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<p>ADMINISTRAÇÃO E ORGANIZAÇÕES</p><p>EXPONENCIAIS</p><p>AULA – 5</p><p>ESCOLA</p><p>CONTEMPORÂNEA E A</p><p>TEORIA DA</p><p>EXCELÊNCIA DAS</p><p>EMPRESAS</p><p>Olá,</p><p>A escola moderna foi criada usando as duas teorias da administração,</p><p>conseguindo definir o conceito mediante a Teoria da Administração por Processos,</p><p>assunto que foi abordado na aula anterior e a Teoria da Excelência das Empresas,</p><p>aqui abordada.</p><p>Nesta aula, você compreenderá sobre a Teoria da Excelência das</p><p>Empresas que faz parte do estudo da escola contemporânea.</p><p>Bons estudos!</p><p>Estudando sobre a escola contemporânea e a Teoria da Excelência das</p><p>Empresas, você será capaz de:</p><p>• Compreender a Teoria da Excelência das Empresas;</p><p>• Entender como essa teoria favorece o desenvolvimento e consolidação</p><p>das ferramentas administrativas.</p><p>5 ESCOLA CONTEMPORÂNEA</p><p>Para Oliveira (2019), a escola moderna foi criada usando as duas teorias da</p><p>administração abaixo e conseguiu definir o conceito de administração da seguinte</p><p>forma:</p><p>1) Teoria da Administração por Processos (já abordada na aula 4).</p><p>2) Teoria da Excelência das Empresas (será abordada nessa aula).</p><p>5.1 Teoria da Excelência das Empresas</p><p>Segundo o autor, essa teoria da administração congrega a “parte boa” das</p><p>diversas teorias anteriormente apresentadas, assim como algumas outras abordagens</p><p>administrativas que estão acontecendo nas empresas.</p><p>Pode-se considerar que a Teoria da Excelência das Empresas começou a se</p><p>desenvolver na década de 1960, mas se materializou na década de 1990,</p><p>proporcionando ferramentas administrativas sofisticadas, quanto à exigência de níveis</p><p>adequados de inteligência administrativa, e de grande impacto nas empresas em</p><p>geral.</p><p>Vários pesquisadores da administração participaram do desenvolvimento e</p><p>consolidação dessa teoria, mas o foco pode ser o advogado norte-americano Robert</p><p>Monks (1933), sendo o principal idealizador e estruturador do modelo administrativo</p><p>baseado na governança corporativa:</p><p>➢ Melhor forma para consolidar maior proteção ao patrimônio das</p><p>empresas;</p><p>➢ Melhor forma de conseguir maiores atratividade e valor das empresas;</p><p>➢ Obriga as empresas a terem boas administrações, pela necessidade de</p><p>disponibilizar informações corretas e atualizadas ao mercado;</p><p>➢ Otimiza o processo de prestação de contas das empresas aos seus</p><p>múltiplos públicos (acionistas, clientes, fornecedores, funcionários,</p><p>governos, comunidade); e</p><p>➢ Obriga as empresas a terem maior respeito às leis, questões formais, e</p><p>à ética, à moral e às responsabilidades social e ambiental.</p><p>5.1.1 Contribuições</p><p>As principais contribuições da Teoria da Excelência das Empresas são:</p><p>a) Tornar a otimização administração das empresas algo inteiramente</p><p>estruturado, lógico e disponível.</p><p>Atualmente, os profissionais das empresas, especialmente os executivos da</p><p>alta administração, não podem mais alegar que têm dificuldades em aplicar as</p><p>diversas ferramentas administrativas na estrutura de suas empresas.</p><p>Quando ocorre essa dificuldade, independente de sua intensidade, pode-se</p><p>dizer que existe alguma incompetência administrativa na empresa em questão.</p><p>b) A consolidação de um processo administrativo ágil, sustentado e focado</p><p>nas pessoas.</p><p>Como o foco da administração já tinha se firmado nas pessoas, sobretudo em</p><p>decorrência dos ensinamentos das teorias da Escola Humanista, e como as pessoas</p><p>têm todas as ferramentas administrativas disponíveis, desde que tenham</p><p>conhecimento suficiente delas, pode-se considerar que a Teoria da Excelência das</p><p>Empresas proporciona uma consolidação desse processo evolutivo, gradativo e</p><p>acumulativo de conhecimentos administrativos.