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RESUMO PSICOPATOLOGIA ESPECIAL – 2 B TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE – F60 a F69 > PERSONALIDADE: - Conjunto integrado de traços psíquicos, consistindo no total das características individuais, em sua relação com o meio, incluindo todos os fatores físicos, biológicos, psíquicos e socioculturais de sua formação, conjugando tendências inatas e experiências adquiridas no curso de sua existência. Termo que representa o estilo de funciona mento adaptativo que um indivíduo exibe em suas relações típicas nos ambientes. Padrões: - Normais: adaptação efetiva (a maior parte do tempo) ou esperada nos ambientes - Patológicos: funcionamento desadaptativo no cotidiano – Expressão característica da maneira de viver do indivíduo e de seu modo de estabelecer relações consigo próprio e com os outros. > TRANSTORNOS: - Comportamentos clinicamente significativos que tendem a persistir - Podem aparecer precocemente. - São estáveis e englobam múltiplos domínios do comportamento e do funcionamento Psicológico. - Frequentemente associados a sofrimento subjetivo e a comprometimento do desempenho social. > PERSONALIDADE PARANÓICA (F60): Sensibilidade excessiva fac e às contrariedades; recusa de perdoar os insultos; caráter desconfiado; tendência a distorcer os fatos; suspeitas redicivantes, injustificadas, a respeito da fidelidade sexual do esposo ou do parceiro sexual; sentimento combativo e obstinado de seus próprios direitos; superavaliação de sua autoimportância (autorreferência excessiva). PERSONALIDADE ESQUIZÓIDE (F60.1): Retraimento dos contatos sociais e afetivos; preferência pela fantasia, atividades solitárias e a reserva introspectiva; incapacidade de expressar seus sentimentos e a experimentar prazer. PERSONALIDADE DISSOCIAL (F60.2): Desprezo/desvio das obrigações sociais; falta de empatia para co m os outros; comportamento não é facilmente modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas punições; baixa tolerância à frustração e u m baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência; tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade. Personalidade (transtorno da): amoral, antissocial, associal, psicopática, sociopática TRANSTORNO DE PERSONALIDADE COM INSTABILIDADE EMOCIONAL (F60.3): Agir de modo imprevisível sem consideração pelas consequências; humor imprevisível e caprichoso; tendência a acessos de cólera e uma incapacidade de controlar os comportamentos impulsivos; tendência a adotar um comportamento briguento e a entrar em conflito com os outros, particularmente quando os atos impulsivos são contrariados ou censurados. - Tipo impulsivo: instabilidade emocional e falta de controle dos impulsos; - Tipo “borderline”: perturbações da autoimagem, do estabelecimento de projetos e das preferências pessoais; sensação crônica de vacuidade (vazio); relações interpessoais intensas e instáveis; tendência a adotar um comportamento autodestrutivo, compreendendo tentativas de suicídio e gestos suicidas. PERSONALIDADE HISTRIÔNICA (F60.4): Afetividade superficial e lábil; dramatização,teatralidade, expressão exagerada das emoções; sugestibilidade; egocentrismo, autocomplacência, falta de consideração para com o outro; desejo per manente de ser apreciado e de constituir-se no objeto de atenção; tendência a se sentir facilmente ferido. Personalidade (transtorno da) : histérica, psicoinfantil. PERSONALIDADE ANANCÁSTICA (F60.5): Sentimento de dúvida e verificação; perfeccionismo, escrupulosidade, preocupação com pormenores, obstinação, prudência e rigidez excessivas; O transtorno pode se acompanhar de pensa mentos ou de impulsos repetitivos e intrusivos não atingindo a gravidade de um transtorno obsessiva-compulsivo. PERSONALIDADE ANSIOSA [ESQUIVA] (F60.6): Sentimento de tensão e de apreensão, insegurança e inferioridade; Desejo permanente de ser amado e aceito, hipersensibilidade à crítica e a rejeição, reticência a s e relacionar pessoalmente; tendência a evitar certas atividades que saem da rotina com um exagero dos perigos ou dos riscos potenciais em situações banais. PERSONALIDADE DEPENDENTE (F60.7 ): Tendência sistemática a deixar a outrem a tomada de decisões, importantes ou menores; medo de ser abandonado ; percepção de si como fraco e incompetente; submissão passiva à vontade do outro; dificuldade de fazer face às exigências da vida cotidiana com falta de energia e disposição com alteração das funções intelectuais ou perturbação das emoções; tendência frequente a transferir a responsabilidade para