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PINDAMONHANGABA-SP
PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SP
Agente Controle Vetor
CONCURSO PÚBLICO Nº 001/2023
CÓD: OP-053FV-23
7908403532742
• A Opção não está vinculada às organizadoras de Concurso Público. A aquisição do material não garante sua inscrição ou ingresso na
carreira pública,
• Sua apostila aborda os tópicos do Edital de forma prática e esquematizada,
• Dúvidas sobre matérias podem ser enviadas através do site: www.apostilasopção.com.br/contatos.php, com retorno do professor
no prazo de até 05 dias úteis.,
• É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila, de acordo com o Artigo 184 do Código Penal.
Apostilas Opção, a Opção certa para a sua realização.
ÍNDICE
Língua Portuguesa
1. Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários) ........................................................................ 5
2. Sinônimos e antônimos. Sentido próprio e figurado das palavras ............................................................................................ 15
3. Pontuação .................................................................................................................................................................................. 15
4. Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, artigo, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego e
sentido que imprimem às relações que estabelecem. Colocação pronominal ......................................................................... 17
5. Concordância verbal e nominal .................................................................................................................................................. 23
6. Regência verbal e nominal ......................................................................................................................................................... 25
7. Crase............................................................................................................................................................................................ 26
Matemática
1. Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação ou radiciação com
números racionais, nas suas representações fracionária ou decimal; Mínimo múltiplo comum ................................................ 55
2. Porcentagem ................................................................................................................................................................................ 64
3. Razão e proporção ....................................................................................................................................................................... 65
4. Regra de três simples ................................................................................................................................................................... 66
5. equações do 1º grau .................................................................................................................................................................... 67
6. Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e massa ..................................................... 70
7. Relação entre grandezas – tabela ou gráfico ............................................................................................................................... 72
8. Noções de geometria plana – forma, área, perímetro e Teorema de Pitágoras .......................................................................... 76
Conhecimentos Específicos
Agente Controle Vetor
1. Princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde ...................................................................................................................... 87
2. Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue ............................................................................... 94
3. Doença de Chagas – vetor............................................................................................................................................................ 98
4. Doenças de transmissão vetorial e zoonoses: dengue, zika, chikungunya e febre amarela: principais sinais e sintomas; medi-
das de prevenção das doenças .................................................................................................................................................... 101
5. Mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya – aedes aegypti: biologia, ciclo de vida, medidas de controle, principais
criadouros. ................................................................................................................................................................................... 112
6. Leishmanioses (tegumentar e visceral): características epidemiológicas: ciclo, modo de transmissão, período de incubação,
suscetibilidade e imunidade; aspectos clínicos no cão; medidas preventivas dirigidas à população humana, ao vetor e à po-
pulação canina ............................................................................................................................................................................. 113
7. Raiva: noções sobre a doença, vacinação antirrábica animal, controle de morcegos em áreas urbanas. ................................... 116
8. Controle ético da população de cães e gatos: guarda responsável e programa de controle populacional de cães e gatos. ....... 118
9. Toxoplasmose: transmissão; sintomas; prevenção ...................................................................................................................... 122
10. Animais peçonhentos: ofídios, aracnídeos (aranhas e escorpiões) e lepidópteros (Lonomia obliqua) ....................................... 122
11. Pragas urbanas – controle (pombos, ratos/camundongos/ratazanas, aranhas, caramujos, formigas, etc.). ............................... 129
12. Noções de segurança do trabalho: uso de equipamento de proteção individual nas dedetizações. .......................................... 132
13. Noções de ética e sigilo ................................................................................................................................................................ 139
14. Noções básicas de higiene e saúde .............................................................................................................................................. 140
15. Noções de saneamento básico .................................................................................................................................................... 145
ÍNDICE
16. Código Sanitário do Estado de São Paulo (Lei Estadual nº 10.083, de 23 de setembro de 1998) ................................................ 148
17. Biossegurança .............................................................................................................................................................................. 160
18. Visita domiciliar ........................................................................................................................................................................... 161
5
LÍNGUA PORTUGUESA
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DIVERSOS TIPOS DE
TEXTOS (LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS)
Compreender e interpretar textos é essencial para que o obje-
tivo de comunicação seja alcançado satisfatoriamente. Com isso, é
importante saber diferenciar os dois conceitos. Vale lembrar que o
texto pode ser verbal ou não-verbal, desde que tenha um sentido
completo.
A compreensão se relaciona ao entendimento de um texto e
de sua proposta comunicativa, decodificando a mensagem explíci-
ta. Só depois de compreender o texto que é possível fazer a sua
interpretação.
A interpretação são as conclusões que chegamos a partir do
conteúdo do texto, isto é, ela se encontra para além daquilo que
está escrito ou mostrado. Assim,ou faz referência ao substantivo
Varia em gênero e número
Posso ajudar, senhora?
Ela me ajudou muito com o meu trabalho.
Esta é a casa onde eu moro.
Que dia é hoje?
PREPOSIÇÃO Relaciona dois termos de uma mesma oração
Não sofre variação
Espero por você essa noite.
Lucas gosta de tocar violão.
SUBSTANTIVO Nomeia objetos, pessoas, animais, alimentos, lugares etc.
Flexionam em gênero, número e grau.
A menina jogou sua boneca no rio.
A matilha tinha muita coragem.
VERBO
Indica ação, estado ou fenômenos da natureza
Sofre variação de acordo com suas flexões de modo, tempo,
número, pessoa e voz.
Verbos não significativos são chamados verbos de ligação
Ana se exercita pela manhã.
Todos parecem meio bobos.
Chove muito em Manaus.
A cidade é muito bonita quando vista do
alto.
Substantivo
Tipos de substantivos
Os substantivos podem ter diferentes classificações, de acordo com os conceitos apresentados abaixo:
• Comum: usado para nomear seres e objetos generalizados. Ex: mulher; gato; cidade...
• Próprio: geralmente escrito com letra maiúscula, serve para especificar e particularizar. Ex: Maria; Garfield; Belo Horizonte...
• Coletivo: é um nome no singular que expressa ideia de plural, para designar grupos e conjuntos de seres ou objetos de uma mesma
espécie. Ex: matilha; enxame; cardume...
• Concreto: nomeia algo que existe de modo independente de outro ser (objetos, pessoas, animais, lugares etc.). Ex: menina; cachor-
ro; praça...
• Abstrato: depende de um ser concreto para existir, designando sentimentos, estados, qualidades, ações etc. Ex: saudade; sede;
imaginação...
• Primitivo: substantivo que dá origem a outras palavras. Ex: livro; água; noite...
• Derivado: formado a partir de outra(s) palavra(s). Ex: pedreiro; livraria; noturno...
LÍNGUA PORTUGUESA
18
• Simples: nomes formados por apenas uma palavra (um radi-
cal). Ex: casa; pessoa; cheiro...
• Composto: nomes formados por mais de uma palavra (mais
de um radical). Ex: passatempo; guarda-roupa; girassol...
Flexão de gênero
Na língua portuguesa, todo substantivo é flexionado em um
dos dois gêneros possíveis: feminino e masculino.
O substantivo biforme é aquele que flexiona entre masculino
e feminino, mudando a desinência de gênero, isto é, geralmente
o final da palavra sendo -o ou -a, respectivamente (Ex: menino /
menina). Há, ainda, os que se diferenciam por meio da pronúncia /
acentuação (Ex: avô / avó), e aqueles em que há ausência ou pre-
sença de desinência (Ex: irmão / irmã; cantor / cantora).
O substantivo uniforme é aquele que possui apenas uma for-
ma, independente do gênero, podendo ser diferenciados quanto
ao gênero a partir da flexão de gênero no artigo ou adjetivo que o
acompanha (Ex: a cadeira / o poste). Pode ser classificado em epi-
ceno (refere-se aos animais), sobrecomum (refere-se a pessoas) e
comum de dois gêneros (identificado por meio do artigo).
É preciso ficar atento à mudança semântica que ocorre com
alguns substantivos quando usados no masculino ou no feminino,
trazendo alguma especificidade em relação a ele. No exemplo o fru-
to X a fruta temos significados diferentes: o primeiro diz respeito ao
órgão que protege a semente dos alimentos, enquanto o segundo é
o termo popular para um tipo específico de fruto.
Flexão de número
No português, é possível que o substantivo esteja no singu-
lar, usado para designar apenas uma única coisa, pessoa, lugar
(Ex: bola; escada; casa) ou no plural, usado para designar maiores
quantidades (Ex: bolas; escadas; casas) — sendo este último repre-
sentado, geralmente, com o acréscimo da letra S ao final da palavra.
Há, também, casos em que o substantivo não se altera, de
modo que o plural ou singular devem estar marcados a partir do
contexto, pelo uso do artigo adequado (Ex: o lápis / os lápis).
Variação de grau
Usada para marcar diferença na grandeza de um determinado
substantivo, a variação de grau pode ser classificada em aumenta-
tivo e diminutivo.
Quando acompanhados de um substantivo que indica grandeza
ou pequenez, é considerado analítico (Ex: menino grande / menino
pequeno).
Quando acrescentados sufixos indicadores de aumento ou di-
minuição, é considerado sintético (Ex: meninão / menininho).
Novo Acordo Ortográfico
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portugue-
sa, as letras maiúsculas devem ser usadas em nomes próprios de
pessoas, lugares (cidades, estados, países, rios), animais, acidentes
geográficos, instituições, entidades, nomes astronômicos, de festas
e festividades, em títulos de periódicos e em siglas, símbolos ou
abreviaturas.
Já as letras minúsculas podem ser usadas em dias de semana,
meses, estações do ano e em pontos cardeais.
Existem, ainda, casos em que o uso de maiúscula ou minúscula
é facultativo, como em título de livros, nomes de áreas do saber,
disciplinas e matérias, palavras ligadas a alguma religião e em pala-
vras de categorização.
Adjetivo
Os adjetivos podem ser simples (vermelho) ou compostos (mal-
-educado); primitivos (alegre) ou derivados (tristonho). Eles podem
flexionar entre o feminino (estudiosa) e o masculino (engraçado), e
o singular (bonito) e o plural (bonitos).
Há, também, os adjetivos pátrios ou gentílicos, sendo aqueles
que indicam o local de origem de uma pessoa, ou seja, sua naciona-
lidade (brasileiro; mineiro).
É possível, ainda, que existam locuções adjetivas, isto é, conjun-
to de duas ou mais palavras usadas para caracterizar o substantivo.
São formadas, em sua maioria, pela preposição DE + substantivo:
• de criança = infantil
• de mãe = maternal
• de cabelo = capilar
Variação de grau
Os adjetivos podem se encontrar em grau normal (sem ênfa-
ses), ou com intensidade, classificando-se entre comparativo e su-
perlativo.
• Normal: A Bruna é inteligente.
• Comparativo de superioridade: A Bruna é mais inteligente
que o Lucas.
• Comparativo de inferioridade: O Gustavo é menos inteligente
que a Bruna.
• Comparativo de igualdade: A Bruna é tão inteligente quanto
a Maria.
• Superlativo relativo de superioridade: A Bruna é a mais inte-
ligente da turma.
• Superlativo relativo de inferioridade: O Gustavo é o menos
inteligente da turma.
• Superlativo absoluto analítico: A Bruna é muito inteligente.
• Superlativo absoluto sintético: A Bruna é inteligentíssima.
Adjetivos de relação
São chamados adjetivos de relação aqueles que não podem so-
frer variação de grau, uma vez que possui valor semântico objetivo,
isto é, não depende de uma impressão pessoal (subjetiva). Além
disso, eles aparecem após o substantivo, sendo formados por sufi-
xação de um substantivo (Ex: vinho do Chile = vinho chileno).
Advérbio
Os advérbios são palavras que modificam um verbo, um ad-
jetivo ou um outro advérbio. Eles se classificam de acordo com a
tabela abaixo:
LÍNGUA PORTUGUESA
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CLASSIFICAÇÃO ADVÉRBIOS LOCUÇÕES ADVERBIAIS
DE MODO bem; mal; assim; melhor; depressa ao contrário; em detalhes
DE TEMPO ontem; sempre; afinal; já; agora; doravante; primei-
ramente
logo mais; em breve; mais tarde, nunca mais, de
noite
DE LUGAR aqui; acima; embaixo; longe; fora; embaixo; ali Ao redor de; em frente a; à esquerda; por perto
DE INTENSIDADE muito; tão; demasiado; imenso; tanto; nada em excesso; de todos; muito menos
DE AFIRMAÇÃO sim, indubitavelmente; certo; decerto; deveras com certeza; de fato; sem dúvidas
DE NEGAÇÃO não; nunca; jamais; tampouco; nem nunca mais; de modo algum; de jeito nenhum
DE DÚVIDA Possivelmente; acaso; será; talvez; quiçá Quem sabe
Advérbios interrogativos
São os advérbios ou locuções adverbiais utilizadas para introduzir perguntas, podendo expressar circunstâncias de:
• Lugar: onde, aonde, de onde
• Tempo: quando
• Modo: como
• Causa: por que, por quê
Grau do advérbio
Os advérbios podem ser comparativos ou superlativos.
• Comparativo de igualdade: tão/tanto + advérbio + quanto
• Comparativo de superioridade: mais + advérbio + (do) que
• Comparativo de inferioridade: menos + advérbio + (do) que
• Superlativo analítico: muito cedo• Superlativo sintético: cedíssimo
Curiosidades
Na linguagem coloquial, algumas variações do superlativo são aceitas, como o diminutivo (cedinho), o aumentativo (cedão) e o uso
de alguns prefixos (supercedo).
Existem advérbios que exprimem ideia de exclusão (somente; salvo; exclusivamente; apenas), inclusão (também; ainda; mesmo) e
ordem (ultimamente; depois; primeiramente).
Alguns advérbios, além de algumas preposições, aparecem sendo usados como uma palavra denotativa, acrescentando um sentido
próprio ao enunciado, podendo ser elas de inclusão (até, mesmo, inclusive); de exclusão (apenas, senão, salvo); de designação (eis); de
realce (cá, lá, só, é que); de retificação (aliás, ou melhor, isto é) e de situação (afinal, agora, então, e aí).
Pronomes
Os pronomes são palavras que fazem referência aos nomes, isto é, aos substantivos. Assim, dependendo de sua função no enunciado,
ele pode ser classificado da seguinte maneira:
• Pronomes pessoais: indicam as 3 pessoas do discurso, e podem ser retos (eu, tu, ele...) ou oblíquos (mim, me, te, nos, si...).
• Pronomes possessivos: indicam posse (meu, minha, sua, teu, nossos...)
• Pronomes demonstrativos: indicam localização de seres no tempo ou no espaço. (este, isso, essa, aquela, aquilo...)
• Pronomes interrogativos: auxiliam na formação de questionamentos (qual, quem, onde, quando, que, quantas...)
• Pronomes relativos: retomam o substantivo, substituindo-o na oração seguinte (que, quem, onde, cujo, o qual...)
• Pronomes indefinidos: substituem o substantivo de maneira imprecisa (alguma, nenhum, certa, vários, qualquer...)
• Pronomes de tratamento: empregados, geralmente, em situações formais (senhor, Vossa Majestade, Vossa Excelência, você...)
Colocação pronominal
Diz respeito ao conjunto de regras que indicam a posição do pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, lhe, lhes, o, a, os, as, lo, la,
no, na...) em relação ao verbo, podendo haver próclise (antes do verbo), ênclise (depois do verbo) ou mesóclise (no meio do verbo).
Veja, então, quais as principais situações para cada um deles:
• Próclise: expressões negativas; conjunções subordinativas; advérbios sem vírgula; pronomes indefinidos, relativos ou demonstrati-
vos; frases exclamativas ou que exprimem desejo; verbos no gerúndio antecedidos por “em”.
Nada me faria mais feliz.
• Ênclise: verbo no imperativo afirmativo; verbo no início da frase (não estando no futuro e nem no pretérito); verbo no gerúndio não
acompanhado por “em”; verbo no infinitivo pessoal.
Inscreveu-se no concurso para tentar realizar um sonho.
LÍNGUA PORTUGUESA
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• Mesóclise: verbo no futuro iniciando uma oração.
Orgulhar-me-ei de meus alunos.
DICA: o pronome não deve aparecer no início de frases ou orações, nem após ponto-e-vírgula.
Verbos
Os verbos podem ser flexionados em três tempos: pretérito (passado), presente e futuro, de maneira que o pretérito e o futuro pos-
suem subdivisões.
Eles também se dividem em três flexões de modo: indicativo (certeza sobre o que é passado), subjuntivo (incerteza sobre o que é
passado) e imperativo (expressar ordem, pedido, comando).
• Tempos simples do modo indicativo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do pre-
sente, futuro do pretérito.
• Tempos simples do modo subjuntivo: presente, pretérito imperfeito, futuro.
Os tempos verbais compostos são formados por um verbo auxiliar e um verbo principal, de modo que o verbo auxiliar sofre flexão em
tempo e pessoa, e o verbo principal permanece no particípio. Os verbos auxiliares mais utilizados são “ter” e “haver”.
• Tempos compostos do modo indicativo: pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.
• Tempos compostos do modo subjuntivo: pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro.
As formas nominais do verbo são o infinitivo (dar, fazerem, aprender), o particípio (dado, feito, aprendido) e o gerúndio (dando, fa-
zendo, aprendendo). Eles podem ter função de verbo ou função de nome, atuando como substantivo (infinitivo), adjetivo (particípio) ou
advérbio (gerúndio).
Tipos de verbos
Os verbos se classificam de acordo com a sua flexão verbal. Desse modo, os verbos se dividem em:
Regulares: possuem regras fixas para a flexão (cantar, amar, vender, abrir...)
• Irregulares: possuem alterações nos radicais e nas terminações quando conjugados (medir, fazer, poder, haver...)
• Anômalos: possuem diferentes radicais quando conjugados (ser, ir...)
• Defectivos: não são conjugados em todas as pessoas verbais (falir, banir, colorir, adequar...)
• Impessoais: não apresentam sujeitos, sendo conjugados sempre na 3ª pessoa do singular (chover, nevar, escurecer, anoitecer...)
• Unipessoais: apesar de apresentarem sujeitos, são sempre conjugados na 3ª pessoa do singular ou do plural (latir, miar, custar,
acontecer...)
• Abundantes: possuem duas formas no particípio, uma regular e outra irregular (aceitar = aceito, aceitado)
• Pronominais: verbos conjugados com pronomes oblíquos átonos, indicando ação reflexiva (suicidar-se, queixar-se, sentar-se, pen-
tear-se...)
• Auxiliares: usados em tempos compostos ou em locuções verbais (ser, estar, ter, haver, ir...)
• Principais: transmitem totalidade da ação verbal por si próprios (comer, dançar, nascer, morrer, sorrir...)
• De ligação: indicam um estado, ligando uma característica ao sujeito (ser, estar, parecer, ficar, continuar...)
Vozes verbais
As vozes verbais indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação, podendo ser três tipos diferentes:
• Voz ativa: sujeito é o agente da ação (Vi o pássaro)
• Voz passiva: sujeito sofre a ação (O pássaro foi visto)
• Voz reflexiva: sujeito pratica e sofre a ação (Vi-me no reflexo do lago)
Ao passar um discurso para a voz passiva, é comum utilizar a partícula apassivadora “se”, fazendo com o que o pronome seja equiva-
lente ao verbo “ser”.
Conjugação de verbos
Os tempos verbais são primitivos quando não derivam de outros tempos da língua portuguesa. Já os tempos verbais derivados são
aqueles que se originam a partir de verbos primitivos, de modo que suas conjugações seguem o mesmo padrão do verbo de origem.
• 1ª conjugação: verbos terminados em “-ar” (aproveitar, imaginar, jogar...)
• 2ª conjugação: verbos terminados em “-er” (beber, correr, erguer...)
• 3ª conjugação: verbos terminados em “-ir” (dormir, agir, ouvir...)
LÍNGUA PORTUGUESA
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Confira os exemplos de conjugação apresentados abaixo:
Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-lutar
LÍNGUA PORTUGUESA
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Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-impor
LÍNGUA PORTUGUESA
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Preposições
As preposições são palavras invariáveis que servem para ligar
dois termos da oração numa relação subordinada, e são divididas
entre essenciais (só funcionam como preposição) e acidentais (pa-
lavras de outras classes gramaticais que passam a funcionar como
preposição em determinadas sentenças).
Preposições essenciais: a, ante, após, de, com, em, contra,
para, per, perante, por, até, desde, sobre, sobre, trás, sob, sem, en-
tre.
Preposições acidentais: afora, como, conforme, consoante, du-
rante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.
Locuções prepositivas: abaixo de, afim de, além de, à custa de,
defronte a, a par de, perto de, por causa de, em que pese a etc.
Ao conectar os termos das orações, as preposições estabele-
cem uma relação semântica entre eles, podendo passar ideia de:
• Causa: Morreu de câncer.
• Distância: Retorno a 3 quilômetros.
• Finalidade: A filha retornou para o enterro.
• Instrumento: Ele cortou a foto com uma tesoura.
• Modo: Os rebeldes eram colocados em fila.
• Lugar: O vírus veio de Portugal.
• Companhia: Ela saiu com a amiga.
• Posse: O carro de Maria é novo.
• Meio: Viajou de trem.
Combinações e contrações
Algumas preposições podem aparecer combinadas a outras pa-
lavras de duas maneiras: sem haver perda fonética (combinação) e
havendo perda fonética (contração).
• Combinação: ao, aos, aonde
• Contração: de, dum, desta, neste, nissoConjunção
As conjunções se subdividem de acordo com a relação estabe-
lecida entre as ideias e as orações. Por ter esse papel importante
de conexão, é uma classe de palavras que merece destaque, pois
reconhecer o sentido de cada conjunção ajuda na compreensão e
interpretação de textos, além de ser um grande diferencial no mo-
mento de redigir um texto.
Elas se dividem em duas opções: conjunções coordenativas e
conjunções subordinativas.
Conjunções coordenativas
As orações coordenadas não apresentam dependência sintáti-
ca entre si, servindo também para ligar termos que têm a mesma
função gramatical. As conjunções coordenativas se subdividem em
cinco grupos:
• Aditivas: e, nem, bem como.
• Adversativas: mas, porém, contudo.
• Alternativas: ou, ora…ora, quer…quer.
• Conclusivas: logo, portanto, assim.
• Explicativas: que, porque, porquanto.
Conjunções subordinativas
As orações subordinadas são aquelas em que há uma relação
de dependência entre a oração principal e a oração subordinada.
Desse modo, a conexão entre elas (bem como o efeito de sentido)
se dá pelo uso da conjunção subordinada adequada.
Elas podem se classificar de dez maneiras diferentes:
• Integrantes: usadas para introduzir as orações subordinadas
substantivas, definidas pelas palavras que e se.
• Causais: porque, que, como.
• Concessivas: embora, ainda que, se bem que.
• Condicionais: e, caso, desde que.
• Conformativas: conforme, segundo, consoante.
• Comparativas: como, tal como, assim como.
• Consecutivas: de forma que, de modo que, de sorte que.
• Finais: a fim de que, para que.
• Proporcionais: à medida que, ao passo que, à proporção que.
• Temporais: quando, enquanto, agora.
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
Concordância é o efeito gramatical causado por uma relação
harmônica entre dois ou mais termos. Desse modo, ela pode ser
verbal — refere-se ao verbo em relação ao sujeito — ou nominal —
refere-se ao substantivo e suas formas relacionadas.
• Concordância em gênero: flexão em masculino e feminino
• Concordância em número: flexão em singular e plural
• Concordância em pessoa: 1ª, 2ª e 3ª pessoa
Concordância nominal
Para que a concordância nominal esteja adequada, adjetivos,
artigos, pronomes e numerais devem flexionar em número e gêne-
ro, de acordo com o substantivo. Há algumas regras principais que
ajudam na hora de empregar a concordância, mas é preciso estar
atento, também, aos casos específicos.
Quando há dois ou mais adjetivos para apenas um substantivo,
o substantivo permanece no singular se houver um artigo entre os
adjetivos. Caso contrário, o substantivo deve estar no plural:
• A comida mexicana e a japonesa. / As comidas mexicana e
japonesa.
Quando há dois ou mais substantivos para apenas um adjetivo,
a concordância depende da posição de cada um deles. Se o adjetivo
vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o subs-
tantivo mais próximo:
• Linda casa e bairro.
Se o adjetivo vem depois dos substantivos, ele pode concordar
tanto com o substantivo mais próximo, ou com todos os substanti-
vos (sendo usado no plural):
• Casa e apartamento arrumado. / Apartamento e casa arru-
mada.
• Casa e apartamento arrumados. / Apartamento e casa arru-
mados.
Quando há a modificação de dois ou mais nomes próprios ou
de parentesco, os adjetivos devem ser flexionados no plural:
• As talentosas Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles estão
entre os melhores escritores brasileiros.
Quando o adjetivo assume função de predicativo de um sujeito
ou objeto, ele deve ser flexionado no plural caso o sujeito ou objeto
seja ocupado por dois substantivos ou mais:
• O operário e sua família estavam preocupados com as conse-
quências do acidente.
LÍNGUA PORTUGUESA
24
CASOS ESPECÍFICOS REGRA EXEMPLO
É PROIBIDO
É PERMITIDO
É NECESSÁRIO
Deve concordar com o substantivo quando há presença
de um artigo. Se não houver essa determinação, deve
permanecer no singular e no masculino.
É proibida a entrada.
É proibido entrada.
OBRIGADO / OBRIGADA Deve concordar com a pessoa que fala. Mulheres dizem “obrigada” Homens dizem
“obrigado”.
BASTANTE
Quando tem função de adjetivo para um substantivo,
concorda em número com o substantivo.
Quando tem função de advérbio, permanece invariável.
As bastantes crianças ficaram doentes com a
volta às aulas.
Bastante criança ficou doente com a volta às
aulas.
O prefeito considerou bastante a respeito da
suspensão das aulas.
MENOS É sempre invariável, ou seja, a palavra “menas” não
existe na língua portuguesa.
Havia menos mulheres que homens na fila
para a festa.
MESMO
PRÓPRIO
Devem concordar em gênero e número com a pessoa a
que fazem referência.
As crianças mesmas limparam a sala depois
da aula.
Eles próprios sugeriram o tema da
formatura.
MEIO / MEIA
Quando tem função de numeral adjetivo, deve
concordar com o substantivo.
Quando tem função de advérbio, modificando um
adjetivo, o termo é invariável.
Adicione meia xícara de leite.
Manuela é meio artista, além de ser
engenheira.
ANEXO INCLUSO Devem concordar com o substantivo a que se referem.
Segue anexo o orçamento.
Seguem anexas as informações adicionais
As professoras estão inclusas na greve.
O material está incluso no valor da
mensalidade.
Concordância verbal
Para que a concordância verbal esteja adequada, é preciso haver flexão do verbo em número e pessoa, a depender do sujeito com o
qual ele se relaciona.
Quando o sujeito composto é colocado anterior ao verbo, o verbo ficará no plural:
• A menina e seu irmão viajaram para a praia nas férias escolares.
Mas, se o sujeito composto aparece depois do verbo, o verbo pode tanto ficar no plural quanto concordar com o sujeito mais próximo:
• Discutiram marido e mulher. / Discutiu marido e mulher.
Se o sujeito composto for formado por pessoas gramaticais diferentes, o verbo deve ficar no plural e concordando com a pessoa que
tem prioridade, a nível gramatical — 1ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2ª (tu, vós); a 2ª tem prioridade em relação à 3ª (ele,
eles):
• Eu e vós vamos à festa.
Quando o sujeito apresenta uma expressão partitiva (sugere “parte de algo”), seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo
pode ficar tanto no singular quanto no plural:
• A maioria dos alunos não se preparou para o simulado. / A maioria dos alunos não se prepararam para o simulado.
Quando o sujeito apresenta uma porcentagem, deve concordar com o valor da expressão. No entanto, quanto seguida de um subs-
tantivo (expressão partitiva), o verbo poderá concordar tanto com o numeral quanto com o substantivo:
• 27% deixaram de ir às urnas ano passado. / 1% dos eleitores votou nulo / 1% dos eleitores votaram nulo.
Quando o sujeito apresenta alguma expressão que indique quantidade aproximada, o verbo concorda com o substantivo que segue
a expressão:
• Cerca de duzentas mil pessoas compareceram à manifestação. / Mais de um aluno ficou abaixo da média na prova.
Quando o sujeito é indeterminado, o verbo deve estar sempre na terceira pessoa do singular:
• Precisa-se de balconistas. / Precisa-se de balconista.
LÍNGUA PORTUGUESA
25
Quando o sujeito é coletivo, o verbo permanece no singular, concordando com o coletivo partitivo:
• A multidão delirou com a entrada triunfal dos artistas. / A matilha cansou depois de tanto puxar o trenó.
Quando não existe sujeito na oração, o verbo fica na terceira pessoa do singular (impessoal):
• Faz chuva hoje
Quando o pronome relativo “que” atua como sujeito, o verbo deverá concordar em número e pessoa com o termo da oração principal
ao qual o pronome faz referência:
• Foi Maria que arrumou a casa.
Quando o sujeito da oração é o pronome relativo “quem”, o verbo pode concordar tanto com o antecedente do pronome quanto com
o próprio nome, na 3ª pessoa do singular:
• Fui eu quem arrumei a casa. / Fui eu quem arrumou a casa.
Quando o pronome indefinido ou interrogativo, atuando como sujeito, estiver no singular, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular:
• Nenhum de nósmerece adoecer.
Quando houver um substantivo que apresenta forma plural, porém com sentido singular, o verbo deve permanecer no singular. Ex-
ceto caso o substantivo vier precedido por determinante:
• Férias é indispensável para qualquer pessoa. / Meus óculos sumiram.
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
A regência estuda as relações de concordâncias entre os termos que completam o sentido tanto dos verbos quanto dos nomes. Dessa
maneira, há uma relação entre o termo regente (principal) e o termo regido (complemento).
A regência está relacionada à transitividade do verbo ou do nome, isto é, sua complementação necessária, de modo que essa relação
é sempre intermediada com o uso adequado de alguma preposição.
Regência nominal
Na regência nominal, o termo regente é o nome, podendo ser um substantivo, um adjetivo ou um advérbio, e o termo regido é o
complemento nominal, que pode ser um substantivo, um pronome ou um numeral.
Vale lembrar que alguns nomes permitem mais de uma preposição. Veja no quadro abaixo as principais preposições e as palavras que
pedem seu complemento:
PREPOSIÇÃO NOMES
A
acessível; acostumado; adaptado; adequado; agradável; alusão; análogo; anterior; atento; benefício; comum;
contrário; desfavorável; devoto; equivalente; fiel; grato; horror; idêntico; imune; indiferente; inferior; leal;
necessário; nocivo; obediente; paralelo; posterior; preferência; propenso; próximo; semelhante; sensível; útil;
visível...
DE
amante; amigo; capaz; certo; contemporâneo; convicto; cúmplice; descendente; destituído; devoto; diferente;
dotado; escasso; fácil; feliz; imbuído; impossível; incapaz; indigno; inimigo; inseparável; isento; junto; longe; medo;
natural; orgulhoso; passível; possível; seguro; suspeito; temeroso...
SOBRE opinião; discurso; discussão; dúvida; insistência; influência; informação; preponderante; proeminência; triunfo...
COM acostumado; amoroso; analogia; compatível; cuidadoso; descontente; generoso; impaciente; ingrato; intolerante;
mal; misericordioso; ocupado; parecido; relacionado; satisfeito; severo; solícito; triste...
EM abundante; bacharel; constante; doutor; erudito; firme; hábil; incansável; inconstante; indeciso; morador;
negligente; perito; prático; residente; versado...
CONTRA atentado; blasfêmia; combate; conspiração; declaração; fúria; impotência; litígio; luta; protesto; reclamação;
representação...
PARA bom; mau; odioso; próprio; útil...
Regência verbal
Na regência verbal, o termo regente é o verbo, e o termo regido poderá ser tanto um objeto direto (não preposicionado) quanto um
objeto indireto (preposicionado), podendo ser caracterizado também por adjuntos adverbiais.
Com isso, temos que os verbos podem se classificar entre transitivos e intransitivos. É importante ressaltar que a transitividade do
verbo vai depender do seu contexto.
LÍNGUA PORTUGUESA
26
Verbos intransitivos: não exigem complemento, de modo que
fazem sentido por si só. Em alguns casos, pode estar acompanhado
de um adjunto adverbial (modifica o verbo, indicando tempo, lugar,
modo, intensidade etc.), que, por ser um termo acessório, pode ser
retirado da frase sem alterar sua estrutura sintática:
• Viajou para São Paulo. / Choveu forte ontem.
Verbos transitivos diretos: exigem complemento (objeto dire-
to), sem preposição, para que o sentido do verbo esteja completo:
• A aluna entregou o trabalho. / A criança quer bolo.
Verbos transitivos indiretos: exigem complemento (objeto in-
direto), de modo que uma preposição é necessária para estabelecer
o sentido completo:
• Gostamos da viagem de férias. / O cidadão duvidou da cam-
panha eleitoral.
Verbos transitivos diretos e indiretos: em algumas situações, o
verbo precisa ser acompanhado de um objeto direto (sem preposi-
ção) e de um objeto indireto (com preposição):
• Apresentou a dissertação à banca. / O menino ofereceu ajuda
à senhora.
CRASE
Crase é o nome dado à contração de duas letras “A” em uma
só: preposição “a” + artigo “a” em palavras femininas. Ela é de-
marcada com o uso do acento grave (à), de modo que crase não
é considerada um acento em si, mas sim o fenômeno dessa fusão.
Veja, abaixo, as principais situações em que será correto o em-
prego da crase:
• Palavras femininas: Peça o material emprestado àquela alu-
na.
• Indicação de horas, em casos de horas definidas e especifica-
das: Chegaremos em Belo Horizonte às 7 horas.
• Locuções prepositivas: A aluna foi aprovada à custa de muito
estresse.
• Locuções conjuntivas: À medida que crescemos vamos dei-
xando de lado a capacidade de imaginar.
• Locuções adverbiais de tempo, modo e lugar: Vire na próxima
à esquerda.
Veja, agora, as principais situações em que não se aplica a cra-
se:
• Palavras masculinas: Ela prefere passear a pé.
• Palavras repetidas (mesmo quando no feminino): Melhor ter-
mos uma reunião frente a frente.
• Antes de verbo: Gostaria de aprender a pintar.
• Expressões que sugerem distância ou futuro: A médica vai te
atender daqui a pouco.
• Dia de semana (a menos que seja um dia definido): De terça
a sexta. / Fecharemos às segundas-feiras.
• Antes de numeral (exceto horas definidas): A casa da vizinha
fica a 50 metros da esquina.
Há, ainda, situações em que o uso da crase é facultativo
• Pronomes possessivos femininos: Dei um picolé a minha filha.
/ Dei um picolé à minha filha.
• Depois da palavra “até”: Levei minha avó até a feira. / Levei
minha avó até à feira.
• Nomes próprios femininos (desde que não seja especificado):
Enviei o convite a Ana. / Enviei o convite à Ana. / Enviei o convite à
Ana da faculdade.
DICA: Como a crase só ocorre em palavras no feminino, em
caso de dúvida, basta substituir por uma palavra equivalente no
masculino. Se aparecer “ao”, deve-se usar a crase: Amanhã iremos
à escola / Amanhã iremos ao colégio.
QUESTÕES
1. (ENEM - 2012) “Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu
biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava de-
safetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim
era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guara-
ni e Iracema, tido como o pai do romance no Brasil.
Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nati-
vistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor
de jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e
até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas fa-
cetas desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito
será digitalizada.
História Viva, n.º 99, 2011.
Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alen-
car e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que
(A) a digitalização dos textos é importante para que os leitores
possam compreender seus romances.
(B) o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante
porque deixou uma vasta obra literária com temática atempo-
ral.
(C) a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digi-
talização, demonstra sua importância para a história do Brasil
Imperial.
(D) a digitalização dos textos de José de Alencar terá importan-
te papel na preservação da memória linguística e da identidade
nacional.
(E) o grande romancista José de Alencar é importante porque
se destacou por sua temática indianista.
2. (FUVEST - 2013) A essência da teoria democrática é a su-
pressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou
na crença de que os conflitos e problemas humanos – econômicos,
políticos, ou sociais – são solucionáveis pela educação, isto é, pela
cooperação voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida.
Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos
melhores conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica
nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais
deverá se fazer a mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difu-
são desses conhecimentos, a mais completa, a mais imparcial e em
termos que os tornem acessíveis a todos.
(Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.)No trecho “chamadas ciências sociais”, o emprego do termo
“chamadas” indica que o autor
(A) vê, nas “ciências sociais”, uma panaceia, não uma análise
crítica da sociedade.
(B) considera utópicos os objetivos dessas ciências.
(C) prefere a denominação “teoria social” à denominação “ci-
ências sociais”.
(D) discorda dos pressupostos teóricos dessas ciências.
(E) utiliza com reserva a denominação “ciências sociais”.
LÍNGUA PORTUGUESA
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3. (IBADE – 2020 adaptada)
https://www.dicio.com.br/partilhar/ acesso em fevereiro de 2020
O texto apresentado é um verbete. Assinale a alternativa que
representa sua definição
(A) é um tipo textual dissertativo-argumentativo, com o intuito
de persuadir o leitor.
(B) é um tipo e gênero textual de caráter descritivo para de-
talhar em adjetivos e advérbios o que é necessário entender.
(C) é um gênero textual de viés narrativo para contar em crono-
logia obrigatória o enredo por meio de personagens.
(D) é um gênero textual de caráter informativo, que tem por in-
tuito explicar um conceito, mais comumente em um dicionário
ou enciclopédia.
(E) é um tipo textual expositivo, típico em redações escolares.
4. (UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – RJ) Preencha os parênteses
com os números correspondentes; em seguida, assinale a alternati-
va que indica a correspondência correta.
1. Narrar
2. Argumentar
3. Expor
4. Descrever
5. Prescrever
( ) Ato próprio de textos em que há a presença de conselhos
e indicações de como realizar ações, com emprego abundante de
verbos no modo imperativo.
( ) Ato próprio de textos em que há a apresentação de ideias
sobre determinado assunto, assim como explicações, avaliações e
reflexões. Faz-se uso de linguagem clara, objetiva e impessoal.
( ) Ato próprio de textos em que se conta um fato, fictício ou
não, acontecido num determinado espaço e tempo, envolvendo
personagens e ações. A temporalidade é fator importante nesse
tipo de texto.
( ) Ato próprio de textos em que retrata, de forma objetiva ou
subjetiva, um lugar, uma pessoa, um objeto etc., com abundância
do uso de adjetivos. Não há relação de temporalidade.
( ) Ato próprio de textos em que há posicionamentos e expo-
sição de ideias, cuja preocupação é a defesa de um ponto de vista.
Sua estrutura básica é: apresentação de ideia principal, argumentos
e conclusão.
(A) 3, 5, 1, 2, 4
(B) 5, 3, 1, 4, 2
(C) 4, 2, 3, 1, 5
(D) 5, 3, 4, 1, 2
(E) 2, 3, 1, 4, 5
5. (ENEM)
Texto I
“Mulher, Irmã, escuta-me: não ames,
Quando a teus pés um homem terno e curvo
jurar amor; chorar pranto de sangue,
Não creias, não, mulher: ele te engana!
as lágrimas são gotas de mentira
E o juramento manto da perfídia”.
Joaquim Manoel de Macedo
Texto II
“Teresa, se algum sujeito bancar o
sentimental em cima de você
E te jurar uma paixão do tamanho de um
bonde
Se ele chorar
Se ele ajoelhar
Se ele se rasgar todo
Não acredite não Teresa
É lágrima de cinema
É tapeação
Mentira
CAI FORA
Manuel Bandeira
Os autores, ao fazerem alusão às imagens da lágrima, sugerem
que:
(A) Há um tratamento idealizado da relação homem/mulher.
(B) Há um tratamento realista da relação homem/mulher.
(C) A relação familiar é idealizada.
(D) A mulher é superior ao homem.
(E) A mulher é igual ao homem.
6. (UNIFOR CE – 2012)
Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra
do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a
bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de Novembro de 1869,
quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma carto-
mante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
— Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada.
Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes
mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as
cartas, disse-me: “A senhora gosta de uma pessoa…” Confessei que
sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim
declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas
que não era verdade…
A Cartomante (Machado de Assis)
A intertextualidade é um recurso criativo utilizado na produ-
ção do texto. No conto, Machado de Assis dialoga com o clássico
“Hamlet” de Shakespeare com o fito de:
(A) Reafirmar a crença no conhecimento científico para explicar
as situações da vida humana.
(B) Discutir o conhecimento científico e o conhecimento místi-
co na sociedade burguesa do século XX. Reconhecer a impor-
tância da espiritualidade na formação da sociedade burguesa
do século XIX.
(C) Revelar a ambiguidade própria da obra machadiana em
Hamlet de William Shakespeare.
LÍNGUA PORTUGUESA
28
(D) Ironizar o culto ao cientificismo da sociedade burguesa.
(E) Reconhecer a importância da espiritualidade na formação
da sociedade burguesa do século XIX.
7. (ENEM – 2014) Há qualquer coisa de especial nisso de botar
a cara na janela em crônica de jornal ‒ eu não fazia isso há muitos
anos, enquanto me escondia em poesia e ficção. Crônica algumas
vezes também é feita, intencionalmente, para provocar. Além do
mais, em certos dias mesmo o escritor mais escolado não está lá
grande coisa. Tem os que mostram sua cara escrevendo para recla-
mar: moderna demais, antiquada demais.
Alguns discorrem sobre o assunto, e é gostoso compartilhar
ideias. Há os textos que parecem passar despercebidos, outros ren-
dem um montão de recados: “Você escreveu exatamente o que eu
sinto”, “Isso é exatamente o que falo com meus pacientes”, “É isso
que digo para meus pais”, “Comentei com minha namorada”. Os es-
tímulos são valiosos pra quem nesses tempos andava meio assim: é
como me botarem no colo ‒ também eu preciso. Na verdade, nunca
fui tão posta no colo por leitores como na janela do jornal. De modo
que está sendo ótima, essa brincadeira séria, com alguns textos que
iam acabar neste livro, outros espalhados por aí. Porque eu levo a
sério ser sério… mesmo quando parece que estou brincando: essa
é uma das maravilhas de escrever. Como escrevi há muitos anos e
continua sendo a minha verdade: palavras são meu jeito mais se-
creto de calar.
LUFT, L. Pensar é transgredir. Rio de janeiro: Record, 2004.
Os textos fazem uso constante de recurso que permitem a ar-
ticulação entre suas partes. Quanto à construção do fragmento, o
elemento
(A) “nisso” introduz o fragmento “botar a cara na janela em
crônica de jornal”.
(B) “assim” é uma paráfrase de “é como me botarem no colo”.
(C) “isso” remete a “escondia em poesia e ficção”.
(D) “alguns” antecipa a informação “É isso que digo para meus
pais”.
(E) “essa” recupera a informação anterior “janela do jornal”.
8. (FCC – 2007) O emprego do elemento sublinhado compro-
mete a coerência da frase:
(A) Cada época tem os adolescentes que merece, pois estes são
influenciados pelos valores socialmente dominantes.
(B) Os jovens perderam a capacidade de sonhar alto, por conse-
guinte alguns ainda resistem ao pragmatismo moderno.
(C) Nos tempos modernos, sonhar faz muita falta ao adolescen-
te, bem como alimentar a confiança em sua própria capacidade
criativa.
(D) A menos que se mudem alguns paradigmas culturais, as ge-
rações seguintes serão tão conformistas quanto a atual.
(E) Há quem fique desanimado com os jovens de hoje, por-
quanto parece faltar-lhes a capacidade de sonhar mais alto.
9. (FMPA – MG)
Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamen-
te aplicada:
(A) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes.
(B) A justiça infligiu pena merecida aos desordeiros.
(C) Promoveram uma festa beneficiente para a creche.
(D) Devemos ser fieis aos cumprimentos do dever.
(E) A cessão de terras compete ao Estado.
10. (UEPB – 2010)
Um debate sobre a diversidade na escola reuniu alguns, dos
maiores nomes da educação mundial na atualidade.
Carlos Alberto Torres
1O tema da diversidade tem a ver com o tema identidade. Por-
tanto, 2quando você discute diversidade, um tema que cabe muito no
3pensamento pós-modernista, está discutindo o tema da 4diversida-
de não só em ideias contrapostas, mas também em 5identidades que
se mexem, que se juntam em umasó pessoa. E 6este é um processo
de aprendizagem. Uma segunda afirmação é 7que a diversidade está
relacionada com a questão da educação 8e do poder. Se a diversidade
fosse a simples descrição 9demográfica da realidade e a realidade fos-
se uma boa articulação 10dessa descrição demográfica em termos de
constante articulação 11democrática, você não sentiria muito a pre-
sença do tema 12diversidade neste instante. Há o termo diversidade
porque há 13uma diversidade que implica o uso e o abuso de poder,
de uma 14perspectiva ética, religiosa, de raça, de classe.
[…]
Rosa Maria Torres
15O tema da diversidade, como tantos outros, hoje em dia, abre
16muitas versões possíveis de projeto educativo e de projeto 17po-
lítico e social. É uma bandeira pela qual temos que reivindicar, 18e
pela qual temos reivindicado há muitos anos, a necessidade 19de
reconhecer que há distinções, grupos, valores distintos, e 20que a
escola deve adequar-se às necessidades de cada grupo. 21Porém, o
tema da diversidade também pode dar lugar a uma 22série de coisas
indesejadas.
[…]
Adaptado da Revista Pátio, Diversidade na educação: limites e possibi-
lidades. Ano V, nº 20, fev./abr. 2002, p. 29.
Do enunciado “O tema da diversidade tem a ver com o tema
identidade.” (ref. 1), pode-se inferir que
I – “Diversidade e identidade” fazem parte do mesmo campo
semântico, sendo a palavra “identidade” considerada um hiperôni-
mo, em relação à “diversidade”.
II – há uma relação de intercomplementariedade entre “diversi-
dade e identidade”, em função do efeito de sentido que se instaura
no paradigma argumentativo do enunciado.
III – a expressão “tem a ver” pode ser considerada de uso co-
loquial e indica nesse contexto um vínculo temático entre “diversi-
dade e identidade”.
Marque a alternativa abaixo que apresenta a(s) proposi-
ção(ões) verdadeira(s).
(A) I, apenas
(B) II e III
(C) III, apenas
(D) II, apenas
(E) I e II
11. (UNIFESP - 2015) Leia o seguinte texto:
Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook?
Uma organização não governamental holandesa está propondo
um desafio que muitos poderão considerar impossível: ficar 99 dias
sem dar nem uma “olhadinha” no Facebook. O objetivo é medir o
grau de felicidade dos usuários longe da rede social.
LÍNGUA PORTUGUESA
29
O projeto também é uma resposta aos experimentos psicológi-
cos realizados pelo próprio Facebook. A diferença neste caso é que
o teste é completamente voluntário. Ironicamente, para poder par-
ticipar, o usuário deve trocar a foto do perfil no Facebook e postar
um contador na rede social.
Os pesquisadores irão avaliar o grau de satisfação e felicidade
dos participantes no 33º dia, no 66º e no último dia da abstinência.
Os responsáveis apontam que os usuários do Facebook gastam
em média 17 minutos por dia na rede social. Em 99 dias sem acesso,
a soma média seria equivalente a mais de 28 horas, 2que poderiam
ser utilizadas em “atividades emocionalmente mais realizadoras”.
(http://codigofonte.uol.com.br. Adaptado.)
Após ler o texto acima, examine as passagens do primeiro pa-
rágrafo: “Uma organização não governamental holandesa está pro-
pondo um desafio” “O objetivo é medir o grau de felicidade dos
usuários longe da rede social.”
A utilização dos artigos destacados justifica-se em razão:
(A) da retomada de informações que podem ser facilmente de-
preendidas pelo contexto, sendo ambas equivalentes seman-
ticamente.
(B) de informações conhecidas, nas duas ocorrências, sendo
possível a troca dos artigos nos enunciados, pois isso não alte-
raria o sentido do texto.
(C) da generalização, no primeiro caso, com a introdução de
informação conhecida, e da especificação, no segundo, com
informação nova.
(D) da introdução de uma informação nova, no primeiro caso,
e da retomada de uma informação já conhecida, no segundo.
(E) de informações novas, nas duas ocorrências, motivo pelo
qual são introduzidas de forma mais generalizada
12. (UFMG-ADAPTADA) As expressões em negrito correspon-
dem a um adjetivo, exceto em:
(A) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo.
(B) Demorava-se de propósito naquele complicado banho.
(C) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira.
(D) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga
sem fim.
(E) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça.
13. (IBGE) Indique a opção correta, no que se refere à concor-
dância verbal, de acordo com a norma culta:
(A) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.
(B) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.
(C) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.
(D) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.
(E) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.
14. (TRE-MG) Observe a regência dos verbos das frases reescri-
tas nos itens a seguir:
I - Chamaremos os inimigos de hipócritas. Chamaremos aos ini-
migos de hipócritas;
II - Informei-lhe o meu desprezo por tudo. Informei-lhe do meu
desprezo por tudo;
III - O funcionário esqueceu o importante acontecimento. O
funcionário esqueceu-se do importante acontecimento.