</p><p>c) Maior facilidade de aprendizado e de aplicação dos ensinamentos</p><p>administrativos.</p><p>Isso porque, ao longo dos anos, tanto as antigas quanto as atuais ferramentas</p><p>de administração melhoraram significativamente, o que potencializa a otimização das</p><p>decisões e a satisfação profissional das pessoas que trabalham nas empresas.</p><p>d) Consolidar uma interação entre os conhecimentos de administração, os</p><p>acontecimentos, e prováveis acontecimentos nas empresas.</p><p>Os administradores capacitados e inteligentes estão constantemente em busca</p><p>dos indícios de influência nos assuntos administrativos das empresas, principalmente</p><p>para antecipar, com qualidade, o seu processo de tomada de decisão. Para tanto, os</p><p>profissionais precisam ter:</p><p>➢ A capacidade de perceber fatores de influência ocultos na organização</p><p>que podem influenciar, positiva ou negativamente, as atividades dos</p><p>profissionais e, consequentemente, os resultados de suas empresas;</p><p>➢ Observação crítica estruturada, para fazer previsão e prevenção no</p><p>desdobramento futuro de processos em andamento;</p><p>➢ Percepção de incongruências e incoerências administrativas distintas;</p><p>➢ Habilidade e capacidade de captar o sentimento dos outros, mesmo</p><p>daqueles que tentam esconder essa situação; e</p><p>➢ Capacidade de detectar o mais rápido possível quando a situação não</p><p>está indo bem, e tomar as ações corretivas apropriadas.</p><p>As pesquisas em Teoria da Excelência das Empresas favorecem o</p><p>desenvolvimento e consolidação das seguintes ferramentas administrativas:</p><p>a) Administração participativa: embora tenha as suas origens nas</p><p>Teorias Comportamentalista e do Desenvolvimento Organizacional, é</p><p>colocada, neste momento, apenas como ferramenta administrativa, pelo</p><p>simples fato que esse assunto, só começou a ser devidamente aplicado</p><p>quando outras ferramentas administrativas, provenientes de outras</p><p>teorias, se consolidaram nas empresas. Entre esses instrumentos</p><p>podem ser citados a liderança e os indicadores de desempenho.</p><p>Na prática, a administração participativa nas empresas tem três fundamentos e</p><p>um objetivo geral a ser alcançado. Os fundamentos são representados pela</p><p>participação na estruturação das informações, participação nas decisões e</p><p>participação na consolidação dos resultados; e o objetivo geral a ser obtido é a</p><p>autogestão da empresa considerada.</p><p>A participação na estruturação das informações cruciais de uma empresa é</p><p>essencial para os processos de comunicação, aprendizagem, conhecimento, e para o</p><p>relacionamento pessoal e profissional.</p><p>Enquanto a participação nas decisões é essencial para os processos de</p><p>cooperação e compartilhamento de autoridades e responsabilidades, assim como de</p><p>desenvolvimento pessoal e profissional.</p><p>Já a participação na consolidação de resultados é fundamental para os</p><p>processos de distribuição de resultados entre os profissionais da empresa, de</p><p>compartilhamento de posicionamentos pessoais e profissionais e de programas de</p><p>evolução profissional.</p><p>O objetivo de autogestão consolida o processo de administração participativa,</p><p>pois, nesse caso, o grupo de especialistas considerada tem a autonomia e a</p><p>competência para administrar uma empresa, negócio, produto ou serviço. Embora o</p><p>termo autogestão se refira à propriedade do negócio por profissionais envolvidos no</p><p>processo de autogestão, tipo cooperativas, clubes, associações, ele pode ser</p><p>extrapolado no contexto administrativo, para outras situações que não envolvam a</p><p>premissa da propriedade, mas, sim, a questão da autonomia administrativa.