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CADERNO DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO ) (1)

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6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FICHA TÉCNICA 
 
Governador do Estado do Maranhão 
Carlos Orleans Brandão Júnior 
 
Secretário de Estado da Educação 
Felipe Costa Camarão 
 
Subsecretário de Estado da Educação 
Anderson Lindoso 
 
Secretária Adjunta de Gestão da Rede de Ensino e da Aprendizagem 
Nádya Christina Guimarães Dutra 
 
Superintendente de Gestão e Desenvolvimento da Aprendizagem 
Adelaide Diniz Coelho Neta 
 
Supervisora de Currículo Escolar 
Patrícia de Jesus Cruz Fernandes 
 
 
 
 
 
Equipe de Elaboradores 
Profº. Msc. David Breno Barros Cardozo 
Profª. Msc. Francineia Pimenta Silva 
Profº. Genilson Rodrigues Ferreira Lima 
Prof.ªMsc. Gislane Gomes Braga 
Prof.ª Dra. Ludymila Furtado Cantanhêde 
Profº. Marcus Vinicius Ferreira Cunha 
Prof.ª Esp.nPatrícia de Jesus Cruz Fernandes 
 
Equipe de Colaboradores 
Profª Msc.nLarissa Silva Abreu 
 
Equipe de Leitura Crítica 
Profª. Esp. Adelaide Diniz Coelho Neto 
Profª. Msc. Larissa Silva Abreu 
 
Revisão Ortográfica 
Profº. Esp. Bruno Fernando Silva Farias 
Profª. Msc. Cristiane Araujo Lima 
 
Projeto gráfico e diagramação 
Fabiel Lima 
 
Equipe de Revisão do Projeto Gráfico 
Jéssica Aparecida Figueiredo Barbosa 
Marcos Vinícius Oliveira Sobrinho 
Paloma Karenne do Nascimento Sousa 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 - Competências Gerais da Nova BNCC ......................................................................... 7 
Figura 2 - Diferença entre empreendedorismo e empreendedorismo social ......................... 10 
Figura 3 - Corresponsabilidade Social nas Modalidades de Ensino ......................................... 11 
Figura 4 - Estrutura de Trabalho do Componente Corresponsabilidade Social Empreendedorismo.
 .................................................................................................................................................. 13 
Figura 5 - Objetos de conhecimento dos Eixos Temáticos organizados por dimensões ......... 15 
Figura 6 - Eixos Estruturantes BNCC ......................................................................................... 47 
 
 
file://///10.35.0.20/sugeda/2023_SUGEDA/SUPECE/CADERNO%20DE%20CORRESPONSABILIDADE%20SOCIAL%20E%20EMPREENDEDORISMO%20-%20DIAGRAMADO%20(Reparado).docx%23_Toc143851386
 
Sumário 
APRESENTAÇÃO _____________________________________________________________________________________________ 6 
1 O COMPONENTE DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO __________________ 7 
1.1 Concepções sobre Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo ________________ 9 
2 ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O ENSINO DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E 
EMPREENDEDORISMO ____________________________________________________________________________________ 12 
2.1 Eixos Temáticos ____________________________________________________________ 13 
2.1.1 Participação Social _____________________________________________________ 14 
2.1.2 Intervenção Social ______________________________________________________ 14 
2.2 Dimensão Social _________________________________________________________ 16 
2.3 Dimensão Política ________________________________________________________ 20 
2.4 Dimensão Ambiental _____________________________________________________ 24 
2.5 Dimensão Econômica _____________________________________________________ 28 
3 ORGANIZADOR CURRICULAR DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO ____ 33 
3.1 Organizador Curricular do Eixo de Participação Social (2ª série) ____________________ 33 
3.2 Organizador Curricular do Eixo de Intervenção Social (3ª Série) ____________________ 40 
4 O ENSINO E A APRENDIZAGEM EM CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO _ 46 
4.1 Plano de Atividade Docente ________________________________________________ 47 
REFERÊNCIAS _______________________________________________________________________________________________ 61 
APÊNDICE A - Plano de Atividade Docente (PAD) _______________________________________________________ 64 
 
 
 
 
6 
APRESENTAÇÃO 
Seja bem-vindo (a) ao Caderno de Orientações Pedagógicas para Corresponsabilidade 
Social e Empreendedorismo! 
Com o intuito de apoiar as professoras e os professores da rede estadual de ensino nas 
estratégias de trabalho com o componente curricular de Corresponsabilidade Social e 
Empreendedorismo, a Secretaria de Estado da Educação do Maranhão organizou orientações 
para o planejamento docente. 
Os caminhos didáticos sugeridos neste material foram construídos a partir dos 
documentos oficiais do ensino médio1, dos acompanhamentos formativos promovidos pela 
SEDUC e pelas propostas referenciais do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação - ICE, 
grupo parceiro da rede estadual que colaborou na elaboração da atual estrutura curricular do 
ensino médio maranhense. 
A oferta do componente Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo no percurso 
curricular do ensino médio maranhense resulta da compreensão de que é preciso educar 
nossos estudantes para a vida em sociedade, de forma que eles sejam protagonistas de si e 
no meio social do qual fazem parte, atuando de forma crítica e consciente. Nessa perspectiva, 
o componente proporciona a difusão de conteúdos concretos e indissociáveis da realidade do 
estudante para que este venha a tornar-se um agente transformador na construção de uma 
sociedade mais solidária, justa, democrática e sustentável. 
Para tanto, a partir dessas orientações, você, professor (a) compreenderá como o 
trabalho didático no componente poderá contribuir para a ampliação de aprendizagens 
essenciais na formação dos discentes, incluindo-os em uma leitura crítica da sociedade, de tal 
modo que, nessa experiência curricular contextualizada e fundamentada, eles possam 
envolver-se de maneira responsável em iniciativas sociais necessárias ao desenvolvimento do 
seu protagonismo. 
Esperamos que este caderno ajude você, professor (a), a promover na sala de aula um 
espaço propício para o desenvolvimento de processos de aprendizagem que possam fomentar 
a participação efetiva dos estudantes e, sobretudo, encorajá-los a atuarem nos mecanismos 
de participação e intervenção social. 
 
 
1 A Lei 13.415/2017 que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e institui o novo ensino médio; 
Resolução Nº 3 do CNE que atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio; 
 
 
 
7 
 
1 O COMPONENTE DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO 
A Base Nacional Comum Curricular - BNCC prevê que os estudantes sejam agentes 
transformadores da sociedade a partir de uma formação pautada no desenvolvimento de 
competências e habilidades. As competências dizem respeito à capacidade de impulsionar 
habilidades, valores, atitudes, recursos e conhecimentos para solucionar problemas e outras 
demandas da vida cotidiana. 
Definir competências e habilidades com base no trabalho em sala de aula representa 
garantir que os estudantes tenham mais consciência sobre os próprios processos de 
aprendizagem e sobre tomadas de decisões no desenvolvimento de valores importantes para 
a vida pessoal e profissional. Sendo assim, faz-se necessário resgatar as 10 competências 
gerais propostas pela BNCC que guiam a formação do estudante no ensino médio. 
Figura 1 - Competências Gerais da Nova BNCC 
Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (). 
 
https://www.studos.com.br/gestao-escolar/para-que-serve-a-bncc/
http://inep80anos.inep.gov.br/inep80anos/futuro/novas-competencias-da-base-nacional-comum-curricular-bncc/79
http://inep80anos.inep.gov.br/inep80anos/futuro/novas-competencias-da-base-nacional-comum-curricular-bncc/79
 
 
8 
Todas essas competências revelam a necessidade de intervenções pedagógicas quehttps://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-declaracao-dos-direitos-homem-e-do-cidadao-de-1789.htm
https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-declaracao-dos-direitos-homem-e-do-cidadao-de-1789.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/declaracao-universal-dos-direitos-humanos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/declaracao-universal-dos-direitos-humanos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/declaracao-universal-dos-direitos-humanos.htm
https://www.politize.com.br/tres-geracoes-dos-direitos-humanos/
https://www.politize.com.br/tres-geracoes-dos-direitos-humanos/
https://www.politize.com.br/tres-geracoes-dos-direitos-humanos/
 
 
36 
Concurso de redação sobre 
algum tema (a ser escolhido 
pelo(a) professor(a) 
relacionado aos Direitos 
Humanos. 
CF/88 Brasil - Direitos 
Fundamentais - Artigo de 
Direito Constitucional 
 
 
 
 
Poder Público 
Poder público: Conceito 
e importância; 
Os três poderes da 
república democrática 
brasileira: Executivo, 
Legislativo e Judiciário; 
Estrutura da organização 
pública: Federal (União), 
Estados e Municípios; 
Estado: Organização 
político administrativa - 
Função, elementos 
formadores e tipos; 
Democracia: Conceito, 
tipos e importância 
 
 
 
Rotação por estações com 
temática sobre os três 
poderes da república 
(Executivo, Judiciário e 
Legislativo), suas 
características, 
representantes, competência 
e formas de atuação; 
 
Debate sobre o que é o 
poder público e qual sua 
função na sociedade; 
 
Visita técnica em órgãos da 
administração pública; 
 
Debate sobre a importância 
da democracia para a 
construção de uma sociedade 
mais justa; 
O que é poder público - 
https://eutenhodireito.com
.br/poder-publico-
significado/ 
Poder público: 
importância - Poder 
público - O que é, conceito 
e definição 
O que são os três 
poderes - A separação dos 
três poderes: Executivo, 
Legislativo e Judiciário | 
Politize! 
Organização político 
administrativa brasileira - 
Da organização politico 
adminstrativa das 
competência da união, 
estados e municipios | 
Jusbrasil 
Estado: Importância - 
Estado: o que é, origem, 
função, tipos - Mundo 
Educação 
O que é Democracia - O 
que é democracia? 
Aprenda agora em até 10 
minutos | Politize! 
Dimensão Ambiental 
Objetos de 
Conhecimento 
Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referência 
 
Impactos 
Socioambientais 
causados pela ação 
humana 
Crescimento 
populacional e 
influência da 
indústria/tecnologia na 
produção excessiva de 
bens e consumo; 
Apresentação de situação 
problema sobre crescimento 
populacional desordenado, 
falta de políticas públicas e os 
impactos ambientais. 
 
Pesquisa bibliográfica acerca 
Artigo: Controle de 
Natalidade: a aplicação das 
teorias e políticas 
populacionais. Gonçalves e 
Ferraz. acesso em 
2021_03_1145_1182.pdf 
(cidp.pt) 
 
https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2627/Direitos-Fundamentais
https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2627/Direitos-Fundamentais
https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2627/Direitos-Fundamentais
https://eutenhodireito.com.br/poder-publico-significado/
https://eutenhodireito.com.br/poder-publico-significado/
https://eutenhodireito.com.br/poder-publico-significado/
https://conceito.de/poder-publico
https://conceito.de/poder-publico
https://conceito.de/poder-publico
https://www.politize.com.br/separacao-dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/
https://www.politize.com.br/separacao-dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/
https://www.politize.com.br/separacao-dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/
https://www.politize.com.br/separacao-dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-organizacao-politico-adminstrativa-das-competencia-da-uniao-estados-e-municipios/1263147158
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-organizacao-politico-adminstrativa-das-competencia-da-uniao-estados-e-municipios/1263147158
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-organizacao-politico-adminstrativa-das-competencia-da-uniao-estados-e-municipios/1263147158
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-organizacao-politico-adminstrativa-das-competencia-da-uniao-estados-e-municipios/1263147158
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-organizacao-politico-adminstrativa-das-competencia-da-uniao-estados-e-municipios/1263147158
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-estado.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-estado.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-estado.htm
https://www.politize.com.br/democracia-o-que-e/
https://www.politize.com.br/democracia-o-que-e/
https://www.politize.com.br/democracia-o-que-e/
https://www.politize.com.br/democracia-o-que-e/
https://www.cidp.pt/revistas/rjlb/2021/3/2021_03_1145_1182.pdf
https://www.cidp.pt/revistas/rjlb/2021/3/2021_03_1145_1182.pdf
 
 
37 
Utilização de energia 
não renovável e seus 
impactos na saúde dos 
seres vivos; 
 
Relação entre expansão 
desregulada do 
agronegócio e 
diminuição da 
biodiversidade; 
 
Poluição da água pela 
ação humana e a falta 
de tratamento de 
esgoto e resíduos 
químicos; 
do Crescimento populacional 
global, desenvolvimento 
industrial nos países centrais 
(desenvolvidos) e periféricos 
(em desenvolvimento); 
 
Júri Simulado com tema: 
Origem dos problemas e 
impactos ambientais a partir 
do ponto de vista das teorias 
Neomalthusiana e 
Reformista/Marxista. 
 
Pesquisa de campo sobre 
poluição da água; tratamento 
de esgoto. 
 
As mudanças na 
população global, 
prestes a atingir 8 
bilhões - 
As mudanças na população 
global, prestes a atingir 8 
bilhões - YouTube 
 
Aumento populacional e 
degradação ambiental: a 
conta que não quer 
fechar. Reis Friede - Vista 
do AUMENTO 
POPULACIONAL E 
DEGRADAÇÃO AMBIENTAL: 
a conta que não quer 
fechar (unisuam.edu.br) 
 
Gestão Sustentável 
e uso eficiente dos 
recursos naturais 
 
A cultura da produção-
consumo e o conceito 
de sustentabilidade; 
Utilização de Produtos 
não testados em 
animais (Cruelty free) e 
de origem biológica 
(Bioprodutos); 
A agenda 2030 e os 
objetivos do 
desenvolvimento 
sustentável (ODS 9, 11, 
14 e 15); 
Conselhos, Comitês e 
Comissões de Meio 
Ambiente e Qualidade 
de Vida nas Escolas- 
COM-VIDA; 
Criação de um formulário, 
por meio do Google Forms, 
com questões envolvendo as 
práticas de consumo de cada 
estudante e da escola em 
comparação às suas práticas 
sustentáveis. 
 
Construção coletiva de 
quadros comparativos sobre 
as práticas consumistas e as 
práticas sustentáveis. 
 
Produção de vídeos a partir 
de temáticas como a cultura 
do consumo, consumo 
consciente e sustentável 
dentro e fora da escola. 
 
Debates sobre possíveis 
soluções e planos de ação 
para combate ao 
consumismo e desperdício; 
 
Produção de campanha de 
conscientização sobre o 
cuidado com o meio 
ambiente e consumo 
consciente. 
COM-VIDA - PORTARIA 
Nº 128, DE 14 DE 
FEVEREIRO DE 2023 - 
Portaria-no-128-2023-
Implantacao-COMVidas-
Versao-Final.pdf 
(educacao.ma.gov.br) 
 
Formando 
COM-VIDA 
Comissão de Meio 
Ambiente e 
Qualidade de Vida na 
Escola - 
formando_com_vida_ag
enda21_na_escola.pdf 
(educacao.ma.gov.br) 
 
Bioindustria do futuro: 
bioprodutos - 
BIOINDUSTRIA do 
FUTURO: Bioprodutos - 
YouTube 
 
Ipea - Ipea - Objetivos do 
Desenvolvimento 
Sustentável 
https://www.youtube.com/watch?v=MGXqMQURcLQ
https://www.youtube.com/watch?v=MGXqMQURcLQ
https://www.youtube.com/watch?v=MGXqMQURcLQ
https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353
https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353
https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353
https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353
https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353
https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353
https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/Portaria-no-128-2023-Implantacao-COMVidas-Versao-Final.pdfhttps://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/Portaria-no-128-2023-Implantacao-COMVidas-Versao-Final.pdf
https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/Portaria-no-128-2023-Implantacao-COMVidas-Versao-Final.pdf
https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/Portaria-no-128-2023-Implantacao-COMVidas-Versao-Final.pdf
https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/formando_com_vida_agenda21_na_escola.pdf
https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/formando_com_vida_agenda21_na_escola.pdf
https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/formando_com_vida_agenda21_na_escola.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=5pwn916VpvI
https://www.youtube.com/watch?v=5pwn916VpvI
https://www.youtube.com/watch?v=5pwn916VpvI
https://www.ipea.gov.br/ods/
https://www.ipea.gov.br/ods/
https://www.ipea.gov.br/ods/
 
 
38 
Dimensão Econômica 
Objetos de 
Conhecimento 
Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências 
 
 
 
 
 
 
 
Mercado de 
trabalho e as novas 
oportunidades de 
negócios 
Contexto histórico e 
avanços legislativos (leis 
trabalhistas, previdência 
social, Código de Defesa 
do Consumidor); 
 
Como se preparar para a 
indústria 4.0?; 
 
Startups, 
Microempreendedor 
Individual e novas formas 
de empreender; 
 
Trainees, digitais 
influencers, home office e 
flexibilizações de 
trabalho; 
 
 
 
 
 
 
 
Exibição de vídeos sobre 
Indústria 4.0, seus produtos e 
inovações propostas. 
 
Palestras e rodas de 
conversa com advogados 
sobre a importância das leis 
trabalhistas, previdência 
social e código do 
consumidor (CDC). 
 
Realização de palestras com 
convidados sobre Startups, 
Micro Empreendedor 
individual (MEI) e novas 
formas de empreender e 
novas profissões. 
 
