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THAMIRES JUNGER – 4D - PSIQUIATRIA TRANSTORNO DE ANSIEDADE Transtorno de Pânico Agorafobia Fobia Específica Fobia Social Transtorno de Ansiedade Generalizada ANSIEDADE FISIOLÓGICA MEDO x ANSIEDADE - Sinais de alerta que advertem sobre uma ameaça interna ou externa - Instintos de luta ou fuga A ansiedade é um sinal de alerta; indica um perigo iminente e capacita a pessoa a tomar medidas para lidar com a ameaça. O medo é uma resposta a uma ameaça conhecida, externa, definida ou não conflituosa; a ansiedade é uma resposta a uma ameaça desconhecida, interna, vaga ou conflituosa. FATORES DE RISCO – TRANSTORNO DE ANSIEDADE Sexo feminino Baixa escolaridade História familiar de depressão Raça branca Abuso sexual na infância Experiências traumáticas até os 21 anos Ambiente familiar conturbado Baixa autoestima THAMIRES JUNGER – 4D - PSIQUIATRIA 1) TRANSTORNO DE PÂNICO DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA - Prevalência ao longo da vida: Transtorno de Pânico: 1-4% Ataques de Pânico: 3-5,6% M: H = 3:1 - Idade média de início: 25 anos, mas pode se desenvolver em qualquer idade. FATORES DE RISCO - História recente de divórcio ou separação - Parentes de 1º grau com o transtorno- aumento do risco em 4-8x - Acontecimentos de vida estressantes ETIOLOGIA - Desregulação noradrenérgica, serotoninérgica e GABAérgica - Anormalidade em: Tronco cerebral (principalmente locusceruleus)- Respostas autonômicas do medo Sistema límbico- Geração da ansiedade antecipatória Córtex pré-frontal-Geração da esquiva fóbica DIAGNÓSTICO TRANSTORNO DE PÂNICO - DSMV CRITÉRIO A Ataques de Pânico recorrentes e inesperados que ocorrem 4 ou +: 1. Palpitações, coração acelerado, taquicardia. 2. Sudorese. 3. Tremores ou abalos. 4. Sensações de falta de ar ou sufocamento. 5. Sensações de asfixia. 6. Dor ou desconforto torácico. 7. Náusea ou desconforto abdominal. 8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio. 9. Calafrios ou ondas de calor. 10. Parestesias 11. Desrealização ou despersonalização 12. Medo de perder o controle ou “enlouquecer”. 13. Medo de morrer. THAMIRES JUNGER – 4D - PSIQUIATRIA CRITÉRIO: B, C e D - Pelo menos um dos ataques deve ser seguido de 1 mês ou mais de pelo menos uma das características: 1. Apreensão ou preocupação persistente acerca de ataques de pânico adicionais ou sobre suas consequências 2. Uma mudança desadaptativa significativa no comportamento relacionada aos ataques - A perturbação não é explicada pelo uso de substâncias, outra condição médica ou outro transtorno psiquiátrico DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Ansiedade social Fobias específicas TOC TEPT Transtorno de ansiedade de Separação COMORBIDADES - 91% irá ter outro transtorno psiquiátrico - Transtorno depressivo maior (40-80%) - Transtorno de ansiedade social - Fobia específica - TAG - TEPT - TOC - Hipocondria - Transtornos de personalidade - Transtornos relacionados ao uso de substâncias (20-40%) FATORES DESENCADEANTES Esforço físico Atividade sexual Trauma emocional moderado Cafeína Álcool Nicotina Situações desagradáveis no ambiente de trabalho Padrões anormais de sono e de alimentação. CARACTERÍSITICAS CLÍNICAS - Início e escalonamento rápido dos sintomas (10 minutos) - Não é possível identificar o fator desencadeante - Duração média de 20-30 minutos, mas pode durar 1h - Ansiedade antecipatória antes de novos ataques. - Exame psíquico durante o ataque de pânico: Dificuldade de concentração Confusão mental Dificuldade na fala Comprometimento da memória CURSO E PROGNÓSTICO - Geralmente é crônico - Início no começo da vida adulta - Curso variável para cada paciente 30-40% assintomáticos a longo prazo 50% tem sintomas leves THAMIRES JUNGER – 4D - PSIQUIATRIA 10-20% continua tendo sintomas significantes Frequência e quantidade de ataques pode variar TRATAMENTO - Psicoterapia Terapia cognitivo-comportamental Terapia de grupo Terapia familiar - Farmacoterapia – 8-12 meses ISRS (principal: paroxetina) Clomipramina Venlafaxina - Benzodiazepínicos De forma contínua por 4-12 semanas no máximo SOS Risco maior de recaída se usado cronicamente 2) AGORAFOBIA DEFINIÇÃO - Medo ou ansiedade em relação a lugares dos quais a fuga pode ser difícil - ¾ dos pacientes com Transtorno de Pânico possuem Agorafobia EPIDEMIOLOGIA - Prevalência ao longo da vida de 2-6% - Pode surgir após um evento traumático DIAGNÓSTICO - Medo ou ansiedade persistentes por mais de 6 meses em 2 ou +: 1. Uso de transporte público 2. Permanecer em espaços abertos 3. Permanecer em locais fechados 4. Permanecer em uma fila ou ficar em meio a uma multidão. 