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RESUMO PSICOPATOLOGIA ESPECIAL – 2 B
TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE – F60 a F69
> PERSONALIDADE:
- Conjunto integrado de traços psíquicos, consistindo no total das características individuais, em sua relação com o meio, incluindo todos os fatores físicos, biológicos, psíquicos e socioculturais de sua formação, conjugando tendências inatas e experiências adquiridas no curso de sua existência.
Termo que representa o estilo de funciona mento adaptativo que um indivíduo exibe em suas relações típicas nos ambientes. Padrões:
- Normais: adaptação efetiva (a maior parte do tempo) ou esperada nos ambientes
- Patológicos: funcionamento desadaptativo no cotidiano – Expressão característica da maneira de viver do indivíduo e de seu modo de estabelecer relações consigo próprio e com os outros.
> TRANSTORNOS:
- Comportamentos clinicamente significativos que tendem a persistir
- Podem aparecer precocemente.
- São estáveis e englobam múltiplos domínios do comportamento e do funcionamento 
Psicológico.
- Frequentemente associados a sofrimento subjetivo e a comprometimento do desempenho social.
> PERSONALIDADE PARANÓICA (F60): Sensibilidade excessiva fac e às 
contrariedades; recusa de perdoar os insultos; caráter desconfiado; tendência a distorcer os fatos; 
suspeitas redicivantes, injustificadas, a respeito da fidelidade sexual do esposo ou do parceiro sexual; sentimento combativo e obstinado de seus próprios direitos; superavaliação de sua autoimportância (autorreferência excessiva).
PERSONALIDADE ESQUIZÓIDE (F60.1): Retraimento dos contatos sociais e afetivos; preferência pela fantasia, atividades solitárias e a reserva introspectiva; incapacidade de expressar seus sentimentos e a experimentar prazer.
PERSONALIDADE DISSOCIAL (F60.2): Desprezo/desvio das obrigações sociais; falta de empatia para co m os outros; comportamento não é facilmente modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas punições; baixa tolerância à frustração e u m baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência; tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade.
Personalidade (transtorno da): amoral, antissocial, associal, psicopática, sociopática
TRANSTORNO DE PERSONALIDADE COM INSTABILIDADE EMOCIONAL
(F60.3): Agir de modo imprevisível sem consideração pelas consequências; humor imprevisível e caprichoso; tendência a acessos de cólera e uma 
incapacidade de controlar os comportamentos impulsivos; tendência a adotar um comportamento briguento e a entrar em conflito com os outros,
particularmente quando os atos impulsivos são contrariados ou censurados. 
- Tipo impulsivo: instabilidade emocional e falta de controle dos impulsos;
- Tipo “borderline”: perturbações da autoimagem, do estabelecimento de projetos e das preferências pessoais; sensação crônica de vacuidade (vazio); relações interpessoais intensas e instáveis; tendência a adotar um comportamento autodestrutivo, compreendendo tentativas de suicídio e gestos suicidas.
PERSONALIDADE HISTRIÔNICA (F60.4): Afetividade superficial e lábil; dramatização,teatralidade, expressão exagerada das emoções; sugestibilidade; egocentrismo, autocomplacência, falta de consideração para com o outro; desejo per manente de ser apreciado e de constituir-se no objeto de atenção; tendência a se sentir facilmente ferido. Personalidade (transtorno da) : histérica, psicoinfantil.
PERSONALIDADE ANANCÁSTICA (F60.5): Sentimento de dúvida e verificação; perfeccionismo, escrupulosidade, preocupação com pormenores, obstinação, prudência e rigidez excessivas; O transtorno pode se acompanhar de pensa mentos ou de impulsos repetitivos e intrusivos não atingindo a gravidade de um transtorno obsessiva-compulsivo.
PERSONALIDADE ANSIOSA [ESQUIVA] (F60.6): Sentimento de tensão e de apreensão, insegurança e inferioridade; Desejo permanente de ser amado e aceito, hipersensibilidade à crítica e a rejeição, reticência a s e relacionar pessoalmente; tendência a evitar certas atividades que saem da rotina com um exagero dos perigos ou dos riscos potenciais em situações banais.
PERSONALIDADE DEPENDENTE (F60.7 ): Tendência sistemática a deixar a outrem a tomada de decisões, importantes ou menores; medo de ser abandonado ; percepção de si como fraco e incompetente; submissão passiva à vontade do outro; dificuldade de fazer face às exigências da vida cotidiana com falta de energia e disposição com alteração das funções intelectuais ou perturbação das emoções; tendência frequente a transferir a responsabilidade para outros.
> TRANSTORNOS DOS HÁBITOS E DOS IMPULSOS (F63): A tos repetidos, sem 
motivação racional clara, incontroláveis, e que vão e m geral contra os interesses do próprio sujeito e aqueles de outras pessoas. O sujeito indica que seu comportamento está associado a impulsos para agir.