Feiras de profissões; 
 
Visitas técnicas em 
universidades, empresas e 
indústrias. 
Google Primer - Como 
desenvolver um negócio 
- Cresça com o Google 
 
O que é a indústria 4.0 - 
Indústria 4.0: o que é, 
conceitos, fundamentos 
e seus impactos 
 
Características, 
vantagens, desvantagens 
e desafios da indústria 
4.0 no mundo e Brasil - 
Indústria 4.0: o que é, 
consequências, impactos 
positivos e negativos 
[Guia Completo] - FIA 
 
O que é uma Startup - O 
que é uma startup? - 
Sebrae 
 
Características de uma 
Startup e como 
desenvolver uma - O que 
é uma startup? 
Definição, objetivos e 
como montar a sua! 
 
 
 
 
 
 
Relações Humanas 
e o trabalho em 
equipe 
Relações humanas e 
comunicação eficaz no 
trabalho; 
 
Trabalho em equipe 
(empatia, liderança, 
capacidade de resolução 
de problemas, escuta 
ativa, habilidades de 
comunicação, 
capacidade 
organizacional, 
flexibilidade, 
Aplicação de testes de 
aptidão acerca de habilidades 
pessoais e profissões. 
 
Rotação por estações com 
foco nas principais 
habilidades exigidas para o 
trabalho em equipe 
(Liderança, empatia, 
comunicação ativa, 
capacidade organizacional, 
responsabilidade, 
proatividade). 
 
Teste vocacional - Teste 
Vocacional – Educa Mais 
Brasil 
 
Teste vocacional 
“pravaler” - Faça o Teste 
Vocacional Online Grátis 
| PRAVALER 
 
Questionário sobre perfil 
profissional - Você sabe 
qual é o seu perfil 
profissional? Descubra 
neste teste vocacional 
https://cresca.withgoogle.com/intl/pt-br/
https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/industria-4-0/
https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/industria-4-0/
https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/industria-4-0/
https://fia.com.br/blog/industria-4-0/
https://fia.com.br/blog/industria-4-0/
https://fia.com.br/blog/industria-4-0/
https://fia.com.br/blog/industria-4-0/
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-startup,6979b2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-startup,6979b2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-startup,6979b2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/o-que-e-startup/
https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/o-que-e-startup/
https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/o-que-e-startup/
https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/o-que-e-startup/
https://www.educamaisbrasil.com.br/teste/vocacional
https://www.educamaisbrasil.com.br/teste/vocacional
https://www.educamaisbrasil.com.br/teste/vocacional
https://www.pravaler.com.br/testes/teste-vocacional-online-gratis/
https://www.pravaler.com.br/testes/teste-vocacional-online-gratis/
https://www.pravaler.com.br/testes/teste-vocacional-online-gratis/
https://www.becas-santander.com/pt_br/blog/teste-vocacional.html
https://www.becas-santander.com/pt_br/blog/teste-vocacional.html
https://www.becas-santander.com/pt_br/blog/teste-vocacional.html
https://www.becas-santander.com/pt_br/blog/teste-vocacional.html
 
 
39 
responsabilidade, 
motivação); 
 
Perfis de liderança no 
mercado de trabalho e 
sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Debate e/ou palestras sobre 
a importância da 
comunicação clara para o 
mercado de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Importância do trabalho 
em equipe - Qual é a 
importância do trabalho 
em equipe para sua 
carreira? 
 
Habilidades importantes 
no mercado de trabalho - 
14 habilidades mais 
valorizadas no mercado 
de trabalho 
 
Chefia e liderança - 
Diferença entre líder e 
chefe: principais 
diferenças entre os dois 
papéis - FIA 
 
Importância da 
comunicação no 
mercado de trabalho - 
Importância da boa 
comunicação na empresa 
- Zoho Blog 
 
Importância da 
comunicação em startup 
- Comunicação no 
ambiente de trabalho: 
importância e ações 
 
 
 
https://ead.urcamp.edu.br/blog/importancia-do-trabalho-em-equipe
https://ead.urcamp.edu.br/blog/importancia-do-trabalho-em-equipe
https://ead.urcamp.edu.br/blog/importancia-do-trabalho-em-equipe
https://ead.urcamp.edu.br/blog/importancia-do-trabalho-em-equipe
https://www.roberthalf.com.br/blog/carreira/14-habilidades-mais-valorizadas-no-mercado-de-trabalho-rc
https://www.roberthalf.com.br/blog/carreira/14-habilidades-mais-valorizadas-no-mercado-de-trabalho-rc
https://www.roberthalf.com.br/blog/carreira/14-habilidades-mais-valorizadas-no-mercado-de-trabalho-rc
https://fia.com.br/blog/chefe-e-lider/
https://fia.com.br/blog/chefe-e-lider/
https://fia.com.br/blog/chefe-e-lider/
https://fia.com.br/blog/chefe-e-lider/
https://www.zoho.com/blog/pt-br/workplace/importancia-da-boa-comunicacao-na-empresa.html
https://www.zoho.com/blog/pt-br/workplace/importancia-da-boa-comunicacao-na-empresa.html
https://www.zoho.com/blog/pt-br/workplace/importancia-da-boa-comunicacao-na-empresa.html
https://www.comececomopedireito.com.br/blog/comunicacao-no-ambiente-de-trabalho/
https://www.comececomopedireito.com.br/blog/comunicacao-no-ambiente-de-trabalho/
https://www.comececomopedireito.com.br/blog/comunicacao-no-ambiente-de-trabalho/
 
 
40 
3.2 Organizador Curricular do Eixo de Intervenção Social (3ª Série) 
Dimensão Econômica 
Objetos de 
Conhecimento 
Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências 
 
 
 
 
 
 
 
Visibilidade Étnico-
racial, 
Empoderamento 
Social e 
Protagonismo 
Movimentos sociais; 
Moda preta (oficina); 
Ambiência racial; 
Projeto de marketing 
étnico racial; 
Movimento feminista; 
Empobrecimento 
menstrual; 
Empoderamento trans; 
Movimento estudantil e 
empoderamento dos 
estudantes maranhenses 
(urbano, campo, 
quilombola, indígena); 
Grêmios, clubes; 
Projeto de intervenção 
na escola; 
Bullying (Automutilação 
e Suicídio); 
Projeto Interdisciplinar: 
produção de peças teatrais a 
partir do tema “Bullying 
(Automutilação e suicidio); 
 
Palestra com estudante 
protagonista membro do 
grêmio estudantil; 
 
Roda de conversa sobre a 
temática Empoderamento 
Social; 
 
Reprodução Integral ou 
parcial de documentários 
sobre Movimentos Sociais; 
Movimentos Sociais 
O que são movimentos 
sociais? | Politize! 
 
Bullying - O bem-
sucedidométodo para 
acabar com o bullying 
nas escolas 
 
Ocupações Estudantis 
Ocupações Estudantis 
(2016) | Libreflix 
 
Sobre Vivências - 
Documentário LGTBQIA+ 
Sobre Vivências - 
Documentário LGBT 
 
 
 
 
 
 
Memória da 3ª idade; 
Protagonismo na terceira 
idade; 
Perigos do isolamento na 
terceira idade; 
Tecnologia e terceira 
idade; 
Leitura em grupo de 
capítulos do Estatuto do 
Idoso e debate sobre os 
principais problemas 
enfrentados na terceira 
idade. 
 
Visita a um asilo para a 
observação e posterior 
debate sobre Direito dos 
idosos; 
Estatuto do Idoso 
Estatuto do Idoso 
 
Depressão na terceira 
idade: 
https://www.youtube.co
m/watch?v=DZPSzCa7n6
c 
Sexualidade na terceira 
idade 
Documentário: 
Sexualidade na terceira 
https://www.politize.com.br/movimentos-sociais/
https://www.politize.com.br/movimentos-sociais/
https://www.youtube.com/watch?v=kpOX2j4Ej0E
https://www.youtube.com/watch?v=kpOX2j4Ej0E
https://www.youtube.com/watch?v=kpOX2j4Ej0E
https://www.youtube.com/watch?v=kpOX2j4Ej0E
https://libreflix.org/i/ocupacoesestudantisporelesmesmos
https://libreflix.org/i/ocupacoesestudantisporelesmesmos
https://www.youtube.com/watch?v=3HpfRWEYVqM&t=30s
https://www.youtube.com/watch?v=3HpfRWEYVqM&t=30s
https://www.youtube.com/watch?v=3HpfRWEYVqM&t=30s
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estatuto_idoso_3edicao.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=DZPSzCa7n6c
https://www.youtube.com/watch?v=DZPSzCa7n6c
https://www.youtube.com/watch?v=DZPSzCa7n6c
https://www.youtube.com/watch?v=681NUeZ09IM
https://www.youtube.com/watch?v=681NUeZ09IM
 
 
41 
Vida social na 
terceira idade 
Benefícios da vida social 
para um envelhecimento 
saudável; 
Fatores limitadores de 
convívio social na 
terceira idade; 
Problemas de saúde na 
terceira idade 
ocasionados pela falta de 
convívio 
social;responsabilidade, 
motivação); 
 
 
Mural de fotografias dos 
avós dos estudantes e 
contação de histórias em sala 
de aula; 
 
Projeto de intervenção a 
partir da coleta de materiais 
de higiene para doação em 
casa de apoio de idosos; 
 
Promoção de uma ação 
social (com atividades 
variadas) cujo público alvo 
será formado por pessoas de 
terceira idade. 
 
idade 
Tecnologia e terceira 
idade 
Tecnologia na terceira 
idade: risco ou 
benefício? | Aconchego 
Idosos 
Dimensão Política 
Objetos de 
Conhecimento 
Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Políticas Públicas 
O que são políticas 
públicas? Quem faz? Para 
quem são destinadas ? 
 
Políticas Públicas 
Afirmativas e 
socioambientais; 
 
Políticas Públicas de 
Segurança e direitos 
humanos; 
 
Organizar visitas às 
instituições, orgãos 
públicos e secretarias que 
desenvolvam políticas 
públicas sobre Direitos 
Humanos; 
 
Visitação a portais virtuais 
para identificação de 
ações afirmativas que 
possam incentivar ações 
mobilizadoras sobre 
questões pontuais vividas 
na escola; 
 
Estudo prévio sobre os 
ODS (Objetivos de 
Desenvolvimento 
Sustentável) para 
incentivar a organização 
de ações de intervenção 
na escola; 
Portais virtuais sobre 
Direitos Humanos Instituto 
Vladimir Herzog 
https://www.rebedh.com.br
/ 
 
ODS (Objetivos de 
Desenvolvimento 
Sustentável) 
Objetivos de 
Desenvolvimento 
Sustentável | As Nações 
Unidas no Brasil 
 
O que são e para que 
servem as políticas públicas - 
Políticas Públicas: entenda o 
que são, para que servem e 
veja exemplos 
 
Políticas públicas e suas 
definições e aplicações 
https://www.youtube.com/watch?v=681NUeZ09IM
https://aconchegoidosos.com.br/blog/tecnologia-na-terceira-idade-risco-ou-beneficio/
https://aconchegoidosos.com.br/blog/tecnologia-na-terceira-idade-risco-ou-beneficio/
https://aconchegoidosos.com.br/blog/tecnologia-na-terceira-idade-risco-ou-beneficio/
https://aconchegoidosos.com.br/blog/tecnologia-na-terceira-idade-risco-ou-beneficio/
https://vladimirherzog.org/
https://vladimirherzog.org/
https://www.rebedh.com.br/
https://www.rebedh.com.br/
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/
 
 
42 
 
Estudo de caso sobre a 
aplicação de políticas 
públicas na comunidade 
do espaço escolar; 
práticas - Políticas Públicas: 
o que são e para que 
servem? | Politize! 
 
Sociedade Civil 
Organização da Sociedade 
Civil (OSC) e seus 
integrantes; 
Setores da sociedade: 
Primeiro, Segundo e 
Terceiro; 
Terceiro Setor e 
organizações sem fins 
lucrativos; 
OEA - Organização dos 
estados americanos; 
 
 
 
Visita junto às 
Organizações do terceiro 
setor; 
 
Pesquisa de campo sobre 
possíveis ações da 
sociedade civil no espaço 
escolar e seu entorno; 
 
Seminário sobre os 
setores da sociedades; 
 
Exposição de importantes 
Organizações da 
sociedade civil existentes 
no Brasil e seu campo de 
atuação; 
 
 
O que é uma Organização da 
Sociedade Civil - 
Organização da Sociedade 
Civil: O que é, Tipos e 
Importância - FIA 
 
Setores da Sociedade - 
Conheça os três setores que 
compõem a nossa sociedade 
| Generation Brazil 
 
Terceiro setor da sociedade - 
Terceiro Setor. O terceiro 
setor da sociedade - Brasil 
Escola 
 
Terceiro setor da sociedade 
no Brasil - Terceiro setor: 4 
pontos para entender | 
Politize! 
 
Organização dos Estados 
Americanos (OEA) - 
Organização dos Estados 
Americanos (OEA) - Brasil 
Escola 
 
Dimensão Ambiental 
Objetos de 
Conhecimento 
Sugestões de Conteúdos Sugestões de 
Metodologias 
Sugestões de Referências 
 
 
 
 
Distribuição desigual dos 
recursos naturais; 
Acesso de grupos 
marginalizados à serviços 
ambientais essenciais; 
 
Rotação por estações 
sobre as consequências e 
os impactos das 
desigualdades 
socioambientais e 
possíveis soluções; 
 
 
Ipea - Ipea - Objetivos do 
Desenvolvimento Sustentável 
 
Grandes projetos e conflitos 
socioambientais na Amazônia 
o uso desigual dos recursos 
naturais como causa? 
https://www.politize.com.br/politicas-publicas/
https://www.politize.com.br/politicas-publicas/
https://www.politize.com.br/politicas-publicas/
https://fia.com.br/blog/organizacao-da-sociedade-civil/
https://fia.com.br/blog/organizacao-da-sociedade-civil/
https://fia.com.br/blog/organizacao-da-sociedade-civil/
https://brazil.generation.org/2022/06/24/conheca-os-tres-setores-que-compoem-a-nossa-sociedade/
https://brazil.generation.org/2022/06/24/conheca-os-tres-setores-que-compoem-a-nossa-sociedade/
https://brazil.generation.org/2022/06/24/conheca-os-tres-setores-que-compoem-a-nossa-sociedade/
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/terceiro-setor.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/terceiro-setor.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/terceiro-setor.htm
https://www.politize.com.br/terceiro-setor-o-que-e/
https://www.politize.com.br/terceiro-setor-o-que-e/
https://www.politize.com.br/terceiro-setor-o-que-e/
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/oea.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/oea.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/oea.htm
https://www.ipea.gov.br/ods/
https://www.ipea.gov.br/ods/
 
 
43 
Fatores que 
influenciam as 
desigualdades 
socioambientais 
 
Situação de comunidades 
afetadas por poluentes 
industriais e projetos de 
infraestrutura; 
A agenda 2030 e os 
objetivos do 
desenvolvimento 
sustentável (ODS 2, 3, 6, 7 
e 10); 
Pesquisa de campo nas 
comunidades em torno da 
escola para análise de 
problemas 
socioambientais como 
condições de moradia, 
trabalho, assistência 
médica, educação e meio 
ambiente; 
 
Confecção de um 
Projeto/Plano de ação de 
como a comunidade 
escolar poderia contribuir 
com a diminuição das 
desigualdades 
socioambientais na 
escola, na comunidade e 
na cidade; 
 
Relatório sobre os 
resultados obtidos com as 
ações propostas no 
projeto paradiminuição 
das desigualdades 
socioambientais. 
221111067.pdf 
(editoracientifica.com.br) 
 
Fundação Nacional dos Povos 
Indígenas - O Brasil Indígena 
(IBGE) — Fundação Nacional 
dos Povos Indígenas 
(www.gov.br) 
 
Conflitos, mobilizações e 
participação 
institucionalizada: a relação 
entre a sociedade civil e a 
construção de grandes obras 
de infraestrutura. - 
 
 
td_2231.pdf (ipea.gov.br) 
 
 
 
Consumo, Práticas 
e Produção 
Sustentável 
Os 10 R’s da 
sustentabilidade 
(recusar, repensar, 
reduzir, reutilizar, 
reparar, recondicionar, 
remanufaturar, relocar, 
reciclar e recuperar).; 
 
Os transportes 
alternativos/limpos e 
fontes de energias 
renováveis; 
 
Economia de água nas 
cidades e sua utilização 
na agropecuária; 
 
ODS como guia para as 
práticas ESG (do inglês 
Environmental, Social 
and Governance); 
Roda de conversa sobre 
as aplicações viáveis e 
não viáveis dos 10 R´s; 
 
Pesquisa sobre ações das 
empresas/corporações/in
stituições que trabalham 
com o conceito ESG 
(sustentabilidade 
ambiental, social e de 
governança corporativa); 
 
Plano de ação com 
práticas ligadas à ESG que 
podem ser aplicadas 
dentro da escola; 
 
Produção de podcasts ou 
de videocast abordando 
possíveis soluções 
sustentáveis para os 
impactos ambientais que 
Ipea - Ipea - Objetivos do 
Desenvolvimento Sustentável 
 
ESG: o que muda no mundo 
dos negócios? - ESG: O Que 
Muda No Mundo Dos 
Negócios? | Marta Camila 
Carneiro | TEDxCarioba - 
YouTube 
 
Como a economia circular 
pode ajudar as empresas a 
reduzir consumo de água. - 
cnn (usp.br) 
 
Os 10 R´s da sustentabilidade 
dos plásticos - Os 10 R's da 
SUSTENTABILIDADE dos 
plásticos | UP - Universo 
Plástico 
 
 
https://downloads.editoracientifica.com.br/articles/221111067.pdf
https://downloads.editoracientifica.com.br/articles/221111067.pdf
https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/o-brasil-indigena-ibge-1
https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/o-brasil-indigena-ibge-1
https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/o-brasil-indigena-ibge-1
https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/o-brasil-indigena-ibge-1
http://www.gov.br/
http://www.gov.br/
https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7159/1/td_2231.pdf
https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7159/1/td_2231.pdf
https://www.ipea.gov.br/ods/
https://www.ipea.gov.br/ods/
https://www.youtube.com/watch?v=AgHVCxmTcuk
https://www.youtube.com/watch?v=AgHVCxmTcuk
https://www.youtube.com/watch?v=AgHVCxmTcuk
https://www.youtube.com/watch?v=AgHVCxmTcuk
https://www.youtube.com/watch?v=AgHVCxmTcuk
http://repositorio.eesc.usp.br/server/api/core/bitstreams/ea88f25e-e6e9-40ba-b82d-749627143ffd/content
https://www.youtube.com/watch?v=zkkjyIaOvyI
https://www.youtube.com/watch?v=zkkjyIaOvyI
https://www.youtube.com/watch?v=zkkjyIaOvyI
https://www.youtube.com/watch?v=zkkjyIaOvyI
 
 
44 
acontecem dentro e ao 
redor da escola; 
Dimensão Econômica 
Objetos de 
Conhecimento 
Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho 
Voluntário 
Concepções sobre o 
trabalho voluntário; 
 
Lei 9.608 que trata do 
serviço voluntário no 
Brasil; 
 
Tipos de trabalho 
voluntário (ONGs, animais 
e meio ambiente, em 
troca de hospedagem, 
ensino de habilidades); 
 
Trabalho voluntário e 
currículo; 
 
Trabalho voluntário vs 
mercado de trabalho; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Roda de conversa sobre a 
temática do trabalho 
voluntário; 
 
Exposição sobre as formas 
existentes de trabalho 
voluntário; 
 
Visita a ONG´s e 
organizações voltadas 
para o trabalho 
assistencial e voluntário 
(orfanatos, hospitais, 
associações comunitárias). 
 
