração adjetiva), por sua função</p><p>caracterizadora.</p><p>• Há descrição objetiva e subjetiva, normalmente numa enu-</p><p>meração.</p><p>• A noção temporal é normalmente estática.</p><p>• Normalmente usam-se verbos de ligação para abrir a defini-</p><p>ção.</p><p>• Normalmente aparece dentro de um texto narrativo.</p><p>• Os gêneros descritivos mais comuns são estes: manual, anún-</p><p>cio, propaganda, relatórios, biografia, tutorial.</p><p>Exemplo:</p><p>Era uma casa muito engraçada</p><p>Não tinha teto, não tinha nada</p><p>Ninguém podia entrar nela, não</p><p>Porque na casa não tinha chão</p><p>Ninguém podia dormir na rede</p><p>Porque na casa não tinha parede</p><p>Ninguém podia fazer pipi</p><p>Porque penico não tinha ali</p><p>Mas era feita com muito esmero</p><p>Na rua dos bobos, número zero</p><p>(Vinícius de Moraes)</p><p>TIPO TEXTUAL INJUNTIVO</p><p>A injunção indica como realizar uma ação, aconselha, impõe,</p><p>instrui o interlocutor. Chamado também de texto instrucional, o</p><p>tipo de texto injuntivo é utilizado para predizer acontecimentos e</p><p>comportamentos, nas leis jurídicas.</p><p>Características principais:</p><p>• Normalmente apresenta frases curtas e objetivas, com ver-</p><p>bos de comando, com tom imperativo; há também o uso do futuro</p><p>do presente (10 mandamentos bíblicos e leis diversas).</p><p>• Marcas de interlocução: vocativo, verbos e pronomes de 2ª</p><p>pessoa ou 1ª pessoa do plural, perguntas reflexivas etc.</p><p>Exemplo:</p><p>Impedidos do Alistamento Eleitoral (art. 5º do Código Eleito-</p><p>ral) – Não podem alistar-se eleitores: os que não saibam exprimir-se</p><p>na língua nacional, e os que estejam privados, temporária ou defi-</p><p>nitivamente dos direitos políticos. Os militares são alistáveis, desde</p><p>que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes ou</p><p>suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militares de ensino su-</p><p>perior para formação de oficiais.</p><p>Tipo textual expositivo</p><p>A dissertação é o ato de apresentar ideias, desenvolver racio-</p><p>cínio, analisar contextos, dados e fatos, por meio de exposição,</p><p>discussão, argumentação e defesa do que pensamos. A dissertação</p><p>pode ser expositiva ou argumentativa.</p><p>A dissertação-expositiva é caracterizada por esclarecer um as-</p><p>sunto de maneira atemporal, com o objetivo de explicá-lo de ma-</p><p>neira clara, sem intenção de convencer o leitor ou criar debate.</p><p>Características principais:</p><p>• Apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão.</p><p>• O objetivo não é persuadir, mas meramente explicar, infor-</p><p>mar.</p><p>• Normalmente a marca da dissertação é o verbo no presente.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>13</p><p>• Amplia-se a ideia central, mas sem subjetividade ou defesa</p><p>de ponto de vista.</p><p>• Apresenta linguagem clara e imparcial.</p><p>Exemplo:</p><p>O texto dissertativo consiste na ampliação, na discussão, no</p><p>questionamento, na reflexão, na polemização, no debate, na ex-</p><p>pressão de um ponto de vista, na explicação a respeito de um de-</p><p>terminado tema.</p><p>Existem dois tipos de dissertação bem conhecidos: a disserta-</p><p>ção expositiva (ou informativa) e a argumentativa (ou opinativa).</p><p>Portanto, pode-se dissertar simplesmente explicando um as-</p><p>sunto, imparcialmente, ou discutindo-o, parcialmente.</p><p>Tipo textual dissertativo-argumentativo</p><p>Este tipo de texto — muito frequente nas provas de concur-</p><p>sos — apresenta posicionamentos pessoais e exposição de ideias</p><p>apresentadas de forma lógica. Com razoável grau de objetividade,</p><p>clareza, respeito pelo registro formal da língua e coerência, seu in-</p><p>tuito é a defesa de um ponto de vista que convença o interlocutor</p><p>(leitor ou ouvinte).