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6 FICHA TÉCNICA Governador do Estado do Maranhão Carlos Orleans Brandão Júnior Secretário de Estado da Educação Felipe Costa Camarão Subsecretário de Estado da Educação Anderson Lindoso Secretária Adjunta de Gestão da Rede de Ensino e da Aprendizagem Nádya Christina Guimarães Dutra Superintendente de Gestão e Desenvolvimento da Aprendizagem Adelaide Diniz Coelho Neta Supervisora de Currículo Escolar Patrícia de Jesus Cruz Fernandes Equipe de Elaboradores Profº. Msc. David Breno Barros Cardozo Profª. Msc. Francineia Pimenta Silva Profº. Genilson Rodrigues Ferreira Lima Prof.ªMsc. Gislane Gomes Braga Prof.ª Dra. Ludymila Furtado Cantanhêde Profº. Marcus Vinicius Ferreira Cunha Prof.ª Esp.nPatrícia de Jesus Cruz Fernandes Equipe de Colaboradores Profª Msc.nLarissa Silva Abreu Equipe de Leitura Crítica Profª. Esp. Adelaide Diniz Coelho Neto Profª. Msc. Larissa Silva Abreu Revisão Ortográfica Profº. Esp. Bruno Fernando Silva Farias Profª. Msc. Cristiane Araujo Lima Projeto gráfico e diagramação Fabiel Lima Equipe de Revisão do Projeto Gráfico Jéssica Aparecida Figueiredo Barbosa Marcos Vinícius Oliveira Sobrinho Paloma Karenne do Nascimento Sousa LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Competências Gerais da Nova BNCC ......................................................................... 7 Figura 2 - Diferença entre empreendedorismo e empreendedorismo social ......................... 10 Figura 3 - Corresponsabilidade Social nas Modalidades de Ensino ......................................... 11 Figura 4 - Estrutura de Trabalho do Componente Corresponsabilidade Social Empreendedorismo. .................................................................................................................................................. 13 Figura 5 - Objetos de conhecimento dos Eixos Temáticos organizados por dimensões ......... 15 Figura 6 - Eixos Estruturantes BNCC ......................................................................................... 47 file://///10.35.0.20/sugeda/2023_SUGEDA/SUPECE/CADERNO%20DE%20CORRESPONSABILIDADE%20SOCIAL%20E%20EMPREENDEDORISMO%20-%20DIAGRAMADO%20(Reparado).docx%23_Toc143851386 Sumário APRESENTAÇÃO _____________________________________________________________________________________________ 6 1 O COMPONENTE DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO __________________ 7 1.1 Concepções sobre Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo ________________ 9 2 ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O ENSINO DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO ____________________________________________________________________________________ 12 2.1 Eixos Temáticos ____________________________________________________________ 13 2.1.1 Participação Social _____________________________________________________ 14 2.1.2 Intervenção Social ______________________________________________________ 14 2.2 Dimensão Social _________________________________________________________ 16 2.3 Dimensão Política ________________________________________________________ 20 2.4 Dimensão Ambiental _____________________________________________________ 24 2.5 Dimensão Econômica _____________________________________________________ 28 3 ORGANIZADOR CURRICULAR DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO ____ 33 3.1 Organizador Curricular do Eixo de Participação Social (2ª série) ____________________ 33 3.2 Organizador Curricular do Eixo de Intervenção Social (3ª Série) ____________________ 40 4 O ENSINO E A APRENDIZAGEM EM CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO _ 46 4.1 Plano de Atividade Docente ________________________________________________ 47 REFERÊNCIAS _______________________________________________________________________________________________ 61 APÊNDICE A - Plano de Atividade Docente (PAD) _______________________________________________________ 64 6 APRESENTAÇÃO Seja bem-vindo (a) ao Caderno de Orientações Pedagógicas para Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo! Com o intuito de apoiar as professoras e os professores da rede estadual de ensino nas estratégias de trabalho com o componente curricular de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, a Secretaria de Estado da Educação do Maranhão organizou orientações para o planejamento docente. Os caminhos didáticos sugeridos neste material foram construídos a partir dos documentos oficiais do ensino médio1, dos acompanhamentos formativos promovidos pela SEDUC e pelas propostas referenciais do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação - ICE, grupo parceiro da rede estadual que colaborou na elaboração da atual estrutura curricular do ensino médio maranhense. A oferta do componente Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo no percurso curricular do ensino médio maranhense resulta da compreensão de que é preciso educar nossos estudantes para a vida em sociedade, de forma que eles sejam protagonistas de si e no meio social do qual fazem parte, atuando de forma crítica e consciente. Nessa perspectiva, o componente proporciona a difusão de conteúdos concretos e indissociáveis da realidade do estudante para que este venha a tornar-se um agente transformador na construção de uma sociedade mais solidária, justa, democrática e sustentável. Para tanto, a partir dessas orientações, você, professor (a) compreenderá como o trabalho didático no componente poderá contribuir para a ampliação de aprendizagens essenciais na formação dos discentes, incluindo-os em uma leitura crítica da sociedade, de tal modo que, nessa experiência curricular contextualizada e fundamentada, eles possam envolver-se de maneira responsável em iniciativas sociais necessárias ao desenvolvimento do seu protagonismo. Esperamos que este caderno ajude você, professor (a), a promover na sala de aula um espaço propício para o desenvolvimento de processos de aprendizagem que possam fomentar a participação efetiva dos estudantes e, sobretudo, encorajá-los a atuarem nos mecanismos de participação e intervenção social. 1 A Lei 13.415/2017 que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e institui o novo ensino médio; Resolução Nº 3 do CNE que atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio; 7 1 O COMPONENTE DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO A Base Nacional Comum Curricular - BNCC prevê que os estudantes sejam agentes transformadores da sociedade a partir de uma formação pautada no desenvolvimento de competências e habilidades. As competências dizem respeito à capacidade de impulsionar habilidades, valores, atitudes, recursos e conhecimentos para solucionar problemas e outras demandas da vida cotidiana. Definir competências e habilidades com base no trabalho em sala de aula representa garantir que os estudantes tenham mais consciência sobre os próprios processos de aprendizagem e sobre tomadas de decisões no desenvolvimento de valores importantes para a vida pessoal e profissional. Sendo assim, faz-se necessário resgatar as 10 competências gerais propostas pela BNCC que guiam a formação do estudante no ensino médio. Figura 1 - Competências Gerais da Nova BNCC Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (). https://www.studos.com.br/gestao-escolar/para-que-serve-a-bncc/ http://inep80anos.inep.gov.br/inep80anos/futuro/novas-competencias-da-base-nacional-comum-curricular-bncc/79 http://inep80anos.inep.gov.br/inep80anos/futuro/novas-competencias-da-base-nacional-comum-curricular-bncc/79 8 Todas essas competências revelam a necessidade de intervenções pedagógicas quehttps://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-declaracao-dos-direitos-homem-e-do-cidadao-de-1789.htm https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-declaracao-dos-direitos-homem-e-do-cidadao-de-1789.htm https://brasilescola.uol.com.br/geografia/declaracao-universal-dos-direitos-humanos.htm https://brasilescola.uol.com.br/geografia/declaracao-universal-dos-direitos-humanos.htm https://brasilescola.uol.com.br/geografia/declaracao-universal-dos-direitos-humanos.htm https://www.politize.com.br/tres-geracoes-dos-direitos-humanos/ https://www.politize.com.br/tres-geracoes-dos-direitos-humanos/ https://www.politize.com.br/tres-geracoes-dos-direitos-humanos/ 36 Concurso de redação sobre algum tema (a ser escolhido pelo(a) professor(a) relacionado aos Direitos Humanos. CF/88 Brasil - Direitos Fundamentais - Artigo de Direito Constitucional Poder Público Poder público: Conceito e importância; Os três poderes da república democrática brasileira: Executivo, Legislativo e Judiciário; Estrutura da organização pública: Federal (União), Estados e Municípios; Estado: Organização político administrativa - Função, elementos formadores e tipos; Democracia: Conceito, tipos e importância Rotação por estações com temática sobre os três poderes da república (Executivo, Judiciário e Legislativo), suas características, representantes, competência e formas de atuação; Debate sobre o que é o poder público e qual sua função na sociedade; Visita técnica em órgãos da administração pública; Debate sobre a importância da democracia para a construção de uma sociedade mais justa; O que é poder público - https://eutenhodireito.com .br/poder-publico- significado/ Poder público: importância - Poder público - O que é, conceito e definição O que são os três poderes - A separação dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário | Politize! Organização político administrativa brasileira - Da organização politico adminstrativa das competência da união, estados e municipios | Jusbrasil Estado: Importância - Estado: o que é, origem, função, tipos - Mundo Educação O que é Democracia - O que é democracia? Aprenda agora em até 10 minutos | Politize! Dimensão Ambiental Objetos de Conhecimento Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referência Impactos Socioambientais causados pela ação humana Crescimento populacional e influência da indústria/tecnologia na produção excessiva de bens e consumo; Apresentação de situação problema sobre crescimento populacional desordenado, falta de políticas públicas e os impactos ambientais. Pesquisa bibliográfica acerca Artigo: Controle de Natalidade: a aplicação das teorias e políticas populacionais. Gonçalves e Ferraz. acesso em 2021_03_1145_1182.pdf (cidp.pt) https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2627/Direitos-Fundamentais https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2627/Direitos-Fundamentais https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2627/Direitos-Fundamentais https://eutenhodireito.com.br/poder-publico-significado/ https://eutenhodireito.com.br/poder-publico-significado/ https://eutenhodireito.com.br/poder-publico-significado/ https://conceito.de/poder-publico https://conceito.de/poder-publico https://conceito.de/poder-publico https://www.politize.com.br/separacao-dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/ https://www.politize.com.br/separacao-dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/ https://www.politize.com.br/separacao-dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/ https://www.politize.com.br/separacao-dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/ https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-organizacao-politico-adminstrativa-das-competencia-da-uniao-estados-e-municipios/1263147158 https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-organizacao-politico-adminstrativa-das-competencia-da-uniao-estados-e-municipios/1263147158 https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-organizacao-politico-adminstrativa-das-competencia-da-uniao-estados-e-municipios/1263147158 https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-organizacao-politico-adminstrativa-das-competencia-da-uniao-estados-e-municipios/1263147158 https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-organizacao-politico-adminstrativa-das-competencia-da-uniao-estados-e-municipios/1263147158 https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-estado.htm https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-estado.htm https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/conceito-estado.htm https://www.politize.com.br/democracia-o-que-e/ https://www.politize.com.br/democracia-o-que-e/ https://www.politize.com.br/democracia-o-que-e/ https://www.politize.com.br/democracia-o-que-e/ https://www.cidp.pt/revistas/rjlb/2021/3/2021_03_1145_1182.pdf https://www.cidp.pt/revistas/rjlb/2021/3/2021_03_1145_1182.pdf 37 Utilização de energia não renovável e seus impactos na saúde dos seres vivos; Relação entre expansão desregulada do agronegócio e diminuição da biodiversidade; Poluição da água pela ação humana e a falta de tratamento de esgoto e resíduos químicos; do Crescimento populacional global, desenvolvimento industrial nos países centrais (desenvolvidos) e periféricos (em desenvolvimento); Júri Simulado com tema: Origem dos problemas e impactos ambientais a partir do ponto de vista das teorias Neomalthusiana e Reformista/Marxista. Pesquisa de campo sobre poluição da água; tratamento de esgoto. As mudanças na população global, prestes a atingir 8 bilhões - As mudanças na população global, prestes a atingir 8 bilhões - YouTube Aumento populacional e degradação ambiental: a conta que não quer fechar. Reis Friede - Vista do AUMENTO POPULACIONAL E DEGRADAÇÃO AMBIENTAL: a conta que não quer fechar (unisuam.edu.br) Gestão Sustentável e uso eficiente dos recursos naturais A cultura da produção- consumo e o conceito de sustentabilidade; Utilização de Produtos não testados em animais (Cruelty free) e de origem biológica (Bioprodutos); A agenda 2030 e os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS 9, 11, 14 e 15); Conselhos, Comitês e Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida nas Escolas- COM-VIDA; Criação de um formulário, por meio do Google Forms, com questões envolvendo as práticas de consumo de cada estudante e da escola em comparação às suas práticas sustentáveis. Construção coletiva de quadros comparativos sobre as práticas consumistas e as práticas sustentáveis. Produção de vídeos a partir de temáticas como a cultura do consumo, consumo consciente e sustentável dentro e fora da escola. Debates sobre possíveis soluções e planos de ação para combate ao consumismo e desperdício; Produção de campanha de conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente e consumo consciente. COM-VIDA - PORTARIA Nº 128, DE 14 DE FEVEREIRO DE 2023 - Portaria-no-128-2023- Implantacao-COMVidas- Versao-Final.pdf (educacao.ma.gov.br) Formando COM-VIDA Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola - formando_com_vida_ag enda21_na_escola.pdf (educacao.ma.gov.br) Bioindustria do futuro: bioprodutos - BIOINDUSTRIA do FUTURO: Bioprodutos - YouTube Ipea - Ipea - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável https://www.youtube.com/watch?v=MGXqMQURcLQ https://www.youtube.com/watch?v=MGXqMQURcLQ https://www.youtube.com/watch?v=MGXqMQURcLQ https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353 https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353 https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353 https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353 https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353 https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/revistaaugustus/article/view/682/353 https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/Portaria-no-128-2023-Implantacao-COMVidas-Versao-Final.pdfhttps://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/Portaria-no-128-2023-Implantacao-COMVidas-Versao-Final.pdf https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/Portaria-no-128-2023-Implantacao-COMVidas-Versao-Final.pdf https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/Portaria-no-128-2023-Implantacao-COMVidas-Versao-Final.pdf https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/formando_com_vida_agenda21_na_escola.pdf https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/formando_com_vida_agenda21_na_escola.pdf https://www.educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/formando_com_vida_agenda21_na_escola.pdf https://www.youtube.com/watch?v=5pwn916VpvI https://www.youtube.com/watch?v=5pwn916VpvI https://www.youtube.com/watch?v=5pwn916VpvI https://www.ipea.gov.br/ods/ https://www.ipea.gov.br/ods/ https://www.ipea.gov.br/ods/ 38 Dimensão Econômica Objetos de Conhecimento Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências Mercado de trabalho e as novas oportunidades de negócios Contexto histórico e avanços legislativos (leis trabalhistas, previdência social, Código de Defesa do Consumidor); Como se preparar para a indústria 