A frase reescrita está com a regência correta em:
(A) I apenas
(B) II apenas
(C) III apenas
(D) I e III apenas
(E) I, II e III
15. (FEI) Assinalar a alternativa que preenche corretamente as
lacunas das seguintes orações:
I. Precisa falar ___ cerca de três mil operários.
II. Daqui ___ alguns anos tudo estará mudado.
III. ___ dias está desaparecido.
IV. Vindos de locais distantes, todos chegaram ___ tempo ___
reunião.
(A) a - a - há - a – à
(B) à - a - a - há – a
(C) a - à - a - a – há
(D) há - a - à - a – a
(E) a - há - a - à – a.
16. (F.E. BAURU) Assinale a alternativa em que há erro de pon-
tuação:
(A) Era do conhecimento de todos a hora da prova, mas, alguns
se atrasaram.
(B) A hora da prova era do conhecimento de todos; alguns se
atrasaram, porém.
(C) Todos conhecem a hora da prova; não se atrasem, pois.
(D) Todos conhecem a hora da prova, portanto não se atrasem.
(E) N.D.A
GABARITO
1 D
2 E
3 D
4 B
5 B
6 D
7 A
8 A
9 C
10 B
11 D
12 B
13 C
14 E
15 A
16 A
LÍNGUA PORTUGUESA
30
QUESTÕES COMENTADAS
1-) (TCE-RN – CARGO 1 - CESPE/2015 - adaptada)
Exercer a cidadania é muito mais que um direito, é um dever,
uma obrigação.
Você como cidadão é parte legítima para, de acordo com a lei,
informar ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte
(TCE/RN) os atos ilegítimos, ilegais e antieconômicos eventualmen-
te praticados pelos agentes públicos.
A garantia desse preceito advém da própria Constituição do
estado do Rio Grande do Norte, em seu artigo 55, § 3.º, que estabe-
lece que qualquer cidadão, partido político ou entidade organizada
da sociedade pode apresentar ao TCE/RN denúncia sobre irregula-
ridades ou ilegalidades praticadas no âmbito das administrações
estadual e municipal.
Exercício da cidadania.
Internet: (com adaptações).
Mantém-se a correção gramatical do texto se o trecho “infor-
mar ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/
RN) os atos ilegítimos” for reescrito da seguinte forma: informar
ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN)
sobre os atos ilegítimos.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Quem informa, informa algo (os atos ilegítimos) a alguém (ao
Tribunal de Contas), portanto não há presença de preposição antes
do objeto direto (os atos).
RESPOSTA: ERRADO.
2-) (TCE-RN – CARGO 1 - CESPE/2015 - adaptada) A substitui-
ção da última vírgula do primeiro parágrafo do texto pela conjunção
e não acarreta erro gramatical ao texto nem traz prejuízo à sua in-
terpretação original.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Analisemos o trecho sugerido: Exercer a cidadania é muito
mais que um direito, é um dever, uma obrigação. Se acrescentarmos
a conjunção “e” teremos “é um dever e uma obrigação” = haveria
mudança no sentido, pois da maneira como foi escrito entende-se
que o termo “obrigação” foi enfatizado, por isso não se conectou ao
termo anterior.
RESPOSTA: ERRADO.3-) (TCE-RN – CARGO 1 - CESPE/2015 - adaptada)
A Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da Copa 2014
(CAFCOPA) constatou indícios de superfaturamento em contratos
relativos a consultorias técnicas para modelagem do projeto de
parceria público-privada usada para construir uma das arenas da
Copa 2014.
Após análise das faturas de um dos contratos, constatou-se que
os consultores apresentaram regime de trabalho incompatível com
a realidade. Sete dos 11 contratados alegadamente trabalharam
77,2 horas por dia no período entre 16 de setembro e sete de ou-
tubro de 2010. Os outros quatro supostamente trabalharam 38,6
horas por dia. Tendo em vista que um dia só tem 24 horas, identifi-
cou-se a ocorrência de superfaturamento no valor de R$ 2.383.248.
“É óbvio que tais volumes de horas trabalhadas jamais existiram.
Diante de tal situação, sabendo-se que o dia possui somente 24 ho-
ras, resta inconteste o superfaturamento praticado nesta primeira
fatura de serviços”, aponta o relatório da CAFCOPA.
Existem outros indícios fortes que apontam para essa irregu-
laridade, pois não há nos autos qualquer folha de ponto ou docu-
mento comprobatório da efetiva prestação dos serviços por parte
dos consultores.
Internet: (com adaptações).
O termo “com a realidade” e a oração ‘que tais volumes de ho-
ras trabalhadas jamais existiram’ desempenham a função de com-
plemento dos adjetivos “incompatível” e ‘óbvio’, respectivamente.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Voltemos ao texto: regime de trabalho incompatível com a rea-
lidade = complemento nominal de “incompatível” (afirmação do
enunciado correta); É óbvio que tais volumes de horas trabalhadas
jamais existiram = podemos substituir a oração destacada por “Isso
é óbvio”, o que nos indica que se trata de uma oração com função
substantiva - no caso, oração subordinada substantiva subjetiva –
função de sujeito da oração principal (É óbvio), ou seja, afirmação
do enunciado incorreta.
RESPOSTA: ERRADO.
4-) (TCE-RN – CARGO 1 - CESPE/2015 - adaptada) O uso dos
advérbios “alegadamente” e “supostamente” concorre para a argu-
mentação apresentada no texto de que houve irregularidades em
um dos contratos, especificamente no que se refere à descrição do
volume de horas trabalhadas pelos consultores.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Sete dos 11 contratados alegadamente trabalharam 77,2 horas
por dia no período entre 16 de setembro e sete de outubro de 2010.
Os outros quatro supostamente trabalharam 38,6 horas por dia.
Sete funcionários alegaram ter trabalhado horas a mais e há a
suposição de que quatro também ultrapassaram o limite estabele-
cido.
RESPOSTA: CERTO.
5-) (CESPE – TCE-RN – CARGO 1/2015 - adaptada) A oração
“que os consultores apresentaram regime de trabalho incompatí-
vel com a realidade” funciona como complemento da forma verbal
“constatou-se”.
( ) CERTO
( ) ERRADO
- constatou-se que os consultores apresentaram regime de tra-
balho incompatível com a realidade
A oração destacada pode ser substituída pelo termo “isso” (Isso
foi constatado), o que nos indica ser uma oração substantiva = ela
funciona como sujeito da oração principal, portanto não a comple-
menta. Temos uma oração subordinada substantiva subjetiva.
RESPOSTA: ERRADO.
LÍNGUA PORTUGUESA
31
6-) (CESPE – TCE-RN – CARGO 1/2015 - adaptada) As formas
verbais “apresentaram”, “trabalharam” e “Existem” aparecem fle-
xionadas no plural pelo mesmo motivo: concordância com sujeito
composto plural.
( ) CERTO
( ) ERRADO
- os consultores apresentaram = verbo concorda com o sujeito
simples
- Sete dos 11 contratados alegadamente trabalharam = verbo
concorda com o sujeito simples
- Existem outros indícios fortes = verbo concorda com o sujeito
simples
Trata-se de sujeito simples, não composto (não há dois elemen-
tos em sua composição)
RESPOSTA: ERRADO.
7-) (ANAC – ANALISTA ADMINISTRATIVO - ESAF/2015 - adap-
tada) Em relação às estruturas linguísticas do texto, assinale a op-
ção correta.
Não vamos discorrer sobre a pré-história da aviação, sonho dos
antigos egípcios e gregos, que representavam alguns de seus deu-
ses por figuras aladas, nem sobre o vulto de estudiosos do proble-
ma, como Leonardo da Vinci, que no século XV construiu um modelo
de avião em forma de pássaro. Pode-se localizar o início da aviação
nas experiências de alguns pioneiros que, desde os últimos anos do
século XIX, tentaram o voo de aparelhos então denominados mais
pesados do que o ar, para diferenciá-los dos balões, cheios de gases,
mais leves do que o ar.
Ao contrário dos balões, que se sustentavam na atmosfera por
causa da menor densidade do gás em seu interior, os aviões preci-
savam de um meio mecânico de sustentação para que se elevassem
por seus próprios recursos. O brasileiro Santos Dumont foi o primei-
ro aeronauta que demonstrou a viabilidade do voo do mais pesado
do que o ar. O seu voo no “14-Bis” em Paris, em 23 de outubro de
1906, na presença de inúmeras testemunhas, constituiu um marco
na história da aviação, embora a primazia do voo em avião seja
disputada por vários países.
. Acesso
em:13/12/2015 (com adaptações).
A) O emprego de vírgula após “Vinci” justifica-se para isolar
oração subordinada de natureza restritiva.
B) Em “Pode-se” o pronome “se” indica a noção de condição.
C) A substituição de “então” por “naquela época” prejudica as
informações originais do texto.
D) Em “se sustentavam” e “se elevassem” o pronome “se” in-
dica voz reflexiva.
E) O núcleo do sujeito de “constituiu” é 14-Bis.
A = incorreta (oração de natureza explicativa)
B = incorreta (pronome apassivador)
C = incorreta
E = incorreta (voo)
RESPOSTA: D
8-) (ANAC – ANALISTA ADMINISTRATIVO - ESAF/2015) Assina-
le a opção correspondente a erro gramatical inserido no texto.
A Embraer S. A. atualmente é destaque (1) internacional e
passou a produzir aeronaves para rotas regionais e comerciais de
pequena e média densidades (2), bastante (3) utilizadas no Brasil,
Europa e Estados Unidos. Os modelos 190 e 195 ocupou (4) o espa-
ço que era do Boeing 737.300, 737.500, DC-9, MD-80/81/82/83 e
Fokker 100. A companhia brasileira é hoje a terceira maior indústria
aeronáutica do mundo, com filiais em vários países, inclusive na (5)
China.
. Acesso
em:13/12/2015. (com adaptações).
A) é destaque
B) densidades
C) bastante
D) ocupou
E) inclusive na
Os modelos 190 e 195 ocupou = os modelos ocuparam
RESPOSTA: D
9-) (ANAC – ANALISTA ADMINISTRATIVO - ESAF/2015) Assi-
nale a opção correta quanto à justificativa em relação ao emprego
de vírgulas.
O mercado de jatos executivos está em alta há alguns anos, e
os maiores mercados são Estados Unidos, Brasil, França, Canadá,
Alemanha, Inglaterra, Japão e México. Também nesse segmento a
Embraer é destaque, apesar de disputar ferozmente esse mercado
com outras indústrias poderosas, principalmente a canadense Bom-
bardier. A Embraer S.A. está desenvolvendo também uma aerona-
ve militar, batizada de KC-390, que substituirá os antigos Hércules
C-130, da Força Aérea Brasileira. Para essa aeronave a Embraer S.A.
já soma algumas centenas de pedidos e reservas.
Acesso
em:13/12/2015 (com adaptações).
As vírgulas no trecho “...os maiores mercados são Estados Uni-
dos, Brasil, França, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Japão e México.”
separam
A) aposto explicativo que complementa oração principal.
B) palavras de natureza retificativa e explicativa.
C) oração subordinada adjetiva explicativa.
D) complemento verbal composto por objeto direto.
E) termos de mesma função sintática em uma enumeração.
RESPOSTA: E
10-) (ANAC – ANALISTA ADMINISTRATIVO - ESAF/2015) Assi-
nale a opção que apresenta substituição correta para a forma verbal
contribuiu.
No início da décadade 60, trinta anos depois de sua funda-
ção, a Panair já era totalmente nacional. Era uma época de crise
na aviação comercial brasileira, pois todas as companhias apresen-
tavam problemas operacionais e crescentes dívidas para a moder-
nização geral do serviço que prestavam. Uma novidade contribuiu
LÍNGUA PORTUGUESA
32
para apertar ainda mais a situação financeira dessas empresas - a
inflação. Apesar disso, não foram esses problemas, comuns às con-
correntes, que causaram a extinção da Panair.
.Acesso em: 13/12/2015 (com adaptações).
A) contribuísse
B) contribua
C) contribuíra
D) contribuindo
E) contribuído
A substituição pode ser feita utilizando-se um verbo que in-
dique uma ação que acontecera há muito tempo (década de 60!),
portanto no pretérito mais-que-perfeito do Indicativo (contribuíra).
RESPOSTA: C
(ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO CIVIL -
ESAF/2015 - adaptada) Leia o depoimento a seguir para responder
às questões
Há quase dois anos fui empossado técnico administrativo na
ANAC de São Paulo e estou muito satisfeito de trabalhar lá. Nesse
tempo já fui nomeado para outros dois cargos na administração
pública, porém preferi ficar onde estou por diversos motivos, pro-
fissionais e pessoais. Sinceramente, sou partidário do “não se mexe
em time que está ganhando”.
Trabalho na área administrativa junto com outros técnicos e
analistas, além de ser gestor substituto do setor de transportes da
ANAC/SP. Tenho de analisar documentação, preparar processos
solicitando pagamentos mensais para empresas por serviços pres-
tados, verificar se os termos do contrato estão sendo cumpridos,
resolver alguns “pepinos” que sempre aparecem ao longo do mês,
além, é claro, de efetuar trabalhos eventuais que surgem conforme
a demanda.
Acesso em: 17/12/2015> (com adaptações).
11-) Assinale a substituição proposta que causa erro de mor-
fossintaxe no texto.
substituir: por:
A) Há A
B) Nesse tempo Durante esse tempo
C) junto juntamente
D) Tenho de Tenho que
E) ao longo do mês no decorrer do mês
A única substituição que causaria erro é a de “há” por “a”, já
que, quando empregado com o sentido de tempo passado, deve ser
escrito com “h” (há).
RESPOSTA: A
12-) (ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO
CIVIL - ESAF/2015 - adaptada) Assinale a opção em que a pontua-
ção permanece correta, apesar de ter sido modificada.
A) Há quase dois anos, fui empossado técnico administrativo
(...)
B) (...) na ANAC, de São Paulo e estou muito satisfeito de tra-
balhar lá.
C) (...) na administração pública, porém; preferi, ficar onde es-
tou (…)
D) Sinceramente sou partidário, do “não se mexe, em time que
está ganhando”.
E) Trabalho na área administrativa, junto com outros técnicos e
analistas, além de ser, gestor substituto (…)
Fiz as correções:
B) na ANAC de São Paulo e estou muito satisfeito de trabalhar
lá.
C) na administração pública, porém preferi ficar onde estou (…)
D) Sinceramente, sou partidário do “não se mexe em time que
está ganhando”.
E) Trabalho na área administrativa junto com outros técnicos e
analistas, além de ser gestor substituto (…)
RESPOSTA: A
(ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO CIVIL
- ESAF/2015 - adaptada) Leia o texto a seguir para responder às
questões
Se você é um passageiro frequente, certamente já passou por
uma turbulência. A pior da minha vida foi no meio do nada, sobre-
voando o Atlântico, e durou uma boa hora. Já que estou aqui escre-
vendo esse artigo, sobrevivi.
A turbulência significa que o avião vai cair? Ok, sabemos que
não. Apesar de também sabermos que o avião é a forma mais se-
gura de viagem, não é tão fácil lembrar disso em meio a uma tur-
bulência. Então, não custa lembrar que, mesmo quando o ar está
“violento”, é impossível que ele «arremesse» o avião para o chão.
Acesso em:15/12/2015 (com
adaptações).
13-) Assinale a opção em que o primeiro período do texto foi
reescrito com correção gramatical.
A) Na hipótese de você for um passageiro frequente, já tinha
passado por uma turbulência, com certeza.
B) Certamente, já deverá ter passado por uma turbulência, se
você fosse um passageiro frequente.
C) Na certa, acaso você seja um passageiro frequente, já acon-
teceu de passar por uma turbulência.
D) Com certeza, se você foi um passageiro frequente, já tivesse
passado por uma turbulência.
E) Caso você seja um passageiro frequente, já deve, com certe-
za, ter passado por uma turbulência.
LÍNGUA PORTUGUESA
33
Correções:
A) Na hipótese de você for (SER) um passageiro frequente, já
tinha passado (PASSOU) por uma turbulência, com certeza.
B) Certamente, já deverá (DEVE) ter passado por uma turbulên-
cia, se você fosse (FOR) um passageiro frequente.
C) Na certa, acaso você seja um passageiro frequente, já acon-
teceu de passar (PASSOU) por uma turbulência.
D) Com certeza, se você foi (É) um passageiro frequente, já ti-
vesse passado (PASSOU) por uma turbulência.
E) Caso você seja um passageiro frequente, já deve, com certe-
za, ter passado por uma turbulência.
RESPOSTA: E
14-) (ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO
CIVIL - ESAF/2015) A expressão sublinhada em “Já que estou escre-
vendo esse artigo, sobrevivi” tem sentido de
A) conformidade.
B) conclusão.
C) causa.
D) dedução.
E) condição.
Subordinadas Adverbiais - Indicam que a oração subordinada
exerce a função de adjunto adverbial da principal. De acordo com a
circunstância que expressam, classificam-se em:
- Causais: introduzem uma oração que é causa da ocorrência da
oração principal. As conjunções são: porque, que, como (= porque,
no início da frase), pois que, visto que, uma vez que, porquanto, já
que, desde que, etc.
RESPOSTA: C
15-) (ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO
CIVIL - ESAF/2015 - adaptada) Sobre as vírgulas e as aspas empre-
gadas no texto é correto afirmar que
A) a primeira vírgula separa duas orações coordenadas.
B) a vírgula antes do “e” ocorre porque o verbo da oração “e
durou uma boa hora” é diferente do verbo da oração anterior.
C) a vírgula antes de “sobrevivi” marca a diferença entre os
tempos verbais de “estou escrevendo” e “sobrevivi”.
D) a vírgula que ocorre depois do “que” e a que ocorre depois
de “violento” estão isolando oração intercalada.
E) as aspas nas palavras “violento” e “arremesse” se justificam
porque tais palavras pertencem ao vocabulário técnico da aviação.
A = Se você é um passageiro frequente, certamente já passou
por uma turbulência – incorreta (subordinada adverbial condicio-
nal)
B = incorreta (vem depois de uma oração explicativa)
C = incorreta (separando oração principal da causal)
E = incorreta (empregadas em sentido figurado, facilitando a
compreensão da descrição)
RESPOSTA: D
16-) (ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO
CIVIL - ESAF/2015) A frase sublinhada em “Apesar de também sa-
bermos que o avião é a forma mais segura de viagem, não é tão
fácil lembrar disso em meio a uma turbulência” mantém tanto seu
sentido original quanto sua correção gramatical na opção:
A) Embora também sabemos …
B) Dado também saibamos …
C) Pelo motivo o qual também sabemos …
D) Em virtude de também sabermos …
E) Conquanto saibamos …
Correções:
A) Embora também sabemos = saibamos
B) Dado também saibamos = sabermos
C) Pelo motivo o qual também sabemos = essa deixa o período
confuso...
D) Em virtude de também sabermos = sentido diferente do
original…
E) Conquanto saibamos = conjunção que mantémo sentido
original (concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia
contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo
que, por mais que, posto que, conquanto, etc.)
RESPOSTA: E
17-) (ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO
CIVIL - ESAF/2015 - adaptada) Em relação às regras de acentuação,
assinale a opção correta.
Por que é preciso passar pelo equipamento de raios X?
São normas internacionais de segurança. É proibido portar ob-
jetos cortantes ou perfurantes. Se você se esqueceu de despachá-
-los, esses itens terão de ser descartados no momento da inspeção.
Como devo proceder na hora de passar pelo equipamento de-
tector de metais?
A inspeção dos passageiros por detector de metais é obriga-
tória. O passageiro que, por motivo justificado, não puder ser ins-
pecionado por meio de equipamento detector de metal deverá sub-
meter-se à busca pessoal. As mulheres grávidas podem solicitar a
inspeção por meio de detector manual de metais ou por meio de
busca pessoal.
Acesso em: 4/1/2016 (com adapta-
ções).
A) Acentua-se o verbo “é”, quando átono, para diferenciá-lo da
conjunção “e”.
B) “Você” é palavra acentuada por ser paroxítona terminada na
vogal “e” fechada.
C) “Despachá-los” se acentua pelo mesmo motivo de “deverá”.
D) Ocorre acento grave em “à busca pessoal” em razão do em-
prego de locução com substantivo no feminino.
E) O acento agudo em “grávidas” se deve por se tratar de pala-
vra paroxítona terminada em ditongo.
Comentários:
A) Acentua-se o verbo “é”, quando átono, para diferenciá-lo da
conjunção “e” = não é acento diferencial
B) “Você” é palavra acentuada por ser paroxítona terminada na
vogal “e” fechada = acentua-se por ser oxítona terminada em “e”
LÍNGUA PORTUGUESA
34
C) “Despachá-los” se acentua pelo mesmo motivo de “deve-
rá” = correta (oxítona terminada em “a”). Lembre-se de que, em
verbos com pronome oblíquo, este é desconsiderado ao analisar a
acentuação
D) Ocorre acento grave em “à busca pessoal” em razão do em-
prego de locução com substantivo no feminino = o acento grave se
deve à regência do verbo “submeter” que pede preposição (sub-
meter-se a)
E) O acento agudo em “grávidas” se deve por se tratar de pala-
vra paroxítona terminada em ditongo = acentua-se por ser propa-
roxítona
RESPOSTA: C
18-) (SABESP/SP – AGENTE DE SANEAMENTO AMBIENTAL
01 – FCC/2014 - adaptada)
... a navegação rio abaixo entre os séculos XVIII e XIX, começava
em Araritaguaba...
O verbo conjugado nos mesmos tempo e modo em que se en-
contra o grifado acima está em:
(A) ... o Tietê é um regato.
(B) ... ou perto delas moram 30 milhões de pessoas...
(C) O desenvolvimento econômico e demográfico custou caro
ao rio.
(D) O rio Tietê nasce acima dos mil metros de altitude...
(E) ... e traziam ouro.
“Começava” = pretérito imperfeito do Indicativo
(A) ... o Tietê é um regato. = presente do Indicativo
(B) ... ou perto delas moram 30 milhões de pessoas... = presen-
te do Indicativo
(C) O desenvolvimento econômico e demográfico custou caro
ao rio.= pretérito perfeito do Indicativo
(D) O rio Tietê nasce acima dos mil metros de altitude... = pre-
sente do Indicativo
(E) ... e traziam ouro. = pretérito imperfeito do Indicativo
RESPOSTA: “E”
19-) (TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO CIVIL -
ESAF/2015) Assinale o trecho sem problemas de ortografia.
A) No caso de sentir-se prejudicado ou de ter seus direitos des-
respeitados, o passageiro de avião deve dirijir-se primeiro à empre-
sa aérea contratada, para reinvindicar seus direitos como consumi-
dor.
B) É possível, também, registrar reclamação contra a empresa
aérea na ANAC, que analizará o fato.
C) Se a ANAC constatar descomprimento de normas da aviação
civil, poderá aplicar sanção administrativa à empresa.
D) No entanto, a ANAC não é parte na relação de consumo fir-
mada entre o passageiro e a empresa aérea, razão pela qual não é
possível buscar indenização na Agência.
E) Para exijir indenização por danos morais e/ou materiais, con-
sulte os órgãos de defesa do consumidor, e averigúe antecipada-
mente se está de posse dos comprovantes necessários.
Trechos adaptados de Acesso
em:17/12/2015.
Por itens:
A) No caso de sentir-se prejudicado ou de ter seus direitos des-
respeitados, o passageiro de avião deve dirijir-se (DIRIGIR-SE) pri-
meiro à empresa aérea contratada, para reinvindicar (REIVINDICAR)
seus direitos como consumidor.
B) É possível, também, registrar reclamação contra a empresa
aérea na ANAC, que analizará (ANALISARÁ) o fato.
C) Se a ANAC constatar descomprimento (DESCUMPRIMENTO)
de normas da aviação civil, poderá aplicar sanção administrativa à
empresa.
D) No entanto, a ANAC não é parte na relação de consumo fir-
mada entre o passageiro e a empresa aérea, razão pela qual não é
possível buscar indenização na Agência.
E) Para exijir (EXIGIR) indenização por danos morais e/ou ma-
teriais, consulte os órgãos de defesa do consumidor, e averigúe
(AVERIGUE) antecipadamente se está de posse dos comprovantes
necessários.
RESPOSTA: D
20-) (PREFEITURA DE NOVA FRIBURGO-RJ – SECRETÁRIO ES-
COLAR - EXATUS/2015 ) Assinale a alternativa em que a palavra é
acentuada pela mesma razão que “cerimônia”:
A) tendência – crônica.
B) descartáveis – uísque.
C) búzios – vestuário.
D) ótimo – cipó.
Cerimônia = paroxítona terminada em ditongo
A) tendência = paroxítona terminada em ditongo / crônica =
proparoxítona
B) descartáveis = paroxítona terminada em ditongo / uísque =
regra do hiato
C) búzios = paroxítona terminada em ditongo / vestuário = pa-
roxítona terminada em ditongo
D) ótimo = proparoxítona / cipó = oxítona terminada em “o”
RESPOSTA: C
21-) (PREFEITURA DE NOVA FRIBURGO-RJ – SECRETÁRIO ES-
COLAR - EXATUS/2015 ) Os termos destacados abaixo estão corre-
tamente analisados quanto à função sintática em:
I - “O cidadão é livre” – predicativo do sujeito.
II - “A gente tem um ressaca” – objeto direto.
III - O Boldo resolve – predicado verbal.
A) Apenas I e II.
B) Apenas I e III.
C) Apenas II e III.
D) I, II e III.
I - “O cidadão é livre” – predicativo do sujeito = correta
II - “A gente tem um ressaca” – objeto direto = correta
III - O Boldo resolve – predicado verbal = correta
RESPOSTA: D
LÍNGUA PORTUGUESA
35
22-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016)
A essência da infância
Como a convivência íntima com os filhos é capaz de transfor-
mar a relação das crianças consigo mesmas e com o mundo
Crianças permanentemente distraídas com o celular ou o ta-
blet. Agenda cheia de tarefas e aulas depois da escola. Pais que não
conseguem impor limites e falar “não”. Os momentos de lazer que
ficaram restritos ao shopping Center, em vez de descobertas ao ar
livre. Quais as implicações desse conjunto de hábitos e comporta-
mentos para nossos filhos? Para o pediatra Daniel Becker, esses têm
sido verdadeiros pecados cometidos à infância, que prejudicarão as
crianças até a vida adulta. Pioneiro da Pediatria Integral, prática
que amplia o olhar e o cuidado para promover o desenvolvimento
pleno e o bem-estar da criança e da família, Daniel defende que
devemos estar próximos dos pequenos – esse, sim, é o melhor pre-
sente a ser oferecido. E que desenvolver intimidade com as crianças,
além de um tempo reservado ao lazer com elas, faz a diferença.
Para o bem-estar delas e para toda a família.
(Revista Vida Simples. Dezembro de 2015).
O tema central do texto a essência da infância refere-se:
(A) Às tecnologias disponíveis.
(B) À importância do convívio familiar.
(C) Às preocupações do pediatra Daniel Becker.
(D) À importância de impor limites.
(E) Ao exagerado consumo.
Fica clara a intenção do autor: mostrar a importância do con-
vívio familiar (E que desenvolver intimidade com as crianças, além
de um tempo reservado ao lazer com elas,faz a diferença. Para o
bem-estar delas e para toda a família).
RESPOSTA: B
23-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) No excerto:
“... esses têm sido verdadeiros pecados cometidos à infância...”. O
pronome em destaque refere-se a:
(A) Celular e tablet.
(B) Agenda.
(C) Aulas depois da escola.
(D) Visitas ao shopping Center.
(E) Conjunto de hábitos.
Voltemos ao texto: “Quais as implicações desse conjunto de há-
bitos e comportamentos para nossos filhos? Para o pediatra Daniel
Becker, esses têm sido (..)”
RESPOSTA: E
24-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) No frag-
mento: “... além de um tempo reservado ao lazer com elas...”. A pa-
lavra destacada expressa ideia de:
(A) Ressalva.
(B) Conclusão.
(C) Adição.
(D) Advertência.
(E) Explicação.
Dá-nos a ideia de adição.
RESPOSTA: C
25-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) No período:
“Para o pediatra Daniel Becker, esses têm sido verdadeiros pecados
cometidos à infância, que prejudicarão as crianças até a vida adul-
ta”. O verbo destacado está respectivamente no modo e tempo do:
(A) Indicativo – presente.
(B) Subjuntivo – pretérito.
(C) Subjuntivo – futuro.
(D) Indicativo – futuro.
(E) Indicativo – pretérito.
Quando o verbo termina em “ão”: indica uma ação que aconte-
cerá – futuro do presente do Indicativo.
RESPOSTA: D
26-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) Na frase: Se
não chover hoje à tarde faremos um belíssimo passeio. Há indicação
de:
(A) Comparação.
(B) Condição.
(C) Tempo.
(D) Concessão.
(E) Finalidade.
O trecho apresenta uma condição para que façamos um belís-
simo passeio: não chover.
RESPOSTA: B
27-) (SABESP/SP – AGENTE DE SANEAMENTO AMBIENTAL 01
– FCC/2014) Até o século passado, as margens e várzeas do Tietê
...... pela população, ...... das enchentes e do risco de doenças que
...... depois delas.
Os espaços da frase acima estarão corretamente preenchidos,
na ordem dada, por:
(A) eram evitadas − temerosa − apareciam
(B) era evitadas − temerosa − aparecia
(C) era evitado − temerosas − apareciam
(D) era evitada − temeroso − aparecia
(E) eram evitadas − temeroso – aparecia
Destaquei os termos que se relacionam:
Até o século passado, as margens e várzeas do Tietê eram evi-
tadas pela população, temerosa das enchentes e do risco de DOEN-
ÇAS que APARECIAM depois delas.
Eram evitadas / temerosa / apareciam.
RESPOSTA: A
28-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) Na frase:
“O livro que estou lendo é muito interessante”. A palavra destacada
é um:
(A) Artigo.
(B) Substantivo.
(C) Adjetivo.
(D) Verbo.
(E) Pronome.
Quando conseguimos substituir o “que” por “o qual” temos um
caso de pronome relativo – como na questão.
RESPOSTA: E
LÍNGUA PORTUGUESA
36
29-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016 - adaptada)
No período: “ANS reforça campanha contra o mosquito transmissor
da dengue e zika”. O verbo em destaque apresenta-se:
(A) Na voz passiva.
(B) Na voz ativa.
(C) Na voz reflexiva.
(D) Na voz passiva analítica.
(E) Na voz passiva sintética.
Temos sujeito (ANS) praticando a ação (reforça), portanto voz
ativa.
RESPOSTA: B
30-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) Na frase:
Ao terminar a prova, todos os candidatos deverão aguardar a verifi-
cação dos aplicadores. A oração destacada faz referência a
(A) Condição.
(B) Finalidade.
(C) Tempo.
(D) Comparação.
(E) Conformidade.
A frase nos dá a ideia do momento (tempo) em que deveremos
aguardar a verificação por parte dos aplicadores.
RESPOSTA: C
31-) (DPE-RR – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2015)
Mas não vou pegá-lo − o poema já foi reescrito várias vezes em
outros poemas; e o meu boi no asfalto ainda me enche de luz, trans-
formado em minha própria estrela.
Atribuindo-se caráter hipotético ao trecho acima, os verbos su-
blinhados devem assumir a seguinte forma:
(A) iria − iria ser − teria enchido
(B) ia − tinha sido − encheria
(C) viria − iria ser − encheria
(D) iria − teria sido − encheria
(E) viria − teria sido − teria enchido
O modo verbal que trabalha com hipótese é o Subjuntivo. Fa-
çamos as transformações: Mas não iria pegá- -lo − o poema já
teria sido reescrito várias vezes em outros poemas; e o meu boi no
asfalto ainda me encheria de luz, transformado em minha própria
estrela.
RESPOSTA: D
32-) (METRÔ/SP – TÉCNICO SISTEMAS METROVIÁRIOS CIVIL –
FCC/2014 - adaptada)
...’sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produzidas no
interior do país...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal
resultante será:
(A) vinham indicadas.
(B) era indicado.
(C) eram indicadas.
(D) tinha indicado.
(E) foi indicada.
‘sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produzidas no
interior do país.
As músicas produzidas no país eram indicadas pelo sertanejo,
indistintamente.
RESPOSTA: C
33-) (DPE-RR – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2015) As
normas de concordância estão respeitadas em:
(A) Deflagrada em 1789 com a queda da Bastilha – prisão pari-
siense onde se confinava criminosos e dissidentes políticos − a Re-
volução Francesa levou milhares de condenados à guilhotina.
(B) A maré das inovações democráticas na Europa e nos Esta-
dos Unidos chegariam com algum atraso ao
Brasil, mas com efeito igualmente devastador.
(C) As ideias revolucionárias do século 18, apesar do isolamen-
to do país, viajava na bagagem da pequena elite brasileira que tive-
ra oportunidade de estudar em Portugal.
(D) No final do século 18, haviam mudanças profundas na tec-
nologia, com a invenção das máquinas a vapor protagonizadas pe-
los ingleses.
(E) Em 1776, ano da Independência dos Estados Unidos, havia
nove universidades no país, incluindo a prestigiada Harvard, e che-
gava a três milhões de exemplares por ano a circulação de jornais.
Correções:
(A) Deflagrada em 1789 com a queda da Bastilha – prisão pari-
siense onde se confinava (CONFINAVAM) criminosos e dissidentes
políticos − a Revolução Francesa levou milhares de condenados à
guilhotina.
(B) A maré das inovações democráticas na Europa e nos Esta-
dos Unidos chegariam (CHEGARIA) com algum atraso ao Brasil, mas
com efeito igualmente devastador.
(C) As ideias revolucionárias do século 18, apesar do isolamen-
to do país, viajava (VIAJAVMA) na bagagem da pequena elite brasi-
leira que tivera oportunidade de estudar em Portugal.
(D) No final do século 18, haviam (HAVIA) mudanças profundas
na tecnologia, com a invenção das máquinas a vapor protagoniza-
das pelos ingleses.
(E) Em 1776, ano da Independência dos Estados Unidos, havia
nove universidades no país, incluindo a prestigiada Harvard, e che-
gava a três milhões de exemplares por ano a circulação de jornais.
RESPOSTA: E
34-) (DPE-RR – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2015 -
adaptada) Considere o texto abaixo para responder à questão.
O pesquisador e médico sanitarista Luiz Hildebrando Pereira da
Silva tornou-se professor titular de parasitologia em 1997, assumin-
do a direção dos programas de pesquisa em Rondônia − numa das
frentes avançadas da USP na Amazônia −, que reduziram o percen-
tual de registros de malária em Rondônia de 40% para 7% do total
de casos da doença na região amazônica em uma década.
(Adaptado de: revistapesquisa.fapesp.br/2014/10/09/o-cientista-
-das-doencas-tropicais)
LÍNGUA PORTUGUESA
37
... que reduziram o percentual de registros de malária em Ron-
dônia...
O elemento que justifica a flexão do verbo acima é:
(A) casos da doença.
(B) frentes avançadas da USP na Amazônia.
(C) registros de malária.
(D) programas de pesquisa em Rondônia.
(E) investigações sobre a malária em Rondônia.
Recorramos ao texto: “assumindo a direção dos programas de
pesquisa em Rondônia − numa das frentes avançadas da USP na
Amazônia −, que reduziram o percentual”. O termo entre “traços”
é um aposto, uma informação a mais. O verbo se relaciona com o
termo anteriormente citado (programas).
RESPOSTA: D
35-) (DPE-RR – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2015 -
adaptada) Considere o texto abaixo para responder à questão.
Sobre a vinda ao Brasil, Luiz Hildebrando Pereira da Silvapodemos dizer que a interpreta-
ção é subjetiva, contando com o conhecimento prévio e do reper-
tório do leitor.
Dessa maneira, para compreender e interpretar bem um texto,
é necessário fazer a decodificação de códigos linguísticos e/ou vi-
suais, isto é, identificar figuras de linguagem, reconhecer o sentido
de conjunções e preposições, por exemplo, bem como identificar
expressões, gestos e cores quando se trata de imagens.
Dicas práticas
1. Faça um resumo (pode ser uma palavra, uma frase, um con-
ceito) sobre o assunto e os argumentos apresentados em cada pa-
rágrafo, tentando traçar a linha de raciocínio do texto. Se possível,
adicione também pensamentos e inferências próprias às anotações.
2. Tenha sempre um dicionário ou uma ferramenta de busca
por perto, para poder procurar o significado de palavras desconhe-
cidas.
3. Fique atento aos detalhes oferecidos pelo texto: dados, fon-
te de referências e datas.
4. Sublinhe as informações importantes, separando fatos de
opiniões.
5. Perceba o enunciado das questões. De um modo geral, ques-
tões que esperam compreensão do texto aparecem com as seguin-
tes expressões: o autor afirma/sugere que...; segundo o texto...; de
acordo com o autor... Já as questões que esperam interpretação do
texto aparecem com as seguintes expressões: conclui-se do texto
que...; o texto permite deduzir que...; qual é a intenção do autor
quando afirma que...
Tipologia Textual
A partir da estrutura linguística, da função social e da finali-
dade de um texto, é possível identificar a qual tipo e gênero ele
pertence. Antes, é preciso entender a diferença entre essas duas
classificações.
Tipos textuais
A tipologia textual se classifica a partir da estrutura e da finali-
dade do texto, ou seja, está relacionada ao modo como o texto se
apresenta. A partir de sua função, é possível estabelecer um padrão
específico para se fazer a enunciação.
Veja, no quadro abaixo, os principais tipos e suas característi-
cas:
TEXTO NARRATIVO
Apresenta um enredo, com ações e
relações entre personagens, que ocorre
em determinados espaço e tempo. É
contado por um narrador, e se estrutura
da seguinte maneira: apresentação >
desenvolvimento > clímax > desfecho
TEXTO
DISSERTATIVO
ARGUMENTATIVO
Tem o objetivo de defender determinado
ponto de vista, persuadindo o leitor a
partir do uso de argumentos sólidos.
Sua estrutura comum é: introdução >
desenvolvimento > conclusão.
TEXTO EXPOSITIVO
Procura expor ideias, sem a necessidade
de defender algum ponto de vista. Para
isso, usa-se comparações, informações,
definições, conceitualizações etc. A
estrutura segue a do texto dissertativo-
argumentativo.
TEXTO DESCRITIVO
Expõe acontecimentos, lugares, pessoas,
de modo que sua finalidade é descrever,
ou seja, caracterizar algo ou alguém.
Com isso, é um texto rico em adjetivos e
em verbos de ligação.
TEXTO INJUNTIVO
Oferece instruções, com o objetivo de
orientar o leitor. Sua maior característica
são os verbos no modo imperativo.
Gêneros textuais
A classificação dos gêneros textuais se dá a partir do reconhe-
cimento de certos padrões estruturais que se constituem a partir
da função social do texto. No entanto, sua estrutura e seu estilo
não são tão limitados e definidos como ocorre na tipologia textual,
podendo se apresentar com uma grande diversidade. Além disso, o
padrão também pode sofrer modificações ao longo do tempo, as-
sim como a própria língua e a comunicação, no geral.
Alguns exemplos de gêneros textuais:
• Artigo
• Bilhete
• Bula
• Carta
• Conto
• Crônica
• E-mail
LÍNGUA PORTUGUESA
6
• Lista
• Manual
• Notícia
• Poema
• Propaganda
• Receita culinária
• Resenha
• Seminário
Vale lembrar que é comum enquadrar os gêneros textuais em
determinados tipos textuais. No entanto, nada impede que um tex-
to literário seja feito com a estruturação de uma receita culinária,
por exemplo. Então, fique atento quanto às características, à finali-
dade e à função social de cada texto analisado.
ARGUMENTAÇÃO
O ato de comunicação não visa apenas transmitir uma
informação a alguém. Quem comunica pretende criar uma imagem
positiva de si mesmo (por exemplo, a de um sujeito educado,
ou inteligente, ou culto), quer ser aceito, deseja que o que diz
seja admitido como verdadeiro. Em síntese, tem a intenção de
convencer, ou seja, tem o desejo de que o ouvinte creia no que o
texto diz e faça o que ele propõe.
Se essa é a finalidade última de todo ato de comunicação, todo
texto contém um componente argumentativo. A argumentação é o
conjunto de recursos de natureza linguística destinados a persuadir
a pessoa a quem a comunicação se destina. Está presente em todo
tipo de texto e visa a promover adesão às teses e aos pontos de
vista defendidos.
As pessoas costumam pensar que o argumento seja apenas
uma prova de verdade ou uma razão indiscutível para comprovar a
veracidade de um fato. O argumento é mais que isso: como se disse
acima, é um recurso de linguagem utilizado para levar o interlocutor
a crer naquilo que está sendo dito, a aceitar como verdadeiro o que
está sendo transmitido. A argumentação pertence ao domínio da
retórica, arte de persuadir as pessoas mediante o uso de recursos
de linguagem.
Para compreender claramente o que é um argumento, é bom
voltar ao que diz Aristóteles, filósofo grego do século IV a.C., numa
obra intitulada “Tópicos: os argumentos são úteis quando se tem de
escolher entre duas ou mais coisas”.
Se tivermos de escolher entre uma coisa vantajosa e
uma desvantajosa, como a saúde e a doença, não precisamos
argumentar. Suponhamos, no entanto, que tenhamos de escolher
entre duas coisas igualmente vantajosas, a riqueza e a saúde. Nesse
caso, precisamos argumentar sobre qual das duas é mais desejável.
O argumento pode então ser definido como qualquer recurso que
torna uma coisa mais desejável que outra. Isso significa que ele atua
no domínio do preferível. Ele é utilizado para fazer o interlocutor
crer que, entre duas teses, uma é mais provável que a outra, mais
possível que a outra, mais desejável que a outra, é preferível à outra.
O objetivo da argumentação não é demonstrar a verdade de
um fato, mas levar o ouvinte a admitir como verdadeiro o que o
enunciador está propondo.
Há uma diferença entre o raciocínio lógico e a argumentação.
O primeiro opera no domínio do necessário, ou seja, pretende
demonstrar que uma conclusão deriva necessariamente das
premissas propostas, que se deduz obrigatoriamente dos
postulados admitidos. No raciocínio lógico, as conclusões não
dependem de crenças, de uma maneira de ver o mundo, mas
apenas do encadeamento de premissas e conclusões.
Por exemplo, um raciocínio lógico é o seguinte encadeamento:
A é igual a B.
A é igual a C.
Então: C é igual a B.
Admitidos os dois postulados, a conclusão é, obrigatoriamente,
que C é igual a A.
Outro exemplo:
Todo ruminante é um mamífero.
A vaca é um ruminante.
Logo, a vaca é um mamífero.
Admitidas como verdadeiras as duas premissas, a conclusão
também será verdadeira.
No domínio da argumentação, as coisas são diferentes. Nele,
a conclusão não é necessária, não é obrigatória. Por isso, deve-
se mostrar que ela é a mais desejável, a mais provável, a mais
plausível. Se o Banco do Brasil fizer uma propaganda dizendo-
se mais confiável do que os concorrentes porque existe desde a
chegada da família real portuguesa ao Brasil, ele estará dizendo-
nos que um banco com quase dois séculos de existência é sólido
e, por isso, confiável. Embora não haja relação necessária entre
a solidez de uma instituição bancária e sua antiguidade, esta tem
peso argumentativo na afirmação da confiabilidade de um banco.
Portanto é provável que se creia que um banco mais antigo seja
mais confiável do que outro fundado há dois ou três anos.
Enumerar todos os tipos de argumentos é uma tarefa quase
impossível, tantas são as formas de que nos valemos para fazer
as pessoas preferirem uma coisa a outra. Por isso, é importante
entenderafir-
mou: “Quando me aposentei na França, considerando-me ainda vá-
lido, hesitei antes de tomar a decisão de me reintegrar às atividades
de pesquisa na Amazônia. Acabei decidindo. (...) Eu me ...... um ve-
lho ranzinza se ....... ficado na França plantando rosas”.
(Adaptado de: cremesp.org.br)
Considerado o contexto, preenchem corretamente as lacunas
da frase acima, na ordem dada:
(A) tornarei − tinha
(B) tornara − tivesse
(C) tornarei − tiver
(D) tornaria − tivesse
(E) tornasse – tivera
Pelo contexto, é possível identificar que se trata de uma hipó-
tese (se tivesse ficado na França, ele se tornaria um velho ranzinza).
RESPOSTA: D
36-) (TRF 3ªREGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO - EDIFICAÇÕES -
FCC/2016 - adaptada) O acréscimo de uma vírgula após o termo
sublinhado não altera o sentido nem a correção do trecho:
(A) A ideia de cidade inteligente sempre aparece relacionada à
abertura de bases de dados por parte dos órgãos públicos.
(B) Há experiências importantes em cidades brasileiras tam-
bém.
(C) ... uma parte prioriza a transparência como meio de pres-
tação de contas e responsabilidade política frente à sociedade civil,
como a ideia de governo aberto...
(D) ...outra parte prioriza a participação popular através da in-
teratividade, bem como a cooperação técnica para o reuso de da-
dos abertos por entidades e empresas.
(E) Contudo, existem estudos que apontam que bastariam me-
ros quatro pontos de dados para identificar os movimentos de uma
pessoa na cidade.
Vejamos:
(A) A ideia de cidade inteligente sempre aparece, relacionada
à abertura de bases de dados por parte dos órgãos públicos. = in-
correta
(B) Há experiências importantes em cidades brasileiras, tam-
bém. = correta
(C) ... uma parte, prioriza a transparência como meio de pres-
tação de contas e responsabilidade política frente à sociedade civil,
como a ideia de governo aberto... = incorreta
(D) ...outra parte prioriza a participação popular através da in-
teratividade, bem como a cooperação técnica para o reuso de da-
dos, abertos por entidades e empresas. = incorreta
(E) Contudo, existem estudos, que apontam que bastariam me-
ros quatro pontos de dados para identificar os movimentos de uma
pessoa na cidade. = incorreta
RESPOSTA: B
37-) (TRF 3ªREGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO - EDIFICAÇÕES -
FCC/2016) A alternativa em que a expressão sublinhada pode ser
substituída pelo que se apresenta entre colchetes, respeitando-se a
concordância, e sem quaisquer outras alterações no enunciado, é:
(A) A maioria das tecnologias necessárias para as cidades inte-
ligentes já são viáveis economicamente em todo o mundo... [viável]
(B) A ideia de cidade inteligente sempre aparece relacionada
à abertura de bases de dados por parte dos órgãos públicos. [rela-
cionado]
(C) Em nome da eficiência administrativa, podem-se armaze-
nar, por exemplo, enormes massas de dados de mobilidade urba-
na... [são possíveis]
(D) ...desde bases de dados de saúde e educação públicas, por
exemplo, até os dados pessoais... [pública]
(E) Contudo, existem estudos que apontam que bastariam me-
ros quatro pontos de dados... [bastaria]
Analisando:
(A) A maioria das tecnologias necessárias para as cidades inte-
ligentes já são viáveis economicamente em todo o mundo... [viável]
= já é viável
(B) A ideia de cidade inteligente sempre aparece relacionada à
abertura de bases de dados por parte dos órgãos públicos. [relacio-
nado] = teríamos que alterar a palavra “ideia” por um substantivo
masculino
(C) Em nome da eficiência administrativa, podem-se armaze-
nar, por exemplo, enormes massas de dados de mobilidade urba-
na... [são possíveis] = são possíveis armazenamentos (inclusão des-
se termo)
(D) ...desde bases de dados de saúde e educação públicas, por
exemplo, até os dados pessoais... [pública] = ok
(E) Contudo, existem estudos que apontam que bastariam me-
ros quatro pontos de dados... [bastaria] = bastaria um ponto
RESPOSTA: D
38-) (TRF 3ªREGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO - EDIFICAÇÕES -
FCC/2016) A frase cuja redação está inteiramente correta é:
(A) Obtido pela identificação por radiofrequência, os dados das
placas de veículos são passíveis em oferecer informações valiosas
acerca dos motoristas.
(B) Na cidade inteligente, a automatização da gestão de setores
urbanos são facilitadores de serviços imprecindíveis, como saúde,
educação e segurança.
LÍNGUA PORTUGUESA
38
(C) Londres e Barcelona estão entre as cidades que mais des-
taca-se em termos de inteligência, com avançados centros de ope-
ração de dados.
(D) São necessários viabilizar projetos de cidades inteligentes,
amparados em políticas públicas que salvaguardam os dados aber-
tos dos cidadãos.
(E) O aprimoramento de técnicas de informatização de dados
permitiu que surgisse um novo conceito de cidade, concebido como
espaço de fluxos.
Analisando:
(A) Obtido (OBTIDOS) pela identificação por radiofrequência,
os dados das placas de veículos são passíveis em (DE) oferecer in-
formações valiosas acerca dos motoristas.
(B) Na cidade inteligente, a automatização da gestão de setores
urbanos são facilitadores (É FACILITADORA) de serviços imprescin-
díveis (IMPRESCINDÍVEIS), como saúde, educação e segurança.
(C) Londres e Barcelona estão entre as cidades que mais des-
taca-se (SE DESTACAM) em termos de inteligência, com avançados
centros de operação de dados.