</p><p>Características principais:</p><p>• Presença de estrutura básica (introdução, desenvolvimento</p><p>e conclusão): ideia principal do texto (tese); argumentos (estraté-</p><p>gias argumentativas: causa-efeito, dados estatísticos, testemunho</p><p>de autoridade, citações, confronto, comparação, fato, exemplo,</p><p>enumeração...); conclusão (síntese dos pontos principais com su-</p><p>gestão/solução).</p><p>• Utiliza verbos na 1ª pessoa (normalmente nas argumentações</p><p>informais) e na 3ª pessoa do presente do indicativo (normalmente</p><p>nas argumentações formais) para imprimir uma atemporalidade e</p><p>um caráter de verdade ao que está sendo dito.</p><p>• Privilegiam-se as estruturas impessoais, com certas modali-</p><p>zações discursivas (indicando noções de possibilidade, certeza ou</p><p>probabilidade) em vez de juízos de valor ou sentimentos exaltados.</p><p>• Há um cuidado com a progressão temática, isto é, com o de-</p><p>senvolvimento coerente da ideia principal, evitando-se rodeios.</p><p>Exemplo:</p><p>A maioria dos problemas existentes em um país em desenvol-</p><p>vimento, como o nosso, podem ser</p>
<p>resolvidos com uma eficiente</p><p>administração política (tese), porque a força governamental certa-</p><p>mente se sobrepõe a poderes paralelos, os quais – por negligência</p><p>de nossos representantes – vêm aterrorizando as grandes metró-</p><p>poles. Isso ficou claro no confronto entre a força militar do RJ e os</p><p>traficantes, o que comprovou uma verdade simples: se for do desejo</p><p>dos políticos uma mudança radical visando o bem-estar da popula-</p><p>ção, isso é plenamente possível (estratégia argumentativa: fato-</p><p>-exemplo). É importante salientar, portanto, que não devemos ficar</p><p>de mãos atadas à espera de uma atitude do governo só quando o</p><p>caos se estabelece; o povo tem e sempre terá de colaborar com uma</p><p>cobrança efetiva (conclusão).</p><p>Tipo textual narrativo</p><p>O texto narrativo é uma modalidade textual em que se conta</p><p>um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lu-</p><p>gar, envolvendo certos personagens. Toda narração tem um enredo,</p><p>personagens, tempo, espaço e narrador (ou foco narrativo).</p><p>Características principais:</p><p>• O tempo verbal predominante é o passado.</p><p>• Foco narrativo com narrador de 1ª pessoa (participa da his-</p><p>tória – onipresente) ou de 3ª pessoa (não participa da história –</p><p>onisciente).</p><p>• Normalmente, nos concursos públicos, o texto aparece em</p><p>prosa, não em verso.</p><p>Exemplo:</p><p>Solidão</p><p>João era solteiro, vivia só e era feliz. Na verdade, a solidão era</p><p>o que o tornava assim. Conheceu Maria, também solteira, só e fe-</p><p>liz. Tão iguais, a afinidade logo se transforma em paixão. Casam-se.</p><p>Dura poucas semanas. Não havia mesmo como dar certo: ao se uni-</p><p>rem, um tirou do outro a essência da felicidade.</p><p>Nelson S. Oliveira</p><p>Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/4835684</p><p>GÊNEROS TEXTUAIS</p><p>Já os gêneros textuais (ou discursivos) são formas diferentes</p><p>de expressão comunicativa. As muitas formas de elaboração de um</p><p>texto se tornam gêneros, de acordo com a intenção do seu pro-</p><p>dutor. Logo, os gêneros apresentam maior diversidade e exercem</p><p>funções sociais específicas, próprias do dia a dia. Ademais, são</p><p>passíveis de modificações ao longo do tempo, mesmo que preser-</p><p>vando características preponderantes. Vejamos, agora, uma tabela</p><p>que apresenta alguns gêneros textuais classificados com os tipos</p><p>textuais que neles predominam.</p><p>Tipo Textual</p><p>Predominante</p><p>Gêneros Textuais</p><p>Descritivo Diário</p><p>Relatos (viagens, históricos,</p><p>etc.)