JOGO PATOLÓGICO (F63.0): Episódios repetidos e frequentes de jogo que dominam a vida do sujeito em detrimento dos valores e dos 
compromissos sociais, profissionais, materiais e familiares.
PIROMANIA (F63.1): Atos ou tentativas múltiplas visando a pôr fogo em objetos e bens sem motivo aparente, associado a preocupações persistentes com relação a fogo ou incêndio. Estado de tensão crescente antes do ato e uma excitação intensa i mediatamente após sua realização.
ROUBO PATOLÓGICO [CLEPTOMANIA] (F63.2): Impossibilidade repetida de resistir aos impulsos de roubar objetos. Os objetos não são roubados por sua utilidade imediata ou seu valor monetário; o sujeito pode, ao contrário, quer descartá-los, dá-los ou acumulá-los. Estado de tensão crescente antes do ato e uma excitação intensa imediatamente após sua realização.
TRICOTILOMANIA (F63.3): Perda visível dos cabelos, causada por uma impossibilidade repetida de resistir ao impulso de se arrancar os cabelos. O arrancamento dos cabelos é precedido em geral de uma sensação crescente de tensão e seguido de uma sensação de alívio ou de gratificação. 
OUTROS TRANSTORNOS DOS HÁBITOS E DOS IMPULSOS (F63.8)
TRANSTORNOS DA IDENTIDADE SEXUAL (F64): são diagnosticados pelo CID10
quando há sofrimento devido à situação vivida.
- F64.0 TRANSEXUALISMO
- F64.1 TRAVESTISMO BIVALENTE
- F64.2 TRANSTORNO DE IDENTIDADE SEXUAL NA INFÂNCIA
TRANSTORNOS DA PREFERÊNCIA SEXUAL – PARAFILIAS - (F65):
- F65.0 FETICHISMO: Utilização de objetos inanimados como estímulo da excitação e da satisfação sexual. 
- F65.1 TRAVESTISMO FETICHISTA: Vestir roupas do sexo oposto, principalmente com o objetivo de obter excitação sexual e de criar a aparência de pessoa do sexo oposto. 
- F65.2 EXIBICIONISMO: Tendência recorrente ou persistente de expor seus órgãos genitais a estranhos
- F65.3 VOYEURISMO: Tendência recorrente ou persistente de observar pessoas em atividades sexuais ou íntimas como o tirar a roupa.
- F65.4 PEDOFILIA: Preferência sexual por crianças
- F65.5 SADOMASOQUISMO: Preferência por uma atividade sexual que implica dor.
TRANSTORNOS DEVIDOS AO USO DE SUBST. PSICOATIVA – F10 A F19
> SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS:
- Modificam uma ou mais funções do SNC, com consequências psíquicas e 
comportamentais, ativando áreas de recompensa do cérebro.
TIPOS DE DROGAS (F10. a F19.):
- Estimulantes: aumentam a atividade cerebral – atenção e vigília, acelera ção do pensamento e euforia – cafeína,nicotina, anfetamina, cocaína, crack
- Depressoras: diminuem a atividade cerebral – analgesia, lentificação, diminuição da 
atenção e vigília – álcool, benzodiazepínicos, opiáceos/morfina, heroína, mependina, lança-perfume, cola, clorofórmio, éter
- Perturbadoras/Alucinógenas: alteram o funcionamento cerebral – sensopercepção – 
maconha, LSD, ayahuasca (chá do Santo Daime), ecstasy.
SÍNDROMES RELACIONADAS:
- Intoxicação:
- Abuso:
- Uso nocivo: 
- Dependência: padrão desadaptativo de uso de substâncias com repercussões psicológicas, físicas e sociais – envolvimento importante da pessoa com a substância;
- Desenvolvimento do abuso e dependência: múltiplas variáveis envolvidas, como 
curiosidade, experiência “ilegal”, convivência, etc ;
TRANSTORNOS ALIMENTARES
> DIMENSÕES DO CPTO ALIMENTAR:
- Fisiológica-nutritiva: satisfação de necessidades nutricionais
- Psicodinâmica e afetiva: satisfação oral (libidinal)
- Relacional: interação entre as pessoas na alimentação.
> SÍNDROMES (F50):
ANOREXIA NERVOSA (F50.0): perda de peso intencional, induzida e mantida pelo 
paciente. Medo de engordar e de ter uma silhueta arredondada, intrusão persistente de uma ideia supervalorizada, impõem a si mesmos um baixo peso – DISTORÇÃO DA IMAGEM CORPORAL 
- Desnutrição de grau variável que se acompanhada de modificações endócrinas e metabólicas, secundárias e de perturbações das funções fisiológicas. Restrição das escolhas alimentares, a prática excessiva de exercícios físicos, vômitos provocados e a utilização de laxantes, anorexígenos e de diuréticos.
