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<p>OVNI</p><p>Arquivos Militares</p><p>Caso Ibiúna - SP</p><p>Edison Boaventura Júnior</p><p>Capa: Fábio Prado</p><p>1ª Edição</p><p>Volume 1</p><p>Edição do Autor</p><p>São Paulo – SP</p><p>2016</p><p>Copyright© 2016 por Edison Boaventura Júnior</p><p>Todos os direitos reservados. Nenhuma parte do</p><p>conteúdo deste livro poderá ser utilizada ou</p><p>reproduzida em qualquer meio ou forma, seja ele</p><p>impresso, digital, áudio ou visual sem a expressa</p><p>autorização por escrito do autor, sob as penas</p><p>criminais e ações cíveis cabíveis.</p><p>Para solicitar permissões de reprodução, escreva</p><p>para o autor nos e-mails:</p><p>boaventura_gug@hotmail.com ou</p><p>edison@ufologo.com.br</p><p>ISBN: 978-85-920460-4-0</p><p>mailto:boaventura_gug@hotmail.com</p><p>mailto:edison@ufologo.com.br</p><p>Índice</p><p>Dedicatória</p><p>Agradecimentos</p><p>Sobre o autor</p><p>Prefácio</p><p>Introdução</p><p>Em busca dos dossiês militares...</p><p>OVNIs na Fazenda Bonanza</p><p>4 décadas depois: a confirmação!</p><p>Prefeito vê OVNI</p><p>OVNI ou satélite?</p><p>Pouso próximo ao campo de beisebol</p><p>Croquis coloridos e opinião do major</p><p>Kingstar Productions filmou!</p><p>Nova pesquisa revela tripulantes</p><p>1970: Novo fenômeno na fazenda</p><p>Último caso registrado pela FAB</p><p>Raros detalhes revelados na FSR</p><p>OANIs pousaram!</p><p>Confirmando os fatos...</p><p>Aterrissagem próximo ao “Gato Preto”</p><p>”Mãe-do-ouro” pousou no morro</p><p>Entrevistando o CPUR</p><p>Pesquisas em 2016...</p><p>Interação com a luz inteligente!</p><p>Conclusões e tendências</p><p>Anexos</p><p>Bibliografia</p><p>Dedicatória</p><p>Dedico esta obra a Deus que me deu vida, ânimo,</p><p>inteligência e criatividade, dando-me força para</p><p>caminhar em busca dos meus objetivos.</p><p>Também dedico aos meus pais e aos meus</p><p>familiares em geral que compreenderam a necessidade</p><p>de minhas ausências e a minha dedicação para a</p><p>realização deste livro.</p><p>Ilustração 1 – Homenageados: Marco Antônio Rodrigues Silva, Nigel</p><p>Alan Rimes e Gilberto Zani de Mello</p><p>Dedico ainda, in memoriam, aos três pesquisadores</p><p>que produziram resultados positivos e que também me</p><p>influenciaram na pesquisa principal narrada neste livro e,</p><p>que fizeram toda a diferença na pesquisa ufológica</p><p>brasileira: o pesquisador Marco Antônio Rodrigues Silva,</p><p>que fez parte do GEONI – Grupo de Estudos de Objetos</p><p>Não Identificados, o pesquisador Nigel Alan Rimes, que</p><p>foi representante da revista Flying Saucer Review – FSR e</p><p>também fez parte da SBEDV – Sociedade Brasileira para</p><p>Pesquisas de Discos Voadores e, o militar, o major</p><p>aviador Gilberto Zani de Mello, que chefiou a CIOANI –</p><p>Central de Investigação de Objetos Aéreos Não</p><p>Identificados, da Aeronáutica, sediada em São Paulo</p><p>capital.</p><p>Estes pesquisadores civis e militares fizeram toda a</p><p>diferença no seu tempo, tendo cada um deles, uma visão</p><p>de vanguarda na investigação dos polêmicos e</p><p>intrigantes discos voadores, presentes em nosso País.</p><p>Agradecimentos</p><p>Meus sinceros agradecimentos a todos que de</p><p>certa forma colaboraram para a elaboração e também no</p><p>conteúdo deste livro.</p><p>Agradeço a colaboração dos pesquisadores e</p><p>ufólogos, listados a seguir em ordem alfabética:</p><p>Acassil José de Oliveira Camargo (Tatuí – SP)</p><p>Adilson Machado in memoriam (Curitiba - PR)</p><p>Antônio Celente Videira (Rio de Janeiro – RJ)</p><p>Carlos Alberto Machado (Curitiba – PR)</p><p>Carlos Roberto Gonçalves dos Santos (Ibiúna – SP)</p><p>Claudeir Covo in memoriam (São Paulo – SP)</p><p>Edgard de Campos Rosa in memoriam (Ibiúna – SP)</p><p>Flávio Augusto Pereira in memoriam (São Paulo – SP)</p><p>Guilherme Willy Wirtz in memoriam (São Paulo – SP)</p><p>Jamil Vila Nova (Guarujá – SP)</p><p>João E. Carvalho Ribeiro in memoriam (Brasília - DF)</p><p>José Vaz da Silva in memoriam (São Paulo – SP)</p><p>Josef David S. Prado (São Paulo – SP)</p><p>Marco Antônio R. Silva in memoriam (São Paulo – SP)</p><p>Max Berezovsky in memoriam (São Paulo – SP)</p><p>Nigel Alan Rimes in memoriam (Blumenau – SC)</p><p>Osmar de Freitas (São Paulo – SP)</p><p>Osni Schwarz in memoriam (São Paulo – SP)</p><p>Pablo Villarrubia Mauso (Madrid – Espanha)</p><p>Rafael S. Durá in memoriam (Águas de Lindóia – SP)</p><p>Rubens Junqueira Villela (São Paulo – SP)</p><p>Vilma Bühler (Morro Azul do Tinguá – RJ)</p><p>Walter K. Bühler in memoriam (Morro Azul Tinguá–RJ)</p><p>Washington Luis Lincoln de Assis (São Paulo – SP)</p><p>Agradeço também as pessoas que me forneceram</p><p>seus depoimentos, listadas a seguir em ordem alfabética:</p><p>Adão Raimundo de Freitas (Ibiúna – SP)</p><p>Carlos Roberto Gonçalves dos Santos (Ibiúna – SP)</p><p>Cláudio Mendes (Ibiúna – SP)</p><p>Edgard de Campos Rosa Filho (Ibiúna – SP)</p><p>Enio Schwarz (Florianópolis – SC)</p><p>Francisco Elias Soares (São Paulo – SP)</p><p>Gilberto Zani de Mello in memoriam (São Paulo – SP)</p><p>João E. Carvalho Ribeiro in memoriam (Brasília - DF)</p><p>Kyoko Kaneko (Ibiúna – SP)</p><p>Marco Antônio R. Silva in memoriam (São Paulo – SP)</p><p>Maria C. de Souza (São Roque – SP)</p><p>Osmar de Freitas (São Paulo – SP)</p><p>Sebastião Junqueira Villela (Ibiúna – SP)</p><p>Sérgio Yoshio Kaneko (Ibiúna – SP)</p><p>Sheila Olwen Rimes (Blumenau – SC)</p><p>Silvia Schwarz Crema (São Paulo – SP)</p><p>Sobre o autor</p><p>Edison Boaventura Júnior nasceu no dia 12 de</p><p>dezembro de 1966, na cidade de Santos, no litoral do</p><p>estado de São Paulo.</p><p>Viveu por cerca de 30 anos no Litoral Paulista,</p><p>sendo que também esteve morando temporariamente</p><p>em muitos outros estados brasileiros, onde realizou</p><p>notórias investigações ufológicas.</p><p>Ilustração 2 – Edison Boaventura Júnior durante as gravações do</p><p>programa televisivo History Channel</p><p>Pesquisa o tema Ufologia desde 1981, adotando a</p><p>linha científica nas pesquisas, tendo investigado</p><p>centenas de episódios, envolvendo abduções,</p><p>desaparecimento de pessoas, aterrissagens e</p><p>observações de objetos voadores não identificados, na</p><p>maioria dos episódios ocorridos no litoral norte e sul do</p><p>estado de São Paulo.</p><p>Fundou em 4 de agosto de 1985 o GUG – Grupo</p><p>Ufológico de Guarujá e, é o atual presidente desta</p><p>importante instituição ufológica.</p><p>Possui diversos trabalhos publicados em livros,</p><p>revistas, jornais e periódicos de vários países. Realizou</p><p>17 eventos no Litoral Paulista, levando Cultura e por</p><p>vezes, realizando eventos sociais com a arrecadação de</p><p>alimentos não perecíveis para o fundo social do</p><p>município de Guarujá – SP.</p><p>Participou como conferencista de vários eventos</p><p>(congressos, simpósios, etc.) nacionais e internacionais.</p><p>Destaque para o “Primer Congreso Oviniológico Chileno</p><p>Internacional”, em Santiago, de 21 a 23 de junho de</p><p>1996, quando abordou o “Caso Varginha”.</p><p>Participou de vários programas de televisão, tanto</p><p>nacionais como internacionais (History Channel, TV + da</p><p>França e Bélgica, etc.). Além de programas de rádio.</p><p>Participou intensamente da investigação do “Caso</p><p>Varginha”, ocorrido na cidade mineira em janeiro de</p><p>1996. É um dos integrantes do “Grupo dos 7”, formado</p><p>para pesquisador este importante caso, sendo que estes</p><p>sete pesquisadores tiveram acesso irrestrito a todo o</p><p>material coletado e produzido naquela época (vídeos,</p><p>gravações em fita K-7, etc.).</p><p>Em 5 de novembro de 1996 foi convidado pelo</p><p>Coronel Aviador Marco Aurélio Ferreira da Gama,</p><p>comandante da BAST – Base Aérea de Santos para</p><p>ministrar palestra sobre Ufologia.</p><p>Foi vice-presidente do INFA – Instituto Nacional de</p><p>Fenômenos Aeroespaciais, sediado em São Paulo capital</p><p>e também diretor da entidade americana MUFON –</p><p>Mutual UFO Network, à convite do ufólogo Walter H.</p><p>Andrus Jr.</p><p>No dia 9 de maio de 2000, recebeu homenagem</p><p>(moção nº 023/2000) da Prefeitura Municipal de Guarujá,</p><p>pelos serviços prestados à população no esclarecimento</p><p>do tema Ufologia e pelos importantes estudos e</p><p>pesquisas em prol do desenvolvimento da Ufologia</p><p>Brasileira.</p><p>É apresentador do programa no Youtube, intitulado</p><p>“Enigmas e Mistérios” e escreve artigos, periodicamente,</p><p>para o Portal Burn – Brazilian Ufo Research Network</p><p>(www.portalburn.com.br), onde ocupa o cargo de diretor</p><p>de pesquisa de campo.</p><p>Escreveu e publicou em 2015 o livro “Alienígenas</p><p>no Passado do Brasil – Casos insólitos antes de 1947”,</p><p>em português e em inglês.</p><p>Ilustração 3 – Edison em Chichén Itzá, no México</p><p>Viajou para vários países para investigar o</p><p>Fenômeno OVNI, como por exemplo, no Egito, Grécia,</p><p>Turquia, Israel, Japão, Emirados Árabes, Inglaterra,</p><p>França, México,</p>
<p>casos que chegou ao</p><p>conhecimento do Carlos Roberto, explanou: “Próximo ao</p><p>campo de futebol, um amigo avistou duas esferas</p><p>brilhantes. Ele ficou assustado na hora do avistamento e</p><p>lembrou da lenda da ‘Mãe-da-lua’ que queimava as</p><p>pessoas. Ele tentou se proteger dos objetos luminosos e</p><p>ficou tão apavorado que, chorou”.</p><p>Contou que o CPUR já tirou várias fotografias e</p><p>filmou várias vezes o fenômeno OVNI na cidade,</p><p>principalmente no bairro da Ressaca, onde concentram a</p><p>maioria das vigílias. Contou-nos que na 1ª vigília</p><p>ufológica do grupo que aconteceu em 6 de outubro de</p><p>2012, eles não tinha muito recurso financeiro e</p><p>montaram uma câmera de video improvisada, utilizando</p><p>partes de vários equipamentos e monitor de video.</p><p>Ilustração 47 – Algumas filmagens de OVNIs realizadas pelos</p><p>pesquisadores do CPUR</p><p>“O céu estava estrelado e eram por volta das 23</p><p>horas quando apareceu um ponto luminoso. Mas, foi por</p><p>volta das 4:40 horas da madrugada que vimos um objeto</p><p>circular que era preto atrás e com uma luz muito forte na</p><p>frente. Nós filmamos o OVNI que depois, desapareceu.</p><p>Alguns minutos se passaram e vimos dois flashs e</p><p>sentimos um cheiro de alguma coisa queimando. Mas,</p><p>não vimos mais nada. Encerramos a vigília e fomos</p><p>embora”, disse Carlos, lembrando do acontecimento</p><p>durante a primeira pesquisa de campo realizada pelo</p><p>CPUR.</p><p>Perguntei sobre o tamanho do objeto voador não</p><p>identificado que eles filmaram na ocasião desta vigília e,</p><p>ele estimou em 50 metros de diâmetro!</p><p>Várias vigílias foram realizadas desde então e</p><p>resultaram em sucesso nos registros fotográficos e</p><p>videográficos, como por exemplo, em 2013 quando</p><p>apareceu 3 OVNIs durante vigília no campo de futebol.</p><p>Contou que também ocorrem casos com</p><p>tripulantes destes objetos luminosos. “Geralmente são</p><p>seres pequenos de um metro e pouco ou menos de um</p><p>metro que aparecem por aqui. Numa mata perto de um</p><p>bambuzal, estavam quatro pessoas. Eles viram um ser</p><p>pequeno de no máximo um metro de altura, meio</p><p>esverdeado. Ele correu para dentro da mata. O curioso é</p><p>que uma semana antes, foi visto um objeto cheio de</p><p>luzes, brancas, vermelhas”, disse o coordenador do</p><p>CPUR.</p><p>Contou também que numa outra ocasião, durante</p><p>uma vigília do grupo, todos estavam dentro das barracas</p><p>quando viram siluetas de pessoas passando perto da</p><p>fogueira. Todavia, não havia ninguém além dos</p><p>integrantes que estavam no local. Todos sairam das</p><p>barracas e ficaram amedrontados com a visão, que</p><p>resolveram desmontar o acampamento e ir embora.</p><p>Quando perguntamos sobre pousos recentes</p><p>destas naves na região, Carlos disse que “numa fazenda</p><p>de militar da região, alguns funcionários relatam que</p><p>sempre aparece gado morto de forma estranha, morte</p><p>de forma inexplicável. No jardim da fazenda apareceu</p><p>um círculo com três marcas do tripé. Isto foi em 2011,</p><p>mas o dono da propriedade não deixa a gente entrar lá.</p><p>Depois deste fato, ocorreu outro pouso no pasto da</p><p>mesma fazenda onde ficou a marca também”.