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Questões resolvidas

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permanece como a única cavidade do corpo (Figura 9.3A). A região entre a epiderme ectodérmica e o intestino endodérmico é
preenchida por massa esponjosa de células “preenchedoras de espaço”, o parênquima (Figura 9.4). O parênquima é derivado
de tecido conjuntivo embrionário e é importante na assimilação e transporte de nutrientes e na eliminação de resíduos
metabólicos.
No plano pseudocelomado, as células mesodérmicas forram a periferia da blastocele, resultando em duas cavidades
corpóreas: uma blastocele persistente e a cavidade do intestino (Figura 9.3A e 9.4). A blastocele é agora chamada
pseudoceloma; esse nome significa “falso celoma”, porque o mesoderma circunda apenas parcialmente a cavidade, em vez de
completamente, como é o caso do celoma verdadeiro.
O plano corpóreo celomado, no qual um celoma verdadeiro é formado, desenvolve-se por meio de um plano
esquizocélico ou enterocélico. No plano esquizocélico, células mesodérmicas preenchem a blastocele, formando uma faixa
sólida de tecido em redor da cavidade do intestino. Em seguida, por meio de morte celular programada, um espaço abre-se
dentro da faixa mesodérmica (Figura 9.3A). Esse novo espaço é o celoma. O embrião tem duas cavidades: a do intestino e do
celoma.
Figura 9.3 O mesoderma está presente em diferentes regiões da gástrula durante a formação dos planos
corpóreos acelomado, pseudocelomado e esquizocélico (A). O mesoderma e o celoma formam-se
simultaneamente no plano enterocélico (B).
Nos deuterostômios, o mesoderma forma-se pelo plano enterocélico, no qual as células da porção central do revestimento
do intestino crescem e projetam-se como bolsas, expandindo-se para dentro da blastocele (Figura 9.3B). As paredes da bolsa
em expansão formam um anel mesodérmico. À medida que as bolsas movem-se em direção à periferia, elas envolvem um
espaço. Esse espaço dá origem à cavidade celomática ou celoma. Finalmente, as bolsas destacam-se do revestimento do
intestino, criando um celoma completamente delimitado por mesoderma em todos os lados. O embrião apresenta duas
cavidades: a do intestino e do celoma.
Um celoma formado por enterocelia é funcionalmente equivalente àquele formado por esquizocelia, e ambos estão
representados como tal no plano corpóreo eucelomado ou simplesmente celomado (Figura 9.4). Ambos os tipos de cavidade
celomática são delimitados por mesoderma e revestidos por um peritônio, uma membrana delgada, celular e derivada do
mesoderma (Figura 9.4). Os mesentérios mesodérmicos mantêm suspensos órgãos no celoma (Figura 9.4). O pseudoceloma
não apresenta peritônio.
As origens do desenvolvimento dos planos corpóreos nos triblásticos
Os animais triblásticos seguem um dos vários padrões principais de desenvolvimento para formar a blástula a partir de um
zigoto (Figura 9.5). Os meios mais comuns são as clivagens espiral ou radial (ver Figura 8.18, no Capítulo 8).
A clivagem radial é tipicamente acompanhada de outras três características: o blastóporo origina o ânus, uma nova
abertura forma a boca, o celoma forma-se por enterocelia e a clivagem é reguladora (ver Figura 8.18). Os animais com essas
características são denominados deuterostômios (Figura 9.5, embaixo); esse grupo inclui os ouriços-do-mar e os cordados.
A clivagem espiral produz um embrião cujos padrões de desenvolvimento contrastam com aqueles descritos para os
deuterostômios: o blastóporo origina a boca e a clivagem é em mosaico (ver Figura 8.18). O corpo pode tornar-se acelomado,
pseudocelomado ou celomado, dependendo do táxon (Figura 9.5, no centro). Se um celoma está presente, ele é formado por
esquizocelia. Os animais deste último grupo são denominados protostômios lofotrocozoários, que incluem moluscos, vermes
segmentados e outros táxons (Figura 9.5).
Os protostômios lofotrocozoários distinguem-se dos ecdisozoários (não representados na Figura 9.5), para os quais uma
série de padrões de clivagem é conhecida. Esses padrões incluem clivagem espiral, um padrão de clivagem superficial na
qual os núcleos proliferam no interior de um citoplasma comum, sendo posteriormente separados por divisões citoplasmáticas
múltiplas (ver Figura 8.9), e um outro padrão que, inicialmente, assemelha-se à clivagem radial. Os ecdisozoários podem ser
celomados ou pseudocelomados. Os insetos, caranguejos e nematódeos estão entre os ecdisozoários.
 