outros. > TRANSTORNOS DOS HÁBITOS E DOS IMPULSOS (F63): A tos repetidos, sem motivação racional clara, incontroláveis, e que vão e m geral contra os interesses do próprio sujeito e aqueles de outras pessoas. O sujeito indica que seu comportamento está associado a impulsos para agir. JOGO PATOLÓGICO (F63.0): Episódios repetidos e frequentes de jogo que dominam a vida do sujeito em detrimento dos valores e dos compromissos sociais, profissionais, materiais e familiares. PIROMANIA (F63.1): Atos ou tentativas múltiplas visando a pôr fogo em objetos e bens sem motivo aparente, associado a preocupações persistentes com relação a fogo ou incêndio. Estado de tensão crescente antes do ato e uma excitação intensa i mediatamente após sua realização. ROUBO PATOLÓGICO [CLEPTOMANIA] (F63.2): Impossibilidade repetida de resistir aos impulsos de roubar objetos. Os objetos não são roubados por sua utilidade imediata ou seu valor monetário; o sujeito pode, ao contrário, quer descartá-los, dá-los ou acumulá-los. Estado de tensão crescente antes do ato e uma excitação intensa imediatamente após sua realização. TRICOTILOMANIA (F63.3): Perda visível dos cabelos, causada por uma impossibilidade repetida de resistir ao impulso de se arrancar os cabelos. O arrancamento dos cabelos é precedido em geral de uma sensação crescente de tensão e seguido de uma sensação de alívio ou de gratificação. OUTROS TRANSTORNOS DOS HÁBITOS E DOS IMPULSOS (F63.8) TRANSTORNOS DA IDENTIDADE SEXUAL (F64): são diagnosticados pelo CID10 quando há sofrimento devido à situação vivida. - F64.0 TRANSEXUALISMO - F64.1 TRAVESTISMO BIVALENTE - F64.2 TRANSTORNO DE IDENTIDADE SEXUAL NA INFÂNCIA TRANSTORNOS DA PREFERÊNCIA SEXUAL – PARAFILIAS - (F65): - F65.0 FETICHISMO: Utilização de objetos inanimados como estímulo da excitação e da satisfação sexual. - F65.1 TRAVESTISMO FETICHISTA: Vestir roupas do sexo oposto, principalmente com o objetivo de obter excitação sexual e de criar a aparência de pessoa do sexo oposto. - F65.2 EXIBICIONISMO: Tendência recorrente ou persistente de expor seus órgãos genitais a estranhos - F65.3 VOYEURISMO: Tendência recorrente ou persistente de observar pessoas em atividades sexuais ou íntimas como o tirar a roupa. - F65.4 PEDOFILIA: Preferência sexual por crianças - F65.5 SADOMASOQUISMO: Preferência por uma atividade sexual que implica dor. TRANSTORNOS DEVIDOS AO USO DE SUBST. PSICOATIVA – F10 A F19 > SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS: - Modificam uma ou mais funções do SNC, com consequências psíquicas e comportamentais, ativando áreas de recompensa do cérebro. TIPOS DE DROGAS (F10. a F19.): - Estimulantes: aumentam a atividade cerebral – atenção e vigília, acelera ção do pensamento e euforia – cafeína,nicotina, anfetamina, cocaína, crack - Depressoras: diminuem a atividade cerebral – analgesia, lentificação, diminuição da atenção e vigília – álcool, benzodiazepínicos, opiáceos/morfina, heroína, mependina, lança-perfume, cola, clorofórmio, éter - Perturbadoras/Alucinógenas: alteram o funcionamento cerebral – sensopercepção – maconha, LSD, ayahuasca (chá do Santo Daime), ecstasy. SÍNDROMES RELACIONADAS: - Intoxicação: - Abuso: - Uso nocivo: - Dependência: padrão desadaptativo de uso de substâncias com repercussões psicológicas, físicas e sociais – envolvimento importante da pessoa com a substância; - Desenvolvimento do abuso e dependência: múltiplas variáveis envolvidas, como curiosidade, experiência “ilegal”, convivência, etc ; TRANSTORNOS ALIMENTARES > DIMENSÕES DO CPTO ALIMENTAR: - Fisiológica-nutritiva: satisfação de necessidades nutricionais - Psicodinâmica e afetiva: satisfação oral (libidinal) - Relacional: interação entre as pessoas na alimentação. > SÍNDROMES (F50): ANOREXIA NERVOSA (F50.0): perda de peso intencional, induzida e mantida pelo paciente. Medo de engordar e de ter uma silhueta arredondada, intrusão persistente de uma ideia supervalorizada, impõem a si mesmos um baixo peso – DISTORÇÃO DA IMAGEM CORPORAL - Desnutrição de grau variável que se acompanhada de modificações endócrinas e metabólicas, secundárias e de perturbações das funções fisiológicas. Restrição das escolhas alimentares, a prática excessiva de exercícios físicos, vômitos provocados e a utilização de laxantes, anorexígenos e de diuréticos. BULIMIA NERVOSA (F50.2): compulsão pelo alimento e preocupação excessiva com controle de peso corporal e ações que minimizam o efeito da compulsão (vô mitos, uso de medicações) OBESIDADE (E66): Disfunções dos mecanismos de saciedade – Perfil: imaturidade, baixa autoestima