</p><p>Ao final da entrevista, expressou que deveria haver</p><p>mais união na pesquisa ufológica e mais atuações em</p><p>campo para se chegar as respostas finais deste</p><p>fenômeno. Ele disse que a presença insistente do</p><p>fenômeno na região deve ser por algum interesse nas</p><p>águas, minerais e na biologia local. Além disso, acredita</p><p>que possa haver uma espécie de portal em cima da</p><p>represa existente no local, pois muitos avistamentos se</p><p>concentraram ali.</p><p>Pesquisas em 2016...</p><p>No mesmo dia que entrevistamos o Carlos Roberto,</p><p>estivemos no restaurante Gato Preto, conversando com</p><p>duas testemunhas de casos ocorridos na cidade nas</p><p>décadas de 60 e 70.</p><p>Ilustração 48 – Entrevista com Adão Raimundo de Freitas</p><p>Adão Raimundo de Freitas, morador antigo da</p><p>região contou um caso ocorrido em 1965, por voltas das</p><p>19 horas.</p><p>“Eu estou com 81 anos de idade. Eu vi um clarão lá</p><p>na beira do rio, onde atualmente está a Cetril. Isto foi a</p><p>51 anos atrás. Era um clarão, uma luz muito forte e</p><p>grande. Luz amarelada e piscou três vezes. Pensei que</p><p>era carro, mas não era carro. Eu estava voltando de</p><p>Santo Amaro, em São Paulo quando vi este clarão.</p><p>Depois ele apagou e sumiu”, afirmou Adão Raimundo.</p><p>Conversamos também com Edgard de Campos</p><p>Rosa Filho, que era o filho do PIOANI nº 002 da Central da</p><p>FAB, o doutor Edgard de Campos Rosa.</p><p>Ilustração 49 – Edgard de Campos Rosa Filho que vivenciou</p><p>experiências com o seu pai – que era informante da CIOANI</p><p>Ele nos contou que na década de 70 avistou algo</p><p>muito diferente. “Em 1978, às 22 horas, eu estava indo</p><p>para a cidade, dentro de um automóvel, um Opala. A</p><p>noite estava limpa e após trafegar por 3 km vi um objeto</p><p>escuro triangular com janela de uns 8 metros e um vulto</p><p>de pessoa aparentemente normal dentro do aparelho. O</p><p>objeto voador fez um zigue-zague, sem produzir ruído</p><p>algum. Era um movimento suave e o aparelho foi em</p><p>direção à Fazenda Bonanza”, disse Edgard.</p><p>Quando seu pai estava ativo nas pesquisas, ele</p><p>afirmou que participava também de vigílias efetuadas</p><p>pelos militares pois seu pai o levava junto. Todavia, às</p><p>vezes que os militares participaram não viram as luzes.</p><p>“Os militares chamavam os dois OVNIs alaranjados</p><p>que apareciam de ‘luzes egoístas’, pois a luz não</p><p>expandia a luminosidade em sua volta. Eram duas bolas</p><p>luminosas alaranjadas que apareciam num lugar e, de</p><p>repente, desapareciam, para aparecerem em um outro</p><p>local, instantaneamente”, informou ele.</p><p>Segundo Edgard, estas ocorrências foram</p><p>testemunhadas por várias pessoas e aconteciam em</p><p>1969, na Fazenda Bonanza de propriedade do Sr. Elias</p><p>Fleury. Contou ainda, que em outra ocasião, durante a</p><p>vigília, por volta das 2 horas da madrugada um radar</p><p>portátil trazido por um pesquisador francês disparou. Não</p><p>viram nada na hora, mas souberam no dia seguinte que,</p><p>do outro lado apareceu o OVNI na outra propriedade,</p><p>chegando quase a aterrizar, segundo as testemunhas da</p><p>outra propriedade informaram.</p><p>“Durante uma das vigílias em 1969, que eu estava</p><p>com meu pai, por volta das 23 horas, vi a cerca de 300</p><p>metros uma ‘casa iluminada’. Pensamos que era uma</p><p>casa, mas no dia seguinte constatamos que era uma</p><p>casa sem telhado e em construção, não tinha nada</p><p>dentro. Como poderia ela estar toda iluminada? É uma</p><p>coisa intrigante! Seria por causa de algum destes objetos</p><p>luminosos?”, disse ele sem encontrar uma resposta para</p><p>aquele fato.</p><p>Ilustração 50 – Pesquisadores da BURN, GEONI e GUG com Edgard</p><p>Campos da Rosa Filho</p><p>Lembrou ainda, que naquela época os militares</p><p>sempre vinham de helicóptero até a Fazenda Bonanza e,</p><p>certa vez, pousaram na frente do restaurante Gato Preto</p><p>para falar com o meu falecido pai. Disse ainda, que seu</p><p>pai, por vezes, se queixava pois o IV Comar não dava</p><p>retorno dos relatórios enviados por ele.</p><p>Ilustração 51 – Catálogo elaborado pela Aeronáutica contém</p><p>informantes provenientes da cidade de Ibiúna - SP</p><p>Ao final da entrevista, mostrou uma pasta do seu</p><p>pai com documentos originais da CIOANI, com mapas e</p><p>xérox de compilado de casos clássicos elaborado pelos</p><p>militares. Além disso, tinha uma carta autenticada em</p><p>Cartório que nomeava seu pai, alguns formulários e, um</p><p>recibo de entrega. Disse que possuía também, a</p><p>carteirinha do seu pai, porém não conseguiu localizá-la</p><p>naquele momento.</p><p>Ilustração 52 – Documentos oficiais da FAB foram mostrados</p><p>Novos documentos da CIOANI</p><p>Em 22 de outubro de 2016, os pesquisadores</p><p>Edison Boaventura Júnior, Josef Prado e Osmar de Freitas</p><p>estiveram em Ibiúna, quando tiveram pela primeira vez,</p><p>a oportunidade de manusear uma antiga pasta com</p><p>estes novos documentos sobre pesquisas de OVNIs</p><p>produzidos pela Força Aérea Brasileira.</p><p>Ilustração 53 – Pasta com vários documentos oficiais da FAB</p><p>Poucos dias depois, no dia 11 de novembro,</p><p>recebemos pelo Correio uma encomenda especial. Era</p><p>um pacote com uma pasta verde, contendo os</p><p>documentos mostrados por Edgard de Campos Rosa</p><p>Filho, durante a nossa visita em Ibiúna.</p><p>Em dezembro de 2016 começou o trabalho de</p><p>digitalização pela BURN, destes documentos</p>
<p>originais da</p><p>CIOANI.</p><p>https://www.facebook.com/edison.boaventura</p><p>https://www.facebook.com/josefprado.br</p><p>https://www.facebook.com/osmar.defreitas.54</p><p>Ilustração 54 – Documentos oficiais já estão sendo digitalizados</p><p>para disponibilização ao público em geral</p><p>A documentação oficial, incluindo material inédito</p><p>que localizamos e, recebemos será disponibilizada para</p><p>todos os interessados de forma especial: colorida e em</p><p>alta resolução, por meio do Portal Burn, no seguinte</p><p>endereço digital: www.portalburn.com.br.</p><p>No mês de janeiro de 2017, serão publicadas as</p><p>primeiras pastas, dossiês e documentos no formato PDF.</p><p>Não perca a chance de saber um pouco mais sobre estes</p><p>interessantes casos pesquisados pelos militares!</p><p>http://www.portalburn.com.br/</p><p>Interação com a luz inteligente!</p><p>Estamos chegando ao fim das histórias deste livro</p><p>e não posso deixar de contar um caso que aconteceu em</p><p>dezembro do ano passado e foi vivenciado por um</p><p>pastor, amigo meu.</p><p>Cláudio Mendes, por meio do wathzap, me contou</p><p>um caso que ocorreu no Km 66, no bairro Lageadinho,</p><p>em sua propriedade.</p><p>“Eu tenho uma chácara em Ibiúna, no interior de</p><p>São Paulo. E uma certa noite de dezembro de 2015, o</p><p>céu estava muito estrelado, um tempo muito gostoso...</p><p>daí eu e meus filhos ficamos no terreno observando o</p><p>céu... Até que eu observei acima de nós, numa altura</p><p>absurda, um objeto voando muito alto, com um certo</p><p>brilho. Daí peguei minha lanterna e fui fazendo sinal... e</p><p>por incrível que pareça, ele parou, após fazermos sinal</p><p>com a lanterna... mas ele estava muito alto... daí ele foi</p><p>diminuindo o brilho até que apagou... aí pensamos que</p><p>ele havia ido embora... passou um minuto, mais ou</p><p>menos, ele acende novamente seu brilho e acelera</p><p>absurdamente. Depois disso, eu comprei até um</p><p>telescópio com tripé e deixei lá pra pesquisar alguma</p><p>coisa”, disse Cláudio.</p><p>Constato com este simples avistamento que o</p><p>fenômeno continua ativo na região, de forma mais</p><p>arredia, distante e de atuação bem discreta do</p><p>observado nos anos 60, quando as naves pousavam por</p><p>lá!</p><p>Conclusões e tendências</p><p>Espero ter contribuído com a liberação pública</p><p>deste material de suma importância para o</p><p>entendimento da onda ufológica que se instaurou</p><p>naquela cidade do interior de São Paulo, na década de 60</p><p>e 70.</p><p>Ilustração 55 – Documentos ajudam na compreensão dos fenômenos</p><p>observados na região</p><p>A qualidade do material apresentado aqui e a</p><p>metodologia da pesquisa civil e militar oficial</p><p>empreendidas nos revelam a seriedade e o grau de</p><p>importância que tanto os grupos de pesquisas civis como</p><p>a Aeronáutica atribuiram ao fenômeno naquele momento</p><p>histórico.</p><p>Saliento que há um profundo interesse destes</p><p>objetos voadores não identificados em marcar a sua</p><p>presença naquela região. Concluo isto, devido a</p><p>quantidade de aparições ocorridas e, principalmente a</p><p>quantidade de pousos realizados ao longo de todos estes</p><p>anos, persistindo até os dias atuais.</p><p>Todavia, não consegui ter a convicção do que</p><p>efetivamente atraí a atenção destas enigmáticas naves e</p><p>dos seus tripulantes em Ibiúna e região. Seriam as</p><p>riquezas minerais, os recursos hídricos, a água mineral</p><p>natural radioativa na fonte ou seria ainda, uma outra</p><p>motivação?</p><p>Hoje, vivemos uma grande abertura ufológica e os</p><p>documentos oficiais, paulatinamente, chegam as mãos</p><p>dos ufólogos civis interessados. A própria Aeronáutica</p><p>liberou há alguns anos, parte de seus arquivos oficiais,</p><p>disponibilizando estes relatórios, fotos e videos no</p><p>Arquivo Nacional.</p><p>Tenho plena consciência que estas liberações são</p><p>apenas a ponta do iceberg e talvez alguns documentos</p><p>jamais venham ao conhecimento público.</p><p>Espero paciente novas liberações por parte destes</p><p>órgão oficiais que certamente trarão à luz muitos</p><p>detalhes esclarecedores e comprovarão casos antes</p><p>desconhecidos dos pesquisadores e do público em geral.</p><p>A pesquisa dedicada e persistente de alguns</p><p>poucos investigadores civis também, irá lograr êxito na</p><p>obtenção destes documentos, que por vezes, estão</p><p>esquecidos nas mãos de informantes civis e militares que</p><p>trabalharam, no Passado, em prol da Ufologia militar.</p><p>Este foi o primeiro volume da série “OVNI –</p><p>Arquivos Militares” e espero que tenham apreciado todo</p><p>este conteúdo ufológico.</p><p>No próximo volume desta série abordarei outro</p><p>caso sensacional com documentação oficial. Prometo</p><p>trazer muitas novidades e insólitas descobertas para</p><p>vocês, queridos leitores! Até a próximo livro...</p><p>Anexos</p><p>RELATÓRIO CIOANI Nº 050, DA FAB</p><p>Bibliografia</p><p>LIVROS</p><p>- BUENO, Omar Carline. “Arquivo UFO (Alerta Brasil) –</p><p>1954 a 1974” – Clube de Autores – 2012.</p><p>- NETTO, Paulo Coelho. “Discos Voadores e Mistérios da</p><p>Aviação” – Editora Minerva – 1969.</p><p>- PEREIRA, Fernando Cleto Nunes. “Sinais Estranhos –</p><p>Biblioteca OVNI – Documento 1” – Hunos Editorial – 1979.</p><p>- PETIT, Marco Antonio. “UFOs – Arquivo Confidencial: Um</p><p>Mergulho na Ufologia Militar Brasileira” – São Francisco</p><p>Gráfica e Editora Ltda – 2007.</p><p>- PUTTEN, Philippe Piet van. “UFO – Enciclopédia dos</p><p>Fenômenos Aeroespaciais Anômalos” – Makron Books –</p><p>2000.</p><p>- VIDEIRA, Antônio Celente. “Idéias em Destaque nº 27” –</p><p>Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica – Maio a</p><p>Agosto de 2008. Artigo intitulado: “UFO’s: Uma Análise</p><p>Estratégica” – Páginas nº 142 a 162.</p><p>- VIDEIRA, Antônio Celente. “Idéias em Destaque nº 30” –</p><p>Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica – Maio a</p><p>Agosto de 2009. Artigo intitulado: “Apreciação de Sinais</p><p>Inteligentes – O Novo Sistema de Investigação de Objetos</p><p>Voadores Anômalos” – Páginas nº 19 a 44.</p><p>PERIÓDICOS</p><p>- Boletim APEX nº 5, artigo de Rubens Junqueira Villela –</p><p>Janeiro e Fevereiro de 1976.</p><p>- Boletim IBIÚNA (Dossiê), relatório nº 94/77 de Osni</p><p>Schwarz e Washington Luis L. de Assis, pertencentes ao</p><p>Centro de Investigação de Objetos Voadores</p><p>Extraterrestres (CIOVE) - 1978.</p><p>- Boletim Informativo SIOANI nº 01, publicado pela Força</p><p>Aérea Brasileira – Março de 1969.</p><p>- Boletim Informativo SIOANI nº 02, publicado pela Força</p><p>Aérea Brasileira – Agosto de 1969.