BULIMIA NERVOSA (F50.2): compulsão pelo alimento e preocupação excessiva com controle de peso corporal e ações que minimizam o efeito da compulsão (vô mitos, uso de medicações)
OBESIDADE (E66): Disfunções dos mecanismos de saciedade – Perfil: imaturidade, baixa
autoestima e tolerância à frustração, repressão sexual, uso da compulsão como fonte de min imizar 
outras patologias
SÍNDROMES ORGÂNICAS
- Etiologia orgânica com manifestações de sintomas mentais e comportamentais
- CID 10: F00 a F09
> SINDROMES DEMENCIONAIS (F01 a F04):
- Devida a uma doença cerebral, usualmente crônica ou progressiva
- Comprometimento de numerosas funções corticais superiores: memória, pensamento, orientação, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizagem em linguagem e julgamento
- Deterioração do controle emocional, do comportamento social ou da motivação.
- A síndrome ocorre na doença de Alzheimer, e m doenças cerebrovasculares e em outras afecções que atingem primária ou secundariamente o cérebro.
SÍNDROMES CONFUSIONAIS AGUDAS (DELIRIUM) (F05):
- Não induzida por álcool ou substâncias psicoativas
- Decorrente de distúrbios cerebrais ou de outros órgãos
- Agudo
- Potencialmente reversível
- Sintomas: rebaixamento da consciência e da atenção, desorientação auto e 
alopsíquica, pensamento ilógico, e desorganização do discurso, ilusões visuais, alucinações visuais ou táteis, 
ansiedade intensa, irritação, pavor, perturbação da memória, agitação psicomotora, alteração do ritmo vigília-sono
> Subtipos:
- Hiperativo: inquietação e agitação, agressividade, prejuízo na sensopercepção, discurso 
confuso
- Hipoativo: sonolência, pouca expressão motora e afetiva
- Misto
> Fatores Causais:
Idade avançada
Lesões Cerebrais
Dependência de álcool ou outras drogas
Estressores biológicos
> SINDROMES PSICO-ORGANICAS (F06 e F07):
- Devido a uma doença cerebral primária, a uma doença sistêmica que acomete 
secundariamente o cérebro, a substâncias tóxicas ou hormônios exógenos, a trans tornos endócrinos ou a outras doenças somáticas 
MODELOS DE INTERVENÇÃO/RECURSOS DO PSICÓLOGO
Resumo – Psicopatologia Especial – NP2 
Luto e Melancolia 
O luto, de modo geral, é a reação à perda de um ente querido, à perda de alguma abstração que ocupou o lugar de um ente querido (apego). 
A reação da perda pode produzir melancolia em vez de luto ; por conseguinte , suspeitamos de uma disposição patológica. 
Luto não é patológico e não deve ser submetido a tratamento. 
Sintomas de Luto – graves afastamentos daquilo que constitui a atitude normal para com a vida, desânimo penoso, insônia, hipersonia, 
alterações no apetite. 
Na melancolia, são encontrados os mesmos sintomas. 
A maior diferença está na perturbação da autoestima, a ponto de encontrar a expressão em autorreconhecimento. 
O melancólico exibe ainda outra coisa que está ausente no luto – uma diminuição extraordinária de sua autoestima , um empobrecimento de seu ego em grande escala. 
No luto, o mundo fica podre e vazio . Na melancolia, é o ego. 
Na melancolia, o objeto talvez não tenha morrido, mas tenha sido perdido enquanto objeto de amor. 
A melancolia está de alguma forma relacionada a uma perda objetal retirada da consciência, em contraposição ao luto, no qual nada existe de inconsciente respeito da perda. 
No quadro clínico da melancolia, a insatisfação com o ego constitui, por motivos de ordem moral, a característica mais marcante. 
Episódio Depressivo – evidentes sintomas depressivos (humor deprimido, anedonia, fatigabilidade, diminuição da concentração e da autoestima, ideias de culpa e de inutilidade, distúrbios do sono e do apetite) devem estar presentes por pelo menos duas semanas, e não mais que por dois anos de forma ininterrupta. Os episódios duram geralmente entre 3 e 12 meses. 
Sintomas Afetivos – tristeza, sentimento de melancolia; choro fácil e/ou frequente, apatia, sentimento de falta de sentimento, sentimento de tédio, de aborrecimento crônico, irritabilidade aumentada, angústia ou ansiedade, desespero, desesperança . 
Alterações da esfera instintiva e neurovegetativa – anedonia (incapacidade de sentir prazer), fadiga, desânimo, diminuição da vontade (hipobulia), insônia ou hipersonia, perda ou aumento do apetite, constipação, palidez, diminuição da libido, diminuição da resposta sexual.
Alterações Ideativas – ideação negativa, pessimismo, ideias de arrependimento e de culpa, ruminações com mágoas antigas, visão de mundo marcada pelo tédio, ideias de morte, de desaparecer, dormir para sempre, ideação, planos ou atos suicidas.