e tolerância à frustração, repressão sexual, uso da compulsão como fonte de min imizar outras patologias SÍNDROMES ORGÂNICAS - Etiologia orgânica com manifestações de sintomas mentais e comportamentais - CID 10: F00 a F09 > SINDROMES DEMENCIONAIS (F01 a F04): - Devida a uma doença cerebral, usualmente crônica ou progressiva - Comprometimento de numerosas funções corticais superiores: memória, pensamento, orientação, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizagem em linguagem e julgamento - Deterioração do controle emocional, do comportamento social ou da motivação. - A síndrome ocorre na doença de Alzheimer, e m doenças cerebrovasculares e em outras afecções que atingem primária ou secundariamente o cérebro. SÍNDROMES CONFUSIONAIS AGUDAS (DELIRIUM) (F05): - Não induzida por álcool ou substâncias psicoativas - Decorrente de distúrbios cerebrais ou de outros órgãos - Agudo - Potencialmente reversível - Sintomas: rebaixamento da consciência e da atenção, desorientação auto e alopsíquica, pensamento ilógico, e desorganização do discurso, ilusões visuais, alucinações visuais ou táteis, ansiedade intensa, irritação, pavor, perturbação da memória, agitação psicomotora, alteração do ritmo vigília-sono > Subtipos: - Hiperativo: inquietação e agitação, agressividade, prejuízo na sensopercepção, discurso confuso - Hipoativo: sonolência, pouca expressão motora e afetiva - Misto > Fatores Causais: Idade avançada Lesões Cerebrais Dependência de álcool ou outras drogas Estressores biológicos > SINDROMES PSICO-ORGANICAS (F06 e F07): - Devido a uma doença cerebral primária, a uma doença sistêmica que acomete secundariamente o cérebro, a substâncias tóxicas ou hormônios exógenos, a trans tornos endócrinos ou a outras doenças somáticas MODELOS DE INTERVENÇÃO/RECURSOS DO PSICÓLOGO Resumo – Psicopatologia Especial – NP2 Luto e Melancolia O luto, de modo geral, é a reação à perda de um ente querido, à perda de alguma abstração que ocupou o lugar de um ente querido (apego). A reação da perda pode produzir melancolia em vez de luto ; por conseguinte , suspeitamos de uma disposição patológica. Luto não é patológico e não deve ser submetido a tratamento. Sintomas de Luto – graves afastamentos daquilo que constitui a atitude normal para com a vida, desânimo penoso, insônia, hipersonia, alterações no apetite. Na melancolia, são encontrados os mesmos sintomas. A maior diferença está na perturbação da autoestima, a ponto de encontrar a expressão em autorreconhecimento. O melancólico exibe ainda outra coisa que está ausente no luto – uma diminuição extraordinária de sua autoestima , um empobrecimento de seu ego em grande escala. No luto, o mundo fica podre e vazio . Na melancolia, é o ego. Na melancolia, o objeto talvez não tenha morrido, mas tenha sido perdido enquanto objeto de amor. A melancolia está de alguma forma relacionada a uma perda objetal retirada da consciência, em contraposição ao luto, no qual nada existe de inconsciente respeito da perda. No quadro clínico da melancolia, a insatisfação com o ego constitui, por motivos de ordem moral, a característica mais marcante. Episódio Depressivo – evidentes sintomas depressivos (humor deprimido, anedonia, fatigabilidade, diminuição da concentração e da autoestima, ideias de culpa e de inutilidade, distúrbios do sono e do apetite) devem estar presentes por pelo menos duas semanas, e não mais que por dois anos de forma ininterrupta. Os episódios duram geralmente entre 3 e 12 meses. Sintomas Afetivos – tristeza, sentimento de melancolia; choro fácil e/ou frequente, apatia, sentimento de falta de sentimento, sentimento de tédio, de aborrecimento crônico, irritabilidade aumentada, angústia ou ansiedade, desespero, desesperança . Alterações da esfera instintiva e neurovegetativa – anedonia (incapacidade de sentir prazer), fadiga, desânimo, diminuição da vontade (hipobulia), insônia ou hipersonia, perda ou aumento do apetite, constipação, palidez, diminuição da libido, diminuição da resposta sexual. Alterações Ideativas – ideação negativa, pessimismo, ideias de arrependimento e de culpa, ruminações com mágoas antigas, visão de mundo marcada pelo tédio, ideias de morte, de desaparecer, dormir para sempre, ideação, planos ou atos suicidas. Alterações Cognitivas – déficit de atenção e concentração, déficit secundário de memória, dificuldade de tomar decisões, pseudodemência depressiva. Alterações da Auto valoração – sentimento de autoestima diminuída, sentimento de insuficiência e incapacidade, sentimento de vergonha e autodepreciação. Alterações