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EXEMPLO DE REDAÇÃO: O Uso de Drogas Brás Cubas, o personagem, de Machado de Assis, disse que não queria ter filhos para não transmitir a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Nesse sentido, nota-se que a memorável frase do escritor brasileiro revela o seu pessimismo e descrença para com a humanidade. Hoje, verificando-se o cenário pandêmico da COVID -19 que gerou o aumento do uso de drogas, as quais trazem consequências físicas e mentais devido aos seus fatores químicos, ele, o defunto -autor, teria considerado a sua decisão acertada. A priori, é necessário destacar que o consumo de substâncias ilícitas ou não, infelizmente, teve seu agravo devido a condição de pandemia vivenciada pela sociedade. Isso porque, mediante ao isolamento social e ao período de incertezas e medos, muitas pessoas se encontram desesperadas e sozinhas, e como uma forma de fuga dessa realidade, recorreram a alucinógenos. Segundo Ministério da Saúde, os hospitais credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tiveram um aumento de 54% no ano 2020 devido a internações decorrentes as entorpecentes ilegais. Dessa forma, o uso de drogas torna-se não só uma falsa oportunidade de alívio imediato, mas também um mal para o mundo atual. “O homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio”. A frase dita por Hipócrates, médico e filósofo da Grécia Antiga, vai de forma direita ao encontro da realidade de muitos usuários de tóxicos, já que o bem-estar dos mesmos são altamente comprometidos pelo uso de drogas, principalmente, sintéticas. Isso se torna mais claro ao observar a questão química envolvendo as mesmas, já que se destacam por suas composições que causam no ser humano alterações na efetividade e função do cérebro, confusão mental, alucinações, psicoses e uma intensa síndrome de abstinência. Desse modo, aquilo que, a princípio, se configurava em euforia e alegria, logo, resulta na pior condição do ser humano, e por conseguinte, se opõe o ideal do pensador grego. Depreende-se, portanto, a necessidade de mitigar essa problemática do consumo de estupefacientes. Para tal, cabe ao Governo garantir mais investimentos em projetos, programas, organizações de saúde e gestões de cunho coletivo, como exemplo, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), para que alcancem de maneira humanizada usuários de drogas que queiram ajuda, assim, os auxiliando em suas reabilitações e fragilidades. Além disso, pode -se organizar discussões, movimentos e propagandas em escolas, locais populares e em mídias de comunicações, as quais possam assegurar a conscientização de diferentes públicos em relação ao uso e consequências das drogas. Somente assim, haverá a esperança de um futuro mais saudável e, talvez, de um legado que Brás Cubas pudesse se orgulhar.