4.0?; Startups, Microempreendedor Individual e novas formas de empreender; Trainees, digitais influencers, home office e flexibilizações de trabalho; Exibição de vídeos sobre Indústria 4.0, seus produtos e inovações propostas. Palestras e rodas de conversa com advogados sobre a importância das leis trabalhistas, previdência social e código do consumidor (CDC). Realização de palestras com convidados sobre Startups, Micro Empreendedor individual (MEI) e novas formas de empreender e novas profissões. Feiras de profissões; Visitas técnicas em universidades, empresas e indústrias. Google Primer - Como desenvolver um negócio - Cresça com o Google O que é a indústria 4.0 - Indústria 4.0: o que é, conceitos, fundamentos e seus impactos Características, vantagens, desvantagens e desafios da indústria 4.0 no mundo e Brasil - Indústria 4.0: o que é, consequências, impactos positivos e negativos [Guia Completo] - FIA O que é uma Startup - O que é uma startup? - Sebrae Características de uma Startup e como desenvolver uma - O que é uma startup? Definição, objetivos e como montar a sua! Relações Humanas e o trabalho em equipe Relações humanas e comunicação eficaz no trabalho; Trabalho em equipe (empatia, liderança, capacidade de resolução de problemas, escuta ativa, habilidades de comunicação, capacidade organizacional, flexibilidade, Aplicação de testes de aptidão acerca de habilidades pessoais e profissões. Rotação por estações com foco nas principais habilidades exigidas para o trabalho em equipe (Liderança, empatia, comunicação ativa, capacidade organizacional, responsabilidade, proatividade). Teste vocacional - Teste Vocacional – Educa Mais Brasil Teste vocacional “pravaler” - Faça o Teste Vocacional Online Grátis | PRAVALER Questionário sobre perfil profissional - Você sabe qual é o seu perfil profissional? Descubra neste teste vocacional https://cresca.withgoogle.com/intl/pt-br/ https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/industria-4-0/ https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/industria-4-0/ https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/industria-4-0/ https://fia.com.br/blog/industria-4-0/ https://fia.com.br/blog/industria-4-0/ https://fia.com.br/blog/industria-4-0/ https://fia.com.br/blog/industria-4-0/ https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-startup,6979b2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-startup,6979b2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-startup,6979b2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/o-que-e-startup/ https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/o-que-e-startup/ https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/o-que-e-startup/ https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/o-que-e-startup/ https://www.educamaisbrasil.com.br/teste/vocacional https://www.educamaisbrasil.com.br/teste/vocacional https://www.educamaisbrasil.com.br/teste/vocacional https://www.pravaler.com.br/testes/teste-vocacional-online-gratis/ https://www.pravaler.com.br/testes/teste-vocacional-online-gratis/ https://www.pravaler.com.br/testes/teste-vocacional-online-gratis/ https://www.becas-santander.com/pt_br/blog/teste-vocacional.html https://www.becas-santander.com/pt_br/blog/teste-vocacional.html https://www.becas-santander.com/pt_br/blog/teste-vocacional.html https://www.becas-santander.com/pt_br/blog/teste-vocacional.html 39 responsabilidade, motivação); Perfis de liderança no mercado de trabalho e sociedade. Debate e/ou palestras sobre a importância da comunicação clara para o mercado de trabalho. Importância do trabalho em equipe - Qual é a importância do trabalho em equipe para sua carreira? Habilidades importantes no mercado de trabalho - 14 habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho Chefia e liderança - Diferença entre líder e chefe: principais diferenças entre os dois papéis - FIA Importância da comunicação no mercado de trabalho - Importância da boa comunicação na empresa - Zoho Blog Importância da comunicação em startup - Comunicação no ambiente de trabalho: importância e ações https://ead.urcamp.edu.br/blog/importancia-do-trabalho-em-equipe https://ead.urcamp.edu.br/blog/importancia-do-trabalho-em-equipe https://ead.urcamp.edu.br/blog/importancia-do-trabalho-em-equipe https://ead.urcamp.edu.br/blog/importancia-do-trabalho-em-equipe https://www.roberthalf.com.br/blog/carreira/14-habilidades-mais-valorizadas-no-mercado-de-trabalho-rc https://www.roberthalf.com.br/blog/carreira/14-habilidades-mais-valorizadas-no-mercado-de-trabalho-rc https://www.roberthalf.com.br/blog/carreira/14-habilidades-mais-valorizadas-no-mercado-de-trabalho-rc https://fia.com.br/blog/chefe-e-lider/ https://fia.com.br/blog/chefe-e-lider/ https://fia.com.br/blog/chefe-e-lider/ https://fia.com.br/blog/chefe-e-lider/ https://www.zoho.com/blog/pt-br/workplace/importancia-da-boa-comunicacao-na-empresa.html https://www.zoho.com/blog/pt-br/workplace/importancia-da-boa-comunicacao-na-empresa.html https://www.zoho.com/blog/pt-br/workplace/importancia-da-boa-comunicacao-na-empresa.html https://www.comececomopedireito.com.br/blog/comunicacao-no-ambiente-de-trabalho/ https://www.comececomopedireito.com.br/blog/comunicacao-no-ambiente-de-trabalho/ https://www.comececomopedireito.com.br/blog/comunicacao-no-ambiente-de-trabalho/ 40 3.2 Organizador Curricular do Eixo de Intervenção Social (3ª Série) Dimensão Econômica Objetos de Conhecimento Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências Visibilidade Étnico- racial, Empoderamento Social e Protagonismo Movimentos sociais; Moda preta (oficina); Ambiência racial; Projeto de marketing étnico racial; Movimento feminista; Empobrecimento menstrual; Empoderamento trans; Movimento estudantil e empoderamento dos estudantes maranhenses (urbano, campo, quilombola, indígena); Grêmios, clubes; Projeto de intervenção na escola; Bullying (Automutilação e Suicídio); Projeto Interdisciplinar: produção de peças teatrais a partir do tema “Bullying (Automutilação e suicidio); Palestra com estudante protagonista membro do grêmio estudantil; Roda de conversa sobre a temática Empoderamento Social; Reprodução Integral ou parcial de documentários sobre Movimentos Sociais; Movimentos Sociais O que são movimentos sociais? | Politize! Bullying - O bem- sucedidométodo para acabar com o bullying nas escolas Ocupações Estudantis Ocupações Estudantis (2016) | Libreflix Sobre Vivências - Documentário LGTBQIA+ Sobre Vivências - Documentário LGBT Memória da 3ª idade; Protagonismo na terceira idade; Perigos do isolamento na terceira idade; Tecnologia e terceira idade; Leitura em grupo de capítulos do Estatuto do Idoso e debate sobre os principais problemas enfrentados na terceira idade. Visita a um asilo para a observação e posterior debate sobre Direito dos idosos; Estatuto do Idoso Estatuto do Idoso Depressão na terceira idade: https://www.youtube.co m/watch?v=DZPSzCa7n6 c Sexualidade na terceira idade Documentário: Sexualidade na terceira https://www.politize.com.br/movimentos-sociais/ https://www.politize.com.br/movimentos-sociais/ https://www.youtube.com/watch?v=kpOX2j4Ej0E https://www.youtube.com/watch?v=kpOX2j4Ej0E https://www.youtube.com/watch?v=kpOX2j4Ej0E https://www.youtube.com/watch?v=kpOX2j4Ej0E https://libreflix.org/i/ocupacoesestudantisporelesmesmos https://libreflix.org/i/ocupacoesestudantisporelesmesmos https://www.youtube.com/watch?v=3HpfRWEYVqM&t=30s https://www.youtube.com/watch?v=3HpfRWEYVqM&t=30s https://www.youtube.com/watch?v=3HpfRWEYVqM&t=30s https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estatuto_idoso_3edicao.pdf https://www.youtube.com/watch?v=DZPSzCa7n6c https://www.youtube.com/watch?v=DZPSzCa7n6c https://www.youtube.com/watch?v=DZPSzCa7n6c https://www.youtube.com/watch?v=681NUeZ09IM https://www.youtube.com/watch?v=681NUeZ09IM 41 Vida social na terceira idade Benefícios da vida social para um envelhecimento saudável; Fatores limitadores de convívio social na terceira idade; Problemas de saúde na terceira idade ocasionados pela falta de convívio social;responsabilidade, motivação); Mural de fotografias dos avós dos estudantes e contação de histórias em sala de aula; Projeto de intervenção a partir da coleta de materiais de higiene para doação em casa de apoio de idosos; Promoção de uma ação social (com atividades variadas) cujo público alvo será formado por pessoas de terceira idade. idade Tecnologia e terceira idade Tecnologia na terceira idade: risco ou benefício? | Aconchego Idosos Dimensão Política Objetos de Conhecimento Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências Políticas Públicas O que são políticas públicas? Quem faz? Para quem são destinadas ? Políticas Públicas Afirmativas e socioambientais; Políticas Públicas de Segurança e direitos humanos; Organizar visitas às instituições, orgãos públicos e secretarias que desenvolvam políticas públicas sobre Direitos Humanos; Visitação a portais virtuais para identificação de ações afirmativas que possam incentivar ações mobilizadoras sobre questões pontuais vividas na escola; Estudo prévio sobre os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) para incentivar a organização de ações de intervenção na escola; Portais virtuais sobre Direitos Humanos Instituto Vladimir Herzog https://www.rebedh.com.br / ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) Objetivos de Desenvolvimento Sustentável | As Nações Unidas no Brasil O que são e para que servem as políticas públicas - Políticas Públicas: entenda o que são, para que servem e veja exemplos Políticas públicas e suas definições e aplicações https://www.youtube.com/watch?v=681NUeZ09IM https://aconchegoidosos.com.br/blog/tecnologia-na-terceira-idade-risco-ou-beneficio/ https://aconchegoidosos.com.br/blog/tecnologia-na-terceira-idade-risco-ou-beneficio/ https://aconchegoidosos.com.br/blog/tecnologia-na-terceira-idade-risco-ou-beneficio/ https://aconchegoidosos.com.br/blog/tecnologia-na-terceira-idade-risco-ou-beneficio/ https://vladimirherzog.org/ https://vladimirherzog.org/ https://www.rebedh.com.br/ https://www.rebedh.com.br/ https://brasil.un.org/pt-br/sdgs https://brasil.un.org/pt-br/sdgs https://brasil.un.org/pt-br/sdgs https://brasil.un.org/pt-br/sdgs https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/ https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/ https://www.cnnbrasil.com.br/politica/politicas-publicas/ 42 Estudo de caso sobre a aplicação de políticas públicas na comunidade do espaço escolar; práticas - Políticas Públicas: o que são e para que servem? | Politize! Sociedade Civil Organização da Sociedade Civil (OSC) e seus integrantes; Setores da sociedade: Primeiro, Segundo e Terceiro; Terceiro Setor e organizações sem fins lucrativos; OEA - Organização dos estados americanos; Visita junto às Organizações do terceiro setor; Pesquisa de campo sobre possíveis ações da sociedade civil no espaço escolar e seu entorno; Seminário sobre os setores da sociedades; Exposição de importantes Organizações da sociedade civil existentes no Brasil e seu campo de atuação; O que é uma Organização da Sociedade Civil - Organização da Sociedade Civil: O que é, Tipos e Importância - FIA Setores da Sociedade - Conheça os três setores que compõem a nossa sociedade | Generation Brazil Terceiro setor da sociedade - Terceiro Setor. O terceiro setor da sociedade - Brasil Escola Terceiro setor da sociedade no Brasil - Terceiro setor: 4 pontos para entender | Politize! Organização dos Estados Americanos (OEA) - Organização dos Estados Americanos (OEA) - Brasil Escola Dimensão Ambiental Objetos de Conhecimento Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências Distribuição desigual dos recursos naturais; Acesso de grupos marginalizados à serviços ambientais essenciais; Rotação por estações sobre as consequências e os impactos das desigualdades socioambientais e possíveis soluções; Ipea - Ipea - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável Grandes projetos e conflitos socioambientais na Amazônia o uso desigual dos recursos naturais como causa? https://www.politize.com.br/politicas-publicas/ https://www.politize.com.br/politicas-publicas/ https://www.politize.com.br/politicas-publicas/ https://fia.com.br/blog/organizacao-da-sociedade-civil/ https://fia.com.br/blog/organizacao-da-sociedade-civil/ https://fia.com.br/blog/organizacao-da-sociedade-civil/ https://brazil.generation.org/2022/06/24/conheca-os-tres-setores-que-compoem-a-nossa-sociedade/ https://brazil.generation.org/2022/06/24/conheca-os-tres-setores-que-compoem-a-nossa-sociedade/ https://brazil.generation.org/2022/06/24/conheca-os-tres-setores-que-compoem-a-nossa-sociedade/ https://brasilescola.uol.com.br/geografia/terceiro-setor.htm https://brasilescola.uol.com.br/geografia/terceiro-setor.htm https://brasilescola.uol.com.br/geografia/terceiro-setor.htm https://www.politize.com.br/terceiro-setor-o-que-e/ https://www.politize.com.br/terceiro-setor-o-que-e/ https://www.politize.com.br/terceiro-setor-o-que-e/ https://brasilescola.uol.com.br/geografia/oea.htm https://brasilescola.uol.com.br/geografia/oea.htm https://brasilescola.uol.com.br/geografia/oea.htm https://www.ipea.gov.br/ods/ https://www.ipea.gov.br/ods/ 43 Fatores que influenciam as desigualdades socioambientais Situação de comunidades afetadas por poluentes industriais e projetos de infraestrutura; A agenda 2030 e os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS 2, 3, 6, 7 e 10); Pesquisa de campo nas comunidades em torno da escola para análise de problemas socioambientais como condições de moradia, trabalho, assistência médica, educação e meio ambiente; Confecção de um Projeto/Plano de ação de como a comunidade escolar poderia contribuir com a diminuição das desigualdades socioambientais na escola, na comunidade e na cidade; Relatório sobre os resultados obtidos com as ações propostas no projeto paradiminuição das desigualdades socioambientais. 221111067.pdf (editoracientifica.com.br) Fundação Nacional dos Povos Indígenas - O Brasil Indígena (IBGE) — Fundação Nacional dos Povos Indígenas (www.gov.br) Conflitos, mobilizações e participação institucionalizada: a relação entre a sociedade civil e a construção de grandes obras de infraestrutura. - td_2231.pdf (ipea.gov.br) Consumo, Práticas e Produção Sustentável Os 10 R’s da sustentabilidade (recusar, repensar, reduzir, reutilizar, reparar, recondicionar, remanufaturar, relocar, reciclar e recuperar).; Os transportes alternativos/limpos e fontes de energias renováveis; Economia de água nas cidades e sua utilização na agropecuária; ODS como guia para as práticas ESG (do inglês Environmental, Social and Governance); Roda de conversa sobre as aplicações viáveis e não viáveis dos 10 R´s; Pesquisa sobre ações das empresas/corporações/in stituições que trabalham com o conceito ESG (sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa); Plano de ação com práticas ligadas à ESG que podem ser aplicadas dentro da escola; Produção de podcasts ou de videocast abordando possíveis soluções sustentáveis para os impactos ambientais que Ipea - Ipea - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ESG: o que muda no mundo dos negócios? - ESG: O Que Muda No Mundo Dos Negócios? | Marta Camila Carneiro | TEDxCarioba - YouTube Como a economia circular pode ajudar as empresas a reduzir consumo de água. - cnn (usp.br) Os 10 R´s da sustentabilidade dos plásticos - Os 10 R's da SUSTENTABILIDADE dos plásticos | UP - Universo Plástico https://downloads.editoracientifica.com.br/articles/221111067.pdf https://downloads.editoracientifica.com.br/articles/221111067.pdf https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/o-brasil-indigena-ibge-1 https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/o-brasil-indigena-ibge-1 https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/o-brasil-indigena-ibge-1 https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/o-brasil-indigena-ibge-1 http://www.gov.br/ http://www.gov.br/ https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7159/1/td_2231.pdf https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7159/1/td_2231.pdf https://www.ipea.gov.br/ods/ https://www.ipea.gov.br/ods/ https://www.youtube.com/watch?v=AgHVCxmTcuk https://www.youtube.com/watch?v=AgHVCxmTcuk https://www.youtube.com/watch?v=AgHVCxmTcuk https://www.youtube.com/watch?v=AgHVCxmTcuk https://www.youtube.com/watch?v=AgHVCxmTcuk http://repositorio.eesc.usp.br/server/api/core/bitstreams/ea88f25e-e6e9-40ba-b82d-749627143ffd/content https://www.youtube.com/watch?v=zkkjyIaOvyI https://www.youtube.com/watch?v=zkkjyIaOvyI https://www.youtube.com/watch?v=zkkjyIaOvyI https://www.youtube.com/watch?v=zkkjyIaOvyI 44 acontecem dentro e ao redor da escola; Dimensão Econômica Objetos de