da Volição e da Psicomotricidade – tendência a permanecer na cama por todo o dia, aumento na latência entre perguntas e respostas, lentificação psicomotora, estupor hipertônico ou hipotônico, diminuição da fala, redução da voz, fala lenta, mutismo, negativismo. Também podem estar presentes, em formas graves de depressão , sintomas psicóticos. Sintomas Psicóticos – ideias delirantes de conteúdo negativo, delírio de ruína ou miséria, delírio de culpa, delírio hipocondríaco e/ou negação dos órgãos, delírio de inexistência, alucinações (geralmente auditivas) com conteúdo depressivo . Episódio Depressivo Leve – humor deprimido, perda de interesse e prazer e fatigabilidade aumentada são sintomas típicos, e nenhum deles deve estar presente em grau intenso. Um indivíduo com episódio depressivo lev e está usualmente angustiado pelos sintomas e tem dificuldade com o dia a dia, mas provavelmente não irá parar suas funções completamente. Episódio Depressivo Moderado – Vários sintomas provavelmente estão presentes em um grau marcante, a duração mínima do episódio completo é de cerca de duas semanas. Um indivíduo com episódio moderado usualmente terá dificuldade considerável em continuar com atividades sociais e do dia a dia. Episódio Depressivo Grave– No episódio depressivo grave, o paciente usualmente apresenta angústia ou agitação considerável, a menos que retardo seja um aspecto marcante. Perda de autoestima, culpa e sentimento s de inutilidade também costuma m ser proeminentes, e o suicídio é um perigo marcante no s casos particularmente graves. Episódio Depressivo Grave com Sintomas Psicóticos – apresenta os mesmos sintomas d o episódio depressivo grave, mas com presença de sinto mas psicóticos (delírios e alucinações com conteúdo depressivo). Transtorno Depressivo Recorrente – é caracterizado por episódios repetidos de depressão (especificados por grau de episódio), sem qualquer história de episódios independentes de elevação do humor e hiperatividade que preencham os critérios para mania. Episódio Maníaco – a euforia patológica constitui a base da síndrome maníaca. A aceleração das funções psíquicas está quase sempre presente. Além das alterações do humor, na esfera ideativa verifica-se um pensamento superficial e impreciso. Os principais sintomas são: • Aumento da autoestima; • Sentimento de expansão e engrandecimento do eu; • Insônia; • Loquacidade – produção verbal rápida, fluente e persistente; • Logorreia – produção verbal muito rápida, fluente e com perda das concatenações lógicas. • Pressão para falar; • Distraíbilidade; • Agitação psicomotora; • Irritabilidade; • Arrogância; Heteroagressividade – geral mente desorganizada e sem objetivos precisos ; • Desinibição social e sexual; • Tendência exagerada a comprar objetos ou dar seus pertences; • Ideias de grandeza, poder ou importância social . Quando há episódios afetivos prévios ou subsequentes (depressivos, maníacos ou hipomaníacos), o transtorno deve ser codificado sob transtorno afetivo bipolar. Hipomania – uma forma atenuada do episódio maníaco. O indivíduo está mais disposto que o normal, pode ter diminuição do sono. Mania com sintomas psicóticos – episódio grave com sintomas psicóticos, tais como delírio de grandeza ou poder, delírios místicos, as vezes acompanhado de alucinação auditiva ou visual. Nesses casos, o indivíduo apresenta comportamento bastante alterado, com agitação, desinibição social e/ou sexual, agressão, negligência com alimentação e higiene pessoal. Transtorno Afetivo Bipolar • Caráter fásico, episódico ; • Episódios de mania e depressão ocorrem de modo relativamente delimitado no tempo, com períodos de remissão, em que o paciente se encontra eutímico; • Episódios repetidos (pelo menos dois) , nos quais o humor e os níveis de atividade do paciente estão significantemente perturbados; • Alteração maníaca , hipomaníaca e depressiva. Ciclotimia – quadro em que o indivíduo apresenta frequentes períodos leves d e sintomas depressivos seguidos, e certa elação do humor (hipomania), sem apresentar um episódio completo de depressão ou mania. O aspecto essencial é uma instabilidade persistente no humor, envolvendo numerosos períodos de depressão e elação leves , sem serem graves ou longos o suficiente para se enquadrarem em um quadro depressivo ou bipolar. Distimia – depressão crônica, geralmente de intensidade leve. Os sintomas depressivos mais comuns são a diminuição da autoestima, fatigabilidade aumentada, dificuldade em tomada de decisão e concentração, mau humor crônico , irritabilidade e sintoma de desesperança. Os