Criação e execução de 
projeto e ação de trabalho 
voluntário no ambiente 
e/ou comunidade escolar, 
ONG´s e entidades 
voltadas ao trabalho 
assistencial; 
 
Debate sobre o trabalho 
voluntário como meio de 
aplicação de habilidades 
exigidas no mercado de 
trabalho; 
Importância do trabalho 
voluntário - Importância do 
trabalho voluntário: saiba 
mais sobre essa prática 
 
O que são ONG ́s e sua 
importância - ONGs: o que 
são e por que são 
importantes? » NAAÇÃO 
 
Relação entre o trabalho 
voluntário e mercado de 
trabalho - Entenda a relação 
entre trabalho voluntário e 
carreira profissional 
 
Trabalho voluntário no 
currículo - Como adicionar 
um trabalho voluntário ao 
seu currículo - Blog de 
recrutamento e seleção da 
Reachr 
 
 
 
 
 
Saúde e segurança 
ambiental no Brasil; 
 
Visita técnica em 
indústrias e empresas com 
foco na prevenção de 
acidentes de trabalho; 
Segurança no trabalho - 
Segurança e Saúde no 
Trabalho: tudo sobre as 
https://exchangedobem.com/beneficios-do-trabalho-voluntario/
https://exchangedobem.com/beneficios-do-trabalho-voluntario/
https://exchangedobem.com/beneficios-do-trabalho-voluntario/
https://naacao.com.br/ongs-o-que-sao-e-por-que-sao-importantes/
https://naacao.com.br/ongs-o-que-sao-e-por-que-sao-importantes/
https://naacao.com.br/ongs-o-que-sao-e-por-que-sao-importantes/
https://blog.unyleya.edu.br/insights-confiaveis/entenda-a-relacao-entre-trabalho-voluntario-e-carreira-profissional/
https://blog.unyleya.edu.br/insights-confiaveis/entenda-a-relacao-entre-trabalho-voluntario-e-carreira-profissional/
https://blog.unyleya.edu.br/insights-confiaveis/entenda-a-relacao-entre-trabalho-voluntario-e-carreira-profissional/
https://blog.reachr.com.br/trabalho-voluntario-no-curriculo-faz-diferenca/
https://blog.reachr.com.br/trabalho-voluntario-no-curriculo-faz-diferenca/
https://blog.reachr.com.br/trabalho-voluntario-no-curriculo-faz-diferenca/
https://blog.reachr.com.br/trabalho-voluntario-no-curriculo-faz-diferenca/
https://blog.reachr.com.br/trabalho-voluntario-no-curriculo-faz-diferenca/
https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/seguranca-saude-trabalho/
https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/seguranca-saude-trabalho/
 
 
45 
 
 
Saúde e 
Segurança no 
Trabalho 
Riscos ocupacionais 
(Ambientais, ergonômicos, 
acidentes, biológicos, 
físico, químico); 
 
Equipamentos de 
proteção coletiva e 
individual.; 
 
Acidente de trabalho; 
 
Segurança e saúde no 
trabalho 4.0; 
 
Lei 6.514 – Consolidações 
das Leis do Trabalho, 
relativo à segurança no 
trabalho e dá outras 
providências; 
 
Saúde mental dos 
trabalhadores; 
 
 
Exposição sobre os 
principais acidentes de 
trabalho registrados no 
Brasil junto ao ministério 
do trabalho e suas 
soluções; 
 
Palestra com profissionais 
da área de segurança do 
trabalho sobre a 
importância da temática 
para o trabalhador e para 
as empresas; 
 
Palestra com médicos e 
psicólogos sobre a 
importância da saúde 
mental dos trabalhadores; 
normas e leis - Portal da 
Indústria 
 
Principais riscos 
operacionais e siglas - Riscos 
Ocupacionais: conheça os 
principais - Segurança tem 
Futuro 
 
Prevenção de acidentes de 
trabalho - Prevenção de 
acidentes: 11 dicas de 
Segurança do Trabalho 
 
 
Importância dos EPI´s na 
saúde e segurança no 
trabalho (SST) - EPI: o que é, 
como utilizar e por que é tão 
importante 
 
Importância da saúde 
mental no ambiente de 
trabalho - Qual a 
importância da saúde 
mental no trabalho? 
 
Síndrome de Burnout - 
Síndrome de Burnout — 
Ministério da Saúde 
 
 
https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/seguranca-saude-trabalho/
https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/seguranca-saude-trabalho/
https://segurancatemfuturo.com.br/index.php/2021/09/06/riscos-ocupacionais/
https://segurancatemfuturo.com.br/index.php/2021/09/06/riscos-ocupacionais/
https://segurancatemfuturo.com.br/index.php/2021/09/06/riscos-ocupacionais/
https://segurancatemfuturo.com.br/index.php/2021/09/06/riscos-ocupacionais/
https://blog-pt.checklistfacil.com/prevencao-de-acidentes/
https://blog-pt.checklistfacil.com/prevencao-de-acidentes/
https://blog-pt.checklistfacil.com/prevencao-de-acidentes/https://blog-pt.checklistfacil.com/epi/
https://blog-pt.checklistfacil.com/epi/
https://blog-pt.checklistfacil.com/epi/
https://blog.flashapp.com.br/qual-a-importancia-da-saude-mental-no-ambiente-de-trabalho
https://blog.flashapp.com.br/qual-a-importancia-da-saude-mental-no-ambiente-de-trabalho
https://blog.flashapp.com.br/qual-a-importancia-da-saude-mental-no-ambiente-de-trabalho
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout
 
 
46 
 
4 O ENSINO E A APRENDIZAGEM EM CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E 
EMPREENDEDORISMO 
Na atual configuração do Ensino Médio, é importante que o professor assuma um 
papel de mediador do processo de ensino e aprendizagem, na medida em que ele cria um 
ambiente de aprendizagem participativo e colaborativo a partir de estratégias pedagógicas 
que possibilitem aos estudantes se envolverem ativamente no processo de construção do 
conhecimento. Enquanto facilitador do processo de aprendizagem, o caderno deve 
desempenhar o papel de curador e de orientador: 
“Curador, que escolhe o que é relevante entre tanta informação disponível e 
ajuda a que os alunos encontrem sentido no mosaico de materiais e 
atividades disponíveis. Curador, no sentido também de cuidador: ele cuida 
de cada um, dá apoio, acolhe, estimula, valoriza, orienta e inspira. Orienta a 
classe, os grupos e a cada aluno. Ele tem que ser competente 
intelectualmente, afetivamente e gerencialmente (gestor de aprendizagens 
múltiplas e complexas) ”. (MORÁN, 2015, p.24) 
Em Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, essa função ganha ainda mais a 
singularidade da ação mediadora, uma vez que o componente exige que a escola funcione 
como um local que cria as condições, espaços e oportunidades para que o estudante se veja 
participando ativamente da vida em seus distintos âmbitos. Esse é o tipo de sujeito que 
espera-se ajudar a compreender o mundo, a se situar o ambiente em que está inserido, 
compreendendo as com suas diferentes nuances e perspectivas de uma convívio social: 
indivíduos que não se percebam alheios, indiferentes e impotentes diante das problemáticas 
sociais que os cercam, o que reforça a necessidade e a importância dos educadores criarem 
as mais variadas estratégias pedagógicas para que os estudantes construam e vivam essa 
identidade corresponsável e empreendedora. 
Um grande avanço no ensino médio brasileiro que auxilia nesse processo formativo 
são os "eixos estruturantes", que foram instituídos a partir da sintetização das Competências 
Gerais da BNCC, para direcionarem os procedimentos metodológicos da parte diversificada, 
garantindo o desenvolvimento de habilidades específicas relacionadas ao pensar e fazer 
científico, criativo, voltadas para a convivência e atuação sociocultural e habilidades 
relacionadas ao autoconhecimento, empreendedorismo social e Projeto de Vida. 
Dessa forma, os eixos estruturantes de Investigação Científica, Processos Criativos, 
Mediação e Intervenção Sociocultural e Empreendedorismo devem nortear os procedimentos 
 
 
47 
metodológicos que o docente irá desenvolver nas aulas de Corresponsabilidade Social e 
Empreendedorismo, a fim de garantir aos estudantes diferentes situações de aprendizagem 
em torno das áreas de conhecimento e oportunizar aos mesmos a possibilidade de mobilizar 
competências e habilidades em torno de problemáticas e temas oriundas dos objetos de 
conhecimento propostos para cada eixo temático e em suas respectivas dimensões. 
Figura 6 - Eixos Estruturantes BNCC 
 
Fonte: Elaborado por Cardozo (2023), a partir da ferramenta Canva. 
O que espera-se que o(a) docente compreenda e vivencie em suas aulas é que a 
aplicação de habilidades investigativas, criativas, empreendedoras e de mediação social e 
cultural por parte dos estudantes, diante das problemáticas que ele(a) irá propor e construir 
juntamente com eles, possibilitará na construção de sujeitos críticos, autônomos, 
empreendedores sociais, ativos e participativos da vida em sociedade. 
4.1 Plano de Atividade Docente 
Para auxiliar na elaboração do Plano de Atividade Docente - PAD, foram elaboradas e 
sugeridas algumas etapas e perguntas norteadoras para o planejamento e condução do 
processo de ensino-aprendizagem: 
 
 
 
48 
 
a) Delimitação dos conteúdos sugeridos com base em objetivos claros 
É de grande relevância no componente de Corresponsabilidade Social e 
Empreendedorismo que o professor tenha clareza dos saberes que os estudantes devem 
adquirir e construir em cada ação proposta. Para tanto, poderá orientar-se em perguntas 
como: 
o O que esses estudantes precisam aprender sobre esse tema/conteúdo? 
o Dentre as sugestões de conteúdo, o que é mais significativo e estruturante para que 
os estudantes aprendam? O que é mais importante trabalhar nesse período? 
o Como trabalhar esse conteúdo para que sejam mobilizados saberes mais próximos da 
realidade dos seus estudantes? 
o Quais conteúdos o professor pode propor, além dos sugeridos, para ampliar a 
aprendizagem? 
 
b) Problematização 
No processo de ensino e aprendizagem de Corresponsabilidade Social e 
Empreendedorismo é fundamental que o professor, no andamento das aulas, apresente aos 
estudantes problemáticas oriundas dos conteúdos, para que competências e habilidades 
adquiridas na formação geral básica sejam mobilizadas no intuito de promoverem a 
participação e/ou intervenção social. 
Para direcionar a elaboração da problematização, algumas indagações podem se fazer 
pertinentes: 
o Quais fatores, aspectos ou fenômenos relacionados a essa problemática fazem parte 
da realidade dos estudantes? 
o Quais práticas pedagógicas e recursos o professor pode utilizar para provocar a 
curiosidade dos estudantes face ao tema que será abordado? 
o Quais objetivos específicos do eixo temático o professor espera desenvolver junto aos 
seus estudantes a partir desta problemática? 
c) Desenvolvendo a aula/ Procedimentos Metodológicos 
 Uma vez explorados os saberes prévios dos estudantes e problematizadas as questões 
em torno do conteúdo, caberá fazer o levantamento de quais atividades podem ser 
elaboradas a partir das perguntas: 
o Que atividades podem ser organizadas para ampliar, aprofundar, reforçar e/ou 
modificar os conhecimentos iniciais? 
o Qual (Quais) metodologia (s) utilizar para que o aluno aja de maneira 
participativa e autônoma? 
 
 
49 
o Quais experiências práticas, em torno das problemáticas sugeridas, posso 
propor para que os estudantes mobilizem competências e habilidades? 
o Quais procedimentos diversificados de aprendizagem ativa podem ser 
propostos para que o conteúdo seja abordado de maneira atrativa e 
significativa? 
o Quais recursos precisam ser utilizados para o desenvolvimento dessa 
metodologia? Eles são viáveis? 
 
d) Processos Avaliativos 
O processo avaliativo é uma estratégia imprescindível, pela qual o docente buscará 
meios (formas e instrumentos) para refletir sobre o alcance dos objetivos propostos para cada 
eixo temático e, consequentemente, possibilita atribuir uma nota para registrar a evolução do 
desempenho do estudante, considerando as atividades propostas. De acordo com o Caderno 
de Gestão Pedagógica: 
[...] a Avaliação Formativa deve ganhar destaque, devendo ser tratada como 
avaliação PARA A APRENDIZAGEM e não somente AVALIAÇÃO DA 
APRENDIZAGEM, uma vez que, por meio da Avaliação Formativa, é possível 
avaliar o alcance de todos os objetivos de aprendizagem da ação pedagógica 
proposta. Para cumprir seu papel pedagógico, a Avaliação Formativa deve 
ser executada em três etapas: primeira, compreender os objetivos de 
aprendizagem, isto é, onde o estudante deve chegar; segunda, selecionar os 
instrumentos adequados e desenvolver atividades que forneçam evidências 
sobre o estágio de aprendizagem em que o estudante se encontra; e, 
terceira, fornecerdevolutivas que propiciem o progresso de cada estudante. 
(MARANHÃO, 2023, p.22) 
Sendo assim, formas avaliativas como autoavaliação, seminários, experimentos, 
pesquisas, produções textuais, elaboração de projetos, produções de campanhas de 
participação e intervenção social, dentre outros, podem ser importantes instrumentos 
avaliativos no componente curricular. Além disso, a avaliação diagnóstica é essencial para a 
verificação do conhecimento prévio dos estudantes e posterior planejamento. 
A capacidade de tomar iniciativa e de liderar, propor projetos sobre situações 
incidentes na escola, ter empatia e confiança para com seus pares, participar nos espaços 
auto-organizados, deliberativos e movimentos da escola como grêmios estudantis ou COM-
VIDA, etc., podem ser utilizadas como estratégias nos processos avaliativos. 
SE LIGA!! 
Depois de ter visto toda a dinâmica e importância do componente de 
Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, é importante observar como se dá a 
 
 
50 
construção do Plano de Atividade Docente nos dois Eixos Temáticos (Participação Social e 
Intervenção Social). Por isso, trouxemos no caderno dois modelos de PAD’s para você: 
o PAD Bimestral do Eixo de Participação Social, dimensão ambiental com os 02 
objetos de conhecimento; 
o PAD Bimestral do Eixo de Intervenção Social, dimensão econômica com apenas 
01 objeto de conhecimento. 
Ressaltamos que este caderno de orientações não tem como objetivo apresentar 
sequências didáticas para cada objeto de conhecimento do componente, tendo em vista que 
as formas como eles serão trabalhadas dependerá da realidade na qual os estudantes estão 
inseridos. 
Nos modelos de PAD abaixo, é interessante notar como os Eixos Estruturantes 
nortearam os procedimentos metodológicos, a fim de que os estudantes tenham a 
oportunidade de aplicarem competências e habilidades diante de problemáticas e temáticas 
oriundas dos objetos de conhecimento. 
Esse é o exercício necessário para atingir o objetivo formativo principal deste 
componente, que é a de ajudar na formação de sujeitos mais responsáveis e empreendedores 
sociais. 
Então aí vamos nós! 
 