</p><p>Para a correta implementação da administração participativa nas organizações,</p><p>alguns fatores influenciadores devem ser considerados, por exemplo:</p><p>➢ Os modelos de administração que a empresa pretende operacionalizar,</p><p>tais como mais descentralizado ou mais centralizado, estruturado ou não</p><p>por equipes multidisciplinares;</p><p>➢ Os comportamentos e as atitudes dos profissionais da organização</p><p>considerada; e</p><p>➢ A estrutura organizacional ideal para a otimizada administração da</p><p>empresa.</p><p>b) Administração estratégica: pode ser</p><p>considerada, de forma simplista,</p><p>o contexto mais amplo das funções da administração, recebendo</p><p>influência de, praticamente, todas as teorias da administração,</p><p>sobretudo das teorias da Escola Contingencial.</p><p>Para Oliveira (2019) a administração estratégica é:</p><p>[...] uma administração contemporânea que, de forma estruturada,</p><p>sustentada, sistêmica, intuitiva e criativa, consolida um conjunto de princípios,</p><p>normas e funções para alavancar, harmoniosamente, o processo de</p><p>planejamento da situação futura desejada da empresa como um todo e seu</p><p>posterior processo de avaliação perante os fatores externos ou não</p><p>controláveis pela empresa, bem como a estruturação organizacional e a</p><p>gestão e desenvolvimento das pessoas e de outros recursos da empresa,</p><p>sempre de forma otimizada com a realidade externa e com a maximização</p><p>das relações interpessoais (OLIVEIRA, p. 134, 2019).</p><p>Essa definição de administração estratégica explica que ela pode ser formada</p><p>por cinco pares: as quatro funções da administração (planejamento, organização,</p><p>gestão e desenvolvimento de pessoas), acrescidas do desenvolvimento</p><p>organizacional por causa do forte processo de mudanças nas empresas e das</p><p>possíveis resistências que podem ocorrer; mas com a diferença que essas cinco</p><p>partes são analisadas no contexto estratégico, isto é, interligando, de forma</p><p>estruturada, os fatores internos ou controláveis e os fatores externos ou não</p><p>controláveis pela empresa.</p><p>c) Administração virtual: é a forma estruturada e sustentada, pela</p><p>tecnologia da informação, de interações entre pessoas e/ou empresas</p><p>próximas, ou distantes entre si.</p><p>O comércio eletrônico é um dos exemplos mais comuns no mundo todo, da</p><p>administração virtual. A tecnologia da informação é o fator fundamental de</p><p>sustentação ao desenvolvimento da Internet e do comércio eletrônico e,</p><p>consequentemente, de redes digitais complexas, tais como os conhecidos portais, que</p><p>otimizam as transações de informações e a qualidade decisória das pessoas e das</p><p>organizações.</p><p>A administração virtual pode estar correlacionada a duas situações:</p><p>➢ Trabalho a distância, realizado pelo contratado fora do local</p><p>administrado pelo contratante, que geralmente se aplica a produtos; e</p><p>➢ Teletrabalho, relacionado à tecnologia da informação e aos sistemas de</p><p>comunicação e se aplicado apenas aos serviços.</p><p>d) Empreendedorismo: processo evolutivo e inovador da capacidade e</p><p>habilidade profissionais voltadas à alavancagem dos resultados das</p><p>organizações e à consolidação de novos projetos estrategicamente</p><p>importantes.</p><p>Na perspectiva do empreendedorismo, deve-se considerar tanto o tradicional</p><p>entrepreneur, ou empreendedor externo, ou empreendedor que empreende um</p><p>negócio ou empresa, quanto o intrapreneur, ou empreendedor interno, ou</p><p>empreendedor colaborador de uma empresa.</p><p>Os empreendedores estão, normalmente, associados a atividades de alto risco,</p><p>principalmente pelo seu aspecto inovador e, nesse contexto, os empreendedores</p><p>devem saber praticar a inovação sistemática, que consiste na busca deliberada e</p><p>organizada de mudanças e na constante análise das oportunidades que tais</p><p>mudanças podem oferecer para a inovação econômica ou social.