sintomas devem estar presentes de forma ininterrupta por pelo menos dois anos . O indivíduo normalmente tem períodos em que se descreve m como estando bem, mas na maior parte do tempo (meses) se descrevem cansados e deprimidos. Apesar das queixas, usualmente são capazes de lidar com o d ia a dia (não se en quadram no transtorno depressivo recorrente). Agorafobia – medo de espaços aberto s, multidões, e a dificuldade de um escape fácil e imediato para um lugar seguro. • Os sintomas devem ser primariamente de ansiedade; • A ansiedade deve estar restrita a pelo menos duas das seguintes situações: multidões, lugares públicos, viajar para longe de casa e viajar sozinho; • A evitação da situação fóbica deve ser ou estar sendo um aspecto proeminente Fobias Sociais – frequentemente se iniciam na adolescência. Envolvem medo de expor-se a outra s pessoas e evitação de situações sociais. Os sintomas podem progredir para ataques de pânico Os sintomas devem ser primariamente de ansiedade; • A ansiedade deve ser restrita o u predominar em situações sociais; • A evitação das situações fóbicas devem ser um aspecto proeminente, em casos extremos podendo resultar em isolamento social. Fobias Específicas – fobias restritas, tais como: altura, escuridão, voar, espaços fechados, dentistas, sangues etc. • Os sintomas primários devem ser de ansiedade; • A ansiedade deve estar restrita à presença do objeto ou situação fóbica determinada; • A situação fóbica é evitada sempre que possível. Transtorno de Pânico – ataques recorrentes de ansiedade grave e medo de morrer. • Acontece em circunstâncias onde não há perigo objetivo; • Sem estar confinado a situ ações conhecidas ou previsíveis; • Com relativa liberdade de sintomas ansiosos entre os ataques. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) – O aspecto essencial é a ansiedade, a qual é generalizada e persistente. • Queixas contínuas de nervosismo, tremores, tensão muscular, sudorese, sensação de cabeça leve, palpitações, tonturas e desconforto epigástrico ; • Os sintomas devem envolver elementos de: apreensão, tensão motora, hiperatividade autonômica. Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) – o aspecto essencial são pensamentos obsessivos (ideias, imagens ou impulsos que entram na mente repetidamente) ou atos compulsivos recorrentes (atos ou rituais compulsivos que se repetem constantemente). • Devem ser reconhecido s como pensamentos ou impulsos do próprio indivíduo; • Deve haver pelo menos um pensamento ou ato que ainda é resistido, mas sem sucesso; • O pensamento de execução do ato não deve ser em si mesmo prazeroso, apenas aliviador de tensão ; • Os pensamentos , imagens ou impulsos devem ser desagradavelmente repetitivos. Reação Aguda a o Estresse – Transtorno transitório de gravidade significativa, é uma resposta à excepcional estresse físico e/ou mental e que usualmente diminui dentro de horas o u dias. Ex.: catástrofe natural, acidente, assalto, pandemia. • Mostram um quadro misto e em geral mutável; • Depressão, ansiedade, raiva, desespero, hiperatividade e retraimento podem todos ser vistos, mas nenhum tipo de sintoma predomina por muito tempo; • Resolvem-se rapidamente Em caso s em que o estresse continua ou não pode, por sua natureza, ser revertido, os sintomas geralmente começam a diminuir depois de 24/4 8 horas e são usualmente mínimos após 3 dias. Transtorno de Estresse Pós-Traumático – resposta tardia e/ou protraída a um evento ou situação estressante. Ex.: desastre natural ou feito pelo homem, combate, acidente, testemunhar atrocidades, ser vítima de tortura, terrorismo, estupro, abuso etc. • O trauma se manifesta sob a forma de memórias intrusas (flashbacks) ou sonhos. Neurastenia – queixa de fadiga após esforço mental , frequentemente associada a alguma diminuição no desempenho ocupacional. A fatigab ilidade mental é descrita como desagradável. • Queixas persistentes e angustiantes de fadiga; • Queixas persistentes e angustiantes de fraqueza e exaustão corporal; Pelo menos dois dos seguintes sintomas: sentimentos de dores musculares,tonturas, cefaleias tensionais, perturbação do sono, incapacidade de re laxar, irritabilidade, dispepsia (sensação de desconforto digestivo ). Síndromes Relacionadas a Substância s Psicoativas Substância Psicoativa – substância que quando ingerida modifica uma o u várias funções, produzindo efeitos psíquicos e comportamentais. Tolerância – refere-se à diminuição dos efeitos da substância após repetidas administrações. Fissura/craving – intenso desejo de uso; binge corresponde