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ALVENARIA 
VEDAÇÃO E ESTRUTURAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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APRESENTAÇÃO 
A alvenaria é um elemento construtivo fundamental no projeto estrutural de 
uma edificação. Uma alvenaria de qualidade complementa o bom desenvolvimento 
das demais etapas construtivas, além de contribuir com a segurança da obra. 
Temos duas opções de alvenaria: estrutural e de vedação. 
A principal diferença entre elas é que a alvenaria estrutural (que utiliza bloco 
estrutural adequado, tijolo estrutural, tijolo de concreto, bloco de concreto, etc.) 
serve como a própria estrutura da obra, podendo dispensar totalmente o uso de 
concreto armado (pilares e vigas). A alvenaria de vedação é uma técnica tradicional 
que suporta apenas o seu próprio peso, necessitando por isso de vigas e pilares (em 
concreto armado ou estrutura metálica) para dar sustentação. 
 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai entender que um tipo de alvenaria 
não substitui o outro, pois exercem funções distintas. 
 Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes 
aprendizados: 
 Relacionar as diferenças entre alvenaria de vedação e alvenaria estrutural. 
 Identificar a alvenaria adequada para cada situação/obra. 
 Dimensionar a espessura de paredes em alvenaria autoportante. 
 
 
INFOGRÁFICO 
Você sabia que a alvenaria de vedação não substitui a alvenaria estrutural? 
Os dois sistemas, no entanto, podem utilizar blocos de concreto ou cerâmicos. 
Qualquer que seja o material, o importante é que a alvenaria tenha boa qualidade e 
que o projetista conheça as diferenças de comportamento. A alvenaria de vedação é 
projetada para resistir basicamente a seu próprio peso, necessitando de uma 
estrutura ("esqueleto") de suporte pouco deformável, em concreto armado ou 
metálica. 
A alvenaria de vedação não precisa funcionar nem mesmo como travamento 
da estrutura que a envolve. Já a alvenaria estrutural vai além, devendo resistir a 
outras cargas e ações. Uma parede estrutural não pode ser removida, assim como 
não podem ser feitos furos horizontais no plano da parede, que comprometem a sua 
seção transversal – seria o mesmo que retirar um pilar de uma construção no 
sistema tradicional. Para entender melhor, confira o infográfico! 
 
 
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INTRODUÇÃO 
A alvenaria é um elemento construtivo fundamental no projeto estrutural de 
uma edificação. Uma boa alvenaria complementa o bom desenvolvimento das 
demais etapas construtivas, além de contribuir com a segurança da obra. 
Neste texto, você vai aprender sobre os tipos de alvenaria: estrutural e 
vedação. Você vai ver que a principal diferença entre elas é que a alvenaria 
estrutural (que utiliza bloco estrutural adequado, tijolo estrutural, tijolo de 
concreto, bloco de concreto e etc.) serve como a própria estrutura da obra, podendo 
dispensar totalmente o uso de concreto armado (pilares e vigas); e, já a alvenaria de 
vedação (técnica tradicional) suporta apenas o seu próprio peso, por isso necessita 
de vigas e pilares (em concreto armado ou estrutura metálica) para dar 
sustentação. 
Além disso, você vai compreender que um tipo de alvenaria não substitui o 
outro, pois cada um exerce uma função diferente. 
 
ALVENARIA 
Atualmente, a alvenaria é entendida como um conjunto maciço, coeso e 
rígido, de pedras (naturais), tijolos ou blocos (elementos de alvenaria) unidos entre 
si de modo estável, pela combinação de juntas e interposição de argamassa (junta 
tomada), ou somente pela combinação de juntas (junta seca), em fiadas horizontais 
que se sobrepõem uma sobre as outras. 
A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos 
construtivos (paredes, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural, de 
vedação (paredes externas) ou divisão de ambientes (paredes internas). 
Quando a alvenaria é dimensionada e empregada na construção para resistir 
cargas, ela é chamada alvenaria resistente ou estrutural (autoportante), pois além 
do seu peso próprio, ela pode suportar esforços verticais (como peso das lajes, 
telhados, pavimento superior, etc.) e horizontais (por exemplo, empuxo de terra e 
vento). Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além 
de seu peso próprio é denominada alvenaria de vedação. 
 
As paredes (alvenarias) de modo geral, devem possuir as seguintes características técnicas, segundo a 
ABNT NBR 15575-4:2013 (Desempenho das edificações – sistemas de vedações verticais): 
 Resistência mecânica – aos movimentos térmicos e à pressão do vento. 
 Isolamento térmico e acústico. 
 Resistência ao fogo. 
 Estanqueidade – impedir às infiltrações de água pluvial, a migração de vapor de água e regulagem 
da condensação. 
 Durabilidade. 
 Segurança para usuários e ocupantes – resistir a impactos. 
 Servir de base ou substrato para revestimentos em geral. 
 