5. Sair de casa sozinho. A evitação é devida ao pensamento de que pode ser difícil escapar ou de que o auxílio pode não estar próximo caso ocorra um ataque de pânico ou outros sintomas incapacitantes ou constrangedores - Essas situações quase sempre causam medo ou ansiedade e são evitadas ativamente - O medo e a ansiedade são desproporcionais aos perigos reais - Causam sofrimento, disfunção social e profissional - Não pode ser explicada por outras condições clínicas ou mentais DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS Fobia específica Fobia social TOC Transtorno dismórfico corporal Transtorno de ansiedade de separação Transtornos psicóticos Depressão CURSO E PROGNÓSTICO - Quando associada com Transtorno de Pânico- melhor prognóstico - Se isolada, geralmente é crônica e incapacitante - Pode ter depressão e uso de substâncias associados. THAMIRES JUNGER – 4D - PSIQUIATRIA TRATAMENTO - Psicoterapia - Farmacoterapia ISRS Clomipramina Imipramina Benzodiazepínicos 3) FOBIA ESPECÍFICA DEFINIÇÃO - Medo intenso e persistente de um objeto ou de uma situação - Desenvolvimento de ansiedade intensa/ pânico quando exposto a esse objeto EPIDEMIOLOGIA - 5-10% da população pode ser afetada - Prevalência ao longo da vida de 10% - Transtorno mais comum em mulheres - 2º transtorno mais comum em homens - Principais fobias: animais, tempestades, altura, doença, ferimento e morte ETIOLOGIA – TEORIAS PSICODINÂMICAS - Associação de um objeto ou situação com emoções de medo e pânico Pode ser decorrente de um incidente interno ou externo - Estressores ambientais principalmente na família - Comportamentos associados à fobia: Modelagem Esquiva fóbica Antecipação da humilhação, da crítica e do ridículo Atitude contrafóbica - Fator genético: 2/3 a ¾ das pessoas possuem parentes de 1º grau com fobia do mesmo tipo - Princípio básico do tratamento: autoexposição à situação temida. DIAGNÓSTICO 1) Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou situação 2) O objeto ou situação fóbica invariavelmente provoca uma resposta imediata de medo ou ansiedade 3) E é ativamente evitado ou suportado com intensa ansiedade ou sofrimento. 4) O medo ou ansiedade é desproporcional em relação ao perigo real imposto 5) É persistente, geralmente com duração mínima de seis meses 6) Causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo funcional DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS Transtorno de Pânico TOC TEPT Transtorno de ansiedade de separação THAMIRES JUNGER – 4D - PSIQUIATRIA Fobia social Transtornos psicóticos Depressão Uso de substâncias CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS - Categorizado de acordo com o estímulo fóbico: Animal Ambiente natural Sangue-injeção-ferimentos Situacional Outros - Sintoma de medo ocorreapenas na exposição ou na antecipação do objeto específico COMORBIDADES - Geralmente presente em 50-80% dos casos - Transtornos de ansiedade - Transtornos de humor- depressão em 1/3 dos casos - Transtornos por uso de substâncias CURSO E PROGNÓSTICO - Algumas fobias podem iniciar na infância (5-9anos)- fobia de animais, ambiente natural e sangue-injeção-ferimentos - Fobias situacionais geralmente iniciam por volta dos 20 anos - Podem persistir por vários anos - Pode ser incapacitante TRATAMENTO - Psicoterapia Terapia comportamental Dessensibilização sistemática - Farmacoterapia Beta- bloqueadores Benzodiazepínicos 4) FOBIA SOCIAL\ ANSIEDADE SOCIAL DEFINIÇÃO - Medo do constrangimento em situações sociais - Pode ser específico ou não - A ansiedade social só é um transtorno caso impeça o indivíduo de realizar a atividade desejada ou cause sofrimento acentuado. EPIDEMIOLOGIA - Prevalência de 3-13% ao longo da vida - Mais frequente em mulheres - Comum dos 5-35 anos - Costuma iniciar-se na adolescência COMORBIDADES - Outros transtornos de ansiedade - Transtornos de humor - Transtornos relacionados ao uso de substâncias - Bulimia nervosa ETIOLOGIA - Crianças com padrão persistente de inibição comportamental THAMIRES JUNGER – 4D - PSIQUIATRIA - Filhos de pais com transtorno de pânico Timidez excessiva - Pais pouco carinhosos, mais rejeitadores e mais superprotetores - Maior sensibilidade ou maior liberação de noradrenalina ou adrenalina - Disfunção dopaminérgica - Parentes de 1º grau- risco de 3x CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS - Pode estar presente em: Interações sociais Situações em que pode estar sendo observado Situações de desempenho na frente de outras pessoas - Envolve o medo de ser humilhado, constrangido, rejeitado ou medo de ofender os outros DIAGNÓSTICO 1) Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou mais situações sociais em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por outras pessoas 2) O indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas de ansiedade que serão avaliados negativamente 3) As situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade. 4) As situações sociais são evitadas ou suportadas com intenso medo ou ansiedade. 5) O medo ou ansiedade é desproporcional à ameaça real apresentada pela situação social e o contexto sociocultural. 6) O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente durando mais de seis meses. 7) O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo funcional DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS - Transtorno de Pânico - Transtorno dismórfico corporal - Transtorno do espectro autista - Não pode ser justificado por outras condições médicas. CURSO E PROGNÓSTICO - Início no final da infância e começo da adolescência - Tendencia a cronicidade - Interferência na vida social e profissional TRATAMENTO - Psicoterapia Cognitiva- Comportamental Retreinamento cognitivo Dessensibilização Treinos durante as sessões Treinos em casa - Farmacoterapia ISRS Benzodiazepínicos: lorazepam ou Alprazolam Venfalexina THAMIRES JUNGER – 4D - PSIQUIATRIA Buspiron Antagosnita B adrenérgico: atenolol ou propanolol 5) TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA DEFINIÇÃO - Ansiedade e preocupação excessivas com vários eventos ou atividades na maior parte dos dias. - Preocupação que é difícil de controlar e associada com sintomas somáticos. - Interfere em vários aspectos da vida EPIDEMIOLOGIA - Comum: prevalência de 3-8% - M: H = 2:1 - Prevalência ao longo da vida de 5% - Prevalência alta na atenção primária COMORBIDADE - 50-90% terão outro transtorno psiquiátrico - Transtorno de pânico - Outros transtornos de ansiedade - Transtornos de humor - Transtornos relacionados ao uso de substâncias ETIOLOGIA - Neuroanatomia: Lobo occipital Gânglios da base Sistema Límbico Córtex Frontal - Disfunção de neurotransmissores: Serotonina Noraepinefrina Glutamato Sistema da colecistocinina Risco genético de 25% em relação a parentes de 1º grau DIAGNÓSTICO - Ansiedade e preocupação excessivas ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos 6 meses com diversos eventos ou atividades - O indivíduo considera difícil controlar a preocupação. - A ansiedade e a preocupação estão associadas com 3 ou +: 1. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele. 2. Fatigabilidade. 3. Dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” na mente. 4. Irritabilidade. 5. Tensão muscular. 6. Perturbação do sono DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Fobia específica Fobia social TOC Transtorno dismórfico corporal THAMIRES JUNGER – 4D - PSIQUIATRIA Transtorno de ansiedade de separação Transtornos psicóticos Depressão CURSO E PROGNÓSTICO - Início no final da adolescência ou começo da vida adulta - Por volta dos 20 anos: Busca de clínico geral e especialistas para os sintomas somáticos - 1/3 busca ajuda de psiquiatra - Condição crônica - 25% tem recaída no primeiro mês após a alta - 60-80% tem recaída no ano seguinte após a alta TRATAMENTO - Psicoterapia - Farmacoterapia Antidepressivos (6-12meses) ISRS Buspirona Venlafaxina Tricíclicos Antihistamínicos BB-Bloqueadores Benzodiazepínicos