</p><p>Biografia e autobiografia</p><p>Notícia</p><p>Currículo</p><p>Lista de compras</p><p>Cardápio</p><p>Anúncios de classificados</p><p>Injuntivo Receita culinária</p><p>Bula de remédio</p><p>Manual de instruções</p><p>Regulamento</p><p>Textos prescritivos</p><p>Expositivo Seminários</p><p>Palestras</p><p>Conferências</p><p>Entrevistas</p><p>Trabalhos acadêmicos</p><p>Enciclopédia</p><p>Verbetes de dicionários</p><p>Dissertativo-</p><p>argumentativo</p><p>Editorial Jornalístico</p><p>Carta de opinião</p><p>Resenha</p><p>Artigo</p><p>Ensaio</p><p>Monografia, dissertação de</p><p>mestrado e tese de doutorado</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>14</p><p>Narrativo Romance</p><p>Novela</p><p>Crônica</p><p>Contos de Fada</p><p>Fábula</p><p>Lendas</p><p>Sintetizando: os tipos textuais são fixos, finitos e tratam da for-</p><p>ma como o texto se apresenta. Os gêneros textuais são fluidos, infi-</p><p>nitos e mudam de acordo com a demanda social.</p><p>INTERTEXTUALIDADE</p><p>A intertextualidade é um recurso realizado entre textos, ou</p><p>seja, é a influência e relação que um estabelece sobre o outro. As-</p><p>sim, determina o fenômeno relacionado ao processo de produção</p><p>de textos que faz referência (explícita ou implícita) aos elementos</p><p>existentes em outro texto, seja a nível de conteúdo, forma ou de</p><p>ambos: forma e conteúdo.</p><p>Grosso modo, a intertextualidade é o diálogo entre textos, de</p><p>forma que essa relação pode ser estabelecida entre as produções</p><p>textuais que apresentem diversas linguagens (visual, auditiva, escri-</p><p>ta), sendo expressa nas artes (literatura, pintura, escultura, música,</p><p>dança, cinema), propagandas publicitárias, programas televisivos,</p><p>provérbios, charges, dentre outros.</p><p>Tipos de Intertextualidade</p><p>• Paródia: perversão do texto anterior que aparece geralmen-</p><p>te, em forma de crítica irônica de caráter humorístico. Do grego (paro-</p><p>dès), a palavra “paródia” é formada pelos termos “para” (semelhante)</p><p>e “odes” (canto), ou seja, “um canto (poesia) semelhante a outro”. Esse</p><p>recurso é muito utilizado pelos programas humorísticos.</p><p>• Paráfrase: recriação de um texto já existente mantendo a</p><p>mesma ideia contida no texto original, entretanto, com a utilização</p><p>de outras palavras. O vocábulo “paráfrase”, do grego (paraphrasis),</p><p>significa a “repetição de uma sentença”.</p><p>• Epígrafe: recurso bastante utilizado em obras e textos cientí-</p><p>ficos. Consiste no acréscimo de uma frase ou parágrafo que tenha</p><p>alguma relação com o que será discutido no texto. Do grego, o ter-</p><p>mo “epígrafhe” é formado pelos vocábulos “epi” (posição superior)</p><p>e “graphé” (escrita).</p><p>• Citação: Acréscimo de partes de outras obras numa produção</p><p>textual, de forma que dialoga com ele; geralmente vem expressa</p><p>entre aspas e itálico, já que se trata da enunciação de outro autor.</p><p>Esse recurso é importante haja vista que sua apresentação sem re-</p><p>lacionar a fonte utilizada é considerado “plágio”. Do Latim, o termo</p><p>“citação” (citare) significa convocar.</p><p>• Alusão: Faz referência aos elementos presentes em outros</p><p>textos. Do Latim, o vocábulo “alusão” (alludere) é formado por dois</p><p>termos: “ad” (a, para) e “ludere” (brincar).</p><p>• Outras formas de intertextualidade menos discutidas são</p><p>o pastiche, o sample, a tradução e a bricolagem.</p><p>ARGUMENTAÇÃO</p><p>O ato de comunicação não visa apenas transmitir uma informa-</p><p>ção a alguém. Quem comunica pretende criar uma imagem positiva</p><p>de si mesmo (por exemplo, a de um sujeito educado, ou inteligente,</p><p>ou culto), quer ser aceito, deseja que o que diz seja admitido como</p><p>verdadeiro. Em síntese, tem a intenção de convencer, ou seja, tem</p><p>o desejo de que o ouvinte creia no que o texto diz e faça o que ele</p><p>propõe.</p><p>Se essa é a finalidade última de todo ato de comunicação, todo</p><p>texto contém um componente argumentativo. A argumentação é o</p><p>conjunto de recursos de natureza linguística destinados a persuadir</p><p>a pessoa a quem a comunicação se destina. Está presente em todo</p><p>tipo de texto e visa a promover adesão às teses e aos pontos de</p><p>vista defendidos.