Os desempenhos estabelecidos para os sistemas de vedação vertical em uma 
edificação, devem envolver o conjunto de paredes e esquadrias (portas, janelas e 
fachadas). A norma supracitada, por exemplo, apresenta os níveis internos de 
variação de temperatura obrigatórios de acordo com cada região climática 
brasileira. 
 
ALVENARIA CONVENCIONAL (VEDAÇÃO) 
O chamado edifício convencional tem sua estrutura formada por um pórtico 
espacial de concreto armado. Nestes, em geral, as alvenarias são feitas de tijolos 
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cerâmicos furados, hoje tanto na horizontal como vertical, mas pode-se usar tijolos 
cerâmicos maciços ou blocos vazados de concreto. Não há grandes preocupações 
com um controle sobre as características mecânicas dos tijolos e blocos de 
concreto, como também sobre a resistência da argamassa de assentamento. 
Como as alvenarias não possuem função estrutural, elas podem ser cortadas 
à vontade para passagem de tubulações hidráulicas e eletrodutos. O usuário pode 
trocar portas e janelas de lugar (o que ocorre com frequência). O pedreiro, inclusive, 
corta (quebra) os tijolos para complementar as fiadas (usa pedaços de tijolos). Erros 
de prumo e alinhamento horizontal (barrigas) das paredes são aceitáveis, quando se 
pode corrigir depois com reboco (grandes espessuras de argamassa podem ser 
necessárias). Muitas vezes, o canteiro de obras apresenta congestionamento de 
entulho, desorganização e/ou falta de limpeza da obra. 
 
Vantagens do edifício convencional: 
 Grande flexibilidade arquitetônica. 
 Não há necessidade de grande controle sobre a qualidade dos materiais e da mão de obra na 
execução das paredes. 
 O desenvolvimento da tecnologia do concreto permite construir edifícios muito altos, com 
grandes balanços e estrutura esbelta. 
 
Desvantagens do edifício convencional: 
 Desperdício de material: devido ao “faz e quebra”, aos enchimentos de paredes para corrigir 
desaprumos, etc. 
 Maior custo em mão de obra: deve-se executar a estrutura de concreto armado e, depois, as 
paredes. 
 O custo total da obra convencional pode chegar a 25% acima do custo de um edifício 
executado com alvenaria estrutural, depende do número de pavimentos da edificação. 
 
Alvenaria estrutural 
Alguns elementos estruturais de concreto armado são indispensáveis, como 
lajes, escadas e fundações. 
As paredes são os principais elementos estruturais responsáveis por 
transferir as cargas verticais e as ações horizontais para as fundações, por isto não 
podem ser cortadas para passagem de tubulações ‒ são admitidos apenas 
pequenos cortes com muita restrição. Os eletrodutos são encaixados dentro dos 
furos dos blocos e, as tubulações hidráulicas, são colocadas em blocos especiais ou 
shafts. 
 
 Deve haver um rigoroso controle da resistência e das dimensões dos blocos, os quais podem 
ser cerâmicos ou de concreto. 
 A qualidade da argamassa de assentamento é determinada em ensaios de prismas 
(normalmente, dois blocos unidos com a argamassa). 
 Pode-seensaiar, também, pequenas paredes. 
 Especial atenção é dada ao prumo e alinhamento horizontal das paredes. 
 Caso o desaprumo ou “embarrigamento” sejam grandes, a parede deve ser de- molida e 
refeita. 
 Os blocos não podem ser quebrados ou cortados pelo pedreiro, exigindo, que o projeto seja 
modulado de forma a se obter um número inteiro de blocos (mais meio bloco). 
 Alguns blocos vêm de fábrica furados na horizontal para permitir a passagem de elementos e 
instalações, o que diminui levemente sua resistência. 
 O usuário não pode trocar portas e janelas de lugar, muito menos demolir paredes. 
 
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O projeto pode prever que algumas paredes não tenham função estrutural. 
Essas paredes podem ser cortadas para colocação de eletrodutos e tubulações 
hidráulicas (denominadas de “paredes hidráulicas”). As paredes hidráulicas podem 
ser executadas com tijolos cerâmicos comuns ou com blocos de concreto não 
estrutural (de menor resistência). Deve-se ter cuidado de evitar que as lajes se 
apoiem nelas, deixando um espaço vazio entre a laje e o topo da parede. 
 
Vantagens do edifício de alvenaria estrutural: 
 Menor desperdício de material e de mão de obra. 
 Redução do tempo de execução, com redução de custo. 
 Canteiro de obras limpo e com grande controle de todas as etapas da execução. 
 Ideal para construções de baixa renda, condomínios residenciais de pequena altura (4 a 5 
andares). 
 Também indicado para edifícios mais altos: 10, 15 até 20 andares, desde que haja materiais 
adequados e mão de obra qualificada. 
 