Conhecimento Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências Trabalho Voluntário Concepções sobre o trabalho voluntário; Lei 9.608 que trata do serviço voluntário no Brasil; Tipos de trabalho voluntário (ONGs, animais e meio ambiente, em troca de hospedagem, ensino de habilidades); Trabalho voluntário e currículo; Trabalho voluntário vs mercado de trabalho; Roda de conversa sobre a temática do trabalho voluntário; Exposição sobre as formas existentes de trabalho voluntário; Visita a ONG´s e organizações voltadas para o trabalho assistencial e voluntário (orfanatos, hospitais, associações comunitárias). Criação e execução de projeto e ação de trabalho voluntário no ambiente e/ou comunidade escolar, ONG´s e entidades voltadas ao trabalho assistencial; Debate sobre o trabalho voluntário como meio de aplicação de habilidades exigidas no mercado de trabalho; Importância do trabalho voluntário - Importância do trabalho voluntário: saiba mais sobre essa prática O que são ONG ́s e sua importância - ONGs: o que são e por que são importantes? » NAAÇÃO Relação entre o trabalho voluntário e mercado de trabalho - Entenda a relação entre trabalho voluntário e carreira profissional Trabalho voluntário no currículo - Como adicionar um trabalho voluntário ao seu currículo - Blog de recrutamento e seleção da Reachr Saúde e segurança ambiental no Brasil; Visita técnica em indústrias e empresas com foco na prevenção de acidentes de trabalho; Segurança no trabalho - Segurança e Saúde no Trabalho: tudo sobre as https://exchangedobem.com/beneficios-do-trabalho-voluntario/ https://exchangedobem.com/beneficios-do-trabalho-voluntario/ https://exchangedobem.com/beneficios-do-trabalho-voluntario/ https://naacao.com.br/ongs-o-que-sao-e-por-que-sao-importantes/ https://naacao.com.br/ongs-o-que-sao-e-por-que-sao-importantes/ https://naacao.com.br/ongs-o-que-sao-e-por-que-sao-importantes/ https://blog.unyleya.edu.br/insights-confiaveis/entenda-a-relacao-entre-trabalho-voluntario-e-carreira-profissional/ https://blog.unyleya.edu.br/insights-confiaveis/entenda-a-relacao-entre-trabalho-voluntario-e-carreira-profissional/ https://blog.unyleya.edu.br/insights-confiaveis/entenda-a-relacao-entre-trabalho-voluntario-e-carreira-profissional/ https://blog.reachr.com.br/trabalho-voluntario-no-curriculo-faz-diferenca/ https://blog.reachr.com.br/trabalho-voluntario-no-curriculo-faz-diferenca/ https://blog.reachr.com.br/trabalho-voluntario-no-curriculo-faz-diferenca/ https://blog.reachr.com.br/trabalho-voluntario-no-curriculo-faz-diferenca/ https://blog.reachr.com.br/trabalho-voluntario-no-curriculo-faz-diferenca/ https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/seguranca-saude-trabalho/ https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/seguranca-saude-trabalho/ 45 Saúde e Segurança no Trabalho Riscos ocupacionais (Ambientais, ergonômicos, acidentes, biológicos, físico, químico); Equipamentos de proteção coletiva e individual.; Acidente de trabalho; Segurança e saúde no trabalho 4.0; Lei 6.514 – Consolidações das Leis do Trabalho, relativo à segurança no trabalho e dá outras providências; Saúde mental dos trabalhadores; Exposição sobre os principais acidentes de trabalho registrados no Brasil junto ao ministério do trabalho e suas soluções; Palestra com profissionais da área de segurança do trabalho sobre a importância da temática para o trabalhador e para as empresas; Palestra com médicos e psicólogos sobre a importância da saúde mental dos trabalhadores; normas e leis - Portal da Indústria Principais riscos operacionais e siglas - Riscos Ocupacionais: conheça os principais - Segurança tem Futuro Prevenção de acidentes de trabalho - Prevenção de acidentes: 11 dicas de Segurança do Trabalho Importância dos EPI´s na saúde e segurança no trabalho (SST) - EPI: o que é, como utilizar e por que é tão importante Importância da saúde mental no ambiente de trabalho - Qual a importância da saúde mental no trabalho? Síndrome de Burnout - Síndrome de Burnout — Ministério da Saúde https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/seguranca-saude-trabalho/ https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/seguranca-saude-trabalho/ https://segurancatemfuturo.com.br/index.php/2021/09/06/riscos-ocupacionais/ https://segurancatemfuturo.com.br/index.php/2021/09/06/riscos-ocupacionais/ https://segurancatemfuturo.com.br/index.php/2021/09/06/riscos-ocupacionais/ https://segurancatemfuturo.com.br/index.php/2021/09/06/riscos-ocupacionais/ https://blog-pt.checklistfacil.com/prevencao-de-acidentes/ https://blog-pt.checklistfacil.com/prevencao-de-acidentes/ https://blog-pt.checklistfacil.com/prevencao-de-acidentes/https://blog-pt.checklistfacil.com/epi/ https://blog-pt.checklistfacil.com/epi/ https://blog-pt.checklistfacil.com/epi/ https://blog.flashapp.com.br/qual-a-importancia-da-saude-mental-no-ambiente-de-trabalho https://blog.flashapp.com.br/qual-a-importancia-da-saude-mental-no-ambiente-de-trabalho https://blog.flashapp.com.br/qual-a-importancia-da-saude-mental-no-ambiente-de-trabalho https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout 46 4 O ENSINO E A APRENDIZAGEM EM CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO Na atual configuração do Ensino Médio, é importante que o professor assuma um papel de mediador do processo de ensino e aprendizagem, na medida em que ele cria um ambiente de aprendizagem participativo e colaborativo a partir de estratégias pedagógicas que possibilitem aos estudantes se envolverem ativamente no processo de construção do conhecimento. Enquanto facilitador do processo de aprendizagem, o caderno deve desempenhar o papel de curador e de orientador: “Curador, que escolhe o que é relevante entre tanta informação disponível e ajuda a que os alunos encontrem sentido no mosaico de materiais e atividades disponíveis. Curador, no sentido também de cuidador: ele cuida de cada um, dá apoio, acolhe, estimula, valoriza, orienta e inspira. Orienta a classe, os grupos e a cada aluno. Ele tem que ser competente intelectualmente, afetivamente e gerencialmente (gestor de aprendizagens múltiplas e complexas) ”. (MORÁN, 2015, p.24) Em Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, essa função ganha ainda mais a singularidade da ação mediadora, uma vez que o componente exige que a escola funcione como um local que cria as condições, espaços e oportunidades para que o estudante se veja participando ativamente da vida em seus distintos âmbitos. Esse é o tipo de sujeito que espera-se ajudar a compreender o mundo, a se situar o ambiente em que está inserido, compreendendo as com suas diferentes nuances e perspectivas de uma convívio social: indivíduos que não se percebam alheios, indiferentes e impotentes diante das problemáticas sociais que os cercam, o que reforça a necessidade e a importância dos educadores criarem as mais variadas estratégias pedagógicas para que os estudantes construam e vivam essa identidade corresponsável e empreendedora. Um grande avanço no ensino médio brasileiro que auxilia nesse processo formativo são os "eixos estruturantes", que foram instituídos a partir da sintetização das Competências Gerais da BNCC, para direcionarem os procedimentos metodológicos da parte diversificada, garantindo o desenvolvimento de habilidades específicas relacionadas ao pensar e fazer científico, criativo, voltadas para a convivência e atuação sociocultural e habilidades relacionadas ao autoconhecimento, empreendedorismo social e Projeto de Vida. Dessa forma, os eixos estruturantes de Investigação Científica, Processos Criativos, Mediação e Intervenção Sociocultural e Empreendedorismo devem nortear os procedimentos 47 metodológicos que o docente irá desenvolver nas aulas de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, a fim de garantir aos estudantes diferentes situações de aprendizagem em torno das áreas de conhecimento e oportunizar aos mesmos a possibilidade de mobilizar competências e habilidades em torno de problemáticas e temas oriundas dos objetos de conhecimento propostos para cada eixo temático e em suas respectivas dimensões. Figura 6 - Eixos Estruturantes BNCC Fonte: Elaborado por Cardozo (2023), a partir da ferramenta Canva. O que espera-se que o(a) docente compreenda e vivencie em suas aulas é que a aplicação de habilidades investigativas, criativas, empreendedoras e de mediação social e cultural por parte dos estudantes, diante das problemáticas que ele(a) irá propor e construir juntamente com eles, possibilitará na construção de sujeitos críticos, autônomos, empreendedores sociais, ativos e participativos da vida em sociedade. 4.1 Plano de Atividade Docente Para auxiliar na elaboração do Plano de Atividade Docente - PAD, foram elaboradas e sugeridas algumas etapas e perguntas norteadoras para o planejamento e condução do processo de ensino-aprendizagem: 48 a) Delimitação dos conteúdos sugeridos com base em objetivos claros É de grande relevância no componente de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo que o professor tenha clareza dos saberes que os estudantes devem adquirir e construir em cada ação proposta. Para tanto, poderá orientar-se em perguntas como: o O que esses estudantes precisam aprender sobre esse tema/conteúdo? o Dentre as sugestões de conteúdo, o que é mais significativo e estruturante para que os estudantes aprendam? O que é mais importante trabalhar nesse período? o Como trabalhar esse conteúdo para que sejam mobilizados saberes mais próximos da realidade dos seus estudantes? o Quais conteúdos o professor pode propor, além dos sugeridos, para ampliar a aprendizagem? b) Problematização No processo de ensino e aprendizagem de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo é fundamental que o professor, no andamento das aulas, apresente aos estudantes problemáticas oriundas dos conteúdos, para que competências e habilidades adquiridas na formação geral básica sejam mobilizadas no intuito de promoverem a participação e/ou intervenção social. Para direcionar a elaboração da problematização, algumas indagações podem se fazer pertinentes: o Quais fatores, aspectos ou fenômenos relacionados a essa problemática fazem parte da realidade dos estudantes? o Quais práticas pedagógicas e recursos o professor pode utilizar para provocar a curiosidade dos estudantes face ao tema que será abordado? o Quais objetivos específicos do eixo temático o professor espera desenvolver junto aos seus estudantes a partir desta problemática? c) Desenvolvendo a aula/ Procedimentos Metodológicos Uma vez explorados os saberes prévios dos estudantes e problematizadas as questões em torno do conteúdo, caberá fazer o levantamento de quais atividades podem ser elaboradas a partir das perguntas: o Que atividades podem ser organizadas para ampliar, aprofundar, reforçar e/ou modificar os conhecimentos iniciais? o Qual (Quais) metodologia (s) utilizar para que o aluno aja de maneira participativa e autônoma? 49 o Quais experiências práticas, em torno das problemáticas sugeridas, posso propor para que os estudantes mobilizem competências e habilidades? o Quais procedimentos diversificados de aprendizagem ativa podem ser propostos para que o conteúdo seja abordado de maneira atrativa e significativa? o Quais recursos precisam ser utilizados para o desenvolvimento dessa metodologia? Eles são viáveis? d) Processos Avaliativos O processo avaliativo é uma estratégia imprescindível, pela qual o docente buscará meios (formas e instrumentos) para refletir sobre o alcance dos objetivos propostos para cada eixo temático e, consequentemente, possibilita atribuir uma nota para registrar a evolução do desempenho do estudante, considerando as atividades propostas. De acordo com o Caderno de Gestão Pedagógica: [...] a Avaliação Formativa deve ganhar destaque, devendo ser tratada como avaliação PARA A APRENDIZAGEM e não somente AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM, uma vez que, por meio da Avaliação Formativa, é possível avaliar o alcance de todos os objetivos de aprendizagem da ação pedagógica proposta. Para cumprir seu papel pedagógico, a Avaliação Formativa deve ser executada em três etapas: primeira, compreender os objetivos de aprendizagem, isto é, onde o estudante deve chegar; segunda, selecionar os instrumentos adequados e desenvolver atividades que forneçam evidências sobre o estágio de aprendizagem em que o estudante se encontra; e, terceira, fornecerdevolutivas que propiciem o progresso de cada estudante. (MARANHÃO, 2023, p.22) Sendo assim, formas avaliativas como autoavaliação, seminários, experimentos, pesquisas, produções textuais, elaboração de projetos, produções de campanhas de participação e intervenção social, dentre outros, podem ser importantes instrumentos avaliativos no componente curricular. Além disso, a avaliação diagnóstica é essencial para a verificação do conhecimento prévio dos estudantes e posterior planejamento. A capacidade de tomar iniciativa e de liderar, propor projetos sobre situações incidentes na escola, ter empatia e confiança para com seus pares, participar nos espaços auto-organizados, deliberativos e movimentos da escola como grêmios estudantis ou COM- VIDA, etc., podem ser utilizadas como estratégias nos processos avaliativos. SE LIGA!! Depois de ter visto toda a dinâmica e importância do componente de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, é importante observar como se dá a 50 construção do Plano de Atividade Docente nos dois Eixos Temáticos (Participação Social e Intervenção Social). Por isso, trouxemos no caderno dois modelos de PAD’s para você: o PAD Bimestral do Eixo de Participação Social, dimensão ambiental com os 02 objetos de conhecimento; o PAD Bimestral do Eixo de Intervenção Social, dimensão econômica com apenas 01 objeto de conhecimento. Ressaltamos que este caderno de orientações não tem como objetivo apresentar sequências didáticas para cada objeto de conhecimento do componente, tendo em vista que as formas como eles serão trabalhadas dependerá da realidade na qual os estudantes estão inseridos. Nos modelos de PAD abaixo, é interessante notar como os Eixos Estruturantes nortearam os procedimentos metodológicos, a fim de que os estudantes tenham a oportunidade de aplicarem competências e habilidades diante de problemáticas e temáticas oriundas dos objetos de conhecimento. Esse é o exercício necessário para atingir o objetivo formativo principal deste componente, que é a de ajudar na formação de sujeitos mais responsáveis e empreendedores sociais. Então aí vamos nós! 51 Modelo de PAD Bimestral do Eixo de Participação Social, com foco na Dimensão Ambiental, sendo trabalhados os dois objetos de conhecimento Escola: CE Estado do Maranhão Ano/série: 2ª série Turma: 200 Período: 3º Professor: Maria Luiza Data: 03/08 – 15/10 Eixo Temático: Participação Social Dimensão: Ambiental Objeto de Conhecimento: - Impactos Socioambientais causados pela ação humana; - Gestão Sustentável e uso eficiente dos recursos naturais Conteúdos o Crescimento populacional e influência da indústria/tecnologia na produção excessiva de bens e consumo. o Utilização de Produtos não testados em animais (Cruelty free) e de origem biológica (Bioprodutos). o Objetivos de desenvolvimento sustentáveis (ODS) 9: Indústria, Inovação e Infraestrutura. o ODS 11: Cidades e comunidades sustentáveis. Procedimentos metodológicos 1 - Apresentação de situações problema sobre crescimento populacional e sua relação com os impactos ambientais: será abordado com os estudantes os diversos tipos de problemas socioambientais e, a partir desse ponto, será discutida a correlação dessas problemáticas com o crescimento populacional desordenado e com a produção excessiva de bens e consumo. 2 - Pesquisa Científica através de levantamento de artigos científicos sobre ações sustentáveis: os estudantes farão um levantamento bibliográfico sobre teorias demográficas, impactos socioambientais, práticas sustentáveis e ODS com o objetivo de terem embasamento para a construção do formulário e quadro propostos no procedimento 04 e 05. 3 – Discussão sobre as práticas ambientais na escola e na comunidade: após a discussão sobre os principais impactos socioambientais, os estudantes serão levados a analisar as práticas da escola e da comunidade que favorecem ou que minimizem essas problemáticas. Serão discutidas possíveis práticas relacionadas ao uso de materiais, produtos, consumos e a situação ambiental do entorno da escola a partir do aspecto ambiental e social. 4 – Aplicação de formulário sobre as práticas de consumo na rotina: os estudantes criarão, através do Google Forms, um formulário com questões objetivas sobre ações de suas rotinas voltadas para o consumo de água, consumo de energia, consumo de plástico, transportes utilizados, combustíveis, 52 alimentação, produtos tecnológicos, utilização de bioprodutos e produtos não testados em animais, materiais sustentáveis, entre outros, a depender da criatividade dos estudantes, para ser respondido pelos mesmos e também profissionais da escola. 