ao uso intenso e compulsivo de uma substância . Dependência – padrão mal adaptativo de uso com repercussões psicológicas, físicas e sociais. Inclui o s fenômenos de tolerância, sintomas de abstinência e uso recorrente. Dependência física – adaptação do corpo a substância, manifestação de distúrbios físicos quando interrompida. Desenvolvimento de dependência – redução do repertório social, obsessão pela substância, diminuição da autoestima, psicoses tóxicas, psicoses induzidas, psicoses funcionais. Abstinência – conjunto de sinais e sintomas que ocorrem horas ou dias após cessas ou reduzido consumo da substância, com sintomas: ansiedade, inquietação, náuseas, tremores, sudorese, podendo em alguns casos ocasionar em convulsões e óbito. Transtornos Alimentares Anorexia Nervosa – perturbação profunda da percepção da imagem corporal com busca incessante em tornar-se magro, resultando em perda acentuada de peso , que pode chegar à inanição. O indivíduo se considera gordo e disforme, mesmo que tudo prove o contrário; • O peso corporal é mantido pelo menos 15% a menos que o esperado; • Interação social e fatores biológicos contribuem para suas causas; • Dez vezes mais frequente no sexo feminino; • Em geral, inicia-se na adolescência, com evolução variável que é escondida e negada pelo indivíduo ; • O tratamento envolve aspectos psicoeducacionais e conscientização, envolvendo também a família do indivíduo, além de psicoterapia individual e grupal . O tratamento medicamentoso depende das manifestações clínicas, podendo ser utilizados antidepressivos, ansiolíticos e neurolépticos. Bulimia Nervosa – episódios repetidos e incontroláveis de ingestão exagerada de alimentos, seguidos de comportamentos compensatórios: vômitos autoinduzidos, abuso de laxantes, jejuns prolongados e exercícios intensos. • Apesar da preocupação intensa com o peso, este geralmente se mantém na normalidade; • Percebe-se baixo autoestima, traços de caráter impulsivo e auto expectativa elevada; • Dez vezes mais frequente no sexo feminino; Frequentemente associada a histórico de anorexia nervosa, transtorno de ansiedade e do humor; • Comum associação com uso de drogas, álcool e transtorno de personalidade; • Difícil aderência ao tratamento; • Tratamento envolve conscientização, envolvimento familiar, psicoterapia individual e grupal, cunho psicoeducacional. Tratamento medicamentoso envolve antidepressivos. P s i c o p a t o l o g i a E s p e c i a l R e s u m o E T P Para entender o que são os sintomas psicóticos, vamos definir o TRANSTORNO PSICÓTICO Trata-se de um estado mental de perda de ligação com a realidade, o que pode resultar em alucinações, mudanças de personalidade, desordem nos pensamentos, além de delírios, problemas sociais e claras dificuldades para realizar tarefas cotidianas. (É como se a pessoa entrasse em um universo paralelo.) NEUROSE Todo reprimido se revolta contra o seu destino . É assim que nasce o funcionamento neurótico. (ex. da cunhada). Neuroses e psicoses são estruturas psíquicas. Estrutura é diferente de patologia. A estrutura já se dá na infância. É definida, mas ela pode ficar encubada até que surja um fator desencadeante. Algum acontecimento significativo que pode fazer a estrutura se manifestar. Neuroses são transtornos da afetividade que levam as pessoas a experimentarem sentimentos e reações motoras incomuns. No geral, um indivíduo que é neurótico sabe do seu problema, sofre com esse fato, porém, se sente incapaz de resolvê-lo. Na neurose, o conflito se dá quando o Id manifesta seus impulsos considerados por aquele sujeito como cruéis, egoístas, impróprios; sobretudo desejos sexuais (seja com pessoas não permitidas ou de maneiras não tradicionais). Na incapacidade de lidar com a culpa e a pressão , o sujeito então desloca aquele afeto para algo distante da sua configuração original, gerando os sintomas neuróticos. As neuroses, surgem pelo fato de o Eu não querer aceitar e promover a efetivação motora de um impulso instintual poderoso no Id, ou de contestar o objeto a que ele visa. O ego sente-se atingido pelos impulsos do Id, invoca motivos éticos e estéticos e se utiliza, nesse caso, do mecanismo de defesa chamado repressão. O reprimido cria representações substitutivas que forçam uma conciliação com o Eu; este, por sua vez, combate esses derivados, gerando assim um quadro de neurose. Todas as defesas têm em comum a proteção do ego contra as demandas instintivas do id. Logo, a neurose corresponde a uma falha dessa repressão, pois o conteúdo reprimido reaparece e leva o sujeito a