Desvantagens do edifício de alvenaria estrutural: 
 Exigência de controle rigoroso em todas as etapas da construção (fiscalização intensa). 
 Exigência de mão de obra mais qualificada. Em geral, é necessário dar treinamento aos 
operários. 
 A construção deve ser modulada, o que limita o projeto arquitetônico quanto às dimensões 
dos vãos e o posicionamento das paredes. 
 Há certa limitação quanto à altura do edifício. 
 
Os componentes da alvenaria estrutural diferem sensivelmente à alvenaria 
convencional, principalmente quando utilizado internamente nos blocos, reforços 
estruturais pontuais: 
 
 Bloco: componente básico da alvenaria (cerâmico ou de concreto). 
 Junta de argamassa: utilizada na ligação dos blocos. 
 Graute: microconcreto (feito com agregados graúdos de pequeno diâmetro) e 
autoadensável (grande fluidez, não precisa de vibração); utilizado para 
preenchimento de espaços vazios de blocos com a finalidade de solidarizar 
armaduras à alvenaria ou aumentar sua capacidade resistente; 
 Armaduras: aço para concreto armado CA e aços para concreto protendido CP 
(nas alvenarias protendidas) 
 
 
Dimensionamento de um prédio não estruturado 
O dimensionamento de um prédio não estruturado tem por objetivo maior 
verificar as espessuras das paredes e o tipo de tijolo (ou bloco) a ser utilizado na 
execução das paredes internas e externas, tomando como base as paredes internas 
e externas mais solicitadas. Também devem ser analisadas, de modo separado, as 
paredes da caixa da escada, pois normalmente é sobre elas que se apoia o 
reservatório superior. 
O número máximo (recomendado) de pavimentos para prédios não 
estruturados é de 5 pavimentos, utilizando-se tijolos maciços (bloco convencional). 
 Para o dimensionamento de prédios não estruturados, considera-se que a 
tensão admissível para tijolos maciços é de 6,0 kg/cm2 e para blocos cerâmicos 
vazados é de 2,0 kg/cm2. Também faz parte do dimensionamento de prédios não 
estruturados, o cálculo das vigas de cintamento, vergas, coxins, além, é claro, das 
lajes, vigas e fundações. 
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Roteiro de cálculo para alvenaria autoportante 
1. Paredes mais solicitadas: verificar qual a parede (externa ou interna) é 
mais solicitada. Isto se faz pela área de contribuição das lajes sobre as paredes (ver 
Figura 1) – determinando a área de um trapézio ou tri- ângulo. Verifica-se também 
qual o maior lado do trapézio ou triângulo escolhido (L). 
 
 
 
2. Carga do telhado: se for o pavimento superior, considerar a carga do 
telhado, que pode ser diretamente distribuída na laje de forro. Pode-se 
adotar: q = 180 kg/m2. 
3. Carga acidental: verificar a carga acidental a que está submetida à laje 
considerada, conforme ABNT NBR 6118:2003 e ABNT NBR 6120:1980 (NB 
05). 
4. Carga de revestimento: verificar se há revestimento na laje. Pode-se adotar: 
q= 70 kg/m2. 
 
5. Reação da laje (Rlaje): calcular a reação da laje sobre a parede, que é dada 
pela fórmula a seguir. 
R
laje
= (Σ cargas × área da figura) / maior lado 
 
6. Reação da viga de cintamento superior (RVCS): calcular a reação da viga 
de cintamento superior com a fórmula abaixo. 
 
Rvcs= base × altura × peso específico do concreto 
Obs.: peso específico do concreto = 2.500 kg/m3. 
 
7. Reação da Parede (Rparede): calcular a reação da parede – considerando o 
ponto mais desfavorável (pé da parede). Obs.: deve ser considerado o peso da 
parede dado pela ABNT NBR 6120:1980 (NB 05), considerando o maior peso 
para a maior espessura a ser adotada. 
 
Rparede= peso próprio × pé direito 
 
8. Espessura da parede (e): fazer o somatório de todas as reações, sendo que a 
espessura da parede é dada por: 
 
e = somatório das reações / tensão admissível da alvenaria 
 
9. Dimensionar a parede a cada pavimento, sempre somando as reações dos 
pavimentos anteriores. Não esquecer que, para paredes internas, a 
composição de cargas leva em consideração duas lajes. 
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10. Fundação direta contínua: dimensionar a fundação direta contínua, se for 
o caso, considerando: 
 A soma das reações de todos os pavimentos 
 A reação da viga de cintamento inferior 
 O peso próprio da fundação. 
 