</p><p>- Boletim “SBEDV” nº 72/73, publicado por Walter Karl</p><p>Bühler – 1970.</p><p>- Jornal “A NOTÍCIA”. Rio de Janeiro – RJ – 21 de março de</p><p>1969.</p><p>- Jornal “NOTÍCIAS POPULARES”. São Paulo – SP – 22 de</p><p>março de 1969.</p><p>- Jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO”. São Paulo – SP – 20</p><p>de março de 1969 – Página nº 25.</p><p>- Jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO”. São Paulo – SP – 29</p><p>de abril de 1969 – Página nº 23.</p><p>- Jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO”. São Paulo – SP – 20</p><p>de junho de 1969 – Página nº 20.</p><p>- Jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO”. São Paulo – SP – 28</p><p>de junho de 1969 – Página nº 16.</p><p>- Revista “Flying Saucer Review – FSR” nº 1 – Volume 16.</p><p>Londres, Inglaterra – Janeiro e Fevereiro de 1970.</p><p>- Revista “Flying Saucer Review – FSR” nº 6 – “Case</p><p>Histories”. Londres, Inglaterra – Agosto de 1971.</p><p>- Revista “IstoÉ” nº 2071. São Paulo – SP – 22 de julho de</p><p>2009.</p><p>FONTE DAS ILUSTRAÇÕES</p><p>- Capa: Desenho de Fábio Prado.</p><p>- Ilustração nº 1: Montagem realizada por Edison</p><p>Boaventura Júnior com os três pesquisadores</p><p>homenageados, Arquivo GUG – Grupo Ufológico de</p><p>Guarujá.</p><p>- Ilustração nº 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 21, 23,</p><p>24, 25, 28, 40, 41 e 42: Arquivo GUG – Grupo Ufológico</p><p>de Guarujá.</p><p>- Ilustração nº 39, 46, 48, 49, 50, 52, 53 e 55: Arquivo</p><p>BURN – Brazilian Ufo Research Network</p><p>(www.portalburn.com.br), de Josef David S. Prado.</p><p>- Ilustração nº 14: Montagem artística realizada por</p><p>Edison Boaventura Júnior com jornais de Ibiúna.</p><p>- Ilustração nº 15 e 54: Montagem artística realizada por</p><p>Edison Boaventura Júnior com documentos oficiais</p><p>militares.</p><p>- Ilustração nº 16, 17, 18, 19, 20, 22, 26, 27, 29, 32, 33,</p><p>38 e 51: Arquivo GUG – Grupo Ufológico de Guarujá</p><p>referente a documentos da FAB e da CIOANI.</p><p>- Ilustração nº 30, 31 e 34: Arquivo GUG – Grupo</p><p>Ufológico de Guarujá referente a reproduções da revista</p><p>FSR.</p><p>- Ilustração nº 35: Arquivo pessoal de Francisco Elias</p><p>Soares.</p><p>- Ilustração nº 36 e 37: Arquivo GUG – Grupo Ufológico de</p><p>Guarujá</p>
<p>referente a reproduções do arquivo pessoal de</p><p>Nigel Alan Rimes.</p><p>- Ilustração nº 43, 44 e 45: Arquivo GEONI – Grupo de</p><p>Estudos de Objetos Não Identificados, de Osmar de</p><p>Freitas.</p><p>- Ilustração nº 47: Montagem realizada por Edison</p><p>Boaventura Júnior com quatro videos de OVNIs</p><p>produzidos pelo CPUR, de Ibiúna – SP, de Carlos Roberto</p><p>Gonçalves dos Santos.</p><p>LIVROS DO AUTOR</p><p>http://www.portalburn.com.br/</p><p>- “Alienígenas no Passado do Brasil – Casos insólitos</p><p>antes de 1947” – Publicado em 2015</p><p>Beginning</p>
<p>Peru, Argentina, Uruguai, Paraguai e</p><p>Chile.</p><p>Atualmente vem desenvolvendo levantamentos</p><p>sobre a atuação de militares brasileiros em pesquisas</p><p>ufológicas empreendidas em território nacional. É o</p><p>pesquisador brasileiro que possui a maior quantidade de</p><p>documentos oficiais sobre o assunto, provenientes da</p><p>Aeronáutica, Exército, Marinha, SNI (ABIN) e Polícia Civil e</p><p>Militar.</p><p>Está conduzindo, junto com o pesquisador Josef</p><p>Prado, investigações científicas em quatro fragmentos de</p><p>OVNI obtidos de um filho de militar do Exército,</p><p>referentes ao caso clássico da “Explosão de um OVNI em</p><p>http://www.portalburn.com.br/</p><p>Ubatuba”, ocorrido no Litoral Norte de São Paulo, em</p><p>setembro de 1957.</p><p>O Autor é bacharel em Teologia com pós em Ensino</p><p>Religioso e também, ocupa cargo de Gerência no Banco</p><p>do Brasil S/A.</p><p>Contatos: boaventura_gug@hotmail.com ou</p><p>edison@ufologo.com.br</p><p>Para saber mais sobre o Fenômeno OVNI, acesse o</p><p>site:  www.portalburn.com.br</p><p>mailto:boaventura_gug@hotmail.com</p><p>mailto:edison@ufologo.com.br</p><p>http://www.portalburn.com.br/</p><p>Prefácio</p><p>Eu sou suspeito em tecer algum comentário sobre</p><p>o autor. Edison Boaventura Júnior é um grande amigo e o</p><p>conheci em nossa sede do GEONI – Grupo de Estudos de</p><p>Objetos Voadores Não Identificados, em São Paulo – SP,</p><p>no ano de 1985.</p><p>Desde garoto, com 15 anos, já demonstrava seu</p><p>talento, sua audácia, sua determinação e, apesar da</p><p>tenra idade era muito interessado nas questões</p><p>envolvendo mistérios e o Fenômeno OVNI.</p><p>Ao longo dos anos pude acompanhar sua</p><p>maravilhosa trajetória, partindo sempre em busca de</p><p>respostas para suas indagações e pelos assuntos que lhe</p><p>despertavam a curiosidade. Juntos participamos de</p><p>muitas pesquisas de campo! Os grupos ufológicos GUG,</p><p>GEONI, INFA e CEPEX participaram de importantes</p><p>pesquisas e aventuras sem precedentes! Ao final de cada</p><p>investida, sempre trazíamos os resultados para os</p><p>interessados no tema Ufologia e para a Imprensa em</p><p>geral.</p><p>Inúmeras vezes, dialogamos sobre um provável</p><p>pouso que ocorrera na cidade de Ibiúna, no estado de</p><p>São Paulo, mas não havia dados mais consistentes para</p><p>darmos continuidade àquela pesquisa interessante...</p><p>Lembro-me que certa ocasião, recebi um cartão</p><p>postal do Edison, proveniente da cidade de Tatuí, interior</p><p>de São Paulo, datado de 5 de fevereiro de 2002 que dizia:</p><p>“Meus amigos Osmar e Marcão... obtive resultados</p><p>surpreendentes na pesquisa ufológica, consegui</p><p>documentos originais de 66 casos do SIOANI!!!! Isso é</p><p>um marco na Ufologia Brasileira! Inclusive consta o Caso</p><p>de Ibiúna! Um abraço com emoção, Edison Boaventura</p><p>Júnior”.</p><p>Ilustração 4 – Osmar e Edison durante visita ao IV COMAR, no</p><p>Cambuci, em São Paulo – SP, em busca da documentação da CIOANI</p><p>Caros leitores, a emoção por ele vivida foi da</p><p>mesma intensidade da nossa no GEONI e, o fato de saber</p><p>que o “Caso Ibiúna” era real nos deixou muito felizes,</p><p>pois acreditávamos que algum dia saberíamos a verdade</p><p>sobre aquele caso de pouso. A Aeronáutica esteve</p><p>presente naquele evento, colheu amostras do solo e</p><p>vegetais e realizou medições na marca deixada pelo</p><p>OVNI! Para nós do GEONI e GUG, se o mundo terminasse</p><p>naquele momento, morreríamos felizes e convictos que</p><p>houve uma pesquisa militar séria e, vislumbrávamos que</p><p>tal documentação abriria horizontes sem precedentes</p><p>para a Ufologia nacional e internacional.</p><p>Por esta e outras situações, nossos laços foram</p><p>sempre firmes e, me sinto orgulhoso em poder participar</p><p>desta obra à convite do Edison. Sinto-me honrado em</p><p>elaborar este prefácio e por saber que o livro também foi</p><p>dedicado em memória do nosso grande irmão e amigo</p><p>Marco Antônio Rodrigues Silva, o Marcão.</p><p>Caro leitor, desejo que você possa fazer uma</p><p>viagem nos casos fantásticos apresentados neste livro e,</p><p>se surpreenda com a seriedade, competência e zelo na</p><p>elaboração de toda esta investigação que mostra</p><p>inclusive, aspectos inéditos e a documentação original da</p><p>pesquisa militar empreendida pela FAB – Força Aérea</p><p>Brasileira realizada naquela época.</p><p>Saudações à todos e boa leitura!</p><p>Osmar de Freitas</p><p>Introdução</p><p>Esta obra que é a primeira de uma série intitulada</p><p>“OVNI – Arquivos Militares” tem o objetivo de preencher</p><p>uma lacuna existente na Ufologia Brasileira, que é a</p><p>divulgação de casos envolvendo a pesquisa oficial de</p><p>militares com possível comprovação, por meio de</p><p>documentos oficiais, relatórios, fotos, videos, croquis e</p><p>outras evidências relevantes ao caso que será abordado</p><p>em cada volume.</p><p>Ilustração 5 – Documentos oficiais da Aeronáutica serão mostrados</p><p>pela primeira vez neste livro, demonstrando o primor e a seriedade</p><p>das investigações conduzidas naquela época pelos militares.</p><p>A pesquisa oficial e principal abordada neste livro</p><p>foi conduzida por uma central de investigação sediada no</p><p>IV Comar (Comando Aéreo), na capital paulista.</p><p>Neste volume nº 1 evidenciarei os casos de</p><p>avistamentos de objetos voadores não identificados,</p><p>pousos e avistamentos de seres ocorridos na cidade de</p><p>Ibiúna, no interior do estado de São Paulo.</p><p>Ilustração 6 – Margareth Orlandi na praça principal de Ibiúna;</p><p>Osmar de Freitas e o autor em frente a estátua de ET presente em</p><p>estabelecimento comercial da cidade</p><p>Apresentarei algumas lendas desta região, que</p><p>está localizada nas encostas da serra de Paranapiacaba</p><p>e, que se enquadram perfeitamente no fenômeno</p><p>apresentado e demonstrarei por meio de fatos e dados</p><p>que a casuística ufológica na região ainda persiste neste</p><p>século XXI. Alguns testemunhos mais antigos, presentes</p><p>neste livro foram resultado de re-pesquisa realizada pelo</p><p>Grupo Ufológico de Guarujá e que resultaram em mais</p><p>alguns detalhes surpreendentes e desconhecidos da</p><p>pesquisa oficial.</p><p>Saliento que a motivação deste livro é antiga, pois</p><p>foi fruto de decisão tomada em reunião, no dia 23 de</p><p>janeiro de 2002, na sede do GEONI, com a presença</p><p>deste Autor, do pesquisador Josef Prado, da BURN e dos</p><p>pesquisadores Osmar de Freitas e Marcão, do GEONI.</p><p>Ilustração 7 – Reunião com os pesquisadores do GUG, GEONI e</p><p>BURN, em janeiro de 2002</p><p>Nesta reunião, foi apresentado aos presentes,</p><p>dossiês oficiais e originais de pesquisas conduzidas pela</p><p>Aeronáutica à partir da década de 60. Entre as pastas,</p><p>estava a documentação, fotos, slides e croquis que serão</p><p>divulgados nas páginas deste livro.</p><p>Foi um momento histórico para a Ufologia Brasileira</p><p>e também mundial, pois foi a primeira vez, que</p><p>pesquisadores civis colocaram as mãos em documentos</p><p>originais sobre OVNIs, daquela época remota da pesquisa</p><p>militar! Com o passar do tempo, tais documentos foram</p><p>compartilhados com vários pesquisadores nacionais e</p><p>internacionais e, até militares que eram aficcionados pelo</p><p>tema receberam cópias dos mesmos.</p><p>O grupo de quatro pesquisadores resolveu elaborar</p><p>uma Ata para registrar aquele evento ímpar. Em certo</p><p>trecho deste documento, lemos: “Nesta reunião foram</p><p>divulgados pela primeira vez, para conhecimento dos</p><p>presentes, documentos oficiais e originais do Sioani</p><p>(relatórios, fotos, slides, croquis, etc.), visando o estudo</p><p>da melhor forma de continuidade da pesquisa e</p><p>metodologia de repasse ao público em geral da verdade</p><p>acobertada durante décadas pela FAB – Força Aérea</p><p>Brasileira. Decidiu-se que a forma ideal seria um livro,</p><p>que será um marco na Ufologia Brasileira”.</p><p>O documento foi assinado pelos pesquisadores e a</p><p>reunião acabou com uma confraternização, saboreando</p><p>uma deliciosa pizza.</p><p>Lembro-me que o Marcão disse ao final daquele</p><p>encontro: “Já posso morrer feliz, pois tenho a certeza</p><p>absoluta que a Aeronáutica pesquisou OVNIs em</p><p>território nacional”. A fatalidade chegou rápido e, levou o</p><p>nosso amigo e pesquisador Marcão, pouco tempo depois,</p><p>no dia 12 de fevereiro de 2002. Por este motivo e por ser</p><p>um pesquisador exemplar, ele é um dos homenageados</p><p>nesta primeira obra da série!</p><p>Ilustração 8 – Confraternização após a histórica reunião na sede do</p><p>GEONI, em São Paulo - SP</p><p>Não tenciono encerrar o assunto, pois certamente</p><p>muitos outros detalhes deverão surgir com</p>