</p><p>As pessoas costumam pensar que o argumento seja apenas</p><p>uma prova de verdade ou uma razão indiscutível para comprovar a</p><p>veracidade de um fato. O argumento é mais que isso: como se disse</p><p>acima, é um recurso de linguagem utilizado para levar o interlocu-</p><p>tor a crer naquilo que está sendo dito, a aceitar como verdadeiro o</p><p>que está sendo transmitido. A argumentação pertence ao domínio</p><p>da retórica, arte de persuadir as pessoas mediante o uso de recur-</p><p>sos de linguagem.</p><p>Para compreender claramente o que é um argumento, é bom</p><p>voltar ao que diz Aristóteles, filósofo grego do século IV a.C., numa</p><p>obra intitulada “Tópicos: os argumentos são úteis quando se tem de</p><p>escolher entre duas ou mais coisas”.</p><p>Se tivermos de escolher entre uma coisa vantajosa e uma des-</p><p>vantajosa, como a saúde e a doença, não precisamos argumentar.</p><p>Suponhamos, no entanto, que tenhamos de escolher entre duas</p><p>coisas igualmente vantajosas, a riqueza e a saúde. Nesse caso, pre-</p><p>cisamos argumentar sobre qual das duas é mais desejável. O argu-</p><p>mento pode então ser definido como qualquer recurso que torna</p><p>uma coisa mais desejável que outra. Isso significa que ele atua no</p><p>domínio do preferível. Ele é utilizado para fazer o interlocutor crer</p><p>que, entre duas teses, uma é mais provável que a outra, mais pos-</p><p>sível que a outra, mais desejável que a outra, é preferível à outra.</p><p>O objetivo da argumentação não é demonstrar a verdade de</p><p>um fato, mas levar o ouvinte a admitir como verdadeiro o que o</p><p>enunciador está propondo.</p><p>Há uma diferença entre o raciocínio lógico e a argumentação.</p><p>O primeiro opera no domínio do necessário, ou seja, pretende</p><p>demonstrar que uma conclusão deriva necessariamente das pre-</p><p>missas propostas, que se deduz obrigatoriamente dos postulados</p><p>admitidos. No raciocínio lógico, as conclusões não dependem de</p><p>crenças, de uma maneira de ver</p>
<p>o mundo, mas apenas do encadea-</p><p>mento de premissas e conclusões.</p><p>Por exemplo, um raciocínio lógico é o seguinte encadeamento:</p><p>A é igual a B.</p><p>A é igual a C.</p><p>Então: C é igual a A.</p><p>Admitidos os dois postulados, a conclusão é, obrigatoriamente,</p><p>que C é igual a A.</p><p>Outro exemplo:</p><p>Todo ruminante é um mamífero.</p><p>A vaca é um ruminante.</p><p>Logo, a vaca é um mamífero.</p><p>Admitidas como verdadeiras as duas premissas, a conclusão</p><p>também será verdadeira.</p><p>No domínio da argumentação, as coisas são diferentes. Nele,</p><p>a conclusão não é necessária, não é obrigatória. Por isso, deve-se</p><p>mostrar que ela é a mais desejável, a mais provável, a mais plau-</p><p>sível. Se o Banco do Brasil fizer uma propaganda dizendo-se mais</p><p>confiável do que os concorrentes porque existe desde a chegada</p><p>da família real portuguesa ao Brasil, ele estará dizendo-nos que um</p><p>banco com quase dois séculos de existência é sólido e, por isso, con-</p><p>fiável. Embora não haja relação necessária entre a solidez de uma</p><p>instituição bancária e sua antiguidade, esta tem peso argumentati-</p><p>vo na afirmação da confiabilidade de um banco. Portanto é provável</p><p>que se creia que um banco mais antigo seja mais confiável do que</p><p>outro fundado há dois ou três anos.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>15</p><p>Enumerar todos os tipos de argumentos é uma tarefa quase</p><p>impossível, tantas são as formas de que nos valemos para fazer as</p><p>pessoas preferirem uma coisa a outra. Por isso, é importante enten-</p><p>der bem como eles funcionam.