Alterações Cognitivas – déficit de atenção e concentração, déficit 
secundário de memória, dificuldade de tomar decisões, pseudodemência 
depressiva.
Alterações da Auto valoração – sentimento de autoestima 
diminuída, sentimento de insuficiência e incapacidade, sentimento de 
vergonha e autodepreciação. 
Alterações da Volição e da Psicomotricidade – tendência a permanecer na cama por todo o dia, aumento na latência entre perguntas e respostas, lentificação psicomotora, estupor hipertônico ou hipotônico, diminuição da fala, redução da voz, fala lenta, mutismo, negativismo. 
Também podem estar presentes, em formas graves de depressão , sintomas psicóticos. 
Sintomas Psicóticos – ideias delirantes de conteúdo negativo, delírio de ruína ou miséria, delírio de culpa, delírio hipocondríaco e/ou negação dos órgãos, delírio de inexistência, alucinações (geralmente auditivas) com conteúdo depressivo . 
Episódio Depressivo Leve – humor deprimido, perda de interesse e prazer e fatigabilidade aumentada são sintomas típicos, e nenhum deles deve estar presente em grau intenso. Um indivíduo com episódio depressivo lev e está 
usualmente angustiado pelos sintomas e tem dificuldade com o dia a dia, mas provavelmente não irá parar suas funções completamente.
Episódio Depressivo Moderado – Vários sintomas provavelmente estão presentes em um grau marcante, a duração mínima do episódio completo é de cerca de duas semanas. Um indivíduo com episódio moderado usualmente terá dificuldade considerável em continuar com atividades sociais e do dia a dia. 
Episódio Depressivo Grave– No episódio depressivo grave, o paciente usualmente apresenta angústia ou agitação considerável, a menos que retardo seja um aspecto marcante. Perda de autoestima, culpa e sentimento s de inutilidade também costuma m ser proeminentes, e o suicídio é um perigo marcante no s casos particularmente graves. 
Episódio Depressivo Grave com Sintomas Psicóticos – apresenta os mesmos sintomas d o episódio depressivo grave, mas com presença de sinto mas psicóticos (delírios e alucinações com conteúdo depressivo). 
Transtorno Depressivo Recorrente – é caracterizado por episódios repetidos de depressão (especificados por grau de episódio), sem qualquer história de episódios independentes de elevação do humor e hiperatividade que preencham os critérios para mania.
Episódio Maníaco – a euforia patológica constitui a base da síndrome maníaca. A aceleração das funções psíquicas está quase sempre presente. Além das alterações do humor, na esfera ideativa verifica-se um pensamento superficial e impreciso. 
Os principais sintomas são: 
• Aumento da autoestima; 
• Sentimento de expansão e engrandecimento do eu; 
• Insônia; 
• Loquacidade – produção verbal rápida, fluente e persistente; 
• Logorreia – produção verbal muito rápida, fluente e com perda das concatenações lógicas.
• Pressão para falar; 
• Distraíbilidade; 
• Agitação psicomotora; 
• Irritabilidade; 
• Arrogância;
Heteroagressividade – geral mente desorganizada e sem 
objetivos precisos ; 
• Desinibição social e sexual; 
• Tendência exagerada a comprar objetos ou dar seus 
pertences; 
• Ideias de grandeza, poder ou importância social . 
Quando há episódios afetivos prévios ou subsequentes (depressivos, maníacos ou hipomaníacos), o transtorno deve ser codificado sob transtorno afetivo bipolar.
Hipomania – uma forma atenuada do episódio maníaco. O indivíduo está mais disposto que o normal, pode ter diminuição do sono.
Mania com sintomas psicóticos – episódio grave com sintomas psicóticos, tais como delírio de grandeza ou poder, delírios místicos, as vezes acompanhado de alucinação auditiva ou visual. Nesses casos, o indivíduo apresenta comportamento bastante alterado, com agitação, desinibição social e/ou sexual, agressão, negligência com alimentação 
e higiene pessoal.
Transtorno Afetivo Bipolar 
• Caráter fásico, episódico ; 
• Episódios de mania e depressão ocorrem de modo relativamente delimitado no tempo, com períodos de remissão, em que o paciente se encontra eutímico; 
• Episódios repetidos (pelo menos dois) , nos quais o humor e os níveis de atividade do paciente estão significantemente perturbados; 
• Alteração maníaca , hipomaníaca e depressiva.
Ciclotimia – quadro em que o indivíduo apresenta frequentes períodos leves d e sintomas depressivos seguidos, e certa elação do humor (hipomania), sem apresentar um episódio completo de depressão ou mania. O aspecto essencial é 
uma instabilidade persistente no humor, envolvendo numerosos períodos de depressão e elação leves , sem serem graves ou longos o suficiente para se enquadrarem em um quadro depressivo ou bipolar. 