<p>o tempo para</p><p>esclarecer ainda mais, os fatos até hoje conhecidos,</p><p>principalmente após a publicação e divulgação deste</p><p>livro.</p><p>Tenho a certeza que estou reescrevendo a história</p><p>e colaborando sobremaneira para a publicidade dos</p><p>detalhes da Ufologia Militar em nosso País! Boa leitura e</p><p>se surpreenda!</p><p>Ilustração 9 – Ata de reunião</p><p>Em busca dos dossiês militares...</p><p>Inicialmente, devo esclarecer que o meu</p><p>entusiasmo em re-pesquisar estes casos antigos foi</p><p>motivado pelo fato de conhecer o conteúdo da pesquisa</p><p>militar, ao manusear alguns destes dossiês originais</p><p>produzidos pelos militares. Além desta motivação, eu já</p><p>tinha ouvido falar anteriormente, destas pesquisas</p><p>conduzidas pela Aeronáutica por meio de conversas com</p><p>outros ufólogos pioneiros, como por exemplo, o Osmar de</p><p>Freitas, o Claudeir Covo, o Max Berezovski, o Flávio</p><p>Pereira, dentre outros.</p><p>Em 18 de dezembro de 1997, tive a satisfação de</p><p>conhecer, pessoalmente, o major Gilberto Zani de Mello,</p><p>que foi o chefe operacional da CIOANI – Central de</p><p>Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados, que</p><p>me indicou outro integrante daquele órgão da</p><p>Aeronáutica e, alguns anos depois o conheci também,</p><p>pessoalmente na cidade de Tatuí, no interior de São</p><p>Paulo.</p><p>Este colaborador civil da CIOANI, chamado Acassil</p><p>José de Oliveira Camargo, possuía parte do acervo de</p><p>pesquisa produzido na época e, prontamente me</p><p>repassou o material de forma parcial, pois ele havia</p><p>doado a outra parte dos dossiês para um ufólogo do</p><p>estado do Paraná de procedência ignorada até este</p><p>momento.</p><p>Na ocasião, soube pelo depoimento dele que</p><p>aquela estrutura de pesquisa encerrou as suas atividades</p><p>por causa da troca de Comando, pois o novo brigadeiro</p><p>que substituiu o brigadeiro José Vaz da Silva não tinha</p><p>muita simpatia com o assunto OVNI.</p><p>Ilustração 10 – Edison Boaventura com Acassil Camargo e Margareth</p><p>Orlandi durante visita em Tatuí – SP; Brigadeiro José Vaz da Silva</p><p>durante sua posse no IV Comar, no Cambuci</p><p>Na época o comandante do IV COMAR, ou seja, o</p><p>brigadeiro Vaz solicitou que os dossiês fossem retirados e</p><p>guardados na residência daquele integrante, no intuito</p><p>de preservá-lo para a posteridade, pois julgava o assunto</p><p>muito importante para ser colocado de lado pelo seu</p><p>substituto.</p><p>Foi uma busca incansável, que empreendi desde a</p><p>década de 80 até que logrei êxito, em 2001, na obtenção</p><p>desta riquíssima documentação. Desde então, passei a</p><p>analisar todo o material contido nestes dossiês e revisei</p><p>IN LOCO vários casos pesquisados pelos militares da</p><p>Aeronáutica, entrevistando as testemunhas vivas, como</p><p>por exemplo, as ocorrências que tiveram como palco a</p><p>cidade paulista de Ibiúna que é o tema central deste</p><p>livro.</p><p>Ilustração 11 – Edison Boaventura com documentos oficiais e</p><p>originais da CIOANI sobre os acontecimentos em Ibiúna</p><p>OVNIs na Fazenda Bonanza</p><p>Durante minha visita ao apartamento do major</p><p>Zani em 18 de dezembro de 1997, perguntei sobre as</p><p>percepções dele sobre os casos acontecidos e</p><p>pesquisados em Ibiúna. Ele me informou que tanto</p><p>aquela cidade, como também a cidade de Lins, no estado</p><p>de São Paulo, foram as que tiveram mais informes sobre</p><p>os objetos voadores não identificados nas décadas de 60</p><p>e 70.</p><p>Perguntei ao major Zani sobre quais os casos que</p><p>foram mais importantes na cidade de Ibiúna e foi dito:</p><p>“Além do pouso no campo de beisebol, o caso acontecido</p><p>na Fazenda Bonanza também foi interessante, pois foi</p><p>visto por várias testemunhas confiáveis e o fenômeno</p><p>persistiu aparecendo nos meses seguintes. Eu</p><p>pessoalmente entrevistei as testemunhas”.</p><p>O dossiê do Caso da Fazenda Bonanza, que situa-se</p><p>no km 63 da Rodovia Régis Bitencourt, está registrado</p><p>pelos militares com o número 38, e o episódio ocorreu a</p><p>partir de 15 de março, manifestando-se por diversos dias</p><p>até o dia 21 de março de 1969 e, depois persistindo em</p><p>quatro dias do mês de abril de 1969.</p><p>Estranhas bolas de fogo foram observadas por</p><p>Sebastião Junqueira Villela, sempre acompanhado de</p><p>outras pessoas: sua esposa, seu filho, sua mãe Olga, com</p><p>o administrador da fazenda, Renato Almeida, com o</p><p>vizinho Haroldo Coelho Ramalho e com os advogados,</p><p>doutor Tuffaile e doutor Edgar de Campos Rosa.</p><p>As luzes apareciam sobre os morros, 6 a 10 metros</p><p>acima do solo e por vezes se deslocavam abruptamente,</p><p>em ângulos agudos, sob o olhar atônito das</p><p>testemunhas, sempre entre às 19 e 21:30 horas. Na</p><p>página nº 10 do relatório nº 38 está escrito: “Durante um</p><p>tempo que varia em torno de 10 minutos, e uma das</p><p>vezes por 1 hora, vi com outras pessoas e amigos</p><p>presentes, duas bolas vermelha alaranjadas, do tamanho</p><p>de uma bola de futebol. Elas aparecem na altura do</p><p>horizonte, com luminosidade variada, desaparecendo em</p><p>seguida”.</p><p>Ilustração 12 – Desenhos coloridos elaborados pelas testemunhas</p><p>da Fazenda Bonanza que estão presentes no dossiê militar da FAB</p><p>sob o nº 38</p><p>Os militares solicitaram à testemunha que fizesse</p><p>um croqui colorido dos objetos observados e</p><p>posteriormente, o mesmo foi reproduzido em cores pelos</p><p>militares para compor o dossiê.</p><p>Ilustração 13 – Croquis elaborados por integrante da CIOANI, Acassil</p><p>José de Oliveira Camargo</p><p>No relatório de 19 páginas preenchido pelo 1º</p><p>tenente médico João Edney Carvalho Ribeiro são</p><p>revelados dados técnicos do fenômeno observado, do</p><p>local e da testemunha. Também registra outros</p><p>avistamentos insólitos nos dias 21, 22, 23 e 25 de abril</p><p>de 1969.</p><p>Foi preenchido ainda, um relatório de exame</p><p>psiquiátrico composto de quatro folhas, sendo que o</p><p>resultado geral foi muito positivo, revelando que a</p><p>testemunha não possuía nenhuma psicopatologia e que</p><p>possuía uma personalidade normal.</p><p>No dia 20 de março de 1969 foi publicada no jornal</p><p>“O Estado de São Paulo” uma notícia intitulada: “Ibiúna e</p><p>seu Mistério”, relatando a observação de estranhas luzes,</p><p>ou bolas de fogo, perto de Ibiúna e inclusive</p><p>mencionando o fato da Fazenda Bonanza. No jornal</p><p>carioca “A Notícia” de 21 de março de 1969 também</p><p>relatou o fato.</p><p>Muitos jornais publicaram a notícia e os casos na</p><p>região aumentaram. Os moradores passaram a olhar</p><p>mais detidamente o céu e os avistamentos de luzes</p><p>estranhas, paulatinamente, multiplicaram-se.</p><p>Grupos ufológicos, na época, divulgavam o caso,</p><p>como por exemplo, no Boletim SBEDV nº 72/73 de Janeiro</p><p>a Abril de 1970, na página 155 onde há menção do caso:</p><p>“Agricultores do bairro de Quintas, a 63 km da Capital,</p><p>informaram o aparecimento freqüente de discos</p><p>voadores na Fazenda Bonanza, do Sr. Ilias Fleury, em</p><p>terras vizinhas”.</p><p>Finalmente, pela sua importância, este caso foi</p><p>comentado no Boletim APEX nº 5, de Janeiro/Fevereiro de</p><p>1976, pelo meteorologista Rubens Junqueira Villela,</p><p>primo da testemunha principal.</p><p>4 décadas depois: a confirmação!</p><p>No início do mês de agosto de 2008, entrei em</p><p>contato com a testemunha principal, Sebastião Junqueira</p><p>Villela, que me respondeu no dia 12 de agosto de 2008,</p><p>por e-mail, relatando vários aspectos do caso vivido por</p><p>ele, que ora exponho de forma resumida:</p><p>“Olá Edison. Boa tarde! Essa história tem mais de</p><p>quarenta anos. E, por isso, quero cumprimentá-lo pelo</p><p>seu trabalho persistente particularidade básica,</p><p>indispensável ao pesquisador... Todos os fatos relatados</p><p>abaixo aconteceram:</p><p>Fui convidado e prestei declaração na FAB</p><p>no serviço especialmente criado na época</p><p>(SIOANI).</p><p>Para ilustrar o fato fui acompanhado de</p><p>um desenhista a fim de poder dar cor e</p><p>formato o mais verdadeiro possível dos</p><p>objetos avistados.</p><p>Devo ainda ter fotos em slides dos objetos</p><p>avistados.</p><p>Eram luzes que vagavam no horizonte com</p><p>movimentos horizontais e, vez por outra,</p><p>mudavam de direção e lugar.</p><p>Algumas dezenas de pessoas</p><p>testemunharam o fenômeno.</p><p>Presenciei por três vezes. Mas consta na</p><p>época que muito mais vezes o mesmo</p><p>fenômeno ocorreu por muitas outras</p><p>vezes.</p><p>Não observei nenhuma marca que pudesse</p><p>ser provocada pelo fenômeno.</p><p>Tomei conhecimento, na época, do</p><p>testemunho do casal Kaneko.</p><p>Minha opinião em resumo sobre o fato ocorrido:</p>
<p>Na época o assunto foi muito explorado pelos jornais.</p><p>Muitas histórias surgiram. Manchetes apareceram de</p><p>montão. E, assim que a noticia foi tomando corpo, o</p><p>sensacionalismo foi crescendo a ponto de incomodar</p><p>até  eu ser convidado pela FAB a prestar depoimento, a</p><p>comparecer no quartel militar...</p><p>Existiam, até mesmo antes de ocorrer tal</p><p>fenômeno, comentários que tais fenômenos, luzes</p><p>aparecerem nos campos dos Pintos, um bairro rural, do</p><p>município de Ibiúna... que na minha interpretação trata-</p><p>se do fenômeno “fogo-fátuo” provocado por algum</p><p>fenômeno natural... carcaça de animal morto, brejo ou de</p><p>alguma fonte mineral. Na Fazenda Bonanza tem uma</p><p>nascente de água radioativa... não explorada</p><p>comercialmente... mas a piscina, no meio da mata</p><p>preservada apesar de estar no meio de ambiente da cor</p><p>verde a água é da cor azul forte em função da</p><p>radioatividade contida na água.</p><p>Enfim, Edison, espero ter dado a minha</p><p>contribuição para seu trabalho de pesquisa e quero</p><p>parabenizá-lo pela sua persistência, desenterrando um</p><p>assunto para mim há muito já esquecido.  Um forte</p><p>abraço do Tião Villela.”</p><p>Após este contato, trocamos várias mensagens por</p><p>e-mail para esclarecer alguns pontos. Conversamos sobre</p><p>o imaginário popular que foi crescendo na região em</p><p>virtude das notícias veiculadas, fomentando o</p><p>sensacionalismo da Imprensa. Enfim, muitos absurdos</p><p>foram veiculados durante o ano de 1969!</p><p>Fenômeno natural ou não, o fato é que após o mês</p><p>de abril daquele ano o fenômeno luminoso não apareceu</p><p>mais até outubro de 1970...</p><p>Prefeito vê OVNI</p><p>O jornal “O Estado de São Paulo”, do dia 29 de abril</p><p>de 1969, trouxe a seguinte notícia intitulada: “Prefeito de</p><p>Ibiúna vê estranho objeto voador”.</p><p>Ilustração 14 – O jornal “O Estado de São Paulo” publicou várias</p><p>matérias sobre os avistamentos ufológicos acontecidos em Ibiúna</p><p>Transcrevo a notícia do avistamento acontecido no</p><p>dia 25 de abril de 1969 para que os leitores apreciem o</p><p>fato na íntegra: “Era uma bola vermelha, que vez por</p><p>outra mudava de tonalidade e parecia ser movida por</p><p>uma força inteligente. É assim que o prefeito de Ibiúna,</p><p>senhor Antônio José Soares, descreve o fenômeno por ele</p><p>observado, quando regressava sexta-feira última da</p><p>Capital, por volta das 22 horas, em companhia do senhor</p><p>Airton Ramos. O fato ocorreu na altura do km 23, da via</p><p>Raposo Tavares, e foi confirmado ao se tomar</p><p>conhecimento de que vários moradores do bairro dos</p><p>Pintos tiveram oportunidade de acompanhar os</p><p>movimentos do estranho objeto”.</p><p>Poucas horas depois, por volta das 4:30 horas do</p><p>dia 26 de abril de 1969, o comerciante Marcial Robles</p><p>Lechuga avistou um disco voador pousado na pista da</p><p>Rodovia Bandeirantes, próximo ao km 57.</p><p>Um “Termo de Declarações” foi preenchido na</p><p>Delegacia de Polícia de Ibiúna, no dia 30 de abril de</p><p>1969, pelo delegado Carlos Mauro Alves Pereira,</p><p>conforme solicitação do informante civil da CIOANI,</p><p>doutor Edgard de Campos Rosa (PIOANI nº 002).</p><p>Posteriormente, no dia 8 de maio de 1969, a</p><p>documentação foi enviada ao IV COMAR, em São Paulo.</p><p>Marcial Robles declarou oficialmente: “... na altura</p><p>do km 57, o declarante que se encontrava sozinho no</p><p>veículo, do lado esquerdo, obedecendo o mesmo sentido</p><p>em que trafegava, viu uma espécie de abóboda</p><p>iluminada, a qual se encontrava cerca de</p><p>aproximadamente de cinco a sete metros de distância da</p><p>pista asfáltica, que, esclarece o declarante que referida</p><p>abóbada, no seu entender poderia conter uns dois</p><p>metros de circunferência, a qual se achava bastante</p><p>iluminada... na parte superior da abóboda, aparentava</p><p>ser ela de vidro de onde provinha a iluminação, sendo</p><p>certo que nas junções dos vidros apresentava material</p><p>niquelado ou aluminizado e que na parte inferior da</p><p>abóboda, apresentava uma cor em tonalidade vermelho-</p><p>sangue, a qual apresentava uma saliência bastante</p><p>viva...”