substituir algo que lhe daria prazer (mas que não seria aceito) por algo que lhe cause dor (o sintoma) “A neurose poderia equivaler a uma doença traumática, e apareceria em virtude da incapacidade de li dar com uma experiência cujo tom afetivo fosse excessivamente intenso”. (afeto patogênico = emoções que ligam o paciente aos primeiros momentos que teriam originado o seu adoecimento. PSICOSE É o resultado de um conflito entre o ego e o mundo externo. Seus principais mecanismos de defesa são a repressão, o isolamento e evitação. É um ego frágil que está a serviço do ID, afastando o sujeito da realidade. Aqui, predomina o desejo (o ID). Na Psicose se enfatiza dois momentos de sua constituição, a saber: primeiro a negação da real idade e depois a construção delirante como um remendo onde aconteceu um enorme rompimento. “Comum à irrupção de uma psiconeurose ou psicose é sempre a frustração, dá não realização Psiquismo é definido como o conjunto de características psicológicas de um indivíduo. Fatores biopsicossociais (social é ambiente onde vive e como a pessoa percebe o mundo) influenciam na formação do psiquismo. a neurose não nega a realidade, apenas a evita ou a ignora; a psicose a nega a realidade e busca substituí-la por outra No Mecanismo de Isolamento o indivíduo separa a ideia do afeto pelo qual ela estaria unida, assim, a ideia torna-se inocente, neut a. O afeto pode acabar aparecendo sem a ideia. É típico da neurose obsessiva, que consiste em isolar um comporta mento ou pensamento de tal maneira, que as suas ligações com os outros pensamentos ficam interrompidas. É a quebra entre o que se sente e o que se fala – o sujeito experimenta crises de angústia sem saber por que – e vice e versa. O QUE É PERVERSÃO? A perversão é uma estrutura de personalidade em que se organiza um sujeito onde a busca pelo prazer é constante. A pessoa sabe que existe normas, são capazes de reconhecê-las, mas tendem a transgredi-las. Na modalidade clínica Freud escreveu que a Perversão é o negativo da Neurose, ou seja, aquilo que a Neurose suprimi para se constituir, a Perversão manifesta e coloca em ato. Podemos afirmar que ao contrário das Neuroses, a resposta de defesa das Perversões frente a realidade é a transgressão. No lugar de sentir culpa ou remordimento, o perverso costuma desfrutar desses momentos, não mostrando quaisquer sinaisde ansiedade. Ao contrário, a ansiedade somente aparece nos momentos em que deseja transgredir e não consegue. O perverso costuma materializar seu desejo de perturbar a ordem natural das coisas, as normas estabelecidas, por meio de dois grandes grupos de comportamento: a perversão sexual e a perversão social. É natural reunirem características exibicionistas e descaradas, sendo impulsivas e manipuladoras. O perverso sofre de uma fixação numa certa forma de satisfação sexual pré genital. No caso de um perverso sádico, por exemplo, o sujeito toma a forma de obter prazer sexual, a sádica, como o elemento principal da relação. Ele leva e essa forma para a vida adulto e coloca essa forma no lugar do erotismo genital. Portanto, na vida adulta, ele substitui o prazer sexual genital (no rmal) por essa forma de prazer infantil em que ele ficou fixado. NEUROSE Trata-se de um conflito entre o ego e o Id. É o resulta do de uma repressão fracassada em que prevalece a realidade. O conflito se dá quando o Id manifesta seus impulsos considerados por aquele sujeito como cruéis, egoístas, impróprios; O ego sente-se atingido pelos impulsos do Id, invoca motivos éticos, estéticos, morais ou religiosos e coloca em ação o mecanismo da repressão. Logo, a neurose corresponde a uma falha na repressão de um conteúdo. Sintomas Ansiedade, depressão, preocupação constante, medo de ir a determina dos lugares, medo de determinadas situações , histeria, fobias diversas , entre outro. Mecanismo de Defesa Repressão - Na neurose uma porção da realidade é evita da mediante a fuga, Características da Neurose : O sujeito sofre, mas não é desadaptado. Ele sabe do seu sintoma e tenta melhorar(É o e go e o superego junto com a realidade ). A neurose não nega a realidade, apenas a evita ou a ignora; O prazer e o medo de ser punido estão na base de toda neurose. Todas as defesas têm em comum a proteção do ego contra as demandas instintivas do id. Causas Precipitantes e constituintes: A Frustração é a causa precipitante mais óbvia. O indivíduo foi sadio enquanto sua necessidade de amor foi satisfeita por um objeto real no mundo externo; torna-se neurótico assim que esse objeto é afastado dele, sem que um substituto ocupe seu lugar. Outra causa precipitante da neurose é a tentativa de adaptar-se à realidade e de atender às exigências da realidade, tentativa no curso da qual se defronta com dificuldades internas insuperáveis. PSICOSE O transtorno psicótico, também conhecido como psicose, é o resultado de um conflito entre o ego e o mundo externo.