Distimia – depressão crônica, geralmente de intensidade leve. Os sintomas depressivos mais comuns são a diminuição da autoestima, fatigabilidade aumentada, dificuldade em tomada de decisão e concentração, mau humor 
crônico , irritabilidade e sintoma de desesperança. Os sintomas devem estar presentes de forma ininterrupta por pelo menos dois anos . O indivíduo normalmente tem períodos em que se descreve m como estando bem, mas na maior parte do tempo (meses) se descrevem cansados e deprimidos. Apesar das queixas, usualmente são capazes de lidar com o d ia a dia (não se en quadram no transtorno depressivo recorrente). 
Agorafobia – medo de espaços aberto s, multidões, e a dificuldade de um escape fácil e imediato para um lugar seguro. 
• Os sintomas devem ser primariamente de ansiedade; 
• A ansiedade deve estar restrita a pelo menos duas das seguintes situações: multidões, lugares públicos, viajar para longe de casa e viajar sozinho; 
• A evitação da situação fóbica deve ser ou estar sendo um aspecto proeminente 
Fobias Sociais – frequentemente se iniciam na adolescência. 
Envolvem medo de expor-se a outra s pessoas e evitação de situações 
sociais. Os sintomas podem progredir para ataques de pânico
Os sintomas devem ser primariamente de ansiedade; 
• A ansiedade deve ser restrita o u predominar em situações sociais; 
• A evitação das situações fóbicas devem ser um aspecto proeminente, em casos extremos podendo resultar em isolamento social. 
Fobias Específicas – fobias restritas, tais como: altura, escuridão, voar, espaços fechados, dentistas, sangues etc. 
• Os sintomas primários devem ser de ansiedade; 
• A ansiedade deve estar restrita à presença do objeto ou situação fóbica determinada; 
• A situação fóbica é evitada sempre que possível. 
Transtorno de Pânico – ataques recorrentes de ansiedade grave 
e medo de morrer. 
• Acontece em circunstâncias onde não há perigo objetivo; 
• Sem estar confinado a situ ações conhecidas ou previsíveis; 
• Com relativa liberdade de sintomas ansiosos entre os ataques. 
Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) – O aspecto essencial é a ansiedade, a qual é generalizada e persistente. 
• Queixas contínuas de nervosismo, tremores, tensão muscular, sudorese, sensação de cabeça leve, palpitações, tonturas e desconforto epigástrico ; 
• Os sintomas devem envolver elementos de: apreensão, tensão motora, hiperatividade autonômica.
Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) – o aspecto essencial são pensamentos obsessivos (ideias, imagens ou impulsos que entram na mente repetidamente) ou atos compulsivos recorrentes (atos ou rituais compulsivos que se repetem constantemente). 
• Devem ser reconhecido s como pensamentos ou impulsos do próprio indivíduo; 
• Deve haver pelo menos um pensamento ou ato que ainda é resistido, mas sem sucesso; 
• O pensamento de execução do ato não deve ser em si mesmo prazeroso, apenas aliviador de tensão ; 
• Os pensamentos , imagens ou impulsos devem ser desagradavelmente repetitivos. 
Reação Aguda a o Estresse – Transtorno transitório de gravidade significativa, é uma resposta à excepcional estresse físico e/ou mental e que usualmente diminui dentro de horas o u dias. Ex.: catástrofe natural, acidente, assalto, pandemia. 
• Mostram um quadro misto e em geral mutável; 
• Depressão, ansiedade, raiva, desespero, hiperatividade e retraimento podem todos ser vistos, mas nenhum tipo de sintoma predomina 
por muito tempo; 
• Resolvem-se rapidamente
Em caso s em que o estresse continua ou não pode, por sua natureza, ser revertido, os sintomas geralmente começam a diminuir depois de 24/4 8 horas e são usualmente mínimos após 3 dias. 
Transtorno de Estresse Pós-Traumático – resposta tardia e/ou protraída a um evento ou situação estressante. Ex.: desastre natural ou feito pelo homem, combate, acidente, testemunhar atrocidades, ser vítima de tortura, terrorismo, estupro, abuso etc. 
• O trauma se manifesta sob a forma de memórias intrusas (flashbacks) ou sonhos. 
Neurastenia – queixa de fadiga após esforço mental , frequentemente associada a alguma diminuição no desempenho ocupacional. A fatigab ilidade mental é descrita como desagradável. 
• Queixas persistentes e angustiantes de fadiga; 
• Queixas persistentes e angustiantes de fraqueza e exaustão corporal; 
 Pelo menos dois dos seguintes sintomas: sentimentos de dores musculares,tonturas, cefaleias tensionais, perturbação do sono, incapacidade de re laxar, irritabilidade, dispepsia (sensação de desconforto digestivo ). 
Síndromes Relacionadas a Substância s Psicoativas 
Substância Psicoativa – substância que quando ingerida modifica uma o u várias funções, produzindo efeitos psíquicos e comportamentais. 