</p><p>Ilustração 15 – Documentos oficiais do caso envolvendo o senhor</p><p>Marcial Robles Lechuga</p><p>A testemunha informou ainda em seu depoimento</p><p>que o aparelho não produziu nenhum barulho,</p><p>permanecendo estático e pousado na rodovia. Ele</p><p>prosseguiu viagem e não viu mais o aparelho.</p><p>OVNI ou satélite?</p><p>Nos arquivos da CIOANI consta uma carta</p><p>endereçada ao chefe operacional da CIOANI, datada de</p><p>23 de maio de 1969 e assinada pelo informante, doutor</p><p>Edgard de Campos Rosa que relata um estranho</p><p>fenômeno, enquanto solicita 9 cédulas de identificação</p><p>para o preenchimento de casos na região e da cidade de</p><p>São Roque.</p><p>O advogado Edgard escreveu: “No dia 17 corrente,</p><p>sábado, por volta das 18:30 horas, foi assistido por uma</p><p>dezena de pessoas de Ibiúna o fenômeno constante de</p><p>uma, depois duas e em seguida três bolas de luz</p><p>alaranjada, seguidas entre si, em velocidade, baixo, com</p><p>uma cauda alaranjada menos brilhante, rumo NO para S,</p><p>apagando a do meio, juntando a 1ª com a 3ª formando</p><p>uma, e desaparecendo como a cair no horizonte.</p><p>Provavelmente, trata-se de desintegração de algum</p><p>satélite, como fato idêntico, com o mesmo rumo</p><p>verificado por bússola, que, com mais cinco pessoas,</p><p>observei no dia 23 de junho de 1967, às 21:20 horas.</p><p>Qualquer fenômeno, digno de melhor observação, lhe</p><p>comunicarei de imediato”.</p><p>Não é possível identificar a natureza do fenômeno,</p><p>ou seja, se seria natural ou não. Mas, eu particularmente,</p><p>acredito que esteja relacionado ao fenômeno ufológico</p><p>que estava atuando com bastante força naquela ocasião.</p><p>Pouso próximo ao campo de beisebol</p><p>Um dos episódios mais interessantes e insólitos</p><p>acontecidos em Ibiúna - SP consta do relatório nº 50 e</p><p>trata-se de uma aterrissagem ocorrida no dia 7 de junho</p><p>de 1969. O fato foi divulgado nos jornais da época. O</p><p>fenômeno foi testemunhado por 40 minutos por</p><p>Nobutoshi Kaneko e sua esposa Kyoko, que observaram a</p><p>olho nu e de binóculo um OVNI de 8 metros de</p><p>comprimento com luminosidade branca e que por vezes,</p><p>ficava com a tonalidade amarela, com quatro janelas,</p><p>estacionado no campo atrás do marcador do campo de</p><p>beisebol.</p><p>Ilustração 16 – Depoimento do senhor Kaneko aos militares</p><p>No dia seguinte foram constatadas marcas no local</p><p>e alguns sulcos no solo, sendo observado ainda, que a</p><p>vegetação ficou parcialmente chamuscada.</p><p>Ilustração 17 – Ninho do pouso do OVNI no campo de beisebol,</p><p>fotografado pela Força Aérea Brasileira</p><p>Os militares chefiados pelo major Zani não</p><p>mediram esforços para pesquisar este fato que possuía</p><p>evidências físicas: entrevistaram as testemunhas,</p><p>realizaram croquis do OVNI observado, produziram</p><p>croquis coloridos do local do pouso com as medidas da</p><p>marca e localização do mesmo, coletaram amostras do</p><p>solo, fotografaram a testemunha principal e também as</p><p>marcas geradas pelo OVNI e por fim, filmaram a marca</p><p>no local.</p><p>No dia 26 de junho de 1969, o 1º tenente médico</p><p>João Edney Carvalho Ribeiro assinou o relatório de 19</p><p>páginas, o exame psiquiátrico e foi o responsável por</p><p>conduzir a entrevista somente com o japonês, o senhor</p><p>Kaneko.</p><p>Constou do relatório que outra testemunha,</p><p>Ismaelino Soares de Campos também viu a luminosidade</p><p>na mesma data e hora, sem, portanto distinguir detalhes</p><p>do estranho aparato voador.</p><p>Ilustração 18 – Sulcos do trem de aterrissagem no solo dentro da</p><p>marca com o capim em sentido anti horário</p><p>Croquis coloridos e opinião do major</p><p>Os militares mediram a marca e a profundidade</p><p>dos seis buracos encontrados no local do avistamento.</p><p>Cada sulco media cerca de 20 centímetros de</p><p>comprimento e de 5 a 10 centímetros de profundidade.</p><p>Ilustração 19 – Croquis coloridos da marca de pouso elaborados</p><p>pelos investigadores militares da CIOANI</p><p>O militar fez as seguintes observações no verso</p><p>dos croquis elaborados na ocasião e que constam do</p><p>dossiê oficial:</p><p>1)    O capim está queimado (como geada) num</p><p>espaço limitado, algo de forma estelar, com</p><p>diâmetro de cerca de 10 metros;</p><p>2)      O capim está retorcido no sentido anti-</p><p>horário em torno das marcas, e em geral em</p><p>torno do local queimado;</p><p>3)    As marcas colocadas com nível mais alto (o</p><p>terreno tem um desnível de</p>
<p>cerca de 5º) são</p><p>mais profundas, como se houvesse tendência a</p><p>nivelar um peso colocado sobre cada grupo de</p><p>três suportes;</p><p>4)    As touceiras de capim entre as duas marcas</p><p>não seguem a orientação geral anti-horária,</p><p>são espalhadas.</p><p>Ilustração 20 – Croquis coloridos dos sulcos deixados pelo objeto</p><p>voador não identificado</p><p>Além das anotações dos militares, as fotografias</p><p>em preto e branco tiradas por eles no local não dão uma</p><p>boa noção daquele estranho fenômeno.</p><p>Em 1997, o Major Zani expressou suas</p><p>considerações sobre o pouso: “O caso do japonês, senhor</p><p>Kaneko foi importante, pois o OVNI deixou uma marca</p><p>com alguns sulcos no solo. O tenente Carvalho assistiu a</p><p>testemunha e preencheu o relatório psiquiátrico que de</p><p>uma forma geral foi satisfatório e verídico, bem como</p><p>juntamente com o PIOANI e advogado senhor Edgard</p><p>Rosa, preencheram o relatório do caso. Lembro-me ainda</p><p>que filmaram o local com a testemunha”.</p><p>Ilustração 21 – Croquis coloridos elaborados pelos militares</p><p>Kingstar Productions filmou!</p><p>No dossiê do caso elaborado pela Força Aérea</p><p>Brasileira constam cartões de visita que mencionam e</p><p>comprovam que de fato um grupo finlandês chamado</p><p>“Kingstar Productions” teria filmado as marcas no local.</p><p>Ilustração 22 – Cartões de visita estavam no dossiê oficial do caso</p><p>do pouso testemunhado por Nobutoshi Kaneko</p><p>Na edição do dia 28 de junho de 1969, do jornal</p><p>Estado de São Paulo, na página nº 16, foi publicada</p><p>matéria intitulada: “Disco” de Ibiúna... Nesta pequena</p><p>nota temos a confirmação de que realmente uma equipe</p><p>especializada filmou o local. Reproduzo o conteúdo</p><p>daquele periódico: “Ibiúna é uma das 6 cidades paulistas</p><p>onde a empresa cinematográfica ‘Kingstar Productions’</p><p>está fazendo pesquisas preliminares e filmagens dos</p><p>locais em que estão descendo os ‘discos voadores’. Para</p><p>isso esteve em Ibiúna um grupo de técnicos da</p><p>cinematográfica, informando que há 16 anos pesquisam</p><p>o assunto em vários países do mundo. No Brasil eles</p><p>estão há 5 anos, sendo que em São Paulo já filmaram</p><p>nas cidades de Botucatu, Lins, Bauru, Limeira,</p><p>Pirassununga e agora em Ibiúna”.</p><p>Há alguns anos tento localizar estas filmagens</p><p>feitas por Veikko Itkonen, pois seriam muito importantes</p><p>para a pesquisa científica e ufológica, mas não obtive</p><p>sucesso até a presente data.</p><p>Ilustração 23 – Veikko Itkonen, cineasta da Kingstar Productions que</p><p>filmou o local do pouso do OVNI, em Ibiúna</p><p>Nova pesquisa revela tripulantes</p><p>No dia 09 de julho de 2008, eu estive em Ibiúna</p><p>acompanhado de minha esposa Margareth Orlandi,</p><p>quando então visitamos Kyoko Kaneko, de 83 anos e seu</p><p>filho Sérgio Yoshio Kaneko, de 56 anos, para colher</p><p>detalhes complementares do caso ocorrido em 1969.</p><p>Ilustração 24 – Sérgio Yoshio Kaneko, Kyoko Kaneko e Edison</p><p>Infelizmente, não encontramos o senhor Kaneko,</p><p>pois já havia falecido. Kyoko nos recebeu bem em sua</p><p>residência e contou que naquele dia fecharam o bar por</p><p>volta das 2 horas da madrugada, quando então viu uma</p><p>luminosidade muito forte.</p><p>Apressadamente, pegou um binóculo prismático</p><p>“Ômega-V” e passou a observar melhor o OVNI. De</p><p>repente, ela disse para seu marido: “Olha lá, está</p><p>andando!”</p><p>Ilustração 25 – Kyoko Kaneko com o binóculo utilizado na época do</p><p>avistamento</p><p>“Meu marido pegou o binóculo e viu vultos se</p><p>mexendo por trás das 4 janelas daquela coisa. Eu</p><p>também vi algo se mexendo dentro do aparelho. Tinha</p><p>muita luz branca e dificultava a visão, mas pareciam</p><p>vultos de pessoas”, complementou Kyoko.</p><p>Ilustração 26 – Croqui colorido feito por Acassil Camargo da CIOANI</p><p>e desenho do objeto e seus tripulantes elaborado por Kyoko Kaneko</p><p>para os investigadores do GUG</p><p>Ela contou que ela foi dormir depois de 40 minutos</p><p>e a luz ficou parada no local. “No dia seguinte meu</p><p>marido e meu filho Sérgio foram até o local da marca e</p><p>constataram que o capim estava todo retorcido. O senhor</p><p>Ismaelino Soares de Campos, que trabalhava no Clube de</p><p>Campo, estava passando naquela hora pela rua e</p><p>também viu a luz e depois também foi ao local ver a</p><p>marca deixada pelo aparelho”, disse ela.</p><p>Entrevistei Sérgio Yoshio Kaneko que confirmou que</p><p>esteve no local no dia seguinte. “Quando cheguei num</p><p>lugar que era um campo aberto, notei que o capim</p><p>estava no sentido anti-horário e havia três buracos, como</p><p>se tivesse afundado o solo. O local estava úmido por</p><p>causa da serração da noite. Era uma cena</p><p>impressionante! Lembro-me que na época estiveram</p><p>americanos a entrevistar meu pai. Vinha muita gente e</p><p>também filmaram o local com meu pai no centro da</p><p>marca”, disse ele.</p><p>Ilustração 27 – Foto do local tirada pela Aeronáutica</p><p>A senhora Kyoko Kaneko finalizou a conversa</p><p>dizendo: “No mesmo ano desceu outra bola de luz, mas</p><p>não ficou marca. Também em Vargem Grande desceu</p><p>outro objeto luminoso. Infelizmente, o local atrás do</p><p>marcador do campo de beisebol não existe mais, pois</p><p>hoje há uma construção da Cetril no lugar”.</p><p>Um detalhe que passou incógnito pelos militares da</p><p>CIOANI é que não registraram o avistamento de</p><p>tripulantes, provavelmente não atentaram para o fato</p><p>naquele momento, aliado também a possibilidade do</p><p>senhor Kaneko ser uma pessoa recatada e não ter</p><p>abordado estes aspectos durante a entrevista. A</p><p>testemunha provavelmente limitou-se em responder as</p><p>perguntas formuladas e constantes do relatório militar.</p><p>Talvez, o frenesi da marca deixada pelo OVNI, deixou este</p><p>detalhe passar desapercebido e agora eu torno este</p><p>detalhe público.</p><p>1970: Novo fenômeno na fazenda</p><p>Em 11 de outubro de 1970, outro fato ocorreu na</p><p>Fazenda Bonanza, aos olhos atenciosos de várias</p><p>testemunhas, inclusive com a presença do conceituado</p><p>meteorologista que participou de dezenas de expedições</p><p>ao continente Antártico, Rubens Junqueira Vilella.</p><p>Novamente uma equipe de dez militares, chefiados</p><p>pelo Major Zani, esteve na localidade investigando o</p><p>fenômeno que também foi visto por pessoas em um</p><p>armazém na estrada, próximo a fazenda.</p><p>Em 15 de dezembro de 1975, Rubens Junqueira</p><p>Vilella colaborou com o Boletim da APEX nº 5 (Jan/Fev-</p><p>1976) enviando seu caso para publicação. Entretanto, na</p><p>ocasião foram trocados os nomes das testemunhas e da</p><p>fazenda.</p><p>Na página 3, do informativo da APEX, encontramos</p><p>detalhes da aparição que transcrevo resumidamente: “Ao</p><p>cair da noite, conversávamos no terraço, tomando drinks,</p><p>mas uma nuvem de pernilongos obrigou-nos a nos</p><p>retirarmos para dentro de casa. Cerca das 19:30 horas</p><p>partiram dois dos presentes e ficamos em cinco:</p><p>Sebastião, o capataz Renato, o fazendeiro vizinho</p><p>Haroldo, minha noiva (hoje esposa), e eu... Era cerca das</p><p>20:55 horas. Foi quando notei uma espécie de “lanterna”</p><p>quadrada, de luz vermelha pouco intensa, no morro em</p><p>frente, do outro lado do riacho represado, á meia</p><p>encosta, parece que parcialmente obstruída pela</p><p>vegetação. Mas não liguei muito, ou fui lento em</p><p>raciocinar: podia ser o trator do DEMA empreitado para</p><p>arar a terra, etc. Minha noiva também viu a luz, pensou a</p><p>princípio que era da iluminação do jardim. Mas vi que a</p><p>luz variava de cor, além disso, ela foi se tornando maior e</p><p>mais clara como se aproximasse lentamente. Pensava já</p><p>em perguntar ao Sebastião o que era a luz, se tinha</p><p>trator ali, quando ele mesmo a viu e gritou “O que é</p><p>aquilo?”, chamando Renato e o seu “cumpadre” Haroldo,</p><p>que comentou em voz baixa: “Parece coisa d’outro</p><p>mundo”. Segundo Sebastião, a distância inicial seria uns</p><p>300 metros”.</p><p>Ilustração 28 – Meteorologista Rubens Junqueira Villela com o</p><p>pesquisador Edison Boaventura Júnior</p><p>Villela complementou seu relato: “Ficamos</p><p>observando. Vi claramente: parecia um farol rotativo</p><p>como estes de aeroporto ou de navegação marítima, mas</p><p>com maior variedade de cores que se alternavam:</p><p>vermelho, verde, azul claro, amarelo-alaranjado. Forma</p><p>quadrada, a luz parecia brilhar por trás de vidro, nada de</p><p>aparência excepcionalmente extraordinária, exceto</p><p>talvez pela pureza das cores. Dava a impressão de luz</p><p>que girava por dentro, não que o “farol” em si fosse</p><p>rotativo. Rotação</p>