</p><p>Já vimos diversas características dos argumentos. É preciso</p><p>acrescentar mais uma: o convencimento do interlocutor, o auditó-</p><p>rio, que pode ser individual ou coletivo, será tanto mais fácil quanto</p><p>mais os argumentos estiverem de acordo com suas crenças, suas</p><p>expectativas, seus valores. Não se pode convencer um auditório</p><p>pertencente a uma dada cultura enfatizando coisas que ele abomi-</p><p>na. Será mais fácil convencê-lo valorizando coisas que ele considera</p><p>positivas. No Brasil, a publicidade da cerveja vem com frequência</p><p>associada ao futebol, ao gol, à paixão nacional. Nos Estados Unidos,</p><p>essa associação certamente não surtiria efeito, porque lá o futebol</p><p>não é valorizado da mesma forma que no Brasil. O poder persuasivo</p><p>de um argumento está vinculado ao que é valorizado ou desvalori-</p><p>zado numa dada cultura.</p><p>ARGUMENTAÇÃO</p><p>O ato de comunicação não visa apenas transmitir uma</p><p>informação a alguém. Quem comunica pretende criar uma imagem</p><p>positiva de si mesmo (por exemplo, a de um sujeito educado,</p><p>ou inteligente, ou culto), quer ser aceito, deseja que o que diz</p><p>seja admitido como verdadeiro. Em síntese, tem a intenção de</p><p>convencer, ou seja, tem o desejo de que o ouvinte creia no que o</p><p>texto diz e faça o que ele propõe.</p><p>Se essa é a finalidade última de todo ato de comunicação, todo</p><p>texto contém um componente argumentativo. A argumentação é o</p><p>conjunto de recursos de natureza linguística destinados a persuadir</p><p>a pessoa a quem a comunicação se destina. Está presente em todo</p><p>tipo de texto e visa a promover adesão às teses e aos pontos de</p><p>vista defendidos.</p><p>As pessoas costumam pensar que o argumento seja apenas</p><p>uma prova de verdade ou uma razão indiscutível para comprovar a</p><p>veracidade de um fato. O argumento é mais que isso: como se disse</p><p>acima, é um recurso de linguagem utilizado para levar o interlocutor</p><p>a crer naquilo que está sendo dito, a aceitar como verdadeiro o que</p><p>está sendo transmitido. A argumentação pertence ao domínio da</p><p>retórica, arte de persuadir as pessoas mediante o uso de recursos</p><p>de linguagem.</p><p>Para compreender claramente o que é um argumento, é bom</p><p>voltar ao que diz Aristóteles, filósofo grego do século IV a.C., numa</p><p>obra intitulada “Tópicos: os argumentos são úteis quando se tem de</p><p>escolher entre duas ou mais coisas”.</p><p>Se tivermos de escolher entre uma coisa vantajosa e</p><p>uma desvantajosa, como a saúde e a doença, não precisamos</p><p>argumentar. Suponhamos, no entanto, que tenhamos de escolher</p><p>entre duas coisas igualmente vantajosas, a riqueza e a saúde. Nesse</p><p>caso, precisamos argumentar sobre qual das duas é mais desejável.</p><p>O argumento pode então ser definido como qualquer recurso que</p><p>torna uma coisa mais desejável que outra. Isso significa que ele atua</p><p>no domínio do preferível. Ele é utilizado para fazer o interlocutor</p><p>crer que, entre duas teses, uma é mais provável que a outra, mais</p><p>possível que a outra, mais desejável que a outra, é preferível à outra.</p><p>O objetivo da argumentação não é demonstrar a verdade de</p><p>um fato, mas levar o ouvinte a admitir como verdadeiro o que o</p><p>enunciador está propondo.</p><p>Há uma diferença entre o raciocínio lógico e a argumentação.</p><p>O primeiro opera no domínio do necessário, ou seja, pretende</p><p>demonstrar que uma conclusão deriva necessariamente das</p><p>premissas propostas, que se deduz obrigatoriamente dos</p><p>postulados admitidos. No raciocínio lógico, as conclusões não</p><p>dependem de crenças, de uma maneira de ver o mundo, mas</p><p>apenas do encadeamento de premissas e conclusões.</p><p>Por exemplo, um raciocínio lógico é o seguinte encadeamento:</p><p>A é igual a B.</p><p>A é igual a C.</p><p>Então: C é igual a B.</p><p>Admitidos os dois postulados, a conclusão é, obrigatoriamente,</p><p>que C é igual a A.</p><p>Outro exemplo:</p><p>Todo ruminante é um mamífero.</p><p>A vaca é um ruminante.</p><p>Logo, a vaca é um mamífero.