Tolerância – refere-se à diminuição dos efeitos da substância após repetidas administrações. 
Fissura/craving – intenso desejo de uso; binge corresponde ao uso intenso e compulsivo de uma substância . 
Dependência – padrão mal adaptativo de uso com repercussões psicológicas, físicas e sociais. Inclui o s fenômenos de tolerância, sintomas de abstinência e uso recorrente. 
Dependência física – adaptação do corpo a substância, manifestação de 
distúrbios físicos quando interrompida. 
Desenvolvimento de dependência – redução do repertório social, obsessão pela substância, diminuição da autoestima, psicoses tóxicas, psicoses induzidas, psicoses funcionais. 
Abstinência – conjunto de sinais e sintomas que ocorrem horas ou dias após cessas ou reduzido consumo da substância, com sintomas: ansiedade, inquietação, náuseas, tremores, sudorese, podendo em alguns casos ocasionar em convulsões e óbito.
Transtornos Alimentares 
Anorexia Nervosa – perturbação profunda da percepção da imagem corporal com busca incessante em tornar-se magro, resultando em perda acentuada de peso , que pode chegar à inanição.
O indivíduo se considera gordo e disforme, mesmo que tudo prove o contrário; 
• O peso corporal é mantido pelo menos 15% a menos que o esperado; 
• Interação social e fatores biológicos contribuem para suas causas; 
• Dez vezes mais frequente no sexo feminino; 
• Em geral, inicia-se na adolescência, com evolução variável que é escondida e negada pelo indivíduo ; 
• O tratamento envolve aspectos psicoeducacionais e conscientização, envolvendo também a família do indivíduo, além de psicoterapia individual e grupal . O tratamento medicamentoso depende das manifestações clínicas, podendo ser utilizados antidepressivos, ansiolíticos e neurolépticos. 
Bulimia Nervosa – episódios repetidos e incontroláveis de ingestão exagerada de alimentos, seguidos de comportamentos compensatórios: vômitos autoinduzidos, abuso de laxantes, jejuns prolongados e exercícios intensos. 
• Apesar da preocupação intensa com o peso, este geralmente 
se mantém na normalidade; 
• Percebe-se baixo autoestima, traços de caráter impulsivo e 
auto expectativa elevada; 
• Dez vezes mais frequente no sexo feminino; 
Frequentemente associada a histórico de anorexia nervosa, transtorno de 
ansiedade e do humor; 
• Comum associação com uso de drogas, álcool e transtorno de personalidade; 
• Difícil aderência ao tratamento; 
• Tratamento envolve conscientização, envolvimento 
familiar, psicoterapia individual e grupal, cunho psicoeducacional. Tratamento medicamentoso envolve antidepressivos.
P s i c o p a t o l o g i a E s p e c i a l
 R e s u m o E T P 
Para entender o que são os sintomas psicóticos, vamos definir o 
TRANSTORNO PSICÓTICO
Trata-se de um estado mental de perda de ligação com a realidade, o que pode 
resultar em alucinações, mudanças de personalidade, desordem nos 
pensamentos, além de delírios, problemas sociais e claras dificuldades para 
realizar tarefas cotidianas. (É como se a pessoa entrasse em um universo 
paralelo.) 
NEUROSE 
Todo reprimido se revolta contra o seu destino . É assim que nasce o funcionamento neurótico. (ex. da cunhada). 
Neuroses e psicoses são estruturas psíquicas. Estrutura é diferente de patologia. 
A estrutura já se dá na infância. É definida, mas ela pode ficar encubada 
até que surja um fator desencadeante. Algum acontecimento significativo que 
pode fazer a estrutura se manifestar. 
Neuroses são transtornos da afetividade que levam as pessoas a experimentarem sentimentos e reações motoras incomuns. 
No geral, um indivíduo que é neurótico sabe do seu problema, sofre com esse fato, porém, se sente incapaz de resolvê-lo. 
Na neurose, o conflito se dá quando o Id manifesta seus impulsos considerados por aquele sujeito como cruéis, egoístas, impróprios; sobretudo desejos sexuais (seja com pessoas não permitidas ou de maneiras não tradicionais). Na incapacidade de lidar com a culpa e a pressão , o sujeito então desloca aquele afeto para algo distante da sua configuração original, gerando os sintomas neuróticos. 
As neuroses, surgem pelo fato de o Eu não querer aceitar e promover a efetivação motora de um impulso instintual poderoso no Id, ou de contestar o objeto a que ele visa. O ego sente-se atingido pelos impulsos do Id, invoca motivos éticos e estéticos e se utiliza, nesse caso, do mecanismo de defesa chamado repressão. O reprimido cria representações substitutivas que forçam uma conciliação com o Eu; este, por sua vez, combate esses derivados, gerando assim um quadro de neurose. 
Todas as defesas têm em comum a proteção do ego contra as demandas 
instintivas do id. 