5 – Criação de um quadro comparativo sobre práticas de consumo e práticas sustentáveis na rotina: os estudantes serão divididos em grupos e organizarão quadros comparativos sobre ações que possuem impactos socioambientais negativos versus práticas sustentáveis dentro de suas rotinas. 6 – Criação de um vídeo sobre as práticas de consumo listadas no quadro comparativo e ações sustentáveis dentro e fora da escola: a partir do quadro comparativo, os estudantes elaborarão um vídeo ou videocast sobre os impactos positivos e negativos que suas práticas diárias podem acarretar ao meio ambiente e à sociedade. Além disso, discutirão possíveis planos de ação que diminuam os impactos negativos do consumo, envolvendo os ODS. 7 – Culminância na Feira de Ciências da escola com apresentações dos vídeos: os grupos apresentarão os vídeos/vídeocasts na Feira de Ciências para a comunidade escolar e discutirão as possíveis ações sustentáveis que poderão contribuir com a diminuição dos impactos ambientais dentro e fora da escola. Procedimentos Avaliativos 1 – Participação nas relações das situações problema; 2 – Produção textual sobre os assuntos do levantamento bibliográfico; 3 – Criação do formulário, análise dos resultados para compilação dos dados e organização do quadro comparativo; 4 – Criação do vídeo e apresentação das ações na Feira de Ciências. Veja como estruturamos o PAD tendo como base os Eixos Estruturantes: 1 - Apresentação de situações problema sobre crescimento populacional e sua relação com os impactos ambientais: será abordado com os estudantes os diversos tipos de problemas socioambientais e, a partir deste ponto, será discutido a correlação dessas problemáticas com o crescimento populacional desordenado e com a produção excessiva de bens e consumo. O procedimento 01 foi estabelecido com base no Eixo de Mediação e Intervenção Sociocultural. Ao reconhecerem problemas socioambientais, espera-se que as reflexões em torno da temática contribuam para o desenvolvimento de valores importantes que resultarão em tomadas de decisões conscientes face à problemática. Nesse sentido, os estudantes estarão evidenciando a habilidade EMIFCG07 “Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis.” 2 – Pesquisa Científica através de levantamento de artigos científicos sobre ações sustentáveis: os estudantes farão um levantamento bibliográfico sobre teorias demográficas, impactos socioambientais, práticas sustentáveis e ODS com o objetivo de terem 53 embasamento para a construção do formulário e do quadro propostos no procedimento 04 e 05. As habilidades de pesquisa são fundamentais no processo de construção do conhecimento e para incentivar os estudantes a criarem hipóteses e proporem soluções para problemas oriundos da temática. No procedimento 02 do PAD, o levantamento bibliográfico necessário para os procedimentos subsequentes visa colocar em prática a habilidade EMIFCG03 “Utilizar informações, conhecimentos e ideaisresultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. ” 3 - Discussão sobre as práticas ambientais na escola e na comunidade: após a discussão e levantamento bibliográfico, os estudantes serão levados a analisar as práticas da escola e da comunidade que favorecem ou que minimizem os impactos socioambientais. Serão discutidas possíveis práticas relacionadas ao uso de materiais, produtos, consumos e a situação ambiental do entorno da escola a partir do aspecto ambiental e social. A análise da realidade em que estão inseridos é o ponto inicial para a elaboração e efetivação de ações de mediação e intervenção. Nesse sentido, o procedimento 03 visa o exercício da habilidade EMIFCG09 “Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsailizando-se pela realização de ações e projetos voltados para o bem comum.” O procedimento em questão, que se dá a nível local (ambiente escolar), oferece os dados necessários para a elaboração do quadro sugerido no procedimento 05, que configura-se como um projeto voltado para o bem comum. 4 – Aplicação de formulário sobre as práticas de consumo na rotina: os estudantes criarão, através do Google Forms, um formulário com questões objetivas sobre ações de sua rotina voltadas para o consumo de água, consumo de energia, consumo de plástico, transportes utilizados, combustíveis, alimentação, produtos tecnológicos, utilização de bioprodutos e produtos não testados em animais, materiais sustentáveis, entre outros, a depender da criatividade dos estudantes, para ser respondido pelos mesmos e demais profissionais da escola. Aqui o eixo de Investigação Científica se faz presente por meio de coleta de dados quantitativos e qualitativos, possibilitando o exercício da habilidade EMIFCG01 “Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.” 5 – Criação de um quadro comparativo sobre práticas de consumo e práticas sustentáveis na rotina: os estudantes serão divididos em grupos e organizarão quadros comparativos sobre 54 ações que possuem impactos socioambientais negativos versus práticas sustentáveis dentro de suas rotinas. A atividade do quadro comparativo segue alinhada com o Eixo de Mediação e Intervenção Sociocultural e visa a aplicação da habilidade EMIFCG09, pois propicia um processo de reflexão capaz de mobilizar ações que possam promover a minimização ou mesmo a solução dos problemas evidenciados no quadro. 6 – Criação de um vídeo sobre as práticas de consumo listadas no quadro comparativo e ações sustentáveis dentro e fora da escola: a partir do quadro comparativo, os estudantes elaborarão um vídeo ou videocast sobre os impactos positivos e negativos que suas práticas diárias podem acarretar ao meio ambiente e sociedade. Além disso, discutirão possíveis planos de ação que possam diminuir os impactos negativos do consumo, envolvendo os ODS. O procedimento 06 foi elaborado com objetivo dos estudantes colocarem em prática a habilidade EMIFCG06 “Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos.” Esta habilidade, vinculada ao Eixo de Processos Criativos, é praticada com a criação do vídeo, que será difundido na etapa seguinte, alcançando e comunicando para a escola e para a comunidade o tema em questão. 7 – Culminância na Feira de Ciências da escola com apresentações dos vídeos: os grupos apresentarão os vídeos/videocasts na Feira de Ciências para a comunidade escolar e discutirão as possíveis ações sustentáveis que poderão contribuir com a diminuição dos impactos ambientais dentro e fora da escola. A organização e execução da Feira de Ciências, como culminância para todas as atividades propostas, está ancorada no Eixo de Empreendedorismo, com foco na habilidade EMIFCG11 “Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo, para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com foco, persistência e efetividade.” Vale destacar que tais habilidades do empreendedorismo podem ser exercidas em projetos de empreendedorismo social, que por sua vez, é um dos objetivos formativos do componente de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo. A discussão de ações sustentáveis na Feira de Ciências também está intimamente ligada com as habilidades do Eixo de Mediação e Intervenção Sociocultural, o que propicia aos 55 estudantes a vivência e a formação de valores que os tornam cada vez mais corresponsáveis com problemas que afetam suas realidades. Com esse modelo de PAD bimestral com 02 objetos de conhecimento pretendemos, além de criar as condições para que os estudantes apliquem as habilidades dos eixos, propiciar o desenvolvimento de valores formativos em torno de alguns dos objetivos específicos do Eixo de Participação Social, a saber: ● Contribuir com a construção de uma sociedade igualitária e com responsabilidade social; ● Incentivar ações nas principais exigências da sociedade de seu tempo; ● Ampliar e fortalecer a participação de modo efetivo, individual e coletivamente em ações que valorizem causas sociais; ● Praticar o consumo consciente. Aproximar os estudantes de questões envolvendo impactos ambientais, com atividades propositivas que levam a debates e ações dentro da escola, contribuem para que eles se engajem em pautas que são exigências importantes para o tempo deles e, nesse processo, esperamos que eles desenvolvam de forma individual e coletiva valores ligados à responsabilidade social. Modelo de PAD Bimestral do Eixo de Intervenção Social, com foco na Dimensão Econômica, sendo trabalhado apenas um objeto de conhecimento. Escola: C.E Guanabara da Ilha Ano/série: 3° Turma: 301 Período: 1° Professor: Luís Fábio Marques Data: 29.01 a 15.04 Eixo Temático: Intervenção social Dimensão: Econômica Objeto de Conhecimento Trabalho voluntário Conteúdos 56 o Concepções sobre o trabalho voluntário; o Lei 9.608 que trata do serviço voluntário; o Tipos de trabalho voluntário (ONGs, animais e meio ambiente, em troca de hospedagem, ensino de habilidades); o Trabalho voluntário e currículo; o Trabalho voluntário vs mercado de trabalho; Procedimentos metodológicos 1 - Roda de conversa sobre a temática do trabalho voluntário – Por meio da roda de conversa, incentivar os estudantes a compartilharem sua concepção sobre o que é o trabalho voluntário, sua importância para a sociedade e para sua formação cidadã, se conhecem, participam ou já participaram de algum projeto voluntário e se enxergam o espaço escolar como um ambiente suscetível a tais práticas. 2 - Exposição sobre as formas existentes de trabalho voluntário – Expor, por meio de textos, vídeos, imagens, palestras com convidados e/ou estudantes que participam de ações voluntárias, as diferentes formas de trabalho voluntário, com objetivo de estruturar as concepções sobre o tema, como o mesmo é executado e financiado, e os impactos que geram nos ambientes onde ocorrem. 3 - Visita a ONG´s e organizações voltadas para o trabalho assistencial e voluntário (orfanatos, hospitais, associações comunitárias). – Levar os estudantes para conhecerem ações voluntárias dentro da própria comunidade e propor aos mesmos a identificação de possíveis espaços dentro ou fora do ambiente escolar que podem ser alvo de ação voluntária. 4 - Criação e execução de projeto de ação de trabalho voluntário no ambiente e/ou comunidade escolar, ONG´s e entidadesvoltadas ao trabalho assistencial – Definido o espaço da ação voluntária pelos estudantes, os mesmos, com a mediação do professor, irão definir ações, funções e etapas de execução da proposta de intervenção social e as colocarão em prática dentro dos prazos e critérios estabelecidos. 5 – Entrega do produto do trabalho voluntário à comunidade – Após o planejamento e a efetiva execução da ação voluntária, os estudantes apresentarão os respectivos resultados para a comunidade com objetivo de evidenciar o impacto social naquele espaço. 5 6- Relato de experiência sobre o trabalho voluntário como meio de aplicação de habilidades exigidas no mercado de trabalho – Conversa com os estudantes sobre a percepção dos mesmos acerca das habilidades exigidas durante a ação voluntária (liderança, trabalho em equipe, comunicação, empatia, planejamento, criatividade), e a importância das mesmas para concretização do produto e para formação cidadã, individual e coletiva. 57 Procedimentos Avaliativos 1 - Elaboração de relatórios referentes à visita; 2 - Trabalho em grupo sobre identificação de possíveis intervenções no espaço escolar ou comunidade a partir de ações voluntárias; 3 - Apresentação e entrega do produto da ação voluntária proposta (ambiente escolar, comunidade); 4 – Avaliação do desempenho coletivo (trabalho em equipe, liderança, comunicação, organização das tarefas, envolvimento e participação). Os Eixos Estruturantes também nortearam os procedimentos metodológicos desse segundo modelo de PAD. Veja: 1-Roda de conversa sobre a temática do trabalho voluntário – Por meio da roda de conversa incentivar os estudantes a compartilharem sua concepção sobre o que é o trabalho voluntário, sua importância para a sociedade e para sua formação cidadã, se conhecem, participam ou já participaram de algum projeto voluntário e se enxergam o espaço escolar como um ambiente suscetível a tais práticas. Alicerçados no Eixo de Investigação Científica, a proposição de uma roda de conversa inicial para apresentação do objeto de conhecimento é um exercício preliminar da habilidade EMIFCG01 “Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais”. Aqui a identificação de dados e fatos sobre o trabalho voluntário na roda de conversa, por parte dos estudantes, é fundamental para a apropriação do tema e aproximação com as demais atividades subsequentes. 2 - Exposição sobre as formas existentes de trabalho voluntário - Expor por meio de textos, vídeos, imagens, palestras com convidados ou estudantes que participam de ações voluntárias, as diferentes formas de trabalho voluntário, com objetivo de estruturar as concepções sobre o tema, como o mesmo é executado e financiado, e os impactos que geram nos ambientes onde ocorrem. O procedimento metodológico 02 foi proposto com base no eixo estruturante de Investigação Científica, tendo como foco a aplicação da habilidade EMIFCG01 "Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive o apoio de tecnologias digitais". O estudante deverá identificar, selecionar, processar e analisar dados referentes ao Trabalho Voluntário para se apropriar e construir suas concepções a respeito do tema. 3 - Visita a ONG´s e organizações voltadas para o trabalho assistencial e voluntário (orfanatos, hospitais, associações comunitárias) – Levar os estudantes para conhecerem 58 ações voluntárias dentro da própria comunidade e propor aos mesmos a identificação de possíveis espaços dentro ou fora do ambiente escolar que podem ser alvo de ação voluntária. O procedimento metodológico 03 está ancorado na Investigação Científica com objetivo de proporcionar aos estudantes a oportunidade da aplicação da habilidade EMIFCG03 "Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigação científica para criar ou propor soluções para problemas diversos". Note que esse procedimento metodológico traz consigo uma problematização necessária para que se possa viabilizar ações corresponsáveis e empreendedoras sociais por parte dos estudantes. A ideia com esse procedimento metodológico é que os estudantes utilizem as informações e conhecimentos oriundos da visita a um espaço de trabalho voluntário para subsidiar a estruturação da ação voluntária que será idealizada e efetivada por eles. 4 - Criação e execução de projeto e ação de trabalho voluntário no ambiente e/ou comunidade escolar, ONG´s e entidades voltadas ao trabalho assistencial – Definido o espaço da ação voluntária escolhido pelos estudantes, os mesmos, com a mediação do professor, irão definir funções, ações e etapas de execução da proposta de intervenção social e a colocarão em prática dentro dos prazos e critérios estabelecidos No procedimento metodológico 04 há proposições baseadas nos Eixos de Mediação e Intervenção Sociocultural e Empreendedorismo. Ao estruturarem a ação voluntária, os estudantes têm a oportunidade de pôr em prática a habilidade EMIFCG09 do Eixo de Mediação e Intervenção Sociocultural "Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela realização de ações e projetos voltados ao bem comum.” No quesito empreendedorismo o projeto de ação voluntária propiciará a aplicação da habilidade EMIFCG11 "Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com foco, persistência e efetividade." Tal habilidade pode ser empregada em ações de empreendedorismo social. 5 – Entrega do produto do trabalho voluntário à comunidade – Após o planejamento e a efetiva execução da ação voluntária, os estudantes apresentarão o produto final para comunidade com objetivo de evidenciar o impacto social naquele espaço. Esse procedimento também foi proposto com base nas habilidades EMIFCG09 e EMIFCG11 respectivamente dos eixos de Mediação e Intervenção Sociocultural e Empreendedorismo. 6 - Relato de experiência sobre o trabalho voluntário como meio de aplicação de habilidades exigidas no mercado de trabalho – Conversa com os estudantes sobre a percepção dos mesmos acerca das habilidades exigidas durante a ação voluntária (liderança, trabalho em equipe, comunicação, empatia, planejamento, criatividade), e a importância das mesmas para concretização do produto e para formação cidadã, individual e coletiva. 