</p><p>Admitidas como verdadeiras as duas premissas, a conclusão</p><p>também será verdadeira.</p><p>No domínio da argumentação, as coisas são diferentes. Nele,</p><p>a conclusão não é necessária, não é obrigatória. Por isso, deve-</p><p>se mostrar que ela é a mais desejável, a mais provável, a mais</p><p>plausível. Se o Banco do Brasil fizer uma propaganda dizendo-</p><p>se mais confiável do que os concorrentes porque existe desde a</p><p>chegada da família real portuguesa ao Brasil, ele estará dizendo-</p><p>nos que um banco com quase dois séculos de existência é sólido</p><p>e, por isso, confiável. Embora não haja relação necessária entre</p><p>a solidez de uma instituição bancária e sua antiguidade, esta tem</p><p>peso argumentativo na afirmação da confiabilidade de um banco.</p><p>Portanto é provável que se creia que um banco mais antigo seja</p><p>mais confiável do que outro fundado há dois ou três anos.</p><p>Enumerar todos os tipos de argumentos é uma tarefa quase</p><p>impossível, tantas são as formas de que nos valemos para fazer</p><p>as pessoas preferirem uma coisa a outra. Por isso, é importante</p><p>entender bem como eles funcionam.</p><p>Já vimos diversas características dos argumentos. É preciso</p><p>acrescentar mais uma: o convencimento do interlocutor, o</p><p>auditório, que pode ser individual ou coletivo, será tanto mais</p><p>fácil quanto mais os argumentos estiverem de acordo com suas</p><p>crenças, suas expectativas, seus valores. Não se pode convencer</p><p>um auditório pertencente a uma dada cultura enfatizando coisas</p><p>que ele abomina. Será mais fácil convencê-lo valorizando coisas</p><p>que ele considera positivas. No Brasil, a publicidade da cerveja vem</p><p>com frequência associada ao futebol, ao gol, à paixão nacional. Nos</p><p>Estados Unidos, essa associação certamente não surtiria efeito,</p><p>porque lá o futebol não é valorizado da mesma forma que no Brasil.</p><p>O poder persuasivo de um argumento está vinculado ao que é</p><p>valorizado ou desvalorizado numa dada cultura.</p><p>Tipos de Argumento</p><p>Já verificamos que qualquer recurso linguístico destinado</p><p>a fazer o interlocutor dar preferência à tese do enunciador é um</p><p>argumento. Exemplo:</p><p>Argumento de Autoridade</p><p>É a citação, no texto, de afirmações de pessoas reconhecidas</p><p>pelo auditório como autoridades em certo domínio do saber,</p><p>para servir de apoio àquilo que o enunciador está propondo. Esse</p><p>recurso produz dois efeitos distintos: revela o conhecimento do</p><p>produtor do texto a respeito do assunto de que está tratando; dá ao</p><p>texto a garantia do autor citado. É preciso, no entanto, não fazer do</p><p>texto um amontoado de citações. A citação precisa ser pertinente e</p><p>verdadeira. Exemplo:</p><p>“A imaginação é mais importante do que o conhecimento.”</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>16</p><p>Quem disse a frase aí de cima não fui eu... Foi Einstein. Para</p><p>ele, uma coisa vem antes da outra: sem imaginação, não há</p><p>conhecimento. Nunca</p>
<p>o inverso.</p><p>Alex José Periscinoto.</p><p>In: Folha de S. Paulo, 30/8/1993, p. 5-2</p><p>A tese defendida nesse texto é que a imaginação é mais</p><p>importante do que o conhecimento. Para levar o auditório a aderir</p><p>a ela, o enunciador cita um dos mais célebres cientistas do mundo.</p><p>Se um físico de renome mundial disse isso, então as pessoas devem</p><p>acreditar que é verdade.</p><p>Argumento de Quantidade</p><p>É aquele que valoriza mais o que é apreciado pelo maior</p><p>número de pessoas, o que existe em maior número, o que tem maior</p><p>duração, o que tem maior número de adeptos, etc. O fundamento</p><p>desse tipo de argumento é que mais = melhor. A publicidade faz</p><p>largo uso do argumento de quantidade.