Logo, a neurose corresponde a uma falha dessa repressão, pois o conteúdo reprimido reaparece e leva o sujeito a substituir algo que lhe daria prazer (mas que não seria aceito) por algo que lhe cause dor (o sintoma) 
“A neurose poderia equivaler a uma doença traumática, e apareceria em virtude da incapacidade de li dar com uma experiência cujo tom afetivo fosse excessivamente intenso”. (afeto patogênico = emoções que ligam o paciente aos primeiros momentos que teriam originado o seu adoecimento.
PSICOSE 
É o resultado de um conflito entre o ego e o mundo externo. 
Seus principais mecanismos de defesa são a repressão, o isolamento e 
evitação. 
É um ego frágil que está a serviço do ID, afastando o sujeito da realidade. 
Aqui, predomina o desejo (o ID). Na Psicose se enfatiza dois momentos de sua constituição, a saber: primeiro a negação da real idade e depois a construção delirante como um remendo onde aconteceu um enorme rompimento. 
“Comum à irrupção de uma psiconeurose ou psicose é sempre a frustração, 
dá não realização 
Psiquismo é definido como o conjunto de características psicológicas de um 
indivíduo. 
Fatores biopsicossociais (social é ambiente onde vive e como a pessoa percebe 
o mundo) influenciam na formação do psiquismo. a neurose não nega a realidade, apenas a evita ou a ignora; a psicose a nega a realidade e busca substituí-la por outra
No Mecanismo de Isolamento o indivíduo separa a ideia do afeto pelo qual 
ela estaria unida, assim, a ideia torna-se inocente, neut a. O afeto pode 
acabar aparecendo sem a ideia. 
É típico da neurose obsessiva, que consiste em isolar um comporta mento 
ou pensamento de tal maneira, que as suas ligações com os outros pensamentos ficam interrompidas. É a quebra entre o que se sente e o que se fala – o sujeito experimenta crises de angústia sem saber por que – e vice e versa. 
O QUE É PERVERSÃO? 
A perversão é uma estrutura de personalidade em que se organiza um sujeito 
onde a busca pelo prazer é constante. A pessoa sabe que existe normas, são capazes de reconhecê-las, mas tendem a transgredi-las. 
Na modalidade clínica Freud escreveu que a Perversão é o negativo da Neurose, 
ou seja, aquilo que a Neurose suprimi para se constituir, a Perversão manifesta 
e coloca em ato. Podemos afirmar que ao contrário das Neuroses, a resposta de 
defesa das Perversões frente a realidade é a transgressão. No lugar de sentir culpa ou remordimento, o perverso costuma desfrutar desses momentos, não mostrando quaisquer sinaisde ansiedade. Ao contrário, a ansiedade somente aparece nos momentos em que deseja transgredir e não consegue.
O perverso costuma materializar seu desejo de perturbar a ordem natural das 
coisas, as normas estabelecidas, por meio de dois grandes grupos de 
comportamento: a perversão sexual e a perversão social. É natural reunirem 
características exibicionistas e descaradas, sendo impulsivas e manipuladoras.
O perverso sofre de uma fixação numa certa forma de satisfação sexual pré 
genital. No caso de um perverso sádico, por exemplo, o sujeito toma a forma de 
obter prazer sexual, a sádica, como o elemento principal da relação. Ele leva e essa forma para a vida adulto e coloca essa forma no lugar do erotismo genital. 
Portanto, na vida adulta, ele substitui o prazer sexual genital (no rmal) por essa 
forma de prazer infantil em que ele ficou fixado. 
NEUROSE
 
Trata-se de um conflito entre o ego e o Id. É o resulta do de uma repressão fracassada em que prevalece a realidade. O conflito se dá quando o Id 
manifesta seus impulsos considerados por aquele sujeito como cruéis, egoístas, impróprios; O ego sente-se atingido pelos impulsos do Id, invoca motivos éticos, estéticos, morais ou religiosos e coloca em ação o mecanismo da repressão. 
Logo, a neurose corresponde a uma falha na repressão de um conteúdo.
Sintomas
Ansiedade, depressão, preocupação constante, medo de ir a determina dos lugares, medo de determinadas situações , histeria, fobias diversas , entre outro.
Mecanismo de Defesa
Repressão - Na neurose uma porção da realidade é evita da mediante a fuga,
Características da Neurose : O sujeito sofre, mas não é desadaptado. Ele sabe do seu sintoma e tenta melhorar(É o e go e o superego junto com a realidade ). 
A neurose não nega a realidade, apenas a evita ou a ignora; 
O prazer e o medo de ser punido estão na base de toda neurose. 
Todas as defesas têm em comum a proteção do ego contra as demandas instintivas do id. 
Causas Precipitantes e constituintes: A Frustração é a causa precipitante mais óbvia. O indivíduo foi sadio enquanto sua necessidade de amor foi satisfeita por um objeto real no mundo externo; torna-se neurótico assim que esse objeto é afastado dele, sem que um substituto ocupe seu lugar. 
