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<p>Centro Universitário - FAM</p><p>Curso de Psicologia</p><p>DESCRIÇÃO DAS QUESTÕES DO FILME:</p><p>SE ALGO ACONTECER... TE AMO</p><p>UM PONTO DE VISTA PSICANALÍTICO</p><p>MARIA LUIZA REIS LOPES RA 00339134</p><p>REGIANE DOS SANTOS SOARES SILVA RA 00339389</p><p>RODRIGO DE PAULA AGUILAR RA 00339646</p><p>SIMONE CAMPOS MESQUITA RA 00339300</p><p>VANESSA MAGALHÃES COSTA RA 00339540</p><p>VINICIUS SOARES RODRIGUES NUNES 00340313</p><p>2024</p><p>A SINOPSE</p><p>Se Algo Acontecer... Te Amo é um curta-metragem lançado no ano de 2020, e escrito pelos diretores e roteiristas Michael Govier e Will McCormack, relata a história do luto e vazio que um casal sente ao perder sua filha em um tiroteio na escola. Os dois estão sobrecarregados pelas memórias, boas e ruins, de quando a filha ainda era viva. Eles, então, precisam aprender a conviver com o luto e resolver suas diferenças. (ADOROCINEMA, 2020)</p><p>DESCRIÇÃO DAS QUESTÕES DO FILME</p><p>A cena dos pais levando a filha para escola e as sombras representando como se tentassem proteger a filha, mas foi inevitável pois ela morreu no massacre na escola, alunos entraram armados, e como a menina ouviu os tiros ela enviou uma mensagem para a mãe escrito "Se algo acontecer, te amo." Podemos analisar o filme num contexto familiar que após a perda da filha eles passaram a viver alguns conflitos em seu cotidiano, momentos em que a mulher sentia uma solidão, mas segui com seus afazeres. Percebe se que a perda ocasionou um distanciamento entre o casal. Do ponto de vista analítico muitas vezes a dor do luto nos leva a nos afastar de pessoas e vivermos uma dor que parece não passar. Na obra “Luto e melancolia”, escrito por Sigmoud Freud, é possível reconhecer que, mesmo após a perda, a existência do objeto perdido se prolonga na psique, havendo hipercatexia desse objeto, ou seja, uma sobrecarga de energia em um objeto (no contexto, a perda da filha). Com isso, com cada momento transformado em lembrança, a libido que se tem no objeto é super investida, sendo assim, a realidade comprova diversas vezes que o objeto amado/perdido não está mais presente. O sujeito então, enlutado, normalmente se isola de tudo aquilo que traz para ele memórias do objeto perdido. Na trama, podemos reparar como os pais evitam contato um com o outro e tudo aquilo que lembram a filha deles.</p><p>Mas também podemos ver que quando o consciente volta o casal se aproxima por fim e se abraçam novamente. As vezes queremos achar culpados para uma dor que não se pode explicar.</p>

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