</p><p>Argumento do Consenso</p><p>É uma variante do argumento de quantidade. Fundamenta-se</p><p>em afirmações que, numa determinada época, são aceitas como</p><p>verdadeiras e, portanto, dispensam comprovações, a menos que</p><p>o objetivo do texto seja comprovar alguma delas. Parte da ideia</p><p>de que o consenso, mesmo que equivocado, corresponde ao</p><p>indiscutível, ao verdadeiro e, portanto, é melhor do que aquilo que</p><p>não desfruta dele. Em nossa época, são consensuais, por exemplo,</p><p>as afirmações de que o meio ambiente precisa ser protegido e de</p><p>que as condições de vida são piores nos países subdesenvolvidos.</p><p>Ao confiar no consenso, porém, corre-se o risco de passar dos</p><p>argumentos válidos para os lugares comuns, os preconceitos e as</p><p>frases carentes de qualquer base científica.</p><p>Argumento de Existência</p><p>É aquele que se fundamenta no fato de que é mais fácil aceitar</p><p>aquilo que comprovadamente existe do que aquilo que é apenas</p><p>provável, que é apenas possível. A sabedoria popular enuncia o</p><p>argumento de existência no provérbio “Mais vale um pássaro na</p><p>mão do que dois voando”.</p><p>Nesse tipo de argumento, incluem-se as provas documentais</p><p>(fotos, estatísticas, depoimentos, gravações, etc.) ou provas</p><p>concretas, que tornam mais aceitável uma afirmação genérica.</p><p>Durante a invasão do Iraque, por exemplo, os jornais diziam que o</p><p>exército americano era muito mais poderoso do que o iraquiano.</p><p>Essa afirmação, sem ser acompanhada de provas concretas, poderia</p><p>ser vista como propagandística. No entanto, quando documentada</p><p>pela comparação do número de canhões, de carros de combate, de</p><p>navios, etc., ganhava credibilidade.</p><p>Argumento quase lógico</p><p>É aquele que opera com base nas relações lógicas, como causa</p><p>e efeito, analogia, implicação, identidade, etc. Esses raciocínios</p><p>são chamados quase lógicos porque, diversamente dos raciocínios</p><p>lógicos, eles não pretendem estabelecer relações necessárias</p><p>entre os elementos, mas sim instituir relações prováveis, possíveis,</p><p>plausíveis. Por exemplo, quando se diz “A é igual a B”, “B é igual a</p><p>C”, “então A é igual a C”, estabelece-se uma relação de identidade</p><p>lógica. Entretanto, quando se afirma “Amigo de amigo meu é meu</p><p>amigo” não se institui uma identidade lógica, mas uma identidade</p><p>provável.</p><p>Um texto coerente do ponto de vista lógico é mais facilmente</p><p>aceito do que um texto incoerente. Vários são os defeitos que</p><p>concorrem para desqualificar o texto do ponto de vista lógico: fugir</p><p>do tema proposto, cair em contradição, tirar conclusões que não se</p><p>fundamentam nos dados apresentados, ilustrar afirmações gerais</p><p>com fatos inadequados, narrar um fato e dele extrair generalizações</p><p>indevidas.</p><p>Argumento do Atributo</p><p>É aquele que considera melhor o que tem propriedades típicas</p><p>daquilo que é mais valorizado socialmente, por exemplo, o mais</p><p>raro é melhor que o comum, o que é mais refinado é melhor que o</p><p>que é mais grosseiro, etc.</p><p>Por esse motivo, a publicidade usa, com muita frequência,</p><p>celebridades recomendando prédios residenciais, produtos de</p><p>beleza, alimentos estéticos, etc., com base no fato de que o</p><p>consumidor tende a associar o produto anunciado com atributos</p><p>da celebridade.</p><p>Uma variante do argumento de atributo é o argumento da</p><p>competência linguística. A utilização da variante culta e formal</p><p>da língua que o produtor do texto conhece a norma linguística</p><p>socialmente mais valorizada e, por conseguinte, deve produzir um</p><p>texto em que se pode confiar. Nesse sentido é que se diz que o</p><p>modo de dizer dá confiabilidade ao que se diz.</p><p>Imagine-se que um médico deva falar sobre o estado de</p><p>saúde de uma personalidade pública. Ele poderia fazê-lo das duas</p><p>maneiras indicadas abaixo, mas a primeira seria infinitamente mais</p><p>adequada para a persuasão do que a segunda, pois esta produziria</p><p>certa estranheza e não criaria uma imagem de competência do</p><p>médico:</p><p>- Para aumentar a confiabilidade do diagnóstico e levando em</p><p>conta o caráter invasivo de alguns exames, a equipe médica houve</p><p>por bem determinar o internamento do governador pelo período</p><p>de três dias, a partir de hoje, 4 de fevereiro de 2001.