O peso próprio da fundação pode ser considerado, para efeitos do seu dimensiona- 
mento, como 15% de todo o peso que age sobre ela. Deve-se adotar uma altura para a 
fundação de acordo com sondagem e calcular a largura (l), que é dada pela fórmula: 
l = Reação total / Tensão admissível do solo 
 
11. Paredes da caixa da escada: considerar a carga do reservatório (200 litros 
de água/pessoa/dia, ou outra carga dada pelo projeto de instalações 
hidrossanitárias), mais a reação das paredes do reservatório, da laje de fundo e da 
laje de tampa, caso este se apoiar sobre a caixa da escadaria. Considerar a carga 
acidental para escadas dada pela ABNT NBR 6120:1980 (NB 05). 
 
 
DESAFIO 
Sua construtora vai participar de uma concorrência para a construção de 
uma subestação abrigada (baixa tensão), uma pequena edificação com as seguintes 
características arquitetônicas: 
Dimensões = 4,10 m x 3,20 m. 
Pé-direito = 3,00 m. 
Viga cintamento = 10 cm x 20 cm. 
Laje de cobertura = 8 cm. 
Logicamente, a concessionária de energia, no projeto arquitetônico, 
estabelece a espessura das paredes (20 cm), mas você, pensando em utilizar 
alvenaria autoportante, com tijolo furado comum (resistência de 1,0 MPa, mínimo 
recomendado pela NBR 7171, bloco classe 10), vai conferir a espessura mínima 
necessária. 
 
 
 
Qual é a espessura necessária da parede para suportar a carga dessa 
edificação? 
Padrão de resposta esperado 
 
 Parede mais solicitada: as duas com 4,10 m de comprimento (ver figura). 
 Carga do telhado: não tem. 
 Carga acidental: adotar o peso de uma pessoa, para manutenção ou limpeza: 100 kg/m2. 
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 Carga de revestimento: não tem. 
 Peso próprio da laje: 2500 kg/m3 x 0,08 m (espessura da laje: 8 cm): 200 kg/m2. 
 Carregamento da laje (Q): 200 kg/m2 + 100 kg/m2: 300 kg/m2. 
 Área de influência da laje sobre a parede mais carregada (ver figura): 4 m2. 
 Reação da laje: Rl = (Q x A) / L: R = (300 kg/m2 x 4 m2) / 4,10 m: Rl = 292 kg/m. 
 Reação da viga: Rv = (b x h) x (2.500 kg/m3): Rv = (0,1 m x 0,2 m) * (2.500 kg/m3): Rv = 50 
kg/m. 
 
 Peso próprio da parede (20 cm): para tijolo 6 furos com parede revestida nos dois lados: 
bloco vazado = 280 kg/m2. 
Reação da parede: Rp = peso próprio x (pé-direito - altura viga cintamento): Rp = 280 
kg/m2 x (3 m - 0,2 m): Rp = 784 kg/m. 
 Tensão admissível da alvenaria: 1,0 MPa = 101971,6 kg/m2. 
 Espessura necessária para parede: e = (somatório das reações) / (tensão admissível da 
alvenaria): e = (Rl + Rv + Rp) / tensão adm.: e = (292 + 50 + 784) / 101971,6: e = (1.126 
kg/m) / 101971,6 kg/m2: e = 0,011 m: ou 1,1 cm. 
 
 
RESPOSTA: considerando apenas a carga vertical 
(de compressão), sem o uso de coeficientes de segurança 
(majoração de cargas), 1,1 cm de espessura na parede 
seria suficiente para esta edificação de pequeno porte. 
Observe que o peso específico do concreto armado é de 
2.500kg/m3 
 
 
 
 
NA PRÁTICA 
O processo de execução de alvenaria 
estrutural, no qual os blocos das 
paredes são utilizados como elementos 
da estrutura da edificação, está em 
franco desenvolvimento no Brasil. Com a 
instalação de novos equipamentos 
(importados e nacionais), essa tecnologia 
vem ocupando seu espaço na 
construção civil. 
Por demandar menor tempo de 
execução, as edificações em alvenaria 
estrutural são indicadas para 
empreendimentos com prazos de conclusão rígidos, a custos menores 
comparativamente à estrutura convencional. Vêm conquistando espaço nas 
empreitadas de muros, obras residenciais (casas e edifícios de diversas alturas) e 
obras de grande porte, como pavilhões (hipermercados e indústrias). 
Todas essas possibilidades de utilização dos blocos de alvenaria impõem um 
detalhe essencial: a qualidade. É fundamental que os blocos atendam às 
especificações dos projetistas no que se refere à resistência à compressão, absorção 
de água, dimensão e retração por secagem (definidas pela NBR 6136 e correlatas). 
É importante que os responsáveis pela aquisição e aplicação dos blocos estejam 
conscientes desse procedimento, que sejam devidamente treinados e conhecedores 
dos detalhes mais simples.

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