 
 
51 
 Modelo de PAD Bimestral do Eixo de Participação Social, com foco na Dimensão Ambiental, 
sendo trabalhados os dois objetos de conhecimento 
Escola: CE Estado do Maranhão 
Ano/série: 2ª série Turma: 200 Período: 3º 
Professor: Maria Luiza Data: 03/08 – 15/10 
Eixo Temático: 
Participação Social 
Dimensão: Ambiental 
Objeto de Conhecimento: - Impactos Socioambientais causados pela ação humana; 
- Gestão Sustentável e uso eficiente dos recursos naturais 
Conteúdos 
o Crescimento populacional e influência da indústria/tecnologia na produção excessiva de bens e 
consumo. 
o Utilização de Produtos não testados em animais (Cruelty free) e de origem biológica 
(Bioprodutos). 
o Objetivos de desenvolvimento sustentáveis (ODS) 9: Indústria, Inovação e Infraestrutura. 
o ODS 11: Cidades e comunidades sustentáveis. 
Procedimentos metodológicos 
1 - Apresentação de situações problema sobre crescimento populacional e sua relação com os 
impactos ambientais: será abordado com os estudantes os diversos tipos de problemas 
socioambientais e, a partir desse ponto, será discutida a correlação dessas problemáticas com o 
crescimento populacional desordenado e com a produção excessiva de bens e consumo. 
2 - Pesquisa Científica através de levantamento de artigos científicos sobre ações sustentáveis: os 
estudantes farão um levantamento bibliográfico sobre teorias demográficas, impactos 
socioambientais, práticas sustentáveis e ODS com o objetivo de terem embasamento para a 
construção do formulário e quadro propostos no procedimento 04 e 05. 
3 – Discussão sobre as práticas ambientais na escola e na comunidade: após a discussão sobre os 
principais impactos socioambientais, os estudantes serão levados a analisar as práticas da escola e da 
comunidade que favorecem ou que minimizem essas problemáticas. Serão discutidas possíveis 
práticas relacionadas ao uso de materiais, produtos, consumos e a situação ambiental do entorno da 
escola a partir do aspecto ambiental e social. 
 4 – Aplicação de formulário sobre as práticas de consumo na rotina: os estudantes criarão, através 
do Google Forms, um formulário com questões objetivas sobre ações de suas rotinas voltadas para o 
consumo de água, consumo de energia, consumo de plástico, transportes utilizados, combustíveis, 
 
 
52 
alimentação, produtos tecnológicos, utilização de bioprodutos e produtos não testados em animais, 
materiais sustentáveis, entre outros, a depender da criatividade dos estudantes, para ser respondido 
pelos mesmos e também profissionais da escola. 
 5 – Criação de um quadro comparativo sobre práticas de consumo e práticas sustentáveis na rotina: 
os estudantes serão divididos em grupos e organizarão quadros comparativos sobre ações que 
possuem impactos socioambientais negativos versus práticas sustentáveis dentro de suas rotinas. 
 6 – Criação de um vídeo sobre as práticas de consumo listadas no quadro comparativo e ações 
sustentáveis dentro e fora da escola: a partir do quadro comparativo, os estudantes elaborarão um 
vídeo ou videocast sobre os impactos positivos e negativos que suas práticas diárias podem acarretar 
ao meio ambiente e à sociedade. Além disso, discutirão possíveis planos de ação que diminuam os 
impactos negativos do consumo, envolvendo os ODS. 
 7 – Culminância na Feira de Ciências da escola com apresentações dos vídeos: os grupos 
apresentarão os vídeos/vídeocasts na Feira de Ciências para a comunidade escolar e discutirão as 
possíveis ações sustentáveis que poderão contribuir com a diminuição dos impactos ambientais 
dentro e fora da escola. 
Procedimentos Avaliativos 
1 – Participação nas relações das situações problema; 
2 – Produção textual sobre os assuntos do levantamento bibliográfico; 
3 – Criação do formulário, análise dos resultados para compilação dos dados e organização do 
quadro comparativo; 
4 – Criação do vídeo e apresentação das ações na Feira de Ciências. 
Veja como estruturamos o PAD tendo como base os Eixos Estruturantes: 
1 - Apresentação de situações problema sobre crescimento populacional e sua relação com 
os impactos ambientais: será abordado com os estudantes os diversos tipos de problemas 
socioambientais e, a partir deste ponto, será discutido a correlação dessas problemáticas com 
o crescimento populacional desordenado e com a produção excessiva de bens e consumo. 
O procedimento 01 foi estabelecido com base no Eixo de Mediação e Intervenção 
Sociocultural. Ao reconhecerem problemas socioambientais, espera-se que as reflexões em 
torno da temática contribuam para o desenvolvimento de valores importantes que resultarão 
em tomadas de decisões conscientes face à problemática. Nesse sentido, os estudantes 
estarão evidenciando a habilidade EMIFCG07 “Reconhecer e analisar questões sociais, 
culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e 
para o coletivo que assegurem tomada de decisões conscientes, consequentes, 
colaborativas e responsáveis.” 
2 – Pesquisa Científica através de levantamento de artigos científicos sobre ações 
sustentáveis: os estudantes farão um levantamento bibliográfico sobre teorias demográficas, 
impactos socioambientais, práticas sustentáveis e ODS com o objetivo de terem 
 
 
53 
embasamento para a construção do formulário e do quadro propostos no procedimento 04 e 
05. 
As habilidades de pesquisa são fundamentais no processo de construção do 
conhecimento e para incentivar os estudantes a criarem hipóteses e proporem soluções para 
problemas oriundos da temática. No procedimento 02 do PAD, o levantamento bibliográfico 
necessário para os procedimentos subsequentes visa colocar em prática a habilidade 
EMIFCG03 “Utilizar informações, conhecimentos e ideaisresultantes de investigações 
científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. ” 
3 - Discussão sobre as práticas ambientais na escola e na comunidade: após a discussão 
e levantamento bibliográfico, os estudantes serão levados a analisar as práticas da escola e da 
comunidade que favorecem ou que minimizem os impactos socioambientais. Serão discutidas 
possíveis práticas relacionadas ao uso de materiais, produtos, consumos e a situação 
ambiental do entorno da escola a partir do aspecto ambiental e social. 
A análise da realidade em que estão inseridos é o ponto inicial para a elaboração e 
efetivação de ações de mediação e intervenção. Nesse sentido, o procedimento 03 visa o 
exercício da habilidade EMIFCG09 “Participar ativamente da proposição, implementação e 
avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, 
nacional e/ou global, corresponsailizando-se pela realização de ações e projetos voltados 
para o bem comum.” O procedimento em questão, que se dá a nível local (ambiente escolar), 
oferece os dados necessários para a elaboração do quadro sugerido no procedimento 05, que 
configura-se como um projeto voltado para o bem comum. 
4 – Aplicação de formulário sobre as práticas de consumo na rotina: os estudantes criarão, 
através do Google Forms, um formulário com questões objetivas sobre ações de sua rotina 
voltadas para o consumo de água, consumo de energia, consumo de plástico, transportes 
utilizados, combustíveis, alimentação, produtos tecnológicos, utilização de bioprodutos e 
produtos não testados em animais, materiais sustentáveis, entre outros, a depender da 
criatividade dos estudantes, para ser respondido pelos mesmos e demais profissionais da 
escola. 
Aqui o eixo de Investigação Científica se faz presente por meio de coleta de dados 
quantitativos e qualitativos, possibilitando o exercício da habilidade EMIFCG01 “Identificar, 
selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, 
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.” 
5 – Criação de um quadro comparativo sobre práticas de consumo e práticas sustentáveis 
na rotina: os estudantes serão divididos em grupos e organizarão quadros comparativos sobre 
 
 
54 
ações que possuem impactos socioambientais negativos versus práticas sustentáveis dentro 
de suas rotinas. 
 
A atividade do quadro comparativo segue alinhada com o Eixo de Mediação e 
Intervenção Sociocultural e visa a aplicação da habilidade EMIFCG09, pois propicia um 
processo de reflexão capaz de mobilizar ações que possam promover a minimização ou 
mesmo a solução dos problemas evidenciados no quadro. 
6 – Criação de um vídeo sobre as práticas de consumo listadas no quadro comparativo e 
ações sustentáveis dentro e fora da escola: a partir do quadro comparativo, os estudantes 
elaborarão um vídeo ou videocast sobre os impactos positivos e negativos que suas práticas 
diárias podem acarretar ao meio ambiente e sociedade. Além disso, discutirão possíveis 
planos de ação que possam diminuir os impactos negativos do consumo, envolvendo os ODS. 
 O procedimento 06 foi elaborado com objetivo dos estudantes colocarem em prática a 
habilidade EMIFCG06 “Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de 
diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, 
assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos.” Esta habilidade, vinculada ao Eixo 
de Processos Criativos, é praticada com a criação do vídeo, que será difundido na etapa 
seguinte, alcançando e comunicando para a escola e para a comunidade o tema em questão. 
7 – Culminância na Feira de Ciências da escola com apresentações dos vídeos: os grupos 
apresentarão os vídeos/videocasts na Feira de Ciências para a comunidade escolar e discutirão 
as possíveis ações sustentáveis que poderão contribuir com a diminuição dos impactos 
ambientais dentro e fora da escola. 
 
 A organização e execução da Feira de Ciências, como culminância para todas as atividades 
propostas, está ancorada no Eixo de Empreendedorismo, com foco na habilidade EMIFCG11 
“Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo, para estabelecer 
e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos 
pessoais e produtivos com foco, persistência e efetividade.” Vale destacar que tais 
habilidades do empreendedorismo podem ser exercidas em projetos de empreendedorismo 
social, que por sua vez, é um dos objetivos formativos do componente de Corresponsabilidade 
Social e Empreendedorismo. 
A discussão de ações sustentáveis na Feira de Ciências também está intimamente 
ligada com as habilidades do Eixo de Mediação e Intervenção Sociocultural, o que propicia aos 
 
 
55 
estudantes a vivência e a formação de valores que os tornam cada vez mais corresponsáveis 
com problemas que afetam suas realidades. 
Com esse modelo de PAD bimestral com 02 objetos de conhecimento pretendemos, 
além de criar as condições para que os estudantes apliquem as habilidades dos eixos, propiciar 
o desenvolvimento de valores formativos em torno de alguns dos objetivos específicos do Eixo 
de Participação Social, a saber: 
● Contribuir com a construção de uma sociedade igualitária e com responsabilidade social; 
● Incentivar ações nas principais exigências da sociedade de seu tempo; 
● Ampliar e fortalecer a participação de modo efetivo, individual e coletivamente em 
ações que valorizem causas sociais; 
● Praticar o consumo consciente. 
 
Aproximar os estudantes de questões envolvendo impactos ambientais, com 
atividades propositivas que levam a debates e ações dentro da escola, contribuem para que 
eles se engajem em pautas que são exigências importantes para o tempo deles e, nesse 
processo, esperamos que eles desenvolvam de forma individual e coletiva valores ligados à 
responsabilidade social. 
 
 Modelo de PAD Bimestral do Eixo de Intervenção Social, com foco na Dimensão Econômica, 
sendo trabalhado apenas um objeto de conhecimento. 
Escola: C.E Guanabara da Ilha 
Ano/série: 3° Turma: 301 Período: 1° 
Professor: Luís Fábio Marques Data: 29.01 a 15.04 
Eixo Temático: Intervenção social Dimensão: Econômica 
Objeto de 
Conhecimento Trabalho voluntário 
 Conteúdos 
 
 
56 
o Concepções sobre o trabalho voluntário; 
o Lei 9.608 que trata do serviço voluntário; 
o Tipos de trabalho voluntário (ONGs, animais e meio ambiente, em troca de hospedagem, ensino de 
habilidades); 
o Trabalho voluntário e currículo; 
o Trabalho voluntário vs mercado de trabalho; 
Procedimentos metodológicos 
1 - Roda de conversa sobre a temática do trabalho voluntário – Por meio da roda de conversa, 
incentivar os estudantes a compartilharem sua concepção sobre o que é o trabalho voluntário, sua 
importância para a sociedade e para sua formação cidadã, se conhecem, participam ou já 
participaram de algum projeto voluntário e se enxergam o espaço escolar como um ambiente 
suscetível a tais práticas. 
2 - Exposição sobre as formas existentes de trabalho voluntário – Expor, por meio de textos, vídeos, 
imagens, palestras com convidados e/ou estudantes que participam de ações voluntárias, as 
diferentes formas de trabalho voluntário, com objetivo de estruturar as concepções sobre o tema, 
como o mesmo é executado e financiado, e os impactos que geram nos ambientes onde ocorrem. 
3 - Visita a ONG´s e organizações voltadas para o trabalho assistencial e voluntário (orfanatos, 
hospitais, associações comunitárias). – Levar os estudantes para conhecerem ações voluntárias 
dentro da própria comunidade e propor aos mesmos a identificação de possíveis espaços dentro ou 
fora do ambiente escolar que podem ser alvo de ação voluntária. 
4 - Criação e execução de projeto de ação de trabalho voluntário no ambiente e/ou comunidade 
escolar, ONG´s e entidadesvoltadas ao trabalho assistencial – Definido o espaço da ação voluntária 
pelos estudantes, os mesmos, com a mediação do professor, irão definir ações, funções e etapas de 
execução da proposta de intervenção social e as colocarão em prática dentro dos prazos e critérios 
estabelecidos. 
5 – Entrega do produto do trabalho voluntário à comunidade – Após o planejamento e a efetiva 
execução da ação voluntária, os estudantes apresentarão os respectivos resultados para a 
comunidade com objetivo de evidenciar o impacto social naquele espaço. 
5 6- Relato de experiência sobre o trabalho voluntário como meio de aplicação de habilidades 
exigidas no mercado de trabalho – Conversa com os estudantes sobre a percepção dos mesmos 
acerca das habilidades exigidas durante a ação voluntária (liderança, trabalho em equipe, 
comunicação, empatia, planejamento, criatividade), e a importância das mesmas para concretização 
do produto e para formação cidadã, individual e coletiva. 
 
 
57 
Procedimentos Avaliativos 
1 - Elaboração de relatórios referentes à visita; 
 2 - Trabalho em grupo sobre identificação de possíveis intervenções no espaço escolar ou 
comunidade a partir de ações voluntárias; 
 3 - Apresentação e entrega do produto da ação voluntária proposta (ambiente escolar, 
comunidade); 
 4 – Avaliação do desempenho coletivo (trabalho em equipe, liderança, comunicação, organização 
das tarefas, envolvimento e participação). 
Os Eixos Estruturantes também nortearam os procedimentos metodológicos desse 
segundo modelo de PAD. 
Veja: 
 1-Roda de conversa sobre a temática do trabalho voluntário – Por meio da roda de conversa 
incentivar os estudantes a compartilharem sua concepção sobre o que é o trabalho voluntário, 
sua importância para a sociedade e para sua formação cidadã, se conhecem, participam ou já 
participaram de algum projeto voluntário e se enxergam o espaço escolar como um ambiente 
suscetível a tais práticas. 
 Alicerçados no Eixo de Investigação Científica, a proposição de uma roda de conversa inicial 
para apresentação do objeto de conhecimento é um exercício preliminar da habilidade 
EMIFCG01 “Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com 
curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais”. 
Aqui a identificação de dados e fatos sobre o trabalho voluntário na roda de conversa, por 
parte dos estudantes, é fundamental para a apropriação do tema e aproximação com as 
demais atividades subsequentes. 
2 - Exposição sobre as formas existentes de trabalho voluntário - Expor por meio de textos, 
vídeos, imagens, palestras com convidados ou estudantes que participam de ações 
voluntárias, as diferentes formas de trabalho voluntário, com objetivo de estruturar as 
concepções sobre o tema, como o mesmo é executado e financiado, e os impactos que geram 
nos ambientes onde ocorrem. 
O procedimento metodológico 02 foi proposto com base no eixo estruturante de 
Investigação Científica, tendo como foco a aplicação da habilidade EMIFCG01 "Identificar, 
selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, 
criticidade e ética, inclusive o apoio de tecnologias digitais". 
O estudante deverá identificar, selecionar, processar e analisar dados referentes ao 
Trabalho Voluntário para se apropriar e construir suas concepções a respeito do tema. 
 3 - Visita a ONG´s e organizações voltadas para o trabalho assistencial e voluntário 
(orfanatos, hospitais, associações comunitárias) – Levar os estudantes para conhecerem 
 
 
58 
ações voluntárias dentro da própria comunidade e propor aos mesmos a identificação de 
possíveis espaços dentro ou fora do ambiente escolar que podem ser alvo de ação voluntária. 
O procedimento metodológico 03 está ancorado na Investigação Científica com 
objetivo de proporcionar aos estudantes a oportunidade da aplicação da habilidade 
EMIFCG03 "Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigação 
científica para criar ou propor soluções para problemas diversos". 
Note que esse procedimento metodológico traz consigo uma problematização 
necessária para que se possa viabilizar ações corresponsáveis e empreendedoras sociais por 
parte dos estudantes. A ideia com esse procedimento metodológico é que os estudantes 
utilizem as informações e conhecimentos oriundos da visita a um espaço de trabalho 
voluntário para subsidiar a estruturação da ação voluntária que será idealizada e efetivada 
por eles. 
4 - Criação e execução de projeto e ação de trabalho voluntário no ambiente e/ou 
comunidade escolar, ONG´s e entidades voltadas ao trabalho assistencial – Definido o 
espaço da ação voluntária escolhido pelos estudantes, os mesmos, com a mediação do 
professor, irão definir funções, ações e etapas de execução da proposta de intervenção social 
e a colocarão em prática dentro dos prazos e critérios estabelecidos 
 No procedimento metodológico 04 há proposições baseadas nos Eixos de Mediação 
e Intervenção Sociocultural e Empreendedorismo. Ao estruturarem a ação voluntária, os 
estudantes têm a oportunidade de pôr em prática a habilidade EMIFCG09 do Eixo de 
Mediação e Intervenção Sociocultural "Participar ativamente da proposição, 
implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em 
nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela realização de 
ações e projetos voltados ao bem comum.” No quesito empreendedorismo o projeto de 
ação voluntária propiciará a aplicação da habilidade EMIFCG11 "Utilizar estratégias de 
planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer metas, identificar 
caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com 
foco, persistência e efetividade." Tal habilidade pode ser empregada em ações de 
empreendedorismo social. 
5 – Entrega do produto do trabalho voluntário à comunidade – Após o planejamento e a 
efetiva execução da ação voluntária, os estudantes apresentarão o produto final para 
comunidade com objetivo de evidenciar o impacto social naquele espaço. 
Esse procedimento também foi proposto com base nas habilidades EMIFCG09 e EMIFCG11 
respectivamente dos eixos de Mediação e Intervenção Sociocultural e Empreendedorismo. 
6 - Relato de experiência sobre o trabalho voluntário como meio de aplicação de habilidades 
exigidas no mercado de trabalho – Conversa com os estudantes sobre a percepção dos 
mesmos acerca das habilidades exigidas durante a ação voluntária (liderança, trabalho em 
equipe, comunicação, empatia, planejamento, criatividade), e a importância das mesmas para 
concretização do produto e para formação cidadã, individual e coletiva. 
 