59 O último procedimento sugerido foi estabelecido com base no Eixo de Empreendedorismo com objetivo de que os estudantes exerçam a habilidade EMIFCG10 "Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar os desafios e alcançar objetivos pessoais e profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade." As percepções dos estudantes diante da construção e execução da ação voluntária perpassa o entendimento e a reflexão de como sentimentos, posturas e habilidades empreendedoras foram exercidas e desafiadas diante da ação voluntária proposta. Outro ponto importante que queremos destacar com essa proposição do PAD bimestral do Eixo de Intervenção Social da 3ª série é que, com apenas um objeto de conhecimento, é possível contemplar objetivos específicos do eixo, a saber: ● Apoiar e fortalecer ações sustentáveis; ● Promover ações para melhorar o ambiente escolar e as comunidades onde se encontra inserido; ● Valorizar o engajamento estudantil com a prática pedagógica, promovendo a autonomia e a capacidade de tomar decisões; ● Fortalecer o empoderamento social; ● Garantira mobilização social responsável. Os estudantes foram motivados a exercerem mobilização social responsável e engajamento estudantil para criarem um projeto de ação voluntária que afetaria positivamente o ambiente escolar ou a comunidade da qual eles estão inseridos, e isso, provavelmente, por meio de ações sustentáveis. Todos esses procedimentos, mediados pelo professor, ao trabalhar o componente de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, buscaram a aplicação de habilidades e competências por parte dos estudantes e estimaram o alcance dos objetivos específicos do eixo. Observação: as metodologias sugeridas em ambos os PAD’S foram construídos tendo como base os eixos estruturantes visando a aplicabilidade de habilidades por parte dos estudantes. Utiliza-se como referência, as habilidades dos itinerários formativos relacionadas às competências gerais da BNCC, o que não impede de seja utilizado como referência as competências e habilidades específicas da sua área de competência, se as mesmas estiverem conectadas com os objetos de conhecimento do componente. 60 61 REFERÊNCIAS BRASIL. Conselho Nacional de Educação (CNE). Resolução Nº 3 de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Diário Oficial da União, Brasília, 2018. Disponível em: Acesso em: 12 jul. 2023. __________. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (3ª versão). Brasília, 2017. _________. Ministério da Educação. Base Nacional Comum. Disponível em: .?, Acesso em: 31 Jul 2023 _________. Planalto Central. Constituição da República do Brasil de 1988. Disponível em: . Acesso em: 14 Jul. 2023. ________. Planalto Central. Lei federal 11.645 de 10 de março de 2008. 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T. P. et al. Participação, cocriação e corresponsabilidade: um modelo de tripé da educação para a sustentabilidade. In: GRANDISOLI, E.; SOUZA, D. T. P. et al (orgs.). Educar para a sustentabilidade: visões de presente e futuro. São Paulo: IEE-USP, Reconectta, 2020. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Novas Competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Disponível em Acesso em: 14 Jul. 2023 PENZANI, R.Krenak: ‘O que as crianças aprendem ficando presas? A fugir’. Lunetas, 2019. Disponível em: https://lunetas.com.br/ailton-krenak/. Acesso em: 09 Ago. 2023. MARANHÃO. Secretaria de Estado da Educação. Caderno de Gestão Pedagógica. São Luís, 2023. __________. Secretaria de Estado da Educação. Caderno de Orientações Curriculares para o Ensino Médio da Rede Estadual de Educação. São Luís, 2022. __________. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais. Decreto nº 28.549, de 31 de agosto de 2012. Regulamentação da Lei nº 9.279, de 20 de outubro de 2010. Maranhão, 2012. __________. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais. Decreto nº 37.945, de 10 de outubro de 2022. Alteração do decreto nº 28.549/12 que regulamenta a Lei nº 9.279, de 20 de outubro de 2010. Maranhão, 2022. _________. Secretaria de Estado do Meio Ambiente.Política Educação Ambiental. Lei n° 9.279 de 20 de outubro de 2010 que institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema Estadual de Educação Ambiental. Diário Oficial do Estado do Maranhão, São Luís, 20 de outubro de 2010. MELO NETO, Francisco Paulo de; FROES, César. Empreendedorismo social: a transição para a sociedade sustentável. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002. MORAN, J. M. Mudando a educação com metodologias ativas. In Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. Coleção Mídias Contemporâneas. 2015 Disponível em Acesso em: 01 Ago 2023. ONU BR – NAÇÕES UNIDAS NO BRASIL – ONU BR. A Agenda 2030. 2015. Disponível em: Agenda 2030 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Acesso em: 12 Jul.2023 Porto, M. F.; Finamore, R. Riscos, saúde e justiça ambiental: o protagonismo das populações atingidas na produção de conhecimento. Ciência & Saúde Coletiva. [periódico na internet]. V. 17, Nº 6, p.1493-1501, Junho, 2012. 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São Paulo: Cortez Editora, 2006. 64 APÊNDICE A - Plano de Atividade Docente (PAD) Escola: Ano/série: Turma: Período: Professor (a): Data: Eixo Temático: Dimensão: Objeto de Conhecimento: Conteúdos Procedimentos metodológicos Procedimentos Avaliativosvalorizam a função social das aprendizagens escolares. Isso se evidencia ainda mais na competência de nº 10, Responsabilidade e Cidadania, definida pela BNCC, como “saber agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos e sustentáveis. “ (BRASIL, 2017, p. 10). Partindo dessas considerações, o componente, a partir do olhar voltado para as competências e habilidades definidas na BNCC, congrega conteúdos de aprendizagens essenciais que auxiliam os discentes a atuarem de maneira corresponsável e empreendedora num mundo em constante transformação. Esse tipo de atuação, promovida dentro e fora dos espaços escolares, contribui para a formação do protagonismo e autonomia estudantil por meio da mediação docente. Nesse sentido, é de suma importância que professores e professoras que atuam com este componente promovam, em suas aulas, diversas atividades e projetos que possam potencializar um agir coletivo consciente, crítico e fundamentado nos conhecimentos, nas competências e nas habilidades adquiridas na trajetória escolar e fora dela. O trabalho didático com o componente de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo qualifica a aprendizagem sob o viés de natureza transdisciplinar, pois oportuniza a abordagem de temáticas contemporâneas sobre diferentes dimensões da sociedade, bem como a percepção e a construção de saberes que transitam em diferentes áreas de conhecimento. A partir dessa perspectiva, espera-se com as aulas do componente, possam propiciar a formação de cidadãos ativos, protagonistas, críticos, que sejam capazes de refletir e intervir no meio social que estejam inseridos, na medida em que é oferecida ao estudante a oportunidade de engajar-se, apropriar-se e empreender socialmente em causas sociais, políticas, econômicas e ambientais. Dessa forma, qual é a finalidade pedagógica do ensino de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo na arquitetura curricular do ensino médio maranhense? Na formação dos estudantes maranhenses, este componente da parte diversificada do currículo, tem por finalidade pedagógica: [...] integrar os estudantes em experiências práticas de aplicação das competências e habilidades desenvolvidas no meio escolar e na sociedade, a partir da relação com os itinerários formativos e seus eixos estruturantes, bem como os saberes adquiridos no desenvolvimento da Formação Geral Básica (MARANHÃO, 2022, p. 180). 9 Logo, as aulas de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo deverão assegurar condições necessárias para que os estudantes possam ter a oportunidade de lidar com problemáticas de maneira corresponsável e empreendedora, o que deve contribuir no processo de construção e formação integral de cidadãos, mais conscientes socialmente, tanto no campo reflexivo quanto prático. Com esse entendimento, trataremos, a seguir, sobre as concepções de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo adotadas nesta proposição curricular e, logo após demonstraremos como está estruturada. 1.1 Concepções sobre Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo O termo “Corresponsabilidade Social” vem sendo amplamente difundido para propor uma concepção de responsabilidade compartilhada ou coletiva. Em um mundo cada vez mais globalizado, marcado por incertezas, complexidades, fragmentação da realidade e dos sujeitos, faz-se necessário reforçar, em todos, um espírito de coletividade que seja capaz de lidar com os problemas contemporâneos. Segundo Grandisoli e Souza( 2020): [...] se corresponsabilizem pelos efeitos e consequências das ações coletivas. Nesse sentido, a responsabilidade individual (aqui entendida como aquela que diz respeito às consequências das ações de cada um em uma esfera que, de certo modo, pode- se considerar mais restrita) deve ser somada a outra: a da responsabilidade solidária, ou seja, da corresponsabilidade que se dá em um âmbito coletivo. Desse modo, o senso de corresponsabilidade está relacionado à e é estimulado pela compreensão dos efeitos das ações conjuntas. (GRANDISOLI, SOUZA, et al., 2020, p.28). Portanto, o indivíduo, ainda que respeitando as suas particularidades nas mais variadas dimensões, não pode perder de vista que as suas ações reverberam no âmbito coletivo e, por esse motivo, torna-se corresponsável na dinâmica de (re)construção social e no enfrentamento dos desafios advindos das constantes transformações sociais, econômicas, políticas e culturais. Quanto à concepção de “Empreendedorismo”, o termo é empregado aqui em sua esfera principalmente social e não meramente convencional ou econômica, que tem como fim último a geração de lucros. O Empreendedorismo Social, por sua vez, configura-se como uma ação que se vale das técnicas do mundo dos negócios para causar um impacto social positivo na realidade das pessoas. Sua principal característica é a maximização do valor social por meio de atividades inovadoras. 10 Os empreendedores sociais são movidos por uma missão social e seu protagonismo. Portanto, segundo Rouere e Pádua (2001), o empreendedorismo social visa contribuir nos âmbitos da sustentabilidade, qualidade de vida e na mudança de paradigma de atuação em benefício de comunidades menos privilegiadas. Para ilustrar a distinção entre o empreendedorismo social e o empreendedorismo convencional ou econômico, conforme o quadro abaixo: Figura 2 - Diferença entre empreendedorismo e empreendedorismo social Fonte: Elaborado por Cardozo (2023) adaptado de Melo Neto e Froes, a partir da ferramenta Canva. Alicerçados na concepção de Empreendedorismo Social, as/os docentes precisam favorecer às estudantes possibilidades de atuação enquanto sujeitos engajados na intervenção e transformação das realidades que os cercam. Na medida em que problemas sociais vão sendo identificados, os estudantes construirão, coletivamente, propostas de enfrentamento com base na mobilização e utilização de competências e habilidades aprendidas e desenvolvidas em suas trajetórias escolares. 11 Nesse sentido, este caderno foi estruturado a partir da perspectiva de corresponsabilidade e empreendedorismo social na medida em que o componente é oferecido aos estudantes como uma oportunidade de refletirem e, dentro das possibilidades de cada realidade, empreenderem socialmente diante de problemáticas existentes na escola ou fora dela. Foi pensando nisso, que a Secretaria do Estado da Educação do Maranhão adotou Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo na arquitetura curricular, em todas as modalidades de ensino, observado na figura abaixo: Figura 3 - Corresponsabilidade Social nas Modalidades de Ensino Fonte: Elaborado por CARDOZO (2023) a partir da ferramenta Canva. 12 2 ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O ENSINO DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO As aulas de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo poderão ser ministradas, prioritariamente, por professores das áreas de Humanas e Sociais Aplicadas e Linguagens e suas tecnologias, dentro de uma perspectiva transdisciplinar. Nesse caso, o docente atuará como mediador entre as experiências sociais concretas do estudante e os saberes que poderão ser mobilizados a partir deste componente curricular. Possuindo uma carga horária anual de 80h na 2ª e na 3ª série, orienta-se que em cada período sejam abordados objetos de conhecimento atinentes à contemporaneidade. Tais objetos, por sua vez, alicerçam-se em dois eixos temáticos (Participação Social e Intervenção Social) e se desdobram a partir de quatro dimensões que deverão ser trabalhadas na seguinte sequência: 1º período - Dimensão Social; 2º período - Dimensão Política; 3º período - Dimensão Ambiental; 4º período - Dimensão Econômica. Para cada dimensão, há dois objetos de conhecimento, o quetotaliza 08 objetos por ano, que poderão ser trabalhados integrados ou desassociados durante o período letivo. Para cada objeto de conhecimento há sugestões de conteúdos que servirão de base para o trabalho com o componente, ressaltando que por serem sugestivos, poderão ser ampliados conforme a área de conhecimento do professor. A partir dos objetos de conhecimento e conteúdo, caberá ao docente por meio de procedimentos metodológicos diversos2, criar as condições necessárias para que os estudantes mobilizem competências e habilidades capazes de suscitar análises, reflexões e ações propositivas de participação ou intervenção social em torno de problemáticas e/ou temáticas extraídas das realidades dos estudantes. Ao final de cada ação, será de suma importância avaliar se os objetivos formativos e pedagógicos foram alcançados. Para melhor visualização da estrutura e da dinâmica do componente, segue a figura abaixo: 2 No capítulo 03 do caderno, que trata do Organizador Curricular, você terá diversas sugestões metodológicas para o trabalho no componente, bem como recomendações de referências para conduzir seu planejamento e trabalho com os estudantes. 13 Figura 4 - Estrutura de Trabalho do Componente Corresponsabilidade Social Empreendedorismo. Fonte: Elaborado por Cardozo (2023) a partir da ferramenta Canva. Segue-se com as definições necessárias sobre os elementos que compõem esta unidade curricular: os eixos temáticos, as dimensões de trabalho e os objetos de conhecimento. 2.1 Eixos Temáticos A definição de Eixos temáticos foi uma decisão didática para organizar um conjunto de temas que norteiam o desenvolvimento do currículo escolar do componente Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo. Eles têm como objetivo agrupar conteúdos curriculares em torno de áreas de conhecimento que se complementam, permitindo uma visão mais ampla, crítica e sistêmica da realidade. Nesse sentido, os eixos atuam como fios condutores que irão orientar a formulação e estruturação metodológica dos objetos de conhecimento a serem contemplados na sala de aula. Para o componente de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, foram definidos os eixos de Participação Social, para a 2ª série, e Intervenção Social, para a 3ª Série. 14 2.1.1 Participação Social O Eixo de Participação Social, para a 2ª Série do Ensino Médio, visa promover o envolvimento dos estudantes na vida comunitária, ampliar seu conhecimento sobre as instâncias de participação social e incentivar o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. A participação social é um conceito amplo que envolve diversas formas de engajamento dos indivíduos na sociedade e é fundamental para a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel no meio social. Na escola, a participação social pode ser uma forma eficaz de aprendizagem, visto que é essencial na formação de cidadãos atuantes e conscientes de sua responsabilidade na sociedade. Para orientar o desenvolvimento do Eixo de Participação Social, foram elaborados cinco objetivos específicos de acordo com os objetos de conhecimento propostos. São eles: Contribuir com a construção de uma sociedade igualitária e com responsabilidade social; Incentivar ações nas principais exigências da sociedade de seu tempo; Ampliar e fortalecer a participação de modo efetivo, individual e coletivamente em ações que valorizem causas sociais; Reconhecer a si como sujeito de direitos e deveres; Praticar o consumo consciente e sustentável. Portanto, o Eixo de Participação Social busca, essencialmente, incentivar a participação ativa dos estudantes na vida comunitária, assim como visa ampliar o conhecimento dos mesmos sobre as instâncias de participação social. 