(D) São necessários (É NECESSÁRIO) viabilizar projetos de ci-
dades inteligentes, amparados em políticas públicas que salvaguar-
dam os dados abertos dos cidadãos.
(E) O aprimoramento de técnicas de informatização de dados
permitiu que surgisse um novo conceito de cidade, concebido como
espaço de fluxos.
RESPOSTA: E
39-) (TRF 3ªREGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO - EDIFICAÇÕES
- FCC/2016) Foram dois segundos de desespero durante os quais
contemplei o distrato do livro, a infâmia pública, o alcoolismo e a
mendicância...
Transpondo-se para a voz passiva o verbo sublinhado, a forma
resultante será:
(A) contemplavam-se.
(B) foram contemplados.
(C) contemplam-se.
(D) eram contemplados.
(E) tinham sido contemplados.
O distrato do livro, a infâmia pública, o alcoolismo e a mendi-
cância foram contemplados por mim.
RESPOSTA: B
40-) (TRF 3ªREGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO - EDIFICAÇÕES -
FCC/2016) O sinal indicativo de crase está empregado corretamen-
te em:
(A) Não era uma felicidade eufórica, semelhava-se mais à uma
brisa de contentamento.
(B) O vinho certamente me induziu àquela súbita vontade de
abraçar uma árvore gigante.
(C) Antes do fim da manhã, dediquei-me à escrever tudo o que
me propusera para o dia.
(D) A paineira sobreviverá a todas às 18 milhões de pessoas
que hoje vivem em São Paulo.
(E) Acho importante esclarecer que não sou afeito à essa tradi-
ção de se abraçar árvore.
Por item:
(A) Não era uma felicidade eufórica, semelhava-se mais à (A)
uma brisa de contentamento. = antes de artigo indefinido
(B) O vinho certamente me induziu àquela súbita vontade de
abraçar uma árvore gigante.
(C) Antes do fim da manhã, dediquei-me à (A) escrever tudo o
que me propusera para o dia. = antes de verbo no infinitivo
(D) A paineira sobreviverá a todas às (AS) 18 milhões de pes-
soas que hoje vivem em São Paulo. = função de artigo
(E) Acho importante esclarecer que não sou afeito à (A) essa
tradição de se abraçar árvore. = antes de pronome demonstrativo
RESPOSTA: B
41-) (CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO – TÉCNICO AD-
MINISTRATIVO – FCC/2014)
... muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era
também cantor-compositor.
O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o des-
tacado acima está empregado em:
(A) E Adoniran estava tão estabelecido como ator...
(B) Primeiro surgiu o cantor-compositor...
(C) Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico...
(D) Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil...
(E) ... a Revista do Rádio noticiava uma grande revolução...
Descobrir = exige objeto direto
(A) E Adoniran estava = verbo de ligação
(B) Primeiro surgiu o cantor-compositor. = intransitivo(C) Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico = verbo de
ligação
(D) Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil = verbo de
ligação
(E) ... a Revista do Rádio noticiava = exige objeto direto
RESPOSTA: E
42-) (TRT 23ª REGIÃO-MT – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JU-
DICIÁRIA - FCC/2016 - adaptada)
Atribuindo-se sentido hipotético para o segmento E é curioso
que nunca tenha sabido ao certo de onde eles vinham..., os verbos
devem assumir as seguintes formas:
(A) teria sido − soubesse − viriam
(B) será − saiba − virão
(C) era − tivesse sabido − viriam
(D) fora − tivera sabido − vieram
(E) seria − tivesse sabido – viriam
Hipótese é com o modo subjuntivo: E seria curioso que nunca
tivesse sabido ao certo de onde eles viriam...
RESPOSTA: E
LÍNGUA PORTUGUESA
39
43-) (TRT 23ª REGIÃO-MT – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JU-
DICIÁRIA - FCC/2016 - adaptada)
Mas a grandeza das manhãs se media pela quantidade de mu-
lungus...
Na frase acima, alterando-se de voz passiva sintética para ana-
lítica, a forma verbal resultante é:
(A) tinha sido medida
(B) tinham sido medidos
(C) era medida
(D) eram medidas
(E) seria medida
A grandeza da manhã era medida pela quantidade de mulun-
gus (na analítica basta retirar o pronome apassivador e fazer as al-
terações adequadas).
RESPOSTA: C
44-) (PREFEITURA DE CUIABÁ-MT – VIGILANTE - FGV/2015)
“15 segundos de novela bastam para me matar de tédio.” A expres-
são “me matar de tédio” expressa
(A)uma comparação.
(B)uma ironia.
(C)um exagero.
(D)uma brincadeira.
(E)uma ameaça.
Hipérbole = exagero
RESPOSTA: C
45-) (PREFEITURA DE CUIABÁ-MT – VIGILANTE - FGV/2015)
Dizer que “a vida é um mar de rosas” é uma comparação que é
denominada, em termos de linguagem figurada, de
(A) metáfora.
(B) pleonasmo.
(C) metonímia.
(D) hipérbole.
(E) eufemismo.
Metáfora - consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão
em lugar de outra, sem que haja uma relação real, mas em virtude
da circunstância de que o nosso espírito as associa e percebe entre
elas certas semelhanças. É o emprego da palavra fora de seu sen-
tido normal.
RESPOSTA: A
46-) (PREFEITURA DE CUIABÁ-MT – VIGILANTE - FGV/2015)
“Bobagem imaginar que a vida é um mar de rosas só por causa de
um enredo açucarado.”
Um “enredo açucarado” significa um enredo
(A) engraçado.
(B) crítico.
(C) psicológico.
(D) aventureiro.
(E) sentimental.
Questão de interpretação dentro de um contexto. Açucarado
geralmente se refere a um texto doce, sentimental.
RESPOSTA: E
47-) (PREFEITURA DE CUIABÁ-MT – VIGILANTE - FGV/2015)
Assinale a opção cujo par não é formado por substantivo + adjetivo.
(A) Enredo açucarado.
(B) Dias atuais.
(C) Produto cultural.
(D) Tremendo preconceito.
(E) Telenovela brasileira.
Analisemos:
(A) Enredo açucarado. = substantivo + adjetivo
(B) Dias atuais. = substantivo + adjetivo
(C) Produto cultural. = substantivo + adjetivo
(D) Tremendo preconceito. Adjetivo + substantivo (no contex-
to, “tremendo” tem sentido de adjetivo – grande; pode-se classifi-
car como verbo + substantivo, mas o enunciado cita “par”, portanto
a classificação deve considerar tal formação)
(E) Telenovela brasileira. = substantivo + adjetivo
RESPOSTA: D
48-) (TJ-PI – ANALISTA JUDICIAL – ESCRIVÃO - FGV/2015) “Seja
você a mudança no trânsito”; a forma de reescrever-se essa mesma
frase que mostra uma incorreção da forma verbal no imperativo é:
(A) sê tu a mudança no trânsito;
(B) sejamos nós a mudança no trânsito;
(C) sejam vocês a mudança no trânsito;
(D) seja ele a mudança no trânsito;
(E) sejai vós a mudança no trânsito.
Correções:
(A) sê tu a mudança no trânsito - OK
(B) sejamos nós a mudança no trânsito - OK
(C) sejam vocês a mudança no trânsito - OK
(D) seja ele a mudança no trânsito - OK
(E) sejai vós a mudança no trânsito – SEDE VÓS
RESPOSTA: E
49-) (TJ-PI – ANALISTA JUDICIAL – ESCRIVÃO - FGV/2015 -
adaptada)
“Vivemos numa sociedade que tem o hábito de responsabilizar
o Estado, autoridades e governos pelas mazelas do país. Em muitos
casos são críticas absolutamente procedentes, mas, quando o tema
é segurança no trânsito, não nos podemos esquecer que quem faz o
trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós”.
O desvio de norma culta presente nesse segmento é:
(A) “Vivemos numa sociedade que tem o hábito”: deveria inse-
rir a preposição “em” antes do “que”;
(B) “críticas absolutamente procedentes”: o adjetivo “proce-
dentes” deveria ser substituído por “precedentes”;
(C) “Vivemos numa sociedade”: a forma verbal “Vivemos” de-
veria ser substituída por “vive-se”;
(D) “não nos podemos esquecer que quem faz o trânsito”: de-
veria inserir-se a preposição “de” antes do “que”;
(E) “quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos
nós”: a forma verbal correta seria “fazemos” e não “faz”.
LÍNGUA PORTUGUESA
40
Por item:
(A) “Vivemos numa sociedade que tem o hábito”: deveria inse-
rir a preposição “em” antes do “que” = incorreta
(B) “críticas absolutamente procedentes”: o adjetivo “proce-
dentes” deveria ser substituído por “precedentes” = mudaria o sen-
tido do período
(C) “Vivemos numa sociedade”: a forma verbal “Vivemos” de-
veria ser substituída por “vive-se” = incorreta
(D) “não nos podemos esquecer que quem faz o trânsito”: de-
veria inserir-se a preposição “de” antes do “que” = nos esquecer
de que
(E) “quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos
nós”: a forma verbal correta seria “fazemos” e não “faz” = incorreta
RESPOSTA: D
50-) (TJ-PI – ANALISTA JUDICIAL – ESCRIVÃO - FGV/2015 -
adaptada)
“Deveríamos aproveitar a importância desta semana para re-
fletir sobre nosso comportamento como pedestres, passageiros,
motoristas, motociclistas, ciclistas, pais, enfim, como cidadãos cujas
ações tem reflexo na nossa segurança, assim como dos demais”.
O comentário correto sobre os componentes desse segmento
é:
(A) a forma verbal “deveríamos” tem como sujeito todos os
motoristas;
(B) a forma verbal “tem” deveria ter acento circunflexo, pois
seu sujeito está no plural;
(C) a forma “sobre” deveria ser substituída pela forma “sob”;
(D) a forma “enfim” deveria ser grafada em duas palavras “em
fim”;
(E) a forma “dos demais” deveria ser substituída por “das de-
mais”, por referir-se ao feminino “ações”.
Análise:
(A) a forma verbal “deveríamos” tem como sujeito todos os
motoristas = incorreta (sujeito elíptico = nós)
(B) a forma verbal “tem” deveria ter acento circunflexo, pois
seu sujeito está no plural = exatamente
(C) a forma “sobre” deveria ser substituída pela forma “sob” =
de maneira alguma
(D) a forma “enfim” deveria ser grafada em duas palavras “em
fim” = incorreta
(E) a forma “dos demais” deveria ser substituída por “das de-
mais”, por referir-se ao feminino “ações” = dos demais (cidadãos)
RESPOSTA: B
51-) (IBGE – ANALISTA GEOPROCESSAMENTO - FGV/2016) O
termo em função adjetiva sublinhado que está substituído por um
adjetivo inadequado é:
(A) “A arte da previsão consiste em antecipar o que irá acon-
tecer e depois explicar por que não aconteceu”. (anônimo) / divi-
natória;
(B) “Por mais numerosos que sejam os meandros do rio, ele
termina por desembocar no mar”. (Provérbio hindu) / pluviais;
(C) “A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas”.
(Leo Buscaglia) / universal;
(D) “Eu não tenho problemas com igrejas, desde que elas não
interfiram no trabalho de Deus”. (Brooks Atkinson) / divino;
(E) “Uma escola de domingo é uma prisão onde as crianças
pagam penitência pela consciência pecadora de seus pais”. (H. L.
Mencken) / dominical.
Vejamos:
(A) “A arte da previsão consiste em antecipar o que irá aconte-
cer e depois explicar por que não aconteceu”. (anônimo) / divina-
tória = ok
(B) “Por mais numerosos que sejam os meandros do rio, ele
termina por desembocar no mar”. (Provérbio hindu) / pluviais = flu-
viais (pluvial é da chuva)
(C) “A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas”.
(Leo Buscaglia) / universal = ok
(D) “Eu não tenho problemas com igrejas, desde que elas nãointerfiram no trabalho de Deus”. (Brooks Atkinson) / divino = ok
(E) “Uma escola de domingo é uma prisão onde as crianças
pagam penitência pela consciência pecadora de seus pais”. (H. L.
Mencken) / dominical = ok
RESPOSTA: B
52-) (IBGE – ANALISTA GEOPROCESSAMENTO - FGV/2016) A
frase em que o vocábulo mas tem valor aditivo é:
(A) “Perseverança não é só bater em porta certa, mas bater até
abrir”. (Guy Falks);
(B) “Nossa maior glória não é nunca cair, mas sim levantar toda
vez que caímos”. (Oliver Goldsmith);
(C) “Eu caminho devagar, mas nunca caminho para trás”.
(Abraham Lincoln);
(D) “Não podemos fazer tudo imediatamente, mas podemos
fazer alguma coisa já”. (Calvin Coolidge);
(E) “Ele estudava todos os dias do ano, mas isso contribuía para
seu progresso”. (Nouailles).
A alternativa que apresenta adição de ideias é: “ele estudava e
isso contribuía para seu progresso”.
RESPOSTA: E
LÍNGUA PORTUGUESA
41
53-) (IBGE – ANALISTA GEOPROCESSAMENTO - FGV/2016) Em
todas as frases abaixo o verbo ter foi empregado no lugar de outros
com significado mais específico. A frase em que a substituição por
esses verbos mais específicos foi feita de forma adequada é:
(A) “Nunca é tarde para ter uma infância feliz”. (Tom Robbins)
/ desfrutar de;
(B) “Você pode aprender muito com crianças. Quanta paciência
você tem, por exemplo”. (Franklin P. Jones) / você oferece;
(C) “O maior recurso natural que qualquer país pode ter são
suas crianças”. (Danny Kaye) / usar;
(D) “Acreditar que basta ter filhos para ser pai é tão absurdo
quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser um músico”.
(Mansour Challita) / originar;
(E) “A família é como a varíola: a gente tem quando criança e
fica marcado para o resto da vida”. (Sartre) / sofre.
Façamos as alterações propostas para facilitar a análise:
(A) “Nunca é tarde para desfrutar de uma infância feliz”. (Tom
Robbins) / desfrutar de;
(B) “Você pode aprender muito com crianças. Quanta paciência
você oferece, por exemplo”. (Franklin P. Jones) / oferece;
(C) “O maior recurso natural que qualquer país pode usar são
suas crianças”. (Danny Kaye) / usar;
(D) “Acreditar que basta originar filhos para ser pai é tão absur-
do quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser um músi-
co”. (Mansour Challita) / originar;
(E) “A família é como a varíola: a gente sofre quando criança e
fica marcado para o resto da vida”. (Sartre) / sofre.
RESPOSTA: A
54-) (EMSERH – FONOAUDIÓLOGO - FUNCAB/2016) Sobre os
elementos destacados do fragmento “Em verdade, seu astro não
era o Sol. Nem seu país não era a vida.”, leia as afirmativas.
I. A expressão EM VERDADE pode ser substituída, sem altera-
ção de sentido por COM EFEITO.
II. ERA O SOL formam o predicado verbal da primeira oração.
III. NEM, no contexto, é uma conjunção coordenativa.
Está correto apenas o que se afirma em:
A) I.
B) II e III.
C) I e II.
D) III.
E) I e III.
Na alternativa II – “era o Sol” formam o predicado nominal.
RESPOSTA: E
55-) (EMSERH – FONOAUDIÓLOGO - FUNCAB/2016) Do ponto
de vista da norma culta, a única substituição pronominal realizada
que feriu a regra de colocação foi:
A) “Chamavam-lhe o passarinheiro.” = Lhe chamavam o passa-
rinheiro.
B) “O mundo inteiro se fabulava.” = O mundo inteiro fabulava-
-se.
C) “Eles se igualam aos bichos silvestres, concluíam” = Eles
igualam-se aos bichos silvestres, concluíam.
D) “Os brancos se inquietavam com aquela desobediência” =
Os brancos inquietavam-se com aquela desobediência.
E) “O remédio, enfim, se haveria de pensar.” = O remédio, en-
fim, haver-se-ia de pensar.
Não se inicia um período com pronome oblíquo.
RESPOSTA: A
56-) (METRÔ/SP – TÉCNICO SEGURANÇA DO TRABALHO –
FCC/2014) Substituindo-se o segmento grifado pelo que está entre
parênteses, o verbo que se mantém corretamente no singular, sem
que nenhuma outra alteração seja feita na frase, está em:
(A) ...cada toada representa uma saudade... (todas as toadas)
(B) Acrescenta o antropólogo Allan de Paula Oliveira... (os an-
tropólogos)...
(C) A canção popular conserva profunda nostalgia da roça. (As
canções populares)
(D) Num tempo em que homem só cantava em tom maior e voz
grave... (quase todos os homens)
(E) ...’sertanejo’ passou a significar o caipira do Centro-Sul... (os
caipiras do Centro-Sul)
(A) representa uma saudade... (todas as toadas) = representam
(B) Acrescenta (os antropólogos)... = acrescentam
(C) conserva profunda nostalgia da roça. (As canções popula-
res) = conservam
(D) só cantava em tom maior e voz grave... (quase todos os ho-
mens) = cantavam
(E) passou a significar o caipira do Centro-Sul... (os caipiras do
Centro-Sul) = passou (o termo ficará entre aspas, significando um
apelido)
RESPOSTA: E
57-) (EMSERH – FONOAUDIÓLOGO - FUNCAB/2016) Considere
as seguintes afirmações sobre aspectos da construção linguística:
I. Atentando para o uso do sinal indicativo de crase, o A no
pronome AQUELA, em todas as ocorrências no segmento “Aquela
música se estranhava nos moradores, mostrando que aquele bairro
não pertencia àquela terra.”, deveria ser acentuado.
II. Nas frases “O REMÉDIO, enfim, se haveria de pensar.” / “des-
dobrando-se em outras felizes EXISTÊNCIAS”, as palavras destaca-
das são acentuadas obedecendo à mesma regra de acentuação.
III. Na frase “– ESSES são pássaros muito excelentes, desses
com as asas todas de fora.”, o elemento destacado exerce função
anafórica, exprimindo relação coesiva referencial.
Está correto apenas o que se afirma em:
A) I.
B) II.
C) III.
D) I e III.
E) II e III.
Analisemos:
I. Atentando para o uso do sinal indicativo de crase, o A no
pronome AQUELA, em todas as ocorrências no segmento “Aquela
música se estranhava nos moradores, mostrando que aquele bairro
não pertencia àquela terra.”, deveria ser acentuado = errado (o úni-
co que deve receber acento grave é “aquela”, neste caso)
II. Nas frases “O REMÉDIO, enfim, se haveria de pensar.” / “des-
dobrando-se em outras felizes EXISTÊNCIAS”, as palavras destaca-
das são acentuadas obedecendo à mesma regra de acentuação.
Remédio – paroxítona terminada em ditongo / existência - pa-
roxítona terminada em ditongo
LÍNGUA PORTUGUESA
42
III. Na frase “– ESSES são pássaros muito excelentes, desses com
as asas todas de fora.”, o elemento destacado exerce função anafó-
rica, exprimindo relação coesiva referencial. = função anafórica é a
relação de um termo com outro que será citado (esses pássaros)
RESPOSTA: E
58-) (CÂMARA MUNICIPAL DE VASSOURAS-RJ – MOTORISTA -
IBFC/2015) Em “Minha geladeira, afortunadamente, está cheia”, o
termo em destaque classifica-se, morfologicamente, como:
A) adjetivo
B) advérbio
C) substantivo
D) verbo
E) conjunção
Palavras terminadas em “-mente”, geralmente (!), são advér-
bios de modo.
RESPOSTA: B
59-) (CÂMARA MUNICIPAL DE VASSOURAS-RJ – MOTORISTA -
IBFC/2015) Considerando a estrutura do período “Quero engordar
no lugar certo.”, pode-se afirmar, sobre o verbo em destaque que:
A) não apresenta complemento
B) está flexionado no futuro do presente
C) seu sujeito é inexistente
D) constitui uma oração
E) expressa a ideia de possibilidade
A - Quero é verbo transitivo direto – precisa de complemento
(objeto) – representado aqui por uma oração (engordar no lugar
certo).
B – está flexionado no presente
C – sujeito elíptico (eu)
E – queria indicaria possibilidade
RESPOSTA: D
60-) (PREFEITURA DE NATAL-RN – ADMINISTRADOR - IDE-
CAN/2016 - adaptada) A palavra “se” possui inúmeras classificações
e funções. Acerca das ocorrências do termo “se” em “Exatamente
por causa dessa assimetria entre o fotojornalista e os protagonis-
tas de suas fotos, muitas vezes Messinis deixa a câmera de lado e
põe-se a ajudá-los. Ele se impressiona e se preocupa muito com os
bebês que chegam nos botes.” pode-se afirmar que
A) possuem o mesmo referente.
B) ligam orações sintaticamente dependentes.
C) apenas o primeiro “se” é pronome apassivador.
D) apenas o último “se” é uma conjunção integrante.
Possuem o mesmoreferente (o fotojornalista).
RESPOSTA: A
61-) (PREFEITURA DE NATAL-RN – ADMINISTRADOR - IDE-
CAN/2016 - adaptada) Ao substituir “perigos da travessia” por “tra-
vessia”, mantendo-se a norma padrão da língua, em “Obviamente,
são os mais vulneráveis aos perigos da travessia.” ocorreria:
A) Facultativamente, o emprego do acento grave, indicador de
crase.
B) A substituição de “aos” por “a”, pois o termo regido teria
sido modificado.
C) Obrigatoriamente, o emprego do acento grave, indicador de
crase, substituindo-se “aos” por “à”.
D) A substituição de “aos” por “a”, já que o termo regente pas-
saria a não exigir o emprego da preposição.
Teríamos: Obviamente, são os mais vulneráveis à travessia –
“vulnerável” exige preposição.
RESPOSTA: C
62-) (UFPB-PB – AUXILIAR EM ADMINISTRAÇÃO - IDE-
CAN/2016 - adaptada) De acordo com a classe de palavras, assinale
a alternativa em que o termo destacado está associado INCORRE-
TAMENTE.
A) “E não só isso.” – pronome.
B) “Todas as épocas têm os seus ídolos juvenis.” – substantivo.
C) “Até porque quem de nós nunca teve seu ídolo?” – conjun-
ção.
D) “O preparo para a vida adulta envolve uma espécie de liber-
tação das opiniões familiares.” – verbo.
“Nunca” é advérbio (de negação).
RESPOSTA: C
63-) (CONFERE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - INSTITUTO-
-CIDADES/2016) Marque a opção em que há total observância às
regras de concordância verbal:
A) “Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aqueci-
mento global está ocorrendo em função”
B) “Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devasta-
dores”
C) “O desmatamento e a queimada de florestas e matas tam-
bém colabora para este processo”
D) “Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite po-
luentes no mundo, não aceitou o acordo”
Analisemos
A) “Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aqueci-
mento global está ocorrendo em função”
B) “Nunca se viu (viram) mudanças tão rápidas e com efeitos
devastadores”
C) “O desmatamento e a queimada de florestas e matas tam-
bém colabora (colaboram) para este processo”
D) “Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite po-
luentes no mundo, não aceitou (aceitaram) o acordo”
RESPOSTA: A
LÍNGUA PORTUGUESA
43
64-) (CONFERE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - INSTITUTO-
-CIDADES/2016) A voz verbal ativa correspondente à voz passiva
destacada em “A Europa tem sido castigada por ondas de calor” é:
A) Castigaram.
B) Têm castigado.
C) Castigam.
D) Tinha castigado.
As ondas de calor têm castigado a Europa.
RESPOSTA: B
65-) (CONFERE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - INSTITUTO-
-CIDADES/2016) Marque a opção em que a regência verbal foi DE-
SOBEDECIDA:
A) Todos os países devem se lembrar de que a responsabilidade
do equilíbrio ambiental é coletiva.
B) Todos os países devem lembrar que a responsabilidade do
equilíbrio ambiental é coletiva.
C) Todos os países não devem esquecer-se de que a responsa-
bilidade do equilíbrio ambiental é coletiva.
D) Todos os países não devem esquecer de que a responsabili-
dade do equilíbrio ambiental é coletiva.
Vejamos:
A) Todos os países devem se lembrar de que a responsabilidade
do equilíbrio ambiental é coletiva - ok
B) Todos os países devem lembrar que a responsabilidade do
equilíbrio ambiental é coletiva - ok
C) Todos os países não devem esquecer-se de que a responsa-
bilidade do equilíbrio ambiental é coletiva - ok
D) Todos os países não devem esquecer de que (esquecer que)
a responsabilidade do equilíbrio ambiental é coletiva.
RESPOSTA: D
66-) (CONFERE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - INSTITU-
TO-CIDADES/2016) Marque a opção em que as duas palavras são
acentuadas por obedecerem a regras distintas:
A) Catástrofes – climáticas.
B) Combustíveis – fósseis.
C) Está – país.
D) Difícil – nível.
Por item:
A) Catástrofes = proparoxítona / climáticas = proparoxítona
B) Combustíveis = paroxítona terminada em ditongo / fósseis =
paroxítona terminada em ditongo
C) Está = oxítona terminada em “a” / país = regra do hiato
D) Difícil = paroxítona terminada em “l” / nível = paroxítona
terminada em “l”
RESPOSTA: C
67-) (CONFERE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - INSTITUTO-
-CIDADES/2016) Assim como “redução” e “emissão”, grafam-se,
correta e respectivamente, com Ç e SS, as palavras:
A) Aparição e omissão.
B) Retenção e excessão.
C) Opreção e permissão.
D) Pretenção e impressão.
A) Aparição = OK / omissão = OK
B) Retenção = OK / excessão = EXCEÇÃO
C) Opreção = OPRESSÃO / permissão = OK
D) Pretensão = PRETENSÃO / impressão= OK
RESPOSTA: a
68-) (SEAP-GO - AUXILIAR DE SAÚDE - SEGPLAN/2016) Leia o
texto publicitário abaixo.
Pasta. São Paulo, n. 10, p.86 set-out. 2007
* Com a doação de órgãos, a vida continua.
A finalidade desse anúncio é
A) Simbolizar o fim da vida.
B) Proibir a doação de órgãos.
C) Estimular a doação de órgãos.
D) Questionar a doação de órgãos.
E) Demonstrar os sinais de pontuação
Campanha a favor da doação de órgãos, já que com tal atitude
a vida continua.
RESPOSTA: C
69-) (MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA - VUNESP/2016) As-
sinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
(A) A mudança de direção da economia fazem com que se alte-
re o tamanho das jornadas de trabalho, porexemplo.
(B) Existe indivíduos que, sem carteira de trabalho assinada,
enfrentam grande dificuldade para obter novos recursos.
(C) Os investimentos realizados e os custos trabalhistas fizeram
com que muitas empresas optassem por manter seus funcionários.
(D) São as dívidas que faz com que grande número dos consu-
midores não estejam em dia com suas obrigações.
(E) Dados recentes da Associação Nacional dos Birôs de Crédi-
to mostra que 59 milhões de consumidores não pode obter novos
créditos.
LÍNGUA PORTUGUESA
44
Correções:
(A) A mudança de direção da economia fazem (FAZ) com que se
altere o tamanho das jornadas de trabalho, por exemplo.
(B) Existe (EXISTEM) indivíduos que, sem carteira de trabalho
assinada, enfrentam grande dificuldade para obter novos recursos.
(C) Os investimentos realizados e os custos trabalhistas fizeram
com que muitas empresas optassem por manter seus funcionários.
(D) São as dívidas que faz (FAZEM) com que grande número dos
consumidores não estejam (ESTEJA) em dia com suas obrigações.
(E) Dados recentes da Associação Nacional dos Birôs de Crédi-
to mostra (MOSTRAM) que 59 milhões de consumidores não pode
(PODEM) obter novos créditos.
RESPOSTA: C
70-) (GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL – CADASTRO RESERVA
PARA O METRÔ/DF – ADMINISTRADOR - IADES/2014 - adaptada)
Se, no lugar dos verbos destacados no verso “Escolho os filmes que
eu não vejo no elevador”, fossem empregados, respectivamente,
Esquecer e gostar, a nova redação, de acordo com as regras sobre
regência verbal e concordância nominal prescritas pela norma-
-padrão, deveria ser
(A) Esqueço dos filmes que eu não gosto no elevador.
(B) Esqueço os filmes os quais não gosto no elevador.
(C) Esqueço dos filmes aos quais não gosto no elevador.
(D) Esqueço dos filmes dos quais não gosto no elevador.
(E) Esqueço os filmes dos quais não gosto no elevador.
O verbo “esquecer” pede objeto direto; “gostar”, indireto (com
preposição): Esqueço os filmes dos quais não gosto.
RESPOSTA: “E”.
71-) (GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL – CADASTRO RE-
SERVA PARA O METRÔ/DF – ADMINISTRADOR - IADES/2014
- adaptada) Conforme a norma-padrão, a oração “As obras foram
iniciadas em janeiro de 1992” poderia ser reescrita da seguinte ma-
neira:
(A) Iniciou-se as obras em janeiro de 1992.
(B) Se iniciou as obras em janeiro de 1992.
(C) Iniciaram-se as obras em janeiro de 1992.
(D) Teve início as obras em janeiro de 1992.
(E) Deu-se início as obras em janeiro de 1992.
Podemos ir por eliminação: em “A”, o correto seria “iniciaram-
-se”; em “B”, não podemos iniciar um período com pronome (ini-
ciou-se, ou melhor, iniciaram-se – como em “A”); em “D”: tiveram
início; “E”: deu-se início às obras. Portanto, chegamos à resposta
correta – pelo caminho mais longo. O caminho mais curto é trans-
formar a voz passiva analítica (a do enunciado)em sintética: Inicia-
ram-se as obras.
*Dica: a passiva sintética tem o “se” (pronome apassivador).
Sintética = Se (memorize!)
RESPOSTA: C
72-) (MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA - VUNESP/2016)
O SBT fará uma homenagem digna da história de seu proprietá-
rio e principal apresentador: no próximo dia 12 [12.12.2015] coloca-
rá no ar um especial com 2h30 de duração em homenagem a Silvio
Santos. É o dia de seu aniversário de 85 anos.
(http://tvefamosos.uol.com.br/noticias)
As informações textuais permitem afirmar que, em 12.12.2015,
Sílvio Santos completou seu
(A) octogenário quinquagésimo aniversário.
(B) octogésimo quinto aniversário.
(C) octingentésimo quinto aniversário.
(D) otogésimo quinto aniversário.
(E) oitavo quinto aniversário.
RESPOSTA: B
73-) (MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA - VUNESP/2016 -
adaptada) Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão e
aos sentidos do texto.
(A) As parcerias nipo-brasileiras pautam-se em cooperação
para contornar as tragédias.
(B) Tanto o Brasil quanto o Japão estão certos que as parcerias
nipo-brasileiras renderão bons frutos.
(C) A experiência do Japão mostra que não há como discordar
com as parcerias nipo-brasileira.
(D) A catástrofe vivida em Mariana revela de que são importan-
tes as parcerias nipos-brasileiras.
(E) Não se pode esquecer a irrelevância dos momentos de tra-
gédia e das parcerias nipo-brasileira.
Acertos:
(A) As parcerias nipo-brasileiras pautam-se em cooperação
para contornar as tragédias.
(B) Tanto o Brasil quanto o Japão estão certos (DE) que as par-
cerias nipo-brasileiras renderão bons frutos.
(C) A experiência do Japão mostra que não há como discordar
com as parcerias nipo-brasileira (BRASILEIRAS).
(D) A catástrofe vivida em Mariana revela de que (REVELA QUE)
são importantes as parcerias nipos(NIPO)-brasileiras.
(E) Não se pode esquecer a irrelevância dos momentos de tra-
gédia e das parcerias nipo- -brasileira(BRASILEIRAS).
RESPOSTA: A
74-) (MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA - VUNESP/2016) Ob-
serve:
Acostumados___________ tragédias naturais, os japoneses
geralmente se reerguem em tempo recorde depois de catástrofes.
Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto, o Japão já
voltava________ viver a sua rotina.
Um tsunami chegou ______costa nordeste do Japão em 2011,
deixando milhares de mortos e desaparecidos.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas das frases devem
ser preenchidas, respectivamente, com:
(A) a … à … à
(B) à … a … a
(C) às … a … à
(D) as … a … à
(E) às … à … a
LÍNGUA PORTUGUESA
45
Acostumados ÀS tragédias naturais, os japoneses geralmente
se reerguem em tempo recorde depois de catástrofes.
Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto, o Japão já
voltava A viver a sua rotina.
Um tsunami chegou À costa nordeste do Japão em 2011, dei-
xando milhares de mortos e desaparecidos.
RESPOSTA: C
75-) (MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA - VUNESP/2016) As-
sinale a alternativa correta quanto ao emprego do verbo, em con-
formidade com a norma-padrão.
(A) Caso Minas Gerais usa a experiência do Japão, pode superar
Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
(B) Se Minas Gerais se propuser a usar a experiência do Japão,
poderá superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
(C) Se o Japão se dispor a auxiliar Minas Gerais, Mariana é su-
perada e os danos ambientais e sociais recuperados.
(D) Se o Japão manter seu auxílio a Minas Gerais, Mariana po-
derá ser superada e os danos ambientais e sociais recuperados.
(E) Caso Minas Gerais faz uso da experiência do Japão, poderá
superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
Analisemos:
(A) Caso Minas Gerais usa (USE) a experiência do Japão, pode
(PODERÁ) superar Mariana e recuperar (RECUPARERÁ) os danos
ambientais e sociais.
(B) Se Minas Gerais se propuser a usar a experiência do Japão,
poderá superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
(C) Se o Japão se dispor (DISPUSER) a auxiliar Minas Gerais,
Mariana é (SERÁ) superada e os danos ambientais e sociais recu-
perados.
(D) Se o Japão manter (MANTIVER) seu auxílio a Minas Gerais,
Mariana poderá ser superada e os danos ambientais e sociais recu-
perados.
(E) Caso Minas Gerais faz (FAÇA) uso da experiência do Japão,
poderá superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
RESPOSTA: B
76-) (PREFEITURA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO EM SAÚDE
– LABORATÓRIO – VUNESP/2014)
Reescrevendo-se o segmento frasal – ... incitá-los a reagir e a
enfrentar o desconforto, ... –, de acordo com a regência e o acento
indicativo da crase, tem-se:
(A) ... incitá-los à reação e ao enfrentamento do desconforto, ...
(B) ... incitá-los a reação e o enfrentamento do desconforto, ...
(C) ... incitá-los à reação e à enfrentamento do desconforto, ...
(D) ... incitá-los à reação e o enfrentamento do desconforto, ...
(E) ... incitá-los a reação e à enfrentamento do desconforto, ..
incitá-los a reagir e a enfrentar o desconforto = incitá-los À rea-
ção e AO enfrentamento.
RESPOSTA: A
77-) (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS – 2014) A
assertiva correta quanto à conjugação verbal é:
A) Houveram eleições em outros países este ano.
B) Se eu vir você por aí, acabou.
C) Tinha chego atrasado vinte minutos.
D) Fazem três anos que não tiro férias.
E) Esse homem possue muitos bens.
Correções à frente:
A) Houveram eleições em outros países este ano = houve
C) Tinha chego atrasado vinte minutos = tinha chegado
D) Fazem três anos que não tiro férias = faz três anos
E) Esse homem possue muitos bens = possui
RESPOSTA: “B”.
78-) (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO/2014) Assinale a as-
sertiva cuja regência verbal está correta:
A) Ela queria namorar com ele.
B) Já assisti a esse filme.
C) O caminhoneiro dormiu no volante.
D) Quando eles chegam em Campo Grande?
E) A moça que ele gosta é aquela ali.
Correções:
A) Ela queria namorar com ele = namorar “ele” (ou namorá-lo).
B) Já assisti a esse filme = correta
C) O caminhoneiro dormiu no volante = dormiu ao volante
(“no” dá a entender “sobre” o volante!)
D) Quando eles chegam em Campo Grande? = chegaram a
Campo Grande
E) A moça que ele gosta é aquela ali = a moça de quem ele
gosta
RESPOSTA: “B”.
79-) (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS – 2014) A
acentuação correta está na alternativa:
A) eu abençôo – eles crêem – ele argúi.
B) platéia – tuiuiu – instrui-los.
C) ponei – geléia – heroico.
D) eles têm – ele intervém – ele constrói.
E) lingüiça – feiúra – idéia.
Palavras corrigidas:
A) eu abençoo – eles creem – ele argui.
B) plateia – tuiuiú – instruí-los.
C) pônei – geleia – heroico.
D) eles têm – ele intervém – ele constrói = corretas
E) linguiça – feiura – ideia.
RESPOSTA: D
80-) (SAAE/SP - FISCAL LEITURISTA - VUNESP - 2014)
A Organização Mundial de Saúde (OMS) atesta que o sanea-
mento básico precário consiste _______ grave ameaça ____ saúde
humana. Apesar de disseminada no mundo, a falta de saneamento
básico ainda é muito associada _______ uma população de baixa
renda, mais vulnerável devido _______condições de subnutrição e,
muitas vezes, de higiene inadequada.
(http://www.tratabrasil.org.br Adaptado)
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamen-
te, as lacunas do texto, segundo a norma- -padrão da língua
portuguesa.
A) em ... A ... À ... A.
B) em ... À ... A ... A.
C) de ... À ... A ... As.
D) em ... À ... À ... Às.
E) de ... A ... A ... Às.
LÍNGUA PORTUGUESA
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) atesta que o saneamento básico precário consiste EM grave ameaça À saúde humana. Apesar
de disseminada no mundo, a falta de saneamento básico ainda é muito associada A uma população de baixa renda, mais vulnerável devido
A condições de subnutrição e, muitas vezes, de higiene inadequada. Temos: em, à, a, a.
RESPOSTA: B
81-) (CONAB - CONTABILIDADE - IADES - 2014)
De acordo com o que prescreve a norma-padrão acerca do emprego das classes de palavra e da concordância verbal, assinale a alter-
nativaque apresenta outra redação possível para o período “A economia brasileira já faz isso há séculos.”
A) A economia brasileira já faz isso tem séculos.
B) A economia brasileira já faz isso têm séculos.
C) A economia brasileira já faz isso existe séculos.
D) A economia brasileira já faz isso faz séculos.
E) A economia brasileira já faz isso fazem séculos.
O “há” foi empregado no sentido de tempo passado, portanto pode ser substituído por “faz”, no singular: “faz séculos”.
RESPOSTA: “D”.
82-) (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014) Feitas as adequações necessárias, a reescrita do trecho – O Marco Civil garante
a inviolabilidade e o sigilo das comunicações. – permanece correta, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, em:
A inviolabilidade e o sigilo das comunicações...
A) ... Mantêm-se garantidos pelo marco civil.
B) ... Mantém-se garantidos pelo marco civil.
C) ... Mantêm-se garantido pelo marco civil.
D) ... Mantém-se garantidas pelo marco civil.
E) ... Mantêm-se garantidas pelo marco civil.
O Marco Civil garante a inviolabilidade e o sigilo das comunicações = O verbo “manter” será empregado no plural, concordando com
“inviolabilidade” e “sigilo”, portanto teremos: mantêm-se. Descartamos os itens B e D. Como temos dois substantivos de gêneros diferen-
tes, podemos usar o verbo no masculino ou concordar com o gênero do mais próximo, no caso, “sigilo”. Teremos, então: garantidos (plural,
pois temos dois núcleos – inviolabilidade e sigilo). Assim, chegamos à resposta: mantêm-se / garantidos.
RESPOSTA: A
83-) (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014) Leia o seguinte fragmento de um ofício, citado do Manual de Redação da Presi-
dência da República, no qual expressões foram substituídas por lacunas.
Senhor Deputado
Em complemento às informações transmitidas pelo telegrama n.º 154, de 24 de abril último, informo ______de que as medidas men-
cionadas em ______ carta n.º 6708, dirigida ao Senhor Presidente da República, estão amparadas pelo procedimento administrativo de
demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto n.º 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa).
(http://www.planalto.gov.br. Adaptado)
LÍNGUA PORTUGUESA
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A alternativa que completa, correta e respectivamente, as la-
cunas do texto, de acordo com a norma-padrão da língua portugue-
sa e atendendo às orientações oficiais a respeito do uso de formas
de tratamento em correspondências públicas, é:
A) Vossa Senhoria … tua.
B) Vossa Magnificência … sua.
C) Vossa Eminência … vossa.
D) Vossa Excelência … sua.
E) Sua Senhoria … vossa.
Podemos começar pelo pronome demonstrativo. Mesmo utili-
zando pronomes de tratamento “Vossa” (muitas vezes confundido
com “vós” e seu respectivo “vosso”), os pronomes que os acom-
panham deverão ficar sempre na terceira pessoa (do plural ou do
singular, de acordo com o número do pronome de tratamento). En-
tão, em quaisquer dos pronomes de tratamento apresentados nas
alternativas, o pronome demonstrativo será “sua”. Descartamos,
então, os itens A, C e E. Agora recorramos ao pronome adequado a
ser utilizado para deputados. Segundo o Manual de Redação Oficial,
temos:
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
b) do Poder Legislativo: Presidente, Vice–Presidente e Membros
da Câmara dos Deputados e do Senado Federal (...).
RESPOSTA: D
84-) (PREFEITURA DE PAULISTA/PE – RECEPCIONISTA –
UPENET/2014) Sobre ACENTUAÇÃO, assinale a alternativa cuja to-
nicidade de ambos os termos sublinhados recai na antepenúltima
sílaba.
A) “Ele pode acontecer por influência de fatores diversos...” -
“infalível de aprovação para o candidato...”
B) “...que podem ser considerados a fórmula infalível...” – “que
pretende enfrentar uma seleção pública.”
C) “...quando o conteúdo não é lembrado justamente...» - «Ele
pode acontecer por influência de fatores diversos...”
D) “Esforço, preparo, dedicação e estudo intenso...” - “preten-
de enfrentar uma seleção pública.»
E) “...quando o conteúdo não é lembrado...” – “pode acontecer
por influência de fatores diversos...”
O exercício quer que localizemos palavras proparoxítonas
A) influência = paroxítona terminada em ditongo / infalível =
paroxítona terminada em L
B) fórmula = proparoxítona / pública = proparoxítona
C) conteúdo = regra do hiato / influência = paroxítona termina-
da em ditongo
D) dedicação = oxítona / seleção = oxítona
E) é = monossílaba / influência = paroxítona terminada em di-
tongo
RESPOSTA: B
85-) (PREFEITURA DE OSASCO/SP - MOTORISTA DE AM-
BULÂNCIA – FGV/2014) “existe um protocolo para identificar os
focos”. Se colocássemos o termo “um protocolo” no plural, uma
forma verbal adequada para a substituição da forma verbal “existe”
seria:
A) hão.
B) haviam.
C) há.
D) houveram.
E) houve.
O verbo “haver”, quando utilizado no sentido de “existir” –
como proposto no enunciado – não sofre flexão, não vai para o plu-
ral. Teríamos “existem protocolos”, mas “há protocolos”.
RESPOSTA: C
86-) (POLÍCIA CIVIL/SC – AGENTE DE POLÍCIA – ACA-
FE/2014) Na frase “Meu amigo fora lá fora buscar alguma coisa, e
eu ficara ali, sozinho, naquela janela, presenciando a ascensão da
lua cheia”, as palavras destacadas correspondem, morfologicamen-
te, pela ordem, a:
A-) advérbio, advérbio, adjetivo pronominal, advérbio, substan-
tivo.
B-) verbo, pronome adverbial, pronome adjetivo, adjetivo, ver-
bo.
C-) verbo, advérbio, pronome adjetivo, adjetivo, substantivo.
D-) advérbio, substantivo, adjetivo, substantivo, adjetivo.
E-) advérbio, pronome adverbial, pronome relativo, advérbio,
verbo.
“Meu amigo fora (verbo) lá fora (advérbio) buscar alguma
(pronome) coisa, e eu ficara ali, sozinho, (adjetivo) naquela janela,
presenciando a ascensão (substantivo) da lua cheia”. Temos, então:
verbo, advérbio, pronome adjetivo, adjetivo e substantivo.
RESPOSTA: C
87-) (POLÍCIA CIVIL/SC – AGENTE DE POLÍCIA – ACA-
FE/2014) Complete as lacunas com os verbos, tempos e modos in-
dicados entre parênteses, fazendo a devida concordância.
• O juiz agrário ainda não _________ no conflito porque sur-
giram fatos novos de ontem para hoje. (intervir - pretérito perfeito
do indicativo)
• Uns poucos convidados ___________-se com os vídeos pos-
tados no facebook. (entreter - pretérito imperfeito do indicativo)
• Representantes do PCRT somente serão aceitos na composi-
ção da chapa quando se _________ de criticara atual diretoria do
clube, (abster-se - futuro do subjuntivo)
A sequência correta, de cima para baixo, é:
A-) interveio - entretinham - abstiverem
B-) interviu - entretiveram - absterem
C-) intervém - entreteram - abstêm
D-) interviera - entretêm - abstiverem
E-) intervirá - entretenham - abstiveram
O verbo “intervir” deve ser conjugado como o verbo “vir”. Este,
no pretérito perfeito do Indicativo fica “veio”, portanto, “interveio”
(não existe “interviu”, já que ele não deriva do verbo “ver”). Des-
cartemos a alternativa B. Como não há outro item com a mesma
opção, chegamos à resposta rapidamente!
RESPOSTA: A
LÍNGUA PORTUGUESA
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88-) (PREFEITURA DE RIBEIRÃO PRETO/SP – AGENTE DE
ADMINISTRAÇÃO – VUNESP/2014) A forma verbal em destaque
está no tempo futuro, indicando uma ação hipotética, em:
(A) Lia o jornal enquanto aguardava meu voo para São Paulo...
(B) Meus voos todos saíram na hora.
(C) Era um berimbau, meu Deus.
(D) Concluí que viajariam muito com o novo instrumento mu-
sical.
(E) Solicitara a ajuda de uma comissária de bordo brasileira,
bonita...
Tal questão pode ser resolvida somente pela leitura das alter-
nativas, sem a necessidade de classificar todos os verbos grifados.
Farei a classificação por questão pedagógica!
(A) Lia o jornal enquanto aguardava = pretérito imperfeito do
Indicativo
(B) Meus voos todos saíram na hora. = pretérito mais-que-per-
feito do Indicativo
(C) Era um berimbau, meu Deus. = pretérito imperfeito do In-
dicativo
(D) Concluí que viajariam muito com o novo instrumento musi-
cal. = futuro do pretérito do Indicativo (hipótese)
(E) Solicitara a ajuda de uma comissáriade bordo brasileira,
bonita...= pretérito mais-que-perfeito do Indicativo
RESPOSTA: D
89-) (SEFAZ/RS – AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL –
FUNDATEC/2014 - adaptada)
Analise as afirmações que são feitas sobre acentuação gráfica.
I. Caso o acento das palavras ‘trânsito’ e ‘específicos’ seja reti-
rado, essas continuam sendo palavras da língua portuguesa.
II. A regra que explica a acentuação das palavras ‘vários’ e ‘país’
não é a mesma.
III. Na palavra ‘daí’, há um ditongo decrescente.
IV. Acentua-se a palavra ‘vêm’ para diferenciá-la, em situação
de uso, quanto à flexão de número.
Quais estão corretas?
A) Apenas I e III.
B) Apenas II e IV.
C) Apenas I, II e IV.
D) Apenas II, III e IV.
E) I, II, III e IV.
I. Caso o acento das palavras ‘trânsito’ e ‘específicos’ seja reti-
rado, essas continuam sendo palavras da língua portuguesa = tere-
mos “transito” e “especifico” – serão verbos (correta)
II. A regra que explica a acentuação das palavras ‘vários’ e ‘país’
não é a mesma = vários é paroxítona terminada em ditongo; país é
a regra do hiato (correta)
III. Na palavra ‘daí’, há um ditongo decrescente = há um hiato,
por isso a acentuação (da - í) = incorreta.
IV. Acentua-se a palavra ‘vêm’ para diferenciá-la, em situação
de uso, quanto à flexão de número = “vêm” é utilizado para a tercei-
ra pessoa do plural (correta)
RESPOSTA: C
90-) (LIQUIGÁS – PROFISSIONAL JÚNIOR – CIÊNCIAS CON-
TÁBEIS – CEGRANRIO/2014) A frase em que a flexão do verbo au-
xiliar destacado obedece aos princípios da norma-padrão é
(A) Alguns estudiosos consideram que podem haver robôs tão
inteligentes quanto o homem.
(B) Devem existir formas de garantir a exploração de outras ta-
refas destinadas aos robôs.
(C) No futuro, devem haver outras formas de investimentos
para garantir a evolução da robótica.
(D) Pode existir obstáculos que os robôs sejam capazes de su-
perar, como a locomoção e o diálogo.
(E) Pode surgir novas tecnologias para aperfeiçoar a conquista
espacial.
Os verbos auxiliares devem obedecer à regra do verbo prin-
cipal que acompanham. Se este sofre flexão de número, aqueles
também sofrerão. Exemplo: o verbo “haver”, no sentido de “existir”,
é invariável. Então, na frase: “Podem haver mais fatos” temos um
erro. O correto é “Pode haver”. Vamos às análises:
(A) Alguns estudiosos consideram que podem haver robôs =
pode haver
(B) Devem existir formas = o “existir” sofre flexão (correta)
(C) No futuro, devem haver = deve haver
(D) Pode existir obstáculos = podem existir
(E) Pode surgir novas tecnologias = podem surgir
RESPOSTA: B
91-) (ANTAQ – ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE SERVI-
ÇOS DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS – CESPE/2014 - adapta-
da) Estaria mantida a correção gramatical do trecho “a Internet tem
potencial cuja dimensão não deve ser superdimensionada” caso se
empregasse o artigo a antes do substantivo “dimensão”.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Após o pronome relativo “cujo” não deve existir artigo.