(realidade). É um ego no qual predomina o desejo e que est á a serviço do ID. Trata-se de um estado mental de perda de ligação c om a realidade , o que pode resultar em alucinações, mudanças de personalidade, desordem nos pensamentos, além de delírios, problemas sociais e claras dificuldades par a realizar tarefas cotidianas. Sintomas Pensamentos confusos, delírios, alucinações, alterações sentimentais, agitação e agressividade. Mecanismo de Defesa Projeção (mecanismo de transferir para o outro) Ao fazer a transferência para fora, o sujeito substitui seu verdadeiro desejo que provoca ansiedade e é intolerável por outro alvo que não produz ansiedade e é aceitável Características da Psicose: É um ego frágil que está a serviço do ID, afastando o sujeito da realidade. Aqui, predomina o desejo (o ID ) . A psicose a nega a realidade e busca substituí-la por outra Causas Precipitantes e constituintes: Dois momentos n a constituição da psicose a saber: primeiro a negação da realidade e depois a construção delirante como um remendo onde aconteceu um enorme rompimento. Frustração PERVERSÃO Trata-se de um conflito entre ego e Superego, É uma estrutura de personalidade na que a busca pelo prazer é constante. A pessoa sabe que existem normas, são capazes de reconhecê-las, mas tendem a transgredi-las. A perversão está ligada a uma dimensão erótica. A sua possibilidade de satisfação sexual está restrita a certas condições específicas como fetiches, sadismo etc. Sintomas a ansiedade aparece nos momentos e m que deseja transgredir e não consegue. Costuma materializar seu desejo de perturbar a ordem natural das coisas, por meio de dois grupos de comportamento: a perversão sexual e a perversão social. Mecanismo de Defesa O mecanismo de defesa específico da perversão é a denegação. Ele poder ser compreendido através do fetichismo. Assim se dá a denegação: a recusa em reconhecer um fato, um problema, um sintoma, uma dor. Característica do Perverso: É natural reunirem características exibicionistas e descaradas, sendo impulsivas e manipuladoras. A canalização de seu prazer é direcionada a algo que destoa do comum, considerado o movimento saudável da estrutura neurótica - parceiro, família, realização pessoal - para algo perverso e desejos fora do padrão. Podemos mencionar: pedofilia, zoofilia, entre outros. No lugar de sentir culpa ou remorso, o perverso costuma desfrutar desses momentos, não mostrando quaisquer sinais de ansiedade. Causas Precipitantes e constituintes: O perverso sofre de uma fixação numa certa forma de satisfação sexual pré genital. No caso de um perverso sádico, por exemplo, o sujeito toma a forma de obter prazer sexual, a sádica, como o elemento principal da relação. Ele leva e essa forma para a vida adulto e coloca essa forma no lugar do erotismo genital. Portanto, na vida adulta, ele substitui o prazer sexual genital (normal) por essa forma de prazer infantil em que ele ficou fixado. OBS: a diferenciação das características e sintomas de tais transtornos acontecem, uma vez que, o sujeito neurótico compreende sua realidade objetiva, seus afetos e pensamentos , e é capaz de vivenciá-los, de tal forma que os sintomas normalmente não aparecem com seriedade, enquanto o sujeito psicótico se faz plenamente alheio à realidade objetiva e não é capaz de compreender nem vivenciar seus afetos e pens amentos, provocando sua auto vulnerabilidade para o desencadeamento de sintomas mais explícitos e severos. Na neurose acontece algo similar à perversão. O sujeito também fica fixado numa forma de prazer sexual infantil. Porém, ao invés de levá-la para a vida adulta, ele a reprime. Tal impulso reprimido se instala no inconsciente e de lá ele se manifesta de uma forma simbólica / disfarça da através dos sintomas próprios d a neurose da quele sujeito. O neurótico poderia ser classificado como um “perverso reprimido”, já que o perverso exibe o resultado da sua fixação às claras e goza com conhecimento de causa – ele sabe o que lhe proporciona prazer. O neurótico não sabe como gozar, ele não sabe que através dos seus sintomas ele está satisfazendo impulsos perversos. NINGUÉM QUE É NEURÓTICO VIRA PSICÓTICO E VICE-VERSA. Neuroses e psicoses são estruturas psíquicas .