2.1.2 Intervenção Social A Intervenção Social é um conjunto de ações e estratégias que buscam promover mudanças positivas na sociedade. Na educação, a Intervenção Social pode ser concebida como uma estratégia de ensino, estimulando os estudantes a se envolverem em projetos que busquem soluções para problemas sociais e ambientais presentes em suas comunidades. Santos (2006) destaca que a Intervenção Social deve ser entendida como uma forma de promover a participação cidadã e o empoderamento dos indivíduos, de modo a criar uma sociedade mais justa e democrática. Dessa forma, o eixo de Intervenção Social, proposto para a 3ª série, tem como objetivo envolver os estudantes nos espaços de integração social, estimulando a formação de sujeitos 15 comprometidos com o meio ambiente, o social, o bem-estar coletivo e o desenvolvimento sustentável. Os objetivos específicos referentes para o eixo são: Apoiar e fortalecer ações sustentáveis; Promover ações para melhorar o ambiente escolar e as comunidades ao entorno; Valorizar o engajamento estudantil com a prática pedagógica, promovendo a autonomia e a capacidade de tomada de decisões; Fortalecer o empoderamento social; Garantir a mobilização social responsável. A Intervenção Social na escola contribui para o desenvolvimento de habilidades sociais, políticas e culturais dos estudantes, além de promover a participação cidadã e o empoderamento dos indivíduos. A partir de abordagens como movimentos sociais, ambiência étnico-racial, políticas ambientais e práticas de sustentabilidade, os estudantes podem ser estimulados a discutir e atuar na realidade social de maneira comprometida com o meio ambiente, o bem-estar coletivo e o desenvolvimento sustentável. Com base nesses dois eixos e nos objetos de conhecimento propostos nas Orientações Curriculares para Ensino Médio da Rede Estadual de Educação (MARANHÃO, 2022, p.182), foram pensadas quatro dimensões com a finalidade de organizar esses objetos de acordo com sua natureza, como demonstrado na figura abaixo: Fonte: Elaborado por CARDOZO (2023) a partir da ferramenta Canva. Figura 5 - Objetos de conhecimento dos Eixos Temáticos organizados por dimensões 16 A seguir aborda-se cada uma dessas dimensões com seus respectivos objetos de conhecimento. 2.2 Dimensão Social A dimensão social proposta pelo componente curricular de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo dialoga com os princípios educacionais e pedagógicos previstos no Documento Curricular do Território Maranhense - DCTMA (2022), que visam assegurar ao estudante uma tomada de atitudes que suscitam o respeito à equidade, diversidade, identidade regional e inclusão, que são questões relativas à sociedade e sua organização, de modo a promover no percurso metodológico da aprendizagem dos educandos a aquisição das habilidades necessárias para atuarem e intervirem como sujeitos críticos, ativos e criativos no ambiente da escola e também fora dela. Para efeito de sistematização, destacamos como objetos de conhecimento nessa dimensão: Matriz Étnico-cultural do povo brasileiro; Inclusão Social; Visibilidade Étnico- racial, Empoderamento Social e Protagonismo; Vida Social na Terceira Idade, sobre os quais trata-se a seguir. Matriz Étnico-cultural do povo brasileiro (2ª série) A escola é um lugar social que contribui de modo significativo para o fortalecimento das questões identitárias dos estudantes. Portanto, é fundamental que na contemporaneidade a minimização de preconceitos que inferiorizam e hierarquizam grupos étnicos com base em ideias historicamente construídas, sejam discutidas. Para isso, a Lei 11.645/2008 prevê inclusão nos currículos a temática “História e Cultura Afro-Brasileira e indígena” para garantir que os estudantes compreendam e reflitam sobre as raízes da configuração étnico-cultural brasileira que se constitui numa importante estratégia de superação das desigualdades e discriminação de toda ordem, uma vez que a escola é um ambiente plural de diversidade de costumes, religiões,classes sociais e etnias. Este objeto de conhecimento pretende ser um guia para o fortalecimento dos marcos da formação étnico-cultural maranhense e brasileira. Tem como objetivo fornecer um repertório para os diálogos no componente de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo sobre a constituição das relações étnico-raciais no país. Tratar sobre a diversidade étnico-cultural exige abertura para reconhecer e lidar com as diferenças que constituem o povo brasileiro. Conforme preconiza Gomes (2003), diferentes 17 grupos étnicos possuem aspectos culturais distintos, produzem modos de vida, formas de pensar e solucionar problemas a partir de seus próprios processos históricos, e da dinâmica de seus territórios. Cabendo à escola colocar em curso práticas pedagógicas que aceitem, respeitem e valorizem essas diferentes formas de se relacionar com o mundo. Diante do processo histórico de exclusão da diversidade étnica dos povos africanos e originários em nossa formação cultural, destaca-se a importância de estimular a discussão sobre a história e cultura desses povos no espaço escolar, dando ênfase aos aspectos singulares da maranhensidade, fortemente marcada pela presença afro-indígena. A partir dessa temática, por exemplo, será possível fortalecer o debate acerca dos povos originários, considerando as questões culturais e da terra e a desconstrução da figura do “bom selvagem” associada ao indígena, com intuito de proporcionar ao estudante um posicionamento crítico-social com vistas a compreender o real papel desses grupos na organização política, econômica e social no Maranhão e no Brasil Inclusão Social (2ª série) A Inclusão social é uma exigência necessária. Percebê-la como prioridade é garantir que a educação escolar promova, além de conteúdos curriculares, princípios e atitudes de compromisso com os sujeitos em formação. A inclusão social envolve a compreensão e a quebra de paradigmas sobre o olhar para as pessoas que são excluídas dos processos de aprendizagem e da participação social, considerando suas necessidades especiais. Na escola, a inclusão social pressupõe uma educação de qualidade para todos, eliminando as barreiras que dificultam a aprendizagem e a participação plena e igualitária de todos os estudantes. Nesse sentido, a inclusão não deve se limitar apenas à adaptação do ambiente físico, mas também deve garantir as possibilidades metodológicas que assegurem a cada educando o alcance do seu pleno potencial, como prevê a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015). Diante disso, a partir desse objeto de conhecimento, sugere-se inicialmente uma abordagem que contextualize as lutas sociais pela inclusão, referentes às pessoas com deficiências, bem como de movimentos feministas, raciais, LGBTQIAPN+3 e outros grupos vulneráveis alijados de direitos e oportunidades. 3 A sigla usada para designar a diversidade sexual e de gênero é uma construção dinâmica, histórica e política que passa por constantes atualizações. A que é utilizada ao longo do texto traz a representação de pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneras/Travestis,Queer, Intersexo, Assexuais, Panssexuais e Não-Binárias. É importante destacar que não existe um órgão que regulamente qual a forma oficial ou mais adequada da sigla, sendo o próprio movimento LGBTQIAPN+ em sua atuação coletiva, política e intelectual, o responsável por produzir novos consensos e atualizações, devendo as/os profissionais atentarem-se para os novos usos e 18 Não obstante, destacar temáticas contemporâneas como a inclusão digital, considerando a urgência de um processo de democratização de acesso às ferramentas que inserem todos os cidadãos na era da informação, de forma igualitária, também se faz necessário. Debater acerca de estratégias para promoção da inclusão social, como o combate ao bullying e o preconceito, a possibilidade de um currículo inclusivo e a disponibilidade de recursos de apoio para os estudantes com necessidades especiais, bem como incentivar a sensibilização para a visão da escola como espaço seguro e de acolhimento da diversidade são temáticas relevantes para o trabalho com esse componente curricular. Visibilidade Étnico-racial, Empoderamento Social e Protagonismo (3ª série) A partir desse objeto de conhecimento, intenciona-se a abordagem de temáticas que proporcionem ao estudante conhecer as questões atuais vinculadas à invisibilidade de diversos grupos sociais, a exemplo dos negros, comunidades e povos tradicionais, indígenas, comunidade LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, dentre outros. Percebe-se que a desigualdade racial no Brasil é discutida amplamente por importantes movimentos sociais e organismos nacionais e internacionais e o debate no âmbito do contexto educacional é um importante colaborador para que as desigualdades raciais sejam reduzidas. Considera-se, portanto, que a sala de aula é capaz de criar condições de valorização da diversidade a partir do reconhecimento das diferenças e das desigualdades existentes. E o aprofundamento nas sugestões de abordagem contribuem com o fortalecimento dessa discussão no espaço escolar. O professor poderá ainda situar o estudante nas discussões sobre as lutas de empoderamento social, as quais cita-se: o feminismo e a igualdade de gênero e o combate à violência contra as mulheres; as lutas LGBTQIAPN+ por aceitação, respeito e valorização; movimentos sindicais por melhorias de trabalho e salários justos. Essas lutas reforçam que o sistema da representatividade já não contempla mais as demandas pretendidas pelo sujeito individualizado e/ou pertencente a um grupo negligenciado pelas políticas públicas institucionalizadas. Outra temática interessante e pontual para os estudantes é sobre o Protagonismo, um conceito que já vem sendo divulgado nas escolas, é válido suscitar as possibilidades de transformações propostas por essa comunidade. No Brasil, em termos de políticas públicas até o momento da publicação deste documento, tem sido comum utilizar a sigla LGBTQIA+. 19 envolvimento para pensar em soluções de melhoria para os problemas enfrentados em casa, na escola e em sua comunidade. O protagonismo dos estudantes visa, sobretudo, a participação ativa nas aulas e a necessidade de engajamento na produção dos saberes e fazeres, a partir do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como autonomia, responsabilidade, iniciativa e criatividade, sem perder de vista o protagonismo cidadão, crítico e reflexivo, localmente e historicamente situados. Vida Social na Terceira Idade (3ª série) O envelhecimento, embora seja um processo intrínseco à natureza humana, é ignorado em nosso contexto sociocultural, econômico e político. Desse modo, configura-se enquanto uma temática relevante e oportuna no processo de reestruturação social, tendo em vista que o Estatuto da pessoa idosa - Lei nº 10.741/2003, que visa garantir, entre outros benefícios, proteção, acesso e prioridade em diversos serviços para os maiores de 60 anos. Assim, esse objeto de conhecimento possibilita à escola desenvolver sua função social, inserindo no currículo escolar uma reflexão sobre a realidade vivenciada e o tratamento dispensado aos idosos. Com esse objetivo, sugere-se abordagens sobre a importância do convívio social na terceira idade para evitar comportamentos de isolamento, tristezas e, sobretudo, estimular o conhecimento dos hábitos saudáveis que promovam qualidade de vida. Outra possibilidade é proporcionar aos estudantes o engajamento na missão de oferecer aos idosos de sua família e/ou de suas comunidades um envelhecimento ativo com a inclusão digital, por exemplo. É importante ressaltar ainda que é de grande valor formativo orientar a comunidade escolar ao reconhecimentodos idosos como fonte de memória viva e de saberes sobre a própria comunidade e suas práticas. A exemplo da cultura Krenak, que de acordo com o líder, ambientalista, e pensador indígena Ailton Krenak apud Penzani (2019), o projeto de vida de toda criança nessa comunidade é se tornar velho, ou seja, ter antiguidade, pois alcançar a velhice é sinônimo de conhecimento para eles, fato este que lhes concede importante status entre os demais, já que cada ancião e anciã tem um acúmulo único de experiência vivida, tornando o que sabem uma fonte rica de sabedoria. Essa visão contribui para romper com a crença comum da sociedade atual de que pessoas mais velhas são desconectadas das questões contemporâneas. Daí a importância do estímulo às trocas intergeracionais, ao fortalecimento de vínculos com pessoas idosas, e do compartilhamento de saberes, valores, fazeres, de forma horizontal e interessada. 20 2.3 Dimensão Política A política, como definição geral, tem como principal objetivo regular as relações coletivas para promover a convivência em sociedade e alcançar o bem comum. Ela desempenha um papel fundamental na participação e tomada de decisões sociais, na distribuição de poder, bem como na organização e controle das regras que regem o comportamento coletivo. No contexto do bem-estar coletivo, a política é um importante elemento para fundamentar as ações relacionadas à corresponsabilidade e ao empreendedorismo social. A corresponsabilidade implica que cada indivíduo tem um papel a desempenhar na construção de uma sociedade melhor, enquanto o empreendedorismo social busca encontrar soluções inovadoras para os problemas sociais, combinando abordagens empreendedoras com impacto positivo na comunidade. Para o pleno desenvolvimento da corresponsabilidade e do empreendedorismo social, é essencial compreender e aplicar alguns princípios políticos, como a democracia, a liberdade, a igualdade, a justiça, o pluralismo e a responsabilidade, por exemplo. A ação política se torna, assim, uma ferramenta fundamental para que os estudantes possam participar ativamente na busca por soluções para os desafios sociais. Além disso, a política desempenha um papel educativo crucial quando promove a conscientização sobre a importância da corresponsabilidade e do empreendedorismo social, pois através de campanhas de sensibilização e programas de educação cívica, os estudantes podem ser incentivados a se envolverem ativamente na solução dos problemas sociais, desenvolvendo um espírito de mobilização coletiva. Dessa forma, a ação responsável e empreendedora também desperta a consciência política nos indivíduos, estimulando-os a serem atuantes na responsabilidade de cumprir seus deveres e lutar por seus direitos individuais e coletivos. Além disso, a política oferece oportunidades para os estudantes explorarem empreendimentos com impacto social, contribuindo para o bem-estar da sociedade. Essas oportunidades empreendedoras também auxiliam no desenvolvimento de habilidades e competências exigidas no mercado de trabalho atual. Direitos Humanos (2ª série) A abordagem dos direitos humanos dentro da corresponsabilidade e do empreendedorismo social tem como objetivo fundamental conscientizar os estudantes sobre 21 a importância de garantir as condições básicas para a vida e dignidade humana, visando alcançar a justiça social e o bem-estar coletivo. Quando os indivíduos compreendem a importância dos direitos humanos, passam a nortear suas atitudes a partir da ideia de que todos os seres humanos possuem dignidade intrínseca e merecem ser tratados com igualdade, justiça e respeito. Isso gera uma maior conscientização sobre a necessidade de se envolver em ações sociais e comunitárias, buscando melhorar as condições de vida das pessoas em situação de vulnerabilidade e, por consequência, da sociedade como um todo. Assim, as ações corresponsáveis e empreendedoras, sejam elas individuais, coletivas, empresariais ou estatais, deixam de ser meramente opcionais e se tornam fundamentais na busca por esses ideais. Outro aspecto relevante é o despertar do empreendedorismo social diante do entendimento da importância dos direitos humanos para a sociedade. Esse desperta a busca por soluções inovadoras para problemas sociais e/ou ambientais sob uma perspectiva coletiva, contribuindo para a promoção de direitos humanos e cidadania. Dessa forma, o empreendedorismo social se torna uma abordagem sustentável e capaz de promover mudanças positivas na sociedade. Assim, o entendimento dos direitos humanos desempenha um papel crucial no desenvolvimento da corresponsabilidade e do empreendedorismo social. Ele proporciona uma base ética e sólida, estimula a busca por novas ideias, orienta ações e decisões em prol do bem comum e contribui para a construção de uma sociedade mais equitativa e sustentável. Ao considerar os direitos humanos como um elemento central nesse contexto, é possível ampliar os esforços para promover a justiça social, o bem-estar coletivo e o desenvolvimento humano integral. Poder Público (2ª série) O entendimento da estrutura e do funcionamento do poder público e seus integrantes é essencial