RESPOSTA: ERRADO
92-) (PREFEITURA DE OSASCO – FARMACÊUTICO –
FGV/2014) “Esses produtos podem ser encontrados nos supermer-
cados com rótulos como ‘sênior’ e com características adaptadas às
dificuldades para mastigar e para engolir dos mais velhos, e prepa-
rados para se encaixar em seus hábitos de consumo”. O segmento
“para se encaixar” pode ter sua forma verbal reduzida adequada-
mente desenvolvida em
(A) para se encaixarem.
(B) para seu encaixotamento.
(C) para que se encaixassem.
(D) para que se encaixem.
(E) para que se encaixariam.
As orações subordinadas reduzidas são aquelas que não apre-
sentam conjunção. Para torná-las desenvolvidas, basta acrescentar-
mos a conjunção: “para que se encaixem”.
RESPOSTA: D
LÍNGUA PORTUGUESA
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93-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA/GO – ANALISTA JUDICIÁRIO
– FGV/2014 - adaptada) A frase “que foi trazida pelo instituto En-
deavor” equivale, na voz ativa, a:
(A) que o instituto Endeavor traz;
(B) que o instituto Endeavor trouxe;
(C) trazida pelo instituto Endeavor;
(D) que é trazida pelo instituto Endeavor;
(E) que traz o instituto Endeavor.
Se na voz passiva temos dois verbos, na ativa teremos um: “que
o instituto Endeavor trouxe” (manter o tempo verbal no pretérito –
assim como na passiva).
RESPOSTA: B
94-) (POLÍCIA MILITAR/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO –
VUNESP/2014) Considere o trecho a seguir.
Já __________ alguns anos que estudos a respeito da utilização
abusiva dos smartphones estão sendo desenvolvidos. Os especia-
listas acreditam _________ motivos para associar alguns compor-
tamentos dos adolescentes ao uso prolongado desses aparelhos,
e _________ alertado os pais para que avaliem a necessidade de
estabelecer limites aos seus filhos.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as la-
cunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente,
com:
(A) faz … haver … têm
(B) fazem … haver … tem
(C) faz … haverem … têm
(D) fazem … haverem … têm
(E) faz … haverem … tem
Já FAZ (sentido de tempo: não sofre flexão) alguns anos que
estudos a respeito da utilização abusiva dos smartphones estão
sendo desenvolvidos. Os especialistas acreditam HAVER (sentido
de existir: não varia) motivos para associar alguns comportamen-
tos dos adolescentes ao uso prolongado desses aparelhos, e TÊM
(concorda com o termo “os especialistas”) alertado os pais para que
avaliem a necessidade de estabelecer limites aos seus filhos.
Temos: faz, haver, têm.
RESPOSTA: A
95-) (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014 - adaptada)
... e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Cen-
tral até o mar Cáspio e além.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado
acima está em:
(A) ... e de lá por navios que contornam a Índia...
(B) ... era a capital da China.
(C) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
(D) ... dispararam na última década.
(E) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas...
Percorriam = Pretérito Imperfeito do Indicativo
A = contornam – presente do Indicativo
B = era = pretérito imperfeito do Indicativo
C = foi = pretérito perfeito do Indicativo
D = dispararam = pretérito mais-que-perfeito do Indicativo
E = acompanham = presente do Indicativo
RESPOSTA: B
96-) (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) A substituição do ele-
mento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo
INCORRETO em:
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la
(D) que desviava a água = que lhe desviava
(E) supriam a necessidade = supriam-na
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu = correta
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os = correta
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la = correta
(D) que desviava a água = que lhe desviava = que a desviava
(E) supriam a necessidade = supriam-na = correta
RESPOSTA: D
97-) (POLÍCIA CIVIL/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VU-
NESP/2014) Assinale a alternativa em que a reescrita da frase – Os
bons mecânicos sabiam lidar com máquinas e construir toda espé-
cie de engenhoca. – está correta quanto à concordância, de acordo
com a norma-padrão da língua.
(A) Toda espécie de engenhoca eram construídas por bons me-
cânicos, os quais sabia lidar com máquinas.
(B) Toda espécie de engenhoca era construída por bons mecâ-
nicos, os quais sabia lidar com máquinas.
(C) Toda espécie de engenhoca eram construída por bons me-
cânicos, os quais sabiam lidar com máquinas.
(D) Toda espécie de engenhoca era construídas por bons mecâ-
nicos, os quais sabia lidar com máquinas.
(E) Toda espécie de engenhoca era construída por bons mecâ-
nicos, os quais sabiam lidar com máquinas.
Fiz as correções entre parênteses:
(A) Toda espécie de engenhoca eram (era) construídas (cons-
truída) por bons mecânicos, os quais sabia (sabiam) lidar com má-
quinas.
(B) Toda espécie de engenhoca era construída por bons mecâ-
nicos, os quais sabia (sabiam) lidar com máquinas.
(C) Toda espécie de engenhoca eram (era) construída por bons
mecânicos,os quais sabiam lidar com máquinas.
(D) Toda espécie de engenhoca era construídas (construída)
por bons mecânicos, os quais sabia (sabiam) lidar com máquinas.
(E) Toda espécie de engenhoca era construída por bons mecâ-
nicos, os quais sabiam lidar com máquinas.
RESPOSTA: E
98-) (SABESP/SP – AGENTE DE SANEAMENTO AMBIENTAL
01 – FCC/2014 - adaptada) O segmento grifado está corretamente
substituído pelo pronome correspondente em:
(A) Sem precisar atravessar a cidade = atravessar-lhe
(B) Eles serviriam para receber a enorme quantidade de lixo =
recebê-lo
(C) Um grupo de pesquisadores da USP tem um projeto = tem-
-los
(D) O primeiro envolve a construção de uma série de portos =
envolve-lhe
(E) O Hidroanel Metropolitano pretende resolver o problema
em São Paulo = resolvê-lo
LÍNGUA PORTUGUESA
50
(A) atravessar a cidade = atravessar-lhe (atravessá-la)
(B) receber a enorme quantidade de lixo = recebê-lo (recebê-la)
(C) tem um projeto = tem-los (tem-no)
(D) envolve a construção de uma série de portos = envolve-lhe
(envolve-a)
(E) O Hidroanel Metropolitano pretende resolver o problema
em São Paulo = resolvê-lo
RESPOSTA: E
99-) (METRÔ/SP – TÉCNICO SISTEMAS METROVIÁRIOS CI-
VIL – FCC/2014)
... ele conciliava as noites de boemia com a rotina de professor,
pesquisador e zoólogo famoso.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado
acima se encontra em:
(A) Tem músicas com Toquinho, Elton Medeiros e Paulinho No-
gueira.
(B) As músicas eram todas de Vanzolini.
(C) Por mais incrível que possa parecer...
(D) ... os fortes laços que unem campo e cidade.
(E) ... porque não espalha...
Conciliava = pretérito imperfeito do Indicativo
(A) Tem músicas = presente do Indicativo
(B) As músicas eram todas de Vanzolini. = pretérito imperfeito
do Indicativo
(C) Por mais incrível que possa parecer... = presente do Sub-
juntivo
(D) ... os fortes laços que unem campo e cidade. = presente do
Indicativo
(E) ... porque não espalha... = presente do Indicativo
RESPOSTA: B
100-) (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E
COMÉRCIO EXTERIOR – ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATIVO
– CESPE/2014) Em “Vossa Excelência deve estar satisfeita com os
resultados das negociações”, o adjetivo estará corretamente em-
pregado se dirigido a ministro de Estado do sexo masculino, pois
o termo “satisfeita” deve concordar com a locução pronominal de
tratamento “Vossa Excelência”.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Se a pessoa, no caso o ministro, for do sexo feminino (ministra),
o adjetivo está correto; mas, se for do sexo masculino, o adjetivo
sofrerá flexão de gênero: satisfeito. O pronome de tratamento é
apenas a maneira de como tratar a autoridade, não concordando
com o gênero (o pronome de tratamento, apenas).
RESPOSTA: ERRADO
101-) (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – MÉDICO DO TRABA-
LHO – CESPE/2014) O emprego do acento gráfico em “incluíram”
e “número” justifica-se com base na mesma regra de acentuação.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Incluíram = regra do hiato / número = proparoxítona
RESPOSTA: ERRADO
102-) (CASAL/AL - ADMINISTRADOR DE REDE - COPEVE/
UFAL/2014 - adaptada) Dado o trecho abaixo,
“Passai, passai, desfeitas em tormentos,
Em lágrimas, em prantos, em lamentos”
SOUZA, Cruz e. Broqueis. São Paulo: L&PM Pochet, 2002.
O verbo do primeiro verso, se utilizado na 2ª pessoa do singu-
lar, resulta na seguinte forma:
A) Passe, passe, desfeitas em tormentos.
B) Passem, passem, desfeitas em tormentos.
C) Passa, passa, desfeitas em tormentos.
D) Passas, passas, desfeitas em tormentos.
E) Passam, passam, desfeitas em tormentos.
“Passai, passai, desfeitas em tormentos.” Os verbos estão no
Modo Imperativo Afirmativo, segunda pessoa do plural (vós). Para
descobrirmos como ficarão na segunda do singular (tu), conjugue-
mos o verbo “passar” no Presente do Indicativo (que é de onde co-
piamos o Afirmativo, sem o “s” final): Eu passo, tu passas, ele passa,
nós passamos, vós passais, eles passam. Percebeu como o “passai”
pertence a “vós”? Bastou retirar o “s” = passai (como no verso).
Agora, retiremos o “s” do verbo conjugado com o “tu”: “passa”. Te-
remos, então, a construção: “Passa, passa...”.
RESPOSTA: C
103-) (EBSERH/HUCAM-UFES - ADVOGADO - AOCP/2014) Em
“Todos sabem como termina a história, tragicamente.”, a expressão
destacada indica
A) meio
B) tempo.
C) fim.
D) modo.
E) condição.
Geralmente, os advérbios terminados em “-mente” indicam
“modo”. No caso, de maneira trágica, tragicamente.
RESPOSTA: D
104-) (TRT 19ª - ANALISTA JUDICIÁRIO – ESTATÍSTICA –
FCC/2014) Sentava-se mais ou menos ...... distância de cinco metros
do professor, sem grande interesse. Estudava de manhã, e ...... tar-
des passava perambulando de uma praça ...... outra, lendo algum
livro, percebendo, vez ou outra, o comportamento dos outros, en-
tregue somente ...... discrição de si mesmo.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem
dada:
A) a - às - à - a
B) à - as - a - à
C) a - as - à - a
D) à - às - a - à
E) a - às - a - a
LÍNGUA PORTUGUESA
51
Sentava-se mais ou menos À distância de cinco metros (palavra
“distância” especificada) do professor, sem grande interesse. Estu-
dava de manhã, e AS tardes (artigo + substantivo; lemos “e durante
as tardes”) passava perambulando de uma praça A outra, lendo al-
gum livro, percebendo, vez ou outra, o comportamento dos outros,
entregue somente À (regência verbal de “entregue”: entregue algo
a alguém) discrição de si mesmo.
Temos: à / as / a / à.
RESPOSTA: B
105-) (RECEITA FEDERAL - AUDITOR FISCAL – ESAF/2014)
Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de
palavra inserido na transcrição do texto.
No desenho constitucional, os tributos são fonte importantís-
sima dos recursos financeiros de cada ente político, recursos esses
indispensáveis para que façam frente ao (1) seu dever social. Con-
sequentemente, o princípio federativo é indissociável das compe-
tências tributárias constitucionalmente estabelecidas. Isso porque
tal princípio prevê (2) a autonomia dos diversos entes integrantes
da federação (União, Estados, DF e Municípios). A exigência da au-
tonomia econômico financeira determina que seja outorgado (3)
a cada ente político vários tributos de sua específica competência,
para, por si próprios, instituírem (4) o tributo e, assim, terem (5) sua
própria receita tributária.
(Adaptado de: . Acesso
em: 17mar. 2014.)
A) (1)
B) (2)
C) (3)
D) (4)
E) (5)
No item 3, a forma correta do trecho é: “A exigência da autono-
mia econômico financeira determina que sejam outorgados a cada
ente político vários tributos de sua específica competência”.
RESPOSTA: C
106-) (TCE-RS - AUDITOR PÚBLICO EXTERNO - ENGENHARIA
CIVIL - CONHECIMENTOS BÁSICOS – FCC/2014) Transpondo-se
para a voz passiva o segmento sublinhado em É possível que os
tempos modernos tenham começado a desfavorecer a solução do
jeitinho, a forma obtida deverá ser:
A) tenha começado a ser desfavorecida.
B) comecem a desfavorecer.
C) terá começado a ser desfavorecida.
D) comecem a ser desfavorecidos.
E) estão começando a se desfavorecer.
“É possível que os tempos modernos tenham começado a des-
favorecer a solução do jeitinho” – se na voz ativa temos três verbos,
na passiva teremos quatro (lembrando que o verbo “ter” é auxiliar):
“É possível que a solução do jeitinho tenha começado a ser desfavo-
recida pelos tempos modernos”.
RESPOSTA: A
107-) (MINISTÉRIO PÚBLICO/SP – AUXILIAR DE PROMOTO-
RIA – VUNESP/2014) Assinale a alternativa correta quanto à colo-
cação pronominal.
(A) Certamente delineou-se um cenário infernal com assassi-
natos brutais.
(B) A frente que se opôs aos hutus foi liderada por Paul Kagame.
(C) Se completam, em 2014,20 anos do genocídio em Ruanda.
(D) Kagame reconhece que as pessoas não livraram-se do vírus
do ódio.
(E) Com Kagame como presidente, têm feito-se mudanças em
Ruanda.
Correções:
(A) Certamente delineou-se = certamente se delineou (advér-
bio)
(B) A frente que se opôs aos hutus foi liderada por Paul Kagame
= correta.
(C) Se completam = completam-se (início de período)
(D) Kagame reconhece que as pessoas não livraram-se = não se
livraram (advérbio de negação)
(E) Com Kagame como presidente, têm feito-se = têm-se feito
RESPOSTA: B
108-) (POLÍCIA CIVIL/SP - OFICIAL ADMINISTRATIVO - VU-
NESP/2014) Considerando as regras de concordância verbal, o ter-
mo em destaque na frase – Segundo alguns historiadores, houve
dois sacolejões maiores na história da humanidade. – pode ser cor-
retamente substituído por:
A) ocorreram.
B) sucedeu-se.
C) existiu.
D) houveram.
E) aconteceu
Podemos resolver por eliminação: dos verbos apresentados
nas alternativas, o único que não sofre flexão é o “haver”, deven-
do, portanto, permanecer no singular. Eliminemos a D. Os demais,
que deveriam estar flexionados (sucederam-se, existiram, aconte-
ceram), não estão. Restou-nos a alternativa com a opção coreta:
ocorreram.
RESPOSTA: A
109-) (ESTRADA DE FERRO CAMPOS DO JORDÃO/SP - ANALIS-
TA FERROVIÁRIO - OFICINAS – ELÉTRICA – IDERH/2014) Consi-
dere os numerais sublinhados a seguir:
I (...) Copa do Mundo de 2014 (...)
II (...) primeiro jogo (...)
III (...) três unidades (...)
IV (...) mais de 10 anos.
Tais numerais são classificados, CORRETA e respectivamente,
de cima para baixo, como:
A) Cardinal, ordinal, cardinal e cardinal.
B) Cardinal, cardinal, ordinal e cardinal.
C) Cardinal, cardinal, ordinal e multiplicativo.
D) Cardinal, fracionário, ordinal e cardinal.
E) Cardinal, fracionário, multiplicativo e cardinal.
LÍNGUA PORTUGUESA
52
Podemos responder por eliminação, o que nos ajudaria a che-
gar à resposta correta rapidamente. Veja: ORdinal lembra ORdem =
a alternativa que representa um numeral ordinal é a II – o que nos
leva a procurar o item que tenha “ordinal” como segundo elemento
da classificação. Chegamos à letra A – única resposta correta!
RESPOSTA: A
110-) (ESTRADA DE FERRO CAMPOS DO JORDÃO/SP - ANALIS-
TA FERROVIÁRIO - OFICINAS – ELÉTRICA – IDERH/2014) Nas al-
ternativas abaixo, apenas UM vocábulo DEVE, NECESSARIAMENTE,
ser acentuado. Assim, assinale a opção CORRETA.
A) Intimo.
B) Ate.
C) Miseria.
D) Policia.
E) Amem.
A) Intimo – eu a intimo a comparecer... (verbo) / amigo íntimo
(adjetivo)
B) Ate – quer que eu ate o nó? (verbo) / Ele veio até mim (pre-
posição)
C) Miseria. – deve ser acentuada (miséria – substantivo)
D) Policia – ela não se policia (verbo – igual “vigiar”, “contro-
lar”) / Quero trabalhar na polícia! (substantivo)
E) Amem – (verbo) / amém (interjeição)
Que Deus o abençoe! Amém! Que vocês se amem! Amém!
RESPOSTA: C
111-) (CGE-MA - AUDITOR - CONHECIMENTOS BÁSICOS -
FGV/2014) “...Marx e Engels e outros pensadores previram um futu-
ro redentor...”. Nesse segmento o verbo irregular prever é conjuga-
do de forma correta no pretérito perfeito do indicativo.
Assinale a frase em que a forma desse mesmo verbo está con-
jugada de forma errada.
A) Quando ele prever o resultado, todos se espantarão.
B) Elas preveem coisas impossíveis
C) Espero que elas prevejam boas coisas.
D) Ela já previra o resultado, antes de a partida terminar.
E) Se todos previssem a vida, ela seria diferente.
Cuidado com a pegadinha! O enunciado quer a alternativa In-
correta. Teremos 4 corretas!
A) Quando ele prever o resultado, todos se espantarão. = quan-
do ele previr
B) Elas preveem coisas impossíveis = correta
C) Espero que elas prevejam boas coisas = correta
D) Ela já previra o resultado, antes de a partida terminar = cor-
reta
E) Se todos previssem a vida, ela seria diferente = correta
RESPOSTA: A
112-) (MINISTÉRIO PÚBLICO/SP – AUXILIAR DE PROMOTO-
RIA – VUNESP/2014) Assinale a alternativa correta quanto ao uso
do acento indicativo da crase.
(A) Os meninos querem que a chuva comece à cair.
(B) E os meninos ficam à espera de chuva intensa.
(C) As borboletas vão de um jardim à outro.
(D) Mas a chuva não chega à ninguém.
(E) As borboletas ainda não perceberam à leve chuva.
(A) Os meninos querem que a chuva comece à cair = a cair
(verbo no infinitivo)
(B) E os meninos ficam à espera de chuva intensa = correta
(dica: dá para substituir por “esperando”)
(C) As borboletas vão de um jardim à outro = a outro (palavra
masculina)
(D) Mas a chuva não chega à ninguém = a ninguém (pronome
indefinido)
(E) As borboletas ainda não perceberam à leve chuva = a leva
(objeto direto, sem preposição)
RESPOSTA: B
113-) (IBGE - SUPERVISOR DE PESQUISAS – ADMINISTRA-
ÇÃO - CESGRANRIO/2014) Em “Há políticas que reconhecem a in-
formalidade”, ao substituir o termo destacado por um pronome, de
acordo com a norma-padrão da língua, o trecho assume a formula-
ção apresentada em:
A) Há políticas que a reconhecem.
B) Há políticas que reconhecem-a.
C) Há políticas que reconhecem-na.
D) Há políticas que reconhecem ela.
E) Há políticas que lhe reconhecem.
Primeiramente identifiquemos se temos objeto direto ou indi-
reto. Reconhece o quê? Resposta: a informalidade. Pergunta e res-
posta sem preposição, então: objeto direto. Não utilizaremos “lhe”
– que é para objeto indireto. Como temos a presença do “que” – in-
dependente de sua função no período (pronome relativo, no caso!)
– a regra pede próclise (pronome oblíquo antes do verbo): que a
reconhecem.
RESPOSTA: A
114-) (UNESP - CAMPUS DE ARARAQUARA/FCL - ASSISTEN-
TE OPERACIONAL II – JARDINAGEM – VUNESP/2014) As discus-
sões na internet _____ o consumidor ______ buscar preços mais
______.
(A) leva ... à ... vantajoso.
(B) levam ... à ... vantajosos.
(C) leva ... a ... vantajoso.
(D) leva ... à ... vantajosos.
(E) levam ... a ... vantajosos.
As discussões na internet levam o consumidor a buscar (verbo
no infinitivo = sem acento grave) preços mais vantajosos.
RESPOSTA: E
115-) (PETROBRAS – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA
TODOS OS CARGOS – NÍVEL SUPERIOR – CESGRANRIO/2014
- adaptada) No trecho “Um mundo habitado por seres com habi-
lidades sobre- -humanas parece ficção científica”, a pa-
lavra destacada apresenta hífen porque a natureza das partes que
a compõem assim o exige. O grupo em que todas as palavras estão
grafadas de acordo com a ortografia oficial é
(A) erva-doce, mal-entendido, sobrenatural
(B) girassol, bem-humorado, batepapo
(C) hiper-glicemia, vice-presidente, pontapé
(D) pan-americano, inter-estadual, vagalume
(E) subchefe, pós-graduação, inter-municipal
LÍNGUA PORTUGUESA
53
(A) erva-doce, mal-entendido, sobrenatural = corretas
(B) girassol, bem-humorado, batepapo (bate-papo)
(C) hiper-glicemia – (hiperglicemia), vice-presidente, pontapé
(D) pan-americano, inter-estadual (interestadual) , vagalume
(E) subchefe, pós-graduação, inter-municipal (intermunicipal)
RESPOSTA: A
116-) (PREFEITURA DE SÃO PAULO/SP – AUDITOR FISCAL
TRIBUTÁRIO MUNICIPAL – CETRO/2014 - adaptada) Assinale a
alternativa que contém duas palavras acentuadas conforme a mes-
ma regra.
(A) “Hambúrgueres” e “repórter”.
(B) “Inacreditáveis” e “repórter”.
(C) “Índice” e “dólares”.
(D) “Inacreditáveis” e “atribuídos”.
(E) “Atribuídos” e “índice”.
(A) “Hambúrgueres” = proparoxítona / “repórter” = paroxítona
(B) “Inacreditáveis” = paroxítona / “repórter” = paroxítona
(C) “Índice” = proparoxítona / “dólares” = proparoxítona
(D) “Inacreditáveis” = paroxítona / “atribuídos” = regra do hiato
(E) “Atribuídos” = regra do hiato / “índice” = proparoxítona
RESPOSTA: B
117-) (SUSAM/AM- ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –
FGV/2014 - adaptada) “Ainda assim, por força da longa estiagem
que afetou o Sudeste e o Centro-Oeste, o Operador Nacional do Sis-
tema Elétrico(NOS) trabalha com uma estimativa de que no atual
período úmido o volume de chuvas não ultrapasse 67% da
média histórica nas áreas que abrigam os principais reservatórios
das hidrelétricas”. Nesse segmento, é correto colocar uma vírgula
(A) após a forma verbal “abrigam”.
(B) após o substantivo “áreas”.
(C) após o substantivo “estimativa”.
(D) após “de que” e antes de “o volume”.
(E) após “chuvas” e antes de “nas áreas”.
“Ainda assim, por força da longa estiagem que afetou o Sudeste
e o Centro-Oeste, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS)
trabalha com uma estimativa de que no atual período úmido o vo-
lume de chuvas não ultrapasse 67% da média histórica nas
áreas que abrigam os principais reservatórios das hidrelétricas”.
(A) após a forma verbal “abrigam” – incorreta (não posso sepa-
rar o verbo de seu complemento - objeto).
(B) após o substantivo “áreas” – incorreta (mudaríamos o sen-
tido do período, já que passaríamos uma oração adjetiva restritiva
para uma explicativa – fato que generalizaria o termo “áreas”, dan-
do a entender que todas abrigam reservatórios).
(C) após o substantivo “estimativa” – incorreta (separaria subs-
tantivo de seu complemento).
(D) após “de que” e antes de “o volume” – correta (não haveria
mudança no período, dando ao termo uma função de aposto expli-
cativo, por exemplo).
(E) após “chuvas” e antes de “nas áreas” – incorreta – separaria
sujeito de predicado
RESPOSTA: D
118-) (PRODAM/AM – ASSISTENTE – FUNCAB/2014 - adap-
tada) Ao passarmos a frase “...e É CONSIDERADO por muitos o maior
maratonista de todos os tempos” para a voz ativa, encontramos a
seguinte forma verbal:
A) consideravam.
B) consideram.
C) considerem.
D) considerarão.
E) considerariam.
É CONSIDERADO por muitos o maior maratonista de todos os
tempos = dois verbos na voz passiva, então na ativa teremos UM:
muitos o consideram o maior maratonista de todos os tempos.
RESPOSTA: B
119-) (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TEC-
NOLOGIA/SP – ADMINISTRADOR – FUNDEP/2014) Leia:
____ um mês, uma turma de operários se posta ___ entrada da
fábrica pela manhã e só sai ___ uma hora da tarde. Espera-se que a
greve termine daqui ___ uma semana.
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas
da frase acima, na respectivamente ordem.
(A)Há – à – a – a.
(B)Há – à – à – a.
(C)A – a – a – há.
(D)Há – a – à – há.
HÁ (tempo passado) um mês, uma turma de operários se pos-
ta À (“na”) entrada da fábrica pela manhã e só sai À uma hora da
tarde. Espera-se que a greve termine daqui A (tempo futuro) uma
semana.
Ficou: há / à / à / a.
RESPOSTA: B
120-) (ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO – TÉCNICO EM CON-
TABILIDADE – IDECAN/2014) Os vocábulos “cinquentenário” e
“império” são acentuados devido à mesma justificativa. O mesmo
ocorre com o par de palavras apresentado em
A) prêmio e órbita.
B) rápida e tráfego
C) satélite e ministério.
D) pública e experiência.
E) sexagenário e próximo.
Cinquentenário e império = ambas são paroxítonas. Cuidado! O
exercício quer que encontremos o par que tem a mesma justificati-
va de acentuação entre as palavras que o compõem, não necessa-
riamente igual às do enunciado.
A) prêmio = paroxítona / órbita = proparoxítona
B) rápida = proparoxítona / tráfego = proparoxítona
C) satélite = proparoxítona / ministério = paroxítona
D) pública = proparoxítona / experiência = paroxítona
E) sexagenário = paroxítona / próximo = proparoxítona
Cuidado! O exercício quer que encontremos o par que tem a
mesma justificativa de acentuação entre as palavras que o com-
põem, não necessariamente igual às do enunciado.
RESPOSTA: B
LÍNGUA PORTUGUESA
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ANOTAÇÕES
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55
MATEMÁTICA
RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA, ENVOLVENDO: ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, POTEN-
CIAÇÃO OU RADICIAÇÃO COM NÚMEROS RACIONAIS, NAS SUAS REPRESENTAÇÕES FRACIONÁRIA OU DECIMAL;
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM
Conjunto dos números inteiros - z
O conjunto dos números inteiros é a reunião do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...},(N C Z); o conjunto dos opos-
tos dos números naturais e o zero. Representamos pela letra Z.
N C Z (N está contido em Z)
Subconjuntos:
SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
* Z* Conjunto dos números inteiros não nulos
+ Z+ Conjunto dos números inteiros não negativos
* e + Z*+ Conjunto dos números inteiros positivos
- Z_ Conjunto dos números inteiros não positivos
* e - Z*_ Conjunto dos números inteiros negativosbem como eles funcionam.
Já vimos diversas características dos argumentos. É preciso
acrescentar mais uma: o convencimento do interlocutor, o
auditório, que pode ser individual ou coletivo, será tanto mais
fácil quanto mais os argumentos estiverem de acordo com suas
crenças, suas expectativas, seus valores. Não se pode convencer
um auditório pertencente a uma dada cultura enfatizando coisas
que ele abomina. Será mais fácil convencê-lo valorizando coisas
que ele considera positivas. No Brasil, a publicidade da cerveja vem
com frequência associada ao futebol, ao gol, à paixão nacional. Nos
Estados Unidos, essa associação certamente não surtiria efeito,
porque lá o futebol não é valorizado da mesma forma que no Brasil.
O poder persuasivo de um argumento está vinculado ao que é
valorizado ou desvalorizado numa dada cultura.
Tipos de Argumento
Já verificamos que qualquer recurso linguístico destinado
a fazer o interlocutor dar preferência à tese do enunciador é um
argumento. Exemplo:
Argumento de Autoridade
É a citação, no texto, de afirmações de pessoas reconhecidas
pelo auditório como autoridades em certo domínio do saber,
para servir de apoio àquilo que o enunciador está propondo. Esse
recurso produz dois efeitos distintos: revela o conhecimento do
produtor do texto a respeito do assunto de que está tratando; dá ao
LÍNGUA PORTUGUESA
7
texto a garantia do autor citado. É preciso, no entanto, não fazer do
texto um amontoado de citações. A citação precisa ser pertinente e
verdadeira. Exemplo:
“A imaginação é mais importante do que o conhecimento.”
Quem disse a frase aí de cima não fui eu... Foi Einstein. Para
ele, uma coisa vem antes da outra: sem imaginação, não há
conhecimento. Nunca o inverso.
Alex José Periscinoto.
In: Folha de S. Paulo, 30/8/1993, p. 5-2
A tese defendida nesse texto é que a imaginação é mais
importante do que o conhecimento. Para levar o auditório a aderir
a ela, o enunciador cita um dos mais célebres cientistas do mundo.
Se um físico de renome mundial disse isso, então as pessoas devem
acreditar que é verdade.
Argumento de Quantidade
É aquele que valoriza mais o que é apreciado pelo maior
número de pessoas, o que existe em maior número, o que tem maior
duração, o que tem maior número de adeptos, etc. O fundamento
desse tipo de argumento é que mais = melhor. A publicidade faz
largo uso do argumento de quantidade.
Argumento do Consenso
É uma variante do argumento de quantidade. Fundamenta-se
em afirmações que, numa determinada época, são aceitas como
verdadeiras e, portanto, dispensam comprovações, a menos que
o objetivo do texto seja comprovar alguma delas. Parte da ideia
de que o consenso, mesmo que equivocado, corresponde ao
indiscutível, ao verdadeiro e, portanto, é melhor do que aquilo que
não desfruta dele. Em nossa época, são consensuais, por exemplo,
as afirmações de que o meio ambiente precisa ser protegido e de
que as condições de vida são piores nos países subdesenvolvidos.
Ao confiar no consenso, porém, corre-se o risco de passar dos
argumentos válidos para os lugares comuns, os preconceitos e as
frases carentes de qualquer base científica.
Argumento de Existência
É aquele que se fundamenta no fato de que é mais fácil aceitar
aquilo que comprovadamente existe do que aquilo que é apenas
provável, que é apenas possível. A sabedoria popular enuncia o
argumento de existência no provérbio “Mais vale um pássaro na
mão do que dois voando”.
Nesse tipo de argumento, incluem-se as provas documentais
(fotos, estatísticas, depoimentos, gravações, etc.) ou provas
concretas, que tornam mais aceitável uma afirmação genérica.
Durante a invasão do Iraque, por exemplo, os jornais diziam que o
exército americano era muito mais poderoso do que o iraquiano.
Essa afirmação, sem ser acompanhada de provas concretas, poderia
ser vista como propagandística. No entanto, quando documentada
pela comparação do número de canhões, de carros de combate, de
navios, etc., ganhava credibilidade.
Argumento quase lógico
É aquele que opera com base nas relações lógicas, como causa
e efeito, analogia, implicação, identidade, etc. Esses raciocínios
são chamados quase lógicos porque, diversamente dos raciocínios
lógicos, eles não pretendem estabelecer relações necessárias
entre os elementos, mas sim instituir relações prováveis, possíveis,
plausíveis. Por exemplo, quando se diz “A é igual a B”, “B é igual a
C”, “então A é igual a C”, estabelece-se uma relação de identidade
lógica. Entretanto, quando se afirma “Amigo de amigo meu é meu
amigo” não se institui uma identidade lógica, mas uma identidade
provável.
Um texto coerente do ponto de vista lógico é mais facilmente
aceito do que um texto incoerente. Vários são os defeitos que
concorrem para desqualificar o texto do ponto de vista lógico: fugir
do tema proposto, cair em contradição, tirar conclusões que não se
fundamentam nos dados apresentados, ilustrar afirmações gerais
com fatos inadequados, narrar um fato e dele extrair generalizações
indevidas.
Argumento do Atributo
É aquele que considera melhor o que tem propriedades típicas
daquilo que é mais valorizado socialmente, por exemplo, o mais
raro é melhor que o comum, o que é mais refinado é melhor que o
que é mais grosseiro, etc.
Por esse motivo, a publicidade usa, com muita frequência,
celebridades recomendando prédios residenciais, produtos de
beleza, alimentos estéticos, etc., com base no fato de que o
consumidor tende a associar o produto anunciado com atributos
da celebridade.
Uma variante do argumento de atributo é o argumento da
competência linguística. A utilização da variante culta e formal
da língua que o produtor do texto conhece a norma linguística
socialmente mais valorizada e, por conseguinte, deve produzir um
texto em que se pode confiar. Nesse sentido é que se diz que o
modo de dizer dá confiabilidade ao que se diz.
Imagine-se que um médico deva falar sobre o estado de
saúde de uma personalidade pública. Ele poderia fazê-lo das duas
maneiras indicadas abaixo, mas a primeira seria infinitamente mais
adequada para a persuasão do que a segunda, pois esta produziria
certa estranheza e não criaria uma imagem de competência do
médico:
- Para aumentar a confiabilidade do diagnóstico e levando em
conta o caráter invasivo de alguns exames, a equipe médica houve
por bem determinar o internamento do governador pelo período
de três dias, a partir de hoje, 4 de fevereiro de 2001.
- Para conseguir fazer exames com mais cuidado e porque
alguns deles são barrapesada, a gente botou o governador no
hospital por três dias.
Como dissemos antes, todo texto tem uma função
argumentativa, porque ninguém fala para não ser levado a sério,
para ser ridicularizado, para ser desmentido: em todo ato de
comunicação deseja-se influenciar alguém. Por mais neutro que
pretenda ser, um texto tem sempre uma orientação argumentativa.
A orientação argumentativa é uma certa direção que o falante
traça para seu texto. Por exemplo, um jornalista, ao falar de um
homem público, pode ter a intenção de criticá-lo, de ridicularizá-lo
ou, ao contrário, de mostrar sua grandeza.
O enunciador cria a orientação argumentativa de seu texto
dando destaque a uns fatos e não a outros, omitindo certos
episódios e revelando outros, escolhendo determinadas palavras e
não outras, etc. Veja:
“O clima da festa era tão pacífico que até sogras e noras
trocavam abraços afetuosos.”
LÍNGUA PORTUGUESA
8
O enunciador aí pretende ressaltar a ideia geral de que noras
e sogras não se toleram. Não fosse assim, não teria escolhido esse
fato para ilustrar o clima da festa nem teria utilizado o termo até,
que serve para incluir no argumento alguma coisa inesperada.
Além dos defeitos de argumentação mencionados quando
tratamos de alguns tipos de argumentação, vamos citar outros:
- Uso sem delimitação adequada de palavra de sentido tão
amplo, que serve de argumento para um ponto de vista e seu
contrário. São noções confusas,Observamos nos números inteiros algumas características:
• Módulo: distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira. Representa-se o módulo por | |. O módulo de
qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.
• Números Opostos: dois números são opostos quando sua soma é zero. Isto significa que eles estão a mesma distância da origem
(zero).
Somando-se temos: (+4) + (-4) = (-4) + (+4) = 0
Operações
• Soma ou Adição: Associamos aos números inteiros positivos a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de perder.
ATENÇÃO: O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser
dispensado.
MATEMÁTICA
56
• Subtração: empregamos quando precisamos tirar uma quan-
tidade de outra quantidade; temos duas quantidades e queremos
saber quanto uma delas tem a mais que a outra; temos duas quan-
tidades e queremos saber quanto falta a uma delas para atingir a
outra. A subtração é a operação inversa da adição. O sinal sempre
será do maior número.
ATENÇÃO: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ...,
entre outros, precedidos de sinal negativo, tem o seu sinal inverti-
do, ou seja, é dado o seu oposto.
Exemplo:
(FUNDAÇÃO CASA – AGENTE EDUCACIONAL – VUNESP) Para
zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso ade-
quado dos materiais em geral e dos recursos utilizados em ativida-
des educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma
dinâmica elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no
entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um
classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo
(+4) pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa.
Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes
anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
Resolução:
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50
Resposta: A
• Multiplicação: é uma adição de números/ fatores repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado
por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras.
• Divisão: a divisão exata de um número inteiro por outro nú-
mero inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo
pelo módulo do divisor.
ATENÇÃO:
1) No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa
e não tem a propriedade da existência do elemento neutro.
2) Não existe divisão por zero.
3) Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero,
é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por zero é igual
a zero.
Na multiplicação e divisão de números inteiros é muito impor-
tante a REGRA DE SINAIS:
Sinais iguais (+) (+); (-) (-) = resultado sempre positivo.
Sinais diferentes (+) (-); (-) (+) = resultado sempre negativo.
Exemplo:
(PREF.DE NITERÓI) Um estudante empilhou seus livros, obten-
do uma única pilha 52cm de altura. Sabendo que 8 desses livros
possui uma espessura de 2cm, e que os livros restantes possuem
espessura de 3cm, o número de livros na pilha é:
(A) 10
(B) 15
(C) 18
(D) 20
(E) 22
Resolução:
São 8 livros de 2 cm: 8.2 = 16 cm
Como eu tenho 52 cm ao todo e os demais livros tem 3 cm,
temos:
52 - 16 = 36 cm de altura de livros de 3 cm
36 : 3 = 12 livros de 3 cm
O total de livros da pilha: 8 + 12 = 20 livros ao todo.
Resposta: D
• Potenciação: A potência an do número inteiro a, é definida
como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado a
base e o número n é o expoente.an = a x a x a x a x ... x a , a é multi-
plicado por a n vezes. Tenha em mente que:
– Toda potência de base positiva é um número inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente par é um número
inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um nú-
mero inteiro negativo.
Propriedades da Potenciação
1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base
e somam-se os expoentes. (–a)3 . (–a)6 = (–a)3+6 = (–a)9
2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-se a
base e subtraem-se os expoentes. (-a)8 : (-a)6 = (-a)8 – 6 = (-a)2
3) Potência de Potência: Conserva-se a base e multiplicam-se
os expoentes. [(-a)5]2 = (-a)5 . 2 = (-a)10
4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (-a)1 = -a e
(+a)1 = +a
5) Potência de expoente zero e base diferente de zero: É igual
a 1. (+a)0 = 1 e (–b)0 = 1
Conjunto dos números racionais – Q
Um número racional é o que pode ser escrito na forma n
m
,
onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser diferente
de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de
m por n.
N C Z C Q (N está contido em Z que está contido em Q)
MATEMÁTICA
57
Subconjuntos:
SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
* Q* Conjunto dos números racionais não nulos
+ Q+ Conjunto dos números racionais não negativos
* e + Q*+ Conjunto dos números racionais positivos
- Q_ Conjunto dos números racionais não positivos
* e - Q*_ Conjunto dos números racionais negativos
Representação decimal
Podemos representar um número racional, escrito na forma de fração, em número decimal. Para isso temos duas maneiras possíveis:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
5
2
= 0,4
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente Decimais
Periódicos ou Dízimas Periódicas:
3
1
= 0,333...
Representação Fracionária
É a operação inversa da anterior. Aqui temos duas maneiras possíveis:
1) Transformando o número decimal em uma fração numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto pelo
numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do número decimal dado. Ex.:
0,035 = 35/1000
2) Através da fração geratriz. Aí temos o caso das dízimas periódicas que podem ser simples ou compostas.
– Simples: o seu período é composto por um mesmo número ou conjunto de números que se repeti infinitamente. Exemplos:
Procedimento: para transformarmos uma dízima periódica simples em fração basta utilizarmos o dígito 9 no denominador para cada
quantos dígitos tiver o período da dízima.
– Composta: quando a mesma apresenta um ante período que não se repete.
a)
MATEMÁTICA
58
Procedimento: para cada algarismo do período ainda se coloca um algarismo 9 no denominador. Mas, agora, para cada algarismo do
antiperíodo se coloca um algarismo zero, também no denominador.
b)
Procedimento: é o mesmo aplicado ao item “a”, acrescido na frente da parte inteira (fração mista), ao qual transformamos e obtemos
a fração geratriz.
Exemplo:
(PREF. NITERÓI) Simplificando a expressão abaixo
Obtém-se :
(A) ½
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3
Resolução:
Resposta: B
Caraterísticas dos números racionais
O módulo e o número oposto são as mesmas dos números inteiros.
Inverso: dado um número racional a/b o inverso desse número (a/b)–n, é a fração onde o numerador vira denominador e o denomi-
nador numerador (b/a)n.
Representação geométrica
Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem infinitos números racionais.
MATEMÁTICA
59
Operações
• Soma ou adição: como todo número racional é uma fração
ou pode ser escrito na forma de uma fração, definimos a adição
entre os números racionais
b
a e
d
c , da mesma forma que a soma
de frações, através de:
• Subtração: a subtração de dois números racionais p e q é a
própria operação de adição do número p com o oposto de q, isto é:
p – q = p + (–q)
ATENÇÃO: Na adição/subtração se o denominador for igual,
conserva-se os denominadores e efetua-se a operação apresen-
tada.
Exemplo:
(PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERACIONAIS
– MAKIYAMA) Na escola onde estudo, ¼ dos alunos tem a língua
portuguesa como disciplina favorita, 9/20 têm a matemática como
favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual
fração representa os alunos que têm ciências como disciplina favo-
rita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9(D) 4/5
(E) 3/2
Resolução:
Somando português e matemática:
O que resta gosta de ciências:
Resposta: B
• Multiplicação: como todo número racional é uma fração ou
pode ser escrito na forma de uma fração, definimos o produto de
dois números racionais
b
a e
d
c , da mesma forma que o produto de
frações, através de:
• Divisão: a divisão de dois números racionais p e q é a própria
operação de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p
÷ q = p × q-1
Exemplo:
(PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB) Numa operação
policial de rotina, que abordou 800 pessoas, verificou-se que 3/4
dessas pessoas eram homens e 1/5 deles foram detidos. Já entre as
mulheres abordadas, 1/8 foram detidas.
Qual o total de pessoas detidas nessa operação policial?
(A) 145
(B) 185
(C) 220
(D) 260
(E) 120
Resolução:
Resposta: A
• Potenciação: é válido as propriedades aplicadas aos núme-
ros inteiros. Aqui destacaremos apenas as que se aplicam aos nú-
meros racionais.
A) Toda potência com expoente negativo de um número ra-
cional diferente de zero é igual a outra potência que tem a base
igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do
expoente anterior.
MATEMÁTICA
60
B) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal da
base.
C) Toda potência com expoente par é um número positivo.
Expressões numéricas
São todas sentenças matemáticas formadas por números, suas
operações (adições, subtrações, multiplicações, divisões, potencia-
ções e radiciações) e também por símbolos chamados de sinais de
associação, que podem aparecer em uma única expressão.
Procedimentos
1) Operações:
- Resolvermos primeiros as potenciações e/ou radiciações na
ordem que aparecem;
- Depois as multiplicações e/ou divisões;
- Por último as adições e/ou subtrações na ordem que aparecem.
2) Símbolos:
- Primeiro, resolvemos os parênteses ( ), até acabarem os cál-
culos dentro dos parênteses,
-Depois os colchetes [ ];
- E por último as chaves { }.
ATENÇÃO:
– Quando o sinal de adição (+) anteceder um parêntese, col-
chetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o colchete ou
chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os números internos
com os seus sinais originais.
– Quando o sinal de subtração (-) anteceder um parêntese, col-
chetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o colchete ou
chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os números internos
com os seus sinais invertidos.
Exemplo:
(MANAUSPREV – ANALISTA PREVIDENCIÁRIO – ADMINISTRATI-
VA – FCC) Considere as expressões numéricas, abaixo.
A = 1/2 + 1/4+ 1/8 + 1/16 + 1/32 e
B = 1/3 + 1/9 + 1/27 + 1/81 + 1/243
O valor, aproximado, da soma entre A e B é
(A) 2
(B) 3
(C) 1
(D) 2,5
(E) 1,5
Resolução:
Vamos resolver cada expressão separadamente:
Resposta: E
Múltiplos
Dizemos que um número é múltiplo de outro quando o primei-
ro é resultado da multiplicação entre o segundo e algum número
natural e o segundo, nesse caso, é divisor do primeiro. O que sig-
nifica que existem dois números, x e y, tal que x é múltiplo de y se
existir algum número natural n tal que:
x = y·n
Se esse número existir, podemos dizer que y é um divisor de x e
podemos escrever: x = n/y
Observações:
1) Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
2) Todo número natural é múltiplo de 1.
3) Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos múltiplos.
4) O zero é múltiplo de qualquer número natural.
5) Os múltiplos do número 2 são chamados de números pares,
e a fórmula geral desses números é 2k (k ∈ N). Os demais são cha-
mados de números ímpares, e a fórmula geral desses números é 2k
+ 1 (k ∈ N).
6) O mesmo se aplica para os números inteiros, tendo k ∈ Z.
Critérios de divisibilidade
São regras práticas que nos possibilitam dizer se um número é ou
não divisível por outro, sem que seja necessário efetuarmos a divisão.
MATEMÁTICA
61
No quadro abaixo temos um resumo de alguns dos critérios:
(Fonte: https://www.guiadamatematica.com.br/criterios-de-divisibili-
dade/ - reeditado)
Vale ressaltar a divisibilidade por 7: Um número é divisível por
7 quando o último algarismo do número, multiplicado por 2, subtra-
ído do número sem o algarismo, resulta em um número múltiplo de
7. Neste, o processo será repetido a fim de diminuir a quantidade
de algarismos a serem analisados quanto à divisibilidade por 7.
Outros critérios
Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando é
divisível por 3 e por 4 ao mesmo tempo.
Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando é
divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo.
Fatoração numérica
Trata-se de decompor o número em fatores primos. Para de-
compormos este número natural em fatores primos, dividimos o
mesmo pelo seu menor divisor primo, após pegamos o quociente
e dividimos o pelo seu menor divisor, e assim sucessivamente até
obtermos o quociente 1. O produto de todos os fatores primos re-
presenta o número fatorado. Exemplo:
Divisores
Os divisores de um número n, é o conjunto formado por todos
os números que o dividem exatamente. Tomemos como exemplo o
número 12.
Um método para descobrimos os divisores é através da fato-
ração numérica. O número de divisores naturais é igual ao produto
dos expoentes dos fatores primos acrescidos de 1.
Logo o número de divisores de 12 são:
Para sabermos quais são esses 6 divisores basta pegarmos cada
fator da decomposição e seu respectivo expoente natural que varia
de zero até o expoente com o qual o fator se apresenta na decom-
posição do número natural.
12 = 22 . 31 =
22 = 20,21 e 22 ; 31 = 30 e 31, teremos:
20 . 30=1
20 . 31=3
21 . 30=2
21 . 31=2.3=6
22 . 31=4.3=12
22 . 30=4
O conjunto de divisores de 12 são: D (12)={1, 2, 3, 4, 6, 12}
A soma dos divisores é dada por: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28
Máximo divisor comum (MDC)
É o maior número que é divisor comum de todos os números
dados. Para o cálculo do MDC usamos a decomposição em fatores
primos. Procedemos da seguinte maneira:
Após decompor em fatores primos, o MDC é o produto dos FA-
TORES COMUNS obtidos, cada um deles elevado ao seu MENOR
EXPOENTE.
Exemplo:
MDC (18,24,42) =
Observe que os fatores comuns entre eles são: 2 e 3, então
pegamos os de menores expoentes: 2x3 = 6. Logo o Máximo Divisor
Comum entre 18,24 e 42 é 6.
MATEMÁTICA
62
Mínimo múltiplo comum (MMC)
É o menor número positivo que é múltiplo comum de todos
os números dados. A técnica para acharmos é a mesma do MDC,
apenas com a seguinte ressalva:
O MMC é o produto dos FATORES COMUNS E NÃO-COMUNS,
cada um deles elevado ao SEU MAIOR EXPOENTE.
Pegando o exemplo anterior, teríamos:
MMC (18,24,42) =
Fatores comuns e não-comuns= 2,3 e 7
Com maiores expoentes: 2³x3²x7 = 8x9x7 = 504. Logo o Mínimo
Múltiplo Comum entre 18,24 e 42 é 504.