</p><p>e) Responsabilidade social e ética: é a abordagem das empresas como</p><p>instituições sociais num contexto interativo onde dependem e ajudam a</p><p>sociedade em que se inserem. Enquanto ética é o conjunto estruturado</p><p>e sustentado de valores apontados como ideais, orientando o</p><p>comportamento das pessoas, dos grupos, das empresas e da sociedade</p><p>em geral.</p><p>As questões da responsabilidade social e da ética devem estar, sempre,</p><p>interagir com os modelos da administração e as estratégias corporativas. A ética é um</p><p>fator de muito influente no modelo de administração das empresas, e que esse</p><p>influencia a atuação das empresas na questão da responsabilidade social. Onde a</p><p>ética, o modelo de administração e a responsabilidade social influenciam fortemente</p><p>no estabelecimento das estratégias das empresas.</p><p>Com referência à administração das questões éticas, é necessária a criação de</p><p>códigos de ética para diversos grupos e segmentos de atuação, como médicos,</p><p>advogados, engenheiros, administradores, contabilistas, consultores, agências de</p><p>propaganda, empresas de serviços em geral, entre outros; e, claro, que esses códigos</p><p>de ética sejam respeitados. Código de ética é o conjunto estruturado, lógico e</p><p>disseminado de normas de conduta e de orientações ao processo de tomada de</p><p>decisão sobre o que é certo ou errado. Segundo Oliveira (2019), a ética pode ter uma</p><p>abordagem absoluta ou relativa, onde:</p><p>➢ A abordagem absoluta considera que a questão ética em análise não</p><p>deve ser questionada, porque não dá margem à interpretação pessoal.</p><p>Um exemplo é a questão do preconceito quanto à raça, cor, religião ou</p><p>nível econômico-social; e</p><p>➢ A abordagem relativa mostra que a questão ética considerada está</p><p>correlacionada a interpretações pessoais, como aceitar preços menores</p><p>em serviços recebidos pela não emissão de nota fiscal pelo prestador de</p><p>serviços, aceitar presentes de vendedores de produtos ou serviços, falar</p><p>mal da empresa onde trabalha ou da instituição onde estuda.</p><p>Dentro da responsabilidade social, deve-se considerar a questão ambiental. A</p><p>prática demonstra que empresas comprometidas com a responsabilidade</p><p>socioambiental e com a sustentabilidade e a ética continuam enfrentando dificuldades</p><p>para incorporar esse conceito em suas estratégias, impossibilitando a implementação</p><p>adequada desses conceitos de responsabilidade. Vale ressaltar, ser uma empresa</p><p>socialmente responsável é muito mais que incorporar questões sociais e ambientais</p><p>em suas estratégias.</p><p>f) Governança corporativa: é a ferramenta de administrativa fundamental</p><p>para possibilitar a sustentação de otimizada estrutura organizacional,</p><p>buscando o melhor modelo de administração para empresas.</p><p>Governança corporativa é o modelo de administração baseado na otimização</p><p>das interações entre acionistas ou quotistas, conselhos de administração, fiscal,</p><p>deliberativo e consultoria, auditorias externa e interna e diretoria executiva,</p><p>oferecendo suporte suficiente para aumentar a atratividade da empresa no mercado</p><p>financeiro e comercial e, consequentemente, incremento no valor da empresa,</p><p>redução no nível de risco e maior efetividade da empresa ao longo do tempo.</p><p>g) Administração do conhecimento: é o processo estruturado, criativo,</p><p>inovativo e sustentado de identificar, absorver, desenvolver e</p><p>operacionalizar os conhecimentos necessários para alavancar os</p><p>resultados globais das empresas.</p><p>A administração do conhecimento nas empresas iniciou na última década do</p><p>século passado, como decorrência de duas causas principais:</p><p>➢ A necessidade de aperfeiçoar as atividades de Pesquisa e</p><p>Desenvolvimento (P&D) e de Tecnologia de Informação (TI) das</p><p>empresas; e</p><p>➢ A necessidade de aprimorar, distinguir e consolidar as vantagens</p><p>competitivas das empresas.