<p>da direita para a esquerda, lenta.</p><p>Parece que nos bordos da “janela” quadrada as cores se</p><p>misturavam. Minha noiva disse que se assustou um</p><p>pouco quando teve a impressão que a luz se aproximava,</p><p>porque aumentava de tamanho... De repente – muito</p><p>repentinamente – ela se apagou, como uma lâmpada que</p><p>se extinguisse...”</p><p>“A observação durou cerca de 5 minutos. Partimos</p><p>em seguida no Opala de Sebastião, levando Renato que</p><p>desceu logo adiante (parece que estava um pouco</p><p>amedrontado de ir para casa a pé) e depois levamos</p><p>Haroldo ao seu sítio vizinho, por estrada de terra meio</p><p>ruim, passando por duas tronqueiras. A caminho</p><p>passamos perto de onde estaria a luz misteriosa, nada</p><p>notando. Ali não há nada de especial, só plantação de</p><p>milho além do jardim. Continuamos até a rodovia</p><p>asfaltada, regressando a São Paulo”, disse Villela,</p><p>finalizando a narrativa.</p><p>Consta anotação na página nº 4 que uma semana</p><p>após o avistamento, dez militares da Força Aérea</p><p>Brasileira estiveram na fazenda com vários</p><p>equipamentos, incluindo walkie-talkies e contadores</p><p>Geiger.</p><p>O chefe da equipe, Gilberto Zani de Mello deu uma</p><p>explicação para aquela aparição: “A luz que vocês viram</p><p>era apenas uma sonda, o disco fica em cima e manda</p><p>uma sonda para explorar o terreno embaixo”.</p><p>Último caso registrado pela FAB</p><p>O relatório nº 90, preenchido pelo 1º sargento</p><p>Miranda, relata os últimos avistamentos na região.</p><p>Ilustração 29 – Capa do relatório oficial da CIOANI</p><p>Este fenômeno de 1º grau foi protagonizado por</p><p>Salvador Luganieri em companhia de seu sogro, que</p><p>observaram estranhas luzes vermelho-amareladas nos</p><p>dias 3 e 5 de agosto de 1970.</p><p>Aqueles fenômenos luminosos observados pelos</p><p>dois, permaneceram visíveis por cerca de 20 a 30</p><p>minutos e apareceram, inicialmente, por volta das 20</p><p>horas.</p><p>Na página nº 10 do relatório oficial temos mais</p><p>detalhes da aparição: “Uma luz do tamanho aparente de</p><p>uma bola de futebol. Aparece pouco abaixo da linha do</p><p>horizonte e vem em direção do observador,</p><p>desaparecendo a mais ou menos 1 km do mesmo, para</p><p>baixo”.</p><p>Raros detalhes revelados na FSR</p><p>No ano seguinte ao pouso que ocorreu próximo ao</p><p>campo de beisebol, foi publicado um artigo na revista</p><p>britânica, FSR – Flying Saucer Review nº 1 – volume 16,</p><p>pelo pesquisador europeu Hans Bemelmans que abordou</p><p>este caso pesquisado pela Aeronáutica e também revelou</p><p>outros casos de pousos naquela região, no mesmo ano.</p><p>Ilustração 30 – Correspondente do jornal “O Estado de São Paulo”,</p><p>Edgard de Campos Rosa e outros pesquisadores</p><p>O pesquisador esteve no local, por duas vezes,</p><p>durante a última semana de junho e durante a segunda</p><p>semana de julho de 1969 e, durante as suas</p><p>investigações IN LOCO teve a percepção de que a FAB -</p><p>Força Aérea Brasileira que pesquisou e entrevistou as</p><p>testemunhas, ocultou os fatos, suprimindo todo o</p><p>conhecimento adquirido nos relatórios oficiais, daquela</p><p>importante pesquisa OVNI empreendida na época.</p><p>Na matéria da FSR, o pesquisador expõe que a</p><p>técnica empreendida pela Aeronáutica na investigação,</p><p>seguia os seguintes padrões: conhecimento prévio de</p><p>algum caso de avistamento ou de pouso e após isto, o</p><p>deslocamento até o local de uma equipe especializada de</p><p>investigadores militares que formariam lá, na cidade, um</p><p>comitê de investigação com alguns investigadores civis e</p><p>policiais. Estes investigadores civis recebiam uma carta</p><p>dos militares com as seguintes ordens: “Você não pode</p><p>em qualquer circunstância dar informações sobre a</p><p>atividade OANI para a Imprensa, rádio ou para repórteres</p><p>de televisão. Esta é uma questão de segurança nacional</p><p>e, todos os comunicados com a Imprensa serão feitos</p><p>pelo departamento de Relações Públicas da Força Aérea</p><p>Brasileira”.</p><p>A conclusão de Hans Bemelmans é que a FAB</p><p>“cooperava” com os grupos civis de investigadores, mas,</p><p>em seguida os amordaçava!</p><p>No seu artigo ele disse que não teve a</p><p>oportunidade de se encontrar com o representante da</p><p>FSR, Nigel Alan Rimes quando ele esteve na cidade</p><p>pesquisando e, comentou inicialmente em seu texto</p><p>sobre os avistamentos na Fazenda Bonanza, as</p><p>intituladas “luzes egoístas”. Tais aparições, naquela</p><p>fazenda que, possui uma fonte de água radioativa, diz</p><p>respeito a duas “bolas alaranjadas” de cerca de 18</p><p>centímetros de diâmetro, cada uma, que apareceram</p><p>naquela propriedade rural à partir do mês de março de</p><p>1969.</p><p>Relatou que as aparições ocorriam por volta das 21</p><p>horas e, pouco antes do aparecimento das mesmas, os</p><p>porcos, cães, gansos e galinhas da fazenda ficavam</p><p>inquietos, fazendo muito barulho, demonstrando o medo</p><p>que sentiam frente as duas enigmáticas bolas luminosas</p><p>que faziam evoluções nas imediações.</p><p>Muitas pessoas da fazenda e inclusive, o doutor</p><p>Edgard de Campos Rosa também foram testemunhas do</p><p>curioso fenômeno. Porém, o dentista Francisco Elias</p><p>Soares e o oficial de justiça Rubens Xavier de Lima que</p><p>também presenciaram o fenômeno, acreditavam tratar-</p><p>se apenas de um fenômeno natural, devido aos gases</p><p>que escapam do leito de uma nascente que secou.</p><p>Todavia, o grupo de militares da FAB rejeitou</p><p>categoricamente esta teoria. Os militares informaram ao</p><p>doutor Edgard que aquelas luzes avistadas eram</p><p>“provavelmente algum tipo de sonda proveniente de</p><p>uma nave-mãe que veio do espaço”.</p><p>O pesquisador europeu disse que vários relatórios</p><p>reportavam “bolas de fogo” de vários tamanhos e às</p><p>vezes com uma cauda também na tonalidade laranja</p><p>que, voavam em velocidades fantásticas e por vezes, se</p><p>posicionavam em altas altitudes e outras vezes, voavam</p><p>próximas ao solo, cerca de 3 a 5 metros.</p><p>Apesar dos investigadores locais acreditarem que</p><p>poderia ser um fenômeno relacionado a raio-bola ou</p><p>qualquer outro fenômeno natural, os militares eram</p><p>taxativos e diziam que não era fenômeno natural.</p><p>Na matéria de Hans Bemelmans o que mais</p><p>chamou atenção pela importância foram os casos que</p><p>produziram marcas de pouso do estranho objeto voador</p><p>não identificado.</p><p>OANIs pousaram!</p><p>O primeiro caso de pouso mencionado no artigo de</p><p>Hans Bemelmans foi o de um fato ocorrido por volta das</p><p>4:30 horas do dia 26 de abril de 1969, com o</p><p>comerciante Marcial Robles Lechuga, que estava</p><p>dirigindo ao longo da Rodovia dos Bandeirantes.</p><p>Contou ele que o comerciante descia por um morro</p><p>e numa curva viu ao longe um objeto voador incomum</p><p>pousado no solo, entre uma loja e um posto policial, que</p><p>estavam fechados naquele momento.</p><p>A parte inferior do OVNI era de uma luminosidade</p><p>na tonalidade vermelho-sangue e a parte superior do</p><p>objeto voador não identificado era abobadada, como se</p><p>fosse uma cúpula repartida em quatro seções. O brilho</p><p>que provinha de dentro do estranho aparelho era intenso</p><p>que ele não conseguia ver nada dentro dele.</p><p>Segudo o comerciante, não houve efeitos</p><p>magnéticos sofridos pelo seu veículo, mas o seu relógio</p><p>Rolex parou de funcionar exatamente no momento que</p><p>passou pelo OVNI. Posteriormente, em São Paulo capital,</p><p>descobriu com os técnicos que o seu relógio tinha sido</p><p>submetido a um campo magnético muito intenso, por</p><p>isso parou e ficou deficiente em seu funcionamento.</p><p>Outro caso de pouso abordado na matéria da FSR é</p><p>o caso do imigrante japonês, Nobutoshi Kaneko, que</p><p>possui um bar na rua principal da cidade. O comerciante</p><p>observou um OVNI pousado próximo ao campo de</p><p>beisebol, acompanhado de sua esposa Kyoko, por volta</p><p>das 2 horas da madrugada em junho de 1969, logo após</p><p>encerrar o trabalho no seu estabelecimento comercial.</p><p>Ilustração 31 – Kyoko Kaneko e seu marido Nobutoshi Kaneko em</p><p>frente ao seu estabelecimento comercial</p><p>A noite estava fria e úmida, de modo que os vales</p><p>ficam cobertos de uma névoa. Percebeu que apesar da</p><p>névoa havia uma luminosidade diferente em um lugar</p><p>onde não deveria ter nenhum tipo de luz ou claridade.</p><p>Inicialmente, o senhor Nobutoshi pensou que</p><p>poderia ser um caminhão descarregando material de</p><p>construção no clube social japonês. Todavia, olhando</p><p>melhor para aquele fenômeno, notou que não era</p><p>caminhão e, aquilo era algo diferente de tudo que</p>
<p>ele já</p><p>tinha visto em sua vida.</p><p>O japonês e sua esposa observaram um objeto</p><p>muito luminoso que parecia uma grande “janela” curva</p><p>que parecia estar flutuando acima do nível do solo. A</p><p>“janela” parecia ter quatro barras verticais que</p><p>destacavam-se contra a estranha luminosidade que</p><p>provinha de dentro do aparelho, sendo que uma das</p><p>barras centrais era muito mais espessa que as demais.</p><p>Ilustração 32 – Desenho do OVNI elaborado pelo dono do bar, senhor</p><p>Nobutoshi Kaneko</p><p>O tamanho da largura do OVNI seria entre 8 e 10</p><p>metros de comprimento e do objeto era projetado uma</p><p>espécie de holofote que atingia as árvores mais</p><p>próximas.</p><p>Segundo o comerciante, depois de cerca de 40 ou</p><p>45 minutos a luminosidade desapareceu. No dia</p><p>seguinte, ele foi até o local acompanhado de outras</p><p>pessoas e, encontraram a vegetação amassada em</p><p>formato circular em sentido anti-horário, num raio de 8</p><p>metros de diâmetro, aproximadamente. Dentro do círculo</p><p>maior havia pequenos vórtices secundários.</p><p>O chefe da CIOANI, Gilberto Zani de Mello foi</p><p>chamado e veio para Ibiúna de helicóptero. Apesar de</p><p>terem feito uma pesquisa bem completa no local, parece</p><p>que um detalhe passou desapercebido, pois dois dos</p><p>vórtices pareciam estar chamuscados, segundo</p><p>observou, posteriormente, um repórter do jornal “O</p><p>Estado de São Paulo”.</p><p>Sobre o terceiro pouso, Hans Bemelmans disse:</p><p>“Quando eu fiz a minha segunda visita à Ibiúna e vi o</p><p>senhor Kaneko novamente, suas primeiras palavras</p><p>foram: ‘Eu suponho que você veio saber sobre o pouso</p><p>do outro disco voador!’. Então eu descobri que tinha</p><p>outra marca, que foi produzida por um aparelho mais</p><p>incomum, e que aparentemente, teria sido um pouso</p><p>forçado em 26 de junho de 1969, em uma mata de uma</p><p>fazenda distante alguns quilômetros dali”.