Temos ainda que o produto do MDC e MMC é dado por: MDC
(A,B). MMC (A,B)= A.B
Os cálculos desse tipo de problemas, envolvem adições e sub-
trações, posteriormente as multiplicações e divisões. Depois os pro-
blemas são resolvidos com a utilização dos fundamentos algébricos,
isto é, criamos equações matemáticas com valores desconhecidos
(letras). Observe algumas situações que podem ser descritas com
utilização da álgebra.
É bom ter mente algumas situações que podemos encontrar:
Exemplos:
(PREF. GUARUJÁ/SP – SEDUC – PROFESSOR DE MATEMÁTICA –
CAIPIMES) Sobre 4 amigos, sabe-se que Clodoaldo é 5 centímetros
mais alto que Mônica e 10 centímetros mais baixo que Andreia. Sa-
be-se também que Andreia é 3 centímetros mais alta que Doralice e
que Doralice não é mais baixa que Clodoaldo. Se Doralice tem 1,70
metros, então é verdade que Mônica tem, de altura:
(A) 1,52 metros.
(B) 1,58 metros.
(C) 1,54 metros.
(D) 1,56 metros.
Resolução:
Escrevendo em forma de equações, temos:
C = M + 0,05 ( I )
C = A – 0,10 ( II )
A = D + 0,03 ( III )
D não é mais baixa que C
Se D = 1,70 , então:
( III ) A = 1,70 + 0,03 = 1,73
( II ) C = 1,73 – 0,10 = 1,63
( I ) 1,63 = M + 0,05
M = 1,63 – 0,05 = 1,58 m
Resposta: B
(CEFET – AUXILIAR EM ADMINISTRAÇÃO – CESGRANRIO) Em
três meses,Fernando depositou, ao todo, R$ 1.176,00 em sua ca-
derneta de poupança. Se, no segundo mês, ele depositou R$ 126,00
a mais do que no primeiro e, no terceiro mês, R$ 48,00 a menos do
que no segundo, qual foi o valor depositado no segundo mês?
(A) R$ 498,00
(B) R$ 450,00
(C) R$ 402,00
(D) R$ 334,00
(E) R$ 324,00
Resolução:
Primeiro mês = x
Segundo mês = x + 126
Terceiro mês = x + 126 – 48 = x + 78
Total = x + x + 126 + x + 78 = 1176
3.x = 1176 – 204
x = 972 / 3
x = R$ 324,00 (1º mês)
* No 2º mês: 324 + 126 = R$ 450,00
Resposta: B
(PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO/SP – AGENTE
DE ADMINISTRAÇÃO – VUNESP) Uma loja de materiais elétricos
testou um lote com 360 lâmpadas e constatou que a razão entre o
número de lâmpadas queimadas e o número de lâmpadas boas era
2 / 7. Sabendo-se que, acidentalmente, 10 lâmpadas boas quebra-
ram e que lâmpadas queimadas ou quebradas não podem ser ven-
didas, então a razão entre o número de lâmpadas que não podem
ser vendidas e o número de lâmpadas boas passou a ser de
(A) 1 / 4.
(B) 1 / 3.
(C) 2 / 5.
(D) 1 / 2.
(E) 2 / 3.
Resolução:
Chamemos o número de lâmpadas queimadas de ( Q ) e o nú-
mero de lâmpadas boas de ( B ). Assim:
B + Q = 360 , ou seja, B = 360 – Q ( I )
, ou seja, 7.Q = 2.B ( II )
Substituindo a equação ( I ) na equação ( II ), temos:
7.Q = 2. (360 – Q)
7.Q = 720 – 2.Q
7.Q + 2.Q = 720
9.Q = 720
Q = 720 / 9
Q = 80 (queimadas)
Como 10 lâmpadas boas quebraram, temos:
Q’ = 80 + 10 = 90 e B’ = 360 – 90 = 270
Resposta: B
MATEMÁTICA
63
Fração é todo número que pode ser escrito da seguinte forma
a/b, com b≠0. Sendo a o numerador e b o denominador. Uma fra-
ção é uma divisão em partes iguais. Observe a figura:
O numerador indica quantas partes tomamos do total que foi
dividida a unidade.
O denominador indica quantas partes iguais foi dividida a uni-
dade.
Lê-se: um quarto.
Atenção:
• Frações com denominadores de 1 a 10: meios, terços, quar-
tos, quintos, sextos, sétimos, oitavos, nonos e décimos.
• Frações com denominadores potências de 10: décimos, cen-
tésimos, milésimos, décimos de milésimos, centésimos de milési-
mos etc.
• Denominadores diferentes dos citados anteriormente:
Enuncia-se o numerador e, em seguida, o denominador seguido da
palavra “avos”.
Tipos de frações
– Frações Próprias: Numerador é menor que o denominador.
Ex.: 7/15
– Frações Impróprias: Numerador é maior ou igual ao denomi-
nador. Ex.: 6/7
– Frações aparentes: Numerador é múltiplo do denominador.
As mesmas pertencem também ao grupo das frações impróprias.
Ex.: 6/3
– Frações mistas: Números compostos de uma parte inteira e
outra fracionária. Podemos transformar uma fração imprópria na
forma mista e vice e versa. Ex.: 1 1/12 (um inteiro e um doze avos)
– Frações equivalentes: Duas ou mais frações que apresentam
a mesma parte da unidade. Ex.: 2/4 = 1/2
– Frações irredutíveis: Frações onde o numerador e o denomi-
nador são primos entre si. Ex.: 5/11 ;
Operações com frações
• Adição e Subtração
Com mesmo denominador: Conserva-se o denominador e so-
ma-se ou subtrai-se os numeradores.
Com denominadores diferentes: é necessário reduzir ao mes-
mo denominador através do MMC entre os denominadores. Usa-
mos tanto na adição quanto na subtração.
O MMC entre os denominadores (3,2) = 6
• Multiplicação e Divisão
Multiplicação: É produto dos numerados pelos denominadores
dados. Ex.:
– Divisão: É igual a primeira fração multiplicada pelo inverso da
segunda fração. Ex.:
Obs.: Sempre que possível podemos simplificar o resultado da
fração resultante de forma a torna-la irredutível.
Exemplo:
(EBSERH/HUPES – UFBA – TÉCNICO EM INFORMÁTICA – IA-
DES) O suco de três garrafas iguais foi dividido igualmente entre 5
pessoas. Cada uma recebeu
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Resolução:
Se cada garrafa contém X litros de suco, e eu tenho 3 garrafas,
então o total será de 3X litros de suco. Precisamos dividir essa quan-
tidade de suco (em litros) para 5 pessoas, logo teremos:
Onde x é litros de suco, assim a fração que cada um recebeu de
suco é de 3/5 de suco da garrafa.
Resposta: B
MATEMÁTICA
64
PORCENTAGEM
São chamadas de razões centesimais ou taxas percentuais ou
simplesmente de porcentagem, as razões de denominador 100, ou
seja, que representam a centésima parte de uma grandeza. Costu-
mam ser indicadas pelo numerador seguido do símbolo %. (Lê-se:
“por cento”).
Exemplo:
(CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP – ANA-
LISTA TÉCNICO LEGISLATIVO – DESIGNER GRÁFICO – VUNESP) O
departamento de Contabilidade de uma empresa tem 20 funcio-
nários, sendo que 15% deles são estagiários. O departamento de
Recursos Humanos tem 10 funcionários, sendo 20% estagiários. Em
relação ao total de funcionários desses dois departamentos, a fra-
ção de estagiários é igual a
(A) 1/5.
(B) 1/6.
(C) 2/5.
(D) 2/9.
(E) 3/5.
Resolução:
Resposta: B
Lucro e Prejuízo em porcentagem
É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo. Se
a diferença for POSITIVA, temos o LUCRO (L), caso seja NEGATIVA,
temos PREJUÍZO (P).
Logo: Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de Custo (C).
Exemplo:
(CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –
FCC) O preço de venda de um produto, descontado um imposto de
16% que incide sobre esse mesmo preço, supera o preço de com-
pra em 40%, os quais constituem o lucro líquido do vendedor. Em
quantos por cento, aproximadamente, o preço de venda é superior
ao de compra?
(A) 67%.
(B) 61%.
(C) 65%.
(D) 63%.
(E) 69%.
Resolução:
Preço de venda: V
Preço de compra: C
V – 0,16V = 1,4C
0,84V = 1,4C
O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.
Resposta: A
Aumento e Desconto em porcentagem
– Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por
Logo:
- Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por
Logo:
Fator de multiplicação
É o valor final de , é o que chama-
mos de fator de multiplicação, muito útil para resolução de cálculos
de porcentagem. O mesmo pode ser um acréscimo ou decréscimo
no valor do produto.
MATEMÁTICA
65
Aumentos e Descontos sucessivos em porcentagem
São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente. Para
efetuar os respectivos descontos ou aumentos, fazemos uso dos fa-
tores de multiplicação. Basta multiplicarmos o Valor pelo fator de
multiplicação (acréscimo e/ou decréscimo).
Exemplo: Certo produto industrial que custava R$ 5.000,00 so-
freu um acréscimo de 30% e, em seguida, um desconto de 20%.
Qual o preço desse produto após esse acréscimo e desconto?
Resolução:
VA = 5000 .(1,3) = 6500 e
VD = 6500 .(0,80) = 5200, podemos, para agilizar os cálculos,
juntar tudo em uma única equação:
5000 . 1,3 . 0,8 = 5200
Logo o preço do produto após o acréscimo e desconto é de R$
5.200,00
RAZÃO E PROPORÇÃO
Razão
É uma fração, sendo a e b dois números a sua razão, chama-se
razão de a para b: a/b ou a:b , assim representados, sendo b ≠ 0.
Temos que:
Exemplo:
(SEPLAN/GO – PERITO CRIMINAL – FUNIVERSA) Em uma ação
policial, foram apreendidos 1 traficante e 150 kg de um produto
parecido com maconha. Na análise laboratorial, o perito constatou
que o produto apreendido não era maconha pura, isto é, era uma
mistura da Cannabis sativa com outras ervas. Interrogado, o trafi-
cante revelou que, na produção de 5 kg desse produto, ele usava
apenas 2 kg da Cannabis sativa; o restante era composto por várias
“outras ervas”. Nesse caso, é correto afirmar que, para fabricar todo
o produto apreendido, o traficante usou
(A) 50 kg de Cannabis sativa e 100 kg de outras ervas.
(B) 55 kg de Cannabis sativa e 95 kg de outras ervas.
(C) 60 kg de Cannabis sativa e 90 kg de outras ervas.
(D) 65 kg de Cannabis sativa e 85 kg de outras ervas.
(E) 70 kg de Cannabis sativa e 80 kg de outras ervas.
Resolução:
O enunciado fornece que a cada 5kg do produto temos que 2kg
da Cannabis sativa e os demais outras ervas. Podemos escrever em
forma de razão , logo :
Resposta: C
Razões Especiais
São aquelas que recebem um nome especial. Vejamos algu-
mas:
Velocidade: é razão entre a distânciapercorrida e o tempo gas-
to para percorrê-la.
Densidade: é a razão entre a massa de um corpo e o seu volu-
me ocupado por esse corpo.
Proporção
É uma igualdade entre duas frações ou duas razões.
Lemos: a esta para b, assim como c está para d.
Ainda temos:
• Propriedades da Proporção
– Propriedade Fundamental: o produto dos meios é igual ao
produto dos extremos:
a . d = b . c
– A soma/diferença dos dois primeiros termos está para o pri-
meiro (ou para o segundo termo), assim como a soma/diferença
dos dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
– A soma/diferença dos antecedentes está para a soma/dife-
rença dos consequentes, assim como cada antecedente está para
o seu consequente.
MATEMÁTICA
66
Exemplo:
(MP/SP – AUXILIAR DE PROMOTORIA I – ADMINISTRATIVO –
VUNESP) A medida do comprimento de um salão retangular está
para a medida de sua largura assim como 4 está para 3. No piso
desse salão, foram colocados somente ladrilhos quadrados inteiros,
revestindo-o totalmente. Se cada fileira de ladrilhos, no sentido do
comprimento do piso, recebeu 28 ladrilhos, então o número míni-
mo de ladrilhos necessários para revestir totalmente esse piso foi
igual a
(A) 588.
(B) 350.
(C) 454.
(D) 476.
(E) 382.
Resolução:
Fazendo C = 28 e substituindo na proporção, temos:
4L = 28 . 3
L = 84 / 4
L = 21 ladrilhos
Assim, o total de ladrilhos foi de 28 . 21 = 588
Resposta: A
REGRA DE TRÊS SIMPLES
Regra de três simples
Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou
inversamente proporcionais podem ser resolvidos através de um
processo prático, chamado REGRA DE TRÊS SIMPLES.
• Duas grandezas são DIRETAMENTE PROPORCIONAIS quando
ao aumentarmos/diminuirmos uma a outra também aumenta/di-
minui.
• Duas grandezas são INVERSAMENTE PROPORCIONAIS quan-
do ao aumentarmos uma a outra diminui e vice-versa.
Exemplos:
(PM/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP) Em 3 de maio
de 2014, o jornal Folha de S. Paulo publicou a seguinte informação
sobre o número de casos de dengue na cidade de Campinas.
De acordo com essas informações, o número de casos regis-
trados na cidade de Campinas, até 28 de abril de 2014, teve um
aumento em relação ao número de casos registrados em 2007,
aproximadamente, de
(A) 70%.
(B) 65%.
(C) 60%.
(D) 55%.
(E) 50%.
Resolução:
Utilizaremos uma regra de três simples:
ano %
11442
100
17136 x
11442.x = 17136 . 100
x = 1713600 / 11442 = 149,8% (aproximado)
149,8% – 100% = 49,8%
Aproximando o valor, teremos 50%
Resposta: E
(PRODAM/AM – AUXILIAR DE MOTORISTA – FUNCAB) Numa
transportadora, 15 caminhões de mesma capacidade transportam
toda a carga de um galpão em quatro horas. Se três deles quebras-
sem, em quanto tempo os outros caminhões fariam o mesmo tra-
balho?
(A) 3 h 12 min
(B) 5 h
(C) 5 h 30 min
(D) 6 h
(E) 6 h 15 min
Resolução:
Vamos utilizar uma Regra de Três Simples Inversa, pois, quanto
menos caminhões tivermos, mais horas demorará para transportar
a carga:
cami-
nhões
ho-
ras
15 4
(15 – 3) x
12.x = 4 . 15
x = 60 / 12
x = 5 h
Resposta: B
Regra de três composta
Chamamos de REGRA DE TRÊS COMPOSTA, problemas que
envolvem mais de duas grandezas, diretamente ou inversamente
proporcionais.
Exemplos:
(CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO
– FCC) O trabalho de varrição de 6.000 m² de calçada é feita em
um dia de trabalho por 18 varredores trabalhando 5 horas por dia.
Mantendo-se as mesmas proporções, 15 varredores varrerão 7.500
m² de calçadas, em um dia, trabalhando por dia, o tempo de
MATEMÁTICA
67
(A) 8 horas e 15 minutos.
(B) 9 horas.
(C) 7 horas e 45 minutos.
(D) 7 horas e 30 minutos.
(E) 5 horas e 30 minutos.
Resolução:
Comparando- se cada grandeza com aquela onde está o x.
M² ↑ varredores ↓ horas ↑
6000 18 5
7500 15 x
Quanto mais a área, mais horas (diretamente proporcionais)
Quanto menos trabalhadores, mais horas (inversamente pro-
porcionais)
Como 0,5 h equivale a 30 minutos, logo o tempo será de 7 ho-
ras e 30 minutos.
Resposta: D
(PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL) Uma equipe cons-
tituída por 20 operários, trabalhando 8 horas por dia durante 60
dias, realiza o calçamento de uma área igual a 4800 m². Se essa
equipe fosse constituída por 15 operários, trabalhando 10 horas
por dia, durante 80 dias, faria o calçamento de uma área igual a:
(A) 4500 m²
(B) 5000 m²
(C) 5200 m²
(D) 6000 m²
(E) 6200 m²
Resolução:
Operários
↑ horas ↑ dias ↑ área ↑
20 8 60 4800
15 10 80 x
Todas as grandezas são diretamente proporcionais, logo:
Resposta: D
EQUAÇÕES DO 1º GRAU
Equação é toda sentença matemática aberta que exprime uma
relação de igualdade e uma incógnita ou variável (x, y, z,...).
Equação do 1º grau
As equações do primeiro grau são aquelas que podem ser re-
presentadas sob a forma ax + b = 0, em que a e b são constantes
reais, com a diferente de 0, e x é a variável. A resolução desse tipo
de equação é fundamentada nas propriedades da igualdade descri-
tas a seguir.
Adicionando um mesmo número a ambos os membros de uma
equação, ou subtraindo um mesmo número de ambos os membros,
a igualdade se mantém.
Dividindo ou multiplicando ambos os membros de uma equa-
ção por um mesmo número não-nulo, a igualdade se mantém.
• Membros de uma equação
Numa equação a expressão situada à esquerda da igualdade é
chamada de 1º membro da equação, e a expressão situada à direita
da igualdade, de 2º membro da equação.
• Resolução de uma equação
Colocamos no primeiro membro os termos que apresentam
variável, e no segundo membro os termos que não apresentam va-
riável. Os termos que mudam de membro têm os sinais trocados.
5x – 8 = 12 + x
5x – x = 12 + 8
4x = 20
X = 20/4
X = 5
Ao substituirmos o valor encontrado de x na equação obtemos
o seguinte:
5x – 8 = 12 + x
5.5 – 8 = 12 + 5
25 – 8 = 17
17 = 17 ( V)
Quando se passa de um membro para o outro se usa a ope-
ração inversa, ou seja, o que está multiplicando passa dividindo e
o que está dividindo passa multiplicando. O que está adicionando
passa subtraindo e o que está subtraindo passa adicionando.
Exemplo:
(PRODAM/AM – AUXILIAR DE MOTORISTA – FUNCAB) Um gru-
po formado por 16 motoristas organizou um churrasco para suas
famílias. Na semana do evento, seis deles desistiram de participar.
Para manter o churrasco, cada um dos motoristas restantes pagou
R$ 57,00 a mais.
O valor total pago por eles, pelo churrasco, foi:
(A) R$ 570,00
(B) R$ 980,50
(C) R$ 1.350,00
(D) R$ 1.480,00
(E) R$ 1.520,00
MATEMÁTICA
68
Resolução:
Vamos chamar de ( x ) o valor para cada motorista. Assim:
16 . x = Total
Total = 10 . (x + 57) (pois 6 desistiram)
Combinando as duas equações, temos:
16.x = 10.x + 570
16.x – 10.x = 570
6.x = 570
x = 570 / 6
x = 95
O valor total é: 16 . 95 = R$ 1520,00.
Resposta: E
Equação do 2º grau
As equações do segundo grau são aquelas que podem ser re-
presentadas sob a forma ax² + bx +c = 0, em que a, b e c são cons-
tantes reais, com a diferente de 0, e x é a variável.
• Equação completa e incompleta
1) Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz completa.
Ex.: x2 - 7x + 11 = 0= 0 é uma equação completa (a = 1, b = – 7,
c = 11).
2) Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º grau se
diz incompleta.
Exs.:
x² - 81 = 0 é uma equação incompleta (b=0).
x² +6x = 0 é uma equação incompleta (c = 0).
2x² = 0 é uma equação incompleta (b = c = 0).
• Resolução da equação
1º) A equação é da forma ax2 + bx = 0 (incompleta)
x2 – 16x = 0 colocamos x em evidência
x . (x – 16) = 0,
x = 0
x – 16 = 0
x = 16
Logo, S = {0, 16} e os números 0 e 16 são as raízes da equação.
2º) A equação é da forma ax2 + c = 0 (incompleta)
x2 – 49= 0 Fatoramos o primeiro membro, que é uma diferença
de dois quadrados.
(x + 7) . (x – 7) = 0,
x + 7 = 0 x – 7 = 0
x = – 7 x = 7
ou
x2 – 49 = 0
x2 = 49
x2 = 49
x = 7, (aplicando a segunda propriedade).
Logo, S = {–7, 7}.
3º) A equação é da forma ax² + bx + c = 0 (completa)
Para resolvê-la usaremos a formula de Bháskara.
Conforme o valor do discriminante Δ existem três possibilida-
desquanto á natureza da equação dada.
Quando ocorre a última possibilidade é costume dizer-se que
não existem raízes reais, pois, de fato, elas não são reais já que não
existe, no conjunto dos números reais, √a quando a 0
ax + b 0.
Solução:
-2x > -7
Multiplicando por (-1)
2x 0
-2x + 7 = 0
x = 7/2
Exemplo:
(SEE/AC – PROFESSOR DE CIÊNCIAS DA NATUREZA MATEMÁ-
TICA E SUAS TECNOLOGIAS – FUNCAB) Determine os valores de
que satisfazem a seguinte inequação:
(A) x > 2
(B) x - 5
(C) x > - 5
(D) x 0
ax2 + bx + c , ≥ , 0
Resolução:
x2 -3x + 2 > 0
x ‘ =1, x ‘’ = 2
Como desejamos os valores para os quais a função é maior que
zero devemos fazer um esboço do gráfico e ver para quais valores
de x isso ocorre.
Vemos, que as regiões que tornam positivas a função são: x2. Resposta: { x|R| x2}
Exemplo:
(VUNESP) O conjunto solução da inequação 9x2 – 6x + 1 ≤ 0, no
universo dos números reais é:
(A) ∅
(B) R
(C)
(D)
(E)
Resolução:
Resolvendo por Bháskara:
MATEMÁTICA
70
Fazendo o gráfico, a > 0 parábola voltada para cima:
Resposta: C
GRANDEZAS E MEDIDAS – QUANTIDADE, TEMPO, COMPRIMENTO, SUPERFÍCIE, CAPACIDADE E MASSA
O sistema métrico decimal é parte integrante do Sistema de Medidas. É adotado no Brasil tendo como unidade fundamental de me-
dida o metro.
O Sistema de Medidas é um conjunto de medidas usado em quase todo o mundo, visando padronizar as formas de medição.
Medidas de comprimento
Os múltiplos do metro são usados para realizar medição em grandes distâncias, enquanto os submúltiplos para realizar medição em
pequenas distâncias.
MÚLTIPLOS UNIDADE FUNDAMENTAL SUBMÚLTIPLOS
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
km hm Dam m dm cm mm
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Para transformar basta seguir a tabela seguinte (esta transformação vale para todas as medidas):
Medidas de superfície e área
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são o quilômetro quadrado, o me-
tro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o nome de hectare (ha): 1 hm2 = 1 ha.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos comprimentos.
Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100 = 102. A nomenclatura é a mesma das unidades de comprimento
acrescidas de quadrado.
Vejamos as relações entre algumas essas unidades que não fazem parte do sistema métrico e as do sistema métrico decimal (valores
aproximados):
1 polegada = 25 milímetros
1 milha = 1 609 metros
1 légua = 5 555 metros
1 pé = 30 centímetros
MATEMÁTICA
71
Medidas de Volume e Capacidade
Na prática, são muitos usados o metro cúbico(m3) e o centímetro cúbico(cm3).
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 = 103, o sistema
continua sendo decimal. Acrescentamos a nomenclatura cúbico.
A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. A unidade fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.
Medidas de Massa
O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o grama(g). Assim as denominamos:
Kg – Quilograma; hg – hectograma; dag – decagrama; g – grama; dg – decigrama; cg – centigrama; mg – miligrama
Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t). Medidas Especiais:
1 Tonelada(t) = 1000 Kg
1 Arroba = 15 Kg
1 Quilate = 0,2 g
Em resumo temos:
Relações importantes
1 kg = 1l = 1 dm3
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
1 m3 = 1000 l
Exemplos:
(CLIN/RJ - GARI E OPERADOR DE ROÇADEIRA - COSEAC) Uma peça de um determinado tecido tem 30 metros, e para se confeccionar
uma camisa desse tecido são necessários 15 decímetros. Com duas peças desse tecido é possível serem confeccionadas:
(A) 10 camisas
(B) 20 camisas
(C) 40 camisas
(D) 80 camisas
Resolução:
Como eu quero 2 peças desse tecido e 1 peça possui 30 metros logo:
30 . 2 = 60 m. Temos que trabalhar com todas na mesma unidade: 1 m é 10dm assim temos 60m . 10 = 600 dm, como cada camisa
gasta um total de 15 dm, temos então:
600/15 = 40 camisas.
Resposta: C
(CLIN/RJ - GARI E OPERADOR DE ROÇADEIRA - COSEAC) Um veículo tem capacidade para transportar duas toneladas de carga. Se a
carga a ser transportada é de caixas que pesam 4 quilogramas cada uma, o veículo tem capacidade de transportar no máximo:
(A) 50 caixas
(B) 100 caixas
(C) 500 caixas
(D) 1000 caixas
MATEMÁTICA
72
Resolução:
Uma tonelada(ton) é 1000 kg, logo 2 ton. 1000kg= 2000 kg
Cada caixa pesa 4kg
2000 kg/ 4kg = 500 caixas.
Resposta: C
RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS – TABELA OU GRÁFICO
Tabelas
A tabela é a forma não discursiva de apresentar informações,
das quais o dado numérico se destaca como informação central.
Sua finalidade é apresentar os dados de modo ordenado, simples
e de fácil interpretação, fornecendo o máximo de informação num
mínimo de espaço.
Elementos da tabela
Uma tabela estatística é composta de elementos essenciais e
elementos complementares. Os elementos essenciais são:
− Título: é a indicação que precede a tabela contendo a desig-
nação do fato observado, o local e a época em que foi estudado.
− Corpo: é o conjunto de linhas e colunas onde estão inseridos
os dados.
− Cabeçalho: é a parte superior da tabela que indica o conteú-
do das colunas.
− Coluna indicadora: é a parte da tabela que indica o conteúdo
das linhas.
Os elementos complementares são:
− Fonte: entidade que fornece os dados ou elabora a tabela.
− Notas: informações de natureza geral, destinadas a esclare-
cer o conteúdo das tabelas.
− Chamadas: informações específicas destinadas a esclarecer
ou conceituar dados numa parte da tabela. Deverão estar indica-
das no corpo da tabela, em números arábicos entre parênteses, à
esquerda nas casas e à direita na coluna indicadora. Os elementos
complementares devem situar-se no rodapé da tabela, na mesma
ordem em que foram descritos.
Gráficos
Outro modode apresentar dados estatísticos é sob uma forma
ilustrada, comumente chamada de gráfico. Os gráficos constituem-
-se numa das mais eficientes formas de apresentação de dados.
Um gráfico é, essencialmente, uma figura construída a partir de
uma tabela; mas, enquanto a tabela fornece uma ideia mais precisa
e possibilita uma inspeção mais rigorosa aos dados, o gráfico é mais
indicado para situações que visem proporcionar uma impressão
mais rápida e maior facilidade de compreensão do comportamento
do fenômeno em estudo.
Os gráficos e as tabelas se prestam, portanto, a objetivos distin-
tos, de modo que a utilização de uma forma de apresentação não
exclui a outra.
Para a confecção de um gráfico, algumas regras gerais devem
ser observadas:
Os gráficos, geralmente, são construídos num sistema de eixos
chamado sistema cartesiano ortogonal. A variável independente é
localizada no eixo horizontal (abscissas), enquanto a variável de-
pendente é colocada no eixo vertical (ordenadas). No eixo vertical,
o início da escala deverá ser sempre zero, ponto de encontro dos
eixos.
− Iguais intervalos para as medidas deverão corresponder a
iguais intervalos para as escalas. Exemplo: Se ao intervalo 10-15 kg
corresponde 2 cm na escala, ao intervalo 40-45 kg também deverá
corresponder 2 cm, enquanto ao intervalo 40-50 kg corresponderá
4 cm.
− O gráfico deverá possuir título, fonte, notas e legenda, ou
seja, toda a informação necessária à sua compreensão, sem auxílio
do texto.
− O gráfico deverá possuir formato aproximadamente quadra-
do para evitar que problemas de escala interfiram na sua correta
interpretação.
Tipos de Gráficos
• Estereogramas: são gráficos onde as grandezas são repre-
sentadas por volumes. Geralmente são construídos num sistema
de eixos bidimensional, mas podem ser construídos num sistema
tridimensional para ilustrar a relação entre três variáveis.
• Cartogramas: são representações em cartas geográficas (ma-
pas).
MATEMÁTICA
73
• Pictogramas ou gráficos pictóricos: são gráficos puramente
ilustrativos, construídos de modo a ter grande apelo visual, dirigi-
dos a um público muito grande e heterogêneo. Não devem ser uti-
lizados em situações que exijam maior precisão.
• Diagramas: são gráficos geométricos de duas dimensões, de
fácil elaboração e grande utilização. Podem ser ainda subdivididos
em: gráficos de colunas, de barras, de linhas ou curvas e de setores.
a) Gráfico de colunas: neste gráfico as grandezas são compa-
radas através de retângulos de mesma largura, dispostos vertical-
mente e com alturas proporcionais às grandezas. A distância entre
os retângulos deve ser, no mínimo, igual a 1/2 e, no máximo, 2/3 da
largura da base dos mesmos.
b) Gráfico de barras: segue as mesmas instruções que o gráfico
de colunas, tendo a única diferença que os retângulos são dispostos
horizontalmente. É usado quando as inscrições dos retângulos fo-
rem maiores que a base dos mesmos.
c) Gráfico de linhas ou curvas: neste gráfico os pontos são dis-
postos no plano de acordo com suas coordenadas, e a seguir são li-
gados por segmentos de reta. É muito utilizado em séries históricas
e em séries mistas quando um dos fatores de variação é o tempo,
como instrumento de comparação.
d) Gráfico em setores: é recomendado para situações em que
se deseja evidenciar o quanto cada informação representa do total.
A figura consiste num círculo onde o total (100%) representa 360°,
subdividido em tantas partes quanto for necessário à representa-
ção. Essa divisão se faz por meio de uma regra de três simples. Com
o auxílio de um transferidor efetuasse a marcação dos ângulos cor-
respondentes a cada divisão.
Exemplo:
(PREF. FORTALEZA/CE – PEDAGOGIA – PREF. FORTALEZA) “Es-
tar alfabetizado, neste final de século, supõe saber ler e interpretar
dados apresentados de maneira organizada e construir represen-
tações, para formular e resolver problemas que impliquem o reco-
lhimento de dados e a análise de informações. Essa característica
da vida contemporânea traz ao currículo de Matemática uma de-
manda em abordar elementos da estatística, da combinatória e da
probabilidade, desde os ciclos iniciais” (BRASIL, 1997).
MATEMÁTICA
74
Observe os gráficos e analise as informações.
A partir das informações contidas nos gráficos, é correto afir-
mar que:
(A) nos dias 03 e 14 choveu a mesma quantidade em Fortaleza
e Florianópolis.
(B) a quantidade de chuva acumulada no mês de março foi
maior em Fortaleza.
(C) Fortaleza teve mais dias em que choveu do que Florianó-
polis.
(D) choveu a mesma quantidade em Fortaleza e Florianópolis.
Resolução:
A única alternativa que contém a informação correta com os
gráficos é a C.
Resposta: C
Média Aritmética
Ela se divide em:
• Simples: é a soma de todos os seus elementos, dividida pelo
número de elementos n.
Para o cálculo:
Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto numéri-
co A = {x1; x2; x3; ...; xn}, então, por definição:
Exemplo:
(CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP – ANALIS-
TA TÉCNICO LEGISLATIVO – DESIGNER GRÁFICO – VUNESP) Na festa
de seu aniversário em 2014, todos os sete filhos de João estavam
presentes. A idade de João nessa ocasião representava 2 vezes a
média aritmética da idade de seus filhos, e a razão entre a soma das
idades deles e a idade de João valia
(A) 1,5.
(B) 2,0.
(C) 2,5.
(D) 3,0.
(E) 3,5.
Resolução:
Foi dado que: J = 2.M
( I )
Foi pedido:
Na equação ( I ), temos que:
Resposta: E
• Ponderada: é a soma dos produtos de cada elemento multi-
plicado pelo respectivo peso, dividida pela soma dos pesos.
Para o cálculo
ATENÇÃO: A palavra média, sem especificações (aritmética ou
ponderada), deve ser entendida como média aritmética.
Exemplo:
(CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP – PRO-
GRAMADOR DE COMPUTADOR – FIP) A média semestral de um cur-
so é dada pela média ponderada de três provas com peso igual a 1
na primeira prova, peso 2 na segunda prova e peso 3 na terceira.
Qual a média de um aluno que tirou 8,0 na primeira, 6,5 na segunda
e 9,0 na terceira?
(A) 7,0
(B) 8,0
(C) 7,8
(D) 8,4
(E) 7,2
MATEMÁTICA
75
Resolução:
Na média ponderada multiplicamos o peso da prova pela sua
nota e dividimos pela soma de todos os pesos, assim temos:
Resposta: B
Média geométrica
É definida, para números positivos, como a raiz n-ésima do pro-
duto de n elementos de um conjunto de dados.
• Aplicações
Como o próprio nome indica, a média geométrica sugere inter-
pretações geométricas. Podemos calcular, por exemplo, o lado de
um quadrado que possui a mesma área de um retângulo, usando a
definição de média geométrica.
Exemplo:
A média geométrica entre os números 12, 64, 126 e 345, é
dada por:
G = R4[12 ×64×126×345] = 76,013
Média harmônica
Corresponde a quantidade de números de um conjunto dividi-
dos pela soma do inverso de seus termos. Embora pareça compli-
cado, sua formulação mostra que também é muito simples de ser
calculada:
Exemplo:
Na figura abaixo os segmentos AB e DA são tangentes à cir-
cunferência determinada pelos pontos B, C e D. Sabendo-se que os
segmentos AB e CD são paralelos, pode-se afirmar que o lado BC é:
(A) a média aritmética entre AB e CD.
(B) a média geométrica entre AB e CD.
(C) a média harmônica entre AB e CD.
(D) o inverso da média aritmética entre AB e CD.
(E) o inverso da média harmônica entre AB e CD.
Resolução:
Sendo AB paralela a CD, se traçarmos uma reta perpendicular a
AB, esta será perpendicular a CD também.
Traçamos então uma reta perpendicular a AB, passando por B e
outra perpendicular a AB passando por D:
Sendo BE perpendicular a AB temos que BE irá passar pelo cen-
tro da circunferência, ou seja, podemos concluir que o ponto E é
ponto médio de CD.
Agora que ED é metade de CD, podemos dizer que o compri-
mento AF vale AB-CD/2.
Aplicamos Pitágoras no triângulo ADF:
(1)
Aplicamos agora no triângulo ECB:
(2)
Agora diminuímos a equação (1) da equação (2):
Note, no desenho, que os segmentos AD e AB possuemo mes-
mo comprimento, pois são tangentes à circunferência. Vamos então
substituir na expressão acima AD = AB:
Ou seja, BC é a média geométrica entre AB e CD.
Resposta: B
MATEMÁTICA
76
NOÇÕES DE GEOMETRIA PLANA – FORMA, ÁREA, PERÍMETRO E TEOREMA DE PITÁGORAS
Geometria plana
Aqui nos deteremos a conceitos mais cobrados como perímetro e área das principais figuras planas. O que caracteriza a geometria
plana é o estudo em duas dimensões.
Perímetro
É a soma dos lados de uma figura plana e pode ser representado por P ou 2p, inclusive existem umas fórmulas de geometria que
aparece p que é o semiperímetro (metade do perímetro). Basta observamos a imagem:
Observe que a planta baixa tem a forma de um retângulo.
Exemplo:
(CPTM - Médico do trabalho – MAKIYAMA) Um terreno retangular de perímetro 200m está à venda em uma imobiliária. Sabe-se que
sua largura tem 28m a menos que o seu comprimento. Se o metro quadrado cobrado nesta região é de R$ 50,00, qual será o valor pago
por este terreno?
(A) R$ 10.000,00.
(B) R$ 100.000,00.
(C) R$ 125.000,00.
(D) R$ 115.200,00.
(E) R$ 100.500,00.
Resolução:
O perímetro do retângulo é dado por = 2(b+h);
Pelo enunciado temos que: sua largura tem 28m a menos que o seu comprimento, logo 2 (x + (x-28)) = 2 (2x -28) = 4x – 56. Como ele
já dá o perímetro que é 200, então
200 = 4x -56 4x = 200+56 4x = 256 x = 64
Comprimento = 64, largura = 64 – 28 = 36
Área do retângulo = b.h = 64.36 = 2304 m2
Logo o valor da área é: 2304.50 = 115200
Resposta: D
• Área
É a medida de uma superfície. Usualmente a unidade básica de área é o m2 (metro quadrado). Que equivale à área de um quadrado
de 1 m de lado.
MATEMÁTICA
77
Quando calculamos que a área de uma determinada figura é, por exemplo, 12 m2; isso quer dizer que na superfície desta figura cabem
12 quadrados iguais ao que está acima.
Planta baixa de uma casa com a área total
Para efetuar o cálculo de áreas é necessário sabermos qual a figura plana e sua respectiva fórmula. Vejamos:
(Fonte: https://static.todamateria.com.br/upload/57/97/5797a651dfb37-areas-de-figuras-planas.jpg)
Geometria espacial
Aqui trataremos tanto das figuras tridimensionais e dos sólidos geométricos. O importante é termos em mente todas as figuras planas,
pois a construção espacial se dá através da junção dessas figuras. Vejamos:
Diedros
Sendo dois planos secantes (planos que se cruzam) π e π’, o espaço entre eles é chamado de diedro. A medida de um diedro é feita
em graus, dependendo do ângulo formado entre os planos.
MATEMÁTICA
78
Poliedros
São sólidos geométricos ou figuras geométricas espaciais for-
madas por três elementos básicos: faces, arestas e vértices. Cha-
mamos de poliedro o sólido limitado por quatro ou mais polígonos
planos, pertencentes a planos diferentes e que têm dois a dois so-
mente uma aresta em comum. Veja alguns exemplos:
Os polígonos são as faces do poliedro; os lados e os vértices dos
polígonos são as arestas e os vértices do poliedro.
Um poliedro é convexo se qualquer reta (não paralela a ne-
nhuma de suas faces) o corta em, no máximo, dois pontos. Ele não
possuí “reentrâncias”. E caso contrário é dito não convexo.
Relação de Euler
Em todo poliedro convexo sendo V o número de vértices, A o
número de arestas e F o número de faces, valem as seguintes rela-
ções de Euler:
Poliedro Fechado: V – A + F = 2
Poliedro Aberto: V – A + F = 1
Para calcular o número de arestas de um poliedro temos que
multiplicar o número de faces F pelo número de lados de cada face
n e dividir por dois. Quando temos mais de um tipo de face, basta
somar os resultados.
A = n.F/2
Poliedros de Platão
Eles satisfazem as seguintes condições:
- todas as faces têm o mesmo número n de arestas;
- todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número m de ares-
tas;
- for válida a relação de Euler (V – A + F = 2).
Poliedros Regulares
Um poliedro e dito regular quando:
- suas faces são polígonos regulares congruentes;
- seus ângulos poliédricos são congruentes;
Por essas condições e observações podemos afirmar que todos
os poliedros de Platão são ditos Poliedros Regulares.
Exemplo:
(PUC/RS) Um poliedro convexo tem cinco faces triangulares e
três pentagonais. O número de arestas e o número de vértices des-
te poliedro são, respectivamente:
(A) 30 e 40
(B) 30 e 24
(C) 30 e 8
(D) 15 e 25
(E) 15 e 9
Resolução:
O poliedro tem 5 faces triangulares e 3 faces pentagonais, logo,
tem um total de 8 faces (F = 8). Como cada triângulo tem 3 lados e
o pentágono 5 lados. Temos:
Resposta: E
Não Poliedros
Os sólidos acima são. São considerados não planos pois pos-
suem suas superfícies curvas.
Cilindro: tem duas bases geometricamente iguais definidas por
curvas fechadas em superfície lateral curva.
Cone: tem uma só base definida por uma linha curva fechada e
uma superfície lateral curva.
Esfera: é formada por uma única superfície curva.
MATEMÁTICA
79
Planificações de alguns Sólidos Geométricos
Fonte: https://1.bp.blogspot.com/-WWDbQ-Gh5zU/Wb7iCjR42BI/AA-
AAAAAAIR0/kfRXIcIYLu4Iqf7ueIYKl39DU-9Zw24lgCLcBGAs/s1600/re-
vis%25C3%25A3o%2Bfiguras%2Bgeom%25C3%25A9tricas-page-001.
jpg
Sólidos geométricos
O cálculo do volume de figuras geométricas, podemos pedir
que visualizem a seguinte figura:
a) A figura representa a planificação de um prisma reto;
b) O volume de um prisma reto é igual ao produto da área da
base pela altura do sólido, isto é:
V = Ab. a
Onde a é igual a h (altura do sólido)
c) O cubo e o paralelepípedo retângulo são prismas;
d) O volume do cilindro também se pode calcular da mesma
forma que o volume de um prisma reto.
Área e Volume dos sólidos geométricos
PRISMA: é um sólido geométrico que possui duas bases iguais
e paralelas.
Exemplo:
(PREF. JUCÁS/CE – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – INSTITUTO
NEO EXITUS) O número de faces de um prisma, em que a base é um
polígono de n lados é:
(A) n + 1.
(B) n + 2.
(C) n.
(D) n – 1.
(E) 2n + 1.
Resolução:
Se a base tem n lados, significa que de cada lado sairá uma face.
Assim, teremos n faces, mais a base inferior, e mais a base su-
perior.
Portanto, n + 2
Resposta: B
PIRÂMIDE: é um sólido geométrico que tem uma base e um
vértice superior.
MATEMÁTICA
80
Exemplo:
Uma pirâmide triangular regular tem aresta da base igual a 8
cm e altura 15 cm. O volume dessa pirâmide, em cm3, é igual a:
(A) 60
(B) 60
(C) 80
(D) 80
(E) 90
Resolução:
Do enunciado a base é um triângulo equilátero. E a fórmula
da área do triângulo equilátero é . A aresta da base é a = 8 cm e h
= 15 cm.
Cálculo da área da base:
Cálculo do volume:
Resposta: D
CILINDRO: é um sólido geométrico que tem duas bases iguais,
paralelas e circulares.
CONE: é um sólido geométrico que tem uma base circular e
vértice superior.
Exemplo:
Um cone equilátero tem raio igual a 8 cm. A altura desse cone,
em cm, é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E) 8
Resolução:
Em um cone equilátero temos que g = 2r. Do enunciado o raio
é 8 cm, então a geratriz é g = 2.8 = 16 cm.
g2 = h2 + r2
162 = h2 + 82
256 = h2 + 64
256 – 64 = h2
h2 = 192
Resposta: D
MATEMÁTICA
81
ESFERA: superfície curva, possui formato de uma bola.
TRONCOS: são cortes feitos nas superfícies de alguns dos sóli-
dos geométricos. São eles:
Exemplo:
(ESCOLA DE SARGENTO DAS ARMAS – COMBATENTE/LOGÍSTI-
CA – TÉCNICA/AVIAÇÃO – EXÉRCITO BRASILEIRO) O volume de um
tronco de pirâmide de 4 dm de altura e cujas áreas das bases são
iguais a 36 dm² e 144 dm² vale:
(A) 330 cm³
(B) 720 dm³
(C) 330 m³
(D) 360 dm³
(E) 336 dm³
Resolução:
AB=144 dm²
Ab=36 dm²
Resposta: E
Geometria analítica
Um dos objetivos da Geometria Analítica é determinar a reta
que representa uma certa equação ou obter a equação de uma reta
dada, estabelecendo uma relação entre a geometria e a álgebra.
Sistema cartesiano ortogonal (PONTO)
Para representar graficamente um par ordenado de números
reais, fixamos um referencial cartesiano ortogonal no plano. A reta
x é o eixo das abscissas e a reta y é o eixo das ordenadas. Como se
pode verificar na imagemé o Sistema cartesiano e suas proprieda-
des.
Para determinarmos as coordenadas de um ponto P, traçamos
linhas perpendiculares aos eixos x e y.
• xp é a abscissa do ponto P;
• yp é a ordenada do ponto P;
• xp e yp constituem as coordenadas do ponto P.
Mediante a esse conhecimento podemos destacar as formulas
que serão uteis ao cálculo.
MATEMÁTICA
82
Distância entre dois pontos de um plano
Por meio das coordenadas de dois pontos A e B, podemos lo-
calizar esses pontos em um sistema cartesiano ortogonal e, com
isso, determinar a distância d(A, B) entre eles. O triângulo formado
é retângulo, então aplicamos o Teorema de Pitágoras.
Ponto médio de um segmento
Baricentro
O baricentro (G) de um triângulo é o ponto de intersecção das
medianas do triângulo. O baricentro divide as medianas na razão
de 2:1.
Condição de alinhamento de três pontos
Consideremos três pontos de uma mesma reta (colineares),
A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, y3).
Estes pontos estarão alinhados se, e somente se:
Por outro lado, se D ≠ 0, então os pontos A, B e C serão vértices
de um triângulo cuja área é:
onde o valor do determinante é sempre dado em módulo, pois
a área não pode ser um número negativo.
Inclinação de uma reta e Coeficiente angular de uma reta (ou
declividade)
À medida do ângulo α, onde α é o menor ângulo que uma reta
forma com o eixo x, tomado no sentido anti-horário, chamamos de
inclinação da reta r do plano cartesiano.
Já a declividade é dada por: m = tgα
MATEMÁTICA
83
Cálculo do coeficiente angular
Se a inclinação α nos for desconhecida, podemos calcular o
coeficiente angular m por meio das coordenadas de dois pontos da
reta, como podemos verificar na imagem.
Reta
Equação da reta
A equação da reta é determinada pela relação entre as abscis-
sas e as ordenadas. Todos os pontos desta reta obedecem a uma
mesma lei. Temos duas maneiras de determinar esta equação:
1) Um ponto e o coeficiente angular
Exemplo:
Consideremos um ponto P(1, 3) e o coeficiente angular m = 2.
Dados P(x1, y1) e Q(x, y), com P ∈ r, Q ∈ r e m a declividade da
reta r, a equação da reta r será:
2) Dois pontos: A(x1, y1) e B(x2, y2)
Consideremos os pontos A(1, 4) e B(2, 1). Com essas informa-
ções, podemos determinar o coeficiente angular da reta:
Com o coeficiente angular, podemos utilizar qualquer um dos
dois pontos para determinamos a equação da reta. Temos A(1, 4),
m = -3 e Q(x, y)
y - y1 = m.(x - x1) ⇒ y - 4 = -3. (x - 1) ⇒ y - 4 = -3x + 3 ⇒ 3x +
y - 4 - 3 = 0 ⇒ 3x + y - 7 = 0
Equação reduzida da reta
A equação reduzida é obtida quando isolamos y na equação da
reta y - b = mx
– Equação segmentária da reta
É a equação da reta determinada pelos pontos da reta que in-
terceptam os eixos x e y nos pontos A (a, 0) e B (0,b).
Equação geral da reta
Toda equação de uma reta pode ser escrita na forma:
ax + by + c = 0
onde a, b e c são números reais constantes com a e b não si-
multaneamente nulos.
Posições relativas de duas retas
Em relação a sua posição elas podem ser:
A) Retas concorrentes: Se r1 e r2 são concorrentes, então seus
ângulos formados com o eixo x são diferentes e, como consequên-
cia, seus coeficientes angulares são diferentes.
MATEMÁTICA
84
B) Retas paralelas: Se r1 e r2 são paralelas, seus ângulos com o
eixo x são iguais e, em consequência, seus coeficientes angulares
são iguais (m1 = m2). Entretanto, para que sejam paralelas, é neces-
sário que seus coeficientes lineares n1 e n2 sejam diferentes
C) Retas coincidentes: Se r1 e r2 são coincidentes, as retas cor-
tam o eixo y no mesmo ponto; portanto, além de terem seus coe-
ficientes angulares iguais, seus coeficientes lineares também serão
iguais.
Intersecção de retas
Duas retas concorrentes, apresentam um ponto de intersecção
P(a, b), em que as coordenadas (a, b) devem satisfazer as equações
de ambas as retas. Para determinarmos as coordenadas de P, basta
resolvermos o sistema constituído pelas equações dessas retas.
Condição de perpendicularismo
Se duas retas, r1 e r2, são perpendiculares entre si, a seguinte
relação deverá ser verdadeira.
onde m1 e m2 são os coeficientes angulares das retas r1 e r2,
respectivamente.
Distância entre um ponto e uma reta
A distância de um ponto a uma reta é a medida do segmento
perpendicular que liga o ponto à reta. Utilizamos a fórmula a seguir
para obtermos esta distância.
onde d(P, r) é a distância entre o ponto P(xP, yP) e a reta r .
Exemplo:
(UEPA) O comandante de um barco resolveu acompanhar a
procissão fluvial do Círio-2002, fazendo o percurso em linha reta.
Para tanto, fez uso do sistema de eixos cartesianos para melhor
orientação. O barco seguiu a direção que forma 45° com o sentido
positivo do eixo x, passando pelo ponto de coordenadas (3, 5). Este
trajeto ficou bem definido através da equação:
(A) y = 2x – 1
(B) y = - 3x + 14
(C) y = x + 2
(D) y = - x + 8
(E) y = 3x – 4
Resolução:
xo = 3, yo = 5 e = 1. As alternativas estão na forma de equação
reduzida, então:
y – yo = m(x – xo)
y – 5 = 1.(x – 3)
y – 5 = x – 3
y = x – 3 + 5
y = x + 2
Resposta: C
MATEMÁTICA
85
Circunferência
É o conjunto dos pontos do plano equidistantes de um ponto
fixo O, denominado centro da circunferência.