 
59 
O último procedimento sugerido foi estabelecido com base no Eixo de 
Empreendedorismo com objetivo de que os estudantes exerçam a habilidade EMIFCG10 
"Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar os 
desafios e alcançar objetivos pessoais e profissionais, agindo de forma proativa e 
empreendedora e perseverando em situações de estresse, frustração, fracasso e 
adversidade." As percepções dos estudantes diante da construção e execução da ação 
voluntária perpassa o entendimento e a reflexão de como sentimentos, posturas e habilidades 
empreendedoras foram exercidas e desafiadas diante da ação voluntária proposta. 
Outro ponto importante que queremos destacar com essa proposição do PAD 
bimestral do Eixo de Intervenção Social da 3ª série é que, com apenas um objeto de 
conhecimento, é possível contemplar objetivos específicos do eixo, a saber: 
● Apoiar e fortalecer ações sustentáveis; 
● Promover ações para melhorar o ambiente escolar e as comunidades onde se 
encontra inserido; 
● Valorizar o engajamento estudantil com a prática pedagógica, promovendo a 
autonomia e a capacidade de tomar decisões; 
● Fortalecer o empoderamento social; 
● Garantira mobilização social responsável. 
Os estudantes foram motivados a exercerem mobilização social responsável e 
engajamento estudantil para criarem um projeto de ação voluntária que afetaria 
positivamente o ambiente escolar ou a comunidade da qual eles estão inseridos, e isso, 
provavelmente, por meio de ações sustentáveis. 
Todos esses procedimentos, mediados pelo professor, ao trabalhar o componente 
de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, buscaram a aplicação de habilidades e 
competências por parte dos estudantes e estimaram o alcance dos objetivos específicos do 
eixo. 
 
Observação: as metodologias sugeridas em ambos os PAD’S foram construídos tendo como 
base os eixos estruturantes visando a aplicabilidade de habilidades por parte dos estudantes. 
Utiliza-se como referência, as habilidades dos itinerários formativos relacionadas às 
competências gerais da BNCC, o que não impede de seja utilizado como referência as 
competências e habilidades específicas da sua área de competência, se as mesmas estiverem 
conectadas com os objetos de conhecimento do componente. 
 
 
 
60 
 
 
 
61 
 
REFERÊNCIAS 
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Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Diário Oficial da União, 
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Acesso em: 12 jul. 2023. 
 
__________. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (3ª versão). Brasília, 
2017. 
_________. Ministério da Educação. Base Nacional Comum. Disponível em: 
 
.?, Acesso em: 31 Jul 2023 
_________. Planalto Central. Constituição da República do Brasil de 1988. Disponível em: 
. Acesso em: 14 Jul. 
2023. 
________. Planalto Central. Lei federal 11.645 de 10 de março de 2008. Estabelece as 
diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a 
obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Disponível em: 
 . Acesso em: 
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Brasília, DF, 2017. 
 
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GOMES, N.L. Educação e Diversidade Étnico-Cultural. In: Diversidade na Educação: reflexões 
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62 
GRANDISOLI, E.; SOUZA, D. T. P. et al. Participação, cocriação e corresponsabilidade: um 
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__________. Secretaria de Estado da Educação. Caderno de Orientações Curriculares para o 
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__________. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais. Decreto nº 28.549, 
de 31 de agosto de 2012. Regulamentação da Lei nº 9.279, de 20 de outubro de 2010. 
Maranhão, 2012. 
__________. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais. Decreto nº 37.945, 
de 10 de outubro de 2022. Alteração do decreto nº 28.549/12 que regulamenta a Lei nº 9.279, 
de 20 de outubro de 2010. Maranhão, 2022. 
_________. Secretaria de Estado do Meio Ambiente.Política Educação Ambiental. Lei n° 
9.279 de 20 de outubro de 2010 que institui a Política Estadual de Educação Ambiental 
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MELO NETO, Francisco Paulo de; FROES, César. Empreendedorismo social: a transição 
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https://cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/riscos-saude-e-justica-ambiental-o-protagonismo-das-populacoes-atingidas-na-producao-de-conhecimento/10114
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ROUERE, Mônica de; PÁDUA, Suzana Machado. Empreendedores sociais em ação. São Paulo: 
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SANTOS, Boaventura de Sousa. A Gramática do Tempo: Para uma Nova Cultura Política. São 
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64 
APÊNDICE A - Plano de Atividade Docente (PAD) 
Escola: 
Ano/série: Turma: Período: 
Professor (a): Data: 
Eixo Temático: Dimensão: 
Objeto de Conhecimento: 
Conteúdos 
 
Procedimentos metodológicos 
 
Procedimentos Avaliativosvalorizam a função social das aprendizagens escolares. Isso se evidencia ainda mais na 
competência de nº 10, Responsabilidade e Cidadania, definida pela BNCC, como “saber agir 
pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e 
determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos e 
sustentáveis. “ (BRASIL, 2017, p. 10). 
Partindo dessas considerações, o componente, a partir do olhar voltado para as 
competências e habilidades definidas na BNCC, congrega conteúdos de aprendizagens 
essenciais que auxiliam os discentes a atuarem de maneira corresponsável e empreendedora 
num mundo em constante transformação. 
Esse tipo de atuação, promovida dentro e fora dos espaços escolares, contribui para a 
formação do protagonismo e autonomia estudantil por meio da mediação docente. 
Nesse sentido, é de suma importância que professores e professoras que atuam com 
este componente promovam, em suas aulas, diversas atividades e projetos que possam 
potencializar um agir coletivo consciente, crítico e fundamentado nos conhecimentos, nas 
competências e nas habilidades adquiridas na trajetória escolar e fora dela. 
O trabalho didático com o componente de Corresponsabilidade Social e 
Empreendedorismo qualifica a aprendizagem sob o viés de natureza transdisciplinar, pois 
oportuniza a abordagem de temáticas contemporâneas sobre diferentes dimensões da 
sociedade, bem como a percepção e a construção de saberes que transitam em diferentes 
áreas de conhecimento. 
A partir dessa perspectiva, espera-se com as aulas do componente, possam propiciar 
a formação de cidadãos ativos, protagonistas, críticos, que sejam capazes de refletir e 
intervir no meio social que estejam inseridos, na medida em que é oferecida ao estudante 
a oportunidade de engajar-se, apropriar-se e empreender socialmente em causas sociais, 
políticas, econômicas e ambientais. 
Dessa forma, qual é a finalidade pedagógica do ensino de Corresponsabilidade Social 
e Empreendedorismo na arquitetura curricular do ensino médio maranhense? 
Na formação dos estudantes maranhenses, este componente da parte diversificada do 
currículo, tem por finalidade pedagógica: 
[...] integrar os estudantes em experiências práticas de aplicação das 
competências e habilidades desenvolvidas no meio escolar e na sociedade, a 
partir da relação com os itinerários formativos e seus eixos estruturantes, bem 
como os saberes adquiridos no desenvolvimento da Formação Geral Básica 
(MARANHÃO, 2022, p. 180). 
 
 
9 
Logo, as aulas de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo deverão 
assegurar condições necessárias para que os estudantes possam ter a oportunidade de lidar 
com problemáticas de maneira corresponsável e empreendedora, o que deve contribuir no 
processo de construção e formação integral de cidadãos, mais conscientes socialmente, 
tanto no campo reflexivo quanto prático. 
Com esse entendimento, trataremos, a seguir, sobre as concepções de 
Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo adotadas nesta proposição curricular e, logo 
após demonstraremos como está estruturada. 
 
1.1 Concepções sobre Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo 
O termo “Corresponsabilidade Social” vem sendo amplamente difundido para propor 
uma concepção de responsabilidade compartilhada ou coletiva. Em um mundo cada vez mais 
globalizado, marcado por incertezas, complexidades, fragmentação da realidade e dos 
sujeitos, faz-se necessário reforçar, em todos, um espírito de coletividade que seja capaz de 
lidar com os problemas contemporâneos. 
Segundo Grandisoli e Souza( 2020): 
[...] se corresponsabilizem pelos efeitos e consequências das ações coletivas. Nesse 
sentido, a responsabilidade individual (aqui entendida como aquela que diz respeito 
às consequências das ações de cada um em uma esfera que, de certo modo, pode-
se considerar mais restrita) deve ser somada a outra: a da responsabilidade solidária, 
ou seja, da corresponsabilidade que se dá em um âmbito coletivo. Desse modo, o 
senso de corresponsabilidade está relacionado à e é estimulado pela compreensão 
dos efeitos das ações conjuntas. (GRANDISOLI, SOUZA, et al., 2020, p.28). 
 
Portanto, o indivíduo, ainda que respeitando as suas particularidades nas mais 
variadas dimensões, não pode perder de vista que as suas ações reverberam no âmbito 
coletivo e, por esse motivo, torna-se corresponsável na dinâmica de (re)construção social e 
no enfrentamento dos desafios advindos das constantes transformações sociais, econômicas, 
políticas e culturais. 
Quanto à concepção de “Empreendedorismo”, o termo é empregado aqui em sua 
esfera principalmente social e não meramente convencional ou econômica, que tem como 
fim último a geração de lucros. O Empreendedorismo Social, por sua vez, configura-se como 
uma ação que se vale das técnicas do mundo dos negócios para causar um impacto social 
positivo na realidade das pessoas. Sua principal característica é a maximização do valor social 
por meio de atividades inovadoras. 
 
 
10 
Os empreendedores sociais são movidos por uma missão social e seu protagonismo. 
Portanto, segundo Rouere e Pádua (2001), o empreendedorismo social visa contribuir nos 
âmbitos da sustentabilidade, qualidade de vida e na mudança de paradigma de atuação em 
benefício de comunidades menos privilegiadas. 
Para ilustrar a distinção entre o empreendedorismo social e o empreendedorismo 
convencional ou econômico, conforme o quadro abaixo: 
Figura 2 - Diferença entre empreendedorismo e empreendedorismo social 
 Fonte: Elaborado por Cardozo (2023) adaptado de Melo Neto e Froes, a partir da ferramenta Canva. 
 
Alicerçados na concepção de Empreendedorismo Social, as/os docentes precisam 
favorecer às estudantes possibilidades de atuação enquanto sujeitos engajados na 
intervenção e transformação das realidades que os cercam. Na medida em que problemas 
sociais vão sendo identificados, os estudantes construirão, coletivamente, propostas de 
enfrentamento com base na mobilização e utilização de competências e habilidades 
aprendidas e desenvolvidas em suas trajetórias escolares. 
 
 
11 
Nesse sentido, este caderno foi estruturado a partir da perspectiva de 
corresponsabilidade e empreendedorismo social na medida em que o componente é 
oferecido aos estudantes como uma oportunidade de refletirem e, dentro das possibilidades 
de cada realidade, empreenderem socialmente diante de problemáticas existentes na escola 
ou fora dela. 
Foi pensando nisso, que a Secretaria do Estado da Educação do Maranhão adotou 
Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo na arquitetura curricular, em todas as 
modalidades de ensino, observado na figura abaixo: 
Figura 3 - Corresponsabilidade Social nas Modalidades de Ensino 
Fonte: Elaborado por CARDOZO (2023) a partir da ferramenta Canva. 
 
 
 
 
12 
2 ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O ENSINO DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E 
EMPREENDEDORISMO 
As aulas de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo poderão ser ministradas, 
prioritariamente, por professores das áreas de Humanas e Sociais Aplicadas e Linguagens e 
suas tecnologias, dentro de uma perspectiva transdisciplinar. Nesse caso, o docente atuará 
como mediador entre as experiências sociais concretas do estudante e os saberes que 
poderão ser mobilizados a partir deste componente curricular. 
Possuindo uma carga horária anual de 80h na 2ª e na 3ª série, orienta-se que em cada 
período sejam abordados objetos de conhecimento atinentes à contemporaneidade. Tais 
objetos, por sua vez, alicerçam-se em dois eixos temáticos (Participação Social e Intervenção 
Social) e se desdobram a partir de quatro dimensões que deverão ser trabalhadas na 
seguinte sequência: 1º período - Dimensão Social; 2º período - Dimensão Política; 3º período 
- Dimensão Ambiental; 4º período - Dimensão Econômica. 
 Para cada dimensão, há dois objetos de conhecimento, o quetotaliza 08 objetos por 
ano, que poderão ser trabalhados integrados ou desassociados durante o período letivo. Para 
cada objeto de conhecimento há sugestões de conteúdos que servirão de base para o trabalho 
com o componente, ressaltando que por serem sugestivos, poderão ser ampliados conforme 
a área de conhecimento do professor. 
 A partir dos objetos de conhecimento e conteúdo, caberá ao docente por meio de 
procedimentos metodológicos diversos2, criar as condições necessárias para que os 
estudantes mobilizem competências e habilidades capazes de suscitar análises, reflexões e 
ações propositivas de participação ou intervenção social em torno de problemáticas e/ou 
temáticas extraídas das realidades dos estudantes. Ao final de cada ação, será de suma 
importância avaliar se os objetivos formativos e pedagógicos foram alcançados. 
Para melhor visualização da estrutura e da dinâmica do componente, segue a figura 
abaixo: 
 
2 No capítulo 03 do caderno, que trata do Organizador Curricular, você terá diversas sugestões metodológicas 
para o trabalho no componente, bem como recomendações de referências para conduzir seu planejamento e 
trabalho com os estudantes. 
 
 
13 
Figura 4 - Estrutura de Trabalho do Componente Corresponsabilidade Social Empreendedorismo. 
 
Fonte: Elaborado por Cardozo (2023) a partir da ferramenta Canva. 
Segue-se com as definições necessárias sobre os elementos que compõem esta 
unidade curricular: os eixos temáticos, as dimensões de trabalho e os objetos de 
conhecimento. 
2.1 Eixos Temáticos 
A definição de Eixos temáticos foi uma decisão didática para organizar um conjunto de 
temas que norteiam o desenvolvimento do currículo escolar do componente 
Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo. Eles têm como objetivo agrupar conteúdos 
curriculares em torno de áreas de conhecimento que se complementam, permitindo uma 
visão mais ampla, crítica e sistêmica da realidade. 
Nesse sentido, os eixos atuam como fios condutores que irão orientar a formulação e 
estruturação metodológica dos objetos de conhecimento a serem contemplados na sala de 
aula. Para o componente de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, foram 
definidos os eixos de Participação Social, para a 2ª série, e Intervenção Social, para a 3ª Série. 
 
