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Sp 1.5 - CA de Pulmão 
RESUMO D1 
➡ A pleura é uma dupla membrana que reveste os pulmões, sendo que a 
pleura parietal está voltada para a cavidade torácica e mediastino, e a 
pleura visceral recobre intimamente a superfície dos pulmões. Entre as 
duas pleuras existe a cavidade pleural, que contém o líquido pleural. 
➡ A pleura é formada por mesotélio (camada de epitélio simples 
paviementoso revestida por uma fina camada de tecido conjuntivo 
frouxo). 
VASCULARIZAÇÃO 
Luana Sapori - Medicina 1
ANATOMIA E HISTOLOGIA DA PLEURA
ANATOMIA DOS PULMÕES
SÍTIOS DE METÁSTASE DO CA DE PULMÃO 
➡ Cérebro: disseminação pela A. Aorta (Aa. Carótidas e tronco 
braquiocefálico). 
➡ Ossos: comunicação do sistema venoso ázigo com o plexo vertebral e 
veias intercostais. Disseminação pelos ramos intercostais e lombares da 
A. Aorta. 
➡ Suprarenais: Comunicação do sistema venoso ázigo com a Veia renal 
esquerda. Disseminação sistêmica pela A. Aorta > artéria renal. 
➡ Fígado: disseminação sistêmica pela A. Aorta > artéria hepática própria 
EPIDEMIOLOGIA 
 
FATORES DE RISCO 
➡ TABAGISMO; EXPOSIÇÃO PASSIVA AO CIGARRO; exposição à agentes 
ambientais e ocupacionais (ASBESTO/AMIANTO); idade; inflamação 
crônica; outras doenças pulmonares. 
➡ O risco de desenvolvimento de CA de pulmão cai após a cessação do 
tabagismo. 
FISIOPATOLOGIA 
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
➡ Cerca de 25% dos carcinomas de pulmão são assintomáticos. 
➡ TUMOR LOCAL: tosse, dispneia, febre (em caso de infecção 
secundária), hemoptise. 
➡ DISSEMINAÇÃO REGIONAL: dor torácica, dispneia, rouquidão, 
hipóxia, síndrome da VCS, síndrome de Pancoast, síndrome de Horner, 
disfagia. 
➡ METÁSTASES: cérebro (mudanças comportamentais, confusão mental, 
cefaleia, convulsões, paresia, náuseas e vômitos); Ossos (dor óssea 
intensa, fraturas); Adrenais (assintomática ou, raramente, insuficiência 
renal); Fígado (dor, saciedade precoce, náuseas, insuficiência hepática). 
➡ SÍNDROMES PARANEOPLÁSICAS: hipercalcemia, secreção 
inapropriada do ADH, baqueteamento digital, hipercoagulabilidade 
com tromboflebite superficial migratória (trombose em vasos 
superficiais), miastenia (afecção neural que leva à fraqueza muscular), 
síndrome de Cushing (estrias, depósitos de gordura, pele fina, rosto 
arredondado, hematomas, cicatrização difícil), síndromes neurológicas. 
SÍNDROME DA VCS 
➡ Causada pela compressão da VCS por tumores volumosos no ápice do 
pulmão direito (tumor de pancoast). 
➡ Dilatação das veias do pescoço, edema de face e membros superiores, 
rubor, ortopnéia, disfagia, cianose, cefaleia. 
Luana Sapori - Medicina 2
CA DE PULMÃO 
SÍNDROME DE PANCOAST 
➡ Causada pela compressão do plexo braquial por tumores volumosos no 
ápice do pulmão direito (tumor de pancoast). 
➡ Dor no ombro e membros superiores, paresia em cotovelo e antebraço, 
fraqueza e hipotrofia muscular. 
SÍNDROME DE HORNER 
➡ Causada pela compressão do plexo braquial com acometimento do 
gânglio estrelado por tumores volumosos no ápice do pulmão direito 
(tumor de pancoast). 
➡ Miose e ptose palperbral, enoftalmia e anidrose. 
TIPOS HISTOLÓGICOS 
CARCINOMA PULMONAR DE CÉLULAS PEQUENAS (CPCP) 
➡ Carcinoma muito agressivo, com crescimento rápido (cerca de 80% dos 
pacientes apresentam metástase no diagnóstico). 