A medida da distância de qualquer ponto da circunferência ao
centro O é sempre constante e é denominada raio.
Equação reduzida da circunferência
Dados um ponto P(x, y) qualquer, pertencente a uma circunfe-
rência de centro O(a,b) e raio r, sabemos que: d(O,P) = r.
Equação Geral da circunferência
A equação geral de uma circunferência é obtida através do de-
senvolvimento da equação reduzida.
Exemplo:
(VUNESP) A equação da circunferência, com centro no ponto
C(2, 1) e que passa pelo ponto P(0, 3), é:
(A) x2 + (y – 3)2 = 0
(B) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 4
(C) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 8
(D) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 16
(E) x2 + (y – 3)2 = 8
Resolução:
Temos que C(2, 1), então a = 2 e b = 1. O raio não foi dado no
enunciado.
(x – a)2 + (y – b)2 = r2
(x – 2)2 + (y – 1)2 = r2 (como a circunferência passa pelo ponto P,
basta substituir o x por 0 e o y por 3 para achar a raio.
(0 – 2)2 + (3 – 1)2 = r2
(- 2)2 + 22 = r2
4 + 4 = r2
r2 = 8
(x – 2)2 + (y – 1)2 = 8
Resposta: C
Elipse
É o conjunto dos pontos de um plano cuja soma das distâncias
a dois pontos fixos do plano é constante. Onde F1 e F2 são focos:
Mesmo que mudemos o eixo maior da elipse do eixo x para
o eixo y, a relação de Pitágoras (a2 =b2 + c2) continua sendo válida.
Equações da elipse
a) Centrada na origem e com o eixo maior na horizontal.
b) Centrada na origem e com o eixo maior na vertical.
MATEMÁTICA
86
TEOREMA DE PITÁGORAS
Em todo triângulo retângulo, o maior lado é chamado de hipo-
tenusa e os outros dois lados são os catetos. Deste triângulo tira-
mos a seguinte relação:
“Em todo triângulo retângulo o quadrado da hipotenusa é igual
à soma dos quadrados dos catetos”.
a2 = b2 + c2
Exemplo:
Um barco partiu de um ponto A e navegou 10 milhas para o
oeste chegando a um ponto B, depois 5 milhas para o sul chegando
a um ponto C, depois 13 milhas para o leste chagando a um ponto D
e finalmente 9 milhas para o norte chegando a um ponto E. Onde o
barco parou relativamente ao ponto de partida?
(A) 3 milhas a sudoeste.
(B) 3 milhas a sudeste.
(C) 4 milhas ao sul.
(D) 5 milhas ao norte.
(E) 5 milhas a nordeste.
Resolução:
x2 = 32 + 42
x2 = 9 + 16
x2 = 25
Resposta: E
ANOTAÇÕES
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87
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Agente Controle Vetor
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DO SISTEMA ÚNICO DE
SAÚDE
O que é o Sistema Único de Saúde (SUS)?
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais com-
plexos sistemas de saúde pública do mundo, abrangendo desde o
simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio
da Atenção Primária, até o transplante de órgãos, garantindo aces-
so integral, universal e gratuito para toda a população do país. Com
a sua criação, o SUS proporcionou o acesso universal ao sistema
público de saúde, sem discriminação. A atenção integral à saúde, e
não somente aos cuidados assistenciais, passou a ser um direito de
todos os brasileiros, desde a gestação e por toda a vida, com foco
na saúde com qualidade de vida, visando a prevenção e a promoção
da saúde.
A gestão das ações e dos serviços de saúde deve ser solidária e
participativa entre os três entes da Federação: a União, os Estados
e os municípios. A rede que compõe o SUS é ampla e abrange tan-
to ações quanto os serviços de saúde. Engloba a atenção primária,
média e alta complexidades, os serviços urgência e emergência, a
atenção hospitalar, as ações e serviços das vigilâncias epidemiológi-
ca, sanitária e ambiental e assistência farmacêutica.
AVANÇO: Conforme a Constituição Federal de 1988 (CF-88), a
“Saúde é direito de todos e dever do Estado”. No período anterior a
CF-88, o sistema público de saúde prestava assistência apenas aos
trabalhadores vinculados à Previdência Social, aproximadamente
30 milhões de pessoas com acesso aos serviços hospitalares, caben-
do o atendimento aos demais cidadãos às entidades filantrópicas.
Estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS)
O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto pelo Ministério da
Saúde, Estados e Municípios, conforme determina a Constituição
Federal. Cada ente tem suas co-responsabilidades.
Ministério da Saúde
Gestor nacional do SUS, formula, normatiza, fiscaliza, monitora
e avalia políticas e ações, em articulação com o Conselho Nacional de
Saúde. Atua no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) para
pactuar o Plano Nacional de Saúde. Integram sua estrutura: Fiocruz,
Funasa, Anvisa, ANS, Hemobrás, Inca, Into e oito hospitais federais.
Secretaria Estadual de Saúde (SES)
Participa da formulação das políticas e ações de saúde, pres-
ta apoio aos municípios em articulação com o conselho estadual e
participa da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para aprovar e
implementar o plano estadual de saúde.
Secretaria Municipal de Saúde (SMS)
Planeja, organiza, controla, avalia e executa as ações e serviços
de saúde em articulação com o conselho municipal e a esfera esta-
dual para aprovar e implantar o plano municipal de saúde.
Conselhos de Saúde
O Conselho de Saúde, no âmbito de atuação (Nacional, Esta-
dual ou Municipal), em caráter permanente e deliberativo, órgão
colegiado composto por representantes do governo, prestadores
de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação
de estratégias e no controle da execução da política de saúde na
instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e fi-
nanceiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder
legalmente constituído em cada esfera do governo.
Cabe a cada Conselho de Saúde definir o número de membros,
que obedecerá a seguinte composição: 50% de entidades e movi-
mentos representativos de usuários; 25% de entidades representa-
tivas dos trabalhadores da área de saúde e 25% de representação
de governo e prestadores de serviços privados conveniados, ou sem
fins lucrativos.
Comissão Intergestores Tripartite (CIT)
Foro de negociação e pactuação entre gestores federal, estadu-
al e municipal, quanto aos aspectos operacionais do SUS
Comissão Intergestores Bipartite (CIB)
Foro de negociação e pactuação entre gestores estadual e mu-
nicipais, quanto aos aspectos operacionais do SUS
Conselho Nacional de Secretário da Saúde (Conass)
Entidade representativa dos entes estaduais e do Distrito Fede-
ral na CIT para tratar de matérias referentes à saúde
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Co-
nasems)
Entidade representativa dos entes municipais na CIT para tratar
de matérias referentes à saúde
Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems)
São reconhecidos como entidades que representam os entes
municipais, no âmbito estadual, para tratar de matérias referentes
à saúde, desde que vinculados institucionalmente ao Conasems, na
forma que dispuserem seus estatutos.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
88
Responsabilidades dos entes que compõem o SUS
União
A gestão federal da saúde é realizada por meio do Ministério da
Saúde. O governo federal é o principal financiador da rede pública
de saúde. Historicamente, o Ministério da Saúde aplica metade de
todos os recursos gastos no país em saúde pública em todo o Brasil,
e estados e municípios, em geral, contribuem com a outra meta-
de dos recursos. O Ministério da Saúde formula políticas nacionais
de saúde, mas não realiza as ações. Para a realização dos projetos,
depende de seus parceiros (estados, municípios, ONGs, fundações,
empresas, etc.). Também tem a função de planejar, elabirar nor-
mas, avaliar e utilizar instrumentos para o controle do SUS.
Estados e Distrito Federal
Os estados possuem secretarias específicas para a gestão de
saúde. O gestor estadual deve aplicar recursos próprios, inclusive
nos municípios, e os repassados pela União. Além de ser um dos
parceiros para a aplicação de políticas nacionais de saúde, o estado
formula suas próprias políticas de saúde. Ele coordena e planeja o
SUS em nível estadual, respeitando a normatização federal. Os ges-
tores estaduais são responsáveis pela organização do atendimento
à saúde em seu território.
Municípios
São responsáveis pela execução das ações e serviços de saúde
no âmbito do seu território.O gestor municipal deve aplicar recur-
sos próprios e os repassados pela União e pelo estado. O município
formula suas próprias políticas de saúde e também é um dos par-
ceiros para a aplicação de políticas nacionais e estaduais de saú-
de. Ele coordena e planeja o SUS em nível municipal, respeitando a
normatização federal. Pode estabelecer parcerias com outros mu-
nicípios para garantir o atendimento pleno de sua população, para
procedimentos de complexidade que estejam acima daqueles que
pode oferecer.
História do sistema único de saúde (SUS)
As duas últimas décadas foram marcadas por intensas transfor-
mações no sistema de saúde brasileiro, intimamente relacionadas
com as mudanças ocorridas no âmbito político-institucional. Simul-
taneamente ao processo de redemocratização iniciado nos anos 80,
o país passou por grave crise na área econômico-financeira.
No início da décadade 80, procurou-se consolidar o processo
de expansão da cobertura assistencial iniciado na segunda metade
dos anos 70, em atendimento às proposições formuladas pela OMS
na Conferência de Alma-Ata (1978), que preconizava “Saúde para
Todos no Ano 2000”, principalmente por meio da Atenção Primária
à Saúde.
Nessa mesma época, começa o Movimento da Reforma Sa-
nitária Brasileira, constituído inicialmente por uma parcela da in-
telectualidade universitária e dos profissionais da área da saúde.
Posteriormente, incorporaram-se ao movimento outros segmentos
da sociedade, como centrais sindicais, movimentos populares de
saúde e alguns parlamentares.
As proposições desse movimento, iniciado em pleno regime
autoritário da ditadura militar, eram dirigidas basicamente à cons-
trução de uma nova política de saúde efetivamente democrática,
considerando a descentralização, universalização e unificação como
elementos essenciais para a reforma do setor.
Várias foram às propostas de implantação de uma rede de ser-
viços voltada para a atenção primária à saúde, com hierarquização,
descentralização e universalização, iniciando-se já a partir do Pro-
grama de Interiorização das Ações de Saúde e Saneamento (PIASS),
em 1976.
Em 1980, foi criado o Programa Nacional de Serviços Básicos
de Saúde (PREV-SAÚDE) - que, na realidade, nunca saiu do papel -,
logo seguida pelo plano do Conselho Nacional de Administração da
Saúde Previdenciária (CONASP), em 1982 a partir do qual foi imple-
mentada a política de Ações Integradas de Saúde (AIS), em 1983.
Essas constituíram uma estratégia de extrema importância para o
processo de descentralização da saúde.
A 8ª Conferência Nacional da Saúde, realizada em março de
1986, considerada um marco histórico, consagra os princípios pre-
conizados pelo Movimento da Reforma Sanitária.
Em 1987 é implementado o Sistema Unificado e Descentrali-
zado de Saúde (SUDS), como uma consolidação das Ações Integra-
das de Saúde (AIS), que adota como diretrizes a universalização e
a equidade no acesso aos serviços, à integralidade dos cuidados,
a regionalização dos serviços de saúde e implementação de distri-
tos sanitários, a descentralização das ações de saúde, o desenvolvi-
mento de instituições colegiadas gestoras e o desenvolvimento de
uma política de recursos humanos.
O capítulo dedicado à saúde na nova Constituição Federal, pro-
mulgada em outubro de 1988, retrata o resultado de todo o proces-
so desenvolvido ao longo dessas duas décadas, criando o Sistema
Único de Saúde (SUS) e determinando que “a saúde é direito de
todos e dever do Estado” (art. 196).
Entre outros, a Constituição prevê o acesso universal e igua-
litário às ações e serviços de saúde, com regionalização e hierar-
quização, descentralização com direção única em cada esfera de
governo, participação da comunidade e atendimento integral, com
prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
assistenciais.
A Lei nº 8.080, promulgada em 1990, operacionaliza as disposi-
ções constitucionais. São atribuições do SUS em seus três níveis de
governo, além de outras, “ordenar a formação de recursos huma-
nos na área de saúde” (CF, art. 200, inciso III).
Princípios do SUS
São conceitos que orientam o SUS, previstos no artigo 198 da
Constituição Federal de 1988 e no artigo 7º do Capítulo II da Lei n.º
8.080/1990. Os principais são:
Universalidade: significa que o SUS deve atender a todos, sem
distinções ou restrições, oferecendo toda a atenção necessária,
sem qualquer custo;
Integralidade: o SUS deve oferecer a atenção necessária à saú-
de da população, promovendo ações contínuas de prevenção e tra-
tamento aos indivíduos e às comunidades, em quaisquer níveis de
complexidade;
Equidade: o SUS deve disponibilizar recursos e serviços com
justiça, de acordo com as necessidades de cada um, canalizando
maior atenção aos que mais necessitam;
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
89
Participação social: é um direito e um dever da sociedade par-
ticipar das gestões públicas em geral e da saúde pública em par-
ticular; é dever do Poder Público garantir as condições para essa
participação, assegurando a gestão comunitária do SUS; e
Descentralização: é o processo de transferência de responsabi-
lidades de gestão para os municípios, atendendo às determinações
constitucionais e legais que embasam o SUS, definidor de atribui-
ções comuns e competências específicas à União, aos estados, ao
Distrito Federal e aos municípios.
Principais leis
Constituição Federal de 1988: Estabelece que “a saúde é direi-
to de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais
e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros
agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços
para sua promoção, proteção e recuperação”. Determina ao Poder
Público sua “regulamentação, fiscalização e controle”, que as ações
e os serviços da saúde “integram uma rede regionalizada e hierar-
quizada e constituem um sistema único”; define suas diretrizes,
atribuições, fontes de financiamento e, ainda, como deve se dar a
participação da iniciativa privada.
Lei Orgânica da Saúde (LOS), Lei n.º 8.080/1990: Regulamen-
ta, em todo o território nacional, as ações do SUS, estabelece as
diretrizes para seu gerenciamento e descentralização e detalha as
competências de cada esfera governamental. Enfatiza a descentra-
lização político-administrativa, por meio da municipalização dos
serviços e das ações de saúde, com redistribuição de poder, com-
petências e recursos, em direção aos municípios. Determina como
competência do SUS a definição de critérios, valores e qualidade
dos serviços. Trata da gestão financeira; define o Plano Municipal
de Saúde como base das atividades e da programação de cada nível
de direção do SUS e garante a gratuidade das ações e dos serviços
nos atendimentos públicos e privados contratados e conveniados.
Lei n.º 8.142/1990: Dispõe sobre o papel e a participação das
comunidades na gestão do SUS, sobre as transferências de recursos
financeiros entre União, estados, Distrito Federal e municípios na
área da saúde e dá outras providências.
Institui as instâncias colegiadas e os instrumentos de participa-
ção social em cada esfera de governo.
Responsabilização Sanitária
Desenvolver responsabilização sanitária é estabelecer clara-
mente as atribuições de cada uma das esferas de gestão da saú-
de pública, assim como dos serviços e das equipes que compõem
o SUS, possibilitando melhor planejamento, acompanhamento e
complementaridade das ações e dos serviços. Os prefeitos, ao as-
sumir suas responsabilidades, devem estimular a responsabilização
junto aos gerentes e equipes, no âmbito municipal, e participar do
processo de pactuação, no âmbito regional.
Responsabilização Macrossanitária
O gestor municipal, para assegurar o direito à saúde de seus
munícipes, deve assumir a responsabilidade pelos resultados, bus-
cando reduzir os riscos, a mortalidade e as doenças evitáveis, a
exemplo da mortalidade materna e infantil, da hanseníase e da tu-
berculose. Para isso, tem de se responsabilizar pela oferta de ações
e serviços que promovam e protejam a saúde das pessoas, previ-
nam as doenças e os agravos e recuperem os doentes. A atenção
básica à saúde, por reunir esses três componentes, coloca-se como
responsabilidade primeira e intransferível a todos os gestores. O
cumprimento dessas responsabilidades exige que assumam as atri-
buições de gestão, incluindo:
- execução dos serviços públicos de responsabilidade munici-
pal;
- destinação de recursos do orçamento municipal e utilização
do conjunto de recursos da saúde, com base em prioridades defini-
das no Plano Municipal de Saúde;
- planejamento, organização, coordenação, controle e avalia-
ção das ações e dos serviços de saúde sob gestão municipal; e
- participação no processo de integração ao SUS, em âmbito
regional e estadual, para assegurar a seus cidadãos o acesso a servi-
ços de maior complexidade, não disponíveiscomo paz, que, paradoxalmente,
pode ser usada pelo agressor e pelo agredido. Essas palavras
podem ter valor positivo (paz, justiça, honestidade, democracia)
ou vir carregadas de valor negativo (autoritarismo, degradação do
meio ambiente, injustiça, corrupção).
- Uso de afirmações tão amplas, que podem ser derrubadas por
um único contra exemplo. Quando se diz “Todos os políticos são
ladrões”, basta um único exemplo de político honesto para destruir
o argumento.
- Emprego de noções científicas sem nenhum rigor, fora do
contexto adequado, sem o significado apropriado, vulgarizando-as e
atribuindo-lhes uma significação subjetiva e grosseira. É o caso, por
exemplo, da frase “O imperialismo de certas indústrias não permite
que outras crescam”, em que o termo imperialismo é descabido,
uma vez que, a rigor, significa “ação de um Estado visando a reduzir
outros à sua dependência política e econômica”.
A boa argumentação é aquela que está de acordo com a situação
concreta do texto, que leva em conta os componentes envolvidos
na discussão (o tipo de pessoa a quem se dirige a comunicação, o
assunto, etc).
Convém ainda alertar que não se convence ninguém com
manifestações de sinceridade do autor (como eu, que não costumo
mentir...) ou com declarações de certeza expressas em fórmulas
feitas (como estou certo, creio firmemente, é claro, é óbvio, é
evidente, afirmo com toda a certeza, etc). Em vez de prometer,
em seu texto, sinceridade e certeza, autenticidade e verdade, o
enunciador deve construir um texto que revele isso. Em outros
termos, essas qualidades não se prometem, manifestam-se na ação.
A argumentação é a exploração de recursos para fazer parecer
verdadeiro aquilo que se diz num texto e, com isso, levar a pessoa a
que texto é endereçado a crer naquilo que ele diz.
Um texto dissertativo tem um assunto ou tema e expressa um
ponto de vista, acompanhado de certa fundamentação, que inclui
a argumentação, questionamento, com o objetivo de persuadir.
Argumentar é o processo pelo qual se estabelecem relações
para chegar à conclusão, com base em premissas. Persuadir é
um processo de convencimento, por meio da argumentação, no
qual procura-se convencer os outros, de modo a influenciar seu
pensamento e seu comportamento.
A persuasão pode ser válida e não válida. Na persuasão
válida, expõem-se com clareza os fundamentos de uma ideia
ou proposição, e o interlocutor pode questionar cada passo
do raciocínio empregado na argumentação. A persuasão não
válida apoia-se em argumentos subjetivos, apelos subliminares,
chantagens sentimentais, com o emprego de “apelações”, como a
inflexão de voz, a mímica e até o choro.
Alguns autores classificam a dissertação em duas modalidades,
expositiva e argumentativa. Esta, exige argumentação, razões a favor
e contra uma ideia, ao passo que a outra é informativa, apresenta
dados sem a intenção de convencer. Na verdade, a escolha dos
dados levantados, a maneira de expô-los no texto já revelam uma
“tomada de posição”, a adoção de um ponto de vista na dissertação,
ainda que sem a apresentação explícita de argumentos. Desse
ponto de vista, a dissertação pode ser definida como discussão,
debate, questionamento, o que implica a liberdade de pensamento,
a possibilidade de discordar ou concordar parcialmente. A liberdade
de questionar é fundamental, mas não é suficiente para organizar
um texto dissertativo. É necessária também a exposição dos
fundamentos, os motivos, os porquês da defesa de um ponto de
vista.
Pode-se dizer que o homem vive em permanente atitude
argumentativa. A argumentação está presente em qualquer tipo de
discurso, porém, é no texto dissertativo que ela melhor se evidencia.
Para discutir um tema, para confrontar argumentos e posições,
é necessária a capacidade de conhecer outros pontos de vista e
seus respectivos argumentos. Uma discussão impõe, muitas vezes,
a análise de argumentos opostos, antagônicos. Como sempre,
essa capacidade aprende-se com a prática. Um bom exercício
para aprender a argumentar e contra-argumentar consiste em
desenvolver as seguintes habilidades:
- argumentação: anotar todos os argumentos a favor de
uma ideia ou fato; imaginar um interlocutor que adote a posição
totalmente contrária;
- contra-argumentação: imaginar um diálogo-debate e quais os
argumentos que essa pessoa imaginária possivelmente apresentaria
contra a argumentação proposta;
- refutação: argumentos e razões contra a argumentação
oposta.
A argumentação tem a finalidade de persuadir, portanto,
argumentar consiste em estabelecer relações para tirar conclusões
válidas, como se procede no método dialético. O método dialético
não envolve apenas questões ideológicas, geradoras de polêmicas.
Trata-se de um método de investigação da realidade pelo estudo
de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno
em questão e da mudança dialética que ocorre na natureza e na
sociedade.
Descartes (1596-1650), filósofo e pensador francês, criou
o método de raciocínio silogístico, baseado na dedução, que
parte do simples para o complexo. Para ele, verdade e evidência
são a mesma coisa, e pelo raciocínio torna-se possível chegar a
conclusões verdadeiras, desde que o assunto seja pesquisado em
partes, começando-se pelas proposições mais simples até alcançar,
por meio de deduções, a conclusão final. Para a linha de raciocínio
cartesiana, é fundamental determinar o problema, dividi-lo em
partes, ordenar os conceitos, simplificando-os, enumerar todos os
seus elementos e determinar o lugar de cada um no conjunto da
dedução.
A lógica cartesiana, até os nossos dias, é fundamental para a
argumentação dos trabalhos acadêmicos. Descartes propôs quatro
regras básicas que constituem um conjunto de reflexos vitais, uma
série de movimentos sucessivos e contínuos do espírito em busca
da verdade:
- evidência;
- divisão ou análise;
- ordem ou dedução;
- enumeração.
A enumeração pode apresentar dois tipos de falhas: a omissão
e a incompreensão. Qualquer erro na enumeração pode quebrar o
encadeamento das ideias, indispensável para o processo dedutivo.
LÍNGUA PORTUGUESA
9
A forma de argumentação mais empregada na redação
acadêmica é o silogismo, raciocínio baseado nas regras cartesianas,
que contém três proposições: duas premissas, maior e menor,
e a conclusão. As três proposições são encadeadas de tal forma,
que a conclusão é deduzida da maior por intermédio da menor. A
premissa maior deve ser universal, emprega todo, nenhum, pois
alguns não caracteriza a universalidade.
Há dois métodos fundamentais de raciocínio: a dedução
(silogística), que parte do geral para o particular, e a indução, que vai
do particular para o geral. A expressão formal do método dedutivo
é o silogismo. A dedução é o caminho das consequências, baseia-se
em uma conexão descendente (do geral para o particular) que leva
à conclusão. Segundo esse método, partindo-se de teorias gerais,
de verdades universais, pode-se chegar à previsão ou determinação
de fenômenos particulares. O percurso do raciocínio vai da causa
para o efeito. Exemplo:
Todo homem é mortal (premissa maior = geral, universal)
Fulano é homem (premissa menor = particular)
Logo, Fulano é mortal (conclusão)
A indução percorre o caminho inverso ao da dedução, baseiase
em uma conexão ascendente, do particular para o geral. Nesse caso,
as constatações particulares levam às leis gerais, ou seja, parte de
fatos particulares conhecidos para os fatos gerais, desconhecidos. O
percurso do raciocínio se faz do efeito para a causa. Exemplo:
O calor dilata o ferro (particular)
O calor dilata o bronze (particular)
O calor dilata o cobre (particular)
O ferro, o bronze, o cobre são metais
Logo, o calor dilata metais (geral, universal)
Quanto a seus aspectos formais, o silogismo pode ser válido
e verdadeiro; a conclusão será verdadeira se as duas premissas
também o forem. Se há erro ou equívoco na apreciação dos
fatos, pode-se partir de premissas verdadeiras para chegarno município.
Responsabilização Microssanitária
É determinante que cada serviço de saúde conheça o território
sob sua responsabilidade. Para isso, as unidades da rede básica de-
vem estabelecer uma relação de compromisso com a população a
ela adstrita e cada equipe de referência deve ter sólidos vínculos te-
rapêuticos com os pacientes e seus familiares, proporcionando-lhes
abordagem integral e mobilização dos recursos e apoios necessá-
rios à recuperação de cada pessoa. A alta só deve ocorrer quando
da transferência do paciente a outra equipe (da rede básica ou de
outra área especializada) e o tempo de espera para essa transfe-
rência não pode representar uma interrupção do atendimento: a
equipe de referência deve prosseguir com o projeto terapêutico,
interferindo, inclusive, nos critérios de acesso.
Instâncias de Pactuação
São espaços intergovernamentais, políticos e técnicos onde
ocorrem o planejamento, a negociação e a implementação das po-
líticas de saúde pública. As decisões se dão por consenso (e não
por votação), estimulando o debate e a negociação entre as partes.
Comissão Intergestores Tripartite (CIT): Atua na direção nacio-
nal do SUS, formada por composição paritária de 15 membros, sen-
do cinco indicados pelo Ministério da Saúde, cinco pelo Conselho
Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e cinco pelo
Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).
A representação de estados e municípios nessa Comissão é, por-
tanto regional: um representante para cada uma das cinco regiões
existentes no País.
Comissões Intergestores Bipartites (CIB): São constituídas pa-
ritariamente por representantes do governo estadual, indicados
pelo Secretário de Estado da Saúde, e dos secretários municipais
de saúde, indicados pelo órgão de representação do conjunto dos
municípios do Estado, em geral denominado Conselho de Secretá-
rios Municipais de Saúde (Cosems). Os secretários municipais de
Saúde costumam debater entre si os temas estratégicos antes de
apresentarem suas posições na CIB. Os Cosems são também ins-
tâncias de articulação política entre gestores municipais de saúde,
sendo de extrema importância a participação dos gestores locais
nesse espaço.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
90
Espaços regionais: A implementação de espaços regionais de
pactuação, envolvendo os gestores municipais e estaduais, é uma
necessidade para o aperfeiçoamento do SUS. Os espaços regionais
devem-se organizar a partir das necessidades e das afinidades espe-
cíficas em saúde existentes nas regiões.
Descentralização
O princípio de descentralização que norteia o SUS se dá, espe-
cialmente, pela transferência de responsabilidades e recursos para
a esfera municipal, estimulando novas competências e capacidades
político-institucionais dos gestores locais, além de meios adequa-
dos à gestão de redes assistenciais de caráter regional e macror-
regional, permitindo o acesso, a integralidade da atenção e a ra-
cionalização de recursos. Os estados e a União devem contribuir
para a descentralização do SUS, fornecendo cooperação técnica e
financeira para o processo de municipalização.
Regionalização: consensos e estratégias - As ações e os ser-
viços de saúde não podem ser estruturados apenas na escala dos
municípios. Existem no Brasil milhares de pequenas municipalida-
des que não possuem em seus territórios condições de oferecer
serviços de alta e média complexidade; por outro lado, existem
municípios que apresentam serviços de referência, tornando-se
polos regionais que garantem o atendimento da sua população e
de municípios vizinhos. Em áreas de divisas interestaduais, são fre-
quentes os intercâmbios de serviços entre cidades próximas, mas
de estados diferentes. Por isso mesmo, a construção de consensos
e estratégias regionais é uma solução fundamental, que permitirá
ao SUS superar as restrições de acesso, ampliando a capacidade de
atendimento e o processo de descentralização.
O Sistema Hierarquizado e Descentralizado: As ações e servi-
ços de saúde de menor grau de complexidade são colocadas à dis-
posição do usuário em unidades de saúde localizadas próximas de
seu domicílio. As ações especializadas ou de maior grau de comple-
xidade são alcançadas por meio de mecanismos de referência, or-
ganizados pelos gestores nas três esferas de governo. Por exemplo:
O usuário é atendido de forma descentralizada, no âmbito do mu-
nicípio ou bairro em que reside. Na hipótese de precisar ser atendi-
do com um problema de saúde mais complexo, ele é referenciado,
isto é, encaminhado para o atendimento em uma instância do SUS
mais elevada, especializada. Quando o problema é mais simples, o
cidadão pode ser contrarreferenciado, isto é, conduzido para um
atendimento em um nível mais primário.
Plano de saúde fixa diretriz e metas à saúde municipal
É responsabilidade do gestor municipal desenvolver o processo
de planejamento, programação e avaliação da saúde local, de modo
a atender as necessidades da população de seu município com efici-
ência e efetividade. O Plano Municipal de Saúde (PMS) deve orien-
tar as ações na área, incluindo o orçamento para a sua execução.
Um instrumento fundamental para nortear a elaboração do PMS é
o Plano Nacional de Saúde. Cabe ao Conselho Municipal de Saúde
estabelecer as diretrizes para a formulação do PMS, em função da
análise da realidade e dos problemas de saúde locais, assim como
dos recursos disponíveis.
No PMS, devem ser descritos os principais problemas da saúde
pública local, suas causas, consequências e pontos críticos. Além
disso, devem ser definidos os objetivos e metas a serem atingidos,
as atividades a serem executadas, os cronogramas, as sistemáticas
de acompanhamento e de avaliação dos resultados.
Sistemas de informações ajudam a planejar a saúde: O SUS
opera e/ou disponibiliza um conjunto de sistemas de informações
estratégicas para que os gestores avaliem e fundamentem o pla-
nejamento e a tomada de decisões, abrangendo: indicadores de
saúde; informações de assistência à saúde no SUS (internações
hospitalares, produção ambulatorial, imunização e atenção básica);
rede assistencial (hospitalar e ambulatorial); morbidade por local
de internação e residência dos atendidos pelo SUS; estatísticas
vitais (mortalidade e nascidos vivos); recursos financeiros, infor-
mações demográficas, epidemiológicas e socioeconômicas. Cami-
nha-se rumo à integração dos diversos sistemas informatizados de
base nacional, que podem ser acessados no site do Datasus. Nesse
processo, a implantação do Cartão Nacional de Saúde tem papel
central. Cabe aos prefeitos conhecer e monitorar esse conjunto de
informações essenciais à gestão da saúde do seu município.
Níveis de atenção à saúde: O SUS ordena o cuidado com a saú-
de em níveis de atenção, que são de básica, média e alta complexi-
dade. Essa estruturação visa à melhor programação e planejamento
das ações e dos serviços do sistema de saúde. Não se deve, porém,
desconsiderar algum desses níveis de atenção, porque a atenção à
saúde deve ser integral.
A atenção básica em saúde constitui o primeiro nível de aten-
ção à saúde adotada pelo SUS. É um conjunto de ações que engloba
promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação. De-
senvolve-se por meio de práticas gerenciais e sanitárias, democrá-
ticas e participativas, sob a forma de trabalho em equipe, dirigidas
a populações de territórios delimitados, pelos quais assumem res-
ponsabilidade.
Utiliza tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade,
objetivando solucionar os problemas de saúde de maior frequência
e relevância das populações. É o contato preferencial dos usuários
com o sistema de saúde. Deve considerar o sujeito em sua singu-
laridade, complexidade, inteireza e inserção sociocultural, além de
buscar a promoção de sua saúde, a prevenção e tratamento de do-
enças e a redução de danos ou de sofrimentos que possam compro-
meter suas possibilidades de viver de modo saudável.
As UnidadesBásicas são prioridades porque, quando as Unida-
des Básicas de Saúde funcionam adequadamente, a comunidade
consegue resolver com qualidade a maioria dos seus problemas de
saúde. É comum que a primeira preocupação de muitos prefeitos
se volte para a reforma ou mesmo a construção de hospitais. Para o
SUS, todos os níveis de atenção são igualmente importantes, mas a
prática comprova que a atenção básica deve ser sempre prioritária,
porque possibilita melhor organização e funcionamento também
dos serviços de média e alta complexidade.
Estando bem estruturada, ela reduzirá as filas nos prontos so-
corros e hospitais, o consumo abusivo de medicamentos e o uso
indiscriminado de equipamentos de alta tecnologia. Isso porque
os problemas de saúde mais comuns passam a ser resolvidos nas
Unidades Básicas de Saúde, deixando os ambulatórios de especiali-
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
91
dades e hospitais cumprirem seus verdadeiros papéis, o que resulta
em maior satisfação dos usuários e utilização mais racional dos re-
cursos existentes.
Saúde da Família: é a saúde mais perto do cidadão. É parte
da estratégia de estruturação eleita pelo Ministério da Saúde para
reorganização da atenção básica no País, com recursos financeiros
específicos para o seu custeio. Cada equipe é composta por um con-
junto de profissionais (médico, enfermeiro, auxiliares de enferma-
gem e agentes comunitários de saúde, podendo agora contar com
profissional de saúde bucal) que se responsabiliza pela situação de
saúde de determinada área, cuja população deve ser de no mínimo
2.400 e no máximo 4.500 pessoas. Essa população deve ser cadas-
trada e acompanhada, tornando-se responsabilidade das equipes
atendê-la, entendendo suas necessidades de saúde como resultado
também das condições sociais, ambientais e econômicas em que
vive. Os profissionais é que devem ir até suas casas, porque o objeti-
vo principal da Saúde da Família é justamente aproximar as equipes
das comunidades e estabelecer entre elas vínculos sólidos.
A saúde municipal precisa ser integral. O município é respon-
sável pela saúde de sua população integralmente, ou seja, deve
garantir que ela tenha acessos à atenção básica e aos serviços espe-
cializados (de média e alta complexidade), mesmo quando localiza-
dos fora de seu território, controlando, racionalizando e avaliando
os resultados obtidos.
Só assim estará promovendo saúde integral, como determina
a legislação. É preciso que isso fique claro, porque muitas vezes o
gestor municipal entende que sua responsabilidade acaba na aten-
ção básica em saúde e que as ações e os serviços de maior comple-
xidade são responsabilidade do Estado ou da União – o que não é
verdade.
A promoção da saúde é uma estratégia por meio da qual os
desafios colocados para a saúde e as ações sanitárias são pensa-
dos em articulação com as demais políticas e práticas sanitárias e
com as políticas e práticas dos outros setores, ampliando as pos-
sibilidades de comunicação e intervenção entre os atores sociais
envolvidos (sujeitos, instituições e movimentos sociais). A promo-
ção da saúde deve considerar as diferenças culturais e regionais,
entendendo os sujeitos e as comunidades na singularidade de suas
histórias, necessidades, desejos, formas de pertencer e se relacio-
nar com o espaço em que vivem. Significa comprometer-se com os
sujeitos e as coletividades para que possuam, cada vez mais, auto-
nomia e capacidade para manejar os limites e riscos impostos pela
doença, pela constituição genética e por seu contexto social, polí-
tico, econômico e cultural. A promoção da saúde coloca, ainda, o
desafio da intersetorialidade, com a convocação de outros setores
sociais e governamentais para que considerem parâmetros sanitá-
rios, ao construir suas políticas públicas específicas, possibilitando a
realização de ações conjuntas.
Vigilância em saúde: expande seus objetivos. Em um país com
as dimensões do Brasil, com realidades regionais bastante diver-
sificadas, a vigilância em saúde é um grande desafio. Apesar dos
avanços obtidos, como a erradicação da poliomielite, desde 1989,
e com a interrupção da transmissão de sarampo, desde 2000, con-
vivemos com doenças transmissíveis que persistem ou apresentam
incremento na incidência, como a AIDS, as hepatites virais, as me-
ningites, a malária na região amazônica, a dengue, a tuberculose
e a hanseníase. Observamos, ainda, aumento da mortalidade por
causas externas, como acidentes de trânsito, conflitos, homicídios e
suicídios, atingindo, principalmente, jovens e população em idade
produtiva. Nesse contexto, o Ministério da Saúde com o objetivo de
integração, fortalecimento da capacidade de gestão e redução da
morbimortalidade, bem como dos fatores de risco associados à saú-
de, expande o objeto da vigilância em saúde pública, abrangendo as
áreas de vigilância das doenças transmissíveis, agravos e doenças
não transmissíveis e seus fatores de riscos; a vigilância ambiental
em saúde e a análise de situação de saúde.
Competências municipais na vigilância em saúde
Compete aos gestores municipais, entre outras atribuições, as
atividades de notificação e busca ativa de doenças compulsórias,
surtos e agravos inusitados; investigação de casos notificados em
seu território; busca ativa de declaração de óbitos e de nascidos vi-
vos; garantia a exames laboratoriais para o diagnóstico de doenças
de notificação compulsória; monitoramento da qualidade da água
para o consumo humano; coordenação e execução das ações de
vacinação de rotina e especiais (campanhas e vacinações de blo-
queio); vigilância epidemiológica; monitoramento da mortalidade
infantil e materna; execução das ações básicas de vigilância sanitá-
ria; gestão e/ou gerência dos sistemas de informação epidemioló-
gica, no âmbito municipal; coordenação, execução e divulgação das
atividades de informação, educação e comunicação de abrangência
municipal; participação no financiamento das ações de vigilância
em saúde e capacitação de recursos.
Desafios públicos, responsabilidades compartilhadas: A legis-
lação brasileira – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e legislação
sanitária, incluindo as Leis n.º 8.080/1990 e 8.142/1990 – estabe-
lece prerrogativas, deveres e obrigações a todos os governantes. A
Constituição Federal define os gastos mínimos em saúde, por es-
fera de governo, e a legislação sanitária, os critérios para as trans-
ferências intergovernamentais e alocação de recursos financeiros.
Essa vinculação das receitas objetiva preservar condições mínimas
e necessárias ao cumprimento das responsabilidades sanitárias e
garantir transparência na utilização dos recursos disponíveis. A res-
ponsabilização fiscal e sanitária de cada gestor e servidor público
deve ser compartilhada por todos os entes e esferas governamen-
tais, resguardando suas características, atribuições e competências.
O desafio primordial dos governos, sobretudo na esfera municipal,
é avançar na transformação dos preceitos constitucionais e legais
que constituem o SUS em serviços e ações que assegurem o direi-
to à saúde, como uma conquista que se realiza cotidianamente em
cada estabelecimento, equipe e prática sanitária.
É preciso inovar e buscar, coletiva e criativamente, soluções
novas para os velhos problemas do nosso sistema de saúde. A cons-
trução de espaços de gestão que permitam a discussão e a crítica,
em ambiente democrático e plural, é condição essencial para que o
SUS seja, cada vez mais, um projeto que defenda e promova a vida.
Muitos municípios operam suas ações e serviços de saúde em
condições desfavoráveis, dispondo de recursos financeiros e equi-
pes insuficientes para atender às demandas dos usuários, seja em
volume, seja em complexidade – resultado de uma conjuntura so-
cial de extrema desigualdade. Nessas situações, a gestão pública
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
92
em saúde deve adotar condução técnica e administrativa compa-
tível com os recursos existentes e criativa em sua utilização.Deve
estabelecer critérios para a priorização dos gastos, orientados por
análises sistemáticas das necessidades em saúde, verificadas junto
à população. É um desafio que exige vontade política, propostas
inventivas e capacidade de governo.
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios compar-
tilham as responsabilidades de promover a articulação e a interação
dentro do Sistema Único de Saúde – SUS, assegurando o acesso uni-
versal e igualitário às ações e serviços de saúde.
O SUS é um sistema de saúde, regionalizado e hierarquizado,
que integra o conjunto das ações de saúde da União, Estados, Distri-
to Federal e Municípios, onde cada parte cumpre funções e compe-
tências específicas, porém articuladas entre si, o que caracteriza os
níveis de gestão do SUS nas três esferas governamentais.
Criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela
Lei nº 8.080/90, conhecida como a Lei Orgânica da Saúde, e pela Lei
nº 8.142/90, que trata da participação da comunidade na gestão
do Sistema e das transferências intergovernamentais de recursos
financeiros, o SUS tem normas e regulamentos que disciplinam as
políticas e ações em cada Subsistema.
A Sociedade, nos termos da Legislação, participa do planeja-
mento e controle da execução das ações e serviços de saúde. Essa
participação se dá por intermédio dos Conselhos de Saúde, presen-
tes na União, nos Estados e Municípios.
Níveis de Gestão do SUS
Esfera Federal - Gestor: Ministério da Saúde - Formulação da
política estadual de saúde, coordenação e planejamento do SUS em
nível Estadual. Financiamento das ações e serviços de saúde por
meio da aplicação/distribuição de recursos públicos arrecadados.
Esfera Estadual - Gestor: Secretaria Estadual de Saúde - Formu-
lação da política municipal de saúde e a provisão das ações e ser-
viços de saúde, financiados com recursos próprios ou transferidos
pelo gestor federal e/ou estadual do SUS.
Esfera Municipal - Gestor: Secretaria Municipal de Saúde
- Formulação de políticas nacionais de saúde, planejamento,
normalização, avaliação e controle do SUS em nível nacional.
Financiamento das ações e serviços de saúde por meio da aplicação/
distribuição de recursos públicos arrecadados.
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
Pela dicção dos arts. 196 e 198 da CF, podemos afirmar que
somente da segunda parte do art. 196 se ocupa o Sistema Único de
Saúde, de forma mais concreta e direta, sob pena de a saúde, como
setor, como uma área da Administração Pública, se ver obrigada a
cuidar de tudo aquilo que possa ser considerado como fatores que
condicionam e interferem com a saúde individual e coletiva. Isso
seria um arrematado absurdo e deveríamos ter um super Ministério
e super Secretarias da Saúde responsáveis por toda política social e
econômica protetivas da saúde.
Se a Constituição tratou a saúde sob grande amplitude, isso
não significa dizer que tudo o que está ali inserido corresponde a
área de atuação do Sistema Único de Saúde.
Repassando, brevemente, aquela seção do capítulo da Seguri-
dade Social, temos que: -- o art. 196, de maneira ampla, cuida do
direito à saúde; -- o art. 197 trata da relevância pública das ações e
serviços de saúde, públicos e privados, conferindo ao Estado o direi-
to e o dever de regulamentar, fiscalizar e controlar o setor (público
e privado); -- o art. 198 dispõe sobre as ações e os serviços públicos
de saúde que devem ser garantidos a todos cidadãos para a sua
promoção, proteção e recuperação, ou seja, dispõe sobre o Sistema
Único de Saúde; -- o art. 199, trata da liberdade da iniciativa priva-
da, suas restrições (não pode explorar o sangue, por ser bem fora
do comércio; deve submeter-se à lei quanto à remoção de órgãos
e tecidos e partes do corpo humano; não pode contar com a parti-
cipação do capital estrangeiro na saúde privada; não pode receber
auxílios e subvenções, se for entidade de fins econômicos etc.) e a
possibilidade de o setor participar, complementarmente, do setor
público; -- e o art. 200, das atribuições dos órgãos e entidades que
compõem o sistema público de saúde. O SUS é mencionado somen-
te nos arts. 198 e 200.
A leitura do art. 198 deve sempre ser feita em consonância com
a segunda parte do art. 196 e com o art. 200. O art. 198 estatui que
todas as ações e serviços públicos de saúde constituem um único
sistema. Aqui temos o SUS. E esse sistema tem como atribuição ga-
rantir ao cidadão o acesso às ações e serviços públicos de saúde
(segunda parte do art. 196), conforme campo demarcado pelo art.
200 e leis específicas.
O art. 200 define em que campo deve o SUS atuar. As atribui-
ções ali relacionadas não são taxativas ou exaustivas. Outras pode-
rão existir, na forma da lei. E as atribuições ali elencadas dependem,
também, de lei para a sua exequibilidade.
Em 1990, foi editada a Lei n. 8.080/90 que, em seus arts. 5º e
6º, cuidou dos objetivos e das atribuições do SUS, tentando melhor
explicitar o art. 200 da CF (ainda que, em alguns casos, tenha repe-
tido os incisos daquele artigo, tão somente).
São objetivos do SUS: a) a identificação e divulgação dos fato-
res condicionantes e determinantes da saúde; b) a formulação de
políticas de saúde destinadas a promover, nos campos econômico
e social, a redução de riscos de doenças e outros agravos; e c) exe-
cução de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde,
integrando as ações assistenciais com as preventivas, de modo a
garantir às pessoas a assistência integral à sua saúde.
O art. 6º, estabelece como competência do Sistema a execução
de ações e serviços de saúde descritos em seus 11 incisos.
O SUS deve atuar em campo demarcado pela lei, em razão do
disposto no art. 200 da CF e porque o enunciado constitucional de
que saúde é direito de todos e dever do Estado, não tem o condão
de abranger as condicionantes econômico-sociais da saúde, tam-
pouco compreender, de forma ampla e irrestrita, todas as possíveis
e imagináveis ações e serviços de saúde, até mesmo porque haverá
sempre um limite orçamentário e um ilimitado avanço tecnológico
a criar necessidades infindáveis e até mesmo questionáveis sob o
ponto de vista ético, clínico, familiar, terapêutico, psicológico.
Será a lei que deverá impor as proporções, sem, contudo, é ob-
vio, cercear o direito à promoção, proteção e recuperação da saú-
de. E aqui o elemento delimitador da lei deverá ser o da dignidade
humana.
Lembramos, por oportuno que, o Projeto de Lei Complementar
n. 01/2003 -- que se encontra no Congresso Nacional para regu-
lamentar os critérios de rateio de transferências dos recursos da
União para Estados e Municípios – busca disciplinar, de forma mais
clara e definitiva, o que são ações e serviços de saúde e estabelecer
o que pode e o que não pode ser financiado com recursos dos fun-
dos de saúde. Esses parâmetros também servirão para circunscre-
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
93
ver o que deve ser colocado à disposição da população, no âmbito
do SUS, ainda que o art. 200 da CF e o art. 6º da LOS tenham defini-
do o campo de atuação do SUS, fazendo pressupor o que são ações
e serviços públicos de saúde, conforme dissemos acima. (O Conse-
lho Nacional de Saúde e o Ministério da Saúde também disciplina-
ram o que são ações e serviços de saúde em resoluções e portarias).
O QUE FINANCIAR COM OS RECURSOS DA SAÚDE?
De plano, excetuam-se da área da saúde, para efeito de finan-
ciamento, (ainda que absolutamente relevantes como indicadores
epidemiológicos da saúde) as condicionantes econômico-sociais.
Os órgãos e entidades do SUS devem conhecer e informar à socie-
dade e ao governo os fatos que interferem na saúde da população
com vistas à adoção de políticas públicas, sem, contudo, estarem
obrigados a utilizar recursos do fundo de saúde para intervir nessas
causas.
Quem tem o dever de adotar políticas sociais e econômicas que
visem evitar o risco da doença é o Governo como um todo (políticas
de governo), e não a saúde, como setor (políticas setoriais). A ela,
saúde,compete atuar nos campos demarcados pelos art. 200 da CF
e art. 6º da Lei n. 8.080/90 e em outras leis específicas.
Como exemplo, podemos citar os servidores da saúde que de-
vem ser pagos com recursos da saúde, mas o seu inativo, não; não
porque os inativos devem ser pagos com recursos da Previdência
Social. Idem quanto as ações da assistência social, como bolsa-a-
limentação, bolsa-família, vale-gás, renda mínima, fome zero, que
devem ser financiadas com recursos da assistência social, setor ao
qual incumbe promover e prover as necessidades das pessoas ca-
rentes visando diminuir as desigualdades sociais e suprir suas ca-
rências básicas imediatas. Isso tudo interfere com a saúde, mas não
pode ser administrada nem financiada pelo setor saúde.
O saneamento básico é outro bom exemplo. A Lei n. 8.080/90,
em seu art. 6º, II, dispõe que o SUS deve participar na formulação
da política e na execução de ações de saneamento básico. Por sua
vez, o § 3º do art. 32, reza que as ações de saneamento básico que
venham a ser executadas supletivamente pelo SUS serão financia-
das por recursos tarifários específicos e outros da União, Estados,
DF e Municípios e não com os recursos dos fundos de saúde.
Nesse ponto gostaríamos de abrir um parêntese para comentar
o Parecer do Sr. Procurador Geral da República, na ADIn n. 3087-
6/600-RJ, aqui mencionado.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, pela Lei n. 4.179/03,
instituiu o Programa Estadual de Acesso à Alimentação – PEAA, de-
terminando que suas atividades correrão à conta do orçamento do
Fundo Estadual da Saúde [13], vinculado à Secretaria de Estado da
Saúde. O PSDB, entendendo ser a lei inconstitucional por utilizar
recursos da saúde para uma ação que não é de responsabilidade
da área da saúde, moveu ação direta de inconstitucionalidade, com
pedido de cautelar.
O Sr. Procurador da República (Parecer n. 5147/CF), opinou
pela improcedência da ação por entender que o acesso à alimenta-
ção é indissociável do acesso à saúde, assim como os medicamen-
tos o são e que as pessoas de baixa renda devem ter atendidas a
necessidade básica de alimentar-se.
Infelizmente, mais uma vez confundiu-se “saúde” com “assis-
tência social”, áreas da Seguridade Social, mas distintas entre si.