</p><p>- Para conseguir fazer exames com mais cuidado e porque</p><p>alguns deles são barrapesada, a gente botou o governador no</p><p>hospital por três dias.</p><p>Como dissemos antes, todo texto tem uma função</p><p>argumentativa, porque ninguém fala para não ser levado a sério,</p><p>para ser ridicularizado, para ser desmentido: em todo ato de</p><p>comunicação deseja-se influenciar alguém. Por mais neutro que</p><p>pretenda ser, um texto tem sempre uma orientação argumentativa.</p><p>A orientação argumentativa é uma certa direção que o falante</p><p>traça para seu texto. Por exemplo, um jornalista, ao falar de um</p><p>homem público, pode ter a intenção de criticá-lo, de ridicularizá-lo</p><p>ou, ao contrário, de mostrar sua grandeza.</p><p>O enunciador cria a orientação argumentativa de seu texto</p><p>dando destaque a uns fatos e não a outros, omitindo certos</p><p>episódios e revelando outros, escolhendo determinadas palavras e</p><p>não outras, etc. Veja:</p><p>“O clima da festa era tão pacífico que até sogras e noras</p><p>trocavam abraços afetuosos.”</p><p>O enunciador aí pretende ressaltar a ideia geral de que noras</p><p>e sogras não se toleram. Não fosse assim, não teria escolhido esse</p><p>fato para ilustrar o clima da festa nem teria utilizado o termo até,</p><p>que serve para incluir no argumento alguma coisa inesperada.</p><p>Além dos defeitos de argumentação mencionados quando</p><p>tratamos de alguns tipos de argumentação, vamos citar outros:</p><p>- Uso sem delimitação adequada de palavra de sentido tão</p><p>amplo, que serve de argumento para um ponto de vista e seu</p><p>contrário. São noções confusas, como paz, que, paradoxalmente,</p><p>pode ser usada pelo agressor e pelo agredido. Essas palavras</p><p>podem ter valor positivo (paz, justiça, honestidade, democracia)</p><p>ou vir carregadas de valor negativo (autoritarismo, degradação do</p><p>meio ambiente, injustiça, corrupção).</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>17</p><p>- Uso de afirmações tão amplas, que podem ser derrubadas por</p><p>um único contra exemplo. Quando se diz “Todos os políticos são</p><p>ladrões”, basta um único exemplo de político honesto para destruir</p><p>o argumento.</p><p>- Emprego de noções científicas sem nenhum rigor, fora do</p><p>contexto adequado, sem o significado apropriado, vulgarizando-as e</p><p>atribuindo-lhes uma significação subjetiva e grosseira. É o caso, por</p><p>exemplo, da frase “O imperialismo de certas indústrias não permite</p><p>que outras crescam”, em que o termo imperialismo é descabido,</p><p>uma vez que, a rigor, significa “ação de um Estado visando a reduzir</p><p>outros à sua dependência política e econômica”.</p><p>A boa argumentação é aquela que está de acordo com a situação</p><p>concreta do texto, que leva em conta os componentes envolvidos</p><p>na discussão (o tipo de pessoa a quem se dirige a comunicação, o</p><p>assunto, etc).</p><p>Convém ainda alertar que não se convence ninguém com</p><p>manifestações de sinceridade do autor (como eu, que não costumo</p><p>mentir...) ou com declarações de certeza expressas em fórmulas</p><p>feitas (como estou certo, creio firmemente, é claro, é óbvio, é</p><p>evidente, afirmo com toda a certeza, etc). Em vez de prometer,</p><p>em seu texto, sinceridade e certeza, autenticidade e verdade, o</p><p>enunciador deve construir um texto que revele isso. Em outros</p><p>termos, essas qualidades não se prometem, manifestam-se na ação.</p><p>A argumentação é a exploração de recursos para fazer parecer</p><p>verdadeiro aquilo que se diz num texto</p>

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