</p><p>Tudo isso porque havia o consenso que o conhecimento é o fator mais</p><p>importante para promover e apoiar o desenvolvimento de empresas, assim como dos</p><p>países. Na prática, a administração do conhecimento refere-se ao fator básico da</p><p>excelência das empresas. Possivelmente, haja concordância com essa afirmação,</p><p>mas o problema é saber como se pode desenvolver e operacionalizar a administração</p><p>do conhecimento nas empresas. Uma ideia muito simples é visualizar a administração</p><p>do conhecimento em um processo, como na (Figura 1).</p><p>Figura 1 – Administração do conhecimento</p><p>• Informação</p><p>• Experiência</p><p>• Intuição</p><p>• Valores pessoais</p><p>Fonte: adaptado Oliveira (2019)</p><p>Nota-se que as estratégias básicas das empresas são um guarda-chuva</p><p>orientador para o desenvolvimento competências</p><p>essenciais da empresa em questão.</p><p>As competências essenciais são o conjunto de todos os conhecimentos, habilidades</p><p>e atitudes necessárias para manter as vantagens competitivas dessas empresas,</p><p>assim como agregar valor aos resultados globais e fortalecer o local de trabalho</p><p>otimizado.</p><p>As competências essenciais são representadas por metodologias, técnicas e</p><p>habilidades que propiciam às empresas condições para atender às necessidades e</p><p>expectativas dos clientes atuais e potenciais, de forma estruturada, criativa, inovadora</p><p>Competências</p><p>essenciais</p><p>Estratégias básicas</p><p>Administração por</p><p>competências</p><p>Conhecimentos</p><p>sustentados e</p><p>diferenciados</p><p>Aprendizagem</p><p>e sustentada. Logo, as competências essenciais fornecem toda a sustentação para</p><p>que as empresas trabalhem no importante contexto da administração por</p><p>competências. Administração por competência é o processo estruturado de</p><p>operacionalizar as competências essenciais e auxiliares nas atividades básicas da</p><p>empresa.</p><p>As competências essenciais agem em um amplo contexto, cujos limites que</p><p>atuam como fatores de influência são formados por quatro pontos, valores pessoais,</p><p>atitudes, conhecimento e habilidades. Essas competências tornam-se tão ou mais</p><p>sustentadas, diferenciadas e inovadoras, quanto mais fortes e atuantes forem os</p><p>quatro pontos. Saber identificar, desenvolver e interagir com talentos é fundamental</p><p>para o aprimoramento sustentado das empresas; e as empresas que sabem trabalhar</p><p>com pessoas talentosas têm uma vantagem competitiva interessante.</p><p>Como consequência, pode-se afirmar que as empresas têm dois grandes ativos</p><p>intangíveis:</p><p>➢ Um refere-se à estrutura externa, sendo esta representada pelas marcas</p><p>da empresa, dos produtos e dos serviços e pelas relações com os</p><p>clientes e fornecedores; e</p><p>➢ Outro relaciona-se à estrutura interna, representada pelos</p><p>conhecimentos e pelas competências individuais.</p><p>A Teoria da Excelência das Empresas também tem recebido algumas críticas</p><p>e contracríticas, por exemplo:</p><p>a) Dificuldade em implementar um processo efetivo de benchmarking, que</p><p>consiste em fazer benchmarking de uma empresa antes de outras</p><p>empresas do mercado, inclusive aprender o que elas fazem de melhor e</p><p>incorporar essa realidade de forma otimizada e vantajosa para aquela</p><p>que aplicou o benchmarking.</p><p>Essa questão do benchmarking deverá ser aprimorada, de forma natural, ao</p><p>longo do tempo, porque um dos aspectos mais interessantes e inteligentes em</p><p>administração é “saber aprender com os outros”, quer seja entre pessoas ou entre</p><p>organizações.