A alimentação é um fator que condiciona a saúde tanto quanto o
saneamento básico, o meio ambiente degradado, a falta de renda
e lazer, a falta de moradia, dentre tantos outros fatores condicio-
nantes e determinantes, tal qual mencionado no art. 3º da Lei n.
8.080/90 [14].
A Lei n. 8.080/90 ao dispor sobre o campo de atuação do SUS
incluiu a vigilância nutricional e a orientação alimentar [15], ativi-
dades complexas que não tem a ver com o fornecimento, puro e
simples, de bolsa-alimentação, vale-alimentação ou qualquer outra
forma de garantia de mínimos existenciais e sociais, de atribuição
da assistência social ou de outras áreas da Administração Pública
voltadas para corrigir as desigualdades sociais. A vigilância nutricio-
nal deve ser realizada pelo SUS em articulação com outros órgãos
e setores governamentais em razão de sua interface com a saúde.
São atividades que interessam a saúde, mas as quais, a saúde como
setor, não as executa. Por isso a necessidade das comissões interse-
toriais previstas na Lei n. 8.080/90.
A própria Lei n. 10.683/2003, que organiza a Presidência da
República, estatuiu em seu art. 27, XX ser atribuição do Ministério
da Saúde: a) política nacional de saúde; b) coordenação e fiscali-
zação do Sistema Único de Saúde; c) saúde ambiental e ações de
promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva,
inclusive a dos trabalhadores e dos índios; d) informações em saú-
de; e) insumos críticos para a saúde; f) ação preventiva em geral,
vigilância e controle sanitário de fronteiras e de portos marítimos,
fluviais e aéreos; g) vigilância em saúde, especialmente quanto às
drogas, medicamentos e alimentos; h) pesquisa científica e tecnoló-
gica na área da saúde. Ao Ministério da Saúde compete a vigilância
sobre alimentos (registro, fiscalização, controle de qualidade) e não
a prestação de serviços que visem fornecer alimentos às pessoas de
baixa renda.
O fornecimento de cesta básica, merenda escolar, alimentação
a crianças em idade escolar, idosos, trabalhadores rurais temporá-
rios, portadores de moléstias graves, conforme previsto na Lei do
Estado do Rio de Janeiro, são situações de carência que necessitam
de apoio do Poder Público, sem sombra de dúvida, mas no âmbito
da assistência social [16] ou de outro setor da Administração Pú-
blica e com recursos que não os do fundo de saúde. Não podemos
mais confundir assistência social com saúde. A alimentação interes-
sa à saúde, mas não está em seu âmbito de atuação.
Tanto isso é fato que a Lei n. 8.080/90, em seu art. 12, estabe-
leceu que “serão criadas comissões intersetoriais de âmbito nacio-
nal, subordinadas ao Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos
Ministérios e órgãos competentes e por entidades representativas
da sociedade civil”, dispondo seu parágrafo único que “as comissões
intersetoriais terão a finalidade de articular políticas e programas
de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não com-
preendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde”. Já o seu art. 13,
destaca, algumas dessas atividades, mencionando em seu inciso I a
“alimentação e nutrição”.
O parâmetro para o financiamento da saúde deve ser as atri-
buições que foram dadas ao SUS pela Constituição e por leis espe-
cíficas e não a 1º parte do art. 196 da CF, uma vez que os fatores
que condicionam a saúde são os mais variados e estão inseridos
nas mais diversas áreas da Administração Pública, não podendo ser
considerados como competência dos órgãos e entidades que com-
põe o Sistema Único de Saúde.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
94
DA INTEGRALIDADE DA ASSISTÊNCIA
Vencida esta etapa, adentramos em outra, no interior do setor
saúde - SUS, que trata da integralidade da assistência à saúde. O
art. 198 da CF determina que o Sistema Único de Saúde deve ser
organizado de acordo com três diretrizes, dentre elas, o atendimen-
to integral que pressupõe a junção das atividades preventivas, que
devem ser priorizadas, com as atividades assistenciais, que também
não podem ser prejudicadas.
A Lei n. 8.080/90, em seu art. 7º (que dispõe sobre os princípios
e diretrizes do SUS), define a integralidade da assistência como “o
conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e
curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos
os níveis de complexidade do sistema”.
A integralidade da assistência exige que os serviços de saúde
sejam organizados de forma a garantir ao indivíduo e à coletividade
a proteção, a promoção e a recuperação da saúde, de acordo com
as necessidades de cada um em todos os níveis de complexidade
do sistema.
Vê-se, pois, que a assistência integral não se esgota nem se
completa num único nível de complexidade técnica do sistema,
necessitando, em grande parte, da combinação ou conjugação de
serviços diferenciados, que nem sempre estão à disposição do cida-
dão no seu município de origem. Por isso a lei sabiamente definiu
a integralidade da assistência como a satisfação de necessidades
individuais e coletivas que devem ser realizadas nos mais diversos
patamares de complexidade dos serviços de saúde, articulados pe-
los entes federativos, responsáveis pela saúde da população.
A integralidade da assistência é interdependente; ela não se
completa nos serviços de saúde de um só ente da federação. Ela
só finaliza, muitas vezes, depois de o cidadão percorrer o caminho
traçado pela rede de serviços de saúde, em razão da complexidade
da assistência
E para a delimitação das responsabilidades de cada ente da fe-
deração quanto ao seu comprometimento com a integralidade da
assistência, foram criados instrumentos de gestão, como o plano de
saúde e as formas de gestão dos serviços de saúde.
Desse modo, devemos centrarnossas atenções no plano de
saúde, por ser ele a base de todas as atividades e programações da
saúde, em cada nível de governo do Sistema Único de Saúde, o qual
deverá ser elaborado de acordo com diretrizes legais estabelecidas
na Lei n. 8.080/90: epidemiologia e organização de serviços (arts.
7º VII e 37) [18]. O plano de saúde deve ser a referência para a de-
marcação de responsabilidades técnicas, administrativas e jurídicas
dos entes políticos.
Sem planos de saúde -- elaborados de acordo com as diretrizes
legais, associadas àquelas estabelecidas nas comissões intergover-
namentais trilaterais [19], principalmente no que se refere à divisão
de responsabilidades -- o sistema ficará ao sabor de ideologias e
decisões unilaterais das autoridades dirigentes da saúde, quando
a regra que perpassa todo o sistema é a da cooperação e da conju-
gação de recursos financeiros, tecnológicos, materiais, humanos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, em redes
regionalizadas de serviços, nos termos dos incisos IX, b e XI do art.
7º e art. 8º da Lei n. 8.080/90.
Por isso, o plano de saúde deve ser o instrumento de fixação
de responsabilidades técnicas, administrativas e jurídicas quanto
à integralidade da assistência, uma vez que ela não se esgota, na
maioria das vezes, na instância de governo-sede do cidadão. Ressal-
te-se, ainda, que o plano de saúde é a expressão viva dos interesses
da população, uma vez que, elaborado pelos órgãos competentes
governamentais, deve ser submetido ao conselho de saúde, repre-
sentante da comunidade no SUS, a quem compete, discutir, aprovar
e acompanhar a sua execução, em todos os seus aspectos.
Lembramos, ainda, que o planejamento sendo ascendente,
iniciando-se da base local até a federal, reforça o sentido de que
a integralidade da assistência só se completa com o conjunto arti-
culado de serviços, de responsabilidade dos diversos entes gover-
namentais.
Resumindo, podemos afirmar que, nos termos do art. 198, II,
da CF, c/c os arts. 7º, II e VII, 36 e 37, da Lei n. 8.080/90, a integra-
lidade da assistência não é um direito a ser satisfeito de maneira
aleatória, conforme exigências individuais do cidadão ou de acordo
com a vontade do dirigente da saúde, mas sim o resultado do plano
de saúde que, por sua vez, deve ser a consequência de um planeja-
mento que leve em conta a epidemiologia e a organização de ser-
viços e conjugue as necessidades da saúde com as disponibilidades
de recursos [20], além da necessária observação do que ficou de-
cidido nas comissões intergovernamentais trilaterais ou bilaterais,
que não contrariem a lei.
Na realidade, cada ente político deve ser eticamente respon-
sável pela saúde integral da pessoa que está sob atenção em seus
serviços, cabendo-lhe responder civil, penal e administrativamente
apenas pela omissão ou má execução dos serviços que estão sob
seu encargo no seu plano de saúde que, por sua vez, deve guardar
consonância com os pactos da regionalização, consubstanciados
em instrumentos jurídicos competentes.
Nesse ponto, temos ainda a considerar que, dentre as atribui-
ções do SUS, uma das mais importantes -- objeto de reclamações e
ações judiciais -- é a assistência terapêutica integral. Por sua indivi-
dualização, imediatismo, apelo emocional e ético, urgência e emer-
gência, a assistência terapêutica destaca-se dentre todas as demais
atividades da saúde como a de maior reivindicação individual.
DIRETRIZES NACIONAIS PARA A PREVENÇÃO E CON-
TROLE DE EPIDEMIAS DE DENGUE
Perfil epidemiológico da população brasileira
Em 1992, foi publicado na revista Epidemiologia e Serviços de
Saúde (RESS) o artigo intitulado ‘Polarização Epidemiológica no Bra-
sil’, de autoria de Duarte de Araújo. Hoje, em 2012, quando come-
moramos os 20 anos de existência da RESS, o pioneiro artigo é repu-
blicado e nos brinda com um debate rico e atual. Conceitualmente,
Omran, em 1971, focou a teoria da transição epidemiológica nas
complexas mudanças dos padrões saúde-doença e nas interações
entre esses padrões, seus determinantes demográficos, econômi-
cos e sociais, e suas consequências.2Entre as proposições centrais
incluídas em sua teoria, destacam-se: (I) existe um processo longo
de mudanças nos padrões de mortalidade e adoecimento, em que
as pandemias por doenças infecciosas são gradativamente substi-
tuídas pelas doenças degenerativas e agravos produzidos pelo ho-
mem*; (II) durante essa transição, as mais profundas mudanças nos
padrões de saúde-doença ocorrem nas crianças e nas mulheres jo-
vens; (III) as mudanças que caracterizam a transição epidemiológica
são fortemente associadas às transições demográfica e socioeconô-
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
95
mica que constituem o complexo da modernização; e (IV) as varia-
ções peculiares no padrão, no ritmo, nos determinantes e nas con-
sequências das mudanças na população diferenciam três modelos
básicos de transição epidemiológica, o modelo clássico ou ociden-
tal, o modelo acelerado e o modelo contemporâneo ou prolongado.
Vinte anos mais tarde, Frenk e colaboradores defendem a exis-
tência de um modelo ‘polarizado prolongado’ de transição epide-
miológica na América Latina, caracterizado por:
(I) superposição de etapas - incidência alta e concomitante das
doenças de ambas as etapas, pré e pós-transição -;
(II) contra-transição - ressurgimento de algumas doenças infec-
ciosas que já haviam sido controladas -;
(III) transição prolongada - processos de transição inconclusos,
com certo estancamento dos países em estado de morbidade mista
-; e
(IV) polarização epidemiológica - níveis diferenciados de transi-
ção entre e intrapaíses, inclusive entre grupos sociais de um mesmo
país.
Duarte Araújo ressalta em seu artigo que o Brasil é um exemplo
da polarização epidemiológica descrita por Frenk e colaboradores,
combinando elevadas taxas de morbidade e mortalidade por doen-
ças crônico-degenerativas com altas incidências de doenças infec-
ciosas e parasitárias, e a prolongada persistência de níveis diferen-
ciados de transição entre grupos sociais distintos.
A transição demográfica no Brasil
Também nesse número da RESS, Vasconcelos & Gomes revi-
sitam e atualizam o fenômeno da transição demográfica no Brasil,
entre 1950 e 2010, e destacam os diferenciais frente a um modelo
teórico de transição, de uma sociedade rural e tradicional para uma
sociedade urbana e moderna, com quedas das taxas de natalidade
e mortalidade.
Vivemos na região mais urbanizada do planeta: em 2010, 82,0%
da população da América do Norte e 79,0% da América Latina e
Caribe residiam no meio urbano. Naquele mesmo ano, a taxa de
urbanização no Brasil alcançou 84,0%. A completa inversão desse
indicador no país foi descrita em 1970, quando a população urbana
superou a rural e logo, gradativamente, foi se distanciando dela.
O processo de urbanização acompanhou-se de importantes
mudanças sociais, como nas formas de inserção da mulher na so-
ciedade, rearranjos familiares, incrementos tecnológicos, entre ou-
tras. O padrão demográfico alterou-se. A forte queda na fecundida-
de e o aumento da longevidade impulsionaram um envelhecimento
acelerado da população brasileira, conforme foi discutido por Vas-
concelos & Gomes. Em anos recentes, observam-se tendências de
crescimento baixo ou mesmo negativo da população jovem, desa-
celeração do crescimento da população em idade ativa e grande
crescimento do contingente de idosos.
Entre 1940 e 1960, a taxa média de fecundidade no Brasil man-
teve-se em torno de 6 filhos por mulher. Desde então, esse indica-
dor vem decrescendo em todas as Regiões do país e entre todos
os grupos sociais, ainda que em ritmos diferentes. Em 2010, o país
apresentou taxa de fecundidade de 1,9 filhos por mulher, inferior
à média observada para a região das Américas (2,1 filhos por mu-
lher), variando de 2,1 a 3,0 nas unidades federadas (UF) da região
Norte, e de 1,6 a 1,7 nas UF das regiões Sul e Sudeste. Observa-se,
também, um padrãode gradativo incremento da idade gestacional
no Brasil.
Como aponta Vasconcelos & Gomes, a rapidez do processo e os
distintos ritmos observados entre as regiões caracterizam a transi-
ção demográfica no Brasil, assim como em outros países da America
Latina. A França levou 115 anos para duplicar a proporção da popu-
lação de idosos (de 7,0 para 14,0%), enquanto no Brasil, a mesma
mudança proporcional levou apenas 40 anos para ocorrer (de 5,1
para 10,8%).
Além dessa robusta discussão apresentada por Vasconcelos &
Gomes, o artigo republicado de Duarte Araújo discute a polariza-
ção epidemiológica brasileira vis-à-vis esse processo de transição
demográfica e as mudanças socioeconômicas experimentadas no
país.
Redução da mortalidade precoce
O Brasil tem experimentado notável êxito na redução da mor-
talidade precoce. A proporção de mortes ocorridas antes dos 20
anos de idade passou de 12,2% em 2000 para 7,4% em 2010. Nesta
mesma década, o risco de morrer no primeiro ano de vida caiu de
26,6 para 16,2 por 1000 nascidos vivos (NV).
Não obstante, poderíamos - e deveríamos - fazer melhor. Cerca
de 70,0% das mortes infantis no Brasil são consideradas evitáveis
por ações efetivas do Sistema Único de Saúde.10 Nossa taxa de
mortalidade infantil é superior às médias para a América do Norte
(6,3 por 1000 NV) e mesmo para a América Latina e Caribe (15,6
por 1000 NV). Estamos também com valor maior para esse indica-
dor quando nos colocamos junto a países com níveis de desenvolvi-
mento econômico semelhantes ao nosso, como é o caso do México
(14,1 por 1000 NV), Argentina (11,9/1000 NV), Costa Rica (9,1/1000
NV) e Chile (7,4/1000 NV).
Doenças imunopreveníveis e outras doenças infecciosas e pa-
rasitárias
A mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias (DIP) vem
declinando desde a década de 1940, inicial;mente com queda agu-
da, recentemente mais lenta, embora persistente.9,12 Entre 2000
e 2010, a mortalidade proporcional por DIP caiu de 4,7 para 4,3%.
Parte relevante da tendência histórica de queda nesse grupo
de causas de morte deve-se ao expressivo êxito alcançado pela área
da saúde em relação às doenças passíveis de prevenção por imuni-
zação. Em conjunto, a notificação de casos e óbitos por sarampo,
poliomielite, rubéola, síndrome da rubéola congênita (SRC), menin-
gite (H. influenzae), tétano, coqueluche e difteria em crianças me-
nores de 5 anos de idade reduziu-se de mais de 153 mil casos e 5,5
mil óbitos em 1980, para cerca de 2 mil casos e 50 óbitos em 2009.9
Nesse contexto, merece destaque, também, a redução da mortali-
dade e hospitalização por algumas DIP potencialmente letais, como
as doenças diarréicas agudas em crianças e a malária.
Permanecem, no horizonte da Saúde Pública, desafios históri-
cos como a persistência de doenças associadas à miséria e exclusão
social, a exemplo da tuberculose e a hanseníase; a alta incidência
da malária na região da Amazônia Legal, oscilando em torno de
300 mil casos novos/ano; e as recorrentes epidemias da dengue. A
emergência de novas DIP, bem como as novas formas de transmis-
são de antigas DIP, aportam complexidade a esse cenário. Como foi
discutido por Duarte Araújo, esses são aspectos que nos afastam
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
96
do modelo clássico de transição epidemiológica e exigem contínuas
inovações dos modelos de vigilância em um contexto social diverso
e complexo, como é a vida urbana atual.1,9,12
Fatores de risco e as doenças crônicas não transmissíveis
(DCNT)
O envelhecimento, a urbanização, as mudanças sociais e eco-
nômicas e a globalização impactaram o modo de viver, trabalhar
e se alimentar dos brasileiros. Como consequência, tem crescido
a prevalência de fatores como a obesidade e o sedentarismo, con-
correntes diretos para o desenvolvimento das doenças crônicas não
transmissíveis (DCNT). Em 2011, quase a metade dos adultos (≥ 18
anos de idade) em capitais brasileiras relataram excesso de peso
(48,5%), 17,0% referiram consumo abusivo de álcool, 20,0% consu-
miam frutas e hortaliças em quantidadeinsuficiente e 14,0% eram
inativos fisicamente. Não é de se surpreender que, em 2010, as
DCNT responderam por 73,9% dos óbitos no Brasil, dos quais 80,1%
foram devido a doença cardiovascular, câncer, doença respiratória
crônica ou diabetes. Esses dados reafirmam a relevância das DCNT
neste momento de transição epidemiológica do Brasil.
Esta realidade das últimas décadas também trouxe exemplos
de sucesso para o controle dos principais fatores de risco para as
DCNT. É o caso da política de controle do tabagismo, que fez cair a
prevalência de fumantes de 35,6% em 1986 para 15,0% em 2010.
Estimativas recentes calculam que essa queda preveniu cerca de
420 mil (260 mil a 715 mil) mortes.
Causa externas de morte
O crescimento da violência representa um dos maiores e mais
difíceis desafios do novo perfil epidemiológico do Brasil. Em 2010,
ocorreram 143 mil (12,5%) óbitos devido as causas externas. O au-
mento da mortalidade por causas externas, observado a partir da
década de 1980, deve-se principalmente aos homicídios (com 52
mil óbitos em 2010) e aos acidentes de transporte terrestre (com
42,5 mil óbitos em 2010), com destaque em grandes centros ur-
banos.9 Os homens jovens são os mais afetados pelo crescimento
dos homicídios - como agressores e vítimas - e pelos acidentes de
trânsito. Transições demográficas rápidas em contextos históricos
complexos e de grandes desigualdades sociais alimentam a violên-
cia e dificultam as soluções para esse problema.
Novos e velhos desafios nesse persistente contexto de mu-
danças
Por si só, o aumento da população idosa e as demandas, cres-
centes, de um envelhecimento saudável representam desafios im-
portantes para o Sistema Único de Saúde do Brasil. Esses desafios
são potencializados pela sobreposição de agendas, expressão de
uma transição epidemiológica prolongada, com a persistência das
doenças transmissíveis, o crescimento dos fatores de risco para as
DCNT e a enorme pressão das causas externas. Adicionalmente,
como antecipado por Duarte Araújo, o país apresenta fases distintas
dessa transição, com polarização entre diferentes áreas geográficas
e grupos sociais, ampliando as contradições no território. Os atribu-
tos desse complexo contexto costuram e pressionam as agendas da
Saúde Pública e dos Sistemas Previdenciário e Educacional no Bra-
sil. Da mesma forma como foi debatido por Frenk e colaboradores,
os processos de transição demográfica e epidemiológica também
demandam transformações nas respostas sociais, expressas inclu-
sive pela forma como o sistema de saúde se organiza para ofertar
serviços, impondo, portanto, uma transição na atenção à saúde.
Endemia
É qualquer doença localizada em um espaço limitado denomi-
nado “faixa endêmica”. Significa que endemia é uma doença que
se manifesta apenas numa determinada região, de causa local, não
atingindo nem se espalhando para outras comunidades.
Enquanto a epidemia se espalha por outras localidades, a en-
demia tem duração continua porém, restrito a uma determinada
área.
No Brasil, existem áreas endêmicas. A título de exemplo, pode
ser citada a febre amarela comum Amazônia. No período de infes-
tação da doença, as pessoas que viajam para tal região precisam ser
vacinadas. A dengue é outro exemplo de endemia, pois são regis-
trados focos da doença em um espaço limitado, ou seja, ela não se
espalha por toda uma região, ocorre apenas onde há incidência do
mosquito transmissor da doença.
Doenças endêmicas
O Brasil já teve e tem várias doenças endêmicas. Por exemplo,
na década de 80, a doença de Chagas era uma importante ende-
mia rural, mas ao longo dos anos teve a sua incidência melhorada,
embora permaneça classificada como uma das graves endemias no
Brasil.
Atualmente, a malária e febre amarela são importantes doen-
ças endêmicas que preocupam as autoridades e necessitam de cui-
dados especiais. Podem ser citadas a esquistossomose, a leishma-
niose, a tuberculose,a dengue e algumas verminoses intestinais
(como a ancilostomose). A dengue, por exemplo, é uma doença
que encontrou no Brasil boas condições climáticas (clima quente e
úmido) e sociais (disponibilidade de criadouros das larvas), se insta-
lando e se tornando uma doença endêmica.
Espécies endêmicas
Você pode estar se perguntando se doenças endêmicas estão
relacionadas as famosas espécies endêmicas.
As espécies endêmicas são aquelas que ocorrem em apenas
determinadas regiões geográficas. Elas são muito discutidas na área
ambiental devido à sua importância para a biodiversidade e a ne-
cessidade da sua conservação. De maneira semelhante, as espécies
endêmicas são aquelas que ocorrem em apenas algumas regiões.
Algumas doenças endêmicas podem ser causadas por agentes
etiológicos ou vetores endêmicos, ou seja, espécies que não conse-
guem sobreviver em outros lugares. A transmissão da malária, por
exemplo, depende do mosquito prego, que é endêmico da região
norte, por essa ser uma região úmida e quente que favorece a so-
brevivência desse vetor.
Assim, a restrição do vetor a uma determinada área geográfica
pode ser considerada um dos motivos de essa doença não se espa-
lhar pelo Brasil.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
97
Epidemia
É uma doença infecciosa e transmissível que ocorre numa co-
munidade ou região e pode se espalhar rapidamente entre as pes-
soas de outras regiões, originando um surto epidêmico. Isso poderá
ocorrer por causa de um grande desequilíbrio (mutação) do agente
transmissor da doença ou pelo surgimento de um novo agente (des-
conhecido).
A gripe aviária, por exemplo, é uma doença “nova” que se ini-
ciou como surto epidêmico. Assim, a ocorrência de um único caso
de uma doença transmissível (ex.: poliomielite) ou o primeiro caso
de uma doença até então desconhecida na área (ex.: gripe do fran-
go) requerem medidas de avaliação e uma investigação completa,
pois, representam um perigo de originarem uma epidemia.
Com o tempo e um ambiente estável a ocorrência de doença
passa de epidêmica para endêmica e depois para esporádica.
Doenças epidêmicas
A história da humanidade foi marcada por algumas doenças
epidêmicas, como a peste negra, a cólera e a gripe espanhola, que
fizeram inúmeras vítimas.
Recentemente, a sífilis passou a ser epidemia no Brasil, o que
está relacionado, entre outros fatores, ao menor uso de preservati-
vos nas relações sexuais, contribuindo para a sua transmissão entre
as pessoas. O sarampo e a poliomielite (paralisia infantil) são do-
enças que estavam controladas no país, mas que hoje constituem
surtos, principalmente pela negligência na vacinação das crianças.
Principais Endemias e Epidemias
Endemia é uma doença infecciosa que ocorre em um dado ter-
ritório, e que permanece provocando novos casos frequentemente.
Já epidemia é o grande número de casos de uma doença num curto
espaço de tempo.
Exemplos de endemia no Brasil são as áreas afetadas por fe-
bre amarela na Amazônia e áreas afetadas pela Dengue, como o
sul da Bahia e a região sudeste. Estas regiões são denominadas fai-
xas endêmicas, pois estas doenças possuem um alto grau de conti-
nuidade, na mesma região. Há outros exemplos de endemias pelo
mundo, como a malária e a AIDS em várias regiões da África, e a
tuberculose em diversas partes do mundo. Quando se viaja para
uma área endêmica, é recomendável prevenir-se, se houver vacinas
ou medicamentos para a doença de tal faixa.
Caracterizar um agente epidêmico depende de vários fatores,
como a suscetibilidade da população exposta, experiência prévia
com o agente, intensidade do agente, o tempo, o local e o com-
portamento do agente com relação à população. Doenças novas ou
que há muito tempo não apresentem casos, quando aparecem ou
reaparecem já podem ser consideradas surtos epidêmicos, mesmo
sem a contaminação em massa.
O termo epidemia não se refere apenas a doenças infecto-con-
tagiosas, mas a qualquer doença que apresente muitos casos em
uma população. É denominada epidemia toda doença que afeta
uma grande quantidade de pessoas dentro de uma população ou
região, e se estas proporções tornam-se muito grandes, é caracteri-
zada uma pandemia.
De acordo com o evoluir da história da humanidade, várias
epidemias foram registradas. Doenças como a Varíola, a Malária,
a Tuberculose, o Tifo Epidêmico, a Poliomielite, a Febre Amarela e,
mais recentemente, a AIDS, assolaram a população mundial em di-
ferentes épocas.
A Varíola, doença causada por vírus que começou a infectar hu-
manos há milhares de anos, causa febre alta, dores no corpo e erup-
ções na pele. A transmissão da doença pode ser por contato com a
pele de alguém infectado, ou pelo ar, em locais fechados. Durante a
descoberta das Américas, por volta de 1500, os conquistadores eu-
ropeus trouxeram consigo o vírus da Varíola, que assolou boa parte
da população Inca e Asteca. O último caso de infecção natural por
Varíola aconteceu em 1977, a doença hoje só existe em laboratório.
A Malária tem registros na humanidade há mais de quatro mil
anos. A doença é transmitida por um mosquito, que se prolifera
em águas paradas, que ao picar a pele do ser humano deposita um
protozoário na corrente sanguínea que se aloja nos glóbulos ver-
melhos e os destrói. Alguns dos principais sintomas da malária são:
febre, calafrios, sudorese, dores de cabeça e musculares. A Malária
continua representando um sério fator epidêmico, principalmente
na África subsaariana.
A Tuberculose destruiu populações e diversos momentos da
história da humanidade. A doença é causada por uma bactéria, e é
transmitida pelo ar. A bactéria chega aos pulmões, causando dores
no peito, fraqueza, emagrecimento e tosse com sangue. Em casos
mais graves pode atingir o cérebro, os rins ou a coluna vertebral.
Apesar dos atuais tratamentos modernos, a tuberculose continua
infectando muitas pessoas todo ano, e fatores agravantes, como o
vírus HIV faz com que portadores do mesmo sejam mais suscetíveis
a desenvolver a forma grave da tuberculose, e chegar a óbito muitas
vezes.
O Tifo Epidêmico atingiu a humanidade durante muitos anos,
matando milhares de pessoas. A doença, causada por um micróbio
existente em piolhos, apresenta inicialmente sintomas como dor de
cabeça, falta de apetite, náuseas e febre. Logo pode evoluir e afetar
a circulação sanguínea, causando gangrena em algumas partes do
corpo, pneumonia e insuficiência renal, e a febre alta pode evoluir
para um coma e insuficiência cardíaca. Uma vacina foi desenvol-
vida durante a Segunda Guerra Mundial, e o Tifo Epidêmico hoje
é bastante controlado, apresentando remotos casos em áreas da
América do Sul, África e Ásia.
A Poliomielite atingiu os humanos durante milhares de anos,
paralisando milhões de crianças. A doença é causada pelo Polio-
vírus, que ataca o sistema nervoso humano. Os sintomas iniciais
são dor de cabeça, dor e rigidez nos membros, vômito e febre. Não
existe cura efetiva para a Poliomielite, mas a vacina, aperfeiçoada
na década de 1950, garantiu o controle e extinção da doença em
boa parte do mundo. Apenas alguns países subdesenvolvidos ainda
apresentam casos da doença.
A Febre Amarela, doença transmitida por picada de mosquitos,
tem como principais sintomas dores de cabeça, muscular, nas cos-
tas, febre e comumente insuficiência hepática, que causa icterícia,
o que dá nome à doença. Apesar da vacina e dos programas de pre-
venção, a doença ainda assola regiões da América do Sul e da África.
Por fim a AIDS, doença que surgiu nos anos 80, causada pelo
vírus HIV, Vírus da Imunodeficiência Humana. O contágio se dá pelo
contato com líquidos do corpo infectados, como sangue e sêmen.
Com o sistema imunológico afetado, quaisquer infecções que nor-
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
98
malmente não apresentam grande ameaça à saúde, tornam-se um
potencial fator mortal. Em alguns países da África a doença já se
tornou epidemia, pelos altos índices de prostituição e por mitos po-
pulares, como, por exemplo, o deque uma pessoa infectada que
mantém relação sexual com outra virgem cura-se da doença. Estes
fatores contribuem para a transmissão acelerada da doença. Não
há cura para a AIDS, no entanto há medicamentos que controlam o
vírus, e a recomendação é sempre a mesma, o uso de preservativos
para evitar o contágio por relação sexual, e o uso de agulhas des-
cartáveis, para evitar o contágio por contato com sangue infectado.
As doenças epidêmicas muitas vezes são também endêmicas.
As atuais condições sanitárias de muitas partes do mundo evitam os
surtos epidêmicos, e a avançada tecnologia permite controlar rápi-
da e satisfatoriamente quando ocorre algum surto. No entanto, há
muitas localidades que ainda sofrem com fatores já erradicados em
outras partes do mundo. O recomendável sempre é a prevenção.
Pandemia
Uma pandemia ocorre quando uma doença espalha-se por
uma grande quantidade de regiões no globo, ou seja, ela não está
restrita a apenas uma localidade, estando presente em uma grande
área geográfica. Nem todas as doenças podem causar uma pande-
mia, entretanto, outras podem espalhar-se rapidamente e causar a
contaminação de milhares de pessoas.
→ Pandemias na atualidade
As pandemias atualmente podem ocorrer com mais facilidade
do que no passado. Isso porque é cada vez mais fácil o deslocamen-
to das pessoas de um local para outro e, consequentemente, haver
disseminação de uma doença de uma região para outra.
Muitas vezes, o doente não apresentou sintomas de uma de-
terminada doença e relaciona-se com outras pessoas não se preo-
cupando com a transmissão. A falta de cuidado causa a transmissão
da doença e a infecção de um grande número de pessoas. Nesses
casos em que não há sintomas, é fácil ir de uma região para outra
sem levantar suspeitas das autoridades de saúde.
Quando uma doença espalha-se por várias regiões, fica difícil
prever o desfecho da história. Uma doença grave, por exemplo, ao
atingir uma região pobre, pode causar uma grande devastação em
virtude da falta de recursos para conter o avanço da enfermidade.
→ Exemplos de pandemias
Recentemente vivenciamos uma grande pandemia de gripe
H1N1. Essa pandemia, que ocorreu em 2009, levou várias pessoas
à morte em virtude do avanço relativamente rápido de um vírus da
gripe que apresentava genes suínos, aviários e humanos. De acordo
com a Organização Mundial de Saúde, em apenas oito semanas, o
vírus da gripe H1N1 alcançou cerca de 120 territórios. No Brasil, a
pandemia, que se finalizou em 2010, levou duas mil pessoas à mor-
te. Vale destacar que atualmente existe vacina contra a gripe H1N1,
que é liberada gratuitamente para alguns grupos, como idosos e
pessoas com doenças crônicas.
Outra pandemia bastante conhecida é a da AIDS, uma doen-
ça sexualmente transmissível que infectou e infecta milhões de
pessoas em todo o planeta. Essa doença, que também pode ser
transmitida por meio de transfusões com sangue contaminado e
compartilhamento de objetos perfurocortantes com o doente, afe-
ta o sistema imunológico, deixando o indivíduo mais propenso a
infecções. São essas infecções que levam o paciente à morte, e não
propriamente a AIDS.
→ Pandemia e epidemia são sinônimos?
Epidemia e pandemia são dois termos diferentes que não de-
vem ser utilizados como sinônimos. Quando falamos em epidemia,
referimo-nos ao aumento de casos de uma doença em uma região
que excede o número esperado para aquele período do ano. As epi-
demias podem atingir municípios, estados e até mesmo todo um
país. No caso das pandemias, observa-se a distribuição da doença
por diferentes países, que podem ser do mesmo continente ou não.
DOENÇA DE CHAGAS – VETOR
O QUE É DOENÇA DE CHAGAS?
A doença de Chagas (ou Tripanossomíase americana) é a infec-
ção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi.
Apresenta uma fase aguda (doença de Chagas aguda – DCA)
que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se
manifestar nas formas indeterminada, cardíaca, digestiva ou cardio-
digestiva.
Quais são os sintomas da Doença de Chagas?
A Doença de Chagas pode apresentar sintomas distintos nas
duas fases que se apresenta, que é a aguda e a crônica. A fase agu-
da, que é a mais leve, a pessoa pode apresentar sinais moderados
ou até mesmo não sentir nada.
Na fase aguda, os principais sintomas são:
-febre prolongada (mais de 7 dias);
-dor de cabeça;
-fraqueza intensa;
-inchaço no rosto e pernas.
Na fase crônica, a maioria dos casos não apresenta sintomas,
porém algumas pessoas podem apresentar:
-problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca;
-problemas digestivos, como megacolon e megaesôfago.
Como a doença de chagas é transmitida?
As principais formas de transmissão da doença de chagas são:
Vetorial: contato com fezes de triatomíneos infectados, após
picada/repasto (os triatomíneos são insetos popularmente conhe-
cidos como barbeiro, chupão, procotó ou bicudo).
Oral: ingestão de alimentos contaminados com parasitos pro-
venientes de triatomíneos infectados.
Vertical: ocorre pela passagem de parasitos de mulheres infec-
tadas por T. cruzi para seus bebês durante a gravidez ou o parto.
Transfusão de sangue ou transplante de órgãos de doadores
infectados a receptores sadios.
Acidental: pelo contato da pele ferida ou de mucosas com ma-
terial contaminado durante manipulação em laboratório ou na ma-
nipulação de caça.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
99
O período de incubação da Doença de Chagas, ou seja, o tempo
que os sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é dividi-
do da seguinte forma:
Transmissão vetorial – de 4 a 15 dias.
Transmissão transfusional/transplante – de 30 a 40 dias ou
mais.
Transmissão oral – de 3 a 22 dias.
Transmissão acidental – até, aproximadamente, 20 dias.
Como prevenir a Doença de Chagas?
A prevenção da doença de Chagas está intimamente relaciona-
da à forma de transmissão.
Uma das formas de controle é evitar que o inseto “barbeiro”
forme colônias dentro das residências, por meio da utilização de
inseticidas residuais por equipe técnica habilitada.
Em áreas onde os insetos possam entrar nas casas voando pe-
las aberturas ou frestas, podem-se usar mosquiteiros ou telas me-
tálicas.
Recomenda-se usar medidas de proteção individual (repelen-
tes, roupas de mangas longas, etc.) durante a realização de ativida-
des noturnas (caçadas, pesca ou pernoite) em áreas de mata.
Quando o morador encontrar triatomíneos no domicílio:
Não esmagar, apertar, bater ou danificar o inseto;
Proteger a mão com luva ou saco plástico;
Os insetos deverão ser acondicionados em recipientes plásti-
cos, com tampa de rosca para evitar a fuga, preferencialmente vi-
vos;
Amostras coletadas em diferentes ambientes (quarto, sala,
cozinha, anexo ou silvestre) deverão ser acondicionadas, separada-
mente, em frascos rotulados, com as seguintes informações: data e
nome do responsável pela coleta, local de captura e endereço.
Em relação à transmissão oral, as principais medidas de pre-
venção são:
Intensificar ações de vigilância sanitária e inspeção, em todas
as etapas da cadeia de produção de alimentos suscetíveis à con-
taminação, com especial atenção ao local de manipulação de ali-
mentos.
Instalar a fonte de iluminação distante dos equipamentos de
processamento do alimento para evitar a contaminação acidental
por vetores atraídos pela luz.
Realizar ações de capacitação para manipuladores de alimen-
tos e de profissionais de informação, educação e comunicação.
Resfriamento ou congelamento de alimentos não previne a
transmissão oral por T. cruzi, mas sim o cozimento acima de 45°C, a
pasteurização e a liofilização.
As instituições de pesquisa vêm investindo em aplicativos gra-
tuitos para a identificação de triatomíneos. A Fiocruz - Minas Gerais
desenvolveu um aplicativo gratuito para identificação de triatomí-
neos, Triatokey, no qual o usuário responde perguntas sobre carac-
terísticas visíveis do inseto a ser identificado.
Acontece um processo de eliminação, por meio das perguntas,
que estreitaas possibilidades chegando-se ao gênero do animal e a
um pequeno número de espécies dentro daquele gênero, sendo de
grande utilidade nas atividades de vigilância.
Como diagnosticar a Doença de Chagas?
Na fase aguda da doença de Chagas, o diagnóstico se baseia
na presença de febre prolongada (mais de 7 dias) e outros sinais e
sintomas sugestivos da doença, como fraqueza intensa e inchaço no
rosto e pernas, e na presença de fatores epidemiológicos compatí-
veis, como a ocorrência de surtos (identificação entre familiares/
contatos).
Já na fase crônica, a suspeita diagnóstica é baseada nos acha-
dos clínicos e na história epidemiológica, porém ressalta-se que
parte dos casos não apresenta sintomas, devendo ser considerados
os seguintes contextos de risco e vulnerabilidade:
Ter residido, ou residir, em área com relato de presença de ve-
tor transmissor (barbeiro) da doença de Chagas ou ainda com reser-
vatórios animais (silvestres ou domésticos) com registro de infecção
por T. cruzi;
Ter residido ou residir em habitação onde possa ter ocorrido o
convívio com vetor transmissor (principalmente casas de estuque,
taipa, sapê, pau-a-pique, madeira, entre outros modos de constru-
ção que permitam a colonização por triatomíneos);
Residir ou ser procedente de área com registro de transmissão
ativa de T. cruzi ou com histórico epidemiológico sugestivo da ocor-
rência da transmissão da doença no passado;
Ter realizado transfusão de sangue ou hemocomponentes an-
tes de 1992;
Ter familiares ou pessoas do convívio habitual ou rede social
que tenham diagnóstico de doença de Chagas, em especial ser filho
(a) de mãe com infecção comprovada por T. cruzi.
IMPORTANTE: Para confirmação laboratorial é necessária a
realização de exame de sangue (parasitológico e/ou sorológico, a
depender da fase da doença) que é realizado gratuitamente pelo
SUS. É importante que você procure um médico para que ele possa
solicitar os exames e interpretá-los adequadamente, além de ava-
liar caso a caso os sintomas e sinais clínicos de cada pessoa.
Com o intuito de auxiliar os profissionais de saúde na inter-
pretação de exames laboratoriais geralmente disponibilizados na
rede do SUS na confirmação de casos de doença de Chagas na fase
aguda, foi criada uma ferramenta para servir de guia especialmen-
te para fins epidemiológicos nas situações mais recorrentes e para
apoio assistencial enquanto o apoio de equipe especializada não
for conseguido.
Qual é o tratamento para Doença de Chagas?
O tratamento da doença de chagas deve ser indicado por um
médico, após a confirmação da doença. O remédio, chamado ben-
znidazol, é fornecido pelo Ministério da Saúde, gratuitamente, me-
diante solicitação das Secretarias Estaduais de Saúde e deve ser
utilizado em pessoas que tenham a doença aguda assim que ela for
identificada.
Para as pessoas na fase crônica, a indicação desse medicamen-
to depende da forma clínica e deve ser avaliada caso a caso.
Em casos de intolerância ou que não respondam ao tratamento
com benznidazol, o Ministério da Saúde disponibiliza o nifurtimox
como alternativa de tratamento, conforme indicações estabeleci-
das em Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas.
Independente da indicação do tratamento com benznidazol ou
nifurtimox, as pessoas na forma cardíaca e/ou digestiva devem ser
acompanhadas e receberem o tratamento adequado para as com-
plicações existentes.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
100
IMPORTANTE: O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da
doença de Chagas estabelece, com base em evidências, as diretri-
zes para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas
afetadas pela infecção por Trypanosoma cruzi em suas diferentes
fases (aguda e crônica) e formas clínicas, além de situações espe-
ciais como gestantes e condições de imunossupressão, servindo de
subsídio a gestores, profissionais e usuários do SUS, visando garan-
tir a assistência terapêutica integral.
Situação epidemiológica - Doença de Chagas
Em função das ações de controle de vetores realizadas a partir
da década de 1970, o Brasil recebeu em 2006 a certificação Interna-
cional da interrupção da transmissão vetorial pelo Triatoma infes-
tans, espécie exótica e responsável pela maior parte da transmissão
vetorial no passado. Porém, estima-se que existam aproximada-
mente 12 milhões de portadores da doença crônica nas Américas, e
que haja no Brasil, atualmente, pelo menos um milhão de pessoas
infectadas por T. cruzi.
A alteração do quadro epidemiológico da doença de Chagas
(DC) no Brasil promoveu a mudança nas ações e estratégias de
vigilância, prevenção e controle, por meio da adoção de um novo
modelo de vigilância epidemiológica. Entretanto, o risco de trans-
missão vetorial da doença de Chagas persiste em função da:
Existência de espécies de triatomíneos autóctones com eleva-
do potencial de colonização;
Presença de reservatórios de T. cruzi e da aproximação cada vez
mais frequente das populações humanas a esses ambientes;
Persistência de focos residuais de T. infestans, ainda existentes
em alguns municípios dos estados da Bahia e do Rio Grande do Sul.
Soma-se a esse quadro a ocorrência de casos e surtos por
transmissão oral pela ingestão de alimentos contaminados (caldo
de cana, açaí, bacaba, entre outros), vetorial domiciliar sem coloni-
zação e vetorial extradomiciliar, principalmente na Amazônia Legal.
Entre o período de 2008 a 2017, foram registrados casos confirma-
dos de doença de Chagas aguda na maioria dos estados brasileiros.
Entretanto, a maior distribuição, cerca de 95%, concentra-se na re-
gião Norte. Destes, o estado do Pará é responsável por 83% dos ca-
sos. Em relação às principais formas prováveis de transmissão ocor-
ridas no país, 72% foram por transmissão oral, 9% por transmissão
vetorial e em 18% não foi identificada a forma de transmissão.
Viajantes - Doença de Chagas
É considerado caso suspeito de Doença de Chagas o viajante
que tenha ingerido alimento suspeito contaminado por T. cruzi ou
visitado área com presença de triatomíneos e apresente febre pro-
longada (superior a 7 dias), acompanhado de pelo menos um dos
seguintes sinais:
Edema de face ou de membros.
Exantema.
Adenomegalia.
Hepatomegalia.
Esplenomegalia.
Cardiopatia aguda (taquicardia, sinais de insuficiência cardía-
ca).
Manifestações hemorrágicas.
Sinal de Romaña ou chagoma de inoculação.
Período de incubação
Oscila entre 4 e 10 dias, quando a transmissão é pelos triatomí-
neos, sendo geralmente assintomáticos. Nos casos de transmissão
transfusional, pode alongar-se entre 20 ou mais dias.
Agente Etiológico
É um protozoário da ordem Kinetoplastida da família Trypano-
somatidae e gênero Trypanosoma denominado Trypanosoma cruzi.
No homem e nos animais, vive no sangue periférico e nas fibras
musculares, especialmente as cardíacas e digestivas: no inseto
transmissor, vive no tubo digestivo.
Profilaxia
Baseiam-se principalmente em medidas de controle ao “bar-
beiro”, impedindo a sua proliferação nas moradias e em seus arre-
dores. Além de medidas específicas (inquéritos sorológicos , ento-
mológicos e desinsetização), as atividades de educação em saúde,
devem estar inseridas em todas as ações de controle, bem como, as
medidas a serem tomadas pela população local, tais como:
- melhorar habitação, através de reboco e tamponamento de
rachaduras e frestas;
- usar telas em portas e janelas;
- impedir a permanência de animais , como cão, o gato, macaco
e outros no interior da casa;
- evitar montes de lenhas, telhas ou outros entulhos no interior
e arredores da casa;
- construir galinheiro, paiol, tulha, chiqueiro , depósito afastado
das casas e mantê-los limpos;
- retirar ninhos de pássaros dos beirais das casas;
- manter limpeza periódica nas casas e em seus arredores;
- difundir junto aos amigos, parentes , vizinhos, os conhecimen-
tos básicos sobre a doença, vetor e sobre as medidas preventivas;
- encaminhar os insetos suspeitos de serem “barbeiros”, para o
serviço de saúde maispróximo.
Reservatórios
Além do homem, mamíferos domésticos e silvestres têm sido
naturalmente encontrados infectados pelo Trypanosoma cruzi, tais
como: gato, cão, porco doméstico, rato de esgoto, rato doméstico,
macaco de cheiro, sagüi, tatu, gambá, cuíca, morcego, dentre ou-
tros.
Os mais importantes epidemiologicamente são aqueles que
coabitam ou estão muito próximos do homem como o cão, o rato,
o gambá, o tatu, e até mesmo o porco doméstico, encontrado as-
sociado com espécies silvestres na Amazônia. As aves e animais de
“sangue frio” (lagartos, sapos, outros) são refratários à infecção.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
101
DOENÇAS DE TRANSMISSÃO VETORIAL E ZOONOSES:
DENGUE, ZIKA, CHIKUNGUNYA E FEBRE AMARELA:
PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS; MEDIDAS DE PRE-
VENÇÃO DAS DOENÇAS
DENGUE
A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus,
sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo.
É transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em
áreas tropicais e subtropicais. Atualmente, a vacina é a melhor for-
ma de prevenção da dengue. Segundo o boletim epidemiológico do
Ministério da Saúde, divulgado em janeiro de 2018, foram regis-
trados menos casos prováveis de dengue em 2017, 252.054 casos
contra 1.483.623 em 2016.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a
100 milhões de pessoas se infectem anualmente com a dengue em
mais de 100 países de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca
de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem
em consequência da dengue.
Existem quatro tipos de dengue, de acordo com os quatro so-
rotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Quando uma pessoa tem
dengue tem uma imunidade relativa contra outro sorotipo.
É uma doença potencialmente grave, porque pode evoluir para
a dengue hemorrágica a síndrome do choque da dengue, caracteri-
zadas por sangramento e queda de pressão arterial, o que eleva o
risco de morte. A melhor maneira de combater esse mal é atuando
de forma preventiva, impedindo a reprodução do mosquito.
AEDES AEGYPTI
Acredita-se que o mosquito Aedes aegypti chegou ao Brasil
pelos navios negreiros, uma vez que as primeiras aparições do
mosquito se deram no continente africano. No início do século XX,
o médico Oswaldo Cruz implantou um programa de combate ao
mosquito, visando reduzir os casos de febre amarela. Essa medi-
da chegou a eliminar a dengue no país durante a década de 1950.
Segundo o Ministério da Saúde a primeira ocorrência do vírus no
país, comprovada laboratorialmente, ocorreu em 1981-1982 em
Boa Vista (PR).
No entanto, a dengue voltou a acontecer no Brasil na década de
1980. Atualmente, os quatro tipos de vírus circulam no país, sendo
que foram registrados 587,8 mil casos de dengue em 2014, de acor-
do com o Ministério da Saúde.
Tipos
O vírus da dengue possui quatro variações: DEN-1, DEN-2, DEN-
3 e DEN-4. Todos os tipos de dengue causam os mesmo sintomas.
Caso ocorra um segundo ou terceiro episódio da dengue, há
risco aumentado para formas mais graves da dengue, como a den-
gue hemorrágica e síndrome do choque da dengue
Na maioria dos casos, a pessoa infectada não apresenta sinto-
mas de dengue, combatendo o vírus sem nem saber que ele está
em seu corpo. Para aqueles que apresentam os sinais, os tipos de
dengue podem se manifestar clinicamente de três formas:
Dengue clássica
A dengue clássica é a forma mais leve da doença, sendo muitas
vezes confundida com a gripe. Tem início súbito e os sintomas po-
dem durar de cinco a sete dias, apresentando sinais como febre alta
(39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articula-
ções, indisposição, enjôos, vômitos, entre outros.