</p><p>Apesar da polícia local não querer colaborar com o</p><p>pesquisador, provavelmente por influência dos militares</p><p>da Aeronáutica que pediram silêncio, Hans Bemelmans</p><p>conseguiu por meio de amizades que fez na cidade,</p><p>chegar até o local daquela marca.</p><p>Este novo “ninho” que estava em um terreno</p><p>inclinado, também estava disposta em sentido anti-</p><p>horário.</p><p>A testemunha neste caso foi o lavrador e pedreiro</p><p>Benedito Vieira Antunes que, caminhava por uma trilha</p><p>estreita em direção à cidade de Ibiúna, quando sua</p><p>atenção foi despertada por um som como se fosse um</p><p>zumbido de abelhas.</p><p>Benedito olhou para cima e viu um estranho</p><p>aparelho pairando sobre as árvores, que de repente,</p><p>balançou de um lado para o outro. Subitamente, caiu do</p><p>céu e chocou contra a vegetação.</p><p>Pensou ele, tratar-se de um acidante aéreo e correu</p><p>para socorrer alguma vítima. Ao ficar a uma distância de</p><p>6 metros do OVNI, percebeu que o mesmo estava</p><p>pousado no solo. Em seguida, o aparelho subiu</p><p>rapidamente, parou por um instante e partiu num vôo</p><p>suave, desaparecendo rumo ao céu.</p><p>Na hora da decolagem, Benedito, ouviu novamente</p><p>o zumbido e foi atingido por uma rajada de vento.</p><p>Quando chegou a cidade contou a história aos</p><p>amigos e logo foi abordado pela polícia e a Aeronática,</p><p>em questão de horas, estava na localidade para</p><p>interrogá-lo sobre o fato.</p><p>A Força Aérea Brasileira foi no local e fez as</p><p>devidas investigações e análises no local, percebendo</p><p>que a marca gerada só poderia ter sido feita por um</p><p>grande objeto pesado. Localizaram também no local,</p><p>uma espécie de “saco plástico”.</p><p>Não ficou provado se o “saco plástico” foi deixado</p><p>ali pelo OVNI ou se por alguns turistas que foram na</p><p>marca de pouso antes da chegada dos investigadores</p><p>militares da CIOANI.</p><p>Ilustração 33 – Croqui colorido feito por Acassil Camargo da CIOANI,</p><p>referente ao OVNI observado em 26 de junho de 1969, pelo senhor</p><p>Benedito Vieira Antunes</p><p>Segundo a testemunha, o objeto teria 6 metros de</p><p>comprimento e teria a cor marrom metálico, como se</p><p>fosse niquelado. Parecia ter um formato de um</p><p>“tamanco”, sendo que algo na frente do aparelho, como</p><p>se fosse um “tambor” girava velozmente em direção</p><p>anti-horária, em eixo horizontal.</p><p>Benedito informou ainda que o objeto voador não</p><p>tinha nenhuma janela ou escotilha e também não viu</p><p>tripulantes em nenhum momento.</p><p>Hans Bemelmans termina o artigo dizendo que</p><p>voltaria para visitar a testemunha, após alguns meses,</p><p>para ver se ele sofreu alguma alteração ou teve outro</p><p>avistamento desta natureza.</p><p>Ilustração 34 – Fotos da FSR, do local do pouso testemunhado pelo</p><p>senhor Benedito Vieira Antunes</p><p>Confirmando os fatos...</p><p>O mais gratificante na re-pesquisa é confirmar os</p><p>fatos e descobrir novas informações...</p><p>Em setembro de 2016, localizei um investigador e</p><p>informante da CIOANI, que é o dentista Francisco Elias</p><p>Soares, com 78 anos de idade.</p><p>Ilustração 35 – Credencial da CIOANI</p><p>No artigo escrito pelo pesquisador Hans</p><p>Bemelmans, na revista ufológica FSR – Flying Saucer</p><p>Review, Francisco também é citado, dentre outros</p><p>pesquisadores.</p><p>Durante o período de 5 a 12 de setembro de 2016,</p><p>recebi alguns e-mails deste dentista que descreveu</p><p>algumas situações vividas por ele em Ibiúna e, também</p><p>em outras localidades.</p><p>Um fato relevante que Francisco lembrou foi que,</p><p>no caso do pouso do campo de beisebol, uma equipe</p><p>filandesa de filmagem procedente da Filadélfia, cidade da</p><p>Pensilvânia, nos Estados Unidos, esteve no local</p><p>gravando tudo. O pesquisador inglês Nigel Alan Rimes foi</p><p>o tradutor daquela equipe cinematográfica naquela</p><p>ocasião.</p><p>Esta informação é verídica pois, no dossiê oficial do</p><p>caso elaborado pela FAB, constava estes cartões de visita</p><p>que confirmam o fato das gravações do local afetado.</p><p>Nigel Alan Rimes é um dos três homenageados</p><p>deste livro, pois foi um importante pesquisador da linha</p><p>científica, que esteve presente em dezenas de pousos</p><p>ocorridos nos Brasil, como por exemplo, no pouso de</p><p>Lins, no de Pirassununga, no de Botucatu, no de Ibiúna,</p><p>etc. e sempre divulgou de forma responsável e</p><p>verdadeira a Ufologia Brasileira em diversos periódicos</p><p>estrangeiros.</p><p>Sobre o caso de pouso de Ibiúna, chegou a elaborar</p><p>um raro desenho das marcas deixadas pelo objeto</p><p>voador não identificado. Este desenho histórico,</p><p>pertencente ao seu acervo dele que, foi doado para este</p><p>autor, tem os detalhes das marcas de sapatas, bem</p><p>como as medidas da mesma.</p><p>Ilustração 36 – Croqui elaborado por Nigel Alan Rimes</p><p>Nos primeiros e-mails trocados com o informante</p><p>da CIOANI, foi dito que “na época o comandante da 4ª</p><p>Zona Aérea me solicitava para viajar e gravar os</p><p>depoimentos de pessoas que tiveram algum tipo de</p><p>contato com estes objetos voadores”.</p><p>“Realmente, nos anos em que vivi em Ibiúna, terra</p><p>que prezo muito, atuei em várias ocorrências, inclusive</p><p>policiais. Todavia, vamos deixar de lado pois, o que nos</p><p>interessa no momento são os nossos OVNIs. Vou tentar</p><p>recordar de todos. Inicialmente, fui escalado pela</p><p>Delegacia local para acompanhar policiais em aparições</p><p>luminosas em uma fazenda do nosso conhecido Cássio</p><p>Muniz, que era proprietário de grandes lojas em São</p><p>Paulo. Várias noites passamos neste local com os dois</p><p>policiais e jeep da polícia. Ficávamos escondidos e,</p><p>depois de um determinado tempo apareciam grandes</p><p>luminosidades que caminhavam a uma altura não muito</p><p>grande. Quando observávamos os mesmos, pegávamos</p><p>o jeep e corríamos atrás dos mesmos e estes sumiam e</p><p>retornavam no mesmo lugar”, complementou Francisco.</p><p>Francisco afirmou que devido as inúmeras vigílias</p><p>que fazia naquela fazenda, foi chamado na 4ª Zona</p><p>Aérea pelo brigadeiro Vaz da Silva e pelo tenente médico</p><p>Carvalho. Durante as reuniões no Cambuci, em São Paulo</p><p>capital, foi solicitado pelos militares que ele</p><p>documentasse tudo, por meio de relatórios, fotos,</p><p>gravações e que não comentasse nada com ninguém,</p><p>pois era um segredo entre eles.</p><p>“Viajei para Belo Horizonte – MG em um avião da</p><p>FAB que o comandante havia destinado para averiguar</p><p>alguns acontecimentos. Lá, procuramos as pessoas que</p><p>haviam sido perseguidas por um facho luminoso até as</p><p>suas residências. Estas pessoas tinham um lado dos</p><p>cabelos com as cores diferentes do outro, pareciam</p><p>queimados.</p>
<p>Estive em Ilhabela – SP, na casa de um</p><p>médico que possui centenas de fotos destes objetos”,</p><p>comentou Francisco sobre as pesquisas em outras</p><p>cidades fora de Ibiúna.</p><p>Francisco me enviou a cópia de sua carteirinha da</p><p>FAB, sendo que a sua categoria foi definida como sendo o</p><p>IOANI nº 005.</p><p>O significado de IOANI é o investigador de cultura</p><p>universitária, que participa diretamente nos trabalhos da</p><p>CIOANI, objetivando o esclarecimento definitivo e total do</p><p>fenômeno OANI.</p><p>Ilustração 37 – Foto do local de pouso</p><p>Sobre os casos de pouso em Ibiúna comentou: “Fui</p><p>chamado pelo delegado de polícia que me pediu que</p><p>fosse com um soldado, em um jeep, até um terreno</p><p>próximo a represa. Segundo o delegado, um lavrador foi</p><p>até a delegacia avisar que um avião pequeno havia caído</p><p>em um local próximo onde ele estava trabalhando.</p><p>Realmente, fomos até o local, penetramos na mata e</p><p>nenhum avião havia no local e sim, uma grande marca</p><p>circular na mata com árvores quebradas. Encontramos</p><p>alguns plásticos que provavelmente haviam sido</p><p>deixados”.</p><p>Sobre o caso do senhor Nobutoshi Kaneko, o</p><p>investigador da CIOANI declarou que: “passou algum</p><p>tempo e numa madrugada eu fui chamado por um</p><p>japonês, proprietário de um bar na rua principal. Ele</p><p>estava nervoso, pois tinha avistado uma nave parada em</p><p>um terreno baldio. Só fomos ao local no dia seguinte e,</p><p>encontramos as toceiras de capim todas retorcidas no</p><p>sentido anti-horário. Bem, este acontecimento fez com</p><p>que viessem dos Estados Unidos uma equipe de</p><p>profissionais para documentar em filme este enigmático</p><p>acontecimento”.</p><p>Finalizou a mensagem do e-mail enviado,</p><p>escrevendo: “Prezado amigo, o que recordei foram estes</p><p>acontecimentos. Me desculpe pois minha mente esta</p><p>cansada pelo trabalho. Infelizmente, não possuo mais</p><p>nada, nenhum dossiê e relatório daquela época”.</p><p>Ilustração 38 – Foto do local tirada pela Aeronáutica com as toceiras</p><p>de capim todas retorcidas</p><p>Aterrissagem próximo ao “Gato Preto”</p><p>No Boletim IBIÚNA, publicado em 1978 pelo Centro</p><p>de Investigação de Objetos Voadores Extraterrestres</p><p>(CIOVE), nas páginas nº 8 e nº 9, encontramos o relato</p><p>interessante da pesquisa IN LOCO realizada pelos</p><p>pesquisadores Osni Schwarz e Washington Luis Lincoln</p><p>de Assis. Consta uma ocorrência no dia 16 de julho de</p><p>1978, referente a um pouso à uma distância de cerca de</p><p>1 Km, à partir do restaurante Gato Preto, localizado no</p><p>Km 63 da Via Bandeirantes, em Ibiúna – SP.</p><p>Ilustração 39 – Edison na frente do restaurante Gato Preto</p><p>O caso foi testemunhado por quatro pessoas,</p><p>sendo, uma cozinheira que preferiu se manter no</p><p>anonimato, o proprietário do estabelecimento, Edgard de</p><p>Campos Rosa, o guarda do Banco Itaú S/A, Severino</p><p>Maurício de Freitas e a garçonete Angelina Soares de</p><p>Aquino.</p><p>Transcrevo o conteúdo da pesquisa que foi</p><p>publicada no boletim do CIOVE: “Às 11:20 horas, o senhor</p><p>Edgard de Campos Rosa, dono do restaurante Gato Preto</p><p>(sito à Via Bandeirantes, Km 63 a 836 metros do nível do</p><p>mar) dirigiu-se para uma mesa próxima de uma janela a</p><p>fim de retirar os pratos sujos. Quando já estava</p><p>arrumando a mesa, notou, ao olhar pela janela, um</p><p>objeto de forma oval, metálico que, pousava sobre uma</p><p>pequena elevação, a uns 900 metros do restaurante,</p><p>próximo a uma torre de alta tensão, ao lado (500 metros)</p><p>da Sede de Campo da Seicho-no-ie. O senhor Edgard</p><p>observou o pouso e chamou seu empregado, senhor</p><p>Severino Maurício de Freitas (guarda do Banco Itaú</p><p>durante a semana e que nos sábados e domingos</p><p>trabalha como garçon no Restaurante Gato Preto), e</p><p>juntamente com ele, veio também observar o OVNI, a</p><p>garçonete, senhorita Angelina Soares de Aquino”.</p><p>Embora no relatório do CIOVE seja informado que</p><p>foram três testemunhas, na verdade, foram quatro pois,</p><p>a cozinheira não autorizou a publicação de seu nome,</p><p>nem a divulgação de sua participação no acontecimento</p><p>na época da realização daquele relatório de pesquisa.</p><p>Assim, a narrativa prossegue da seguinte forma:</p><p>“Os três observaram o OVNI emitir uma intensa luz</p><p>branca que, chegou a ofuscar seus olhos, conforme nos</p><p>contou o garçon. A luz era tão forte que, mesmo havendo</p><p>Sol, forçou-os a olhar não diretamente para o foco. Este</p><p>fenômeno durou aproximadamente uns quatro minutos,</p><p>diminuindo a luz, gradativamente. Naqueles instantes,</p><p>quando a luz estava já por se apagar, chegaram alguns</p><p>fregueses para se sentarem naquela mesa e a atenção</p><p>das testemunhas foram desviadas por alguns instantes, e</p><p>quando voltaram a olhar para o local, o OVNI já não mais</p><p>estava lá”.</p><p>O Boletim IBIÚNA ainda informa que Edgard de</p><p>Campos Rosa era um PIOANI subordinado a CIOANI,</p><p>órgão governamental brasileiro instituído pela Força</p><p>Aérea Brasileira para realizar oficialmente as pesquisas</p><p>de OVNI naquela cidade e região. Naquela ocasião, o</p><p>PIOANI mostrou sua credencial aos ufólogos que</p><p>observaram que a carteirinha estava assinada pelo</p><p>militar responsável, Gilberto Zani de Mello.