 
 
 
14 
2.1.1 Participação Social 
O Eixo de Participação Social, para a 2ª Série do Ensino Médio, visa promover o 
envolvimento dos estudantes na vida comunitária, ampliar seu conhecimento sobre as 
instâncias de participação social e incentivar o desenvolvimento de habilidades 
socioemocionais. 
A participação social é um conceito amplo que envolve diversas formas de 
engajamento dos indivíduos na sociedade e é fundamental para a formação de cidadãos 
críticos e conscientes de seu papel no meio social. 
Na escola, a participação social pode ser uma forma eficaz de aprendizagem, visto que 
é essencial na formação de cidadãos atuantes e conscientes de sua responsabilidade na 
sociedade. 
Para orientar o desenvolvimento do Eixo de Participação Social, foram elaborados 
cinco objetivos específicos de acordo com os objetos de conhecimento propostos. São eles: 
 Contribuir com a construção de uma sociedade igualitária e com responsabilidade 
social; 
 Incentivar ações nas principais exigências da sociedade de seu tempo; 
 Ampliar e fortalecer a participação de modo efetivo, individual e coletivamente em 
ações que valorizem causas sociais; 
 Reconhecer a si como sujeito de direitos e deveres; 
 Praticar o consumo consciente e sustentável. 
Portanto, o Eixo de Participação Social busca, essencialmente, incentivar a participação 
ativa dos estudantes na vida comunitária, assim como visa ampliar o conhecimento dos 
mesmos sobre as instâncias de participação social. 
2.1.2 Intervenção Social 
A Intervenção Social é um conjunto de ações e estratégias que buscam promover 
mudanças positivas na sociedade. Na educação, a Intervenção Social pode ser concebida como 
uma estratégia de ensino, estimulando os estudantes a se envolverem em projetos que 
busquem soluções para problemas sociais e ambientais presentes em suas comunidades. 
Santos (2006) destaca que a Intervenção Social deve ser entendida como uma forma de 
promover a participação cidadã e o empoderamento dos indivíduos, de modo a criar uma 
sociedade mais justa e democrática. 
Dessa forma, o eixo de Intervenção Social, proposto para a 3ª série, tem como objetivo 
envolver os estudantes nos espaços de integração social, estimulando a formação de sujeitos 
 
 
15 
comprometidos com o meio ambiente, o social, o bem-estar coletivo e o desenvolvimento 
sustentável. Os objetivos específicos referentes para o eixo são: 
 Apoiar e fortalecer ações sustentáveis; 
 Promover ações para melhorar o ambiente escolar e as comunidades ao entorno; 
 Valorizar o engajamento estudantil com a prática pedagógica, promovendo a 
autonomia e a capacidade de tomada de decisões; 
 Fortalecer o empoderamento social; 
 Garantir a mobilização social responsável. 
A Intervenção Social na escola contribui para o desenvolvimento de habilidades sociais, 
políticas e culturais dos estudantes, além de promover a participação cidadã e o 
empoderamento dos indivíduos. A partir de abordagens como movimentos sociais, ambiência 
étnico-racial, políticas ambientais e práticas de sustentabilidade, os estudantes podem ser 
estimulados a discutir e atuar na realidade social de maneira comprometida com o meio 
ambiente, o bem-estar coletivo e o desenvolvimento sustentável. 
Com base nesses dois eixos e nos objetos de conhecimento propostos nas Orientações 
Curriculares para Ensino Médio da Rede Estadual de Educação (MARANHÃO, 2022, p.182), 
foram pensadas quatro dimensões com a finalidade de organizar esses objetos de acordo com 
sua natureza, como demonstrado na figura abaixo: 
Fonte: Elaborado por CARDOZO (2023) a partir da ferramenta Canva. 
Figura 5 - Objetos de conhecimento dos Eixos Temáticos organizados por dimensões 
 
 
16 
 
A seguir aborda-se cada uma dessas dimensões com seus respectivos objetos de 
conhecimento. 
2.2 Dimensão Social 
A dimensão social proposta pelo componente curricular de Corresponsabilidade Social 
e Empreendedorismo dialoga com os princípios educacionais e pedagógicos previstos no 
Documento Curricular do Território Maranhense - DCTMA (2022), que visam assegurar ao 
estudante uma tomada de atitudes que suscitam o respeito à equidade, diversidade, 
identidade regional e inclusão, que são questões relativas à sociedade e sua organização, de 
modo a promover no percurso metodológico da aprendizagem dos educandos a aquisição das 
habilidades necessárias para atuarem e intervirem como sujeitos críticos, ativos e criativos no 
ambiente da escola e também fora dela. 
Para efeito de sistematização, destacamos como objetos de conhecimento nessa 
dimensão: Matriz Étnico-cultural do povo brasileiro; Inclusão Social; Visibilidade Étnico-
racial, Empoderamento Social e Protagonismo; Vida Social na Terceira Idade, sobre os quais 
trata-se a seguir. 
 Matriz Étnico-cultural do povo brasileiro (2ª série) 
A escola é um lugar social que contribui de modo significativo para o fortalecimento 
das questões identitárias dos estudantes. Portanto, é fundamental que na 
contemporaneidade a minimização de preconceitos que inferiorizam e hierarquizam grupos 
étnicos com base em ideias historicamente construídas, sejam discutidas. Para isso, a Lei 
11.645/2008 prevê inclusão nos currículos a temática “História e Cultura Afro-Brasileira e 
indígena” para garantir que os estudantes compreendam e reflitam sobre as raízes da 
configuração étnico-cultural brasileira que se constitui numa importante estratégia de 
superação das desigualdades e discriminação de toda ordem, uma vez que a escola é um 
ambiente plural de diversidade de costumes, religiões,classes sociais e etnias. 
Este objeto de conhecimento pretende ser um guia para o fortalecimento dos marcos 
da formação étnico-cultural maranhense e brasileira. Tem como objetivo fornecer um 
repertório para os diálogos no componente de Corresponsabilidade Social e 
Empreendedorismo sobre a constituição das relações étnico-raciais no país. 
Tratar sobre a diversidade étnico-cultural exige abertura para reconhecer e lidar com 
as diferenças que constituem o povo brasileiro. Conforme preconiza Gomes (2003), diferentes 
 
 
17 
grupos étnicos possuem aspectos culturais distintos, produzem modos de vida, formas de 
pensar e solucionar problemas a partir de seus próprios processos históricos, e da dinâmica 
de seus territórios. Cabendo à escola colocar em curso práticas pedagógicas que aceitem, 
respeitem e valorizem essas diferentes formas de se relacionar com o mundo. 
Diante do processo histórico de exclusão da diversidade étnica dos povos africanos e 
originários em nossa formação cultural, destaca-se a importância de estimular a discussão 
sobre a história e cultura desses povos no espaço escolar, dando ênfase aos aspectos 
singulares da maranhensidade, fortemente marcada pela presença afro-indígena. 
A partir dessa temática, por exemplo, será possível fortalecer o debate acerca dos 
povos originários, considerando as questões culturais e da terra e a desconstrução da figura 
do “bom selvagem” associada ao indígena, com intuito de proporcionar ao estudante um 
posicionamento crítico-social com vistas a compreender o real papel desses grupos na 
organização política, econômica e social no Maranhão e no Brasil 
 Inclusão Social (2ª série) 
A Inclusão social é uma exigência necessária. Percebê-la como prioridade é garantir 
que a educação escolar promova, além de conteúdos curriculares, princípios e atitudes de 
compromisso com os sujeitos em formação. A inclusão social envolve a compreensão e a 
quebra de paradigmas sobre o olhar para as pessoas que são excluídas dos processos de 
aprendizagem e da participação social, considerando suas necessidades especiais. 
Na escola, a inclusão social pressupõe uma educação de qualidade para todos, 
eliminando as barreiras que dificultam a aprendizagem e a participação plena e igualitária de 
todos os estudantes. Nesse sentido, a inclusão não deve se limitar apenas à adaptação do 
ambiente físico, mas também deve garantir as possibilidades metodológicas que assegurem a 
cada educando o alcance do seu pleno potencial, como prevê a Lei Brasileira de Inclusão da 
Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015). 
Diante disso, a partir desse objeto de conhecimento, sugere-se inicialmente uma 
abordagem que contextualize as lutas sociais pela inclusão, referentes às pessoas com 
deficiências, bem como de movimentos feministas, raciais, LGBTQIAPN+3 e outros grupos 
vulneráveis alijados de direitos e oportunidades. 
 
3 A sigla usada para designar a diversidade sexual e de gênero é uma construção dinâmica, histórica e política 
que passa por constantes atualizações. A que é utilizada ao longo do texto traz a representação de pessoas 
Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneras/Travestis,Queer, Intersexo, Assexuais, Panssexuais e Não-Binárias. É 
importante destacar que não existe um órgão que regulamente qual a forma oficial ou mais adequada da sigla, 
sendo o próprio movimento LGBTQIAPN+ em sua atuação coletiva, política e intelectual, o responsável por 
produzir novos consensos e atualizações, devendo as/os profissionais atentarem-se para os novos usos e 
 
 
18 
Não obstante, destacar temáticas contemporâneas como a inclusão digital, 
considerando a urgência de um processo de democratização de acesso às ferramentas que 
inserem todos os cidadãos na era da informação, de forma igualitária, também se faz 
necessário. 
Debater acerca de estratégias para promoção da inclusão social, como o combate ao 
bullying e o preconceito, a possibilidade de um currículo inclusivo e a disponibilidade de 
recursos de apoio para os estudantes com necessidades especiais, bem como incentivar a 
sensibilização para a visão da escola como espaço seguro e de acolhimento da diversidade são 
temáticas relevantes para o trabalho com esse componente curricular. 
 Visibilidade Étnico-racial, Empoderamento Social e Protagonismo (3ª série) 
A partir desse objeto de conhecimento, intenciona-se a abordagem de temáticas que 
proporcionem ao estudante conhecer as questões atuais vinculadas à invisibilidade de 
diversos grupos sociais, a exemplo dos negros, comunidades e povos tradicionais, indígenas, 
comunidade LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, dentre outros. 
Percebe-se que a desigualdade racial no Brasil é discutida amplamente por 
importantes movimentos sociais e organismos nacionais e internacionais e o debate no 
âmbito do contexto educacional é um importante colaborador para que as desigualdades 
raciais sejam reduzidas. Considera-se, portanto, que a sala de aula é capaz de criar condições 
de valorização da diversidade a partir do reconhecimento das diferenças e das desigualdades 
existentes. E o aprofundamento nas sugestões de abordagem contribuem com o 
fortalecimento dessa discussão no espaço escolar. 
O professor poderá ainda situar o estudante nas discussões sobre as lutas de 
empoderamento social, as quais cita-se: o feminismo e a igualdade de gênero e o combate à 
violência contra as mulheres; as lutas LGBTQIAPN+ por aceitação, respeito e valorização; 
movimentos sindicais por melhorias de trabalho e salários justos. Essas lutas reforçam que o 
sistema da representatividade já não contempla mais as demandas pretendidas pelo sujeito 
individualizado e/ou pertencente a um grupo negligenciado pelas políticas públicas 
institucionalizadas. 
Outra temática interessante e pontual para os estudantes é sobre o Protagonismo, um 
conceito que já vem sendo divulgado nas escolas, é válido suscitar as possibilidades de 
 
transformações propostas por essa comunidade. No Brasil, em termos de políticas públicas até o momento da 
publicação deste documento, tem sido comum utilizar a sigla LGBTQIA+. 
 
 
19 
envolvimento para pensar em soluções de melhoria para os problemas enfrentados em casa, 
na escola e em sua comunidade. 
O protagonismo dos estudantes visa, sobretudo, a participação ativa nas aulas e a 
necessidade de engajamento na produção dos saberes e fazeres, a partir do desenvolvimento 
de habilidades socioemocionais, como autonomia, responsabilidade, iniciativa e criatividade, 
sem perder de vista o protagonismo cidadão, crítico e reflexivo, localmente e historicamente 
situados. 
 Vida Social na Terceira Idade (3ª série) 
O envelhecimento, embora seja um processo intrínseco à natureza humana, é 
ignorado em nosso contexto sociocultural, econômico e político. Desse modo, configura-se 
enquanto uma temática relevante e oportuna no processo de reestruturação social, tendo em 
vista que o Estatuto da pessoa idosa - Lei nº 10.741/2003, que visa garantir, entre outros 
benefícios, proteção, acesso e prioridade em diversos serviços para os maiores de 60 anos. 
Assim, esse objeto de conhecimento possibilita à escola desenvolver sua função social, 
inserindo no currículo escolar uma reflexão sobre a realidade vivenciada e o tratamento 
dispensado aos idosos. Com esse objetivo, sugere-se abordagens sobre a importância do 
convívio social na terceira idade para evitar comportamentos de isolamento, tristezas e, 
sobretudo, estimular o conhecimento dos hábitos saudáveis que promovam qualidade de 
vida. Outra possibilidade é proporcionar aos estudantes o engajamento na missão de oferecer 
aos idosos de sua família e/ou de suas comunidades um envelhecimento ativo com a inclusão 
digital, por exemplo. 
É importante ressaltar ainda que é de grande valor formativo orientar a comunidade 
escolar ao reconhecimentodos idosos como fonte de memória viva e de saberes sobre a 
própria comunidade e suas práticas. A exemplo da cultura Krenak, que de acordo com o líder, 
ambientalista, e pensador indígena Ailton Krenak apud Penzani (2019), o projeto de vida de 
toda criança nessa comunidade é se tornar velho, ou seja, ter antiguidade, pois alcançar a 
velhice é sinônimo de conhecimento para eles, fato este que lhes concede importante status 
entre os demais, já que cada ancião e anciã tem um acúmulo único de experiência vivida, 
tornando o que sabem uma fonte rica de sabedoria. 
Essa visão contribui para romper com a crença comum da sociedade atual de que 
pessoas mais velhas são desconectadas das questões contemporâneas. Daí a importância do 
estímulo às trocas intergeracionais, ao fortalecimento de vínculos com pessoas idosas, e do 
compartilhamento de saberes, valores, fazeres, de forma horizontal e interessada. 
 
 
20 
2.3 Dimensão Política 
A política, como definição geral, tem como principal objetivo regular as relações 
coletivas para promover a convivência em sociedade e alcançar o bem comum. Ela 
desempenha um papel fundamental na participação e tomada de decisões sociais, na 
distribuição de poder, bem como na organização e controle das regras que regem o 
comportamento coletivo. 
No contexto do bem-estar coletivo, a política é um importante elemento para 
fundamentar as ações relacionadas à corresponsabilidade e ao empreendedorismo social. A 
corresponsabilidade implica que cada indivíduo tem um papel a desempenhar na construção 
de uma sociedade melhor, enquanto o empreendedorismo social busca encontrar soluções 
inovadoras para os problemas sociais, combinando abordagens empreendedoras com 
impacto positivo na comunidade. 
Para o pleno desenvolvimento da corresponsabilidade e do empreendedorismo social, 
é essencial compreender e aplicar alguns princípios políticos, como a democracia, a liberdade, 
a igualdade, a justiça, o pluralismo e a responsabilidade, por exemplo. A ação política se torna, 
assim, uma ferramenta fundamental para que os estudantes possam participar ativamente na 
busca por soluções para os desafios sociais. 
Além disso, a política desempenha um papel educativo crucial quando promove a 
conscientização sobre a importância da corresponsabilidade e do empreendedorismo social, 
pois através de campanhas de sensibilização e programas de educação cívica, os estudantes 
podem ser incentivados a se envolverem ativamente na solução dos problemas sociais, 
desenvolvendo um espírito de mobilização coletiva. 
Dessa forma, a ação responsável e empreendedora também desperta a consciência 
política nos indivíduos, estimulando-os a serem atuantes na responsabilidade de cumprir seus 
deveres e lutar por seus direitos individuais e coletivos. Além disso, a política oferece 
oportunidades para os estudantes explorarem empreendimentos com impacto social, 
contribuindo para o bem-estar da sociedade. Essas oportunidades empreendedoras também 
auxiliam no desenvolvimento de habilidades e competências exigidas no mercado de trabalho 
atual. 
 Direitos Humanos (2ª série) 
A abordagem dos direitos humanos dentro da corresponsabilidade e do 
empreendedorismo social tem como objetivo fundamental conscientizar os estudantes sobre 
 
 
21 
a importância de garantir as condições básicas para a vida e dignidade humana, visando 
alcançar a justiça social e o bem-estar coletivo. 
Quando os indivíduos compreendem a importância dos direitos humanos, passam a 
nortear suas atitudes a partir da ideia de que todos os seres humanos possuem dignidade 
intrínseca e merecem ser tratados com igualdade, justiça e respeito. Isso gera uma maior 
conscientização sobre a necessidade de se envolver em ações sociais e comunitárias, 
buscando melhorar as condições de vida das pessoas em situação de vulnerabilidade e, por 
consequência, da sociedade como um todo. Assim, as ações corresponsáveis e 
empreendedoras, sejam elas individuais, coletivas, empresariais ou estatais, deixam de ser 
meramente opcionais e se tornam fundamentais na busca por esses ideais. 
Outro aspecto relevante é o despertar do empreendedorismo social diante do 
entendimento da importância dos direitos humanos para a sociedade. Esse desperta a busca 
por soluções inovadoras para problemas sociais e/ou ambientais sob uma perspectiva 
coletiva, contribuindo para a promoção de direitos humanos e cidadania. Dessa forma, o 
empreendedorismo social se torna uma abordagem sustentável e capaz de promover 
mudanças positivas na sociedade. 
Assim, o entendimento dos direitos humanos desempenha um papel crucial no 
desenvolvimento da corresponsabilidade e do empreendedorismo social. Ele proporciona 
uma base ética e sólida, estimula a busca por novas ideias, orienta ações e decisões em prol 
do bem comum e contribui para a construção de uma sociedade mais equitativa e sustentável. 
Ao considerar os direitos humanos como um elemento central nesse contexto, é possível 
ampliar os esforços para promover a justiça social, o bem-estar coletivo e o desenvolvimento 
humano integral. 
 Poder Público (2ª série) 
O entendimento da estrutura e do funcionamento do poder público e seus integrantes 
é essencial para o desenvolvimento da corresponsabilidade e do empreendedorismo social, 
haja vista que o poder público representa o poder do povo exercido pelo Estado, por meio de 
seus entes federativos (União, estados e municípios) e órgãos integrantes (executivo, 
legislativo e judiciário). Seu propósito é garantir serviços públicos de qualidade para toda a 
sociedade, fundamentado no princípio da supremacia do interesse público. 
Nessa perspectiva, o conhecimento das leis, da organização, do funcionamento, das 
responsabilidades e das competências dos entes e órgãos estatais, desempenha um papel 
crucial como elemento e ferramenta necessários para que os estudantes possam exigir, por 
 