Dengue hemorrágica
A dengue hemorrágica acontece quando a pessoa infectada
com dengue sofre alterações na coagulação sanguínea. Se a doença
não for tratada com rapidez, pode levar à morte. No geral, a dengue
hemorrágica é mais comum quando a pessoa está sendo infecta-
da pela segunda ou terceira vez. Os sintomas iniciais são parecidos
com os da dengue clássica, e somente após o terceiro ou quarto
dia surgem hemorragias causadas pelo sangramento de pequenos
vasos da pele e outros órgãos. Na dengue hemorrágica, ocorre uma
queda na pressão arterial do paciente, podendo gerar tonturas e
quedas.
Síndrome do choque da dengue
A síndrome de choque da dengue é a complicação mais séria da
dengue, se caracterizando por uma grande queda ou ausência de
pressão arterial, acompanhado de inquietação, palidez e perda de
consciência. Uma pessoa que sofreu choque por conta da dengue
pode sofrer várias complicações neurológicas e cardiorrespirató-
rias, além de insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame
pleural. Além disso, a síndrome de choque da dengue não tratada
pode levar a óbito.
Causas
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. A trans-
missão se dá pelo mosquito que, após um período de 10 a 14 dias
contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o
vírus da dengue durante toda a sua vida.
O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do
mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem
dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após
este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para
picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa
e o mosquito da dengue adulto vive em média 45 dias. Uma vez
que o indivíduo é picado, demora no geral de três a 15 dias para a
doença se manifestar, sendo mais comum cinco a seis dias.
A transmissão da dengue raramente ocorre em temperaturas
abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a
32° C - por isso o mosquito se desenvolve em áreas tropicais e sub-
tropicais. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar
quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É impor-
tante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito da
dengue podem suportar até um ano a seca e serem transportados
por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes. Essa é
uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar
da fase do ovo até a fase adulta, o inseto demora dez dias, em mé-
dia. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após
se tornarem adultos. Depois, as fêmeas passam a se alimentar de
sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimen-
to dos ovos.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
102
O mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem
aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e
nas pernas. Costuma picar, transmitindo a dengue, nas primeiras
horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas,
mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou
fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite.
O indivíduo não percebe a picada, pois não dói e nem coça no mo-
mento.
A fêmea do Aedes aegypti também transmite a febre chikun-
gunya e a febre Zika e a febre amarela urbana.
Fatores de risco
Fatores que colocam você em maior risco de desenvolver den-
gue ou uma forma mais grave da doença incluem:
- Vivendo ou viajando em áreas tropicais: Estar em áreas tropi-
cais e subtropicais aumenta o risco de exposição ao vírus que causa
dengue. As áreas especialmente de alto risco são o Sudeste Asiáti-
co, as ilhas do Pacífico Ocidental, a América Latina e o Caribe.
- Infecção prévia com um vírus da dengue: A infecção anterior
com um vírus da dengue aumenta o risco de ter sintomas graves se
você estiver infectado novamente.
Sintomas de Dengue
Sintomas de dengue clássica
Os sintomas de dengue iniciam de uma hora para outra e du-
ram entre cinco a sete dias. Normalmente eles surgem entre três a
15 dias após a picada pelo mosquito infectado. Os principais sinais
são:
-Febre alta com início súbito (entre 39º a 40º C)
-Forte dor de cabeça
-Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos
-Manchas e erupções na pele, pelo corpo todo, normalmente
com coceiras
-Extremoa uma
conclusão falsa. Tem-se, desse modo, o sofisma. Uma definição
inexata, uma divisão incompleta, a ignorância da causa, a falsa
analogia são algumas causas do sofisma. O sofisma pressupõe
má fé, intenção deliberada de enganar ou levar ao erro; quando o
sofisma não tem essas intenções propositais, costuma-se chamar
esse processo de argumentação de paralogismo. Encontra-se um
exemplo simples de sofisma no seguinte diálogo:
- Você concorda que possui uma coisa que não perdeu?
- Lógico, concordo.
- Você perdeu um brilhante de 40 quilates?
- Claro que não!
- Então você possui um brilhante de 40 quilates...
Exemplos de sofismas:
Dedução
Todo professor tem um diploma (geral, universal)
Fulano tem um diploma (particular)
Logo, fulano é professor (geral – conclusão falsa)
Indução
O Rio de Janeiro tem uma estátua do Cristo Redentor.
(particular)
Taubaté (SP) tem uma estátua do Cristo Redentor. (particular)
Rio de Janeiro e Taubaté são cidades.
Logo, toda cidade tem uma estátua do Cristo Redentor. (geral
– conclusão falsa)
Nota-se que as premissas são verdadeiras, mas a conclusão pode
ser falsa. Nem todas as pessoas que têm diploma são professores;
nem todas as cidades têm uma estátua do Cristo Redentor. Comete-
se erro quando se faz generalizações apressadas ou infundadas. A
“simples inspeção” é a ausência de análise ou análise superficial
dos fatos, que leva a pronunciamentos subjetivos, baseados nos
sentimentos não ditados pela razão.
Tem-se, ainda, outros métodos, subsidiários ou não
fundamentais, que contribuem para a descoberta ou comprovação
da verdade: análise, síntese, classificação e definição. Além desses,
existem outros métodos particulares de algumas ciências, que
adaptam os processos de dedução e indução à natureza de uma
realidade particular. Pode-se afirmar que cada ciência tem seu
método próprio demonstrativo, comparativo, histórico etc. A
análise, a síntese, a classificação a definição são chamadas métodos
sistemáticos, porque pela organização e ordenação das ideias visam
sistematizar a pesquisa.
Análise e síntese são dois processos opostos, mas interligados;
a análise parte do todo para as partes, a síntese, das partes para
o todo. A análise precede a síntese, porém, de certo modo, uma
depende da outra. A análise decompõe o todo em partes, enquanto
a síntese recompõe o todo pela reunião das partes. Sabe-se, porém,
que o todo não é uma simples justaposição das partes. Se alguém
reunisse todas as peças de um relógio, não significa que reconstruiu
o relógio, pois fez apenas um amontoado de partes. Só reconstruiria
todo se as partes estivessem organizadas, devidamente combinadas,
seguida uma ordem de relações necessárias, funcionais, então, o
relógio estaria reconstruído.
Síntese, portanto, é o processo de reconstrução do todo
por meio da integração das partes, reunidas e relacionadas num
conjunto. Toda síntese, por ser uma reconstrução, pressupõe a
análise, que é a decomposição. A análise, no entanto, exige uma
decomposição organizada, é preciso saber como dividir o todo em
partes. As operações que se realizam na análise e na síntese podem
ser assim relacionadas:
Análise: penetrar, decompor, separar, dividir.
Síntese: integrar, recompor, juntar, reunir.
A análise tem importância vital no processo de coleta de ideias
a respeito do tema proposto, de seu desdobramento e da criação de
abordagens possíveis. A síntese também é importante na escolha
dos elementos que farão parte do texto.
Segundo Garcia (1973, p.300), a análise pode ser formal ou
informal. A análise formal pode ser científica ou experimental;
é característica das ciências matemáticas, físico-naturais e
experimentais. A análise informal é racional ou total, consiste
em “discernir” por vários atos distintos da atenção os elementos
constitutivos de um todo, os diferentes caracteres de um objeto ou
fenômeno.
A análise decompõe o todo em partes, a classificação estabelece
as necessárias relações de dependência e hierarquia entre as
partes. Análise e classificação ligam-se intimamente, a ponto de se
confundir uma com a outra, contudo são procedimentos diversos:
análise é decomposição e classificação é hierarquisação.
LÍNGUA PORTUGUESA
10
Nas ciências naturais, classificam-se os seres, fatos e fenômenos
por suas diferenças e semelhanças; fora das ciências naturais, a
classificação pode-se efetuar por meio de um processo mais ou
menos arbitrário, em que os caracteres comuns e diferenciadores
são empregados de modo mais ou menos convencional. A
classificação, no reino animal, em ramos, classes, ordens, subordens,
gêneros e espécies, é um exemplo de classificação natural, pelas
características comuns e diferenciadoras. A classificação dos
variados itens integrantes de uma lista mais ou menos caótica é
artificial.
Exemplo: aquecedor, automóvel, barbeador, batata, caminhão,
canário, jipe, leite, ônibus, pão, pardal, pintassilgo, queijo, relógio,
sabiá, torradeira.
Aves: Canário, Pardal, Pintassilgo, Sabiá.
Alimentos: Batata, Leite, Pão, Queijo.
Mecanismos: Aquecedor, Barbeador, Relógio, Torradeira.
Veículos: Automóvel, Caminhão, Jipe, Ônibus.
Os elementos desta lista foram classificados por ordem
alfabética e pelas afinidades comuns entre eles. Estabelecer
critérios de classificação das ideias e argumentos, pela ordem
de importância, é uma habilidade indispensável para elaborar
o desenvolvimento de uma redação. Tanto faz que a ordem seja
crescente, do fato mais importante para o menos importante, ou
decrescente, primeiro o menos importante e, no final, o impacto
do mais importante; é indispensável que haja uma lógica na
classificação. A elaboração do plano compreende a classificação
das partes e subdivisões, ou seja, os elementos do plano devem
obedecer a uma hierarquização. (Garcia, 1973, p. 302304.)
Para a clareza da dissertação, é indispensável que, logo na
introdução, os termos e conceitos sejam definidos, pois, para
expressar um questionamento, deve-se, de antemão, expor clara
e racionalmente as posições assumidas e os argumentos que as
justificam. É muito importante deixar claro o campo da discussão e
a posição adotada, isto é, esclarecer não só o assunto, mas também
os pontos de vista sobre ele.
A definição tem por objetivo a exatidão no emprego da
linguagem e consiste na enumeração das qualidades próprias
de uma ideia, palavra ou objeto. Definir é classificar o elemento
conforme a espécie a que pertence, demonstra: a característica que
o diferencia dos outros elementos dessa mesma espécie.
Entre os vários processos de exposição de ideias, a definição
é um dos mais importantes, sobretudo no âmbito das ciências.
A definição científica ou didática é denotativa, ou seja, atribui às
palavras seu sentido usual ou consensual, enquanto a conotativa ou
metafórica emprega palavras de sentido figurado. Segundo a lógica
tradicional aristotélica, a definição consta de três elementos:
- o termo a ser definido;
- o gênero ou espécie;
- a diferença específica.
O que distingue o termo definido de outros elementos da
mesma espécie. Exemplo:
Na frase: O homem é um animal racional classifica-se:
Elemento especiediferença
a ser definidoespecífica
É muito comum formular definições de maneira defeituosa,
por exemplo: Análise é quando a gente decompõe o todo em
partes. Esse tipo de definição é gramaticalmente incorreto; quando
é advérbio de tempo, não representa o gênero, a espécie, a gente é
forma coloquial não adequada à redação acadêmica. Tão importante
é saber formular uma definição, que se recorre a Garcia (1973,
p.306), para determinar os “requisitos da definição denotativa”.
Para ser exata, a definição deve apresentar os seguintes requisitos:
- o termo deve realmente pertencer ao gênero ou classe em
que está incluído: “mesa é um móvel” (classe em que ‘mesa’ está
realmente incluída) e não “mesa é um instrumento ou ferramenta
ou instalação”;
- o gênero deve ser suficientemente amplo para incluir todos os
exemploscansaço
-Moleza e dor no corpo
-Muitas dores nos ossos e articulações
-Náuseas e vômitos
-Tontura
-Perda de apetite e paladar.
Sintomas de dengue hemorrágica
Os sintomas de dengue hemorrágica são os mesmos da dengue
clássica. A diferença é que a febre diminui ou cessa após o terceiro
ou quarto dia da doença e surgem hemorragias em função do san-
gramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. Quan-
do acaba a febre, começam a surgir os sinais de alerta:
-Dores abdominais fortes e contínuas
-Vômitos persistentes
-Pele pálida, fria e úmida
-Sangramento pelo nariz, boca e gengivas
-Manchas vermelhas na pele
-Comportamento variando de sonolência à agitação
-Confusão mental
-Sede excessiva e boca seca
-Dificuldade respiratória
-Queda da pressão arterial:Pulso rápido.
Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamen-
te, apresentando sinais de insuficiência circulatória. A baixa circula-
ção sanguínea pode levar a pessoa a um estado de choque. Embora
a maioria dos pacientes com dengue não desenvolva choque, a pre-
sença de certos sinais alertam para esse quadro:
-Dor abdominal persistente e muito forte
-Mudança de temperatura do corpo e suor excessivo
-Comportamento variando de sonolência à agitação
-Pulso rápido e fraco
-Palidez
-Perda de consciência.
A síndrome de choque da dengue, quando não tratada, pode
levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas
do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue he-
morrágica morrem.
Diagnóstico de Dengue
Se você suspeita de dengue, vá direto ao hospital ou clínica de
saúde mais próxima. Os médicos farão a suspeita clínica com base
nas informações que você prestar, mas o diagnóstico de certeza é
feito com o exame de sangue para dengue ou sorologia para den-
gue. Ele vai analisar a presença do vírus no seu sangue e leva de três
a quatro dias para ficar pronto. No atendimento, outros exames
serão realizados para saber se há sinais de gravidade ou se você
pode manter repouso em casa.
O exame físico pode revelar:
-Fígado aumentado (hepatomegalia)
-Pressão baixa
-Erupções cutâneas
-Olhos vermelhos
-Pulsação fraca e rápida.
Além disso, o governo incluiu o uso de testes rápidos para den-
gue na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). O item irá otimi-
zar o diagnóstico laboratorial. Serão disponibilizados aos estados
e municípios dois milhões de testes rápidos imunocromatografia
qualitativa (IgM/IgG) para dengue.
Exames
O diagnóstico da dengue pode ser feito com os seguintes exa-
mes:
-Testes de coagulação
-Eletrólitos (sódio e potássio)
-Hematócrito
-Enzimas do fígado (TGO, TGP)
-Contagem de plaquetas
-Testes sorológicos (mostram os anticorpos ao vírus da dengue)
-Raio X do tórax para demonstrar efusões pleurais.
Tratamento de Dengue
Não existe tratamento específico contra o vírus da dengue, faz-
-se apenas medicamentos para os sintomas da doença, ou seja, fa-
zer um tratamento sintomático. É importante apenas tomar muito
líquido para evitar a desidratação. Caso haja dores e febre, pode ser
receitado algum medicamento antitérmico, como o paracetamol.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
103
Em alguns casos, é necessária internação para hidratação endove-
nosa e, nos casos graves, tratamento em unidade de terapia inten-
siva.
O que tomar em caso de dengue?
Pacientes com dengue ou suspeita de dengue devem evitar
medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que con-
tenham a substância associada. Esses medicamentos têm efeito an-
ticoagulante e podem causar sangramentos. Outros anti-inflamató-
rios não hormonais (diclofenaco, ibuprofeno e piroxicam) também
devem ser evitados. O uso destas medicações pode aumentar o
risco de sangramentos.
O paracetamol e a dipirona são os medicamentos de escolha
para o alívio dos sintomas de dor e febre devido ao seu perfil de se-
gurança, sendo recomendado tanto pelo Ministério da Saúde, como
pela Organização Mundial da Saúde.
Dengue tem cura?
No caso da dengue clássica, a febre dura sete dias, mas a fra-
queza e mal estar podem perdurar por mais tempo, às vezes por
algumas semanas. Embora seja desagradável, a dengue clássica não
é fatal. As pessoas com essa doença se recuperam completamente.
No entanto, é muito importante ficar atento aos sinais de aler-
ta da manifestação da dengue hemorrágica, que são, principalmen-
te, os sangramentos no nariz, boca e gengiva. Essa forma de dengue
quando não tratada rapidamente pode levar a óbito.
Complicações possíveis
A síndrome de choque da dengue é a complicação mais séria da
dengue, se caracterizando por uma grande queda ou ausência de
pressão arterial, acompanhado de inquietação, palidez e perda de
consciência. Uma pessoa que sofreu choque por conta da dengue
pode sofrer várias complicações neurológicas e cardiorrespirató-
rias, além de insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame
pleural. Além disso, a síndrome de choque da dengue não tratada
pode levar a óbito.
Outras possíveis complicações da dengue incluem:
-Convulsões febris em crianças pequenas
-Desidratação grave
-Sangramentos.
-Convivendo/ Prognóstico
-Pessoas diagnosticadas com a dengue devem manter cuidados
básicos como:
Repouso
Reposição de líquidos, principalmente recorrendo ao soro ca-
seiro em casos de vômitos
Uso correto dos medicamentos indicados.
Aplicativos para o combate da dengue
Existem vários aplicativos que ajudam no tratamento preven-
ção contra dengue . Veja alguns a seguir, sempre lembrando que
eles não substituem um bom acompanhamento médico:
UNA - SUS Dengue: Este aplicativo possibilita que o usuário
calcule a reposição de líquidos de acordo com suas características
fisiológicas e apresenta dicas relacionadas ao tratamento e preven-
ção da doença. Avaliado com 4,4 estrelas na Google Play.
Observatório do Aedes Aegypti: O app possibilita que a popula-
ção denuncie a suspeita de focos e casos de dengue. Dessa forma,
o governo poderá ter acesso mais rapidamente às informações para
planejar o combate.
Prevenção
Tome a vacina
A vacina contra dengue foi criada para prevenir a manifestação
do vírus. Atualmente apenas uma vacina foi licenciada no Brasil, a
desenvolvida pela empresa francesa Sanofi Pasteur. Ela é feita com
vírus atenuados e é tetravalente, ou seja, protege contra os quatro
sorotipos de dengue existentes. Ela possui a estrutura do vírus va-
cinal da febre amarela, o que lhe dá mais estabilidade e segurança.
Vacinas com o vírus atenuado são aquelas que diminuem a pe-
riculosidade do vírus, garantindo que ele não cause doenças, mas
sejam capazes de gerar resposta imunológica, fazendo com que o
organismo da pessoa reconheça o vírus e saiba como atacá-lo quan-
do a pessoa for exposta a sua versão convencional.
A eficácia na população acima de 9 anos é de, aproximadamen-
te, 66% contra os quatro sorotipos de vírus da dengue. Isso significa
que em um grupo de cem pessoas, 66 evitariam contrair a doença.
Além disso, reduz os casos graves - aqueles que levam ao óbito,
como a dengue hemorrágica - em 93% e os índices de hospitaliza-
ções em 80%.
Além dela, o Instituto Butantan está testando uma nova vacina
feita no Brasil. O antíduto também é feito com vírus atenuados e
está na terceira fase de testes, em que mais de 17 mil voluntários
serão observados: dois terços deles receberão a vacina verdadeira
e um terço receberá um placebo. Antes ela passou por testes clíni-
cos nos Estados Unidos em 600 pessoas e depois em São Paulo por
mais 300. O plano de fazer os testes agora em todo Brasil é garantir
que as pessoas estudadas tenham contato com todos os sorotipos
da doença.
Evite o acúmulo de água
O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não neces-
sariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos,
virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso
à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é
necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regular-
mente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas.específicos da coisa definida, e suficientemente restrito
para que a diferença possa ser percebida sem dificuldade;
- deve ser obrigatoriamente afirmativa: não há, em verdade,
definição, quando se diz que o “triângulo não é um prisma”;
- deve ser recíproca: “O homem é um ser vivo” não constitui
definição exata, porque a recíproca, “Todo ser vivo é um homem”
não é verdadeira (o gato é ser vivo e não é homem);
- deve ser breve (contida num só período). Quando a definição,
ou o que se pretenda como tal, é muito longa (séries de períodos
ou de parágrafos), chama-se explicação, e também definição
expandida;d
- deve ter uma estrutura gramatical rígida: sujeito (o termo) +
cópula (verbo de ligação ser) + predicativo (o gênero) + adjuntos (as
diferenças).
As definições dos dicionários de língua são feitas por meio
de paráfrases definitórias, ou seja, uma operação metalinguística
que consiste em estabelecer uma relação de equivalência entre a
palavra e seus significados.
A força do texto dissertativo está em sua fundamentação.
Sempre é fundamental procurar um porquê, uma razão verdadeira
e necessária. A verdade de um ponto de vista deve ser demonstrada
com argumentos válidos. O ponto de vista mais lógico e racional
do mundo não tem valor, se não estiver acompanhado de uma
fundamentação coerente e adequada.
Os métodos fundamentais de raciocínio segundo a lógica
clássica, que foram abordados anteriormente, auxiliam o
julgamento da validade dos fatos. Às vezes, a argumentação é
clara e pode reconhecer-se facilmente seus elementos e suas
relações; outras vezes, as premissas e as conclusões organizam-se
de modo livre, misturando-se na estrutura do argumento. Por isso,
é preciso aprender a reconhecer os elementos que constituem um
argumento: premissas/conclusões. Depois de reconhecer, verificar
se tais elementos são verdadeiros ou falsos; em seguida, avaliar
se o argumento está expresso corretamente; se há coerência e
adequação entre seus elementos, ou se há contradição. Para isso
é que se aprende os processos de raciocínio por dedução e por
indução. Admitindo-se que raciocinar é relacionar, conclui-se que
o argumento é um tipo específico de relação entre as premissas e
a conclusão.
Procedimentos Argumentativos: Constituem os procedimentos
argumentativos mais empregados para comprovar uma afirmação:
exemplificação, explicitação, enumeração, comparação.
LÍNGUA PORTUGUESA
11
Exemplificação: Procura justificar os pontos de vista por meio
de exemplos, hierarquizar afirmações. São expressões comuns
nesse tipo de procedimento: mais importante que, superior a, de
maior relevância que. Empregam-se também dados estatísticos,
acompanhados de expressões: considerando os dados; conforme
os dados apresentados. Faz-se a exemplificação, ainda, pela
apresentação de causas e consequências, usando-se comumente as
expressões: porque, porquanto, pois que, uma vez que, visto que,
por causa de, em virtude de, em vista de, por motivo de.
Explicitação: O objetivo desse recurso argumentativo é explicar
ou esclarecer os pontos de vista apresentados. Pode-se alcançar
esse objetivo pela definição, pelo testemunho e pela interpretação.
Na explicitação por definição, empregamse expressões como: quer
dizer, denomina-se, chama-se, na verdade, isto é, haja vista, ou
melhor; nos testemunhos são comuns as expressões: conforme,
segundo, na opinião de, no parecer de, consoante as ideias de, no
entender de, no pensamento de. A explicitação se faz também pela
interpretação, em que são comuns as seguintes expressões: parece,
assim, desse ponto de vista.
Enumeração: Faz-se pela apresentação de uma sequência de
elementos que comprovam uma opinião, tais como a enumeração
de pormenores, de fatos, em uma sequência de tempo, em que são
frequentes as expressões: primeiro, segundo, por último, antes,
depois, ainda, em seguida, então, presentemente, antigamente,
depois de, antes de, atualmente, hoje, no passado, sucessivamente,
respectivamente. Na enumeração de fatos em uma sequência de
espaço, empregam-se as seguintes expressões: cá, lá, acolá, ali, aí,
além, adiante, perto de, ao redor de, no Estado tal, na capital, no
interior, nas grandes cidades, no sul, no leste...
Comparação: Analogia e contraste são as duas maneiras
de se estabelecer a comparação, com a finalidade de comprovar
uma ideia ou opinião. Na analogia, são comuns as expressões: da
mesma forma, tal como, tanto quanto, assim como, igualmente.
Para estabelecer contraste, empregam-se as expressões: mais que,
menos que, melhor que, pior que.
Entre outros tipos de argumentos empregados para aumentar
o poder de persuasão de um texto dissertativo encontram-se:
Argumento de autoridade: O saber notório de uma autoridade
reconhecida em certa área do conhecimento dá apoio a uma
afirmação. Dessa maneira, procura-se trazer para o enunciado a
credibilidade da autoridade citada. Lembre-se que as citações literais
no corpo de um texto constituem argumentos de autoridade. Ao
fazer uma citação, o enunciador situa os enunciados nela contidos
na linha de raciocínio que ele considera mais adequada para
explicar ou justificar um fato ou fenômeno. Esse tipo de argumento
tem mais caráter confirmatório que comprobatório.
Apoio na consensualidade: Certas afirmações dispensam
explicação ou comprovação, pois seu conteúdo é aceito como válido
por consenso, pelo menos em determinado espaço sociocultural.
Nesse caso, incluem-se
- A declaração que expressa uma verdade universal (o homem,
mortal, aspira à imortalidade);
- A declaração que é evidente por si mesma (caso dos
postulados e axiomas);
- Quando escapam ao domínio intelectual, ou seja, é de
natureza subjetiva ou sentimental (o amor tem razões que a própria
razão desconhece); implica apreciação de ordem estética (gosto
não se discute); diz respeito a fé religiosa, aos dogmas (creio, ainda
que parece absurdo).
Comprovação pela experiência ou observação: A verdade de
um fato ou afirmação pode ser comprovada por meio de dados
concretos, estatísticos ou documentais.
Comprovação pela fundamentação lógica: A comprovação
se realiza por meio de argumentos racionais, baseados na lógica:
causa/efeito; consequência/causa; condição/ocorrência.
Fatos não se discutem; discutem-se opiniões. As declarações,
julgamento, pronunciamentos, apreciações que expressam opiniões
pessoais (não subjetivas) devem ter sua validade comprovada,
e só os fatos provam. Em resumo toda afirmação ou juízo que
expresse uma opinião pessoal só terá validade se fundamentada na
evidência dos fatos, ou seja, se acompanhada de provas, validade
dos argumentos, porém, pode ser contestada por meio da contra-
argumentação ou refutação. São vários os processos de contra-
argumentação:
Refutação pelo absurdo: refuta-se uma afirmação
demonstrando o absurdo da consequência. Exemplo clássico é a
contraargumentação do cordeiro, na conhecida fábula “O lobo e o
cordeiro”;
Refutação por exclusão: consiste em propor várias hipóteses
para eliminá-las, apresentando-se, então, aquela que se julga
verdadeira;
Desqualificação do argumento: atribui-se o argumento
à opinião pessoal subjetiva do enunciador, restringindo-se a
universalidade da afirmação;
Ataque ao argumento pelo testemunho de autoridade:
consiste em refutar um argumento empregando os testemunhos de
autoridade que contrariam a afirmação apresentada;
Desqualificar dados concretos apresentados: consiste em
desautorizar dados reais, demonstrando que o enunciador
baseou-se em dados corretos, mas tirou conclusões falsas ou
inconsequentes. Por exemplo, se na argumentação afirmou-se, por
meio de dados estatísticos, que “o controle demográfico produz o
desenvolvimento”, afirma-se que a conclusão é inconsequente, pois
baseia-se em uma relação de causa-feito difícil de ser comprovada.
Para contraargumentar, propõese uma relação inversa: “o
desenvolvimento é que gera o controle demográfico”.
Apresentam-se aqui sugestões, um dos roteiros possíveispara
desenvolver um tema, que podem ser analisadas e adaptadas
ao desenvolvimento de outros temas. Elege-se um tema, e, em
seguida, sugerem-se os procedimentos que devem ser adotados
para a elaboração de um Plano de Redação.
Tema: O homem e a máquina: necessidade e riscos da evolução
tecnológica
- Questionar o tema, transformá-lo em interrogação, responder
a interrogação (assumir um ponto de vista); dar o porquê da
resposta, justificar, criando um argumento básico;
- Imaginar um ponto de vista oposto ao argumento básico e
construir uma contra-argumentação; pensar a forma de refutação
que poderia ser feita ao argumento básico e tentar desqualificá-la
(rever tipos de argumentação);
- Refletir sobre o contexto, ou seja, fazer uma coleta de ideias
que estejam direta ou indiretamente ligadas ao tema (as ideias
podem ser listadas livremente ou organizadas como causa e
consequência);
- Analisar as ideias anotadas, sua relação com o tema e com o
argumento básico;
LÍNGUA PORTUGUESA
12
- Fazer uma seleção das ideias pertinentes, escolhendo as que
poderão ser aproveitadas no texto; essas ideias transformam-se
em argumentos auxiliares, que explicam e corroboram a ideia do
argumento básico;
- Fazer um esboço do Plano de Redação, organizando uma
sequência na apresentação das ideias selecionadas, obedecendo
às partes principais da estrutura do texto, que poderia ser mais ou
menos a seguinte:
Introdução
- função social da ciência e da tecnologia;
- definições de ciência e tecnologia;
- indivíduo e sociedade perante o avanço tecnológico.
Desenvolvimento
- apresentação de aspectos positivos e negativos do
desenvolvimento tecnológico;
- como o desenvolvimento científico-tecnológico modificou as
condições de vida no mundo atual;
- a tecnocracia: oposição entre uma sociedade
tecnologicamente desenvolvida e a dependência tecnológica dos
países subdesenvolvidos;
- enumerar e discutir os fatores de desenvolvimento social;
- comparar a vida de hoje com os diversos tipos de vida do
passado; apontar semelhanças e diferenças;
- analisar as condições atuais de vida nos grandes centros
urbanos;
- como se poderia usar a ciência e a tecnologia para humanizar
mais a sociedade.
Conclusão
- a tecnologia pode libertar ou escravizar: benefícios/
consequências maléficas;
- síntese interpretativa dos argumentos e contra-argumentos
apresentados.
Naturalmente esse não é o único, nem o melhor plano de
redação: é um dos possíveis.
Intertextualidade é o nome dado à relação que se estabelece
entre dois textos, quando um texto já criado exerce influência na
criação de um novo texto. Pode-se definir, então, a intertextualidade
como sendo a criação de um texto a partir de outro texto já
existente. Dependendo da situação, a intertextualidade tem
funções diferentes que dependem muito dos textos/contextos em
que ela é inserida.
O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimento,
não se restringindo única e exclusivamente a textos literários.
Em alguns casos pode-se dizer que a intertextualidade assume
a função de não só persuadir o leitor como também de difundir a
cultura, uma vez que se trata de uma relação com a arte (pintura,
escultura, literatura etc). Intertextualidade é a relação entre dois
textos caracterizada por um citar o outro.
A intertextualidade é o diálogo entre textos. Ocorre quando
um texto (oral, escrito, verbal ou não verbal), de alguma maneira,
se utiliza de outro na elaboração de sua mensagem. Os dois textos
– a fonte e o que dialoga com ela – podem ser do mesmo gênero
ou de gêneros distintos, terem a mesma finalidade ou propósitos
diferentes. Assim, como você constatou, uma história em
quadrinhos pode utilizar algo de um texto científico, assim como
um poema pode valer-se de uma letra de música ou um artigo de
opinião pode mencionar um provérbio conhecido.
Há várias maneiras de um texto manter intertextualidade com
outro, entre elas, ao citá-lo, ao resumi-lo, ao reproduzi-lo com
outras palavras, ao traduzi-lo para outro idioma, ao ampliá-lo, ao
tomá-lo como ponto de partida, ao defendê-lo, ao criticá-lo, ao
ironizá-lo ou ao compará-lo com outros.
Os estudiosos afirmam que em todos os textos ocorre algum
grau de intertextualidade, pois quando falamos, escrevemos,
desenhamos, pintamos, moldamos, ou seja, sempre que nos
expressamos, estamos nos valendo de ideias e conceitos que
já foram formulados por outros para reafirmá-los, ampliá-los
ou mesmo contradizê-los. Em outras palavras, não há textos
absolutamente originais, pois eles sempre – de maneira explícita ou
implícita – mantêm alguma relação com algo que foi visto, ouvido
ou lido.
Tipos de Intertextualidade
A intertextualidade acontece quando há uma referência
explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode
ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme,
novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a
intertextualidade.
Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo,
um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um
diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando
as mesmas ideias da obra citada ou contestando-as.
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do
texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar,
reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer
com outras palavras o que já foi dito.
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros
textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso
é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes.
Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original
é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma
reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com
esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos
e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e
da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa
arte, frequentemente os discursos de políticos são abordados
de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também
reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante.
A Epígrafe é um recurso bastante utilizado em obras, textos
científicos, desde artigos, resenhas, monografias, uma vez que
consiste no acréscimo de uma frase ou parágrafo que tenha alguma
relação com o que será discutido no texto. Do grego, o termo
“epígrafhe” é formado pelos vocábulos “epi” (posição superior) e
“graphé” (escrita). Como exemplo podemos citar um artigo sobre
Patrimônio Cultural e a epígrafe do filósofo Aristóteles (384 a.C.-322
a.C.): “A cultura é o melhor conforto para a velhice”.
A Citação é o Acréscimo de partes de outras obras numa
produção textual, de forma que dialoga com ele; geralmente vem
expressa entre aspas e itálico, já que se trata da enunciação de outro
LÍNGUA PORTUGUESA
13
autor. Esse recurso é importante haja vista que sua apresentação
sem relacionar a fonte utilizada é considerado “plágio”. Do Latim, o
termo “citação” (citare) significa convocar.
A Alusão faz referência aos elementos presentes em outros
textos. Do Latim, o vocábulo “alusão” (alludere) é formado por dois
termos: “ad” (a, para) e “ludere” (brincar).
Pastiche é uma recorrência a um gênero.
A Tradução está no campo da intertextualidade porque implica
a recriação de um texto.
Evidentemente, a intertextualidade está ligada ao
“conhecimento de mundo”, que deve ser compartilhado, ou seja,
comum ao produtor e ao receptor de textos.
A intertextualidade pressupõe um universo cultural muito
amplo e complexo, pois implica a identificação / o reconhecimento de
remissões a obras ou a textos / trechos mais, ou menos conhecidos,
além de exigir do interlocutor a capacidade de interpretar a função
daquela citação ou alusão em questão.
Intertextualidade explícita e intertextualidade implícita
A intertextualidade pode ser caracterizada como explícita ou
implícita, de acordo coma relação estabelecida com o texto fonte,
ou seja, se mais direta ou se mais subentendida.
A intertextualidade explícita:
– é facilmente identificada pelos leitores;
– estabelece uma relação direta com o texto fonte;
– apresenta elementos que identificam o texto fonte;
– não exige que haja dedução por parte do leitor;
– apenas apela à compreensão do conteúdos.
A intertextualidade implícita:
– não é facilmente identificada pelos leitores;
– não estabelece uma relação direta com o texto fonte;
– não apresenta elementos que identificam o texto fonte;
– exige que haja dedução, inferência, atenção e análise por
parte dos leitores;
– exige que os leitores recorram a conhecimentos prévios para
a compreensão do conteúdo.
PONTO DE VISTA
O modo como o autor narra suas histórias provoca diferentes
sentidos ao leitor em relação à uma obra. Existem três pontos
de vista diferentes. É considerado o elemento da narração que
compreende a perspectiva através da qual se conta a história.
Trata-se da posição da qual o narrador articula a narrativa. Apesar
de existir diferentes possibilidades de Ponto de Vista em uma
narrativa, considera-se dois pontos de vista como fundamentais: O
narrador-observador e o narrador-personagem.
Primeira pessoa
Um personagem narra a história a partir de seu próprio ponto
de vista, ou seja, o escritor usa a primeira pessoa. Nesse caso, lemos
o livro com a sensação de termos a visão do personagem podendo
também saber quais são seus pensamentos, o que causa uma
leitura mais íntima. Da mesma maneira que acontece nas nossas
vidas, existem algumas coisas das quais não temos conhecimento e
só descobrimos ao decorrer da história.
Segunda pessoa
O autor costuma falar diretamente com o leitor, como um
diálogo. Trata-se de um caso mais raro e faz com que o leitor se
sinta quase como outro personagem que participa da história.
Terceira pessoa
Coloca o leitor numa posição externa, como se apenas
observasse a ação acontecer. Os diálogos não são como na narrativa
em primeira pessoa, já que nesse caso o autor relata as frases como
alguém que estivesse apenas contando o que cada personagem
disse.
Sendo assim, o autor deve definir se sua narrativa será
transmitida ao leitor por um ou vários personagens. Se a história
é contada por mais de um ser fictício, a transição do ponto de
vista de um para outro deve ser bem clara, para que quem estiver
acompanhando a leitura não fique confuso.
ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO TEXTO E DOS
PARÁGRAFOS
São três os elementos essenciais para a composição de um tex-
to: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Vamos estudar
cada uma de forma isolada a seguir:
Introdução
É a apresentação direta e objetiva da ideia central do texto. A
introdução é caracterizada por ser o parágrafo inicial.
Desenvolvimento
Quando tratamos de estrutura, é a maior parte do texto. O
desenvolvimento estabelece uma conexão entre a introdução e a
conclusão, pois é nesta parte que as ideias, argumentos e posicio-
namento do autor vão sendo formados e desenvolvidos com a fina-
lidade de dirigir a atenção do leitor para a conclusão.
Em um bom desenvolvimento as ideias devem ser claras e ap-
tas a fazer com que o leitor anteceda qual será a conclusão.
São três principais erros que podem ser cometidos na elabora-
ção do desenvolvimento:
- Distanciar-se do texto em relação ao tema inicial.
- Focar em apenas um tópico do tema e esquecer dos outros.
- Falar sobre muitas informações e não conseguir organizá-las,
dificultando a linha de compreensão do leitor.
Conclusão
Ponto final de todas as argumentações discorridas no desen-
volvimento, ou seja, o encerramento do texto e dos questionamen-
tos levantados pelo autor.
Ao fazermos a conclusão devemos evitar expressões como:
“Concluindo...”, “Em conclusão, ...”, “Como já dissemos antes...”.
Parágrafo
Se caracteriza como um pequeno recuo em relação à margem
esquerda da folha. Conceitualmente, o parágrafo completo deve
conter introdução, desenvolvimento e conclusão.
- Introdução – apresentação da ideia principal, feita de maneira
sintética de acordo com os objetivos do autor.
- Desenvolvimento – ampliação do tópico frasal (introdução),
atribuído pelas ideias secundárias, a fim de reforçar e dar credibili-
dade na discussão.
LÍNGUA PORTUGUESA
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- Conclusão – retomada da ideia central ligada aos pressupostos citados no desenvolvimento, procurando arrematá-los.
Exemplo de um parágrafo bem estruturado (com introdução, desenvolvimento e conclusão):
“Nesse contexto, é um grave erro a liberação da maconha. Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado perderá
o precário controle que ainda exerce sobre as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura
suficiente para atender à demanda. Enfim, viveremos o caos. ”
(Alberto Corazza, Isto É, com adaptações)
Elemento relacionador: Nesse contexto.
Tópico frasal: é um grave erro a liberação da maconha.
Desenvolvimento: Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado perderá o precário controle que ainda exerce sobre
as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda.
Conclusão: Enfim, viveremos o caos.
Coerência e a coesão
A coerência e a coesão são essenciais na escrita e na interpretação de textos. Ambos se referem à relação adequada entre os compo-
nentes do texto, de modo que são independentes entre si. Isso quer dizer que um texto pode estar coeso, porém incoerente, e vice-versa.
Enquanto a coesão tem foco nas questões gramaticais, ou seja, ligação entre palavras, frases e parágrafos, a coerência diz respeito ao
conteúdo, isto é, uma sequência lógica entre as ideias.
Coesão
A coesão textual ocorre, normalmente, por meio do uso de conectivos (preposições, conjunções, advérbios). Ela pode ser obtida a
partir da anáfora (retoma um componente) e da catáfora (antecipa um componente).
Confira, então, as principais regras que garantem a coesão textual:
REGRA CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
REFERÊNCIA
Pessoal (uso de pronomes pessoais ou possessivos) –
anafórica
Demonstrativa (uso de pronomes demonstrativos e
advérbios) – catafórica
Comparativa (uso de comparações por semelhanças)
João e Maria são crianças. Eles são irmãos.
Fiz todas as tarefas, exceto esta: colonização
africana.
Mais um ano igual aos outros...
SUBSTITUIÇÃO Substituição de um termo por outro, para evitar
repetição
Maria está triste. A menina está cansada de
ficar em casa.
ELIPSE Omissão de um termo No quarto, apenas quatro ou cinco convidados.
(omissão do verbo “haver”)
CONJUNÇÃO Conexão entre duas orações, estabelecendo relação
entre elas
Eu queria ir ao cinema, mas estamos de
quarentena.
COESÃO LEXICAL
Utilização de sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos
ou palavras que possuem sentido aproximado e
pertencente a um mesmo grupo lexical.
A minha casa é clara. Os quartos, a sala e a
cozinha têm janelas grandes.
Coerência
Nesse caso, é importante conferir se a mensagem e a conexão de ideias fazem sentido, e seguem uma linha clara de raciocínio.
Existem alguns conceitos básicos que ajudam a garantir a coerência. Veja quais são os principais princípios para um texto coerente:
• Princípio da não contradição: não deve haver ideias contraditórias em diferentes partes do texto.
• Princípio da não tautologia: a ideia não deve estar redundante, ainda que seja expressa com palavras diferentes.
• Princípio da relevância: as ideias devem se relacionar entre si, não sendo fragmentadas nem sem propósito para a argumentação.
• Princípio da continuidade temática: é preciso que o assunto tenha um seguimento em relação ao assunto tratado.
• Princípio da progressão semântica: inserir informações novas, que sejam ordenadas de maneira adequada em relação à progressão
de ideias.
Para atender a todos os princípios, alguns fatores são recomendáveis para garantir a coerência textual, como amplo conhecimento
de mundo, istoé, a bagagem de informações que adquirimos ao longo da vida; inferências acerca do conhecimento de mundo do leitor;
e informatividade, ou seja, conhecimentos ricos, interessantes e pouco previsíveis.
LÍNGUA PORTUGUESA
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SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS. SENTIDO PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS
Este é um estudo da semântica, que pretende classificar os sentidos das palavras, as suas relações de sentido entre si. Conheça as
principais relações e suas características:
Sinonímia e antonímia
As palavras sinônimas são aquelas que apresentam significado semelhante, estabelecendo relação de proximidade. Ex: inteligente
esperto
Já as palavras antônimas são aquelas que apresentam significados opostos, estabelecendo uma relação de contrariedade. Ex: forte
fraco
Parônimos e homônimos
As palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pronúncia semelhantes, porém com significados distintos.
Ex: cumprimento (saudação) X comprimento (extensão); tráfego (trânsito) X tráfico (comércio ilegal).
As palavras homônimas são aquelas que possuem a mesma grafia e pronúncia, porém têm significados diferentes. Ex: rio (verbo “rir”)
X rio (curso d’água); manga (blusa) X manga (fruta).
As palavras homófonas são aquelas que possuem a mesma pronúncia, mas com escrita e significado diferentes. Ex: cem (numeral) X
sem (falta); conserto (arrumar) X concerto (musical).
As palavras homógrafas são aquelas que possuem escrita igual, porém som e significado diferentes. Ex: colher (talher) X colher (verbo);
acerto (substantivo) X acerto (verbo).
Polissemia e monossemia
As palavras polissêmicas são aquelas que podem apresentar mais de um significado, a depender do contexto em que ocorre a frase.
Ex: cabeça (parte do corpo humano; líder de um grupo).
Já as palavras monossêmicas são aquelas apresentam apenas um significado. Ex: eneágono (polígono de nove ângulos).
Denotação e conotação
Palavras com sentido denotativo são aquelas que apresentam um sentido objetivo e literal. Ex:Está fazendo frio. / Pé da mulher.
Palavras com sentido conotativo são aquelas que apresentam um sentido simbólico, figurado. Ex: Você me olha com frieza. / Pé da
cadeira.
Hiperonímia e hiponímia
Esta classificação diz respeito às relações hierárquicas de significado entre as palavras.
Desse modo, um hiperônimo é a palavra superior, isto é, que tem um sentido mais abrangente. Ex: Fruta é hiperônimo de limão.
Já o hipônimo é a palavra que tem o sentido mais restrito, portanto, inferior, de modo que o hiperônimo engloba o hipônimo. Ex:
Limão é hipônimo de fruta.
Formas variantes
São as palavras que permitem mais de uma grafia correta, sem que ocorra mudança no significado. Ex: loiro – louro / enfarte – infarto
/ gatinhar – engatinhar.
Arcaísmo
São palavras antigas, que perderam o uso frequente ao longo do tempo, sendo substituídas por outras mais modernas, mas que ainda
podem ser utilizadas. No entanto, ainda podem ser bastante encontradas em livros antigos, principalmente. Ex: botica farmácia /
franquia sinceridade.
PONTUAÇÃO
Os sinais de pontuação são recursos gráficos que se encontram na linguagem escrita, e suas funções são demarcar unidades e sinalizar
limites de estruturas sintáticas. É também usado como um recurso estilístico, contribuindo para a coerência e a coesão dos textos.
São eles: o ponto (.), a vírgula (,), o ponto e vírgula (;), os dois pontos (:), o ponto de exclamação (!), o ponto de interrogação (?), as
reticências (...), as aspas (“”), os parênteses ( ( ) ), o travessão (—), a meia-risca (–), o apóstrofo (‘), o asterisco (*), o hífen (-), o colchetes
([]) e a barra (/).
LÍNGUA PORTUGUESA
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Confira, no quadro a seguir, os principais sinais de pontuação e suas regras de uso.
SINAL NOME USO EXEMPLOS
. Ponto
Indicar final da frase declarativa
Separar períodos
Abreviar palavras
Meu nome é Pedro.
Fica mais. Ainda está cedo
Sra.
: Dois-pontos
Iniciar fala de personagem
Antes de aposto ou orações apositivas, enumerações
ou sequência de palavras para resumir / explicar ideias
apresentadas anteriormente
Antes de citação direta
A princesa disse:
- Eu consigo sozinha.
Esse é o problema da pandemia: as
pessoas não respeitam a quarentena.
Como diz o ditado: “olho por olho,
dente por dente”.
... Reticências
Indicar hesitação
Interromper uma frase
Concluir com a intenção de estender a reflexão
Sabe... não está sendo fácil...
Quem sabe depois...
( ) Parênteses
Isolar palavras e datas
Frases intercaladas na função explicativa (podem substituir
vírgula e travessão)
A Semana de Arte Moderna (1922)
Eu estava cansada (trabalhar e estudar
é puxado).
! Ponto de
Exclamação
Indicar expressão de emoção
Final de frase imperativa
Após interjeição
Que absurdo!
Estude para a prova!
Ufa!
? Ponto de
Interrogação Em perguntas diretas Que horas ela volta?
— Travessão
Iniciar fala do personagem do discurso direto e indicar
mudança de interloculor no diálogo
Substituir vírgula em expressões ou frases explicativas
A professora disse:
— Boas férias!
— Obrigado, professora.
O corona vírus — Covid-19 — ainda
está sendo estudado.
Vírgula
A vírgula é um sinal de pontuação com muitas funções, usada para marcar uma pausa no enunciado. Veja, a seguir, as principais regras
de uso obrigatório da vírgula.
• Separar termos coordenados: Fui à feira e comprei abacate, mamão, manga, morango e abacaxi.
• Separar aposto (termo explicativo): Belo Horizonte, capital mineira, só tem uma linha de metrô.
• Isolar vocativo: Boa tarde, Maria.
• Isolar expressões que indicam circunstâncias adverbiais (modo, lugar, tempo etc): Todos os moradores, calmamente, deixaram o
prédio.
• Isolar termos explicativos: A educação, a meu ver, é a solução de vários problemas sociais.
• Separar conjunções intercaladas, e antes dos conectivos “mas”, “porém”, “pois”, “contudo”, “logo”: A menina acordou cedo, mas não
conseguiu chegar a tempo na escola. Não explicou, porém, o motivo para a professora.
• Separar o conteúdo pleonástico: A ela, nada mais abala.
No caso da vírgula, é importante saber que, em alguns casos, ela não deve ser usada. Assim, não há vírgula para separar:
• Sujeito de predicado.
• Objeto de verbo.
• Adjunto adnominal de nome.
• Complemento nominal de nome.
• Predicativo do objeto do objeto.
• Oração principal da subordinada substantiva.
• Termos coordenados ligados por “e”, “ou”, “nem”.
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CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO, ADJETIVO, NUMERAL, ARTIGO, PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO, PREPOSIÇÃO
E CONJUNÇÃO: EMPREGO E SENTIDO QUE IMPRIMEM ÀS RELAÇÕES QUE ESTABELECEM. COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Classes de Palavras
Para entender sobre a estrutura das funções sintáticas, é preciso conhecer as classes de palavras, também conhecidas por classes
morfológicas. A gramática tradicional pressupõe 10 classes gramaticais de palavras, sendo elas: adjetivo, advérbio, artigo, conjunção, in-
terjeição, numeral, pronome, preposição, substantivo e verbo.
Veja, a seguir, as características principais de cada uma delas.
CLASSE CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
ADJETIVO Expressar características, qualidades ou estado dos seres
Sofre variação em número, gênero e grau
Menina inteligente...
Roupa azul-marinho...
Brincadeira de criança...
Povo brasileiro...
ADVÉRBIO Indica circunstância em que ocorre o fato verbal
Não sofre variação
A ajuda chegou tarde.
A mulher trabalha muito.
Ele dirigia mal.
ARTIGO Determina os substantivos (de modo definido ou indefinido)
Varia em gênero e número
A galinha botou um ovo.
Uma menina deixou a mochila no ônibus.
CONJUNÇÃO
Liga ideias e sentenças (conhecida também como conecti-
vos)
Não sofre variação
Não gosto de refrigerante nem de pizza.
Eu vou para a praia ou para a cachoeira?
INTERJEIÇÃO Exprime reações emotivas e sentimentos
Não sofre variação
Ah! Que calor...
Escapei por pouco, ufa!
NUMERAL Atribui quantidade e indica posição em alguma sequência
Varia em gênero e número
Gostei muito do primeiro dia de aula.
Três é a metade de seis.
PRONOME Acompanha, substitui