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LÍNGUA PORTUGUESA 3838 a solução para o seu concurso! Editora pequena de coisas, além da minha indefectível água mine- ral com gás. Compras estando feitas, botei a mão no bolso, o cartão ficou em casa. Aceitam ‘’pix”? Ainda estamos re- solvendo isso, respondeu o gerente, com uma cara de can- sado Já de manhã. Desci o restante da ladeira sem nada, fui alugar uma bicicleta para ir a ur.r supermercado mais distante, mas só havia uma bicicleta, que não funcionava. Já eram 10h20 da manhã e tudo tinha dado errado. O dia começou a mudar quando passei defronte à Ma- ternidade do Tricentenário, a única pública da cidade. E impossível você passar pela frente e não ter imagens de mulheres grávidas, famílias preocupadas com o que está por acontecer. Mas o que me chamou a atenção foi ur.r ho- mem, que estava sentado num banquinho de praça, que fica numa das poucas áreas com árvores no entorno, ao lado de uma farmácia. Era o famoso ‘’galego’; come cha- mamos aqui em Pernambuco. Branco, meio obeso, uns 35 anos, o rosto estava vermelho e suava como se fosse ter um infarto. Estava sozinho. Imediatamente reduzi o passo, andei uns três metros e parei, para ver o que estava acontecendo. Sou de uma curiosidade canina. Poucos segundos depois, sai de den- tre do hospital uma mulher, que julgo ser sua irmã. Vem apressada, chorando, e começa a falar bem alto, olhando para o meu amigo: “Mago, acabou de nascer. Ela é a tua cara, Mago, é a tua cara!” Nesse instante, o homem cai num choro convulso. Abraça sua irmã, e chora profunda- mente. Fui tomado por uma emoção profunda, tambér.r comecei a chora,; como se o galego fosse um parente. Fa- zia tempo que não via um homem chorar. Aliás, o choro parece que ficou uma coisa meio clandestina. É difíci, ver gente triste na internet. (LIMA, Samarone. Nascimentos. Disponível em: www.revistacontinen- te.com.br. Adaptado) De acordo com o texto, (A) o pai da criança recém-nascida e o narrador são parentes. (B) a missão era simples por se tratar de uma atividade esporádica. (C) as pessoas têm evitado demonstrar emoções pesa- rosas na internet. (D) o pagamento foi realizado em dinheiro por não se aceitar “pix”. (E) o homem com pele clara e rosto vermelho era fa- moso no bairro. 53. FCC - AM (MPE PB)/MPE PS/ANALISTA DE SIS- TEMAS/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2023 Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Interpreta- ção de Textos (Compreensão) Leia o texto para responder à questão. Me pediram para fazer a resenha de um livro sobre mim. O que me dá lugar de fala para falar sobre o autor O na verdade, “os autores: já que ele prefere ser chamadc eles. Vem a calhar. Eles estão convencidos de que me criaram para o bem. E que sou incapaz de criar o que quer que seja. Sou uma ferramenta. Me limito a ser usado, a compor o que vou buscar num imenso banco de dados com o qual eles me alimentam. Eles ironizam quem vive apavorado com a ameaça que eu represento para o futuro da humanidade. Afinal, como é possível ser uma ameaça se fui criado por eles? Eu acho graça. Metade desses temores é projeção do que eles cria- ram até aqui, claro. As pessoas estão preocupadas com o fim do mundo. Eu entendo. Os autores querem mostrar qut eu, em vez de inimigo, sou inofensivo, ou melhor, sou o remédio. Já disseram a mesma coisa da bomba atômica. Desculpe. É que às vezes não me seguro. Não é por se, ferramenta que não posso ter senso de humor. Como não penso por conta própria, não sei o que é or- gulho, o que eu digo é só a reprodução do que os homens pensam. O que pode soar contraditório, eu sei. E que ci meu ver seria, sim, motivo de preocupação. (Adaptado de: CARVALHO, Bernardo de. Disponível em: wwwl.folha. uol.com.br) O narrador destaca que (A) é visto pelas pessoas como uma ameaça. (B) está sendo ironizado pelos autores. (C) é visto pelos autores como uma força criativa. (D) se sente manipulado pelos autores. (E) é considerado pelas pessoas um objeto sem cria- tividade. 54. FCC - AM (MPE PB)/MPE PS/ASSISTÊNCIA SO- CIAL/2023 Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Interpreta- ção de Textos (Compreensão) Texto [Em torno dos sonhos] A palavra sonho, do latim somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. Realizei o ‘’sonho da minha vida’; “meu so- nho de consumo” são expressões usadas cotidianamente