 
22 
meio de ações individuais, coletivas, responsáveis e empreendedoras, seus direitos e as 
obrigações do estado e dos seus entes. 
Além disso, é importante fortalecer o aspecto da participação política real, 
estimulando sugestões individuais e coletivas de ações e políticas públicas, tanto as já 
conhecidas, quanto as que possam surgir, que contribuam para a melhoria da qualidade de 
vida das pessoas. Essa participação política também desempenha um papel relevante na 
fiscalização efetiva das ações dos atores públicos, desde sua execução até a entrega dos 
resultados, sempre mantendo o princípio do bem coletivo e da supremacia do interesse 
público. 
Por fim, é na experiência individual e coletiva que a participação política se consolida 
como uma poderosa ferramenta de transformação social, sendo essencial para toda a 
sociedade. 
 Políticas Públicas (3ª série) 
Define-se Políticas Públicas como um conjunto de ações, decisões e medidas adotadas 
pelos governos para enfrentar problemas, atender necessidades sociais e promover o bem-
estar de forma coletiva. Nesse sentido, o olhar sobre a Política Pública enquanto objeto de 
conhecimento no viés da Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, vai para além da 
aquisição de conhecimentos teóricos, pois constitui-se como uma oportunidade de capacitar 
os estudantes a enfrentarem os desafios que atingem a sociedade na atualidade. 
 Assim, considerando a formação integral do estudante, é imprescindível levá-lo a 
conhecer e a refletir sobre o papel das Políticas Públicas, haja vista suas diversas finalidades, 
tais como: 
o Compreender questões como: a pobreza, as desigualdades sociais, a violência, o 
desemprego, as questões ambientais e como o governo atua para dirimir esses 
problemas; 
o Compreender como os governos promovem bem-estar e qualidade de vida, 
garantindo educação, cultura, segurança e lazer para a sociedade; 
o Compreender a regulação e a promoção do desenvolvimento econômico para fins de 
geração de empregoe renda, com vistas à redução das desigualdades financeiras; 
o Compreender sobre a proteção dos Direitos Humanos e regulação de setores 
específicos, como transporte, energia, inovação tecnológica, entre outros. 
Portanto, conhecer sobre as Políticas Públicas no Ensino Médio, favorece o projeto de 
vida de todos os estudantes, principalmente aos que desejam se envolver com as áreas do 
Direito, Economia e Ciências Políticas, por exemplo. Além disso, é necessário para a formação 
 
 
23 
consciente e responsável entender as perspectivas dos diferentes grupos sociais, trabalhar em 
equipe e buscar soluções que almejam o bem comum. 
 Sociedade Civil (3ª série) 
A sociedade civil desempenha um papel significativo no fomento da 
corresponsabilidade social e do empreendedorismo, principalmente entre os estudantes. 
Composta por organizações e instituições cívicas, incluindo entidades do terceiro setor, a 
sociedade civil tem o potencial de contribuir de forma significativa para o desenvolvimento 
dessas áreas, por meio do estímulo e da prática do trabalho voltado para o interesse público, 
culminando na promoção do bem-estar coletivo e da justiça social. 
As instituições que compõem a sociedade civil têm como propósito prestar serviços à 
sociedade com uma finalidade social clara. Isso implica no compromisso de garantir o 
desenvolvimento de aspectos fundamentais, como saúde, educação e trabalho, contribuindo, 
assim, para o combate às desigualdades sociais, políticas e econômicas existentes na 
sociedade. Além disso, elas podem servir como complemento e apoio às ações 
governamentais que buscam promover o interesse público. 
Nesse contexto, a participação individual ou coletiva dos estudantes em instituições e 
organizações da sociedade civil pode colaborar muito na sua formação, pois, ao se envolverem 
com essas entidades, os educandos têm a oportunidade de desenvolverem valores e atitudes 
corresponsáveis e empreendedoras essenciais, tais como empatia, criatividade, senso coletivo 
e liderança. 
Através do trabalho realizado em conjunto com essas instituições, eles podem 
aprender a colaborar, receber apoio técnico, defender políticas favoráveis, ampliar o impacto 
de suas ações e compartilhar melhores práticas. Essas interações promovem um ambiente 
propício para o empreendedorismo social, além de contribuírem para o desenvolvimento 
sustentável e o bem-estar da sociedade como um todo. 
Dessa forma, é inegável o fortalecimento dos princípios norteadores da 
corresponsabilidade e do empreendedorismo social, como protagonismo, atuação política, 
senso coletivo, responsabilidade social e empatia. Por meio do envolvimento de instituições 
sociais pertencentes à sociedade civil, suas colaborações e interações estimulam o 
compromisso com ideais e ações voltadas para causas sociais, contribuindo, assim, para o 
enfrentamento das desigualdades, do desequilíbrio ambiental, dentre outras causas que 
promovem o progresso da sociedade e do bem-estar coletivo. 
 
 
 
24 
2.4 Dimensão Ambiental 
Os impactos socioambientais referem-se aos efeitos causados nas comunidades e no 
meio ambiente como resultados das atividades humanas. A gestão sustentável e o uso 
eficiente dos recursos naturais são fundamentais para a preservação do meio ambiente e é 
responsabilidade de toda sociedade, incluindo empresas, governo e sociedade civil. Nesse 
sentido, é importante incentivar a valorização dos recursos naturais, o consumo responsável 
e a redução do desperdício através de mudanças no padrão de consumo e modelo de 
produção humana, visando a utilização de recursos renováveis e a diminuição dos impactos 
socioambientais. 
A educação ambiental pode desempenhar um papel fundamental na promoção e 
alcance dos objetivos citados anteriormente, através da disseminação de conhecimentos e 
habilidades para tomadas de decisões críticas para adoção de comportamentos mais 
sustentáveis. Nesse sentido, tem-se como base orientações estaduais, nacionais e 
internacionais, como os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma agenda 
global iniciada em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com ações direcionadas 
ao desenvolvimento sustentável até o ano de 2030. O Estado do Maranhão instituiu em 2010 
a Política Estadual de Educação Ambiental, com a Lei n° 9.279/2010 regulamentada pelos 
decretos n° 28.549/2012 e 37.945/22, no que se refere às políticas públicas para a Educação 
Ambiental, contemplando os aspectos socioambientais dentro e fora do ambiente escolar. 
Dessa forma, a dimensão ambiental refere-se à relação entre as pessoas e o meio 
ambiente e à importância da preservação dos recursos naturais para garantia de um futuro 
sustentável. Tem como objetivo conscientizar os estudantes da responsabilidade individual, 
coletiva e de se reconhecerem como atores quanto à gestão sustentável e o uso eficiente dos 
recursos naturais por meio dos objetos de conhecimento que abordam temas centrais, como 
impactos e desigualdades socioambientais, recursos naturais, consumo e produção 
sustentáveis. 
OBJETOS DE CONHECIMENTO DA DIMENSÃO AMBIENTAL 
 Impactos Socioambientais causados pela ação humana (2ª série) 
 Os impactos ambientais causados pela ação humana interferem diretamente na 
sociedade e possuem diferentes causas. É importante reconhecer que os impactos 
socioambientais são complexos e resultantes de uma combinação de fatores econômicos, 
 
 
25 
sociais, políticos e culturais. Dentro da educação ambiental é imprescindível a abordagem dos 
impactos sociais e ambientais e como estes estão diretamente relacionados entre si. 
Este objeto leva os estudantes a conhecerem mais a fundo as causas dos impactos 
ambientais da sociedade na natureza e as consequências negativas dessas intervenções no 
bem-estar dos seres vivos em geral. Sugerem-se temáticas como: exploração excessiva de 
recursos naturais e crescimento populacional; expansão da agropecuária e diminuição da 
biodiversidade; o desenvolvimento industrial e tecnológico com produção de bens e 
consumos excessivos; queima de combustíveis fósseis e emissão de gases poluentes; 
despejo de produtos químicos; esgoto sem tratamento adequado e poluição da água; falta 
de regulamentação adequada e priorização do lucro econômico em detrimento do meio 
ambiente. 
Ao reconhecerem os impactos socioambientais, os estudantes desenvolvem 
consciência ambiental, responsabilidade social, visão crítica sobre seus próprios hábitos e da 
comunidade em que estão inseridos, levando-os a terem uma perspectiva de futuro mais 
sustentável por meio de ações sustentáveis pautadas na conservação dos recursos naturais e 
na promoção de investimentos em energias renováveis e em políticas adequadas de gestão 
de resíduos, temas que serão abordados mais adiante. 
 Gestão Sustentável e uso eficiente dos recursos naturais (2ª série) 
 Gestão sustentável é um conceito abrangente que aborda o desenvolvimento 
sustentável na interconexão entre as dimensões ambiental, social e econômica. Refere-se às 
decisões, atividades e estratégias organizadas com o objetivo de alcançar resultados positivos 
a longo prazo para a sociedade e o planeta, sem se desvincular do crescimento econômico ao 
mobilizar os diferentes setores, desde empresas e organizações, até governos e comunidades. 
Este objeto de conhecimento surge da importância de conscientização dos estudantes acerca 
da necessidade de ações, programas e projetos de práticas sustentáveis eficazes em conjunto 
com todos os setores da sociedade e também com a economia. 
A partir dessa temática, os estudantes devem perceber a importância da manutenção 
dos recursos e a forma consciente que devem ser utilizados a partir dos princípios ambientais. 
Além disso, o tema adentra no conceito de sustentabilidade, nas principais práticas já 
desenvolvidas e como contribuir na diminuição dos impactos ambientais ocasionados pelo 
modode vida dos seres humanos, de forma mais econômica, eficiente e eficaz possível. 
 
 
26 
Os estudantes são levados a conhecer as diversas formas de utilização dos recursos da 
natureza, de forma sustentável, que geram renda e movimentam a economia sem prejudicar 
o meio ambiente. Dentro deste objeto de conhecimento é importante a abordagem de 
temáticas relacionadas a ações no âmbito da sustentabilidade, como: integração de diversas 
áreas, incorporando princípios e práticas sustentáveis em todas as atividades e tomadas de 
decisões; uso eficiente e responsável de recursos naturais, com práticas de conservação de 
energia e água, promoção de processos produtivos mais limpos e gestão de resíduos; soluções 
criativas e uso de tecnologias, novos modelos sustentáveis que acompanhem as mudanças 
socioeconômicas e novos desafios; a importância da transparência e engajamento de toda a 
sociedade, inclusive de empresas públicas e privadas, comprometidas com a preservação 
ambiental, boas práticas e utilização da ESG (Environmental, Social and Governance - 
Ambiental, Social e Governança); ODS 9, 11, 14 e 15, da agenda 2030, que trata sobre “ 
Indústria, inovação e infraestrutura”, “Cidades e comunidades sustentáveis”; “Vida na água”; 
“Vida terrestre”. 
 Fatores que influenciam as desigualdades socioambientais (3 ª série) 
A educação ambiental, de maneira geral, desenvolve o conhecimento ecológico e as 
habilidades relacionadas à preservação da biosfera, dos ecossistemas e dos seres vivos que 
nela habitam. Além disso, aborda questões inter e transdisciplinares envolvendo fatores 
socioeconômicos, pois os impactos ambientais, ocasionados por uma gestão ambiental 
insatisfatória, também geram e aumentam as desigualdades sociais entre grupos, 
influenciando os aspectos políticos, econômicos e sociais. Geralmente, os grupos minoritários 
e as populações marginalizadas são os mais afetados pelas consequências acarretadas pela 
utilização inadequada dos recursos naturais e pela falta de gestão sustentável do que as 
demais comunidades, favorecendo o aumento de indicadores socioeconômicos insatisfatórios 
(PORTO e FINAMORE, 2012), 
 Este objeto de conhecimento tem como objetivo estimular o engajamento cívico 
através da compreensão e análise sobre as questões ambientais, de como ela está 
diretamente relacionada ao bem estar da sociedade e como os impactos na natureza 
influenciam a disparidade socioeconômica entre grupos. Também aborda a importância da 
participação das comunidades afetadas pelos impactos ambientais nas decisões relacionadas 
a projetos sustentáveis e programas de conservação. 
 
 
27 
É importante partir do princípio de que nem todos os seres humanos são igualmente 
responsáveis pelos problemas ambientais, visto que as proporções variam entre grupos 
sociais, países e setores industriais. Um exemplo clássico se mostra na emissão de gases que 
poluem a atmosfera, responsáveis pelo aumento exacerbado da temperatura do planeta, 
quando comprovadamente, os principais afetados por tal aquecimento são em boa parte de 
países do oriente médio, que não contribuem em grande escala para emissão de tais gases. 
Assim, a busca por soluções para tais problemáticas e o agir sustentável devem ser 
responsabilidade de todos, para que os impactos negativos ao meio ambiente possam ser 
evitados ou minimizados em escala local, regional e global. 
Nesse sentido, é importante que sejam abordados nesse objeto de conhecimento as 
seguintes temáticas: 
o Acesso desigual das comunidades de baixa renda quanto aos recursos naturais, 
condições atmosféricas, água potável, políticas e serviços públicos 
relacionados à saneamento básico, esgoto e reciclagem de resíduos; 
o Impactos socioambientais dos grandes projetos de infraestrutura em 
comunidades que vivem na região; 
o Importância da participação e preservação de grupos étnicos minoritários, 
como povos indígenas e quilombolas, para a preservação dos recursos naturais; 
o Impactos socioeconômicos da mudança climática ocasionada pela ação 
humana nas comunidades mais vulneráveis; 
o Participação das minorias e comunidades periféricas nas tomadas de decisões 
relacionadas ao meio ambiente, conservação e sustentabilidade. 
o ODS 2, 3, 6, 7 e 10, da agenda 2030, que trata sobre “Fome zero e agricultura 
sustentável”, “Saúde e bem-estar”, “Água potável e saneamento”, “Energia 
limpa e acessível” e “Redução das desigualdades”. 
 