</p><p>Consta ainda a informação no boletim que os dois</p><p>pesquisadores do CIOVE fizeram desenhos e mapas,</p><p>chegando ir até o local do pouso, constatando “a</p><p>existência de vegetação queimada num buraco de</p><p>erosão”. Recolheram amostras do local e fotografaram</p><p>todos os detalhes do local afetado pelo objeto voador</p><p>não identificado. Infelizmente, estas fotografias não</p><p>foram incluídas no boletim informativo.</p><p>Ilustração 40 – Capa do Boletim IBIÚNA. No detalhe: o pesquisador</p><p>Osni Schwarz</p><p>”Mãe-do-ouro” pousou no morro</p><p>Existem muitos avistamentos luminosos na região</p><p>que, por vezes, são interpretados como manifestações</p><p>presentes nas lendas locais, principalmente na área</p><p>rural. Geralmente, são fenômenos luminosos que</p><p>aparecem à noite ou de madrugada.</p><p>O caseiro e agricultor Luis Schiavetti, do sítio</p><p>Itaipú, na região de Canguera, em Ibiúna – SP, teve um</p><p>avistamento no dia 13 de julho de 1978, por volta das</p><p>19:30 horas, julgando se tratar da lenda da “mãe-do-</p><p>ouro”.</p><p>Contou ele que na hora da observação do</p><p>fenômeno estava próximo a sua casa e chamou sua</p><p>esposa e seus dois filhos para também avistarem aquele</p><p>objeto luminoso que variava de cor, entre o verde, o</p><p>amarelo e o azul. Disse que a “mãe-do-ouro” voou em</p><p>baixa velocidade rumando para um morro próximo dali,</p><p>parando a uma certa altura sobre o mesmo. Em ato</p><p>continuo, realizou um “movimento de folha seca”,</p><p>descendo até pousar no morro, desaparecendo naquele</p><p>local.</p><p>“Aqui no sítio Itaipú é a terceira vez que vejo,</p><p>desde que estou como caseiro. As outras vezes foram em</p><p>fevereiro e maio de 1978”, complementou a testemunha.</p><p>Luis acredita que a “mãe-do-ouro” aparece por ali</p><p>para buscar um certo mineral, chamado muscovita, por</p><p>ser encontrado abundantemente naquela região.</p><p>Além dos ruralistas e dos moradores da cidade</p><p>intitularem estes fenômenos ufológicos de “mãe-do-</p><p>ouro”, eles também utilizam a nomenclatura de “bola de</p><p>fogo”, “boitatá”, “mãe-da-lua”, “assombração” e</p><p>“caminhão ou ônibus do outro mundo”.</p><p>”Caminhão de outro mundo”</p><p>Centenas de pessoas que residem ou passam férias</p><p>em Ibiúna e, principalmente, moradores do Km 63 e Km</p><p>64 da Via Bandeirantes já tiveram contato ou avistaram o</p><p>“caminhão de outro mundo” ou “ônibus do outro</p><p>mundo”.</p><p>Esta lenda urbana e rural vem sendo propagada de</p><p>geração em geração, desde a década de 40 naquela</p><p>região de Ibiúna.</p><p>Ilustração 41 – Croqui elaborado por Maria C. de Souza</p><p>Maria C. de Souza em passagem pelo Km 63 disse</p><p>ter avistado o “ônibus de outro mundo”, como é já</p><p>conhecido o fenômeno pelas pessoas dali.</p><p>“Era entre as onze e quarenta e cinco da noite e</p><p>meia noite, aproximadamente, e eu e minha colega</p><p>Fátima vimos o ônibus do outro mundo. Era comprido</p><p>com luzes amarelas ao seu redor e duas luzes branca-</p><p>azulada, clarinha na frente, bem forte. Eram os faróis!</p><p>Ele estava flutuando lentamente e não tinha o barulho do</p><p>motor. De repente, acelerou e sumiu indo em direção ao</p><p>pasto. Isso foi no verão de 1981. Ficamos assombradas</p><p>com aquela visão”, afirmou Maria.</p><p>Outro fato digno de menção está registrado no</p><p>Boletim</p>
<p>IBIÚNA, publicado em 1978 pelo Centro de</p><p>Investigação de Objetos Voadores Extraterrestres</p><p>(CIOVE), nas páginas nº 15 e nº 16, e diz respeito ao</p><p>avistamento ocorrido em maio de 1978.</p><p>Arnaldo é pessoa simples que vivia na época da</p><p>entrevista (22 de julho de 1978) em propriedade rural em</p><p>Ibiúna - SP e, forneceu os detalhes de sua narrativa para</p><p>os pesquisadores Osni Schwarz e Washington Luiz Lincoln</p><p>de Assis.</p><p>“O caminhão do outro mundo possui dois grandes</p><p>faróis brancos, luzes atrás e também de lado. Aparece</p><p>geralmente entre 6:30 horas e 8:00 horas da noite. Não</p><p>faz nenhum ruído quando caminha e, sempre anda a</p><p>baixa altura. Às vezes, pelas estradas de terra e algumas</p><p>vezes pelos campos”, disse Arnaldo.</p><p>Contou para os investigadores que em 1973, ele e</p><p>um compadre estavam fazendo um carregamento</p><p>quando foram perseguidos pelo “caminhão do outro</p><p>mundo”. Disse ainda que no ano de 1971 por volta das</p><p>19 horas, seu pai teve um encontro com o “bicho”,</p><p>quando vinha voltando da “venda”, próxima ao</p><p>restaurante Gato Preto.</p><p>Ilustração 42 – Croqui elaborado pelo senhor Arnaldo</p><p>Segundo Arnaldo, seu progenitor teve o encontro</p><p>próximo ao “caminhão do outro mundo”, pois o objeto</p><p>voador ficou estacionado a uns 5 metros do pai dele.</p><p>Como seu pai era muito crente em sua fé, o mesmo se</p><p>lançou em direção aoestranho objeto que estava voando</p><p>a alguns centímetros do solo.</p><p>“Neste momento em que meu pai chegou perto do</p><p>caminhão, este deu uma ré e se projetou a alta</p><p>velocidade pelos campos de pastagens existentes ali”,</p><p>complementou o a testemunha.</p><p>Quando o objeto voador não identificado já estava</p><p>mais longe, dividiu-se em dois, sendo que cada parte</p><p>rumou para direções opostas.</p><p>Um detalhe que Arnaldo frisou ao desenhar o</p><p>objeto para os pesquisadores foi que os faróis do</p><p>”caminhão do outro mundo” eram potencialmente mais</p><p>fortes que os faróis dos caminhões comuns que transitam</p><p>pela Via Bandeirantes.</p><p>Muita dedicação nas pesquisas</p><p>Osmar de Freitas, fundador do GEONI – Grupo de</p><p>Estudos de Objetos Não Identificados, é um incansável</p><p>ufólogo que dedica grande parte de seu tempo na</p><p>obtenção e no esclarecimento dos casos ufológicos</p><p>ocorridos na cidade de Ibiúna - SP.</p><p>Este pesquisador que também foi um dos</p><p>fundadores da ANUB – Associação Nacional dos Ufólogos</p><p>do Brasil, tem um projeto em andamento que é a Sede</p><p>de Campo do Observatório Ufoastronômico Geoni</p><p>naquela localidade e, o seu objetivo principal é concluir</p><p>este empreendimento que contará inclusive, com um</p><p>museu naquela propriedade que fica no bairro da</p><p>Cachoeira.</p><p>Em fevereiro de 2016, estive na residência deste</p><p>dedicado pesquisador que, gentilmente, me concedeu</p><p>uma pequena entrevista, abordando alguns casos</p><p>interessantes daquela localidade, que relato a seguir.</p><p>Primeiramente, Osmar lembrou de um caso</p><p>ocorrido em certa noite do ano de 1981. Disse que o seu</p><p>caseiro José Pedro estava na Sede de Campo quando</p><p>avistou duas bolas luminosas que iluminaram a porta e</p><p>que ficou parecendo dia ao redor, no momento daquele</p><p>avistamento. “Passava uma por cima da outra e</p><p>soltavam fagulhas, tipo uma chuva de prata”, disse o</p><p>pesquisador.</p><p>Contou que em abril de 1997, ao cair da tarde, foi</p><p>avistado um “triângulo amarelo” na divisa da cerca da</p><p>Sede de Campo. Este objeto tinha várias luzes, como</p><p>uma árvore de natal. Osmar concluiu que “era um OVNI</p><p>com um cone de luz voltado para baixo”, os conhecidos</p><p>cones de luz sólida!</p><p>“Foram muitos casos presenciados nas redondezas</p><p>do bairro Cachoeira. Até os meus primos viram sondas no</p><p>ano de 1997. Lembro também que, no dia 6 de janeiro de</p><p>1984, estavam vários integrantes do Geoni, o Marcão,</p><p>Ramiro, dentre outros, quando avistaram uma esfera</p><p>flutuando. Era diferente de avião, helicóptero e balão. Fiz</p><p>sinais de lanterna e apagou, surgindo à direita. Aí ela</p><p>veio para cima e apagou. Dois meses depois, por volta</p><p>das 23:30 horas uma outra esfera luminosa, do tamanho</p><p>de uma bola de basquete apareceu, subindo e descendo</p><p>rente ao solo. Fizemos muitas vigílias e vimos muitos</p><p>fenômenos”, contou o pesquisador do GEONI.</p><p>Contou também que, em junho de 1982, dois</p><p>imigrantes japoneses viram um objeto circular em forma</p><p>de disco voador em um sítio no Km 63. O fato foi</p><p>testemunhado por Iassushi Yokomizo e Etsuko Yokomizo,</p><p>por volta das 23:30 horas e causaram muito assombro</p><p>nas testemunhas.</p><p>Osmar de Freitas coleciona em sua residência</p><p>diversas amostras de vários casos de pousos, clássicos</p><p>da Ufologia Brasileira. Perguntei se ele tinha alguma</p><p>amostra de Ibiúna. Ele comentou: “Lembra o pouso do</p><p>campo de beisebol? Do japonês, o senhor Kaneko? Estive</p><p>em 1983, na casa da dona Kyoko Kaneko. O caso de</p><p>pouso vivenciado por ela e o marido foi fantástico, pois</p><p>eles viram até as escotilhas do OVNI. Nós entrevistamos</p><p>ela e depois fomos até o local do pouso para recolher</p><p>terra no local. Não nasceu mais nada lá, ficou estéril.</p><p>Colhemos amostras e hoje, o local é a sede da</p><p>Cooperativa da Cetril. Vopcê sabia que a Aeronáutica</p><p>esteve no local e filmaram aquela marca?”</p><p>Ilustração 43 – Croqui elaborado pelo GEONI</p><p>Contou que vários pousos já ocorreram na</p><p>localidade e lembrou-se do caso ocorrido no restaurante</p><p>Gato Preto, com várias testemunhas que presenciaram o</p><p>pouso de uma nave em pleno dia, em um pasto próximo.</p><p>Outro caso de pouso que comentou, ocorrido na</p><p>cidade de Ibiúna, pesquisado em 24 de junho de 2000,</p><p>aconteceu com o senhor Luiz. “Ele viu um OVNI em</p><p>forma de disco voador sobre as árvores dentro de sua</p><p>propriedade. Este objeto voador projetou um feixe de luz</p><p>cônica sobre à copa das árvores causando um incêndio</p><p>de cima para baixo, formando uma espécie de clareira de</p><p>aproximadamente 8 metros de diâmetro. Foi tirada uma</p><p>fotografia aérea do local e podemos ver que é bem</p><p>redondo o local afetado”, afirmou ele.</p><p>Ilustração 44 – Senhor Luiz aponta para o local onde avistou o OVNI.</p><p>Contou seu relato detalhadamente aos pesquisadores do GEONI</p><p>As amostras de solo e de vegetação coletadas na</p><p>ocasião foram analisadas pelos pesquisadores e se</p><p>verificou um PH extremamente ácido de 4,5 e uma</p><p>acentuada diminuição da fertilidade do terreno no local</p><p>atingido pelo cone de luz.</p><p>Encerrou a entrevista dizendo que a região é uma</p><p>área de muita incidência ufológica, de uma incrível</p><p>casuística, pousos e avistamentos de tripulantes destes</p><p>objetos voadores que aparecem na cidade de vez em</p><p>quando.</p><p>Ilustração 45 – Osmar de Freitas, dedicado e incansável</p><p>pesquisador. No detalhe, foto aérea com a marca circular deixada</p><p>pelo OVNI avistado pelo senhor Luiz no ano 2000</p><p>Entrevistando o CPUR</p><p>Soube pelo pesquisador Osmar de Freitas, em</p><p>2014, que na cidade de Ibiúna existia um grupo de</p><p>pesquisas atuante chamado CPUR – Centro de Pesquisas</p><p>Ufológicas da Ressaca.</p><p>No dia 22 de outubro de 2016, estive naquela</p><p>localidade, acompanhado dos pesquisadores Josef Prado</p><p>e Osmar de Freitas e, realizamos uma gravação em vídeo</p><p>com o coordenador do CPUR, Carlos Roberto Gonçalves</p><p>dos Santos.</p><p>Ilustração 46 – Pesquisadores do GEONI, CPUR, GUG e BURN</p><p>Ele nos contou vários casos de avistamentos,</p><p>pousos e tripulantes que assolam aquela região. A seguir</p><p>reproduzo as informações mais relevantes desta</p><p>entrevista realizada pouco antes do lançamento deste</p><p>livro.</p><p>Carlos Roberto contou que quando sua família veio</p><p>do estado da Bahia para Ibiúna, se instalou no bairro da</p><p>Ressaca, em 1995. Naquele mesmo ano, conheceu vários</p><p>amigos que relatavam para ele, ocorrências de</p><p>avistamentos de “bola de fogo”, “boitatá” e “mãe-da-</p><p>lua”. Eram lendas que se interpretadas a luz da Ufologia</p><p>se encaixam perfeitamente.</p><p>Todavia, foi em 2012 que Carlos montou uma lan</p><p>house para trabalhar e, percebeu que uma quantidade</p><p>razoável de pessoas pesquisavam sobre OVNIs nops</p><p>computadores de lá. Foi então, que juntamente com</p><p>estes interessados no assunto, resolveu criar o CPUR, em</p><p>setembro de 2012, com intuito de pesquisar seriamente</p><p>os casos daquela região e realizar pesquisas de campo,</p><p>vigílias, etc.</p><p>Sobre um dos primeiros</p>

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