para o desenvolvimento da corresponsabilidade e do empreendedorismo social, haja vista que o poder público representa o poder do povo exercido pelo Estado, por meio de seus entes federativos (União, estados e municípios) e órgãos integrantes (executivo, legislativo e judiciário). Seu propósito é garantir serviços públicos de qualidade para toda a sociedade, fundamentado no princípio da supremacia do interesse público. Nessa perspectiva, o conhecimento das leis, da organização, do funcionamento, das responsabilidades e das competências dos entes e órgãos estatais, desempenha um papel crucial como elemento e ferramenta necessários para que os estudantes possam exigir, por 22 meio de ações individuais, coletivas, responsáveis e empreendedoras, seus direitos e as obrigações do estado e dos seus entes. Além disso, é importante fortalecer o aspecto da participação política real, estimulando sugestões individuais e coletivas de ações e políticas públicas, tanto as já conhecidas, quanto as que possam surgir, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Essa participação política também desempenha um papel relevante na fiscalização efetiva das ações dos atores públicos, desde sua execução até a entrega dos resultados, sempre mantendo o princípio do bem coletivo e da supremacia do interesse público. Por fim, é na experiência individual e coletiva que a participação política se consolida como uma poderosa ferramenta de transformação social, sendo essencial para toda a sociedade. Políticas Públicas (3ª série) Define-se Políticas Públicas como um conjunto de ações, decisões e medidas adotadas pelos governos para enfrentar problemas, atender necessidades sociais e promover o bem- estar de forma coletiva. Nesse sentido, o olhar sobre a Política Pública enquanto objeto de conhecimento no viés da Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo, vai para além da aquisição de conhecimentos teóricos, pois constitui-se como uma oportunidade de capacitar os estudantes a enfrentarem os desafios que atingem a sociedade na atualidade. Assim, considerando a formação integral do estudante, é imprescindível levá-lo a conhecer e a refletir sobre o papel das Políticas Públicas, haja vista suas diversas finalidades, tais como: o Compreender questões como: a pobreza, as desigualdades sociais, a violência, o desemprego, as questões ambientais e como o governo atua para dirimir esses problemas; o Compreender como os governos promovem bem-estar e qualidade de vida, garantindo educação, cultura, segurança e lazer para a sociedade; o Compreender a regulação e a promoção do desenvolvimento econômico para fins de geração de empregoe renda, com vistas à redução das desigualdades financeiras; o Compreender sobre a proteção dos Direitos Humanos e regulação de setores específicos, como transporte, energia, inovação tecnológica, entre outros. Portanto, conhecer sobre as Políticas Públicas no Ensino Médio, favorece o projeto de vida de todos os estudantes, principalmente aos que desejam se envolver com as áreas do Direito, Economia e Ciências Políticas, por exemplo. Além disso, é necessário para a formação 23 consciente e responsável entender as perspectivas dos diferentes grupos sociais, trabalhar em equipe e buscar soluções que almejam o bem comum. Sociedade Civil (3ª série) A sociedade civil desempenha um papel significativo no fomento da corresponsabilidade social e do empreendedorismo, principalmente entre os estudantes. Composta por organizações e instituições cívicas, incluindo entidades do terceiro setor, a sociedade civil tem o potencial de contribuir de forma significativa para o desenvolvimento dessas áreas, por meio do estímulo e da prática do trabalho voltado para o interesse público, culminando na promoção do bem-estar coletivo e da justiça social. As instituições que compõem a sociedade civil têm como propósito prestar serviços à sociedade com uma finalidade social clara. Isso implica no compromisso de garantir o desenvolvimento de aspectos fundamentais, como saúde, educação e trabalho, contribuindo, assim, para o combate às desigualdades sociais, políticas e econômicas existentes na sociedade. Além disso, elas podem servir como complemento e apoio às ações governamentais que buscam promover o interesse público. Nesse contexto, a participação individual ou coletiva dos estudantes em instituições e organizações da sociedade civil pode colaborar muito na sua formação, pois, ao se envolverem com essas entidades, os educandos têm a oportunidade de desenvolverem valores e atitudes corresponsáveis e empreendedoras essenciais, tais como empatia, criatividade, senso coletivo e liderança. Através do trabalho realizado em conjunto com essas instituições, eles podem aprender a colaborar, receber apoio técnico, defender políticas favoráveis, ampliar o impacto de suas ações e compartilhar melhores práticas. Essas interações promovem um ambiente propício para o empreendedorismo social, além de contribuírem para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar da sociedade como um todo. Dessa forma, é inegável o fortalecimento dos princípios norteadores da corresponsabilidade e do empreendedorismo social, como protagonismo, atuação política, senso coletivo, responsabilidade social e empatia. Por meio do envolvimento de instituições sociais pertencentes à sociedade civil, suas colaborações e interações estimulam o compromisso com ideais e ações voltadas para causas sociais, contribuindo, assim, para o enfrentamento das desigualdades, do desequilíbrio ambiental, dentre outras causas que promovem o progresso da sociedade e do bem-estar coletivo. 24 2.4 Dimensão Ambiental Os impactos socioambientais referem-se aos efeitos causados nas comunidades e no meio ambiente como resultados das atividades humanas. A gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais são fundamentais para a preservação do meio ambiente e é responsabilidade de toda sociedade, incluindo empresas, governo e sociedade civil. Nesse sentido, é importante incentivar a valorização dos recursos naturais, o consumo responsável e a redução do desperdício através de mudanças no padrão de consumo e modelo de produção humana, visando a utilização de recursos renováveis e a diminuição dos impactos socioambientais. A educação ambiental pode desempenhar um papel fundamental na promoção e alcance dos objetivos citados anteriormente, através da disseminação de conhecimentos e habilidades para tomadas de decisões críticas para adoção de comportamentos mais sustentáveis. Nesse sentido, tem-se como base orientações estaduais, nacionais e internacionais, como os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma agenda global iniciada em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com ações direcionadas ao desenvolvimento sustentável até o ano de 2030. O Estado do Maranhão instituiu em 2010 a Política Estadual de Educação Ambiental, com a Lei n° 9.279/2010 regulamentada pelos decretos n° 28.549/2012 e 37.945/22, no que se refere às políticas públicas para a Educação Ambiental, contemplando os aspectos socioambientais dentro e fora do ambiente escolar. Dessa forma, a dimensão ambiental refere-se à relação entre as pessoas e o meio ambiente e à importância da preservação dos recursos naturais para garantia de um futuro sustentável. Tem como objetivo conscientizar os estudantes da responsabilidade individual, coletiva e de se reconhecerem como atores quanto à gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais por meio dos objetos de conhecimento que abordam temas centrais, como impactos e desigualdades socioambientais, recursos naturais, consumo e produção sustentáveis. OBJETOS DE CONHECIMENTO DA DIMENSÃO AMBIENTAL Impactos Socioambientais causados pela ação humana (2ª série) Os impactos ambientais causados pela ação humana interferem diretamente na sociedade e possuem diferentes causas. É importante reconhecer que os impactos socioambientais são complexos e resultantes de uma combinação de fatores econômicos, 25 sociais, políticos e culturais. Dentro da educação ambiental é imprescindível a abordagem dos impactos sociais e ambientais e como estes estão diretamente relacionados entre si. Este objeto leva os estudantes a conhecerem mais a fundo as causas dos impactos ambientais da sociedade na natureza e as consequências negativas dessas intervenções no bem-estar dos seres vivos em geral. Sugerem-se temáticas como: exploração excessiva de recursos naturais e crescimento populacional; expansão da agropecuária e diminuição da biodiversidade; o desenvolvimento industrial e tecnológico com produção de bens e consumos excessivos; queima de combustíveis fósseis e emissão de gases poluentes; despejo de produtos químicos; esgoto sem tratamento adequado e poluição da água; falta de regulamentação adequada e priorização do lucro econômico em detrimento do meio ambiente. Ao reconhecerem os impactos socioambientais, os estudantes desenvolvem consciência ambiental, responsabilidade social, visão crítica sobre seus próprios hábitos e da comunidade em que estão inseridos, levando-os a terem uma perspectiva de futuro mais sustentável por meio de ações sustentáveis pautadas na conservação dos recursos naturais e na promoção de investimentos em energias renováveis e em políticas adequadas de gestão de resíduos, temas que serão abordados mais adiante. Gestão Sustentável e uso eficiente dos recursos naturais (2ª série) Gestão sustentável é um conceito abrangente que aborda o desenvolvimento sustentável na interconexão entre as dimensões ambiental, social e econômica. Refere-se às decisões, atividades e estratégias organizadas com o objetivo de alcançar resultados positivos a longo prazo para a sociedade e o planeta, sem se desvincular do crescimento econômico ao mobilizar os diferentes setores, desde empresas e organizações, até governos e comunidades. Este objeto de conhecimento surge da importância de conscientização dos estudantes acerca da necessidade de ações, programas e projetos de práticas sustentáveis eficazes em conjunto com todos os setores da sociedade e também com a economia. A partir dessa temática, os estudantes devem perceber a importância da manutenção dos recursos e a forma consciente que devem ser utilizados a partir dos princípios ambientais. Além disso, o tema adentra no conceito de sustentabilidade, nas principais práticas já desenvolvidas e como contribuir na diminuição dos impactos ambientais ocasionados pelo modode vida dos seres humanos, de forma mais econômica, eficiente e eficaz possível. 26 Os estudantes são levados a conhecer as diversas formas de utilização dos recursos da natureza, de forma sustentável, que geram renda e movimentam a economia sem prejudicar o meio ambiente. Dentro deste objeto de conhecimento é importante a abordagem de temáticas relacionadas a ações no âmbito da sustentabilidade, como: integração de diversas áreas, incorporando princípios e práticas sustentáveis em todas as atividades e tomadas de decisões; uso eficiente e responsável de recursos naturais, com práticas de conservação de energia e água, promoção de processos produtivos mais limpos e gestão de resíduos; soluções criativas e uso de tecnologias, novos modelos sustentáveis que acompanhem as mudanças socioeconômicas e novos desafios; a importância da transparência e engajamento de toda a sociedade, inclusive de empresas públicas e privadas, comprometidas com a preservação ambiental, boas práticas e utilização da ESG (Environmental, Social and Governance - Ambiental, Social e Governança); ODS 9, 11, 14 e 15, da agenda 2030, que trata sobre “ Indústria, inovação e infraestrutura”, “Cidades e comunidades sustentáveis”; “Vida na água”; “Vida terrestre”. Fatores que influenciam as desigualdades socioambientais (3 ª série) A educação ambiental, de maneira geral, desenvolve o conhecimento ecológico e as habilidades relacionadas à preservação da biosfera, dos ecossistemas e dos seres vivos que nela habitam. Além disso, aborda questões inter e transdisciplinares envolvendo fatores socioeconômicos, pois os impactos ambientais, ocasionados por uma gestão ambiental insatisfatória, também geram e aumentam as desigualdades sociais entre grupos, influenciando os aspectos políticos, econômicos e sociais. Geralmente, os grupos minoritários e as populações marginalizadas são os mais afetados pelas consequências acarretadas pela utilização inadequada dos recursos naturais e pela falta de gestão sustentável do que as demais comunidades, favorecendo o aumento de indicadores socioeconômicos insatisfatórios (PORTO e FINAMORE, 2012), Este objeto de conhecimento tem como objetivo estimular o engajamento cívico através da compreensão e análise sobre as questões ambientais, de como ela está diretamente relacionada ao bem estar da sociedade e como os impactos na natureza influenciam a disparidade socioeconômica entre grupos. Também aborda a importância da participação das comunidades afetadas pelos impactos ambientais nas decisões relacionadas a projetos sustentáveis e programas de conservação. 27 É importante partir do princípio de que nem todos os seres humanos são igualmente responsáveis pelos problemas ambientais, visto que as proporções variam entre grupos sociais, países e setores industriais. Um exemplo clássico se mostra na emissão de gases que poluem a atmosfera, responsáveis pelo aumento exacerbado da temperatura do planeta, quando comprovadamente, os principais afetados por tal aquecimento são em boa parte de países do oriente médio, que não contribuem em grande escala para emissão de tais gases. Assim, a busca por soluções para tais problemáticas e o agir sustentável devem ser responsabilidade de todos, para que os impactos negativos ao meio ambiente possam ser evitados ou minimizados em escala local, regional e global. Nesse sentido, é importante que sejam abordados nesse objeto de conhecimento as seguintes temáticas: o Acesso desigual das comunidades de baixa renda quanto aos recursos naturais, condições atmosféricas, água potável, políticas e serviços públicos relacionados à saneamento básico, esgoto e reciclagem de resíduos; o Impactos socioambientais dos grandes projetos de infraestrutura em comunidades que vivem na região; o Importância da participação e preservação de grupos étnicos minoritários, como povos indígenas e quilombolas, para a preservação dos recursos naturais; o Impactos socioeconômicos da mudança climática ocasionada pela ação humana nas comunidades mais vulneráveis; o Participação das minorias e comunidades periféricas nas tomadas de decisões relacionadas ao meio ambiente, conservação e sustentabilidade. o ODS 2, 3, 6, 7 e 10, da agenda 2030, que trata sobre “Fome zero e agricultura sustentável”, “Saúde e bem-estar”, “Água potável e saneamento”, “Energia limpa e acessível” e “Redução das desigualdades”. Consumo, Práticas e Produção Sustentável (3ª Série) A produção sustentável aborda, principalmente, assuntos relacionados à responsabilidade social e ambiental. Envolve práticas de consciência ambiental e de prestação de contas em relação aos impactos sociais e ambientais de todos os setores organizacionais, civis e públicos. Dentre essas práticas, inclui-se a adoção de práticas éticas, o respeito aos direitos humanos e o cumprimento de normas e regulamentos ambientais. Na perspectiva desse universo sustentável, é importante que os docentes orientem os estudantes a serem agentes de mudança positiva na comunidade local, regional e global através de conhecimentos e habilidades necessárias para ações relacionadas ao consumo 28 consciente, encorajando-os a enfrentarem os desafios do mundo atual e a construir um futuro mais sustentável e equitativo. Este objeto de conhecimento tem como objetivo formar sensibilizadores ambientais que se envolvam nas ações em prol do meio ambiente, na conservação dos recursos naturais e na reflexão acerca de suas responsabilidades enquanto seres humanos pertencentes à natureza, e como cidadãos responsáveis pelo bem-estar da sociedade como um todo. É importante estimular os estudantes a promoverem tais ações de acordo com sua realidade local, referências e experiências rotineiras, levando-os a terem uma visão ativa e crítica sobre a necessidade da conservação do meio ambiente. Dessa forma, são sugeridas algumas ações, práticas de consumo e soluções sustentáveis que podem ser trabalhadas com esse objeto de conhecimento, tais como: consumo sustentável através da adoção de produtos duráveis e reutilizáveis que não agridam o meio ambiente; disseminação da ESG nas empresas e marcas comprometidas com ações sustentáveis e de fortalecimento da consciência ambiental; ações simples no dia a dia relacionadas à economia de energia, água, coleta seletiva, reciclagem, utilização de transportes alternativos e limpos; fontes de energias renováveis e redução da utilização de combustíveis fósseis; agricultura e pecuária sustentáveis com ações para diminuição dos impactos no solo, preservação da biodiversidade e economia de água na produção, redução ou substituição de agrotóxicos, pesticidas e substâncias químicas; ODS 12, 13 e 17, da agenda 2030, que trata sobre “Consumo e produção responsáveis”; “Ação contra a mudança global do clima” e “Parcerias e meios de implementação”. 