 Consumo, Práticas e Produção Sustentável (3ª Série) 
A produção sustentável aborda, principalmente, assuntos relacionados à 
responsabilidade social e ambiental. Envolve práticas de consciência ambiental e de prestação 
de contas em relação aos impactos sociais e ambientais de todos os setores organizacionais, 
civis e públicos. Dentre essas práticas, inclui-se a adoção de práticas éticas, o respeito aos 
direitos humanos e o cumprimento de normas e regulamentos ambientais. 
Na perspectiva desse universo sustentável, é importante que os docentes orientem os 
estudantes a serem agentes de mudança positiva na comunidade local, regional e global 
através de conhecimentos e habilidades necessárias para ações relacionadas ao consumo 
 
 
28 
consciente, encorajando-os a enfrentarem os desafios do mundo atual e a construir um futuro 
mais sustentável e equitativo. 
Este objeto de conhecimento tem como objetivo formar sensibilizadores ambientais 
que se envolvam nas ações em prol do meio ambiente, na conservação dos recursos naturais 
e na reflexão acerca de suas responsabilidades enquanto seres humanos pertencentes à 
natureza, e como cidadãos responsáveis pelo bem-estar da sociedade como um todo. É 
importante estimular os estudantes a promoverem tais ações de acordo com sua realidade 
local, referências e experiências rotineiras, levando-os a terem uma visão ativa e crítica sobre 
a necessidade da conservação do meio ambiente. 
Dessa forma, são sugeridas algumas ações, práticas de consumo e soluções 
sustentáveis que podem ser trabalhadas com esse objeto de conhecimento, tais como: 
consumo sustentável através da adoção de produtos duráveis e reutilizáveis que não agridam 
o meio ambiente; disseminação da ESG nas empresas e marcas comprometidas com ações 
sustentáveis e de fortalecimento da consciência ambiental; ações simples no dia a dia 
relacionadas à economia de energia, água, coleta seletiva, reciclagem, utilização de 
transportes alternativos e limpos; fontes de energias renováveis e redução da utilização de 
combustíveis fósseis; agricultura e pecuária sustentáveis com ações para diminuição dos 
impactos no solo, preservação da biodiversidade e economia de água na produção, redução 
ou substituição de agrotóxicos, pesticidas e substâncias químicas; ODS 12, 13 e 17, da agenda 
2030, que trata sobre “Consumo e produção responsáveis”; “Ação contra a mudança global 
do clima” e “Parcerias e meios de implementação”. 
2.5 Dimensão Econômica 
A compreensão dos aspectos econômicos e seus mecanismos de funcionamento são 
de grande importância para o desenvolvimento pessoal e coletivo dos estudantes. O exercício 
desses conhecimentos capacita os indivíduos a tomarem decisões financeiras mais 
conscientes, a entenderem o mundo em que vivem e a desenvolverem habilidades analíticas 
e empreendedoras que possam ser aplicadas em várias esferas da vida cotidiana, visto que a 
interdependência econômica entre as pessoas é evidente na necessidade de trocas e 
cooperação para atender às diversas demandas e necessidades da vida em sociedade. 
A partir desse ponto inicial, a abordagem dos objetos de conhecimento (Mercado de 
trabalho e novas oportunidade de negócios; Relações humanas e trabalho em equipe; 
Trabalho voluntário; Saúde e segurança no trabalho) se torna necessária para o efetivo 
 
 
29 
entendimento da dimensão econômica e sua importância na construção da 
corresponsabilidade social e empreendedorismo, a saber: 
oO Capitalismo, a divisão do trabalho e a produção e distribuição de riqueza; 
o As dinâmicas que constroem o mercado de trabalho e as novas formas de 
empregabilidade que nele surgem, principalmente com a constante 
transformação tecnológica, que ao mesmo tempo elimina e cria novos postos 
de trabalho; 
o As relações humanas e o desenvolvimento do trabalho em equipe, que exige 
esforço coletivo de pessoas com habilidades, interesses, formas de agir e 
pensar de maneiras distintas, mas que devem somar esforços em prol de um 
objetivo comum a todos; 
o O trabalho voluntário que desenvolve o espírito solidário e empático, além de 
ser uma forma prática de exercício laboral e também de cidadania, 
contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária; 
o A saúde e segurança no trabalho, conhecida pela sigla SST, que estabelece 
regras e normas de saúde e segurança no ambiente laboral, visando a 
prevenção de acidentes, mas principalmente o bem-estar do trabalhador. 
A compreensão dos aspectos econômicos e seus mecanismos de funcionamento é 
essencial para o desenvolvimento dos estudantes. Conhecer o mercado de trabalho e as 
dinâmicas de sua produção permite que os estudantes compreendam as demandas 
profissionais em constante mudança e seus lugares nessa rede produtiva. O desenvolvimento 
das relações humanas e do trabalho em equipe fortalece habilidades colaborativas e de 
resolução de problemas. 
O trabalho voluntário contribui para uma sociedade mais justa e proporciona 
aprendizado e desenvolvimento pessoal. A preocupação com a saúde e segurança no trabalho 
garante bem-estar e produtividade. Ao integrarem esses conhecimentos, os estudantes terão 
uma bagagem inicial para enfrentarem os desafios econômicos, enxergarem de maneira 
sensível e reflexiva suas trajetórias pessoais e profissionais, e exercerem a 
corresponsabilidade social, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e coletivo. 
 Mercado de Trabalho e Novas Oportunidades de Negócio (2ª série) 
Este objeto de conhecimento tem como principal objetivo contribuir para a inserção 
do estudante no mercado de trabalho, de maneira consciente, ativa, proativa, criativa, crítica 
e solidária, levando-o a se perceber como sujeito integrante e importante dentro das relações 
de trabalho e na construção da sociedade como um todo. 
A partir das discussões envolvendo as relações de trabalho e sua evolução ao longo 
da história, o estudante deve perceber que as atuais características desse espaço são frutos 
 
 
30 
das interações humanas no aspecto econômico, mas também de debates e movimentos 
sociais que buscam estabelecer relações mais igualitárias e justas no mercado entre seus 
agentes (empresas, empregadores e trabalhadores), e que os avanços e conquistas de direitos 
trabalhistas e previdenciários, por exemplo, são consequência da conscientização dessas 
relações, do papel e da importância do trabalhador nesse processo. 
Outro elemento importante nesse contexto é a apropriação pelo estudante dos 
princípios que norteiam a chamada indústria 4.0. As inovações propostas com base nessa 
nova revolução, alteram as relações trabalhistas a partir da velocidade da circulação de 
informações pela internet, da inteligência artificial, e do surgimento de novos postos de 
trabalho relacionados às ferramentas de comunicação. Para especialistas, tal revolução 
também já cria um novo setor econômico, denominado de quarto setor ou setor quaternário, 
que engloba as atividades produtivas relacionadas à informação e comunicação digital, e 
gerando como produtos a expansão das startups e plataformas de aplicativos e conteúdos 
digitais, Uber ou Instagram, por exemplo. 
Assim, compreender as transformações nas relações trabalhistas e as novas formas de 
produção e interação é essencial para que os estudantes possam se posicionar de forma 
competitiva no mercado de trabalho e aproveitar as oportunidades oferecidas pela economia 
digital do século XXI. 
 Relações Humanas e o Trabalho em Equipe (2ª série) 
O objeto de conhecimento em questão deve focar na importância das relações 
humanas e do trabalho em equipe que se aplicam tanto no mercado de trabalho, como na 
construção da sociedade mais justa e igualitária. 
A partir desse viés, é imprescindível despertar e promover ao estudante a mobilização 
de habilidades necessárias para que o mesmo possa desenvolver a plena competência da 
comunicação, executando-a de maneira clara e coerente, fator esse extremamente 
importante e exigido no atual mercado de trabalho, amparado no rápido fluxo informacional, 
pois é importante na construção social, já que permite a troca de ideias, conhecimentos, 
perspectivas, valores que ajudam na melhor compreensão dos desafios e no surgimento de 
soluções para os problemas da sociedade. 
Outro fator importante é a possibilidade de desenvolver, junto ao estudante, 
competências como a liderança, que sendo exercida com senso de coletividade, pode inspirar 
e influenciar positivamente outras pessoas; a responsabilidade social, que é uma competência 
 
 
31 
fundamental no mercado de trabalho e para a sociedade; a consciência coletiva que auxilia 
no desenvolvimento da empatia, do pensamento crítico e sensível, e no cumprimento de suas 
obrigações, e na tomada de decisões éticas que beneficiam a sociedade e a promoção de 
direitos humanos. 
 Trabalho Voluntário (3ª série) 
O trabalho voluntário, enquanto objeto de conhecimento, busca desenvolver, 
junto ao estudante, valores de empatia e solidariedade a partir da compreensão da 
realidade do outro. Também abre a possibilidade do estudante desenvolver habilidades 
que serão exigidas no mercado de trabalho, além de atuar de maneira efetiva na 
construção de uma sociedade mais justa e menos desigual. 
A partir das discussões e práticas envolvendo o trabalho voluntário, o 
estudante deve perceber ao longo desse processo a importância dessa ação para a 
efetiva redução das desigualdades sociais e econômicas no convívio social, o que 
culmina na real construção da justiça social. Para além disso, o estudante tem a 
possibilidade de desenvolver valores, como a empatia e a solidariedade, a partir do 
entendimento ou da vivência de realidades diversas, o que o desenvolve enquanto ser 
humano e social. 
A prática do trabalho voluntário também abre perspectiva para desenvolver a 
experiência profissional a partir da ação efetiva em uma área de trabalho, na ampliação 
do círculo social e profissional, através do conhecimento de novas pessoas e grupos 
diversos, na prática da responsabilidade individual e corporativa, o que reflete no 
comprometimento social dos indivíduos da sociedade, que atuam buscando impactar 
positivamente na vida das pessoas. 
 Saúde e Segurança no Trabalho (3ª série) 
O objeto de conhecimento em questão tem como finalidade demonstrar ao 
estudante a existência e importância das principais normas e leis de segurança relativas ao 
trabalho e à saúde do trabalhador, aos principais riscos ocupacionais catalogados, aos 
equipamentos necessários à proteção individual e coletiva, mas, principalmente, evidenciar o 
papel dessas leis e procedimentos para o bem-estar do trabalhador no seu ambiente laboral, 
o que gera o bom andamento das atividades econômicas. 
A construção deste objeto de conhecimento deve permitir ao estudante entender que 
a saúde e a segurança do trabalhador têm influência direta na maior produtividade e eficiência 
 
 
32 
das atividades econômicas, visto que o funcionário em boas condições de saúde tem menor 
probabilidade de faltar ao trabalho e de se ausentar por doenças ou lesões, não afetando a 
produtividade devido às ausências. Outro aspecto importante diz respeito à redução de custos 
relativos a acidentes de trabalho, já que a ocorrência de acidentes laborais gera despesas 
significativas, incluindo cuidados médicos, licenças remuneradas, indenizações e substituiçãode funcionários. 
Por fim, é necessário consolidar, junto ao estudante, que o respeito, o cumprimento 
e o investimento na segurança e saúde do trabalhador beneficiam toda uma cadeia produtiva, 
que vai do trabalhador, enquanto ser individual, a todo tecido económico existente. 
 
 
 
33 
3 ORGANIZADOR CURRICULAR DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E 
EMPREENDEDORISMO 
O Organizador Curricular de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo foi 
elaborado em torno dos dois eixos temáticos - Participação Social (2º ano) e Intervenção 
Social (3º ano) - com suas respectivas dimensões. 
No organizador, você, professor (a), terá sugestões de conteúdos, metodologias e 
referências relacionadas a cada objeto de conhecimento, a fim de subsidiar o professor 
quanto ao planejamento das aulas. 
Vale ressaltar que o organizador, por possuir um caráter sugestivo quanto aos 
conteúdos, metodologias e referências, garante a possibilidade de ampliação dos mesmos em 
suas aulas, desde que haja uma relação direta com o objeto de conhecimento proposto. 
 
3.1 Organizador Curricular do Eixo de Participação Social (2ª série) 
 
DIMENSÃO SOCIAL 
Objetos de 
Conhecimento 
Sugestões de conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências 
 
 
 
 
 
 
Matriz Étnico-
Cultural do Povo 
brasileiro 
Contexto histórico-
político da formação 
étnico-cultural brasileira 
e maranhense; 
Os traços étnico-culturais 
brasileiros - formação da 
cultura maranhense; 
Etnocentrismo, 
Relativismo Cultural e 
Diversidade 
Racismo e discriminação 
A Aculturação, o 
hibridismo cultural, e 
apropriação cultural; 
 
Empoderamento social e 
as políticas afirmativas 
 
Exposição com obras 
pictóricas e fotográficas 
criadas pelos estudantes a 
partir da temática “Os traços 
étnico-culturais brasileiros - 
formação da cultura 
maranhense"; 
 
Júri simulado a partir da 
temática “Empoderamento 
social e as políticas afirmativas 
de valorização étnico-cultural; 
 
Sala de aula invertida, com 
utilização de textos e/ou 
vídeos a partir da temática “A 
aculturação, hibridismo 
cultural e apropriação 
cultural;” 
 
Visitas a museus e casas de 
 
Composição étnica do 
Brasil 
Composição étnica do 
Brasil 
 
O que são ações 
afirmativas? 
O que são ações 
afirmativas? | Politize! 
 
Apropriação cultural 
VOCÊ SABE O QUE É 
APROPRIAÇÃO 
CULTURAL? | CNN 
Tonight 
 
 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/composicao-etnica-brasileira.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/composicao-etnica-brasileira.htm
https://www.politize.com.br/acoes-afirmativas/
https://www.politize.com.br/acoes-afirmativas/
https://www.youtube.com/watch?v=O8_p5U6yvlo
https://www.youtube.com/watch?v=O8_p5U6yvlo
https://www.youtube.com/watch?v=O8_p5U6yvlo
https://www.youtube.com/watch?v=O8_p5U6yvlo
 
 
34 
de valorização étnico-
cultural; 
 
História e elementos das 
religiões de Matriz-
Africana e dos Povos de 
Terreiro. 
 
 
 
 
 
 
 
cultura. 
 
Roda de conversa com 
grupos, coletivos ou 
lideranças 
 
Leitura e debate em torno de 
alguma obra literária que 
aborde algum dos conteúdos 
referentes ao objeto “Matriz 
étnico-Cultural do Povo 
brasileiro” 
 
Feira cultural com pesquisa, 
produção e apresentação de 
pinturas, fotografias, 
esculturas, vídeos, danças, 
livros, músicas, gastronomia, 
elementos religiosos, 
vestimentas, etc retratando as 
matrizes étnico-culturais do 
povo brasileiro. 
Inclusão social 
Contexto histórico e lutas 
sociais pela inclusão; 
Diversidade, minorias e a 
inclusão social; 
Inclusão social na escola, 
esporte e no trabalho; 
Inclusão social e 
qualidade de vida; 
 
Inclusão digital; 
 
 
Teatro Invisível em torno do 
conteúdo Inclusão Social e 
Qualidade de Vida; 
 
Teatro Fórum: desenvolver 
em sala de aula encenações 
teatrais usando a técnica de 
teatro fórum, em torno de 
temática “Diversidade, 
minorias e inclusão social” 
 
Construção de paródias 
com o conteúdo 
Diversidade, minorias e a 
inclusão social; 
 
Exibição e debate em torno 
de filmes que abordam 
temas relacionados à 
inclusão social. 
 
Produção de podcasts 
abordando temas 
relacionados à inclusão 
social. 
 
Técnica do teatro 
invisível 
 
 
Técnica de Teatro Fórum 
 
 
Inclusão Social 
Inclusão social: o que é, 
aplicação, leis, exemplos 
 
Educação Inclusiva 
Educação Inclusiva :: 
Acolhimento na escola 
 
 
https://medium.com/@EAtivismo/t%C3%A1tica-teatro-invis%C3%ADvel-c199f84a5096
https://medium.com/@EAtivismo/t%C3%A1tica-teatro-invis%C3%ADvel-c199f84a5096
https://medium.com/@EAtivismo/t%C3%A1tica-teatro-invis%C3%ADvel-c199f84a5096
https://medium.com/@EAtivismo/t%C3%A1tica-teatro-invis%C3%ADvel-c199f84a5096
https://utida.medium.com/parte-3-teatro-imagem-e-teatro-f%C3%B3rum-f46dc94cc2cd
https://utida.medium.com/parte-3-teatro-imagem-e-teatro-f%C3%B3rum-f46dc94cc2cd
https://utida.medium.com/parte-3-teatro-imagem-e-teatro-f%C3%B3rum-f46dc94cc2cd
https://utida.medium.com/parte-3-teatro-imagem-e-teatro-f%C3%B3rum-f46dc94cc2cd
https://brasilescola.uol.com.br/educacao/inclusao-social.htm
https://brasilescola.uol.com.br/educacao/inclusao-social.htm
https://www.youtube.com/watch?v=dFdy_GmFTvQ
https://www.youtube.com/watch?v=dFdy_GmFTvQ
 
 
35 
Entrevistas semiestruturadas 
com pessoas de terceira idade 
(os temas a serem 
contemplados nas entrevistas 
ficarão a cargo dos professores 
e estudantes) 
 
Prática esportiva adaptada 
em parceria com o professor 
de Educação Física e roda de 
conversa para exposição dos 
comentários dos estudantes 
sobre a atividade; 
Dimensão Política 
Objetos de 
Conhecimento 
Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências 
 
 
 
 
 
Direitos Humanos 
Direitos Humanos: 
concepções e 
importância; 
 
Surgimento dos Direitos 
Humanos: Revolução 
Americana e Revolução 
Francesa; 
 
Primeira, segunda e 
terceira dimensão 
histórica dos Direitos 
Humanos; 
 
Tratados e convenções 
de Direitos Humanos: 
Declaração Universal dos 
Direitos Humanos da 
ONU; 
 
Direitos Fundamentais 
na Constituição Brasileira 
de 1988; 
 
Elaboração de mural criativo 
com imagens e reportagens 
para promover o debate 
sobre a violação dos Direitos 
Humanos; 
 
Júri-simulado a partir de um 
caso famoso (Desrespeito aos 
Direitos Humanos) que pode 
ser sugerido pelos próprios 
estudantes; 
 
Seminário sobre os Direitos 
fundamentais existentes na 
Constituição Federal 
brasileira de 88 e se eles são 
respeitados na prática na 
sociedade brasileira; 
 
Sala de aula invertida sobre 
como as revoluções 
americana e francesa 
influenciaram o mundo 
ocidental e a busca pelos 
direitos humanos; 
 
Criação, em equipe, de uma 
campanha publicitária 
(audiovisual) sobre Direitos 
Humanos. 
O que são os direitos 
humanos - O que são 
direitos humanos? 
 
Direitos humanos: 
Surgimento e aplicação 
prática - Direitos 
Humanos: o que são, 
artigos e como surgiram - 
Brasil Escola 
 
Declaração dos direitos 
do homem e cidadão 
(Revolução Francesa) - A 
Declaração dos Direitos 
do Homem e do Cidadão 
de 1789 - Brasil Escola 
 
Declaração universal dos 
direitos humanos da 
ONU - Declaração 
Universal dos Direitos 
Humanos - Brasil Escola 
 
Gerações dos Direitos 
Humanos - Direitos 
humanos: conheça as 
três gerações! | Politize! 
 
Direitos fundamentais na 
https://www.unicef.org/brazil/o-que-sao-direitos-humanos
https://www.unicef.org/brazil/o-que-sao-direitos-humanos
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/direitos-humanos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/direitos-humanos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/direitos-humanos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/direitos-humanos.htm
https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-declaracao-dos-direitos-homem-e-do-cidadao-de-1789.htm
https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-declaracao-dos-direitos-homem-e-do-cidadao-de-1789.htm

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