 
b) evitar contato da pele com o solo contaminado 
 
c) ferver roupas de cama 
 
d) lavar bem os alimentos 
 
e) saneamento básico 
 
f) tratar os doentes 
 
g) usar telas e repelentes 
 
h) utilizar água tratada 
 
 
 
Assinale a alternativa abaixo em que está INCORRETA a associação entre o parasita e suas formas de 
prevenção: 
 
a) I  b, e, f 
 
b) II  d, e, f, h 
 
c) III  c, e, f 
 
d) IV  a, c, h 
 
e) V  a, f, g 
 
 
 
21 - (UPE) 
 
Ao caminhar pela areia da praia, durante a baixa-mar, um naturalista encontra um pequeno verme e 
classifica-o imediatamente como um anelídeo. Qual das características abaixo teria fundamentado 
seguramente tal conclusão? 
 
a) Corpo segmentado com anéis visíveis na superfície do corpo, caracterizando essa segmentação. 
 
b) Vida marinha e hábito escavador. 
 
c) Corpo vermiforme e hábito marinho. 
 
d) Vermes cilíndricos, alongados e lisos, com boca e ausência de ânus, caracterizando sistema 
digestório incompleto. 
 
e) Vermes de corpo achatado e região cefálica não determinada. 
 
 
 
 
22 - (UEPB) 
 
Sobre os Platyhelminthes é correto afirmar: 
 
 
 
a) entre a epiderme e o intestino apresentam a mesogléia, camada gelatinosa que confere o 
aspecto gelatinoso típico destes animais. 
b) a eliminação de excreta nitrogenada ocorre exclusivamente através dos protonefrídeos, e o 
excesso de água é eliminado pela superfície do corpo. 
c) apresentam cavidade digestória com duas aberturas para o exterior: a boca e o ânus. 
 
d) incluem exclusivamente animais de vida livre, conhecidos vulgarmente como planárias. 
 
e) além das formas de vida livre, existem também formas parasitas do ser humano, como o gênero 
Taenia. 
 
 
23 - (UFPE/UFRPE) 
 
Os ácaros encontrados em ambientes domésticos, vivem no pó acumulado em tapetes, carpetes, 
cortinas etc. determinando reações alérgicas em pessoas mais sensíveis. Na figura, o ácaro causador 
da sarna, o ácaro da pele e o carrapato, estão representados respectivamente por: 
 
 
 
 
 
 
a) 1, 2 e 3 
 
b) 3, 2 e 1 
 
c) 2, 1 e 3 
 
d) 3, 1 e 2 
 
 
e) 2, 3 e 1 
 
 
 
24 - (UFTM MG) 
 
Utilizava-se o termo verme para os animais platelmintos, nematelmintos e anelídeos, por 
apresentarem o corpo fino e alongado. Muitas vezes até larvas encontradas em frutos, como a 
goiaba, são denominadas popularmente como vermes. 
 
Esse termo não corresponde a nenhuma categoria taxonômica. Dos animais citados, 
 
 
 
a) apenas os platelmintos apresentam celoma e são triblásticos. 
 
b) apenas os platelmintos e nematelmintos são triblásticos e acelomados. 
 
c) apenas as larvas encontradas nos frutos pertencem ao filo dos Artrópodes. 
 
d) é possível encontrar neles, tubo digestório completo e circulação aberta. 
 
e) é comum a ocorrência de estruturas excretoras e sistema nervoso dorsal. 
 
 
 
25 - (UDESC SC) 
 
Assinale a alternativa correta, quanto aos poríferos, cnidários, platelmintos e nematelmintos. 
 