2.5 Dimensão Econômica A compreensão dos aspectos econômicos e seus mecanismos de funcionamento são de grande importância para o desenvolvimento pessoal e coletivo dos estudantes. O exercício desses conhecimentos capacita os indivíduos a tomarem decisões financeiras mais conscientes, a entenderem o mundo em que vivem e a desenvolverem habilidades analíticas e empreendedoras que possam ser aplicadas em várias esferas da vida cotidiana, visto que a interdependência econômica entre as pessoas é evidente na necessidade de trocas e cooperação para atender às diversas demandas e necessidades da vida em sociedade. A partir desse ponto inicial, a abordagem dos objetos de conhecimento (Mercado de trabalho e novas oportunidade de negócios; Relações humanas e trabalho em equipe; Trabalho voluntário; Saúde e segurança no trabalho) se torna necessária para o efetivo 29 entendimento da dimensão econômica e sua importância na construção da corresponsabilidade social e empreendedorismo, a saber: oO Capitalismo, a divisão do trabalho e a produção e distribuição de riqueza; o As dinâmicas que constroem o mercado de trabalho e as novas formas de empregabilidade que nele surgem, principalmente com a constante transformação tecnológica, que ao mesmo tempo elimina e cria novos postos de trabalho; o As relações humanas e o desenvolvimento do trabalho em equipe, que exige esforço coletivo de pessoas com habilidades, interesses, formas de agir e pensar de maneiras distintas, mas que devem somar esforços em prol de um objetivo comum a todos; o O trabalho voluntário que desenvolve o espírito solidário e empático, além de ser uma forma prática de exercício laboral e também de cidadania, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária; o A saúde e segurança no trabalho, conhecida pela sigla SST, que estabelece regras e normas de saúde e segurança no ambiente laboral, visando a prevenção de acidentes, mas principalmente o bem-estar do trabalhador. A compreensão dos aspectos econômicos e seus mecanismos de funcionamento é essencial para o desenvolvimento dos estudantes. Conhecer o mercado de trabalho e as dinâmicas de sua produção permite que os estudantes compreendam as demandas profissionais em constante mudança e seus lugares nessa rede produtiva. O desenvolvimento das relações humanas e do trabalho em equipe fortalece habilidades colaborativas e de resolução de problemas. O trabalho voluntário contribui para uma sociedade mais justa e proporciona aprendizado e desenvolvimento pessoal. A preocupação com a saúde e segurança no trabalho garante bem-estar e produtividade. Ao integrarem esses conhecimentos, os estudantes terão uma bagagem inicial para enfrentarem os desafios econômicos, enxergarem de maneira sensível e reflexiva suas trajetórias pessoais e profissionais, e exercerem a corresponsabilidade social, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e coletivo. Mercado de Trabalho e Novas Oportunidades de Negócio (2ª série) Este objeto de conhecimento tem como principal objetivo contribuir para a inserção do estudante no mercado de trabalho, de maneira consciente, ativa, proativa, criativa, crítica e solidária, levando-o a se perceber como sujeito integrante e importante dentro das relações de trabalho e na construção da sociedade como um todo. A partir das discussões envolvendo as relações de trabalho e sua evolução ao longo da história, o estudante deve perceber que as atuais características desse espaço são frutos 30 das interações humanas no aspecto econômico, mas também de debates e movimentos sociais que buscam estabelecer relações mais igualitárias e justas no mercado entre seus agentes (empresas, empregadores e trabalhadores), e que os avanços e conquistas de direitos trabalhistas e previdenciários, por exemplo, são consequência da conscientização dessas relações, do papel e da importância do trabalhador nesse processo. Outro elemento importante nesse contexto é a apropriação pelo estudante dos princípios que norteiam a chamada indústria 4.0. As inovações propostas com base nessa nova revolução, alteram as relações trabalhistas a partir da velocidade da circulação de informações pela internet, da inteligência artificial, e do surgimento de novos postos de trabalho relacionados às ferramentas de comunicação. Para especialistas, tal revolução também já cria um novo setor econômico, denominado de quarto setor ou setor quaternário, que engloba as atividades produtivas relacionadas à informação e comunicação digital, e gerando como produtos a expansão das startups e plataformas de aplicativos e conteúdos digitais, Uber ou Instagram, por exemplo. Assim, compreender as transformações nas relações trabalhistas e as novas formas de produção e interação é essencial para que os estudantes possam se posicionar de forma competitiva no mercado de trabalho e aproveitar as oportunidades oferecidas pela economia digital do século XXI. Relações Humanas e o Trabalho em Equipe (2ª série) O objeto de conhecimento em questão deve focar na importância das relações humanas e do trabalho em equipe que se aplicam tanto no mercado de trabalho, como na construção da sociedade mais justa e igualitária. A partir desse viés, é imprescindível despertar e promover ao estudante a mobilização de habilidades necessárias para que o mesmo possa desenvolver a plena competência da comunicação, executando-a de maneira clara e coerente, fator esse extremamente importante e exigido no atual mercado de trabalho, amparado no rápido fluxo informacional, pois é importante na construção social, já que permite a troca de ideias, conhecimentos, perspectivas, valores que ajudam na melhor compreensão dos desafios e no surgimento de soluções para os problemas da sociedade. Outro fator importante é a possibilidade de desenvolver, junto ao estudante, competências como a liderança, que sendo exercida com senso de coletividade, pode inspirar e influenciar positivamente outras pessoas; a responsabilidade social, que é uma competência 31 fundamental no mercado de trabalho e para a sociedade; a consciência coletiva que auxilia no desenvolvimento da empatia, do pensamento crítico e sensível, e no cumprimento de suas obrigações, e na tomada de decisões éticas que beneficiam a sociedade e a promoção de direitos humanos. Trabalho Voluntário (3ª série) O trabalho voluntário, enquanto objeto de conhecimento, busca desenvolver, junto ao estudante, valores de empatia e solidariedade a partir da compreensão da realidade do outro. Também abre a possibilidade do estudante desenvolver habilidades que serão exigidas no mercado de trabalho, além de atuar de maneira efetiva na construção de uma sociedade mais justa e menos desigual. A partir das discussões e práticas envolvendo o trabalho voluntário, o estudante deve perceber ao longo desse processo a importância dessa ação para a efetiva redução das desigualdades sociais e econômicas no convívio social, o que culmina na real construção da justiça social. Para além disso, o estudante tem a possibilidade de desenvolver valores, como a empatia e a solidariedade, a partir do entendimento ou da vivência de realidades diversas, o que o desenvolve enquanto ser humano e social. A prática do trabalho voluntário também abre perspectiva para desenvolver a experiência profissional a partir da ação efetiva em uma área de trabalho, na ampliação do círculo social e profissional, através do conhecimento de novas pessoas e grupos diversos, na prática da responsabilidade individual e corporativa, o que reflete no comprometimento social dos indivíduos da sociedade, que atuam buscando impactar positivamente na vida das pessoas. Saúde e Segurança no Trabalho (3ª série) O objeto de conhecimento em questão tem como finalidade demonstrar ao estudante a existência e importância das principais normas e leis de segurança relativas ao trabalho e à saúde do trabalhador, aos principais riscos ocupacionais catalogados, aos equipamentos necessários à proteção individual e coletiva, mas, principalmente, evidenciar o papel dessas leis e procedimentos para o bem-estar do trabalhador no seu ambiente laboral, o que gera o bom andamento das atividades econômicas. A construção deste objeto de conhecimento deve permitir ao estudante entender que a saúde e a segurança do trabalhador têm influência direta na maior produtividade e eficiência 32 das atividades econômicas, visto que o funcionário em boas condições de saúde tem menor probabilidade de faltar ao trabalho e de se ausentar por doenças ou lesões, não afetando a produtividade devido às ausências. Outro aspecto importante diz respeito à redução de custos relativos a acidentes de trabalho, já que a ocorrência de acidentes laborais gera despesas significativas, incluindo cuidados médicos, licenças remuneradas, indenizações e substituiçãode funcionários. Por fim, é necessário consolidar, junto ao estudante, que o respeito, o cumprimento e o investimento na segurança e saúde do trabalhador beneficiam toda uma cadeia produtiva, que vai do trabalhador, enquanto ser individual, a todo tecido económico existente. 33 3 ORGANIZADOR CURRICULAR DE CORRESPONSABILIDADE SOCIAL E EMPREENDEDORISMO O Organizador Curricular de Corresponsabilidade Social e Empreendedorismo foi elaborado em torno dos dois eixos temáticos - Participação Social (2º ano) e Intervenção Social (3º ano) - com suas respectivas dimensões. No organizador, você, professor (a), terá sugestões de conteúdos, metodologias e referências relacionadas a cada objeto de conhecimento, a fim de subsidiar o professor quanto ao planejamento das aulas. Vale ressaltar que o organizador, por possuir um caráter sugestivo quanto aos conteúdos, metodologias e referências, garante a possibilidade de ampliação dos mesmos em suas aulas, desde que haja uma relação direta com o objeto de conhecimento proposto. 3.1 Organizador Curricular do Eixo de Participação Social (2ª série) DIMENSÃO SOCIAL Objetos de Conhecimento Sugestões de conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências Matriz Étnico- Cultural do Povo brasileiro Contexto histórico- político da formação étnico-cultural brasileira e maranhense; Os traços étnico-culturais brasileiros - formação da cultura maranhense; Etnocentrismo, Relativismo Cultural e Diversidade Racismo e discriminação A Aculturação, o hibridismo cultural, e apropriação cultural; Empoderamento social e as políticas afirmativas Exposição com obras pictóricas e fotográficas criadas pelos estudantes a partir da temática “Os traços étnico-culturais brasileiros - formação da cultura maranhense"; Júri simulado a partir da temática “Empoderamento social e as políticas afirmativas de valorização étnico-cultural; Sala de aula invertida, com utilização de textos e/ou vídeos a partir da temática “A aculturação, hibridismo cultural e apropriação cultural;” Visitas a museus e casas de Composição étnica do Brasil Composição étnica do Brasil O que são ações afirmativas? O que são ações afirmativas? | Politize! Apropriação cultural VOCÊ SABE O QUE É APROPRIAÇÃO CULTURAL? | CNN Tonight https://brasilescola.uol.com.br/geografia/composicao-etnica-brasileira.htm https://brasilescola.uol.com.br/geografia/composicao-etnica-brasileira.htm https://www.politize.com.br/acoes-afirmativas/ https://www.politize.com.br/acoes-afirmativas/ https://www.youtube.com/watch?v=O8_p5U6yvlo https://www.youtube.com/watch?v=O8_p5U6yvlo https://www.youtube.com/watch?v=O8_p5U6yvlo https://www.youtube.com/watch?v=O8_p5U6yvlo 34 de valorização étnico- cultural; História e elementos das religiões de Matriz- Africana e dos Povos de Terreiro. cultura. Roda de conversa com grupos, coletivos ou lideranças Leitura e debate em torno de alguma obra literária que aborde algum dos conteúdos referentes ao objeto “Matriz étnico-Cultural do Povo brasileiro” Feira cultural com pesquisa, produção e apresentação de pinturas, fotografias, esculturas, vídeos, danças, livros, músicas, gastronomia, elementos religiosos, vestimentas, etc retratando as matrizes étnico-culturais do povo brasileiro. Inclusão social Contexto histórico e lutas sociais pela inclusão; Diversidade, minorias e a inclusão social; Inclusão social na escola, esporte e no trabalho; Inclusão social e qualidade de vida; Inclusão digital; Teatro Invisível em torno do conteúdo Inclusão Social e Qualidade de Vida; Teatro Fórum: desenvolver em sala de aula encenações teatrais usando a técnica de teatro fórum, em torno de temática “Diversidade, minorias e inclusão social” Construção de paródias com o conteúdo Diversidade, minorias e a inclusão social; Exibição e debate em torno de filmes que abordam temas relacionados à inclusão social. Produção de podcasts abordando temas relacionados à inclusão social. Técnica do teatro invisível Técnica de Teatro Fórum Inclusão Social Inclusão social: o que é, aplicação, leis, exemplos Educação Inclusiva Educação Inclusiva :: Acolhimento na escola https://medium.com/@EAtivismo/t%C3%A1tica-teatro-invis%C3%ADvel-c199f84a5096 https://medium.com/@EAtivismo/t%C3%A1tica-teatro-invis%C3%ADvel-c199f84a5096 https://medium.com/@EAtivismo/t%C3%A1tica-teatro-invis%C3%ADvel-c199f84a5096 https://medium.com/@EAtivismo/t%C3%A1tica-teatro-invis%C3%ADvel-c199f84a5096 https://utida.medium.com/parte-3-teatro-imagem-e-teatro-f%C3%B3rum-f46dc94cc2cd https://utida.medium.com/parte-3-teatro-imagem-e-teatro-f%C3%B3rum-f46dc94cc2cd https://utida.medium.com/parte-3-teatro-imagem-e-teatro-f%C3%B3rum-f46dc94cc2cd https://utida.medium.com/parte-3-teatro-imagem-e-teatro-f%C3%B3rum-f46dc94cc2cd https://brasilescola.uol.com.br/educacao/inclusao-social.htm https://brasilescola.uol.com.br/educacao/inclusao-social.htm https://www.youtube.com/watch?v=dFdy_GmFTvQ https://www.youtube.com/watch?v=dFdy_GmFTvQ 35 Entrevistas semiestruturadas com pessoas de terceira idade (os temas a serem contemplados nas entrevistas ficarão a cargo dos professores e estudantes) Prática esportiva adaptada em parceria com o professor de Educação Física e roda de conversa para exposição dos comentários dos estudantes sobre a atividade; Dimensão Política Objetos de Conhecimento Sugestões de Conteúdos Sugestões de Metodologias Sugestões de Referências Direitos Humanos Direitos Humanos: concepções e importância; Surgimento dos Direitos Humanos: Revolução Americana e Revolução Francesa; Primeira, segunda e terceira dimensão histórica dos Direitos Humanos; Tratados e convenções de Direitos Humanos: Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU; Direitos Fundamentais na Constituição Brasileira de 1988; Elaboração de mural criativo com imagens e reportagens para promover o debate sobre a violação dos Direitos Humanos; Júri-simulado a partir de um caso famoso (Desrespeito aos Direitos Humanos) que pode ser sugerido pelos próprios estudantes; Seminário sobre os Direitos fundamentais existentes na Constituição Federal brasileira de 88 e se eles são respeitados na prática na sociedade brasileira; Sala de aula invertida sobre como as revoluções americana e francesa influenciaram o mundo ocidental e a busca pelos direitos humanos; Criação, em equipe, de uma campanha publicitária (audiovisual) sobre Direitos Humanos. O que são os direitos humanos - O que são direitos humanos? Direitos humanos: Surgimento e aplicação prática - Direitos Humanos: o que são, artigos e como surgiram - Brasil Escola Declaração dos direitos do homem e cidadão (Revolução Francesa) - A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 - Brasil Escola Declaração universal dos direitos humanos da ONU - Declaração Universal dos Direitos Humanos - Brasil Escola Gerações dos Direitos Humanos - Direitos humanos: conheça as três gerações! | Politize! Direitos fundamentais na https://www.unicef.org/brazil/o-que-sao-direitos-humanos https://www.unicef.org/brazil/o-que-sao-direitos-humanos https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/direitos-humanos.htm https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/direitos-humanos.htm https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/direitos-humanos.htm https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/direitos-humanos.htm https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-declaracao-dos-direitos-homem-e-do-cidadao-de-1789.htm https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-declaracao-dos-direitos-homem-e-do-cidadao-de-1789.htm