</p><p>b) Dificuldade em estruturar e, sobretudo, operacionalizar modelos de</p><p>administração otimizados; entretanto, há uma contradição aqui, pois, ao</p><p>estruturar as teorias da administração e oferecer métodos e técnicas</p><p>administrativas para as empresas, muitas delas criaram dificuldades e,</p><p>principalmente, falta de conhecimento - em sua implementação.</p><p>No entanto, a solução para esse problema que pode ser grande ou pequeno,</p><p>mas seguramente importante, pode ser considerada simples e valiosa para os</p><p>profissionais das empresas: o da efetiva necessidade do otimizado conhecimento de</p><p>administração pelas organizações, sendo que a disciplina Evolução do Pensamento</p><p>Administrativo é o apoio de todo esse processo e aprendizado evolutivo, gradativo e</p><p>acumulativo.</p><p>c) Ausência de planos mais amplos e melhor elaborados do aprendizado</p><p>da administração do conhecimento.</p><p>As causas dos problemas na elaboração de planos apropriados de</p><p>administração do conhecimento, comumente, são:</p><p>➢ Problemas com conteúdos impróprios, muitas vezes copiados de outras</p><p>empresas de sucesso com a administração do conhecimento. A falta de</p><p>adaptações básica pode ser muito frustrante para as empresas que</p><p>copiaram.</p><p>➢ O baixo nível de aprendizado e criatividade das partes interessadas</p><p>transformam a administração do conhecimento em simples programas</p><p>de treinamento.</p><p>➢ Falta de definição adequada das responsabilidades dos profissionais</p><p>envolvidos no desenvolvimento e integração da administração do</p><p>conhecimento na empresa em questão; e</p><p>➢ Dificuldade em identificar as competências essenciais da empresa e os</p><p>pontos críticos na aplicação da administração do conhecimento.</p><p>d) Dificuldade, e desinteresse, em se difundirem conhecimentos.</p><p>A análise genérica do nível de conhecimento existente sobre um assunto, seja</p><p>por um país, uma região, uma empresa, uma equipe de trabalho ou uma pessoa leva</p><p>à constatação de algumas verdades:</p><p>➢ As pessoas independentes do nível de agregação, não estão muito</p><p>interessadas em disseminar informações; e</p><p>➢ O real conhecimento está correlacionado à prática do referido</p><p>conhecimento, porque, caso contrário, vira apenas faltório, o qual,</p><p>infelizmente, é muito exercitada nas empresas em geral.</p><p>Por isso, é importante que a administração esteja baseada em ferramentas</p><p>administrativas, as quais devem estar apoiadas por metodologias e técnicas</p><p>administrativas que expliquem “como” as atividades devem ser desenvolvidas e</p><p>implementadas nas empresas. A Teoria da Excelência das Empresas tem consolidado</p><p>avanços significativos nos princípios e, na prática da administração de empresas,</p><p>como:</p><p>➢ maior flexibilidade e qualidade administrativa e de raciocínio dos</p><p>profissionais das empresas, pelos diversos ensinamentos</p><p>proporcionados pela Teoria da Excelência das Empresas, inclusive com</p><p>evoluções de estudos e teorias anteriores;</p><p>➢ Reconhecimento que a boa qualidade administrativa será, cada vez</p><p>mais, essencial e mais forte sustentação para uma vantagem</p><p>competitiva real, sustentada e duradoura, tanto para as empresas</p><p>quanto para indivíduos; e</p><p>➢ Efetivo foco na administração do conhecimento para fortalecer o</p><p>crescimento sustentado das empresas, pois esse está fortemente</p><p>fortalecer ao nível de conhecimento das pessoas, e é resultante ou, pelo</p><p>menos, sofre influência das estratégias, das tecnologias em constante</p><p>evolução, do modelo de administração ideal, do desenvolvimento das</p><p>pessoas, da produtividade e do nível da sustentabilidade dos</p><p>conhecimentos e dos negócios que ocorrem durante o período em</p><p>análise.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>OLIVEIRA, D. P. R. de. Administração. 1.ed. São Paulo: Atlas, 2019.</p>