Outra causa precipitante da neurose é a tentativa de adaptar-se à realidade e de atender às exigências da realidade, tentativa no curso da qual se defronta com dificuldades internas insuperáveis.
PSICOSE
O transtorno psicótico, também conhecido como psicose, é o resultado de um conflito entre o ego e o mundo externo.(realidade). É um ego no qual predomina o desejo e que est á a serviço do ID. 
Trata-se de um estado mental de perda de ligação c om a realidade , o que pode resultar em alucinações, mudanças de personalidade, desordem nos pensamentos, além de delírios, problemas sociais e claras dificuldades par a realizar tarefas cotidianas. 
Sintomas
Pensamentos confusos, delírios, alucinações, alterações sentimentais, agitação e 
agressividade.
Mecanismo de Defesa
Projeção (mecanismo de transferir para o outro) 
Ao fazer a transferência para fora, o sujeito substitui seu verdadeiro desejo que 
provoca ansiedade e é intolerável por outro alvo que não produz ansiedade e é 
aceitável
Características da Psicose: É um ego frágil que está a serviço do ID, afastando o sujeito da realidade. Aqui, predomina o desejo (o ID ) .
A psicose a nega a realidade e busca substituí-la por outra
Causas Precipitantes e constituintes: Dois momentos n a constituição da psicose a saber: primeiro a negação da realidade e depois a construção delirante 
como um remendo onde aconteceu um enorme rompimento. 
Frustração
PERVERSÃO
Trata-se de um conflito entre ego e Superego, 
É uma estrutura de personalidade na que a busca pelo prazer é constante. 
A pessoa sabe que existem normas, são capazes de reconhecê-las, mas 
tendem a transgredi-las. 
A perversão está ligada a uma dimensão erótica. A sua possibilidade de satisfação sexual está restrita a certas condições específicas como fetiches, sadismo etc.
Sintomas
a ansiedade aparece nos momentos e m que deseja transgredir e não consegue. 
Costuma materializar seu desejo de perturbar a ordem natural das coisas, por meio de dois grupos de comportamento: a perversão sexual e a perversão social.
Mecanismo de Defesa
O mecanismo de defesa específico da perversão é a denegação. Ele poder ser 
compreendido através do fetichismo. Assim se dá a denegação: a recusa em reconhecer um fato, um problema, um sintoma, uma dor.
Característica do Perverso: É natural reunirem características 
exibicionistas e descaradas, sendo impulsivas e manipuladoras. 
A canalização de seu prazer é direcionada a algo que destoa do comum, 
considerado o movimento saudável da estrutura neurótica - parceiro, família, realização pessoal - para algo perverso e desejos fora do padrão. Podemos mencionar: pedofilia, zoofilia, entre outros. 
No lugar de sentir culpa ou remorso, o perverso costuma desfrutar desses momentos, não mostrando quaisquer sinais de ansiedade. 
Causas Precipitantes e constituintes: O perverso sofre de uma fixação numa certa forma de satisfação sexual pré genital. No caso de um perverso sádico, por exemplo, o sujeito toma a forma de obter prazer sexual, a sádica, como o elemento principal da relação. Ele leva e essa forma para a vida adulto e coloca essa forma no lugar do erotismo genital. Portanto, na vida adulta, ele substitui o prazer sexual genital (normal) por essa forma de prazer infantil em que ele ficou fixado. 
 OBS: a diferenciação das características e sintomas de tais transtornos acontecem, uma vez que, o sujeito neurótico compreende sua realidade objetiva, seus afetos e pensamentos , e é capaz de vivenciá-los, de tal forma que os sintomas 
normalmente não aparecem com seriedade, enquanto o sujeito psicótico se faz plenamente alheio à realidade objetiva e não é capaz de compreender nem vivenciar seus afetos e pens amentos, provocando sua auto vulnerabilidade 
para o desencadeamento de sintomas mais explícitos e severos. 
 
Na neurose acontece algo similar à perversão. O sujeito também fica fixado numa 
forma de prazer sexual infantil. Porém, ao invés de levá-la para a vida adulta, ele a reprime. Tal impulso reprimido se instala no inconsciente e de lá ele se 
manifesta de uma forma simbólica / disfarça da através dos sintomas próprios d a neurose da quele sujeito. 
 
O neurótico poderia ser classificado como um “perverso reprimido”, já que o perverso exibe o resultado da sua fixação às claras e goza com conhecimento de causa – ele sabe o que lhe proporciona prazer. O neurótico não sabe 
como gozar, ele não sabe que através dos seus sintomas ele está satisfazendo impulsos perversos. 
NINGUÉM QUE É NEURÓTICO VIRA PSICÓTICO E VICE-VERSA. 
Neuroses e psicoses são estruturas psíquicas
.

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