➡ Massas volumosas centrais; geralmente apresenta necrose; possui 
marcadores neuroendócrinos presentes (produz substâncias). 
➡ Muito associado ao tabagismo. 
CARCINOMA PULMONAR DE CÉLULAS NÃO PEQUENAS (CPCNP) 
➡ ADENOCARCINOMA: massas periféricas; precursor: hiperplasia 
adenomatosa atípica (HAA); menor associação ao tabagismo (Tipo mais 
comum). 
➡ EPIDERMÓIDE: massas volumosas centrais (endobrônquicas); 
geralmente gera escavação/cavitação; presença de pérolas de 
queratina; precursor: metaplasia e displasia escamosa do epitélio 
brônquico; associado à síndromes paraneoplásicas. 
➡ CÉLULAS GRANDES: massas periféricas; totalmente indiferenciado; 
sem características glandulares; geralmente apresentam necrose. 
DIAGÓSTICO 
➡ Exame clínico (sinais e sintomas; anamnese; exame físico); 
➡ Radiografia de tórax; 
➡ TC com PET SCAN combinado; 
➡ Citopatológico de líquido pleural ou escarro; 
➡ Biópsia guiada por broncoscopia e biópsia de núcleo (agulha grossa); 
➡ Biópsia de pulmão aberto. 
POLÍTICAS PÚBLICAS DE PREVENÇÃO 
➡ Agosto branco; programa nacional de controle ao tabagismo; vigilância 
do câncer e seus fatores de risco; Comissão Nacional Para 
Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco 
(CONICQ). 
TRATAMENTO 
*Varia de acordo com o tipo celular e estancamento. 
➡ Cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia. 
ESTADIAMENTO 
➡ Método TNM 
➡ Acometimento linfonodal: N0 (sem acometimento); N1 (linfonodos 
ipsilaterais); N2 (linfonodos ipsilaterais + carina); N3 (linfonodos 
contralaterais). 
ASPECTOS BIOPSICOSSOCIAIS 
➡ Prognóstico geralmente é ruim, apresenta alta taxa de mortalidade e 
tratamento muito difícil; 
➡ Pode gerar depressão e ansiedade nos pacientes. 
CUIDADOS PALIATIVOS 
➡ Definido como a assistência oferecida por uma equipe multidisciplinar 
que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus 
familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio do 
alívio do sofrimento, tratamento da dor e demais acometimentos 
físicos, sociais, psicológicos e espirituais. 
➡ Princípios gerais: alívio para dor e outros sintomas; reafirmação da 
vida e morte como coisas naturais; integrar os aspectos psicológicos, 
sociais e espirituais ao aspecto clínico; não apressar ou adiar a morte; 
oferecer sistema de suporte para que os pacientes vivam de maneira 
mais ativa possível até o momento da morte; aconselhamento e 
suporte ao luto dos familiares. 
➡ INSTITUIÇÕES: INCA, Academia Nacional de Cuidados Paliativos 
(ANCP). 
➡ Os marcadores tumorais são macromoléculas presentes no tumor, nas 
células ou em outros líquidos biológicos. Podem ser produzidos 
diretamente pelo tumor ou pelo organismo em resposta à presença do 
tumor. 
➡ Características para o marcador ideal: monitorar a resposta terapêutica 
e recidiva de câncer, verificar a extensão da doença, permitir 
diagnóstico precoce e origem do tumor, deve ter meia vida curta, deve 
ser órgão-específico e ter alta sensibilidade e especificidade. 
Luana Sapori - Medicina 3
MARCADORES TUMORAIS
➡ MARCADOR TUMORAL CELULAR: antígenos localizados na 
membrana celular (marcadores para leucemia, hormônios, receptores 
para fatores de crescimento). 
➡ MARCADORES HUMORAIS: substâncias sintetizadas pelo tecido 
tumoral ou substâncias produzidas pelo organismo em resposta ao 
tumor. 
➡ MARCADORES GENÉTICOS: representados por genes e proteínas 
codificados pelos marcadores genéticos que são superexpressos em 
situações de desenvolvimento tumoral. 
Luana Sapori - Medicina 4

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