 
 
a) As esponjas pertencem ao filo dos poríferos. Possuem constante movimentação através de 
cílios e apresentam digestão exclusivamente extracelular. 
b) As águas vivas e as anêmonas pertencem ao filo dos cnidários. Apresentam digestão 
intracelular (células digestivas) da gastroderme e extracelular no tubo digestório incompleto, 
pois não têm ânus. 
c) Os Ascaris lumbricoides são vermes que pertencem ao filo dos platelmintos. Possuem corpos 
achatados com simetria bilateral e sua digestão é incompleta, pois não têm ânus. 
 
d) A Taenia saginata é um verme pertencente ao filo dos nematelmintos, pois seu corpo é 
achatado com simetria bilateral. Sua digestão é completa, pois tem ânus.e) Os corais pertencem ao filo dos poríferos. Possuem corpos com esqueleto calcário e sua 
digestão é completa, pois têm ânus. 
Figura 9.4 Planos corpóreos acelomado, pseudocelomado e eucelomado mostrados em seções transversais de
animais representativos. Note as posições relativas do parênquima, peritônio e órgãos do corpo.
Um intestino completo e a segmentação
Alguns animais diblásticos e triblásticos apresentam uma cavidade do intestino de fundo cego ou incompleto, no qual o
alimento deve entrar e sair pela mesma abertura, mas a maioria das formas apresenta um intestino completo (Figura 9.5). Um
intestino completo possibilita um fluxo de direção única para o alimento, desde a boca até o ânus. Um corpo assim arquitetado
é, essencialmente, um intestino dentro do tubo corpóreo. O modelo de tubo dentro de tubo parece ser muito adaptativo, visto
que os membros dos filos animais mais comuns, tanto de invertebrados como de vertebrados, apresentam esse plano.
A segmentação, também denominada metameria, é outra característica muito comum nos metazoários. A segmentação é
uma repetição seriada de segmentos corpóreos semelhantes ao longo do eixo longitudinal de um corpo. Cada segmento é
denominado metâmero ou somito. Nas formas como as minhocas e outros anelídeos (Figura 9.6), nas quais a metameria é
mais claramente representada, a organização em segmentos inclui estruturas externas e internas de vários sistemas. Há
repetição de músculos, vasos sanguíneos, nervos e cerdas de locomoção (ver Figuras 17.16 a 17.22, Capítulo 17). Alguns
outros órgãos, como os sexuais, podem estar repetidos em apenas alguns segmentos (ver Figura 17.19). As mudanças
evolutivas acabaram por ocultar grande parte da segmentação em muitos animais, incluindo os humanos, embora isso seja
observado com frequência durante o desenvolvimento.
A segmentação permite maior mobilidade do corpo e complexidade estrutural e funcional. Seu potencial é amplamente
manifestado no filo Arthropoda, o maior grupo de animais na Terra. Além dos filos Annelida e Arthropoda, a segmentação
ocorre em Chordata (Figura 9.6), embora uma segmentação superficial do ectoderma e da parede do corpo possa aparecer em
diversos grupos de animais. A importância e o potencial da segmentação são discutidos nos Capítulos 17 e 18.
OS COMPONENTES DOS CORPOS ANIMAIS
Os corpos animais consistem em componentes celulares, derivados dos três folhetos germinativos embrionários – ectoderma,
mesoderma e endoderma – bem como de componentes extracelulares.
Os componentes extracelulares
Os metazoários contêm dois importantes componentes não celulares: fluidos corpóreos e elementos estruturais extracelulares.
Em todos os eumetazoários, os fluidos corpóreos são subdivididos em dois “compartimentos” de fluidos: aqueles que ocupam
o espaço intracelular, dentro das células do corpo, e aqueles que ocupam o espaço extracelular, fora das células. Nos
animais com sistemas vasculares fechados (como vermes segmentados e vertebrados), os fluidos extracelulares são ainda
subdivididos em plasma sanguíneo (a porção fluida do sangue) e fluido intersticial (ver Figura 31.1). O fluido intersticial,
também denominado fluido do tecido, ocupa os espaços circundantes das células (espaço intercelular). Entretanto, muitos
invertebrados têm sistemas sanguíneos abertos, sem uma separação verdadeira entre o plasma sanguíneo e o fluido intersticial.
Exploraremos essas relações mais adiante, no Capítulo 31.
Figura 9.5 Sequências de desenvolvimento diferentes produzem animais diblásticos versus triblásticos. Dos dois
caminhos principais presentes nos animais triblásticos, um origina animais acelomados e pseudocelomados, bem
como protostômios lofotrocozoários, os quais formam celoma por esquizocelia. Os protostômios ecdisozoários
não estão representados nesta figura. O segundo padrão triblástico principal origina os deuterostômios, os quais
formam celoma por enterocelia. Nos deuterostômios cordados, a formação do celoma ocorre por enterocelia nos
táxons invertebrados, mas por esquizocelia nos vertebrados.

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